C A L L – C e n t r o d e A p e r f e i ç o a m e n t o d e L í n g u a e L i n g u a g e m – I E X E R C I C A L L D E P O R T U G U Ê S E L I T E R A TU R A B R A S I L E I R A / 2 0 1 1 0 QUESTÕES OBJETIVAS Leia o texto abaixo e responda às questões 01, 02, 03 e 04: TEXTO I Yes, we créu! SÃO PAULO - Depois de visitar a "favela pacificada", Barack Obama fez à tarde no Theatro Municipal do Rio um discurso calculado para adular o Brasil. Simpático e articulado, mas também demonstrando certa condescendência com o país diante da plateia de elite que estava ali para aplaudi-lo de pé. Um discurso, afinal, protocolar e de conteúdo um tanto chocho, que só foi histórico para nós. Yes, we créu. Não se pode compará-lo, em importância ou desenvoltura, à sua fala para o mundo muçulmano na Universidade do Cairo, em 2009. A máquina retórica do presidente americano é sempre poderosa. Conhecendo-se, porém, a realidade a que ele se refere, ficam transparentes as concessões do estadista ao discurso publicitário, preso a generalidades e a clichês amáveis. Isso vale para o surrado "país abençoado por Deus e bonito por natureza". Vale ainda mais para a citação infeliz de Paulo Coelho, no final. Mas talvez faça sentido. Estamos, como nação, mais próximos do Mago da besteira global do que do Bruxo do Cosme Velho, Machado de Assis. Yes, we créu! A menção inicial a "Orfeu da Conceição", embora também estereotipada, ao menos recorda a peça de Vinicius de Moraes, em que pela primeira vez um ator negro subiu no palco do municipal carioca. Podemos lembrar, com ironia, que enfim um negro subiu a rampa do Palácio do Planalto. Afinal, somos um país miscigenado. Yes, we créu! A família Obama, civilizadíssima e despojada, não deixa de evocar para nós uma espécie de "brazilian dream", o sonho de uma sociedade mais inclusiva e educada. Quem sabe chegamos lá. Enquanto isso, fazemos graça com a foto de Mussum e a legenda "Obamis". Progredimos, mas continuamos tirando vantagem do atraso, cheios de humor de corte oswaldiano, antropofágico. Yes, we créu! (Folha de São Paulo: 21/03/2011). 1. O texto acima se enquadra em que classificação de gênero textual: a) b) c) d) Dissertação, já que é a defesa de um ponto de vista sem autoria Artigo de opinião, uma vez que se tem liberdade estrutural e o uso da 1ª pessoa do singular Comentário crítico – texto informativo, sem o uso de opinião e de persuasão Editorial, por ter uma opinião que representa o pensamento do jornal Folha de São Paulo 2. Assinale o item em que o elemento de coesão textual não está de acordo com a explicação: a) b) c) d) Em “...mas também demonstrando certa condescendência...” (1º parágrafo), o termo sublinhado dá a ideia de adição Em “... aplaudi-lo de pé.” (1º parágrafo), “lo” retoma Obama Em “Não se pode compará-lo... (2º parágrafo), o termo sublinhado se refere ao discurso de Obama Em “Isso vale para o surrado...” (3º parágrafo), o pronome faz referência ao discurso coerente e inusitado de Obama 3. Indique o item com a informação que não pode ser inferida no texto: a) b) c) d) O discurso de Obama no Theatro Municipal foi bem pesquisado O comportamento submisso da plateia já era esperado Confirmou-se, de imediato, o interesse real de parceria EUA/Brasil O autor do texto duvida do futuro sucesso do “sonho” brasileiro C A L L – C e n t r o d e A p e r f e i ç o a m e n t o d e L í n g u a e L i n g u a g e m – I E X E R C I C A L L D E P O R T U G U Ê S E L I T E R A TU R A B R A S I L E I R A / 2 0 1 1 1 4. O título do texto, de modo criativo, permite-nos uma alusão ao discurso de posse do presidente Obama. Tal referência evidencia um recurso de assimilação ou textualidade próprio para a melhor compreensão da mensagem do texto. A partir dessas premissas, assinale a opção que identifique esse fator e sua justificativa: a) b) c) d) Conhecimento de mundo, que consiste no repertório de culturas adquiridas ao longo. Conhecimento partilhado, que é a sintonia entre a linguagem do emissor e a compreensão do receptor. Coesão textual, cuja evidência está na conexão entre as informações do texto por meio de conectivos ou pressupostos. Intertextualidade, que se caracteriza pela relação de semelhança entre os textos quando postos como objetos de análise. TEXTO II A cola e a escola RIO DE JANEIRO - A tentação é grande. Ao receber a incumbência de produzir um texto sobre um assunto xis, o aluno -de qualquer grau, escola ou universidade- vai ao Google, digita-o entre aspas, clica e recebe uma chuva de referências, páginas e até livros inteiros a respeito. Certo ou errado, não importa - está "tudo" ali, ao alcance dos dedos. E copiar é ainda mais fácil. Pode-se puxar o texto para nosso arquivo sem precisar sequer digitá-lo. Sob o pretexto de fazer "pesquisa", e graças à internet, o plágio se tornou uma prática maciça entre os estudantes brasileiros. Se temos cola, para que escola? Por sorte, os professores estão aprendendo. Primeiro, eles já não aceitam que determinado aluno, que passou o ano com a cabeça em Shakira ou Lady Gaga, possa de repente citar Cassirer ou Merleau-Ponty em seu trabalho. Para se certificar de que estão diante de um plágio, vão eles próprios ao Google, digitam entre aspas um trecho do trabalho, clicam - e o original completo, de autoria alheia, aparece gloriosamente na tela do monitor. Outro motivo de suspeita é quando o mesmo trecho, com as mesmas palavras, aparece nos trabalhos de metade da turma, sinal de que foram à mesma fonte ou se copiaram uns aos outros. É verdade que, no tempo da caneta-tinteiro, da pena de ganso e do mata-borrão, também existiam a preguiça, a cópia e o plágio. Mas o acesso aos livros era menor, havia menos títulos circulando e estes eram conhecidos pelos professores. Era preciso grande descaro para transcrever trechos mais longos. Às vezes, mandam-me trabalhos escolares sobre a bossa nova, Nelson Rodrigues, Garrincha ou Carmen Miranda. Passo os olhos na esperança de encontrar alguma novidade e, de repente, deparo com páginas que me soam familiares. Vou conferir e descubro, com divertido espanto, que sou o autor delas. (RUY CASTRO - Folha de São Paulo: 21/03/2011). 5. Quem pode ser responsabilizado pelo plágio questionado por Ruy Castro: a) b) c) d) O Google e o aluno Só o Google Só o aluno Os professores 6. Ao comentar o Artigo de Ruy Castro, um leitor da Folha de São Paulo afirmou o seguinte: “Não curto quando esses intelectuais bossais posam de inibidores da onda jovem.” (Alex Sandro – 21/03/2011). Sabendo disso, compare os dois textos e assinale o que está correto quanto à linguagem utilizada por Ruy e Alex: a) b) c) d) Ruy Castro usou a linguagem culta e Alex Sandro priorizou o neologismo, como variante lexical Os dois autores trabalharam a linguagem coloquial, predominantemente Alex Sandro priorizou a gíria, como variante lexical e Ruy Castro usou a linguagem culta, predominantemente Alex enfatizou o uso de variantes lexicais de vulgarismo e gíria, mas Ruy Castro destacou o uso da variante arcaica C A L L – C e n t r o d e A p e r f e i ç o a m e n t o d e L í n g u a e L i n g u a g e m – I E X E R C I C A L L D E P O R T U G U Ê S E L I T E R A TU R A B R A S I L E I R A / 2 0 1 1 2 TEXTO III “O mundo é masculino e assim deve permanecer” A lei Maria da Penha é um conjunto de regras diabólicas. Se essa lei vingar, a família estará em perigo. Ora, a desgraça humana começou no Éden: por causa da mulher. As armadilhas dessa lei absurda tornam o homem tolo, mole. O mundo é masculino e assim deve permanecer. No caso de impasse entre um casal, a posição do homem deve prevalecer até decisão da Justiça, já que o inverso não será do agrado da esposa. Releia o parágrafo acima, mas agora entre aspas. O autor dessas palavras é o juiz mineiro Edílson Rumbelsperger Rodrigues. Ele disse exatamente tudo isso em sentença, em 2007, ao julgar homens acusados de agredir e ameaçar suas mulheres. A Lei Maria da Penha existe desde agosto de 2006. (Fragmento. Ruth de Aquino: Época – 07/03/2011) 7. No fragmento “Se essa lei vingar, a família estará em perigo”, percebe-se o emprego de um termo que retoma uma expressão do período anterior. Assinale a opção que expõe tal evidência e caracteriza esse elemento sintático e recurso coesivo: a) b) c) d) Trata-se da expressão “Maria da Penha” retomada por meio do pronome demonstrativo “essa”, termo anafórico. Trata-se da expressão “lei”, termo retomado pelo pronome demonstrativo “essa” no feminino singular, fazendo-lhe uma concordância adequada e anafórica. Trata-se da expressão “conjunto”, exercendo a função de núcleo do predicativo do sujeito, o qual caracteriza a lei “Maria da Penha”. Trata-se do elemento catafórico “lei”, repetido e com a intenção de reforçar a referência ao que representa para o autor da frase a sua impressão sobre a lei “Maria da Penha”. Leia o fragmento abaixo e responda ao que se pede: Já não se fazem pais como antigamente A grande caixa foi descarregada do caminhão com cuidado. De um lado estava escrito assim: “Frágil”. Do outro lado estava escrito: “Este lado para cima”. Parecia embalagem de geladeira, e o garoto pensou que fosse mesmo uma geladeira. Foi colocada na sala, onde permaneceu o dia inteiro. (Agosto, 1976) DIAFÉRIA, Lourenço. “Já não se fazem pais como antigamente” in “Para gostar de ler” (vol.07). São Paulo: Ática, 2007. 8. Analise cuidadosamente o título do texto. Em seguida, assinale a alternativa que contém a afirmação correta a respeito dele. “Já não se fazem pais como antigamente”. a) b) c) d) Se acentuarmos a palavra “pais”, constataremos um erro de concordância verbal, já que o verbo, nesse caso, deverá ficar obrigatoriamente no singular; Por ser um verbo transitivo direto, verificamos que “fazem” concorda claramente com seu objeto “pais”, razão pela qual deve ficar no plural; Há uma dificuldade de análise na referida frases, já que não se pode afirmar se “pais” é sujeito ou objeto direto do verbo “fazem”. Trata-se de uma frase na voz passiva sintética. Por essa razão temos um sujeito agente que, ao transformar-se em sujeito paciente, eliminou o objeto direto do verbo “fazem”. 9. Sabe-se que o verbo é não nocional ou de ligação quando indica “estado ou qualidade” do sujeito. Com base no texto “Já não se fazem pais como antigamente”, pode-se afirmar que todos os fragmentos textuais das opções abaixo apresentam verbo de ligação, exceto: a) b) c) d) “A grande caixa foi descarregada do caminhão com cuidado”. “De um lado estava escrito assim: frágil.” “(...), onde permaneceu o dia inteiro.” “Parecia embalagem de geladeira” C A L L – C e n t r o d e A p e r f e i ç o a m e n t o d e L í n g u a e L i n g u a g e m – I E X E R C I C A L L D E P O R T U G U Ê S E L I T E R A TU R A B R A S I L E I R A / 2 0 1 1 3 10. Compare as duas charges a seguir e assinale o item que está de acordo com o entendimento dos textos: http://www.acharge.com.br/index.htm - 20/03/2011 http://www.acharge.com.br/index.htm - 21/03/2011 a) b) c) d) Não há identificação que precise o local que serve de cenário para as charges A segunda charge é uma consequência de ação da primeira Obama foi ator da peça Orfeu da Conceição no Theatro Municipal, no dia 19 de março de 2011 O humor das charges não precisa do conhecimento prévio do leitor TEXTO IV GRAFITE Uma forma de arte pública Valéria Peixoto de Alencar Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação O grafite é uma forma de arte contemporânea de características essencialmente urbanas. São pinturas e desenhos feitos nos muros e paredes públicos. Não é simplesmente uma pichação, mas uma expressão artística. Tem a intenção de interferir na paisagem da cidade, transmitindo diferentes ideias. Não se trata, portanto, de poluição visual. Grafia é a escrita. Nas artes plásticas, a palavra grafite, ou graffito (em italiano), significa marca ou inscrição feita em um muro, e é o nome dado às inscrições feitas em paredes desde o Império Romano. Grafismo, por sua vez, é a maneira de traçar linhas e curvas sob um ponto de vista estético. No período contemporâneo, as primeiras manifestações dessa forma de arte surgiram em Paris, durante a chamada revolução cultural, em maio de 1968. A estética do grafite é bastante associada ao hip-hop, uma forma de expressão artística que também surgiu nas ruas. (...) Alex Vallauri (1949-1987) é considerado um dos precursores do grafite no Brasil. Etíope, chegou a São Paulo em 1965. Estudou gravura e formou-se em Comunicação Visual pela FAAP. Em 1978, passou a fazer grafites em espaços públicos da cidade. Produziu silhuetas de figuras, utilizando tinta spray sobre moldes de papelão. Morou em Nova York entre 1982 e 1983. Durante esse período, também fez grafites nos muros da cidade. Em sua produção destaca-se a série A Rainha do Frango Assado, que também foi tema de instalação apresentada na 18ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1985. Sua obra foi apresentada na retrospectiva "Viva Vallauri", realizada no Museu da Imagem e do Som - MIS, em São Paulo, em 1998. (...) O Dia Nacional do Grafite é 27 de março e foi instituído após a morte de Vallauri, que ocorreu nesse dia, no ano de 1987. 11. De acordo com a leitura do texto, a) b) c) d) o grafite é uma forma artística que se manifesta desde o período do Império Romano. grafismo e grafite são a mesma arte, de um ponto de vista estético. o americano Alex Vallauri, que fez sucesso nos muros de Nova York, trouxe o grafitismo para o Brasil nos anos 80, século XX, durante uma Bienal. uma retrospectiva em homenagem ao pioneiro do grafite no Brasil ocorreu 11 anos após sua morte. C A L L – C e n t r o d e A p e r f e i ç o a m e n t o d e L í n g u a e L i n g u a g e m – I E X E R C I C A L L D E P O R T U G U Ê S E L I T E R A TU R A B R A S I L E I R A / 2 0 1 1 4 12. No site Yahoo, alguém responde a uma pergunta sobre pichação x grafite: “Pichação é o ato de desenhar, rabiscar, ou apenas sujar um patrimônio de qualquer ordem (público,privado...) com uma lata de spray (utilizado devido à grande dificuldade de remoção) ou rolo de tinta. Diferentemente do Grafite, cuja preocupação é de ordem estética, o piche tem como objetivo a demarcação de territórios entre grupos rivais. No geral, consiste em fazer algo que confronte a sociedade, às vezes com frases de protesto, outras com assinaturas pessoais. O piche é considerado vandalismo e incluso como crime ambiental das leis brasileiras nos termos do art. 65, da Lei 9.605/98, com pena de detenção de 3 meses a um ano e multa.” De acordo com essa definição e com o exposto no texto IV, marque a alternativa em que não há uma imagem de grafite. c) a) d) b) TEXTO V O que é Literatura? Carla Caruso* Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação (...) A disciplina literatura que se estuda na escola trata dos textos produzidos por escritores de períodos diversos da história da humanidade. Homens e mulheres que criaram e continuam criando textos de ficção em prosa, repletos de ações, personagens, conflitos, ambientes e climas, ou ainda, poemas que elaboram a sonoridade e os múltiplos significados das palavras. A literatura pode enriquecer sua vida, seja como simples entretenimento, seja como fonte de conhecimento e reflexão sobre valores e ideias. Porém certos conceitos ou ferramentas teóricas são necessários para que você, leitor, possa entender a linguagem literária, que também está tão presente no nosso cotidiano. C A L L – C e n t r o d e A p e r f e i ç o a m e n t o d e L í n g u a e L i n g u a g e m – I E X E R C I C A L L D E P O R T U G U Ê S E L I T E R A TU R A B R A S I L E I R A / 2 0 1 1 5 Afinal, a literatura está o tempo todo a nossa volta, nas histórias contadas por nossos avós, nos livros, nas peças de teatro, novelas, filmes, jornais, mesmo na música e na dança, entre outras formas de linguagem que os homens usam para se comunicar. (....) ... os escritores têm como material de trabalho a própria palavra, e utilizam seu poder de evocação e sugestão para construir mundos e universos possíveis ou prováveis, recriando assim a realidade em que tanto ele, escritor, quanto nós, leitores, estamos inseridos. Sua literatura comunica artisticamente, desde a Antiguidade, os sentimentos, as emoções, as sensações, as ações, as ideias e opiniões mais diversas do homem diante do mundo e de sua condição existencial. O escritor busca transcender ou concretizar, por meio da literatura, uma experiência da vida. Isso basicamente - é literatura. Portanto, como escreveu Ezra Pound, poeta e crítico literário, "Literatura é linguagem carregada de significado". * Carla Caruso é escritora, pesquisadora e realiza projetos de capacitação de professores no Estado de São Paulo. 13. De acordo com o texto: a) b) c) d) a literatura é a produção artística comprometida com a ficção. a linguagem literária é do âmbito e do domínio da literatura. a palavra na literatura recria realidades. a literatura é o resultado que se dá entre o mundo em que o homem está e aquele o qual ele idealiza. 14. Tomando por base o que foi lido no texto V: a) b) c) d) Uma carta pessoal não pode ser literatura, pois sua linguagem não é literária. Uma notícia de jornal pode ser útil para uma obra literária, devido ao exposto sobre um dado real. Uma obra de História diz mais sobre a realidade do que uma obra literária artística do período exposto naquela. Escritores devem se abster do mundo pragmático, para que a realidade não enfeie o belo artístico. 15. Ainda na exposição do texto V, há a afirmação do escritor Ezra Pound, na qual se afirma "Literatura é linguagem carregada de significado". Isso quer dizer que: a) b) c) d) A linguagem literária ela é imediata. A linguagem literária necessita da denotação para ser decodificada. A linguagem literária amplia a significação do que o código imediato sugere. A linguagem literária é obscura, ininteligível. TEXTO VI Metáfora Gilberto Gil Uma lata existe para conter algo Mas quando o poeta diz: "Lata" Pode estar querendo dizer o incontível Uma meta existe para ser um alvo Mas quando o poeta diz: "Meta" Pode estar querendo dizer o inatingível Por isso, não se meta a exigir do poeta Que determine o conteúdo em sua lata Na lata do poeta tudonada cabe Pois ao poeta cabe fazer Com que na lata venha caber O incabível Deixe a meta do poeta, não discuta Deixe a sua meta fora da disputa Meta dentro e fora, lata absoluta Deixe-a simplesmente metáfora C A L L – C e n t r o d e A p e r f e i ç o a m e n t o d e L í n g u a e L i n g u a g e m – I E X E R C I C A L L D E P O R T U G U Ê S E L I T E R A TU R A B R A S I L E I R A / 2 0 1 1 6 16. Assinale a alternativa INCORRETA de acordo com a compreensão do texto VI, de autoria de Gilberto Gil: a) b) c) d) O texto centraliza-se em três objetos poéticos para o desenvolvimento de sua ideia: lata, meta e poeta. A ideia do texto é metalinguística utilizando alegoria para expor uma metáfora. Apesar do tema ser a metáfora, há referências paradoxais quando se fala em lata ou em meta. A meta do poeta é tornar a palavra uma incógnita. TEXTO VII CAPÍTULO 9 Transição E vejam agora com que destreza, com que fina arte faço eu a maior transição deste livro. Vejam: o meu delírio começou em presença de Virgília; Virgília foi o meu grão-pecado da juventude; não há juventude sem meninice; meninice supõe nascimento; e eis aqui como chegamos nós, sem esforço, ao dia 20 de outubro de 1805, em que nasci. Viram? Nenhuma juntura aparente, nada que divirta a atenção pausada do leitor: nada. De modo que o livro fica assim com todas as vantagens do método, sem a rigidez do método. Na verdade, era tempo. Que isto de método, sendo, como é, uma coisa indispensável, todavia é melhor tê-lo sem gravata nem suspensórios, mas um pouco à fresca e à solta, como quem não se lhe dá da vizinha fronteira, nem do inspetor de quarteirão. E como a eloqüência, que há uma genuína e vibrante, de uma arte natural e feiticeira, e outra tesa, engomada e chocha. Vamos ao dia 20 de outubro. ASSIS, Machado de. “Memórias póstumas de Brás Cubas” 17. A narração é uma sequência que dá origem a vários gêneros, dentre eles o romance. O texto VII é um dos capítulos iniciais da obra “Memórias póstumas de Brás Cubas” e só não traz como elemento(s) narrativo(s): a) b) c) d) O espaço onde se passa parte da narrativa. Personagens, mais precisamente o par protagonista do enredo. Marcadores temporais em meio a um relato de tempo psicológico. Um relato de fato que perde espaço para uma reflexão. 18. Considerando a proposta da narração em “Memórias póstumas de Brás Cubas”, esse romance aproxima-se de que gênero textual: a) b) c) d) Biografia. Autobiografia Epopeia. Diário íntimo. 19. Percebe-se, na narração do texto VII: a) b) c) d) Uma conversa com o leitor, a qual procura elucidar a mudança de tempo na narrativa. Uma explicação do rígido método adotado pelo narrador. Uma desvalorização da maneira como é narrado o próprio texto. Uma metalinguagem que explicita a criação literária de uma maneira geral. 20. Pode-se reconhecer no caráter da personagem Brás Cubas, várias características, a) b) c) d) EXCETO: Ironia Transgressão Vaidade Humanitarismo C A L L – C e n t r o d e A p e r f e i ç o a m e n t o d e L í n g u a e L i n g u a g e m – I E X E R C I C A L L D E P O R T U G U Ê S E L I T E R A TU R A B R A S I L E I R A / 2 0 1 1 7 F OLHA DE R ESPOSTAS 1 A B C D 11 A B C D 2 A B C D 12 A B C D 3 A B C D 13 A B C D 4 A B C D 14 A B C D 5 A B C D 15 A B C D 6 A B C D 16 A B C D 7 A B C D 17 A B C D 8 A B C D 18 A B C D 9 A B C D 19 A B C D 10 A B C D 20 A B C D Número de acertos: ________ Nota da prova objetiva: __________ Nota da redação: __________ C A L L – C e n t r o d e A p e r f e i ç o a m e n t o d e L í n g u a e L i n g u a g e m – I E X E R C I C A L L D E P O R T U G U Ê S E L I T E R A TU R A B R A S I L E I R A / 2 0 1 1 8 PROVA DE REDAÇÃO A facilidade que estudantes têm encontrado na rede mundial de computadores para plagiar textos alarma cada vez mais os professores, como bem explicou Ruy Castro, no Artigo “A cola e a escola”. Será que essa é a visão predominante sobre o assunto? O Google, por exemplo, é o vilão da educação? O que você acha dessa polêmica? Cientes desse fato, as escolas brasileiras resolveram fazer um concurso para escolher o melhor Artigo de Opinião sobre esse assunto. Você foi o escolhido em sua escola e, portanto, vai produzir tal gênero textual, tentando convencer a banca examinadora a aceitar a sua opinião sobre o seguinte questionamento: A internet, com os seus variados recursos, prejudica ou não a educação brasileira? Seu texto deverá, obrigatoriamente, atender às seguintes normas: ser redigido no espaço destinado à versão definitiva; ter um título; apresentar explicitamente um ponto de vista total ou parcial, fundamentado em, no mínimo, dois argumentos; ser redigido na variedade padrão da língua portuguesa; não ser escrito em versos; conter, no mínimo, 20 linhas; use o pseudônimo Nett All. C A L L – C e n t r o d e A p e r f e i ç o a m e n t o d e L í n g u a e L i n g u a g e m – I E X E R C I C A L L D E P O R T U G U Ê S E L I T E R A TU R A B R A S I L E I R A / 2 0 1 1 9 E S P AÇO DEST INADO AO ART IGO ______________________________________________________________________ (Título) 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9. 10. 11. 12. 13. 14. 15. 16. 17. 18. 19. 20. 21. 22. 23. 24. C A L L – C e n t r o d e A p e r f e i ç o a m e n t o d e L í n g u a e L i n g u a g e m – I E X E R C I C A L L D E P O R T U G U Ê S E L I T E R A TU R A B R A S I L E I R A / 2 0 1 1 10 ( C O N T I N U A Ç Ã O D O E S P A Ç O D E S T I N A D O AO A R T I G O ) 25. 26. 27. 28. 29. 30. 31. 32. 33. 34. 35. 36. 37. 38. 39. 40. C A L L – C e n t r o d e A p e r f e i ç o a m e n t o d e L í n g u a e L i n g u a g e m – I E X E R C I C A L L D E P O R T U G U Ê S E L I T E R A TU R A B R A S I L E I R A / 2 0 1 1 11