UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAIBA CENTRO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM AGRONOMIA MESTRADO EM AGRONOMIA ÁREA DE CONCENTRAÇÃO: SEMENTES PROPAGAÇÃO E ARMAZENAMENTO DE SEMENTES DE MANGABEIRA (Hancornia speciosa Gomes) Edna de Oliveira Silva AREIA-PB FEVEREIRO-2010 Livros Grátis http://www.livrosgratis.com.br Milhares de livros grátis para download. i EDNA DE OLIVEIRA SILVA PROPAGAÇÃO E ARMAZENAMENTO DE SEMENTES DE MANGABEIRA (Hancornia speciosa Gomes) Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Agronomia da Universidade Federal da Paraíba, como parte dos requisitos exigidos para a obtenção do título de Mestre em Agronomia. Orientador: Dr. Francisco de Assis Cardoso Almeida AREIA-PB FEVEREIRO-2010 i Ficha Catalográfica Elaborada na Seção de Processos Técnicos da Biblioteca Setorial do CCA, UFPB, Campus II, Areia – PB. S 586p Silva, Edna de Oliveira. Propagação e armazenamento de sementes de mangabeira (Hancornia speciosa Gomes). / Edna de Oliveira Silva. - Areia: UFPB/CCA, 2010. 105 f. : il. Dissertação (Mestrado em Agronomia) - Centro de Ciências Agrárias. Universidade Federal da Paraíba, Areia, 2010. Bibliografia. Orientador: Francisco de Assis Cardoso Almeida. 1. Sementes - mangaba 2. Sementes - qualidade fisiológica 3. Sementes – espécie recalcitrante 4. Sementes – micropropagação I. Almeida, Francisco de Assis Cardoso, (Orientador) II.Título. UFPB/CCA 631.531(043.3) CDU: ii EDNA DE OLIVEIRA SILVA PROPAGAÇÃO E ARMAZENAMENTO DE SEMENTES DE MANGABEIRA (Hancornia speciosa Gomes) Aprovado em: 24 de fevereiro de 2010 BANCA EXAMINADORA _______________________________________ Prof. Dr. Francisco de Assis Cardoso Almeida (UFCG/DEAG) Orientador ______________________________________ Profa. Dra. Edna Ursulino Alves (UFPB/CCA) Examinadora ______________________________________ Dr. Ailton Melo de Moraes (EMEPA-PB) Examinador iii OFERECIMENTO À DEUS Todas as minhas realizações só são possíveis porque lá no céu existe alguém muito especial que me concedeu a vida, o amor de meus pais, a força e coragem para lutar e vencer os desafios da vida . Nos caminhos por onde andei encontrei muitos obstáculos e se não fosse a força divina que me acompanha talvez tivesse fraquejado e desistido de lutar pelos meus objetivos. Por isso, tenho muito a agradecer à Deus, principalmente por todos os dias de vida que me concedeu para trilhar nesta longa estrada de flores e espinhos. Dedico este trabalho: À Deus, À meus pais que são tudo para mim, que me ensinaram a ser uma pessoa de caráter, e mesmo com dificuldades financeiras nunca me deixaram desistir dos estudos (Marly e Manoel) Obrigado por tudo... Meus irmãos (Edson e Silmara), Meu noivo (Ricardo) pelo amor, carinho, compreensão e incentivo... Avós (in memorian), tios e primos, Clemilda e família pelo incentivo, Oziane e familia pelo apoio Ao Prof. Dr. Diassis e Dr. Ailton. A todos aqueles que valorizam o espírito e o caráter humano e não as riquezas materiais mundanas que são passageiras. iv AGRADECIMENTOS Ao meu orientador na realização deste trabalho, meus sinceros agradecimentos e admiração: Dr. Francisco de Assis Cardoso Almeida por toda atenção e presteza. A Dra. Edna Ursulino Alves e Dr. Ailton Melo de Moraes, por terem aceito o convite para participar como examinadores deste trabalho. Agradeço ao Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal da Paraíba, em especial ao Programa de Pós-Graduação em Agronomia, pela oportunidade de realização do curso, ao Coordenador do Programa: Prof. Dr. Ademar Pereira de Oliveira, ao Vice-Coordenador: Prof. Dr. Ivandro de França da Silva. Aos funcionários: Eliane Araújo, Jacob e Francisco pela amizade. Agradeço a CAPES pela concessão de bolsa, para a realização deste trabalho. À Empresa Estadual de Pesquisa Agropecuária do Estado da Paraíba, pela disponibilização do Laboratório de Cultura de Tecidos Vegetais e fornecimento das sementes, em especial ao Dr. Ailton Melo de Moraes, ao Dr. Jorge Case Filho, a Oziane e Ana Paula. Ao Departamento de Engenharia Agrícola da Universidade Federal de Campina Grande, pela liberação do nitrogênio líquido para a realização da pesquisa. Aos Professores pelo incentivo: Profa. Dra. Riselane de Lucena Alcântara Bruno Prof. Dr. Walter Esfrain Prof. Dr. José Barbosa À todos os funcionários do prédio central e aos funcionários da biblioteca, a todos os funcionário da limpeza (Por manterem nosso ambiente limpo), aos funcionários do Laboratório de Sementes na pessoa de Ruy, Severino e Antônio Alves, pela prestimosa ajuda. À todos os professores e funcionários do CCA/UFPB. Á todos os meus amigos do Programa de Pós-Graduação em Agronomia, Zootecnia, Solos e do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Agrícola. Em especial, pelo convívio e amizade à Gilmara Gurjão Carneiro, Flávio Farias v Gurjão, Glayciane Góis, Patrícia, Fabricio, Evio, Luís, Cibele, Lucicléia, Evio, Leandra, Cosmo, Severino, Suely, Roberta, Kelina, Carina, Danielle e Joel. Aos estagiários, bolsistas, mestrandos e doutorandos do Laboratório de Análise de Sementes minha devida atenção, pela amizade e convívio harmonioso. A todos os meus tios e primos pela amizade e incentivo, em especial a Danielle Lima de Oliveira, Rogério Moreira e Dra. Maria Alves de Oliveira. vi SUMÁRIO LISTA DE TABELAS.................................................................................... viii LISTA DE FIGURAS..................................................................................... ix RESUMO ...................................................................................................... Xi ABSTRACT .................................................................................................. Xii 1. INTRODUÇÃO .......................................................................................... 1 2. REVISÃO DE LITERATURA .................................................................... 3 2.1 Descrição Botânica ................................................................................. 3 2.2 Aspectos socioeconômicos ..................................................................... 4 2.3 Produção no Brasil .................................................................................. 4 2.4 Propagação da mangabeira .................................................................... 5 2.5 Armazenamento ...................................................................................... 7 2.6 Técnica da Vitrificação ............................................................................ 8 2.7 Micropropagação ou Cultivo in vitro ........................................................ 9 2.8 Meio de Cultivo ..................................................................................... 11 3. MATERIAL E MÉTODOS ......................................................................... 13 3.1 Local da pesquisa ................................................................................... 13 3.1.2 Sementes ............................................................................................. 13 3.2 Armazenamento ...................................................................................... 13 3.3 Determinação do teor de umidade ......................................................... 14 3.4 Teste de germinação .............................................................................. 15 3.4.1 Testes de vigor .................................................................................... 15 3.5 Procedimentos estatísticos ..................................................................... 15 4. Cultivo in vitro de embriões ....................................................................... 16 4.1 Método da vitrificação ............................................................................. 16 4.2 Procedimentos para a desinfestação ...................................................... 17 4.3 Estabelecimento ..................................................................................... 18 4.4 Alongamento e multiplicação .................................................................. 19 4.5 Enraizamento .......................................................................................... 19 5 RESULTADOS .......................................................................................... 20 5.1 Análises iniciais........................................................................................ 20 5.1 Teor de umidade ..................................................................................... 20 vii 5.2 Germinação ............................................................................................ 22 5.3 Vigor ........................................................................................................ 29 5.4 Germinação de embriões submetidos à DMSO e sacarose ................... 32 5.5 Desinfestação de sementes de mangabeira ........................................... 37 5.6 Estabelecimento das gemas apicais e laterais ....................................... 39 5.7 Alongamento e multiplicação .................................................................. 40 5.8 Enraizamento .......................................................................................... 43 6. CONCLUSÕES ......................................................................................... 48 7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS......................................................... 49 8. ANEXOS ................................................................................................... 61 viii LISTA DE TABELAS Tabela 5.1 Teor de umidade das sementes de mangabeira (H. speciosa) armazenadas nos substratos úmidos..................... 21 Tabela 5.2 Teor de umidade das sementes de mangabeira (H. speciosa) armazenadas nos substratos úmidos por dois meses nas temperaturas de 0 e -22°C................................... 21 Tabela 5.3 Teor de umidade das sementes de mangabeira (H. speciosa) armazenadas nos substratos úmidos por dois meses..................................................................................... 22 Tabela 5.4 Germinação (%) de sementes de mangabeira (H. speciosa) armazenadas em substratos úmidos submetidas a três temperaturas durante dois meses........................................... 24 Tabela 5.5 Massa seca de plântulas de mangabeira (H. speciosa)........ Tabela 5.6 Resumo da análise de variância do estabelecimento das gema apicais e laterais de mangabeira (H. speciosa) em meio MS com doses de carvão ativo...................................... 42 31 Tabela 1 Resumo da análise de variância do teor de umidade das sementes de mangabeira (H.speciosa) armazenadas em do Anexo substrato súmidos ................................................................. 62 Tabela 2 Resumo da análise de variância da germinação de sementes de mangabeiras (H.speciosa) armazenadas em do Anexo substratos úmidos................................................................... 63 Tabela 3 Resumo das análises de variância dos testes de vigor do Anexo (comprimento e massa seca de plântulas de mangabeira).... 64 Tabela 4 Comprimento das plântulas resultantes da germinação das sementes de mangabeira (H. speciosa) após o primeiro e do Anexo segundo mês de armazenamento à 0°C................................. 64 ix LISTA DE FIGURAS Figura 5.1 Figura 5.2 Figura 5.3 Figura 5.4 Figura 5.5 Germinação (%) de sementes de mangabeira (H.speciosa) armazenadas em substratos úmidos submetidas a temperatura de 0°C durante o primeiro mês................................................................................... 25 Germinação (%) de sementes de mangabeira (H. speciosa) armazenadas em substratos úmidos submetidas a temperatura de 0°C durante o segundo mês .................................................................................. 27 Germinação (%) de sementes de mangabeira (Hancornia speciosa G.) armazenadas em substratos úmidos submetidas a temperatura de 25°C durante o primeiro mês .................................................................... 28 Comprimento das plântulas resultantes da germinação das sementes de mangabeira (H. speciosa G.) após o primeiro e segundo mês de armazenamento à 0°C.................................................................................... 29 Germinação in vitro de embriões de mangabeira (H. speciosa) submetidos ao tratamento com DMSO e sacarose antes de serem colocados no meio MS ........... 34 Figura 5.6 Quantidade de folhas em percentagem, provenientes dos embriões de mangabeira (H. speciosa) submetidos ao tratamento com DMSO e sacarose antes de serem colocados no meio MS .................................................... 35 Figura 5.7 Comprimento das plântulas provenientes dos embriões de mangabeira (H. speciosa) submetidos ao tratamento com DMSO e sacarose antes de serem colocados no meio MS ........................................................................... 36 Figura 5.8 Contaminação de sementes de mangabeira (H. speciosa) submetidas a desinfestação ............................ 38 Figura 5.9 Germinação de sementes de mangabeira (H. speciosa) submetidas a desinfestação ............................................ 39 Figura 5.10 Alongamento e multiplicação de brotações apicais de mangabeira (H. speciosa) em função das doses de ANA e BAP .............................................................................. 41 Figura 5.11 Alongamento e multiplicação de brotações laterais de mangabeira (H. speciosa) em função de doses de ANA x e BAP................................................................................ 42 Figura 5.12 Comprimento de brotações apicais de mangabeira (H. speciosa) em função das doses de BAP...................... 43 Figura 5.13 Número de raízes nas brotações apicais de mangabeira (H.speciosa) em função das doses de AIB................. 44 Figura 5.14 Número de raízes nas brotações laterais de mangabeira (H. speciosa) em função das doses de AIB.................... 45 Figura 5.15 Comprimento de raízes das brotações apicais de mangabeira (H. speciosa) em função das doses de AIB.................................................................................... 46 Figura 5.16 Comprimento de raízes das brotações laterais de mangabeira (H. speciosa) em função das doses de AIB.................................................................................... 47 xi PROPAGAÇÃO E ARMAZENAMENTO DE SEMENTES DE MANGABEIRA (Hancornia speciosa Gomes) SILVA, Edna de Oliveira. PROPAGAÇÃO E ARMAZENAMENTO DE SEMENTES DE MANGABEIRA (Hancornia speciosa Gomes). Areia: UFPB/CCA, 2010. 105p. (Dissertação de Mestrado em Agronomia) RESUMO - A mangabeira (Hancornia speciosa Gomes) é uma Apocynaceae originária do Brasil, cujos frutos são muito consumidos e suas sementes perdem rapidamente o poder germinativo assim que são retiradas do fruto. Desta forma, essa pesquisa teve por objetivo avaliar o armazenamento de sementes de mangabeira em substratos e temperaturas diferentes, e desenvolver técnicas de vitrificação e micropropagação dessa espécie. A pesquisa foi realizada na UFPB, campus II Areia-PB e na EMEPA-PB, no armazenamento em substrato utilizou-se os substratos areia (A), vermiculita (V) e a combinação de areia mais vermiculita (A+V), e a umidade acrescida nos substratos foram de 30, 40, 50 e 60 de acordo com a capacidade de campo de cada substrato, nessas condições as sementes foram colocadas em bandejas plásticas contendo os substratos úmidos e foram submetidas às temperaturas de ± 25 °C (ambiente), 0 °C (geladeira) e -22 °C (freezer), no período de 7 meses. Em cada mês de armazenamento foram realizados os testes de germinação e vigor. No método da vitrificação foram utilizadas concentrações de sacarose (0, 0,25, 0,50 e 0,75 M) e de DMSO (0, 5, 10 e 15%). Na desinfestação das sementes utilizou-se concentrações de hipoclorito de sódio (1, 2, 3, 4, 5%) em função do tempo (5, 10,15, 20 min.). O estabelecimento das sementes in vitro foi realizado no meio MS, sendo as gemas obtidas colocadas em meio MS com carvão ativo. Na multiplicação e alongamento das gemas utilizou-se as concentrações de BAP (0; 1,0; 1,5; 2,0 e 2,5 mg.L-1) e de ANA(0; 0,25; 0,50; 0,75 e 1,0 mg.L-1). Para o enraizamento utilizou-se as concentrações de AIB (0; 1,0; 1,5; 2,0 mg/L-1). Diante dos resultados obtidos na pesquisa pode-se afirmar que o armazenamento em substrato úmido à 0 °C foi eficiente até dois meses. As doses elevadas de DMSO afetaram a germinação e o vigor dos embriões. O efeito isolado do BAP e ANA aumentaram o número de brotações apicais e laterais de mangabeira. O número de raízes variou de acordo com as doses de AIB. Palavras-chave: Espécie recalcitrante, qualidade fisiológica, micropropagação. xii SPREAD STORAGE OF SEED MANGABEIRA (Hancornia speciosa Gomes) SILVA, Edna de Oliveira. SPREAD AND STORAGE OF SEED MANGABEIRA (Hancornia speciosa Gomes). Areia: UFPB/CCA, 2010. 105p. (Dissertação de Mestrado em Agronomia) ABSTRACT - Mangabeira (Hancornia speciosa Gomes) is a Apocynaceae originating in Brazil, its fruits are widely consumed and its seeds quickly lose their germination so they are removed from the fruit. Thus, this research was to evaluate the storage of seeds of mangabeira and substrates at different temperatures, and develop techniques for glazing and micropropagation of this specie. The survey was conducted in UFPB, campus II Areia-PB and EMEPA-PB, in storage substrate were used as substrates sand (S), vermiculite (V) and the combination of sand plus vermiculite (S + V), and moisture the substrates were increased 30, 40, 50 and 60% according to field capacity of each substrate under these conditions the seeds were placed in plastic trays containing moist substrates and were subjected to temperatures of ± 25 ° C (environment), 0 ° C (refrigerator) and -22 ° C (freezer), the period of 7 months. In each month of storage was analyzed for germination and vigor. In the vitrification method was used sucrose concentrations (0, 0.25, 0.50 and 0.75 M) and DMSO (0, 5, 10 and 15%). In seed sterilization was used concentrations of sodium hypochlorite (1, 2, 3, 4, 5%) as a function of time (5, 10.15, 20 min.). The establishment of seeds in vitro was performed in MS medium, and placed the egg obtained in MS medium with activated charcoal.The multiplication and shoot elongation was used concentrations of BAP (0, 1.0, 1.5, 2.0 and 2.5 mg.L-1) and ANA (0, 0.25, 0.50; 0.75 and 1.0 mg.L-1). For rooting we used concentrations of AIB (0, 1.0, 1.5, 2.0 mg.L-1). Results obtained in research can be said that the storage in moist substrate at 0 ° C was effective up to two months. High doses of DMSO affected the germination and vigor of embryos. The isolated effect of BAP and ANA increased the number of apical shoots and lateral tegument. The number of roots varied with doses of AIB. Keywords: Recalcitrant specie, physiological quality, micropropagation. 1 1. INTRODUÇÃO As frutas mais importantes do ponto de vista econômico têm participação muito significativa no cenário agrícola do Nordeste, dentre elas pode-se ressaltar a mangaba, o abacaxi, o caju, a banana, a manga, a goiaba, o coco, o mamão, a graviola, o cajá e o maracujá (BARROS, 2006). A mangabeira (Hancornia speciosa Gomes) é uma Apocynaceae originária do Brasil, encontrada em várias regiões, sendo que os estados da Paraíba, Bahia e Sergipe figuram entre os maiores produtores do país, onde os frutos são obtidos de forma extrativista (FONSECA et al., 1994). A mangabeira produz frutos para o consumo in natura e para a industrialização nas formas de polpa, principalmente de sucos, batidas, coquitéis, doces, geléias, sorvetes, licores, vinhos e xaropes. Ainda, pode-se extrair o látex para a borracha, e também tem ampla aplicação na farmacologia, caracterizando seu potencial diversificado de aproveitamento (FERREIRA et al., 2008) A oferta do produto não atende à demanda de mercado, confirmando o seu potencial agro-socio-econômico e as poucas informações técnicas de cultivo ainda limitam a expansão de pomares comerciais (EPSTEIN, 2004). A cultura está em fase de domesticação e, portanto, todos os aspectos relacionados ao seu cultivo necessitam ser estudados, podendo-se citar: propagação vegetativa, seleção de genótipos promissores, desenvolvimento e adaptação de práticas culturais, estudos sobre a fenologia da planta e aspectos relacionados com a pré e pós-colheita do fruto (LÉDO et al., 2007). As sementes de mangaba perdem rapidamente o poder germinativo assim que são retiradas do fruto, sendo referenciada na literatura como uma espécie recalcitrante, onde informam que a porcentagem de germinação de sementes é baixa devido à presença de inibidores na polpa como também pelo fato da recalcitrância (LORENZI, 2002; VIEIRA NETO, 2002; OLIVEIRA e VALIO, 1992). A totalidade dos recursos genéticos da mangabeira é quase que completamente desconhecida e, sua conservação, caracterização e uso ainda necessitam de muitas ações a serem desenvolvidas (SILVA JUNIOR, 2004). Como a mangaba é uma espécie recalcitrante e em fase de domesticação há a necessidade de mais estudos com relação ao tema e, principalmente, com 2 relação às técnicas de armazenagem, e o estudo de métodos para a conservação e propagação que é de fundamental importância para os produtores de mangaba. Desta forma, essa pesquisa teve por objetivo avaliar o armazenamento de sementes de mangabeira (Hancornia speciosa) em substratos e temperaturas diferentes, e desenvolver técnicas de vitrificação e micropropagação dessa espécie. 3 2. REVISÃO DE LITERATURA 2.1 Descrição botânica A mangabeira (Hancornia speciosa Gomes), que significa em tupi-guarani, "fruta boa de comer" é uma frutífera arbórea de porte médio, da família das Apocináceas que atinge de 5 a 10 metros de altura. Nativa do Brasil é encontrada vegetando espontaneamente em várias regiões do país, desde os tabuleiros costeiros e baixadas litorâneas do Nordeste, onde é mais abundante, até as áreas sob Cerrado da Região Centro-Oeste; verifica-se ainda sua ocorrência nas Regiões Norte e Sudeste (VIEIRA NETO, 2002). Na Paraíba, ocorre, predominantemente, na mesorregião da Mata Paraibana, com maior freqüência nas áreas compreendidas pelas microrregiões de João Pessoa e dos litorais Norte e Sul (AGUIAR FILHO et al., 1998). As folhas são simples, alternas e opostas, de forma e tamanho variado, são pilosas ou glabras e curto-pecioladas. As flores são hermafroditas, brancas, em forma de campânula alongada (tubular). A inflorescência é do tipo dicásio ou cimeira terminal com uma a sete flores (ALMEIDA et al.,1998). Os frutos são arredondados ou piriformes (forma de pêra), com variações no tamanho, de coloração verde, quando imaturo, e amarelo com manchas vermelhas, quando maduros, os quais são aromáticos, delicados e com sabor agradável ao paladar humano. A polpa é branca, fibrosa e recobre as sementes arredondadas (LORENZI, 2002). O peso dos frutos varia de 5 a 50 g no Nordeste (AGUIAR FILHO et al., 1998) e de 30 a 260 g no Cerrado (SILVA et al., 2001). O fruto é bastante apreciado em virtude das excelentes características organolépticas e do elevado valor nutritivo, notadamente com relação ao teor protéico superior ao da maioria dos frutos (LEMOS et al., 1989). É possível encontrar em 100 gramas de polpa 0,7g de proteínas; 41 mg de cálcio; 18 mg de fósforo; 28 mg de ferro; 30 mg de vitamina A; 0,04 mg de vitamina B1 e 33 mg de vitamina C. A polpa possui 43 calorias. As sementes são achatadas e discóides, com 7 a 8 mm de diâmetro, cor castanho-clara e peso médio variando de 18,4 g até 40g por 100 sementes (LEDERMAN et al., 2000 e SILVA et al., 2001). A despolpa das sementes consiste numa leve maceração com água corrente em peneiras, até a remoção da mucilagem, que tem efeito prejudicial na 4 germinação. Como são recalcitrantes, as sementes de mangaba não podem ser secas, e devem ser semeadas imediatamente (PEREIRA et al., 2006a). Sementes poliembriônicas ocorrem na espécie, com duas e três plântulas por semente com desenvolvimento uniforme. 2.2 Aspectos socioeconômicos A exploração da mangabeira é feita de forma extrativa, em pomares nativos, ocupando mão-de-obra não qualificada, caracterizando a sua importância socioeconômica para as populações da zona rural, que a tem como fonte de renda, sem nenhum investimento prévio, uma vez que essa fruteira se encontra em estado silvestre. Por ser uma cultura que está despontando no cenário da fruticultura pelas suas qualidades e aplicações, demonstra forte demanda (FERREIRA, 2006). Apesar do seu grande potencial e da inexistência de plantios racionais e tecnificados, o extrativismo da mangabeira é atualmente a única forma de exploração, constituindo-se assim numa barreira ao aproveitamento de todas as suas propriedades (LEDERMAN et al., 2000). O aproveitamento sócio-econômico e a demanda de pesquisas de espécies frutíferas nativas, têm sido inibidos tanto pela forte pressão do mercado consumidor de frutas tradicionais de clima tropical e subtropical, já adaptadas, como também pelo mercado de frutas de clima temperado, aclimatadas (Souza, 2001). Porém, a oferta de novas alternativas de frutas frescas para consumo in natura e matéria-prima para agroindústrias constituem uma preciosa fonte de alimento e riqueza para o país. 2.3 Produção no Brasil A mangabeira é muito apreciada na região Nordeste, devido ao ótimo aroma e sabor, boa digestibilidade e alto valor nutritivo, com teor de proteínas superior ao de grande parte das frutíferas (PARENTE et al., 1985). Além das formas de sucos e polpas congeladas, o fruto da mangabeira ainda é consumido in natura e utilizado para a fabricação de doces, compotas, geléias, licores, xaropes, vinhos e vinagres (SOARES et al., 2004). Típica da faixa litorânea 5 nordestina, sua população vem sendo drasticamente reduzida, juntamente com o restante da vegetação nativa, devido à especulação imobiliária e ao desmatamento para o cultivo de monoculturas, principalmente coqueiro, cana-deaçúcar e pastagens (VIEIRA NETO, 1998). O Brasil é um grande produtor mundial de mangaba chegando a produzir mais de 1222 toneladas (IBGE, 2008). Atualmente, a produção brasileira é de aproximadamente 811 toneladas, com uma redução da produção de 33,66%, com significativa participação da região Nordeste, seguida da região Sudeste e CentroOeste (FERREIRA et al., 2008). Do volume total de frutos comercializados durante o período de 1993 a 2002, cerca de 96% vieram dos Estados do Rio Grande do Norte (60%) e Paraíba (36%), sendo os municípios de Ceará-Mirim (RN) e Mamanguape (PB), os responsáveis pela maior parte dessa produção extrativista (LEDERMAN e BEZERRA, 2003). De acordo com Silva Júnior (2004), o Estado de Sergipe, apesar da pequena extensão é o maior produtor do fruto do país, sendo destaque os municípios de Indiaroba, Barra dos Coqueiros, Pirambu, Itaporanga e Estância, sendo que o volume produzido não atende à demanda. No pico da safra, o quilo da fruta custa em torno de R$ 0,50 e, quando a safra diminui, o preço pago ao produtor chega a R$ 1,50. Nos supermercados, esses valores são superiores. Os ganhos podem ser ainda maiores, caso o processamento da fruta seja feito na propriedade. 2.4 Propagação da mangabeira A semente é o único meio que se tem usado para a obtenção de mudas, devendo-se lavar bem as sementes para remover a polpa, pois ela tem ação inibidora sobre a germinação e, o poder germinativo das sementes reduz rapidamente entre o quarto e oitavo dias após a extração das mesmas (ANDERSEN e ANDERSEN, 1998). Vieira Neto (2002) informou que para se obter um percentual de germinação de 90% com sementes da mangabeira estas, devem ser semeadas com no máximo quatro dias depois de colhidas e retiradas do fruto. Observação que concorda com as de Pimentel e Santos (1978) ao afirmarem que as sementes 6 da mangabeira devem ser semeadas o mais rapidamente após extraídas do fruto, não sendo recomendado o uso de sementes que tenham sido despolpadas a mais de sete dias, pois a sua viabilidade pode está comprometida. Normalmente a percentagem de germinação de sementes de mangaba é baixa, a emergência e o desenvolvimento das mudas são lentos (Lorenzi 2002). A escolha do substrato e da temperatura adequados para o teste de germinação da maioria das espécies nativas são requisitos ainda desconhecidos, desta forma, vários trabalhos têm enfatizado a interação do substrato e da temperatura para condução de testes de germinação e vigor de sementes de espécies frutíferas e florestais, a exemplo, Nascimento (2005), que avaliou substratos e temperaturas para condução dos testes de germinação e vigor em sementes de Bauhinia divaricata L., constatou que a combinação do substrato areia, nas temperaturas de 20-30, 25 e 30°C foram responsáveis pelas menores percentagens de germinação e níveis de vigor. Soares et al. (2007b), utilizando os substratos areia, vermiculita e areia mais vermiculita, na germinação de sementes de mangaba observaram que as sementes apresentam elevada taxa de germinação, independente do tipo de substrato utilizado. Cardoso (1999) sugere que a germinação diminui em temperaturas acima de 35°C, devido ao aumento da inativação do fitocromo endógeno (forma ativa) ocorre fluidificação de lipídeos e desordenação das membranas (BORGES e RENA, 1993); por outro lado, em baixas temperaturas, pode estar havendo desativação de enzimas e limitação do crescimento do embrião. Baixas temperaturas podem inibir atividades catabólicas em sementes que requerem temperaturas mais altas para germinar, ou impedir a ativação de enzimas. E também podem alterar o metabolismo de sementes imaturas, após a embebição, aumentando a síntese de nucleotídeos, e as taxas de crescimento e desenvolvimento (CARVALHO e CAMARGO, 2003). Temperaturas muito altas para a propagação podem inativar enzimas e desnaturar proteínas (MAGUIRE, 1973). De acordo com Carvalho e Nakagawa (2000) a temperatura influencia na germinação, tanto por agir sobre a velocidade de absorção de água, como também, sobre as reações bioquímicas que determinam todo o processo. 7 2.5 Armazenamento A maioria das espécies possui sementes cujo período de viabilidade pode manter-se, quando o teor de água e a temperatura são reduzidos durante o armazenamento, sendo estas chamadas de ortodoxas (ROBERTS, 1973). Porém, existe um outro grupo de espécies para as quais não se aplica a regra geral de redução da temperatura e umidade no armazenamento, e, cujo período de viabilidade é bem mais reduzido são as sementes recalcitrantes. As sementes recalcitrantes não sofrem secagem natural na planta matriz e são liberadas com elevado teor de água, e se for reduzido a um nível considerado crítico, geralmente elevado, ocorrerá a perda rápida da viabilidade, podendo levar até a morte (CARVALHO e NAKAGAWA, 2000). Quando as sementes recalcitrantes são desidratadas após a coleta ocorre a perda gradual da viabilidade com o dessecamento, passando por um ponto crítico até atingir o teor de água chamado letal, esse comportamento foi observado por Andrade et al. (2005) em sementes de Archantophoenix alexandrae (Wendl e Drude) e por Nazário et al. (2008) em sementes de Cynometra bauhiniifolia (Benthan). Tendo em vista que somente as sementes ortodoxas podem ser conservadas por longos períodos sem perderem a viabilidade, surge a necessidade de identificação do comportamento de armazenagem das espécies para a escolha de uma estratégia de conservação, sendo o teor de água das sementes um fator crítico nessa identificação (FONSECA e FREIRE, 2003). De acordo com Koster (1991), os métodos atuais de conservação e armazenamento de sementes recalcitrantes são baseados na manutenção do teor de água elevado. Existe um limite para o teor de água valor mínimo abaixo do qual não há dano à germinação de sementes recalcitrantes. No conteúdo de água elevado, há muitas reações metabólicas e de desenvolvimento de microrganismos, que impedem a redução da temperatura. Assim, o teor de água das sementes recalcitrantes e temperatura de armazenamento deve ser reduzida até perto do teor de água crítico mínimo. A longevidade das sementes armazenadas é influenciada principalmente pelos seguintes fatores: qualidade inicial, teor de umidade; tempo decorrido entre colheita e o armazenamento, tratamentos fitossanitários e térmicos aplicados, tipo 8 de embalagem, temperatura de armazenamento e umidade relativa de armazenamento (HONG e ELLIS, 2003; BONNER,1984). 2.6 Técnica da vitrificação O armazenamento em baixas temperaturas é recomendado para sementes recalcitrantes, o que inclui a crioconservação em nitrogênio líquido, que é um método prático para a conservação dos recursos genéticos. Uma alternativa importante para a aplicação da criopreservação é submeter o material a agentes crioprotetores, à base de dimetilsulfóxido (DMSO), glicerol, etileno glicol, metanol, e propileno glicol, entre outros (SALOMÃO, 2002). A criopreservação de material biológico em nitrogênio líquido (-196°C) pode assegurar a sua conservação, por longo período de tempo, uma vez que nessas temperaturas ultra-baixas o metabolismo celular fica tão reduzido que a deterioração biológica é virtualmente paralisada (SANTOS, 2004). Sendo que o grande desafio da criobiologia é realizar um congelamento sem a formação de cristais de gelo no interior das células, que causa ruptura do sistema de membranas celulares, resultando em perda da semi-permeabilidade e da compartimentação celular; em consequência disso, as células entram em colapso e morrem (SANTOS, 2001). A desidratação pode ser obtida por evaporação da água ou por tratamento com uma solução altamente concentrada de crioprotetores químicos (solução de vitrificação) (SANTOS, 2000). Entretanto, os crioprotetores podem causar citotoxicidade e estresse osmótico, levando à morte das células ou modificando sua resposta morfogenética em cultura (KARTHA, 1985; SAKAI, 1995). Existem alguns fatores inerentes ao embrião que afetam a criopreservação, como o estágio de desenvolvimento, a espécie a qual pertence e o método de produção, que ainda não estão completamente elucidados. Os fatores da criopreservação propriamente ditos, como tipo de crioprotetor, velocidade da curva de congelação e tipo de suporte físico para o embrião formam outro grande leque de alternativas que influenciam na manutenção da viabilidade de embriões submetidos ao processo de criopreservação (SANTIN et al., 2009). O processo de vitrificação tornou-se um dos principais métodos de crioproteção, tendo sido aplicado a uma ampla variedade de tecidos vegetais. Do 9 ponto de vista prático, uma grande vantagem desse método é poder congelar rapidamente os tecidos vitrificados pelo mergulho direto em nitrogênio líquido, eliminando a necessidade de se usarem congeladores programáveis (SANTOS, 2001). 2.7 Micropropagação ou cultivo in vitro A micropropagação ou clonagem é a propagação vegetativa in vitro, utilizada principalmente naquelas plantas de difícil multiplicação pelos métodos convencionais, permitindo a obtenção de grande número de plantas sadias e geneticamente uniformes, em curto período de tempo (CARVALHO e VIDAL, 2003). A micropropagação é um procedimento significante na propagação de diferentes espécies, consistindo na retirada de partes da planta ou então da utilização de sementes ou embriões em meios de cultivos apropriados. No entanto, alguns problemas têm sido identificados na micropropagação da mangabeira e, dentre eles, destacam-se os contaminantes fúngicos e bacterianos presentes em explantes oriundos de plantas adultas que dificultam o estabelecimento de protocolos de micropropagação (ALOUFA, 2003; LEMOS et al., 2006). A micropropagação é uma técnica importante na multiplicação de plantas que só são propagadas por sementes, pois na propagação por meio de sementes há desvantagens, como longo período de imaturidade das plantas e a variabilidade genética das progênies em desenvolvimento, quantidade e qualidade dos frutos produzidos, além de outros caracteres agronômicos importantes na produção comercial (PEREIRA et al., 2006b). Desta forma, técnicas de cultura de tecidos vegetais vêm sendo largamente aplicadas não só pela possibilidade de se obter plantas mais resistentes a fatores de estresses bióticos (fusariose) e abióticos (salinidade), mas, também, pela rápida propagação clonal in vitro de plantas de novas variedades (MACÊDO et al., 2003). As condições ambientais apropriadas para o processo de germinação podem ser fornecidas em laboratórios, por meio da micropropagação, tendo em vista que a germinação de sementes in vitro permite uma maior germinabilidade em comparação com os viveiros (GOMES, 2003), pois as condições da sala de 10 crescimento são mais adequadas aos processos de germinação e desenvolvimento inicial da plântula (NOLETO e SILVEIRA, 2004). O cultivo in vitro de sementes ou embriões é um método apropriado para que o processo de germinação ocorra; além disso, a presença de reguladores de crescimento e de fontes exógenas de carboidratos no meio de cultura, possibilitam contornar fatores que inibem a germinação de diversas sementes, como a presença de inibidores químicos, imaturidade de embriões e pobre acúmulo de reservas nutritivas, aumentando, assim, a percentagem de germinação ou fazendo com que o processo seja mais efetivo, rápido e uniforme (DECETTI, 2000). Os explantes oriundos da fase de estabelecimento são inoculados em meio de cultura contendo combinações de auxinas e citocininas, dependendo da espécie e do tipo de explante (DUTRA et al., 2009). O benzilaminopurina (BAP) tem sido o fitorregulador mais utilizado para induzir a proliferação de gemas em eucalipto, Eucalyptus spp. (DELPONTE et al., 2001). Alvarenga e Carvalho, 1983 informa que as auxinas são substâncias que controlam o crescimento e o alongamento celular, onde as principais auxinas utilizadas são o ácido indolbutírico (AIB), o ácido naftaleno acético (ANA), o ácido indolacético (AIA) e o ácido diclorofenóxiacético (2,4-D). As citocininas (BAP) estimulam a divisão celular e auxiliam na quebra de dormência das gemas axilares, até então inibidas pela dominância apical (BRUM et al., 2002). O balanço entre estes dois tipos de reguladores controla muitos aspectos da diferenciação celular e organogênese nas culturas de tecidos e orgãos (PASQUAL, 2001). As brotações multiplicadas e alongadas são induzidas ao enraizamento, o qual pode ser realizado in vitro ou ex vitro. Para o enraizamento in vitro utiliza-se auxinas, geralmente o AIB. Alfenas et al. (2004), indicaram a permanência dos explantes por 7 a 15 dias em meio de cultura contendo 1,0 mg.L -1 de AIB. Para Xavier e Comério (1997), o enraizamento in vitro pode ser dispensado, fazendose com que as gemas alongadas in vitro em meio de cultura sejam enraizadas em condições de casa de vegetação. A última fase do processo de micropropagação é a aclimatação que objetiva reduzir o estresse causado pela diferença entre os ambientes in vitro e ex vitro e constituí-se numa etapa na qual ocorrem grandes perdas de explantes, 11 sendo realizada em ambiente sombreado, onde as plantas ficam por um período variável de 15-30 dias e, posteriormente, são levadas para área de pleno sol, onde ocorre a rustificação e o crescimento (DUTRA et al., 2009). As plantas lenhosas, que contemplam grande parte das frutíferas, inclusive a mangabeira, tem dificuldades relevantes para o estabelecimento in vitro, principalmente devido à contaminação e oxidação, por isso a utilização de técnicas de micropropagação são estratégias importantes para solucionar problemas de propagação, também melhoramento genético e da biotecnologia das plantas, principalmente de lenhosas e perenes (ERIG e SCHUCH, 2003). 2.8 Meio de cultivo De acordo com Pasqual et al. (1998) toda a planta de uma forma geral, é autotrófica, necessitando para o seu desenvolvimento de um substrato que contenha os sais minerais essenciais, água, gás carbônico e luz. No entanto, ao se cortar parte desta planta para cultivá-la in vitro ou a utilização de sementes e embriões observa-se que os explantes não são autotróficos e por isso necessitam também de elementos essenciais, constituintes orgânicos e energia (sacarose). O meio de cultivo é composto por seis componentes básicos, são eles: macronutrientes (N, P, K, S, Ca, Mg, Fe), micronutrientes (Mn, Zn, B, Cl, Mb, Co e I), açúcares (sacarose, glicose ou frutose), vitaminas e aminoácidos (tiamina, niacina, piridoxina, glicina e Mio-inositol.) e reguladores de crescimento (auxinas e citocininas) (PASQUAL et al.,1998; TOMBOLATO e COSTA, 1998). O meio MS (MURASHIGE e SKOOG, 1962) é um dos mais utilizados porque contém todos os nutrientes essenciais ao desenvolvimento do explante e por ser responsável por bons resultados para várias espécies. O carvão ativado também é recomendado no cultivo in vitro sendo importante para evitar a oxidação que é a reação do oxigênio com íons metálicos (+) dos outros compostos do meio de cultivo. Os explantes ao serem inoculados no meio de cultura podem liberar exudatos que tornam o meio de cultivo escuro, sendo conseqüência da liberação de fenóis dos ferimentos ocasionados no processo de extração dos explantes (SANTOS, 2001). Portanto, as sementes, embriões, gemas e tecidos são estabelecidos em meios de cultivos diversos, alguns estudos com diferentes espécies apontam que 12 a utilização de água de coco e carvão ativado, em suplementação ao meio de cultura, é requerida para suprir as exigências nutricionais e fisiológicas dos embriões (RIBEIRO et al., 2000; CARVALHO et al., 2003; CHAGAS et al., 2005). 13 3. MATERIAL E MÉTODOS 3.1 Local da pesquisa A pesquisa foi desenvolvida no Laboratório de Análise de Sementes da Universidade Federal da Paraíba, Campus II, Areia-PB, e no Laboratório de Cultura de Tecidos Vegetais (LCTV) da Estação Experimental de Mangabeira, pertencente à Empresa Estadual de Pesquisa Agropecuária do Estado da Paraíba-EMEPA/PB. 3.1.2 Sementes Os frutos de mangaba (Hancornia speciosa G.) foram colhidos na Estação Experimental de Mangabeira EMEPA/PB, sendo as sementes extraídas manualmente com o auxilio de uma peneira para facilitar a retirada da polpa e, lavadas seguidamente em água corrente. Para o início dos trabalhos a qualidade inicial das sementes foi avaliada mediante análise de emergência, determinação da umidade e peso de 1000 sementes. A emergência foi realizada em casa de vegetação e o substrato utilizado foi areia em bandejas plásticas de 60 x 40 x 40 cm, sendo 4 repetições de 25 sementes. A umidade das sementes foi realizada com 2 repetições de 25 sementes em estufa por 24 horas a 105 ± 3 ºC de acordo com as Regras para análise de sementes (BRASIL, 2009). 3.2 Armazenamento O armazenamento foi realizado no Laboratório de Cultura de Tecidos da EMEPA-PB, onde as sementes foram armazenadas em recipientes plásticos de 4 x 12 x 8 cm contendo os substratos de areia, vermiculita e areia (50%) + vermiculita (50%) umedecidos com água destilada, onde cada substrato foi submetido a quatro porcentagens de umedecimento. A quantidade de água fornecida a cada substrato foi determinada depois de submetê-los a saturação. 14 O cálculo da quantidade de água adicionada a cada substrato foi efetuado pesando-se inicialmente certa quantidade de cada substrato (200 g) que foi colocado em um filtro de papel tipo coador de café comercial. Em seguida adicionou-se uma 100 ml de água previamente determinada. Depois que todo o excesso de água foi drenado; este volume foi então determinado e, assim, por diferença, calculado a quantidade de água que ficou retida no substrato (100%). Desta quantidade calcularam-se as percentagens a serem irrigados os substratos (testados): 60, 50, 40 e 30%, sendo definida a quantidade em ml através de regra de três. Os substratos foram distribuídos em bandeja plásticas de 4 x 12 x 8 cm, posteriormente estes foram irrigados com as respectivas porcentagens de água. Depois foi removida uma parte do substrato e distribuíram-se 150 sementes por bandeja, sendo estas cobertas com a parte do substrato removido. Em seguida, as bandejas com as sementes foram colocadas em geladeira à 0°C, no freezer à 22°C e ambiente de laboratório a 25°C, onde permaneceram armazenadas por 7 meses. Durante este tempo, a cada 30 dias, retirava-se uma bandeja de cada tratamento para análise de viabilidade das sementes (germinação e vigor) 3.3 Determinação do teor de umidade O teor de umidade (%) das sementes foi determinado em duas subamostras, de 25 sementes cada, por tratamento, depois de permanecerem por 24 horas em estufa a 105 ± 3 ºC. Após o período de permanência na estufa, as sementes foram retiradas, colocadas em um dessecador contendo sílica gel por um período de 20 a 30 minutos para serem resfriadas e em seguida novamente pesadas, obtendo-se a porcentagem em peso, expressa em base úmida através da expressão analítica contida nas Regras para Análise de Sementes (BRASIL, 2009). 15 3.4 Teste de emergência O teste de emergência foi realizado no Laboratório de Análise de sementes da Universidade Federal da Paraíba, em casa de vegetação, sendo conduzido com quatro repetições de 25 sementes por tratamento, semeadas em sulcos com aproximadamente 2 cm de profundidade, em bandejas plásticas, contendo areia como substrato (Figura 1 do anexo), em que a emergência iniciou aos 30 dias após a semeadura e a classificação das plântulas como normais e anormais foi realizada aos 57 dias após a semeadura. 3.4.1 Testes de vigor Comprimento (cm) e massa seca de plântulas (g) - após a contagem no teste de germinação, as plântulas normais foram submetidas a medições com régua graduada em centímetro da raiz a parte aérea, em seguida, a secagem em estufa regulada a 65 °C por 24 horas, conforme recomendações de Vieira e Carvalho (1994). 3.5 Procedimentos estatísticos Para o armazenamento em substratos úmidos a análise estatistica foi realizada no Programa SAS versão 9.2, utilizando-se um DIC no esquema fatorial: 4 x 3 x 3 x 2, sendo 4 percentagens de água nos substratos (60, 50, 40 e 30%) x 3 ambientes (ambiente de laboratório 25 °C ± 3 °C, geladeira 0 °C e freezer -22 °C) x 3 substratos (areia, vermiculita e areia + vermiculita) x 2 períodos de conservação (2 meses de avaliação), em 4 repetições de 25 sementes por tratamento. As médias foram submetidas ao Teste de Tukey a 5%, e os dados quantitativos foram submetidos a análise de regressão. 16 4. CULTIVO IN VITRO DE EMBRIÕES 4.1 Método da vitrificação As sementes de mangaba foram retiradas dos frutos manualmente de forma a evitar a contaminações, sendo em seguidas lavadas em água destilada e desinfestadas com álcool (70%) por 1 minuto e hipoclorito de sódio (5%) durante 15 minutos, o excesso de hipoclorito de sódio foi eliminado submetendo-se à lavagem com água destilada e deionizada estéril por três vezes. Após a assepsia realizou-se a remoção dos embriões das sementes em câmara de fluxo laminar com o auxílio de pinças e bisturís. Os embriões foram colocados em frascos contendo agentes crioprotetores o dimetilsufoxido (DMSO): 0, 5, 10 e 15% e sacarose: 0, 0,25, 0,50 e 0,75 M; em seguida, transferidos os embriões cultivados em meio MS para a sala de crescimento, por 48 horas em agitador a 180 rpm. Decorrido o período de exposição aos agentes crioprotetores, parte dos embriões foram cultivados em meio MS (MURASHIGE e SKOOG, 1962), com o pH ajustado para 5,7 antes da esterilização em autoclave a 120 ºC com 1Kgf.cm-2 de pressão por 30 minutos. A incubação foi realizada em sala de crescimento com temperatura de 25 ± 5 ºC e fotoperíodo de 16 horas de luz a uma intensidade luminosa de 30 µmol.m-2.s-1, pelo tempo de 30 dias. A outra parte dos embriões foi acondicionada em tubos criobiológicos de polipropileno estéril de 4,5 mL, os quais foram selados com parafilme e imersos diretamente no nitrogênio líquido (-196 ºC) por 15 dias. O cultivo e a criopreservação dos embriões foi realizado sob condições assépticas, em câmara de fluxo laminar, em recipientes de vidro contendo 25 mL de meio MS sólido, adicionado de 30 g.L -1 de glucose, 10 ml.L-1 de cloreto de magnésio hexahidratado, os quais foram transferidos para a sala de crescimento, sob as condições citadas anteriormente, por 30 dias. A viabilidade dos embriões foi avaliada semanalmente e, os dados computados após 30 dias de cultivo, levando-se em consideração a porcentagem de embriões que produziram plântulas normais. 17 No procedimento estatístico empregou-se o Programa SAS versão 9.2, utilizando-se o delineamento inteiramente casualizado (DIC), em esquema fatorial 4 x 4, sendo 4 concentrações de DMSO (0, 5, 10 e 15%) e 4 concentrações de sacarose (0, 0,25, 0,50 e 0,75 M). Utilizou-se 10 repetições contendo um embrião por frasco. 4.2 Procedimentos para a desinfestação As sementes foram extraídas dos frutos manualmente com o auxilio de uma peneira para facilitar a retirada da polpa, sendo em seguida lavadas em água destilada e colocadas em álcool a 70% por um minuto. Após esse procedimento as sementes foram submetidas aos tratamentos de desinfestação referidos na Tabela 4.1. Tabela 4.1 Concentrações da solução e tempos de exposição utilizados na desinfestação de sementes de mangabeira (H. speciosa). Tempo de exposição (min.) 5 10 15 20 1 T1 T6 T11 T16 Hipoclorito de sódio (NaClO) % 2 3 4 T2 T3 T4 T7 T8 T9 T12 T13 T14 T17 T18 T19 5 T5 T10 T15 T20 O excesso de hipoclorito de sódio foi eliminado submetendo-se as sementes à lavagem com água destilada e deionizada estéril, 3 vezes; posteriormente, as sementes foram inoculadas em meio MS básico, sendo três sementes por recipiente, com 15 repetições e 20 tratamentos, totalizando 300 recipientes. Os experimentos foram realizados em condições assépticas, utilizando-se como meio de cultura, o MS (MURASHIGE e SKOOG, 1962), suplementado com sacarose a 30 g.L-1 e o solidificante ágar a 7 g.L-1, com pH ajustado para 5,7 antes da autoclavagem a 120 ºC com 1Kgf.cm -2 de pressão, durante 30 minutos, enquanto a incubação foi realizada em sala de crescimento com temperatura de 25 ± 5 ºC e fotoperíodo de 16 horas de luz a uma intensidade luminosa de 30 μmol.m-2.s-1. 18 A avaliação foi realizada aos 20 dias de cultivo considerando o número de sementes contaminadas e germinadas. Para a desinfestação das sementes foi utilizado o Programa SAS versão 9.2, através de um DIC com esquema fatorial: 5 x 4 (5 concentrações de hipoclorito de sódio x 4 tempos de exposição ao hipoclorito de sódio), sendo 15 repetições contendo 3 sementes por frasco. Os dados foram submetidos a análise de regressão exponencial múltipla e a interação representada através de gráficos de superfície de resposta. 4.3 Estabelecimento As sementes foram estabelecidas em Meio MS básico onde germinaram obtendo-se 90% de germinação com pouca contaminação (Figura 2 do Anexo), sendo as plântulas utilizadas para extração das gemas apicais e laterais com a utilização de bisturis e placas de petri. As gemas apicais e laterais provenientes de plântulas originárias de sementes cultivadas em meio MS básico foram estabelecidas em meio MS com diferentes concentrações de carvão ativado de acordo com a Tabela 4.2, obedecendo às condições assépticas, onde todo o material utilizado foi autoclavado a 1 atm de pressão e 120°C por 30 min. Os meios de cultivo foram ajustado para pH 5,7. As gemas foram submetidas à lavagem com ácido ascórbico 3 g L -1 durante 1 minuto para diminuir a oxidação, sendo posteriormente submetidas a três lavagens em água destilada. As gemas apicais e laterais foram cultivadas em meio MS básico contendo carvão ativado a 0; 0,2; 0,4; 0,6; 0,8 e 1,0%. Em cada frasco foi inoculado uma gema lateral e uma gema apical. As avaliações foram realizadas após 30 dias, levando em consideração a percentagem de brotações e o comprimento das brotações. O programa utilizado foi o SAS 9.2, procedimento estatístico foi um DIC, com 6 tratamentos e 15 repetições, sendo uma gema lateral e uma gema apical em cada frasco. Os dados foram submetidos à análise de regressão polinomial. 19 4.4 Alongamento e multiplicação de brotações apicais e laterais As brotações apicais e laterais estabelecidas em meio MS e carvão ativado in vitro foram transferidas para o meio de cultura MS básico, suplementado com reguladores de crescimento, o BAP (6-benzilaminopurina) e o ANA (ácido naftaleno acético) conforme Tabela 4.3. Tabela 4.3 Concentrações de reguladores de crescimento em meio MS básico para alongamento e multiplicação de gemas apicais e laterais de mangabeira (H. speciosa) TRATAMENTOS ANA (mg.L -1) BAP (mg.L -1) 0 0,25 0,50 0.75 1,0 0 T1 T2 T3 T4 T5 1,0 T6 T7 T8 T9 T10 1,5 T11 T12 T13 T14 T15 2,0 T16 T17 T18 T19 T20 2,5 T21 T22 T23 T24 T25 Para o alongamento e multiplicação das brotações foi utilizado o Programa SAS versão 9.2, através de um DIC com esquema fatorial: 5 x 5 (5 concentrações de BAP x 5 concentrações de ANA), sendo 6 repetições contendo 1 brotação apical e uma brotação lateral por recipiente. Os dados foram submetidos a análise de regressão exponencial múltipla e a interação representada através de gráficos de superfície de resposta. 4.5 Enraizamento As plântulas alongadas nos hormônios ANA e BAP foram colocadas para enraizar no meio MS contendo o hormônio de enraizamento ácido indolbutírico AIB. Utilizou-se 8 repetições e 5 concentrações de AIB (0; 0,5; 1,0; 1,5 e 2,0 mg.L1 ). 20 5. RESULTADOS E DISCUSSÃO 5.1 Análises iniciais Os resultados da caracterização inicial das sementes referentes ao teste de emergência, teor de umidade das sementes e peso de mil sementes foram satisfatórios, sendo a percentagem de emergência obtida de 85%, teor de umidade das sementes de 46,06% e peso de mil sementes de 187,36 g. 5.2 Teor de umidade Os resultados do teor de umidade das sementes de mangaba durante o armazenamento variaram com os substratos, a umidade dos substratos, a temperatura e meses de armazenamento, houve interação entre todos os fatores analisados sendo significativo a 1 e 5% de probabilidade (Tabela 1 do anexo e nas Tabelas 5.1, 5.2 e 5.3.). No terceiro mês de armazenamento a deterioração foi muito grande (generalizada) e a germinação média foi inferior a 4%, este fato deve-se provavelmente a fermentação das sementes que foi tanto maior quanto maior foi à umidade do substrato, razão pela qual somente os resultados dos dois primeiros meses foram analisados. Estatisticamente o maior teor de umidade ocorreu para as sementes armazenadas nos substrato com umidade de 60%, seguido do substrato com 50% (Tabela 5.1). O teor de umidade das sementes para as demais condições de umidade dos substratos (30 e 40%) e variáveis estudadas (substratos, meses e temperatura) não diferiu estatisticamente, com exceção das sementes armazenadas na areia mais vermiculita com 30% de umidade que obtiveram umidade inferior. Igual comportamento teve as sementes armazenadas no segundo mês. Com relação aos substratos de armazenamento, na vermiculita foi as sementes que estavam com maior teor de umidade, sendo estatisticamente superior a areia e a areia mais vermiculita para cada teor de umidade no substrato, seguido do substrato areia mais vermiculita irrigados com 40, 50 e 60% de umidade. 21 Com relação aos meses, o segundo mês foi onde se obteve sementes com maior teor de umidade, superando estatisticamente o primeiro mês para cada condição de umidade nos substratos. O efeito da temperatura em cada substrato de armazenamento revelou para os substratos de 30 e 40% de umidade igualdade estatística a 0 °C e a -22°C e superioridade estatística para o teor de umidade das sementes nos substratos com 60% de umidade. Tabela 5.1 Teor de umidade das sementes de mangabeira (H. speciosa) armazenadas nos substratos úmidos. Umidade Substratos (%) 30 40 50 60 Médias Areia (A) Substratos Vermic.(V) A+V Meses 47,33 cB 47,17 cB 48,93 bC 49,50 aC 48,24 c 52,60 cA 52,77 cA 53,45 bA 54,37 aA 53,30 a 46,71 dC 47,39 cB 51,21 bB 52,52 aB 49,46 b 1 48,43 cB 48,42 cB 50,76 bB 51,85 aB 49,86 b 2 49,34 dA 49,80 cA 51,63 bA 52,41 aA 50,79 a Temperatura 0°C -22°C 48,47 cB 48,80 cB 51,40 bA 52,18 aA 50,22 b 49,29 cA 49,42 cA 51,00 bB 52,08 aA 50,45 a Médias seguidas de mesma letra minúscula na coluna e maiúscula na linha não diferem entre si pelo teste de tukey a 5%. Mediante os dados da interação meses x temperatura (Tabela 5.2) tem-se superioridade estatística no mês 2 para ambas as temperaturas estudadas, e dentro deste mês, as sementes armazenadas à -22°C (51,08%) se mantiveram com maior teor de umidade que as armazenadas na temperatura de 0°C (50,51%). Para o mês 1 não se registrou diferença estatística para temperatura, as sementes de mangaba mantiveram-se durante 30 dias a 0 e -22°C com o mesmo teor de umidade. Tabela 5.2 Teor de umidade das sementes de mangabeira (H. speciosa) armazenadas nos substratos úmidos por dois meses nas temperaturas de 0 e -22°C. Meses Temperaturas 0°C -22°C 1 49,91 bA 49,81 bA 2 50,51 aB 51,08 aA Médias 50,21 b 50,45 a Médias seguidas de mesma letra minúscula na coluna e maiúscula na linha não diferem entre si pelo teste de tukey a 5%. 22 Em observação aos dados relativos a interação dos substratos de armazenamento x meses (Tabela 5.3) tem-se superioridade estatística do substrato vermiculita seguido do substrato areia mais vermiculita que estatisticamente foi superior a areia para os meses estudados. Com relação aos substratos dentro de cada mês, verifica-se que o mês 2 armazenou as sementes de mangaba com maior teor de umidade que o mês 1. O fato da vermiculita ter sido o substrato que proporcionou maior umidade das sementes, deve-se, provavelmente, a sua composição física e a condição de armazenamento de água no substrato, assim como a permissividade de troca de água do substrato com semente. Tabela 5.3 Teor de umidade das sementes de mangabeira (H. speciosa) armazenadas nos substratos úmidos por dois meses. Meses Substratos 1 2 Areia (A) 47,76 cB 48,70 cA Vermiculita (V) 53,06 aB 53,54 aA A+V 48,77 bB 50,15 bA Médias 49,86 b 50,79 a Médias seguidas de mesma letra minúscula na coluna e maiúscula na linha não diferem entre si pelo teste de tukey a 5%. Em resumo os resultados do teor de umidade das sementes evidenciam que a absorção de água pelas mesmas foi influenciado pelos substratos, umidade dos substratos e tempo de armazenamento, sendo que quanto maior o percentual de água no substrato de armazenamento, maior foi o ganho de umidade pelas sementes; esses resultados concordam com as afirmativas de Koster (1991), ao ressaltar que os métodos atuais de conservação e armazenamento de sementes recalcitrantes são baseados em alta manutenção do teor de umidade das mesmas. 5.3 Germinação O resumo da análise de variância e o coeficiente de variação referente a germinação obtido em função das temperaturas, substratos, teores de umidade do substrato e tempo de armazenamento se encontram na Tabela 2 do anexo, onde se obteve efeito significativo para todos os fatores e suas interações. 23 Mediante os resultados da Tabela 5.4, observa-se variação da germinação das sementes de mangabeira ao longo do período de armazenamento. No primeiro mês de armazenamento a germinação das sementes foi maior sob temperatura de 25 ± 3 °C e menor para a temperatura de -22 °C, em que não se registrou germinação (0,0%), confirmando que a manutenção da baixa temperatura reduz a atividade das enzimas envolvidas no processo respiratório sendo um dos principais fatores responsáveis pela perda da viabilidade das sementes durante o armazenamento (HARRINGTON, 1972). Observa-se manutenção da germinação de 85% para o substrato A+V com 30% de umidade (bu) mantido à temperatura de 25 °C; germinação essa que se reduziu à medida que se elevou a umidade do substrato de armazenamento. Para o armazenamento nos substratos mantidos com 30% de umidade a segunda melhor germinação tem-se no substrato vermiculita, e a umidade de 40, 50 e 60%, a areia superou estatisticamente a vermiculita nas temperaturas de armazenamento em que as sementes germinaram (0 e 25 °C). Tabela 5.4. Germinação (%) de sementes de mangabeira (H. speciosa) armazenadas em substratos úmidos submetidas a três temperaturas durante dois meses. Períodos (Meses) A+V Areia (A) 36 b B α 0cAα 63 a B α 1 Substratos Vermiculita (V) 60 a A α 0bAα 69 a B α 59 b A α 0cAα 85 a A α 0 -22 25 32 b B α 0cAα 64 a B α 13 b C α 0cAα 84 a A α 0 -22 25 18 b B α 0cAα 52 a B α 0 -22 25 17 b B α 0cAα 49 a B α Umidade substrato (%) Temperatura (°C) 30 0 -22 25 40 50 60 Areia (A) 14 a A β 0bAα 0bAβ 2 Substratos Vermiculita (V) 15 a A β 0bAα 0bAβ 18 a A β 0bAα 0bAβ 56 b A α 0cAα 79 a A α 7aAβ 0bAα 0bAβ 4aAβ 0bAα 0bAβ 7aAβ 0bAα 0bAβ 3bCα 0bAα 64 a AB α 36 b A α 0cAα 72 a A α 5aAβ 0bAα 0bAβ 0aBβ 0aAα 0aAβ 3 a AB β 0aAα 0aAβ 2bCα 0bAα 66 a A α 39 b A α 0cAα 65 a A α 3aAβ 0aAα 0aAβ 3aAβ 0aAα 0aAβ 3aAβ 0aAα 0aAβ A+V Médias seguidas de mesma letra minúscula na coluna, maiúscula na linha (substrato em cada temperatura e mês) e grega na linha (mês em substrato e temperatura) não diferem a 5% de probabilidade pelo teste de Tukey. Aos sessenta dias de armazenamento, os registros de germinação ocorreram somente para a temperatura de 0°C, com os maiores percentuais de 24 germinação para os substratos submetidos à 30% de umidade, onde o substrato A+V se destacou no armazenamento das sementes de mangabeira, mas que estatisticamente não diferiu a germinação (18%) das sementes armazenadas no substrato areia (14%) e vermiculita (15%). Assim, pode-se afirmar que a tolerância à dessecação é provavelmente devido a interação dos fatores e processos que estão ocorrendo no armazenamento, e não por qualquer um agindo isoladamente, onde a ausência de qualquer fator que confere tolerância a desidratação pode ter consequências profundas na capacidade de sobrevivência das sementes em um nível de desidratação inferior ao tolerável (BERJAK e PAMMENTER, 2003). De acordo com estes resultados fica evidenciado a manutenção da viabilidade até 60 dias do armazenamento das sementes de mangabeira na temperatura de 0 °C que em condições naturais é de apenas de 2 a 4 dias depois de desligadas da planta-mãe após a maturação (ESPÍNDOLA et al., 1993; VIEIRA NETO, 2002). Estes resultados em parte concordam com os de Black et al. (2002) ao tratar as sementes entre as ortodoxas e recalcitrantes que não podem ser armazenadas usando-se os padrões de protocolos recomendados para armazenamento. Os resultados obtidos com esta pesquisa permitem afirmar que as sementes de mangabeira podem ser armazenadas em ambientes bem definidos e controlados por um prazo médio, concordando com a afirmação de Salomão et al. (2005), ao informarem que a viabilidade das sementes de H. speciosa pode ser parcialmente conservada, por cerca de 6 meses quando armazenadas a 20° C ou 15°C com conteúdo de umidade em torno de 50%. Para estimar a germinação das sementes de mangabeira armazenadas em cada teor de umidade dos substratos testaram-se equações polinomiais e elegeuse a que melhor representou cada situação, comprovando-se a significância do teste F e o valor do coeficiente de regressão (R2), conforme Tabela 2 do anexo. Verifica-se na figura 5.1 o comportamento linear de germinação das sementes de mangaba armazenadas nos substratos areia (A) e areia mais vermiculita (A+V) com perda do poder germinativo à medida que se aumentou o teor de água do substrato de armazenamento e, efeito quadrático para a germinação das sementes armazenadas no substrato vermiculita (V), onde se 25 registrou a maior perda na capacidade germinativa das sementes armazenadas nos diferentes substratos estudados; onde a partir de 50% de água no mesmo as sementes praticamente não germinaram. Os 3% de germinação obtidos com as sementes do substrato vermiculita com 60% de umidade deveu-se, provavelmente, a variabilidade das sementes dentro do lote, fato também observado por Fernandes et al. (1999) que registraram variações quanto ao vigor individual de sementes de pimentão da cultivar Ikeda, dentro do lote devido a genética. Observa-se ainda na Figura 5.1 germinação de 60% para as sementes armazenadas em substrato de areia e areia mais vermiculita umedecidas com 30% de água, enquanto a germinação das sementes provenientes do armazenamento no substrato vermiculita com este mesmo teor de umidade (30%) foi de aproximadamente 36%. Areia Areia+vermiculita y Areia = 57,7 - 0,71x R² = 0,90 y Vermiculita = 320,8 - 12,19x + 0,115x2 R² = 0,98 100 Germinação (%) Vermiculita 80 y Areia+vermiculita = 83,5 - 0,8x R² = 0,78 60 40 20 0 30 40 50 60 Teor de umidade no substrato (%) Figura 5.1 Germinação (%) de sementes de mangabeira (H.speciosa) armazenadas em substratos úmidos submetidas a temperatura de 0°C durante o primeiro mês. No levantamento bibliográfico realizado não foram encontradas informações sobre o armazenamento em substratos úmidos (com diferentes teores de umidade) desta forma, a discussão se limita a comparação dos resultados obtidos com os observados para testes de germinação com sementes de interesse agrícola. 26 Estes resultados são importantes por vislumbrar a possibilidade de aprimorar esta técnica para a conservação ex situ de sementes de mangaba por um período maior de 30-60 dias, permitindo, em um primeiro momento, ser usada para fins exclusivos de pesquisa, oferecendo facilidades para introdução, multiplicação, regeneração, caracterização, avaliação, documentação e distribuição de acessos aos pesquisadores em particular. Salienta-se que após a maturação e desprendimento dos frutos da plantamãe as sementes de mangabeira devem ser semeadas imediatamente ou até 48 horas depois de retiradas dos frutos, uma vez que, a partir do quarto dia, o poder germinativo cai rapidamente (ESPÍNDOLA et al., 1993). Com relação à Figura 5.2 observa-se comportamento linear da germinação das sementes de mangabeira armazenadas no substrato areia (A) com perda do poder germinativo à medida que se elevou o teor de água do substrato de armazenamento, e houve efeito quadrático para a germinação de sementes armazenadas nos substratos vermiculita (V) e areia mais vermiculita. De maneira geral, a germinação das sementes em todos os substratos de armazenamento foi baixa, chegando a 19% para as sementes provenientes do armazenamento em areia mais vermiculita (A+V) com 30% de teor de água no substrato. As sementes do armazenamento em areia (A) e vermiculita (V) com 30% de umidade obtiveram 17% de germinação, a qual se reduziu à medida que se elevou o teor de água nos substratos. As sementes provenientes do armazenamento em vermiculita com 50 e 60% de teor de umidade a germinação foi nula. Isso pode ser explicado, pois, durante a condução do experimento observou-se que a partir do segundo mês as sementes encontravam-se fermentadas dentro do armazenamento. Segundo Carvalho e Camargo (2003), a deterioração das sementes demonstra ser o resultado de um complexo conjunto de disfunções metabólicas e reações químicas, que atuam no sentido de alterar as funções específicas de cada constituinte celular. 27 Areia Vermiculita Areia+vermiculita Germinação (%) 100 80 y Areia = 23 - 0,35x R² = 0,89 60 y Vermiculita = 79,05 - 2,965x + 0,027x2 R² = 0,99 y Areia+vermiculita = 82,05 - 2,965x + 0,027x2 R² = 0,99 40 20 0 30 40 50 60 Teor de umidade no substrato (%) Figura 5.2 Germinação (%) de sementes de mangabeira (H. speciosa) armazenadas em substratos úmidos submetidas a temperatura de 0°C durante o segundo mês. Na Figura 5.3 observa-se comportamento linear na germinação das sementes de mangabeira armazenadas nos substratos úmidos de areia (A) e areia mais vermiculita (A+V). Os dados de germinação das sementes armazenadas em vermiculita (V) úmida não se ajustaram ao modelo de regressão linear ou quadrática, obtendo-se um valor médio de 71%. As sementes armazenadas em areia mais vermiculita (A+V) foram as que obtiveram maior percentagem de germinação atingindo 83% e as sementes da areia úmida obtiveram 70% de germinação quando ambos os substratos tinham 30% de teor de umidade. 28 Areia Vermiculita Areia+vermiculita Germinação (%) 100 80 60 40 y Areia = 81,3 - 0,54x R² = 0,84 y Vermiculita = 71 y Areia+vermiculita = 105,4 - 0,67x R² = 0,99 20 0 30 40 50 60 Teor de umidade no substrato (%) Figura 5.3 Germinação (%) de sementes de mangabeira (Hancornia speciosa G.) armazenadas em substratos úmidos submetidas a temperatura de 25 °C durante o primeiro mês. Observa-se também que o teor de umidade nos substratos de armazenamento e, consequentemente, das sementes poderia ser diminuído, vez que houve germinação na temperatura de 25 °C durante o armazenamento; sugerindo que se deve testar menores teores de umidade no substrato de armazenamento, assim como, novos intervalos de temperaturas e novas técnicas. Sobre o tema de novas técnicas, Ferraz e Sampaio (1996) obtiveram germinação de 82 a 96% para Carapa guinensis e de 55 a 99% para C. procera com estas sementes acondicionadas e armazenadas em sacos que foram enterradas pela fauna do solo, permitindo a embebição das sementes, e resultando em germinação durante o armazenamento. Lecointe (1939) recomendou armazenar sementes de andiroba em água corrente para conservar a viabilidade das mesmas; técnica que aplicada por Ferraz e Sampaio (1996) não manteve a viabilidade das sementes de duas espécies de andiroba por um período de sete meses, tendo estes pesquisadores recomendado estudar menores períodos de exposição das sementes em água. Fonseca e Freire (2003) revisando sobre o tema do armazenamento de sementes úmidas, dizem ser o suprimento de oxigênio essencial à respiração, que produzirá energia metabólica necessária à ativação e sustentação de 29 mecanismos de reparo e de substituição celular, tendo como conseqüência a ampliação do período de conservação e, que se deve evitar o acúmulo de gás carbônico, por ser prejudicial à qualidade fisiológica das sementes. Afirmações que em parte concordam com os resultados deste trabalho, vez que as sementes de mangaba foram armazenadas em substratos úmidos e acondicionados em caixas plásticas ermeticamente fechadas. Desta forma, o sucesso da conservação das sementes de mangaba está intimamente relacionado com as condições do armazenamento, em especial, com o teor de umidade das sementes, que neste trabalho foi fornecido pela umidade dos substratos de armazenamento e, que apesar da manutenção da viabilidade das sementes para a melhor condição do armazenamento (0 e 25 °C a 30% do teor de umidade no substrato) o período de manutenção da germinação inicial foi de apenas 60 dias. Resultados que recomendam ser testadas novas condições de armazenamento. Salomão et al. (2005) apóiam esses resultados quando afirmaram que as sementes de mangaba para manter sua viabilidade durante o armazenamento a curto prazo (cerca de seis meses) devem ser conservadas com umidade em torno de 50% nas temperaturas de 15 e 20 °C. 5.4 Vigor Mediante o resumo da análise de variância para o vigor (Tabela 3 do anexo), observa-se efeito significativo do comprimento de plântulas para o teor de água nos substratos, mês e a interação teor de água nos substratos e meses (TA x meses). Para a massa seca tem-se valor significativo da interação dupla TA x SUBS e para TA x SUBS x T. Em análise aos dados contidos na Tabela 4 do anexo e Figura 5.3 observase igualdade estatística para o comprimento de plântulas dentro dos tempos (meses) para as sementes armazenadas no substrato com 30% de umidade à temperatura de 0 °C, e superioridade estatística do comprimento de plântulas na primeira avaliação (mês 1) do armazenamento para as demais umidades (40, 50 e 60%) nos substratos de armazenamento. Dentro de cada tempo (mês) o comprimento de plântulas no mês 1 variou de 9,93 cm para as sementes armazenadas no substrato com 50% de umidade à 11,07 cm para o 30 armazenamento em substrato com 40% de umidade e 10,15 cm de comprimento de plântulas no substrato com 60% de umidade. Na segunda avaliação (mês 2), o comprimento das plântulas diminuíram à medida em que se elevou a umidade do substrato de armazenamento tendo variado de 10,08 cm (30% de umidade no substrato) à 7,20 cm (60% de umidade no substrato). Em termos médios a perda total do vigor determinado pelo comprimento de plântulas foi de 30% durante o armazenamento para os teores de umidade nos substratos. Figura 5.4 Comprimento das plântulas resultantes da germinação das sementes de mangabeira (H. speciosa) após o primeiro e segundo mês de armazenamento à 0°C. Para temperatura, especificamente, os resultados são em parte concordantes com as afirmações de King e Roberts (1979) de que a germinação no armazenamento pode apresentar perdas significativas na conservação das sementes recalcitrantes quando mantidas úmidas e sob temperaturas inadequadas, e Almeida et al. (2000) dizem ser necessário aprimorar o conhecimento científico sobre os mecanismos fisiológicos recomendados a sensibilidade, a dessecação e as baixas temperaturas para determinar métodos eficientes de armazenagem das sementes recalcitrantes. Ademais, Faiad et al. (1998) tratando o tema de conservação de sementes recalcitrantes informam que não existe métodos disponíveis na atualidade na 31 conservação a longo prazo dessas sementes. Afirmativa que põe em manifesto a importância dos resultados obtidos neste trabalho em procurar soluções viáveis e simplificadas de conservação à curto prazo, do germoplasma da mangabeira por meio de métodos alternativos de conservação. De maneira geral, verifica-se mediante os dados que as plântulas obtiveram um bom vigor quando se compara aos dados da literatura uma vez que Nogueira et al. (2003) obtiveram em plântulas de mangabeira comprimento inferior aos observados neste trabalho. De acordo com a Tabela 5.5 observa-se que a massa seca das plântulas obtidas das sementes provenientes do armazenamento no substrato areia na temperatura de 0 °C com 30% do teor de água no substrato teve diferença significativa com relação às sementes obtidas dessa combinação na temperatura de 25 °C. Já as plântulas obtidas das sementes provenientes do armazenamento nas temperaturas de 0 e 25 °C em todas as combinações de teor de água nos substratos e em todos os substratos não diferiram estatisticamente, representados pelas letras minúsculas nas colunas. Tabela 5. 5 Massa seca de plântulas de mangabeira (H. speciosa) Períodos (Meses) Areia (A) Vermiculita (V) A+V Areia (A) 0 -22 25 0,045 b A α 0,050 a A α 0,069 a A α 0,033 A α 2 Substratos Vermiculita (V) 0,039 A α 0,286 a A 0,054 a B 0,050 a B 0 -22 25 0,054 a A α 0,049 a A α 0,066 a A α 0,118 A α 0,020 A α 0,059 a A 0,061 a A 0,058 a A 0 -22 25 0,065 a A α 0,058 a A α 0,064 a A α 0,045 a A 0,058 a A 0,053 a A Umidade nos substratos Temperatura (°C) 30 40 50 1 Substratos 0,027 A α A+V 0,033 A α 0,035 A α 0,023 A α 0 0,068 a A α 0,060 a A α 0,064 a A α 0,022 B α 0,0257 A α -22 25 0,059 a A 0,054 a A 0,049 a A Médias seguidas de mesma letra minúscula na coluna, maiúscula na linha (substrato em cada temperatura e mês) e grega na linha (mês em substrato e temperatura) não diferem a 5% de probabilidade pelo teste de Tukey. 60 Os resultados do vigor revelados pela massa seca das plântulas de mangaba foram estatisticamente iguais com exceção do substrato de armazenamento areia com 30% de umidade que mantido à 25 °C foi superior a massa seca das sementes armazenadas à temperatura de 0 °C nesse mesmo substrato e no primeiro mês de armazenamento. 32 Os resultados da massa seca não foram tão esclarecedores quanto a consistência das variações reveladas por meio do estudo estatístico, provavelmente, devido ao peso das plântulas analisadas revelado pelo desenvolvimento das plântulas nos substratos de armazenamento irrigados com 30% de umidade, e acondicionados à 25 °C que ficou na casa dos décimos de gramas (0,286 g) contra os centésimos de gramas (neste caso específico de 0,045 g) em todas as demais condições de armazenamento; exigindo, assim, maiores pesquisas sobre o tema da massa seca, vir a ser utilizada como teste de viabilidade de mangaba, nestas condições de conservação. No entanto, os resultados permitem comentar que o armazenamento à temperatura negativa (-22 °C) não se mostrou favorável ao armazenamento da mangaba para as condições do estudo, e ser possível nas temperaturas de 0 °C e 25 °C, sendo a exceção deste tratamento (areia com umidade de 30% a temperatura de 25 °C) ressaltando para todos os demais comportamento iguais estatisticamente. Salomão et al. (2005) em estudo sobre a conservação de mangaba concluíram ser possível manter a viabilidade de sementes de mangaba por cerca de seis meses quando armazenadas à 15 ou 20 °C com conteúdo de umidade de 50% e perda total de viabilidade quando se reduziu o conteúdo de umidade para valores inferiores a 11%. Afirmativa que encontra apóio nas de Andrade et al. (2005) quando dizem que as sementes recalcitrantes desidratadas após a colheita perdem gradualmente a viabilidade, passando por um ponto crítico até atingir um teor de água chamado letal. Borges e Rena (1993) relatam que em temperaturas baixas pode está havendo desativação de enzimas e limitação do crescimento do embrião, e que temperaturas baixas pode inibir atividades catabólicas em sementes que requerem temperaturas mais altas para germinar ou impedir a ativação de enzimas (MAGUIRE, 1973). 5.5 Germinação de embriões submetidos à DMSO e sacarose Os embriões provenientes da vitrificação que foram criopreservados por 15 dias em nitrogênio liquido a -196°C não germinaram, provavelmente a ação do crioprotetor DMSO pode ter afetado os tecidos dos embriões, tendo em vista que os principais fatores limitantes da vitrificação são o estresse osmótico e a 33 toxicidade química do crioprotetor os quais causam danos às células embrionárias (PAPADOPOULOS et al., 2002). Apesar da vitrificação ter se mostrado uma boa alternativa para criopreservar embriões produzidos in vitro em outras pesquisas, devido a sua rápida passagem para o estágio vitreo e a não necessidade de congeladores biológicos que controlam a curva de temperatura, existe dificuldades de se estabelecer um protocolo padrão de criopreservação de embriões de várias espécies (SANTIN et al., 2009). Os embriões que germinaram foram os colocados em DMSO e sacarose e posteriormente cultivados em meio MS, sendo que a germinação desses embriões variou de acordo com as doses de DMSO e sacarose a que foram submetidos. Avaliando-se os fatores isoladamente na Figura 5.5, observa-se que a medida que se elevou as dosagens de DMSO a germinação reduziu, enquanto que com relação as concentrações de sacarose praticamente mantiveram a germinação. Ao se analisar a interação das dosagens de DMSO com as concentrações de sacarose observa-se que os maiores percentuais de germinação foram obtidos dos embriões que foram submetidos às concentrações mais elevadas de sacarose (0,75 e 0,50 M) com redução das dosagens de DMSO. Na concentração máxima de sacarose (0,75 M) combinada com a ausência de DMSO (0%) os embriões obtiveram uma germinação de 98%, na ausência de DMSO e sacarose os embriões obtiveram aproximadamente 90% de germinação, já os embriões provenientes da combinação de 15% de DMSO com a ausência de sacarose não germinaram. 34 2 2 2 Y= exp(378,46 + 24,81D+1111,61S +1976,1S + 7,489D S- 179DS )/ 2 2 2 1+ exp(378,46 + 24,81D+5,04D +1111,61S +1976S -179,7DS R2 =0,93 Figura 5.5 Germinação in vitro de embriões de mangabeira (H. speciosa) submetidos ao tratamento com DMSO e sacarose antes de serem colocados no meio MS. A percentagem de folhas das plântulas provenientes dos embriões de mangabeira variou de acordo com as concentrações de sacarose e percentagens de DMSO. Analisando os fatores isoladamente na Figura 5.6, observa-se que a medida que se elevou as dosagens de DMSO e diminuiu as concentrações de sacarose a percentagem de folhas reduziram. Obteve-se a maior percentagem de folha que foi de 93%, nas plântulas provenientes dos embriões que estavam na concentração máxima de sacarose (0,75 M) combinado com a ausência de DMSO, reduzindo-se o número de folhas à medida que as percentagens de DMSO aumentaram, sendo que na ausência de DMSO e sacarose obteve-se aproximadamente 80% de folhas, chegando a zero na dose máxima de DMSO (15%) com ausência de sacarose (Figura 5.6). 35 2 2 2 2 2 Y= exp(199,02-40,65D-4,004D -68,24S+210,38S +80,7DS-3,418 D S +9,098D S/ 2 2 2 2 2 1+exp(199,02-40,65D-4,004D -68,24S+210,38S -80,7DS-3,418D S +9,098D S R2 = 0,85 Figura 5.6 Quantidade de folhas em percentagem, provenientes dos embriões de mangabeira (H. speciosa) submetidos ao tratamento com DMSO e sacarose antes de serem colocados no meio MS. . O comprimento das plântulas originadas dos embriões submetidos ao tratamento com DMSO e sacarose também teve um desempenho parecido com o percentual de germinação e percentagem de folhas, onde observa-se através da Figura 5.7 que a medida que se elevou as dosagens DMSO e reduziu-se as concentrações de sacarose o comprimento das plântulas também diminuíram, sendo o maior comprimento de 7,8 cm nas plântulas provenientes dos embriões submetidos a dose máxima de sacarose e ausência de DMSO, na ausência de DMSO e sacarose o comprimento das plântulas foi de aproximadamente 5cm chegando a zero na dose máxima de DMSO (15%) com ausência de sacarose. 36 Y= exp(36,64+33,9D-3,448D2+409,48S-240,06DS+18,62D2S2+19,39D2S+237,51DS2)/ 1+exp(36,64+33,9D-3,448D2+409,48S-240,06DS+18,62D2S2+19,39D2S+237,51DS2) R2=0,67 Figura 5.7 Comprimento das plântulas provenientes dos embriões de mangabeira (H. speciosa) submetidos ao tratamento com DMSO e sacarose antes de serem colocados no meio MS. . De forma geral, no presente trabalho, quanto maior foi a concentração de sacarose aplicada melhor a viabilidade dos eixos embrionários, ocorrendo o contrário para as dosagens de DMSO aplicadas, onde observa-se nas Figuras 5.5 , 5.6 e 5.7, uma germinação de 98%, 95% de folhas e 8cm de comprimento das plântulas, respectivamente, para a concentração de 0,75M de sacarose combinada com ausência de DMSO. O comportamento do DMSO, no qual quanto menor a dose maior a viabilidade da sementes representados por essas variáveis (germinação, percentagens de folhas e comprimento de plântulas) deve-se provavelmente ao efeito fitotóxico como também ao estresse osmótico que este pode promover levando as células à morte ou modificando sua morfogenética conforme observado por Sakai (1995). Entretanto, conforme os resultados os crioprotetores apesar de agir reduzindo os danos celulares causados pelos efeitos das concentrações de sais no meio e possuírem estruturas que lhes permitem fazer ligações de hidrogênio com a molécula de água, diminuindo assim, a formação de cristais de gelo, não 37 permitindo o aumento do tamanho desses cristais e diminuindo a concentração de solutos nos meios extra e intra-celulares (SIMIONE e SHEEHAN, 1998). Para isso, de acordo com os resultados desse trabalho faz-se necessário estabelecer quantidades para cada material a ser utilizado como no caso em estudo em que 0,75 M de sacarose na ausência de DMSO foi onde obteve-se os melhores resultados para a germinação, percentagem de folhas e comprimento de plântulas. 5.6 Desinfestação de sementes de mangabeira A contaminação das sementes variou de acordo com a concentração de hipoclorito de sódio e o tempo de exposição. Na Figura 5.7 consta decréscimo na contaminação, com o aumento da concentração de hipoclorito de sódio, além da tendência de diminuição da contaminação com o aumento do tempo de exposição ao agente desinfestante, chegando a contaminação de 0% na concentração de hipoclorito à 5% no tempo de 20 minutos. Estes resultados concordam com os de Moraes (2007), que observou em gemas de abacaxizeiro cv.EMEPA 1 que com o aumento das concentrações de hipoclorito de sódio e do tempo de exposição houve diminuição da contaminação. Os gêneros de fungos encontrados na contaminação das sementes de mangabeira foram: Curvularia, Rhizopus e Penicillium, esses fungos são alguns dos principais que causam problemas nos tecidos cultivados in vitro segundo Oliveira et al. (2000). A ilustração dos fungos detectados nesse experimento encontra-se na Figura 3 do anexo. 38 2 2 2 2 2 2 Y= exp(-1078,43+323,54T-12,96T 792H-140,28H -185,09TH-1,424T H +7,54T H+32,83TH )/ 2 2 2 2 2 2 1+exp(-1078,43+323,54T-12,96T 792H-140,28H -185,09TH-1,424T H +7,54T H+32,83TH ) R2 = 0,89 Figura 5.8 Contaminação de sementes de mangabeira (H. speciosa) submetidas a desinfestação. A germinação das sementes submetidas a desinfestação variou de acordo com a concentração de hipoclorito de sódio e tempo de exposição (Figura 5.9). A medida que a concentração de hipoclorito e o tempo de exposição aumentou também aumentou a percentagem de germinação, observando-se que a desinfestação com hipoclorito à 5% por 20 minutos promoveu 98% de germinação das sementes de mangabeira. Na combinação de 1% de hipoclorito por 5 minutos a germinação foi de 82%. 39 2 2 2 2 2 2 Y= exp(-23,41+47,16T-2,183T +115,4H-6,662H -34,57TH-0,219T H +1,778T H+4,032TH )/ 2 2 2 2 2 2 1+exp(-23,41+47,16T-2,183T +115,4H-6,662H -34,57TH-0,219T H +1,778T H+4,032TH ) R2= 0,66 Figura 5.9 Germinação de sementes de mangabeira (H. speciosa) submetidas a desinfestação. 5.7 Estabelecimento das gemas apicais e laterais No estabelecimento das gemas apicais e laterais a presença do carvão ativo pode ter contribuído para diminuir a oxidação (Figuras 4 a 15 do anexo), uma vez que o carvão ativado adicionado ao meio de cultura, possui a capacidade de adsorver substâncias tóxicas liberadas pelos explantes ou impurezas de outros componentes (GRATTAPAGLIA e MACHADO, 1998). Na Tabela 5.7, observa-se através da análise de variância que não houve diferença estatistica dos dados analisados, ou seja, as concentrações de carvão ativado (0; 0,2; 0,4; 0,6; 0,8; 1,0%) no meio de cultivo não interferiram nas brotações apicais e laterais. Desta forma, Pan e Standen (1998) indicaram a hipótese de que a adição de carvão ativado no meio de cultura pode promover ou inibir o crescimento in vitro, a depender da concentração utilizada, fato confirmado por Nunes et al. (2008). 40 Tabela 5.6 Resumo da análise de variância do estabelecimento das gemas apicais e laterais de mangabeira (Hancornia speciosa G.) em meio MS com doses de carvão ativo. Fonte de variação Tratamentos Linear Quadrática Resíduo CV (%) GL (5) 1 1 84 *COMPAP 0,149711 NS 0,072086 NS 0,012698 NS 0,229317 34,84 Quadrados médios COMPLAT NUMFA 0,095467 NS 0,171111NS 0,018438 NS 0,214286 NS 0,016071 NS 0,134127 NS 0,079508 0,066667 49,18 23,96 NUMFLAT 0,151111 NS 0,003810 NS 0,003175 NS 0,077778 25,61 *COMPAP (Comprimento das gemas apicais), COMPLAT (Comprimento das gemas laterais), NUMFA (Número de folhas das gemas apicais), NUMFLAT (Número de folhas das gemas laterais) 5.8 Alongamento e multiplicação De acordo com a Figura 5.10 e Figura 16 do anexo, observa-se que na ausência de BAP em todas as doses de ANA obteve-se aproximadamente 70% de brotações apicais. As menores percentagens de brotações ocorreram quando a concentração de BAP foi de 0,83 mg.L-1 e a concentração de ANA de 1 mg.L-1 e já com a dose máxima de BAP de 2,5 mg.L-1 independentemente das doses de ANA ocorreram as maiores percentagens de brotações, aproximadamente de 85%. Esses dados colaboram com os de Fonseca et al., (2003) que obtiveram o maior número de brotações em mangabeira com as concentrações de 1,0 e 2,0 mg.L-1 de BAP, já com a utilização de 4,0 mg.L-1 de BAP reduziu em até quatro vezes a indução de novos brotos. O efeito benéfico do BAP na multiplicação das brotações pode ser relacionado com a influência desse regulador na divisão celular e na quebra de dormência das gemas axilares, até então inibidas pela dominância apical (BRUM et al., 2002). 41 2 2 2 2 Y= exp(105,08-155,56B+54,14B -156,48A+76,06A +43,67B A-38,98BA )/ 2 2 2 2 1+exp(105,08-155,56B+54,14B -156,48A+76,06A +43,67B A-38,98BA ) R2= 0,66 Figura 5.10 Alongamento e multiplicação de brotações apicais de mangabeira (H. speciosa) em função das doses de ANA e BAP. De acordo com a Figura 5.11 e Figura 17 do anexo, observa-se que as percentagens de brotações laterais foram baixas em relação as brotações apicais, tendo em vista que na dose mais elevada de BAP de 2,50 mg.L-1 e ausência de ANA, as brotações foram de aproximadamente 27,8%. Silva et al. (2005) em trabalho com Citrus reshni Hort. ex Tan., também constataram que as brotações apicais mostraram-se mais eficientes na indução da organogênese in vitro que as laterais. Quando utilizou-se 1 mg.L-1 de BAP e 1 mg.L-1 de ANA as brotações foram iguais a zero. Com ausência de BAP e elevação das dosagens de ANA observase que as brotações aumentaram. Da mesma forma, Andrade et al. (2006) verificaram que o aumento no número de brotações de Eucalyptus grandis Wood foi inversamente proporcional ao aumento da dosagem e do tempo de exposição ao BAP, o que evidencia que as concentrações mais elevadas dessa citocinina foram inibitórias para o processo de multiplicação. 42 2 2 2 Y= exp(94,47+248,62B+91,01B + 34,18A + 45,29A +12,28B A)/ 2 2 2 1+exp(94,47+248,62B+91,01B + 34,18A + 45,29A +12,28B A) R2=0,67 Figura 5.11 Alongamento e multiplicação de brotações laterais de mangabeira (H. speciosa) em função de doses de ANA e BAP. Não houve efeito significativo das doses de ANA e BAP para o comprimento das brotações laterais. Porém, houve efeito significativo das doses de BAP para o comprimento das gemas apicais (Figura 5.12), a medida que as doses de BAP aumentaram o comprimento das brotações apicais diminuíram, assim o BAP interferiu no comprimento das brotações. Apesar da utilização de citocinina ser essencial à multiplicação da parte aérea, o seu excesso é tóxico e pode resultar, entre outros efeitos, na redução do tamanho das folhas e encurtamento dos entrenós (LESHEN et al., 1988). Grattapaglia e Machado (1998) relatam também que a tendência de diminuição do comprimento de brotações a partir de determinada concentração pode decorrer de um possível efeito fitotóxico da citocinina. Esse efeito tóxico das citocininas pode provocar encurtamento dos caules e interferir até no enraizamento, pois segundo Pasqual (2001) altas taxas de citocininas podem reduzir o tamanho das brotações e estimular a ocorrência de hiperidricidade e formação de folhas anormais. 43 Figura 5.12 Comprimento de brotações apicais de mangabeira (H. speciosa) em função das doses de BAP. 5.9 Enraizamento De acordo com as Figuras 5.13, 5.14 e também na Figura 18 do anexo, observa-se que ocorreu indução de raízes nas brotações apicais e laterais utilizando-se as doses de AIB de 0 à 2,5 mg.L-1, opondo-se aos resultados de Soares et al. (2007b) que informam que o AIB induziu a formação de raízes em brotações de mangabeira somente na concentração de 3,0 mg.L-1. O número de raízes das brotações apicais variaram de acordo com as dosagens de AIB, observa-se que o tratamento com 1,0 mg.L-1 foi o que apresentou maior média para o número de raízes chegando a 2,5 média de raízes, enquanto nos demais tratamentos obteve-se em média 2,0 raízes por tratamento (Figura 5.13). Certas espécies, principalmente as lenhosas, enraízam com dificuldade ou não enraízam, mesmo na presença de auxinas e algumas espécies até dispensam o uso de reguladores de crescimento no seu enraizamento (ROHR e HANUS, 1987). 44 Figura 5.13 Número de raízes nas brotações apicais de mangabeira (H.speciosa) em função das doses de AIB. O número de raízes das brotações laterais variaram de acordo com as doses de AIB, observa-se que na dose 1 e 1,5 mg.L-1 de AIB ocorreu a indução de 2 raízes por tratamento, na dose de 0,5 mg.L-1 de AIB ocorreu a indução de apenas uma raiz, em 2,0 mg.L-1 de AIB ocorreu uma média de 1,6 raízes (Figura 4.14). Alfenas et al. (2004) indicaram a permanência dos explantes por 7 a 15 dias em meio de cultura contendo 1,0 mg.L-1 de AIB para se obter melhores respostas. 45 Figura 5.14 Número de raízes nas brotações laterais de mangabeira (H. speciosa) em função das doses de AIB. O comprimento das raízes provenientes das brotações apicais variaram com relação as doses de AIB, observa-se que as raízes provenientes de 0 e 1 mg.L-1 de AIB obtiveram aproximadamente 1,3 cm de comprimento; as raízes oriundas de 0,5 mg.L-1 de AIB obtiveram 2,8 cm de comprimento; as raízes que estavam em 1,5 mg.L-1 de AIB obtiveram 2,3 cm e as que estavam submetidas a 2 mg.L-1 de AIB obtiveram 1,5 cm de comprimento (Figura 5.15). 46 Figura 5.15 Comprimento de raízes das brotações apicais de mangabeira (H. speciosa) em função das doses de AIB. O comprimento das raízes provenientes das brotações laterais variaram com relação as doses de AIB, observa-se que em 0 e 1,5 mg.L-1 de AIB as raízes obtiveram 1cm de comprimento; já à 0,5 e 1,0 mg.L-1 de AIB as raízes obtiveram 0,5 cm de comprimento e em 2,0 mg.L-1 de AIB as raízes obtiveram 1,2 cm de comprimento (Figura 5.16). 47 Figura 5.16 Comprimento de raízes das brotações laterais de mangabeira (H. speciosa) em função das doses de AIB. Os resultados obtidos neste trabalho concordam ainda com as afirmações de Silva Júnior e Lédo (2006), de que o sucesso de um sistema de micropropagação depende do controle de grande número de fatores endógenos e exógenos, pois ocorre uma variação nas respostas morfogenéticas da mangabeira nas diferentes condições de cultivo in vitro, e também deve-se considerar o fato de que as plantas lenhosas, que contemplam grande parte das frutíferas, inclusive a mangabeira, apresentam dificuldades relevantes para o estabelecimento in vitro (ERIG e SCHUCH, 2003). 48 6. CONCLUSÕES A umidade do substrato, a temperatura e o tempo de armazenamento influenciam no vigor das plântulas; As sementes de mangaba apresentam melhor viabilidade quando armazenadas no substrato areia mais vermiculita mantido com teor de umidade de 30% à temperatura de 0°C por 60 dias; A temperatura de -22°C não foi satisfatória para o armazenamento das sementes de mangaba nos substratos (areia, vermiculita e areia mais vermiculita) e teores de umidades estudados (30, 40, 50 e 60%); O método da vitrificação não foi eficiente para a conservação dos embriões, havendo porém, efeito para germinação, percentagem de folhas e comprimento de plântulas originadas dos embriões que foram submetidos a DMSO e sacarose e colocados em meio MS; A concentração de 5% de hipoclorito de sódio por 20 minutos proporcionou o menor índice de contaminação e uma percentagem de germinação de 98%; O efeito isolado do BAP e ANA (mg.L-1) aumentaram o número de brotações apicais e laterais de mangabeira; A combinação das doses de BAP e ANA (mg.L-1) interferem no número de brotações apicais e laterais de mangabeira; O número de raízes provenientes das brotações apicais e laterais variou de 2 a 3 raízes por tratamento e tanto o número de raízes quanto o seu comprimento variaram de acordo com as doses de AIB (mg.L-1). 49 7. 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Resumo da análise de variância da germinação de sementes de mangabeiras (H.speciosa) armazenadas em substratos úmidos Fonte de variação TA SUBS TA x SUBS TP TA x TP SUBS x TP TA x SUBS x TP MES TA x MES SUBS x MES TA x SUBS x MES TP x MES TA x TP x MES SUBS x TP x MES TA x SUBS x TP x MES SUBS=1 TP=0°C MES=1 Linear Quadrática SUBS=1 TP=0°C MES=2 Linear Quadrática SUBS=1 TP=-22°C MES=1 Linear Quadrática SUBS=1 TP=-22°C MES=2 Linear Quadrática SUBS=1 TP=25°C MES=1 Linear Quadrática SUBS=2 TP=0°C MES=1 Linear Quadrática SUBS=2 TP=0°C MES=2 Linear Quadrática SUBS=2 TP=-22°C MES=1 Linear Quadrática SUBS=2 TP=-22°C MES=2 Linear Quadrática SUBS=2 TP=25°C MES=1 Linear Quadrática SUBS=3 TP=0°C MES=1 Linear Quadrática SUBS=3 TP=0°C MES=2 Linear Quadrática SUBS=3 TP=-22°C MES=1 Linear Quadrática SUBS=3 TP=-22°C MES=2 Linear Quadrática SUBS=3 TP=25°C MES=1 Linear Quadrática Resíduo CV % 3 2 6 2 6 4 12 1 3 2 6 1 3 2 6 Quadrados médios Germinação 0,35117008** 0,18835413** 0,01265229** 11,21179963** 0,18327365** 0,18814143** 0,04017131** 1,42166559** 0,00791590* 0,10067742** 0,01584393** 1,42166559** 0,00791590* 0,10067742** 0,01584393** 1 1 0,13450125** NS 0,00086569 1 1 0,13081759** NS 0,00030392 0 0 0,00 0,00 0 0 0,00 0,00 1 1 0,06000833** NS 0,00163030 1 1 1,35258443** 0,24901649* 1 1 0,36582230** 0,04883718** 0 0 0,00 0,00 0 0 0,00 0,00 1 1 0,02182179** 0,02528776** 1 1 0,13057546** NS 0,00377858 1 1 0,23256692** 0,03042101** 0 0 0,00 0,00 0 0 0,00 0,00 1 1 180 0,12425885** NS 0,00000947 0,00282185 15,34216 GL 64 NS, * e ** = não significativo, significativo a 5 e 1% de probabilidade, respectivamente, pelo teste F. Tabela 3. Resumo das análises de variância dos testes de vigor (comprimento e massa seca de plântulas de mangabeira) Quadrados médios do vigor Fonte de variação GL Comprimento (cm) Massa seca (g) Teor de água nos substratos(TA) 3 30,18056317** Substratos (SUBS) 2 9,83132152 NS TA x SUBS 6 3,28135737 NS Temperatura (TP) 1 4,91115385 NS TA x TP 3 5,94860882 NS SUBS x TP 2 9,22848214 NS TA x SUBS x TP 6 4,54894407 NS MÊS 1 81,01180700** TA x MÊS 3 12,50928810* SUBS x MÊS 2 7,21529874 NS TA x SUBS x MÊS 4 1,07605857 NS TP x MÊS 0 TA x TP x MÊS 0 SUBS x TP x MÊS 0 TA x SUBS x TP x MÊS 0 MÊS=1 Linear 1 7,14188997 NS Quadrática 1 0,53262600 NS MÊS=2 Linear 1 54,80723250** Quadrática 1 4,53139031 NS Resíduo 94 3,7967199 CV % 19,63860 ** Significativo a 1%, * Significativo a 5% e NS não siginificativo. 0,00873539 NS 0,00469881 NS 0,01438344** 0,00473850 NS 0,00968685 NS 0,00973675 NS 0,01049075* 0,00001945 NS 0,00781488 NS 0,00190787 NS 0,01345607* 0,01199516 NS 0,00770097 NS 0,03109232** 0,01568250 NS 0,00428034 101,5068 Tabela 4. Comprimento das plântulas resultantes da germinação das sementes de mangabeira (H. speciosa) após o primeiro e segundo mês de armazenamento à 0°C. Teor de água (%) Meses 30 40 50 60 1 10,60 a 11,07 a 9,93 a 10,15 a 2 10,08 a 8,78 b 6,57 b 7,20 b Médias seguidas de mesma letra na coluna não diferem a 5% de probabilidade pelo teste F. 65 Figura 1. Germinação em areia após armazenamento à 0°C (geladeira). Figura 2. Plântulas originadas de sementes estabelecidas em meio MS. 66 Curvularia Rhizopus Penicillium m Figura 3. Fungos detectados na contaminação das sementes. 67 T1 T1 -1 Figura 4. Brotação apical em 0mgL de CA -1 Figura 5. Brotação lateral em 0mg.L de CA T2 T2 -1 Figura 6. Brotação apical em 0,2mg.L de CA T3 -1 Figura 7. Botação lateral em 0,2mg.L de CA T3 -1 Figura 8. Brotação apical em 0,4 mg.L de CA -1 Figura 9. Brotação lateral em 0,4 mg.L de CA 68 T4 T4 -1 Figura 10. Brotação apical em 0,6mg.L de CA -1 Figura 11.Brotação lateral em 0,6mg.L de CA T5 T5 -1 Figura 12. Brotação apical em 0,8mg.L de CA T6 -1 Figura 13 .Brotação lateral em 0,8mg.L de CA T6 -1 Figura 14. Brotação apical em 1,0 mg.L de CA -1 Figura 15. Brotação lateral em 1,0mg.L de CA 69 Figura 16. Brotações apicais alongadas e multiplicadas no meio MS contendo os hormônios ANA e BAP. 70 Figura 17. Brotações laterais alongadas e multiplicadas no meio MS contendo ANA e BAP. 71 Figura 18. Brotações laterais e apicais enraizadas no meio MS contendo AIB. 72 The SAS System 22:19 Thursday, September 25, 2008 9 The GLIMMIX Procedure Model Information Data Set Response Variable (Events) Response Variable (Trials) Response Distribution Link Function Variance Function Variance Matrix Estimation Technique Degrees of Freedom Method Number Number Number Number of of of of WORK.VITR GER N Binomial Logit Default Diagonal Maximum Likelihood Residual Observations Read Observations Used Events Trials 160 160 9900 16000 Dimensions Columns in X Columns in Z Subjects (Blocks in V) Max Obs per Subject 15 0 1 160 Optimization Information Optimization Technique Parameters in Optimization Lower Boundaries Upper Boundaries Fixed Effects Newton-Raphson 13 0 0 Not Profiled Iteration History Iteration Restarts Evaluations Objective Function Change Max Gradient 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 4 4 3 3 3 3 3 3 3 6 5434.3961917 4471.0227726 3933.0786212 3841.981954 3827.8750229 3821.1779598 3818.5824223 3817.6198096 3817.2653758 3817.2150013 . 963.37341908 537.94415140 91.09666718 14.10693108 6.69706316 2.59553748 0.96261269 0.35443378 0.05037451 83.22037 66.43683 24.32387 2.845725 6.010414 3.521187 1.437806 0.537463 0.198178 0.149781 The SAS System 22:19 Thursday, September 25, 2008 10 The GLIMMIX Procedure Iteration History Iteration Restarts Evaluations Objective Function Change Max Gradient 10 11 12 13 0 0 0 0 6 6 143 11 3817.1769296 3817.1481559 3817.1432644 3817.1432644 0.03807173 0.02877366 0.00489154 -0.00000000 0.113204 0.085559 0.080859 0.080859 73 Convergence criterion (FCONV=2.220446E-16) satisfied. Fit Statistics -2 Log Likelihood AIC (smaller is better) AICC (smaller is better) BIC (smaller is better) CAIC (smaller is better) HQIC (smaller is better) Pearson Chi-Square Pearson Chi-Square / DF 7634.29 7660.29 7662.78 7700.26 7713.26 7676.52 9000.08 61.23 Parameter Estimates Effect Estimate Standard Error DF t Value Pr > |t| Intercept DMO SAC DMO^2 DMO*SAC SAC^2 DMO^3 DMO^2*SAC DMO*SAC^2 SAC^3 DMO^4 DMO^3*SAC DMO^2*SAC^2 DMO*SAC^3 SAC^4 2.1972 -7.5169 107.76 2.0390 -4.5407 -394.01 -0.1071 -5.2829 91.9116 356.97 0 0.2847 -1.1693 -63.8639 0 0.1054 3.3593 61.2886 0.9042 8.8129 220.98 0.04741 2.4131 40.5864 207.20 . 0.1279 0.9426 29.9487 . 147 147 147 147 147 147 147 147 147 147 . 147 147 147 . 20.84 -2.24 1.76 2.26 -0.52 -1.78 -2.26 -2.19 2.26 1.72 . 2.23 -1.24 -2.13 . <.0001 0.0267 0.0808 0.0256 0.6072 0.0767 0.0253 0.0302 0.0250 0.0870 . 0.0275 0.2167 0.0346 . The SAS System 22:19 Thursday, September 25, 2008 11 The GLIMMIX Procedure Type I Tests of Fixed Effects Effect DMO SAC DMO^2 DMO*SAC SAC^2 DMO^3 DMO^2*SAC DMO*SAC^2 SAC^3 DMO^4 DMO^3*SAC DMO^2*SAC^2 DMO*SAC^3 SAC^4 Num DF Den DF Chi-Square F Value Pr > ChiSq Pr > F 1 1 1 1 1 1 1 1 1 0 1 1 1 0 147 147 147 147 147 147 147 147 147 . 147 147 147 . 3.84 0.68 3.66 0.05 2.12 0.00 0.73 0.16 2.52 . 4.96 1.54 4.55 . 3.84 0.68 3.66 0.05 2.12 0.00 0.73 0.16 2.52 . 4.96 1.54 4.55 . 0.0501 0.4110 0.0556 0.8233 0.1457 0.9747 0.3941 0.6925 0.1125 . 0.0260 0.2148 0.0330 . 0.0520 0.4123 0.0575 0.8236 0.1478 0.9747 0.3955 0.6930 0.1147 . 0.0275 0.2167 0.0346 . The SAS System 22:19 Thursday, September 25, 2008 12 The GLIMMIX Procedure Model Information Data Set Response Variable (Events) Response Variable (Trials) Response Distribution WORK.VITR GER N Binomial 74 Link Function Variance Function Variance Matrix Estimation Technique Degrees of Freedom Method Number Number Number Number of of of of Logit Default Diagonal Maximum Likelihood Residual Observations Read Observations Used Events Trials 160 160 9900 16000 Dimensions Columns in X Columns in Z Subjects (Blocks in V) Max Obs per Subject 7 0 1 160 Optimization Information Optimization Technique Parameters in Optimization Lower Boundaries Upper Boundaries Fixed Effects Newton-Raphson 7 0 0 Not Profiled Iteration History Iteration Restarts Evaluations Objective Function Change Max Gradient 0 1 2 3 4 5 6 0 0 0 0 0 0 0 4 4 3 3 3 3 2 6139.0404647 5480.395913 4951.7943613 4877.9947536 4877.0717543 4877.0715264 4877.0715264 . 658.64455167 528.60155180 73.79960768 0.92299931 0.00022790 0.00000000 873.9867 772.0535 381.9079 35.02621 0.367119 0.000085 1.36E-11 Convergence criterion (GCONV=1E-8) satisfied. The SAS System 22:19 Thursday, September 25, 2008 13 The GLIMMIX Procedure Fit Statistics -2 Log Likelihood AIC (smaller is better) AICC (smaller is better) BIC (smaller is better) CAIC (smaller is better) HQIC (smaller is better) Pearson Chi-Square Pearson Chi-Square / DF 9754.14 9768.14 9768.88 9789.67 9796.67 9776.88 21136.17 138.14 Parameter Estimates Effect Estimate Standard Error DF t Value Pr > |t| Intercept DMO DMO*DMO SAC SAC*SAC DMO*DMO*SAC DMO*SAC*SAC 3.7846 0.2481 -0.05046 -11.1161 19.7610 0.07489 -1.7970 0.1143 0.02472 0.002182 0.6202 1.1545 0.005161 0.1114 153 153 153 153 153 153 153 33.10 10.04 -23.13 -17.92 17.12 14.51 -16.13 <.0001 <.0001 <.0001 <.0001 <.0001 <.0001 <.0001 75 Type I Tests of Fixed Effects Effect Num DF Den DF Chi-Square F Value Pr > ChiSq Pr > F 1 1 1 1 1 1 153 153 153 153 153 153 3094.58 259.80 0.93 159.57 13.66 260.16 3094.58 259.80 0.93 159.57 13.66 260.16 <.0001 <.0001 0.3343 <.0001 0.0002 <.0001 <.0001 <.0001 0.3359 <.0001 0.0003 <.0001 DMO DMO*DMO SAC SAC*SAC DMO*DMO*SAC DMO*SAC*SAC The SAS System 22:19 Thursday, September 25, 2008 14 The LOGISTIC Procedure Model Information Data Set Response Variable (Events) Response Variable (Trials) Model Optimization Technique Number Number Sum of Sum of WORK.VITR GER N binary logit Fisher's scoring of Observations Read of Observations Used Frequencies Read Frequencies Used GER N 160 160 16000 16000 Response Profile Ordered Value Binary Outcome 1 2 Total Frequency Event Nonevent 9900 6100 Model Convergence Status Convergence criterion (GCONV=1E-8) satisfied. Model Fit Statistics R-Square Criterion Intercept Only Intercept and Covariates AIC SC -2 Log L 21271.528 21279.208 21269.528 9768.143 9821.905 9754.143 0.5131 Max-rescaled R-Square 0.6978 Testing Global Null Hypothesis: BETA=0 Test Chi-Square DF Pr > ChiSq Likelihood Ratio Score Wald 11515.3849 9491.4066 4231.3595 6 6 6 <.0001 <.0001 <.0001 The SAS System 15 The LOGISTIC Procedure 22:19 Thursday, September 25, 2008 76 Analysis of Maximum Likelihood Estimates Parameter Intercept DMO DMO*DMO SAC SAC*SAC DMO*DMO*SAC DMO*SAC*SAC DF Estimate Standard Error Wald Chi-Square Pr > ChiSq 1 1 1 1 1 1 1 3.7846 0.2481 -0.0505 -11.1161 19.7609 0.0749 -1.7970 0.1143 0.0247 0.00218 0.6202 1.1545 0.00516 0.1114 1095.5220 100.7377 534.9370 321.2403 292.9529 210.5366 260.1556 <.0001 <.0001 <.0001 <.0001 <.0001 <.0001 <.0001 Association of Predicted Probabilities and Observed Responses Percent Concordant Percent Discordant Percent Tied Pairs 92.0 5.7 2.3 60390000 Somers' D Gamma Tau-a c The SAS System 0.863 0.883 0.407 0.931 22:19 Thursday, September 25, 2008 16 The GLIMMIX Procedure Model Information Data Set Response Variable Response Distribution Link Function Variance Function Variance Matrix Estimation Technique Degrees of Freedom Method WORK.VITR COMP Gaussian Identity Default Diagonal Restricted Maximum Likelihood Residual Number of Observations Read Number of Observations Used 160 102 Dimensions Covariance Parameters Columns in X Columns in Z Subjects (Blocks in V) Max Obs per Subject 1 15 0 1 102 Optimization Information Optimization Technique Parameters Lower Boundaries Upper Boundaries Fixed Effects None 14 1 0 Not Profiled Fit Statistics -2 Res Log Likelihood AIC (smaller is better) AICC (smaller is better) BIC (smaller is better) CAIC (smaller is better) HQIC (smaller is better) Pearson Chi-Square Pearson Chi-Square / DF 147.53 175.53 181.20 210.37 224.37 189.57 14.44 0.16 77 Parameter Estimates Effect Intercept DMO SAC DMO^2 DMO*SAC Estimate Standard Error DF t Value Pr > |t| 0.4704 0.08771 -2.8843 0.03689 -1.1603 0.1270 0.1797 1.8436 0.05238 0.4575 89 89 89 89 89 3.71 0.49 -1.56 0.70 -2.54 0.0004 0.6266 0.1212 0.4830 0.0130 The SAS System 22:19 Thursday, September 25, 2008 17 The GLIMMIX Procedure Parameter Estimates Effect Estimate Standard Error DF t Value Pr > |t| SAC^2 DMO^3 DMO^2*SAC DMO*SAC^2 SAC^3 DMO^4 DMO^3*SAC DMO^2*SAC^2 DMO*SAC^3 SAC^4 Scale 23.6130 -0.00482 0.1694 -2.6268 -24.7227 0 0.006366 -0.2805 5.1357 0 0.1623 6.4466 0.003521 0.07480 1.3325 5.6583 . 0.006011 0.05668 1.0684 . 0.02432 89 89 89 89 89 . 89 89 89 . . 3.66 -1.37 2.26 -1.97 -4.37 . 1.06 -4.95 4.81 . . 0.0004 0.1748 0.0260 0.0518 <.0001 . 0.2924 <.0001 <.0001 . . Type I Tests of Fixed Effects Effect DMO SAC DMO^2 DMO*SAC SAC^2 DMO^3 DMO^2*SAC DMO*SAC^2 SAC^3 DMO^4 DMO^3*SAC DMO^2*SAC^2 DMO*SAC^3 SAC^4 Num DF Den DF Chi-Square F Value Pr > ChiSq Pr > F 1 1 1 1 1 1 1 1 1 0 1 1 1 0 89 89 89 89 89 89 89 89 89 . 89 89 89 . 34.81 8.47 1.14 5.04 0.12 3.24 23.17 6.61 1.74 . 3.52 27.13 23.11 . 34.81 8.47 1.14 5.04 0.12 3.24 23.17 6.61 1.74 . 3.52 27.13 23.11 . <.0001 0.0036 0.2852 0.0248 0.7269 0.0717 <.0001 0.0102 0.1876 . 0.0608 <.0001 <.0001 . <.0001 0.0046 0.2881 0.0273 0.7277 0.0751 <.0001 0.0118 0.1909 . 0.0640 <.0001 <.0001 . The SAS System 22:19 Thursday, September 25, 2008 22 The LOGISTIC Procedure Model Information Data Set Response Variable Number of Response Levels Model Optimization Technique WORK.VITR COMP 19 cumulative logit Fisher's scoring Number of Observations Read Number of Observations Used Response Profile 160 102 COMP 78 Ordered Value COMP Total Frequency 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 0 0.2 0.3 0.4 0.5 0.6 0.7 0.8 0.9 1 1.1 1.2 1.3 1.5 2 2.3 2.5 2.7 3 1 10 16 6 14 4 6 1 1 22 2 5 1 5 2 2 2 1 1 Probabilities modeled are cumulated over the lower Ordered Values. NOTE: 58 observations were deleted due to missing values for the response or explanatory variables. Model Convergence Status Convergence criterion (GCONV=1E-8) satisfied. Score Test for the Proportional Odds Assumption Chi-Square DF Pr > ChiSq 456.0663 119 <.0001 The SAS System 22:19 Thursday, September 25, 2008 23 The LOGISTIC Procedure Model Fit Statistics Criterion AIC SC -2 Log L R-Square 0.3375 Intercept Only Intercept and Covariates 537.449 584.698 501.449 509.450 575.074 459.450 Max-rescaled R-Square 0.3400 Testing Global Null Hypothesis: BETA=0 Test Likelihood Ratio Score Wald Chi-Square DF Pr > ChiSq 41.9992 35.5020 35.5491 7 7 7 <.0001 <.0001 <.0001 Analysis of Maximum Likelihood Estimates Parameter Intercept 0 DF Estimate Standard Error Wald Chi-Square Pr > ChiSq 1 -5.6630 1.2019 22.1994 <.0001 79 Intercept Intercept Intercept Intercept Intercept Intercept Intercept Intercept Intercept Intercept Intercept Intercept Intercept Intercept Intercept Intercept Intercept DMO DMO*DMO SAC SAC*SAC DMO*DMO*SAC*SAC DMO*DMO*SAC DMO*SAC*SAC 0.2 0.3 0.4 0.5 0.6 0.7 0.8 0.9 1 1.1 1.2 1.3 1.5 2 2.3 2.5 2.7 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 -2.8279 -1.3794 -1.0117 -0.2651 -0.0624 0.2481 0.3010 0.3545 1.6805 1.8279 2.2459 2.3409 2.9210 3.2379 3.6717 4.3925 5.1021 -0.1729 0.0448 -0.1908 -3.5727 -0.0944 -0.0441 1.5236 0.6135 0.5214 0.5093 0.4964 0.4956 0.4966 0.4970 0.4975 0.5379 0.5454 0.5708 0.5774 0.6268 0.6619 0.7232 0.8744 1.1129 0.1924 0.0202 2.7603 3.6465 0.0733 0.0489 0.5771 The SAS System 21.2470 6.9994 3.9467 0.2851 0.0158 0.2496 0.3667 0.5078 9.7616 11.2318 15.4838 16.4366 21.7162 23.9274 25.7724 25.2348 21.0162 0.8077 4.9388 0.0048 0.9599 1.6597 0.8135 6.9687 <.0001 0.0082 0.0470 0.5934 0.8998 0.6173 0.5448 0.4761 0.0018 0.0008 <.0001 <.0001 <.0001 <.0001 <.0001 <.0001 <.0001 0.3688 0.0263 0.9449 0.3272 0.1976 0.3671 0.0083 22:19 Thursday, September 25, 2008 24 The LOGISTIC Procedure Association of Predicted Probabilities and Observed Responses Percent Concordant Percent Discordant Percent Tied Pairs 63.8 29.3 6.9 4604 Somers' D Gamma Tau-a c The SAS System 0.345 0.371 0.308 0.673 22:19 Thursday, September 25, 2008 27 The GLIMMIX Procedure Model Information Data Set Response Variable Response Distribution Link Function Variance Function Variance Matrix Estimation Technique Degrees of Freedom Method WORK.VITR COMP Gaussian Identity Default Diagonal Restricted Maximum Likelihood Residual Number of Observations Read Number of Observations Used 160 102 Dimensions Covariance Parameters Columns in X Columns in Z Subjects (Blocks in V) Max Obs per Subject 1 9 0 1 102 Optimization Information Optimization Technique Parameters Lower Boundaries Upper Boundaries None 10 1 0 80 Fixed Effects Not Profiled Fit Statistics -2 Res Log Likelihood AIC (smaller is better) AICC (smaller is better) BIC (smaller is better) CAIC (smaller is better) HQIC (smaller is better) Pearson Chi-Square Pearson Chi-Square / DF 162.94 182.94 185.63 208.27 218.27 193.17 19.91 0.21 Parameter Estimates Effect Estimate Standard Error DF t Value Pr > |t| Intercept DMO DMO*DMO SAC SAC*SAC 0.3664 0.3390 -0.03448 4.0948 -3.8298 0.1426 0.07239 0.006955 0.9096 1.1611 93 93 93 93 93 2.57 4.68 -4.96 4.50 -3.30 0.0117 <.0001 <.0001 <.0001 0.0014 The SAS System 22:19 Thursday, September 25, 2008 28 The GLIMMIX Procedure Parameter Estimates Effect DMO*SAC DMO*DMO*SAC*SAC DMO*DMO*SAC DMO*SAC*SAC Scale Estimate Standard Error DF t Value Pr > |t| -2.4006 -0.1862 0.1939 2.3751 0.2141 0.4109 0.04474 0.03714 0.5069 0.03140 93 93 93 93 . -5.84 -4.16 5.22 4.69 . <.0001 <.0001 <.0001 <.0001 . Type I Tests of Fixed Effects Effect DMO DMO*DMO SAC SAC*SAC DMO*SAC DMO*DMO*SAC*SAC DMO*DMO*SAC DMO*SAC*SAC Num DF Den DF Chi-Square F Value Pr > ChiSq Pr > F 1 1 1 1 1 1 1 1 93 93 93 93 93 93 93 93 26.38 1.09 6.19 0.00 3.90 14.23 5.32 21.96 26.38 1.09 6.19 0.00 3.90 14.23 5.32 21.96 <.0001 0.2956 0.0129 0.9542 0.0482 0.0002 0.0211 <.0001 <.0001 0.2983 0.0146 0.9543 0.0511 0.0003 0.0233 <.0001 The SAS System 22:19 Thursday, September 25, 2008 29 The GLIMMIX Procedure Model Information Data Set Response Variable Response Distribution Link Function Variance Function Variance Matrix Estimation Technique WORK.VITR NF Gaussian Identity Default Diagonal Restricted Maximum Likelihood 81 Degrees of Freedom Method Residual Number of Observations Read Number of Observations Used 160 102 Dimensions Covariance Parameters Columns in X Columns in Z Subjects (Blocks in V) Max Obs per Subject 1 15 0 1 102 Optimization Information Optimization Technique Parameters Lower Boundaries Upper Boundaries Fixed Effects None 14 1 0 Not Profiled Fit Statistics -2 Res Log Likelihood AIC (smaller is better) AICC (smaller is better) BIC (smaller is better) CAIC (smaller is better) HQIC (smaller is better) Pearson Chi-Square Pearson Chi-Square / DF 269.68 297.68 303.35 332.52 346.52 311.72 56.97 0.64 Parameter Estimates Effect Estimate Standard Error DF t Value Pr > |t| Intercept DMO SAC DMO^2 DMO*SAC 1.8106 0.5598 -2.2662 -0.04449 -2.7514 0.2522 0.3568 3.6617 0.1040 0.9087 89 89 89 89 89 7.18 1.57 -0.62 -0.43 -3.03 <.0001 0.1203 0.5376 0.6699 0.0032 The SAS System 22:19 Thursday, September 25, 2008 30 The GLIMMIX Procedure Parameter Estimates Effect Estimate Standard Error DF t Value Pr > |t| SAC^2 DMO^3 DMO^2*SAC DMO*SAC^2 SAC^3 DMO^4 DMO^3*SAC DMO^2*SAC^2 DMO*SAC^3 SAC^4 Scale 15.3515 -0.00095 0.2910 1.6174 -15.0680 0 -0.00081 -0.2570 0.9795 0 0.6401 12.8043 0.006993 0.1486 2.6467 11.2385 . 0.01194 0.1126 2.1221 . 0.09596 89 89 89 89 89 . 89 89 89 . . 1.20 -0.14 1.96 0.61 -1.34 . -0.07 -2.28 0.46 . . 0.2337 0.8924 0.0533 0.5427 0.1834 . 0.9462 0.0248 0.6455 . . Type I Tests of Fixed Effects Num Den 82 Effect DMO SAC DMO^2 DMO*SAC SAC^2 DMO^3 DMO^2*SAC DMO*SAC^2 SAC^3 DMO^4 DMO^3*SAC DMO^2*SAC^2 DMO*SAC^3 SAC^4 DF DF Chi-Square F Value Pr > ChiSq Pr > F 1 1 1 1 1 1 1 1 1 0 1 1 1 0 89 89 89 89 89 89 89 89 89 . 89 89 89 . 1.12 1.10 2.91 3.18 0.56 2.25 9.40 0.00 2.66 . 5.18 5.34 0.21 . 1.12 1.10 2.91 3.18 0.56 2.25 9.40 0.00 2.66 . 5.18 5.34 0.21 . 0.2905 0.2938 0.0879 0.0745 0.4530 0.1337 0.0022 0.9780 0.1031 . 0.0229 0.0209 0.6444 . 0.2934 0.2966 0.0914 0.0779 0.4550 0.1373 0.0029 0.9781 0.1066 . 0.0253 0.0232 0.6455 . The SAS System 22:19 Thursday, September 25, 2008 31 The GLIMMIX Procedure Model Information Data Set Response Variable Response Distribution Link Function Variance Function Variance Matrix Estimation Technique Degrees of Freedom Method WORK.VITR NF Gaussian Identity Default Diagonal Restricted Maximum Likelihood Residual Number of Observations Read Number of Observations Used 160 102 Dimensions Covariance Parameters Columns in X Columns in Z Subjects (Blocks in V) Max Obs per Subject 1 8 0 1 102 Optimization Information Optimization Technique Parameters Lower Boundaries Upper Boundaries Fixed Effects None 9 1 0 Not Profiled Fit Statistics -2 Res Log Likelihood AIC (smaller is better) AICC (smaller is better) BIC (smaller is better) CAIC (smaller is better) HQIC (smaller is better) Pearson Chi-Square Pearson Chi-Square / DF 274.15 292.15 294.29 315.04 324.04 301.40 64.68 0.69 Parameter Estimates Effect Intercept Estimate Standard Error DF t Value Pr > |t| 1.9902 0.2407 94 8.27 <.0001 83 DMO DMO*DMO SAC SAC*SAC 0.4065 -0.04004 -0.6824 2.1038 0.1099 0.01082 1.3172 1.6510 94 94 94 94 The SAS System 3.70 -3.70 -0.52 1.27 0.0004 0.0004 0.6056 0.2057 22:19 Thursday, September 25, 2008 32 The GLIMMIX Procedure Parameter Estimates Effect Estimate Standard Error DF t Value Pr > |t| DMO*SAC DMO*DMO*SAC*SAC DMO*DMO*SAC Scale -0.8070 -0.03418 0.09098 0.6881 0.2145 0.02936 0.03084 0.1004 94 94 94 . -3.76 -1.16 2.95 . 0.0003 0.2472 0.0040 . Type I Tests of Fixed Effects Effect DMO DMO*DMO SAC SAC*SAC DMO*SAC DMO*DMO*SAC*SAC DMO*DMO*SAC Num DF Den DF Chi-Square F Value Pr > ChiSq Pr > F 1 1 1 1 1 1 1 94 94 94 94 94 94 94 1.04 2.86 0.88 0.87 2.61 3.38 8.70 1.04 2.86 0.88 0.87 2.61 3.38 8.70 0.3080 0.0909 0.3493 0.3508 0.1060 0.0659 0.0032 0.3106 0.0942 0.3517 0.3532 0.1094 0.0691 0.0040 The SAS System 22:19 Thursday, September 25, 2008 33 The LOGISTIC Procedure Model Information Data Set Response Variable Number of Response Levels Model Optimization Technique WORK.VITR NF 5 cumulative logit Fisher's scoring Number of Observations Read Number of Observations Used NF 160 102 Response Profile Ordered Value NF Total Frequency 1 2 3 4 5 0 1 2 4 6 1 3 88 7 3 Probabilities modeled are cumulated over the lower Ordered Values. NOTE: 58 observations were deleted due to missing values for the response or explanatory variables. Model Convergence Status Convergence criterion (GCONV=1E-8) satisfied. Score Test for the Proportional Odds Assumption 84 Chi-Square DF Pr > ChiSq 7042.0615 21 <.0001 Model Fit Statistics Criterion AIC SC -2 Log L R-Square 0.2092 Intercept Only Intercept and Covariates 123.057 133.557 115.057 113.114 141.988 91.114 Max-rescaled R-Square The SAS System 0.3094 22:19 Thursday, September 25, 2008 34 The LOGISTIC Procedure Testing Global Null Hypothesis: BETA=0 Test Chi-Square DF Pr > ChiSq 23.9434 21.0386 16.1415 7 7 7 0.0012 0.0037 0.0239 Likelihood Ratio Score Wald Analysis of Maximum Likelihood Estimates Parameter Intercept Intercept Intercept Intercept DMO DMO*DMO SAC SAC*SAC DMO*SAC DMO*DMO*SAC*SAC DMO*DMO*SAC 0 1 2 4 DF Estimate Standard Error Wald Chi-Square Pr > ChiSq 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 -3.5498 -1.9685 5.7017 7.1958 -1.8947 0.1666 -4.7533 -2.0900 3.6139 0.1330 -0.3548 1.3010 0.8951 1.5755 1.6644 0.5679 0.0528 5.9970 6.7248 1.1276 0.1093 0.1361 7.4446 4.8359 13.0974 18.6917 11.1314 9.9758 0.6282 0.0966 10.2724 1.4814 6.7919 0.0064 0.0279 0.0003 <.0001 0.0008 0.0016 0.4280 0.7560 0.0014 0.2236 0.0092 Association of Predicted Probabilities and Observed Responses Percent Concordant Percent Discordant Percent Tied Pairs 81.9 11.6 6.5 1296 Somers' D Gamma Tau-a c The SAS System 01:09 Thursday, September 25, 2008 18 The GLIMMIX Procedure Model Information Data Set Response Variable (Events) 0.704 0.752 0.177 0.852 WORK.INFEST CONTAM 85 Response Variable (Trials) Response Distribution Link Function Variance Function Variance Matrix Estimation Technique Degrees of Freedom Method Number Number Number Number of of of of N Binomial Logit Default Diagonal Maximum Likelihood Residual Observations Read Observations Used Events Trials 321 300 25199.78 30000 Dimensions Columns in X Columns in Z Subjects (Blocks in V) Max Obs per Subject 15 0 1 300 Optimization Information Optimization Technique Parameters in Optimization Lower Boundaries Upper Boundaries Fixed Effects Newton-Raphson 14 0 0 Not Profiled Iteration History Iteration Restarts Evaluations Objective Function Change Max Gradient 0 1 2 3 4 5 6 0 0 0 0 0 0 0 4 3 3 3 3 3 2 6605.5364602 4064.8310534 3785.4371675 3771.1517042 3771.0431696 3771.043145 3771.043145 . 2540.7054069 279.39388590 14.28546324 0.10853468 0.00002453 0.00000000 4109.083 956.6964 171.5706 11.18329 0.095792 0.000023 6.04E-12 Convergence criterion (GCONV=1E-8) satisfied. Fit Statistics -2 Log Likelihood AIC (smaller is better) 7542.09 7570.09 The SAS System 01:09 Thursday, September 25, 2008 19 The GLIMMIX Procedure Fit Statistics AICC (smaller is better) BIC (smaller is better) CAIC (smaller is better) HQIC (smaller is better) Pearson Chi-Square Pearson Chi-Square / DF 7571.56 7621.94 7635.94 7590.84 12033.17 42.07 Parameter Estimates Effect Intercept Estimate Standard Error DF t Value Pr > |t| 5.7511 3.2531 286 1.77 0.0781 86 TEMP HIPOC TEMP^2 TEMP*HIPOC HIPOC^2 TEMP^3 TEMP^2*HIPOC TEMP*HIPOC^2 HIPOC^3 TEMP^4 TEMP^3*HIPOC TEMP^2*HIPOC^2 TEMP*HIPOC^3 HIPOC^4 -1.6253 2.9333 0.3234 -1.5524 1.3349 -0.01266 0.06579 0.2185 -0.5508 0 0.000376 -0.01394 0.01133 0.03753 0.9420 2.4234 0.08794 0.3216 1.1294 0.002470 0.02293 0.04555 0.2495 . 0.000606 0.001146 0.003360 0.01986 286 286 286 286 286 286 286 286 286 . 286 286 286 286 -1.73 1.21 3.68 -4.83 1.18 -5.12 2.87 4.80 -2.21 . 0.62 -12.16 3.37 1.89 0.0856 0.2271 0.0003 <.0001 0.2382 <.0001 0.0044 <.0001 0.0281 . 0.5358 <.0001 0.0008 0.0597 Type I Tests of Fixed Effects Effect TEMP HIPOC TEMP^2 TEMP*HIPOC HIPOC^2 TEMP^3 TEMP^2*HIPOC TEMP*HIPOC^2 HIPOC^3 TEMP^4 TEMP^3*HIPOC TEMP^2*HIPOC^2 TEMP*HIPOC^3 HIPOC^4 Num DF Den DF Chi-Square F Value Pr > ChiSq Pr > F 1 1 1 1 1 1 1 1 1 0 1 1 1 1 286 286 286 286 286 286 286 286 286 . 286 286 286 286 430.24 560.02 722.97 690.47 1.79 223.21 3.50 39.47 3.93 . 0.42 147.94 11.41 3.57 430.24 560.02 722.97 690.47 1.79 223.21 3.50 39.47 3.93 . 0.42 147.94 11.41 3.57 <.0001 <.0001 <.0001 <.0001 0.1809 <.0001 0.0614 <.0001 0.0475 . 0.5163 <.0001 0.0007 0.0587 <.0001 <.0001 <.0001 <.0001 0.1819 <.0001 0.0625 <.0001 0.0485 . 0.5168 <.0001 0.0008 0.0597 The SAS System 01:09 Thursday, September 25, 2008 20 The GLIMMIX Procedure Model Information Data Set Response Variable (Events) Response Variable (Trials) Response Distribution Link Function Variance Function Variance Matrix Estimation Technique Degrees of Freedom Method Number Number Number Number of of of of WORK.INFEST CONTAM N Binomial Logit Default Diagonal Maximum Likelihood Residual Observations Read Observations Used Events Trials 321 300 25199.78 30000 Dimensions Columns in X Columns in Z Subjects (Blocks in V) Max Obs per Subject 9 0 1 300 Optimization Information Optimization Technique Parameters in Optimization Lower Boundaries Upper Boundaries Newton-Raphson 9 0 0 87 Fixed Effects Not Profiled Iteration History Iteration Restarts Evaluations Objective Function Change Max Gradient 0 1 2 3 4 5 0 0 0 0 0 0 4 3 3 3 3 3 7471.0300053 4535.934683 4167.5651397 4145.8035393 4145.6385206 4145.6385042 . 2935.0953222 368.36954332 21.76160046 0.16501864 0.00001644 4478.9 1068.468 205.2475 15.52288 0.136957 0.000014 Convergence criterion (GCONV=1E-8) satisfied. Fit Statistics -2 Log Likelihood AIC (smaller is better) AICC (smaller is better) 8291.28 8309.28 8309.90 The SAS System 01:09 Thursday, September 25, 2008 21 The GLIMMIX Procedure Fit Statistics BIC (smaller is better) CAIC (smaller is better) HQIC (smaller is better) Pearson Chi-Square Pearson Chi-Square / DF 8342.61 8351.61 8322.62 18496.25 63.56 Parameter Estimates Effect Estimate Standard Error DF t Value Pr > |t| Intercept TEMP TEMP*TEMP HIPOC HIPOC*HIPOC TEMP*HIPOC TEMP*TEMP*HIPO*HIPOC TEMP*TEMP*HIPOC TEMP*HIPOC*HIPOC -10.7843 3.2354 -0.1296 7.9200 -1.4028 -1.8509 -0.01424 0.07541 0.3283 1.1069 0.2584 0.01036 0.6880 0.1017 0.1555 0.000930 0.006280 0.02267 291 291 291 291 291 291 291 291 291 -9.74 12.52 -12.51 11.51 -13.80 -11.90 -15.31 12.01 14.49 <.0001 <.0001 <.0001 <.0001 <.0001 <.0001 <.0001 <.0001 <.0001 Type I Tests of Fixed Effects Effect TEMP TEMP*TEMP HIPOC HIPOC*HIPOC TEMP*HIPOC TEMP*TEMP*HIPO*HIPOC TEMP*TEMP*HIPOC TEMP*HIPOC*HIPOC Num DF Den DF Chi-Square F Value Pr > ChiSq Pr > F 1 1 1 1 1 1 1 1 291 291 291 291 291 291 291 291 1759.04 1185.07 676.91 2.53 1181.64 143.45 0.56 209.86 1759.04 1185.07 676.91 2.53 1181.64 143.45 0.56 209.86 <.0001 <.0001 <.0001 0.1119 <.0001 <.0001 0.4537 <.0001 <.0001 <.0001 <.0001 0.1130 <.0001 <.0001 0.4543 <.0001 The SAS System 22 The LOGISTIC Procedure Model Information 01:09 Thursday, September 25, 2008 88 Data Set Response Variable (Events) Response Variable (Trials) Model Optimization Technique Number Number Sum of Sum of WORK.INFEST CONTAM N binary logit Fisher's scoring of Observations Read of Observations Used Frequencies Read Frequencies Used CONTAM N 321 300 30000 30000 Response Profile Ordered Value 1 2 Binary Outcome Total Frequency Event Nonevent 25199.78 4800.22 NOTE: 21 observations were deleted due to missing values for the response or explanatory variables. Model Convergence Status Convergence criterion (GCONV=1E-8) satisfied. Model Fit Statistics R-Square Criterion Intercept Only Intercept and Covariates AIC SC -2 Log L 26382.922 26391.231 26380.922 12959.092 13033.873 12941.092 0.3611 Max-rescaled R-Square 0.6173 Testing Global Null Hypothesis: BETA=0 Test Chi-Square DF Pr > ChiSq Likelihood Ratio Score Wald 13439.8300 15898.9264 4225.2800 8 8 8 <.0001 <.0001 <.0001 The SAS System 01:09 Thursday, September 25, 2008 23 The LOGISTIC Procedure Analysis of Maximum Likelihood Estimates Parameter Intercept TEMP TEMP*TEMP HIPOC HIPOC*HIPOC TEMP*HIPOC TEMP*TEMP*HIPO*HIPOC TEMP*TEMP*HIPOC TEMP*HIPOC*HIPOC DF Estimate Standard Error Wald Chi-Square Pr > ChiSq 1 1 1 1 1 1 1 1 1 -10.7833 3.2352 -0.1296 7.9195 -1.4028 -1.8508 -0.0142 0.0754 0.3283 1.1068 0.2584 0.0104 0.6880 0.1017 0.1555 0.000930 0.00628 0.0227 94.9204 156.8042 156.3817 132.5144 190.3373 141.6701 234.2752 144.1997 209.8552 <.0001 <.0001 <.0001 <.0001 <.0001 <.0001 <.0001 <.0001 <.0001 89 Association of Predicted Probabilities and Observed Responses Percent Concordant Percent Discordant Percent Tied Pairs 87.8 10.0 2.2 120964487.95 Somers' D Gamma Tau-a c The SAS System 0.777 0.795 0.209 0.889 01:09 Thursday, September 25, 2008 1 The GLIMMIX Procedure Model Information Data Set Response Variable (Events) Response Variable (Trials) Response Distribution Link Function Variance Function Variance Matrix Estimation Technique Degrees of Freedom Method Number Number Number Number of of of of WORK.INFEST GERM N Binomial Logit Default Diagonal Maximum Likelihood Residual Observations Read Observations Used Events Trials 321 300 27032.97 30000 Dimensions Columns in X Columns in Z Subjects (Blocks in V) Max Obs per Subject 15 0 1 300 Optimization Information Optimization Technique Parameters in Optimization Lower Boundaries Upper Boundaries Fixed Effects Newton-Raphson 14 0 0 Not Profiled Iteration History Iteration Restarts Evaluations Objective Function Change Max Gradient 0 1 2 3 4 5 6 0 0 0 0 0 0 0 4 3 3 3 3 3 3 8167.2443257 5613.0617311 5399.0409951 5389.8946484 5389.7873741 5389.7873017 5389.7873017 . 2554.1825946 214.02073598 9.14634674 0.10727425 0.00007248 0.00000000 4928.069 1011.768 136.6761 7.287605 0.098274 0.000069 4.8E-11 Convergence criterion (GCONV=1E-8) satisfied. The SAS System 2 The GLIMMIX Procedure Fit Statistics 01:09 Thursday, September 25, 2008 90 -2 Log Likelihood AIC (smaller is better) AICC (smaller is better) BIC (smaller is better) CAIC (smaller is better) HQIC (smaller is better) Pearson Chi-Square Pearson Chi-Square / DF 10779.57 10807.57 10809.05 10859.43 10873.43 10828.33 14470.82 50.60 Parameter Estimates Effect Estimate Standard Error DF t Value Pr > |t| Intercept TEMP HIPOC TEMP^2 TEMP*HIPOC HIPOC^2 TEMP^3 TEMP^2*HIPOC TEMP*HIPOC^2 HIPOC^3 TEMP^4 TEMP^3*HIPOC TEMP^2*HIPOC^2 TEMP*HIPOC^3 HIPOC^4 6.2800 -2.6517 4.3898 0.2665 0.3462 -3.0030 -0.00773 -0.04795 0.04851 0.6270 0 0.001692 -0.00162 -0.00214 -0.04536 1.1435 0.2430 1.4656 0.02130 0.1174 0.7969 0.000580 0.007340 0.02606 0.1849 . 0.000188 0.000519 0.002451 0.01530 286 286 286 286 286 286 286 286 286 286 . 286 286 286 286 5.49 -10.91 3.00 12.51 2.95 -3.77 -13.34 -6.53 1.86 3.39 . 9.01 -3.12 -0.87 -2.96 <.0001 <.0001 0.0030 <.0001 0.0035 0.0002 <.0001 <.0001 0.0637 0.0008 . <.0001 0.0020 0.3845 0.0033 Type I Tests of Fixed Effects Effect TEMP HIPOC TEMP^2 TEMP*HIPOC HIPOC^2 TEMP^3 TEMP^2*HIPOC TEMP*HIPOC^2 HIPOC^3 TEMP^4 TEMP^3*HIPOC TEMP^2*HIPOC^2 TEMP*HIPOC^3 Num DF Den DF Chi-Square F Value Pr > ChiSq Pr > F 1 1 1 1 1 1 1 1 1 0 1 1 1 286 286 286 286 286 286 286 286 286 . 286 286 286 189.25 323.11 31.10 9.23 14.63 110.10 69.37 17.78 18.35 . 81.30 9.72 0.79 189.25 323.11 31.10 9.23 14.63 110.10 69.37 17.78 18.35 . 81.30 9.72 0.79 <.0001 <.0001 <.0001 0.0024 0.0001 <.0001 <.0001 <.0001 <.0001 . <.0001 0.0018 0.3752 <.0001 <.0001 <.0001 0.0026 0.0002 <.0001 <.0001 <.0001 <.0001 . <.0001 0.0020 0.3760 The SAS System 01:09 Thursday, September 25, 2008 6 The GLIMMIX Procedure Model Information Data Set Response Variable (Events) Response Variable (Trials) Response Distribution Link Function Variance Function Variance Matrix Estimation Technique Degrees of Freedom Method WORK.INFEST GERM N Binomial Logit Default Diagonal Maximum Likelihood Residual Number of Observations Read Number of Observations Used Number of Events 321 300 27032.97 91 Number of Trials 30000 Dimensions Columns in X Columns in Z Subjects (Blocks in V) Max Obs per Subject 9 0 1 300 Optimization Information Optimization Technique Parameters in Optimization Lower Boundaries Upper Boundaries Fixed Effects Newton-Raphson 9 0 0 Not Profiled Iteration History Iteration Restarts Evaluations Objective Function Change Max Gradient 0 1 2 3 4 5 6 0 0 0 0 0 0 0 4 3 3 3 3 3 2 8448.7626557 5760.7114333 5545.6461806 5536.6063294 5536.509698 5536.5096627 5536.5096627 . 2688.0512224 215.06525265 9.03985126 0.09663135 0.00003531 -0.00000000 5161.388 1058.128 136.7154 7.203842 0.088279 0.000033 7.54E-12 Convergence criterion (GCONV=1E-8) satisfied. The SAS System 01:09 Thursday, September 25, 2008 7 The GLIMMIX Procedure Fit Statistics -2 Log Likelihood AIC (smaller is better) AICC (smaller is better) BIC (smaller is better) CAIC (smaller is better) HQIC (smaller is better) Pearson Chi-Square Pearson Chi-Square / DF 11073.02 11091.02 11091.64 11124.35 11133.35 11104.36 14551.57 50.01 Parameter Estimates Effect Estimate Standard Error DF t Value Pr > |t| Intercept TEMP TEMP*TEMP HIPOC HIPOC*HIPOC TEMP*HIPOC TEMP*TEMP*HIPO*HIPOC TEMP*TEMP*HIPOC TEMP*HIPOC*HIPOC -0.2341 0.4716 -0.02183 1.1540 -0.06662 -0.3457 -0.00219 0.01778 0.04032 0.4610 0.08687 0.003499 0.3790 0.06593 0.07160 0.000512 0.002930 0.01244 291 291 291 291 291 291 291 291 291 -0.51 5.43 -6.24 3.04 -1.01 -4.83 -4.28 6.07 3.24 0.6119 <.0001 <.0001 0.0025 0.3131 <.0001 <.0001 <.0001 0.0013 Type I Tests of Fixed Effects Effect TEMP Num DF Den DF Chi-Square F Value Pr > ChiSq Pr > F 1 291 203.22 203.22 <.0001 <.0001 92 TEMP*TEMP HIPOC HIPOC*HIPOC TEMP*HIPOC TEMP*TEMP*HIPO*HIPOC TEMP*TEMP*HIPOC TEMP*HIPOC*HIPOC 1 1 1 1 1 1 1 291 291 291 291 291 291 291 70.61 393.64 4.38 14.49 0.01 108.56 10.50 70.61 393.64 4.38 14.49 0.01 108.56 10.50 The SAS System <.0001 <.0001 0.0364 0.0001 0.9409 <.0001 0.0012 <.0001 <.0001 0.0372 0.0002 0.9409 <.0001 0.0013 01:09 Thursday, September 25, 2008 10 The LOGISTIC Procedure Model Information Data Set Response Variable (Events) Response Variable (Trials) Model Optimization Technique Number Number Sum of Sum of WORK.INFEST GERM N binary logit Fisher's scoring of Observations Read of Observations Used Frequencies Read Frequencies Used GERM N 321 300 30000 30000 Response Profile Ordered Value 1 2 Binary Outcome Total Frequency Event Nonevent 27032.97 2967.03 NOTE: 21 observations were deleted due to missing values for the response or explanatory variables. Model Convergence Status Convergence criterion (GCONV=1E-8) satisfied. Model Fit Statistics R-Square Criterion Intercept Only Intercept and Covariates AIC SC -2 Log L 19361.689 19369.998 19359.689 18555.239 18630.019 18537.239 0.0270 Max-rescaled R-Square The SAS System 0.0569 01:09 Thursday, September 25, 2008 11 The LOGISTIC Procedure Testing Global Null Hypothesis: BETA=0 Test Likelihood Ratio Score Wald Chi-Square DF Pr > ChiSq 822.4510 741.3238 653.1128 8 8 8 <.0001 <.0001 <.0001 93 Analysis of Maximum Likelihood Estimates Parameter Intercept TEMP TEMP*TEMP HIPOC HIPOC*HIPOC TEMP*HIPOC TEMP*TEMP*HIPO*HIPOC TEMP*TEMP*HIPOC TEMP*HIPOC*HIPOC DF Estimate Standard Error Wald Chi-Square Pr > ChiSq 1 1 1 1 1 1 1 1 1 -0.2341 0.4716 -0.0218 1.1540 -0.0666 -0.3457 -0.00219 0.0178 0.0403 0.4610 0.0869 0.00350 0.3790 0.0659 0.0716 0.000512 0.00293 0.0124 0.2580 29.4737 38.9378 9.2693 1.0213 23.3113 18.2868 36.8272 10.5001 0.6115 <.0001 <.0001 0.0023 0.3122 <.0001 <.0001 <.0001 0.0012 Association of Predicted Probabilities and Observed Responses Percent Concordant Percent Discordant Percent Tied Pairs 63.3 31.8 4.8 80207632.979 Somers' D Gamma Tau-a c The SAS System 0.315 0.331 0.056 0.658 21:41 Monday, November 19, 2001 1 The GLM Procedure Class Level Information Class Levels Values BAP 5 0 1 1.5 2 2.5 ANA 5 0 0.25 0.5 0.75 1 REP 6 1 2 3 4 5 6 Number of observations 250 NOTE: All dependent variables are consistent with respect to the presence or absence of missing values. However only 151 observations can be used in this analysis The SAS System 21:41 Monday, November 19, 2001 The GLM Procedure Dependent Variable: COMP COMP Source DF Sum of Squares Mean Square F Value Pr > F Model 24 6074.62795 253.10950 2.37 0.0011 Error 126 13441.05881 106.67507 Corrected Total 150 19515.68675 Source BAP ANA R-Square Coeff Var Root MSE COMP Mean 0.311269 468.4838 10.32836 2.204636 DF Type III SS Mean Square F Value Pr > F 4 4 949.717101 990.621387 237.429275 247.655347 2.23 2.32 0.0699 0.0603 2 94 BAP*ANA 16 4136.871050 258.554441 2.42 0.0033 Contrast DF Contrast SS Mean Square F Value Pr > F 1 1 1 1 1 129.8892000 50.6905663 0.6686451 348.2527685 0.2360167 129.8892000 50.6905663 0.6686451 348.2527685 0.2360167 1.22 0.48 0.01 3.26 0.00 0.2719 0.4919 0.9370 0.0732 0.9626 BL BQ AL AQ BLAL The SAS System 21:41 Monday, November 19, 2001 3 The GLM Procedure Dependent Variable: COMPLAT COMPLAT Source DF Sum of Squares Mean Square F Value Pr > F Model 24 14.39815043 0.59992293 1.37 0.1327 Error 126 54.98357143 0.43637755 Corrected Total 150 69.38172185 R-Square Coeff Var Root MSE COMPLAT Mean 0.207521 127.5561 0.660589 0.517881 Source DF Type III SS Mean Square F Value Pr > F BAP ANA BAP*ANA 4 4 16 7.09358452 0.11525118 7.24069901 1.77339613 0.02881280 0.45254369 4.06 0.07 1.04 0.0039 0.9919 0.4230 Contrast DF Contrast SS Mean Square F Value Pr > F 1 1 1 1 1 0.43320000 5.72345875 0.03242189 0.03241017 0.32201667 0.43320000 5.72345875 0.03242189 0.03241017 0.32201667 0.99 13.12 0.07 0.07 0.74 0.3210 0.0004 0.7856 0.7857 0.3920 BL BQ AL AQ BLAL The SAS System 14:35 Thursday, September 25, 2008 1 The GLIMMIX Procedure Model Information Data Set Response Variable (Events) Response Variable (Trials) Response Distribution Link Function Variance Function Variance Matrix Estimation Technique Degrees of Freedom Method Number Number Number Number of of of of WORK.ANABAP BAPICAL N Binomial Logit Default Diagonal Maximum Likelihood Residual Observations Read Observations Used Events Trials Dimensions 250 151 8300 15100 95 Columns in X Columns in Z Subjects (Blocks in V) Max Obs per Subject 15 0 1 151 Optimization Information Optimization Technique Parameters in Optimization Lower Boundaries Upper Boundaries Fixed Effects Newton-Raphson 15 0 0 Not Profiled Iteration History Iteration Restarts Evaluations Objective Function Change Max Gradient 0 1 2 3 4 5 0 0 0 0 0 0 4 4 3 3 3 3 11306.888143 9885.1391698 9547.1317481 9536.0462489 9536.041749 9536.041749 . 1421.7489735 338.00742168 11.08549917 0.00449994 0.00000000 890.0247 444.019 96.10034 1.763236 0.000939 5.25E-10 Convergence criterion (GCONV=1E-8) satisfied. The SAS System 14:35 Thursday, September 25, 2008 2 The GLIMMIX Procedure Fit Statistics -2 Log Likelihood AIC (smaller is better) AICC (smaller is better) BIC (smaller is better) CAIC (smaller is better) HQIC (smaller is better) Pearson Chi-Square Pearson Chi-Square / DF 19072.08 19102.08 19105.64 19147.34 19162.34 19120.47 15093.75 110.98 Parameter Estimates Effect Estimate Standard Error DF t Value Pr > |t| Intercept BAP ANA BAP^2 BAP*ANA ANA^2 BAP^3 BAP^2*ANA BAP*ANA^2 ANA^3 BAP^4 BAP^3*ANA BAP^2*ANA^2 BAP*ANA^3 ANA^4 0.6106 0.9912 4.1963 -1.8103 -0.9289 -26.2312 0.3182 5.7294 -11.6288 44.3939 0.1094 -1.9871 2.8742 3.9454 -22.4060 0.08349 0.7463 1.0717 1.3032 0.9420 4.5126 0.7438 0.6206 1.3543 6.8103 0.1370 0.1481 0.2606 0.7776 3.3537 136 136 136 136 136 136 136 136 136 136 136 136 136 136 136 7.31 1.33 3.92 -1.39 -0.99 -5.81 0.43 9.23 -8.59 6.52 0.80 -13.41 11.03 5.07 -6.68 <.0001 0.1864 0.0001 0.1671 0.3258 <.0001 0.6695 <.0001 <.0001 <.0001 0.4257 <.0001 <.0001 <.0001 <.0001 Type I Tests of Fixed Effects Effect BAP Num DF Den DF Chi-Square F Value Pr > ChiSq Pr > F 1 136 87.53 87.53 <.0001 <.0001 96 ANA BAP^2 BAP*ANA ANA^2 BAP^3 BAP^2*ANA BAP*ANA^2 ANA^3 BAP^4 BAP^3*ANA BAP^2*ANA^2 BAP*ANA^3 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 136 136 136 136 136 136 136 136 136 136 136 136 9.31 894.26 106.08 3.14 2.17 167.61 42.65 61.09 1.82 184.98 122.00 25.73 9.31 894.26 106.08 3.14 2.17 167.61 42.65 61.09 1.82 184.98 122.00 25.73 The SAS System 0.0023 <.0001 <.0001 0.0764 0.1411 <.0001 <.0001 <.0001 0.1769 <.0001 <.0001 <.0001 0.0027 <.0001 <.0001 0.0786 0.1435 <.0001 <.0001 <.0001 0.1791 <.0001 <.0001 <.0001 14:35 Thursday, September 25, 2008 3 The GLIMMIX Procedure Type I Tests of Fixed Effects Effect ANA^4 Num DF Den DF Chi-Square F Value Pr > ChiSq Pr > F 1 136 44.63 44.63 <.0001 <.0001 The SAS System 14:35 Thursday, September 25, 2008 4 The GLIMMIX Procedure Model Information Data Set Response Variable (Events) Response Variable (Trials) Response Distribution Link Function Variance Function Variance Matrix Estimation Technique Degrees of Freedom Method Number Number Number Number of of of of WORK.ANABAP BAPICAL N Binomial Logit Default Diagonal Maximum Likelihood Residual Observations Read Observations Used Events Trials 250 151 8300 15100 Dimensions Columns in X Columns in Z Subjects (Blocks in V) Max Obs per Subject 7 0 1 151 Optimization Information Optimization Technique Parameters in Optimization Lower Boundaries Upper Boundaries Fixed Effects Newton-Raphson 7 0 0 Not Profiled Iteration History Iteration Restarts Evaluations Objective Function Change Max Gradient 0 1 2 0 0 0 4 4 3 11339.879074 9902.1527154 9821.1411532 . 1437.7263584 81.01156223 571.624 70.99405 17.39145 97 3 4 0 0 3 3 9820.814074 9820.8140693 0.32707920 0.00000465 0.080608 1.294E-6 Convergence criterion (GCONV=1E-8) satisfied. The SAS System 14:35 Thursday, September 25, 2008 5 The GLIMMIX Procedure Fit Statistics -2 Log Likelihood AIC (smaller is better) AICC (smaller is better) BIC (smaller is better) CAIC (smaller is better) HQIC (smaller is better) Pearson Chi-Square Pearson Chi-Square / DF 19641.63 19655.63 19656.41 19676.75 19683.75 19664.21 15120.39 105.00 Parameter Estimates Effect Intercept BAP BAP*BAP ANA ANA*ANA BAP*BAP*ANA BAP*ANA*ANA Estimate Standard Error DF t Value Pr > |t| 1.0508 -1.5556 0.5414 -1.5648 0.7606 0.4367 -0.3898 0.05963 0.08142 0.03608 0.2200 0.2407 0.05368 0.1310 144 144 144 144 144 144 144 17.62 -19.10 15.01 -7.11 3.16 8.14 -2.97 <.0001 <.0001 <.0001 <.0001 0.0019 <.0001 0.0034 Type I Tests of Fixed Effects Effect BAP BAP*BAP ANA ANA*ANA BAP*BAP*ANA BAP*ANA*ANA Num DF Den DF Chi-Square F Value Pr > ChiSq Pr > F 1 1 1 1 1 1 144 144 144 144 144 144 66.09 865.44 11.53 1.68 164.18 8.85 66.09 865.44 11.53 1.68 164.18 8.85 <.0001 <.0001 0.0007 0.1943 <.0001 0.0029 <.0001 <.0001 0.0009 0.1964 <.0001 0.0034 The SAS System 14:35 Thursday, September 25, 2008 6 The LOGISTIC Procedure Model Information Data Set Response Variable (Events) Response Variable (Trials) Model Optimization Technique Number Number Sum of Sum of WORK.ANABAP BAPICAL N binary logit Fisher's scoring of Observations Read of Observations Used Frequencies Read Frequencies Used 250 151 15200 15100 Response Profile Ordered Value 1 Binary Outcome Event Total Frequency 8300 BAPICAL N 98 2 Nonevent 6800 NOTE: 99 observations were deleted due to missing values for the response or explanatory variables. Model Convergence Status Convergence criterion (GCONV=1E-8) satisfied. Model Fit Statistics Criterion Intercept Only Intercept and Covariates AIC SC -2 Log L 20785.792 20793.415 20783.792 19655.628 19708.985 19641.628 R-Square 0.0729 Max-rescaled R-Square The SAS System 0.0975 14:35 Thursday, September 25, 2008 7 The LOGISTIC Procedure Testing Global Null Hypothesis: BETA=0 Test Likelihood Ratio Score Wald Chi-Square DF Pr > ChiSq 1142.1641 1099.4373 1029.6997 6 6 6 <.0001 <.0001 <.0001 Analysis of Maximum Likelihood Estimates Parameter Intercept BAP BAP*BAP ANA ANA*ANA BAP*BAP*ANA BAP*ANA*ANA DF Estimate Standard Error Wald Chi-Square Pr > ChiSq 1 1 1 1 1 1 1 1.0508 -1.5556 0.5414 -1.5648 0.7606 0.4367 -0.3898 0.0596 0.0814 0.0361 0.2200 0.2407 0.0537 0.1310 310.4949 364.9972 225.1650 50.5982 9.9886 66.1933 8.8458 <.0001 <.0001 <.0001 <.0001 0.0016 <.0001 0.0029 Association of Predicted Probabilities and Observed Responses Percent Concordant Percent Discordant Percent Tied Pairs 64.3 32.3 3.4 56440000 Somers' D Gamma Tau-a c The SAS System 14:54 Thursday, September 25, 2008 1 The GLIMMIX Procedure Model Information Data Set Response Variable (Events) Response Variable (Trials) Response Distribution 0.320 0.331 0.158 0.660 WORK.ANABAP BLATERAL N Binomial 99 Link Function Variance Function Variance Matrix Estimation Technique Degrees of Freedom Method Number Number Number Number of of of of Logit Default Diagonal Maximum Likelihood Residual Observations Read Observations Used Events Trials 250 152 6700 15200 Dimensions Columns in X Columns in Z Subjects (Blocks in V) Max Obs per Subject 15 0 1 152 Optimization Information Optimization Technique Parameters in Optimization Lower Boundaries Upper Boundaries Fixed Effects Newton-Raphson 15 0 0 Not Profiled Iteration History Iteration Restarts Evaluations Objective Function Change Max Gradient 0 1 2 3 4 5 0 0 0 0 0 0 4 4 3 3 3 3 11882.012253 9888.6007414 9342.7318125 9319.346043 9319.3297735 9319.3297735 . 1993.4115120 545.86892881 23.38576959 0.01626941 0.00000002 593.8308 223.9844 40.40833 0.561398 0.000401 8.54E-10 Convergence criterion (GCONV=1E-8) satisfied. The SAS System 14:54 Thursday, September 25, 2008 2 The GLIMMIX Procedure Fit Statistics -2 Log Likelihood AIC (smaller is better) AICC (smaller is better) BIC (smaller is better) CAIC (smaller is better) HQIC (smaller is better) Pearson Chi-Square Pearson Chi-Square / DF 18638.66 18668.66 18672.19 18714.02 18729.02 18687.09 15028.09 109.69 Parameter Estimates Effect Estimate Standard Error DF t Value Pr > |t| Intercept BAP ANA BAP^2 BAP*ANA ANA^2 BAP^3 BAP^2*ANA 0.6511 -9.7857 3.4850 17.0985 -1.3341 -17.4792 -10.6137 1.8213 0.08396 0.7653 1.0904 1.3470 0.9259 4.6232 0.7745 0.6243 137 137 137 137 137 137 137 137 7.75 -12.79 3.20 12.69 -1.44 -3.78 -13.70 2.92 <.0001 <.0001 0.0017 <.0001 0.1519 0.0002 <.0001 0.0041 100 BAP*ANA^2 ANA^3 BAP^4 BAP^3*ANA BAP^2*ANA^2 BAP*ANA^3 ANA^4 0.5331 25.1141 2.1510 -1.0038 2.5378 -3.9069 -11.3454 1.3252 6.9898 0.1435 0.1537 0.2544 0.7624 3.4383 137 137 137 137 137 137 137 0.40 3.59 14.99 -6.53 9.98 -5.12 -3.30 0.6881 0.0005 <.0001 <.0001 <.0001 <.0001 0.0012 Type I Tests of Fixed Effects Effect BAP ANA BAP^2 BAP*ANA ANA^2 BAP^3 BAP^2*ANA BAP*ANA^2 ANA^3 BAP^4 BAP^3*ANA BAP^2*ANA^2 BAP*ANA^3 Num DF Den DF Chi-Square F Value Pr > ChiSq Pr > F 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 137 137 137 137 137 137 137 137 137 137 137 137 137 19.18 102.61 1445.95 15.32 13.80 89.72 45.73 20.49 23.00 231.53 43.12 99.79 26.27 19.18 102.61 1445.95 15.32 13.80 89.72 45.73 20.49 23.00 231.53 43.12 99.79 26.27 <.0001 <.0001 <.0001 <.0001 0.0002 <.0001 <.0001 <.0001 <.0001 <.0001 <.0001 <.0001 <.0001 <.0001 <.0001 <.0001 0.0001 0.0003 <.0001 <.0001 <.0001 <.0001 <.0001 <.0001 <.0001 <.0001 The SAS System 14:54 Thursday, September 25, 2008 3 The GLIMMIX Procedure Type I Tests of Fixed Effects Effect ANA^4 Num DF Den DF Chi-Square F Value Pr > ChiSq Pr > F 1 137 10.89 10.89 0.0010 0.0012 The SAS System 14:54 Thursday, September 25, 2008 4 The GLIMMIX Procedure Model Information Data Set Response Variable (Events) Response Variable (Trials) Response Distribution Link Function Variance Function Variance Matrix Estimation Technique Degrees of Freedom Method Number Number Number Number of of of of WORK.ANABAP BLATERAL N Binomial Logit Default Diagonal Maximum Likelihood Residual Observations Read Observations Used Events Trials 250 152 6700 15200 Dimensions Columns in X Columns in Z Subjects (Blocks in V) Max Obs per Subject Optimization Information 6 0 1 152 101 Optimization Technique Parameters in Optimization Lower Boundaries Upper Boundaries Fixed Effects Newton-Raphson 6 0 0 Not Profiled Iteration History Iteration Restarts Evaluations Objective Function Change Max Gradient 0 1 2 3 4 0 0 0 0 0 4 4 3 3 3 12033.48852 9706.5271455 9605.621007 9605.2090819 9605.2090782 . 2326.9613750 100.90613845 0.41192514 0.00000373 742.8604 26.59134 7.722543 0.051759 7.105E-7 Convergence criterion (GCONV=1E-8) satisfied. The SAS System 14:54 Thursday, September 25, 2008 5 The GLIMMIX Procedure Fit Statistics -2 Log Likelihood AIC (smaller is better) AICC (smaller is better) BIC (smaller is better) CAIC (smaller is better) HQIC (smaller is better) Pearson Chi-Square Pearson Chi-Square / DF 19210.42 19222.42 19223.00 19240.56 19246.56 19229.79 15200.02 104.11 Parameter Estimates Effect Intercept BAP BAP*BAP ANA ANA*ANA BAP*BAP*ANA Estimate Standard Error DF t Value Pr > |t| 0.9447 -2.4862 0.9101 -0.3418 -0.4529 0.1228 0.05945 0.06651 0.02758 0.1821 0.1656 0.02170 146 146 146 146 146 146 15.89 -37.38 33.00 -1.88 -2.74 5.66 <.0001 <.0001 <.0001 0.0625 0.0070 <.0001 Type I Tests of Fixed Effects Effect BAP BAP*BAP ANA ANA*ANA BAP*BAP*ANA Num DF Den DF Chi-Square F Value Pr > ChiSq Pr > F 1 1 1 1 1 146 146 146 146 146 24.42 1424.39 87.45 7.66 32.02 24.42 1424.39 87.45 7.66 32.02 <.0001 <.0001 <.0001 0.0056 <.0001 <.0001 <.0001 <.0001 0.0064 <.0001 The SAS System 14:54 Thursday, September 25, 2008 6 The LOGISTIC Procedure Model Information Data Set Response Variable (Events) Response Variable (Trials) Model Optimization Technique WORK.ANABAP BLATERAL N binary logit Fisher's scoring BLATERAL N 102 Number Number Sum of Sum of of Observations Read of Observations Used Frequencies Read Frequencies Used 250 152 15200 15200 Response Profile Ordered Value Binary Outcome 1 2 Total Frequency Event Nonevent 6700 8500 NOTE: 98 observations were deleted due to missing values for the response or explanatory variables. Model Convergence Status Convergence criterion (GCONV=1E-8) satisfied. Model Fit Statistics Criterion Intercept Only Intercept and Covariates AIC SC -2 Log L 20860.015 20867.644 20858.015 19222.418 19268.192 19210.418 R-Square 0.1027 Max-rescaled R-Square The SAS System 0.1376 14:54 Thursday, September 25, 2008 7 The LOGISTIC Procedure Testing Global Null Hypothesis: BETA=0 Test Likelihood Ratio Score Wald Chi-Square DF Pr > ChiSq 1647.5972 1609.5226 1513.9139 5 5 5 <.0001 <.0001 <.0001 Analysis of Maximum Likelihood Estimates Parameter Intercept BAP BAP*BAP ANA ANA*ANA BAP*BAP*ANA DF Estimate Standard Error Wald Chi-Square Pr > ChiSq 1 1 1 1 1 1 0.9447 -2.4862 0.9101 -0.3418 -0.4529 0.1228 0.0594 0.0665 0.0276 0.1821 0.1656 0.0217 252.5508 1397.2217 1088.9279 3.5237 7.4807 32.0171 <.0001 <.0001 <.0001 0.0605 0.0062 <.0001 Association of Predicted Probabilities and Observed Responses Percent Concordant Percent Discordant Percent Tied Pairs 65.5 31.2 3.3 56950000 Somers' D Gamma Tau-a c 0.344 0.355 0.169 0.672 103 The SAS System 14:54 Thursday, September 25, 2008 8 The GLIMMIX Procedure Model Information Data Set Response Variable Response Distribution Link Function Variance Function Variance Matrix Estimation Technique Degrees of Freedom Method WORK.ANABAP COMP Gaussian Identity Default Diagonal Restricted Maximum Likelihood Residual Number of Observations Read Number of Observations Used 250 83 Dimensions Covariance Parameters Columns in X Columns in Z Subjects (Blocks in V) Max Obs per Subject 1 15 0 1 83 Optimization Information Optimization Technique Parameters Lower Boundaries Upper Boundaries Fixed Effects None 16 1 0 Not Profiled Fit Statistics -2 Res Log Likelihood AIC (smaller is better) AICC (smaller is better) BIC (smaller is better) CAIC (smaller is better) HQIC (smaller is better) Pearson Chi-Square Pearson Chi-Square / DF 136.39 168.39 179.05 203.90 219.90 182.46 26.72 0.39 Parameter Estimates Effect Intercept BAP ANA BAP^2 BAP*ANA Estimate Standard Error DF t Value Pr > |t| 2.2168 -3.5246 -5.4023 5.7725 3.8235 0.3070 3.2636 4.2196 5.8606 3.5728 68 68 68 68 68 7.22 -1.08 -1.28 0.98 1.07 <.0001 0.2840 0.2048 0.3281 0.2883 The SAS System 14:54 Thursday, September 25, 2008 9 The GLIMMIX Procedure Parameter Estimates Effect Estimate Standard Error DF t Value Pr > |t| ANA^2 BAP^3 15.5965 -3.3484 18.7022 3.3854 68 68 0.83 -0.99 0.4072 0.3261 104 BAP^2*ANA BAP*ANA^2 ANA^3 BAP^4 BAP^3*ANA BAP^2*ANA^2 BAP*ANA^3 ANA^4 Scale -0.2768 -8.1676 -17.6957 0.6244 -0.00713 0.2634 4.4555 7.4083 0.3930 2.5789 5.0845 28.8922 0.6262 0.6696 1.0994 2.7752 14.3181 0.06740 68 68 68 68 68 68 68 68 . -0.11 -1.61 -0.61 1.00 -0.01 0.24 1.61 0.52 . 0.9148 0.1128 0.5423 0.3222 0.9915 0.8114 0.1130 0.6066 . Type I Tests of Fixed Effects Effect BAP ANA BAP^2 BAP*ANA ANA^2 BAP^3 BAP^2*ANA BAP*ANA^2 ANA^3 BAP^4 BAP^3*ANA BAP^2*ANA^2 BAP*ANA^3 ANA^4 Num DF Den DF Chi-Square F Value Pr > ChiSq Pr > F 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 68 68 68 68 68 68 68 68 68 68 68 68 68 68 4.44 0.58 0.48 0.25 1.29 0.03 0.01 1.47 1.81 1.08 0.01 0.03 2.59 0.27 4.44 0.58 0.48 0.25 1.29 0.03 0.01 1.47 1.81 1.08 0.01 0.03 2.59 0.27 0.0350 0.4450 0.4864 0.6146 0.2568 0.8711 0.9331 0.2260 0.1787 0.2990 0.9102 0.8685 0.1075 0.6049 0.0387 0.4477 0.4888 0.6162 0.2608 0.8716 0.9333 0.2302 0.1832 0.3027 0.9105 0.8690 0.1122 0.6066 The SAS System 14:54 Thursday, September 25, 2008 10 The GLIMMIX Procedure Model Information Data Set Response Variable Response Distribution Link Function Variance Function Variance Matrix Estimation Technique Degrees of Freedom Method WORK.ANABAP COMPLAT Gaussian Identity Default Diagonal Restricted Maximum Likelihood Residual Number of Observations Read Number of Observations Used 250 70 Dimensions Covariance Parameters Columns in X Columns in Z Subjects (Blocks in V) Max Obs per Subject 1 15 0 1 70 Optimization Information Optimization Technique Parameters Lower Boundaries Upper Boundaries Fixed Effects None 16 1 0 Not Profiled Fit Statistics -2 Res Log Likelihood AIC (smaller is better) 99.45 131.45 105 AICC (smaller is better) BIC (smaller is better) CAIC (smaller is better) HQIC (smaller is better) Pearson Chi-Square Pearson Chi-Square / DF 145.77 163.57 179.57 143.87 18.21 0.33 Parameter Estimates Effect Intercept BAP ANA BAP^2 BAP*ANA Estimate Standard Error DF t Value Pr > |t| 0.9499 -1.1170 1.6498 2.9541 -0.8711 0.2826 3.3919 4.0420 6.0952 3.6458 55 55 55 55 55 3.36 -0.33 0.41 0.48 -0.24 0.0014 0.7432 0.6847 0.6298 0.8120 The SAS System 14:54 Thursday, September 25, 2008 11 The GLIMMIX Procedure Parameter Estimates Effect ANA^2 BAP^3 BAP^2*ANA BAP*ANA^2 ANA^3 BAP^4 BAP^3*ANA BAP^2*ANA^2 BAP*ANA^3 ANA^4 Scale Estimate Standard Error DF t Value Pr > |t| -3.0087 -2.0212 -0.3077 1.5125 0.7017 0.4087 0.2893 -0.7257 -0.2744 1.5867 0.3311 17.9615 3.5345 2.7747 5.0804 27.8195 0.6572 0.7229 1.1471 2.7375 13.8746 0.06314 55 55 55 55 55 55 55 55 55 55 . -0.17 -0.57 -0.11 0.30 0.03 0.62 0.40 -0.63 -0.10 0.11 . 0.8676 0.5698 0.9121 0.7670 0.9800 0.5366 0.6905 0.5295 0.9205 0.9094 . Type I Tests of Fixed Effects Effect BAP ANA BAP^2 BAP*ANA ANA^2 BAP^3 BAP^2*ANA BAP*ANA^2 ANA^3 BAP^4 BAP^3*ANA BAP^2*ANA^2 BAP*ANA^3 ANA^4 Num DF Den DF Chi-Square F Value Pr > ChiSq Pr > F 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 55 55 55 55 55 55 55 55 55 55 55 55 55 55 2.95 0.26 0.44 4.37 0.00 1.43 0.56 0.95 1.26 0.33 0.05 0.39 0.01 0.01 2.95 0.26 0.44 4.37 0.00 1.43 0.56 0.95 1.26 0.33 0.05 0.39 0.01 0.01 0.0860 0.6097 0.5064 0.0366 0.9621 0.2318 0.4536 0.3298 0.2608 0.5678 0.8234 0.5335 0.9252 0.9090 0.0917 0.6117 0.5092 0.0412 0.9623 0.2370 0.4568 0.3341 0.2657 0.5701 0.8242 0.5360 0.9255 0.9094 Livros Grátis ( http://www.livrosgratis.com.br ) Milhares de Livros para Download: Baixar livros de Administração Baixar livros de Agronomia Baixar livros de Arquitetura Baixar livros de Artes Baixar livros de Astronomia Baixar livros de Biologia Geral Baixar livros de Ciência da Computação Baixar livros de Ciência da Informação Baixar livros de Ciência Política Baixar livros de Ciências da Saúde Baixar livros de Comunicação Baixar livros do Conselho Nacional de Educação - CNE Baixar livros de Defesa civil Baixar livros de Direito Baixar livros de Direitos humanos Baixar livros de Economia Baixar livros de Economia Doméstica Baixar livros de Educação Baixar livros de Educação - Trânsito Baixar livros de Educação Física Baixar livros de Engenharia Aeroespacial Baixar livros de Farmácia Baixar livros de Filosofia Baixar livros de Física Baixar livros de Geociências Baixar livros de Geografia Baixar livros de História Baixar livros de Línguas Baixar livros de Literatura Baixar livros de Literatura de Cordel Baixar livros de Literatura Infantil Baixar livros de Matemática Baixar livros de Medicina Baixar livros de Medicina Veterinária Baixar livros de Meio Ambiente Baixar livros de Meteorologia Baixar Monografias e TCC Baixar livros Multidisciplinar Baixar livros de Música Baixar livros de Psicologia Baixar livros de Química Baixar livros de Saúde Coletiva Baixar livros de Serviço Social Baixar livros de Sociologia Baixar livros de Teologia Baixar livros de Trabalho Baixar livros de Turismo