UNIVERSIDADE DE CAXIAS DO SUL
PRÓ-REITORIA DE EXTENSÃO
PROJETO NOSSA ESCOLA PESQUISA SUA OPINIÃO - PÓLO RS
CURSO “ESCOLA E PESQUISA: UM ENCONTRO POSSÍVEL”
MARIA BERNARDETE CHAVES RAMOS
PROJETO DE PESQUISA
PLÁSTICO X MEIO AMBIENTE: ESTE LIXO É SEU!?
Projeto elaborado com os alunos da Turma B12, da
EMEF Gov. Ildo Meneghetti de Porto Alegre para
o Curso de Extensão: "Escola e Pesquisa: um
encontro Possível". Linha de pesquisa: Educação
Ambiental.
Orientadora: Sueli Salva
Caxias do Sul
2009
2
SUMÁRIO
1. DADOS DE IDENTIFICAÇÃO
03
1.1. A Turma
03
1.2.A Escola
03
1.3. O Bairro
04
1.4. O Município
04
2. TEMA
05
2.1. Delimitação do Tema
05
2.2.Problema de pesquisa
05
3. JUSTIFICATIVA
05
4. HIPÓTESES
06
5. OBJETIVOS
07
5.1. Objetivo Geral
07
5. 2. Objetivos Específicos
07
6. METODOLOGIA
08
7. POPULAÇÃO / AMOSTRA
09
8. RECURSOS
09
8.1. Recursos Humanos
09
8.2. Recursos Materiais
09
9. CRONOGRAMA
10
10. REFERENCIAL TEÓRICO-METODOLÓGICO
11
11. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
14
12. ANEXO: Questionário
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3
1. DADOS DE IDENTIFICAÇÃO
NOME DA ESCOLA: ESCOLA MUNICIPAL DE ENSINO FUNDAMENTAL GOVERNADOR ILDO MENEGHETTI
EQUIPE DIRETIVA:
Direção: Luiz Afonso Leite
Vice Direção: Ana Brum Ginar Telles e Cristina Malta
Supervisão: Ivete de Carvalho Machado e Vera Lúcia Santiago
Orientação: : Maristela Malta Baseggio, Jani Reginatto e Cleuza Marina da Silva Gonçalves.
Autores: Alan, Brayan, Gabriele , Gabriele Rosa, Graziele, Jacson, Jairo, Jane, John, Kelvin,
Kevilin, Larissa, Leanderson, Leonardo, Lúcia, Luciely, Luis, Maikel, Marian, Milena, Paola,
Rafael, Rafaela, Renata, Robson, Sidnei, Stephanie, Tatieli, Tauana e Vitória.
Professora responsável: Maria Bernardete Chaves Ramos
Orientadora do Projeto: Sueli Salva
1.1 A TURMA:
A Turma que está participando deste Projeto NEPSO / 2009 , é do primeiro ano do segundo
ciclo, B12. Composta por 30 alunos, sendo 17 do sexo feminino e 13 do sexo masculino, com
idades entre 8 e 13 anos. A maioria dos alunos está dentro da faixa etária para o ano-ciclo (um
menino de 12 que já repetiu alguns anos-ciclo, e uma menina de 13 anos, com atendimento
inclusivo). Caracteriza-se como uma turma heterogênea, com alguns casos de problemas de
disciplina. A turma está bem determinada a realizar o projeto.
1.2 A ESCOLA:
A escola pertence à rede Municipal de Ensino de Porto Alegre. Localiza-se na Rua Jayme
Cyrino Machado de Oliveira, nº 250, Vila Nova Santa Rosa, no Bairro Rubem Berta. Atende mil e
oitocentos alunos distribuídos nos turnos da manhã, tarde e noite, abrangendo a Educação Infantil, o
Ensino Fundamental e a Educação de Jovens e Adultos.
Quanto à estrutura curricular o diurno está organizado em Ciclos de Formação 1 . As turmas
são organizadas por faixa etária considerando os ciclos de formação do aluno. Cada ciclo tem
duração de três anos e contribuem para que sejam respeitados o ritmo, o tempo e as experiências de
1
Tem por objetivo oportunizar ao aluno conhecimentos significativos e situações de aprendizagens para o
desenvolvimento da sociabilidade, criticidade, autonomia e habilidades do pensar, resgatando sua autonomia e
respeitando as características de sua faixa etária e nível de conhecimento.(PPP da escola,2007)
4
cada educando. O currículo da EJA
está organizado na modalidade de Totalidades de
2
Conhecimento .
1.3 O BAIRRO:
Nossa escola está localizada na Vila Nova Santa Rosa, a qual, juntamente com outras vilas,
faz parte do bairro Rubem Berta.
Situado no limite norte da cidade, o bairro Rubem Berta foi criado e delimitado pela lei
municipal nº 3159 de 09/07/1968. De acordo com dados do último Censo/IBGE, é o bairro mais
populoso da capital, contando com 78.624 habitantes (37.443 homens e 41.181 mulheres). Com
uma área de 851 há e Densidade demográfica de 92 hab/há.
O bairro Rubem Berta é composto por 18 vilas e dois conjuntos habitacionais 3 . Os
moradores são, em sua maioria, pessoas de classe média baixa 4 , oriundos de outras regiões
periféricas da capital e de cidades do interior do estado.
O bairro caracteriza-se por ser residencial, dispondo de pequeno comércio de abastecimento,
como supermercados, farmácias, lojas diversificadas, etc. Nele existem 12 escolas de Ensino
Fundamental e 02 escolas de Ensino Médio.
1.4 O MUNICÍPIO:
A cidade de Porto Alegre, capital do Estado do Rio Grande do Sul, integra a Região
Metropolitana de Porto Alegre. Com 78 bairros o município tem uma área de 496,1 Km² distribuída
entre a parte continental e um conjunto de ilhas. É limitado ao sul e oeste pelo Lago Guaíba; a
leste, pelos municípios de Alvorada e Viamão; e ao norte pelo rio Gravataí.
A população porto-alegrense, conforme censo demográfico do IBGE de 2000, é de 1.360.590
habitantes. 5
Com relação ao tema a ser pesquisado, conforme o Departamento Municipal de
Limpeza Urbana, a coleta domiciliar do lixo é realizada três vezes por semana na maioria dos
bairros. No centro da cidade e principais avenidas, ela ocorre de segunda a sábado. A coleta seletiva
2
Possibilita ao jovem ou adulto, fundamentalmente trabalhador, seu ingresso ou reingresso no Ensino Fundamental,
buscando recuperar a defasagem existente entre sua idade e sua escolarização, através de uma proposta que propicie
aceleração de estudos. (PPP da escola)
3
Dados do Censo/IBGE 2000 In: http://www.portoalegre.rs.gov.br
4
O rendimento médio mensal dos responsáveis pelo domicílio/2000: é de 4,05 salários mínimos. Censo/IBGE 2000
5
( http://www.observapoa.palegre.com.br)
5
ocorre duas vezes por semana na maioria dos bairros, nos demais, uma vez por semana. Proteção
ao meio ambiente e apoio a segmentos sociais excluídos são as diretrizes da política gerenciada pelo
Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU) na capital gaúcha. Os objetivos do DMLU
são a redução, o reaproveitamento (suinocultura, compostagem...) e a reciclagem como caminhos
para o desenvolvimento sustentável.
De acordo com o site da Prefeitura, o DMLU recolhe aproximadamente 300 toneladas de
lixo público diariamente, a maior parte proveniente dos “focos de lixo” (lixo descartado em locais
inapropriados).
Diariamente mais de 60 toneladas de recicláveis são recolhidos e encaminhados às 15
unidades de triagem. Nas unidades, cerca de 800 pessoas fazem a separação dos diversos tipos de
resíduos e os vendem para recicladores. Com o serviço de coleta seletiva do DMLU, os resíduos
que iriam parar em aterro sanitário passam a ser reciclados, e centenas de famílias obtêm um meio
de sustento.
2.TEMA: Poluição Ambiental
2.1 DELIMITAÇÃO DO TEMA: Plástico x Meio Ambiente
2.2 PROBLEMA DE PESQUISA: As pessoas sabem que não devem jogar lixo nas ruas, mas por que
ainda jogam?
3. JUSTICICATIVA
Este projeto de pesquisa surgiu a partir de análise e reflexão sobre problemas ambientais, mais
precisamente, a poluição da água.
Nas primeiras semanas de março, foram desenvolvidas diversas atividades envolvendo este
assunto: leituras, debates, pesquisas no Laboratório de Informática ( ciclo da água, tempo de
decomposição dos resíduos, degradação do ambiente, tipos de poluição), já que o dia 22 de março é
o "Dia Mundial da Água". As crianças assistiram ao filme "O Príncipe das Águas" e tiveram contato
com alguns vídeos sobre a água, o lixo participava ou como coadjuvante ou, como personagem
central, roubando a cena. Posteriormente, foram realizadas atividades de produção de textos e
histórias em quadrinhos.
Nas discussões de análise dos vídeos, o plástico causou preocupação, quando as crianças se
deram conta de que aquela embalagem plástica jogada na rua, em frente à escola poderia ser levada
6
até o bueiro, passando para a Rede de Esgoto, chegar ao Lago Guaíba, seguindo até a Laguna dos
Patos e, finalmente chegando no Oceano Atlântico, podendo, quem sabe, parar no estômago de um
animal marinho ou até causando a morte de outros animais.
Quando da análise do ciclo "de vida" do plástico, as crianças perceberam que existe muito
plástico ao redor da escola, na comunidade; o plástico não é biodegradável; e lixo na rua + chuva =
esgoto, rio, mar... Também, que já tinham visto alguém jogando lixo no chão e/ou elas próprias já
tinham feito isso, até mesmo, jogando lixo no valão (como é chamado o córrego) existente nas
imediações a pedido da família!
Ao apresentar a proposta do trabalho de pesquisa NEPSO para a turma, a poluição (em
especial a das águas) apareceu como problema mais apontado pelas crianças. Sendo assim, as
crianças decidiram investigar as causas da presença de lixo/plástico nas ruas por onde circulam no
trajeto Casa/Escola. As crianças sabem, tem informação sobre o tratamento/destino que os resíduos
devem ter, conhecem a Coleta Seletiva, mas, a maioria das famílias não faz a separação.
Insistir e/ou chamar a atenção para o simples ato de separar os materiais, jogando cada tipo
de lixo no seu devido lugar, evitando a poluição do ambiente, proporcionando a reciclagem, com
economia de recursos naturais, poderá fazer com que os alunos se conscientizem de sua/nossa
responsabilidade social. Com este trabalho, buscamos mudanças de atitude!
4. HIPÓTESES
(Por que as pessoas jogam lixo no chão?)

Preguiça de procurar uma lixeira, por relaxamento, falta inteligência, vontade, atenção;

Não se preocupam com o meio ambiente, não pensam na natureza, não pensam no futuro dos
filhos deles, não pensam nas doenças; pensam só neles e não em todo mundo, falta respeito
com o mundo, não sabem que estão prejudicando eles mesmos;

Acham que é obrigação do lixeiro/gari.
7
5. OBJETIVOS
5.1 OBJETIVO GERAL

Investigar causas que expliquem a presença de tantos resíduos (lixo) nas ruas da nossa
cidade.
5.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS



Identificar alguns motivos que levam as pessoas a jogar seu lixo na rua.
Conhecer a opinião das pessoas sobre o destino correto do lixo doméstico.
Despertar nos alunos a consciência da cidadania e da responsabilidade na produção e no
destino do lixo, como uma forma de melhoria da qualidade de vida, modificando atitudes e
práticas pessoais na escola, em casa e na sua comunidade.
6. METODOLOGIA
O método a ser utilizado para a realização desse projeto envolverá a pesquisa quantitativa
de opinião 6 , com aplicação de questionários contendo questões abertas e questões fechadas, como
forma de levantar dados dos entrevistados sobre o destino dado aos resíduos domésticos.
A pesquisa de opinião como metodologia de ensino, possibilita um trabalho mais dinâmico,
favorecendo o desenvolvimento de projetos interdisciplinares, o que vem a beneficiar alunos e
professores.
Com ela, segundo Montenegro e Ribeiro (2002) , é possível averiguar a existência de algum
problema; confirmar a continuidade de uma ação que já está em andamento; compreender a visão
que as pessoas têm de um fato ou de alguma ação em curso; detectar a dimensão de algum problema
ou de alguma ação; refletir sobre como agir, como mudar, como superar, ou como reafirmar as
posições ou caminhos já escolhidos.
De acordo com Moraes 7 , trabalhar com pesquisa na sala de aula implica em mudar
inteiramente as regras do jogo do ensinar e do aprender. Os caminhos não são dados, mas se
constroem cooperativamente em comunidades de aprendizagem voltadas para reconstruções
coletivas de conhecimentos, em que produções se concretizam com intenso envolvimento dos
6
São as mais adequadas para apurar opiniões e atitudes explícitas e conscientes dos entrevistados, pois utilizam
instrumentos padronizados (questionários). São utilizadas quando se sabe exatamente o que deve ser perguntado para
atingir os objetivos da pesquisa. Permitem que se realizem projeções para a população representada. Elas testam, de
forma precisa, as hipóteses levantadas para a pesquisa e fornecem índices que podem ser comparadas com outras.
(Manual do Professor/NEPSO 2002 Pág. 60).
7
“Praticando o jogo da ciência: a sala de aula com pesquisa”. (Texto para apresentação em PowerPoint )
8
alunos e com a mediação e acompanhamento do professor.
Durante a realização da pesquisa, os alunos poderão desenvolver várias habilidades
relevantes para avanços no processo ensino-aprendizagem, tais como: ler, interpretar dados, tirar
conclusões, organizar dados em tabelas e gráficos, fazer comunicação oral e por escrito,
desenvolver seu raciocínio e crítica, conhecer conceitos acerca do tema estudado, entre outras.
Segundo Demo (1997), a pesquisa em sala de aula precisa do envolvimento ativo e reflexivo
permanente de seus participantes. A partir do questionamento é fundamental pôr em movimento
todo um conjunto de ações de construção de argumentos que possibilitem superar um estado atual e
atingir novos patamares do ser, do fazer e do conhecer.
Paulo Freire (1985) também destaca que o conhecer surge como resposta a uma pergunta. A
pergunta, a dúvida, o problema desencadeia uma procura, levando a um movimento no sentido de
encontrar soluções. Então, se estamos em busca de mudanças de ações/atitudes, um dos caminhos
que se apresentam é esse!
Conforme Demo (1997), na medida em que propicia o manejo e a produção de
conhecimento, a pesquisa em sala de aula possibilita uma cidadania emancipatória, fazendo emergir
um sujeito histórico capaz de intervir e transformar as realidades. Isso constitui a qualidade política
do educar pela pesquisa.
A pesquisa em sala de aula representa uma estratégia que propõe vínculos entre ensino e
pesquisa, tornando todos os envolvidos parceiros na busca do conhecimento, aliando teoria e prática
no processo educativo.
Com o trabalho de pesquisa em sala de aula, pretende-se e/ou busca-se um maior e melhor
envolvimento das crianças com o tema estudado. Vencer cada etapa do processo trará a cada um
dos participantes avanços em diferentes áreas; ainda mais que todos teremos que aprender a
aprender, estaremos criando e transformando (nos) a partir de um produto que será nosso! Essa
transformação será tanto mais positiva quanto mais todos estiverem empenhados e integrados na
sua realização.
Será um momento rico, uma oportunidade para os alunos perceberem que são capazes de
argumentar, tendo que tomar decisões, recuando ou avançando, o que com certeza, os ajudará
futuramente, pois,
9
à medida que este tipo de sujeito se envolver em grupos sociais mais
amplos, intervindo na constituição do discurso e das verdades que o
orientam, assume um papel de intervenção política mais amplo.É o que
denominamos de qualidade política. Esta não se manifesta apenas para além
da escola, mas ajuda a transformar o próprio ambiente escolar e seu
discurso. (MORAES, 2004, p.140)
7. POPULAÇÃO/AMOSTRA
A População a ser pesquisada será composta, de forma aleatória, por pessoas com mais de 8
anos, que moram e/ou que circulam pelas ruas do entorno da Escola, na Vila Nova Santa Rosa. A
amostra será constituída de 100 questionários.
8. RECURSOS
8.1 Recursos humanos
Dado o caráter de pesquisa acadêmica, as entrevistas serão realizadas pelos próprios autores
do presente projeto.
8.2 Recursos materiais
A pesquisa demandará cópias impressas em folhas A4, para questionários, projeto e trabalho
de divulgação dos resultados do estudo; papéis, canetas e lápis para confecção de crachás, cartazes e
painéis; camisetas com mensagens alusivas ao projeto.
Para a realização deste trabalho de pesquisa, os envolvidos também necessitarão de:
Consultas na Biblioteca da escola e no Laboratório de Informática; bem como de Transporte para
os alunos participarem do seminário.
10
9. CRONOGRAMA
ATIVIDADES
MARÇO
Apresentação da proposta e Orientações Gerais
sobre o Projeto
X
ABRIL
MAIO
X
X
X
X
JUNHO
JULHO
AGOSTO
Planejamento da elaboração do projeto
Elaboração do projeto
X
X
Apresentação da versão preliminar do projeto
Pré-teste e reorganização da versão preliminar
do projeto
X
X
Apresentação Final do projeto
X
X
Realização do trabalho de campo
X
X
X
X
Codificação, apuração e tabulação
Análise dos dados
Organização dos dados e conclusões
X
Interpretação dos dados e conclusões
X
Sistematização dos dados em forma de artigo e
divulgação dos resultados
X
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10. REFERENCIAL TEÓRICO-METODOLÓGICO
Sabemos que não há como não produzir lixo, mas nós podemos reduzir a sua produção,
reutilizando os materiais recicláveis sempre que possível. Grande parte do lixo doméstico que
poderia ser reutilizada é desperdiçada, por não lhe ser dado o destino correto: a coleta seletiva; a
qual constitui-se numa alternativa ecológica e politicamente correta, não permitindo que os resíduos
sólidos sejam depositados nos aterros sanitários.
Diariamente, milhares de toneladas de lixo são produzidas em nossas cidades. O volume de
lixo doméstico aumenta a cada dia, e o tratamento dado aos resíduos domésticos merece atenção. O
fato é que a maior parte do lixo é formada por plásticos e é descartada de forma incorreta, causando
sérios problemas ao meio ambiente.
Do ponto da degradação do meio ambiente, a quantidade de lixo gerado representa mais do
que poluição. Segundo Abreu (2001) lixo significa também muito desperdício de recursos naturais e
energéticos para produzir “bens” de consumo. Somos invadidos a todo o momento pelo o desejo de
consumir mais e mais supérfluos que foram transformados em necessidades pela mídia, e que,
rapidamente viram lixo. As embalagens, inicialmente destinadas à proteção dos produtos,
adquiriram um novo papel ao estimularem o consumo ( a embalagem “valoriza” o produto), e os
descartáveis ocupam o lugar dos bens duráveis e retornáveis. O resultado é um planeta com menos
recursos naturais e com mais lixo, que além da quantidade, aumenta em variedade, contendo
materiais cada vez mais estranhos ao ambiente natural.
Nos últimos anos, com o uso crescente de embalagens descartáveis, uma série diversificada
de produtos encontrados no lixo, tais como objetos de plástico e latas de alumínio, passou a ser
aproveitada comercialmente, com a implantação de programas de reciclagem. (RODRIGUES,
2003) No Brasil essa é uma atividade recente, e somente agora as pessoas estão se conscientizando
dos seus benefícios. A reciclagem dos resíduos sólidos assume, pois um papel fundamental na
preservação ambiental. Além de reduzir a extração de recursos naturais, ela devolve para a terra
uma parte de seus produtos e reduz o acúmulo de resíduos nas áreas urbanas. Esse processo traz
benefícios para a sociedade, para a economia do país e para a natureza.
Apesar do importante papel que a reciclagem assume nos dias atuais, é fundamental que haja uma
preocupação por parte da população em gerar menor quantidade de lixo. Para tanto, é necessário
evitar desperdício no dia-a-dia e reutilizar ao máximo, objetos e embalagens descartáveis.
12
Conforme Oliveira (1997), quando se fala de reciclagem e dos enormes benefícios que o
reaproveitamento do lixo traz ao meio ambiente, o assunto ainda parece meio abstrato e alternativo.
Mas o processo se mostra elementar quando se percebe que é dentro da casa de cada cidadão que
começa a melhoria da qualidade de vida e, mais importante, que ela depende de cada um de nós.
Características como resistência, flexibilidade, transparência, impermeabilidade, leveza,
possibilidade de reutilização e por ser reciclável, tornam o plástico um material cada vez mais
usado, nas mais diferentes aplicações; especialmente como material para embalagens. Porém, estas
mesmas propriedades, principalmente a resistência, tornam o plástico de difícil e muito demorada
degradação. O tempo necessário para decomposição na natureza pode variar entre 100 e 500 anos.
Não esquecendo, é claro, a sua origem que é o petróleo.
A partir da década de 80, a produção de embalagens e produtos descartáveis aumentou
significativamente, consequentemente, aumentou a produção de lixo. O crescimento econômico
deveria estar aliado à preservação do meio ambiente.
Concordamos com Lutzenberger (1978, p.43 e 44) dizia:
Na época atual de crise, mas também de democratização, soluções humanas, de tecnologia
branda e respeito ecológico, são as únicas que têm sentido. Mais fáceis são as soluções,
tanto técnica quanto socialmente, e mais próximas elas ficam do cidadão, que assim se
conscientiza dos problemas que causa e mais disposto estará a colaborar. O que nos falta é
mentalidade para ver a beleza do nosso mundo. Somos cegos diante da natureza.
Lutzenberger defende a idéia de que é possível conciliar progresso e preservação ambiental.
Segundo Cavazotti (2007), a antiga visão de que a natureza era ampla o suficiente para
assimilar, sem danos, todo o volume de detritos gerados pela sociedade moderna não é mais aceita.
Diante disso, não podemos achar que somente as ações governamentais e de longo prazo podem
contribuir para a melhoria da qualidade do planeta. É preciso que haja mudança de hábitos pessoais.
Para Carvalho (2006), a educação ambiental crítica pode contribuir para uma mudança de
valores e atitudes, formando um sujeito ecológico capaz de identificar e problematizar as questões
sócio-ambientais e agir sobre elas. A maioria das pessoas tem acesso às informações que alertam
para a importância da preservação da natureza, da reciclagem, da racionalização do consumo de
nossos recursos naturais e, além disso, já sentem os efeitos da crise ambiental, como a
contaminação do ar, da água e do solo, alterações climáticas, aquecimento global e ameaças à
biodiversidade. Entretanto, as pessoas não param para refletir sobre essas informações, muito
menos para relacionar com a realidade, e dessa forma, a mudança do mundo parece-lhe muito
13
distante.
Nossa intenção, com a realização deste projeto, é levar as pessoas a assumirem novas
posturas; provocando pequenas mudanças que podem fazer diferença na melhoria da qualidade de
vida, dando mais valor ao que realmente importa, evitando o desperdício.
Devemos começar, mudando nosso comportamento em relação ao consumo;
pequenas mudanças e a prática dos 4 Rs do consumo consciente: Repensar, Reduzir, Reutilizar e
Reciclar. O trecho a seguir, tirado da Carta da Terra, nos mostra que está na hora de cada um fazer a
sua parte:
A escolha é nossa: formar uma aliança global para cuidar da Terra e uns
dos outros, ou arriscar a nossa destruição e a da diversidade da vida. São
necessárias mudanças fundamentais dos nossos valores, instituições e
modos de vida. Devemos entender que, quando as necessidades básicas
forem atingidas, o desenvolvimento humano será primariamente voltado a
ser mais, não a ter mais.
14
11. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
ABREU, Maria de Fátima. Do lixo à cidadania: estratégias para a ação. Brasília: Caixa, 2001.
CARVALHO, Isabel C. M. Educação ambiental: a formação do sujeito ecológico. 2.a edição,
Editora Cortez, 2006, São Paulo, SP;
CAVAZOTTI, Fabio. A crise ambiental é a crise do nosso tempo. Folha de Londrina, Londrina, PR,
13 mai 2007, Especial, p. 16;
DEMO, Pedro. Educar pela pesquisa. Campinas, São Paulo: Autores Associados, 1997.
FREIRE, Paulo FAUNDEZ, A. Por uma pedagogia da pergunta. Rio de Janeiro Paz e Terra, 1985.
LUTZENBERGER, José. Manual de Ecologia: do jardim ao poder. Porto Alegre: L&PM, 2004.
Material do VII Seminário: “Escola e Pesquisa: um encontro possível”.
MONTENEGRO, Fábio; RIBEIRO, Vera Masagão. Nossa Escola Pesquisa sua Opinião. Manual do
Professor. 2ª edição. São Paulo: Global, 2002.
MORAES, Roque; LIMA, Valderez Marinado Rosário (Org.). Pesquisa em sala de aula: tendências
para a educação em novos tempos, 2ªedição. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2004.
MORAES, Roque. "Praticando o jogo da ciência: a sala de aula com pesquisa”.
OLIVEIRA, Thais de, Lamarco, Virgínia e Avanzi, Silvia. Reciclagem. mai 1997, p 8-14.
RODRIGUES, Francisco Luiz; CAVINATTO, Vilma Maria. Lixo - De onde vem? Para onde vai?
2 ed. São Paulo: Moderna, 2003.
A Embalagem e o Ambiente. Tetra Pak Ltda, 1998.
www.resbrasil.com.br
A Carta da Terra
Sites sobre o tema
Literatura Infantil
15
ANEXO A
Questionário N°:...............
ESCOLA MUNICIPAL DE ENSINO FUNDAMENTAL GOVERNADOR ILDO MENEGHETTI
PROJETO NEPSO – NOSSA ESCOLA PESQUISA SUA OPINIÃO
Entrevistadores:................................................................................ Data:...../.../09 Horário:.....................
APRESENTAÇÃO: Bom Dia!/Boa Tarde! Nós somos alunos da Turma B12, da EMEF Gov.Ildo
Meneghetti e estamos realizando uma pesquisa sobre lixo e coleta seletiva. Podemos contar com a sua
colaboração?
PARTE I: Dados de Identificação:
1) Qual é a sua idade?..............................
2) Sexo: a. ( ) Masculino b. ( ) Feminino
3) Escolaridade: ..............................................................................
PARTE II: Sobre o tema pesquisado:
4) É comum você ver lixo jogado nas ruas próximas à escola?
a.( ) Sim
b. ( ) Não c.( ) Sempre
d.( ) Às vezes
e.( ) Nunca
5) Nas ruas em que você passa para chegar na escola existem lixeiras?
a. ( ) Sim
PARTE III: Sobre o problema de pesquisa:
6) Você joga lixo no chão?
a. ( ) Sim
7) Você já viu alguém jogando lixo no chão?
Onde?..........................................
b.( ) Não
a. ( ) Sim
c.( ) Às vezes
b. ( ) Não
b.( ) Não
16
8) Quando você abre/usa um produto com embalagem plástica o que você faz com a embalagem?
a. ( ) Joga no chão
c. ( ) Guarda na mochila/bolsa
b. ( ) Guarda no bolso
d. ( ) Procura uma lixeira
9) Na sua casa é feita a separação do lixo? a. ( ) Sim
b. ( ) Não
10) Se sim: Que destino você dá ao lixo seco?
a. ( ) Põe na rua para o caminhão da coleta seletiva
b. ( ) Vende c. ( ) Entrega no PEV d. ( ) Doa
11) Você sabe quanto tempo o plástico demora para se decompor?
a. ( ) 1 mês
b. ( ) 1 ano
c. ( ) 10 anos
d. ( ) 100 anos
e. ( ) mais de 100 anos
12) Na sua opinião, por que as pessoas jogam lixo na rua? Numere por ordem de importância:
a. ( ) Não tem lixeiras nas ruas
d. ( ) Por relaxamento
b.( ) Acham que é obrigação dos garis/lixeiros c. ( ) Por preguiça
e. ( ) Não têm consciência de que estão prejudicando o meio ambiente
f.( ) Outro motivo. Qual? ......................................................................................................................
PARTE IV – Sobre a entrevista e o tema do projeto
13) Você gostaria de fazer algum comentário sobre o assunto? ..............................................................
....................................................................................................................................................................
.
Muito obrigado pela sua colaboração!
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