1 > <> <> UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PÓS-GRADUAÇÃO “LATO SENSU” INSTITUTO A VEZ DO MESTRE <> <> <> <> <> EMPREGABILIDADE: INCLUSÃO DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA NO MERCADO DE TRABALHO <> <> <> Por: Renato Cabral da Silva <> <> <> Orientador Prof. Nelsom José Veiga de Magalhães Rio de Janeiro 2011 2 UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PÓS-GRADUAÇÃO “LATO SENSU” INSTITUTO A VEZ DO MESTRE <> <> <> <> <> EMPREGABILIDADE: INCLUSÃO DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA NO MERCADO DE TRABALHO <> <> <> <> <> Apresentação Candido de Mendes monografia como à requisito Universidade parcial para obtenção do grau de especialista em. Gestão Pública Por: . Renato Cabral da Silva 3 AGRADECIMENTOS A Deus, o que seria de mim sem a fé que eu tenho nele. Aos professores do Curso de Gestão Publica pela contribuição, dentro de suas áreas, para o desenvolvimento da monografia, e, principalmente pela dedicação e empenho que demonstraram no decorrer de suas atividades.. A todos aqueles que, direta ou indiretamente, colaboraram para que este trabalho consiga atingir os objetivos propostos. 4 DEDICATÓRIA Dedico este trabalho primeiramente a Deus, pois sem Ele, nada seria possível. Aos meus pais Manoel Lino da Silva (In Memorian) e Angelina Cabral da Silva, pelo esforço, dedicação e compreensão e ensinamentos em todos os momentos da minha vida. Em especial, aos meus padrinhos Sr. Geraldo Pinto Borges e Sra. Maria Isabel Inglez de Souza pelo carinho, incentivo e confiança, aos meus companheiros de curso pelo incentivo, cooperação e apoio além de terem me acolhido durante todo o curso, compartilharam comigo os momentos de tristezas e também de alegrias, nesta etapa, em que, com a graça de Deus, está sendo vencida e finalmente a todos os amigos que compartilham os bons e maus momentos da minha vida. 5 RESUMO O texto aborda a questão da integração da pessoa com deficiência no mercado de trabalho por meio de pesquisas bibliográficas. Apresenta o quadro de deficiência ao longo da história e no Brasil, os conceitos utilizados para o melhor entendimento de todo processo de inclusão, as formas utilizadas para inclusão no mercado de trabalho, sistema de colocação, as formas de acesso ao trabalho, emprego apoiado e como são desenvolvidas as ações afirmativas e questões relacionadas ao estudo e ao trabalho desse profissional com deficiência, a visão dos gestores diante dessa questão, falta de conhecimentos dos empresários e profissionais de Recursos Humanos, sobre as habilidades e capacidades das pessoas com deficiência, importância das instituições responsáveis pela formação profissional, que é o principal fator da exclusão dos profissionais com deficiência do mercado de trabalho, as leis que tratam dos direitos desses cidadãos, e por fim, serão apresentados os dados da Relação Anual de Informações Sociais – RAIS, contendo informações relacionadass às pessoas com deficiência, que possuem empregos formais no Brasil. 6 METODOLOGIA Foi utilizada a pesquisa bibliográfica, para o referencial desse estudo, como fonte primária livros que deram base para o conteúdo do referencial teórico e como fontes secundárias, abordamos artigos acadêmicos em sites confiáveis. Os livros e cartilhas utilizados neste estudo foram conseguidos em alguns eventos realizados por organizações que trabalham em prol das pessoas com deficiência a nível municipal, estadual e nacional, dando destaque para o Instituto Brasileiro de Defesa dos Direitos das Pessoas Portadoras de Deficiência – IBDD, Instituto Muito Especial, Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência do município do Rio de Janeiro e sites confiáveis, artigos acadêmicos e livros de autores renomados no segmento da pessoa com deficiência como Romeu Kazumi Sassaki, José Pastore, Melissa Santos Bahia, Maria Nivalda de Carvalho-Freitas e Antônio Luiz Marques, Francisco Núncio Cerigoni entre outros. . 7 SUMÁRIO INTRODUÇÃO 08 CAPÍTULO I - Histórico das pessoas com deficiência 10 CAPÍTULO II - Conceitos e Metodologias 16 CAPÍTULO III – Metodologia da inclusão 21 CAPÍTULO IV – A deficiência e o mercado de trabalho 29 CONCLUSÃO 37 BIBLIOGRAFIA CONSULTADA 40 BIBLIOGRAFIA CITADA (opcional) 42 ÍNDICE 45 FOLHA DE AVALIAÇÃO 47 8 INTRODUÇÃO Este trabalho tem por finalidade, expor quais são os fatores que afetam de maneira positiva ou negativa o processo de inclusão das pessoas com deficiência no mercado de trabalho, e as ações que as empresas vem realizando para promover a diversidade no ambiente de trabalho. A intenção ao longo do trabalho, é evidenciar por meio das referências bibliográficas como é o processo de promoção e inclusão da pessoa com deficiência no mercado de trabalho e identificar qual é a principal dificuldade dessas pessoas em conseguir um emprego formal, que é a situação problema desse trabalho. Será enfatizada também a evolução histórica, o a falta de estrutura física das organizações, educação e qualificação que é considerada o maior motivo para exclusão, o despreparo dos empresários e dos seus funcionários no momento da seleção, treinamento, admissão e integração da pessoa com deficiência no ambiente de trabalho, e por fim, os dados estatísticos dos empregos formais gerados no ano de 2009. Apesar da lei de cotas vigorarem em pleno vapor, nota-se que ainda existem diversos fatores que influenciam na baixa empregabilidade, como por exemplo, a baixa escolaridade, falta formação profissional, problemas na acessibilidade nos transportes públicos, organizações que não se adaptaram ao processo de inclusão das pessoas com deficiência no ambiente organizacional, só as contratando com o objetivo de cumprir a lei. Para que possamos verificar se existe uma relação entre o que estamos questionando e a prática, em relação à inclusão das pessoas com deficiência no mercado de trabalho, foi escolhida a pesquisa bibliográfica, utilizando livros de escritores renomados no segmento, que abordam de uma forma clara e objetiva o tema da inclusão da pessoa com deficiência, artigos acadêmicos de instituições públicas e privadas de ensino superior e material disponibilizado por organizações públicas e privadas que defendem os direitos das pessoas com deficiência a nível municipal, estadual e nacional. 9 O trabalho apresentado está dividido em 5 partes: onde abordaremos na primeira parte, o histórico das pessoas com deficiência ao longo da história, como se desenvolveu o processo legal, já na segunda parte serão apresentados os conceitos fundamentais para a inclusão das pessoas com deficiência, na terceira parte as formas de colocação no mercado de trabalho e emprego apoiado, ações afirmativas, gestão da diversidade e a construção de empresas inclusivas serão os destaques. Já no quarto e último capítulo, a deficiência e o mercado de trabalho apresentará algumas informações sobre a Convenção da Organização Internacional do Trabalho – OIT, número 159, sobre Reabilitação Profissional e Emprego de Pessoas Deficientes, realizada 1983, o decreto lei 3.298, de 20 de dezembro de 1999, que regulamentou a lei número 7.853, no seu artigo 3º, define deficiência, deficiência permanente e incapacidade, dados estatísticos obtidos por meio da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) 2009, apresentado números, maiores informações sobre as pessoas com deficiência que possuem vínculos empregatícios formais no Brasil. Por fim, será formada uma conclusão com base nas informações obtidas na pesquisa bibliográfica, e também sugerindo algumas propostas para o problema encontrado. 10 CAPÍTULO I HISTÓRICO DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA A maioria das pessoas com deficiência não são diferentes de ninguém. Como todo ser humano, eles possuem seus momentos de alegria e de tristeza, possuem suas conquistas e derrotas, ou seja, eles convivem com todas as situações pelas quais passa um ser humano sem deficiência, possuindo, porém, suas particularidades e limitações como todos sabem e por isso, são vítimas do preconceito e discriminação por parte da sociedade (MACIEL, 2000). Mas este problema não vem de agora, não é um caso moderno e nem tampouco, acontece apenas no Brasil ou em países considerados pobres. Para explicitação do que ocorre hoje com os deficientes, iremos voltar aos primórdios da criação. Naquele período as pessoas com deficiência foram consideradas e vistas como seres diferentes que deveriam ser excluídos do convívio social. Na idade primitiva não existiam registros sobre pessoas com deficiência, e sim os chamados males incapacitantes, pois os povos primitivos ainda não possuíam um conceito definido as pessoas com deficiência da época. Também, existem relatos de que os povos indígenas tiravam a vida dos seus recém nascidos, quando os mesmos possuíam alguma deficiência. Esta crueldade era feita em rituais, onde as crianças eram enterradas com vida, ou atiradas em um grande abismo, ou eram mortas por meio de outras formas cruéis que nem podemos imaginar. (PESSOTI, 1984 apud OLIVEIRA;ARAUJO;ROMAGNOLI, 2006). Já na Idade Antiga, a questão da deficiência era associada a um fardo ou a morte. Nesta época, as deficiências possuíam um enfoque religioso, sendo consideradas como forma de castigo dos Deuses e atribuindo as pessoas com deficiência poderes sobrenaturais. 11 Na idade média, foi reforçada a idéia de que as pessoas com deficiência eram incapazes e improdutivas, ficando para elas, somente a alternativa de esmolar e mendigar. Na idade moderna, com a filosofia humanística e a valorização do ser humano, começaram a ser feitas observações, estudos e experiências com as pessoas com deficiência, quando os mesmos passaram a ser vistos sob o enfoque da patologia.(BAHIA, 2006, p.19 ). Na Idade Contemporânea, as pessoas com deficiência passam a receber atendimento em instituições especiais e de forma segregada. Dessa época até os dias de hoje, a deficiência vem sendo discutida, mas é, ainda um tabu, uma lacuna que ainda não foi preenchida e compreendida por muitos. Atualmente, a grande preocupação, em relação às pessoas com deficiência, é que não sejam excluídas e que tenham a oportunidade de se adaptarem à sociedade, além de terem garantidos os seus direitos de deficiente. Com o grande avanço dos Direitos Humanos, as pessoas com deficiência estão se conscientizando de seus direitos e lutando por eles, junto ao governo e a associações. (BAHIA, 2006, p.18 ). Graças a um grande número de leis e constituições que foram e estão sendo criadas, os deficientes, hoje, possuem maiores chances de sobrevivência do que no passado. Hoje em dia, as pessoas com deficiência têm vários meios de viverem suas vidas normalmente, como qualquer outra pessoa, sendo, para isso, preciso lutar, a cada dia, para conquistar um espaço cada vez maior e fazer com que os governantes, não só, fortaleçam as leis mas, também, dêem condições para que as mesmas possam ser cumpridas (BAHIA, 2006, p.3). 1.1 Histórico dos Portadores de Deficiência no Brasil De acordo com Bahia (2006, p.20), no Brasil, o período de governo de Getúlio Vargas (1930/1945), constituiu um marco importante, com o surgimento da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que são as Leis que regulamentam o mercado de trabalho e, através das quais, foram 12 implementadas as primeiras políticas assistencialistas para as pessoas com deficiência. Segundo Bahia (2006, p.20), na década de 50, com o Governo Juscelino Kubitscheck, o Brasil passou por uma fase de mudanças na área da indústria. Esse período foi marcado pela implantação da indústria automobilística, pela chegada das multinacionais e pelo surgimento de diversos empregos que criaram oportunidades para os deficientes. Posteriormente, surgiu o período do asilismo, em que as pessoas que são vistas como diferentes (loucos, deficientes, entre outros) eram excluídas da vida em sociedade. “Em seguida, passa a vigorar a prática do assistencialismo. As pessoas com deficiência foram reconhecidas como seres de necessidade, porém marcadas pelo estigma da dificuldade e da impossibilidade. As palavras de ordem eram “proteção” e “ piedade”em relação à deficiência” (GIL, 2005 apud BAHIA, 2006, p. 21). Conforme Bahia (2006, p.21), após a prática do assistencialismo, o período seguinte foi o da Integração, que vigora até os dias de hoje, embora os seus princípios já sejam considerados ultrapassados. “A integração era o processo de preparar e inserir pessoas com deficiência na sociedade, mas, somente aquelas que fossem consideradas aptas ou capazes de conviver em uma sociedade cheia de barreiras” (SASSAKI, 2003 apud BAHIA, 2006, p.21). A inserção das pessoas com deficiência no mercado de trabalho leva uma grande desvantagem em relação à contratação de pessoas consideradas capazes de exercer funções e enfrentar as barreiras existentes no ambiente de trabalho. Por muito tempo, as pessoas com deficiência foram vistas como pessoas dignas de caridade e, talvez por ignorância ou preconceito, a sociedade evitava o contato com elas. Ainda hoje, provavelmente devido à desinformação ou às condições estruturais, as pessoas profissionalmente qualificadas e portadoras de algum tipo de deficiência, ainda, são excluídas do mercado de trabalho. Portanto, as pessoas com deficiência percorreram e ainda percorrem etapas diferenciadas de aceitação e participação completa, trabalhando para a sua inclusão social e profissional. (BAHIA, 2006, p. 26). 13 Atualmente, a deficiência é vista como um impedimento ao indivíduo que se vê privado de exercer os seus direitos, de acordo com o despreparo e preconceito da sociedade, ou seja, eles não recebem o mesmo tratamento que a sociedade, em geral, recebe e, muito menos, o direito de se socializarem. Como vivemos em uma sociedade onde a democracia não é exercida como deveria ser e onde há falta de oportunidades para as minorias exercerem seus direitos civis e políticos, a deficiência, hoje, significa ser diferenciado dos demais, receber um tratamento diferente e ser colocado fora do quadro da igualdade e da democracia. (GOFFMAN apud AMARAL, 2004, p. 51). 1.2 Proteção Legal no Brasil Com o objetivo de acabarem com a exclusão social das pessoas com deficiência, as organizações governamentais e não-governamentais, buscam assegurar seus direitos básicos. De acordo com Cerigoni (2005, p.35), “O resultado deste empenho, está evidenciado no considerável número de documentos internacionais publicados, dos quais o Brasil é signatário, e na legislação nacional pertinente à matéria”. A pessoa com deficiência está protegida de forma especial na Constituição Brasileira e na legislação existente. Em relação às garantias constitucionais, o Brasil possui um sistema de proteção bem encadeado. Conforme Cerigoni (2005, p.35), “A partir da década de 1950, iniciou-se no Brasil, a configuração de um arcabouço jurídico voltado às pessoas com deficiência”. Um dos objetivos fundamentais da República Federativa é construir uma sociedade livre, justa e solidária, bem como promover o bemestar de todos, sem preconceito de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação, além de proibir qualquer tipo de discriminação, no tocante aos salários e critérios de admissão do trabalhador com deficiência. Várias Constituições Estaduais e Leis Orgânicas dos Municípios tratam de questões relacionadas às pessoas com deficiência. A lei ordinária, nº 7853/89, criou a Coordenadoria Nacional para Integração das Pessoas com 14 Deficiência (CORDE), que assegura, aos deficientes, o pleno exercício de seus direitos básicos, inclusive à educação, saúde, trabalho, lazer, previdência social, amparo à infância e à maternidade e outros que, decorrentes da Constituição e das leis, propiciem seu bem-estar pessoal, social e econômico. Prevê, ainda, a adoção de legislação específica, que disciplina reserva de mercado de trabalho às pessoas com deficiência física e a proteção dos seus interesses coletivos ou difusos, por ações civis públicas, que poderão ser propostas pelo Ministério Público, União, Estados, Municípios e Distrito Federal, por associações constituídas há mais de um ano, por autarquias, empresas públicas, fundações ou sociedades de economia mista que incluam, entre suas finalidades institucionais, a proteção de pessoas portadoras de deficiência. O Decreto nº 914/93, que instituiu a Política Nacional para a Integração da Pessoa Portadora de Deficiência, tem como uma de suas diretrizes (art 5º) “promover medidas que visem à criação de empregos que privilegiem atividades econômicas e absorção de mão-de-obra de pessoas portadoras de deficiência, assim como proporcionar as mesmas qualificação e incorporação no mercado de trabalho. É assegurado à pessoa com deficiência, o direito de se inscrever em concurso público para provimento de cargos, cujas atribuições lhe sejam compatíveis, e reservadas até 20% das vagas oferecidas no concurso. Na lei 8.212/91, em seu art. 22ª 4º, o Poder Executivo Federal estabelece, na forma de lei, estímulos às empresas que utilizem empregados com deficiências físicas, sensoriais ou mentais, com desvio de padrão médio. A lei nº 8.213/91, em seu artigo 93 (que é a chamada lei de cotas), estabeleceu cotas compulsórias de vagas a serem respeitadas pelas empresas do setor privado, com mais de 100 empregados, observando a seguinte proporção: a) de 100 a 200 empregados – 2%; b) de 201 a 500 empregados – 3%; c) de 501 a 1000 empregados – 4%; d) 1000 empregados ou mais – 5%. 15 Deve-se ressaltar que, a dispensa do empregado deficiente ou reabilitado, somente pode ocorrer, após a contratação de substituto de condição semelhante, o que é uma garantia no emprego e não estabilidade. 16 CAPÍTULO II CONCEITOS E TERMINOLOGIA Para que possamos refletir sobre o tema exposto, é necessário entender alguns conceitos que são fundamentais para inclusão das pessoas com deficiência no mercado de trabalho. 2.1 Deficiência Deficiência é qualquer tipo de anomalia que limita a pessoa no desempenho de seus papéis sociais e suas atividades, identificando-a como uma pessoa não qualificada, ou uma pessoa estranha, com fatores biológicos afetados, ou valores sociais dentro de um contexto cultural. (FONSECA, 2001, PRIESTLEY, 1998, e FREUD, 1919 apud FREITAS e MARQUES, 2007). Conforme Fonseca (2001), a deficiência é classificada como uma análise médica, impedindo as pessoas com deficiência de exercerem suas atividades de forma apta, no ambiente organizacional. Priestley (1998), Freitas e Marques, (2007) acrescentam que, com o conhecimento da história dos deficientes, as pessoas que estão nas organizações terão uma visão mais ampla sobre a interpretação das concepções de deficiência, por meio das crenças culturais das organizações. Com isso, as pessoas saberão como lidar com os deficientes, dentro das suas limitações, e poderão fazer um estudo mais amplo de como incluí-las, somando, dentro das organizações, para que possam sentir-se úteis e totalmente aceitas. Freud (1919) ainda completa que, o deficiente é considerado uma pessoa estranha, por isso, se sente rejeitado quando inserido no ambiente de trabalho. 2.2 Inclusão Dá-se o nome de inclusão às ações de adequação das condições e práticas de trabalho, definidas como sendo os elementos, cuja presença ou 17 ausência modificam a relação entre pessoas com e sem deficiência, nas organizações, onde a sociedade tem que se adaptar para incluir a todos. (BOURDIEU, 1996 e BOUDON, 1974 SASSAKI, 1999 apud FREITAS e MARQUES 2007) Conforme Sassaki (1999) e Boudon (1974), a inclusão será entendida como uma perspectiva social da deficiência, isto é, como a busca da inserção de pessoas com deficiência, através de modificações da sociedade para ser acessível a todos. Porém Bourdieu, (1996), completa que a inclusão se dá por meio de alocar as pessoas com deficiência junto às demais pessoas, que fazem parte da organização, para realizarem as mesmas atividades. Freitas e Marques (2007), explicam, também, que consideram a deficiência como uma visão através das pessoas, e a adequação das condições de trabalho são dimensões relevantes para o estudo da inclusão. Para que esta inclusão venha a ser feita de forma favorável, é preciso saber o âmbito da cultura organizacional e de que forma a cultura colabora para esta inclusão. 2.2.1 Inclusão Laboral O processo de inclusão laboral se inicia quando as pessoas sem ou com deficiência, começam a se preparar para assumir posições no mercado de trabalho, onde irá desenvolver e colocar em práticas suas habilidades pessoais. Em contrapartida as organizações precisam se adaptar e dar condições para que as pessoas sem ou com deficiência possam desempenhar suas atividades com eficiência. A inclusão laboral constitui então um processo bilateral, em que o mercado de trabalho e, por exemplo, pessoas com deficiência, em parceria, buscam equacionar problemas, decidir sobre soluções e efetivar equiparação das oportunidades para todos os funcionários da empresa (Instituto Muito Especial, 2010, pág.4). Quanto mais espaços comuns do mercado de trabalho adotarem o paradigma da inclusão laboral, mas cedo se completará a construção de um 18 verdadeiro mercado de trabalho para todos (Instituto Muito Especial, 2010, pág.4). 2.3 Cultura Organizacional A Cultura Organizacional é vista como um molde que influencia a organização, mas que pode ser mudado, objetivando o equilíbrio organizacional, com aprendizagem em relação a problemas de adaptação e integração. Com base nos conceitos de cultura organizacional utilizado por Colla (2006), Shein, apud, Fleury (1989), a cultura organizacional engloba os valores absorvidos pelos indivíduos, podendo ser transmitidos e mudados, de acordo com o ritmo intenso das transformações no ambiente organizacional e, também, com as mudanças no comportamento organizacional do indivíduo. 2.4 Comportamento Organizacional O Comportamento Organizacional é um estudo que observa o impacto e a maneira com que os indivíduos, grupos e a estrutura atuam, com seu comportamento, dentro das organizações. Este estudo oferece desafios e, ao mesmo tempo, oportunidades, pois com a diversidade de mão-de-obra que existe dentro das organizações, fica mais fácil perceber as diferenças entre um e outro, o que servirá ou não para ser incorporado nas organizações e poderão ajudar a melhorar o ambiente de trabalho e a competitividade. Conforme Sampaio (2007) este estudo do Comportamento Organizacional sempre observará a maneira como os indivíduos, grupos e a estrutura vão atuar dentro das organizações e terá o objetivo de somar o que foi observado dentro da organização, sempre buscando melhorar. Para Luthans, Fred (2000), este mesmo estudo oferece desafios e, com eles, oportunidades de acompanhar as pessoas, que constituem uma vasta 19 diversidade de mão-de-obra nas organizações e, também, tenta incorporar o que é aprendido, com esta diversidade, dentro da organização. 2.5 Empregabilidade Durante muitos anos, a palavra empregabilidade foi conceituada como um conjunto de qualidade que uma pessoa deveria possui para ser considerada apta para o emprego. O antigo conceito dava ênfase apenas nas pessoas, cabendo ao candidato a vaga pretendida, demonstrar suas habilidades e continuar se aperfeiçoando suas qualidades para se manter empregável. O conceito que é utilizado atualmente se compatibiliza com o paradigma da inclusão laboral, é bastante diferente do antigo. Pelo conceito inclusivo, a empregabilidade de uma pessoa com deficiência é considerada como: o resultado da interação que se deve estabelecida entre o candidato e a função a ser exercida. Portanto, o candidato é responsável 50% do conceito inclusivo de empregabilidade. Os outros 50% são da responsabilidade da empresa, que deverá assegurar ao candidato a adequação dos seguintes elementos presentes na função a ser desempenhada e no local ou posto de trabalho: acessibilidade arquitetônica e usabilidade (do posto ou local de trabalho, dos equipamentos e ferramentas de trabalho); provisão de modificações (na função, no fluxograma da função, no processamento do trabalho); provisão de tecnologias assistivas e da informação e comunicação; provisão de apoios (material braile, intérprete da língua de sinais, ensino de noções básicas da língua de sinais e etc), entre outros. (Instituto Muito Especial, 2010, pág.5). 20 2.6 Terminologia Segundo Romeu Sassaki, “a construção de uma verdadeira sociedade inclusiva passa também pelo cuidado com a linguagem. Na linguagem se expressa, voluntariamente ou involuntariamente, o respeito ou a discriminação em relação às pessoas com deficiências”. Os dados que foram levantados para realização desse estudo, ratifica o que o autor menciona acima, que as pessoas com deficiência, sempre foram qualificadas como pessoas incapazes ao longo da história, por isso, receberam diversos apelidos, como aleijados, mudinhos, defeituoso físico e outros. No Brasil, vem tornando-se bem popular o termo pessoa com deficiência, sendo justificado, pois as pessoas não portam a deficiência, e que as deficiências que as pessoas possuem, não podem ser igualados como objetos que portamos no dia-a-dia, por exemplo, bolsas, carteiras, celulares e outros. O acréscimo da palavra pessoa, passando o vocábulo deficiente para a função de adjetivo, foi uma grande novidade na época. No início, houve reações de surpresa e espanto diante da palavra pessoa: “Puxa, os deficientes são pessoas!?” Aos poucos, entrou em uso a expressão pessoa portadora de deficiência, freqüentemente reduzida para portadores de deficiência. Já nos meados da década de 1990, passou a ser mais usual a expressão pessoas com deficiência, que permanece até os dias de hoje (SASSAKI, 2003). 21 CAPÍTULO III METODOLOGIA DA INCLUSÃO Para que possamos continuar entendendo como é o processo de inserção da pessoa com deficiência no mercado de trabalho, é necessário entender como é realizado o sistema de colocação, as formas de acesso ao trabalho, o que é o emprego apoiado e como são desenvolvidas as ações afirmativas em prol da pessoa com deficiência e a gestão da diversidade que é uma das formas de redução dos conflitos nas organizações. 3.1 Sistema de colocação Em 1950, no Brasil se iniciou a prática da colocação de pessoas com deficiência no mercado de trabalho. Entre em 1950 e 1970, a colocação profissional era realizada pelos Centros de Reabilitação Profissional, onde as pessoas com deficiências atendidas eram orientadas e tinham um acompanhamento do seu potencial laborativo e também os treinamentos profissionais até a colocação no emprego. Nesse mesmo período, foi também importante no esforço de colocação profissional a participação de escolas especiais, centros de habilitação, oficinas protegidas de trabalho e cursos de educação profissional (Instituto Muito Especial, 2010, pág.6) Nos anos 80, foram criados novos caminhos para inclusão da pessoa com deficiência no mercado de trabalho. Em 1995, surgiram os Centros de Vida Independente – CVI, que contribuiu e continua contribuindo para a consolidação dos direitos das pessoas com deficiência junto à sociedade, em especial na inserção no mercado de trabalho, um direito que necessita ser fortalecido a cada dia. 22 Para que o sistema de colocação possa ser realizado com sucesso, é fundamental que seja analisado e entendido como as pessoas com deficiência são inseridas no mercado de trabalho, seja com algum tipo de ajuda ou não. 3.2 Formas de acesso ao trabalho “O Decreto 3.298/99, diz que a inserção da pessoa com deficiência se dará mediante três modalidades se inserção” (ARANHA, Maria Salete Fábio, 2003, pág. 28): I---colocação competitiva: processo de contratação regular, nos termos da legislação trabalhista e previdenciária, que independe da adoção de procedimentos especiais para sua concretização, não sendo excluída a possibilidade de utilização de apoios especiais; II---colocação seletiva: processo de contratação regular, nos termos da legislação trabalhista e previdenciária, que depende da adoção de procedimentos e apoios especiais para sua concretização; e III---promoção do trabalho por conta própria: processo de fomento da ação de uma ou mais pessoas, mediante trabalho autônomo, cooperativado ou em regime de economia familiar, com vista à emancipação econômica e pessoal. O acesso ao trabalho é um tema muito discutido entre os grupos que atuam no segmento das pessoas com deficiências. Mas do que discutir, é imprescindível que sejam criados novas formas de acesso ao trabalho para as pessoas com deficiência, o que só será possível com o envolvimento de todas dos os setores da sociedade em sintonia (Governo Federal, Estadual e Municipal, Empresas e Empresários, Entidades que atuam no segmento da pessoa com deficiência e outros) 23 3.3 Emprego apoiado O emprego apoiado teve seu início há mais de trinta anos nos Estados Unidos, tendo como objetivo principal inserir pessoas com deficiência no mercado de trabalho, e depois alcançar sucesso com a inserção das pessoas com deficiência, este trabalho foi ampliado para as pessoas que não possuem deficiência, mas que possuem dificuldade de conseguir um emprego formal. O emprego apoiado prepara as pessoas com deficiência para ocupar uma função no mercado de trabalho, sendo assistido por um profissional técnico de Emprego Apoiado ou preparador laboral. A metodologia adotada nesse processo é composta pela análise do perfil e do potencial das pessoas com deficiência desempregadas e os compara com as vagas e os requisitos que são exigidos pelas empresas contratantes. ARANHA, Maria Salete Fábio (2003, pág. 24), menciona que “são inúmeras as opções disponíveis para “o desenvolvimento do emprego apoiado, que permite a inserção de pessoas com deficiências severas no mercado ocupacional competitivo, sem implicar em desvantagens para o empregador, que continua contando com os trabalhadores de que necessita ao mesmo tempo em que cumpre com sua função social de acolhimento aos cidadãos portadores de deficiência”. A mesma autora, diz que as opções mais freqüentes para inserção da pessoa com deficiência no mercado de trabalho são: a) Colocação Individual: Nesta opção, a pessoa com deficiência, já capacitada para o exercício de funções ocupacionais, pode necessitar, além dos suportes físicos (re-organização do ambiente, adaptação de objetos e/ou de maquinários), de suporte pessoal intensivo e constante, no início do processo, os quais podem ser retirados gradativamente, à medida que este vá alcançando níveis mais altos de autonomia. 24 b) Colocação coletiva: • Equipe móvel – consiste de uma equipe formada por até 08 trabalhadores, que se desloca para uma variedade de locais de trabalho, sob o acompanhamento constante de um supervisor. Na maioria das vezes as equipes móveis atuam em serviços gerais de manutenção (prédios, quintais, piscinas, aquários, etc.), e serviços de jardinagem. Outras atividades, entretanto, podem vir a constituir a tarefas ocupacionais da equipe. • Enclave – equipe geralmente atuante em empresas de manufaturação, ocupa espaço próprio, sob o acompanhamento constante de um supervisor. • Colocação dispersa – equipe geralmente atuante em indústrias, em diferentes elos da cadeia de produção, contando com um supervisor que dá, aos diferentes funcionários, o suporte de que cada um necessita. O Brasil ainda está engatinhando nas questões e ações referentes à inserção da pessoa com deficiência no mercado de trabalho, mas não podemos omitir que alguns órgãos públicos e empresas privadas têm mostrado grande preocupação com este tema. É fato que grande parte das pessoas com deficiência, quando apoiados e acompanhados, possuem plenas condições de se tornarem pessoas produtivas, e de alcançarem seu próprio sustento. Além de tudo que foi dito, é necessário avançar ainda mais, seja na eliminação de barreiras arquitetônicas e preconceitos, na resistência da sociedade e da mudança de atitude dos empregadores no momento da seleção, admissão.e na delegação das funções no ambiente de trabalho.. 25 3.4 Ações afirmativas As ações afirmativas têm sua origem nos Estados Unidos, onde suas primeiras ações formam em prol das relações trabalhistas, defendendo que nenhuma pessoa poderia ser discriminada, fosse ele sindicalista ou operário. Caso fosse comprovada a discriminação, o empregador seria forçado a cessar a discriminação e também colocar ou recolocar, os mesmos nos cargos que estariam disponíveis ou que já estavam ocupando. As ações afirmativas conciliadas com os valores defendidos pelas organizações que lutam em prol da pessoa com deficiência e simpatizantes vêm contribuindo para uma mudança significativa na implementação e reestruturação dos sistemas sociais, mecanismos de sensibilização e da gestão da diversidade. Segundo Sassaki (2004) apud Instituto Muito Especial (2010, pág..13), “esta abordagem de combate ao problema do desemprego de pessoas com deficiência contrapõe-se à idéia de solução única e final representada pela mera aplicação do sistema de cotas...” As ações afirmativas necessitam virem alinhadas com o sistema de cotas, locais de trabalho acessíveis e com a mentalidade bem aberta, para que se possam utilizar todas as potencialidades humanas existentes. “A cada empresa cabe adotar, no cerne de sua política de inclusão empresarial, o próprio programa de ação afirmativa, com referência não só às pessoas com deficiência, mas também a todos os demais segmentos da diversidade humana” (Instituto Muito Especial, 2010, pág.14) 26 3.5 Gestão da diversidade Em um mundo competitivo onde as mudanças são constantes, não podemos deixar de falar sobre a gestão da diversidade, que é transformar as diferenças existentes nas organizações, em um diferencial competitivo “Gerir organizações significa interagir com pessoas a todo o momento, significa conciliar, ou pelo menos tentar a mediação entre interesses dissidentes, percepções divergentes, necessidades específicas, relações incongruentes, gostos e estilos peculiares, emoções ambíguas e expectativas diversas. Enfim, gerir organizações implica gerir conflitos” (COX JR, 2003 apud SAJI, GENILDA, 2005). As ações afirmativas mencionadas anteriormente, são sem dúvida, fundamentais para a inclusão das pessoas com deficiência nas organizações, porém, se não existir uma gestão da diversidade bem definida e ordenada, pode trazer uma série de problemas a longo prazo. “Isso reforça a idéia de que as ações afirmativas não devem ser vistas pelo segmento empresarial como um exercício de sacrifícios, cujas bases estão forjadas em um investimento sem retorno positivo. Ao contrário, a ação afirmativa deve ser concebida como um ativo de grande “rentabilidade agregada”, pois além de se combater as desigualdades no mundo do trabalho, produz objetivamente a distribuição de riquezas e recursos capazes de alavancar diversos segmentos da cadeia de interesses da rede corporativa” (Saji, Genilda, 2005, pág.25). Contudo que foi dito acima, as organizações não devem focar apenas às ações afirmativas e sim, obter maiores resultados com a inclusão da gestão da diversidade, que é uma das ações mais difíceis. As organizações públicas e privadas têm um desafio a ser superado, que é a implantação de projetos e programas de apoio a diversidade humana seja aceita nos locais de trabalho. Esses programas ou projetos que estão sendo implementados nas organizações, vem dando um novo fôlego para a 27 inclusão das pessoas com deficiência nas organizações, pois muitas delas têm conseguido seus empregos por meio dessas atividades. Neste processo de implementação, os profissionais da área de recursos humanos, conhecimento atualmente como gestores de pessoas, são pessoas importantes agentes nessa intermediação entre as organizações e os empregados com deficiência, cabendo a eles administrar e monitorar as medidas que estão sendo tomadas e assegurar que todo o processo seja satisfatório para as partes envolvidas. Saji, Genilda (2005, pág. 32), comenta que o principal desafio encontrado no momento da implementação da gestão da diversidade, é manter a produtividade, comprometimento, qualidade e lucro igual, como havia no passado quando a empresa possuía equipes de trabalho heterogêneas. Esse comentário foi pelo autor, cria um ponto de interrogação sobre esse tema. Até que ponto as organizações estão dispostas a direcionar esforços para esse tema tão complexo, que de certo modo é arriscado, se olharmos do ponto de vista administrativo e financeiro. 3.6 Construindo empresas inclusivas Quando comentamos sobre a melhoria nos ambientes de trabalho, surgem sempre novos questionamos em relação a esse tema, o que aparece com mais freqüência é a falta de preocupação dos empregados com o bemestar dos seus funcionários. Muitos desses empresários consideram que todas as melhorias realizadas, são um favor que a empresa disponibiliza para os seus empregados, e não como um benefício para própria empresa. Segundo Hardy (2003) apud Instituto Muito Especial (2010, pág. 14), “... A sustentabilidade da saúde e do bem-estar dos empregados é igualmente essencial, mas hoje muitos trabalhadores são vítimas do estresse causado por longas jornadas de trabalho”. 28 Na visão inclusiva, as organizações e os empregados saem sempre mais fortalecidos com a prática da diversidade humana, aprendendo e respeitando as diferenças. As empresas que optam por investir na diversidade terão os seguintes ganhos: a) Baixo índice de rotatividade e absenteísmo b) Pontualidade e disponibilidade c) Vontade dos funcionários para aprender novas atividades d) Alta produtividade e) Valorização de tarefas simples f) Adaptação dos empregados a novas tarefas g) Melhor atendimento aos clientes h) Melhor relacionamento com a chefia Os empregados com ou sem deficiência terão os seguintes ganhos: a) Aumento da auto-estima b) Preocupação com a apresentação pessoal c) Convívio social d) Prática da cidadania e) Valorização familiar, pois está contribuindo com as despesas 29 CAPÍTULO IV A DEFICIÊNCIA E O MERCADO DE TRABALHO Na Convenção da Organização Internacional do Trabalho – OIT, número 159, sobre Reabilitação Profissional e Emprego de Pessoas Deficientes, realizada no dia 1º de junho de 1983, conceituou-se a pessoa com deficiência como sendo todo indivíduo, cujas possibilidades de conseguir e manter um emprego apropriado e de prosperar no mesmo fiquem substancialmente reduzidas, por causa de sua deficiência física ou mental, devidamente comprovada. Após a realização dessa convenção, o Brasil confirmou o convênio, através do decreto lei no 51, regulamentado no dia 29 de agosto de 1989, que têm como objetivo dar a pessoa com deficiência, uma garantia de emprego, integrar e reabilitar esse indivíduo, junto à sociedade. Esse convênio, além de criar garantia de emprego, integrar e reabilitar essas pessoas com deficiência prevê ações para o desenvolvimento da formação desses indivíduos e assessoria especializada para os mesmos (MTE, SIT, DEFIT, 2007, p.10). O Decreto lei 3.298, de 20 de dezembro de 1999, que regulamentou a lei número 7.853, no seu artigo 3º, define deficiência, deficiência permanente e incapacidade das seguintes formas (Ministério da Educação): a) Deficiência: corresponde a “toda perda, ou anormalidade de uma estrutura, ou função psicológica, ou anatômica, que gere incapacidade para o desempenho de atividade, dentro do padrão considerado normal para o ser humano”; b) Deficiência permanente: é “aquela que ocorre, ou se estabilizou durante um período de tempo suficiente, para não permitir recuperação ou ter probabilidade de que se altere, apesar dos treinamentos”; c) Incapacidade: é “uma redução efetiva e acentuada da capacidade de integração social, com necessidade de equipamentos, adaptações, meios ou recursos especiais, para que a pessoa com deficiência possa receber ou transmitir informações necessárias ao seu bem-estar pessoal, e ao desempenho de função, ou atividade a ser exercida”. 30 Além dessas definições, feitas pelo Ministério do Trabalho e Emprego, outros autores mostram uma visão diferente sobre o conceito de deficiência, em que consideram as deficiências como limitações de caráter instrumental, cientificamente quantificadas, que são guiadas de acordo com os critérios médicos internacionais (FONSECA, 2001). Priestley, (1998) apud FREITAS e MARQUES (2007) considera que o desenvolvimento dos estudos sociológicos sobre deficiência indica que este conceito pode ser como: “um produto físico da ação biológica sobre o funcionamento do corpo”, ou “produto de vontades individuais envolvidas na criação de identidades e na negociação de papéis”, ou “produto material das relações socioeconômicas desenvolvidas dentro de um contexto histórico específico”, ou “produto dos valores sociais desenvolvidos dentro de um contexto cultural específico”, dependendo da perspectiva de análise ontológica da deficiência”. Devido a várias definições impostas por Priestley, considera-se a deficiência como um conjunto de fatores biológicos, como falta de articulações corporais, como interpretações visando a entender e medir as definições de deficiência com precisão, mostrar uma nova questão de crenças, valores e atitudes para ajudar as formas de entendimento e ver a deficiência e as dificuldades enfrentadas pelas organizações, com possibilidades de inserir os deficientes. Os dados que serão apresentados abaixo, foram obtidos por meio do RAIS 2009 (Relação Anual de Informações Sociais), que apresenta em números, maiores informações sobre as pessoas com deficiência que possuem vínculos empregatícios formais no Brasil. 31 4.1 Relação Anual de Informações Sociais - RAIS Para que possamos entender melhor as informações que serão apresentadas neste capítulo, sobre os dados relacionados às pessoas com deficiência que possuem empregos formais no Brasil, é fundamental entender o que é o RAIS, quais os dados que coletados e de que forma ele é utilizado pelo Ministério do Trabalho e Emprego - MTE. Segundo informações colhidas no site do Ministério do Trabalho e Emprego, a Relação Anual de Informações Sociais – RAIS, é um instrumento de coleta de informações anual, que foi criada em 23 de dezembro de 1975, pelo Decreto número 76.900, e seus objetivos são: • suprimento às necessidades de controle da atividade trabalhista no País, • provimento de dados para a elaboração de estatísticas do trabalho, • disponibilização de informações do mercado de trabalho às entidades governamentais. Os dados coletados pela RAIS constituem expressivos insumos para atendimento das necessidades: • da legislação da nacionalização do trabalho • de controle dos registros do FGTS ; • dos Sistemas de Arrecadação e de Concessão e Benefícios Previdenciários; • de estudos técnicos de natureza estatística e atuarial; • de identificação do trabalhador com direito ao abono salarial PIS/PASEP. Sua declaração é anual e obrigatória a todos os estabelecimentos existentes no território nacional, independentemente de possuírem ou não empregados. Ela contempla todos os empregados formais celetistas, estatutários, temporários, avulsos, entre outros. 32 4.1.1 Resultados do RAIS 2009 Antes de começarmos analisar os dados colhidos no site do Ministério do Trabalho – MTE (RAIS), foi verificado que 288,6 mil pessoas foram declaradas como pessoas com deficiência, que representa 0,7% do total de trabalhadores empregados no mesmo ano. Dos números apresentados, 54,68% (157,8 mil), 22,74% (65,6 mil) são deficientes auditivos, 4,99% (14,4 mil) deficientes visuais, 4,55% (13,1 mil) deficientes mentais, 1,21% (3,5 mil) deficientes múltiplos e 11,84% (34,2 mil) reabilitados, conforme gráfico abaixo. Gráfico 1: Classificação dos empregados com deficiência CLASSIFICADOS COMO DEFICIENTES - RAIS 2009 Deficiências múltiplas Mentais Visuais Reabilitados Auditivos Deficiência física 0 10 20 30 40 50 60 Segundo as organizações ligadas ao segmento das pessoas com deficiência e órgãos do governo, afirmar que a queda não tem relação com uma possível diminuição global da quantidade de vagas formais de trabalho, e sim por falta de informação e preconceito, e sugerem que sejam realizadas pelos Governos, campanhas informativas que desmistifiquem os conceitos que 33 as pessoas possuem sobre as pessoas com deficiência, para mostrar que essas pessoas podem exercer muitas atividades com qualidade e perfeição. Abaixo, será apresentado o gráfico que demonstra o que foi mencionada acima: Gráfico 2: Comparativo de empregos formais criados 2008-2009 COMPARATIVO RAIS 2008 - 2009 QUANTIDADE DE EMPREGOS FORMAIS CRIADOS 2008 2009 288,6 MIL 323,2 MIL É preciso que seja tomada alguma medida com objetivo de estimular a sociedade ao debate sobre políticas publicadas voltadas para a igualdade de oportunidades, para que essa mesma sociedade possa entender que deficiência não está relacionada com ineficiência e que é necessário combater essa desigualdade com informação. 4.1.2 Total de empregos e remuneração média Os dados divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego – MTE (RAIS 2009), apresentaram que as pessoas com deficiência auditiva são as que revelaram maior diferença (58,3%) entre os rendimentos pagos segundo o gênero (R$ 2.048,25 para os homens e R$ 1.194,03 para as mulheres). No que diz respeito às demais pessoas com deficiência, a leitura dos dados revela uma menor disparidade entre os rendimentos médios auferidos por ambos os sexos, 34 variando de 74,8% para os deficientes físicos a 87,2% para os assalariados com deficiência mental. . .... As pessoas com deficiência que possuem vínculo empregatício, 65,57% são homens e 34,43% são mulheres, e os rendimentos médios dessas pessoas foram de R$ 1.670,46. O RAIS 2009 nos apresenta outros dados interessantes sobre os rendimentos das pessoas com deficiência que mostram que os empregados reabilitados recebem em média (R$ 1.866,29), pelos trabalhadores com deficiência auditiva (R$ 1.765,20) e pelos portadores de deficiência física (R$ 1.680,98), cujos rendimentos situam se acima da remuneração média desse contingente de trabalhadores. Por outro lado, deve se ressaltar que os empregados assalariados com deficiência mental são os que recebem rendimentos menores (R$ 713,91), conforme demonstrado na tabela abaixo. Tabela 1: Empregos e remuneração média por tipo de deficiência e gênero ESPECIFICAÇÃO MASC. Física FEM. TOTAL MASC. FEM. TOTAL 100.855 56.950 157.805 1.847,91 1.382,69 1.680,98 43.819 21.794 65.613 2.048,25 1.194,03 1.765,20 Visual 9.384 5.007 14.391 1.774,23 1,389,90 1.641,63 Mental 9.536 3.584 13.120 739,74 644,73 713,91 Múltipla 2.455 1.0613 3.506 1.386,66 1.119,59 1.305,20 23.187 10.971 34.158 1.995,39 1.585,03 1.886,29 189.226 99.367 288.593 1.846,57 1.331,50 1.670,46 Não deficientes 23.945.799 16.973.154 40.918.953 1.716,67 1.423,51 1.594,70 TOTAL 24.135.025 17.072.521 41.207.546 1.422,99 1.595,22 Auditiva Reabilitado Total de Defic. Fonte: RAIS/2009-MTE 1.717,66 35 4.2 Fiscalizando as organizações Em relação à contratação das pessoas com deficiência, as organizações contratantes são fiscalizadas a cada três meses, onde a mesma precisa comparecer no Ministério do Trabalho e Emprego da sua região, e comprovar que cumpre a lei e contrata pessoas com deficiência de acordo com o número de funcionários existentes. Caso a organização não possua o número mínimo de pessoas com deficiência de acordo com o artigo 93, da Lei 8.213/91, será aplicada uma multa que variam de R$ 1,2 mil a R$ 140 mil. José Carlos do Carmo, auditor fiscal do trabalho do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego), em entrevista para o site Universia (2010), relata que “no ponto de vista quantitativo, os números têm sido positivos. "Se notamos que a empresa não contrata, com certeza ela será multada, mas se existe isso, é exceção. As organizações não são chamadas apenas a cada três meses, se identificamos algum problema antes, ela é novamente chamada pelo MTE". O mesmo auditor admite, entretanto, que o sistema de fiscalização pode ser melhorado e que a quantidade de auditores que fiscalizam as organizações ainda é inferior à necessidade . 4.3 Grau de instrução e emprego Ao tomar como base o rendimento por grau de instrução, percebe-se, em geral, que os trabalhadores com maior nível de escolaridade são aqueles que percebem maior remuneração, mostrando uma correlação positiva entre o rendimento e a escolaridade. Os dados colhidos no RAIS 2009 demonstram “uma queda na geração de emprego para os níveis com menor grau de escolaridade, até o ensino fundamental incompleto, para ambos os gêneros, e um aumento dos vínculos empregatícios para todos os níveis de instrução a partir do ensino fundamental completo”. Mas na quarta série do ensino fundamental, o RAIS 2009 apresenta 36 “um maior percentual de redução (-4,26% ou – 90,9mil postos), afetando os dois gêneros, sendo da ordem de -4,31% (-67,9 mil postos) para os homens e de -4,11% (-23,0 mil postos) para as mulheres. Em seqüência, vem o declínio para os analfabetos, cujo percentual foi da ordem de -4,18% (-10,0 mil postos), proveniente de uma expressiva queda do emprego para as trabalhadoras de 7,29% (-3,4 mil postos) ante um decréscimo de 3,44% (-6,6 mil postos) para os homens”. Já no ensino médio completo aconteceu a maior elevação (+8,49% ou +1,3 milhão de postos), seguido do ensino superior completo (+7,54% ou +472 mil postos). Esses dados apresentados acima demonstram que é necessária uma reforma no ensino, melhorando a formação profissional dos professores, aumento do número de crianças nas escolas, e principalmente dar uma atenção especial a formação das pessoas com deficiência, que é um problema que deveria ser priorizado devido a grande quantidade de pessoas com deficiência existentes no Brasil, em torno de 24,5 milhões, segundo o censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE-2000). Como essas ações bem planejadas, organizadas e executadas, certamente será amenizado o problema da inclusão das pessoas com deficiência no mercado de trabalho no Brasil. 37 CONCLUSÃO O presente estudo realizado, a partir de obras literárias que tratam sobre o tema da empregabilidade das pessoas com deficiência no mercado de trabalho, foi observado que a ainda há muito que fazer, em relação às formas de políticas de preparação, sensibilização e promoção na inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho. Porém, é necessário realizar mudanças nas ações de adequação das condições e práticas de trabalho, com objetivo de oferecer condições igualitárias às pessoas com deficiência. Em relação às questões de estruturais das organizações empregadoras, o referencial estudado, nos levou a evidenciar que existe a necessidade de aumentar seus espaços físicos nos locais de trabalhos, aquisição de equipamentos específicos para a deficiência do emprego, sensibilizar e passar o conhecimento para os funcionários sem deficiência, para que o ambiente de trabalho seja realmente inclusivo. Há uma necessidade também do Governo apoiar as Instituições Educacionais, bem como, oferecer a capacitação profissional para pessoas com deficiência, contribuindo assim, para a inclusão dos mesmos. Essa ação de integração e inclusão da pessoa com deficiência nas instituições de ensino, é de grande importância para miniminizar a exclusão dessas pessoas do mercado de trabalho, servindo como agente motivador para que as instituições de ensino se modernizem e qualifiquem os profissionais de ensino para atender esse público diferenciado, para que esse despreparo não continue refletindo no momento da inclusão da pessoa com deficiência no mercado de trabalho No que se diz respeito à educação e capacitação da pessoa com deficiência no momento da seleção, treinamento e adaptação, há uma necessidade das organizações empregadoras de buscar parcerias com objetivo de capacitar o setor de Recursos Humanos (RH) e em adquirir as informações necessárias sobre as concepções de deficiência, possibilitando a esse setor ter uma visão ampla dessas dificuldades e conseguir a inclusão da pessoa com deficiência para que esta possa desempenhar suas atividades de acordo com 38 suas limitações. Através do relacionamento entre as organizações empregadoras e as Instituições Educacionais do segmento da pessoa com deficiência, caberá ao setor de Recursos Humanos das organizações oferecerem treinamentos necessários aos funcionários e às pessoas com deficiência de forma a proporcionar um ambiente de trabalho harmonioso e programar eventos de confraternização para que a pessoa com deficiência se sinta integrado e se sociabilize melhor com os demais funcionários. Existem diversos fatores solucionadores do problema da inserção da pessoa com deficiência o mercado de trabalho, como as leis que dão suporte aos deficientes, a importância da tecnologia, a habilitação e reabilitação da pessoa com deficiência e sua capacitação para o mercado de trabalho, a educação como principal fator de inclusão, adequação ao meio ambiente, para tentarmos entender e conhecer um pouco mais sobre as dificuldades encontradas pelas pessoas com deficiência de serem inseridas no mercado de trabalho. A resolução do problema para a inserção da pessoa com deficiência na sociedade e no mercado de trabalho deve partir de nós sociedade como um todo, em realmente passar por cima de obstáculos do preconceito e da discriminação a partir do momento que a sociedade se conscientizar que essas pessoas não querem ser tratadas como “pobre coitados” ou incapazes, mas buscam sua autonomia e realização profissional pessoal. Ao término deste trabalho, constata-se a existência de um enorme aparato jurídico a nível municipal, estadual e internacional, que visa promover a promoção dos direitos das pessoas com deficiências. Em âmbito internacional, a Organização das Nações Unidas (ONU), bem como a Organização Internacional do Trabalho (OIT), por meio de suas leis e convenções, expressam tais finalidades. No Brasil, a Constituição Federal de 1988, a Lei 8213/91 e o Decreto 3298/99 que a regulamenta, são os exemplos mais claros do avanço pelo qual passou, a partir de meados do Século XX, a formulação dos dispositivos legais que envolvem as pessoas com deficiências, mesmo sendo ações afirmativas importantes, elas não evitam que a pessoa com deficiência seja excluída do mercado de trabalho, pois seus direitos básicos, 39 como por exemplo, a educação que é o primeiro passo para erradicar o analfabetismo e o aumento da qualificação profissional, que é apontada como principal fator de exclusão do mercado de trabalho, seguido do despreparo das empresas nas suas estruturas organizacionais e arquitetônicas e outros. Todas essas questões mencionadas, esbarram em questões que comprometem o reconhecimento destes indivíduos enquanto cidadãos e pessoas produtivas, uma vez que a trajetória histórica da luta por reconhecimento das pessoas com deficiências foi marcada, predominantemente, pelo olhar do outro, daquele que não possuía a deficiência. Desse modo, tal qual ocorre com outras categorias excluídas (imigrantes, mulheres, nordestinos, negros, indígenas e outros), todos aqueles considerados como minorias foram alijados dos processos que definem o seu desenvolvimento. Depois de tudo que foi exposto nos capítulos desse trabalho, surgirão algumas sugestões que são consideradas como fundamentais para uma mudança significativa no processo de exclusão das pessoas com deficiência da sociedade, Tendo como base as informações dos livros e cartilhas de organizações que trabalham em prol das pessoas com deficiência a nível municipal, estadual e nacional, sites confiáveis, artigos acadêmicos e livros de autores renomados no segmento da pessoa com deficiência, é necessário que seja realizado uma campanha de conscientização a nível nacional, nos moldes das grandes campanhas utilizadas contra consumo prejudicial do tabaco, doenças sexualmente transmissíveis e vacinação. Além dos comerciais veiculados em emissoras de rádios e televisões em horários nobres, utilizando reuniões, seminários, encontros, palestras e eventos de integração, envolvendo associações de classe, entidades sociais e esportivas e escolas públicas e privadas entre alunos, professores e familiares e estimulando a inserção das pessoas com deficiência por meio da criação da tão falada e pouco executada escola inclusiva. 40 BIBLIOGRAFIA CONSULTADA BARTALOTTI, Celina Camargo. Inclusão social das pessoas com deficiência: utopia ou possibilidade?.São Paulo: Paulus, 2006. BRASIL. Decreto n. 3298, de 20 de dezembro de 1999. Regulamenta a Lei n. 7853, de 24 de outubro de 1989.Ministério da Educação, Brasília, DF, 20 dez.1999. http://www. portal.mec.gov.br/arquivos/pdf/decreto3298.pdf, acessado em 15/10/2010 INSTITUTO BRASILEIRO DE DEFESA DOS DIREITOS DA PESSOA PORTADORA DE DEFICIÊNCIA. Responsabilidade social e diversidade: deficiência, trabalho e exclusão. Rio de Janeiro, 2004. GOMES, Joaquim B. Barbosa. Ação afirmativa & Princípio Constitucional da Igualdade: O Direito como Instrumento de Transformação Social. A Experiência dos EUA. Rio de Janeiro: Renovar, 2001. SASSAKI, Romeu Kazumi. Terminologia sobre Deficiência na era da Inclusão. In:Mídia e Deficiência. Brasília: Agência de Notícias dos Direitos da Infância e da Fundação Banco do Brasil, 2003, p. 160-165. SÃO PAULO.Dieese. Nota técnica. São Paulo, SP, 2006. Disponível http://www.dieese.org.br/notatecnica/notatec22Convencao151.pdf. em: SÃO PAULO.Ministério Público do Trabalho. O trabalho protegido do portador de deficiência.Campinas, 2001. Disponível em: http://www.mp.sp.gov.br/portal/page/portal/documentacao_e_divulgacao/doc_p ublicacao_divulgacao/doc_gra_doutrina_civel/civel%2063.pdf TANAKA, Elisa Dieko; MANZINI, Eduardo José. O que os empregadores pensam sobre o trabalho da pessoa com deficiência? . Revista Brasileira de educação, São Paulo, v.11, n.2,mai.2005 a ago.2005. 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