Ministério da Saúde Secretaria de Políticas de Saúde Coordenação Nacional de DST e Aids Anais do III Congresso Brasileiro de Prevenção às DST/Aids Brasília 2000 2ª edição © 2000 – Ministério da Saúde Técnico Responsável: Rosemeire Munhoz (Unidade de Prevenção) Editoração: Assessoria de Comunicação Responsável: Eliane Izolan Conselho Editorial: Ermenegyldo Munhoz Junior (Editor); Dario Almeida Noleto (Subeditor); Nágila R. Paiva (Revisora); Ana Paula Magalhães Penha (Revisora); Josete Cachenski (Supervisora de Produção) Editoração Eletrônica: Daniel Lavenère 2ª edição: 2000 Tiragem: 4.000 exemplares Ministério da Saúde Secretaria de Políticas de Saúde Coordenação Nacional de DST e Aids Esplanada dos Ministérios – bloco G – sobreloja CEP 70058-900 Brasília –DF Brasil Telefone: 61 315-2544 Fax: 61 315-2519 Disque Saúde / Pergunte Aids: 0 800 61 1997 www.aids.gov.br Publicação financiada com recursos do Projeto AD/BRA 99/ EO2MS/ MS/SPSCN-DST/AIDS e UNESCO Ficha Catalográfica Congresso Brasileiro de Prevenção em DST/Aids (2. : 1999 : Rio de Janeiro, RJ). Anais III Congresso Brasileiro de Prevenção em DST/Aids, de 6 a 9 de dezembro de 1999. – 2. ed. – Brasília : Ministério da Saúde, Coordenação Nacional de DST/Aids, 2000. 484 p. 1. Síndrome de Imunodeficiência Adquirida / Controle & Prevenção // 2. Congressos. I. Brasil. Ministério da Saúde. II. Brasil. Coordenação Nacional de DST/Aids. III. Título Presidente de Honra José Serra Ministro de Estado da Saúde Presidente Pedro Chequer Coordenador Nacional de DST e Aids Comitê de Organização André Galvão – Coordenação Nacional de Doenças Sexualmente Transmissíveis e Aids – CN-DST/AIDS André Luiz de Almeida Martins – Disque Saúde – CN-DST/AIDS – Ministério da Saúde Carolina Siu- Fundo das Nações Unidas para a Infância - UNICEF Cláudia Lima - Coordenação Nacional de Doenças Sexualmente Transmissíveis - CN-DST/AIDS - MS Dráurio Barreira - Coordenação Nacional de Doenças Sexualmente Transmissíveis - CN-DST/AIDS - MS Eliane Izolan - Coordenação Nacional de Doenças Sexualmente Transmissíveis - CN-DST/AIDS - MS Ellen Zita - Coordenação Nacional de Doenças Sexualmente Transmissíveis - CN-DST/AIDS - MS Flávio da Silva Borges – Disque Saúde – CN-DST/AIDS – Ministério da Saúde Iêda Fornazier- Coordenação Nacional de Doenças Sexualmente Transmissíveis - CN-DST/AIDS – MS Ilíada Santos Botelho – Disque Saúde – CN-DST/AIDS – Ministério da Saúde Jeanete Múfalo – UNESCO Jorge Rogério Martins Pitanga – Comissão de Prevenção e Controle de SIDA Latino Americana - COPRECOS Jorge Werthein – Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura - UNESCO José Antônio P. de Sá Ferreira - Coordenação Nacional de Doenças Sexualmente Transmissíveis - CN-DST/AIDS - MS José Martinez Morales - Programa das Nações Unidas para o Controle Internacional de Drogas - UNDCP Josemarie Silveira Siqueira – Disque Saúde – CN-DST/AIDS – Ministério da Saúde Karla Shele de Mendonça Siqueira – Disque Saúde – CN-DST/AIDS – Ministério da Saúde Kátia Galbinski Rodrigues - Assessora Técnica da Unidade de Assistência Letícia Legay Vermelho - Coordenação Nacional de Doenças Sexualmente Transmissíveis - CN-DST/AIDS - MS Liliana Ribeiro – Coordenação Nacional de Doenças Sexualmente Transmissíveis - CN-DST/AIDS - MS Lúcia Helena Saldanha - Coordenação Nacional de Doenças Sexualmente Transmissíveis - CN-DST/AIDS - MS Marcelo Felga - Coordenação Nacional de Doenças Sexualmente Transmissíveis - CN-DST/AIDS - MS Maria Aparecida Carricondo – Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde - CONASEMS Maria do Carmo Pinheiro - Coordenação Nacional de Doenças Sexualmente Transmissíveis - CN-DST/AIDS - MS Maria Dulce Moreira – Coordenação Nacional de Doenças Sexualmente Transmissíveis - CN-DST/AIDS - MS Marylene Rocha de Souza – Assessoria de Comunicação - Ministério da Saúde - ASCOM/GM-MS Renalva Pereira de Miranda - Coordenação Nacional de Doenças Sexualmente Transmissíveis - CN-DST/AIDS - MS Renato Girade Corrêa - Coordenação Nacional de Doenças Sexualmente Transmissíveis - CN-DST/AIDS - MS Sirlene I. Vincenzo – Centro de Produção da UERJ – RJ - CEPUERJ Suely Borges de Azevedo - Coordenação Nacional de Doenças Sexualmente Transmissíveis - CN-DST/AIDS – MS Ulysses S. Guimarães - Coordenação Nacional de Doenças Sexualmente Transmissíveis - CN-DST/AIDS - MS Valéria Saraceni - Programa Municipal de DST e Aids - RJ Comitê de Programa Ariosvaldo de Campos – Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária - Ministério da Justiça Cleunice de Matos Rehen – Coordenadoria de Ensino Profissional da Educação, Média e Tecnológica - Ministério da Educação Cristina Raposo – US Agency for International Development USAID Fábio Moherdaui – Coordenação Nacional de Doenças Sexualmente Transmissíveis - CN-DST/AIDS - MS George Walnsley – Fundo de População das Nações Unidas - FNUAP Heloisa Machado de Souza - Programa de Apoio Comunitário de Saúde Programa de Saúde da Família - Ministério da Saúde - PACS/PSF/MS Ivo Brito – Coordenação Nacional de Doenças Sexualmente Transmissíveis CN-DST/AIDS - MS Jane Galvão - Coordenação Nacional de Doenças Sexualmente Transmissíveis - CN-DST/AIDS - MS João Aprigio – Saúde da Criança - Ministério da Saúde - MS José Fernando Assoni - Coordenação Nacional de Doenças Sexualmente Transmissíveis - CN-DST/AIDS - MS Lucimar Rodrigues Coser Cannon- Saúde do Adolescente e Jovem - Ministério da Saúde - MS Marcelo Garcia Vargens –Secretaria de Assistência Social Maria Etelvina Reis de Toledo Barros - Secretaria Nacional Anti-Drogas – SENAD Milton Seligman – Programa Comunidade Solidária Paulo Junqueira – Coordenação Nacional de Doenças Sexualmente Transmissíveis - CN-DST/AIDS - MS Paulo Proto – Family Health Internacional Roberto Pereira - Fórum de ONG Rio de Janeiro Vera Lopes do Santos – Coordenação Nacional de Doenças Sexualmente Transmissíveis - CN-DST/AIDS - MS Comitê Científico Rosemeire Munhoz –Presidente do Comitê - Coordenação Nacional de Doenças Sexualmente Transmissíveis - CN-DST/AIDS - MS Betina Durovni – Programa Municipal de DST e Aids - RJ Carlos Passarelli – Coordenação Nacional de Doenças Sexualmente Transmissíveis - CN-DST/AIDS - MS Cristina Pimenta – Coordenação Nacional de Doenças Sexualmente Transmissíveis - CN-DST/AIDS - MS Eugenia Raizer - Grupo Pela Vidda - ES Henriette Ahrens - Coordenação Nacional de Doenças Sexualmente Transmissíveis - CN-DST/AIDS - MS Luci Mary Hildenbrand – Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) Reinaldo Gil Suarez – Organização Pan-Americana de Saúde - OPAS Richard Parker - Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids – ABIA - RJ Sandra Lúcia Filgueiras – Coordenação Nacional de Doenças Sexualmente Transmissíveis - CN-DST/AIDS - MS Valdiléa Veloso - Coordenação Nacional de Doenças Sexualmente Transmissíveis - CN-DST/AIDS – MS Vera da Ros - Programa das Nações Unidas para o Controle Internacional de Drogas - UNDCP Sumário Apresentação ...........................................................................................................25 Material educativo DST - HIV/Aids “O Melhor Ainda é Prevenir”...................................................29 Bilão e os Cavaleiros da Saúde “Conversando” com o HIV.............................31 Travestis, Cidadania e a Prevenção das DST/HIV/Aids ...................................32 Kit Educativo Colméia: uma Abordagem Preventiva para Mulheres ..................33 Daniel e Letícia Falando sobre Aids ......................................................................35 CD Fique Vivo: “Mensagem dos Manos de cá pros Manos de lá” ..................38 Jogos Educativos .....................................................................................................40 Preservativo Feminino - uma Alternativa para a Mulher Moderna .................42 Kit de Prevenção às DST/Aids: Grupo de Prevenção Casa da Aids ...............43 A Gente da Vila pela Vida .......................................................................................45 Barraca da Prevenção: Experiência bem Sucedida nas Festas Juninas de Sergipe .........................................................................................46 Perguntas e Respostas Ilustradas: uma Proposta Educativa na Prevenção das DST ........................................................................................47 Aids Sem Medo Sem Preconceito - CD-Rom - uma Ferramenta de Apoio à Informação/Educação/Comunicação.....................................................48 Kit Pranchetas Educativas-HIV/Aids- e Cartões Passo a Passo do Uso do Preservativo Masculino....................................................................51 Produção de Fita Educativa para Sensibilização das Gestantes no Pré-natal com Relação à Realização Teste Anti-HIV: seu Filho Agradece ....................................................................................................................53 Prevenindo é Melhor! Uma História de Amor que Pode Mudar sua Vida......................................................................................................................54 Kit Informação, Educação e Comunicação para a Prevenção de DST/Aids para Viver o Amor sem Doença do Mundo, com o Rap do Tesão e o Axé da Camisinha ....................................................................56 Prevenção com Kit Saúde e Cidadania para Pré-adolescentes...........................58 “Mulheres de Luta” “Comunidades na Luta Contra a Aids”..............................60 Jornal-mural - DST nas Escolas ..............................................................................62 Projeto de Prevenção ao Uso e Abuso de Drogas em Novos Alagados.........................................................................................................64 Oral Manacapuru: “Projeto Princesinha” Educação pelos Pares na Prevenção das DST/Aids no Interior do Amazonas ...........................................69 Projeto de Redução de Danos de Brasília: Primeiras Experiências ................70 Educaids - Parceria entre Departamento de Saúde e Educação na Luta Contra a Aids ..................................................................................................72 Crescer Seguro: uma Estratégia Comunitária de Prevenção às DST/ Aids para Adolescentes em Situação de Vulnerabilidade ao HIV/ Aids ..............................................................................................................................74 Convivência “é de Lei”..............................................................................................76 Aids na Marinha: Vivendo o Fim de uma Carreira ................................................78 Projetos de Prevenção de Unidades Municipais de Saúde - RJ: Panorama das Propostas Educativas............................................................80 Educação e Prevenção das DST/Aids: Mulheres, Filhos e Equipamentos Sociais ..............................................................................................81 O Papel das ONG na Descentralização dos Serviços Assistenciais e de Saúde: a Experiência de Médicos sem Fronteiras no Rio de Janeiro ...........................................................................................................83 Perfil do Redutor: Reconstruindo sua Relação de Trabalho .........................85 Como Falar da Prevenção da Aids para quem Vive em Risco e do Risco? A História de um Projeto com Jovens Infratores; São Paulo; Brasil; 1999.........................................................................................86 Estudio del Comercio Sexual en la Ciudad de Panamá: Enfocando Diferentes Escenarios de Riesgo ...........................................................................88 O Redutor de Danos ................................................................................................90 Protagonistas Jovens Atuando na Prevenção das DST/Aids ............................91 HIV Vida Carapicuíba: excursão à Favor da Informação em Prevenção à DST/Aids/Drogas ..............................................................................92 Perfiles de Riesgo entre Comunicadores Sociales y Estudiantes de Comunicación Social en Panamá ..................................................................93 Caracterización de Escenarios de Riesgo y Percepciones de Riesgo en Poblaciones Marítimas y Uniformadas de Panamá .....................96 O Desafio no Atendimento a Pacientes HIV-Positivos em Situação de Desamparo Social - Relato de um Caso...........................................99 Oficina de Saúde e Sexualidade para Pacientes Psiquiátricos .........................101 Prevenção de Acidentes Ocupacionais com Material Biológico no Município do Rio de Janeiro .................................................................................102 Participação Multiprofissional de Acadêmicos de Saúde em Intervenções Educativas para Caminhoneiros na BR–040 .........................104 Caracterização Preliminar de 79 Usuários de Crack em São José do Rio Preto, São Paulo ..............................................................................106 Sexo Seguro na Prisão: Por que não? (A Epidemia de Aids no Sistema Penitenciário da Bahia) .................................................................108 Grau de Proteção e Motivações para o não Uso de Preservativo em Adolescentes de Sobradinho, DF 1999.................................................110 Orientação Sexual e Prevenção às DST/Aids entre Adolescentes e Jovens de Escolas de Ensino Médio de Mossoró (RN)...............................112 Prevenção das DST/Aids e Drogas entre Adolescentes no Local de Trabalho ..................................................................................................114 Tecendo o Feminino em Tempos de Aids ...................................................116 Adolescentes e Jovens Face às DST/Aids: Informação, Percepção de Risco e Prevenção .................................................................................118 Projeto de Prevenção às DST/Aids Dirigido à População Empobrecida ...............................................................................................120 Organização da Atenção dos Portadores do HIV e Aids no Centro de Treinamento e Referência em Doenças Infecciosas e Parasitárias...............................................................................................................122 Movil de Prevencion del Sida .....................................................................124 Atividades Educativas na Prevenção da Aids em uma Rede Básica Municipal de Saúde: Participação do Enfermeiro.......................................128 Prevenção da Transmissão Vertical do HIV; Investimentos e Resultados no Hospital Maternidade Praça XV/RJ...........................................129 Programa Musa - Prevenção às DST/Aids em Rádio Comunitária ................131 Programa de Rádio - Bloco Mulher Jovem .........................................................133 CTA Itinerante na Cadeia Pública Feminina de São Vicente ............................135 FUNPREP: uma Possibilidade de Consolidação do Programa Local de Prevenção em DST/Aids no Rio de Janeiro ................................................136 “Programa Aids na Periferia de Salvador: Educação e Prevenção para Comunidades Pobres ...........................................................................138 Experienciando Redução de Danos em Pontos Móveis de Prevenção ....................................................................................................140 Freqüência do HVB em Unidade de Testagem Anônima ..........................141 Aids em Presídios ........................................................................................142 Tratamento de DST nas Farmácias .............................................................144 Mulheres com Aids: Desvendando Histórias de Risco ...............................145 Avaliação da Acessibilidade aos Preservativos Distribuídos pelo Sistema Público de Saúde no Estado de São Paulo.....................................146 Silicone: Redução de Danos para Travestis ...............................................148 A Influência da Prevenção na Redução da Transmissão MaternoInfantil do HIV ............................................................................................149 Projeto Prisma - Projeto de Avaliação Qualitativa de Materiais Educativos em Sexualidade e Saúde Reprodutiva na Adolêscencia ...........151 CTA Volante - Uma Nova Visão de Oportunidade ......................................152 Construindo uma Proposta de Prevenção em HIV/Aids para Adolescentes Pobres em Restrição de Liberdade ...........................................154 Aids e Mulheres de Baixa-Renda........................................................................156 A Relação Médico-paciente com Aids ........................................................158 Opiniões sobre o Uso da Camisinha entre a Clientela que Procurou os CTA da Cidade do Rio de Janeiro ..................................................160 Projeto Sexualidades: Cidadania e Prevenção de Aids entre Homens que Fazem Sexo com Homens em São Paulo ...................................162 Quebre o Silêncio - Estratégia de Comunicação Social para Prevenção à Aids?........................................................................................163 Saúde em Cena: uma Avaliação Qualitativa em Ações de Informação, Arte-Educação e Comunicação para a Promoção da Saúde Reprodutiva da Sexualidade e da Prevenção de DST/Aids..............164 O Uso do Crack em Salvador-Bahia e os Riscos de Contaminação pelo HIV/Aids..............................................................................................166 A Gestão do Segredo na Aids: Experiência de Casais.................................167 Profissionais de Saúde em Risco.................................................................168 Orientação Domiciliar a Pacientes Faltosos no Serviço de Assistência Especializada em HIV/Aids de Pelotas ...................................170 Projeto de “Incentivo à Participação Popular na Luta Contra às DST/Aids”: Uma Metodologia Específica de Intervenção Adequada para a Educação de Adultos .......................................................172 Repensando Redução de Danos: Troca de Seringas, Troca de Droga ou Troca de Estratégia?....................................................................174 Gênero e Sexualidade no Treinamento dos Profissionais de Saúde da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro para a Abordagem das DST/Aids em Mulheres....................................................175 Programa Aids Care ....................................................................................176 Cata e Troca - Um Projeto de Redução de Danos ......................................178 “Camisinha Express” : Projeto de Máquina de Camisinha ........................180 Fatores de Risco para o uso de Drogas e Infecção pelo HIV entre Estudantes do Primeiro e Segundo Graus nas Escolas da Rede Pública no Rio de Janeiro ............................................................................181 Os Três Anos de Trabalho de Campo do Programa de Redução de Danos do Rio de Janeiro .............................................................................183 Homens Pobres e Vulnerabilidade Masculina às DST e Aids: um Estudo Exploratório ....................................................................................185 “Radialistas Contra a Aids”: Humor e Cultura Popular na Promoção da Saúde Reprodutiva e Prevenção das DST/Aids Avaliando a Experiência do Ceará..............................................................186 “A Noite só Acontece com Camisinha” - Prevenção Às DST/Aids Junto aos Profissionais do Sexo e Homossexuais da Cidade de São Vicente ..................................................................................................187 A Representação Simbólica dos Preservativos e as Alternativas para Prevenção de DST/Aids nos Ambientes de Prostituição de Barcelona (Espanha) e Belo Horizonte (Brasil) ...............................................188 Educação de Gênero em Contextos de Pobreza ...............................................190 Primeiros Resultados da Implantação do Protocolo 076 na Cidade de Santos .....................................................................................................191 Um Estudo para Avaliar o Impacto de um Programa de Prevenção ao HIV/Aids entre Trabalhadores Portuários de Santos .............................193 Prevenção da Transmissão Vertical no Centro Municipal de DST/ Aids de Porto Alegre - RS ...........................................................................194 Projeto Homem: Participação, Saúde e Prevenção ....................................196 Prevenção à Aids entre Usuários de Drogas Injetáveis na Cidade de Gravataí/RS.............................................................................................198 “Chá da Tarde” - Intervenção com a Comunidade do Projeto Mulher .........................................................................................................200 Fatores Psicossociais que Contribuíram para a Infecção em Mulheres com HIV no Paraná - Brasil..................................................................201 “Intervenção Preventiva Junto à Comunidade Universitária/ UFPB”: “O Grupo Eros.”..............................................................................202 O Papel do CTA na Prevenção da Transmissão Vertical do HIV................203 Aids e Pobreza: Estratégia para Prevenção de Orfandade. .........................205 Mulheres com Parceria Fixa, Aconselhamento e Testagem: Reforço ao uso do Preservativo...................................................................207 Um Passo a Mais .........................................................................................209 Intervenções Breves com Profissionais do Sexo ........................................210 Ações da Subsecretaria de Prevenção e Tratamento da Secretaria Nacional Antidrogas ....................................................................................211 Determinantes da Sífilis Congênita ............................................................213 “...Me Explica, Me Ensina, Me Diz: O que é ser Menina?”.........................214 O Programa de Saúde do Adolescente na SMS/RJ .....................................216 Equipe Multiprofissional e Aids: A Organização de Serviços de Saúde e a Produção de Respostas às Pessoas (con)Vivendo com HIV/Aids .....................................................................................................218 Poster Análise Comparativa de Mulheres HIV/Aids na Periferia de São Paulo: Aspectos Socioeconômicos e Transmissibilidade. ...........................223 Projeto Verão 99 ..........................................................................................224 Análise do Perfil da População com DST na Cidade de São Vicente ........................................................................................................225 Materiais Educativos do PE–DST/AIDS-SP: como Conseguir Aderência à Prevenção ................................................................................227 Pessoas Vivendo com HIV/Aids - População em Situação de Pobreza .......................................................................................................228 Aconselhamento em DST/HIV/Aids para Adolescentes e Casais no Centro de Saúde Cafezal - Belo Horizonte/MG ....................................231 Caracterizaçao Epidemiológica dos Indivíduos que Procuram um Serviço Especializado de HIV/Aids para Testagem HIV Voluntariamente ..........................................................................................233 Projeto Mulher - Camisinha Feminina: Experiência da Distribuição no Município de São Vicente .................................................235 Projeto Viva Voz - Participação Ativa das Pessoas Vivendo com HIV-Aids em Atividades de Educação para a Prevenção............................237 Práticas Educativas de Prevenção em DST/Aids para Adolescentes de Populações em Situações de Pobreza e População de Rua ........................................................................................239 Comparação do Perfil dos Pacientes HIV+/Aids Atendidos no Serviço de Odontologia da U.B.S. Geraldo da Silva Ferreira entre 1993 e 1994 e na Clínica de Pacientes Especiais HIV+/Aids da Universidade Paulista entre 1998 e 1999.....................................................240 Avaliação da Qualidade do Tratamento da Mãe na Prevenção da Sífilis Congênita ..........................................................................................241 Populações Empobrecidas e Serviços de Saúde: Estratégias para a Prevenção em DST/Aids .............................................................................243 A Violência, a Mulher Detenta e a Vulnerabilidade às DST-Aids ................245 Gênero, Comunicação e Saúde nas Ondas do Rádio ..................................247 Projeto de Prevenção às DST/Aids e Gravidez Precoce para Adolescentes Profissionais do Sexo no Município de Presidente Prudente.......................................................................................................249 Prevenção de HIV/Aids com Homens Adolescentes e Jovens Junto ao Programa Papai, em Recife/PE ....................................................251 Projeto de Sexualidade e Prevenção das DST/Aids na Comunidade de Heliópolis - São Paulo.......................................................252 A Contribuição da Consulta de Enfermagem na Prevenção da Aids.............254 Onde Está a Verdadeira Dificuldade da Prevenção à Aids na FEBEM/ Fundação Estadual para o Bem Estar do Menor? São Paulo; Brasil, 1999.......................................................................................255 Auto-tratamento de Condiloma Genital em Homens ..................................257 Aconselhamento e Orientação para Prevenção de DST/Aids: Avaliação da Incorporação da Atividade na Coleta de Papanicolau.............259 Mulheres Infectadas pelo HIV1 Atendidas em um Centro de Orientação e Aconselhamento DST/Aids: o Subtipo do HIV1 ..................260 Caso Clínico: Usuário de Droga Injetável HIV+ ........................................261 Gênero, Saúde e Cidadania no Combate às DST/Aids no Subúrbio Ferroviário de Salvador - BA.......................................................262 As Unidades de Saúde e o Programa de Redução de Danos de Porto Alegre .................................................................................................264 O Programa de Redução de Danos de Porto Alegre..........................................265 Fala Educador - Ação Educativa em Sexualidade, Saúde Reprodutiva e Prevenção em DST/Aids......................................................266 Consultoria às Escolas de I e II Graus das Comunidades Periféricas. Educação em Saúde: Anticoncepção e Prevenção das DST/Aids .................................................................................................................268 Prevenção em DST/Aids no Sistema Penitenciário em Fortaleza-Ceará .................270 Prevalência de DST em Pacientes Infectados pelo HIV/Aids no Centro de Pesquisa Hospital Evandro Chagas (1995-1997) CPQHEC/Fiocruz ........................................................................................271 Sexualidades e Saúde Mental: um Olhar Institucionalizado ....................272 Organizações Não-Governamentais/Aids - O quê Contam sobre sua Prática ...............................................................................................................273 Produção dos CTA - Município do Rio de Janeiro - 1997.................................275 Doenças Sexualmente Transmissíveis no Núcleo Municipal DSTAids - João Pessoa, Paraíba- Nordeste-Brasil ............................................277 Uma Interlocução entre o Cotidiano dos Profissionais da Saúde do CR DST/Aids - Fidélis Ribeiro e Prevenção em DST/Aids. ..................278 Perfil Gerencial de Treinamento em DST/Aids: Coordenação nas Direções Regionais de Saúde (DIR) no Estado de São Paulo .........................281 Projeto Despertar” uma Alternativa para a Criança Soronegativa ..................283 Avaliação de Saúde de Ingressos no Sistema Penitenciário do Rio de Janeiro.....................................................................................................284 Avaliação de Visita Íntima no Sistema Penitenciário do Rio de Janeiro .........................................................................................................286 Perfil dos Internos Soropositivos para HIV-Aids em Relação ao Uso de Drogas no Sistema Penitenciário do Rio de Janeiro (DESIPE) - 1998 ....................................................................................................288 Parcerias Contra a Epidemia da Aids .................................................................290 Testagem Anti-HIV no Pré-Natal: Possibilidade de Tornar-se um Exame de Rotina .........................................................................................292 Prevenção do Câncer do Colo Uterino em Pacientes HIV Positivas...............293 Uso de Condom por Parceiros de Mulheres HIV Positivas .............................294 Descrição Etiológica das Doenças Sexualmente Transmissíveis no Centro de Saúde Meireles Fortaleza-CE- Brasil .........................................295 Risco e Prazer - O Jogo da Vida. Projeto Presevida - Lutando pela Sobrevivência ..............................................................................................297 Cursos de Capacitação da Equipe de Enfermagem na Prevenção do HIV e Assistência a Pessoas Portadoras do HIV e Aids........................298 Reflexões sobre Biossegurança dentro das Atividades dos Projetos Redução de Danos - Troca de Seringas ........................................299 Atendimento de Enfermagem em Ginecologia ..........................................300 Prevenção das DST/Aids no Povo Indígena Suruí: Papel da Mulher na Mobilização Social ....................................................................302 Disponibilidade de Sorologia Anti-HIV como um Teste Voluntário na Rotina do Atendimento Pré-Natal em Unidades Básicas de Saúde do Município de Ribeirão Preto .......................................................306 Prevenção às DST/Aids na Penitenciária Feminina do Complexo Carandiru em São Paulo .............................................................................307 Pesquisa Acadêmica no Incentivo a Debates em DST/Aids em Unidade Básica de Saúde ............................................................................308 Análise Comportamental de Usuários Portadores de Doenças Sexualmente Transmissíveis Atendidos no Centro de Saúde Meireles - Fortaleza - CE - Brasil...........................................................................309 Trabalhando as DST/Aids no Presídio Feminino de Fortaleza Relato de Experiência .................................................................................311 Conhecimento sobre Formas de Transmissão e Medidas Preventivas Relacionadas ao HIV entre Estudantes de Belo Horizonte .............................313 O Preservativo sob Gestão da Coordenação de DST/Aids de Belo Horizonte e sua Inserção nas Atividades de Prevenção ..............................314 Programa Afetivo-sexual .............................................................................316 Trabalhadores do Sexo numa Coorte de Homens que Fazem Sexo com Homens (“Projeto Rio”): O Desafio de Prevenção de Acordo com a Pareceria .......................................................................................................318 Uma Coorte de Homens que Fazem Sexo com Homens (“Projeto Rio”): os Motivos de Fazer o Teste HIV e Aderência ao Estudo ...............320 Mulher, Samba e Saúde - Uma Iniciativa de Prevenção às DST/Aids .............322 Campanhas do Governo Federal em duas Décadas de Epidemia .................323 Violência contra Homens que Fazem Sexo com Homens (“Projeto Rio”): Incidência de Morte por Fatores Externos e a Violência Sexual no Início da Vida Sexual ................................................324 Programa de Prevenção de Doenças Sexualmente Transmissíiveis e Aids em Trabalhadores do Sexo no Ambulatório Municipal de Doença Sexualmente Tramissível/Aids de Campinas SP................................326 Prevenção de DST/Aids Junto a Homens no Local de Trabalho ..................328 Jovens, Sexualidade e Escola: uma Proposta de Ação Participativa ................................................................................................329 Aids Também é Violência............................................................................330 Papilomavírus : Perfil Comportamental dos Pacientes para uma Prevenção mais Eficaz ............................................................................................331 Associação da Infecção por HIV, Sífilis e Hepatite B........................................333 Novas Atitudes: DST/Aids: Conscientização e Informação ............................334 Comportamento Sexual, Aids e Representações Sociais: Estudantes da Área de Saúde da Universidade Federal de Alagoas (UFAL)...................335 Redução de Vulnerabilidade ao HIV/Aids na Escola: um Instrumento para Diagnóstico de Situação e Monitoramento da Intervenção .....................337 Vice-Versa ...................................................................................................339 Prevalência da Positividade do Teste de HIV nos 5 COAS do Município de SP...........................................................................................341 Programa STOP Aids/DST (Serviço de Treinamento, Orientação e Prevenção Em Aids/DST)............................................................................342 Consultoria Comunitária de Prevenção das DST/Aids - Programa Comuncse ................................................................................................................345 Aids e Mulheres Jovens: uma Questão de Vulnerabilidade.............................346 Projeto Multiplicadores na Pastoral do Adolescente da Vila Garcia ...............347 Projeto Saúde Integral, Adolescência e Sexualidade.........................................349 Participa Puta!: Repensando as Estratégias de Prevenção do HIV/ Aids entre Mulheres Profissionais do Sexo.......................................................351 Modelo de Intervenção Junto a Profissionais do Sexo no Interior de Sergipe e na Orla de Aracaju .................................................................353 Programa Local de Prevenção em DST/Aids: uma Experiência no Rio de Janeiro ..............................................................................................354 Caminhoneiros de Rota Curta da Cidade de Santos/SP e sua Vulnerabilidade às DST/Aids ......................................................................355 “Programa Pampulha BH - 100 Aids” A Comunidade Unida Derrota a Aids e o Preconceito!...................................................................357 Projeto Caminhoneiro .................................................................................359 Tratamento Supervisionado de Tuberculose: uma Experiência de Parceria .......................................................................................................361 A Influência das Medidas Preventivas no Tempo de Sobrevida da Criança Portadora do HIV...........................................................................362 Vigilância do HIV por Rede Sentinela Nacional - Brasil 1997-1998.............364 Prevenção de DST e Aids em Comunidades Populares: Articulando Educação e Cidadania num Contexto de Vulnerabilidade Social ................................................................................365 Adolescentes: Realidade e Riscos Frente às DST e HIV/Aids ..................367 Centro de Treinamento em DST/Aids para Populações Empobrecidas ..............................................................................................369 A Experiência da Escola de Enfermagem de Manaus na Capacitação de Recursos Humanos na Prevenção do HIV e Assistência aos Portadores do HIV e de Aids ............................................370 Atuação do Serviço Social Junto a Pessoas Vivendo com HIV/ Aids no Hospital Universitário Regional do Norte do Paraná .........................371 Projeto Aids e a Escola - uma Prática de Prevenção..........................................373 Campanha de Eliminação da Sífilis Congênita no Município do Rio de Janeiro .................................................................................................................375 Projeto Condom No ................................................................................................377 Projeto Amar, Preservar e Viver “Uma Alternativa Para a Trabalhadora do Sexo”..................................................................................379 Redução da Transmissão Vertical ...............................................................381 Importância dos “Grupos de Investigação da Sífilis CongênitaGisc”, na Melhoria da Notificação da Sifilis Congênita em Fortaleza .....................................................................................................382 Agente em Ação nos Núcleos Comunitários de Prevenção das DST/Aids - A Experiência da Associação de Mulheres do Morro dos Telégrafos e da Coligação das Associações e Moradores do Complexo Grajau-Jacarepaguá e Lins.........................................................384 A Importância do Teste do HIV na Rotina do Pré-Natal do Programa Mãe Curitibana............................................................................386 Avaliando o Acompanhamento do Serviço Social às Mulheres Vivendo com HIV/Aids ..........................................................................................387 Avaliação das Notificações de Acidentes com Material Biológico na UISHP..................................................................................................................389 Prevenção das DST/Aids: Relato de Experiência Participativa nos Municípios Atingidos pela Construção da LT-500 KV Interligação Norte-Sul .................................................................................391 Jornadas Universitárias em Saúde Reprodutiva DST/Aids: em Faculdades de Comunicação Social ............................................................392 Avaliação do CTA/COA Curitiba - 1998 ....................................................393 Não Usar Camisinha: os Fatores de Risco para Mulheres em São Luís - MA.............................................................................................395 Abordagem Sindrômica, uma Estratégia para o Atendimento Imediato às DST ..........................................................................................396 Uso do Preservativo entre Casais Portadores ou não do HIV...........................398 Perfil dos Pacientes Atendidos no Ambulatório de DST do Hospital Materno-Infantil Presidente Vargas de Porto Alegre.......................400 Ocorrência de Doenças Sexualmente Transmissíveis no Setor de DST da Universidade Federal Fluminense no Período Pré e Pós Carnaval ...............402 Avaliação de Capacitações: Subsídios para Refletir a Prática do Treinar ...........403 Fantasias de Gravidez e Características Psicossociais de Mulheres no Binômio Gestação/HIV+ ........................................................................404 Avaliação Distribuição de Preservativos Masculinos no CTA. O Que Faz o Usuário Quando não há Preservativos?...................................405 Casas Noturnas II ........................................................................................406 Encontrando com Adolescentes: uma Experiência Comunitária, Multi-Setorial...............................................................................................408 Preservativo Feminino: Ampliando as Opções em Saúde Reprodutiva..................................................................................................409 Perfil Epidemiológico da Sífilis Congênita no Estado de Santa Catarina ...........411 Prevenção às DST/Aids na 3ª Idade ............................................................413 A Construção do Arco Íris na Cidade de Santos .........................................415 Redução de Danos como Política de Saúde Pública ..................................416 Manual de Apoio ao Educador ....................................................................417 Associação Lar - uma Experiência de Auto-gestão de uma Moradia Coletiva para Pessoas com Sorologia Positiva para o HIV...........................418 O Teatro como uma Resposta para Prevenção, Terapia e Sustentabilidade da ONG ............................................................................420 A Interiorização da Prevenção das DST/Aids no Estado do Rio de Janeiro ....................................................................................................422 Biossegurança, Aids e Hospital Geral: Aspectos Psicossociais do Acidente com Material Biológico .......................................................................423 Com Amor, Sem Medo, Sem Culpa, Sem Aids.................................................424 Jovens em Situação de Risco Pessoal, Ajudando na Saúde Social ................426 Teatro X Aids: Mudança de Cena ........................................................................428 Apoio a Mulheres Portadoras do HIV Atendidas no CRT- Aids em São Paulo .....................................................................................................429 A Construção Social, a Prostituição e o Uso dos Preservativos. A Problemática da Prevenção. ........................................................................430 Prevenção da Aids no Local de Trabalho aos Servidores do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto-USP(HCFMRP-USP) ........................................................................432 Saúde Sexual e Reprodutiva e Prevenção às DST/Aids na Favela Monte Azul ..................................................................................................434 Sustentabilidade de Recursos Humanos em DST/Aids: um Desafio para as Instituições Públicas ..........................................................435 Exposição Ocupacional a Sangue e Secreções Corporais entre Profissionais de Saúde: as Políticas de Prevenção dos Hospitais de Porto Alegre .........................................................................436 Projeto Mulher-Aids-Prevenção.................................................................438 Programa de Prevenção da Aids na Universidade Federal do Paraná ..........440 Feminilização da Epidemia de Aids: uma Resposta Comunitária ..............441 DST/Aids e Adolescência ...........................................................................442 Programa de Adesão à Terapia Anti-Retroviral na Unidade de Infectologia Hospital Dia “Willian Rocha”. Guarujá -SP ...........................443 Prevenção Também se Ensina .....................................................................444 Sexualidade e Adolescência: as Informações e a Participação da Escola e da família nesta Descoberta ..................................................................446 Conhecimento dos Enfermeiros sobre as Orientações frente aos Acidentes com Material Contaminado pelo HIV ........................................447 Projeto Gamabrinq: Atividade Lúdica na Enfermaria Pediátrica do Hospital Dia “Willian Rocha”.................................................................448 Programa de Prevenção às DST/Aids em Instituição Especializada na Atenção à Deficiência Mental (DM) em São Paulo .................................450 Projeto Piloto de Prevenção em DST/Aids em 2 Núcleos Habitacionais - Município de Diadema - São Paulo ..................................452 0800: Aumentando o Acesso à População de Baixa Renda ........................454 Projeto de Intervenção Educativa em DST/Aids nas Escolas.....................455 Apoio a Mulheres Portadoras do HIV Atendidas no CRT- Aids em São Paulo .....................................................................................................456 O Controle das Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) como Estratégia de Prevenção à Infecção pelo HIV - a Experiência do Ceará (Projeto HIV/DST - CECAD) .................................458 Prevenção da Transmissão Vertical do HIV - Experiência do Município do Rio de Janeiro .......................................................................460 Travestis, Profissionais do Sexo, DST-Aids:Relato de Experiências, Grupo Operativo Pró-Vida de Maceió-AL............................462 Sífilis Congênita na UISHP em 1998 ..........................................................464 Projeto de Prevenção às DST/Aids para Adolescentes dos CIES................465 Prevenção: um Direito dos Adolescentes a Experiência do Projeto “ Vista Essa Camisinha”...............................................................................466 Banco de Idéias, Recursos Materiais e Humanos e Para o Trabalho Comunitário de Prevenção das DST/Aids ..................................468 Direitos Humanos: Cidadania .....................................................................469 Juiz de Fora em Ação...................................................................................471 Apresentação Em 1996, a Coordenação Nacional de Doenças Sexualmente Transmissíveis e Aids do Ministério da Saúde realizou a primeira edição do Congresso Brasileiro de Prevenção em DST e Aids, com o objetivo de criar um espaço nacional de reflexão e discussão sobre as questões de conteúdo e metodologias que envolvem a educação preventiva em DST/aids. Nos últimos anos deste País, a epidemia tem percorrido o caminho das populações em situação de pobreza, atingindo cada vez mais os grupos de reduzido poder aquisitivo e baixo grau de escolaridade. Originalmente, esse segmento é o mais atingido pelas doenças infecto-contagiosas em geral. Dificuldades de acesso às informações e serviços de saúde e, conseqüentemente, aos insumos de prevenção, concorrem para o agravamento da realidade da nossa Saúde Pública, o que também torna essas populações cada vez mais vulneráveis às DST e aids. Os mais pobres, portanto, são sujeito e objeto prioritários de nossas intervenções. Essa foi a razão porque DST/Aids na População em Situação de Pobreza foi o tema central do III Congresso Brasileiro de Prevenção em DST e Aids, que focalizou, na sua pauta de atividades e discussões, especialmente, as formas de envolvimento das associações comunitárias e lideranças da sociedade civil na luta contra a aids. Que continua a ser o nosso mais urgente desafio. Paulo R. Teixeira Coordenador Coordenação Nacional de DST e Aids do Ministério da Saúde Modalidade Material Educativo Material Educativo 28 DST - HIV/Aids “O Melhor Ainda é Prevenir” Autor(es): Claudia Paula Santos - Casa da Aids Divisão de Moléstia Infecciosa e Parasitárias do HCFMUSP/Fund. E. J. Zerbini Co-autores: Ana Lúcia Lei Munhoz Lima; Mildred Pitman de Castro; Susan Marisclaide Gasparini; Vanda Lúcia Vitoriano do Nascimento; Yone Xavier Felipe Apresentador: Claudia Paula Santos Contato com o autor: [email protected] Problema: A criação deste vídeo surgiu da percepção da necessidade de divulgação de informações e orientações sobre prevenção e tratamento às DST/aids, mediante uma demanda crescente de solicitações por palestras e materiais educativos, ao nosso Serviço, de Instituição de Ensino (Fundamental, Médio e Superior) e de Saúde. Descrição do Projeto: Produção de vídeo educativo com objetivo de promover a divulgação de informação e orientações sobre prevenção e tratamento às DST/aids, sensibilizando a população-alvo para a realização do aconselhamento e testagem sorológica. Partindo do modelo de aconselhamento e testagem sorológica, implementado pelo Grupo de Prevenção da Casa da Aids, buscou-se, por meio de uma linguagem visual contemporânea, sensibilizar e motivar os usuários à reflexão sobre situações de risco e vulnerabilidade individual e da comunidade. Seu conteúdo é composto por: a)uma apresentação dos serviços prestados e espaço físico de um centro especializado (Casa da Aids) no atendimento a paciente com HIV/aids, descrevendo recursos disponíveis para realização do teste e do acompanhamento multiprofissional; b) apresentação do Aconselhamento e Testagem Sorológica, realizado pela Casa da Aids, abordando simultaneamente o modelo proposto com sua etapas de realização e seu conteúdo; os usuários interessados em realizar o teste anti-HIV respondem a um questionário de caracterização do perfil demográfico-socioeconômico, conhecimento prévio e comportamento em relação às DST/aids, assistem a uma palestra (aconselhamento préteste em grupo) ministrada por assistência social e psicologia, na qual são apresentadas informações básicas e medidas de prevenção sobre DST/aids. Após a palestra os usuários voluntariamente coletam o sangue para testagem sorológica. O resultado do exame é dado pelo médico e o aconselhamento pós-teste é feito por uma assistente social e/ou atendimento individual. Para a elaboração do vídeo foi contratada uma empresa responsável pela produção. O conteúdo do vídeo e da palestra foi criado pelos profissionais do Grupo de Prevenção que participaram Material Educativo 29 da filmagem, juntamente com dois atores e figurantes. As filmagens do espaço físico foram realizadas na Casa da Aids e no HCFMUSP. Principais Resultados: A utilização do vídeo ampliou a divulgação e a informação, e orientações sobre DST/aids, atingindo diversos tipos de população. Proporcionando o esclarecimento de dúvidas quanto a locais de aconselhamento pré e pós-teste. O público que teve acesso ao vídeo foi composto, principalmente, por estudantes, professores e trabalhadores. Nos locais onde este vídeo foi divulgado (Universidades, Cipas, Semanas de Prevenção em Saúde em diversas instituições) possibilitou-se a reflexão e a formação de multiplicadores. Conclusão: Verificou-se a aplicabilidade e a importância da produção de material visual para populações específicas, com informações atualizadas acerca da pandemia da aids e DST. Material Educativo 30 Bilão e os Cavaleiros da Saúde “Conversando” com o HIV Autor: Edilaine Spinace - Ambulatório de Moléstia Infecciosas de Jundiaí Apresentador: Edilaine Spinace Contato com o autor: [email protected] Problema: O referido material educativo, livro infanto-juvenil, surgiu durante o Projeto “Apoio psicossocial e preventivo às crianças que convivem com a epidemia HIV/aids “ o qual tem como finalidade orientar e produzir mudanças positivas de atitudes e comportamentos em relação à realidade vivenciada por um trabalho grupa, no qual se percebeu a necessidade de criar um material de apoio para repassar informações de transmissão, prevenção, assistência, vida x morte e esperança em relação a epidemia HIV/aids, de uma forma socioeducativa, visando a interação da criança com o livro por meio de leitura, passatempos, desenhos e jogos. Descrição do Projeto: Foi utilizado, como metodologia, experiências profissionais como assistente social no atendimento ambulatorial e hospitalar com crianças e familiares de soropositivos, além de leituras e pesquisas realizadas durante o trabalho na Área de Prevenção DST/aids e durante o próprio projeto com a participação das crianças. Principais Resultados: Percebeu-se subjetivamente a compreensão pelas crianças do próprio diagnóstico e/ou do diagnóstico das pessoas que convivem com a epidemia HIV/aids de forma clara e participativa; utilizouse do mesmo como um meio para incentivar o trabalho em equipe por meio do jogo; os pais soropositivos relataram ser um material de apoio e de fácil compreensão, ajudando-os a informar o diagnóstico a seus filhos; serviu de apoio aos educadores para trabalhar os temas transversais. Conclusões: Observa-se que tanto as crianças, como seus parentes, profissionais de saúde e educadores puderam compreender melhor o diagnóstico HIV/aids de uma forma clara e objetiva, utilizando o livro como material informativo, socioeducativo e de apoio; divulgação sobre prevenção e assistência da epidemia HIV/aids na área escolar; enfoque na questão da importância dos direitos e deveres dos soropositivos, enfatizando a cidadania; trabalha aspectos relacionados à morte de uma forma tranqüila, como uma das fases inevitáveis da vida; realização da 2º edição totalizando 2.500 exemplares financiados pelo Programa Municipal de DST/Aids; novas edições em andamento. Material Educativo 31 Travestis, Cidadania e a Prevenção das DST/HIV/Aids Autor: Eliana Chagas Silva - GAPA/SE Co-autor: Katia Aragão Apresentador: Eliana Chagas Silva Contato com o autor: (79)224 1414 Problema: O crescimento da epidemia da aids entre os profissionais do sexo (masculino) e nas mulheres nos leva a investigar um público que se encontra nas ruas e que tem como clientela mais constante homens bissexuais. A pesquisa tem como objetivo precípuo produzir material educativo para a orientação e prevenção das DST/HIV/aids e para o exercício da cidadania entre os travestis, como também servir como veículo de informação aos profissionais de saúde sobre o universo dos travestis. Descrição do Projeto: Estão sendo aplicados 50 roteiros de entrevistas, que são realizadas com o auxílio de um gravador, cujo objetivo é coletar informações que não estão contidas nos roteiros. Até o presente momento, foram aplicados 30% dos roteiros. Principais Resultados: Com o material das entrevistas está sendo impressa a primeira cartilha para travestis, em Sergipe, intitulada: Travestis, Cidadania e Prevenção das DST/Aids. Além disso, os travestis se organizaram e fundaram a “UNIDAS “ (Associação de Travestis “Unidas na Luta pela Cidadania”). Conclusões: A pesquisa propiciou-nos conhecer melhor o universo das travestis, compreender suas adversidades e orientá-las na prevenção das DST/aids, além de promover o contato direto com aqueles que foram infectados pelo HIV/aids e encaminhá-los para o ambulatório das DST/ HIV/aids, para tratamento. As cartilhas serão distribuídas aos travestis e aos profissionais de saúde, nos treinamentos de prevenção das DST/HIV/aids. Material Educativo 32 Kit Educativo Colméia: uma Abordagem Preventiva para Mulheres Autor: Eliana Maria Hebling – Centro de Controle e Investigação Imunológica Dr. A.C.Corsini, Campinas/SP Co-autores: Aranaí Guarabyra Diniz; Sílvia B. Bellucci Apresentador: Eliana Maria Hebling Contato com o autor: [email protected] Problema: Desde 1992, o Centro Corsini desenvolve um programa contínuo de educação participativa sobre saúde sexual, reprodutiva e prevenção das DST/aids junto a mulheres de baixa-renda, mães de crianças de creches de periferia. Este programa, denominado Colméia, é composto por módulos que discutem temas como corpo e sexualidade, direitos sexuais e reprodutivos, gênero, cidadania, doenças sexualmente transmissíveis e aids, num período de oito meses, culminando na formação de multiplicadoras de informação/agentes de saúde. Desde 1997, um novo componente foi adicionado ao Programa: a capacitação de dirigentes e funcionários dessas entidades, para melhor lidarem com as questões da aids no local de trabalho. A maior dificuldade encontrada pelos técnicos, ao longo desses anos, foi a carência de material educativo específico para essa população. Considerando as necessidades emergentes do programa, decidiu-se pela produção de um material educativo diversificado e apropriado à população-alvo. Descrição do Projeto: A partir da experiência de mais de sete anos de trabalho com grupos de mulheres, foi desenvolvido um programa para elaboração de um kit de material educativo, cuja metodologia básica foi a realização de grupos focais, tanto para definição do tipo de material, como de conteúdo e formato. Mulheres que já haviam participado anteriormente do Colméia foram convidadas a participar desse programa, que incluiu a realização de 12 grupos focais, cujos produtos foram: “O alerta da Aids, a coisa tá feia! “, um gibi com informações sobre transmissão e prevenção da aids ; “Cá entre nós...um bate-papo sobre a saúde sexual da mulher, do homem e da família”, uma cartilha sobre questões relacionadas à sexualidade, DST e aids. Esses materiais foram pré-testados junto a população-alvo e tiveram um índice de aceitação acima de 80%. Como material de apoio, duas maletas foram padronizadas, sendo uma composta por diferentes métodos anticoncepcionais e outra por materiais de demonstração de uso correto de preservativos feminino e masculino. Para facilitar a utilização Material Educativo 33 adequada do material e a replicação do processo educativo, foi elaborado um manual de orientação das intervenções, o “Manual do Educador “, contendo técnicas e métodos utilizados com os grupos de mulheres. Além disso, foi criada uma pasta com material didático de apoio aos treinamentos institucionais. A produção, padronização e utilização repetida desses materiais, num mesmo contexto social, permitiram a criação do kit Colméia, que estará à disposição durante o congresso. Principais Resultados: O kit-Colméia, contendo diferentes tipos de materiais informativos dirigidos, principalmente, à população feminina, veio a facilitar não só o desenvolvimento do Programa Colméia junto a novos grupos de mulheres, como também a formação de agentes de saúde entre as líderes comunitárias que desenvolvem trabalhos artesanais e profissionalizantes com a população feminina de baixa-renda, ampliando o campo de atuação na comunidade. Esse processo promoveu nas mulheres uma maior identificação com o trabalho educativo, motivandoas a solicitar a criação de camisetas e mochilas que, atualmente, permitem a identificação do grupo de mulheres como “Grupo Colméia “. Conclusão: Pode-se assim concluir que material de apoio produzido de acordo às especificidade do público-alvo tornam mais efetivos os programas de educação/informação em HIV/aids. Material Educativo 34 Daniel e Letícia - Falando sobre aids(livro para criança abordando a aids e a inserção de crianças com aids) Autor: Elizabete Franco GIV -Grupo de Incentivo à Vida Apoio da CN-DST/MS e GLAMS/INSP – México; Sônia Rodrigues Co-autores: Inês Silva dos Santos; Marcelos Krokos; Nair Brito - Grupo de Incentivo à Vida (co-produção: Casa Siloé) Apresentador: Elizabete Franco Contato com o autor: [email protected] ou [email protected] Resumo: Do ponto de vista sociopsicológico a criança soropositiva enfrenta algumas dificuldades: preconceitos que dificultam a inserção social, principalmente na escola; falta de preparo da maioria dos adultos (pais e educadores) para “contar “ para a criança sobre sua infecção pelo HIV e abordar temáticas como a aids, sexualidade, morte; pouco espaço para “conversar” e elaborar suas vivências e identidade de criança soropositiva. Entretanto, a aids também atinge filhos e amigos de portadores e crianças que não têm proximidade/familiaridade com esta problemática. Os meios de comunicação, especialmente a televisão, têm grande inserção junto ao público infantil, e a criança acaba tendo informações que elabora a seu modo, habitualmente sem ajuda do adulto. É comum o susto dos pais e educadores diante de perguntas sobre a aids, como se a criança não estivesse inserida na cultura. Existe escassez de materiais educativos que possam auxiliar o trabalho junto às crianças, facilitando sua compreensão a respeito do universo da aids. A partir do exposto, colocamo-nos o desafio de produzir um livro infantil que aborda a aids, adequado às características da linguagem e do desenvolvimento infantil, e que partisse de uma visão de criança como cidadã, sujeito ativo, cognoscente, que tem direito e merece amparo em seu processo de crescimento e para suas descobertas sobre o mundo. Partimos da premissa que os livros para crianças são mediadores importantes na interlocução entre crianças e adultos, bem como na interlocução criança-criança. Para enfrentar tal desafio, constituímos um grupo de trabalho formado por pessoas que têm envolvimento com a temática da infância e da aids, e no decorrer de dois anos, trabalhamos na produção do livro Daniel e Letícia, um material para subsidiar intervenções educativas junto a crianças e pré-adolescentes infectados e não-infectados pelo HIV/aids. Inicialmente, realizamos um levantamento bibliográfico sobre a temática criança e aids e realizamos uma sondagem com três grupos de crianças: Material Educativo 35 um grupo da CASA SILOÉ (Casa de apoio), um grupo do GIV _ Grupo de Incentivo à Vida (filhos de portadores) e um grupo de uma escola pública na Zona Leste de São Paulo. Esta sondagem consistiu em uma entrevista orientada por um pequeno roteiro prévio, nas quais as crianças exprimiam suas representações sobre a aids. A partir dos resultados da sondagem e da experiência dos membros do grupo, elegemos os temas centrais da história e criamos o roteiro. Posteriormente, encaminhamos a primeira história para apreciação de alguns especialistas e ativistas da área, professores e alunos de uma universidade, como um pré-teste, uma sondagem junto aos adultos. O saldo final foi bastante positivo, e a idéia da produção dos livrinhos, amplamente aprovada. Tivemos ainda a oportunidade de discutir o esboço do material com as próprias crianças. Com todos estes dados, fizemos reformulações nos roteiros iniciais e encaminhamos a publicação. Daniel e Letícia é um livro “frente e verso “, com duas histórias, que recebem o nome dos personagens centrais. Daniel é um menino com HIV que reflete sobre sua condição e Letícia é sua amiga e deseja obter informações sobre a aids. Os principais temas abordados neste livro são: a identidade da criança com aids, crianças em casas de apoio, morte, cotidiano das crianças, formas de transmissão/prevenção do HIV, convívio na escola e solidariedade. Este material estará sendo lançado junto às atividades do dia mundial de luta contra a aids, em dezembro de l999. Antes mesmo do seu lançamento, já podemos apreender a sua relevância, pelo interesse que a publicação vem despertando junto a educadores, voluntários, profissionais, mídia e crianças. No momento, temos resultados obtidos no pré-teste do livro, que, apesar de parciais, oferecem bons indícios da eficácia do mesmo. Crianças soropositivas rapidamente se identificam com o personagem e sentem-se valorizadas, encontram um “igual “, têm espaço para falar de suas vivências e no final alegram-se por se perceberem, apesar de sua especificidade, como todas as outras crianças. No que se refere às crianças soronegativas, o livro atinge seu objetivo quando desperta para a questão da solidariedade. E em ambos os grupos, as formas de transmissão e prevenção, geram muito interesse. A partir da análise dos resultados parciais, concluímos que o livro conseguirá: contribuir para a ampliação do debate sobre crianças e aids, apoiar crianças soropositivas, favorecendo seu desenvolvimento e inserção social, permitir que crianças com e sem HIV tenham acesso à informação, favorecendo a prevenção e, Material Educativo 36 principalmente, contribuir para a ampliação da solidariedade. Uma das lições que também aprendemos até aqui é que o material é muito mobilizador também para os adultos, que vêem no livro um bom caminho para conversar com as crianças e ao mesmo tempo se apercebem e refletem sobre as suas dificuldades para abordar a temática. Material Educativo 37 CD Fique Vivo: “Mensagem dos Manos de Cá para os Manos de Lá” Autor: Fernando da Silveira - NEPAIDS - Núcleo de Estudos para a Prevenção da Aids - USP Co-autores: Betina Leme; Camila Alves Peres; Marcelo Domingues Roman; Rodrigo Alves Peres Apresentador: Fernando da Silveira Contato com o autor: R. Sampaio Viana, 323 apto. 62 SAO PAULO SP 04004001 Resumo: Trabalhar prevenção da aids com jovens infratores é um desafio, principalmente porque a prática de risco está presente no dia-adia, e a vida acaba tendo pouco valor. Poucos meninos acreditam que podem mudar suas vidas, pois mesmo que quisessem teriam pouco ou nenhum suporte social para viver na legalidade. Isto acaba refletindo diretamente na prevenção ao HIV. Esta população está inserida em um contexto de vulnerabilidade social e individual ante ao vírus, sendo que dados de uma pesquisa realizada pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo indicam uma taxa de infecção de 2,6% para meninos e 10% para meninas internados na Febem. Apesar disso, são poucos os recursos e materiais educativos produzidos ou adaptados para esta população. Este projeto, fruto da parceria entre o Nepaids, a Febem e o Programa Estadual de DST/Aids teve como objetivo criar um CD com músicas feitas pelos internos da instituição. Foi feita uma seleção com o auxílio de músicos conhecedores dos estilos apresentados. Foram selecionadas 11 músicas que formam o universo musical da periferia de São Paulo, de onde a maioria dos meninos vêm. O material contém músicas de RAP, funk, pagode e inclui uma música sertaneja. Os temas são diversificados, tendo letras sobre a vida do crime, drogas, músicas religiosas, violência e aids/DST. As músicas foram gravadas em um estúdio profissional, e foram feitas 3.500 cópias em CD, mais 1.000 cópias em fitas K7 para a distribuição dentro da instituição e outros locais de interesse. O resultado destas ações foi a produção de um material educativo que pode ser utilizado dentro da Febem ou em populações similares, como escolas públicas. Material Educativo 38 As ações preventivas dentro da Febem acabaram incluindo a música como um fator importante na abordagem com estes jovens, pois os educadores criaram um canal de comunicação pela música. As letras vêm sendo trabalhadas com temas ligados à vulnerabilidade da aids. Outro ganho importante que o CD trouxe foi o aumento da auto-estima e a possibilidade desses jovens serem ouvidos. Afinal, muito se fala sobre a Febem, mas pouco se ouve sobre o que estes jovens têm para falar. Desta forma, eles tiveram a oportunidade de se tornar um pouco mais cidadãos, mostrando que têm potencial para produzir coisas de utilidade para a sociedade, bem como auxiliar seus companheiros. Material Educativo 39 Jogos Educativos Autor: Herta Helena Martins - Oficina do Futuro e Rádio Comunidade e Ser Mulher Co-autor: Maria Diva Müller Apresentador: Herta Helena Martins Contato com o autor: [email protected] Resumo: Foi trabalhando com orientação sexual nas escolas e com outros grupos de adolescentes e jovens, que me deparei com algumas dificuldades, obstáculos e impedimentos, entre a informação e as condutas dos jovens. A informação não era poderosa suficientemente para ultrapassar as atitudes e mudá-las, no sentido de gerar maior autoestima e comportamentos sexuais seguros. Questões que envolviam sexualidade, saúde sexual e reprodutiva, direitos sexuais e gênero eram algumas coisas que se inseriam no seu repertório de conhecimentos, sem, no entanto, gerar informação vivencial e relacional. Sempre utilizei metodologias participativas e vivências de sensibilização, mas precisava encontrar materiais criativos, dinâmicos e bonitos que despertasse neles o DESEJO de participar, recriar, solucionar problemas do seu dia-a-dia. Comecei a pesquisar materiais educativos e utilizando-os percebi que o jogo pode gerar um pitada de competição, a troca de experiências, a recriação de situações difíceis e muitas vezes dolorosas, e na medida que essas situações eram compartilhadas e discutidas abria-se a possibilidade de ressignificação e, dessa maneira gerava uma transformação real, a confiança conquistada e o prazer de brincarmos juntos fazia o grupo crescer. O jogar é uma atividade universal e está presente em todas as formas de organização social, das mais primitivas as mais sofisticadas, tornando-se parte das características culturais e histórias de um povo. Utilizei-me de grupo focal, metodologia participativa, durante a qual pude realizar uma pesquisa qualitativa de opiniões, que geraram informações importantes sobre aspectos sociais e culturais. Esses aspectos são parte da interface na transmissão, controle, prevenção e tratamento de doenças. A razão para o uso desta técnica de avaliação etnográfica, quando se trabalha com temas de saúde relacionados a estilos de vida de jovens, é a possibilidade de observação dos vários aspectos de vivências e percepções ao seu redor, como os pensamentos, as crenças, as motivações, as atitudes, os modos de expressão, as falas, os comportamentos, enquanto ocorre o processo de debate sobre o tópico Material Educativo 40 em questão. É uma maneira de aprofundar a compreensão do problema e identificar as respostas que este problema gera no contexto social e nas relações emocionais de cada pessoa e do grupo social. A diversidade de opiniões amplia o debate e favorece a expressão dos diferentes pontos de vista, enriquecendo a interação entre todos. Este trabalho foi elaborado a partir de 10 oficinas com participação de 20 adolescentes de diferentes classes sociais da cidade do Rio de Janeiro e Nova Friburgo. As reuniões foram conduzidas por psicólogo que se utilizou de várias técnicas de dinâmicas de grupo para sensibilização, fazendo com que todos participassem das discussões. O resultado dessas oficinas foi a obtenção de subsídios para criação dos conteúdos dos jogos. A diversidade de opiniões, a participar de suas dúvidas, medos, alegrias, a energia, e a criatividade que envolveram os encontros foram uma grande reciclagem no conhecimento de adolescentes e jovens. Os talentos e potenciais que emergiram nos encontros foram fantásticos. Houve uma contribuição enriquecedora para os grupos de informações básicas dos assuntos tratados, melhora da auto-estima, mudanças de atitudes e comportamentos mais seguros com relação à própria sexualidade e ao sexo seguro. Criamos vários jogos com este material, mas aqui interessam os relacionados à sexualidade, gênero e DST. São eles: Mito e Realidade Adolescente, Mito e Realidade Gravidez na Adolescência, Mito e Realidade Identidade e Gênero, Quando Não Sabia de Nada (2 versões) e o Bingo DST/aids. Feitos de cartonagem com papelão e papel, super duráveis e possibilitando, de acordo com a necessidade e o público-alvo, a atualização dos mesmos. Visando a sensibilizar jovens e profissionais que trabalham com jovens, a gerar diálogo, espaços de discussão e reflexão acerca da própria sexualidade. Já que a sexualidade se dá de forma relacional - você com você, você com o outro. Sabendo ainda que a sexualidade se faz presente em toda nossa vida, da infância à Terceira Idade, entendendo que a sexualidade interfere nos processos cognitivos dos indivíduos, assim como na aprendizagem. Tem como finalidade despertar o espírito criativo do grupo de participantes. Despertá-los e sensibilizá-los para a procura de novas estratégias de vida e ensino, usando o lúdico, buscando a participação de todas num resultado criativo. Material Educativo 41 Preservativo Feminino - uma alternativa para a Mulher Moderna Autor: Isabel Aparecida Lima Alves - Secretaria de Saúde de Quissamã Co-autores: Adenilda Emídia dos Santos; C.O. Moura; Carolina Cintron; Gláucia Regina; Joanídia; M. F. N. Paixão; Maria Thereza; Ruthméia; Silvanete dos Santos Apresentador: Isabel Aparecida Lima Alves Contato com o autor: (24)768 1236 Problema: Este trabalho foi realizado no município, movido pela necessidade de emancipar a mulher e corresponsabilizá-la, ao mesmo tempo, pela prevenção das DST/aids, atribuindo-lhe liberdade e responsabilidade, simultaneamente. Objetivou-se assim, realizar um trabalho primeiramente educativo e de conscientização, de que a mulher dispõe de um meio de prevenção regido por ela e que só a partir do trabalho preventivo obtêm-se, especialmente nas DST/aids, obviamente, melhores resultados que no campo curativo. Além disto, notou-se também a necessidade de se coibir os índices das DST nas comunidades rural e urbana do município de Quissamã. Descrição do Projeto: A equipe que realiza este projeto trabalha com grupos de salas de espera, utilizando recursos audiovisuais (cartazes, fôlderes, vídeos), questionários elaborado pelo Serviço Social, nos quais as usuárias respondem questões específicas quanto ao uso e a aceitação de preservativo feminino. Principais Resultados: O projeto ainda encontra-se em fase de consolidação, com resultados parciais, tendo alcançado 50% de aceitação no uso do preservativo feminino. Conclusões: A equipe intenciona com esse trabalho propiciar um repasse de conhecimentos, garantindo gratuidade no uso do preservativo feminino e também a aceitação, sem preconceito, das usuárias e seus parceiros, vencendo a barreira da desinformação, para que se possa conseguir, a longo prazo, avançar na questão da prevenção das DST e conquistar seus direitos enquanto cidadãs. Material Educativo 42 Kit de Prevenção às DST/Aids: Grupo de Prevenção Casa da Aids Autor: Jane Issa Varandas - Casa da Aids Co-autores: Ana Lúcia Lei Munhoz Lima; Claudia Paula Santos; Mildred Pitman de Castro; Susan Marisclaid Gasparini; Vanda Lúcia Vitoriano do Nascimento Yone Xavier Felipe Apresentador: Jane Issa Varandas Contato com o autor: [email protected] Problema: Necessidade de material que refletisse o trabalho de prevenção desenvolvido por este grupo, no processo de aconselhamento e testagem sorológica (pré e pós-teste), com linguagem científica e acessível e projeto gráfico compatível com a população-alvo (adultos e adolescentes) portadores ou não do HIV/aids de diversos seguimentos sociais. Descrição do Projeto: A partir da análise do material educativo disponível, verificamos a necessidade de criação de folhetos temáticos para populações específicas com abordagem de práticas, situações de risco e vulnerabilidade em relação à saúde. Na busca de sensibilizar a população-alvo, utilizamos uma linguagem científica acessível, que procuramos fosse isenta de valores morais, promovendo uma reflexão sobre a responsabilidade, enquanto cidadão, frente às diversas práticas sexuais e outras situações de risco inseridas num contexto que não deixe margem para discriminação e preconceito. O projeto gráfico foi idealizado com o objetivo de estimular a leitura, utilizando cores e ilustrações que contribuíssem no sentido de uma mudança no modo de se lidar com a aids, levando a uma postura menos discriminatória, ou seja, mais solidária. Principais Resultados: O seguinte material foi selecionado para compor o kit: 1) folhetos sobre o uso correto e dicas de como se utilizar os preservativos feminino/masculino na prática de sexo oral, anal e vaginal; 2) folhetos sobre drogas injetáveis que abordam os riscos de contaminação para a hepatite B e C, HIV e sífilis, sobre o aumento da vulnerabilidade ligada ao esquecimento do uso de preservativo sob efeito da droga e telefones de serviços especializados para o usuário de drogas procurar atendimento; 3) folhetos sobre práticas sexuais abordando o sexo oral (pênis-boca, boca-ânus; boca-vagina), sexo vaginal e anal e outras práticas que podem significar risco na aquisição de outras DST e aumento na quantidade de HIV; vulnerabilidade da mulher relacionada à sua posição social, negociação do uso da camisinha entre casais (homem/mulher), Material Educativo 43 situações de risco ligada a relações de mulheres/mulheres, homens/homens e homem/mulher; 4) camisinha feminina, masculina extraforte e comum lubrificadas, gel lubrificante íntimo a base de água; absorvente higiênico interno, lenços de papel absorvente descartável. O conteúdo é acondicionado em uma bolsa plástica com o símbolo da Casa da Aids em tamanho adequado para ser levado a qualquer lugar. Conclusões: A criação e distribuição de materiais de divulgação a respeito da prevenção de DST/aids, em linguagem acessível e de fácil transporte, contribui para manter o conceito de sexo seguro na lembrança do público-alvo. Material Educativo 44 A Gente da Vila pela Vida Autor: João Luiz Leocadio da Nova - Núcleo de Tecnologia Educacional para a Saúde/UFRJ Co-autor: Regina Helena Barbosa Simões Apresentador: João Luiz Leocadio da Nova Contato com o autor: [email protected] Problema: Produzir um programa educativo, em vídeo, sobre o projeto “Mulheres de Periferia Urbana: construindo um modelo de intervenção para prevenção das DST/aids “ que provocasse uma reflexão sobre a experiência de oferecer-se treinamento a doze mulheres, donas de casa com baixa escolaridade, para atuarem como agentes de um programa de prevenção de aids na Maré, comunidade pobre da periferia urbana do Rio de Janeiro. Descrição do Projeto: A metodologia utilizada baseou-se em outras experiências de vídeo-processo, na qual os participantes da produção são personagens e autores do próprio trabalho. Esta construção exigiu uma aliança com um cinegrafista, incluído no grupo desde a fase do treinamento. Esta parceria incluiu discussões sobre todos os aspectos da produção, na qual o coletivo assumiu o controle do que se desejava registrar e como realizar aquelas gravações. A fase de montagem foi dirigida de modo a manter o naturalismo das imagens com o mínimo de intervenção artística e técnica no produto final. Principais Resultados: O estreitamento dos vínculos de confiança e intimidade com as multiplicadoras. A visita às casas onde as multiplicadoras moravam permitia ver os seus mundos privados, conhecer suas casas e famílias. Este naturalismo foi transposto para a imagem, produzindo uma estética audiovisual instigante e fora dos padrões hegemônicos. Conclusões: O vídeo (com 19 min.) é capaz de estimular uma discussão sobre prevenção da aids em mulheres residentes em comunidades pobres da periferia de um centro urbano. A experiência vivida pelos participantes do projeto na elaboração deste vídeo reforça a dimensão da construção coletiva das ações educativas em saúde. Material Educativo 45 Barraca da Prevenção: Experiência Bem-Sucedida nas Festas Juninas de Sergipe Autor: José Almir Santana - Secretaria de Estado da Saúde Apresentador: José Almir Santana Contato com o autor: 224 1006 Problema: Distribuir preservativos aleatoriamente nas festas populares não é uma ação importante para a prevenção, pois qualquer quantidade seria insuficiente, e também muitos preservativos são perdidos ou transformados em “balões“. Descrição do Projeto: Durante as festas juninas em Sergipe, em cada cidade que realiza Forró, existe a instalação de uma barraca em local estratégico, apresentando painéis ou banêres sobre as DST, transmissão e não-transmissão do HIV, a demonstração prática do uso correto do preservativo e a distribuição do “Chapéu da Prevenção“, adesivos e preservativos. Há a colocação de faixas e bandeirolas com mensagens sobre prevenção e divulgação de músicas sobre DST/aids. Principais Resultados: Foram realizadas cinco campanhas com a “barraca da prevenção“ nas cidades do interior durante as festas juninas de 1999. Foram produzidos e distribuídos diversos materiais educativos com mensagens de prevenção relacionados com o São João ( “Espiga de Touca“, receita do São João para Toda Vida). Conclusões: A Barraca da Prevenção nas Festas Juninas tornou-se uma forma prática e atraente não apenas para distribuir preservativos, como também para passar mensagens corretas sobre a prevenção das DST durante as festas populares. Material Educativo 46 Perguntas e Respostas Ilustradas: uma Proposta Educativa na Prevenção das DST Autor José Antonio Simões - Universidade Estadual de Campinas Co-autores Andréa da Silveira Rossi; Jarbas Magalhães; Raquel Ferreira Ferraz do Lago; Rodrigo Paupério Soares de Camargo Apresentador Andréa da Silveira Rossi Contato com o autor: [email protected] Problema: O Ambulatório de Infecções Genitais (AIG) do Departamento de Tocoginecologia da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) é um ambulatório de referência especializado no atendimento de mulheres com sintomatologia relacionada com as infecções genitais, e particularmente às DST. Descrição do Projeto: Já está demonstrada a maior vulnerabilidade da população feminina em relação ao risco de contaminação pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV), caso ocorra uma relação sexual desprotegida. Nas mulheres que apresentam uma infecção genital este risco é ainda maior. Assim, criou-se a rotina neste ambulatório do oferecimento das sorologias para sífilis, hepatite B e HIV para todas as pacientes atendidas. A realização do aconselhamento pré-teste HIV, em conjunto com a orientação mais ampla sobre as várias DST (reforçando a importância da prevenção e uso adequado do preservativo), é realizado pela psicóloga e enfermeira do AIG, antes da consulta médica. Principais Resultados: Após avaliar os vários materiais educativos sobre o assunto, para fornecimento às pacientes e utilização no aconselhamento, a equipe interdisciplinar do AIG sentiu a necessidade de elaborar um material próprio, que pudesse colaborar com uma melhor compreensão e prevenção de futuras DST. Para isso, valeu-se também da opinião das próprias pacientes a respeito do que elas julgavam que lhes seria conveniente, e utilizou-se um texto bem simples e de fácil compreensão, aliado a um material fotográfico de ótima qualidade na capa, capaz de despertar o interesse para que a cartilha seja aberta e lida com maior probabilidade. Além disso, foram utilizadas fotos reais para ilustrar as patologias, que segundo as pacientes consultadas, são bastante elucidativas. Conclusão: Desta forma, espera-se uma contribuição para a educação e para o conhecimento das principais DST, o que sem dúvida é um fator essencial para sua prevenção. Material Educativo 47 Aids sem Medo sem Preconceito - CD-ROM - uma Fer ramenta de Apoio à Infor mação/Educação/ Comunicação Autor: Leila Sollberger Jeolás; Luciana Mitsuka - Universidade Estadual de Londrina/Projeto Gênesis/GeNorP Co-autores: Carlos Augusto Alves dos Reis; Claudinei Porphirio dos Santos Cláudio da Costa; Cleusa Rocha Asanome; Luciana Mitsuka; Marcello Montoril Prado; Maria Kyoko Arai Watanabe; Rodrigo Borgues; Rosangela Landgraf do Nascimento; Ruy Tsutomu Nishimura; Suely Hiromi Tuboi; Susana Lilian Wiechmann; Ulysses Scucuglia Apresentador: Luciana Mitsuka Contato com o autor: [email protected] Problema: Este projeto nasceu de um trabalho realizado para conclusão do curso na Universidade Estadual de Londrina - UEL, e que depois passou a ser totalmente apoiado pelo Projeto gênesis Norte do Paraná GENORP da UEL. O que motivou os alunos e professores a desenvolverem este material foi a problemática da aids e a importância do papel que a educação tem neste contexto. Com o uso cada vez mais crescente das tecnologias da informação, indispensáveis para investigação, comunicação, análise e produção de conhecimento neste mundo globalizado, e a carência de materiais educativos sobre o assunto, verificada em pesquisa realizada junto às escolas de Londrina, considerou-se o CD-ROM como um instrumento de apoio à educação continuada nas escolas, podendo atingir grande número de pessoas a um custo baixo. E finalmente, o apoio da universidade (UEL/Projeto GENESIS/GENORP), Associação Londrinense Interdisciplinar de Aids - ALIA, equipe interdisciplinar e instituições como o Conselho Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento - CNPq, Instituto Euvaldo Lodi - FIEP/ IEL, Sociedade Brasileira de Apoio à Exportação de Software do Norte do Paraná - SOFTEX/NPR, Serviço de Apoio às Pequenas Empresas do Paraná - SEBRAE/PR, entre outros, foram fundamentais para tornar possível o desenvolvimento deste trabalho. Descrição do Projeto: Desenvolvimento de software multimídia de estrutura simples e versátil para pessoas a partir de 12 (doze) anos, com referências para pesquisas e entidades de apoio, aconselhamento e encaminhamento sobre aids, com conteúdo abrangendo várias dimensões sociais, econômicas, culturais, políticas e biopsicológicas, reportagens, animações, ilustrações, fotos e muitas curiosidades. Metodologia: a) Material Educativo 48 Pesquisas, estudos, participação em treinamentos, cursos e eventos; b) Realização de parcerias com instituições e equipe interdisciplinar para o desenvolvimento do material; c) Planejamento; d) Projeto Geral; e) Projeto de Interface; f) Implementação; g) Confecção de Protótipo; h) Teste e Avaliação; i) Readequação do Projeto; j) Versão Final; k) Produção; l) Empacotamento; m) Distribuição e uso do material; n) Avaliação e feedback. Seguindo a metodologia, o projeto encontra-se em fase de empacotamento, faltando realizar a distribuição e o uso do material, avaliação e feedback. Principais Resultados: Em outubro de 1998, o protótipo foi avaliado pela Coordenação Nacional de DST e Aids do Ministério da Saúde resultando em Parecer Técnico encaminhado à Coordenadora do GENORP da UEL, que muito incentivou o trabalho, e, em dezembro, o CD-ROM recebeu o prêmio de Menção Honrosa no Concurso Nacional de Software/1998 promovido pelo Ministério da Educação e Desporto. Em 1999, já traduzido para o Inglês, foi avaliado pelo Softex Austin Texas - EUA, recebendo conceito A e interesse em levar o software para os Estados Unidos. Foi apresentado como trabalho no III EDUCAIDS em São Paulo, sendo muito bem recebido pelos educadores. O software está começando a ser adquirido por ONG, professores, escolas, instituições, Secretarias municipais e estaduais de Saúde. Conclusões: O CD-ROM, instrumento de comunicação eletrônica, tem a vantagem de utilizar recursos de várias mídias, conforme o assunto abordado, combina os aspectos técnicos e estéticos e envolve componentes cognitivos (informação e educação) e emocionais (sentimentos, crenças, preconceitos), possibilitando grande motivação no processo de construção do conhecimento, colaborando para que o processo de construção torne-se autônomo e interativo, seja individual, seja em grupo. É sabido que a escola é lugar o privilegiado para implementação de projetos de informação e educação voltados à prevenção da aids e que são estes projetos mais eficazes quando desenvolvidos por metodologias inovadoras e participativas. O CD-ROM poderá propiciar este caráter inovador e participativo, podendo mesmo ter seus efeitos ampliados e potencializados pela ação do professor treinado para atuar como pessoa de referência sobre o assunto na escola. Este CD-ROM não se propõe apenas a ser uma obra de referência e um poderoso instrumento de pesquisa e de trabalho, mas também espera contribuir para a diminuição da epidemia da aids e o impacto de suas Material Educativo 49 conseqüências na sociedade, a desmistificação da doença, mitos, tabus, preconceitos, contribuindo desta forma, positivamente para a prevenção, melhoria de qualidade de vida e dos direitos humanos, incentivando e estimulando novas ações, pesquisas, debates, trabalhos, discussões e campanhas sobre a aids. Material Educativo 50 Kit Pranchetas Educativas – HIV/Aids – e Cartões Passo a Passo do Uso do Preservativo Masculino Autor: Márcia de Lima Freitas - Centro de Referência DST/aids Santana Co-autores: Luciene Marques Lupatelli; Maria Fernanda A. P. B. Oliveira Apresentador: Márcia de Lima Freitas Contato com o autor: (11) 267.7739 Problema: O que nos motivou a elaborar o kit “pranchetas educativas“ e os “cartões passo a passo do uso do preservativo masculino“ foram os desafios para superar a mera transmissão de informações nas ações de prevenção ao HIV/aids, no momento do aconselhamento. Fazia-se necessário um diálogo em que o usuário fosse tratado na sua condição de sujeito do processo. Para tanto, propôs-se a criação e a introdução de um instrumento que desencadeasse e facilitasse este diálogo. Descrição do Projeto: Consideramos o momento do “aconselhamento e orientação para sorologia ao HIV/aids“ como privilegiado, dentre os serviços prestados pelo Centro de Referência DST/aids - Santana, para realizar os trabalhos de prevenção. Este serviço é feito por uma equipe multiprofissional, que trabalha em escala diária para atender as pessoas que nos procuram a fim de realizarem o teste anti-HIV, cujo resultado será fornecido, preferencialmente, pelo profissional solicitante. Durante a entrevista, o profissional poderá apresentar o kit “pranchetas educativas“, solicitando que se separe em três pilhas: 1 - COMO PEGA; 2 - COMO NÃO SE PEGA; 3 - TENHO DÚVIDAS (NÃO SEI). A partir desta separação, discute-se e trabalha-se o imaginário sobre a aids, orientando e esclarecendo suas dúvidas, enfatizando a prevenção. Após, sugere-se um “jogo“, objetivando a formação de uma seqüência do uso do preservativo masculino. Principais Resultados: Esses materiais estão sendo utilizados pela equipe do Centro de Referência DST/Aids - SANTANA, desde julho/ 99, portanto os resultados qualitativos que temos são parciais, devido ao pouco tempo de uso. O que observamos, até o momento, é que esses materiais facilitam a apropriação das informações, bem como a interação, a comunicação e a aproximação entre o profissional e o usuário. Conclusões: Concluímos que dependendo das condições que o usuário chega ao Serviço, o profissional poderá avaliar se o primeiro contato é ou não o melhor momento para a utilização dos materiais educativos; que os materiais educativos facilitam e auxiliam a intervenção preventiva, pois Material Educativo 51 parte do imaginário e do conhecimento do usuário; que há uma boa aceitabilidade pelos usuários, que verbalizam que a estratégia lúdica facilita falar sobre sexualidade, já que o material é de fácil entendimento; que o material pode ser adequado para o uso em outros espaços e para diversas populações; que o kit vem contribuindo para a uniformidade no atendimento do aconselhamento; que surge, neste momento, a necessidade de elaborar o kit “passo a passo do uso do preservativo feminino“. Material Educativo 52 Produção de Fita Educativa para Sensibilização das Gestantes no Pré-natal com Relação à Realização do Teste anti-HIV: seu Filho Agradece Autor: Marco A. Barbosa dos Reis - Unidade de Infectologia Hospital Dia Willian Rocha Co-autores: Fonseca E.M.G; Minelli D.M; Quadros R; Reis M. A. B.; Silva A O; Silva Genice Apresentador: Marco A. Barbosa dos Reis Contato com o autor: [email protected] Problema: Com a feminização da epidemia de aids e a introdução do protocolo 076, a fim de diminuir a transmissão vertical, com a necessidade da introdução do oferecimento do teste anti-HIV no prénatal, assim como aprimorar o pré-teste para sensibilizar esta população, e com falta de material audiovisual específico na época, a Coordenação DST e Aids do Guarujá decidiu desenvolver uma fita com recursos do POA (MS/CN-DST/AIDS). Descrição do Projeto: Desenvolver uma fita de vídeo para gestantes no pré-natal com duração máxima de 10 min. • Apresentação grupo de gestantes; • Padronizar orientação DST/aids pelos profissionais; • Sensibilizar no pré e pós-teste para realização do teste anti-HIV; • Aspectos epidemiológicos das DST/aids; • Pré-natal, relação médico/paciente, amenizar “fantasmas “ quanto a espera do resultado; • Relação com parceiro sexual, vias de transmissão; • Quebra de tabus; • Valorização da vida; • Apresentação das medicações e outros. Principais Resultados: A fita contém 12 minutos, que é passado no pré-teste para gestantes que procuram o serviço, muitas das vezes sem saber para que fim, após receberem orientação e assistirem a fita “Seu filho Agradece “, desenvolve-se um estímulo para discussão entre as mesmas sobre a situação que é apresentada, que resulta em 100% de aceitação da realização dos exames após o pré-teste. Conclusões: A Coordenação DST/Aids de Guarujá, acredita que a fita “Seu Filho Agradece “ vem somar como material educativo para sensibilização das gestantes no pré-natal a fazerem o exame anti-HIV. Material Educativo 53 Prevenindo é Melhor! Uma história de Amor que Pode Mudar sua Vida. Autor: Maria Amélia Lobato Portugal - Universidade Fderal do Espírito do Santo - UFES. Doutoranda na ENSP-Fiocruz Co-autores: Adilson L. Francisco; Alcemar Gasparini Júnior; Alessandra Soares; Arildo Vital; Bernardete Piol; Elizalti Nascimento Campos; Hildebranda P. da Mota; Ivon F. R. de Souza; Jonas Bonomo; Marcelle Martins; Mônica F. Azevedo; Regina Maria Lima Bertolini; Rozaria Maria S. Soares; Sidrônio dos Santos; Walter Ramos de Almeida Apresentador: Maria Amélia Lobato Portugal Contato com o autor: [email protected] Problema: A epidemia pelo HIV/aids é uma realidade, e mesmo com todos os avanços terapêuticos a prevenção é um importante campo de atuação. Há muita confusão e desinformação, agravadas pelo fato de tratar-se de uma síndrome, o que encobre aspectos como portador assintomático, janela imunológica, recontaminação, além das vias de transmissão. Partindo-se da idéia de que a comunidade em geral está despreparada para lidar com a questão e que o assunto extrapola as informações puramente médicas, os jovens encontram-se desassistidos. Descrição do Projeto: Visando a atingir a população-alvo (adolescentes de 12 a 18 anos) com seu próprio estilo e linguagem, formou-se o “grupotarefa“, com 16 alunos de graduação dos 4 cursos de licenciatura da UFES, em São Mateus(ES), cuja grande maioria de seus componentes é professor da rede pública/privada da região. A tarefa era elaborar e revisar “cartilha “ em forma de história em quadrinhos sobre DST/aids. Primeira fase: treinamento incluindo sentimentos relacionados à discriminação, preconceito, medo e morte; - Aspectos gerais da epidemia (médicos, psicossociais, legais e econômicos); - Vias de transmissão; Particularidades do HIV/aids na mulher; -Sexualidade: mitos e tabus; Oficinas de sexo mais seguro; - Aids, ética e cidadania. Com o objetivo de divulgar o tema/campanha e envolver uma parcela mais ampla da comunidade e não simplesmente formar os grupos-piloto necessários para revisão, realizamos torneio de vôlei interescolar “Aids não é brincadeira. Saque essa! “, com a participação de 8 escolas de 1º grau, 45 estabelecimentos comerciais doaram brindes para sorteio, e patrocínio da Petrobrás. Houve distribuição de preservativos, foram premiadas as 3 equipes vencedoras e a melhor torcida, estratégia para incentivar a organização e produção de paródias, hinos, frases, cartazes e até cenas Material Educativo 54 dramáticas. Houve ainda exposição de cartazes nacionais e internacionais de campanhas. Trabalhamos em parceria com grupo multidisciplinar responsável pelos atendimentos e testagem para o HIV do Hospital Estadual Local R. Silvares. Inscreveram-se 50 adolescentes para as oficinas. Principais Resultados: Elaborar material educativo em linguagem adequada aos adolescentes capixabas, além de um fim em si mesmo (alternativa local de material de apoio para cursos de capacitação de professores da rede, oficinas de reflexão sobre sexo mais seguro, e/ou palestras/campanhas), possibilitou oportunidade de envolvimento e formação de uma gama de pessoas. Foram impressos pela UFES, 3.000 exemplares do material. Conclusões: Foram eixos principais a busca do envolvimento do maior número possível de pessoas, independentemente de suas funções, o planejamento participativo, o uso do lúdico como estratégia de fomento à reformulação das práticas de risco, o que gerou identificação com as ações e produtos decorrentes. O papel da coordenação foi mais o de despertar e organizar do que de transmitir conhecimentos. O material educativo é aqui encarado como um meio de fomentar o diálogo entre pais, educadores e alunos, e um eixo organizador da participação de diferentes indivíduos e de instituições no tema prevenção ao HIV. Material Educativo 55 Kit Informação Educação e Comunicação para a Prevenção de DST/Aids – para Viver com Amor sem Doença do Mundo, com o Rap do Tesão e o Axé da Camisinha Autor: Maria do Carmo Zú Moreira - Esc.Saude Publ.Ceará/Secr.Saude Icapui/Univ.Johns Hopkins Co-autor: Grupo Clarearte de Teatro de Rua; José Brasil; Rai Lima Apresentador: Maria do Carmo Zú Moreira Contato com o autor: (85)219 0669 Problema: O risco do processo de implantação dos Sistemas Locais de Saúde (SILOS) e o Programa de Saúde da Família, em curso nos municípios cearenses, aponta uma necessidade prioritária: a transformação do modelo assistencial. Como construir o paradigma da inversão da atenção? Que estratégias desenvolver para exercer os princípios da eqüidade e da vigilância à saúde, ou seja, promover a saúde dos municípios e não somente tratar suas doenças? Como desenvolver técnicas, materiais e métodos de atenção à saúde e de mobilização comunitária, para auxiliar as comunidades dos municípios no enfrentamento dos seus problemas de saúde, notadamente aqueles de maior incidência e letalidade, sob os quais pesam toda sorte de preconceito e de discriminação (inclusive de gênero), como é o caso das DST/aids? Descrição do Projeto: O Projeto “Cultura Popular para a Vida “ formou e capacitou grupos de animadores culturais (líderes comunitários, profissionais e agentes de saúde), em práticas artístico-pegagógicas e sanitárias para a promoção da saúde reprodutiva, sexualidade e prevenção de DST/aids, com enfoque de gênero e cidadania, tornando-os realizadores de espetáculos teatrais de rua, músicas, vídeos e programas de rádio, dentre outras ações de informações, Arte-educação e Comunicação em Saúde, para dessa forma, estimularem a população à mudança de valores, hábitos e atitudes em relação à saúde enquanto qualidade de vida. O Projeto teve três anos de duração (1996 a 1998) e aconteceu em quatro municípios do Estado do Ceará (Icapuí, Jaguaribe, Pedra Branca e Itapiuna), alcançando cerca de dez mil pessoas. Principais Resultados: Durante os três anos de duração desse trabalho, foram desenvolvidas as seguintes atividades: capacitação de 80 animadores culturais, pelas 28 oficinas vivenciadas com práticas de Arteeducação e Comunicação em Saúde Reprodutiva, Sexualidade e Prevenção de DST/aids, com 40 horas, cada; Produção de materiais Material Educativo 56 educativos: 15 peças musicais, 5 programas de rádio e 2 vídeos educativos para marketing do projeto, treinamento e entretenimento educativo, 8 roteiros e encenação de 8 espetáculos teatrais de rua com os referidos temas; além de 8 mostras culturais, 30 slides, 50 fotos e de um Programa de Capacitação de Animadores Culturais em Ações de IEC, em Saúde. O que propomos mostrar no congresso são: a fita cassete com as músicas: COCO DAS DST, RAP DO TESÃO e SAMBA AXÉ (CAMISINHA COM PRAZER), o roteiro do espetáculo A DOENÇA DO MUNDO, sobre DST/aids, o vídeo PARA VIVER O AMOR realizado com o grupo Clarearte de teatro de rua de mulheres de Icapuí, que vem sendo usado nos serviços de saúde e grupos educativos para discussão da promoção da saúde reprodutiva, sexualidade e prevenção de DST/aids. No último ano do Projeto, foi desenvolvida uma pesquisa qualitativa (A SAÚDE EM CENA), para avaliar o impacto do espetáculo de teatro de rua: Doença do Mundo, enquanto estratégia de IEC (Informação, Educação e Comunicação em Saúde), e do material educativo produzido (músicas e vídeo “Para Viver o Amor “). A metodologia utilizada na investigação foi a de grupos focais, de entrevistas abertas e de observação participantes com homens e mulheres em idade reprodutiva, no Município de Icapuí. O resultado da investigação mostrou-se satisfatório nas seguintes categorias de análise: de informação, compreensão, identificação, sensibilização e satisfação da população, tanto em relação aos objetivos de comunicação quanto às estratégias utilizadas para apresentação dos conteúdos. Conclusões: O desenvolvimento simultâneo de múltiplas ações de IEC em Saúde e Cidadania constituiu-se em uma estratégia valorosa para o exercício da promoção da Saúde Reprodutiva, da Sexualidade e da Prevenção das DST/aids, pois estimula a mobilização comunitária e a aquisição de novos valores culturais e hábitos, que interferem positivamente em suas relações pessoais e sociais, ampliando a percepção sobre a importância do cuidado e do erotismo na relação amorosa, como também sobre as distorções causadas a partir dos preconceitos e discriminações que emergem da moral sexual vigente, enquanto fator de geração de comportamento de risco. Neste sentido, deve-se apostar na importância da inter-relação arte/educação/saúde como resgatadores de uma identidade cultural saudável capaz de inverter a lógica do controle do corpo e do sexo, para a autonomia, do prazer e do cuidado com o outro e com a vida. Material Educativo 57 Prevenção com Kit Saúde e Cidadania para Préadolescentes Autor: Maria Luisa Eluf - CEVAM - C. Vergueiro de Atenção à Mulher, Educ.Trein.E Des. Mat.Ed. Saude Rep Co-autores: Maria Augusta Nogueira Dib; Mila Orsi; Regina Figueiredo Apresentador: Maria Luisa Eluf Contato com o autor: [email protected] Problema: Devido ao aumento dos casos de aids e gravidez indesejada entre adolescentes no Brasil e a não disponibilização de materiais preventivo para o trabalho com o público pré-adolescente, foi desenvolvido o Kit Saúde e Cidadania para Meninas, com o intuito de antecipar noções preventivas nessa faixa etária, e predispor adolescentes a comportamentos preventivos com relação às DST/aids e gravidez. Descrição do Projeto: O projeto desenvolveu um kit educativo para meninas pré-adolescentes, instruindo sobre a iniciação na vida reprodutiva, por meio de informações sobre a primeira menstruação, as mudanças do corpo, estimulando a auto-estima, o autocuidado e a primeira consulta ginecológica. O material contém, ainda: espelho, absorvente higiênico, agenda para a registro do ciclo menstrual, anotações e dúvidas, além de envelopes para receitas e exames realizados nas consultas ginecológicas. A metodologia utilizada foi a pesquisa escrita de conteúdos, e confecção do kit e a produção de 1.500 unidades (com o apoio da Coordenação Nacional de DST e Aids). A pré-testagem com adolescentes e o aperfeiçoamento do mesmo, pela própria equipe pesquisadora e a distribuição para ONG, programa do adolescente, (MS), e os programas estaduais, profissionais da área, com o objetivo de aplicação com grupos de adolescentes e relato dos resultados pelos follow-up, na forma de questionário. Esses retornos possibilitaram sistematizar uma avaliação do material, sua originalidade e utilidade como hábito voltado ao cuidado com a saúde. Principais Resultados: Por meio de pesquisa bibliográfica, elaboração do material e pré-testagem realizada com adolescentes, foi possível aperfeiçoar a produção do material com linguagem e conteúdo que atingisse esse público-alvo. Os questionários de follow-up retornados por entidades e/ou programas que fizeram aplicação do material manifestaram a aceitação e aprovação deste material pelas préadolescentes e a confirmação da necessidade de um material específico Material Educativo 58 para esta faixa etária. Instrumento facilitador ao profissional da saúde ou educação na introdução destas questões com o pré-adolescente. Foi também apontada a necessidade do desenvolvimento do mesmo tipo de material visando ao público masculino. Conclusões: Foi possível avaliar que há necessidade de ampliação de um trabalho com público pré-adolescente sobre práticas preventivas em relação às DST/aids e gravidez na adolescência e que existe uma grande aceitação das meninas por materiais desse tipo convidativo, interativo. Foi constatada a necessidade e já desenvolvido um material similar visando aos meninos: o Kit Meninos. Material Educativo 59 “Mulheres de Luta” “Comunidades na Luta Contra a Aids” Autores: Patricia Fernanda Gouveia da Silva - Gestão Comunitária: Instituto de Investigação e Ação Social Apresentador: Gilza Mello Contato com o autor: [email protected] Problema: O Núcleo é um programa de intervenção dirigido às populações de baixa-renda da Grande Tijuca em função do novo perfil da epidemia da aids: feminização, juvenização e pauperização. Os vídeos “Mulheres de Luta “ e “Comunidades na Luta Contra a Aids “ foram elaborados dentro da proposta de trabalho do Núcleo em Gênero e Saúde Preventiva que tem suas ações implementadas por dois projetos: Comunidades na Luta contra a Aids e Mulheres; Empoderamento e Prevenção em Saúde. Esses materiais educativos foram produzidos com o intuito de contribuir para a reflexão acerca do aumento da incidência de casos de HIV entre mulheres e jovens das localidades atingidas pelo trabalho de Informação, Educação e Comunicação, para dar visibilidade às atividades de intervenção direta realizadas pelos Educadores Comunitários do Projeto “Comunidades na Luta Contra a AIDS “ e na tentativa de definir uma estratégia de sustentabilidade do Núcleo. A metodologia do trabalho é referendada por alguns princípios: a especificidade cultural dos grupos populares, a perspectiva construtivista da categoria da sexualidade, dos limites e contradições da aquisição de novos/outros comportamentos de acordo com as regras de determinado grupo social e na valorização do aprendizado de adultos (andragogia). Na fase de produção desses materiais foram realizadas 10 reuniões com a Equipe Técnica para a elaboração do roteiro de filmagem e 23 sessões de filmagens nas localidades. O roteiro do vídeo “Mulheres de Luta “ baseia-se no cotidiano de Valda no Morro do Borel, zona norte do Rio de Janeiro. Portadora do vírus HIV, Valda participa de um Programa em Saúde Preventiva, baseado na Informação, Educação e Comunicação para a prevenção das DST/aids, através da distribuição de folhetos e preservativos, visitas domiciliares e troca de experiência com outras mulheres da vizinhança, que vivem e/ou lutam diretamente contra a expansão da epidemia do HIV/aids em suas comunidades. O tema do vídeo é a apresentação do Projeto “Comunidades na Luta Contra a Aids “ que atua há quatro anos em 16 comunidades do Complexo de Favelas da Grande Tijuca. Nesse vídeo, os Educadores Comunitários definem o Material Educativo 60 que é o trabalho deles na Gestão Comunitária, realizam algumas atividades de Informação, Educação e Comunicação nas comunidades e debatem entre si os acertos e as dificuldades do Projeto. O trabalho da Equipe Técnica, notadamente dos Agentes/Educadores Comunitários, tanto na realização desses materiais, como na atuação direta nas localidades, possibilitou: - A conquista do espaço público, pois, esses materiais são exibidos em eventos técnicos e científicos e nas localidades sob intervenção; - Há uma boa receptividade do público para a questão da pandemia narrada nos dois vídeos e um entendimento de sua correlação com as categorias gênero, geração e classe; - A ampliação na rede de distribuição de preservativos. Nos últimos dois anos, atingiu-se o número de 212.816 unidades, perfazendo uma média mensal de 8.867 preservativos; - Maior visibilidade da proposta de trabalho do Núcleo em Gênero e Saúde Preventiva; - O reconhecimento do trabalho institucional do Educador Comunitário dentro das localidades o que contribui para o fortalecimento de sua auto-estima. A partir do desenvolvimento desse trabalho, compreende-se a necessidade da diferenciação de abordagem/enfoque da aids junto aos grupos populares. Afinal, seu universo cultural difere muito daquele no qual foram elaborados os programas oficiais de combate à aids. Portanto, a urgência das ações preventivas devem levar em consideração a cultura, a diversidade dos sujeitos participantes e a precariedade das políticas locais de saúde. O trabalho do Agente/Educador é o fio condutor do Programa de Ação Direta em Saúde Preventiva. Inevitavelmente, a ação destes Agentes/Educadores reúne contradições e estas interferem nos resultados obtidos. Se por um lado, a capacitação em saúde sexual-reprodutiva proporciona ao Agente/Educador uma realização pessoal e profissional junto à possibilidade de adquirir um status social que o diferencia em seu universo de atuação, de outro, as dificuldades de auto-sustentação da proposta interferem na capacidade de dar continuidade às ações. Tal quebra de continuidade imprime um ritmo “sazonal “ no trabalho dos Agentes/Educadores. O Núcleo em Gênero e Saúde Preventiva, de um lado, ao ser informado pelo contexto socialmente mais amplo, torna-se uma tradução da intervenção em saúde preventiva dirigida aos grupos populares. De outro, no que se refere à consolidação do trabalho de informação, comunicação e educação, confirma suas propostas mais gerais. Busca-se, assim, lutar pela garantia de melhores condições locais de saúde, num processo que conduz à luta pela politização e democratização da experiência destes. Material Educativo 61 Jornal-Mural - DST nas Escolas Autor Rita Vasconcelos - Secretaria de Saúde do Estado de Pernambuco Co-autor: François Figueirôa Apresentador: Rita Vasconcelos Contato com o autor: [email protected] Problema: Criar um instrumento que fortaleça e dê continuidade aos trabalhos de prevenção às DST/aids, já desenvolvidos pela Coordenação Estadual em parceria com a Secretaria Estadual de Educação, nas escolas de Pernambuco. Descrição do Projeto: 1ª etapa: foi estabelecida uma parceria entre a Secretaria Estadual de Saúde e Secretaria Estadual de Educação para produção e distribuição do jornal-mural, ficando cada uma delas responsável pela respectiva atividade. 2ª etapa: pesquisou-se a viabilidade e eficácia de diversos instrumentos comunicacionais, procurando definir qual seria o mais adequado para estabelecer uma comunicação rápida e eficaz junto ao públicoalvo, no caso estudantes adolescentes. Dentre os vídeos, cartazes, fôlderes, panfletos analisados decidiu-se pela criação de uma peça gráfica inédita no trato das questões DST/aids, um jornal-mural, com dimensões de 92 x 62 cm, em policromia. Baseando-se em experiências desenvolvidas nas oficinas de prevenção realizadas nas escolas públicas estaduais e nas questões comumente formuladas através de busca espontânea dos estudantes diretamente na Coordenação Estadual de DST/aids, foram estabelecidos os temas de interesse dos adolescentes (jornal nº 01, prevenção, nº 02 gravidez precoce). Em cada edição há espaço reservado para DST/aids, bem como endereços dos serviços em DST/aids existentes no Estado. A periodicidade do jornal-mural é trimestral. Já estão previstos os nº 03 e 04, para o segundo semestre de 99.3ª etapa: após a produção do periódico pelo Programa Estadual DST/aids, cabe a Secretaria Estadual de Educação a distribuição dos mesmos para todas as escolas públicas estaduais dos 187 municípios, através de mala direta. Principais Resultados: Todas as escolas estaduais de Pernambuco e algumas municipais recebendo periodicamente informações a respeito de DST/aids. O jornal-mural tem sido utilizado como de subsídio para discussões intra e extraclasse a respeito das questões ligadas a prevenção das DST/aids. A Coordenação Estadual tem registrado desde o lançamento do produto, um crescimento considerável no número de estudantes em busca de material ligado as DST para realização de feiras de ciências. Material Educativo 62 Conclusão Para desenvolver efetivamente o trabalho de prevenção nas escolas, é necessário o uso de uma linguagem e criação de um instrumento no qual o adolescente se identifique e desperte sua curiosidade. Material Educativo 63 Projeto de Prevenção ao Uso e Abuso de Drogas em Novos Alagados Autor: Vera Maria Machado Lazzarotto - Sociedade 1º de Maio Apresentador: Jerri Vilson de Oliveira Magalhães Contato com o autor: [email protected] Problema: Novos alagados é uma favela de palafitas, de população de baixa renda com cerca de 14.000 moradores e onde a Sociedade 1o. de Maio desenvolve há 22 anos trabalho de educação familiar. A partir do 1o. trabalho sobre esta temática, sobretudo, detectaram-se problemas como alcoolismo e prática sexuais precoces envolvendo crianças, adolescentes, homossexuais e animais, desinformação dos familiares, 70% das pessoas encaminhadas sendo portadores de DST e 5% do público-alvo usando drogas. Propõe-se como conseqüência, ampliar o público-alvo abrangendo crianças, adolescentes, mulheres e familiares em situação de risco de contaminação do DST-HIV-aids; Criar grupos de amizade positiva, com os objetivos comuns da educação pela música, pela dança, pelo teatro e pelo esporte, além do trabalho com os alunos das escolas comunitárias, não só com aulas formativas, mas também através do lazer, excursões e aula-passeio. Buscase, assim, criar condições para o aumento da auto-estima, do amor à vida e maior resistência ao uso indevido de drogas e da prática sexual indevida. O projeto abrange os 4 núcleos de Novos Alagados, envolvendo diretamente 39 classes, 12 grupos de jovens, com 1.080 crianças e adolescentes, 4 grupos com 120 mulheres e 200 familiares, o que totaliza um trabalho direto com 1.400 pessoas. Indiretamente pretende-se atingir 7.000 moradores, através de campanhas, propagandas radiofônicas, distribuição de material informativo e atividades para a comunidade em geral. As ações serão desenvolvidas por 5 agentes de saúde, 30 educadores multiplicadores e 25 adolescentes multiplicadores. Haverá 5 treinamentos e produção de material instrucional. Será criado um grupo de AAA na comunidade, dado a grande incidência de alcoolismo que atinge até crianças. Descrição do Projeto: O desenvolvimento do projeto de redução do uso de drogas, em Novos Alagados, e a aplicação dos pré e pós-testes na população-alvo levaram problemas até então não identificados: • Tabagismo entre crianças; • Uso do álcool iniciado antes dos 10 anos de idade; • Crianças e adolescentes como parceiros de homossexuais; • Prática sexual de crianças e adolescentes com animais; • Informação de 2 óbitos na comunidade por aids, e suspeita de 2 portadores do HIV; Material Educativo 64 • 15% da população-alvo usando drogas; • Alto índice de alcoolismo nas famílias; • Ausência de tratamento das DST em homens, mulheres e adolescentes por falta de meios de transporte. Entre as pessoas encaminhadas para tratamento médico no 1o. Projeto, 70% eram portadoras de DST; • Alto índice de desinformação dos perigos da contaminação por parte das mulheres casadas; • Falta de esclarecimento aos maridos e companheiros da necessidade do uso de preservativo pelo casal. Com o presente projeto, pretende-se desenvolver ações de formação de postura preventiva à contaminação das DST-HIV-aids em crianças, adolescentes e casais, sobretudo frente aos problemas constatados nas mulheres, aprofundando e ampliando as ações desenvolvidas no Projeto I; Para tanto, além das atividades nas escolas, é importante criar na comunidade grupos de crianças, jovens, mulheres e casais, que possam desenvolver trabalhos sobre sexualidade e drogas, valorizando o corpo, a desenvolver trabalhos sobre sexualidade e drogas, valorizando o corpo, a vida, o respeito mútuo, criando elos de amizade positiva, aumentando a auto-estima e fortalecendo o indivíduo para resistir ao uso indevido do sexo e das drogas. No primeiro projeto, informações sobre o sexo seguro, sobre a prevenção das DST/aids e sobre as drogas obtiveram resposta positiva. Desvelaram-se problemas existentes na comunidade até então desconhecidos. Neste 2o. projeto deverá intensificar-se o diálogo crítico, formativo da personalidade, atingir as famílias das crianças e adolescentes, e as mulheres sobretudo. Principais Resultados: A Sociedade 1o. Maio, em seus 21 anos de experiência em educação popular, através do diálogo crítico sobre a realidade com a comunidade, vem tomando iniciativas que respondem aos problemas levantados. Assim aconteceu com a fundação de 3 escolas comunitárias na maré, a partir de 1977, decididas nas reuniões com as mães, cujos filhos não tinham onde estudar; assim com a fundação da creche, resultado de avaliação da morte por afogamento de 3 crianças pequenas enquanto as mães trabalhavam, no anos 80; assim, com a criação do clube do Picolé Alagadim para os meninos vendedores não precisarem ir para longe, e finalmente o Cluberê dos Meninos Trabalhadores fruto da preocupação da comunidade com a evasão escolar, Material Educativo 65 a violência e as drogas, que atingiam aos meninos que iam para rua ganhar a vida. Foi o diálogo crítico com esses ex-meninos de rua e familiares que nasceu a necessidade de um trabalho efetivo ao uso de drogas. A partir de 1992, a Sociedade 1o. de Maio com o apoio do CETAD, do GAPA, de professores da psicologia da UFBa, da Escola de Serviço Social da UCSal, vem preparando educadores e responsáveis por crianças e adolescentes para enfrentarem o problema das drogas e da marginalidade. Com a intensificação da investida do tráfico organizado na área, e a chegada de drogas injetáveis e do crack, fez-se necessária uma ação específica. Nessa ocasião, a Sociedade 1o. de Maio entrou em contato com o serviço de Epidemiologia do SESAB, onde foi orientada para participar do projeto de prevenção às DST-HIV-aids do Ministério da Saúde, em 1997. Sua execução revelou a extensão e profundidade do problema, e o interesse da comunidade em superá-lo. A previsão de um público-alvo que era de 400 jovens e de 200 moradores informados chegou a 2.093 jovens e 6.670 moradores informados. Em vez de 20 adolescentes multiplicadores, formaram-se 25 que atuaram juntos a outros 236 jovens; em vez de 200 alunos preparados nas escolas, foram atingidos 865, incluindo-se grupos esportivos, de música e as crianças de 7 a 12 anos, não previstos. Conclusão: As ações, no presente projeto, deverão ampliar-se incluindo as mulheres, os familiares e a formação de grupos jovens. Com estes, a proposta é desenvolver atividades que os ocupem, como o teatro, a música, a dança e práticas esportivas, prepará-los com a prevenção, de modo a afastar a possibilidade do uso de drogas. Com as mulheres, buscar-se-á oferecer cursos de interesse do grupo e envolvê-las nos trabalhos comunitários. Material Educativo 66 Oral Modalidade Material Educativo 67 Material Educativo 68 Manacapuru: “Projeto Princesinha” Educação pelos Pares na Prevenção das DST/Aids no Interior do Amazonas Autor: Adele Schwartz Benzaken - Fundação de Dermatologia e Venereologia “Alfredo da Matta “ Co-autores: José Carlos Gomes Sardinha; Osminda Loblein Apresentador: Adele Schwartz Benzaken Contato com o autor: [email protected] Problema: Manacapuru é um Município localizado à cerca de 90KM de Manaus, às margens do rio Solimões, no interior do Amazonas. Embora a prevalência de HIV/aids seja baixa, a prevalência de DST é significativa. Visando reduzir a disseminação do HIV foi implantado o Programa Municipal de Controle de DST/aids e no seu bojo institui-se o “Projeto Princesinha “, que através de educação pelos pares intervém prioritariamente entre profissionais do sexo e sua clientela, disseminando informações sobre DST/aids e uso do preservativo. Descrição do Projeto: Iniciado em 1997, com o estabelecimento de parceria técnica entre a Secretaria Municipal de Saúde (Manacapuru) e a Fundação Alfredo da Matta (Manaus), foi elaborado projeto, que foi analisado e aprovado para financiamento pela Fundação MacArthur em 1998. Foi estabelecida uma linha de base com inquérito epidemiológico de DST, e aplicação de questionários CAP entre a população-alvo e feito levantamento sobre venda de preservativos nas drogarias. A seguir foi realizada a caracterização e qualificação dos pontos de prostituição, bem como selecionados, contratados e capacitados os multiplicadores para as atividades de campo. Estabeleceu-se cronograma de monitoramento, supervisão e avaliação, que vem sendo cumprido rigorosamente. Principais Resultados: Desde o início das atividades de campo (janeiro 1999), 35 dos principais pontos de prostituição do Município estão sendo cobertos pelos multiplicadores, atingindo cerca de 500 profissionais do sexo e clientes. No período, foram repassados uma média de 2.000 preservativos, em contraste com os 400 que eram vendidos nas drogarias antes da intervenção. A receptividade da intervenção tanto por parte da população-alvo, bem como dos proprietários dos pontos de prostituição e da população em geral tem sido surpreendente. Conclusão: A intervenção até o momento se mostrou impactante e, portanto válida. Há a percepção de que por tratar-se de comunidade relativamente pequena, onde os laços sociais entre os atores da ação são mais estreitos, as mudanças alcançadas tendem a ser mais duradouras. Oral 69 P r o j e t o d e Re d u ç ã o d e D a n o s d e B r a s í l i a : Primeiras Experiências Autor: Aline De Melo Soares - Fundação Hospitalar do Distrito Federal/SES Co-autores: Amorim, Martha R. F. Ferreira, Maria Adelaide S. Franco, Cecília F. Querrer, Vicença Paula S. Apresentador: Aline De Melo Soares Contato com o autor: [email protected] Problemas: Dados epidemiológicos do Distrito Federal (DF) revelam que no ano de 1998 19,2% dos casos novos de aids tiveram relação direta com o uso de drogas injetáveis (UDI). A maior parte dos casos de aids entre UDI encontra-se na região administrativa do Plano Piloto (Asa Norte e Asa Sul), uma das regiões de maior poder aquisitivo do DF. Até o final do ano passado não havia nenhuma atividade de prevenção à aids e outras doenças de transmissão sangüínea e sexual destinada a essa população. Descrição do Projeto: O Projeto de Redução de Danos de Brasília está vinculado à Coordenação de DST e Aids do DF, tendo como sede o Centro de Saúde de Brasília nº 11 da Fundação Hospitalar do Distrito Federal - FHDF. Em dezembro de 1998 iniciaram-se as primeiras visitas a campo com o objetivo de acessar a rede de UDI e captar redutores de danos para atuarem no projeto. Até o momento as ações do projeto têm sido desenvolvidas apenas por técnicos devido às dificuldades encontradas para captar tais redutores. Começamos por uma invasão localizada na Asa Norte (Invasão do CEUB), onde foi observado um intenso tráfico de drogas, uso no local, assédio constante da polícia, uso intenso de “merla “ (pasta básica da cocaína). No início de junho de 1999 os moradores da invasão foram retirados do local. Passamos então a visitar locais freqüentados por usuários de drogas da cidade, em três localidades diferentes (Setor de Diversão Sul - Conic e bares de duas quadras residenciais da Asa Norte). O Conic é área tradicional de profissionais do sexo e tráfico de drogas. Nessas visitas falamos de prevenção de DST e aids, drogas, distribuímos material. O projeto acaba de receber financiamento do Ministério da Saúde/Programa das Nações Unidas para o Controle de Drogas (UNDCP). Principais Resultados: Entre dezembro de 1998 e junho de 1999 foram realizadas 11 visitas à “Invasão do CEUB “, sendo distribuídos 650 folhetos educativos, 710 preservativos, 70 seringas, tendo acessado aproximadamente 160 pessoas. Desde junho de 1999 até meados de setembro foram distribuídos nos novos campos 470 preservativos e 400 Oral 70 folhetos educativos. No início de agosto iniciamos a distribuição de kits contendo seringas, água destilada, suab, preservativos, sendo distribuídos 25 kits. Foram acessadas algumas pessoas que se mostraram interessadas pelo projeto, tais como donos de bares, garçons e freqüentadores dos locais. O projeto vem sendo divulgado através de reuniões com diversos setores da FHDF e outros segmentos da comunidade. Conclusões: Até o momento não tivemos acesso direto às redes de UDI, porém percebemos estar cada vez mais próximos a isso. Com as idas sistemáticas a campo observamos que o nosso trabalho começa a ser sistemáticas a campo observamos que o nosso trabalho começa a ser reconhecido através das solicitações de material, pedidos de esclarecimentos sobre aspectos do projeto, encaminhamentos para testagem sorológica e outros serviços de saúde. Estamos buscando redutores de danos para implementar as atividades de campo. A liberação do financiamento por parte do Ministério da Saúde possibilitará a intensificação das atividades do projeto. Oral 71 Educaids – Município de Guarujá – Parceria entre Depar tamento de Saúde e Educação na Luta Contra a Aids Autor: Ana Lúcia Moalli - Unidade de Infectologia Hospital Dia Willian Rocha Co-autores: A. L. Cruz E.M.G.Fonseca L.Gomes M. Curcio M.A.B. Reis N. Paparelli R. Oliveira R. Starnini V. Rodrigues Apresentador: Ana Lúcia Moalli Contato com o autor: [email protected] Problema: Em virtude da necessidade de realizar um trabalho preventivo permanente nas Unidades de Ensino da Rede Municipal, criou-se a parceria entre o Departamento de Educação e Cultura e o Departamento de Saúde de Guarujá-SP, para se elaborar o projeto EDUCAIDS (vinculado ao POA), no qual o foco é a prevenção DST/aids, com os alunos de 5ª a 8ª série do Ensino Fundamental. Descrição do Projeto: Foi realizada pesquisa com todos os professores, em 1998, da Rede Municipal, 1.250 professores, para avaliar conhecimentos e preconceito em relação à aids e quais os profissionais teriam interesse em trabalhar com a prevenção. Os 4 educadores escolhidos (professores da rede) foram capacitados pelo CTA/Guarujá, juntamente com as Orientadoras Educacionais e Orientadoras Pedagógicas das escolas que iniciaram o projeto. Três Unidades de Ensino iniciaram, em abril/9, o Projeto-Piloto e, para o ano de 2000, após a avaliação do EDUCAIDS, a previsão é ampliar o trabalho para as outras 8 unidades de 5ª a 8ª séries do município. Os Educadores permanecem 5 dias da semana na escola, durante o horário das aulas, com o objetivo de desenvolverem as seguintes ações: Com os Alunos: em grupo durante as aulas vagas, os educadores entram na sala de aula e discutem, orientam, empregam dinâmicas trabalhando os temas que foram capacitados (DST/aids, sexualidade, drogas). Atendimento individualizado em espaço próprio, dentro da unidade escolar, o educador recebe alunos que procuram espontaneamente e que necessitam de orientação específica ou encaminhamento para outros serviços existentes no município. Com o Corpo Docente, em reuniões previamente estipuladas em calendário escolar, os educadores desenvolvem com os professores divulgação de informações sobre DST/aids, drogas. Oferecem textos e material educativo sobre os temas abordados. Auxiliam a desenvolver, pedagogicamente, através de intercâmbio entre as disciplinas, os temas durante suas aulas. Com a equipe técnica das unidades de ensino e pais. Junto com a equipe técnica da escola estimulada grupo de pais para realizar prevenção em DST/aids com os mesmos. Oral 72 Principais Resultados: Após a avaliação do 1º trimestre do projeto constatou-se que foram orientados, durante aulas vagas (em grupo), 2.655 alunos que representam 36,6% dos alunos de 5ª a 8ª série da Rede Municipal (aproximadamente 7.200). Atendimento individualizado - dos 2.655 alunos, 497, ou seja, 18,7% procuraram espontaneamente a educadora. Este trabalho é realizado com sigilo e respeito à intimidade do adolescente. Conclusão: A contribuição do Projeto EDUCAIDS, para os adolescentes assistidos, é inserir novos comportamentos (Ex.: Negociação do uso do preservativo, praticando sexo seguro). Esses comportamentos são modificados a médio e longo prazo, por isso a necessidade de se começar a prevenção com alunos que ainda não iniciaram sua vida sexual, para que essas atitudes sejam incorporadas, até mesmo culturalmente, pela população. A sustentabilidade do Projeto deve-se a integração dos Departamentos (Saúde e Educação) assim como, a disponibilidade de recursos para o fim específico (EDUCAIDS). Oral 73 Crescer Seguro: Uma estratégia Comunitária de Prevenção para as DST/Aids para Adolescentes em Situação de Vulnerabilidade ao HIV/Aids. Autor: Ana Paula Neves Marques - Grupo de Apoio à Prevenção a Aids da Bahia Co-autores: Marcia Brandão Schmalb; Márcia Marinho Apresentador: Ana Paula Neves Marques Contato com o autor: RUA DIAS D’AVILA, 109 BARRA SALVADOR - BA 40.140-020 Problema: Os adolescentes das regiões mais pobres da cidade de Salvador convivem com uma situação de grave desemprego e alto índice de analfabetismo, o que termina por criar um ambiente de extrema carência socioeconômica. Somando-se a essas questões o elevado grau de desconhecimento das questões ligadas à saúde e à sexualidade, e por conseguinte as questões relacionadas à prevenção da aids, tendo como agravante a baixa auto-estima destes jovens, registra-se no País um grande crescimento do número de casos de aids entre adolescentes cuja paridade entre meninos e meninas adolescentes já é de 1: 1. Descrição do Projeto: O GAPA-BA e POMMAR/ PARTNERS /USAID vêm com esse projeto capacitar adolescentes de comunidades pobres, visando a formá-los enquanto Agentes Multiplicadores, dando o suporte necessário para o desenvolvimento de uma ação efetiva desses atores de informação em HIV/aids para seus pares, que são adolescentes pobres e carentes de conhecimentos acerca desta questão. Contribuindo, desta forma, para transformar o adolescente em sujeito cuidador da sua própria saúde, assim como facilitador para assunção de comportamentos preventivos, por parte de seus pares. Os adolescentes deste projeto estão interligados a grupos já formados, tais como: Associação de Moradores, Grupos de Jovens Comunitários ou a outras instituições que já desenvolvem trabalhos para adolescentes, que não relacionados com o tema sexualidade, possibilitando, desta forma, o desenvolvimento de um trabalho integrado e não pontual ou isolado. Desta forma, procurouse ressaltar a importância do jovem identificar, analisar e procurar as possíveis soluções para os problemas da realidade na qual encontra-se inserido. O projeto foi desenvolvido utilizando recursos metodológicos da arte educação e tendo como suporte teórico o Protagonismo Juvenil, que pressupõe a participação efetiva do adolescente nos acontecimentos que afetam a sua vida e a da sua comunidade. Os resultados aqui Oral 74 apresentados correspondem ao período de janeiro de 1998 à março de 1999, sendo portanto resultados parciais, são eles: 1) 60 adolescentes formados como Agentes Multiplicadores de Informação em HIV/aids. 2) 03 comunidades periféricas de Salvador atendidas na fase piloto do projeto. 3) Realização de um “encontrão “ com todos os adolescentes multiplicadores das três comunidades atendidas pelo projeto para troca de experiência e discussão acerca do papel do Agente Multiplicador. 4) 1.000 adolescentes atendidos indiretamente através da ação do Agente Multiplicador Adolescente 5) Fortalecimento da auto-estima implicou na percepção por parte do Agente Multiplicador de suas potencialidades e limites. Os resultados aqui apresentados correspondem ao período de janeiro limites.Os resultados aqui apresentados correspondem ao período de janeiro de 1998 à março de 1999, sendo portanto resultados parciais, são eles: 60 adolescentes formados como Agentes Multiplicadores de Informação em HIV/aids. 2) 03 comunidades periféricas de Salvador atendidas na fase piloto do projeto. 3) Realização de um “encontrão “com todos os adolescentes multiplicadores das três comunidades atendidas pelo projeto para troca de experiência e discussão acerca do papel do Agente Multiplicador. 4) 1.000 adolescentes atendidos indiretamente através da ação do Agente Multiplicador Adolescente 5) Fortalecimento da auto-estima implicou na percepção por parte do Agente Multiplicador de suas potencialidades e limites. Conclusões: Consideramos como conclusão os resultados de maior impacto do projeto e que por isso se constituem como indicadores para a sua continuidade e que também reservam grandes desafios, tais como: A sua própria sustentação, assim como possibilitar ao adolescente a autonomia e o fortalecimento de um espírito empreendedor necessários para execução de suas propostas, encontrando para isso o apoio comunitário, esse desafio permite que o Agente Multiplicador Adolescente crie vínculos com várias instituições, mas não uma dependência direta de nenhuma delas. Desta forma apresentamos as seguintes conclusões: Estabelecimentos de vínculos com as comunidades e formação de parcerias como os grupos organizados destas comunidades; Efetivação de um espaço de intervenção concreta com os jovens participantes do programa: Possibilidade do adolescente dirigir e assumir o seu papel como educadores para prevenção à AIDS, com todas as implicações que a tarefa exige; Criação conjunta de um guia metodológico para dar suporte as intervenções destes adolescentes junto à comunidade e a seus pares. Oral 75 Convivência “é de Lei” Autor: Andréa Domanico - NEPAIDS - Centro de Convivência “É de Lei“ Co-autor: Cristina Maria Brites Apresentador: Andréa Domanico Contato com o autor: [email protected] Problemas: Os UD (usuários de drogas), com exceção dos tabagistas, estão mais vulneráveis à infecção pelo HIV. Esta condição de vulnerabilidade é determinada tanto pela intoxicação causada no momento do uso de drogas quanto pela troca de sexo por dinheiro ou por drogas; contribuindo, nestas condições, para práticas sexuais desprotegidas. Além desta condição de vulnerabilidade individual temos, por outro lado, condições de vulnerabilidade socialmente determinadas. Estas últimas são expressas principalmente pelos processos de exclusão e de estigmatização a que são submetidos os UD. Nesta perspectiva, o Centro de Convivência “É de Lei“, inaugurado em 05/12/98, tem por objetivo reduzir os processos de exclusão social e as condições de vulnerabilidade dos UD, através da consolidação de um espaço de interação social alternativo voltado a atender as suas necessidades, inclusive enquanto ponto de troca de agulhas e seringas (TAS). Descrição do Projeto: O Centro de Convivência “É de Lei“ possui uma equipe interdisciplinar treinada a fornecer informação e orientação qualificada no âmbito da prevenção e do tratamento de drogas e aids. O treinamento dos membros da equipe inclui visitas institucionais, participação em eventos e articulação com entidades que atuam na área de tratamento e prevenção da aids e uso de drogas. Todas as segundas-feiras, das 18h às 20h horas, realizamos um colóquio preventivo chamado “Chá de Lírio“ que tem por objetivo veicular e trocar informações qualificadas acerca de temas relacionados ao uso de drogas e às DST/aids. Principais Resultados: Desde sua inauguração, passaram pelo Centro de Convivência (até outubro) 330 UD, foram distribuídos 990 preservativos e efetuadas, média/mês, 50 trocas de agulhas e seringas. Realizamos 10 encaminhamentos para testagem do HIV e 05 para tratamento da aids. Encaminhamentos relacionados ao uso de drogas, tivemos 20 para tratamento ambulatorial e 10 para internação. Nosso trabalho pôde ser conhecido por um número maior de pessoas através de duas reportagens: Folha de S.Paulo e Jornal Primeira Edição da Rede TV. Oral 76 Conclusões: A aids e o uso de drogas são problemas sociais que se colocam ao conjunto da sociedade e que suscitam a consciência e a luta pelos direitos de cidadania dos UD. Neste sentido, nosso espaço de convivência está aberto a todas as pessoas, UD ou não, que queiram, por interesse pessoal ou profissional, informações qualificadas sobre drogas e as DST/aids. Oral 77 Aids na Marinha: Vivendo o Fim de uma Carreira Autor: Ângela Esher - Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP/ FIOCRUZ) Co-autor: Elizabeth Moreira dos Santos Apresentador: Ângela Esher Contato com o autor: [email protected] Problema: Compreender e discutir os efeitos do processo de afastamento e reforma pela infecção do HIV nos militares da Marinha do Brasil. Estão inseridas questões relacionadas à testagem compulsória e prevenção dentro desta instituição. Descrição do Projeto: A manutenção da saúde dos militares aparece como preocupação permanente dentro das Forças Armadas. Episódios de doenças são avaliados por normas rígidas que necessitam de constantes atualizações. O portador do atributo biológico negativo em relação à essa referência é afastado do convívio coletivo. No caso do HIV, torna-se difícil precisar a base da estigmatização, pois ela se sustenta quase sempre, numa relação ambígua entre o atributo biológico e moral. Foram utilizadas dimensões (periculosidade, não-produtividade, culpabilidade) para caracterizar o estigma e assim, discutir questões importantes e polêmicas relacionadas a testagem, afastamento, reforma. Ter os próprios militares afastados ou reformados como informantes permitiu aprofundar a discussão. Principais Resultados: O fim da carreira é doloroso. A morte civil é anunciada, proibi-se o exercício das atividades profissionais, o projeto de vida é inviabilizado. O argumento é construído com base na proteção do grupo, em detrimento das dimensões individuais. Com as representações sociais dos militares infectados percebemos a necessidade de alteração das normas estabelecidas, num esforço para manter estas pessoas inseridas no sistema. Conclusões: O estudo apontou, a partir das representações sociais dos militares infectados pelo HIV, pertencentes à Marinha, a urgente necessidade de alteração das normas estabelecidas, num esforço para manter estas pessoas inseridas no sistema. Mesmo ferindo direitos individuais, o procedimento de testagem obrigatória parece estar adaptado ao sistema. Sua justificativa oficial está relacionada ao perigo concreto de contaminação. No entanto, a falta de estrutura dessa prática (aconselhamento pré e pós-teste) faz com que ela seja ainda mais questionável. Ao longo da epidemia de aids, as pessoas soropositivas Oral 78 têm sido importantes atores na criação e execução de ações de prevenção do HIV e aconselhamento. Desta forma, podemos perceber o quanto seria proveitoso para a Marinha, a participação dos militares soropositivos no planejamento e execução dos programas de prevenção e aconselhamento dentro da Força. Este trabalho se encerra na certeza de que o efetivo debate destas questões tem reflexo direto na garantia da cidadania das pessoas que vivem com HIV e aids. Oral 79 Projetos de Prevenção de Unidades Municipais de Saúde – RJ: Panorama das Propostas Educativas Autor: Angélica Ferreira Fonseca - Secretaria Municipal de Saúde Co-autores: Betina Durovni; Sumaya Pimentel; Valéria Saraceni; Vitória Vellozo Apresentador: Angélica Ferreira Fonseca Contato com o autor: [email protected] Problema: Entre as instituições governamentais, os serviços de saúde dispõem de posição privilegiada para a implementação de trabalhos educativos de prevenção as DST/aids. No município do Rio de Janeiro, 62 unidades de saúde municipais formularam projetos específicos de educação em saúde. Este é, em parte, o resultado da implantação de mecanismos diversos que estimulam o planejamento descentralizado das ações de prevenção às DST/ aids, incluindo a dispensação de preservativos. O propósito fundamental é estimular a extensão do trabalho educativo, abrangendo novos segmentos além dos pacientes HIV positivos, até então grupo prioritário. Descrição do Projeto: Empreendemos a revisão dos 62 projetos implantados pelos serviços de saúde municipais procedendo uma descrição do conjunto de ações de acordo com as seguintes categorias: população-alvo - sexo, faixa etária, tipo de vínculo da população-alvo com o serviço; dinâmica de trabalho; segmentos profissionais envolvidos no trabalho educativo. Principais Resultados: Ainda que as ações educativas não tenham apresentado impacto nos coeficientes de incidência, é inegável a ampliação dos grupos populacionais atingidos e do quantitativo de serviços que atualmente desenvolvem ações de prevenção organizadamente. Em 1997 havia 29 projetos em curso e a dispensação mensal de preservativos era de aproximadamente 20 mil preservativos por mês. Neste momento existem 62 projetos em curso com dispensação regular de 130 mil preservativos/ mês por unidades de saúde. Do ponto de vista das populações atingidas, pode-se destacar os adolescentes e mulheres como grupos-alvo privilegiados. Observa-se ainda, uma lacuna no que se refere a trabalhos voltados à população masculina adulta, assim como uma restrição dos serviços em implantarem ações extramuros. Conclusões: Não obstante, nos resultados favoráveis conquistados identificamos a necessidade de intensificar o diálogo entre o nível central e as unidades, tendo em vista a necessidade de formular alternativas de ação, sobretudo, para favorecer a integração dos diversos grupos profissionais em projetos educativos, assim como a produção de estratégias coerentes com as propostas e segmentos populacionais que se pretende atingir. Oral 80 Educação e Prevenção das DST/Aids: Mulheres, Filhos e Equipamentos Sociais Autor: Aranaí Diniz Guarabyra - Centro de Controle e Investigação Imunológica “Dr. A. C. Corsini “ Co-autores: Bellucci, Sílvia B.; Hebling Eliana M Apresentador: Aranaí Diniz Guarabyra Contato com o autor: [email protected] Problema: Desde o início desta década o Centro Corsini vem mantendo um programa dirigido à população feminina de baixa escolaridade e baixa renda - Projeto Colméia, utilizando como estratégia, trabalho educativo com mães de crianças matriculadas em creches filantrópicas, coordenadas pela Federação das Entidades Assistenciais de Campinas (FEAC). As mães trabalham temas como saúde sexual e reprodutiva, DST e aids, e em geral os resultados do programa têm sido satisfatórios. No entanto, foi detectada necessidade da instrumentalização de dirigentes, coordenadores e funcionários dessas organizações para facilitar a aceitação e permanência de crianças e mães portadoras do HIV nessas instituições. Descrição do Projeto: Foi desenvolvido um programa de capacitação para coordenadores da FEAC e coordenadores e funcionários das creches, que se iniciou em 1997, para informar, desmistificar preconceitos e promover atitudes adequadas para o trato das questões da aids relacionadas ao ambiente de trabalho. Treinamentos de 8 horas abordam temas como aspectos gerais da aids, normas de biossegurança e questões éticas, de forma participativa, com exposições dialogadas, técnicas de dinâmica de grupo e dramatizações de casos. O material de apoio consta de apostilas informativas e um gibi elaborado com a participação das mulheres do Colméia. Principais Resultados: Durante o ano de 98, participaram 47 creches, atingindo diretamente 257 profissionais, e, indiretamente 4.700 usuários. As avaliações quantitativas e qualitativas realizadas em cada treinamento mostraram que a maioria das pessoas, independente do grau de instrução, desconheciam aspectos básicos de transmissão e prevenção do HIV, tinham medo de conviver com portadores do vírus e não sabiam como lidar com as normas de segurança e questões éticas envolvidas na ocorrência de casos de aids em seus locais de trabalho. Outro resultado significativo foi a detecção de uma nova necessidade, levantada junto às equipes das entidades trabalhadas, que tratou da capacitação de líderes Oral 81 comunitárias que desenvolvem trabalhos artesanais com grupos de mulheres nas comunidades onde as creches estão inseridas. Esta atividade ocorreu durante o mês de março do ano de 1999, com a participação de 25 líderes, que receberam um treinamento de 20 horas para atuarem como agentes de saúde junto a esses grupos, que estão sendo acompanhados e supervisionados. A avaliação de impacto do projeto será finalizada no início do próximo ano. Conclusão: 1- O desconhecimento sobre HIV/aids e o impacto da epidemia em segmentos que têm responsabilidade social formal pode ser importante fator de retardo de modificação das populações em situação de pobreza; 2—Programas contínuos de informação e educação em HIV/aids devem ser mandatários para todos os que trabalham em instituições de assistência a crianças, pois são importante referência para a população com maior dificuldade de acesso à informação e assistência. Oral 82 O Papel das ONG na Descentralização dos Serviços Assistenciais e de Saúde: a Experiência dos Médicos Sem-Fronteiras no Rio de Janeiro Autor: Bárbara Celeste Rolim - Organização Médicos sem Fronteiras Co-autores: Elaine Monteiro Isabelle Wolff Marcelo Jaccoud da Costa Rodriane de O. Souza Apresentador: Bárbara Celeste Rolim Contato com o autor: [email protected] Resumo: O objetivo desse trabalho é discutir o papel das organizações não governamentais na descentralização dos serviços assistenciais e de saúde. O objeto empírico desta discussão será a iniciativa da Organização Médicos Sem Fronteiras na implantação do Programa Local de Prevenção em DST/AIDS em comunidades empobrecidas da cidade do Rio de Janeiro. A realidade das comunidades empobrecidas do município do Rio de Janeiro passa pela falta de organização e de articulação das mesmas em torno de suas necessidades e demandas. Passa também pela falta de condições materiais que viabilizem a integração delas aos fóruns e espaços existentes na cidade - nos quais as respostas a essas necessidades possam ser efetivadas -, dificultando a realização da proposta de descentralização das ações e do poder de decisão sobre as mesmas (como prevê a Constituição Cidadã de 1988).Com essa preocupação, a Organização Médicos Sem-Fronteiras vem, desde 1997, implantando o Programa Local de Prevenção em DST/aids em comunidades empobrecidas da cidade do Rio de Janeiro, basicamente em duas áreas programáticas da cidade do Rio de Janeiro (A.P 3.I e A.P 3.III). Esse Programa, também apoiado pela Coordenação Nacional DST/ aids, é desenvolvido em duas fases: a primeira, com um ano de duração, consiste na implantação de bancos de preservativos e das atividades educativas nas Associações de Moradores, de forma articulada à Coordenação de Saúde da área, o que vem facilitar o acesso aos preservativos e às informações, fortalecendo a organização e a participação popular, podendo, assim, ser considerados como estratégia de enfrentamento da epidemia da aids e da contaminação pelo vírus HIV nas comunidades. Na segunda fase, os bancos são assumidos pela Secretaria Municipal de Saúde, porém a sua gestão continua com as Associações de Moradores, garantindo, assim, a continuidade da participação popular. Com vistas na sustentabilidade do Programa, foi Oral 83 criado o Fundo de Prevenção Popular (FUNPREP) que são cotas de R$250,00, repassados pelo Ministério da Saúde e que asseguram o pleno funcionamento dos bancos de preservativos e o desenvolvimento das atividades educativas e informativas, sendo para isso fundamental a assessoria aos responsáveis por esses fundos. Cabe dizer que este Programa, implantado na AP 3. I desde dezembro de 1997, tem atingido cerca de três mil pessoas, e que na AP 3. III, onde foi iniciado em julho de 1999, esse Quantitativo aproxima-se a mil usuários. As ONG assumem nesse cenário social e político o papel privilegiado na articulação entre a população e o poder público, pois ao desenvolver ações junto às comunidades têm maior possibilidade de reconhecer as dificuldades da realidade social lá existentes e a partir disto estabelecer proposições junto ao poder público, possibilitando o real exercício do controle social, entendendo-o como participação da população na elaboração de políticas entendendo-o como participação da população na elaboração de políticas públicas e no gerenciamento de equipamentos sociais. Dessa forma, também cabe às ONG a capacitação continuada das comunidades onde se inserem, vislumbrando o fortalecimento do movimento comunitário e a consolidação das ações por elas estabelecidas. Essa experiência é um projeto-piloto no qual os resultados ainda são incipientes, no entanto, já sinalizam a potencialidade das ONG no estabelecimento do diálogo entre as comunidades e o poder público, incentivando a descentralização. Oral 84 Perfil do Redutor: Reconstruindo sua Relação de Trabalho Autor: Caio Pereira Westin - Programa Estadual DST/AIDS -SP Co-autores: Elvira Filipe Ventura; Júlio César Barroso Pacca; Sueli Aparecida dos Santos Apresentador: Caio Pereira Westin Contato com o autor: [email protected] Problema: O trabalho de campo em redução de danos (RD) tem eficácia comprovada. Entretanto, nos 7 Projetos de SP, com aproximadamente 36 redutores, encontramos dificuldades na relação contratual entre coordenadores e estes (alta rotatividade, questões financeiras e comprometimento profissional). Descrição do Projeto: O Comitê de RD de SP planejou encontro para discutir as relações coordenadores/redutores. Aplicou-se questionário traçando o perfil do redutor para adequar formas de capacitação, contratação e adesão destes aos PRD. Principais Resultados: Vinte e nove questionários foram respondidos, sendo 57,1%(16) mulheres e 42,9%(12) homens. A média de idade era de 33,6 anos; 27,6%(8) possuem 1º grau incompleto e 20,7%(6) 2º grau completo; 40,7% têm emprego fixo; 80,8% consideram os ganhos com PRD como ajuda para as despesas domésticas. Entretanto, 70,4%(19) também responderam que a família depende deste rendimento. A média de remuneração no Projeto é R$298,31. Correlacionando-se as variáveis, encontramos tendência acentuada de que os redutores indicados por seus pares dedicam 7 vezes menos tempo ao PRD do que aqueles contatados pelos coordenadores. 35,7%(10) fazem uso de droga no momento (18,4% durante o trabalho). Apenas 2 responderam infectados. A maioria 77,8%(21) afirma ter presenciado a mudança no comportamento dos UDI após o trabalho de RD. Conclusões: Há um conflito entre a concepção deste trabalho enquanto geração de renda pelos redutores, o que dificulta a adesão ao trabalho ou voluntarismo X profissionalismo. Os RD indicados por seus pares vinculam menos tempo ao projeto frente àqueles acessados pela coordenação. Há percepção de eficácia do trabalho junto aos UDI pelos redutores. Oral 85 Como Falar da Prevenção da Aids para quem Vive em Risco e do Risco? A História de um Projeto com Jovens Infratores; São Paulo; Brasil; 1999 Autor: Camila Alves Peres - Programa Estadual DST/aids - Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo Co-autores: Fernando da Silveira; Marcelo Roman; Norman Hearst Rodrigo Alves Peres; Ron Stall; Vera Paiva Apresentador: Camila Alves Peres Contato com o autor: [email protected] Problema: O Projeto Fique Vivo começou em 1998, em 4 unidades de internação da FEBEM (Fundação Estadual para o Bem-Estar do Menor), com 280 jovens (13 a 19 anos), devido as poucas ações de prevenção de aids na instituição e pela vulnerabilidade a que estão expostos: 1) o medo maior na vida deles era morrer na vida do crime; 2) achavam que não passariam dos 24-25 anos; 3) poucos acreditavam ser capazes de mudar o rumo de suas vidas; 4) na marginalidade conseguiam cidadania: respeito, pertencimento, identidade e trabalho; 5) acreditavam que viver era correr riscos e a aids era só mais um; 6) sabiam como a aids era transmitida e que a camisinha protegia, mas não se preocupavam em usar. Descrição do Projeto: No começo, foi difícil obter a confiança. Íamos nas unidades para conversar, conhecê-los melhor e fazer as atividades que queriam (dança, grafitagem, música e teatro). Na arte-educação, encontramos o canal de comunicação e incluímos nas oficinas de sexualidade, contracepção e DST/aids, os temas eleitos por eles: criminalidade, violência, drogadição, cidadania, direito, racismo, futuro. Fizemos parceria com o movimento HIP-HOP que trabalha e politiza jovens pobres das periferias, pois nas produções dos jovens havia alto potencial de ação social, com mensagens sobre a importância de estudar, de trabalhar e da desilusão que as drogas e a criminalidade representam (prisão e morte). Os jovens passaram a ser multiplicadores de informação com seus pares e ajudar nos materiais educativos. Principais Resultados: 1) Encontramos nossa mensagem de prevenção: “Fique vivo para contar sua história, para lutar contra a injustiça social; Na vida do crime você vai morrer “; 2) construímos com eles um modelo de prevenção que integra seus interesses e temas importantes para sua sobrevivência; 3) o projeto é referência para outros trabalhos; 4) dirigentes estudam como referência para outros trabalhos; 4) dirigentes estudam como institucionalizá-lo; 5) lançamos um CD com músicas Oral 86 criadas e cantadas pelos jovens que servirá como material de educação; 7) obtivemos financiamento para uma rádio comunitária. Conclusões: O sucesso do projeto mostra: 1) necessidade de desenvolver modelos de prevenção e materiais educativos para grupos específicos, integrando a prevenção da aids dentro da cultura e dos interesses da população-alvo; 2) necessidade de integração entre universidades, organizações governamentais e não-governamentais na implementação das experiências; 3) necessidade de integração entre secretarias e programas de governo; 4) efetiva participação da população-alvo na criação de estratégias e materiais educativos; 5) com o apoio dos setores envolvidos (Programa de DST/aids do estado de São Paulo, gabinete do Secretário da Saúde e dirigentes da Febem) muito mais pode ser feiro, mesmo para uma população que parece impossível de ser atingida. Oral 87 Estudio del Comercio Sexual en la Ciudad de Panamá: Enfocando Diferentes Escenários de Riesgo Autor: Carmen Carrington - Nueva Era en Salud Co-autor: Claude D. Betts - Nueva Era en Salud Apresentador: Carmen Carrington Nueva Contato com o autor: [email protected] Problema: Este estúdio hace una primera caracterización del comercio sexual e identifica los diferentes factores que interactúan en cada escenario; en aras de que los actores sociales pueden ser capacitados y movilizados para reducir la transmisión del VIH y otras infecciones de transmisión sexual. Descripción del Proyecto: Encuestas cara a cara se realizaron a una muestra conformada por todas las trabajadoras comerciales del sexo (TCS) que se encontraban en diferentes escenarios de riesgo identificados: (1) calle, (2) salas de masaje, (3) burdeles con cuartos propios para cada TCS, (4) burdeles con cuartos de alquiler y (5) bares y cantinas donde las TCS contactaban clientes pero las relaciones sexuales se realizaban fuera del local. De un total de 324 TCS abordadas, se obtuvo consentimiento informado verbal, información completa y consistente de 278 TCS (86%). Otras fuentes: grupos focales, donde participaron +/- 80 TCS y entrevistas no estructuradas con informantes claves como: (1) miembros de los equipos de salud; (2) dueños y administradores de locales en diferentes escenarios de riesgo; (3) unidades de policía, y (4) funcionarios de migración.. Se obtuvo información contextual sobre cada escenario de riesgo. Principales Resultados: La edad promedio fue 27.2 años; el 81% eran madres y el 82% tenían 7 años o más de escolaridad. Cada TCS da sustento económico a tres personas, mayormente familiares. El 45% tenían menos de un año como TCS; el 42% trabajan siete días a la semana y 27% trabajan más de 8 horas al día. El 86% asisten a “Clínicas de Higiene Social; “ el 99% usan condón con sus clientes, aún cuando estos le ofrecían pagar más, pero solo el 26% usaban condón con sus parejas fijas. El 12% referían haber sido obligadas a tener relaciones sexuales en contra de su voluntad, pero este porcentaje fue de 6% en extranjeras, 16% en panameñas del interior, 28% en panameñas de la ciudad y 40% entre las TCS que laboraban en las calles. Cada escenario tenía modos de operación distintos y las TCS tenían diferentes perfiles: Oral 88 El 88% de las TCS en los burdeles con cuartos propios eran Colombianas, mientras que el 91% que trabajan en las calles eran Panameñas. La edad mediana de las TCS en la calle y en salas de masajes fue 23 años; las de bares y cantinas y las de burdeles con cuartos de alquiler fue 28 y 29 años, respectivamente. La escolaridad promedio de las que trabajan en salas de masajes fue 11.3 años y las que trabajan en las calles tenían 8.5 años. Las TCS que trabajan en las calles han estado ejerciendo el comercio sexual hace 2 años y 10 meses en promedio; en contraste, las que trabajan en salas de masaje y las que trabajan en burdeles con cuartos propios que solo llevan un promedio de 9 y 13 meses, respectivamente. Discusión: “La clientela ha bajado y el uso del condón entre los clientes ha aumentado en los últimos 4 a 5 años en la ciudad de Panamá, pero menos en las provincias centrales “ informaron TCS en los grupos focales y lo confirmaron administradores y dueños de locales. Casi todas las TCS consideran este trabajo como algo temporal y esperan la oportunidad para salir del comercio sexual, pero varias TCS le preocupa “¿qué harán las personas que dependen de sexual, pero varias TCS le preocupa “¿qué harán las personas que dependen de mí si dejo de recibir este dinero? “ Los factores económicos y las presiones de familia que inciden directamente sobre los derechos sexuales y reproductivos de TCS, son los mismos factores que aumentan el riesgo en otros escenarios. Por ejemplo, una joven que busca asegurar su futuro económico y su estabilidad social puede aceptar exponerse a una relación sexual sin protección a pesar de los antecedentes dudosos de su pretendiente. Conclusiones: Este estudio presentó características propias de varios escenarios del comercio sexual. La conducta sexual de las TCS y el riesgo a que se exponen varia de escenario a escenario y está condicionado por diferentes factores de riesgo que están presentes en cada escenario, más allá de la voluntad, deseo, o intención de las TCS o de sus clientes. Esto implica que las intervenciones preventivas deben ser dirigidas hacia el escenario como un todo con un abordaje multisectorial que movilice los actores sociales que pueden modificar significativamente los escenarios, donde la salud o la enfermedad serán meras resultantes Oral 89 O Redutor de Danos Autor: Caroline Schneider Brasil - Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre, Polit. de Controle DST/aids Co-autores: Antônio Carlos Garcia Martins; Cristiano Gregis; Deivez Edu Mello Domingues; Domiciano Siqueira; Fátima Machado; Maria Leda Brasil; Maria Luisa dos Santos; Miriam do Carmo Pereira; Ricardo Kuchenbecker; Tânia Regina Telles; Vera Machado de Oliveira Apresentador: Fátima Machado Contato com o autor: [email protected] Problema: O problema do uso abusivo de drogas e a transmissão do vírus HIV, quando associados, representam um problema de saúde pública de grande magnitude. No âmbito, nacional um terço dos casos de aids são entre usuários de drogas injetáveis. A partir desta realidade foi necessária a implantação de Programas de Redução de Danos. No Brasil, concomitante ao nascimento de metodologias de redução de danos surge a figura do redutor de danos, que tem como função precípua a execução de estratégias de prevenção extramuros com a população em questão, a qual tem se mantido distante dos espaços de saúde. A característica norteadora do ator social, redutor de danos, é o comprometimento com o exercício das atividades de campo, o qual é, caracterizado pelo espaço geofísico de alto consumo e venda de drogas. Descrição do Projeto: A metodologia do trabalho do redutor danos constitui-se em: acessar a rede de usuários de drogas, principalmente injetável, interagindo na sua rede de convívio social através dos plantões de campo; abordagens de prevenção tais como: disponibilização de material informativo, encaminhamentos para como: disponibilização de material informativo, encaminhamentos para testagem anti-HIV, tratamento da aids e outras DST e dependência química; disponibilização de material estéril para uso limpo de drogas injetáveis, como seringas e agulhas objetivando que se dê a troca do material limpo pelo usado; transmissão de informações sobre auto-cuidado e biossegurança, entre outros. Principais Resultados: Reinserção de usuários e ex-usuários de drogas no âmbito profissional representada pela figura do redutor de danos ainda usuário ou ex-usuário; reconhecimento e fortalecimento da figura do redutor de danos como trabalhador de saúde, imprescindível para o sucesso das estratégias de redução de danos voltadas para a população usuária de drogas injetáveis tanto no sentido de mudança de comportamento dos próprios redutores como de seus pares; resgate de direitos humanos. Conclusões: Divulgação da importância da figura do redutor de danos como o principal dispositivo para execução das práticas de redução de danos. Oral 90 Protagonistas Jovens Atuando na Prevenção das DST/Aids Autor: Celeste De Paula Azevedo Moori - SOS adolescente Co-autores: Elaine Andrade de Souza; Flavia Castro Cassanjes; Maria Tereza Antonia Cardia; Marilena Germano Elmôr; Rita de Cássia Batistella Apresentador: Matê Cardia Contato com o autor: [email protected] Problemas: O aumento da incidência entre jovens do HIV e algumas DST, como HPV, que favorecem a vulnerabilidade ao HIV estimulounos a desenvolver ações educativas para a prevenção de DST/aids entre adolescentes, buscando propiciar reflexões sobre riscos e sensibilizar para que consigam maior apreensão dos conhecimentos e mudanças comportamentais. Descrição do Projeto: Realizamos oficinas sobre prevenção de DST/ aids em escolas públicas ou comunidade, selecionando os adolescentes com perfil para multiplicadores. São capacitados para atingir outros jovens com ações educativas em seu meio. Com abordagens que incentivam a participação, tratamos temas relevantes para o indivíduo desenvolver o autocuidado. Principais Resultados: Esse processo teve início em 1994, com o apoio da CN DST/AIDS do Ministério da Saúde, tendo atingido cerca de 15.000 pessoas. Em 1994: 29 multiplicadores formados, 7.415 preservativos distribuídos e 2.665 pessoas atingidas; em 1995/96: 15 multiplicadores formados, 15.000 preservativos distribuídos e 4.000 pessoas atingidas; em 1997/98: 08 novos multiplicadores formados, 06 monitores formados, 26.875 preservativos distribuídos e 8.679 pessoas atingidas. Em 1999, no 4o ano do projeto, também vamos criar postos de informação e distribuição de vales-preservativos nos espaços trabalhados, de modo a garantir a continuidade das iniciativas de prevenção na comunidade. Conclusões: Jovens são mais abertos às discussões. Comportamentos mais seguros, adquiridos no início da vida sexual ativa, são mais eficientes e duradouros. Adolescentes veiculando informações e questionamentos para seus iguais garantem uma linguagem acessível, incentivam a solidariedade e a busca de soluções das questões que lhes dizem respeito como cidadãos. Oral 91 HIV Vida Carapicuíba: Excursão à Favor da Informação em Prevenção à DST/Aids /Drogas Autor: Célia Regina Silva Celres - Secretaria Municipal de Saúde de Carapicuíba Co-autor: Nelson Martins - Comunidade Católica Apresentador: Célia Regina Silva Celres Contato com o autor: [email protected] Problemas: Cada vez mais a aids atinge populações de baixa renda e escolaridade. No município de Carapicuíba(SP), há aproximadamente 70% da população geograficamente instalada na periferia, em 109 áreas livres. Descrição do Projeto: Inicialmente, realizou-se um fórum com a participação de diversas secretarias e organizações comunitárias, no qual se definiu as diretrizes do Projeto. Esse trabalho tem mobilizado a comunidade, que vem ampliando as parcerias e buscando caminhos para aprofundar a discussão de ações mais efetivas na prevenção às DST/ aids. Num II Fórum, foi aprovado o regimento interno com uma Comissão Gerenciadora de 12 pessoas representando 4 segmentos de OG e ONG. Houve também redefinição de novas diretrizes de ações, ampliando a 11 frentes de trabalho, como Etnia; GLS; Comércio; Pesquisa; Amigos de Bairro; Roda Viva-HIV Vida (Cadeia); redução de danos; secretarias integradas e Banco de Preservativos. Principais Resultados: Realização de 226 excursões atingindo 12.585 pessoas; 2 capacitações de multiplicadores; 2 concursos de maquetes e pinturas; 2 fóruns de debates; comissão gerenciadora; implantação do Banco de Preservativos e implantação de associação organizada por portadores HIV, na UBS Cohab V para geração de renda. Conclusões: A valorização e apropriação do projeto pela comunidade é responsável pelo êxito de ações continuadas de prevenção, que favorece a contextualização segundo características socioculturais e econômicas destas. A condução do projeto através de Comissão Gerenciadora (entre governo e sociedade) possibilita institucionalização a médio prazo. O envolvimento com universidades, através de estagiários, propicia um enriquecimento do trabalho relacionando teoria, método e prática. Oral 92 Perfiles de Riesgo entre Comunicadores Sociales y Estudiantes de Comunicación Social en Panamá Co-autores: Carmen Carrington - Nueva Era en Salud Rafael Orucu, B.S. Apresentador: Claude D. Betts Contato com o autor: [email protected] Problema:La participación de los medios de comunicación en promover y conscientizar a amplios sectores de la sociedad ha sido una prioridad en la lucha contra ETS/VIH/SIDA. Se ha capacitado a comunicadores sociales y estudiantes de comunicación social en el ámbito nacional e internacional. Pero ha sido difícil evaluar en qué medida los medios de comunicación han modificado conductas o escenarios de riesgo de ETS/VIH/SIDA. En ese proceso la primera modificación se debe dar en la percepción de riesgo de los propios comunicadores y estudiantes en los escenarios donde se mueven por razón de su trabajo, estudio, o en sus vidas privadas. El presente estudio hace un primer acercamiento en esta dirección. Descripción del Proyecto: Los estudiantes graduandos de la Cátedra de Comunicación Social de la Universidad Latina de Panamá, con asesoría de la Asociación Nueva Era en Salud, diseñaron un estudio para determinar el conocimiento y percepciones de riesgo de comunicadores sociales y estudiantes de comunicación social. Diez estudiantes de comunicación social fueron capacitados para realizar entrevistas. Se entrevistaron a 44 comunicadores sociales y 61 estudiantes de comunicación social con un total de 105 personas entrevistadas. Se realizó una sesión de Grupo Focal con comunicadores sociales de una estación de televisión local. Los resultados cuantitativos fueron procesados utilizando el programa estadístico EPIINFO. Principales Resultados: La edad promedio fue 25.9 años, siendo 22.7 años entre estudiantes de comunicación social y 30.2 años entre comunicadores sociales (p<0.001). La mayoría (73.3%) eran solteros, 83.6% entre estudiantes y 59.1% entre comunicadores sociales (p=0.005), pero todos los entrevistados habían tenido actividad sexual. Solo 2.6% de los hombres y 19.7% de las mujeres habían tenido un único compañero sexual en su vida. El número promedio de parejas sexuales fue 8.7 parejas, con 13.4 parejas entre los hombres y 5.3 parejas entre las mujeres (p=0.005). El número promedio de parejas referidas como estables fue 3.7 parejas, con 5.2 parejas estables entre los hombres y 2.4 parejas estables entre las mujeres (p=0.03). El 82.9% de los hombres y el 54.8% de las Oral 93 mujeres habían tenido dos o más parejas estables en su vida (p=0.009). Esta diferencia entre la proporción de hombres y de mujeres con dos o más parejas estables se da a expensas de los estudiantes de comunicación social con 87.5% y 37.8%, respectivamente (p=0.002), no así entre comunicadores sociales, 78.9% hombres y 77.8% mujeres con dos o más parejas estables (p=NS). El 71.4% de los hombres y el 89.4% de las mujeres había tenido su última relación sexual con una pareja estable (p=0.04). Cuando la última relación había sido con una pareja estable el 76.9% no había usado condón y cuando la última relación había sido con una pareja casual (o sea, no estable) el 33.3% no había usado condón, sin diferencia significativa por género. Las principales razones dadas para no usar el condón con una pareja estable fueron de dos tipos: dadas para no usar el condón con una pareja estable fueron de dos tipos: (1) por tratarse de una pareja estable y (2) porque ya estaban tomando medidas para prevenir embarazos. Una persona del sexo masculino con 21 parejas, donde 8 de estas fueron estables, contestó que la razón para no haber usado condón con la pareja casual fue “porque era una de mis parejas más estables. “ El 48.4% de los hombres y el 23.3% de las mujeres refirieron hacer viajes por motivo de trabajo. Los hombres viajeros pasan 22.3 días al año viajando en promedio, mientras las mujeres pasan 12.1 días en promedio fuera de su residencia habitual. El 29.0% de los hombres y el 4.3% de las mujeres refirieron haber tenido sexo casual durante viajes (p=0.002), donde no se usó condón en 30.0% de estos contactos. El 27.8% de los hombres y 7.7% de las mujeres refirieron antecedentes de haber consumido drogas (p=0.006). Las mujeres comunicadoras sociales refirieron antecedentes en 16.7%, mientras las mujeres estudiantes de comunicación social solo 2.4% (p=0.04). Los hombres comunicadores sociales refirieron antecedentes de consumo de drogas en 42.1%, mientras los hombres estudiantes de comunicación social solo 11.8% (p=0.04). El 70% de los comunicadores sociales y 41% de los estudiantes de comunicación social pudieron definir correctamente lo que son enfermedades de transmisión sexual. El 68% de los comunicadores sociales y 50% de los estudiantes de comunicación social se mostraron dispuestos a comprometerse con ejecutar alguna acción concreta frente al SIDA y otras enfermedades de transmisión sexual en los siguientes 30 días. Conclusiones: El concepto de que tener sexo con una pareja estable es equivalente a estar protegido contra infecciones de transmisión sexual estaba bastante generalizado tanto entre comunicadores sociales como entre estudiantes de comunicación social. Varios expresaron que estas Oral 94 enfermedades solamente afectan a personas con mala higiene, las que practican sexo irresponsable, las que sufren desórdenes sexuales, o que son promiscuas. La percepción de riesgo dentro de sus propios escenarios era mínima, a pesar del elevado número de parejas sexuales y otros factores, como sexo casual sin protección durante viajes y sexo que puede ocurrir bajo influencia de substancias intoxicantes (drogas o alcohol). También quedó en evidencia la relatividad del concepto de “pareja estable. “ En el contexto de relaciones estables, muchos solo consideraban el condón como un método de planificación familiar totalmente irrelevante para prevenir infecciones en este contexto. En otros sondeos que coordinó Nueva Era, realizados entre marinos, portuarios, pescadores, uniformados, hombres que tienen sexo con hombres y trabajadoras comerciales del sexo se encontraron resultados muy parecidos en lo respecta una percepción de que el riesgo solo existe en personas o grupos con los llamados “comportamientos de riesgo. “ Este estudio sugiere que será necesario desarrollar un trabajo con los comunicadores sociales y estudiantes de comunicación social que empiece por un análisis, realizado por los mismos comunicadores sociales y estudiantes, sobre sus propios escenarios de riesgo y la conscientización primero de qué factores condicionan, facilitan o reducen el riesgo en cada escenario, para así poder capitalizar con efectividad en la gran disposición de hacer algo, expresado por la mayoría de los comunicadores sociales y estudiantes de comunicación social y que fue puesto en práctica por los estudiantes de la Universidad Latina y sus preceptores, involucrándose en el diseño y ejecución del presente estudio. Oral 95 Caracterización de Escenarios de Riesgo y Percepciones de Riesgo en Poblaciones Marítimas y Uniformadas de Panamá Co-autor: Carmen Carrington - Nueva Era en Salud Apresentador: Claude D. Betts - Nueva Era en Salud Contato com o autor: [email protected] Problema: Panamá cuenta con la mayor flota mercante del mundo con cerca de 300,000 marinos. Por el Canal de Panamá transitan cada año 12,000 barcos con 300,000 marinos y 400,000 turistas. Se dedican a la actividad pesquera artesanal y comercial cerca de 15,000 panameños y otros 16,000 se dedican a las actividades policiales de tierra, mar y aire. El Canal de Panamá cuenta con una fuerza laboral de más de 7,000 personas. El Ministerio de Salud estima que hay cerca de 30,000 personas infectadas con VIH en Panamá. el sector uniformado pasó de sexto a cuarto lugar entre 1997 y 1998 entre casos notificados de SIDA. El Sector de servicios, que incluye transportistas y marinos ocupa primer lugar en casos notificados de SIDA. Descripción del Pryecto: LaLa Asociación Nueva Era en Salud es una ONG legalmente registrada en Panamá, que inició un proceso participativo para construir una respuesta social sostenible entre actores sociales del sector marítimo y uniformado al problema de VIH/SIDA y otras ETS en 1998. El Ministerio de Salud endosó el proyecto y Nueva Era estableció contactos al más alto nivel con las autoridades de cada organización pública o privada del sector marítimo y uniformado. Esto incluyó la Asociación de Oficiales de Marina de Panamá, dos sindicatos de marinos, la Cámara Marítima que agrupa todas las agencias navieras que operan en Panamá, la Compañía Hutchinson que opera las dos terminales portuarias en cada punta del Canal (Cristóbal y Balboa), la Comisión del Canal, la Autoridad Marítima, la Policía Nacional, Servicio Aéreo Nacional, Servicio Marítimo Nacional y Servicio de Protección Institucional. Se conformó un grupo de trabajo compuesto por representantes de cada organización. Nueva Era ayudó el grupo de trabajo para definir el problema y establecer un plan estratégico preliminar, basado en la experiencia y perspectivas de los integrantes del grupo de trabajo. Luego se hicieron sondeos entre los diferentes grupos marítimos y uniformados, utilizando grupos focales y encuestas, cuyos resultados fueron presentados ante autoridades del Ministerio de Salud y otras distinguidas personalidades de la sociedad civil panameña. Los resultados Oral 96 obtenidos de grupos focales, de las encuestas y de los comentarios y recomendaciones formuladas por el panel multidisciplinario fueron utilizados para modificar y mejorar los planes estratégicos originalmente elaborados por cada actor social. Principales Resultados: Los actores sociales encuestaron a 511 personas entre sus poblaciones de referencia de uniformados, marinos y portuarios. Los resultados revelaron un alto porcentaje de relaciones sexuales denominadas aventuras, muy por encima del número de relaciones con trabajadoras comerciales del sexo. Mientras el uso del condón era más del 70% con trabajadoras comerciales del sexo, su uso era menos del 15% con aventuras, amigas o queridas. Entre marinos que pasan períodos de 2 a 3 semanas en una isla para luego desplazarse a otra isla y ser reemplazado por otro marino, se considera como pareja estable la persona que más está con el marino durante su estada en cada isla. Es decir, en un período de 6 meses un marino puede tener varias parejas estables, que a su vez son parejas estables de otros marinos. Con parejas estables el uso del vez son parejas estables de otros marinos. Con parejas estables el uso del condón era casi nulo. La mayoría de las personas encuestadas referían un conocimiento adecuado sobre como se transmite y como se previene el VIH/SIDA pero se observó una baja percepción de riesgo aún en situaciones de alto riesgo. Utilizando estos datos y conociendo la idiocincrasia de su población, cada actor social finalizó la elaboración de sus propios planes estratégicos, presentándolos publicamente durante una ceremonia formal de firma de compromisos, con la presencia de autoridades de salud y de organismos internacionales. Conclusiones: Este proyecto creó un proceso de empoderamiento de los actores sociales fuera del sector salud, brindando los elementos técnicos que hacian falta y construyendo respuestas dise‘nadas por los propios actores sociales. Clave para el éxito de este proceso fue el desarrollo del concepto de “escenarios de riesgo. “ Este concepto permitió enfocar el comportamiento humano como una variable más que interactua con los otros factores extructurales y conjunturales de un escenario para dar como resultado condiciones de mayor o menor riesgo de exposición y adquisición de una infección de transmisión sexual u otros problemas de salud. Las organizaciones de las sociedad civil a través de la historia siempre han trabajado para modificar escenarios, buscando favorecer sus intereses sociales o personales. Este proyecto moviliza los actores sociales para hacer lo que están mejor equipados para hacer: Modificar escenarios - en este caso, movilizados por el interés social de proteger y Oral 97 salvaguardar la salud y la vida de los asociados. La participación de los actores sociales en todas las etapas del proceso de planificación estratégica, produjo varios resultados dignos de notar: (1) El eje de la planificación estratégica es el conocimiento de los escenarios, área en que los actores sociales son “expertos. “ (2) La participación en todas las etapas de la planificación empoderó a los actores sociales para asumir un compromiso de lucha con sus propios recursos, sin esperar que una organización de afuera le traiga la “receta “ para resolver su problema. (3) El conocimiento en detalle de las características cualitativas de los escenarios de riesgo hizo que las actividades planteadas por los actores sociales fueran mucho más específicas y concretas que la mayoría de los planes estratégicos elaborados por elementos foráneos. (4) La implementación de los planes estratégicos está resultando más efectiva, dado el alto grado de compromiso institucional con la ejecución, monitoreo y evaluación del programa. Oral 98 O Desafio no Atendimento a Pacientes HIV Positivos em Situação de Desamparo Social – Relato de um Caso Autor: Cláudia Ramos Marques da Rocha - Hospital Universitário Pedro Ernesto/Fac.Cie.Med./Disc. de Med. Legal Co-autores: Débora Fontenelle dos Santos; Denise Herdy A. A. de Lima; Lia Márcia Cruz da Silveira; Maria da Conceição dos Santos Guerra; Michael Deveza Apresentador: Lia Márcia Cruz da Silveira Contato com o autor: [email protected] Problema: Dificuldades vivenciadas no acompanhamento a pacientes HIV positivos atendidos no Hospital Universitário Pedro Ernesto e que vivem em situações de extrema pobreza, como por exemplo, a população de rua. Questionar e discutir formas de abordagem para esses pacientes. Descrição do Projeto: Os pacientes HIV positivos atendidos no Ambulatório de Medicina Integral do HUPE são acompanhados por uma equipe interdisciplinar composta por médicos, psicólogos e assistentes sociais. O atendimento ocorre de forma individual, realizado por um ou mais profissionais da equipe, ou em grupo. Neste trabalho, relatamos a experiência no atendimento a um de nossos pacientes, de 47 anos, solteiro, com seis filhos, sabidamente HIV positivo há dois anos, morador de rua, sem atividade profissional definida, alcoólatra, que é atendido desde 1997 e que tem como característica só procurar o ambulatório quando se apresenta com uma doença sexualmente transmissível, a cada consulta uma DST diferente. Durante o atendimento foram identificadas inúmeras dificuldades no acompanhamento como faltar a todas as consultas agendadas, perder todos os pedidos de exames solicitados e tornar-se agressivo para com a equipe quando procura o hospital e está alcoolizado. Principais Resultados: Através do atendimento com equipe interdisciplinar oferecemos a esse paciente todas as vezes que nos procurou, além do atendimento clínico, atendimento ora com a psicóloga, ora com o serviço social. Nas ocasiões em que nos procurou alcoolizado, foi tentada abordagem com a psiquiatria e encaminhado ao grupo de Alcoólatras Anônimos, localizado próximo ao local onde costuma permanecer; porém, não compareceu. Na abordagem a este paciente estão contidas informações detalhadas sobre a doença, ao seu nível de entendimento, e várias vezes foram oferecidos preservativos, também sem sucesso efetivo, já que sempre nos procura com uma DST. Não Oral 99 realiza os exames solicitados e por isso não conseguimos definir melhor sua situação clínica (CD4, carga viral, necessidade de tratamento antiretroviral, profilaxias) mas também sabemos que o desafio da adesão, nesse caso, seria mais um dos inúmeros obstáculos. Convidado a participar do grupo de pacientes HIV positivos, como mais uma alternativa para informação e reflexão e onde poderia trocar experiências com outros pacientes, mas nunca foi a nenhuma reunião. Conclusão: O atendimento a pacientes HIV positivos necessariamente precisa contar com uma equipe interdisciplinar mas apesar de possuirmos essas condições, identificamos uma grande dificuldade no acompanhamento a pacientes com esse perfil. Cabe discutir como acompanhar esses pacientes de maneira mais adequada e resulta a preocupação de que não estamos conseguindo conscientizá-lo do cuidar-se, atuando no tratamento de forma mais eficaz e interrompendo a cadeia de transmissão. Oral 100 Oficina de Saúde e Sexualidade para Pacientes Psiquiátricos Autor: Cláudio Gruber Mann - Instituto de Psiquiatria da UFRJ / IPUB Co-autor: Suely Broxado de Oliveira Apresentador: Suely Broxado de Oliveira Contato com o autor: [email protected] Problema: Pacientes psiquiátricos correm grande risco de contrair e transmitir DST/aids porque eles não têm acesso a informações apropriadas de prevenção. Além disso, eles não são instruídos de como usar preservativos corretamente. Descrição do Projeto: A Oficina de “Saúde e Sexualidade “ entre pacientes psiquiátricos do Instituto de Psiquiatria da UFRJ foi implantada em 1996. Ela tem por objetivo discutir temas relacionados à sexualidade e doenças sexualmente transmissíveis e HIV, além de temas relacionados ao binômio saúde/doença. Os pacientes participam das oficinas que são realizadas uma vez por semana, com duração de aproximadamente 60 min. Nas oficinas eles recebem orientação de como praticar o ‘sexo seguro’, além de informações básicas sobre HIV, outras DST e demais doenças. No final de cada oficina, os participantes são estimulados a treinar como colocar corretamente o preservativo em um pênis de borracha. Os preservativos são distribuídos entre os participantes de acordo com suas necessidades. Principais Resultados: Essa experiência tem-se revelado um grande sucesso e proveitosa para os participantes, pois agora os pacientes sentemse seguros para falar livremente sobre seu comportamento sexual, suas dificuldades e problemas relacionados a sua sexualidade. Eles mostram interesse em aprender como usar corretamente o preservativo e mostram evidências de que são capazes de usá-lo regularmente. Conclusões: Falar livremente sobre saúde e sexualidade, parece ser uma maneira eficaz de tornar-se informado da grande necessidade de prevenir doenças de nossos dias, especialmente entre aqueles que não tem acesso a informações sobre prevenção, como os pacientes psiquiátricos. Oral 101 Prevenção de Acidentes Ocupacionais com Material Biológico no Município do Rio de Janeiro Autor: Cristiane Rapparini - Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro Co-autores: Angelica Fonseca; Betina Durovini; Lilian Lauria; Rita Ferreira; Valéria Saraceni Apresentador: Cristiane Rapparini Contato com o autor: [email protected] Problemas: A infecção por patógenos sanguíneos é reconhecida como um risco ocupacional para os profissionais de saúde. Os principais vírus envolvidos em acidentes de trabalho com material biológico são: HIV, hepatites B e C. Descrição do Projeto: Em janeiro de 1997, iniciamos no Município do Rio de Janeiro, através da Coordenação de Doenças Transmissíveis Gerência de DST/aids, um fluxograma de distribuição de medicamentos anti-retrovirais e um sistema de vigilância de acidentes ocupacionais com material biológico. Os objetivos deste trabalho incluíram a distribuição de um manual de condutas para orientação no atendimento e acompanhamento a profissionais de saúde expostos ao HIV e aos vírus das hepatites B e C; a implementação de fichas de notificação e de acompanhamento para conhecimento das situações de ocorrência nos acidentes e avaliação de possíveis soroconversões; a distribuição de kits de medicamentos anti-retrovirais em todo o Município para permitir o uso imediato após a ocorrência do acidente; a melhoria na identificação da condição sorológica do paciente-fonte com a obtenção de testes antiHIV de realização rápida e o treinamento continuado quanto às normas de prevenção e condutas a serem tomadas frente a acidentes ocupacionais com material biológico. Para tanto foram realizados treinamentos em biossegurança e atendimento e acompanhamento de acidentes, e estimulação da vacinação contra Hepatite B nas unidades de saúde. Principais Resultados: Totalizamos hoje mais de 500 profissionais de saúde treinados no município do Rio de janeiro, tanto em Biossegurança, quanto no manejo de acidentes com material biológico. Foram notificados, de janeiro/97 a setembro/99, 3.406 acidentes. A média de idade entre os profissionais acidentados foi de 34 anos; a maioria dos acidentes (75,5%) ocorre em profissionais do sexo feminino e 73,6% dos acidentes ocorreram entre 07:00h e 19:00h. A maior parte das exposições ocorre em membros superiores (79,0%) e foram do tipo percutânea (84,2%), envolvendo sangue ou outros materiais biológicos Oral 102 contendo sangue (77,0%). Dois mil trezentos e outros materiais biológicos contendo sangue (77,0%). Dois mil trezentos e oitenta e quatro acidentes (73,2%) ocorreram com pacientes fontes conhecidos, sendo que destes, 390 (16,3%) eram sabidamente HIV positivos; 424 (17,7%) eram HIV negativos e 1.570 (65,8%) tinham, no momento do acidente, condição sorológica anti-HIV desconhecida. As categorias profissionais mais freqüentemente envolvidas foram a equipe de enfermagem (39,9%), médicos (18,3%) e a equipe de limpeza (16,2%). Conclusões: No sentido de melhorar a qualidade das notificações e a prevenção dos acidentes entre os profissionais de saúde, a gerência do programa de DST e aids está implantando um programa com: elaboração de um vídeo sobre normas de biossegurança, e de fôlderes e cartazes para prevenção de acidentes ocupacionais com material biológico; elaboração e implementação da ficha de acompanhamento para avaliação do follow-up e possíveis soroconversões; divulgação para todas as unidades com as principais características dos acidentes notificados, inclusive com atualização pelo site da internet; melhoria do fluxo de testagem sorológica convencional e aquisição de testes rápidos anti-HIV. Oral 103 Participação Multiprofissional de Acadêmicos de Saúde em Inter venções Educativas para Caminhoneiros na BR-040 Autor: Cristina Arreguy-Sena - Faculdade de Enfermagem - UFJF Co-autor: Hallack, Kalil Abrahão; Sena, Kanthya Arreguy Apresentador: Cristina Arreguy-Sena Contato com o autor: Rua Olegário Maciel nº1716-204 Paineira JUIZ DE FORA - MG 36016011 Problema: A formação acadêmica para discentes dos cursos de graduação da área de saúde necessita prever/conter a capacitação curricular e/ou extracurricular de tais profissionais, no sentido de desenvolver competência comunicacional de abordagens preventivas na área das DST/aids/HIV. O Projeto: O Núcleo Multidisciplinar sobre aids -UFJF em parceria com a Polícia Rodoviária Federal, a CONCER (empresa que convencionou a BR-040 que liga Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte), o Programa de DST/aids da Secretaria Estadual do Estado de Minas Gerais identificou na BR040 um local favorável ao desenvolvimento de intervenções educativas junto à população de caminhoneiros e às áreas acadêmicas envolvidas reconheceram uma oportunidade ímpar para o desenvolvimento de habilidades comunicacionais dos discentes, visando à efetivação comunicacional, sendo relatado no presente trabalho uma intervenção ocorrida no dia 20 de Janeiro de 1999. Principais Resultados: Participaram 40 acadêmicos da área de saúde (dos cursos de graduação de enfermagem e de medicina), uma monitora e dois professores dos respectivos cursos), realizamos grupos de discussões sobre o perfil de caminhoneiros e formas de abordá-los, seguindo a padronização de abordagem inicial e explicação dos objetivos da intervenção. Contando com infra-estrutura de translado, alimentação e material didático pedagógico, abordamos 157 caminhoneiros no dia 20/01/1999 no período compreendido das 13 às 16 horas nos dois sentidos da estrada BR-040 (sentido Rio de Janeiro e sentido Belo Horizonte). As equipes foram divididas em grupos de 4 elementos (sempre com discentes de mais de uma categoria), sendo que cada participantes foi atribuída uma atuação específica (que era revezada), perfazendo 10 equipes de trabalho. Essas equipes foram locadas nos sentidos da estrada de acordo com o movimento oscilatório do fluxo de Oral 104 veículos. Todos os membros de uma equipe iniciaram suas atuações com supervisão indireta após 1) presenciarem a demonstração de cada atividade que desenvolveriam, 2) receber assessoramento para o seu desempenho individualmente e 3) ser avaliada sua atuação prática junto aos caminhoneiros. Essas atividades eram realizadas pelos professores e pela monitora que integram o projeto. Conclusões: Essa intervenção é parte do projeto desenvolvido desde 1997 até a presente data, constituindo num campo estratégico de capacitação extracurricular de discente num enfoque multidisciplinar e oportunizando o desenvolvimento de habilidade comunicacional de discentes da equipe de saúde para abordagens preventivas de DST/aids /HIV. Oral 105 Caracterização Preliminar de 79 usuários de Crack em São José do Rio Preto, em São Paulo Autor: Denise Gandolfi Co-autores: Eloisa Lemos Fochi; Elza Maria Ferreira; Francisco Chiaravalloti Neto; Maria Sílvia de Moraes Apresentador: Denise Gandolfi Contato com o autor: [email protected] Problema: O município de São José do Rio Preto, situado a Noroeste do estado de São Paulo, é um dos locais no Brasil com alta prevalência de pessoas portadoras de HIV, ocupando o 4º lugar à nível nacional, em coeficiente de incidência. Historicamente, aproximadamente 50% dos portadores do HIV, já identificados, foram infectados através do uso de drogas injetáveis. O Programa de Redução de Danos do município foi iniciado em julho/96, dirigido prioritariamente a usuários de drogas injetáveis, no sentido de orientar, distribuir material informativo e oferecer materiais que possam reduzir danos a saúde, devido ao uso de drogas. Descrição do Projeto: O objetivo desta pesquisa é atualizar a caracterização dos usuários de crack e verificar a continuidade do uso concomitante de drogas injetáveis, já que estudo realizado em 1996, demonstrou essa relação. Foi aplicado um questionário fechado em uma amostra de 79 usuários de crack no município de São José do Rio Preto. Os usuários foram acessados através de agentes/redutores do “Tá Limpo “- Programa de Redução de Danos (PRD) da Prefeitura de São José do Rio Preto. O período de aplicação foi no mês de Agosto de 1.999, sendo que 31% dos questionários foram aplicados na rua, 28% no domicílio dos agentes/redutores e 23% no domicílio dos entrevistados. Principais Resultados: As faixas etárias concentraram-se na seguinte distribuição: de 15 a 19 anos (17,7%), de 20 a 29 anos (47%) e de 30 a 39 anos (31,6%). Quanto ao sexo, 69,6% dos entrevistados são do sexo masculino e 30,3% são do sexo feminino. No que se refere ao grau de escolaridade, verificou-se que 24% freqüentaram da 1ª a 4ª série e 55% da 5ª a 8ª série. Com relação à concentração de atividades de trabalho: 44% exercem atividades básicas e 29% atividades informais. Com relação ao uso de drogas, atualmente 62% usam cocaína, 75% usam maconha, 97% usam anfetaminas e 99% usam inalantes. Relativo ao uso de drogas injetáveis, resultou que 58% usaram droga injetável na vida. Atualmente 41% usam droga injetável. Referente ao início de uso de crack, verificou-se que 21% iniciaram na idade de 15 a 19 anos, 25% Oral 106 de 20 a 24 anos e 17% de 25 a 29 anos. Concernente ao uso de preservativo nas relações sexuais, resultou que: 54% sempre usam preservativo, 21% usam quase sempre, 13% nunca usam. Quanto à freqüência das relações sexuais com o uso do crack, 34% deles afirmaram que se diminuiu o uso e 28% afirmaram que não houve alteração. Com relação ao uso de preservativo após o uso de crack, 15% afirmaram que o crack interfere no uso de preservativo, 40% afirmaram que o afirmaram que o crack interfere no uso de preservativo, 40% afirmaram que o crack não interfere, 12% afirmaram que o crack interfere às vezes e 12% não sabem. No que se refere ao teste HIV, verificou-se que 58% fizeram o teste. Destes, 26% foram positivos. Quanto ao teste de Hepatite C, apenas 19% fizeram o teste. Conclusões: Podemos concluir preliminarmente que o perfil dos entrevistados é de baixa renda, devido ao grau de escolaridade e ocupação apresentados, além de apresentar uma prevalência do sexo masculino, embora o número de usuários do sexo feminino não seja desprezível, e que existem usuários de crack que fazem uso de drogas injetáveis. Os usuários de crack, muitas vezes, estão em situações de risco, merecendo uma atenção maior do poder público. Oral 107 Sexo Seguro na Prisão: Por que não? (A Epidemia de Aids no Sistema Penitenciário da Bahia) Autor: Denise Tourinho - Isc/UFBA e Centro de Observação PenalSecr.de Just. e Dir.Humanos da Bahia Co-autores: Inês Dourado; Norman Hearst Apresentador: Denise Tourinho Contato com o autor: [email protected] Problema: Segundo a literatura, a prevenção do HIV/aids em meio carcerário vem enfrentando algumas dificuldades. Uma delas é a não adesão dos presos ao uso do preservativo nas relações sexuais, a despeito das informações que recebem nos programas de prevenção adotados. Estudos têm demonstrado que a adesão ou não ao uso de preservativos, em populações diversas, depende, em grande parte, de fatores associados, em geral, ao caráter psicossocial e cultural, que necessitam ser conhecidos para uma maior racionalização das tecnologias de prevenção. Em função disso, a elaboração e a devida implementação de métodos de controle e prevenção dessa epidemia, especificamente, destinadas a populações confinadas, não pode escapar de uma abordagem em profundidade do universo simbólico, ao nível das interações psicossociais, culturais e institucionais, no âmbito prisional. A despeito da urgência das intervenções a serem adotadas, não se pode prescindir de um conhecimento efetivo dessa realidade, focalizando os mecanismos simbólicos destrutivos e/ou de proteção contra o HIV/aids, que seja construído de forma prévia ou, no mínimo, paralela à intervenção propriamente dita. O presente estudo visa criar uma base de informações que sejam úteis à reformulação e aprimoramento das medidas de assistência, prevenção e controle do HIV/aids, para o Sistema Penitenciário da Bahia, objetivando conhecer mais detalhadamente a situação epidemiológica local, bem como investigar os fatores psicossociais e culturais que possam estar associados aos padrões destrutivos (comportamentos de risco) para o HIV/aids, nesse meio carcerário, buscando compreender como atuam esses fatores. Descrição do Projeto: Para atingir uma análise associativa pretendemos, dentro de um enfoque qualitativo, efetuar uma análise do discurso dos sentenciados, utilizando como instrumento privilegiado de coleta de dados a entrevista semi-dirigida. A construção do roteiro da entrevista se direciona para uma abordagem dos perfis psicológicos dos entrevistados, da sua realidade institucional e de suas relações Oral 108 interpessoais, abarcando os valores, atitudes e comportamentos relacionados à infecção pelo HIV. O estudo se iniciou com uma pesquisa preliminar utilizada como pré-teste dos instrumentos de coleta de dados, que consistiu em entrevistas com sentenciados do Centro de Observação Penal-Bahia, além de “conversas “ não sistemáticas com diversos profissionais de saúde do Sistema Penitenciário da Bahia. Principais Resultados: Na fase preliminar do estudo, verificamos que a população carcerária tem acesso a relações sexuais oficialmente permitidas, em “visitas íntimas “ cadastradas pela instituição, além de ser prática corrente dessa população as relações sexuais com parceiras(os) múltiplos. Verificamos também que essa população tende a desenvolver uma concepção da morte e da aids muito peculiar, absolutamente distinta daquela que fazem os profissionais de saúde responsáveis pelas ações de controle e prevenção. Esse distanciamento de concepções e representações da doença, do adoecer e, do adoecer e do morrer entre as populações referidas, provavelmente, vem dificultando o planejamento e a implementação das ações. Verificamos ainda que o universo da instituição prisional, marcado pela violência e por códigos e leis rígidas, criadas pelos próprios sentenciados, para reger as relações interpessoais nesse universo, bem como os valores desenvolvidos a partir dessas relações (direcionados para um mercantilismo extremo), vêm determinando, em grande medida a não aceitação da assistência gratuita que lhe é fornecida (por exemplo: alguns sentenciados têm a prática de vender os medicamentos que recebem para o tratamento da aids, em troca de regalias e outras vantagens dentro da prisão), assim como a não adesão ao uso de preservativos nas relações sexuais. Conclusões: O seguimento do estudo, que consiste numa parceria da UNESCO com o Ministério da Saúde do Brasil e o ISC-UFBa, deverá oferecer informações relevantes para o planejamento de novas ações, bem como para embasar estudos de avaliação do impacto das ações em andamento. Oral 109 Grau de Proteção e Motivações para o não-uso de Preservativo em Adolescentes de Sobradinho, DF, 1999 Autor: Edgar Merchán-Hamann - Departamento de Saúde Coletiva Universidade de Brasília Co-autores: Aline R. de Abreu; Cristiane C. de Paula; Gabriela C.P. Silva; Luciana M. Moura Apresentador: Edgar Merchán-Hamann Contato com o autor: [email protected] Problema: Tenta-se estabelecer um perfil de risco e vulnerabilidade para nortear intervenções de educação em saúde para a prevenção de DST/aids na adolescência. Descrição do Projeto: Em um Centro Educacional público de Sobradinho, DF, 215 adolescentes selecionados por amostragem das turmas dos turnos matutino e vespertino, responderam um questionário auto-administrado em 11/98. Principais Resultados: A média de idade foi 16 anos; 59,1% do sexo feminino e 40,9% do masculino. Atividades Sexuais e Grau de Proteção: 46% dos alunos de ambos os sexos já tiveram experiência sexual (média da idade de iniciação sexual = 14,4 anos). Em média, os alunos de ambos os sexos tiveram 4 parceiros (as) desde a primeira relação (média= 2), e 2,1 (média= 1), nos últimos 12 meses. A prática de sexo vaginal foi a mais freqüente, citada por 83,7% e 93% de mulheres e homens sexualmente ativos, respectivamente. A despeito de 72% dos adolescentes terem citado o preservativo como meio de contracepção utilizado e cerca de 90% para a prevenção de DST/aids, apenas 50% das mulheres e 46% dos homens o utilizam em todas as ocasiões de sexo vaginal (cerca de 11% e 9%, respectivamente, nunca se protegem em tais eventos). As diversas práticas de sexo oral heterossexual foram freqüentes variando de 41 a 91%. Nas mulheres, 22% e 11,5% relataram proteção consistente em eventos de felação ativa e cunilingus, respectivamente (72% e 65,4% nunca se protegem nessas práticas). Nos homens, a proteção constante na felação heterossexual foi relatada por 3,6% (51,7% nunca se protegem) de forma semelhante ao cunilingus (apenas 1,8% referem proteção constante e 60,7% nunca). A prática de sexo anal heterossexual é relatada por 11% e 41% de homens e mulheres, respectivamente. A proteção consistente nessas práticas foi relatada por 26% dos homens e 60% das mulheres (13% dos homens nunca se protegem). Nas práticas Oral 110 de felação entre homens, passiva e ativa, e nas de sexo anal entre homens (insertivo e receptivo), embora pouco freqüentes (1,8 a 3,6% dos sexualmente ativos), nunca houve proteção consistente. Não houve relato de cunilingus entre mulheres (0%). Motivações: entre 68 adolescentes, o fato de terem parceiro fixo é alegado como justificativa para não uso de preservativo por 35,3%, Seguida de diminuição do prazer (16,2%), desconforto (11,7%) e dificuldade de acesso (5,9%). Os alunos referiram que não utilizam preservativo com o(a) namorado(a) (54%), amigo(a) (17%) e esposo(a) (4,6%). Quanto à forma de obtenção de preservativos, em 62,5% são os amigos, os pais (16,6%) e mais raramente, mediante compra ou 62,5% são os amigos, os pais (16,6%) e mais raramente, mediante compra ou distribuição gratuita. Houve antecedentes de DST em 2% dos adolescentes de ambos os sexos sexualmente ativos, e de gravidez indesejada em 2,3% das mulheres sexualmente ativas. Conclusões: Consideramos que a situação é preocupante já que proporções variando de 20 a 25% dos alunos corre risco de gravidez precoce e DST/aids, e que medidas urgentes devem ser tomadas para promover o uso consistente e adequado dos preservativos bem como assegurar a disponibilidade dos mesmos para adolescentes. Oral 111 Orientação Sexual e Prevenção às DST/Aids entre Adolescentes e Jovens de Escolas de Ensino Médio de Mossoró (RN) Autor: Edmilson Lopes Junior - Universidade Estadual do Rio Grande do Norte Co-autores: Ailton Siquiera da Fonseca; Francisco Vanderley de Lima; Maria Cristina Rocha Barreto; Vanderlan Francisco da Silva Apresentador: Vanderlan Francisco da Silva Contato com o autor: [email protected] Problema: O processo de destradicionalização social, que aumenta a erosão de instituições como a família e a escola, não tem tido como contrapartida um aumento da capacidade de automonitoramento de jovens e adolescentes. As experiências juvenis, especialmente aquela das classes populares de pequenas e médias cidades do interior nordestino, são marcados tanto pela ausência de estruturas de sentido quanto pela exacerbação do sofrimento social derivados do enfrentamento de problemas como a prostituição infanto-juvenil, gravidez na adolescência, presença de casos de DST e a emergência de uma nova dominação masculina (alicerçada na indiferença em relação a(o) outro(a) e tão perversa quanto o tradicional machismo nordestino). Descrição do Projeto: Tendo como pressupostos as elaborações de Paulo Freire e as experiências de oficinas de aids, propostas e realizadas pela psicóloga Vera Paiva, temos desenvolvido um trabalho de pesquisa e intervenção social que objetiva aumentar a capacidade de adolescentes e jovens em se automonitorar frente às experiências juvenis na escola pública. Também tomamos como referência, as proposições de François Dubet sobre a sociologia da experiência, metodologia utilizada por este sociólogo no trabalho de pesquisa e intervenção social junto a jovens e adolescente em situações de exclusão social. Principais Resultados: Trata-se de trabalho ainda em desenvolvimento, mas os resultados começam a aparecer. Em primeiro lugar, do ponto de vista prático, temos conseguido legitimar um espaço de reflexão sobre sexualidade, na escola, em que os adolescentes e jovens são os sujeitos. Em segundo, temos contribuído, a partir da socialização dos dados de pesquisa já alcançados junto a professores (através de encontros e seminários) criar uma cultura de discussão e reflexão sobre a sexualidade e as relações de gênero nas escolas trabalhadas. E, por último, como conseqüência de nosso trabalho, vemos emergir, nas escolas trabalhadas, uma referência social que legitima os(as) alunos participantes como multiplicadores sociais. Oral 112 Conclusão: Ao aliar pesquisa e intervenção social, apoiado financeiramente em uma bolsa fornecida pela Fundação MacArthur, temos percebido a distância entre as imagens produzidas e disseminadas pela mídia em torno das experiências juvenis e escolares das classes populares e a sua realidade concreta. A escola pública está distante de ser aquele “território de ninguém “ presente no discurso dominante dos meios de comunicação. Ela é um espaço em disputa de diversos discursos e práticas (evangélicos e católicos carismáticos, por exemplo) e um lócus práticas (evangélicos e católicos carismáticos, por exemplo) de prevenção às DST e à aids entre jovens e adolescentes das pequenas e médias cidades. Oral 113 Prevenção das DST/Aids e Drogas Adolescentes no Local de Trabalho entre Autor(es): Eliana Maria Hebling - Centro de Controle e Investigação Imunológica Dr. A.C.Corsini, Campinas/SP Co-autores: Bellucci, Sílvia B.; Silva, Maura A. Apresentador: Eliana Maria Hebling Contato com o autor: [email protected] Problema: Um Programa de Educação e Prevenção das DST/aids e drogas, buscando promover a incorporação de atitudes mais responsáveis para o exercício saudável da sexualidade e cidadania, vem sendo realizado pelo Centro Corsini desde 1993, com adolescentes de escolas públicas de Campinas, SP. Entretanto, adolescentes que trabalham durante o dia e estudam à noite têm tido poucas oportunidades de acesso a informações e a programas de educação participativa desta natureza, que tantos benefícios poderiam trazer para sua saúde, especialmente a sexual e reprodutiva. A preocupação em oferecer essa oportunidade a esse público alvo impulsionou o Centro, a partir de 1997, a estender o programa para adolescentes no local de trabalho. Descrição do Projeto: Trata-se de um programa de educação e prevenção das DST/aids e drogas realizado com patrulheiros, guardinhas e menores aprendizes alocados em empresas da região. Através de encontros quinzenais de 2 horas e meia de duração e utilizando diferentes técnicas participativas com os grupos de adolescentes, são abordados temas como saúde e cidadania; corpo e sexualidade; métodos anticoncepcionais e gravidez; drogas; DST e aids. Os adolescentes são preparados para adotar novas posturas frente à sua saúde como um todo, além de se tornarem multiplicadores de informação junto aos outros funcionários da empresa. A avaliação é realizada através de questionários pré e pós-teste; relatos; participação nos encontros e em atividades de multiplicação de informação. Principais Resultados: A experiência-piloto realizada no último ano em três grandes empresas da região, que atingiu diretamente 210 jovens e cerca de 5.000 funcionários, mostrou que além da adoção de medidas preventivas no cotidiano dos adolescentes, outras mudanças foram observadas, tais como melhorias no relacionamento interpessoal entre eles e suas chefias no ambiente de trabalho e melhorias na postura desses adolescentes quanto à produtividade e qualidade do trabalho realizado. As intervenções promoveram nos adolescentes, a diminuição da ansiedade, originalmente provocada pelas incertezas em relação à Oral 114 sexualidade, e uma melhor compreensão de si mesmo e do seu corpo, produzindo reflexos positivos nas relações interpessoais e no ambiente de trabalho. Esses resultados mobilizaram às empresas a implementação do Programa de aids no local de trabalho. Conclusões: Ações educativas e preventivas têm sido realizadas com sucesso entre adultos no local de trabalho, demonstrando ser este um espaço bastante favorável para intervenções desta natureza. Os adolescentes também têm direito à informação, e é imprescindível que se amplie essa atenção, principalmente para aqueles que têm maior dificuldade de acesso. O local de trabalho é um espaço interessante porque reúne um número significativo desses jovens que podem ser beneficiados com as ações do projeto em um menor espaço de tempo, e que, de outra forma, teriam poucas oportunidades de acesso a informações, por permanecerem o dia todo no trabalho e à noite na escola. O custo para as empresas é pequeno em relação aos benefícios relatados pelos dirigentes e empresas é pequeno em relação aos benefícios relatados pelos dirigentes e chefes. Oral 115 Tecendo o Feminino em Tempos de Aids Autor: Elizabete Franco - GIV - Grupo de Incentivo à Vida Apoio da CN DST MS e GLAMS/INSP - México Apresentador: Elizabete Franco Contato com o autor: [email protected] ou [email protected] Problema: A Rede Paulista de Mulheres com HIV/AIDS, é um projeto desenvolvido pelo GIV- Grupo de Incentivo à Vida com financiamento da CN DST/AIDS do Ministério da Saúde (Brasil).A Rede tem como objetivo o apoio e fortalecimento de mulheres com HIV/AIDS, em todas as suas iniciativas, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida. Em 1997 obtivemos um financiamento da GLAMS/INSP(Grupo Latino Americano de Mulheres com Aids do Instituto Nacional de Salud Pública do México) e realizamos, paralelamente ao trabalho da Rede, a pesquisaação Gênero e Oficinas no trabalho com Mulheres e Aids, para investigar as representações das mulheres sobre gênero, sexualidade e auto-estima bem como um programa de oficinas como estratégia de apoio à mulheres infectadas pelo HIV e prevenção para mulheres não infectadas pelo HIV. As temáticas abordadas nas oficinas foram : impacto da Aids na vida das mulheres, informações sobre formas de transmissão do HIV/aids e DST, saúde reprodutiva, corpo (erótico e reprodutivo),sexualidade, relações de gênero, participação de mulheres em grupos, cidadania, empoderamento. Descrição do Projeto: Através desta pesquisa-ação, pudemos observar que para as mulheres não infectadas pelo HIV ,a Aids ainda aparece como algo distante, um cinza em outras pinturas que não as suas, mas de alguma forma há uma insatisfação (muitas vezes não identificada) com a vida que leva. Para muitas mulheres soropositivas a Aids aparece como alguém que inadvertidamente rasga um desenho de vida lentamente construído, promovendo um profunda desestruturação. Paradoxalmente a superação do impacto inicial acaba revelando que a vida já não era tão boa e que a Aids pode significar uma reconstrução, o encontro de novos sentidos para viver. No entanto, escolher os fios e tecer os desenhos da vida esta intimamente atrelado a todo contexto que circunscreve as mulheres: representações sobre relações de gênero e sexualidade, pertencimento racial, condição socioeconômica, vulnerabilidade, acesso à serviços de saúde e educação. Enfim, os contornos que cada mulher traça para sua vida, incluindo o enfrentamento da Aids, extrapolam os limites da individualidade e encontram profundas interseções com as construções sócio-históricas da condição feminina. Oral 116 Principais Resultados: Nossas ações tiveram frutos importantes : mulheres que se apropriaram das discussões promovendo mudanças nas suas vidas, outras que passaram a atuar em suas comunidades como multiplicadoras de informações e reflexões. Tivemos ainda resultados surpreendentes como por exemplo, uma comunidade que conseguiu se organizar, abrir comunicação o CRT/AIDS/SP e ampliar nosso trabalho para outras comunidades abarcando ainda grupos de adolescentes e homens. Outras vezes tivemos mais permanências (de comportamentos/ representações)do que rupturas, deixando-nos a sensação de que não atingimos os objetivos. Mas este é nosso ofício, dizer, refazer nossas falas, re (conhecer) nossas interlocutoras... Ter consciência dos limites....Buscar alargar as possibilidades... Conclusões: Identificamos que a grande maioria das mulheres não possuía a experiência de encontrar um tempo para olhar-se. A participação em grupos, promove o (des)encontro com uma outra que é igual e diferente de si, e pode configurar-se como um espaço para estabelecer contato consigo. Apesar de não ser uma “solução mágica” oportuniza o fortalecimento das mulheres soropositivas e soronegativas. Contribui ainda para um processo de desenvolvimento, que lentamente vai instrumentalizando melhores escolhas no confronto com a Aids. Mais do que isto, melhores escolhas para a construção da vida, como nos mostra este depoimento de uma entrevistada soronegativa: “Tenho certeza, se isto (as oficinas) continuasse por muitos e muitos tempos as mulheres iam sentir prazer de viver, prazer de se relacionar, prazer de descobrir o que é o sexo, descobrir o que é viver, como a vida é importante (....)” Oral 117 Adolescentes e Jovens ante às DST/Aids: Informação, Percepção de Risco e Prevenção Autor: Elizabeth Ferraz - Sociedade Civil Bem Estar Familiar no Brasil - Bemfam Co-autores: Inês Quental Ferreira; Inocência Parizi Negrão Apresentador: Inês Quental Ferreira Contato com o autor: [email protected] Problema: O aumento da incidência de DST entre adolescentes, e a constatação de que 32% dos casos de aids, entre 1980 e 1998, ocorreram entre adultos jovens de 20 a 29 anos (Boletim Epidemiológico nº 3, jun./ago. 98- MS) têm alertado para a necessidade de se levantar informações entre a população adolescente/jovem sobre o nível de conhecimento e comportamentos de vulnerabilização face às DST/aids, visando a dar subsídios para ações educativas e de prevenção. Em 1996, a BEMFAM realizou a Pesquisa Nacional sobre Demografia e Saúde PNDS/96, cujo questionário possui um módulo dedicado a esse tema. As informações coletadas por essa pesquisa permitem que se faça uma análise para o grupo etário de 15 a 24 anos, mantendo-se a representatividade da amostra. Descrição do Projeto: O objetivo deste estudo foi o de realizar uma análise sobre o nível de conhecimento sobre as DST/aids, incluindo formas de contaminação e prevenção, bem como a percepção de risco e as mudanças de comportamento dos jovens frente à epidemia da aids. O estudo tem por base os dados levantados pela Pesquisa Nacional sobre Demografia e Saúde - PNDS 1996. Trata-se de uma pesquisa domiciliar, por amostragem, que entrevistou um total de 12.612 mulheres com idades de 15 a 49 anos e 2.949 homens de 15 a 59 anos. Do total dessa amostra, 4.528 mulheres e 1.093 homens tinham de 15 a 24 anos, na época da pesquisa, e são os objetos desta análise. A PNDS 96 utilizou como base amostral a PNAD 1995, pesquisa domiciliar realizada anualmente pelo IBGE, sendo uma subamostra dessa pesquisa. A amostra permite obter estimativas independentes para as regiões geográficas do Brasil, bem como para áreas urbanas e rurais. Principais Resultados: Na pesquisa, pediu-se aos entrevistados que citassem as doenças sexualmente transmissíveis que conheciam ou tinham ouvido falar. Com exceção da aids, citada por 87% dos adolescentes de 15-19 anos e por 84% dos jovens de 20-24 anos de ambos os sexos, as demais doenças são pouco conhecidas. Apenas a gonorréia e a sífilis Oral 118 apresentaram porcentagem significativa: no grupo de 15-19 anos, 31% das mulheres e 50% dos homens disseram conhecer a gonorréia. No grupo mais velho (20-24 anos), o nível de conhecimento dessa doença é maior: 38% e 65% para mulheres e homens, respectivamente. A sífilis foi citada por 26% das adolescentes (15-19 anos) e 31% das jovens de 20-24 anos. Entre os homens, essas porcentagens são de 24% e 38%, respectivamente. No que se refere à aids, a principal fonte de informação tem sido a mídia, em especial a TV, citada por cerca de 70% dos adolescentes e 80% dos jovens adultos de ambos os sexos. O uso do preservativo foi a principal forma de prevenção do HIV reportada por adolescentes e jovens dos dois sexos, com percentuais acima de 83%. Entretanto, apenas 4% das mulheres dos dois grupos etários passaram a usar preservativos em função da aids. Entre os homens, esta porcentagem é mais significativa: 22% dos adolescentes e 27% dos jovens adotaram o uso de preservativos como prevenção. A percepção de risco quanto ao HIV é baixa entre jovens e adolescentes de ambos os sexos: 6% das mulheres e 10% dos homens disserem ter um risco moderado e apenas 5% de homens e mulheres se consideram com alto risco. Conclusões: Os resultados mostram que existe pouco conhecimento entre os jovens sobre as DST. Embora a aids seja mais conhecida, bem como a necessidade do uso do preservativo como forma de prevenção, são baixas as porcentagens de jovens que estão utilizando esse método. Fica claro, também, que apenas a informação não é suficiente para a adoção de um comportamento mais seguro, havendo necessidade de um trabalho sistemático de intervenção comportamental nessa área. Oral 119 Projeto de Prevenção às DST/Aids Dirigido à População Empobrecida Autor: Fátima Rocha Co-autores: Barreto, S; Ferreira, S; Moreto, R; Oiveira, E ; Vidal, R Apresentador: Edneusa Maria Oliveira Contato com o autor: [email protected] Problema: A desigualdade social presente na sociedade brasileira torna vulnerável a epidemia da aids na população em situação de pobreza. A tendência de pauperização no perfil da epidemia, bem como sua interiorização, revelam seu direcionamento inexorável a setores da população cujos direitos sociais vêm sendo negados historicamente. No Rio de Janeiro, segundo estado da federação em casos notificados de aids, esta situação está bem caracterizada. A proporção de pessoas com nível de escolaridade universitário passa de 50,7% (1980-89) para 21,7% (1990-96), enquanto a freqüência de pacientes com instrução até o 1º grau sobe de 18,8% dos casos, no período de 1980-89, para 51,2% em 1990-96. A mudança observada nos parâmetros da epidemia aponta para a necessidade premente da implantação de políticas públicas que favoreçam a disponibilização de serviços de prevenção e assistência aos segmentos mais vulneráveis da sociedade, implicando na construção de parcerias intra/extra-setor saúde. Neste sentido, em dezembro de 1997 a Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES), a Secretaria de Estado de Trabalho e Ação Social (SETAS), a Secretaria de Estado de Agricultura, Abastecimento e Pesca do Interior (SEAAP) e Coordenação Executiva da Comunidade Solidária implantaram projeto piloto em cinco municípios com financiamento direto da Coordenação Nacional de DST e Aids do Ministério da Saúde. Na área do interior dos municípios de Nova Iguaçu e Itaboraí o projeto ficou sob a coordenação geral da SES em parceria com a Coordenação Executiva da Comunidade Solidária e SEAAP. Já na área urbana, a SES gerenciou os trabalhos com a parceria da SETAS nos municípios de Campos e Duque de Caxias. Foram treinados ao todo 102 agentes multiplicadores. Verificou-se neste processo a necessidade do fortalecimento institucional, buscando descentralizar as ações através das Secretarias Municipais de Saúde, bem como ampliação para outros três municípios. Descrição do Projeto: Implantar Programas Locais de Prevenção sob a gerência direta das Coordenações Municipais de DST e Aids com o intuito de garantir a sustentabilidade, descentralização e institucionalização Oral 120 das ações através da constituição de grupo de trabalho institucionalização das ações através da constituição de grupo de trabalho local, articulando instituições governamentais e comunitárias. As diretrizes que guiam estas propostas implicam ainda num redirecionamento dos projetos com a integrando das ações das diversas Secretarias de Saúde envolvidas e da Coordenação Executiva da Comunidade Solidária, quebrando a dicotomia envolvida anteriormente, onde cada instituição gerenciou no nível local as propostas de forma isolada. Principais Resultados: A Coordenação política deste Projeto está sob a gerência da Vice-Governadoria do Governo do Estado do Rio de Janeiro, tendo sido elaborado um Termo de Compromisso Estadual, definindo as atribuições de todas as instituições envolvidas. Selecionouse mais três municípios - Vassouras, Quissamã e Araruama - para integrarem esta proposta, fortalecendo-se ainda as ações de prevenção nos outros cinco municípios que já compunham o trabalho. As Secretarias Municipais de Saúde através das Coordenações dos Programas de DST/ Aids indicaram os profissionais responsáveis pelo Plano Municipal Local, tendo já sido elaborados sete projetos. Conclusões: O eixo básico do Projeto aponta para a estratégia de autosustentação das ações baseada na identificação de parcerias no nível local, com distribuição das responsabilidades das diversas instâncias envolvidas no âmbito estadual e municipal. A definição da coordenação política direta do gabinete da Vice-Governadoria legitima esta proposta e confere um caráter de programa de Governo a esta proposta. Oral 121 Organização da Atenção à Saúde dos Portadores do HIV e Aids no Centr o de Tr einamento e Referência em Doenças Infecciosas e Parasitárias Autor: Francisco Carlos Félix Lana - Universidade Federal de Minas Gerais Co-autores: Juliana Cristina de Melo Oliveira; Maria Aparecida Silva Faria; Maria do Carmo Teatini Tavares; Maria Imaculada de Fátima Freitas; Maria Inês Barreiros Sena; Mônica Diniz Brandão; Tatiana Dias Paulucci Apresentador: Maria do Carmo Teatini Tavares Contato com o autor: [email protected] Problema: Este projeto pretende contribuir para a organização da atenção à saúde dos portadores de HIV/aids no Centro de Treinamento e Referencia em Doenças Infecciosas e Parasitárias Oreste Diniz (CTRDIP). O manejo da epidemia HIV/aids vem adquirindo complexidade, principalmente em decorrência das mudanças do perfil clínicoepidemológico da doença. Responder às demandas crescentes de prevenção, tratamento e acompanhamento, dos portadores e doentes de aids, constituem-se em grandes desafios para os serviços de saúde, exigindo destes, numa perspectiva multidisciplinar, capacidade operacional, gerencial, assistencial e tecnológica para proporcionar um acompanhamento eficiente dos clientes tanto nos aspectos clínicoepidemiológicos, quanto aqueles relacionados à educação e prevenção. O trabalho da enfermagem adquire relevância, na medida que pode proporcionar unidade ao processo de trabalho, contribuir para a adesão dos usuários ao tratamento por meio de estratégias de acolhimento e criação de vínculos, além de contribuir para a viabilização de um fluxo capaz de dar conta das demandas assistenciais cada vez mais complexas. Descrição do Projeto: Este Projeto teve início em março de 1999 a partir de parceria estabelecida entre a Escola de Enfermagem da UFMG e o CTR-DIP Orestes Diniz. Está dividido em 04 Sub-Projetos: 1) Organização de serviço: tem o objetivo de contribuir na sua reorganização, contemplando o atendimento por equipe multiprofissional, novo fluxo das ações assistenciais, implantação e execução de protocolo de sistematização da assistência de enfermagem; 2) Ensino: Proporcionar aos estudantes dos Cursos de Graduação e PósGraduação em enfermagem experiências relacionadas ao manejo do HIV/ aids em serviços de saúde, abrindo perspectivas para o desenvolvimento de pesquisas, com ênfase na gerência de serviços e aspectos operacionais relacionadas à assistência; 3) Banco de Dados: criação de Banco de Dados Oral 122 com a finalidade de monitorar 3) Banco de Dados: criação de Banco de Dados com a finalidade de monitorar aspectos assistenciais, sociais e epidemiológicos; 4) Educação para a Saúde: desenvolvimento de tecnologias educacionais tais como, cartilha dirigidas à prevenção, tratamento e reabilitação em HIV/aids no CTR/DIP Oreste Diniz. Neste momento, concluímos o Sub-Projeto Organização de Serviços: diagnostico-assistencial, fluxo e proposta de consulta de enfermagem. Utilizamos para esta etapa entrevistas semi-estruturadas com profissionais do serviço e clientes, além de observações diretas das ações realizadas, incluindo o fluxo do cliente. Principais Resultados: Diagnóstico do Serviço: aponta problemas e sugestões relacionadas ao fluxo, recepção, acolhimento, sala de medicação, farmácia, sistema de informação, quantitativo de recursos humanos, área física, dentre outros; Fluxo: elaborada proposta de redefinição do fluxo incorporando questões tais como, agilização da triagem e 1ª consulta, implementação de consulta de enfermagem intercaladas entre as consultas médicas, definição de prioridades para o serviço odontológico como referência no município e melhoria no sistema de agendamentos; Assistência de Enfermagem: redefinição das atribuições dos enfermeiros aproximando-os das atividades de supervisão da equipe e das ações assistenciais diretas, incluindo a triagem e consulta de enfermagem; elaboração de protocolo e treinamento dos enfermeiros para a consulta de enfermagem e início do processo de implantação; Ensino: pelo Serviço é campo de prática para os alunos da Disciplina Saúde Coletiva II do Curso de Enfermagem, com avaliação positiva da experiência, principalmente por desmistificar a questão do HIV/aids e fundamentar os aspectos básicos da assistência. Conclusões: O desenvolvimento do trabalho, até o momento, apontou as dificuldades do CTR-DIP Orestes Diniz de contemplar o princípio da integralidade da assistência no acompanhamento dos portadores de HIV/ aids. Porém, mostrou que a equipe está procurando construir uma organização tecnológica capaz de dar conta da complexidade assistencial. A integração ensino-serviço proposta no Projeto tem possibilitado a construção de novos saberes relacionados à organização da assistência a portadores de HIV/aids. Oral 123 Movil de Prevencion del Sida Autor: Gerardo Mitre - Fundamind Co-autor: Mujica Mariza Apresentador: Gerardo Mitre Contato com o autor: [email protected] Resumo: La idea rectora de este proyecto es “movilizarnos y movilizar “, saliendo a las calles como patrullas-agentes de prevención, en dirección a los centros naturales de concentración de adolescentes y jóvenes. Movilizar en el sentido de despertar la creatividad y los recursos internos de salud que cada ser humano dispone en diferente medida. Generar el encuentro con los adolescentes y jóvenes adultos, para abrir posibilidades en sus espacios habituales de comunicación y juntos hallar otras imágenes y palabras que nos permitan mantenernos en salud, disfrutando de la vida. Lo característico en esta propuesta es hacer prevención estimulando la creatividad, promoviendo la competencia y la solidaridad en pos de un objetivo vital: reducir la cadena de transmisión del VIH y SIDA en el segmento poblacional más vulnerable al contagio. Sintetizando, producir un movimiento y transformación de las viejas estructuras - que obstaculizan el avance hacia la unificación del sujeto con el entorno social -, utilizando el espacio público como caja de resonancia para dar lugar a que emerja un nuevo estado de conciencia. La situación que se desea mejorar es aquella en que el impulso de muerte hace que adolescentes y jóvenes nieguen y desmientan la existencia del SIDA, al inyectarse con agujas compartidas y mantener relaciones sexuales sin preservativos. La presencia del móvil nos permitió trasladar los recursos humanos, tecnológicos y las diferentes propuestas para crear, hacia los lugares naturales de encuentro de jóvenes y adolescentes, con la misión de influir o estimular su percepción en una dirección de cuidado de la vida. De esta manera, estuvimos adaptando dichos recursos a su posición en el mundo: egocéntrica-narcisista, con despliegues de omnipotencia y abriendo a la vez, otros canales de expresión y comunicación con contenidos éticos, humanos y solidarios. Los temas que abordaron los agentes de prevención instalados en el vehículo y el contenido del material audio-visual que apoyó la tarea, permitió un intercambio con el público -desde los sentidos que pre-configuran la percepción-, generando imágenes de salud y vida; aumentando la capacidad de adaptación activa a la realidad de aquellos hacia quienes van dirigida las propuestas de prevención. El Area Geográfica en que se desarrolló la propuesta fue Oral 124 fundamentalmente la Ciudad de Buenos Aires, cuyas características en términos demográficos son de alta concentración de habitantes, pertenecientes a diferentes segmentos sociales y con diferentes capacidades de adquisición de bienes y consumo. Beneficiarios Directos: Grupos de ambos sexos entre 15 y 34 años. Beneficiarios indirectos: Familiares y amigos de los participantes, que recibieron las experiencias y conocimientos aprehendidos por los beneficiarios directos del proyecto. 2. Descripción del proyecto. Unidad Móvil de Prevención del SIDA que esta en condiciones de albergar a 9 personas y al instrumental tecnológico necesario (equipo de audio y video, pantalla para proyección de películas afines a los objetivos buscados) para que desde diferentes lugares estratégicos de la Ciudad de Buenos Aires, se pueda responder con la mayor calidad y eficiencia posible a las diversas y numerosas demandas que está realizando los adolescentes y jóvenes con relación al SIDA y generar nuevos espacios de comunicación y movilización social que tiendan al despliegue de creatividad y cuidado de la vida propia y ajena. De esta manera, estamos fortaleciendo y propiciando vínculos solidarios, que amplían la red de personas y organizaciones sensibles y socialmente responsables. 3. Objetivos General: Que los adolescentes y jóvenes adultos puedan incorporar y/o fortalecer hábitos más saludables, que reduzcan los riesgos de contraer el V.I.H.. Específicos: 1) Que los participantes al detenerse a pensar, crear, ver, escuchar, informarse y compartir, acoten al mínimo los riesgos de adquisición del VIH y 2) puedan convertirse en multiplicadores de hábitos de saludables. 4. Metodología Con cada actividad y/o propuesta se busca alcanzar el objetivo específico, utilizando diferentes disparadores y /o escenarios de acción: I) Banco de Preservativos: asimilación del uso del preservativo en las relaciones sexuales y entrega gratuita a los participantes. II) Concurso “Búsqueda del Tesoro Solidario “ consistió en la generación de mensajes de prevención que no superaban las 20 palabras; debían ser originales, no usados en ninguna otra campaña de prevención del SIDA. Luego el mensaje más votado -por un jurado de notables- se constituyó en el “tesoro “ que fue escondido en un lugar determinado por los organizadores y que tenía que ser encontrado por los participantes acreditados para la búsqueda. Tanto la persona que encontró el Tesoro Solidario como el autor del mensaje -utilizado en la búsqueda- fueron premiados con dinero en efectivo. III) Concurso “Quién hace mejor el cuento “: los participantes entregaron cuentos cortos -con Oral 125 un máximo de 15 páginas- basándose en normas establecidas por escritores que integraron el jurado pertinente. Los cuentos seleccionados por el jurado, recibieron un premio en efectivo y otros importantes reconocimientos. IV) Concurso “Fotos que no se olvidan “: los participantes hicieron llegar fotos de acuerdo a las reglas y condiciones elaboradas por un jurado compuesto por fotógrafos profesionales. También las fotos elegidas, recibieron un premio en efectivo y otros reconocimientos importantes. Vale aclarar que tanto en el Concurso “Quién hace mejor el cuento “ como en “Fotos que no se olvidan “, siempre el eje temático que guió a las composiciones fueron situaciones -reales o imaginarias- ligadas a la prevención del VIH y SIDA, por vía sexual y sanguínea. V) Un Rincón de Esperanza: fue la posibilidad de tener una conexión off-line, al Primer Sitio Web Argentino sobre VIH y SIDA en Internet, donde Fundamind presenta servicios de consultoría en VIH y SIDA, tales como: sección de preguntas y respuestas, encuesta, versión digital de la Revista de Fundamind, Primer Programa para Chicos con SIDA, Información Básica sobre VIH y SIDA, Perfil Epidemiológico del SIDA en Argentina, Derechos de las VIH y SIDA, Perfil Epidemiológico del SIDA en Argentina, Derechos de las personas que viven con VIH y SIDA, Medicamentos contra el SIDA, Glosario de términos, entre otras informaciones actualizadas para todo el universo de habla hispana. I. Utilización del Banco de preservativos. II. Incremento de conductas de cuidado. III. Obtención de respuestas activas y comprometidas por parte de los participantes del Proyecto Móvil de Prevención, de las instituciones que actuaron como jurado y logro de adhesiones de personas vinculadas a los concursantes. IV. Extensión de los concursos a otras áreas geográficas. V. Acceso y consulta de información en Internet. VI. Obtención de nuevas propuestas para el mejoramiento y continuación de la campaña, en Capital Federal y otras áreas geográficas. La intervención alcanzó a la población objetivo definida en función de las variables demográficas edad, nivel educacional y localidad. El nivel de información de la población fue considerable, aun cuando la información demostró tener poca incidencia directa en variables de interés. Así, variables de importancia como los beneficios percibidos de la intervención, el interés por tener una relación con un HIV positivo o la creencia en grupos de riesgo no estuvieron asociadas con la información en todos los grupos si se consideran otros factores relacionados con los prejuicios o la interacción. La información sí fue Oral 126 un resultado de importancia para los participantes con peores indicadores de sensibilización (participación en el concurso tesoro, menor información disponible y menos expectativas previas). Así, por ejemplo, de los sujetos que tendrían una relación con un HIV, el 54.17% de los que obtuvieron información como resultado de su participación no tenía ninguna expectativa antes de concursar. Este patrón no se observó en relación con los demás resultados percibidos. Asimismo, los participantes del grupo tesoro, que implicó menor compromiso previo en términos de tiempo invertido y menor información disponible, prefirieron el resultado información más que los participantes de los concursos foto y cuento. Por lo contrario, el mayor compromiso de los sujetos se asoció con resultados de interacción, empatía o de prevención definida en función del cambio conductual. Así, por ejemplo, los participantes de los concursos cuento y foto que completaron sus productos reportando más expectativas solidarias y mayor nivel de información en el pretest, prefirieron los resultados preventivos o mixtos una vez finalizada su participación en el concurso. Puede concluirse que, dada la importancia de los factores interaccionales y de los prejuicios asociados a los indicadores de sensibilización -en los análisis multivariados-, los resultados descriptos son deseables si los objetivos apuntan a lograr un cambio conductual a largo plazo, disminuir los prejuicios hacia los HIV negativos y promover la solidaridad y las redes salugénicas. Oral 127 Atividades Educativas na Prevenção da Aids em uma Rede Básica Municipal de Saúde: Participação do Enfermeiro Autor(es): Gilson De Vasconcelos Torres - Universidade Federal do Rio Grande do Norte Co-autores: Bertha Cruz Enders; Gilson de Vasconcelos Torres Apresentador: Gilson De Vasconcelos Torres Contato com o autor: [email protected] Problema: O presente estudo, constitui uma dissertação de mestrado em enfermagem de saúde pública/UFPB, que focaliza a participação do enfermeiro frente a problemática da prevenção da aids no nível primário de assistência, visando a investigar qual a percepção que possuem os enfermeiros que atuam no programa de prevenção da aids nas UBS sobre as ações educativas desenvolvidas na prevenção dessa enfermidade. Descrição do Projeto: Estudo exploratório descritivo, com abordagem qualitativa, que objetivou caracterizar a atuação educativa dos enfermeiros que implementam o programa de prevenção e controle das DST/aids do município de Natal/RN, realizado nas UBS, com 10 enfermeiros que atuavam desenvolvendo ações educativas na prevenção da aids. Utilizou-se um roteiro de entrevista estruturado. Para análise dos dados utilizou-se a técnica de análise de conteúdo. Principais Resultados: Identificou-se que a maioria dos enfermeiros entendeu a educação em saúde como sendo repasse de informações, o programa de prevenção da aids possuía uma ação insuficiente, com ausência de estrutura no serviço e omissão da SMS quanto ao apoio institucional. As atividades no programa eram tradicionais, pouco abrangentes e sem recursos materiais e humanos capacitados. Conclusões: O programa possuía ações insuficientes, e não vem atendendo às expectativas dos profissionais envolvidos, caracterizadas pela falta de planejamento, não envolvimento da equipe, atividades isoladas e esporádicas. Diante dos achados torna-se necessária uma reavaliação conjunta dos objetivos, metas, estratégias e ações educativas a serem implementadas. Oral 128 Pr evenção da Tr ansmissão Ver tical do HIV; Investimentos e Resultados no Hospital Maternidade Praça XV/RJ Autor: Guida Silva - Secretaria Municipal de Maúde do RJ - Hospital Maternidade Praça XV Co-autores: Alberto Novaes Ramos; Draurio Barreira; Vânia Bastos Martins Apresentador: Draurio Barreira Contato com o autor: [email protected] Problema: Na maternidade Praça XV, no início de 1998, verificava-se: 1) baixa cobertura de testagem anti-HIV das parturientes, e 2) ineficiência da testagem quando realizada, visto que os resultados dos exames chegavam tão tardiamente que as mulheres não só já haviam parido como também amamentado, e a criança não recebia profilaxia anti-HIV. Descrição do Projeto: Desde maio de 1998, investimos na implementação da prevenção da TV do HIV na unidade, com: 1) Aumento da cobertura da solicitação de anti-HIV no pré-natal investindo na sensibilização dos profissionais e na organização dos serviços. 2) Implantação de rotina para puerpério imediato, que consiste na entrevista diária de todas as mulheres que pariram nas últimas 24 h com testagem, pós-aconselhamento e consentimento, das que não foram testadas para HIV durante a gravidez ou não tiveram acesso ao resultado do exame quando solicitado. Paralelamente foi desenvolvido, junto ao laboratório de referência, rotina que permitisse que os resultados positivos fossem imediatamente comunicados viabilizando tomadas de decisão com relação ao impedimento da amamentação e introdução de AZT xarope. Principais Resultados: De dezembro de 1998 a agosto de 1999, foram entrevistadas 2.887 puérperas, das quais 2.500 realizaram pré-natal (86,7%), 348 (12%) não realizaram e 39 (1,3%) não forneceram informações sobre pré-natal. Das que realizaram pré-natal, 1.663 (66,5%) foram acompanhadas na rede municipal de saúde, e destas, 656 (39,5%) na Maternidade Praça XV. Um total de 837 (33,5%) mulheres realizaram pré-natal em unidades não pertencentes ao município do Rio. Das mulheres que não realizaram pré-natal, 150 (43,1%) desconheciam seu estado sorológico para HIV; das que realizaram pré-natal em unidades não municipais, 191 (22,8%); das que realizaram pré-natal em unidades municipais, 156 (15,5%) e das acompanhadas pela Maternidade, apenas 36 (5,5%). Conclusões: Dois prováveis vieses no estudo são o fato de as informações sobre pré-natal e testagem anti-HIV terem sido prestadas pelas próprias mulheres e a falta de especificação do nº de consultas no pré-natal. As Oral 129 proporções decrescentes de conhecimento sobre o estado sorológico entre as mulheres que não realizaram pré-natal, realizaram em unidades não municipais, em unidades municipais e na Maternidade Praça XV denotam os diferentes graus de preocupação com o rastreamento das gestantes soropositivas, e corrobora o pressuposto de que a sensibilização dos profissionais juntamente com a melhoria das condições de trabalho proporcionam um melhor ambiente para a realização da prevenção da TV do HIV. De nada adiantam os avanços obtidos com a introdução da profilaxia da TV, nem a disponibilização de insumos para sua realização, se a primeira e nem a disponibilização de insumos para sua realização, se a primeira e fundamental etapa, a simples identificação das gestantesalvo para esta profilaxia, não é efetivamente cumprida. Além do incentivo à realização de pré-natal e ao rastreamento precoce da infecção pelo HIV, há que se admitir a inevitabilidade da existência de grande número de mulheres que infelizmente ainda chegarão ao parto desconhecendo seu estado sorológico com relação ao vírus. Para estas mulheres é fundamental a realização de testagem rápida para a detecção HIV, já que a profilaxia da transmissão mãe-filho tem seu momento de máxima eficácia justamente na fase pré-parto e puerpério imediato. É óbvio que o aconselhamento no momento do parto apresenta problemas inerentes à situação de urgência e fragilidade emocional que a mulher atravessa, mas há que se pesar esse custo em relação ao benefício que constitui a prevenção da infecção de uma criança pelo vírus, de um caso provável de aids no futuro, do sofrimento humano que isto representa, sem falar na questão dos gastos, que embora secundários, são significativos em termos de saúde. Oral 130 Programa Musa - Prevenção às DST/aids em Rádio Comunitária Autor: Gustavo Mendelsohn - Centro de Estudos e Pesquisa da Leopoldina Co-autores: Fátima Rocha; Wallace Hermann Júnior Apresentador: Wallace Hermann Júnior Contato com o autor: [email protected] Problema: No Rio de Janeiro, segundo estado da federação em casos notificados de aids, a proporção de pessoas com nível de escolaridade universitário passa de 50,7% (1980-89) para 21,7% (1990-96), enquanto a freqüência de pacientes com instrução até o 1º grau sobe de 18,8% dos casos, no período de 1980-89, para 51,2% em 1990-96. Perfil semelhante é observado também no Município do Rio de Janeiro, no ano de 1982, há o registro de cerca de 70% dos casos pertencentes ao nível universitário e, já em 1998, esta categoria passa para menos de 20%. Além desta mudança no perfil da epidemia, observamos um processo de feminilização no país. Em 1983, a razão de casos entre homens e mulheres foi de 17:1; para o ano de 1997, temos a proporção de 2:1. Quando a razão por sexo segundo escolaridade é analisada, encontramos para o período de 1993 a 1998, uma razão crescente, ou seja, entre os analfabetos a razão entre os sexos é de 2:1, e entre as pessoas que têm nível de escolaridade superior, esta razão é de 7:1. Diante deste contexto, torna-se imperioso a adoção de propostas de prevenção dirigidas às comunidades empobrecidas, em particular o segmento feminino. A experiência acumulada nesses dezessete anos de epidemia demonstrou a limitação das intervenções preventivas pautadas na simples difusão de informação, além da sua ineficácia quando dissociada do cotidiano e da cultura das populações que se pretende sensibilizar. Descrição do Projeto: Esta proposta visa a um tipo diferenciado de prática preventiva, associando a utilização das rádios comunitárias, os serviços de saúde e as organizações comunitárias. As rádios comunitárias são verdadeiros centros culturais populares, sendo muitas vezes o único meio de comunicação social de que dispõem, tendo como audiência majoritária mulheres e adolescentes. A proximidade dessas rádios junto ao seu público, prestando serviços e utilizando uma linguagem com a qual a comunidade se identifica, configura uma prática educativa diferenciada, rompendo com a tradicional intervenção normatizadora em DST/aids. Esta proposta direciona este potencial para criação de programas que, além de utilizarem a linguagem dos ouvintes, possam Oral 131 criar um processo de mobilização que aproxime comunidades e serviços da área. A área definida para o início da implementação da proposta é a região metropolitana, que concentra 90,2% dos casos de aids do estado do Rio de Janeiro. A área piloto é a região da Leopoldina, situada no município do Rio de Janeiro. A estrutura básica do projeto é a criação de programas semanais, na Rádio Bicuda FM, expandindo paralelamente sua ação para as outras quatro regiões administrativas do estado do Rio. Principais Resultados: Organização semanal do Programa ao vivo Musa, abordando a saúde da mulher com ênfase nas DST/aids. O formato do programa mescla reportagens, entrevistas ao vivo, música e poesia. Seus temas transversais são: cidadania, sexualidade, direitos reprodutivos e sexuais, gênero e etnia. E, início da expansão de uma rede de rádios comunitárias, abordando a questão da saúde da mulher, com ênfase nas DST/aids, através da criação de rádio comunitária Cantagalo no ênfase nas DST/aids, Município de Niterói. Conclusões: Esta concepção de trabalho proporciona a construção compartilhada do conhecimento em saúde, pautada pelo diálogo entre o saber técnico-científico e o saber popular em saúde. A construção de uma prática educativa horizontal, ancorada na realidade de cada localidade envolvida, pode contribuir para a reflexão da comunidade sobre as questões relativas à saúde, para a adoção de novas práticas de prevenção e para a utilização dos serviços de saúde. O sentido empreendido na atuação das rádios comunitárias fortalece o exercício da cidadania, eixo fundamental na prevenção às DST/aids. Oral 132 Programa de Rádio – Bloco Mulher Jovem Autor: Herta Martins - Oficina do Futuro e Rádio Comunidade e Ser Mulher Apresentador: Herta Martins Contato com o autor: [email protected] Problema: No Brasil, há cerca de 32 milhões de jovens de ambos os sexos entre 10 e 19 anos, o que significa, segundo dados do IBGE, 21,84% da população total do País. As políticas e programas para adolescentes são escassos e, tão pouco há muitos serviços que dão atenção específica a este grupo de idade. Os serviços e profissionais não estão capacitados para oferecer atenção que responda às particularidades da população jovem, em especial que dê um enfoque de gênero e de direitos humanos, com a perspectiva da igualdade entre homens e mulheres e a estilos de vida saudáveis. Pensando nestes números e observando que a adolescência se torna cada vez mais longa procuramos na cidade de Nova Friburgo os espaços que poderiam veicular programas que contribuíssem em amenizar esta estatística tão alarmante. Descrição do Projeto: A rádio Comunidade tem hoje aproximadamente uma audiência de 50 mil pessoas. Os jovens (principalmente de baixa renda e classe média) ouvem preferencialmente os programas que falam com e sobre eles, e que tem uma linguagem musical próxima de seus gostos. Iniciamos em 1997 um programa de rádio semanal com jovens e para jovens. Este programa tem um formato básico de programa de revista, com entrevistas, pesquisas, informações, serviços...e uma vez por mês, promove-se um debate sobre temas específicos, muita vezes sugeridos pelos ouvintes. Participam ao vivo, adolescentes, jovens, educadores (as), colaboradores(as), e a audiência que responde aos apelos interativos do programa via telefone. O principal objetivo do programa é discutir a cidadania de adolescentes e jovens a partir de suas próprias visões de mundo, oferecendo-lhes informações sobre os diversos temas relacionados aos jovens. Visa reflexões e questionamentos sobre suas crenças e valores em função da estruturação da auto-estima. Com uma linguagem de gênero presente em todos os programas. A metodologia do trabalho integra o rádio com prática nas oficinas realizadas nas escolas aproveitando assim, temas e informações colhidas ou geradas durante estes debates promovidos pela apresentadora e os traduz para linguagem da rádio, apresentando-os no programa das terças-feiras. Temos um grupo de repórteres jovens que pesquisam temas, livros, músicas, reportagens e matérias dos jornais, revistas e internet, pessoas a serem Oral 133 entrevistadas. Nos reunimos semanalmente para reunir as possibilita trabalhamos com cuidado e atenção nos conteúdos. As oficinas são realizadas nas escolas particulares e públicas de Nova Friburgo com turmas de 2º grau, grupo de aproximadamente 25 adolescentes. Com metodologia participativa de dinâmicas de grupo incluindo 3 momentos distintos: apresentação (aquecimento), integração e a discussão do tema em questão. Coletamos dados tornando o ponto de partida do programas. As oficinas são agendas com antecedência junto às coordenadoras(res) das escolas. Principais Resultados: De 1997 a 1999, realizamos sistematicamente às Terças de 10 às 11 horas da manhã, o Bloco Mulher Jovem, levando ao ar quase cem programas. Os temas abordados estão relacionados à saúde, saúde sexual e reprodutiva, doenças sexualmente transmissíveis (aids ), direitos, violência, esportes, o que o jovem faz, trabalho solidários, aborto, prostituição juvenil e muitos outros. Durante vários programas apresentado Herta Martins (psicóloga e sexóloga) os adolescentes de alguma escolasC.E. Jamil El Jaick, C.N.S das Dores C.N.S das Dores e C. Cêfel, interagiam na própria sala de aula através do telefone com o programa e outras escolas respondiam. No encarte semanal “meio& mensagem “ na parte de indicadores aparece pesquisa realizada pelo CPM - Market Research, em São Paulo com 240 jovens, mostrando o papel relevante dos meios de comunicação para a orientação sexual dos jovens. Programas que realizam entrevistas com profissionais especializados são os mais cotados (43%). A possibilidade de aprender mais sobre sexo nos programas de TV, rádio e revista são apontados por 76% dos entrevistados em sua maioria para rapazes, na faixa etária entre 15 e 19 anos. Conclusões: Como fonte de informação, a mídia só perde para as conversas com amigos, que continuam sendo o principal meio para 90% dos jovens. Isso reforça os nossos resultados, pois através do nosso programa de rádio para jovens e adolescentes pudemos perceber a receptividade e participação deste público, assim como dos adultos, em sua maioria mães,pais e educadores, também carentes de espaço onde pudessem tratar de suas dúvidas e angústias com relação aos jovens e como lidar com eles. A nossa audiência vem aumentando gradativamente na medida que divulgamos os programas nas escolas, profissionais participam das entrevistas e o número de telefonemas com participação ao vivo no programa se multiplicam. Oral 134 CTA Itinerante na Cadeia Pública Feminina de São Vicente Autor: Ilham Maerrawi T. Haddad - Secretaria da Saúde de São Vicente Co-autores: Ana Lúcia Z. C. Cordeiro; Jean F. Khater; Marco Antônio Oliveira; Marta S. Soares; Regina C. Andreazzi; Rosana R. B. Gomes Apresentador: Ilham Maerrawi T. Haddad Contato com o autor: coaids [email protected] Problema: Desenvolver intervenções de prevenção as DST/aids junto às populações tem sido um desafio a ser vencido mediante a busca de estratégias alternativas que respeitem os direitos humanos e as limitações institucionais. As constantes solicitações das UBS para a realização da testagem do anti-HIV advindas da cadeia pública feminina de São Vicente, sinalizaram para a necessidade de uma intervenção junto à esta instituição através do CTA Itinerante. Descrição do Projeto: O CTA itinerante, já desenvolvendo pioneiramente ações alternativas desde 1997, abarcou esta demanda. Após entendimentos institucionais, avaliação e estruturação da intervenção, iniciou o projeto junto a 60 reeducandas da cadeia pública feminina de São Vicente. Com a estruturação de uma equipe e insumos necessários, a intervenção priorizou o aconselhamento às DST/aids, a saúde integral da mulher, o oferecimento da testagem para o anti-HIV e o estreitamento das referências de saúde municipais. Principais resultados: A aceitabilidade da intervenção pelas reeducandas foi total, com 100 % realizando o aconselhamento e uma parte delas realizando a testagem para o anti-HIV. As referências para os serviços de saúde e SAE foram estruturados. O CTA itinerante já iniciou a 2ª fase da intervenção na cadeia pública feminina, agora com 80 reeducandas. Conclusão: A iniciativa de incluir a população confinada feminina nas ações de prevenção e assistência às DST/aids do Programa Municipal de São Vicente nos mostrou as dificuldades, limitações e a baixa atenção do sistema judiciário a esta população específica para estas ações. Desenvolver esta intervenção através do CTA itinerante foi essencial para garantir as adaptações das nossas atuações ao sistema judiciário. Oral 135 FUNPREP: Uma Possibilidade de Consolidação do Programa Local de Prevenção em DST/Aids no Rio de Janeiro Autor: Irene Fortunato Rodrigues - Organização Médicos Sem Fronteiras/Associação de Moradores do Dique Co-autores: Ana Lucia de Menezes; Ana Paula da Silva; Ângelo M. da Silva; Davi de Almeida; Edna da Silva; Elaine Monteiro; Maria de Fátima Miranda; Renato Bernardino; Renê dos Santos Almeida; Rodriane de O. Souza Apresentador: Irene Fortunato Rodrigues Contato com o autor: [email protected] Resumo: As dificuldades encontradas no cotidiano das comunidades da Área Programática (AP) 3. I têm um rebatimento direto na incidência da contaminação pelo HIV/aids, como a luta pela sobrevivência, a marginalidade, a gravidez na adolescência e o contágio de pessoas cujos parceiros são usuários de drogas. Os resultados apresentados pelo Hospital Universitário Clementino Fraga Filho verificam o aumento da contaminação pelo HIV na área, e principalmente, em mulheres casadas reforçam o quadro dessas dificuldades.Frente a essas dificuldades, as comunidades da AP 3. I buscaram estabelecer uma parceria com a Organização Médicos Sem Fronteiras e a Coordenação Nacional DST/ aids do Ministério da Saúde na implantação do Programa Local de Prevenção em DST/aids desde 1997. Após um ano de duração do Programa na área, os bancos de preservativos foram assumidos pela Secretaria Municipal de Saúde, porém, a sua gestão continuou com as Associações de Moradores, garantindo a participação popular. Para a sustentabilidade do Programa, MSF em parceria com a CN DST/AIDS, criou o Fundo de Prevenção Popular (FUNPREP), que tem como finalidade a consolidação do Programa, financiando todas as atividades que o envolve, já citadas do Programa, financiando todas as atividades que o envolve, acima. O FUNPREP consiste no repasse de um fundo de R$ 250,00 (duzentos e cinqüenta reais) mensais a oito comunidades da AP 3. I (Beira-Rio, Dourados, Dique, Rubem Vaz, Brás de Pina, Sapucaia, Guarabú e Parada de Lucas), conformando um segundo momento do Programa. Além das cotas repassadas às comunidades, há uma orientação sistemática, realizada por Médicos Sem Fronteiras, a fim de garantir sua viabilização qualificada.O objetivo desse resumo é divulgar o trabalho de prevenção às DST/aids realizado em algumas comunidades da CAP 3. I do Rio de Janeiro. As atividades desse Programa são: oficinas Oral 136 educativas; campanhas de divulgação (através de atividades esportivas e de lazer); mural informativo; e a implantação dos bancos de preservativos, com distribuição gratuita.O Programa atingiu, nessa área, aproximadamente dois mil usuários, através dos bancos de preservativos e das oficinas educativas.Para a consolidação desse Programa é preciso o envolvimento da comunidade e do poder público (com a garantia dos recursos necessários), e a socialização das informações através de medidas educativas, criando uma rede de solidariedade entre diversas instituições como escolas, igrejas e telecomunicações. Oral 137 Programa Aids na Periferia de Salvador: Educação e Prevenção para Comunidades Pobres Autor: Isabel Cristina Tavares Santos - Grupo de Apoio à Prevenção à Aids da Bahia Co-autor: Rosa Beatriz Graça Marinho Apresentador: Isabel Cristina Tavares Contato com o autor: [email protected] Problema: Desde 1991, o GAPA-BA identificou a vulnerabilidade das populações pobres de periferia e favelas como uma população em maior vulnerabilidade ao HIV/aids, por acumular fatores de susceptibilidade como baixa escolaridade e renda, relações precárias com empregos, mais baixo nível de informação e percepção de risco frente a aids, relações de gênero mais hierarquizadas e por não contarem como a oferta de nenhuma estratégia educativa para prevenção as DST/aids desde aquele período. Descrição do Projeto: O projeto objetiva formação contínua de lideranças comunitárias enquanto educadores para seus pares em 15 comunidades, se articulando à organização interna já existente nestas comunidades e respeitando os saberes e cultura prévios, de cada comunidade. A partir de capacitações continuadas os agentes desenvolvem ações de aconselhamento, visita domiciliar, encaminhamento para serviços de saúde, mobilização comunitária, facilitação de reuniões de caráter educativo junto aos diferentes grupos organizados da comunidade, distribuição de materiais informativos e preservativos. Principais Resultados: Cinco mil quatrocentas pessoas assistiram 36 apresentações de cinema na rua, 21apresentações de teatro popular de bonecos com 1050 pessoas na assistência em peças sobre a aids, relações raciais e gênero, DST; 6.246 pessoas assistiram palestras gerais e 2.142 assistiram a oficinas sobre temáticas específicas que guardam relação de intersão com a aids; 84.000 preservativos 37 mil materiais informativos foram distribuídos; duas comunidades beneficiadas com o projeto, implantaram próprios de prevenção à aids, um para adolecentes e o outro formou um grupo de prevenção só para mulheres. Conclusões: Dentre as lições aprendidas nestes anos de parceria com as comunidades, descobrimos que é mais apropriado realizar atividades continuadas junto aos grupos organizados das comunidades numa troca de saberes e experiências, bem como permitir um maior compromisso da comunidade com a continuidade das intervenções. Outra aprendizagem foi a necessidade de estar sempre atento à diversidade cultural e conjuntural Oral 138 de cada comunidade para a realização de um trabalho articulado. Finalmente, reiteramos a legitimidade do agente enquanto promotor de educação para prevenção numa perspectiva de empoderamento e transferência concreta de poder para setores sociais altamente excluídos. Oral 139 Experienciando Redução de Danos em Pontos Móveis de Prevenção Autor: Jeane Freitas De Oliveira - Universidade Federal da Bahia Co-autor: Tarcísio Matos de Andrade Apresentador: Jeane Freitas De Oliveira Contato com o autor: [email protected] Problemas: Redução de danos entre usuários de drogas e os efeitos nocivos à saúde entre pessoas que não querem ou não conseguem parar de usar drogas. Descrição do projeto: Trocas de seringas, distribuição de preservativos e material educativo, orientação sobre sexo seguro e sobre uso menos arriscado de drogas estão entre as medidas preventivas implementadas. O objetivo do trabalho é relatar a experiência vivenciada pelos autores no projeto Pontos Móveis: Prevenção de DST/HIV e do uso abusivo de drogas e seus efeitos nocivos à saúde entre população de rua, através de uma unidade móvel. Financiado pela Pathfinder do Brasil e executado pelo CETAD/UFBa, desde maio de 1999, em duas comunidades pobres de Salvador. A equipe é composta por duas sociólogas, uma médica, uma enfermeira, uma antropóloga e seis agentes comunitários de saúde. Residentes nas áreas de execução, os agentes, informam e motivam a população a participar do projeto, em locais e dias previamente agendados. Além das medidas de redução de danos mencionadas acima, o projeto prover referência hospitalar, suporte psicoterápico e referência para testagem sorológica. Principais Resultados: Vivência desse trabalho e as trocas de informações com os usuários e a comunidade como um todo e com a própria equipe, sobretudo como os agentes comunitários, tem contribuído para o aperfeiçoamento profissional de enfermagem, antes afeita a práticas institucionais intramuros. Conclusões: Possibilidade da incorporação das ações de redução de danos ao cotidiano das práticas e do ensino da enfermagem. Oral 140 Freqüência do HVB em Unidade de Testagem Anônima Autor: João Luiz Grandi - Centro de Referência e Treinamento DST/ AIDS - São Paulo Co-autores: Amorim, A. S.; Goihman, S.; Palhares, M.C; Placca, A.L.; Ruiz, M.O. Apresentador: Anália Silva de Amorim Contato com o autor: [email protected] Objetivo: Descrever a taxa de infecção pelo vírus da Hepatite B em indivíduos testados no Centro de Orientação e Apoio Sorológico (COAS) do Centro de Referência em DST/aids da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. Métodos: Criado em 1995, o COAS do CRT-DST/AIDS vinha oferecendo de rotina a todos os seus usuários testes anti-HIV (AIDS) e VDRL (Sífilis), a partir de junho de 1998, o serviço acrescentou na rotina laboratorial sorologia para Hepatite por vírus B. Para o diagnóstico da Hepatite B vem sendo utilizado o método ELISA Imunobloting (AbbotMEIA). Para o diagnóstico da Sífilis e do HIV segui-se a rotina do serviço: VDRL e FTA-Abs e dois testes ELISA como método de triagem e Imunofluorescência indireta e ou Western Blot com teste confirmatório para a infecção por HIV. Todas as amostras sorológicas para o HIV e HVB foram realizadas no Laboratório do CRT-DST/AIDS. Principais Resultados: Foram testadas 233 mulheres (41,8%) e 310 homens (58,2%), deste total 18,8% foram HBsAg+. A positividade de marcadores da HVB estiveram assim destruídos, 10,3% entre as mulheres e 24,8% entre os homens (p=0,0000). A regressão logística detectou como possíveis determinantes da infecção: Idade (OR=1,04/ano; p=0,0000); VDRL (+/-; OR= 3,67; p=0,012); Sexo (M/F; OR=2,02; p=0.017); Número de parceiros nos últimos 6 meses (OR=1,07/parceiro; p=0,038); Tipo de parceiro nos últimos 10 anos (homo-bi/hetero; OR=1,62; p=0,069); e, HIV (+/-; OR= 1,93; p=0,086). Não foram estatisticamente significantes (&=0,1): Cor (p=0,103); Transfusão de sangue (p=0,194); Parceiro fixo (p=0,461); Uso de preservativo no último ano (p=0,704); e, Escolaridade (p=0,915). Conclusão: As taxas de HVB encontram-se mais elevadas em homens mais velhos, com maior número de parceiros e que referem práticas homo ou bissexual. Oral 141 Aids em Presídios Autor: José Ricardo Pio Marins - UNICAMP - DMPS - P. Grad. em Saúde Coletiva/Univ.da Califórnia SF-CAPS Co-autores: Barros M.B.A.; Chen S. ;Hearst. N.; Hudes E.; Shafer K. Apresentador: José Ricardo Pio Marins Contato com o autor: [email protected] Problema: A população prisional é um segmento particularmente vulnerável à infecção por HIV, que tem sido considerada como uma das populações em maior risco de acometimento pela doença e que no entanto, pouco se sabe a respeito de quais fatores de risco estão ligados a esta condição. Como é de domínio comum, esta população no Brasil, constitui-se em um grande contingente (cerca de 200.000 mil detentos), vivendo sob condições insalubres e submetidas a freqüentes situações de violência. Sobrepondo-se a este cenário, é freqüente neste grupo o uso de drogas, práticas sexuais das mais diversas além das demais vivências existentes em instituições totais, desta natureza. A situação da epidemia de aids nestes ambientes, é sabidamente muito grave, pois são constantes as denúncias pêlos meios de comunicação, além de ter sido demonstrado em vários estudos, prevalências de infecção que variam entre 12,5 a 17,4% (CONSCINA-1992; VARELLA-1991; KALLAS1996; MARINS-1996). Apesar da tantas evidências, ainda há muitas dúvidas e lacunas sobre como este ambiente e estas relações culturais se inter-relacionam a ponto de favorecer a propagação da doença e quais os elos da cadeia epidemiológica que seriam passíveis de intervenção, visando ao controle da doença. Descrição do Projeto: O estudo atual tem como objetivo determinar a prevalência da infecção por HIV e seus fatores de risco na população carcerária dos presídios de Sorocaba - São Paulo, Brasil. Método: Realizou-se um estudo transversal, compreendendo 1.059 detentos do sexo masculino. Os participantes foram entrevistado individualmente e testados para infecção por HIV. Os questionários aplicados continham informações sobre aspectos sociodemográficos, comportamento sexual, uso de drogas, além de dados sobre a história de vida carcerária de cada um dos participantes. O estudo teve participação voluntária e se assegurou aos participantes. O estudo teve participação voluntária e se assegurou aos detentos, aconselhamento pré e pós - teste além do tratamento para os que necessitassem. Principais Resultados: Foram detectados 115 detentos infectados por Oral 142 HIV, determinando uma prevalência de 12,6%. O fator de risco mais importante e com forte associação com a infecção foi a história de uso de drogas injetáveis (UDI) em algum momento da vida, que foi relatado por 22% dos presos. A prevalência entre estes UDI foi de 35% (OR=8,1), e estes homens totalizavam 62% do total de infectados identificados. A maioria dos soropositivos (66%) reportou relação sexual com mulheres durante a visita íntima e 10% referiu prática homossexual com outro detento, porém estas práticas não estavam significativamente associadas à maior infecção. Na análise multivariada, a infecção manteve-se acentuadamente com o uso de drogas injetáveis (OR=) e além disto, com idade < de 35 anos (OR=1.8), local de nascimento (naturais de Sorocaba; OR=2.1) e número de encarceramento prévios na vida (OR=1,7). Conclusões: A prevalência da infecção por HIV entre os detentos de Sorocaba é comparável com as taxas encontradas na grande São Paulo e em outras populações prisionais do mundo. O uso de drogas injetáveis mostrou-se como o fator mais fortemente associado à infecção, fato este concordante com o que tem-se registrado nos países onde a prática de UDI é amplamente difundida, fato que coloca esta questão como central no enfrentamento da epidemia junto à população de estudo. Além disto, tal situação e os demais achados mostram ser urgente a instituição de programas de prevenção e tratamento para drogadição nesta instituições, visando a poupar infecções entre os mais jovens durante a reclusão corrente e prevenindo a exposição em reinstitucionalizações futuras, já que a cada nova prisão o risco aumenta significativamente. Outro aspecto fundamental é que não se deve perder essa grande oportunidade de intervenção entre UDI, pois o aprimoramento é praticamente a única oportunidade de localizar este grupo social, que na comunidade livre se dispersa e oculta-se, no intuito de protejerse da criminalização e de estigmas culturais que impregnam essa questão em nosso país. Oral 143 Tratamento de DST nas Farmácias Autor: Joycenea Matsuda Mendes - Fundação Oswaldo Cruz Co-autores: Maria Aparecida Patroclo; Valéria Bicudo; Valéria Noronha Apresentador: Joycenea Matsuda Mendes Contato com o autor: [email protected] Problema: A prevenção e o tratamento precoce das DST, constituem importante estratégia de controle da epidemia da aids, sendo uma medida que não vem assumindo uma significância maior. A literatura mundial aponta que a ocorrência das DST aumenta tanto a vulnerabilidade de adquirir o vírus quanto a possibilidade de transmiti-lo (Barbosa e Villela, 1996). O tratamento inadequado das DST realizado nas farmácias pode provocar sérios danos a saúde quanto pode facilitar a aquisição do HIV. Descrição do Projeto: Monitorar a procura de tratamento de DST nas farmácias, localizadas na área adstrita ao Centro de Saúde Escola-Germano Sinval Faria/ENSP/FIOCRUZ, bairro de Manguinhos-Rio de Janeiro-RJ. Foram visitadas cinco farmácias locais, aonde foi deixado um formulário que era preenchido pelo responsável da farmácia, que registrava os dados das pessoas que procuravam medicação para o tratamento de DST, como sexo; faixa etária (adolescente até 19 anos, adulto I 20 a 50 anos, adulto II >50 anos). E registravam também o consumo de camisinhas no período. Estes formulários eram recolhidos semanalmente, no período de três meses (dezembro de 1996 a fevereiro de 1997). Principais Resultudos: Geralmente pessoas infectadas com DST possuem vergonha ou medo em assumir sua doença, que foi contraída via sexual, conseqüentemente, não buscam o tratamento nas Unidades de Saúde, optam por um tratamento nas farmácias locais. Os resultados demonstram que a população adstrita ao Centro de Saúde Escola-GSF tem procurado com maior freqüência as farmácias locais para tratarem suas DST do que o próprio Centro de Saúde. 681 pessoas procuraram as farmácias em busca de tratamento de DST, enquanto no mesmo período no CSE-GSF 32 pessoas foram notificadas com DST. Quanto ao sexo não houve diferença significativa: 54.4% masc. e 45.6% feminino nas farmácias. no CSE-GSF: 50.0% masc. e fem.. Conclusões: O tratamento inadequado das DST, tanto pode provocar sérios danos a saúde quanto pode facilitar a aquisição do HIV. Uma vez que a prevenção não aconteça, ou sua detecção precoce não ocorra por um serviço de saúde. Estas pessoas tratadas em farmácias não são notificadas, nem há controle adequado dos comunicantes. Faz-se necessário um trabalho integrado em Educação e Saúde entre as Unidades de Saúde e a comunidade. Oral 144 Mulheres com Aids: Desvendando Histórias de Risco Autor: Letícia Legay Vermelho - Ministério da Saúde, CN-DST e Aids (UEPI) e UFRJ-NESC Co-autores: Nogueira, S.A.; Simões Barbosa, R.H Apresentador: Letícia Legay Vermelho Contato com o autor: [email protected] Problema: Diante das mudanças de perfil epidemiológico da aids no país, atingindo cada vez mais mulheres e crianças, buscou-se conhecer o perfil social e cultural relacionados ao risco de infecção pelo HIV em um grupo de mulheres vivendo com aids. Descrição do Projeto: Vinte e cinco mulheres internadas em um hospital universitário, no período anterior à disponibilização das drogas combinadas, foram entrevistadas através de um questionário semi-estruturado. Além do perfil epidemiológico traçado através da idade, renda familiar e individual, anos estudados, profissão/ocupação (situação passada e atual), procurou-se atingir/explicitar os significados do comportamento social, enquanto uma representação, através da abordagem qualitativa - histórias de risco. Foram construídas histórias de caso com os seguintes temas: contaminação e parceria, conhecimento sobre a doença e percepção de risco, a representação da aids, o diagnóstico, sexo seguro e negociação sexual etc. Principais Resultados: A maioria referiu baixa escolaridade, ocupações de baixa qualificação ou eram donas de casa, sendo sua renda familiar, em alguns casos, pior que a média dos usuários do hospital. 72% se referiram unicamente à via sexual como responsável pela transmissão e mantinham parceria fixa ou eram viúvas. Estas também associavam a segurança no sexo à prevenção de doenças, entretanto, o uso de preservativo, como instrumento para prevenção das DST, era desconhecido para elas. Dois terços de seus parceiros eram HIV positivos, doentes ou falecidos de aids. A representação predominante sobre risco associava a aids a uma “doença do outro “ e DST eram percebidas como infecções masculinas, embora várias relatassem episódios destas, anteriormente ao HIV. Elas tiveram seu diagnóstico/tratamento só após o adoecimento ou morte do companheiro e, ou filho. Conclusões: O estudo sugere estratégias preventivas que, prioritariamente, reforçam o poder de negociação sexual destas mulheres silenciosas e atuam sobre os homens, como participantes potencialmente ativos nos programas de saúde reprodutiva, os quais incorporam a questão DST/aids; além da promoção de investigações clínico-terapêuticas e de meios de prevenção dirigidos às mulheres tais como preservativo feminino, desenvolvimento de novos microbicidas etc. Oral 145 Avaliação da Acessiblidade aos Preser vativos Distribuídos pelo Sistema Público de Saúde no Estado de São Paulo Autor: Lígia Rivero Pupo - Programa Estadual DST/AIDS - Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo Co-autores: Ana Maria A. Pluciennik; Carlos Alberto dos Santos; Julieta Aparecida Lázaro; Julio César B. Pacca; Maria do Carmo S. Monteiro; Maria Ines B. Nemes; Milena B. P. Mello; Renato Barboza Apresentador: Renato Barboza Contato com o autor: [email protected] Problema: A ampliação do uso e o acesso a preservativos masculinos é estratégia fundamental para a prevenção das DST/aids. Como parte de suas atividades de prevenção, o Programa Estadual de DST/aids (PEDST/AIDS) distribuiu, durante o ano de 1997, cerca de 12.000.000 preservativos para todo o Estado. Noventa por cento destes preservativos foram distribuídos para e através das 24 Direções Regionais de Saúde do Estado (DIR), a partir de critérios epidemiológicos e populacionais. Em oficina de trabalho sobre avaliação do PE-DST/AIDS, onde participaram 22 municípios estratégicos do Estado de São Paulo, decidiuse realizar uma pesquisa com o seguinte objetivo: avaliar as ações de prevenção no Estado de São Paulo a partir do acesso central e periférico a preservativos através da rede pública de saúde, respondendo os periférico a preservativos através da rede pública de saúde, respondendo às seguintes questões: O preservativo distribuído pela instância central chega aos grupos populacionais que pretendia atingir? Em atingindo a população-alvo, a quantidade disponível foi adequada ao uso regular? Em que contexto a população acessa estes preservativos, e em que medida é favorecido seu uso adequado e regular? Descrição do Projeto: As 24 Direções Regionais de Saúde (DIR) do Estado de São Paulo foram classificadas segundo os seguintes indicadores: número de população residente, população em idade fértil, número de atendimentos de pré-natal, número de preservativos distribuídos, número de consultas médicas, número de casos de aids, número de SAE, COAS, HD e hospitais que internam casos de aids, número de ONG/aids, número de municípios. As fontes de informação foram: DATASUS, Fundação SEADE e PE-DST/AIDS. Foi estabelecido também um score opinativo sob a capacidade e compromisso da DIR quanto ao gerenciamento logístico da distribuição de preservativos a Oral 146 partir da observação de técnicos do PE-DST/AIDS, conferindo um score final a cada regional. Foram selecionadas 10 DIR com características diversas a partir destes critérios. De cada DIR foram selecionados dois municípios e uma unidade de saúde para cada município. O município de São Paulo não constou da amostra. Foi elaborado e testado um instrumento para entrevista semi-estruturada. Os profissionais responsáveis pelo gerenciamento e distribuição de preservativos em cada um destes locais foram entrevistados, foi realizada uma qualificação dos informantes e uma categorização empírica e descritiva das respostas. No presente momento, está sendo conduzida uma categorização avaliativa e qualitativa das respostas para que se possa concluir o trabalho. Principais Resultados: Critérios de distribuição são muito diferentes entre si e dos preconizados pelo PE-DST/AIDS. Há pouca ou nenhuma relação entre o PE-DST/AIDS e o Programa de Saúde da Mulher para discussão conjunta de fluxo e distribuição. Critério de distribuição de preservativos definido pelo PE-DST/AIDS é muito pouco conhecido. A quantidade de preservativos dispensados varia por categoria (população geral, profissional do sexo, adolescente, usuário de drogas injetáveis etc). Na maioria das vezes as pessoas não precisam estar matriculadas no serviço para receber preservativos. A grande maioria das pessoas retira preservativos para si próprias, com periodicidade mensal. Há muitos períodos de falta e a busca ativa de fontes alternativas é rara. Conclusões: Concluímos, até o momento, que são utilizados critérios mais administrativos do que técnicos na distribuição de preservativos. Há necessidade de maior clareza, por parte dos profissionais, quanto aos objetivos da distribuição, para que a forma e o contexto em que os preservativos são distribuídos favoreçam seu uso adequado e regular. Há necessidade de uniformizar os critérios utilizados, contribuindo para a formação de uma política na área de preservativos, que oriente as ações de gerenciamento e distribuição deste insumo no estado de São Paulo. Oral 147 Silicone: Redução de Danos para Travestis Autor: Luiz Mott - Grupo Gay da Bahia - Universidade Federal da Bahia Co-autores: Andrezza Belushi; Aroldo Assunção; Marcelo Cerqueira; Ozeas Santana Apresentador: Luiz Mott Contato com o autor: [email protected] Problema: Pesquisa realizada em Salvador, com uma amostra de 90% das travestis locais (N.197), comprovou que 32% das travestis possui de 1 a 12 litros de silicone em diversas partes do corpo. 65% das entrevistadas declararam a intenção de aplicar silicone, a mais jovem tendo 13 anos quando se submeteu a esta intervenção para-cirúrgica. A imprensa registra diversos casos de travestis na Bahia e no Brasil que morreram ou sofreram profundas deformações anatômicas devido ao uso do chamado “silicone industrial “. Somente em 1999 já faleceram três travestis em Salvador logo após tal intervenção. Esta pesquisa teve como objetivo reconstituir a problemática do uso de silicone, alertar a população-alvo sobre os riscos de seu uso, e propor, através de material educativo e oficinas de auto-estima, medidas eficazes para a redução de danos do uso desta droga injetável. Descrição do Projeto: Partindo da analogia entre o uso de silicone e o uso de drogas injetáveis, o Grupo Gay da Bahia (GGB) e Associação de Travestis de Salvador (ATRAS) realizaram entrevistas com as travestis aplicadoras de silicone, popularmente conhecidas como “bombadeiras “, assim como com as próprias travestis usuárias de silicone, para identificar os principais riscos oferecidos pela aplicação deste produto e como alertar e desestimular seu uso e reduzir os danos. Principais Resultados: Após prolongados debates com as travestis sobre suas experiências relativas ao silicone, seus danos e conseqüências deletérias para a saúde, elaborou-se uma cartilha com recomendações práticas tanto para as usuárias, quanto para as “bombadeiras “ de como evitar os danos na aplicação do silicone. O uso de seringas e agulhas descartáveis e cuidado com o sangue, assim como evitar o exagero no volume do produto injetado, são as principais recomendações da cartilha visando evitar a infecção pelo HIV e as más conseqüências deste traço da sub-cultura das travestis. Comclusões: Com esta pesquisa e produção de material educativo esperase diminuir a incidência das travestis usuárias de silicone, e reduzir os riscos de infecção, rejeição e morte prematura desta população de profissionais do sexo. Oral 148 A Influência da Prevenção na Redução da Transmissão Materno-Infantil do HIV Autor: Luiza Harunari Matida - Programa Estadual de DST/Aids de São Paulo (PEDST/Aids -SP) Co-autores: Ana Maria Aratangy Pluciennik; Lígia Rivero Pupo; Maria Clara Gianna Apresentador: Luiza Harunari Matida Contato com o autor: [email protected] Problema: O crescimento da epidemia de aids entre as mulheres levou conseqüentemente, ao aumento do número de casos em crianças. Existem, no estado de São Paulo (ESP), atualmente 2.649 casos notificados em menores de 13 anos e destes, 2.146 (81%) são devidos à transmissão materno-infantil (TMI). Quando gestante, a mulher tem à sua disposição, nos serviços de saúde, o Protocolo ACTG 076 completo e a possibilidade de acesso a outras condutas que visam a diminuir sua carga viral, fator importante na definição da taxa de TMI. A zidovudina (AZT) cápsula está disponível no ESP desde 1990, o AZT xarope desde 1994 e o AZT injetável desde outubro de 1996. O aconselhamento e a pesquisa do HIV a estas mulheres são recomendados desde 1996, através de resolução do Secretário de Saúde do ESP. O folheto “Informe ao Médico “, elaborado em outubro de 1997 e enviado a todos os médicos do Estado através da mala direta do Conselho Regional de Medicina (CRM) em janeiro de 1998 (cerca 70.000 médicos cadastrados), enfatizou e clarificou esta recomendação. Observa-se, entretanto, que o consumo atual de AZT injetável (indicado especialmente para a gestante no momento do parto) não é o esperado teoricamente. Se no ESP ocorrem cerca de 700.000 partos/ano (SEADE, 1997) e a estimativa, com base em dados da capital e interior, de gestantes portadoras do HIV é de 0,8%, presumem-se 5.600 partos de possíveis gestantes portadoras do HIV no ESP anualmente. Entretanto, somente 783 (11,2%) gestantes consumiram AZT injetável durante o parto em 1997 e em 1998, 1668 (23,8%). Descrição do Projeto: Implementar/Implantar atividades voltadas para a redução da TMI do HIV priorizando 30 municípios que possuem cerca de 90% dos casos notificados do ESP. De acordo com os principais pontos de estrangulamento para o alcance efetivo desta redução, o projeto se propõe a: execução de ações voltadas não somente à gestante, mas principalmente à mulher na faixa etária reprodutiva, conscientizando-a do problema; sensibilização/conscientização dos profissionais de saúde e da população em geral; sensibilização dos líderes do sistema público e privado de saúde para o acesso da população-alvo a um ágil diagnóstico e respectiva terapêutica/acompanhamento, quando necessários. Oral 149 Principais Resultados: Apesar da análise quantitativa dos dados estar em andamento, uma avaliação preliminar mostra: -em um último levantamento em alguns serviços de atendimento pediátrico especializado, cerca de 50% das crianças expostas ao HIV tiveram acesso ao protocolo 076 completo; -neste momento, os 30 municípios envolvidos oferecem a pesquisa do HIV à gestante, seja por acesso direto nas Unidades Básicas de Saúde seja com referência para centros especializados; -parceria com as Sociedades de Pediatria e de Tocoginecologia na organização de treinamentos e veiculação de informações; -o PEDST/aids vem tentando uma parceria efetiva com o Programa da Saúde da -o PEDST/aids vem tentando uma parceria efetiva com o Programa da Saúde da Mulher para alcançar não só a gestante, mas a mulher, principalmente na sua faixa etária reprodutiva; -o PEDST/ aids -SP assumiu o compromisso de entender a TMI como uma possibilidade de se enfocar não só o HIV mas também a Sífilis Congênita, pois os momentos das medidas de controle são praticamente similares. Conclusões: A redução da TMI do HIV é perfeitamente factível com a execução das medidas de controle já amplamente divulgadas, mas o ideal, o desejável seria a prevenção no seu sentido amplo, pois assim teríamos não somente a redução, mas a eliminação da transmissão materno-infantil do HIV. Oral 150 Projeto Prisma - Projeto de Avaliação Qualitativa de Materiais Educativos em Sexualidade e Saúde Reprodutiva na Adolescência Autor: Luiza Maria F. Cromack - NESA/UERJ Co-autores: Carolina Rosa Pedro Barros; Célia Regina de Jesus Caetano Mathias; Dulce Maria F. de Castro; Fátima Régis R. Martins de Oliveira; Fernando do Nascimento Gonçalves; José Augusto da Silva Messias; Zilah Vieira Meirelles Apresentador: Luiza Maria F. Cromack Contato com o autor: [email protected] Problema: Apesar dos materiais educativos serem considerados fundamentais para tratar dos assuntos, mas o acesso e conhecimento e avalição. Descrição do Projeto: Construir um modelo participativo de avaliação de materiais educativos produzidos e utilizados por organizações governamentais e não-governamentais de saúde e educação da região sudeste do brasil; catalogar e divulgar os materiais conhecidos. materiais e métodos: a amostra da pesquisa foi selecionada a partir de resposta a um questionário sobre acesso, produção e utilização de materiais enviados a 2139 instituições produtoras e usuárias de materiais educativos. o processo de construção do modelo participativo de avaliação qualitativa incluiu mini encontros com profissionais e, também, grupos focais com adolescentes nos estados. Principais Resultados: O modelo de avaliação elaborado foi fruto das discussões dos profissionais que participaram dos mini-fóruns, onde foram criados critérios que têm por finalidade fornecer subsídios que facilitem aos sujeitos avaliarem suas realidades, estabelecendo diretrizes coerentes com seus contextos. foram catalogados mais de 1000 materiais educativos, tais como vídeos, livros e cartilhas. criou-se uma rede de informação e divulgação entre as instituições, através da confecção do catálogo e da home page do projeto prisma. Conclusões: O processo de criação participativa do modelo de avaliação qualitativa de materiais educativos possibilita um redirecionamento da produção e utilização destes materiais, atendendo a demandas específicas quanto ao tipo de material, tema abordado e público-alvo. Oral 151 CTA Volante - Uma Nova Visão de Oportunidade Autor: Mafalda Sparapan - Prefeitura Municipal de Bauru Co-autores: Denise Arakaki; Heloísa M. M. Funcal; Maristela Pastore de Oliveira; Silvia Cristina de Matos Prestupa Apresentador: Mafalda Sparapan Contato com o autor: Rua Quintino Bocaiuva 5-45 BAURU - SP 17.015-100 Problema: O Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) destina-se às pessoas interessadas no seu estado sorológico referente ao vírus da imunodeficiência humana (HIV) e sífilis. Suas principais características são sigilo, orientação, aconselhamento e agilidade no atendimento. Tendo em vista o crescimento da epidemia em nosso município, principalmente nas faixas produtivas, e conseqüentemente o aumento de cidadãos possivelmente contaminados o CTA da cidade de Bauru, considerou oportuno estender as atividades de orientação e aconselhamento às diversas empresas da cidade, adequando-se à CTA-volante. Dessa forma é possível levar informação e testagem aos trabalhadores, sem prejuízo de suas atividades profissionais. Descrição do Projeto: Implantar um atendimento de aconselhamento e sorologia volante, que venha facilitar o acesso do trabalhador à testagem gratuita para o HIV e sífilis, fornecendo orientação adequada e encaminhamento quando necessário. Visa também a contribuir para a redução do risco de contrair o HIV, estimulando mudanças de comportamento ou práticas de risco, sem perder a confiabilidade e o sigilo do resultado do exame. Após esclarecimento do programa do CTAvolante, a empresa interessada agenda um período e a equipe se desloca até a empresa, faz a orientação e o aconselhamento e se coloca à disposição para a testagem. Os trabalhadores são esclarecidos quanto à não obrigatoriedade da coleta e tranqüilizados quanto ao sigilo em relação ao resultado do teste. Os resultados são recebidos no prédio central do CTA, deixando mais claro a não ligação à empresa. Além das empresas que estão em atendimento, outras já foram contatadas e estamos procedendo agendamento. Principais Resultados: Do início de julho ao final de agosto, de 1999, foram realizados sete CTA-volantes, sendo que 190 pessoas foram atendidas. Dessas, 114 (60%) receberam o aconselhamento e realizaram a testagem sorológica para sífilis e HIV e 76 (40%) receberam somente aconselhamento. Dos exames colhidos 01 (0,88%) foi positivo para HIV, Oral 152 93 (81,58%) foram negativos e 20 (17,54%) aguardam o resultado. Em relação à sífilis, o total de positivos foi 06 (5,26%) e de negativos 108 (94,74%). Até o momento, 10 ( 8,77%) pessoas procuraram o CTABauru para tomarem conhecimento dos resultados. Conclusões: O projeto não visa a um atendimento aleatório e conhecimento dos resultados.O projeto não visa a um atendimento aleatório e indiscriminado, não tornando a testagem compulsória. O interesse fundamental é promover acesso a todas as pessoas interessadas em conhecer seu status sorológico, ampliando, de forma ética, a oferta do teste anti-HIV e para sífilis. Oral 153 Construindo uma Proposta de Prevenção em HIV/ Aids para Adolescentes Pobres em Restrição de Liberdade Autor: Marcia Brandão Schmalb - Gapa - BA Co-autores: Ana Paula Marques; Márcia Marinho Apresentador: Marcia Brandão Schmalb Contato com o autor: Rua Dias D’avila, 109 Barra Salvador - BA 40140-270 Problema: Tem-se registrado entre jovens o aumento de casos de gravidez, DST e aids, principalmente na faixa etária de 12 a 24 anos. Paralelamente a isto, há uma comprovada situação de extrema vulnerabilidade associada à pobreza, analfabetismo a falta de informação, realidade na qual estão inseridos os jovens pobres infratores, público alvo deste programa. Estes sujeitos estão expostos a práticas sexuais não legitimadas pela Instituição, não dispõem de serviços de atenção à sua saúde sexual e reprodutiva, além de que estão sob a proibição formal do uso do preservativo por estarem num espaço considerado de “abstinência sexual “. Descrição do Projeto: O presente programa de Prevenção à aids para Adolescentes em Privação de Liberdade teve início no ano e 1997 como uma experiência piloto, pioneira e inédita na região Nordeste do Brasil e foi implementado na FUNDAC em duas unidades distintas: Case Comunidade de Atendimento Socioeducativo Simões Filho - BA (Grupo Masculino) e Cam - Casa de Acolhimento ao Menor (Grupo Feminino), observando-se a importância de proceder um recorte de gênero. Visando a capacitar os adolescente em privação de liberdade, com informações sobre prevenção às DST/aids, fortalecendo-os nas suas capacidades de enfrentamento às diversas situações de risco inerentes ao seu ambiente social Foram utilizadas oficinas de vivência arte-educativas que pudessem facilitar a expressão dos adolescentes e que incentivassem a sua participação nos trabalhos tendo como enfoque transversal aos trabalho os temas: sexualidade, auto-estima e gênero. Foram utilizados: exercícios corporais, técnicas de relaxamento, integração, dinâmicas de grupo, vídeos, confecção de cartazes, debates, dramatizações, teatro de bonecos etc. Principais Resultados: 40 adolescentes, que estão em restrição de liberdade, formados como agentes multiplicadores de informações em HIV/aids. 15 oficinas de vivência realizadas em cada grupo de formação de agentes multiplicadores, totalizando 30 oficinas de vivência. Oral 154 Preparação da equipe técnica através de capacitação em prevenção às DST/aids. Discussão em nível institucional sobre a saúde sexual e reprodutiva e a utilização do preservativo entre adolescentes. Institucionalizados, discussão essa que foi realizada num seminário envolvendo outros profissionais e instituições parceiras que atuam junto a este público. Produção da cartilha Papo de Adolescente, a partir das oficinas de vivência junto aos adolescentes. Conclusões: A importância de desenvolver um projeto de prevenção às DST/aids para um dos mais vulneráveis segmentos sociais de nossa comunidade Adolescentes Pobres - que em razão da convivência com situações de marginalidade social possam ter comportamento de risco frente á infecção por HIV/aids, assim como a necessidade de reunir nesta intervenção os elos que marcam o universo de relações dos adolescentes (família, instituição e companheiros), colaborando para o estabelecimento de vínculos individuais e coletivos. O Projeto tem colaborado para que esses adolescentes percebam a aids como um risco potencial em suas vidas e tem procurado promover uma reflexão para que estes jovens redimensionem a importância de terem mais auto-estima e lutarem pela disponibilização de serviços específicos para o atendimento às suas necessidades. Oral 155 Aids e Mulheres de Baixa Renda Autor: Marcia Jane Lopes Dias Vieira - Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (SMDS) Co-autores: Maria Ivelize Araújo Pontes; Veronica Maria Benevides Braga Apresentador: Marcia Jane Lopes Dias Vieira Contato com o autor: (85)277 3528 Problema: Estatísticas expressam o aumento do número de mulheres chefes de família de baixa renda contaminadas com o HIV/aids. A desigualdade econômica e social se constitui elemento contribuinte para uma maior vulnerabilidade ao HIV deste segmento social. Assim sendo, o projeto de intervenção possibilita a execução de estratégias de educação sobre DST/aids, visando a influir nas práticas sexuais e comportamentais das mulheres para adoção de atividades que não ofereçam riscos de contaminação para HIV/aids. Descrição do Projeto: 1. Curso de capacitação de agentes multiplicadores de informações. Com objetivo de preparar profissionais dos Centros Comunitários e lideranças para que atuem ministrando oficinas de trabalhos. 2. Campanha Educativa Atividade intermediária entre a oficina de capacitação e a inserção das mulheres nas atividades de acompanhamento do programa de prevenção. 3. Oficina de prevenção em DST/aids momento no qual mobiliza mulheres de baixa renda para trabalhar informações sobre DST/aids. 4. Pesquisa Significado do crescimento do número de mulheres contaminadas com parceiro fixo, segundo opinião de mulheres de baixa renda do bairro do PICI. Cadastramento, distribuição do preservativo e o acompanhamento social. Principais Resultados: O Projeto Aids e Mulheres de Baixa Renda proposto pela Coordenação Municipal DST/aids com o apoio da Coordenação de Assistência Social foi aceito pela população usuária dos Centros Social Urbanos e no período de 8 (oito) meses constatou-se que muitas das atividades propostas vêm sendo efetivadas com o acompanhamento direto destas coordenações. Dentre estas atividades citamos a realização de; 06 (seis) Oficinas de Prevenção em DST/aids com Técnicos e Multiplicadores; 03 campanhas educativas com a participação de 500 (quinhentas) pessoas. 15 (quinze) Oficinas com 600 (seiscentas) mulheres de baixa renda usuárias dos Centros de Sociais Urbanos. O projeto terá continuidade com a pesquisa sobre sexualidade, mulher e aids e o acompanhamento social que será desenvolvido com o segmento trabalhado no referido projeto. Oral 156 Conclusão: Esses são alguns dados analisados que estão subsidiando a avaliação da intervenção e levantando questionamento sobre a qual contribuição do trabalho de prevenção que está sendo implantado pela Coordenação Municipal DST/aids, para a manutenção dos serviços com qualidade, na perspectiva do Sistema Único de Saúde. Oral 157 A Relação Médico/Paciente com Aids Autor: Marco de Tubino Scanavino Apresentador: Marco de Tubino Scanavino Contato com o autor: [email protected] Resumo: Revisando a literatura, diversos pesquisadores propõem a volta da disciplina de Psicologia Médica aos cursos de Medicina, alertando para a desumanização do ato médico diante da sua tecnização. Nesse âmbito, a aids ganha relevância por ser um fenômeno médico, psicológico e social, que demanda ao médico familiaridade com esses aspectos. Apesar dos avanços no conhecimento da aids desde os anos 80, estudos ainda revelam atitudes negativas - relutância ou direta recusa em atender -, estigmatizadoras e paradoxais - em desacordo com o conhecimento atual da transmissão da doença - bem como dificuldades do campo psicológico de médicos no cuidado desses pacientes.Com base em tais dados, o autor pesquisa a ocorrência desses fenômenos em nosso meio e divulga os resultados preliminares da pesquisa aplicada num grupo piloto formado por 8 médicos residentes. Optamos fazer o estudo com os residentes de 1o e 2o anos de Moléstias Infecciosas do Hospital das Clínicas e Emilio Ribas, perfazendo um nº de 52. O instrumento de pesquisa escolhido foi um questionário elaborado com base em outros da literatura. Trata-se de um questionário objetivo, fechado, com 76 questões, cuja parte inicial consta de questões demográficas e de critérios de inclusão e exclusão. A partir da oitava questão, dispõe de uma escala de Likert de 5 pontos. Inicialmente, foi aplicado num grupo piloto para se verificar sua clareza e formulação. Posteriormente, será aplicado na população-alvo e mais tarde será realizada a análise estatística e estudo comparativo entre os residentes do 1º e 2º ano. Oito residentes: 1 R1 CM; 2 R1 MI; 4 R3 MI; 1 R?. Idade média 26,6 + 5 anos, sexo: 4 H/ 4M. “Já aconteceu de ter encaminhado um pac. a um especialista ou cirurgião e este ter se negado a atendê-lo “: 2/8 concordam (C). * “Observo relutância nos médicos de outras especialidades em atender os pacientes com AIDS “: 3/8 C; 2/8 não tem opinião (NTO); 3/8 discordaram (D). * “Observo relutância nos cirurgiões em atender os pacientes com AIDS“: 4/8 C; 2/8 NTO; 2/8 D. * “Um campo de complexidade no cuidado de pacientes com aids diz respeito as questões de ordem psicológica “: 4/8 concordaram fortemente(CF); 3/8 C; 1/8 discordou fortemente(DF). * “É lícito solicitar teste para Aids......ao suspeitar-se que um paciente esteja envolvido em sexo inseguro “: 1/8 CF; 3/8 C; 2/8 NTO. *...no Oral 158 caso dos cirurgiões em todos os pacientes que forem operar “: 2/8 C (1 deles era R3 MI); 1/8 NTO *...em todos os pacientes pertencentes ao grupo de risco “: 1/8 CF; 1/8C; 1/8 NTO. *...nos pacientes cujos sintomas HIV necessitam confirmação “: 5/8 CF; 3/8C. *...apenas com consentimento informado “: 4/8 CF; 2/8C; 1/8NTO; 1/8 D. * “Preocupase que futuramente venha a saber que a aids possa ser transmitida por vias que até então são tidas como seguras “: 2/8 C. * “Sente-se angustiado frente a um paciente com diagnóstico terminal “: 1/8 CF; 1/8 NTO. * “Sente-se angustiado frente a um paciente jovem com diagnóstico de doença terminal “: 3/8 CF; 1/8 C. * “Experimentou sentir-se envolvido ao tratar um paciente com aids por vezes parecendo perder a clareza para intervir “: 4/8 C; 1/8 NTO. * “No caso dos usuários de droga EV já sentiu-se compelido a responder-lhes ou satisfazer-lhes mais do que o possível ou permitido, contaminado pelo imediatismo característico de tais pacientes “: 4/8 C. * “O fato de muitos desses pacientes serem jovens, no auge de sua história vital, influencia no modo como se sente na RMP “: 1/8CF; 6/8C; 1/8D. * “Já aconteceu de dispensar mais horas que o tempo habitual para com um de seus pacientes com AIDS “: 5/8 CF; 3/ 8 C. * “O cuidar de pacientes com aids impõe uma sobrecarga CF; 3/8 C. * “O cuidar de pacientes com aids impõe uma sobrecarga psicológica “: 5/8 CF; 2/8 C. Conclusões: Trata-se de uma amostra pequena, o que inviabiliza a análise estatística, mas é possível inferir alguns significados qualitativos. Não é incomum que um especialista recuse um encaminhamento feito pelo residente. O grupo é quase homogêneo ao concordar que as questões de ordem psicológica são um campo complexo no manejo desses pacientes. Nas afirmativas relacionadas à primeira “É lícito solicitar teste para aids... “, surpreende a tendência em se solicitar o teste em situações injustificadas. Observamos ainda 2 questões que revelam falta de confiança de alguns profissionais nas informações científicas vigentes, quais sejam: “Acho que tenho alto risco... “ e “Preocupa-se que futuramente venha a saber... “. As demais questões evidenciaram as dificuldades dos médicos no campo psicológico. Finalmente, queremos marcar que nossos resultados preliminares vão de encontro aos descritos na literatura internacional, fato este que nos estimula a prosseguir, pois, a aids, por si só, já é a doença da exclusão. Se o paciente encontrar a mesma atitude em seu médico, poderá ter seu destino selado quando já existem recursos terapêuticos para promover uma melhora da qualidade de vida. Oral 159 Opiniões sobre o Uso da Camisinha entre a Clientela que Procurou os CTA da Cidade do Rio de Janeiro. Autor: Margarete de Paiva Simões Ferreira - Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro/Assessoria de DST/aids Co-autores: Batista,S.; Fontinelle, D; Gomes, M.; Líbero,J.; Silva, C. Apresentador: Sonia Batista Contato com o autor: [email protected] Problema: O Estado do Rio de Janeiro registrou até 31/05/99, 25.131 casos confirmados de aids. Desde o ano de 1992, os Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA) implantados na cidade do Rio de Janeiro constituíram-se enquanto serviços de suma importância para a prevenção de novas infecções pelo HIV, assim como, de acesso ao tratamento precoce e de garantia do direito dos indivíduos de conhecerem a sua condição sorológica. Descrição do Projeto: Partindo de uma pesquisa mais ampla, buscouse conhecer as opiniões da clientela dos três (3) CTA da cidade do Rio de Janeiro sobre o uso da camisinha, através da aplicação de dois questionários: um quando chegavam aos serviços e o outro, antes do aconselhamento de entrega dos resultados. Principais Resultados: Foram analisados as respostas de 132 pessoas que responderam aos dois questionários. Dentre elas, 129 informaram o sexo, sendo 55% masculino e 45% feminino. Sobre o uso da camisinha, das 112 pessoas que responderam a esta pergunta, 60,7% afirmaram utilizá-la as vezes, 25% sempre e 14,3% nunca. Entre as 96 pessoas que usam, 12,9% usam na hora de gozar; 37,6% usam quando não conhecem bem a pessoa; 6,5% usam com trabalhador do sexo e 38,7% usam sempre, independentemente de quem seja a parceria. Dentre 123 pessoas, 65,9% responderam que a camisinha não as incomoda nas relações sexuais. Entre 121 pessoas, 23,1% afirmaram que não podem sugerir o uso da camisinha pois suas parcerias ficariam desconfiadas de infidelidade. Quanto à associação da paixão com o uso da camisinha, entre as 109 pessoas que responderam, 39,4% não a utilizam quando estão apaixonadas. Observando-se esta proporção em relação ao sexo, entre as 45 mulheres que responderam, 55,6% não a utilizam quando estão apaixonadas. Abordando a crença de possuir alguma proteção especial e por isto não precisar utilizar a camisinha, entre 114 pessoas que responderam, 10,5% acreditam possuí-la. A partir da ida ao CTA, entre Oral 160 131 pessoas, 9,9% afirmaram que tiveram acesso a serviços médicos para tratamento das DST; 52,7% afirmaram que passaram a negociar a camisinha com mais freqüência; 27,5% diminuíram o número de parcerias sexuais e 16% afirmaram que pararam de ter relações sexuais fora do casamento. Conclusões: Esses dados confirmam uma baixa adesão ao uso do condom e dificuldades culturais para a promoção de mudanças na vida sexual. Nestas, as diferenças entre os gêneros precisam ser na vida sexual. Nestas, as diferenças entre os gêneros precisam ser explicitadas e aprofundadas. Numa cultura onde o condom é freqüentemente associado às relações clandestinas, não sendo previsto nas relações onde o afeto está implicado, insistir no seu uso, traz ameaças ao espaço relacional. Também as dificuldades quanto ao conforto com o uso da camisinha devem ser mais estudadas, inclusive a oferta de lubrificantes adicionais. A importância dos CTA foi confirmada, esperando-se que suas experiências quanto à prática do aconselhamento, estendam-se a outros serviços públicos de saúde. Oral 161 Projeto Sexualidades: Cidadania e Prevenção de Aids entre Homens que Fazem Sexo com Homens em São Paulo Autor: Maria Cristina Antunes - UNICASTELO e NEPAIDS -USP Co-autores: Cristiane Gonçalves M. Silva - Elvira M.Ventura Filipe Ricardo Barbosa Martins - Robson Colosio - Ron Stall Apresentador: Maria Cristina Antunes Contato com o autor: [email protected] Problema: Desenvolver, implementar e avaliar atividades de intervenção com homens que fazem sexo com homens e diminuir o risco de transmissão do HIV. Descrição do Projeto: Mapeamento etnográfico de bares e boates gays de regiões centrais da cidade, 10 entrevistas semi-estruturadas, dois grupos focais, elaboração do questionário quantitativo. Avaliação de intervenção realizada em três aplicações de 500 questionários em bares e boates. Serão realizadas intervenções na “noite gay “ e Oficinas de Sexo Seguro. Desenvolvimento de materiais educativos no formato de “cartoons “. Principais Resultados: Identificamos 50 locais durante o mapeamento. O comportamento e o perfil da população difere de acordo com localização e tipo de estabelecimento; transição dos locais, antes definidos como guetos, para o que se convencionou GLS; aumento da freqüência bissexualheterossexual; criação nos últimos anos de espaços de “pegação “ (darkroom). Entrevistas indicaram que a maioria usa camisinha no sexo anal, mas já tiveram relações desprotegidas ou o preservativo estourou. Alguns relataram que interromperam o uso de camisinha após a testagem para o HIV. A maioria relatou que alguns parceiros tiveram dificuldade ou não queriam utilizar o preservativo. Todos entrevistados relataram que não usaram preservativo para sexo oral. Conclusões: Necessidade de abordagens específicas para cada subgrupo e aprofundamento das sub-culturas. Fundamental produzir materiais educativos mais criativos e que abordem as situações reais de risco entre HSH; criar estratégias para atingir as populações de baixa-renda que tem menor acesso aos locais de freqüência GLS; realizar intervenções continuadas para diminuir a freqüência de comportamento de risco relapso. Oral 162 Quebre o Silêncio - Estratégia de Comunicação Social para Prevenção a Aids? Autor: Maria Da Penha Ramos De Oliveira - Programa Estadual DST/AIDS -SP Co-autores: Júlio César Pacca; Shellah Avellar Apresentador: Júlio César Barroso Pacca Contato com o autor: [email protected] Problema: Ao se desenvolver estratégias de comunicação de massa, em geral se investe milhões de dólares numa campanha nacional de mídia. Entretanto, muitas vezes estas campanhas apresentam vários problemas: sazonalidade e falta manutenção de eixo de comunicação entre os diversos produtos desenvolvidos; diversidades culturais regionais e dificuldade em se determinar o target; mensagem centrada no indivíduo, como se este necessariamente pudesse transcender sua própria circunstância a partir de uma mensagem mais ou menos bem humorada ou amedrontadora ou informativa. Descrição do Projeto: O PEDST/A-SP produziu campanha visando promover o diálogo entre casais heterossexuais estáveis sobre a prevenção e os riscos da aids, centrando o foco da mensagem no diálogo, objetivando diminuir a lacuna entre discurso/prática. Ocupou espaços de mídia eletrônica, impressa e outdoors durante 21 dias, no valor de US$ 1,5 mi. Um esforço de comunicação foi realizado a partir desta campanha, procurando atingir comunicadores e artistas que são identificados pelo público-alvo como “símbolos “ de comportamento, aumentando assim o poder da significação da mensagem. Principais Resultados: Este esforço de comunicação gerou US$ 439,883.00 de inserções gratuitas, 19 programas especiais de televisão e rádio, e 15 artistas (sendo 8 com tiragens de CD com mais de 1 milhão de cópias) do meio musical comprometidos em divulgar a campanha. Conclusões: Assim sendo, mostrou-se viável a utilização de estratégias que envolvessem outras mídias e que procurasse comprometê-las com a problemática relevante que a aids assume em nosso meio, prorrogando a mensagem da campanha por 120 dias além do período em que houve dispensa de recursos financeiros próprios. Tal experiência demonstra a importância e a necessidade com que os órgãos comprometidos com a prevenção a aids devem tomar a comunicação social de massa como uma estratégia para além dos spots de TV e rádio e matérias pagas, e sim que, atingindo gratuitamente os principais veículos e sujeitos da mass mídia, pode gerar não só uma otimização financeira dos recursos financeiros dispendidos como também surtir maior efeito junto ao público-alvo. Oral 163 Saúde em Cena: uma Avaliação Qualitativa em Ações de Infor mação, Ar te-Educação e Comunicação para a Promoção da Saúde Reprodutiva da Sexualidade e da Prevenção de DST/ Aids Autor: Maria do Carmo Zú Moreira - Esc.Saude Publ.Ceará/Secr.Saude Icapui/Univ.Jhons Hopkins Apresentador: Maria do Carmo Zú Contato com o autor: (85)219 0669 Problema: A implantação dos Sistemas Locais de Saúde (SILOS) e do Programa de Saúde da Família, em curso nos municípios cearenses, aponta uma necessidade prioritária: a transformação do Modelo Assistencial. Como construir o paradigma da inversão da atenção? que estratégias desenvolver para exercer os princípios da equidade e da vigilância a Saúde, ou seja, promover a saúde dos municípios e não somente tratar de suas doenças? Como desenvolver técnicas materiais e métodos de atenção a saúde e de mobilização comunitária para auxiliar as comunidades dos municípios, no enfrentamento dos seus problemas de saúde, notadamente aqueles de maior incidência e letalidade, sob os quais pesam toda sorte de preconceito e de discriminação (inclusive de gênero), como é o caso das DST/aids? E quando se consegue realizar tais estratégias, como avaliar o impacto dessas ações sem cair no reducionismo estatístico? Buscando identificar e compreender o subjetivismo do imaginário popular e suas relações com os problemas de saúde? Observando os e seus modos, as crenças e as percepções que por estarem inseridas numa dinâmica cotidiana, não são levados em conta nos projetos e programas que compõe as políticas Públicas de Saúde, inclusive as de promoção da Saúde Reprodutiva da Sexualidade e de prevenção das DST/AIDS? Pois estes programas, apesar de terem incorporado uma linguagem inovadora, fruto de um rico movimento social e sanitário mundial, perduram na maioria dos serviços de saúde com práticas educativa, assistencialistas, controlistas e tradicionais influindo negativamente nos indicadores de saúde. Que novos aspectos éticos devem ser considerados nestas práticas de educação e comunicação popular? Como integrar o conhecimento científico com o saber popular? Descrição do Projeto: As indagações acima descritas são algumas das questões colocadas pelo projeto de pesquisa qualitativa, Saúde em Cena, que investigou as ações de Informação, Arte-Educação e Comunicação em Saúde Reprodutiva, Sexualidade e prevenção de DST/Aaids, desenvolvidas Oral 164 pelo projeto Cultura Popular para a Vida. Este último teve como objetivo a formação e Capacitação de grupos de Animadores Culturais, durante três anos em quatro municípios cearenses. Esses animadores Culturais (líderes comunitários, profissionais e agentes de saúde), foram capacitados em oficinas vivenciais de práticas artístico-Pedagógicas e sanitárias para a promoção da saúde reprodutiva, sexualidade e prevenção de DST/aids com enfoque de gênero e cidadania. A partir de então, os Animadores culturais tornaram-se realizadores de espetáculos teatrais de rua, músicas, vídeos e programas de rádio, dentre outras ações de informação, arte-educação e comunicação em saúde, para dessa forma estimularem a população à mudança de valores, hábitos e atitudes em relação à saúde enquanto qualidade de vida, ações estas que durante o terceiro ano de desenvolvimento (1998), foram avaliadas pelo projeto Saúde em Cena, que dimensionou impacto do espetáculo de teatro de rua: A Doença do Mundo, enquanto estratégia de IEC (Informação, Educação e Comunicação em Saúde), e do Material Educativo produzido (músicas e vídeo Para Viver o Amor). Este estudo foi feito através de grupos focais, de entrevistas abertas e de observação participante com homens e mulheres em idade reprodutiva, no município de Icapuí, e gostaríamos de compartilhar a discussão da metodologia e de seus resultados com os participantes deste, discussão da metodologia e de seus resultados com os participantes deste Congresso. Pricipais Resultados: Em síntese a investigação mostrou um resultado satisfatório nas seguintes categorias de análise: informação, compreensão, identificação, sensibilização e satisfação da população, tanto em relação aos objetivos de comunicação quanto nas estratégias de apresentação dos conteúdos, sinalizando o impacto positivo do desenvolvimento simultâneo de múltiplas ações de IEC em Saúde e Cidadania, notadamente a encenação de espetáculos teatrais de rua, estratégia adequada ao exercício da promoção da Saúde Reprodutiva, da Sexualidade e da Prevenção das DST/aids. O desenvolvimento de tais estratégias também estimula a mobilização comunitária e a aquisição de novos valores culturais e hábitos e nas relações pessoais e sociais, ampliando a percepção popular sobre a importância do cuidado e do erotismo na relação amorosa, como também, sobre as distorções causadas a partir dos preconceitos e discriminações que emergem da moral sexual vigente, enquanto fator de geração de comportamento de risco. Conclusões: Neste sentido deve-se apostar na importância da inter-relação arte/educação/saúde como resgatadores de uma identidade cultural saudável capaz de inverter a lógica do controle do corpo e do sexo, para a autonomia, do prazer e do cuidado com o outro e com a vida. Oral 165 O Uso do Crack em Salvador – Bahia e os Riscos de Contaminação pelo HIV/Aids Autor(es): Maria Eugenia Nuñez - CETAD/UFBA Co-autores: Mônica Coutinho Cerqueira Lima; Tarcísio Matos de Andrade Apresentador: Maria Eugenia Nuñez - CETAD/UFBA Contato com o autor: [email protected] Resumo: Aumento do uso do crack, entre usuários de outras drogas, em Salvador-Bahia, observado em campo e constatado em pesquisa coordenada pelo Programa de Redução de Danos do CETAD/UFBA. Estes fatos motivaram a elaboração de uma pesquisa de caráter quali-quantitativo com objetivo de conhecer o perfil psicossocial, as práticas de uso e comportamento sexual dos usuários de crack e determinar a intensidade do consumo de crack e de outras drogas. Foram aplicados 38 questionários utilizando a técnica “snow ball“, entrevistas semi-estruturadas e observação participante com registros de campo nos meses de junho a agosto de 1997, envolvendo homens e mulheres que usaram crack pelo menos três vezes, nos seis últimos meses: 76% dos entrevistados referem não ter usado “sempre “ preservativos nas suas relações sexuais nos últimos seis meses, 50% das mulheres exercem atualmente a prostituição e referem “nunca “ terem usado preservativo; 45% da amostra já realizaram o teste anti-HIV, sendo que 53% desta é soropositivo.A partir dos dados qualitativos, ficou evidente entre os entrevistados que abandonaram o uso da droga injetável e passaram a usar o “crack “ uma associação entre aids e Crack. Os dados obtidos, nos apresentou a necessidade de rever o conceito de Redução de Danos e nos leva a pensar diferentes estratégias entre Usuários de Crack, como “Cinema na Rua “, para alcançarmos esta população que está sumamente exposta a infecções por HIV/aids devido a comportamentos sexuais de risco. Oral 166 A Gestão do Segredo na Aids: Experiência de Casais Autor: Maria Imaculada de Fátima Freitas - Escola de Enfermagem Universidade Federal de Minas Gerais Apresentador: Maria Imaculada de Fátima Freitas Contato com o autor: [email protected] Problema: O presente estudo resulta de pesquisa concluída sobre as relações de casais heterossexuais com a confirmação de soropositividade pelo HIV, enfocando as estratégias para gerir as relações sociais dentro e fora do casal, no enfrentamento do acontecimento. Descrição do Projeto: A metodologia é qualitativa, com entrevistas abertas e em profundidade, de pessoas vivendo com o HIV e seus parceiros também contaminados ou não. As entrevistas foram realizadas com clientes de um serviço de referência no município de Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil. A análise tem como eixo a categoria teórica do segredo, entendida no mesmo sentido que lhe conferem SIMMEL, GOFFMAN e PETITAT como a “capacidade de limitar o conhecimento recíproco nas interações”. Principais Resultados: Os resultados apontam para as dificuldades de expressão entre os cônjuges sobre a infecção, havendo a escolha por trocas a respeito da experiência da doença relativas ao contexto prático (tratamentos, novos conhecimentos, relacionamento com os profissionais) e, quase nunca, a explicitação de si mesmos e de sentimentos sobre o acontecimento. As pessoas falam, mas muito pouco daquilo que é verdadeiramente importante para elas, no interior do casal. A situação de portador do HIV contribui ainda para revelar segredos anteriores, sobretudo sobre a sexualidade de um dos cônjuges, o que é vivido em geral como traição pelo outro. A gestão a partir da confirmação diagnóstica é de criar mecanismos eficazes para não se tocar nas feridas, quando se decide pela continuação da vida em comum. No meio social, a conivência do silêncio é a categoria central das relações: o anúncio da situação é restrito a algumas pessoas muito próximas e, as conversas engajadoras de sentimentos também são raras. Estas estratégias independem do meio social de inserção dos casais. Conclusões: A contribuição principal vislumbrada com a presente pesquisa diz respeito à necessidade de abordagem multiprofissional para a atenção integral dos casais, apontando para uma reorganização dos serviços, além da necessidade de novas pesquisas sobre as interações sociais que englobem o aporte das diferentes disciplinas do conhecimento. Oral 167 Profissionais de Saúde em Risco Autor: Maria Irene dos Santos - Unidade Integrada de Saúde Herculano Pinheiro (UISHP) Co-autores: Vania Reis Girianelli Apresentador: Maria Irene dos Santos Contato com o autor: [email protected] Problema: A Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro implantou em janeiro de 1997, o Programa de Vigilância e Prevenção da Exposição Ocupacional a Materiais Biológicos. Desde então, o número de notificações tem aumentado progressivamente. No entanto, acredita-se que o número de acidentes ocorridos seja muito superior ao notificado. Visando a averiguar esta hipótese e planejar estratégias de sensibilização do profissional de saúde para prevenção de acidentes, desenvolveu-se um estudo com o objetivo de identificar os determinantes das subnotificações dos acidentes com material biológico e conhecer a aderência dos profissionais de saúde às estratégias de prevenção de potencial aquisição de infecção ocupacional. Descrição do Projeto: Foi realizado estudo transversal com os funcionários da UISHP referente ao ano de 1998. O estudo baseou-se em questionário auto-instrutivo, respondido no final do período de interesse. Foram coletadas informações sobre utilização de EPI, acidentes com material biológico e estado vacinal para hepatite B e tétano. Os dados foram analisados utilizando o programa EPI-INFO. Principais Resultados: O questionário foi respondido por 46,4% (232/ 500) dos funcionários da UISHP. Destes 56,5% corresponderam à equipe de enfermagem e 21,1% à equipe médica. 17,7% dos funcionários informaram terem sofrido pelo menos um acidente com material biológico na UISHP e 6% em outras instituições. A causa dos acidentes foram, em geral, de fácil prevenção, sendo 25% ocasionados durante punção venosa, 14,6% devido a recapeamento de agulhas, 14,6% durante aplicação de medicamento, 12,5% durante coleta de sangue e 8,3% durante descarte de material. Quanto à exposição 70,8% foram do tipo percutâneo, 16,7% na pele e 12,5% na mucosa. No entanto, 68,3% (28/ 41) dos funcionários não procuraram atendimento em todos os acidentes. Dentre os motivos destacam-se: não acreditar no risco de contaminação (35,7%), e desconhecimento de prevenção pós-acidente (21,4%). Dos que procuraram atendimento e iniciaram medicação profilática, 40% interromperam o tratamento. Cabe ressaltar que 75% dos funcionários não estavam imunizados para hepatite B e 48,3% para o tétano. Oral 168 Conclusão: A maioria dos profissionais de saúde ainda não aderiram às condutas preventivas relacionadas à potencial infecção ocupacional como: uso de EPI, vacinação, e utilização de técnicas seguras e adequadas para realização das atividades profissionais. Diante disso, tornam-se uma população vulnerável principalmente à hepatite B e C, e também ao HIV. Embora medidas profiláticas pós-exposição para algumas enfermidades estejam disponíveis, a aderência também é baixa e o custo para os cofres públicos muito alto. Este estudo ressalta a urgência na sensibilização dos profissionais de saúde, pois podem ser veículos de disseminação dessas enfermidades para a população geral e virem a absorver grande parte dos recursos destinados aos programas de assistência com profilaxia pós-exposição. Oral 169 Orientação Domiciliar a Pacientes Faltosos no Serviço de Assistência Especializada em HIV/Aids de Pelotas Autor: Mariley Senna Duarte - Serviço de Assistência Especializada em HIV/aids de Pelotas Co-autores: Adahil Motta Duarte; Júnior César Arthur Tavares Pinheiro; Cristiano André da Silva; Daniele Côco; Denise Simões; Eduardo Bum; Gabrielle Scatolin; Lucia Helena Real; Lucia Mauch; Maria Alice Tavares Rodrigues; Maria Salete Sartori; Mariangela Steffens; Patricia Guimarães Batista; Pedro Magalhães; Priscila Leitzke; Rita Ferrua Farias; Sandra AlAlan de Souza; Suzane Klug Passos; Thaia Corrêa da Silva Vera Silveira Apresentador: Mariley Senna Duarte Contato com o autor: (532) 27 69 03 Problema: O SAE/Pelotas foi inaugurado em 17 de abril de 1998, originado do antigo ambulatório de DST da Delegacia Regional de Saúde que atendia além das DST, HIV e aids. Devido ao crescente aumento de casos de HIV/AIDS, houve a necessidade de implantação de um ambulatório especializado nesta área. Assim sendo, foi criado o SAE. Por ocasião de sua implantação, foram transferidos para o mesmo, 300 prontuários oriundos do antigo ambulatório de DST. Destes 300, a equipe desconhecia a história de cada um, o estado clínico, se estariam vivos ou mortos, enfim, quase a totalidade de suas vidas. Desta forma, para o estabelecimento de um perfil mais adequado da clientela do SAE/Pelotas o Serviço Social optou pela realização de visitas domiciliares aos clientes faltosos há pelo menos um ano. Descrição do Projeto: Para a realização do trabalho em si, utilizamos a seguinte metodologia: Levantamento de faltosos ao serviço de saúde há pelo menos um ano, através de prontuários. Organização de um curso de extensão que treinasse alunos das diversas áreas da saúde a realizar aconselhamento em nível domiciliar para os pacientes faltosos. Neste curso, além de conhecimentos teóricos de HIV/aids, também são realizadas oficinas de sensibilização para abordagem domiciliar a portadores de HIV/aids. Realização de visitas domiciliares com vistas em trazer o paciente de volta ao tratamento. Levantamento de Resultados. Principais Resultados: Número total de visitas: 170, destas, 28% endereços não encontrados das restantes, obtivemos os resultados abaixo: 28% foram a óbito 41% retornou à consulta após a visita; 47% não retornou; 8% havia se mudado para outra cidade; 2% consulta com médico particular e, 2% nega ter HIV. Oral 170 Conclusões: Os resultados, até então, indicam que há diferentes percepções acerca de visita domiciliar e estas são manifestas através de uma linguagem que as caracterizam como: apoio, esclarecimento; importar-se com; alívio; presença; interesse. Mas há outras como: estranheza da visita, medo de ser reconhecido; e o não desejo explícito de serem visitados. Estas tendências sugerem que há, de fato, necessidade de repensar a visita domiciliar, enquanto proposta metodológica de assistência em saúde, no sentido de que a mesma contemple e medie essas diferença ainda que, rompa-se com padrões conhecidos e institucionalizados. Oral 171 Projeto de Incentivo à Participação Popular na Luta contra às DST/Aids: uma Metodologia Específica de Inter venção Adequada para a Educação de Adultos Autor: Mirtha Sendic Sudbrack - Secretaria Municipal de Saude de Porto Alegre Apresentador: Mirtha Sendic Sudbrack Contato com o autor: (51)321 7114 Problema: O Projeto de Incentivo à participação popular na luta contra as DST/aids desenvolvido na cidade de Porto Alegre desde 1996, busca capacitar lideranças comunitárias com o objetivo de qualificá-las como multiplicadoras de informação/educação/prevenção, junto às populações mais vulneráveis, no intuito de colaborar com a redução da incidência da infecção pelo HIV/aids e outras DST. A formação destes multiplicadores tornou-se um desafio para o corpo técnico do Centro Municipal de DST/aids de Porto Alegre responsáveis por esta tarefa, e é o PROBLEMA CENTRAL do trabalho que desejamos aqui apresentar. Descrição do Projeto: Os multiplicadores são lideranças comunitárias emergentes das suas comunidades. Estas comunidades são muito mais do que apenas um espaço geográfico, mas principalmente um espaço epidemiológico, demográfico, cultural, social e político, inseridas numa dinâmica histórica cujas coordenadas definem tensionamentos nas ações e relações dos atores sociais. Grande parte dos multiplicadores são analfabetos funcionais, com idade entre 20 e 65 anos, de sexo feminino e desempregados. Desta forma, tornou-se indispensável construir uma metodologia pedagógica na qual um público-alvo com estas características, pudesse ser capacitado de forma eficaz e eficiente. A necessidade de construir uma metodologia de intervenção pedagógica adequada a essa população, gerou uma importante reflexão nos profissionais responsáveis pelos Seminários de formação e atualização. Percebeu-se a inadequação dos métodos essencialmente expositivos de transmissão e recepção e buscou-se construir uma prática pedagógica inspirada nas teorias de P.Freire, J.Piaget, K.Popper e T.Kuhn, baseada em diretrizes construtivo-problematizadoras. Principais Resultados: Graças à construção desta metodologia os resultados obtidos na capacitação dos multiplicadores (cerca de 120 até a presente data) foram extremamente diferenciados e qualificados. Evidentemente que grande parte desses resultados são parciais, mas Oral 172 percebe-se que os multiplicadores construíram conhecimentos sólidos com grande facilidade para repassá-los às populações envolvidas no processo. Na construção coletiva desta metodologia, nós profissionais de saúde, responsáveis pelos seminários de formação e atualização, compreendemos, que o conhecimento somente se concretiza sempre que aconteça uma interação dinâmica entre quem aprende, quem ensina e o conteúdo/objeto a ser aprendido. Ele se constrói sempre que a intervenção didática de quem ensina, respeite a capacidade auto-estruturante de quem aprende, permitindo, ainda, a interação entre os sujeitos envolvidos e entre os diferentes aspectos da situação de ensino-aprendizagem em que esses mesmos sujeitos estão inseridos. O multiplicador deve ser mais do que um agente de informações sobre DST/aids, deve ser um cidadão participante, ativo da vida comunitária. Passa a constituir-se num agente de transformação que transforma a si, vencendo barreiras, preconceitos e transforma o outro através de sua ação e participação. Conclusões: De acordo com esta experiência constatou-se que a capacitação destes adultos multiplicadores ultrapassa as fronteiras da educação básica e da simples informação. Deve também e principalmente, intensificar seus esforços com o desenvolvimento das capacidades instrumentais dos grupos sociais mais desfavorecidos, potencializar o desenvolvimento das capacidades de expressão, participação e atuação diferenciadas no meio social, estimular de expressão, participação e atuação diferenciadas no meio social, estimular o desenvolvimento intelectual e afetivo permitindo o desenvolvimento da capacidade de aprender a pensar, aprender a atuar e a criar. Salientamos, pois, que o incentivo à participação popular nas ações de prevenção contra as DST/aids, não é tarefa simples nem se resolve, apenas, com um conjunto de encontros e palestras que desconsiderem a forma como esses atores sociais representam o mundo, de acordo com conhecimentos prévios construídos a partir de valores e concepções culturais próprias de sua comunidade. Oral 173 Repensando Redução de Danos: Troca de Seringas, Troca de Droga ou Troca de Estratégia? Autor: Mônica Coutinho Cerqueira Lima - Centro de Estudos e Terapia do Abuso de Drogas - CETAD/UFBA Co-autor: Maria Eugenia Nuñez Apresentador: Mônica Coutinho Cerqueira Contato com o autor: [email protected] Problema: Em 1996, o Programa de Redução de Danos - PRD registrou uma diminuição da troca de seringas e recente e intensivo uso de “crack “, entre usuários de drogas injetáveis e de outras drogas que moravam no Centro Histórico e Ribeira (áreas de atuação do PRD). Daí, como pensar a Redução de Danos diante desse problema? Que novas estratégias deverão ser implementadas para alcançar os usuários de crack? Descrição do Projeto: O PRD do Centro de Estudos e Terapia do Abuso de Drogas (CETAD/UFBA), vem desenvolvendo, em Salvador-Ba, ações voltadas para a prevenção das DST/aids e do abuso de drogas. A atuação do programa não se restringe à troca de seringas vai além dessa ação por investir em outras estratégias, como: trabalho de campo (contato face a face com os usuários de drogas na rua); articulação com outros segmentos da sociedade; estabelecimento de pontos fixos de troca de seringas e, reuniões comunitárias nas casas de usuários ou em outras instituições. Para responder esses e outros questionamentos, o PRD realizou pesquisas quantitativa e qualitativa, com a intenção de reorientar e contextualizar suas intervenções. Principais Resultados: Desenvolvimento de novas estratégias de prevenção com vistas a alcançar a população de usuários de crack. Implementação dos projetos de intervenção: Cinema na Rua (apresentação de vídeos sobre DST/AIDS e abuso de drogas, na rua); e o Projeto Saúde Reprodutiva (atuação de agentes multiplicadores na prevenção da saúde sexual e reprodutiva, DST/AIDS e do abuso de drogas). Conclusões: Articulação da teoria e prática num processo dinâmico que possibilite repensar continuamente as intervenções voltadas para prevenção das DST/AIDS junto a populações específicas e ampliação do conceito de Redução de Danos. Oral 174 Gêner o e Sexualidade no Tr einamento dos Profissionais de Saúde da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro para a Abordagem das DST/ Aids em Mulheres Autor: Monique Miranda - Gerência de Programas de Saúde da Mulher Co-autores: Louise Silva; Luiza Cromack; Regina Brandão; Tânia Silva Apresentador: Monique Miranda Contato com o autor: [email protected] Problema: As crenças e valores dos profissionais de saúde, relacionados a gênero e sexualidade, veiculam posturas autoritárias, recheadas de preconceitos e pressupostos que dificultam e impedem a adequada abordagem, tratamento e prevenção das DST/aids. A partir desta percepção, elaborou-se estratégia de treinamento diferenciado para profissionais que atuam na área de saúde da mulher, nas maternidades e rede básica da SMS/RJ. Descrição do Projeto: Trata-se de treinamento de profissionais de saúde fundamentado em metodologia de prática educativa participativa, utilizando-se técnicas de trabalho de grupo através de oficinas de sensibilização. Estas possibilitam a reflexão e discussão de temas e conteúdos que permeiam a relação mulher x profissional, em especial as questões relativas a gênero e sexualidade. Os treinamentos são executados pelo Centro de Treinamento em Atenção Integral a Saúde da Mulher - ESPAÇO MULHER, através da organização e planejamento conjunto com a Gerência de Programas de Saúde da Mulher. Principais Resultados: Entre 1998 e setembro de 1999 foram treinados cerca de 300 profissionais de nível superior. A avaliação destes ao final do treinamento é muito positiva, destacando-se a metodologia e a possibilidade de discussão de aspectos não técnicos, mas de extrema importância na abordagem das DST/aids junto às mulheres. Conclusões: A metodologia utilizada nos treinamentos permite que os profissionais possam rever suas posturas no atendimento prestado às mulheres. Também possibilita a incorporação da perspectiva de autonomia e participação das mulheres na abordagem das DST/aids e aponta para a necessidade de implantação de novas formas de trabalho educativo, que possibilitem a abordagem de complexidade dos aspectos a serem considerados no trratamento e prevenção das DST/aids. Oral 175 Programa Aids Care Autor: Murilo Alves Moreira - Volkswagen do Brasil Co-autores: Airton Taparelli; Christina Aparecida Ribeiro; Maria Teresa De Santi; Paul Albert Hamrick Apresentador: Murilo Alves Moreira Contato com o autor: [email protected] Problema: A detecção do primeiro caso HIV+ entre os 100.000 usuários do Plano Médico Volkswagen (funcionários, dependentes, agregados e aposentados), ocorreu em 1986. Até o início de 1996, o total era de 151 casos de infectados. Havia uma alta freqüência de internações hospitalares prolongadas, alta incidência de doenças oportunistas, baixa adesão aos recursos de saúde internos, externos e públicos, alto custo do tratamento e pouco benefício: interrupções freqüentes, adoecimento precoce e baixa sobrevida. Descrição do Projeto: Em junho de 1996, optou-se por implantar o Programa Aids Care, proposta de assistência global integrada e gerenciada. O atendimento ambulatorial foi centralizado em São Bernardo do Campo/ SP, com equipe técnica especializada, com grande enfoque na prevenção, controle e reabilitação do portador do HIV/aids. Um Protocolo Técnico foi elaborado com o objetivo de padronizar o atendimento: médico infectologista, assistente social, nutricionista, psicóloga e outros profissionais de acordo com cada necessidade; garantia de acesso aos medicamentos “coquetel “; exames laboratoriais específicos (CD4/CD8, Carga Viral etc.); referência para Hospitais Especializados e Assistência Domiciliar. Intensificaram-se também as ações educativas no ambiente de trabalho: palestras educativas, Vídeos, Informações na Rádio Volkswagen, Jornal Interno, Quadro de Avisos, Cartilha Educativa, Painel e instalação de Máquinas de Preservativos no interior da fábrica. Principais Resultados: Até 31/07/99, o Programa assistiu 65 portadores do HIV, com os seguintes resultados: 52 estão em atendimento ambulatorial, 1 em assistência domiciliar e 12 evoluíram para óbito (já estavam doentes quando foram admitidos no Programa). O número de internações hospitalares foi reduzido em 90% e os custos comparativos do Programa demonstram uma redução anual de custos com HIV+/aids em torno de 40%. Quanto aos resultados qualitativos destacam-se os seguintes: alta taxa de adesão ao Programa, maior controle clínico e prevenção de manifestações da adesão ao Programa,maior controle clínico e prevenção de manifestações da doença, diminuição dos períodos de afastamento do trabalho, melhor qualidade de vida, reintegração na sociedade e no trabalho e maior grau de satisfação do funcionário da empresa. Oral 176 Conclusões: O Programa aids care com a organização racional de ofertas de serviços, reforça a qualidade do Modelo de Atenção à Saúde adotado pela Wolkswagem, na aboradagem dos portadores do HIV/aids, em sua população. Oral 177 Cata e Troca – Um Projeto de Redução de Danos Autor: Nivaldo Aguiar - Associação Liberdade com Amor e Respeito a Vida Co-autor: Elisabete Fernades Cintra Apresentador: Nivaldo Aguiar Contato com o autor: [email protected] Problema: A preocupação com a sobrevivência dos programas de trocas de seringas já é uma realidade, devido a dificuldade de estar se acessando o usuário de droga injetável, já pode-se perceber uma tendência dentro do Ministério da Saúde de estar acreditando mais nos programas vinculados aos serviços de saúde do que os programas que utilizam “ Outreach Work “ propriamente dito. A experiência de usuários de drogas envolvido em atividades relacionadas à aids e às drogas condena a idéia de que os usuários de drogas irão deslocar-se da sua área de uso para ir até o serviço na busca de equipamento para se injetar. Descrição do Projeto: O projeto de redução de danos, a ser estruturado na Associação Lar, prevê o desenvolvimento das atividades utilizando os postos de vendas de ferro velho e os catadores de papelão da região a partir de uma unidade fixa, localizada nas dependências da instituição e doze postos de coletas que abrangerão os municípios de Osasco, Carapicuiba, Barueri, Jandira e Itapeví, esses postos serão locados preferencialmente nos ferros velhos, ponto de encontro dos catadores de papelão. A equipe será composta por 10 redutores de danos, recrutados preferencialmente na comunidade dos catadores de papelão (visto que nas suas redes de interação social é possível encontrarmos usuários de droga/usuários de drogas injetáveis e álcool ); dos assistidos pela LAR em tratamento de abstinência e/ou entre profissionais de saúde que atuam na área. A equipe será supervisionada no campo, por profissionais da área da saúde mental. Serão realizadas reuniões periódicas de discussão de caso, de supervisão e de suporte psicológico com os redutores de danos. As ações serão desenvolvidas em duas etapas, no início do programa estará sendo estimulada a “catação “ das seringas jogadas pelos municípios. Sabe-se através de relatos desta população, ser ela a que melhor conhece os pontos onde estão sendo largadas as seringas usadas pelos UDI das cidades; na seqüência se estabelecerá a “troca“ com a referida comunidade, não deixando de visar maneiras de garantir normas de biossegurança, o anonimato, a acessibilidade da população-alvo e orientação para a prática de sexo seguro. Oral 178 Principais Resultados: Esperamos ao final de doze meses de programação atingir as seguintes metas: Cadastrar 12 postos de venda de ferro velho e papelão, recrutar 10 redutores de danos, atingir 150 UDI, recolher 8.000 seringas usadas, providenciar e fornecer 50.000 fôlderes para suprir as necessidades de campo, providenciar e fornecer 200 cartazes para o suprir as necessidades de campo, providenciar e fornecer 500.000 preservativos para suprir as necessidades de campo, providenciar e fornecer 7.200 seringas estéreis, 7.200 lenços para assepsia, 7.200 recipientes com 5l de água destilada, 7.200 recipiente para diluição da droga e 2.000 porta óculos para transporte do kit, providenciar 768 deslocamentos para coleta e distribuição de material, efetuar 48 reuniões de equipe, efetuar 48 reuniões de supervisão, efetuar 48 supervisão de campo, programa de treinamento e reciclagem. Conclusões: ASSOCIAÇÃO - LAR é a primeira ONG brasileira autogerenciada por usuários de drogas na sua maioria infectados com o HIV, dentro da ótica hemofílica, de drogas na sua maioria infectados com o HIV, dentro da ótica hemofílica, torna-se muito mais eficaz a realização deste trabalho por usuários de droga, visto que o grau de confiabilidade entre pares e a expectativa do anonimato, são de fundamental importância para os UDI. Oral 179 Camisinha Express: Projeto de Máquina de Camisinha Autor: Paula J. Araujo - Secretaria da Saúde de São Vicente - Programa DST/Aids Co-autores: Elaine F. L.; Sales Fábio Mesquita; Ilham Maerrawi T. Haddad; Jean F. Khater Apresentador: Paula J. Araujo Contato com o autor: coaids [email protected] Problema: O uso do preservativo é fundamental para a prevenção da transmissão sexual do HIV. A disponibilização deste para a população às vezes é dificultada como, por exemplo, em horários em que os postos de saúde não funcionam. Existem também pessoas que, por dificuldade em se expor, não procuram o preservativo. Como alternativa e facilitação do acesso da população em geral à camisinha, foram instaladas na cidade de São Vicente dez máquinas de dispensação de preservativos masculinos, numa estratégia de marketing social. Descrição do Projeto: Com apoio do Ministério da Saúde, foram compradas 10 máquinas de dispensação de preservativos masculinos e assinados 4 contratos de comodato com 3 ONG (IEPAS, GAPA - BS, Movimento Patrocine a Vida) e o Fundo Social de Solidariedade da Cidade de São Vicente. A Secretaria forneceu os preservativos, o adesivo frontal da máquina e as caixinhas e as instituições se comprometeram com o reabastecimento da máquina e com o recolhimento e uso do dinheiro arrecadado em favor da luta contra a epidemia da aids. As máquinas foram instaladas em locais estratégicos da cidade de São Vicente onde a freqüência maior é noturna. Os preservativos são vendidos a um preço abaixo do mercado, R$1,00, a caixinha com 3 camisinhas. Principais Resultados: As dificuldades iniciais, devido a problemas de localização e funcionamento, após algumas modificações, resultaram em uma maior aceitabilidade e rendimento das máquinas. Através desse Projeto também podemos fortalecer as parcerias com as ONG da Baixada Santista, incrementar os projetos de prevenção, dentre outros resultados que serão apresentados. Conclusões: Maneiras criativas para atingir a população em geral, estimulando o uso do preservativo podem ser implantadas, fazendo também com que uma parcela da população contribua indiretamente na luta contra a aids. A discrição na aquisição do preservativo que a máquina oferece também facilita a aproximação de pessoas. O Programa planeja para o futuro a aquisição de outras máquinas e o início de uma grande campanha de divulgação das mesmas. Oral 180 Fatores de Risco para o Uso de Drogas e Infecção pelo HIV entre Estudantes do Primeiro e Segundo Graus nas Escolas da Rede Pública no Rio de Janeiro Autor: Paulo Roberto Telles Pires Dias - NEPAD - Universidade do Estado do Rio de Janeiro Co-autores: Norman Hearst; Zélia Caldeira Apresentador: Paulo Roberto Telles Pires Dias Contato com o autor: [email protected] Problemas: Como parte de um estudo financiado pelo Ministério da Saúde e UNDCP, visando a avaliar o consumo de drogas e o risco para infecção por DST, foram entrevistados 3.139 alunos de escolas da rede pública com idades entre 10 e 23 anos. Descrição do Projeto: Um questionário voluntário, baseado em instrumentos desenvolvidos pela OMS e Universidade da Califórnia, foi aplicado a alunos de 38 escolas públicas selecionadas aleatoriamente na cidade do Rio de Janeiro. Principais Resultados: A idade média dos entrevistados foi de 14,6 anos (sd=1,5); 56% eram do sexo feminino; e 46% tinham renda familiar inferior a 3 salários mínimos por mês. 78% já haviam usado bebidas alcoólicas, 34% tabaco, 7% tranqüilizantes, 9% solventes, 6% maconha e 2% cocaína. 10 alunos referiram o uso de drogas injetáveis (cocaína, anabólicos, etc). A idade de início de uso variou entre 12,1 anos, para o álcool, e 13,8 anos, para a cocaína. Tabaco, tranqüilizantes e solventes foram significativamente (p<0,005) mais consumidos entre os alunos do sexo feminino, enquanto a maconha e a cocaína foram mais consumidas pelos alunos do sexo masculino. Não houve diferença significativa no consumo de bebidas alcoólicas, para ambos os sexos. Também não foram encontradas diferenças significativas para a idade, religião, renda familiar e instrução do chefe de família em relação ao consumo de qualquer uma das drogas analisadas. Por outro lado, o consumo de drogas foi significativamente mais elevado entre aqueles que referiram dois ou mais parceiros sexuais nos últimos 6 meses. O fato de trabalhar além de estudar foi um fator de risco significativo apenas para o consumo de uma das drogas, a maconha. Considerando os 6 meses anteriores à entrevista, 46,0% dos homens e 15,4% das mulheres referiram ter relações sexuais. Dos sexualmente ativos, 54,1% dos homens e 24,3% das mulheres tiveram mais de um parceiro sexual. Ainda entre os sexualmente ativos, 12,3% dos homens e 39,9% das Oral 181 mulheres nunca usaram preservativos, para os que tiveram múltiplos parceiros, 12,4% dos homens e 34,6% das mulheres nunca usaram preservativos. A média da idade da primeira relação sexual ficou em 13,0 anos para os homens e 14,0 anos para as mulheres. Foi identificado um grupo de estudantes que teria um maior risco para a infecção pelo HIV: os que referiram sexo desprotegido com múltiplos parceiros (nos 6 meses anteriores à entrevista), ou uso de drogas injetáveis. Na regressão logística múltipla, os preditores de risco foram: ser do sexo feminino, uso de tabaco, uso de bebidas alcoólicas e o uso de cocaína. Conclusão: Os resultados obtidos mostraram uma alta prevalência do uso de substâncias psicoativas e de comportamentos sexuais de risco entre os estudantes de escolas públicas no Rio. Estes comportamentos se iniciaram com freqüência em uma idade bastante jovem, o que enfatiza a necessidade de existirem campanhas precoces de prevenção. As intervenções voltadas às necessidades das estudantes do sexo feminino são especialmente necessárias, uma vez que elas apresentaram um risco mais elevado. Além disto, uma vez que elas apresentaram um risco mais elevado. Além disto, intervenções nesta população devem lidar com a conexão entre comportamentos sexuais de risco e o uso de drogas nãoinjetáveis, incluindo o álcool. Oral 182 Os Três Anos de Trabalho de Campo do Programa de Redução de Danos do Rio de Janeiro Autor: Paulo Roberto Telles Pires Dias - NEPAD - Universidade do Estado do Rio de Janeiro Co-autor: Christiane Sampaio Apresentador: Paulo Roberto Telles Pires Dias Contato com o autor: [email protected] Problema: No Brasil, cerca de 27% do total de casos de aids notificados pelo Ministério da Saúde estão relacionados ao uso de drogas injetáveis. Em virtude da importância dentro da epidemia e das características sociais e comportamentais associadas aos usuários de drogas injetáveis (UDI), são necessárias estratégias de prevenção especificamente voltadas para esta parcela da população. Descrição do Projeto: A estratégia de redução de danos constitui-se hoje em um dos únicos instrumentos, comprovadamente eficazes, para controlar o curso da epidemia de aids entre UDI, prevenindo também outras doenças de transmissão sangüínea e sexual. Baseado nesta estratégia, foi criado na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (NEPAD), o Programa de Redução de Danos do Rio de Janeiro (PRDRJ), com financiamento do Ministério da Saúde, Banco Mundial e UNDCP. Ao final do ano de 1996, após o recrutamento/treinamento dos “redutores de danos“ e a apresentação formal/discussão do programa junto às autoridades da cidade, os atendimentos prestados aos UDI passaram a ter maior regularidade. As atividades são desenvolvidas na sede do programa, que se encontra convenientemente próxima a um centro de tratamento para usuários de drogas, e no campo, contando com o auxílio de um veículo para o transporte de material e pessoal. A equipe é composta por 2 coordenadores e 6 “redutores de danos “. Principais Resultados: Até agosto de 1999, o programa distribuiu 13.934 folhetos informativos, 17.840 preservativos, 38.984 frascos de água destilada, distribuiu/trocou 72.094 seringas/agulhas e forneceu 830 “kits “ (material preventivo + embalagem de plástico rígido). O programa também desenvolve atividades de apoio psicológico, aconselhamento, testagem para o HIV, grupos focais com UDI e encaminhamentos para tratamento clínico ou para uso de drogas. A partir do início de 1998, solicitou-se aos UDI atendidos que completassem um questionário anônimo (desenvolvido pelo PRD-RJ) que avaliava o “perfil “ do usuário. Outro questionário sobre comportamentos de risco, foi desenvolvido Oral 183 para os que aderiam ao programa (sendo repetido a cada 2 meses), visando a avaliar sua eficácia. Rotineiramente, também são atendidos um número expressivo de usuários de drogas não injetáveis e profissionais do sexo, considerados como elos de ligação com os UDI. Durante o ano de 1998, foi criada a “Associação Carioca de Redução de Danos “, que tem como um de seus objetivos melhorar o trabalho de prevenção e o atendimento oferecido pelo PRD-RJ. Conclusões: As dificuldades de acesso aos UDI encontradas no início do programa foram progressivamente sendo contornadas através de: estratégias especialmente desenvolvidas para este fim; da cooperação com outras instituições; e principalmente do empenho dos redutores de danos (a maioria ex-UDI) e trabalhadores voluntários. Outros problemas encontrados foram: os empecilhos colocados por algumas instituições em relação a troca de seringas (especialmente no início das atividades); o ambiente peculiar da cidade no que tange as redes de UDI - pequenas, muito segregadas e marginalizadas - além do preconceito generalizado contra os UDI; a quantidade insuficiente/inconstante de recursos financeiros e materiais destinados ao programa, que resultou na recursos financeiros e materiais destinados ao programa, que resultou na saída de “redutores “, perda de áreas de atuação, e por vezes falta de material preventivo para distribuição. Apesar dos problemas, o programa vem entrando em contato com um número cada vez maior de UDI, permitindo aos mesmos ter acesso às intervenções e tratamento. Com o trabalho comunitário desenvolvido pelo programa, e conforme as estratégias de redução de danos (especialmente a troca de seringas) vem sendo mais aceitas ou legalizadas em outras partes do país, tem-se observado ultimamente uma melhor tolerância às atividades desenvolvidas pelo PRD-RJ na cidade. Oral 184 Homens Pobres e Vulnerabilidade Masculina às DST e aids: um Estudo Exploratório Autor: Pedro Nascimento - Papai e Fages - UFPE Apresentador: Pedro Nascimento Contato com o autor: [email protected] Problemas: O conhecimento sobre processos de sociabilidade e a construção social das masculinidades tem sido fundamental para a obtenção de resultados mais satisfatórios no que tange às políticas públicas voltadas para a saúde sexual e reprodutiva, particularmente no campo da prevenção de DST/aids, em contextos de pobreza (Mendigo, 1995). Descrição do Projeto: O objetivo desta pesquisa, desenvolvida no mestrado em Antropologia-UFPE, foi mapear as distintas formas de vivenciar as masculinidades em uma comunidade de baixa renda da cidade de Camaragibe/PE, descrevendo e analisando os recursos discursivos utilizados para elaboração de uma identidade masculina e a construção de sentidos em torno da prevenção das DST e aids. Foram realizados registros etnográficos, em observação participante, e entrevistas semidirigidas com homens residentes. Principais Resultados: Os resultados evidenciam uma recorrência ao modelo hegemônico da masculinidade: o homem como figura de autoridade; autônomo e livre; forte, corajoso e não expressa suas emoções; provedor do lar e heterossexual. Destaca-se a noção de que o homem é, por natureza, insaciável sexualmente e que, por isso, é aceitável e recomendável que tenha relações sexuais extraconjugais. A potência sexual aparece como valor, desencadeando torneios sexuais verbais acerca do maior número possível de relações sexuais. Mesmo em condições de extremo distanciamento dos elementos postulados idealmente, esses homens desenvolvem recursos para atualização desse modelo. Conclusões: Essas dimensões reafirmam a efetiva vulnerabilidade masculina frente à infecção pelo HIV e evidenciam a importância de investimentos voltados à sensibilização de populações masculinas, com vistas no desenvolvimento de medidas preventivas em saúde, particularmente no tocante à prevenção de DST e aids. Oral 185 Radialistas contra a Aids: Humor e Cultura popular na Promoção da Saúde Reprodutiva e Prevenção das DST/Aids - Avaliando a Experiência do Ceará Autor: Ranulfo Cardoso Jr. - Instituto de Saúde e Desenvolvimento Social Co-autores: Gilvani Granjeiro; Júlia Bucher; Nonato Lima Apresentador: Ranulfo Cardoso Jr. Contato com o autor: [email protected] Problema: As campanhas de prevenção à aids no Brasil, em parte devido aos altos custos de manutenção de inserções na mídia, têm sido pontuais e episódicas, além de privilegiarem a mídia televisiva, subutilizando o potencial comunitário, democrático e popular do rádio. Descrição do Projeto: O Projeto Radialistas Contra a Aids aposta na agilidade e no potencial democrático do rádio, no carisma e intimidade do/a radialista com os/as radiouvintes, para promover a saúde reprodutiva e a prevenção das doenças sexualmente transmissíveis, sobretudo a aids. A cultura popular e o humor são os principais ingredientes usados para cortar pela raiz o estigma fatalista e estereotipado atribuído à doença. O projeto sensibilizou, treinou e monitora uma rede de 50 radialistas no Estado do Ceará partindo da premissa que a comunicação em saúde deve procurar uma linguagem popular, honesta, direta e interativa para fazer frente ao nível de desinformação, tensões e conflitos que são gerados a partir das questões relativas a gênero, direitos reprodutivos, sexualidade, planejamento familiar e prevenção das DST/aids. Objetivos: Reduzir a incidência da infecção pelo HIV/aids e outras DST no estado do Ceará; Aumentar a cobertura e a qualidade das informações disseminadas sobre DST/aids e promover a saúde reprodutiva através da parceria com a mídia radiofônica no Ceará. Principais Resultados: Produção e distribuição de peças de campanha míni-radionovelas, raps, forrós, paródias, cordéis e outros spots -, gravados em CD e fitas K-7, para veiculação radiofônica; Realização de seminários/ treinamentos de 20 horas/cada com radialistas da capital e interior do Estado do Ceará (realizados 3 seminários, em 1998: em Fortaleza, Sobral e Juazeiro do Norte; mais um IV Seminário de avaliação do projeto em outubro de 1999); Produção/distribuição de boletins informativos e envio regular de mala-direta para a rede de radialistas, com material educativo produzido sobre os temas-alvo do Projeto. Conclusões: Neste ano de 1999, está em curso a Pesquisa de Avaliação do impacto da intervenção entre os/as profissionais do rádio treinados/ as e entre os/as ouvintes, podendo ser apresentados resultados do estudo por ocasião do III Congresso Brasileiro de Prevenção em DST/Aids. Oral 186 “A Noite só Acontece com Camisinha“ - Prevenção às DST/Aids Junto aos Profissionais do Sexo e Homossexuais da Cidade de São Vicente Autor: Regina C. Andreazzi - Secretaria da Saúde de São Vicente Co-autores: Alípio C. Raposo Jr.; Ilham Maerrawi T. Haddad Apresentador: Regina C. Andreazzi Contato com o autor: [email protected] Problema: Dificuldade de desenvolver um trabalho que atinja de forma eficiente e eficaz os profissionais do sexo (homens, mulheres e travestis) e homossexuais freqüentadores dos bares/boates da cidade de São Vicente objetivando a diminuição da cadeia de transmissão de DST/aids. Descrição do Projeto: Realizamos um projeto de prevenção junto a esse grupo utilizando como canal de intervenção três agentes multiplicadores que são dois homossexuais e um profissional do sexo (travesti). Estes agentes multiplicadores são capacitados para desenvolver este trabalho que é de conscientização/sensibilização quanto ao uso do preservativo; distribuição de preservativos masculinos e femininos; fôlderes; materiais educativos; orientação sobre os recursos de saúde existentes na cidade, e marcação de consultas para DST/ginecologista/ clínico geral. Este projeto denomina-se “Projeto Noite “ e dois profissionais (Assistente Social e Psicólogo) supervisionam semanalmente o trabalho dos agentes multiplicadores, como forma de garantir a reflexão permanente do processo de atuação. Principais Resultados: Uma pesquisa qualitativa foi aplicada, e após 1 ano e meio da intervenção observamos a adoção da prática do sexo seguro, pela maioria dos profissionais atingidos pelo projeto. Adoção do uso do preservativo feminino como mais uma alternativa/instrumento de prevenção; maior conhecimento de serviços de saúde que a cidade oferece; aumento do tratamento para DST e de ida ao ginecologista e uma melhor conscientização da vulnerabilidade que estão expostos no que se diz respeito a violência e uso/abuso de drogas. Conclusões: Avaliamos como sendo fundamental a realização de um trabalho de prevenção às DST/aids, feito por pessoas que utilizem a mesma linguagem e que possuem uma certa identificação com a população a ser atingida. Assim sendo, há um maior e melhor processo de assimilação das informações/orientações quando transmitidas por pessoas do mesmo meio, os chamados “iguais “. Oral 187 A Representação Simbólica dos Preservativos e as Alternativas para a Prevenção de DST/Aids nos Ambientes de Prostituição de Barcelona (Espanha) e Belo Horizonte (Brasil) Autor: Regina de Paula Medeiros - PUC - MG Apresentador: Regina de Paula Medeiros Contato com o autor: [email protected] Problema: O presente trabalho tem como objetivo apresentar o resultado de duas investigações realizadas no período de 1993-96, em Barcelona, e 1997-99, em Belo Horizonte. Ambas pesquisas realizadas com prostituição considerada de “baixo meretrício “, situada em “zonas “ mais antigas e tradicionais dos bairros marginais das referidas cidades. Descrição do Projeto: Para o desenvolvimento destas investigações foram utilizadas entrevistas em profundidade e observação participante com prostitutas (mulheres e travestis); entrevistas semi-estruturadas com prostitutas, donos de estabelecimento de prostituição e pessoas que compõe o entorno da prostituta. Foram utilizadas também entrevistas informais com clientes, polícia, familiares e outros elementos da realidade da prostituta. Existem muitos trabalhos realizados que apontam para baixo o índice de mudança de comportamento da população em relação ao uso dos preservativos, inclusive nas relações comerciais do mundo da prostituição. Principais Resultados: Os clientes rejeitam o serviço sexual oferecido pela prostituta em que está incluído os preservativos. Por outro lado, as prostitutas necessitam de clientes, sobretudo daqueles que podem ou que oferecem um pagamento mais alto por um serviço prestado. As prostitutas das zonas de prostituição investigadas neste trabalho são, em geral, arrimo de família. Ademais, devido a crise financeira a que possa os países da Europa como também o Brasil, o número de clientes diminui em relação à oferta diversificada de prostitutas que buscam, através do ofício da prostituição como alternativa de sobrevivência. Diante deste impasse as prostitutas lançam mão de práticas sexuais alternativas para não perder o cliente e aumentar sua renda, como também para se protegerem contra as DST e aids. Conclusão: O semem em nossa sociedade representa, simbolicamente, a virilidade e o poder do sexo masculino, e o preservativo a barreira simbólica que impede a visualização concreta da masculinidade. Por outra parte, para as prostitutas, o preservativo simboliza nas relações Oral 188 sexuais comerciais uma barreira no contato como o corpo e com os fluídos de um homem desconhecido. Estas representações culturais e sociais devem ser levadas em consideração pelos os órgãos oficiais nas definições das políticas de prevenção de DST/aids em nossa sociedade. Oral 189 Educação de Gênero em Contextos de Pobreza Autor: Regina Helena Simões Barbosa - Núcleo de Estudos de Saúde Coletiva - UFRJ Co-autores: Cabral, C.S.; Jannotti, C.B.; Simões Barbosa, R.H. Apresentador: Regina Helena Simões Barbosa Contato com o autor: [email protected] Problema: Este projeto-piloto implementou, ao longo de 12 meses, um modelo educacional comunitário baseado no enfoque de gênero e direcionado para mulheres faveladas, almejando a promoção de saúde reprodutiva e prevenção das DST/aids. Descrição do Projeto: Doze mulheres de uma favela do Rio de Janeiro, casadas e donas de casa, foram formadas como agentes educativos para atuarem com as outras mulheres. Após 4 meses de treinamento, iniciaram a intervenção, reunindo-se em grupos de 5 a 10 participantes. Os temas abordados, através de oficinas e debates, incluíam papéis de gênero, sexualidade, saúde reprodutiva, DST/aids e prevenção. Para avaliar o processo e o impacto da intervenção, realizaram-se 24 entrevistas semiestruturadas e 2 grupos focais. Foram aplicados 70 questionários estruturados para avaliação das metas. Principais Resultados: As agentes abordaram 520 mulheres, a maioria casada e dona de casa. As entrevistas mostraram conquista de auto-estima e confiança, novos conhecimentos sobre saúde reprodutiva e DST/aids e maior motivação para se cuidarem. Muitas estabeleceram diálogo com filhos e parceiros sobre prevenção. Os questionários mostraram que 87,9% delas adquiriu informações corretas sobre DST/aids ; 71,4% dialogou com os maridos mas somente 17,1% havia usado preservativo nas últimas relações sexuais (a meta era 25%). Conclusões: A avaliação mostrou que estratégias preventivas para mulheres em contextos de pobreza devem basear-se no enfoque de gênero e almejar conquistas de autonomia efetiva, possibilitando tomada de decisões que dizem respeito à saúde reprodutiva. O modelo comunitário gera uma massa crítica com potencial de transforma,r coletivamente, a vulnerabilidade feminina. Oral 190 Primeiros Resultados da Implantação do Protocolo 076 na Cidade de Santos Autor: Regina Maria Vasconcellos de Lacerda - Programa Municipal de DST/Aids Co-autores: Ana S. Gibbons; João Carlos Francez; Kátia Noronha; Neide Gravato da Silva; Ricardo Hayde; Teresa Nishimoto Apresentador: Regina Maria Vasconcellos de Lacerda Contato com o autor: [email protected] Problema: Reduzir a transmissão vertical do HIV, através da implantação do protocolo 076 na cidade de Santos. Descrição do Projeto: A partir de 1997, foi implantado como parte da rotina de pré-natal, o oferecimento do teste anti-HIV em todas as unidades básicas de saúde da cidade. A identificação das gestantes e a centralização de seu atendimento permitiram que o número de mulheres que fizeram uso de ARV na gestação aumentasse sensivelmente. O treinamento e monitoramento dos profissionais que atendem nas maternidades também aumentou o uso do AZT injetável na hora do parto, a continuidade do protocolo é possível graças a uma unidade especializada no atendimento a crianças que monitora o uso do AZT xarope e a não amamentação mediante o fornecimento de leite em pó. Principais Resultados: Desde março de 1997, 151 gestantes foram identificadas como portadoras de HIV. O acompanhamento de todas as fases do protocolo nos mostra que em 1997, 41% das gestantes fizeram uso de AZT durante a gestação, 38% usaram AZT EV durante o parto e 45% das crianças nascidas receberam AZT xarope, e 20% das mães amamentaram; em 1998 observa- se uma melhoria de adesão ao protocolo, 66% usaram AZT durante a gestação; 83% receberam AZT durante o parto, 92% das crianças fizeram uso de AZT xarope e cerca de 12% amamentaram. A partir dos dados de 1997 observou-se que das crianças nascidas 21% foram soropositivas e destas 70% eram filhos de mães que não tiveram acesso ao protocolo. Outros dados ainda estão sendo processados. Conclusões: A principal dificuldade identificada na implantação do protocolo 076 é a conscientização dos profissionais de saúde sobre a importância dessa medida de prevenção. A necessidade de estímulo do início precoce do pré-natal uma vez que as gestantes chegam entre o 4º e o 5º mês em média; a realização do aconselhamento foi outra das dificuldades encontradas; as dificuldades encontradas pelo diagnóstico precoce e a dificuldade de revelar o diagnóstico para a família transformam a não amamentação em uma das Oral 191 principais dificuldades para as mulheres. A pressão social é uma das principais dificuldades para as mulheres. A pressão social é uma das explicações para o alto índice de mães que amamentaram apesar do fornecimento do leite em pó. Dessa forma, o fortalecimento das mulheres e o trabalho de aceitação do diagnóstico, através de aconselhamento realizado durante a gestação e pós-nascimento do bebê, transforma-se no principal fator de sucesso a implantação do protocolo. Oral 192 Um Estudo para Avaliar o Impacto de um Programa de Prevenção ao HIV/Aids entre Trabalhadores Portuários de Santos Autor: Regina Maria Vasconcellos de Lacerda - Programa Municipal de DST/Aids Co-autores: Esther Hudes; Neide Gravato da Silva; Norman Hearst; Ron Stall Apresentador: Regina Maria Vasconcellos de Lacerda Programa Municipal de DST/Aids Contato com o autor: [email protected] Problema: As ações de prevenção que pressupõe modificação de comportamento apresentam grande dificuldade em serem avaliadas, o presente estudo se propõe a medir o impacto das ações de prevenção às DST/aids entre trabalhadores do porto de Santos. Descrição do Projeto: Através de um estudo de corte, que durante três anos, acompanhou um grupo de 226 trabalhadores selecionados de forma aleatória, foram submetidos a um intenso programa de prevenção, realizado com uma equipe de agentes de saúde que percorriam diariamente 158 locais de concentração realizando aconselhamento, distribuindo material educativo e preservativos, fazendo demonstrações de sexo mais seguro, apresentação de vídeos treinamentos para multiplicadores. Com esse trabalho, atingiu-se cerca de 10.000 trabalhadores. Nos três anos que os trabalhadores foram avaliados, realizou-se sorologia para HIV e sífilis além de responderem a um questionário sobre comportamentos. Principais Resultados: Observou-se através dos resultados que houve diminuição do número de parceiras sexuais após a intervenção; aumento do uso de preservativos com essas parceiras; aumento da conscientização sobre a necessidade de uso do preservativo em relações que possam ter risco; aumento da demanda pelo preservativo. Conclusões: Prova-se por esse trabalho que é possível medir o impacto de um programa de prevenção; programas de prevenção entre homens que fazem sexo com mulheres são viáveis e devem ser estimulados; programas de prevenção em locais de trabalho podem ser mais acessíveis e baratos; o custo da prevenção é extremamente pequeno frente à assistência. Oral 193 Prevenção da Transmissão Ver tical no Centro Municipal de DST/Aids de Porto Alegre - RS Autor: Regis Kreitchmann - Programa Municipal de DST/AIDS de Porto Alegre Apresentador: Regis Kreitchmann - Programa Municipal de DST/AIDS de Porto Alegre Contato com o autor: [email protected] Problema: Existem poucos dados brasileiros que avaliem a efetividade da prevenção da transmissão perinatal do HIV através do uso do Protocolo de AZT (ACTG 076) e das dificuldades encontradas na sua implementação. Descrição do Projeto: Acompanhamos no pré-natal especializado 103 gestantes HIV positivas no período de agosto de 1996 a junho de 1998 utilizando o Protocolo de AZT e em situações clínicas específicas, conforme recomendações do consenso em terapia anti-retroviral, foram adicionado outros anti-retrovirais. Coletamos dados relativos ao parto e foi avaliado o diagnóstico dos recém-nascidos em relação ao HIV através do método de Elisa, IF e PCR DNA. Principais Resultados: As principais características das gestantes foram: idade média de 24 anos (de 15 a 43 anos): 87,7% com contágio via sexual: média de CD4: 563 cel/mm3; VDRL reagente em 10% das pacientes; idade gestacional média ao iniciar o AZT: 23 semanas (7% antes da gravidez, 50% até 24 semanas, 39% entre 24 e 35 semanas e 10% após 36 semanas); 8 mulheres já possuíam um filho previamente infectado. O número médio de visitas no pré-natal especializado foi 4. A carga viral era indetectável em 14 mulheres e a média entre aquelas com carga viral detectável foi 37.500 cópias/ml. Entre os parceiros 50% tinham testes positivos ao HIV, 19% eram negativos e em 31% a sorologia era desconhecida. 43% das mulheres receberam outros anti-retrovirais além do AZT. 16 mulheres não receberam o AZT injetável na Maternidade, sendo que 13 destas chegaram ao hospital imediatamente antes do parto. Todos os recém-nascidos receberam aleitamento artificial, 8 não receberam o AZT xarope, 5 destes pela não disponibilidade da medicação. 2 mulheres ocultaram a soropositividade na internação para o parto. 30% dos nascimentos foram por cesariana. O tempo médio de ruptura de membranas foi de 4 horas. O peso dos recém-nascidos foi em média 3.090 gramas (variando de 1.500 a 4.810 g). Conclusões: Um número expressivo de mulheres não recebe o AZT injetável no momento do parto, pois chegam ao hospital com trabalho de parto muito avançado. Novas estratégias como o uso de dose de Oral 194 ataque via oral no início do trabalho de parto, antes da chegada ao hospital, ou mesmo atividades educativas recomendando a ida precoce ao hospital quando do início das contrações podem ser benéficas para evitar a transmissão perinatal do HIV. Todas as barreiras que interferem com a prevenção dos contágios dos bebês precisam ser identificadas e discutidas com médicos e pacientes para que possam ser superadas. Oral 195 Projeto Homem: Participação, Saúde e Prevenção Autor: Rita de Cássia Passos - Sociedade Civil Bem-Estar Familiar no Brasil - Bemfam Co-autor: Sônia Dantas Berger Apresentador: Rita de Cássia Passos Contato com o autor: [email protected] Problema: De acordo com resultados recentes da pesquisa sobre Comportamento Sexual do Brasileiro (MS/CEBRAP), entre as pessoas que possuem relações estáveis e eventuais, 34% não utilizam o preservativo na relação estável, mas usam-no nas relações eventuais, sendo que 32% dessas pessoas não utilizam o preservativo em nenhuma das duas relações. As relações estáveis são muito mais freqüentes entre as mulheres (95%) que entre os homens(70%). Considerando-se os modelos naturalizados de comportamentos masculinos e papéis de gênero socialmente esperados (ser forte, invulnerável, ter mais de uma parceira), observa-se que os mesmos acabam contribuindo para o avanço da epidemia, tanto entre homens, como entre mulheres, estas últimas geralmente em situações conjugais estáveis e monogâmicas. Descrição do Projeto: A BEMFAM, organização não-governamental prestadora de serviços de saúde sexual e reprodutiva no Brasil, vem desenvolvendo desde 1997, nos estados de Pernambuco e do Rio Grande do Norte, projeto piloto para intervenção comportamental em saúde sexual e reprodutiva com ênfase na prevenção de DST/aids, junto à população masculina, tanto em suas clínicas próprias, como em empresas, corporações militares e outros locais de trabalho. Objetivos: Colaborar para a redução da vulnerabilidade feminina e masculina frente a DST/ HIV/aids; Incentivar a participação do homem no compartilhamento das decisões sexuais e reprodutivas, dentro de uma perspectiva relacional de gênero; Determinar a efetividade e viabilidade de um modelo de intervenção grupal para homens; Incrementar o uso de serviços clínicos e educativos entre homens. Metodologia: Como instrumento metodológico foi proposta a utilização de pequenos grupos de reflexão que abordam nos campos da informação, dos sentimentos e das percepções, as seguintes temáticas: Cuidados em Saúde Sexual e Reprodutiva; os corpos masculino e feminino; gênero e Sexualidade; comportamento e práticas sexuais; masculinidades e violência; DST/ aids; uso da camisinha; negociação de práticas sexuais seguras. A população-alvo do projeto constitui-se de: parceiros das usuárias dos Oral 196 serviços das clínicas da BEMFAM/Usuários dos serviços de DST/aids e de Urologia das clínicas da BEMFAM/Homens encaminhados pela rede de saúde (hospitais públicos e privados, médicos particulares, planos de saúde etc, trabalhadores em seus locais de trabalho, empresas, batalhões de polícia etc). Para o marco referencial lançou-se mão das teorias construcionistas de Robert Connel e Michel Kimmel, que entre outras contribuições consideram que a masculinidade/identidade Sexual é construída socialmente, sendo histórica, mutável e relacional. Desta forma, a intervenção educativa proposta incentiva a participação ampla do homem na crítica e transformação do contexto sociocultural que determina seu comportamento e práticas sexuais. Principais Resultados: Em nível de levantamento de necessidades, foram realizados 10 grupos focais para 80 participantes, entre homens e mulheres clientes ou não das clínicas de Natal e de Recife, e técnicos da BEMFAM nos dois locais. Com base nesta pesquisa, foi criada linha de material educativo: cartilha “Vivendo e Aprendendo - Sexo e Diálogo na Vida do Homem “, 05 tipos de folhetos da Aprendendo - Sexo e Diálogo na Vida do Homem “ e 05 tipos de folhetos da linha “Falando de Homem para Homem “. No período de setembro/97 a maio de 99, com o cadastramento de 741 homens que participaram pela 1.ª vez no grupo nas duas clínicas, foram encontradas as seguintes características: 64,4% dos homens são casados, sendo que cerca de 60% encontra-se na faixa etária de 20 a 35 anos. Recentemente, em julho de 99, iniciou-se o processo de avaliação do projeto piloto, com métodos qualitativos e quantitativos de coleta de dados (observação participante de grupos, entrevistas de saída e grupos focais), sendo prevista para outubro a divulgação dos resultados e do relatório final. Conclusão: Embora o modelo de intervenção proposto ainda esteja sendo avaliado, alguns dados preliminares da avaliação apontam para a positividade de se reunir os homens em pequenos grupos, possibilitando maior visibilidade, para os clientes e os profissionais envolvidos, de uma multiplicidade de modelos de ser homem sobrepostos, para os quais o discurso ético do cuidar de si e do outro parece ganhar significado frente ao trabalho focalizado na percepção de risco ante as DST/aids. Se por um lado os homens se apresentam totalmente desprovidos de informações básicas sobre o funcionamento de seu próprio corpo, por outro lado acabam reconhecendo nos grupos este desconhecimento, abrindo espaço para intervenções pontuais que podem colaborar para motivá-los a adotar de forma mais orientada e responsável, práticas sexuais seguras e/ou protegidas. Oral 197 Prevenção à Aids entre Usuários de Drogas Injetáveis na Cidade de Gravataí/RS Autor: Rosa Mayer - Secretaria Municipal da Saúde de Gravataí Co-autores: Dilson Stossi; Eduardo Lutz; Fátima Machado Apresentador: Rosa Mayer Contato com o autor: [email protected] Problema: O uso de drogas psicoativas, principalmente por via injetável, tem sido um fator importante no avanço da epidemia da aids e isso acontece pelo comportamento de compartilhar agulhas e seringas no uso endovenoso. O aumento do número de novos casos entre usuários de drogas injetáveis (UDI) foi determinado, em grande parte, pela ausência de políticas governamentais eficazes, e o contexto de marginalidade e ilegalidade que envolve o uso destas substâncias. O comportamento da epidemia, no Brasil, tem apontado para uma interiorização. Um trabalho mais sistemático com a aids, na cidade de Gravataí, que é uma cidade com cerca de 230.000 habitantes, teve início em fevereiro de 1999, os primeiros levantamentos epidemiológicos dão conta que mais de 40% dos indivíduos soropositivos ao HIV, foram infectados (direta ou indiretamente) por uso de drogas intravenosas. Descrição do Projeto: A análise destes casos nos forneceu preciosos indicadores e também o ferramental necessário para estabelecer o planejamento das estratégias de intervenção na sociedade local, com o fim de minimizar o número de novos casos de infecção, principalmente entre UDI e de evitar os riscos de infecção agindo sobre o principal vetor - a seringa. O passo inicial foi introduzir a discussão sobre a metodologia da troca de seringas dentro da equipe técnica da Secretaria de Saúde do Município, bem como com a Procuradoria Municipal e com a Secretaria Geral de Governo. Para trazer subsídios a esta discussão e fornecer mão-de-obra qualificada para o início imediato do trabalho de campo, foi decisiva a parceria com a Rede (Associação Gaúcha de Redutores de Danos), ONG que é formada por pessoas que já possuem experiência no trabalho de Redução de Danos. Outra medida foi a elaboração de um projeto encaminhado à Coordenação Nacional de DST/aids, e objetiva trazer recursos para a realização de uma pesquisa que possa estimar o número de UDI de Gravataí, conhecer o perfil sociodemográfico e da soro-prevalência de infecções como o HIV, Hepatite-C e HTLV I e II desta população. Serão entrevistados cerca de 150 sujeitos, o que é uma amostra significativa. Oral 198 Principais Resultados: A discussão sobre Redução de Danos e trocas de seringas iniciou em abril/99 e o trabalho em julho/99. Neste período, foram abertas 3 áreas de atuação do trabalho de rua, onde aconteceram cerca de 10 plantões no qual participaram 3 redutores experientes, através da parceria com A Eede e 2 redutores novos que estão sendo treinados. Foi feito um trabalho educativo com aproximadamente 100 pessoas, onde é abordado o uso correto do preservativo e as formas de prevenção à aids. A partir destes contatos, 30 UDI receberam material para uso limpo e aderiram à troca de seringas. Com 2 meses de atuação o percentual de retorno de seringas é baixo, em torno de meses de atuação o percentual de retorno de seringas é baixo, em torno de 26%, porém a receptividade da população-alvo tem sido muito boa. Conclusão: A partir da alta incidência de UDI entre os soropositivos que chegaram ao serviço de saúde, a decisão pela Redução de Danos foi imediata. Iniciar o trabalho através de uma parceria com uma ONG, formada por Redutores de Danos, dá maior rapidez para a implantação de troca de seringas. Quatro meses é um tempo extremamente curto pra que aconteça a discussão, a negociação e a implantação do trabalho de campo. Para isso, foi fundamental não só a parceria com essa ONG como a vontade política da administração. Oral 199 “Chá da Tarde “ - Intervenção com a Comunidade do Projeto Mulher Autor: Rosana R. B. Gomes - Secretaria da Saúde de São Vicente Co-autores: Alípio C.; Raposo Jr.; Ana Lúcia Z. C. Cordeiro; Fábio Mesquita; Ilham Maerrawi T. Haddad; Jean F. Khater Apresentador: Marta Salete Sanchez Gonçalves Contato com o autor: coaids [email protected] Problema: Considerando a necessidade de intervenção específica com a população feminina no tocante às informações relacionadas à prevenção/transmissão das DST/HIV/aids, o Projeto Mulher do Programa Municipal DST/aids de São Vicente - São Paulo, criou essa frente de trabalho com a comunidade, indo aos bairros para levar informações. Descrição do Projeto: A metodologia é a utilizada por representantes de produtos em reuniões de apresentação dos mesmos. Realizam-se contatos com lideranças locais e, uma vez oferecido um espaço, a dona da casa responsabiliza-se por convidar e reunir vizinhas e amigas para participarem do grupo. São realizados três encontros, os chamados “chás da tarde “, nos quais é oferecido pelo Projeto um lanche. Neste espaço, os profissionais do Projeto trabalham a questão da prevenção às DST/ aids /Saúde da Mulher de forma integrada e informal. O terceiro e último encontro é destinado a um tema relacionado à Saúde da Mulher, escolhido pelas mulheres, convidando um especialista para “conversar “ com elas. De cada grupo sempre surgem novos encontros. Principais Resultados: Em um ano de desenvolvimento deste Projeto, foram realizados 22 grupos atingindo 220 mulheres. Durante esse trabalho, percebeuse que a mulher tem muito interesse nos problemas relacionados ao aparelho reprodutor, como câncer de colo de útero. Cerca de 80% dos grupos, optaram por este tema no terceiro encontro, destinado a temas relacionados à Saúde da Mulher, os 20% restantes, interessam-se por discutir câncer de mama e gravidez. Cerca de 80% das mulheres que participaram dos grupos têm parceiro fixo. A questão da confiança no parceiro ainda é o grande entrave para levar as mulheres a se protegerem. A relação “fixa “ e “estável “ dificulta o uso de preservativo, principalmente pelo fato do parceiro negar-se a fazer uso dele. Conclusão: Apesar da intervenção direta com as mulheres ser de curta duração, o enfoque da saúde sexual e reprodutiva e a utilização de uma linguagem acessível, estimula as mulheres a negociarem o uso do preservativo com o parceiro, sendo também disponibilizado o preservativo feminino como mais uma alternativa de proteção para o casal. O objetivo do projeto vem sendo atingido, a medida que percebemos mudanças, ainda que sutis, de comportamento em relação à prevenção às DST/aids. Oral 200 Fatores Psicossociais que Contribuíram para a Infecção em Mulheres com HIV no Paraná - Brasil Autor: Rozilda Das Neves Alves - Universidade Estadual de Maringá Co-autores: Dr. Ron Stall; Dra. Maria Júlia Kovács; Dra. Vera Paiva Apresentador Rozilda Das Neves Alves Contato com o autor: [email protected] Problema: Realizamos uma pesquisa com mulheres soropositivas cujo objetivo foi investigar as suas interpretações da percepção de risco após diagnóstico de soropositividade, dando voz a essas mulheres. Descrição do Projeto: Estudo qualitativo com entrevistas em profundidade. A amostra, de conveniência, foi constituída por 26 mulheres contaminadas pelo HIV, que freqüentavam o Centro Regional de Especialidades em Maringá. Utilizamos entrevista semidirigida, sendo o instrumento um roteiro com perguntas fechadas e abertas, através do qual buscou-se apreender aspectos sociodemográficos, conhecimento sobre prevenção primária e secundária, percepção do risco antes do teste HIV, impacto do teste em suas vidas e comportamento sexual depois do resultado positivo para o HIV. A análise dos resultados foi baseada na metodologia de análise temática de discurso. Principais Resultados: Nenhuma mulher acreditava na possibilidade de sua infecção pelo HIV. Mecanismos psicológicos de defesa como negação, evitação, onipotência do pensamento e projeção, interferiram sobremaneira para a exposição ao risco. Estas defesas são acionadas na medida em que a mulher não se sente capaz de atuar na realidade na qual está inserida. As relações de gênero, cultura sexual, condição econômica, entre outros, são determinantes para a falta de percepção do risco. Muitas delas mantém relações desprotegidas com parceiros, se expondo a gravidezes indesejadas e à reinfecção. Conclusões: Programas de prevenção devem considerar os aspectos psicológicos, socioeconômicos e culturais que interferem na vulnerabilidade individual da mulher, para um maior alcance de suas ações. Dar apoio e educar as mulheres em geral e as soropositivas em particular deve ser prioridade nos serviços de saúde. Oral 201 “Inter venção Preventiva Junto à Comunidade Universitária/UFPB “: “O Grupo Eros.“ Autor: Severino Ramos De Lima - Núcleo de Estudos em Saúde Coletiva/UFPB Apresentador: Severino Ramos De Lima Contato com o autor: [email protected] Problema: Em estudo feito na UFPB, dos 53% dos alunos que referem vida sexual ativa, 51,2% não usam preservativos, alegando que as parcerias não ofereciam risco. Descrição do Projeto: O Grupo Eros tem como objetivos: reduzir o risco de transmissão do HIV e demais DST, entre universitários, e capacitá-los para lidar com a problemática das DST e aids. Surgiu em 1996, a partir da convocação de voluntários. É fundamentado em metodologia dialógica, e busca a formação de uma “consciência sanitária “ e uma modificação nas relações interpessoais e interprofissionais, calcadas em formações tecnicistas. Atualmente, 30 alunos participam do grupo desenvolvendo atividades para toda comunidade universitária, constando de: fornecimento de informações e distribuição de preservativos à clientela cadastrada; organização e participação em eventos visando a incentivar o uso da camisinha; atendimento a convites de outras instituições para palestras, oficinas e apresentação de enquêtes teatrais; capacitação técnico-científica dos integrantes; assessoria aos trabalhos disciplinares solicitados nos cursos e estímulo à produção científica, envolvendo temas relacionados às DST e aids. Principais Resultados: Observa-se um crescimento na capacidade de intervenção dos integrantes, aumento do conhecimento do grupo através de: a)do aumento da demanda para realização de intervenções nos cursos, b)da solicitação crescente de informações para realização de trabalhos disciplinares de cursos de toda Universidade e c)do aumento da procura pelo Serviço de Orientação, que conta com mais de 500 pessoas cadastradas. Conclusão: A boa receptividade da comunidade universitária é a certeza de estar trilhando o caminho certo para que a luta contra as DST e a aids se dê de maneira eficaz. Oral 202 O Papel do CTA na Prevenção da Transmissão Vertical do HIV Autor: Sheila Ferreira Cabral de Souza - Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro - CTA Madureira UISHP Co-autores: Arnaldo Rosa Rodrigues; Débora Fontenelle dos Santos; Luciene Rocha; Maria Elza Maganha; Maristela Bernardi; Marlene Silva; Paulo Roberto Soares da Silva Apresentador: Sheila Ferreira Cabral de Souza Contato com o autor: [email protected] Problema: O número de gestantes que procuravam o Centro de Testagem e Aconselhamento de Madureira/RJ para realizar sorologia anti-HIV aumentou em números absolutos, o que nos levou a realizar esta pesquisa com a finalidade de avaliar o aconselhamento pré-teste oferecido nas unidades onde se realizam atendimento pré-natal. Descrição do Projeto: Como metodologia, confeccionamos questionários dirigido, constituído de 13 (treze) perguntas, que após o aconselhamento coletivo, era aplicado a cada cliente com o consentimento em participar da pesquisa, sob caráter anônimo. Foram aplicados 100 (cem) questionários no período de 03/MAIO a 31/AGOSTO de 1999. Principais Resultados: Avaliamos que quanto a idade gestacional, 57% se encontravam entre 16 e 24 semanas e 21% destas chegaram tardiamente pois se encontravam além de 24 semanas. Quanto ao prénatal, 68% eram realizados em serviço público. Das entrevistadas, 87% sabem que o teste anti-HIV serve para detectar o vírus causador da aids. 63% relatam o não recebimento de qualquer explicação dos seus obstetras sobre a razão do teste, e em 80% dos casos, não foi realizado qualquer palestra de aconselhamento pré-teste na Unidades de pré-natal da população em estudo. A maioria (99%) considera importante conhecer seu status sorológico e 96% responderam que realizaram o tratamento preventivo durante a gestação a fim de reduzir o risco do concepto. Importante citar que das 100 mulheres entrevistadas, 01 (1%) respondeu que abandonaria o pré-natal e 01 (1%) não adotaria nenhuma prática preventiva na Transmissão Vertical. O teste em caráter compulsório (solicitando a todas as gestantes, sem prévio consentimento da mesma) foi aceito por 93% das gestantes em estudo. 99% das mesmas, responderam que a palestra coletiva da qual participaram no CTA, mesmas, responderam que a palestra coletiva da qual participaram no CTA, esclareceu suas dúvidas sobre a infecção pelo HIV. Oral 203 Conclusões: O presente trabalho, reforça o papel do CTA no controle da epidemia pelo HIV, principalmente frente a nova clientela que a ele recorre, a qual na maioria das vezes não foi oferecido o aconselhamento pré-teste. Lamentavelmente é grande o número de gestantes em prénatal tardio que são encaminhadas para testagem anti-HIV, o que reduz a eficácia na aplicação do protocolo ACTG-076. Podemos sugerir que as equipes de pré-natal necessitam estar capacitadas para realizarem o aconselhamento no momento da solicitação do exame, e reconhecemos que as equipes dos CTA poderiam estar inseridas neste processo. Quanto às orientações precedentes da CN-DST no Ministério da Saúde quanto à atitude adotada pelo teste durante o pré-natal, a população pesquisada não demonstrou nenhuma preocupação quanto à atitude adotada pelo obstetra, o que nos convida à uma nova reflexão e um compromisso mais efetivo com a população assistida nos ambulatórios e consultórios onde sejam realizados pré-natais a fim de reduzirmos o índice de contaminação pela transmissão vertical. Oral 204 Aids e Pobreza: Estratégia para Prevenção de Orfandade Autor: Silvia B. Bellucci - Centro Corsini Co-autores: Ana Maria Marrara; Aranaí Guarabyra; Eliana M. Hebling Apresentador: Silvia B. Bellucci Contato com o autor: [email protected] Problema: A feminização e a pauperização da aids, ao lado do agravamento da situação social vem ampliando a orfandade e a conseqüente necessidade de institucionalização das crianças “vítimas da aids “. A experiência com a reintegração à vida familiar de crianças HIV/soropositivas, abrigadas em nossa Unidade de Apoio Infantil, tem demonstrado que é possível evitar que a orfandade, por óbito, incapacidade ou abandono dos pais se concretize se as mães portadoras/doentes de aids e suas famílias forem medica, emocional e socialmente apoiadas. Descrição do Projeto: Mães provenientes de populações extremamente pobres, portadoras/doentes de aids, identificadas em serviços HIV/aids e que atendem critérios preestabelecidos são nucleadas de acordo com sua região de moradia para desenvolver programa que tem a auto-estima como alavanca e que busca desenvolver nelas o interesse pelo cuidado com sua saúde e de seus filhos, a consciência de serem cidadãs, com direitos e deveres, a capacitação para auto-sustentação. Iniciado em agosto /97 com proposta piloto para 20 famílias, com 51 crianças/ adolescentes, 12 HIV positivas, o projeto completará 40 até o final de 99. Utiliza reuniões mensais para atividades educativas e de auto-ajuda; promove atividades de sensibilização dos filhos adolescentes, de seus parceiros/companheiros; desenvolve intenso trabalho na área social, através de visitas domiciliares periódicas, para a identificação de problemas e soluções possíveis, via inserção na comunidade. Principais Resultados: a)critérios de inclusão das mulheres nos grupos definidos com e pelas próprias participantes; b)conscientização do seu estado de saúde/doença, com adesão ao tratamento/ acompanhamento clínico regular de 90% das mulheres (nenhuma o fazia anteriormente à participação no programa); c)consolidação de grupo de mulheres com atividades educativas regulares, em reuniões que utilizam técnicas psicodramáticas e com programa definido pela necessidade dos grupos; d) acesso aos métodos de prevenção de DST/aids, que incluem a distribuição contínua e supervisionada de preservativos masculinos e femininos e) desenvolvimento da consciência de cidadania, buscando Oral 205 desde Registro Geral até recursos da comunidade por elas desconhecidos, como Programa de Renda Mínima e Prestação Continuada; f) 4 mães se tornaram agentes de saúde remuneradas, de outros programas educativos da organização; g) oficinas produtivas de artesanato implantadas e gerenciadas por elas próprias; h) filhos adolescentes incorporados aos programas de educação para adolescentes desenvolvidos pela organização;duas mulheres foram a óbito e seus filhos puderam permanecer em seus núcleos familiares. Conclusões: Apenas programas contínuos de apoio e orientação podem diminuir o impacto médico, social e financeiro da aids nas populações em situação de pobreza, legitimando esforços governamentais e nãogovernamentais arrolados para esse fim. Oral 206 Mulheres com Parceria Fixa, Aconselhamento e Testagem: Reforço ao Uso do Preservativo Autor: Silvia B. Bellucci - Centro Corsini Co-autores: Adriana Wolf; José Antonio Gonçalves da Silva Apresentador: Silvia B. Bellucci Contato com o autor: [email protected] Problema: Dados epidemiológicos tem demonstrado a crescente vulnerabilidade de mulheres com parceria fixa, à infecção pelo HIV. Fatores culturais, sociais e psíquicos são apontados como determinantes da não adoção de práticas de prevenção por essas mulheres. Estratégias de prevenção potencialmente mais eficientes e mensagens mais identificadas com essa população são necessárias para diminuir o impacto da infecção HIV/aids entre elas. Conhecer a motivação das mulheres e homens casados para realizarem aconselhamento e testagem pode ser fator preponderante para a implementação de ações preventivas. Estudo foi iniciado nesse sentido e os primeiros resultados com mulheres são apresentados. Descrição do Projeto: O Centro Corsini mantém serviço de Aconselhamento e Testagem gratuito, disponibilizado à população através de divulgação de massa periódica. Interessados são agendados para aconselhamento pré-teste, os exames são realizados via SUS ou rede privada, o aconselhamento pós-teste é realizado pelo mesmo profissional do primeiro atendimento. Exames posteriores são remarcados até definição completa do caso. Indivíduos soropositivos podem fazer o acompanhamento multidisciplinar na própria organização. O atendimento a mulheres que se identificaram com parceira fixa casadas ou amasiadas, ocorrido a partir de meados de 1997 (informatização do serviço) foi analisado quanto aos seguintes parâmetros: idade, motivo do desejo d da testagem e resultado do teste. Principais Resultados: Sessenta e seis mulheres se identificaram como tendo parceria fixa, casadas/amasiadas. A idade variou de 17 a 65 anos: 6 até 20 anos, 22 entre 21 e 30, 24 entre 31 e 40, 9 entre 41 e 50 e 3 entre 51 e 65anos. Os motivos alegados no aconselhamento pré-teste foram agrupados como se segue: a) risco relacionado à atividade sexual do marido - 36, sendo as razões mais freqüentes: relações sabidamente extra conjugais, dúvida sobre a conduta do companheiro e relações sexuais com outras parceiras durante período de separação; b) risco relacionado à própria atividade sexual -18, com as razões mais freqüentes: relação extraconjugal sem preservativo, outros parceiros durante período de Oral 207 separação do casal e parceiros anteriores ao atual com relações desprotegidas; c) risco relacionado a situações não relacionadas diretamente ao HIV - 7; d) estupro - 5. 5/66 mulheres ( 8,3%) tiveram resultado positivo ao teste anti-HIV. Todas elas tinham parceiros soropositivos, nunca haviam utilizado preservativo e souberam da soropositividade do companheiro através de exames pré-natal ou de adoecimento. Dois deles foram UDI no passado (mesmo assim as mulheres se reconheceram em risco pela atividade sexual dos companheiros) e os outros três foram identificados como heterossexuais. De outras 8 parceiras de soropositivos, apenas 4 delas utilizam regularmente preservativos. Conclusões: O estado de “parceria única “ tem sido observado no serviço de testagem como ocorrência temporária. Relações extraconjugais e parcerias múltiplas são os principais motivos que levam as mulheres de parceria fixa múltiplas são os principais motivos que levam as mulheres de parceria fixa a procuraram testagem. Portanto, estes resultados indicam que a as mensagens de prevenção dirigidas a esse público devem privilegiar fortemente o uso do preservativo. Oral 208 Um Passo a Mais Autor: Sonia Reges Alvarez - Programa Municipal de DST/aids de Santo André Co-autores: Lilian Sabião Bastidas; Luzia Arlete Góis Bento Apresentador: Sonia Reges Alvarez Contato com o autor: (11)4992 7433 Problema: Tendo em vista os dados epidemiológicos que apontam para o aumento da infecção pelo vírus da aids entre as mulheres, aliada à pauperização da população feminina atingida e tendo como princípio a sustentabilidade das ações na área de prevenção, surgiu o Projeto “ Um Passo a Mais “ em parceria com a Secretaria da Cidadania e Ação Social, que visa a valorização das mulheres que estão fora do mercado de trabalho, são donas de casa e mobilizadas para ações que promovam suas comunidades. Foi escolhida inicialmente a região de Vila Luzita, por congregar cerca de 36% dos casos de aids no município, além de ser uma região de alto índice de exclusão social. Descrição do Projeto: A estratégia adotada objetiva a formação de agentes de prevenção entre as lideranças comunitárias, utilizando a metodologia participativa, a partir das experiências trazidas pelo grupo. Etapas concluídas: Projeto-piloto com treinamento e Seleção de 08 agentes de prevenção da região da Vila Luzita - Santo André. Implantadas as oficinas na comunidade. Em andamento: Treinamento e seleção de 20 agentes de prevenção provenientes das regiões de Parque Andreense, Parque Capuava e Sacadura Cabral, com previsão para implantação de oficinas nessas comunidades no segundo semestre de 1999. Principais Resultados: O projeto atingiu no período de maio/98 a junho/ 99 aproximadamente 320 mulheres/mês. A partir da capacitação deste agentes surgiu o Grupo de Teatro, que utiliza as técnicas do Teatro do Oprimido (teatro interativo), onde foi construída a esquete Cotidiano e aids. Além das oficinas de sensibilização passarão a fazer também apresentações desta esquete em escolas, igrejas, e outros espaços, discutindo esta temática tão séria, de forma lúdica e leve. Conclusões: As soluções e estratégias para trabalhar a questão das DST/ aids devem ter as diretrizes apontadas pela comunidade onde através do envolvimento entre as pessoas possamos atingir resultados mais eficientes. Com a experiência deste projeto, verificamos que as lideranças femininas que recebem a devida capacitação, podem incorporar atividades de prevenção a aids/DST aos trabalhos que já realizam junto à comunidade. Oral 209 Intervenções Breves com Profissionais do Sexo Autor: Stella Maris Nogueira Botelho Bevilacqua - Secretaria Municipal da Saúde de Ribeirão Preto Co-autores: Elisabete Paganini; Silvia Helena Possati Moraes Apresentador: Stella Maris Nogueira Botelho Bevilacqua Contato com o autor: [email protected] Problema: Profissionais do sexo, residindo ou freqüentando 3 bairros da zona norte de Ribeirão Preto. O sexo, matéria-prima de seu trabalho, tornou as DST/aids, um risco ocupacional. Descrição do Projeto: Diagnóstico da área de atuação, mapeamento geográfico. Cadastramento das casas de prostituição. Criação do vínculo. Cidadania contemplando o indivíduo e sua subjetividade. Preservativos, cartazes e fôlderes explicativos, com os mais diversos enfoques de promoção à saúde, incluindo DST/aids. Visitas sistematizadas. Aconselhamento e intercâmbio com a Unidade Básica da Saúde, viabilizando o acesso dos PS. Principais Resultados: Parciais, com produtos alcançados de março/ 98 até agosto/99. Os PS quando abordados nos locais em que fazem o ponto, cerca de 70% estão portando preservativos. Aconselhamento e a exposição de aspectos técnico científicos para posterior reflexão e discussão, se deram nos mais variados temas da Saúde integral, com ênfase nos problemas ginecológicos. Foram realizados 109 encaminhamentos à UBS, predominando as queixas ginecológicas, testagem sorológica e tratamento da dependência de drogas. Conclusões: População flutuante, mudando de moradia e trabalho com freqüência, sendo necessário estratégias que valorizam as intervenções breves. Somente a disponibilização de preservativos, não garantem o sexo seguro. A mudança de comportamento em todas as situações sexuais vem se dando, mas não sem dificuldades.Os PS são seres humanos e vivem as certezas e dúvidas, alegrias e tristezas inerentes a todos nós. A integração com a UBS, o acesso a esses serviços, contribui visceralmente como um estímulo para o resgate da cidadania e melhoria da cidadania e melhoria da auto-estima. Oral 210 Ações da Subsecretaria de Prevenção Tratamento da Secretaria Nacional Antidrogas e Autor: Subsecretaria de Prevenção e Tratamento da - Secretaria Nacional Antidrogas- SENAD Apresentador: Marcia França Contato com o autor: [email protected] Problema: O abuso de drogas é motivo de grande preocupação não apenas para as autoridades governamentais, mas também para toda a sociedade brasileira. Recentemente, com o intuito de intensificar e centralizar as ações do setor público no enfrentamento da questão, o Presidente da República editou Medida Provisória criando o Conselho Nacional Antidrogas (CONAD) e a Secretaria Nacional Antidrogas (SENAD). A SENAD tem por competência propor a política brasileira de drogas, bem como planejar, coordenar, supervisionar e controlar as atividades de prevenção e repressão ao tráfico ilícito, uso indevido e produção não autorizada de substâncias entorpecentes e drogas que causem dependência física ou psíquica, e atividade de recuperação de dependentes. Promove o intercâmbio com organismos internacionais sobre entorpecentes e drogas afins. Ademais, gere os recursos do Fundo Nacional Antidrogas-FUNAD. Descrição do Projeto: A apresentação tem por objetivo expor ao público do III Congresso as principais ações realizadas pela Subsecretaria de Prevenção e Tratamento da SENAD, tais como: - Na área de Prevenção: Curso de Extensão à Distância: “Prevenção ao Uso Indevido de Drogas diga SIM à Vida “, Cartilha “Um Guia para a Família “ da série Diálogo, campanha institucional, concurso nacional de cartazes, concurso de dramaturgia, concurso nacional de vídeo escolar, e outros projetos executados em parceria com outras instituições. - Na área de Tratamento: acompanhamento dos trabalhos desenvolvidos no âmbito do Projeto SIDUC da Comissão Interamericana para o Controle do Abuso de Drogas - CICAD/ OEA, Comissão Técnica constituída pela SENAD para apresentar subsídios para posterior elaboração normativa de critérios mínimos de funcionamento de instituições que atuam nas áreas de prevenção e tratamento, organização de publicações na área de tratamento - Série Diálogo: “Conversando sobre Cocaína e Crack “ e “Aspectos Básicos do Tratamento da Síndrome de Dependência de Substâncias Psicoativas “, parcerias etc. - A apresentação terá por objetivo, ainda, esclarecer e divulgar o processo de transferência de recursos financeiros, oriundos do Fundo Nacional Antidrogas para apoiar projetos nas áreas de prevenção, tratamento e pesquisa. Oral 211 Principais Resultados: Os projetos desenvolvidos pela Subsecretaria de Prevenção e Tratamento, em seu primeiro ano de funcionamento, têm como característica principal a amplitude e a capacidade de atingir diferentes áreas e setores da população. Como exemplo, somente para Curso à Distância, foram disponibilizadas 30.000 (trinta mil) vagas para os Estados da federação, o que dá uma idéia da dimensão dos trabalhos da SENAD. Conclusões: A SENAD, e em especial a Subsecretaria de Prevenção e Tratamento vem detectando a necessidade do envolvimento da sociedade para o fortalecimento e eficácia das ações que visam à diminuição do abuso de drogas. Além disso, os trabalhos devem ser realizados em conjunto com os órgãos governamentais que atuam na área, de forma a garantir melhores resultados. O envolvimento da sociedade e a articulação governamental garantirão melhores resultados no enfrentamento da referida questão. Oral 212 Determinates da Sífilis Congênita Autor: Vania Reis Girianelli - Unidade Integrada de Saúde Herculano Pinheiro (UISHP) Co-autores: Maria Irene dos Santos Apresentador: Vania Reis Girianelli Contato com o autor: [email protected] Problema: A incidência de sífilis congênita no município do Rio de Janeiro sofreu uma elevação de 50% nos últimos três anos. Em algumas maternidades, como a UISHP, a sífilis congênita tem sido diagnosticada em 6% do total de nascimento, quase o dobro do estimado pelo Ministério da Saúde para a infecção nas gestantes. Parte deste aumento pode ser atribuído a implantação de um critério de diagnóstico mais sensível. No entanto, mais de 70% dos casos notificados tiveram acesso à assistência pré-natal. Visando a melhorar a qualidade do programa de prevenção da sífilis congênita realizou-se um estudo com o objetivo de identificar os determinantes da sífilis congênita entre os conceptos cujas mães tiveram acesso à assistência pré-natal. Material e Método: Foi realizado estudo descritivo, entre mulheres que tiveram desfecho gestacional na UISHP, no período de janeiro a maio de 1999. Foram elegíveis para o estudo as gestantes que apresentaram VDRL reativo no parto e realizaram pelo menos três consultas no pré-natal. Estas mulheres foram entrevistadas e analisados os respectivos prontuários e cartão da gestante, de forma a avaliar a efetividade da assistência prénatal. Seus conceptos foram classificados como sífilis congênita, segundo critério epidemiológico proposto pelo Ministério da saúde. Dentre os determinantes da sífilis congênita destacam-se: conduta médica inadequada (42,6%), barreiras operacionais (9,3%) e falta de informações que possibilitem o descarte dos casos (38,9%). Conclusão: Este estudo aponta aspectos cruciais relacionados às deficiências da assistência pré-natal, que devem ser considerados nas estratégias de prevenção da sífilis congênita a serem adotadas. Em contrapartida, ressalta que a avaliação do(s) parceiro(s) na maternidade pode contribuir para discriminar os possíveis falso-positivos e conseqüentemente aumentar a especificidade na classificação da sífilis congênita. Oral 213 “...me Explica, me Ensina, me Diz: o que é ser Menina?“ Autores: Vera Lúcia Pasini - Hospital Nossa Senhora da Conceição Co-autores: Patrícia Souza Focchi Apresentador: Vera Lúcia Pasini Contato com o autor: [email protected] Problemas: Este trabalho visa relatar a experiência com um grupo de adolescentes pertencentes à área de abrangência de uma unidade do Serviço de Saúde Comunitária (SSC) do Grupo Hospitalar Conceição (GHC) em Porto Alegre. Este grupo inicia como proposta de intervenção, após a realização de um levantamento do número de casos de HIV/aids na população atendida pela equipe de saúde da referida unidade, onde constatou-se um aumento significativo de contaminação pelo HIV, em mulheres, por via sexual em relações heterossexuais. O relatório aids no Mundo II salienta que, no Brasil, estima-se que quase 4 milhões de jovens tornam-se sexualmente ativos por ano. A prevenção do HIV, outras infecções transmitidas pela relação sexual e gravidez não planejada requerem um entendimento mais completo destes fatores e a urgência de programas que sejam especificamente destinados aos jovens. Como a adolescência coloca em evidência os questionamentos acerca dos valores aprendidos e apreendidos durante a infância sobre os modelos de masculino e feminino, com vistas a um “tornar-se adulto “, acreditamos ser este um momento importante de propiciar um espaço de discussão sobre as questões relativas aos papéis Sexuais em nossa cultura. Descrição do Projeto: O grupo reúne-se semanalmente e através de uma metodologia afetivo-participativa coloca em discussão, com mulheres-meninas (a partir da menarca), o papel feminino na sociedade, possibilitando encontros em que, a partir de suas diferenças, e suas variadas experiências e histórias de vida, outras formas de viver o feminino possam se produzir no coletivo, promovendo condições para a desnaturalização de modos estereotipados de viver as relações, abrindose novas possibilidades do cuidado de si na questão das DST/aids. Principais Resultados: Até o presente momento foram realizados cinco encontros com duração de uma hora e meia, onde tem sido discutido aspectos relativos as diferenças de gênero, as relações de poder que se estabelecem entre homens e mulheres, aos aspectos culturais e sociais e históricos relacionados a configuração dos papéis de homem e mulher em nossa sociedade e a inter-relação entre esses aspectos e as posturas adotadas quando a prevenção Oral 214 das DST/aids. A partir de idéias discutidas no grupo pretende-se elaborar cartilhas sobre prevenção das DST e aids, dirigidas para o público adolescente. Conclusões: O trabalho desenvolvido com o grupo tem favorecido à equipe de saúde conhecer melhor as formas de pensar e agir nas questões relativas a sexualidade e prevenção, utilizadas pelas mulheres da área de abrangência da Unidades Sanitárias, possibilitando assim, a criação de estratégias de intervenção mais eficazes na prevenção e combate as DST/aids. Oral 215 O Programa de Saúde do Adolescente na SMS/RJ Autor(es): Viviane Manso Castello Branco - Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro Co-autores: Carla Brasil; Cristiane Vanessa da Silva; Dilma Cupti Medeiros; Luciana Phebo; Maria de Fátima Goulart Coutinho; Sônia Barbosa Melges Apresentador: Viviane Manso Castello Branco Contato com o autor: [email protected] Problema: O Programa de Saúde do Adolescente na rede básica da Secretaria Municipal de Saúde tem como objetivos a “promoção, prevenção e recuperação da saúde do adolescente, dentro dos princípios da integralidade das ações, da interdisciplinaridade e da integração intersetorial“, segundo diretrizes do PROSAD-MS. Descrição do Projeto: Para viabilizar tais propostas são desenvolvidas as seguintes atividades: • implementação das ações preconizadas pelo PROSAD- MS e outras definidas regionalmente, nas unidades de saúde da SMS / RJ; • capacitação, educação continuada e apoio técnico a profissionais de diferentes áreas; • levantamento, divulgação e discussão das informações epidemiológicas disponíveis, favorecendo a identificação das prioridades e peculiaridades de cada área; • articulação com outros setores do poder público e sociedade civil; • participação nos espaços de definição política de atenção ao adolescente, como o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente; • elaboração, empréstimo e divulgação de materiais educativos; • parcerias com grupos organizados de adolescentes e jovens de modo a traçar propostas de trabalho integrado. Principais Resultados Além de atendimento diferenciado ao adolescente e atividades de grupo são desenvolvidos alguns projetos específicos que contribuem para qualificar as ações de prevenção às DST/aids : • Projeto Educarte: parceria com a Secretaria Municipal de Educação no desenvolvimento de atividades de capacitação de profissionais de Educação e Saúde em temas de saúde, sexualidade e cidadania; • Projeto Vista essa Camisinha: distribuição de condons, atividades educativas e parcerias interinstitucionais (envolve 65 unidades); Oral 216 • Projeto Sinal Verde: facilitação do acesso às unidades de saúde (para Projeto Sinal Verde: facilitação do acesso às unidades de saúde (para acesso à consulta e às camisinhas) de adolescentes no início da vida sexual ou com DST suspeita ou confirmada (envolve 11 unidades de saúde em parceria com 18 escolas); • Projeto Horizontes: apesar de ser voltado para a prevenção e atenção a gravidez na adolescência, todas as atividades de promoção de saúde e de qualificação das ações de prevenção nos serviços contribuem para a prevenção das DST/aids. Conclusões A atenção aos adolescentes ainda gera enormes resistências por parte dos serviços, mas aos poucos pode-se perceber um maior compromisso com a promoção da saúde e desenvolvimento dos adolescentes e a ampliação das possibilidades de atuação junto a este grupo populacional dentro dos princípios do SUS. Oral 217 Equipe Multiprofissional e Aids: a Organização de Serviços de Saúde e a Produção de Respostas às Pessoas (Con)Vivendo com HIV/Aids Autores: Wagner Dos Santos Figueiredo - Prefeitura do Município de São Paulo - Centro de Referência DST/aids Santana Co-autores: Chang Chung Sing Waldman; Jose Ricardo de Mesquita Ayres; Luzia Aparecida Oliveira; Maria Ângela Landroni; Neide Emy Kurokawa e Silva Apresentador: Wagner Dos Santos Figueiredo Contato com o autor: [email protected] Problema: Um dos maiores desafios trazidos pela epidemia do HIV/ aids diz respeito à assistência. A complexidade e variedade dos problemas suscitados pela aids exigem respostas, por parte dos serviços de saúde, que considerem além das necessidades médicas, as necessidades psicossociais das pessoas (con)vivendo com a aids. Esta complexidade aponta para o caráter imprescindível do trabalho multiprofissional para responder adequadamente às demandas desses usuários e levanta questionamentos sobre suas efetivas possibilidades e formas de exercício. Com vista a contribuir para esse debate, o presente estudo procurou apreender o modo como as equipes multiprofissionais vêm respondendo às demandas de atenção à saúde das pessoas (con)vivendo com HIV/ aids em Centros de Referência de DST/aids do município de São Paulo. Descrição do Projeto: Desenvolveu-se estudo qualitativo, através de entrevista semi-estruturada a profissionais de saúde de quatro CR DST/ aids do município de São Paulo. Foram em número de 26 os entrevistados, abarcando as seguintes categorias funcionais: gerente, médico, assistente social, enfermagem, psicólogo, terapeuta ocupacional, educador de saúde, farmacêutico, auxiliar de enfermagem e auxiliar de recepção. Tendo como referência o quadro conceitual do processo de trabalho em saúde, foram analisados os seguintes temas nas entrevistas: as concepções sobre a aids; a percepção das necessidades do paciente; o entendimento sobre o trabalho em equipe multiprofissional; o que favorece e o que dificulta esse trabalho e os alcances e respostas do trabalho em equipe. Principais Resultados: A multiprofissionalidade é vista pelos diversos profissionais como uma necessidade para a assistência às pessoas (con)vivendo com aids, mas as possibilidades objetivas de sua construção e o modo de operação desse tipo de intervenção não são identificados Oral 218 clara e homogeneamente entre eles. Como reflexo disso, mostraram-se limitadas as oportunidades de efetiva integração multiprofissional. Para compreender esse comportamento, o modo como os profissionais percebem o papel da equipe e as formas como interagem entre si foram relacionados às características tecnológicas de organização do trabalho assistencial. Nesse sentido, o excessivo foco na terapêutica medicamentosa mostra-se um fator limitante excessivo foco na terapêutica medicamentosa mostra-se um fator limitante de uma ação mais integrada entre as diferentes competências profissionais. Da mesma forma, a restrição da percepção de necessidades “extra-medicamentosas “ e, conseqüentemente, da construção de respostas à sua emergência, limitadas às queixas referidas espontaneamente nas consultas dificulta uma abordagem multidisciplinar. Conclusões: A organização de serviços cujo projeto terapêutico se organize na forma mais ampla de cuidado, isto é, que privilegie a escuta e o acolhimento das diferentes ordens de necessidade de bem estar físico, mental e social indissociáveis da terapêutica medicamentosa, e cujo modelo tecnológico incorpore o trabalho com demandas antevistas, isto é, cujo planejamento de ações busque identificar e incorporar a resposta a tais necessidades à rotina assistencial, parece ser uma estratégia fundamental para tornar efetivo o trabalho multiprofissional, melhorando a qualidade da assistência às pessoas (con)vivendo com aids. Oral 219 Poster Modalidade Oral 222 Análise Comparativa de Mulheres HIV/Aids na Periferia de São Paulo: Aspectos Socioeconômicos e Transmissibilidade. Autores: Adalgisa de Castro Silva - Centro de Referência DST/aids Nossa Senhora do Ó Co-autores: Edna Aparecida Lima Pestana; Vânia Sertolin Bertim Apresentador: Adalgisa de Castro Silva Contato com o autor: Av. Itaberaba, 1377 SAO PAULO - SP Problema: Estudo comparativo entre o período de jan a jul/1997 e jan a jul/1999, com análise nos aspectos de transmissão do HIV e nível socioeconômico das mulheres matriculadas no Centro de Referência DST/Aids Nossa Senhora do Ó, localizado no Bairro da Freguesia do Ó, periferia da cidade de São Paulo. Descrição do Projeto: Levantamento de 450 prontuários, ano 1997 com 63 mulheres HIV+ e levantamento de 588 prontuários, ano 1999 com 57 mulheres HIV+, com avaliação: Faixa etária, Estado Civil, Renda Familiar, Escolaridade, Situação Profissional, Preferência Sexual e Via de Contaminação. Principais Resultados: Da análise resumida observamos o predomínio das mulheres casadas e em união consensual - 58% (588/57) ano 1999, não sendo observado no mesmo período ano 1997. Renda Familiar 51% (588/57), ano de 1999, sem renda fixa; 31% com renda até R$ 100,00(Cem reais) (450/63), ano de 1997. Escolaridade - 1º grau incompleto - 76% (588/57), ano de 1999; 63,4% 1º grau incompleto (450/63), ano de 1997. Via de Contaminação - 56% parceiro único e 26% múltiplos parceiros (588/57) ano de 1999. 76,1% com parceiro único e 4,8% com múltiplos parceiros (450/63) ano de 1997. Conclusões: Constatamos aumento importante no número de casos de infecção pelo HIV em mulheres com múltiplos parceiros, fato este não observado na pesquisa do ano de 1997. Observamos uma diminuição de 20% de mulheres casadas e em união consensual e com parceiro único. Manutenção de pobreza e do baixo grau de escolaridade. Nosso trabalho chama a atenção para mudança do perfil comportamental das mulheres observadas nesta região. Ressaltamos que a sensibilização e informação devem estar sempre presentes sendo o único caminho para a efetiva prevenção. Poster 223 Projeto Verão 99 Autor(es): Adriana Oliveira da Silva - Unidade de Infectologia Hospital Dia Willian Rocha Co-autores: E.L.N.Silva; E.M.G.Fonseca; G.M. Silva; M. A. Minelli; M.A.B. Reis Apresentador: Adriana Oliveira da Silva Contato com o autor: [email protected] Problema: O aumento no número de turistas no período de verão em Guarujá, as exposições às DST/aids, favorecidas pela situação atividades de lazer noturnos, gerou a necessidade de desenvolver um trabalho de intervenção específico para essa população. Descrição do Projeto: Identificar os locais mais freqüentados pelos turistas durante o verão. • Investigar através de questionário, conhecimento sobre comportamentos de prevenção e acesso aos CTA das cidades de origem dos entrevistados. • Verificar à exposição às DST/aids e esclarecer dúvidas em relação as praticas de prevenção para as DST/aids. • Disponibilizar Recursos Humanos para atividade prevenção noturna. Principais Resultados: Dos 110 (cento e dez) questionários aplicados no verão, percebe-se que 83,7% são turistas paulistas, que saem à noite com vários objetivos, sendo que homens saem com o objetivo dez vezes mais de procurar uma parceria sexual em relação às mulheres. Nos últimos anos, ambos os sexos tem conhecimento sobre as DST/aids, sendo que apenas 30% das mulheres e 32,6% dos homens não utilizam preservativos com freqüência; 70% mulheres e 62% dos homens desconhecem a existência dos CTA de suas regiões e não realizaram testes para anti- HIV/Sífilis; 61,3 % das mulheres e 62,8% dos homens acreditam que a noite pode favorecer a contaminação para as DST/aids. Conclusão: Os dados levantados demonstram que as cidades turísticas devem estar atentas para esta população nestes períodos de férias e desenvolverem, também no período noturno, trabalho de informação, de prevenção em DST/aids, ampliar a divulgação dos serviços existentes que realizam exames na cidade, ou nas cidades de origem e necessidade de incentivar a venda de preservativos em bares noturnos. Poster 224 Análise do Perfil da População com DST na Cidade de São Vicente Autor(es): Adriana P. A. Costa - Secretaria da Saude de Sao Vicente Co-autores: Anne L. R. Galvão; Ilham Maerrawi T. Haddad; Lilian B. S. Rocha; Maria Aparecida F. Higa; Maria Lúcia R. Oliveira; Wagner C. Sarmento Apresentador: Adriana P. A. Costa Secretaria da Saude de Sao Vicente Contato com o autor: coaids [email protected] Problema: Todas as DST no município de São Vicente são notificadas com uma ficha padrão que avalia escolaridade; freqüência no uso de preservativos - com as seguintes palavras-chave: “sempre “, “às vezes “ e “nunca “, idade e etc. Este estudo foi elaborado com o intuito de avaliar as DST mais freqüentes; escolaridade; idade da população (dividida em 3 categorias: menos de 20 anos 20 a 30 e acima de 30 anos) e principalmente, analisar se a faixa etária e nível de escolaridade influenciaram na adesão ao uso de preservativos. A infecção pelo vírus HIV não foi computada neste estudo das DST. Descrição do Projeto: As doenças eram diagnosticadas segundo critérios clínicos-epidemiológicos e laboratoriais. O estudo é retrospectivo e foi feito um levantamento de 240 prontuários no período de dezembro a setembro de 1999. Principais Resultados: Um total de 242 DST foram notificadas. A grande maioria dos pacientes era heterossexual 96%. A DST mais prevalente foi o condiloma 65% (158/242), depois a sífilis 15% (36/242) e 6 % (14/242) para a gonorréia. Conclusões: A reincidência de DST ocorreu em 30% entre os homens e 5% nas mulheres. Na categoria faixa etária, 57% se encontravam entre os 20 a 30 anos. Na avaliação da escolaridade, constatamos que mais da metade: 59% (116/194) tinham apenas o 1º grau completo ou incompleto, e 29% (57/194) haviam estudado até o 2º grau. Em relação ao uso de preservativos em cada faixa etária, de um total de 209 pacientes estudados, observamos que 72% (26/36) com menos de 20 anos “às pacientes estudados, observamos que 72% (26/36) com menos de 20 anos “às vezes “ fazia uso de preservativo e apenas 4% “sempre “ usavam. Em relação a escolaridade e uso de preservativos, um total de 170 pacientes foram estudados e verificamos que aqueles com o 1o. grau apenas 12% “sempre usavam “ e no 2o. grau: 17%. A grande maioria (acima de 50%) tanto no grupo que estudou até o 1o. grau, como no 2o. grau “às vezes “ usava preservativo.A reincidência de DST é mais freqüente nos homens que nas mulheres. Independentemente da faixa Poster 225 etária, o uso de preservativos é irregular e destacamos que acima de 30 anos a aderência é ainda mias difícil, apenas 4% “sempre “ usam. Apesar da publicidade e incentivo ao uso de preservativos, a população de São Vicente ainda é resistente. Talvez a inclusão de pacientes portadores de HIV e Sida possa trazer maiores elucidações. Poster 226 Materiais Educativos do PE-DST/AIDS-SP: como Conseguir Aderência à Prevenção Autor: Afranio Ramos Bittencourt - Programa Estadual DST/aids - SP e Coffee Studio Produções Artísticas ltda. Co-autor: Júlio César Barroso Pacca Apresentador: Afranio Ramos Bittencourt Contato com o autor: [email protected] Problema: Como passar a mensagem de prevenção das DST/aids para a população, de forma clara e objetiva, respeitando as diferenças sociais e fugindo de clichês e estigmas. Como conseguir uma real aderência da população às técnicas de prevenção. Descrição do Projeto: O Coffee Studio desenvolve desde 1995 materiais educativos e de prevenção para Programa Estadual DST/Aids-SP. A principal característica destes trabalhos é a procura por uma real identificação entre o conteúdo da mensagem e o público alvo. Desde o primeiro trabalho, o folheto Marcelo e Andréia que mostrava, numa linguagem simples e direta, o cotidiano de um casal frente à aids, até a Cartilha de DST/aids publicada neste ano de 1999, troussemoss através de imagens, fotos ou desenhos o próprio público alvo como modelo. Durante a criação da cartilha Fala Garoto(a), por exemplo, partimos do texto para criar situações onde mostramos os adolescentes no contexto de cada capítulo. Essa abordagem se mostrou eficaz também na série de folhetos: Gravidez uma questão de Escolha e Teste HIV direcionados para o público feminino e heterossexual. Principais Resultados: Como resultado, verificamos que estes materiais são os mais requisitados na rede pública de saúde. A Cartilha fala Garoto(a) por exemplo está em sua 4ª edição. Conclusões: Através de uma identificação de linguagem e conteúdo entre a mensagem e o público alvo, conseguimos uma maior aderência para a prevenção das DST/aids. Poster 227 Pessoas Vivendo com HIV/Aids. População em Situação de Pobreza Autor(es): Alma Coletti Santander - Avaids - Associação de Voluntários no Apoio aos Portadores de Aids Co-autores: Eliane Veiga Porta; Valter Ricardo Afonso Apresentador: Alma Coletti Santander - Avaids - Associação de Voluntários no Apoio aos Portadores de Aids Contato com o autor: [email protected] Problemas: No âmbito social, temos observado o peso cada vez maior da aids porque no microcosmo familiar, ela costuma atingir primeiro a figura do principal provedor, (pessoas na faixa de 20 a 49 anos) desestruturando totalmente o grupo, tanto no aspecto psicológico quanto no prático. Em se tratando em pessoas em situação de pobreza, a questão chega a ser dramática, trazendo miséria e desagregação familiar e social (abandono, uso de drogas etc.) O apoio social domiciliar vem também em direção da problemática do custo das internações, pois ao auxiliar as famílias no tratamento de seus doentes no lar, além de promover um aumento na qualidade de vida das pessoas (o que se reflete até na sobrevida dos portadores) evita maior número de internações. Vinte anos de aids no Brasil e ainda encontramos profissionais totalmente despreparados e destreinados, que se negam a transportar portadores HIV/aids necessitando de ambulância, e que se encontram impossibilitados de locomover-se, serviço este que simplesmente não existe na cidade de São Paulo. Falha grave e total desrespeito com a vida humana, por parte do Setor de Transportes da Secretaria da Saúde da Cidade de São Paulo. Descrição do Projeto: Recebemos, através de breve relatório, pessoas carentes com sorologia positiva para HIV encaminhadas pelos Serviços Sociais dos principais hospitais e CRT de aids da cidade de São Paulo: Emílio Ribas, CRTA, COAS e demais serviços ligados ao SUS. A partir daí, a AVAIDS envia um voluntário ao domicílio do indivíduo para avaliar as necessidades da pessoa e de seus familiares para o devido encaminhamento. O voluntário apresenta seu parecer à equipe multidisciplinar da AVAIDS que fará o encaminhamento ao profissional que possa, de imediato, colaborar para a integração do orientando (Assistência Jurídica, Assistência Psicológica ou Auxílio de Subsistência), ou a outra instituição específica aos seus problemas (Casa de Apoio, AA, NA, NA). - Assistência Jurídica : A AVAIDS conta com dois advogados Poster 228 para o atendimento das causas jurídicas que o indivíduo possa necessitar, faz encaminhamentos e informações sobre direitos sociais, documentos pessoais, além de assistência jurídica em questões relacionadas às práticas da cidadania e da solidariedade. - Assistência Psicológica : A AVAIDS conta com o trabalho voluntário de uma psicóloga e assistente social para avaliação técnica e trabalho em grupo com esse encaminhado. - O Auxílio de Subsistência é realizado de imediato e posteriormente passa a ser feito, de acordo com cada caso. - Aqueles que estão em condições de se reportarem à Associação, assim o fazem para participar mensalmente das reuniões do Grupo Psicológico, ou para um atendimento individual, caso haja necessidade, e, após o término da mesma, leva consigo a cesta básica que o manterá pelo período necessário, assim como roupas etc. assim como roupas etc. - Aos que não possuem condições físicas para se reportarem à Instituição receberão a visita de um voluntário que levará sua cesta básica e avaliará as condições do mesmo para o encaminhamento que se fizer necessário. Apesar do atendimento psicológico não acontecer semanalmente (nossos atendidos não dispõem de condições financeiras para locomoção), como seria o desejado, temos verificado constantes progressos nos casos que participam mensalmente de nossas reuniões. As principais mudanças identificadas são o comparecimento e a disposição de cada um em falar de sua problemática, de se expor e participar do grupo, demonstrando maior interesse em procurar medicação adequada (coquetel) para prolongarem suas vidas e maior aderência ao tratamento recomendado, mas principalmente a sensibilização para elaboração de novos projetos de vida. Aqui podemos citar dois fatores importantes: 1. Valorização da vida e das potencialidades individuais que têm sido profundamente trabalhadas tanto no grupo quanto individualmente. Estamos disponibilizando um trabalho de terapia ocupacional com intuito de dar aos orientandos ocupação para o tempo ocioso que geralmente o leva à depressão ao desespero. 2. E esclarecimento sobre HIV/aids e adesão à medicação - temos trabalhado no sentido de eliminar dúvidas para que haja um perfeito entendimento da doença como se desenvolve dentro do organismo e qual a importância da adesão ao tratamento para evitar o surgimento de novas cepas de vírus resistentes à medicação. O desconhecimento gera ansiedade e medos desnecessários, fazendo com que a pessoa sinta-se cada vez mais insignificante perante um linguajar médico que traz mais transtornos do que esclarecimentos. 3. Temos realizado constantes seminários para futuros voluntários e manteremos Poster 229 uma periodicidade na repetição desse evento. O verdadeiro voluntário já nasce com o sentimento de ajuda ao próximo em seu coração e só precisa ser despertado para colocá-lo em prática. 4 - Assistência Pontual: Transporte e acompanhamento em exames e consultas médicas, tratamentos, em virtude da ineficácia do setor de ambulâncias que simplesmente inexiste na cidade de São Paulo para os portadores de HIV/aids. Principais Resultados: Melhorar a qualidade de vida de 180 pessoas carentes portadoras do HIV e seus familiares, moradores das zonas centro e sul da cidade de São Paulo dando-lhes suporte psicológico e auxílio material para que efetuem mudanças de comportamento prático e mental no sentido de melhor conviver e administrar as circunstâncias advindas com a doença. Intervenções a pedido, familiares, mediações e aconselhamento específico para reintegrar o grande número de portadores rejeitados por seu familiares, com relativo sucesso, principalmente quando aliado à assistência material. Contribuir para a solidificação e aprimoramento da rede voluntária de assistência às pessoas carentes portadoras do HIV, oferecendo treinamento a voluntários para a abordagem dos orientados e seus familiares e dando apoio psicológico aos que executam esse tipo de trabalho voluntário para que possam aliviar as tensões e impasses surgidos no decorrer das tarefas. Conclusões: A passos lentos e vagarosos temos conseguido nos aproximar de nossos orientandos, estabelecendo vínculos de transferência e contra transferência necessários para se realizar um trabalho calcado na confiança, aceitação, respeito mútuo, confidencialidade. Futuros benefícios serão observados com o trabalho de terapia ocupacional proposta que necessita de subsídios financeiros, mas iniciou-se com lixo reciclado. De um modo geral no prazo de doze meses de trabalho, conseguimos diminuir o preconceito e a desinformação, na vida de 180 pessoas incentivando o convívio e o fortalecimento familiar, reduzindo o número e a duração das internações e das situações de abandono e crise, promovendo a prática da responsabilidade e da solidariedade individual e social. Poster 230 Aconselhamento em DST/HIV/Aids para Adolescentes e Casais no Centro de Saúde Cafezal – Belo Horizonte Autor(es): Ana Cristina Sabino de Morais - Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte Co-autores: Francisco Carlos Félix Lana Apresentador: Ana Cristina Sabino de Morais Contato com o autor: Rua Sacramento, 170 - Aptº 101 Bairro Serra Belo Horizonte - MG 30.220-420 Problema: Este Projeto tem como objetivo a prevenção e aconselhamento em DST/HIV/aids na área de abrangência do Centro de Saúde Cafezal (C.S.Cafezal). A população da área de intervenção deste Projeto é composta de 16.683 habitantes, caracterizada como de moradores de área considerada de risco ( “favela “) com condições sócio-econômicas e educacionais precárias e com alta razão de dependência, sendo 45% da população de menores de 15 anos. Partimos do pressuposto que o trabalho com populações em situação de pobreza deve considerar os aspectos afetivoemocionais das pessoas bem como, suas experiências e vivências em relação à sexualidade e possibilidades da prevenção de DST/aids. Descrição do Projeto: Desde 1998, alguns profissionais do C.S. Cafezal vêm tentando trabalhar a prevenção de DST/aids junto à sua população de referência tendo em vista o grande número de adolescentes e mulheres vulneráveis ‘a infecção e sem qualquer acompanhamento mais sistematizado em relação ao problema. Este projeto teve como ponto de partida as necessidades apresentadas por mulheres e adolescentes relacionadas à prevenção da gravidez, acompanhamento pré-natal e prevenção das DST/aids. Como estratégia de intervenção promovemos reuniões e oficinas com grupos de adolescentes e mulheres e sensibilização da equipe de saúde do C.S. Cafezal para trabalhar a prevenção e aconselhamento em DST/HIV/aids. Nas oficinas com os grupos procuramos discutir a questão do aconselhamento utilizando metodologias participativas tais como, técnicas de dinâmicas de grupo, oficinas de sensibilização e vivência, técnicas de expressão e sentimentos e uso de jogos educativos, de modo a valorizar as questões e problemas próprios dos grupos. Simultaneamente procuramos sensibilizar a equipe de saúde do C.S. Cafezal, de modo a ampliar a resposta do C.S., bem como sensibilizar o Conselho de Pais Criança Feliz e professores da Escola Municipal Edson Pizane, tendo em vista sensibilizar a comunidade em geral e formar multiplicadores. Poster 231 Principais Resultados • Registro da adoção de práticas mais seguras entre adolescentes e casais, fato verificado a partir do aumento da demanda por preservativos; • Sensibilização da comunidade sobre os próprios riscos tanto através das Oficinas quanto através dos meios de comunicação locais: Comissão Local de Saúde, agentes comunitários, Rádio Favela, Igreja, farmácia e Escola; • Reconhecimento do C.S., por parte da população, como referência para as questões relacionadas à sexualidade, reprodução e prevenção de DST/aids ; • Sensibilização dos profissionais do C.S.: Em 1998, apenas um profissional estava envolvido no Projeto, e até o presente, podemos dizer que foram sensibilizados 02 assistentes sociais, 02 enfermeiros, 01 fisioterapeuta, 01 psicóloga, 01 clínico, 01 pediatra e 01 ginecologista, além da própria Gerente do C.S. Cafezal; • Os grupos operativos têm demonstrado criatividade tanto na elaboração de jogos educativos e de sensibilização quanto na ampliação do conteúdo das Oficinas passando a incluir temas relacionados à cidadania, direitos, drogas, dentre outros; • Formação e implementação dos multiplicadores: adolescentes, pais e professores. Conclusão: Podemos concluir que o Projeto tem dado resultados altamente positivos tanto no que se refere à sensibilização e adoção de práticas mais Seguras de prevenção das DST/aids por parte dos adolescentes e casais envolvidos, quanto no tocante ao envolvimento dos profissionais de saúde do C.S. e da comunidade em geral. Salientamos a valorização, por parte dos adolescentes, como multiplicadores junto ao próprio grupo como também junto aos demais grupos sociais. Poster 232 Caracterização Epidemiológica dos Indivíduos que Procuram um Serviço Especializado de HIV/Aids para Testagem HIV Voluntariamente Autor(es): Ana Lúcia Lei Munhoz Lima - Casa da Aids da Divisão de CL. de Molést. Infec. e Parasitárias de HC/FMUSP Co-autores: Artur Vitor Rosenti Segurado; Claudia Paula Santos; David Everson Uip; Jane Issa Varandas; Mildred Pitman de Castro; Susan Marisclaide Gasparini; Terezinha Passos Gotti; Vanda Lúcia Vitoriano do Nascimento; Yone Xavier Felipe Apresentador: Ana Lúcia Lei Munhoz Lima Contato com o autor: [email protected] Problema: Identificar o perfil epidemiológico dos indivíduos que procuram serviço especializado de HIV/aids voluntariamente para testagem anti-HIV, garantir o aconselhamento pré e pós-teste bem como o atendimento para os portadores do HIV. Descrição do Projeto: Todos os indivíduos que procuraram a Casa da Aids para testagem anti-HIV no período de janeiro de 1997 a dezembro de 1998 foram submetidos a uma intervenção multidisciplinar do Grupo de prevenção desta unidade. Esta intervenção foi baseada em: 1questionário contendo 3 grupos de questões relacionadas com perfil socioeconômico, conhecimentos gerais sobre DST/aids e conhecimentos específicos sobre a transmissão e prevenção destas doenças, 2- aula expositiva sobre epidemiologia, transmissão e prevenção de DST/aids, 3- testagem voluntária anti-HIV. Principais Resultados: Quatrocentos e sessenta e seis questionários foram analisados. Perfil epidemiológico - População avaliada é jovem, 53,2% entre 21- 35 anos, 55% do sexo masculino, 56% da raça branca, 53,4% solteiros, nível de instrução predominante foi o primeiro grau 35.2%, sendo que a renda mensal não ultrapassa 5 salários mínimos. Nível de conhecimento sobre DST/aids - A aids foi citada como uma DST por 73,8%, e os meios de contaminação, por este vírus, citados foram - 85,8% sexual, 81,1% por drogas injetáveis, transfusão de sangue - 59%. Segundo os indivíduos estudados os métodos mais eficientes de prevenção são o uso indivíduos estudados os métodos mais eficientes de prevenção são o uso regular de preservativos 85,6%, diminuição do número de parceiros 70%, não compartilhar seringas e agulhas - 68,5%. A maioria das pessoas conhecem a transmissão vertical do HIV durante a gestação -76% e um número menor reconhece a Poster 233 transmissão durante o parto - 53,9% ou amamentação - 44,4%. Comportamento individual frente ao risco de transmissão do HIV - O uso habitual de preservativos foi relatado por 33% dos estudados e quando indagados sobre as razões pelas quais o preservativo não foi utilizado, 76% de todos os estudados não responderam a questão. 70% dos indivíduos estudados foram heterossexuais e 23% homens que praticam sexo com homens exclusivamente. No primeiro grupo o uso de preservativo foi encontrado em 63,8% e no segundo 43,4%. De modo geral 56,4% dos estudados julgaram já terem sofrido algum risco de contaminação pelo HIV principalmente as custas de relacionamento sexual. Quanto às mudanças de comportamento frente a aids, 66% dos estudados relataram mudanças de hábitos, sendo as mais citadas foram os cuidados com agulhas e objetos pessoais cortantes. Conclusões: A maioria da população estudada é composta por adultos jovens com bom conhecimento sobre DST/aids. Apesar destes conhecimentos a prevenção individual é falha. Foram obtidos dados conflitantes no decorrer da avaliação em relação ao uso de preservativos. Esta população sabe reconhecer que o preservativo é um importante meio de prevenção, porém na prática a utilização do mesmo ficou muito aquém do necessário. Concluímos que a educação continuada em campanhas, e intervenções diferenciadas são ainda extremamente necessárias para aculturar o uso dos métodos de prevenção em nossa comunidade. Poster 234 Projeto Mulher - Camisinha Feminina: experiência da distribuição no Município de São Vicente Autor(es): Ana Lúcia Z. C. Cordeiro - Secretaria da Saúde de São Vicente Co-autores: Alípio C Raposo Jr.; Ilham Maerrawi T. Haddad; Jean F. Khater; Rosana R. B. Gomes Apresentador: Ilham Maerrawi T. Haddad Contato com o autor: coaids [email protected] Problema: Os trabalhos de prevenção com as mulheres têm permitido observar que existe um contingente de mulheres que não consegue realizar junto aos seus parceiros a negociação do uso do preservativo. Diante desta recusa do parceiro em usar o preservativo masculino, a mulher via como alternativas de proteção não manter relação sexual com o parceiro ou manter relações desprotegidas. Surge, neste contexto, o preservativo feminino como uma estratégia de proteção que vem a facilitar a negociação por parte das mulheres. Descrição do Projeto: O Programa Municipal DST/Aids de São Vicente, no conjunto de suas intervenções do Projeto Mulher, comprou 10.000 preservativo femininos para disponibilizá-lo como estratégia de prevenção. São Vicente foi a primeira cidade do país a disponibilizar esse método de proteção às DST/aids e gravidez indesejada na rede pública de saúde. Por tratar-se de um método novo, avaliou-se a importância de uma distribuição acompanhada, concentrando-a em uma Unidade Básica de Saúde. A distribuição acontece de forma acompanhada por uma Enfermeira e uma Auxiliar de enfermagem que orientam e ensinam o modo correto de utilização do preservativo feminino e esclarecem dúvidas das pessoas interessadas. É fornecido um preservativo para que a pessoa possa experimentar e, tendo interesse, retornar à Unidade, onde responde a um questionário sobre a sua avaliação do método; optando pelo seu uso, pode retirar 16 preservativos mensalmente. Principais Resultados: No período de um ano, foram distribuídos cerca de 4.500 preservativos femininos para 2.400 mulheres, sendo que 10% das mulheres adotaram esse método como prevenção às DST/aids. O questionamento aplicado visou avaliar vantagens e desvantagens do uso do preservativo. O detalhamento desses resultados será apresentado no Congresso. Conclusão Como primeira experiência nacional na distribuição do preservativo feminino na rede pública de saúde, o município de São Vicente obteve um grande avanço nos trabalhos de prevenção desenvolvidos pelo Poster 235 Programa Municipal DST/Aids. Os dados obtidos confirmam que o preservativo feminino é uma importante arma no combate à epidemia da aids entre as mulheres. Em função desta experiência, São Vicente participou do estudo multicêntrico: “Aceitabilidade do Condom Feminino em Contextos Sociais Diversos “ do qual participaram mais cinco municípios de todo o Brasil. Este estudo foi coordenado pelo NEPO/UNICAMP, CEBRAP-SP, CN DST/AIDS -MS e UNAIDS. Poster 236 Projeto Viva Voz - Participação Ativa das Pessoas Vivendo com HIV-Aids em Atividades de Educação para a Prevenção Autor Ana Maria Bontempo Dias - Grupo Pela Vida - RJ Co-autor Vinicius Anciães Darriba Apresentador Ana Maria Bontempo Contato com o autor: [email protected] Resumo O projeto VIVA VOZ foi criado no Grupo Pela Vidda/RJ em função de uma grande demanda à nossa organização, por parte dos mais diversos públicos, de palestras sobre DST/aids. Isto, associado à existência de um grupo significativo de voluntários diretamente afetados pela aids que estavam sensibilizados para o tema da prevenção, levou-nos ao desenvolvimento de um projeto em que a experiência destes últimos pudesse contribuir para a sensibilização da população em geral para a necessidade da adoção de práticas preventivas. O projeto se constitui na realização de oficinas e ou palestras onde se parte do conhecimento do próprio público a respeito das DST/aids para introduzir informações sobre procedimentos corretos para a prevenção destas doenças. A sensibilização para a adoção de tais procedimentos é buscada muitas vezes através das colocações que o palestrante efetua na primeira pessoa. O depoimento de uma pessoa vivendo com HIV/aids, além de desmistificar a epidemia, aproxima, estrategicamente, a realidade da aids do público, conscientizando-o do risco. Vale ressaltar que a decisão de expor a sua condição cabe ao voluntário em cada uma das situações, na medida em que se sinta confortável e seja importante para o resultado do seu trabalho, não consistindo nem em uma exposição desnecessária, nem em uma mera catarse. Após um ano e meio de vigência do projeto, já foram realizadas 247 intervenções, atingindo 15.000 pessoas. As populações-alvo foram, basicamente, adolescentes de escolas públicas e privadas, trabalhadores em empresas, moradores de comunidades carentes e usuários de unidades de saúde. Para atender a estas solicitações já foram capacitados 33 voluntários. A demanda crescente pelas ações educativas desenvolvidas pelo projeto nos permite concluir pela eficácia da estratégia adotada. Também temos percebido resultados satisfatórios Poster 237 no que se refere a melhora do nível de informação do público e de sua sensibilização para a prevenção, através de questionários aplicados após cada atividade. Embora se mostre eficaz estrategicamente, a revelação da condição de um voluntário portador do vírus é algo que deve ser tratado com todo cuidado dentro do projeto, sendo permanentemente discutido nas reuniões de equipe. Poster 238 Práticas Educativas de Prevenção em DST/Aids para Adolescentes de Populações em Situações de Pobreza e População de Rua. Autor(es): Ana Maria da Silva - Pan Treze de Maio Co-autor: José Ricardo Corrêa da Silva; Paulo Roberto Ferreira Machado; Yara Ajay Lima Pires Apresentador: Ana Maria Da Silva Contato com o autor: [email protected] Problema: A cada dia que passa pesquisas comprovam o início precoce da vida sexual, aumentando, desta forma, o número de conflitos existentes na vida do pré-adolescente e do adolescente, pois muitas vezes não estão preparados e esclarecidos sobre a própria sexualidade. Como atender a necessidade de informação dessa clientela sobre DST/aids, principalmente em comunidades carentes e populações de rua? Descrição do Projeto: O Posto de Atendimento Médico (PAM) Treze de Maio atende em seus ambulatórios adolescentes procedentes de diversas localidades. Dentre esses estão aqueles que chegaram através de parcerias, como as adolescentes que freqüentam um curso de ‘baby sitter’ do SESC/Tijuca oferecido à população de baixa renda. Outra parceria que surge é com as casas de acolhida para meninos de rua, já que vários dos menores têm sido atendidos nos ambulatórios do PAM. O interesse da unidade é desenvolver práticas educativas que visem à prevenção das DST/aids. Como recursos utilizaram álbum seriado, dinâmicas de grupo, improvisação teatral etc. Principais Resultados: Entre agosto e setembro de 1999 foram realizadas duas dinâmicas de prevenção com os adolescentes do SESC, uma na sede com 30 alunas e outra no PAM com 35 alunas. No mês de setembro a ‘Morada da Alfândega’ solicitou ao PAM palestra sobre DST/ aids, que foi proferida na própria morada para 15 meninos de rua. Conclusões: A partir do momento em que as práticas educativas valorizam a clientela, respeitando suas características individuais, o adolescente vê-se participando do processo de autocuidado como sujeito que pode transformar sua própria realidade e prevenir-se das DST/aids. Poster 239 Comparação do Perfil dos Pacientes HIV+/Aids Atendidos no Ser viço de Odontologia da UBS. Geraldo da Silva Ferreira entre 1993 e 1994 e na Clínica de Pacientes Especiais HIV+/Aids da Universidade Paulista entre 1998 e 1999 Autor: Andréa Rocha Julio - Universidade Paulista - UNIP Co-autor: José Jam de Melo Apresentador: Andréa Rocha Julio Contato com o autor: [email protected] Problema: Estudar as diferenças encontradas na transmissão do HIV, mostrando a mudança no perfil dos pacientes infectados, assim como mudanças ocorridas na causa da procura do serviço de odontologia pelos pacientes. Descrição do Projeto: O trabalho apresenta duas amostras de 68 fichas clínicas de pacientes HIV+/aids ; uma amostra do período entre 93 e 94 e outra entre 98 e 99 comparadas segundo 3 critérios: sexo, transmissão e a 1ª consulta odontológica (lesões bucais) relacionadas ao HIV e motivo da consulta). Principais Reultados • Aumento na transmissão heterossexual. • Lesões bucais entre 98-99 menos agressiva. • Procura maior do serviço para tratamento de rotina entre 98-99. Conclusões: De 1998 a 1999 houve um aumento no número de mulheres infectadas. Aumento na transmissão heterossexual. As lesões bucais apresentam-se menos agressivas. Maior procura do serviço odontológico para tratamento de rotina. Poster 240 Avaliação da Qualidade do Tratamento da Mãe na Prevenção da Sífilis Congênita Autor(es): Angela Tayra - Programa Estadual de DST/AIDS Co-autores: Ione Aquimi Guibu; Naila Janilde Seabra Santos; Sara Romera Sorrentino; Sirlene Caminada Apresentador: Angela Tayra Contato com o autor: [email protected] Problema: O plano de eliminação da sífilis congênita do Ministério da Saúde tem como meta reduzir a incidência da doença para até um caso para cada mil nascidos vivos. O sistema de vigilância da sífilis congênita no Estado de São Paulo desde 1994 vem apontando dificuldades na execução das ações de controle relacionadas ao atendimento de pré- natal e de DST nos serviços de saúde, como a falta de diagnóstico da sífilis materna no PN, o tratamento adequado e a abordagem do parceiro. O tratamento adequado das mães no PN é decisivo para o controle da sífilis congênita. Descrição do Projeto: Foi estudado a qualidade dos tratamentos administrados às mães do ponto de vista de prevenção da sífilis congênita e do controle da sífilis adquirida materna, a partir das informações contidas nas fichas de notificação de sífilis congênita no Estado de São Paulo, no período de 1994 até o 1º semestre de 1999. Principais Resultados: No período de estudo, foram notificados 2613 casos de sífilis congênita. Entre as informações da ficha de notificação, 1415 (54,15%) de suas mães tinham história de tratamento para sífilis, em 373 (14,3%) o tratamento não foi realizado e para 825 (38%) das mães essa informação foi ignorada, mesmo tendo sido diagnosticado sífilis congênita na criança. Com relação a época de tratamento de 980 mães tratadas, nos anos de 1994 a 1997, 513 (52%) foram tratadas na ocasião do parto, 57 (6%) ocorreram nos últimos 30 dias anteriores ao parto, para 197 (20%) essa informação foi ausente e somente para 213 (22%) dessas mães o tratamento ocorreu com mais de 01 mês anterior ao parto. Além disso, entre a totalidade das notificações somente 12% dos parceiro(s) foram tratado(s). Conclusão: A divulgação das recomendações sobre o adequado tratamento para prevenção da sífilis congênita e do controle da sífilis adquirida deve ser reforçada para todos os profissionais e serviços de saúde envolvidos. O tratamento adequado para sífilis e seu acompanhamento durante o pré-natal é fundamental para a prevenção de casos de sífilis congênita, assim como a documentação dessas Poster 241 informações é decisiva para o estabelecimento de conduta de tratamento da criança no momento do nascimento. Por outro lado, o momento do diagnóstico e a notificação de crianças com sífilis congênita constituise em mais uma oportunidade de prevenção. O tratamento de mães e seus parceiros, ainda que nesta ocasião poderá prevenir novas gestações com sífilis, além do controle da doença entre os prevenir novas gestações com sífilis, além do controle da doença entre os adultos. Poster 242 Populações Empobrecidas e Serviços de Saúde: Estratégias para a Prevenção em DST/Aids Autor(es): Angelica Ferreira Fonseca - Secretaria Municipal de Saúde Co-autores: Betina Durovini; Sumaya Pimentel; Valéria Saraceni; Vitória Vellozo Apresentador: Angelica Ferreira Fonseca Contato com o autor: [email protected] Problema: O Diagnóstico que aponta para um expansão dos casos de aids entre populações empobrecidas, além de vir reforçar nosso conhecimento sobre a tendência histórica das doenças transmissíveis em nosso país, nos traz o desafio de elaborar estratégias de ação de educação/prevenção cuja população-alvo seja este grupo específico. Para os serviços de saúde é necessário superar alguns obstáculos tais como: romper a tradição de trabalhos educativos exclusivamente voltados aos usuários e ir ao encontro da população; estabelecer diálogo e construir novas parcerias para os trabalhos comunitários; rever práticas e valores pré-concebidos que determinam a impossibilidade de criação de relações construtivas no campo educativo e a incapacidade de mobilizar recursos para a sustentação das propostas de internação. Descrição do Projeto: A clareza de que a transposição dessas dificuldades depende de soluções formuladas nos espaço no qual elas se concretizam, é que a Secretaria Municipal de Saúde - RJ elaborou um programa de apoio às unidades de saúde que formulassem propostas de prevenção dirigidas à populações das unidades; oficinas para a capacitação dos profissionais na elaboração dos projetos; supervisão dos projetos. Principais Resultados: Profissionais de dezenove unidades de saúde ambulatoriais participaram das oficinas cujo resultado final foram 19 projetos de prevenção às DST/aids priorizando o trabalho dirigido a população empobrecida. As unidades se distribuem em três grupos: Centro Municipais de Saúde (5), Postos de Saúde (11) e UACPS (2). As primeiras contam com programas de DST/aids implantados o que não ocorre coma demais que, portanto, não desenvolvem ações de assistência nesse campo específico. Nos projetos são destacados como parceiros fundamentais as escolas públicas, associação de moradores, instituições religiosas e ONG. As principais dificuldades identificadas foram o desestímulo e carência de profissionais de saúde e a dificuldade de acesso às comunidades em função da falta de segurança gerada pelo clima de violência. Poster 243 Conclusões: A concretização de uma proposta de destinação de recursos, para serem utilizados de acordo com os projetos específicos, aliados a supervisão, são, em si, uma atitude de enfrentamento ao desestímulo dos profissionais além de uma valorização dos projetos de prevenção. Uma análise dos projetos demonstra uma disposição para o trabalho extramuros, obstáculo recorrente nos serviços de saúde e o interesse de integração com parceiros cuja origem não é o setor saúde. Observa-se, pois uma capacidade de ampliação dos conceitos e prática de prevenção/ educação em saúde. Poster 244 A violência, a Mulher Detenta e a Vulnerabilidade às DST/Aids Autor(es): Annecy Tojeiro Giordani - Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto - Universidade São Paulo Co-autor: Sonia Maria Vilella Bueno Apresentador: Annecy Tojeiro Giordani Contato com o autor: [email protected] ou annecy@eer Problema: A violência tem sido identificada como um dos maiores problemas que a população vem sofrendo nos momentos de pósmodernidade. O contingente feminino tem se tornado vulnerável a agressões caracterizadas de várias formas, independente da faixa etária. Por vez, a mulhe detenta em cárcere, tem sofrido, além da violência fora da cadeia, outras tantas, como maus tratos, estupro, assédio e abuso sexual, também no sistema penitenciário. Sendo assim, a violência sexual vem representando verdadeira vulnerabilidade para a infecção das DST e da aids. Com isso, a mulher mais uma vez, se vê, severamente, ameaçada nesta guerra. Portanto, sensibilizadas com estas questões e fundamentadas em referenciais teóricos com relação ao respeito humano, a violência e as DST/aids, propusemos trabalhar o seguinte pressuposto. Objetivo: Investigar qual a percepção que as detentas têm sobre a violência, detectando suas possíveis experiências nesse sentido, e conseqüentes riscos de infecção pelo HIV/aids. Descrição do Projeto: Desenvolvemos uma pesquisa-ação, humanista e qualitativa, atendendo aos preceitos éticos e o rigor científico. Identificamos com as detentas sua percepção e seus problemas relativos a violência e riscos às DST/aids, através de estudo exploratório, trabalhando posteriormente a intervenção, norteada pelos pressupostos de Freire, utilizando a metodologia participativa, pesquisando todas as mulheres detentas (11) de uma cadeia do interior paulista presentes no local, no período da coleta e que aceitaram participar da pesquisa. Todas são mães, maioria entre 18 e 34 anos, doméstica, com baixa escolaridade. Usamos a entrevista estruturada com questões norteadoras. A intervenção se deu através de oficinas pedagógicas, possibilitando reflexão para a otimização da vida, a cidadania e a visão totalizadora do ser. Principais Resultados: No significado de violência, as pesquisadas a relacionam a algo “assustador“, que “tira a paz das famílias de todo mundo “; que “é um absurdo “, que “causa medo porque os filhos estão lá fora “; que tudo “é um horror “, ocorrendo isto, principalmente, “pela falta de amor ao próximo... “. Frente a violência sexual, todas abominamPoster 245 na revelando ter temor e traumas profundos. Indignadas, associam o agressor à “pena de morte “. Quanto suas experiências como vítimas, quase todas mencionaram terem sido difamadas, espancadas e violentadas referindo não quererem nem lembrar por ser constrangedor e doloroso. Ressaltam a tristeza de terem sido agredidas sexualmente, por indivíduo alcoolizado fazendo sexo forçado. Muitas revelaram mágoa e fragilidade neste sentido, afirmando o seguinte: “senti muito mal com isso a vida inteira..., sinto mal até hoje só de pensar “, “sou revoltada com isso “, “ele fez sexo...(anal) comigo violentamente... me abalou demais “, “fiquei traumatizada...mãos atadas... “. Quanto a influência da violência na vida atual, uma afirmou ter se tornado homossexual mantendo prática sadomasoquista em conseqüência da ocorrência do estupro na sua adolescência. Todas descreveram que o motivo pelo qual encontram-se em cárcere, foi o do envolvimento com homens que mexiam com drogas, tornando-as vítimas. Da mesma forma, sentiam desrespeitadas, espancadas e estupradas por agentes que as detinham, provocando-lhes maiores riscos às DST/aids. Conclusão: As falas aqui apresentadas são carregadas de trauma, inconformismo, rancor e revolta devido as humilhações e agressões sofridas fora e dentro da cadeia, tanto advindas da infância e adolescência quanto em sua fase adulta; que revelam haver desrespeito e agressividade, mesmo pelas pessoas que as detêm e que suas vidas são carregadas de vulnerabilidade aos riscos à infecção das DST e HIV/aids. As intervenções favoreceram a orientação possibilitando análise e reflexão para lidarem com este problema, em seu cotidiano existencial, sobretudo na prevenção das DST/aids. Poster 246 Gênero, Comunicação e Saúde nas Ondas do Rádio Autor(es): Antonia dos Santos Garcia - Centro da Mulher de Salvador CEMS Apresentador: Antonia dos Santos Garcia Centro da Mulher de Salvador - CEMS Contato com o autor: [email protected] Problema: No nosso estado há grandes contingentes de população que apresentam altas taxas de morbidade e mortalidade, influenciados ou determinados por fatores de risco ligados às condições socioeconômicas, de gênero e raça/etnia. No Nordeste há 18,4 casos de aids para cada 100 mil habitantes, índice quase igual à Bahia, que é de 18,4. Mas em Salvador o índice é ainda mais alto, 73,78 e o da região metropolitana é de 81,7. De acordo com a Divisão de Vigilância Epidemiológica da SESAB, as mulheres estão adoecendo mais e a relação homem/mulher era de 19/0 em 1986 e de 5/1 em 87 e em 1997 já é de dois homens para cada mulher. Em Salvador, é também elevada a ocorrência de mortes maternas na adolescência (22,3%), destacando-se os óbitos por aborto ( 74,4%) e as causas violentas em adolescentes grávidas. No que tange à mulher adolescente, surgem outras dificuldades considerando-se as questões específicas decorrentes da própria fase de crescimento e amadurecimento, como também da falta de condições de assistência de saúde. O desconhecimento do corpo e suas funções, associado a sentimentos negativos sobre os mesmos, é ainda a origem de múltiplas disfunções sexuais afetando, assim, junto a outros fatores, o exercício pleno de sua sexualidade. No caso específico da mulher da periferia e camponesa a situação é ainda mais grave, posto que, além das doenças comuns da população em geral, decorrentes da péssimas condições de vida, a mulher está sujeita também a uma série de enfermidades relacionadas a sua condição de mulher e de mulher negra, especialmente na Bahia onde a população é predominantemente negra. Descrição do Projeto: Esta proposta parte da necessidade de se conjugar as iniciativas e esforços do NEIM/UFBA - Núcleo de Estudos sobre a Mulher, ABRAÇO- BAHIA - Associação de Radiodifusão Comunitária da Bahia e CEMS, no sentido de discutir os problemas das mulheres, compreendendo que saúde é qualidade de vida, é exercício da cidadania. Esta proposta parte, entre outras coisas, da preocupação de fortalecer as lutas das mulheres no estado da Bahia, de tanta exclusão social, especialmente de gênero. Para desenvolver esta proposta, será utilizado Poster 247 como principal estratégia as ondas do Radio, meio de comunicação bastante utilizado pelas mulheres das classes populares, utilizando técnicas criativas como radio novelas, etc. Nesse sentido, estão sendo realizadas oficinas sobre gênero e comunicação, com comunicadoras comunitárias para que seu conteúdo seja transformado em programas radiofônicos. Esta proposta se justifica por ser uma demanda da sociedade, pela relevância social e acadêmica que ela contempla. Principais Resultados: O nível de intervenção social das mulheres, especialmente das participantes das entidades supra citadas em nível de elaboração de políticas públicas e privadas, com base nas das necessidades das classes populares e no exercício de sua cidadania buscando mudanças comportamentais necessárias ao enfrentamento, especialmente da aids, nas suas comunidades. Consideramos como passo fundamental na construção da identidade feminina, a conscientização da mulher dos direitos enquanto cidadã, e de alguma forma as comunicadoras comunitárias e as mulheres dos movimentos populares trabalham no cotidiano nesse sentido. Considerações Finais: A compreensão por parte destes segmentos dos movimentos populares de que a educação voltada para a população de baixa renda, não deve se basear numa ideologia paternalista, nem ter o caráter de “prêmio “, mas de um direito assegurado a todo indivíduo, é outro aspecto importante a se ressaltar. A questão da saúde implica, portanto, em um repensar de seus determinantes no nível macro e micro e na adoção de repensar de seus determinantes no nível macro e micro e na adoção de políticas mais justas e que venham contribuir para uma melhoria da qualidade de vida da população. Poster 248 Projeto de Prevenção às DST/Aids e Gravidez Precoce para Adolescentes Profissionais do Sexo no Município de Presidente Prudente Autor(es): Aparecida Clarice e Silva Nascimento - Secretaria Municipal de Saúde de Presidente Prudente Co-autores: Adriana Maria Bravo Queiroz; Clarice Sumico Yamashita Apresentador: Aparecida Clarice e Silva Nascimento Contato com o autor: saú[email protected] Problema: O Projeto Girassol, desenvolvido pela Secretaria Municipal da Assistência Social atende adolescente na faixa etária de 11 à 14 anos. Alguns freqüentam as atividades oferecidas esporadicamente, ocorrendo na maioria das vezes evasão do núcleo, bem como de suas moradias, dirigindo-se a outras cidades da região, rodovias MST (Movimento sem terra), balneários turísticos e vários pontos de prostituição existentes no município. Atuam como profissionais do sexo, sendo grande a vulnerabilidade às DST/HIV/aids e gravidez precoce. As envolvidas neste contexto são em total de 13; desta 06 apresentando-se com suspeitas de portarem DST; 02 em início de fase gestacional, as demais sem queixas. Todas não possuíam hábitos de freqüentarem UBS (Unidade Básica de Saúde) para atendimentos, avaliações médicas e outros. A equipe de Educadores, em dificuldades para lidar com a situação, solicitou os serviços de prevenção do Programa DST/AIDS Secretaria Municipal de Saúde. Descrição do Projeto: O Projeto está sendo desenvolvido desde 1998 com o objetivo de sensibilização quanto a adoção de práticas seguras e a prevenção das DST/HIV/aids e gravidez precoce. Iniciamos as intervenções com agendamentos médicos e encontros para formação de vínculo; o grupo optou por encontros semanais sempre acompanhadas por um educador/assistente social. A metodologia é participativa, utilizando-se técnicas de atendimento individual; grupal e dinâmica de grupo, exposição dialogada, recursos audiovisuais e oficinas do sexo seguro. Sendo este um espaço para questionamentos, esclarecimentos de dúvidas levando-as a repensarem seus valores possibilitando melhorar na qualidade de vida. Efetuamos 08 grupos em um período de 90 dias, sendo que a cada final ocorria uma avaliação para verificarmos se os objetivos estavam sendo atingidos. No último encontro realizamos uma avaliação geral com 77% das adolescentes onde foi aplicado um questionário com perguntas abertas abordando o que acharam dos grupos, se foram válidos, se deve Poster 249 continuar e onde. Após análise optamos em conjunto com o grupo dar continuidade aos trabalhos e iniciamos intervenção in loco quinzenalmente com distribuição de preservativos, oficina do sexo seguro, orientação e aconselhamento. Principais Resultados: Avaliando o questionário obtivemos: - achei muito bom, legal ficamos mais alertas e informadas, 10 adolescente, 100%; - Aqui a gente fica mais a vontade, é mais legal que o Projeto, ótimo, viria todos os dias, 05 adolescentes, 50%; -Aqui a gente se previne, fica alerta sobre as doenças, drogas, não só sobre aids, 06 adolescentes, 60%; -Deve continuar aqui, 10 adolescentes, 100%. > Ida ao médico; > Ida ao médico; > Comparecimento aos grupos; > Procura por casas de recuperação; > Procura voluntária para realização do teste HIV com resultados negativos; > Realização de exames preventivos/ginecológicos e outros; > Procura por convivência familiar; > Sensibilização das adolescentes para agentes multiplicadores; > Mudança de comportamento; > Sensibilização quanto a importância da prevenção e a prática de sexo seguro; > Valorização da auto estima. Conclusões: Os objetivos propostos foram parcialmente alcançados, na média em que as adolescentes demonstram através de discurso que começaram a procurar serviços de saúde; uma melhor percepção sobre as DST/HIV/aids e gravidez precoce em suas atividades profissionais. O reconhecimento do trabalho executado, por parte de outras entidades facilitando-se parcerias. Elaboração de estratégias na visão um trabalho educativo com organizações/segmentos que atuam de forma representativa junto a esta população-alvo. Poster 250 Prevenção de HIV/Aids com Homens Adolescentes e Jovens junto ao Programa Papai, em Recife/PE Autor(es): Benedito Medrado - Programa Papai - Univ. Federal de Pernambuco Co-autores: Adriano Silva; Cláudio Pedrosa; Dolores Galindo; João Bosco Júnior; Jorge Lyra; Karla Galvão; Luciana Souza Leão; Maristela Morais; Nara Vieira; Pedro Nascimento Apresentador: Benedito Medrado Contato com o autor: [email protected] Problema: No campo da prevenção de DST/aids, foram excluídos e se excluíram dos projetos de pesquisa e intervenção, os homens não explicitamente posicionados dentro das chamadas minorias sexuais. Além disso, na sociedade contemporânea, há um discurso hegemônico, particularmente na área da saúde, de que haveria uma predisposição natural dos homens a um modo de vida autodestrutivo (Medrado, 1997; Lyra, 1997; Nascimento, 1999). Descrição do Projeto: Este trabalho tem como objetivo geral apresentar atividades de prevenção de DST/aids desenvolvidas com homens, adolescentes e jovens, em atividades contínuas em grupo, junto a escolas públicas e privadas de Recife/PE. Este projeto se insere no plano de ação do Programa Papai, que desenvolve atividades de pesquisa, formação, capacitação e intervenção social, promovendo a participação jovem e participação masculina no campo da saúde e gênero, sexualidade e reprodução. Principais Resultados: Os resultados dessa proposta se evidenciam no impacto positivo na promoção de demanda para estas atividades. Em virtude dos próprios processos de sociabilidade masculina, há dificuldades em atrair homens para programas voltados à saúde. Inicialmente, a busca pelas oficinas de homem para homem foi recebida pelos jovens com desconfiança e certo desconforto. Contudo, aos poucos, a demanda tornou-se gradativamente maior e contínua. Conclusões: Nossas experiências têm evidenciado que abordar comportamentos preventivos com homens significa necessariamente promover o autocuidado, desconstruindo a noção de invulnerabilidade atribuída e quotidianamente reafirmada pelos homens em suas práticas discursivas, possibilitando a construção de outras/novas práticas e discursos no tocante à prevenção das DST e aids. Poster 251 Projeto de Sexualidade e Prevenção das DST/Aids na Comunidade de Heliópolis – São Paulo Autor(es): Beth Gonçalves - GTPOS - Grupo de Trabalho e Pesquisa em Orientação Sexual Co-autores: Elisabeth Bahia Figueiredo; José Luiz Brant de Carvalho;Silvio Duarte Bock Apresentador: Beth Gonçalves Contato com o autor: [email protected] Problema: A aids em nosso país tem revelado em seu contorno epidêmico, um aumento no índice de infecção pelo HIV/aidsem jovens e adolescentes cada vez mais cedo e entre mulheres, especialmente nas camadas mais pobres da população. Hoje na cidade de São Paulo a aids é a principal causa de morte entre as mulheres em idade reprodutiva. O perfil da contaminação mostra que as principais formas de transmissão tem sido através das relações sexuais e do uso de drogas injetáveis quando se compartilha da mesma seringa. Descrição do Projeto: O objetivo deste projeto é fortalecer e ampliar a rede de prevenção das DST/aids entre a população de adolescentes, jovens, mulheres e homens da Comunidade de Heliópolis, através da implantação do trabalho de Sexualidade e DST/aids nas escolas públicas da região e do desenvolvimento de ações educativas contínuas coordenadas pelos profissionais do GTPOS junto aos educadores multiplicadores de Heliópolis. A capacitação dos multiplicadores é composta por 3 fases: Oficinas de Sensibilização, Grupo de Supervisão e Visibilidade do Projeto com a realização de eventos de integração e articulação das diversas frentes de trabalhos preventivos em Heliópolis. O projeto se utiliza de uma metodologia participativa, necessária para eficácia de ações relacionadas às mudanças de atitudes na área da sexualidade. Para tanto privilegia a abordagem das relações de gênero; adolescência, afetividade, corpo erótico, saúde sexual e reprodutiva e obstáculos socioculturais e emocionais que via de regra, interditam a adoção de condutas preventivas. O conceito utilizado nas reflexões e elaboração das ações preventivas é o da vulnerabilidade. Nesta perspectiva, os comportamentos individuais, de maior ou menor exposição ao risco de contaminação são considerados em relação ao conjunto mais amplo de determinantes. Principais Resultados: Até o momento foram realizadas 50 oficinas de Sexualidade e DST/aids atingindo 1.000 adolescentes e jovens; oficinas para 30 lideranças da Comunidade de Heliópolis, a formação de 30 Poster 252 adolescentes, 20 mulheres 3 grupos de professores e 2 grupos de profissionais da saúde como multiplicadores de ações educativas. Conclusões: A introdução da temática sexualidade, junto a outras temáticas abordadas pelas lideranças de Heliópolis possibilitou a organização dos jovens em torno de suas questões de vida e cuidados com sua saúde sexual e do outro. Trouxe reflexões e novas perspectivas de ação social na área de sexualidade e cidadania: participação em congressos, Encontros Regionais e Anuais de Sexualidade e DST/aids. Os adolescentes e educadores multiplicadores neste processo puderam visualizar as propostas de atuação na realidade onde intervêm, participando do planejamento, realização e avaliação das atividades. Essa experiência tem propiciado a criação de espaços de debate e atividades. Essa experiência tem propiciado a criação de espaços de debate e vivência promovendo a atuação dos jovens, das mulheres e dos homens como sujeitos sociais, através de um efetivo exercício da cidadania, incluídos aí os direitos e responsabilidades. Poster 253 A Contribuição da Consulta de Enfermagem na Prevenção à Aids Autor: Betina Horner Schlindwein Meirelles - Secretaria Estadual de Saúde Co-autores: Luciane Zappelini Daufenbach Apresentador: Betina Horner Schlindwein Meirelles Secretaria Estadual de Saúde Contato com o autor: [email protected] Problema: O presente trabalho discute a importância da consulta de enfermagem na prevenção da aids, considerando a possibilidade de mudanças de comportamento e adoção de atitudes conscientes através das orientações realizadas pelo enfermeiro. Descrição do Projeto: Foi desenvolvido em um ambulatório de um Serviço de Referência na Assistência ao Portador do HIV/aids do estado de Santa Catarina. Para atingir o objetivo proposto, foi elaborado um roteiro de “Consulta de Enfermagem ao Portador do HIV/aids“, que aborda os aspectos relacionados ao histórico pessoal e situação epidemiológica do cliente, situação física atual, situação sócio-psicoespiritual e ao plano de ação ou prescrição de enfermagem. O roteiro é aplicado pelo enfermeiro que de acordo com as respostas dirige as suas orientações de cuidado e prevenção, pois cada cliente é considerado na sua singularidade. Principais Resultados: A aplicação do roteiro de consulta de enfermagem predispôs a equipe interdisciplinar a elaborar o “Manual de Orientações para Portadores do HIV/aids - Conhecendo e Aprendendo a Lidar com o HIV/aids “, que tem sido mais um instrumento na orientação das ações educativas do enfermeiro, bem como de conscientização dos clientes. Conclusões: Podemos avaliar que a consulta de enfermagem sistematizada através destes instrumentos tem contribuído na continuidade e adesão ao tratamento, ao uso de preservativos, para a testagem sorológica dos parceiros, na redução do uso indevido de drogas e também na diminuição de atitudes discriminatórias entre familiares e amigos, dentre outros. Ações estas que são decorrentes de uma conscientização maior dos clientes quanto a necessidade de cuidar de si e do outro. Poster 254 Onde está a Verdadeira Dificuldade da Prevenção da Aids na FEBEM/Fundação Estadual para o BemEstar do Menor? São Paulo, Brasil, 1999 Autor(es): Camila Alves Peres - Programa Estadual DST/aids - Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo Co-autores: Fernando da Silveira; Ney Luiz P. Álvares; Norman Hearst; Ron Stall Apresentador: Camila Alves Peres Contato com o autor: [email protected] Problema: A investigação surgiu devido as poucas ações de prevenção desencadeadas pelo programa de treinamento e supervisão realizado no ano de 1998 para 83 monitores de 14 unidades de internação da FEBEM. Apesar dos monitores inscritos terem interesse em desenvolver ações de educação, do treinamento ter sido bem avaliado devido ao levantamento prévio de interesses e expectativas, e da metodologia ter sido participativa, através de oficinas (workshops), os planos de trabalho não se concretizaram efetivamente com os jovens. Descrição do Projeto: Após 4 meses do término do programa e com o esvaziamento das supervisões, foi realizado um grupo focal com 12 monitores e um questionário anônimo, com perguntas abertas, enviado pelo correio e respondido por 45 monitores, para investigar as resistências do trabalho de educação na instituição. Principais Resultados: As respostas apontaram estes aspectos: 1) condições de trabalho: falta de um lugar adequado para os jovens ( “como os internos e os funcionários vão se sentir valorizados se tudo está caindo aos pedaços? “); superlotação das unidades; monitores desqualificados e em número insuficiente ( “quatro monitores com oitenta crianças, como vai fazer atividades de educação?) “; falta materiais de apoio às ações de educação; política da instituição voltada para contenção e não para educação ( “a FEBEM fala que é uma instituição de reeducação, só se for pela porrada. Lá não tem chance do garoto sair melhor, da gente fazer um trabalho decente “); trabalhos educativos são pouco valorizados e não tem continuidade ( “a gente sempre tem que parar o que está fazendo para substituir alguém que faltou “); falta de um planejamento prévio ou de cumprir o planejado; 2) cultura de educação: os monitores se dividem entre “carcereiros “ e “educadores “ ( “mas trabalho de verdade é o de tomar conta “); crença que os monitores devem evitar a proximidade com os jovens ( “os meninos não devem nos olhar nos Poster 255 olhos “); muitas vezes, os jovens são vistos como criminosos ( “a gente não pode dar mole par ladrão “), irrecuperáveis ( “as drogas e a criminalidade já tomaram conta “) e traiçoeiros ( “prontos para fazer rebelião e fugir “); crença no método de educar através da força, humilhação e castigo ( “o garoto pede para apanhar, fica cutucando, testando “); 3) sexualidade: costuma ser pede para apanhar, fica cutucando, testando “); 3) sexualidade: costuma ser punida, vigiada e reprimida ( “sexo, tanto entre os internos como entre os funcionários, costuma ser tratado como algo sujo, errado, proibido e sem afetividade, que acontece no contexto da “troca “ e da “subjugação “); em geral são contra a distribuição de preservativos (“legitimaria o estupro e a homossexualidade“). Conclusões: Dados do estudo mostram que é necessário haver um compromisso efetivo do Governo do Estado de São Paulo, dirigentes da FEBEM, diretores e funcionários das unidades de internação com um projeto educativo com os internos. O trabalho educativo na FEBEM não pode estar desvinculado das condições de trabalho disponíveis, dos recursos existentes e do suporte da instituição e da comunidade às ações de educação. Além da capacitação dos funcionários, há a necessidade de disponibilizar nas unidades, análise institucional para abarcar as relações sociais, papéis e funções entre os vários seguimentos: diretoria, “carcereiros“, “educadores“ e jovens, entre outros. Poster 256 Auto-Tratamento de Condiloma Genital em Homens Autor(es): Cândida Cordeiro de Souza - Ambulatório Municipal de DST/ aids da Prefeitura Municipal de Campinas SP Co-autores: Ayrton Daniel Ribeiro Filho; Cândida Cordeiro de Souza; Maria Cristina Ilário; Maria Dionísia C. Freire Apresentador: Cândida Cordeiro de Souza Contato com o autor: (19)234 9993 Problema: Observou-se que pacientes do sexo masculino portadores de lesões condilomatosas em tratamento ambulatorial no AMDACampinas, apresentavam freqüentes recidivas num período variável entre 8 meses a 18 meses. As justificativas apresentadas pelos mesmos, colaboravam a avaliação técnica, resumindo-se no abandono que ocorreu pelos seguintes fatores: 1) Dificuldade de acesso ao serviço, por razões econômicas e/ou trabalhistas (dispensa de pelo menos 2 vezes na semana para o tratamento com ATA, em regime ambulatorial). 2) Desgaste físico e emocional, pela necessidade de locomoção para tratamento, muitas vezes prolongado pelas dimensões das lesões. Objetivos: Implantar uma estratégia melhorando a adesão ao tratamento e diminuição da recidiva. Testar a abordagem de interação educativa técnicapaciente como investimento primordial no autoconhecimento corporal e suas relações com as informações repassadas sobre as DST/aids. Descrição do Projeto: Utilizou-se intervenções individuais e grupos de educação em saúde, apresentando o projeto em alguns momentos interativos estratégicos: 1º momento - Abordagem do autoconhecimento corporal, informações sobre as DST e suas inter-relações. 2º momento Reflexão do conteúdo anterior, suscitando e estimulando a questão da sexualidade na vida sexual e atividade físicas. 3º momento - Verificação conjunta técnico-cliente, individualmente, sobre a possibilidade da introdução da autocauterização com ATA. Os critérios mínimos para esta indicação foram de responsabilidade técnica. Nos pacientes selecionados, foram realizados 3 auto-aplicações iniciais sob supervisão, seguido de liberação para auto-tratamento domiciliar e retorno semanal nas primeiras aplicações, posteriormente quinzenal até a alta após peniscopia de controle terapêutico. Durante todo o processo, mantevese as interação médico-enfermagem. Principais Resultados: Oitenta por cento preencheram os critérios de indicação para autotratamento, sendo que 100% destes aderiram ao projeto proposto sem nenhuma intercorrência. O período que compreende o Poster 257 tratamento, variou de 1.5 mês a 3 meses. Os restantes 20%, composto por pacientes presidiários e que não obedeciam aos critérios mínimos de seleção, receberam tratamento no serviço. Após 18 meses da implantação do projeto de auto-tratamento, observou-se apenas 1 caso de recidiva, para um paciente com aids, no qual o tratamento foi dos mais prolongados. Conclusões: Embora avaliado o risco da autocauterização com ATA a implantação do projeto não ocasionou nenhuma intercorrência, como queimaduras ou lesões graves. A alta resolutividade e a diminuição do período de tratamento, verificados, alcançaram grande aceitação e satisfação pelos pacientes, influenciando marcadamente a adesão ao processo. Os autores sugerem que a seguir do desaparecimento da lesão a alta ocorra somente após três peniscopias negativas com intervalo trimestral entre elas. Dentro do Sistema Único de Saúde, a criação que novas estratégias e a flexibilização e a humanização da postura técnica que trazem o paciente para uma interação ativa e participativa no seu processo de saúde e doença, são fatores fundamentais para a legitimação, eficiência e qualificação da assistência à saúde. Poster 258 Aconselhamento e Orientação para Prevenção de DST/Aids: Avaliação da Incorporação da Atividade na Coleta de Papanicolau Autor(es): Carla Gianna Luppi - Centro de Saúde Escola Barra Funda FCM Santa Casa-SP Co-autores: Cristiane H. Jesus; João B. Silva; Marta C. Andrade; Rita C. A. Souza; Rute L. S. Oliveira. Apresentador: Carla Gianna Luppi Contato com o autor: [email protected] Problema: Avaliar o impacto de atividade educativa para prevenção de DST/aids em mulheres que participaram da coleta rotineira de papanicolau. Descrição do Projeto: A população do estudo foi composta por mulheres atendidas no serviço no período de maio de 1998 à março de 1999, que já realizaram pelo menos uma vez a coleta de papanicolau e aconselhamento. Estas mulheres foram entrevistadas, e realizaram coleta de sangue, secreção vaginal e cervical. Provas laboratoriais foram realizadas para detecção de infecção por HIV, VDRL, Hemophilus vaginalis, trichomonas e clamídia. Principais Resultados: Foram realizadas 187 entrevistas. Das mulheres (150) que referiram utilizar algum método contraceptivo foi observado que 43,3% estavam utilizando o preservativo. Das mulheres investigadas foi encontrado 30,7 % com infecção por leveduras, e 23,3% com infecção por hemophilus vaginalis. Não houve associação de efeito protetor estatisticamente significante entre o uso de preservativo e a infecção por hemophilus vaginalis e leveduras. Nas mulheres com diagnóstico de outras DST: (5 com tricomoníases, 3 com clamídia e 1 com HIV) não houve referência ao uso consistente de preservativo nos últimos 6 meses. Conclusões: Estas mulheres referiram uma utilização de preservativo superior ao encontrado em outros estudos. Porém apesar da referência de uso de preservativo ser elevado houve manutenção na prevalência de infecção por levedura e hemophilus, em relação aos anos anteriores. Apesar do preservativo ter se tornado uma opção contraceptiva mais freqüente nestas mulheres, ainda ocorrem muitas dificuldades para a adesão ao uso consistente do preservativo em todas as relações sexuais. Poster 259 Mulheres Infectadas pelo HIV 1 Atendidas em um Centro de Orientação e Aconselhamento DST/Aids: o Subtipo do HIV 1 Autor(es): Carla Gianna Luppi - Deptº Medicina Preventiva- FMUSP Co-autores: Claudia Barreto; Ester Sabino; José Eluf Neto; Valéria Buccheri. Apresentador: Carla Gianna Luppi Contato com o autor: [email protected] Problema: O objetivo deste estudo foi avaliar a associação do subtipo do HIV 1 com a contagem diferencial de linfócitos CD4 em mulheres infectadas. Descrição do Projeto: Mulheres infectadas pelo HIV 1 atendidas em um centro de orientação e aconselhamento anônimo em São Paulo (COAHenfil), no período de fevereiro de 1995 à dezembro de 1996, foram avaliadas quanto ao subtipo do HIV 1, e a contagem diferencial de linfócitos CD4. Foi aplicado questionário para obtenção de informações relacionadas ao comportamento sexual e situações de risco para o HIV. Principais Resultados: Das 115 mulheres infectadas incluídas na investigação, foi possível realizar subtipagem do HIV 1 em 100, destas foram encontrado subtipo B em 85, e subtipo F em 15. Não houve associação entre o subtipo do HIV 1 e a história de uso de droga injetável (UDI) e parceria sexual com UDI; a história anterior de prostituição também não foi associado ao subtipo. Em 62 mulheres foi possível avaliar a contagem diferencial de linfócitos CD4; das 51 mulheres com subtipo B 15,7% apresentaram CD4<200mm3, das 11 mulheres com subtipo F 36,4% apresentaram CD4<200mm3, esta diferença de proporção não foi estatisticamente significante (p=0,25). Conclusões: Em um serviço de aconselhamento anônimo, procurado espontaneamente pela população, as mulheres infectadas apresentaram freqüência semelhante de subtipo do HIV 1 encontrado em outros estudos conduzidos no Brasil. O subtipo do HIV 1 não esteve relacionado com a evolução da doença e com outros fatores de risco para a infecção pelo HIV. Poster 260 Caso Clínico: Usuário de Droga Injetável HIV+ Autor(es): Carla Silveira - Centro Mineiro de Toxicomania Co-autores: Francisco Cordeiro – Coordenação Estadual de DST/Aids Minas Gerais; Raquel Martins Pinheiro – Centro Mineiro de Toxicomania. Apresentador: Carla Silveira Contato com o autor: [email protected] Problema: Apresentação de um caso clínico atendido no ambulatório e no Núcleo de Assistência Psicossocial do Centro Mineiro de Toxicomania (CMT) - Belo Horizonte. Esta intervenção apontou para questões importantes que se interligam: saúde mental, adesão ao tratamento anti-retroviral e redução de danos. Descrição do Projeto: Atendimento psicoterápico individual no ambulatório e acolhimento no Núcleo de Assistência Psicossocial no CMT, encaminhamento para tratamento para o HIV, acompanhamento psiquiátrico no CMT e Hospital Galba Veloso. Atualmente permanece em atendimento psicoterápico e psiquiátrico no ambulatório do CMT e está em tratamento com anti-retrovirais no Setor de Infectologia do Hospital das Clínicas/UFMG. Principais Resultados: Frente à intervenção houve adesão ao tratamento do abuso de drogas; interrupção do uso de droga injetável; início do tratamento com anti-retrovirais (após 15 anos do resultado HIV+). Conclusões: Importância do conhecimento da estrutura clínica do paciente para o planejamento (abordagem, intervenção e condução) do tratamento de usuário de droga HIV+ . Poster 261 Gênero, Saúde e Cidadania no Combate às DST/ Aids no Subúrbio Ferroviário de Salvador - BA Autor(es): Carolina Pedroza de Carvalho - AMPLA - Associação de Moradores de Plataforma Co-autores: Cécilia Vanderléia Alves Barreto; Daiane Cristina Soveral Burgos; Glícia Gleide Gonçalves Gama; Roberta Fonseca Sampaio. Apresentador: Carolina Pedroza de Carvalho Contato com o autor: [email protected] Problema: Salvador, a terceira maior cidade do Brasil, completou em março de 1999, 450 anos de fundada, com 2 milhões e meio de habitantes e população predominantemente negra (80%). De acordo com o Ministério da Saúde, no Nordeste há 18,4 casos de aids para 100 mil habitantes, índice quase igual à Bahia, que é de 18,4. Mas para Salvador o índice é maior tendo 73,78 e a RMS (Região Metropolitana de Salvador) 81,7. Hoje a epidemia se propaga mais nas camadas mais pobres da população e nas áreas urbanas (A Tarde, 30.06.98).No Brasil, em 1984, 35% dos homens e 14% das mulheres, na idade inferior a 15 anos, já tinham tido experiência sexual. Em 1998, estas cifras subiram para 47% e 37% respectivamente (Folha de São Paulo, 22.09.99), mostrando assim que dentro deste universo de jovens, as mulheres adolescentes estão com risco de adquirir DST, uma vez que iniciam suas relações sexuais precocemente. Atualmente o Subúrbio Ferroviário de Salvador tem uma população estimada de mais de 500 mil habitantes, da qual a maioria são mulheres e conforme dados oficiais, é a área de piores indicadores epidemiológicos. Isso decorre do abandono completo dado por partes dos poderes públicos no nível municipal, estadual e federal no que tange à questão da saúde. Mesmo tendo uma população maior que o município de Feira de Santana, o subúrbio só possui um pequeno hospital, alguns minipostos e dois centros de saúde de médio porte, nos quais os recursos humanos e materiais são deficientes e as ações preventivas quase não existem. Assim, a precariedade dos serviços de saúde associados as carentes condições de vida do subúrbio reflete a desinformação em saúde e a ausência do exercício da Cidadania. Descrição do Projeto: Este trabalho tem como proposta, diminuir o grau de desinformação presente no Subúrbio Ferroviário de Salvador e conscientizar a população que saúde é qualidade de vida; é exercício de cidadania. Objetiva reduzir a incidência de casos de DST/aids na área do Distrito Sanitário do Subúrbio Ferroviário de Salvador, criando mecanismos Poster 262 que facilitem os processos de educação e mobilização em defesa do direito à saúde e participação comunitária em todos os níveis de organização, definição e implantação de ações de saúde individual e coletiva, estimulando o exercício da cidadania e a democratização dos saberes. Assim, este projeto tem como metodologia: treinamento da equipe de multiplicadores no Distrito Sanitário do Subúrbio Ferroviário de Salvador; planejamento das oficinas comunitárias, principalmente aquelas relacionadas ao combate de DST/ aids e da saúde da mulherb; levantamento de dados primários/secundários, buscando a democratização da informação; registro de atividades: fotografias, filmagens, anotações, gravações etc; aconselhamento individual sobre direitos reprodutivos, métodos contraceptivos, prevenção das DST/ aids, distribuição de preservativos e encaminhamento aos serviços; programa na rádio comunitária; visitas domiciliares; seminários de avaliação das oficinas por bairro; semana da saúde e cidadania e combate as DST/aids do Subúrbio; gincana da saúde. Principais Resultados: Reforçar e ampliar o trabalho de educação em saúde, em especial da mulher; Consolidar uma equipe de multiplicadores que reforce a cidadania e a consolidação do SUS; Multiplicar as informações através da Rádio Comunitária e outros meios; Ampliar os conhecimentos sobre saúde e cidadania da população local. Orçamento total: R$48.620,00 Conclusões: O desconhecimento do corpo e suas funções, associado a sentimentos negativos sobre o mesmo, é ainda a origem de múltiplas disfunções sexuais afetando, assim, junto a outros fatores, o exercício pleno de sua sexualidade, promover condições de intervenção social das mulheres, em nível de elaboração de políticas públicas e privadas, com base em suas necessidades e no exercício de sua cidadania. Daí a necessidade imperiosa de se construir uma imagem própria, verdadeira, uma identidade feminina que possibilite à mulher uma vida harmoniosa consigo mesma e com a sociedade que a cerca. Consideramos como passo fundamental na construção dessa nova identidade feminina, a conscientização da mulher dos direitos enquanto cidadã. Entendemos que a educação voltada para a população de baixa renda, não deve se basear numa ideologia paternalista, nem ter o caráter de “prêmio”, mas o de um direito assegurado a todo indivíduo. A questão da saúde implica, portanto, em um repensar de seus determinantes em nível macro e numa sociedade com adoção de políticas mais justas e que venham a contribuir para uma melhoria da qualidade de vida da população. Poster 263 As Unidades de Saúde e o Programa de Redução de Danos de Porto Alegre Autor(es): Caroline Schneider Brasil - Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre Politica de Controle DST/aids Co-autores: Antônio Carlos Garcia Martins; Cristiano Gregis Deivez; Edu Mello Domingues; Domiciano Siqueira; Fátima Machado; Maria Leda Brasil; Maria Luisa dos Santos; Miriam do Carmo Pereira; Ricardo Kuchenbecker; Tânia Regina Telles; Vera Machado de Oliveira. Apresentador: Fatima Machado Contato com o autor: [email protected] Problema: Um terço dos casos de aids em Porto Alegre está relacionado direta ou indiretamente ao uso de drogas injetáveis. Em vista desta realidade, em 1996 surge o Programa de Redução de Danos de Porto Alegre, o qual tem como objetivo geral a prevenção da transmissão do vírus HIV, hepatites e outras DSTs entre usuários de drogas injetáveis e sua rede de interação social. Um dos objetivos específicos mais relevantes é o ampliação das intervenções de redução de danos na rede de unidades sanitárias locais, com o intuito de multiplicar os pontos de Troca de Seringas e assistência ao UDI. Descrição do Projeto: A metodologia utilizada pelo Programa de Redução de Danos para este fim consiste em: contatar com as Unidades Sanitárias Locais situadas em áreas de grande incidência no uso de drogas; realização de oficinas de sensibilização e capacitação dos técnicos de saúde destas unidades para as questões afeitas a redução de danos; realização de oficinas para a capacitação dos técnicos para implantação de Programas de Troca de Seringas; apresentação dos redutores de danos às equipes; apoio e supervisão às unidades durante o processo de implantação do Programa Troca de Seringas. Principais Resultados: Quatorze unidades de saúde sensibilizadas e capacitadas em redução de danos; quatorze unidades com Programas de Troca de Seringas implantados; nº significativo de técnicos de saúde atuando como multiplicadores em drogas/aids/redução de danos. Conclusões: Reconhecimento da importância das unidades de saúde no processo de desenvolvimento das estratégias de redução de danos; divulgação das experiência do município de POA em redução de danos. Poster 264 O Programa de Redução de Danos de Porto Alegre Autor(es): Caroline Schneider Brasil - Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre, Política de Controle das DST/aids Co-autores: Antônio Carlos Garcia Martins; Cristiano Gregis Deivez; Edu Mello Domingues; Domiciano Siqueira; Fátima Machado; Maria Leda Brasil; Maria Luisa dos Santos; Miriam do Carmo Pereira; Ricardo Kuchenbecker; Tânia Regina Telles; Vera Machado de Oliveira. Apresentador: Caroline Schneider Brasil Contato com o autor: [email protected] Problema: O uso de drogas injetáveis quando associado a transmissão do vírus HIV é um problema de saúde pública de grande magnitude no mundo e Brasil. Aproximadamente 25% dos casos de aids em Porto Alegre/ RS são entre usuários de drogas injetáveis (UDI). Em vista desta realidade, em 1996 surge o Programa de Redução de Danos de Porto Alegre, o qual tem como objetivo geral a prevenção da transmissão do vírus HIV, hepatites e outras DST entre usuários de drogas injetáveis e sua rede de interação social. A soropositividade entre os UDI ligados ao PRD de POA atinge os 48,8%, o que nos aponta para a necessidade de fortalecimento e continuidade das ações de redução de danos voltadas para esta população. Descrição do Projeto: A metodologia do Programa de Redução de Danos de Porto Alegre consiste em: contato com a comunidade e apresentação da proposta de trabalho; identificação da rede de usuários de drogas injetáveis; paulatina inserção do agente redutor de danos na rede de UDI; trabalho educativo e de intervenção: distribuição de kits, preservativos e material educativo, distribuição e troca de seringas e preservativos e material educativo, distribuição e troca de seringas e agulhas, vinculação do UDI ao sistema de saúde; participação de usuários e ex-usuários de drogas na equipe como redutores de danos; implantação de Programas de Troca de Seringas nas Unidade Sanitárias da rede local; envolvimento da sociedade civil organizada na proposta de redução de danos. Principais Resultados: Acesso e vinculação de aproximadamente 700 UDI ao PRD; aproximação significativa dos UDI aos serviços de atendimento em DST/aids e dependência química; mudanças significativas de comportamento dos UDI frente ao risco de contaminação por HIV através da diminuição da taxa de compartilhamento de seringas em 60%; cerca de 150.000 seringas distribuídas com percentual de retorno em torno de 80%; resgate significativo de cidadania dos UD; reinserção social e profissional de uma pequena parcela de UD através da criação da figura do redutor de danos. Conclusões: Divulgação das experiência do município de POA em redução de danos. Poster 265 Fala Educador - Ação Educativa em Sexualidade, Saúde Reprodutiva e Prevenção em DST/Aids Autor(es): Cely Regina Batista Blessa - NEPAIDS-USP(Núcleo de Estudos da Prevenção da aids) Co-autores: Camila Alves Peres - CRT em DST/AIDS e Núcleo de Estudos para a Prevenção da aids - NEPAIDS-USP; Elisabeth Maria Vieira - Grupo de Trabalho e Pesquisa em Orientação Sexual- GTPOS; Ricardo de Castro e Silva – GTPOS; Vera Paiva - NEPAIDS-USP. Apresentador: Cely Regina Batista Blessa Contato com o autor: [email protected] Problema: Desenvolver material educativo e de apoio específico para o educador no trabalho de orientação sexual com jovens. Visa fornecer subsídios para planejamento e viabilização de ações educativas em cidadania, nas áreas de sexualidade, saúde reprodutiva, adolescência e prevenção de DST/aids. Iniciativa conjunta entre: CRT-DST/aids, NEPAIDS-USP, GTPOS e Laboratório Organon. Descrição do Projeto: Elaboração desta cartilha por etapas: 1. Levantamento (questionário enviado para escolas da rede pública de ensino de SP) de quais são os temas de interesse dos educadores; 2. Sistematização dos dados colhidos, subdividindo-os em capítulos; 3. Redação dos capítulos realizada por especialistas; 4. Grupo focal com professores, para aperfeiçoar o material e coletar sugestões; 5. Verificação final do material através de grupo focal com professores; 6. Impressão e distribuição da cartilha. O formato desta cartilha será de um fichário, possibilitando ao educador acrescentar materiais de sua preferência. “Fala Educador” procura ser interativa, fornecendo informações corretas e atualizadas, material para transparências, sugestões de atividades, leituras complementares e lista de sites eletrônicos e de endereços de serviços públicos referentes aos temas tratados. Principais Resultados: Os questionários foram enviados para 13 escolas da rede pública de ensino de SP. Após sistematização dos dados, os principais temas levantados pelos educadores foram agrupados em capítulos: Adolescência; Sexualidade e Gênero; DST; aids e Vulnerabilidade; Prevenção e Teorias de Mudança de Comportamento; Como Elaborar Projetos de Orientação Sexual; Promoção em Saúde e Direitos Reprodutivos; Uso Indevido de Drogas; Gravidez na Adolescência; Conhecendo o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente); Violência; Cidadania. A realização desta cartilha encontrase na redação e elaboração de cada capítulo. Poster 266 Conclusões: É possível elaborar um material interativo para os educadores, vindo de encontro com a necessidade destes; podendo ser modificado, acrescentando novos temas, materiais de apoio e atualizando dados e informações. Somente com a união de esforços de Organizações Governamentais, Universidades e Iniciativa Privada esta proposta é factível. Poster 267 Consultoria às Escolas de I e II Graus das Comunidades Periféricas. Educação em Saúde: Anticoncepção e Prevenção das DST/Aids Autor(es): Ceres Leonor Tavares Guedes - Universidade Federal de Pelotas Co-autores: Gandhi Bottermund Galli; José Cleber Feliciano Ferreira; Lúcia Helena G. Real; Magda Regina Bernardi; Mariley Senna Duarte; Mercedes Simões Neves; Patrícia Villas Boas Apresentador: Mariley Senna Duarte Contato com o autor: [email protected] Problema: De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde, a faixa etária de maior risco de contágio em aids está compreendida entre os 14 e 25 anos. A aids ainda não tem cura e a única maneira que podemos evitá-la, é através da prevenção. Considerando os problemas detectados através do projeto de Consultoria Escolar, pela constatação da desinformação dos alunos, em relação à sexualidade, especificamente ao que se refere à métodos anticoncepcionais, DST e aids e ainda, pela deficiência ora existente no sistema educacional neste setor, as orientadoras educacionais e o grupo do projeto juntamente com a equipe de saúde do Centro Social Urbano do Areal optou, desde o ano de 1995 por dar início ao sub-projeto de prevenção em DST/aids e gravidez indesejada na adolescência. Metodologia: Reunião das equipes para elaborar o plano de trabalho. Apresentação da proposta em cada escola. Execução: Reuniões com pais e professores para sensibilização do problema e conscientização da importância da prevenção em DST/aids. Reuniões com alunos adolescentes durante o período escolar, nas quais são debatidos assuntos a partir de dúvidas levantadas previamente com os mesmos, sobre o inquietante assunto da sexualidade. A partir das necessidades dos adolescentes, são selecionadas oficinas que levem à reflexão dos problemas levantados. Avaliação sistemática do andamento do projeto, bem como, de acordo com a necessidade, reciclagem da equipe. Principais Resultados: A equipe de saúde teve implantado este projeto em 05 escolas estaduais. Cada escola atingida têm em média 800 alunos matriculados, atingindo desta forma 4.000 adolescentes.O número de professores atingidos em todas as escolas é em torno de 270. Conclusões: O projeto vem gradativamente atingindo seus objetivos, principalmente no que se refere a abordagem aos adolescentes, sendo que na escola em que foi mais intenso o trabalho junto aos mesmos, Poster 268 houve apenas um caso de gravidez na adolescência. A equipe como um todo vem, ampliando sua forma de comunicação com adolescentes, professores e pais, sendo esta um constante aprendizado onde se observa que tem tanto o corpo discente como o corpo docente da escola necessitam constantemente serem ouvidos em suas angustias. A partir da escuta de seus questionamentos e ansiedades podemos definir o rumo de nossas novas ações. Poster 269 Prevenção em DST/Aids no Sistema Penitenciário em Fortaleza-Ceará Autor(es): Christiana Oliveira Nogueira - Secretaria de Saúde do Estado do Ceará Co-autores: Irlene Gurgel do Amaral; Rogério Costa Gondim Apresentador: Christiana Oliveira Nogueira Contato com o autor: [email protected] Problema: O aparecimento de um número importante de casos de DST e tuberculose junto a população carcerária do Município de Fortaleza/ CE, estimulou a implatação de um projeto de prevenção das DST/aids nesta população. Descrição do Projeto: A Secretaria de Justiça do Ceará em parceria a SESA/CE, vem desenvolvendo desde 1995 um Projeto de Intervenção Comportamental para Prevenção das DST/aids junto a população carcerária de Fortaleza. Entre 95/96 foram trabalhados 2 grandes presídios da capital: IPPS e IPOO. A partir de 1997 o projeto foi ampliado para mais 4 presídios, totalizando 06 presídios contemplados. O projeto é supervisionado por 2 profissionais da área da saúde e foram capacitados 60 internos nos presídios como monitores. As atividades do projeto incluem treinamentos, oficinas de sexo seguro, intervenção face a face, produção de material de IEC, seminários, distruibuição de materiais. Principais Resultados: Treinamento de 7 supervisores, formação de 30 multiplicadores, produção de 1 vídeo educativo, realização de 04 seminários, encontro educativos envolvendo efetivos do Corpo de Bombeiro e Polícia de Trânsito. Realização de Encontros Relatórios para Sífilis e HIV, produção de 02 jornais para os participantes do projeto, criação e produção de peça de teatro, realização de jogo de futebol entre os internos do presídio onde os uniformes dos times circulavam mensagem educativas sobre aids (a pedido dos internos treinados). Conclusões: Apesar das dificuldades inerentes ao projeto desenvolvido junto a população careceria, o mesmo tem apresentado ótima aceitabilidade junto aos internos, favorecido a auto-estima dos presidiários, assim como, ampliando cada vez mais o interesse na participação das atividades do projeto. Poster 270 Prevalência de DST em Pacientes Infectados pelo HIV/Aids no Centro de Pesquisa Hospital Evandro Chagas (1995-1997) - CPQHEC/Fiocruz Autor(es): Claudia Teresa Vieira de Souza - Fundação Oswaldo Cruz Co-autores: Adriana Silva Muniz; Antenor Lúcio dos Santos; Belarmina Trindade Luz; Frits Sutmoller; Ingbourg Georg; Maria Cristina da Silva Lourenço Apresentador: Claudia Teresa Vieira de Souza Contato com o autor: [email protected] Problema: O papel do enfermeiro tem fundamental importância na promoção à saúde e na contribuição direta no controle e prevenção das DST. O embasamento científico deve ser intensificado tanto em nível de assistência quanto de vigilância epidemiológica, pois o fato de notificar a suspeita da doença pode significar a adoção das medidas de prevenção e controle indicadas. Descrição do Projeto: Identificamos as DST relatadas pelo Serviço de Epidemiologia através das fichas de notificação de aids de pacientes do CPqHEC no período de 1995-97. Alguns diagnósticos foram obtidos através de confirmação laboratorial. Principais Resultados: Avaliaram-se algumas características dos 298 pacientes soropositivos para o HIV matriculados no CPqHEC no período de 1995-97. Observamos que 274 (83%) do grupo sob estudo concentravase na faixa etária de 16 a 49 anos e que 193 (65%) eram do sexo masculino. Verificamos, também, que mais da metade da amostra, ou seja, 172 (58%) pacientes referiram ser heterossexuais. Quanto as DST, constatamos 57 (19%) casos, sendo que destes 19 (33,3%) de sífilis, 15 (26,3%) condiloma acuminado, 13 (22,8%) herpes genital, 7 (12,3%) candidíase vaginal, 2 (3,5%) de gonorréia e 1 (1,8%) caso de hepatite B. Conclusões: Considerando a problemática em questão, estratégias para a implantação de um Programa das DST no Ambulatório do CPqHEC devem ser consideradas, pois o presente trabalho aponta para a necessidade de realizar atividades de assistência que priorizem a percepção de risco, mudanças no comportamneto sexual, utilização adequada de preservativos, treinamento e capacitação dos profissionais, em particular o enfermeiro para atuação na área das DST. Poster 271 Sexualidades e Institucionalizado Saúde Mental: um Olhar Autor(es): Claudio Gruber Mann - Instituto de Psiquiatria da UFRJ/IPUB Co-autor(es): Suely Broxado de Oliveira Apresentador: Claudio Gruber Mann Contato com o autor: [email protected] Problema: Compreender as representações sociais que os indivíduos com problemas psiquiátricos possuem a respeito de sua sexualidade e como esta é vista pela sociedade, implica na necessidade de conhecer o discurso, além da situação que define os indivíduos que as produz. Como estas sexualidades são percebidas por quem está internado em uma instituição psiquiátrica? Descrição do Projeto: O trabalho de campo foi feito através da análise e interpretação de entrevistas e relatos de experiências. Os objetivos propostos foram: investigar as representações da sexualidade de indivíduos que estão internados em uma Instituição Psiquiátrica e analisar tais representações. Principais Resultados: Os resultados obtidos demonstraram que a existência de sexualidades nos pacientes psiquiátricos é uma realidade, havendo um controle pela Sociedade dos valores éticos, filosóficos, sociais e morais, que pode impedir tais sexualidades de aflorarem no meio institucional. Percebeu-se que a maneira mais comum de lidar com suas sexualidades, quando internados, é a masturbação. Porém, metade dos entrevistados já mantiveram relações sexuais dentro da instituição. Observou-se também, que a sexualidade não é somente referida ao ato sexual em si, representando uma relação afetiva e de amor entre duas pessoas. Conclusões: Constatou-se que a sociedade ainda preserva grandes preconceitos e estigmas em relação aos pacientes psiquiátricos e que sua sexualidade, por vezes, não é e nem pode ser questionada. Portanto, a assistência e o cuidar a estes indivíduos não devem ser diferenciados da maioria, uma vez que suas sexualidades ainda coexistem com seus problemas psiquiátricos, mesmo sendo vistas sob um outro olhar : um olhar (des) institucionalizado. Poster 272 Organizações Não-Governamentais/Aids – o Contam sobre sua Prática quê Autor(es): Clavdia Nicolaevna Kochergin - Faculdade de Saúde Pública - Universidade de São Paulo Co-autor(es): Rubens de Camargo Ferreira Adorno Apresentador: Clavdia Nicolaevna Kochergin Contato com o autor: [email protected] Problema: Este projeto de pesquisa possui como ponto de partida a idéia de que as Organizações Não-Governamentais que atuam com a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida ou simplesmente ONG/aids contribuem de maneira singular para a construção de respostas/ enfrentamento à epidemia de aids, sendo esse um movimento global. Descrição do Projeto: Incursionamos pelo universo das ONG/aids Município de São Paulo, utilizando para tanto: entrevistas com representantes administrativos e “usuários” (dos serviços oferecidos pelas organizações), de dez entidades; registros em cadernos de campo e materiais (documentos) produzidos pelas ONG/aids. Interessávamos-nos em saber suas origens, suas histórias, a forma pela qual se estruturam e se instrumentalizam para as atividades a que se dispõem. Qual o papel que acreditam caber ao Estado e qual o papel que acreditam possuir na história da resposta à epidemia de aids. Principais Resultados: As ONG/aids comportam uma variedade de estilos e desenvolvem ações em consonância a estes estilos. Em linhas gerais pudemos apreender alguns aspectos que lhe são comuns: foram formadas por pessoas que direta ou indiretamente viram-se afetadas pela epidemia e que possuíam o desejo de “fazer alguma coisa”, responder aos desafios que ela trazia. Este “fazer alguma coisa”, traduziu-se em ações no sentido assistencialista, em termos de “assistir” aos indivíduos inicialmente doentes e num segundo momento passou a incluir indivíduos HIV+. Outras atuam no sentido da prevenção à doença propriamente dita. O Estado é visto como responsável pela implantação de políticas públicas de saúde adequadas, uma vez que cabe a ele a responsabilidade pela Saúde e Educação. Reservam para si o papel de pressionadores do Estado para que este cumpra com sua responsabilidades. Em alguns casos colocam-se como complementares e parceiras. Enfim, desempenham funções bem determinadas e podem complementar e aperfeiçoar a resposta governamental. Poster 273 Conclusões: A preocupação com a construção do saber sobre aids e acesso às informações são outros aspectos relevantes. Preocupações com o futuro aparecem no momento em que apontam dificuldades financeiras. O Ministério da Saúde vem sistematicamente diminuindo os financiamentos e isto compromete a sobrevivência das ONG. Deste modo a questão da sobrevivência coloca-se como o grande desafio a ser enfrentado pelas organizações. Relacionam-se entre si, trocam informações e experiências, organizam-se para tanto articulando o Fórum das ONG/aids. Possuímos assim, elementos suficientes para acreditar que a Saúde Pública deva buscar a compreensão deste fenômeno associativo a fim de inserir-se neste processo de resposta. Poster 274 Produção dos CTA - Município do Rio de Janeiro 1997. Autor(es): Cosme Marcelo Furtado Passos da Silva - Fundação Oswaldo Cruz - Escola Nacional de Saúde Pública - DEMQS- CLAVES Co-autores: Ferreira, M.; Gomes, M.; Silva, S.B Apresentador: Cosme Marcelo Furtado Passos da Silva Contato com o autor: [email protected] Problema: Até 31/05/99 o Estado do Rio de Janeiro possuía 25.131 casos de aids notificados, sendo o segundo estado brasileiro em número absoluto de casos. Desde o início da década de noventa, a implantação de Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA) foi uma importante estratégia para a detecção precoce da infecção pelo HIV, associada ao aconselhamento pré e pós exame anti-HIV, realizando o encaminhamento para o tratamento especializado, favorecendo ainda a ampliação de práticas seguras às DST/HIV. Descrição do Projeto: Conhecer as características da clientela assistida pelos CTA da cidade do Rio de Janeiro, utilizando para tal os dados dos serviços de 1997. Foram analisados os CTA São Francisco, Rocha Maia e Madureira, considerando-se as variáveis de sexo, categoria de exposição ao risco, faixa etária, escolaridade, presença de DST e condição sorológica. Principais Resultados: A partir do banco de dados montado, constatouse que nos três CTA foram atendidas 7.449 pessoas em 1997, sendo 4.090 do sexo masculino (54,9%); 3.358 do sexo feminino (45,1%) e uma que não possuía sexo registrado. Em relação às idades, as três faixas com maior número de pessoas foram de: 25 a 29 anos com proporção de 19%; de 20 a 24 anos com 18,4% e de 30 a 34 anos com 17,2%. Estas três faixas representaram 54,6% do total da clientela assistida. Em relação às DST, haviam registros entre 1.802 usuários, dos quais 502 (27,9%) pessoas relataram já terem tido alguma DST (sem explicitar quando) e 1.300 (72,1%) declararam que não haviam tido. Sobre os resultados dos exames, se excluirmos os resultados ignorados e os de sangue hemolizado, teremos um número de 5.566 pessoas com exames anti-HIV conhecidos (sendo 2.974 do sexo masculino e 2.592 do sexo feminino), nos quais 4.814 (86,5%) tiveram resultados negativos; 695 (12,5%) resultados positivos; e 57 (1,0%) resultados inconclusivos. A correlação entre o sexo e os resultados dos exames anti-HIV conhecidos mostrou uma taxa de soropositividade de Poster 275 9,0% entre as mulheres (com 232 mulheres com resultados positivos) e de 15,6% entre os homens (com 463 homens com resultados positivos). Considerando-se a relação entre a escolaridade e os resultados dos exames, encontramos que entre os 5.429 sujeitos com essas duas informações conhecidas, a proporção de soropositividade foi de 0,4% entre os analfabetos; de 1,4% entre os de nível elementar; de 5,4% entre os de I Grau; de 4,0% entre os de II Grau e de 1,3% entre os de nível superior. Entretanto, ao considerarmos o número de pessoas dentro de cada faixa de escolaridade, encontramos que entre as 105 pessoas analfabetas, 19% apresentaram sorologia positiva. Entre as 445 pessoas de nível elementar esse percentual foi de 16,9%; entre as 1.914 pessoas com I Grau foi de 15,4%; entre as 1.919 pessoas com II Grau foi de 11,2% e entre as 1.046 pessoas de nível superior foi de 6,6%. Ao analisarmos estes percentuais, percebemos que a soropositividade decai com o crescimento da escolaridade. Se considerarmos os resultados dos exames anti-HIV conhecidos e as categorias de exposição ao risco conhecidas, a proporção de soropositivade dentro da categoria de risco exclusivamente heterossexual foi de 9,5% entre 3.923 pessoas. Conclusões: Os percentuais de soropositividade encontrados nos CTA não podem ser extrapolados para a população geral, entretanto os dados encontrados corroboram e confirmam algumas análises nacionais dos casos de aids que apontam para uma maior expansão da epidemia entre pessoas com baixa escolaridade e para a sua progressão entre mulheres e adultos jovens. Poster 276 Doenças Sexualmente Transmissíveis no Núcleo Municipal DST/Aids - João Pessoa, ParaíbaNordeste - Brasil Autor(es): Crisemy de Fátima Benicio Almeida - Núcleo Municipal DST/ aids - João Pessoa Co-autores: Diniz, A.S.; Lola, M.M.F; Miranda, M.B.L.S.; MirandaS., S.M.; Oliveira, R.S. Apresentador: Crisemy de Fátima Benicio Almeida Contato com o autor: [email protected] Problema: Na maioria dos países, as DST enquadram-se no grupo de maior incidência entre as doenças infecciosas, ressaltando que a aids constitui hoje uma questão de saúde pública de difícil controle no Brasil e no mundo. Sabese que, para minimizar a sua transmissão e propagação é necessário um maior conhecimento da sua distribuição. No Estado da Paraíba, não existem dados consolidados e divulgados abordando aspectos epidemiológicos das DST. Objetivo: Estimar a ocorrência e a distribuição da Sífilis e da infecção por HIV, em indivíduos atendidos no Núcleo Municipal de DST/Aids, nos Municípios da grande João Pessoa, Estado da Paraíba. Métodos: Foi realizado um levantamento dos casos ativos destas duas morbidades, em 1.891 indivíduos, atendidos no Núcleo Municipal de DST-Aids, procedentes dos municípios da grande João Pessoa-Paraíba, no período de setembro de 1998 a setembro de 1999. Foram coletadas variáveis sociodemográficas (sexo, idade, procedência) e laboratoriais (sorologias para Sífilis e aids). Principais Resultados: As prevalências de Sífilis e aids foram de 7,6% e 0,4%, respectivamente. O percentual de homens com positividade para sífilis (11%) foi significativamente maior (p<0,05) do que o observado para as mulheres (6,3%). Indivíduos acima de 20 anos apresentaram riscos significativamente maiores (p<0,05) de positividade para sífilis (9,5%), em relação aos indivíduos mais jovens (4,3%). Entre os 25 indivíduos encaminhados para confirmação de HIV, 32% apresentaram positividade para HIV e 12% foram positivos simultaneamente para HIV e Sífilis. A procedência de casos reagentes para Sífilis e aids ocorreu, predominantemente, em bairros de classe média baixa. Conclusões: Indivíduos do sexo masculino, maiores de 20 anos e procedentes de bairros de classe média baixa, constituíram o grupo de maior risco para contrair DST. Logo, faz-se necessária a implementação de ações de caráter predominantemente educativo no programa de prevenção e controle das DST/ aids, focalizando, sobretudo, este grupo populacional de maior risco. Poster 277 Uma Interlocução Entre o Cotidiano dos Profissionais da Saúde do CR-DST/Aids - Fidélis Ribeiro e Prevenção em DST/Aids Autor(es): Dagmar Creilde dos Santos - Centro de Referência de DST/ AIDS - Fidélis Ribeiro - Programa Municipal DST/AIDS São Paulo SP Apresentador: Dagmar Creilde dos Santos Contato com o autor: Rua Peixoto - 100 Vila Fidélis Ribei SAO PAULO - SP 03627-010 Problema: Este projeto de intervenção técnica na área da saúde pública do Centro de Referência DST/aids - Fidélis Ribeiro, unidade da Secretaria Municipal da Saúde - São Paulo, prioriza o conhecimento e compreensão do universo de pacientes que hoje vivem com o vírus da aids (assintomáticos e sintomáticos), e que representam uma amostra da comunidade local. O paralelo que pretendemos realizar entre as ações de Prevenção DST/aids internas, direcionadas aos usuários da unidades e as estratégias de intervenção técnica, a serem desenvolvidas pelos profissionais da saúde no trabalho de informação e educação em DST/ aids, destinado às escolas, empresas, FEBEM, Organizações nãoGovernamentais, deve-se à necessidade de buscarmos nos soropositivos, subsídios técnico - pedagógicos e subjetivos que atendam à vulnerabilidade presente na população. Objetivo: Desvelar o nível de vulnerabilidade à infecção por DST/aids e os fatores socioculturais, econômicos e psicopolíticos presentes na vida cotidiana dos usuários e que interferem significativamente no processo de mudança de comportamento considerado de risco às DST/ HIV/aids. Estendem-se os objetivos específicos que seguem abaixo: refletir e analisar criticamente a prática dos profissionais da saúde que trabalham cotidianamente com pacientes que vivem com DST/HIV/ AIDS. aprofundar os conhecimentos sobre os elementos relativos à subjetividade, presentes no processo de interação usuário- profissional da saúde. identificar, na prática cotidiana os modos pelos quais os profissionais da saúde priorizam os direitos à liberdade, à diversidade, à singularidade para o resgate da cidadania. Metodologia: Foi realizado estudo do Perfil Epidemiológico dos pacientes do C.R. Fidélis Ribeiro, eleitos como sujeitos depoentes, usuários que compõem as categorias: profissionais do sexo, usuários de drogas injetáveis e mulheres casadas (considerando-se neste caso relacionamento fixo por 02 anos no mínimo). A opção pela diversidade de estilo de vida garantiram Poster 278 o contorno dos pacientes dessa unidade de saúde. Dentre os critérios para seleção da amostra, foram considerados: pacientes cuja vivência institucional constava participação em atividades socioterapêutica grupais e estavam inscritos neste serviço de especialidade em DST/aids há mais de 06 meses. A participação em atividade socioterapêuticas grupais viabilizaram reflexão e análise crítica sobre a instituição e a relação usuário profissionais da saúde e a expressão de elementos que compõem a subjetividade dos cidadãos. A amostra intencional propiciou o exercício reflexivo com pacientes buscando resgatar seus sentimentos e a cidadania perdida à medida que os direitos sociais tornarem-se fragilizados em decorrência de preconceitos que enfrentaram e do estigma da soropositividade. Para a consecução deste estudo, foram utilizadas a técnicas de entrevistas individuais e realização de grupo focal, que possibilitou a expressão de vivências, vínculos familiares, sentimentos e esperanças, subsídios para o trabalho preventivo. Principais Resultados: O trabalho da prevenção desenvolvido pela equipe multiprofissional implica no reconhecimento dos valores desta comunidade, identificação da constituição dos sujeitos que fazem parte deste cotidiano e na percepção dos profissionais sobre as representações sociais destes cidadãos à respeito da Síndrome de Imuno- Deficiência Adquirida - “ SIDA” e outras DST. A relação que se estabelece entre população usuária e profissional da saúde, requer envolvimento e disponibilidade dos profissionais para perceberem e trabalhar sentimentos que advêm de sua formação sociocultural, sendo uma das bases desta relação: a questão do direito à liberdade à diversidade e à singularidade. A atenção para a garantia dos direitos sociais, deve ser prestada igualmente às intercorrências que se desdobram do enfrentamento e rompimento de valores adquiridos, dos conflitos, culpas, preconceitos, medos e fantasias que constituem os sujeitos. Esta será a matéria da subjetividade que se estabelece na interação usuários que participam de um processo de Prevenção às DST/aids e profissionais da saúde preocupados com as estratégias de comunicação adequadas para atender às necessidade de uma população que apresenta níveis consideráveis de vulnerabilidade ao HIV/aids e portanto possuem o direito de terem suas subjetividades identificadas e trabalhadas pela equipe de saúde. Conclusões: Os profissionais da saúde devem desenvolver com os pacientes uma relação de responsabilidade e abertura, que deverão estar atreladas à confiança, para entender os elementos relativos à subjetividade que interferem no processo de prevenção e educação em Poster 279 DST/HIV/aids. O reconhecimento do princípio de autonomia dos sujeitos deve ser considerado pelo profissional da saúde que trabalha com educação e prevenção. O processo educativo em saúde pública deve galgar caminhos de mão-dupla, considerando-se prioritariamente a “fala da população”, sua estratégias de sobrevivência no cotidiano e o saber técnico que deverá usar linguagem adequada para atingir seu objetivo: sensibilização, compreensão e mudança de comportamento de risco ao DST/HIV/aids. O direito à complexidade e subjetividade da população humana, deve ser considerada pela equipe de prevenção e educação em DST/HIV/aids, como pressuposto para a Humanização da Saúde Pública. Poster 280 Perfil Gerencial de Treinamento em DST/Aids: Coordenação nas Direções Regionais de Saúde (DIR) no Estado de São Paulo Autor(es): Dreyf de Assis Gonçalves - (PE-DST/AIDS - SP) Co-autores: Maria Aparecida Magalhães; Maria Cristina Megied; Milena B. P. Mello; Neil José Sorge Boarett; Paulo Rogério Cordeiro da Silva; Renato Barboza. Apresentador: Renato Barboza Contato com o autor: [email protected] Problema: Ações de treinamento e capacitação em DST/aids, constituem uma relevante estratégia de saúde pública. O desconhecimento dos recursos e características dos profissionais e instituições no Estado que coordenam essas atividades dificulta a implantação de planos de trabalho adequados à realidade de cada região. Descrição do Projeto: A produção de material didático/pedagógico para realização de treinamentos, gerou a necessidade de conhecer estruturas, embasamentos teóricos/metodológicos dos responsáveis por essas atividades nas diferentes regiões do estado. Foram investigados aspectos sobre formação dos profissionais, cargo ocupado, setor de trabalho, tipo de atividade desenvolvida, suporte teórico/metodológico, principais dificuldades e facilidades. Dezenove DIR responderam ao instrumento sendo: 31,58% dos sujeitos possuem formação em enfermagem; 26,32% em medicina e 10,53% em psicologia; a grande maioria atua no setor de Vigilância Epidemiológica. Nas atividades de treinamento 68,42% afirmaram existir na DIR um profissional responsável pelos treinamentos. Dos treinamentos realizados em 1998, 25% foram destinados a enfermeiros, 23,44% a médicos e 15,63% destinados igualmente para psicólogos e auxiliares de enfermagem. Quanto ao suporte pedagógico 55% dos sujeitos afirmaram possuir alguma proposta pedagógica, porém estas não são condizentes com a proposta de uma pedagogia problematizadora, atualmente adotada em ações de nível central. Para justificar a não realização de ações de treinamento, 36% referiram-se a ‘falta de recurso financeiro’; 20% ‘falta de pessoal capacitado’ e 16% ‘falta de tempo’; porém 93,75% possuem outras pessoas envolvidas nestas ações, sendo 27,66% enfermeiros, 25,53% educadores em saúde, e 21,27% médicos. Conclusões: Apesar da existência de responsáveis pelas atividades de treinamento nas DIR, a realização destas, parece estar suplantada na capacidade técnica e em grande parte nas condições favoráveis decorrentes Poster 281 da estrutura administrativa do serviço, em detrimento de uma proposta unificada entre as unidades para a realização destas ações. Grande parte dos serviços ainda não dispõem de uma política clara sobre atividades de treinamento para sua região. Tal contexto permite uma reflexão sobre a necessidade e importância da definição de política de treinamento em DST/aids, garantindo unificação das ações regionalizadas, evidenciando a necessidade de investimentos na instrumentalização desses profissionais. Poster 282 P r ojeto “Desper tar” uma Alter nativa par a a Criança Soronegativa Autor(es): Edilaine Spinace - Ambulatório de Moléstia Infecciosas de Jundiaí Co-autor(es): Susana Ramil Soeiro Apresentador: Edilaine Spinace Contato com o autor: [email protected] Problema: Em decorrência do elevado número de crianças soronegativas, que convivem com o diagnóstico e prognóstico de seus pais soropositivos, acompanhados neste Ambulatório, elaboramos este projeto com o objetivo de trabalhar o entendimento da patologia dos pais e a compreensão da separação/morte. As atividades em grupo buscam fortalecer a individualidade, interar e integrar ao serviço de saúde e abordar questões sobre a importância do autocuidado, da alimentação e uso de medicações no sentido de estimular os pais a se cuidarem, além de proporcionar a troca de experiências entre as crianças. Descrição do Projeto: Levantamento bibliográfico e busca de experiências com referencial e/ou escopo atinentes; - Definição dos participantes: solicitouse aos profissionais do serviço indicação de portadores de HIV/aids com filhos nesta faixa etária para uma pré-inscrição, momento onde era verificado o interesse na participação; - Avaliação de cada criança: procedeu-se a uma entrevista com os responsáveis, para levantamento de um histórico de vida da criança e suas relações. Realizou-se ainda uma “hora de jogo” com cada uma, sendo que todas crianças avaliadas iniciaram o grupo ; - Realização do grupo: constituiu-se e sete crianças com reuniões quinzenais de 1 h de duração por um período de quatro meses tendo atividades definidas (integração, identificação do próprio corpo, individualização, perda/separação, o serviço e seus profissionais, incentivo ao tratamento e preparação para internação dos pais). Foram utilizados materiais educativos próprios para a faixa etária já existentes ou desenvolvidos especificamente para o grupo. Principais Resultados: Melhor entendimento da patologia dos pais e no relacionamento com os profissionais e serviço; Aumento do estímulo no incentivo aos pais durante o tratamento e adesão a medicação; Aumento da auto-confiança, individualidade e independência; Melhor entendimento das questões relacionadas a separação/morte. Conclusões: Verificamos a importância de um trabalho com crianças soronegativas, inserindo-as como sujeito da ação; necessidade da interdisciplinaridade e trabalho concomitante com os pais; a utilização de materiais reais (soro, equipo, frascos de medicamentos, etc.) durante as atividades facilitam o entendimento do processo de tratamento dos pais. Poster 283 Avaliação de Saúde de Ingressos no Sistema Penitenciário do Rio de Janeiro Autor(es): Edison José Biondi - Superintendência de Saúde da Secretaria de Estado de Justiça Co-autores: Ana Luiza G. Santos; Araujo Maria Célia; Campos Márcia V.S.D; Carvalho Cristiane; Eliane M Vidal; Eugenia. M.M Midlej; Faria Danilo O.; Ferreira Rosane da S.; Inês C. Queiroz; Jorge L. Fialho; Matos Mônica; Nascimento Maria Augusta; Pimentel Maria Christina S.; Romano Elizabeth; Rosa Cláudia; Santos Oraci N; Veiga Lino; Vieira Daniely G. L. Apresentador: Eugenia. M.M Midlej Contato com o autor: [email protected] Problema: É extremamente importante o momento do ingresso de um indivíduo no Sistema Penitenciário. Esta deixando para trás um período de incerteza, tensão, turbulências e promiscuidade que podem facilitar o aparecimento de doenças. É sabido que uma grande parcela da população carcerária é composta por indivíduos suscetíveis a várias doenças em consequência não só das condições socioeconômicas e culturais em que vivem mas também dos comportamentos de risco aos quais essas pessoas se expõem. Assim, a Superintendência de Saúde/SEJINT, através da Coordenação de Saúde, estabelece a Avaliação de Saúde nas Unidades de ingresso do Sistema Penitenciário do Rio de Janeiro. Descrição do Projeto: O ingresso do interno no Sistema Penitenciário ocorre em unidades determinadas. Na primeira semana, ele participa de um encontro onde são discutidas principalmente, as DST/aids/drogas e noções de higiene pessoal e do ambiente. A seguir, passam por uma avaliação médica, estando prevista a inclusão de uma avaliação odontológica, de maneira a fornecer dados de identificação, se necessário. São solicitados exames laboratoriais, radiológicos, encaminhamentos a especialidades etc. Os prontuários acompanham os internos quando são transferidos para outras Unidades. Lá, prosseguem o tratamento. Principais Resultados: Desde janeiro, foram realizados 240 grupos, com atendimento a 2052 internos. Nesse período, 7% dos internos foram encaminhados para a realização de exames radiológicos , 19% para exames de escarro (BAAR), 1,2% para glicemia, 7 % de outros exames e 15% de encaminhamentos a especialidades. Cerca de 83% dos internos solicita a realização de exames anti-HIV. Poster 284 Conclusões: Vem se mostrando de grande importância o presente trabalho, uma vez que é realizado o diagnóstico e tratamento precoces de doenças infecciosas como Tuberculose e infecção HIV/AIDS. Outro aspecto positivo, é a oportunidade que os internos têm de receber informações sobre as DST/aids/drogas no momento que ingressam no Sistema Penitenciário, o que favorece a adoção das medidas de prevenção, colaborando para a reduçaõ do HIV/aids na população carcerária. Poster 285 Avaliação de Visita Íntima no Sistema Penitenciário do Rio de Janeiro Autor(es): Edison José Biondi - Superintendência de Saúde da Secretaria de Estado de Justiça Co-autores: Ana Luiza G. Santos; Araujo Maria Célia; Campos Márcia V.S.D; Carvalho Cristiane; Eugenia M. M. Midlej; Faria Danilo O.; Ferreira Rosane da S.; Jorge L. Fialho; Matos Mônica; Nascimento Maria Augusta; Pimentel Maria Christina S.; Queiroz Inês C.; Romano Elizabeth; Rosa Cláudia; Santos Oraci N; Veiga Lino; Vidal Eliane M.; Vieira Daniely G. L. Apresentador: Edison José Biondi Contato com o autor: [email protected] Problema: A Visita Íntima teve início no Sistema Penitenciário do Rio de Janeiro a partir de maio de 1991. Com a nova Portaria normatizando a regalia dos internos e internas, em 1996, foi suspensa a apresentação de exames para sífilis, bem como o preventivo para as companheiras. Tinha-se ainda a informação de que era alto o número de casos de gravidez indesejada. Descrição do Projeto: Desta forma, a Coordenação de Saúde instituiu um trabalho de prevenção das DST/aids e orientação para o planejamento familiar através do Programa de Visita Íntima, que obedece às seguintes fases: - O Serviço Social abre o processo e encaminha os nomes dos internos/as e companheiras/os para a Coordenação de Saúde - Os internos/as e companheiras/os participam de encontros, onde são discutidas várias questões abordando corpo humano, planejamento familiar, métodos contraceptivos, DST e aids - São emitidos documentos (Termos de Responsabilidade), assinados pelos participantes, para serem anexados aos processos, sendo então liberados para a Visita Íntima Periodicamente, a Coordenação de Saúde realiza avaliação do trabalho desenvolvido entre internos/as e companheiras/os, de maneira a redirecionar o trabalho e promover a reciclagem da equipe, se necessário. Principais Resultados: Já foram avaliados 435 questionários respondidos por internos que têm Visita Íntima e 112 respondidos pelas companheiras. Destacamos: Cerca de 95 % participaram dos encontros; 90% relataram não ter tido DST; 13% dos casais engravidaram; dentre esses, 55% planejaram; 62% não usavam camisinha na rua, contra 59%, atualmente; 11% usavam sempre na rua; 18% usam sempre, no Sistema; 4% referem não precisar; 32% das mulheres fizeram laqueadura Poster 286 de trompas, 31% usam pílulas; 11% usam camisinhas; 5% usam pílulas e camisinhas; Entre os internos, 20% não se interessaram pelo encontro; 18% conversaram com outras pessoas sobre o que aprenderam; 50% utilizaram o material informativo (Cartilha) para orientar familiares; 57% referiram ter adquirido novos conhecimentos. Conclusões: Os resultados parciais apontam, após a implantação desse trabalho: uma baixa incidência de DST, um pequeno aumento do uso de preservativo. Chama atenção o alto percentual de mulheres esterilizadas, o percentual de planejamento da gravidez. Outro ponto importante é o repasse das informações não só entre a população mas também para outras pessoas. Foi vista a necessidade de mudança do questionário para as companheiras e a abordagem. Face os resultados obtidos, acreditamos ser importante a continuidade do trabalho desnvolvido. Poster 287 Perfil dos Internos Soropositivos para HIV-Aids em Relação ao Uso de Drogas no Sistema Penitenciário do Rio de Janeiro (DESIPE) - 1998 Autor(es): Edison José Biondi - Superintendência de Saúde da Secretaria de Estado de Justiça Co-autores: Ana Cristina Lacerda; Ana Cristina Saad; Ana Maria F. Araujo; Elisabete A. Leandro; Helio Ricardo Matos; Jorge Luis F. dos Santos; Jorge S. Gomes; Lino P. Veiga; Márcia L. Carvalho; Márcia Maria B. Bandeira; Olga T. Almeida; Pierre G.Bauer; Sylvia Amoedo. Apresentador: Márcia Lazaro de Carvalho Contato com o autor: [email protected] Problema: Projeto de Pesquisa e Intervenção realizado pela Superintendência de Saúde da Secretaria de Estado de Justiça (SEJ) com o objetivo de conhecer o perfil do interno do DESIPE quanto ao uso de drogas lícitas e ilícitas e quanto ao comportamento de risco de contaminação para Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST). Descrição do Projeto: Foram entrevistados 2115 internos das Unidades Masculinas, Femininas e dos Hospitais Psiquiátricos. Deste total, 140 eram os soropositivos para HIV/aids que são mantidos sob controle médico pela Superintendência de Saúde da SEJ. Consideramos “usuário de drogas” o indivíduo que tenha feito uso de drogas (lícitas ou ilícitas) pelo menos uma vez na vida e consideramos “usuário problemático” aquele que apresentou problemas advindos do seu uso. Principais Resultados: Em relação ao uso de drogas na vida destaca-se que: entre os homens soropositivos para HIV 81% relataram uso de maconha, 77% uso de álcool e 74% uso de cocaína antes de serem presos. Entre as mulheres soropositivas para HIV 86% relataram uso de cocaína na vida, 82% uso de álcool e 73% uso de maconha. Quanto à droga de preferência antes de serem presos os homens utilizaram mais a cocaína (43%), maconha (33%) e álcool (21%) sendo que, após serem presos, a droga usada com maior freqüência foi a maconha (48%) seguida da cocaína e dos tranqüilizantes (25% nos dois casos). As mulheres, antes de serem presas, usaram mais a cocaína (55%), a maconha (23%) e o álcool (18%) e, após o aprisionamento, a droga mais utilizada foi o tranqüilizante (80%) seguido da maconha (20%). O uso de droga endovenosa é relatado por 23% dos homens antes da prisão e 15,5% após o aprisionamento e nas mulheres, só há relato de uso de droga endovenosa antes da prisão (14%). Quanto à história prévia de DST entre os soropositivos para HIV, a gonorréia se Poster 288 destaca no grupo dos homens (77%) seguida da sífilis (21%) antes de serem presos. No grupo das mulheres a sífilis se destaca como a principal (53%) seguida da candidíase (33%), antes de serem presas. Depois da prisão há um decréscimo da maioria das DST nos dois grupos. Sob o efeito da droga 62% dos homens soropositivos para HIV relataram relação sexual com pessoas desconhecidas sendo mais evidente com o uso da cocaína (67%). Os comportamentos sexuais mais freqüentes entre os homens foram sexo oposto com vários parceiros (43%) e ambos os sexos (18%), antes de serem presos; a prática do sexo em grupo foi também importante (26%). Mais de 80% dos entrevistados relataram não fazer uso de preservativo. Conclusões: Observamos uma estreita relação entre os internos soropositivos para HIV no que diz respeito ao uso de drogas, o comportamento sexual de risco quando sob efeito de drogas, pouca utilização de preservativo e história positiva para DST. Através desta pesquisa pretendeu-se obter dados relevantes para pautar ações de prevenção e assistência ao uso indevido de drogas e às DST/aids no Sistema Penitenciário do Rio de Janeiro. Poster 289 Parcerias Contra a Epidemia da Aids Autor(es): Eduardo Albuquerque - Secretaria Estadual de Saúde/ Programa DST/aids - Peranambuco Apresentador: Eduardo Albuquerque Contato com o autor: [email protected] Problema: Uma das maiores dificuldades do Programa Estadual DST/ Aids-PE era realizar ações de prevenção com custos baixos e que alcançassem grande contingente da população em curto espaço de tempo possibilitando maior visibilidade do problema Aids. Descrição do Projeto: Foram construídas parcerias com diversas organizações e instituições com intuito de ampliar o diálogo do Programa com a sociedade. As empresas escolhidas foram aquelas que têm acesso a milhares de cidadãos diariamente e na primeira etapa as parcerias se deram com a Telecomunicações de Pernambuco(hoje TELEMAR), Companhia de Eletricidade de Pernambuco/CELPE, Banco do Brasil, Banco do Estado de Pernambuco/BANDEPE, Caixa Econômica Federal/CEF, Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos/EMTU, Companhia Brasileira de Transportes Urbanos/CBTU, Empresa de Correios e Telégrafos/ECT, Jornal do Comércio, Rádio Cidade e a ONG/aids, Associação de Ação Solidária. Com as empresas de água, luz e telefone, foram veiculadas mensagens nas contas que chegam mensalmente a todos os lares do estado. Durante três semanas, fevereiro/97 foram veiculadas informações nos caixas eletrônicos do Bandepe que atendem a todos os funcionários públicos estaduais e municipais. Foram distribuídos kits contendo preservativos e tablóides aos adolescentes que participam dos programas promovidos diariamente pela Rádio Cidade. O tablóide, produzido pela ONG, foi encartado no 1º/12/97, um domingo, no Jornal do Comércio tornando-se acessível a mais de cem mil leitores em todo o estado. Junto com a Caixa Econômica Federal e Sindicato dos Lotéricos na semana anterior a 1º/12/97 todas as agências da CEF e casas lotéricas do estado distribuíram aos 150 primeiros clientes do dia um tablóide e um preservativo. Na semana anterior ao Carnaval, 98 foi realizada ação semelhante em todas as agências e franquias da ECT no Estado de Pernambuco, ou seja 187 municípios. Os terminais rodoviários e as estações do metrô que atendem principalmente os bairros mais pobres onde circulam diariamente, em média, 60.000 pessoas foram utilizados com apoio da EMTU e CBTU para distribuição do tablóide e preservativos em datas como semana pré carnavalesca, festas juninas, dia dos namorados, semana do carnaval fora de época, e semana anterior ao 1º de dezembro. Poster 290 Principais Resultados: Estas ações se tornaram referências para outros programas da Secretaria Estadual de Saúde/PE como os de Tuberculose, Hansen, Dengue, Leptospirose etc. Pela primeira vez desde o primeiro caso de aids no estado em 1983, mais de 500.000 pessoas tiveram em mãos um material produzido pelo Programa. As empresas envolvidas se estimularam para ações internas de prevenção às DST/aids com orientação do Programa. O produto de uma ONG local foi valorizado. A equipe do programa passou a ter contato mais direto com o grande público. O Programa ganhou mais credibilidade junto á mídia local. As ações alcançaram um grande contingente da população em poucas horas. Estimulou demandas nos COAS e unidades de referência. Cresceu em mais de oitenta por cento o número de estudantes que realizaram trabalhos escolares com o tema aids/DST nas “Feiras de Ciências” que ocorrem no segundo semestre em todas as escolas públicas e privadas do estado. Conclusões: As parcerias com empresas públicas/privadas podem ser efetivadas a partir de vontade política das Secretarias Estaduais e Municipais. Estas parcerias obtiveram uma grande repercussão junto à população que a partir de então passou a identificar as empresas também como fontes de informação e aliadas na luta contra a epidemia e o Programa DST/AIDS-PE, em decorrência dessas ações, passou a ser mais solicitado para oferecer orientação a trabalhos internos em empresas e escolas. Poster 291 Testagem anti-HIV no Pré-natal: Possibilidade de Tornar-se um Exame de Rotina Autor(es): Eduardo Lutz - Secretaria Municipal da Saúde de Gravataí Co-autores: Regina Goytacaz; Rosa Mayer - Secretaria Municipal da Saúde de Gravataí Apresentador: Eduardo Lutz Contato com o autor: [email protected] Problema: O Ministério da Saúde sugere a testagem sorológica antiHIV durante o pré-natal. Este exame não está instituído como rotina no serviço público. Este trabalho pretende demonstrar que a aceitação por parte das gestantes em fazer o exame fornece subsídios para que venha a se tornar rotina. Descrição do Projeto: Trabalhou-se a conscientização dos pré-natalistas da rede pública para a importância deste exame dando ênfase na redução da transmissão vertical. As gestantes receberam orientação individual em consultas com os seus médicos no Posto de Saúde. A gratuidade da testagem colaborou para a aceitação. O exame é feito no laboratório municipal e os confirmatórios no laboratório estadual, de acordo com as normas preconizadas pela Secretaria da Saúde do Estado. O aconselhamento pré e pós-teste é feito pelo médico pré-natalista. As pacientes soro-reagentes têm a entrega do resultado pelo SAE-DST/ AIDS e são acompanhadas por obstetra e infectologista. Elas são encaminhadas para acompanhamento paralelo em hospital terciário tendo em vista os procedimentos do parto. Está prevista a implantação de um protocolo que permitirá a análise desta proposta junto às gestantes, o que nos permitirá fundamentar a rotinização deste exame. Principais Resultados: O período analisado é de março a julho/99. O controle foi feito a partir de certidões de nascimento registradas no município por ser o dado mais fidedigno do número de gestantes. Observa-se que nem todas as gestantes fazem o pré-natal na cidade. Foram contabilizadas um total de 2.074 crianças nascidas em hospitais públicos. O número de gestantes que se submeteu à testagem foi de 938 o que nos dá uma abrangência de 45,22%. Encontrou-se 6 gestantes soro-reagentes ( 0,64%). Conclusões: O dado de 45,22 % nos indica que é possível rotinizar o exame anti-HIV no pré-natal. Não houve relato verbal de recusa do exame por parte das gestantes. Poster 292 Prevenção do Câncer do Colo Uterino em Pacientes HIV Positivas Autor(es): Elaine da Silva Pires - Hospital Geral de Nova Iguaçu Ministério da Saúde Co-autores: José Henrique da Silva Pilotto; Maria Isabel do Nascimento; William Johnny Araujo. Apresentador: Elaine da Silva Pires Contato com o autor: Praça Nilo Peçanha, 16 sl 401 Centro NILOPOLIS - RJ 26.520-340 Problema: Detectar as lesões precursoras do câncer do colo uterino e o carcinoma do colo uterino, no período assintomático, e instituir o tratamento, em pacientes infectadas com o vírus HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana.) Metodologia: Foram avaliadas 102 mulheres portadoras do vírus HIV encaminhadas para o setor de Ginecologia, para avaliação de rotina, no período de maio de 1998 a maio de 1999. A avaliação inicial foi feita através da citologia (colheita tríplice), seguida por colposcopia e, quando necessário, biópsia dirigida. Principais Resultados: A citologia evidenciou: 1 caso de ASCUS (Células Escamosas Atípicas de Significado Indeterminado) , 2 casos de células neoplásicas, 1 caso de infecção pelo HPV (Papiloma Vírus Humano), 10 casos de NIC I (Neoplasia Intra-epitelial Cervical), 4 casos de NIC II , 2 casos de NIC III e 80 casos com processo inflamatório. A colposcopia foi realizada em 75,5% (n=77) do grupo, sendo 32,5% ( n=25) biopsiadas. A biópsia revelou 3 casos de cervicite (13,6%), 4 casos de infecção por HPV (18,2%), 3 casos de NIC I (13,6%), 1 caso de NIC II (4,5%), 5 casos de NIC III (22,7%), 4 casos de carcinoma in situ (18,2%) e 2 casos de carcinoma epidermóide. Conclusões: O exame ginecológico de rotina deve ser realizado em todas as pacientes HIV positivas, visto que constitui um grupo com alta incidência de lesões precursoras do câncer do colo uterino e de câncer de colo. A colposcopia mostrou ser estapa importante e complementar para o seguimento destas pacientes. A assistência multidisciplinar é fator importante para enfatizar esse acompanhamento. Poster 293 Uso de Condom por Parceiros de Mulheres HIV Positivas Autor(es): Elaine da Silva Pires - Hospital Geral de Nova Iguaçu Ministério da Saúde Co-autores: José Henrique da Silva Pilotto; Maria Isabel do Nascimento; William Johnny Araujo Apresentador: Elaine da Silva Pires Contato com o autor: Praça Nilo Peçanha, 16 sl 401 Centro NILOPOLIS - RJ 26.520-340 Problema: Avaliar o uso de condom por parceiros de mulheres HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana) positivas. Metodologia: Entrevista individual, em formulário padronizado, na 1ª consulta do ambulatório de Ginecologia para mulheres HIV positivas atendidas no Hospital Geral de Nova Iguaçu, no período de maio de 1998 a maio de 1999. Principais Resultados: Foram avaliadas 102 pacientes. Deste grupo 56,8% (n=58) eram sexualmente ativas e 43,2% (n=44) não são ativas sexualmente, no momento. Do grupo sexualmente ativo 72,4% (n=42) usam condom. Do grupo que usa condom, 40,4% (n=17) possuem parceiros não infectados pelo HIV, 42,8% (n=18) são infectados e 16,6% (n=9) ignoram se são infectados. Do grupo que não usa condom, 50% (n=8) são infectados pelo HIV, 31,2% (n=5) possuem um exame negativo e 18,7% (n=3) nunca fizeram o teste. Conclusões: É alto o índice de abstinência sexual. O uso de condom ainda é baixo, visto ser um grupo com uma doença sexualmente transmissível diagnosticada. A orientação constante sobre a importância do condom por todo o grupo assistencial poderá aumentar a adesão ao uso. Poster 294 Descrição Etiológica das Doenças Sexualmente Transmissíveis no Centro de Saúde Meireles Fortaleza -CE-Brasil Autor(es): Elani Graça Ferreira Cavalcante - Centro de Saúde Meireles - Fortaleza-CE Co-autores: Pierre Yves Bello; Fernanda Scheridan de Moraes Bezerra; Neide Maria Vieira Sampaio. Apresentador: Elani Graça Ferreira Cavalcante Contato com o autor: (85)452 1316 Resumo: As DST são o principal fator de facilitação da transmissão sexual do HIV. No entanto, a escassez de dados epidemiológicos dificulta a análise da magnitude do problema e o planejamento de ações de controle e prevenção das DST/HIV.O presente estudo objetiva identificar a freqüência etiológica das DST na população atendida no Centro de Saúde Escola Meireles(CSEM), referência do estado. A metodologia utilizada foi o preenchimento sistemático de fichas epidemiológicas de usuários atendidos pelo CSEM, no período de outubro 1997 a fevereiro 1998. Os dados obtidos foram analisados pelo Epi-Info. Registraramse 466 casos, sendo 26 do sexo masculino (5,5%) e 440 do sexo feminino (94,4%), onde 80% das mulheres se encontram na faixa etária de 15 a 44 anos. Ressalta-se a ocorrência de usuários com mais de uma DST. Os achados clínicos nas mulheres eram corrimento vaginal 380 (86,3%), dor pélvica 51 (11,5%), condiloma acuminado 45 (10,2%), corrimento cervical 8 (1,8%) e úlcera genital 6 (1,3%). Na população masculina foram evidenciados condiloma acuminado 10 (38,4%), corrimento uretral 07 (26,9%), sífilis 05 (19,2%) e úlcera genital 02 (7,6%). Os diagnósticos etiológicos mais encontrados na clientela feminina foram: vaginose bacteriana 313 (71,1%), tricomoníase 72 (16,3%), sífilis 24 (5,5%). Na clientela masculina foram registrados uretrite gonocócica 07 (26,9%) e sífilis 05 (19,2%). Dos usuários atendidos 78,9 % aceitaram realizar o teste anti-HIV e 93,9% o VDRL. Destes 06 (1,6%) foram positivas para o HIV e 39 (8,3%) apresentaram VDRL positivo. Esses resultados nos leva a inferir que na população feminina a maioria dos casos são vaginose e tricomoníase para as quais a abordagem sindrômica do corrimento vaginal tem uma boa sensibilidade e especificidade. Os casos masculinos são poucos, porém não foram considerados os parceiros sexuais que receberam tratamento através das mulheres, em virtude da dificuldade de seu comparecimento ao atendimento. A prevalência do Poster 295 HIV nesta população apesar de ser baixa, justifica a proposta sistemática de oferta sorológica para o HIV, porém o percentual de recusa ao teste é preocupante e pode modificar a estimativa da prevalência do HIV. Vale ressaltar que maioria dos casos de sífilis encontrados surgiu a partir da oferta e colheita do VDRL no momento da consulta.O monitoramento informatizado dos atendimentos ambulatoriais de DST facilita a descrição das doenças, gerando informações importantes para identificação dos problemas e avaliação do serviço. Poster 296 Risco e Prazer - o Jogo da Vida Projeto Preservida - Lutando pela Sobrevivência Autor(es): Eliana Lobo - Departamento de Ações Sócio-EducativasDGASE/Sejint Co-autores: Alexandre Bezerra - Equipe da Superintendência de Saúde da Sejint Apresentador: Eliana Lobo Contato com o autor: [email protected] Problema: Este projeto surgiu como ação da equipe de Saúde da SEJINT, com o objetivo de formar multiplicadores em prevenção de drogas, DST/ aids no sistema de internação de adolescentes. Visamos diminuir os danos do uso de drogas e contaminação daquelas doenças por parte dos adolescentes, capacitando-os como multiplicadores de práticas e informações corretas em suas comunidades. Descrição do Projeto: Além de informar, objetivamos sensibilizar os adolescentes para os vínculos com a vida e para a reflexão crítica sobre suas vivências, respaldando suas escolhas. Favorecemos o contato como a consciência moral, os valores e, sobretudo, com o amor-próprio, base da sustentação da vida. Metodologia escolhida: filosofia de construção coletiva, avaliação permanente, constituição de rede de solidariedade e constante aprendizado, a partir da reflexão crítica sobre as diferenças. O painel apresentará o desenvolvimento do Preservida no Educandário Santos Dumont, internação de adolescentes do sexo feminino. Em 1998, reiteraram-se pesquisas epidemológicas que indicavam as mulheres e as adolescentes como a população mais contaminada no final desta década. Na ocasião, das 40 internas, 4 eram soropositivas, 2 apresentavam sintomas de doenças oportunistas avançadas. Principais Resultados: O trabalho se organizou com uma oficina de apresentação para todos os funcionários e adolescentes. Em seguida, foram feitos grupos só de adolescentes. As oficinas estruturaram-se em atividades de sensibilização; caixa de perguntas; banco de dados; videos (Ministério da Saúde, CECIP, ABIA); debates; jogos (Ludsex, Zig Zaids, Jogo da Onda etc); atividades artísticas; pré e pós-teste e avaliação. Temas importantes abordados: mitos e tabus da sexualidade, conduta homossexual, sedução, aborto, gravidez, métodos contraceptivos e uso de preservativos feminino e masculino. Concluões: Por ser uma proposta construtivistas e cooperativa, enfrentamos dificuldades dada a filosofia coercitiva ainda presente no sistema. No painel, serão detalhadas a sequencia das oficinas e o histórico do projeto, as dificuldades e as alternativas de solução encontradas. Com esse exemplo, esperamos incentivar pessoas e instituições a incrememtarem suas ações sociais. Poster 297 Cursos de Capacitação da Equipe de Enfermagem na Prevenção do HIV e Assistência a Pessoas Portadoras do HIV e Aids Autor(es): Eliana Maria de Barros Lima - Faculdade de Enfermagem Nossa Senhora das Graças - FENSG Co-autor(es): Maria do Carmo Santos Lopes Apresentador: Eliana Maria de Barros Lima Contato com o autor: [email protected] Resumo: A síndrome da imunodeficiência adquirida (aids), atualmente é grave problema de Saúde Pública. No Estado de Pernambuco, entre 1983 e o início de 1997 foram notificados 2.064 casos, sendo Recife, a capital do Estado, a área de maior incidência com 58,8% do total de casos. As pessoas infectadas pelo HIV são usuárias dos serviços de saúde e a equipe de enfermagem não está capacitada para lidar com esse fato. Na CN-DST/AIDS-MS existe um programa denominado Universidaids com a finalidade de desenvolver medidas de prevenção e controle através de programas de educação continuada. A Faculdade de Enfermagem Nossa Senhora das Graças, da Universidade de Pernambuco, através do Termo de Cooperação 255/97 com a CN-DST/AIDS-MS, desenvolveu um projeto de cursos com o objetivo de sensibilizar e capacitar enfermeiros para atuação na prevenção e assistência a portadores do HIV e aids com vistas a formação de agentes multiplicadores.Os cursos foram realizados de dezembro/97 a junho/98, sendo treinados 93 enfermeiros entre docentes e assistenciais. A metodologia utilizada foi a problematização, onde o aluno usa a realidade para transformá-la. Nas atividades teórico-práticas foram contempladas visitas a locais de referência e ONG que lidam com aids, com participação multi e interdisciplinar de instrutores.Na análise dos resultados observou-se que 40% dos enfermeiros que trabalham diretamente com portadores de HIV e Aids houve melhoria na sensibilização e atuação técnicocientífica e os que não trabalhavam diretamente com o problema, passaram a vê-lo dentro de um contexto mais humanizado, menos preconceituoso, capacitado tecnicamente, treinados para atuar como agentes multiplicadores nos serviços de saúde da Região Metropolitana do Recife (RMR).Conclui-se que o trabalho foi relevante para os profissionais, para os usuários dos serviços e a comunidade em geral. A repercussão resultou em novo treinamento a ser iniciado no 2.º semestre de 1999, que irá contemplar não só profissionais da RMR, bem como do interior de Pernambuco. Poster 298 Reflexões Sobr e Biosse gurança Dentro das Atividades dos Projetos Redução de Danos - Troca de Seringas Autor(es): Elisabete Paganini - Secretaria Municipal da Saúde de Ribeirão Preto Co-autores: Silvia Helena Possati Moraes; Stella Maris Nogueira Botelho Bevilacqua. Apresentador: Elisabete Paganini Contato com o autor: [email protected] Problema: Estratégias de Biossegurança em projetos de redução de danos - Troca de Seringas (PRD-TS) buscam medidas preventivas e alternativas para diminuir a transmissão de doenças sanguíneas, como aids, hepatites virais entre usuários de drogas injetáveis (UDI), sua rede de interação social e trabalhadores do projeto (redutores de danos). Descrição do Projeto: Elaborar manual de condutas de biossegurança através: Planejamento e execução de treinamentos à equipe de redução de danos. Análise de relatórios qualitativos e quantitativos como processo avaliatório. Reuniões semanais envolvendo a equipe. Discussão sistematizada sobre tema selecionado. Definição das responsabilidades do redutor:Comparecimento ao campo com material preparado. - A cada visita descrever as suas observações. -Distribuir/recolher material, panfletos e cartazes. Principais Resultados: Treinamentos com abordagens lúdicas e participativas são mais adequados, pois favorecem a assimilação de conteúdos e conhecimentos dos riscos ocupacionais. Discussão com a equipe possibilitou a construcão de material instrucional específico visando instituir medidas preventivas voltadas aos UDI, redutores de danos e amigos do projeto. O manual deverá incluir: -Precauções universais -Breve relato sobre aids, hepatites virais, tuberculose e vacinação. -Cuidados com pérfurocortantes - Condutas frente à exposição e ao acidente de trabalho (CAT). Conclusões: Os redutores de danos estão sujeitos a a riscos ocupacionais devido à: clientela atendida; - atividades desenvolvidas (troca/contagem de seringas, agulhas, transporte de caixa coletora com pérfurocortantes contaminados; - desconhecimento de condutas seguras e dos riscos de exposição à material biológico; - pensar no sofrimento emocional ocasionado por atividades desta natureza; - falta de esquema vacinal completo; -indicação de marcadores sorológicos das hepatites virais, realização de PPD e vacina BCG necessita aprofundamento. Poster 299 Atendimento de Enfermagem em Ginecologia Autor(es): Elisabeth Mendes Marques - CR–DST/AIDS Campos Elísieos Apresentador: Elisabeth Mendes Marques Contato com o autor: R. Dr. Miranda de Azevedo 608 apt 21 São Paulo - SP 05027-000 Problema: Com o intuito de fazer um trabalho voltado às mulheres e, sensível às estatísticas da incidência de HIV e muitas delas sendo donas de casa, em 1997, questionava: - O que a enfermagem podia fazer no Centro de Referência de DST/aids para detectar portadoras de DST/ aids? - O que fazer para essas mulheres cheguem até nós? Descrição do Projeto: Surgiu então a proposta de estender as ações preventivas e curativas em DST/aids às mulheres que chegam ao Centro de Referência através da oferta inicial do exame colpocitológico, inclusive para as matriculadas na unidade. Para atender a esse objetivo foram realizadas as seguintes ações de enfermagem: 1. Atendimento de Enfermagem em grupo: realizada com todas as mulheres que irão colher o Papanicolao; tem o caráter informativo, com a duração de 20 a 30 minutos, diariamente, no período da manhã e da tarde; são abordados as doenças mais comuns, como a aids, Sífilis, Gonorréia, Trichomoníase, Candidíse, Condiloma Acuminado e ainda Câncer de mama, de pele, de colo de útero e de boca e os cuidados de prevenção. 2. Atendimento de Enfermagem individual é a consulta de enfermagem individualizada através e anamnese voltada para hábitos sexuais, inspeção física, com a mulher em mesa ginecológica, da mamas, do abdome, dos órgãos genitais externos e exame espetacular do colo de útero; colheita de exames de secreções vaginais e endocervicais, inclusive o Papanicolao; teste de Schiller, solicitação de exames de rotina: HIV, VDRL, colposcopia, ultra-sonografia de mama e mamografia. 3. Consulta de Enfermagem para os resultados dos exames: é o individual, para todas as mulheres que foram colhidos exames de bacterioscopia, cultura e outros, onde são reforçados os cuidados preventivos de DST/aids e o tratamento prescrito pelo ginecologista, quando com exames alterados. Principais Resultados: Atendemos a 1701 mulheres, no período de junho de 1997 a julho de 1999, das quais 83% não eram matriculadas na Unidade. foram detectadas 32 mulheres com HIV+ e 39 com VDRL reagente, com 2 a 3% de incidência, a maioria sem sintomas de corrimento vaginal, prurido e em uma pequena parcela foi encontrada mais de uma DST. Quanto ao resultado da citologia oncótica de colo de Poster 300 útero, as alterações importantes encontradas- NIC I, II, III, variaram de 7 a 13%, das quais 11 mulheres (40%) são portadoras HIV. Conclusões: Tendo em vista que o objetivo foi alcançado, pois através da oferta do exame colpocitológico, as mulheres, em especial na sua maioria sem comportamento de risco e assintomáticas, tem procurado o serviço e sensibilizadas quanto às DST, aderem a realização do exame para HIV e VDRL (78%). O percentual das outras DST, as vulvovaginites participam na incidência em torno de 36%, indicando a necessidade de outras unidades de saúde organizar trabalhos de prevenção o mais rápido possível. Poster 301 Prevenção das DST/Aids no Povo Indígena Suruí: Papel da Mulher na Mobilização Social Autor(es): Eni de Oliveira Osso - MS–DST/AIDS - PACA - Proteção Ambiental Caco Alense Co-autor(es): Dalvanira Gonçalves Costa Apresentador: Eni de Oliveira Osso Contato com o autor: (69) 441 2677 Resumo: Após 8 anos de atuação junto ao Povo Suruí enquanto enfermeira, instrutora no processo de capacitação dos AIS-Suruí e Supervisora Polivalentes nas aldeias, consideramos que a dificuldade de compreensão das causas e conseqüências das DST/aids é um dos principais obstáculos para assimilação e adoção de medidas preventivas. A desvalorização das culturas tradicionais do povo brasileiro e suas raízes pela ideologia dominante induz ao desprestígio e desconsideração aos pontos de vista populares em geral e especialmente das diversas etnias indígenas. A falta de uma Política de Saúde para os povos indígenas e a conseqüente inoperância dos serviços disponíveis, associados ao despreparo de profissionais, ocupacionais e voluntários que atuam nas aldeias, reforçam as relações de dominação. As práticas educativas realizadas na sua grande maioria são reprodutivas, desvinculadas da realidade social e da História do Contato. Por serem pouco valorizadas acabam sendo desenvolvidas por pessoas bem intencionada mas despreparadas, geralmente desinformadas e não habilitadas. Os diferentes fatores sociais e interesses religiosos, acadêmicos, econômicos, políticos e outros, transformam as aldeias em cenário de conflitos latentes que interferem diretamente na qualidade de vida e saúde destes povos, na medida que fragmentos de discursos e expressões são assimilados e reproduzidos acriticamente, interferindo na formação de opinião acerca do corpo, modo de vida, lazer, trabalho, espiritualidade e principalmente na manutenção da identidade sociocultural e do sentimento de pertinência. O orgulho de ser em si, e para si enquanto parte do processo de relação consciente com a cultura de dominação, a emancipação do pensar e ampliação do espaço social através do conhecimento e poder de decisão na medida que, ciente das causas e conseqüências das DST/aids através de processos educacionais críticos e criativos, que ao partirem da percepção inicial que são sujeitos da aprendizagem tem da situação-problema, possam os instrutores mediar o processo de construção de próprio conhecimento, propiciando a relação Poster 302 dialética entre o sujeito e o objeto de aprendizagem. Mesmo reconhecendo ser o problema multicasual, complexo e genérico as populações tradicionais, excluídas ou com sua cidadania plena restrita, este problema foi abordado e trabalhado junto ao Povo-Suruí. Estes ocupam a Terra Índigena Sete de Setembro (247-870 ha) distribuídos em 10 aldeias e 1 Associação (Metareilá do Povo Suruí) e, áreas urbanas. São aproximadamente 800 pessoas, sendo 207 mulheres acima de 10 anos, que são o grupo-alvo deste estudo e treinamento. Os resultados parciais foram satisfatórios, e acreditamos ser importante, se possível divulgá-los.Nós autoras, enquanto instrutoras do Projeto: “Treinamento de Mulheres para prevenção das DST/aids” voltando para os Povos Indígenas Suruí, Cinta - larga, Mequém, Apurunã e Aikanã Kueazar de Rondônia, temos como concepção de saúde a melhoria da qualidade de vida e prevenção de doenças e a atenção básica a todos os brasileiros, tendo o processo de construção dos ditritos sanitários como estratégia para viabilização do SUS, o que só é possível com a ampliação de consciência sanitária dos atos sociais envolvidos. Nossa concepção pedagógica é a bordagem crítica social dos conteúdos, enquanto processo que parte do conhecimento dos sujeitos das práticas e que mediado pelos instrutores permite sucessivas aproximações com objetivo de aprendizagem do conteúdo da cultura elaborada Universal e assim permite também a reelaboração da visão sintética e aparente do objeto a uma reelaboração coletiva. Isso significa para aquele processo social vivido pelo sujeito coletivo no cotidiano, o que se traduz não na negação das tradições mas na sua superação criativa, embasada por princípios efetivos de intervenção. Das 46 aldeias na quais realizamos os treinamentos as 10 do Povo suruí foram o alvo deste estudo. O treinamento é realizado em 3 unidades didáticas: 1ª avaliação da situação atual e do processo de condução das práticas de saúde nas aldeias pelos AIS. Foram feitas reuniões, conduzidas pelos AIS, junto às mulheres e lideranças situando as DST/aids no seu ponto de vista. As instrutoras só fizeram intervenções caso solicitadas. Nesta oportunidade foram definidos horários e local de realização dos eventos. 2ª construção dos painéis (Elaboração do esquema Referencial comum) conduta e coleta de dados: instrutoras traduções bilíngüe oral e escrita: monitoras Poster 303 3ª oficina pedagógica (Condução e coleta de dados): Instrutoras Tradução bilíngüe oral: monitoras. • Um total de 221 mulheres acima de 10 anos do povo Suruí, participaram das oficinas. Sendo 191 nos treinamentos realizados nas 10 aldeias e 16 no Riozinho (Casa do Índio e associação Metareilá) 10 monitores Indígenas desempenharam esta função com responsabilidade. • As mulheres indígenas são um ato social coletivo de fundamental importância na prevenção de doenças, no geral. Com sua maior permanência na aldeias e o aumento da reponsabilidade com filhos e casas, são um elo básico na manutenção e abstenção de hábitos e habilidade da tradição. • Nas DST/aids o poder de influência sobre as meninas, na sua formação básica enquanto mulher é de fundamental importância para a prevenção. • A tradição oral, apesar da aparência negar está viva e se mantem com as mulheres nas suas conversas, opiniões e aspirações. • A metodologia aplicada é muito importante nas práticas sanitárias e educacionais nas aldeias, principalmente com as mulheres. Mas a visão de mundo, a concepção do ser humano da saúde e da educação dos instrutores e o peso maior. • O respeito e a admiração às tradições alheias, especialmente dos Povos Indígenas que são uma das nossas raízes culturais, nós somos como ele na nossa língua, nos hábitos dos povos da floresta, ribeirinhos, na culinária até mesmo na valorização de atos de higiene e saúde como banho diário ou várias vezes ao dia. Esse respeito e admiração só podem existir em seres humanos comprometidos com processo de luta pela justiça social, socialização do patrimônio da humanidade. • A comunicação gestual ou não-verbal é tão necessária quanto a tradução simultânea, bilíngüe, cujo discurso assuma um tom amigável, as palavras sejam pronunciadas pausadamente, com ênfase e sinceridade. • Com certeza os bebês e crianças do Povo Suruí são recebidos, percebidos e tratados de um modo mais humano e coerente com o processo de presentes. Expressam uma dignidade no olhar, não presenciamos agressões físicas, verbais ou morais dirigidos a eles. Poster 304 • Este trabalho é apenas uma contribuição para a intervenção no complexo problema de previnir às DST/aids nos Povos Indígenas, mas acreditamos neles. • Somente com a continuidade do Processo de Distritalização da Saúde Indígena, e a melhoria das condições de vida na aldeia, principalmente o resgate de eventos culturais tradicionais, a nutrição, o lazer e os processos educativos que respeitamos sua história lhes ajude a manter a vida e a saúde com dignidade. Acreditamos no futuro deste Povo singular que apenas 30 anos teve contato com a periferia do nosso imenso e complexo mundo globalizado. • Elas, as mulheres querem se sentir mulheres como todas, serem amadas atendidas nos seus anseios, sonhos e necessidades. Não podem ser tratadas como seres inferiores por falta de instrução na nossa língua, por falta de reprodução de hábitos e discursos que considera-se “normal”, mas são frutos da nossa submissão à cultura de dominação. • Nós, instrutoras aprendemos com elas um pouco mais do que é ser mulher, de como é bom tratar os filhos com amor e deles receber carinho e respeito, o quanto o nosso País e nosso povo é rico em possibilidades, o quanto é importante nós fazermos entender e entendermos o outro para que possamos atribuir valores ao que percebemos. • O ser humano pode ser sublime e isso faz a vida humana um desafio. A tragédia é a violência, a ganância e o desrespeito. Na nossa essência, independentemente da raça, cor, idade, sexo, língua, classe social, situação econômica ou qualquer outra variável, temos um ser humano latente, ele pode nos situar no processo vida-morte e nos torna fortes para lutar pela vida e liberdade. Poster 305 Disponibilidade de Sorologia Anti-HIV como um Teste Voluntário na Rotina do Atendimento Prénatal em Unidades Básicas de Saúde do Município de Ribeirão Preto Autor(es): Fatima R.A.Lima Neves - Secretaria Municipal da SaúdeRibeirão Preto/SP Apresentador: Fatima R.A.Lima Neves Contato com o autor: [email protected] Problema: Com o crescente avanço da epidemia da aids entre as mulheres, tornou-se urgente a criação de estratégias para inibir a transmissão vertical, uma vez que dados epidemiológicos em nosso município nos mostram que a faixa etária que estas descobrem-se doentes de aids estão diretamente relacionados ao período esperado para que tenham vida sexual ativa e encontrem-se em fase reprodutiva. Descrição do Projeto: De acordo com as diretrizes da assistência integral à saúde da mulher, norteada pelos princípios que regem o Sistema Único de Saúde-SUS, a Secretaria Municipal da Saúde através do Programa DST/aids e o Programa de Saúde da Mulher em parceria com o HCFMRP/USP, Depto de Ginecologia e Obstetrícia participaram ativamente na organização e operacionalização de um protocolo assistencial contemplando o oferecimento da realização do teste anti-HIV, mediante aconselhamento pré e pós teste com garantia de sistema de referência a um pré-natal diferenciado por sua terapêutica específica, visando uma assistência de qualidade à mãe e seu concepto. Principais Resultados: No período de 01/08/96 a 31/12/98, ocorreram 17.589 atendimentos de pré-natal nas Unidades onde a sorologia antiHIV se encontrava disponível. Desse total, 10.966 mulheres (62,3%) concordaram com a realização do exame. A positividade ao exame ocorreu em 83 pacientes, equivalendo a 0,76% (IC 95%: 0,59 a 0,92). Conclusões: Após a introdução deste Protocolo, foi possível observarmos junto as Unidades de Saúde envolvidas no processo o desencadeamento de ações com possibilidades de intevenções em nível terapêutico, assistencial e antes de tudo preventivo com envolvimento de equipes multidisciplinares e interinstitucional. Poster 306 Prevenção às DST/Aids na Penitenciária Feminina do Complexo Carandiru em São Paulo Autor(es): Fernanda Lopes - Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo Co-autor(es): Cassia Maria Buchalla; Cely Blessa Apresentador: Fernanda Lopes Contato com o autor: [email protected] Problema: As condições de vida das populações encarceradas refletem, sobretudo, as negligências na saúde e as inconsistências na educação e, embora esteja sendo viabilizada a implantação de um programa de visita íntima nas unidades prisionais femininas paulistas, não há um trabalho sistematizado e contínuo de educação em saúde reprodutiva e prevenção às DST/aids, tendo sido esta a grande razão de mobilização para o desenvolvimento do projeto. Descrição do Projeto: A Faculdade de Saúde Pública da USP, em parceria com o Núcleo de Estudos em Prevenção de Aids e o Departamento de Saúde do Sistema Penitenciário, realizaram oficinas de saúde reprodutiva e prevenção às DST/aids, com mulheres da Penitenciária Feminina do Complexo Carandiru, Município de São Paulo. Principais Resultados: Os conceitos de corpo erótico e corpo reprodutivo estavam incorporados em suas práticas e construções conjuntas, no entanto as formas de contágio/desenvolvimento de DST/ aids e contracepção, foram destacadas como resultantes de um conhecimento superficial e, muitas vezes, equivocado. Conclusões: As características do grupo estudado não foram diferentes daquelas apresentadas por mulheres das camadas empobrecidas da população, contudo, o fato de estarem privadas de liberdade (e do direito à vida sexual) demanda a construção de intervenções educativas de caráter não estritamente heterossexual e monogâmico. Poster 307 Pesquisa Acadêmica no Incentivo a Debates em DST/Aids em Unidade Básica de Saúde Autor(es): Fernanda Malha Previtali - Universidade Federal Fluminense Co-autores: Anna Lígia Cabral da Rocha; Carolina Meyer Alves; Fernanda Seródio Baldotto; Leonardo Moura de Oliveira; Maria Marta da Luna Feire; Maria Teresa Pereira Alvarez Gonçalves; Ricardo Coelho Miranda; Thaís Almeida Campos da Silva. Apresentador: Fernanda Malha Previtali Contato com o autor: [email protected] Problema: Projeto de Pesquisa - O grupo teve como tarefa-proposta a avaliação dos serviços oferecidos em relação a portadores do HIV em Unidade de Saúde de Primeiro Nível de Atenção do SUS em Niterói, como parte do processo de formação do aluno de Medicina da Universidade Federal Fluminense. Descrição do Projeto: Escolheu-se a técnica de Evento Sentinela para analisar o caso de “Dona M.”, um caso de infecção por HIV em uma mulher de 57 anos, analfabeta, religiosa, divorciada, que teve seu diagnóstico retardado por um período de mais de um ano. Procedeu-se a análise do prontuário, entrevista com o médico assistente e aplicação de questinário aos profissionais de saúde. Principais Resultados: Levando-se em consideração a excelente qualidade dos serviços oferecidos pela unidade de saúde estudada, identificou-se como principal causa da demora do diagnóstico um possível preconceito quanto ao risco que “Dona M.” poderia estar exposta, considerando sua idade, estado civil, comportamento religioso, entre outros. Conclusões: O resultado do trabalho foi apresentado a Unidade de Saúde como contribuição para a definição de estratégias de capacitação de recursos humanos e incrementação de debates sobre o tema. A experiência foi muito positiva, à medida que possibilitou uma atualização dos profissionais da unidade acerca dos aspectos sociais e epidemiológicos da aids e outras DST, uma vez que esse conhecimento nem sempre é priorizado adequadamente por alguns profissionais. Poster 308 Análise Comportamental de Usuários Portadores de Doenças Sexualmente Transmissíveis Atendidos no Centro de Saúde Meireles - Fortaleza-CE- Brasil Autor(es): Fernanda Sheridan de Moraes Bezerra - Centro de Saúde Meireles - Fortaleza-CE Co-autores: Elani Graça Ferreira Cavalcante - Centro de Saúde Meireles - Fortaleza-CE; Neide Maria Veira Sampaio Apresentador: Elani Graça Ferreira Cavalcante Contato com o autor: (85)452 1316 Resumo: O conhecimento das Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) e os aspectos comportamentais da população proporcionam bases epidemiológicas relevantes para a formulação e implementação de modelos assistenciais que busquem a atenção integral voltadas para às necessidades identificadas.O presente estudo objetiva descrever essas características, patologias mais freqüentes e resposta ao tratamento aplicado em um grupo de 300 usuários atendidos no ambulatório de DST do Centro de Saúde Escola Meireles, cadastrados e analisados no período de janeiro a maio de 1999. A maioria dos assistidos são do sexo feminino 268 (89,3%) dos quais 240 (89,5%) encontram-se na faixa de 19 a 46 anos. A população masculina atendida perfaz 32 (10,7%). Através da livre demanda 276 (92%) chegaram ao serviço e 24 (8%) foram trazidos por parceiros ou encaminhados.A média da renda familiar 209 (69,6%), situa-se entre 1 e 3 sálarios mínimos existindo 56 (18,6%) sem renda e 91 (11,8%) acima de 3 salários. Somente 23(7,6%) não possuem instrução tendo a maioria 224(74,6%) o 1º grau e 53(17,8%) o 2º grau. A predominância 275(91,6%) é heterossexual, 15(5%) não possuem prática sexual definida, 7(2,3%) são bissexuais e 3(1,1%) são homossexuais. Quanto a atividade sexual 209(69,7%) refere parceria única, 37(12,3%) paceria não exclusiva, 39(13%) atualmente sem parceria e 15(5%) sem atividade sexual. Alguns dos usuários apresentam mais de uma DST, sendo as mais freqüêntes: 219(73%) corrimentos vaginais tais como tricomonas e vaginose bacteriana, 79(26,3%) HPV, 30(10%) sífilis, 4(1,3%) uretrite gonocócica. Constatou-se que 226 (75,3%) referiram ter realizado tratamento completo, 26(8,6%) não cumpriram as recomendações e 48(16%) encontram-se em tratamento ou não retornaram. A avaliação dos 252(84%) retornos demonstrou que 177(70,2%) obtiveram cura com a aplicação da terapêutica combinada. Aceitaram realizar o teste anti-HIV 238(79,3%) resultando Poster 309 228(95,7%) não-reagente e 10(4,3%) positivos.Os dados acima nos leva a inferir que a clientela apresenta boas condições de ser trabalhada de modo preventivo, visto as condições de instrução e a aceitação ao tratamento realizado. Necessário se faz estudar os fatores que concorreram para falha terapêutica e recusa quanto à sorologia do HIV. Poster 310 Trabalhando as DST/Aids no Presídio Feminino de Fortaleza - Relato de Experiência Autor(es): Francisca Sônia de Andrade Braga Farias - Secretaria de Justiça do Estado do Ceará / Universidade de Fortaleza Co-autor(es): Maria de Nazaré Matos Bosque Apresentador: Maria de Nazaré Matos Bosque - Secretaria Executiva Regional III Contato com o autor: [email protected] Problema: Sabemos que por fazerem parte de uma comunidade reclusa, as presidiárias têm os seus horizontes voltados basicamente para a questão da liberdade, onde a saúde tem um baixo grau de prioridade. Por terem problemas com a Justiça, tornam-se pessoas fechadas e arredias não falando de suas doenças, dúvidas e angústias. Descrição do Projeto: Desenvolvemos um projeto no qual formamos multiplicadoras em DST/aids com o objetivo de tratar e prevenir estas doenças,melhorando assim a qualidade de vida das presidiárias. Tratase de um projeto do Ministério da Saúde, viabilizado pela Secretaria de Saúde do Estado do Ceará para formar multiplicadores em DST/aids nos presídios. Adotamos metodologias tais como: oficinas, mutirões de saúde, gincanas, grupos de auto-ajuda e teatro de bonecos. Dentre os temas abordados os mais enfocados são DST/aids e drogas enquadrandoos no contexto da realidade socioeconômica e cultural das presidiárias. De início treinamos quatro multiplicadoras, sendo uma auxiliar de enfermagem e três presidiárias, de modo que estas pudessem prestar assistência a suas próprias colegas em tempo integral e servissem de elo entre profissionais e detentas. Em face do bom resultado alcançado formamos posteriormente mais nove multiplicadoras, sendo uma auxiliar de enfermagem, uma socióloga e sete presidiárias. Principais Resultados: O mais importante foi a confiança que conquistamos da maioria das presidiárias. Isso é confirmado pelo aumento dos casos reportados de DST. Não que tenha aumentado o número de casos, mas sim, pelo fato de que as notificações aumentaram. Antes, os casos eram guardados e a situação mantida em segredo pelas detentas. O projeto proporcionou ainda às presidiárias a possibilidade de aprenderem uma nova profissão através da confecção e manejo de bonecos, fator que tanto ajuda a manterem sua liberdade. Ressaltamos que o teatro foi estruturado pelas presidiárias da fabricação e manejo dos bonecos até a produção dos textos. Antes, eram contratados teatros Poster 311 de bonecos para apresentações nas diversas unidades prisionais, hoje são feitas por esse grupo de multiplicadoras. Conclusões: O trabalho desenvolvido dentro do Presídio Feminino de Fortaleza não tem sido fácil, considerando as precárias condições de trabalho, o ambiente insalubre, periculoso e gerador de tensões. Entretanto, tais dificuldades nada representam frente aos frutos produzidos através da melhoria da qualidade de vida das detentas, o crescimento contínuo da equipe e a integração e confiança de todo o grupo. Poster 312 Conhecimento Sobre Formas de Transmissão e Medidas Preventivas Relacionadas ao HIV Entre Estudantes de Belo Horizonte Autor(es): Francisco Cordeiro - Coordenação Estadual de DST/AIDS Minas Gerais Apresentador: Francisco Cordeiro Contato com o autor: [email protected] Problema: A discrepância entre o conhecimento das formas de transmissão do vírus da aids e as atitudes preventivas, resultando num aumento de situações de risco para infecção de HIV/aids na população pesquisada. Descrição do Projeto: Aplicação e análise de questionário semiestruturado com 13 questões abordando uso de drogas e aids em 78 estudantes de 1ª a 8ª séries de Belo Horizonte. Principais Resultados: Da amostra pesquisada 57,7% são mulheres. Sobre a aids 93,6% da amostra reconhecem a relação sexual como forma de transmissão. No entanto 21,8% não reconhecem o uso de preservativo com parceiros conhecidos (15,4% em relação a parceiros desconhecidos) como cuidado preventivo à transmissão do HIV. Conclusões: A informação é importante como ponto de partida, porém não garante a mudança de comportamento, principalmente na adolescência. Os mitos e tabus que envolvem a iniciação sexual - cada vez mais precoce - , a “confiança” no parceiro sexual e a idéia de “não vai acontecer comigo” são fatores intervenientes na adoção (ou não) de comportamentos preventivos ao HIV. A responsabilidade individual e com o parceiro deve estar presente nas informações direcionadas a este público. Instituição Executora: Centro Mineiro de Toxicomania Fonte Financiadora: Banco Mundial e Ministério da Saúde. Poster 313 O Preservativo Sob Gestão da Coordenação de DST/ Aids de Belo Horizonte e sua Inserção nas Atividades de Prevenção Autor(es): Francisco de Assis Acurcio Universidade Federal de Minas Gerais Co-autores: Iveta Malachias; Maria de Jesus Lile Diederich; Maria do Carmo Moreira de Souza; Maria Inez Ribeiro Oliveira; Palmira de Fátima Bonolo. Apresentador: Palmira de Fátima Bonolo Contato com o autor: [email protected] Problema:Projeto de avaliação com objetivo de suprir a carência de conhecimento em torno do processo de gestão (aquisição, estocagem, distribuição) e do uso do preservativo (aceitação/rejeição) por parte dos profissionais e dos usuários dos serviços. Descrição do Projeto: Avaliação multicêntrica coordenada pelo Ministério da Saúde e desenvolvida, em Belo Horizonte, no Centro de Treinamento em DST da Policlínica Centro-Sul e no COAS/CTA do PAM Sagrada Família, no período de janeiro de 1996 a junho de 1997. A avaliação por tiangulação de métodos quantitativos e qualitativos compreendeu três níveis: a) análise do processo de aquisição, distribuição e disponibilização dos preservativos; b) análise da percepção do usuário sobre o uso, aceitação e acesso ao preservativo; c) análise da percepção do profissional sobre sua capacitação para realizar atividades de aconselhamento e para abordar o uso do preservativo como estratégia de prevenção das DST/aids. Principais Resultados: Dentre os principais problemas na distribuição de preservativos no município destacaram-se: a) oferta irregular e insuficiente: para atender 33.000 usuários programou-se 500.000 preservativos/ano. Nos 18 meses analisados foram distribuídos 343.926 preservativos, o que evidenciou a baixa cobertura oferecida pelo município; b) dificuldade de implementação das ações preventivas na rede básica; c) insuficiência de recursos humanos; d) integração incipiente entre as entidades que atuam na área de prevenção. Dos 549 usuários dos serviços que responderam a questionário auto-aplicável, 34% declararam usar preservativo após conhecimento do HIV, 26% transam mesmo quando falta o preservativo, 86% consideram que o preservativo protege quanto ao HIV/aids e 58% recebem preservativo nos serviços estudados. Para os usuários entrevistados, a principal vantagem de usar preservativo é a prevenção das DST. O fato de ser um Poster 314 método para evitar a gravidez e a tranqüilidade proporcionada pelo seu uso também foram bastante citados. Como desvantagens, destacam-se o incômodo e a interrupção da relação sexual, levando à “quebra do clima”. As entrevistas com os profissionais de saúde revelaram os seguintes aspectos relacionados à sua capacitação para realizar atividades de aconselhamento: a) insuficiência de recursos audiovisuais para apoiar o trabalho; b) preocupação em passar as informações corretas quanto ao uso do preservativo sem retirar a responsabilidade de decisão do usuário (COAS); c) atualização do profissional para lidar com contrainformação (COAS); d)atenção do profissional para as suas crenças e preconceitos (COAS); e) desgaste da equipe pelo trabalho diário com sentimentos e dificuldades do usuário (COAS); f) falta de treinamento da equipe para abordar o uso do preservativo (DST); g) falta de definição do perfil do Recurso Humano para o trabalho com DST. Conclusões: A avaliação revelou que o incremento da efetividade das atividades de prevenção deve levar em consideração os seguintes aspectos: a) promover articulação com as áreas de desenvolvimento social e educação, bem como ONG para reforço e apoio às atividades educativas; b) viabilizar execução e coordenação dos projetos de prevenção elaborados pelas unidades básicas e serviços especializados, garantindo o fluxo de distribuição bem como o reforço do quadro de recursos humanos e sua capacitação; c) promover a elaboração e viabilização de projetos enfocando populações vulneráveis (adolescentes, UDI, profissionais do sexo e mulheres) priorizando grupos de baixa renda; d)expandir a distribuição de preservativos priorizando abordagens sistemáticas; e) manter as estratégias de distribuição adotadas, sobretudo as que dão ênfase ao preservativo como um dos instrumentos centrais de prevenção, seja através da orientação coletiva ou individual. Poster 315 Programa Afetivo-sexual Autor(es): Francisco José Machado Viana - Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais - Secretaria de Estado da Educação de Minas Gerais Co-autores: Hilton Brant Machado; Maria Beatriz Dias; Marina Lúcia Pereira; Natércia Damasceno Oliveira; Sérgio Rafael do Carmo; Vera Suzana de Souza Lima. Apresentador: Francisco José Machado Viana Contato com o autor: [email protected] Problema: A aids hoje avança na população jovem e sugere a possibilidade de que a infeção esteja acontecendo na adolescência. O adolescente no Brasil carece de programas específicos para atender suas necessidades. Os educadores são com certeza a maior referência para os adolescentes, são com quem muitas vezes eles dividem suas angústias e dúvidas. Nos últimos anos, a sociedade brasileira avançou muito no reconhecimento dos direitos humanos e da cidadania de crianças e adolescentes. No campo da educação, temos testemunhado a aprovação de leis e a divulgação de parâmetros, que criaram um contexto legal muito favorável para que a escola desenvolva currículos mais próximos das necessidades reais dos alunos e se transforme numa instituição capaz de influir, significativamente, na construção da sociedade. Entretanto, ainda há muito o que fazer, especialmente quando se trata de colocar em prática o direito a uma educação integral, que inclua, entre outros conteúdos, a educação afetivo-sexual. Descrição do Projeto: O programa afetivo-sexual pretende treinar professores e profissionais de saúde para trabalhar com o adolescente buscando prevenir a infeção com HIV e outras DST, reduzir gravidez indesejada, e aumentar o uso de contraceptivos entre os adolescentes. O programa apresenta conteúdos e conceitos de várias áreas do conhecimento de modo articulado e interdisciplinar, contextualizando as produções históricas do conhecimento e suas manifestações artísticas e culturais; dos novos recursos tecnológicos que devem ser colocados a serviço da prática educativa; e divulga e discute projetos e experiências pedagógicas que levam em conta a criatividade, a inovação, e as necessidades do grupo social em que se encontram inseridos. Estes conteúdos são previamente passados aos professores através de cursos de capacitação preparados pela Secretaria de Estado da Educação em convênio com a Fundação Odebrecth e Secretaria de Estado da Saúde. Outras experiências já em curso como o ensino à distância do Programa Salto para o Futuro podem completar o nível de conhecimento e material Poster 316 dos professores envolvidos no projeto. Principais Resultados: O programa iniciou suas atividades em junho de 1999 tendo formado inicialmente 44 capacitadores que até o fim de setembro formou 600 professores e profissionais de saúde de diferentes regiões do Estado de Minas Gerais. Iniciaremos em outubro o segundo módulo de capacitação para os primeiros 44 capacitadores que ainda este ano estarão repassando para os professores e profissionais de Saúde. Neste ano de 1999 o Programa pretende atingir em torno de 9.600 adolescentes. Conclusões: Se as palavras, comportamento e ações dos pais configuram o primeiro e mais importante modelo da educação sexual das crianças, muitos outros agentes sociais e milhares de estímulos farão parte desse processo. No caso do adolescente, as informações trocadas com colegas e as mensagens apreendidas através da mídia, influenciam fortemente as suas opiniões, atitudes e comportamentos, especialmente com relação à sexualidade. Cabe à escola lembrar que o adolescente ao entrar nela, não deixa lá fora sua sexualidade e seus medos. É com esse seu lado afetivo que ele vence os obstáculos e os estímulos da vida escolar. É nesse contexto que a escola, enquanto instituição responsável pela formação de novas gerações, atualmente encontra-se mais voltada para a reflexão sobre estas questões, repensando sua função social como instituição formadora e transformadora e não apenas informadora. O papel da escola neste cenário é muito importante não apenas por ser um espaço no qual o adolescente passa grande parte do seu dia, tendo ali contato com adultos referência, mas também por proporcionar um conhecimento sistemático, não valorativo, baseado em dados científicos, que esclarece e complementa os aspectos duvidosos ou até errôneos presentes na educação informal. O trabalho com sexualidade no espaço da educação escolarizada possibilita ao adolescente o conhecimento de novos pontos de vista, a discussão, a argumentação, a reflexão, elementos importantes para a tomada de decisões conscientes e responsáveis. Poster 317 Trabalhadores do Sexo em uma Coorte de Homens que Fazem Sexo com Homens (“Projeto Rio”): o Desafio de Prevenção de Acordo com a Parceria Autor(es): Frits Sutmoller - Serviço de Epidemologia, Centro de Pesquisa - Hospital Evandro Chagas/FIOCRUZ Co-autores: Claudia T.V. Souza; Dionne Peluso; Helena Martins; Paulo Starling. Apresentador: Frits Sutmoller Contato com o autor: [email protected] Problema: Avaliamos a incidência do HIV e freqüência de sexo penetrativo desprotegido (SPD) numa coorte de homens que fazem sexo com homens (HSH) que também eram trabalhadores do sexo (TS) para auxiliar no desafio do aconselhamento preventivo desta população específica. Descrição do Projeto: Num estudo com HSH no Rio de Janeiro, feito entre 1994 e 1999, estudou-se a prevalência das DST na triagem e a incidência do HIV com os possíveis fatores de risco. Selecionamos um grupo que também eram trabalhadores do sexo. Assim avaliamos os dados dos 221 homens que também faziam sexo em troca de dinheiro (TS) para estudar a prática de sexo penetrativo desprotegido (SPD) e função das parcerias. Principais Resultados: Dos TS, 79% eram homens com práticas bissexuais e o restante homossexuais exclusivos. Setenta porcento eram abaixo de 30 anos, 80% tinham apenas o nível primário de educação, 71% tinham renda igual ou inferior a um salário mínimo e 59% era de etnia não branca. A sensação de vulnerabilidade existia entre 73% destes homens e 77% tinham tido SPD nos seis meses antes de ingressar no estudo e se contrasta com 60% do grupo não-TS. Dos TS homossexuais exclusivos, 78% tinham relações SPD com parceiros fixos e 42% com seus parceiros ocasionais. No grupo bissexual estes percentagens eram 45% e 52%, respectivamente, e com as parceiras isto aconteceu em 77% com as parceiras fixas e com 67% das parceiras ocasionais. Destes homens, 121 (55% do total) fizeram no mínimo duas consultas de acompanhamento (com 2.300 meses/homens de observação) e 7 soroconverteram para o HIV dando uma incidência densidade de 3.7 por 100 homens-ano. Conclusões: Os TS da coorte “Projeto Rio” representavam 34% do grupo e que eram na grande maioria bissexuais jovens e de um faixa social desfavorável. Mesmo se sentindo vulnerável para o HIV a prática Poster 318 de SPD era alta (77%) antes de entrar no estudo e no decorrer mostrou uma incidência alta para o HIV no grupo que teve aderência ao estudo. SPD era mais alto no parceiros fixos dos homossexuais exclusivos e nas parceiras fixas dos homens bissexuais. Este estudo reforça que as atividades preventivas nos grupos de TS têm de ser reforçadas e feitas de forma continuada e que atenção especial tem de ser dada às parcerias fixas destes homens. Poster 319 Uma Coor te de Homens que Fazem Sexo com Homens (“Projeto Rio”): os Motivos de Fazer o Teste-HIV e Aderência ao Estudo Autor(es): Frits Sutmoller - Serviço de Epidemologia, Centro de Pesquisa Hospital Evandro Chagas/FIOCRUZ Co-autores: Claudia TV Souza; Helena Santos; Therezinha Penna. Apresentador: Frits Sutmoller Contato com o autor: [email protected] Problema: Determinar quais são os interesses do público em participar em estudos de coorte. Neste estudo avaliamos, numa coorte de homens que fazem sexo com homens (HSH), as motivações multifatoriais de participação e adesão ao estudo. Do lado científico existem perguntas e exigências metodológicas (i.e recrutar uma população representativa com comportamento de risco, estudar a prevalência e incidência do HIV e manter a adesão alta etc) e do outro lado existem as necessidades e expectativas dos voluntários que participam das investigações. Decrição do Projeto: Numa das coortes de HSH (“Projeto Rio”) feito em conjunto com dois outros centros nacionais de vacinas (São Paulo e Belo Horizonte), investigou-se de 1994 até 1999, a incidência do HIV e a viabilidade de manutenção de coortes para ensaios de eficácia com produtos candidatos a vacinas anti-HIV. Investigamos os motivos dos voluntários para se interessarem pelo projeto e os fatores envolvidos na adesão ao estudo. Principais Resultados: Observamos que os principais motivos das 1.181 pessoas de fazer uma consulta de triagem eram: a vontade/ interesse de participar em atividades de prevenção (43%), o desejo de fazer o teste do HIV (32%), pelo recrutamento feito através dos voluntários da coorte (9%), preocupação em relação ao situação sorológica das parcerias (7%), preocupação de estar infectado pelo HIV, preocupações com doenças e outros motivos. O fator altruísmo foi infreqüente (3%) e mais alto nas pessoas que foram enviadas por serviços de saúde (7%) . A busca de ações preventivas ou o desejo de fazer o teste foi similar nas diversas fontes de recrutamento (serviço de saúde, mídia, vale-camisinha, ONG ou voluntários). A positividade para o HIV foi mais alta (31-34%) nas pessoas que vieram através da divulgação na mídia e do recrutamento em áreas dos trabalhadores do sexo. Já nos homens enviados pelos serviços de saúde, ONG e por outros voluntários do estudo foi de 19-21%. Dos 654 voluntários, 418 voluntários aderiram ao estudo dando um total de 8.988 homens/meses de observação. Não foi encontrada nenhuma diferença entre Poster 320 o grupo que aderiu ao estudo e o grupo que não retornou na percepção de vulnerabilidade ao HIV nem no comportamento de risco; também não foram encontradas diferenças nas variáveis sociodemográficos (idade, renda, etnia, prática de religião) com exceção do nível de escolaridade mais baixo (analfabeto ou primeiro grau) no grupo que não retornou. Os motivos de não-aderência de 36% dos voluntários que na primeira entrevista alegaram desejar participar da coorte podem ser entendidos como advindo dos seguintes fatores: culturais (falta de altruísmo para participação em estudos desta natureza), de acessibilidade (dificuldade de acesso ao local do estudo), de interesse institucional (apoio contínuo ao projeto, avaliação periódica) e financeiros (irregularidade de fluxo limitando ações como distribuição de camisinhas, reembolso de transporte/ lanche e atividades como palestras, oficinas e festas prometidas aos voluntários no Termo de Consentimento). Conclusões: Existe uma demanda social para atividades de prevenção nesta população, visto que foi citada por dois terços das pessoas que procuram o nosso serviço. Porém, uma das exigências de estudo de coorte é a adesão ao estudo. Esta depende não só de questões ligadas aos voluntários como da manutenção de um apoio continuado institucional e financeiro. Financiamento: UNAIDS, CN-DST/AIDS, CNPq, PAPES/FIOCRUZ Poster 321 Mulher, Samba e Saúde - Uma Iniciativa de prevenção às DST/aids Autor(es): Helena Dias Torres UERJ - Universidade do Estado do Rio de Janeiro Co-autores: Ferreira, A.R.; Francisco, M.T.R.; Ivo, M.S.; Lopes, C.P.; Santos, M.R.M. Apresentador: Helena Dias Torres Contato com o autor: [email protected] Problema: O avanço da epidemia pelo HIV/aids tem mostrado novos perfis das populações atingidas: camadas menos favorecidas da população têm aparecido como grupos especialmene vulneráveis. Descrição do projeto: A UERJ desde 1997 vem desenvolvendo este projeto, tendo como alvo a população feminina de três comunidades: Formiga, Macacos e Mangueira. Através da formação de agentes multiplicadoras da comunidade, pretende-se transmitir informações a respeito das DST/aids. Busca-se a investigação de metodologias eficazes de atuação frente à essa população. O treinamento das multiplicadoras seguiu a metodologia de workshops. Principais Resultados: Nas 3 comunidades o projeto treinou 300 mulheres sendo que 35 estão atuando como multiplicadores formais, tendo como base 4 Centros de Referência dentro da Comunidade. Foram desenvolvidas atividades de teatro, grupos de reflexão, palestras, distribuição de material educativo. A distribuição de preservativos é realizada através de cota mensal, em “abordagens informativas individuais” e em “Caminhadas da Saúde”, atividade de mobilização comunitária diante dos temas. Conclusões: Cada comunidade imprimiu um ritmo próprio às propostas a partir de suas particularidades culturais, o que confirma a importância de horizontalizar as decisões e informações. Os fatores socioculturais ainda são os principais obstáculos à prevenção da aids nestas comunidades. Poster 322 Campanhas do Governo Federal em duas Décadas de Epidemia Autor(es): Helena Lima Pontifícia - Universidade Católica de São Paulo Co-autor(es): Janine Cardoso Apresentador: Helena Lima Contato com o autor: [email protected] Problema: Compreender a construção dos cenários da aids _ repertórios sociais compartilhados_ a partir do discurso do governo federal e as ressonâncias no discurso e práticas preventivas. Estudar as campanhas de prevenção às DST/aids desde o início da epidemia. Descrição do Projeto: 1. Compilação das campanhas: fitas da CN– DST/AIDS, fitas FIOCRUZ, home page da CN, arquivos pessoais. 2. Correlação entre Governo, Ministros da Saúde, Agências Financiadoras e tons das campanhas. 3. Análise das diferentes campanhas e das dissonâncias da memória pública: compilação de material não foi suficiente para abarcar todas as campanhas com detalhes de elaboração, agência responsável, órgão financiador. Principais Resultados: Década de 80 e início da década de 90: culpabilização, terror, vínculo aids-morte. Aids I - solidariedade, informação, setorização, orientados pelo projeto; Aids II: metaforização, pessoalização. A análise, embora cronológica, não pode ser linear: aspectos diversos são priorizados em diferentes épocas. Vínculo com drogas, bissexualismo, divulgação dos COAS, incipientes. Mesmo campanhas consideradas informativas e amplas não se repetem. O vínculo aids-morte interferindo diretamente na adoção de práticas preventivas e rejeição a comportamentos de exposição e risco. Pouquíssimas referências às DST. Conclusões: Mérito das campanhas, trazer informação para grande massa, em larga escala. Vínculo aids-morte ainda presente; pouca menção aos bissexuais e aumento subsequente de mulheres monogâmicas infectadas. Necessidade de ampliação das informações sobre DST. Oscilações entre esclarecimentos e metáforas; dificuldade na setorização. Articular informações e sensibilizar a população para a escolha de práticas preventivas saudáveis. Poster 323 Violência com Homens que Fazem Sexo com Homens (“Projeto Rio”): Incidência de Morte por Fatores Externos e a Violência Sexual no Início da Vida Sexual Autor(es): Helena Martins - Serviço de Epidemologia, Centro de Pesquisa Hospital Evandro Chagas FIOCRUZ Co-autores: Claudia T.V. Souza; Frits Sutmoller; Therezinha Penna. Apresentador: Helena Martins Contato com o autor: [email protected] Problema: Determinar a ocorrência de violência em uma coorte de homens que fazem sexo com homens (HSH), especificamente as mortes violentas por causa externa (assassinato) e a violência sexual no início da vida sexual correlacionando-as com fatores sociodemográficos. Descrição do Projeto: De 1994 a 1999, foi desenvolvida uma coorte multicêntrica (Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte) com o objetivo de determinar a incidência do HIV e os fatores sociocomportamentais de um grupo de HSH, visando buscar melhores métodos de prevenção para DST/AIDS e que seria desenvolvido para ser um dos possível “sites” para execução de ensaios clínicos de eficácia com uma vacina anti-HIV. Principais Resultados: Dos 654 homens que fizeram entrevista completa, houve cinco (0.8% dos voluntários) óbitos, notificados por familiares ou amigos das vítimas, de morte violenta. Dos 418 que aderiram ao projeto, três faleceram dentro do primeiro ano do estudo, dando uma incidência de 4.0 por 1000 homens-ano de observação. Embora o número de casos seja pequeno para uma análise sócio demográfica, observamos alguns fatores comuns entre esses casos : 4 estavam na faixa etária de 20-29 e um entre 30-34 anos; todos tinham uma renda de um salário mínimo; 4 eram de etnia parda, todos tinham prática sexual de risco e dois eram trabalhadores do sexo. Destes homens 4 eram homossexuais exclusivos. Quanto à violência sexual no início da vida sexual, esta ocorreu em 27% dos voluntários. Estudando os fatores sociodemográficos (etnia, renda e escolaridade) deste grupo não notamos uma diferença significativa com o grupo de 73% de voluntários que não sofreu este tipo de violência. Uma diferença significativa observada foi a frequência maior entre os homossexuais exclusivos (33%) quando comparado com os bissexuais (20%). Conclusões: Em cinco anos de acompanhamento dos voluntários houve cinco mortes violentas e uma incidência muito alta que possivelmente Poster 324 é sub-representada, à medida que o sigilo ligado à participação no estudo era freqüentemente mantido pelo voluntário junto à família, não gerando possibilidades de notificação. Este grupo era jovem e todos tinham comportamento de risco sexual, e com baixa escolaridade e renda. Indivíduos neste coorte que relatam ter sofrido violência sexual no início de sua vida sexual não apresentam diferenças socioeconômicas significativas se comparados aos que não sofreram este tipo de violência. Financiamento: UNAIDS, CN-DST/AIDS, CNPq, PAPES/FIOCRUZ. Poster 325 Programa de Prevenção de Doenças Sexualmente Transmissíveis e Aids em Trabalhadores do Sexo no Ambulatório Municipal de Doença Sexualmente Transmissível/aids de Campinas–SP Autor(es): Heloisa Maria Lelis de Castro Rossani - Ambulatório Municipal de DST/AIDS da Prefeitura Municipal de Campinas SP. Co-autores: Ana Ferreira de Almeida; Cândida Cordeiro de Souza; Equipe técnica do AMDA; Maria Aparecida Leal; Maria Cristina Ilário; Vânia Souza Aguado. Apresentador: Ana Ferreira de Almeida Contato com o autor: rossani @ correionet.com.br Problema: Em 1994, o Ambulatório Municipal de Doenças Sexualmente Transmissíveis/aids da Prefeitura Municipal de Campinas verificou que na região central do município, onde o serviço se localiza, existia grande concentração de trabalhadores do sexo atuando. Em posse dos dados epidemiológicos que apontavam para um maior risco de incidência e prevalência das DST/HIV/aids nessa população específica, optou-se por criar um programa específico para essa clientela no serviço de referênccia, criando vínculo de porta de entrada direta e acessível, no sentido de interferir preventivamente na cadeia de transmissão. A centralização inicial do programa no AMDA, garantiu o acolhimento adequado a essa clientela, sabidamente discriminada socialmente, inclusive nos aparelhos de assistência à saúde. Objetivos • Determinar a cota semanal de condom a ser distribuida. - Oferecer atendimento individual por equipe multiprofissional e atender as queixas apresentadas. • Realizar aconselhamento e educação em saúde em consultas individual, oferendo exames periódicos (VDLR/PREVENTIVO DO COLO DE ÚTERO/HBSAG(Hepatite B)/LISA anti HIV). • Propor oficinas de educação em saúde e cidadania em grupo, mensalmente. • Treinar multiplicadores na prevenção DST/aids. Descrição do Projeto • Cadastramento da população específica. • Realização de pesquisa estatística em campo com os trabalhadores do sexo para determinar a real necessidade de suprimento de condons. • Contato com líderes da população em questão para divulgar o programa Poster 326 em seus locais e áreas de trabalhoseus locais e áreas de trabalho. • Atendimento individual para entrega da cota de preservativos, aconselhando sobre sexo s seguro e orientações gerais. • Atendimento em grupo: no atendimento e aconselhamento individual percebe-se a necessidade de desenvolvimento de atividades educativas em grupo. Os temas abordados foram priorizados pelo próprio grupo, onde conjuntamente surgiram sugestões para o programa. • Identificação e formação de multiplicadores na prevenção das DST/ aids entre os trabalhadores dos sexos. Principais Resultados: Uma cota semanal de 32 condons foi encontrado como média para tal grupo. A adesão dessa população específica foi alta tendo em vista que hoje atende-se trabalhadores do sexo de Campinas e também de toda região (500 cadastrados em quatro anos). Foi constatado que aproximadamente 80% dos trabalhadores do sexo negociam o uso de preservativo com todos os clientes, entretanto 20% referem dificuldade de negociar o uso de preservativo com os clientes que oferecem maior remuneração por sexo sem preservativos. Negociar o uso de preservativo com parceiro fixo pareceu ser mais problemático que com os parceiros eventuais, pois aproximadamente 40% referiram tal dificuldade. Trabalhadores do sexo feminino realizam mais exames periódicos do que trabalhadores do sexo masculino. Houve melhor participação dos trabalhadores do sexo masculino nas oficinas de educação em saúde e cidadania em grupo. Conclusões: A identificação dos líderes é fator primordial para treinamento de multiplicadores. O atendimento individual e em grupo para trabalhadores do sexo com entrega de preservativos, parece estimular o interesse da população-alvo na educação em saúde sexual, principalmente dentro do aspecto preventivo. A avaliação da qualidade dos preservativos foi uma informação adcional aos objetivos iniciais. Houve maior preocupação com a qualidade dos preservativos por parte dos travetis, provalvemente por ter sido neste grupo a maior freqüência de ruptura de preservativos. Recomendações: Implantar ficha tabulada pré-codificada e pré-testada com a finalidade de traçar um perfil estatístico dos trabalhadores do sexo do ponto de vista clínica, epidemiológico e social, bem como analisar futuras intervenções. Estender tal programa para atividade em campo. Desmembrar as oficinas em saúde para trabalhadores do sexo feminino e masculino. Poster 327 Prevenção de DST/Aids Junto a Homens no Local de Trabalho Autor(es): Iara Coelho Zito Guerriero - NEPAIDS/USP Apresentador: Iara Coelho Zito Guerriero Contato com o autor: [email protected] Problema: Casos notificados entre homens heterossexuais aumentaram de 6% em 1990 para 28% em 1998. Os homens não se percebem vulneráveis à aids, infectando-se e transmitindo HIV para suas parceiras. A construção social da masculinidade e as relações de gênero influenciam o aspecto social da vulnerabilidade. Este é um estudo exploratório, de natureza qualitativa, realizado junto a funcionários homens de uma empresa de transportes urbanos do município de São Paulo. Descrição do Projeto: Realizaram-se dez entrevistas individuais e quatro Oficinas de Sexo Seguro, que foram gravadas e transcritas. Sistematizaramse dados sociodemográficos dos participantes e, após análise, organizaramse blocos temáticos. Serão apresentados os dados referentes a: sexualidade, casamento, infidelidade, camisinha, DST e aids. Principais Resultados: Homens, entre 23 e 49 anos, 4 a 12 anos de escolaridade, valorizam família e trabalho, buscam ser bons provedores e constituir patrimônio. A infidelidade do homem representa masculinidade, a feminina é desonra. A decisão pelo uso do preservativo cabe ao homem. A mulher pode solicitar o preservativo apenas para evitar gravidez. São dificuldades para a utilização do preservativo: alto custo, estética, medo de perder a ereção, perda de sensibilidade do homem e da mulher. Utilizam serviços de saúde quando doentes, mas automedicação para DST. Recebem informações sobre aids quando doam sangue, ou esporadicamente através de folhetos e televisão. Não se consideram vulneráveis às DST/aids e confundem suas formas de transmissão. Conclusões: Ações educativas no local de trabalho atingem os homens, desde que se considerem suas construções sobre masculinidade e relacionamento homem e mulher. Poster 328 Jovens, Sexualidade e Escola: uma Proposta de Ação Participativa Autor(es): Ione Hasegawa Kassuga - Universidade Federal Fluminense Co-autores: Fatima Pereira Picanço Brasil; Rogéria de Fatima Pereira dos Santos. Apresentador: Rogéria de Fatima Pereira dos Santos Contato com o autor: Rua Otávio Carneiro 80/504 Icaraí NITEROI RJ 24230-191 Resumo: Dados mais recentes, relacionados à aids, gravidez e adolescência, vêm apontando a escola como um espaço privilegiado para se desenvolver, sistematizar e ciar alternativas na abordagem de tal problemática. “Jovens, sexualidade e escola: uma proposta de ação participativa”, que se caracteriza como um projeto de intervenção, tem como proposta desenvolver uma ação que contemple questões sobre sexualidade, tendo como preocupação básica, acolher as culturas e saberes dos jovens. Esta abordagem pretende romper com a estreita relação que se faz da educação sexual associada à uma visão biologicista, tão presente ainda nos currículos, nos livros e nas equipes de “especialistas”. Desenvolvendo-se em um colégio estadual, com 25 alunos da 6ª série do ensino fundamental, os encontros ocorrem quinzenalmente no horário da disciplina de Ciências, com a colaboração ativa da professora responsável. São utilizados recursos diversos como dinâmicas de grupo, vídeos-debates, dramatizações, pesquisas e outros. A partir de levantamento dos temas de interesse junto aos alunos, os conteúdos são explorados problematizando questões como o preconceito, as negociações de poder que envolvem as relações sexuais, as desigualdades entre os sexos, a determinação cultural que estabelece os papéis de “homem” e de “mulher” dentro da sociedade e a sua influência nas relações sexuais, a negação social e cultural do prazer feminino, a incorporação pela mulher como a única responsável pela contracepção, a impossibilidade de negociação do uso da camisinha e a vulnerabilidade dos jovens frente à aids.Resultados preliminares evidenciam a necessidade de, na prática, encaminhar uma proposta de trabalho interdisciplinar, envolvendo outros professores que possam também discutir em suas disciplinas questões referentes à sexualidade, aproximando os conteúdos disciplinares tradicionais aos “conteúdos da vida”, transformando a escola em um espaço compartilhado de construção coletiva do conhecimento. Pretende-se refletir, a partir da prática, a discussão que envolve a complexidade da concepção de educação em saúde, a sua inserção no currículo e no cotidiano escolar e sua articulação com o exercício da cidadania. Poster 329 Aids Também é Violência Autor(es): Isabel Cristina Xavier de Macedo - SOS - Ação Mulher e Família Co-autor(es): Flávia de Moraes Salles P. Costa Apresentador: Flávia de Moraes Salles P. Costa Contato com o autor: [email protected] Problema: Este projeto está voltado a mulheres jovens de baixa-renda, com pouca escolaridade, que possuam parceiros únicos e fixos, usuárias da Instituição - SOS Ação Mulher e Família, que vivem em situação de violência doméstica e/ou sexual na relação de gênero. Pretendemos promover uma consciência de que a prática do sexo seguro é também uma das formas de combate à violência através de um pograma de intervenção. Descrição do Projeto: Este projeto conta com apoio financeiro da Fundação Mac Arthur, Instituto Nacional de Saúde Pública do México e com a GLAMS (Grupo latinoamenricano de Trabajo sobre Mujeres y SIDA). Serão realizados 18 encontros anuais, distribuídos em 3 grupos. Cada grupo participará de 6 encontros, com duração de 4 horas cada, perfazendo um total de 72 horas anuais. Os grupos serão formados por 20 mulheres. Serão aplicados (pré e pós-teste) como instrumento de avaliação e coleta de dados para a pesquisa. Será distribuído material educativo. Ao final de cada grupo será realizado um evento de alcance público. Principais Resultados: Resultados parciais foram alcançados até o presente momento, através da aplicação de um questionário para levantamento do perfil das usuárias da Instituição .Este questionário consta de questões sóciocomportamentais. Conclusões: Este projeto visa promover a conscientização dos riscos de infecção das DST/aids, a que fica submetida a mulher em situação de violência de gênero, assim como capacitá-las na busca e utilização de conhecimentos úteis a sua saúde e sexualidade. Poster 330 PapiloMavír us: Perfil Compor tamental Pacientes para uma Prevenção Mais Eficaz dos Autor(es): João Carlos Magi - Centro de Referencia DST/aids de Vila Prudente Co-autores: Elisa Maria da Silva Brito; Mariza Vono Tancredi. Apresentador: Mariza Vono Tancredi. Programa Estadual de DST/aids do Estado de São Paulo Contato com o autor: (11)272 3436 Problema: A Doença Sexualmente Transmissível (DST) causada pelo Papilomavírus Humano (HPV) carece de métodos de diagnóstico e tratamento eficazes e de fácil acesso à população, sendo, ainda, a prevenção a maior arma contra o seu avanço. Este trabalho tem por objetivo estudar o perfil comportamental dos pacientes de risco para esta doença, atendidos no ambulatório de DST do Centro de Referência DST/aids de Vila Prudente possibilitando, assim a definição de ações preventivas mais eficazes. Descrição do Projeto: Os dados foram coletados através de questionário feito pelo médico durante a consulta, constando das seguintes variáveis: - sexo, idade, idade da 1ª relação sexual, número de parceiros na vida, tipo de relação sexual, DST associada, antecedentes de DST, uso de drogas e origem da demanda. A consulta incluía anamnese, exame físico geral, realização de peniscopia no homem ou colposcopia na mulher com colheita de citologia e/ou biópsia, se necessário. Foram considerados positivos para o Papilomavírus Humano os pacientes que tinham presença de coilocitose ou condiloma acuminado ao anátomo patológico. Principais Resultados: No período de fevereiro de 1998 a fevereiro de 1999, foram atendidos um total de 165 pacientes, com história relacionada à doença causada pelo Papilomavírus Humano e presença de lesões suspeitas, que foram biopsiadas. Destes pacientes foram computados todos os positivos - um total de 67, além de 30 selecionados ao acaso, considerados negativos para o Papilomavirus Humano. Destes 97 casos, 59 (60,82%) foram referenciados em função de terem parceiros com HPV, sendo que 96,61% eram do sexo masculino com parceiras que tinham diagnóstico de HPV detectado a partir da realização de colpocitologia oncótica, colposcopia e biópsia. Apenas 2 mulheres (3,28%) procuraram o serviço em função de terem parceiros HPV-positivo. A demanda expontânea de 34 casos (35,05 % dos 97 casos) foi composta por 19 mulheres (55,88%) que procuraram o serviço por diferentes causas ginecológicas, que não lesões verrucosas, cuja investigação levou à Poster 331 realização de colpocitologia oncótica e/ou colposcopia. Dos 15 homens que procuraram o serviço espontaneamente (44,11%), 12 deles (80%) apresentavam condiloma sendo que destes 41,66% eram homossexuais ou bissexuais. Não foi anotado o motivo da procura do serviço em 4 casos (4,1%). O índice de positividade nas biópsias para HPV foi de 40,6%. Na distribuição dos casos por faixa etária e sexo observou-se que 73,19% encontram-se na faixa de 20 -39 anos, sendo 25,77% do sexo feminino e 74,23% do masculino. Em relação ao uso de preservativos 87,5% não usavam, faziam uso incorreto ou usavam há menos de 1 ano, não havendo diferença importante do percentual entre os HPV-positivos (83,33%) e os HPV-negativos (89,28%). A média do número absoluto de parceiros na vida foi de 12 parceiros, tanto entre os HPV-negativos como nos HPVpositivos. Foi calculado um índice para medir a interferência do tempo de permanência com cada parceiro na aquisição da doença. O cálculo do índice foi feito através do quociente entre: o tempo de vida sexual (idade - idade 1a. relação¸ número de parceiros). Quanto ao tipo de relacionamento sexual observou-se que 93,62 % são heterossexuais (90,63 % dos HPVpositivos e 100,0% dos HPV-negativos). Observou-se que a média do tempo de convivência com cada parceiro entre os HPV-positivos foi de 4,14 anos enquanto entre os HPV-negativos foi de 5,67 anos. Em relação ao uso de drogas observou-se que apenas 11,34% eram usuários (13,79% negativos e 10,44% positivos). Foi verificada presença de DST associada em apenas 11,34% dos casos (6,66% dos HPV-negativos e 13,23% dos HPV-positivos). Quanto ao antecedente de outras DST, 23,71% o apresentavam (20,0 % dos HPV-negativos e 24,28 % dos HPV-positivos). Conclusões: O uso de preservativos de forma correta, por mais de 1 ano, ocorreu em apenas 12,5% dos casos, o que demonstra a baixa eficácia das campanhas educativas. A colpocitologia oncótica periódica na mulher, associada ou não à colposcopia, é a principal forma de diagnosticar, diretamente na mulher e indiretamente no homem, através de seu encaminhamento pelo médico da companheira, as formas subclínicas de HPV. O índice que mede o tempo de convivência com cada parceiro mostra-se como um indicador mais sensível da diferença de comportamento entre os HPV-negativos e os HPV-positivos do que o número absoluto de parceiros. Observamos que existe uma diferença entre os fatores que levam à procura expontânea do serviço entre o sexo masculino e feminino: - na mulher as queixas ginecológicas que levam à realização do exame preventivo ginecológico são o fator preponderante enquanto no homem são as lesões verrucosas genitais. Poster 332 Associação da Infecção por HIV, Sífilis e Hepatite B Autor(es): João Luiz Grandi - Centro de Referência e Treinamento DST/ Aids - São Paulo Co-autores: Amorim, A.S; Goihman, S.; Palhares, M.C; Sugano, H.; Ueda, M. Apresentador: João Luiz Grandi Contato com o autor: [email protected] Objetivo: Determinar a exitência de associação entre infecção por HIV com Sífilis e Hepatite por vírus B em uma amostra testada no Centro de Orientação e Apoio Sorológico - COAS do CRT-DST/AIDS de São Paulo. Métodos: A partir de junho de 1998, o COAS passou a oferecer testagem para HVB a seu usuários. No período de junho a dezembro foram realizados 533 sorologias para HVB. Para diagnóstico da Hepatite B foi utilizado método ELISA Imunobloting (ABBOT - MEIA). Para o diagnóstico da Sífilis e HIV seguiu-se a rotina do serviço: VDRL e FTAAbs e dois testes ELISA como método de triagem e o IFA e ou Western Blot como teste confirmatório. Principais Resultados: Do total, 18,8% eram positivos para HBsAg, 8,6% para HIV e 4,13% para VDRL. As associações HBsAg/HIV (Risco Relativo=2,48, HBsAg/VDRL (RR=3,47) e HIV/VDRL (RR=7,30) foram estatisticamente significantes (p=0,000). Análise de Regressão Logística aponta como variáveis preditoras da infecção por HIV: VDRL (+/-; OR=10,45; p=0,000); tipo de parceiro nos últimos 10 anos homobi/heterossexual; OR=3,19; p=0,002); transfusão (S/ N;OR=3,58;p=0,049); e, HBsAg (+/-;OR=1,96;P=0,082). Não foram estatisticamente significantes (&=0,1): Número de parceiros nos últimos 6 meses (p=0,100; Cor (p=0,101); sexo (p=0,133); idade (p=0,340); uso de preservativos no último ano (p=0,402); parceiro fixo (p=0,634); e, escolaridade (p=0,655). Conclusões: Observa-se que tanto síflis como a infecção por Hepatite B estão associadas à infecção por HIV, sendo sífilis mais intensamente (OR=10,45) que o HBsAg (OR=1,99). São co-variáveis no modelo parceiros homossexuais, bissexuais e transfusão de sangue. Poster 333 Novas Atitudes: DST/Aids: Conscientização e Informação Autor(es): Joel Natal da Silva Unit – Centro Universitário do Triângulo Co-autores: Miranda, Frank José Silveira; Paravidini, Jacqueline Ramos. Apresentador: Frank José Silveira Contato com o autor: [email protected] Problemas: Os pesquisadores ao analisarem as proposta preventivas empregadas na região perceberam que eram ineficazes para identificar quais as verdadeiras atitudes dos adolescentes em relação às DST/aids; à despeito do volume de informação que circula na mídia local. A partir da análise do material informativo, elaborou-se histórias em que se solicitava ao aluno posicionar-se em relação às situações problemas, procurando que os adolescentes demostrassem verdadeiras reações em momentos que a excitação exacerbada (“tesão”) poderia levá-los a ter comportamentos de risco. Descrição do Projeto: Foi aplicado um instrumento projetivo em adolescentes com faixa etária de 13 a 17 anos, de escola estadual e municipais da periferia da cidade de Uberlandia/MG. Após a análise das respostas obitidas da história, foi organizado material educativo, pertinentes à diferentes dados constatados anteriormente, no intuito de quebrar as defesas preceptivas de mudar comportamento de risco apresentado em relação às DST/aids. Utilizou-se cartazes, fôlderes e uma vivência dramática para este processo de informação-sensibilização. Os adolescentes participaram ativamente das palestras e dinâmicas, trazendo suas ações e afetos ligados à DST/aids e possibilitando aos facilitadores propor um novo modelo de ação. Eles se responsabilizaram em atuar como multiplicadores destas dentro da comunidade em que estão inseridos. O caráter inovador do projeto mobilizou vários segmentos da comunidade, que possibilitará a continuidade do desenvolvimento de nossas ações. Conclusões: Concluímos que os aspectos cognitivos são ineficazes para mudança de atitudes, necessitando pois, envolver o componente afetivo para que ocorra transformações/mudanças e os adolescentes se tornem conscientes, mais flexíveis, de “mente aberta” e aptos para estarem participando e colaborando com todo um processo, que a população precisa adotar para as DST/aids deixarem de continuar no mesmo ritmo de crescimento. Educação em saúde: prevenir ainda é o melhor remédio. Poster 334 Comportamento Sexual, Aids e Representações Sociais: Estudantes da Área de Saúde da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) Autor(es): Jorge Luís de Souza Riscado - Universidade Federal de Alagoas Apresentador: Jorge Luís de Souza Riscado Contato com o autor: [email protected] Problema: Dois pressupostos embasaram o trabalho, ou seja com que informações sobre prevenção e aids os estudantes entravam na universidade, qual o nível de conhecimento e qual o produto Universitário que lançavamos no mercado para poder dar conta desta temática. Descrição do Projeto: Portanto, esta pesquisa teve por objeto o estudo de atitudes sexuais e em relação à aids, fontes de informação, conhecimento, práticas de sexo seguro, prontidão profissional e representações sociais, com discentes da área de saúde (Educação Física, Enfermagem, Medicina, Nutrição e Odontologia ) da Universidade Federal de Alagoas (UFAL). A amostra incorporou 343 sujeitos, estudantes calouros e do último ano dos cursos apontados. Constituiuse de um -survey-, a partir de um questionário auto-aplicável, estruturado para respostas fechadas, abertas e discursivas. Principais Resultados: Os estudantes apresentaram as seguintes características: 67,9% eram do sexo feminimo e 32,1% do sexo masculino; com idade entre 16 e 41 anos; 73,2% eram calouros e 26,8% formandos. .Sobre as concepções acerca do sexo, consideram possuir uma boa/ótima informação; que primeiramente recorrem aos amigos para conversar sobre sexo; vêem como natural o sexo antes do casamento, mas são contra á relação extraconjugal. As mulheres compreendem o sexo como questão de amor e tendem a monoparceiria. Os homens pensam que sexo é prazer e por isso mesmo tendem a multiparceiria. As experiências sexuais circulam entre namorado (a) 44,82%, pessoas desconhecidas 22,71% e prostitutas 8,28%. Quanto ás práticas sexuais 7,41% já tiveram atividade de sexo grupal; entre as mulheres a prática vaginal: é totalmente comum em 89,77%, a anal 19,32%, ficam entre mais/menos e totalmente comum, assim como a oral 64,77%, e 61,3%, pregam a masturbação a dois, como forma de atingir o prazer sem penetração e de evitar uma possível gravidez. Com o advento da aids mais da metade das mulheres e homens disseram não ter alterado o seu comportamento sexual. Em relação à aids, os estudantes universitários Poster 335 avaliam como boa/ótima as suas informações, e as obtêm através da mídia, as mulheres, em boa parcela, adotam a parceria fixa como prevenção, enquanto os homens; a camisinha. A transmissão social da aids é considerada por 22,2% dos respondentes. Para 30% existe -gruposresponsáveis - homossexuais, prostitutas e drogaditos - por disseminarem o vírus HIV da aids. Dos casados apenas 11% usam camisinha nas relações sexuais. Iniciam os cursos com alto nível de expectativa em preparar-se para o enfrentamento da aids, no entanto 1/3 dos graduandos não se considera apto e apenas a metade declara-se em parte preparada para lidar com pessoas portadoras do HIV e/ou em quadro de aids. Neste caso, grande parte dos concluintes de Enfermagem sente-se mais preparada. As representações que os sujeitos fazem sobre aids estão vinculadas à doença em si, ao estilo de vida que levavam os indivíduos, o medo de contágio e a presença da morte eminente. Considerando os grandes grupos - calouros x formandos e sexo masculino x sexo feminino - em termos genéricos, prevaleceram resultados não significativos, apontando que a Universidade não está contribuindo em relação ao comportamento sexual, para conhecimento e prevenção contra o HIV e para superação do preconceito e do estigma. Conclusões: Diante dos resultados, recomenda-se a adoção de uma prontidão profissional mais consciente, ética, assim como projeto/ações de informações que estimulem práticas de sexo seguro. Poster 336 Redução de Vulnerabilidade ao HIV/Aids na Escola: um Instrumento para Diagnóstico de Situação e Monitoramento da Intervenção Autor(es): José Ricardo de Carvalho Mesquita Ayres - Deptº de Medicina Preventiva - Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – FMUSP Co-autores: Gabriela Junqueira Calazans; H. César Saletti Filho; Ivan França Junior; Otávio Valença. Apresentador: Andrea Felicissimo Ferreira Contato com o autor: [email protected] Problema: O crescente aumento dos casos de aids em pessoas com idades entre 20 e 24 anos no Estado de São Paulo aponta para a necessidade de ações preventivas junto às populações adolescentes, faixa etária onde está ocorrendo o correspondente incremento do número de infecções pelo HIV. Para interferir efetivamente nas práticas que expõem esses jovens ao HIV, precisamos conhecer e transformar, de forma integrada, os aspectos individuais, sociais e institucionais que propiciam tais práticas. Este “diagnóstico de vulnerabilidade” e suas correspondentes estratégias preventivas devem buscar uma ativa resposta do grupo em questão no sentido da construção coletiva de formas mais seguras de relacionamento sexual e de injeção de substâncias, no caso dos usuários de drogas. Descrição do Projeto: O presente trabalho busca apresentar a experiência de uso de um instrumento para um diagnóstico de vulnerabilidade aplicável ao ambiente escolar, local privilegiado para ações de prevenção dirigidas a adolescentes. Trata-se de questionário autopreenchido, destinado a caracterizar desde aspectos individuais de vulnerabilidade dos alunos, como nível de informação, representações acerca do HIV e da aids, valores relativos à sexualidade etc. até aspectos institucionais específicos, como acesso a preservativos, espaço para discussão do tema na escola etc. passando por aspectos sociais mais gerais, como condição econômica, família, participação comunitária etc. Principais Resultados: Verificou-se que a maioria dos alunos usam camisinha para se proteger, enquanto 1,5% não fazem nada. Mas quando a pergunta era qual a frequência com que usam camisinha, 45,1% responderam de vez em quando, 6,3% sempre e 3,0% nunca usam. No que diz respeito ao acesso a métodos como preservativo, 18,9% referiram conseguir nos serviços de saúde. Em relação a ausculta por parte da escola 17,1% referem conversar sobre aids no colégio com professores, enquanto que apenas 6,2% sentem-se a vontade para conversar em casa com a família sobre o assunto. Poster 337 Conclusões: Com base na aplicação do questionário a 1.060 alunos de uma escola pública de 2º grau da periferia oeste da cidade de São Paulo, onde o mesmo foi utilizado como definidor de uma linha de base para um projeto local de prevenção, serão discutidos os conteúdos encontrados, a operacionalidade do instrumento e o valor prático de sua utilização. Poster 338 Vice-Versa Autor(es): Júlio César Figueiredo Caetano - Programa Municipal de DST/Aids Apresentador: Júlio César Figueiredo Caetano Contato com o autor: [email protected] Problema: “Alto índice de prevalência de HIV e outras DST e Tuberculose na população confinada das 2 unidades prisionais de São José do Rio Preto/SP.” Descrição do projeto: Este programa de educação sobre DST/HIV/ aids e tuberculose no ambiente prisional, tem como objetivo levar conhecimento, informações, habilidades: 1-uso correto do preservativo masculino e feminino. 2-negociação do sexo protegido, e alternativas de prevenção à população carcerária. Estimular as formas de sexo seguro e o uso menos arriscado de drogas injetáveis, bem como promover comportamentos menos discriminatórios entre os internos ou na instituição penal. As ações são desenvolvidas pelos multiplicadores de informações (internos) e estes junto aos internos em efeito cascata, e também pelos monitores (agentes de segurança penitenciário) junto aos funcionários e na visita íntima junto aos familiares e amigos. São desenvolvidas diversas atividades tais como: • aconselhamento sobre DST/HIV/aids/Tuberculose, encaminhamentos para o setor de saúde, social e reabilitação, atividades de lazer (pagode, RAP, filmes comerciais etc. ); • distribuição semanal de preservativo masculino, demonstração do uso correto do preservativo masculino e feminino; • oficinas participativas com temas diversos, clube de vídeo; • distribuição de materiais educativos específicos; • montagem de stand abordando um tema diferente por semana; • apoio e suporte para formação de uma associação; e • sensibilização da direção e técnicos da instituição, religiosos. Ainda, está previsto a implantação de oficinas de arte, teatro, formação de um núcleo de ajuda mútua, campeonatos esportivos. Principais Resultados 1-Implementação no processo de assistência junto aos portadores e doentes de aids e de DST; 2-Discussão em conjunto de estratégias de enfrentamento a DST/ HIV/aids/Tuberculose junto à direção da unidade prisional; 3-Estabelecimento de uma cadeia de informações sobre DST/HIV/ Poster 339 aids/Tuberculose junto à comunidade prisional através dos multiplicadores de informações, monitores e agentes de saúde; 4-Garantia de distribuição de uma quantidade suficiente de preservativos masculinos pelos multiplicadores de informações e monitores; 5-Garantia de acesso ao tratamento especializado, diagnóstico e de medicamentos básicos aos internos no âmbito prisional. Conclusões: Desde a implantação do projeto em 1996, concluímos que somos capazes de analisar e investigar as distintas formas de contaminação no âmbito prisional, a capacidade de poder integrar a educação e aconselhamento sobre aids e outras DST. E hoje tanto a coordenação como a direção da unidade prisional têm consciência da importância da necessidade deste programa de educação/informação sobre DST/HIV/aids e tuberculose, assim como sobre sexualidade e drogas, com o objetivo de auxiliar a população carcerária a adquirir conhecimento, valores, habilidades e atitudes, fundamentais para frear o avanço da epidemia nessa população. Poster 340 Prevalência da Positividade do Teste de HIV nos 5 COAS do Município de SP Autor(es): Kanashiro, C.K. - Laboratório de Saude Pública em DST/ aids do Brooklin e Nossa Senhora do Ó Co-autores: Carneiro, R.S.A.; Daher, M.A.; Mukai, M.S.; Romano, I.S.. Apresentador: Kanashiro, C.K. Contato com o autor: (11)550 65671 Problema: Avaliar a positividade dos testes de HIV nos COAS (Centro de Orientação e Apoio Sorológico), no período de maio/97 a junho/97. Descrição do Projeto: Para o diagnóstico seguimos o fluxograma recomendado pelo Ministério da Saúde, ou seja, 2 testes de triagem com antígeno e/ou metodologia diferentes e teste confirmatório de imunofluorescência Indireto e/ou Western Blot para HIV I nas amostras reagentes. Principais Resultados: Pelo levantamento dos resultados, constatouse que foram atendidos nesse período 19.262 usuários, assim distribuídos: COAS Henfil 9754, sendo 794 positivos com índice de prevalência de 8,14%, COAS Lapa 1791, sendo 71 positivos com I.P. 3,96%, COAS Pirituba 1.477, sendo 71 positivos, com I.P. 4,80%, COAS Santo Amaro 4306, sendo 170 positivos, com I.P. 3,94% e COAS São Miguel 2234, sendo 117 positivos, com I.P. 5,23%. Conclusões: Através da análise dos dados observou-se que a prevalência do HIV positivo foi significativa em todos os COAS, sendo que ficou evidenciada uma maior prevalência da região central (COAS Henfil), seguido pela região leste (COAS São Miguel), região oeste (COAS Pirituba e Lapa) e região sul (COAS Santo Amaro), justificando a necessidade de prestação de serviço do COAS para a divulgação e orientação contínua da população usuária. Poster 341 Programa STOP Aids/DST (Serviço de Treinamento, Orientação e Prevenção em Aids/DST) Autor(es): Kátia Gregório Bittencourt Silveira - Secretaria Municipal de Saúde de São José dos Pinhais/PR Co-autor(es): Regina Corrêa Oliveira Apresentador: Kátia Gregório Bittencourt Silveira Contato com o autor: R. Isabel Redentora, 2005 Centro São José dos Pinhais - PR 83005-010 Problema: São José dos Pinhais, maior município da região Metropolitana de Curitiba, em 1991 teve como dados epidemiológicos 22 doentes de aids no qual 7 foram a óbito, em uma população de 128.170 habitantes (censo 1991). Mediante este diagnóstico a Prefeitura Municipal de São José dos Pinhais através da Secretaria Municipal de Saúde implementou ações de prevenção, controle e diagnóstico de aids (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida). Tendo em vista a abrangência da pandemia da aids, a descaracterização dos chamados grupos de riscos, a desinformação da população, educadores e profissionais de saúde tomou-se como medida de maior eficácia na quebra da cadeia de transmissão do HIV um programa de prevenção educativa (STOP AIDS/DST) em diversos seguimentos da sociedade, atingindo principalmente instituições escolares e empresas fomentando a interação e integração dos órgãos competentes com a comunidade. Atualmente, São José dos Pinhais conta com 196.884 habitantes (segundo dados oficiais do IBGE - 1999), tendo como estatística de resultados reagentes o total de 68 pessoas. Cabe aqui ressaltar a subnotificação de casos, devido à não-investigação da síndrome das infecções oportunistas e a evasão de casos para Curitiba, portanto sugerese um número de portadores de HIV maior do que o citado acima. Descrição do Projeto: O STOP AIDS desenvolve um trabalho de educação preventiva com as seguintes atividades internas: • Sorologia para HIV, confidencial e gratuito, com orientação e aconselhamento psicossocial na solicitação de devolução de tais exames; • Empréstimos de materiais didáticos e materiais de vídeoteca; • Distribuição de preservativos mediante cadastro com orientação sobre o uso correto; • Distribuição de cartilhas educativas, cartazes; • Atendimento específico a portadores de HIV/aids (Serviço Social e Psicologia); Poster 342 • Oferece treinamento a população formando multiplicadores de informações de aids/DST e Drogas; • Oferece Disque Aids para esclarecimento sobre aids à população. • À medida que foi desenvolvendo suas atividades, foi criando projetos específicos de prevenção em aids citados abaixo: • Projeto: Oficinas de Sexo Seguro - 1995; • Projeto: Divulgação e Prevenção em aids nos bairros - 1996; • Projeto: Atualização em aids/DST à equipe do STOP AIDS e funcionários da área de saúde - 1996; • Projeto: Grupo de Apoio a Famílias e/ou Amigos de Soropositivos e Doentes: aids _ 1997; · Projeto: Grupo de Apoio a Famílias e/ou Amigos de Soropositivos e Doentes: aids - 1997; • Projeto Grupo de Apoio a Soropositivo - 1997; • Projeto: Programa de Controle a Entorpecentes (Amor Exigente) 1997; • Projeto: Capacitação em Sexualidade Humana (Diretores e/ou Professores do ensino de 1ª à 4ª série) - 1998; • Projeto: Prevenção ao Abuso de Drogas e DST/aids em Escolas de 1º e 2º grau de São José dos Pinhais - 1999. Passos Concluídos: Projeto: Atualização em aids/DST à equipe do STOP AIDS e funcionários da área de saúde foi concluído com muito êxito pois possibilitou reciclagem para melhor desenvolvimento do trabalho. Em Andamento: Projeto: Oficinas de Sexo Seguro; Projeto: Divulgação e Prevenção em aids nos bairros; Projeto: Grupo de Apoio a Famílias e/ou Amigos de Soropositivos e Doentes: aids; Projeto Grupo de Apoio a Soropositivo; Projeto: Capacitação em Sexualidade Humana (Diretores e/ou Professores do ensino de 1ª à 4ª série); Projeto: Prevenção ao Abuso de Drogas e DST/aids em Escolas de 1º e 2º grau de São José dos Pinhais. Previstos: Projeto: Programa de Controle a Entorpecentes (Amor Exigente) para o ano 2000 com integração ao Programa de Atendimento a Adolescentes do Município que está sendo implantado pela Secretaria Municipal de Saúde. Principais Resultados: Em cinco anos de atividades do STOP AIDS, os resultados tem sido bem significantes em relação a prevenção: • A demanda da população cresceu mais entre o ano de 1997 e 1998 para informações sobre aids e atendimento das atividades internas; • O número de reagentes para sorologia de HIV diminuiu a partir do ano de 1998 conforme o quadro abaixo: Poster 343 DISK-AIDS atende em média por mês mais ou menos 200 ligações para obter informações sobre prevenção em aids/DST e drogas. Conclusões: Nosso trabalho tem ensinado que nos programas de prevenção da aids, além de informações sobre as formas de transmissão do vírus e sobre sexo seguro, tem-se sempre que incluir uma discussão sobre condições materiais e sociais que aumentam a vulnerabilidade ao HIV, incentivando a responsabilidade social e ação coletiva. A partir do momento que o programa STOP AIDS foi se desenvolvendo surgiu maior demanda de procura para atender às necessidades das escolas, empresas e comunidades, adotamos assim estratégias de ação conforme a realidade da população-alvo. Nossa contribuição deu-se gradativamente mediante os treinamentos, formando multiplicadores em aids/DST , e desenvolvendo os projetos elaborados, possibilitando minimizar a cadeia de transmissão de HIV neste processo de prevenção educativa. Poster 344 Consultoria Comunitária de Prevenção das DST/ Aids - Programa Comunicse Autor(es): Kátia Maria Braga Edmundo - Centro de Desenvolvimento e Apoio a Programas de Saúde Co-autores: Ana Paula Baptista; Daniel Becker; Denildes da Silva; Maria do Socorro Vasconcelos Lima; Rita Canela; Wanda Lúcia Branco Guimarães. Apresentador: Kátia Maria Braga Edmundo Contato com o autor: [email protected] Problema: No Rio de Janeiro, a população empobrecida habita favelas e periferias da cidade, configurando um segmento populacional de risco e vulnerabilidade ao HIV/aids, representado por 1 milhão de habitantes. Que estratégias utilizar para alcançar este segmento excluído do acesso a serviços e direitos básicos, sensibilizando-os para a temática? Descrição do Projeto: O programa COMUNICSE - Consultoria Comunitária em Saúde e Educação - DST/Aids, é composto por três projetos específicos: 1)Núcleos Comunitários de Prevenção - desenvolvendo através de Agentes de Prevenção - moradores sensibilizados e capacitados a lidar com o tema; 2)Banco de Recursos e Idéias para o trabalho comunitário de prevenção - cadastro de entidades, material educativo, estudos, pesquisas e boletins. 3)Rede de Informações e Ações comunitárias, criando uma articulação positiva entre comunidades e instituições participantes. Principais Resultados: Setenta instituições comunitárias; 03 Núcleos implantados com 14 Agentes de Prevenção desenvolvendo palestras/encontros educativos; visitas nas casas; distribuição de preservativos/material educativo; eventos sócioculturais; abordagem nas ruas e vielas da comunidade, funcionando como referência na busca por orientações, encaminhamentos e informações. Fortalecimento de uma rede dinâmica de troca de conhecimentos, que já conta com 4.800 pessoas atingidas diretamente e um universo populacional em torno de 80.000 atingidos indiretamente. Conclusões: Implantar projetos comunitários de prevenção em comunidades empobrecidas, constitui estratégia importante para o controle do HIV/aids, visando a incorporação desta causa a pauta de lutas, com questões de cultura, educação, gênero, violência, afetividade, sexualidade, aspectos socioeconômicos e políticos, constituindo um desafio que só num efetivo compartilhar de idéias e ações poderá ser enfrentado. Poster 345 Aids e Mulheres Vulnerabilidade Jovens: uma Questão de Autor(es): Kátia Sanches - Universidade Federal do Rio de Janeiro Co-autor(es): Elizabeth Moreira dos Santos Apresentador: Kátia Sanches Contato com o autor: [email protected] Problema: Atualmente no Brasil, as mulheres compõem a população onde a infecção pelo HIV mais cresce. Muitas delas são jovens e contraíram o HIV dos seus parceiros fixos e únicos. Descrição do Projeto: Este trabalho teve como objetivo caracterizar a vulnerabilidade individual, em relação às práticas e atitudes sobre a sexualidade, de estudantes do sexo feminino, do primeiro ano de cursos da Universidade Federal do Rio de Janeiro. É um estudo transversal descritivo, com uma amostra probabilística de 600 indivíduos. Jovens entre 16 e 25 anos responderam a um questionário individual, composto por perguntas de múltipla-escolha e perguntas abertas. As questões abrangeram dados que possibilitaram caracterizá-las segundo as dimensões da vulnerabilidade social e individual ao HIV. Principais Resultados: Os resultados indicaram que, de uma maneira geral, essas estudantes têm um bom conhecimento sobre os mecanismos de transmissão do HIV, o que não se traduz de forma direta, na adoção de práticas de sexo seguro. Essas jovens têm um reduzido número de parceiros sexuais e associam diretamente o sexo ao relacionamento afetivo-amoroso. Apresentam baixa percepção de susceptibilidade pessoal ao HIV. Para elas, o sexo seguro baseia-se em ter parceiro único e “escolhido”. O uso dos preservativos está mais relacionado a práticas anticoncepcionais em “períodos específicos” e sua não- utilização é justificada pelo conhecimento e confiança no parceiro. Conclusões: Com base nos dados desse estudo, sugere-se que as estratégias de intervenção para essas jovens, além do repasse de informações sobre saúde sexual e reprodutiva, deveria também incluir estratégias de fortalecimento individual e reforço da auto-estima. Poster 346 Projeto Multiplicadores na Pastoral do Adolescente da Vila Garcia Autor(es): Keila Cristina Grassi Lourenço Co-autor: Salete Regiane Monteiro Afonso Apresentador: Keila Cristina Grassi Lourenço Contato com o autor: [email protected] Problema: O Projeto” Multiplicadores na Vila Garcia” surgiu após o III Curso de Multiplicadores promovido pela Secretaria Municipal da Saúde de Bauru em 1996. Os motivos que nortearam este Projeto na Vila Garcia foram: 1- necessidade de atuar junto aos adolescentes em situação de pobreza e sensibilizá-los devido ao pouco acesso à informação, visando à redução de casos de DST/aids e gravidez precoce e indesejada; 2- necessidade de mudança de comportamento e de consciência, fazendo com que o adolescente reflita sobre a sua sexualidade, questões relacionadas às DST/aids e exercite a sua criatividade num processo de educação preventiva; 3- necessidade de formação de líderes e agentes multiplicadores motivados e com expectativa de vida em meio aos problemas socioeconômico-culturais que atualmente os mesmos estão inseridos. Descrição do Projeto: O Projeto “Multiplicadores na Vila Garcia” acontece na periferia da cidade de Bauru, com periodicidade quinzenal (aos sábados) , na capelaSão João Batista na Vila Garcia, durante as reuniões da Pastoral do Adolescente, composta por 19 integrantes. Os encontros com duração de 2 horas são planejados antecipadamente pelas multiplicadoras responsáveis Keila e Salete que utilizam dinâmicas de grupo, de integração e ludopedagógicas para desenvolver temas específicos de cada encontro. É também realizado exposição oral dos assuntos abordados com apoio de profissionais da área convidados e apoio de recursos audiovisuais como cartazes, álbum seriado, retroprojetor, panfletos informativos adquiridos através do Programa Municipal DST/Aids da Secretaria Municipal da Saúde de Bauru e da comunidade, além de debates a partir de textos, vídeos educativos e dramatização, partindo do cotidiano dos adolescentes. Ao término de cada encontro é feito uma avaliação do grupo e do tema estudado. Este Projeto teve seu início em Abril do ano corrente e será encerrado em Dezembro/99, podendo ter continuidade no ano 2000. Os conteúdos são preparados com base no MANUAL DO MULTIPLICADOR do Programa Nacional e Municipal DST/Aids e demais bibliografias como materiais repassados pela CN DST/Aids. Anterior a implantação do Poster 347 Projeto, foi consultado o interesse da Pastoral do Adolescente (públicoalvo) em estar participando das atividades, foi realizado o levantamento das expectativas do grupo, dos temas e dúvidas relacionadas a temática geral DST/ aids que gostariam de discutir e esclarecer no decorrer do Projeto. Após esta etapa, foi elaborado um cronograma de atividades com os temas sugeridos pelos adolescentes. Sendo que os temas : “Namoro, Puberdade e Adolescência”, “Gravidez e aborto”, “Sexualidade na Adolescência”, já aconteceram restando a ser trabalhado na seqüência os seguintes temas : “DST e Aids”, “Amor e sexo seguro a prevenção” e “Família: diálogo entre pais e filhos na prevenção” (todos os temas sugeridos estão sendo trabalhados sem nenhuma alteração por parte da coordenação do grupo, respeitando assim todas as opiniões oferecidas pelos adolescentes). E no dia 1º de Dezembro, o projeto contará com uma atividade prática feita no bairro, para isso, em cada reunião está sendo feito a dinâmica “Idéia na Lata”, onde cada integrante coloca uma sugestão em uma latinha decorada para o Dia Mundial de Combate à Aids. Mais próximo a esta latinha decorada para o Dia Mundial de Combate à Aids. Mais próximo a estadata será eleita uma idéia para o grupo realizá-la. Principais Resultados: Acesso dos adolescentes em situação de pobreza à informação, formação de novas lideranças locais, despertar do senso crítico dos adolescentes, motivação e organização dos moradores do bairro, desenvolvimento de habilidades como: relações inter e intrapessoais, comunicação, argumentação, além de uma vivência da educação preventiva das DST, aids e gravidez precoce, quebra de tabus e preconceitos em relação a sexualidade humana, despertar de valores como a solidariedade e cidadania, assídua participação dos integrantes nas reuniões e atividades propostas - com índice zero de evasão. Conclusões: As experiências adquiridas no decorrer deste Projeto são enriquecedoras e de fundamental importância no sentido de estarmos aprendendo sempre enquanto multiplicadoras, colaborando na minimização dos problemas enfrentados pelos adolescentes em situação de pobreza. Aprendemos a adequar os conteúdos à linguagem do adolescentes atual, aprendizado qualitativo - contribuindo na prevenção das DST/aids e gravidez precoce entre aqueles que estão em fase de formação de valores, de transformação biopsicosocial (os adolescentes) e que futuramente serão adultos, profissionais e pais mais esclarecidos, responsáveis e consciente de seu papel como cidadãos atuantes. Poster 348 Projeto Saúde Integral, Adolescência e Sexualidade Autor(es): Leila Campagnac Valverde - Grupo Fé e Esperança Solidariedade Nossa resposta à aids Apresentador: Leila Campagnac Valverde - Grupo Fé e Esperança Solidariedade nossa resposta Contato com o autor: [email protected] Problema: A presente resenha pretende socializar a experiência de Educação Sexual com adolescentes realizada inicialmente na sala de reuniões do Posto Municipal de Saúde com o maior índice de natalidade de adolescentes grávidas do Rio de Janeiro e, o desenvolvimento deste trabalho através de sua extensão a escolas e centros culturais Comunitários face solicitação de Pais de Alunos , Representantes de Turma, Professores e, do Conselho Tutelar local. Descrição do Projeto: Tal Projeto entitulado Saúde Integral Adolescência e Sexualidade tem por objetivo contribuir para uma maior informação sobre a Cultura Local dos adolescentes de forma contribuir para o exercício de sua sexualidade se dê forma esclarecedora e responsável. Neste sentido trabalhos que fomentem discussões de Papéis e Gêneros; a Responsabilidade Mútua dos Parceiros; a Negociação em patamares igualitários e, a Culturação da Camisinha surge como uma estratégia do Projeto; Pois na adolescência os valores Sociais, Sexuais podem ainda serem trabalhados visando uma nova Cultura Sexual, um outro padrão de Comportamento onde o fenômeno Sexualidade possa ser Vivido, Amado, Desejado, mas, com Responsabilidade. Principais Resultados: De set/97 à jul/98 52 palestras haviam sido ministradas onde: 45% participaram do tema Sexualidade; 46,6% do tema Métodos Contraceptivos;58,8% sobre DST’s e, 43,7% sobre aids. Através da análise de 175 questionários verificamos: Com relação ao uso de camisinha 42,8% dos adolescentes do sexo masculino não usam presevativo;21,43% às vezes e, apenas 35,7% usam-no com regularidade. Na categoria Feminina 42% não usam método contraceptivo algum; 36% Pílulas, as demais, Métodos Naturais. Com relação a compreensão sobres as DST ;100% dos meninos e meninas lembraram da aids. Porém, a contaminação da mesma pouca vezes é lembrada através de transfusão de sangue/hemoderivados ou ,seringas contaminadas sendo mais associada ao sexo sem proteção. A categoria masculina menciona ainda a Gonorréia, Crista de galo; e o Chato. Já a Feminina apresenta uma compreensão mais abrangente mencionando ainda a Sifilis, o Herpes, a Poster 349 Cândida, entre outras, porém de forma fragmentada e, até mesmo esteriotipada dado que caracterizam-na como sendo também Hemorróida, Seborréia e Câncer. Atualmente o Projeto encontra-se sendo realizado na área de Bangu, onde em breve será iniciada uma análise comparativa do perfil dos adolescentes das duas regiões. Conclusão: Sendo assim aquisição de condons, Métodos Contraceptivos outros e,Atendimentos Clínicos tem sido levado aos Adolescentes através do incentivo da Coordenação do Projeto Saúde Integral Adolescência e Sexualidade; Contribuindo assim para que meninos e meninas não entrem desapercebidamente para dinâmica de uma gravidez indesejada, uma DST, ou uma aids pelo simples e inevitável gesto de se amar. Poster 350 Participa Puta!: Repensando as Estratégias de Pr e v e n ç ã o d o H I V / Ai d s e n t r e Mu l h e r e s Profissionais do Sexo Autor(es): Liege Hort Didonet - Grupo de Apoio à Prevenção da Aids GAPA/RS Co-autor: Ana I. Fábregas Martínez Apresentador: Liege Hort Didonet Contato com o autor: [email protected] Problema: O GAPA/RS, através do Núcleo de Ação e Estudos da Prostituição, desenvolve trabalhos de prevenção com profissionais do sexo, homens, mulheres e travestis. As atividades desenvolvidas contemplam encontros quinzenais, dos diferentes grupos, na sede do GAPA/RS; intervenções nos diferentes territórios de prostituição de Porto Alegre, atendimentos individuais e articulação externa com outras entidades governamentais e não-governamentais. Partimos do princípio que a percepção de risco frente ao HIV/aids passa pela provocação da cidadania e auto-organização assim como pela construção da identidade. Consideramos a realização de grupos sistemáticos uma estratégia fundamental para atingir os nossos princípios. No entanto, as mulheres profissionais do sexo (ou mulheres que se prostituem) dificilmente aderem à essa estratégia. Descrição do Projeto: O projeto visa a conhecer as especificidades e necessidades desta população,no intuito de adaptar as nossas estratégias, principalmente a de grupo, a sua realidade, para que assim acreditem e participem de forma sistemática das mesmas. Para isso realizamos um seminário de avaliação e planejamento estratégico através do levantamento dos problemas, das soluções, dos recursos e conseqüentemente, das estratégias a serem adotadas. Principais Resultados: Analisando o problema da adesão concluímos que o fortalecimento do vínculo entre os técnicos do GAPA/RS e a população alvo trata-se de uma questão fundamental na resolução do mesmo. Para tanto, levantamos diferentes alternativas que facilitariam a construção deste vínculo: aumento da freqüência e duração das nossas intervenções de rua, constituição de um pequeno grupo de técnicosreferência para o trabalho específico com mulheres, com pouca rotatividade dos mesmos e, estudo e reflexão para o aprofundamento do conhecimento da realidade desta população. Poster 351 Conclusões: O trabalho de prevenção do HIV/aids com populações específicas requer reflexão sobre as mesmas, planejamento e realização de ações diferenciadas, submetidas a avaliações e reformulações contínuas a fim de corresponder significativamente aos objetivos propostos. Poster 352 Modelo de Intervenção Junto a Profissionais do Sexo no Interior de Sergipe e na Orla de Aracajú Autor(es): Lucia Maria Campos GAPA/Sergipe Co-autores: Filho, Fausto Evaristo; Santana, José Alberto; Santana, José Almir. Apresentador: Lucia Maria Campos Contato com o autor: R. Espírito Santo 85 Siqueira Campos ARACAJU - SE 49075-240 Problema: É crescente o número de mulheres profissionais do sexo que freqüentam as casas de prostituição em algumas cidades de Sergipe e na orla de Aracaju. Há grande rotatividade das profissionais do sexo em Sergipe, oriundas de outros estados como Alagoas, Bahia e Pernambuco; as profissionais do sexo apresentam pouco acesso aos serviços de saúde no interior do estado. Descrição do Projeto: Inicialmente foi feito um levantamento das cidades que apresentavam maior número de casas de prostituição no interior de Sergipe. Quinzenalmente, é realizada a intervenção em cada cidade nas áreas de prostituição identificadas, através do aconselhamento coletivo, com exibição de álbum seriado das DST, oficina de sexo seguro, e tira dúvidas sobre transmissão do HIV e das DST. Posteriormente, é feito o aconselhamento individual e as mulheres que apresentam alguma queixa com relação a sinais e sintomas da DST, são encaminhadas para os Serviços de Saúde já previamente contatados. As que desejarem fazer a sorologia anti-HIV, são encaminhadas para o CTA. Todas recebem regularmente os preservativos, folderes e cartilhas específicas. Principais Resultados: Durante o ano de 1998, foram realizados intervenções em seis cidades do interior e na Orla de Aracaju, sendo atendidas 2.716 profissionais do sexo, em 558 casas visitadas, recebendo 52.565 preservativos. Foram encaminhadas, para os serviços de saúde, em 1998, 415 mulheres. Em 1999 (até setembro) foram atendidas 3.438 profissionais do sexo, 506 foram visitadas e 76.049 preservativos foram distribuídos. Foram feitos 240 encaminhamentos para os Serviços de Saúde (CTA e Ambulatórios). Conclusões: O programa continua alcançando as novas profissionais do sexo que surgem nas áreas identificadas. As intervenções que visam, não apenas a distribuição de preservativos, mas o aconselhamento quanto à adoção de práticas sexuais mais seguras, respeitando as opções sexuais, e o encaminhamento das que apresentam algum sinal/sintoma de DST e/ou exames ginecológicos das assintomáticas. O trabalho tem sido reconhecido pelas próprias profissionais do sexo como de grande importância para as suas vidas. Poster 353 Programa Local de Prevenção em DST/Aids: uma Experiência no Rio de Janeiro Autor(es): Luciana Soares de Andrade - Organização Médicos sem Fronteiras/Associação de Moradores da Pedreira Co-autores: Bárbara Celeste Rolim - Organização Médicos Sem Fronteiras; Marcio Luiz Dias Marques; Nair Marques da Silva e Rodriane de O. Souza Apresentador: Luciana Soares de Andrade Contato com o autor: [email protected] Resumo: A carência econômica e social das comunidades, a falta de informação e de recursos institucionais, o aumento das doenças sexualmente transmissíveis (DST), e o uso da camisinha, somente, como método de prevenção à gravidez sinalizam a importância da prevenção e da conscientização popular. O Programa Local de Prevenção em DST/ aids é desenvolvido em 12 comunidades empobrecidas da Área Programática (AP) 3. III na cidade do Rio de Janeiro, visando a redução do índice de infecção pelo vírus HIV/ aids. Esse Programa é realizado em parceria com a Organização Médicos Sem Fronteiras e financiada pela Coodenação Nacional DST e Aids do Ministério da Saúde. As atividades desenvolvidas pelo Programa são: oficinas educativas (divulgando os seguintes temas para as comunidades: formas de contágio, desenvolvimento e prevenção das DST/aids, e como se lidar com o preconceito, através da solidariedade social e o estabelecimento de políticas públicas); implantação dos bancos de atendimento, com a distribuição de preservativos; mural informativo, sendo atualizado constantemente e captação e treinamento de voluntários nas comunidades para a intervenção no Programa.Nesta área, em três meses de implantação, este Programa atingiu, aproximadamente, mil usuários cadastrados nos bancos de preservativos. Com esse trabalho, queremos conscientizar o maior número de pessoas possível, mobilizá-las para se engajarem na luta pela prevenção e sensibilizar o poder público, atentando-o para a realidade social e de saúde das comunidades empobrecidas do Rio de Janeiro. Poster 354 Caminhoneiros de Rota Curta da Cidade de Santos/ SP e sua Vulnerabilidade às DST/Aids Autor(es): Luciana Villarinho - ASPPE (Associação Santista de Pesquisa, Prevenção e Educação em DST/aids) Co-autores: Ivanilda Bezerra; Maria do Rosário Latorre; Norman Hearst; Regina Lacerda; Ron Stall; Vera Paiva Apresentador: Luciana Villarinho Contato com o autor: [email protected] Problema: Santos é uma cidade litorânea que possui o maior porto da América Latina e recebe, diariamente, entre 2 mil e 4 mil caminhões. Diversos estudos realizados na Índia e África, com essa população, concluíram que os caminhoneiros de rota longa estão expostos às DST/ aids, devido à longa permanência fora de seus lares, estimulando-os a práticas de sexo desprotegidas com diversas parceiras e uso de drogas. Em Santos, 1996, esta população foi estudada (n=300), tendo como resultado alto índice de sífilis através do teste FTA ABS (13%) e VDRL (8,3%). A sorologia para HIV reporta 1,3% da amostra. Dentro desta perspectiva, a presente pesquisa se propõe a estudar os caminhoneiros de rota curta que vivem no mesmo cenário que os de rota longa, descrevendo suas características e vulnerabilidade às DST/aids, evidenciando a curta permanência fora de seus lares. Descrição do Projeto: Este é um estudo transversal onde foram recrutados e entrevistados 279 caminhoneiros de rota curta, em locais de concentração na área portuária e proximidades, sindicatos e associações de classe, em uma amostragem tipo ‘’snowball’’. O questionário aplicado investigava conhecimentos, práticas e atitudes em relação à prevenção das DST/aids, contando com 85 perguntas fechadas e duas perguntas abertas sobre descrição de cenas da vida do caminhoneiro. Principais Resultados: Dos 279 entrevistados, 64% têm menos de 40 anos e 81% são casados ou unidos. Existe a predominância de baixa escolaridade e a grande maioria possui uma crença religiosa, sendo a religião católica a mais referida, com 72%. Em um período de seis meses, 29% dos caminhoneiros tiveram mais de uma mulher como parceira sexual. O sexo vaginal desprotegido é maior com as parceiras fixas (93,5%), precedido pelas parceiras frequentes (40,7%). Quanto ao sexo oral, a parceira fixa é a menos protegida (100%), seguida das parceiras frequentes (90%). O sexo anal é o menos praticado e a tendência maior desse tipo de relação é com a parceira frequente (74%). É importante ressaltar que os Poster 355 relação é com a parceira frequente (74%). É importante ressaltar que os dados sobre sexo com parceiras casuais ainda não estão concluídos. Conclusões: É preciso investir na transmissão heterossexual, principalmente em locais de trabalho, visando entender melhor seu universo, a fim de promover, cada vez mais, intervenções educativas voltadas para essas populações, considerando suas características próprias. Poster 356 Programa Pampulha BH - 100 Aids - A Comunidade Unida Derrota a Aids e o Preconceito! Autor(es): Luciano Eloi Santos - Secretaria Municipal de Belo Horizonte - DISAP Co-autores: Alessandra Dias da Silva; Anadelle de S. Teixeira; Anisio Rodrigues Marques; Maria Alice Assumpção Peixoto; Valter Otacílio Silva Júnior. Apresentador: Luciano Eloi Santos Contato com o autor: (31)277 7944 Problema: Necessidade de incrementar, aprimorar e qualificar a informação/concientização das DST/aids na região da Pampulha ao se trabalhar com populações pobres, trabalhadores braçais e demais cidadãos. Descrição do Projeto: Com o objetivo de trabalhar grupos específicos já organizados em espaços sociais delimitados existem os seguintes subprogramas: - Aids Primeiros Passos - voltado para as creches e escolas públicas/privadas - abordagem lúdica. - Sexo é bom! Com Segurança! E Drogas Fora! - para público adolescente e adulto, devido ao alto número de gestantes precoces e tráfico de drogas na região. - Mulher, Mulher abordagem da feminilização de doença nos grupos existentes nos Centros de Saúde. - Carga Pesada - Para trabalhadores braçais e empregados das Empresas de transportações. Na Região da Pampulha concentra-se o maior número de empresas desta modalidade em Belo Horizonte. Aids na Terceira Idade - grupos de terceira idade, dos Centros de Saúde, dos Centros de Apoio Comunitários e Asilos são trabalhados sistematicamente. Em todos subprogramas são abordados a questão da sexualidade,do preconceito, da exclusão social/determinação social das doenças, da prevenção/promoção de saúde, da mobilização e participação popular, bem como as orientações assistenciais e jurídicas. Principais Resultados: Como resultados práticos tivemos a estruturação de GRUPOS DE DST/AIDS nos 08 Centros de Saúde e no CERSAM. Anteriormente havia a distribuição de preservativos aleatoriamente conforme a solicitação das pessoas. Atualmente as pessoas são cadastradas, participam de uma reunião mensal, onde se discutem temas relativos à prevenção, exibem-se vídeos e organizam propostas de intervenção junto a setores da comunidade, investindo-se na formação de agentes multiplicadores locais. Com relação ao subprograma AIDS CARGA PESADA temos desenvolvido ações junto aos trabalhadores braçais e de transportes como: Realização de reuniões em postos de Poster 357 gasolina, botequins, nas empresas, com participação nas SIPATs (Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho) e estreita atuação (Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho) e estreita atuação conjunta com as CIPAS dos mesmos. É um trabalho pioneiro no município de Belo Horizonte. Conclusões: Consideramos que neste curto período (18 meses), conseguimos criar um programa, que gradativamente vem crescendo e demandando mais ações de nossa parte. Num Distrito Sanitário, que quase nada existia, hoje já temos referências técnicas, em cada unidade, preparadas para desenvolver ações educativas junto à população em relação as DST/aids. Atualmente estamos implantando em 2 Centros de Saúde da Pampulha o P.S.F. local, BH-Saúde, localizados em área de risco muito elevado (alto índice de mortalidade infantil, baixa renda familiar e alto índice de analfabetismo), também neste momento, o Programa Pampulha BH 100 Aids estará reafirmando seu objetivo de trabalhar a questão da prevenção, estará buscando diminuir o nº de gravidez em adolescentes e estará exercendo um papel de conscientização junto às populações pobres, pois os Agentes Comunitários de Saúde estão sendo preparados/sensibilizados para esta intervenção. Ressaltamos a parceria saudável com o setor da educação em nossas ações. O programa tem servido como subsídio, modelo para outras regionais e tem obtido total apoio da Coordenação Municipal de AIDSBH, pois tem efetuado as suas proposições. Poster 358 Projeto Caminhoneiro Autor(es): Luciano Toledo - GAPA/SJC - Grupo de Apoio a Prevenção a Aids de São José dos Campos Apresentador: Luciano Toledo Contato com o autor: (12)341 2797 – [email protected] Problema: Atualmente, em São José dos Campos, notadamente às margens da rodovia Presidente Dutra, temos um grande fluxo da população de caminhoneiros, que se utilizam da Rodovia para transporte de todo o tipo de material. Nesse sentido os postos de gasolina localizados à beira da estrada acabam sendo um local de relevante movimentação desses caminhoneiros, onde a população os utiliza como dormitório e também para fazer as refeições de subsistência. Por outro lado, nesses locais existe um considerável fluxo de profissionais do sexo (travestis e prostitutas), que têm os caminhoneiros como clientes. Descrição do Projeto: O Projeto Caminhoneiros tem o apoio da CNDST/AIDS do Ministério da Saúde e foi executado pelo GAPA/SJC Grupo de Apoio à Prevenção à Aids de São José dos Campos, no período 27 maio de 1996 a 27 de maio de 1997. O projeto vem acontecendo e despertando na mídia o interesse em conhece-lo, inclusive no mês de agosto de 1999, o Programa Fantástico da Rede Globo realizou uma matéria sobre o trabalho. O referido projeto objetivou as práticas de sexo seguro dos caminhoneiros, face ao enquadramento da referida população-alvo no grupo de risco e contágio do HIV. O projeto foi realizado dentro do perímetro de São José dos Campos (SP), e as abordagens, feitas em postos de gasolina dormitórios, onde há fluxo de profissionais do sexo (travestis e prostitutas). As intervenções de nossa equipe executora foram realizadas nesses postos três vezes por semana, com abordagens diretas da população-alvo. Realizamos Oficinas de Sensibilização e Oficinas de Sexo Seguro com a exposição de videos educativos, inclusive um video que foi editado com duração aproximada de dez minutos. As oficinas de sensibilização e de sexo seguro foram realizadas com média aproximada de 17 caminhoneiros, porém, houve oportunidades em que o número de caminhoneiros participantes dessas oficinas superou a trinta. Também realizamos, após as oficinas, os contatos face-a-face e corpo-a-corpo com a população alvo, visando esclarecer dúvidas pertinentes à aids, numa linguagem dirigida ao caminhoneiro. O referido projeto também propiciou a formação de “agentes multiplicadores”, membros da própria população-alvo, que são Poster 359 responsáveis pelo repasse de informação sobre prevenção de aids aos seus amigos, afins, parceiros fixos e eventuais. Efetuamos a distribuição de material educativo de prevenção à aids, quais sejam: preservativos, folders, boletins informativos do GAPA/SJC, etc. Principais Resultados: Mudança nas práticas de risco da populaçãoalvo (adoção de práticas de Sexo-seguro). Distribuição de uma grande quantidade de preservativos. Materiais Educativos. Boletins Informativos do GAPA/SJC. Formação de agentes Multiplicadores. Conclusão: Conseguimos alcançar bons indicadores, quanto ao referido projeto, o que pudemos constatar por meio das duas avaliações de perfil comportamental. Consideramos de grande importância a execução de projetos como este, pois os caminhoneiros que trafegam nas rodovias brasileiras, e que frequentam os postos de gasolina à beira das estradas, correm risco de se contaminar com o HIV/ aidsm devido ao constante fluxo, de profissionais do sexo, que as vezes não estão devidamente informações sobre aids e sua prevenção, e também pela, muitas das vezes, excessiva troca de parceiros por parte do caminhoneiro. Poster 360 Tratamento Supervisionado de Tuberculose: uma Experiência de Parceria Autor(es): Luciene Medeiros - Ambulatório Municipal de DST/aids da Prefeitura Municipal de Campinas/SP Co-autores: Regina Pinheiro Pereira Apresentador: Luciene Medeiros Contato com o autor: Rua da Tijuca, 143 - Cond. São Conrado Souzas. Campinas – SP Problema: Alta taxa de abandono ao tratamento de tuberculose, levando ao grande número de retratamentos da doenças, além do surgimento de casos de multidrogaresistência. Descrição do Projeto: O AMDA (Ambulatório Municipal de DST/AIDS de Campinas/SP) iniciou em julho de 1999 o projeto de tratamento supervisionado aos pacientes com co-infecção Tuberculose-HIV e adotou como principal estratégia a busca de parcerias para a viabilização do projeto, já que nosso serviço está localizado na região central e os pacientes residem principalmente em bairros da periferia da cidade. As atividades realizadas até o momento foram: - Entrevistas com todos os pacientes; Visitas domiciliares aos casos quando necessário e possível; - Observação da tomada dos medicamentos antituberculose no ambulatório. Contatos com instituições governamentais ou não, buscar parcerias visando ao tratamento supervisionado, tais como: Centro de Saúde da Rede, Casa de Apoio à pacientes com HIV/aids, Complexo Penitênciário Atiliba Nogueira (Penitênciária II), Liderança ligada a profissionais do sexo. Principais Resultados: Desde o início do projeto foram acompanhados 60 casos (13 casos novos), sendo 8 residentes em outros municípios. Dos 52 casos restantes houveram 8 altas. Atualmente estão em seguimento 44 pacientes, dos quais 11 em tratamento supervisionado, assim distribuídos. Centro de Saúde: 03 -Casa de Apoio: 06 - AMDA: 01 -ADT: 01 Contatos realizados com o Presídio apontam para: -Realização de tratamento supervisionado dos casos já diagnósticados (07 casos). -Busca ativa de casos novos: em implantação, projeto (850 presidiários) para coleta de escarro dos tussidores (100 investigações/mês). - Orientação quanto à realização do teste do HIV (sob consentimento) dos casos positivos de tuberculose. Conclusões: Temos observado grande receptividade dos pacientes em relação ao tratamento supervisionado, além de sensibilização por parte dos parceiros envolvidos no projeto, o que nos faz crêr que esta ação integrada leve a uma maior adesão do paciente ao tratamento, com conseqüente aumento do número. Poster 361 A Influência das Medidas Preventivas no Tempo de Sobrevida da Criança Portadora do HIV Autor(es): Luiza Harunari Matida - Programa Estadual de DST/Aids de São Paulo (PEDST/Aids-SP) Co-autores: Luiz Francisco Marcopito Apresentador: Luiza Harunari Matida Contato com o autor: [email protected] Problema: Devido ao aumento da incidência da infecção pelo HIV na população feminina, principalmente na sua idade reprodutiva, o binômio HIV e gravidez representa uma grande preocupação para a Saúde Pública, considerando-se a transmissão materno-infantil (TMI). A TMI é a principal via de infecção pelo HIV na população infantil, sendo responsável, no estado de São Paulo (ESP), por mais de 81% do total de casos em menores de 13 anos, perfazendo 3,3% do total geral de casos, considerando-se as notificações recebidas e referentes ao período de 1980-1998. O conhecimento do tempo de sobrevida pode subsidiar os indicadores que medem as ações voltadas para o controle da epidemia; é de grande importância o conhecimento dos tempos de sobrevivência dos pacientes com aids, pois além de se prestar para o dimensionamento das necessidades na área médico-hospitalar, é fundamental também para a avaliação das estratégias de intervenção que visam ao prolongamento da vida dos indivíduos com aids. Os fatores preditores da sobrevivência são influenciados por várias situações, entre elas: acesso ao diagnóstico e ao acompanhamento clínico-laboratorial; -acesso à terapêutica (anti-retroviral, específica para diferentes situações, profilática); -acesso a cuidados multidisciplinares. Descrição do Projeto: Comparar o tempo de sobrevida após o diagnóstico de aids em crianças de 0 a 12 anos de idade, segundo os casos notificados ao Sistema de Vigilância Epidemiológica da Coordenação Nacional de DST e Aids do Brasil no período de 01/01/1983 a 31/06/1998, de acordo com: categoria de transmissão; ano do diagnóstico; sexo; ano do nascimento; idade da criança à data do diagnóstico; principais doenças indicativas; terapêutica utilizada; local de atendimento. Principais Resultados: O projeto está em andamento, mas o tempo de sobrevida em 1066 casos de aids-doença por transmissão materno-infantil em crianças de 0 a 12 anos de idade, notificados ao SVE do PEDST/ AIDS de São Paulo, no período de 1987 a 1994, considerando a probabilidade geral de sobrevivência ao longo de 18 meses após a data de Poster 362 diagnóstico, apresentaram mediana de 9,0 meses e média de 8,5 meses, sendo que no período de 1988 a 1991 a mediana foi de 6,7 meses e já no período de 1992 a 1994, a mediana foi de 12,9 meses. Nos 1066 casos do estudo, encontrou-se que: -à medida que os anos passam, o diagnóstico é realizado mais precocemente em relação à idade da criança; -o sexo feminino apresenta menor tempo de sobrevida que o masculino; -à medida que aumenta a idade no momento do diagnóstico, há um aumento da sobrevida, considerando grupos etários definidos à data do diagnóstico. Conclusões: Os ainda diferentes tempos de sobrevida encontrados nos trabalhos da literatura, mostram que os maiores tempos de sobrevida correspondem aos países desenvolvidos, os quais apresentam facilidade do acesso às situações descritas acima, o que não ocorre, de maneira aceitável nos países em desenvolvimento. A precária situação socioeconômica-cultural, se apresenta como um dos determinantes do atual quadro da epidemia da aids no país. A execução de algumas medidas preventivas podem ser relacionadas com aspectos positivos que vêem ocorrendo nos últimos anos, aliada ao avanço no conhecimento do vírus e da doença. Poster 363 Vigilância do HIV por Rede Sentinela Nacional BRASIL 1997-1998 Autor(es): Marcelo Felga de Carvalho - Ministério da Saúde Co-autores: Barbosa Jr, Aristides; Otero, Rebeca G; Silva, Luiza P Apresentador: Marcelo Felga de Carvalho Contato com o autor: [email protected] Problema: Diante da necessidade de ampliar a Vigilância Epidemiológica da infecção pelo HIV na população brasileira, estudos sentinelas são desenvolvidos pela CN-DST/AIDS. Descrição do Projeto: A metodologia de testagem utilizada é anônima não vinculada, em amostras de sangue coletadas na rotina de três tipos de serviços: clínicas de DST, maternidades e prontos-socorros. Os critérios de inclusão dos sítios são: estar sendo atendido pela primeira vez nestas clínicas durante o período do corte, pertencer ao grupo etário de 13 a 49 anos e haver sobra de pelo menos 1 ml de soro ou plasma, coletado para os exames laboratoriais de rotina. Os critérios de exclusão são: ser serviço de referência para atendimento de HIV/aids, baixa demanda para coletar amostras, falta de capacidade técnica instalada e no caso dos sítios - maternidades não estarem aderindo ao programa de eliminação da sífilis congênita. Os cortes foram realizados semestralmente e a coleta das amostras (200 em cada sítio) ocorreu no período de 60 dias. As únicas variáveis de identificação foram sexo, idade e tipo de população sentinela. Principais Resultados: Já foram realizados 05 cortes do presente estudo e analisados 03, que indicam a média das prevalências nos três cortes variando de 4,2 a 3,0% em clínicas de DST, de 1,2 a 0,5% em clínicas de parturientes e 4,3 a 2,1% em prontos socorros. As prevalências mais altas tem sido encontradas nas regiões sul e sudeste. A faixa etária com maior prevalência nos 03 tipos de sítios sentinelas foi de 20 a 29 anos. Com relação ao sexo a prevalência encontrada nas clínicas de DST em homens variou de 5,6% a 4,9% e nas mulheres de 3,1 a 2,0%. Enquanto nos pacientes de pronto-socorros variou de 6,2 a 3,1% em homens e 3,0 a 1,3 % em mulheres. Conclusões: Os resultados atuais somente nos permitem monitorar a tendência da situação epidemiológica da infecção pelo HIV nos locais onde se encontram os sítios sentinelas. Poster 364 Prevenção de DST e Aids em Comunidades Populares: Articulando Educação e Cidadania num Contexto de Vulnerabilidade Social Autores: Márcia Valéria Guimarães Cardoso - Grupo de Apoio à Prevenção à Aids - GAPA-Rio Co-autores: José Iturri; Lídia de Oliveira Lopes Apresentador: Márcia Valéria Guimarães Cardoso Contato com o autor: [email protected] Problema: A história recente da pandemia de aids apresenta uma tendência nítida na sua evolução: o agravamento da disseminação entre as camadas empobrecidas da população mundial, caracterizando um problema de saúde pública de magnitude ainda mais séria do que o previsto e de uma complexidade que ultrapassa o enfoque de risco. No Brasil, esta situação diz respeito a populações de múltipla vulnerabilidade social - baixo nível de escolaridade, com poucas possibilidades de participação no mercado de trabalho e condições precárias de acesso aos equipamentos sociais, entre estes, as ações e serviços de saúde. Em muitos casos este contexto faz quase inviável a adoção individual das medidas para a redução de risco. As favelas 117; Matinha; Sumaré, no bairro do Rio Comprido, na III Região Administrativa/AP. 1, do Município do Rio de Janeiro, Estado do Rio do Janeiro, são exemplares em relação ao problema que apresentamos. Essas comunidades somam aproximadamente 10.000 habitantes vivendo em situação precária de moradia e saneamento e constituem a população-alvo do projeto “Prevenção de DST e aids em Comunidades Populares: articulando educação e cidadania num contexto de vulnerabilidade social”. Descrição do Projeto: Trata-se de um projeto de intervenção, financiado pelo Ministério da Saúde (Coordenação Nacional de DST e aids), que dá continuidade ao projeto “Prevenção de aids e DST em Comunidades Populares: desafio de cidadania para uma questão de gênero”, visando: 1. Aprimorar a capacitação do grupo de agentes comunitários de saúde do Rio Comprido a fim de dar continuidade às e melhorar o impacto das ações de educação e saúde, especialmente de prevenção a DST/aids, junto aos grupos identificados nas comunidades populares-alvo. 2. Promover a mobilização e a sensibilização dos moradores das comunidades populares-alvo em relação às questões de saúde, principalmente DST/aids. 3. Difundir continuamente informações sobre o processo saúde-doença: transmissão e prevenção de doenças; Poster 365 recuperação e promoção da saúde, principalmente, em relação às DST/ aids. 4. Promover a articulação entre os Centros Municipais de Saúde Marcolino Candau e Heitor Beltrão e as comunidades populares-alvo. 5. Produzir e/ou adaptar materiais educativos e informativos apropriados para a abordagem dos assuntos referentes às DST/aids e outras questões de saúde associadas, visando às especificidades da população-alvo. A metodologia utilizada consiste em: oficinas de aprofundamento da capacitação dos agentes para o trabalho comunitário em saúde; oficinas de produção de material educativo/informativo; supervisão das atividades dos agentes comunitários de saúde; organização de campanhas de sensibilização e mobilização para as questões de saúde nas comunidades, especialmente em mobilização para as questões de saúde nas comunidades, especialmente em relação a DST e aids; realização de reuniões, palestras e eventos populares de caráter informativo e mobilizador; visitas dirigidas aos Centros Municipais de Saúde; participação em reuniões do Conselho Distrital de Saúde da região do Rio Comprido; encaminhamento de pessoas ao centro de saúde, quando considerado necessário, entre outras. Neste primeiro trimestre do projeto já realizamos reuniões de estudo e revisão de temas sobre DST e aids e oficinas de produção de bonecos para atividades educativas com as agentes comunitárias de saúde. Nas comunidades, as agentes comunitárias de saúde estão em processo de planejamento de atividades e de sensibilização de outros grupos de atuação local. Principais Resultados: Parte significativa do grupo de agentes comunitárias de saúde está desenvolvendo com autonomia atividades de educação e saúde nas comunidades populares-alvo. Conclusões: O principal desafio deste trabalho de intervenção em comunidades populares é a formação dos agentes comunitários de saúde, compreendida como um processo continuado que se inicia na seleção das agentes entre os moradores das comunidades, passa pela sensibilização das agentes para as questões de saúde, especialmente para os temas DST e aids e ganha corpo nas oficinas de capacitação, de produção, nas supervisões, nas dinâmicas de avaliação. Trata-se na verdade do processo de formação de educadores populares em saúde, rico em especificidades quanto aos códigos culturais locais, e do encontro que precisa ser possível entre o código científico e o código popular, instituindo-se um conhecimento partilhado e apto a contaminar de saber e informação outras pessoas. Enfim, um ato político, instituinte de cidadania, inscrito na luta por melhores condições de vida e saúde para todos. Poster 366 Adolescentes: Realidade e Riscos Frente às DST e HIV/Aids Autores: Marcio Baptista Rodrigues - Hospital Escola São Francisco de Assis/Universidade Federal do Rio de Janeiro Co-autores: Cosme Silva; Debora Fontinelli; Jurema de Ribero; Margarete Ferreira; Maria Clara Gomes; Sandra Regina Barros Telles; Sonia Maria Batista da Silva. Apresentador: Marcio Baptista Rodrigues Contato com o autor: [email protected] Objetivo: Determinar as principais características da clientela adolescente que compareceu ao Centro de Testagem e Aconselhamento no município do Rio de Janeiro durante o ano de 1997. Método: Foram analisados todos os casos de adolescentes que demandaram aos serviços, considerando as variáveis sócio-culturais e a incidência de doenças sexualmente transmissíveis, as categorias de exposição ao risco e os resultados dos exames anti-HIV. Para a pesquisa, foram utilizados como instrumentos, o banco de dados de cada serviço. Principais Resultados: A população analisada foi de 677 adolescentes, com faixa etária entre 13 e 19 anos, sendo 379 (56%) do sexo masculino e 298 (44%) do sexo feminino. Obtivemos a maior concentração de adolescentes masculinos com escolaridade no 1° grau (50.4%) e adolescentes femininos com escolaridade no 2°grau (49%). Sobre as DST, estavam registradas nas fichas de 141 indivíduos e dentre estes, 120 (17.7%) relataram DST nos últimos 12 meses, sendo 76 (64%) do sexo masculino e 44 (36%) do sexo feminino. Quanto as categorias de exposição ao risco, observamos que 98.8% relataram risco sexual acompanhado de transfusão sanguínea 2%. Entretanto alguns casos pertenciam a mais de uma categoria de exposição ao risco. Havia 406 indivíduos com resultados dos exames anti-HIV e dentre estes, 20 (4.8%) eram soropositivos. Conclusão: Acreditamos que este tipo de assistência é muito importante, aumentando as chances de tratamento das DST, tal como o precoce tratamento clínico para o HIV. Constatamos para o fato de que muitos jovens têm DST, o que é um grande risco para a infecção pelo HIV. O resultado aponta a nacessidade de um maior investimento direcionado à saúde do adolescente em especial para os que vivem em condições mais precárias (com aconselhamento, distribuição de preservativos, medicamentos para DST) e trabalhos preventivos na área de educação para saúde. Poster 367 Centro de Tr einamento em DST/Aids Par a Populações Empobrecidas Autor(es): Marcio Tadeu Ribeiro Francisco - Universidade do Estado do Rio de Janeiro Co-autores: Clos, A; Larrúbia, E. Longo, P. Apresentador: Marcio Tadeu Ribeiro Francisco Contato com o autor: [email protected] Problema: Grande tem sido a notificação de novos casos de aids entre as camadas menos favorecidas da população, mostrando a necessidade da criação de estratégias específicas para atuação nestas camadas populacionais. Descrição do Projeto: O Projeto objetiva treinar como agentes multiplicadores tanto técnicos e profissionais como líderes comunitários de comunidades previamente identificadas por nossos parceiros. Pretende-se que os agentes treinados possam atuar regularmente nestas comunidades. A UERJ, em parceria com a Secretaria Estadual de Saúde (RJ), Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (RJ) e a ONG Médicos Sem Fronteiras, estabeleceu o projeto Centro de Treinamento para Populações Empobrecidas, com apoio do Ministério da Saúde. São desenvolvidos treinamentos em comunidades carentes do Estado do Rio de Janeiro, utilizando a metodologia de workshops (oficinas) nas quais são abordados temas como DST, HIV/ aids, Sexualidade, Drogas, Direitos das pessoas vivendo com HIV, entre outros. São fornecidos materiais didáticos de apoio. As turmas têm número limitado de alunos, permitindo uma abordagem mais individualizada. Após os treinamentos, os treinandos apresentam um projeto de atuação em suas comunidades, com supervisão dos instrutores, que auxiliam na adaptação às suas próprias realidades. Principais Resultados: Na primeira etapa do Projeto, foram desenvolvidos 07 treinamentos, a saber: Médicos sem Fronteiras, CCDC Campos (02), CCDC Caxias, SMDS/RJ,SES/EMATER/ Itaboraí, SES/ EMATER/Nova Iguaçu. Foram mobilizados 10 instrutores e treinados 240 técnicos e líderes comunitários. Foram utilizados nos treinamentos pelo menos 2 instrumentos de avaliação, com resultados muito positivos. A metodologia de oficinas e a qualidade dos instrutores foram os que receberam melhor avaliação. Na fase dois, foi realizada uma oficina de DST e HIV/ AIDS para líderes comunitários do Projeto do Médicos Sem Fronteira e estão planejados 10 treinamentos para esta ONG e para municípios do Estado do Rio de Janeiro. Poster 368 Conclusões: Grande parte das comunidades implantou alguma atividade de prevenção regular,formando subgrupos ou estabelecendo pontos de distribuição regular e controlada de preservativos. Esta experiência tem proporcionado novos convites para treinamentos em diversas comunidades. Poster 369 A Experiência da Escola de Enfermagem de Manaus na Capacitação de Recursos Humanos na Prevenção do HIV e Assistência aos Portadores do HIV e de Aids Autor(es): Margareth Maria de Barros Mendonça - Universidade do Amazonas. Escola de Enfermagem de Manaus. Apresentador: Margareth Maria de Barros Mendonça Contato com o autor: (92)622 2723 Resumo: No mundo todo, percebe-se que a luta contra a aids e em favor das pessoas que convivem com o HIV e a aids é responsabilidade de todos. O Estado do Amazonas, apesar da sua exuberância em “ Riquezas Naturais” , é um dos mais limitados geográfica e economicamente; onde o acesso às informações e às novas tecnologias, em muitos municípios se vislumbra como mera utopia. Observa-se, em relação a epidemia do HIV/aids, a mudança do perfil epidemiológico, onde a feminilização, a juvenilização, a indigenização tornam-se questões extremamente preocupantes.O projeto de Capacitação para a Equipe de Enfermagem na Prevenção e Assistência aos portadores do HIV/ aids, em parceria com a Universidade do Amazonas, foi uma iniciativa da Coordenação Nacional de DST e Aids, na tentativa de descentralizar as atividades de treinamento e dividir responsabilidades. A metodologia utilizada constou da capacitação de recursos humanos em larga escala, tomando como base as orientações do Manual de Capacitação para a equipe de enfermagem em HIV/ aids, do Ministério da Saúde-1995. A Universidade do Amazonas, representada pela Escola de Enfermagem de Manaus, enfrentou o desafio, objetivou capacitar 44 enfermeiros do Amazonas; sendo 10 de municípios com maior número de casos de AIDS notificados e 34 da capital.Os resultados extrapolaram as expectativas, e as categorias capacitadas estão assim relacionadas :88 enfermeiros, 6 técnicos de enfermagem, 168 auxiliares de enfermagem, 50 agentes de saúde, 69 auxiliares de saúde, 5 técnicos de hematologia, 3 assistentes sociais, 2 nutricionistas, 4 técnicos de laboratório, 27 médicos, 8 odontólogos, 6 bioquímicos, 31 estudantes do curso técnico de enfermagem, 117 agentes de saúde indígena, 30 agentes de saúde municipal, 1000 pais, 261 adolescentes e jovens.Apesar das dificuldades encontradas, a força e a vontade foram maiores, nos levando a extrapolar os objetivos pretendidos, e a ter coragem para novos desafios em favor da VIDA, da dignidade e da cidadania. Poster 370 Atuação do Serviço Social Junto a Pessoas Vivendo com HIV/Aids no Hospital Universitário Regional do Norte do Paraná Autor(es): Maria Lúcia Maximiano Medina - Hospital Universitário Regional do Norte do Paraná Co-autores: Argéria Maria Serraglio Narciso; Maria Tereza Mendes Alves Pereira Apresentador: Argéria Maria Serraglio Narciso Contato com o autor: (43)337 4041 Problema: O Hospital Universitário Regional do Norte do Paraná, além de suas características de hospital-geral, constitui-se em Centro de Referência para atendimento a portadores de HIV e doentes de aids, tratando-se de um projeto de intervenção. As ações profissionais são desenvolvidas por docentes, alunos e profissionais técnicos das áreas de enfermagem, farmácia e bioquímica, fisioterapia, medicina, nutrição, psicologia e serviço social. A atuação do Serviço Social junto a pessoas que vivem com HIV/ aids, neste serviço iniciou-se em 1987 com um grupo de profissionais que mediante a epidemia e o aparecimento dos primeiros casos de aids em Londrina, passou a estruturar um serviço para atender pessoas acometidas por esta patologia, sendo um desafio lidar com um uma doença nova, transmissível e de caráter incurável. A aids tem peculiaridades e particularidades que a difere do atendimento a outros pacientes igualmente graves. Não tem um caráter apenas curativo pois lidar com esses pacientes nos reporta a questões que envolvem a doença, a morte e a própria perspectiva existencial. Ela tem uma ampla repercussão atingindo além do paciente, todo o seu contexto sociofamiliar, deixando de ser um problema não só médico, como também social, econômico, psicológico, político, justificando-se a necessidade de uma equipe interdisciplinar. Hoje o grande avanço da luta contra o HIV é a terapia anti-retroviral, porém para o sucesso do tratamento é necessária a adesão ao mesmo e neste sentido o envolvimento da equipe tem sido intenso na busca de levar o paciente a assumir a prevenção e o tratamento, bem como a melhoria da sua qualidade de vida. Descrição do Projeto: A atuação do serviço social com portadores e doentes de aids se concretiza através de atendimento individual e grupal nas diferentes Unidades de Atendimento: no Pronto Socorro, o assistente social tem uma proposta de trabalho voltada ao “ acolhimento” enquanto diretriz da prática profissional envolvendo o paciente e família, proporcionando a Poster 371 aproximação médico/família. Na Unidade de Internação da MI (Moléstias Infecciosas), a atuação é sistemática, e as ações são voltadas para prevenção, educação com destaque para assistência. O enfoque do trabalho é o aconselhamento, pois estar internado é deparar-se com a doença e com a possibilidade de morte. Na Unidade de Serviço Ambulatório Hospital de Clínicas o atendimento da equipe interdisciplinar é realizado 02 ( duas) vezes por semana. Comumente os usuários buscam atendimento social além dos dias de atendimento médico, considerando que os problemas apresentados extrapolam os aspectos biológicos, traduzindo-se em questões como necessidades aspectos biológicos, traduzindo-se em questões como necessidades básicas, questões familiares, estigmatização e direitos (sociais, trabalhistas e previdenciários). O serviço social atua também com prestação de serviços concretos, possui parceria com recursos da comunidade para enfrentamento das carências sociais assim como articula-se com ONG e recursos sociais afins. Além disso o assistente social integra a Comissão Municipal de Aids, órgão consultivo do Conselho Municipal de Saúde que tem um trabalho relevante na cidade de Londrina. Principais Resultados: Nestes doze anos de trabalho a equipe tem buscado a formação e aprimoramento de profissionais capacitados a trabalhar com aids não só a nível de conhecimento técnico, sobretudo no desenvolvimento de um atendimento mais humanizado, pois trabalhar com pessoas portadoras de HIV e doentes de aids, é depararse frequentemente com situações adversas, dada às implicações causadas pela doença ao paciente e sua rede de relacionamento. No contexto atual o Hospital Universitário tem 430 pacientes em uso de anti-retovirais, além dos portadores em acompanhamento. Acreditamos que a única arma para enfrentar a aids é a prevenção no sentido de esclarecer à população sobre todos os aspectos relacionados a doença, visando tanto o controle, como a garantia de uma assistência digna. Conclusão: Esta experiência possibilitou um maior envolvimento da equipe na busca de levar o paciente a assumir a prevenção e a adesão ao tratamento, bem como possibilita uma compreensão global do paciente contribuindo para que a equipe assuma uma conduta única. Contribui ainda na formação de profissionais capacitados a trabalhar com aids, não só a nível de conhecimento técnico bem como no desenvolvimento de um atendimento mais humanizado e maior adesão ao tratamento, buscando a melhoria da qualidade de vida das pessoas vivendo com HIV/ aids. Poster 372 Projeto Aids e a Escola - Uma Prática de Prevenção Autor(es): Maria Berenice Parente Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro - 2º Coordenadoria Regional de Educação Co-autores: Helena Rebelo; Monica Nunes; Sonia Cotrim. Apresentador: Monica Nunes Contato com o autor: [email protected] Resumo: Atuando nas escolas municipais da 2ª CRE desde 1994, o Projeto Aids e a Escola redimensiona o currículo escolar ao incluir na prática pedagógica e no cotidiano da escola conteúdos relacionados à sexualidade, prevenção das doenças sexualmente transmissíveis/aids e do uso abusivo de drogas. Numa proposta de construção participativa de novas metodologias, as temáticas de exclusão escolar e social são aprofundadas, pela discussão e análise de questões de educação e saúde, privilegiando a conquista da qualidade de vida pelo exercício pleno da cidadania. Este projeto tem como objetivo promover a adoção de práticas educativas que, dentro da proposta da Multieducação, envolvam temáticas relacionadas à sexualidade e à prevenção das DST/aids e do uso abusivo de drogas, contribuindo para a melhoria no desempenho escolar e garantindo o exercício da cidadania, pelo acesso à informação e a uma educação que privilegia a qualidade de vida. Sua metodologia baseia-se numa proposta multidisciplinar como parte integrante de um processo contínuo de aprendizagem, de uma filosofia de trabalho participativo, em que todos, família-escola-comunidade, devem estar envolvidos. Trata-se de um processo crítico, criativo e político, voltado para a aquisição de informações, para as discussões sobre valores e novas posturas frente às questões atuais, a partir da bagagem sociocultural de nossos alunos e tendo como área prioritária de atuação a sala de aula, pois é nela que estão nossos maiores agentes de mudança e a garantia de sua continuidade. Ao final de cinco anos de trabalho, o Projeto atinge cerca de 100 escolas da 2ª Coordenadoria Regional de Educação/SME, com mais de 150 professores capacitados que atuam como multiplicadores em suas escolas e junto à comunidade, a totalidade de diretores de escolas sensibilizados para facilitar a implementação do Projeto, sensibilização dos Grêmios Escolares, cerca de 20.000 alunos de Educação Infantil à 8ª série do I Grau envolvidos nas atividades. Para atender a demanda do trabalho organizou-se um acervo diversificado - livros, fitas de vídeo, jogos etc. A realização de ações preventivas na educação tem se mostrado, ao longo dos cinco anos deste Projeto, como o caminho Poster 373 possível, não só para conter a epidemia e o aumento do uso abusivo de drogas, mas também para atender à necessidade de valorização da auto-estima dos nossos jovens, abrindo espaço para a reflexão sobre as questões de sexualidade e do uso de drogas e estimulando, através da prática de direitos e deveres, a luta por condições necessárias a uma qualidade de vida digna. Poster 374 Campanha de Eliminação da Sífilis Congênita no Município do Rio de Janeiro Autor(es): Maria Cristina Boaretto - Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro Co-autores: Carla Brasil; Cecilia Nicolai; Gisele Israel; Katia Ratto; Rosa Domingues; Valéria Saraceni; Walria Toschi. Apresentador: Maria Cristina Boaretto Contato com o autor: [email protected] Problema: A sífilis congênita é um exemplo clássico de doença que, apesar de grave, é evitável com recursos simples. Entretanto, uma vez contaminado, o feto tem grande risco de prematuridade, de natimortalidade, além de apresentar maior suscetibilidade a outras doenças,inclusive infecciosas, ocasionando internações hospitalares prolongadas e de alto custo, constituindo um grave problema de saúde pública. Estima-se que no Brasil 3,5% das gestantes estejam infectadas pela sífilis. A partir de uma avaliação dos casos ocorridos nos anos de 1996 a 1998, que revelou uma elevação do número de crianças acometidas por essa doença, A SMS Rio definiu como prioritário o seu controle e elaborou o Plano de Eliminação da Sífilis Congênita. Descrição do Projeto: Dentre as ações do plano, foi planejada a campanha, no período de 21/06 a 31/07 de 1999, nas 100 unidades de saúde que prestam assistência ao pré-natal. Foi realizado treinamento de 700 profissionais de saúde com atuação em pré-natal, entre médicos e enfermeiras. A campanha consistiu da captação de todas as gestantes que não tinham resultado da 1ª sorologia, ou que, estando no 3º trimestre, não tivessem o resultado da 2ª sorologia. Para tal, utilizamos teste rápido para diagnóstico de sífilis (Determine TP, Abbott Laboratórios), que permitia a testagem da gestante e tratamento iniciado imediatamente, no caso de exame positivo. Pelo fato deste teste ser treponêmico, sempre que havia um resultado positivo, colhíamos sangue para VDRL, para controle de cura. Principais Resultados: Nesse contexto, foram testadas 9448 gestantes, com percentual de 5,3% de resultados positivos. Dentre as gestantes com teste rápido para sífilis positivo (498), 68% faziam acompanhamento pré-natal, demonstrando claramente a necessidade de uma melhor assistência, especialmente da disponibilização de recursos para a realização de exames laboratoriais. A distribuição de resultados positivos segundo idade materna, mostra que as mulheres adultas, acima de 19 anos),respondem pelo maiormostra que as mulheres Poster 375 adultas, acima de 19 anos),respondem pelo maior número absoluto (5922), além de maior percentual de positividade dos testes (6,1%) quando comparadas às adolescentes, com 3028 testadas, e positividade de 3,7%. A incidência total foi de 5,3%, superior à média estimada pelo Ministério da Saúde, possivelmente por estarmos lidando com teste treponêmico, que englobou algumas cicatrizes sorológicas de pacientes anteriormente tratadas. Conclusões: Um dos grandes méritos dessa campanha foi sensibilizar e despertar os profissionais e gerentes dos serviços e programas de saúde para esta questão, colocando a sífilis e a sífilis congênita em destaque na agenda de prioridades. No que tange às mulheres, trouxe a visibilidade sobre essa doença, cujas repercussões sobre a sua saúde, a de seu bebê e a de seu parceiro eram até então pouco conhecidas. Poster 376 Projeto Condon No Autor(es): Maria Cristina Feijó Januzzi Ilário - Ambulatório Municipal de DST/aids da Prefeitura Municipal de Campinas - SP Co-autores: Equipe Multiprofissional do AMDA; Maria Cristina Ilário Apresentador: Maria Cristina Feijó Januzzi Ilário Contato com o autor: (19) 289 0653 Problema: Grande concentração de profissionais do sexo, homens e mulheres, na região central do município de Campinas, vulneráveis a infecção pelo HIV e outras DST, consequentemente se constituindo em elo fundamental da cadeia de transmissão das DST/HIV/aids. Objetivo: Determinar a cota semanal de condom a ser distribuida. Oferecer atendimento individual por equipe multiprofissional e atender as queixas apresentadas. -Realizar aconselhamento e educação em saúde em consultas individual, oferendo exames periódicos (VDLR/ PREVENTIVO DO COLO DE ÚTERO/HBSAG(Hepatite B)/LISA anti HIV) -Propor oficinas de educação em saúde e cidadania em grupo, mensalmente. -Treinar multiplicadores na prevenção DST/aids. Descrição do Projeto: O Ambulatório Municipal de DST/Aids de Campinas -AMDA, localizado na região central do município, por meio da equipe multiprofissional, realizaou os seguintes passos para implantação do “Projeto Condon”, voltado a profissionais do sexo: 1-Sensibilização e definição dos profissionais do serviço a serem envolvidos 2-Profissionais selecionados fazem a divulgação do “Projeto Condon” em campo, através das lideranças dos grupos de profissionais do sexo que atuam na região central do município 3- Do projeto: cadastramento no AMDA, dos profissionais do sexo que procuram espontaneamente o servió após a divulgação, oferendo: 3.1Consulta individual com enfermeiro, assistente social,, para maiores informações sobre o projeto 3.2- Sorologias semetrais para síflis e hepatite B, bem como papanicolau para as mulheres; sorologia para o HIV mediante aconselhamento e consentimento; 3.3- Retarguarda assistencial as queixas apresentadas no próprio serviço 3.4 -Dispensação de 32 condns/semana aos cadastrados, em atendimento individual para processo de educação em saúde; 3.5- Grupo para profissionais do sexo, com temas selecionados e priorizados pelos mesmos. Principais Resultados: -600 profissionais do sexo cadastrados na região central -Desmembramento do projeto para mais 2 unidades de saúde, localização estratégica ao acesso de outros grupos - 2 grupos montados no AMDA Poster 377 Conclusões: Projetos para educação em saúde voltados para profissionais do sexo tem se mostrado eficazes, quando analisamos a durabilidade dos mesmos, a grande aceitabilidade e estabelecimento de vínculo desta clintela ao serviço e o aceitabilidade e estabelecimento de vínculo desta clintela ao serviço e o aumento da procura de preservativos. A construção e manutenção dos “grupos”, mostrou-se válida para a clientela de travestis. Poster 378 Projeto Amar, Preservar e Viver “uma Alternativa para a Trabalhadora do Sexo” Autor(es): Maria de Lurdes de Almeida Magalhães Munhoz Ambulatório de Moléstias Infecto Contagiosas - SMS - Jundiaí Apresentador: Suzana Ramil Soeiro - Ambulatório de Moléstias InfectoContagiosas - SMS - Jnudiaí Contato com o autor: [email protected] Problema: Trabalho de intervenção dirigido a mulheres entre 17 a 60 anos, que atuam como profissionais do sexo, no município de Jundiaí. Tem como objetivo reconhecer essas mulheres como sujeito das mudanças de comportamento, no sentido de adotarem práticas mais seguras contra DST/aids; resgatar a auto-estima e o exercício da cidadania, conscientizar da sua vulnerabilidade; ampliar o acesso ao serviço de atenção a saúde da mulher e intensificar o uso e acesso ao preservativo. Descrição do Projeto: O trabalho se desenvolveu em quatro momento: 1. Pesquisa - levantamento do perfil dessas mulheres através de um questionário comportamental. 2. Intervenção direta: através de cinco módulos, com reuniões semanais de 1h30 de duração, com temas específicos (auto-estima, DST/aids, sexo mais seguro, direitos e deveres e cidadania), por meio de dinâmicas e materiais sócio-educativos, nas casa noturnas (10). 3. Intervenção indireta: através de interlocutoras encontradas nas casas noturnas e praças da cidade, com a finalidade de manter uma pessoa como multiplicadora. 4. Grupo de profissionais do sexo que atuam nas praças : contatos semanais, em pontos centrais de quatro praças, com objetivo de manter vínculo, distribuir preservativos, orientar sobre sexo mais seguro, acesso ao serviço de saúde da mulher e valorizar a auto-estima. Principais Resultados: Houve intervenção em 224 mulheres de casas noturnas e 147 mulheres de praças centrais, sendo que 155 mulheres (42%) compareceram para consulta médica ginecológica de 06/97 à 03/99. Observou-se que o uso de preservativo já era uma prática, porém, um número significativo usava-o de forma incorreta e seu uso se limitava ao uso com o cliente e não com o parceiro fixo ou cliente antigo. Houve solicitação espontânea de casas noturnas para as reuniões e dois hotéis e dez casas noturnas mantém distribuição gratuita de preservativos, reafirmando a confiança no trabalho. Consegui-se treinar uma multiplicadora na praça, para distribuição gratuita de materiais educativos, orientação sobre sexo mais seguro e encaminhamento ao serviço de saúde da mulher. Poster 379 Conclusão: Apesar de existir um rodízio constante entre essas mulheres, a resposta à intervenção foi considerada boa levando-se em conta o comparecimento ao serviço para consulta de GO, a aceitação à distribuição de preservativo demonstrando auto cuidado, a disponibilidade de discutir questões relativas à prostituição e ao exercício da cidadania além de agirem como interlocutoras transmitindo os conhecimentos adquiridos para as novas colegas. Observou-se no decorrer do trabalho que a mudança de comportamento em relação ao uso de preservativo com o parceiro fixo, quando o afeto ou amor entram em cena ainda se mantém irregular ou inexiste, levando-nos a pensar em outras estratégias de trabalho. Poster 380 Redução da Transmissão Vertical Autor(es): Maria Del Mar P. Eiras Rodríguez - Programa Municipal DST/AIDS Itanhaém Co-autores: Iloma Odete G. Boehm Apresentador: Maria Del Mar P. Eiras Rodríguez Contato com o autor: [email protected] Projeto: Em nosso país, a transmissão vertical tem sido a principal via de infecção pelo HIV na população infantil sendo de 90% os casos notificados de aids em menores de 13 anos. Descrição do Projeto: É realizado aconselhamento pré-teste a todas as gestantes no pré-natal/onde é oferecido o exame anti-HIV,orientações quanto ao risco de infecção pelo HIV/DST e prevenção No aconselhamento pós-teste com resultado negativo para HIV é reforçada a prevenção. Quando a sorologia é positiva, com segunda amostra, a gestante é orientada e encaminhada para o SAE para realizar o Protocolo. A gestante é orientada a não amamentar o bebê Após o nascimento, a criança é acompanhada no SAE para acompanhamento pediátrico. Principais Resultados: Resultados parciais - Crianças menores de 18 meses 94% das gestantes realizaram exame anti-HIV no pré-natal(out a mar/99) 19% das pessoas diagnosticadas com HIV no período de jan. a jun/99 são gestantes Crianças acompanhadas sem protocolo 076 ACTG - 05 Crianças acompanhadas com protocolo completo - 05 Crianças acompanhadas com protocolo realizado em outro município - 02 Crianças acompanhadas com protocolo incompleto - 01 Gestantes que realizaram protocolo completo - 07 (jan a jun/99) crianças com protocolo completo que negativaram - 02 crianças sem protocolo que negativaram - 02 Conclusão: Alguns questionamentos surgiram após os primeiros resultados do projeto: como, avaliar a carga viral da gestante que realizou o protocolo ou não na correlação com o diagnóstico negativo ou positivo da criança após os 18 meses. A necessidade de diagnóstico precoce na gestação para iniciar o uso do AZT na 14ª semana esbarra no início tardio do acompanhamento da gestante no pré-natal Os resultados apresentados são parciais devido a algumas crianças serem menores de 1 ano. Sendo assim, a expectativa é que o número de crianças filhas soropositivas recebam diagnóstico negativo após realização do protocolo. Poster 381 Importância dos “Grupos de Investigação da Sífilis Congênita-Gisc”, na Melhoria da Notificação da Sífilis Congênita em Fortaleza. Autor(es): Maria do Socorro Cavalcante - Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social de Fortaleza Co-autores: Alicemaria Ciarlini Pinheiro; Dina Cortêz Lima F. Vilar; Maria de Fatima F. Guerreiro; Maria Zélia Rouquayrol; Monica Cardoso Façanha. Apresentador: Maria do Socorro Cavalcante Contato com o autor: (85)277 3586 Resumo: A implantação dos Grupos de Investigação de Sífilis Congênita, até o ano 2000, do Ministério da Saúde, foi iniciada em Fortaleza no final de 97, em sete maternidades. Atualmente, apenas quatro hospitais continuam realizando essas ações. Para isso, todas as gestantes no momento do parto ou por abortamento devem realizar o exame de VDRL. Nos casos positivos, a criança será classificada como caso de “sífilis congênita” e o tratamento é instituído de imediato a fim de evitar o aparecimento de seqüelas futuras. Objetivo: Este trabalho se propõe a analisar os resultados apresentados pelos hospitais, identificando estratégias para melhorar a notificação dos casos suspeitos e comparar a qualidade dos dados dos relatórios trimestrais, no período de 1998. Metodologia: Foram ultilizados os dados dos relatórios trimestrais do GISC e dados da ficha epidemológica de Sífilis Congênita do SINAN para análise dos resultados. Principais Resultados: Em 1998, foram notificados pelo GISC em 4 maternidades de Fortaleza, 60 caso de Sífilis Congênita, o que representa 65,2% do total de casos soro-reagentes, enquanto no sistema de informação SINAN, foram 36 casos (53,7%) do total de 67 casos notificados. Dos 11.839 partos ou curetagens realizados nesse hospitais, 7.479 realizaram VDRL, destes 92 foram reagentes (1,23%) e 60 foram definidos como Sífilis Congênita. Conclusões: Os relatórios que são enviados trimestralmente pelos GISC, apresentam um número de notificações de sífilis maior em relação aos dados encontrados no SINAN, significando que nem todos os casos de sífilis congênita ocorridos entram no sistema. Assim, aumentando as oportunidades de notificação, ganha-se, substancialmente, na melhoria da qualidade da atenção ao pré-natal, contribuindo para a concretização da meta do Ministério da Saúde de “eliminação da sífilis congênita” no país. Poster 382 Recomendações: Sensibilizar os profissionais, que realizam o pré-natal, a notificar os casos de sífilis em gestantes e tratá-las adequadamente; realizar o exame de VDRL em todas as parturientes para detecção e prevenção da sífilis congênita, prevenindo seqüelas irreversíveis nas crianças; melhorar a congênita, prevenindo seqüelas irreversíveis nas crianças; melhorar a notificação dos casos de sífilis congênita, identificando os problemas, favorecendo a avaliação, influenciando positivamente a rotina de trabalho, para fins de aumentar a capacidade na tomada de decisões. Poster 383 Agente em Ação nos Núcleos Comunitários de Prevenção das DST/Aids - A Experiência da Associação de Mulheres do Morro dos Telégrafos e da Coligação das Associações e Moradores do Complexo Grajau-Jacarepaguá e Lins Autor(es): Maria do Socorro Vasconcelos Lima - Centro de Desenvolvimento e Apoio a Programas de Saúde Co-autores: Agentes de Prev. da A. de Mulheres do Morro dos Telégrafos; Ana Paula Baptista - Coligação das A.e Moradores do Compl.Grajaú/Jacarepaguá/Lins - Denildes da Silva; Kátia Maria Braga Edmundo; Wanda Lúcia Branco Guimarães Apresentador: Maria Do Socorro Vasconcelos Lima Contato com o autor: [email protected] Resumo: As populações empobrecidas encontram-se vulneráveis ao HIV/aids devido aos altos níveis exclusão social aos quais vêm sendo submetidas no Brasil. As instâncias de organização popular precisam construir um conhecimento cotidiano para o enfrentamento coletivo da realidade social com informação e solidariedade. Descrição do Projeto: O Agente Comunitário constitui estratégia de trabalho social fundamental neste contexto. Na área dos programas de prevenção das DST/ AIDS atingem segmentos populacionais mais excluídos sendo “referência” de informação, gerando uma dinâmica de mudanças nos níveis de conhecimento, discussão coletiva, desenvolvimento e auto-estima pessoal e da comunidade. Realizam: Plantões para orientação, encaminhamento, distribuição de preservativos; de materiais; Agente vai a sua casa (visitas domiciliares); Camelô Educativo (bancadas volantes de material nas ruas e vielas) Eventos; Campanhas; Murais informativos; Encontros Educativos e Formação de Multiplicadores. Principais Resultados: Temos atualmente 14 Agentes atuando em 3 Núcleos Comunitários atuando em Complexos de Comunidades no Rio de Janeiro. 1) Núcleo Comunitário - Morro dos Telégrafos/Complexo Mangueira; 1.2) Núcleo Comunitário Vila Olímpica da Mangueira ; 3) Núcleo Informaids - Complexo Grajaú-Jacarepaguá e Lins (Barro Vermelho), atingindo cerca de 5000 pessoas. Conclusões: Projetos de prevenção das DST/aids em comunidades empobrecidas devem contemplar representações comunitárias,organizações não-governamentais e governamentais, articulação entre o conhecimento científico e popular, ampliação dos níveis de informação, fortalecimento da Poster 384 solidariedade, alcançando todos os segmentos sociais, através de grupos de Agentes Comunitários de Prevenção compreendendo que o processo educacional requer o envolvimento de aspectos cognitivos, socioculturais e afetivos como um todo. Poster 385 A Importância do Teste do HIV na Rotina do PréNatal do Programa Mãe Curitibana Autor(es): Maria Goretti David Lopes - Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba/PR Co-autores: Edvin Javier Boza Jimenez e Raquel Agibert Thomal Apresentador: Maria Goretti David Lopes Contato com o autor: [email protected] Resumo: Atualmente com o aumento da incidência da aids em mulheres na idade reprodutiva, observamos que no estado do Paraná existem registrados 5887 (1980 - 1990) casos de aids em mulheres, sendo 87,39% destes, nesta faixa etária. Em Curitiba, constam 3130 casos de aids, no mesmo período, sendo 20,67% em mulheres na idade fértil, tendo como conseqüência a possibilidade de aumento do número de casos da doença na população pediátrica, especificamente no período perinatal atribuído a transmissão vertical. Com o objetivo de diminuir a morbi-mortalidade materno e neonatal, o município de Curitiba implantou a partir de março de 1999 o Programa “ Mâe Curitibana”, qualificando o atendimento durante o pré-natal. Este protocolo considera a classificação do risco gestacional, incluindo na rotina a prevenção e tratamento das infecções de relevância na gestação, entre as quais a sorologia para HIV.No período de 08 de março a 15 de setembro de 1999 foram realizados 13388 exames, com 66 casos de sorologia positiva (0,49%); 13 pacientes (19,6%) na faixa etária de 15 a 19 anos; 36 (54,5%) com idade de 20 a 29 anos e 17 (25,7%) de 30 a 49 anos. Foram encaminhadas 17 gestantes soropositivas que inciaram o pré-natal e realizaram os exames em outros serviços, para acompanhamento pelo programa. Constatamos que 92,7% das gestantes estão recebendo medicação anti-retroviral (AZT) e avaliação na Unidade Básica de Saúde, além de encaminhamento para as Unidades de Referência. Houve recusa ao tratamento em 3,6% dos casos; mudança de endereço sem comunicação em 2,4%; e em, 1,2% recusa em receber orientação e visita da Unidade de SaúdeOs resultados encontrados permite-nos concluir a importância do monitoramento e tratamento da gestante na Unidade básica de Saúde vinculando-a com a equipe de saúde; sensibilização quanto a necessidade do exame antiHIV no pré-natal, além de reforçar as ações educativas na prevenção da transmissão vertical. Poster 386 Avaliando o Acompanhamento do Serviço Social às Mulheres Vivendo com HIV/Aids Autor(es): Maria Helena Costa Couto - UERJ/ Hospital Universitário Pedro Ernesto - Serviço Social Co-autores: Ilma Doher e Silvana Bencardini Araújo Apresentador: Ilma Doher Contato com o autor: [email protected] Problema: Partindo de alguns indicadores sociais encontrados no perfil das mulheres vivendo com HIV/aids, acompanhadas pelo Serviço Social, visamos aproximar nosso modelo assistencial à realidade da população, favorecendo a adesão ao tratamento pela maior facilidade de acesso ao serviço/equipe e às informações necessárias para compreensão dos mecanismos de infecção, doença e métodos de promoção da saúde, estimulando práticas de autocuidado e resgate da cidadania. Descrição do Projeto: Utilizamos o resultado encontrado no perfil socioeconômico, cultural e demográfico traçado a partir dos 86 atendimentos individuais com mulheres vivendo com HIV/aids, em acompanhamento social. Constatamos a coincidência dos dados sobre idade e escolaridade, com os índices fornecidos pelo Ministério da Saúde - Coordenação de DST e Aids. Para obtenção de uma compreensão ampliada da situação de vida destas pessoas destacamos outros ítens do nosso roteiro de entrevista: situação trabalhista e previdenciária, estado conjugal e se reside em casa própria ou com familiares. Principais Resultados: Verificamos que do total de mulheres atendidas em nosso Serviço, 61,6% têm idade entre 20 e 39 anos. Apenas 9,3% possuem o primeiro grau completo, enquanto 34,9% não chegaram a concluí-lo, assemelhando-se aos indicadores do Ministério da Saúde. No que se refere aos dados levantados em nossos atendimentos, constatamos que: 51,1% vivem sem companheiro e 36% são casadas. Do total das entrevistadas, 33,7% residem em casa própria e 20,9% com familiares. Em relação às condições de trabalho, 47,7% exercem alguma atividade remunerada, sendo que apenas 23,3% têm vínculo empregatício e 34,1% não estão seguradas pela Previdência Social. Conclusões: O instrumental foi reavaliado, observando novas categorias a serem abordadas durante o acompanhamento que nos aproximem às condições de vida dos pacientes e estimulem a co-responsabilidade com o tratamento e seu auto-cuidado. A partir do nível de escolaridade encontrado, identificamos a necessidade de elaboração de materiais educativos Poster 387 facilitadores da aderência. Quanto a atividade profissional remunerada, a maior parte das mulheres está inserida informalmente no mercado, o que é congruente com a atual relação entre as mulheres e o mercado de trabalho no Brasil, apontando a necessidade de criar estratégias que propiciem a geração e complementação da renda mensal, possibilitando a contribuição previdenciária e assim, a ampliação de sua cidadania. Poster 388 Avaliação das Notificações de Acidentes com Material Biológico na UISHP Autor(es): Maria Irene dos Santos - Unidade Integrada de Saúde Herculano Pinheiro (UISHP) Co-autores: Vania Reis Girianelli - Unidade Integrada de Saúde Herculano Pinheiro (UISHP) Apresentador: Maria Irene dos Santos Contato com o autor: [email protected] Introdução: O risco médio de se adquirir HIV após exposição percutânea com material biológico é de 0,3%. A SMS/RJ implantou o programa de vigilância e prevenção da exposição ocupacional a materiais biológicos em 1997, quando iniciou-se as notificações dos acidentes. Visando a sensibilização dos profissionais de saúde quanto a prevenção dos acidentes, desenvolveu-se um estudo com objetivo de descrever as características dos acidentes com material biológico ocorridos na UISHP. Material e Método: Estudo descritivo com base nas fichas de investigação e acompanhamento de acidentes com material biológico notificados ao Núcleo de Epidemiologia da UISHP, no período de janeiro de 1997 a junho de 1999. A UISHP é uma unidade que integra maternidade de baixo risco, atendimento ambulatorial médico-odontológico, programas de saúde coletiva e Centro de Testagem Anônima (CTA). Principais Resultados: Foram notificados 49 acidentes no período estudado, sendo 22,4% ocorridos em outras instituições. Do total de acidentes, 85,7% ocorreram em profissionais de saúde do sexo feminino e 34,7% na faixa etária de 30 a 39 anos. Quanto a categoria profissional, destacam-se os auxiliares e técnicos de enfermagem com 49,0% das notificações, seguidos de médicos, profissionais de laboratório e profissionais de limpeza com 14,3% cada. A maior parte dos acidentes ocorreram entre 7 e 19 horas (65,3%) e 38,8% dos profissionais estavam usando EPI no momento do acidente. Em relação as exposições, 80,4% foram do tipo percutâneo e principais situações que motivaram os acidentes foram: recapeamento de agulhas (18,4%) e manuseio de lixo (14,3%). Foi prescrito quimioprofilaxia para HIV em 51,0% dos casos, sendo 56,6% (14/25) com esquema de duas doses. No entanto, apenas quatro profissionais retornaram para acompanhamento, abandonando-o antes da alta. Conclusão: O número de notificações, provavelmente, ainda não expressa a realidade. O profissional de saúde, em geral, desconhece os risco a que está exposto e, muitas vezes, negligencia nas precauções Poster 389 básicas, não acreditando no risco ou simplesmente negando-se a pensar nele, deixando de notificar os acidentes. O extremo oposto é o profissional que superestima o risco, acarretando em prescrição excessiva de quimioprofilaxia. Estabelecer aids enquanto acidente de trabalho é importante pois o profissional passa a gozar de todos os benefícios que a lei lhe oferece. Para isto é necessário que o caso seja bem documentado, relacionando a sorologia positiva do profissional ao acidente, o que até o momento não está sendo possível devido ao não follow-up dos acidentes. Por outro lado, o médico que faz o atendimento desconhece a importância do preenchimento adequado das notificações, levando a um prejuízo na análise dos dados. Poster 390 Prevenção das DST/Aids: Relato de Experiência Par ticipativa nos Municípios Atingidos pela Construção da LT-500 kv - Interligação Norte-Sul Autor(es): Maria José Bezerra da Silva - Senado Federal Apresentador: Maria José Bezerra da Silva Contato com o autor: CNB - 05 lote 12 apartamento 204 Taguatinga Norte Brasília - DF 72.115-055 Problema: Prevenir possíveis riscos de endemias ou mesmo de transmissão de alguma doença entre trabalhadores da Linha de Transmissão Elétrica (LT 500 KV) - Trecho Furnas e a população da área de influência do empreendimento. Introdução: Neste trabalho relata-se a experiência participativa na prevenção das DST/aids, com as comunidades dos diversos municípios da área de influência da construção da Interligação Norte-Sul Trecho Furnas. Trata-se de um trabalho pioneiro realizado por 03 (três) profissionais de Enfermagem, sendo um profissional residente, ou seja, atuante em campo. A atividade fez parte do Projeto Básico Ambiental PBA no subprograma das Ações de Educação em Saúde para as comunidades envolvidas. O trabalho baseou-se nas orientações do Ministério da Saúde/ Coordenação Nacional de DST e aids, sendo utilizado o modelo de oficinas de prevenção, que utilizam técnicas participativas que permitam a descontração, a discussão e reflexão do tema pelo grupo. Metodologia: Realizaram-se 20 oficinas de Prevenção das DST e aids do mês de junho a dezembro de 1998, perfazendo um total de 5.185 ouvintes, com faixas etárias de 07 a 70 anos aproximadamente. Os grupos expostos são formados por trabalhadores, estudantes, profissionais do sexo e comunidade em geral. Foram utilizados diversas técnicas de ensino orientadas pelo Ministério da Saúde. Avaliação: A avaliação foi feita por amostragem na qual 652 pessoas responderam um questionário (anexo A) com 06 perguntas abertas sobre o aprendizado. As respostas foram bastante significativas (anexo B) e concluímos que a atividade educativa, torna-se um fator determinante para a ocorrência de mudanças de comportamento, conseqüentemente melhoria da qualidade de vida das pessoas. Considerações Finais: Acreditamos que essa experiência na área de Educação em Saúde são motivadas para sugerir sua aplicação e multiplicação em nível de qualquer grande empreendimento de construção do cenário nacional. Poster 391 Jornadas Universitárias em Saúde Reprodutiva DST/Aids: em Faculdades de Comunicação Social Autor(es): Maria Luisa Eluf - CEVAM - C.Vergueiro de Atenção à Mulher, EDUC.TREIN.E DES.MAT.ED. SAUDE REP Co-autores: Alessandro de Oliveira dos Santos Apresentador: Maria Luisa Eluf Contato com o autor: [email protected] Problema: O Centro Vergueiro de Atenção à Mulher desenvolve atualmente o projeto Jornadas Universitárias em Saúde, visando a diminuir o risco de infecção pelo HIV em jovens de três instituições de ensino superior de São Paulo, através do envolvimento de estudantes de comunicação social. Escolhemos esta população devido o aumento de infecções pelo HIV entre jovens e também porque faculdades formam profissionais de comunicação e quase não abordam assuntos relacionados a área de saúde, de forma a incorporar essas informações na sala de aula, tendo em vista a responsabilidade desses alunos como futuros formadores de opinião. Descrição do Projeto: Desenvolvemos uma metodologia baseada em oficinas de planejamento participativo envolvendo os alunos na construção de objetivos e ações relacionadas à prevenção da aids dentro do campus. Além disso, também são feitas oficinas visando problematizar a temática que envolve a aids a partir da produção de materiais sobre o assunto (vídeos, jingles de rádio). Na última fase do trabalho são realizados eventos visando atingir toda a instituição através de exposição dos materiais elaborados nas oficinas e mesas redondas sobre mídia e saúde. Principais Resultados: A partir da participação dos alunos na elaboração de ações de prevenção, produção dos eventos e de material sobre aids, conseguimos estimular toda a população universitária para a problemática da aids x prevenção x saúde. Conclusões: Os resultados obtidos demonstram que o projeto é uma proposta viável para incorporação de temas relacionados a saúde preventiva. Dentre as atividades desenvolvidas em faculdades de comunicação social concluímos que sensibilizar e envolver o corpo docente e corpo dicente como toda a comunidade universitária, estaremos provocando estratégias que poderão vir a torná-los futuros formadores de opinião capazes de produzir materiais visando a transformação e a mudança nas atitudes das pessoas frente a saúde. Poster 392 Avaliação do CTA/COA Curitiba – 1998 Autor(es): Maria Rita C. B. de Almeida - Secretaria Municipal de Curitiba Co-autores: A. Morais; C. Rossi; D.T.V. Cordeiro; E L J Guidio; H Chong; I Rodrigues; L T Ferreira; Mirtes Clavisso Fontes Evangelísta; R C Valt; S. Lafoz; S. Santos; S. Shimamura. Apresentador: Mirtes Clavisso Fontes Evangelísta Contato com o autor: (041) 2325071 Resumo: Devido a rápida mudança do perfil da epidemia da aids, o CTA-Curitiba sentiu a necessidade de estar entendendo de forma mais acurada a clientela que atende, com o objetivo de estar criando estratégias e/ou mecanismos que sejam mais competentes na busca do controle da mesma. Neste sentido, realizaremos um estudo descritivo de caráter quantitativo dos dados produzidos pelo próprio serviço, buscando analisar o perfil da clientela que estamos atendendo. Descrição do Projeto: Realizamos coleta de dados através da aplicação de questionário próprio, aplicado no momento da entrega do resultado do teste anti-HIV, a todos os clientes. Este instrumento é composto de várias informações referentes a anti-HIV, a todos os clientes. Este instrumento é composto de várias informações referentes a: dados socioeconômicos, número de parceiros sexuais, sexo dos (das) parceiros (as), uso do preservativo, resultado dos testes e encaminhamentos dos clientes. Além dos percentuais entre população atendida e de soropositivos, procuramos quantificar por sexo, faixa etária, escolaridade e motivo da procura do serviço a totalidade da clientela. Quantificouse, também, o risco atribuído, o número de parceiros e freqüência do uso de preservativo. Da população soropositiva e tipo de parceiros. Principais Resultados: Os dados que seguem são frutos de registros dos aconselhamentos pós-testes realizados no ano de 1998. Quanto à população em geral os dados mostram que, do total de 8267 pessoas atendidas, o número de mulheres (47%) que procuram o CTA é bastante representativo quando comparado ao número de homens (53%), porém o percentual de gestantes ainda é pequeno, apenas 2%. Da clientela em geral, 85% estão na faixa etária de 15 a 39 anos, sendo que a maior procura encontra-se entre 20 a 29 anos (46%). A maioria tem 1o. e 2o. graus completos (72%) e estão empregados 44%. O motivo que os levou buscar o serviço foi a realização do teste pela 1a. vez (68%). Apenas 15% referiram o motivo como uma nova exposição ao risco. O risco atriubuído para a grande maioria das pessoas foi a relação sexual Poster 393 desprotegida (92%), e 3% refiriram ter apenas um parceiro(a) e 37% referiram de 2 a 4 parceiros(as). A grande maioria referiu que usa preservativo às vezes (49%), ou que nunca usam (32%). O motivo relatado para o uso infrequente d presevervativo foi a confiança no parceiro(a). Apenas 17% da clientela em geral, os dados mostram que a proporção de homens e mulheres contaminada (208). No que se refere ao perfil desta população, explicitaremos na apresentação deste evitando assim acúmulo de dados neste momento. Conclusões: Podemos inferir que a amostra “clientela CTA Curitiba” acompanha as trilhas da epidemia; juvenilização, feminilização, heterosexualização e pauperização. Quanto às condições sócio-economicas temos apenas dois indicativos a saber: grau de escolaridade e vínculo empregatício. Estes dados nos permitem afirmar que, pela nossa amostra, a epidemia está atingindo pessoas menor escolaridade, e com um percentual considerável de desempregados. Quanto ao uso do preservativo, fica evidente que este hábito não está incorporado à vida sexual das pessoas. Dois fatores pesam neste último aspecto; a dificuldade da negociação das mulheres com seus parceiros (eventuais ou fixos) ou quando fixos, a “confiança” depositada nos mesmos. Quanto aos homens, a questão cultural tem peso significativo, e apesar dos relatos serem sempre de caráter biológico como o desconforto, perda de sensibilidade, entre outros, é visível que os homens são mais refratários ao uso, alegando confiança nas parcerias, o que nos leva a crer que esta confiança se baseia na inaceitabilidade da traição por parte da companheira. Necessário se faz observar que esta clientela, pelo fato de vir até o serviço fazer o seu teste, já tem incorporada uma certa noção de seu risco. Este fato nos distancia do perfil da população em geral. No entanto as linhas genéricas da epidemia se evidencia mesmo nesta amostra. Propostas: • Projeto de intervenção com mulheres no uso do preservativo feminino. • Fomentar a reflexão da cultura do machismo nos momentos de aconselhamento. • Subsidiar a equipe através de um trabalho de supervisão de casos, no sentido de estar melhor preparando para intervenções nas diferentes situações. • Sistema informatizado que permita pesquisas com mais aplicabilidade e propriedade aos dados gerados pelo serviço. Poster 394 Não Usar Camisinha: os Fatores de Risco para Mulheres em São Luís, MA Autor(es): Maria Teresa Seabra Soares de Britto e Alves - Gerência de Qualidade de Vida/Departamento de Saúde Pública/UFMA Co-autores: Antônio Augusto Moura da Silva e Márcia Maria Hiluy Nicolau de Oliveira Apresentador: Maria Teresa Seabra Soares de Britto e Alves Contato com o autor: [email protected] Problema: Apesar das campanhas publicitárias e atividades de educação em saúde, o uso do condon ainda não atingiu o nível desejado para reduzir a taxa de transmissão das DST/aids. Para estudar este problema foi realizado projeto de pesquisa visando estimar a prevalência do uso do condom e os fatores associados com o não uso desse preservativo por parceiros de mulheres sexualmente ativas em São Luís, MA em 1998. Descrição do Projeto: Foi realizado estudo transversal com inquérito domiciliar utilizando-se amostragem por conglomerados em três estágios. Foram entrevistadas 1.161 mulheres de 10 a 49 anos utilizandose questionário padronizado, excluindo-se as que não tinham iniciado relações sexuais. Utilizou-se estimação pontual, bem como a razão de chances “odds ratio” bruto e ajustado e seus respectivos IC 95% por regressão logística. Principais Resultados: Das 1.161 mulheres entrevistadas, 60,5% já tinham tido relações sexuais (702). O percentual de não uso de camisinha, entre os parceiros dessas mulheres foi de 57,4%. A cor da pele, ocupação, renda familiar e história de DST não foram associados ao não uso. O não uso esteve mais fortemente associado a mulheres de 40 a 49 anos (OR 21,10), com até quatro anos de estudo (OR 3,92), em união consensual (OR 1,66) com parceiro único (OR 2,27). O uso de bebida alcoólica pelo menos uma vez por semana foi fator de proteção do não uso de camisinha (OR 0,52), provavelmente por facilitar a troca de informações em ambiente social. Conclusões: Foi baixa a freqüência do uso de camisinha “todas/algumas vezes” na população estudada. Os fatores de risco associados ao não uso sugerem necessidade de redirecionamento das campanhas, usualmente mais dirigidas à pessoas jovens, com parceria sexual múltipla e pouco estáveis, que deverão se voltar para a intervenção na modificação do comportamento da população de mais idade e que têm parcerias sexuais mais estáveis. Poster 395 Abordagem Sindrômica, uma Estratégia para o Atendimento Imediato às DST Autor(es): Mariza Gomes Alvarez - Secretaria Municipal de Saude Programa Municipal de DST/Aids Co-autores: Regina Célia Marcondes Nogueira Apresentador: Regina Célia Marcondes Nogueira Contato com o autor: aids.sto @.atribuna.com.br Problema: As Doenças Sexualmente Transmissíveis estão entre os mais comuns problemas de saúde pública. Em todo o mundo a estimativa global é de que 333 milhões de novos casos de DST curáveis surjam a cada ano. Pesquisas recentes evidenciaram que as doenças sexualmente transmissíveis contribuem de forma relevante para a disseminação do HIV/aids (a presença de uma úlcera genital aumenta em até 18 vezes o risco de infecção pelo HIV) A avaliação do atendimento às DST nas unidades básicas de saúde é necessário para o monitoramento e aprimoramento das ações de saúde do município. Objetivo: Avaliação do atendimento às DST nas 23 unidades básicas de saúde da cidade de Santos-SP. Metodologia: Questionário auto-aplicado num período de 45 dias. Foram realizadas 35 entrevistas entre os profissionais que atuam na atendimento, em sua maioria enfermeiros e médicos que passaram por treinamento em Abordagem Sindrômica em DST. Os entrevistados foram abordados sem que em nenhum momento houvesse indução às suas respostas. Essas entrevistas não foram agendadas para que se pudesse obter respostas o mais fidedignas possíveis. O questionário avaliou itens como número de profissionais treinados, medicação, notificação, distribuição de preservativos, recepção e tempo de demora na atendimento. Principais Resultados: Observou-se que 100% das unidades básicas possuem profissionais treinados para o atendimento às DST, sendo que apesar de entenderem a importância do atendimento imediato, 74% não possuem horários reservados para este tipo de atendimento; 90% dos primeiros contatos são realizados pela recepção; 70% referem que o aconselhamento é feito durante a consulta pelos médicos e/ou enfermeiros e apenas 47% das unidades distribuem preservativos na consulta médica. 40% das unidades realizam busca do parceiro através do paciente, o que não significa que de fato o parceiro tenha sido medicado. Em 100% das Unidades constatou-se que os medicamentos destinados às DST são utilizados em outras patologias, até porque são antibióticos comuns à outros programas desenvolvidos pelas unidades básicas. Poster 396 Conclusão: Apenas realizar treinamentos em abordagem sindrômica aos profissionais de saúde das unidades básicas não é o suficiente para garantir o atendimento global às DST . Há necessidade de se investir mais nos profissionais de nível médio e na supervisão continuada deste trabalho, proporcionando oportunidades para discussão de casos, e retornos dos dados coletados. Poster 397 Uso do Preservativo entre Casais Portadores ou não do HIV Autor(es): Marli Teresinha Gimeniz Galvão - Universidade Estadual Paulista - UNESP Co-autores: Ana Tereza de Abreu Ramos Cerqueira, Lenice Rosário de Souza Maria de Lourdes M. da Silva Ferreira Apresentador: Marli Teresinha Gimeniz Galvão Contato com o autor: [email protected] Problema: Dada a importância de serem desenvolvidas e ampliadas as ações preventivas com relação ao HIV e aids, e sendo o uso do preservativo masculino nas relações sexuais uma das formas para o sexo seguro entre as pessoas, e, em especial entre os pacientes e/ou com sorologia positiva para o HIV, e considerando ainda que em estudo anterior, realizado no Ambulatório Especial da Disciplina de MI do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu - UNESP, identificou-se que 25%dos pacientes doentes ou soropositivo não usavam preservativo masculino. Descrição do Projeto: Este estudo teve por objetivo obter e analisar relatos verbais de razões atribuidas para o não uso do preservativo. Foram entrevistados 14 pacientes (sete homens e sete mulheres), com idade de 23 a 30 anos. Destes, 78% apresentavam escolaridade equivalente ao primeiro grau incompleto, 50% referiam tempo de convívio com o companheiro (a) de um período maior ou igual a seis anos, a via de contato heterossexual foi a principal forma de contágio referida por 67% dos pacientes e quanto ao estágio evolutivo, 58% apresentavam a doença aids. Dos pacientes estudados, dois homens eram soronegativos e com tempo de convivência de dois e seis anos, tendo suas companheiras HIV+, e não fazendo uso consistente do preservativo masculino em suas realções sexuais. Foram utilizadas como roteiro para a entrevista semi-estruturada, cinco questões norteadoras direcionadas ao homem e mulher portadores do HIV e/ou homem e mulher sadios. Principais Resultados: A análise dos relatos, que foram categorizados, permitiu verificar que apenas um dos homens relatou uso esporádico do preservativo, os demais referiram nunca usá-lo. As razões expressadas para não fazê-lo referiam-se a: uso incomôdo, não ser próprio para “machos”, diminuição do prazer, sendo um dos pacientes soronegativo não acreditar que pudesse ser contaminado pela companheira soropositiva, Poster 398 além de razões localizadas nas parcerias como: não aceitação por parte das mesmas, as parcerias de (um dos solteiros, HIV+) não acreditarem que o mesmo fosse portador. Entre as mulheres, constatou-se que todas atribuem o não uso à resitência dos companheiros em fazê-lo, o que as leva a aceitar essa imposição por medo de perdê-los, uma delas referiu desconhecer a possibilidade de reinfecção (ela era esterelizada, e tanto ela como o companheiro eram portadores do HIV), apenas uma das mulheres referiu que ele não gostava do preservativo, pelo incomodo causado. Todos, homens e mulheres, com exceção de um casal, pelo incomodo causado. Todos, homens e mulheres, com exceção de um casal, reataram ter conhecimento das complicações pelo não uso. Conclusões: Esses dados apontam a necessidade de se intensificar um trabalho não apenas informativo, mas que vise mudanças de atitude com relação aos papéis sexuais, a visão do sexo, de forma especial com pacientes doentes ou portadores de HIV de ambos os sexos, Poster 399 Perfil dos Pacientes Atendidos no Ambulatório de DST do Hospital Materno-Infantil Presidente Vargas de Porto Alegre Autor(es): Mauro Cunha Ramos - Hospital Materno-Infantil Presidente Vargas de Porto Alegre - RS Co-autores: Cesar AF Rathke; Elisa G Trez; Jaqueline VB Silva; Jussara Vidal; Lucia C Marques; Mariane Rehn. Apresentador: Mauro Cunha Ramos Contato com o autor: [email protected] Problema: As doenças sexualmente transmissíveis (DST) são um grave problema de saúde pública, causadoras de morbidade e mortalidade, afetam a capacidade reprodutiva e a saúde de conceptos e lactentes. As DST virais são potencialmente incuráveis e associadas a neoplasias malignas. Constituem risco aumentado para a infecção pelo HIV (tanto pelo aumento da infectividade decorrente das lesões, quanto por serem um marcador comportamental da exposição). Estão entre as principais causas de consulta. Descrição do Projeto: O trabalho visa a mostrar o funcionamento de um ambulatório especializado na área e o perfil dos pacientes atendidos, além de salientar a importância do diagnóstico e tratamento corretos e imediato das DST. Foi realizado um estudo transversal retrospectivo, no período de março a agosto de 1999, abrangendo pacientes atendidos no ambulatório de DST/aids do HMIPV. Os dados foram obtidos de uma ficha clínica preenchida na primeira consulta, a qual reúne informações socioeconômicas, história sexual, quadro clínico, exames laboratoriais, diagnósticos prováveis e/ou definitivos e tratamento prescrito. Os dados foram armazenados e analisados em banco de dados do programa Epi-Info 6.04B. Principais Resultados: Do total de pacientes, 131/196 (66,84%) eram do sexo feminino. Cento e quarenta (79,1%) eram brancos. A faixa etária predominante foi a de 21-30 anos (40,23%), seguida pela de 1120 anos (22,98%) e pela de 31-40 anos (20,69%). A maioria dos encaminhamentos (53/84 - 63,1%) foi interna (60% da ginecologia), enquanto que 22,6% foram consultas espontâneas. Quarenta e oito pacientes tinham história prévia de DST, sendo 16 (33,3%, ou 7,6% do total) casos de gonorréia, e onze (22,92% - 5,2% do total) de condiloma. Apenas 13 pacientes (6,2%) usavam preservativo sempre com os parceiros atuais, e somente 34 (16,3%) utilizaram sempre com outros Poster 400 parceiros. Os diagnósticos mais freqüentes foram: infecção pelo HPV em 39 (25,5%), pelo HIV em 16 (10,74%), vaginose bacteriana em 13 (8,7%) e sífilis (somadas todas as formas) em 13 (8,7%).Sabe-se que as mulheres são mais suscetíveis à todas as formas) em 13 (8,7%). Conclusões: Sabe-se que as mulheres são mais suscetíveis à infecção, além de desenvolverem mais amiúde e intensamente complicações. A utilização de preservativos ainda está muito abaixo do desejado, a despeito das muitas campanhas feitas nesse sentido. Na amostra houve predominância de casos de HPV e HIV. Os dados não podem ser extrapolados para a população geral, por se tratar de uma amostra proveniente de um ambulatório especializado. Será mostrado fluxograma das rotinas adotadas. Poster 401 Ocor rência de Doenças Sexualmente Transmissíveis no Setor de DST da Universidade Federal Fluminense no Período Pré e Pós-Carnaval Autor(es): Mauro Romero Leal Passos - Setor de Doenças Sexualmente Transmissíveis - UFF Co-autores: Acceta, A.C; Afonso, E.O; Barros, D.S; De Angelis, F; Dias, A.S; Guedes, A.S; Guimarães, C.S; Lima, L.L; Paula, G.M; Pinheiro, V.M.S; Robichez, C; Stadnick, C.M.P. Apresentador: Mauro Romero Leal Passos Contato com o autor: [email protected] Problema: Festas com características “carnavalescas” podem ser encontradas entre os diversos povos e épocas - entre os hebreus bíblicos, nas festas gregas e romanas e na Idade Média. Essa festa até hoje traz um traço de pecado e libertinagem, mantendo o seu espírito pagão, irreverente e contagiante. Acredita-se que a liberdade de comportamento expõe a população a situações de maior ricos de infecção de DST/aids. Descrição do Projeto: Verificar a correlação entre o carnaval e um possível aumento da freqüência das DST no Setor DST/UFF. Estudo retrospectivo de 2.000 prontuários de pacientes que procuraram o Setor 30 dias antes e 30 dias depois do carnaval, nos últimos 5 anos (19941998). A partir daí, selecionou-se os prontuários de pacientes que obtiveram, pela primeira vez, diagnóstico clínico e/ou laboratorial de DST. obtiveram, pela primeira vez, diagnóstico clínico e/ou laboratorial de DST. Analisou-se uma possível alteração na freqüência destas doenças e o perfil (sexo, idade, procedência) desta clientela. Para analisar a significância dos dados obitidos, submetemos os resultados ao teste não-paramétrico Qui quadrado (x2). Principais Resultados: Dos 1.005 prontuários selecionados, 52% correspondem ao período de 30 dias antes do carnaval e 48% a 30 dias após o carnaval. A predominância foi do sexo feminino, com 64% do total. A procedência maior foi do munícipio de Niterói (42%) e São Gonçalo (34%). A faixa etária de maior freqüência foi de 20 a 29 anos (40%) e 30 a 39 anos (23%). As DST mais freqüentes foram: cérvicocolpite de etiologia não esclarecida (25%), condiloma acuminado (22%), vaginose bacteriana (14%), sífilis(12%). Conclusões: Verificou-se, após a aplicação do teste Qui quadrado (x2), que não houve correlação entre o carnaval e o aumento da ocorrência de DST nos últimos 5 anos, no intervalo de 30 dias antes e 30 dias depois do carnaval. Poster 402 Avaliação de Capacitações: Subsídios para Refletir a Prática do Treinar Autor(es): Milena Baltrunas Prado De Mello - Programa Estadual DST/ AIDS-SP Co-autores: Dreyf Assis Gonçalves; Júlio César Barroso Pacca Programa Estadual DST/AIDS-SP- SES-SP; Maria do Carmo Sales Monteiro e Renato Barboza. Apresentador: Milena Baltrunas Prado De Mello Contato com o autor: [email protected] Problema: Há grande investimento técnico-financeiro na capacitação de recursos humanos (RH) para implantação/implementação de serviços de prevenção, assistência e epidemiologia, objetivando também a descentralização e multiplicação dos treinamentos. Para tanto, é necessário saber como o treinando aplica os conhecimentos e práticas adquiridos, subsidiando a definição de prioridades e diretrizes no desenvolvimento de RH. Descrição do Projeto: Aplicação de instrumento de avaliação póstreinamento para 200 profissionais sorteados aleatoriamente de um total de 1000 profissionais do banco de dados. Estes receberam questionário contendo 8 questões fechadas, por correio postal. Principais Resultados: 96,7%continuavam na mesma instituição 59,1%dos que disseram que o curso não aumentou o conhecimento, não repassaram a informação 61,3%dos que disseram que o curso melhorou a prática, repassaram a informação 50%repassaram as informações adquiridas e destes: 51,7% através de reuniões técnicas; 48,3% repassando materiais e 37,9% através de treinamentos 34,25é a média de pessoas atingidas pelos multiplicadores formados 54,12é a média de pessoas atingidas pelos multiplicadores formados em ações de prevenção 69,2%dos profissionais que repassaram informação fizeram treinamentos de prevenção. Conclusões: Treinamentos na área de prevenção tendem a gerar maior multiplicação e cobertura, levando-nos a inferir que a metodologia utilizada e/ou perfil dos treinandos revelou-se mais adequado. Estudos de investigação sobre estas variáveis devem ser realizados. Treinandos que referiram contribuição na prática profissional multiplicam mais as ações, apontando para necessidade de planejamento e metodologias que incorporem a problematização de práticas, não somente transmissão de informações. É fundamental avaliações continuadas que garantam as diretrizes estabelecidas e otimizem os recursos investidos. Poster 403 Fantasias de Gravidez e Características Psicossociais de Mulheres no Binômio gestação/ HIV+ Autor(es): Mirian Weber Coas-Paulo Bonfim - PMPA/SMS Apresentador: Mirian Weber Contato com o autor: (51)212 4859 Problema: O primeiro caso de aids entre mulheres no país foi notificado em 1983, quando a razão homem/mulher era 40/1. Em 1994, esta razão chegou a 3/1, mantendo-se até o presente considerando todas as regiões, chegando a razões de 2/1 em regiões de maior incidência como Porto Alegre, por exemplo. O interesse pela temática aparece não somente em função do quadro epidemiológico grave que se delineia, e a pouca pesquisa acadêmica relacionada ao fato. Mas também, porque no COAS têm chamado atenção de forma preocupante o grande número de mulheres gestantes que ao fazer o pré-natal descobrem sua soropositividade. Atualmente está normatizado pela Secretaria de Saúde do município de Porto Alegre, o anti-HIV como exame de rotina no pré-natal. Descrição do Projeto: Para realização deste trabalho foi utilizada metodologia qualitativa de cunho exploratório, com pesquisa-ação, onde foram realizadas entrevistas semi-dirigidas, gravadas e relatadas, entre gestantes em atendimento no COAS. Foram também aplicadas duas lâminas (2 e 7) do TAT (Teste de Apercepção Temático). Principais Resultados: Para análise dos dados foi realizada análise de conteúdo, na qual foi possível observar a presença de categorias do tipo: preocupação com o estado que o bebê vai nascer, preocupações relacionadas a amamentação, medo da morte e de morrer, medo de adoecer, interrupção da gestação, preocupação com medicamentos e medo da falta de capacidade de cuidar desta criança. Conclusões: Como resultado desta pesquisa ficaram como sugestões para o atendimento de gestantes com HIV, no serviço de saúde, a observação das seguintes questões: · não só ouvir, mas orientar a gestante sobre o processo pelo qual está passando; · fornecer informações sobre o processo gestacional em si; · fornecer informações sobre HIV (o que é vírus, como se desenvolve no organismo, etc); · informações e orientação sobre o uso de terapias anti-retrovirais; · que o serviço de saúde possa dar segurança mínima sobre local de referência para parto, disponibilidade do AZT injetável e o xarope pediátrico; · testagem disponibilizada para o bebê em menor tempo possível (PCR); · formação de grupo de gestantes; · informações sobre amamentação. Poster 404 Avaliação Distribuição de Preservativos Masculinos no CTA. O que faz o Usuário Quando não há Preservativos? Autor(es): Mirna Dib Minelli - Unidade de Infectologia Hospital Dia Willian Rocha Co-autores: A.O. Silva; E.L.N.Silva; E.M.G.Fonseca; G.M. Silva; Reis.M.A.B. Apresentador: Mirna Dib Minelli Contato com o autor: [email protected] Problema: Diante do aumento da demanda de usuários assíduos para a aquisição de preservativos masculinos no CTA/Guarujá(SP), tornou-se necessário investigar os elementos motivadores da aceitabilidade de preservativo, bem como estabelecer critérios para a fixação de uma cota mensal por usuário, avaliando sua conduta quando há falta do mesmo. Descrição do Projeto: Elaboração e aplicação de questionário junto ao usuários, que retiram mensalmente uma cota fixa de preservativos masculinos, com a finalidade de investigar o nível socioeconômico, conhecimento de práticas de prevenção, quanto da falta de preservativos, para continuidade ao fornecimento pelo critério socioeconômico. A partir da avaliação qualitativa e quantitativa fazer a reflexão sobre possíveis alterações no direcionamento do aconselhamento e adequação do número de preservativos retirados por indivíduos mensalmente. Principais Resultados: Os resultados parciais de 65 usuários, demonstram a predominância pertencentes a população de baixa renda ; 80% da renda mensal é de 1 a 3 salários mínimos por mês, 37,56% desconhecem outros hábitos de sexo seguro, 18,46% continuam com a relação Sexual se houver falta de preservativos no momento do encontro. Conclusões: É necessário repensar a distribuição dos preservativos masculinos no CTA, desenvolvendo critérios adequados à realidade da demanda do CTA, bem como ampliar a sensibilização sobre a práticas de preventivas, para além do uso do preservativos, visto que os períodos de falta dos mesmos são constantes dentro do serviço devido a vários fatores. Apesar desta pesquisa estar no início e apresentar um número pequeno de entrevistados, podemos concluir até agora, que em média 20% dos usuários assíduos no recebimento de preservativos, parece que tornam-se vulneráveis as DST/aids, quando este falta no serviço que lhes fornecem, demonstrando a necessidade da sustentabilidade e continuidade deste fornecimento a esta população. Poster 405 Casas Noturnas II Autor(es): Mirna Dib Minelli - Unidade de Infectologia Hospital Dia Willian Rocha Co-autores: A.O. Silva; E.L.N.Silva; E.M.G.Fonseca; G.M. Silva Reis.M.A.B. Apresentador: Mirna Dib Minelli Contato com o autor: [email protected] Problema: Refletir sobre as condições favoráveis para a contaminação das DST/ aids, encontradas na situação da descontração noturna (bares, boites, botecos, quiosques, quermesses, entre outros), originou a elaboração de um projeto para a implantação de um programa de prevenção nos bares noturnos dos bairros populares de Guarujá. Descrição do Projeto: Reconhecer geograficamente pontos estratégicos de atuação, Investigação através de questionários, sobre o conhecimento, o comportamento preventivo e acesso aos recursos/serviços referentes às DST/aids, Orientação e esclarecimentos sobre práticas preventivas, para as DST/aids, através de folders, cartazes e preservativos masculinos, divulgação do Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA), Implantação e manutenção do Programa através da parceria com os donos de casas noturnas e da criação de projeto-lei que autorize a venda de preservativos nesses estabelecimentos comerciais. Principais Resultados: Das 127 pessoas entrevistadas, destacam-se os seguintes dados: Homens 68,5%, Mulheres 31,5%. A faixa etária média é de 25 anos para homens e 27 para mulheres, estado civil 81,96% para homens solteiros e 67,5 mulheres solteiras,. Destacaram-se a prevalência de 22,5 mulheres casadas em relação aos 6,8% de homens casados, 37,79% possuem 2° grau completo, 71,65 desconhecem as DST, 38,42 sabem o que é aids, 94,48% afirmam Ter alguma forma de prevenção às DST/aids, 67,72% usa camisinha em todas as relações sexuais e 24,41% tem apenas um parceiro, 59% sabem onde realizar exames AntiHIV gratuitos, 77,17% desconhecem a existência do CTA, 63,78% não realizaram exames para a aids e 74,8% não realizaram exames para sífilis, 48% tiveram apenas um parceiro no último ano e 32,28% tiveram de 2 a 4 parceiros, 49,61% não compra freqüentemente preservativos e 41,73 compram preservativos com freqüência, 31,5% acham que o preservativo tira o prazer ou quebra o clima e 11,81 confiam no parceiro e não utilizam preservativo, 34,65% não responderam. Conclusão: As informações relacionadas ao uso do preservativo Poster 406 masculino indicam uma dissociação entre hábitos (94,48) de prevenção, utilização de preservativos 67,12% e compra de preservativos 41,73%. O desconhecimento sobre a existência do CTA e o baixo número de pessoas que realizaram exames de sífilis/aids, reforçam a necessidade de manter um programa de divulgação divulgação sobre o CTA e de orientação sobre DST/aids. Poster 407 Encontrando com Adolescentes: uma Experiência Comunitária, Multi-Setorial Autor(es): Mônica Bara Maia Co-autores: Cremilda Luiza de Almeida e Maria do Perpétuo Socorro Apresentador: Mônica Bara Maia Contato com o autor: Rua Itacolmito, 83 Santa Tereza, Belo Horizonte - MG 31015-100 Resumo: O problema em destaque é o avanço da epidemia de aids em população jovem de um bairro de BH, que detém os maiores índices de HIV/aids do município. Esta atividade está inserida no Projeto “Saúde, adolescência e cidadania”, implementado pelo MUSA (Mulher e Saúde), com recursos provenientes do Ministério da Saúde – CN-DST/AIDS e Cooperação Internacional.O trabalho procura descrever e analisar a imprtância da participação e responsabilidades de diferentes setores, governamentais e não governamentais, na implementação de projetos de intervenção social em comunidades com população em estado de pobreza, buscando contribuir para a redução dos índices de morbimortalidade por HIV/aids. Destaca o desempenho e os resultados obtidos por uma atividade com 40 adolescentes e adultos jovens, realizada junto a diversos segmentos comunitários - escolas, serviço de saúde, serviços socioculturais, representantes de diversos grupos comunitários - durante os processos de planejamento, execução, avaliação e reprogramação de novas atividades.Desconsiderando as conseqüências mais óbvias que a infecção pelo HIV pode trazer para a saúde dos jovens (e para qualquer outra população), como perda da capacidade física e/ou mental, perda de oportunidades sociais e perda da própria vida, o trabalho focaliza o desenvolvimento das relações sociais/afetivas, a construção da cidadania e o fortalecimento da democracia, como fatores indispensáveis para prevenção e redução de morbi-mortalidades por causas evitáveis, incluindo DST/aids.Com o Projeto em andamento, podem ser destacados como resultados parciais: (1) crescimento do trabalho com parceiros, desenvolvendo capacidades científicas, técnicas e políticas simultaneamente; (2) repercussão do trabalho na comunidade, medida através das solicitações permanentes de ingresso no Projeto; (3) a valiosa contribuição voluntária de serviços de lideranças comunitárias; (4) a identificação de 40 adolescentes com potencial de liderança para assumir tarefas de promoção da saúde junto à sua comunidade. Poster 408 Preservativo Feminino: Ampliando as Opções em Saúde Reprodutiva Autor(es): Mônica Chicrala - Bemfam - Sociedade Civil Bem Estar Familiar no Brasil Co-autores: Bernardes, M.; Bezerra, D.; Costa, Ney Francisco Pinto; Tavares, S. Apresentador: Mônica Chicrala Contato com o autor: [email protected] Problema: Avaliar o resultado de um programa de treinamento para uso correto do preservativo feminino entre clientes das Clínicas de Saúde Reprodutiva da BEMFAM nos estados do Rio de Janeiro, Maranhão e Ceará. Descrição do Projeto: Como parte de uma estratégia para ampliar as opções anticoncepcionais e a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis, a BEMFAM iniciou um projeto para avaliar o uso do preservativo feminino entre clientes de suas Clínicas de Saúde Reprodutiva nos Estados do Rio de Janeiro, Ceará e Maranhão. As clientes interessadas no método passaram por um programa de treinamento que incluiu atividades educativas em grupo, orientação individual, treinamento em manequim e auto-aplicação do preservativo, além de receberem informações por escrito sobre o método. Cada cliente recebeu 8 preservativos, e um mês após foram entrevistadas, para avaliação de problemas relacionados à técnica de uso do método e a ocorrência de mudanças no relacionamento sexual. Os dados obtidos foram analisados através do programa EPI-INFO versão 6. Principais Resultados: Nos meses de maio a julho de 1999, 68 clientes participaram do treinamento e retornaram para a entrevista, sendo 37 no Rio de Janeiro, 15 no Ceará e 16 no Maranhão. O perfil das clientes não variou entre as clínicas: 31(45,5%) tinham entre 25 e 34 anos, e 16 (23,5%) entre 18 e 24 anos; 16 (23,5%) tinham completado o ensino fundamental, 30 (44,1%) o ensino médio e 11 (16%) o nível superior. No Maranhão e no Ceará, 67% e 73%, respectivamente, eram unidas, enquanto no Rio de Janeiro este percentual foi 40%. O número total de preservativos utilizados pelas clientes foi 395, sendo 6 a média. As informações recebidas foram consideradas claras e suficientes por 66 clientes(97%), e a colocação do preservativo foi fácil para 64 clientes (94%). Os principais problemas apresentados foram: o anel externo deslocou-se para o interior da vagina de 7 clientes no Rio de Janeiro (19%) e 6 no Maranhão (37%), sendo em todos os casos episódio único; Poster 409 o preservativo rompeu em 1 caso. Foram descritas mudanças no relacionamento sexual por 46 clientes (68%): aumento da excitação e maior facilidade para o orgasmo no Rio de Janeiro e Maranhão (acima de 70%), sendo estes percentuais entre 11 e 22% no Ceará (p<0,05). Mais de 70% dos parceiros das clientes no Rio de Janeiro e no Maranhão Mais de 70% dos parceiros das clientes no Rio de Janeiro e no Maranhão declaram aumento da excitação e maior facilidade para orgasmo, e 100% dos que apontaram mudanças nos dois Estados relataram melhora do nível de comunicação entre os parceiros. Conclusões: O programa de treinamento mostrou-se efetivo, tendo em vista a opinião das clientes sobre as informações recebidas, o baixo percentual de problemas quanto às técnicas de utilização apresentados e as mudanças positivas ocorridas no relacionamento sexual das clientes e seus parceiros. Poster 410 Perfil Epidemiológico da Sífilis Congênita no Estado de Santa Catarina Autor(es): Nadmari Celi Grimes - Secretaria de Estado da Saúde - SC Co-autores: Humberto Moreira Apresentador: Nadmari Celi Grimes Contato com o autor: [email protected] Resumo: Este trabalho propôs-se a aferir o perfil epidemiológico da sífilis congênita no Estado de Santa Catarina, proporcionando informações a fim de monitorar, prevenir e controlar a doença. A coleta de dados foi realizada com a busca dos casos notificados no banco de dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação ( SINAN ), do Programa Estadual de Doença Sexualmente Transmissíveis e Aids, no período de 1993 a 1998. Na amostra do referido estudo foram utilizados 59 casos, e tendo como instrumento a ficha individual de investigação específica para sífilis congênita padronizada pelo Sistema Único de Saúde - Ministério da Saúde - Coordenação Nacional DST/ AIDS (SUS - MS - DST/Aids). Como forma de análise dos dados obtidos, baseou-se no Sistema de Processamento de Dados Estatísticos Para a Epidemiologia (EPI - INFO) e nos coeficientes de incidência e prevalência. Após esta etapa, realizou-se a discussão dos resultados, apresentados em forma de gráficos. Como resultado obtido dos 59 casos estudados, a prevalência de 1993 a 1998 foi 0,62 para 1.000 recémnascidos; na distribuição dos casos por Regional de Saúde, três não notificaram nenhum caso; segundo zona de residência 83,1% residem na zona urbana e 11,9% na zona rural; referente a idade da gestante 27,11% < 19anos, 37,3% 20 - 25 anos, 42% 26 - 30 anos; a nível de escolaridade correspondem a 88,13% com o 1º grau, 6,8% são analfabetas, 1,69% têm o 2º grau e 1,9% têm formação universitária; a ocupação/profissão mais freqüente (79,7%) foi a de dona de casa; referente a quantidade de parceiro sexual 93,2% referiu ter um somente e 6,8% tiveram vários; segundo pré-natal 67,8% fizeram e 32,2% não fizeram, tendo como principais causas alegadas de não realizá-lo: 36,1% desconhece o serviço e 36,1% não o acha importante; das gestantes tratadas (89,8%), 24,5% foi tratamento inadequado, a maioria dos parceiros não foram tratados. O parto pré-termo (67,8%) foi uma das conseqüências da sífilis mais freqüente; a faixa etária das crianças em que ocorreram as notificações, foi entre seis meses a um ano (35,58%). Segundo sintomatologia, 59,33% foram assintomáticos e 40,67% Poster 411 sintomáticos e destes 31,98% apresentaram hepatomegalia e 18,84% lesões cutâneas; realizaram exame laboratorial 79,66%; fizeram radiografia de ossos longos 89,83% e exame de líquor 81,35%; fizeram tratamento penicilínico 61,15% e 18,6% não foram tratados; o diagnóstico final corresponde a 81,4% dos casos com sífilis congênita recente. Concluiu-se que a sífilis congênita requer atenção urgente em função dos dados aqui apresentados e também o comprometimento dos gestores institucionais, bem como dos profissionais de saúde. É necessário portanto, a realização de um planejamento estratégico para que as ações preventivas assistênciais sejam mais eficientes. Somente através da união de esforços é possível amenizar este problema e controlar o avanço da doença no Estado. Poster 412 Prevenção às DST/Aids na 3ª Idade Autor(es): Neide Emy Kurokawa e Silva - Prefeitura do Município de São Paulo - Centro de Referência DST/Aids Santana Co-autores: Luzia Aparecida Oliveira Marcia de Lima Freitas Apresentador: Neide Emy Kurokawa e Silva Contato com o autor: [email protected] Problema: O Centro de Referência DST/aids Santana vem desenvolvendo atividades para prevenção às DST/aids em diferentes espaços. Um público, em especial, embora minoritário, chamava-nos a atenção: as pessoas idosas. Essas pessoas pareciam não ver muito sentido em discutir prevenção, nessa faixa etária. Surgiu, então, o questionamento sobre a pertinência ou não, de discutir a sexualidade, o corpo e a prevenção às DST/aids, junto a um público que, segundo o mesmo, não estaria em situações de risco, considerando a freqüência de práticas sexuais e a negação de uso de drogas injetáveis. A partir de uma demanda para desenvolver uma oficina de prevenção às DST/aids, para um grupo de 3ª idade, de um Centro Comunitário no Município de São Paulo, na região norte da cidade, desenvolvemos algumas atividades para identificar elementos que justifiquem ou não a pertinência de discutir o tema junto a este público. Descrição do Projeto: Foi realizada uma oficina com duração de 3 horas, para um público de 35 participantes, composto somente por mulheres. Após o levantamento sobre o perfil dos participantes, através de enquete, foi realizada uma atividade para conhecer a percepção dos mesmos sobre a aids e a sexualidade, na interface com a 3ª idade. Nesta, o grupo manifestava a concordância, a discordância ou dúvida, diante de frases que abordavam estes temas. Na seqüência, foi feito um painel integrado, com temas sobre aids, formas de transmissão e prevenção. Por fim, propôs-se uma oficina de negociação e uso do preservativo, utilizandose do recurso da dramatização. Principais Resultados: A mediana de idade das participantes, foi de 60 anos, cuja atividade principal atual é a de prendas domésticas. Ao serem solicitadas a relatarem o que gostam de fazer, referem o cuidar da casa e a realização de trabalhos artesanais, como costura, tricô e crochê. Das 35 participantes, 14 têm parceiros formais ou informais atualmente; 33 têm filhos, dos quais 94% com mais de 20 anos de idade; 28 têm netos distribuídos em todas as faixas etárias. 50% das participantes referem conversar sobre sexualidade com os filhos e netosHá Poster 413 concordância sobre o uso do preservativo e a preocupação sobre a aids como temas pertinentes às pessoas da 3ª idade. As questões sobre sexualidade na 3ª idade foram controversas: houve polêmica sobre o desejo nessa idade; sobre a existência de um limite de idade em que as relações sexuais seriam ¨aceitáveis¨; sobre o namoro após a viuvez; sobre as diferenças entre o desejo no homem e na mulher. Dentre as mulheres que têm parceiros, foi referida a dificuldade de negociação do preservativo, considerando que as mesmas não poderiam utilizar o argumento da contracepção, por estarem na menopausa, bem como a dificuldade de inserir essa prática, nunca utilizada anteriormente. Conclusões: Este trabalho preliminar sugere a pertinência de ações de prevenção às DST/aids junto ao público da 3ª idade. A dificuldade de discutir e vivenciar as suas sexualidades, pautadas em padrões culturais, tanto para o idoso como de gênero, coloca-os em situação de vulnerabilidade. Por outro lado, estas mulheres, nas suas situação de vulnerabilidade. Por outro lado, estas mulheres, nas suas inserções em outros espaços comunitários e junto aos próprios filhos e netos, são potencialmente agentes multiplicadores de discussões sobre a prevenção às DST/aids. Poster 414 A Construção do Arco-íris na Cidade de Santos Autor(es): Neide Gravato da Silva - Programa Municipal de DST/Aids Co-autores: Alcino Golegã; Clóvis Duarte; Eduardo Silva; Maurício Rebouças; Norman Hearst; Regina Lacerda; Ricardo Cruz; Ron Stall Apresentador: Neide Gravato da Silva Contato com o autor: [email protected] Problema: Apesar da importância da população de homens que fazem sexo com outros homens dentro do quadro epidemiológico da transmissão do HIV na cidade de Santos, onde cerca de 38 % dos matriculados no SAE, se infectaram por essa via, nenhum projeto específico de prevenção para esse segmento foi desenvolvido até o presente ano. A dificuldade de acessar e tal invisibilidade na cidade constituiu-se em um dos principais obstáculos. Metodologia: A partir de 1998, iniciou-se um processo de discussão e elaboração de uma proposta para reverter essa situação . A reunião de algumas lideranças reconhecidas entre HSH foi o primeiro passo, para que num processo de snow ball, pudéssemos iniciar um projeto de conhecimento dessa população. Através da realização de grupos focais, o conhecimento da realidade, dos hábitos, dos pontos de encontro, das necessidades vem sendo revelados , e a partir desses resultados estaremos definindo formas de abordagem e idealizando material educativo, tendo em vista a prevenção às DST/aids. Principais Resultados: Após a realização dos primeiros grupos, observase que os HSH não têm espaço na cidade, tendo que se deslocar para os municípios vizinhos para encontrar um espaço adequado de diversão e encontro. Outra forma de reunião é a casa de amigos, sempre de forma velada buscando no encontro com os pares a força para assumir sua nova orientação de vida. Nesses grupos têm-se observado que a descoberta do desejo sexual começa muito cedo, ainda na adolescência e não encontram nenhum apoio para expressar sua dúvidas e receios. A formação de grupos fechados e ocultos favorecem a transmissão do vírus. Uma vez que observou-se que a prevenção não é um assunto frequente nas reuniões, eles se limitam a conversar sobre os conhecidos que se infectaram. Conclusão: Com base nos dados preliminares percebe-se a necessidade de se propiciar um espaço para discussão e a necessidade de dar visibilidade trabalhando-se na cidade de uma forma geral a aceitação dos HSH. Proposta de atuação que principalmente privilegie os direitos de cidadania e de expressão: um projeto específico de prevenção às DST/aids deverá ser desenvolvido, sendo mais um facilitador da construção do arco íris na cidade de Santos. Poster 415 Redução de Danos como Política de Saúde Pública Autor(es): Neide Gravato da Silva - Programa Municipal de DST/ Aids Co-autores: Luciana Oliveira Villarinho Rodrigues Apresentador: Neide Gravato da Silva Contato com o autor: [email protected] Problema: Desde 1989 Santos tenta desenvolver uma proposta de redução de danos. Até 1997 ocorreram vários inícios e interrupções legais com apreensões de materiais nos serviços de saúde e ONG.A questão judicial só melhorou após março de 98 com aprovação da lei do deputado Paulo Teixeira, a qual garantia a distribuição de seringas por profissionais de saúde. Descrição do Projeto: Através de uma parceria do programa municipal e a ONG asppe desenvolveu-se o projeto de redução de danos (PRD), realizando-se mapeamento, identificação e acesso dos usuários de drogas aos serviços de saúde ,contatos face a face, distribuição de materiais educativos e preservativos, além de equipamentos de drogadição segura. Principais Resultados: Durante dois anos conseguiu-se acessar 220 usuários de crack, 150 usuários de cocaína, 240 usuários de outras drogas e vincular 14 UDI além de encaminhar 75 usuários para serviços de saúde. Conclusões: Apesar de todas as dificuldades, locais violentos,insalubres e riscos de repressão policial, foi possível estabelecer vínculo em 20 locais e no momento que a equipe aumentava a possibilidade de acesso junto a população alvo o financiamento terminou. Após 8 meses de paralização das atividades, foi possível retomar o projeto com recursos do POA. porém, devido as dificuldades policiais que este seguimento enfrenta, teve-se uma grande dificuldade em acessar as pessoas contatadas anteriormente, sendo necessário retomar a fase de mapeamento e iniciar novos contatos. Poster 416 Manual de Apoio ao Educador Autor(es): Nelson Vitiello - SBRASH - Sociedade Brasileira de Sexualidade Humana Apresentador: Pedro Vitiello Contato com o autor: [email protected] Problema: A partir do Help Line- Sexualidade, serviço institucional do tipo 0800, realizado pela Organon (laboratório farmacêutico que atua na área de contraceptivos) de orientação para adolescentes em sexualidade, foi identificada a dificuldade de alguns educadores na obtenção de materiais de qualidade sobre o assunto. Descrição do Projeto: Em parceria com a Sociedade Brasileira de Sexualidade Humana (SBRASH) (entidade que reúne em todo o país centenas de profissionais de áreas como psicologia, medicina, educação e enfermagem) foi desenvolvido, então um material de nome MANUAL DE APOIO AO EDUCADOR (MAE), que tem por objetivo esclarecer as principais dúvidas destes profissionais, facilitando assim sua tarefa. O livro aborda questões como prevenção às doenças sexualmente transmissíveis, aborto, virgindade, homossexualidade e gravidez, além de propor no final de cada capítulo dinâmicas com os adolescentes. O material a ser distribuído gratuitamente para educadores é de autoria do Dr. Nelson Vitiello, médico ginecologista, especialista reconhecido na área de educação sexual, coordenador de um curso de pós-graduação latu-sensu e presidente atual da entidade. A distribuição do material, a se iniciar em outubro de 1999, é realizada mediante cadastro na própria Organon, não havendo custo para o solicitante. Principais Resultados: Tendo a distribuição se iniciado a partir do início de outubro de 1999, não existem até a data de envio do resumo, resultados já observáveis. Espera-se, todavia, que o projeto possa ter boa aceitação por parte dos diversos educadores do país, não apenas pela facilidade de acesso ao material, abrangendo a todo o território nacional, como por sua qualidade e atualização. Conclusões: Este projeto apresenta uma das possíveis soluções no auxílio ao educador na tarefa de rever e aperfeiçoar suas práticas pedagógicas. A partir da participação de capital privado em projetos educacionais, é facilitado o acesso à informação de qualidade aos profissionais da área, favorecendo assim melhores condições de ensino e conseqüente qualidade de vida ao jovem brasileiro. Poster 417 Associação Lar - uma Experiência de Auto-gestão de uma Moradia Coletiva para Pessoas com Sorologia Positiva para o HIV Autor(es): Nivaldo Aguiar - Associação Liberdade com Amor e Respeito a Vida Co-autores: Elisabete Fernandes Cintra Apresentador: Nivaldo Aguiar Contato com o autor: [email protected] Problema: A sobrevivência para os portadores do HIV, doentes de aids e usuários de drogas em tratamento já é uma realidade, aqueles que sobrevivem tendem a expressar atitudes positivas, assumindo um papel mais ativo em relação a sua saúde e a sociedade e experimentam uma grande variedade de estratégias de sobrevivência. A maioria esta ativamente envolvida em atividades relacionadas à aids e as drogas, em grupos de apoio e ONG com o apoio da sociedade. Descrição do Projeto: A ASSOCIAÇÃO - LAR mantém em Osasco SP uma ONG que busca o auto-gerenciamento visando custo zero, mais condizente com o desenho da sociedade contemporânea e as necessidades estratégicas do país, além de devolver ao paciente o exercício de sua cidadania, restituindo-lhe dignidade, consciência social e a confiança de poder exercer livremente seus direitos acima dos preceitos e do medo, estruturando-se através dos seguintes serviços: 1. Criação e manutenção da infra-estrutura - 2. Triagem e cadastramento dos assistidos - 3. Tratamento preliminar (fase de adaptação) - 4. Assistência permanente (alimentação, higiene, medicações, terapia, transporte) - 5. Assistência social: junto ao INSS, FGTS. - 6. Recuperação social (treinamento, profissionalização). Principais Resultados: Dentro dos padrões e critérios da legislação que precedeu o Projeto de Lei 4690/98, que regulamenta o 3º setor, a Associação LAR apesar do difícil acesso e do elevado custo operacional conseguiu obter todos os títulos e certificados que viabilizaram o credenciamento da entidade nos órgãos públicos propiciando condições de melhora na qualidade de vida dos assistidos. Temos conseguido ainda, que a Associação Lar seja totalmente auto-gerida, pois os residentes são responsáveis pelas tarefas de coordenação, escritório, cozinha, lavanderia, transporte, enfermagem e prestam voluntariamente os seguintes serviços gratuitos à comunidade local: Comunidade Terapêutica (tratamento de dependentes em álcool e drogas), Casa de Poster 418 Apoio (portadores do HIV), Serviço Social Domiciliar, Serviço de Auxílio à Sobrevivência (Redução de Danos, conforme o decreto estadual n.º 42.927/88 que regulamenta a Lei n.º 9.758/97, Serviço Educativo (prevenção as DST/aids e ao uso e abuso de drogas), Banco de Dados e a Assistência Judiciária. Conclusões: Quando param de trabalhar e perdem a rotina da vida profissional ou quando adoecem e não têm apoio familiar e comunitário, os portadores de HIV e os usuários de drogas vivem sentimentos de impotência e sofrem com a solidão. Com o engajamento dos portadores de HIV e os usuários de drogas no trabalho voluntário, ganham as pessoas e as comunidades, com a solução ou encaminhamento adequado de problemas e situações críticas, ganha o poder público, que pode aumentar os serviços básicos nas suas várias instâncias. Poster 419 O Teatro como uma Resposta para Prevenção, Terapia e Sustentabilidade da ONG Autor(es): Nivaldo Aguiar - Associação Liberdade com Amor e Respeito a Vida Co-autores: Elisabete Fernandes Cintra Apresentador: Marcos Paulo de Oliveira Contato com o autor: [email protected] Problema: A divulgação da Associação Lar bem como a prevenção das DST/aids tem também como intenção a captação de recursos para manutenção da ONG, procuramos oferecer uma programação de palestras e campanhas mais técnicas e dirigidas para empresas em sintonia com os Decretos Federais nº 3.195 de 10/08/88 e 3.257 de 22/ 09/88, que regularizam o aproveitamento das SIPATs para a realização de atividades preventivas da aids, em escolas e grupos interessados na Prevenção de aids e Drogas. Na busca de linguagens adequadas para atingirmos nossas metas, encontramos no teatro uma forma de expressão eficaz, pois além de (funcionar como) proporcionar a terapia dos assistidos pela Associação Lar, também facilita a atualização das informações relativas a epidemia. Descrição do Projeto: O Grupo de teatro ESPERANÇA MILENAR é formado por internos da ASSOCIAÇÃO LAR, que tem a proposta, de informar a população em geral, divulgar a entidade e os trabalhos pôr ela realizados, bem como, captar recursos (financeiros e em espécie) colaborando com o processo de sustentabilidade financeira da entidade. Além disso, pretende mostrar a estas pessoas, que o fato de estarem em recuperação do uso de drogas e infectados com o HIV, não os tornam incapazes de desenvolver atividades como qualquer um outro cidadão. Promovendo os ensaios do grupo dentro do espaço da entidade procuramos motivar outros internos a realizarem, entre outras atividades, a arte cênica, como forma de crescimento. Resultados: Apresentações desde a sua criação: Data: 29/10/98; Local: Sede da Associação Lar; Número de Pessoas Presentes: 300; Data: 01/12/99; Local: Teatro Municipal de Osasco; Número de Pessoas Presentes: 400; Data: 15/03/99; Local: Febract – Campinas; Número de Pessoas Presentes: 40; Data: 02/04/99; Local: Pacto – Ribeirão Pires; Número de Pessoas Presentes: 150; Data: 01/12/99; Local: Teatro Municipal de Osasco (já incluso na programação da semana de prevenção de 99) Captação de recursos financeiros e em espécie - através de campanhas promovidas por iniciativa dos espectadores (na maioria estudantes). Poster 420 Conclusões: Aos olhos da sociedade encontramos uma forma de amor e amizade, tornando o que nos rodeia concreto e visível aos nossos próprios olhos. Deixando a nossa luta de ser solitária, passando a solidária, irmanada na poesia e na arte, buscando a liberdade na diversidade, com sonhos lúcidos acalentados de desejos de vida. Vida digna e justa. Poster 421 A Interiorização da Prevenção das DST/Aids no Estado do Rio de Janeiro Autor(es): Paulo Roberto Ferreira Machado - Pam Treze de Maio Co-autores: José Ricardo Corrêa da Silva; Márcio Tadeu Ribeiro Francisco; Yara Ajay Lima Pires Apresentador: Paulo Roberto Ferreira Machado Contato com o autor: [email protected] Problema: Como atender à necessidade de informação sobre a prevenção das DST/aids de comunidades carentes e distantes dos grandes centros, onde tais serviços não são encontrados facilmente? Descrição do Projeto: O evento ‘Pertinho de Você’ foi uma feira de prestação de serviços promovida pelo Governo do Rio de Janeiro, realizado em 1998. A Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) esteve responsável pela Barraca de Prevenção das DST/Aids. Os municípios visitados eram de difícil acesso e distantes dos grandes centros urbanos, possuíam infra-estrutura deficiente e nem sempre podiam contar com programas de prevenção em DST/aids. Foi adotado o método descritivo, técnica de investigação social e aplicado questionário para registro do perfil da clientela. Foram realizadas: palestras utilizando como recurso álbum seriado do Ministério da Saúde; discussões sobre.sexualidade, auto-estima e importância da informação como forma de prevenção; demonstração do uso de preservativo; distribuição de preservativos e material educativo. Principais Resultados: No ano de 1998, foram visitados 23 municípios, registrando-se na barraca a presença de 10.506 moradores, média de 525 por evento, 58,25% do sexo masculino e 41,75% do sexo feminino. Grupos etários: 30,45% entre 12 e 14 anos; 33,00% entre 15 e 19 anos; 24,95% entre 20 e 39 anos e 11,60% acima dos 40 anos. Conclusões: Foi notório o interesse pela barraca. Raramente era desprezado material informativo. Os visitantes retornavam acompanhadas de parentes ou amigos, a fim de receberem também informação. Faz-se necessário o lançamento de campanhas educativas onde a população sinta-se mais participativa e mais consciente da importância de se prevenir e autocuidar. Poster 422 Biossegurança, Aids e Hospital Geral: Aspectos Psicossociais do Acidente com Material Biológico Autor(es): Paulo Starling - ENSP/CESTEH/FIOCRUZ Co-autores: Jacqueline Menezes e Jussara Brito Apresentador: Paulo Starling Contato com o autor: [email protected] Problema: Até junho de 1996, o Centro de Controle de Prevenção de Doenças/EUA notificou 52 casos de contaminação ocupacional pelo HIV e mais 111 casos, possivelmente decorrentes de atividades profissionais. Em decorrência de fatores culturais, sociais, psicológicos e institucionais o número de subnotificações ainda é grande no Brasil. Descrição do Projeto: No Município do Rio de Janeiro ocorreram 1910 acidentes entre 01/1997 a 12/1998 (dados parciais) e em 274 os pacientes-fonte eram portadores do HIV. No ano de 1997, 53 profissionais de saúde do Hospital dos Servidores do Estado (HSE), principalmente, auxiliares de enfermagem, enfermeiros e médicos sofreram acidente com material biológico. Em 1998, a Comissão de saúde do Trabalhador notificou 161 acidentes no HSE.Em um estudo piloto, realizamos em janeiro de 1998, 11 entrevistas qualitativas com profissionais de saúde que se acidentaram em 1997. Principais Resultados: Preocupação com a vida sexual passada presente e futura, medo de discriminação do parceiro e sentimento de culpa pelo acidente. Fatores identificados - descuido, cansaço, corre-corre nos plantões, múltiplos empregos, stress e falta de condições adequadas. Pânico, preocupação intensa com efeitos colaterais e reações psicossomáticas pós-profilaxia. Conclusões: O que pode estar se constituindo num fator de vulnerabilidade ao HIV? Quais as questões de gênero? Qual a relação dos efeitos colaterais com os fenômenos psicossomáticos? “Quais as estratégias defensivas coletivas”? Privilegiamos a experiência subjetiva dos trabalhadores sobre o acidente de trabalho e suas repercussões sociais além da percepção sobre a atividade que desenvolvem. Treinamentos periódicos, supervisão e suporte psicossocial devem ser incluídos nos Programas de Biossegurança. Poster 423 Com amor, Sem Medo, Sem Culpa, Sem Aids Autor(es): Pedro de Campos Pereira - União Municipal de Estudantes Secundarista de São Paulo Apresentador: Tatiana Otoboni Chaves Contato com o autor: [email protected] Problema: A União Municipal dos Estudantes Secundaristas de São Paulo, UMES/SP, entidade representativa dos estudantes de 1º e 2º graus da capital de São Paulo, em convênio com vários órgãos dos governos federal, estadual e municipal, vem promovendo periodicamente, campanhas de prevenção à DST/aids e ao uso de drogas entre a juventude. A preocupação da entidade, que tem sua prática voltada diretamente à juventude de São Paulo, principalmente a estudantes de 12 a 20 anos, deve-se ao fato de que são os adolescentes considerados a população mais vulnerável à infecção, visto que estão iniciando sua vida sexual e não têm percepção clara do risco da doença. O desafio é enfrentar o problema de forma profunda e permanente, não bastando somente da informação. Isso visa a mudança de comportamento, combatendo os preconceitos e tabus, enfrentando os riscos de contaminação, assimilando o conceito de sexo seguro e favorecendo a conscientização sobre o uso do preservativo como principal método preventivo. Descrição do Projeto: Realizar um “Seminário de Sensibilização” para 2.400 lideranças estudantis da capital de São Paulo, para dar continuidade ao trabalho desenvolvido durante os anos de 1.998 e 1.999. Ao final das palestras será formado um Comitê Permanente com 40 agentes de cada região participante, para executar o trabalho em cada uma delas. Nosso principal objetivo é proporcionar a estas lideranças estudantis a oportunidade de conhecer o assunto com clareza e profundidade, possibilitando-as de repassar estas informações a outros jovens. As palestras serão ministradas por técnicos da Secretaria Estadual da Saúde (SP), auxiliados pelos estudantes das escolas da cidade de São Paulo, que serão formados e capacitados em cursos realizados em convênio com a mesma Secretaria. A melhor forma de conscientizar a juventude é usar a mesma linguagem que ela, levantando os problemas e as dúvidas do cotidiano de cada um, esclarecendo-o sem preconceitos e medos. Principais Resultados: Em 1.998, em convênio com o Ministério da Saúde, a UMES/SP realizou o “1º Seminário de Lideranças Estudantis”, formando 150 agentes comunitários, que durante todo o ano promoveram palestras e debates em várias escolas. No Dia Mundial de Combate à Poster 424 Aids, em 1º de dezembro de 1.998, mais de 38 jovens entre diretores e lideranças estudantis de todas as regiões da cidade participaram de uma palestra. A partir desse evento, estas lideranças organizaram junto com os grêmios estudantis, diversas atividades, com distribuição gratuita de preservativos, folhetos explicativos, debates e apresentações de vídeos. No início de 1999, a UMES/SP formou outros 30 agentes de saúde em convênio com a Secretaria Estadual de Saúde (SP), que estão desenvolvendo em escolas secundaristas atividades relacionadas a drogas, DST/aids, gravidez e aborto na adolescência. Conclusões: Foi constatado que o interesse dos jovens em discutir e receber informações através de outros jovens (muitas vezes seu colega de escola) é um fator estimulante para o desenvolvimento de ações concretas no trabalho de prevenção. A escola é um importante agregador da juventude e o amplo trabalho da UMES/SP realizado entre os estudantes garante o enraizamento e a introdução de novas ações, multiplicando a consciência dessa juventude de seus direitos. Poster 425 Jovens em Situação de Risco Pessoal, Ajudando na Saúde Social Autor(es): Raimundo José da Costa - Clínica Ammor - Atendimento Médico aos Meninos(as) de Rua Apresentador: Raimundo José da Costa Contato com o autor: [email protected] Problema: São jovens pobres e marginalizados, chamados “em situação de risco pessoal e social”. Esses jovens sem acesso ao serviço de educação, saúde e assistência social, são também população de risco para doenças; DST, HIV/aids entre outras, cuja prevenção demanda comportamentos e atitudes. Projeto: “Cuidar” da saúde dos meninos(as) de rua de forma preventiva e educativa, no sentido integral, promovendo auto-estima e orientando para o exercício da cidadania no que diz respeito seus direitos. Devido a ineficiência ou mesmo inexistência de alguns dos serviços públicos necessários, a Clínica AMMOR os oferece buscando melhorar o nível cognitivo (melhora dos conhecimentos específicos sobre sexualidade, afetividade, papéis de gênero, DST/aids, contracepção), o nível comportamental (fomenta à adoção de práticas de sexo seguro, redução de danos de uso de drogas e outo-cuidado), o nivel afetivo (trabalhando auto-estima e interações pessoais) e o nivel social (estimulando-os a assumirem seus direitos e atuarem como cidadãos). Ou, como bem resumido no lema da Clínica: “Educar para a vida através da saúde”. Este trabalho será mais efetivo se as várias instituições governamentais e não-governamentais que já existem e realizam trabalhos diversos junto a estes jovens, aprimorem suas articulações para o trabalho em rede. É relevante a formação dos educadores sociais que atuarão como fomentadores de cultura de prevenção. Principais Resultados: Após dez anos de funcionamento no atendimento médico direto (com 1.800 jovens atendidos) e nas intervenções educativas para jovens (com 1000 jovens envolvidos) e educadores capacitados (número de 400) através de cursos e oficinas, consolidando o aumento de interlocução e capacidade do funcionamento em rede das instituições governamentais e não-governamentais que atendem jovens em situação de risco pessoal e social, a Clínica é referência para saúde entre população excluída. É visível a preocupação dos jovens com a sua saúde. Também se percebe iniciativas de educadores que solicitam consultoria para pequenos projetos para as instituições que trabalham. Poster 426 Parece que se está construindo uma cultura preventiva de saúde integral nas instituições que trabalham com jovens em situação de rua. Conclusões: O trabalho de prevenção em saúde de forma interativa, sem fixar o discusso mencionando as doenças de forma ameaçadora, tem mostrado que os jovens tem grande interesse sobre sua saúde, quando se discute as belezas da vida; eles discutem o que é viver com qualidade e aprendem como exercer seus direitos. A possibilidade de se criar uma cultura de prevenção em saúde nas instituições, as chamadas de rede de atendimento. Poster 427 Teatro X Aids: Mudança de Cena Autor(es): Ranulfo Cardoso Jr. - Instituto de Saúde e Desenvolvimento Social Co-autores: Barroso, Oswald; Mapurunga, José; Martins, Telma. Apresentador: Ranulfo Cardoso Jr. Contato com o autor: [email protected] Problema: Ação educativa frente a população desprivilegiada social e educacionalmente, analfabetos inclusive, com informações corretas, solidárias e tranquilizadoras sobre aids/DST, através de estratégia lúdica e atraente:o TEATRO DE RUA. Descrição do Projeto: O Teatro de Rua Contra a Aids desde 1997 vem sendo desenvolvido pela organização não governamental ISDS, em parceria com a SESA e a SECULT, no Ceará. Vinte grupos de teatro de rua da capital e do interior do estado vêm sendo monitorados/capacitados como multiplicadores de informação sobre DST/aids e Saúde Reprodutiva. Principais Resultados: Dois seminários realizados, reunindo 150 diretores, autores de teatro, atores e técnicos. Criados cinco novos textos teatrais e montados três espetáculos (“Auto da Camisinha”,”Camisinha Cor de Rosa” e “Retrato na Parede”), 650 apresentações em pelo menos 80 municípios, com público estimado em 150 mil pessoas em todo o estado. Entre os produtos produzidos,o livro “TEATRO X AIDS” e o vídeo-documentário “TEATRO DE RUA X AIDS”. Conclusões: A aids reabilita um moralismo castrante e autoritário e estigmatiza suas vítimas. Parece ser ainda esta a percepção dominante, particularmente no nordeste brasileiro, não apenas por uma elite conservadora, mas por grande parte da opinião pública. Daí o acerto à recorrência ao teatro e mais especificamente à comédia de rua, ao riso, para vencê-la. Como resultado, o que se vê é um movimento que não reprime, pelo contrário trabalha em favor da liberalização dos costumes além de tratar com carinho e respeito o ato sexual, aborda o tema de modo carnavalizo. Aí talvez esteja a resposta para os rumos do teatro neste final e começo de milênio. A mudança de cena para o desenvolvimento social. Em vez de um teatro comercial a serviço do mercado e do dinheiro, um teatro artístico, em defesa da vida, comprometido com o destino do ser humano. Poster 428 Apoio a Mulheres Portadoras do HIV Atendidas no CRT- AIDS em São Paulo Autor(es): Regiane Câmara Nigro - Nepaids - Núcleo de Estudos para Prevenção da Aids Co-autores: Juliana Braz; Norman Hearst e Vera Paiva Apresentador: Regiane Câmara Nigro Contato com o autor: [email protected] Resumo: Discutir formas de apoio para geração de renda de portadoras do HIV atendidas na rede pública, viabilizando a implantação destas iniciativas com o intuito de melhorar a qualidade de vida das pacientes atendidos no Centro de Referência e Treinamento em DST/AIDS/ SP.Grupos de mulheres HIV positivas que haviam previamente respondido um questionário em uma entrevista individual, participaram de uma série de sessões psico-educativas. Nos encontros realizados semanalmente discutia-se assuntos como direitos reprodutivos, cuidados com a saúde, adesão ao tratamento, sexo seguro etc. Esta abordagem fazia parte de um projeto maior iniciado em 1997 no CRTA, e que neste momento objetivava dar informações atualizadas sobre os assuntos levantados, bem como construir um conhecimento que fosse significativo para as participantes, propiciando a vivência dos benefícios da autoobservação e da valorização de um espaço de escuta e troca.Na população atendida, ser portadora significa ser cuidadora, o que acaba dificultando o acesso ao serviço e tratamentos. Cuidar dos filhos, da casa e do marido, ter mais dificuldades em achar emprego, seja porque o teste é freqüentemente exigido pelos empregadores - mesmo ilegalmente - , seja porque o tratamento da doença e suas repercussões tornam a permanência no emprego um fato raro. Essas dificuldades, segundo as mulheres, além de colocá-las em situação de pobreza e desemprego muito graves, gera um sentimento de “invalidez” e um forte desejo de alteração deste destino. O grupo foi capaz de conter e organizar esse sentimento de impotência além de conquistar várias reivindicações: serviço de ouvidoria do CRT, e o início da organização de algumas mulheres numa cooperativa.É importante tentar apoiar, viabilizar formas de geração de renda, que levem em conta a necessidade dos portadores. Ajudá-las a descobrir potencialidades e habilidades que possam tirá-las da situação de pobreza. Poster 429 A Construção Social da Aids, a Prostituição e o Uso dos Pr eser vativos. A Problemática da Prevenção Autor(es): Regina de Paula Medeiros - PUC - MG Co-autores: Paulo Sergio Carneiro Miranda Apresentador: Regina de Paula Medeiros Contato com o autor: [email protected] Resumo: Aids é uma construção social que, com o surgimento de casos na população heterossexual, foi articulada com as pessoas que exercem o oficio da prostituição. As políticas oficiais de prevenção de aids recomenda o uso dos preservativos como medida preventiva eficaz contra o HIV. Os clientes rejeitam essa medida e propõem o pagamento de valor mais alto ao estipulado para um serviço sexual em troca do não uso de preservativos. As prostitutas, principalmente aquelas que têm a prostituição como um meio de subsistência tendem aceitar a proposta do cliente. Consequentemente, gera problemas na introdução do uso dos preservativos nas relações sexuais comerciais dificultando o processo da interrupção da rede de transmissão do vírus na população heterossexual. Esta pesquisa foi realizada na zona de prostituição de “baixo meretrício” denominada Bonfim, em Belo Horizonte, no período de 1997/99, onde atuam prostitutas mulheres e travestis. Trata-se de um estudo etnográfico. As técnicas utilizadas foram as entrevistas: em profundidade, informal; e a observação participante. As prostitutas encontram dificuldades em convencer os clientes a adotar os preservativos como medidas de prevenção por 2 motivos: o tempo gasto na argumentação com o cliente e conseqüentemente a diminuição do número de clientes atendidos e o dinheiro que perde enquanto tenta convencer um cliente e a possível perda daquele cliente. O cliente rejeita a oferta do serviço com preservativo dado a representação simbólica do sêmem na confirmação da virilidade masculina. O preservativo representa simbolicamente as doenças sexualmente transmissíveis e aids e consequentemente a negatividade do prazer. Como alternativas as prostitutas inventam práticas sexuais que, do ponto de vista do imaginário social, não representam risco de contaminação do vírus.O comportamento de risco está inscrito na ordem do anormal, negativo e perverso. O lugar da prostituição representa o lugar da sexualidade livre de obrigações sociais, de normativas sexuais e da moral religiosa. O uso dos preservativos vinculado a idéia de enfermidade, negatividade e morte está fora dos padrões das relações Poster 430 estabelecidas no mundo da prostituição. Este fator constitui um elemento fundamental nas relações que são estabelecidas na realidade de prostituição dificultando a absorção das mensagens, por parte dos elementos que compõem o entorno da prostituição. Estes conceitos são construídos social e culturalmente e fazem parte do universo sexual da sociedade brasileira e que devem ser levados em conta na elaboração das políticas oficiais de controle de DST e aids. Poster 431 Prevenção da Aids no Local de Trabalho aos Servidores do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto-USP(HCFMRP-USP) Autor(es): Regina Helena Brito de Souza -Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto-USP Co-autores: Alcyone Artili Machado; Cleide Baldini Carvalho; Gleusa de Castro; João Carlos da Costa; Julieta de Oliveira; Marta Bartolomeu de Faria; Marta Dias e Regina Putti. Apresentador: Regina Helena Brito de Souza Contato com o autor: 6336695 Problema: Ribeirão Preto ocupa o sexto lugar no número de casos de aids no Brasil tendo uma incidência de 552 por 100.000 habitantes. O modo de transmissão principal relaciona-se ao uso de drogas ilícitas endovenosas. A cidade possui 500.000 habitantes e um hospital universitário com 600 leitos. Neste hospital trabalham 5.200 profissionais da saúde. Os servidores do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto-USP(HCFMRP-USP), além de viverem numa comunidade onde o incidência de aids é alta, estão sujeitos também a riscos ocupacionais. O advento da aids trouxe importantes mudanças no contexto sociocultural, o ambiente hospitalar como local de trabalho não foi excluído. Essas mudanças se refletem nas relações sociais nas instituições que devido ao medo, a ansiedade e o preconceito que muitas vezes interfere na produtividade, levam à rejeição de colegas soropositivos e as atitudes discriminatórias podem levar a própria instituição a processos judiciais. Além disso, são altos os gastos na assistência aos funcionário portadores do HIV/aids. Descrição do Projeto: Objetivos: Informar, educar sobre a prevenção das DST/aids, drogas ilícitas e suas conseqüências procurando sensibilizar os profissionais de saúde sobre essas questões. Profissionais de saúde indicaram 60 monitores, que servem como multiplicadores das ações educativas em seus diferentes setores, estes atuam através de oficinas de prevenção e distribuindo material educativo e preservativos. Para obter subsídios para as ações educativas foi realizado um enquete sobre conhecimento, atitudes e comportamento de funcionários em relação a aids. Principais Resultados: No período de 30 de abril de 1998 a 20 setembro de 1999, os 60 monitores conscientizaram um total de 1.500 servidores do HCFMRP-USP por meio de 50 oficinas. Como conseqüência esses 1.500 servidores são estimulados a sensibilizar seu círculo de relações, Poster 432 seja no trabalho, na família ou na sociedade. Houve uma grande aceitação e participação dos funcionários durante o processo de desenvolvimento desse trabalho, com evidente diminuição da ansiedade e preconceitos dos servidores em relação ao portador do HIV/aids e como resultado houve uma aceitação institucional transformando este projeto em política de educação continuada de recursos humanos do HCFMRP-USP. Conclusões: 1)O desenvolvimento do projeto vem obtendo resultados extremamente relevantes. 2) A continuidade do projeto será garantida através da institucionalização como forma de sustentação das ações de prevenção as DST/aids juntos aos servidores. 3) O êxito do projeto resultou na oficialização do programa para educação continuada para DST/aids e drogas no HCFMRP-USP, visando a garantia de um projeto preventivo, para lidar com as amplas questões que envolvem a aids no local de trabalho. Poster 433 Saúde Sexual e Reprodutiva e Prevenção às DST/ Aids na Favela Monte Azul Autor(es): Regina Maria Mac Dowell de Figueiredo - NEPAIDS Núcleo para a Prevenção da Aids - Deptº de Psicologia Social da Universidade de São Paulo Apresentador: Regina Maria Mac Dowell de Figueiredo Contato com o autor: Rua Juranda nº 50 casa 5 Sumarezinho São Paulo - SP 05442-070 Problema: Devido ao aumento dos casos de aids entre mulheres no Brasil surge a necessidade de ampliar as possibilidades de um trabalho preventivo com relação às práticas sexuais, em especial a heterossexual, principal forma de infecção feminina por DST/aids. Descrição do Projeto: O projeto é um estudo-intervenção no Ambulatório da Favela Monte Azul, em São Paulo, intencionando ampliar ações de prevenção às DST/aids sob a ótica da Saúde Sexual e Reprodutiva. Para isso criaram-se estratégias de suporte, apoio e opção à prevenção com o preservativo masculino, através da disponibilização de outros métodos de barreira, entre eles, a camisinha feminina e diafragma, a informação sobre a contracepção de emergência, o uso do espermicida como lubrificante para relações anais. As atividades incluíram o treinamento de profissionais de saúde do Ambulatório, a disponibilização dessas práticas preventivas para a comunidade da favela, a realização de grupos educativos, rádio comunitária e a distruibuição de folhetos e materiais educativos. Para a análise, foi utilizada a triangulação metodológica adotada: observação da participação comunitária nos eventos, depoimentos expontâneos dos profissionais de saúde sobre o projeto e o controle quantitativo de retirada dos contraceptivos no Ambulatório. Principais Resultados: Observou-se interesse e aceitação da camisinha feminina num primeiro momento, com relatos de uso contínuo; aceitação da contracepção de emergência como suporte para utilização da camisinha feminina e o interesse por uso/conhecimento da utilização de lubrificação nas relações anais. A grande procura da camisinha masculina foi ampliada com as atividades comunitárias, principalmente as que atuaram de forma pública, como a rádio comunitária e a distribuição de cartilhas e folhetos. Conclusões: Foi possível avaliar que uma intervenção preventiva se amplia quando cria um “diálogo” com os códigos comunitários: sua demanda, relações de gênero, disponibilidade e interesse; também foi possível perceber o interesse do público feminino nas estratégias de prevenção alternativas, principalmente que dependem de suas ações e que considerem a questão contraceptiva. Poster 434 Sustentabilidade de Recursos Humanos em DST/ Aids: um Desafio para as Instituições Públicas Autor(es): Renato Barboza - Programa Estadual DST/AIDS-SP Co-autores: Dreyf Assis Gonçalves; Júlio César Barroso Pacca (Programa Estadual DST/AIDS-SP- PEDST/AIDS-SP) Maria do Carmo Sales Monteiro; Milena Baltrunas Prado de Mello e Renato Barboza. Apresentador: Renato Barboza Contato com o autor: [email protected] Problema: A insuficiência de concursos públicos e de tabelas de lotação de pessoal reduzidas, resultantes da Política de RH vigentes, levou a área de treinamento do PEDST/AIDS-SP a contratar profissionais através de recursos externos (principalmente fonte BIRD), aumentando sua resolutividade no planejamento, execução e avaliação de ações para formação e desenvolvimento de RH. Descrição do Projeto: No final de 97, após reestruturação da área de treinamento, organizou-se equipe mínima(5), sendo 80% profissionais não pertencentes ao quadro institucional, prestando consultoria permanente ou comissionamento. Esta, responsabilizou-se pelo desenvolvimento pedagógico-logístico-financeiro de treinamentos/ atividades afins, para todas as áreas do Programa, Direções Regionais de Saúde(24), PMDST/AIDS(27), parceiros governamentais/não governamentais e Universidades(6) conveniadas; implementando diretrizes para otimizar ações-meio e recursos públicos. Principais Resultados: O RH selecionado possibilitou elaboração/ implantação de instrumentos padronizados na execução de todas as ações de treinamento (projeto, lista de presença, modelos de avaliação, relatório coordenador, ficha de inscrição, diagnóstico, ações de treinamento etc). Implantação/análise de dados gerados por banco informatizado de treinandos, através do software access (1.531 registros), subsidiando implementação de ações programáticas. Implantação/monitoramento para avaliação de resultados (3-6 meses), enviada para os treinandos. Realização de 186 ações (97-99), atingindo cerca de 11.600 profissionais, sendo: 40% jornadas, 41% treinamentos, 19% seminários/fóruns. Destas, 75% foram centralizadas e 25% descentralizadas. A maioria das ações são da área de assistência, seguidas pela prevenção e epidemiologia. Conclusões:A institucionalização de RH e repasse de tecnologias são fundamentais para otimizar investimento técnico-financeiro nos últimos 3 anos, uma vez que verbas para ações-meio em DST/aids estão sendo redirecionadas para outras finalidades. Poster 435 Exposição Ocupacional a Sangue e Secreções Corporais entre Profissionais de Saúde: as Políticas de Prevenção dos Hospitais de Porto Alegre Autor(es): Ricardo Kuchenbecker - Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre, Política de Controle das DST/Aids Co-autor: Facchini LA; Fassa AG Apresentador: Ricardo Kuchenbecker Contato com o autor: [email protected] Problema: Acidentes de trabalho envolvendo a exposição ocupacional a sangue e secreções corporais entre profissionais de saúde representam situações freqüentes no trabalho realizado nos hospitais. A exposição a sangue potencialmente pode transmitir mais de 20 doenças infecciosas. Descrição do Projeto a) caracterizar as políticas de prevenção da exposição ocupacional entre profissionais de saúde a sangue e secreções corporais nos hospitais vinculados ao Sistema Único de Saúde (SUS) em Porto Alegre, (RS); b) estudar a correlação entre a implementação das medidas de prevenção e a ocorrência de acidentes ocupacionais envolvendo a exposição a sangue e secreções corporais nos serviços estudados. Delineamento: Estudo ecológico Cenário: hospitais vinculados ao SUS em Porto Alegre, Rio Grande do Sul Materiais e métodos: 24 hospitais visitados, visando a caracterização: a) da instituição e da assistência prestada pela mesma; b) das políticas de prevenção voltadas aos profissionais de saúde, incluindo vacinação para hepatite B, manejo de acidentes ocupacionais envolvendo a exposição a sangue e secreções corporais e medidas de precaução adotadas, c) caracterização da mão-de-obra empregada. Medidas: grau de adequação das políticas de prevenção da exposição a sangue e secreções corporais, b) ocorrência de acidentes ocupacionais entre profissionais de saúde envolvendo a exposição a sangue e secreções corporais. Principais Resultados: Dos hospitais estudados, 10 (41,6%) apresentavam a integralidade dos quesitos considerados necessários para a classificação de políticas de prevenção muito satisfatórias. Políticas de prevenção de acidentes envolvendo a exposição ocupacional a sangue e secreções corporais entre profissionais de saúde podem representar múltiplos benefícios às instituições e seus funcionários e pacientes. Esses benefícios Poster 436 incluem: redução do risco de transmissão de infecções, de acidentes e doenças ocupacionais e compensações trabalhistas. Condições de trabalho mais seguras representam estímulo à produtividade e à busca da qualidade do cuidado. O estudo buscou demonstrar que aspectos merecem maior atenção no direcionamento das políticas hospitalares de prevenção de acidentes entre profissionais de saúde. Dentre estes, merecem destaque as iniciativas relacionadas a treinamento de pessoal. Igualmente, pretendeuse subsidiar os responsáveis pelas políticas de prevenção seja nos serviços estudados, seja entre os gestores da saúde em nível municipal acerca os aspectos considerados. Ao gestor municipal de saúde cabe o papel de atuar como regulador das políticas de prevenção, subsidiando aquelas instituições com maior dificuldade na implantação das mesmas. Ações de controle de infecção e de epidemiologia hospitalar devem ser estimuladas a partir também do gestor da saúde na cidade. No grupo de hospitais classificados como detentores de da saúde na cidade. No grupo de hospitais classificados como detentores de políticas de prevenção consideradas pouco satisfatórias, as carências relacionam-se a aspectos estruturais, como a ausência de serviços de saúde ocupacional em 4 serviços (16,6%) e de controle de infecção em 7 hospitais (29,2%). Dois hospitais relataram possuir rotina de vacinação para hepatite B, e nenhum dispunha de estrutura necessária ao acompanhamento laboratorial pós-acidente. Três dos 11 hospitais possuíam rotina formalmente organizada para o atendimento de acidentes com sangue e secreções corporais entre seus funcionários. Conclusões: Dos 24 hospitais pesquisados, 79,16% possuíam serviço de saúde ocupacional. Entretanto, a presença do serviço não pareceu condicionar a existência dos demais aspectos relacionados à saúde ocupacional. Apenas 58,33% dos hospitais possuíam programa de vacinação para hepatite B e quimioprofilaxia da exposição ocupacional ao HIV, 66,6% mantinham rotina para acidentes envolvendo a exposição a sangue e secreções corporais e sistemas de registro de acidentes. Os aspectos mais diretamente relacionados ao controle de infecção foram mais presentes: 70,8% dos hospitais possuíam serviço de controle de infeção hospitalar e medidas de precaução padrão ou similar. Somente 54,16% dos serviços relatou possuir estrutura para realização de acompanhamento laboratorial pós-acidente e 41,6% realizaram algum treinamento para medidas de prevenção de acidentes ocupacionais no ano pesquisado. Poster 437 Projeto Mulher-Aids-Prevenção Autor(es): Rita de Cássia Passos - Sociedade Civil Bem-Estar Familiar no Brasil - BEMFAM Co-autor: Sônia Dantas Berger Apresentador: Sônia Dantas Berger Contato com o autor: [email protected] Problema: De acordo com os dados da Coordenação Nacional de DST e Aids, o aumento progressivo dos casos de aids em mulheres casadas e monogâmicas tem sido uma das características da epidemia no Brasil. Desta forma, registra-se até fevereiro de 99, 119.435 casos de aids entre homens e 36.155 entre as mulheres, sendo as doenças pelo vírus da imunodeficiência humana, a 4.ª principal causa de óbito para ambos os sexos, na faixa etária de 20 a 49 anos. Descrição do Projeto: Breve Histórico: O Projeto Mulher-AidsPrevenção, reconhecido nacional e internacionalmente como um modelo de intervenção comportamental que colabora para a potencialização da participação feminina nos serviços de saúde e também nas suas parcerias conjugais, baseia-se em resultados de pesquisa junto às mulheres que frequentam os serviços da BEMFAM, uma organização nãogovernamental que há mais de 30 anos atua na área de saúde sexual e reprodutiva. Objetivos: Propiciar às mulheres informações básicas sobre seu corpo, sexualidade, planejamento familiar, prevenção de DST/aids, prevenção do câncer ginecológico e de mama, direitos sexuais e reprodutivos; assegurar às mulheres, através de trabalho grupal, a informação vivenciada sobre sexualidade e prevenção das DST/aids; motivar as mulheres para o uso da camisinha e facilitar o acesso ao condom; motivar as mulheres e seus parceiros para a busca de tratamento das DST. Metodologia: A metodologia utilizada concebe o próprio grupo como um dispositivo que colabora para a “desnaturalização” dos modos feminino e masculino de ser no mundo, bem como contribui positivamente para a participação e abertura das mulheres para abordar a temática da sexualidade. Ao grupo dispositivo aliam-se instrumentais e materiais educativos(revistas, vídeos, etc). Momentos de descontração e sensibilização, bem como a demonstração do uso correto da camisinha, também fazem parte dos grupos de discussão. As participantes do grupo contam com acesso gratuito ao condom, em nº de 10 unidades por mês, e ainda com a possibilidade de aconselhamento individual e encaminhamento para teste anti-HIV, quando Poster 438 solicitados. Principais Resultados: Iniciado no Rio de Janeiro e em Pernambuco, hoje as atividades do projeto estenderam-se para mais 4 estados brasileiros. No período de 1993 a 1998 as atividades grupais alcançaram 15.753 participantes, sendo fornecidos 266.220 condons. No que se refere à avaliação qualitativa, três pesquisas pontuais foram realizadas, utilizando-se entre outras técnicas, entrevistas de saída e de follow up com clientes, entrevistas em profundidade com técnicas(os), grupos focais com clientes das clínicas e dos postos comunitários e entrevista com liderança comunitária, as quais indicaram que: 76% das clientes entrevistadas em Salvador, logo após participarem dos grupos reportaram a intenção de usarem a camisinha; as entrevistas de follow up com estas clientes demonstraram que cerca de 44% de fato estavam usando a camisinha; 87% delas afirmaram que a discussão grupal as ajudou na conversa com seus parceiros; 57% reportaram ainda, ter discutido o que aprenderam nos grupos com outras pessoas (familiares e amigos); Em todas as clínicas, a equipe médica observou e reportou diferença positiva na interação das mulheres que participaram dos grupos, nas consultas realizadas; O projeto , ao ser desenvolvido na comunidade da Divinéia(MA) desde o final de 1994, com o apoio da CN-DST/AIDS, pareceu ter um impacto mais significativo nas participantes. Dez(10) entre 11 mulheres que participaram do grupo focal realizado, relatam o uso consistente e regular do condom, sendo que algumas delas são esterilizadas - um dos casos mais difíceis para a adoção do comportamento preventivo. A análise qualitativa do discurso das participantes revela uma auto-estima fortalecida, onde a preocupação com o auto-cuidado é tanto decorrência como reforço. Conclusão: O grupo é eficaz para sensibilizar e informar a mulher e formála enquanto multiplicadora. As mudanças de comportamento apresentadas por algumas mulheres que participaram das avaliações, principalmente as da comunidade, pareceram se beneficiar de uma continuidade no trabalho com as mesmas(retorno ao grupo, reforço de mulheres líderes comunitárias, etc), para o fortalecimento da auto-estima e o estímulo ao auto-cuidado, conteúdos considerados centrais para a mudança. A abordagem integrada(serviços clínicos e educativos de DST no setting de saúde reprodutiva) foi essencial para os bons resultados do projeto. Poster 439 Programa de Prevenção da Aids na Universidade Federal do Paraná Autor(es): Rita Esmanhoto - Universidade Federal do Paraná NEPPAIDS-PRHAE Co-autores: Clea E. Ribeiro; Maria Cristina V. Assef; Nizan Pereira Apresentador: Rita Esmanhoto Contato com o autor: [email protected] Problema: O avanço da aids, notadamente entre mulheres e jovens é um desafio a ser enfrentado por toda a sociedade. A prevenção da doença envolve principalmente aspectos de mudança de comportamento, combate aos preconceitos e sensibilização da comunidade para os riscos da doença. Todos estes pontos têm por base a educação e a informação. Descrição do Projeto: Durante todo o ano, todos os setores da Universidade Federal do Paraná (UFPR) são visitados com a participação de membros do Núcleo de Prevenção a aids na distruibuição de folhetos educativos, demonstração do uso do correto de preservativos, exposição de cartazes e vídeos num esforço coletivo de prevenção visando a atingir alunos, docentes e funcionários. Principais Resultados: Durante o desenrolar das atividades percebese que há interesse da comunidade universitária em adquirir conhecimentos sobre a prevenção da doença. Além disto após a identificação e respostas às principais dúvidas, a informação sobre a prática do sexo seguro, a introdução do conceito de redução de danos, a demonstração do uso correto de preservativos grande parte dos depoimentos dos participantes tem sido no sentido de fortalecimento e na ampliação das ações preventivas do Programa. Conclusões: A Universidade Pública não deve então se omitir na participação no esforço coletivo de prevenção da doença. Todos os segmentos da comunidade universitária devem ser envolvidos no esforço preventivo aproveitando os locais de trabalho para que haja uma interação entre seus componentes contribuindo para o controle da doença. Poster 440 Feminilização da Epidemia de Aids: uma Resposta Comunitária Autor(es): Rosa Beatriz Graça Marinho - Grupo de Apoio à Prevenção à Aids da Bahia Co-autores: Isabel Cristina Tavares Santos - Grupo de Apoio à Prevenção à Aids da Bahia Apresentador: Rosa Beatriz Graça Marinho Contato com o autor: [email protected] Problema: As mulheres são 22% das pessoas infectadas pela aids no Brasil, especialmente as residentes em comunidades extremamente pobres, considerando a baixa escolaridade das mesmas, as relações de poder marcadamente desiguais entre os sexos e a cultura sexual brasileira, entendemos que estas encontram-se em risco iminente de contaminação ao HIV. Descrição do Projeto: Desenvolveu-se em quatro comunidades periféricas do subúrbio de Salvador-BA com o objetivo de capacitá-las em temáticas como sexualidade, anatomia e fisiologia do corpo, autoestima e autonomia, gênero entre outros correlacionados com o tema aids. Os encontros ocorreram quinzenalmente proporcionando o fomento de uma identidade de grupo entre as mulheres e o compartilhamento de vivências comuns. Principais Resultados: Ação junto às mulheres: foram capacitadas 53 mulheres de quatro comunidades diferentes, realizadas 30 oficinas, estabelecido parceria com duas unidades de saúde, elaborado um manual de técnica de intervenção junto às mulheres de baixa-renda. Ação das multiplicadoras: abordaram 373 pessoas na relação face-a -face, apresentaram quatro peças de teatro com audiência de 119 pessoas, 78 mulheres e 3 homens foram encaminhados para diagnóstico de DST e preventivo do câncer, distribuídos cerca de 7000 preservativos. Conclusões: O projeto colaborou para que as mulheres percebessem a aids como um risco potencial em suas vidas, ao tempo que facilitou para que estas dimensionassem a importância de ter projetos pessoais e mais auto-estima. Poster 441 DST/Aids e Adolescência Autor(es): Rosemeire Rodrigues de Souza Ferreira - Clínica Nossa Senhora da Conceição Apresentador: Rosemeire Rodrigues de Souza Ferreira Contato com o autor: (31)422 6122 Problema: A Clínica Nossa Senhora da Conceição trabalha na área de prevenção em DST/aids fazendo palestras nas escolas da periferia de BH. Nestes locais, o número de adolescentes grávidas é alarmante, o que evidencia a prática do sexo sem barreiras. Há ainda situações de extremo preconceito, pois quando um dos alunos se descobre/identifica como soropositivo ou com aids o que acaba ocorrendo é o abandono dos estudos por falta de informação e solidariedade dos professores/diretores e colegas. O que vem contribuir para a juvenilização/transmissão vertical da epidemia e para o crescimento do semi-analfabetismo. Descrição do Projeto: Criamos um projeto para formar multiplicadoras de informações sobre DST/aids para atuarem na escola. A parceria é feita entre o diretor da escola, nossa equipe e um agente financiador. Cada escola é treinada através de oficinas e dinâmicas, durante seis finais de semana consecutivos, totalizando 24 horas/aulas. São escolhidas no mínimo duas garotas de cada sala, na faixa etária de 12 a 20 anos. As inscrições são espontâneas, mas sempre superam em até 3 vezes o número de vagas disponíveis. Foram treinadas 4 escolas, cada uma com cerca de 300 alunos na faixa etária citada acima. As adolescentes treinadas ajudaram a produzir uma cartilha direcionada para os alunos dessas escolas. Atualmente estamos treinando mais duas escolas em parceria com outro agente financiador, visando também a produção de cartilhas. Principais Resultados: Durante o ano de 1999 houve uma sensível queda do número de adoslecentes grávidas nas escolas que participaram do treinamento. As multiplicadoras tiveram a iniciativa de estender o treinamento para os outros alunos numa parceria com os professores de Ciências. Conclusões: As multiplicadoras foram demandando outras discussões como relacionamento familiar, uso de drogas, reuniões com os pais. O projeto permitiu a participação intensa na vida de várias adolescentes, e a possibilidade delas iniciarem uma vida sexual com mais responsabilidade com noções mínimas sobre o funcionamento do próprio corpo e uma reformulação do relacionamento aluno/professor. Constatamos a necessidade de trabalhar também com os professores e os pais. Poster 442 Programa de Adesão à Terapia Anti-retroviral na Unidade de Infectologia Hospital Dia “Willian Rocha”. Guarujá –SP Autor(es): Ruth Bittar de Mello - Unidade de Infectologia Hospital Dia Willian Rocha Coordenação de DST/Aids Guaruja Co-autores: Melo A M Queiroz R.V. Reis.M.A.B. Silva E.L.N. Sobrinho J.S. Apresentador: Ruth Bittar de Mello Contato com o autor: [email protected] Problema: Projeto de Intervenção através do grupo de Fidelidade ao tratamento, visando a favorecer aderência dos pacientes à terapia anti-retroviral e resultados obtidos em pesquisa com estes pacientes durante o período de janeiro a julho deste ano, a fim de identificar dificuldades de ordem física, emocional ou socio-econômica que possam inviabilizar o tratamento. Descrição do Projeto: Trabalho desenvolvido em reuniões semanais de janeiro a julho/99, com a participação de equipe técnica da Unidade de Infectologia: 1 Infectologista, 1 farmacêutico, 1 Psicóloga, e a auxiliar da farmácia. Os demais integrantes da equipe também foram sensibilizados para a questão da aderência. Foi concluída a pesquisa com os pacientes envolvidos nas reuniões do grupo de fidelidade, ressaltando seu perfil psicossocial e indicadores das principais dificuldades para aderência. Principais Resultados: Evidenciaram-se questões relativas à baixa escolaridade dos pacientes, dificultando participação no grupo, acompanhando baixa adesão às consultas médicas e na retirada dos medicamentos. Os pacientes que tem diagnóstico antigo da infecção pelo HIV, tem índice alto de freqüência às reuniões, às consultas médicas e na retirada dos medicamentos, sugerindo-se a importância de ter elaborado emocionalmente a aceitação de sua condição de HIV positivo. Conclusão: Para melhorarmos a aderencia ao tratamento em nossa Unidade é necessário: Adequar o Programa de aderência às dificuldades da população-alvo; Investir na questão da adesão às difuculdades da população-alvo; supervisão direta do tratamento do paciente; Melhoria da qualidade do serviço prestado. Poster 443 Prevenção Também se Ensina Autor(es): Secretaria de Estado da Educação de São Paulo Co-autores: Edison de Almeida; Nivaldo Leal dos Santos Apresentador: Edison de Almeida Contato com o autor: (11)3311 7238 Apresentação: O Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Estado da Educação vem desenvolvendo desde 1996, com a parceria da Secretaria de Estado da Saúde, o Projeto “Prevenção Também se Ensina” - voltado para a promoção da saúde e da melhoria da qualidade de vida da população escolar - que se encontra implantado em todas Diretorias de Ensino do Estado. O Projeto abrange atualmente 2.755 escolas estaduais (467 escolas pelo convênio firmado com o Ministério da Saúde - ONU/UNDCP) correspondente a 71% da rede escolar de 5ª a 8ª séries do Ensino Fundamental e do Ensino Médio, 8.550 educadores e beneficia a aproximadamente 2.700.000 alunos. Objetivos Gerais: Instrumentalizar as escolas em relação à abordagem da sexualidade, ao abuso de drogas e a prevenção às DST/aids, através da capacitação de educadores, para que estas questões sejam apropriadas pela escola e envolvam todos os segmentos da comunidade escolar. Estabelecer, na Rede Estadual de Ensino, um programa de educação que propicie condições para o desenvolvimento da auto-estima dos alunos e do senso de responsabilidade sobre a saúde individual e coletiva, promovendo a redução do abuso de drogas e das DST/aids. Objetivos específicos: Capacitar supervisores de ensino e assistentes técnico-pedagógicos para assessorar, acompanhar e avaliar a implantação de projetos de prevenção às drogas e às DST/aids nas escolas. Capacitar professores, coordenadores pedagógicos e diretores (ou vice-diretores) da Rede Estadual de Ensino, instrumentalizando-os para implantar projetos de prevenção relativos às DST/aids e ao uso indevido de drogas no âmbito da comunidade escolar. Dotar as escolas e oficinas pedagógicas de materiais didáticos específicos, de forma a viabilizar a implantação de projetos de prevenção e promoção da saúde. Metodologia: O caráter permanente do Projeto deverá ser garantido pela atuação autônoma das Diretorias de Ensino e das escolas, cabendo à SEE/ FDE a responsabilidade de realizar amplas ações de manutenção, como produção, aquisição e distribuição de novos materiais de apoio didático, desenvolvimento de programas de educação à distância, realização de encontros regionais para avaliação, planejamento e troca de experiências. A Secretaria de Estado da Educação de São Paulo incorpora, no desenvolvimento Poster 444 de suas ações na área da prevenção e os princípios diretrizes estabelecidos pelo Ministério da Saúde: O modelo de prevenção deve estar voltado à valorização da vida saudável, visando a qualificar as decisões dos jovens e adolescentes em relação às visando a qualificar as decisões dos jovens e adolescentes em relação às suas responsabilidades, posto que os modelos amedrontadores de prevenção têm-se mostrado ineficazes e inócuos. As ações preventivas às DST e aids e ao abuso de drogas devem ter como eixo norteador a noção de vulnerabilidade individual, institucional e social. Todas as ações desenvolvidas nas escolas devem estar inseridas no contexto histórico, político, econômico e sociocultural de cada região. As ações preventivas devem ser incorporadas ao Projeto Pedagógico das escolas. A escola deve buscar a participação de todos os segmentos da comunidade escolar, envolvendo pais e famílias, bem como a integração com outras entidades, visando a tornar as Diretorias de Ensino e as escolas pólos irradiadores de prevenção. A continuidade das ações deve ser garantida por infra-estrutura institucional, pois as intervenções voltadas para a melhoria da qualidade de vida só surtem efeitos a médio e longo prazo. A autonomia, a criatividade e a troca de experiências devem orientar a busca de estratégias e de recursos para a continuidade dos projetos de prevenção. Conclusões: Nos relatos apresentados pelas escolas, observamos que as atividades mais eficazes têm sido aquelas que possibilitam a participação ativa dos alunos na busca e análise de informações, envolvendo o uso de outras linguagens e recursos (artes, informática, expressão corporal, teatro, música e outros). As palestras e aulas expositivas não estão descartadas, desde que vinculadas ao projeto em andamento, não se constituindo em atividades isoladas. As oficinas vivenciais são bastante úteis para tornar a discussão mais envolvente e concreta, facilitando a quebra de posturas rígidas e preconceitos, tanto entre os alunos como entre os professores. O Projeto da escola deve prever, ainda, o estabelecimento de parcerias com entidades locais que desenvolvam ações de prevenção com o objetivo de sensibilizar a sociedade civil sobre sua responsabilidade na educação preventiva, garantindo-se com isso a continuidade do Projeto na escola. As parcerias também devem ser pensadas para o atendimento de casos que extrapolam as competências da escola, tais como a prestação de serviços médicos, psicológicos e outros. A avaliação de desempenho, realizada pela SSE/FDE no início de 1999, mostrou o acerto do caminho proposto: em três anos de Projeto, a SEE envolveu 71% das escolas estaduais que oferecem ensino de 5ª série ao Ensino Médio, sendo 42% com capacitação direta e 29% com trabalho desenvolvido pelas coordenações locais. Poster 445 Sexualidade e Adolescência: as Informações e a Participação da Escola e da Família nesta Descoberta Autor(es): Silvia Cristina Souza Dib - Secretaria Municipal da Saúde de Ribeirão Preto Co-autores: Flávio Dib; Luciana Rigotto Parada Redígolo; Marta Angélica Iossi; Stella Maris Nogueira Botelho Bevilacqua Apresentador: Silvia Cristina Souza Dib Contato com o autor: [email protected] Problema: Determinar o grau de informação dos adolescentes a respeito de alguns aspectos relacionados à sexualidade particularmente sobre gravidez, anticoncepção, aids e outras doenças sexualmente transmissíveis (DST). Descrição do Projeto: Cento e uma (101) entrevistas aplicadas a adolescentes estudantes da 8ª série da rede estadual de ensino de Ribeirão Preto. As entrevistas constaram de questões abertas e dirigidas sobre os temas supracitados no item ‘problema’. Principais Resultados: 85,15% dos entrevistados têm idade entre 13 e 15 anos ; 55,44% não fazem uso de nenhum método contraceptivo; 93,33% dos que usam algum método escolheu o preservativo masculino; 88,19% dos entrevistados afirmaram que há diálogo sobre sexualidade no ambiente familiar e 95% desejam que o assunto seja abordado regularmente nas escolas. Conclusões: O preservativo masculino é o método contraceptivo de maior aceitação. A família exerce um importante papel na orientação sexual aos adolescentes, sendo a mãe a principal pessoa apontada como elo. A escola é considerada pelos entrevistados como um espaço apropriado para a discussão destes temas, juntamente com a família na busca de minimizar a incidência da gravidez na adolescência e das DST/aids. Poster 446 Conhecimento dos Enfer meir os sobr e as Orientações frente aos Acidentes com Material Contaminado pelo HIV Autor(es): Sonia Maria Ferraz Medeiros Neves - Fundação Oswaldo Cruz Co-autores: Claudia Teresa Vieira de Souza Apresentador: Sonia Maria Ferraz Medeiros Neves Contato com o autor: [email protected] Problema: Muitos profissionais de saúde desconhecem as condutas, em nível de orientação, em casos de acidentes de trabalho (A.T.) com material biológico (M.B.) contaminado pelo HIV, mesmo conhecendo os riscos e meios de prevenção contra o HIV/aids. Descrição do Projeto: A partir de um questionário semi-estruturado, entrevistamos 16 enfermeiros que ingressaram no curso de mestrado em enfermagem de uma universidade do Rio de Janeiro com o objetivo de verificar o nível conhecimento destes frente ao A T.com M.B. contaminado pelo HIV. Principais Resultados: Observamos que 14 (88%) profissionais eram do sexo feminino, a média de idade estava em torno de 35 anos. Quanto às orientações nos casos de A.T. com M.B. contaminado pelo HIV verificamos: 15 (94%) entrevistados não se preocupavam com a contaminação por outro agente infeccioso, 13 (81,3%) informaram a importância da notificação do A.T., 11 (69%) mencionaram o uso da quimioprofilaxia, 1 (6,3%) informou a necessidade da imunização para a hepatite B e, também, somente 1 (6,3%) descreveu a conduta correta em relação aos cuidados com o local do acidente. Constatamos ainda, que apenas 2 (12,5%) entrevistados indicavam o uso de preservativos para prevenção do parceiro/a e 1 (6,3%) enfermeiro orientou para a interrupção da amamentação e para o fato de se evitar a gravidez. Conclusões: A análise preliminar das informações mostra que o grupo sob estudo necessita de treinamento específico nesta área. No entanto, demais inferências sobre o grupo só seriam viabilizadas pelo aumento da composição amostral, permitindo melhor estratificação da análise. Poster 447 Projeto Gamabrinq: Atividade Lúdica na Enfermaria Pediátrica do Hospital Dia “Willian Rocha” Autor(es): Sueli A. T. Fukushina - Unidade de Infectologia Hospital Dia Willian Rocha Co-autores: Almeida D.M.M.; Borowski H.K.V., Melo A M; Nascimento F.R .; Reis.M.A.B.; Santos M.H.R.M.; Silva.G.M.; Sucomine M. Santos Apresentador: Sueli A. T. Fukushina Contato com o autor: [email protected] Problema: O uso da imunoglobulina endovenosa em crianças HIV (+), no Hospital Dia Willian Rocha início no ano de 1.996. No período de 1.996 a 1.999 encontramos 3 formas de organização do serviço para a aplicação de imunoglobulina, na busca de formas menos traumatizantes e estressantes para a criança e seus familiares. Vários autores têm relatado as conseqüências potencialmente negativas de hospitalização em crianças. A separação de casa e muitas vezes de seus pais, o desconhecido e o imprescindível, a perda do controle, o medo do traumatismo corporal e a dor são fatores que contribuem para a ansiedade da criança e seus familiares. Descrição do projeto: No contexto de hospitalização ação de criança a interação com o meio ambiente e os vínculos estabelecidos com os profissionais são fatores importantes na elaboração dessa nova experiência: a hospitalização. A ação da criança é o brincar. É através dos brinquedos e brincadeiras que a criança estabelece contato com o mundo que a cerca e interage com o meio ambiente. Brincar constitui uma forma de comunicação e um meio que favorece a integração da personalidade, a compreensão das experiências vividas e dos sentimentos experimentados. O Projeto Gamabrinq foi iniciado em outubro/1997, constituído a terceira forma de organização do serviço , tendo o objetivo de oferecer à criança a oportunidade de brincar na enfermaria pediátrica. As crianças são agendadas em grupos de 4 a 5 componentes com seus respectivos acompanhantes, mensalmente nos dia fixos da semana. Na enfermaria, encontra-se à disposição brinquedos variados e material expressivo (papel, lápis, hidrocor, tintas, pincéis e rolos para pintar). O Terapeuta Ocupacional permanece na enfermaria todo o período da administração da imunoglobulina, cabendo-lhe acompanhar o brincar, auxiliar quando necessário ou solicitado, favorecendo o envolvimento com a atividade individual ou coletiva , de acordo com a escolha da criança. Poster 448 Principais Resultados: A introdução da atividade lúdica provocou significativa alteração na dinâmica da enfermaria, solicitando reorganização do serviço, revisão de condutas e procedimentos, sendo no entanto a mais significativas mudanças a melhorar qualitativa da relação da criança com o hospital dia. O Projeto não tem ainda a avaliação dos resultados, mas entrevistas preliminares realizadas com as auxiliares de enfermagem que atuam ou atuaram na enfermaria pediátrica indicam: · Mudança da atividade passiva à de indivíduos ativos e participantes. · A recuperação de parte do controle da situação pela criança . · Diminuição da ansiedade da criança e de seus acompanhantes. · Melhora na relação com a equipe de saúde. Conclusões: As observações realizadas neste estudo preliminar concordam com os resultados obtidos em outros trabalhos que abordam a atividade lúdica com crianças hospitalizadas e corroboram a necessidade de um planejamento de programas mais efetivos, visam a tratar a criança como um todo, considerando suas reações à doença e à hospitalização e não-simplesmente à patologia, localizando o seu lado saudável e resgatando sua potencialidade. Poster 449 Programa de Prevenção às DST/Aids em Instituição Especializada na Atenção à Deficiência Mental (DM) em São Paulo Autor(es): Sumiko Oki Shimono - Assoc. Pais e Amigos ExcepcionalAPAE-SP Co-autores: Elisabeth Federici Florence Teixeira - Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de São Paulo - APAE-SP Leila Maria da Cruz Evangelista - Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de São Paulo - APAE-SP Maria Satomi Shimizu - Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de São Paulo - APAE-SP Renato Barboza Programa Estadual DST/AIDS Sumiko Oki Shimono1 - Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de São Paulo - APAE-SP Tânia Marini de Carvalho - Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de São Paulo - APAE-SP Yvelise Carvalho Patrício - Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de São Paulo - APAE-SP Apresentador: Sumiko Oki Shimono Contato com o autor: [email protected] Problema: Em junho de 1995, após comprovação de soropositividade para HIV de um jovem portador de DM moderada, 21 anos, solteiro, com parcerias sexuais múltiplas sem uso de preservativo, a Coordenadoria de Saúde da APAE/SP implantou Programa de Prevenção, envolvendo 16 unidades das diversas áreas (Educação/Saúde/Trabalho/RH) para incorporar ações de prevenção às DST/aids, às práticas institucionais em DM, reduzindo a vulnerabilidade de sua clientela. Descrição do Projeto: Contratou-se assessoria em DST/aids objetivando a implantação de Programa de Prevenção envolvendo todos segmentos institucionais (funcionários/voluntários/pais/alunos/aprendizes). Realizouse oficina sensibilizadora (7hs) com coordenadores-técnicos e foram capacitados (20hs) 30 profissionais para formação do Grupo Referência em DST/aids (GRDST/A). A metodologia utilizada foi participativa, com abordagem sociointeracionista, relacionando a prevenção à prática no campo da DM. As ações foram operacionalizadas em 6 subcomissões (Sensibilização/Biossegurança/Técnico&Científica/Apoio&Referência/ Divulgação/ que construíram planos de trabalho anuais, supervisionados mensalmente, desde 96. Atualmente, participam 20 profissionais do GRDST/A, que está institucionalizando suas atividades. Principais Resultados: Desenvolvidas 132 ações preventivas continuadas(96-98), beneficiando 1.694 pessoas. Atividades diversificadas e adaptadas à realidade das unidades, contemplando Poster 450 oficinas, palestras, grupos de orientação individual-coletivo, projetos de Educação Sexual, prevenção e atividades artísticas. Todos segmentos atingidos, sendo: funcionários(500) e voluntários(300), com cobertura 100%-90% respectivamente; pais/responsáveis(827), em 49 atividades sensibilização-informação, seguidas de consentimento para incorporar seus filhos no Programa(95%-média de favoráveis); alunos/ aprendizes(640) filhos no Programa(95%-média de favoráveis); alunos/ aprendizes(640) abordados em grupos homogêneos de DM (61 atividades). Produzido Manual Biossegurança(1.000). Desenvolvida Política de Ações em Prevenção&Sexualidade na instituição. Conclusões: Institucionalizar grupos-referência responsáveis pela implantação/implementação de ações preventivas em DST/aids em DM é uma estratégia eficaz para redução da vulnerabilidade desta clientela, através do desenvolvimento de tecnologias. Poster 451 Projeto-piloto de Prevenção em DST/Aids em 2 Núcleos Habitacionais - Município de Diadema - São Paulo Autor(es): Tânia da Costa - CTA (Centro de Testagem e Aconselhamento) de Diadema Co-autores: Celso Azevedo Augusto; Luciene Jimenez; Marco Antônio Barbosa; Membros da ONG Lutando Pela Vida; Reginaldo Branco da Silva Apresentador: Tânia da Costa Contato com o autor: [email protected] Problema: O município de Diadema possui 313.168 habitantes (IBGE 1996) e apresenta uma das maiores densidades demográficas do país, 10.525 habitantes por Km². A evolução populacional se deu de forma rápida e desordenada, como podemos verificar no quadro abaixo. População do Município de Diadema, 1960 a 1996: 1960 = 12.308 1970 = 78.914 1980 = 228.660 1991 = 305.287 1996 = 313.168 Fonte: Fundação IBGE, 1999. O início desta explosão demográfica ocorre na década de 60 com a expansão das indústrias metalúrgicas na região do grande ABC e com a construção da Rodovia dos Imigrantes, que corta o Município. A crise da década de 70 altera significativamente o perfil dessa explosão demográfica, trazendo para o Município não mais trabalhadores especializados para industria metalúrgica, mas sim um contigente de excluídos (migrantes, principalmente do Norte, Nordeste do País e do estado de Minas Gerais), crescendo assim os “bolsões de miséria” e, consequentemente, os problemas sociais das mais diversas ordens. A maioria desta população, devido às dificuldades encontradas acabou indo morar nos diversos Núcleos Habitacionais* que começaram a surgir. Número de Núcleos Habitacionais e Habitantes, 1968 a 1998, Diadema, SP 1968 = 02 = não há registros 1977 = 31 = 12.471 hab. 1982 = 128 = 79.271 hab. 1996 = 192 = 99.196 hab. 1998 = 200 = 108.000 hab. 1998 = 200 = 108.000 hab. Fonte: Secretaria de Habitação de Diadema 1998 Com a pauperização da epidemia da aids, notamos que o Município tem todas as características para que a epidemia atinja cada vez mais pessoas, e principalmente os moradores destes núcleos habitacionais, assim é urgente que sejam desenvolvidas ações de prevenção ao crescimento da epidemia. O CTA de Diadema, além de realizar atividades de aconselhamento pré e pós teste, sempre desenvolveu atividades externas de prevenção e na maioria casos em parceria com UBS e pessoas da ONG “Lutando Pela Vida”. * O Município de Diadema utiliza o Termo Núcleo Habitacional em Substituição ao Termo Favela.Este Projeto tem como objetivo formar Agentes (multiplicadores) de Poster 452 Prevenção em DST/aids, que morem nos próprios núcleos habitacionais e vizinhança. É desenvolvido em parceria com a Unidade Básica de Saúde, Associação de Moradores Local (quando houver), com a ONG “Lutando Pela Vida” e demais pessoas da comunidade interessadas na contenção da epidemia. O CTA tem o papel de articulador das diversas instâncias envolvidas, de contribuir com a formação dos Agentes e acompanhar os trabalhos desenvolvidos junto à comunidade. Os dois Núcleos Habitacionais escolhidos como Pilotos são: - Núcleo Santo Ivo, com 350 Famílias e situa-se na área de abrangência da UBS Casa Grande; - Núcleo JD. Inamar I, com 80 famílias, que situa-se na área de abrangência da UBS Inamar. O Projeto já está sendo desenvolvido em um dos Núcleos Habitacionais, o Jardim Inamar I. A UBS parceira, cuja atual direção aprimorou junto à população usuária novas formas de utilização deste espaço público, como a plantação de uma horta comunitária, a realização de festas para reforma do prédio e aquisição de equipamentos (TV, Vídeo, Microcomputador), proporcionou um diferencial na implantação do projeto, pois a participação da população se dá de forma constante e tranqüila, com um comprometimento maior do que talvez possa ocorrer em outras localidades. Principais Resultados: 60 Agentes (multiplicadores) de Prevenção em DST/ aids treinados; 2.000 pessoas (moradoras dos 2 Núcleos Habitacionais) atingidas diretamente com atividades de prevenção, realizadas pelos Agentes; 2 Unidades Básicas de Saúde sensibilizadas para a importância da Prevenção de DST e Aids, considerando possíveis mudanças na indicação de métodos contraceptivos, e discussão sobre a redução de danos no uso de agulhas e seringas, beneficiando toda a população usuária das UBS. Conclusões: Conforme preconiza o SUS, é necessário que todo trabalho de saúde seja realizado principalmente pela Unidade Básica de Saúde, pois o mesmo só terá eficácia se os profissionais de saúde atuarem em consonância com as diretrizes do projeto. Como os Agentes de Saúde a serem formados, em geral, tem pouco acesso às informações e baixa escolaridade, o curso deve ser dado de uma forma bastante simples e clara. Optamos por trabalhar com Oficinas, que foram realizadas pela socióloga Regina Figueiredo pesquisadora do NEPAIDS - já bastante familiarizada com o trabalho em núcleos habitacionais. Foi um sucesso, pela avaliação dos alunos. A participação de uma ONG com pessoas portadoras do HIV foi primordial no processo de esclarecimento e no entendimento de preconceitos ligados à aids, bem como atentou-se para a importância de se diagnosticar a infecção pelo HIV antes que a pessoa desenvolva aids. Num Município pobre como Diadema, juntar elementos, Profissionais + ONG + população + Universidade, parece ser uma receita que dá certo! Poster 453 0800: Aumentando o Acesso à População de Baixa-Renda Autor(es): Tânia Márcia da Silva - Programa Estadual DST/AIDS-SP Co-autores: Ademir Oscar Franco de Godoy; Carlos Alberto Santos; Ilma Carvalho Silva; Programa Estadual DST/AIDS - SP - Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo(SES-SP); Robson Zamboni; Tânia Márcia da Silva Apresentador: Tânia Márcia da Silva Contato com o autor: [email protected] Problema: O Disque-Aids da SES-SP existe desde 1983. A experiência tem mostrado que ainda é grande o número de pessoas que não tem as informações sobre DST/aids, principalmente no que se refere à prevenção. Para acessar o serviço, a população de menor poder aquisitivo utiliza telefones públicos. O atendimento realizado no Disque-Aids pode ser prolongado, onerando o custo das ligações, dificultando que estas pessoas tenham acesso às informações. Descrição do Projeto: Implantar a linha 0800 Disque DST/Aids pela SES-SP possibilitando que um maior número de pessoas, principalmente aquelas de menor poder aquisitivo, possam acessar gratuitamente o serviço. Principais Resultados: A implantação da linha passou a dar informações e aconselhamento sobre HIV/aids e DST orientando os recursos de saúde que o usuário possa utilizar. O numero de ligações recebidas entre março e agosto de 1999 foi de 16.339. A média do custo por ligação foi de R$ 0,22, que não é alto, uma vez que o serviço é de utilidade pública. O número de ligações aumentou, o que indica a credibilidade do serviço. O aumento no número de chamadas gera uma demanda maior em relação a procura de material educativo e empréstimo de fitas de vídeo. Conclusões: A estratégia de facilitar o acesso da população ao serviços de informação em saúde, amplia as intervenções educativas resultando num trabalho de prevenção primária frente às novas infecções em DST/ aids. Deve-se pensar numa divulgação mais ampla da linha 0800 Disque DST/Aids a fim de que a informação possa chegar até as populações que necessitam ter maiores orientações. Poster 454 Projeto de Intervenção Educativa em DST/Aids nas Escolas Autor(es): Tânia Maria Justo - Programa Municipal de DST/Aids Co-autores: Maria Adelaide B.Xavier; Maria Claúdia C.M. Santos; Monica Lupião Lobarinhas Apresentador: Tânia Maria Justo Contato com o autor: [email protected] Problema: Avaliar o trabalho de ação continuada de prevenção às DST/ aids que está sendo realizado desde 1992 junto aos adolescentes da rede municipal de ensino de Santos. Descrição do Projeto: Foram aplicados 922 questionários e aproveitados 891, já pré-testado, em adolescentes do período diurno da rede municipal de Santos, dentro da faixa etária de 12 a 19 anos, visando avaliar o conhecimento e o comportamento deste público frente as questões das DST/aids, sexualidade e drogas. Principais Resultados: A análise de dados mostrou: 1) alto nível de informação das formas de transmissão do HIV; 2) a maioria obteve essas informações na escola; 3) o uso do preservativo na iniciação sexual é significativo; 4) há um forte indicativo da experimentação de drogas lícitas para um inexpressivo de drogas ilícitas. Conclusão: Comparando os resultados obtidos com o de pesquisas anteriores realizadas com o mesmo público-alvo, observa-se que a intervenção continuada dentro da escola, de forma sistemática, é uma estratégia fundamental quando se objetiva a mudança de comportamento dos adolescentes. O trabalho preventivo desenvolvido nos últimos 8 anos vem alcançando seus objetivos principais. Há necessidade de uma maior atenção para a questão das drogas lícitas, principalmente o álcool, que torna o adolescente, sob seus efeitos, mais vulnerável à infecção pelas DST e também a aids. Poster 455 Apoio a Mulheres Portadoras do HIV Atendidas no CRT-Aids em São Paulo Autor(es): Tayra Lopes dos Santos - Nepaids- Núcleo de Estudos para Prevenção da Aids Co-autores: Letícia Gaspar Tunala; Norman Hearst; Vera Paiva. Apresentador: Tayra Lopes dos Santos Contato com o autor: [email protected] Problema: Levantar os aspectos psicossociais envolvidas no processo de adesão aos cuidados de saúde entre mulheres pacientes do CRTASP, particularmente ao uso de anti-retrovirais, para sugerir programas voltados e adaptados a mulher portadora factíveis em serviços públicos ou ONG/aids. Descrição do Projeto: De março de 1998 a junho de 1999 realizamos o seguimento de um estudo conduzido pelo Nepaids-USP, o CRT-DST/ AIDS/SP e a UC- SF, com o apoio da Fapesp e do CNPQ depois de um estudo transversal, quando foram entrevistadas 148 mulheres. Do seguimento participaram 40 mulheres, voluntariamente, que tiveram acesso a três modalidades de intervenções psico-educativas grupais. Principais Resultados: Os resultados preliminares do seguimento da pesquisa analisados qualitativamente revelaram que: a) o estigma da aids é fator central na adesão ao tratamento, pois dificulta as “tomadas” e outros cuidados na frente de paciente aos familiares e colegas de trabalho para quem não se abriu o diagnóstico b) após o primeiro impacto sofrido pelo diagnóstico positivo os pacientes tendem a adotar um estilo de vida mais saudável e começar o coquetel equivale a um segundo diagnóstico de morte anunciada. As intervenções devem ser mais cuidadosas e intensificadas neste momento de salto qualitativo; c) situações de extrema pobreza e isolamento impedem tanto o acesso ao serviço como à medicação; d) há um silêncio perverso em relação a sexualidade e aos direitos reprodutivos da mulher portadora, o tema mais importante dos grupos, como se mulheres portadoras não fizessem sexo ou desejassem filhos e) as intervenções grupais mostram-se muito eficazes pois permite a toca de experiência e o apoio mútuo entre os seus integrantes para enfrentar todos esses temas e obstáculos, além de possibilitar o atendimento de um maior número de pacientes; f) métodos que utilizam a própria experiência dos pacientes parecem ser eficazes na melhora da comunicação e relação entre profissionais e usuários, (segundo as pacientes) e na organização do apoio mútuo e organização das mulheres. Poster 456 Conclusões: O processo de adesão a um regime de medicação e cuidados com a saúde envolve mais elementos que a simples observância de uma receita médica. Isto reforça a importância do investimento em intervenções multiprofissionais e com métodos variados, para que a diversidade dos portadores seja contemplada. Ações que mesclam métodos educativos e psicoterápicos (psico-educativas) parecem mais uma alternativa eficaz e viável. Deve-se investigar com rigor as intervenções efetuadas neste campo, bem como dirigir maior atenção a saúde das mulheres como um todo, incorporado nos procedimentos de monitoramento da aderência ao uso de preservativos, contraceptivos e orientação dos direitos reprodutivos da mulher portadora. Poster 457 O Controle das Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) como Estratégia de Prevenção à Infecção pelo HIV - a Experiência do Ceará (Projeto HIV/DST - CECAD) Autor(es): Telma Régia Bezerra Sales de Queiroz - Secretaria de Saúde do Estado do Ceará (SESA) e Projeto HIV/DST - CECAD Co-autores: Alix Leite; Iracema Feitosa; Ivo Castelo Branco; Nathalie Broutet; Pierre-Yves Bello; Telma Martins Apresentador: Telma Régia Bezerra Sales de Queiroz Contato com o autor: [email protected] Problema: O controle das doenças sexualmente transmissíveis (DST) é uma estratégia custo-efetiva para prevenção da transmissão sexual da infecção pelo HIV. Até 1993/94, o estado do Ceará não dispunha de serviços organizados para oferecer um atendimento integral padronizado as pacientes com DST. Em 1995, teve início o Projeto HIV/DST-Ceará, com o objetivo de melhorar a qualidade do diagnóstico, tratamento, aconselhamento e a notificação de caso dos portadores de DST no estado do Ceará. Descrição do Projeto: Implantação de atendimento de nível intermediário às DST em unidades do sistema público de saúde do estado do Ceará, através das seguintes ações: (1) Formação de uma equipe central de coordenação, composta por representantes das instituições governamentais envolvidas em atividades de controle das DST/aids. (2) Escolha das unidades de saúde de modo a dar cobertura a toda a cidade de Fortaleza e cinco macrorregiões do Estado. (3) Identificação das equipes multidisciplinares das unidades de saúde selecionadas. (4) Elaboração de protocolos e rotinas. (5) Capacitação inicial e formação continuada dos profissionais das equipes multidisciplinares (atendimento, aconselhamento, laboratório e informação). (6) Aquisição de equipamentos e material de consumo para os consultórios, laboratórios e sistema de informação. (7) Articulação com as secretarias estaduais e municipais de saúde para assegurar o suprimento de medicamentos e preservativos e garantir a sustentabilidade das ações. (8) Realização de reuniões de trabalho com freqüência semanal para a equipe central, quinzenal para os grupos técnicos e bimestral com todos os participantes das equipes. (9) Elaboração e implantação de fichas de informação. (10) Visitas regulares de supervisão às unidades de referência. (11) Criação de centros de treinamento em abordagem sindrômica em DST nas unidades de referência. Poster 458 Principais Resultados: Desde 1995, foram implantadas quinze unidades de referência de nível intermediário (10 em Fortaleza e 5 no interior) e três de nível terciário. Uma equipe de profissionais foi capacitada para participar das visitas de supervisão. Foram treinados ao todo 187 profissionais de saúde das unidades secundárias. Equipamentos para laboratórios, consultórios e informatização têm sido adquiridos. As unidades têm recebido visitas de supervisão a cada cinco semanas. Doze das quinze unidades têm um atendimento para portadores de DST diário ou em vários dias da semana. A prática do aconselhamento e da triagem para HIV e sífilis é quase sistemática. A microscopia está sendo usada em 12 unidades, o Elisa para HIV está implantado em duas unidades do interior. Oito unidades estão usando um sistema de informação com informatização. Foram criados dois centros de treinamento em DST conveniados pela Coordenação Nacional de DST/aids-Ministério da Saúde (CN DST/AIDS-MS) e cinco novos centros estão em processo de formação. Em Fortaleza 85 médicos e 130 enfermeiras da rede básica receberam treinamento em abordagem sindrômica. Em duas cidades do interior foram treinados ao todo 72 profissionais do Programa de Saúde da Família (PSF). Foi criado um banco de instrutores em DST, contando com 38 profissionais de diversas categorias. Conclusão: A integração das instituições tem se mostrado fundamental para otimização de recursos humanos e materiais. A formação de unidades de referência que poderão assumir a função de capacitar e supervisionar os profissionais das outras unidades de sua região poderá garantir uma mais rápida integração do atendimento às DST no nível básico do sistema de saúde. A essas unidades poderão ser encaminhados os casos de DST que não obtiverem resolução com a abordagem sindrômica em unidades básicas. A participação das unidades na vigilância às DST, no que concerne à prevalência das etiologias das síndromes e ao monitoramento da resistência aos antimicrobianos pode vir a ser um recurso valioso para o sistema de saúde do estado. É importante que as estratégias reconhecidas como eficazes no controle às DST sejam adaptadas à realidade de cada local em que ocorra a sua implantação. NOTA: Projeto financiado com recursos da União Européia e da CN-DST/AIDS-MS. Poster 459 Prevenção da Transmissão Ver tical do HIV Experiência do Município do Rio de Janeiro Autor(es): Valéria Saraceni - Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro Co-autores: Angelica Fonseca; Betina Durovni; Cristiane Rapparini Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro; Gisele Israel; Izabella Ribeiro; Katia Ratto; Liege Hort Didonet - Grupo de Apoio à Prevenção da Aids - GAPA/RS Apresentador: Valéria Saraceni Contato com o autor: [email protected] Problema: A transmissão da mãe para o filho do HIV pode ser evitada, se a gestante for diagnosticada como portadora do HIV durante a gravidez e a ela for oferecido o AZT. O AZT é utilizado durante a gestação, durante o parto e no recém-nascido por 6 semanas. A cidade do Rio de Janeiro apresenta cerca de 100.000 nascidos vivos/ano. Em 1998, 30% desses partos se deram em maternidades municipais e, somadas as diferentes instâncias, a rede do SUS cobriu 73% dos partos (27% em unidades privadas). Em relação ao número de consultas, em 1998 foram realizadas 42.000 consultas de pré-natal de primeira vez, em 100 unidades de saúde municipais. Falando-se na rede SUS, verifica-se que esta tem uma cobertura de pré-natal que atinge 60% das mulheres que utilizam o SUS. Descrição do Projetro: Promover a testagem anti-HIV voluntária e universal de gestantes que se apresentarem ao pré-natal nas unidades municipais do Rio de Janeiro, acompanhada de aconselhamento pré- e pós-teste. Para tal intento, utilizamos as seguintes estratégias: treinamento de profissionais de saúde, tanto em aconselhamento como em manipulação de anti-retrovirais; distribuição gratuita desses medicamentos; substituição do leite materno por artificial; implementação de atenção integral à saúde da mulher; utilização de testes rápidos anti-HIV em pré-natal tardio. Principais Resultados: O alcance da testagem relatada por unidades municipais de saúde que realizaram consultas de pré-natal nos anos de 1997 e 1998 foi de 35,8 e 44%, respectivamente. Embora o número total de testes tenha permanecido no mesmo patamar nos 2 anos, o número de unidades informando aumentou e o percentual de gestantes testadas aumentou. Este fato deveu-se à diminuição do número de consultas de 1ª vez em 1998, em relação a 1997. A incidência do HIV dobrou de um ano para o outro, de 0,6 para 1,3%. Desde a implantação do programa em outubro de 1996, foram identificadas 934 Desde a Poster 460 implantação do programa em outubro de 1996, foram identificadas 934 gestantes portadoras do HIV. Dessas, 490 já pariram. Outras cento e cinquenta e duas encontravam-se em acompanhamento em agosto de 1999 e contabilizamos a perda de seguimento de outras 292 gestantes. Conclusões: Para que estas estratégias logrem êxito, precisamos aumentar a cobertura de pré-natal e realizar aconselhamento adequado dessas mulheres. Os testes anti-HIV (Elisa e confirmatório) precisam estar disponíveis e realizados em tempo hábil. Para que esta testagem tenha maior alcance, o emprego de testes rápidos anti-HIV em gestantes com mais de 32 semanas deve ser utilizado para agilizar o processo. A substituição do leite materno, com provisão de leite substituto permite a não-amamentação dos bebês, impede a transmissão via leite materno. Poster 461 Travestis, Profissionais do Sexo, DST-Aids: Relato de Experiências, Grupo Operativo Pró-Vida de MaceióAL Autor(es): Vanda Menezes - Secretaria Mun. de Saúde de Maceio Programa Mun. DST/Aids Co-autores: Jorge Luís de Souza Riscado; Julio Daniel e Silva Farias Apresentador: Vanda Menezes Contato com o autor: (82) 336 6392 Problema: Com o contínuo avanço da epidemia da infecção pelo HIV e dos casos de aids no Brasil, e levando em conta que dentre os municípios alagoanos, Maceió é o que apresenta o maior número de casos, houve a urgente necessidade do Programa Municipal de DST/aids trabalhar populações com maior risco de infecção. A história e os relatos têm nos apontado que os travestis profissionais do sexo apresentam a exposição ao HIV através de comportamentos de risco, ou seja, para atender seus clientes vêem-se forçosamente obrigados a abraçar uma prática de sexo não seguro, portanto, dispensando a camisinha. Além do mais, ocorre muitas vezes, a falta de informação mais adequada e constante, o registro de baixa escolaridade e mesmo condições socioeconômicas precárias que levam a reforçar a vulnerabilidade dessa categoria. Descrição do Projeto: Este trabalho iniciou-se com o objetivo de detectar o universo deste grupo, para definir a forma de intervenção adequada e verificar o grau de conhecimento sobre a questão do HIV/ aids na conscientização da problemática do HIV/aids para mudança de comportamento. A população alvo foi travestis, profissionais do sexo que atuam na Avenida da Paz no Centro de Maceió/Alagoas, numa amostra de trinta sujeitos. Tivemos como modelo de estudo, a pesquisa observante/exploratória, pesquisa participativa e pesquisa ação, utilizando como instrumento o diário de campo e seguindo as seguintes etapas: Demanda espontânea; introdução de oficinas, capacitação dos sujeitos envolvidos e multiplicação dos sujeitos envolvidos e multiplicação dos conteúdos aprendidos. (Em andamento). Principais Resultados: Caracterizamos os sujeitos dentro da faixa etária dos 18 aos 40 anos com nível de escolaridade fundamental incompleto, baixo poder aquisitivo. Inicialmente eram quarenta e três sujeitos, na atualidade, trinta sujeitos aproximadamente participam da dinâmica do grupo. Anteriormente apenas cerca de 10% faziam uso da camisinha. Percebe-se em relatos, que atualmente, o percentual de mais de 90% Poster 462 utilizam o preservativo nas relações sexuais. Conclusões: Com o grupo criou-se o espaço para que os sujeitos pudessem falar de suas experiências cotidianas, promovendo reflexão, orientação e apoio mútuo, resgate de aspectos elevado grau de individualismo. Hipotetizamos que esta questão esteja atrelada a estrutura constituição do Eu. Percebemos ainda que o grupo tornou-se psicanaliticamente “lugar” de fala/escuta, onde este “lugar” é o resgate de indentidade e cidadania. Como identidade, cidadania e ser humano, estão em constante movimento societário, o grupo operativo constituirse-á em ação. Poster 463 Sífilis Congênita na UISHP em 1998 Autor(es): Vania Reis Girianelli - Unidade Integrada de Saúde Herculano Pinheiro (UISHP) Co-autores: Maria Irene dos Santos Apresentador: Vania Reis Girianelli Contato com o autor: [email protected] Problema: No ano de 1998 a UISHP apresentou a maior taxa de incidência de sífilis congênita dentre as maternidades do município do Rio de Janeiro (6%). Visando compreender o quadro apresentado, desenvolveu-se um estudo com o objetivo de analisar os critérios utilizados para classificação dos casos e descrever o perfil dos casos notificados de sífilis congênita. Descrição do Projeto: Foi realizado estudo descritivo, com base nas fichas de investigação epidemiológicas de sífilis congênita, notificadas na UISHP no ano de 1998. Principais Resultados: Foram preenchidas 165 fichas de notificação no período e todos os casos foram classificados como sífilis congênita. No entanto, apenas 6,1% dos casos eram sintomáticos, sendo a manifestação mais frequente a icterícia, que pode ser determinada por diversas patologias; 15,8% dos casos eram prematuros e 20,6% apresentavam baixo peso ao nascer (< 2.500). Em contrapartida 89,7 % apresentaram VDRL reativo de sangue periférico. Em relação às mães, 23% eram adolescentes (< 20 anos), 21,1 % com história de aborto e 7,3% de óbito fetal nas gestações anteriores. No entanto, 69,1 % haviam realizado prénatal, sendo que 55,1% receberam pelo menos três consultas. Conclusões: O diagnóstico da sífilis congênita, segundo o critério adotado pelo Ministério da Saúde, baseia-se no diagnóstico materno mesmo na ausência de evidências clínicas e laboratoriais do concepto. No entanto, o diagnóstico da sífilis materna é muito complexo, pois geralmente a gestante não apresenta sinais e sintomas compatíveis com a enfermidade e o exame laboratorial utilizado (VDRL) está sujeito a resultados falso-positivos, observados em várias patologias, inclusive na gestação. Como consequência, observa-se um aumento expressivo nas notificações de sífilis congênita, que podem estar sendo influenciados, basicamente, por dados laboratoriais inespecíficos. Em contrapartida, as evidências epidemiológicas podem ser de grande auxílio na classificação do caso, e não têm sido valorizadas. Poster 464 Projeto de Prevenção Adolescentes dos CIES às DST/Aids Para Autor(es): Verônica Maria Benevides Braga - Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (SMDS) Co-autores: Marcia Jane Lopes Dias Vieira; Maria Ivelize Araújo Pontes Apresentador: Verônica Maria Benevides Braga Contato com o autor: (85)277 3528 Problema: Estatísticas apontam o aumento de casos de aids em adultos jovens que se infectam na adolescência. Em Fortaleza foram notificados 437 casos de aids na faixa etária de 15 a 29 anos, no período de 1980 a 1997. Considerando que esta população se expõe ao risco na adolescência, surge a necessidade de realizar um projeto de intervenção com adolescentes. Para tanto, foram contemplados alunos das escolas públicas municipais matriculados nos Centros Integrados de Educação e Saúde (CIES), de 5ª a 8ª série do Ensino Fundamental, alunos das classes de aceleração II e alunos das Classes de Aceleração de Educação de Jovens e Adultos. (CAEJA) Descrição do Projeto: O projeto foi elaborado, no primeiro momento, a partir da metodologia de formação de multiplicadores profissionais de educação e saúde que trabalham direta e indiretamente com estes adolescentes, e, planejamento das atividades a serem desenvolvidas nos CIES por estes multiplicadores de acordo com a realidade de cada CIES. Para o segundo momento foi prevista a formação de multiplicadores adolescentes que terão suas atividades acompanhadas pelos multiplicadores adultos. Já foi concluída a primeira etapa e a Segunda está em andamento. Principais Resultados: Durante o primeiro momento do projeto foram envolvidos quatro Secretarias Regionais Executivas (SER), dez CIES, 30 profissionais de educação e saúde e 2586 adolescentes. Também foi distribuído os seguintes materiais: 10 casais de bonecos dobravéis, 40 cartazes, 50 jogos ZIG-ZAIDS, 200 revistas de DST/aids, 3000 minicartilhas e 900 camisetas. As principais atividades realizadas foram: reuniões de sensibilização, aplicação de pré-teste, quinzena da curiosidade, reuniões de planejamento, oficinas e mobilização para o tema do dia mundial de luta contra aids. Conclusões: Trabalho, educação e saúde em parceria facilita o desenvolvimento das atividades com os alunos, bem como a integração dos profissionais que trabalham com esses alunos. Poster 465 Prevenção: um Direito dos Adolescentes A Experiência do Projeto “ Vista Essa Camisinha” Autor(es): Viviane Manso Castello Branco - Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro Co-autores: Carla Brasil Cristiane; Vanessa da Silva Dilma Cupti Medeiros; Luciana Phebo; Maria de Fátima Goulart Coutinho; Sônia Barbosa Melges Apresentador: Viviane Manso Castello Branco Contato com o autor: [email protected] Problema: Face à necessidade de ampliar o uso da camisinha, a SMSRJ, através da Gerência do Programa de Saúde do Adolescente, vem desenvolvendo, desde 1997, nas unidades de saúde da rede municipal, o Projeto Vista essa Camisinha, que objetiva desburocratizar o acesso dos adolescentes aos preservativos. Descrição do Projeto: O projeto tem como atividades: Dispensação gratuita de condons, em espaço privado, com garantia de confidencialidade e orientação individualizada a adolescentes de ambos os sexos; Grupos educativos que envolvem temáticas selecionadas pelos adolescentes em parceria com os profissionais. As principais questões abordadas são: conhecimento do corpo, auto-estima, sexualidade, prevenção de gravidez, prevenção de DST/aids, orientação sobre o uso de condom, direitos e gênero; os adolescentes são incentivados a participar destas atividades, mas a participação é opcional. Incentivo ao adolescentes para que sejam acompanhados pelo pediatra, clínico e/ ou ginecologista e freqüentem as demais atividades oferecidas pelas unidades; Repasse de condons através das unidades de saúde para atividades educativas desenvolvidas através de outras instituições (escolas, feiras de saúde, abrigos etc.). Neste projeto, alguns apoios têm sido fundamentais: - A parceria com a Gerência de DST/aids da SMS-RJ e os recursos da CN-DST/AIDS têm favorecido a produção e reprodução de materiais didáticos e de divulgação, bem como a capacitação dos profissionais; - A parceria com a Trupe da Saúde, formada por adolescentes multiplicadores do Grupo Cultural Afro Reggae tem contribuído para a divulgação deste projeto junto ao público jovem, através de técnicas circenses e teatro de rua; - O compromisso político da SMS /RJ com as ações de prevenção das DST/aids, tem possibilitado a compra dos preservativos de modo a garantir a continuidade das ações. Poster 466 Principais Resultados: Atualmente o Vista essa Camisinha está implantado em 65 unidades, tendo atendido individualmente 6.942 adolescentes de 11 a 19 anos de ambos os sexos no 1ºsemestre de 99, sendo 2.488 de 1ª vez. Conclusão: Vários são os obstáculos a serem superados, como a pouca divulgação do projeto e o retorno, ainda baixo, dos adolescentes. No entanto o Vista essa Camisinha vem se revelando uma estratégia importante para a captação precoce de adolescentes de ambos os sexos para as ações de prevenção, contribuindo para o desenvolvimento do PROSAD na rede básica e favorecendo a integração entre as unidades de saúde e demais setores que trabalham com adolescentes. Poster 467 Banco de Idéias, Recursos Materiais e Humanos para o Trabalho Comunitário de Prevenção das DST/Aids Autor(es): Wanda Lúcia Branco Guimarães - Centro de Desenvolvimento e Apoio a Programas de Saúde - CEDAPS Co-autores: Daniel Becker; Denildes da Silva; Kátia Maria Braga Edmundo; Maria do Socorro Vasconcelos Lima; Rita Canela Apresentador: Wanda Lúcia Branco Guimarães Contato com o autor: [email protected] Problema: O engajamento das instituições nas lutas por creche, habitação, saúde, água e saneamento, é constante. A aids começa a fazer parte das necessidades percebidas ainda embrionariamente por estes contextos, sendo preciso apoio e referência as lideranças comunitárias neste cenário. Descrição do Projeto: Banco de Recursos e Idéias para o Trabalho Comunitário de Prevenção das DST/Aids desenvolve ações em quatro eixos, sendo pólo de referência para as organizações comunitárias: i) disponibilização de acervo para empréstimo/ consulta e doação com apoio técnico; ii) produção do Boletim Comunicse -divulgação da informação científica e das experiências realizadas nas comunidades populares; iii) sistematização de um instrumento para levantamento de aspectos socioeconômicos e conhecimentos/atitudes, obtendo indicadores para planejamento e avaliação de projetos.; iv) desenvolvimento de palestras informativas e oficinas sobre gestão social. Principais Resultados: Cadastramento de 70 comunidades. Consultores Comunitários de Prevenção das DST/AIDS - estudantes de graduação capacitados para o desenvolvimento de Encontros Educativos pautados em conteúdos básicos, trabalhados com os diferentes grupos, levando-se em conta a linguagem e a especificidade do Encontro, contendo pranchas e ilustrações sobre a forma de: Álbum seriado; Jogo de slides e Jogo de transparências. Conclusões: O fortalecimento e a “instrumentalização técnica” destes organismos comunitários promove um aumento da informação aproximando a comunidade de um conhecimento técnico através da troca de experiência ; estimulando o uso de preservativo entre os segmentos diferenciados- homens, mulheres, adolescentes, homossexuais, usuários de drogas...; promovendo a discussão acerca do respeito as diferenças, a solidariedade e o compromisso com a saúde coletiva. Poster 468 Direitos Humanos: Cidadania Autor(es): Wilson Campos Teixeira Monteiro - AVAIDS - Associação de Voluntários no Apoio aos Portadores de Aids Co-autores: Claudine Cosma Apresentador: Wilson Campos Teixeira Monteiro Contato com o autor: [email protected] Problema: Constatação de um dos aspectos mais desumanos da aids, que é o preconceito social a ela associado, que aliado à ignorância e desinformação existentes geram um sem número de injustiças sociais, demissões de emprego, mal atendimento na rede de saúde pública ou privada, problemas com convênios médicos, discriminações de toda ordem. O indivíduo com sorologia positiva para o HIV, numa situação já bastante complicada, quando o seu psicológico se fragiliza, marginalizado pelo preconceito e desconhecedor de seus direitos de cidadão e dos deveres do Estado, perde qualidade de vida, terminando, desnecessária e precocemente seus dias, em estado de carência absoluta e completo abandono. É nesse momento extremamente necessário que se criem espaços de apoio e fortalecimento da justiça social. Descrição do Projeto: Recebemos com breve relatório, pessoas carentes com sorologia positiva para o HIV, encaminhadas por outras instituições assistenciais e pelos Serviços Sociais dos principais CRT de Aids da região sul e central cidade de São Paulo (I.I.Emilio Ribas,Coas, etc. e demais serviços ligados ao SUS), para consultas jurídicas que versem sobre seus direitos, quer estejam eles sendo violados ou não. O portador é recebido por um advogado voluntário (a entidade conta com dois), que apresenta seu parecer /orientação e/ou colabora diretamente para a solução do problema, e/ou, ainda encaminha para a instituição ou órgão competente, acompanhando o respectivo processo, até o final. Principais Resultados: Diretamente, exercendo seus direitos de cidadão: melhoria da qualidade de vida das pessoas carentes, orientadas pela entidade, portadoras do vírus HIV; e indiretamente: a de seus familiares, dando-lhes condições para conhecerem e fazerem valer seus direitos. Foram atendidas e orientadas 237 pessoas durante doze meses; 78 orientações; 31 orientações previdenciárias; 01 ação proposta pleiteando medicamentos; 01 ação trabalhista; 01 ação Plano de Saúde; 15 pessoas assessoradas para acordos. A curtíssimo prazo temos como resultado, uma satisfação moral e psicológica do orientado e, em segundo momento, a satisfação de suas necessidades prementes. Poster 469 Conclusões: Através do atendimento jurídico foi possível verificar uma desinformação total de direitos, por partes dos orientados, o que nos levou à elaboração de um Manual Informativo Sobre Benefícios Sociais e Boletim Informativo para distribuição entre os mesmos e à população em geral. Importante ressaltar a aliança realizada com o do Ministério da Saúde neste trabalho, através do Termo de Cooperação 304/97 e sua continuação em 1999 o que permitiu melhorar a nossa infra-estrutura e adequá-la às necessidades jurídicas das pessoas atendidas. O trabalho desenvolvido no período de dois anos tem proporcionado para aqueles que o realizam uma intensa gratificação e, para aqueles que o recebem , bem estar e relativa tranqüilidade conforme relatos. No entanto sabemos que apenas começamos, ainda há muito por fazer. O importante a ser ressaltado é que está sendo possível estender o conceito de Direitos Humanos e Cidadania para todas as áreas de atendimento da AVAIDS (Jurídica, Domiciliar, Psicológica e Informação ao Público), solidificando a coesão e filosofia dos trabalhos. Poster 470 Juiz de Fora em Ação Autor(es): Wulmar Bastos Júnior - Associação Casa Viva Co-autores: Antonio Jorge Marques; José Eduardo Amorim; Marta Vasconcelos Apresentador: Wulmar Bastos Júnior Contato com o autor: [email protected] Problema: Segundo dados oficiais do Ministério da Saúde do Brasil (MS), cerca de 1/4 dos casos de aids no Brasil tem como via de contágio o compartilhamento de apetrechos para o uso de drogas injetáveis. Em Juiz de Fora-MG o primeiro caso em Usuário de Drogas Injetáveis (UDI) foi notificado em 1987, hoje os UDI representam 30,8% dos novos casos (SINAN/DVE/Superintendência de Epidemiologia/SMS-JF). Descrição do Projeto: Com o proposito de tornar a prevenção do HIV/ aids/DST mais eficaz nesse grupo, a Associação Casa Viva (resultado de um esforço conjunto de técnicos, usuários portadores de “sofrimento mental” do SUS e familiares, com a intenção de possibilitar maior efetividade nos tratamentos) elaborou o Projeto de Redução de Danos para UDI na Cidade de Juiz de Fora - MG (PRD-JF) apoiado pelo MS e o Programa das Nações Unidas para o Controle Internacional de Drogas (UNDCP) tendo com. OG; c)Mapeamento das redes de UDI d) Elaboração de instrumentos de pesquisa; e) Fortalecimento de material preventivo e informativo aos UDI, incluindo-se folder preventivo contendo endereços para diagnóstico e tratamento para HIV/aids/DST, hepatites virais e dependência química, álcool swab 70%, copinho plástico, agulhas, seringas, água para injeção e preservativos. Principais Resultados: O processo de implementação das estratégias está em andamento e até o momento realizou-se: a/b) autoridades contatadas e acordo de parcerias firmado: Secretário de Saúde, Coordenador Municipal de Saúde, Presidente da Câmara Municipal de Vereadores, Delegado da Polícia Federal, Conselho Municipal de Saúde, Diretor do Imecris, dentre outros; c) principais focos identificados (por bairro/diagonóstico); d)instrumento elaborado e em condições de início da fase piloto. Através deste busca-se dados relativos ao perfil sociodemográfico, histórico de compartilhamento de apetrecho para o uso de drogas injetáveis e de doenças infecto-contagiosas, utilização de preservativos e tratamento para dependência química. Cabe ressaltar que obteve-se um excelente aproveitamento nos itens “a” e “b” até a presente data. O item ainda não está sendo executado devido ao curto período do início do apoio por parte do MS e UNDCP (54 dias). Poster 471 Conclusões: As atividades do PRD-JF demonstram estar em consonância com as diretrizes de outras ONG e OG, bem como suscitando o debate sobre a questão e a ampliação da rede de atenção primária, secundária e terciária. Poster 472 Índice de Autores A Abreu, A. R, de,.........................110 Acceta, A. C.,.............................402 Acurcio, F. de A.,.......................314 Adorno, R. de C. F.,...................273 Afonso, E. O.,............................402 Afonso, S. R. M.,.......................347 Afonso, V. R.,.............................228 Agentes da Prevenção da A. de Mulheres....................................384 Aguado, V. S.,............................326 Aguiar, N.,.................................178 Aguiar, N.,....................................418 Aguiar, N.,....................................420 Alberto, S. J.,................................353 Albuqueruqe, E.,..........................290 Almeida, A. F. de,.........................326 Almeida, C. de F. B.,.....................277 Almeida, C. L. de,.........................408 Almeida, D. de,.............................136 Almeida, D. M. M.,......................448 Almeida, E. de,...........................444 Almeida, M. R. C. B. de,...............393 Almeida, O. T.,............................288 Almeida, R. dos S.,.......................136 Almeida, W. R. de.,.........................54 Alvares, N. L. P.,..........................255 Alvarez, M. G.,..............................396 Alvarez, S. R.,...............................209 Alves, C. M.,.................................308 Alves, I. A. L.,...............................420 Alves, R. das N.............................201 Amaral I. g. do,.............................270 Amoedo, S.,..................................288 Amorim , M. R. F.,..........................70 Amorim, A. S.,..............................141 Amorim, A. S.,..............................333 Amorim, J. E.,...............................471 Andrade, L. S. de,.........................354 Andrade, M. C.,.........................259 Andrade, T. M. de,.........................140 Andrade, T. M. de,.........................166 Andreazzi, R. C.,............................187 Andreazzi, R. C.,...........................135 Antunes, M. C.,..............................162 Aragão, K.,.......................................32 Arakaki, D.,....................................152 Araujo, A. M. F.,............................288 Araujo, M. C.,................................284 Araujo, M. C.,................................286 Araujo, P. J.,...................................180 Araujo, S. B.,..................................387 Araujo, W. J.,.................................393 Araujo, W. J.,.................................294 Arreguy-sena, C.,..........................104 Arreguy-sena, K.,..........................104 Asanome, C. R.,...............................48 Assef, M C. V.,...............................440 Assunção, A.,.................................148 Augusto, C. A.,...............................452 Avellar, S.,......................................163 Ayres, J. R. de C. M........................337 Ayres, J. R. de C. M........................218 Azevedo, M. F.,...............................54 Baldoto, F. S.,.................................308 Bandeira, M. M. B.,.......................288 Batista, P. G.,..................................170 Baptista A. P.,.................................345 Baptista A. P.,.................................382 Barbosa Jr., A.................................364 Barbosa, M. A.,.............................452 Barbosa, R. H. S.,..........................190 Barbosa, R.,...................................146 Barbosa, R.,..................................281 Barbosa, R.,..................................435 Barbosa, R.,...................................403 Barbosa, R.,...................................435 Barbosa, R.,..................................450 Barreira, D.,..................................129 B Barreto, C. V. A.,........................262 Barreto, C.,..........................260 Barreto, M. C. R.,.......................112 Barreto, S.,.........................120 Barros, C. R. P.,.........................151 Barros, D. S.,.........................402 Barros, M. B. A.,....................142 Barroso, O.,........................428 Bastidas, L. S.,..............................209 Bastos Junior, W.,........................471 Batista, P. G.,.........................170 Batista, S.,.............................160 Batistela, R. de C.,.......................91 Bauer, P. G.,.............................288 Becker, D.,............................345 Becker, D.,..........................468 Bello, P. Y.,.............................295 Bellucci, S. B.,...............................205 Bellucci, S. B.,...............................207 Bellucci, S. B.,..............................33 Bellucci, S. B.,...............................81 Bellucci, S. B.,...............................114 Belushi, A.,.........................148 Bento, L. A. G.,.........................209 Benzaken, A. S.,........................69 Berger, S. D.,.........................196 Berger, S. D.,..........................438 Bernardes, M.,.............................409 Bernardi, M. R.,.........................268 Bernardi, M.,........................203 Bernardino, R.,..........................136 Bertim, V. S.,..........................223 Bertolini, R. M. L.,.........................54 Betts, C. D.,................................88 Betts, C. D.,.................................93 Betts, C. D.,................................96 Bevilacqua, S. M. N. B.,...............210 Bevilacqua, S. M. N. B.,................299 Bevilacqua, S. M. N. B.,...............446 Bezerra, A.,...........................297 Bezerra, F. S. de M.,.......................309 Bezerra, F. S. de M.,.......................295 Bezerra, I.,...............................355 Bezerrra, D.,.................................409 Bicudo, V.,....................................144 Biondi, E,. J.,..............................284 Biondi, E,. J.,..............................286 Biondi, E,. J.,.................................288 Bittencourt, A. R.,.........................227 Blessa, C. R. B.,............................266 Blessa, C.,................................307 Boareto, M. C.,...........................375 Boarett, N. J. S.,...........................281 Bock, S. D.,...............................252 Boehm, I. O.,..........................381 Bonolo, P. de F.,............................314 Bonomo, J. L.,.............................54 Borgiees, R.,..................................48 Borowski, H. K. V.,........................448 Bosco Junior, J.,...........................251 Bosque, M. de M. N.,....................311 Braga, V. M. B.,..........................465 Braga, V. M. B.,........................156 Branco, C. I.,............................458 Branco, V. M. C.,...........................216 Branco, V. M. C.,..........................466 Brandão, M. D.,.............................122 Brandão, R.,..............................175 Brasil, C. S,..................................90 Brasil, C. S.,...............................264 Brasil, C. S.,................................265 Brasil, C.,....................................216 Brasil, C.,.....................................375 Brasil, C.,..................................466 Brasil, F. P.,.................................329 Brasil, J.,.................................56 Brasil, M. L................................90 Brasil, M. L..................................264 Brasil, M. L...................................265 Braz, J.,.....................................429 Brites, C. M................................76 Brito, E. M. da S.,.......................331 Brito, J.,...................................423 Brito, N.,.....................................35 Britto, M. T. S. S. de,.....................395 Broutet, N.,...............................458 Buccheri, V.,.................................260 Buchalla, C. M.,..........................307 Bucher, J.,...............................186 Bueno, S. M. V.,............................245 Bum, E.,.................................170 Burgos, D. C. S.,..........................262 Cabral, C. S.,..............................190 Caetano, J. C. F.,...........................339 Calazans, G. J.,.........................337 Caldeira, Z.,.............................181 Camargo, R. P. S. de,......................47 Caminada, S.,...........................241 Campos, E. N.,.........................54 Campos, L. M.,.........................353 Campos, M. V. S. D.,.................284 Campos, M. V. S. D.,.................286 Canela, R.,..................................345 Canela, R.,....................................468 Cardia, M. T. A.,...........................91 Cardoso Jr., R.,............................186 Cardoso Jr., R.,.............................428 Cardoso, J.,...............................323 Cardoso, M. V. G.,..........................365 Carmo, S. R. do,............................316 Carneiro, R. S. A.,........................341 Carrington, C.,...............................88 Carrington, C.,...............................93 Carrington, C.,...............................96 Carvalho, C. B.,..........................432 Carvalho, C. P. de,........................262 Carvalho, C.,...............................284 Carvalho, C.,...............................286 Carvalho, J. L. B. de,....................252 Carvalho, M. F. de,.........................364 Carvalho, M. L.,.............................288 Carvalho, T. M. de,.......................450 Cassanjes, F. C.,..............................91 Castro, D. M. F. de,......................151 Castro, G. de,............................432 Castro, M. P. de,.........................29 C Castro, M. P. de,...........................43 Castro, M. P. de,.........................233 Cavalcante, E. G. F.,.....................295 Cavalcante, E. G. F.,....................309 Cavalcante, M. do S.,....................382 Celres, C. R. S.................................92 Cerquira, A. T. de A. R.,...............398 Cerqueira, M.,...................148 Chen, S.,................................142 Chicrala, M.,..........................409 Chong, H.,...............................393 Cintra, E. F.,...............................178 Cintra, E. F.,....................................48 Cintra, E. F.,..................................420 Cintron, C.,...................................42 Clos, A.,.....................................368 Côco, D.,..................................170 Coligação das A. e Moradores do Compl. Grajau/Jacarepaguá/Lins..384 Colosio, R.,.................................162 Cordeiro, A. L. Z. C.,................235 Cordeiro, A. L. Z. C.,................200 Cordeiro, A. L. Z. C.,................135 Cordeiro, D. T. V.,......................393 Cordeiro, F.,..........................313 Cordeiro, F.,.........................261 Cosma, C.,.............................469 Cosmo, A. N.,............................469 Costa A. P. A.,.......................225 Costa, C. da,................................48 Costa, D. G.,.............................302 Costa, F. de M. S. P.,.....................330 Costa, J. C. da,..............................432 Costa, M. J. da.,...........................83 Costa, N. F. P.,...........................409 Costa, R. J. da,...............................426 Costa, T. da.,..............................452 Cotrim, S.,...............................373 Coutinho, M. de F. G.,..................216 Coutinho, M. de F. G.,..................466 Couto, M. H. C.,............................387 Cromack, L.................................175 Cromack, L. M. F.,........................151 Cruz, A. L.,..................................72 Cruz, R.,........................................415 Curcio, M.,.......................................72 Daher, M. A.,.................................341 Darriba, V. A.,..............................237 Daufenbach, L. Z.,.........................254 De Angelis, F.,...............................402 Deveza, M.,.....................................99 Dias, A. S.,.....................................402 Dias, M. B.,....................................237 Dias, M. B.,...................................316 Dias, M.,........................................432 Dias, P. R. T. P.,.............................181 Dias, P. R. T. P.,............................183 Dib, F.,.........................................446 Dib, M. A. N.,...................................58 Dib, S C. S.,....................................446 Didonet, L. H.,..............................351 Didonet, L. H.,..............................460 Diedrich, M de J. L.,.....................314 Diniz, A. G.,......................................33 Diniz, A. S.,.................................277 Doher, I.,......................................387 Domanico, A.,.................................76 Domingues, D. E. M.,......................90 Domingues, D. E. M.,....................264 Domingues, D. E. M.,....................265 Domingues, R.,..............................375 Dourado, I.,....................................108 Duarte Junior, A. M.,................170 Duarte, C.,......................................415 Duarte, M. S.,..............................170 Duarte, M. S.,................................268 Durovini, B.,...................................80 Durovini, B.,..................................102 Durovini, B.,.................................243 Durovini, B.,.................................460 Edmundo, K. M. B.,.......................345 Edmundo, K. M. B.,.......................382 Edmundo, K. M. B.,......................468 Elmor, M. G.,...................................91 D E Eluf, M. L.,.....................................58 Eluf, M. L.,..................................392 Enders, B. C.,.............................128 Equipe Multiprofissional do Amda...377 Equipe Técnica do Amda...............326 Esher, A.,........................................78 Esmanhoto, R.,.............................440 Evangelista, L. M. da C.,...............450 Evangelista, M. C. F.,....................393 Façanha, M. C.,.............................382 Facchini, L. A.,.............................436 Faria, D. O.,...................................284 Faria, D. O.,....................................286 Faria, M. A. S.,...............................122 Faria, M. B. de,..............................432 Farias F. S. de A. B.,.......................311 Farias, J. D. e S.,............................462 Farias, R. F.,.............................170 Fassa, A. G.,....................................436 Feitosa, I.,......................................458 Felipe, E. V.,................................162 Felipe, Y. X.,...................................29 Felipe, Y. X.,...................................43 Felipe, Y. X.,................................233 Ferraz, E.,......................................118 Ferreira, E. M.,..............................106 Ferreira, I. Q.,................................118 Ferreira, J. C. F.,............................268 Ferreira, L. T.,...............................393 Ferreira, M. de P. S.,......................160 Ferreira, M.,...................................367 Ferreira, R. R. de S.,......................442 Ferreira, R.,....................................102 Ferreira,M. de L. da S.,................398 Ferreira, S.,....................................120 Ferreira, A. R.,.............................322 Ferreira, R. da S.,...........................284 Ferreira, R. da S.,........................286 Ferreira, M.,.................................275 Ferreira, M.,..................................367 Fialho, J. L.,..................................284 Fialho, J. L.,..................................286 F Figueiredo, E. B.,..........................252 Figueiredo, R.,................................58 Figueiredo, W. dos S,...................218 Figueirôa, F.,..................................62 Figueiredo, R. M. M. D. de,..........434 Filho, A. D. R.,..............................257 Filho, H. C. S.,...............................337 Filho, F. E.,.....................................353 Focchi, E. L.,.................................106 Focchi, P. S.,..................................214 Fonseca, A. F.,................................80 Fonseca, A. F.,...............................243 Fonseca, A. S. da,.........................112 Fonseca, A.,...................................102 Fonseca, A.,..................................460 Fonseca, E. M. G.,............................53 Fonseca, E. M. G.,............................72 Fonseca, E. M. G.,........................224 Fonseca, E. M. G.,........................405 Fonseca, E. M. G.,.......................406 Fontinelli, D.,................................160 Fontinelli, D.,...............................367 França Junior, I.,...........................337 Francez, J. C.,...............................191 Francisco, A. L................................54 Francisco, M. T. R.,.....................368 Francisco, M. T. R.,.....................322 Francisco, M. T. R.,....................422 Franco, E.,.....................................35 Franco, E.,.................................116 Franco, M. A. S.,............................70 Freire, M. D. C.,...........................257 Freire, M. M. da L.,.......................308 Freitas, M de L.,............................51 Freitas, M de L.,............................413 Freitas, M. I. de F.,........................167 Freitas, M. I. de F.,........................122 Frias, F. S. de A. B.,........................311 Fukushina, S. A. T.,.....................448 Funcal, H.,....................................152 Galindo, D.,..................................251 Galli, G. B.,....................................268 G Galvão, A. L. R.,.............................225 Galvão, K.,....................................251 Galvão, M. T. G.,...........................398 Gama, G. G. G.,..............................262 Gandolfi, D.,..................................106 Garcia, A. dos S.,............................247 Gasparine, S. M.,............................29 Gasparine, S. M.,............................43 Gasparine, S. M.,.........................233 Gasparini Junior, A.,.......................54 Georg, I.,.......................................271 Gianna, M. C.,................................149 Gibbons, A. S.,..............................191 Giordani, A. T.,.............................245 Girianelli, V. R.,.............................213 Girianelli, V. R.,............................464 Girianelli, V. R.,...........................168 Girianelli, V. R.,..........................389 Godoy, A. O. F. de,........................454 Goihman, S.,.................................141 Goihman, S.,.................................333 Golegã, A.,..................................415 Gomes, J, S.,...............................288 Gomes, L.,........................................72 Gomes, M. C.................................367 Gomes, M.,....................................160 Gomes, M.,....................................275 Gomes, R. R. B.,..........................200 Gomes, R. R. B.,...........................135 Gomes, R. R. B.,...........................235 Gonçalves, B.,..............................252 Gonçalves, D. A.,..........................281 Gonçalves, D. A.,..........................403 Gonçalves, D. A.,..........................435 Gonçalves, F. do N.,......................151 Gonçalves, M. T. P. A.,................308 Gondim, R. C.,...............................271 Gotti, T. P.,...................................233 Goytacaz, R.,...............................292 Grandi, J. L.,.................................141 Grandi, J. L.,................................333 Granjeiro, G.,..............................186 Gregis, C.,.............................90 Gregis, C.,............................264 Gregis, C.,............................265 Grimes, N. C.,.........................411 Grupo Clarearte de Teatro de Rua........56 Guarabyra, A.,.........................81 Guarabyra, A.,.......................205 Guarabyra, A.,..........................33 Guedes, A. S.,.............................402 Guedes, C. L. T.,.........................268 Guerra, M da C dos S.,...................99 Guerreiro, I. C. Z.,.....................328 Guerreiro, M. de F. F.,............382 Guibu, I. A.,.............................241 Guidio, E. L. J.,.....................393 Guimarães, C. S.,...................402 Guimarães, W. L. B.,..................468 Guimarães, W. L. B.,.................345 Guimarães, W. L. B.,..................384 Haddad, M. T.,.........................135 Haddad, M. T.,...........................180 Haddad, M.T.,...........................187 Haddad, M. T.,...........................200 Haddad, M. T.,.............................225 Haddad, M. T.,..............................235 Hallack, K. A.,............................104 Hamrick, P. A.,..........................176 Hayden, R.,..............................191 Hearst, N.,.................................86 Hearst, N.,...............................108 Hearst, N.,...............................142 Hearst, N.,...............................181 Hearst, N.,...............................193 Hearst, N.,...............................255 Hearst, N.,...............................355 Hearst, N.,...............................415 Hearst, N.,...............................429 Hearst, N.,...............................456 Hebling, E. M.,..............................33 Hebling, E. M.,.............................114 Hebling, E. M.,...............................81 Hebling, E. M.,.............................205 H Hermann Junior, W.,......................131 Higa, M. A. F.,.........................225 Hudes, E.,............................142 Hudes, E.,..............................193 Ilário, M. C. F. J.,........................377 Ilário, M. C. F. J.,.......................257 Ilário, M. C. F. J.,........................326 Ilário, M. C. F. J.,........................377 Iossi, M. A.,..........................446 Israel, G.,..................................375 Israel, G.,.................................460 Iturri, J.,..............................365 Ivo, M. S.,.............................322 Jannotti, C. B.,..........................190 Jeolás, L. S.,..............................48 Jesus, C. H.,................................259 Jimenez, E. J. B.,..........................386 Jimenez, L.,.............................452 Julio, A. R.,..............................240 Justo, T. M.,...............................455 Kanashiro, C. K.,..........................341 Kassuga, I. H.,......................329 Khater, J. F.,.......................135 Khater, J. F.,.......................180 Khater, J. F.,.......................200 Khater, J. F.,.......................235 Kochergin, C. N.,.....................273 Kováks, M. J.,........................201 Kreitchmann, R.,.....................194 Krokos, M.,.........................35 Kuchenbecker, R.,......................436 Kuchenbecker, R.,........................90 Kuchenbecker, R.,......................264 Kuchenbecker, R.,.....................265 Lacerda, A. C.,...........................288 Lacerda, R. M. V.,.......................191 Lacerda, R. M. V.,.......................193 Lacerda, R.,..............................355 Lacerda, R.,.............................415 Lafoz, S.,...............................393 Lago, R. F. do,...........................47 Lana, F. C. F.,..........................122 I J K L Lana, F. C. F.,..........................231 Landroni, M. A.,.........................218 Larrúbia, E.,.............................368 Latorre, M. do R.,........................355 Lauria, L.,.................................102 Lázaro, J. A...............................146 Lazzarotto, V. M. M.,.....................64 Leal, M. A.,..............................326 Leandro, E. A............................288 Leão, L. S.,..............................251 Leite, A.,...............................458 Leitzke, P.,...............................170 Leme, B.,.................................38 Libero, J. de,..........................160 Lima, A. L. L.,...........................233 Lima, A. L. L.,.............................29 Lima, A. L. L.,............................43 Lima, D. H. A. de,........................99 Lima, E. M. de B.,.....................298 Lima, F. V. de.,...........................112 Lima, H.,...............................323 Lima, L. L.,...............................402 Lima, M. C. C............................174 Lima, M. C. C.............................166 Lima, M. do S. V.,.......................384 Lima, M. do S. V.,.......................345 Lima, M. do S. V.,......................468 Lima, N.,.................................186 Lima, R.,..................................56 Lima, S. R. de,............................202 Lima, V. S. de S.,...........................316 Lino, V.,..................................284 Lino, V.,.................................286 Lobarinhas, M. L.,......................455 Loblein, O.,............................69 Lobo, E.,.................................297 Lola, M. M. F.,.........................277 Longo, P.,................................368 Lopes Junior, E.,.......................112 Lopes, C. P.,..............................322 Lopes, F.,..................................307 Lopes, L. de O.,...........................365 Lopes, M. do C. S.,.........................298 Lopes, M. G. D.,..........................386 Lourenço, K. C. G.,....................347 Lourenço, M. C. da S.,...............271 Lupatelli, L. M.,.........................51 Luppi, C. G.,.........................259 Luppi, C. G.,........................260 Lutz, E.,................................292 Lutz, E.,..............................198 Luz, B. T.,..................................271 Lyra, J.,..........................................251 Macedo, I. C. X. de,.......................330 Machado, A. A.,.........................432 Machado, F.,...............................90 Machado, F.,.............................198 Machado, F.,.............................264 Machado, F.,.............................265 Machado, H. B.,............................316 Machado, P. R. F.,.........................422 Machado, P. R. F.,.........................239 Magalhães, J.,............................47 Magalhães, M. A.,.......................281 Magalhães, M. de L. de A.,...........379 Magalhães, P.,............................170 Maganha, M. E.,.....................203 Magi, J. C.,...............................331 Maia, M. B.,...........................408 Malachias, I.,...........................314 Mann, C. G.,.................................101 Mann, C. G.,.............................272 Mapurunga, J.,...........................428 Marcopito, L. F.,.......................362 Marinho, M.,...............................74 Marinho, M.,............................154 Marinho, R. B. G.,........................441 Marinho, R. B. G.,........................138 Marins, J. R. P.,........................142 Marques A. J.,..............................471 Marques, A. P. N............................74, Marques, A. P.,..............................154 Marques, A. R.,.............................357 Marques, E. M.,..........................300 M Marques, L. C.,...........................400 Marques, M. L. D.,.......................354 Marrara, A. M.,..........................205 Martínez, A. I. F.,...........................351 Martins, A. C. G.,......................90 Martins, A. C. G.,....................264 Martins, A. C. G.,....................265 Martins, H.,...............................40 Martins, H.,.............................133 Martins, H.,.............................324 Martins, H.,.............................318 Martins, M.,..............................54 Martins, N.,.............................92 Martins, R. B.,.......................162 Martins, T.,.............................428 Martins, V. B.,.........................129 Mathias, C. R. de J. C.,................151 Matida, L. H.,......................149 Matida, L. H.,......................362 Matos, H. R.,..........................288 Matos, M.,...............................284 Matos, M.,...............................286 Mauch, L.,..................................170 Mayer, R.,..................................198 Mayer, R.,.................................292 Medeiros, D. C.,...........................216 Medeiros, D. C.,..........................466 Medeiros, L.,.............................361 Medeiros, R. de P.,.....................188 Medeiros, R. de P.,.....................430 Medina, M. L. M.,....................371 Medrado, B.,...........................251 Megied, M. C.,......................281 Meirelles, B. H. S.,..................254 Meirelles, Z. V.,....................151 Melges, S. B.,............................216 Melges, S. B.,............................466 Mello, A. M..........................443 Mello, A. M.........................448 Mello, M. B. P.,......................403 Mello, M. B. P.,......................146 Mello, M. B. P.,......................281 Mello, M. B. P.,.......................435 Mello, R. B. de,........................443 Melo, J. J. de,.........................240 Membros da ONG Lutando Pela Vida ............................................452 Mendelsohn, G.,............................131 Mendes, J. M.,.............................144 Mendonça, M. M.de B.,................370 Menezes, A. L. de,......................136 Menezes, J.,...............................423 Menezes, V.,..............................462 Merchán-hamann, E.,.................110 Mesquita, F.,..................................180 Mesquita, F.,...........................200 Messias, J. A. da S.,......................151 Midlej., E. M.,............................284 Midlej., E. M.,...........................286 Minelli, D. M.,.................................53 Minelli, M. A.,.............................224 Minelli, M. D.,............................405 Minelli, M. D.,............................406 Miranda, F. J. S.,...........................334 Miranda, M. B. L. S.,...................277 Miranda, M. de F.,........................136 Miranda, M.,..............................175 Miranda, R. C.,..........................308 Miranda, S. S. M.,......................277 Miranda. P. S. C.,........................430 Mitre, G.,................................124 Mitsuka, L.,................................48 Moalli, A. L.,.................................72 Monteiro, E.,.................................83 Monteiro, E.,..............................136 Monteiro, M. do Carmo S.,........146 Monteiro, M. do Carmo S.,........403 Monteiro, M. do Carmo S.,........435 Monteiro, W. C. T.,.....................469 Moori, C. de P. A.,.....................91 Moraes, M. S.,...............................106 Moraes, S. H. P.,..........................210 Moraes, S. H. P.,..........................299 Morais, A.,...............................393 Morais , A. C. S. de,......................238 Morais, M.,..............................251 Moreira, H.,..................................411 Moreira, M. A.,...........................176 Moreira, M. do C. Z.,.....................56 Moreira, M. do C. Z.,...................164 Moreto, R.,..............................120 Mota, H. P. da,.................................54 Mott, L.,..................................148 Moura, C. O.,.................................42 Moura, L.,...................................110 Mujica,M.,.............................124 Mukai, M. S.,................................341 Muller, M. D.,.................................40 Muniz A. S.,................................271 Narciso, A. M. S.,.........................371 Nascimento, A. C. e S.,.................249 Nascimento, F. R.,.........................448 Nascimento, M. A.,.......................284 Nascimento, M. A.,.......................286 Nascimento, M. I. do,..................293 Nascimento, M. I. do,...................294 Nascimento P.,.........................251 Nascimento, P.,............................185 Nascimento, R. L. do,....................48 Nascimento, V. L. V. do,..................29 Nascimento, V. L. V. do,...................43 Nascimento, V. L. V. do,................233 Negrão, I., P.,............................118 Nemes, I. B.,............................146 Neto F. C.,..................................106 Neto, J. E.,................................260 Neto, L. F. C.,..........................231 Neto, L. F. C.,..........................122 Neves, F. R....................................306 Neves, M. S.,...............................268 Neves, S. M. F. M.,....................447 Nicolai, C.,...............................375 Nigro, R. C.,...............................429 Nishimoto, T.,.............................191 Nishimura, R. T.,..........................48 Nogueira, C. O.,......................270 N Nogueira, R. C. M.,....................396 Nogueira, S. A.,........................145 Noronha, K.,.............................191 Noronha, V.,................................144 Nova, J. L. L. da,..........................45 Nunes, M.,..............................373 Nuñez, M. E.,............................166 Nuñez, M. E.,...........................174 Oliveira, E.,...................................120 Oliveira, F. R. R. M. de,.................151 Oliveira, J. C. de M.,...................122 Oliveira, J. de,...........................432 Oliveira, J. F. de.,.....................140 Oliveira, L. A.,..........................218 Oliveira, L. A.,.........................413 Oliveira, L. M. de,...................308 Oliveira, M. A.,...........................135 Oliveira, M. da P. R1. de,..............63 Oliveira, M. F. A. P. B.,..................51 Oliveira, M. I. R.,........................314 Oliveira, M. L. R........................225 Oliveira, M. M. H. N. de,.............395 Oliveira, M. P. de,......................152 Oliveira, N. D.,.........................342 Oliveira, R. C.,.........................259 Oliveira, R. L. S.,....................259 Oliveira, R. S.,.......................277 Oliveira, R.,..............................72 Oliveira, S. B. de,.........................101 Oliveira, S. B. de,.......................272 Oliveira, V. M. de,........................90 Oliveira, V. M. de,.....................264 Oliveira, V. M. de,.....................265 Orsi, M.,.......................................58 Osso, E. de O.,...........................303 Otero, R. G.,...................................364 Pacca, J. C. B.,.............................85 Pacca, J. C. B.,.............................146 Pacca, J. C. B.,.............................163 Pacca, J. C. B.,............................227 Pacca, J. C. B.,...........................403 Pacca, J. C. B.,...........................435 O P Paganini, E.,..............................299 Paganini, E.,..............................210 Paiva, V.,..................................86 Paiva, V.,................................201 Paiva, V.,................................266 Paiva, V.,................................355 Paiva, V.,................................429 Paiva, V.,.................................456 Paixão, M. F. N.,.........................42 Palhares, M. C.,...........................141 Palhares, M. C.,...........................333 Paparelli, N.,.................................72 Paravidini, J. R.,..........................234 Parente, M. B.,.............................373 Pasini, V. L.,................................214 Passos, M. R. L,...........................402 Passos, R., de C............................196 Passos, R., de C...........................438 Passos, S. K.,.............................170 Patrício, Y. C.,.........................450 Patrocolo, M. A.,.....................144 Paula, C. C. de,.........................110 Paula, G. M.,.............................402 Paulucci, T. D.,.........................122 Pedrosa, C.,.............................251 Peixoto, M. A. A.,...................357 Peluso, D.,...............................318 Penna, T.,.............................320 Penna, T.,..............................324 Pereira, M. do C,............................90 Pereira, M. do C.,.........................264 Pereira, M. do C.,........................265 Pereira, M. L.,.............................316 Pereira, M. T. M. A.,....................371 Pereira, N.,................................440 Pereira, P. de C.,........................424 Pereira, R. P.,............................361 Peres, C. A.,.................................86 Peres, C. A.,................................255 Peres, C. A.,.....................................38 Peres, C. A.,....................................86 Peres, C. A.,..................................266 Peres, R. A.,.................................38 Pestana. E. A. L.,.........................223 Phebo, L.,..............................216 Phebo, L.,.............................466 Pilotto, J. H., da S.,..................293 Pilotto, J. H., da S.,..................294 Pimentel, M. C. S.,......................284 Pimentel, M. C. S.,......................286 Pimentel, S.,.................................80 Pimentel, S.,...............................243 Pinheiro, A. C.,........................382 Pinheiro, C. A. T.,.....................170 Pinheiro, R. M.,........................261 Pinheiro, V. M. S.,.....................402 Piol, B.,.....................................54 Pires, E. A. da S.,.........................293 Pires, E. A. da S.,........................294 Pires, Y. A. L............................239 Pires, Y. A. L.,..........................422 Placca, A. L.,..............................141 Pluciennik, A. M. A.,.................146 Pluciennik, A. M. A.,.................149 Pontes, M. I. A.,........................156 Pontes, M. I. A.,........................465 Porta, E. V.,..................................228 Portugal, M. A. L.,........................54 Prado, M. M.,..............................48 Prestupa, S. C. de M.,....................152 Previtali, F. M.,...........................308 Programa Estadual de DST e Aids,....454 Pupo, L. R.,...............................146 Pupo, L. R.,..............................140 Putti, R.,...................................432 Quadros, R.,.............................53 Queiroz, A. M. B.,.......................249 Queiroz, I. C.,............................284 Queiroz, I. C.,............................286 Queiroz, R. V.,.............................443 Queiroz, T. R. B. S. de,.................458 Querrer, C. F.,..............................70 Ramos, A. N.,........................129 Ramos, M. C.,.........................400 Q R Raposo Jr., A.,.........................187 Raposo Jr., A.,........................200 Raposo Jr., A.,.......................235 Rapparini, C.,.......................102 Rapparini, C.,......................460 Rathke, C. A. F.,....................400 Ratto, K.,.............................375 Ratto, K.,..........................460 Real, L. H. G.,...........................170 Real, L. H. G.,...........................268 Rebelo, H.,...............................373 Rebouças, M.,...........................415 Redígolo, L. R. P.,..........................446 Regina, G.,...................................42 Rehn, M.,.................................400 Reis, C. A. A. dos,........................48 Reis, M. A. B.,................................53 Reis, M. A. B.,...............................53 Reis, M. A. B.,..............................72 Reis, M. A. B.,..............................224 Reis, M. A. B.,.............................402 Reis, M. A. B.,.............................406 Reis, M. A. B.,...........................443 Reis, M. A. B.,...........................448 Ribero, J. de,.............................367 Ribeiro, C. A.,..........................176 Ribeiro, C. E.,..........................440 Ribeiro, I.,.....................................460 Riscado J. L. de S.,.......................335 Riscado J. L. de S.,......................462 Robichez, C.,..............................402 Rocha, A. L. C. da,.....................308 Rocha, C. R. M. da,........................99 Rocha, F.,..................................120 Rocha, F.,.................................131 Rocha, L. B. S.,........................225 Rocha, L.,................................203 Rodrigues, A. R.,............................203 Rodrigues, I. F.,.............................136 Rodrigues, I.,...............................393 Rodrigues, L. O. V.,....................416 Rodrigues, M. A. T.,...................170 Rodrigues, M. B.,.......................367 Rodrigues, V.,..............................72 Rodriguez, M. D. M. P. E.,...........381 Rolim, B. C.,..............................83 Rolim, B. C.,...........................354 Romam, M. D.,........................38 Roman, M.,........................86 Romano, E.,............................284 Romano, E.,..........................286 Romano, I. S.,....................341 Rosa, C.,................................284 Rosa, C.,..............................286 Rossani, H. M. L. de C.,........326 Rossi, A. da S.,.........................47 Rossi, C.,...............................393 Rouquayro, M. Z.,.....................382 Ruiz, M. O.,..............................141 Saad, A. C.,..............................288 Sabino, E.,...............................260 Sales, E. F. L.,............................180 Sampaio, C.,..........................183 Sampaio, N. M. V.,.......................295 Sampaio, N. M. V.,.....................309 Sampaio, R. F.,..........................263 Sanches, K.,............................346 Santana, J. A.,..............................46 Santana, J. A.,............................353 Santana, O.,..............................148 Santander, A. C.,..........................228 Santi, M. T. de,.............................176 Santos, A. de O. dos,....................392 Santos, A. E. dos,........................42 Santos, A. L. dos,.......................271 Santos, A. L. G.,........................284 Santos, A. L. G.,........................286 Santos, C. A. dos,.........................146 Santos, C. A.,..............................454 Santos, C. P.,...............................233 Santos, C. P.,................................29 Santos, C. P.,................................43 Santos, C. P.,...............................48 Santos, D. C. dos,........................278 S Santos, D. F. dos,........................99 Santos, D. F. dos,.......................203 Santos, E. M dos,..........................78 Santos, E. M dos,........................345 Santos, H.,..................................320 Santos, I. C. T.,...........................138 Santos, I. C. T.,............................441 Santos, I. S.,..................................35 Santos, J. L. F. dos,........................288 Santos, L. E.,...............................357 Santos, M. C. C. M.,.....................455 Santos, M. H. R. M.,.....................448 Santos, M. I. dos,.........................168 Santos, M. I. dos,.........................389 Santos, M. I. dos,..........................213 Santos, M. I. dos,...........................464 Santos, M. L. dos,...........................90 Santos, M. L. dos,.........................264 Santos, M. L. dos,.........................265 Santos, M. R. M.,...........................322 Santos, N. J. S.,..........................241 Santos, N. L. dos,.......................444 Santos, O. N.,.............................284 Santos, O. N.,.............................286 Santos, R. de F. P.,........................329 Santos, S. A. dos.,..........................85 Santos, S. dos,............................42 Santos, S. dos,............................54 Santos, S.,................................393 Santos, T. L. dos,.......................456 Santos,S. M.,.............................448 Saraceni, V.,..........................460 Saraceni, V.,............................80 Saraceni, V.,..........................102 Saraceni, V.,..........................243 Saraceni, V.,..........................375 Sardinha, J. C. G.,.......................69 Sarmento, W. C.,...........................225 Sartori, M. S.,...........................170 Scanavino, M. de T.,.....................158 Scatolin, G.,...........................170 Schmalb, M. B.,........................154 Schmalb, M. B.,.......................74 Scucuglia, U.,............................48 Secretaria de Estado da Educação de Sao Paulo, .............................444 Segurado, A. V. R.,........................233 Sena, M. I. B.,.........................122 Shafer, K.,................................142 Shimamura, S.,...........................393 Shimizu, M. S.,........................450 Shimono, S. O.,........................450 Shimono, S. O.,........................450 Silva A. D. da,.........................357 Silva Júnior, V. O.,......................357 Silva, A. A. M. da,.......................395 Silva, A. D. da,...........................357 Silva, A. de C.,..........................223 Silva, A. M. da,..........................239 Silva, A. M. da,..........................136 Silva, A. O. de.,..........................224 Silva, A. O.,................................53 Silva, A. O.,..............................405 Silva, A. O.,..............................406 Silva, A. P. da,..........................136 Silva, A.,..................................251 Silva, C. A. da,..........................170 Silva, C. G. M.,.........................162 Silva, C. M. F. P. da,.................275 Silva, C. V. da,..........................216 Silva, C.,..................................160 Silva, C.,..................................367 Silva, D. da,............................345 Silva, D. da,............................382 Silva, D. da,............................468 Silva, E...................................415 Silva, E. C...............................32 Silva, E. da.,..........................136 Silva, E. L. N.,.......................224 Silva, E. L. N.,.......................405 Silva, E. L. N.,.......................406 Silva, E. L. N.,.......................443 Silva, G. C. P.,..........................110 Silva, G. M.,............................224 Silva, G. M.,..........................405 Silva, G. M.,........................406 Silva, G. M.,........................448 Silva, G.,................................129 Silva, G.,.................................53 Silva, I. C.,.............................454 Silva, J. A. G. da,......................207 Silva, J. B.,.............................259 Silva, J. N.,.............................334 Silva, J. R. C. da,...................239 Silva, J. R. C. da,...................422 Silva, J. V. B.,........................400 Silva, L. P.,.........................364 Silva, L.,..............................185 Silva, M. A.,..........................114 Silva, M. A.,.........................122 Silva, M. J. B. da,................391 Silva, M.,..............................203 Silva, N. E. K. e,..................413 Silva, N. E. K. e,...................218 Silva, N. G. da,.........................415 Silva, N. G. da,.........................416 Silva, N. G. da,........................191 Silva, N. G. da,........................193 Silva, N. M. da,......................354 Silva, P. F. G. da,........................60 Silva, P. R. C. da,.....................281 Silva, P. R. S. da,.....................203 Silva, R. B. da,.........................452 Silva, R. de C. e,......................266 Silva, S. B.,..............................275 Silva, S. M. B. da,........................367 Silva, T. A. C. da,........................308 Silva, T. C. da,............................170 Silva, T. M. da,..........................454 Silva, T. M. da,..........................454 Silva, T.,...................................175 Silva, V. da,..............................466 Silva, V. F. da,..........................112 Silveira, C.,...................................261 Silveira, F. da,............................38 Silveira, F. da,............................86 Silveira, F. da,............................255 Silveira, K. G. B.,........................342 Silveira, L. M. C. da.,......................99 Silveira, T. C. da S. V., .................170 Silveira, V.,...............................170 Simões, B. R. H.,.........................145 Simões, B. R. H.,........................190 Simões, D.,...............................170 Simões, J. A.,...............................47 Simões, R. H. B.,.........................45 Siqueira, D.,.............................90 Siqueira, D.,..........................264 Siqueira, D.,.........................265 Soares, A. de M.,...........................70 Soares, A.,..................................54 Soares, M. S.,...........................135 Soares, R. M. S.,.........................54 Sobrinho, J. S.,..............................443 Socorro, M. do P.,.........................408 Soeiro, S. R.,.........................283 Sorrentino, S. R.,.......................241 Souza, C. C. de,.........................257 Souza, C. C. de,.........................257 Souza, C. C. de,.........................326 Souza, C. T. V. de,....................271 Souza, C. T. V. de,...................318 Souza, C. T. V.,........................320 Souza, C. T. V.,........................324 Souza, C. T. V.,........................447 Souza, E. A. de,.........................91 Souza, I. F. R. de,......................54 Souza, L. R. de,...........................398 Souza, M. do C. M. de.,................314 Souza, R, H. B. de,.......................432 Souza, R. C. A.,.........................259 Souza, R. de O.............................83 Souza, R. de O...........................136 Souza, R. de O...........................354 Souza, S. A. de,........................170 Souza, S. F. C. de,..................203 Sparapan, M.,..........................152 Spinacce, E.,..........................31 Spinacce, E.,...............................283 Stadinik, C. M. P.,.......................402 Stall, R.,.................................86 Stall, R.,.............................162 Stall, R.,............................193 Stall, R.,.............................201 Stall, R.,.............................255 Stall, R.,............................355 Stall, R.,...........................415 Starling, P.,.........................423 Starling, P.,.........................318 Starnini, R.,............................72 Steffens, M.,.........................170 Stossi, D.,................................198 Subsecretaria de Prevenção e Tratamento.....................................211 Sudbrack, M. S.,...........................172 Sugano, H.,..............................333 Sutmoller, F.,............................318 Sutmoller, F.,............................320 Sutmoller, F.,............................271 Sutmoller, F.,............................324 Tancredi, M. V.,........................331 Taparelli, A.,........................176 Tavares, M. do C. T.,.....................122 Tavares, S.,................................409 Tayra, A.,.........................241 Teixeira, A. de S.,.....................357 Teixeira, E. F. F.,.....................450 Telles, S. R. B.,.........................367 Telles, T. R.,...........................90 Telles, T. R.,.........................264 Telles, T. R.,.........................265 Thereza, M.,............................42 Thomal, R. A.,......................386 Toledo, L.,................................359 Torres, G. de V.,........................128 Torres, G. de V.,........................128 Torres, H. D.,...........................322 Toschi, W.,...........................375 Tourinho, D.,............................108 Trez, E. G.,........................400 Tuboi, S. H.,...............................48 Tunala, L. G.,...........................456 T U Ueda, M.,................................333 Uip, D. E.,.............................233 Valença, O.,...........................337 Valt, R. C.,............................393 Valverde, L. C.,.........................349 Varandas, J. I.,............................43 Varandas, J. I.,..........................233 Varandas, J. I.,...........................233 Vasconcelos, M.,.....................471 Vasconcelos, R.,........................62 Veiga, L.,................................284 Veiga, L.,.................................286 Veiga, L. P.,............................288 Vellozo, V.,................................80 Vellozo, V.,.............................243 Ventura, E. F.,...........................85 Vermelho, L. L.,.....................145 Viana, F. J. M.,..........................316 Vidal, E. M.,..........................284 Vidal, E. M..........................286 Vidal, J.,...................................400 Vidal, R.,.................................120 Vieira, D. G. L.,.......................284 Vieira, D. G. L.,.......................286 Vieira, E. M.,.........................266 Vieira, M. J. L., .........................D156 Vieira, M. J. L.,..........................D465 Vieira, N.,..................................251 Vilar, D. C. L. F.,.......................382 Villas Boas, P.,...........................268 Villarinho, L.,..........................355 Vital, A....................................54 Vitiello, N.,..............................417 Waldman, C. C. S.,.....................218 Watanabe, M. K. A.,.....................48 Weber, M.,.............................404 Westin, C. P.,.............................85 Wiechmann, S. L.,..........................48 Wolf, A.,..............................207 Wolff, I.,...................................83 Xavier, M. A. B.,.......................455 Yamashita, C. S.,.......................249 Zamboni, R.,............................454 V W xyz