Os Benefícios do Processo de Internacionalização Javier Santiso Economista Chefe América Latina - BBVA Internacionalização de Empresas Brasileiras: Uma Estratégia para o Desenvolvimento? São Paulo, 5 de Março de 2004 1 Os benefícios do processo de internacionalização • A internacionalização da economia espanhola: uma história européia • A internacionalização da economia espanhola: uma história latinoamericana • Made in Spain: it’s not (just) economics, stupid! 2 Os benefícios do processo de internacionalização • A internacionalização da economia espanhola: uma história européia • A internacionalização da economia espanhola: uma história latinoamericana • Made in Spain: it’s not (just) economics, stupid! 3 A internacionalização da economia espanhola 1936-1959 Guerra Civil, Autarquia 1959 Plano de Estabilização 1970 Acordo Preferencial com CEE 1975 Democracia 1986 Espanha adere à UE 1989 Espanha adere ao SME 1992 Mercado Único Pré-Europa Fase I Fase II 1999 Espanha integra UME (Euro) I n t e g r a ç ã o E u r o p é i a 4 A economia da integração Européia: maior abertura externa Grau de Abertura da Economia Espanhola (X+M)/PIB (%) 70 60 UME 50 CEE 40 30 2002 2000 1998 1996 1992 1990 1988 1986 1984 1982 10 1980 20 1994 Mercado Único Europeu Liberalização do comércio, mobilidade progressiva do capital e aderência ao SME em 1989. 5 A economia da integração Européia: maior abertura externa Investimento Estrangeiro Direto (PIB %) 10% 9% Da Espanha 8% 7% 6% 5% 4% Para Espanha 3% 2% 1% 2001 1999 1997 1995 1993 1991 1989 1987 1985 1983 1981 1979 1977 1975 0% Grande fluxo inicial de IED (automotivo, alimentício, varejo, metalúrgico, bancário) e fluxo ainda maior posteriormente (bancário, telecom, utilidades) 6 A economia da integração Européia: competição crescente Desregularização do setor elétrico Decréscimo acumulado em tarifas de eletricidade residencial acima de 10% (1997- 2000). Liberalização das empresas telecom Redução de 40% nas tarifas de chamadas internacionais (1997-1999) Competição Bancária Comissões de crédito hipotecário foram reduzidos de 4% a 0,5% (1993-1997) Competição do transporte aéreo Tarifas aéreas regulares abaixaram 50% (1995). Liberalização de associações profissionais Tarifas cobradas por cartórios e registros de propriedade reduziram 50% (1997) Mercado de trabalho Novos contratos mais flexíveis (1994, 1997, 2000-01) 7 A economia da integração Européia: Fundos Estruturais % de Investimento Público Financiado por Fundos Europeus Ig(naciona l)/ Ig(U E ) (%) 60 50 Irlanda Portugal 40 30 20 Grécia 10 Investimento público, financiado em larga escala por Fundos Europeus, permitiu alcanzar o estoque de capital equivalente à 83% da média da União Européia (40% em 1986). Espanha 0 85 86 87 88 89 90 91 92 93 94 95 96 8 A Economia do Euro: ganhos de credibilidade Credibilidade Redução do déficit Menor volatilidade da taxa de câmbio Probabilidade de acesso a UME (J.P. Morgan) 100% Taxas de juros em níveis históricos de baixa França 90% 80% Portugal Espanha 70% 60% Itália 50% 30% 20% Mar-98 Feb-98 Jan-98 Dec-97 Nov-97 Sep-97 Aug-97 Jul-97 Jun-97 May-97 Apr-97 Mar-97 Jan-97 Dec-96 Nov-96 Oct-96 Sep-96 0% Aug-96 10% Jul-96 Independência do Banco da Espanha 40% 9 A Economia do Euro: efeito “guarda-chuva” BÔNUS Espaçamento de diferenciais dos bonos 10 anos com Alemanha In pontos base Na crise financeira de 1998-99, o “vôo à qualidade” em direção à Alemanha levou à somente um pequeno aumento no prêmio de risco soberano na Espanha e Itália. 0 50 100 150 200 250 Su-Di-No “Tequila” Espanha Rússia Brasil Mudanças em diferencial de longo Portugal prazo com Alemanha. Su-Di-No Esp Por "Tequila" Crise Russa 86 92 Variação Potencial Crise Brasileira Variação Potencial Ita 156 127 198 45 33 Itália 54 167 136 212 32 16 11 20 57 47 73 O que teria acontecido sem o Euro? 10 A Economia do Euro: efeito “guarda-chuva” Taxas de Depreciação Moedas Européias contra o Marco Alemão MOEDAS Tanto a peseta quanto a lira não foram afetadas pela crise dos países emergentes Rússia ou Brasil. 0% Su-Di-No 15% 20% 25% “Tequila” Russia Brazil Espanha Por Ita "Tequila" 7,7 11,0 3,7 23,4 Crise Russa Variação Potencial 6,8 0,2 0,5 0,4 9,9 3,3 20,9 Crise Brasileira 4,8 0,0 0,0 0,0 6,9 2,3 14,5 Variação Potencial 10% Grécia Taxa de Depreciação das Moedas Européias Su-Di-No Esp 5% Portugal Itália 11 A Economia do Euro: redução da taxa de juros Taxa de Juros de Longo Prazo (10 anos) 16 Espanha O processo de convergência nominal em relação a Europa levou a uma importante queda na taxa de juros, devido à redução do prêmio de risco na taxa de câmbio. 14 12 10 8 Alemanha 6 4 2002 2001 2000 1999 1998 1997 1996 1995 1994 1993 1992 1991 1990 1989 1988 1987 2 De fato, taxas de juros reais a curto prazo estão negativas atualmente. 12 Da transição ao Euro: custos primeiro, benefícios depois PIB per capita da Espanha atualmente em 85% da UE e 54% dos EUA. Transição custou em termos de PIB per capita: 1975-1986 Devido à restruturação econômica, divergência da UE em termos de PIB per capita em 8% (de 81% a 73% da média da UE). Convergência PIB per capita com UE 85% 80% 75% 1986-2002 Convergência desde membro da UE: (de 73% a 85%) 70% 65% 60% 2000 1996 1992 1988 1984 1980 1976 1972 1968 1964 1960 55% Diferencial de crescimento em 19962002 foi de 1,2 pontos. 13 Os benefícios do processo de internacionalização • A internacionalização da economia espanhola: uma história européia • A internacionalização da economia espanhola: uma história latinoamericana • Made in Spain: it’s not (just) economics, stupid! 14 Espanha é o país europeu com maior relação comercial com América Latina Proporção sobre o mercado de exportação total de cada área/país França Bélgica e Lux Alemanha Itália Holanda Reino Unido Irlanda Dinamarca Finlândia Áustria Espanha Grécia Portugal Suécia Venezuela Equador México Brasil Argentina Chile Colômbia Perú Outros Latinos UE Latam 62% 73% 56% 55% 71% 54% 61% 59% 54% 64% 71% 56% 82% 55% 7% 15% 3% 26% 18% 23% 15% 18% 16% 3% 1% 3% 4% 1% 2% 1% 2% 3% 1% 6% 2% 1% 3% 27% 27% 5% 25% 50% 22% 29% 21% 24% Resto Mundo Latam sem UE (1) 35% 26% 41% 41% 28% 45% 38% 39% 44% 35% 23% 42% 17% 42% 66% 58% 92% 49% 33% 55% 55% 60% 60% 7% 5% 6% 9% 4% 4% 2% 5% 6% 3% 21% 5% 8% 7% Fonte: Elaboração própia sobre dados CHELEM 2002. (1) Proporção que supõe o comércio latinoamericano sobre o total das exportações sem contar as intraeuropéias como tais (total por filas) Não obstante, a integração espanhola à América Latina não se deu via comércio... 15 … e sim via fluxos de capitais, particularmente IED... Investimento espanhol direto líquido na América Latina (milhões €) 30000 25000 20000 15000 10000 5000 0 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 Fonte: Registro de Investimentos Exteriores 16 … que são fluxos confiáveis e pouco voláteis... Coeficiente de variação (desvio padrão) 5 4,26 4 2,53 3 1,90 2 0,50 1 0,48 0,49 0 Desvio 80`s IED Investimento de carteira Fonte: elaboração própria baseada em dados do FMI 2003 Desvio 90`s Outros fluxos de capitais privados 17 … e motores do crescimento na América Latina Período 1980-2002 6 Crescimento do PIB (%) 5 00 4 3 2 1 99 0 01 02 -1 -2 -3 -50 -40 -30 -20 -10 0 10 20 30 Mudança das entradas de capital (US$ bilhões) 18 Espanha teve um papel muito importante em nível mundial Origens e destinos do IED na América Latina (acumulado 1992 - 2001) (milhões de €) Destinos Origem Argentina UE-15 Espanha França Países Baixos Reino Unido Alemanha Portugal Itália Outros UE E.U.A. 39.485 26.281 5.002 615 1.626 2.116 29 1.308 2.508 9.124 Brasil 67.379 26.292 9.995 9.067 4.757 3.625 9.543 2.808 1.293 32.561 Mercosul 107.456 53.488 15.246 9.326 6.000 5.851 9.573 4.061 3.913 36.799 Colômbia Venezuela 4.010 2.667 229 -424 552 502 0 28 455 2.615 6.712 1.607 1.594 1.064 -126 1.275 2 74 1.222 10.740 Andinos 16.409 8.232 2.554 1.715 1.152 1.673 16 88 979 3.522 Chile 10.678 7.816 555 1.492 349 418 11 47 -10 9.166 México 20.682 9.197 1.628 2.579 3.666 1.751 32 144 1.684 46.389 Total 161.701 80.479 20.247 15.932 13.175 9.966 9.773 4.412 7.715 97.732 Nota: Mercosul está formado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, e o "Pacto Andino" por Bolívia, Colômbia, Perú e Venezuela. Fonte: Comissão Econômica para América Latina e o Caribe (CEPAL), Eurostat e Bureau of Economic Analysis para os dados de E.U.A. É a segunda origem de IED à América Latina, só atrás dos E.U.A. 19 Por quê América Latina? Determinantes do IED espanhol na América Latina* Potencial de produção agrária 13% Disponibilidade de matérias primas 23% Qualidade das infra-estruturas 39% * Porcentagem de respostas afirmativas sobre o total. Fonte: Banco Interamericano de Desenvolvimento, Pesquisa 20002001. Tamanho do mercado 81% 100% 90% 80% 70% 60% 50% 40% 30% 20% 10% 0% Expectativas de crescimento Melhoras no 89% funcionamento dos setores 89% Disponibilidade de mão de obra qualificada 43% Baixos custos trabalhistas 50% Pertencer a uma zona ou grupo de integração 47% Estabilidade macroeconômica 72% Legislação sobre Ajudas e IED incentivos fiscais 67% 40% Estabilidade política e social 69% 20 Por quê América Latina? Obstáculos ao IED espanhol na América Latina* * Porcentagem de empresas que mencionam a causa como muito importante. Fonte: Banco Interamericano de Desenvolvimento, Pesquisa 20002001. Infra-estruturas deficientes 25% Mercados financeiros pouco desenvolvidos 25% Carência de RH qualificados 27% Burocracia e regulamentações locais Instabilidade 58% política 60% 48% 50% 40% 30% 20% 10% 0% Violência 45% Insegurança legal e jurídica 48% Pressão fiscal 23% Dificuldades para repatriar benefícios fiscais 28% Corrupção 53% Pobreza e problemas sociais 29% Risco de desvalorização 42% 21 Atrativos da América Latina: Maior Estabilidade Macroeconômica Inflação 1983 -2003 250 200 150 100 50 América Latina 2003 2002 2001 2000 1999 1998 1997 1996 1995 1994 1993 1992 1991 1990 1989 1988 1987 1986 1985 1984 1983 0 Total países em desenvolvimento Fonte: FMI 2003 22 Atrativos da América Latina: Maior abertura comercial Tarifas médias 83 80 72 64 50 32 1985 Fonte: ECLAC e S. Edwards, Crisis and Reform in LA, World Bank, 1995 16,3 15,4 9,8 Peru 8,6 Paraguai 11,2 Equador 11 Chile 11,4 Colômbia 9,3 Brasil Bolívia 9,7 México 20 13,6 30 11,6 Venezuela 34 28 Uruguai 36 Argentina 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 1996 23 Atrativos da América Latina: O Boom das Privatizações Número de Privatizações (1990-1995) 80 60 40 20 0 Argentina Brasil 1990 Colômbia 1991 1992 Chile 1993 México 1994 Perú 1995 Fonte: ECLAC Preliminary Balance of the Latin American and Caribbean Economy. 1995 24 O futuro próximo: entre os destinos preferidos pelas grandes multinacionais se destacam alguns países latino americanos NDICE 2003 ranking 1 2 E.U.A. 3 México 4 Polônia 5 Alemanha 6 Índia 7 Reino Unido 8 Rússia 9 Brasil China 10 Espanha 11 França 12 Itália 13 Rep. Tcheca 14 15 2003 2002 Canadá Japão Fonte: A. T. Kearney, 2003 25 O futuro próximo: melhora o clima empresarial na América Latina Perspectivas das empresas latino americanas (melhores expectativas - piores expectativas) 80 71 69 66 60 40 40 38 41 33 27 20 32 9 0 Receita Líquida Vendas Exportações Emprego Investimento internas Resultados 2003 Perspectivas 2004 Fonte: Câmaras oficia is da Espanha na América Latina 26 O futuro próximo: melhora o clima empresarial na América Latina Previsões sobre a receita líquida em 2004 100 90 88 87 85 76 80 75 73 71 70 Saldo líquido Média Am. Lat. 71 66 65 64 62 60 57 48 50 40 31 30 20 10 Venezuela Rep.Dominicana México Uruguai Guatemala El Salvador Costa Rica Honduras Nicarágua Perú Chile Colômbia Argentina Brasil 0 Fonte: Câmaras oficiais da Espanha na América Latina, Pesquisa perspectivas empresariais 2004 . (amostra composta por 4254 empresas de 14 países latinoamericanos). 27 A importância da América Latina como localização estratégica de investimento 66.6 A mérica Latina e Caribe 34.3 Centro e Leste da Europa 20.8 Sul e Sudeste da Ásia 17.3 Oriente Médio e Próximo 73.8 43.9 5 anos Passados 29.0 5 anos Futuros 24.3 17.8 23.1 Africa 10.0 13.1 Outros 0 10 20 30 40 50 60 70 80 O gráfico demostra a média das respostas, designando os seguintes valores aos resultados: sem respostas e não=0, baixo=25, médio=50, alto=75, top=100. Fonte: Banco Interamericano de Desenvolvimento, 2001. 28 Exposição das empresas espanholas na América Latina Exposição Latino Americana das Empresas Espanholas Investmento Renda Tributável 1 € milhões na Am. Lat. líquida 2 Final-2001 (% of Market Cap) (% do total) mar/02 2001 FINANCEIRAS 3 BBVA SCH 3 Mapfre UTILIDADES ELÉTRICAS REE 8.800 15.961 460 19,64 35,10 32,69 18,80 38,20 19,20 6 0,37 1,00 Endesa Iberdrola Fenosa Gas Natural Aguas Barcelona CONSTRUÇÃO 11.781 2.920 1.367 1.440 558 64,02 22,02 24,32 16,07 29,16 3,50 20,00 15,00 - 166 262 323 13 10,96 10,50 9,16 3,33 -6,60 -9,00 3,50 4,60 3,00 1,04 OHL Dragados Ferrovial ACS FCC Uralita TELECOMUNICAÇÕES Telefónica TEF Móviles Aumar Acesa TECNOLOGIA Terra TPI Amadeus 4 Recoletos ÓLEO Repsol OUTROS Aldeasa Metrovacesa NH Hoteles Sol Telepizza Prosegur % Brasil % Argentina % México % Chile % Outros Total 1 2 32.649 5.329 117 127 50,50 16,43 7,47 4,02 57,00 22,00 22,00 4,50 227 35 23 18 4,09 1,97 40,47 2,62 36,70 -30,10 10,00 10,00 18.750 97,57 54,00 16 8 137 361 5 322 4,26 0,75 8,79 22,08 1,35 34,55 5,22 0,70 3,84 23,00 3,54 34,00 27.998 34.753 9.520 7.370 23.596 102.181 8,30 10,30 2,82 2,19 7,00 30,61 5,48 5,93 3,60 0,52 12,87 A preços históricos Renda tributável líquida onde disponível, do contrário EBIT 3 Para bancos, investimento latino americano se refere a valoração atual Contribuição à arrecadação depois das despesas pré-consolidadas e minoritárias 4 Porcentagem de T/A geradas na Am.Lat. Fonte: Chislett 2002 29 As empresas espanholas já aparecem entre as mais internacionais do mundo... As 20 primeiras empresas não financeiras do mundo por ativos no exterior (2000) Ranking Ativos externos 1 ITN 1 2 3 4 5 6 15 73 30 42 84 46 7 8 9 10 11 12 13 14 24 80 55 47 57 44 64 52 15 16 23 93 17 18 19 20 11 4 62 87 1 Empresa País Vodafone R.U. General Electric E.U.A. Exxon Mobil E.U.A. Vivendi França General Motors E.U.A. Royal Dutch/ R.U. Shell Países Baixos BP R.U. Toyota Japão Telefônica Espanha Fiat Itália IBM E.U.A. Volkswagen Alemanha ChevronTexaco E.U.A. Hutchinson Whampoa HK, China Suez França Daimler Alemanha/ Chrysler E.U.A. News Corp. Austrália Nestlé Suíça TotalFinaElf França Repsol YPF Espanha Ativos Externos Total Vendas Externos Total Emprego Externos Total 1 ITN (%) 221.238 159.188 101.728 93.260 75.150 222.326 437.006 149.000 141.935 303.100 7.419 49.258 143.044 19.420 48.233 11.747 129.853 206.083 39.357 184.632 24.000 145.000 64.000 210.084 165.300 29.465 313.000 97.900 327.380 386.000 81,4 40,3 67,7 59,7 31,2 74.807 57.451 55.974 122.498 75.173 154.091 81.086 105.626 62.245 149.146 148.062 125.575 54.337 88.300 - 95.365 107.200 210.709 57,5 76,7 35,1 55.968 87.084 12.929 26.278 71.992 148.707 53,8 52.803 43.139 42.725 42.576 95.755 88.349 75.922 75.922 35.854 51.180 57.787 57.787 53.554 88.396 79.609 117.095 112.224 170.000 160.274 21.693 223.953 316.303 324.402 69.265 57,4 53,5 59,4 47,2 41.881 38.521 56.610 43.460 2.840 24.145 7.311 32.211 27.165 117.280 49.570 173.200 55,9 77,1 36.108 35.289 33.119 187.087 39.279 39.954 81.700 48.717 12.777 48.928 82.534 152.446 14.151 49.648 105.828 83.464 24.500 218.112 30.020 416.501 33.800 224.541 123.303 24 84,9 94,7 47,6 31.944 487.763 15.891 42.563 16.455 37.387 29,3 Índice de transnacionalidade (média dos três ratios seguintes: ativos no exterior sobre ativos totais, vendas no exterior sobre vendas totais e emprego no exterior sobre emprego total). Fonte: World Investment Report 2002 (UNCTAD) 30 … colocando a Espanha entre os países com maior índice de internacionalização Países de origem das 100 corporações transnacionais mais grandes do mundo ITN médio 1 E.U.A. Japão Reino Unido França Alemanha Suécia Países Baixos Espanha Outros 1 2000 43,0 35,9 76,9 63,2 45,9 75,7 84,4 41,6 1995 41,9 31,9 64,8 57,6 56,0 80,6 79,0 - Países de origem das 50 corporações transnacionais mais grandes das economias emergentes ITN médio 1 Nº empresas 1990 38,5 35,5 68,5 50,9 44,4 71,7 68,5 - 2000 23 16 14 13 10 3 3 2 16 Ásia América Latina México Brasil Argentina Chile Venezuela Outros 2000 32,4 28,2 42,9 24,1 22,6 15,8 35,8 1999 39,1 48,3 48,0 30,2 24,5 35,4 29,8 Nº empresas 1998 35,8 27,3 52,6 18,5 19,8 21,8 23,7 2000 33 12 5 4 1 1 1 4 Índice de transnacionalidade (média dos três ratios seguintes: ativos no exterior sobre ativos totais, vendas no exterior sobre vendas totais e emprego no exterior sobre emprego total). Fonte: World Investment report 2002 (UNCTAD) 31 Com a internacionalização, as empresas espanholas melhoram suas posições entre as maiores do mundo 1 Posição das empresas espanholas no Ranking Fortune Global 500 * 1995 101 1999 2002 201 301 401 Repsol YPF Telefónica BSCH BBVA Endesa * Ranking das 500 maiores empresas no mundo ordenadas por ingresos Fonte: Fortune Global 500 32 Com a internacionalização, sua capitalização bursátil disparou Capitalização bursátil das principais empresas espanholas na América Latina (milhões de euros) Antes e despois de consolidado o processo de internacionalização Telefónica Santander BBVA Repsol Endesa Iberdrola Antes Ano Depois Ano (%) 6,296.0 4,796.5 4,444.7 6,436.8 4,492.7 6,194.0 1992 1994 1994 1994 1991 1995 80,212.4 51,852.4 50,487.1 27,347.8 20,868.0 14,127.3 1999 2000 2000 1999 1999 2003 1174% 981% 1036% 325% 364% 128% Fonte: BBVA 33 Os benefícios do processo de internacionalização • A internacionalização da economia espanhola: uma história européia • A internacionalização da economia espanhola: uma história latinoamericana • Made in Spain: it’s not (just) economics, stupid! 34 Made in Spain: it’s not (just) economics, stupid!: O reconhecimento da marca espanhola... Número de Marcas nominações espanholas sobre um total mais conhecidas de 1437 ZARA SEAT MANGO IBERIA Freixenet Chupa Chups Telefónica BSCH BBVA Lladró Carbonell 116 115 70 52 47 46 39 37 29 29 27 El Corte Inglés Fagor Loewe Torres Borges Real Madrid Galina Blanca 22 22 22 19 19 17 16 Marcas espanholas mais conhecidas Real Madrid BBVA IBERIA Telefónica Carbonell El Corte Inglés BSCH Torres Borges SEAT Fagor Galina Blanca ZARA Freixenet Lladró MANGO Loewe Chupa Chups Fonte: Fórum de Marcas Renomadas Espanholas, 2003 Conhecimento origem espanhol da marca 100,0% 100,0% 100,0% 97,4% 96,3% 95,2% 94,7% 94,4% 88,9% 87,8% 85,7% 81,2% 78,8% 68,7% 62,1% 59,2% 57,1% 19,6% 35 Made in Spain: it’s not (just) economics, stupid!: … e o prestígio de suas empresas... Percepção de PRESTíGIO DE EMPRESAS E MARCAS ESPANHOLAS de acordo com as áreas geográficas Área geográfica Abaixo / Muito abaixo Igual Acima / Muito acima União Européia E.U.A. e Canadá América Latina China e Pacífico 39,7% 81,8% 2,1% 14,3% 17,0% 18,2% 29,2% 28,6% 68,8% 57,1% 100,0% 100,0% 43,4% 100,0% 100,0% E. do Leste e Rússia África e Oriente Médio Total 25,9% 17,6% 21,0% 100,0% 82,3% 53,1% 100,0% 100,0% 100,0% Fonte: Fórum de Marcas Renomadas Espanholas, 2003 36 Made in Spain: it’s not (just) economics, stupid!: … condicionam a percepção que se tem do país Percepção de DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO NA ESPANHA em comparação com a área geográfica Área geográfica Abaixo / Muito abaixo Igual Acima / Muito acima União Européia E.U.A. e Canadá 35,2% 86,3% 9,3% 13,6% 55,6% 100,0% 100,0% América Latina China e Pacífico E. do Leste e Rússia África e Oriente Médio Total 14,3% 5,9% 25,2% 42,9% 11,8% 9,8% 100,0% 42,9% 100,0% 82,4% 65,0% 100,0% 100,0% 100,0% 100,0% 100,0% Fonte: Fórum de Marcas Renomadas Espanholas, 2003 37 No próprio país melhora a percepção que se tem da internacionalização Atitude da população espanhola de 18 anos e acima para o investimento direto Você é a favor do investimento de firmas espanholas no exterior? % 80 2003 70 60 1995 50 40 30 20 10 0 Muito a favor / Um pouco a favor Algo em contra / Muito em contra Fonte: CIRES 1995, BRIE 2003 38 Conclusões A história européia: • A integração na Europa proporcionou à Espanha uma âncora de credibilidade, convergência em taxas de juros, menor volatilidade da taxa de câmbio, maior competição e maior abertura externa. A história latino americana: • Espanha se converteu em fonte de fluxos de capitais estáveis para a região. A maior estabilidade macroeconômica, as expectativas de crescimento e o tamanho do mercado fazem da região o destino mais atrativo para o investimento. • As empresas espanholas mais internacionalizadas aparecem entre as maiores do mundo. já 39 Conclusões Made in Spain: it’s not (just) economics, stupid!: • Com a internacionalização das empresas espanholas, • as marcas espanholas são reconhecidas no exterior, • as empresas adquiriram prestígio, • a imagem do país no exterior foi beneficiada, • inclusive, o país tem um papel diplomático significativo na região, graças à atividade das empresas espanholas. • Isto faz com que a percepção que se tem no próprio país da exportação de investimento direto ao exterior melhore. 40