UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAIBA
CENTRO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM AGRONOMIA
MESTRADO EM AGRONOMIA
ÁREA DE CONCENTRAÇÃO: SEMENTES
PROPAGAÇÃO E ARMAZENAMENTO DE SEMENTES DE
MANGABEIRA (Hancornia speciosa Gomes)
Edna de Oliveira Silva
AREIA-PB
FEVEREIRO-2010
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i
EDNA DE OLIVEIRA SILVA
PROPAGAÇÃO E ARMAZENAMENTO DE SEMENTES DE
MANGABEIRA (Hancornia speciosa Gomes)
Dissertação apresentada ao Programa
de Pós-Graduação em Agronomia da
Universidade Federal da Paraíba, como
parte dos requisitos exigidos para a
obtenção do título de Mestre em
Agronomia.
Orientador: Dr. Francisco de Assis Cardoso Almeida
AREIA-PB
FEVEREIRO-2010
i
Ficha Catalográfica Elaborada na Seção de Processos Técnicos da
Biblioteca Setorial do CCA, UFPB, Campus II, Areia – PB.
S 586p Silva, Edna de Oliveira.
Propagação e armazenamento de sementes de mangabeira
(Hancornia speciosa Gomes). / Edna de Oliveira Silva. - Areia:
UFPB/CCA, 2010.
105 f. : il.
Dissertação (Mestrado em Agronomia) - Centro de Ciências Agrárias.
Universidade Federal da Paraíba, Areia, 2010.
Bibliografia.
Orientador: Francisco de Assis Cardoso Almeida.
1. Sementes - mangaba 2. Sementes - qualidade fisiológica 3.
Sementes – espécie recalcitrante 4. Sementes – micropropagação I.
Almeida, Francisco de Assis Cardoso, (Orientador) II.Título.
UFPB/CCA
631.531(043.3)
CDU:
ii
EDNA DE OLIVEIRA SILVA
PROPAGAÇÃO E ARMAZENAMENTO DE SEMENTES DE
MANGABEIRA (Hancornia speciosa Gomes)
Aprovado em: 24 de fevereiro de 2010
BANCA EXAMINADORA
_______________________________________
Prof. Dr. Francisco de Assis Cardoso Almeida
(UFCG/DEAG)
Orientador
______________________________________
Profa. Dra. Edna Ursulino Alves
(UFPB/CCA)
Examinadora
______________________________________
Dr. Ailton Melo de Moraes
(EMEPA-PB)
Examinador
iii
OFERECIMENTO
À DEUS
Todas as minhas realizações só são possíveis porque lá no céu existe
alguém muito especial que me concedeu a vida, o amor de meus pais, a força e
coragem para lutar e vencer os desafios da vida .
Nos caminhos por onde andei encontrei muitos obstáculos e se não fosse
a força divina que me acompanha talvez tivesse fraquejado e desistido de
lutar pelos meus objetivos. Por isso, tenho muito a agradecer à Deus,
principalmente por todos os dias de vida que me concedeu para trilhar nesta
longa estrada de flores e espinhos.
Dedico este trabalho:
À Deus,
À meus pais que são tudo para mim, que me ensinaram a ser uma pessoa de
caráter, e mesmo com dificuldades financeiras nunca me deixaram desistir dos
estudos (Marly e Manoel) Obrigado por tudo...
Meus irmãos (Edson e Silmara),
Meu noivo (Ricardo) pelo amor, carinho, compreensão e incentivo...
Avós (in memorian), tios e primos,
Clemilda e família pelo incentivo,
Oziane e familia pelo apoio
Ao Prof. Dr. Diassis e Dr. Ailton.
A todos aqueles que valorizam o espírito e
o caráter humano e não as riquezas
materiais mundanas que são passageiras.
iv
AGRADECIMENTOS
Ao meu orientador na realização deste trabalho, meus sinceros
agradecimentos e admiração: Dr. Francisco de Assis Cardoso Almeida por toda
atenção e presteza. A Dra. Edna Ursulino Alves e Dr. Ailton Melo de Moraes, por
terem aceito o convite para participar como examinadores deste trabalho.
Agradeço ao Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal da
Paraíba, em especial ao Programa de Pós-Graduação em Agronomia, pela
oportunidade de realização do curso, ao Coordenador do Programa: Prof. Dr.
Ademar Pereira de Oliveira, ao Vice-Coordenador: Prof. Dr. Ivandro de França da
Silva. Aos funcionários: Eliane Araújo, Jacob e Francisco pela amizade.
Agradeço a CAPES pela concessão de bolsa, para a realização deste
trabalho.
À Empresa Estadual de Pesquisa Agropecuária do Estado da Paraíba, pela
disponibilização do Laboratório de Cultura de Tecidos Vegetais e fornecimento
das sementes, em especial ao Dr. Ailton Melo de Moraes, ao Dr. Jorge Case
Filho, a Oziane e Ana Paula.
Ao Departamento de Engenharia Agrícola da Universidade Federal de
Campina Grande, pela liberação do nitrogênio líquido para a realização da
pesquisa.
Aos Professores pelo incentivo:
Profa. Dra. Riselane de Lucena Alcântara Bruno
Prof. Dr. Walter Esfrain
Prof. Dr. José Barbosa
À todos os funcionários do prédio central e aos funcionários da biblioteca, a
todos os funcionário da limpeza (Por manterem nosso ambiente limpo), aos
funcionários do Laboratório de Sementes na pessoa de Ruy, Severino e Antônio
Alves, pela prestimosa ajuda.
À todos os professores e funcionários do CCA/UFPB.
Á todos os meus amigos do Programa de Pós-Graduação em Agronomia,
Zootecnia, Solos e do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Agrícola. Em
especial, pelo convívio e amizade à Gilmara Gurjão Carneiro, Flávio Farias
v
Gurjão, Glayciane Góis, Patrícia, Fabricio, Evio, Luís, Cibele, Lucicléia, Evio,
Leandra, Cosmo, Severino, Suely, Roberta, Kelina, Carina, Danielle e Joel.
Aos estagiários, bolsistas, mestrandos e doutorandos do Laboratório de
Análise de Sementes minha devida atenção, pela amizade e convívio harmonioso.
A todos os meus tios e primos pela amizade e incentivo, em especial a
Danielle Lima de Oliveira, Rogério Moreira e Dra. Maria Alves de Oliveira.
vi
SUMÁRIO
LISTA DE TABELAS....................................................................................
viii
LISTA DE FIGURAS.....................................................................................
ix
RESUMO ......................................................................................................
Xi
ABSTRACT ..................................................................................................
Xii
1. INTRODUÇÃO .......................................................................................... 1
2. REVISÃO DE LITERATURA .................................................................... 3
2.1 Descrição Botânica .................................................................................
3
2.2 Aspectos socioeconômicos ..................................................................... 4
2.3 Produção no Brasil .................................................................................. 4
2.4 Propagação da mangabeira .................................................................... 5
2.5 Armazenamento ...................................................................................... 7
2.6 Técnica da Vitrificação ............................................................................ 8
2.7 Micropropagação ou Cultivo in vitro ........................................................ 9
2.8 Meio de Cultivo .....................................................................................
11
3. MATERIAL E MÉTODOS .........................................................................
13
3.1 Local da pesquisa ...................................................................................
13
3.1.2 Sementes .............................................................................................
13
3.2 Armazenamento ...................................................................................... 13
3.3 Determinação do teor de umidade .........................................................
14
3.4 Teste de germinação ..............................................................................
15
3.4.1 Testes de vigor ....................................................................................
15
3.5 Procedimentos estatísticos .....................................................................
15
4. Cultivo in vitro de embriões ....................................................................... 16
4.1 Método da vitrificação .............................................................................
16
4.2 Procedimentos para a desinfestação ...................................................... 17
4.3 Estabelecimento .....................................................................................
18
4.4 Alongamento e multiplicação ..................................................................
19
4.5 Enraizamento .......................................................................................... 19
5 RESULTADOS ..........................................................................................
20
5.1 Análises iniciais........................................................................................ 20
5.1 Teor de umidade ..................................................................................... 20
vii
5.2 Germinação ............................................................................................
22
5.3 Vigor ........................................................................................................ 29
5.4 Germinação de embriões submetidos à DMSO e sacarose ................... 32
5.5 Desinfestação de sementes de mangabeira ........................................... 37
5.6 Estabelecimento das gemas apicais e laterais .......................................
39
5.7 Alongamento e multiplicação ..................................................................
40
5.8 Enraizamento ..........................................................................................
43
6. CONCLUSÕES ......................................................................................... 48
7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.........................................................
49
8. ANEXOS ...................................................................................................
61
viii
LISTA DE TABELAS
Tabela 5.1
Teor de umidade das sementes de mangabeira (H.
speciosa) armazenadas nos substratos úmidos..................... 21
Tabela 5.2
Teor de umidade das sementes de mangabeira (H.
speciosa) armazenadas nos substratos úmidos por dois
meses nas temperaturas de 0 e -22°C................................... 21
Tabela 5.3
Teor de umidade das sementes de mangabeira (H.
speciosa) armazenadas nos substratos úmidos por dois
meses..................................................................................... 22
Tabela 5.4
Germinação (%) de sementes de mangabeira (H. speciosa)
armazenadas em substratos úmidos submetidas a três
temperaturas durante dois meses........................................... 24
Tabela 5.5
Massa seca de plântulas de mangabeira (H. speciosa)........
Tabela 5.6
Resumo da análise de variância do estabelecimento das
gema apicais e laterais de mangabeira (H. speciosa) em
meio MS com doses de carvão ativo...................................... 42
31
Tabela
1 Resumo da análise de variância do teor de umidade das
sementes de mangabeira (H.speciosa) armazenadas em
do Anexo
substrato súmidos ................................................................. 62
Tabela
2 Resumo da análise de variância da germinação de
sementes de mangabeiras (H.speciosa) armazenadas em
do Anexo
substratos úmidos................................................................... 63
Tabela
3 Resumo das análises de variância dos testes de vigor
do Anexo
(comprimento e massa seca de plântulas de mangabeira).... 64
Tabela
4 Comprimento das plântulas resultantes da germinação das
sementes de mangabeira (H. speciosa) após o primeiro e
do Anexo
segundo mês de armazenamento à 0°C................................. 64
ix
LISTA DE FIGURAS
Figura 5.1
Figura 5.2
Figura 5.3
Figura 5.4
Figura 5.5
Germinação (%) de sementes de mangabeira
(H.speciosa) armazenadas em substratos úmidos
submetidas a temperatura de 0°C durante o primeiro
mês...................................................................................
25
Germinação (%) de sementes de mangabeira (H.
speciosa) armazenadas em substratos úmidos
submetidas a temperatura de 0°C durante o segundo
mês ..................................................................................
27
Germinação (%) de sementes de mangabeira
(Hancornia speciosa G.) armazenadas em substratos
úmidos submetidas a temperatura de 25°C durante o
primeiro mês ....................................................................
28
Comprimento das plântulas resultantes da germinação
das sementes de mangabeira (H. speciosa G.) após o
primeiro e segundo mês de armazenamento à
0°C....................................................................................
29
Germinação in vitro de embriões de mangabeira (H.
speciosa) submetidos ao tratamento com DMSO e
sacarose antes de serem colocados no meio MS ...........
34
Figura 5.6
Quantidade de folhas em percentagem, provenientes
dos embriões de mangabeira (H. speciosa) submetidos
ao tratamento com DMSO e sacarose antes de serem
colocados no meio MS .................................................... 35
Figura 5.7
Comprimento das plântulas provenientes dos embriões
de mangabeira (H. speciosa) submetidos ao tratamento
com DMSO e sacarose antes de serem colocados no
meio MS ........................................................................... 36
Figura 5.8
Contaminação de sementes de mangabeira (H.
speciosa) submetidas a desinfestação ............................ 38
Figura 5.9
Germinação de sementes de mangabeira (H. speciosa)
submetidas a desinfestação ............................................ 39
Figura 5.10
Alongamento e multiplicação de brotações apicais de
mangabeira (H. speciosa) em função das doses de ANA
e BAP .............................................................................. 41
Figura 5.11
Alongamento e multiplicação de brotações laterais de
mangabeira (H. speciosa) em função de doses de ANA
x
e BAP................................................................................ 42
Figura 5.12
Comprimento de brotações apicais de mangabeira (H.
speciosa) em função das doses de BAP...................... 43
Figura 5.13
Número de raízes nas brotações apicais de mangabeira
(H.speciosa) em função das doses de AIB................. 44
Figura 5.14
Número de raízes nas brotações laterais de mangabeira
(H. speciosa) em função das doses de AIB.................... 45
Figura 5.15
Comprimento de raízes das brotações apicais de
mangabeira (H. speciosa) em função das doses de
AIB.................................................................................... 46
Figura 5.16
Comprimento de raízes das brotações laterais de
mangabeira (H. speciosa) em função das doses de
AIB.................................................................................... 47
xi
PROPAGAÇÃO E ARMAZENAMENTO DE SEMENTES DE MANGABEIRA
(Hancornia speciosa Gomes)
SILVA, Edna de Oliveira. PROPAGAÇÃO E ARMAZENAMENTO DE
SEMENTES DE MANGABEIRA (Hancornia speciosa Gomes). Areia:
UFPB/CCA, 2010. 105p. (Dissertação de Mestrado em Agronomia)
RESUMO - A mangabeira (Hancornia speciosa Gomes) é uma Apocynaceae
originária do Brasil, cujos frutos são muito consumidos e suas sementes perdem
rapidamente o poder germinativo assim que são retiradas do fruto. Desta forma,
essa pesquisa teve por objetivo avaliar o armazenamento de sementes de
mangabeira em substratos e temperaturas diferentes, e desenvolver técnicas de
vitrificação e micropropagação dessa espécie. A pesquisa foi realizada na UFPB,
campus II Areia-PB e na EMEPA-PB, no armazenamento em substrato utilizou-se
os substratos areia (A), vermiculita (V) e a combinação de areia mais vermiculita
(A+V), e a umidade acrescida nos substratos foram de 30, 40, 50 e 60 de acordo
com a capacidade de campo de cada substrato, nessas condições as sementes
foram colocadas em bandejas plásticas contendo os substratos úmidos e foram
submetidas às temperaturas de ± 25 °C (ambiente), 0 °C (geladeira) e -22 °C
(freezer), no período de 7 meses. Em cada mês de armazenamento foram
realizados os testes de germinação e vigor. No método da vitrificação foram
utilizadas concentrações de sacarose (0, 0,25, 0,50 e 0,75 M) e de DMSO (0, 5,
10 e 15%). Na desinfestação das sementes utilizou-se concentrações de
hipoclorito de sódio (1, 2, 3, 4, 5%) em função do tempo (5, 10,15, 20 min.). O
estabelecimento das sementes in vitro foi realizado no meio MS, sendo as gemas
obtidas colocadas em meio MS com carvão ativo.
Na multiplicação e
alongamento das gemas utilizou-se as concentrações de BAP (0; 1,0; 1,5; 2,0 e
2,5 mg.L-1) e de ANA(0; 0,25; 0,50; 0,75 e 1,0 mg.L-1). Para o enraizamento
utilizou-se as concentrações de AIB (0; 1,0; 1,5; 2,0 mg/L-1). Diante dos resultados
obtidos na pesquisa pode-se afirmar que o armazenamento em substrato úmido à
0 °C foi eficiente até dois meses. As doses elevadas de DMSO afetaram a
germinação e o vigor dos embriões. O efeito isolado do BAP e ANA aumentaram
o número de brotações apicais e laterais de mangabeira. O número de raízes
variou de acordo com as doses de AIB.
Palavras-chave: Espécie recalcitrante, qualidade fisiológica, micropropagação.
xii
SPREAD STORAGE OF SEED MANGABEIRA
(Hancornia speciosa Gomes)
SILVA, Edna de Oliveira. SPREAD AND STORAGE OF SEED MANGABEIRA
(Hancornia speciosa Gomes). Areia: UFPB/CCA, 2010. 105p. (Dissertação de
Mestrado em Agronomia)
ABSTRACT - Mangabeira (Hancornia speciosa Gomes) is a Apocynaceae
originating in Brazil, its fruits are widely consumed and its seeds quickly lose their
germination so they are removed from the fruit. Thus, this research was to
evaluate the storage of seeds of mangabeira and substrates at different
temperatures, and develop techniques for glazing and micropropagation of this
specie. The survey was conducted in UFPB, campus II Areia-PB and EMEPA-PB,
in storage substrate were used as substrates sand (S), vermiculite (V) and the
combination of sand plus vermiculite (S + V), and moisture the substrates were
increased 30, 40, 50 and 60% according to field capacity of each substrate under
these conditions the seeds were placed in plastic trays containing moist substrates
and were subjected to temperatures of ± 25 ° C (environment), 0 ° C (refrigerator)
and -22 ° C (freezer), the period of 7 months. In each month of storage was
analyzed for germination and vigor. In the vitrification method was used sucrose
concentrations (0, 0.25, 0.50 and 0.75 M) and DMSO (0, 5, 10 and 15%). In seed
sterilization was used concentrations of sodium hypochlorite (1, 2, 3, 4, 5%) as a
function of time (5, 10.15, 20 min.). The establishment of seeds in vitro was
performed in MS medium, and placed the egg obtained in MS medium with
activated charcoal.The multiplication and shoot elongation was used
concentrations of BAP (0, 1.0, 1.5, 2.0 and 2.5 mg.L-1) and ANA (0, 0.25, 0.50;
0.75 and 1.0 mg.L-1). For rooting we used concentrations of AIB (0, 1.0, 1.5, 2.0
mg.L-1). Results obtained in research can be said that the storage in moist
substrate at 0 ° C was effective up to two months. High doses of DMSO affected
the germination and vigor of embryos. The isolated effect of BAP and ANA
increased the number of apical shoots and lateral tegument. The number of roots
varied with doses of AIB.
Keywords: Recalcitrant specie, physiological quality, micropropagation.
1
1. INTRODUÇÃO
As frutas mais importantes do ponto de vista econômico têm participação
muito significativa no cenário agrícola do Nordeste, dentre elas pode-se ressaltar
a mangaba, o abacaxi, o caju, a banana, a manga, a goiaba, o coco, o mamão, a
graviola, o cajá e o maracujá (BARROS, 2006).
A mangabeira (Hancornia speciosa Gomes) é uma Apocynaceae originária
do Brasil, encontrada em várias regiões, sendo que os estados da Paraíba, Bahia
e Sergipe figuram entre os maiores produtores do país, onde os frutos são obtidos
de forma extrativista (FONSECA et al., 1994).
A mangabeira produz frutos para o consumo in natura e para a
industrialização nas formas de polpa, principalmente de sucos, batidas, coquitéis,
doces, geléias, sorvetes, licores, vinhos e xaropes. Ainda, pode-se extrair o látex
para a borracha, e também tem ampla aplicação na farmacologia, caracterizando
seu potencial diversificado de aproveitamento (FERREIRA et al., 2008)
A oferta do produto não atende à demanda de mercado, confirmando o
seu potencial agro-socio-econômico e as poucas informações técnicas de cultivo
ainda limitam a expansão de pomares comerciais (EPSTEIN, 2004).
A cultura está em fase de domesticação e, portanto, todos os aspectos
relacionados ao seu cultivo necessitam ser estudados, podendo-se citar:
propagação vegetativa, seleção de genótipos promissores, desenvolvimento e
adaptação de práticas culturais, estudos sobre a fenologia da planta e aspectos
relacionados com a pré e pós-colheita do fruto (LÉDO et al., 2007).
As sementes de mangaba perdem rapidamente o poder germinativo assim
que são retiradas do fruto, sendo referenciada na literatura como uma espécie
recalcitrante, onde informam que a porcentagem de germinação de sementes é
baixa devido à presença de inibidores na polpa como também pelo fato da
recalcitrância (LORENZI, 2002; VIEIRA NETO, 2002; OLIVEIRA e VALIO, 1992).
A totalidade dos recursos genéticos da mangabeira é quase que
completamente desconhecida e, sua conservação, caracterização e uso ainda
necessitam de muitas ações a serem desenvolvidas (SILVA JUNIOR, 2004).
Como a mangaba é uma espécie recalcitrante e em fase de domesticação há a
necessidade de mais estudos com relação ao tema e, principalmente, com
2
relação às técnicas de armazenagem, e o estudo de métodos para a conservação
e propagação que é de fundamental importância para os produtores de mangaba.
Desta forma, essa pesquisa teve por objetivo avaliar o armazenamento de
sementes de mangabeira (Hancornia speciosa) em substratos e temperaturas
diferentes, e desenvolver técnicas de vitrificação e micropropagação dessa
espécie.
3
2. REVISÃO DE LITERATURA
2.1 Descrição botânica
A mangabeira (Hancornia speciosa Gomes), que significa em tupi-guarani,
"fruta boa de comer" é uma frutífera arbórea de porte médio, da família das
Apocináceas que atinge de 5 a 10 metros de altura. Nativa do Brasil é encontrada
vegetando espontaneamente em várias regiões do país, desde os tabuleiros
costeiros e baixadas litorâneas do Nordeste, onde é mais abundante, até as áreas
sob Cerrado da Região Centro-Oeste; verifica-se ainda sua ocorrência nas
Regiões Norte e Sudeste (VIEIRA NETO, 2002).
Na Paraíba, ocorre, predominantemente, na mesorregião da Mata
Paraibana, com maior freqüência nas áreas compreendidas pelas microrregiões
de João Pessoa e dos litorais Norte e Sul (AGUIAR FILHO et al., 1998).
As folhas são simples, alternas e opostas, de forma e tamanho variado, são
pilosas ou glabras e curto-pecioladas. As flores são hermafroditas, brancas, em
forma de campânula alongada (tubular). A inflorescência é do tipo dicásio ou
cimeira terminal com uma a sete flores (ALMEIDA et al.,1998). Os frutos são
arredondados ou piriformes (forma de pêra), com variações no tamanho, de
coloração verde, quando imaturo, e amarelo com manchas vermelhas, quando
maduros, os quais são aromáticos, delicados e com sabor agradável ao paladar
humano. A polpa é branca, fibrosa e recobre as sementes arredondadas
(LORENZI, 2002). O peso dos frutos varia de 5 a 50 g no Nordeste (AGUIAR
FILHO et al., 1998) e de 30 a 260 g no Cerrado (SILVA et al., 2001).
O fruto é bastante apreciado em virtude das excelentes características
organolépticas e do elevado valor nutritivo, notadamente com relação ao teor
protéico superior ao da maioria dos frutos (LEMOS et al., 1989). É possível
encontrar em 100 gramas de polpa 0,7g de proteínas; 41 mg de cálcio; 18 mg de
fósforo; 28 mg de ferro; 30 mg de vitamina A; 0,04 mg de vitamina B1 e 33 mg de
vitamina C. A polpa possui 43 calorias. As sementes são achatadas e discóides,
com 7 a 8 mm de diâmetro, cor castanho-clara e peso médio variando de 18,4 g
até 40g por 100 sementes (LEDERMAN et al., 2000 e SILVA et al., 2001).
A despolpa das sementes consiste numa leve maceração com água
corrente em peneiras, até a remoção da mucilagem, que tem efeito prejudicial na
4
germinação. Como são recalcitrantes, as sementes de mangaba não podem ser
secas, e devem ser semeadas imediatamente (PEREIRA et al., 2006a). Sementes
poliembriônicas ocorrem na espécie, com duas e três plântulas por semente com
desenvolvimento uniforme.
2.2 Aspectos socioeconômicos
A exploração da mangabeira é feita de forma extrativa, em pomares
nativos, ocupando mão-de-obra não qualificada, caracterizando a sua importância
socioeconômica para as populações da zona rural, que a tem como fonte de
renda, sem nenhum investimento prévio, uma vez que essa fruteira se encontra
em estado silvestre. Por ser uma cultura que está despontando no cenário da
fruticultura pelas suas qualidades e aplicações, demonstra forte demanda
(FERREIRA, 2006).
Apesar do seu grande potencial e da inexistência de plantios racionais e
tecnificados, o extrativismo da mangabeira é atualmente a única forma de
exploração, constituindo-se assim numa barreira ao aproveitamento de todas as
suas propriedades (LEDERMAN et al., 2000).
O aproveitamento sócio-econômico e a demanda de pesquisas de espécies
frutíferas nativas, têm sido inibidos tanto pela forte pressão do mercado
consumidor de frutas tradicionais de clima tropical e subtropical, já adaptadas,
como também pelo mercado de frutas de clima temperado, aclimatadas (Souza,
2001). Porém, a oferta de novas alternativas de frutas frescas para consumo in
natura e matéria-prima para agroindústrias constituem uma preciosa fonte de
alimento e riqueza para o país.
2.3 Produção no Brasil
A mangabeira é muito apreciada na região Nordeste, devido ao ótimo
aroma e sabor, boa digestibilidade e alto valor nutritivo, com teor de proteínas
superior ao de grande parte das frutíferas (PARENTE et al., 1985). Além das
formas de sucos e polpas congeladas, o fruto da mangabeira ainda é consumido
in natura e utilizado para a fabricação de doces, compotas, geléias, licores,
xaropes, vinhos e vinagres (SOARES et al., 2004). Típica da faixa litorânea
5
nordestina, sua população vem sendo drasticamente reduzida, juntamente com o
restante
da
vegetação
nativa,
devido à
especulação
imobiliária
e
ao
desmatamento para o cultivo de monoculturas, principalmente coqueiro, cana-deaçúcar e pastagens (VIEIRA NETO, 1998).
O Brasil é um grande produtor mundial de mangaba chegando a produzir
mais de 1222 toneladas (IBGE, 2008). Atualmente, a produção brasileira é de
aproximadamente 811 toneladas, com uma redução da produção de 33,66%, com
significativa participação da região Nordeste, seguida da região Sudeste e CentroOeste (FERREIRA et al., 2008).
Do volume total de frutos comercializados durante o período de 1993 a
2002, cerca de 96% vieram dos Estados do Rio Grande do Norte (60%) e Paraíba
(36%), sendo os municípios de Ceará-Mirim (RN) e Mamanguape (PB), os
responsáveis pela maior parte dessa produção extrativista (LEDERMAN e
BEZERRA, 2003).
De acordo com Silva Júnior (2004), o Estado de Sergipe, apesar da
pequena extensão é o maior produtor do fruto do país, sendo destaque os
municípios de Indiaroba, Barra dos Coqueiros, Pirambu, Itaporanga e Estância,
sendo que o volume produzido não atende à demanda. No pico da safra, o quilo
da fruta custa em torno de R$ 0,50 e, quando a safra diminui, o preço pago ao
produtor chega a R$ 1,50. Nos supermercados, esses valores são superiores. Os
ganhos podem ser ainda maiores, caso o processamento da fruta seja feito na
propriedade.
2.4 Propagação da mangabeira
A semente é o único meio que se tem usado para a obtenção de mudas,
devendo-se lavar bem as sementes para remover a polpa, pois ela tem ação
inibidora sobre a germinação e, o poder germinativo das sementes reduz
rapidamente entre o quarto e oitavo dias após a extração das mesmas
(ANDERSEN e ANDERSEN, 1998).
Vieira Neto (2002) informou que para se obter um percentual de
germinação de 90% com sementes da mangabeira estas, devem ser semeadas
com no máximo quatro dias depois de colhidas e retiradas do fruto. Observação
que concorda com as de Pimentel e Santos (1978) ao afirmarem que as sementes
6
da mangabeira devem ser semeadas o mais rapidamente após extraídas do fruto,
não sendo recomendado o uso de sementes que tenham sido despolpadas a
mais de sete dias, pois a sua viabilidade pode está comprometida. Normalmente a
percentagem de germinação de sementes de mangaba é baixa, a emergência e o
desenvolvimento das mudas são lentos (Lorenzi 2002).
A escolha do substrato e da temperatura adequados para o teste de
germinação da maioria das espécies nativas são requisitos ainda desconhecidos,
desta forma, vários trabalhos têm enfatizado a interação do substrato e da
temperatura para condução de testes de germinação e vigor de sementes de
espécies frutíferas e florestais, a exemplo, Nascimento (2005), que avaliou
substratos e temperaturas para condução dos testes de germinação e vigor em
sementes de Bauhinia divaricata L., constatou que a combinação do substrato
areia, nas temperaturas de 20-30, 25 e 30°C foram responsáveis pelas menores
percentagens de germinação e níveis de vigor.
Soares et al. (2007b), utilizando os substratos areia, vermiculita e areia
mais vermiculita, na germinação de sementes de mangaba observaram que as
sementes apresentam elevada taxa de germinação, independente do tipo de
substrato utilizado.
Cardoso (1999) sugere que a germinação diminui em temperaturas acima
de 35°C, devido ao aumento da inativação do fitocromo endógeno (forma ativa)
ocorre fluidificação de lipídeos e desordenação das membranas (BORGES e
RENA, 1993); por outro lado, em baixas temperaturas, pode estar havendo
desativação de enzimas e limitação do crescimento do embrião. Baixas
temperaturas podem inibir atividades catabólicas em sementes que requerem
temperaturas mais altas para germinar, ou impedir a ativação de enzimas. E
também podem alterar o metabolismo de sementes imaturas, após a embebição,
aumentando a síntese de nucleotídeos, e as taxas de crescimento e
desenvolvimento (CARVALHO e CAMARGO, 2003).
Temperaturas muito altas para a propagação podem inativar enzimas e
desnaturar proteínas (MAGUIRE, 1973). De acordo com Carvalho e Nakagawa
(2000) a temperatura influencia na germinação, tanto por agir sobre a velocidade
de absorção de água, como também, sobre as reações bioquímicas que
determinam todo o processo.
7
2.5 Armazenamento
A maioria das espécies possui sementes cujo período de viabilidade pode
manter-se, quando o teor de água e a temperatura são reduzidos durante o
armazenamento, sendo estas chamadas de ortodoxas (ROBERTS, 1973). Porém,
existe um outro grupo de espécies para as quais não se aplica a regra geral de
redução da temperatura e umidade no armazenamento, e, cujo período de
viabilidade é bem mais reduzido são as sementes recalcitrantes.
As sementes recalcitrantes não sofrem secagem natural na planta matriz e
são liberadas com elevado teor de água, e se for reduzido a um nível considerado
crítico, geralmente elevado, ocorrerá a perda rápida da viabilidade, podendo levar
até a morte (CARVALHO e NAKAGAWA, 2000).
Quando as sementes recalcitrantes são desidratadas após a coleta ocorre
a perda gradual da viabilidade com o dessecamento, passando por um ponto
crítico até atingir o teor de água chamado letal, esse comportamento foi
observado por Andrade et al. (2005) em sementes de Archantophoenix
alexandrae (Wendl e Drude) e por Nazário et al. (2008) em sementes de
Cynometra bauhiniifolia (Benthan).
Tendo em vista que somente as sementes ortodoxas podem ser
conservadas por longos períodos sem perderem a viabilidade, surge a
necessidade de identificação do comportamento de armazenagem das espécies
para a escolha de uma estratégia de conservação, sendo o teor de água das
sementes um fator crítico nessa identificação (FONSECA e FREIRE, 2003).
De acordo com Koster (1991), os métodos atuais de conservação e
armazenamento de sementes recalcitrantes são baseados na manutenção do teor
de água elevado. Existe um limite para o teor de água valor mínimo abaixo do
qual não há dano à germinação de sementes recalcitrantes. No conteúdo de água
elevado,
há
muitas
reações
metabólicas
e
de
desenvolvimento
de
microrganismos, que impedem a redução da temperatura. Assim, o teor de água
das sementes recalcitrantes e temperatura de armazenamento deve ser reduzida
até perto do teor de água crítico mínimo.
A longevidade das sementes armazenadas é influenciada principalmente
pelos seguintes fatores: qualidade inicial, teor de umidade; tempo decorrido entre
colheita e o armazenamento, tratamentos fitossanitários e térmicos aplicados, tipo
8
de embalagem, temperatura de armazenamento e umidade relativa de
armazenamento (HONG e ELLIS, 2003; BONNER,1984).
2.6 Técnica da vitrificação
O armazenamento em baixas temperaturas é recomendado para sementes
recalcitrantes, o que inclui a crioconservação em nitrogênio líquido, que é um
método prático para a conservação dos recursos genéticos. Uma alternativa
importante para a aplicação da criopreservação é submeter o material a agentes
crioprotetores, à base de dimetilsulfóxido (DMSO), glicerol, etileno glicol, metanol,
e propileno glicol, entre outros (SALOMÃO, 2002).
A criopreservação de material biológico em nitrogênio líquido (-196°C) pode
assegurar a sua conservação, por longo período de tempo, uma vez que nessas
temperaturas ultra-baixas o metabolismo celular fica tão reduzido que a
deterioração biológica é virtualmente paralisada (SANTOS, 2004). Sendo que o
grande desafio da criobiologia é realizar um congelamento sem a formação de
cristais de gelo no interior das células, que causa ruptura do sistema de
membranas celulares, resultando em perda da semi-permeabilidade e da
compartimentação celular; em consequência disso, as células entram em colapso
e morrem (SANTOS, 2001).
A desidratação pode ser obtida por evaporação da água ou por tratamento
com uma solução altamente concentrada de crioprotetores químicos (solução de
vitrificação) (SANTOS, 2000). Entretanto, os crioprotetores podem causar
citotoxicidade e estresse osmótico, levando à morte das células ou modificando
sua resposta morfogenética em cultura (KARTHA, 1985; SAKAI, 1995).
Existem alguns fatores inerentes ao embrião que afetam a criopreservação,
como o estágio de desenvolvimento, a espécie a qual pertence e o método de
produção, que ainda não estão completamente elucidados. Os fatores da
criopreservação propriamente ditos, como tipo de crioprotetor, velocidade da
curva de congelação e tipo de suporte físico para o embrião formam outro grande
leque de alternativas que influenciam na manutenção da viabilidade de embriões
submetidos ao processo de criopreservação (SANTIN et al., 2009).
O processo de vitrificação tornou-se um dos principais métodos de
crioproteção, tendo sido aplicado a uma ampla variedade de tecidos vegetais. Do
9
ponto de vista prático, uma grande vantagem desse método é poder congelar
rapidamente os tecidos vitrificados pelo mergulho direto em nitrogênio líquido,
eliminando a necessidade de se usarem congeladores programáveis (SANTOS,
2001).
2.7 Micropropagação ou cultivo in vitro
A micropropagação ou clonagem é a propagação vegetativa in vitro,
utilizada principalmente naquelas plantas de difícil multiplicação pelos métodos
convencionais, permitindo a obtenção de grande número de plantas sadias e
geneticamente uniformes, em curto período de tempo (CARVALHO e VIDAL,
2003).
A micropropagação é um procedimento significante na propagação de
diferentes espécies, consistindo na retirada de partes da planta ou então da
utilização de sementes ou embriões em meios de cultivos apropriados. No
entanto, alguns problemas têm sido identificados na micropropagação da
mangabeira e, dentre eles, destacam-se os contaminantes fúngicos e bacterianos
presentes em explantes oriundos de plantas adultas que dificultam o
estabelecimento de protocolos de micropropagação (ALOUFA, 2003; LEMOS et
al., 2006).
A micropropagação é uma técnica importante na multiplicação de plantas
que só são propagadas por sementes, pois na propagação por meio de sementes
há desvantagens, como longo período de imaturidade das plantas e a
variabilidade genética das progênies em desenvolvimento, quantidade e
qualidade dos frutos produzidos, além de outros caracteres agronômicos
importantes na produção comercial (PEREIRA et al., 2006b).
Desta forma,
técnicas de cultura de tecidos vegetais vêm sendo largamente aplicadas não só
pela possibilidade de se obter plantas mais resistentes a fatores de estresses
bióticos (fusariose) e abióticos (salinidade), mas, também, pela rápida propagação
clonal in vitro de plantas de novas variedades (MACÊDO et al., 2003).
As condições ambientais apropriadas para o processo de germinação
podem ser fornecidas em laboratórios, por meio da micropropagação, tendo em
vista que a germinação de sementes in vitro permite uma maior germinabilidade
em comparação com os viveiros (GOMES, 2003), pois as condições da sala de
10
crescimento
são
mais
adequadas
aos
processos
de
germinação
e
desenvolvimento inicial da plântula (NOLETO e SILVEIRA, 2004).
O cultivo in vitro de sementes ou embriões é um método apropriado para
que o processo de germinação ocorra; além disso, a presença de reguladores de
crescimento e de fontes exógenas de carboidratos no meio de cultura,
possibilitam contornar fatores que inibem a germinação de diversas sementes,
como a presença de inibidores químicos, imaturidade de embriões e pobre
acúmulo de reservas nutritivas, aumentando, assim, a percentagem de
germinação ou fazendo com que o processo seja mais efetivo, rápido e uniforme
(DECETTI, 2000).
Os explantes oriundos da fase de estabelecimento são inoculados em meio
de cultura contendo combinações de auxinas e citocininas, dependendo da
espécie e do tipo de explante (DUTRA et al., 2009). O benzilaminopurina (BAP)
tem sido o fitorregulador mais utilizado para induzir a proliferação de gemas em
eucalipto, Eucalyptus spp. (DELPONTE et al., 2001).
Alvarenga e Carvalho, 1983 informa que as auxinas são substâncias que
controlam o crescimento e o alongamento celular, onde as principais auxinas
utilizadas são o ácido indolbutírico (AIB), o ácido naftaleno acético (ANA), o ácido
indolacético (AIA) e o ácido diclorofenóxiacético (2,4-D).
As citocininas (BAP) estimulam a divisão celular e auxiliam na quebra de
dormência das gemas axilares, até então inibidas pela dominância apical (BRUM
et al., 2002). O balanço entre estes dois tipos de reguladores controla muitos
aspectos da diferenciação celular e organogênese nas culturas de tecidos e
orgãos (PASQUAL, 2001).
As brotações multiplicadas e alongadas são induzidas ao enraizamento, o
qual pode ser realizado in vitro ou ex vitro. Para o enraizamento in vitro utiliza-se
auxinas, geralmente o AIB. Alfenas et al. (2004), indicaram a permanência dos
explantes por 7 a 15 dias em meio de cultura contendo 1,0 mg.L -1 de AIB. Para
Xavier e Comério (1997), o enraizamento in vitro pode ser dispensado, fazendose com que as gemas alongadas in vitro em meio de cultura sejam enraizadas em
condições de casa de vegetação.
A última fase do processo de micropropagação é a aclimatação que
objetiva reduzir o estresse causado pela diferença entre os ambientes in vitro e ex
vitro e constituí-se numa etapa na qual ocorrem grandes perdas de explantes,
11
sendo realizada em ambiente sombreado, onde as plantas ficam por um período
variável de 15-30 dias e, posteriormente, são levadas para área de pleno sol,
onde ocorre a rustificação e o crescimento (DUTRA et al., 2009).
As plantas lenhosas, que contemplam grande parte das frutíferas, inclusive
a mangabeira, tem dificuldades relevantes para o estabelecimento in vitro,
principalmente devido à contaminação e oxidação, por isso a utilização de
técnicas de micropropagação são estratégias importantes para solucionar
problemas de propagação, também melhoramento genético e da biotecnologia
das plantas, principalmente de lenhosas e perenes (ERIG e SCHUCH, 2003).
2.8 Meio de cultivo
De acordo com Pasqual et al. (1998) toda a planta de uma forma geral, é
autotrófica, necessitando para o seu desenvolvimento de um substrato que
contenha os sais minerais essenciais, água, gás carbônico e luz. No entanto, ao
se cortar parte desta planta para cultivá-la in vitro ou a utilização de sementes e
embriões observa-se que os explantes não são autotróficos e por isso necessitam
também de elementos essenciais, constituintes orgânicos e energia (sacarose).
O meio de cultivo é composto por seis componentes básicos, são eles:
macronutrientes (N, P, K, S, Ca, Mg, Fe), micronutrientes (Mn, Zn, B, Cl, Mb, Co e
I), açúcares (sacarose, glicose ou frutose), vitaminas e aminoácidos (tiamina,
niacina, piridoxina, glicina e Mio-inositol.) e reguladores de crescimento (auxinas e
citocininas) (PASQUAL et al.,1998; TOMBOLATO e COSTA, 1998).
O meio MS (MURASHIGE e SKOOG, 1962) é um dos mais utilizados
porque contém todos os nutrientes essenciais ao desenvolvimento do explante e
por ser responsável por bons resultados para várias espécies.
O carvão ativado também é recomendado no cultivo in vitro sendo
importante para evitar a oxidação que é a reação do oxigênio com íons metálicos
(+) dos outros compostos do meio de cultivo. Os explantes ao serem inoculados
no meio de cultura podem liberar exudatos que tornam o meio de cultivo escuro,
sendo conseqüência da liberação de fenóis dos ferimentos ocasionados no
processo de extração dos explantes (SANTOS, 2001).
Portanto, as sementes, embriões, gemas e tecidos são estabelecidos em
meios de cultivos diversos, alguns estudos com diferentes espécies apontam que
12
a utilização de água de coco e carvão ativado, em suplementação ao meio de
cultura, é requerida para suprir as exigências nutricionais e fisiológicas dos
embriões (RIBEIRO et al., 2000; CARVALHO et al., 2003; CHAGAS et al., 2005).
13
3. MATERIAL E MÉTODOS
3.1 Local da pesquisa
A pesquisa foi desenvolvida no Laboratório de Análise de Sementes da
Universidade Federal da Paraíba, Campus II, Areia-PB, e no Laboratório de
Cultura de Tecidos Vegetais (LCTV) da Estação Experimental de Mangabeira,
pertencente à Empresa Estadual de Pesquisa Agropecuária do Estado da
Paraíba-EMEPA/PB.
3.1.2 Sementes
Os frutos de mangaba (Hancornia speciosa G.) foram colhidos na Estação
Experimental de Mangabeira EMEPA/PB, sendo as sementes extraídas
manualmente com o auxilio de uma peneira para facilitar a retirada da polpa e,
lavadas seguidamente em água corrente.
Para o início dos trabalhos a qualidade inicial das sementes foi avaliada
mediante análise de emergência, determinação da umidade e peso de 1000
sementes. A emergência foi realizada em casa de vegetação e o substrato
utilizado foi areia em bandejas plásticas de 60 x 40 x 40 cm, sendo 4 repetições
de 25 sementes. A umidade das sementes foi realizada com 2 repetições de 25
sementes em estufa por 24 horas a 105 ± 3 ºC de acordo com as Regras para
análise de sementes (BRASIL, 2009).
3.2 Armazenamento
O armazenamento foi realizado no Laboratório de Cultura de Tecidos da
EMEPA-PB, onde as sementes foram armazenadas em recipientes plásticos de 4
x 12 x 8 cm contendo os substratos de areia, vermiculita e areia (50%) +
vermiculita (50%) umedecidos com água destilada, onde cada substrato foi
submetido a quatro porcentagens de umedecimento. A quantidade de água
fornecida a cada substrato foi determinada depois de submetê-los a saturação.
14
O cálculo da quantidade de água adicionada a cada substrato foi efetuado
pesando-se inicialmente certa quantidade de cada substrato (200 g) que foi
colocado em um filtro de papel tipo coador de café comercial. Em seguida
adicionou-se uma 100 ml de água previamente determinada. Depois que todo o
excesso de água foi drenado; este volume foi então determinado e, assim, por
diferença, calculado a quantidade de água que ficou retida no substrato (100%).
Desta quantidade calcularam-se as percentagens a serem irrigados os substratos
(testados): 60, 50, 40 e 30%, sendo definida a quantidade em ml através de regra
de três.
Os substratos foram distribuídos em bandeja plásticas de 4 x 12 x 8 cm,
posteriormente estes foram irrigados com as respectivas porcentagens de água.
Depois foi removida uma parte do substrato e distribuíram-se 150 sementes por
bandeja, sendo estas cobertas com a parte do substrato removido. Em seguida,
as bandejas com as sementes foram colocadas em geladeira à 0°C, no freezer à 22°C e ambiente de laboratório a 25°C, onde permaneceram armazenadas por 7
meses. Durante este tempo, a cada 30 dias, retirava-se uma bandeja de cada
tratamento para análise de viabilidade das sementes (germinação e vigor)
3.3 Determinação do teor de umidade
O teor de umidade (%) das sementes foi determinado em duas subamostras, de 25 sementes cada, por tratamento, depois de permanecerem por 24
horas em estufa a 105 ± 3 ºC. Após o período de permanência na estufa, as
sementes foram retiradas, colocadas em um dessecador contendo sílica gel por
um período de 20 a 30 minutos para serem resfriadas e em seguida novamente
pesadas, obtendo-se a porcentagem em peso, expressa em base úmida através
da expressão analítica contida nas Regras para Análise de Sementes (BRASIL,
2009).
15
3.4 Teste de emergência
O teste de emergência foi realizado no Laboratório de Análise de sementes
da Universidade Federal da Paraíba, em casa de vegetação, sendo conduzido
com quatro repetições de 25 sementes por tratamento, semeadas em sulcos com
aproximadamente 2 cm de profundidade, em bandejas plásticas, contendo areia
como substrato (Figura 1 do anexo), em que a emergência iniciou aos 30 dias
após a semeadura e a classificação das plântulas como normais e anormais foi
realizada aos 57 dias após a semeadura.
3.4.1 Testes de vigor
Comprimento (cm) e massa seca de plântulas (g) - após a contagem no teste
de germinação, as plântulas normais foram submetidas a medições com régua
graduada em centímetro da raiz a parte aérea, em seguida, a secagem em estufa
regulada a 65 °C por 24 horas, conforme recomendações de Vieira e Carvalho
(1994).
3.5 Procedimentos estatísticos
Para o armazenamento em substratos úmidos a análise estatistica foi
realizada no Programa SAS versão 9.2, utilizando-se um DIC no esquema fatorial:
4 x 3 x 3 x 2, sendo 4 percentagens de água nos substratos (60, 50, 40 e 30%) x
3 ambientes (ambiente de laboratório 25 °C ± 3 °C, geladeira 0 °C e freezer -22
°C) x 3 substratos (areia, vermiculita e areia + vermiculita) x 2 períodos de
conservação (2 meses de avaliação), em 4 repetições de 25 sementes por
tratamento. As médias foram submetidas ao Teste de Tukey a 5%, e os dados
quantitativos foram submetidos a análise de regressão.
16
4. CULTIVO IN VITRO DE EMBRIÕES
4.1 Método da vitrificação
As sementes de mangaba foram retiradas dos frutos manualmente de
forma a evitar a contaminações, sendo em seguidas lavadas em água destilada e
desinfestadas com álcool (70%) por 1 minuto e hipoclorito de sódio (5%) durante
15 minutos, o excesso de hipoclorito de sódio foi eliminado submetendo-se à
lavagem com água destilada e deionizada estéril por três vezes.
Após a assepsia realizou-se a remoção dos embriões das sementes em
câmara de fluxo laminar com o auxílio de pinças e bisturís.
Os embriões foram colocados em frascos contendo agentes crioprotetores
o dimetilsufoxido (DMSO): 0, 5, 10 e 15% e sacarose: 0, 0,25, 0,50 e 0,75 M; em
seguida, transferidos os embriões cultivados em meio MS para a sala de
crescimento, por 48 horas em agitador a 180 rpm.
Decorrido o período de exposição aos agentes crioprotetores, parte dos
embriões foram cultivados em meio MS (MURASHIGE e SKOOG, 1962), com o
pH ajustado para 5,7 antes da esterilização em autoclave a 120 ºC com 1Kgf.cm-2
de pressão por 30 minutos. A incubação foi realizada em sala de crescimento com
temperatura de 25 ± 5 ºC e fotoperíodo de 16 horas de luz a uma intensidade
luminosa de 30 µmol.m-2.s-1, pelo tempo de 30 dias.
A outra parte dos embriões foi acondicionada em tubos criobiológicos de
polipropileno estéril de 4,5 mL, os quais foram selados com parafilme e imersos
diretamente no nitrogênio líquido (-196 ºC) por 15 dias.
O cultivo e a criopreservação dos embriões foi realizado sob condições
assépticas, em câmara de fluxo laminar, em recipientes de vidro contendo 25 mL
de meio MS sólido, adicionado de 30 g.L -1 de glucose, 10 ml.L-1 de cloreto de
magnésio hexahidratado, os quais foram transferidos para a sala de crescimento,
sob as condições citadas anteriormente, por 30 dias.
A viabilidade dos embriões foi avaliada semanalmente e, os dados
computados após 30 dias de cultivo, levando-se em consideração a porcentagem
de embriões que produziram plântulas normais.
17
No procedimento estatístico empregou-se o Programa SAS versão 9.2,
utilizando-se o delineamento inteiramente casualizado (DIC), em esquema fatorial
4 x 4, sendo 4 concentrações de DMSO (0, 5, 10 e 15%) e 4 concentrações de
sacarose (0, 0,25, 0,50 e 0,75 M). Utilizou-se 10 repetições contendo um embrião
por frasco.
4.2 Procedimentos para a desinfestação
As sementes foram extraídas dos frutos manualmente com o auxilio de
uma peneira para facilitar a retirada da polpa, sendo em seguida lavadas em água
destilada e colocadas em álcool a 70% por um minuto. Após esse procedimento
as sementes foram submetidas aos tratamentos de desinfestação referidos na
Tabela 4.1.
Tabela 4.1 Concentrações da solução e tempos de exposição utilizados na
desinfestação de sementes de mangabeira (H. speciosa).
Tempo de
exposição (min.)
5
10
15
20
1
T1
T6
T11
T16
Hipoclorito de sódio (NaClO) %
2
3
4
T2
T3
T4
T7
T8
T9
T12
T13
T14
T17
T18
T19
5
T5
T10
T15
T20
O excesso de hipoclorito de sódio foi eliminado submetendo-se as
sementes à lavagem com água destilada e deionizada estéril, 3 vezes;
posteriormente, as sementes foram inoculadas em meio MS básico, sendo três
sementes por recipiente, com 15 repetições e 20 tratamentos, totalizando 300
recipientes.
Os experimentos foram realizados em condições assépticas, utilizando-se
como meio de cultura, o MS (MURASHIGE e SKOOG, 1962), suplementado com
sacarose a 30 g.L-1 e o solidificante ágar a 7 g.L-1, com pH ajustado para 5,7
antes da autoclavagem a 120 ºC com 1Kgf.cm -2 de pressão, durante 30 minutos,
enquanto a incubação foi realizada em sala de crescimento com temperatura de
25 ± 5 ºC e fotoperíodo de 16 horas de luz a uma intensidade luminosa de 30
μmol.m-2.s-1.
18
A avaliação foi realizada aos 20 dias de cultivo considerando o número de
sementes contaminadas e germinadas.
Para a desinfestação das sementes foi utilizado o Programa SAS versão
9.2, através de um DIC com esquema fatorial: 5 x 4 (5 concentrações de
hipoclorito de sódio x 4 tempos de exposição ao hipoclorito de sódio), sendo 15
repetições contendo 3 sementes por frasco. Os dados foram submetidos a análise
de regressão exponencial múltipla e a interação representada através de gráficos
de superfície de resposta.
4.3 Estabelecimento
As sementes foram estabelecidas em Meio MS básico onde germinaram
obtendo-se 90% de germinação com pouca contaminação (Figura 2 do Anexo),
sendo as plântulas utilizadas para extração das gemas apicais e laterais com a
utilização de bisturis e placas de petri.
As gemas apicais e laterais provenientes de plântulas originárias de
sementes cultivadas em meio MS básico foram estabelecidas em meio MS com
diferentes concentrações de carvão ativado de acordo com a Tabela 4.2,
obedecendo às condições assépticas, onde todo o material utilizado foi
autoclavado a 1 atm de pressão e 120°C por 30 min. Os meios de cultivo foram
ajustado para pH 5,7.
As gemas foram submetidas à lavagem com ácido ascórbico 3 g L -1
durante 1 minuto para diminuir a oxidação, sendo posteriormente submetidas a
três lavagens em água destilada. As gemas apicais e laterais foram cultivadas em
meio MS básico contendo carvão ativado a 0; 0,2; 0,4; 0,6; 0,8 e 1,0%. Em cada
frasco foi inoculado uma gema lateral e uma gema apical. As avaliações foram
realizadas após 30 dias, levando em consideração a percentagem de brotações e
o comprimento das brotações.
O programa utilizado foi o SAS 9.2, procedimento estatístico foi um DIC,
com 6 tratamentos e 15 repetições, sendo uma gema lateral e uma gema apical
em cada frasco. Os dados foram submetidos à análise de regressão polinomial.
19
4.4 Alongamento e multiplicação de brotações apicais e laterais
As brotações apicais e laterais estabelecidas em meio MS e carvão ativado
in vitro foram transferidas para o meio de cultura MS básico, suplementado com
reguladores de crescimento, o BAP (6-benzilaminopurina) e o ANA (ácido
naftaleno acético) conforme Tabela 4.3.
Tabela 4.3 Concentrações de reguladores de crescimento em meio MS básico
para alongamento e multiplicação de gemas apicais e laterais de
mangabeira (H. speciosa)
TRATAMENTOS
ANA (mg.L -1)
BAP (mg.L -1)
0
0,25
0,50
0.75
1,0
0
T1
T2
T3
T4
T5
1,0
T6
T7
T8
T9
T10
1,5
T11
T12
T13
T14
T15
2,0
T16
T17
T18
T19
T20
2,5
T21
T22
T23
T24
T25
Para o alongamento e multiplicação das brotações foi utilizado o Programa
SAS versão 9.2, através de um DIC com esquema fatorial: 5 x 5 (5 concentrações
de BAP x 5 concentrações de ANA), sendo 6 repetições contendo 1 brotação
apical e
uma brotação lateral por recipiente. Os dados foram submetidos a
análise de regressão exponencial múltipla e a interação representada através de
gráficos de superfície de resposta.
4.5 Enraizamento
As plântulas alongadas nos hormônios ANA e BAP foram colocadas para
enraizar no meio MS contendo o hormônio de enraizamento ácido indolbutírico
AIB. Utilizou-se 8 repetições e 5 concentrações de AIB (0; 0,5; 1,0; 1,5 e 2,0 mg.L1
).
20
5. RESULTADOS E DISCUSSÃO
5.1 Análises iniciais
Os resultados da caracterização inicial das sementes referentes ao teste de
emergência, teor de umidade das sementes e peso de mil sementes foram
satisfatórios, sendo a percentagem de emergência obtida de 85%, teor de
umidade das sementes de 46,06% e peso de mil sementes de 187,36 g.
5.2 Teor de umidade
Os resultados do teor de umidade das sementes de mangaba durante o
armazenamento variaram com os substratos, a umidade dos substratos, a
temperatura e meses de armazenamento, houve interação entre todos os fatores
analisados sendo significativo a 1 e 5% de probabilidade (Tabela 1 do anexo e
nas Tabelas 5.1, 5.2 e 5.3.).
No terceiro mês de armazenamento a deterioração foi muito grande
(generalizada) e a germinação média foi inferior a 4%, este fato deve-se
provavelmente a fermentação das sementes que foi tanto maior quanto maior foi à
umidade do substrato, razão pela qual somente os resultados dos dois primeiros
meses foram analisados.
Estatisticamente o maior teor de umidade ocorreu para as sementes
armazenadas nos substrato com umidade de 60%, seguido do substrato com 50%
(Tabela 5.1). O teor de umidade das sementes para as demais condições de
umidade dos substratos (30 e 40%) e variáveis estudadas (substratos, meses e
temperatura)
não
diferiu
estatisticamente,
com
exceção
das
sementes
armazenadas na areia mais vermiculita com 30% de umidade que obtiveram
umidade inferior. Igual comportamento teve as sementes armazenadas no
segundo mês.
Com relação aos substratos de armazenamento, na vermiculita foi as
sementes que estavam com maior teor de umidade, sendo estatisticamente
superior a areia e a areia mais vermiculita para cada teor de umidade no
substrato, seguido do substrato areia mais vermiculita irrigados com 40, 50 e 60%
de umidade.
21
Com relação aos meses, o segundo mês foi onde se obteve sementes com
maior teor de umidade, superando estatisticamente o primeiro mês para cada
condição de umidade nos substratos.
O efeito da temperatura em cada substrato de armazenamento revelou
para os substratos de 30 e 40% de umidade igualdade estatística a 0 °C e a -22°C
e superioridade estatística para o teor de umidade das sementes nos substratos
com 60% de umidade.
Tabela 5.1 Teor de umidade das sementes de mangabeira (H. speciosa)
armazenadas nos substratos úmidos.
Umidade
Substratos
(%)
30
40
50
60
Médias
Areia (A)
Substratos
Vermic.(V)
A+V
Meses
47,33 cB
47,17 cB
48,93 bC
49,50 aC
48,24 c
52,60 cA
52,77 cA
53,45 bA
54,37 aA
53,30 a
46,71 dC
47,39 cB
51,21 bB
52,52 aB
49,46 b
1
48,43 cB
48,42 cB
50,76 bB
51,85 aB
49,86 b
2
49,34 dA
49,80 cA
51,63 bA
52,41 aA
50,79 a
Temperatura
0°C
-22°C
48,47 cB
48,80 cB
51,40 bA
52,18 aA
50,22 b
49,29 cA
49,42 cA
51,00 bB
52,08 aA
50,45 a
Médias seguidas de mesma letra minúscula na coluna e maiúscula na linha não diferem entre si pelo teste de
tukey a 5%.
Mediante os dados da interação meses x temperatura (Tabela 5.2) tem-se
superioridade estatística no mês 2 para ambas as temperaturas estudadas, e
dentro deste mês, as sementes armazenadas à -22°C (51,08%) se mantiveram
com maior teor de umidade que as armazenadas na temperatura de 0°C
(50,51%).
Para o mês 1 não se registrou diferença estatística para temperatura, as
sementes de mangaba mantiveram-se durante 30 dias a 0 e -22°C com o mesmo
teor de umidade.
Tabela 5.2 Teor de umidade das sementes de mangabeira (H. speciosa)
armazenadas nos substratos úmidos por dois meses nas
temperaturas de 0 e -22°C.
Meses
Temperaturas
0°C
-22°C
1
49,91 bA
49,81 bA
2
50,51 aB
51,08 aA
Médias
50,21 b
50,45 a
Médias seguidas de mesma letra minúscula na coluna e maiúscula na linha não diferem entre
si pelo teste de tukey a 5%.
22
Em observação aos dados relativos a interação dos substratos de
armazenamento x meses (Tabela 5.3) tem-se superioridade estatística do
substrato
vermiculita
seguido
do
substrato
areia
mais
vermiculita
que
estatisticamente foi superior a areia para os meses estudados. Com relação aos
substratos dentro de cada mês, verifica-se que o mês 2 armazenou as sementes
de mangaba com maior teor de umidade que o mês 1. O fato da vermiculita ter
sido o substrato que proporcionou maior umidade das sementes, deve-se,
provavelmente, a sua composição física e a condição de armazenamento de água
no substrato, assim como a permissividade de troca de água do substrato com
semente.
Tabela 5.3 Teor de umidade das sementes de mangabeira (H. speciosa)
armazenadas nos substratos úmidos por dois meses.
Meses
Substratos
1
2
Areia (A)
47,76 cB
48,70 cA
Vermiculita (V)
53,06 aB
53,54 aA
A+V
48,77 bB
50,15 bA
Médias
49,86 b
50,79 a
Médias seguidas de mesma letra minúscula na coluna e maiúscula na linha não diferem entre si
pelo teste de tukey a 5%.
Em resumo os resultados do teor de umidade das sementes evidenciam
que a absorção de água pelas mesmas foi influenciado pelos substratos, umidade
dos substratos e tempo de armazenamento, sendo que quanto maior o percentual
de água no substrato de armazenamento, maior foi o ganho de umidade pelas
sementes; esses resultados concordam com as afirmativas de Koster (1991), ao
ressaltar que os métodos atuais de conservação e armazenamento de sementes
recalcitrantes são baseados em alta manutenção do teor de umidade das
mesmas.
5.3 Germinação
O resumo da análise de variância e o coeficiente de variação referente a
germinação obtido em função das temperaturas, substratos, teores de umidade
do substrato e tempo de armazenamento se encontram na Tabela 2 do anexo,
onde se obteve efeito significativo para todos os fatores e suas interações.
23
Mediante os resultados da Tabela 5.4, observa-se variação da germinação
das sementes de mangabeira ao longo do período de armazenamento.
No
primeiro mês de armazenamento a germinação das sementes foi maior sob
temperatura de 25 ± 3 °C e menor para a temperatura de -22 °C, em que não se
registrou germinação (0,0%), confirmando que a manutenção da baixa
temperatura reduz a atividade das enzimas envolvidas no processo respiratório
sendo um dos principais fatores responsáveis pela perda da viabilidade das
sementes durante o armazenamento (HARRINGTON, 1972).
Observa-se manutenção da germinação de 85% para o substrato A+V com
30% de umidade (bu) mantido à temperatura de 25 °C; germinação essa que se
reduziu à medida que se elevou a umidade do substrato de armazenamento.
Para o armazenamento nos substratos mantidos com 30% de umidade a
segunda melhor germinação tem-se no substrato vermiculita, e a umidade de 40,
50 e 60%, a areia superou estatisticamente a vermiculita nas temperaturas de
armazenamento em que as sementes germinaram (0 e 25 °C).
Tabela 5.4. Germinação (%) de sementes de mangabeira (H. speciosa)
armazenadas em substratos úmidos submetidas a três
temperaturas durante dois meses.
Períodos (Meses)
A+V
Areia (A)
36 b B α
0cAα
63 a B α
1
Substratos
Vermiculita
(V)
60 a A α
0bAα
69 a B α
59 b A α
0cAα
85 a A α
0
-22
25
32 b B α
0cAα
64 a B α
13 b C α
0cAα
84 a A α
0
-22
25
18 b B α
0cAα
52 a B α
0
-22
25
17 b B α
0cAα
49 a B α
Umidade
substrato
(%)
Temperatura
(°C)
30
0
-22
25
40
50
60
Areia (A)
14 a A β
0bAα
0bAβ
2
Substratos
Vermiculita
(V)
15 a A β
0bAα
0bAβ
18 a A β
0bAα
0bAβ
56 b A α
0cAα
79 a A α
7aAβ
0bAα
0bAβ
4aAβ
0bAα
0bAβ
7aAβ
0bAα
0bAβ
3bCα
0bAα
64 a AB α
36 b A α
0cAα
72 a A α
5aAβ
0bAα
0bAβ
0aBβ
0aAα
0aAβ
3 a AB β
0aAα
0aAβ
2bCα
0bAα
66 a A α
39 b A α
0cAα
65 a A α
3aAβ
0aAα
0aAβ
3aAβ
0aAα
0aAβ
3aAβ
0aAα
0aAβ
A+V
Médias seguidas de mesma letra minúscula na coluna, maiúscula na linha (substrato em cada temperatura e
mês) e grega na linha (mês em substrato e temperatura) não diferem a 5% de probabilidade pelo teste de
Tukey.
Aos sessenta dias de armazenamento, os registros de germinação
ocorreram somente para a temperatura de 0°C, com os maiores percentuais de
24
germinação para os substratos submetidos à 30% de umidade, onde o substrato
A+V se destacou no armazenamento das sementes de mangabeira, mas que
estatisticamente não diferiu a germinação (18%) das sementes armazenadas no
substrato areia (14%) e vermiculita (15%). Assim, pode-se afirmar que a
tolerância à dessecação é provavelmente devido a interação dos fatores e
processos que estão ocorrendo no armazenamento, e não por qualquer um
agindo isoladamente, onde a ausência de qualquer fator que confere tolerância a
desidratação pode ter consequências profundas na capacidade de sobrevivência
das sementes
em um nível de desidratação inferior ao tolerável (BERJAK e
PAMMENTER, 2003).
De acordo com estes resultados fica evidenciado a manutenção da
viabilidade até 60 dias do armazenamento das sementes de mangabeira na
temperatura de 0 °C que em condições naturais é de apenas de 2 a 4 dias depois
de desligadas da planta-mãe após a maturação (ESPÍNDOLA et al., 1993; VIEIRA
NETO, 2002).
Estes resultados em parte concordam com os de Black et al. (2002) ao
tratar as sementes entre as ortodoxas e recalcitrantes que não podem ser
armazenadas usando-se os padrões de protocolos recomendados para
armazenamento.
Os resultados obtidos com esta pesquisa permitem afirmar que as
sementes de mangabeira podem ser armazenadas em ambientes bem definidos e
controlados por um prazo médio, concordando com a afirmação de Salomão et al.
(2005), ao informarem que a viabilidade das sementes de H. speciosa pode ser
parcialmente conservada, por cerca de 6 meses quando armazenadas a 20° C ou
15°C com conteúdo de umidade em torno de 50%.
Para estimar a germinação das sementes de mangabeira armazenadas em
cada teor de umidade dos substratos testaram-se equações polinomiais e elegeuse a que melhor representou cada situação, comprovando-se a significância do
teste F e o valor do coeficiente de regressão (R2), conforme Tabela 2 do anexo.
Verifica-se na figura 5.1 o comportamento linear de germinação das
sementes de mangaba armazenadas nos substratos areia (A) e areia mais
vermiculita (A+V) com perda do poder germinativo à medida que se aumentou o
teor de água do substrato de armazenamento e, efeito quadrático para a
germinação das sementes armazenadas no substrato vermiculita (V), onde se
25
registrou a maior perda na capacidade germinativa das sementes armazenadas
nos diferentes substratos estudados; onde a partir de 50% de água no mesmo as
sementes praticamente não germinaram. Os 3% de germinação obtidos com as
sementes
do
substrato
vermiculita
com
60%
de
umidade
deveu-se,
provavelmente, a variabilidade das sementes dentro do lote, fato também
observado por Fernandes et al. (1999) que registraram variações quanto ao vigor
individual de sementes de pimentão da cultivar Ikeda, dentro do lote devido a
genética.
Observa-se ainda na Figura 5.1 germinação de 60% para as sementes
armazenadas em substrato de areia e areia mais vermiculita umedecidas com
30% de água, enquanto a germinação das sementes provenientes do
armazenamento no substrato vermiculita com este mesmo teor de umidade (30%)
foi de aproximadamente 36%.
Areia
Areia+vermiculita
y Areia = 57,7 - 0,71x
R² = 0,90
y Vermiculita = 320,8 - 12,19x + 0,115x2
R² = 0,98
100
Germinação (%)
Vermiculita
80
y Areia+vermiculita = 83,5 - 0,8x
R² = 0,78
60
40
20
0
30
40
50
60
Teor de umidade no substrato (%)
Figura 5.1 Germinação (%) de sementes de mangabeira (H.speciosa)
armazenadas em substratos úmidos submetidas a temperatura de
0°C durante o primeiro mês.
No
levantamento
bibliográfico
realizado
não
foram
encontradas
informações sobre o armazenamento em substratos úmidos (com diferentes
teores de umidade) desta forma, a discussão se limita a comparação dos
resultados obtidos com os observados para testes de germinação com sementes
de interesse agrícola.
26
Estes resultados são importantes por vislumbrar a possibilidade de
aprimorar esta técnica para a conservação ex situ de sementes de mangaba por
um período maior de 30-60 dias, permitindo, em um primeiro momento, ser usada
para fins exclusivos de pesquisa, oferecendo facilidades para introdução,
multiplicação,
regeneração,
caracterização,
avaliação,
documentação
e
distribuição de acessos aos pesquisadores em particular.
Salienta-se que após a maturação e desprendimento dos frutos da plantamãe as sementes de mangabeira devem ser semeadas imediatamente ou até 48
horas depois de retiradas dos frutos, uma vez que, a partir do quarto dia, o poder
germinativo cai rapidamente (ESPÍNDOLA et al., 1993).
Com relação à Figura 5.2 observa-se comportamento linear da germinação
das sementes de mangabeira armazenadas no substrato areia (A) com perda do
poder germinativo à medida que se elevou o teor de água do substrato de
armazenamento, e houve efeito quadrático para a germinação de sementes
armazenadas nos substratos vermiculita (V) e areia mais vermiculita. De maneira
geral, a germinação das sementes em todos os substratos de armazenamento foi
baixa, chegando a 19% para as sementes provenientes do armazenamento em
areia mais vermiculita (A+V) com 30% de teor de água no substrato.
As
sementes do armazenamento em areia (A) e vermiculita (V) com 30% de umidade
obtiveram 17% de germinação, a qual se reduziu à medida que se elevou o teor
de água nos substratos.
As sementes provenientes do armazenamento em vermiculita com 50 e
60% de teor de umidade a germinação foi nula. Isso pode ser explicado, pois,
durante a condução do experimento observou-se que a partir do segundo mês as
sementes encontravam-se fermentadas dentro do armazenamento. Segundo
Carvalho e Camargo (2003), a deterioração das sementes demonstra ser o
resultado de um complexo conjunto de disfunções metabólicas e reações
químicas, que atuam no sentido de alterar as funções específicas de cada
constituinte celular.
27
Areia
Vermiculita
Areia+vermiculita
Germinação (%)
100
80
y Areia = 23 - 0,35x
R² = 0,89
60
y Vermiculita = 79,05 - 2,965x + 0,027x2
R² = 0,99
y Areia+vermiculita = 82,05 - 2,965x + 0,027x2
R² = 0,99
40
20
0
30
40
50
60
Teor de umidade no substrato (%)
Figura 5.2 Germinação (%) de sementes de mangabeira (H. speciosa)
armazenadas em substratos úmidos submetidas a temperatura de
0°C durante o segundo mês.
Na Figura 5.3 observa-se comportamento linear na germinação das
sementes de mangabeira armazenadas nos substratos úmidos de areia (A) e
areia mais vermiculita (A+V). Os dados de germinação das sementes
armazenadas em vermiculita (V) úmida não se ajustaram ao modelo de regressão
linear ou quadrática, obtendo-se um valor médio de 71%.
As sementes armazenadas em areia mais vermiculita (A+V) foram as que
obtiveram maior percentagem de germinação atingindo 83% e as sementes da
areia úmida obtiveram 70% de germinação quando ambos os substratos tinham
30% de teor de umidade.
28
Areia
Vermiculita
Areia+vermiculita
Germinação (%)
100
80
60
40
y Areia = 81,3 - 0,54x
R² = 0,84
y Vermiculita = 71
y Areia+vermiculita = 105,4 - 0,67x
R² = 0,99
20
0
30
40
50
60
Teor de umidade no substrato (%)
Figura 5.3 Germinação (%) de sementes de mangabeira (Hancornia speciosa G.)
armazenadas em substratos úmidos submetidas a temperatura de 25
°C durante o primeiro mês.
Observa-se também que o teor de umidade nos substratos de
armazenamento e, consequentemente, das sementes poderia ser diminuído, vez
que houve germinação na temperatura de 25 °C durante o armazenamento;
sugerindo que se deve testar menores teores de umidade no substrato de
armazenamento, assim como, novos intervalos de temperaturas e novas técnicas.
Sobre o tema de novas técnicas, Ferraz e Sampaio (1996) obtiveram germinação
de 82 a 96% para Carapa guinensis e de 55 a 99% para C. procera com estas
sementes acondicionadas e armazenadas em sacos que foram enterradas pela
fauna do solo, permitindo a embebição das sementes, e resultando em
germinação durante o armazenamento. Lecointe (1939) recomendou armazenar
sementes de andiroba em água corrente para conservar a viabilidade das
mesmas; técnica que aplicada por Ferraz e Sampaio (1996) não manteve a
viabilidade das sementes de duas espécies de andiroba por um período de sete
meses, tendo estes pesquisadores recomendado estudar menores períodos de
exposição das sementes em água.
Fonseca e Freire (2003) revisando sobre o tema do armazenamento de
sementes úmidas, dizem ser o suprimento de oxigênio essencial à respiração,
que produzirá energia metabólica necessária à ativação e sustentação de
29
mecanismos de reparo e de substituição celular, tendo como conseqüência a
ampliação do período de conservação e, que se deve evitar o acúmulo de gás
carbônico, por ser prejudicial à qualidade fisiológica das sementes. Afirmações
que em parte concordam com os resultados deste trabalho, vez que as sementes
de mangaba foram armazenadas em substratos úmidos e acondicionados em
caixas plásticas ermeticamente fechadas.
Desta forma, o sucesso da conservação das sementes de mangaba está
intimamente relacionado com as condições do armazenamento, em especial, com
o teor de umidade das sementes, que neste trabalho foi fornecido pela umidade
dos substratos de armazenamento e, que apesar da manutenção da viabilidade
das sementes para a melhor condição do armazenamento (0 e 25 °C a 30% do
teor de umidade no substrato) o período de manutenção da germinação inicial foi
de apenas 60 dias. Resultados que recomendam ser testadas novas condições
de armazenamento.
Salomão et al. (2005) apóiam esses resultados quando afirmaram que as
sementes de mangaba para manter sua viabilidade durante o armazenamento a
curto prazo (cerca de seis meses) devem ser conservadas com umidade em torno
de 50% nas temperaturas de 15 e 20 °C.
5.4 Vigor
Mediante o resumo da análise de variância para o vigor (Tabela 3 do
anexo), observa-se efeito significativo do comprimento de plântulas para o teor de
água nos substratos, mês e a interação teor de água nos substratos e meses (TA
x meses). Para a massa seca tem-se valor significativo da interação dupla TA x
SUBS e para TA x SUBS x T.
Em análise aos dados contidos na Tabela 4 do anexo e Figura 5.3 observase igualdade estatística para o comprimento de plântulas dentro dos tempos
(meses) para as sementes armazenadas no substrato com 30% de umidade à
temperatura de 0 °C, e superioridade estatística do comprimento de plântulas na
primeira avaliação (mês 1) do armazenamento para as demais umidades (40, 50
e 60%) nos substratos de armazenamento. Dentro de cada tempo (mês) o
comprimento de plântulas no mês 1 variou de 9,93 cm para as sementes
armazenadas no substrato com 50% de umidade à 11,07 cm para o
30
armazenamento em substrato com 40% de umidade e 10,15 cm de comprimento
de plântulas no substrato com 60% de umidade. Na segunda avaliação (mês 2), o
comprimento das plântulas diminuíram à medida em que se elevou a umidade do
substrato de armazenamento tendo variado de 10,08 cm (30% de umidade no
substrato) à 7,20 cm (60% de umidade no substrato). Em termos médios a perda
total do vigor determinado pelo comprimento de plântulas foi de 30% durante o
armazenamento para os teores de umidade nos substratos.
Figura 5.4 Comprimento das plântulas resultantes da germinação das sementes
de mangabeira (H. speciosa) após o primeiro e segundo mês de
armazenamento à 0°C.
Para
temperatura,
especificamente,
os
resultados
são
em
parte
concordantes com as afirmações de King e Roberts (1979) de que a germinação
no armazenamento pode apresentar perdas significativas na conservação das
sementes
recalcitrantes
quando
mantidas
úmidas
e
sob
temperaturas
inadequadas, e Almeida et al. (2000) dizem ser necessário aprimorar o
conhecimento científico sobre os mecanismos fisiológicos recomendados a
sensibilidade, a dessecação e as baixas temperaturas para determinar métodos
eficientes de armazenagem das sementes recalcitrantes.
Ademais, Faiad et al. (1998) tratando o tema de conservação de sementes
recalcitrantes informam que não existe métodos disponíveis na atualidade na
31
conservação a longo prazo dessas sementes. Afirmativa que põe em manifesto a
importância dos resultados obtidos neste trabalho em procurar soluções viáveis e
simplificadas de conservação à curto prazo, do germoplasma da mangabeira por
meio de métodos alternativos de conservação.
De maneira geral, verifica-se mediante os dados que as plântulas
obtiveram um bom vigor quando se compara aos dados da literatura uma vez que
Nogueira et al. (2003) obtiveram em plântulas de mangabeira comprimento
inferior aos observados neste trabalho.
De acordo com a Tabela 5.5 observa-se que a massa seca das plântulas
obtidas das sementes provenientes do armazenamento no substrato areia na
temperatura de 0 °C com 30% do teor de água no substrato teve diferença
significativa com relação às sementes obtidas dessa combinação na temperatura
de 25 °C. Já as plântulas obtidas das sementes provenientes do armazenamento
nas temperaturas de 0 e 25 °C em todas as combinações de teor de água nos
substratos
e
em
todos
os
substratos
não
diferiram
estatisticamente,
representados pelas letras minúsculas nas colunas.
Tabela 5. 5 Massa seca de plântulas de mangabeira (H. speciosa)
Períodos (Meses)
Areia (A)
Vermiculita (V)
A+V
Areia (A)
0
-22
25
0,045 b A α
0,050 a A α
0,069 a A α
0,033 A α
2
Substratos
Vermiculita
(V)
0,039 A α
0,286 a A
0,054 a B
0,050 a B
0
-22
25
0,054 a A α
0,049 a A α
0,066 a A α
0,118 A α
0,020 A α
0,059 a A
0,061 a A
0,058 a A
0
-22
25
0,065 a A α
0,058 a A α
0,064 a A α
0,045 a A
0,058 a A
0,053 a A
Umidade
nos
substratos
Temperatura
(°C)
30
40
50
1
Substratos
0,027 A α
A+V
0,033 A α
0,035 A α
0,023 A α
0
0,068 a A α
0,060 a A α
0,064 a A α
0,022 B α
0,0257 A α
-22
25
0,059 a A
0,054 a A
0,049 a A
Médias seguidas de mesma letra minúscula na coluna, maiúscula na linha (substrato em cada temperatura e mês) e grega
na linha (mês em substrato e temperatura) não diferem a 5% de probabilidade pelo teste de Tukey.
60
Os resultados do vigor revelados pela massa seca das plântulas de
mangaba
foram
estatisticamente
iguais
com
exceção
do
substrato
de
armazenamento areia com 30% de umidade que mantido à 25 °C foi superior a
massa seca das sementes armazenadas à temperatura de 0 °C nesse mesmo
substrato e no primeiro mês de armazenamento.
32
Os resultados da massa seca não foram tão esclarecedores quanto a
consistência
das
variações
reveladas
por
meio
do
estudo
estatístico,
provavelmente, devido ao peso das plântulas analisadas revelado pelo
desenvolvimento das plântulas nos substratos de armazenamento irrigados com
30% de umidade, e acondicionados à 25 °C que ficou na casa dos décimos de
gramas (0,286 g) contra os centésimos de gramas (neste caso específico de
0,045 g) em todas as demais condições de armazenamento; exigindo, assim,
maiores pesquisas sobre o tema da massa seca, vir a ser utilizada como teste de
viabilidade de mangaba, nestas condições de conservação. No entanto, os
resultados permitem comentar que o armazenamento à temperatura negativa (-22
°C) não se mostrou favorável ao armazenamento da mangaba para as condições
do estudo, e ser possível nas temperaturas de 0 °C e 25 °C, sendo a exceção
deste tratamento (areia com umidade de 30% a temperatura de 25 °C)
ressaltando para todos os demais comportamento iguais estatisticamente.
Salomão et al. (2005) em estudo sobre a conservação de mangaba
concluíram ser possível manter a viabilidade de sementes de mangaba por cerca
de seis meses quando armazenadas à 15 ou 20 °C com conteúdo de umidade de
50% e perda total de viabilidade quando se reduziu o conteúdo de umidade para
valores inferiores a 11%. Afirmativa que encontra apóio nas de Andrade et al.
(2005) quando dizem que as sementes recalcitrantes desidratadas após a colheita
perdem gradualmente a viabilidade, passando por um ponto crítico até atingir um
teor de água chamado letal. Borges e Rena (1993) relatam que em temperaturas
baixas pode está havendo desativação de enzimas e limitação do crescimento do
embrião, e que temperaturas baixas pode inibir atividades catabólicas em
sementes que requerem temperaturas mais altas para germinar ou impedir a
ativação de enzimas (MAGUIRE, 1973).
5.5 Germinação de embriões submetidos à DMSO e sacarose
Os embriões provenientes da vitrificação que foram criopreservados por 15
dias em nitrogênio liquido a -196°C não germinaram, provavelmente a ação do
crioprotetor DMSO pode ter afetado os tecidos dos embriões, tendo em vista que
os principais fatores limitantes da vitrificação são o estresse osmótico e a
33
toxicidade química do crioprotetor os quais causam danos às células embrionárias
(PAPADOPOULOS et al., 2002).
Apesar da vitrificação ter se mostrado uma boa alternativa para
criopreservar embriões produzidos in vitro em outras pesquisas, devido a sua
rápida passagem para o estágio vitreo e a não necessidade de congeladores
biológicos que controlam a curva de temperatura, existe dificuldades de se
estabelecer um protocolo padrão de criopreservação de embriões de várias
espécies (SANTIN et al., 2009).
Os embriões que germinaram foram os colocados em DMSO e sacarose e
posteriormente cultivados em meio MS, sendo que a germinação desses
embriões variou de acordo com as doses de DMSO e sacarose a que foram
submetidos.
Avaliando-se os fatores isoladamente na Figura 5.5, observa-se que a
medida que se elevou as dosagens de DMSO a germinação reduziu, enquanto
que com relação as concentrações de sacarose praticamente mantiveram a
germinação. Ao se analisar a interação das dosagens de DMSO com as
concentrações de sacarose observa-se que os maiores percentuais de
germinação foram obtidos dos embriões que foram submetidos às concentrações
mais elevadas de sacarose (0,75 e 0,50 M) com redução das dosagens de
DMSO. Na concentração máxima de sacarose (0,75 M) combinada com a
ausência de DMSO (0%) os embriões obtiveram uma germinação de 98%, na
ausência de DMSO e sacarose os embriões obtiveram aproximadamente 90% de
germinação, já os embriões provenientes da combinação de 15% de DMSO com
a ausência de sacarose não germinaram.
34
2
2
2
Y= exp(378,46 + 24,81D+1111,61S +1976,1S + 7,489D S- 179DS )/
2
2
2
1+ exp(378,46 + 24,81D+5,04D +1111,61S +1976S -179,7DS
R2 =0,93
Figura 5.5 Germinação in vitro de embriões de mangabeira (H. speciosa)
submetidos ao tratamento com DMSO e sacarose antes de serem
colocados no meio MS.
A percentagem de folhas das plântulas provenientes dos embriões de
mangabeira variou de acordo com as concentrações de sacarose e percentagens
de DMSO. Analisando os fatores isoladamente na Figura 5.6, observa-se que a
medida que se elevou as dosagens de DMSO e diminuiu as concentrações de
sacarose a percentagem de folhas reduziram. Obteve-se a maior percentagem de
folha que foi de 93%, nas plântulas provenientes dos embriões que estavam na
concentração máxima de sacarose (0,75 M) combinado com a ausência de
DMSO, reduzindo-se o número de folhas à medida que as percentagens de
DMSO aumentaram, sendo que na ausência de DMSO e sacarose obteve-se
aproximadamente 80% de folhas, chegando a zero na dose máxima de DMSO
(15%) com ausência de sacarose (Figura 5.6).
35
2
2
2 2
2
Y= exp(199,02-40,65D-4,004D -68,24S+210,38S +80,7DS-3,418 D S +9,098D S/
2
2
2 2
2
1+exp(199,02-40,65D-4,004D -68,24S+210,38S -80,7DS-3,418D S +9,098D S
R2 = 0,85
Figura 5.6 Quantidade de folhas em percentagem, provenientes dos embriões de
mangabeira (H. speciosa) submetidos ao tratamento com DMSO e
sacarose antes de serem colocados no meio MS.
.
O comprimento das plântulas originadas dos embriões submetidos ao
tratamento com DMSO e sacarose também teve um desempenho parecido com o
percentual de germinação e percentagem de folhas, onde observa-se através da
Figura 5.7 que a medida que se elevou as dosagens DMSO e reduziu-se as
concentrações de sacarose o comprimento das plântulas também diminuíram,
sendo o maior comprimento de 7,8 cm nas plântulas provenientes dos embriões
submetidos a dose máxima de sacarose e ausência de DMSO, na ausência de
DMSO e sacarose o comprimento das plântulas foi de aproximadamente 5cm
chegando a zero na dose máxima de DMSO (15%) com ausência de sacarose.
36
Y= exp(36,64+33,9D-3,448D2+409,48S-240,06DS+18,62D2S2+19,39D2S+237,51DS2)/
1+exp(36,64+33,9D-3,448D2+409,48S-240,06DS+18,62D2S2+19,39D2S+237,51DS2)
R2=0,67
Figura 5.7 Comprimento das plântulas provenientes dos embriões de mangabeira
(H. speciosa) submetidos ao tratamento com DMSO e sacarose antes
de serem colocados no meio MS.
.
De forma geral, no presente trabalho, quanto maior foi a concentração de
sacarose aplicada melhor a viabilidade dos eixos embrionários, ocorrendo o
contrário para as dosagens de DMSO aplicadas, onde observa-se nas Figuras 5.5
, 5.6 e 5.7, uma germinação de 98%, 95% de folhas e 8cm de comprimento das
plântulas, respectivamente, para a concentração de 0,75M de sacarose
combinada com ausência de DMSO. O comportamento do DMSO, no qual quanto
menor a dose maior a viabilidade da sementes representados por essas variáveis
(germinação, percentagens de folhas e comprimento de plântulas) deve-se
provavelmente ao efeito fitotóxico como também ao estresse osmótico que este
pode promover levando as células à morte ou modificando sua morfogenética
conforme observado por Sakai (1995).
Entretanto, conforme os resultados os crioprotetores apesar de agir
reduzindo os danos celulares causados pelos efeitos das concentrações de sais
no meio e possuírem estruturas que lhes permitem fazer ligações de hidrogênio
com a molécula de água, diminuindo assim, a formação de cristais de gelo, não
37
permitindo o aumento do tamanho desses cristais e diminuindo a concentração de
solutos nos meios extra e intra-celulares (SIMIONE e SHEEHAN, 1998). Para
isso, de acordo com os resultados desse trabalho faz-se necessário estabelecer
quantidades para cada material a ser utilizado como no caso em estudo em que
0,75 M de sacarose na ausência de DMSO foi onde obteve-se os melhores
resultados para a germinação, percentagem de folhas e comprimento de
plântulas.
5.6 Desinfestação de sementes de mangabeira
A contaminação das sementes variou de acordo com a concentração de
hipoclorito de sódio e o tempo de exposição. Na Figura 5.7 consta decréscimo na
contaminação, com o aumento da concentração de hipoclorito de sódio, além da
tendência de diminuição da contaminação com o aumento do tempo de exposição
ao agente desinfestante, chegando a contaminação de 0% na concentração de
hipoclorito à 5% no tempo de 20 minutos. Estes resultados concordam com os de
Moraes (2007), que observou em gemas de abacaxizeiro cv.EMEPA 1 que com o
aumento das concentrações de hipoclorito de sódio e do tempo de exposição
houve diminuição da contaminação.
Os gêneros de fungos encontrados na contaminação das sementes de
mangabeira foram: Curvularia, Rhizopus e Penicillium, esses fungos são alguns
dos principais que causam problemas nos tecidos cultivados in vitro segundo
Oliveira et al. (2000). A ilustração dos fungos detectados nesse experimento
encontra-se na Figura 3 do anexo.
38
2
2
2
2
2
2
Y= exp(-1078,43+323,54T-12,96T 792H-140,28H -185,09TH-1,424T H +7,54T H+32,83TH )/
2
2
2 2
2
2
1+exp(-1078,43+323,54T-12,96T 792H-140,28H -185,09TH-1,424T H +7,54T H+32,83TH )
R2 = 0,89
Figura 5.8 Contaminação de sementes de mangabeira (H. speciosa) submetidas
a desinfestação.
A germinação das sementes submetidas a desinfestação variou de acordo
com a concentração de hipoclorito de sódio e tempo de exposição (Figura 5.9). A
medida que a concentração de hipoclorito e o tempo de exposição aumentou
também aumentou a percentagem de germinação, observando-se que a
desinfestação com hipoclorito à 5% por 20 minutos promoveu 98% de germinação
das sementes de mangabeira. Na combinação de 1% de hipoclorito por 5 minutos
a germinação foi de 82%.
39
2
2
2
2
2
2
Y= exp(-23,41+47,16T-2,183T +115,4H-6,662H -34,57TH-0,219T H +1,778T H+4,032TH )/
2
2
2 2
2
2
1+exp(-23,41+47,16T-2,183T +115,4H-6,662H -34,57TH-0,219T H +1,778T H+4,032TH )
R2= 0,66
Figura 5.9 Germinação de sementes de mangabeira (H. speciosa) submetidas a
desinfestação.
5.7 Estabelecimento das gemas apicais e laterais
No estabelecimento das gemas apicais e laterais a presença do carvão
ativo pode ter contribuído para diminuir a oxidação (Figuras 4 a 15 do anexo),
uma vez que o carvão ativado adicionado ao meio de cultura, possui a
capacidade de adsorver substâncias tóxicas liberadas pelos explantes ou
impurezas de outros componentes (GRATTAPAGLIA e MACHADO, 1998).
Na Tabela 5.7, observa-se através da análise de variância que não houve
diferença estatistica dos dados analisados, ou seja, as concentrações de carvão
ativado (0; 0,2; 0,4; 0,6; 0,8; 1,0%) no meio de cultivo não interferiram nas
brotações apicais e laterais. Desta forma, Pan e Standen (1998) indicaram a
hipótese de que a adição de carvão ativado no meio de cultura pode promover ou
inibir o crescimento in vitro, a depender da concentração utilizada, fato confirmado
por Nunes et al. (2008).
40
Tabela 5.6
Resumo da análise de variância do estabelecimento das gemas
apicais e laterais de mangabeira (Hancornia speciosa G.) em meio
MS com doses de carvão ativo.
Fonte de variação
Tratamentos
Linear
Quadrática
Resíduo
CV (%)
GL
(5)
1
1
84
*COMPAP
0,149711 NS
0,072086 NS
0,012698 NS
0,229317
34,84
Quadrados médios
COMPLAT
NUMFA
0,095467 NS 0,171111NS
0,018438 NS 0,214286 NS
0,016071 NS 0,134127 NS
0,079508
0,066667
49,18
23,96
NUMFLAT
0,151111 NS
0,003810 NS
0,003175 NS
0,077778
25,61
*COMPAP (Comprimento das gemas apicais), COMPLAT (Comprimento das gemas laterais), NUMFA
(Número de folhas das gemas apicais), NUMFLAT (Número de folhas das gemas laterais)
5.8 Alongamento e multiplicação
De acordo com a Figura 5.10 e Figura 16 do anexo, observa-se que na
ausência de BAP em todas as doses de ANA obteve-se aproximadamente 70%
de brotações apicais. As menores percentagens de brotações ocorreram quando
a concentração de BAP foi de 0,83 mg.L-1 e a concentração de ANA de 1 mg.L-1 e
já com a dose máxima de BAP de 2,5 mg.L-1 independentemente das doses de
ANA ocorreram as maiores percentagens de brotações, aproximadamente de
85%. Esses dados colaboram com os de Fonseca et al., (2003) que obtiveram o
maior número de brotações em mangabeira com as concentrações de 1,0 e 2,0
mg.L-1 de BAP, já com a utilização de 4,0 mg.L-1 de BAP reduziu em até quatro
vezes a indução de novos brotos.
O efeito benéfico do BAP na multiplicação das brotações pode ser
relacionado com a influência desse regulador na divisão celular e na quebra de
dormência das gemas axilares, até então inibidas pela dominância apical (BRUM
et al., 2002).
41
2
2
2
2
Y= exp(105,08-155,56B+54,14B -156,48A+76,06A +43,67B A-38,98BA )/
2
2
2
2
1+exp(105,08-155,56B+54,14B -156,48A+76,06A +43,67B A-38,98BA )
R2= 0,66
Figura 5.10 Alongamento e multiplicação de brotações apicais de mangabeira
(H. speciosa) em função das doses de ANA e BAP.
De acordo com a Figura 5.11 e Figura 17 do anexo, observa-se que as
percentagens de brotações laterais foram baixas em relação as brotações apicais,
tendo em vista que na dose mais elevada de BAP de 2,50 mg.L-1 e ausência de
ANA, as brotações foram de aproximadamente 27,8%. Silva et al. (2005) em
trabalho com Citrus reshni Hort. ex Tan., também constataram que as brotações
apicais mostraram-se mais eficientes na indução da organogênese in vitro que as
laterais.
Quando utilizou-se 1 mg.L-1 de BAP e 1 mg.L-1 de ANA as brotações foram
iguais a zero. Com ausência de BAP e elevação das dosagens de ANA observase que as brotações aumentaram. Da mesma forma, Andrade et al. (2006)
verificaram que o aumento no número de brotações de Eucalyptus grandis Wood
foi inversamente proporcional ao aumento da dosagem e do tempo de exposição
ao BAP, o que evidencia que as concentrações mais elevadas dessa citocinina
foram inibitórias para o processo de multiplicação.
42
2
2
2
Y= exp(94,47+248,62B+91,01B + 34,18A + 45,29A +12,28B A)/
2
2
2
1+exp(94,47+248,62B+91,01B + 34,18A + 45,29A +12,28B A)
R2=0,67
Figura 5.11 Alongamento e multiplicação de brotações laterais de mangabeira (H.
speciosa) em função de doses de ANA e BAP.
Não houve efeito significativo das doses de ANA e BAP para o
comprimento das brotações laterais. Porém, houve efeito significativo das doses
de BAP para o comprimento das gemas apicais (Figura 5.12), a medida que as
doses de BAP aumentaram o comprimento das brotações apicais diminuíram,
assim o BAP interferiu no comprimento das brotações. Apesar da utilização de
citocinina ser essencial à multiplicação da parte aérea, o seu excesso é tóxico e
pode resultar, entre outros efeitos, na redução do tamanho das folhas e
encurtamento dos entrenós (LESHEN et al., 1988). Grattapaglia e Machado
(1998) relatam também que a tendência de diminuição do comprimento de
brotações a partir de determinada concentração pode decorrer de um possível
efeito fitotóxico da citocinina.
Esse efeito tóxico das citocininas pode provocar encurtamento dos caules
e interferir até no enraizamento, pois segundo Pasqual (2001) altas taxas de
citocininas podem reduzir o tamanho das brotações e estimular a ocorrência de
hiperidricidade e formação de folhas anormais.
43
Figura 5.12 Comprimento de brotações apicais de mangabeira (H. speciosa)
em função das doses de BAP.
5.9 Enraizamento
De acordo com as Figuras 5.13, 5.14 e também na Figura 18 do anexo,
observa-se que ocorreu indução de raízes nas brotações apicais e laterais
utilizando-se as doses de AIB de 0 à 2,5 mg.L-1, opondo-se aos resultados de
Soares et al. (2007b) que informam que o AIB induziu a formação de raízes em
brotações de mangabeira somente na concentração de 3,0 mg.L-1.
O número de raízes das brotações apicais variaram de acordo com as
dosagens de AIB, observa-se que o tratamento com 1,0 mg.L-1 foi o que
apresentou maior média para o número de raízes chegando a 2,5 média de
raízes, enquanto nos demais tratamentos obteve-se em média 2,0 raízes por
tratamento (Figura 5.13). Certas espécies, principalmente as lenhosas, enraízam
com dificuldade ou não enraízam, mesmo na presença de auxinas e algumas
espécies até dispensam o uso de reguladores de crescimento no seu
enraizamento (ROHR e HANUS, 1987).
44
Figura 5.13 Número de raízes nas brotações apicais de mangabeira (H.speciosa)
em função das doses de AIB.
O número de raízes das brotações laterais variaram de acordo com as
doses de AIB, observa-se que na dose 1 e 1,5 mg.L-1 de AIB ocorreu a indução
de 2 raízes por tratamento, na dose de 0,5 mg.L-1 de AIB ocorreu a indução de
apenas uma raiz, em 2,0 mg.L-1 de AIB ocorreu uma média de 1,6 raízes (Figura
4.14). Alfenas et al. (2004) indicaram a permanência dos explantes por 7 a 15
dias em meio de cultura contendo 1,0 mg.L-1 de AIB para se obter melhores
respostas.
45
Figura 5.14 Número de raízes nas brotações laterais de mangabeira (H.
speciosa) em função das doses de AIB.
O comprimento das raízes provenientes das brotações apicais variaram
com relação as doses de AIB, observa-se que as raízes provenientes de 0 e 1
mg.L-1 de AIB obtiveram aproximadamente 1,3 cm de comprimento; as raízes
oriundas de 0,5 mg.L-1 de AIB obtiveram 2,8 cm de comprimento; as raízes que
estavam em 1,5 mg.L-1 de AIB obtiveram 2,3 cm e as que estavam submetidas a
2 mg.L-1 de AIB obtiveram 1,5 cm de comprimento (Figura 5.15).
46
Figura 5.15 Comprimento de raízes das brotações apicais de mangabeira (H.
speciosa) em função das doses de AIB.
O comprimento das raízes provenientes das brotações laterais variaram
com relação as doses de AIB, observa-se que em 0 e 1,5 mg.L-1 de AIB as raízes
obtiveram 1cm de comprimento; já à 0,5 e 1,0 mg.L-1 de AIB as raízes obtiveram
0,5 cm de comprimento e em 2,0 mg.L-1 de AIB as raízes obtiveram 1,2 cm de
comprimento (Figura 5.16).
47
Figura 5.16 Comprimento de raízes das brotações laterais de mangabeira (H.
speciosa) em função das doses de AIB.
Os resultados obtidos neste trabalho concordam ainda com as afirmações
de Silva Júnior e Lédo (2006), de que o sucesso de um sistema de
micropropagação depende do controle de grande número de fatores endógenos e
exógenos, pois ocorre uma variação nas respostas morfogenéticas da
mangabeira nas diferentes condições de cultivo in vitro, e também deve-se
considerar o fato de que as plantas lenhosas, que contemplam grande parte das
frutíferas, inclusive a mangabeira, apresentam dificuldades relevantes para o
estabelecimento in vitro (ERIG e SCHUCH, 2003).
48
6. CONCLUSÕES
 A umidade do substrato, a temperatura e o tempo de armazenamento
influenciam no vigor das plântulas;
 As sementes de mangaba apresentam melhor viabilidade quando
armazenadas no substrato areia mais vermiculita mantido com teor de
umidade de 30% à temperatura de 0°C por 60 dias;
 A temperatura de -22°C não foi satisfatória para o armazenamento das
sementes de mangaba nos substratos (areia, vermiculita e areia mais
vermiculita) e teores de umidades estudados (30, 40, 50 e 60%);
 O método da vitrificação não foi eficiente para a conservação dos
embriões, havendo porém, efeito para germinação, percentagem de folhas
e comprimento de plântulas originadas dos embriões que foram
submetidos a DMSO e sacarose e colocados em meio MS;
 A concentração de 5% de hipoclorito de sódio por 20 minutos proporcionou
o menor índice de contaminação e uma percentagem de germinação de
98%;
 O efeito isolado do BAP e ANA (mg.L-1) aumentaram o número de
brotações apicais e laterais de mangabeira;
 A combinação das doses de BAP e ANA (mg.L-1) interferem no número
de brotações apicais e laterais de mangabeira;
 O número de raízes provenientes das brotações apicais e laterais variou de
2 a 3 raízes por tratamento e tanto o número de raízes quanto o seu
comprimento variaram de acordo com as doses de AIB (mg.L-1).
49
7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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61
ANEXOS
62
Tabela 1. Resumo da análise de variância do teor de umidade das sementes de
mangabeira (H. speciosa) armazenadas em substratos úmidos.
63
Tabela 2. Resumo da análise de variância da germinação de sementes de mangabeiras
(H.speciosa) armazenadas em substratos úmidos
Fonte de variação
TA
SUBS
TA x SUBS
TP
TA x TP
SUBS x TP
TA x SUBS x TP
MES
TA x MES
SUBS x MES
TA x SUBS x MES
TP x MES
TA x TP x MES
SUBS x TP x MES
TA x SUBS x TP x MES
SUBS=1 TP=0°C MES=1
Linear
Quadrática
SUBS=1 TP=0°C MES=2
Linear
Quadrática
SUBS=1 TP=-22°C MES=1
Linear
Quadrática
SUBS=1 TP=-22°C MES=2
Linear
Quadrática
SUBS=1 TP=25°C MES=1
Linear
Quadrática
SUBS=2 TP=0°C MES=1
Linear
Quadrática
SUBS=2 TP=0°C MES=2
Linear
Quadrática
SUBS=2 TP=-22°C MES=1
Linear
Quadrática
SUBS=2 TP=-22°C MES=2
Linear
Quadrática
SUBS=2 TP=25°C MES=1
Linear
Quadrática
SUBS=3 TP=0°C MES=1
Linear
Quadrática
SUBS=3 TP=0°C MES=2
Linear
Quadrática
SUBS=3 TP=-22°C MES=1
Linear
Quadrática
SUBS=3 TP=-22°C MES=2
Linear
Quadrática
SUBS=3 TP=25°C MES=1
Linear
Quadrática
Resíduo
CV %
3
2
6
2
6
4
12
1
3
2
6
1
3
2
6
Quadrados médios
Germinação
0,35117008**
0,18835413**
0,01265229**
11,21179963**
0,18327365**
0,18814143**
0,04017131**
1,42166559**
0,00791590*
0,10067742**
0,01584393**
1,42166559**
0,00791590*
0,10067742**
0,01584393**
1
1
0,13450125**
NS
0,00086569
1
1
0,13081759**
NS
0,00030392
0
0
0,00
0,00
0
0
0,00
0,00
1
1
0,06000833**
NS
0,00163030
1
1
1,35258443**
0,24901649*
1
1
0,36582230**
0,04883718**
0
0
0,00
0,00
0
0
0,00
0,00
1
1
0,02182179**
0,02528776**
1
1
0,13057546**
NS
0,00377858
1
1
0,23256692**
0,03042101**
0
0
0,00
0,00
0
0
0,00
0,00
1
1
180
0,12425885**
NS
0,00000947
0,00282185
15,34216
GL
64
NS, * e ** = não significativo, significativo a 5 e 1% de probabilidade, respectivamente, pelo teste F.
Tabela 3. Resumo das análises de variância dos testes de vigor (comprimento e
massa seca de plântulas de mangabeira)
Quadrados médios do vigor
Fonte de variação
GL
Comprimento (cm) Massa seca (g)
Teor de água nos substratos(TA)
3
30,18056317**
Substratos (SUBS)
2
9,83132152 NS
TA x SUBS
6
3,28135737 NS
Temperatura (TP)
1
4,91115385 NS
TA x TP
3
5,94860882 NS
SUBS x TP
2
9,22848214 NS
TA x SUBS x TP
6
4,54894407 NS
MÊS
1
81,01180700**
TA x MÊS
3
12,50928810*
SUBS x MÊS
2
7,21529874 NS
TA x SUBS x MÊS
4
1,07605857 NS
TP x MÊS
0
TA x TP x MÊS
0
SUBS x TP x MÊS
0
TA x SUBS x TP x MÊS
0
MÊS=1
Linear
1
7,14188997 NS
Quadrática
1
0,53262600 NS
MÊS=2
Linear
1
54,80723250**
Quadrática
1
4,53139031 NS
Resíduo
94
3,7967199
CV %
19,63860
** Significativo a 1%, * Significativo a 5% e NS não siginificativo.
0,00873539 NS
0,00469881 NS
0,01438344**
0,00473850 NS
0,00968685 NS
0,00973675 NS
0,01049075*
0,00001945 NS
0,00781488 NS
0,00190787 NS
0,01345607*
0,01199516 NS
0,00770097 NS
0,03109232**
0,01568250 NS
0,00428034
101,5068
Tabela 4. Comprimento das plântulas resultantes da germinação das sementes
de mangabeira (H. speciosa) após o primeiro e segundo mês de
armazenamento à 0°C.
Teor de água (%)
Meses
30
40
50
60
1
10,60 a
11,07 a
9,93 a
10,15 a
2
10,08 a
8,78 b
6,57 b
7,20 b
Médias seguidas de mesma letra na coluna não diferem a 5% de probabilidade pelo teste F.
65
Figura 1. Germinação em areia após armazenamento à 0°C (geladeira).
Figura 2. Plântulas originadas de sementes estabelecidas em meio MS.
66
Curvularia
Rhizopus
Penicillium
m
Figura 3. Fungos detectados na contaminação das sementes.
67
T1
T1
-1
Figura 4. Brotação apical em 0mgL de CA
-1
Figura 5. Brotação lateral em 0mg.L de CA
T2
T2
-1
Figura 6. Brotação apical em 0,2mg.L de CA
T3
-1
Figura 7. Botação lateral em 0,2mg.L de CA
T3
-1
Figura 8. Brotação apical em 0,4 mg.L de CA
-1
Figura 9. Brotação lateral em 0,4 mg.L de CA
68
T4
T4
-1
Figura 10. Brotação apical em 0,6mg.L de CA
-1
Figura 11.Brotação lateral em 0,6mg.L de CA
T5
T5
-1
Figura 12. Brotação apical em 0,8mg.L de CA
T6
-1
Figura 13 .Brotação lateral em 0,8mg.L de CA
T6
-1
Figura 14. Brotação apical em 1,0 mg.L de CA
-1
Figura 15. Brotação lateral em 1,0mg.L de CA
69
Figura 16. Brotações apicais alongadas e multiplicadas no meio MS contendo os
hormônios ANA e BAP.
70
Figura 17. Brotações laterais alongadas e multiplicadas no meio MS contendo ANA e
BAP.
71
Figura 18. Brotações laterais e apicais enraizadas no meio MS contendo AIB.
72
The SAS System
22:19 Thursday, September 25, 2008
9
The GLIMMIX Procedure
Model Information
Data Set
Response Variable (Events)
Response Variable (Trials)
Response Distribution
Link Function
Variance Function
Variance Matrix
Estimation Technique
Degrees of Freedom Method
Number
Number
Number
Number
of
of
of
of
WORK.VITR
GER
N
Binomial
Logit
Default
Diagonal
Maximum Likelihood
Residual
Observations Read
Observations Used
Events
Trials
160
160
9900
16000
Dimensions
Columns in X
Columns in Z
Subjects (Blocks in V)
Max Obs per Subject
15
0
1
160
Optimization Information
Optimization Technique
Parameters in Optimization
Lower Boundaries
Upper Boundaries
Fixed Effects
Newton-Raphson
13
0
0
Not Profiled
Iteration History
Iteration
Restarts
Evaluations
Objective
Function
Change
Max
Gradient
0
1
2
3
4
5
6
7
8
9
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
4
4
3
3
3
3
3
3
3
6
5434.3961917
4471.0227726
3933.0786212
3841.981954
3827.8750229
3821.1779598
3818.5824223
3817.6198096
3817.2653758
3817.2150013
.
963.37341908
537.94415140
91.09666718
14.10693108
6.69706316
2.59553748
0.96261269
0.35443378
0.05037451
83.22037
66.43683
24.32387
2.845725
6.010414
3.521187
1.437806
0.537463
0.198178
0.149781
The SAS System
22:19 Thursday, September 25, 2008
10
The GLIMMIX Procedure
Iteration History
Iteration
Restarts
Evaluations
Objective
Function
Change
Max
Gradient
10
11
12
13
0
0
0
0
6
6
143
11
3817.1769296
3817.1481559
3817.1432644
3817.1432644
0.03807173
0.02877366
0.00489154
-0.00000000
0.113204
0.085559
0.080859
0.080859
73
Convergence criterion (FCONV=2.220446E-16) satisfied.
Fit Statistics
-2 Log Likelihood
AIC (smaller is better)
AICC (smaller is better)
BIC (smaller is better)
CAIC (smaller is better)
HQIC (smaller is better)
Pearson Chi-Square
Pearson Chi-Square / DF
7634.29
7660.29
7662.78
7700.26
7713.26
7676.52
9000.08
61.23
Parameter Estimates
Effect
Estimate
Standard
Error
DF
t Value
Pr > |t|
Intercept
DMO
SAC
DMO^2
DMO*SAC
SAC^2
DMO^3
DMO^2*SAC
DMO*SAC^2
SAC^3
DMO^4
DMO^3*SAC
DMO^2*SAC^2
DMO*SAC^3
SAC^4
2.1972
-7.5169
107.76
2.0390
-4.5407
-394.01
-0.1071
-5.2829
91.9116
356.97
0
0.2847
-1.1693
-63.8639
0
0.1054
3.3593
61.2886
0.9042
8.8129
220.98
0.04741
2.4131
40.5864
207.20
.
0.1279
0.9426
29.9487
.
147
147
147
147
147
147
147
147
147
147
.
147
147
147
.
20.84
-2.24
1.76
2.26
-0.52
-1.78
-2.26
-2.19
2.26
1.72
.
2.23
-1.24
-2.13
.
<.0001
0.0267
0.0808
0.0256
0.6072
0.0767
0.0253
0.0302
0.0250
0.0870
.
0.0275
0.2167
0.0346
.
The SAS System
22:19 Thursday, September 25, 2008
11
The GLIMMIX Procedure
Type I Tests of Fixed Effects
Effect
DMO
SAC
DMO^2
DMO*SAC
SAC^2
DMO^3
DMO^2*SAC
DMO*SAC^2
SAC^3
DMO^4
DMO^3*SAC
DMO^2*SAC^2
DMO*SAC^3
SAC^4
Num
DF
Den
DF
Chi-Square
F Value
Pr > ChiSq
Pr > F
1
1
1
1
1
1
1
1
1
0
1
1
1
0
147
147
147
147
147
147
147
147
147
.
147
147
147
.
3.84
0.68
3.66
0.05
2.12
0.00
0.73
0.16
2.52
.
4.96
1.54
4.55
.
3.84
0.68
3.66
0.05
2.12
0.00
0.73
0.16
2.52
.
4.96
1.54
4.55
.
0.0501
0.4110
0.0556
0.8233
0.1457
0.9747
0.3941
0.6925
0.1125
.
0.0260
0.2148
0.0330
.
0.0520
0.4123
0.0575
0.8236
0.1478
0.9747
0.3955
0.6930
0.1147
.
0.0275
0.2167
0.0346
.
The SAS System
22:19 Thursday, September 25, 2008
12
The GLIMMIX Procedure
Model Information
Data Set
Response Variable (Events)
Response Variable (Trials)
Response Distribution
WORK.VITR
GER
N
Binomial
74
Link Function
Variance Function
Variance Matrix
Estimation Technique
Degrees of Freedom Method
Number
Number
Number
Number
of
of
of
of
Logit
Default
Diagonal
Maximum Likelihood
Residual
Observations Read
Observations Used
Events
Trials
160
160
9900
16000
Dimensions
Columns in X
Columns in Z
Subjects (Blocks in V)
Max Obs per Subject
7
0
1
160
Optimization Information
Optimization Technique
Parameters in Optimization
Lower Boundaries
Upper Boundaries
Fixed Effects
Newton-Raphson
7
0
0
Not Profiled
Iteration History
Iteration
Restarts
Evaluations
Objective
Function
Change
Max
Gradient
0
1
2
3
4
5
6
0
0
0
0
0
0
0
4
4
3
3
3
3
2
6139.0404647
5480.395913
4951.7943613
4877.9947536
4877.0717543
4877.0715264
4877.0715264
.
658.64455167
528.60155180
73.79960768
0.92299931
0.00022790
0.00000000
873.9867
772.0535
381.9079
35.02621
0.367119
0.000085
1.36E-11
Convergence criterion (GCONV=1E-8) satisfied.
The SAS System
22:19 Thursday, September 25, 2008
13
The GLIMMIX Procedure
Fit Statistics
-2 Log Likelihood
AIC (smaller is better)
AICC (smaller is better)
BIC (smaller is better)
CAIC (smaller is better)
HQIC (smaller is better)
Pearson Chi-Square
Pearson Chi-Square / DF
9754.14
9768.14
9768.88
9789.67
9796.67
9776.88
21136.17
138.14
Parameter Estimates
Effect
Estimate
Standard
Error
DF
t Value
Pr > |t|
Intercept
DMO
DMO*DMO
SAC
SAC*SAC
DMO*DMO*SAC
DMO*SAC*SAC
3.7846
0.2481
-0.05046
-11.1161
19.7610
0.07489
-1.7970
0.1143
0.02472
0.002182
0.6202
1.1545
0.005161
0.1114
153
153
153
153
153
153
153
33.10
10.04
-23.13
-17.92
17.12
14.51
-16.13
<.0001
<.0001
<.0001
<.0001
<.0001
<.0001
<.0001
75
Type I Tests of Fixed Effects
Effect
Num
DF
Den
DF
Chi-Square
F Value
Pr > ChiSq
Pr > F
1
1
1
1
1
1
153
153
153
153
153
153
3094.58
259.80
0.93
159.57
13.66
260.16
3094.58
259.80
0.93
159.57
13.66
260.16
<.0001
<.0001
0.3343
<.0001
0.0002
<.0001
<.0001
<.0001
0.3359
<.0001
0.0003
<.0001
DMO
DMO*DMO
SAC
SAC*SAC
DMO*DMO*SAC
DMO*SAC*SAC
The SAS System
22:19 Thursday, September 25, 2008
14
The LOGISTIC Procedure
Model Information
Data Set
Response Variable (Events)
Response Variable (Trials)
Model
Optimization Technique
Number
Number
Sum of
Sum of
WORK.VITR
GER
N
binary logit
Fisher's scoring
of Observations Read
of Observations Used
Frequencies Read
Frequencies Used
GER
N
160
160
16000
16000
Response Profile
Ordered
Value
Binary
Outcome
1
2
Total
Frequency
Event
Nonevent
9900
6100
Model Convergence Status
Convergence criterion (GCONV=1E-8) satisfied.
Model Fit Statistics
R-Square
Criterion
Intercept
Only
Intercept
and
Covariates
AIC
SC
-2 Log L
21271.528
21279.208
21269.528
9768.143
9821.905
9754.143
0.5131
Max-rescaled R-Square
0.6978
Testing Global Null Hypothesis: BETA=0
Test
Chi-Square
DF
Pr > ChiSq
Likelihood Ratio
Score
Wald
11515.3849
9491.4066
4231.3595
6
6
6
<.0001
<.0001
<.0001
The SAS System
15
The LOGISTIC Procedure
22:19 Thursday, September 25, 2008
76
Analysis of Maximum Likelihood Estimates
Parameter
Intercept
DMO
DMO*DMO
SAC
SAC*SAC
DMO*DMO*SAC
DMO*SAC*SAC
DF
Estimate
Standard
Error
Wald
Chi-Square
Pr > ChiSq
1
1
1
1
1
1
1
3.7846
0.2481
-0.0505
-11.1161
19.7609
0.0749
-1.7970
0.1143
0.0247
0.00218
0.6202
1.1545
0.00516
0.1114
1095.5220
100.7377
534.9370
321.2403
292.9529
210.5366
260.1556
<.0001
<.0001
<.0001
<.0001
<.0001
<.0001
<.0001
Association of Predicted Probabilities and Observed Responses
Percent Concordant
Percent Discordant
Percent Tied
Pairs
92.0
5.7
2.3
60390000
Somers' D
Gamma
Tau-a
c
The SAS System
0.863
0.883
0.407
0.931
22:19 Thursday, September 25, 2008
16
The GLIMMIX Procedure
Model Information
Data Set
Response Variable
Response Distribution
Link Function
Variance Function
Variance Matrix
Estimation Technique
Degrees of Freedom Method
WORK.VITR
COMP
Gaussian
Identity
Default
Diagonal
Restricted Maximum Likelihood
Residual
Number of Observations Read
Number of Observations Used
160
102
Dimensions
Covariance Parameters
Columns in X
Columns in Z
Subjects (Blocks in V)
Max Obs per Subject
1
15
0
1
102
Optimization Information
Optimization Technique
Parameters
Lower Boundaries
Upper Boundaries
Fixed Effects
None
14
1
0
Not Profiled
Fit Statistics
-2 Res Log Likelihood
AIC (smaller is better)
AICC (smaller is better)
BIC (smaller is better)
CAIC (smaller is better)
HQIC (smaller is better)
Pearson Chi-Square
Pearson Chi-Square / DF
147.53
175.53
181.20
210.37
224.37
189.57
14.44
0.16
77
Parameter Estimates
Effect
Intercept
DMO
SAC
DMO^2
DMO*SAC
Estimate
Standard
Error
DF
t Value
Pr > |t|
0.4704
0.08771
-2.8843
0.03689
-1.1603
0.1270
0.1797
1.8436
0.05238
0.4575
89
89
89
89
89
3.71
0.49
-1.56
0.70
-2.54
0.0004
0.6266
0.1212
0.4830
0.0130
The SAS System
22:19 Thursday, September 25, 2008
17
The GLIMMIX Procedure
Parameter Estimates
Effect
Estimate
Standard
Error
DF
t Value
Pr > |t|
SAC^2
DMO^3
DMO^2*SAC
DMO*SAC^2
SAC^3
DMO^4
DMO^3*SAC
DMO^2*SAC^2
DMO*SAC^3
SAC^4
Scale
23.6130
-0.00482
0.1694
-2.6268
-24.7227
0
0.006366
-0.2805
5.1357
0
0.1623
6.4466
0.003521
0.07480
1.3325
5.6583
.
0.006011
0.05668
1.0684
.
0.02432
89
89
89
89
89
.
89
89
89
.
.
3.66
-1.37
2.26
-1.97
-4.37
.
1.06
-4.95
4.81
.
.
0.0004
0.1748
0.0260
0.0518
<.0001
.
0.2924
<.0001
<.0001
.
.
Type I Tests of Fixed Effects
Effect
DMO
SAC
DMO^2
DMO*SAC
SAC^2
DMO^3
DMO^2*SAC
DMO*SAC^2
SAC^3
DMO^4
DMO^3*SAC
DMO^2*SAC^2
DMO*SAC^3
SAC^4
Num
DF
Den
DF
Chi-Square
F Value
Pr > ChiSq
Pr > F
1
1
1
1
1
1
1
1
1
0
1
1
1
0
89
89
89
89
89
89
89
89
89
.
89
89
89
.
34.81
8.47
1.14
5.04
0.12
3.24
23.17
6.61
1.74
.
3.52
27.13
23.11
.
34.81
8.47
1.14
5.04
0.12
3.24
23.17
6.61
1.74
.
3.52
27.13
23.11
.
<.0001
0.0036
0.2852
0.0248
0.7269
0.0717
<.0001
0.0102
0.1876
.
0.0608
<.0001
<.0001
.
<.0001
0.0046
0.2881
0.0273
0.7277
0.0751
<.0001
0.0118
0.1909
.
0.0640
<.0001
<.0001
.
The SAS System
22:19 Thursday, September 25, 2008
22
The LOGISTIC Procedure
Model Information
Data Set
Response Variable
Number of Response Levels
Model
Optimization Technique
WORK.VITR
COMP
19
cumulative logit
Fisher's scoring
Number of Observations Read
Number of Observations Used
Response Profile
160
102
COMP
78
Ordered
Value
COMP
Total
Frequency
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
0
0.2
0.3
0.4
0.5
0.6
0.7
0.8
0.9
1
1.1
1.2
1.3
1.5
2
2.3
2.5
2.7
3
1
10
16
6
14
4
6
1
1
22
2
5
1
5
2
2
2
1
1
Probabilities modeled are cumulated over the lower Ordered Values.
NOTE: 58 observations were deleted due to missing values for the response or explanatory variables.
Model Convergence Status
Convergence criterion (GCONV=1E-8) satisfied.
Score Test for the Proportional Odds Assumption
Chi-Square
DF
Pr > ChiSq
456.0663
119
<.0001
The SAS System
22:19 Thursday, September 25, 2008
23
The LOGISTIC Procedure
Model Fit Statistics
Criterion
AIC
SC
-2 Log L
R-Square
0.3375
Intercept
Only
Intercept
and
Covariates
537.449
584.698
501.449
509.450
575.074
459.450
Max-rescaled R-Square
0.3400
Testing Global Null Hypothesis: BETA=0
Test
Likelihood Ratio
Score
Wald
Chi-Square
DF
Pr > ChiSq
41.9992
35.5020
35.5491
7
7
7
<.0001
<.0001
<.0001
Analysis of Maximum Likelihood Estimates
Parameter
Intercept
0
DF
Estimate
Standard
Error
Wald
Chi-Square
Pr > ChiSq
1
-5.6630
1.2019
22.1994
<.0001
79
Intercept
Intercept
Intercept
Intercept
Intercept
Intercept
Intercept
Intercept
Intercept
Intercept
Intercept
Intercept
Intercept
Intercept
Intercept
Intercept
Intercept
DMO
DMO*DMO
SAC
SAC*SAC
DMO*DMO*SAC*SAC
DMO*DMO*SAC
DMO*SAC*SAC
0.2
0.3
0.4
0.5
0.6
0.7
0.8
0.9
1
1.1
1.2
1.3
1.5
2
2.3
2.5
2.7
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
-2.8279
-1.3794
-1.0117
-0.2651
-0.0624
0.2481
0.3010
0.3545
1.6805
1.8279
2.2459
2.3409
2.9210
3.2379
3.6717
4.3925
5.1021
-0.1729
0.0448
-0.1908
-3.5727
-0.0944
-0.0441
1.5236
0.6135
0.5214
0.5093
0.4964
0.4956
0.4966
0.4970
0.4975
0.5379
0.5454
0.5708
0.5774
0.6268
0.6619
0.7232
0.8744
1.1129
0.1924
0.0202
2.7603
3.6465
0.0733
0.0489
0.5771
The SAS System
21.2470
6.9994
3.9467
0.2851
0.0158
0.2496
0.3667
0.5078
9.7616
11.2318
15.4838
16.4366
21.7162
23.9274
25.7724
25.2348
21.0162
0.8077
4.9388
0.0048
0.9599
1.6597
0.8135
6.9687
<.0001
0.0082
0.0470
0.5934
0.8998
0.6173
0.5448
0.4761
0.0018
0.0008
<.0001
<.0001
<.0001
<.0001
<.0001
<.0001
<.0001
0.3688
0.0263
0.9449
0.3272
0.1976
0.3671
0.0083
22:19 Thursday, September 25, 2008
24
The LOGISTIC Procedure
Association of Predicted Probabilities and Observed Responses
Percent Concordant
Percent Discordant
Percent Tied
Pairs
63.8
29.3
6.9
4604
Somers' D
Gamma
Tau-a
c
The SAS System
0.345
0.371
0.308
0.673
22:19 Thursday, September 25, 2008
27
The GLIMMIX Procedure
Model Information
Data Set
Response Variable
Response Distribution
Link Function
Variance Function
Variance Matrix
Estimation Technique
Degrees of Freedom Method
WORK.VITR
COMP
Gaussian
Identity
Default
Diagonal
Restricted Maximum Likelihood
Residual
Number of Observations Read
Number of Observations Used
160
102
Dimensions
Covariance Parameters
Columns in X
Columns in Z
Subjects (Blocks in V)
Max Obs per Subject
1
9
0
1
102
Optimization Information
Optimization Technique
Parameters
Lower Boundaries
Upper Boundaries
None
10
1
0
80
Fixed Effects
Not Profiled
Fit Statistics
-2 Res Log Likelihood
AIC (smaller is better)
AICC (smaller is better)
BIC (smaller is better)
CAIC (smaller is better)
HQIC (smaller is better)
Pearson Chi-Square
Pearson Chi-Square / DF
162.94
182.94
185.63
208.27
218.27
193.17
19.91
0.21
Parameter Estimates
Effect
Estimate
Standard
Error
DF
t Value
Pr > |t|
Intercept
DMO
DMO*DMO
SAC
SAC*SAC
0.3664
0.3390
-0.03448
4.0948
-3.8298
0.1426
0.07239
0.006955
0.9096
1.1611
93
93
93
93
93
2.57
4.68
-4.96
4.50
-3.30
0.0117
<.0001
<.0001
<.0001
0.0014
The SAS System
22:19 Thursday, September 25, 2008
28
The GLIMMIX Procedure
Parameter Estimates
Effect
DMO*SAC
DMO*DMO*SAC*SAC
DMO*DMO*SAC
DMO*SAC*SAC
Scale
Estimate
Standard
Error
DF
t Value
Pr > |t|
-2.4006
-0.1862
0.1939
2.3751
0.2141
0.4109
0.04474
0.03714
0.5069
0.03140
93
93
93
93
.
-5.84
-4.16
5.22
4.69
.
<.0001
<.0001
<.0001
<.0001
.
Type I Tests of Fixed Effects
Effect
DMO
DMO*DMO
SAC
SAC*SAC
DMO*SAC
DMO*DMO*SAC*SAC
DMO*DMO*SAC
DMO*SAC*SAC
Num
DF
Den
DF
Chi-Square
F Value
Pr > ChiSq
Pr > F
1
1
1
1
1
1
1
1
93
93
93
93
93
93
93
93
26.38
1.09
6.19
0.00
3.90
14.23
5.32
21.96
26.38
1.09
6.19
0.00
3.90
14.23
5.32
21.96
<.0001
0.2956
0.0129
0.9542
0.0482
0.0002
0.0211
<.0001
<.0001
0.2983
0.0146
0.9543
0.0511
0.0003
0.0233
<.0001
The SAS System
22:19 Thursday, September 25, 2008
29
The GLIMMIX Procedure
Model Information
Data Set
Response Variable
Response Distribution
Link Function
Variance Function
Variance Matrix
Estimation Technique
WORK.VITR
NF
Gaussian
Identity
Default
Diagonal
Restricted Maximum Likelihood
81
Degrees of Freedom Method
Residual
Number of Observations Read
Number of Observations Used
160
102
Dimensions
Covariance Parameters
Columns in X
Columns in Z
Subjects (Blocks in V)
Max Obs per Subject
1
15
0
1
102
Optimization Information
Optimization Technique
Parameters
Lower Boundaries
Upper Boundaries
Fixed Effects
None
14
1
0
Not Profiled
Fit Statistics
-2 Res Log Likelihood
AIC (smaller is better)
AICC (smaller is better)
BIC (smaller is better)
CAIC (smaller is better)
HQIC (smaller is better)
Pearson Chi-Square
Pearson Chi-Square / DF
269.68
297.68
303.35
332.52
346.52
311.72
56.97
0.64
Parameter Estimates
Effect
Estimate
Standard
Error
DF
t Value
Pr > |t|
Intercept
DMO
SAC
DMO^2
DMO*SAC
1.8106
0.5598
-2.2662
-0.04449
-2.7514
0.2522
0.3568
3.6617
0.1040
0.9087
89
89
89
89
89
7.18
1.57
-0.62
-0.43
-3.03
<.0001
0.1203
0.5376
0.6699
0.0032
The SAS System
22:19 Thursday, September 25, 2008
30
The GLIMMIX Procedure
Parameter Estimates
Effect
Estimate
Standard
Error
DF
t Value
Pr > |t|
SAC^2
DMO^3
DMO^2*SAC
DMO*SAC^2
SAC^3
DMO^4
DMO^3*SAC
DMO^2*SAC^2
DMO*SAC^3
SAC^4
Scale
15.3515
-0.00095
0.2910
1.6174
-15.0680
0
-0.00081
-0.2570
0.9795
0
0.6401
12.8043
0.006993
0.1486
2.6467
11.2385
.
0.01194
0.1126
2.1221
.
0.09596
89
89
89
89
89
.
89
89
89
.
.
1.20
-0.14
1.96
0.61
-1.34
.
-0.07
-2.28
0.46
.
.
0.2337
0.8924
0.0533
0.5427
0.1834
.
0.9462
0.0248
0.6455
.
.
Type I Tests of Fixed Effects
Num
Den
82
Effect
DMO
SAC
DMO^2
DMO*SAC
SAC^2
DMO^3
DMO^2*SAC
DMO*SAC^2
SAC^3
DMO^4
DMO^3*SAC
DMO^2*SAC^2
DMO*SAC^3
SAC^4
DF
DF
Chi-Square
F Value
Pr > ChiSq
Pr > F
1
1
1
1
1
1
1
1
1
0
1
1
1
0
89
89
89
89
89
89
89
89
89
.
89
89
89
.
1.12
1.10
2.91
3.18
0.56
2.25
9.40
0.00
2.66
.
5.18
5.34
0.21
.
1.12
1.10
2.91
3.18
0.56
2.25
9.40
0.00
2.66
.
5.18
5.34
0.21
.
0.2905
0.2938
0.0879
0.0745
0.4530
0.1337
0.0022
0.9780
0.1031
.
0.0229
0.0209
0.6444
.
0.2934
0.2966
0.0914
0.0779
0.4550
0.1373
0.0029
0.9781
0.1066
.
0.0253
0.0232
0.6455
.
The SAS System
22:19 Thursday, September 25, 2008
31
The GLIMMIX Procedure
Model Information
Data Set
Response Variable
Response Distribution
Link Function
Variance Function
Variance Matrix
Estimation Technique
Degrees of Freedom Method
WORK.VITR
NF
Gaussian
Identity
Default
Diagonal
Restricted Maximum Likelihood
Residual
Number of Observations Read
Number of Observations Used
160
102
Dimensions
Covariance Parameters
Columns in X
Columns in Z
Subjects (Blocks in V)
Max Obs per Subject
1
8
0
1
102
Optimization Information
Optimization Technique
Parameters
Lower Boundaries
Upper Boundaries
Fixed Effects
None
9
1
0
Not Profiled
Fit Statistics
-2 Res Log Likelihood
AIC (smaller is better)
AICC (smaller is better)
BIC (smaller is better)
CAIC (smaller is better)
HQIC (smaller is better)
Pearson Chi-Square
Pearson Chi-Square / DF
274.15
292.15
294.29
315.04
324.04
301.40
64.68
0.69
Parameter Estimates
Effect
Intercept
Estimate
Standard
Error
DF
t Value
Pr > |t|
1.9902
0.2407
94
8.27
<.0001
83
DMO
DMO*DMO
SAC
SAC*SAC
0.4065
-0.04004
-0.6824
2.1038
0.1099
0.01082
1.3172
1.6510
94
94
94
94
The SAS System
3.70
-3.70
-0.52
1.27
0.0004
0.0004
0.6056
0.2057
22:19 Thursday, September 25, 2008
32
The GLIMMIX Procedure
Parameter Estimates
Effect
Estimate
Standard
Error
DF
t Value
Pr > |t|
DMO*SAC
DMO*DMO*SAC*SAC
DMO*DMO*SAC
Scale
-0.8070
-0.03418
0.09098
0.6881
0.2145
0.02936
0.03084
0.1004
94
94
94
.
-3.76
-1.16
2.95
.
0.0003
0.2472
0.0040
.
Type I Tests of Fixed Effects
Effect
DMO
DMO*DMO
SAC
SAC*SAC
DMO*SAC
DMO*DMO*SAC*SAC
DMO*DMO*SAC
Num
DF
Den
DF
Chi-Square
F Value
Pr > ChiSq
Pr > F
1
1
1
1
1
1
1
94
94
94
94
94
94
94
1.04
2.86
0.88
0.87
2.61
3.38
8.70
1.04
2.86
0.88
0.87
2.61
3.38
8.70
0.3080
0.0909
0.3493
0.3508
0.1060
0.0659
0.0032
0.3106
0.0942
0.3517
0.3532
0.1094
0.0691
0.0040
The SAS System
22:19 Thursday, September 25, 2008
33
The LOGISTIC Procedure
Model Information
Data Set
Response Variable
Number of Response Levels
Model
Optimization Technique
WORK.VITR
NF
5
cumulative logit
Fisher's scoring
Number of Observations Read
Number of Observations Used
NF
160
102
Response Profile
Ordered
Value
NF
Total
Frequency
1
2
3
4
5
0
1
2
4
6
1
3
88
7
3
Probabilities modeled are cumulated over the lower Ordered Values.
NOTE: 58 observations were deleted due to missing values for the response or explanatory variables.
Model Convergence Status
Convergence criterion (GCONV=1E-8) satisfied.
Score Test for the Proportional Odds Assumption
84
Chi-Square
DF
Pr > ChiSq
7042.0615
21
<.0001
Model Fit Statistics
Criterion
AIC
SC
-2 Log L
R-Square
0.2092
Intercept
Only
Intercept
and
Covariates
123.057
133.557
115.057
113.114
141.988
91.114
Max-rescaled R-Square
The SAS System
0.3094
22:19 Thursday, September 25, 2008
34
The LOGISTIC Procedure
Testing Global Null Hypothesis: BETA=0
Test
Chi-Square
DF
Pr > ChiSq
23.9434
21.0386
16.1415
7
7
7
0.0012
0.0037
0.0239
Likelihood Ratio
Score
Wald
Analysis of Maximum Likelihood Estimates
Parameter
Intercept
Intercept
Intercept
Intercept
DMO
DMO*DMO
SAC
SAC*SAC
DMO*SAC
DMO*DMO*SAC*SAC
DMO*DMO*SAC
0
1
2
4
DF
Estimate
Standard
Error
Wald
Chi-Square
Pr > ChiSq
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
-3.5498
-1.9685
5.7017
7.1958
-1.8947
0.1666
-4.7533
-2.0900
3.6139
0.1330
-0.3548
1.3010
0.8951
1.5755
1.6644
0.5679
0.0528
5.9970
6.7248
1.1276
0.1093
0.1361
7.4446
4.8359
13.0974
18.6917
11.1314
9.9758
0.6282
0.0966
10.2724
1.4814
6.7919
0.0064
0.0279
0.0003
<.0001
0.0008
0.0016
0.4280
0.7560
0.0014
0.2236
0.0092
Association of Predicted Probabilities and Observed Responses
Percent Concordant
Percent Discordant
Percent Tied
Pairs
81.9
11.6
6.5
1296
Somers' D
Gamma
Tau-a
c
The SAS System
01:09 Thursday, September 25, 2008
18
The GLIMMIX Procedure
Model Information
Data Set
Response Variable (Events)
0.704
0.752
0.177
0.852
WORK.INFEST
CONTAM
85
Response Variable (Trials)
Response Distribution
Link Function
Variance Function
Variance Matrix
Estimation Technique
Degrees of Freedom Method
Number
Number
Number
Number
of
of
of
of
N
Binomial
Logit
Default
Diagonal
Maximum Likelihood
Residual
Observations Read
Observations Used
Events
Trials
321
300
25199.78
30000
Dimensions
Columns in X
Columns in Z
Subjects (Blocks in V)
Max Obs per Subject
15
0
1
300
Optimization Information
Optimization Technique
Parameters in Optimization
Lower Boundaries
Upper Boundaries
Fixed Effects
Newton-Raphson
14
0
0
Not Profiled
Iteration History
Iteration
Restarts
Evaluations
Objective
Function
Change
Max
Gradient
0
1
2
3
4
5
6
0
0
0
0
0
0
0
4
3
3
3
3
3
2
6605.5364602
4064.8310534
3785.4371675
3771.1517042
3771.0431696
3771.043145
3771.043145
.
2540.7054069
279.39388590
14.28546324
0.10853468
0.00002453
0.00000000
4109.083
956.6964
171.5706
11.18329
0.095792
0.000023
6.04E-12
Convergence criterion (GCONV=1E-8) satisfied.
Fit Statistics
-2 Log Likelihood
AIC (smaller is better)
7542.09
7570.09
The SAS System
01:09 Thursday, September 25, 2008
19
The GLIMMIX Procedure
Fit Statistics
AICC (smaller is better)
BIC (smaller is better)
CAIC (smaller is better)
HQIC (smaller is better)
Pearson Chi-Square
Pearson Chi-Square / DF
7571.56
7621.94
7635.94
7590.84
12033.17
42.07
Parameter Estimates
Effect
Intercept
Estimate
Standard
Error
DF
t Value
Pr > |t|
5.7511
3.2531
286
1.77
0.0781
86
TEMP
HIPOC
TEMP^2
TEMP*HIPOC
HIPOC^2
TEMP^3
TEMP^2*HIPOC
TEMP*HIPOC^2
HIPOC^3
TEMP^4
TEMP^3*HIPOC
TEMP^2*HIPOC^2
TEMP*HIPOC^3
HIPOC^4
-1.6253
2.9333
0.3234
-1.5524
1.3349
-0.01266
0.06579
0.2185
-0.5508
0
0.000376
-0.01394
0.01133
0.03753
0.9420
2.4234
0.08794
0.3216
1.1294
0.002470
0.02293
0.04555
0.2495
.
0.000606
0.001146
0.003360
0.01986
286
286
286
286
286
286
286
286
286
.
286
286
286
286
-1.73
1.21
3.68
-4.83
1.18
-5.12
2.87
4.80
-2.21
.
0.62
-12.16
3.37
1.89
0.0856
0.2271
0.0003
<.0001
0.2382
<.0001
0.0044
<.0001
0.0281
.
0.5358
<.0001
0.0008
0.0597
Type I Tests of Fixed Effects
Effect
TEMP
HIPOC
TEMP^2
TEMP*HIPOC
HIPOC^2
TEMP^3
TEMP^2*HIPOC
TEMP*HIPOC^2
HIPOC^3
TEMP^4
TEMP^3*HIPOC
TEMP^2*HIPOC^2
TEMP*HIPOC^3
HIPOC^4
Num
DF
Den
DF
Chi-Square
F Value
Pr > ChiSq
Pr > F
1
1
1
1
1
1
1
1
1
0
1
1
1
1
286
286
286
286
286
286
286
286
286
.
286
286
286
286
430.24
560.02
722.97
690.47
1.79
223.21
3.50
39.47
3.93
.
0.42
147.94
11.41
3.57
430.24
560.02
722.97
690.47
1.79
223.21
3.50
39.47
3.93
.
0.42
147.94
11.41
3.57
<.0001
<.0001
<.0001
<.0001
0.1809
<.0001
0.0614
<.0001
0.0475
.
0.5163
<.0001
0.0007
0.0587
<.0001
<.0001
<.0001
<.0001
0.1819
<.0001
0.0625
<.0001
0.0485
.
0.5168
<.0001
0.0008
0.0597
The SAS System
01:09 Thursday, September 25, 2008
20
The GLIMMIX Procedure
Model Information
Data Set
Response Variable (Events)
Response Variable (Trials)
Response Distribution
Link Function
Variance Function
Variance Matrix
Estimation Technique
Degrees of Freedom Method
Number
Number
Number
Number
of
of
of
of
WORK.INFEST
CONTAM
N
Binomial
Logit
Default
Diagonal
Maximum Likelihood
Residual
Observations Read
Observations Used
Events
Trials
321
300
25199.78
30000
Dimensions
Columns in X
Columns in Z
Subjects (Blocks in V)
Max Obs per Subject
9
0
1
300
Optimization Information
Optimization Technique
Parameters in Optimization
Lower Boundaries
Upper Boundaries
Newton-Raphson
9
0
0
87
Fixed Effects
Not Profiled
Iteration History
Iteration
Restarts
Evaluations
Objective
Function
Change
Max
Gradient
0
1
2
3
4
5
0
0
0
0
0
0
4
3
3
3
3
3
7471.0300053
4535.934683
4167.5651397
4145.8035393
4145.6385206
4145.6385042
.
2935.0953222
368.36954332
21.76160046
0.16501864
0.00001644
4478.9
1068.468
205.2475
15.52288
0.136957
0.000014
Convergence criterion (GCONV=1E-8) satisfied.
Fit Statistics
-2 Log Likelihood
AIC (smaller is better)
AICC (smaller is better)
8291.28
8309.28
8309.90
The SAS System
01:09 Thursday, September 25, 2008
21
The GLIMMIX Procedure
Fit Statistics
BIC (smaller is better)
CAIC (smaller is better)
HQIC (smaller is better)
Pearson Chi-Square
Pearson Chi-Square / DF
8342.61
8351.61
8322.62
18496.25
63.56
Parameter Estimates
Effect
Estimate
Standard
Error
DF
t Value
Pr > |t|
Intercept
TEMP
TEMP*TEMP
HIPOC
HIPOC*HIPOC
TEMP*HIPOC
TEMP*TEMP*HIPO*HIPOC
TEMP*TEMP*HIPOC
TEMP*HIPOC*HIPOC
-10.7843
3.2354
-0.1296
7.9200
-1.4028
-1.8509
-0.01424
0.07541
0.3283
1.1069
0.2584
0.01036
0.6880
0.1017
0.1555
0.000930
0.006280
0.02267
291
291
291
291
291
291
291
291
291
-9.74
12.52
-12.51
11.51
-13.80
-11.90
-15.31
12.01
14.49
<.0001
<.0001
<.0001
<.0001
<.0001
<.0001
<.0001
<.0001
<.0001
Type I Tests of Fixed Effects
Effect
TEMP
TEMP*TEMP
HIPOC
HIPOC*HIPOC
TEMP*HIPOC
TEMP*TEMP*HIPO*HIPOC
TEMP*TEMP*HIPOC
TEMP*HIPOC*HIPOC
Num
DF
Den
DF
Chi-Square
F Value
Pr > ChiSq
Pr > F
1
1
1
1
1
1
1
1
291
291
291
291
291
291
291
291
1759.04
1185.07
676.91
2.53
1181.64
143.45
0.56
209.86
1759.04
1185.07
676.91
2.53
1181.64
143.45
0.56
209.86
<.0001
<.0001
<.0001
0.1119
<.0001
<.0001
0.4537
<.0001
<.0001
<.0001
<.0001
0.1130
<.0001
<.0001
0.4543
<.0001
The SAS System
22
The LOGISTIC Procedure
Model Information
01:09 Thursday, September 25, 2008
88
Data Set
Response Variable (Events)
Response Variable (Trials)
Model
Optimization Technique
Number
Number
Sum of
Sum of
WORK.INFEST
CONTAM
N
binary logit
Fisher's scoring
of Observations Read
of Observations Used
Frequencies Read
Frequencies Used
CONTAM
N
321
300
30000
30000
Response Profile
Ordered
Value
1
2
Binary
Outcome
Total
Frequency
Event
Nonevent
25199.78
4800.22
NOTE: 21 observations were deleted due to missing values for the response or explanatory variables.
Model Convergence Status
Convergence criterion (GCONV=1E-8) satisfied.
Model Fit Statistics
R-Square
Criterion
Intercept
Only
Intercept
and
Covariates
AIC
SC
-2 Log L
26382.922
26391.231
26380.922
12959.092
13033.873
12941.092
0.3611
Max-rescaled R-Square
0.6173
Testing Global Null Hypothesis: BETA=0
Test
Chi-Square
DF
Pr > ChiSq
Likelihood Ratio
Score
Wald
13439.8300
15898.9264
4225.2800
8
8
8
<.0001
<.0001
<.0001
The SAS System
01:09 Thursday, September 25, 2008
23
The LOGISTIC Procedure
Analysis of Maximum Likelihood Estimates
Parameter
Intercept
TEMP
TEMP*TEMP
HIPOC
HIPOC*HIPOC
TEMP*HIPOC
TEMP*TEMP*HIPO*HIPOC
TEMP*TEMP*HIPOC
TEMP*HIPOC*HIPOC
DF
Estimate
Standard
Error
Wald
Chi-Square
Pr > ChiSq
1
1
1
1
1
1
1
1
1
-10.7833
3.2352
-0.1296
7.9195
-1.4028
-1.8508
-0.0142
0.0754
0.3283
1.1068
0.2584
0.0104
0.6880
0.1017
0.1555
0.000930
0.00628
0.0227
94.9204
156.8042
156.3817
132.5144
190.3373
141.6701
234.2752
144.1997
209.8552
<.0001
<.0001
<.0001
<.0001
<.0001
<.0001
<.0001
<.0001
<.0001
89
Association of Predicted Probabilities and Observed Responses
Percent Concordant
Percent Discordant
Percent Tied
Pairs
87.8
10.0
2.2
120964487.95
Somers' D
Gamma
Tau-a
c
The SAS System
0.777
0.795
0.209
0.889
01:09 Thursday, September 25, 2008
1
The GLIMMIX Procedure
Model Information
Data Set
Response Variable (Events)
Response Variable (Trials)
Response Distribution
Link Function
Variance Function
Variance Matrix
Estimation Technique
Degrees of Freedom Method
Number
Number
Number
Number
of
of
of
of
WORK.INFEST
GERM
N
Binomial
Logit
Default
Diagonal
Maximum Likelihood
Residual
Observations Read
Observations Used
Events
Trials
321
300
27032.97
30000
Dimensions
Columns in X
Columns in Z
Subjects (Blocks in V)
Max Obs per Subject
15
0
1
300
Optimization Information
Optimization Technique
Parameters in Optimization
Lower Boundaries
Upper Boundaries
Fixed Effects
Newton-Raphson
14
0
0
Not Profiled
Iteration History
Iteration
Restarts
Evaluations
Objective
Function
Change
Max
Gradient
0
1
2
3
4
5
6
0
0
0
0
0
0
0
4
3
3
3
3
3
3
8167.2443257
5613.0617311
5399.0409951
5389.8946484
5389.7873741
5389.7873017
5389.7873017
.
2554.1825946
214.02073598
9.14634674
0.10727425
0.00007248
0.00000000
4928.069
1011.768
136.6761
7.287605
0.098274
0.000069
4.8E-11
Convergence criterion (GCONV=1E-8) satisfied.
The SAS System
2
The GLIMMIX Procedure
Fit Statistics
01:09 Thursday, September 25, 2008
90
-2 Log Likelihood
AIC (smaller is better)
AICC (smaller is better)
BIC (smaller is better)
CAIC (smaller is better)
HQIC (smaller is better)
Pearson Chi-Square
Pearson Chi-Square / DF
10779.57
10807.57
10809.05
10859.43
10873.43
10828.33
14470.82
50.60
Parameter Estimates
Effect
Estimate
Standard
Error
DF
t Value
Pr > |t|
Intercept
TEMP
HIPOC
TEMP^2
TEMP*HIPOC
HIPOC^2
TEMP^3
TEMP^2*HIPOC
TEMP*HIPOC^2
HIPOC^3
TEMP^4
TEMP^3*HIPOC
TEMP^2*HIPOC^2
TEMP*HIPOC^3
HIPOC^4
6.2800
-2.6517
4.3898
0.2665
0.3462
-3.0030
-0.00773
-0.04795
0.04851
0.6270
0
0.001692
-0.00162
-0.00214
-0.04536
1.1435
0.2430
1.4656
0.02130
0.1174
0.7969
0.000580
0.007340
0.02606
0.1849
.
0.000188
0.000519
0.002451
0.01530
286
286
286
286
286
286
286
286
286
286
.
286
286
286
286
5.49
-10.91
3.00
12.51
2.95
-3.77
-13.34
-6.53
1.86
3.39
.
9.01
-3.12
-0.87
-2.96
<.0001
<.0001
0.0030
<.0001
0.0035
0.0002
<.0001
<.0001
0.0637
0.0008
.
<.0001
0.0020
0.3845
0.0033
Type I Tests of Fixed Effects
Effect
TEMP
HIPOC
TEMP^2
TEMP*HIPOC
HIPOC^2
TEMP^3
TEMP^2*HIPOC
TEMP*HIPOC^2
HIPOC^3
TEMP^4
TEMP^3*HIPOC
TEMP^2*HIPOC^2
TEMP*HIPOC^3
Num
DF
Den
DF
Chi-Square
F Value
Pr > ChiSq
Pr > F
1
1
1
1
1
1
1
1
1
0
1
1
1
286
286
286
286
286
286
286
286
286
.
286
286
286
189.25
323.11
31.10
9.23
14.63
110.10
69.37
17.78
18.35
.
81.30
9.72
0.79
189.25
323.11
31.10
9.23
14.63
110.10
69.37
17.78
18.35
.
81.30
9.72
0.79
<.0001
<.0001
<.0001
0.0024
0.0001
<.0001
<.0001
<.0001
<.0001
.
<.0001
0.0018
0.3752
<.0001
<.0001
<.0001
0.0026
0.0002
<.0001
<.0001
<.0001
<.0001
.
<.0001
0.0020
0.3760
The SAS System
01:09 Thursday, September 25, 2008
6
The GLIMMIX Procedure
Model Information
Data Set
Response Variable (Events)
Response Variable (Trials)
Response Distribution
Link Function
Variance Function
Variance Matrix
Estimation Technique
Degrees of Freedom Method
WORK.INFEST
GERM
N
Binomial
Logit
Default
Diagonal
Maximum Likelihood
Residual
Number of Observations Read
Number of Observations Used
Number of Events
321
300
27032.97
91
Number of Trials
30000
Dimensions
Columns in X
Columns in Z
Subjects (Blocks in V)
Max Obs per Subject
9
0
1
300
Optimization Information
Optimization Technique
Parameters in Optimization
Lower Boundaries
Upper Boundaries
Fixed Effects
Newton-Raphson
9
0
0
Not Profiled
Iteration History
Iteration
Restarts
Evaluations
Objective
Function
Change
Max
Gradient
0
1
2
3
4
5
6
0
0
0
0
0
0
0
4
3
3
3
3
3
2
8448.7626557
5760.7114333
5545.6461806
5536.6063294
5536.509698
5536.5096627
5536.5096627
.
2688.0512224
215.06525265
9.03985126
0.09663135
0.00003531
-0.00000000
5161.388
1058.128
136.7154
7.203842
0.088279
0.000033
7.54E-12
Convergence criterion (GCONV=1E-8) satisfied.
The SAS System
01:09 Thursday, September 25, 2008
7
The GLIMMIX Procedure
Fit Statistics
-2 Log Likelihood
AIC (smaller is better)
AICC (smaller is better)
BIC (smaller is better)
CAIC (smaller is better)
HQIC (smaller is better)
Pearson Chi-Square
Pearson Chi-Square / DF
11073.02
11091.02
11091.64
11124.35
11133.35
11104.36
14551.57
50.01
Parameter Estimates
Effect
Estimate
Standard
Error
DF
t Value
Pr > |t|
Intercept
TEMP
TEMP*TEMP
HIPOC
HIPOC*HIPOC
TEMP*HIPOC
TEMP*TEMP*HIPO*HIPOC
TEMP*TEMP*HIPOC
TEMP*HIPOC*HIPOC
-0.2341
0.4716
-0.02183
1.1540
-0.06662
-0.3457
-0.00219
0.01778
0.04032
0.4610
0.08687
0.003499
0.3790
0.06593
0.07160
0.000512
0.002930
0.01244
291
291
291
291
291
291
291
291
291
-0.51
5.43
-6.24
3.04
-1.01
-4.83
-4.28
6.07
3.24
0.6119
<.0001
<.0001
0.0025
0.3131
<.0001
<.0001
<.0001
0.0013
Type I Tests of Fixed Effects
Effect
TEMP
Num
DF
Den
DF
Chi-Square
F Value
Pr > ChiSq
Pr > F
1
291
203.22
203.22
<.0001
<.0001
92
TEMP*TEMP
HIPOC
HIPOC*HIPOC
TEMP*HIPOC
TEMP*TEMP*HIPO*HIPOC
TEMP*TEMP*HIPOC
TEMP*HIPOC*HIPOC
1
1
1
1
1
1
1
291
291
291
291
291
291
291
70.61
393.64
4.38
14.49
0.01
108.56
10.50
70.61
393.64
4.38
14.49
0.01
108.56
10.50
The SAS System
<.0001
<.0001
0.0364
0.0001
0.9409
<.0001
0.0012
<.0001
<.0001
0.0372
0.0002
0.9409
<.0001
0.0013
01:09 Thursday, September 25, 2008
10
The LOGISTIC Procedure
Model Information
Data Set
Response Variable (Events)
Response Variable (Trials)
Model
Optimization Technique
Number
Number
Sum of
Sum of
WORK.INFEST
GERM
N
binary logit
Fisher's scoring
of Observations Read
of Observations Used
Frequencies Read
Frequencies Used
GERM
N
321
300
30000
30000
Response Profile
Ordered
Value
1
2
Binary
Outcome
Total
Frequency
Event
Nonevent
27032.97
2967.03
NOTE: 21 observations were deleted due to missing values for the response or explanatory variables.
Model Convergence Status
Convergence criterion (GCONV=1E-8) satisfied.
Model Fit Statistics
R-Square
Criterion
Intercept
Only
Intercept
and
Covariates
AIC
SC
-2 Log L
19361.689
19369.998
19359.689
18555.239
18630.019
18537.239
0.0270
Max-rescaled R-Square
The SAS System
0.0569
01:09 Thursday, September 25, 2008
11
The LOGISTIC Procedure
Testing Global Null Hypothesis: BETA=0
Test
Likelihood Ratio
Score
Wald
Chi-Square
DF
Pr > ChiSq
822.4510
741.3238
653.1128
8
8
8
<.0001
<.0001
<.0001
93
Analysis of Maximum Likelihood Estimates
Parameter
Intercept
TEMP
TEMP*TEMP
HIPOC
HIPOC*HIPOC
TEMP*HIPOC
TEMP*TEMP*HIPO*HIPOC
TEMP*TEMP*HIPOC
TEMP*HIPOC*HIPOC
DF
Estimate
Standard
Error
Wald
Chi-Square
Pr > ChiSq
1
1
1
1
1
1
1
1
1
-0.2341
0.4716
-0.0218
1.1540
-0.0666
-0.3457
-0.00219
0.0178
0.0403
0.4610
0.0869
0.00350
0.3790
0.0659
0.0716
0.000512
0.00293
0.0124
0.2580
29.4737
38.9378
9.2693
1.0213
23.3113
18.2868
36.8272
10.5001
0.6115
<.0001
<.0001
0.0023
0.3122
<.0001
<.0001
<.0001
0.0012
Association of Predicted Probabilities and Observed Responses
Percent Concordant
Percent Discordant
Percent Tied
Pairs
63.3
31.8
4.8
80207632.979
Somers' D
Gamma
Tau-a
c
The SAS System
0.315
0.331
0.056
0.658
21:41 Monday, November 19, 2001
1
The GLM Procedure
Class Level Information
Class
Levels
Values
BAP
5
0 1 1.5 2 2.5
ANA
5
0 0.25 0.5 0.75 1
REP
6
1 2 3 4 5 6
Number of observations
250
NOTE: All dependent variables are consistent with respect to the presence or absence of missing
values. However only 151 observations can be used in this analysis
The SAS System
21:41 Monday, November 19, 2001
The GLM Procedure
Dependent Variable: COMP
COMP
Source
DF
Sum of
Squares
Mean Square
F Value
Pr > F
Model
24
6074.62795
253.10950
2.37
0.0011
Error
126
13441.05881
106.67507
Corrected Total
150
19515.68675
Source
BAP
ANA
R-Square
Coeff Var
Root MSE
COMP Mean
0.311269
468.4838
10.32836
2.204636
DF
Type III SS
Mean Square
F Value
Pr > F
4
4
949.717101
990.621387
237.429275
247.655347
2.23
2.32
0.0699
0.0603
2
94
BAP*ANA
16
4136.871050
258.554441
2.42
0.0033
Contrast
DF
Contrast SS
Mean Square
F Value
Pr > F
1
1
1
1
1
129.8892000
50.6905663
0.6686451
348.2527685
0.2360167
129.8892000
50.6905663
0.6686451
348.2527685
0.2360167
1.22
0.48
0.01
3.26
0.00
0.2719
0.4919
0.9370
0.0732
0.9626
BL
BQ
AL
AQ
BLAL
The SAS System
21:41 Monday, November 19, 2001
3
The GLM Procedure
Dependent Variable: COMPLAT
COMPLAT
Source
DF
Sum of
Squares
Mean Square
F Value
Pr > F
Model
24
14.39815043
0.59992293
1.37
0.1327
Error
126
54.98357143
0.43637755
Corrected Total
150
69.38172185
R-Square
Coeff Var
Root MSE
COMPLAT Mean
0.207521
127.5561
0.660589
0.517881
Source
DF
Type III SS
Mean Square
F Value
Pr > F
BAP
ANA
BAP*ANA
4
4
16
7.09358452
0.11525118
7.24069901
1.77339613
0.02881280
0.45254369
4.06
0.07
1.04
0.0039
0.9919
0.4230
Contrast
DF
Contrast SS
Mean Square
F Value
Pr > F
1
1
1
1
1
0.43320000
5.72345875
0.03242189
0.03241017
0.32201667
0.43320000
5.72345875
0.03242189
0.03241017
0.32201667
0.99
13.12
0.07
0.07
0.74
0.3210
0.0004
0.7856
0.7857
0.3920
BL
BQ
AL
AQ
BLAL
The SAS System
14:35 Thursday, September 25, 2008
1
The GLIMMIX Procedure
Model Information
Data Set
Response Variable (Events)
Response Variable (Trials)
Response Distribution
Link Function
Variance Function
Variance Matrix
Estimation Technique
Degrees of Freedom Method
Number
Number
Number
Number
of
of
of
of
WORK.ANABAP
BAPICAL
N
Binomial
Logit
Default
Diagonal
Maximum Likelihood
Residual
Observations Read
Observations Used
Events
Trials
Dimensions
250
151
8300
15100
95
Columns in X
Columns in Z
Subjects (Blocks in V)
Max Obs per Subject
15
0
1
151
Optimization Information
Optimization Technique
Parameters in Optimization
Lower Boundaries
Upper Boundaries
Fixed Effects
Newton-Raphson
15
0
0
Not Profiled
Iteration History
Iteration
Restarts
Evaluations
Objective
Function
Change
Max
Gradient
0
1
2
3
4
5
0
0
0
0
0
0
4
4
3
3
3
3
11306.888143
9885.1391698
9547.1317481
9536.0462489
9536.041749
9536.041749
.
1421.7489735
338.00742168
11.08549917
0.00449994
0.00000000
890.0247
444.019
96.10034
1.763236
0.000939
5.25E-10
Convergence criterion (GCONV=1E-8) satisfied.
The SAS System
14:35 Thursday, September 25, 2008
2
The GLIMMIX Procedure
Fit Statistics
-2 Log Likelihood
AIC (smaller is better)
AICC (smaller is better)
BIC (smaller is better)
CAIC (smaller is better)
HQIC (smaller is better)
Pearson Chi-Square
Pearson Chi-Square / DF
19072.08
19102.08
19105.64
19147.34
19162.34
19120.47
15093.75
110.98
Parameter Estimates
Effect
Estimate
Standard
Error
DF
t Value
Pr > |t|
Intercept
BAP
ANA
BAP^2
BAP*ANA
ANA^2
BAP^3
BAP^2*ANA
BAP*ANA^2
ANA^3
BAP^4
BAP^3*ANA
BAP^2*ANA^2
BAP*ANA^3
ANA^4
0.6106
0.9912
4.1963
-1.8103
-0.9289
-26.2312
0.3182
5.7294
-11.6288
44.3939
0.1094
-1.9871
2.8742
3.9454
-22.4060
0.08349
0.7463
1.0717
1.3032
0.9420
4.5126
0.7438
0.6206
1.3543
6.8103
0.1370
0.1481
0.2606
0.7776
3.3537
136
136
136
136
136
136
136
136
136
136
136
136
136
136
136
7.31
1.33
3.92
-1.39
-0.99
-5.81
0.43
9.23
-8.59
6.52
0.80
-13.41
11.03
5.07
-6.68
<.0001
0.1864
0.0001
0.1671
0.3258
<.0001
0.6695
<.0001
<.0001
<.0001
0.4257
<.0001
<.0001
<.0001
<.0001
Type I Tests of Fixed Effects
Effect
BAP
Num
DF
Den
DF
Chi-Square
F Value
Pr > ChiSq
Pr > F
1
136
87.53
87.53
<.0001
<.0001
96
ANA
BAP^2
BAP*ANA
ANA^2
BAP^3
BAP^2*ANA
BAP*ANA^2
ANA^3
BAP^4
BAP^3*ANA
BAP^2*ANA^2
BAP*ANA^3
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
136
136
136
136
136
136
136
136
136
136
136
136
9.31
894.26
106.08
3.14
2.17
167.61
42.65
61.09
1.82
184.98
122.00
25.73
9.31
894.26
106.08
3.14
2.17
167.61
42.65
61.09
1.82
184.98
122.00
25.73
The SAS System
0.0023
<.0001
<.0001
0.0764
0.1411
<.0001
<.0001
<.0001
0.1769
<.0001
<.0001
<.0001
0.0027
<.0001
<.0001
0.0786
0.1435
<.0001
<.0001
<.0001
0.1791
<.0001
<.0001
<.0001
14:35 Thursday, September 25, 2008
3
The GLIMMIX Procedure
Type I Tests of Fixed Effects
Effect
ANA^4
Num
DF
Den
DF
Chi-Square
F Value
Pr > ChiSq
Pr > F
1
136
44.63
44.63
<.0001
<.0001
The SAS System
14:35 Thursday, September 25, 2008
4
The GLIMMIX Procedure
Model Information
Data Set
Response Variable (Events)
Response Variable (Trials)
Response Distribution
Link Function
Variance Function
Variance Matrix
Estimation Technique
Degrees of Freedom Method
Number
Number
Number
Number
of
of
of
of
WORK.ANABAP
BAPICAL
N
Binomial
Logit
Default
Diagonal
Maximum Likelihood
Residual
Observations Read
Observations Used
Events
Trials
250
151
8300
15100
Dimensions
Columns in X
Columns in Z
Subjects (Blocks in V)
Max Obs per Subject
7
0
1
151
Optimization Information
Optimization Technique
Parameters in Optimization
Lower Boundaries
Upper Boundaries
Fixed Effects
Newton-Raphson
7
0
0
Not Profiled
Iteration History
Iteration
Restarts
Evaluations
Objective
Function
Change
Max
Gradient
0
1
2
0
0
0
4
4
3
11339.879074
9902.1527154
9821.1411532
.
1437.7263584
81.01156223
571.624
70.99405
17.39145
97
3
4
0
0
3
3
9820.814074
9820.8140693
0.32707920
0.00000465
0.080608
1.294E-6
Convergence criterion (GCONV=1E-8) satisfied.
The SAS System
14:35 Thursday, September 25, 2008
5
The GLIMMIX Procedure
Fit Statistics
-2 Log Likelihood
AIC (smaller is better)
AICC (smaller is better)
BIC (smaller is better)
CAIC (smaller is better)
HQIC (smaller is better)
Pearson Chi-Square
Pearson Chi-Square / DF
19641.63
19655.63
19656.41
19676.75
19683.75
19664.21
15120.39
105.00
Parameter Estimates
Effect
Intercept
BAP
BAP*BAP
ANA
ANA*ANA
BAP*BAP*ANA
BAP*ANA*ANA
Estimate
Standard
Error
DF
t Value
Pr > |t|
1.0508
-1.5556
0.5414
-1.5648
0.7606
0.4367
-0.3898
0.05963
0.08142
0.03608
0.2200
0.2407
0.05368
0.1310
144
144
144
144
144
144
144
17.62
-19.10
15.01
-7.11
3.16
8.14
-2.97
<.0001
<.0001
<.0001
<.0001
0.0019
<.0001
0.0034
Type I Tests of Fixed Effects
Effect
BAP
BAP*BAP
ANA
ANA*ANA
BAP*BAP*ANA
BAP*ANA*ANA
Num
DF
Den
DF
Chi-Square
F Value
Pr > ChiSq
Pr > F
1
1
1
1
1
1
144
144
144
144
144
144
66.09
865.44
11.53
1.68
164.18
8.85
66.09
865.44
11.53
1.68
164.18
8.85
<.0001
<.0001
0.0007
0.1943
<.0001
0.0029
<.0001
<.0001
0.0009
0.1964
<.0001
0.0034
The SAS System
14:35 Thursday, September 25, 2008
6
The LOGISTIC Procedure
Model Information
Data Set
Response Variable (Events)
Response Variable (Trials)
Model
Optimization Technique
Number
Number
Sum of
Sum of
WORK.ANABAP
BAPICAL
N
binary logit
Fisher's scoring
of Observations Read
of Observations Used
Frequencies Read
Frequencies Used
250
151
15200
15100
Response Profile
Ordered
Value
1
Binary
Outcome
Event
Total
Frequency
8300
BAPICAL
N
98
2
Nonevent
6800
NOTE: 99 observations were deleted due to missing values for the response or explanatory variables.
Model Convergence Status
Convergence criterion (GCONV=1E-8) satisfied.
Model Fit Statistics
Criterion
Intercept
Only
Intercept
and
Covariates
AIC
SC
-2 Log L
20785.792
20793.415
20783.792
19655.628
19708.985
19641.628
R-Square
0.0729
Max-rescaled R-Square
The SAS System
0.0975
14:35 Thursday, September 25, 2008
7
The LOGISTIC Procedure
Testing Global Null Hypothesis: BETA=0
Test
Likelihood Ratio
Score
Wald
Chi-Square
DF
Pr > ChiSq
1142.1641
1099.4373
1029.6997
6
6
6
<.0001
<.0001
<.0001
Analysis of Maximum Likelihood Estimates
Parameter
Intercept
BAP
BAP*BAP
ANA
ANA*ANA
BAP*BAP*ANA
BAP*ANA*ANA
DF
Estimate
Standard
Error
Wald
Chi-Square
Pr > ChiSq
1
1
1
1
1
1
1
1.0508
-1.5556
0.5414
-1.5648
0.7606
0.4367
-0.3898
0.0596
0.0814
0.0361
0.2200
0.2407
0.0537
0.1310
310.4949
364.9972
225.1650
50.5982
9.9886
66.1933
8.8458
<.0001
<.0001
<.0001
<.0001
0.0016
<.0001
0.0029
Association of Predicted Probabilities and Observed Responses
Percent Concordant
Percent Discordant
Percent Tied
Pairs
64.3
32.3
3.4
56440000
Somers' D
Gamma
Tau-a
c
The SAS System
14:54 Thursday, September 25, 2008
1
The GLIMMIX Procedure
Model Information
Data Set
Response Variable (Events)
Response Variable (Trials)
Response Distribution
0.320
0.331
0.158
0.660
WORK.ANABAP
BLATERAL
N
Binomial
99
Link Function
Variance Function
Variance Matrix
Estimation Technique
Degrees of Freedom Method
Number
Number
Number
Number
of
of
of
of
Logit
Default
Diagonal
Maximum Likelihood
Residual
Observations Read
Observations Used
Events
Trials
250
152
6700
15200
Dimensions
Columns in X
Columns in Z
Subjects (Blocks in V)
Max Obs per Subject
15
0
1
152
Optimization Information
Optimization Technique
Parameters in Optimization
Lower Boundaries
Upper Boundaries
Fixed Effects
Newton-Raphson
15
0
0
Not Profiled
Iteration History
Iteration
Restarts
Evaluations
Objective
Function
Change
Max
Gradient
0
1
2
3
4
5
0
0
0
0
0
0
4
4
3
3
3
3
11882.012253
9888.6007414
9342.7318125
9319.346043
9319.3297735
9319.3297735
.
1993.4115120
545.86892881
23.38576959
0.01626941
0.00000002
593.8308
223.9844
40.40833
0.561398
0.000401
8.54E-10
Convergence criterion (GCONV=1E-8) satisfied.
The SAS System
14:54 Thursday, September 25, 2008
2
The GLIMMIX Procedure
Fit Statistics
-2 Log Likelihood
AIC (smaller is better)
AICC (smaller is better)
BIC (smaller is better)
CAIC (smaller is better)
HQIC (smaller is better)
Pearson Chi-Square
Pearson Chi-Square / DF
18638.66
18668.66
18672.19
18714.02
18729.02
18687.09
15028.09
109.69
Parameter Estimates
Effect
Estimate
Standard
Error
DF
t Value
Pr > |t|
Intercept
BAP
ANA
BAP^2
BAP*ANA
ANA^2
BAP^3
BAP^2*ANA
0.6511
-9.7857
3.4850
17.0985
-1.3341
-17.4792
-10.6137
1.8213
0.08396
0.7653
1.0904
1.3470
0.9259
4.6232
0.7745
0.6243
137
137
137
137
137
137
137
137
7.75
-12.79
3.20
12.69
-1.44
-3.78
-13.70
2.92
<.0001
<.0001
0.0017
<.0001
0.1519
0.0002
<.0001
0.0041
100
BAP*ANA^2
ANA^3
BAP^4
BAP^3*ANA
BAP^2*ANA^2
BAP*ANA^3
ANA^4
0.5331
25.1141
2.1510
-1.0038
2.5378
-3.9069
-11.3454
1.3252
6.9898
0.1435
0.1537
0.2544
0.7624
3.4383
137
137
137
137
137
137
137
0.40
3.59
14.99
-6.53
9.98
-5.12
-3.30
0.6881
0.0005
<.0001
<.0001
<.0001
<.0001
0.0012
Type I Tests of Fixed Effects
Effect
BAP
ANA
BAP^2
BAP*ANA
ANA^2
BAP^3
BAP^2*ANA
BAP*ANA^2
ANA^3
BAP^4
BAP^3*ANA
BAP^2*ANA^2
BAP*ANA^3
Num
DF
Den
DF
Chi-Square
F Value
Pr > ChiSq
Pr > F
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
137
137
137
137
137
137
137
137
137
137
137
137
137
19.18
102.61
1445.95
15.32
13.80
89.72
45.73
20.49
23.00
231.53
43.12
99.79
26.27
19.18
102.61
1445.95
15.32
13.80
89.72
45.73
20.49
23.00
231.53
43.12
99.79
26.27
<.0001
<.0001
<.0001
<.0001
0.0002
<.0001
<.0001
<.0001
<.0001
<.0001
<.0001
<.0001
<.0001
<.0001
<.0001
<.0001
0.0001
0.0003
<.0001
<.0001
<.0001
<.0001
<.0001
<.0001
<.0001
<.0001
The SAS System
14:54 Thursday, September 25, 2008
3
The GLIMMIX Procedure
Type I Tests of Fixed Effects
Effect
ANA^4
Num
DF
Den
DF
Chi-Square
F Value
Pr > ChiSq
Pr > F
1
137
10.89
10.89
0.0010
0.0012
The SAS System
14:54 Thursday, September 25, 2008
4
The GLIMMIX Procedure
Model Information
Data Set
Response Variable (Events)
Response Variable (Trials)
Response Distribution
Link Function
Variance Function
Variance Matrix
Estimation Technique
Degrees of Freedom Method
Number
Number
Number
Number
of
of
of
of
WORK.ANABAP
BLATERAL
N
Binomial
Logit
Default
Diagonal
Maximum Likelihood
Residual
Observations Read
Observations Used
Events
Trials
250
152
6700
15200
Dimensions
Columns in X
Columns in Z
Subjects (Blocks in V)
Max Obs per Subject
Optimization Information
6
0
1
152
101
Optimization Technique
Parameters in Optimization
Lower Boundaries
Upper Boundaries
Fixed Effects
Newton-Raphson
6
0
0
Not Profiled
Iteration History
Iteration
Restarts
Evaluations
Objective
Function
Change
Max
Gradient
0
1
2
3
4
0
0
0
0
0
4
4
3
3
3
12033.48852
9706.5271455
9605.621007
9605.2090819
9605.2090782
.
2326.9613750
100.90613845
0.41192514
0.00000373
742.8604
26.59134
7.722543
0.051759
7.105E-7
Convergence criterion (GCONV=1E-8) satisfied.
The SAS System
14:54 Thursday, September 25, 2008
5
The GLIMMIX Procedure
Fit Statistics
-2 Log Likelihood
AIC (smaller is better)
AICC (smaller is better)
BIC (smaller is better)
CAIC (smaller is better)
HQIC (smaller is better)
Pearson Chi-Square
Pearson Chi-Square / DF
19210.42
19222.42
19223.00
19240.56
19246.56
19229.79
15200.02
104.11
Parameter Estimates
Effect
Intercept
BAP
BAP*BAP
ANA
ANA*ANA
BAP*BAP*ANA
Estimate
Standard
Error
DF
t Value
Pr > |t|
0.9447
-2.4862
0.9101
-0.3418
-0.4529
0.1228
0.05945
0.06651
0.02758
0.1821
0.1656
0.02170
146
146
146
146
146
146
15.89
-37.38
33.00
-1.88
-2.74
5.66
<.0001
<.0001
<.0001
0.0625
0.0070
<.0001
Type I Tests of Fixed Effects
Effect
BAP
BAP*BAP
ANA
ANA*ANA
BAP*BAP*ANA
Num
DF
Den
DF
Chi-Square
F Value
Pr > ChiSq
Pr > F
1
1
1
1
1
146
146
146
146
146
24.42
1424.39
87.45
7.66
32.02
24.42
1424.39
87.45
7.66
32.02
<.0001
<.0001
<.0001
0.0056
<.0001
<.0001
<.0001
<.0001
0.0064
<.0001
The SAS System
14:54 Thursday, September 25, 2008
6
The LOGISTIC Procedure
Model Information
Data Set
Response Variable (Events)
Response Variable (Trials)
Model
Optimization Technique
WORK.ANABAP
BLATERAL
N
binary logit
Fisher's scoring
BLATERAL
N
102
Number
Number
Sum of
Sum of
of Observations Read
of Observations Used
Frequencies Read
Frequencies Used
250
152
15200
15200
Response Profile
Ordered
Value
Binary
Outcome
1
2
Total
Frequency
Event
Nonevent
6700
8500
NOTE: 98 observations were deleted due to missing values for the response or explanatory variables.
Model Convergence Status
Convergence criterion (GCONV=1E-8) satisfied.
Model Fit Statistics
Criterion
Intercept
Only
Intercept
and
Covariates
AIC
SC
-2 Log L
20860.015
20867.644
20858.015
19222.418
19268.192
19210.418
R-Square
0.1027
Max-rescaled R-Square
The SAS System
0.1376
14:54 Thursday, September 25, 2008
7
The LOGISTIC Procedure
Testing Global Null Hypothesis: BETA=0
Test
Likelihood Ratio
Score
Wald
Chi-Square
DF
Pr > ChiSq
1647.5972
1609.5226
1513.9139
5
5
5
<.0001
<.0001
<.0001
Analysis of Maximum Likelihood Estimates
Parameter
Intercept
BAP
BAP*BAP
ANA
ANA*ANA
BAP*BAP*ANA
DF
Estimate
Standard
Error
Wald
Chi-Square
Pr > ChiSq
1
1
1
1
1
1
0.9447
-2.4862
0.9101
-0.3418
-0.4529
0.1228
0.0594
0.0665
0.0276
0.1821
0.1656
0.0217
252.5508
1397.2217
1088.9279
3.5237
7.4807
32.0171
<.0001
<.0001
<.0001
0.0605
0.0062
<.0001
Association of Predicted Probabilities and Observed Responses
Percent Concordant
Percent Discordant
Percent Tied
Pairs
65.5
31.2
3.3
56950000
Somers' D
Gamma
Tau-a
c
0.344
0.355
0.169
0.672
103
The SAS System
14:54 Thursday, September 25, 2008
8
The GLIMMIX Procedure
Model Information
Data Set
Response Variable
Response Distribution
Link Function
Variance Function
Variance Matrix
Estimation Technique
Degrees of Freedom Method
WORK.ANABAP
COMP
Gaussian
Identity
Default
Diagonal
Restricted Maximum Likelihood
Residual
Number of Observations Read
Number of Observations Used
250
83
Dimensions
Covariance Parameters
Columns in X
Columns in Z
Subjects (Blocks in V)
Max Obs per Subject
1
15
0
1
83
Optimization Information
Optimization Technique
Parameters
Lower Boundaries
Upper Boundaries
Fixed Effects
None
16
1
0
Not Profiled
Fit Statistics
-2 Res Log Likelihood
AIC (smaller is better)
AICC (smaller is better)
BIC (smaller is better)
CAIC (smaller is better)
HQIC (smaller is better)
Pearson Chi-Square
Pearson Chi-Square / DF
136.39
168.39
179.05
203.90
219.90
182.46
26.72
0.39
Parameter Estimates
Effect
Intercept
BAP
ANA
BAP^2
BAP*ANA
Estimate
Standard
Error
DF
t Value
Pr > |t|
2.2168
-3.5246
-5.4023
5.7725
3.8235
0.3070
3.2636
4.2196
5.8606
3.5728
68
68
68
68
68
7.22
-1.08
-1.28
0.98
1.07
<.0001
0.2840
0.2048
0.3281
0.2883
The SAS System
14:54 Thursday, September 25, 2008
9
The GLIMMIX Procedure
Parameter Estimates
Effect
Estimate
Standard
Error
DF
t Value
Pr > |t|
ANA^2
BAP^3
15.5965
-3.3484
18.7022
3.3854
68
68
0.83
-0.99
0.4072
0.3261
104
BAP^2*ANA
BAP*ANA^2
ANA^3
BAP^4
BAP^3*ANA
BAP^2*ANA^2
BAP*ANA^3
ANA^4
Scale
-0.2768
-8.1676
-17.6957
0.6244
-0.00713
0.2634
4.4555
7.4083
0.3930
2.5789
5.0845
28.8922
0.6262
0.6696
1.0994
2.7752
14.3181
0.06740
68
68
68
68
68
68
68
68
.
-0.11
-1.61
-0.61
1.00
-0.01
0.24
1.61
0.52
.
0.9148
0.1128
0.5423
0.3222
0.9915
0.8114
0.1130
0.6066
.
Type I Tests of Fixed Effects
Effect
BAP
ANA
BAP^2
BAP*ANA
ANA^2
BAP^3
BAP^2*ANA
BAP*ANA^2
ANA^3
BAP^4
BAP^3*ANA
BAP^2*ANA^2
BAP*ANA^3
ANA^4
Num
DF
Den
DF
Chi-Square
F Value
Pr > ChiSq
Pr > F
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
68
68
68
68
68
68
68
68
68
68
68
68
68
68
4.44
0.58
0.48
0.25
1.29
0.03
0.01
1.47
1.81
1.08
0.01
0.03
2.59
0.27
4.44
0.58
0.48
0.25
1.29
0.03
0.01
1.47
1.81
1.08
0.01
0.03
2.59
0.27
0.0350
0.4450
0.4864
0.6146
0.2568
0.8711
0.9331
0.2260
0.1787
0.2990
0.9102
0.8685
0.1075
0.6049
0.0387
0.4477
0.4888
0.6162
0.2608
0.8716
0.9333
0.2302
0.1832
0.3027
0.9105
0.8690
0.1122
0.6066
The SAS System
14:54 Thursday, September 25, 2008
10
The GLIMMIX Procedure
Model Information
Data Set
Response Variable
Response Distribution
Link Function
Variance Function
Variance Matrix
Estimation Technique
Degrees of Freedom Method
WORK.ANABAP
COMPLAT
Gaussian
Identity
Default
Diagonal
Restricted Maximum Likelihood
Residual
Number of Observations Read
Number of Observations Used
250
70
Dimensions
Covariance Parameters
Columns in X
Columns in Z
Subjects (Blocks in V)
Max Obs per Subject
1
15
0
1
70
Optimization Information
Optimization Technique
Parameters
Lower Boundaries
Upper Boundaries
Fixed Effects
None
16
1
0
Not Profiled
Fit Statistics
-2 Res Log Likelihood
AIC (smaller is better)
99.45
131.45
105
AICC (smaller is better)
BIC (smaller is better)
CAIC (smaller is better)
HQIC (smaller is better)
Pearson Chi-Square
Pearson Chi-Square / DF
145.77
163.57
179.57
143.87
18.21
0.33
Parameter Estimates
Effect
Intercept
BAP
ANA
BAP^2
BAP*ANA
Estimate
Standard
Error
DF
t Value
Pr > |t|
0.9499
-1.1170
1.6498
2.9541
-0.8711
0.2826
3.3919
4.0420
6.0952
3.6458
55
55
55
55
55
3.36
-0.33
0.41
0.48
-0.24
0.0014
0.7432
0.6847
0.6298
0.8120
The SAS System
14:54 Thursday, September 25, 2008
11
The GLIMMIX Procedure
Parameter Estimates
Effect
ANA^2
BAP^3
BAP^2*ANA
BAP*ANA^2
ANA^3
BAP^4
BAP^3*ANA
BAP^2*ANA^2
BAP*ANA^3
ANA^4
Scale
Estimate
Standard
Error
DF
t Value
Pr > |t|
-3.0087
-2.0212
-0.3077
1.5125
0.7017
0.4087
0.2893
-0.7257
-0.2744
1.5867
0.3311
17.9615
3.5345
2.7747
5.0804
27.8195
0.6572
0.7229
1.1471
2.7375
13.8746
0.06314
55
55
55
55
55
55
55
55
55
55
.
-0.17
-0.57
-0.11
0.30
0.03
0.62
0.40
-0.63
-0.10
0.11
.
0.8676
0.5698
0.9121
0.7670
0.9800
0.5366
0.6905
0.5295
0.9205
0.9094
.
Type I Tests of Fixed Effects
Effect
BAP
ANA
BAP^2
BAP*ANA
ANA^2
BAP^3
BAP^2*ANA
BAP*ANA^2
ANA^3
BAP^4
BAP^3*ANA
BAP^2*ANA^2
BAP*ANA^3
ANA^4
Num
DF
Den
DF
Chi-Square
F Value
Pr > ChiSq
Pr > F
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
55
55
55
55
55
55
55
55
55
55
55
55
55
55
2.95
0.26
0.44
4.37
0.00
1.43
0.56
0.95
1.26
0.33
0.05
0.39
0.01
0.01
2.95
0.26
0.44
4.37
0.00
1.43
0.56
0.95
1.26
0.33
0.05
0.39
0.01
0.01
0.0860
0.6097
0.5064
0.0366
0.9621
0.2318
0.4536
0.3298
0.2608
0.5678
0.8234
0.5335
0.9252
0.9090
0.0917
0.6117
0.5092
0.0412
0.9623
0.2370
0.4568
0.3341
0.2657
0.5701
0.8242
0.5360
0.9255
0.9094
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