Ministério da Educação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior Setor Bancário Norte, Quadra 2, Bloco L, Lote 06 CEP 70040-020 - Brasília, DF 55.61.2022.6495/6470 SEMINÁRIO INTERNACIONAL METROPOLIZAÇÃO BRASILEIRA E OS DESAFIOS DA GESTÃO URBANA: O PAPEL DA PÓS-GRADUAÇÃO CAPES - 60 ANOS Introdução O acelerado processo de urbanização é um fenômeno recente e global, em que ocorre um conjunto de mudanças nas esferas econômica, social, ambiental e na política nacional. Desde a década de 60, observa-se um acentuado crescimento da população nas áreas urbanas no Brasil. Em 1970, 55,9% dos brasileiros viviam nas cidades, vinte anos depois, a população urbana passava para 75,5%, atingindo 84,4% em 2010. De acordo com IBGE (2008), a densidade demográfica média da população brasileira em 2007 era de 22,3 hab/km2. No entanto, a distribuição populacional tem caráter bem irregular. A Região Norte, que possui 45,2% da área total do Brasil e 8,1% da população, tem apenas 4,0 hab/km2. Considerada como a mais evoluída economicamente do País, a Região Sudeste possui mais de 42% da população total e a maior densidade com 87,4 hab/km2. Devido à explosão demográfica nos grandes centros urbanos, vários conflitos têm sido gerados em decorrência dos fluxos migratórios atraídos por oferta de trabalho e melhores condições de vida nas cidades. Como consequência do aumento da população, as áreas urbanas passaram a ter um crescimento desordenado, espontâneo, caótico, em que mesmo as cidades consideradas como planejadas fugiram ao controle, como Belo Horizonte, Curitiba, Brasília, Goiânia, entre outras. As mudanças significativas no modo de vida estão relacionadas ao desenvolvimento econômico, com a produção de bens duráveis e de produção. Essas mudanças repercutem nas cidades de vários modos: a verticalização em bairros antigos de ocupação pouco densa; a expansão da cidade para áreas peri-urbanas tanto na forma de condomínios fechados de alta renda quanto por meio de conjuntos habitacionais populares ou por processos de favelização onde está alicerçada a cidade informal na periferia, entre outros. Tais modos de urbanização criam vazios urbanos, reduzem a eficiência do transporte público e, frequentemente, geram impactos ambientais sobre as áreas urbanas mais antigas bem como sobre áreas naturais, com predação ambiental irreversível. Atualmente, no cenário nacional e internacional, vemos a urbanização como um processo, onde passam a ser o foco das atenções os grandes problemas gerados como pobreza, violência, poluição, transporte, ambientes insalubres, e diminuição da qualidade de vida. 1 Neste sentido, em comemoração aos 60 anos da CAPES, será realizado o Seminário Internacional “Metropolização Brasileira e os Desafio da Gestão Urbana: o Papel da PósGraduação” com o intuito de promover uma ampla discussão de temas que representam hoje grandes desafios para a sociedade brasileira e que nortearão ações da Capes na próxima década. Pretende-se, assim, abordar e refletir sobre questões que envolvem a necessidade de encaminhamentos, como: quais os principais problemas e conflitos relacionados ao tema do seu Painel; quais os desafios e possibilidades de superação; quais as soluções possíveis; e abordando, com indicações, qual o papel da pós-graduação. No evento serão realizados painéis com temas centrais para a pós-graduação, onde serão discutidos aspectos do conhecimento já estabelecidos e aplicados, assim como carências apresentadas pelas áreas do conhecimento com relação a gestão urbana, em especial das metrópoles, com base em princípios da sustentabilidade. Como um dos principais resultados do evento, os Coordenadores de Área envolvidos se reunirão para propor a CAPES editais voltados aos Programas de Pós-Graduação, visando promover intercâmbio entre Programas existentes no Brasil e no exterior, favorecer a articulação em rede de alunos e professores; fomentar a produção de conhecimento e a formação de recursos humanos qualificados para a temática. Local: Auditório da CAPES - Setor Bancário Norte, Quadra 02, Bloco L, Lote 06 – Brasília – DF. 2ª feira, 07 de Maio – Manhã 08h00-08h30 Credenciamento 08h30-09h30 Abertura: Presidência e Diretoria da CAPES, Ministério da Educação, Ministério Ciência Tecnologia e Inovação, Ministério do Meio Ambiente, Ministério da Justiça, Ministério das Cidades, Ministério dos Transportes, Conselho de Desenvolvimento Urbano da Câmara dos Deputados, Caixa Econômica Federal, CNPq, BNDES, Coordenação Seminário. 09h30-10h00 - Intervalo 10h00-12h30 Painel I: Urbanização Contemporânea: as cidades brasileiras e suas múltiplas dimensões Presidente de mesa João Lima Sant’Anna Neto (Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho), Coordenador da Área de Geografia Expositores Jorge Gaspar (Universidade de Lisboa & Centro de Estudos e Desenvolvimento Regional e Urbano - CEDRU) Rosa Moura (Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social - IPARDES) Marcelo Lopes de Souza (Universidade Federal do Rio de Janeiro) 11h40-12h30 Debates Mediador Helena Mader (Correio Braziliense) Relatores Maria Encarnação Beltrão Sposito (Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho) Jan Bitoun (Universidade Federal de Pernambuco) Objetivo: Como o nome deste seminário sugere, os problemas das metrópoles brasileiras exigem um olhar multidisciplinar e, portanto, complexo se queremos ser capazes não apenas de elaborar novas explicações para um novo tempo, mas também de propor caminhos que não sejam apenas elaborados via políticas de Estados, mas pensados com a sociedade e a partir dela. A complexidade do objeto sobre o qual nos debruçamos pode ser vista em múltiplas dimensões: a) pela redefinição do papel das metrópoles nas redes urbanas o que requer analisá-las em suas relações com as outras cidades, menores e menos complexas, mas também em processo com alteração de papéis; b) pelas relações intrínsecas entre produção do espaço urbano e dinâmicas naturais, revelando-se as contradições entre o tempo social e o tempo geológico; c) pela ampliação das escalas de articulação espacial, que atingem o plano internacional, reforçando as interdependências entre a ordem próxima e a distante; d) pelo aparecimento de novas formas de organização da sociedade, que mostram a superação das lógicas estritamente estatais, ou das formas de agremiação corporativas, ou sindicais ou político-partidárias; e) pelas novas relações entre a cidade e o campo, que sugerem novas formas de se perceber o que é rural e o que é urbano, quando há efetivamente uma urbanização da sociedade. Tendo em vista este painel amplo de transformações, esta mesa redonda tem como objetivo fazer um balanço do escopo das mudanças mais profundas, na busca de apreensão de seus movimentos principais, de suas determinações e de suas determinantes, tanto quanto deve, num amplo espectro de possibilidades, vislumbrar as que podem ser colocadas em ação como pauta de pesquisa, o que sempre designa um projeto político. 2ª feira, 07 de Maio – Tarde 14h00-17h00 Painel II: Política, Planejamento e Gestão Ambiental Urbana Presidente de mesa Maria do Carmo Sobral (Universidade Federal de Pernambuco), Coordenadora Adjunta da Área Ciências Ambientais Expositores Maria Carmen Lemos (Universidade de Michigan) Arnaldo Jardim (Câmara dos Deputados) Arlindo Philippi Jr (Universidade de São Paulo) 16h00-16h30 Intervalo 16h30-17h30 Debates Mediador Washington Novaes (O Estado de São Paulo & TV Cultura) Relatores Pedro Jacobi (Universidade de São Paulo) Salvador Dal Pozzo Trevisan (Universidade Estadual de Santa Cruz) Objetivo: No contexto brasileiro, as cidades cresceram vertiginosamente sem o devido acompanhamento de infraestrutura básica, gerando ambientes insalubres e exclusão social. O crescimento urbano ocorrido nas últimas décadas transformou o Brasil num país essencialmente urbano com 83% de população urbana. Esse processo se deu especialmente nas Regiões Metropolitanas (RM) e nas cidades que se transformaram em pólos regionais. As RM possuem um núcleo principal com várias cidades circunvizinhas. A taxa de crescimento do núcleo da RM é pequena, enquanto o crescimento da periferia é muito alto. No enfrentamento dos problemas gerados pela transformação dos ambientes naturais em áreas urbanas, há a necessidade de desenvolver políticas públicas para enfrentamento das questões, assim como a adoção de medidas de planejamento e de gestão ambiental do meio urbano promovendo a formação de recursos humanos de qualidade, visando atender as necessidades que serão apontadas neste Seminário. 17h30 – 18h00 Síntese das relatorias do dia - Relatores e Presidentes dos Painéis I e II 18h00 – 19h00 Contribuições do Instituto de Estudos de Habitação e Desenvolvimento Urbano para Gestão Urbana no Brasil (Evento paralelo) Presidente de mesa Anton van Schijndel, LL.M. (Instituto de Estudos de Habitação e Desenvolvimento Urbano– HIS/Erasmus University Rotterdam) Expositores Geronimo Leitao (Universidade Federal Fluminense) Fabio Duarte (Universidade Católica do Paraná) Jeroen Klink (Universidade Federal do ABC) 3ª feira, 08 de Maio – Manhã 09h00-12h00 Painel III: Habitação, Mobilidade e Acessibilidade Urbana Presidente de mesa Ricardo Triska (Universidade Federal de Santa Catarina), Coordenador da Área de Arquitetura, Urbanismo e Design Expositores Carlos Correia da Fonseca (Portugal) Nádia Somekh (Universidade Presbiteriana Mackenzie) Renato Anelli (Universidade de São Paulo) 11h00-12h00 Debates Mediador Julio Moreno (Fundação Padre Anchieta) Relatores Wilson Ribeiro dos Santos Junior (Pontifícia Universidade Católica de Campinas) Angela Gordilho Souza (Universidade Federal da Bahia) Objetivo: A aprovação do Estatuto da Cidade, Lei Federal Nº 10.257/2001, trouxe grandes avanços na definição de instrumentos capazes de garantir o direito à moradia e cidades mais justas, socialmente e ambientalmente sustentáveis. Passada uma década da sua implementação, são muitos os desafios de gestão urbana colocados na sua efetivação, capazes de enfrentar as profundas desigualdades e exclusão urbana, associadas ao intenso processo de investimentos imobiliários, verticalização e crescimento densificado nas grandes metrópoles. Esse ambiente conflituoso e complexo tem propiciado entre os problemas mais agudos na atualidade das cidades brasileiras, o caos no transito, seja nas metrópoles e aglomerados de porte médio, agravando o estado de saúde da população, com aumento do estresse, além de influenciar negativamente a qualidade de vida. A priorização do transporte individual, em detrimento do transporte coletivo público, torna desiguais as condições de mobilidade e acessibilidade urbana, penalizando sobretudo as camadas da população de baixa renda em seu deslocamento cotidiano. Nesse processo, destaca-se a necessidade de ampliação de ações relacionadas ao uso e ocupação do solo que viabilizem ambientes adequadamente urbanizados, moradias dignas, tratamento de espaços públicos e áreas verdes, ampliação e melhoria de infraestrutura e serviços coletivos, bem como adequação no sistema de circulação, mobilidade e transporte urbano. Este cenário exige gestões urbanas mais comprometidas e eficazes que considerem a transversalidade e complexidade destes processos, bem como formas de ações integradoras da participação coletiva, protagonistas de cidades como bem público, a ser continuadamente preservado e aprimorado. 3ª feira, 08 de Maio – Tarde 14h00-17h00 Painel IV: Água e Infraestrutura Urbana Presidente de mesa Estevam Barbosa de Las Casas (Universidade Federal de Minas Gerais), Coordenador da Área Engenharias I Expositores Kala Vairavamoorthy (Universidade do Sul da Flórida) Elisabete França (Prefeitura de São Paulo, Secretaria Municipal da Habitação) José Fernando Thomé Jucá (Universidade Federal de Pernambuco) 16h00-16h30 Intervalo 16h30-17h30 Debates Mediador Adalberto Marcondes (Agência de Notícias Envolverde) Relatores Leo Heller (Universidade Federal de Minas Gerais) Vanderley Moacyr John (Universidade de São Paulo) Objetivo: O impacto das águas, tratadas, pluviais e de esgoto, no ambiente urbano, é um fator decisivo no planejamento das cidades. As intervenções visando evitar a contaminação dos lençóis aquíferos, a convivência harmoniosa dos cursos d`água com as metrópoles, o efeito das chuvas como fator desestabilizador de edificações, a necessidade de manter um provimento de água para consumo para a sociedade e o desafio de universalizar a coleta e tratamento de rejeitos são objeto de constante e sempre renovados cuidados por parte daqueles encarregados de pensarem e gerirem os grandes conglomerados urbanos. Dentre os vários aspectos a serem considerados, o transporte pluvial de grande quantidade de poluição orgânica e de metais que atingem os rios nos períodos chuvosos; a contaminação das águas subterrâneas por despejos industriais e domésticos, por meio das fossas sépticas, vazamento de sistemas de esgoto sanitário e pluvial, entre outros; depósitos de resíduos sólidos urbanos, que contaminam as águas superficiais e subterrâneas, funcionando como fonte permanente de contaminação; são todas questões de grande relevância a serem discutidas. Neste cenário, torna-se imprescindível o desenvolvimento de políticas, tecnologias e inovações para a gestão urbana com o aprimoramento de estudos e pesquisas sobre o ciclo hidrológico em contexto urbano, os impactos de demanda por água de abastecimento e de lançamentos de efluentes urbanos na escala da bacia hidrográfica, bem como a gestão integrada e sustentável de águas urbanas nas grandes cidades. 17h30 – 18h00 – Síntese das relatorias do dia Relatores e Presidentes dos Painéis III e IV 4ª feira, 09 de Maio – Manhã 09h00-12h00 Painel V: Violência Urbana e Inclusão Social Presidente de mesa Jacob Carlos Lima (Universidade Federal de São Carlos), Coordenador da Área Sociologia Expositores César Barreira (Universidade Federal do Ceará) José Luis Ratton (Universidade Federal de Pernambuco e Governo Estado de Pernambuco) Sérgio Adorno (Universidade de São Paulo) 11h00 – 12h00 Debates Mediador Bruno Paes Manso (O Estado de São Paulo) Relatores Renato Sérgio de Lima (Fórum Brasileiro de Segurança Pública) Gabriel Feltran (Universidade Federal de São Carlos) Objetivo: O crescimento desordenado das cidades e a explosão demográfica nas áreas periféricas geram uma escalada crescente da violência urbana. A configuração dos espaços urbanos esta associada a uma estrutura social historicamente marcada por desigualdades. A violência, em suas diversas manifestações, tem na pobreza e na desigualdade, seu substrato, mas se junta a interesses econômicos e políticos vinculados a atividades consideradas ilegais ou ilícitas. O desafio da gestão urbana encontra-se na busca permanente de reduzir essa violência, através de políticas que atenuem essas desigualdades, com maior acesso da população aos bens produzidos pela sociedade, acesso a serviços sociais, maior qualificação das polícias e dos serviços jurídicos, assim como discussão pública dessas políticas, dos direitos humanos e de cidadania. 4ª feira, 09 de Maio – Tarde 14h00-17h00 Painel VI - Política Urbana e Governança Metropolitana Presidente de mesa Ivo Marcos Theis (Fundação Universidade Regional de Blumenau), Coordenador Adjunto da Área de Planejamento Urbano e Regional e Demografia Expositores Johanna Looye (Universidade de Cincinnati) Norma Lacerda Gonçalves (Universidade Federal de Pernambuco) Jeroen Klink (Universidade Federal do ABC) 16h00-17h00 Debates Mediador Júlio Moreno (Fundação Padre Anchieta) Relatores Geraldo Magela Costa (Universidade Federal de Minas Gerais) Benny Schvarsberg (Universidade de Brasília) Objetivo: Houve, a partir da década de 1970, uma primeira experiência no Brasil de gestão metropolitana com a criação de regiões metropolitanas por parte do governo federal, que visava uma atuação conjunta de municípios no sentido de resolver os crescentes problemas oriundos do crescimento demográfico e a explosão das áreas urbanas em torno das maiores cidades do país. A partir da Carta Magna de 1988, o arcabouço constitucional mudou e transferiu aos estados da federação a competência de criar regiões metropolitanas nos seus territórios. Diante da mudança do status dos municípios a partir de 1988 – que se tornaram, então, entes federativos – a cooperação entre municípios no âmbito dessas regiões tornou-se extremamente difícil. Se a experiência das regiões metropolitanas da década de 1970 e 1980 já não deve ser considerada bem sucedida, o novo formato dessas regiões em nada aumentou a eficácia e possibilidade de articular políticas, programas e gestões conjuntas entre municípios para “fins metropolitanos”. Com a Lei dos Consórcios Públicos de 2005 (regulamentada em 2007) pode haver uma nova chance de avançar em direção a uma atuação articulada, no âmbito metropolitano, entre os diferentes entes federativos – município, estados e federação. O presente painel pretende debater essas questões de cunho legal e político que se tornam ao mesmo tempo empecilhos, desafios e chances para uma melhoria das condições das populações que moram, trabalham e estudam nessas áreas que são estratégicas para o desenvolvimento do país. 17h00 – 17h30 – Síntese das relatorias do dia Relatores e Presidentes dos Painéis V e VI 17h30-18h00 - Conclusões e Encerramento Conclusões e Encaminhamentos da Coordenação do Seminário Arlindo Philippi Jr Pronunciamento do Presidente da Capes Jorge Almeida Guimarães COMISSÃO CIENTÍFICA Arlindo Philippi Junior (USP), Coordenador da Área de Ciências Ambientais da CAPES Benamy Turkienicz (UFRGS), Consultor da CAPES Estevam Barbosa De Las Casas (UFMG), Coordenador da Área de Engenharias I da CAPES Jacob Carlos Lima (UFSCAR), Coordenador da Área de Sociologia da CAPES João Lima Sant’Anna Neto (UNESP), Coordenador da Área de Geografia da CAPES Maria do Carmo Sobral (UFPE), Coordenadora Adjunta de Área de Ciências Ambientais da CAPES Ricardo Triska (UFSC), Coordenador da Área de Arquitetura e Urbanismo da CAPES Rainer Randolph (UFRJ), Coordenador da Área de Planejamento Urbano e Regional/Demografia da CAPES COMITÊ ORGANIZADOR Arlindo Philippi Junior (USP) Maria do Carmo Sobral (UFPE) Ricardo Triska (UFSC) Angela Gordilho Souza (UFBA) Paula Prado de Sousa Campos (USP) Silvana Audrá Cutolo (USP) Sônia Maria Viggiani Coutinho (USP) Valdir Fernandes (UP) COMISSÃO DE APOIO Sandra Cunha (CAPES) Adriana Siqueira (CAPES) Elionora Barros (CAPES) Fabiana Santos (CAPES) Giuliana Talamini (USP)