Correio dos Açores ID: 35147623 22-04-2011 Tiragem: 4600 Pág: 3 País: Portugal Cores: Preto e Branco Period.: Diária Área: 28,32 x 28,89 cm² Âmbito: Regional Corte: 1 de 2 Foram mais rapazes do que raparigas Nasceram sete crianças por dia em 2009 nos Açores O Número de nascimentos nos Açores é superior ao das mortes. De acordo com dados de 2009, nasceram nos Açores 2786 crianças, das quais 1417 do sexo masculino, número superior ao das raparigas que se ficou apenas pelos 1370 nascimentos. Nélia Câmara O Serviço Regional de Estatística dos Açores revelou que, e de acordo com dados de 2009, nasceram nos Açores 2786 crianças, das quais 141 do sexo masculino. No mesmo ano, faleceram 2433 pessoas, das quais 1286 homens. A ilha de S. Miguel, também a mais populosa do arquipélago, foi a que mais pessoas viu morrer em 2009. Na ilha morreram 1176 pessoas, logo seguida pela Terceira com 616. O Corvo, a ilha mais pequena, com uma população de cerca de 400 pessoas, viu morrer sete pessoas neste ano. Nas restantes ilhas, por ordem decrescente, Pico (183), Faial (161), São Jorge (119), Graciosa (70) e Flores (48). Quanto a nascimentos, em São Miguel houve 1785 óbitos, e na Terceira houve 553. Nas restantes ilhas, o número de óbitos por ordem de- Número de nascimentos nos Açores é superior ao das mortes crescente, Pico (123), Faial (128), São Jorde Famílias Numerosas, em declarações ao é de 1,23 filhos. Isso quer dizer que os núge (177), Santa Maria (45), Graciosa (38), Correio dos Açores, acusou recentemente meros são muito baixos e estão aquém das e Flores (29). Assim, há um saldo positivo o Governo de contribuir para a diminuição necessidades populacionais do país e até da entre o número de nados vivos e o número da natalidade com a política de austeridade Região. de óbitos nesse ano. Mas em 2010, embora que tem implementado, defendendo que o Esta é uma medida «em linha» com as não haja dados estatísticos disponíveis para abono de família devia ser universal a par- medidas que «o Governo tem vindo a tomar que se possa fazer a comparação, sabe-se tir do terceiro filho e não devia depender contra a família e a natalidade», afirmou, que os três hospitais da região registaram o do orçamento familiar, sendo certo que no sublinhando que praticamente nenhum país ano passado 2705 nascimentos, menos 81 país, e na Região, tudo se contabiliza em da União Europeia adoptou esta medida nos que em 2009. E de acordo com os especiafunção dos rendimentos absolutos dos pro- seus planos de austeridade. «Os países a sélistas em saúde materna a tendência é para genitores e do rendimento per capita, o que rio sabem que o dinheiro que se gasta com que este número caia, uma vez que com a “está errado”. as crianças é um investimento e quando se crise que o país e os Açores estão a viver Nuno Dias recorda que tanto em Por- corta aí, está-se a cortar no crescimento, no as famílias têm mais dificuldades em fazer tugal como nos Açores as famílias não têm futuro», acrescentou. um planeamento familiar tendo em conta o o número de filhos que querem mas sim aumento do número de filhos. aqueles que podem ter de acordo com o seu Bebés açorianos com peso ideal orçamento, salvo raras excepções. Lembra Famílias precisam de mais apoios mesmo que as mulheres portuguesas adMas voltando aos números. Ainda de para fomentar natalidade mitem querer ter, em média 3,9 filhos, mas acordo com informação disponibilizada quando questionados quantos esperam vir a pelo SREA, a média de peso dos bebés Mas em tempos de crise também as ajuter respondem, em média, 1,9 filhos, mas o nascidos nos Açores, em 2009, era de 3 a 3 das às famílias numerosas são poucas. que realmente acontece é que a média de quilos e meio para um total de 393 rapazes Nuno Dias da Associação Portuguesa nascimentos em Portugal, dados de 2009, e 296 raparigas. Entre quatro quilos e quatro quilos e meio nasceram 148 bebés, doze bebés com mais de quatro quilos e meio e 2 bebés com 5 quilos. Superiores a 5 quilos foram 5 bebés. Mas também houve 10 bebés que nasceram com menos de um quilo (10), entre um quilo e um quilo e meio nasceram 18. Entre um quilo e meio e dois quilos nasceram 49 e entre dois quilos e dois quilos e meios nasceram 153 bebés. Um hino à vida Existem dados estatísticos que criaram os parâmetros de base que estipularam que o peso médio de um bebés ao nascer é de cerca 3 quilos e 300 gramas. Mas atenção, dizem os especialistas, as variáveis são muitas, a começar, por exemplo, pelo sexo (os meninos pesam em média 150-200 gramas a mais que as meninas). Na realidade, é considerado normal e saudável seja o bebé que ao nascer pesa 2 quilos e 500 gramas, como aquele que pesa 4 quilos. Mas “qualquer que seja o peso de seu bebé ao nascer, nos primeiros dias de vida ele perderá peso, e isso é absolutamente natural, pois é o efeito à adaptação a uma nova vida. Assim, inevitavelmente ele perderá peso, em média 6 a 10% de seu peso inicial”. Mas aproveitando a falar de peso dos bebés no nascimento, os especialistas também alertam as mães. Depois do terceiro mês de gravidez, a maioria das mulheres precisa de mais 200, 300 calorias por dia, as quais são adicionadas às 1500 e/ou 2000 habituais. Portanto, afaste a ideia de “comer por dois” por “comer para dois”, porque o seu filho está em constante desenvolvimento, mas tem necessidades calóricas inferiores às suas. Se, pelo contrário, não ingerir as calorias suficientes, pode prejudicar seriamente esse processo”, referem os especialistas da nutrição e atentos à evolução do peso das grávidas. Correio dos Açores ID: 35147623 22-04-2011 Tiragem: 4600 Pág: 1 País: Portugal Cores: Cor Period.: Diária Área: 27,19 x 5,75 cm² Âmbito: Regional Corte: 2 de 2 Nasceram sete crianças por dia em 2009 nos Açores O Serviço Regional de Estatística dos Açores revelou que, e de acordo com dados de 2009, nasceram nos Açores 2786 crianças, das quais 141 do sexo masculino. No mesmo ano, faleceram 2433 pessoas, das quais 1286 homens. A ilha de S. Miguel, também a mais populosa do arquipélago, foi a que mais pessoas viu morrer em 2009. Na ilha morreram 1176 pessoas, logo seguida pela Terceira com 616. p. 3