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Trabalho 3007 - 1/3
O CUIDADO A CRIANÇA COM DIABETES MELLITUS TIPO I:
ELABORAÇÃO DE UM FOLHETO EDUCATIVO
Souza, Luana Reis1; Maciel, Renata Oliveira2; Martins, Tathiana Silva de
Souza3; Dias, Leandro Silva4.
Atualmente o aumento do número de pessoas com doenças crônicodegenerativas tem se constituído em um desafio para os serviços de saúde e para
a sociedade. Segundo a Organização Mundial da Saúde, o diabetes mellitus (DM)
tipo 1 é uma das mais importantes doenças crônicas da infância em esfera
mundial. O DM requer da criança diabética, das famílias e dos profissionais de
saúde, esforços conjuntos para que os portadores atinjam um bom controle
metabólico, a fim de minimizar as complicações advindas a longo prazo. Estes
esforços devem ser direcionados para ajudar a criança a administrar o complexo
regime de insulina, dieta e exercícios a fim de manter os níveis de glicose
sangüínea dentro dos limites de normalidade, proporcionando-lhes qualidade de
vida. O Enfermeiro, como educador, assume um papel importante no que tange a
capacitação e o suporte à criança e a família não apenas durante a internação
hospitalar, onde acontece o diagnóstico da patologia, mas principalmente durante
o preparo para a alta domiciliar. Assim, cabe ao enfermeiro promover práticas
educativas de modo que a família e a criança sejam ouvidas, envolvidas e
tranqüilizadas para a nova situação de vida. A educação em saúde é considerada
uma função inerente à prática de enfermagem e uma responsabilidade essencial
da profissão. Os materiais educativos assumem um papel importante no processo
de educar em saúde, pois além de facilitarem a mediação de conteúdos de
Residente em Enfermagem do Programa de Pediatria do HUPE/ UERJ. Enfermeira da Unidade
Pediátrica do Hospital Estadual Getúlio Vargas/ Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro.
2
Mestre em Enfermagem. Chefe do Serviço da Mulher e da Criança do HUPE/ UERJ. Professora
do curso de Graduação em Enfermagem da Universidade Veiga de Almeida.
3
Mestre em Enfermagem. Enfermeira do HUPE/ UERJ. Professora do curso de Graduação em
Enfermagem da Universidade Estácio de Sá. Integrante do Núcleo de Estudos e Pesquisa em
Cidadania e Gerência na Enfermagem (NECIGEN).
1
4
Enfermeiro do Hospital Universitário Pedro Ernesto/ Universidade do Estado do Rio de
Janeiro (HUPE/ UERJ). Especialista em Pediatria. Enfermeiro da Emergência Pediátrica
do Hospital Estadual Azevedo Lima/ Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro.
Professor do curso de Graduação em Enfermagem da Universidade Veiga de Almeida.
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Trabalho 3007 - 2/3
aprendizagem, funcionam como recurso prontamente disponível para que o
paciente e sua família possam consultá-lo quando diante de dúvidas no
desenvolvimento do cuidado. Durante a atuação, com residentes de enfermagem,
na Unidade Pediátrica de um Hospital Universitário vivenciamos a admissão de
inúmeras crianças que se deparavam com o diagnóstico de diabetes mellitus. No
entanto, não possuímos nenhum recurso instrucional que pudesse ser usado pelo
enfermeiro para a orientação da criança e sua família, o que dificultava o processo
de educação em saúde e aumentava o tempo de internação dessa clientela.
Desta forma, tendo em vista a situação detectada, traçamos o seguinte objetivo:
Fomentar a instrumentalização do cuidado, à criança com diabetes mellitus,
através da elaboração de um folheto educativo. Esse estudo justifica-se por
oferecer a instituição de saúde um folheto educativo acessível e claro, que possa
ser usado não apenas como um recurso instrucional pelo enfermeiro, mas também
pela criança, com diabetes mellitus, e sua família no domicílio como uma
ferramenta de auxílio. Utilizou-se a pesquisa bibliográfica em livros, periódicos de
enfermagem e médicos, folhetos e manuais publicados nos últimos cinco anos
para subsidiar a elaboração do folheto educativo. Optamos pela confecção de um
folheto educativo ilustrado com figuras, para tirar dúvidas, que pudesse ser levado
para o domicílio, e que seria mais acessível para o autocuidado, facilitando a
comunicação visual e o acesso por parte das crianças, que possuem pouca
familiaridade com a linguagem escrita. Acreditamos que assim a educação ocorra
em uma relação horizontal, dialógica, recíproca e verdadeiramente humana,
estimulando de forma eficaz o autocuidado. Desta forma, os profissionais de
saúde, como produtores de material impresso, devem ter em mente que um
material educativo deve ser adequadamente planejado, avaliado, validado para
atender a real necessidade da criança com DM. No entanto, entendemos que o
folheto educativo por nós elaborado deverá não apenas ser implementado, mas
também avaliado quanto à compreensão por parte dos clientes e seus familiares
acerca do conteúdo veiculado.
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Trabalho 3007 - 3/3
Descritores: Educação em Saúde, Materiais de Ensino, Diabetes Mellitus tipo I e
Enfermagem Pediátrica.
BIBLIOGRAFIA:
1 . Freitas AAS, Cabral IE. O cuidado à pessoa traqueostomizada: análise de
um folheto educativo. Esc Anna Nery Rev Enferm 2008; 12(1): 84-9.2.
2. Kelly-Santos A, Rozemberg B. Comunicação por impressos na saúde do
trabalhador: a perspectiva das instâncias públicas. Ciênc Saúde Coletiva
2005; 10( 4):89-95.
3 . Torres HC, Salomon IMM, Jansen AK, Albernaz PM. Interdisciplinaridade na
educação em Diabetes: percepção dos graduandos de enfermagem e
nutrição. Rev Enferm UERJ 2008; 16(3): 351-7.
4. Zanetti ML, Biagg MV, Santos MA, Péres DS, Teixeira CRS. O cuidado à
pessoa diabética e as repercussões na família. Rev Bras Enferm 2008; 61(2):
186-92.
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61o. Congresso Nacional de Enfermagem