REPRESENTANDO A CATEGORIA ECONÔMICA DA
INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO, RECUPERAÇÃO,
ÓRGÃO INFORMATIVO DO
REFORÇO, MELHORAMENTO, MANUTENÇÃO,
SINDICATO DA INDÚSTRIA
SINALIZAÇÃO, CONSERVAÇÃO E OPERAÇÃO
DE ESTRADAS, BARRAGENS, HIDRELÉTRICAS,
DA CONSTRUÇÃO PESADA
TERMOELÉTRICAS, METRÔS, FERROVIAS,
DO ESTADO DE SÃO PAULO
HIDROVIAS, TÚNEIS, ECLUSAS, DRAGAGEM,
ANO XXI – NO 164
DRENAGEM, AEROPORTOS, PORTOS, CANAIS, DUTOS,
MONTAGEM INDUSTRIAL, PONTES, VIADUTOS,
MARÇO 2009
OBRAS DE SANEAMENTO, ATERROS SANITÁRIOS,
EDIÇÃO ESPECIAL
PAVIMENTAÇÃO, OBRAS DE TERRAPLENAGEM EM
GERAL E CONCESSIONÁRIAS PÚBLICAS.
Distribuição gratuita
SISTEMA
DE
GESTÃO
CERTIFICADO
ISO
9001:2000
O SENAI e o SINICESP, com apoio da
FIESP, iniciaram amplo programa de
parceria com o objetivo de capacitar
trabalhadores por meio de cursos realizados nos canteiros de obras das empresas. Os presidentes da Federação
das Indústrias do Estado de São Paulo,
Paulo Skaf, e do Sindicato, engenheiro
Marlus Renato Dall’Stella enfatizaram
que o País precisa habilitar os trabalhadores para que se integrem às mudanças tecnológicas e à modernização
dos equipamentos. Pág. 8
O SENAI comemora o resultado dos cursos de capacitação que formam operários nos canteiros de obras
das empresas. Para o agente de treinamento Seiei
Akamine (foto), os operadores de máquinas
se declaram impressionados com os
recursos que não conheciam nos
equipamentos. Pág. 3
Convênio é
Estrutural forma
experiência positiva
a primeira turma
Pág. 2
Pág. 6
Órgão oficial do Sindicato da Indústria
da Construção Pesada do Estado de
São Paulo.
Sede: Alameda Santos, 200 • 9 o e 10 o
andares – Cerqueira César • São Paulo/
SP – 01418-000 • Tel. (11) 3179.5800 •
Fax (11) 3179.5816
Site: http://www.sinicesp.org.br
E-mail: [email protected]
SINICESP N Março 2009
DIRETORIA
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O SENAI entende que o convênio
de formação de mão de obra firmado com o SINICESP está dando bons
frutos e é uma experiência positiva.
Essa é a opinião do diretor da Escola
de Construção Civil do SENAI, no Tatuapé, Abílio José Weber.
Abílio lembra que ao longo dos
últimos anos, o SENAI foi chamado
algumas vezes a colaborar na capacitação de funcionários de uma ou
outra construtora, mas que esta é a
primeira vez que o Sindicato das empresas do setor solicitou um trabalho
que interessa a várias associadas.
Para Weber, o problema das
construtoras é duplo, o aumento da
demanda gerou escassez de mão de
obra capacitada e as áreas em
que trabalham as empresas, geralmente afastadas dos
núcleos urbanos, como no
caso dos canteiros do Rodoanel, tornam
complicado o
envio dos funcionários para cursos
nas escolas pré-estabelecidas. Em decorrência,
diz Abílio Weber, “o SENAI
optou de comum acordo em
levar a escola até os alunos,
montando os cursos nos próprios
canteiros, e o aproveitamento está
sendo muito bom”.
A parceria é muito positiva, afirma,
e os alunos que têm sido instruídos
são, na maior parte, trabalhadores
que se formaram na prática, aprendendo com os próprios companheiros, na medida em que as empresas
tinham necessidade de que assumissem novas responsabilidades como
operadores de motoniveladoras, retroescavadeiras, carpinteiro de formas ou como armadores de ferro.
Presidente: Marlus Renato Dall’Stella
1o Vice-presidente: Carlos Pacheco Silveira Vice-presidentes: Silvio Ciampaglia, Antonio José Pinheiro D´Almeida,
Carlos Alberto Ferreira Leão, Carlos Alberto Mendes dos Santos, João Lázaro
Simoso, Louzival Luiz Lago Mascarenhas Jr., João Leopoldino Neto, José
Leite Maranhão Neto, Ricardo Pernambuco Backheuser Junior e Dario de Queiroz Galvão Filho Secretários: Luiz
Carlos Martire e Wayne do Carmo Faria
Sobrinho. Tesoureiros: Clóvis Salioni
Jr. e Carlos Alberto de Salles Pinto
Lancellotti.
CONSELHO SUPERIOR ELEITO
Anwar Damha, Romildo José dos Santos
Filho, Dario Rodrigues Leite Neto e
Rosaldo Malucelli
CONSELHO SUPERIOR
Membros Natos: Newton Cavalieri
(presidente), Aluízio Guimarães Cupertino (secretário), Carlos Alberto Magalhães Lancellotti, José de Jesus Alvares da
Fonseca e Pelerson Soares Penido.
CONSELHO FISCAL
Efetivos: Ademar Guido Belinato, José
Luiz Misorelli e Manoel Carlos Ferrari.
CONSELHO FISCAL
Suplentes: Luiz Albert Kamilos, Geraldo
Tadeu Rossi e Luiz Raimundo Neves.
Turmas de trabalhadores
das empresas
Estrutural
e Ellenco
DELEGADOS
REPRESENTANTES NA FIESP
Efetivos: Manuel Carlos de Lima Rossitto e Adhemar Rodrigues Alves.
DELEGADOS
REPRESENTANTES NA FIESP
Suplentes: Newton Cavalieri e Sidney
Silveira Lobo da Silva Lima.
Editor Responsável: Guido Fidelis (MTb
7896) • Supervisão Geral: Marco Túllio
Bottino, diretor-executivo • Colaboradores: Cesar Augusto Del Sasso, supervisor do Setor Jurídico; Hélcio Petrônio
de Farias, consultor técnico; Ivan Barbosa Rigolin, professor de Direito Administrativo, Luis Fernando Xavier Soares
de Mello e Eduardo Gutierrez (tributaristas) e José Carlos Tafner Jorge (fotos)
PRODUÇÃO: RG Editores
Rua Santo Antonio, 555 – 1o A. – conj. 11
São Paulo – SP – Tel.: (11) 3105-1743
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Diagramação: Neide Siqueira
o que é natural, pois a maioria se
formou na prática, nas próprias
obras, e só com as aulas teóricas
passam a dominar toda a potencialidade dos equipamentos”, diz ele.
O representante do SENAI diz
que os alunos estão muito gratos.
Gratos porque foram escolhidos
por seus empregadores para fazerem o curso, o que já é demonstração de confiança e aposta no seu
futuro, gratos porque a médio prazo a melhor capacitação pode resultar em melhores salários e gratos
também porque, numa época de
crise, o fato de terem feito o curso
aumenta sua empregabilidade, se
por acaso vierem a perder a colocação atual.
Para Akamine, o treinamento dos
profissionais efetuado pelo SENAI
atingiu um nível tão alto, que agora
tornou-se necessário melhorar a capacitação também dos encarregados, para que cheguem ao mesmo
nível de seus subordinados recémtreinados.
As empresas também reagem
positivamente, elogiam o SINICESP
por ter conseguido um convênio
pelo qual o treinamento nada custa
aos empregadores, ao contrário da
maioria dos cursos do SENAI e a
maior prova do sucesso da iniciativa
é que o convênio não tem data para
terminar, pode e deve continuar por
muito tempo.
Os registros do SENAI indicam
que até 30 de janeiro três empresas
e ou consórcios que operam no
Rodoanel estavam sendo atendidas com os cursos SENAI/SINICESP.
Estão em andamento cursos na Estrutural e na Ellenco Construções,
em Sorocaba, para formar operadores de equipamentos.
Cursos para turmas
da Ellenco Construções
SINICESP N Março 2009
N
ão só as construtoras ligadas ao SINICESP, mas o
próprio SENAI está comemorando o resultado dos cursos
de capacitação que já formaram
operários de quase uma dezena de
empresas, minimizando a carência
de mão de obra especializada no
setor. Para o agente de treinamento
do SENAI, Seiei Akamine, o resultado ultrapassa a expectativa e o
mais gratificante, para ele, é conversar com os formandos e verificar
como sentem que cresceram profissionalmente.
“Os operadores de máquinas,
principalmente, se declaram muito
impressionados com os recursos que
não conheciam nos equipamentos,
3
EM BUSCA DE EXCELÊNCIA
Para um país de dimensões continentais como o Brasil, a história
da construção tem relação direta com a colonização do território. A
inserção do SENAI nesse panorama ocorreu por meio de sua importante
participação na construção a partir de meados do século XX. Essa
atuação, em parceria com empresas, sindicatos, associações e instituições
de ensino, é mais uma estratégia na busca da excelência para o setor.
Para tanto, assumiu postura flexível e descentralizada. O reflexo é
perceptível nos inúmeros projetos e ações desencadeados desde então.
Importante polo disseminador de conhecimentos, o SENAI atua em
projetos que contribuem para a redução do custo das indústrias, porém
com menor impacto ambiental. Isso é acompanhado por uma educação
profissional aliada à assessoria técnica e tecnológica e à pesquisa, meios
SINICESP N Março 2009
sempre calcados na responsabilidade social e empresarial.
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SINICESP N Março 2009
O
SINICESP N Março 2009
Grupo Estrutural de Campinas,
no interior de São Paulo, acaba
de formar a primeira turma de funcionários que passaram pelo curso
do SENAI, em parceria com o SINICESP e a FIESP. Os doze trabalhadores, que são operadores de retroescavadeiras, participaram durante
três sábados consecutivos das aulas,
as duas primeiras teóricas e a última
prática.
O gestor de pessoas corporativa
da Estrutural, Celso Luís Gagliardo,
explica que os trabalhadores conhecem na prática os equipamentos e
6
atuam com bastante desenvoltura,
mas precisavam de uma atualização.
“Nosso segmento não tinha essa tradição, mas com os equipamentos
mais tecnológicos, os cursos passaram a ser necessários”, conta.
Celso Gagliardo diz que o treinamento pretende corrigir vícios arraigados ao longo de anos e prevenir
acidentes. “O curso é acompanhado
pelo pessoal de segurança no trabalho, um setor bastante importante na
empresa. O instrutor orienta os funcionários na checagem de uma série
de itens antes de começar a traba-
lhar. Isso é essencial para a segurança
dele e do patrimônio da empresa”,
completa.
O gestor de pessoas corporativa
da Estrutural informa que um novo
curso já está sendo montado e prevê
o treinamento de operadores de escavadeira hidráulica. “Depois desses
dois cursos pretendemos fazer uma
reunião com os encarregados de cada
setor para aferir o retorno dos cursos,
saber na prática se ocorreram mudanças e se foram positivas. Será
muito importante para nortearmos
os próximos treinamentos”, conclui.
ANTEIROS DE OBRAS DO
RODOANEL TAMBÉM
RECEBEM CURSOS
A maior obra de infraestrutura em andamento no Estado de São Paulo, o Rodoanel Mário Covas, tem recebido os cursos
do SENAI em parceria com o SINICESP e a FIESP. Somente o trecho Sul recebeu recursos de R$ 5 bilhões, sendo dois terços do
SINICESP N Março 2009
Governo do Estado e um terço do Governo Federal, por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
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C
A fuga de trabalhadores da construção pesada pelo desaquecimento da área de infraestrutura de transportes, registrada nas últimas décadas, fez com que não houvesse um
processo de ampla reciclagem. Atualmente, muitos equipamentos ficam ociosos nos canteiros por falta de mão de obra
especializada.
O problema pode ser constatado por pesquisa realizada
pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. Os
números indicam: 80% dos trabalhadores dos canteiros de
obras completaram, no máximo, quatro anos de estudo,
sendo que 20% deles não são sequer alfabetizados. Apenas
18% desses trabalhadores já passaram alguma vez por um
treinamento.
Os primeiros cursos ministrados pelos professores do
SENAI apresentam resultados altamente positivos. As empresas associadas estão se valendo desses recursos com excelente aproveitamento, melhorando a produtividade por
meio da capacitação de seus funcionários.
Para o SINICESP, neste tempo de mudanças, crises e
oportunidades, só há lugar para as nações que encaram de
frente o desafio de aumentar o nível educacional da população. A educação é a base para o desenvolvimento de um
país e para o crescimento individual dos cidadãos.
SINICESP N Março 2009
om a retomada dos investimentos em infraestrutura, principalmente no Estado de São Paulo, o setor
da construção pesada se deparou com um grande
problema: a escassez de mão de obra capacitada. A fim de
equacionar a questão, de importância vital para o segmento, o SINICESP se empenhou na busca de solução compatível para as empresas que necessitavam, com urgência,
habilitar trabalhadores para as missões de construir, manter e conservar estradas.
A primeira medida consistiu em um amplo programa de
parceria entre o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e o Sindicato, com apoio da Federação das
Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), especialmente
de seu presidente, Paulo Skaf, que tem se empenhado para
que o SENAI cumpra a grande missão estratégica: olhar para
o futuro e participar do anseio da população que deseja
aprender e se aprimorar para ter melhor oportunidade de
trabalho.
Foram criados, de imediato, cursos que são montados
nos próprios canteiros de obras e atendem as áreas de manutenção de máquinas e equipamentos, laboratoristas de
solos, concreto e asfalto, motoristas de caminhões, operadores de escavadeiras, pá carregadeiras e espargidores, entre
outras atividades específicas da construção pesada.
Também está em curso projeto a ser desenvolvido em
conjunto com o Sindicato dos Trabalhadores visando a oferecer treinamento para os trabalhadores. O objetivo principal tem como base o Fundo de Amparo ao Trabalhador
(FAT) que poderá injetar recursos para a realização de cursos
específicos para a construção pesada.
Para o presidente do SINICESP, engenheiro Marlus Renato Dall’Stella, o setor da construção pesada deve envidar
esforços para integrar e participar de sistemas educacionais
que contemplem os trabalhadores, contribuindo para disseminar cursos, além de buscar novas e mais amplas alternativas, de modo a começar a formar profissionais gabaritados
a exercer a contento atividades mais especializadas.
Marco
Túllio Bottino, Marlus Renato Dall’Stella e Paulo Skaf na FIESP: programação intensiva de cursos para capacitar trabalhadores da construção pesada
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