Jornal de Negócios Online
País: Portugal
Period.: Diária
Âmbito: Online
ID: 35828433
03-06-2011
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INVESTIDOR PRIVADO
Reforma - Garanta a sua com ?4 por dia
03 Junho 2011 | 08:44
RaquelGodinho - [email protected]
O Estado vai garantir uma percentagem cada vez menor do sal!rio na reforma. Uma
realidade para qual os portugueses ainda est"o pouco conscientes. O governador do Banco
de Portugal foi o #ltimo a alertar para a necessidade de fazer uma poupan$a alternativa.
Come$ando cedo, n"o %&preciso muito para garantir que se mant%m o n'vel de vida.
O alerta !"antigo. Mas, o
car#cter de urg $ncia acentuase a cada ano que passa.
Poupar para a ref
orma !"uma
necessidade de todos. A
Seguran %a Social vai garantir
uma percentagem cada vez
menor do sal #rio que recebeu
antes de se aposentar. Para
manter o n&vel de vida e gozar
de uma ref
orma desaf
ogada !"
preciso por dinheiro de parte.
Quanto mais cedo come %ar,
menor ser #"o esf
or %o exigido.
O Neg(cios f
ezas contas e
chegam menos de quatro euros
por dia.
No relat'rio anual de 2010,
publicado recentemente, o
Banco de Portugal alertou para
"
a import(ncia de ao longo da
vida activa os trabalhadores complementarem os seus descontos para os sistemas p )blicos de pens *es
com f
ormas alternativas de poupan%a"
.
Ainstitui%+o liderada por Carlos Costa relembrou os dados da Organiza %+o para a Coopera %+o e
Desenvolvimento Econ 'mico (
OCDE)que demonstram que um trabalhador portugu $s do sexo
masculino, com um rendimento mediano, que entrasse no mercado de trabalho em 2008, teria
garantido pela Seguran%a Social apenas 65,5% do )ltimo ordenado. Ea tend$ncia !"para que esta
percentagem sej
a cada vezmenor, em consequ$ncia das ref
ormas que ser +o necess #rias para garantir
a sustentabilidade do sistema p )blico de pens *es.
Estas conclus *es tornam evidente a necessidade de constituir uma poupan%a para que, quando deixar
de trabalhar, consiga ter, pelo menos, o mesmo n &vel de vida de que gozou ao longo da vida activa. Os
estudos revelam, no entanto, que os portugueses est+o pouco consciencializados para esta poupan %a de
longo prazo.
Um estudo elaborado pela Caixa Geral de Dep 'sitos e por investigadores do I
SCTE, publicado em 2009,
revelava que apenas um quarto dos portugueses poupava para a ref
orma. "
A raz+o !"por que se trata
de uma poupan%a de longo prazo e, neste momento, a maior preocupa %+o dos portugueses !"com a
poupan%a a curto prazo, com as necessidades de liquideza curto prazo"
, explicou ao Neg'cios Ant'nio
Ribeiro, economista da Deco Proteste.
Escolha dos produtos adequados
O ,ndice de Consci $ncia Ref
orma (
I
CR)da CGD e do I
SCTErevelou ainda que entre os inquiridos que
apresentavam comportamentos de poupan %a, 45,7% optava por dep 'sitos a curto prazo. Os f
undos de
investimento e o imobili #rio eram os produtos menos pref
eridos.
Ant'nio Ribeiro considera estas op %*es revelam a necessidade de mais inf
orma%+o f
inanceira, que
permita aos portugueses um melhor conhecimento das solu %*es dispon &veis e da adequa %+o aos seus
obj
ectivos de poupan %a. "
O desconhecimento leva os af
orradores a optarem pelos produtos que
conhecem melhor"
, acrescentou o economista da Deco.
A poupan%a para a ref
orma !, segundo Ant 'nio Ribeiro, uma "
prioridade"
, uma vezque "
dentro de
alguns anos, provavelmente, as ref
ormas n +o ser +o iguais -s que temos hoj
e, e !"necess #rio garantir o
mesmo n &vel de vida"
. Nesse sentido, a Deco Proteste aconselha os af
orradores com menos de 50 anos
a apostarem numa carteira diversif
icada de f
undos.
J#"para aqueles que est +o mais pr'ximos da idade da ref
orma a recomenda %+o !"de que optem por
aplica%*es com capital garantido ou pelos certif
icados do Tesouro.
PPR nem sempre s "o a melhor solu $"o
Os produtos que incluem a designa %+o "
ref
orma"podem n +o ser a melhor aposta. Os planos de
poupan%a-ref
orma (
PPR)t $m sido, nos )ltimos anos, o produto de ref
er $ncia para esta f
ase da vida. No
entanto, muitas vezes, a sua rendibilidade f
icou abaixo da inf
la%+o. E, no )ltimo ano, perderam o
iscais
"
interesse do ponto de vista f
iscal"
, relembrou Ant'nio Ribeiro, devido aos limites aos benef
&cios f
que f
oram introduzidos.
O ideal !"come%ar a af
orrar para a ref
orma o mais cedo poss &vel, uma vezque, desse modo, o esf
or %o
de poupan%a ser#"menor e poder #"tirar melhor partido do ef
eito de capitaliza %+o do retorno obtido. Uma
das f
ormas de o f
azer !"destinar mensalmente uma parte do seu vencimento para este plano de
poupan%a, o que introduzir #"mais disciplina -"sua estrat!gia.
O Neg(cios ef
ectuou, com a aj
uda do Banco Best, simula %*es que lhe permitem perceber qual o
montante que dever #"poupar por m$s para garantir um complemento -"ref
orma. Se tiver 25anos, um
ordenado mensal bruto de 1.500 euros, dever#"af
orrar mensalmente 116euros, ou sej
a, 3,87euros por
dia. Aos 65anos, ter #"poupado 55.680 euros. No entanto, se apenas come %ar a pensar nisso aos 55
anos, ter#"de se esf
or %ar mais. O montante de poupan %a mensal ser #"de 847euros. Dezanos depois,
ter#"af
orrado 101.640 euros. Comprove nas simula %*es.
poupan$a, o que introduzir "!mais disciplina ,!sua estrat gia.
O Neg'cios ef
ectuou, com a aj
uda do Banco Best, simula $)es que lhe permitem perceber qual o
montante que dever "!poupar por m#s para garantir um complemento ,!ref
orma. Se tiver 25anos, um
ordenado mensal bruto de 1.500 euros, dever"!af
orrar mensalmente 116euros, ou sej
a, 3,87euros por
dia. Aos 65anos, ter "!poupado 55.680 euros. No entanto, se apenas come $ar a pensar nisso aos 55
anos, ter"!de se esf
or $ar mais. O montante de poupan $a mensal ser "!de 847euros. Dezanos depois,
ter"!af
orrado 101.640 euros. Comprove nas simula $)es.
Jornal de Negócios Online
ID: 35828433
03-06-2011
Quanto tem de poupar para compensar o que o Estado n*o paga?
A tend#ncia !para que a percentagem do (ltimo vencimento que !garantida pela Seguran $a Social na
ref
orma sej
a cada vezmenor. Para garantir que recebe o mesmo que o (ltimo sal"rio, ter"!de por
algum dinheiro de parte. O Banco Best ef
ectuou simula $)es que lhe permitem perceber quanto ter "!de
poupar por m#s. As contas partem de alguns pressupostos: taxa de rentabilidade m dia anual de 4%,
expectativa de taxa de inf
la $*o de 3%, ordenado mensal bruto de 1.000 euros aos 25anos, sendo nos
anos seguintes actualizado ,!taxa de inf
la $*o. O prazo de recebimento !vital%cio de acordo com a
esperan $a de vida.
Uma ref
orma com rendimento extra
E, se chegar ,!ref
orma e pretender ter um complemento signif
icativo?O Banco Best ef
ectuou outra
simula$*o a pedido de Neg &cios. Conhe $a as possibilidades para algu m de 45anos, com um sal"rio de
1.500 euros. A taxa de rentabilidade m dia anual assumida !de 4% e a expectativa de taxa de inf
la $*o
de 3%. A poupan $a actual !inexistente.
Simule o seu caso
A grande maioria dos bancos e gestoras de activos nacionais disponibilizam, nos seus "
sites"
,
f
erramentas que permitem ef
ectuar uma simula $*o do montante mensal que ser"!necess "rio af
orrar
para garantir uma ref
orma equivalente ao (ltimo vencimento obtido. Estes c "lculos incluem algumas
vari"veis, nomeadamente o m#s e ano ref
erentes ao primeiro desconto para a Seguran $a Social, a
idade, o valor do actual sal"rio, ao qual !somado a inf
la$*o m dia estimada at !ao f
inal da idade
activa, e tamb m a taxa de substitui$*o prevista.
No f
inal, poder "!ent*o perceber qual o valor mensal que dever "!destinar a poupan$a para a ref
orma e,
em alguns casos, s *o ainda apresentados os produtos mais indicados para a sua situa$*o e perf
il de
investimento. Em algumas situa$)es, pode solicitar um contacto posterior por parte da institui $*o para
mais esclarecimentos.
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