Ministério da Saúde
Secretaria de Políticas de Saúde
Coordenação Nacional de DST e Aids
Anais do III Congresso Brasileiro de Prevenção às DST/Aids
Brasília
2000
2ª edição
© 2000 – Ministério da Saúde
Técnico Responsável: Rosemeire Munhoz (Unidade de Prevenção)
Editoração: Assessoria de Comunicação
Responsável: Eliane Izolan
Conselho Editorial: Ermenegyldo Munhoz Junior (Editor); Dario Almeida
Noleto (Subeditor); Nágila R. Paiva (Revisora); Ana Paula Magalhães Penha
(Revisora); Josete Cachenski (Supervisora de Produção)
Editoração Eletrônica: Daniel Lavenère
2ª edição: 2000
Tiragem: 4.000 exemplares
Ministério da Saúde
Secretaria de Políticas de Saúde
Coordenação Nacional de DST e Aids
Esplanada dos Ministérios – bloco G – sobreloja
CEP 70058-900 Brasília –DF Brasil
Telefone: 61 315-2544
Fax: 61 315-2519
Disque Saúde / Pergunte Aids: 0 800 61 1997
www.aids.gov.br
Publicação financiada com recursos do Projeto AD/BRA 99/ EO2MS/
MS/SPSCN-DST/AIDS e UNESCO
Ficha Catalográfica
Congresso Brasileiro de Prevenção em DST/Aids (2. : 1999 : Rio de Janeiro, RJ).
Anais III Congresso Brasileiro de Prevenção em DST/Aids, de
6 a 9 de dezembro de 1999. – 2. ed. – Brasília : Ministério da Saúde,
Coordenação Nacional de DST/Aids, 2000.
484 p.
1. Síndrome de Imunodeficiência Adquirida / Controle &
Prevenção // 2. Congressos. I. Brasil. Ministério da Saúde. II. Brasil.
Coordenação Nacional de DST/Aids. III. Título
Presidente de Honra
José Serra
Ministro de Estado da Saúde
Presidente
Pedro Chequer
Coordenador Nacional de DST e Aids
Comitê de Organização
André Galvão – Coordenação Nacional de Doenças Sexualmente
Transmissíveis e Aids – CN-DST/AIDS
André Luiz de Almeida Martins – Disque Saúde – CN-DST/AIDS –
Ministério da Saúde
Carolina Siu- Fundo das Nações Unidas para a Infância - UNICEF
Cláudia Lima - Coordenação Nacional de Doenças Sexualmente
Transmissíveis - CN-DST/AIDS - MS
Dráurio Barreira - Coordenação Nacional de Doenças Sexualmente
Transmissíveis - CN-DST/AIDS - MS
Eliane Izolan - Coordenação Nacional de Doenças Sexualmente
Transmissíveis - CN-DST/AIDS - MS
Ellen Zita - Coordenação Nacional de Doenças Sexualmente Transmissíveis
- CN-DST/AIDS - MS
Flávio da Silva Borges – Disque Saúde – CN-DST/AIDS – Ministério da Saúde
Iêda Fornazier- Coordenação Nacional de Doenças Sexualmente
Transmissíveis - CN-DST/AIDS – MS
Ilíada Santos Botelho – Disque Saúde – CN-DST/AIDS – Ministério da Saúde
Jeanete Múfalo – UNESCO
Jorge Rogério Martins Pitanga – Comissão de Prevenção e Controle de SIDA
Latino Americana - COPRECOS
Jorge Werthein – Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e
Cultura - UNESCO
José Antônio P. de Sá Ferreira - Coordenação Nacional de Doenças
Sexualmente Transmissíveis - CN-DST/AIDS - MS
José Martinez Morales - Programa das Nações Unidas para o Controle
Internacional de Drogas - UNDCP
Josemarie Silveira Siqueira – Disque Saúde – CN-DST/AIDS – Ministério da Saúde
Karla Shele de Mendonça Siqueira – Disque Saúde – CN-DST/AIDS –
Ministério da Saúde
Kátia Galbinski Rodrigues - Assessora Técnica da Unidade de Assistência
Letícia Legay Vermelho - Coordenação Nacional de Doenças Sexualmente
Transmissíveis - CN-DST/AIDS - MS
Liliana Ribeiro – Coordenação Nacional de Doenças Sexualmente
Transmissíveis - CN-DST/AIDS - MS
Lúcia Helena Saldanha - Coordenação Nacional de Doenças Sexualmente
Transmissíveis - CN-DST/AIDS - MS
Marcelo Felga - Coordenação Nacional de Doenças Sexualmente
Transmissíveis - CN-DST/AIDS - MS
Maria Aparecida Carricondo – Conselho Nacional de Secretários Municipais
de Saúde - CONASEMS
Maria do Carmo Pinheiro - Coordenação Nacional de Doenças Sexualmente
Transmissíveis - CN-DST/AIDS - MS
Maria Dulce Moreira – Coordenação Nacional de Doenças Sexualmente
Transmissíveis - CN-DST/AIDS - MS
Marylene Rocha de Souza – Assessoria de Comunicação - Ministério da Saúde
- ASCOM/GM-MS
Renalva Pereira de Miranda - Coordenação Nacional de Doenças
Sexualmente Transmissíveis - CN-DST/AIDS - MS
Renato Girade Corrêa - Coordenação Nacional de Doenças Sexualmente
Transmissíveis - CN-DST/AIDS - MS
Sirlene I. Vincenzo – Centro de Produção da UERJ – RJ - CEPUERJ
Suely Borges de Azevedo - Coordenação Nacional de Doenças Sexualmente
Transmissíveis - CN-DST/AIDS – MS
Ulysses S. Guimarães - Coordenação Nacional de Doenças Sexualmente
Transmissíveis - CN-DST/AIDS - MS
Valéria Saraceni - Programa Municipal de DST e Aids - RJ
Comitê de Programa
Ariosvaldo de Campos – Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária
- Ministério da Justiça
Cleunice de Matos Rehen – Coordenadoria de Ensino Profissional da Educação,
Média e Tecnológica - Ministério da Educação
Cristina Raposo – US Agency for International Development USAID
Fábio Moherdaui – Coordenação Nacional de Doenças Sexualmente
Transmissíveis - CN-DST/AIDS - MS
George Walnsley – Fundo de População das Nações Unidas - FNUAP
Heloisa Machado de Souza - Programa de Apoio Comunitário de Saúde Programa de Saúde da Família - Ministério da Saúde - PACS/PSF/MS
Ivo Brito – Coordenação Nacional de Doenças Sexualmente Transmissíveis CN-DST/AIDS - MS
Jane Galvão - Coordenação Nacional de Doenças Sexualmente
Transmissíveis - CN-DST/AIDS - MS
João Aprigio – Saúde da Criança - Ministério da Saúde - MS
José Fernando Assoni - Coordenação Nacional de Doenças Sexualmente
Transmissíveis - CN-DST/AIDS - MS
Lucimar Rodrigues Coser Cannon- Saúde do Adolescente e Jovem - Ministério
da Saúde - MS
Marcelo Garcia Vargens –Secretaria de Assistência Social
Maria Etelvina Reis de Toledo Barros - Secretaria Nacional Anti-Drogas – SENAD
Milton Seligman – Programa Comunidade Solidária
Paulo Junqueira – Coordenação Nacional de Doenças Sexualmente
Transmissíveis - CN-DST/AIDS - MS
Paulo Proto – Family Health Internacional
Roberto Pereira - Fórum de ONG Rio de Janeiro
Vera Lopes do Santos – Coordenação Nacional de Doenças Sexualmente
Transmissíveis - CN-DST/AIDS - MS
Comitê Científico
Rosemeire Munhoz –Presidente do Comitê - Coordenação Nacional de
Doenças Sexualmente Transmissíveis - CN-DST/AIDS - MS
Betina Durovni – Programa Municipal de DST e Aids - RJ
Carlos Passarelli – Coordenação Nacional de Doenças Sexualmente
Transmissíveis - CN-DST/AIDS - MS
Cristina Pimenta – Coordenação Nacional de Doenças Sexualmente
Transmissíveis - CN-DST/AIDS - MS
Eugenia Raizer - Grupo Pela Vidda - ES
Henriette Ahrens - Coordenação Nacional de Doenças Sexualmente
Transmissíveis - CN-DST/AIDS - MS
Luci Mary Hildenbrand – Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro
(UFRRJ)
Reinaldo Gil Suarez – Organização Pan-Americana de Saúde - OPAS
Richard Parker - Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids – ABIA - RJ
Sandra Lúcia Filgueiras – Coordenação Nacional de Doenças Sexualmente
Transmissíveis - CN-DST/AIDS - MS
Valdiléa Veloso - Coordenação Nacional de Doenças Sexualmente
Transmissíveis - CN-DST/AIDS – MS
Vera da Ros - Programa das Nações Unidas para o Controle Internacional de
Drogas - UNDCP
Sumário
Apresentação ...........................................................................................................25
Material educativo
DST - HIV/Aids “O Melhor Ainda é Prevenir”...................................................29
Bilão e os Cavaleiros da Saúde “Conversando” com o HIV.............................31
Travestis, Cidadania e a Prevenção das DST/HIV/Aids ...................................32
Kit Educativo Colméia: uma Abordagem Preventiva para Mulheres ..................33
Daniel e Letícia Falando sobre Aids ......................................................................35
CD Fique Vivo: “Mensagem dos Manos de cá pros Manos de lá” ..................38
Jogos Educativos .....................................................................................................40
Preservativo Feminino - uma Alternativa para a Mulher Moderna .................42
Kit de Prevenção às DST/Aids: Grupo de Prevenção Casa da Aids ...............43
A Gente da Vila pela Vida .......................................................................................45
Barraca da Prevenção: Experiência bem Sucedida nas Festas
Juninas de Sergipe .........................................................................................46
Perguntas e Respostas Ilustradas: uma Proposta Educativa na
Prevenção das DST ........................................................................................47
Aids Sem Medo Sem Preconceito - CD-Rom - uma Ferramenta de
Apoio à Informação/Educação/Comunicação.....................................................48
Kit Pranchetas Educativas-HIV/Aids- e Cartões Passo a Passo do
Uso do Preservativo Masculino....................................................................51
Produção de Fita Educativa para Sensibilização das Gestantes no
Pré-natal com Relação à Realização Teste Anti-HIV: seu Filho
Agradece ....................................................................................................................53
Prevenindo é Melhor! Uma História de Amor que Pode Mudar
sua Vida......................................................................................................................54
Kit Informação, Educação e Comunicação para a Prevenção de
DST/Aids para Viver o Amor sem Doença do Mundo, com o Rap
do Tesão e o Axé da Camisinha ....................................................................56
Prevenção com Kit Saúde e Cidadania para Pré-adolescentes...........................58
“Mulheres de Luta” “Comunidades na Luta Contra a Aids”..............................60
Jornal-mural - DST nas Escolas ..............................................................................62
Projeto de Prevenção ao Uso e Abuso de Drogas em Novos
Alagados.........................................................................................................64
Oral
Manacapuru: “Projeto Princesinha” Educação pelos Pares na
Prevenção das DST/Aids no Interior do Amazonas ...........................................69
Projeto de Redução de Danos de Brasília: Primeiras Experiências ................70
Educaids - Parceria entre Departamento de Saúde e Educação na
Luta Contra a Aids ..................................................................................................72
Crescer Seguro: uma Estratégia Comunitária de Prevenção às DST/
Aids para Adolescentes em Situação de Vulnerabilidade ao HIV/
Aids ..............................................................................................................................74
Convivência “é de Lei”..............................................................................................76
Aids na Marinha: Vivendo o Fim de uma Carreira ................................................78
Projetos de Prevenção de Unidades Municipais de Saúde - RJ:
Panorama das Propostas Educativas............................................................80
Educação e Prevenção das DST/Aids: Mulheres, Filhos e
Equipamentos Sociais ..............................................................................................81
O Papel das ONG na Descentralização dos Serviços Assistenciais
e de Saúde: a Experiência de Médicos sem Fronteiras no Rio de
Janeiro ...........................................................................................................83
Perfil do Redutor: Reconstruindo sua Relação de Trabalho .........................85
Como Falar da Prevenção da Aids para quem Vive em Risco e do
Risco? A História de um Projeto com Jovens Infratores; São
Paulo; Brasil; 1999.........................................................................................86
Estudio del Comercio Sexual en la Ciudad de Panamá: Enfocando
Diferentes Escenarios de Riesgo ...........................................................................88
O Redutor de Danos ................................................................................................90
Protagonistas Jovens Atuando na Prevenção das DST/Aids ............................91
HIV Vida Carapicuíba: excursão à Favor da Informação em
Prevenção à DST/Aids/Drogas ..............................................................................92
Perfiles de Riesgo entre Comunicadores Sociales y Estudiantes de
Comunicación Social en Panamá ..................................................................93
Caracterización de Escenarios de Riesgo y Percepciones de
Riesgo en Poblaciones Marítimas y Uniformadas de Panamá .....................96
O Desafio no Atendimento a Pacientes HIV-Positivos em
Situação de Desamparo Social - Relato de um Caso...........................................99
Oficina de Saúde e Sexualidade para Pacientes Psiquiátricos .........................101
Prevenção de Acidentes Ocupacionais com Material Biológico no
Município do Rio de Janeiro .................................................................................102
Participação Multiprofissional de Acadêmicos de Saúde em
Intervenções Educativas para Caminhoneiros na BR–040 .........................104
Caracterização Preliminar de 79 Usuários de Crack em São José
do Rio Preto, São Paulo ..............................................................................106
Sexo Seguro na Prisão: Por que não? (A Epidemia de Aids no
Sistema Penitenciário da Bahia) .................................................................108
Grau de Proteção e Motivações para o não Uso de Preservativo
em Adolescentes de Sobradinho, DF 1999.................................................110
Orientação Sexual e Prevenção às DST/Aids entre Adolescentes e
Jovens de Escolas de Ensino Médio de Mossoró (RN)...............................112
Prevenção das DST/Aids e Drogas entre Adolescentes no Local
de Trabalho ..................................................................................................114
Tecendo o Feminino em Tempos de Aids ...................................................116
Adolescentes e Jovens Face às DST/Aids: Informação, Percepção
de Risco e Prevenção .................................................................................118
Projeto de Prevenção às DST/Aids Dirigido à População
Empobrecida ...............................................................................................120
Organização da Atenção dos Portadores do HIV e Aids no Centro
de Treinamento e Referência em Doenças Infecciosas e
Parasitárias...............................................................................................................122
Movil de Prevencion del Sida .....................................................................124
Atividades Educativas na Prevenção da Aids em uma Rede Básica
Municipal de Saúde: Participação do Enfermeiro.......................................128
Prevenção da Transmissão Vertical do HIV; Investimentos e
Resultados no Hospital Maternidade Praça XV/RJ...........................................129
Programa Musa - Prevenção às DST/Aids em Rádio Comunitária ................131
Programa de Rádio - Bloco Mulher Jovem .........................................................133
CTA Itinerante na Cadeia Pública Feminina de São Vicente ............................135
FUNPREP: uma Possibilidade de Consolidação do Programa Local
de Prevenção em DST/Aids no Rio de Janeiro ................................................136
“Programa Aids na Periferia de Salvador: Educação e Prevenção
para Comunidades Pobres ...........................................................................138
Experienciando Redução de Danos em Pontos Móveis de
Prevenção ....................................................................................................140
Freqüência do HVB em Unidade de Testagem Anônima ..........................141
Aids em Presídios ........................................................................................142
Tratamento de DST nas Farmácias .............................................................144
Mulheres com Aids: Desvendando Histórias de Risco ...............................145
Avaliação da Acessibilidade aos Preservativos Distribuídos pelo
Sistema Público de Saúde no Estado de São Paulo.....................................146
Silicone: Redução de Danos para Travestis ...............................................148
A Influência da Prevenção na Redução da Transmissão MaternoInfantil do HIV ............................................................................................149
Projeto Prisma - Projeto de Avaliação Qualitativa de Materiais
Educativos em Sexualidade e Saúde Reprodutiva na Adolêscencia ...........151
CTA Volante - Uma Nova Visão de Oportunidade ......................................152
Construindo uma Proposta de Prevenção em HIV/Aids para
Adolescentes Pobres em Restrição de Liberdade ...........................................154
Aids e Mulheres de Baixa-Renda........................................................................156
A Relação Médico-paciente com Aids ........................................................158
Opiniões sobre o Uso da Camisinha entre a Clientela que
Procurou os CTA da Cidade do Rio de Janeiro ..................................................160
Projeto Sexualidades: Cidadania e Prevenção de Aids entre
Homens que Fazem Sexo com Homens em São Paulo ...................................162
Quebre o Silêncio - Estratégia de Comunicação Social para
Prevenção à Aids?........................................................................................163
Saúde em Cena: uma Avaliação Qualitativa em Ações de
Informação, Arte-Educação e Comunicação para a Promoção da
Saúde Reprodutiva da Sexualidade e da Prevenção de DST/Aids..............164
O Uso do Crack em Salvador-Bahia e os Riscos de Contaminação
pelo HIV/Aids..............................................................................................166
A Gestão do Segredo na Aids: Experiência de Casais.................................167
Profissionais de Saúde em Risco.................................................................168
Orientação Domiciliar a Pacientes Faltosos no Serviço de
Assistência Especializada em HIV/Aids de Pelotas ...................................170
Projeto de “Incentivo à Participação Popular na Luta Contra às
DST/Aids”: Uma Metodologia Específica de Intervenção
Adequada para a Educação de Adultos .......................................................172
Repensando Redução de Danos: Troca de Seringas, Troca de
Droga ou Troca de Estratégia?....................................................................174
Gênero e Sexualidade no Treinamento dos Profissionais de Saúde
da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro para a
Abordagem das DST/Aids em Mulheres....................................................175
Programa Aids Care ....................................................................................176
Cata e Troca - Um Projeto de Redução de Danos ......................................178
“Camisinha Express” : Projeto de Máquina de Camisinha ........................180
Fatores de Risco para o uso de Drogas e Infecção pelo HIV entre
Estudantes do Primeiro e Segundo Graus nas Escolas da Rede
Pública no Rio de Janeiro ............................................................................181
Os Três Anos de Trabalho de Campo do Programa de Redução de
Danos do Rio de Janeiro .............................................................................183
Homens Pobres e Vulnerabilidade Masculina às DST e Aids: um
Estudo Exploratório ....................................................................................185
“Radialistas Contra a Aids”: Humor e Cultura Popular na
Promoção da Saúde Reprodutiva e Prevenção das DST/Aids Avaliando a Experiência do Ceará..............................................................186
“A Noite só Acontece com Camisinha” - Prevenção Às DST/Aids
Junto aos Profissionais do Sexo e Homossexuais da Cidade de
São Vicente ..................................................................................................187
A Representação Simbólica dos Preservativos e as Alternativas
para Prevenção de DST/Aids nos Ambientes de Prostituição de
Barcelona (Espanha) e Belo Horizonte (Brasil) ...............................................188
Educação de Gênero em Contextos de Pobreza ...............................................190
Primeiros Resultados da Implantação do Protocolo 076 na Cidade
de Santos .....................................................................................................191
Um Estudo para Avaliar o Impacto de um Programa de Prevenção
ao HIV/Aids entre Trabalhadores Portuários de Santos .............................193
Prevenção da Transmissão Vertical no Centro Municipal de DST/
Aids de Porto Alegre - RS ...........................................................................194
Projeto Homem: Participação, Saúde e Prevenção ....................................196
Prevenção à Aids entre Usuários de Drogas Injetáveis na Cidade
de Gravataí/RS.............................................................................................198
“Chá da Tarde” - Intervenção com a Comunidade do Projeto
Mulher .........................................................................................................200
Fatores Psicossociais que Contribuíram para a Infecção em
Mulheres com HIV no Paraná - Brasil..................................................................201
“Intervenção Preventiva Junto à Comunidade Universitária/
UFPB”: “O Grupo Eros.”..............................................................................202
O Papel do CTA na Prevenção da Transmissão Vertical do HIV................203
Aids e Pobreza: Estratégia para Prevenção de Orfandade. .........................205
Mulheres com Parceria Fixa, Aconselhamento e Testagem:
Reforço ao uso do Preservativo...................................................................207
Um Passo a Mais .........................................................................................209
Intervenções Breves com Profissionais do Sexo ........................................210
Ações da Subsecretaria de Prevenção e Tratamento da Secretaria
Nacional Antidrogas ....................................................................................211
Determinantes da Sífilis Congênita ............................................................213
“...Me Explica, Me Ensina, Me Diz: O que é ser Menina?”.........................214
O Programa de Saúde do Adolescente na SMS/RJ .....................................216
Equipe Multiprofissional e Aids: A Organização de Serviços de
Saúde e a Produção de Respostas às Pessoas (con)Vivendo com
HIV/Aids .....................................................................................................218
Poster
Análise Comparativa de Mulheres HIV/Aids na Periferia de São
Paulo: Aspectos Socioeconômicos e Transmissibilidade. ...........................223
Projeto Verão 99 ..........................................................................................224
Análise do Perfil da População com DST na Cidade de São
Vicente ........................................................................................................225
Materiais Educativos do PE–DST/AIDS-SP: como Conseguir
Aderência à Prevenção ................................................................................227
Pessoas Vivendo com HIV/Aids - População em Situação de
Pobreza .......................................................................................................228
Aconselhamento em DST/HIV/Aids para Adolescentes e Casais
no Centro de Saúde Cafezal - Belo Horizonte/MG ....................................231
Caracterizaçao Epidemiológica dos Indivíduos que Procuram um
Serviço Especializado de HIV/Aids para Testagem HIV
Voluntariamente ..........................................................................................233
Projeto Mulher - Camisinha Feminina: Experiência da
Distribuição no Município de São Vicente .................................................235
Projeto Viva Voz - Participação Ativa das Pessoas Vivendo com
HIV-Aids em Atividades de Educação para a Prevenção............................237
Práticas Educativas de Prevenção em DST/Aids para
Adolescentes de Populações em Situações de Pobreza e
População de Rua ........................................................................................239
Comparação do Perfil dos Pacientes HIV+/Aids Atendidos no
Serviço de Odontologia da U.B.S. Geraldo da Silva Ferreira entre
1993 e 1994 e na Clínica de Pacientes Especiais HIV+/Aids da
Universidade Paulista entre 1998 e 1999.....................................................240
Avaliação da Qualidade do Tratamento da Mãe na Prevenção da
Sífilis Congênita ..........................................................................................241
Populações Empobrecidas e Serviços de Saúde: Estratégias para a
Prevenção em DST/Aids .............................................................................243
A Violência, a Mulher Detenta e a Vulnerabilidade às DST-Aids ................245
Gênero, Comunicação e Saúde nas Ondas do Rádio ..................................247
Projeto de Prevenção às DST/Aids e Gravidez Precoce para
Adolescentes Profissionais do Sexo no Município de Presidente
Prudente.......................................................................................................249
Prevenção de HIV/Aids com Homens Adolescentes e Jovens
Junto ao Programa Papai, em Recife/PE ....................................................251
Projeto de Sexualidade e Prevenção das DST/Aids na
Comunidade de Heliópolis - São Paulo.......................................................252
A Contribuição da Consulta de Enfermagem na Prevenção da Aids.............254
Onde Está a Verdadeira Dificuldade da Prevenção à Aids na
FEBEM/ Fundação Estadual para o Bem Estar do Menor? São
Paulo; Brasil, 1999.......................................................................................255
Auto-tratamento de Condiloma Genital em Homens ..................................257
Aconselhamento e Orientação para Prevenção de DST/Aids:
Avaliação da Incorporação da Atividade na Coleta de Papanicolau.............259
Mulheres Infectadas pelo HIV1 Atendidas em um Centro de
Orientação e Aconselhamento DST/Aids: o Subtipo do HIV1 ..................260
Caso Clínico: Usuário de Droga Injetável HIV+ ........................................261
Gênero, Saúde e Cidadania no Combate às DST/Aids no
Subúrbio Ferroviário de Salvador - BA.......................................................262
As Unidades de Saúde e o Programa de Redução de Danos de
Porto Alegre .................................................................................................264
O Programa de Redução de Danos de Porto Alegre..........................................265
Fala Educador - Ação Educativa em Sexualidade, Saúde
Reprodutiva e Prevenção em DST/Aids......................................................266
Consultoria às Escolas de I e II Graus das Comunidades
Periféricas. Educação em Saúde: Anticoncepção e Prevenção das
DST/Aids .................................................................................................................268
Prevenção em DST/Aids no Sistema Penitenciário em Fortaleza-Ceará .................270
Prevalência de DST em Pacientes Infectados pelo HIV/Aids no
Centro de Pesquisa Hospital Evandro Chagas (1995-1997) CPQHEC/Fiocruz ........................................................................................271
Sexualidades e Saúde Mental: um Olhar Institucionalizado ....................272
Organizações Não-Governamentais/Aids - O quê Contam sobre
sua Prática ...............................................................................................................273
Produção dos CTA - Município do Rio de Janeiro - 1997.................................275
Doenças Sexualmente Transmissíveis no Núcleo Municipal DSTAids - João Pessoa, Paraíba- Nordeste-Brasil ............................................277
Uma Interlocução entre o Cotidiano dos Profissionais da Saúde
do CR DST/Aids - Fidélis Ribeiro e Prevenção em DST/Aids. ..................278
Perfil Gerencial de Treinamento em DST/Aids: Coordenação nas
Direções Regionais de Saúde (DIR) no Estado de São Paulo .........................281
Projeto Despertar” uma Alternativa para a Criança Soronegativa ..................283
Avaliação de Saúde de Ingressos no Sistema Penitenciário do Rio
de Janeiro.....................................................................................................284
Avaliação de Visita Íntima no Sistema Penitenciário do Rio de
Janeiro .........................................................................................................286
Perfil dos Internos Soropositivos para HIV-Aids em Relação ao
Uso de Drogas no Sistema Penitenciário do Rio de Janeiro
(DESIPE) - 1998 ....................................................................................................288
Parcerias Contra a Epidemia da Aids .................................................................290
Testagem Anti-HIV no Pré-Natal: Possibilidade de Tornar-se um
Exame de Rotina .........................................................................................292
Prevenção do Câncer do Colo Uterino em Pacientes HIV Positivas...............293
Uso de Condom por Parceiros de Mulheres HIV Positivas .............................294
Descrição Etiológica das Doenças Sexualmente Transmissíveis no
Centro de Saúde Meireles Fortaleza-CE- Brasil .........................................295
Risco e Prazer - O Jogo da Vida. Projeto Presevida - Lutando pela
Sobrevivência ..............................................................................................297
Cursos de Capacitação da Equipe de Enfermagem na Prevenção
do HIV e Assistência a Pessoas Portadoras do HIV e Aids........................298
Reflexões sobre Biossegurança dentro das Atividades dos
Projetos Redução de Danos - Troca de Seringas ........................................299
Atendimento de Enfermagem em Ginecologia ..........................................300
Prevenção das DST/Aids no Povo Indígena Suruí: Papel da
Mulher na Mobilização Social ....................................................................302
Disponibilidade de Sorologia Anti-HIV como um Teste Voluntário
na Rotina do Atendimento Pré-Natal em Unidades Básicas de
Saúde do Município de Ribeirão Preto .......................................................306
Prevenção às DST/Aids na Penitenciária Feminina do Complexo
Carandiru em São Paulo .............................................................................307
Pesquisa Acadêmica no Incentivo a Debates em DST/Aids em
Unidade Básica de Saúde ............................................................................308
Análise Comportamental de Usuários Portadores de Doenças
Sexualmente Transmissíveis Atendidos no Centro de Saúde
Meireles - Fortaleza - CE - Brasil...........................................................................309
Trabalhando as DST/Aids no Presídio Feminino de Fortaleza Relato de Experiência .................................................................................311
Conhecimento sobre Formas de Transmissão e Medidas Preventivas
Relacionadas ao HIV entre Estudantes de Belo Horizonte .............................313
O Preservativo sob Gestão da Coordenação de DST/Aids de Belo
Horizonte e sua Inserção nas Atividades de Prevenção ..............................314
Programa Afetivo-sexual .............................................................................316
Trabalhadores do Sexo numa Coorte de Homens que Fazem Sexo
com Homens (“Projeto Rio”): O Desafio de Prevenção de Acordo
com a Pareceria .......................................................................................................318
Uma Coorte de Homens que Fazem Sexo com Homens (“Projeto
Rio”): os Motivos de Fazer o Teste HIV e Aderência ao Estudo ...............320
Mulher, Samba e Saúde - Uma Iniciativa de Prevenção às DST/Aids .............322
Campanhas do Governo Federal em duas Décadas de Epidemia .................323
Violência contra Homens que Fazem Sexo com Homens
(“Projeto Rio”): Incidência de Morte por Fatores Externos e a
Violência Sexual no Início da Vida Sexual ................................................324
Programa de Prevenção de Doenças Sexualmente Transmissíiveis
e Aids em Trabalhadores do Sexo no Ambulatório Municipal de
Doença Sexualmente Tramissível/Aids de Campinas SP................................326
Prevenção de DST/Aids Junto a Homens no Local de Trabalho ..................328
Jovens, Sexualidade e Escola: uma Proposta de Ação
Participativa ................................................................................................329
Aids Também é Violência............................................................................330
Papilomavírus : Perfil Comportamental dos Pacientes para uma
Prevenção mais Eficaz ............................................................................................331
Associação da Infecção por HIV, Sífilis e Hepatite B........................................333
Novas Atitudes: DST/Aids: Conscientização e Informação ............................334
Comportamento Sexual, Aids e Representações Sociais: Estudantes
da Área de Saúde da Universidade Federal de Alagoas (UFAL)...................335
Redução de Vulnerabilidade ao HIV/Aids na Escola: um Instrumento
para Diagnóstico de Situação e Monitoramento da Intervenção .....................337
Vice-Versa ...................................................................................................339
Prevalência da Positividade do Teste de HIV nos 5 COAS do
Município de SP...........................................................................................341
Programa STOP Aids/DST (Serviço de Treinamento, Orientação e
Prevenção Em Aids/DST)............................................................................342
Consultoria Comunitária de Prevenção das DST/Aids - Programa
Comuncse ................................................................................................................345
Aids e Mulheres Jovens: uma Questão de Vulnerabilidade.............................346
Projeto Multiplicadores na Pastoral do Adolescente da Vila Garcia ...............347
Projeto Saúde Integral, Adolescência e Sexualidade.........................................349
Participa Puta!: Repensando as Estratégias de Prevenção do HIV/
Aids entre Mulheres Profissionais do Sexo.......................................................351
Modelo de Intervenção Junto a Profissionais do Sexo no Interior
de Sergipe e na Orla de Aracaju .................................................................353
Programa Local de Prevenção em DST/Aids: uma Experiência no
Rio de Janeiro ..............................................................................................354
Caminhoneiros de Rota Curta da Cidade de Santos/SP e sua
Vulnerabilidade às DST/Aids ......................................................................355
“Programa Pampulha BH - 100 Aids” A Comunidade Unida
Derrota a Aids e o Preconceito!...................................................................357
Projeto Caminhoneiro .................................................................................359
Tratamento Supervisionado de Tuberculose: uma Experiência de
Parceria .......................................................................................................361
A Influência das Medidas Preventivas no Tempo de Sobrevida da
Criança Portadora do HIV...........................................................................362
Vigilância do HIV por Rede Sentinela Nacional - Brasil 1997-1998.............364
Prevenção de DST e Aids em Comunidades Populares:
Articulando Educação e Cidadania num Contexto de
Vulnerabilidade Social ................................................................................365
Adolescentes: Realidade e Riscos Frente às DST e HIV/Aids ..................367
Centro de Treinamento em DST/Aids para Populações
Empobrecidas ..............................................................................................369
A Experiência da Escola de Enfermagem de Manaus na
Capacitação de Recursos Humanos na Prevenção do HIV e
Assistência aos Portadores do HIV e de Aids ............................................370
Atuação do Serviço Social Junto a Pessoas Vivendo com HIV/
Aids no Hospital Universitário Regional do Norte do Paraná .........................371
Projeto Aids e a Escola - uma Prática de Prevenção..........................................373
Campanha de Eliminação da Sífilis Congênita no Município do Rio
de Janeiro .................................................................................................................375
Projeto Condom No ................................................................................................377
Projeto Amar, Preservar e Viver “Uma Alternativa Para a
Trabalhadora do Sexo”..................................................................................379
Redução da Transmissão Vertical ...............................................................381
Importância dos “Grupos de Investigação da Sífilis CongênitaGisc”, na Melhoria da Notificação da Sifilis Congênita em
Fortaleza .....................................................................................................382
Agente em Ação nos Núcleos Comunitários de Prevenção das
DST/Aids - A Experiência da Associação de Mulheres do Morro
dos Telégrafos e da Coligação das Associações e Moradores do
Complexo Grajau-Jacarepaguá e Lins.........................................................384
A Importância do Teste do HIV na Rotina do Pré-Natal do
Programa Mãe Curitibana............................................................................386
Avaliando o Acompanhamento do Serviço Social às Mulheres
Vivendo com HIV/Aids ..........................................................................................387
Avaliação das Notificações de Acidentes com Material Biológico
na UISHP..................................................................................................................389
Prevenção das DST/Aids: Relato de Experiência Participativa nos
Municípios Atingidos pela Construção da LT-500 KV Interligação Norte-Sul .................................................................................391
Jornadas Universitárias em Saúde Reprodutiva DST/Aids: em
Faculdades de Comunicação Social ............................................................392
Avaliação do CTA/COA Curitiba - 1998 ....................................................393
Não Usar Camisinha: os Fatores de Risco para Mulheres em
São Luís - MA.............................................................................................395
Abordagem Sindrômica, uma Estratégia para o Atendimento
Imediato às DST ..........................................................................................396
Uso do Preservativo entre Casais Portadores ou não do HIV...........................398
Perfil dos Pacientes Atendidos no Ambulatório de DST do
Hospital Materno-Infantil Presidente Vargas de Porto Alegre.......................400
Ocorrência de Doenças Sexualmente Transmissíveis no Setor de DST
da Universidade Federal Fluminense no Período Pré e Pós Carnaval ...............402
Avaliação de Capacitações: Subsídios para Refletir a Prática do Treinar ...........403
Fantasias de Gravidez e Características Psicossociais de Mulheres
no Binômio Gestação/HIV+ ........................................................................404
Avaliação Distribuição de Preservativos Masculinos no CTA.
O Que Faz o Usuário Quando não há Preservativos?...................................405
Casas Noturnas II ........................................................................................406
Encontrando com Adolescentes: uma Experiência Comunitária,
Multi-Setorial...............................................................................................408
Preservativo Feminino: Ampliando as Opções em Saúde
Reprodutiva..................................................................................................409
Perfil Epidemiológico da Sífilis Congênita no Estado de Santa Catarina ...........411
Prevenção às DST/Aids na 3ª Idade ............................................................413
A Construção do Arco Íris na Cidade de Santos .........................................415
Redução de Danos como Política de Saúde Pública ..................................416
Manual de Apoio ao Educador ....................................................................417
Associação Lar - uma Experiência de Auto-gestão de uma Moradia
Coletiva para Pessoas com Sorologia Positiva para o HIV...........................418
O Teatro como uma Resposta para Prevenção, Terapia e
Sustentabilidade da ONG ............................................................................420
A Interiorização da Prevenção das DST/Aids no Estado do Rio
de Janeiro ....................................................................................................422
Biossegurança, Aids e Hospital Geral: Aspectos Psicossociais do
Acidente com Material Biológico .......................................................................423
Com Amor, Sem Medo, Sem Culpa, Sem Aids.................................................424
Jovens em Situação de Risco Pessoal, Ajudando na Saúde Social ................426
Teatro X Aids: Mudança de Cena ........................................................................428
Apoio a Mulheres Portadoras do HIV Atendidas no CRT- Aids em
São Paulo .....................................................................................................429
A Construção Social, a Prostituição e o Uso dos Preservativos. A
Problemática da Prevenção. ........................................................................430
Prevenção da Aids no Local de Trabalho aos Servidores do
Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão
Preto-USP(HCFMRP-USP) ........................................................................432
Saúde Sexual e Reprodutiva e Prevenção às DST/Aids na Favela
Monte Azul ..................................................................................................434
Sustentabilidade de Recursos Humanos em DST/Aids: um
Desafio para as Instituições Públicas ..........................................................435
Exposição Ocupacional a Sangue e Secreções Corporais entre
Profissionais de Saúde: as Políticas de Prevenção dos
Hospitais de Porto Alegre .........................................................................436
Projeto Mulher-Aids-Prevenção.................................................................438
Programa de Prevenção da Aids na Universidade Federal do Paraná ..........440
Feminilização da Epidemia de Aids: uma Resposta Comunitária ..............441
DST/Aids e Adolescência ...........................................................................442
Programa de Adesão à Terapia Anti-Retroviral na Unidade de
Infectologia Hospital Dia “Willian Rocha”. Guarujá -SP ...........................443
Prevenção Também se Ensina .....................................................................444
Sexualidade e Adolescência: as Informações e a Participação da
Escola e da família nesta Descoberta ..................................................................446
Conhecimento dos Enfermeiros sobre as Orientações frente aos
Acidentes com Material Contaminado pelo HIV ........................................447
Projeto Gamabrinq: Atividade Lúdica na Enfermaria Pediátrica
do Hospital Dia “Willian Rocha”.................................................................448
Programa de Prevenção às DST/Aids em Instituição Especializada
na Atenção à Deficiência Mental (DM) em São Paulo .................................450
Projeto Piloto de Prevenção em DST/Aids em 2 Núcleos
Habitacionais - Município de Diadema - São Paulo ..................................452
0800: Aumentando o Acesso à População de Baixa Renda ........................454
Projeto de Intervenção Educativa em DST/Aids nas Escolas.....................455
Apoio a Mulheres Portadoras do HIV Atendidas no CRT- Aids em
São Paulo .....................................................................................................456
O Controle das Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST)
como Estratégia de Prevenção à Infecção pelo HIV - a
Experiência do Ceará (Projeto HIV/DST - CECAD) .................................458
Prevenção da Transmissão Vertical do HIV - Experiência do
Município do Rio de Janeiro .......................................................................460
Travestis, Profissionais do Sexo, DST-Aids:Relato de
Experiências, Grupo Operativo Pró-Vida de Maceió-AL............................462
Sífilis Congênita na UISHP em 1998 ..........................................................464
Projeto de Prevenção às DST/Aids para Adolescentes dos CIES................465
Prevenção: um Direito dos Adolescentes a Experiência do Projeto
“ Vista Essa Camisinha”...............................................................................466
Banco de Idéias, Recursos Materiais e Humanos e Para o
Trabalho Comunitário de Prevenção das DST/Aids ..................................468
Direitos Humanos: Cidadania .....................................................................469
Juiz de Fora em Ação...................................................................................471
Apresentação
Em 1996, a Coordenação Nacional de Doenças Sexualmente Transmissíveis
e Aids do Ministério da Saúde realizou a primeira edição do Congresso
Brasileiro de Prevenção em DST e Aids, com o objetivo de criar um espaço
nacional de reflexão e discussão sobre as questões de conteúdo e
metodologias que envolvem a educação preventiva em DST/aids.
Nos últimos anos deste País, a epidemia tem percorrido o caminho das
populações em situação de pobreza, atingindo cada vez mais os grupos
de reduzido poder aquisitivo e baixo grau de escolaridade. Originalmente,
esse segmento é o mais atingido pelas doenças infecto-contagiosas em
geral. Dificuldades de acesso às informações e serviços de saúde e,
conseqüentemente, aos insumos de prevenção, concorrem para o
agravamento da realidade da nossa Saúde Pública, o que também torna
essas populações cada vez mais vulneráveis às DST e aids.
Os mais pobres, portanto, são sujeito e objeto prioritários de nossas
intervenções. Essa foi a razão porque DST/Aids na População em
Situação de Pobreza foi o tema central do III Congresso Brasileiro de
Prevenção em DST e Aids, que focalizou, na sua pauta de atividades e
discussões, especialmente, as formas de envolvimento das associações
comunitárias e lideranças da sociedade civil na luta contra a aids. Que
continua a ser o nosso mais urgente desafio.
Paulo R. Teixeira
Coordenador
Coordenação Nacional de DST e Aids do Ministério da Saúde
Modalidade
Material Educativo
Material Educativo
28
DST - HIV/Aids “O Melhor Ainda é Prevenir”
Autor(es): Claudia Paula Santos - Casa da Aids Divisão de Moléstia
Infecciosa e Parasitárias do HCFMUSP/Fund. E. J. Zerbini
Co-autores: Ana Lúcia Lei Munhoz Lima; Mildred Pitman de Castro;
Susan Marisclaide Gasparini; Vanda Lúcia Vitoriano do Nascimento;
Yone Xavier Felipe
Apresentador: Claudia Paula Santos
Contato com o autor: [email protected]
Problema: A criação deste vídeo surgiu da percepção da necessidade
de divulgação de informações e orientações sobre prevenção e tratamento
às DST/aids, mediante uma demanda crescente de solicitações por
palestras e materiais educativos, ao nosso Serviço, de Instituição de
Ensino (Fundamental, Médio e Superior) e de Saúde.
Descrição do Projeto: Produção de vídeo educativo com objetivo de
promover a divulgação de informação e orientações sobre prevenção e
tratamento às DST/aids, sensibilizando a população-alvo para a
realização do aconselhamento e testagem sorológica. Partindo do modelo
de aconselhamento e testagem sorológica, implementado pelo Grupo
de Prevenção da Casa da Aids, buscou-se, por meio de uma linguagem
visual contemporânea, sensibilizar e motivar os usuários à reflexão sobre
situações de risco e vulnerabilidade individual e da comunidade. Seu
conteúdo é composto por: a)uma apresentação dos serviços prestados e
espaço físico de um centro especializado (Casa da Aids) no atendimento
a paciente com HIV/aids, descrevendo recursos disponíveis para
realização do teste e do acompanhamento multiprofissional; b)
apresentação do Aconselhamento e Testagem Sorológica, realizado pela
Casa da Aids, abordando simultaneamente o modelo proposto com sua
etapas de realização e seu conteúdo; os usuários interessados em realizar
o teste anti-HIV respondem a um questionário de caracterização do perfil
demográfico-socioeconômico, conhecimento prévio e comportamento
em relação às DST/aids, assistem a uma palestra (aconselhamento préteste em grupo) ministrada por assistência social e psicologia, na qual
são apresentadas informações básicas e medidas de prevenção sobre
DST/aids. Após a palestra os usuários voluntariamente coletam o sangue
para testagem sorológica. O resultado do exame é dado pelo médico e o
aconselhamento pós-teste é feito por uma assistente social e/ou
atendimento individual. Para a elaboração do vídeo foi contratada uma
empresa responsável pela produção. O conteúdo do vídeo e da palestra
foi criado pelos profissionais do Grupo de Prevenção que participaram
Material Educativo
29
da filmagem, juntamente com dois atores e figurantes. As filmagens do
espaço físico foram realizadas na Casa da Aids e no HCFMUSP.
Principais Resultados: A utilização do vídeo ampliou a divulgação e a
informação, e orientações sobre DST/aids, atingindo diversos tipos de
população. Proporcionando o esclarecimento de dúvidas quanto a locais
de aconselhamento pré e pós-teste. O público que teve acesso ao vídeo
foi composto, principalmente, por estudantes, professores e
trabalhadores. Nos locais onde este vídeo foi divulgado (Universidades,
Cipas, Semanas de Prevenção em Saúde em diversas instituições)
possibilitou-se a reflexão e a formação de multiplicadores.
Conclusão: Verificou-se a aplicabilidade e a importância da produção
de material visual para populações específicas, com informações
atualizadas acerca da pandemia da aids e DST.
Material Educativo
30
Bilão e os Cavaleiros da Saúde “Conversando”
com o HIV
Autor: Edilaine Spinace - Ambulatório de Moléstia Infecciosas de Jundiaí
Apresentador: Edilaine Spinace
Contato com o autor: [email protected]
Problema: O referido material educativo, livro infanto-juvenil, surgiu
durante o Projeto “Apoio psicossocial e preventivo às crianças que
convivem com a epidemia HIV/aids “ o qual tem como finalidade orientar
e produzir mudanças positivas de atitudes e comportamentos em relação
à realidade vivenciada por um trabalho grupa, no qual se percebeu a
necessidade de criar um material de apoio para repassar informações de
transmissão, prevenção, assistência, vida x morte e esperança em relação
a epidemia HIV/aids, de uma forma socioeducativa, visando a interação
da criança com o livro por meio de leitura, passatempos, desenhos e jogos.
Descrição do Projeto: Foi utilizado, como metodologia, experiências
profissionais como assistente social no atendimento ambulatorial e
hospitalar com crianças e familiares de soropositivos, além de leituras e
pesquisas realizadas durante o trabalho na Área de Prevenção DST/aids
e durante o próprio projeto com a participação das crianças.
Principais Resultados: Percebeu-se subjetivamente a compreensão pelas
crianças do próprio diagnóstico e/ou do diagnóstico das pessoas que
convivem com a epidemia HIV/aids de forma clara e participativa; utilizouse do mesmo como um meio para incentivar o trabalho em equipe por
meio do jogo; os pais soropositivos relataram ser um material de apoio e
de fácil compreensão, ajudando-os a informar o diagnóstico a seus filhos;
serviu de apoio aos educadores para trabalhar os temas transversais.
Conclusões: Observa-se que tanto as crianças, como seus parentes,
profissionais de saúde e educadores puderam compreender melhor o
diagnóstico HIV/aids de uma forma clara e objetiva, utilizando o livro
como material informativo, socioeducativo e de apoio; divulgação sobre
prevenção e assistência da epidemia HIV/aids na área escolar; enfoque
na questão da importância dos direitos e deveres dos soropositivos,
enfatizando a cidadania; trabalha aspectos relacionados à morte de uma
forma tranqüila, como uma das fases inevitáveis da vida; realização da
2º edição totalizando 2.500 exemplares financiados pelo Programa
Municipal de DST/Aids; novas edições em andamento.
Material Educativo
31
Travestis, Cidadania e a Prevenção das DST/HIV/Aids
Autor: Eliana Chagas Silva - GAPA/SE
Co-autor: Katia Aragão
Apresentador: Eliana Chagas Silva
Contato com o autor: (79)224 1414
Problema: O crescimento da epidemia da aids entre os profissionais do sexo
(masculino) e nas mulheres nos leva a investigar um público que se encontra
nas ruas e que tem como clientela mais constante homens bissexuais.
A pesquisa tem como objetivo precípuo produzir material educativo para
a orientação e prevenção das DST/HIV/aids e para o exercício da
cidadania entre os travestis, como também servir como veículo de
informação aos profissionais de saúde sobre o universo dos travestis.
Descrição do Projeto: Estão sendo aplicados 50 roteiros de entrevistas,
que são realizadas com o auxílio de um gravador, cujo objetivo é coletar
informações que não estão contidas nos roteiros. Até o presente momento,
foram aplicados 30% dos roteiros.
Principais Resultados: Com o material das entrevistas está sendo
impressa a primeira cartilha para travestis, em Sergipe, intitulada:
Travestis, Cidadania e Prevenção das DST/Aids. Além disso, os travestis
se organizaram e fundaram a “UNIDAS “ (Associação de Travestis
“Unidas na Luta pela Cidadania”).
Conclusões: A pesquisa propiciou-nos conhecer melhor o universo das
travestis, compreender suas adversidades e orientá-las na prevenção das
DST/aids, além de promover o contato direto com aqueles que foram
infectados pelo HIV/aids e encaminhá-los para o ambulatório das DST/
HIV/aids, para tratamento. As cartilhas serão distribuídas aos travestis e aos
profissionais de saúde, nos treinamentos de prevenção das DST/HIV/aids.
Material Educativo
32
Kit Educativo Colméia: uma Abordagem Preventiva
para Mulheres
Autor: Eliana Maria Hebling – Centro de Controle e Investigação
Imunológica Dr. A.C.Corsini, Campinas/SP
Co-autores: Aranaí Guarabyra Diniz; Sílvia B. Bellucci
Apresentador: Eliana Maria Hebling
Contato com o autor: [email protected]
Problema: Desde 1992, o Centro Corsini desenvolve um programa
contínuo de educação participativa sobre saúde sexual, reprodutiva e
prevenção das DST/aids junto a mulheres de baixa-renda, mães de
crianças de creches de periferia. Este programa, denominado Colméia,
é composto por módulos que discutem temas como corpo e sexualidade,
direitos sexuais e reprodutivos, gênero, cidadania, doenças sexualmente
transmissíveis e aids, num período de oito meses, culminando na
formação de multiplicadoras de informação/agentes de saúde. Desde
1997, um novo componente foi adicionado ao Programa: a capacitação
de dirigentes e funcionários dessas entidades, para melhor lidarem com
as questões da aids no local de trabalho. A maior dificuldade encontrada
pelos técnicos, ao longo desses anos, foi a carência de material educativo
específico para essa população. Considerando as necessidades
emergentes do programa, decidiu-se pela produção de um material
educativo diversificado e apropriado à população-alvo.
Descrição do Projeto: A partir da experiência de mais de sete anos de
trabalho com grupos de mulheres, foi desenvolvido um programa para
elaboração de um kit de material educativo, cuja metodologia básica foi
a realização de grupos focais, tanto para definição do tipo de material,
como de conteúdo e formato. Mulheres que já haviam participado
anteriormente do Colméia foram convidadas a participar desse programa,
que incluiu a realização de 12 grupos focais, cujos produtos foram: “O
alerta da Aids, a coisa tá feia! “, um gibi com informações sobre
transmissão e prevenção da aids ; “Cá entre nós...um bate-papo sobre a
saúde sexual da mulher, do homem e da família”, uma cartilha sobre
questões relacionadas à sexualidade, DST e aids. Esses materiais foram
pré-testados junto a população-alvo e tiveram um índice de aceitação
acima de 80%. Como material de apoio, duas maletas foram
padronizadas, sendo uma composta por diferentes métodos
anticoncepcionais e outra por materiais de demonstração de uso correto
de preservativos feminino e masculino. Para facilitar a utilização
Material Educativo
33
adequada do material e a replicação do processo educativo, foi elaborado
um manual de orientação das intervenções, o “Manual do Educador “,
contendo técnicas e métodos utilizados com os grupos de mulheres. Além
disso, foi criada uma pasta com material didático de apoio aos
treinamentos institucionais. A produção, padronização e utilização
repetida desses materiais, num mesmo contexto social, permitiram a
criação do kit Colméia, que estará à disposição durante o congresso.
Principais Resultados: O kit-Colméia, contendo diferentes tipos de
materiais informativos dirigidos, principalmente, à população feminina,
veio a facilitar não só o desenvolvimento do Programa Colméia junto a
novos grupos de mulheres, como também a formação de agentes de saúde
entre as líderes comunitárias que desenvolvem trabalhos artesanais e
profissionalizantes com a população feminina de baixa-renda, ampliando
o campo de atuação na comunidade. Esse processo promoveu nas
mulheres uma maior identificação com o trabalho educativo, motivandoas a solicitar a criação de camisetas e mochilas que, atualmente, permitem
a identificação do grupo de mulheres como “Grupo Colméia “.
Conclusão: Pode-se assim concluir que material de apoio produzido de
acordo às especificidade do público-alvo tornam mais efetivos os
programas de educação/informação em HIV/aids.
Material Educativo
34
Daniel e Letícia - Falando sobre aids(livro para
criança abordando a aids e a inserção de crianças
com aids)
Autor: Elizabete Franco GIV -Grupo de Incentivo à Vida Apoio da
CN-DST/MS e GLAMS/INSP – México; Sônia Rodrigues
Co-autores: Inês Silva dos Santos; Marcelos Krokos; Nair Brito - Grupo
de Incentivo à Vida (co-produção: Casa Siloé)
Apresentador: Elizabete Franco
Contato com o autor: [email protected] ou [email protected]
Resumo: Do ponto de vista sociopsicológico a criança soropositiva enfrenta
algumas dificuldades: preconceitos que dificultam a inserção social,
principalmente na escola; falta de preparo da maioria dos adultos (pais e
educadores) para “contar “ para a criança sobre sua infecção pelo HIV e
abordar temáticas como a aids, sexualidade, morte; pouco espaço para
“conversar” e elaborar suas vivências e identidade de criança soropositiva.
Entretanto, a aids também atinge filhos e amigos de portadores e crianças
que não têm proximidade/familiaridade com esta problemática. Os meios
de comunicação, especialmente a televisão, têm grande inserção junto
ao público infantil, e a criança acaba tendo informações que elabora a
seu modo, habitualmente sem ajuda do adulto. É comum o susto dos
pais e educadores diante de perguntas sobre a aids, como se a criança
não estivesse inserida na cultura.
Existe escassez de materiais educativos que possam auxiliar o trabalho junto
às crianças, facilitando sua compreensão a respeito do universo da aids.
A partir do exposto, colocamo-nos o desafio de produzir um livro infantil
que aborda a aids, adequado às características da linguagem e do
desenvolvimento infantil, e que partisse de uma visão de criança como
cidadã, sujeito ativo, cognoscente, que tem direito e merece amparo em
seu processo de crescimento e para suas descobertas sobre o mundo.
Partimos da premissa que os livros para crianças são mediadores
importantes na interlocução entre crianças e adultos, bem como na
interlocução criança-criança.
Para enfrentar tal desafio, constituímos um grupo de trabalho formado
por pessoas que têm envolvimento com a temática da infância e da aids,
e no decorrer de dois anos, trabalhamos na produção do livro Daniel e
Letícia, um material para subsidiar intervenções educativas junto a
crianças e pré-adolescentes infectados e não-infectados pelo HIV/aids.
Inicialmente, realizamos um levantamento bibliográfico sobre a temática
criança e aids e realizamos uma sondagem com três grupos de crianças:
Material Educativo
35
um grupo da CASA SILOÉ (Casa de apoio), um grupo do GIV _ Grupo
de Incentivo à Vida (filhos de portadores) e um grupo de uma escola
pública na Zona Leste de São Paulo. Esta sondagem consistiu em uma
entrevista orientada por um pequeno roteiro prévio, nas quais as crianças
exprimiam suas representações sobre a aids.
A partir dos resultados da sondagem e da experiência dos membros do
grupo, elegemos os temas centrais da história e criamos o roteiro.
Posteriormente, encaminhamos a primeira história para apreciação de
alguns especialistas e ativistas da área, professores e alunos de uma
universidade, como um pré-teste, uma sondagem junto aos adultos. O
saldo final foi bastante positivo, e a idéia da produção dos livrinhos,
amplamente aprovada. Tivemos ainda a oportunidade de discutir o esboço
do material com as próprias crianças. Com todos estes dados, fizemos
reformulações nos roteiros iniciais e encaminhamos a publicação.
Daniel e Letícia é um livro “frente e verso “, com duas histórias, que
recebem o nome dos personagens centrais. Daniel é um menino com
HIV que reflete sobre sua condição e Letícia é sua amiga e deseja obter
informações sobre a aids. Os principais temas abordados neste livro
são: a identidade da criança com aids, crianças em casas de apoio, morte,
cotidiano das crianças, formas de transmissão/prevenção do HIV,
convívio na escola e solidariedade.
Este material estará sendo lançado junto às atividades do dia mundial de
luta contra a aids, em dezembro de l999. Antes mesmo do seu lançamento,
já podemos apreender a sua relevância, pelo interesse que a publicação
vem despertando junto a educadores, voluntários, profissionais, mídia e
crianças. No momento, temos resultados obtidos no pré-teste do livro,
que, apesar de parciais, oferecem bons indícios da eficácia do mesmo.
Crianças soropositivas rapidamente se identificam com o personagem e
sentem-se valorizadas, encontram um “igual “, têm espaço para falar de
suas vivências e no final alegram-se por se perceberem, apesar de sua
especificidade, como todas as outras crianças. No que se refere às crianças
soronegativas, o livro atinge seu objetivo quando desperta para a questão
da solidariedade. E em ambos os grupos, as formas de transmissão e
prevenção, geram muito interesse. A partir da análise dos resultados
parciais, concluímos que o livro conseguirá: contribuir para a ampliação
do debate sobre crianças e aids, apoiar crianças soropositivas, favorecendo
seu desenvolvimento e inserção social, permitir que crianças com e sem
HIV tenham acesso à informação, favorecendo a prevenção e,
Material Educativo
36
principalmente, contribuir para a ampliação da solidariedade. Uma das
lições que também aprendemos até aqui é que o material é muito
mobilizador também para os adultos, que vêem no livro um bom caminho
para conversar com as crianças e ao mesmo tempo se apercebem e refletem
sobre as suas dificuldades para abordar a temática.
Material Educativo
37
CD Fique Vivo: “Mensagem dos Manos de Cá para
os Manos de Lá”
Autor: Fernando da Silveira - NEPAIDS - Núcleo de Estudos para a
Prevenção da Aids - USP
Co-autores: Betina Leme; Camila Alves Peres; Marcelo Domingues
Roman; Rodrigo Alves Peres
Apresentador: Fernando da Silveira
Contato com o autor: R. Sampaio Viana, 323 apto. 62 SAO PAULO SP 04004001
Resumo: Trabalhar prevenção da aids com jovens infratores é um
desafio, principalmente porque a prática de risco está presente no dia-adia, e a vida acaba tendo pouco valor. Poucos meninos acreditam que
podem mudar suas vidas, pois mesmo que quisessem teriam pouco ou
nenhum suporte social para viver na legalidade. Isto acaba refletindo
diretamente na prevenção ao HIV. Esta população está inserida em um
contexto de vulnerabilidade social e individual ante ao vírus, sendo que
dados de uma pesquisa realizada pela Faculdade de Medicina da
Universidade de São Paulo indicam uma taxa de infecção de 2,6% para
meninos e 10% para meninas internados na Febem. Apesar disso, são
poucos os recursos e materiais educativos produzidos ou adaptados para
esta população. Este projeto, fruto da parceria entre o Nepaids, a Febem
e o Programa Estadual de DST/Aids teve como objetivo criar um CD
com músicas feitas pelos internos da instituição. Foi feita uma seleção
com o auxílio de músicos conhecedores dos estilos apresentados. Foram
selecionadas 11 músicas que formam o universo musical da periferia de
São Paulo, de onde a maioria dos meninos vêm. O material contém
músicas de RAP, funk, pagode e inclui uma música sertaneja. Os temas
são diversificados, tendo letras sobre a vida do crime, drogas, músicas
religiosas, violência e aids/DST. As músicas foram gravadas em um
estúdio profissional, e foram feitas 3.500 cópias em CD, mais 1.000
cópias em fitas K7 para a distribuição dentro da instituição e outros
locais de interesse.
O resultado destas ações foi a produção de um material educativo que
pode ser utilizado dentro da Febem ou em populações similares, como
escolas públicas.
Material Educativo
38
As ações preventivas dentro da Febem acabaram incluindo a música
como um fator importante na abordagem com estes jovens, pois os
educadores criaram um canal de comunicação pela música. As letras
vêm sendo trabalhadas com temas ligados à vulnerabilidade da aids.
Outro ganho importante que o CD trouxe foi o aumento da auto-estima
e a possibilidade desses jovens serem ouvidos. Afinal, muito se fala
sobre a Febem, mas pouco se ouve sobre o que estes jovens têm para
falar. Desta forma, eles tiveram a oportunidade de se tornar um pouco
mais cidadãos, mostrando que têm potencial para produzir coisas de
utilidade para a sociedade, bem como auxiliar seus companheiros.
Material Educativo
39
Jogos Educativos
Autor: Herta Helena Martins - Oficina do Futuro e Rádio Comunidade
e Ser Mulher
Co-autor: Maria Diva Müller
Apresentador: Herta Helena Martins
Contato com o autor: [email protected]
Resumo: Foi trabalhando com orientação sexual nas escolas e com outros
grupos de adolescentes e jovens, que me deparei com algumas
dificuldades, obstáculos e impedimentos, entre a informação e as
condutas dos jovens. A informação não era poderosa suficientemente
para ultrapassar as atitudes e mudá-las, no sentido de gerar maior autoestima e comportamentos sexuais seguros. Questões que envolviam
sexualidade, saúde sexual e reprodutiva, direitos sexuais e gênero eram
algumas coisas que se inseriam no seu repertório de conhecimentos,
sem, no entanto, gerar informação vivencial e relacional. Sempre utilizei
metodologias participativas e vivências de sensibilização, mas precisava
encontrar materiais criativos, dinâmicos e bonitos que despertasse neles
o DESEJO de participar, recriar, solucionar problemas do seu dia-a-dia.
Comecei a pesquisar materiais educativos e utilizando-os percebi que o
jogo pode gerar um pitada de competição, a troca de experiências, a
recriação de situações difíceis e muitas vezes dolorosas, e na medida
que essas situações eram compartilhadas e discutidas abria-se a
possibilidade de ressignificação e, dessa maneira gerava uma
transformação real, a confiança conquistada e o prazer de brincarmos
juntos fazia o grupo crescer. O jogar é uma atividade universal e está
presente em todas as formas de organização social, das mais primitivas
as mais sofisticadas, tornando-se parte das características culturais e
histórias de um povo.
Utilizei-me de grupo focal, metodologia participativa, durante a qual
pude realizar uma pesquisa qualitativa de opiniões, que geraram
informações importantes sobre aspectos sociais e culturais. Esses
aspectos são parte da interface na transmissão, controle, prevenção e
tratamento de doenças. A razão para o uso desta técnica de avaliação
etnográfica, quando se trabalha com temas de saúde relacionados a estilos
de vida de jovens, é a possibilidade de observação dos vários aspectos
de vivências e percepções ao seu redor, como os pensamentos, as crenças,
as motivações, as atitudes, os modos de expressão, as falas, os
comportamentos, enquanto ocorre o processo de debate sobre o tópico
Material Educativo
40
em questão. É uma maneira de aprofundar a compreensão do problema
e identificar as respostas que este problema gera no contexto social e
nas relações emocionais de cada pessoa e do grupo social. A diversidade
de opiniões amplia o debate e favorece a expressão dos diferentes pontos
de vista, enriquecendo a interação entre todos.
Este trabalho foi elaborado a partir de 10 oficinas com participação de
20 adolescentes de diferentes classes sociais da cidade do Rio de Janeiro
e Nova Friburgo. As reuniões foram conduzidas por psicólogo que se
utilizou de várias técnicas de dinâmicas de grupo para sensibilização,
fazendo com que todos participassem das discussões.
O resultado dessas oficinas foi a obtenção de subsídios para criação dos
conteúdos dos jogos. A diversidade de opiniões, a participar de suas dúvidas,
medos, alegrias, a energia, e a criatividade que envolveram os encontros foram
uma grande reciclagem no conhecimento de adolescentes e jovens. Os talentos
e potenciais que emergiram nos encontros foram fantásticos. Houve uma
contribuição enriquecedora para os grupos de informações básicas dos assuntos
tratados, melhora da auto-estima, mudanças de atitudes e comportamentos
mais seguros com relação à própria sexualidade e ao sexo seguro.
Criamos vários jogos com este material, mas aqui interessam os relacionados
à sexualidade, gênero e DST. São eles: Mito e Realidade Adolescente, Mito
e Realidade Gravidez na Adolescência, Mito e Realidade Identidade e
Gênero, Quando Não Sabia de Nada (2 versões) e o Bingo DST/aids. Feitos
de cartonagem com papelão e papel, super duráveis e possibilitando, de
acordo com a necessidade e o público-alvo, a atualização dos mesmos.
Visando a sensibilizar jovens e profissionais que trabalham com jovens,
a gerar diálogo, espaços de discussão e reflexão acerca da própria
sexualidade. Já que a sexualidade se dá de forma relacional - você com
você, você com o outro. Sabendo ainda que a sexualidade se faz presente
em toda nossa vida, da infância à Terceira Idade, entendendo que a
sexualidade interfere nos processos cognitivos dos indivíduos, assim
como na aprendizagem. Tem como finalidade despertar o espírito criativo
do grupo de participantes. Despertá-los e sensibilizá-los para a procura
de novas estratégias de vida e ensino, usando o lúdico, buscando a
participação de todas num resultado criativo.
Material Educativo
41
Preservativo Feminino - uma alternativa para a
Mulher Moderna
Autor: Isabel Aparecida Lima Alves - Secretaria de Saúde de Quissamã
Co-autores: Adenilda Emídia dos Santos; C.O. Moura; Carolina Cintron;
Gláucia Regina; Joanídia; M. F. N. Paixão; Maria Thereza; Ruthméia;
Silvanete dos Santos
Apresentador: Isabel Aparecida Lima Alves
Contato com o autor: (24)768 1236
Problema: Este trabalho foi realizado no município, movido pela
necessidade de emancipar a mulher e corresponsabilizá-la, ao mesmo
tempo, pela prevenção das DST/aids, atribuindo-lhe liberdade e
responsabilidade, simultaneamente. Objetivou-se assim, realizar um
trabalho primeiramente educativo e de conscientização, de que a mulher
dispõe de um meio de prevenção regido por ela e que só a partir do
trabalho preventivo obtêm-se, especialmente nas DST/aids, obviamente,
melhores resultados que no campo curativo. Além disto, notou-se também
a necessidade de se coibir os índices das DST nas comunidades rural e
urbana do município de Quissamã.
Descrição do Projeto: A equipe que realiza este projeto trabalha com
grupos de salas de espera, utilizando recursos audiovisuais (cartazes,
fôlderes, vídeos), questionários elaborado pelo Serviço Social, nos quais
as usuárias respondem questões específicas quanto ao uso e a aceitação
de preservativo feminino.
Principais Resultados: O projeto ainda encontra-se em fase de
consolidação, com resultados parciais, tendo alcançado 50% de aceitação
no uso do preservativo feminino.
Conclusões: A equipe intenciona com esse trabalho propiciar um repasse
de conhecimentos, garantindo gratuidade no uso do preservativo
feminino e também a aceitação, sem preconceito, das usuárias e seus
parceiros, vencendo a barreira da desinformação, para que se possa
conseguir, a longo prazo, avançar na questão da prevenção das DST e
conquistar seus direitos enquanto cidadãs.
Material Educativo
42
Kit de Prevenção às DST/Aids: Grupo de Prevenção
Casa da Aids
Autor: Jane Issa Varandas - Casa da Aids
Co-autores: Ana Lúcia Lei Munhoz Lima; Claudia Paula Santos;
Mildred Pitman de Castro; Susan Marisclaid Gasparini; Vanda Lúcia
Vitoriano do Nascimento Yone Xavier Felipe
Apresentador: Jane Issa Varandas
Contato com o autor: [email protected]
Problema: Necessidade de material que refletisse o trabalho de prevenção
desenvolvido por este grupo, no processo de aconselhamento e testagem
sorológica (pré e pós-teste), com linguagem científica e acessível e projeto
gráfico compatível com a população-alvo (adultos e adolescentes)
portadores ou não do HIV/aids de diversos seguimentos sociais.
Descrição do Projeto: A partir da análise do material educativo
disponível, verificamos a necessidade de criação de folhetos temáticos
para populações específicas com abordagem de práticas, situações de
risco e vulnerabilidade em relação à saúde. Na busca de sensibilizar a
população-alvo, utilizamos uma linguagem científica acessível, que
procuramos fosse isenta de valores morais, promovendo uma reflexão
sobre a responsabilidade, enquanto cidadão, frente às diversas práticas
sexuais e outras situações de risco inseridas num contexto que não deixe
margem para discriminação e preconceito. O projeto gráfico foi
idealizado com o objetivo de estimular a leitura, utilizando cores e
ilustrações que contribuíssem no sentido de uma mudança no modo de
se lidar com a aids, levando a uma postura menos discriminatória, ou
seja, mais solidária.
Principais Resultados: O seguinte material foi selecionado para compor
o kit: 1) folhetos sobre o uso correto e dicas de como se utilizar os
preservativos feminino/masculino na prática de sexo oral, anal e vaginal;
2) folhetos sobre drogas injetáveis que abordam os riscos de contaminação
para a hepatite B e C, HIV e sífilis, sobre o aumento da vulnerabilidade
ligada ao esquecimento do uso de preservativo sob efeito da droga e
telefones de serviços especializados para o usuário de drogas procurar
atendimento; 3) folhetos sobre práticas sexuais abordando o sexo oral
(pênis-boca, boca-ânus; boca-vagina), sexo vaginal e anal e outras práticas
que podem significar risco na aquisição de outras DST e aumento na
quantidade de HIV; vulnerabilidade da mulher relacionada à sua posição
social, negociação do uso da camisinha entre casais (homem/mulher),
Material Educativo
43
situações de risco ligada a relações de mulheres/mulheres, homens/homens
e homem/mulher; 4) camisinha feminina, masculina extraforte e comum
lubrificadas, gel lubrificante íntimo a base de água; absorvente higiênico
interno, lenços de papel absorvente descartável. O conteúdo é
acondicionado em uma bolsa plástica com o símbolo da Casa da Aids em
tamanho adequado para ser levado a qualquer lugar.
Conclusões: A criação e distribuição de materiais de divulgação a
respeito da prevenção de DST/aids, em linguagem acessível e de fácil
transporte, contribui para manter o conceito de sexo seguro na lembrança
do público-alvo.
Material Educativo
44
A Gente da Vila pela Vida
Autor: João Luiz Leocadio da Nova - Núcleo de Tecnologia Educacional
para a Saúde/UFRJ
Co-autor: Regina Helena Barbosa Simões
Apresentador: João Luiz Leocadio da Nova
Contato com o autor: [email protected]
Problema: Produzir um programa educativo, em vídeo, sobre o projeto
“Mulheres de Periferia Urbana: construindo um modelo de intervenção
para prevenção das DST/aids “ que provocasse uma reflexão sobre a
experiência de oferecer-se treinamento a doze mulheres, donas de casa
com baixa escolaridade, para atuarem como agentes de um programa de
prevenção de aids na Maré, comunidade pobre da periferia urbana do
Rio de Janeiro.
Descrição do Projeto: A metodologia utilizada baseou-se em outras
experiências de vídeo-processo, na qual os participantes da produção
são personagens e autores do próprio trabalho. Esta construção exigiu
uma aliança com um cinegrafista, incluído no grupo desde a fase do
treinamento. Esta parceria incluiu discussões sobre todos os aspectos
da produção, na qual o coletivo assumiu o controle do que se desejava
registrar e como realizar aquelas gravações. A fase de montagem foi
dirigida de modo a manter o naturalismo das imagens com o mínimo de
intervenção artística e técnica no produto final.
Principais Resultados: O estreitamento dos vínculos de confiança e
intimidade com as multiplicadoras. A visita às casas onde as
multiplicadoras moravam permitia ver os seus mundos privados,
conhecer suas casas e famílias. Este naturalismo foi transposto para a
imagem, produzindo uma estética audiovisual instigante e fora dos
padrões hegemônicos.
Conclusões: O vídeo (com 19 min.) é capaz de estimular uma discussão
sobre prevenção da aids em mulheres residentes em comunidades pobres
da periferia de um centro urbano.
A experiência vivida pelos participantes do projeto na elaboração deste vídeo
reforça a dimensão da construção coletiva das ações educativas em saúde.
Material Educativo
45
Barraca da Prevenção: Experiência Bem-Sucedida
nas Festas Juninas de Sergipe
Autor: José Almir Santana - Secretaria de Estado da Saúde
Apresentador: José Almir Santana
Contato com o autor: 224 1006
Problema: Distribuir preservativos aleatoriamente nas festas populares
não é uma ação importante para a prevenção, pois qualquer quantidade
seria insuficiente, e também muitos preservativos são perdidos ou
transformados em “balões“.
Descrição do Projeto: Durante as festas juninas em Sergipe, em cada
cidade que realiza Forró, existe a instalação de uma barraca em local
estratégico, apresentando painéis ou banêres sobre as DST, transmissão
e não-transmissão do HIV, a demonstração prática do uso correto do
preservativo e a distribuição do “Chapéu da Prevenção“, adesivos e
preservativos. Há a colocação de faixas e bandeirolas com mensagens
sobre prevenção e divulgação de músicas sobre DST/aids.
Principais Resultados: Foram realizadas cinco campanhas com a
“barraca da prevenção“ nas cidades do interior durante as festas juninas
de 1999. Foram produzidos e distribuídos diversos materiais educativos
com mensagens de prevenção relacionados com o São João ( “Espiga de
Touca“, receita do São João para Toda Vida).
Conclusões: A Barraca da Prevenção nas Festas Juninas tornou-se uma
forma prática e atraente não apenas para distribuir preservativos, como
também para passar mensagens corretas sobre a prevenção das DST
durante as festas populares.
Material Educativo
46
Perguntas e Respostas Ilustradas: uma Proposta
Educativa na Prevenção das DST
Autor
José Antonio Simões - Universidade Estadual de Campinas
Co-autores
Andréa da Silveira Rossi; Jarbas Magalhães; Raquel Ferreira Ferraz do
Lago; Rodrigo Paupério Soares de Camargo
Apresentador
Andréa da Silveira Rossi
Contato com o autor: [email protected]
Problema: O Ambulatório de Infecções Genitais (AIG) do Departamento
de Tocoginecologia da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)
é um ambulatório de referência especializado no atendimento de
mulheres com sintomatologia relacionada com as infecções genitais, e
particularmente às DST.
Descrição do Projeto: Já está demonstrada a maior vulnerabilidade da
população feminina em relação ao risco de contaminação pelo Vírus da
Imunodeficiência Humana (HIV), caso ocorra uma relação sexual
desprotegida. Nas mulheres que apresentam uma infecção genital este
risco é ainda maior. Assim, criou-se a rotina neste ambulatório do
oferecimento das sorologias para sífilis, hepatite B e HIV para todas as
pacientes atendidas. A realização do aconselhamento pré-teste HIV, em
conjunto com a orientação mais ampla sobre as várias DST (reforçando
a importância da prevenção e uso adequado do preservativo), é realizado
pela psicóloga e enfermeira do AIG, antes da consulta médica.
Principais Resultados: Após avaliar os vários materiais educativos sobre
o assunto, para fornecimento às pacientes e utilização no aconselhamento,
a equipe interdisciplinar do AIG sentiu a necessidade de elaborar um
material próprio, que pudesse colaborar com uma melhor compreensão e
prevenção de futuras DST. Para isso, valeu-se também da opinião das
próprias pacientes a respeito do que elas julgavam que lhes seria
conveniente, e utilizou-se um texto bem simples e de fácil compreensão,
aliado a um material fotográfico de ótima qualidade na capa, capaz de
despertar o interesse para que a cartilha seja aberta e lida com maior
probabilidade. Além disso, foram utilizadas fotos reais para ilustrar as
patologias, que segundo as pacientes consultadas, são bastante elucidativas.
Conclusão: Desta forma, espera-se uma contribuição para a educação e
para o conhecimento das principais DST, o que sem dúvida é um fator
essencial para sua prevenção.
Material Educativo
47
Aids sem Medo sem Preconceito - CD-ROM - uma
Fer ramenta de Apoio à Infor mação/Educação/
Comunicação
Autor: Leila Sollberger Jeolás; Luciana Mitsuka - Universidade Estadual
de Londrina/Projeto Gênesis/GeNorP
Co-autores: Carlos Augusto Alves dos Reis; Claudinei Porphirio dos
Santos Cláudio da Costa; Cleusa Rocha Asanome; Luciana Mitsuka;
Marcello Montoril Prado; Maria Kyoko Arai Watanabe; Rodrigo Borgues;
Rosangela Landgraf do Nascimento; Ruy Tsutomu Nishimura; Suely
Hiromi Tuboi; Susana Lilian Wiechmann; Ulysses Scucuglia
Apresentador: Luciana Mitsuka
Contato com o autor: [email protected]
Problema: Este projeto nasceu de um trabalho realizado para conclusão
do curso na Universidade Estadual de Londrina - UEL, e que depois
passou a ser totalmente apoiado pelo Projeto gênesis Norte do Paraná GENORP da UEL. O que motivou os alunos e professores a
desenvolverem este material foi a problemática da aids e a importância
do papel que a educação tem neste contexto. Com o uso cada vez mais
crescente das tecnologias da informação, indispensáveis para
investigação, comunicação, análise e produção de conhecimento neste
mundo globalizado, e a carência de materiais educativos sobre o assunto,
verificada em pesquisa realizada junto às escolas de Londrina,
considerou-se o CD-ROM como um instrumento de apoio à educação
continuada nas escolas, podendo atingir grande número de pessoas a
um custo baixo. E finalmente, o apoio da universidade (UEL/Projeto
GENESIS/GENORP), Associação Londrinense Interdisciplinar de Aids
- ALIA, equipe interdisciplinar e instituições como o Conselho Nacional
de Pesquisa e Desenvolvimento - CNPq, Instituto Euvaldo Lodi - FIEP/
IEL, Sociedade Brasileira de Apoio à Exportação de Software do Norte
do Paraná - SOFTEX/NPR, Serviço de Apoio às Pequenas Empresas do
Paraná - SEBRAE/PR, entre outros, foram fundamentais para tornar
possível o desenvolvimento deste trabalho.
Descrição do Projeto: Desenvolvimento de software multimídia de
estrutura simples e versátil para pessoas a partir de 12 (doze) anos, com
referências para pesquisas e entidades de apoio, aconselhamento e
encaminhamento sobre aids, com conteúdo abrangendo várias dimensões
sociais, econômicas, culturais, políticas e biopsicológicas, reportagens,
animações, ilustrações, fotos e muitas curiosidades. Metodologia: a)
Material Educativo
48
Pesquisas, estudos, participação em treinamentos, cursos e eventos; b)
Realização de parcerias com instituições e equipe interdisciplinar para o
desenvolvimento do material; c) Planejamento; d) Projeto Geral; e) Projeto
de Interface; f) Implementação; g) Confecção de Protótipo; h) Teste e
Avaliação; i) Readequação do Projeto; j) Versão Final; k) Produção; l)
Empacotamento; m) Distribuição e uso do material; n) Avaliação e
feedback. Seguindo a metodologia, o projeto encontra-se em fase de
empacotamento, faltando realizar a distribuição e o uso do material,
avaliação e feedback.
Principais Resultados: Em outubro de 1998, o protótipo foi avaliado
pela Coordenação Nacional de DST e Aids do Ministério da Saúde
resultando em Parecer Técnico encaminhado à Coordenadora do
GENORP da UEL, que muito incentivou o trabalho, e, em dezembro, o
CD-ROM recebeu o prêmio de Menção Honrosa no Concurso Nacional
de Software/1998 promovido pelo Ministério da Educação e Desporto.
Em 1999, já traduzido para o Inglês, foi avaliado pelo Softex Austin Texas - EUA, recebendo conceito A e interesse em levar o software para
os Estados Unidos. Foi apresentado como trabalho no III EDUCAIDS
em São Paulo, sendo muito bem recebido pelos educadores. O software
está começando a ser adquirido por ONG, professores, escolas,
instituições, Secretarias municipais e estaduais de Saúde.
Conclusões: O CD-ROM, instrumento de comunicação eletrônica, tem
a vantagem de utilizar recursos de várias mídias, conforme o assunto
abordado, combina os aspectos técnicos e estéticos e envolve
componentes cognitivos (informação e educação) e emocionais
(sentimentos, crenças, preconceitos), possibilitando grande motivação
no processo de construção do conhecimento, colaborando para que o
processo de construção torne-se autônomo e interativo, seja individual,
seja em grupo. É sabido que a escola é lugar o privilegiado para
implementação de projetos de informação e educação voltados à
prevenção da aids e que são estes projetos mais eficazes quando
desenvolvidos por metodologias inovadoras e participativas. O CD-ROM
poderá propiciar este caráter inovador e participativo, podendo mesmo
ter seus efeitos ampliados e potencializados pela ação do professor
treinado para atuar como pessoa de referência sobre o assunto na escola.
Este CD-ROM não se propõe apenas a ser uma obra de referência e um
poderoso instrumento de pesquisa e de trabalho, mas também espera
contribuir para a diminuição da epidemia da aids e o impacto de suas
Material Educativo
49
conseqüências na sociedade, a desmistificação da doença, mitos, tabus,
preconceitos, contribuindo desta forma, positivamente para a prevenção,
melhoria de qualidade de vida e dos direitos humanos, incentivando e
estimulando novas ações, pesquisas, debates, trabalhos, discussões e
campanhas sobre a aids.
Material Educativo
50
Kit Pranchetas Educativas – HIV/Aids – e Cartões
Passo a Passo do Uso do Preservativo Masculino
Autor: Márcia de Lima Freitas - Centro de Referência DST/aids Santana
Co-autores: Luciene Marques Lupatelli; Maria Fernanda A. P. B. Oliveira
Apresentador: Márcia de Lima Freitas
Contato com o autor: (11) 267.7739
Problema: O que nos motivou a elaborar o kit “pranchetas educativas“
e os “cartões passo a passo do uso do preservativo masculino“ foram os
desafios para superar a mera transmissão de informações nas ações de
prevenção ao HIV/aids, no momento do aconselhamento. Fazia-se
necessário um diálogo em que o usuário fosse tratado na sua condição
de sujeito do processo. Para tanto, propôs-se a criação e a introdução de
um instrumento que desencadeasse e facilitasse este diálogo.
Descrição do Projeto: Consideramos o momento do “aconselhamento
e orientação para sorologia ao HIV/aids“ como privilegiado, dentre os
serviços prestados pelo Centro de Referência DST/aids - Santana, para
realizar os trabalhos de prevenção. Este serviço é feito por uma equipe
multiprofissional, que trabalha em escala diária para atender as pessoas
que nos procuram a fim de realizarem o teste anti-HIV, cujo resultado
será fornecido, preferencialmente, pelo profissional solicitante. Durante
a entrevista, o profissional poderá apresentar o kit “pranchetas
educativas“, solicitando que se separe em três pilhas: 1 - COMO PEGA;
2 - COMO NÃO SE PEGA; 3 - TENHO DÚVIDAS (NÃO SEI). A
partir desta separação, discute-se e trabalha-se o imaginário sobre a aids,
orientando e esclarecendo suas dúvidas, enfatizando a prevenção. Após,
sugere-se um “jogo“, objetivando a formação de uma seqüência do uso
do preservativo masculino.
Principais Resultados: Esses materiais estão sendo utilizados pela
equipe do Centro de Referência DST/Aids - SANTANA, desde julho/
99, portanto os resultados qualitativos que temos são parciais, devido
ao pouco tempo de uso. O que observamos, até o momento, é que esses
materiais facilitam a apropriação das informações, bem como a interação,
a comunicação e a aproximação entre o profissional e o usuário.
Conclusões: Concluímos que dependendo das condições que o usuário
chega ao Serviço, o profissional poderá avaliar se o primeiro contato é ou
não o melhor momento para a utilização dos materiais educativos; que os
materiais educativos facilitam e auxiliam a intervenção preventiva, pois
Material Educativo
51
parte do imaginário e do conhecimento do usuário; que há uma boa
aceitabilidade pelos usuários, que verbalizam que a estratégia lúdica facilita
falar sobre sexualidade, já que o material é de fácil entendimento; que o
material pode ser adequado para o uso em outros espaços e para diversas
populações; que o kit vem contribuindo para a uniformidade no
atendimento do aconselhamento; que surge, neste momento, a necessidade
de elaborar o kit “passo a passo do uso do preservativo feminino“.
Material Educativo
52
Produção de Fita Educativa para Sensibilização das
Gestantes no Pré-natal com Relação à Realização
do Teste anti-HIV: seu Filho Agradece
Autor: Marco A. Barbosa dos Reis - Unidade de Infectologia Hospital
Dia Willian Rocha
Co-autores: Fonseca E.M.G; Minelli D.M; Quadros R; Reis M. A. B.;
Silva A O; Silva Genice
Apresentador: Marco A. Barbosa dos Reis
Contato com o autor: [email protected]
Problema: Com a feminização da epidemia de aids e a introdução do
protocolo 076, a fim de diminuir a transmissão vertical, com a
necessidade da introdução do oferecimento do teste anti-HIV no prénatal, assim como aprimorar o pré-teste para sensibilizar esta população,
e com falta de material audiovisual específico na época, a Coordenação
DST e Aids do Guarujá decidiu desenvolver uma fita com recursos do
POA (MS/CN-DST/AIDS).
Descrição do Projeto: Desenvolver uma fita de vídeo para gestantes no
pré-natal com duração máxima de 10 min.
• Apresentação grupo de gestantes;
• Padronizar orientação DST/aids pelos profissionais;
• Sensibilizar no pré e pós-teste para realização do teste anti-HIV;
• Aspectos epidemiológicos das DST/aids;
• Pré-natal, relação médico/paciente, amenizar “fantasmas “ quanto a
espera do resultado;
• Relação com parceiro sexual, vias de transmissão;
• Quebra de tabus;
• Valorização da vida;
• Apresentação das medicações e outros.
Principais Resultados: A fita contém 12 minutos, que é passado no
pré-teste para gestantes que procuram o serviço, muitas das vezes sem
saber para que fim, após receberem orientação e assistirem a fita “Seu
filho Agradece “, desenvolve-se um estímulo para discussão entre as
mesmas sobre a situação que é apresentada, que resulta em 100% de
aceitação da realização dos exames após o pré-teste.
Conclusões: A Coordenação DST/Aids de Guarujá, acredita que a fita
“Seu Filho Agradece “ vem somar como material educativo para
sensibilização das gestantes no pré-natal a fazerem o exame anti-HIV.
Material Educativo
53
Prevenindo é Melhor! Uma história de Amor que
Pode Mudar sua Vida.
Autor: Maria Amélia Lobato Portugal - Universidade Fderal do Espírito
do Santo - UFES. Doutoranda na ENSP-Fiocruz
Co-autores: Adilson L. Francisco; Alcemar Gasparini Júnior; Alessandra
Soares; Arildo Vital; Bernardete Piol; Elizalti Nascimento Campos;
Hildebranda P. da Mota; Ivon F. R. de Souza; Jonas Bonomo; Marcelle
Martins; Mônica F. Azevedo; Regina Maria Lima Bertolini; Rozaria
Maria S. Soares; Sidrônio dos Santos; Walter Ramos de Almeida
Apresentador: Maria Amélia Lobato Portugal
Contato com o autor: [email protected]
Problema: A epidemia pelo HIV/aids é uma realidade, e mesmo com
todos os avanços terapêuticos a prevenção é um importante campo de
atuação. Há muita confusão e desinformação, agravadas pelo fato de
tratar-se de uma síndrome, o que encobre aspectos como portador
assintomático, janela imunológica, recontaminação, além das vias de
transmissão. Partindo-se da idéia de que a comunidade em geral está
despreparada para lidar com a questão e que o assunto extrapola as
informações puramente médicas, os jovens encontram-se desassistidos.
Descrição do Projeto: Visando a atingir a população-alvo (adolescentes
de 12 a 18 anos) com seu próprio estilo e linguagem, formou-se o “grupotarefa“, com 16 alunos de graduação dos 4 cursos de licenciatura da UFES,
em São Mateus(ES), cuja grande maioria de seus componentes é professor
da rede pública/privada da região. A tarefa era elaborar e revisar “cartilha
“ em forma de história em quadrinhos sobre DST/aids. Primeira fase:
treinamento incluindo sentimentos relacionados à discriminação,
preconceito, medo e morte; - Aspectos gerais da epidemia (médicos,
psicossociais, legais e econômicos); - Vias de transmissão; Particularidades do HIV/aids na mulher; -Sexualidade: mitos e tabus; Oficinas de sexo mais seguro; - Aids, ética e cidadania. Com o objetivo de
divulgar o tema/campanha e envolver uma parcela mais ampla da
comunidade e não simplesmente formar os grupos-piloto necessários para
revisão, realizamos torneio de vôlei interescolar “Aids não é brincadeira.
Saque essa! “, com a participação de 8 escolas de 1º grau, 45
estabelecimentos comerciais doaram brindes para sorteio, e patrocínio da
Petrobrás. Houve distribuição de preservativos, foram premiadas as 3
equipes vencedoras e a melhor torcida, estratégia para incentivar a
organização e produção de paródias, hinos, frases, cartazes e até cenas
Material Educativo
54
dramáticas. Houve ainda exposição de cartazes nacionais e internacionais
de campanhas. Trabalhamos em parceria com grupo multidisciplinar
responsável pelos atendimentos e testagem para o HIV do Hospital Estadual
Local R. Silvares. Inscreveram-se 50 adolescentes para as oficinas.
Principais Resultados: Elaborar material educativo em linguagem
adequada aos adolescentes capixabas, além de um fim em si mesmo
(alternativa local de material de apoio para cursos de capacitação de
professores da rede, oficinas de reflexão sobre sexo mais seguro, e/ou
palestras/campanhas), possibilitou oportunidade de envolvimento e
formação de uma gama de pessoas. Foram impressos pela UFES, 3.000
exemplares do material.
Conclusões: Foram eixos principais a busca do envolvimento do maior
número possível de pessoas, independentemente de suas funções, o
planejamento participativo, o uso do lúdico como estratégia de fomento
à reformulação das práticas de risco, o que gerou identificação com as
ações e produtos decorrentes. O papel da coordenação foi mais o de
despertar e organizar do que de transmitir conhecimentos. O material
educativo é aqui encarado como um meio de fomentar o diálogo entre
pais, educadores e alunos, e um eixo organizador da participação de
diferentes indivíduos e de instituições no tema prevenção ao HIV.
Material Educativo
55
Kit Informação Educação e Comunicação para
a Prevenção de DST/Aids – para Viver com Amor
sem Doença do Mundo, com o Rap do Tesão e o
Axé da Camisinha
Autor: Maria do Carmo Zú Moreira - Esc.Saude Publ.Ceará/Secr.Saude
Icapui/Univ.Johns Hopkins
Co-autor: Grupo Clarearte de Teatro de Rua; José Brasil; Rai Lima
Apresentador: Maria do Carmo Zú Moreira
Contato com o autor: (85)219 0669
Problema: O risco do processo de implantação dos Sistemas Locais de
Saúde (SILOS) e o Programa de Saúde da Família, em curso nos municípios
cearenses, aponta uma necessidade prioritária: a transformação do modelo
assistencial. Como construir o paradigma da inversão da atenção? Que
estratégias desenvolver para exercer os princípios da eqüidade e da
vigilância à saúde, ou seja, promover a saúde dos municípios e não somente
tratar suas doenças? Como desenvolver técnicas, materiais e métodos de
atenção à saúde e de mobilização comunitária, para auxiliar as comunidades
dos municípios no enfrentamento dos seus problemas de saúde,
notadamente aqueles de maior incidência e letalidade, sob os quais pesam
toda sorte de preconceito e de discriminação (inclusive de gênero), como
é o caso das DST/aids?
Descrição do Projeto: O Projeto “Cultura Popular para a Vida “ formou
e capacitou grupos de animadores culturais (líderes comunitários,
profissionais e agentes de saúde), em práticas artístico-pegagógicas e
sanitárias para a promoção da saúde reprodutiva, sexualidade e prevenção
de DST/aids, com enfoque de gênero e cidadania, tornando-os
realizadores de espetáculos teatrais de rua, músicas, vídeos e programas
de rádio, dentre outras ações de informações, Arte-educação e
Comunicação em Saúde, para dessa forma, estimularem a população à
mudança de valores, hábitos e atitudes em relação à saúde enquanto
qualidade de vida. O Projeto teve três anos de duração (1996 a 1998) e
aconteceu em quatro municípios do Estado do Ceará (Icapuí, Jaguaribe,
Pedra Branca e Itapiuna), alcançando cerca de dez mil pessoas.
Principais Resultados: Durante os três anos de duração desse trabalho,
foram desenvolvidas as seguintes atividades: capacitação de 80
animadores culturais, pelas 28 oficinas vivenciadas com práticas de Arteeducação e Comunicação em Saúde Reprodutiva, Sexualidade e
Prevenção de DST/aids, com 40 horas, cada; Produção de materiais
Material Educativo
56
educativos: 15 peças musicais, 5 programas de rádio e 2 vídeos educativos
para marketing do projeto, treinamento e entretenimento educativo, 8
roteiros e encenação de 8 espetáculos teatrais de rua com os referidos
temas; além de 8 mostras culturais, 30 slides, 50 fotos e de um Programa
de Capacitação de Animadores Culturais em Ações de IEC, em Saúde.
O que propomos mostrar no congresso são: a fita cassete com as
músicas: COCO DAS DST, RAP DO TESÃO e SAMBA AXÉ
(CAMISINHA COM PRAZER), o roteiro do espetáculo A DOENÇA
DO MUNDO, sobre DST/aids, o vídeo PARA VIVER O AMOR
realizado com o grupo Clarearte de teatro de rua de mulheres de Icapuí,
que vem sendo usado nos serviços de saúde e grupos educativos para
discussão da promoção da saúde reprodutiva, sexualidade e prevenção
de DST/aids. No último ano do Projeto, foi desenvolvida uma pesquisa
qualitativa (A SAÚDE EM CENA), para avaliar o impacto do espetáculo
de teatro de rua: Doença do Mundo, enquanto estratégia de IEC
(Informação, Educação e Comunicação em Saúde), e do material
educativo produzido (músicas e vídeo “Para Viver o Amor “). A
metodologia utilizada na investigação foi a de grupos focais, de
entrevistas abertas e de observação participantes com homens e mulheres
em idade reprodutiva, no Município de Icapuí. O resultado da
investigação mostrou-se satisfatório nas seguintes categorias de análise:
de informação, compreensão, identificação, sensibilização e satisfação
da população, tanto em relação aos objetivos de comunicação quanto às
estratégias utilizadas para apresentação dos conteúdos.
Conclusões: O desenvolvimento simultâneo de múltiplas ações de IEC
em Saúde e Cidadania constituiu-se em uma estratégia valorosa para o
exercício da promoção da Saúde Reprodutiva, da Sexualidade e da
Prevenção das DST/aids, pois estimula a mobilização comunitária e a
aquisição de novos valores culturais e hábitos, que interferem
positivamente em suas relações pessoais e sociais, ampliando a percepção
sobre a importância do cuidado e do erotismo na relação amorosa, como
também sobre as distorções causadas a partir dos preconceitos e
discriminações que emergem da moral sexual vigente, enquanto fator
de geração de comportamento de risco. Neste sentido, deve-se apostar
na importância da inter-relação arte/educação/saúde como resgatadores
de uma identidade cultural saudável capaz de inverter a lógica do controle
do corpo e do sexo, para a autonomia, do prazer e do cuidado com o
outro e com a vida.
Material Educativo
57
Prevenção com Kit Saúde e Cidadania para Préadolescentes
Autor: Maria Luisa Eluf - CEVAM - C. Vergueiro de Atenção à Mulher,
Educ.Trein.E Des. Mat.Ed. Saude Rep
Co-autores: Maria Augusta Nogueira Dib; Mila Orsi; Regina Figueiredo
Apresentador: Maria Luisa Eluf
Contato com o autor: [email protected]
Problema: Devido ao aumento dos casos de aids e gravidez indesejada
entre adolescentes no Brasil e a não disponibilização de materiais
preventivo para o trabalho com o público pré-adolescente, foi
desenvolvido o Kit Saúde e Cidadania para Meninas, com o intuito de
antecipar noções preventivas nessa faixa etária, e predispor adolescentes
a comportamentos preventivos com relação às DST/aids e gravidez.
Descrição do Projeto: O projeto desenvolveu um kit educativo para
meninas pré-adolescentes, instruindo sobre a iniciação na vida
reprodutiva, por meio de informações sobre a primeira menstruação, as
mudanças do corpo, estimulando a auto-estima, o autocuidado e a
primeira consulta ginecológica.
O material contém, ainda: espelho, absorvente higiênico, agenda para a
registro do ciclo menstrual, anotações e dúvidas, além de envelopes para
receitas e exames realizados nas consultas ginecológicas. A metodologia
utilizada foi a pesquisa escrita de conteúdos, e confecção do kit e a
produção de 1.500 unidades (com o apoio da Coordenação Nacional de
DST e Aids). A pré-testagem com adolescentes e o aperfeiçoamento do
mesmo, pela própria equipe pesquisadora e a distribuição para ONG,
programa do adolescente, (MS), e os programas estaduais, profissionais
da área, com o objetivo de aplicação com grupos de adolescentes e relato
dos resultados pelos follow-up, na forma de questionário. Esses retornos
possibilitaram sistematizar uma avaliação do material, sua originalidade
e utilidade como hábito voltado ao cuidado com a saúde.
Principais Resultados: Por meio de pesquisa bibliográfica, elaboração
do material e pré-testagem realizada com adolescentes, foi possível
aperfeiçoar a produção do material com linguagem e conteúdo que
atingisse esse público-alvo. Os questionários de follow-up retornados
por entidades e/ou programas que fizeram aplicação do material
manifestaram a aceitação e aprovação deste material pelas préadolescentes e a confirmação da necessidade de um material específico
Material Educativo
58
para esta faixa etária. Instrumento facilitador ao profissional da saúde
ou educação na introdução destas questões com o pré-adolescente. Foi
também apontada a necessidade do desenvolvimento do mesmo tipo de
material visando ao público masculino.
Conclusões: Foi possível avaliar que há necessidade de ampliação de
um trabalho com público pré-adolescente sobre práticas preventivas em
relação às DST/aids e gravidez na adolescência e que existe uma grande
aceitação das meninas por materiais desse tipo convidativo, interativo.
Foi constatada a necessidade e já desenvolvido um material similar visando
aos meninos: o Kit Meninos.
Material Educativo
59
“Mulheres de Luta” “Comunidades na Luta Contra
a Aids”
Autores: Patricia Fernanda Gouveia da Silva - Gestão Comunitária:
Instituto de Investigação e Ação Social
Apresentador: Gilza Mello
Contato com o autor: [email protected]
Problema: O Núcleo é um programa de intervenção dirigido às
populações de baixa-renda da Grande Tijuca em função do novo perfil
da epidemia da aids: feminização, juvenização e pauperização. Os vídeos
“Mulheres de Luta “ e “Comunidades na Luta Contra a Aids “ foram
elaborados dentro da proposta de trabalho do Núcleo em Gênero e Saúde
Preventiva que tem suas ações implementadas por dois projetos:
Comunidades na Luta contra a Aids e Mulheres; Empoderamento e
Prevenção em Saúde. Esses materiais educativos foram produzidos com
o intuito de contribuir para a reflexão acerca do aumento da incidência
de casos de HIV entre mulheres e jovens das localidades atingidas pelo
trabalho de Informação, Educação e Comunicação, para dar visibilidade
às atividades de intervenção direta realizadas pelos Educadores
Comunitários do Projeto “Comunidades na Luta Contra a AIDS “ e na
tentativa de definir uma estratégia de sustentabilidade do Núcleo. A
metodologia do trabalho é referendada por alguns princípios: a
especificidade cultural dos grupos populares, a perspectiva construtivista
da categoria da sexualidade, dos limites e contradições da aquisição de
novos/outros comportamentos de acordo com as regras de determinado
grupo social e na valorização do aprendizado de adultos (andragogia).
Na fase de produção desses materiais foram realizadas 10 reuniões com
a Equipe Técnica para a elaboração do roteiro de filmagem e 23 sessões
de filmagens nas localidades. O roteiro do vídeo “Mulheres de Luta “
baseia-se no cotidiano de Valda no Morro do Borel, zona norte do Rio
de Janeiro. Portadora do vírus HIV, Valda participa de um Programa em
Saúde Preventiva, baseado na Informação, Educação e Comunicação
para a prevenção das DST/aids, através da distribuição de folhetos e
preservativos, visitas domiciliares e troca de experiência com outras
mulheres da vizinhança, que vivem e/ou lutam diretamente contra a
expansão da epidemia do HIV/aids em suas comunidades. O tema do
vídeo é a apresentação do Projeto “Comunidades na Luta Contra a Aids
“ que atua há quatro anos em 16 comunidades do Complexo de Favelas
da Grande Tijuca. Nesse vídeo, os Educadores Comunitários definem o
Material Educativo
60
que é o trabalho deles na Gestão Comunitária, realizam algumas
atividades de Informação, Educação e Comunicação nas comunidades
e debatem entre si os acertos e as dificuldades do Projeto. O trabalho da
Equipe Técnica, notadamente dos Agentes/Educadores Comunitários,
tanto na realização desses materiais, como na atuação direta nas
localidades, possibilitou: - A conquista do espaço público, pois, esses
materiais são exibidos em eventos técnicos e científicos e nas localidades
sob intervenção; - Há uma boa receptividade do público para a questão
da pandemia narrada nos dois vídeos e um entendimento de sua
correlação com as categorias gênero, geração e classe; - A ampliação na
rede de distribuição de preservativos. Nos últimos dois anos, atingiu-se
o número de 212.816 unidades, perfazendo uma média mensal de 8.867
preservativos; - Maior visibilidade da proposta de trabalho do Núcleo
em Gênero e Saúde Preventiva; - O reconhecimento do trabalho
institucional do Educador Comunitário dentro das localidades o que
contribui para o fortalecimento de sua auto-estima. A partir do
desenvolvimento desse trabalho, compreende-se a necessidade da
diferenciação de abordagem/enfoque da aids junto aos grupos populares.
Afinal, seu universo cultural difere muito daquele no qual foram
elaborados os programas oficiais de combate à aids. Portanto, a urgência
das ações preventivas devem levar em consideração a cultura, a
diversidade dos sujeitos participantes e a precariedade das políticas locais
de saúde. O trabalho do Agente/Educador é o fio condutor do Programa
de Ação Direta em Saúde Preventiva. Inevitavelmente, a ação destes
Agentes/Educadores reúne contradições e estas interferem nos resultados
obtidos. Se por um lado, a capacitação em saúde sexual-reprodutiva
proporciona ao Agente/Educador uma realização pessoal e profissional
junto à possibilidade de adquirir um status social que o diferencia em
seu universo de atuação, de outro, as dificuldades de auto-sustentação
da proposta interferem na capacidade de dar continuidade às ações. Tal
quebra de continuidade imprime um ritmo “sazonal “ no trabalho dos
Agentes/Educadores. O Núcleo em Gênero e Saúde Preventiva, de um
lado, ao ser informado pelo contexto socialmente mais amplo, torna-se
uma tradução da intervenção em saúde preventiva dirigida aos grupos
populares. De outro, no que se refere à consolidação do trabalho de
informação, comunicação e educação, confirma suas propostas mais
gerais. Busca-se, assim, lutar pela garantia de melhores condições locais
de saúde, num processo que conduz à luta pela politização e
democratização da experiência destes.
Material Educativo
61
Jornal-Mural - DST nas Escolas
Autor
Rita Vasconcelos - Secretaria de Saúde do Estado de Pernambuco
Co-autor: François Figueirôa
Apresentador: Rita Vasconcelos
Contato com o autor: [email protected]
Problema: Criar um instrumento que fortaleça e dê continuidade aos trabalhos
de prevenção às DST/aids, já desenvolvidos pela Coordenação Estadual em
parceria com a Secretaria Estadual de Educação, nas escolas de Pernambuco.
Descrição do Projeto: 1ª etapa: foi estabelecida uma parceria entre a
Secretaria Estadual de Saúde e Secretaria Estadual de Educação para
produção e distribuição do jornal-mural, ficando cada uma delas responsável
pela respectiva atividade. 2ª etapa: pesquisou-se a viabilidade e eficácia de
diversos instrumentos comunicacionais, procurando definir qual seria o mais
adequado para estabelecer uma comunicação rápida e eficaz junto ao públicoalvo, no caso estudantes adolescentes. Dentre os vídeos, cartazes, fôlderes,
panfletos analisados decidiu-se pela criação de uma peça gráfica inédita no
trato das questões DST/aids, um jornal-mural, com dimensões de 92 x 62
cm, em policromia. Baseando-se em experiências desenvolvidas nas oficinas
de prevenção realizadas nas escolas públicas estaduais e nas questões
comumente formuladas através de busca espontânea dos estudantes
diretamente na Coordenação Estadual de DST/aids, foram estabelecidos os
temas de interesse dos adolescentes (jornal nº 01, prevenção, nº 02 gravidez
precoce). Em cada edição há espaço reservado para DST/aids, bem como
endereços dos serviços em DST/aids existentes no Estado. A periodicidade
do jornal-mural é trimestral. Já estão previstos os nº 03 e 04, para o segundo
semestre de 99.3ª etapa: após a produção do periódico pelo Programa
Estadual DST/aids, cabe a Secretaria Estadual de Educação a distribuição
dos mesmos para todas as escolas públicas estaduais dos 187 municípios,
através de mala direta.
Principais Resultados: Todas as escolas estaduais de Pernambuco e
algumas municipais recebendo periodicamente informações a respeito de
DST/aids. O jornal-mural tem sido utilizado como de subsídio para
discussões intra e extraclasse a respeito das questões ligadas a prevenção
das DST/aids. A Coordenação Estadual tem registrado desde o lançamento
do produto, um crescimento considerável no número de estudantes em
busca de material ligado as DST para realização de feiras de ciências.
Material Educativo
62
Conclusão
Para desenvolver efetivamente o trabalho de prevenção nas escolas, é
necessário o uso de uma linguagem e criação de um instrumento no
qual o adolescente se identifique e desperte sua curiosidade.
Material Educativo
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Projeto de Prevenção ao Uso e Abuso de Drogas
em Novos Alagados
Autor: Vera Maria Machado Lazzarotto - Sociedade 1º de Maio
Apresentador: Jerri Vilson de Oliveira Magalhães
Contato com o autor: [email protected]
Problema: Novos alagados é uma favela de palafitas, de população de baixa
renda com cerca de 14.000 moradores e onde a Sociedade 1o. de Maio
desenvolve há 22 anos trabalho de educação familiar. A partir do 1o. trabalho
sobre esta temática, sobretudo, detectaram-se problemas como alcoolismo
e prática sexuais precoces envolvendo crianças, adolescentes, homossexuais
e animais, desinformação dos familiares, 70% das pessoas encaminhadas
sendo portadores de DST e 5% do público-alvo usando drogas. Propõe-se
como conseqüência, ampliar o público-alvo abrangendo crianças,
adolescentes, mulheres e familiares em situação de risco de contaminação
do DST-HIV-aids; Criar grupos de amizade positiva, com os objetivos
comuns da educação pela música, pela dança, pelo teatro e pelo esporte,
além do trabalho com os alunos das escolas comunitárias, não só com aulas
formativas, mas também através do lazer, excursões e aula-passeio. Buscase, assim, criar condições para o aumento da auto-estima, do amor à vida e
maior resistência ao uso indevido de drogas e da prática sexual indevida. O
projeto abrange os 4 núcleos de Novos Alagados, envolvendo diretamente
39 classes, 12 grupos de jovens, com 1.080 crianças e adolescentes, 4 grupos
com 120 mulheres e 200 familiares, o que totaliza um trabalho direto com
1.400 pessoas. Indiretamente pretende-se atingir 7.000 moradores, através
de campanhas, propagandas radiofônicas, distribuição de material
informativo e atividades para a comunidade em geral. As ações serão
desenvolvidas por 5 agentes de saúde, 30 educadores multiplicadores e 25
adolescentes multiplicadores. Haverá 5 treinamentos e produção de material
instrucional. Será criado um grupo de AAA na comunidade, dado a grande
incidência de alcoolismo que atinge até crianças.
Descrição do Projeto: O desenvolvimento do projeto de redução do
uso de drogas, em Novos Alagados, e a aplicação dos pré e pós-testes na
população-alvo levaram problemas até então não identificados:
• Tabagismo entre crianças;
• Uso do álcool iniciado antes dos 10 anos de idade;
• Crianças e adolescentes como parceiros de homossexuais;
• Prática sexual de crianças e adolescentes com animais;
• Informação de 2 óbitos na comunidade por aids, e suspeita de 2
portadores do HIV;
Material Educativo
64
• 15% da população-alvo usando drogas;
• Alto índice de alcoolismo nas famílias;
• Ausência de tratamento das DST em homens, mulheres e
adolescentes por falta de meios de transporte. Entre as pessoas
encaminhadas para tratamento médico no 1o. Projeto, 70% eram
portadoras de DST;
• Alto índice de desinformação dos perigos da contaminação por
parte das mulheres casadas;
• Falta de esclarecimento aos maridos e companheiros da necessidade
do uso de preservativo pelo casal.
Com o presente projeto, pretende-se desenvolver ações de formação de
postura preventiva à contaminação das DST-HIV-aids em crianças,
adolescentes e casais, sobretudo frente aos problemas constatados nas
mulheres, aprofundando e ampliando as ações desenvolvidas no Projeto
I; Para tanto, além das atividades nas escolas, é importante criar na
comunidade grupos de crianças, jovens, mulheres e casais, que possam
desenvolver trabalhos sobre sexualidade e drogas, valorizando o corpo,
a desenvolver trabalhos sobre sexualidade e drogas, valorizando o corpo,
a vida, o respeito mútuo, criando elos de amizade positiva, aumentando
a auto-estima e fortalecendo o indivíduo para resistir ao uso indevido do
sexo e das drogas. No primeiro projeto, informações sobre o sexo seguro,
sobre a prevenção das DST/aids e sobre as drogas obtiveram resposta
positiva. Desvelaram-se problemas existentes na comunidade até então
desconhecidos. Neste 2o. projeto deverá intensificar-se o diálogo crítico,
formativo da personalidade, atingir as famílias das crianças e
adolescentes, e as mulheres sobretudo.
Principais Resultados: A Sociedade 1o. Maio, em seus 21 anos de
experiência em educação popular, através do diálogo crítico sobre a
realidade com a comunidade, vem tomando iniciativas que respondem
aos problemas levantados. Assim aconteceu com a fundação de 3 escolas
comunitárias na maré, a partir de 1977, decididas nas reuniões com as
mães, cujos filhos não tinham onde estudar; assim com a fundação da
creche, resultado de avaliação da morte por afogamento de 3 crianças
pequenas enquanto as mães trabalhavam, no anos 80; assim, com a
criação do clube do Picolé Alagadim para os meninos vendedores não
precisarem ir para longe, e finalmente o Cluberê dos Meninos
Trabalhadores fruto da preocupação da comunidade com a evasão escolar,
Material Educativo
65
a violência e as drogas, que atingiam aos meninos que iam para rua
ganhar a vida. Foi o diálogo crítico com esses ex-meninos de rua e
familiares que nasceu a necessidade de um trabalho efetivo ao uso de
drogas. A partir de 1992, a Sociedade 1o. de Maio com o apoio do
CETAD, do GAPA, de professores da psicologia da UFBa, da Escola de
Serviço Social da UCSal, vem preparando educadores e responsáveis
por crianças e adolescentes para enfrentarem o problema das drogas e
da marginalidade. Com a intensificação da investida do tráfico organizado
na área, e a chegada de drogas injetáveis e do crack, fez-se necessária
uma ação específica. Nessa ocasião, a Sociedade 1o. de Maio entrou em
contato com o serviço de Epidemiologia do SESAB, onde foi orientada
para participar do projeto de prevenção às DST-HIV-aids do Ministério
da Saúde, em 1997. Sua execução revelou a extensão e profundidade do
problema, e o interesse da comunidade em superá-lo. A previsão de um
público-alvo que era de 400 jovens e de 200 moradores informados
chegou a 2.093 jovens e 6.670 moradores informados. Em vez de 20
adolescentes multiplicadores, formaram-se 25 que atuaram juntos a
outros 236 jovens; em vez de 200 alunos preparados nas escolas, foram
atingidos 865, incluindo-se grupos esportivos, de música e as crianças
de 7 a 12 anos, não previstos.
Conclusão: As ações, no presente projeto, deverão ampliar-se incluindo as
mulheres, os familiares e a formação de grupos jovens. Com estes, a proposta
é desenvolver atividades que os ocupem, como o teatro, a música, a dança e
práticas esportivas, prepará-los com a prevenção, de modo a afastar a
possibilidade do uso de drogas. Com as mulheres, buscar-se-á oferecer cursos
de interesse do grupo e envolvê-las nos trabalhos comunitários.
Material Educativo
66
Oral
Modalidade
Material Educativo
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Material Educativo
68
Manacapuru: “Projeto Princesinha” Educação
pelos Pares na Prevenção das DST/Aids no Interior
do Amazonas
Autor: Adele Schwartz Benzaken - Fundação de Dermatologia e
Venereologia “Alfredo da Matta “
Co-autores: José Carlos Gomes Sardinha; Osminda Loblein
Apresentador: Adele Schwartz Benzaken
Contato com o autor: [email protected]
Problema: Manacapuru é um Município localizado à cerca de 90KM
de Manaus, às margens do rio Solimões, no interior do Amazonas.
Embora a prevalência de HIV/aids seja baixa, a prevalência de DST é
significativa. Visando reduzir a disseminação do HIV foi implantado o
Programa Municipal de Controle de DST/aids e no seu bojo institui-se
o “Projeto Princesinha “, que através de educação pelos pares intervém
prioritariamente entre profissionais do sexo e sua clientela, disseminando
informações sobre DST/aids e uso do preservativo.
Descrição do Projeto: Iniciado em 1997, com o estabelecimento de
parceria técnica entre a Secretaria Municipal de Saúde (Manacapuru) e
a Fundação Alfredo da Matta (Manaus), foi elaborado projeto, que foi
analisado e aprovado para financiamento pela Fundação MacArthur em
1998. Foi estabelecida uma linha de base com inquérito epidemiológico
de DST, e aplicação de questionários CAP entre a população-alvo e feito
levantamento sobre venda de preservativos nas drogarias. A seguir foi
realizada a caracterização e qualificação dos pontos de prostituição, bem
como selecionados, contratados e capacitados os multiplicadores para
as atividades de campo. Estabeleceu-se cronograma de monitoramento,
supervisão e avaliação, que vem sendo cumprido rigorosamente.
Principais Resultados: Desde o início das atividades de campo (janeiro
1999), 35 dos principais pontos de prostituição do Município estão sendo
cobertos pelos multiplicadores, atingindo cerca de 500 profissionais do
sexo e clientes. No período, foram repassados uma média de 2.000
preservativos, em contraste com os 400 que eram vendidos nas drogarias
antes da intervenção. A receptividade da intervenção tanto por parte da
população-alvo, bem como dos proprietários dos pontos de prostituição
e da população em geral tem sido surpreendente.
Conclusão: A intervenção até o momento se mostrou impactante e,
portanto válida. Há a percepção de que por tratar-se de comunidade
relativamente pequena, onde os laços sociais entre os atores da ação são
mais estreitos, as mudanças alcançadas tendem a ser mais duradouras.
Oral
69
P r o j e t o d e Re d u ç ã o d e D a n o s d e B r a s í l i a :
Primeiras Experiências
Autor: Aline De Melo Soares - Fundação Hospitalar do Distrito Federal/SES
Co-autores: Amorim, Martha R. F. Ferreira, Maria Adelaide S. Franco,
Cecília F. Querrer, Vicença Paula S.
Apresentador: Aline De Melo Soares
Contato com o autor: [email protected]
Problemas: Dados epidemiológicos do Distrito Federal (DF) revelam que
no ano de 1998 19,2% dos casos novos de aids tiveram relação direta com
o uso de drogas injetáveis (UDI). A maior parte dos casos de aids entre
UDI encontra-se na região administrativa do Plano Piloto (Asa Norte e
Asa Sul), uma das regiões de maior poder aquisitivo do DF. Até o final do
ano passado não havia nenhuma atividade de prevenção à aids e outras
doenças de transmissão sangüínea e sexual destinada a essa população.
Descrição do Projeto: O Projeto de Redução de Danos de Brasília está
vinculado à Coordenação de DST e Aids do DF, tendo como sede o
Centro de Saúde de Brasília nº 11 da Fundação Hospitalar do Distrito
Federal - FHDF. Em dezembro de 1998 iniciaram-se as primeiras visitas
a campo com o objetivo de acessar a rede de UDI e captar redutores de
danos para atuarem no projeto. Até o momento as ações do projeto têm
sido desenvolvidas apenas por técnicos devido às dificuldades
encontradas para captar tais redutores. Começamos por uma invasão
localizada na Asa Norte (Invasão do CEUB), onde foi observado um
intenso tráfico de drogas, uso no local, assédio constante da polícia, uso
intenso de “merla “ (pasta básica da cocaína). No início de junho de
1999 os moradores da invasão foram retirados do local. Passamos então
a visitar locais freqüentados por usuários de drogas da cidade, em três
localidades diferentes (Setor de Diversão Sul - Conic e bares de duas
quadras residenciais da Asa Norte). O Conic é área tradicional de
profissionais do sexo e tráfico de drogas. Nessas visitas falamos de
prevenção de DST e aids, drogas, distribuímos material. O projeto acaba
de receber financiamento do Ministério da Saúde/Programa das Nações
Unidas para o Controle de Drogas (UNDCP).
Principais Resultados: Entre dezembro de 1998 e junho de 1999 foram
realizadas 11 visitas à “Invasão do CEUB “, sendo distribuídos 650
folhetos educativos, 710 preservativos, 70 seringas, tendo acessado
aproximadamente 160 pessoas. Desde junho de 1999 até meados de
setembro foram distribuídos nos novos campos 470 preservativos e 400
Oral
70
folhetos educativos. No início de agosto iniciamos a distribuição de kits
contendo seringas, água destilada, suab, preservativos, sendo distribuídos
25 kits. Foram acessadas algumas pessoas que se mostraram interessadas
pelo projeto, tais como donos de bares, garçons e freqüentadores dos
locais. O projeto vem sendo divulgado através de reuniões com diversos
setores da FHDF e outros segmentos da comunidade.
Conclusões: Até o momento não tivemos acesso direto às redes de UDI,
porém percebemos estar cada vez mais próximos a isso. Com as idas
sistemáticas a campo observamos que o nosso trabalho começa a ser
sistemáticas a campo observamos que o nosso trabalho começa a ser
reconhecido através das solicitações de material, pedidos de
esclarecimentos sobre aspectos do projeto, encaminhamentos para
testagem sorológica e outros serviços de saúde. Estamos buscando
redutores de danos para implementar as atividades de campo. A liberação
do financiamento por parte do Ministério da Saúde possibilitará a
intensificação das atividades do projeto.
Oral
71
Educaids – Município de Guarujá – Parceria entre
Depar tamento de Saúde e Educação na Luta
Contra a Aids
Autor: Ana Lúcia Moalli - Unidade de Infectologia Hospital Dia
Willian Rocha
Co-autores: A. L. Cruz E.M.G.Fonseca L.Gomes M. Curcio M.A.B.
Reis N. Paparelli R. Oliveira R. Starnini V. Rodrigues
Apresentador: Ana Lúcia Moalli
Contato com o autor: [email protected]
Problema: Em virtude da necessidade de realizar um trabalho preventivo
permanente nas Unidades de Ensino da Rede Municipal, criou-se a
parceria entre o Departamento de Educação e Cultura e o Departamento
de Saúde de Guarujá-SP, para se elaborar o projeto EDUCAIDS
(vinculado ao POA), no qual o foco é a prevenção DST/aids, com os
alunos de 5ª a 8ª série do Ensino Fundamental.
Descrição do Projeto: Foi realizada pesquisa com todos os professores, em
1998, da Rede Municipal, 1.250 professores, para avaliar conhecimentos e
preconceito em relação à aids e quais os profissionais teriam interesse em
trabalhar com a prevenção. Os 4 educadores escolhidos (professores da rede)
foram capacitados pelo CTA/Guarujá, juntamente com as Orientadoras
Educacionais e Orientadoras Pedagógicas das escolas que iniciaram o projeto.
Três Unidades de Ensino iniciaram, em abril/9, o Projeto-Piloto e, para o ano
de 2000, após a avaliação do EDUCAIDS, a previsão é ampliar o trabalho
para as outras 8 unidades de 5ª a 8ª séries do município. Os Educadores
permanecem 5 dias da semana na escola, durante o horário das aulas, com o
objetivo de desenvolverem as seguintes ações: Com os Alunos: em grupo
durante as aulas vagas, os educadores entram na sala de aula e discutem,
orientam, empregam dinâmicas trabalhando os temas que foram capacitados
(DST/aids, sexualidade, drogas). Atendimento individualizado em espaço
próprio, dentro da unidade escolar, o educador recebe alunos que procuram
espontaneamente e que necessitam de orientação específica ou
encaminhamento para outros serviços existentes no município. Com o Corpo
Docente, em reuniões previamente estipuladas em calendário escolar, os
educadores desenvolvem com os professores divulgação de informações sobre
DST/aids, drogas. Oferecem textos e material educativo sobre os temas
abordados. Auxiliam a desenvolver, pedagogicamente, através de intercâmbio
entre as disciplinas, os temas durante suas aulas. Com a equipe técnica das
unidades de ensino e pais. Junto com a equipe técnica da escola estimulada
grupo de pais para realizar prevenção em DST/aids com os mesmos.
Oral
72
Principais Resultados: Após a avaliação do 1º trimestre do projeto
constatou-se que foram orientados, durante aulas vagas (em grupo), 2.655
alunos que representam 36,6% dos alunos de 5ª a 8ª série da Rede Municipal
(aproximadamente 7.200). Atendimento individualizado - dos 2.655 alunos,
497, ou seja, 18,7% procuraram espontaneamente a educadora. Este trabalho
é realizado com sigilo e respeito à intimidade do adolescente.
Conclusão: A contribuição do Projeto EDUCAIDS, para os adolescentes
assistidos, é inserir novos comportamentos (Ex.: Negociação do uso do
preservativo, praticando sexo seguro). Esses comportamentos são
modificados a médio e longo prazo, por isso a necessidade de se começar
a prevenção com alunos que ainda não iniciaram sua vida sexual, para
que essas atitudes sejam incorporadas, até mesmo culturalmente, pela
população. A sustentabilidade do Projeto deve-se a integração dos
Departamentos (Saúde e Educação) assim como, a disponibilidade de
recursos para o fim específico (EDUCAIDS).
Oral
73
Crescer Seguro: Uma estratégia Comunitária de
Prevenção para as DST/Aids para Adolescentes em
Situação de Vulnerabilidade ao HIV/Aids.
Autor: Ana Paula Neves Marques - Grupo de Apoio à Prevenção a Aids
da Bahia
Co-autores: Marcia Brandão Schmalb; Márcia Marinho
Apresentador: Ana Paula Neves Marques
Contato com o autor: RUA DIAS D’AVILA, 109 BARRA SALVADOR
- BA 40.140-020
Problema: Os adolescentes das regiões mais pobres da cidade de
Salvador convivem com uma situação de grave desemprego e alto índice
de analfabetismo, o que termina por criar um ambiente de extrema
carência socioeconômica. Somando-se a essas questões o elevado grau
de desconhecimento das questões ligadas à saúde e à sexualidade, e por
conseguinte as questões relacionadas à prevenção da aids, tendo como
agravante a baixa auto-estima destes jovens, registra-se no País um
grande crescimento do número de casos de aids entre adolescentes cuja
paridade entre meninos e meninas adolescentes já é de 1: 1.
Descrição do Projeto: O GAPA-BA e POMMAR/ PARTNERS /USAID
vêm com esse projeto capacitar adolescentes de comunidades pobres,
visando a formá-los enquanto Agentes Multiplicadores, dando o suporte
necessário para o desenvolvimento de uma ação efetiva desses atores de
informação em HIV/aids para seus pares, que são adolescentes pobres e
carentes de conhecimentos acerca desta questão. Contribuindo, desta
forma, para transformar o adolescente em sujeito cuidador da sua própria
saúde, assim como facilitador para assunção de comportamentos
preventivos, por parte de seus pares. Os adolescentes deste projeto estão
interligados a grupos já formados, tais como: Associação de Moradores,
Grupos de Jovens Comunitários ou a outras instituições que já
desenvolvem trabalhos para adolescentes, que não relacionados com o
tema sexualidade, possibilitando, desta forma, o desenvolvimento de
um trabalho integrado e não pontual ou isolado. Desta forma, procurouse ressaltar a importância do jovem identificar, analisar e procurar as
possíveis soluções para os problemas da realidade na qual encontra-se
inserido. O projeto foi desenvolvido utilizando recursos metodológicos
da arte educação e tendo como suporte teórico o Protagonismo Juvenil,
que pressupõe a participação efetiva do adolescente nos acontecimentos
que afetam a sua vida e a da sua comunidade. Os resultados aqui
Oral
74
apresentados correspondem ao período de janeiro de 1998 à março de
1999, sendo portanto resultados parciais, são eles: 1) 60 adolescentes
formados como Agentes Multiplicadores de Informação em HIV/aids.
2) 03 comunidades periféricas de Salvador atendidas na fase piloto do
projeto. 3) Realização de um “encontrão “ com todos os adolescentes
multiplicadores das três comunidades atendidas pelo projeto para troca
de experiência e discussão acerca do papel do Agente Multiplicador. 4)
1.000 adolescentes atendidos indiretamente através da ação do Agente
Multiplicador Adolescente 5) Fortalecimento da auto-estima implicou
na percepção por parte do Agente Multiplicador de suas potencialidades
e limites. Os resultados aqui apresentados correspondem ao período de
janeiro limites.Os resultados aqui apresentados correspondem ao período
de janeiro de 1998 à março de 1999, sendo portanto resultados parciais,
são eles: 60 adolescentes formados como Agentes Multiplicadores de
Informação em HIV/aids. 2) 03 comunidades periféricas de Salvador
atendidas na fase piloto do projeto. 3) Realização de um “encontrão
“com todos os adolescentes multiplicadores das três comunidades
atendidas pelo projeto para troca de experiência e discussão acerca do
papel do Agente Multiplicador. 4) 1.000 adolescentes atendidos
indiretamente através da ação do Agente Multiplicador Adolescente 5)
Fortalecimento da auto-estima implicou na percepção por parte do Agente
Multiplicador de suas potencialidades e limites.
Conclusões: Consideramos como conclusão os resultados de maior
impacto do projeto e que por isso se constituem como indicadores para a
sua continuidade e que também reservam grandes desafios, tais como: A
sua própria sustentação, assim como possibilitar ao adolescente a
autonomia e o fortalecimento de um espírito empreendedor necessários
para execução de suas propostas, encontrando para isso o apoio
comunitário, esse desafio permite que o Agente Multiplicador Adolescente
crie vínculos com várias instituições, mas não uma dependência direta de
nenhuma delas. Desta forma apresentamos as seguintes conclusões:
Estabelecimentos de vínculos com as comunidades e formação de parcerias
como os grupos organizados destas comunidades; Efetivação de um espaço
de intervenção concreta com os jovens participantes do programa:
Possibilidade do adolescente dirigir e assumir o seu papel como
educadores para prevenção à AIDS, com todas as implicações que a tarefa
exige; Criação conjunta de um guia metodológico para dar suporte as
intervenções destes adolescentes junto à comunidade e a seus pares.
Oral
75
Convivência “é de Lei”
Autor: Andréa Domanico - NEPAIDS - Centro de Convivência “É de Lei“
Co-autor: Cristina Maria Brites
Apresentador: Andréa Domanico
Contato com o autor: [email protected]
Problemas: Os UD (usuários de drogas), com exceção dos tabagistas,
estão mais vulneráveis à infecção pelo HIV. Esta condição de
vulnerabilidade é determinada tanto pela intoxicação causada no
momento do uso de drogas quanto pela troca de sexo por dinheiro ou
por drogas; contribuindo, nestas condições, para práticas sexuais
desprotegidas. Além desta condição de vulnerabilidade individual temos,
por outro lado, condições de vulnerabilidade socialmente determinadas.
Estas últimas são expressas principalmente pelos processos de exclusão
e de estigmatização a que são submetidos os UD. Nesta perspectiva, o
Centro de Convivência “É de Lei“, inaugurado em 05/12/98, tem por
objetivo reduzir os processos de exclusão social e as condições de
vulnerabilidade dos UD, através da consolidação de um espaço de
interação social alternativo voltado a atender as suas necessidades,
inclusive enquanto ponto de troca de agulhas e seringas (TAS).
Descrição do Projeto: O Centro de Convivência “É de Lei“ possui uma
equipe interdisciplinar treinada a fornecer informação e orientação
qualificada no âmbito da prevenção e do tratamento de drogas e aids. O
treinamento dos membros da equipe inclui visitas institucionais, participação
em eventos e articulação com entidades que atuam na área de tratamento e
prevenção da aids e uso de drogas. Todas as segundas-feiras, das 18h às 20h
horas, realizamos um colóquio preventivo chamado “Chá de Lírio“ que
tem por objetivo veicular e trocar informações qualificadas acerca de temas
relacionados ao uso de drogas e às DST/aids.
Principais Resultados: Desde sua inauguração, passaram pelo Centro
de Convivência (até outubro) 330 UD, foram distribuídos 990 preservativos
e efetuadas, média/mês, 50 trocas de agulhas e seringas. Realizamos 10
encaminhamentos para testagem do HIV e 05 para tratamento da aids.
Encaminhamentos relacionados ao uso de drogas, tivemos 20 para
tratamento ambulatorial e 10 para internação. Nosso trabalho pôde ser
conhecido por um número maior de pessoas através de duas reportagens:
Folha de S.Paulo e Jornal Primeira Edição da Rede TV.
Oral
76
Conclusões: A aids e o uso de drogas são problemas sociais que se
colocam ao conjunto da sociedade e que suscitam a consciência e a luta
pelos direitos de cidadania dos UD. Neste sentido, nosso espaço de
convivência está aberto a todas as pessoas, UD ou não, que queiram,
por interesse pessoal ou profissional, informações qualificadas sobre
drogas e as DST/aids.
Oral
77
Aids na Marinha: Vivendo o Fim de uma Carreira
Autor: Ângela Esher - Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP/
FIOCRUZ)
Co-autor: Elizabeth Moreira dos Santos
Apresentador: Ângela Esher
Contato com o autor: [email protected]
Problema: Compreender e discutir os efeitos do processo de afastamento
e reforma pela infecção do HIV nos militares da Marinha do Brasil.
Estão inseridas questões relacionadas à testagem compulsória e
prevenção dentro desta instituição.
Descrição do Projeto: A manutenção da saúde dos militares aparece
como preocupação permanente dentro das Forças Armadas. Episódios
de doenças são avaliados por normas rígidas que necessitam de
constantes atualizações. O portador do atributo biológico negativo em
relação à essa referência é afastado do convívio coletivo. No caso do
HIV, torna-se difícil precisar a base da estigmatização, pois ela se sustenta
quase sempre, numa relação ambígua entre o atributo biológico e moral.
Foram utilizadas dimensões (periculosidade, não-produtividade,
culpabilidade) para caracterizar o estigma e assim, discutir questões
importantes e polêmicas relacionadas a testagem, afastamento, reforma.
Ter os próprios militares afastados ou reformados como informantes
permitiu aprofundar a discussão.
Principais Resultados: O fim da carreira é doloroso. A morte civil é
anunciada, proibi-se o exercício das atividades profissionais, o projeto
de vida é inviabilizado. O argumento é construído com base na proteção
do grupo, em detrimento das dimensões individuais. Com as
representações sociais dos militares infectados percebemos a necessidade
de alteração das normas estabelecidas, num esforço para manter estas
pessoas inseridas no sistema.
Conclusões: O estudo apontou, a partir das representações sociais dos
militares infectados pelo HIV, pertencentes à Marinha, a urgente
necessidade de alteração das normas estabelecidas, num esforço para
manter estas pessoas inseridas no sistema. Mesmo ferindo direitos
individuais, o procedimento de testagem obrigatória parece estar
adaptado ao sistema. Sua justificativa oficial está relacionada ao perigo
concreto de contaminação. No entanto, a falta de estrutura dessa prática
(aconselhamento pré e pós-teste) faz com que ela seja ainda mais
questionável. Ao longo da epidemia de aids, as pessoas soropositivas
Oral
78
têm sido importantes atores na criação e execução de ações de prevenção
do HIV e aconselhamento. Desta forma, podemos perceber o quanto
seria proveitoso para a Marinha, a participação dos militares soropositivos
no planejamento e execução dos programas de prevenção e
aconselhamento dentro da Força. Este trabalho se encerra na certeza de
que o efetivo debate destas questões tem reflexo direto na garantia da
cidadania das pessoas que vivem com HIV e aids.
Oral
79
Projetos de Prevenção de Unidades Municipais de
Saúde – RJ: Panorama das Propostas Educativas
Autor: Angélica Ferreira Fonseca - Secretaria Municipal de Saúde
Co-autores: Betina Durovni; Sumaya Pimentel; Valéria Saraceni;
Vitória Vellozo
Apresentador: Angélica Ferreira Fonseca
Contato com o autor: [email protected]
Problema: Entre as instituições governamentais, os serviços de saúde dispõem
de posição privilegiada para a implementação de trabalhos educativos de
prevenção as DST/aids. No município do Rio de Janeiro, 62 unidades de
saúde municipais formularam projetos específicos de educação em saúde.
Este é, em parte, o resultado da implantação de mecanismos diversos que
estimulam o planejamento descentralizado das ações de prevenção às DST/
aids, incluindo a dispensação de preservativos. O propósito fundamental é
estimular a extensão do trabalho educativo, abrangendo novos segmentos
além dos pacientes HIV positivos, até então grupo prioritário.
Descrição do Projeto: Empreendemos a revisão dos 62 projetos implantados
pelos serviços de saúde municipais procedendo uma descrição do conjunto
de ações de acordo com as seguintes categorias: população-alvo - sexo,
faixa etária, tipo de vínculo da população-alvo com o serviço; dinâmica de
trabalho; segmentos profissionais envolvidos no trabalho educativo.
Principais Resultados: Ainda que as ações educativas não tenham
apresentado impacto nos coeficientes de incidência, é inegável a
ampliação dos grupos populacionais atingidos e do quantitativo de
serviços que atualmente desenvolvem ações de prevenção
organizadamente. Em 1997 havia 29 projetos em curso e a dispensação
mensal de preservativos era de aproximadamente 20 mil preservativos
por mês. Neste momento existem 62 projetos em curso com dispensação
regular de 130 mil preservativos/ mês por unidades de saúde. Do ponto
de vista das populações atingidas, pode-se destacar os adolescentes e
mulheres como grupos-alvo privilegiados. Observa-se ainda, uma lacuna
no que se refere a trabalhos voltados à população masculina adulta, assim
como uma restrição dos serviços em implantarem ações extramuros.
Conclusões: Não obstante, nos resultados favoráveis conquistados
identificamos a necessidade de intensificar o diálogo entre o nível central e
as unidades, tendo em vista a necessidade de formular alternativas de ação,
sobretudo, para favorecer a integração dos diversos grupos profissionais
em projetos educativos, assim como a produção de estratégias coerentes
com as propostas e segmentos populacionais que se pretende atingir.
Oral
80
Educação e Prevenção das DST/Aids: Mulheres,
Filhos e Equipamentos Sociais
Autor: Aranaí Diniz Guarabyra - Centro de Controle e Investigação
Imunológica “Dr. A. C. Corsini “
Co-autores: Bellucci, Sílvia B.; Hebling Eliana M
Apresentador: Aranaí Diniz Guarabyra
Contato com o autor: [email protected]
Problema: Desde o início desta década o Centro Corsini vem mantendo
um programa dirigido à população feminina de baixa escolaridade e
baixa renda - Projeto Colméia, utilizando como estratégia, trabalho
educativo com mães de crianças matriculadas em creches filantrópicas,
coordenadas pela Federação das Entidades Assistenciais de Campinas
(FEAC). As mães trabalham temas como saúde sexual e reprodutiva,
DST e aids, e em geral os resultados do programa têm sido satisfatórios.
No entanto, foi detectada necessidade da instrumentalização de
dirigentes, coordenadores e funcionários dessas organizações para
facilitar a aceitação e permanência de crianças e mães portadoras do
HIV nessas instituições.
Descrição do Projeto: Foi desenvolvido um programa de capacitação
para coordenadores da FEAC e coordenadores e funcionários das creches,
que se iniciou em 1997, para informar, desmistificar preconceitos e
promover atitudes adequadas para o trato das questões da aids
relacionadas ao ambiente de trabalho. Treinamentos de 8 horas abordam
temas como aspectos gerais da aids, normas de biossegurança e questões
éticas, de forma participativa, com exposições dialogadas, técnicas de
dinâmica de grupo e dramatizações de casos. O material de apoio consta
de apostilas informativas e um gibi elaborado com a participação das
mulheres do Colméia.
Principais Resultados: Durante o ano de 98, participaram 47 creches,
atingindo diretamente 257 profissionais, e, indiretamente 4.700 usuários.
As avaliações quantitativas e qualitativas realizadas em cada treinamento
mostraram que a maioria das pessoas, independente do grau de instrução,
desconheciam aspectos básicos de transmissão e prevenção do HIV,
tinham medo de conviver com portadores do vírus e não sabiam como
lidar com as normas de segurança e questões éticas envolvidas na
ocorrência de casos de aids em seus locais de trabalho. Outro resultado
significativo foi a detecção de uma nova necessidade, levantada junto
às equipes das entidades trabalhadas, que tratou da capacitação de líderes
Oral
81
comunitárias que desenvolvem trabalhos artesanais com grupos de
mulheres nas comunidades onde as creches estão inseridas. Esta
atividade ocorreu durante o mês de março do ano de 1999, com a
participação de 25 líderes, que receberam um treinamento de 20 horas
para atuarem como agentes de saúde junto a esses grupos, que estão
sendo acompanhados e supervisionados. A avaliação de impacto do
projeto será finalizada no início do próximo ano.
Conclusão: 1- O desconhecimento sobre HIV/aids e o impacto da
epidemia em segmentos que têm responsabilidade social formal pode
ser importante fator de retardo de modificação das populações em
situação de pobreza; 2—Programas contínuos de informação e educação
em HIV/aids devem ser mandatários para todos os que trabalham em
instituições de assistência a crianças, pois são importante referência para
a população com maior dificuldade de acesso à informação e assistência.
Oral
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O Papel das ONG na Descentralização dos Serviços
Assistenciais e de Saúde: a Experiência dos
Médicos Sem-Fronteiras no Rio de Janeiro
Autor: Bárbara Celeste Rolim - Organização Médicos sem Fronteiras
Co-autores: Elaine Monteiro Isabelle Wolff Marcelo Jaccoud da Costa
Rodriane de O. Souza
Apresentador: Bárbara Celeste Rolim
Contato com o autor: [email protected]
Resumo: O objetivo desse trabalho é discutir o papel das organizações
não governamentais na descentralização dos serviços assistenciais e de
saúde. O objeto empírico desta discussão será a iniciativa da Organização
Médicos Sem Fronteiras na implantação do Programa Local de
Prevenção em DST/AIDS em comunidades empobrecidas da cidade do
Rio de Janeiro. A realidade das comunidades empobrecidas do município
do Rio de Janeiro passa pela falta de organização e de articulação das
mesmas em torno de suas necessidades e demandas. Passa também pela
falta de condições materiais que viabilizem a integração delas aos fóruns
e espaços existentes na cidade - nos quais as respostas a essas
necessidades possam ser efetivadas -, dificultando a realização da
proposta de descentralização das ações e do poder de decisão sobre as
mesmas (como prevê a Constituição Cidadã de 1988).Com essa
preocupação, a Organização Médicos Sem-Fronteiras vem, desde 1997,
implantando o Programa Local de Prevenção em DST/aids em
comunidades empobrecidas da cidade do Rio de Janeiro, basicamente
em duas áreas programáticas da cidade do Rio de Janeiro (A.P 3.I e A.P
3.III). Esse Programa, também apoiado pela Coordenação Nacional DST/
aids, é desenvolvido em duas fases: a primeira, com um ano de duração,
consiste na implantação de bancos de preservativos e das atividades
educativas nas Associações de Moradores, de forma articulada à
Coordenação de Saúde da área, o que vem facilitar o acesso aos
preservativos e às informações, fortalecendo a organização e a
participação popular, podendo, assim, ser considerados como estratégia
de enfrentamento da epidemia da aids e da contaminação pelo vírus
HIV nas comunidades. Na segunda fase, os bancos são assumidos pela
Secretaria Municipal de Saúde, porém a sua gestão continua com as
Associações de Moradores, garantindo, assim, a continuidade da
participação popular. Com vistas na sustentabilidade do Programa, foi
Oral
83
criado o Fundo de Prevenção Popular (FUNPREP) que são cotas de
R$250,00, repassados pelo Ministério da Saúde e que asseguram o pleno
funcionamento dos bancos de preservativos e o desenvolvimento das
atividades educativas e informativas, sendo para isso fundamental a
assessoria aos responsáveis por esses fundos.
Cabe dizer que este Programa, implantado na AP 3. I desde dezembro de
1997, tem atingido cerca de três mil pessoas, e que na AP 3. III, onde foi
iniciado em julho de 1999, esse Quantitativo aproxima-se a mil usuários.
As ONG assumem nesse cenário social e político o papel privilegiado
na articulação entre a população e o poder público, pois ao desenvolver
ações junto às comunidades têm maior possibilidade de reconhecer as
dificuldades da realidade social lá existentes e a partir disto estabelecer
proposições junto ao poder público, possibilitando o real exercício do
controle social, entendendo-o como participação da população na
elaboração de políticas entendendo-o como participação da população
na elaboração de políticas públicas e no gerenciamento de equipamentos
sociais. Dessa forma, também cabe às ONG a capacitação continuada
das comunidades onde se inserem, vislumbrando o fortalecimento do
movimento comunitário e a consolidação das ações por elas
estabelecidas. Essa experiência é um projeto-piloto no qual os resultados
ainda são incipientes, no entanto, já sinalizam a potencialidade das ONG
no estabelecimento do diálogo entre as comunidades e o poder público,
incentivando a descentralização.
Oral
84
Perfil do Redutor: Reconstruindo sua Relação de
Trabalho
Autor: Caio Pereira Westin - Programa Estadual DST/AIDS -SP
Co-autores: Elvira Filipe Ventura; Júlio César Barroso Pacca; Sueli
Aparecida dos Santos
Apresentador: Caio Pereira Westin
Contato com o autor: [email protected]
Problema: O trabalho de campo em redução de danos (RD) tem eficácia
comprovada. Entretanto, nos 7 Projetos de SP, com aproximadamente
36 redutores, encontramos dificuldades na relação contratual entre
coordenadores e estes (alta rotatividade, questões financeiras e
comprometimento profissional).
Descrição do Projeto: O Comitê de RD de SP planejou encontro para
discutir as relações coordenadores/redutores. Aplicou-se questionário
traçando o perfil do redutor para adequar formas de capacitação,
contratação e adesão destes aos PRD.
Principais Resultados: Vinte e nove questionários foram respondidos,
sendo 57,1%(16) mulheres e 42,9%(12) homens. A média de idade era
de 33,6 anos; 27,6%(8) possuem 1º grau incompleto e 20,7%(6) 2º grau
completo; 40,7% têm emprego fixo; 80,8% consideram os ganhos com
PRD como ajuda para as despesas domésticas. Entretanto, 70,4%(19)
também responderam que a família depende deste rendimento. A média
de remuneração no Projeto é R$298,31. Correlacionando-se as variáveis,
encontramos tendência acentuada de que os redutores indicados por seus
pares dedicam 7 vezes menos tempo ao PRD do que aqueles contatados
pelos coordenadores. 35,7%(10) fazem uso de droga no momento (18,4%
durante o trabalho). Apenas 2 responderam infectados. A maioria
77,8%(21) afirma ter presenciado a mudança no comportamento dos
UDI após o trabalho de RD.
Conclusões: Há um conflito entre a concepção deste trabalho enquanto
geração de renda pelos redutores, o que dificulta a adesão ao trabalho ou
voluntarismo X profissionalismo. Os RD indicados por seus pares vinculam
menos tempo ao projeto frente àqueles acessados pela coordenação. Há
percepção de eficácia do trabalho junto aos UDI pelos redutores.
Oral
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Como Falar da Prevenção da Aids para quem Vive
em Risco e do Risco? A História de um Projeto com
Jovens Infratores; São Paulo; Brasil; 1999
Autor: Camila Alves Peres - Programa Estadual DST/aids - Secretaria
de Estado da Saúde de São Paulo
Co-autores: Fernando da Silveira; Marcelo Roman; Norman Hearst
Rodrigo Alves Peres; Ron Stall; Vera Paiva
Apresentador: Camila Alves Peres
Contato com o autor: [email protected]
Problema: O Projeto Fique Vivo começou em 1998, em 4 unidades de
internação da FEBEM (Fundação Estadual para o Bem-Estar do Menor),
com 280 jovens (13 a 19 anos), devido as poucas ações de prevenção de
aids na instituição e pela vulnerabilidade a que estão expostos: 1) o medo
maior na vida deles era morrer na vida do crime; 2) achavam que não
passariam dos 24-25 anos; 3) poucos acreditavam ser capazes de mudar o
rumo de suas vidas; 4) na marginalidade conseguiam cidadania: respeito,
pertencimento, identidade e trabalho; 5) acreditavam que viver era correr
riscos e a aids era só mais um; 6) sabiam como a aids era transmitida e que
a camisinha protegia, mas não se preocupavam em usar.
Descrição do Projeto: No começo, foi difícil obter a confiança. Íamos
nas unidades para conversar, conhecê-los melhor e fazer as atividades
que queriam (dança, grafitagem, música e teatro). Na arte-educação,
encontramos o canal de comunicação e incluímos nas oficinas de
sexualidade, contracepção e DST/aids, os temas eleitos por eles:
criminalidade, violência, drogadição, cidadania, direito, racismo, futuro.
Fizemos parceria com o movimento HIP-HOP que trabalha e politiza
jovens pobres das periferias, pois nas produções dos jovens havia alto
potencial de ação social, com mensagens sobre a importância de estudar,
de trabalhar e da desilusão que as drogas e a criminalidade representam
(prisão e morte). Os jovens passaram a ser multiplicadores de informação
com seus pares e ajudar nos materiais educativos.
Principais Resultados: 1) Encontramos nossa mensagem de prevenção:
“Fique vivo para contar sua história, para lutar contra a injustiça social;
Na vida do crime você vai morrer “; 2) construímos com eles um modelo
de prevenção que integra seus interesses e temas importantes para sua
sobrevivência; 3) o projeto é referência para outros trabalhos; 4)
dirigentes estudam como referência para outros trabalhos; 4) dirigentes
estudam como institucionalizá-lo; 5) lançamos um CD com músicas
Oral
86
criadas e cantadas pelos jovens que servirá como material de educação;
7) obtivemos financiamento para uma rádio comunitária.
Conclusões: O sucesso do projeto mostra: 1) necessidade de desenvolver
modelos de prevenção e materiais educativos para grupos específicos,
integrando a prevenção da aids dentro da cultura e dos interesses da
população-alvo; 2) necessidade de integração entre universidades,
organizações governamentais e não-governamentais na implementação
das experiências; 3) necessidade de integração entre secretarias e
programas de governo; 4) efetiva participação da população-alvo na
criação de estratégias e materiais educativos; 5) com o apoio dos setores
envolvidos (Programa de DST/aids do estado de São Paulo, gabinete do
Secretário da Saúde e dirigentes da Febem) muito mais pode ser feiro,
mesmo para uma população que parece impossível de ser atingida.
Oral
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Estudio del Comercio Sexual en la Ciudad de
Panamá: Enfocando Diferentes Escenários de
Riesgo
Autor: Carmen Carrington - Nueva Era en Salud
Co-autor: Claude D. Betts - Nueva Era en Salud
Apresentador: Carmen Carrington Nueva
Contato com o autor: [email protected]
Problema: Este estúdio hace una primera caracterización del comercio
sexual e identifica los diferentes factores que interactúan en cada
escenario; en aras de que los actores sociales pueden ser capacitados y
movilizados para reducir la transmisión del VIH y otras infecciones de
transmisión sexual.
Descripción del Proyecto: Encuestas cara a cara se realizaron a una
muestra conformada por todas las trabajadoras comerciales del sexo
(TCS) que se encontraban en diferentes escenarios de riesgo
identificados: (1) calle, (2) salas de masaje, (3) burdeles con cuartos
propios para cada TCS, (4) burdeles con cuartos de alquiler y (5) bares
y cantinas donde las TCS contactaban clientes pero las relaciones
sexuales se realizaban fuera del local. De un total de 324 TCS abordadas,
se obtuvo consentimiento informado verbal, información completa y
consistente de 278 TCS (86%). Otras fuentes: grupos focales, donde
participaron +/- 80 TCS y entrevistas no estructuradas con informantes
claves como: (1) miembros de los equipos de salud; (2) dueños y
administradores de locales en diferentes escenarios de riesgo; (3)
unidades de policía, y (4) funcionarios de migración.. Se obtuvo
información contextual sobre cada escenario de riesgo.
Principales Resultados: La edad promedio fue 27.2 años; el 81% eran
madres y el 82% tenían 7 años o más de escolaridad. Cada TCS da
sustento económico a tres personas, mayormente familiares. El 45%
tenían menos de un año como TCS; el 42% trabajan siete días a la semana
y 27% trabajan más de 8 horas al día. El 86% asisten a “Clínicas de
Higiene Social; “ el 99% usan condón con sus clientes, aún cuando
estos le ofrecían pagar más, pero solo el 26% usaban condón con sus
parejas fijas. El 12% referían haber sido obligadas a tener relaciones
sexuales en contra de su voluntad, pero este porcentaje fue de 6% en
extranjeras, 16% en panameñas del interior, 28% en panameñas de la
ciudad y 40% entre las TCS que laboraban en las calles. Cada escenario
tenía modos de operación distintos y las TCS tenían diferentes perfiles:
Oral
88
El 88% de las TCS en los burdeles con cuartos propios eran Colombianas,
mientras que el 91% que trabajan en las calles eran Panameñas. La
edad mediana de las TCS en la calle y en salas de masajes fue 23 años;
las de bares y cantinas y las de burdeles con cuartos de alquiler fue 28 y
29 años, respectivamente. La escolaridad promedio de las que trabajan
en salas de masajes fue 11.3 años y las que trabajan en las calles tenían
8.5 años. Las TCS que trabajan en las calles han estado ejerciendo el
comercio sexual hace 2 años y 10 meses en promedio; en contraste, las
que trabajan en salas de masaje y las que trabajan en burdeles con cuartos
propios que solo llevan un promedio de 9 y 13 meses, respectivamente.
Discusión: “La clientela ha bajado y el uso del condón entre los clientes
ha aumentado en los últimos 4 a 5 años en la ciudad de Panamá, pero
menos en las provincias centrales “ informaron TCS en los grupos focales
y lo confirmaron administradores y dueños de locales. Casi todas las
TCS consideran este trabajo como algo temporal y esperan la oportunidad
para salir del comercio sexual, pero varias TCS le preocupa “¿qué harán
las personas que dependen de sexual, pero varias TCS le preocupa “¿qué
harán las personas que dependen de mí si dejo de recibir este dinero? “
Los factores económicos y las presiones de familia que inciden
directamente sobre los derechos sexuales y reproductivos de TCS, son
los mismos factores que aumentan el riesgo en otros escenarios. Por
ejemplo, una joven que busca asegurar su futuro económico y su
estabilidad social puede aceptar exponerse a una relación sexual sin
protección a pesar de los antecedentes dudosos de su pretendiente.
Conclusiones: Este estudio presentó características propias de varios
escenarios del comercio sexual. La conducta sexual de las TCS y el riesgo
a que se exponen varia de escenario a escenario y está condicionado por
diferentes factores de riesgo que están presentes en cada escenario, más
allá de la voluntad, deseo, o intención de las TCS o de sus clientes. Esto
implica que las intervenciones preventivas deben ser dirigidas hacia el
escenario como un todo con un abordaje multisectorial que movilice los
actores sociales que pueden modificar significativamente los escenarios,
donde la salud o la enfermedad serán meras resultantes
Oral
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O Redutor de Danos
Autor: Caroline Schneider Brasil - Secretaria Municipal de Saúde de
Porto Alegre, Polit. de Controle DST/aids
Co-autores: Antônio Carlos Garcia Martins; Cristiano Gregis; Deivez
Edu Mello Domingues; Domiciano Siqueira; Fátima Machado; Maria
Leda Brasil; Maria Luisa dos Santos; Miriam do Carmo Pereira; Ricardo
Kuchenbecker; Tânia Regina Telles; Vera Machado de Oliveira
Apresentador: Fátima Machado
Contato com o autor: [email protected]
Problema: O problema do uso abusivo de drogas e a transmissão do vírus
HIV, quando associados, representam um problema de saúde pública de grande
magnitude. No âmbito, nacional um terço dos casos de aids são entre usuários
de drogas injetáveis. A partir desta realidade foi necessária a implantação de
Programas de Redução de Danos. No Brasil, concomitante ao nascimento de
metodologias de redução de danos surge a figura do redutor de danos, que
tem como função precípua a execução de estratégias de prevenção extramuros
com a população em questão, a qual tem se mantido distante dos espaços de
saúde. A característica norteadora do ator social, redutor de danos, é o
comprometimento com o exercício das atividades de campo, o qual é,
caracterizado pelo espaço geofísico de alto consumo e venda de drogas.
Descrição do Projeto: A metodologia do trabalho do redutor danos
constitui-se em: acessar a rede de usuários de drogas, principalmente
injetável, interagindo na sua rede de convívio social através dos plantões
de campo; abordagens de prevenção tais como: disponibilização de material
informativo, encaminhamentos para como: disponibilização de material
informativo, encaminhamentos para testagem anti-HIV, tratamento da aids
e outras DST e dependência química; disponibilização de material estéril
para uso limpo de drogas injetáveis, como seringas e agulhas objetivando
que se dê a troca do material limpo pelo usado; transmissão de informações
sobre auto-cuidado e biossegurança, entre outros.
Principais Resultados: Reinserção de usuários e ex-usuários de drogas
no âmbito profissional representada pela figura do redutor de danos ainda
usuário ou ex-usuário; reconhecimento e fortalecimento da figura do
redutor de danos como trabalhador de saúde, imprescindível para o sucesso
das estratégias de redução de danos voltadas para a população usuária de
drogas injetáveis tanto no sentido de mudança de comportamento dos
próprios redutores como de seus pares; resgate de direitos humanos.
Conclusões: Divulgação da importância da figura do redutor de danos como
o principal dispositivo para execução das práticas de redução de danos.
Oral
90
Protagonistas Jovens Atuando na Prevenção das
DST/Aids
Autor: Celeste De Paula Azevedo Moori - SOS adolescente
Co-autores: Elaine Andrade de Souza; Flavia Castro Cassanjes; Maria
Tereza Antonia Cardia; Marilena Germano Elmôr; Rita de Cássia Batistella
Apresentador: Matê Cardia
Contato com o autor: [email protected]
Problemas: O aumento da incidência entre jovens do HIV e algumas
DST, como HPV, que favorecem a vulnerabilidade ao HIV estimulounos a desenvolver ações educativas para a prevenção de DST/aids entre
adolescentes, buscando propiciar reflexões sobre riscos e sensibilizar
para que consigam maior apreensão dos conhecimentos e mudanças
comportamentais.
Descrição do Projeto: Realizamos oficinas sobre prevenção de DST/
aids em escolas públicas ou comunidade, selecionando os adolescentes
com perfil para multiplicadores. São capacitados para atingir outros
jovens com ações educativas em seu meio. Com abordagens que
incentivam a participação, tratamos temas relevantes para o indivíduo
desenvolver o autocuidado.
Principais Resultados: Esse processo teve início em 1994, com o apoio
da CN DST/AIDS do Ministério da Saúde, tendo atingido cerca de 15.000
pessoas. Em 1994: 29 multiplicadores formados, 7.415 preservativos
distribuídos e 2.665 pessoas atingidas; em 1995/96: 15 multiplicadores
formados, 15.000 preservativos distribuídos e 4.000 pessoas atingidas;
em 1997/98: 08 novos multiplicadores formados, 06 monitores formados,
26.875 preservativos distribuídos e 8.679 pessoas atingidas. Em 1999,
no 4o ano do projeto, também vamos criar postos de informação e
distribuição de vales-preservativos nos espaços trabalhados, de modo a
garantir a continuidade das iniciativas de prevenção na comunidade.
Conclusões: Jovens são mais abertos às discussões. Comportamentos
mais seguros, adquiridos no início da vida sexual ativa, são mais
eficientes e duradouros. Adolescentes veiculando informações e
questionamentos para seus iguais garantem uma linguagem acessível,
incentivam a solidariedade e a busca de soluções das questões que lhes
dizem respeito como cidadãos.
Oral
91
HIV Vida Carapicuíba: Excursão à Favor da
Informação em Prevenção à DST/Aids /Drogas
Autor: Célia Regina Silva Celres - Secretaria Municipal de Saúde
de Carapicuíba
Co-autor: Nelson Martins - Comunidade Católica
Apresentador: Célia Regina Silva Celres
Contato com o autor: [email protected]
Problemas: Cada vez mais a aids atinge populações de baixa renda e
escolaridade. No município de Carapicuíba(SP), há aproximadamente 70%
da população geograficamente instalada na periferia, em 109 áreas livres.
Descrição do Projeto: Inicialmente, realizou-se um fórum com a
participação de diversas secretarias e organizações comunitárias, no qual
se definiu as diretrizes do Projeto. Esse trabalho tem mobilizado a
comunidade, que vem ampliando as parcerias e buscando caminhos para
aprofundar a discussão de ações mais efetivas na prevenção às DST/
aids. Num II Fórum, foi aprovado o regimento interno com uma Comissão
Gerenciadora de 12 pessoas representando 4 segmentos de OG e ONG.
Houve também redefinição de novas diretrizes de ações, ampliando a
11 frentes de trabalho, como Etnia; GLS; Comércio; Pesquisa; Amigos
de Bairro; Roda Viva-HIV Vida (Cadeia); redução de danos; secretarias
integradas e Banco de Preservativos.
Principais Resultados: Realização de 226 excursões atingindo 12.585
pessoas; 2 capacitações de multiplicadores; 2 concursos de maquetes e
pinturas; 2 fóruns de debates; comissão gerenciadora; implantação do
Banco de Preservativos e implantação de associação organizada por
portadores HIV, na UBS Cohab V para geração de renda.
Conclusões: A valorização e apropriação do projeto pela comunidade é
responsável pelo êxito de ações continuadas de prevenção, que favorece
a contextualização segundo características socioculturais e econômicas
destas. A condução do projeto através de Comissão Gerenciadora (entre
governo e sociedade) possibilita institucionalização a médio prazo. O
envolvimento com universidades, através de estagiários, propicia um
enriquecimento do trabalho relacionando teoria, método e prática.
Oral
92
Perfiles de Riesgo entre Comunicadores Sociales
y Estudiantes de Comunicación Social en Panamá
Co-autores: Carmen Carrington - Nueva Era en Salud Rafael Orucu,
B.S.
Apresentador: Claude D. Betts
Contato com o autor: [email protected]
Problema:La participación de los medios de comunicación en promover
y conscientizar a amplios sectores de la sociedad ha sido una prioridad en
la lucha contra ETS/VIH/SIDA. Se ha capacitado a comunicadores sociales
y estudiantes de comunicación social en el ámbito nacional e internacional.
Pero ha sido difícil evaluar en qué medida los medios de comunicación
han modificado conductas o escenarios de riesgo de ETS/VIH/SIDA. En
ese proceso la primera modificación se debe dar en la percepción de riesgo
de los propios comunicadores y estudiantes en los escenarios donde se
mueven por razón de su trabajo, estudio, o en sus vidas privadas. El presente
estudio hace un primer acercamiento en esta dirección.
Descripción del Proyecto: Los estudiantes graduandos de la Cátedra de
Comunicación Social de la Universidad Latina de Panamá, con asesoría
de la Asociación Nueva Era en Salud, diseñaron un estudio para determinar
el conocimiento y percepciones de riesgo de comunicadores sociales y
estudiantes de comunicación social. Diez estudiantes de comunicación
social fueron capacitados para realizar entrevistas. Se entrevistaron a 44
comunicadores sociales y 61 estudiantes de comunicación social con un
total de 105 personas entrevistadas. Se realizó una sesión de Grupo Focal
con comunicadores sociales de una estación de televisión local. Los
resultados cuantitativos fueron procesados utilizando el programa
estadístico EPIINFO.
Principales Resultados: La edad promedio fue 25.9 años, siendo 22.7
años entre estudiantes de comunicación social y 30.2 años entre
comunicadores sociales (p<0.001). La mayoría (73.3%) eran solteros,
83.6% entre estudiantes y 59.1% entre comunicadores sociales (p=0.005),
pero todos los entrevistados habían tenido actividad sexual. Solo 2.6% de
los hombres y 19.7% de las mujeres habían tenido un único compañero
sexual en su vida. El número promedio de parejas sexuales fue 8.7 parejas,
con 13.4 parejas entre los hombres y 5.3 parejas entre las mujeres
(p=0.005). El número promedio de parejas referidas como estables fue
3.7 parejas, con 5.2 parejas estables entre los hombres y 2.4 parejas estables
entre las mujeres (p=0.03). El 82.9% de los hombres y el 54.8% de las
Oral
93
mujeres habían tenido dos o más parejas estables en su vida (p=0.009).
Esta diferencia entre la proporción de hombres y de mujeres con dos o
más parejas estables se da a expensas de los estudiantes de comunicación
social con 87.5% y 37.8%, respectivamente (p=0.002), no así entre
comunicadores sociales, 78.9% hombres y 77.8% mujeres con dos o más
parejas estables (p=NS). El 71.4% de los hombres y el 89.4% de las mujeres
había tenido su última relación sexual con una pareja estable (p=0.04).
Cuando la última relación había sido con una pareja estable el 76.9% no
había usado condón y cuando la última relación había sido con una pareja
casual (o sea, no estable) el 33.3% no había usado condón, sin diferencia
significativa por género. Las principales razones dadas para no usar el
condón con una pareja estable fueron de dos tipos: dadas para no usar el
condón con una pareja estable fueron de dos tipos: (1) por tratarse de una
pareja estable y (2) porque ya estaban tomando medidas para prevenir
embarazos. Una persona del sexo masculino con 21 parejas, donde 8 de
estas fueron estables, contestó que la razón para no haber usado condón
con la pareja casual fue “porque era una de mis parejas más estables. “ El
48.4% de los hombres y el 23.3% de las mujeres refirieron hacer viajes
por motivo de trabajo. Los hombres viajeros pasan 22.3 días al año viajando
en promedio, mientras las mujeres pasan 12.1 días en promedio fuera de
su residencia habitual. El 29.0% de los hombres y el 4.3% de las mujeres
refirieron haber tenido sexo casual durante viajes (p=0.002), donde no se
usó condón en 30.0% de estos contactos. El 27.8% de los hombres y
7.7% de las mujeres refirieron antecedentes de haber consumido drogas
(p=0.006). Las mujeres comunicadoras sociales refirieron antecedentes
en 16.7%, mientras las mujeres estudiantes de comunicación social solo
2.4% (p=0.04). Los hombres comunicadores sociales refirieron
antecedentes de consumo de drogas en 42.1%, mientras los hombres
estudiantes de comunicación social solo 11.8% (p=0.04). El 70% de los
comunicadores sociales y 41% de los estudiantes de comunicación social
pudieron definir correctamente lo que son enfermedades de transmisión
sexual. El 68% de los comunicadores sociales y 50% de los estudiantes
de comunicación social se mostraron dispuestos a comprometerse con
ejecutar alguna acción concreta frente al SIDA y otras enfermedades de
transmisión sexual en los siguientes 30 días.
Conclusiones: El concepto de que tener sexo con una pareja estable es
equivalente a estar protegido contra infecciones de transmisión sexual
estaba bastante generalizado tanto entre comunicadores sociales como
entre estudiantes de comunicación social. Varios expresaron que estas
Oral
94
enfermedades solamente afectan a personas con mala higiene, las que
practican sexo irresponsable, las que sufren desórdenes sexuales, o que
son promiscuas. La percepción de riesgo dentro de sus propios escenarios
era mínima, a pesar del elevado número de parejas sexuales y otros
factores, como sexo casual sin protección durante viajes y sexo que puede
ocurrir bajo influencia de substancias intoxicantes (drogas o alcohol).
También quedó en evidencia la relatividad del concepto de “pareja
estable. “ En el contexto de relaciones estables, muchos solo consideraban
el condón como un método de planificación familiar totalmente
irrelevante para prevenir infecciones en este contexto. En otros sondeos
que coordinó Nueva Era, realizados entre marinos, portuarios,
pescadores, uniformados, hombres que tienen sexo con hombres y
trabajadoras comerciales del sexo se encontraron resultados muy
parecidos en lo respecta una percepción de que el riesgo solo existe en
personas o grupos con los llamados “comportamientos de riesgo. “ Este
estudio sugiere que será necesario desarrollar un trabajo con los
comunicadores sociales y estudiantes de comunicación social que
empiece por un análisis, realizado por los mismos comunicadores sociales
y estudiantes, sobre sus propios escenarios de riesgo y la conscientización
primero de qué factores condicionan, facilitan o reducen el riesgo en
cada escenario, para así poder capitalizar con efectividad en la gran
disposición de hacer algo, expresado por la mayoría de los comunicadores
sociales y estudiantes de comunicación social y que fue puesto en práctica
por los estudiantes de la Universidad Latina y sus preceptores,
involucrándose en el diseño y ejecución del presente estudio.
Oral
95
Caracterización de Escenarios de Riesgo y
Percepciones de Riesgo en Poblaciones Marítimas
y Uniformadas de Panamá
Co-autor: Carmen Carrington - Nueva Era en Salud
Apresentador: Claude D. Betts - Nueva Era en Salud
Contato com o autor: [email protected]
Problema: Panamá cuenta con la mayor flota mercante del mundo con
cerca de 300,000 marinos. Por el Canal de Panamá transitan cada año
12,000 barcos con 300,000 marinos y 400,000 turistas. Se dedican a la
actividad pesquera artesanal y comercial cerca de 15,000 panameños y
otros 16,000 se dedican a las actividades policiales de tierra, mar y aire.
El Canal de Panamá cuenta con una fuerza laboral de más de 7,000
personas. El Ministerio de Salud estima que hay cerca de 30,000 personas
infectadas con VIH en Panamá. el sector uniformado pasó de sexto a
cuarto lugar entre 1997 y 1998 entre casos notificados de SIDA. El Sector
de servicios, que incluye transportistas y marinos ocupa primer lugar en
casos notificados de SIDA.
Descripción del Pryecto: LaLa Asociación Nueva Era en Salud es una
ONG legalmente registrada en Panamá, que inició un proceso
participativo para construir una respuesta social sostenible entre actores
sociales del sector marítimo y uniformado al problema de VIH/SIDA y
otras ETS en 1998. El Ministerio de Salud endosó el proyecto y Nueva
Era estableció contactos al más alto nivel con las autoridades de cada
organización pública o privada del sector marítimo y uniformado. Esto
incluyó la Asociación de Oficiales de Marina de Panamá, dos sindicatos
de marinos, la Cámara Marítima que agrupa todas las agencias navieras
que operan en Panamá, la Compañía Hutchinson que opera las dos
terminales portuarias en cada punta del Canal (Cristóbal y Balboa), la
Comisión del Canal, la Autoridad Marítima, la Policía Nacional, Servicio
Aéreo Nacional, Servicio Marítimo Nacional y Servicio de Protección
Institucional. Se conformó un grupo de trabajo compuesto por
representantes de cada organización. Nueva Era ayudó el grupo de trabajo
para definir el problema y establecer un plan estratégico preliminar,
basado en la experiencia y perspectivas de los integrantes del grupo de
trabajo. Luego se hicieron sondeos entre los diferentes grupos marítimos
y uniformados, utilizando grupos focales y encuestas, cuyos resultados
fueron presentados ante autoridades del Ministerio de Salud y otras
distinguidas personalidades de la sociedad civil panameña. Los resultados
Oral
96
obtenidos de grupos focales, de las encuestas y de los comentarios y
recomendaciones formuladas por el panel multidisciplinario fueron
utilizados para modificar y mejorar los planes estratégicos originalmente
elaborados por cada actor social.
Principales Resultados: Los actores sociales encuestaron a 511 personas
entre sus poblaciones de referencia de uniformados, marinos y portuarios.
Los resultados revelaron un alto porcentaje de relaciones sexuales
denominadas aventuras, muy por encima del número de relaciones con
trabajadoras comerciales del sexo. Mientras el uso del condón era más
del 70% con trabajadoras comerciales del sexo, su uso era menos del
15% con aventuras, amigas o queridas. Entre marinos que pasan períodos
de 2 a 3 semanas en una isla para luego desplazarse a otra isla y ser
reemplazado por otro marino, se considera como pareja estable la persona
que más está con el marino durante su estada en cada isla. Es decir, en
un período de 6 meses un marino puede tener varias parejas estables,
que a su vez son parejas estables de otros marinos. Con parejas estables
el uso del vez son parejas estables de otros marinos. Con parejas estables
el uso del condón era casi nulo. La mayoría de las personas encuestadas
referían un conocimiento adecuado sobre como se transmite y como se
previene el VIH/SIDA pero se observó una baja percepción de riesgo
aún en situaciones de alto riesgo. Utilizando estos datos y conociendo la
idiocincrasia de su población, cada actor social finalizó la elaboración
de sus propios planes estratégicos, presentándolos publicamente durante
una ceremonia formal de firma de compromisos, con la presencia de
autoridades de salud y de organismos internacionales.
Conclusiones: Este proyecto creó un proceso de empoderamiento de
los actores sociales fuera del sector salud, brindando los elementos
técnicos que hacian falta y construyendo respuestas dise‘nadas por los
propios actores sociales. Clave para el éxito de este proceso fue el
desarrollo del concepto de “escenarios de riesgo. “ Este concepto permitió
enfocar el comportamiento humano como una variable más que interactua
con los otros factores extructurales y conjunturales de un escenario para
dar como resultado condiciones de mayor o menor riesgo de exposición
y adquisición de una infección de transmisión sexual u otros problemas
de salud. Las organizaciones de las sociedad civil a través de la historia
siempre han trabajado para modificar escenarios, buscando favorecer
sus intereses sociales o personales. Este proyecto moviliza los actores
sociales para hacer lo que están mejor equipados para hacer: Modificar
escenarios - en este caso, movilizados por el interés social de proteger y
Oral
97
salvaguardar la salud y la vida de los asociados. La participación de los
actores sociales en todas las etapas del proceso de planificación
estratégica, produjo varios resultados dignos de notar: (1) El eje de la
planificación estratégica es el conocimiento de los escenarios, área en
que los actores sociales son “expertos. “ (2) La participación en todas
las etapas de la planificación empoderó a los actores sociales para asumir
un compromiso de lucha con sus propios recursos, sin esperar que una
organización de afuera le traiga la “receta “ para resolver su problema.
(3) El conocimiento en detalle de las características cualitativas de los
escenarios de riesgo hizo que las actividades planteadas por los actores
sociales fueran mucho más específicas y concretas que la mayoría de
los planes estratégicos elaborados por elementos foráneos. (4) La
implementación de los planes estratégicos está resultando más efectiva,
dado el alto grado de compromiso institucional con la ejecución, monitoreo
y evaluación del programa.
Oral
98
O Desafio no Atendimento a Pacientes HIV Positivos
em Situação de Desamparo Social – Relato de um
Caso
Autor: Cláudia Ramos Marques da Rocha - Hospital Universitário Pedro
Ernesto/Fac.Cie.Med./Disc. de Med. Legal
Co-autores: Débora Fontenelle dos Santos; Denise Herdy A. A. de Lima;
Lia Márcia Cruz da Silveira; Maria da Conceição dos Santos Guerra;
Michael Deveza
Apresentador: Lia Márcia Cruz da Silveira
Contato com o autor: [email protected]
Problema: Dificuldades vivenciadas no acompanhamento a pacientes
HIV positivos atendidos no Hospital Universitário Pedro Ernesto e que
vivem em situações de extrema pobreza, como por exemplo, a população
de rua. Questionar e discutir formas de abordagem para esses pacientes.
Descrição do Projeto: Os pacientes HIV positivos atendidos no
Ambulatório de Medicina Integral do HUPE são acompanhados por uma
equipe interdisciplinar composta por médicos, psicólogos e assistentes
sociais. O atendimento ocorre de forma individual, realizado por um ou
mais profissionais da equipe, ou em grupo. Neste trabalho, relatamos a
experiência no atendimento a um de nossos pacientes, de 47 anos, solteiro,
com seis filhos, sabidamente HIV positivo há dois anos, morador de rua,
sem atividade profissional definida, alcoólatra, que é atendido desde 1997
e que tem como característica só procurar o ambulatório quando se
apresenta com uma doença sexualmente transmissível, a cada consulta
uma DST diferente. Durante o atendimento foram identificadas inúmeras
dificuldades no acompanhamento como faltar a todas as consultas
agendadas, perder todos os pedidos de exames solicitados e tornar-se
agressivo para com a equipe quando procura o hospital e está alcoolizado.
Principais Resultados: Através do atendimento com equipe
interdisciplinar oferecemos a esse paciente todas as vezes que nos
procurou, além do atendimento clínico, atendimento ora com a psicóloga,
ora com o serviço social. Nas ocasiões em que nos procurou alcoolizado,
foi tentada abordagem com a psiquiatria e encaminhado ao grupo de
Alcoólatras Anônimos, localizado próximo ao local onde costuma
permanecer; porém, não compareceu. Na abordagem a este paciente estão
contidas informações detalhadas sobre a doença, ao seu nível de
entendimento, e várias vezes foram oferecidos preservativos, também
sem sucesso efetivo, já que sempre nos procura com uma DST. Não
Oral
99
realiza os exames solicitados e por isso não conseguimos definir melhor
sua situação clínica (CD4, carga viral, necessidade de tratamento antiretroviral, profilaxias) mas também sabemos que o desafio da adesão,
nesse caso, seria mais um dos inúmeros obstáculos. Convidado a
participar do grupo de pacientes HIV positivos, como mais uma
alternativa para informação e reflexão e onde poderia trocar experiências
com outros pacientes, mas nunca foi a nenhuma reunião.
Conclusão: O atendimento a pacientes HIV positivos necessariamente
precisa contar com uma equipe interdisciplinar mas apesar de possuirmos
essas condições, identificamos uma grande dificuldade no acompanhamento
a pacientes com esse perfil. Cabe discutir como acompanhar esses pacientes
de maneira mais adequada e resulta a preocupação de que não estamos
conseguindo conscientizá-lo do cuidar-se, atuando no tratamento de forma
mais eficaz e interrompendo a cadeia de transmissão.
Oral
100
Oficina de Saúde e Sexualidade para Pacientes
Psiquiátricos
Autor: Cláudio Gruber Mann - Instituto de Psiquiatria da UFRJ / IPUB
Co-autor: Suely Broxado de Oliveira
Apresentador: Suely Broxado de Oliveira
Contato com o autor: [email protected]
Problema: Pacientes psiquiátricos correm grande risco de contrair e transmitir
DST/aids porque eles não têm acesso a informações apropriadas de prevenção.
Além disso, eles não são instruídos de como usar preservativos corretamente.
Descrição do Projeto: A Oficina de “Saúde e Sexualidade “ entre
pacientes psiquiátricos do Instituto de Psiquiatria da UFRJ foi implantada
em 1996. Ela tem por objetivo discutir temas relacionados à sexualidade
e doenças sexualmente transmissíveis e HIV, além de temas relacionados
ao binômio saúde/doença. Os pacientes participam das oficinas que são
realizadas uma vez por semana, com duração de aproximadamente 60
min. Nas oficinas eles recebem orientação de como praticar o ‘sexo
seguro’, além de informações básicas sobre HIV, outras DST e demais
doenças. No final de cada oficina, os participantes são estimulados a
treinar como colocar corretamente o preservativo em um pênis de
borracha. Os preservativos são distribuídos entre os participantes de
acordo com suas necessidades.
Principais Resultados: Essa experiência tem-se revelado um grande
sucesso e proveitosa para os participantes, pois agora os pacientes sentemse seguros para falar livremente sobre seu comportamento sexual, suas
dificuldades e problemas relacionados a sua sexualidade. Eles mostram
interesse em aprender como usar corretamente o preservativo e mostram
evidências de que são capazes de usá-lo regularmente.
Conclusões: Falar livremente sobre saúde e sexualidade, parece ser uma
maneira eficaz de tornar-se informado da grande necessidade de
prevenir doenças de nossos dias, especialmente entre aqueles que não
tem acesso a informações sobre prevenção, como os pacientes
psiquiátricos.
Oral
101
Prevenção de Acidentes Ocupacionais com
Material Biológico no Município do Rio de Janeiro
Autor: Cristiane Rapparini - Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro
Co-autores: Angelica Fonseca; Betina Durovini; Lilian Lauria; Rita
Ferreira; Valéria Saraceni
Apresentador: Cristiane Rapparini
Contato com o autor: [email protected]
Problemas: A infecção por patógenos sanguíneos é reconhecida como
um risco ocupacional para os profissionais de saúde. Os principais vírus
envolvidos em acidentes de trabalho com material biológico são: HIV,
hepatites B e C.
Descrição do Projeto: Em janeiro de 1997, iniciamos no Município do
Rio de Janeiro, através da Coordenação de Doenças Transmissíveis Gerência de DST/aids, um fluxograma de distribuição de medicamentos
anti-retrovirais e um sistema de vigilância de acidentes ocupacionais
com material biológico. Os objetivos deste trabalho incluíram a
distribuição de um manual de condutas para orientação no atendimento
e acompanhamento a profissionais de saúde expostos ao HIV e aos vírus
das hepatites B e C; a implementação de fichas de notificação e de
acompanhamento para conhecimento das situações de ocorrência nos
acidentes e avaliação de possíveis soroconversões; a distribuição de kits
de medicamentos anti-retrovirais em todo o Município para permitir o
uso imediato após a ocorrência do acidente; a melhoria na identificação
da condição sorológica do paciente-fonte com a obtenção de testes antiHIV de realização rápida e o treinamento continuado quanto às normas
de prevenção e condutas a serem tomadas frente a acidentes ocupacionais
com material biológico. Para tanto foram realizados treinamentos em
biossegurança e atendimento e acompanhamento de acidentes, e
estimulação da vacinação contra Hepatite B nas unidades de saúde.
Principais Resultados: Totalizamos hoje mais de 500 profissionais de
saúde treinados no município do Rio de janeiro, tanto em Biossegurança,
quanto no manejo de acidentes com material biológico. Foram
notificados, de janeiro/97 a setembro/99, 3.406 acidentes. A média de
idade entre os profissionais acidentados foi de 34 anos; a maioria dos
acidentes (75,5%) ocorre em profissionais do sexo feminino e 73,6%
dos acidentes ocorreram entre 07:00h e 19:00h. A maior parte das
exposições ocorre em membros superiores (79,0%) e foram do tipo
percutânea (84,2%), envolvendo sangue ou outros materiais biológicos
Oral
102
contendo sangue (77,0%). Dois mil trezentos e outros materiais biológicos
contendo sangue (77,0%). Dois mil trezentos e oitenta e quatro acidentes
(73,2%) ocorreram com pacientes fontes conhecidos, sendo que destes,
390 (16,3%) eram sabidamente HIV positivos; 424 (17,7%) eram HIV
negativos e 1.570 (65,8%) tinham, no momento do acidente, condição
sorológica anti-HIV desconhecida. As categorias profissionais mais
freqüentemente envolvidas foram a equipe de enfermagem (39,9%),
médicos (18,3%) e a equipe de limpeza (16,2%).
Conclusões: No sentido de melhorar a qualidade das notificações e a
prevenção dos acidentes entre os profissionais de saúde, a gerência do
programa de DST e aids está implantando um programa com: elaboração
de um vídeo sobre normas de biossegurança, e de fôlderes e cartazes
para prevenção de acidentes ocupacionais com material biológico;
elaboração e implementação da ficha de acompanhamento para avaliação
do follow-up e possíveis soroconversões; divulgação para todas as
unidades com as principais características dos acidentes notificados,
inclusive com atualização pelo site da internet; melhoria do fluxo de
testagem sorológica convencional e aquisição de testes rápidos anti-HIV.
Oral
103
Participação Multiprofissional de Acadêmicos de
Saúde em Inter venções Educativas para
Caminhoneiros na BR-040
Autor: Cristina Arreguy-Sena - Faculdade de Enfermagem - UFJF
Co-autor: Hallack, Kalil Abrahão; Sena, Kanthya Arreguy
Apresentador: Cristina Arreguy-Sena
Contato com o autor: Rua Olegário Maciel nº1716-204 Paineira JUIZ
DE FORA - MG 36016011
Problema: A formação acadêmica para discentes dos cursos de
graduação da área de saúde necessita prever/conter a capacitação
curricular e/ou extracurricular de tais profissionais, no sentido de
desenvolver competência comunicacional de abordagens preventivas
na área das DST/aids/HIV.
O Projeto: O Núcleo Multidisciplinar sobre aids -UFJF em parceria
com a Polícia Rodoviária Federal, a CONCER (empresa que
convencionou a BR-040 que liga Rio de Janeiro, São Paulo e Belo
Horizonte), o Programa de DST/aids da Secretaria Estadual do Estado
de Minas Gerais identificou na BR040 um local favorável ao
desenvolvimento de intervenções educativas junto à população de
caminhoneiros e às áreas acadêmicas envolvidas reconheceram uma
oportunidade ímpar para o desenvolvimento de habilidades
comunicacionais dos discentes, visando à efetivação comunicacional,
sendo relatado no presente trabalho uma intervenção ocorrida no dia 20
de Janeiro de 1999.
Principais Resultados: Participaram 40 acadêmicos da área de saúde
(dos cursos de graduação de enfermagem e de medicina), uma monitora
e dois professores dos respectivos cursos), realizamos grupos de
discussões sobre o perfil de caminhoneiros e formas de abordá-los,
seguindo a padronização de abordagem inicial e explicação dos objetivos
da intervenção. Contando com infra-estrutura de translado, alimentação
e material didático pedagógico, abordamos 157 caminhoneiros no dia
20/01/1999 no período compreendido das 13 às 16 horas nos dois
sentidos da estrada BR-040 (sentido Rio de Janeiro e sentido Belo
Horizonte). As equipes foram divididas em grupos de 4 elementos
(sempre com discentes de mais de uma categoria), sendo que cada
participantes foi atribuída uma atuação específica (que era revezada),
perfazendo 10 equipes de trabalho. Essas equipes foram locadas nos
sentidos da estrada de acordo com o movimento oscilatório do fluxo de
Oral
104
veículos. Todos os membros de uma equipe iniciaram suas atuações
com supervisão indireta após 1) presenciarem a demonstração de cada
atividade que desenvolveriam, 2) receber assessoramento para o seu
desempenho individualmente e 3) ser avaliada sua atuação prática junto
aos caminhoneiros. Essas atividades eram realizadas pelos professores
e pela monitora que integram o projeto.
Conclusões: Essa intervenção é parte do projeto desenvolvido desde 1997
até a presente data, constituindo num campo estratégico de capacitação
extracurricular de discente num enfoque multidisciplinar e oportunizando
o desenvolvimento de habilidade comunicacional de discentes da equipe
de saúde para abordagens preventivas de DST/aids /HIV.
Oral
105
Caracterização Preliminar de 79 usuários de Crack
em São José do Rio Preto, em São Paulo
Autor: Denise Gandolfi
Co-autores: Eloisa Lemos Fochi; Elza Maria Ferreira; Francisco
Chiaravalloti Neto; Maria Sílvia de Moraes
Apresentador: Denise Gandolfi
Contato com o autor: [email protected]
Problema: O município de São José do Rio Preto, situado a Noroeste do
estado de São Paulo, é um dos locais no Brasil com alta prevalência de
pessoas portadoras de HIV, ocupando o 4º lugar à nível nacional, em
coeficiente de incidência. Historicamente, aproximadamente 50% dos
portadores do HIV, já identificados, foram infectados através do uso de
drogas injetáveis. O Programa de Redução de Danos do município foi
iniciado em julho/96, dirigido prioritariamente a usuários de drogas
injetáveis, no sentido de orientar, distribuir material informativo e oferecer
materiais que possam reduzir danos a saúde, devido ao uso de drogas.
Descrição do Projeto: O objetivo desta pesquisa é atualizar a
caracterização dos usuários de crack e verificar a continuidade do uso
concomitante de drogas injetáveis, já que estudo realizado em 1996,
demonstrou essa relação. Foi aplicado um questionário fechado em uma
amostra de 79 usuários de crack no município de São José do Rio Preto.
Os usuários foram acessados através de agentes/redutores do “Tá Limpo
“- Programa de Redução de Danos (PRD) da Prefeitura de São José do
Rio Preto. O período de aplicação foi no mês de Agosto de 1.999, sendo
que 31% dos questionários foram aplicados na rua, 28% no domicílio
dos agentes/redutores e 23% no domicílio dos entrevistados.
Principais Resultados: As faixas etárias concentraram-se na seguinte
distribuição: de 15 a 19 anos (17,7%), de 20 a 29 anos (47%) e de 30 a
39 anos (31,6%). Quanto ao sexo, 69,6% dos entrevistados são do sexo
masculino e 30,3% são do sexo feminino. No que se refere ao grau de
escolaridade, verificou-se que 24% freqüentaram da 1ª a 4ª série e 55%
da 5ª a 8ª série. Com relação à concentração de atividades de trabalho:
44% exercem atividades básicas e 29% atividades informais. Com
relação ao uso de drogas, atualmente 62% usam cocaína, 75% usam
maconha, 97% usam anfetaminas e 99% usam inalantes. Relativo ao
uso de drogas injetáveis, resultou que 58% usaram droga injetável na
vida. Atualmente 41% usam droga injetável. Referente ao início de uso
de crack, verificou-se que 21% iniciaram na idade de 15 a 19 anos, 25%
Oral
106
de 20 a 24 anos e 17% de 25 a 29 anos. Concernente ao uso de
preservativo nas relações sexuais, resultou que: 54% sempre usam
preservativo, 21% usam quase sempre, 13% nunca usam. Quanto à
freqüência das relações sexuais com o uso do crack, 34% deles afirmaram
que se diminuiu o uso e 28% afirmaram que não houve alteração. Com
relação ao uso de preservativo após o uso de crack, 15% afirmaram que
o crack interfere no uso de preservativo, 40% afirmaram que o afirmaram
que o crack interfere no uso de preservativo, 40% afirmaram que o crack
não interfere, 12% afirmaram que o crack interfere às vezes e 12% não
sabem. No que se refere ao teste HIV, verificou-se que 58% fizeram o
teste. Destes, 26% foram positivos. Quanto ao teste de Hepatite C, apenas
19% fizeram o teste.
Conclusões: Podemos concluir preliminarmente que o perfil dos
entrevistados é de baixa renda, devido ao grau de escolaridade e ocupação
apresentados, além de apresentar uma prevalência do sexo masculino,
embora o número de usuários do sexo feminino não seja desprezível, e
que existem usuários de crack que fazem uso de drogas injetáveis. Os
usuários de crack, muitas vezes, estão em situações de risco, merecendo
uma atenção maior do poder público.
Oral
107
Sexo Seguro na Prisão: Por que não? (A Epidemia
de Aids no Sistema Penitenciário da Bahia)
Autor: Denise Tourinho - Isc/UFBA e Centro de Observação PenalSecr.de Just. e Dir.Humanos da Bahia
Co-autores: Inês Dourado; Norman Hearst
Apresentador: Denise Tourinho
Contato com o autor: [email protected]
Problema: Segundo a literatura, a prevenção do HIV/aids em meio
carcerário vem enfrentando algumas dificuldades. Uma delas é a não
adesão dos presos ao uso do preservativo nas relações sexuais, a despeito
das informações que recebem nos programas de prevenção adotados.
Estudos têm demonstrado que a adesão ou não ao uso de preservativos,
em populações diversas, depende, em grande parte, de fatores associados,
em geral, ao caráter psicossocial e cultural, que necessitam ser conhecidos
para uma maior racionalização das tecnologias de prevenção. Em função
disso, a elaboração e a devida implementação de métodos de controle e
prevenção dessa epidemia, especificamente, destinadas a populações
confinadas, não pode escapar de uma abordagem em profundidade do
universo simbólico, ao nível das interações psicossociais, culturais e
institucionais, no âmbito prisional. A despeito da urgência das
intervenções a serem adotadas, não se pode prescindir de um
conhecimento efetivo dessa realidade, focalizando os mecanismos
simbólicos destrutivos e/ou de proteção contra o HIV/aids, que seja
construído de forma prévia ou, no mínimo, paralela à intervenção
propriamente dita. O presente estudo visa criar uma base de informações
que sejam úteis à reformulação e aprimoramento das medidas de
assistência, prevenção e controle do HIV/aids, para o Sistema
Penitenciário da Bahia, objetivando conhecer mais detalhadamente a
situação epidemiológica local, bem como investigar os fatores
psicossociais e culturais que possam estar associados aos padrões
destrutivos (comportamentos de risco) para o HIV/aids, nesse meio
carcerário, buscando compreender como atuam esses fatores.
Descrição do Projeto: Para atingir uma análise associativa pretendemos,
dentro de um enfoque qualitativo, efetuar uma análise do discurso dos
sentenciados, utilizando como instrumento privilegiado de coleta de
dados a entrevista semi-dirigida. A construção do roteiro da entrevista
se direciona para uma abordagem dos perfis psicológicos dos
entrevistados, da sua realidade institucional e de suas relações
Oral
108
interpessoais, abarcando os valores, atitudes e comportamentos
relacionados à infecção pelo HIV. O estudo se iniciou com uma pesquisa
preliminar utilizada como pré-teste dos instrumentos de coleta de dados,
que consistiu em entrevistas com sentenciados do Centro de Observação
Penal-Bahia, além de “conversas “ não sistemáticas com diversos
profissionais de saúde do Sistema Penitenciário da Bahia.
Principais Resultados: Na fase preliminar do estudo, verificamos que
a população carcerária tem acesso a relações sexuais oficialmente
permitidas, em “visitas íntimas “ cadastradas pela instituição, além de
ser prática corrente dessa população as relações sexuais com parceiras(os)
múltiplos. Verificamos também que essa população tende a desenvolver
uma concepção da morte e da aids muito peculiar, absolutamente distinta
daquela que fazem os profissionais de saúde responsáveis pelas ações
de controle e prevenção. Esse distanciamento de concepções e
representações da doença, do adoecer e, do adoecer e do morrer entre as
populações referidas, provavelmente, vem dificultando o planejamento
e a implementação das ações. Verificamos ainda que o universo da
instituição prisional, marcado pela violência e por códigos e leis rígidas,
criadas pelos próprios sentenciados, para reger as relações interpessoais
nesse universo, bem como os valores desenvolvidos a partir dessas
relações (direcionados para um mercantilismo extremo), vêm
determinando, em grande medida a não aceitação da assistência gratuita
que lhe é fornecida (por exemplo: alguns sentenciados têm a prática de
vender os medicamentos que recebem para o tratamento da aids, em
troca de regalias e outras vantagens dentro da prisão), assim como a não
adesão ao uso de preservativos nas relações sexuais.
Conclusões: O seguimento do estudo, que consiste numa parceria da
UNESCO com o Ministério da Saúde do Brasil e o ISC-UFBa, deverá oferecer
informações relevantes para o planejamento de novas ações, bem como para
embasar estudos de avaliação do impacto das ações em andamento.
Oral
109
Grau de Proteção e Motivações para o não-uso de
Preservativo em Adolescentes de Sobradinho, DF,
1999
Autor: Edgar Merchán-Hamann - Departamento de Saúde Coletiva Universidade de Brasília
Co-autores: Aline R. de Abreu; Cristiane C. de Paula; Gabriela C.P.
Silva; Luciana M. Moura
Apresentador: Edgar Merchán-Hamann
Contato com o autor: [email protected]
Problema: Tenta-se estabelecer um perfil de risco e vulnerabilidade
para nortear intervenções de educação em saúde para a prevenção de
DST/aids na adolescência.
Descrição do Projeto: Em um Centro Educacional público de
Sobradinho, DF, 215 adolescentes selecionados por amostragem das
turmas dos turnos matutino e vespertino, responderam um questionário
auto-administrado em 11/98.
Principais Resultados: A média de idade foi 16 anos; 59,1% do sexo
feminino e 40,9% do masculino. Atividades Sexuais e Grau de Proteção:
46% dos alunos de ambos os sexos já tiveram experiência sexual (média
da idade de iniciação sexual = 14,4 anos). Em média, os alunos de ambos
os sexos tiveram 4 parceiros (as) desde a primeira relação (média= 2), e
2,1 (média= 1), nos últimos 12 meses. A prática de sexo vaginal foi a
mais freqüente, citada por 83,7% e 93% de mulheres e homens
sexualmente ativos, respectivamente. A despeito de 72% dos adolescentes
terem citado o preservativo como meio de contracepção utilizado e cerca
de 90% para a prevenção de DST/aids, apenas 50% das mulheres e 46%
dos homens o utilizam em todas as ocasiões de sexo vaginal (cerca de
11% e 9%, respectivamente, nunca se protegem em tais eventos). As
diversas práticas de sexo oral heterossexual foram freqüentes variando
de 41 a 91%. Nas mulheres, 22% e 11,5% relataram proteção consistente
em eventos de felação ativa e cunilingus, respectivamente (72% e 65,4%
nunca se protegem nessas práticas). Nos homens, a proteção constante
na felação heterossexual foi relatada por 3,6% (51,7% nunca se
protegem) de forma semelhante ao cunilingus (apenas 1,8% referem
proteção constante e 60,7% nunca). A prática de sexo anal heterossexual
é relatada por 11% e 41% de homens e mulheres, respectivamente. A
proteção consistente nessas práticas foi relatada por 26% dos homens e
60% das mulheres (13% dos homens nunca se protegem). Nas práticas
Oral
110
de felação entre homens, passiva e ativa, e nas de sexo anal entre homens
(insertivo e receptivo), embora pouco freqüentes (1,8 a 3,6% dos
sexualmente ativos), nunca houve proteção consistente. Não houve relato
de cunilingus entre mulheres (0%). Motivações: entre 68 adolescentes,
o fato de terem parceiro fixo é alegado como justificativa para não uso
de preservativo por 35,3%, Seguida de diminuição do prazer (16,2%),
desconforto (11,7%) e dificuldade de acesso (5,9%). Os alunos referiram
que não utilizam preservativo com o(a) namorado(a) (54%), amigo(a)
(17%) e esposo(a) (4,6%). Quanto à forma de obtenção de preservativos,
em 62,5% são os amigos, os pais (16,6%) e mais raramente, mediante
compra ou 62,5% são os amigos, os pais (16,6%) e mais raramente,
mediante compra ou distribuição gratuita. Houve antecedentes de DST
em 2% dos adolescentes de ambos os sexos sexualmente ativos, e de
gravidez indesejada em 2,3% das mulheres sexualmente ativas.
Conclusões: Consideramos que a situação é preocupante já que
proporções variando de 20 a 25% dos alunos corre risco de gravidez
precoce e DST/aids, e que medidas urgentes devem ser tomadas para
promover o uso consistente e adequado dos preservativos bem como
assegurar a disponibilidade dos mesmos para adolescentes.
Oral
111
Orientação Sexual e Prevenção às DST/Aids entre
Adolescentes e Jovens de Escolas de Ensino Médio
de Mossoró (RN)
Autor: Edmilson Lopes Junior - Universidade Estadual do Rio Grande
do Norte
Co-autores: Ailton Siquiera da Fonseca; Francisco Vanderley de Lima;
Maria Cristina Rocha Barreto; Vanderlan Francisco da Silva
Apresentador: Vanderlan Francisco da Silva
Contato com o autor: [email protected]
Problema: O processo de destradicionalização social, que aumenta a
erosão de instituições como a família e a escola, não tem tido como
contrapartida um aumento da capacidade de automonitoramento de
jovens e adolescentes. As experiências juvenis, especialmente aquela
das classes populares de pequenas e médias cidades do interior
nordestino, são marcados tanto pela ausência de estruturas de sentido
quanto pela exacerbação do sofrimento social derivados do
enfrentamento de problemas como a prostituição infanto-juvenil,
gravidez na adolescência, presença de casos de DST e a emergência de
uma nova dominação masculina (alicerçada na indiferença em relação
a(o) outro(a) e tão perversa quanto o tradicional machismo nordestino).
Descrição do Projeto: Tendo como pressupostos as elaborações de Paulo
Freire e as experiências de oficinas de aids, propostas e realizadas pela
psicóloga Vera Paiva, temos desenvolvido um trabalho de pesquisa e
intervenção social que objetiva aumentar a capacidade de adolescentes
e jovens em se automonitorar frente às experiências juvenis na escola
pública. Também tomamos como referência, as proposições de François
Dubet sobre a sociologia da experiência, metodologia utilizada por este
sociólogo no trabalho de pesquisa e intervenção social junto a jovens e
adolescente em situações de exclusão social.
Principais Resultados: Trata-se de trabalho ainda em desenvolvimento,
mas os resultados começam a aparecer. Em primeiro lugar, do ponto de
vista prático, temos conseguido legitimar um espaço de reflexão sobre
sexualidade, na escola, em que os adolescentes e jovens são os sujeitos. Em
segundo, temos contribuído, a partir da socialização dos dados de pesquisa
já alcançados junto a professores (através de encontros e seminários) criar
uma cultura de discussão e reflexão sobre a sexualidade e as relações de
gênero nas escolas trabalhadas. E, por último, como conseqüência de nosso
trabalho, vemos emergir, nas escolas trabalhadas, uma referência social que
legitima os(as) alunos participantes como multiplicadores sociais.
Oral
112
Conclusão: Ao aliar pesquisa e intervenção social, apoiado
financeiramente em uma bolsa fornecida pela Fundação MacArthur, temos
percebido a distância entre as imagens produzidas e disseminadas pela
mídia em torno das experiências juvenis e escolares das classes populares
e a sua realidade concreta. A escola pública está distante de ser aquele
“território de ninguém “ presente no discurso dominante dos meios de
comunicação. Ela é um espaço em disputa de diversos discursos e práticas
(evangélicos e católicos carismáticos, por exemplo) e um lócus práticas
(evangélicos e católicos carismáticos, por exemplo) de prevenção às DST
e à aids entre jovens e adolescentes das pequenas e médias cidades.
Oral
113
Prevenção das DST/Aids e Drogas
Adolescentes no Local de Trabalho
entre
Autor(es): Eliana Maria Hebling - Centro de Controle e Investigação
Imunológica Dr. A.C.Corsini, Campinas/SP
Co-autores: Bellucci, Sílvia B.; Silva, Maura A.
Apresentador: Eliana Maria Hebling
Contato com o autor: [email protected]
Problema: Um Programa de Educação e Prevenção das DST/aids e
drogas, buscando promover a incorporação de atitudes mais responsáveis
para o exercício saudável da sexualidade e cidadania, vem sendo
realizado pelo Centro Corsini desde 1993, com adolescentes de escolas
públicas de Campinas, SP. Entretanto, adolescentes que trabalham
durante o dia e estudam à noite têm tido poucas oportunidades de acesso
a informações e a programas de educação participativa desta natureza,
que tantos benefícios poderiam trazer para sua saúde, especialmente a
sexual e reprodutiva. A preocupação em oferecer essa oportunidade a
esse público alvo impulsionou o Centro, a partir de 1997, a estender o
programa para adolescentes no local de trabalho.
Descrição do Projeto: Trata-se de um programa de educação e prevenção
das DST/aids e drogas realizado com patrulheiros, guardinhas e menores
aprendizes alocados em empresas da região. Através de encontros
quinzenais de 2 horas e meia de duração e utilizando diferentes técnicas
participativas com os grupos de adolescentes, são abordados temas como
saúde e cidadania; corpo e sexualidade; métodos anticoncepcionais e
gravidez; drogas; DST e aids. Os adolescentes são preparados para adotar
novas posturas frente à sua saúde como um todo, além de se tornarem
multiplicadores de informação junto aos outros funcionários da empresa.
A avaliação é realizada através de questionários pré e pós-teste; relatos;
participação nos encontros e em atividades de multiplicação de informação.
Principais Resultados: A experiência-piloto realizada no último ano
em três grandes empresas da região, que atingiu diretamente 210 jovens
e cerca de 5.000 funcionários, mostrou que além da adoção de medidas
preventivas no cotidiano dos adolescentes, outras mudanças foram
observadas, tais como melhorias no relacionamento interpessoal entre
eles e suas chefias no ambiente de trabalho e melhorias na postura
desses adolescentes quanto à produtividade e qualidade do trabalho
realizado. As intervenções promoveram nos adolescentes, a diminuição
da ansiedade, originalmente provocada pelas incertezas em relação à
Oral
114
sexualidade, e uma melhor compreensão de si mesmo e do seu corpo,
produzindo reflexos positivos nas relações interpessoais e no ambiente
de trabalho. Esses resultados mobilizaram às empresas a implementação
do Programa de aids no local de trabalho.
Conclusões: Ações educativas e preventivas têm sido realizadas com
sucesso entre adultos no local de trabalho, demonstrando ser este um
espaço bastante favorável para intervenções desta natureza. Os
adolescentes também têm direito à informação, e é imprescindível que
se amplie essa atenção, principalmente para aqueles que têm maior
dificuldade de acesso. O local de trabalho é um espaço interessante
porque reúne um número significativo desses jovens que podem ser
beneficiados com as ações do projeto em um menor espaço de tempo, e
que, de outra forma, teriam poucas oportunidades de acesso a
informações, por permanecerem o dia todo no trabalho e à noite na
escola. O custo para as empresas é pequeno em relação aos benefícios
relatados pelos dirigentes e empresas é pequeno em relação aos
benefícios relatados pelos dirigentes e chefes.
Oral
115
Tecendo o Feminino em Tempos de Aids
Autor: Elizabete Franco - GIV - Grupo de Incentivo à Vida Apoio da
CN DST MS e GLAMS/INSP - México
Apresentador: Elizabete Franco
Contato com o autor: [email protected] ou [email protected]
Problema: A Rede Paulista de Mulheres com HIV/AIDS, é um projeto
desenvolvido pelo GIV- Grupo de Incentivo à Vida com financiamento
da CN DST/AIDS do Ministério da Saúde (Brasil).A Rede tem como
objetivo o apoio e fortalecimento de mulheres com HIV/AIDS, em todas
as suas iniciativas, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida.
Em 1997 obtivemos um financiamento da GLAMS/INSP(Grupo Latino
Americano de Mulheres com Aids do Instituto Nacional de Salud Pública
do México) e realizamos, paralelamente ao trabalho da Rede, a pesquisaação Gênero e Oficinas no trabalho com Mulheres e Aids, para investigar
as representações das mulheres sobre gênero, sexualidade e auto-estima
bem como um programa de oficinas como estratégia de apoio à mulheres
infectadas pelo HIV e prevenção para mulheres não infectadas pelo HIV.
As temáticas abordadas nas oficinas foram : impacto da Aids na vida das
mulheres, informações sobre formas de transmissão do HIV/aids e DST,
saúde reprodutiva, corpo (erótico e reprodutivo),sexualidade, relações de
gênero, participação de mulheres em grupos, cidadania, empoderamento.
Descrição do Projeto: Através desta pesquisa-ação, pudemos observar
que para as mulheres não infectadas pelo HIV ,a Aids ainda aparece como
algo distante, um cinza em outras pinturas que não as suas, mas de alguma
forma há uma insatisfação (muitas vezes não identificada) com a vida
que leva. Para muitas mulheres soropositivas a Aids aparece como alguém
que inadvertidamente rasga um desenho de vida lentamente construído,
promovendo um profunda desestruturação. Paradoxalmente a superação
do impacto inicial acaba revelando que a vida já não era tão boa e que a
Aids pode significar uma reconstrução, o encontro de novos sentidos
para viver. No entanto, escolher os fios e tecer os desenhos da vida esta
intimamente atrelado a todo contexto que circunscreve as mulheres:
representações sobre relações de gênero e sexualidade, pertencimento
racial, condição socioeconômica, vulnerabilidade, acesso à serviços de
saúde e educação. Enfim, os contornos que cada mulher traça para sua
vida, incluindo o enfrentamento da Aids, extrapolam os limites da
individualidade e encontram profundas interseções com as construções
sócio-históricas da condição feminina.
Oral
116
Principais Resultados: Nossas ações tiveram frutos importantes :
mulheres que se apropriaram das discussões promovendo mudanças
nas suas vidas, outras que passaram a atuar em suas comunidades como
multiplicadoras de informações e reflexões. Tivemos ainda resultados
surpreendentes como por exemplo, uma comunidade que conseguiu se
organizar, abrir comunicação o CRT/AIDS/SP e ampliar nosso trabalho
para outras comunidades abarcando ainda grupos de adolescentes e
homens. Outras vezes tivemos mais permanências (de comportamentos/
representações)do que rupturas, deixando-nos a sensação de que não
atingimos os objetivos. Mas este é nosso ofício, dizer, refazer nossas
falas, re (conhecer) nossas interlocutoras... Ter consciência dos
limites....Buscar alargar as possibilidades...
Conclusões: Identificamos que a grande maioria das mulheres não possuía
a experiência de encontrar um tempo para olhar-se. A participação em
grupos, promove o (des)encontro com uma outra que é igual e diferente
de si, e pode configurar-se como um espaço para estabelecer contato
consigo. Apesar de não ser uma “solução mágica” oportuniza o
fortalecimento das mulheres soropositivas e soronegativas. Contribui ainda
para um processo de desenvolvimento, que lentamente vai
instrumentalizando melhores escolhas no confronto com a Aids. Mais do
que isto, melhores escolhas para a construção da vida, como nos mostra
este depoimento de uma entrevistada soronegativa: “Tenho certeza, se
isto (as oficinas) continuasse por muitos e muitos tempos as mulheres iam
sentir prazer de viver, prazer de se relacionar, prazer de descobrir o que é
o sexo, descobrir o que é viver, como a vida é importante (....)”
Oral
117
Adolescentes e Jovens ante às DST/Aids:
Informação, Percepção de Risco e Prevenção
Autor: Elizabeth Ferraz - Sociedade Civil Bem Estar Familiar no
Brasil - Bemfam
Co-autores: Inês Quental Ferreira; Inocência Parizi Negrão
Apresentador: Inês Quental Ferreira
Contato com o autor: [email protected]
Problema: O aumento da incidência de DST entre adolescentes, e a
constatação de que 32% dos casos de aids, entre 1980 e 1998, ocorreram
entre adultos jovens de 20 a 29 anos (Boletim Epidemiológico nº 3,
jun./ago. 98- MS) têm alertado para a necessidade de se levantar
informações entre a população adolescente/jovem sobre o nível de
conhecimento e comportamentos de vulnerabilização face às DST/aids,
visando a dar subsídios para ações educativas e de prevenção. Em 1996,
a BEMFAM realizou a Pesquisa Nacional sobre Demografia e Saúde PNDS/96, cujo questionário possui um módulo dedicado a esse tema.
As informações coletadas por essa pesquisa permitem que se faça uma
análise para o grupo etário de 15 a 24 anos, mantendo-se a
representatividade da amostra.
Descrição do Projeto: O objetivo deste estudo foi o de realizar uma
análise sobre o nível de conhecimento sobre as DST/aids, incluindo
formas de contaminação e prevenção, bem como a percepção de risco e
as mudanças de comportamento dos jovens frente à epidemia da aids. O
estudo tem por base os dados levantados pela Pesquisa Nacional sobre
Demografia e Saúde - PNDS 1996. Trata-se de uma pesquisa domiciliar,
por amostragem, que entrevistou um total de 12.612 mulheres com idades
de 15 a 49 anos e 2.949 homens de 15 a 59 anos. Do total dessa amostra,
4.528 mulheres e 1.093 homens tinham de 15 a 24 anos, na época da
pesquisa, e são os objetos desta análise. A PNDS 96 utilizou como base
amostral a PNAD 1995, pesquisa domiciliar realizada anualmente pelo
IBGE, sendo uma subamostra dessa pesquisa. A amostra permite obter
estimativas independentes para as regiões geográficas do Brasil, bem
como para áreas urbanas e rurais.
Principais Resultados: Na pesquisa, pediu-se aos entrevistados que
citassem as doenças sexualmente transmissíveis que conheciam ou tinham
ouvido falar. Com exceção da aids, citada por 87% dos adolescentes de
15-19 anos e por 84% dos jovens de 20-24 anos de ambos os sexos, as
demais doenças são pouco conhecidas. Apenas a gonorréia e a sífilis
Oral
118
apresentaram porcentagem significativa: no grupo de 15-19 anos, 31%
das mulheres e 50% dos homens disseram conhecer a gonorréia. No
grupo mais velho (20-24 anos), o nível de conhecimento dessa doença é
maior: 38% e 65% para mulheres e homens, respectivamente. A sífilis
foi citada por 26% das adolescentes (15-19 anos) e 31% das jovens de
20-24 anos. Entre os homens, essas porcentagens são de 24% e 38%,
respectivamente. No que se refere à aids, a principal fonte de informação
tem sido a mídia, em especial a TV, citada por cerca de 70% dos
adolescentes e 80% dos jovens adultos de ambos os sexos. O uso do
preservativo foi a principal forma de prevenção do HIV reportada por
adolescentes e jovens dos dois sexos, com percentuais acima de 83%.
Entretanto, apenas 4% das mulheres dos dois grupos etários passaram a
usar preservativos em função da aids. Entre os homens, esta porcentagem
é mais significativa: 22% dos adolescentes e 27% dos jovens adotaram
o uso de preservativos como prevenção. A percepção de risco quanto
ao HIV é baixa entre jovens e adolescentes de ambos os sexos: 6% das
mulheres e 10% dos homens disserem ter um risco moderado e apenas
5% de homens e mulheres se consideram com alto risco.
Conclusões: Os resultados mostram que existe pouco conhecimento
entre os jovens sobre as DST. Embora a aids seja mais conhecida, bem
como a necessidade do uso do preservativo como forma de prevenção,
são baixas as porcentagens de jovens que estão utilizando esse método.
Fica claro, também, que apenas a informação não é suficiente para a
adoção de um comportamento mais seguro, havendo necessidade de
um trabalho sistemático de intervenção comportamental nessa área.
Oral
119
Projeto de Prevenção às DST/Aids Dirigido à
População Empobrecida
Autor: Fátima Rocha
Co-autores: Barreto, S; Ferreira, S; Moreto, R; Oiveira, E ; Vidal, R
Apresentador: Edneusa Maria Oliveira
Contato com o autor: [email protected]
Problema: A desigualdade social presente na sociedade brasileira torna
vulnerável a epidemia da aids na população em situação de pobreza. A
tendência de pauperização no perfil da epidemia, bem como sua
interiorização, revelam seu direcionamento inexorável a setores da
população cujos direitos sociais vêm sendo negados historicamente. No
Rio de Janeiro, segundo estado da federação em casos notificados de
aids, esta situação está bem caracterizada. A proporção de pessoas com
nível de escolaridade universitário passa de 50,7% (1980-89) para 21,7%
(1990-96), enquanto a freqüência de pacientes com instrução até o 1º
grau sobe de 18,8% dos casos, no período de 1980-89, para 51,2% em
1990-96. A mudança observada nos parâmetros da epidemia aponta para
a necessidade premente da implantação de políticas públicas que
favoreçam a disponibilização de serviços de prevenção e assistência aos
segmentos mais vulneráveis da sociedade, implicando na construção de
parcerias intra/extra-setor saúde. Neste sentido, em dezembro de 1997 a
Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES), a Secretaria de
Estado de Trabalho e Ação Social (SETAS), a Secretaria de Estado de
Agricultura, Abastecimento e Pesca do Interior (SEAAP) e Coordenação
Executiva da Comunidade Solidária implantaram projeto piloto em cinco
municípios com financiamento direto da Coordenação Nacional de DST
e Aids do Ministério da Saúde. Na área do interior dos municípios de
Nova Iguaçu e Itaboraí o projeto ficou sob a coordenação geral da SES
em parceria com a Coordenação Executiva da Comunidade Solidária e
SEAAP. Já na área urbana, a SES gerenciou os trabalhos com a parceria
da SETAS nos municípios de Campos e Duque de Caxias. Foram
treinados ao todo 102 agentes multiplicadores. Verificou-se neste
processo a necessidade do fortalecimento institucional, buscando
descentralizar as ações através das Secretarias Municipais de Saúde,
bem como ampliação para outros três municípios.
Descrição do Projeto: Implantar Programas Locais de Prevenção sob
a gerência direta das Coordenações Municipais de DST e Aids com o
intuito de garantir a sustentabilidade, descentralização e institucionalização
Oral
120
das ações através da constituição de grupo de trabalho institucionalização
das ações através da constituição de grupo de trabalho local, articulando
instituições governamentais e comunitárias. As diretrizes que guiam estas
propostas implicam ainda num redirecionamento dos projetos com a
integrando das ações das diversas Secretarias de Saúde envolvidas e da
Coordenação Executiva da Comunidade Solidária, quebrando a dicotomia
envolvida anteriormente, onde cada instituição gerenciou no nível local
as propostas de forma isolada.
Principais Resultados: A Coordenação política deste Projeto está sob
a gerência da Vice-Governadoria do Governo do Estado do Rio de
Janeiro, tendo sido elaborado um Termo de Compromisso Estadual,
definindo as atribuições de todas as instituições envolvidas. Selecionouse mais três municípios - Vassouras, Quissamã e Araruama - para
integrarem esta proposta, fortalecendo-se ainda as ações de prevenção
nos outros cinco municípios que já compunham o trabalho. As Secretarias
Municipais de Saúde através das Coordenações dos Programas de DST/
Aids indicaram os profissionais responsáveis pelo Plano Municipal
Local, tendo já sido elaborados sete projetos.
Conclusões: O eixo básico do Projeto aponta para a estratégia de autosustentação das ações baseada na identificação de parcerias no nível
local, com distribuição das responsabilidades das diversas instâncias
envolvidas no âmbito estadual e municipal. A definição da coordenação
política direta do gabinete da Vice-Governadoria legitima esta proposta
e confere um caráter de programa de Governo a esta proposta.
Oral
121
Organização da Atenção à Saúde dos Portadores
do HIV e Aids no Centr o de Tr einamento e
Referência em Doenças Infecciosas e Parasitárias
Autor: Francisco Carlos Félix Lana - Universidade Federal de Minas Gerais
Co-autores: Juliana Cristina de Melo Oliveira; Maria Aparecida Silva
Faria; Maria do Carmo Teatini Tavares; Maria Imaculada de Fátima Freitas;
Maria Inês Barreiros Sena; Mônica Diniz Brandão; Tatiana Dias Paulucci
Apresentador: Maria do Carmo Teatini Tavares
Contato com o autor: [email protected]
Problema: Este projeto pretende contribuir para a organização da atenção
à saúde dos portadores de HIV/aids no Centro de Treinamento e
Referencia em Doenças Infecciosas e Parasitárias Oreste Diniz (CTRDIP). O manejo da epidemia HIV/aids vem adquirindo complexidade,
principalmente em decorrência das mudanças do perfil clínicoepidemológico da doença. Responder às demandas crescentes de
prevenção, tratamento e acompanhamento, dos portadores e doentes de
aids, constituem-se em grandes desafios para os serviços de saúde,
exigindo destes, numa perspectiva multidisciplinar, capacidade
operacional, gerencial, assistencial e tecnológica para proporcionar um
acompanhamento eficiente dos clientes tanto nos aspectos clínicoepidemiológicos, quanto aqueles relacionados à educação e prevenção.
O trabalho da enfermagem adquire relevância, na medida que pode
proporcionar unidade ao processo de trabalho, contribuir para a adesão
dos usuários ao tratamento por meio de estratégias de acolhimento e
criação de vínculos, além de contribuir para a viabilização de um fluxo
capaz de dar conta das demandas assistenciais cada vez mais complexas.
Descrição do Projeto: Este Projeto teve início em março de 1999 a
partir de parceria estabelecida entre a Escola de Enfermagem da UFMG
e o CTR-DIP Orestes Diniz. Está dividido em 04 Sub-Projetos: 1)
Organização de serviço: tem o objetivo de contribuir na sua
reorganização, contemplando o atendimento por equipe
multiprofissional, novo fluxo das ações assistenciais, implantação e
execução de protocolo de sistematização da assistência de enfermagem;
2) Ensino: Proporcionar aos estudantes dos Cursos de Graduação e PósGraduação em enfermagem experiências relacionadas ao manejo do HIV/
aids em serviços de saúde, abrindo perspectivas para o desenvolvimento
de pesquisas, com ênfase na gerência de serviços e aspectos operacionais
relacionadas à assistência; 3) Banco de Dados: criação de Banco de Dados
Oral
122
com a finalidade de monitorar 3) Banco de Dados: criação de Banco de
Dados com a finalidade de monitorar aspectos assistenciais, sociais e
epidemiológicos; 4) Educação para a Saúde: desenvolvimento de
tecnologias educacionais tais como, cartilha dirigidas à prevenção,
tratamento e reabilitação em HIV/aids no CTR/DIP Oreste Diniz. Neste
momento, concluímos o Sub-Projeto Organização de Serviços:
diagnostico-assistencial, fluxo e proposta de consulta de enfermagem.
Utilizamos para esta etapa entrevistas semi-estruturadas com
profissionais do serviço e clientes, além de observações diretas das ações
realizadas, incluindo o fluxo do cliente.
Principais Resultados: Diagnóstico do Serviço: aponta problemas e
sugestões relacionadas ao fluxo, recepção, acolhimento, sala de
medicação, farmácia, sistema de informação, quantitativo de recursos
humanos, área física, dentre outros; Fluxo: elaborada proposta de
redefinição do fluxo incorporando questões tais como, agilização da
triagem e 1ª consulta, implementação de consulta de enfermagem
intercaladas entre as consultas médicas, definição de prioridades para o
serviço odontológico como referência no município e melhoria no sistema
de agendamentos; Assistência de Enfermagem: redefinição das
atribuições dos enfermeiros aproximando-os das atividades de supervisão
da equipe e das ações assistenciais diretas, incluindo a triagem e consulta
de enfermagem; elaboração de protocolo e treinamento dos enfermeiros
para a consulta de enfermagem e início do processo de implantação;
Ensino: pelo Serviço é campo de prática para os alunos da Disciplina
Saúde Coletiva II do Curso de Enfermagem, com avaliação positiva da
experiência, principalmente por desmistificar a questão do HIV/aids e
fundamentar os aspectos básicos da assistência.
Conclusões: O desenvolvimento do trabalho, até o momento, apontou
as dificuldades do CTR-DIP Orestes Diniz de contemplar o princípio da
integralidade da assistência no acompanhamento dos portadores de HIV/
aids. Porém, mostrou que a equipe está procurando construir uma
organização tecnológica capaz de dar conta da complexidade assistencial.
A integração ensino-serviço proposta no Projeto tem possibilitado a
construção de novos saberes relacionados à organização da assistência
a portadores de HIV/aids.
Oral
123
Movil de Prevencion del Sida
Autor: Gerardo Mitre - Fundamind
Co-autor: Mujica Mariza
Apresentador: Gerardo Mitre
Contato com o autor: [email protected]
Resumo: La idea rectora de este proyecto es “movilizarnos y movilizar
“, saliendo a las calles como patrullas-agentes de prevención, en dirección
a los centros naturales de concentración de adolescentes y jóvenes.
Movilizar en el sentido de despertar la creatividad y los recursos internos
de salud que cada ser humano dispone en diferente medida. Generar el
encuentro con los adolescentes y jóvenes adultos, para abrir posibilidades
en sus espacios habituales de comunicación y juntos hallar otras imágenes
y palabras que nos permitan mantenernos en salud, disfrutando de la
vida. Lo característico en esta propuesta es hacer prevención estimulando
la creatividad, promoviendo la competencia y la solidaridad en pos de
un objetivo vital: reducir la cadena de transmisión del VIH y SIDA en el
segmento poblacional más vulnerable al contagio. Sintetizando, producir
un movimiento y transformación de las viejas estructuras - que
obstaculizan el avance hacia la unificación del sujeto con el entorno
social -, utilizando el espacio público como caja de resonancia para dar
lugar a que emerja un nuevo estado de conciencia. La situación que se
desea mejorar es aquella en que el impulso de muerte hace que
adolescentes y jóvenes nieguen y desmientan la existencia del SIDA, al
inyectarse con agujas compartidas y mantener relaciones sexuales sin
preservativos. La presencia del móvil nos permitió trasladar los recursos
humanos, tecnológicos y las diferentes propuestas para crear, hacia los
lugares naturales de encuentro de jóvenes y adolescentes, con la misión
de influir o estimular su percepción en una dirección de cuidado de la
vida. De esta manera, estuvimos adaptando dichos recursos a su posición
en el mundo: egocéntrica-narcisista, con despliegues de omnipotencia y
abriendo a la vez, otros canales de expresión y comunicación con
contenidos éticos, humanos y solidarios. Los temas que abordaron los
agentes de prevención instalados en el vehículo y el contenido del
material audio-visual que apoyó la tarea, permitió un intercambio con el
público -desde los sentidos que pre-configuran la percepción-, generando
imágenes de salud y vida; aumentando la capacidad de adaptación activa
a la realidad de aquellos hacia quienes van dirigida las propuestas de
prevención. El Area Geográfica en que se desarrolló la propuesta fue
Oral
124
fundamentalmente la Ciudad de Buenos Aires, cuyas características en
términos demográficos son de alta concentración de habitantes,
pertenecientes a diferentes segmentos sociales y con diferentes
capacidades de adquisición de bienes y consumo. Beneficiarios Directos:
Grupos de ambos sexos entre 15 y 34 años. Beneficiarios indirectos:
Familiares y amigos de los participantes, que recibieron las experiencias
y conocimientos aprehendidos por los beneficiarios directos del proyecto.
2. Descripción del proyecto. Unidad Móvil de Prevención del SIDA
que esta en condiciones de albergar a 9 personas y al instrumental
tecnológico necesario (equipo de audio y video, pantalla para proyección
de películas afines a los objetivos buscados) para que desde diferentes
lugares estratégicos de la Ciudad de Buenos Aires, se pueda responder
con la mayor calidad y eficiencia posible a las diversas y numerosas
demandas que está realizando los adolescentes y jóvenes con relación
al SIDA y generar nuevos espacios de comunicación y movilización
social que tiendan al despliegue de creatividad y cuidado de la vida
propia y ajena. De esta manera, estamos fortaleciendo y propiciando
vínculos solidarios, que amplían la red de personas y organizaciones
sensibles y socialmente responsables. 3. Objetivos General: Que los
adolescentes y jóvenes adultos puedan incorporar y/o fortalecer hábitos
más saludables, que reduzcan los riesgos de contraer el V.I.H..
Específicos: 1) Que los participantes al detenerse a pensar, crear, ver,
escuchar, informarse y compartir, acoten al mínimo los riesgos de
adquisición del VIH y 2) puedan convertirse en multiplicadores de
hábitos de saludables. 4. Metodología Con cada actividad y/o propuesta
se busca alcanzar el objetivo específico, utilizando diferentes
disparadores y /o escenarios de acción: I) Banco de Preservativos:
asimilación del uso del preservativo en las relaciones sexuales y entrega
gratuita a los participantes. II) Concurso “Búsqueda del Tesoro Solidario
“ consistió en la generación de mensajes de prevención que no superaban
las 20 palabras; debían ser originales, no usados en ninguna otra campaña
de prevención del SIDA. Luego el mensaje más votado -por un jurado
de notables- se constituyó en el “tesoro “ que fue escondido en un lugar
determinado por los organizadores y que tenía que ser encontrado por
los participantes acreditados para la búsqueda. Tanto la persona que
encontró el Tesoro Solidario como el autor del mensaje -utilizado en la
búsqueda- fueron premiados con dinero en efectivo. III) Concurso “Quién
hace mejor el cuento “: los participantes entregaron cuentos cortos -con
Oral
125
un máximo de 15 páginas- basándose en normas establecidas por
escritores que integraron el jurado pertinente. Los cuentos seleccionados
por el jurado, recibieron un premio en efectivo y otros importantes
reconocimientos. IV) Concurso “Fotos que no se olvidan “: los
participantes hicieron llegar fotos de acuerdo a las reglas y condiciones
elaboradas por un jurado compuesto por fotógrafos profesionales.
También las fotos elegidas, recibieron un premio en efectivo y otros
reconocimientos importantes. Vale aclarar que tanto en el Concurso
“Quién hace mejor el cuento “ como en “Fotos que no se olvidan “,
siempre el eje temático que guió a las composiciones fueron situaciones
-reales o imaginarias- ligadas a la prevención del VIH y SIDA, por vía
sexual y sanguínea. V) Un Rincón de Esperanza: fue la posibilidad de
tener una conexión off-line, al Primer Sitio Web Argentino sobre VIH y
SIDA en Internet, donde Fundamind presenta servicios de consultoría
en VIH y SIDA, tales como: sección de preguntas y respuestas, encuesta,
versión digital de la Revista de Fundamind, Primer Programa para Chicos
con SIDA, Información Básica sobre VIH y SIDA, Perfil Epidemiológico
del SIDA en Argentina, Derechos de las VIH y SIDA, Perfil
Epidemiológico del SIDA en Argentina, Derechos de las personas que
viven con VIH y SIDA, Medicamentos contra el SIDA, Glosario de
términos, entre otras informaciones actualizadas para todo el universo
de habla hispana. I. Utilización del Banco de preservativos. II. Incremento
de conductas de cuidado. III. Obtención de respuestas activas y
comprometidas por parte de los participantes del Proyecto Móvil de
Prevención, de las instituciones que actuaron como jurado y logro de
adhesiones de personas vinculadas a los concursantes. IV. Extensión de
los concursos a otras áreas geográficas. V. Acceso y consulta de
información en Internet. VI. Obtención de nuevas propuestas para el
mejoramiento y continuación de la campaña, en Capital Federal y otras
áreas geográficas. La intervención alcanzó a la población objetivo
definida en función de las variables demográficas edad, nivel educacional
y localidad. El nivel de información de la población fue considerable,
aun cuando la información demostró tener poca incidencia directa en
variables de interés. Así, variables de importancia como los beneficios
percibidos de la intervención, el interés por tener una relación con un
HIV positivo o la creencia en grupos de riesgo no estuvieron asociadas
con la información en todos los grupos si se consideran otros factores
relacionados con los prejuicios o la interacción. La información sí fue
Oral
126
un resultado de importancia para los participantes con peores indicadores
de sensibilización (participación en el concurso tesoro, menor información
disponible y menos expectativas previas). Así, por ejemplo, de los sujetos
que tendrían una relación con un HIV, el 54.17% de los que obtuvieron
información como resultado de su participación no tenía ninguna
expectativa antes de concursar. Este patrón no se observó en relación
con los demás resultados percibidos. Asimismo, los participantes del
grupo tesoro, que implicó menor compromiso previo en términos de
tiempo invertido y menor información disponible, prefirieron el resultado
información más que los participantes de los concursos foto y cuento.
Por lo contrario, el mayor compromiso de los sujetos se asoció con
resultados de interacción, empatía o de prevención definida en función
del cambio conductual. Así, por ejemplo, los participantes de los
concursos cuento y foto que completaron sus productos reportando más
expectativas solidarias y mayor nivel de información en el pretest,
prefirieron los resultados preventivos o mixtos una vez finalizada su
participación en el concurso. Puede concluirse que, dada la importancia
de los factores interaccionales y de los prejuicios asociados a los
indicadores de sensibilización -en los análisis multivariados-, los
resultados descriptos son deseables si los objetivos apuntan a lograr un
cambio conductual a largo plazo, disminuir los prejuicios hacia los HIV
negativos y promover la solidaridad y las redes salugénicas.
Oral
127
Atividades Educativas na Prevenção da Aids em
uma Rede Básica Municipal de Saúde:
Participação do Enfermeiro
Autor(es): Gilson De Vasconcelos Torres - Universidade Federal do
Rio Grande do Norte
Co-autores: Bertha Cruz Enders; Gilson de Vasconcelos Torres
Apresentador: Gilson De Vasconcelos Torres
Contato com o autor: [email protected]
Problema: O presente estudo, constitui uma dissertação de mestrado
em enfermagem de saúde pública/UFPB, que focaliza a participação do
enfermeiro frente a problemática da prevenção da aids no nível primário
de assistência, visando a investigar qual a percepção que possuem os
enfermeiros que atuam no programa de prevenção da aids nas UBS sobre
as ações educativas desenvolvidas na prevenção dessa enfermidade.
Descrição do Projeto: Estudo exploratório descritivo, com abordagem
qualitativa, que objetivou caracterizar a atuação educativa dos
enfermeiros que implementam o programa de prevenção e controle das
DST/aids do município de Natal/RN, realizado nas UBS, com 10
enfermeiros que atuavam desenvolvendo ações educativas na prevenção
da aids. Utilizou-se um roteiro de entrevista estruturado. Para análise
dos dados utilizou-se a técnica de análise de conteúdo.
Principais Resultados: Identificou-se que a maioria dos enfermeiros
entendeu a educação em saúde como sendo repasse de informações, o
programa de prevenção da aids possuía uma ação insuficiente, com
ausência de estrutura no serviço e omissão da SMS quanto ao apoio
institucional. As atividades no programa eram tradicionais, pouco
abrangentes e sem recursos materiais e humanos capacitados.
Conclusões: O programa possuía ações insuficientes, e não vem
atendendo às expectativas dos profissionais envolvidos, caracterizadas
pela falta de planejamento, não envolvimento da equipe, atividades
isoladas e esporádicas. Diante dos achados torna-se necessária uma
reavaliação conjunta dos objetivos, metas, estratégias e ações educativas
a serem implementadas.
Oral
128
Pr evenção da Tr ansmissão Ver tical do HIV;
Investimentos e Resultados no Hospital
Maternidade Praça XV/RJ
Autor: Guida Silva - Secretaria Municipal de Maúde do RJ - Hospital
Maternidade Praça XV
Co-autores: Alberto Novaes Ramos; Draurio Barreira; Vânia Bastos Martins
Apresentador: Draurio Barreira
Contato com o autor: [email protected]
Problema: Na maternidade Praça XV, no início de 1998, verificava-se:
1) baixa cobertura de testagem anti-HIV das parturientes, e 2) ineficiência
da testagem quando realizada, visto que os resultados dos exames
chegavam tão tardiamente que as mulheres não só já haviam parido como
também amamentado, e a criança não recebia profilaxia anti-HIV.
Descrição do Projeto: Desde maio de 1998, investimos na implementação
da prevenção da TV do HIV na unidade, com: 1) Aumento da cobertura
da solicitação de anti-HIV no pré-natal investindo na sensibilização dos
profissionais e na organização dos serviços. 2) Implantação de rotina para
puerpério imediato, que consiste na entrevista diária de todas as mulheres
que pariram nas últimas 24 h com testagem, pós-aconselhamento e
consentimento, das que não foram testadas para HIV durante a gravidez
ou não tiveram acesso ao resultado do exame quando solicitado.
Paralelamente foi desenvolvido, junto ao laboratório de referência, rotina
que permitisse que os resultados positivos fossem imediatamente
comunicados viabilizando tomadas de decisão com relação ao
impedimento da amamentação e introdução de AZT xarope.
Principais Resultados: De dezembro de 1998 a agosto de 1999, foram
entrevistadas 2.887 puérperas, das quais 2.500 realizaram pré-natal (86,7%),
348 (12%) não realizaram e 39 (1,3%) não forneceram informações sobre
pré-natal. Das que realizaram pré-natal, 1.663 (66,5%) foram acompanhadas
na rede municipal de saúde, e destas, 656 (39,5%) na Maternidade Praça
XV. Um total de 837 (33,5%) mulheres realizaram pré-natal em unidades
não pertencentes ao município do Rio. Das mulheres que não realizaram
pré-natal, 150 (43,1%) desconheciam seu estado sorológico para HIV; das
que realizaram pré-natal em unidades não municipais, 191 (22,8%); das
que realizaram pré-natal em unidades municipais, 156 (15,5%) e das
acompanhadas pela Maternidade, apenas 36 (5,5%).
Conclusões: Dois prováveis vieses no estudo são o fato de as informações
sobre pré-natal e testagem anti-HIV terem sido prestadas pelas próprias
mulheres e a falta de especificação do nº de consultas no pré-natal. As
Oral
129
proporções decrescentes de conhecimento sobre o estado sorológico
entre as mulheres que não realizaram pré-natal, realizaram em unidades
não municipais, em unidades municipais e na Maternidade Praça XV
denotam os diferentes graus de preocupação com o rastreamento das
gestantes soropositivas, e corrobora o pressuposto de que a sensibilização
dos profissionais juntamente com a melhoria das condições de trabalho
proporcionam um melhor ambiente para a realização da prevenção da
TV do HIV. De nada adiantam os avanços obtidos com a introdução da
profilaxia da TV, nem a disponibilização de insumos para sua realização,
se a primeira e nem a disponibilização de insumos para sua realização,
se a primeira e fundamental etapa, a simples identificação das gestantesalvo para esta profilaxia, não é efetivamente cumprida. Além do incentivo
à realização de pré-natal e ao rastreamento precoce da infecção pelo
HIV, há que se admitir a inevitabilidade da existência de grande número
de mulheres que infelizmente ainda chegarão ao parto desconhecendo
seu estado sorológico com relação ao vírus. Para estas mulheres é
fundamental a realização de testagem rápida para a detecção HIV, já
que a profilaxia da transmissão mãe-filho tem seu momento de máxima
eficácia justamente na fase pré-parto e puerpério imediato. É óbvio que
o aconselhamento no momento do parto apresenta problemas inerentes
à situação de urgência e fragilidade emocional que a mulher atravessa,
mas há que se pesar esse custo em relação ao benefício que constitui a
prevenção da infecção de uma criança pelo vírus, de um caso provável
de aids no futuro, do sofrimento humano que isto representa, sem falar
na questão dos gastos, que embora secundários, são significativos em
termos de saúde.
Oral
130
Programa Musa - Prevenção às DST/aids em Rádio
Comunitária
Autor: Gustavo Mendelsohn - Centro de Estudos e Pesquisa da Leopoldina
Co-autores: Fátima Rocha; Wallace Hermann Júnior
Apresentador: Wallace Hermann Júnior
Contato com o autor: [email protected]
Problema: No Rio de Janeiro, segundo estado da federação em casos
notificados de aids, a proporção de pessoas com nível de escolaridade
universitário passa de 50,7% (1980-89) para 21,7% (1990-96), enquanto
a freqüência de pacientes com instrução até o 1º grau sobe de 18,8% dos
casos, no período de 1980-89, para 51,2% em 1990-96. Perfil semelhante
é observado também no Município do Rio de Janeiro, no ano de 1982,
há o registro de cerca de 70% dos casos pertencentes ao nível
universitário e, já em 1998, esta categoria passa para menos de 20%.
Além desta mudança no perfil da epidemia, observamos um processo
de feminilização no país. Em 1983, a razão de casos entre homens e
mulheres foi de 17:1; para o ano de 1997, temos a proporção de 2:1.
Quando a razão por sexo segundo escolaridade é analisada, encontramos
para o período de 1993 a 1998, uma razão crescente, ou seja, entre os
analfabetos a razão entre os sexos é de 2:1, e entre as pessoas que têm
nível de escolaridade superior, esta razão é de 7:1. Diante deste contexto,
torna-se imperioso a adoção de propostas de prevenção dirigidas às
comunidades empobrecidas, em particular o segmento feminino. A
experiência acumulada nesses dezessete anos de epidemia demonstrou
a limitação das intervenções preventivas pautadas na simples difusão
de informação, além da sua ineficácia quando dissociada do cotidiano e
da cultura das populações que se pretende sensibilizar.
Descrição do Projeto: Esta proposta visa a um tipo diferenciado de
prática preventiva, associando a utilização das rádios comunitárias, os
serviços de saúde e as organizações comunitárias. As rádios comunitárias
são verdadeiros centros culturais populares, sendo muitas vezes o único
meio de comunicação social de que dispõem, tendo como audiência
majoritária mulheres e adolescentes. A proximidade dessas rádios junto
ao seu público, prestando serviços e utilizando uma linguagem com a
qual a comunidade se identifica, configura uma prática educativa
diferenciada, rompendo com a tradicional intervenção normatizadora
em DST/aids. Esta proposta direciona este potencial para criação de
programas que, além de utilizarem a linguagem dos ouvintes, possam
Oral
131
criar um processo de mobilização que aproxime comunidades e serviços
da área. A área definida para o início da implementação da proposta é a
região metropolitana, que concentra 90,2% dos casos de aids do estado
do Rio de Janeiro. A área piloto é a região da Leopoldina, situada no
município do Rio de Janeiro. A estrutura básica do projeto é a criação de
programas semanais, na Rádio Bicuda FM, expandindo paralelamente
sua ação para as outras quatro regiões administrativas do estado do Rio.
Principais Resultados: Organização semanal do Programa ao vivo
Musa, abordando a saúde da mulher com ênfase nas DST/aids. O formato
do programa mescla reportagens, entrevistas ao vivo, música e poesia.
Seus temas transversais são: cidadania, sexualidade, direitos reprodutivos
e sexuais, gênero e etnia. E, início da expansão de uma rede de rádios
comunitárias, abordando a questão da saúde da mulher, com ênfase nas
DST/aids, através da criação de rádio comunitária Cantagalo no ênfase
nas DST/aids, Município de Niterói.
Conclusões: Esta concepção de trabalho proporciona a construção
compartilhada do conhecimento em saúde, pautada pelo diálogo entre o
saber técnico-científico e o saber popular em saúde. A construção de
uma prática educativa horizontal, ancorada na realidade de cada
localidade envolvida, pode contribuir para a reflexão da comunidade
sobre as questões relativas à saúde, para a adoção de novas práticas de
prevenção e para a utilização dos serviços de saúde. O sentido
empreendido na atuação das rádios comunitárias fortalece o exercício
da cidadania, eixo fundamental na prevenção às DST/aids.
Oral
132
Programa de Rádio – Bloco Mulher Jovem
Autor: Herta Martins - Oficina do Futuro e Rádio Comunidade e Ser Mulher
Apresentador: Herta Martins
Contato com o autor: [email protected]
Problema: No Brasil, há cerca de 32 milhões de jovens de ambos os
sexos entre 10 e 19 anos, o que significa, segundo dados do IBGE,
21,84% da população total do País. As políticas e programas para
adolescentes são escassos e, tão pouco há muitos serviços que dão atenção
específica a este grupo de idade. Os serviços e profissionais não estão
capacitados para oferecer atenção que responda às particularidades da
população jovem, em especial que dê um enfoque de gênero e de direitos
humanos, com a perspectiva da igualdade entre homens e mulheres e a
estilos de vida saudáveis. Pensando nestes números e observando que a
adolescência se torna cada vez mais longa procuramos na cidade de
Nova Friburgo os espaços que poderiam veicular programas que
contribuíssem em amenizar esta estatística tão alarmante.
Descrição do Projeto: A rádio Comunidade tem hoje aproximadamente
uma audiência de 50 mil pessoas. Os jovens (principalmente de baixa
renda e classe média) ouvem preferencialmente os programas que falam
com e sobre eles, e que tem uma linguagem musical próxima de seus
gostos. Iniciamos em 1997 um programa de rádio semanal com jovens e
para jovens. Este programa tem um formato básico de programa de
revista, com entrevistas, pesquisas, informações, serviços...e uma vez
por mês, promove-se um debate sobre temas específicos, muita vezes
sugeridos pelos ouvintes. Participam ao vivo, adolescentes, jovens,
educadores (as), colaboradores(as), e a audiência que responde aos apelos
interativos do programa via telefone. O principal objetivo do programa
é discutir a cidadania de adolescentes e jovens a partir de suas próprias
visões de mundo, oferecendo-lhes informações sobre os diversos temas
relacionados aos jovens. Visa reflexões e questionamentos sobre suas
crenças e valores em função da estruturação da auto-estima. Com uma
linguagem de gênero presente em todos os programas. A metodologia
do trabalho integra o rádio com prática nas oficinas realizadas nas escolas
aproveitando assim, temas e informações colhidas ou geradas durante
estes debates promovidos pela apresentadora e os traduz para linguagem
da rádio, apresentando-os no programa das terças-feiras. Temos um
grupo de repórteres jovens que pesquisam temas, livros, músicas,
reportagens e matérias dos jornais, revistas e internet, pessoas a serem
Oral
133
entrevistadas. Nos reunimos semanalmente para reunir as possibilita
trabalhamos com cuidado e atenção nos conteúdos. As oficinas são
realizadas nas escolas particulares e públicas de Nova Friburgo com
turmas de 2º grau, grupo de aproximadamente 25 adolescentes. Com
metodologia participativa de dinâmicas de grupo incluindo 3 momentos
distintos: apresentação (aquecimento), integração e a discussão do tema
em questão. Coletamos dados tornando o ponto de partida do programas.
As oficinas são agendas com antecedência junto às coordenadoras(res)
das escolas.
Principais Resultados: De 1997 a 1999, realizamos sistematicamente às
Terças de 10 às 11 horas da manhã, o Bloco Mulher Jovem, levando ao ar
quase cem programas. Os temas abordados estão relacionados à saúde,
saúde sexual e reprodutiva, doenças sexualmente transmissíveis (aids ),
direitos, violência, esportes, o que o jovem faz, trabalho solidários, aborto,
prostituição juvenil e muitos outros. Durante vários programas apresentado
Herta Martins (psicóloga e sexóloga) os adolescentes de alguma escolasC.E. Jamil El Jaick, C.N.S das Dores C.N.S das Dores e C. Cêfel,
interagiam na própria sala de aula através do telefone com o programa e
outras escolas respondiam. No encarte semanal “meio& mensagem “ na
parte de indicadores aparece pesquisa realizada pelo CPM - Market
Research, em São Paulo com 240 jovens, mostrando o papel relevante
dos meios de comunicação para a orientação sexual dos jovens. Programas
que realizam entrevistas com profissionais especializados são os mais
cotados (43%). A possibilidade de aprender mais sobre sexo nos programas
de TV, rádio e revista são apontados por 76% dos entrevistados em sua
maioria para rapazes, na faixa etária entre 15 e 19 anos.
Conclusões: Como fonte de informação, a mídia só perde para as
conversas com amigos, que continuam sendo o principal meio para 90%
dos jovens. Isso reforça os nossos resultados, pois através do nosso
programa de rádio para jovens e adolescentes pudemos perceber a
receptividade e participação deste público, assim como dos adultos, em
sua maioria mães,pais e educadores, também carentes de espaço onde
pudessem tratar de suas dúvidas e angústias com relação aos jovens e
como lidar com eles. A nossa audiência vem aumentando gradativamente
na medida que divulgamos os programas nas escolas, profissionais
participam das entrevistas e o número de telefonemas com participação
ao vivo no programa se multiplicam.
Oral
134
CTA Itinerante na Cadeia Pública Feminina de São
Vicente
Autor: Ilham Maerrawi T. Haddad - Secretaria da Saúde de São Vicente
Co-autores: Ana Lúcia Z. C. Cordeiro; Jean F. Khater; Marco Antônio
Oliveira; Marta S. Soares; Regina C. Andreazzi; Rosana R. B. Gomes
Apresentador: Ilham Maerrawi T. Haddad
Contato com o autor: coaids [email protected]
Problema: Desenvolver intervenções de prevenção as DST/aids junto
às populações tem sido um desafio a ser vencido mediante a busca de
estratégias alternativas que respeitem os direitos humanos e as limitações
institucionais. As constantes solicitações das UBS para a realização da
testagem do anti-HIV advindas da cadeia pública feminina de São
Vicente, sinalizaram para a necessidade de uma intervenção junto à esta
instituição através do CTA Itinerante.
Descrição do Projeto: O CTA itinerante, já desenvolvendo
pioneiramente ações alternativas desde 1997, abarcou esta demanda.
Após entendimentos institucionais, avaliação e estruturação da
intervenção, iniciou o projeto junto a 60 reeducandas da cadeia pública
feminina de São Vicente. Com a estruturação de uma equipe e insumos
necessários, a intervenção priorizou o aconselhamento às DST/aids, a
saúde integral da mulher, o oferecimento da testagem para o anti-HIV e
o estreitamento das referências de saúde municipais.
Principais resultados: A aceitabilidade da intervenção pelas reeducandas
foi total, com 100 % realizando o aconselhamento e uma parte delas
realizando a testagem para o anti-HIV. As referências para os serviços de
saúde e SAE foram estruturados. O CTA itinerante já iniciou a 2ª fase da
intervenção na cadeia pública feminina, agora com 80 reeducandas.
Conclusão: A iniciativa de incluir a população confinada feminina nas
ações de prevenção e assistência às DST/aids do Programa Municipal
de São Vicente nos mostrou as dificuldades, limitações e a baixa atenção
do sistema judiciário a esta população específica para estas ações.
Desenvolver esta intervenção através do CTA itinerante foi essencial
para garantir as adaptações das nossas atuações ao sistema judiciário.
Oral
135
FUNPREP: Uma Possibilidade de Consolidação do
Programa Local de Prevenção em DST/Aids no Rio
de Janeiro
Autor: Irene Fortunato Rodrigues - Organização Médicos Sem
Fronteiras/Associação de Moradores do Dique
Co-autores: Ana Lucia de Menezes; Ana Paula da Silva; Ângelo M. da Silva;
Davi de Almeida; Edna da Silva; Elaine Monteiro; Maria de Fátima Miranda;
Renato Bernardino; Renê dos Santos Almeida; Rodriane de O. Souza
Apresentador: Irene Fortunato Rodrigues
Contato com o autor: [email protected]
Resumo: As dificuldades encontradas no cotidiano das comunidades
da Área Programática (AP) 3. I têm um rebatimento direto na incidência
da contaminação pelo HIV/aids, como a luta pela sobrevivência, a
marginalidade, a gravidez na adolescência e o contágio de pessoas cujos
parceiros são usuários de drogas. Os resultados apresentados pelo
Hospital Universitário Clementino Fraga Filho verificam o aumento da
contaminação pelo HIV na área, e principalmente, em mulheres casadas
reforçam o quadro dessas dificuldades.Frente a essas dificuldades, as
comunidades da AP 3. I buscaram estabelecer uma parceria com a
Organização Médicos Sem Fronteiras e a Coordenação Nacional DST/
aids do Ministério da Saúde na implantação do Programa Local de
Prevenção em DST/aids desde 1997. Após um ano de duração do
Programa na área, os bancos de preservativos foram assumidos pela
Secretaria Municipal de Saúde, porém, a sua gestão continuou com as
Associações de Moradores, garantindo a participação popular. Para a
sustentabilidade do Programa, MSF em parceria com a CN DST/AIDS,
criou o Fundo de Prevenção Popular (FUNPREP), que tem como
finalidade a consolidação do Programa, financiando todas as atividades
que o envolve, já citadas do Programa, financiando todas as atividades
que o envolve, acima. O FUNPREP consiste no repasse de um fundo de
R$ 250,00 (duzentos e cinqüenta reais) mensais a oito comunidades da
AP 3. I (Beira-Rio, Dourados, Dique, Rubem Vaz, Brás de Pina, Sapucaia,
Guarabú e Parada de Lucas), conformando um segundo momento do
Programa. Além das cotas repassadas às comunidades, há uma orientação
sistemática, realizada por Médicos Sem Fronteiras, a fim de garantir sua
viabilização qualificada.O objetivo desse resumo é divulgar o trabalho
de prevenção às DST/aids realizado em algumas comunidades da CAP
3. I do Rio de Janeiro. As atividades desse Programa são: oficinas
Oral
136
educativas; campanhas de divulgação (através de atividades esportivas
e de lazer); mural informativo; e a implantação dos bancos de
preservativos, com distribuição gratuita.O Programa atingiu, nessa área,
aproximadamente dois mil usuários, através dos bancos de preservativos
e das oficinas educativas.Para a consolidação desse Programa é preciso
o envolvimento da comunidade e do poder público (com a garantia dos
recursos necessários), e a socialização das informações através de
medidas educativas, criando uma rede de solidariedade entre diversas
instituições como escolas, igrejas e telecomunicações.
Oral
137
Programa Aids na Periferia de Salvador: Educação
e Prevenção para Comunidades Pobres
Autor: Isabel Cristina Tavares Santos - Grupo de Apoio à Prevenção à
Aids da Bahia
Co-autor: Rosa Beatriz Graça Marinho
Apresentador: Isabel Cristina Tavares
Contato com o autor: [email protected]
Problema: Desde 1991, o GAPA-BA identificou a vulnerabilidade das
populações pobres de periferia e favelas como uma população em maior
vulnerabilidade ao HIV/aids, por acumular fatores de susceptibilidade
como baixa escolaridade e renda, relações precárias com empregos, mais
baixo nível de informação e percepção de risco frente a aids, relações de
gênero mais hierarquizadas e por não contarem como a oferta de nenhuma
estratégia educativa para prevenção as DST/aids desde aquele período.
Descrição do Projeto: O projeto objetiva formação contínua de lideranças
comunitárias enquanto educadores para seus pares em 15 comunidades,
se articulando à organização interna já existente nestas comunidades e
respeitando os saberes e cultura prévios, de cada comunidade. A partir de
capacitações continuadas os agentes desenvolvem ações de
aconselhamento, visita domiciliar, encaminhamento para serviços de saúde,
mobilização comunitária, facilitação de reuniões de caráter educativo junto
aos diferentes grupos organizados da comunidade, distribuição de materiais
informativos e preservativos.
Principais Resultados: Cinco mil quatrocentas pessoas assistiram 36
apresentações de cinema na rua, 21apresentações de teatro popular de
bonecos com 1050 pessoas na assistência em peças sobre a aids, relações
raciais e gênero, DST; 6.246 pessoas assistiram palestras gerais e 2.142
assistiram a oficinas sobre temáticas específicas que guardam relação
de intersão com a aids; 84.000 preservativos 37 mil materiais
informativos foram distribuídos; duas comunidades beneficiadas com o
projeto, implantaram próprios de prevenção à aids, um para adolecentes
e o outro formou um grupo de prevenção só para mulheres.
Conclusões: Dentre as lições aprendidas nestes anos de parceria com as
comunidades, descobrimos que é mais apropriado realizar atividades
continuadas junto aos grupos organizados das comunidades numa troca
de saberes e experiências, bem como permitir um maior compromisso da
comunidade com a continuidade das intervenções. Outra aprendizagem
foi a necessidade de estar sempre atento à diversidade cultural e conjuntural
Oral
138
de cada comunidade para a realização de um trabalho articulado.
Finalmente, reiteramos a legitimidade do agente enquanto promotor de
educação para prevenção numa perspectiva de empoderamento e
transferência concreta de poder para setores sociais altamente excluídos.
Oral
139
Experienciando Redução de Danos em Pontos
Móveis de Prevenção
Autor: Jeane Freitas De Oliveira - Universidade Federal da Bahia
Co-autor: Tarcísio Matos de Andrade
Apresentador: Jeane Freitas De Oliveira
Contato com o autor: [email protected]
Problemas: Redução de danos entre usuários de drogas e os efeitos nocivos
à saúde entre pessoas que não querem ou não conseguem parar de usar drogas.
Descrição do projeto: Trocas de seringas, distribuição de preservativos
e material educativo, orientação sobre sexo seguro e sobre uso menos
arriscado de drogas estão entre as medidas preventivas implementadas.
O objetivo do trabalho é relatar a experiência vivenciada pelos autores
no projeto Pontos Móveis: Prevenção de DST/HIV e do uso abusivo de
drogas e seus efeitos nocivos à saúde entre população de rua, através de
uma unidade móvel. Financiado pela Pathfinder do Brasil e executado
pelo CETAD/UFBa, desde maio de 1999, em duas comunidades pobres
de Salvador. A equipe é composta por duas sociólogas, uma médica,
uma enfermeira, uma antropóloga e seis agentes comunitários de saúde.
Residentes nas áreas de execução, os agentes, informam e motivam a
população a participar do projeto, em locais e dias previamente
agendados. Além das medidas de redução de danos mencionadas acima,
o projeto prover referência hospitalar, suporte psicoterápico e referência
para testagem sorológica.
Principais Resultados: Vivência desse trabalho e as trocas de
informações com os usuários e a comunidade como um todo e com a
própria equipe, sobretudo como os agentes comunitários, tem contribuído
para o aperfeiçoamento profissional de enfermagem, antes afeita a
práticas institucionais intramuros.
Conclusões: Possibilidade da incorporação das ações de redução de
danos ao cotidiano das práticas e do ensino da enfermagem.
Oral
140
Freqüência do HVB em Unidade de Testagem
Anônima
Autor: João Luiz Grandi - Centro de Referência e Treinamento DST/
AIDS - São Paulo
Co-autores: Amorim, A. S.; Goihman, S.; Palhares, M.C; Placca, A.L.;
Ruiz, M.O.
Apresentador: Anália Silva de Amorim
Contato com o autor: [email protected]
Objetivo: Descrever a taxa de infecção pelo vírus da Hepatite B em indivíduos
testados no Centro de Orientação e Apoio Sorológico (COAS) do Centro de
Referência em DST/aids da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.
Métodos: Criado em 1995, o COAS do CRT-DST/AIDS vinha
oferecendo de rotina a todos os seus usuários testes anti-HIV (AIDS) e
VDRL (Sífilis), a partir de junho de 1998, o serviço acrescentou na rotina
laboratorial sorologia para Hepatite por vírus B. Para o diagnóstico da
Hepatite B vem sendo utilizado o método ELISA Imunobloting (AbbotMEIA). Para o diagnóstico da Sífilis e do HIV segui-se a rotina do serviço:
VDRL e FTA-Abs e dois testes ELISA como método de triagem e
Imunofluorescência indireta e ou Western Blot com teste confirmatório
para a infecção por HIV. Todas as amostras sorológicas para o HIV e
HVB foram realizadas no Laboratório do CRT-DST/AIDS.
Principais Resultados: Foram testadas 233 mulheres (41,8%) e 310
homens (58,2%), deste total 18,8% foram HBsAg+. A positividade de
marcadores da HVB estiveram assim destruídos, 10,3% entre as mulheres
e 24,8% entre os homens (p=0,0000). A regressão logística detectou
como possíveis determinantes da infecção: Idade (OR=1,04/ano;
p=0,0000); VDRL (+/-; OR= 3,67; p=0,012); Sexo (M/F; OR=2,02;
p=0.017); Número de parceiros nos últimos 6 meses (OR=1,07/parceiro;
p=0,038); Tipo de parceiro nos últimos 10 anos (homo-bi/hetero;
OR=1,62; p=0,069); e, HIV (+/-; OR= 1,93; p=0,086). Não foram
estatisticamente significantes (&=0,1): Cor (p=0,103); Transfusão de
sangue (p=0,194); Parceiro fixo (p=0,461); Uso de preservativo no último
ano (p=0,704); e, Escolaridade (p=0,915).
Conclusão: As taxas de HVB encontram-se mais elevadas em homens
mais velhos, com maior número de parceiros e que referem práticas
homo ou bissexual.
Oral
141
Aids em Presídios
Autor: José Ricardo Pio Marins - UNICAMP - DMPS - P. Grad. em
Saúde Coletiva/Univ.da Califórnia SF-CAPS
Co-autores: Barros M.B.A.; Chen S. ;Hearst. N.; Hudes E.; Shafer K.
Apresentador: José Ricardo Pio Marins
Contato com o autor: [email protected]
Problema: A população prisional é um segmento particularmente
vulnerável à infecção por HIV, que tem sido considerada como uma das
populações em maior risco de acometimento pela doença e que no
entanto, pouco se sabe a respeito de quais fatores de risco estão ligados
a esta condição. Como é de domínio comum, esta população no Brasil,
constitui-se em um grande contingente (cerca de 200.000 mil detentos),
vivendo sob condições insalubres e submetidas a freqüentes situações
de violência. Sobrepondo-se a este cenário, é freqüente neste grupo o
uso de drogas, práticas sexuais das mais diversas além das demais
vivências existentes em instituições totais, desta natureza. A situação da
epidemia de aids nestes ambientes, é sabidamente muito grave, pois são
constantes as denúncias pêlos meios de comunicação, além de ter sido
demonstrado em vários estudos, prevalências de infecção que variam
entre 12,5 a 17,4% (CONSCINA-1992; VARELLA-1991; KALLAS1996; MARINS-1996). Apesar da tantas evidências, ainda há muitas
dúvidas e lacunas sobre como este ambiente e estas relações culturais se
inter-relacionam a ponto de favorecer a propagação da doença e quais
os elos da cadeia epidemiológica que seriam passíveis de intervenção,
visando ao controle da doença.
Descrição do Projeto: O estudo atual tem como objetivo determinar a
prevalência da infecção por HIV e seus fatores de risco na população
carcerária dos presídios de Sorocaba - São Paulo, Brasil.
Método: Realizou-se um estudo transversal, compreendendo 1.059
detentos do sexo masculino. Os participantes foram entrevistado
individualmente e testados para infecção por HIV. Os questionários
aplicados continham informações sobre aspectos sociodemográficos,
comportamento sexual, uso de drogas, além de dados sobre a história de
vida carcerária de cada um dos participantes. O estudo teve participação
voluntária e se assegurou aos participantes. O estudo teve participação
voluntária e se assegurou aos detentos, aconselhamento pré e pós - teste
além do tratamento para os que necessitassem.
Principais Resultados: Foram detectados 115 detentos infectados por
Oral
142
HIV, determinando uma prevalência de 12,6%. O fator de risco mais
importante e com forte associação com a infecção foi a história de uso de
drogas injetáveis (UDI) em algum momento da vida, que foi relatado por
22% dos presos. A prevalência entre estes UDI foi de 35% (OR=8,1), e
estes homens totalizavam 62% do total de infectados identificados. A
maioria dos soropositivos (66%) reportou relação sexual com mulheres
durante a visita íntima e 10% referiu prática homossexual com outro
detento, porém estas práticas não estavam significativamente associadas
à maior infecção. Na análise multivariada, a infecção manteve-se
acentuadamente com o uso de drogas injetáveis (OR=) e além disto, com
idade < de 35 anos (OR=1.8), local de nascimento (naturais de Sorocaba;
OR=2.1) e número de encarceramento prévios na vida (OR=1,7).
Conclusões: A prevalência da infecção por HIV entre os detentos de
Sorocaba é comparável com as taxas encontradas na grande São Paulo e
em outras populações prisionais do mundo. O uso de drogas injetáveis
mostrou-se como o fator mais fortemente associado à infecção, fato este
concordante com o que tem-se registrado nos países onde a prática de
UDI é amplamente difundida, fato que coloca esta questão como central
no enfrentamento da epidemia junto à população de estudo. Além disto,
tal situação e os demais achados mostram ser urgente a instituição de
programas de prevenção e tratamento para drogadição nesta instituições,
visando a poupar infecções entre os mais jovens durante a reclusão
corrente e prevenindo a exposição em reinstitucionalizações futuras, já
que a cada nova prisão o risco aumenta significativamente. Outro aspecto
fundamental é que não se deve perder essa grande oportunidade de
intervenção entre UDI, pois o aprimoramento é praticamente a única
oportunidade de localizar este grupo social, que na comunidade livre se
dispersa e oculta-se, no intuito de protejerse da criminalização e de
estigmas culturais que impregnam essa questão em nosso país.
Oral
143
Tratamento de DST nas Farmácias
Autor: Joycenea Matsuda Mendes - Fundação Oswaldo Cruz
Co-autores: Maria Aparecida Patroclo; Valéria Bicudo; Valéria Noronha
Apresentador: Joycenea Matsuda Mendes
Contato com o autor: [email protected]
Problema: A prevenção e o tratamento precoce das DST, constituem
importante estratégia de controle da epidemia da aids, sendo uma medida
que não vem assumindo uma significância maior. A literatura mundial
aponta que a ocorrência das DST aumenta tanto a vulnerabilidade de
adquirir o vírus quanto a possibilidade de transmiti-lo (Barbosa e Villela,
1996). O tratamento inadequado das DST realizado nas farmácias pode
provocar sérios danos a saúde quanto pode facilitar a aquisição do HIV.
Descrição do Projeto: Monitorar a procura de tratamento de DST nas
farmácias, localizadas na área adstrita ao Centro de Saúde Escola-Germano
Sinval Faria/ENSP/FIOCRUZ, bairro de Manguinhos-Rio de Janeiro-RJ.
Foram visitadas cinco farmácias locais, aonde foi deixado um formulário
que era preenchido pelo responsável da farmácia, que registrava os dados
das pessoas que procuravam medicação para o tratamento de DST, como
sexo; faixa etária (adolescente até 19 anos, adulto I 20 a 50 anos, adulto II
>50 anos). E registravam também o consumo de camisinhas no período.
Estes formulários eram recolhidos semanalmente, no período de três meses
(dezembro de 1996 a fevereiro de 1997).
Principais Resultudos: Geralmente pessoas infectadas com DST
possuem vergonha ou medo em assumir sua doença, que foi contraída via
sexual, conseqüentemente, não buscam o tratamento nas Unidades de
Saúde, optam por um tratamento nas farmácias locais. Os resultados
demonstram que a população adstrita ao Centro de Saúde Escola-GSF
tem procurado com maior freqüência as farmácias locais para tratarem
suas DST do que o próprio Centro de Saúde. 681 pessoas procuraram as
farmácias em busca de tratamento de DST, enquanto no mesmo período
no CSE-GSF 32 pessoas foram notificadas com DST. Quanto ao sexo não
houve diferença significativa: 54.4% masc. e 45.6% feminino nas
farmácias. no CSE-GSF: 50.0% masc. e fem..
Conclusões: O tratamento inadequado das DST, tanto pode provocar sérios
danos a saúde quanto pode facilitar a aquisição do HIV. Uma vez que a
prevenção não aconteça, ou sua detecção precoce não ocorra por um serviço
de saúde. Estas pessoas tratadas em farmácias não são notificadas, nem há
controle adequado dos comunicantes. Faz-se necessário um trabalho
integrado em Educação e Saúde entre as Unidades de Saúde e a comunidade.
Oral
144
Mulheres com Aids: Desvendando Histórias de Risco
Autor: Letícia Legay Vermelho - Ministério da Saúde, CN-DST e Aids
(UEPI) e UFRJ-NESC
Co-autores: Nogueira, S.A.; Simões Barbosa, R.H
Apresentador: Letícia Legay Vermelho
Contato com o autor: [email protected]
Problema: Diante das mudanças de perfil epidemiológico da aids no
país, atingindo cada vez mais mulheres e crianças, buscou-se conhecer
o perfil social e cultural relacionados ao risco de infecção pelo HIV em
um grupo de mulheres vivendo com aids.
Descrição do Projeto: Vinte e cinco mulheres internadas em um hospital
universitário, no período anterior à disponibilização das drogas combinadas,
foram entrevistadas através de um questionário semi-estruturado. Além do
perfil epidemiológico traçado através da idade, renda familiar e individual,
anos estudados, profissão/ocupação (situação passada e atual), procurou-se
atingir/explicitar os significados do comportamento social, enquanto uma
representação, através da abordagem qualitativa - histórias de risco. Foram
construídas histórias de caso com os seguintes temas: contaminação e
parceria, conhecimento sobre a doença e percepção de risco, a representação
da aids, o diagnóstico, sexo seguro e negociação sexual etc.
Principais Resultados: A maioria referiu baixa escolaridade, ocupações de
baixa qualificação ou eram donas de casa, sendo sua renda familiar, em alguns
casos, pior que a média dos usuários do hospital. 72% se referiram unicamente
à via sexual como responsável pela transmissão e mantinham parceria fixa ou
eram viúvas. Estas também associavam a segurança no sexo à prevenção de
doenças, entretanto, o uso de preservativo, como instrumento para prevenção
das DST, era desconhecido para elas. Dois terços de seus parceiros eram HIV
positivos, doentes ou falecidos de aids. A representação predominante sobre
risco associava a aids a uma “doença do outro “ e DST eram percebidas como
infecções masculinas, embora várias relatassem episódios destas, anteriormente
ao HIV. Elas tiveram seu diagnóstico/tratamento só após o adoecimento ou
morte do companheiro e, ou filho.
Conclusões: O estudo sugere estratégias preventivas que,
prioritariamente, reforçam o poder de negociação sexual destas mulheres
silenciosas e atuam sobre os homens, como participantes potencialmente
ativos nos programas de saúde reprodutiva, os quais incorporam a questão
DST/aids; além da promoção de investigações clínico-terapêuticas e de
meios de prevenção dirigidos às mulheres tais como preservativo
feminino, desenvolvimento de novos microbicidas etc.
Oral
145
Avaliação da Acessiblidade aos Preser vativos
Distribuídos pelo Sistema Público de Saúde no
Estado de São Paulo
Autor: Lígia Rivero Pupo - Programa Estadual DST/AIDS - Secretaria
de Estado da Saúde de São Paulo
Co-autores: Ana Maria A. Pluciennik; Carlos Alberto dos Santos; Julieta
Aparecida Lázaro; Julio César B. Pacca; Maria do Carmo S. Monteiro;
Maria Ines B. Nemes; Milena B. P. Mello; Renato Barboza
Apresentador: Renato Barboza
Contato com o autor: [email protected]
Problema: A ampliação do uso e o acesso a preservativos masculinos é
estratégia fundamental para a prevenção das DST/aids. Como parte de
suas atividades de prevenção, o Programa Estadual de DST/aids (PEDST/AIDS) distribuiu, durante o ano de 1997, cerca de 12.000.000
preservativos para todo o Estado. Noventa por cento destes preservativos
foram distribuídos para e através das 24 Direções Regionais de Saúde
do Estado (DIR), a partir de critérios epidemiológicos e populacionais.
Em oficina de trabalho sobre avaliação do PE-DST/AIDS, onde
participaram 22 municípios estratégicos do Estado de São Paulo, decidiuse realizar uma pesquisa com o seguinte objetivo: avaliar as ações de
prevenção no Estado de São Paulo a partir do acesso central e periférico
a preservativos através da rede pública de saúde, respondendo os
periférico a preservativos através da rede pública de saúde, respondendo
às seguintes questões: O preservativo distribuído pela instância central
chega aos grupos populacionais que pretendia atingir? Em atingindo a
população-alvo, a quantidade disponível foi adequada ao uso regular?
Em que contexto a população acessa estes preservativos, e em que medida
é favorecido seu uso adequado e regular?
Descrição do Projeto: As 24 Direções Regionais de Saúde (DIR) do
Estado de São Paulo foram classificadas segundo os seguintes
indicadores: número de população residente, população em idade fértil,
número de atendimentos de pré-natal, número de preservativos
distribuídos, número de consultas médicas, número de casos de aids,
número de SAE, COAS, HD e hospitais que internam casos de aids,
número de ONG/aids, número de municípios. As fontes de informação
foram: DATASUS, Fundação SEADE e PE-DST/AIDS. Foi estabelecido
também um score opinativo sob a capacidade e compromisso da DIR
quanto ao gerenciamento logístico da distribuição de preservativos a
Oral
146
partir da observação de técnicos do PE-DST/AIDS, conferindo um score
final a cada regional. Foram selecionadas 10 DIR com características
diversas a partir destes critérios. De cada DIR foram selecionados dois
municípios e uma unidade de saúde para cada município. O município
de São Paulo não constou da amostra. Foi elaborado e testado um
instrumento para entrevista semi-estruturada. Os profissionais
responsáveis pelo gerenciamento e distribuição de preservativos em cada
um destes locais foram entrevistados, foi realizada uma qualificação
dos informantes e uma categorização empírica e descritiva das respostas.
No presente momento, está sendo conduzida uma categorização
avaliativa e qualitativa das respostas para que se possa concluir o trabalho.
Principais Resultados: Critérios de distribuição são muito diferentes
entre si e dos preconizados pelo PE-DST/AIDS. Há pouca ou nenhuma
relação entre o PE-DST/AIDS e o Programa de Saúde da Mulher para
discussão conjunta de fluxo e distribuição. Critério de distribuição de
preservativos definido pelo PE-DST/AIDS é muito pouco conhecido. A
quantidade de preservativos dispensados varia por categoria (população
geral, profissional do sexo, adolescente, usuário de drogas injetáveis
etc). Na maioria das vezes as pessoas não precisam estar matriculadas
no serviço para receber preservativos. A grande maioria das pessoas
retira preservativos para si próprias, com periodicidade mensal. Há
muitos períodos de falta e a busca ativa de fontes alternativas é rara.
Conclusões: Concluímos, até o momento, que são utilizados critérios mais
administrativos do que técnicos na distribuição de preservativos. Há
necessidade de maior clareza, por parte dos profissionais, quanto aos
objetivos da distribuição, para que a forma e o contexto em que os
preservativos são distribuídos favoreçam seu uso adequado e regular. Há
necessidade de uniformizar os critérios utilizados, contribuindo para a
formação de uma política na área de preservativos, que oriente as ações
de gerenciamento e distribuição deste insumo no estado de São Paulo.
Oral
147
Silicone: Redução de Danos para Travestis
Autor: Luiz Mott - Grupo Gay da Bahia - Universidade Federal da
Bahia
Co-autores: Andrezza Belushi; Aroldo Assunção; Marcelo Cerqueira;
Ozeas Santana
Apresentador: Luiz Mott
Contato com o autor: [email protected]
Problema: Pesquisa realizada em Salvador, com uma amostra de 90%
das travestis locais (N.197), comprovou que 32% das travestis possui
de 1 a 12 litros de silicone em diversas partes do corpo. 65% das
entrevistadas declararam a intenção de aplicar silicone, a mais jovem
tendo 13 anos quando se submeteu a esta intervenção para-cirúrgica. A
imprensa registra diversos casos de travestis na Bahia e no Brasil que
morreram ou sofreram profundas deformações anatômicas devido ao
uso do chamado “silicone industrial “. Somente em 1999 já faleceram
três travestis em Salvador logo após tal intervenção. Esta pesquisa teve
como objetivo reconstituir a problemática do uso de silicone, alertar a
população-alvo sobre os riscos de seu uso, e propor, através de material
educativo e oficinas de auto-estima, medidas eficazes para a redução de
danos do uso desta droga injetável.
Descrição do Projeto: Partindo da analogia entre o uso de silicone e o
uso de drogas injetáveis, o Grupo Gay da Bahia (GGB) e Associação de
Travestis de Salvador (ATRAS) realizaram entrevistas com as travestis
aplicadoras de silicone, popularmente conhecidas como “bombadeiras
“, assim como com as próprias travestis usuárias de silicone, para
identificar os principais riscos oferecidos pela aplicação deste produto e
como alertar e desestimular seu uso e reduzir os danos.
Principais Resultados: Após prolongados debates com as travestis sobre
suas experiências relativas ao silicone, seus danos e conseqüências deletérias
para a saúde, elaborou-se uma cartilha com recomendações práticas tanto
para as usuárias, quanto para as “bombadeiras “ de como evitar os danos na
aplicação do silicone. O uso de seringas e agulhas descartáveis e cuidado com
o sangue, assim como evitar o exagero no volume do produto injetado, são as
principais recomendações da cartilha visando evitar a infecção pelo HIV e as
más conseqüências deste traço da sub-cultura das travestis.
Comclusões: Com esta pesquisa e produção de material educativo esperase diminuir a incidência das travestis usuárias de silicone, e reduzir os riscos de
infecção, rejeição e morte prematura desta população de profissionais do
sexo.
Oral
148
A Influência da Prevenção na Redução da
Transmissão Materno-Infantil do HIV
Autor: Luiza Harunari Matida - Programa Estadual de DST/Aids de
São Paulo (PEDST/Aids -SP)
Co-autores: Ana Maria Aratangy Pluciennik; Lígia Rivero Pupo; Maria
Clara Gianna
Apresentador: Luiza Harunari Matida
Contato com o autor: [email protected]
Problema: O crescimento da epidemia de aids entre as mulheres levou
conseqüentemente, ao aumento do número de casos em crianças. Existem, no
estado de São Paulo (ESP), atualmente 2.649 casos notificados em menores
de 13 anos e destes, 2.146 (81%) são devidos à transmissão materno-infantil
(TMI). Quando gestante, a mulher tem à sua disposição, nos serviços de saúde,
o Protocolo ACTG 076 completo e a possibilidade de acesso a outras condutas
que visam a diminuir sua carga viral, fator importante na definição da taxa de
TMI. A zidovudina (AZT) cápsula está disponível no ESP desde 1990, o AZT
xarope desde 1994 e o AZT injetável desde outubro de 1996. O aconselhamento
e a pesquisa do HIV a estas mulheres são recomendados desde 1996, através
de resolução do Secretário de Saúde do ESP. O folheto “Informe ao Médico “,
elaborado em outubro de 1997 e enviado a todos os médicos do Estado através
da mala direta do Conselho Regional de Medicina (CRM) em janeiro de
1998 (cerca 70.000 médicos cadastrados), enfatizou e clarificou esta
recomendação. Observa-se, entretanto, que o consumo atual de AZT injetável
(indicado especialmente para a gestante no momento do parto) não é o esperado
teoricamente. Se no ESP ocorrem cerca de 700.000 partos/ano (SEADE, 1997)
e a estimativa, com base em dados da capital e interior, de gestantes portadoras
do HIV é de 0,8%, presumem-se 5.600 partos de possíveis gestantes portadoras
do HIV no ESP anualmente. Entretanto, somente 783 (11,2%) gestantes
consumiram AZT injetável durante o parto em 1997 e em 1998, 1668 (23,8%).
Descrição do Projeto: Implementar/Implantar atividades voltadas para
a redução da TMI do HIV priorizando 30 municípios que possuem cerca
de 90% dos casos notificados do ESP. De acordo com os principais
pontos de estrangulamento para o alcance efetivo desta redução, o projeto
se propõe a: execução de ações voltadas não somente à gestante, mas
principalmente à mulher na faixa etária reprodutiva, conscientizando-a
do problema; sensibilização/conscientização dos profissionais de saúde
e da população em geral; sensibilização dos líderes do sistema público e
privado de saúde para o acesso da população-alvo a um ágil diagnóstico
e respectiva terapêutica/acompanhamento, quando necessários.
Oral
149
Principais Resultados: Apesar da análise quantitativa dos dados estar
em andamento, uma avaliação preliminar mostra: -em um último
levantamento em alguns serviços de atendimento pediátrico
especializado, cerca de 50% das crianças expostas ao HIV tiveram acesso
ao protocolo 076 completo; -neste momento, os 30 municípios
envolvidos oferecem a pesquisa do HIV à gestante, seja por acesso direto
nas Unidades Básicas de Saúde seja com referência para centros
especializados; -parceria com as Sociedades de Pediatria e de
Tocoginecologia na organização de treinamentos e veiculação de
informações; -o PEDST/aids vem tentando uma parceria efetiva com o
Programa da Saúde da -o PEDST/aids vem tentando uma parceria efetiva
com o Programa da Saúde da Mulher para alcançar não só a gestante,
mas a mulher, principalmente na sua faixa etária reprodutiva; -o PEDST/
aids -SP assumiu o compromisso de entender a TMI como uma
possibilidade de se enfocar não só o HIV mas também a Sífilis Congênita,
pois os momentos das medidas de controle são praticamente similares.
Conclusões: A redução da TMI do HIV é perfeitamente factível com
a execução das medidas de controle já amplamente divulgadas, mas o
ideal, o desejável seria a prevenção no seu sentido amplo, pois assim
teríamos não somente a redução, mas a eliminação da transmissão
materno-infantil do HIV.
Oral
150
Projeto Prisma - Projeto de Avaliação Qualitativa
de Materiais Educativos em Sexualidade e Saúde
Reprodutiva na Adolescência
Autor: Luiza Maria F. Cromack - NESA/UERJ
Co-autores: Carolina Rosa Pedro Barros; Célia Regina de Jesus Caetano
Mathias; Dulce Maria F. de Castro; Fátima Régis R. Martins de Oliveira;
Fernando do Nascimento Gonçalves; José Augusto da Silva Messias;
Zilah Vieira Meirelles
Apresentador: Luiza Maria F. Cromack
Contato com o autor: [email protected]
Problema: Apesar dos materiais educativos serem considerados fundamentais
para tratar dos assuntos, mas o acesso e conhecimento e avalição.
Descrição do Projeto: Construir um modelo participativo de avaliação
de materiais educativos produzidos e utilizados por organizações
governamentais e não-governamentais de saúde e educação da região
sudeste do brasil; catalogar e divulgar os materiais conhecidos. materiais
e métodos: a amostra da pesquisa foi selecionada a partir de resposta a
um questionário sobre acesso, produção e utilização de materiais
enviados a 2139 instituições produtoras e usuárias de materiais
educativos. o processo de construção do modelo participativo de
avaliação qualitativa incluiu mini encontros com profissionais e, também,
grupos focais com adolescentes nos estados.
Principais Resultados: O modelo de avaliação elaborado foi fruto das
discussões dos profissionais que participaram dos mini-fóruns, onde
foram criados critérios que têm por finalidade fornecer subsídios que
facilitem aos sujeitos avaliarem suas realidades, estabelecendo diretrizes
coerentes com seus contextos. foram catalogados mais de 1000 materiais
educativos, tais como vídeos, livros e cartilhas. criou-se uma rede de
informação e divulgação entre as instituições, através da confecção do
catálogo e da home page do projeto prisma.
Conclusões: O processo de criação participativa do modelo de avaliação
qualitativa de materiais educativos possibilita um redirecionamento da
produção e utilização destes materiais, atendendo a demandas específicas
quanto ao tipo de material, tema abordado e público-alvo.
Oral
151
CTA Volante - Uma Nova Visão de Oportunidade
Autor: Mafalda Sparapan - Prefeitura Municipal de Bauru
Co-autores: Denise Arakaki; Heloísa M. M. Funcal; Maristela Pastore
de Oliveira; Silvia Cristina de Matos Prestupa
Apresentador: Mafalda Sparapan
Contato com o autor: Rua Quintino Bocaiuva 5-45 BAURU - SP
17.015-100
Problema: O Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) destina-se
às pessoas interessadas no seu estado sorológico referente ao vírus da
imunodeficiência humana (HIV) e sífilis. Suas principais características
são sigilo, orientação, aconselhamento e agilidade no atendimento. Tendo
em vista o crescimento da epidemia em nosso município, principalmente
nas faixas produtivas, e conseqüentemente o aumento de cidadãos
possivelmente contaminados o CTA da cidade de Bauru, considerou
oportuno estender as atividades de orientação e aconselhamento às
diversas empresas da cidade, adequando-se à CTA-volante. Dessa forma
é possível levar informação e testagem aos trabalhadores, sem prejuízo
de suas atividades profissionais.
Descrição do Projeto: Implantar um atendimento de aconselhamento e
sorologia volante, que venha facilitar o acesso do trabalhador à testagem
gratuita para o HIV e sífilis, fornecendo orientação adequada e
encaminhamento quando necessário. Visa também a contribuir para a
redução do risco de contrair o HIV, estimulando mudanças de
comportamento ou práticas de risco, sem perder a confiabilidade e o
sigilo do resultado do exame. Após esclarecimento do programa do CTAvolante, a empresa interessada agenda um período e a equipe se desloca
até a empresa, faz a orientação e o aconselhamento e se coloca à
disposição para a testagem. Os trabalhadores são esclarecidos quanto à
não obrigatoriedade da coleta e tranqüilizados quanto ao sigilo em relação
ao resultado do teste. Os resultados são recebidos no prédio central do
CTA, deixando mais claro a não ligação à empresa. Além das empresas
que estão em atendimento, outras já foram contatadas e estamos
procedendo agendamento.
Principais Resultados: Do início de julho ao final de agosto, de 1999,
foram realizados sete CTA-volantes, sendo que 190 pessoas foram
atendidas. Dessas, 114 (60%) receberam o aconselhamento e realizaram
a testagem sorológica para sífilis e HIV e 76 (40%) receberam somente
aconselhamento. Dos exames colhidos 01 (0,88%) foi positivo para HIV,
Oral
152
93 (81,58%) foram negativos e 20 (17,54%) aguardam o resultado. Em
relação à sífilis, o total de positivos foi 06 (5,26%) e de negativos 108
(94,74%). Até o momento, 10 ( 8,77%) pessoas procuraram o CTABauru para tomarem conhecimento dos resultados.
Conclusões: O projeto não visa a um atendimento aleatório e
conhecimento dos resultados.O projeto não visa a um atendimento
aleatório e indiscriminado, não tornando a testagem compulsória. O
interesse fundamental é promover acesso a todas as pessoas interessadas
em conhecer seu status sorológico, ampliando, de forma ética, a oferta
do teste anti-HIV e para sífilis.
Oral
153
Construindo uma Proposta de Prevenção em HIV/
Aids para Adolescentes Pobres em Restrição de
Liberdade
Autor: Marcia Brandão Schmalb - Gapa - BA
Co-autores: Ana Paula Marques; Márcia Marinho
Apresentador: Marcia Brandão Schmalb
Contato com o autor: Rua Dias D’avila, 109 Barra Salvador - BA
40140-270
Problema: Tem-se registrado entre jovens o aumento de casos de
gravidez, DST e aids, principalmente na faixa etária de 12 a 24 anos.
Paralelamente a isto, há uma comprovada situação de extrema
vulnerabilidade associada à pobreza, analfabetismo a falta de informação,
realidade na qual estão inseridos os jovens pobres infratores, público
alvo deste programa. Estes sujeitos estão expostos a práticas sexuais
não legitimadas pela Instituição, não dispõem de serviços de atenção à
sua saúde sexual e reprodutiva, além de que estão sob a proibição formal
do uso do preservativo por estarem num espaço considerado de
“abstinência sexual “.
Descrição do Projeto: O presente programa de Prevenção à aids para
Adolescentes em Privação de Liberdade teve início no ano e 1997 como
uma experiência piloto, pioneira e inédita na região Nordeste do Brasil
e foi implementado na FUNDAC em duas unidades distintas: Case Comunidade de Atendimento Socioeducativo Simões Filho - BA (Grupo
Masculino) e Cam - Casa de Acolhimento ao Menor (Grupo Feminino),
observando-se a importância de proceder um recorte de gênero. Visando
a capacitar os adolescente em privação de liberdade, com informações
sobre prevenção às DST/aids, fortalecendo-os nas suas capacidades de
enfrentamento às diversas situações de risco inerentes ao seu ambiente
social Foram utilizadas oficinas de vivência arte-educativas que
pudessem facilitar a expressão dos adolescentes e que incentivassem a
sua participação nos trabalhos tendo como enfoque transversal aos
trabalho os temas: sexualidade, auto-estima e gênero. Foram utilizados:
exercícios corporais, técnicas de relaxamento, integração, dinâmicas de
grupo, vídeos, confecção de cartazes, debates, dramatizações, teatro de
bonecos etc.
Principais Resultados: 40 adolescentes, que estão em restrição de
liberdade, formados como agentes multiplicadores de informações em
HIV/aids. 15 oficinas de vivência realizadas em cada grupo de formação
de agentes multiplicadores, totalizando 30 oficinas de vivência.
Oral
154
Preparação da equipe técnica através de capacitação em prevenção às
DST/aids. Discussão em nível institucional sobre a saúde sexual e
reprodutiva e a utilização do preservativo entre adolescentes.
Institucionalizados, discussão essa que foi realizada num seminário
envolvendo outros profissionais e instituições parceiras que atuam junto
a este público. Produção da cartilha Papo de Adolescente, a partir das
oficinas de vivência junto aos adolescentes.
Conclusões: A importância de desenvolver um projeto de prevenção às
DST/aids para um dos mais vulneráveis segmentos sociais de nossa
comunidade Adolescentes Pobres - que em razão da convivência com
situações de marginalidade social possam ter comportamento de risco frente
á infecção por HIV/aids, assim como a necessidade de reunir nesta
intervenção os elos que marcam o universo de relações dos adolescentes
(família, instituição e companheiros), colaborando para o estabelecimento
de vínculos individuais e coletivos. O Projeto tem colaborado para que esses
adolescentes percebam a aids como um risco potencial em suas vidas e tem
procurado promover uma reflexão para que estes jovens redimensionem a
importância de terem mais auto-estima e lutarem pela disponibilização de
serviços específicos para o atendimento às suas necessidades.
Oral
155
Aids e Mulheres de Baixa Renda
Autor: Marcia Jane Lopes Dias Vieira - Secretaria Municipal de
Desenvolvimento Social (SMDS)
Co-autores: Maria Ivelize Araújo Pontes; Veronica Maria Benevides Braga
Apresentador: Marcia Jane Lopes Dias Vieira
Contato com o autor: (85)277 3528
Problema: Estatísticas expressam o aumento do número de mulheres
chefes de família de baixa renda contaminadas com o HIV/aids. A
desigualdade econômica e social se constitui elemento contribuinte para
uma maior vulnerabilidade ao HIV deste segmento social. Assim sendo,
o projeto de intervenção possibilita a execução de estratégias de educação
sobre DST/aids, visando a influir nas práticas sexuais e comportamentais
das mulheres para adoção de atividades que não ofereçam riscos de
contaminação para HIV/aids.
Descrição do Projeto: 1. Curso de capacitação de agentes
multiplicadores de informações. Com objetivo de preparar profissionais
dos Centros Comunitários e lideranças para que atuem ministrando
oficinas de trabalhos. 2. Campanha Educativa Atividade intermediária
entre a oficina de capacitação e a inserção das mulheres nas atividades
de acompanhamento do programa de prevenção. 3. Oficina de prevenção
em DST/aids momento no qual mobiliza mulheres de baixa renda para
trabalhar informações sobre DST/aids. 4. Pesquisa Significado do
crescimento do número de mulheres contaminadas com parceiro fixo,
segundo opinião de mulheres de baixa renda do bairro do PICI.
Cadastramento, distribuição do preservativo e o acompanhamento social.
Principais Resultados: O Projeto Aids e Mulheres de Baixa Renda
proposto pela Coordenação Municipal DST/aids com o apoio da
Coordenação de Assistência Social foi aceito pela população usuária
dos Centros Social Urbanos e no período de 8 (oito) meses constatou-se
que muitas das atividades propostas vêm sendo efetivadas com o
acompanhamento direto destas coordenações. Dentre estas atividades
citamos a realização de; 06 (seis) Oficinas de Prevenção em DST/aids
com Técnicos e Multiplicadores; 03 campanhas educativas com a
participação de 500 (quinhentas) pessoas. 15 (quinze) Oficinas com 600
(seiscentas) mulheres de baixa renda usuárias dos Centros de Sociais
Urbanos. O projeto terá continuidade com a pesquisa sobre sexualidade,
mulher e aids e o acompanhamento social que será desenvolvido com o
segmento trabalhado no referido projeto.
Oral
156
Conclusão: Esses são alguns dados analisados que estão subsidiando a
avaliação da intervenção e levantando questionamento sobre a qual
contribuição do trabalho de prevenção que está sendo implantado pela
Coordenação Municipal DST/aids, para a manutenção dos serviços com
qualidade, na perspectiva do Sistema Único de Saúde.
Oral
157
A Relação Médico/Paciente com Aids
Autor: Marco de Tubino Scanavino
Apresentador: Marco de Tubino Scanavino
Contato com o autor: [email protected]
Resumo: Revisando a literatura, diversos pesquisadores propõem a volta
da disciplina de Psicologia Médica aos cursos de Medicina, alertando
para a desumanização do ato médico diante da sua tecnização. Nesse
âmbito, a aids ganha relevância por ser um fenômeno médico, psicológico
e social, que demanda ao médico familiaridade com esses aspectos.
Apesar dos avanços no conhecimento da aids desde os anos 80, estudos
ainda revelam atitudes negativas - relutância ou direta recusa em atender
-, estigmatizadoras e paradoxais - em desacordo com o conhecimento
atual da transmissão da doença - bem como dificuldades do campo
psicológico de médicos no cuidado desses pacientes.Com base em tais
dados, o autor pesquisa a ocorrência desses fenômenos em nosso meio e
divulga os resultados preliminares da pesquisa aplicada num grupo piloto
formado por 8 médicos residentes. Optamos fazer o estudo com os
residentes de 1o e 2o anos de Moléstias Infecciosas do Hospital das
Clínicas e Emilio Ribas, perfazendo um nº de 52. O instrumento de
pesquisa escolhido foi um questionário elaborado com base em outros
da literatura. Trata-se de um questionário objetivo, fechado, com 76
questões, cuja parte inicial consta de questões demográficas e de critérios
de inclusão e exclusão. A partir da oitava questão, dispõe de uma escala
de Likert de 5 pontos. Inicialmente, foi aplicado num grupo piloto para
se verificar sua clareza e formulação. Posteriormente, será aplicado na
população-alvo e mais tarde será realizada a análise estatística e estudo
comparativo entre os residentes do 1º e 2º ano. Oito residentes: 1 R1
CM; 2 R1 MI; 4 R3 MI; 1 R?. Idade média 26,6 + 5 anos, sexo: 4 H/ 4M.
“Já aconteceu de ter encaminhado um pac. a um especialista ou cirurgião
e este ter se negado a atendê-lo “: 2/8 concordam (C). * “Observo
relutância nos médicos de outras especialidades em atender os pacientes
com AIDS “: 3/8 C; 2/8 não tem opinião (NTO); 3/8 discordaram (D). *
“Observo relutância nos cirurgiões em atender os pacientes com AIDS“:
4/8 C; 2/8 NTO; 2/8 D. * “Um campo de complexidade no cuidado de
pacientes com aids diz respeito as questões de ordem psicológica “: 4/8
concordaram fortemente(CF); 3/8 C; 1/8 discordou fortemente(DF). *
“É lícito solicitar teste para Aids......ao suspeitar-se que um paciente
esteja envolvido em sexo inseguro “: 1/8 CF; 3/8 C; 2/8 NTO. *...no
Oral
158
caso dos cirurgiões em todos os pacientes que forem operar “: 2/8 C (1
deles era R3 MI); 1/8 NTO *...em todos os pacientes pertencentes ao
grupo de risco “: 1/8 CF; 1/8C; 1/8 NTO. *...nos pacientes cujos sintomas
HIV necessitam confirmação “: 5/8 CF; 3/8C. *...apenas com
consentimento informado “: 4/8 CF; 2/8C; 1/8NTO; 1/8 D. * “Preocupase que futuramente venha a saber que a aids possa ser transmitida por
vias que até então são tidas como seguras “: 2/8 C. * “Sente-se angustiado
frente a um paciente com diagnóstico terminal “: 1/8 CF; 1/8 NTO. *
“Sente-se angustiado frente a um paciente jovem com diagnóstico de
doença terminal “: 3/8 CF; 1/8 C. * “Experimentou sentir-se envolvido
ao tratar um paciente com aids por vezes parecendo perder a clareza
para intervir “: 4/8 C; 1/8 NTO. * “No caso dos usuários de droga EV já
sentiu-se compelido a responder-lhes ou satisfazer-lhes mais do que o
possível ou permitido, contaminado pelo imediatismo característico de
tais pacientes “: 4/8 C. * “O fato de muitos desses pacientes serem jovens,
no auge de sua história vital, influencia no modo como se sente na RMP
“: 1/8CF; 6/8C; 1/8D. * “Já aconteceu de dispensar mais horas que o
tempo habitual para com um de seus pacientes com AIDS “: 5/8 CF; 3/
8 C. * “O cuidar de pacientes com aids impõe uma sobrecarga CF; 3/8
C. * “O cuidar de pacientes com aids impõe uma sobrecarga psicológica
“: 5/8 CF; 2/8 C.
Conclusões: Trata-se de uma amostra pequena, o que inviabiliza a análise
estatística, mas é possível inferir alguns significados qualitativos. Não é
incomum que um especialista recuse um encaminhamento feito pelo
residente. O grupo é quase homogêneo ao concordar que as questões de
ordem psicológica são um campo complexo no manejo desses pacientes.
Nas afirmativas relacionadas à primeira “É lícito solicitar teste para aids...
“, surpreende a tendência em se solicitar o teste em situações injustificadas.
Observamos ainda 2 questões que revelam falta de confiança de alguns
profissionais nas informações científicas vigentes, quais sejam: “Acho
que tenho alto risco... “ e “Preocupa-se que futuramente venha a saber... “.
As demais questões evidenciaram as dificuldades dos médicos no campo
psicológico. Finalmente, queremos marcar que nossos resultados
preliminares vão de encontro aos descritos na literatura internacional, fato
este que nos estimula a prosseguir, pois, a aids, por si só, já é a doença da
exclusão. Se o paciente encontrar a mesma atitude em seu médico, poderá
ter seu destino selado quando já existem recursos terapêuticos para
promover uma melhora da qualidade de vida.
Oral
159
Opiniões sobre o Uso da Camisinha entre a
Clientela que Procurou os CTA da Cidade do Rio de
Janeiro.
Autor: Margarete de Paiva Simões Ferreira - Secretaria de Estado de
Saúde do Rio de Janeiro/Assessoria de DST/aids
Co-autores: Batista,S.; Fontinelle, D; Gomes, M.; Líbero,J.; Silva, C.
Apresentador: Sonia Batista
Contato com o autor: [email protected]
Problema: O Estado do Rio de Janeiro registrou até 31/05/99, 25.131
casos confirmados de aids. Desde o ano de 1992, os Centros de Testagem
e Aconselhamento (CTA) implantados na cidade do Rio de Janeiro
constituíram-se enquanto serviços de suma importância para a prevenção
de novas infecções pelo HIV, assim como, de acesso ao tratamento
precoce e de garantia do direito dos indivíduos de conhecerem a sua
condição sorológica.
Descrição do Projeto: Partindo de uma pesquisa mais ampla, buscouse conhecer as opiniões da clientela dos três (3) CTA da cidade do Rio
de Janeiro sobre o uso da camisinha, através da aplicação de dois
questionários: um quando chegavam aos serviços e o outro, antes do
aconselhamento de entrega dos resultados.
Principais Resultados: Foram analisados as respostas de 132 pessoas
que responderam aos dois questionários. Dentre elas, 129 informaram o
sexo, sendo 55% masculino e 45% feminino. Sobre o uso da camisinha,
das 112 pessoas que responderam a esta pergunta, 60,7% afirmaram
utilizá-la as vezes, 25% sempre e 14,3% nunca. Entre as 96 pessoas que
usam, 12,9% usam na hora de gozar; 37,6% usam quando não conhecem
bem a pessoa; 6,5% usam com trabalhador do sexo e 38,7% usam sempre,
independentemente de quem seja a parceria. Dentre 123 pessoas, 65,9%
responderam que a camisinha não as incomoda nas relações sexuais.
Entre 121 pessoas, 23,1% afirmaram que não podem sugerir o uso da
camisinha pois suas parcerias ficariam desconfiadas de infidelidade.
Quanto à associação da paixão com o uso da camisinha, entre as 109
pessoas que responderam, 39,4% não a utilizam quando estão
apaixonadas. Observando-se esta proporção em relação ao sexo, entre
as 45 mulheres que responderam, 55,6% não a utilizam quando estão
apaixonadas. Abordando a crença de possuir alguma proteção especial
e por isto não precisar utilizar a camisinha, entre 114 pessoas que
responderam, 10,5% acreditam possuí-la. A partir da ida ao CTA, entre
Oral
160
131 pessoas, 9,9% afirmaram que tiveram acesso a serviços médicos
para tratamento das DST; 52,7% afirmaram que passaram a negociar a
camisinha com mais freqüência; 27,5% diminuíram o número de parcerias
sexuais e 16% afirmaram que pararam de ter relações sexuais fora do
casamento.
Conclusões: Esses dados confirmam uma baixa adesão ao uso do
condom e dificuldades culturais para a promoção de mudanças na vida
sexual. Nestas, as diferenças entre os gêneros precisam ser na vida sexual.
Nestas, as diferenças entre os gêneros precisam ser explicitadas e
aprofundadas. Numa cultura onde o condom é freqüentemente associado
às relações clandestinas, não sendo previsto nas relações onde o afeto
está implicado, insistir no seu uso, traz ameaças ao espaço relacional.
Também as dificuldades quanto ao conforto com o uso da camisinha
devem ser mais estudadas, inclusive a oferta de lubrificantes adicionais.
A importância dos CTA foi confirmada, esperando-se que suas
experiências quanto à prática do aconselhamento, estendam-se a outros
serviços públicos de saúde.
Oral
161
Projeto Sexualidades: Cidadania e Prevenção de
Aids entre Homens que Fazem Sexo com Homens
em São Paulo
Autor: Maria Cristina Antunes - UNICASTELO e NEPAIDS -USP
Co-autores: Cristiane Gonçalves M. Silva - Elvira M.Ventura Filipe Ricardo Barbosa Martins - Robson Colosio - Ron Stall
Apresentador: Maria Cristina Antunes
Contato com o autor: [email protected]
Problema: Desenvolver, implementar e avaliar atividades de intervenção
com homens que fazem sexo com homens e diminuir o risco de
transmissão do HIV.
Descrição do Projeto: Mapeamento etnográfico de bares e boates gays
de regiões centrais da cidade, 10 entrevistas semi-estruturadas, dois grupos
focais, elaboração do questionário quantitativo. Avaliação de intervenção
realizada em três aplicações de 500 questionários em bares e boates. Serão
realizadas intervenções na “noite gay “ e Oficinas de Sexo Seguro.
Desenvolvimento de materiais educativos no formato de “cartoons “.
Principais Resultados: Identificamos 50 locais durante o mapeamento.
O comportamento e o perfil da população difere de acordo com localização
e tipo de estabelecimento; transição dos locais, antes definidos como
guetos, para o que se convencionou GLS; aumento da freqüência bissexualheterossexual; criação nos últimos anos de espaços de “pegação “ (darkroom). Entrevistas indicaram que a maioria usa camisinha no sexo anal,
mas já tiveram relações desprotegidas ou o preservativo estourou. Alguns
relataram que interromperam o uso de camisinha após a testagem para o
HIV. A maioria relatou que alguns parceiros tiveram dificuldade ou não
queriam utilizar o preservativo. Todos entrevistados relataram que não
usaram preservativo para sexo oral.
Conclusões: Necessidade de abordagens específicas para cada subgrupo e
aprofundamento das sub-culturas. Fundamental produzir materiais educativos
mais criativos e que abordem as situações reais de risco entre HSH; criar
estratégias para atingir as populações de baixa-renda que tem menor acesso
aos locais de freqüência GLS; realizar intervenções continuadas para diminuir
a freqüência de comportamento de risco relapso.
Oral
162
Quebre o Silêncio - Estratégia de Comunicação
Social para Prevenção a Aids?
Autor: Maria Da Penha Ramos De Oliveira - Programa Estadual
DST/AIDS -SP
Co-autores: Júlio César Pacca; Shellah Avellar
Apresentador: Júlio César Barroso Pacca
Contato com o autor: [email protected]
Problema: Ao se desenvolver estratégias de comunicação de massa,
em geral se investe milhões de dólares numa campanha nacional de
mídia. Entretanto, muitas vezes estas campanhas apresentam vários
problemas: sazonalidade e falta manutenção de eixo de comunicação
entre os diversos produtos desenvolvidos; diversidades culturais
regionais e dificuldade em se determinar o target; mensagem centrada
no indivíduo, como se este necessariamente pudesse transcender sua
própria circunstância a partir de uma mensagem mais ou menos bem
humorada ou amedrontadora ou informativa.
Descrição do Projeto: O PEDST/A-SP produziu campanha visando promover
o diálogo entre casais heterossexuais estáveis sobre a prevenção e os riscos da
aids, centrando o foco da mensagem no diálogo, objetivando diminuir a lacuna
entre discurso/prática. Ocupou espaços de mídia eletrônica, impressa e outdoors
durante 21 dias, no valor de US$ 1,5 mi. Um esforço de comunicação foi
realizado a partir desta campanha, procurando atingir comunicadores e artistas
que são identificados pelo público-alvo como “símbolos “ de comportamento,
aumentando assim o poder da significação da mensagem.
Principais Resultados: Este esforço de comunicação gerou US$
439,883.00 de inserções gratuitas, 19 programas especiais de televisão
e rádio, e 15 artistas (sendo 8 com tiragens de CD com mais de 1 milhão
de cópias) do meio musical comprometidos em divulgar a campanha.
Conclusões: Assim sendo, mostrou-se viável a utilização de estratégias
que envolvessem outras mídias e que procurasse comprometê-las com a
problemática relevante que a aids assume em nosso meio, prorrogando a
mensagem da campanha por 120 dias além do período em que houve
dispensa de recursos financeiros próprios. Tal experiência demonstra a
importância e a necessidade com que os órgãos comprometidos com a
prevenção a aids devem tomar a comunicação social de massa como uma
estratégia para além dos spots de TV e rádio e matérias pagas, e sim que,
atingindo gratuitamente os principais veículos e sujeitos da mass mídia,
pode gerar não só uma otimização financeira dos recursos financeiros
dispendidos como também surtir maior efeito junto ao público-alvo.
Oral
163
Saúde em Cena: uma Avaliação Qualitativa em
Ações de Infor mação, Ar te-Educação e
Comunicação para a Promoção da Saúde
Reprodutiva da Sexualidade e da Prevenção de DST/
Aids
Autor: Maria do Carmo Zú Moreira - Esc.Saude Publ.Ceará/Secr.Saude
Icapui/Univ.Jhons Hopkins
Apresentador: Maria do Carmo Zú
Contato com o autor: (85)219 0669
Problema: A implantação dos Sistemas Locais de Saúde (SILOS) e do
Programa de Saúde da Família, em curso nos municípios cearenses, aponta
uma necessidade prioritária: a transformação do Modelo Assistencial. Como
construir o paradigma da inversão da atenção? que estratégias desenvolver
para exercer os princípios da equidade e da vigilância a Saúde, ou seja,
promover a saúde dos municípios e não somente tratar de suas doenças?
Como desenvolver técnicas materiais e métodos de atenção a saúde e de
mobilização comunitária para auxiliar as comunidades dos municípios, no
enfrentamento dos seus problemas de saúde, notadamente aqueles de maior
incidência e letalidade, sob os quais pesam toda sorte de preconceito e de
discriminação (inclusive de gênero), como é o caso das DST/aids? E quando
se consegue realizar tais estratégias, como avaliar o impacto dessas ações
sem cair no reducionismo estatístico? Buscando identificar e compreender
o subjetivismo do imaginário popular e suas relações com os problemas de
saúde? Observando os e seus modos, as crenças e as percepções que por
estarem inseridas numa dinâmica cotidiana, não são levados em conta nos
projetos e programas que compõe as políticas Públicas de Saúde, inclusive
as de promoção da Saúde Reprodutiva da Sexualidade e de prevenção das
DST/AIDS? Pois estes programas, apesar de terem incorporado uma
linguagem inovadora, fruto de um rico movimento social e sanitário mundial,
perduram na maioria dos serviços de saúde com práticas educativa,
assistencialistas, controlistas e tradicionais influindo negativamente nos
indicadores de saúde. Que novos aspectos éticos devem ser considerados
nestas práticas de educação e comunicação popular? Como integrar o
conhecimento científico com o saber popular?
Descrição do Projeto: As indagações acima descritas são algumas das
questões colocadas pelo projeto de pesquisa qualitativa, Saúde em Cena,
que investigou as ações de Informação, Arte-Educação e Comunicação em
Saúde Reprodutiva, Sexualidade e prevenção de DST/Aaids, desenvolvidas
Oral
164
pelo projeto Cultura Popular para a Vida. Este último teve como objetivo a
formação e Capacitação de grupos de Animadores Culturais, durante três
anos em quatro municípios cearenses. Esses animadores Culturais (líderes
comunitários, profissionais e agentes de saúde), foram capacitados em
oficinas vivenciais de práticas artístico-Pedagógicas e sanitárias para a
promoção da saúde reprodutiva, sexualidade e prevenção de DST/aids com
enfoque de gênero e cidadania. A partir de então, os Animadores culturais
tornaram-se realizadores de espetáculos teatrais de rua, músicas, vídeos e
programas de rádio, dentre outras ações de informação, arte-educação e
comunicação em saúde, para dessa forma estimularem a população à
mudança de valores, hábitos e atitudes em relação à saúde enquanto
qualidade de vida, ações estas que durante o terceiro ano de desenvolvimento
(1998), foram avaliadas pelo projeto Saúde em Cena, que dimensionou
impacto do espetáculo de teatro de rua: A Doença do Mundo, enquanto
estratégia de IEC (Informação, Educação e Comunicação em Saúde), e do
Material Educativo produzido (músicas e vídeo Para Viver o Amor). Este
estudo foi feito através de grupos focais, de entrevistas abertas e de
observação participante com homens e mulheres em idade reprodutiva, no
município de Icapuí, e gostaríamos de compartilhar a discussão da
metodologia e de seus resultados com os participantes deste, discussão da
metodologia e de seus resultados com os participantes deste Congresso.
Pricipais Resultados: Em síntese a investigação mostrou um resultado
satisfatório nas seguintes categorias de análise: informação,
compreensão, identificação, sensibilização e satisfação da população,
tanto em relação aos objetivos de comunicação quanto nas estratégias
de apresentação dos conteúdos, sinalizando o impacto positivo do
desenvolvimento simultâneo de múltiplas ações de IEC em Saúde e
Cidadania, notadamente a encenação de espetáculos teatrais de rua,
estratégia adequada ao exercício da promoção da Saúde Reprodutiva,
da Sexualidade e da Prevenção das DST/aids. O desenvolvimento de
tais estratégias também estimula a mobilização comunitária e a aquisição
de novos valores culturais e hábitos e nas relações pessoais e sociais,
ampliando a percepção popular sobre a importância do cuidado e do
erotismo na relação amorosa, como também, sobre as distorções causadas
a partir dos preconceitos e discriminações que emergem da moral sexual
vigente, enquanto fator de geração de comportamento de risco.
Conclusões: Neste sentido deve-se apostar na importância da inter-relação
arte/educação/saúde como resgatadores de uma identidade cultural
saudável capaz de inverter a lógica do controle do corpo e do sexo, para a
autonomia, do prazer e do cuidado com o outro e com a vida.
Oral
165
O Uso do Crack em Salvador – Bahia e os Riscos
de Contaminação pelo HIV/Aids
Autor(es): Maria Eugenia Nuñez - CETAD/UFBA
Co-autores: Mônica Coutinho Cerqueira Lima; Tarcísio Matos de Andrade
Apresentador: Maria Eugenia Nuñez - CETAD/UFBA
Contato com o autor: [email protected]
Resumo: Aumento do uso do crack, entre usuários de outras drogas, em
Salvador-Bahia, observado em campo e constatado em pesquisa coordenada
pelo Programa de Redução de Danos do CETAD/UFBA. Estes fatos
motivaram a elaboração de uma pesquisa de caráter quali-quantitativo com
objetivo de conhecer o perfil psicossocial, as práticas de uso e comportamento
sexual dos usuários de crack e determinar a intensidade do consumo de
crack e de outras drogas. Foram aplicados 38 questionários utilizando a
técnica “snow ball“, entrevistas semi-estruturadas e observação participante
com registros de campo nos meses de junho a agosto de 1997, envolvendo
homens e mulheres que usaram crack pelo menos três vezes, nos seis últimos
meses: 76% dos entrevistados referem não ter usado “sempre “ preservativos
nas suas relações sexuais nos últimos seis meses, 50% das mulheres exercem
atualmente a prostituição e referem “nunca “ terem usado preservativo; 45%
da amostra já realizaram o teste anti-HIV, sendo que 53% desta é
soropositivo.A partir dos dados qualitativos, ficou evidente entre os
entrevistados que abandonaram o uso da droga injetável e passaram a usar
o “crack “ uma associação entre aids e Crack. Os dados obtidos, nos
apresentou a necessidade de rever o conceito de Redução de Danos e nos
leva a pensar diferentes estratégias entre Usuários de Crack, como “Cinema
na Rua “, para alcançarmos esta população que está sumamente exposta a
infecções por HIV/aids devido a comportamentos sexuais de risco.
Oral
166
A Gestão do Segredo na Aids: Experiência de Casais
Autor: Maria Imaculada de Fátima Freitas - Escola de Enfermagem
Universidade Federal de Minas Gerais
Apresentador: Maria Imaculada de Fátima Freitas
Contato com o autor: [email protected]
Problema: O presente estudo resulta de pesquisa concluída sobre as
relações de casais heterossexuais com a confirmação de soropositividade
pelo HIV, enfocando as estratégias para gerir as relações sociais dentro
e fora do casal, no enfrentamento do acontecimento.
Descrição do Projeto: A metodologia é qualitativa, com entrevistas
abertas e em profundidade, de pessoas vivendo com o HIV e seus
parceiros também contaminados ou não. As entrevistas foram realizadas
com clientes de um serviço de referência no município de Belo Horizonte,
Minas Gerais, Brasil. A análise tem como eixo a categoria teórica do
segredo, entendida no mesmo sentido que lhe conferem SIMMEL,
GOFFMAN e PETITAT como a “capacidade de limitar o conhecimento
recíproco nas interações”.
Principais Resultados: Os resultados apontam para as dificuldades de
expressão entre os cônjuges sobre a infecção, havendo a escolha por
trocas a respeito da experiência da doença relativas ao contexto prático
(tratamentos, novos conhecimentos, relacionamento com os
profissionais) e, quase nunca, a explicitação de si mesmos e de
sentimentos sobre o acontecimento. As pessoas falam, mas muito pouco
daquilo que é verdadeiramente importante para elas, no interior do casal.
A situação de portador do HIV contribui ainda para revelar segredos
anteriores, sobretudo sobre a sexualidade de um dos cônjuges, o que é
vivido em geral como traição pelo outro. A gestão a partir da confirmação
diagnóstica é de criar mecanismos eficazes para não se tocar nas feridas,
quando se decide pela continuação da vida em comum. No meio social,
a conivência do silêncio é a categoria central das relações: o anúncio da
situação é restrito a algumas pessoas muito próximas e, as conversas
engajadoras de sentimentos também são raras. Estas estratégias
independem do meio social de inserção dos casais.
Conclusões: A contribuição principal vislumbrada com a presente
pesquisa diz respeito à necessidade de abordagem multiprofissional para a
atenção integral dos casais, apontando para uma reorganização dos serviços,
além da necessidade de novas pesquisas sobre as interações sociais que
englobem o aporte das diferentes disciplinas do conhecimento.
Oral
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Profissionais de Saúde em Risco
Autor: Maria Irene dos Santos - Unidade Integrada de Saúde Herculano
Pinheiro (UISHP)
Co-autores: Vania Reis Girianelli
Apresentador: Maria Irene dos Santos
Contato com o autor: [email protected]
Problema: A Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro implantou
em janeiro de 1997, o Programa de Vigilância e Prevenção da Exposição
Ocupacional a Materiais Biológicos. Desde então, o número de
notificações tem aumentado progressivamente. No entanto, acredita-se
que o número de acidentes ocorridos seja muito superior ao notificado.
Visando a averiguar esta hipótese e planejar estratégias de sensibilização
do profissional de saúde para prevenção de acidentes, desenvolveu-se
um estudo com o objetivo de identificar os determinantes das subnotificações dos acidentes com material biológico e conhecer a aderência
dos profissionais de saúde às estratégias de prevenção de potencial
aquisição de infecção ocupacional.
Descrição do Projeto: Foi realizado estudo transversal com os
funcionários da UISHP referente ao ano de 1998. O estudo baseou-se
em questionário auto-instrutivo, respondido no final do período de
interesse. Foram coletadas informações sobre utilização de EPI, acidentes
com material biológico e estado vacinal para hepatite B e tétano. Os
dados foram analisados utilizando o programa EPI-INFO.
Principais Resultados: O questionário foi respondido por 46,4% (232/
500) dos funcionários da UISHP. Destes 56,5% corresponderam à equipe
de enfermagem e 21,1% à equipe médica. 17,7% dos funcionários
informaram terem sofrido pelo menos um acidente com material
biológico na UISHP e 6% em outras instituições. A causa dos acidentes
foram, em geral, de fácil prevenção, sendo 25% ocasionados durante
punção venosa, 14,6% devido a recapeamento de agulhas, 14,6% durante
aplicação de medicamento, 12,5% durante coleta de sangue e 8,3%
durante descarte de material. Quanto à exposição 70,8% foram do tipo
percutâneo, 16,7% na pele e 12,5% na mucosa. No entanto, 68,3% (28/
41) dos funcionários não procuraram atendimento em todos os acidentes.
Dentre os motivos destacam-se: não acreditar no risco de contaminação
(35,7%), e desconhecimento de prevenção pós-acidente (21,4%). Dos
que procuraram atendimento e iniciaram medicação profilática, 40%
interromperam o tratamento. Cabe ressaltar que 75% dos funcionários
não estavam imunizados para hepatite B e 48,3% para o tétano.
Oral
168
Conclusão: A maioria dos profissionais de saúde ainda não aderiram às
condutas preventivas relacionadas à potencial infecção ocupacional
como: uso de EPI, vacinação, e utilização de técnicas seguras e adequadas
para realização das atividades profissionais. Diante disso, tornam-se uma
população vulnerável principalmente à hepatite B e C, e também ao
HIV. Embora medidas profiláticas pós-exposição para algumas
enfermidades estejam disponíveis, a aderência também é baixa e o custo
para os cofres públicos muito alto. Este estudo ressalta a urgência na
sensibilização dos profissionais de saúde, pois podem ser veículos de
disseminação dessas enfermidades para a população geral e virem a
absorver grande parte dos recursos destinados aos programas de
assistência com profilaxia pós-exposição.
Oral
169
Orientação Domiciliar a Pacientes Faltosos no
Serviço de Assistência Especializada em HIV/Aids
de Pelotas
Autor: Mariley Senna Duarte - Serviço de Assistência Especializada
em HIV/aids de Pelotas
Co-autores: Adahil Motta Duarte; Júnior César Arthur Tavares Pinheiro;
Cristiano André da Silva; Daniele Côco; Denise Simões; Eduardo Bum;
Gabrielle Scatolin; Lucia Helena Real; Lucia Mauch; Maria Alice Tavares
Rodrigues; Maria Salete Sartori; Mariangela Steffens; Patricia Guimarães
Batista; Pedro Magalhães; Priscila Leitzke; Rita Ferrua Farias; Sandra
AlAlan de Souza; Suzane Klug Passos; Thaia Corrêa da Silva Vera Silveira
Apresentador: Mariley Senna Duarte
Contato com o autor: (532) 27 69 03
Problema: O SAE/Pelotas foi inaugurado em 17 de abril de 1998,
originado do antigo ambulatório de DST da Delegacia Regional de Saúde
que atendia além das DST, HIV e aids. Devido ao crescente aumento de
casos de HIV/AIDS, houve a necessidade de implantação de um
ambulatório especializado nesta área. Assim sendo, foi criado o SAE.
Por ocasião de sua implantação, foram transferidos para o mesmo, 300
prontuários oriundos do antigo ambulatório de DST. Destes 300, a equipe
desconhecia a história de cada um, o estado clínico, se estariam vivos
ou mortos, enfim, quase a totalidade de suas vidas. Desta forma, para o
estabelecimento de um perfil mais adequado da clientela do SAE/Pelotas
o Serviço Social optou pela realização de visitas domiciliares aos clientes
faltosos há pelo menos um ano.
Descrição do Projeto: Para a realização do trabalho em si, utilizamos a
seguinte metodologia: Levantamento de faltosos ao serviço de saúde há
pelo menos um ano, através de prontuários. Organização de um curso
de extensão que treinasse alunos das diversas áreas da saúde a realizar
aconselhamento em nível domiciliar para os pacientes faltosos. Neste
curso, além de conhecimentos teóricos de HIV/aids, também são
realizadas oficinas de sensibilização para abordagem domiciliar a
portadores de HIV/aids. Realização de visitas domiciliares com vistas
em trazer o paciente de volta ao tratamento. Levantamento de Resultados.
Principais Resultados: Número total de visitas: 170, destas, 28%
endereços não encontrados das restantes, obtivemos os resultados abaixo:
28% foram a óbito 41% retornou à consulta após a visita; 47% não
retornou; 8% havia se mudado para outra cidade; 2% consulta com
médico particular e, 2% nega ter HIV.
Oral
170
Conclusões: Os resultados, até então, indicam que há diferentes percepções
acerca de visita domiciliar e estas são manifestas através de uma linguagem
que as caracterizam como: apoio, esclarecimento; importar-se com; alívio;
presença; interesse. Mas há outras como: estranheza da visita, medo de
ser reconhecido; e o não desejo explícito de serem visitados. Estas
tendências sugerem que há, de fato, necessidade de repensar a visita
domiciliar, enquanto proposta metodológica de assistência em saúde, no
sentido de que a mesma contemple e medie essas diferença ainda que,
rompa-se com padrões conhecidos e institucionalizados.
Oral
171
Projeto de Incentivo à Participação Popular na Luta
contra às DST/Aids: uma Metodologia Específica
de Inter venção Adequada para a Educação de
Adultos
Autor: Mirtha Sendic Sudbrack - Secretaria Municipal de Saude
de Porto Alegre
Apresentador: Mirtha Sendic Sudbrack
Contato com o autor: (51)321 7114
Problema: O Projeto de Incentivo à participação popular na luta contra
as DST/aids desenvolvido na cidade de Porto Alegre desde 1996, busca
capacitar lideranças comunitárias com o objetivo de qualificá-las como
multiplicadoras de informação/educação/prevenção, junto às populações
mais vulneráveis, no intuito de colaborar com a redução da incidência
da infecção pelo HIV/aids e outras DST. A formação destes
multiplicadores tornou-se um desafio para o corpo técnico do Centro
Municipal de DST/aids de Porto Alegre responsáveis por esta tarefa, e é
o PROBLEMA CENTRAL do trabalho que desejamos aqui apresentar.
Descrição do Projeto: Os multiplicadores são lideranças comunitárias
emergentes das suas comunidades. Estas comunidades são muito mais
do que apenas um espaço geográfico, mas principalmente um espaço
epidemiológico, demográfico, cultural, social e político, inseridas numa
dinâmica histórica cujas coordenadas definem tensionamentos nas ações
e relações dos atores sociais. Grande parte dos multiplicadores são
analfabetos funcionais, com idade entre 20 e 65 anos, de sexo feminino
e desempregados. Desta forma, tornou-se indispensável construir uma
metodologia pedagógica na qual um público-alvo com estas
características, pudesse ser capacitado de forma eficaz e eficiente. A
necessidade de construir uma metodologia de intervenção pedagógica
adequada a essa população, gerou uma importante reflexão nos
profissionais responsáveis pelos Seminários de formação e atualização.
Percebeu-se a inadequação dos métodos essencialmente expositivos de
transmissão e recepção e buscou-se construir uma prática pedagógica
inspirada nas teorias de P.Freire, J.Piaget, K.Popper e T.Kuhn, baseada
em diretrizes construtivo-problematizadoras.
Principais Resultados: Graças à construção desta metodologia os
resultados obtidos na capacitação dos multiplicadores (cerca de 120 até
a presente data) foram extremamente diferenciados e qualificados.
Evidentemente que grande parte desses resultados são parciais, mas
Oral
172
percebe-se que os multiplicadores construíram conhecimentos sólidos
com grande facilidade para repassá-los às populações envolvidas no
processo. Na construção coletiva desta metodologia, nós profissionais
de saúde, responsáveis pelos seminários de formação e atualização,
compreendemos, que o conhecimento somente se concretiza sempre que
aconteça uma interação dinâmica entre quem aprende, quem ensina e o
conteúdo/objeto a ser aprendido. Ele se constrói sempre que a intervenção
didática de quem ensina, respeite a capacidade auto-estruturante de quem
aprende, permitindo, ainda, a interação entre os sujeitos envolvidos e
entre os diferentes aspectos da situação de ensino-aprendizagem em que
esses mesmos sujeitos estão inseridos. O multiplicador deve ser mais
do que um agente de informações sobre DST/aids, deve ser um cidadão
participante, ativo da vida comunitária. Passa a constituir-se num agente
de transformação que transforma a si, vencendo barreiras, preconceitos
e transforma o outro através de sua ação e participação.
Conclusões: De acordo com esta experiência constatou-se que a
capacitação destes adultos multiplicadores ultrapassa as fronteiras da
educação básica e da simples informação. Deve também e
principalmente, intensificar seus esforços com o desenvolvimento das
capacidades instrumentais dos grupos sociais mais desfavorecidos,
potencializar o desenvolvimento das capacidades de expressão,
participação e atuação diferenciadas no meio social, estimular de
expressão, participação e atuação diferenciadas no meio social, estimular
o desenvolvimento intelectual e afetivo permitindo o desenvolvimento
da capacidade de aprender a pensar, aprender a atuar e a criar.
Salientamos, pois, que o incentivo à participação popular nas ações de
prevenção contra as DST/aids, não é tarefa simples nem se resolve,
apenas, com um conjunto de encontros e palestras que desconsiderem a
forma como esses atores sociais representam o mundo, de acordo com
conhecimentos prévios construídos a partir de valores e concepções
culturais próprias de sua comunidade.
Oral
173
Repensando Redução de Danos: Troca de Seringas,
Troca de Droga ou Troca de Estratégia?
Autor: Mônica Coutinho Cerqueira Lima - Centro de Estudos e Terapia
do Abuso de Drogas - CETAD/UFBA
Co-autor: Maria Eugenia Nuñez
Apresentador: Mônica Coutinho Cerqueira
Contato com o autor: [email protected]
Problema: Em 1996, o Programa de Redução de Danos - PRD registrou
uma diminuição da troca de seringas e recente e intensivo uso de “crack “,
entre usuários de drogas injetáveis e de outras drogas que moravam no
Centro Histórico e Ribeira (áreas de atuação do PRD). Daí, como pensar
a Redução de Danos diante desse problema? Que novas estratégias deverão
ser implementadas para alcançar os usuários de crack?
Descrição do Projeto: O PRD do Centro de Estudos e Terapia do Abuso de
Drogas (CETAD/UFBA), vem desenvolvendo, em Salvador-Ba, ações
voltadas para a prevenção das DST/aids e do abuso de drogas. A atuação do
programa não se restringe à troca de seringas vai além dessa ação por investir
em outras estratégias, como: trabalho de campo (contato face a face com os
usuários de drogas na rua); articulação com outros segmentos da sociedade;
estabelecimento de pontos fixos de troca de seringas e, reuniões comunitárias
nas casas de usuários ou em outras instituições. Para responder esses e outros
questionamentos, o PRD realizou pesquisas quantitativa e qualitativa, com
a intenção de reorientar e contextualizar suas intervenções.
Principais Resultados: Desenvolvimento de novas estratégias de
prevenção com vistas a alcançar a população de usuários de crack.
Implementação dos projetos de intervenção: Cinema na Rua (apresentação
de vídeos sobre DST/AIDS e abuso de drogas, na rua); e o Projeto Saúde
Reprodutiva (atuação de agentes multiplicadores na prevenção da saúde
sexual e reprodutiva, DST/AIDS e do abuso de drogas).
Conclusões: Articulação da teoria e prática num processo dinâmico
que possibilite repensar continuamente as intervenções voltadas para
prevenção das DST/AIDS junto a populações específicas e ampliação
do conceito de Redução de Danos.
Oral
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Gêner o e Sexualidade no Tr einamento dos
Profissionais de Saúde da Secretaria Municipal de
Saúde do Rio de Janeiro para a Abordagem das DST/
Aids em Mulheres
Autor: Monique Miranda - Gerência de Programas de Saúde da Mulher
Co-autores: Louise Silva; Luiza Cromack; Regina Brandão; Tânia Silva
Apresentador: Monique Miranda
Contato com o autor: [email protected]
Problema: As crenças e valores dos profissionais de saúde, relacionados
a gênero e sexualidade, veiculam posturas autoritárias, recheadas de
preconceitos e pressupostos que dificultam e impedem a adequada
abordagem, tratamento e prevenção das DST/aids. A partir desta
percepção, elaborou-se estratégia de treinamento diferenciado para
profissionais que atuam na área de saúde da mulher, nas maternidades e
rede básica da SMS/RJ.
Descrição do Projeto: Trata-se de treinamento de profissionais de saúde
fundamentado em metodologia de prática educativa participativa,
utilizando-se técnicas de trabalho de grupo através de oficinas de
sensibilização. Estas possibilitam a reflexão e discussão de temas e
conteúdos que permeiam a relação mulher x profissional, em especial
as questões relativas a gênero e sexualidade. Os treinamentos são
executados pelo Centro de Treinamento em Atenção Integral a Saúde da
Mulher - ESPAÇO MULHER, através da organização e planejamento
conjunto com a Gerência de Programas de Saúde da Mulher.
Principais Resultados: Entre 1998 e setembro de 1999 foram treinados
cerca de 300 profissionais de nível superior. A avaliação destes ao final
do treinamento é muito positiva, destacando-se a metodologia e a
possibilidade de discussão de aspectos não técnicos, mas de extrema
importância na abordagem das DST/aids junto às mulheres.
Conclusões: A metodologia utilizada nos treinamentos permite que os
profissionais possam rever suas posturas no atendimento prestado às
mulheres. Também possibilita a incorporação da perspectiva de autonomia
e participação das mulheres na abordagem das DST/aids e aponta para
a necessidade de implantação de novas formas de trabalho educativo,
que possibilitem a abordagem de complexidade dos aspectos a serem
considerados no trratamento e prevenção das DST/aids.
Oral
175
Programa Aids Care
Autor: Murilo Alves Moreira - Volkswagen do Brasil
Co-autores: Airton Taparelli; Christina Aparecida Ribeiro; Maria Teresa
De Santi; Paul Albert Hamrick
Apresentador: Murilo Alves Moreira
Contato com o autor: [email protected]
Problema: A detecção do primeiro caso HIV+ entre os 100.000 usuários do
Plano Médico Volkswagen (funcionários, dependentes, agregados e
aposentados), ocorreu em 1986. Até o início de 1996, o total era de 151 casos
de infectados. Havia uma alta freqüência de internações hospitalares
prolongadas, alta incidência de doenças oportunistas, baixa adesão aos recursos
de saúde internos, externos e públicos, alto custo do tratamento e pouco
benefício: interrupções freqüentes, adoecimento precoce e baixa sobrevida.
Descrição do Projeto: Em junho de 1996, optou-se por implantar o
Programa Aids Care, proposta de assistência global integrada e gerenciada.
O atendimento ambulatorial foi centralizado em São Bernardo do Campo/
SP, com equipe técnica especializada, com grande enfoque na prevenção,
controle e reabilitação do portador do HIV/aids. Um Protocolo Técnico
foi elaborado com o objetivo de padronizar o atendimento: médico
infectologista, assistente social, nutricionista, psicóloga e outros
profissionais de acordo com cada necessidade; garantia de acesso aos
medicamentos “coquetel “; exames laboratoriais específicos (CD4/CD8,
Carga Viral etc.); referência para Hospitais Especializados e Assistência
Domiciliar. Intensificaram-se também as ações educativas no ambiente
de trabalho: palestras educativas, Vídeos, Informações na Rádio
Volkswagen, Jornal Interno, Quadro de Avisos, Cartilha Educativa, Painel
e instalação de Máquinas de Preservativos no interior da fábrica.
Principais Resultados: Até 31/07/99, o Programa assistiu 65 portadores do
HIV, com os seguintes resultados: 52 estão em atendimento ambulatorial, 1
em assistência domiciliar e 12 evoluíram para óbito (já estavam doentes quando
foram admitidos no Programa). O número de internações hospitalares foi
reduzido em 90% e os custos comparativos do Programa demonstram uma
redução anual de custos com HIV+/aids em torno de 40%. Quanto aos
resultados qualitativos destacam-se os seguintes: alta taxa de adesão ao
Programa, maior controle clínico e prevenção de manifestações da adesão ao
Programa,maior controle clínico e prevenção de manifestações da doença,
diminuição dos períodos de afastamento do trabalho, melhor qualidade de
vida, reintegração na sociedade e no trabalho e maior grau de satisfação do
funcionário da empresa.
Oral
176
Conclusões: O Programa aids care com a organização racional de ofertas de
serviços, reforça a qualidade do Modelo de Atenção à Saúde adotado pela
Wolkswagem, na aboradagem dos portadores do HIV/aids, em sua população.
Oral
177
Cata e Troca – Um Projeto de Redução de Danos
Autor: Nivaldo Aguiar - Associação Liberdade com Amor e Respeito a Vida
Co-autor: Elisabete Fernades Cintra
Apresentador: Nivaldo Aguiar
Contato com o autor: [email protected]
Problema: A preocupação com a sobrevivência dos programas de trocas
de seringas já é uma realidade, devido a dificuldade de estar se acessando
o usuário de droga injetável, já pode-se perceber uma tendência dentro
do Ministério da Saúde de estar acreditando mais nos programas
vinculados aos serviços de saúde do que os programas que utilizam “
Outreach Work “ propriamente dito. A experiência de usuários de drogas
envolvido em atividades relacionadas à aids e às drogas condena a idéia
de que os usuários de drogas irão deslocar-se da sua área de uso para ir
até o serviço na busca de equipamento para se injetar.
Descrição do Projeto: O projeto de redução de danos, a ser estruturado
na Associação Lar, prevê o desenvolvimento das atividades utilizando
os postos de vendas de ferro velho e os catadores de papelão da região a
partir de uma unidade fixa, localizada nas dependências da instituição e
doze postos de coletas que abrangerão os municípios de Osasco,
Carapicuiba, Barueri, Jandira e Itapeví, esses postos serão locados
preferencialmente nos ferros velhos, ponto de encontro dos catadores
de papelão. A equipe será composta por 10 redutores de danos, recrutados
preferencialmente na comunidade dos catadores de papelão (visto que
nas suas redes de interação social é possível encontrarmos usuários de
droga/usuários de drogas injetáveis e álcool ); dos assistidos pela LAR
em tratamento de abstinência e/ou entre profissionais de saúde que atuam
na área. A equipe será supervisionada no campo, por profissionais da
área da saúde mental. Serão realizadas reuniões periódicas de discussão
de caso, de supervisão e de suporte psicológico com os redutores de
danos. As ações serão desenvolvidas em duas etapas, no início do
programa estará sendo estimulada a “catação “ das seringas jogadas pelos
municípios. Sabe-se através de relatos desta população, ser ela a que
melhor conhece os pontos onde estão sendo largadas as seringas usadas
pelos UDI das cidades; na seqüência se estabelecerá a “troca“ com a
referida comunidade, não deixando de visar maneiras de garantir normas
de biossegurança, o anonimato, a acessibilidade da população-alvo e
orientação para a prática de sexo seguro.
Oral
178
Principais Resultados: Esperamos ao final de doze meses de
programação atingir as seguintes metas: Cadastrar 12 postos de venda
de ferro velho e papelão, recrutar 10 redutores de danos, atingir 150
UDI, recolher 8.000 seringas usadas, providenciar e fornecer 50.000
fôlderes para suprir as necessidades de campo, providenciar e fornecer
200 cartazes para o suprir as necessidades de campo, providenciar e
fornecer 500.000 preservativos para suprir as necessidades de campo,
providenciar e fornecer 7.200 seringas estéreis, 7.200 lenços para
assepsia, 7.200 recipientes com 5l de água destilada, 7.200 recipiente
para diluição da droga e 2.000 porta óculos para transporte do kit,
providenciar 768 deslocamentos para coleta e distribuição de material,
efetuar 48 reuniões de equipe, efetuar 48 reuniões de supervisão, efetuar
48 supervisão de campo, programa de treinamento e reciclagem.
Conclusões: ASSOCIAÇÃO - LAR é a primeira ONG brasileira autogerenciada por usuários de drogas na sua maioria infectados com o
HIV, dentro da ótica hemofílica, de drogas na sua maioria infectados
com o HIV, dentro da ótica hemofílica, torna-se muito mais eficaz a
realização deste trabalho por usuários de droga, visto que o grau de
confiabilidade entre pares e a expectativa do anonimato, são de
fundamental importância para os UDI.
Oral
179
Camisinha Express: Projeto de Máquina de
Camisinha
Autor: Paula J. Araujo - Secretaria da Saúde de São Vicente - Programa
DST/Aids
Co-autores: Elaine F. L.; Sales Fábio Mesquita; Ilham Maerrawi T.
Haddad; Jean F. Khater
Apresentador: Paula J. Araujo
Contato com o autor: coaids [email protected]
Problema: O uso do preservativo é fundamental para a prevenção da
transmissão sexual do HIV. A disponibilização deste para a população
às vezes é dificultada como, por exemplo, em horários em que os postos
de saúde não funcionam. Existem também pessoas que, por dificuldade
em se expor, não procuram o preservativo. Como alternativa e facilitação
do acesso da população em geral à camisinha, foram instaladas na cidade
de São Vicente dez máquinas de dispensação de preservativos
masculinos, numa estratégia de marketing social.
Descrição do Projeto: Com apoio do Ministério da Saúde, foram
compradas 10 máquinas de dispensação de preservativos masculinos e
assinados 4 contratos de comodato com 3 ONG (IEPAS, GAPA - BS,
Movimento Patrocine a Vida) e o Fundo Social de Solidariedade da
Cidade de São Vicente. A Secretaria forneceu os preservativos, o adesivo
frontal da máquina e as caixinhas e as instituições se comprometeram
com o reabastecimento da máquina e com o recolhimento e uso do
dinheiro arrecadado em favor da luta contra a epidemia da aids. As
máquinas foram instaladas em locais estratégicos da cidade de São
Vicente onde a freqüência maior é noturna. Os preservativos são vendidos
a um preço abaixo do mercado, R$1,00, a caixinha com 3 camisinhas.
Principais Resultados: As dificuldades iniciais, devido a problemas
de localização e funcionamento, após algumas modificações, resultaram
em uma maior aceitabilidade e rendimento das máquinas. Através desse
Projeto também podemos fortalecer as parcerias com as ONG da Baixada
Santista, incrementar os projetos de prevenção, dentre outros resultados
que serão apresentados.
Conclusões: Maneiras criativas para atingir a população em geral, estimulando
o uso do preservativo podem ser implantadas, fazendo também com que uma
parcela da população contribua indiretamente na luta contra a aids. A discrição
na aquisição do preservativo que a máquina oferece também facilita a
aproximação de pessoas. O Programa planeja para o futuro a aquisição de
outras máquinas e o início de uma grande campanha de divulgação das mesmas.
Oral
180
Fatores de Risco para o Uso de Drogas e Infecção
pelo HIV entre Estudantes do Primeiro e Segundo
Graus nas Escolas da Rede Pública no Rio de Janeiro
Autor: Paulo Roberto Telles Pires Dias - NEPAD - Universidade do
Estado do Rio de Janeiro
Co-autores: Norman Hearst; Zélia Caldeira
Apresentador: Paulo Roberto Telles Pires Dias
Contato com o autor: [email protected]
Problemas: Como parte de um estudo financiado pelo Ministério da
Saúde e UNDCP, visando a avaliar o consumo de drogas e o risco para
infecção por DST, foram entrevistados 3.139 alunos de escolas da rede
pública com idades entre 10 e 23 anos.
Descrição do Projeto: Um questionário voluntário, baseado em
instrumentos desenvolvidos pela OMS e Universidade da Califórnia,
foi aplicado a alunos de 38 escolas públicas selecionadas aleatoriamente
na cidade do Rio de Janeiro.
Principais Resultados: A idade média dos entrevistados foi de 14,6
anos (sd=1,5); 56% eram do sexo feminino; e 46% tinham renda familiar
inferior a 3 salários mínimos por mês. 78% já haviam usado bebidas
alcoólicas, 34% tabaco, 7% tranqüilizantes, 9% solventes, 6% maconha
e 2% cocaína. 10 alunos referiram o uso de drogas injetáveis (cocaína,
anabólicos, etc). A idade de início de uso variou entre 12,1 anos, para o
álcool, e 13,8 anos, para a cocaína. Tabaco, tranqüilizantes e solventes
foram significativamente (p<0,005) mais consumidos entre os alunos
do sexo feminino, enquanto a maconha e a cocaína foram mais
consumidas pelos alunos do sexo masculino. Não houve diferença
significativa no consumo de bebidas alcoólicas, para ambos os sexos.
Também não foram encontradas diferenças significativas para a idade,
religião, renda familiar e instrução do chefe de família em relação ao
consumo de qualquer uma das drogas analisadas. Por outro lado, o
consumo de drogas foi significativamente mais elevado entre aqueles
que referiram dois ou mais parceiros sexuais nos últimos 6 meses. O
fato de trabalhar além de estudar foi um fator de risco significativo
apenas para o consumo de uma das drogas, a maconha. Considerando
os 6 meses anteriores à entrevista, 46,0% dos homens e 15,4% das
mulheres referiram ter relações sexuais. Dos sexualmente ativos, 54,1%
dos homens e 24,3% das mulheres tiveram mais de um parceiro sexual.
Ainda entre os sexualmente ativos, 12,3% dos homens e 39,9% das
Oral
181
mulheres nunca usaram preservativos, para os que tiveram múltiplos
parceiros, 12,4% dos homens e 34,6% das mulheres nunca usaram
preservativos. A média da idade da primeira relação sexual ficou em
13,0 anos para os homens e 14,0 anos para as mulheres. Foi identificado
um grupo de estudantes que teria um maior risco para a infecção pelo
HIV: os que referiram sexo desprotegido com múltiplos parceiros (nos 6
meses anteriores à entrevista), ou uso de drogas injetáveis. Na regressão
logística múltipla, os preditores de risco foram: ser do sexo feminino, uso
de tabaco, uso de bebidas alcoólicas e o uso de cocaína.
Conclusão: Os resultados obtidos mostraram uma alta prevalência do
uso de substâncias psicoativas e de comportamentos sexuais de risco
entre os estudantes de escolas públicas no Rio. Estes comportamentos
se iniciaram com freqüência em uma idade bastante jovem, o que enfatiza
a necessidade de existirem campanhas precoces de prevenção. As
intervenções voltadas às necessidades das estudantes do sexo feminino
são especialmente necessárias, uma vez que elas apresentaram um risco
mais elevado. Além disto, uma vez que elas apresentaram um risco mais
elevado. Além disto, intervenções nesta população devem lidar com a
conexão entre comportamentos sexuais de risco e o uso de drogas nãoinjetáveis, incluindo o álcool.
Oral
182
Os Três Anos de Trabalho de Campo do Programa
de Redução de Danos do Rio de Janeiro
Autor: Paulo Roberto Telles Pires Dias - NEPAD - Universidade do
Estado do Rio de Janeiro
Co-autor: Christiane Sampaio
Apresentador: Paulo Roberto Telles Pires Dias
Contato com o autor: [email protected]
Problema: No Brasil, cerca de 27% do total de casos de aids notificados
pelo Ministério da Saúde estão relacionados ao uso de drogas injetáveis.
Em virtude da importância dentro da epidemia e das características
sociais e comportamentais associadas aos usuários de drogas injetáveis
(UDI), são necessárias estratégias de prevenção especificamente voltadas
para esta parcela da população.
Descrição do Projeto: A estratégia de redução de danos constitui-se
hoje em um dos únicos instrumentos, comprovadamente eficazes, para
controlar o curso da epidemia de aids entre UDI, prevenindo também
outras doenças de transmissão sangüínea e sexual. Baseado nesta
estratégia, foi criado na Universidade do Estado do Rio de Janeiro
(NEPAD), o Programa de Redução de Danos do Rio de Janeiro (PRDRJ), com financiamento do Ministério da Saúde, Banco Mundial e
UNDCP. Ao final do ano de 1996, após o recrutamento/treinamento dos
“redutores de danos“ e a apresentação formal/discussão do programa
junto às autoridades da cidade, os atendimentos prestados aos UDI
passaram a ter maior regularidade. As atividades são desenvolvidas na
sede do programa, que se encontra convenientemente próxima a um
centro de tratamento para usuários de drogas, e no campo, contando
com o auxílio de um veículo para o transporte de material e pessoal. A
equipe é composta por 2 coordenadores e 6 “redutores de danos “.
Principais Resultados: Até agosto de 1999, o programa distribuiu 13.934
folhetos informativos, 17.840 preservativos, 38.984 frascos de água
destilada, distribuiu/trocou 72.094 seringas/agulhas e forneceu 830 “kits
“ (material preventivo + embalagem de plástico rígido). O programa
também desenvolve atividades de apoio psicológico, aconselhamento,
testagem para o HIV, grupos focais com UDI e encaminhamentos para
tratamento clínico ou para uso de drogas. A partir do início de 1998,
solicitou-se aos UDI atendidos que completassem um questionário
anônimo (desenvolvido pelo PRD-RJ) que avaliava o “perfil “ do usuário.
Outro questionário sobre comportamentos de risco, foi desenvolvido
Oral
183
para os que aderiam ao programa (sendo repetido a cada 2 meses),
visando a avaliar sua eficácia. Rotineiramente, também são atendidos
um número expressivo de usuários de drogas não injetáveis e
profissionais do sexo, considerados como elos de ligação com os UDI.
Durante o ano de 1998, foi criada a “Associação Carioca de Redução de
Danos “, que tem como um de seus objetivos melhorar o trabalho de
prevenção e o atendimento oferecido pelo PRD-RJ.
Conclusões: As dificuldades de acesso aos UDI encontradas no início do
programa foram progressivamente sendo contornadas através de: estratégias
especialmente desenvolvidas para este fim; da cooperação com outras
instituições; e principalmente do empenho dos redutores de danos (a maioria
ex-UDI) e trabalhadores voluntários. Outros problemas encontrados foram:
os empecilhos colocados por algumas instituições em relação a troca de
seringas (especialmente no início das atividades); o ambiente peculiar da
cidade no que tange as redes de UDI - pequenas, muito segregadas e
marginalizadas - além do preconceito generalizado contra os UDI; a
quantidade insuficiente/inconstante de recursos financeiros e materiais
destinados ao programa, que resultou na recursos financeiros e materiais
destinados ao programa, que resultou na saída de “redutores “, perda de
áreas de atuação, e por vezes falta de material preventivo para distribuição.
Apesar dos problemas, o programa vem entrando em contato com um número
cada vez maior de UDI, permitindo aos mesmos ter acesso às intervenções
e tratamento. Com o trabalho comunitário desenvolvido pelo programa, e
conforme as estratégias de redução de danos (especialmente a troca de
seringas) vem sendo mais aceitas ou legalizadas em outras partes do país,
tem-se observado ultimamente uma melhor tolerância às atividades
desenvolvidas pelo PRD-RJ na cidade.
Oral
184
Homens Pobres e Vulnerabilidade Masculina às DST
e aids: um Estudo Exploratório
Autor: Pedro Nascimento - Papai e Fages - UFPE
Apresentador: Pedro Nascimento
Contato com o autor: [email protected]
Problemas: O conhecimento sobre processos de sociabilidade e a
construção social das masculinidades tem sido fundamental para a
obtenção de resultados mais satisfatórios no que tange às políticas públicas
voltadas para a saúde sexual e reprodutiva, particularmente no campo da
prevenção de DST/aids, em contextos de pobreza (Mendigo, 1995).
Descrição do Projeto: O objetivo desta pesquisa, desenvolvida no
mestrado em Antropologia-UFPE, foi mapear as distintas formas de
vivenciar as masculinidades em uma comunidade de baixa renda da
cidade de Camaragibe/PE, descrevendo e analisando os recursos
discursivos utilizados para elaboração de uma identidade masculina e a
construção de sentidos em torno da prevenção das DST e aids. Foram
realizados registros etnográficos, em observação participante, e
entrevistas semidirigidas com homens residentes.
Principais Resultados: Os resultados evidenciam uma recorrência ao
modelo hegemônico da masculinidade: o homem como figura de
autoridade; autônomo e livre; forte, corajoso e não expressa suas emoções;
provedor do lar e heterossexual. Destaca-se a noção de que o homem é,
por natureza, insaciável sexualmente e que, por isso, é aceitável e
recomendável que tenha relações sexuais extraconjugais. A potência sexual
aparece como valor, desencadeando torneios sexuais verbais acerca do
maior número possível de relações sexuais. Mesmo em condições de
extremo distanciamento dos elementos postulados idealmente, esses
homens desenvolvem recursos para atualização desse modelo.
Conclusões: Essas dimensões reafirmam a efetiva vulnerabilidade
masculina frente à infecção pelo HIV e evidenciam a importância de
investimentos voltados à sensibilização de populações masculinas, com
vistas no desenvolvimento de medidas preventivas em saúde,
particularmente no tocante à prevenção de DST e aids.
Oral
185
Radialistas contra a Aids: Humor e Cultura popular
na Promoção da Saúde Reprodutiva e Prevenção
das DST/Aids - Avaliando a Experiência do Ceará
Autor: Ranulfo Cardoso Jr. - Instituto de Saúde e Desenvolvimento Social
Co-autores: Gilvani Granjeiro; Júlia Bucher; Nonato Lima
Apresentador: Ranulfo Cardoso Jr.
Contato com o autor: [email protected]
Problema: As campanhas de prevenção à aids no Brasil, em parte devido
aos altos custos de manutenção de inserções na mídia, têm sido pontuais
e episódicas, além de privilegiarem a mídia televisiva, subutilizando o
potencial comunitário, democrático e popular do rádio.
Descrição do Projeto: O Projeto Radialistas Contra a Aids aposta na agilidade
e no potencial democrático do rádio, no carisma e intimidade do/a radialista
com os/as radiouvintes, para promover a saúde reprodutiva e a prevenção das
doenças sexualmente transmissíveis, sobretudo a aids. A cultura popular e o
humor são os principais ingredientes usados para cortar pela raiz o estigma
fatalista e estereotipado atribuído à doença. O projeto sensibilizou, treinou e
monitora uma rede de 50 radialistas no Estado do Ceará partindo da premissa
que a comunicação em saúde deve procurar uma linguagem popular, honesta,
direta e interativa para fazer frente ao nível de desinformação, tensões e conflitos
que são gerados a partir das questões relativas a gênero, direitos reprodutivos,
sexualidade, planejamento familiar e prevenção das DST/aids.
Objetivos: Reduzir a incidência da infecção pelo HIV/aids e outras DST no
estado do Ceará; Aumentar a cobertura e a qualidade das informações
disseminadas sobre DST/aids e promover a saúde reprodutiva através da
parceria com a mídia radiofônica no Ceará.
Principais Resultados: Produção e distribuição de peças de campanha míni-radionovelas, raps, forrós, paródias, cordéis e outros spots -, gravados
em CD e fitas K-7, para veiculação radiofônica; Realização de seminários/
treinamentos de 20 horas/cada com radialistas da capital e interior do Estado
do Ceará (realizados 3 seminários, em 1998: em Fortaleza, Sobral e Juazeiro
do Norte; mais um IV Seminário de avaliação do projeto em outubro de
1999); Produção/distribuição de boletins informativos e envio regular de
mala-direta para a rede de radialistas, com material educativo produzido
sobre os temas-alvo do Projeto.
Conclusões: Neste ano de 1999, está em curso a Pesquisa de Avaliação
do impacto da intervenção entre os/as profissionais do rádio treinados/
as e entre os/as ouvintes, podendo ser apresentados resultados do estudo
por ocasião do III Congresso Brasileiro de Prevenção em DST/Aids.
Oral
186
“A Noite só Acontece com Camisinha“ - Prevenção
às DST/Aids Junto aos Profissionais do Sexo e
Homossexuais da Cidade de São Vicente
Autor: Regina C. Andreazzi - Secretaria da Saúde de São Vicente
Co-autores: Alípio C. Raposo Jr.; Ilham Maerrawi T. Haddad
Apresentador: Regina C. Andreazzi
Contato com o autor: [email protected]
Problema: Dificuldade de desenvolver um trabalho que atinja de forma
eficiente e eficaz os profissionais do sexo (homens, mulheres e travestis)
e homossexuais freqüentadores dos bares/boates da cidade de São Vicente
objetivando a diminuição da cadeia de transmissão de DST/aids.
Descrição do Projeto: Realizamos um projeto de prevenção junto a
esse grupo utilizando como canal de intervenção três agentes
multiplicadores que são dois homossexuais e um profissional do sexo
(travesti). Estes agentes multiplicadores são capacitados para desenvolver
este trabalho que é de conscientização/sensibilização quanto ao uso do
preservativo; distribuição de preservativos masculinos e femininos;
fôlderes; materiais educativos; orientação sobre os recursos de saúde
existentes na cidade, e marcação de consultas para DST/ginecologista/
clínico geral. Este projeto denomina-se “Projeto Noite “ e dois
profissionais (Assistente Social e Psicólogo) supervisionam
semanalmente o trabalho dos agentes multiplicadores, como forma de
garantir a reflexão permanente do processo de atuação.
Principais Resultados: Uma pesquisa qualitativa foi aplicada, e após 1
ano e meio da intervenção observamos a adoção da prática do sexo
seguro, pela maioria dos profissionais atingidos pelo projeto. Adoção
do uso do preservativo feminino como mais uma alternativa/instrumento
de prevenção; maior conhecimento de serviços de saúde que a cidade
oferece; aumento do tratamento para DST e de ida ao ginecologista e
uma melhor conscientização da vulnerabilidade que estão expostos no
que se diz respeito a violência e uso/abuso de drogas.
Conclusões: Avaliamos como sendo fundamental a realização de um
trabalho de prevenção às DST/aids, feito por pessoas que utilizem a
mesma linguagem e que possuem uma certa identificação com a
população a ser atingida. Assim sendo, há um maior e melhor processo
de assimilação das informações/orientações quando transmitidas por
pessoas do mesmo meio, os chamados “iguais “.
Oral
187
A Representação Simbólica dos Preservativos e as
Alternativas para a Prevenção de DST/Aids nos
Ambientes de Prostituição de Barcelona (Espanha)
e Belo Horizonte (Brasil)
Autor: Regina de Paula Medeiros - PUC - MG
Apresentador: Regina de Paula Medeiros
Contato com o autor: [email protected]
Problema: O presente trabalho tem como objetivo apresentar o resultado
de duas investigações realizadas no período de 1993-96, em Barcelona,
e 1997-99, em Belo Horizonte. Ambas pesquisas realizadas com
prostituição considerada de “baixo meretrício “, situada em “zonas “
mais antigas e tradicionais dos bairros marginais das referidas cidades.
Descrição do Projeto: Para o desenvolvimento destas investigações
foram utilizadas entrevistas em profundidade e observação participante
com prostitutas (mulheres e travestis); entrevistas semi-estruturadas
com prostitutas, donos de estabelecimento de prostituição e pessoas
que compõe o entorno da prostituta. Foram utilizadas também
entrevistas informais com clientes, polícia, familiares e outros
elementos da realidade da prostituta. Existem muitos trabalhos
realizados que apontam para baixo o índice de mudança de
comportamento da população em relação ao uso dos preservativos,
inclusive nas relações comerciais do mundo da prostituição.
Principais Resultados: Os clientes rejeitam o serviço sexual oferecido
pela prostituta em que está incluído os preservativos. Por outro lado, as
prostitutas necessitam de clientes, sobretudo daqueles que podem ou
que oferecem um pagamento mais alto por um serviço prestado. As
prostitutas das zonas de prostituição investigadas neste trabalho são,
em geral, arrimo de família. Ademais, devido a crise financeira a que
possa os países da Europa como também o Brasil, o número de clientes
diminui em relação à oferta diversificada de prostitutas que buscam,
através do ofício da prostituição como alternativa de sobrevivência.
Diante deste impasse as prostitutas lançam mão de práticas sexuais
alternativas para não perder o cliente e aumentar sua renda, como também
para se protegerem contra as DST e aids.
Conclusão: O semem em nossa sociedade representa, simbolicamente,
a virilidade e o poder do sexo masculino, e o preservativo a barreira
simbólica que impede a visualização concreta da masculinidade. Por
outra parte, para as prostitutas, o preservativo simboliza nas relações
Oral
188
sexuais comerciais uma barreira no contato como o corpo e com os
fluídos de um homem desconhecido. Estas representações culturais e
sociais devem ser levadas em consideração pelos os órgãos oficiais nas
definições das políticas de prevenção de DST/aids em nossa sociedade.
Oral
189
Educação de Gênero em Contextos de Pobreza
Autor: Regina Helena Simões Barbosa - Núcleo de Estudos de Saúde
Coletiva - UFRJ
Co-autores: Cabral, C.S.; Jannotti, C.B.; Simões Barbosa, R.H.
Apresentador: Regina Helena Simões Barbosa
Contato com o autor: [email protected]
Problema: Este projeto-piloto implementou, ao longo de 12 meses, um
modelo educacional comunitário baseado no enfoque de gênero e
direcionado para mulheres faveladas, almejando a promoção de saúde
reprodutiva e prevenção das DST/aids.
Descrição do Projeto: Doze mulheres de uma favela do Rio de Janeiro,
casadas e donas de casa, foram formadas como agentes educativos para
atuarem com as outras mulheres. Após 4 meses de treinamento, iniciaram
a intervenção, reunindo-se em grupos de 5 a 10 participantes. Os temas
abordados, através de oficinas e debates, incluíam papéis de gênero,
sexualidade, saúde reprodutiva, DST/aids e prevenção. Para avaliar o
processo e o impacto da intervenção, realizaram-se 24 entrevistas semiestruturadas e 2 grupos focais. Foram aplicados 70 questionários
estruturados para avaliação das metas.
Principais Resultados: As agentes abordaram 520 mulheres, a maioria
casada e dona de casa. As entrevistas mostraram conquista de auto-estima
e confiança, novos conhecimentos sobre saúde reprodutiva e DST/aids
e maior motivação para se cuidarem. Muitas estabeleceram diálogo com
filhos e parceiros sobre prevenção. Os questionários mostraram que
87,9% delas adquiriu informações corretas sobre DST/aids ; 71,4%
dialogou com os maridos mas somente 17,1% havia usado preservativo
nas últimas relações sexuais (a meta era 25%).
Conclusões: A avaliação mostrou que estratégias preventivas para
mulheres em contextos de pobreza devem basear-se no enfoque de gênero
e almejar conquistas de autonomia efetiva, possibilitando tomada de
decisões que dizem respeito à saúde reprodutiva. O modelo comunitário
gera uma massa crítica com potencial de transforma,r coletivamente, a
vulnerabilidade feminina.
Oral
190
Primeiros Resultados da Implantação do Protocolo
076 na Cidade de Santos
Autor: Regina Maria Vasconcellos de Lacerda - Programa Municipal
de DST/Aids
Co-autores: Ana S. Gibbons; João Carlos Francez; Kátia Noronha; Neide
Gravato da Silva; Ricardo Hayde; Teresa Nishimoto
Apresentador: Regina Maria Vasconcellos de Lacerda
Contato com o autor: [email protected]
Problema: Reduzir a transmissão vertical do HIV, através da implantação
do protocolo 076 na cidade de Santos.
Descrição do Projeto: A partir de 1997, foi implantado como parte da
rotina de pré-natal, o oferecimento do teste anti-HIV em todas as unidades
básicas de saúde da cidade. A identificação das gestantes e a centralização
de seu atendimento permitiram que o número de mulheres que fizeram
uso de ARV na gestação aumentasse sensivelmente. O treinamento e
monitoramento dos profissionais que atendem nas maternidades também
aumentou o uso do AZT injetável na hora do parto, a continuidade do
protocolo é possível graças a uma unidade especializada no atendimento
a crianças que monitora o uso do AZT xarope e a não amamentação
mediante o fornecimento de leite em pó.
Principais Resultados: Desde março de 1997, 151 gestantes foram
identificadas como portadoras de HIV. O acompanhamento de todas as fases
do protocolo nos mostra que em 1997, 41% das gestantes fizeram uso de
AZT durante a gestação, 38% usaram AZT EV durante o parto e 45% das
crianças nascidas receberam AZT xarope, e 20% das mães amamentaram;
em 1998 observa- se uma melhoria de adesão ao protocolo, 66% usaram
AZT durante a gestação; 83% receberam AZT durante o parto, 92% das
crianças fizeram uso de AZT xarope e cerca de 12% amamentaram. A partir
dos dados de 1997 observou-se que das crianças nascidas 21% foram
soropositivas e destas 70% eram filhos de mães que não tiveram acesso ao
protocolo. Outros dados ainda estão sendo processados.
Conclusões: A principal dificuldade identificada na implantação do protocolo
076 é a conscientização dos profissionais de saúde sobre a importância
dessa medida de prevenção. A necessidade de estímulo do início precoce do
pré-natal uma vez que as gestantes chegam entre o 4º e o 5º mês em média;
a realização do aconselhamento foi outra das dificuldades encontradas; as
dificuldades encontradas pelo diagnóstico precoce e a dificuldade de revelar
o diagnóstico para a família transformam a não amamentação em uma das
Oral
191
principais dificuldades para as mulheres. A pressão social é uma das principais
dificuldades para as mulheres. A pressão social é uma das explicações para
o alto índice de mães que amamentaram apesar do fornecimento do leite
em pó. Dessa forma, o fortalecimento das mulheres e o trabalho de aceitação
do diagnóstico, através de aconselhamento realizado durante a gestação e
pós-nascimento do bebê, transforma-se no principal fator de sucesso a
implantação do protocolo.
Oral
192
Um Estudo para Avaliar o Impacto de um Programa
de Prevenção ao HIV/Aids entre Trabalhadores
Portuários de Santos
Autor: Regina Maria Vasconcellos de Lacerda - Programa Municipal
de DST/Aids
Co-autores: Esther Hudes; Neide Gravato da Silva; Norman Hearst;
Ron Stall
Apresentador: Regina Maria Vasconcellos de Lacerda Programa
Municipal de DST/Aids
Contato com o autor: [email protected]
Problema: As ações de prevenção que pressupõe modificação de
comportamento apresentam grande dificuldade em serem avaliadas, o
presente estudo se propõe a medir o impacto das ações de prevenção às
DST/aids entre trabalhadores do porto de Santos.
Descrição do Projeto: Através de um estudo de corte, que durante três
anos, acompanhou um grupo de 226 trabalhadores selecionados de forma
aleatória, foram submetidos a um intenso programa de prevenção,
realizado com uma equipe de agentes de saúde que percorriam
diariamente 158 locais de concentração realizando aconselhamento,
distribuindo material educativo e preservativos, fazendo demonstrações
de sexo mais seguro, apresentação de vídeos treinamentos para
multiplicadores. Com esse trabalho, atingiu-se cerca de 10.000
trabalhadores. Nos três anos que os trabalhadores foram avaliados,
realizou-se sorologia para HIV e sífilis além de responderem a um
questionário sobre comportamentos.
Principais Resultados: Observou-se através dos resultados que houve
diminuição do número de parceiras sexuais após a intervenção; aumento
do uso de preservativos com essas parceiras; aumento da conscientização
sobre a necessidade de uso do preservativo em relações que possam ter
risco; aumento da demanda pelo preservativo.
Conclusões: Prova-se por esse trabalho que é possível medir o impacto de
um programa de prevenção; programas de prevenção entre homens que
fazem sexo com mulheres são viáveis e devem ser estimulados; programas
de prevenção em locais de trabalho podem ser mais acessíveis e baratos; o
custo da prevenção é extremamente pequeno frente à assistência.
Oral
193
Prevenção da Transmissão Ver tical no Centro
Municipal de DST/Aids de Porto Alegre - RS
Autor: Regis Kreitchmann - Programa Municipal de DST/AIDS de
Porto Alegre
Apresentador: Regis Kreitchmann - Programa Municipal de DST/AIDS
de Porto Alegre
Contato com o autor: [email protected]
Problema: Existem poucos dados brasileiros que avaliem a efetividade
da prevenção da transmissão perinatal do HIV através do uso do Protocolo
de AZT (ACTG 076) e das dificuldades encontradas na sua implementação.
Descrição do Projeto: Acompanhamos no pré-natal especializado 103
gestantes HIV positivas no período de agosto de 1996 a junho de 1998
utilizando o Protocolo de AZT e em situações clínicas específicas,
conforme recomendações do consenso em terapia anti-retroviral, foram
adicionado outros anti-retrovirais. Coletamos dados relativos ao parto e
foi avaliado o diagnóstico dos recém-nascidos em relação ao HIV através
do método de Elisa, IF e PCR DNA.
Principais Resultados: As principais características das gestantes foram:
idade média de 24 anos (de 15 a 43 anos): 87,7% com contágio via
sexual: média de CD4: 563 cel/mm3; VDRL reagente em 10% das
pacientes; idade gestacional média ao iniciar o AZT: 23 semanas (7%
antes da gravidez, 50% até 24 semanas, 39% entre 24 e 35 semanas e
10% após 36 semanas); 8 mulheres já possuíam um filho previamente
infectado. O número médio de visitas no pré-natal especializado foi 4. A
carga viral era indetectável em 14 mulheres e a média entre aquelas com
carga viral detectável foi 37.500 cópias/ml. Entre os parceiros 50%
tinham testes positivos ao HIV, 19% eram negativos e em 31% a sorologia
era desconhecida. 43% das mulheres receberam outros anti-retrovirais
além do AZT. 16 mulheres não receberam o AZT injetável na
Maternidade, sendo que 13 destas chegaram ao hospital imediatamente
antes do parto. Todos os recém-nascidos receberam aleitamento artificial,
8 não receberam o AZT xarope, 5 destes pela não disponibilidade da
medicação. 2 mulheres ocultaram a soropositividade na internação para
o parto. 30% dos nascimentos foram por cesariana. O tempo médio de
ruptura de membranas foi de 4 horas. O peso dos recém-nascidos foi em
média 3.090 gramas (variando de 1.500 a 4.810 g).
Conclusões: Um número expressivo de mulheres não recebe o AZT
injetável no momento do parto, pois chegam ao hospital com trabalho
de parto muito avançado. Novas estratégias como o uso de dose de
Oral
194
ataque via oral no início do trabalho de parto, antes da chegada ao hospital,
ou mesmo atividades educativas recomendando a ida precoce ao hospital
quando do início das contrações podem ser benéficas para evitar a
transmissão perinatal do HIV. Todas as barreiras que interferem com a
prevenção dos contágios dos bebês precisam ser identificadas e discutidas
com médicos e pacientes para que possam ser superadas.
Oral
195
Projeto Homem: Participação, Saúde e Prevenção
Autor: Rita de Cássia Passos - Sociedade Civil Bem-Estar Familiar no
Brasil - Bemfam
Co-autor: Sônia Dantas Berger
Apresentador: Rita de Cássia Passos
Contato com o autor: [email protected]
Problema: De acordo com resultados recentes da pesquisa sobre
Comportamento Sexual do Brasileiro (MS/CEBRAP), entre as pessoas
que possuem relações estáveis e eventuais, 34% não utilizam o
preservativo na relação estável, mas usam-no nas relações eventuais,
sendo que 32% dessas pessoas não utilizam o preservativo em nenhuma
das duas relações. As relações estáveis são muito mais freqüentes entre
as mulheres (95%) que entre os homens(70%). Considerando-se os
modelos naturalizados de comportamentos masculinos e papéis de gênero
socialmente esperados (ser forte, invulnerável, ter mais de uma parceira),
observa-se que os mesmos acabam contribuindo para o avanço da
epidemia, tanto entre homens, como entre mulheres, estas últimas
geralmente em situações conjugais estáveis e monogâmicas.
Descrição do Projeto: A BEMFAM, organização não-governamental
prestadora de serviços de saúde sexual e reprodutiva no Brasil, vem
desenvolvendo desde 1997, nos estados de Pernambuco e do Rio Grande
do Norte, projeto piloto para intervenção comportamental em saúde
sexual e reprodutiva com ênfase na prevenção de DST/aids, junto à
população masculina, tanto em suas clínicas próprias, como em empresas,
corporações militares e outros locais de trabalho. Objetivos: Colaborar
para a redução da vulnerabilidade feminina e masculina frente a DST/
HIV/aids; Incentivar a participação do homem no compartilhamento das
decisões sexuais e reprodutivas, dentro de uma perspectiva relacional
de gênero; Determinar a efetividade e viabilidade de um modelo de
intervenção grupal para homens; Incrementar o uso de serviços clínicos
e educativos entre homens. Metodologia: Como instrumento
metodológico foi proposta a utilização de pequenos grupos de reflexão
que abordam nos campos da informação, dos sentimentos e das
percepções, as seguintes temáticas: Cuidados em Saúde Sexual e
Reprodutiva; os corpos masculino e feminino; gênero e Sexualidade;
comportamento e práticas sexuais; masculinidades e violência; DST/
aids; uso da camisinha; negociação de práticas sexuais seguras. A
população-alvo do projeto constitui-se de: parceiros das usuárias dos
Oral
196
serviços das clínicas da BEMFAM/Usuários dos serviços de DST/aids
e de Urologia das clínicas da BEMFAM/Homens encaminhados pela
rede de saúde (hospitais públicos e privados, médicos particulares, planos
de saúde etc, trabalhadores em seus locais de trabalho, empresas,
batalhões de polícia etc). Para o marco referencial lançou-se mão das
teorias construcionistas de Robert Connel e Michel Kimmel, que entre
outras contribuições consideram que a masculinidade/identidade Sexual
é construída socialmente, sendo histórica, mutável e relacional. Desta
forma, a intervenção educativa proposta incentiva a participação ampla
do homem na crítica e transformação do contexto sociocultural que
determina seu comportamento e práticas sexuais.
Principais Resultados: Em nível de levantamento de necessidades,
foram realizados 10 grupos focais para 80 participantes, entre homens e
mulheres clientes ou não das clínicas de Natal e de Recife, e técnicos da
BEMFAM nos dois locais. Com base nesta pesquisa, foi criada linha de
material educativo: cartilha “Vivendo e Aprendendo - Sexo e Diálogo
na Vida do Homem “, 05 tipos de folhetos da Aprendendo - Sexo e
Diálogo na Vida do Homem “ e 05 tipos de folhetos da linha “Falando
de Homem para Homem “. No período de setembro/97 a maio de 99,
com o cadastramento de 741 homens que participaram pela 1.ª vez no
grupo nas duas clínicas, foram encontradas as seguintes características:
64,4% dos homens são casados, sendo que cerca de 60% encontra-se na
faixa etária de 20 a 35 anos. Recentemente, em julho de 99, iniciou-se o
processo de avaliação do projeto piloto, com métodos qualitativos e
quantitativos de coleta de dados (observação participante de grupos,
entrevistas de saída e grupos focais), sendo prevista para outubro a
divulgação dos resultados e do relatório final.
Conclusão: Embora o modelo de intervenção proposto ainda esteja sendo
avaliado, alguns dados preliminares da avaliação apontam para a positividade
de se reunir os homens em pequenos grupos, possibilitando maior
visibilidade, para os clientes e os profissionais envolvidos, de uma
multiplicidade de modelos de ser homem sobrepostos, para os quais o
discurso ético do cuidar de si e do outro parece ganhar significado frente ao
trabalho focalizado na percepção de risco ante as DST/aids. Se por um lado
os homens se apresentam totalmente desprovidos de informações básicas
sobre o funcionamento de seu próprio corpo, por outro lado acabam
reconhecendo nos grupos este desconhecimento, abrindo espaço para
intervenções pontuais que podem colaborar para motivá-los a adotar de
forma mais orientada e responsável, práticas sexuais seguras e/ou protegidas.
Oral
197
Prevenção à Aids entre Usuários de Drogas Injetáveis
na Cidade de Gravataí/RS
Autor: Rosa Mayer - Secretaria Municipal da Saúde de Gravataí
Co-autores: Dilson Stossi; Eduardo Lutz; Fátima Machado
Apresentador: Rosa Mayer
Contato com o autor: [email protected]
Problema: O uso de drogas psicoativas, principalmente por via injetável,
tem sido um fator importante no avanço da epidemia da aids e isso
acontece pelo comportamento de compartilhar agulhas e seringas no
uso endovenoso. O aumento do número de novos casos entre usuários
de drogas injetáveis (UDI) foi determinado, em grande parte, pela
ausência de políticas governamentais eficazes, e o contexto de
marginalidade e ilegalidade que envolve o uso destas substâncias. O
comportamento da epidemia, no Brasil, tem apontado para uma
interiorização. Um trabalho mais sistemático com a aids, na cidade de
Gravataí, que é uma cidade com cerca de 230.000 habitantes, teve início
em fevereiro de 1999, os primeiros levantamentos epidemiológicos dão
conta que mais de 40% dos indivíduos soropositivos ao HIV, foram
infectados (direta ou indiretamente) por uso de drogas intravenosas.
Descrição do Projeto: A análise destes casos nos forneceu preciosos
indicadores e também o ferramental necessário para estabelecer o
planejamento das estratégias de intervenção na sociedade local, com o
fim de minimizar o número de novos casos de infecção, principalmente
entre UDI e de evitar os riscos de infecção agindo sobre o principal
vetor - a seringa. O passo inicial foi introduzir a discussão sobre a
metodologia da troca de seringas dentro da equipe técnica da Secretaria
de Saúde do Município, bem como com a Procuradoria Municipal e
com a Secretaria Geral de Governo. Para trazer subsídios a esta discussão
e fornecer mão-de-obra qualificada para o início imediato do trabalho de
campo, foi decisiva a parceria com a Rede (Associação Gaúcha de
Redutores de Danos), ONG que é formada por pessoas que já possuem
experiência no trabalho de Redução de Danos. Outra medida foi a
elaboração de um projeto encaminhado à Coordenação Nacional de
DST/aids, e objetiva trazer recursos para a realização de uma pesquisa
que possa estimar o número de UDI de Gravataí, conhecer o perfil
sociodemográfico e da soro-prevalência de infecções como o HIV,
Hepatite-C e HTLV I e II desta população. Serão entrevistados cerca
de 150 sujeitos, o que é uma amostra significativa.
Oral
198
Principais Resultados: A discussão sobre Redução de Danos e trocas
de seringas iniciou em abril/99 e o trabalho em julho/99. Neste período,
foram abertas 3 áreas de atuação do trabalho de rua, onde aconteceram
cerca de 10 plantões no qual participaram 3 redutores experientes, através
da parceria com A Eede e 2 redutores novos que estão sendo treinados.
Foi feito um trabalho educativo com aproximadamente 100 pessoas,
onde é abordado o uso correto do preservativo e as formas de prevenção
à aids. A partir destes contatos, 30 UDI receberam material para uso
limpo e aderiram à troca de seringas. Com 2 meses de atuação o
percentual de retorno de seringas é baixo, em torno de meses de atuação
o percentual de retorno de seringas é baixo, em torno de 26%, porém a
receptividade da população-alvo tem sido muito boa.
Conclusão: A partir da alta incidência de UDI entre os soropositivos
que chegaram ao serviço de saúde, a decisão pela Redução de Danos
foi imediata. Iniciar o trabalho através de uma parceria com uma ONG,
formada por Redutores de Danos, dá maior rapidez para a implantação
de troca de seringas. Quatro meses é um tempo extremamente curto pra
que aconteça a discussão, a negociação e a implantação do trabalho de
campo. Para isso, foi fundamental não só a parceria com essa ONG
como a vontade política da administração.
Oral
199
“Chá da Tarde “ - Intervenção com a Comunidade
do Projeto Mulher
Autor: Rosana R. B. Gomes - Secretaria da Saúde de São Vicente
Co-autores: Alípio C.; Raposo Jr.; Ana Lúcia Z. C. Cordeiro; Fábio
Mesquita; Ilham Maerrawi T. Haddad; Jean F. Khater
Apresentador: Marta Salete Sanchez Gonçalves
Contato com o autor: coaids [email protected]
Problema: Considerando a necessidade de intervenção específica com
a população feminina no tocante às informações relacionadas à
prevenção/transmissão das DST/HIV/aids, o Projeto Mulher do Programa
Municipal DST/aids de São Vicente - São Paulo, criou essa frente de
trabalho com a comunidade, indo aos bairros para levar informações.
Descrição do Projeto: A metodologia é a utilizada por representantes
de produtos em reuniões de apresentação dos mesmos. Realizam-se
contatos com lideranças locais e, uma vez oferecido um espaço, a dona
da casa responsabiliza-se por convidar e reunir vizinhas e amigas para
participarem do grupo. São realizados três encontros, os chamados “chás
da tarde “, nos quais é oferecido pelo Projeto um lanche. Neste espaço,
os profissionais do Projeto trabalham a questão da prevenção às DST/
aids /Saúde da Mulher de forma integrada e informal. O terceiro e último
encontro é destinado a um tema relacionado à Saúde da Mulher, escolhido
pelas mulheres, convidando um especialista para “conversar “ com elas.
De cada grupo sempre surgem novos encontros.
Principais Resultados: Em um ano de desenvolvimento deste Projeto, foram
realizados 22 grupos atingindo 220 mulheres. Durante esse trabalho, percebeuse que a mulher tem muito interesse nos problemas relacionados ao aparelho
reprodutor, como câncer de colo de útero. Cerca de 80% dos grupos, optaram
por este tema no terceiro encontro, destinado a temas relacionados à Saúde da
Mulher, os 20% restantes, interessam-se por discutir câncer de mama e
gravidez. Cerca de 80% das mulheres que participaram dos grupos têm parceiro
fixo. A questão da confiança no parceiro ainda é o grande entrave para levar as
mulheres a se protegerem. A relação “fixa “ e “estável “ dificulta o uso de
preservativo, principalmente pelo fato do parceiro negar-se a fazer uso dele.
Conclusão: Apesar da intervenção direta com as mulheres ser de curta
duração, o enfoque da saúde sexual e reprodutiva e a utilização de uma
linguagem acessível, estimula as mulheres a negociarem o uso do
preservativo com o parceiro, sendo também disponibilizado o preservativo
feminino como mais uma alternativa de proteção para o casal. O objetivo
do projeto vem sendo atingido, a medida que percebemos mudanças, ainda
que sutis, de comportamento em relação à prevenção às DST/aids.
Oral
200
Fatores Psicossociais que Contribuíram para a
Infecção em Mulheres com HIV no Paraná - Brasil
Autor: Rozilda Das Neves Alves - Universidade Estadual de Maringá
Co-autores: Dr. Ron Stall; Dra. Maria Júlia Kovács; Dra. Vera Paiva
Apresentador
Rozilda Das Neves Alves
Contato com o autor: [email protected]
Problema: Realizamos uma pesquisa com mulheres soropositivas cujo
objetivo foi investigar as suas interpretações da percepção de risco após
diagnóstico de soropositividade, dando voz a essas mulheres.
Descrição do Projeto: Estudo qualitativo com entrevistas em
profundidade. A amostra, de conveniência, foi constituída por 26
mulheres contaminadas pelo HIV, que freqüentavam o Centro Regional
de Especialidades em Maringá. Utilizamos entrevista semidirigida, sendo
o instrumento um roteiro com perguntas fechadas e abertas, através do
qual buscou-se apreender aspectos sociodemográficos, conhecimento
sobre prevenção primária e secundária, percepção do risco antes do teste
HIV, impacto do teste em suas vidas e comportamento sexual depois do
resultado positivo para o HIV. A análise dos resultados foi baseada na
metodologia de análise temática de discurso.
Principais Resultados: Nenhuma mulher acreditava na possibilidade
de sua infecção pelo HIV. Mecanismos psicológicos de defesa como
negação, evitação, onipotência do pensamento e projeção, interferiram
sobremaneira para a exposição ao risco. Estas defesas são acionadas na
medida em que a mulher não se sente capaz de atuar na realidade na
qual está inserida. As relações de gênero, cultura sexual, condição
econômica, entre outros, são determinantes para a falta de percepção do
risco. Muitas delas mantém relações desprotegidas com parceiros, se
expondo a gravidezes indesejadas e à reinfecção.
Conclusões: Programas de prevenção devem considerar os aspectos
psicológicos, socioeconômicos e culturais que interferem na
vulnerabilidade individual da mulher, para um maior alcance de suas
ações. Dar apoio e educar as mulheres em geral e as soropositivas em
particular deve ser prioridade nos serviços de saúde.
Oral
201
“Inter venção Preventiva Junto à Comunidade
Universitária/UFPB “: “O Grupo Eros.“
Autor: Severino Ramos De Lima - Núcleo de Estudos em Saúde
Coletiva/UFPB
Apresentador: Severino Ramos De Lima
Contato com o autor: [email protected]
Problema: Em estudo feito na UFPB, dos 53% dos alunos que referem
vida sexual ativa, 51,2% não usam preservativos, alegando que as
parcerias não ofereciam risco.
Descrição do Projeto: O Grupo Eros tem como objetivos: reduzir o
risco de transmissão do HIV e demais DST, entre universitários, e
capacitá-los para lidar com a problemática das DST e aids. Surgiu em
1996, a partir da convocação de voluntários. É fundamentado em
metodologia dialógica, e busca a formação de uma “consciência sanitária
“ e uma modificação nas relações interpessoais e interprofissionais,
calcadas em formações tecnicistas. Atualmente, 30 alunos participam
do grupo desenvolvendo atividades para toda comunidade universitária,
constando de: fornecimento de informações e distribuição de
preservativos à clientela cadastrada; organização e participação em
eventos visando a incentivar o uso da camisinha; atendimento a convites
de outras instituições para palestras, oficinas e apresentação de enquêtes
teatrais; capacitação técnico-científica dos integrantes; assessoria aos
trabalhos disciplinares solicitados nos cursos e estímulo à produção
científica, envolvendo temas relacionados às DST e aids.
Principais Resultados: Observa-se um crescimento na capacidade de
intervenção dos integrantes, aumento do conhecimento do grupo através
de: a)do aumento da demanda para realização de intervenções nos cursos,
b)da solicitação crescente de informações para realização de trabalhos
disciplinares de cursos de toda Universidade e c)do aumento da procura
pelo Serviço de Orientação, que conta com mais de 500 pessoas cadastradas.
Conclusão: A boa receptividade da comunidade universitária é a certeza
de estar trilhando o caminho certo para que a luta contra as DST e a
aids se dê de maneira eficaz.
Oral
202
O Papel do CTA na Prevenção da Transmissão
Vertical do HIV
Autor: Sheila Ferreira Cabral de Souza - Secretaria Municipal de Saúde
do Rio de Janeiro - CTA Madureira UISHP
Co-autores: Arnaldo Rosa Rodrigues; Débora Fontenelle dos Santos;
Luciene Rocha; Maria Elza Maganha; Maristela Bernardi; Marlene Silva;
Paulo Roberto Soares da Silva
Apresentador: Sheila Ferreira Cabral de Souza
Contato com o autor: [email protected]
Problema: O número de gestantes que procuravam o Centro de Testagem
e Aconselhamento de Madureira/RJ para realizar sorologia anti-HIV
aumentou em números absolutos, o que nos levou a realizar esta pesquisa
com a finalidade de avaliar o aconselhamento pré-teste oferecido nas
unidades onde se realizam atendimento pré-natal.
Descrição do Projeto: Como metodologia, confeccionamos questionários
dirigido, constituído de 13 (treze) perguntas, que após o aconselhamento
coletivo, era aplicado a cada cliente com o consentimento em participar
da pesquisa, sob caráter anônimo. Foram aplicados 100 (cem) questionários
no período de 03/MAIO a 31/AGOSTO de 1999.
Principais Resultados: Avaliamos que quanto a idade gestacional, 57%
se encontravam entre 16 e 24 semanas e 21% destas chegaram
tardiamente pois se encontravam além de 24 semanas. Quanto ao prénatal, 68% eram realizados em serviço público. Das entrevistadas, 87%
sabem que o teste anti-HIV serve para detectar o vírus causador da aids.
63% relatam o não recebimento de qualquer explicação dos seus obstetras
sobre a razão do teste, e em 80% dos casos, não foi realizado qualquer
palestra de aconselhamento pré-teste na Unidades de pré-natal da
população em estudo. A maioria (99%) considera importante conhecer
seu status sorológico e 96% responderam que realizaram o tratamento
preventivo durante a gestação a fim de reduzir o risco do concepto.
Importante citar que das 100 mulheres entrevistadas, 01 (1%) respondeu
que abandonaria o pré-natal e 01 (1%) não adotaria nenhuma prática
preventiva na Transmissão Vertical. O teste em caráter compulsório
(solicitando a todas as gestantes, sem prévio consentimento da mesma)
foi aceito por 93% das gestantes em estudo. 99% das mesmas,
responderam que a palestra coletiva da qual participaram no CTA,
mesmas, responderam que a palestra coletiva da qual participaram no
CTA, esclareceu suas dúvidas sobre a infecção pelo HIV.
Oral
203
Conclusões: O presente trabalho, reforça o papel do CTA no controle
da epidemia pelo HIV, principalmente frente a nova clientela que a ele
recorre, a qual na maioria das vezes não foi oferecido o aconselhamento
pré-teste. Lamentavelmente é grande o número de gestantes em prénatal tardio que são encaminhadas para testagem anti-HIV, o que reduz
a eficácia na aplicação do protocolo ACTG-076. Podemos sugerir que
as equipes de pré-natal necessitam estar capacitadas para realizarem o
aconselhamento no momento da solicitação do exame, e reconhecemos
que as equipes dos CTA poderiam estar inseridas neste processo. Quanto
às orientações precedentes da CN-DST no Ministério da Saúde quanto
à atitude adotada pelo teste durante o pré-natal, a população pesquisada
não demonstrou nenhuma preocupação quanto à atitude adotada pelo
obstetra, o que nos convida à uma nova reflexão e um compromisso
mais efetivo com a população assistida nos ambulatórios e consultórios
onde sejam realizados pré-natais a fim de reduzirmos o índice de
contaminação pela transmissão vertical.
Oral
204
Aids e Pobreza: Estratégia para Prevenção de
Orfandade
Autor: Silvia B. Bellucci - Centro Corsini
Co-autores: Ana Maria Marrara; Aranaí Guarabyra; Eliana M. Hebling
Apresentador: Silvia B. Bellucci
Contato com o autor: [email protected]
Problema: A feminização e a pauperização da aids, ao lado do agravamento
da situação social vem ampliando a orfandade e a conseqüente necessidade
de institucionalização das crianças “vítimas da aids “. A experiência com
a reintegração à vida familiar de crianças HIV/soropositivas, abrigadas
em nossa Unidade de Apoio Infantil, tem demonstrado que é possível
evitar que a orfandade, por óbito, incapacidade ou abandono dos pais se
concretize se as mães portadoras/doentes de aids e suas famílias forem
medica, emocional e socialmente apoiadas.
Descrição do Projeto: Mães provenientes de populações extremamente
pobres, portadoras/doentes de aids, identificadas em serviços HIV/aids
e que atendem critérios preestabelecidos são nucleadas de acordo com
sua região de moradia para desenvolver programa que tem a auto-estima
como alavanca e que busca desenvolver nelas o interesse pelo cuidado
com sua saúde e de seus filhos, a consciência de serem cidadãs, com
direitos e deveres, a capacitação para auto-sustentação. Iniciado em
agosto /97 com proposta piloto para 20 famílias, com 51 crianças/
adolescentes, 12 HIV positivas, o projeto completará 40 até o final de
99. Utiliza reuniões mensais para atividades educativas e de auto-ajuda;
promove atividades de sensibilização dos filhos adolescentes, de seus
parceiros/companheiros; desenvolve intenso trabalho na área social,
através de visitas domiciliares periódicas, para a identificação de
problemas e soluções possíveis, via inserção na comunidade.
Principais Resultados: a)critérios de inclusão das mulheres nos grupos
definidos com e pelas próprias participantes; b)conscientização do seu
estado de saúde/doença, com adesão ao tratamento/ acompanhamento
clínico regular de 90% das mulheres (nenhuma o fazia anteriormente à
participação no programa); c)consolidação de grupo de mulheres com
atividades educativas regulares, em reuniões que utilizam técnicas
psicodramáticas e com programa definido pela necessidade dos grupos;
d) acesso aos métodos de prevenção de DST/aids, que incluem a
distribuição contínua e supervisionada de preservativos masculinos e
femininos e) desenvolvimento da consciência de cidadania, buscando
Oral
205
desde Registro Geral até recursos da comunidade por elas desconhecidos,
como Programa de Renda Mínima e Prestação Continuada; f) 4 mães
se tornaram agentes de saúde remuneradas, de outros programas
educativos da organização; g) oficinas produtivas de artesanato
implantadas e gerenciadas por elas próprias; h) filhos adolescentes
incorporados aos programas de educação para adolescentes
desenvolvidos pela organização;duas mulheres foram a óbito e seus filhos
puderam permanecer em seus núcleos familiares.
Conclusões: Apenas programas contínuos de apoio e orientação podem
diminuir o impacto médico, social e financeiro da aids nas populações
em situação de pobreza, legitimando esforços governamentais e nãogovernamentais arrolados para esse fim.
Oral
206
Mulheres com Parceria Fixa, Aconselhamento e
Testagem: Reforço ao Uso do Preservativo
Autor: Silvia B. Bellucci - Centro Corsini
Co-autores: Adriana Wolf; José Antonio Gonçalves da Silva
Apresentador: Silvia B. Bellucci
Contato com o autor: [email protected]
Problema: Dados epidemiológicos tem demonstrado a crescente
vulnerabilidade de mulheres com parceria fixa, à infecção pelo HIV. Fatores
culturais, sociais e psíquicos são apontados como determinantes da não
adoção de práticas de prevenção por essas mulheres. Estratégias de
prevenção potencialmente mais eficientes e mensagens mais identificadas
com essa população são necessárias para diminuir o impacto da infecção
HIV/aids entre elas. Conhecer a motivação das mulheres e homens casados
para realizarem aconselhamento e testagem pode ser fator preponderante
para a implementação de ações preventivas. Estudo foi iniciado nesse
sentido e os primeiros resultados com mulheres são apresentados.
Descrição do Projeto: O Centro Corsini mantém serviço de
Aconselhamento e Testagem gratuito, disponibilizado à população
através de divulgação de massa periódica. Interessados são agendados
para aconselhamento pré-teste, os exames são realizados via SUS ou
rede privada, o aconselhamento pós-teste é realizado pelo mesmo
profissional do primeiro atendimento. Exames posteriores são
remarcados até definição completa do caso. Indivíduos soropositivos
podem fazer o acompanhamento multidisciplinar na própria organização.
O atendimento a mulheres que se identificaram com parceira fixa casadas ou amasiadas, ocorrido a partir de meados de 1997
(informatização do serviço) foi analisado quanto aos seguintes
parâmetros: idade, motivo do desejo d da testagem e resultado do teste.
Principais Resultados: Sessenta e seis mulheres se identificaram como
tendo parceria fixa, casadas/amasiadas. A idade variou de 17 a 65 anos:
6 até 20 anos, 22 entre 21 e 30, 24 entre 31 e 40, 9 entre 41 e 50 e 3 entre
51 e 65anos. Os motivos alegados no aconselhamento pré-teste foram
agrupados como se segue: a) risco relacionado à atividade sexual do
marido - 36, sendo as razões mais freqüentes: relações sabidamente extra
conjugais, dúvida sobre a conduta do companheiro e relações sexuais
com outras parceiras durante período de separação; b) risco relacionado
à própria atividade sexual -18, com as razões mais freqüentes: relação
extraconjugal sem preservativo, outros parceiros durante período de
Oral
207
separação do casal e parceiros anteriores ao atual com relações
desprotegidas; c) risco relacionado a situações não relacionadas
diretamente ao HIV - 7; d) estupro - 5. 5/66 mulheres ( 8,3%) tiveram
resultado positivo ao teste anti-HIV. Todas elas tinham parceiros
soropositivos, nunca haviam utilizado preservativo e souberam da
soropositividade do companheiro através de exames pré-natal ou de
adoecimento. Dois deles foram UDI no passado (mesmo assim as
mulheres se reconheceram em risco pela atividade sexual dos
companheiros) e os outros três foram identificados como heterossexuais.
De outras 8 parceiras de soropositivos, apenas 4 delas utilizam
regularmente preservativos.
Conclusões: O estado de “parceria única “ tem sido observado no
serviço de testagem como ocorrência temporária. Relações
extraconjugais e parcerias múltiplas são os principais motivos que levam
as mulheres de parceria fixa múltiplas são os principais motivos que
levam as mulheres de parceria fixa a procuraram testagem. Portanto,
estes resultados indicam que a as mensagens de prevenção dirigidas a
esse público devem privilegiar fortemente o uso do preservativo.
Oral
208
Um Passo a Mais
Autor: Sonia Reges Alvarez - Programa Municipal de DST/aids de
Santo André
Co-autores: Lilian Sabião Bastidas; Luzia Arlete Góis Bento
Apresentador: Sonia Reges Alvarez
Contato com o autor: (11)4992 7433
Problema: Tendo em vista os dados epidemiológicos que apontam para
o aumento da infecção pelo vírus da aids entre as mulheres, aliada à
pauperização da população feminina atingida e tendo como princípio a
sustentabilidade das ações na área de prevenção, surgiu o Projeto “ Um
Passo a Mais “ em parceria com a Secretaria da Cidadania e Ação Social,
que visa a valorização das mulheres que estão fora do mercado de
trabalho, são donas de casa e mobilizadas para ações que promovam
suas comunidades. Foi escolhida inicialmente a região de Vila Luzita,
por congregar cerca de 36% dos casos de aids no município, além de ser
uma região de alto índice de exclusão social.
Descrição do Projeto: A estratégia adotada objetiva a formação de
agentes de prevenção entre as lideranças comunitárias, utilizando a
metodologia participativa, a partir das experiências trazidas pelo grupo.
Etapas concluídas: Projeto-piloto com treinamento e Seleção de 08
agentes de prevenção da região da Vila Luzita - Santo André. Implantadas
as oficinas na comunidade. Em andamento: Treinamento e seleção de
20 agentes de prevenção provenientes das regiões de Parque Andreense,
Parque Capuava e Sacadura Cabral, com previsão para implantação de
oficinas nessas comunidades no segundo semestre de 1999.
Principais Resultados: O projeto atingiu no período de maio/98 a junho/
99 aproximadamente 320 mulheres/mês. A partir da capacitação deste
agentes surgiu o Grupo de Teatro, que utiliza as técnicas do Teatro do
Oprimido (teatro interativo), onde foi construída a esquete Cotidiano e
aids. Além das oficinas de sensibilização passarão a fazer também
apresentações desta esquete em escolas, igrejas, e outros espaços,
discutindo esta temática tão séria, de forma lúdica e leve.
Conclusões: As soluções e estratégias para trabalhar a questão das DST/
aids devem ter as diretrizes apontadas pela comunidade onde através do
envolvimento entre as pessoas possamos atingir resultados mais eficientes.
Com a experiência deste projeto, verificamos que as lideranças femininas
que recebem a devida capacitação, podem incorporar atividades de
prevenção a aids/DST aos trabalhos que já realizam junto à comunidade.
Oral
209
Intervenções Breves com Profissionais do Sexo
Autor: Stella Maris Nogueira Botelho Bevilacqua - Secretaria Municipal
da Saúde de Ribeirão Preto
Co-autores: Elisabete Paganini; Silvia Helena Possati Moraes
Apresentador: Stella Maris Nogueira Botelho Bevilacqua
Contato com o autor: [email protected]
Problema: Profissionais do sexo, residindo ou freqüentando 3 bairros
da zona norte de Ribeirão Preto. O sexo, matéria-prima de seu trabalho,
tornou as DST/aids, um risco ocupacional.
Descrição do Projeto: Diagnóstico da área de atuação, mapeamento
geográfico. Cadastramento das casas de prostituição. Criação do vínculo.
Cidadania contemplando o indivíduo e sua subjetividade. Preservativos,
cartazes e fôlderes explicativos, com os mais diversos enfoques de
promoção à saúde, incluindo DST/aids. Visitas sistematizadas.
Aconselhamento e intercâmbio com a Unidade Básica da Saúde,
viabilizando o acesso dos PS.
Principais Resultados: Parciais, com produtos alcançados de março/
98 até agosto/99. Os PS quando abordados nos locais em que fazem o
ponto, cerca de 70% estão portando preservativos. Aconselhamento e a
exposição de aspectos técnico científicos para posterior reflexão e
discussão, se deram nos mais variados temas da Saúde integral, com
ênfase nos problemas ginecológicos. Foram realizados 109
encaminhamentos à UBS, predominando as queixas ginecológicas,
testagem sorológica e tratamento da dependência de drogas.
Conclusões: População flutuante, mudando de moradia e trabalho com
freqüência, sendo necessário estratégias que valorizam as intervenções
breves. Somente a disponibilização de preservativos, não garantem o
sexo seguro. A mudança de comportamento em todas as situações sexuais
vem se dando, mas não sem dificuldades.Os PS são seres humanos e
vivem as certezas e dúvidas, alegrias e tristezas inerentes a todos nós. A
integração com a UBS, o acesso a esses serviços, contribui visceralmente
como um estímulo para o resgate da cidadania e melhoria da cidadania
e melhoria da auto-estima.
Oral
210
Ações da Subsecretaria de Prevenção
Tratamento da Secretaria Nacional Antidrogas
e
Autor: Subsecretaria de Prevenção e Tratamento da - Secretaria
Nacional Antidrogas- SENAD
Apresentador: Marcia França
Contato com o autor: [email protected]
Problema: O abuso de drogas é motivo de grande preocupação não
apenas para as autoridades governamentais, mas também para toda a
sociedade brasileira. Recentemente, com o intuito de intensificar e
centralizar as ações do setor público no enfrentamento da questão, o
Presidente da República editou Medida Provisória criando o Conselho
Nacional Antidrogas (CONAD) e a Secretaria Nacional Antidrogas
(SENAD). A SENAD tem por competência propor a política brasileira
de drogas, bem como planejar, coordenar, supervisionar e controlar as
atividades de prevenção e repressão ao tráfico ilícito, uso indevido e
produção não autorizada de substâncias entorpecentes e drogas que
causem dependência física ou psíquica, e atividade de recuperação de
dependentes. Promove o intercâmbio com organismos internacionais
sobre entorpecentes e drogas afins. Ademais, gere os recursos do Fundo
Nacional Antidrogas-FUNAD.
Descrição do Projeto: A apresentação tem por objetivo expor ao público
do III Congresso as principais ações realizadas pela Subsecretaria de
Prevenção e Tratamento da SENAD, tais como: - Na área de Prevenção:
Curso de Extensão à Distância: “Prevenção ao Uso Indevido de Drogas diga SIM à Vida “, Cartilha “Um Guia para a Família “ da série Diálogo,
campanha institucional, concurso nacional de cartazes, concurso de
dramaturgia, concurso nacional de vídeo escolar, e outros projetos executados
em parceria com outras instituições. - Na área de Tratamento:
acompanhamento dos trabalhos desenvolvidos no âmbito do Projeto SIDUC
da Comissão Interamericana para o Controle do Abuso de Drogas - CICAD/
OEA, Comissão Técnica constituída pela SENAD para apresentar subsídios
para posterior elaboração normativa de critérios mínimos de funcionamento
de instituições que atuam nas áreas de prevenção e tratamento, organização
de publicações na área de tratamento - Série Diálogo: “Conversando sobre
Cocaína e Crack “ e “Aspectos Básicos do Tratamento da Síndrome de
Dependência de Substâncias Psicoativas “, parcerias etc. - A apresentação
terá por objetivo, ainda, esclarecer e divulgar o processo de transferência de
recursos financeiros, oriundos do Fundo Nacional Antidrogas para apoiar
projetos nas áreas de prevenção, tratamento e pesquisa.
Oral
211
Principais Resultados: Os projetos desenvolvidos pela Subsecretaria de
Prevenção e Tratamento, em seu primeiro ano de funcionamento, têm como
característica principal a amplitude e a capacidade de atingir diferentes áreas
e setores da população. Como exemplo, somente para Curso à Distância,
foram disponibilizadas 30.000 (trinta mil) vagas para os Estados da federação,
o que dá uma idéia da dimensão dos trabalhos da SENAD.
Conclusões: A SENAD, e em especial a Subsecretaria de Prevenção e
Tratamento vem detectando a necessidade do envolvimento da
sociedade para o fortalecimento e eficácia das ações que visam à
diminuição do abuso de drogas. Além disso, os trabalhos devem ser
realizados em conjunto com os órgãos governamentais que atuam na
área, de forma a garantir melhores resultados. O envolvimento da
sociedade e a articulação governamental garantirão melhores resultados
no enfrentamento da referida questão.
Oral
212
Determinates da Sífilis Congênita
Autor: Vania Reis Girianelli - Unidade Integrada de Saúde Herculano
Pinheiro (UISHP)
Co-autores: Maria Irene dos Santos
Apresentador: Vania Reis Girianelli
Contato com o autor: [email protected]
Problema: A incidência de sífilis congênita no município do Rio de
Janeiro sofreu uma elevação de 50% nos últimos três anos. Em algumas
maternidades, como a UISHP, a sífilis congênita tem sido diagnosticada
em 6% do total de nascimento, quase o dobro do estimado pelo Ministério
da Saúde para a infecção nas gestantes. Parte deste aumento pode ser
atribuído a implantação de um critério de diagnóstico mais sensível. No
entanto, mais de 70% dos casos notificados tiveram acesso à assistência
pré-natal. Visando a melhorar a qualidade do programa de prevenção da
sífilis congênita realizou-se um estudo com o objetivo de identificar os
determinantes da sífilis congênita entre os conceptos cujas mães tiveram
acesso à assistência pré-natal.
Material e Método: Foi realizado estudo descritivo, entre mulheres que
tiveram desfecho gestacional na UISHP, no período de janeiro a maio de
1999. Foram elegíveis para o estudo as gestantes que apresentaram VDRL
reativo no parto e realizaram pelo menos três consultas no pré-natal. Estas
mulheres foram entrevistadas e analisados os respectivos prontuários e
cartão da gestante, de forma a avaliar a efetividade da assistência prénatal. Seus conceptos foram classificados como sífilis congênita, segundo
critério epidemiológico proposto pelo Ministério da saúde. Dentre os
determinantes da sífilis congênita destacam-se: conduta médica inadequada
(42,6%), barreiras operacionais (9,3%) e falta de informações que
possibilitem o descarte dos casos (38,9%).
Conclusão: Este estudo aponta aspectos cruciais relacionados às deficiências
da assistência pré-natal, que devem ser considerados nas estratégias de
prevenção da sífilis congênita a serem adotadas. Em contrapartida, ressalta
que a avaliação do(s) parceiro(s) na maternidade pode contribuir para
discriminar os possíveis falso-positivos e conseqüentemente aumentar a
especificidade na classificação da sífilis congênita.
Oral
213
“...me Explica, me Ensina, me Diz: o que é ser
Menina?“
Autores: Vera Lúcia Pasini - Hospital Nossa Senhora da Conceição
Co-autores: Patrícia Souza Focchi
Apresentador: Vera Lúcia Pasini
Contato com o autor: [email protected]
Problemas: Este trabalho visa relatar a experiência com um grupo de
adolescentes pertencentes à área de abrangência de uma unidade do
Serviço de Saúde Comunitária (SSC) do Grupo Hospitalar Conceição
(GHC) em Porto Alegre. Este grupo inicia como proposta de intervenção,
após a realização de um levantamento do número de casos de HIV/aids
na população atendida pela equipe de saúde da referida unidade, onde
constatou-se um aumento significativo de contaminação pelo HIV, em
mulheres, por via sexual em relações heterossexuais. O relatório aids no
Mundo II salienta que, no Brasil, estima-se que quase 4 milhões de jovens
tornam-se sexualmente ativos por ano. A prevenção do HIV, outras
infecções transmitidas pela relação sexual e gravidez não planejada
requerem um entendimento mais completo destes fatores e a urgência
de programas que sejam especificamente destinados aos jovens. Como
a adolescência coloca em evidência os questionamentos acerca dos
valores aprendidos e apreendidos durante a infância sobre os modelos
de masculino e feminino, com vistas a um “tornar-se adulto “, acreditamos
ser este um momento importante de propiciar um espaço de discussão
sobre as questões relativas aos papéis Sexuais em nossa cultura.
Descrição do Projeto: O grupo reúne-se semanalmente e através de
uma metodologia afetivo-participativa coloca em discussão, com
mulheres-meninas (a partir da menarca), o papel feminino na sociedade,
possibilitando encontros em que, a partir de suas diferenças, e suas
variadas experiências e histórias de vida, outras formas de viver o feminino
possam se produzir no coletivo, promovendo condições para a
desnaturalização de modos estereotipados de viver as relações, abrindose novas possibilidades do cuidado de si na questão das DST/aids.
Principais Resultados: Até o presente momento foram realizados cinco
encontros com duração de uma hora e meia, onde tem sido discutido aspectos
relativos as diferenças de gênero, as relações de poder que se estabelecem
entre homens e mulheres, aos aspectos culturais e sociais e históricos
relacionados a configuração dos papéis de homem e mulher em nossa sociedade
e a inter-relação entre esses aspectos e as posturas adotadas quando a prevenção
Oral
214
das DST/aids. A partir de idéias discutidas no grupo pretende-se elaborar
cartilhas sobre prevenção das DST e aids, dirigidas para o público adolescente.
Conclusões: O trabalho desenvolvido com o grupo tem favorecido à equipe
de saúde conhecer melhor as formas de pensar e agir nas questões relativas
a sexualidade e prevenção, utilizadas pelas mulheres da área de abrangência
da Unidades Sanitárias, possibilitando assim, a criação de estratégias de
intervenção mais eficazes na prevenção e combate as DST/aids.
Oral
215
O Programa de Saúde do Adolescente na SMS/RJ
Autor(es): Viviane Manso Castello Branco - Secretaria Municipal de
Saúde do Rio de Janeiro
Co-autores: Carla Brasil; Cristiane Vanessa da Silva; Dilma Cupti
Medeiros; Luciana Phebo; Maria de Fátima Goulart Coutinho; Sônia
Barbosa Melges
Apresentador: Viviane Manso Castello Branco
Contato com o autor: [email protected]
Problema: O Programa de Saúde do Adolescente na rede básica da
Secretaria Municipal de Saúde tem como objetivos a “promoção,
prevenção e recuperação da saúde do adolescente, dentro dos princípios
da integralidade das ações, da interdisciplinaridade e da integração
intersetorial“, segundo diretrizes do PROSAD-MS.
Descrição do Projeto: Para viabilizar tais propostas são desenvolvidas
as seguintes atividades:
• implementação das ações preconizadas pelo PROSAD- MS e outras
definidas regionalmente, nas unidades de saúde da SMS / RJ;
• capacitação, educação continuada e apoio técnico a profissionais de
diferentes áreas;
• levantamento, divulgação e discussão das informações
epidemiológicas disponíveis, favorecendo a identificação das
prioridades e peculiaridades de cada área;
• articulação com outros setores do poder público e sociedade civil;
• participação nos espaços de definição política de atenção ao
adolescente, como o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e
do Adolescente;
• elaboração, empréstimo e divulgação de materiais educativos;
• parcerias com grupos organizados de adolescentes e jovens de
modo a traçar propostas de trabalho integrado.
Principais Resultados
Além de atendimento diferenciado ao adolescente e atividades de
grupo são desenvolvidos alguns projetos específicos que
contribuem para qualificar as ações de prevenção às DST/aids :
• Projeto Educarte: parceria com a Secretaria Municipal de Educação
no desenvolvimento de atividades de capacitação de profissionais
de Educação e Saúde em temas de saúde, sexualidade e cidadania;
• Projeto Vista essa Camisinha: distribuição de condons, atividades
educativas e parcerias interinstitucionais (envolve 65 unidades);
Oral
216
• Projeto Sinal Verde: facilitação do acesso às unidades de saúde
(para Projeto Sinal Verde: facilitação do acesso às unidades de
saúde (para acesso à consulta e às camisinhas) de adolescentes no
início da vida sexual ou com DST suspeita ou confirmada (envolve
11 unidades de saúde em parceria com 18 escolas);
• Projeto Horizontes: apesar de ser voltado para a prevenção e
atenção a gravidez na adolescência, todas as atividades de
promoção de saúde e de qualificação das ações de prevenção nos
serviços contribuem para a prevenção das DST/aids.
Conclusões
A atenção aos adolescentes ainda gera enormes resistências por parte
dos serviços, mas aos poucos pode-se perceber um maior compromisso
com a promoção da saúde e desenvolvimento dos adolescentes e a
ampliação das possibilidades de atuação junto a este grupo populacional
dentro dos princípios do SUS.
Oral
217
Equipe Multiprofissional e Aids: a Organização de
Serviços de Saúde e a Produção de Respostas às
Pessoas (Con)Vivendo com HIV/Aids
Autores: Wagner Dos Santos Figueiredo - Prefeitura do Município de
São Paulo - Centro de Referência DST/aids Santana
Co-autores: Chang Chung Sing Waldman; Jose Ricardo de Mesquita
Ayres; Luzia Aparecida Oliveira; Maria Ângela Landroni; Neide Emy
Kurokawa e Silva
Apresentador: Wagner Dos Santos Figueiredo
Contato com o autor: [email protected]
Problema: Um dos maiores desafios trazidos pela epidemia do HIV/
aids diz respeito à assistência. A complexidade e variedade dos problemas
suscitados pela aids exigem respostas, por parte dos serviços de saúde,
que considerem além das necessidades médicas, as necessidades
psicossociais das pessoas (con)vivendo com a aids. Esta complexidade
aponta para o caráter imprescindível do trabalho multiprofissional para
responder adequadamente às demandas desses usuários e levanta
questionamentos sobre suas efetivas possibilidades e formas de exercício.
Com vista a contribuir para esse debate, o presente estudo procurou
apreender o modo como as equipes multiprofissionais vêm respondendo
às demandas de atenção à saúde das pessoas (con)vivendo com HIV/
aids em Centros de Referência de DST/aids do município de São Paulo.
Descrição do Projeto: Desenvolveu-se estudo qualitativo, através de
entrevista semi-estruturada a profissionais de saúde de quatro CR DST/
aids do município de São Paulo. Foram em número de 26 os
entrevistados, abarcando as seguintes categorias funcionais: gerente,
médico, assistente social, enfermagem, psicólogo, terapeuta ocupacional,
educador de saúde, farmacêutico, auxiliar de enfermagem e auxiliar de
recepção. Tendo como referência o quadro conceitual do processo de
trabalho em saúde, foram analisados os seguintes temas nas entrevistas:
as concepções sobre a aids; a percepção das necessidades do paciente; o
entendimento sobre o trabalho em equipe multiprofissional; o que
favorece e o que dificulta esse trabalho e os alcances e respostas do
trabalho em equipe.
Principais Resultados: A multiprofissionalidade é vista pelos diversos
profissionais como uma necessidade para a assistência às pessoas
(con)vivendo com aids, mas as possibilidades objetivas de sua construção
e o modo de operação desse tipo de intervenção não são identificados
Oral
218
clara e homogeneamente entre eles. Como reflexo disso, mostraram-se
limitadas as oportunidades de efetiva integração multiprofissional. Para
compreender esse comportamento, o modo como os profissionais
percebem o papel da equipe e as formas como interagem entre si foram
relacionados às características tecnológicas de organização do trabalho
assistencial. Nesse sentido, o excessivo foco na terapêutica
medicamentosa mostra-se um fator limitante excessivo foco na
terapêutica medicamentosa mostra-se um fator limitante de uma ação
mais integrada entre as diferentes competências profissionais. Da mesma
forma, a restrição da percepção de necessidades “extra-medicamentosas
“ e, conseqüentemente, da construção de respostas à sua emergência,
limitadas às queixas referidas espontaneamente nas consultas dificulta
uma abordagem multidisciplinar.
Conclusões: A organização de serviços cujo projeto terapêutico se
organize na forma mais ampla de cuidado, isto é, que privilegie a escuta
e o acolhimento das diferentes ordens de necessidade de bem estar físico,
mental e social indissociáveis da terapêutica medicamentosa, e cujo
modelo tecnológico incorpore o trabalho com demandas antevistas, isto
é, cujo planejamento de ações busque identificar e incorporar a resposta
a tais necessidades à rotina assistencial, parece ser uma estratégia
fundamental para tornar efetivo o trabalho multiprofissional, melhorando
a qualidade da assistência às pessoas (con)vivendo com aids.
Oral
219
Poster
Modalidade
Oral
222
Análise Comparativa de Mulheres HIV/Aids na
Periferia de São Paulo: Aspectos Socioeconômicos
e Transmissibilidade.
Autores: Adalgisa de Castro Silva - Centro de Referência DST/aids
Nossa Senhora do Ó
Co-autores: Edna Aparecida Lima Pestana; Vânia Sertolin Bertim
Apresentador: Adalgisa de Castro Silva
Contato com o autor: Av. Itaberaba, 1377 SAO PAULO - SP
Problema: Estudo comparativo entre o período de jan a jul/1997 e jan a
jul/1999, com análise nos aspectos de transmissão do HIV e nível
socioeconômico das mulheres matriculadas no Centro de Referência
DST/Aids Nossa Senhora do Ó, localizado no Bairro da Freguesia do Ó,
periferia da cidade de São Paulo.
Descrição do Projeto: Levantamento de 450 prontuários, ano 1997 com
63 mulheres HIV+ e levantamento de 588 prontuários, ano 1999 com
57 mulheres HIV+, com avaliação: Faixa etária, Estado Civil, Renda
Familiar, Escolaridade, Situação Profissional, Preferência Sexual e Via
de Contaminação.
Principais Resultados: Da análise resumida observamos o predomínio
das mulheres casadas e em união consensual - 58% (588/57) ano 1999,
não sendo observado no mesmo período ano 1997. Renda Familiar 51% (588/57), ano de 1999, sem renda fixa; 31% com renda até R$
100,00(Cem reais) (450/63), ano de 1997. Escolaridade - 1º grau
incompleto - 76% (588/57), ano de 1999; 63,4% 1º grau incompleto
(450/63), ano de 1997. Via de Contaminação - 56% parceiro único e
26% múltiplos parceiros (588/57) ano de 1999. 76,1% com parceiro
único e 4,8% com múltiplos parceiros (450/63) ano de 1997.
Conclusões: Constatamos aumento importante no número de casos de infecção
pelo HIV em mulheres com múltiplos parceiros, fato este não observado na
pesquisa do ano de 1997. Observamos uma diminuição de 20% de mulheres
casadas e em união consensual e com parceiro único. Manutenção de pobreza
e do baixo grau de escolaridade. Nosso trabalho chama a atenção para mudança
do perfil comportamental das mulheres observadas nesta região. Ressaltamos
que a sensibilização e informação devem estar sempre presentes sendo o único
caminho para a efetiva prevenção.
Poster
223
Projeto Verão 99
Autor(es): Adriana Oliveira da Silva - Unidade de Infectologia Hospital
Dia Willian Rocha
Co-autores: E.L.N.Silva; E.M.G.Fonseca; G.M. Silva; M. A. Minelli;
M.A.B. Reis
Apresentador: Adriana Oliveira da Silva
Contato com o autor: [email protected]
Problema: O aumento no número de turistas no período de verão em
Guarujá, as exposições às DST/aids, favorecidas pela situação atividades
de lazer noturnos, gerou a necessidade de desenvolver um trabalho de
intervenção específico para essa população.
Descrição do Projeto: Identificar os locais mais freqüentados pelos
turistas durante o verão.
• Investigar através de questionário, conhecimento sobre
comportamentos de prevenção e acesso aos CTA das cidades de
origem dos entrevistados.
• Verificar à exposição às DST/aids e esclarecer dúvidas em relação
as praticas de prevenção para as DST/aids.
• Disponibilizar Recursos Humanos para atividade prevenção noturna.
Principais Resultados: Dos 110 (cento e dez) questionários aplicados
no verão, percebe-se que 83,7% são turistas paulistas, que saem à noite
com vários objetivos, sendo que homens saem com o objetivo dez vezes
mais de procurar uma parceria sexual em relação às mulheres. Nos
últimos anos, ambos os sexos tem conhecimento sobre as DST/aids,
sendo que apenas 30% das mulheres e 32,6% dos homens não utilizam
preservativos com freqüência; 70% mulheres e 62% dos homens
desconhecem a existência dos CTA de suas regiões e não realizaram
testes para anti- HIV/Sífilis; 61,3 % das mulheres e 62,8% dos homens
acreditam que a noite pode favorecer a contaminação para as DST/aids.
Conclusão: Os dados levantados demonstram que as cidades turísticas
devem estar atentas para esta população nestes períodos de férias e
desenvolverem, também no período noturno, trabalho de informação,
de prevenção em DST/aids, ampliar a divulgação dos serviços existentes
que realizam exames na cidade, ou nas cidades de origem e necessidade
de incentivar a venda de preservativos em bares noturnos.
Poster
224
Análise do Perfil da População com DST na Cidade
de São Vicente
Autor(es): Adriana P. A. Costa - Secretaria da Saude de Sao Vicente
Co-autores: Anne L. R. Galvão; Ilham Maerrawi T. Haddad; Lilian B. S.
Rocha; Maria Aparecida F. Higa; Maria Lúcia R. Oliveira; Wagner C. Sarmento
Apresentador: Adriana P. A. Costa Secretaria da Saude de Sao Vicente
Contato com o autor: coaids [email protected]
Problema: Todas as DST no município de São Vicente são notificadas com
uma ficha padrão que avalia escolaridade; freqüência no uso de preservativos
- com as seguintes palavras-chave: “sempre “, “às vezes “ e “nunca “, idade e
etc. Este estudo foi elaborado com o intuito de avaliar as DST mais freqüentes;
escolaridade; idade da população (dividida em 3 categorias: menos de 20
anos 20 a 30 e acima de 30 anos) e principalmente, analisar se a faixa etária e
nível de escolaridade influenciaram na adesão ao uso de preservativos. A
infecção pelo vírus HIV não foi computada neste estudo das DST.
Descrição do Projeto: As doenças eram diagnosticadas segundo
critérios clínicos-epidemiológicos e laboratoriais. O estudo é
retrospectivo e foi feito um levantamento de 240 prontuários no
período de dezembro a setembro de 1999.
Principais Resultados: Um total de 242 DST foram notificadas. A grande
maioria dos pacientes era heterossexual 96%. A DST mais prevalente foi o
condiloma 65% (158/242), depois a sífilis 15% (36/242) e 6 % (14/242) para
a gonorréia.
Conclusões: A reincidência de DST ocorreu em 30% entre os homens e
5% nas mulheres. Na categoria faixa etária, 57% se encontravam entre
os 20 a 30 anos. Na avaliação da escolaridade, constatamos que mais da
metade: 59% (116/194) tinham apenas o 1º grau completo ou incompleto,
e 29% (57/194) haviam estudado até o 2º grau. Em relação ao uso de
preservativos em cada faixa etária, de um total de 209 pacientes
estudados, observamos que 72% (26/36) com menos de 20 anos “às
pacientes estudados, observamos que 72% (26/36) com menos de 20
anos “às vezes “ fazia uso de preservativo e apenas 4% “sempre “ usavam.
Em relação a escolaridade e uso de preservativos, um total de 170
pacientes foram estudados e verificamos que aqueles com o 1o. grau
apenas 12% “sempre usavam “ e no 2o. grau: 17%. A grande maioria
(acima de 50%) tanto no grupo que estudou até o 1o. grau, como no 2o.
grau “às vezes “ usava preservativo.A reincidência de DST é mais
freqüente nos homens que nas mulheres. Independentemente da faixa
Poster
225
etária, o uso de preservativos é irregular e destacamos que acima de 30
anos a aderência é ainda mias difícil, apenas 4% “sempre “ usam. Apesar
da publicidade e incentivo ao uso de preservativos, a população de São
Vicente ainda é resistente. Talvez a inclusão de pacientes portadores de
HIV e Sida possa trazer maiores elucidações.
Poster
226
Materiais Educativos do PE-DST/AIDS-SP: como
Conseguir Aderência à Prevenção
Autor: Afranio Ramos Bittencourt - Programa Estadual DST/aids - SP
e Coffee Studio Produções Artísticas ltda.
Co-autor: Júlio César Barroso Pacca
Apresentador: Afranio Ramos Bittencourt
Contato com o autor: [email protected]
Problema: Como passar a mensagem de prevenção das DST/aids para
a população, de forma clara e objetiva, respeitando as diferenças sociais
e fugindo de clichês e estigmas. Como conseguir uma real aderência da
população às técnicas de prevenção.
Descrição do Projeto: O Coffee Studio desenvolve desde 1995 materiais
educativos e de prevenção para Programa Estadual DST/Aids-SP. A
principal característica destes trabalhos é a procura por uma real
identificação entre o conteúdo da mensagem e o público alvo. Desde o
primeiro trabalho, o folheto Marcelo e Andréia que mostrava, numa
linguagem simples e direta, o cotidiano de um casal frente à aids, até a
Cartilha de DST/aids publicada neste ano de 1999, troussemoss através
de imagens, fotos ou desenhos o próprio público alvo como modelo.
Durante a criação da cartilha Fala Garoto(a), por exemplo, partimos do
texto para criar situações onde mostramos os adolescentes no contexto
de cada capítulo. Essa abordagem se mostrou eficaz também na série de
folhetos: Gravidez uma questão de Escolha e Teste HIV direcionados
para o público feminino e heterossexual.
Principais Resultados: Como resultado, verificamos que estes materiais
são os mais requisitados na rede pública de saúde. A Cartilha fala
Garoto(a) por exemplo está em sua 4ª edição.
Conclusões: Através de uma identificação de linguagem e conteúdo
entre a mensagem e o público alvo, conseguimos uma maior aderência
para a prevenção das DST/aids.
Poster
227
Pessoas Vivendo com HIV/Aids. População em
Situação de Pobreza
Autor(es): Alma Coletti Santander - Avaids - Associação de Voluntários
no Apoio aos Portadores de Aids
Co-autores: Eliane Veiga Porta; Valter Ricardo Afonso
Apresentador: Alma Coletti Santander - Avaids - Associação de
Voluntários no Apoio aos Portadores de Aids
Contato com o autor: [email protected]
Problemas: No âmbito social, temos observado o peso cada vez maior
da aids porque no microcosmo familiar, ela costuma atingir primeiro a
figura do principal provedor, (pessoas na faixa de 20 a 49 anos)
desestruturando totalmente o grupo, tanto no aspecto psicológico quanto
no prático. Em se tratando em pessoas em situação de pobreza, a questão
chega a ser dramática, trazendo miséria e desagregação familiar e social
(abandono, uso de drogas etc.) O apoio social domiciliar vem também
em direção da problemática do custo das internações, pois ao auxiliar as
famílias no tratamento de seus doentes no lar, além de promover um
aumento na qualidade de vida das pessoas (o que se reflete até na
sobrevida dos portadores) evita maior número de internações. Vinte anos
de aids no Brasil e ainda encontramos profissionais totalmente
despreparados e destreinados, que se negam a transportar portadores
HIV/aids necessitando de ambulância, e que se encontram
impossibilitados de locomover-se, serviço este que simplesmente não
existe na cidade de São Paulo. Falha grave e total desrespeito com a
vida humana, por parte do Setor de Transportes da Secretaria da Saúde
da Cidade de São Paulo.
Descrição do Projeto: Recebemos, através de breve relatório, pessoas
carentes com sorologia positiva para HIV encaminhadas pelos Serviços
Sociais dos principais hospitais e CRT de aids da cidade de São Paulo:
Emílio Ribas, CRTA, COAS e demais serviços ligados ao SUS. A partir
daí, a AVAIDS envia um voluntário ao domicílio do indivíduo para avaliar
as necessidades da pessoa e de seus familiares para o devido
encaminhamento. O voluntário apresenta seu parecer à equipe
multidisciplinar da AVAIDS que fará o encaminhamento ao profissional
que possa, de imediato, colaborar para a integração do orientando
(Assistência Jurídica, Assistência Psicológica ou Auxílio de Subsistência),
ou a outra instituição específica aos seus problemas (Casa de Apoio, AA,
NA, NA). - Assistência Jurídica : A AVAIDS conta com dois advogados
Poster
228
para o atendimento das causas jurídicas que o indivíduo possa necessitar,
faz encaminhamentos e informações sobre direitos sociais, documentos
pessoais, além de assistência jurídica em questões relacionadas às práticas
da cidadania e da solidariedade. - Assistência Psicológica : A AVAIDS
conta com o trabalho voluntário de uma psicóloga e assistente social para
avaliação técnica e trabalho em grupo com esse encaminhado. - O Auxílio
de Subsistência é realizado de imediato e posteriormente passa a ser feito,
de acordo com cada caso. - Aqueles que estão em condições de se
reportarem à Associação, assim o fazem para participar mensalmente das
reuniões do Grupo Psicológico, ou para um atendimento individual, caso
haja necessidade, e, após o término da mesma, leva consigo a cesta básica
que o manterá pelo período necessário, assim como roupas etc. assim
como roupas etc. - Aos que não possuem condições físicas para se
reportarem à Instituição receberão a visita de um voluntário que levará
sua cesta básica e avaliará as condições do mesmo para o encaminhamento
que se fizer necessário. Apesar do atendimento psicológico não acontecer
semanalmente (nossos atendidos não dispõem de condições financeiras
para locomoção), como seria o desejado, temos verificado constantes
progressos nos casos que participam mensalmente de nossas reuniões. As
principais mudanças identificadas são o comparecimento e a disposição
de cada um em falar de sua problemática, de se expor e participar do
grupo, demonstrando maior interesse em procurar medicação adequada
(coquetel) para prolongarem suas vidas e maior aderência ao tratamento
recomendado, mas principalmente a sensibilização para elaboração de
novos projetos de vida. Aqui podemos citar dois fatores importantes: 1.
Valorização da vida e das potencialidades individuais que têm sido
profundamente trabalhadas tanto no grupo quanto individualmente.
Estamos disponibilizando um trabalho de terapia ocupacional com intuito
de dar aos orientandos ocupação para o tempo ocioso que geralmente o
leva à depressão ao desespero. 2. E esclarecimento sobre HIV/aids e adesão
à medicação - temos trabalhado no sentido de eliminar dúvidas para que
haja um perfeito entendimento da doença como se desenvolve dentro do
organismo e qual a importância da adesão ao tratamento para evitar o
surgimento de novas cepas de vírus resistentes à medicação. O
desconhecimento gera ansiedade e medos desnecessários, fazendo com
que a pessoa sinta-se cada vez mais insignificante perante um linguajar
médico que traz mais transtornos do que esclarecimentos. 3. Temos
realizado constantes seminários para futuros voluntários e manteremos
Poster
229
uma periodicidade na repetição desse evento. O verdadeiro voluntário já
nasce com o sentimento de ajuda ao próximo em seu coração e só precisa
ser despertado para colocá-lo em prática. 4 - Assistência Pontual: Transporte
e acompanhamento em exames e consultas médicas, tratamentos, em
virtude da ineficácia do setor de ambulâncias que simplesmente inexiste
na cidade de São Paulo para os portadores de HIV/aids.
Principais Resultados: Melhorar a qualidade de vida de 180 pessoas
carentes portadoras do HIV e seus familiares, moradores das zonas centro
e sul da cidade de São Paulo dando-lhes suporte psicológico e auxílio
material para que efetuem mudanças de comportamento prático e mental
no sentido de melhor conviver e administrar as circunstâncias advindas
com a doença. Intervenções a pedido, familiares, mediações e
aconselhamento específico para reintegrar o grande número de portadores
rejeitados por seu familiares, com relativo sucesso, principalmente
quando aliado à assistência material. Contribuir para a solidificação e
aprimoramento da rede voluntária de assistência às pessoas carentes
portadoras do HIV, oferecendo treinamento a voluntários para a
abordagem dos orientados e seus familiares e dando apoio psicológico
aos que executam esse tipo de trabalho voluntário para que possam aliviar
as tensões e impasses surgidos no decorrer das tarefas.
Conclusões: A passos lentos e vagarosos temos conseguido nos
aproximar de nossos orientandos, estabelecendo vínculos de
transferência e contra transferência necessários para se realizar um
trabalho calcado na confiança, aceitação, respeito mútuo,
confidencialidade. Futuros benefícios serão observados com o trabalho
de terapia ocupacional proposta que necessita de subsídios financeiros,
mas iniciou-se com lixo reciclado. De um modo geral no prazo de doze
meses de trabalho, conseguimos diminuir o preconceito e a
desinformação, na vida de 180 pessoas incentivando o convívio e o
fortalecimento familiar, reduzindo o número e a duração das internações
e das situações de abandono e crise, promovendo a prática da
responsabilidade e da solidariedade individual e social.
Poster
230
Aconselhamento em DST/HIV/Aids para Adolescentes
e Casais no Centro de Saúde Cafezal – Belo Horizonte
Autor(es): Ana Cristina Sabino de Morais - Secretaria Municipal de
Saúde de Belo Horizonte
Co-autores: Francisco Carlos Félix Lana
Apresentador: Ana Cristina Sabino de Morais
Contato com o autor: Rua Sacramento, 170 - Aptº 101 Bairro Serra
Belo Horizonte - MG 30.220-420
Problema: Este Projeto tem como objetivo a prevenção e aconselhamento
em DST/HIV/aids na área de abrangência do Centro de Saúde Cafezal
(C.S.Cafezal). A população da área de intervenção deste Projeto é composta
de 16.683 habitantes, caracterizada como de moradores de área considerada
de risco ( “favela “) com condições sócio-econômicas e educacionais
precárias e com alta razão de dependência, sendo 45% da população de
menores de 15 anos. Partimos do pressuposto que o trabalho com
populações em situação de pobreza deve considerar os aspectos afetivoemocionais das pessoas bem como, suas experiências e vivências em
relação à sexualidade e possibilidades da prevenção de DST/aids.
Descrição do Projeto: Desde 1998, alguns profissionais do C.S. Cafezal
vêm tentando trabalhar a prevenção de DST/aids junto à sua população
de referência tendo em vista o grande número de adolescentes e mulheres
vulneráveis ‘a infecção e sem qualquer acompanhamento mais
sistematizado em relação ao problema. Este projeto teve como ponto de
partida as necessidades apresentadas por mulheres e adolescentes
relacionadas à prevenção da gravidez, acompanhamento pré-natal e
prevenção das DST/aids. Como estratégia de intervenção promovemos
reuniões e oficinas com grupos de adolescentes e mulheres e
sensibilização da equipe de saúde do C.S. Cafezal para trabalhar a
prevenção e aconselhamento em DST/HIV/aids. Nas oficinas com os
grupos procuramos discutir a questão do aconselhamento utilizando
metodologias participativas tais como, técnicas de dinâmicas de grupo,
oficinas de sensibilização e vivência, técnicas de expressão e sentimentos
e uso de jogos educativos, de modo a valorizar as questões e problemas
próprios dos grupos. Simultaneamente procuramos sensibilizar a equipe
de saúde do C.S. Cafezal, de modo a ampliar a resposta do C.S., bem
como sensibilizar o Conselho de Pais Criança Feliz e professores da
Escola Municipal Edson Pizane, tendo em vista sensibilizar a
comunidade em geral e formar multiplicadores.
Poster
231
Principais Resultados
• Registro da adoção de práticas mais seguras entre adolescentes e casais,
fato verificado a partir do aumento da demanda por preservativos;
• Sensibilização da comunidade sobre os próprios riscos tanto através
das Oficinas quanto através dos meios de comunicação locais:
Comissão Local de Saúde, agentes comunitários, Rádio Favela,
Igreja, farmácia e Escola;
• Reconhecimento do C.S., por parte da população, como referência
para as questões relacionadas à sexualidade, reprodução e
prevenção de DST/aids ;
• Sensibilização dos profissionais do C.S.: Em 1998, apenas um
profissional estava envolvido no Projeto, e até o presente, podemos
dizer que foram sensibilizados 02 assistentes sociais, 02
enfermeiros, 01 fisioterapeuta, 01 psicóloga, 01 clínico, 01 pediatra
e 01 ginecologista, além da própria Gerente do C.S. Cafezal;
• Os grupos operativos têm demonstrado criatividade tanto na
elaboração de jogos educativos e de sensibilização quanto na
ampliação do conteúdo das Oficinas passando a incluir temas
relacionados à cidadania, direitos, drogas, dentre outros;
• Formação e implementação dos multiplicadores: adolescentes, pais
e professores.
Conclusão: Podemos concluir que o Projeto tem dado resultados altamente
positivos tanto no que se refere à sensibilização e adoção de práticas mais
Seguras de prevenção das DST/aids por parte dos adolescentes e casais
envolvidos, quanto no tocante ao envolvimento dos profissionais de saúde
do C.S. e da comunidade em geral. Salientamos a valorização, por parte
dos adolescentes, como multiplicadores junto ao próprio grupo como
também junto aos demais grupos sociais.
Poster
232
Caracterização Epidemiológica dos Indivíduos que
Procuram um Serviço Especializado de HIV/Aids para
Testagem HIV Voluntariamente
Autor(es): Ana Lúcia Lei Munhoz Lima - Casa da Aids da Divisão de
CL. de Molést. Infec. e Parasitárias de HC/FMUSP
Co-autores: Artur Vitor Rosenti Segurado; Claudia Paula Santos; David
Everson Uip; Jane Issa Varandas; Mildred Pitman de Castro; Susan
Marisclaide Gasparini; Terezinha Passos Gotti; Vanda Lúcia Vitoriano
do Nascimento; Yone Xavier Felipe
Apresentador: Ana Lúcia Lei Munhoz Lima
Contato com o autor: [email protected]
Problema: Identificar o perfil epidemiológico dos indivíduos que
procuram serviço especializado de HIV/aids voluntariamente para
testagem anti-HIV, garantir o aconselhamento pré e pós-teste bem como
o atendimento para os portadores do HIV.
Descrição do Projeto: Todos os indivíduos que procuraram a Casa da
Aids para testagem anti-HIV no período de janeiro de 1997 a dezembro
de 1998 foram submetidos a uma intervenção multidisciplinar do Grupo
de prevenção desta unidade. Esta intervenção foi baseada em: 1questionário contendo 3 grupos de questões relacionadas com perfil
socioeconômico, conhecimentos gerais sobre DST/aids e conhecimentos
específicos sobre a transmissão e prevenção destas doenças, 2- aula
expositiva sobre epidemiologia, transmissão e prevenção de DST/aids,
3- testagem voluntária anti-HIV.
Principais Resultados: Quatrocentos e sessenta e seis questionários
foram analisados. Perfil epidemiológico - População avaliada é jovem,
53,2% entre 21- 35 anos, 55% do sexo masculino, 56% da raça branca,
53,4% solteiros, nível de instrução predominante foi o primeiro grau 35.2%, sendo que a renda mensal não ultrapassa 5 salários mínimos.
Nível de conhecimento sobre DST/aids - A aids foi citada como uma
DST por 73,8%, e os meios de contaminação, por este vírus, citados
foram - 85,8% sexual, 81,1% por drogas injetáveis, transfusão de
sangue - 59%. Segundo os indivíduos estudados os métodos mais
eficientes de prevenção são o uso indivíduos estudados os métodos
mais eficientes de prevenção são o uso regular de preservativos 85,6%,
diminuição do número de parceiros 70%, não compartilhar seringas e
agulhas - 68,5%. A maioria das pessoas conhecem a transmissão vertical
do HIV durante a gestação -76% e um número menor reconhece a
Poster
233
transmissão durante o parto - 53,9% ou amamentação - 44,4%.
Comportamento individual frente ao risco de transmissão do HIV - O
uso habitual de preservativos foi relatado por 33% dos estudados e
quando indagados sobre as razões pelas quais o preservativo não foi
utilizado, 76% de todos os estudados não responderam a questão. 70%
dos indivíduos estudados foram heterossexuais e 23% homens que
praticam sexo com homens exclusivamente. No primeiro grupo o uso
de preservativo foi encontrado em 63,8% e no segundo 43,4%. De
modo geral 56,4% dos estudados julgaram já terem sofrido algum risco
de contaminação pelo HIV principalmente as custas de relacionamento
sexual. Quanto às mudanças de comportamento frente a aids, 66%
dos estudados relataram mudanças de hábitos, sendo as mais citadas
foram os cuidados com agulhas e objetos pessoais cortantes.
Conclusões: A maioria da população estudada é composta por adultos
jovens com bom conhecimento sobre DST/aids. Apesar destes
conhecimentos a prevenção individual é falha. Foram obtidos dados
conflitantes no decorrer da avaliação em relação ao uso de preservativos.
Esta população sabe reconhecer que o preservativo é um importante meio
de prevenção, porém na prática a utilização do mesmo ficou muito aquém
do necessário. Concluímos que a educação continuada em campanhas, e
intervenções diferenciadas são ainda extremamente necessárias para
aculturar o uso dos métodos de prevenção em nossa comunidade.
Poster
234
Projeto Mulher - Camisinha Feminina: experiência da
distribuição no Município de São Vicente
Autor(es): Ana Lúcia Z. C. Cordeiro - Secretaria da Saúde de São Vicente
Co-autores: Alípio C Raposo Jr.; Ilham Maerrawi T. Haddad; Jean F.
Khater; Rosana R. B. Gomes
Apresentador: Ilham Maerrawi T. Haddad
Contato com o autor: coaids [email protected]
Problema: Os trabalhos de prevenção com as mulheres têm permitido
observar que existe um contingente de mulheres que não consegue
realizar junto aos seus parceiros a negociação do uso do preservativo.
Diante desta recusa do parceiro em usar o preservativo masculino, a
mulher via como alternativas de proteção não manter relação sexual
com o parceiro ou manter relações desprotegidas. Surge, neste contexto,
o preservativo feminino como uma estratégia de proteção que vem a
facilitar a negociação por parte das mulheres.
Descrição do Projeto: O Programa Municipal DST/Aids de São Vicente,
no conjunto de suas intervenções do Projeto Mulher, comprou 10.000
preservativo femininos para disponibilizá-lo como estratégia de prevenção.
São Vicente foi a primeira cidade do país a disponibilizar esse método de
proteção às DST/aids e gravidez indesejada na rede pública de saúde. Por
tratar-se de um método novo, avaliou-se a importância de uma distribuição
acompanhada, concentrando-a em uma Unidade Básica de Saúde. A
distribuição acontece de forma acompanhada por uma Enfermeira e uma
Auxiliar de enfermagem que orientam e ensinam o modo correto de
utilização do preservativo feminino e esclarecem dúvidas das pessoas
interessadas. É fornecido um preservativo para que a pessoa possa
experimentar e, tendo interesse, retornar à Unidade, onde responde a um
questionário sobre a sua avaliação do método; optando pelo seu uso, pode
retirar 16 preservativos mensalmente.
Principais Resultados: No período de um ano, foram distribuídos cerca de
4.500 preservativos femininos para 2.400 mulheres, sendo que 10% das
mulheres adotaram esse método como prevenção às DST/aids. O
questionamento aplicado visou avaliar vantagens e desvantagens do uso do
preservativo. O detalhamento desses resultados será apresentado no Congresso.
Conclusão
Como primeira experiência nacional na distribuição do preservativo
feminino na rede pública de saúde, o município de São Vicente obteve
um grande avanço nos trabalhos de prevenção desenvolvidos pelo
Poster
235
Programa Municipal DST/Aids. Os dados obtidos confirmam que o
preservativo feminino é uma importante arma no combate à epidemia
da aids entre as mulheres. Em função desta experiência, São Vicente
participou do estudo multicêntrico: “Aceitabilidade do Condom
Feminino em Contextos Sociais Diversos “ do qual participaram mais
cinco municípios de todo o Brasil. Este estudo foi coordenado pelo
NEPO/UNICAMP, CEBRAP-SP, CN DST/AIDS -MS e UNAIDS.
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Projeto Viva Voz - Participação Ativa das Pessoas
Vivendo com HIV-Aids em Atividades de Educação
para a Prevenção
Autor
Ana Maria Bontempo Dias - Grupo Pela Vida - RJ
Co-autor
Vinicius Anciães Darriba
Apresentador
Ana Maria Bontempo
Contato com o autor: [email protected]
Resumo
O projeto VIVA VOZ foi criado no Grupo Pela Vidda/RJ em função de
uma grande demanda à nossa organização, por parte dos mais diversos
públicos, de palestras sobre DST/aids. Isto, associado à existência de
um grupo significativo de voluntários diretamente afetados pela aids
que estavam sensibilizados para o tema da prevenção, levou-nos ao
desenvolvimento de um projeto em que a experiência destes últimos
pudesse contribuir para a sensibilização da população em geral para a
necessidade da adoção de práticas preventivas. O projeto se constitui na
realização de oficinas e ou palestras onde se parte do conhecimento do
próprio público a respeito das DST/aids para introduzir informações
sobre procedimentos corretos para a prevenção destas doenças. A
sensibilização para a adoção de tais procedimentos é buscada muitas
vezes através das colocações que o palestrante efetua na primeira pessoa.
O depoimento de uma pessoa vivendo com HIV/aids, além de
desmistificar a epidemia, aproxima, estrategicamente, a realidade da aids
do público, conscientizando-o do risco. Vale ressaltar que a decisão de
expor a sua condição cabe ao voluntário em cada uma das situações, na
medida em que se sinta confortável e seja importante para o resultado
do seu trabalho, não consistindo nem em uma exposição desnecessária,
nem em uma mera catarse. Após um ano e meio de vigência do projeto,
já foram realizadas 247 intervenções, atingindo 15.000 pessoas. As
populações-alvo foram, basicamente, adolescentes de escolas públicas
e privadas, trabalhadores em empresas, moradores de comunidades
carentes e usuários de unidades de saúde. Para atender a estas solicitações
já foram capacitados 33 voluntários. A demanda crescente pelas ações
educativas desenvolvidas pelo projeto nos permite concluir pela eficácia
da estratégia adotada. Também temos percebido resultados satisfatórios
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237
no que se refere a melhora do nível de informação do público e de sua
sensibilização para a prevenção, através de questionários aplicados após
cada atividade. Embora se mostre eficaz estrategicamente, a revelação
da condição de um voluntário portador do vírus é algo que deve ser
tratado com todo cuidado dentro do projeto, sendo permanentemente
discutido nas reuniões de equipe.
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Práticas Educativas de Prevenção em DST/Aids para
Adolescentes de Populações em Situações de
Pobreza e População de Rua.
Autor(es): Ana Maria da Silva - Pan Treze de Maio
Co-autor: José Ricardo Corrêa da Silva; Paulo Roberto Ferreira
Machado; Yara Ajay Lima Pires
Apresentador: Ana Maria Da Silva
Contato com o autor: [email protected]
Problema: A cada dia que passa pesquisas comprovam o início precoce
da vida sexual, aumentando, desta forma, o número de conflitos
existentes na vida do pré-adolescente e do adolescente, pois muitas vezes
não estão preparados e esclarecidos sobre a própria sexualidade. Como
atender a necessidade de informação dessa clientela sobre DST/aids,
principalmente em comunidades carentes e populações de rua?
Descrição do Projeto: O Posto de Atendimento Médico (PAM) Treze
de Maio atende em seus ambulatórios adolescentes procedentes de
diversas localidades. Dentre esses estão aqueles que chegaram através
de parcerias, como as adolescentes que freqüentam um curso de ‘baby
sitter’ do SESC/Tijuca oferecido à população de baixa renda. Outra
parceria que surge é com as casas de acolhida para meninos de rua, já
que vários dos menores têm sido atendidos nos ambulatórios do PAM.
O interesse da unidade é desenvolver práticas educativas que visem à
prevenção das DST/aids. Como recursos utilizaram álbum seriado,
dinâmicas de grupo, improvisação teatral etc.
Principais Resultados: Entre agosto e setembro de 1999 foram
realizadas duas dinâmicas de prevenção com os adolescentes do SESC,
uma na sede com 30 alunas e outra no PAM com 35 alunas. No mês de
setembro a ‘Morada da Alfândega’ solicitou ao PAM palestra sobre DST/
aids, que foi proferida na própria morada para 15 meninos de rua.
Conclusões: A partir do momento em que as práticas educativas
valorizam a clientela, respeitando suas características individuais, o
adolescente vê-se participando do processo de autocuidado como sujeito
que pode transformar sua própria realidade e prevenir-se das DST/aids.
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239
Comparação do Perfil dos Pacientes HIV+/Aids
Atendidos no Ser viço de Odontologia da UBS.
Geraldo da Silva Ferreira entre 1993 e 1994 e na
Clínica de Pacientes Especiais HIV+/Aids da
Universidade Paulista entre 1998 e 1999
Autor: Andréa Rocha Julio - Universidade Paulista - UNIP
Co-autor: José Jam de Melo
Apresentador: Andréa Rocha Julio
Contato com o autor: [email protected]
Problema: Estudar as diferenças encontradas na transmissão do HIV,
mostrando a mudança no perfil dos pacientes infectados, assim como mudanças
ocorridas na causa da procura do serviço de odontologia pelos pacientes.
Descrição do Projeto: O trabalho apresenta duas amostras de 68 fichas clínicas
de pacientes HIV+/aids ; uma amostra do período entre 93 e 94 e outra entre
98 e 99 comparadas segundo 3 critérios: sexo, transmissão e a 1ª consulta
odontológica (lesões bucais) relacionadas ao HIV e motivo da consulta).
Principais Reultados
• Aumento na transmissão heterossexual.
• Lesões bucais entre 98-99 menos agressiva.
• Procura maior do serviço para tratamento de rotina entre 98-99.
Conclusões: De 1998 a 1999 houve um aumento no número de mulheres
infectadas. Aumento na transmissão heterossexual. As lesões bucais
apresentam-se menos agressivas. Maior procura do serviço odontológico
para tratamento de rotina.
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240
Avaliação da Qualidade do Tratamento da Mãe na
Prevenção da Sífilis Congênita
Autor(es): Angela Tayra - Programa Estadual de DST/AIDS
Co-autores: Ione Aquimi Guibu; Naila Janilde Seabra Santos; Sara
Romera Sorrentino; Sirlene Caminada
Apresentador: Angela Tayra
Contato com o autor: [email protected]
Problema: O plano de eliminação da sífilis congênita do Ministério da
Saúde tem como meta reduzir a incidência da doença para até um caso para
cada mil nascidos vivos. O sistema de vigilância da sífilis congênita no
Estado de São Paulo desde 1994 vem apontando dificuldades na execução
das ações de controle relacionadas ao atendimento de pré- natal e de DST
nos serviços de saúde, como a falta de diagnóstico da sífilis materna no PN,
o tratamento adequado e a abordagem do parceiro. O tratamento adequado
das mães no PN é decisivo para o controle da sífilis congênita.
Descrição do Projeto: Foi estudado a qualidade dos tratamentos
administrados às mães do ponto de vista de prevenção da sífilis congênita
e do controle da sífilis adquirida materna, a partir das informações
contidas nas fichas de notificação de sífilis congênita no Estado de São
Paulo, no período de 1994 até o 1º semestre de 1999.
Principais Resultados: No período de estudo, foram notificados 2613
casos de sífilis congênita. Entre as informações da ficha de notificação,
1415 (54,15%) de suas mães tinham história de tratamento para sífilis,
em 373 (14,3%) o tratamento não foi realizado e para 825 (38%) das
mães essa informação foi ignorada, mesmo tendo sido diagnosticado
sífilis congênita na criança. Com relação a época de tratamento de 980
mães tratadas, nos anos de 1994 a 1997, 513 (52%) foram tratadas na
ocasião do parto, 57 (6%) ocorreram nos últimos 30 dias anteriores ao
parto, para 197 (20%) essa informação foi ausente e somente para 213
(22%) dessas mães o tratamento ocorreu com mais de 01 mês anterior
ao parto. Além disso, entre a totalidade das notificações somente 12%
dos parceiro(s) foram tratado(s).
Conclusão: A divulgação das recomendações sobre o adequado
tratamento para prevenção da sífilis congênita e do controle da sífilis
adquirida deve ser reforçada para todos os profissionais e serviços de
saúde envolvidos. O tratamento adequado para sífilis e seu
acompanhamento durante o pré-natal é fundamental para a prevenção
de casos de sífilis congênita, assim como a documentação dessas
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241
informações é decisiva para o estabelecimento de conduta de tratamento
da criança no momento do nascimento. Por outro lado, o momento do
diagnóstico e a notificação de crianças com sífilis congênita constituise em mais uma oportunidade de prevenção. O tratamento de mães e
seus parceiros, ainda que nesta ocasião poderá prevenir novas gestações
com sífilis, além do controle da doença entre os prevenir novas gestações
com sífilis, além do controle da doença entre os adultos.
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242
Populações Empobrecidas e Serviços de Saúde:
Estratégias para a Prevenção em DST/Aids
Autor(es): Angelica Ferreira Fonseca - Secretaria Municipal de Saúde
Co-autores: Betina Durovini; Sumaya Pimentel; Valéria Saraceni;
Vitória Vellozo
Apresentador: Angelica Ferreira Fonseca
Contato com o autor: [email protected]
Problema: O Diagnóstico que aponta para um expansão dos casos de
aids entre populações empobrecidas, além de vir reforçar nosso
conhecimento sobre a tendência histórica das doenças transmissíveis
em nosso país, nos traz o desafio de elaborar estratégias de ação de
educação/prevenção cuja população-alvo seja este grupo específico. Para
os serviços de saúde é necessário superar alguns obstáculos tais como:
romper a tradição de trabalhos educativos exclusivamente voltados aos
usuários e ir ao encontro da população; estabelecer diálogo e construir
novas parcerias para os trabalhos comunitários; rever práticas e valores
pré-concebidos que determinam a impossibilidade de criação de relações
construtivas no campo educativo e a incapacidade de mobilizar recursos
para a sustentação das propostas de internação.
Descrição do Projeto: A clareza de que a transposição dessas dificuldades
depende de soluções formuladas nos espaço no qual elas se concretizam,
é que a Secretaria Municipal de Saúde - RJ elaborou um programa de
apoio às unidades de saúde que formulassem propostas de prevenção
dirigidas à populações das unidades; oficinas para a capacitação dos
profissionais na elaboração dos projetos; supervisão dos projetos.
Principais Resultados: Profissionais de dezenove unidades de saúde
ambulatoriais participaram das oficinas cujo resultado final foram 19
projetos de prevenção às DST/aids priorizando o trabalho dirigido a
população empobrecida. As unidades se distribuem em três grupos: Centro
Municipais de Saúde (5), Postos de Saúde (11) e UACPS (2). As primeiras
contam com programas de DST/aids implantados o que não ocorre coma
demais que, portanto, não desenvolvem ações de assistência nesse campo
específico. Nos projetos são destacados como parceiros fundamentais as
escolas públicas, associação de moradores, instituições religiosas e ONG.
As principais dificuldades identificadas foram o desestímulo e carência
de profissionais de saúde e a dificuldade de acesso às comunidades em
função da falta de segurança gerada pelo clima de violência.
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243
Conclusões: A concretização de uma proposta de destinação de recursos,
para serem utilizados de acordo com os projetos específicos, aliados a
supervisão, são, em si, uma atitude de enfrentamento ao desestímulo
dos profissionais além de uma valorização dos projetos de prevenção.
Uma análise dos projetos demonstra uma disposição para o trabalho
extramuros, obstáculo recorrente nos serviços de saúde e o interesse de
integração com parceiros cuja origem não é o setor saúde. Observa-se,
pois uma capacidade de ampliação dos conceitos e prática de prevenção/
educação em saúde.
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A violência, a Mulher Detenta e a Vulnerabilidade às
DST/Aids
Autor(es): Annecy Tojeiro Giordani - Escola de Enfermagem de
Ribeirão Preto - Universidade São Paulo
Co-autor: Sonia Maria Vilella Bueno
Apresentador: Annecy Tojeiro Giordani
Contato com o autor: [email protected] ou annecy@eer
Problema: A violência tem sido identificada como um dos maiores
problemas que a população vem sofrendo nos momentos de pósmodernidade. O contingente feminino tem se tornado vulnerável a
agressões caracterizadas de várias formas, independente da faixa etária.
Por vez, a mulhe detenta em cárcere, tem sofrido, além da violência fora
da cadeia, outras tantas, como maus tratos, estupro, assédio e abuso
sexual, também no sistema penitenciário. Sendo assim, a violência sexual
vem representando verdadeira vulnerabilidade para a infecção das DST
e da aids. Com isso, a mulher mais uma vez, se vê, severamente,
ameaçada nesta guerra. Portanto, sensibilizadas com estas questões e
fundamentadas em referenciais teóricos com relação ao respeito humano,
a violência e as DST/aids, propusemos trabalhar o seguinte pressuposto.
Objetivo: Investigar qual a percepção que as detentas têm sobre a
violência, detectando suas possíveis experiências nesse sentido, e
conseqüentes riscos de infecção pelo HIV/aids.
Descrição do Projeto: Desenvolvemos uma pesquisa-ação, humanista
e qualitativa, atendendo aos preceitos éticos e o rigor científico.
Identificamos com as detentas sua percepção e seus problemas relativos
a violência e riscos às DST/aids, através de estudo exploratório,
trabalhando posteriormente a intervenção, norteada pelos pressupostos
de Freire, utilizando a metodologia participativa, pesquisando todas as
mulheres detentas (11) de uma cadeia do interior paulista presentes no
local, no período da coleta e que aceitaram participar da pesquisa. Todas
são mães, maioria entre 18 e 34 anos, doméstica, com baixa escolaridade.
Usamos a entrevista estruturada com questões norteadoras. A intervenção
se deu através de oficinas pedagógicas, possibilitando reflexão para a
otimização da vida, a cidadania e a visão totalizadora do ser.
Principais Resultados: No significado de violência, as pesquisadas a
relacionam a algo “assustador“, que “tira a paz das famílias de todo
mundo “; que “é um absurdo “, que “causa medo porque os filhos estão
lá fora “; que tudo “é um horror “, ocorrendo isto, principalmente, “pela
falta de amor ao próximo... “. Frente a violência sexual, todas abominamPoster
245
na revelando ter temor e traumas profundos. Indignadas, associam o
agressor à “pena de morte “. Quanto suas experiências como vítimas,
quase todas mencionaram terem sido difamadas, espancadas e
violentadas referindo não quererem nem lembrar por ser constrangedor
e doloroso. Ressaltam a tristeza de terem sido agredidas sexualmente,
por indivíduo alcoolizado fazendo sexo forçado. Muitas revelaram mágoa
e fragilidade neste sentido, afirmando o seguinte: “senti muito mal com
isso a vida inteira..., sinto mal até hoje só de pensar “, “sou revoltada
com isso “, “ele fez sexo...(anal) comigo violentamente... me abalou
demais “, “fiquei traumatizada...mãos atadas... “. Quanto a influência
da violência na vida atual, uma afirmou ter se tornado homossexual
mantendo prática sadomasoquista em conseqüência da ocorrência do
estupro na sua adolescência. Todas descreveram que o motivo pelo qual
encontram-se em cárcere, foi o do envolvimento com homens que
mexiam com drogas, tornando-as vítimas. Da mesma forma, sentiam
desrespeitadas, espancadas e estupradas por agentes que as detinham,
provocando-lhes maiores riscos às DST/aids.
Conclusão: As falas aqui apresentadas são carregadas de trauma,
inconformismo, rancor e revolta devido as humilhações e agressões
sofridas fora e dentro da cadeia, tanto advindas da infância e adolescência
quanto em sua fase adulta; que revelam haver desrespeito e agressividade,
mesmo pelas pessoas que as detêm e que suas vidas são carregadas de
vulnerabilidade aos riscos à infecção das DST e HIV/aids. As
intervenções favoreceram a orientação possibilitando análise e reflexão
para lidarem com este problema, em seu cotidiano existencial, sobretudo
na prevenção das DST/aids.
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246
Gênero, Comunicação e Saúde nas Ondas do Rádio
Autor(es): Antonia dos Santos Garcia - Centro da Mulher de Salvador CEMS
Apresentador: Antonia dos Santos Garcia Centro da Mulher de
Salvador - CEMS
Contato com o autor: [email protected]
Problema: No nosso estado há grandes contingentes de população que
apresentam altas taxas de morbidade e mortalidade, influenciados ou
determinados por fatores de risco ligados às condições socioeconômicas,
de gênero e raça/etnia. No Nordeste há 18,4 casos de aids para cada 100
mil habitantes, índice quase igual à Bahia, que é de 18,4. Mas em
Salvador o índice é ainda mais alto, 73,78 e o da região metropolitana é
de 81,7. De acordo com a Divisão de Vigilância Epidemiológica da
SESAB, as mulheres estão adoecendo mais e a relação homem/mulher
era de 19/0 em 1986 e de 5/1 em 87 e em 1997 já é de dois homens para
cada mulher. Em Salvador, é também elevada a ocorrência de mortes
maternas na adolescência (22,3%), destacando-se os óbitos por aborto (
74,4%) e as causas violentas em adolescentes grávidas. No que tange à
mulher adolescente, surgem outras dificuldades considerando-se as
questões específicas decorrentes da própria fase de crescimento e
amadurecimento, como também da falta de condições de assistência de
saúde. O desconhecimento do corpo e suas funções, associado a
sentimentos negativos sobre os mesmos, é ainda a origem de múltiplas
disfunções sexuais afetando, assim, junto a outros fatores, o exercício
pleno de sua sexualidade. No caso específico da mulher da periferia e
camponesa a situação é ainda mais grave, posto que, além das doenças
comuns da população em geral, decorrentes da péssimas condições de
vida, a mulher está sujeita também a uma série de enfermidades
relacionadas a sua condição de mulher e de mulher negra, especialmente
na Bahia onde a população é predominantemente negra.
Descrição do Projeto: Esta proposta parte da necessidade de se conjugar
as iniciativas e esforços do NEIM/UFBA - Núcleo de Estudos sobre a
Mulher, ABRAÇO- BAHIA - Associação de Radiodifusão Comunitária
da Bahia e CEMS, no sentido de discutir os problemas das mulheres,
compreendendo que saúde é qualidade de vida, é exercício da cidadania.
Esta proposta parte, entre outras coisas, da preocupação de fortalecer as
lutas das mulheres no estado da Bahia, de tanta exclusão social,
especialmente de gênero. Para desenvolver esta proposta, será utilizado
Poster
247
como principal estratégia as ondas do Radio, meio de comunicação
bastante utilizado pelas mulheres das classes populares, utilizando técnicas
criativas como radio novelas, etc. Nesse sentido, estão sendo realizadas
oficinas sobre gênero e comunicação, com comunicadoras comunitárias
para que seu conteúdo seja transformado em programas radiofônicos.
Esta proposta se justifica por ser uma demanda da sociedade, pela
relevância social e acadêmica que ela contempla.
Principais Resultados: O nível de intervenção social das mulheres,
especialmente das participantes das entidades supra citadas em nível de
elaboração de políticas públicas e privadas, com base nas das
necessidades das classes populares e no exercício de sua cidadania
buscando mudanças comportamentais necessárias ao enfrentamento,
especialmente da aids, nas suas comunidades. Consideramos como passo
fundamental na construção da identidade feminina, a conscientização
da mulher dos direitos enquanto cidadã, e de alguma forma as
comunicadoras comunitárias e as mulheres dos movimentos populares
trabalham no cotidiano nesse sentido.
Considerações Finais: A compreensão por parte destes segmentos dos
movimentos populares de que a educação voltada para a população de
baixa renda, não deve se basear numa ideologia paternalista, nem ter o
caráter de “prêmio “, mas de um direito assegurado a todo indivíduo, é
outro aspecto importante a se ressaltar. A questão da saúde implica,
portanto, em um repensar de seus determinantes no nível macro e micro
e na adoção de repensar de seus determinantes no nível macro e micro e
na adoção de políticas mais justas e que venham contribuir para uma
melhoria da qualidade de vida da população.
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Projeto de Prevenção às DST/Aids e Gravidez
Precoce para Adolescentes Profissionais do Sexo
no Município de Presidente Prudente
Autor(es): Aparecida Clarice e Silva Nascimento - Secretaria Municipal
de Saúde de Presidente Prudente
Co-autores: Adriana Maria Bravo Queiroz; Clarice Sumico Yamashita
Apresentador: Aparecida Clarice e Silva Nascimento
Contato com o autor: saú[email protected]
Problema: O Projeto Girassol, desenvolvido pela Secretaria Municipal
da Assistência Social atende adolescente na faixa etária de 11 à 14 anos.
Alguns freqüentam as atividades oferecidas esporadicamente, ocorrendo
na maioria das vezes evasão do núcleo, bem como de suas moradias,
dirigindo-se a outras cidades da região, rodovias MST (Movimento sem
terra), balneários turísticos e vários pontos de prostituição existentes no
município. Atuam como profissionais do sexo, sendo grande a
vulnerabilidade às DST/HIV/aids e gravidez precoce. As envolvidas neste
contexto são em total de 13; desta 06 apresentando-se com suspeitas de
portarem DST; 02 em início de fase gestacional, as demais sem queixas.
Todas não possuíam hábitos de freqüentarem UBS (Unidade Básica de
Saúde) para atendimentos, avaliações médicas e outros. A equipe de
Educadores, em dificuldades para lidar com a situação, solicitou os serviços
de prevenção do Programa DST/AIDS Secretaria Municipal de Saúde.
Descrição do Projeto: O Projeto está sendo desenvolvido desde 1998
com o objetivo de sensibilização quanto a adoção de práticas seguras
e a prevenção das DST/HIV/aids e gravidez precoce. Iniciamos as
intervenções com agendamentos médicos e encontros para formação
de vínculo; o grupo optou por encontros semanais sempre
acompanhadas por um educador/assistente social. A metodologia é
participativa, utilizando-se técnicas de atendimento individual; grupal
e dinâmica de grupo, exposição dialogada, recursos audiovisuais e
oficinas do sexo seguro. Sendo este um espaço para questionamentos,
esclarecimentos de dúvidas levando-as a repensarem seus valores
possibilitando melhorar na qualidade de vida. Efetuamos 08 grupos
em um período de 90 dias, sendo que a cada final ocorria uma
avaliação para verificarmos se os objetivos estavam sendo atingidos.
No último encontro realizamos uma avaliação geral com 77% das
adolescentes onde foi aplicado um questionário com perguntas abertas
abordando o que acharam dos grupos, se foram válidos, se deve
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249
continuar e onde. Após análise optamos em conjunto com o grupo
dar continuidade aos trabalhos e iniciamos intervenção in loco
quinzenalmente com distribuição de preservativos, oficina do sexo
seguro, orientação e aconselhamento.
Principais Resultados: Avaliando o questionário obtivemos: - achei
muito bom, legal ficamos mais alertas e informadas, 10 adolescente,
100%; - Aqui a gente fica mais a vontade, é mais legal que o Projeto,
ótimo, viria todos os dias, 05 adolescentes, 50%; -Aqui a gente se previne,
fica alerta sobre as doenças, drogas, não só sobre aids, 06 adolescentes,
60%; -Deve continuar aqui, 10 adolescentes, 100%. > Ida ao médico; >
Ida ao médico; > Comparecimento aos grupos; > Procura por casas de
recuperação; > Procura voluntária para realização do teste HIV com
resultados negativos; > Realização de exames preventivos/ginecológicos
e outros; > Procura por convivência familiar; > Sensibilização das
adolescentes para agentes multiplicadores; > Mudança de
comportamento; > Sensibilização quanto a importância da prevenção e
a prática de sexo seguro; > Valorização da auto estima.
Conclusões: Os objetivos propostos foram parcialmente alcançados, na
média em que as adolescentes demonstram através de discurso que
começaram a procurar serviços de saúde; uma melhor percepção sobre
as DST/HIV/aids e gravidez precoce em suas atividades profissionais.
O reconhecimento do trabalho executado, por parte de outras entidades
facilitando-se parcerias. Elaboração de estratégias na visão um trabalho
educativo com organizações/segmentos que atuam de forma
representativa junto a esta população-alvo.
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Prevenção de HIV/Aids com Homens Adolescentes
e Jovens junto ao Programa Papai, em Recife/PE
Autor(es): Benedito Medrado - Programa Papai - Univ. Federal de
Pernambuco
Co-autores: Adriano Silva; Cláudio Pedrosa; Dolores Galindo; João
Bosco Júnior; Jorge Lyra; Karla Galvão; Luciana Souza Leão; Maristela
Morais; Nara Vieira; Pedro Nascimento
Apresentador: Benedito Medrado
Contato com o autor: [email protected]
Problema: No campo da prevenção de DST/aids, foram excluídos e se
excluíram dos projetos de pesquisa e intervenção, os homens não
explicitamente posicionados dentro das chamadas minorias sexuais.
Além disso, na sociedade contemporânea, há um discurso hegemônico,
particularmente na área da saúde, de que haveria uma predisposição
natural dos homens a um modo de vida autodestrutivo (Medrado, 1997;
Lyra, 1997; Nascimento, 1999).
Descrição do Projeto: Este trabalho tem como objetivo geral apresentar
atividades de prevenção de DST/aids desenvolvidas com homens, adolescentes
e jovens, em atividades contínuas em grupo, junto a escolas públicas e privadas
de Recife/PE. Este projeto se insere no plano de ação do Programa Papai, que
desenvolve atividades de pesquisa, formação, capacitação e intervenção social,
promovendo a participação jovem e participação masculina no campo da saúde
e gênero, sexualidade e reprodução.
Principais Resultados: Os resultados dessa proposta se evidenciam no
impacto positivo na promoção de demanda para estas atividades. Em
virtude dos próprios processos de sociabilidade masculina, há
dificuldades em atrair homens para programas voltados à saúde.
Inicialmente, a busca pelas oficinas de homem para homem foi recebida
pelos jovens com desconfiança e certo desconforto. Contudo, aos poucos,
a demanda tornou-se gradativamente maior e contínua.
Conclusões: Nossas experiências têm evidenciado que abordar
comportamentos preventivos com homens significa necessariamente
promover o autocuidado, desconstruindo a noção de invulnerabilidade
atribuída e quotidianamente reafirmada pelos homens em suas práticas
discursivas, possibilitando a construção de outras/novas práticas e
discursos no tocante à prevenção das DST e aids.
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Projeto de Sexualidade e Prevenção das DST/Aids
na Comunidade de Heliópolis – São Paulo
Autor(es): Beth Gonçalves - GTPOS - Grupo de Trabalho e Pesquisa
em Orientação Sexual
Co-autores: Elisabeth Bahia Figueiredo; José Luiz Brant de
Carvalho;Silvio Duarte Bock
Apresentador: Beth Gonçalves
Contato com o autor: [email protected]
Problema: A aids em nosso país tem revelado em seu contorno
epidêmico, um aumento no índice de infecção pelo HIV/aidsem jovens
e adolescentes cada vez mais cedo e entre mulheres, especialmente nas
camadas mais pobres da população. Hoje na cidade de São Paulo a aids
é a principal causa de morte entre as mulheres em idade reprodutiva. O
perfil da contaminação mostra que as principais formas de transmissão
tem sido através das relações sexuais e do uso de drogas injetáveis quando
se compartilha da mesma seringa.
Descrição do Projeto: O objetivo deste projeto é fortalecer e ampliar a
rede de prevenção das DST/aids entre a população de adolescentes,
jovens, mulheres e homens da Comunidade de Heliópolis, através da
implantação do trabalho de Sexualidade e DST/aids nas escolas públicas
da região e do desenvolvimento de ações educativas contínuas
coordenadas pelos profissionais do GTPOS junto aos educadores
multiplicadores de Heliópolis. A capacitação dos multiplicadores é
composta por 3 fases: Oficinas de Sensibilização, Grupo de Supervisão
e Visibilidade do Projeto com a realização de eventos de integração e
articulação das diversas frentes de trabalhos preventivos em Heliópolis.
O projeto se utiliza de uma metodologia participativa, necessária para
eficácia de ações relacionadas às mudanças de atitudes na área da
sexualidade. Para tanto privilegia a abordagem das relações de gênero;
adolescência, afetividade, corpo erótico, saúde sexual e reprodutiva e
obstáculos socioculturais e emocionais que via de regra, interditam a
adoção de condutas preventivas. O conceito utilizado nas reflexões e
elaboração das ações preventivas é o da vulnerabilidade. Nesta
perspectiva, os comportamentos individuais, de maior ou menor
exposição ao risco de contaminação são considerados em relação ao
conjunto mais amplo de determinantes.
Principais Resultados: Até o momento foram realizadas 50 oficinas de
Sexualidade e DST/aids atingindo 1.000 adolescentes e jovens; oficinas
para 30 lideranças da Comunidade de Heliópolis, a formação de 30
Poster
252
adolescentes, 20 mulheres 3 grupos de professores e 2 grupos de
profissionais da saúde como multiplicadores de ações educativas.
Conclusões: A introdução da temática sexualidade, junto a outras
temáticas abordadas pelas lideranças de Heliópolis possibilitou a
organização dos jovens em torno de suas questões de vida e cuidados
com sua saúde sexual e do outro. Trouxe reflexões e novas perspectivas
de ação social na área de sexualidade e cidadania: participação em
congressos, Encontros Regionais e Anuais de Sexualidade e DST/aids.
Os adolescentes e educadores multiplicadores neste processo puderam
visualizar as propostas de atuação na realidade onde intervêm,
participando do planejamento, realização e avaliação das atividades. Essa
experiência tem propiciado a criação de espaços de debate e atividades.
Essa experiência tem propiciado a criação de espaços de debate e vivência
promovendo a atuação dos jovens, das mulheres e dos homens como
sujeitos sociais, através de um efetivo exercício da cidadania, incluídos
aí os direitos e responsabilidades.
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A Contribuição da Consulta de Enfermagem na
Prevenção à Aids
Autor: Betina Horner Schlindwein Meirelles - Secretaria Estadual de Saúde
Co-autores: Luciane Zappelini Daufenbach
Apresentador: Betina Horner Schlindwein Meirelles Secretaria Estadual
de Saúde
Contato com o autor: [email protected]
Problema: O presente trabalho discute a importância da consulta de
enfermagem na prevenção da aids, considerando a possibilidade de
mudanças de comportamento e adoção de atitudes conscientes através
das orientações realizadas pelo enfermeiro.
Descrição do Projeto: Foi desenvolvido em um ambulatório de um
Serviço de Referência na Assistência ao Portador do HIV/aids do estado
de Santa Catarina. Para atingir o objetivo proposto, foi elaborado um
roteiro de “Consulta de Enfermagem ao Portador do HIV/aids“, que
aborda os aspectos relacionados ao histórico pessoal e situação
epidemiológica do cliente, situação física atual, situação sócio-psicoespiritual e ao plano de ação ou prescrição de enfermagem. O roteiro é
aplicado pelo enfermeiro que de acordo com as respostas dirige as suas
orientações de cuidado e prevenção, pois cada cliente é considerado na
sua singularidade.
Principais Resultados: A aplicação do roteiro de consulta de
enfermagem predispôs a equipe interdisciplinar a elaborar o “Manual
de Orientações para Portadores do HIV/aids - Conhecendo e Aprendendo
a Lidar com o HIV/aids “, que tem sido mais um instrumento na
orientação das ações educativas do enfermeiro, bem como de
conscientização dos clientes.
Conclusões: Podemos avaliar que a consulta de enfermagem sistematizada
através destes instrumentos tem contribuído na continuidade e adesão ao
tratamento, ao uso de preservativos, para a testagem sorológica dos
parceiros, na redução do uso indevido de drogas e também na diminuição
de atitudes discriminatórias entre familiares e amigos, dentre outros. Ações
estas que são decorrentes de uma conscientização maior dos clientes
quanto a necessidade de cuidar de si e do outro.
Poster
254
Onde está a Verdadeira Dificuldade da Prevenção
da Aids na FEBEM/Fundação Estadual para o BemEstar do Menor? São Paulo, Brasil, 1999
Autor(es): Camila Alves Peres - Programa Estadual DST/aids - Secretaria
de Estado da Saúde de São Paulo
Co-autores: Fernando da Silveira; Ney Luiz P. Álvares; Norman Hearst;
Ron Stall
Apresentador: Camila Alves Peres
Contato com o autor: [email protected]
Problema: A investigação surgiu devido as poucas ações de prevenção
desencadeadas pelo programa de treinamento e supervisão realizado no
ano de 1998 para 83 monitores de 14 unidades de internação da FEBEM.
Apesar dos monitores inscritos terem interesse em desenvolver ações
de educação, do treinamento ter sido bem avaliado devido ao
levantamento prévio de interesses e expectativas, e da metodologia ter
sido participativa, através de oficinas (workshops), os planos de trabalho
não se concretizaram efetivamente com os jovens.
Descrição do Projeto: Após 4 meses do término do programa e com o
esvaziamento das supervisões, foi realizado um grupo focal com 12
monitores e um questionário anônimo, com perguntas abertas, enviado
pelo correio e respondido por 45 monitores, para investigar as resistências
do trabalho de educação na instituição.
Principais Resultados: As respostas apontaram estes aspectos: 1)
condições de trabalho: falta de um lugar adequado para os jovens ( “como
os internos e os funcionários vão se sentir valorizados se tudo está caindo
aos pedaços? “); superlotação das unidades; monitores desqualificados
e em número insuficiente ( “quatro monitores com oitenta crianças, como
vai fazer atividades de educação?) “; falta materiais de apoio às ações
de educação; política da instituição voltada para contenção e não para
educação ( “a FEBEM fala que é uma instituição de reeducação, só se
for pela porrada. Lá não tem chance do garoto sair melhor, da gente
fazer um trabalho decente “); trabalhos educativos são pouco valorizados
e não tem continuidade ( “a gente sempre tem que parar o que está
fazendo para substituir alguém que faltou “); falta de um planejamento
prévio ou de cumprir o planejado; 2) cultura de educação: os monitores
se dividem entre “carcereiros “ e “educadores “ ( “mas trabalho de
verdade é o de tomar conta “); crença que os monitores devem evitar a
proximidade com os jovens ( “os meninos não devem nos olhar nos
Poster
255
olhos “); muitas vezes, os jovens são vistos como criminosos ( “a gente
não pode dar mole par ladrão “), irrecuperáveis ( “as drogas e a
criminalidade já tomaram conta “) e traiçoeiros ( “prontos para fazer
rebelião e fugir “); crença no método de educar através da força,
humilhação e castigo ( “o garoto pede para apanhar, fica cutucando,
testando “); 3) sexualidade: costuma ser pede para apanhar, fica
cutucando, testando “); 3) sexualidade: costuma ser punida, vigiada e
reprimida ( “sexo, tanto entre os internos como entre os funcionários,
costuma ser tratado como algo sujo, errado, proibido e sem afetividade,
que acontece no contexto da “troca “ e da “subjugação “); em geral são
contra a distribuição de preservativos (“legitimaria o estupro e a
homossexualidade“).
Conclusões: Dados do estudo mostram que é necessário haver um
compromisso efetivo do Governo do Estado de São Paulo, dirigentes da
FEBEM, diretores e funcionários das unidades de internação com um
projeto educativo com os internos. O trabalho educativo na FEBEM não
pode estar desvinculado das condições de trabalho disponíveis, dos
recursos existentes e do suporte da instituição e da comunidade às ações
de educação. Além da capacitação dos funcionários, há a necessidade
de disponibilizar nas unidades, análise institucional para abarcar as
relações sociais, papéis e funções entre os vários seguimentos: diretoria,
“carcereiros“, “educadores“ e jovens, entre outros.
Poster
256
Auto-Tratamento de Condiloma Genital em Homens
Autor(es): Cândida Cordeiro de Souza - Ambulatório Municipal de DST/
aids da Prefeitura Municipal de Campinas SP
Co-autores: Ayrton Daniel Ribeiro Filho; Cândida Cordeiro de Souza;
Maria Cristina Ilário; Maria Dionísia C. Freire
Apresentador: Cândida Cordeiro de Souza
Contato com o autor: (19)234 9993
Problema: Observou-se que pacientes do sexo masculino portadores
de lesões condilomatosas em tratamento ambulatorial no AMDACampinas, apresentavam freqüentes recidivas num período variável entre
8 meses a 18 meses. As justificativas apresentadas pelos mesmos,
colaboravam a avaliação técnica, resumindo-se no abandono que ocorreu
pelos seguintes fatores: 1) Dificuldade de acesso ao serviço, por razões
econômicas e/ou trabalhistas (dispensa de pelo menos 2 vezes na semana
para o tratamento com ATA, em regime ambulatorial). 2) Desgaste físico
e emocional, pela necessidade de locomoção para tratamento, muitas
vezes prolongado pelas dimensões das lesões.
Objetivos: Implantar uma estratégia melhorando a adesão ao tratamento e
diminuição da recidiva. Testar a abordagem de interação educativa técnicapaciente como investimento primordial no autoconhecimento corporal e
suas relações com as informações repassadas sobre as DST/aids.
Descrição do Projeto: Utilizou-se intervenções individuais e grupos
de educação em saúde, apresentando o projeto em alguns momentos
interativos estratégicos: 1º momento - Abordagem do autoconhecimento
corporal, informações sobre as DST e suas inter-relações. 2º momento Reflexão do conteúdo anterior, suscitando e estimulando a questão da
sexualidade na vida sexual e atividade físicas. 3º momento - Verificação
conjunta técnico-cliente, individualmente, sobre a possibilidade da
introdução da autocauterização com ATA. Os critérios mínimos para
esta indicação foram de responsabilidade técnica. Nos pacientes
selecionados, foram realizados 3 auto-aplicações iniciais sob supervisão,
seguido de liberação para auto-tratamento domiciliar e retorno semanal
nas primeiras aplicações, posteriormente quinzenal até a alta após
peniscopia de controle terapêutico. Durante todo o processo, mantevese as interação médico-enfermagem.
Principais Resultados: Oitenta por cento preencheram os critérios de
indicação para autotratamento, sendo que 100% destes aderiram ao projeto
proposto sem nenhuma intercorrência. O período que compreende o
Poster
257
tratamento, variou de 1.5 mês a 3 meses. Os restantes 20%, composto
por pacientes presidiários e que não obedeciam aos critérios mínimos de
seleção, receberam tratamento no serviço. Após 18 meses da implantação
do projeto de auto-tratamento, observou-se apenas 1 caso de recidiva,
para um paciente com aids, no qual o tratamento foi dos mais prolongados.
Conclusões: Embora avaliado o risco da autocauterização com ATA a
implantação do projeto não ocasionou nenhuma intercorrência, como
queimaduras ou lesões graves. A alta resolutividade e a diminuição do
período de tratamento, verificados, alcançaram grande aceitação e
satisfação pelos pacientes, influenciando marcadamente a adesão ao
processo. Os autores sugerem que a seguir do desaparecimento da lesão
a alta ocorra somente após três peniscopias negativas com intervalo
trimestral entre elas. Dentro do Sistema Único de Saúde, a criação que
novas estratégias e a flexibilização e a humanização da postura técnica
que trazem o paciente para uma interação ativa e participativa no seu
processo de saúde e doença, são fatores fundamentais para a legitimação,
eficiência e qualificação da assistência à saúde.
Poster
258
Aconselhamento e Orientação para Prevenção de
DST/Aids: Avaliação da Incorporação da Atividade
na Coleta de Papanicolau
Autor(es): Carla Gianna Luppi - Centro de Saúde Escola Barra Funda FCM Santa Casa-SP
Co-autores: Cristiane H. Jesus; João B. Silva; Marta C. Andrade; Rita
C. A. Souza; Rute L. S. Oliveira.
Apresentador: Carla Gianna Luppi
Contato com o autor: [email protected]
Problema: Avaliar o impacto de atividade educativa para prevenção de
DST/aids em mulheres que participaram da coleta rotineira de papanicolau.
Descrição do Projeto: A população do estudo foi composta por mulheres
atendidas no serviço no período de maio de 1998 à março de 1999, que já
realizaram pelo menos uma vez a coleta de papanicolau e aconselhamento.
Estas mulheres foram entrevistadas, e realizaram coleta de sangue, secreção
vaginal e cervical. Provas laboratoriais foram realizadas para detecção de
infecção por HIV, VDRL, Hemophilus vaginalis, trichomonas e clamídia.
Principais Resultados: Foram realizadas 187 entrevistas. Das mulheres
(150) que referiram utilizar algum método contraceptivo foi observado
que 43,3% estavam utilizando o preservativo. Das mulheres investigadas
foi encontrado 30,7 % com infecção por leveduras, e 23,3% com infecção
por hemophilus vaginalis. Não houve associação de efeito protetor
estatisticamente significante entre o uso de preservativo e a infecção por
hemophilus vaginalis e leveduras. Nas mulheres com diagnóstico de outras
DST: (5 com tricomoníases, 3 com clamídia e 1 com HIV) não houve
referência ao uso consistente de preservativo nos últimos 6 meses.
Conclusões: Estas mulheres referiram uma utilização de preservativo
superior ao encontrado em outros estudos. Porém apesar da referência
de uso de preservativo ser elevado houve manutenção na prevalência
de infecção por levedura e hemophilus, em relação aos anos anteriores.
Apesar do preservativo ter se tornado uma opção contraceptiva mais
freqüente nestas mulheres, ainda ocorrem muitas dificuldades para a
adesão ao uso consistente do preservativo em todas as relações sexuais.
Poster
259
Mulheres Infectadas pelo HIV 1 Atendidas em um
Centro de Orientação e Aconselhamento DST/Aids:
o Subtipo do HIV 1
Autor(es): Carla Gianna Luppi - Deptº Medicina Preventiva- FMUSP
Co-autores: Claudia Barreto; Ester Sabino; José Eluf Neto; Valéria Buccheri.
Apresentador: Carla Gianna Luppi
Contato com o autor: [email protected]
Problema: O objetivo deste estudo foi avaliar a associação do subtipo do
HIV 1 com a contagem diferencial de linfócitos CD4 em mulheres infectadas.
Descrição do Projeto: Mulheres infectadas pelo HIV 1 atendidas em um
centro de orientação e aconselhamento anônimo em São Paulo (COAHenfil), no período de fevereiro de 1995 à dezembro de 1996, foram
avaliadas quanto ao subtipo do HIV 1, e a contagem diferencial de
linfócitos CD4. Foi aplicado questionário para obtenção de informações
relacionadas ao comportamento sexual e situações de risco para o HIV.
Principais Resultados: Das 115 mulheres infectadas incluídas na
investigação, foi possível realizar subtipagem do HIV 1 em 100, destas
foram encontrado subtipo B em 85, e subtipo F em 15. Não houve
associação entre o subtipo do HIV 1 e a história de uso de droga injetável
(UDI) e parceria sexual com UDI; a história anterior de prostituição
também não foi associado ao subtipo. Em 62 mulheres foi possível
avaliar a contagem diferencial de linfócitos CD4; das 51 mulheres com
subtipo B 15,7% apresentaram CD4<200mm3, das 11 mulheres com
subtipo F 36,4% apresentaram CD4<200mm3, esta diferença de
proporção não foi estatisticamente significante (p=0,25).
Conclusões: Em um serviço de aconselhamento anônimo, procurado
espontaneamente pela população, as mulheres infectadas apresentaram
freqüência semelhante de subtipo do HIV 1 encontrado em outros estudos
conduzidos no Brasil. O subtipo do HIV 1 não esteve relacionado com a
evolução da doença e com outros fatores de risco para a infecção pelo HIV.
Poster
260
Caso Clínico: Usuário de Droga Injetável HIV+
Autor(es): Carla Silveira - Centro Mineiro de Toxicomania
Co-autores: Francisco Cordeiro – Coordenação Estadual de DST/Aids Minas Gerais; Raquel Martins Pinheiro – Centro Mineiro de Toxicomania.
Apresentador: Carla Silveira
Contato com o autor: [email protected]
Problema: Apresentação de um caso clínico atendido no ambulatório e
no Núcleo de Assistência Psicossocial do Centro Mineiro de
Toxicomania (CMT) - Belo Horizonte. Esta intervenção apontou para
questões importantes que se interligam: saúde mental, adesão ao
tratamento anti-retroviral e redução de danos.
Descrição do Projeto: Atendimento psicoterápico individual no
ambulatório e acolhimento no Núcleo de Assistência Psicossocial no
CMT, encaminhamento para tratamento para o HIV, acompanhamento
psiquiátrico no CMT e Hospital Galba Veloso. Atualmente permanece
em atendimento psicoterápico e psiquiátrico no ambulatório do CMT e
está em tratamento com anti-retrovirais no Setor de Infectologia do
Hospital das Clínicas/UFMG.
Principais Resultados: Frente à intervenção houve adesão ao tratamento
do abuso de drogas; interrupção do uso de droga injetável; início do
tratamento com anti-retrovirais (após 15 anos do resultado HIV+).
Conclusões: Importância do conhecimento da estrutura clínica do
paciente para o planejamento (abordagem, intervenção e condução) do
tratamento de usuário de droga HIV+ .
Poster
261
Gênero, Saúde e Cidadania no Combate às DST/
Aids no Subúrbio Ferroviário de Salvador - BA
Autor(es): Carolina Pedroza de Carvalho - AMPLA - Associação de
Moradores de Plataforma
Co-autores: Cécilia Vanderléia Alves Barreto; Daiane Cristina Soveral
Burgos; Glícia Gleide Gonçalves Gama; Roberta Fonseca Sampaio.
Apresentador: Carolina Pedroza de Carvalho
Contato com o autor: [email protected]
Problema: Salvador, a terceira maior cidade do Brasil, completou em
março de 1999, 450 anos de fundada, com 2 milhões e meio de habitantes
e população predominantemente negra (80%). De acordo com o
Ministério da Saúde, no Nordeste há 18,4 casos de aids para 100 mil
habitantes, índice quase igual à Bahia, que é de 18,4. Mas para Salvador
o índice é maior tendo 73,78 e a RMS (Região Metropolitana de
Salvador) 81,7. Hoje a epidemia se propaga mais nas camadas mais
pobres da população e nas áreas urbanas (A Tarde, 30.06.98).No Brasil,
em 1984, 35% dos homens e 14% das mulheres, na idade inferior a 15
anos, já tinham tido experiência sexual. Em 1998, estas cifras subiram
para 47% e 37% respectivamente (Folha de São Paulo, 22.09.99),
mostrando assim que dentro deste universo de jovens, as mulheres
adolescentes estão com risco de adquirir DST, uma vez que iniciam
suas relações sexuais precocemente. Atualmente o Subúrbio Ferroviário
de Salvador tem uma população estimada de mais de 500 mil habitantes,
da qual a maioria são mulheres e conforme dados oficiais, é a área de
piores indicadores epidemiológicos. Isso decorre do abandono completo
dado por partes dos poderes públicos no nível municipal, estadual e
federal no que tange à questão da saúde. Mesmo tendo uma população
maior que o município de Feira de Santana, o subúrbio só possui um
pequeno hospital, alguns minipostos e dois centros de saúde de médio
porte, nos quais os recursos humanos e materiais são deficientes e as
ações preventivas quase não existem. Assim, a precariedade dos serviços
de saúde associados as carentes condições de vida do subúrbio reflete a
desinformação em saúde e a ausência do exercício da Cidadania.
Descrição do Projeto: Este trabalho tem como proposta, diminuir o
grau de desinformação presente no Subúrbio Ferroviário de Salvador e
conscientizar a população que saúde é qualidade de vida; é exercício de
cidadania. Objetiva reduzir a incidência de casos de DST/aids na área do
Distrito Sanitário do Subúrbio Ferroviário de Salvador, criando mecanismos
Poster
262
que facilitem os processos de educação e mobilização em defesa do direito
à saúde e participação comunitária em todos os níveis de organização,
definição e implantação de ações de saúde individual e coletiva, estimulando
o exercício da cidadania e a democratização dos saberes. Assim, este projeto
tem como metodologia: treinamento da equipe de multiplicadores no Distrito
Sanitário do Subúrbio Ferroviário de Salvador; planejamento das oficinas
comunitárias, principalmente aquelas relacionadas ao combate de DST/
aids e da saúde da mulherb; levantamento de dados primários/secundários,
buscando a democratização da informação; registro de atividades:
fotografias, filmagens, anotações, gravações etc; aconselhamento individual
sobre direitos reprodutivos, métodos contraceptivos, prevenção das DST/
aids, distribuição de preservativos e encaminhamento aos serviços; programa
na rádio comunitária; visitas domiciliares; seminários de avaliação das
oficinas por bairro; semana da saúde e cidadania e combate as DST/aids do
Subúrbio; gincana da saúde.
Principais Resultados: Reforçar e ampliar o trabalho de educação em saúde,
em especial da mulher; Consolidar uma equipe de multiplicadores que
reforce a cidadania e a consolidação do SUS; Multiplicar as informações
através da Rádio Comunitária e outros meios; Ampliar os conhecimentos
sobre saúde e cidadania da população local. Orçamento total: R$48.620,00
Conclusões: O desconhecimento do corpo e suas funções, associado a
sentimentos negativos sobre o mesmo, é ainda a origem de múltiplas
disfunções sexuais afetando, assim, junto a outros fatores, o exercício
pleno de sua sexualidade, promover condições de intervenção social
das mulheres, em nível de elaboração de políticas públicas e privadas,
com base em suas necessidades e no exercício de sua cidadania. Daí a
necessidade imperiosa de se construir uma imagem própria, verdadeira,
uma identidade feminina que possibilite à mulher uma vida harmoniosa
consigo mesma e com a sociedade que a cerca. Consideramos como
passo fundamental na construção dessa nova identidade feminina, a
conscientização da mulher dos direitos enquanto cidadã. Entendemos
que a educação voltada para a população de baixa renda, não deve se
basear numa ideologia paternalista, nem ter o caráter de “prêmio”, mas
o de um direito assegurado a todo indivíduo. A questão da saúde implica,
portanto, em um repensar de seus determinantes em nível macro e numa
sociedade com adoção de políticas mais justas e que venham a contribuir
para uma melhoria da qualidade de vida da população.
Poster
263
As Unidades de Saúde e o Programa de Redução
de Danos de Porto Alegre
Autor(es): Caroline Schneider Brasil - Secretaria Municipal de Saúde
de Porto Alegre Politica de Controle DST/aids
Co-autores: Antônio Carlos Garcia Martins; Cristiano Gregis Deivez;
Edu Mello Domingues; Domiciano Siqueira; Fátima Machado; Maria
Leda Brasil; Maria Luisa dos Santos; Miriam do Carmo Pereira; Ricardo
Kuchenbecker; Tânia Regina Telles; Vera Machado de Oliveira.
Apresentador: Fatima Machado
Contato com o autor: [email protected]
Problema: Um terço dos casos de aids em Porto Alegre está relacionado
direta ou indiretamente ao uso de drogas injetáveis. Em vista desta
realidade, em 1996 surge o Programa de Redução de Danos de Porto
Alegre, o qual tem como objetivo geral a prevenção da transmissão do
vírus HIV, hepatites e outras DSTs entre usuários de drogas injetáveis e
sua rede de interação social. Um dos objetivos específicos mais
relevantes é o ampliação das intervenções de redução de danos na rede
de unidades sanitárias locais, com o intuito de multiplicar os pontos de
Troca de Seringas e assistência ao UDI.
Descrição do Projeto: A metodologia utilizada pelo Programa de
Redução de Danos para este fim consiste em: contatar com as Unidades
Sanitárias Locais situadas em áreas de grande incidência no uso de
drogas; realização de oficinas de sensibilização e capacitação dos
técnicos de saúde destas unidades para as questões afeitas a redução de
danos; realização de oficinas para a capacitação dos técnicos para
implantação de Programas de Troca de Seringas; apresentação dos
redutores de danos às equipes; apoio e supervisão às unidades durante
o processo de implantação do Programa Troca de Seringas.
Principais Resultados: Quatorze unidades de saúde sensibilizadas e
capacitadas em redução de danos; quatorze unidades com Programas
de Troca de Seringas implantados; nº significativo de técnicos de saúde
atuando como multiplicadores em drogas/aids/redução de danos.
Conclusões: Reconhecimento da importância das unidades de saúde
no processo de desenvolvimento das estratégias de redução de danos;
divulgação das experiência do município de POA em redução de danos.
Poster
264
O Programa de Redução de Danos de Porto Alegre
Autor(es): Caroline Schneider Brasil - Secretaria Municipal de Saúde
de Porto Alegre, Política de Controle das DST/aids
Co-autores: Antônio Carlos Garcia Martins; Cristiano Gregis Deivez;
Edu Mello Domingues; Domiciano Siqueira; Fátima Machado; Maria
Leda Brasil; Maria Luisa dos Santos; Miriam do Carmo Pereira; Ricardo
Kuchenbecker; Tânia Regina Telles; Vera Machado de Oliveira.
Apresentador: Caroline Schneider Brasil
Contato com o autor: [email protected]
Problema: O uso de drogas injetáveis quando associado a transmissão
do vírus HIV é um problema de saúde pública de grande magnitude no
mundo e Brasil. Aproximadamente 25% dos casos de aids em Porto Alegre/
RS são entre usuários de drogas injetáveis (UDI). Em vista desta realidade,
em 1996 surge o Programa de Redução de Danos de Porto Alegre, o qual
tem como objetivo geral a prevenção da transmissão do vírus HIV, hepatites
e outras DST entre usuários de drogas injetáveis e sua rede de interação
social. A soropositividade entre os UDI ligados ao PRD de POA atinge os
48,8%, o que nos aponta para a necessidade de fortalecimento e
continuidade das ações de redução de danos voltadas para esta população.
Descrição do Projeto: A metodologia do Programa de Redução de Danos de
Porto Alegre consiste em: contato com a comunidade e apresentação da proposta
de trabalho; identificação da rede de usuários de drogas injetáveis; paulatina
inserção do agente redutor de danos na rede de UDI; trabalho educativo e de
intervenção: distribuição de kits, preservativos e material educativo, distribuição
e troca de seringas e preservativos e material educativo, distribuição e troca de
seringas e agulhas, vinculação do UDI ao sistema de saúde; participação de
usuários e ex-usuários de drogas na equipe como redutores de danos; implantação
de Programas de Troca de Seringas nas Unidade Sanitárias da rede local;
envolvimento da sociedade civil organizada na proposta de redução de danos.
Principais Resultados: Acesso e vinculação de aproximadamente 700 UDI
ao PRD; aproximação significativa dos UDI aos serviços de atendimento em
DST/aids e dependência química; mudanças significativas de comportamento
dos UDI frente ao risco de contaminação por HIV através da diminuição da
taxa de compartilhamento de seringas em 60%; cerca de 150.000 seringas
distribuídas com percentual de retorno em torno de 80%; resgate significativo
de cidadania dos UD; reinserção social e profissional de uma pequena parcela
de UD através da criação da figura do redutor de danos.
Conclusões: Divulgação das experiência do município de POA em
redução de danos.
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265
Fala Educador - Ação Educativa em Sexualidade,
Saúde Reprodutiva e Prevenção em DST/Aids
Autor(es): Cely Regina Batista Blessa - NEPAIDS-USP(Núcleo de
Estudos da Prevenção da aids)
Co-autores: Camila Alves Peres - CRT em DST/AIDS e Núcleo de
Estudos para a Prevenção da aids - NEPAIDS-USP; Elisabeth Maria
Vieira - Grupo de Trabalho e Pesquisa em Orientação Sexual- GTPOS;
Ricardo de Castro e Silva – GTPOS; Vera Paiva - NEPAIDS-USP.
Apresentador: Cely Regina Batista Blessa
Contato com o autor: [email protected]
Problema: Desenvolver material educativo e de apoio específico para o
educador no trabalho de orientação sexual com jovens. Visa fornecer
subsídios para planejamento e viabilização de ações educativas em
cidadania, nas áreas de sexualidade, saúde reprodutiva, adolescência e
prevenção de DST/aids. Iniciativa conjunta entre: CRT-DST/aids,
NEPAIDS-USP, GTPOS e Laboratório Organon.
Descrição do Projeto: Elaboração desta cartilha por etapas: 1.
Levantamento (questionário enviado para escolas da rede pública de ensino
de SP) de quais são os temas de interesse dos educadores; 2. Sistematização
dos dados colhidos, subdividindo-os em capítulos; 3. Redação dos
capítulos realizada por especialistas; 4. Grupo focal com professores,
para aperfeiçoar o material e coletar sugestões; 5. Verificação final do
material através de grupo focal com professores; 6. Impressão e
distribuição da cartilha. O formato desta cartilha será de um fichário,
possibilitando ao educador acrescentar materiais de sua preferência. “Fala
Educador” procura ser interativa, fornecendo informações corretas e
atualizadas, material para transparências, sugestões de atividades, leituras
complementares e lista de sites eletrônicos e de endereços de serviços
públicos referentes aos temas tratados.
Principais Resultados: Os questionários foram enviados para 13 escolas
da rede pública de ensino de SP. Após sistematização dos dados, os
principais temas levantados pelos educadores foram agrupados em
capítulos: Adolescência; Sexualidade e Gênero; DST; aids e
Vulnerabilidade; Prevenção e Teorias de Mudança de Comportamento;
Como Elaborar Projetos de Orientação Sexual; Promoção em Saúde e
Direitos Reprodutivos; Uso Indevido de Drogas; Gravidez na
Adolescência; Conhecendo o ECA (Estatuto da Criança e do
Adolescente); Violência; Cidadania. A realização desta cartilha encontrase na redação e elaboração de cada capítulo.
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266
Conclusões: É possível elaborar um material interativo para os educadores,
vindo de encontro com a necessidade destes; podendo ser modificado,
acrescentando novos temas, materiais de apoio e atualizando dados e
informações. Somente com a união de esforços de Organizações
Governamentais, Universidades e Iniciativa Privada esta proposta é factível.
Poster
267
Consultoria às Escolas de I e II Graus das
Comunidades Periféricas. Educação em Saúde:
Anticoncepção e Prevenção das DST/Aids
Autor(es): Ceres Leonor Tavares Guedes - Universidade Federal de Pelotas
Co-autores: Gandhi Bottermund Galli; José Cleber Feliciano Ferreira;
Lúcia Helena G. Real; Magda Regina Bernardi; Mariley Senna Duarte;
Mercedes Simões Neves; Patrícia Villas Boas
Apresentador: Mariley Senna Duarte
Contato com o autor: [email protected]
Problema: De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde, a
faixa etária de maior risco de contágio em aids está compreendida entre
os 14 e 25 anos. A aids ainda não tem cura e a única maneira que podemos
evitá-la, é através da prevenção. Considerando os problemas detectados
através do projeto de Consultoria Escolar, pela constatação da
desinformação dos alunos, em relação à sexualidade, especificamente
ao que se refere à métodos anticoncepcionais, DST e aids e ainda, pela
deficiência ora existente no sistema educacional neste setor, as
orientadoras educacionais e o grupo do projeto juntamente com a equipe
de saúde do Centro Social Urbano do Areal optou, desde o ano de 1995
por dar início ao sub-projeto de prevenção em DST/aids e gravidez
indesejada na adolescência.
Metodologia: Reunião das equipes para elaborar o plano de trabalho.
Apresentação da proposta em cada escola.
Execução: Reuniões com pais e professores para sensibilização do
problema e conscientização da importância da prevenção em DST/aids.
Reuniões com alunos adolescentes durante o período escolar, nas quais
são debatidos assuntos a partir de dúvidas levantadas previamente com
os mesmos, sobre o inquietante assunto da sexualidade. A partir das
necessidades dos adolescentes, são selecionadas oficinas que levem à
reflexão dos problemas levantados. Avaliação sistemática do andamento
do projeto, bem como, de acordo com a necessidade, reciclagem da equipe.
Principais Resultados: A equipe de saúde teve implantado este projeto
em 05 escolas estaduais. Cada escola atingida têm em média 800 alunos
matriculados, atingindo desta forma 4.000 adolescentes.O número de
professores atingidos em todas as escolas é em torno de 270.
Conclusões: O projeto vem gradativamente atingindo seus objetivos,
principalmente no que se refere a abordagem aos adolescentes, sendo
que na escola em que foi mais intenso o trabalho junto aos mesmos,
Poster
268
houve apenas um caso de gravidez na adolescência. A equipe como
um todo vem, ampliando sua forma de comunicação com adolescentes,
professores e pais, sendo esta um constante aprendizado onde se observa
que tem tanto o corpo discente como o corpo docente da escola
necessitam constantemente serem ouvidos em suas angustias. A partir
da escuta de seus questionamentos e ansiedades podemos definir o
rumo de nossas novas ações.
Poster
269
Prevenção em DST/Aids no Sistema Penitenciário
em Fortaleza-Ceará
Autor(es): Christiana Oliveira Nogueira - Secretaria de Saúde do
Estado do Ceará
Co-autores: Irlene Gurgel do Amaral; Rogério Costa Gondim
Apresentador: Christiana Oliveira Nogueira
Contato com o autor: [email protected]
Problema: O aparecimento de um número importante de casos de DST
e tuberculose junto a população carcerária do Município de Fortaleza/
CE, estimulou a implatação de um projeto de prevenção das DST/aids
nesta população.
Descrição do Projeto: A Secretaria de Justiça do Ceará em parceria a
SESA/CE, vem desenvolvendo desde 1995 um Projeto de Intervenção
Comportamental para Prevenção das DST/aids junto a população
carcerária de Fortaleza. Entre 95/96 foram trabalhados 2 grandes
presídios da capital: IPPS e IPOO. A partir de 1997 o projeto foi ampliado
para mais 4 presídios, totalizando 06 presídios contemplados. O projeto
é supervisionado por 2 profissionais da área da saúde e foram capacitados
60 internos nos presídios como monitores. As atividades do projeto
incluem treinamentos, oficinas de sexo seguro, intervenção face a face,
produção de material de IEC, seminários, distruibuição de materiais.
Principais Resultados: Treinamento de 7 supervisores, formação de
30 multiplicadores, produção de 1 vídeo educativo, realização de 04
seminários, encontro educativos envolvendo efetivos do Corpo de
Bombeiro e Polícia de Trânsito. Realização de Encontros Relatórios
para Sífilis e HIV, produção de 02 jornais para os participantes do projeto,
criação e produção de peça de teatro, realização de jogo de futebol
entre os internos do presídio onde os uniformes dos times circulavam
mensagem educativas sobre aids (a pedido dos internos treinados).
Conclusões: Apesar das dificuldades inerentes ao projeto desenvolvido
junto a população careceria, o mesmo tem apresentado ótima
aceitabilidade junto aos internos, favorecido a auto-estima dos
presidiários, assim como, ampliando cada vez mais o interesse na
participação das atividades do projeto.
Poster
270
Prevalência de DST em Pacientes Infectados pelo
HIV/Aids no Centro de Pesquisa Hospital Evandro
Chagas (1995-1997) - CPQHEC/Fiocruz
Autor(es): Claudia Teresa Vieira de Souza - Fundação Oswaldo Cruz
Co-autores: Adriana Silva Muniz; Antenor Lúcio dos Santos; Belarmina
Trindade Luz; Frits Sutmoller; Ingbourg Georg; Maria Cristina da
Silva Lourenço
Apresentador: Claudia Teresa Vieira de Souza
Contato com o autor: [email protected]
Problema: O papel do enfermeiro tem fundamental importância na
promoção à saúde e na contribuição direta no controle e prevenção das
DST. O embasamento científico deve ser intensificado tanto em nível
de assistência quanto de vigilância epidemiológica, pois o fato de
notificar a suspeita da doença pode significar a adoção das medidas de
prevenção e controle indicadas.
Descrição do Projeto: Identificamos as DST relatadas pelo Serviço de
Epidemiologia através das fichas de notificação de aids de pacientes do
CPqHEC no período de 1995-97. Alguns diagnósticos foram obtidos
através de confirmação laboratorial.
Principais Resultados: Avaliaram-se algumas características dos 298
pacientes soropositivos para o HIV matriculados no CPqHEC no período
de 1995-97. Observamos que 274 (83%) do grupo sob estudo concentravase na faixa etária de 16 a 49 anos e que 193 (65%) eram do sexo masculino.
Verificamos, também, que mais da metade da amostra, ou seja, 172 (58%)
pacientes referiram ser heterossexuais. Quanto as DST, constatamos 57
(19%) casos, sendo que destes 19 (33,3%) de sífilis, 15 (26,3%) condiloma
acuminado, 13 (22,8%) herpes genital, 7 (12,3%) candidíase vaginal, 2
(3,5%) de gonorréia e 1 (1,8%) caso de hepatite B.
Conclusões: Considerando a problemática em questão, estratégias para
a implantação de um Programa das DST no Ambulatório do CPqHEC
devem ser consideradas, pois o presente trabalho aponta para a
necessidade de realizar atividades de assistência que priorizem a
percepção de risco, mudanças no comportamneto sexual, utilização
adequada de preservativos, treinamento e capacitação dos profissionais,
em particular o enfermeiro para atuação na área das DST.
Poster
271
Sexualidades e
Institucionalizado
Saúde
Mental:
um
Olhar
Autor(es): Claudio Gruber Mann - Instituto de Psiquiatria da UFRJ/IPUB
Co-autor(es): Suely Broxado de Oliveira
Apresentador: Claudio Gruber Mann
Contato com o autor: [email protected]
Problema: Compreender as representações sociais que os indivíduos
com problemas psiquiátricos possuem a respeito de sua sexualidade e
como esta é vista pela sociedade, implica na necessidade de conhecer o
discurso, além da situação que define os indivíduos que as produz.
Como estas sexualidades são percebidas por quem está internado em
uma instituição psiquiátrica?
Descrição do Projeto: O trabalho de campo foi feito através da análise
e interpretação de entrevistas e relatos de experiências. Os objetivos
propostos foram: investigar as representações da sexualidade de
indivíduos que estão internados em uma Instituição Psiquiátrica e
analisar tais representações.
Principais Resultados: Os resultados obtidos demonstraram que a
existência de sexualidades nos pacientes psiquiátricos é uma realidade,
havendo um controle pela Sociedade dos valores éticos, filosóficos,
sociais e morais, que pode impedir tais sexualidades de aflorarem no
meio institucional. Percebeu-se que a maneira mais comum de lidar
com suas sexualidades, quando internados, é a masturbação. Porém,
metade dos entrevistados já mantiveram relações sexuais dentro da
instituição. Observou-se também, que a sexualidade não é somente
referida ao ato sexual em si, representando uma relação afetiva e de
amor entre duas pessoas.
Conclusões: Constatou-se que a sociedade ainda preserva grandes
preconceitos e estigmas em relação aos pacientes psiquiátricos e que
sua sexualidade, por vezes, não é e nem pode ser questionada. Portanto,
a assistência e o cuidar a estes indivíduos não devem ser diferenciados
da maioria, uma vez que suas sexualidades ainda coexistem com seus
problemas psiquiátricos, mesmo sendo vistas sob um outro olhar : um
olhar (des) institucionalizado.
Poster
272
Organizações Não-Governamentais/Aids – o
Contam sobre sua Prática
quê
Autor(es): Clavdia Nicolaevna Kochergin - Faculdade de Saúde Pública
- Universidade de São Paulo
Co-autor(es): Rubens de Camargo Ferreira Adorno
Apresentador: Clavdia Nicolaevna Kochergin
Contato com o autor: [email protected]
Problema: Este projeto de pesquisa possui como ponto de partida a
idéia de que as Organizações Não-Governamentais que atuam com a
Síndrome da Imunodeficiência Adquirida ou simplesmente ONG/aids
contribuem de maneira singular para a construção de respostas/
enfrentamento à epidemia de aids, sendo esse um movimento global.
Descrição do Projeto: Incursionamos pelo universo das ONG/aids
Município de São Paulo, utilizando para tanto: entrevistas com
representantes administrativos e “usuários” (dos serviços oferecidos
pelas organizações), de dez entidades; registros em cadernos de campo
e materiais (documentos) produzidos pelas ONG/aids.
Interessávamos-nos em saber suas origens, suas histórias, a forma pela
qual se estruturam e se instrumentalizam para as atividades a que se
dispõem. Qual o papel que acreditam caber ao Estado e qual o papel
que acreditam possuir na história da resposta à epidemia de aids.
Principais Resultados: As ONG/aids comportam uma variedade de
estilos e desenvolvem ações em consonância a estes estilos. Em linhas
gerais pudemos apreender alguns aspectos que lhe são comuns: foram
formadas por pessoas que direta ou indiretamente viram-se afetadas
pela epidemia e que possuíam o desejo de “fazer alguma coisa”,
responder aos desafios que ela trazia. Este “fazer alguma coisa”,
traduziu-se em ações no sentido assistencialista, em termos de “assistir”
aos indivíduos inicialmente doentes e num segundo momento passou a
incluir indivíduos HIV+. Outras atuam no sentido da prevenção à doença
propriamente dita. O Estado é visto como responsável pela implantação
de políticas públicas de saúde adequadas, uma vez que cabe a ele a
responsabilidade pela Saúde e Educação. Reservam para si o papel de
pressionadores do Estado para que este cumpra com sua
responsabilidades. Em alguns casos colocam-se como complementares
e parceiras. Enfim, desempenham funções bem determinadas e podem
complementar e aperfeiçoar a resposta governamental.
Poster
273
Conclusões: A preocupação com a construção do saber sobre aids e
acesso às informações são outros aspectos relevantes. Preocupações
com o futuro aparecem no momento em que apontam dificuldades
financeiras. O Ministério da Saúde vem sistematicamente diminuindo
os financiamentos e isto compromete a sobrevivência das ONG. Deste
modo a questão da sobrevivência coloca-se como o grande desafio a ser
enfrentado pelas organizações. Relacionam-se entre si, trocam
informações e experiências, organizam-se para tanto articulando o Fórum
das ONG/aids. Possuímos assim, elementos suficientes para acreditar
que a Saúde Pública deva buscar a compreensão deste fenômeno
associativo a fim de inserir-se neste processo de resposta.
Poster
274
Produção dos CTA - Município do Rio de Janeiro 1997.
Autor(es): Cosme Marcelo Furtado Passos da Silva - Fundação
Oswaldo Cruz - Escola Nacional de Saúde Pública - DEMQS- CLAVES
Co-autores: Ferreira, M.; Gomes, M.; Silva, S.B
Apresentador: Cosme Marcelo Furtado Passos da Silva
Contato com o autor: [email protected]
Problema: Até 31/05/99 o Estado do Rio de Janeiro possuía 25.131
casos de aids notificados, sendo o segundo estado brasileiro em número
absoluto de casos. Desde o início da década de noventa, a implantação
de Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA) foi uma importante
estratégia para a detecção precoce da infecção pelo HIV, associada ao
aconselhamento pré e pós exame anti-HIV, realizando o encaminhamento
para o tratamento especializado, favorecendo ainda a ampliação de
práticas seguras às DST/HIV.
Descrição do Projeto: Conhecer as características da clientela
assistida pelos CTA da cidade do Rio de Janeiro, utilizando para tal
os dados dos serviços de 1997. Foram analisados os CTA São
Francisco, Rocha Maia e Madureira, considerando-se as variáveis
de sexo, categoria de exposição ao risco, faixa etária, escolaridade,
presença de DST e condição sorológica.
Principais Resultados: A partir do banco de dados montado, constatouse que nos três CTA foram atendidas 7.449 pessoas em 1997, sendo
4.090 do sexo masculino (54,9%); 3.358 do sexo feminino (45,1%) e
uma que não possuía sexo registrado. Em relação às idades, as três
faixas com maior número de pessoas foram de: 25 a 29 anos com
proporção de 19%; de 20 a 24 anos com 18,4% e de 30 a 34 anos com
17,2%. Estas três faixas representaram 54,6% do total da clientela
assistida. Em relação às DST, haviam registros entre 1.802 usuários,
dos quais 502 (27,9%) pessoas relataram já terem tido alguma DST
(sem explicitar quando) e 1.300 (72,1%) declararam que não haviam
tido. Sobre os resultados dos exames, se excluirmos os resultados
ignorados e os de sangue hemolizado, teremos um número de 5.566
pessoas com exames anti-HIV conhecidos (sendo 2.974 do sexo
masculino e 2.592 do sexo feminino), nos quais 4.814 (86,5%) tiveram
resultados negativos; 695 (12,5%) resultados positivos; e 57 (1,0%)
resultados inconclusivos. A correlação entre o sexo e os resultados dos
exames anti-HIV conhecidos mostrou uma taxa de soropositividade de
Poster
275
9,0% entre as mulheres (com 232 mulheres com resultados positivos) e
de 15,6% entre os homens (com 463 homens com resultados positivos).
Considerando-se a relação entre a escolaridade e os resultados dos
exames, encontramos que entre os 5.429 sujeitos com essas duas
informações conhecidas, a proporção de soropositividade foi de 0,4%
entre os analfabetos; de 1,4% entre os de nível elementar; de 5,4%
entre os de I Grau; de 4,0% entre os de II Grau e de 1,3% entre os de
nível superior. Entretanto, ao considerarmos o número de pessoas dentro
de cada faixa de escolaridade, encontramos que entre as 105 pessoas
analfabetas, 19% apresentaram sorologia positiva. Entre as 445 pessoas
de nível elementar esse percentual foi de 16,9%; entre as 1.914 pessoas
com I Grau foi de 15,4%; entre as 1.919 pessoas com II Grau foi de
11,2% e entre as 1.046 pessoas de nível superior foi de 6,6%. Ao
analisarmos estes percentuais, percebemos que a soropositividade decai
com o crescimento da escolaridade. Se considerarmos os resultados
dos exames anti-HIV conhecidos e as categorias de exposição ao risco
conhecidas, a proporção de soropositivade dentro da categoria de risco
exclusivamente heterossexual foi de 9,5% entre 3.923 pessoas.
Conclusões: Os percentuais de soropositividade encontrados nos CTA
não podem ser extrapolados para a população geral, entretanto os
dados encontrados corroboram e confirmam algumas análises
nacionais dos casos de aids que apontam para uma maior expansão
da epidemia entre pessoas com baixa escolaridade e para a sua
progressão entre mulheres e adultos jovens.
Poster
276
Doenças Sexualmente Transmissíveis no Núcleo
Municipal DST/Aids - João Pessoa, ParaíbaNordeste - Brasil
Autor(es): Crisemy de Fátima Benicio Almeida - Núcleo Municipal DST/
aids - João Pessoa
Co-autores: Diniz, A.S.; Lola, M.M.F; Miranda, M.B.L.S.; MirandaS., S.M.; Oliveira, R.S.
Apresentador: Crisemy de Fátima Benicio Almeida
Contato com o autor: [email protected]
Problema: Na maioria dos países, as DST enquadram-se no grupo de maior
incidência entre as doenças infecciosas, ressaltando que a aids constitui hoje
uma questão de saúde pública de difícil controle no Brasil e no mundo. Sabese que, para minimizar a sua transmissão e propagação é necessário um maior
conhecimento da sua distribuição. No Estado da Paraíba, não existem dados
consolidados e divulgados abordando aspectos epidemiológicos das DST.
Objetivo: Estimar a ocorrência e a distribuição da Sífilis e da infecção
por HIV, em indivíduos atendidos no Núcleo Municipal de DST/Aids,
nos Municípios da grande João Pessoa, Estado da Paraíba.
Métodos: Foi realizado um levantamento dos casos ativos destas duas
morbidades, em 1.891 indivíduos, atendidos no Núcleo Municipal de
DST-Aids, procedentes dos municípios da grande João Pessoa-Paraíba,
no período de setembro de 1998 a setembro de 1999. Foram coletadas
variáveis sociodemográficas (sexo, idade, procedência) e laboratoriais
(sorologias para Sífilis e aids).
Principais Resultados: As prevalências de Sífilis e aids foram de 7,6%
e 0,4%, respectivamente. O percentual de homens com positividade para
sífilis (11%) foi significativamente maior (p<0,05) do que o observado
para as mulheres (6,3%). Indivíduos acima de 20 anos apresentaram riscos
significativamente maiores (p<0,05) de positividade para sífilis (9,5%),
em relação aos indivíduos mais jovens (4,3%). Entre os 25 indivíduos
encaminhados para confirmação de HIV, 32% apresentaram positividade
para HIV e 12% foram positivos simultaneamente para HIV e Sífilis. A
procedência de casos reagentes para Sífilis e aids ocorreu,
predominantemente, em bairros de classe média baixa.
Conclusões: Indivíduos do sexo masculino, maiores de 20 anos e procedentes
de bairros de classe média baixa, constituíram o grupo de maior risco para
contrair DST. Logo, faz-se necessária a implementação de ações de caráter
predominantemente educativo no programa de prevenção e controle das DST/
aids, focalizando, sobretudo, este grupo populacional de maior risco.
Poster
277
Uma Interlocução Entre o Cotidiano dos
Profissionais da Saúde do CR-DST/Aids - Fidélis
Ribeiro e Prevenção em DST/Aids
Autor(es): Dagmar Creilde dos Santos - Centro de Referência de DST/
AIDS - Fidélis Ribeiro - Programa Municipal DST/AIDS São Paulo SP
Apresentador: Dagmar Creilde dos Santos
Contato com o autor: Rua Peixoto - 100 Vila Fidélis Ribei SAO PAULO
- SP 03627-010
Problema: Este projeto de intervenção técnica na área da saúde pública
do Centro de Referência DST/aids - Fidélis Ribeiro, unidade da
Secretaria Municipal da Saúde - São Paulo, prioriza o conhecimento e
compreensão do universo de pacientes que hoje vivem com o vírus da
aids (assintomáticos e sintomáticos), e que representam uma amostra
da comunidade local. O paralelo que pretendemos realizar entre as ações
de Prevenção DST/aids internas, direcionadas aos usuários da unidades
e as estratégias de intervenção técnica, a serem desenvolvidas pelos
profissionais da saúde no trabalho de informação e educação em DST/
aids, destinado às escolas, empresas, FEBEM, Organizações nãoGovernamentais, deve-se à necessidade de buscarmos nos soropositivos,
subsídios técnico - pedagógicos e subjetivos que atendam à
vulnerabilidade presente na população.
Objetivo: Desvelar o nível de vulnerabilidade à infecção por DST/aids
e os fatores socioculturais, econômicos e psicopolíticos presentes na
vida cotidiana dos usuários e que interferem significativamente no
processo de mudança de comportamento considerado de risco às DST/
HIV/aids. Estendem-se os objetivos específicos que seguem abaixo:
refletir e analisar criticamente a prática dos profissionais da saúde que
trabalham cotidianamente com pacientes que vivem com DST/HIV/
AIDS. aprofundar os conhecimentos sobre os elementos relativos à
subjetividade, presentes no processo de interação usuário- profissional
da saúde. identificar, na prática cotidiana os modos pelos quais os
profissionais da saúde priorizam os direitos à liberdade, à diversidade, à
singularidade para o resgate da cidadania.
Metodologia: Foi realizado estudo do Perfil Epidemiológico dos pacientes
do C.R. Fidélis Ribeiro, eleitos como sujeitos depoentes, usuários que
compõem as categorias: profissionais do sexo, usuários de drogas injetáveis
e mulheres casadas (considerando-se neste caso relacionamento fixo por
02 anos no mínimo). A opção pela diversidade de estilo de vida garantiram
Poster
278
o contorno dos pacientes dessa unidade de saúde. Dentre os critérios
para seleção da amostra, foram considerados: pacientes cuja vivência
institucional constava participação em atividades socioterapêutica grupais
e estavam inscritos neste serviço de especialidade em DST/aids há mais
de 06 meses. A participação em atividade socioterapêuticas grupais
viabilizaram reflexão e análise crítica sobre a instituição e a relação usuário
profissionais da saúde e a expressão de elementos que compõem a
subjetividade dos cidadãos. A amostra intencional propiciou o exercício
reflexivo com pacientes buscando resgatar seus sentimentos e a cidadania
perdida à medida que os direitos sociais tornarem-se fragilizados em
decorrência de preconceitos que enfrentaram e do estigma da
soropositividade. Para a consecução deste estudo, foram utilizadas a
técnicas de entrevistas individuais e realização de grupo focal, que
possibilitou a expressão de vivências, vínculos familiares, sentimentos e
esperanças, subsídios para o trabalho preventivo.
Principais Resultados: O trabalho da prevenção desenvolvido pela equipe
multiprofissional implica no reconhecimento dos valores desta
comunidade, identificação da constituição dos sujeitos que fazem parte
deste cotidiano e na percepção dos profissionais sobre as representações
sociais destes cidadãos à respeito da Síndrome de Imuno- Deficiência
Adquirida - “ SIDA” e outras DST. A relação que se estabelece entre
população usuária e profissional da saúde, requer envolvimento e
disponibilidade dos profissionais para perceberem e trabalhar sentimentos
que advêm de sua formação sociocultural, sendo uma das bases desta
relação: a questão do direito à liberdade à diversidade e à singularidade.
A atenção para a garantia dos direitos sociais, deve ser prestada igualmente
às intercorrências que se desdobram do enfrentamento e rompimento de
valores adquiridos, dos conflitos, culpas, preconceitos, medos e fantasias
que constituem os sujeitos. Esta será a matéria da subjetividade que se
estabelece na interação usuários que participam de um processo de
Prevenção às DST/aids e profissionais da saúde preocupados com as
estratégias de comunicação adequadas para atender às necessidade de
uma população que apresenta níveis consideráveis de vulnerabilidade ao
HIV/aids e portanto possuem o direito de terem suas subjetividades
identificadas e trabalhadas pela equipe de saúde.
Conclusões: Os profissionais da saúde devem desenvolver com os
pacientes uma relação de responsabilidade e abertura, que deverão estar
atreladas à confiança, para entender os elementos relativos à
subjetividade que interferem no processo de prevenção e educação em
Poster
279
DST/HIV/aids. O reconhecimento do princípio de autonomia dos sujeitos
deve ser considerado pelo profissional da saúde que trabalha com
educação e prevenção. O processo educativo em saúde pública deve
galgar caminhos de mão-dupla, considerando-se prioritariamente a “fala
da população”, sua estratégias de sobrevivência no cotidiano e o saber
técnico que deverá usar linguagem adequada para atingir seu objetivo:
sensibilização, compreensão e mudança de comportamento de risco ao
DST/HIV/aids. O direito à complexidade e subjetividade da população
humana, deve ser considerada pela equipe de prevenção e educação
em DST/HIV/aids, como pressuposto para a Humanização da Saúde
Pública.
Poster
280
Perfil Gerencial de Treinamento em DST/Aids:
Coordenação nas Direções Regionais de Saúde
(DIR) no Estado de São Paulo
Autor(es): Dreyf de Assis Gonçalves - (PE-DST/AIDS - SP)
Co-autores: Maria Aparecida Magalhães; Maria Cristina Megied;
Milena B. P. Mello; Neil José Sorge Boarett; Paulo Rogério Cordeiro
da Silva; Renato Barboza.
Apresentador: Renato Barboza
Contato com o autor: [email protected]
Problema: Ações de treinamento e capacitação em DST/aids, constituem
uma relevante estratégia de saúde pública. O desconhecimento dos
recursos e características dos profissionais e instituições no Estado que
coordenam essas atividades dificulta a implantação de planos de trabalho
adequados à realidade de cada região.
Descrição do Projeto: A produção de material didático/pedagógico para
realização de treinamentos, gerou a necessidade de conhecer estruturas,
embasamentos teóricos/metodológicos dos responsáveis por essas
atividades nas diferentes regiões do estado. Foram investigados aspectos
sobre formação dos profissionais, cargo ocupado, setor de trabalho,
tipo de atividade desenvolvida, suporte teórico/metodológico, principais
dificuldades e facilidades. Dezenove DIR responderam ao instrumento
sendo: 31,58% dos sujeitos possuem formação em enfermagem; 26,32%
em medicina e 10,53% em psicologia; a grande maioria atua no setor
de Vigilância Epidemiológica. Nas atividades de treinamento 68,42%
afirmaram existir na DIR um profissional responsável pelos
treinamentos. Dos treinamentos realizados em 1998, 25% foram
destinados a enfermeiros, 23,44% a médicos e 15,63% destinados
igualmente para psicólogos e auxiliares de enfermagem. Quanto ao
suporte pedagógico 55% dos sujeitos afirmaram possuir alguma proposta
pedagógica, porém estas não são condizentes com a proposta de uma
pedagogia problematizadora, atualmente adotada em ações de nível
central. Para justificar a não realização de ações de treinamento, 36%
referiram-se a ‘falta de recurso financeiro’; 20% ‘falta de pessoal
capacitado’ e 16% ‘falta de tempo’; porém 93,75% possuem outras
pessoas envolvidas nestas ações, sendo 27,66% enfermeiros, 25,53%
educadores em saúde, e 21,27% médicos.
Conclusões: Apesar da existência de responsáveis pelas atividades de
treinamento nas DIR, a realização destas, parece estar suplantada na
capacidade técnica e em grande parte nas condições favoráveis decorrentes
Poster
281
da estrutura administrativa do serviço, em detrimento de uma proposta
unificada entre as unidades para a realização destas ações. Grande parte
dos serviços ainda não dispõem de uma política clara sobre atividades de
treinamento para sua região. Tal contexto permite uma reflexão sobre a
necessidade e importância da definição de política de treinamento em
DST/aids, garantindo unificação das ações regionalizadas, evidenciando a
necessidade de investimentos na instrumentalização desses profissionais.
Poster
282
P r ojeto “Desper tar” uma Alter nativa par a a
Criança Soronegativa
Autor(es): Edilaine Spinace - Ambulatório de Moléstia Infecciosas de Jundiaí
Co-autor(es): Susana Ramil Soeiro
Apresentador: Edilaine Spinace
Contato com o autor: [email protected]
Problema: Em decorrência do elevado número de crianças
soronegativas, que convivem com o diagnóstico e prognóstico de seus
pais soropositivos, acompanhados neste Ambulatório, elaboramos este
projeto com o objetivo de trabalhar o entendimento da patologia dos
pais e a compreensão da separação/morte. As atividades em grupo
buscam fortalecer a individualidade, interar e integrar ao serviço de
saúde e abordar questões sobre a importância do autocuidado, da
alimentação e uso de medicações no sentido de estimular os pais a se
cuidarem, além de proporcionar a troca de experiências entre as crianças.
Descrição do Projeto: Levantamento bibliográfico e busca de experiências
com referencial e/ou escopo atinentes; - Definição dos participantes: solicitouse aos profissionais do serviço indicação de portadores de HIV/aids com
filhos nesta faixa etária para uma pré-inscrição, momento onde era verificado
o interesse na participação; - Avaliação de cada criança: procedeu-se a uma
entrevista com os responsáveis, para levantamento de um histórico de vida da
criança e suas relações. Realizou-se ainda uma “hora de jogo” com cada uma,
sendo que todas crianças avaliadas iniciaram o grupo ; - Realização do grupo:
constituiu-se e sete crianças com reuniões quinzenais de 1 h de duração por
um período de quatro meses tendo atividades definidas (integração,
identificação do próprio corpo, individualização, perda/separação, o serviço
e seus profissionais, incentivo ao tratamento e preparação para internação
dos pais). Foram utilizados materiais educativos próprios para a faixa etária
já existentes ou desenvolvidos especificamente para o grupo.
Principais Resultados: Melhor entendimento da patologia dos pais e
no relacionamento com os profissionais e serviço; Aumento do estímulo
no incentivo aos pais durante o tratamento e adesão a medicação;
Aumento da auto-confiança, individualidade e independência; Melhor
entendimento das questões relacionadas a separação/morte.
Conclusões: Verificamos a importância de um trabalho com crianças
soronegativas, inserindo-as como sujeito da ação; necessidade da
interdisciplinaridade e trabalho concomitante com os pais; a utilização de
materiais reais (soro, equipo, frascos de medicamentos, etc.) durante as
atividades facilitam o entendimento do processo de tratamento dos pais.
Poster
283
Avaliação de Saúde de Ingressos no Sistema
Penitenciário do Rio de Janeiro
Autor(es): Edison José Biondi - Superintendência de Saúde da Secretaria
de Estado de Justiça
Co-autores: Ana Luiza G. Santos; Araujo Maria Célia; Campos Márcia
V.S.D; Carvalho Cristiane; Eliane M Vidal; Eugenia. M.M Midlej;
Faria Danilo O.; Ferreira Rosane da S.; Inês C. Queiroz; Jorge L.
Fialho; Matos Mônica; Nascimento Maria Augusta; Pimentel Maria
Christina S.; Romano Elizabeth; Rosa Cláudia; Santos Oraci N; Veiga
Lino; Vieira Daniely G. L.
Apresentador: Eugenia. M.M Midlej
Contato com o autor: [email protected]
Problema: É extremamente importante o momento do ingresso de um
indivíduo no Sistema Penitenciário. Esta deixando para trás um período
de incerteza, tensão, turbulências e promiscuidade que podem facilitar o
aparecimento de doenças. É sabido que uma grande parcela da população
carcerária é composta por indivíduos suscetíveis a várias doenças em
consequência não só das condições socioeconômicas e culturais em que
vivem mas também dos comportamentos de risco aos quais essas pessoas
se expõem. Assim, a Superintendência de Saúde/SEJINT, através da
Coordenação de Saúde, estabelece a Avaliação de Saúde nas Unidades
de ingresso do Sistema Penitenciário do Rio de Janeiro.
Descrição do Projeto: O ingresso do interno no Sistema Penitenciário
ocorre em unidades determinadas. Na primeira semana, ele participa de
um encontro onde são discutidas principalmente, as DST/aids/drogas e
noções de higiene pessoal e do ambiente. A seguir, passam por uma
avaliação médica, estando prevista a inclusão de uma avaliação
odontológica, de maneira a fornecer dados de identificação, se
necessário. São solicitados exames laboratoriais, radiológicos,
encaminhamentos a especialidades etc. Os prontuários acompanham
os internos quando são transferidos para outras Unidades. Lá,
prosseguem o tratamento.
Principais Resultados: Desde janeiro, foram realizados 240 grupos,
com atendimento a 2052 internos. Nesse período, 7% dos internos foram
encaminhados para a realização de exames radiológicos , 19% para
exames de escarro (BAAR), 1,2% para glicemia, 7 % de outros exames
e 15% de encaminhamentos a especialidades. Cerca de 83% dos internos
solicita a realização de exames anti-HIV.
Poster
284
Conclusões: Vem se mostrando de grande importância o presente
trabalho, uma vez que é realizado o diagnóstico e tratamento precoces de
doenças infecciosas como Tuberculose e infecção HIV/AIDS. Outro
aspecto positivo, é a oportunidade que os internos têm de receber
informações sobre as DST/aids/drogas no momento que ingressam no
Sistema Penitenciário, o que favorece a adoção das medidas de prevenção,
colaborando para a reduçaõ do HIV/aids na população carcerária.
Poster
285
Avaliação de Visita Íntima no Sistema Penitenciário
do Rio de Janeiro
Autor(es): Edison José Biondi - Superintendência de Saúde da
Secretaria de Estado de Justiça
Co-autores: Ana Luiza G. Santos; Araujo Maria Célia; Campos Márcia
V.S.D; Carvalho Cristiane; Eugenia M. M. Midlej; Faria Danilo O.;
Ferreira Rosane da S.; Jorge L. Fialho; Matos Mônica; Nascimento
Maria Augusta; Pimentel Maria Christina S.; Queiroz Inês C.; Romano
Elizabeth; Rosa Cláudia; Santos Oraci N; Veiga Lino; Vidal Eliane
M.; Vieira Daniely G. L.
Apresentador: Edison José Biondi
Contato com o autor: [email protected]
Problema: A Visita Íntima teve início no Sistema Penitenciário do Rio
de Janeiro a partir de maio de 1991. Com a nova Portaria normatizando
a regalia dos internos e internas, em 1996, foi suspensa a apresentação
de exames para sífilis, bem como o preventivo para as companheiras.
Tinha-se ainda a informação de que era alto o número de casos de
gravidez indesejada.
Descrição do Projeto: Desta forma, a Coordenação de Saúde instituiu
um trabalho de prevenção das DST/aids e orientação para o planejamento
familiar através do Programa de Visita Íntima, que obedece às seguintes
fases: - O Serviço Social abre o processo e encaminha os nomes dos
internos/as e companheiras/os para a Coordenação de Saúde - Os
internos/as e companheiras/os participam de encontros, onde são
discutidas várias questões abordando corpo humano, planejamento
familiar, métodos contraceptivos, DST e aids - São emitidos documentos
(Termos de Responsabilidade), assinados pelos participantes, para serem
anexados aos processos, sendo então liberados para a Visita Íntima
Periodicamente, a Coordenação de Saúde realiza avaliação do trabalho
desenvolvido entre internos/as e companheiras/os, de maneira a
redirecionar o trabalho e promover a reciclagem da equipe, se necessário.
Principais Resultados: Já foram avaliados 435 questionários
respondidos por internos que têm Visita Íntima e 112 respondidos pelas
companheiras. Destacamos: Cerca de 95 % participaram dos encontros;
90% relataram não ter tido DST; 13% dos casais engravidaram; dentre
esses, 55% planejaram; 62% não usavam camisinha na rua, contra
59%, atualmente; 11% usavam sempre na rua; 18% usam sempre, no
Sistema; 4% referem não precisar; 32% das mulheres fizeram laqueadura
Poster
286
de trompas, 31% usam pílulas; 11% usam camisinhas; 5% usam pílulas
e camisinhas; Entre os internos, 20% não se interessaram pelo encontro;
18% conversaram com outras pessoas sobre o que aprenderam; 50%
utilizaram o material informativo (Cartilha) para orientar familiares;
57% referiram ter adquirido novos conhecimentos.
Conclusões: Os resultados parciais apontam, após a implantação desse
trabalho: uma baixa incidência de DST, um pequeno aumento do uso de
preservativo. Chama atenção o alto percentual de mulheres esterilizadas,
o percentual de planejamento da gravidez. Outro ponto importante é o
repasse das informações não só entre a população mas também para outras
pessoas. Foi vista a necessidade de mudança do questionário para as
companheiras e a abordagem. Face os resultados obtidos, acreditamos
ser importante a continuidade do trabalho desnvolvido.
Poster
287
Perfil dos Internos Soropositivos para HIV-Aids em
Relação ao Uso de Drogas
no Sistema
Penitenciário do Rio de Janeiro (DESIPE) - 1998
Autor(es): Edison José Biondi - Superintendência de Saúde da
Secretaria de Estado de Justiça
Co-autores: Ana Cristina Lacerda; Ana Cristina Saad; Ana Maria F.
Araujo; Elisabete A. Leandro; Helio Ricardo Matos; Jorge Luis F. dos
Santos; Jorge S. Gomes; Lino P. Veiga; Márcia L. Carvalho; Márcia
Maria B. Bandeira; Olga T. Almeida; Pierre G.Bauer; Sylvia Amoedo.
Apresentador: Márcia Lazaro de Carvalho
Contato com o autor: [email protected]
Problema: Projeto de Pesquisa e Intervenção realizado pela
Superintendência de Saúde da Secretaria de Estado de Justiça (SEJ)
com o objetivo de conhecer o perfil do interno do DESIPE quanto ao
uso de drogas lícitas e ilícitas e quanto ao comportamento de risco de
contaminação para Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST).
Descrição do Projeto: Foram entrevistados 2115 internos das Unidades
Masculinas, Femininas e dos Hospitais Psiquiátricos. Deste total, 140
eram os soropositivos para HIV/aids que são mantidos sob controle
médico pela Superintendência de Saúde da SEJ. Consideramos “usuário
de drogas” o indivíduo que tenha feito uso de drogas (lícitas ou ilícitas)
pelo menos uma vez na vida e consideramos “usuário problemático”
aquele que apresentou problemas advindos do seu uso.
Principais Resultados: Em relação ao uso de drogas na vida destaca-se
que: entre os homens soropositivos para HIV 81% relataram uso de maconha,
77% uso de álcool e 74% uso de cocaína antes de serem presos. Entre as
mulheres soropositivas para HIV 86% relataram uso de cocaína na vida,
82% uso de álcool e 73% uso de maconha. Quanto à droga de preferência
antes de serem presos os homens utilizaram mais a cocaína (43%), maconha
(33%) e álcool (21%) sendo que, após serem presos, a droga usada com
maior freqüência foi a maconha (48%) seguida da cocaína e dos
tranqüilizantes (25% nos dois casos). As mulheres, antes de serem presas,
usaram mais a cocaína (55%), a maconha (23%) e o álcool (18%) e, após o
aprisionamento, a droga mais utilizada foi o tranqüilizante (80%) seguido
da maconha (20%). O uso de droga endovenosa é relatado por 23% dos
homens antes da prisão e 15,5% após o aprisionamento e nas mulheres, só
há relato de uso de droga endovenosa antes da prisão (14%). Quanto à
história prévia de DST entre os soropositivos para HIV, a gonorréia se
Poster
288
destaca no grupo dos homens (77%) seguida da sífilis (21%) antes de serem
presos. No grupo das mulheres a sífilis se destaca como a principal (53%)
seguida da candidíase (33%), antes de serem presas. Depois da prisão há
um decréscimo da maioria das DST nos dois grupos. Sob o efeito da droga
62% dos homens soropositivos para HIV relataram relação sexual com
pessoas desconhecidas sendo mais evidente com o uso da cocaína (67%).
Os comportamentos sexuais mais freqüentes entre os homens foram sexo
oposto com vários parceiros (43%) e ambos os sexos (18%), antes de serem
presos; a prática do sexo em grupo foi também importante (26%). Mais de
80% dos entrevistados relataram não fazer uso de preservativo.
Conclusões: Observamos uma estreita relação entre os internos
soropositivos para HIV no que diz respeito ao uso de drogas, o
comportamento sexual de risco quando sob efeito de drogas, pouca
utilização de preservativo e história positiva para DST. Através desta
pesquisa pretendeu-se obter dados relevantes para pautar ações de
prevenção e assistência ao uso indevido de drogas e às DST/aids no
Sistema Penitenciário do Rio de Janeiro.
Poster
289
Parcerias Contra a Epidemia da Aids
Autor(es): Eduardo Albuquerque - Secretaria Estadual de Saúde/
Programa DST/aids - Peranambuco
Apresentador: Eduardo Albuquerque
Contato com o autor: [email protected]
Problema: Uma das maiores dificuldades do Programa Estadual DST/
Aids-PE era realizar ações de prevenção com custos baixos e que
alcançassem grande contingente da população em curto espaço de tempo
possibilitando maior visibilidade do problema Aids.
Descrição do Projeto: Foram construídas parcerias com diversas
organizações e instituições com intuito de ampliar o diálogo do Programa
com a sociedade. As empresas escolhidas foram aquelas que têm acesso a
milhares de cidadãos diariamente e na primeira etapa as parcerias se deram
com a Telecomunicações de Pernambuco(hoje TELEMAR), Companhia
de Eletricidade de Pernambuco/CELPE, Banco do Brasil, Banco do Estado
de Pernambuco/BANDEPE, Caixa Econômica Federal/CEF, Empresa
Metropolitana de Transportes Urbanos/EMTU, Companhia Brasileira de
Transportes Urbanos/CBTU, Empresa de Correios e Telégrafos/ECT, Jornal
do Comércio, Rádio Cidade e a ONG/aids, Associação de Ação Solidária.
Com as empresas de água, luz e telefone, foram veiculadas mensagens nas
contas que chegam mensalmente a todos os lares do estado. Durante três
semanas, fevereiro/97 foram veiculadas informações nos caixas eletrônicos
do Bandepe que atendem a todos os funcionários públicos estaduais e
municipais. Foram distribuídos kits contendo preservativos e tablóides aos
adolescentes que participam dos programas promovidos diariamente pela
Rádio Cidade. O tablóide, produzido pela ONG, foi encartado no 1º/12/97,
um domingo, no Jornal do Comércio tornando-se acessível a mais de cem
mil leitores em todo o estado. Junto com a Caixa Econômica Federal e
Sindicato dos Lotéricos na semana anterior a 1º/12/97 todas as agências da
CEF e casas lotéricas do estado distribuíram aos 150 primeiros clientes do
dia um tablóide e um preservativo. Na semana anterior ao Carnaval, 98 foi
realizada ação semelhante em todas as agências e franquias da ECT no
Estado de Pernambuco, ou seja 187 municípios. Os terminais rodoviários e
as estações do metrô que atendem principalmente os bairros mais pobres
onde circulam diariamente, em média, 60.000 pessoas foram utilizados
com apoio da EMTU e CBTU para distribuição do tablóide e preservativos
em datas como semana pré carnavalesca, festas juninas, dia dos namorados,
semana do carnaval fora de época, e semana anterior ao 1º de dezembro.
Poster
290
Principais Resultados: Estas ações se tornaram referências para outros
programas da Secretaria Estadual de Saúde/PE como os de Tuberculose,
Hansen, Dengue, Leptospirose etc. Pela primeira vez desde o primeiro
caso de aids no estado em 1983, mais de 500.000 pessoas tiveram em
mãos um material produzido pelo Programa. As empresas envolvidas se
estimularam para ações internas de prevenção às DST/aids com orientação
do Programa. O produto de uma ONG local foi valorizado. A equipe do
programa passou a ter contato mais direto com o grande público. O
Programa ganhou mais credibilidade junto á mídia local. As ações
alcançaram um grande contingente da população em poucas horas.
Estimulou demandas nos COAS e unidades de referência. Cresceu em
mais de oitenta por cento o número de estudantes que realizaram trabalhos
escolares com o tema aids/DST nas “Feiras de Ciências” que ocorrem no
segundo semestre em todas as escolas públicas e privadas do estado.
Conclusões: As parcerias com empresas públicas/privadas podem ser
efetivadas a partir de vontade política das Secretarias Estaduais e
Municipais. Estas parcerias obtiveram uma grande repercussão junto à
população que a partir de então passou a identificar as empresas também
como fontes de informação e aliadas na luta contra a epidemia e o Programa
DST/AIDS-PE, em decorrência dessas ações, passou a ser mais solicitado
para oferecer orientação a trabalhos internos em empresas e escolas.
Poster
291
Testagem anti-HIV no Pré-natal: Possibilidade de
Tornar-se um Exame de Rotina
Autor(es): Eduardo Lutz - Secretaria Municipal da Saúde de Gravataí
Co-autores: Regina Goytacaz; Rosa Mayer - Secretaria Municipal da
Saúde de Gravataí
Apresentador: Eduardo Lutz
Contato com o autor: [email protected]
Problema: O Ministério da Saúde sugere a testagem sorológica antiHIV durante o pré-natal. Este exame não está instituído como rotina no
serviço público. Este trabalho pretende demonstrar que a aceitação por
parte das gestantes em fazer o exame fornece subsídios para que venha
a se tornar rotina.
Descrição do Projeto: Trabalhou-se a conscientização dos pré-natalistas
da rede pública para a importância deste exame dando ênfase na redução
da transmissão vertical. As gestantes receberam orientação individual
em consultas com os seus médicos no Posto de Saúde. A gratuidade da
testagem colaborou para a aceitação. O exame é feito no laboratório
municipal e os confirmatórios no laboratório estadual, de acordo com
as normas preconizadas pela Secretaria da Saúde do Estado. O
aconselhamento pré e pós-teste é feito pelo médico pré-natalista. As
pacientes soro-reagentes têm a entrega do resultado pelo SAE-DST/
AIDS e são acompanhadas por obstetra e infectologista. Elas são
encaminhadas para acompanhamento paralelo em hospital terciário tendo
em vista os procedimentos do parto. Está prevista a implantação de um
protocolo que permitirá a análise desta proposta junto às gestantes, o
que nos permitirá fundamentar a rotinização deste exame.
Principais Resultados: O período analisado é de março a julho/99. O
controle foi feito a partir de certidões de nascimento registradas no
município por ser o dado mais fidedigno do número de gestantes.
Observa-se que nem todas as gestantes fazem o pré-natal na cidade.
Foram contabilizadas um total de 2.074 crianças nascidas em hospitais
públicos. O número de gestantes que se submeteu à testagem foi de 938
o que nos dá uma abrangência de 45,22%. Encontrou-se 6 gestantes
soro-reagentes ( 0,64%).
Conclusões: O dado de 45,22 % nos indica que é possível rotinizar o
exame anti-HIV no pré-natal. Não houve relato verbal de recusa do
exame por parte das gestantes.
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292
Prevenção do Câncer do Colo Uterino em Pacientes
HIV Positivas
Autor(es): Elaine da Silva Pires - Hospital Geral de Nova Iguaçu Ministério da Saúde
Co-autores: José Henrique da Silva Pilotto; Maria Isabel do Nascimento;
William Johnny Araujo.
Apresentador: Elaine da Silva Pires
Contato com o autor: Praça Nilo Peçanha, 16 sl 401 Centro
NILOPOLIS - RJ 26.520-340
Problema: Detectar as lesões precursoras do câncer do colo uterino e o
carcinoma do colo uterino, no período assintomático, e instituir o
tratamento, em pacientes infectadas com o vírus HIV (Vírus da
Imunodeficiência Humana.)
Metodologia: Foram avaliadas 102 mulheres portadoras do vírus HIV
encaminhadas para o setor de Ginecologia, para avaliação de rotina, no
período de maio de 1998 a maio de 1999. A avaliação inicial foi feita
através da citologia (colheita tríplice), seguida por colposcopia e, quando
necessário, biópsia dirigida.
Principais Resultados: A citologia evidenciou: 1 caso de ASCUS
(Células Escamosas Atípicas de Significado Indeterminado) , 2 casos
de células neoplásicas, 1 caso de infecção pelo HPV (Papiloma Vírus
Humano), 10 casos de NIC I (Neoplasia Intra-epitelial Cervical), 4 casos
de NIC II , 2 casos de NIC III e 80 casos com processo inflamatório. A
colposcopia foi realizada em 75,5% (n=77) do grupo, sendo 32,5% (
n=25) biopsiadas. A biópsia revelou 3 casos de cervicite (13,6%), 4
casos de infecção por HPV (18,2%), 3 casos de NIC I (13,6%), 1 caso
de NIC II (4,5%), 5 casos de NIC III (22,7%), 4 casos de carcinoma in
situ (18,2%) e 2 casos de carcinoma epidermóide.
Conclusões: O exame ginecológico de rotina deve ser realizado em
todas as pacientes HIV positivas, visto que constitui um grupo com alta
incidência de lesões precursoras do câncer do colo uterino e de câncer
de colo. A colposcopia mostrou ser estapa importante e complementar
para o seguimento destas pacientes. A assistência multidisciplinar é fator
importante para enfatizar esse acompanhamento.
Poster
293
Uso de Condom por Parceiros de Mulheres HIV
Positivas
Autor(es): Elaine da Silva Pires - Hospital Geral de Nova Iguaçu Ministério da Saúde
Co-autores: José Henrique da Silva Pilotto; Maria Isabel do Nascimento;
William Johnny Araujo
Apresentador: Elaine da Silva Pires
Contato com o autor: Praça Nilo Peçanha, 16 sl 401 Centro
NILOPOLIS - RJ 26.520-340
Problema: Avaliar o uso de condom por parceiros de mulheres HIV
(Vírus da Imunodeficiência Humana) positivas.
Metodologia: Entrevista individual, em formulário padronizado, na 1ª
consulta do ambulatório de Ginecologia para mulheres HIV positivas
atendidas no Hospital Geral de Nova Iguaçu, no período de maio de
1998 a maio de 1999.
Principais Resultados: Foram avaliadas 102 pacientes. Deste grupo
56,8% (n=58) eram sexualmente ativas e 43,2% (n=44) não são ativas
sexualmente, no momento. Do grupo sexualmente ativo 72,4% (n=42)
usam condom. Do grupo que usa condom, 40,4% (n=17) possuem
parceiros não infectados pelo HIV, 42,8% (n=18) são infectados e 16,6%
(n=9) ignoram se são infectados. Do grupo que não usa condom, 50%
(n=8) são infectados pelo HIV, 31,2% (n=5) possuem um exame negativo
e 18,7% (n=3) nunca fizeram o teste.
Conclusões: É alto o índice de abstinência sexual. O uso de condom ainda
é baixo, visto ser um grupo com uma doença sexualmente transmissível
diagnosticada. A orientação constante sobre a importância do condom por
todo o grupo assistencial poderá aumentar a adesão ao uso.
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294
Descrição Etiológica das Doenças Sexualmente
Transmissíveis no Centro de Saúde Meireles
Fortaleza -CE-Brasil
Autor(es): Elani Graça Ferreira Cavalcante - Centro de Saúde Meireles
- Fortaleza-CE
Co-autores: Pierre Yves Bello; Fernanda Scheridan de Moraes Bezerra;
Neide Maria Vieira Sampaio.
Apresentador: Elani Graça Ferreira Cavalcante
Contato com o autor: (85)452 1316
Resumo: As DST são o principal fator de facilitação da transmissão
sexual do HIV. No entanto, a escassez de dados epidemiológicos dificulta
a análise da magnitude do problema e o planejamento de ações de
controle e prevenção das DST/HIV.O presente estudo objetiva identificar
a freqüência etiológica das DST na população atendida no Centro de
Saúde Escola Meireles(CSEM), referência do estado. A metodologia
utilizada foi o preenchimento sistemático de fichas epidemiológicas de
usuários atendidos pelo CSEM, no período de outubro 1997 a fevereiro
1998. Os dados obtidos foram analisados pelo Epi-Info. Registraramse 466 casos, sendo 26 do sexo masculino (5,5%) e 440 do sexo feminino
(94,4%), onde 80% das mulheres se encontram na faixa etária de 15 a
44 anos. Ressalta-se a ocorrência de usuários com mais de uma DST. Os
achados clínicos nas mulheres eram corrimento vaginal 380 (86,3%),
dor pélvica 51 (11,5%), condiloma acuminado 45 (10,2%), corrimento
cervical 8 (1,8%) e úlcera genital 6 (1,3%). Na população masculina
foram evidenciados condiloma acuminado 10 (38,4%), corrimento
uretral 07 (26,9%), sífilis 05 (19,2%) e úlcera genital 02 (7,6%). Os
diagnósticos etiológicos mais encontrados na clientela feminina foram:
vaginose bacteriana 313 (71,1%), tricomoníase 72 (16,3%), sífilis 24
(5,5%). Na clientela masculina foram registrados uretrite gonocócica
07 (26,9%) e sífilis 05 (19,2%). Dos usuários atendidos 78,9 % aceitaram
realizar o teste anti-HIV e 93,9% o VDRL. Destes 06 (1,6%) foram
positivas para o HIV e 39 (8,3%) apresentaram VDRL positivo. Esses
resultados nos leva a inferir que na população feminina a maioria dos
casos são vaginose e tricomoníase para as quais a abordagem sindrômica
do corrimento vaginal tem uma boa sensibilidade e especificidade. Os
casos masculinos são poucos, porém não foram considerados os parceiros
sexuais que receberam tratamento através das mulheres, em virtude da
dificuldade de seu comparecimento ao atendimento. A prevalência do
Poster
295
HIV nesta população apesar de ser baixa, justifica a proposta sistemática
de oferta sorológica para o HIV, porém o percentual de recusa ao teste
é preocupante e pode modificar a estimativa da prevalência do HIV.
Vale ressaltar que maioria dos casos de sífilis encontrados surgiu a partir
da oferta e colheita do VDRL no momento da consulta.O monitoramento
informatizado dos atendimentos ambulatoriais de DST facilita a descrição
das doenças, gerando informações importantes para identificação dos
problemas e avaliação do serviço.
Poster
296
Risco e Prazer - o Jogo da Vida Projeto Preservida
- Lutando pela Sobrevivência
Autor(es): Eliana Lobo - Departamento de Ações Sócio-EducativasDGASE/Sejint
Co-autores: Alexandre Bezerra - Equipe da Superintendência de
Saúde da Sejint
Apresentador: Eliana Lobo
Contato com o autor: [email protected]
Problema: Este projeto surgiu como ação da equipe de Saúde da SEJINT,
com o objetivo de formar multiplicadores em prevenção de drogas, DST/
aids no sistema de internação de adolescentes. Visamos diminuir os danos
do uso de drogas e contaminação daquelas doenças por parte dos
adolescentes, capacitando-os como multiplicadores de práticas e
informações corretas em suas comunidades.
Descrição do Projeto: Além de informar, objetivamos sensibilizar os
adolescentes para os vínculos com a vida e para a reflexão crítica sobre suas
vivências, respaldando suas escolhas. Favorecemos o contato como a
consciência moral, os valores e, sobretudo, com o amor-próprio, base da
sustentação da vida. Metodologia escolhida: filosofia de construção coletiva,
avaliação permanente, constituição de rede de solidariedade e constante
aprendizado, a partir da reflexão crítica sobre as diferenças. O painel apresentará
o desenvolvimento do Preservida no Educandário Santos Dumont, internação
de adolescentes do sexo feminino. Em 1998, reiteraram-se pesquisas
epidemológicas que indicavam as mulheres e as adolescentes como a população
mais contaminada no final desta década. Na ocasião, das 40 internas, 4 eram
soropositivas, 2 apresentavam sintomas de doenças oportunistas avançadas.
Principais Resultados: O trabalho se organizou com uma oficina de
apresentação para todos os funcionários e adolescentes. Em seguida,
foram feitos grupos só de adolescentes. As oficinas estruturaram-se em
atividades de sensibilização; caixa de perguntas; banco de dados; videos
(Ministério da Saúde, CECIP, ABIA); debates; jogos (Ludsex, Zig Zaids,
Jogo da Onda etc); atividades artísticas; pré e pós-teste e avaliação. Temas
importantes abordados: mitos e tabus da sexualidade, conduta
homossexual, sedução, aborto, gravidez, métodos contraceptivos e uso de
preservativos feminino e masculino.
Concluões: Por ser uma proposta construtivistas e cooperativa,
enfrentamos dificuldades dada a filosofia coercitiva ainda presente no
sistema. No painel, serão detalhadas a sequencia das oficinas e o histórico
do projeto, as dificuldades e as alternativas de solução encontradas. Com
esse exemplo, esperamos incentivar pessoas e instituições a incrememtarem
suas ações sociais.
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297
Cursos de Capacitação da Equipe de Enfermagem
na Prevenção do HIV e Assistência a Pessoas
Portadoras do HIV e Aids
Autor(es): Eliana Maria de Barros Lima - Faculdade de Enfermagem
Nossa Senhora das Graças - FENSG
Co-autor(es): Maria do Carmo Santos Lopes
Apresentador: Eliana Maria de Barros Lima
Contato com o autor: [email protected]
Resumo: A síndrome da imunodeficiência adquirida (aids), atualmente
é grave problema de Saúde Pública. No Estado de Pernambuco, entre
1983 e o início de 1997 foram notificados 2.064 casos, sendo Recife, a
capital do Estado, a área de maior incidência com 58,8% do total de
casos. As pessoas infectadas pelo HIV são usuárias dos serviços de saúde
e a equipe de enfermagem não está capacitada para lidar com esse fato.
Na CN-DST/AIDS-MS existe um programa denominado Universidaids
com a finalidade de desenvolver medidas de prevenção e controle através
de programas de educação continuada. A Faculdade de Enfermagem
Nossa Senhora das Graças, da Universidade de Pernambuco, através do
Termo de Cooperação 255/97 com a CN-DST/AIDS-MS, desenvolveu
um projeto de cursos com o objetivo de sensibilizar e capacitar
enfermeiros para atuação na prevenção e assistência a portadores do
HIV e aids com vistas a formação de agentes multiplicadores.Os cursos
foram realizados de dezembro/97 a junho/98, sendo treinados 93
enfermeiros entre docentes e assistenciais. A metodologia utilizada foi
a problematização, onde o aluno usa a realidade para transformá-la.
Nas atividades teórico-práticas foram contempladas visitas a locais de
referência e ONG que lidam com aids, com participação multi e
interdisciplinar de instrutores.Na análise dos resultados observou-se
que 40% dos enfermeiros que trabalham diretamente com portadores
de HIV e Aids houve melhoria na sensibilização e atuação técnicocientífica e os que não trabalhavam diretamente com o problema,
passaram a vê-lo dentro de um contexto mais humanizado, menos
preconceituoso, capacitado tecnicamente, treinados para atuar como
agentes multiplicadores nos serviços de saúde da Região Metropolitana
do Recife (RMR).Conclui-se que o trabalho foi relevante para os
profissionais, para os usuários dos serviços e a comunidade em geral. A
repercussão resultou em novo treinamento a ser iniciado no 2.º semestre
de 1999, que irá contemplar não só profissionais da RMR, bem como do
interior de Pernambuco.
Poster
298
Reflexões Sobr e Biosse gurança Dentro das
Atividades dos Projetos Redução de Danos - Troca
de Seringas
Autor(es): Elisabete Paganini - Secretaria Municipal da Saúde de
Ribeirão Preto
Co-autores: Silvia Helena Possati Moraes; Stella Maris Nogueira
Botelho Bevilacqua.
Apresentador: Elisabete Paganini
Contato com o autor: [email protected]
Problema: Estratégias de Biossegurança em projetos de redução de
danos - Troca de Seringas (PRD-TS) buscam medidas preventivas e
alternativas para diminuir a transmissão de doenças sanguíneas, como
aids, hepatites virais entre usuários de drogas injetáveis (UDI), sua rede
de interação social e trabalhadores do projeto (redutores de danos).
Descrição do Projeto: Elaborar manual de condutas de biossegurança através:
Planejamento e execução de treinamentos à equipe de redução de danos.
Análise de relatórios qualitativos e quantitativos como processo avaliatório.
Reuniões semanais envolvendo a equipe. Discussão sistematizada sobre tema
selecionado. Definição das responsabilidades do redutor:Comparecimento
ao campo com material preparado. - A cada visita descrever as suas
observações. -Distribuir/recolher material, panfletos e cartazes.
Principais Resultados: Treinamentos com abordagens lúdicas e
participativas são mais adequados, pois favorecem a assimilação de
conteúdos e conhecimentos dos riscos ocupacionais. Discussão com a
equipe possibilitou a construcão de material instrucional específico
visando instituir medidas preventivas voltadas aos UDI, redutores de
danos e amigos do projeto. O manual deverá incluir: -Precauções
universais -Breve relato sobre aids, hepatites virais, tuberculose e
vacinação. -Cuidados com pérfurocortantes - Condutas frente à
exposição e ao acidente de trabalho (CAT).
Conclusões: Os redutores de danos estão sujeitos a a riscos ocupacionais
devido à: clientela atendida; - atividades desenvolvidas (troca/contagem
de seringas, agulhas, transporte de caixa coletora com pérfurocortantes
contaminados; - desconhecimento de condutas seguras e dos riscos de
exposição à material biológico; - pensar no sofrimento emocional
ocasionado por atividades desta natureza; - falta de esquema vacinal
completo; -indicação de marcadores sorológicos das hepatites virais,
realização de PPD e vacina BCG necessita aprofundamento.
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299
Atendimento de Enfermagem em Ginecologia
Autor(es): Elisabeth Mendes Marques - CR–DST/AIDS Campos
Elísieos
Apresentador: Elisabeth Mendes Marques
Contato com o autor: R. Dr. Miranda de Azevedo 608 apt 21 São
Paulo - SP 05027-000
Problema: Com o intuito de fazer um trabalho voltado às mulheres e,
sensível às estatísticas da incidência de HIV e muitas delas sendo donas
de casa, em 1997, questionava: - O que a enfermagem podia fazer no
Centro de Referência de DST/aids para detectar portadoras de DST/
aids? - O que fazer para essas mulheres cheguem até nós?
Descrição do Projeto: Surgiu então a proposta de estender as ações
preventivas e curativas em DST/aids às mulheres que chegam ao Centro de
Referência através da oferta inicial do exame colpocitológico, inclusive para
as matriculadas na unidade. Para atender a esse objetivo foram realizadas
as seguintes ações de enfermagem: 1. Atendimento de Enfermagem em
grupo: realizada com todas as mulheres que irão colher o Papanicolao; tem
o caráter informativo, com a duração de 20 a 30 minutos, diariamente, no
período da manhã e da tarde; são abordados as doenças mais comuns,
como a aids, Sífilis, Gonorréia, Trichomoníase, Candidíse, Condiloma
Acuminado e ainda Câncer de mama, de pele, de colo de útero e de boca e
os cuidados de prevenção. 2. Atendimento de Enfermagem individual é a
consulta de enfermagem individualizada através e anamnese voltada para
hábitos sexuais, inspeção física, com a mulher em mesa ginecológica, da
mamas, do abdome, dos órgãos genitais externos e exame espetacular do
colo de útero; colheita de exames de secreções vaginais e endocervicais,
inclusive o Papanicolao; teste de Schiller, solicitação de exames de rotina:
HIV, VDRL, colposcopia, ultra-sonografia de mama e mamografia. 3.
Consulta de Enfermagem para os resultados dos exames: é o individual,
para todas as mulheres que foram colhidos exames de bacterioscopia, cultura
e outros, onde são reforçados os cuidados preventivos de DST/aids e o
tratamento prescrito pelo ginecologista, quando com exames alterados.
Principais Resultados: Atendemos a 1701 mulheres, no período de
junho de 1997 a julho de 1999, das quais 83% não eram matriculadas
na Unidade. foram detectadas 32 mulheres com HIV+ e 39 com VDRL
reagente, com 2 a 3% de incidência, a maioria sem sintomas de
corrimento vaginal, prurido e em uma pequena parcela foi encontrada
mais de uma DST. Quanto ao resultado da citologia oncótica de colo de
Poster
300
útero, as alterações importantes encontradas- NIC I, II, III, variaram
de 7 a 13%, das quais 11 mulheres (40%) são portadoras HIV.
Conclusões: Tendo em vista que o objetivo foi alcançado, pois através
da oferta do exame colpocitológico, as mulheres, em especial na sua
maioria sem comportamento de risco e assintomáticas, tem procurado o
serviço e sensibilizadas quanto às DST, aderem a realização do exame
para HIV e VDRL (78%). O percentual das outras DST, as vulvovaginites
participam na incidência em torno de 36%, indicando a necessidade de
outras unidades de saúde organizar trabalhos de prevenção o mais rápido
possível.
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301
Prevenção das DST/Aids no Povo Indígena Suruí:
Papel da Mulher na Mobilização Social
Autor(es): Eni de Oliveira Osso - MS–DST/AIDS - PACA - Proteção
Ambiental Caco Alense
Co-autor(es): Dalvanira Gonçalves Costa
Apresentador: Eni de Oliveira Osso
Contato com o autor: (69) 441 2677
Resumo: Após 8 anos de atuação junto ao Povo Suruí enquanto
enfermeira, instrutora no processo de capacitação dos AIS-Suruí e
Supervisora Polivalentes nas aldeias, consideramos que a dificuldade
de compreensão das causas e conseqüências das DST/aids é um dos
principais obstáculos para assimilação e adoção de medidas preventivas.
A desvalorização das culturas tradicionais do povo brasileiro e suas raízes
pela ideologia dominante induz ao desprestígio e desconsideração aos
pontos de vista populares em geral e especialmente das diversas etnias
indígenas. A falta de uma Política de Saúde para os povos indígenas e a
conseqüente inoperância dos serviços disponíveis, associados ao
despreparo de profissionais, ocupacionais e voluntários que atuam nas
aldeias, reforçam as relações de dominação. As práticas educativas
realizadas na sua grande maioria são reprodutivas, desvinculadas da
realidade social e da História do Contato. Por serem pouco valorizadas
acabam sendo desenvolvidas por pessoas bem intencionada mas
despreparadas, geralmente desinformadas e não habilitadas. Os
diferentes fatores sociais e interesses religiosos, acadêmicos,
econômicos, políticos e outros, transformam as aldeias em cenário de
conflitos latentes que interferem diretamente na qualidade de vida e
saúde destes povos, na medida que fragmentos de discursos e expressões
são assimilados e reproduzidos acriticamente, interferindo na formação
de opinião acerca do corpo, modo de vida, lazer, trabalho, espiritualidade
e principalmente na manutenção da identidade sociocultural e do
sentimento de pertinência. O orgulho de ser em si, e para si enquanto
parte do processo de relação consciente com a cultura de dominação, a
emancipação do pensar e ampliação do espaço social através do
conhecimento e poder de decisão na medida que, ciente das causas e
conseqüências das DST/aids através de processos educacionais críticos
e criativos, que ao partirem da percepção inicial que são sujeitos da
aprendizagem tem da situação-problema, possam os instrutores mediar
o processo de construção de próprio conhecimento, propiciando a relação
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302
dialética entre o sujeito e o objeto de aprendizagem. Mesmo
reconhecendo ser o problema multicasual, complexo e genérico as
populações tradicionais, excluídas ou com sua cidadania plena restrita,
este problema foi abordado e trabalhado junto ao Povo-Suruí. Estes
ocupam a Terra Índigena Sete de Setembro (247-870 ha) distribuídos
em 10 aldeias e 1 Associação (Metareilá do Povo Suruí) e, áreas urbanas.
São aproximadamente 800 pessoas, sendo 207 mulheres acima de 10
anos, que são o grupo-alvo deste estudo e treinamento. Os resultados
parciais foram satisfatórios, e acreditamos ser importante, se possível
divulgá-los.Nós autoras, enquanto instrutoras do Projeto: “Treinamento
de Mulheres para prevenção das DST/aids” voltando para os Povos
Indígenas Suruí, Cinta - larga, Mequém, Apurunã e Aikanã Kueazar de
Rondônia, temos como concepção de saúde a melhoria da qualidade de
vida e prevenção de doenças e a atenção básica a todos os brasileiros,
tendo o processo de construção dos ditritos sanitários como estratégia
para viabilização do SUS, o que só é possível com a ampliação de
consciência sanitária dos atos sociais envolvidos. Nossa concepção
pedagógica é a bordagem crítica social dos conteúdos, enquanto processo
que parte do conhecimento dos sujeitos das práticas e que mediado
pelos instrutores permite sucessivas aproximações com objetivo de
aprendizagem do conteúdo da cultura elaborada Universal e assim
permite também a reelaboração da visão sintética e aparente do objeto
a uma reelaboração coletiva. Isso significa para aquele processo social
vivido pelo sujeito coletivo no cotidiano, o que se traduz não na negação
das tradições mas na sua superação criativa, embasada por princípios
efetivos de intervenção. Das 46 aldeias na quais realizamos os
treinamentos as 10 do Povo suruí foram o alvo deste estudo.
O treinamento é realizado em 3 unidades didáticas:
1ª avaliação da situação atual e do processo de condução das práticas de
saúde nas aldeias pelos AIS. Foram feitas reuniões, conduzidas pelos
AIS, junto às mulheres e lideranças situando as DST/aids no seu
ponto de vista. As instrutoras só fizeram intervenções caso solicitadas.
Nesta oportunidade foram definidos horários e local de realização
dos eventos.
2ª construção dos painéis (Elaboração do esquema Referencial comum)
conduta e coleta de dados: instrutoras traduções bilíngüe oral e escrita:
monitoras
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303
3ª oficina pedagógica (Condução e coleta de dados):
Instrutoras
Tradução bilíngüe oral: monitoras.
• Um total de 221 mulheres acima de 10 anos do povo Suruí,
participaram das oficinas. Sendo 191 nos treinamentos realizados
nas 10 aldeias e 16 no Riozinho (Casa do Índio e associação Metareilá)
10 monitores Indígenas desempenharam esta função com
responsabilidade.
• As mulheres indígenas são um ato social coletivo de fundamental
importância na prevenção de doenças, no geral. Com sua maior
permanência na aldeias e o aumento da reponsabilidade com filhos e
casas, são um elo básico na manutenção e abstenção de hábitos e
habilidade da tradição.
• Nas DST/aids o poder de influência sobre as meninas, na sua formação
básica enquanto mulher é de fundamental importância para a
prevenção.
• A tradição oral, apesar da aparência negar está viva e se mantem com
as mulheres nas suas conversas, opiniões e aspirações.
• A metodologia aplicada é muito importante nas práticas sanitárias e
educacionais nas aldeias, principalmente com as mulheres. Mas a visão
de mundo, a concepção do ser humano da saúde e da educação dos
instrutores e o peso maior.
• O respeito e a admiração às tradições alheias, especialmente dos Povos
Indígenas que são uma das nossas raízes culturais, nós somos como
ele na nossa língua, nos hábitos dos povos da floresta, ribeirinhos, na
culinária até mesmo na valorização de atos de higiene e saúde como
banho diário ou várias vezes ao dia. Esse respeito e admiração só
podem existir em seres humanos comprometidos com processo de
luta pela justiça social, socialização do patrimônio da humanidade.
• A comunicação gestual ou não-verbal é tão necessária quanto a
tradução simultânea, bilíngüe, cujo discurso assuma um tom amigável,
as palavras sejam pronunciadas pausadamente, com ênfase e
sinceridade.
• Com certeza os bebês e crianças do Povo Suruí são recebidos,
percebidos e tratados de um modo mais humano e coerente com o
processo de presentes. Expressam uma dignidade no olhar, não
presenciamos agressões físicas, verbais ou morais dirigidos a eles.
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304
• Este trabalho é apenas uma contribuição para a intervenção no
complexo problema de previnir às DST/aids nos Povos Indígenas,
mas acreditamos neles.
• Somente com a continuidade do Processo de Distritalização da Saúde
Indígena, e a melhoria das condições de vida na aldeia, principalmente
o resgate de eventos culturais tradicionais, a nutrição, o lazer e os
processos educativos que respeitamos sua história lhes ajude a manter
a vida e a saúde com dignidade. Acreditamos no futuro deste Povo
singular que apenas 30 anos teve contato com a periferia do nosso
imenso e complexo mundo globalizado.
• Elas, as mulheres querem se sentir mulheres como todas, serem amadas
atendidas nos seus anseios, sonhos e necessidades. Não podem ser
tratadas como seres inferiores por falta de instrução na nossa língua,
por falta de reprodução de hábitos e discursos que considera-se
“normal”, mas são frutos da nossa submissão à cultura de dominação.
• Nós, instrutoras aprendemos com elas um pouco mais do que é ser
mulher, de como é bom tratar os filhos com amor e deles receber
carinho e respeito, o quanto o nosso País e nosso povo é rico em
possibilidades, o quanto é importante nós fazermos entender e
entendermos o outro para que possamos atribuir valores ao que
percebemos.
• O ser humano pode ser sublime e isso faz a vida humana um desafio.
A tragédia é a violência, a ganância e o desrespeito. Na nossa essência,
independentemente da raça, cor, idade, sexo, língua, classe social,
situação econômica ou qualquer outra variável, temos um ser humano
latente, ele pode nos situar no processo vida-morte e nos torna fortes
para lutar pela vida e liberdade.
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305
Disponibilidade de Sorologia Anti-HIV como um
Teste Voluntário na Rotina do Atendimento Prénatal em Unidades Básicas de Saúde do Município
de Ribeirão Preto
Autor(es): Fatima R.A.Lima Neves - Secretaria Municipal da SaúdeRibeirão Preto/SP
Apresentador: Fatima R.A.Lima Neves
Contato com o autor: [email protected]
Problema: Com o crescente avanço da epidemia da aids entre as
mulheres, tornou-se urgente a criação de estratégias para inibir a
transmissão vertical, uma vez que dados epidemiológicos em nosso
município nos mostram que a faixa etária que estas descobrem-se doentes
de aids estão diretamente relacionados ao período esperado para que
tenham vida sexual ativa e encontrem-se em fase reprodutiva.
Descrição do Projeto: De acordo com as diretrizes da assistência integral
à saúde da mulher, norteada pelos princípios que regem o Sistema Único
de Saúde-SUS, a Secretaria Municipal da Saúde através do Programa
DST/aids e o Programa de Saúde da Mulher em parceria com o HCFMRP/USP, Depto de Ginecologia e Obstetrícia participaram ativamente
na organização e operacionalização de um protocolo assistencial
contemplando o oferecimento da realização do teste anti-HIV, mediante
aconselhamento pré e pós teste com garantia de sistema de referência a
um pré-natal diferenciado por sua terapêutica específica, visando uma
assistência de qualidade à mãe e seu concepto.
Principais Resultados: No período de 01/08/96 a 31/12/98, ocorreram
17.589 atendimentos de pré-natal nas Unidades onde a sorologia antiHIV se encontrava disponível. Desse total, 10.966 mulheres (62,3%)
concordaram com a realização do exame. A positividade ao exame
ocorreu em 83 pacientes, equivalendo a 0,76% (IC 95%: 0,59 a 0,92).
Conclusões: Após a introdução deste Protocolo, foi possível
observarmos junto as Unidades de Saúde envolvidas no processo o
desencadeamento de ações com possibilidades de intevenções em nível
terapêutico, assistencial e antes de tudo preventivo com envolvimento
de equipes multidisciplinares e interinstitucional.
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306
Prevenção às DST/Aids na Penitenciária Feminina
do Complexo Carandiru em São Paulo
Autor(es): Fernanda Lopes - Faculdade de Saúde Pública da
Universidade de São Paulo
Co-autor(es): Cassia Maria Buchalla; Cely Blessa
Apresentador: Fernanda Lopes
Contato com o autor: [email protected]
Problema: As condições de vida das populações encarceradas refletem,
sobretudo, as negligências na saúde e as inconsistências na educação e,
embora esteja sendo viabilizada a implantação de um programa de visita
íntima nas unidades prisionais femininas paulistas, não há um trabalho
sistematizado e contínuo de educação em saúde reprodutiva e prevenção
às DST/aids, tendo sido esta a grande razão de mobilização para o
desenvolvimento do projeto.
Descrição do Projeto: A Faculdade de Saúde Pública da USP, em parceria
com o Núcleo de Estudos em Prevenção de Aids e o Departamento de
Saúde do Sistema Penitenciário, realizaram oficinas de saúde reprodutiva
e prevenção às DST/aids, com mulheres da Penitenciária Feminina do
Complexo Carandiru, Município de São Paulo.
Principais Resultados: Os conceitos de corpo erótico e corpo
reprodutivo estavam incorporados em suas práticas e construções
conjuntas, no entanto as formas de contágio/desenvolvimento de DST/
aids e contracepção, foram destacadas como resultantes de um
conhecimento superficial e, muitas vezes, equivocado.
Conclusões: As características do grupo estudado não foram diferentes
daquelas apresentadas por mulheres das camadas empobrecidas da
população, contudo, o fato de estarem privadas de liberdade (e do direito
à vida sexual) demanda a construção de intervenções educativas de
caráter não estritamente heterossexual e monogâmico.
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307
Pesquisa Acadêmica no Incentivo a Debates em
DST/Aids em Unidade Básica de Saúde
Autor(es): Fernanda Malha Previtali - Universidade Federal Fluminense
Co-autores: Anna Lígia Cabral da Rocha; Carolina Meyer Alves;
Fernanda Seródio Baldotto; Leonardo Moura de Oliveira; Maria Marta
da Luna Feire; Maria Teresa Pereira Alvarez Gonçalves; Ricardo Coelho
Miranda; Thaís Almeida Campos da Silva.
Apresentador: Fernanda Malha Previtali
Contato com o autor: [email protected]
Problema: Projeto de Pesquisa - O grupo teve como tarefa-proposta a
avaliação dos serviços oferecidos em relação a portadores do HIV em
Unidade de Saúde de Primeiro Nível de Atenção do SUS em Niterói,
como parte do processo de formação do aluno de Medicina da
Universidade Federal Fluminense.
Descrição do Projeto: Escolheu-se a técnica de Evento Sentinela para
analisar o caso de “Dona M.”, um caso de infecção por HIV em uma
mulher de 57 anos, analfabeta, religiosa, divorciada, que teve seu
diagnóstico retardado por um período de mais de um ano. Procedeu-se
a análise do prontuário, entrevista com o médico assistente e aplicação
de questinário aos profissionais de saúde.
Principais Resultados: Levando-se em consideração a excelente qualidade
dos serviços oferecidos pela unidade de saúde estudada, identificou-se como
principal causa da demora do diagnóstico um possível preconceito quanto
ao risco que “Dona M.” poderia estar exposta, considerando sua idade,
estado civil, comportamento religioso, entre outros.
Conclusões: O resultado do trabalho foi apresentado a Unidade de Saúde
como contribuição para a definição de estratégias de capacitação de
recursos humanos e incrementação de debates sobre o tema. A
experiência foi muito positiva, à medida que possibilitou uma atualização
dos profissionais da unidade acerca dos aspectos sociais e
epidemiológicos da aids e outras DST, uma vez que esse conhecimento
nem sempre é priorizado adequadamente por alguns profissionais.
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308
Análise Comportamental de Usuários Portadores
de Doenças Sexualmente Transmissíveis Atendidos
no Centro de Saúde Meireles - Fortaleza-CE- Brasil
Autor(es): Fernanda Sheridan de Moraes Bezerra - Centro de Saúde
Meireles - Fortaleza-CE
Co-autores: Elani Graça Ferreira Cavalcante - Centro de Saúde Meireles
- Fortaleza-CE; Neide Maria Veira Sampaio
Apresentador: Elani Graça Ferreira Cavalcante
Contato com o autor: (85)452 1316
Resumo: O conhecimento das Doenças Sexualmente Transmissíveis
(DST) e os aspectos comportamentais da população proporcionam bases
epidemiológicas relevantes para a formulação e implementação de
modelos assistenciais que busquem a atenção integral voltadas para às
necessidades identificadas.O presente estudo objetiva descrever essas
características, patologias mais freqüentes e resposta ao tratamento
aplicado em um grupo de 300 usuários atendidos no ambulatório de
DST do Centro de Saúde Escola Meireles, cadastrados e analisados no
período de janeiro a maio de 1999. A maioria dos assistidos são do sexo
feminino 268 (89,3%) dos quais 240 (89,5%) encontram-se na faixa de
19 a 46 anos. A população masculina atendida perfaz 32 (10,7%). Através
da livre demanda 276 (92%) chegaram ao serviço e 24 (8%) foram
trazidos por parceiros ou encaminhados.A média da renda familiar 209
(69,6%), situa-se entre 1 e 3 sálarios mínimos existindo 56 (18,6%)
sem renda e 91 (11,8%) acima de 3 salários. Somente 23(7,6%) não
possuem instrução tendo a maioria 224(74,6%) o 1º grau e 53(17,8%)
o 2º grau. A predominância 275(91,6%) é heterossexual, 15(5%) não
possuem prática sexual definida, 7(2,3%) são bissexuais e 3(1,1%) são
homossexuais. Quanto a atividade sexual 209(69,7%) refere parceria
única, 37(12,3%) paceria não exclusiva, 39(13%) atualmente sem
parceria e 15(5%) sem atividade sexual. Alguns dos usuários apresentam
mais de uma DST, sendo as mais freqüêntes: 219(73%) corrimentos
vaginais tais como tricomonas e vaginose bacteriana, 79(26,3%) HPV,
30(10%) sífilis, 4(1,3%) uretrite gonocócica. Constatou-se que 226
(75,3%) referiram ter realizado tratamento completo, 26(8,6%) não
cumpriram as recomendações e 48(16%) encontram-se em tratamento
ou não retornaram. A avaliação dos 252(84%) retornos demonstrou
que 177(70,2%) obtiveram cura com a aplicação da terapêutica
combinada. Aceitaram realizar o teste anti-HIV 238(79,3%) resultando
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309
228(95,7%) não-reagente e 10(4,3%) positivos.Os dados acima nos leva
a inferir que a clientela apresenta boas condições de ser trabalhada de
modo preventivo, visto as condições de instrução e a aceitação ao
tratamento realizado. Necessário se faz estudar os fatores que
concorreram para falha terapêutica e recusa quanto à sorologia do
HIV.
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310
Trabalhando as DST/Aids no Presídio Feminino de
Fortaleza - Relato de Experiência
Autor(es): Francisca Sônia de Andrade Braga Farias - Secretaria de
Justiça do Estado do Ceará / Universidade de Fortaleza
Co-autor(es): Maria de Nazaré Matos Bosque
Apresentador: Maria de Nazaré Matos Bosque - Secretaria
Executiva Regional III
Contato com o autor: [email protected]
Problema: Sabemos que por fazerem parte de uma comunidade reclusa,
as presidiárias têm os seus horizontes voltados basicamente para a
questão da liberdade, onde a saúde tem um baixo grau de prioridade.
Por terem problemas com a Justiça, tornam-se pessoas fechadas e
arredias não falando de suas doenças, dúvidas e angústias.
Descrição do Projeto: Desenvolvemos um projeto no qual formamos
multiplicadoras em DST/aids com o objetivo de tratar e prevenir estas
doenças,melhorando assim a qualidade de vida das presidiárias. Tratase de um projeto do Ministério da Saúde, viabilizado pela Secretaria de
Saúde do Estado do Ceará para formar multiplicadores em DST/aids
nos presídios. Adotamos metodologias tais como: oficinas, mutirões de
saúde, gincanas, grupos de auto-ajuda e teatro de bonecos. Dentre os
temas abordados os mais enfocados são DST/aids e drogas enquadrandoos no contexto da realidade socioeconômica e cultural das presidiárias.
De início treinamos quatro multiplicadoras, sendo uma auxiliar de
enfermagem e três presidiárias, de modo que estas pudessem prestar
assistência a suas próprias colegas em tempo integral e servissem de
elo entre profissionais e detentas. Em face do bom resultado alcançado
formamos posteriormente mais nove multiplicadoras, sendo uma auxiliar
de enfermagem, uma socióloga e sete presidiárias.
Principais Resultados: O mais importante foi a confiança que
conquistamos da maioria das presidiárias. Isso é confirmado pelo
aumento dos casos reportados de DST. Não que tenha aumentado o
número de casos, mas sim, pelo fato de que as notificações aumentaram.
Antes, os casos eram guardados e a situação mantida em segredo pelas
detentas. O projeto proporcionou ainda às presidiárias a possibilidade de
aprenderem uma nova profissão através da confecção e manejo de
bonecos, fator que tanto ajuda a manterem sua liberdade. Ressaltamos
que o teatro foi estruturado pelas presidiárias da fabricação e manejo
dos bonecos até a produção dos textos. Antes, eram contratados teatros
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311
de bonecos para apresentações nas diversas unidades prisionais, hoje
são feitas por esse grupo de multiplicadoras.
Conclusões: O trabalho desenvolvido dentro do Presídio Feminino de
Fortaleza não tem sido fácil, considerando as precárias condições de
trabalho, o ambiente insalubre, periculoso e gerador de tensões. Entretanto,
tais dificuldades nada representam frente aos frutos produzidos através
da melhoria da qualidade de vida das detentas, o crescimento contínuo da
equipe e a integração e confiança de todo o grupo.
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312
Conhecimento Sobre Formas de Transmissão e
Medidas Preventivas Relacionadas ao HIV Entre
Estudantes de Belo Horizonte
Autor(es): Francisco Cordeiro - Coordenação Estadual de DST/AIDS Minas Gerais
Apresentador: Francisco Cordeiro
Contato com o autor: [email protected]
Problema: A discrepância entre o conhecimento das formas de transmissão
do vírus da aids e as atitudes preventivas, resultando num aumento de
situações de risco para infecção de HIV/aids na população pesquisada.
Descrição do Projeto: Aplicação e análise de questionário semiestruturado com 13 questões abordando uso de drogas e aids em 78
estudantes de 1ª a 8ª séries de Belo Horizonte.
Principais Resultados: Da amostra pesquisada 57,7% são mulheres.
Sobre a aids 93,6% da amostra reconhecem a relação sexual como forma
de transmissão. No entanto 21,8% não reconhecem o uso de preservativo
com parceiros conhecidos (15,4% em relação a parceiros desconhecidos)
como cuidado preventivo à transmissão do HIV.
Conclusões: A informação é importante como ponto de partida, porém não
garante a mudança de comportamento, principalmente na adolescência. Os
mitos e tabus que envolvem a iniciação sexual - cada vez mais precoce - , a
“confiança” no parceiro sexual e a idéia de “não vai acontecer comigo” são
fatores intervenientes na adoção (ou não) de comportamentos preventivos
ao HIV. A responsabilidade individual e com o parceiro deve estar presente
nas informações direcionadas a este público.
Instituição Executora: Centro Mineiro de Toxicomania
Fonte Financiadora: Banco Mundial e Ministério da Saúde.
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313
O Preservativo Sob Gestão da Coordenação de DST/
Aids de Belo Horizonte e sua Inserção nas
Atividades de Prevenção
Autor(es): Francisco de Assis Acurcio Universidade Federal de Minas
Gerais
Co-autores: Iveta Malachias; Maria de Jesus Lile Diederich; Maria do Carmo
Moreira de Souza; Maria Inez Ribeiro Oliveira; Palmira de Fátima Bonolo.
Apresentador: Palmira de Fátima Bonolo
Contato com o autor: [email protected]
Problema:Projeto de avaliação com objetivo de suprir a carência de
conhecimento em torno do processo de gestão (aquisição, estocagem,
distribuição) e do uso do preservativo (aceitação/rejeição) por parte dos
profissionais e dos usuários dos serviços.
Descrição do Projeto: Avaliação multicêntrica coordenada pelo
Ministério da Saúde e desenvolvida, em Belo Horizonte, no Centro de
Treinamento em DST da Policlínica Centro-Sul e no COAS/CTA do
PAM Sagrada Família, no período de janeiro de 1996 a junho de 1997.
A avaliação por tiangulação de métodos quantitativos e qualitativos
compreendeu três níveis: a) análise do processo de aquisição, distribuição
e disponibilização dos preservativos; b) análise da percepção do usuário
sobre o uso, aceitação e acesso ao preservativo; c) análise da percepção
do profissional sobre sua capacitação para realizar atividades de
aconselhamento e para abordar o uso do preservativo como estratégia
de prevenção das DST/aids.
Principais Resultados: Dentre os principais problemas na distribuição
de preservativos no município destacaram-se: a) oferta irregular e
insuficiente: para atender 33.000 usuários programou-se 500.000
preservativos/ano. Nos 18 meses analisados foram distribuídos 343.926
preservativos, o que evidenciou a baixa cobertura oferecida pelo
município; b) dificuldade de implementação das ações preventivas na
rede básica; c) insuficiência de recursos humanos; d) integração
incipiente entre as entidades que atuam na área de prevenção. Dos 549
usuários dos serviços que responderam a questionário auto-aplicável,
34% declararam usar preservativo após conhecimento do HIV, 26%
transam mesmo quando falta o preservativo, 86% consideram que o
preservativo protege quanto ao HIV/aids e 58% recebem preservativo
nos serviços estudados. Para os usuários entrevistados, a principal
vantagem de usar preservativo é a prevenção das DST. O fato de ser um
Poster
314
método para evitar a gravidez e a tranqüilidade proporcionada pelo seu
uso também foram bastante citados. Como desvantagens, destacam-se
o incômodo e a interrupção da relação sexual, levando à “quebra do
clima”. As entrevistas com os profissionais de saúde revelaram os
seguintes aspectos relacionados à sua capacitação para realizar atividades
de aconselhamento: a) insuficiência de recursos audiovisuais para apoiar
o trabalho; b) preocupação em passar as informações corretas quanto
ao uso do preservativo sem retirar a responsabilidade de decisão do
usuário (COAS); c) atualização do profissional para lidar com contrainformação (COAS); d)atenção do profissional para as suas crenças e
preconceitos (COAS); e) desgaste da equipe pelo trabalho diário com
sentimentos e dificuldades do usuário (COAS); f) falta de treinamento
da equipe para abordar o uso do preservativo (DST); g) falta de definição
do perfil do Recurso Humano para o trabalho com DST.
Conclusões: A avaliação revelou que o incremento da efetividade das
atividades de prevenção deve levar em consideração os seguintes
aspectos: a) promover articulação com as áreas de desenvolvimento
social e educação, bem como ONG para reforço e apoio às atividades
educativas; b) viabilizar execução e coordenação dos projetos de
prevenção elaborados pelas unidades básicas e serviços especializados,
garantindo o fluxo de distribuição bem como o reforço do quadro de
recursos humanos e sua capacitação; c) promover a elaboração e
viabilização de projetos enfocando populações vulneráveis
(adolescentes, UDI, profissionais do sexo e mulheres) priorizando grupos
de baixa renda; d)expandir a distribuição de preservativos priorizando
abordagens sistemáticas; e) manter as estratégias de distribuição
adotadas, sobretudo as que dão ênfase ao preservativo como um dos
instrumentos centrais de prevenção, seja através da orientação coletiva
ou individual.
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315
Programa Afetivo-sexual
Autor(es): Francisco José Machado Viana - Secretaria de Estado da
Saúde de Minas Gerais - Secretaria de Estado da Educação de Minas
Gerais
Co-autores: Hilton Brant Machado; Maria Beatriz Dias; Marina Lúcia
Pereira; Natércia Damasceno Oliveira; Sérgio Rafael do Carmo; Vera
Suzana de Souza Lima.
Apresentador: Francisco José Machado Viana
Contato com o autor: [email protected]
Problema: A aids hoje avança na população jovem e sugere a possibilidade
de que a infeção esteja acontecendo na adolescência. O adolescente no Brasil
carece de programas específicos para atender suas necessidades. Os
educadores são com certeza a maior referência para os adolescentes, são
com quem muitas vezes eles dividem suas angústias e dúvidas. Nos últimos
anos, a sociedade brasileira avançou muito no reconhecimento dos direitos
humanos e da cidadania de crianças e adolescentes. No campo da educação,
temos testemunhado a aprovação de leis e a divulgação de parâmetros, que
criaram um contexto legal muito favorável para que a escola desenvolva
currículos mais próximos das necessidades reais dos alunos e se transforme
numa instituição capaz de influir, significativamente, na construção da
sociedade. Entretanto, ainda há muito o que fazer, especialmente quando se
trata de colocar em prática o direito a uma educação integral, que inclua,
entre outros conteúdos, a educação afetivo-sexual.
Descrição do Projeto: O programa afetivo-sexual pretende treinar
professores e profissionais de saúde para trabalhar com o adolescente
buscando prevenir a infeção com HIV e outras DST, reduzir gravidez
indesejada, e aumentar o uso de contraceptivos entre os adolescentes.
O programa apresenta conteúdos e conceitos de várias áreas do
conhecimento de modo articulado e interdisciplinar, contextualizando
as produções históricas do conhecimento e suas manifestações artísticas
e culturais; dos novos recursos tecnológicos que devem ser colocados a
serviço da prática educativa; e divulga e discute projetos e experiências
pedagógicas que levam em conta a criatividade, a inovação, e as
necessidades do grupo social em que se encontram inseridos. Estes
conteúdos são previamente passados aos professores através de cursos
de capacitação preparados pela Secretaria de Estado da Educação em
convênio com a Fundação Odebrecth e Secretaria de Estado da Saúde.
Outras experiências já em curso como o ensino à distância do Programa
Salto para o Futuro podem completar o nível de conhecimento e material
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316
dos professores envolvidos no projeto.
Principais Resultados: O programa iniciou suas atividades em junho de
1999 tendo formado inicialmente 44 capacitadores que até o fim de
setembro formou 600 professores e profissionais de saúde de diferentes
regiões do Estado de Minas Gerais. Iniciaremos em outubro o segundo
módulo de capacitação para os primeiros 44 capacitadores que ainda este
ano estarão repassando para os professores e profissionais de Saúde. Neste
ano de 1999 o Programa pretende atingir em torno de 9.600 adolescentes.
Conclusões: Se as palavras, comportamento e ações dos pais configuram
o primeiro e mais importante modelo da educação sexual das crianças,
muitos outros agentes sociais e milhares de estímulos farão parte desse
processo. No caso do adolescente, as informações trocadas com colegas e
as mensagens apreendidas através da mídia, influenciam fortemente as
suas opiniões, atitudes e comportamentos, especialmente com relação à
sexualidade. Cabe à escola lembrar que o adolescente ao entrar nela, não
deixa lá fora sua sexualidade e seus medos. É com esse seu lado afetivo
que ele vence os obstáculos e os estímulos da vida escolar. É nesse contexto
que a escola, enquanto instituição responsável pela formação de novas
gerações, atualmente encontra-se mais voltada para a reflexão sobre estas
questões, repensando sua função social como instituição formadora e
transformadora e não apenas informadora. O papel da escola neste cenário
é muito importante não apenas por ser um espaço no qual o adolescente
passa grande parte do seu dia, tendo ali contato com adultos referência,
mas também por proporcionar um conhecimento sistemático, não valorativo, baseado em dados científicos, que esclarece e complementa
os aspectos duvidosos ou até errôneos presentes na educação informal.
O trabalho com sexualidade no espaço da educação escolarizada possibilita
ao adolescente o conhecimento de novos pontos de vista, a discussão, a
argumentação, a reflexão, elementos importantes para a tomada de
decisões conscientes e responsáveis.
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317
Trabalhadores do Sexo em uma Coorte de Homens
que Fazem Sexo com Homens (“Projeto Rio”): o
Desafio de Prevenção de Acordo com a Parceria
Autor(es): Frits Sutmoller - Serviço de Epidemologia, Centro de
Pesquisa - Hospital Evandro Chagas/FIOCRUZ
Co-autores: Claudia T.V. Souza; Dionne Peluso; Helena Martins;
Paulo Starling.
Apresentador: Frits Sutmoller
Contato com o autor: [email protected]
Problema: Avaliamos a incidência do HIV e freqüência de sexo penetrativo
desprotegido (SPD) numa coorte de homens que fazem sexo com homens
(HSH) que também eram trabalhadores do sexo (TS) para auxiliar no
desafio do aconselhamento preventivo desta população específica.
Descrição do Projeto: Num estudo com HSH no Rio de Janeiro, feito
entre 1994 e 1999, estudou-se a prevalência das DST na triagem e a
incidência do HIV com os possíveis fatores de risco. Selecionamos um
grupo que também eram trabalhadores do sexo. Assim avaliamos os
dados dos 221 homens que também faziam sexo em troca de dinheiro
(TS) para estudar a prática de sexo penetrativo desprotegido (SPD) e
função das parcerias.
Principais Resultados: Dos TS, 79% eram homens com práticas
bissexuais e o restante homossexuais exclusivos. Setenta porcento eram
abaixo de 30 anos, 80% tinham apenas o nível primário de educação,
71% tinham renda igual ou inferior a um salário mínimo e 59% era de
etnia não branca. A sensação de vulnerabilidade existia entre 73% destes
homens e 77% tinham tido SPD nos seis meses antes de ingressar no
estudo e se contrasta com 60% do grupo não-TS. Dos TS homossexuais
exclusivos, 78% tinham relações SPD com parceiros fixos e 42% com
seus parceiros ocasionais. No grupo bissexual estes percentagens eram
45% e 52%, respectivamente, e com as parceiras isto aconteceu em 77%
com as parceiras fixas e com 67% das parceiras ocasionais. Destes
homens, 121 (55% do total) fizeram no mínimo duas consultas de
acompanhamento (com 2.300 meses/homens de observação) e 7
soroconverteram para o HIV dando uma incidência densidade de 3.7
por 100 homens-ano.
Conclusões: Os TS da coorte “Projeto Rio” representavam 34% do
grupo e que eram na grande maioria bissexuais jovens e de um faixa
social desfavorável. Mesmo se sentindo vulnerável para o HIV a prática
Poster
318
de SPD era alta (77%) antes de entrar no estudo e no decorrer mostrou
uma incidência alta para o HIV no grupo que teve aderência ao estudo.
SPD era mais alto no parceiros fixos dos homossexuais exclusivos e
nas parceiras fixas dos homens bissexuais. Este estudo reforça que as
atividades preventivas nos grupos de TS têm de ser reforçadas e feitas
de forma continuada e que atenção especial tem de ser dada às parcerias
fixas destes homens.
Poster
319
Uma Coor te de Homens que Fazem Sexo com
Homens (“Projeto Rio”): os Motivos de Fazer o
Teste-HIV e Aderência ao Estudo
Autor(es): Frits Sutmoller - Serviço de Epidemologia, Centro de Pesquisa
Hospital Evandro Chagas/FIOCRUZ
Co-autores: Claudia TV Souza; Helena Santos; Therezinha Penna.
Apresentador: Frits Sutmoller
Contato com o autor: [email protected]
Problema: Determinar quais são os interesses do público em participar
em estudos de coorte. Neste estudo avaliamos, numa coorte de homens
que fazem sexo com homens (HSH), as motivações multifatoriais de
participação e adesão ao estudo. Do lado científico existem perguntas e
exigências metodológicas (i.e recrutar uma população representativa
com comportamento de risco, estudar a prevalência e incidência do
HIV e manter a adesão alta etc) e do outro lado existem as necessidades
e expectativas dos voluntários que participam das investigações.
Decrição do Projeto: Numa das coortes de HSH (“Projeto Rio”) feito em
conjunto com dois outros centros nacionais de vacinas (São Paulo e Belo
Horizonte), investigou-se de 1994 até 1999, a incidência do HIV e a viabilidade
de manutenção de coortes para ensaios de eficácia com produtos candidatos a
vacinas anti-HIV. Investigamos os motivos dos voluntários para se interessarem
pelo projeto e os fatores envolvidos na adesão ao estudo.
Principais Resultados: Observamos que os principais motivos das 1.181
pessoas de fazer uma consulta de triagem eram: a vontade/ interesse de
participar em atividades de prevenção (43%), o desejo de fazer o teste do
HIV (32%), pelo recrutamento feito através dos voluntários da coorte (9%),
preocupação em relação ao situação sorológica das parcerias (7%),
preocupação de estar infectado pelo HIV, preocupações com doenças e
outros motivos. O fator altruísmo foi infreqüente (3%) e mais alto nas
pessoas que foram enviadas por serviços de saúde (7%) . A busca de ações
preventivas ou o desejo de fazer o teste foi similar nas diversas fontes de
recrutamento (serviço de saúde, mídia, vale-camisinha, ONG ou
voluntários). A positividade para o HIV foi mais alta (31-34%) nas pessoas
que vieram através da divulgação na mídia e do recrutamento em áreas
dos trabalhadores do sexo. Já nos homens enviados pelos serviços de
saúde, ONG e por outros voluntários do estudo foi de 19-21%. Dos 654
voluntários, 418 voluntários aderiram ao estudo dando um total de 8.988
homens/meses de observação. Não foi encontrada nenhuma diferença entre
Poster
320
o grupo que aderiu ao estudo e o grupo que não retornou na percepção de
vulnerabilidade ao HIV nem no comportamento de risco; também não
foram encontradas diferenças nas variáveis sociodemográficos (idade,
renda, etnia, prática de religião) com exceção do nível de escolaridade
mais baixo (analfabeto ou primeiro grau) no grupo que não retornou. Os
motivos de não-aderência de 36% dos voluntários que na primeira
entrevista alegaram desejar participar da coorte podem ser entendidos
como advindo dos seguintes fatores: culturais (falta de altruísmo para
participação em estudos desta natureza), de acessibilidade (dificuldade
de acesso ao local do estudo), de interesse institucional (apoio contínuo
ao projeto, avaliação periódica) e financeiros (irregularidade de fluxo
limitando ações como distribuição de camisinhas, reembolso de transporte/
lanche e atividades como palestras, oficinas e festas prometidas aos
voluntários no Termo de Consentimento).
Conclusões: Existe uma demanda social para atividades de prevenção
nesta população, visto que foi citada por dois terços das pessoas que
procuram o nosso serviço. Porém, uma das exigências de estudo de
coorte é a adesão ao estudo. Esta depende não só de questões ligadas
aos voluntários como da manutenção de um apoio continuado
institucional e financeiro.
Financiamento: UNAIDS, CN-DST/AIDS, CNPq, PAPES/FIOCRUZ
Poster
321
Mulher, Samba e Saúde - Uma Iniciativa de
prevenção às DST/aids
Autor(es): Helena Dias Torres UERJ - Universidade do Estado do
Rio de Janeiro
Co-autores: Ferreira, A.R.; Francisco, M.T.R.; Ivo, M.S.; Lopes, C.P.;
Santos, M.R.M.
Apresentador: Helena Dias Torres
Contato com o autor: [email protected]
Problema: O avanço da epidemia pelo HIV/aids tem mostrado novos
perfis das populações atingidas: camadas menos favorecidas da
população têm aparecido como grupos especialmene vulneráveis.
Descrição do projeto: A UERJ desde 1997 vem desenvolvendo este
projeto, tendo como alvo a população feminina de três comunidades:
Formiga, Macacos e Mangueira. Através da formação de agentes
multiplicadoras da comunidade, pretende-se transmitir informações a
respeito das DST/aids. Busca-se a investigação de metodologias eficazes
de atuação frente à essa população. O treinamento das multiplicadoras
seguiu a metodologia de workshops.
Principais Resultados: Nas 3 comunidades o projeto treinou 300
mulheres sendo que 35 estão atuando como multiplicadores formais,
tendo como base 4 Centros de Referência dentro da Comunidade. Foram
desenvolvidas atividades de teatro, grupos de reflexão, palestras,
distribuição de material educativo. A distribuição de preservativos é
realizada através de cota mensal, em “abordagens informativas
individuais” e em “Caminhadas da Saúde”, atividade de mobilização
comunitária diante dos temas.
Conclusões: Cada comunidade imprimiu um ritmo próprio às propostas
a partir de suas particularidades culturais, o que confirma a importância
de horizontalizar as decisões e informações. Os fatores socioculturais
ainda são os principais obstáculos à prevenção da aids nestas comunidades.
Poster
322
Campanhas do Governo Federal em duas Décadas
de Epidemia
Autor(es): Helena Lima Pontifícia - Universidade Católica de São Paulo
Co-autor(es): Janine Cardoso
Apresentador: Helena Lima
Contato com o autor: [email protected]
Problema: Compreender a construção dos cenários da aids _ repertórios
sociais compartilhados_ a partir do discurso do governo federal e as
ressonâncias no discurso e práticas preventivas. Estudar as campanhas
de prevenção às DST/aids desde o início da epidemia.
Descrição do Projeto: 1. Compilação das campanhas: fitas da CN–
DST/AIDS, fitas FIOCRUZ, home page da CN, arquivos pessoais.
2. Correlação entre Governo, Ministros da Saúde, Agências
Financiadoras e tons das campanhas.
3. Análise das diferentes campanhas e das dissonâncias da memória
pública: compilação de material não foi suficiente para abarcar
todas as campanhas com detalhes de elaboração, agência
responsável, órgão financiador.
Principais Resultados: Década de 80 e início da década de 90:
culpabilização, terror, vínculo aids-morte. Aids I - solidariedade,
informação, setorização, orientados pelo projeto; Aids II: metaforização,
pessoalização. A análise, embora cronológica, não pode ser linear:
aspectos diversos são priorizados em diferentes épocas. Vínculo com
drogas, bissexualismo, divulgação dos COAS, incipientes. Mesmo
campanhas consideradas informativas e amplas não se repetem. O
vínculo aids-morte interferindo diretamente na adoção de práticas
preventivas e rejeição a comportamentos de exposição e risco.
Pouquíssimas referências às DST.
Conclusões: Mérito das campanhas, trazer informação para grande
massa, em larga escala. Vínculo aids-morte ainda presente; pouca menção
aos bissexuais e aumento subsequente de mulheres monogâmicas
infectadas. Necessidade de ampliação das informações sobre DST.
Oscilações entre esclarecimentos e metáforas; dificuldade na setorização.
Articular informações e sensibilizar a população para a escolha de
práticas preventivas saudáveis.
Poster
323
Violência com Homens que Fazem Sexo com
Homens (“Projeto Rio”): Incidência de Morte por
Fatores Externos e a Violência Sexual no Início da
Vida Sexual
Autor(es): Helena Martins - Serviço de Epidemologia, Centro de
Pesquisa Hospital Evandro Chagas FIOCRUZ
Co-autores: Claudia T.V. Souza; Frits Sutmoller; Therezinha Penna.
Apresentador: Helena Martins
Contato com o autor: [email protected]
Problema: Determinar a ocorrência de violência em uma coorte de
homens que fazem sexo com homens (HSH), especificamente as mortes
violentas por causa externa (assassinato) e a violência sexual no início
da vida sexual correlacionando-as com fatores sociodemográficos.
Descrição do Projeto: De 1994 a 1999, foi desenvolvida uma coorte
multicêntrica (Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte) com o
objetivo de determinar a incidência do HIV e os fatores
sociocomportamentais de um grupo de HSH, visando buscar melhores
métodos de prevenção para DST/AIDS e que seria desenvolvido para
ser um dos possível “sites” para execução de ensaios clínicos de eficácia
com uma vacina anti-HIV.
Principais Resultados: Dos 654 homens que fizeram entrevista
completa, houve cinco (0.8% dos voluntários) óbitos, notificados por
familiares ou amigos das vítimas, de morte violenta. Dos 418 que
aderiram ao projeto, três faleceram dentro do primeiro ano do estudo,
dando uma incidência de 4.0 por 1000 homens-ano de observação.
Embora o número de casos seja pequeno para uma análise sócio
demográfica, observamos alguns fatores comuns entre esses casos : 4
estavam na faixa etária de 20-29 e um entre 30-34 anos; todos tinham
uma renda de um salário mínimo; 4 eram de etnia parda, todos tinham
prática sexual de risco e dois eram trabalhadores do sexo. Destes homens
4 eram homossexuais exclusivos. Quanto à violência sexual no início
da vida sexual, esta ocorreu em 27% dos voluntários. Estudando os
fatores sociodemográficos (etnia, renda e escolaridade) deste grupo não
notamos uma diferença significativa com o grupo de 73% de voluntários
que não sofreu este tipo de violência. Uma diferença significativa
observada foi a frequência maior entre os homossexuais exclusivos
(33%) quando comparado com os bissexuais (20%).
Conclusões: Em cinco anos de acompanhamento dos voluntários houve
cinco mortes violentas e uma incidência muito alta que possivelmente
Poster
324
é sub-representada, à medida que o sigilo ligado à participação no estudo
era freqüentemente mantido pelo voluntário junto à família, não gerando
possibilidades de notificação. Este grupo era jovem e todos tinham
comportamento de risco sexual, e com baixa escolaridade e renda.
Indivíduos neste coorte que relatam ter sofrido violência sexual no início
de sua vida sexual não apresentam diferenças socioeconômicas
significativas se comparados aos que não sofreram este tipo de violência.
Financiamento: UNAIDS, CN-DST/AIDS, CNPq, PAPES/FIOCRUZ.
Poster
325
Programa de Prevenção de Doenças Sexualmente
Transmissíveis e Aids em Trabalhadores do Sexo
no Ambulatório Municipal de Doença Sexualmente
Transmissível/aids de Campinas–SP
Autor(es): Heloisa Maria Lelis de Castro Rossani - Ambulatório
Municipal de DST/AIDS da Prefeitura Municipal de Campinas SP.
Co-autores: Ana Ferreira de Almeida; Cândida Cordeiro de Souza;
Equipe técnica do AMDA; Maria Aparecida Leal; Maria Cristina Ilário;
Vânia Souza Aguado.
Apresentador: Ana Ferreira de Almeida
Contato com o autor: rossani @ correionet.com.br
Problema: Em 1994, o Ambulatório Municipal de Doenças Sexualmente
Transmissíveis/aids da Prefeitura Municipal de Campinas verificou que
na região central do município, onde o serviço se localiza, existia grande
concentração de trabalhadores do sexo atuando. Em posse dos dados
epidemiológicos que apontavam para um maior risco de incidência e
prevalência das DST/HIV/aids nessa população específica, optou-se
por criar um programa específico para essa clientela no serviço de
referênccia, criando vínculo de porta de entrada direta e acessível, no
sentido de interferir preventivamente na cadeia de transmissão. A
centralização inicial do programa no AMDA, garantiu o acolhimento
adequado a essa clientela, sabidamente discriminada socialmente,
inclusive nos aparelhos de assistência à saúde.
Objetivos
• Determinar a cota semanal de condom a ser distribuida. - Oferecer
atendimento individual por equipe multiprofissional e atender as
queixas apresentadas.
• Realizar aconselhamento e educação em saúde em consultas
individual, oferendo exames periódicos (VDLR/PREVENTIVO
DO COLO DE ÚTERO/HBSAG(Hepatite B)/LISA anti HIV).
• Propor oficinas de educação em saúde e cidadania em grupo,
mensalmente.
• Treinar multiplicadores na prevenção DST/aids.
Descrição do Projeto
• Cadastramento da população específica.
• Realização de pesquisa estatística em campo com os trabalhadores do
sexo para determinar a real necessidade de suprimento de condons.
• Contato com líderes da população em questão para divulgar o programa
Poster
326
em seus locais e áreas de trabalhoseus locais e áreas de trabalho.
• Atendimento individual para entrega da cota de preservativos,
aconselhando sobre sexo s seguro e orientações gerais.
• Atendimento em grupo: no atendimento e aconselhamento
individual percebe-se a necessidade de desenvolvimento de
atividades educativas em grupo. Os temas abordados foram
priorizados pelo próprio grupo, onde conjuntamente surgiram
sugestões para o programa.
• Identificação e formação de multiplicadores na prevenção das DST/
aids entre os trabalhadores dos sexos.
Principais Resultados: Uma cota semanal de 32 condons foi encontrado
como média para tal grupo. A adesão dessa população específica foi
alta tendo em vista que hoje atende-se trabalhadores do sexo de
Campinas e também de toda região (500 cadastrados em quatro anos).
Foi constatado que aproximadamente 80% dos trabalhadores do sexo
negociam o uso de preservativo com todos os clientes, entretanto 20%
referem dificuldade de negociar o uso de preservativo com os clientes
que oferecem maior remuneração por sexo sem preservativos. Negociar
o uso de preservativo com parceiro fixo pareceu ser mais problemático
que com os parceiros eventuais, pois aproximadamente 40% referiram
tal dificuldade. Trabalhadores do sexo feminino realizam mais exames
periódicos do que trabalhadores do sexo masculino. Houve melhor
participação dos trabalhadores do sexo masculino nas oficinas de
educação em saúde e cidadania em grupo.
Conclusões: A identificação dos líderes é fator primordial para
treinamento de multiplicadores. O atendimento individual e em grupo
para trabalhadores do sexo com entrega de preservativos, parece
estimular o interesse da população-alvo na educação em saúde sexual,
principalmente dentro do aspecto preventivo. A avaliação da qualidade
dos preservativos foi uma informação adcional aos objetivos iniciais.
Houve maior preocupação com a qualidade dos preservativos por parte
dos travetis, provalvemente por ter sido neste grupo a maior freqüência
de ruptura de preservativos.
Recomendações: Implantar ficha tabulada pré-codificada e pré-testada
com a finalidade de traçar um perfil estatístico dos trabalhadores do
sexo do ponto de vista clínica, epidemiológico e social, bem como
analisar futuras intervenções. Estender tal programa para atividade em
campo. Desmembrar as oficinas em saúde para trabalhadores do sexo
feminino e masculino.
Poster
327
Prevenção de DST/Aids Junto a Homens no Local
de Trabalho
Autor(es): Iara Coelho Zito Guerriero - NEPAIDS/USP
Apresentador: Iara Coelho Zito Guerriero
Contato com o autor: [email protected]
Problema: Casos notificados entre homens heterossexuais aumentaram
de 6% em 1990 para 28% em 1998. Os homens não se percebem
vulneráveis à aids, infectando-se e transmitindo HIV para suas parceiras.
A construção social da masculinidade e as relações de gênero influenciam
o aspecto social da vulnerabilidade. Este é um estudo exploratório, de
natureza qualitativa, realizado junto a funcionários homens de uma
empresa de transportes urbanos do município de São Paulo.
Descrição do Projeto: Realizaram-se dez entrevistas individuais e quatro
Oficinas de Sexo Seguro, que foram gravadas e transcritas. Sistematizaramse dados sociodemográficos dos participantes e, após análise, organizaramse blocos temáticos. Serão apresentados os dados referentes a: sexualidade,
casamento, infidelidade, camisinha, DST e aids.
Principais Resultados: Homens, entre 23 e 49 anos, 4 a 12 anos de
escolaridade, valorizam família e trabalho, buscam ser bons provedores e
constituir patrimônio. A infidelidade do homem representa masculinidade,
a feminina é desonra. A decisão pelo uso do preservativo cabe ao homem.
A mulher pode solicitar o preservativo apenas para evitar gravidez. São
dificuldades para a utilização do preservativo: alto custo, estética, medo
de perder a ereção, perda de sensibilidade do homem e da mulher. Utilizam
serviços de saúde quando doentes, mas automedicação para DST.
Recebem informações sobre aids quando doam sangue, ou
esporadicamente através de folhetos e televisão. Não se consideram
vulneráveis às DST/aids e confundem suas formas de transmissão.
Conclusões: Ações educativas no local de trabalho atingem os homens,
desde que se considerem suas construções sobre masculinidade e
relacionamento homem e mulher.
Poster
328
Jovens, Sexualidade e Escola: uma Proposta de
Ação Participativa
Autor(es): Ione Hasegawa Kassuga - Universidade Federal Fluminense
Co-autores: Fatima Pereira Picanço Brasil; Rogéria de Fatima Pereira
dos Santos.
Apresentador: Rogéria de Fatima Pereira dos Santos
Contato com o autor: Rua Otávio Carneiro 80/504 Icaraí NITEROI RJ 24230-191
Resumo: Dados mais recentes, relacionados à aids, gravidez e adolescência,
vêm apontando a escola como um espaço privilegiado para se desenvolver,
sistematizar e ciar alternativas na abordagem de tal problemática. “Jovens,
sexualidade e escola: uma proposta de ação participativa”, que se caracteriza
como um projeto de intervenção, tem como proposta desenvolver uma
ação que contemple questões sobre sexualidade, tendo como preocupação
básica, acolher as culturas e saberes dos jovens. Esta abordagem pretende
romper com a estreita relação que se faz da educação sexual associada à
uma visão biologicista, tão presente ainda nos currículos, nos livros e nas
equipes de “especialistas”. Desenvolvendo-se em um colégio estadual, com
25 alunos da 6ª série do ensino fundamental, os encontros ocorrem
quinzenalmente no horário da disciplina de Ciências, com a colaboração
ativa da professora responsável. São utilizados recursos diversos como
dinâmicas de grupo, vídeos-debates, dramatizações, pesquisas e outros. A
partir de levantamento dos temas de interesse junto aos alunos, os conteúdos
são explorados problematizando questões como o preconceito, as
negociações de poder que envolvem as relações sexuais, as desigualdades
entre os sexos, a determinação cultural que estabelece os papéis de “homem”
e de “mulher” dentro da sociedade e a sua influência nas relações sexuais, a
negação social e cultural do prazer feminino, a incorporação pela mulher
como a única responsável pela contracepção, a impossibilidade de
negociação do uso da camisinha e a vulnerabilidade dos jovens frente à
aids.Resultados preliminares evidenciam a necessidade de, na prática,
encaminhar uma proposta de trabalho interdisciplinar, envolvendo outros
professores que possam também discutir em suas disciplinas questões
referentes à sexualidade, aproximando os conteúdos disciplinares
tradicionais aos “conteúdos da vida”, transformando a escola em um espaço
compartilhado de construção coletiva do conhecimento. Pretende-se refletir,
a partir da prática, a discussão que envolve a complexidade da concepção
de educação em saúde, a sua inserção no currículo e no cotidiano escolar e
sua articulação com o exercício da cidadania.
Poster
329
Aids Também é Violência
Autor(es): Isabel Cristina Xavier de Macedo - SOS - Ação Mulher e Família
Co-autor(es): Flávia de Moraes Salles P. Costa
Apresentador: Flávia de Moraes Salles P. Costa
Contato com o autor: [email protected]
Problema: Este projeto está voltado a mulheres jovens de baixa-renda, com
pouca escolaridade, que possuam parceiros únicos e fixos, usuárias da
Instituição - SOS Ação Mulher e Família, que vivem em situação de violência
doméstica e/ou sexual na relação de gênero. Pretendemos promover uma
consciência de que a prática do sexo seguro é também uma das formas de
combate à violência através de um pograma de intervenção.
Descrição do Projeto: Este projeto conta com apoio financeiro da
Fundação Mac Arthur, Instituto Nacional de Saúde Pública do México e
com a GLAMS (Grupo latinoamenricano de Trabajo sobre Mujeres y
SIDA). Serão realizados 18 encontros anuais, distribuídos em 3 grupos.
Cada grupo participará de 6 encontros, com duração de 4 horas cada,
perfazendo um total de 72 horas anuais. Os grupos serão formados por 20
mulheres. Serão aplicados (pré e pós-teste) como instrumento de avaliação
e coleta de dados para a pesquisa. Será distribuído material educativo. Ao
final de cada grupo será realizado um evento de alcance público.
Principais Resultados: Resultados parciais foram alcançados até o
presente momento, através da aplicação de um questionário para
levantamento do perfil das usuárias da Instituição .Este questionário
consta de questões sóciocomportamentais.
Conclusões: Este projeto visa promover a conscientização dos riscos
de infecção das DST/aids, a que fica submetida a mulher em situação
de violência de gênero, assim como capacitá-las na busca e utilização
de conhecimentos úteis a sua saúde e sexualidade.
Poster
330
PapiloMavír us: Perfil Compor tamental
Pacientes para uma Prevenção Mais Eficaz
dos
Autor(es): João Carlos Magi - Centro de Referencia DST/aids de Vila Prudente
Co-autores: Elisa Maria da Silva Brito; Mariza Vono Tancredi.
Apresentador: Mariza Vono Tancredi. Programa Estadual de DST/aids
do Estado de São Paulo
Contato com o autor: (11)272 3436
Problema: A Doença Sexualmente Transmissível (DST) causada pelo
Papilomavírus Humano (HPV) carece de métodos de diagnóstico e
tratamento eficazes e de fácil acesso à população, sendo, ainda, a
prevenção a maior arma contra o seu avanço. Este trabalho tem por
objetivo estudar o perfil comportamental dos pacientes de risco para
esta doença, atendidos no ambulatório de DST do Centro de Referência
DST/aids de Vila Prudente possibilitando, assim a definição de ações
preventivas mais eficazes.
Descrição do Projeto: Os dados foram coletados através de questionário
feito pelo médico durante a consulta, constando das seguintes variáveis:
- sexo, idade, idade da 1ª relação sexual, número de parceiros na vida,
tipo de relação sexual, DST associada, antecedentes de DST, uso de
drogas e origem da demanda. A consulta incluía anamnese, exame físico
geral, realização de peniscopia no homem ou colposcopia na mulher
com colheita de citologia e/ou biópsia, se necessário. Foram considerados
positivos para o Papilomavírus Humano os pacientes que tinham
presença de coilocitose ou condiloma acuminado ao anátomo patológico.
Principais Resultados: No período de fevereiro de 1998 a fevereiro de
1999, foram atendidos um total de 165 pacientes, com história relacionada
à doença causada pelo Papilomavírus Humano e presença de lesões
suspeitas, que foram biopsiadas. Destes pacientes foram computados todos
os positivos - um total de 67, além de 30 selecionados ao acaso,
considerados negativos para o Papilomavirus Humano. Destes 97 casos,
59 (60,82%) foram referenciados em função de terem parceiros com
HPV, sendo que 96,61% eram do sexo masculino com parceiras que
tinham diagnóstico de HPV detectado a partir da realização de
colpocitologia oncótica, colposcopia e biópsia. Apenas 2 mulheres (3,28%)
procuraram o serviço em função de terem parceiros HPV-positivo. A
demanda expontânea de 34 casos (35,05 % dos 97 casos) foi composta
por 19 mulheres (55,88%) que procuraram o serviço por diferentes causas
ginecológicas, que não lesões verrucosas, cuja investigação levou à
Poster
331
realização de colpocitologia oncótica e/ou colposcopia. Dos 15 homens
que procuraram o serviço espontaneamente (44,11%), 12 deles (80%)
apresentavam condiloma sendo que destes 41,66% eram homossexuais
ou bissexuais. Não foi anotado o motivo da procura do serviço em 4
casos (4,1%). O índice de positividade nas biópsias para HPV foi de 40,6%.
Na distribuição dos casos por faixa etária e sexo observou-se que 73,19%
encontram-se na faixa de 20 -39 anos, sendo 25,77% do sexo feminino e
74,23% do masculino. Em relação ao uso de preservativos 87,5% não
usavam, faziam uso incorreto ou usavam há menos de 1 ano, não havendo
diferença importante do percentual entre os HPV-positivos (83,33%) e
os HPV-negativos (89,28%). A média do número absoluto de parceiros
na vida foi de 12 parceiros, tanto entre os HPV-negativos como nos HPVpositivos. Foi calculado um índice para medir a interferência do tempo de
permanência com cada parceiro na aquisição da doença. O cálculo do
índice foi feito através do quociente entre: o tempo de vida sexual (idade
- idade 1a. relação¸ número de parceiros). Quanto ao tipo de relacionamento
sexual observou-se que 93,62 % são heterossexuais (90,63 % dos HPVpositivos e 100,0% dos HPV-negativos). Observou-se que a média do
tempo de convivência com cada parceiro entre os HPV-positivos foi de
4,14 anos enquanto entre os HPV-negativos foi de 5,67 anos. Em relação
ao uso de drogas observou-se que apenas 11,34% eram usuários (13,79%
negativos e 10,44% positivos). Foi verificada presença de DST associada
em apenas 11,34% dos casos (6,66% dos HPV-negativos e 13,23% dos
HPV-positivos). Quanto ao antecedente de outras DST, 23,71% o
apresentavam (20,0 % dos HPV-negativos e 24,28 % dos HPV-positivos).
Conclusões: O uso de preservativos de forma correta, por mais de 1
ano, ocorreu em apenas 12,5% dos casos, o que demonstra a baixa
eficácia das campanhas educativas. A colpocitologia oncótica periódica
na mulher, associada ou não à colposcopia, é a principal forma de
diagnosticar, diretamente na mulher e indiretamente no homem, através
de seu encaminhamento pelo médico da companheira, as formas
subclínicas de HPV. O índice que mede o tempo de convivência com
cada parceiro mostra-se como um indicador mais sensível da diferença
de comportamento entre os HPV-negativos e os HPV-positivos do que
o número absoluto de parceiros. Observamos que existe uma diferença
entre os fatores que levam à procura expontânea do serviço entre o sexo
masculino e feminino: - na mulher as queixas ginecológicas que levam
à realização do exame preventivo ginecológico são o fator preponderante
enquanto no homem são as lesões verrucosas genitais.
Poster
332
Associação da Infecção por HIV, Sífilis e Hepatite B
Autor(es): João Luiz Grandi - Centro de Referência e Treinamento DST/
Aids - São Paulo
Co-autores: Amorim, A.S; Goihman, S.; Palhares, M.C; Sugano, H.;
Ueda, M.
Apresentador: João Luiz Grandi
Contato com o autor: [email protected]
Objetivo: Determinar a exitência de associação entre infecção por HIV
com Sífilis e Hepatite por vírus B em uma amostra testada no Centro de
Orientação e Apoio Sorológico - COAS do CRT-DST/AIDS de São Paulo.
Métodos: A partir de junho de 1998, o COAS passou a oferecer testagem
para HVB a seu usuários. No período de junho a dezembro foram
realizados 533 sorologias para HVB. Para diagnóstico da Hepatite B
foi utilizado método ELISA Imunobloting (ABBOT - MEIA). Para o
diagnóstico da Sífilis e HIV seguiu-se a rotina do serviço: VDRL e FTAAbs e dois testes ELISA como método de triagem e o IFA e ou Western
Blot como teste confirmatório.
Principais Resultados: Do total, 18,8% eram positivos para HBsAg,
8,6% para HIV e 4,13% para VDRL. As associações HBsAg/HIV (Risco
Relativo=2,48, HBsAg/VDRL (RR=3,47) e HIV/VDRL (RR=7,30)
foram estatisticamente significantes (p=0,000). Análise de Regressão
Logística aponta como variáveis preditoras da infecção por HIV: VDRL
(+/-; OR=10,45; p=0,000); tipo de parceiro nos últimos 10 anos homobi/heterossexual; OR=3,19; p=0,002); transfusão (S/
N;OR=3,58;p=0,049); e, HBsAg (+/-;OR=1,96;P=0,082). Não foram
estatisticamente significantes (&=0,1): Número de parceiros nos últimos
6 meses (p=0,100; Cor (p=0,101); sexo (p=0,133); idade (p=0,340); uso
de preservativos no último ano (p=0,402); parceiro fixo (p=0,634); e,
escolaridade (p=0,655).
Conclusões: Observa-se que tanto síflis como a infecção por Hepatite
B estão associadas à infecção por HIV, sendo sífilis mais intensamente
(OR=10,45) que o HBsAg (OR=1,99). São co-variáveis no modelo parceiros homossexuais, bissexuais e transfusão de sangue.
Poster
333
Novas Atitudes: DST/Aids: Conscientização e
Informação
Autor(es): Joel Natal da Silva Unit – Centro Universitário do Triângulo
Co-autores: Miranda, Frank José Silveira; Paravidini, Jacqueline Ramos.
Apresentador: Frank José Silveira
Contato com o autor: [email protected]
Problemas: Os pesquisadores ao analisarem as proposta preventivas
empregadas na região perceberam que eram ineficazes para identificar
quais as verdadeiras atitudes dos adolescentes em relação às DST/aids;
à despeito do volume de informação que circula na mídia local. A partir
da análise do material informativo, elaborou-se histórias em que se
solicitava ao aluno posicionar-se em relação às situações problemas,
procurando que os adolescentes demostrassem verdadeiras reações em
momentos que a excitação exacerbada (“tesão”) poderia levá-los a ter
comportamentos de risco.
Descrição do Projeto: Foi aplicado um instrumento projetivo em
adolescentes com faixa etária de 13 a 17 anos, de escola estadual e
municipais da periferia da cidade de Uberlandia/MG. Após a análise
das respostas obitidas da história, foi organizado material educativo,
pertinentes à diferentes dados constatados anteriormente, no intuito de
quebrar as defesas preceptivas de mudar comportamento de risco
apresentado em relação às DST/aids. Utilizou-se cartazes, fôlderes e
uma vivência dramática para este processo de informação-sensibilização.
Os adolescentes participaram ativamente das palestras e dinâmicas,
trazendo suas ações e afetos ligados à DST/aids e possibilitando aos
facilitadores propor um novo modelo de ação. Eles se responsabilizaram
em atuar como multiplicadores destas dentro da comunidade em que
estão inseridos. O caráter inovador do projeto mobilizou vários
segmentos da comunidade, que possibilitará a continuidade do
desenvolvimento de nossas ações.
Conclusões: Concluímos que os aspectos cognitivos são ineficazes
para mudança de atitudes, necessitando pois, envolver o componente
afetivo para que ocorra transformações/mudanças e os adolescentes
se tornem conscientes, mais flexíveis, de “mente aberta” e aptos para
estarem participando e colaborando com todo um processo, que a
população precisa adotar para as DST/aids deixarem de continuar no
mesmo ritmo de crescimento. Educação em saúde: prevenir ainda é o
melhor remédio.
Poster
334
Comportamento Sexual, Aids e Representações
Sociais: Estudantes da Área de Saúde da
Universidade Federal de Alagoas (UFAL)
Autor(es): Jorge Luís de Souza Riscado - Universidade Federal de
Alagoas
Apresentador: Jorge Luís de Souza Riscado
Contato com o autor: [email protected]
Problema: Dois pressupostos embasaram o trabalho, ou seja com que
informações sobre prevenção e aids os estudantes entravam na
universidade, qual o nível de conhecimento e qual o produto Universitário
que lançavamos no mercado para poder dar conta desta temática.
Descrição do Projeto: Portanto, esta pesquisa teve por objeto o estudo
de atitudes sexuais e em relação à aids, fontes de informação,
conhecimento, práticas de sexo seguro, prontidão profissional e
representações sociais, com discentes da área de saúde (Educação Física,
Enfermagem, Medicina, Nutrição e Odontologia ) da Universidade
Federal de Alagoas (UFAL). A amostra incorporou 343 sujeitos,
estudantes calouros e do último ano dos cursos apontados. Constituiuse de um -survey-, a partir de um questionário auto-aplicável, estruturado
para respostas fechadas, abertas e discursivas.
Principais Resultados: Os estudantes apresentaram as seguintes
características: 67,9% eram do sexo feminimo e 32,1% do sexo
masculino; com idade entre 16 e 41 anos; 73,2% eram calouros e 26,8%
formandos. .Sobre as concepções acerca do sexo, consideram possuir
uma boa/ótima informação; que primeiramente recorrem aos amigos
para conversar sobre sexo; vêem como natural o sexo antes do casamento,
mas são contra á relação extraconjugal. As mulheres compreendem o
sexo como questão de amor e tendem a monoparceiria. Os homens
pensam que sexo é prazer e por isso mesmo tendem a multiparceiria. As
experiências sexuais circulam entre namorado (a) 44,82%, pessoas
desconhecidas 22,71% e prostitutas 8,28%. Quanto ás práticas sexuais
7,41% já tiveram atividade de sexo grupal; entre as mulheres a prática
vaginal: é totalmente comum em 89,77%, a anal 19,32%, ficam entre
mais/menos e totalmente comum, assim como a oral 64,77%, e 61,3%,
pregam a masturbação a dois, como forma de atingir o prazer sem
penetração e de evitar uma possível gravidez. Com o advento da aids
mais da metade das mulheres e homens disseram não ter alterado o seu
comportamento sexual. Em relação à aids, os estudantes universitários
Poster
335
avaliam como boa/ótima as suas informações, e as obtêm através da
mídia, as mulheres, em boa parcela, adotam a parceria fixa como
prevenção, enquanto os homens; a camisinha. A transmissão social da
aids é considerada por 22,2% dos respondentes. Para 30% existe -gruposresponsáveis - homossexuais, prostitutas e drogaditos - por disseminarem
o vírus HIV da aids. Dos casados apenas 11% usam camisinha nas
relações sexuais. Iniciam os cursos com alto nível de expectativa em
preparar-se para o enfrentamento da aids, no entanto 1/3 dos graduandos
não se considera apto e apenas a metade declara-se em parte preparada
para lidar com pessoas portadoras do HIV e/ou em quadro de aids.
Neste caso, grande parte dos concluintes de Enfermagem sente-se mais
preparada. As representações que os sujeitos fazem sobre aids estão
vinculadas à doença em si, ao estilo de vida que levavam os indivíduos,
o medo de contágio e a presença da morte eminente. Considerando os
grandes grupos - calouros x formandos e sexo masculino x sexo feminino
- em termos genéricos, prevaleceram resultados não significativos,
apontando que a Universidade não está contribuindo em relação ao
comportamento sexual, para conhecimento e prevenção contra o HIV e
para superação do preconceito e do estigma.
Conclusões: Diante dos resultados, recomenda-se a adoção de uma
prontidão profissional mais consciente, ética, assim como projeto/ações
de informações que estimulem práticas de sexo seguro.
Poster
336
Redução de Vulnerabilidade ao HIV/Aids na Escola:
um Instrumento para Diagnóstico de Situação e
Monitoramento da Intervenção
Autor(es): José Ricardo de Carvalho Mesquita Ayres - Deptº de Medicina
Preventiva - Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – FMUSP
Co-autores: Gabriela Junqueira Calazans; H. César Saletti Filho; Ivan
França Junior; Otávio Valença.
Apresentador: Andrea Felicissimo Ferreira
Contato com o autor: [email protected]
Problema: O crescente aumento dos casos de aids em pessoas com idades
entre 20 e 24 anos no Estado de São Paulo aponta para a necessidade de
ações preventivas junto às populações adolescentes, faixa etária onde
está ocorrendo o correspondente incremento do número de infecções
pelo HIV. Para interferir efetivamente nas práticas que expõem esses
jovens ao HIV, precisamos conhecer e transformar, de forma integrada,
os aspectos individuais, sociais e institucionais que propiciam tais práticas.
Este “diagnóstico de vulnerabilidade” e suas correspondentes estratégias
preventivas devem buscar uma ativa resposta do grupo em questão no
sentido da construção coletiva de formas mais seguras de relacionamento
sexual e de injeção de substâncias, no caso dos usuários de drogas.
Descrição do Projeto: O presente trabalho busca apresentar a experiência
de uso de um instrumento para um diagnóstico de vulnerabilidade
aplicável ao ambiente escolar, local privilegiado para ações de prevenção
dirigidas a adolescentes. Trata-se de questionário autopreenchido,
destinado a caracterizar desde aspectos individuais de vulnerabilidade
dos alunos, como nível de informação, representações acerca do HIV e
da aids, valores relativos à sexualidade etc. até aspectos institucionais
específicos, como acesso a preservativos, espaço para discussão do tema
na escola etc. passando por aspectos sociais mais gerais, como condição
econômica, família, participação comunitária etc.
Principais Resultados: Verificou-se que a maioria dos alunos usam
camisinha para se proteger, enquanto 1,5% não fazem nada. Mas quando
a pergunta era qual a frequência com que usam camisinha, 45,1%
responderam de vez em quando, 6,3% sempre e 3,0% nunca usam. No
que diz respeito ao acesso a métodos como preservativo, 18,9% referiram
conseguir nos serviços de saúde. Em relação a ausculta por parte da
escola 17,1% referem conversar sobre aids no colégio com professores,
enquanto que apenas 6,2% sentem-se a vontade para conversar em
casa com a família sobre o assunto.
Poster
337
Conclusões: Com base na aplicação do questionário a 1.060 alunos de
uma escola pública de 2º grau da periferia oeste da cidade de São Paulo,
onde o mesmo foi utilizado como definidor de uma linha de base para um
projeto local de prevenção, serão discutidos os conteúdos encontrados, a
operacionalidade do instrumento e o valor prático de sua utilização.
Poster
338
Vice-Versa
Autor(es): Júlio César Figueiredo Caetano - Programa Municipal
de DST/Aids
Apresentador: Júlio César Figueiredo Caetano
Contato com o autor: [email protected]
Problema: “Alto índice de prevalência de HIV e outras DST e
Tuberculose na população confinada das 2 unidades prisionais de São
José do Rio Preto/SP.”
Descrição do projeto: Este programa de educação sobre DST/HIV/
aids e tuberculose no ambiente prisional, tem como objetivo levar
conhecimento, informações, habilidades:
1-uso correto do preservativo masculino e feminino.
2-negociação do sexo protegido, e alternativas de prevenção à população
carcerária. Estimular as formas de sexo seguro e o uso menos arriscado
de drogas injetáveis, bem como promover comportamentos menos
discriminatórios entre os internos ou na instituição penal. As ações são
desenvolvidas pelos multiplicadores de informações (internos) e estes
junto aos internos em efeito cascata, e também pelos monitores (agentes
de segurança penitenciário) junto aos funcionários e na visita íntima junto
aos familiares e amigos. São desenvolvidas diversas atividades tais como:
• aconselhamento sobre DST/HIV/aids/Tuberculose,
encaminhamentos para o setor de saúde, social e reabilitação,
atividades de lazer (pagode, RAP, filmes comerciais etc. );
• distribuição semanal de preservativo masculino, demonstração do
uso correto do preservativo masculino e feminino;
• oficinas participativas com temas diversos, clube de vídeo;
• distribuição de materiais educativos específicos;
• montagem de stand abordando um tema diferente por semana;
• apoio e suporte para formação de uma associação; e
• sensibilização da direção e técnicos da instituição, religiosos.
Ainda, está previsto a implantação de oficinas de arte, teatro, formação
de um núcleo de ajuda mútua, campeonatos esportivos.
Principais Resultados
1-Implementação no processo de assistência junto aos portadores e
doentes de aids e de DST;
2-Discussão em conjunto de estratégias de enfrentamento a DST/
HIV/aids/Tuberculose junto à direção da unidade prisional;
3-Estabelecimento de uma cadeia de informações sobre DST/HIV/
Poster
339
aids/Tuberculose junto à comunidade prisional através dos
multiplicadores de informações, monitores e agentes de saúde;
4-Garantia de distribuição de uma quantidade suficiente de preservativos
masculinos pelos multiplicadores de informações e monitores;
5-Garantia de acesso ao tratamento especializado, diagnóstico e de
medicamentos básicos aos internos no âmbito prisional.
Conclusões: Desde a implantação do projeto em 1996, concluímos que
somos capazes de analisar e investigar as distintas formas de
contaminação no âmbito prisional, a capacidade de poder integrar a
educação e aconselhamento sobre aids e outras DST. E hoje tanto a
coordenação como a direção da unidade prisional têm consciência da
importância da necessidade deste programa de educação/informação
sobre DST/HIV/aids e tuberculose, assim como sobre sexualidade e
drogas, com o objetivo de auxiliar a população carcerária a adquirir
conhecimento, valores, habilidades e atitudes, fundamentais para frear
o avanço da epidemia nessa população.
Poster
340
Prevalência da Positividade do Teste de HIV nos 5
COAS do Município de SP
Autor(es): Kanashiro, C.K. - Laboratório de Saude Pública em DST/
aids do Brooklin e Nossa Senhora do Ó
Co-autores: Carneiro, R.S.A.; Daher, M.A.; Mukai, M.S.; Romano, I.S..
Apresentador: Kanashiro, C.K.
Contato com o autor: (11)550 65671
Problema: Avaliar a positividade dos testes de HIV nos COAS (Centro
de Orientação e Apoio Sorológico), no período de maio/97 a junho/97.
Descrição do Projeto: Para o diagnóstico seguimos o fluxograma
recomendado pelo Ministério da Saúde, ou seja, 2 testes de triagem
com antígeno e/ou metodologia diferentes e teste confirmatório de
imunofluorescência Indireto e/ou Western Blot para HIV I nas
amostras reagentes.
Principais Resultados: Pelo levantamento dos resultados, constatouse que foram atendidos nesse período 19.262 usuários, assim
distribuídos: COAS Henfil 9754, sendo 794 positivos com índice de
prevalência de 8,14%, COAS Lapa 1791, sendo 71 positivos com I.P.
3,96%, COAS Pirituba 1.477, sendo 71 positivos, com I.P. 4,80%, COAS
Santo Amaro 4306, sendo 170 positivos, com I.P. 3,94% e COAS São
Miguel 2234, sendo 117 positivos, com I.P. 5,23%.
Conclusões: Através da análise dos dados observou-se que a
prevalência do HIV positivo foi significativa em todos os COAS, sendo
que ficou evidenciada uma maior prevalência da região central (COAS
Henfil), seguido pela região leste (COAS São Miguel), região oeste
(COAS Pirituba e Lapa) e região sul (COAS Santo Amaro), justificando
a necessidade de prestação de serviço do COAS para a divulgação e
orientação contínua da população usuária.
Poster
341
Programa STOP Aids/DST (Serviço de Treinamento,
Orientação e Prevenção em Aids/DST)
Autor(es): Kátia Gregório Bittencourt Silveira - Secretaria Municipal
de Saúde de São José dos Pinhais/PR
Co-autor(es): Regina Corrêa Oliveira
Apresentador: Kátia Gregório Bittencourt Silveira
Contato com o autor: R. Isabel Redentora, 2005 Centro São José dos
Pinhais - PR 83005-010
Problema: São José dos Pinhais, maior município da região
Metropolitana de Curitiba, em 1991 teve como dados epidemiológicos
22 doentes de aids no qual 7 foram a óbito, em uma população de
128.170 habitantes (censo 1991). Mediante este diagnóstico a Prefeitura
Municipal de São José dos Pinhais através da Secretaria Municipal de
Saúde implementou ações de prevenção, controle e diagnóstico de aids
(Síndrome da Imunodeficiência Adquirida). Tendo em vista a
abrangência da pandemia da aids, a descaracterização dos chamados
grupos de riscos, a desinformação da população, educadores e
profissionais de saúde tomou-se como medida de maior eficácia na
quebra da cadeia de transmissão do HIV um programa de prevenção
educativa (STOP AIDS/DST) em diversos seguimentos da sociedade,
atingindo principalmente instituições escolares e empresas fomentando
a interação e integração dos órgãos competentes com a comunidade.
Atualmente, São José dos Pinhais conta com 196.884 habitantes
(segundo dados oficiais do IBGE - 1999), tendo como estatística de
resultados reagentes o total de 68 pessoas. Cabe aqui ressaltar a
subnotificação de casos, devido à não-investigação da síndrome das
infecções oportunistas e a evasão de casos para Curitiba, portanto sugerese um número de portadores de HIV maior do que o citado acima.
Descrição do Projeto: O STOP AIDS desenvolve um trabalho de
educação preventiva com as seguintes atividades internas:
• Sorologia para HIV, confidencial e gratuito, com orientação e
aconselhamento psicossocial na solicitação de devolução de tais
exames;
• Empréstimos de materiais didáticos e materiais de vídeoteca;
• Distribuição de preservativos mediante cadastro com orientação
sobre o uso correto;
• Distribuição de cartilhas educativas, cartazes;
• Atendimento específico a portadores de HIV/aids (Serviço Social e
Psicologia);
Poster
342
• Oferece treinamento a população formando multiplicadores de
informações de aids/DST e Drogas;
• Oferece Disque Aids para esclarecimento sobre aids à população.
• À medida que foi desenvolvendo suas atividades, foi criando
projetos específicos de prevenção em aids citados abaixo:
• Projeto: Oficinas de Sexo Seguro - 1995;
• Projeto: Divulgação e Prevenção em aids nos bairros - 1996;
• Projeto: Atualização em aids/DST à equipe do STOP AIDS e
funcionários da área de saúde - 1996;
• Projeto: Grupo de Apoio a Famílias e/ou Amigos de Soropositivos e
Doentes: aids _ 1997; · Projeto: Grupo de Apoio a Famílias e/ou
Amigos de Soropositivos e Doentes: aids - 1997;
• Projeto Grupo de Apoio a Soropositivo - 1997;
• Projeto: Programa de Controle a Entorpecentes (Amor Exigente) 1997;
• Projeto: Capacitação em Sexualidade Humana (Diretores e/ou
Professores do ensino de 1ª à 4ª série) - 1998;
• Projeto: Prevenção ao Abuso de Drogas e DST/aids em Escolas de
1º e 2º grau de São José dos Pinhais - 1999.
Passos Concluídos: Projeto: Atualização em aids/DST à equipe do STOP
AIDS e funcionários da área de saúde foi concluído com muito êxito
pois possibilitou reciclagem para melhor desenvolvimento do trabalho.
Em Andamento: Projeto: Oficinas de Sexo Seguro; Projeto: Divulgação
e Prevenção em aids nos bairros; Projeto: Grupo de Apoio a Famílias e/ou
Amigos de Soropositivos e Doentes: aids; Projeto Grupo de Apoio a
Soropositivo; Projeto: Capacitação em Sexualidade Humana (Diretores
e/ou Professores do ensino de 1ª à 4ª série); Projeto: Prevenção ao Abuso
de Drogas e DST/aids em Escolas de 1º e 2º grau de São José dos Pinhais.
Previstos: Projeto: Programa de Controle a Entorpecentes (Amor
Exigente) para o ano 2000 com integração ao Programa de Atendimento
a Adolescentes do Município que está sendo implantado pela Secretaria
Municipal de Saúde.
Principais Resultados: Em cinco anos de atividades do STOP AIDS,
os resultados tem sido bem significantes em relação a prevenção:
• A demanda da população cresceu mais entre o ano de 1997 e 1998
para informações sobre aids e atendimento das atividades internas;
• O número de reagentes para sorologia de HIV diminuiu a partir do
ano de 1998 conforme o quadro abaixo:
Poster
343
DISK-AIDS atende em média por mês mais ou menos 200 ligações
para obter informações sobre prevenção em aids/DST e drogas.
Conclusões: Nosso trabalho tem ensinado que nos programas de
prevenção da aids, além de informações sobre as formas de transmissão
do vírus e sobre sexo seguro, tem-se sempre que incluir uma discussão
sobre condições materiais e sociais que aumentam a vulnerabilidade ao
HIV, incentivando a responsabilidade social e ação coletiva. A partir do
momento que o programa STOP AIDS foi se desenvolvendo surgiu maior
demanda de procura para atender às necessidades das escolas, empresas
e comunidades, adotamos assim estratégias de ação conforme a realidade
da população-alvo. Nossa contribuição deu-se gradativamente mediante
os treinamentos, formando multiplicadores em aids/DST , e desenvolvendo
os projetos elaborados, possibilitando minimizar a cadeia de transmissão
de HIV neste processo de prevenção educativa.
Poster
344
Consultoria Comunitária de Prevenção das DST/
Aids - Programa Comunicse
Autor(es): Kátia Maria Braga Edmundo - Centro de Desenvolvimento
e Apoio a Programas de Saúde
Co-autores: Ana Paula Baptista; Daniel Becker; Denildes da Silva; Maria
do Socorro Vasconcelos Lima; Rita Canela; Wanda Lúcia Branco Guimarães.
Apresentador: Kátia Maria Braga Edmundo
Contato com o autor: [email protected]
Problema: No Rio de Janeiro, a população empobrecida habita favelas
e periferias da cidade, configurando um segmento populacional de risco
e vulnerabilidade ao HIV/aids, representado por 1 milhão de habitantes.
Que estratégias utilizar para alcançar este segmento excluído do acesso
a serviços e direitos básicos, sensibilizando-os para a temática?
Descrição do Projeto: O programa COMUNICSE - Consultoria
Comunitária em Saúde e Educação - DST/Aids, é composto por três
projetos específicos:
1)Núcleos Comunitários de Prevenção - desenvolvendo através de
Agentes de Prevenção - moradores sensibilizados e capacitados a
lidar com o tema;
2)Banco de Recursos e Idéias para o trabalho comunitário de
prevenção - cadastro de entidades, material educativo, estudos,
pesquisas e boletins.
3)Rede de Informações e Ações comunitárias, criando uma
articulação positiva entre comunidades e instituições participantes.
Principais Resultados: Setenta instituições comunitárias; 03 Núcleos
implantados com 14 Agentes de Prevenção desenvolvendo palestras/encontros
educativos; visitas nas casas; distribuição de preservativos/material educativo;
eventos sócioculturais; abordagem nas ruas e vielas da comunidade,
funcionando como referência na busca por orientações, encaminhamentos e
informações. Fortalecimento de uma rede dinâmica de troca de conhecimentos,
que já conta com 4.800 pessoas atingidas diretamente e um universo
populacional em torno de 80.000 atingidos indiretamente.
Conclusões: Implantar projetos comunitários de prevenção em
comunidades empobrecidas, constitui estratégia importante para o controle
do HIV/aids, visando a incorporação desta causa a pauta de lutas, com
questões de cultura, educação, gênero, violência, afetividade, sexualidade,
aspectos socioeconômicos e políticos, constituindo um desafio que só
num efetivo compartilhar de idéias e ações poderá ser enfrentado.
Poster
345
Aids e Mulheres
Vulnerabilidade
Jovens:
uma
Questão
de
Autor(es): Kátia Sanches - Universidade Federal do Rio de Janeiro
Co-autor(es): Elizabeth Moreira dos Santos
Apresentador: Kátia Sanches
Contato com o autor: [email protected]
Problema: Atualmente no Brasil, as mulheres compõem a população
onde a infecção pelo HIV mais cresce. Muitas delas são jovens e
contraíram o HIV dos seus parceiros fixos e únicos.
Descrição do Projeto: Este trabalho teve como objetivo caracterizar a
vulnerabilidade individual, em relação às práticas e atitudes sobre a
sexualidade, de estudantes do sexo feminino, do primeiro ano de cursos
da Universidade Federal do Rio de Janeiro. É um estudo transversal
descritivo, com uma amostra probabilística de 600 indivíduos. Jovens
entre 16 e 25 anos responderam a um questionário individual, composto
por perguntas de múltipla-escolha e perguntas abertas. As questões
abrangeram dados que possibilitaram caracterizá-las segundo as
dimensões da vulnerabilidade social e individual ao HIV.
Principais Resultados: Os resultados indicaram que, de uma maneira
geral, essas estudantes têm um bom conhecimento sobre os mecanismos
de transmissão do HIV, o que não se traduz de forma direta, na adoção
de práticas de sexo seguro. Essas jovens têm um reduzido número de
parceiros sexuais e associam diretamente o sexo ao relacionamento
afetivo-amoroso. Apresentam baixa percepção de susceptibilidade
pessoal ao HIV. Para elas, o sexo seguro baseia-se em ter parceiro
único e “escolhido”. O uso dos preservativos está mais relacionado a
práticas anticoncepcionais em “períodos específicos” e sua não- utilização
é justificada pelo conhecimento e confiança no parceiro.
Conclusões: Com base nos dados desse estudo, sugere-se que as
estratégias de intervenção para essas jovens, além do repasse de
informações sobre saúde sexual e reprodutiva, deveria também incluir
estratégias de fortalecimento individual e reforço da auto-estima.
Poster
346
Projeto Multiplicadores na Pastoral do Adolescente
da Vila Garcia
Autor(es): Keila Cristina Grassi Lourenço
Co-autor: Salete Regiane Monteiro Afonso
Apresentador: Keila Cristina Grassi Lourenço
Contato com o autor: [email protected]
Problema: O Projeto” Multiplicadores na Vila Garcia” surgiu após o III
Curso de Multiplicadores promovido pela Secretaria Municipal da Saúde
de Bauru em 1996. Os motivos que nortearam este Projeto na Vila Garcia
foram: 1- necessidade de atuar junto aos adolescentes em situação de pobreza
e sensibilizá-los devido ao pouco acesso à informação, visando à redução
de casos de DST/aids e gravidez precoce e indesejada; 2- necessidade de
mudança de comportamento e de consciência, fazendo com que o adolescente
reflita sobre a sua sexualidade, questões relacionadas às DST/aids e exercite
a sua criatividade num processo de educação preventiva; 3- necessidade de
formação de líderes e agentes multiplicadores motivados e com expectativa
de vida em meio aos problemas socioeconômico-culturais que atualmente
os mesmos estão inseridos.
Descrição do Projeto: O Projeto “Multiplicadores na Vila Garcia”
acontece na periferia da cidade de Bauru, com periodicidade quinzenal
(aos sábados) , na capelaSão João Batista na Vila Garcia, durante as
reuniões da Pastoral do Adolescente, composta por 19 integrantes. Os
encontros com duração de 2 horas são planejados antecipadamente pelas
multiplicadoras responsáveis Keila e Salete que utilizam dinâmicas de
grupo, de integração e ludopedagógicas para desenvolver temas
específicos de cada encontro. É também realizado exposição oral dos
assuntos abordados com apoio de profissionais da área convidados e
apoio de recursos audiovisuais como cartazes, álbum seriado,
retroprojetor, panfletos informativos adquiridos através do Programa
Municipal DST/Aids da Secretaria Municipal da Saúde de Bauru e da
comunidade, além de debates a partir de textos, vídeos educativos e
dramatização, partindo do cotidiano dos adolescentes. Ao término de
cada encontro é feito uma avaliação do grupo e do tema estudado. Este
Projeto teve seu início em Abril do ano corrente e será encerrado em
Dezembro/99, podendo ter continuidade no ano 2000. Os conteúdos
são preparados com base no MANUAL DO MULTIPLICADOR do
Programa Nacional e Municipal DST/Aids e demais bibliografias como
materiais repassados pela CN DST/Aids. Anterior a implantação do
Poster
347
Projeto, foi consultado o interesse da Pastoral do Adolescente (públicoalvo) em estar participando das atividades, foi realizado o levantamento
das expectativas do grupo, dos temas e dúvidas relacionadas a temática
geral DST/ aids que gostariam de discutir e esclarecer no decorrer do
Projeto. Após esta etapa, foi elaborado um cronograma de atividades
com os temas sugeridos pelos adolescentes. Sendo que os temas :
“Namoro, Puberdade e Adolescência”, “Gravidez e aborto”,
“Sexualidade na Adolescência”, já aconteceram restando a ser trabalhado
na seqüência os seguintes temas : “DST e Aids”, “Amor e sexo seguro a prevenção” e “Família: diálogo entre pais e filhos na prevenção” (todos
os temas sugeridos estão sendo trabalhados sem nenhuma alteração por
parte da coordenação do grupo, respeitando assim todas as opiniões
oferecidas pelos adolescentes). E no dia 1º de Dezembro, o projeto
contará com uma atividade prática feita no bairro, para isso, em cada
reunião está sendo feito a dinâmica “Idéia na Lata”, onde cada integrante
coloca uma sugestão em uma latinha decorada para o Dia Mundial de
Combate à Aids. Mais próximo a esta latinha decorada para o Dia
Mundial de Combate à Aids. Mais próximo a estadata será eleita uma
idéia para o grupo realizá-la.
Principais Resultados: Acesso dos adolescentes em situação de pobreza
à informação, formação de novas lideranças locais, despertar do senso
crítico dos adolescentes, motivação e organização dos moradores do
bairro, desenvolvimento de habilidades como: relações inter e
intrapessoais, comunicação, argumentação, além de uma vivência da
educação preventiva das DST, aids e gravidez precoce, quebra de tabus
e preconceitos em relação a sexualidade humana, despertar de valores
como a solidariedade e cidadania, assídua participação dos integrantes
nas reuniões e atividades propostas - com índice zero de evasão.
Conclusões: As experiências adquiridas no decorrer deste Projeto são
enriquecedoras e de fundamental importância no sentido de estarmos
aprendendo sempre enquanto multiplicadoras, colaborando na
minimização dos problemas enfrentados pelos adolescentes em situação
de pobreza. Aprendemos a adequar os conteúdos à linguagem do
adolescentes atual, aprendizado qualitativo - contribuindo na prevenção
das DST/aids e gravidez precoce entre aqueles que estão em fase de
formação de valores, de transformação biopsicosocial (os adolescentes)
e que futuramente serão adultos, profissionais e pais mais esclarecidos,
responsáveis e consciente de seu papel como cidadãos atuantes.
Poster
348
Projeto Saúde Integral, Adolescência e Sexualidade
Autor(es): Leila Campagnac Valverde - Grupo Fé e Esperança Solidariedade Nossa resposta à aids
Apresentador: Leila Campagnac Valverde - Grupo Fé e Esperança Solidariedade nossa resposta
Contato com o autor: [email protected]
Problema: A presente resenha pretende socializar a experiência de
Educação Sexual com adolescentes realizada inicialmente na sala de
reuniões do Posto Municipal de Saúde com o maior índice de natalidade
de adolescentes grávidas do Rio de Janeiro e, o desenvolvimento deste
trabalho através de sua extensão a escolas e centros culturais
Comunitários face solicitação de Pais de Alunos , Representantes de
Turma, Professores e, do Conselho Tutelar local.
Descrição do Projeto: Tal Projeto entitulado Saúde Integral
Adolescência e Sexualidade tem por objetivo contribuir para uma maior
informação sobre a Cultura Local dos adolescentes de forma contribuir
para o exercício de sua sexualidade se dê forma esclarecedora e
responsável. Neste sentido trabalhos que fomentem discussões de Papéis
e Gêneros; a Responsabilidade Mútua dos Parceiros; a Negociação em
patamares igualitários e, a Culturação da Camisinha surge como uma
estratégia do Projeto; Pois na adolescência os valores Sociais, Sexuais
podem ainda serem trabalhados visando uma nova Cultura Sexual, um
outro padrão de Comportamento onde o fenômeno Sexualidade possa
ser Vivido, Amado, Desejado, mas, com Responsabilidade.
Principais Resultados: De set/97 à jul/98 52 palestras haviam sido
ministradas onde: 45% participaram do tema Sexualidade; 46,6% do
tema Métodos Contraceptivos;58,8% sobre DST’s e, 43,7% sobre aids.
Através da análise de 175 questionários verificamos: Com relação ao
uso de camisinha 42,8% dos adolescentes do sexo masculino não usam
presevativo;21,43% às vezes e, apenas 35,7% usam-no com regularidade.
Na categoria Feminina 42% não usam método contraceptivo algum;
36% Pílulas, as demais, Métodos Naturais. Com relação a compreensão
sobres as DST ;100% dos meninos e meninas lembraram da aids. Porém,
a contaminação da mesma pouca vezes é lembrada através de transfusão
de sangue/hemoderivados ou ,seringas contaminadas sendo mais
associada ao sexo sem proteção. A categoria masculina menciona ainda
a Gonorréia, Crista de galo; e o Chato. Já a Feminina apresenta uma
compreensão mais abrangente mencionando ainda a Sifilis, o Herpes, a
Poster
349
Cândida, entre outras, porém de forma fragmentada e, até mesmo
esteriotipada dado que caracterizam-na como sendo também Hemorróida,
Seborréia e Câncer. Atualmente o Projeto encontra-se sendo realizado
na área de Bangu, onde em breve será iniciada uma análise comparativa
do perfil dos adolescentes das duas regiões.
Conclusão: Sendo assim aquisição de condons, Métodos Contraceptivos
outros e,Atendimentos Clínicos tem sido levado aos Adolescentes através
do incentivo da Coordenação do Projeto Saúde Integral Adolescência e
Sexualidade; Contribuindo assim para que meninos e meninas não
entrem desapercebidamente para dinâmica de uma gravidez indesejada,
uma DST, ou uma aids pelo simples e inevitável gesto de se amar.
Poster
350
Participa Puta!: Repensando as Estratégias de
Pr e v e n ç ã o d o H I V / Ai d s e n t r e Mu l h e r e s
Profissionais do Sexo
Autor(es): Liege Hort Didonet - Grupo de Apoio à Prevenção da Aids GAPA/RS
Co-autor: Ana I. Fábregas Martínez
Apresentador: Liege Hort Didonet
Contato com o autor: [email protected]
Problema: O GAPA/RS, através do Núcleo de Ação e Estudos da
Prostituição, desenvolve trabalhos de prevenção com profissionais do
sexo, homens, mulheres e travestis. As atividades desenvolvidas
contemplam encontros quinzenais, dos diferentes grupos, na sede do
GAPA/RS; intervenções nos diferentes territórios de prostituição de Porto
Alegre, atendimentos individuais e articulação externa com outras
entidades governamentais e não-governamentais. Partimos do princípio
que a percepção de risco frente ao HIV/aids passa pela provocação da
cidadania e auto-organização assim como pela construção da identidade.
Consideramos a realização de grupos sistemáticos uma estratégia
fundamental para atingir os nossos princípios. No entanto, as mulheres
profissionais do sexo (ou mulheres que se prostituem) dificilmente
aderem à essa estratégia.
Descrição do Projeto: O projeto visa a conhecer as especificidades e
necessidades desta população,no intuito de adaptar as nossas estratégias,
principalmente a de grupo, a sua realidade, para que assim acreditem e
participem de forma sistemática das mesmas. Para isso realizamos um
seminário de avaliação e planejamento estratégico através do
levantamento dos problemas, das soluções, dos recursos e
conseqüentemente, das estratégias a serem adotadas.
Principais Resultados: Analisando o problema da adesão concluímos
que o fortalecimento do vínculo entre os técnicos do GAPA/RS e a
população alvo trata-se de uma questão fundamental na resolução do
mesmo. Para tanto, levantamos diferentes alternativas que facilitariam
a construção deste vínculo: aumento da freqüência e duração das nossas
intervenções de rua, constituição de um pequeno grupo de técnicosreferência para o trabalho específico com mulheres, com pouca
rotatividade dos mesmos e, estudo e reflexão para o aprofundamento
do conhecimento da realidade desta população.
Poster
351
Conclusões: O trabalho de prevenção do HIV/aids com populações
específicas requer reflexão sobre as mesmas, planejamento e realização
de ações diferenciadas, submetidas a avaliações e reformulações contínuas
a fim de corresponder significativamente aos objetivos propostos.
Poster
352
Modelo de Intervenção Junto a Profissionais do
Sexo no Interior de Sergipe e na Orla de Aracajú
Autor(es): Lucia Maria Campos GAPA/Sergipe
Co-autores: Filho, Fausto Evaristo; Santana, José Alberto; Santana,
José Almir.
Apresentador: Lucia Maria Campos
Contato com o autor: R. Espírito Santo 85 Siqueira Campos
ARACAJU - SE 49075-240
Problema: É crescente o número de mulheres profissionais do sexo que
freqüentam as casas de prostituição em algumas cidades de Sergipe e na orla
de Aracaju. Há grande rotatividade das profissionais do sexo em Sergipe,
oriundas de outros estados como Alagoas, Bahia e Pernambuco; as profissionais
do sexo apresentam pouco acesso aos serviços de saúde no interior do estado.
Descrição do Projeto: Inicialmente foi feito um levantamento das
cidades que apresentavam maior número de casas de prostituição no
interior de Sergipe. Quinzenalmente, é realizada a intervenção em cada
cidade nas áreas de prostituição identificadas, através do aconselhamento
coletivo, com exibição de álbum seriado das DST, oficina de sexo seguro,
e tira dúvidas sobre transmissão do HIV e das DST. Posteriormente, é
feito o aconselhamento individual e as mulheres que apresentam alguma
queixa com relação a sinais e sintomas da DST, são encaminhadas para
os Serviços de Saúde já previamente contatados. As que desejarem fazer
a sorologia anti-HIV, são encaminhadas para o CTA. Todas recebem
regularmente os preservativos, folderes e cartilhas específicas.
Principais Resultados: Durante o ano de 1998, foram realizados intervenções
em seis cidades do interior e na Orla de Aracaju, sendo atendidas 2.716
profissionais do sexo, em 558 casas visitadas, recebendo 52.565 preservativos.
Foram encaminhadas, para os serviços de saúde, em 1998, 415 mulheres. Em
1999 (até setembro) foram atendidas 3.438 profissionais do sexo, 506 foram
visitadas e 76.049 preservativos foram distribuídos. Foram feitos 240
encaminhamentos para os Serviços de Saúde (CTA e Ambulatórios).
Conclusões: O programa continua alcançando as novas profissionais
do sexo que surgem nas áreas identificadas. As intervenções que visam,
não apenas a distribuição de preservativos, mas o aconselhamento quanto
à adoção de práticas sexuais mais seguras, respeitando as opções sexuais,
e o encaminhamento das que apresentam algum sinal/sintoma de DST
e/ou exames ginecológicos das assintomáticas. O trabalho tem sido
reconhecido pelas próprias profissionais do sexo como de grande
importância para as suas vidas.
Poster
353
Programa Local de Prevenção em DST/Aids: uma
Experiência no Rio de Janeiro
Autor(es): Luciana Soares de Andrade - Organização Médicos sem
Fronteiras/Associação de Moradores da Pedreira
Co-autores: Bárbara Celeste Rolim - Organização Médicos Sem
Fronteiras; Marcio Luiz Dias Marques; Nair Marques da Silva e
Rodriane de O. Souza
Apresentador: Luciana Soares de Andrade
Contato com o autor: [email protected]
Resumo: A carência econômica e social das comunidades, a falta de
informação e de recursos institucionais, o aumento das doenças
sexualmente transmissíveis (DST), e o uso da camisinha, somente, como
método de prevenção à gravidez sinalizam a importância da prevenção
e da conscientização popular. O Programa Local de Prevenção em DST/
aids é desenvolvido em 12 comunidades empobrecidas da Área
Programática (AP) 3. III na cidade do Rio de Janeiro, visando a redução
do índice de infecção pelo vírus HIV/ aids. Esse Programa é realizado
em parceria com a Organização Médicos Sem Fronteiras e financiada
pela Coodenação Nacional DST e Aids do Ministério da Saúde. As
atividades desenvolvidas pelo Programa são: oficinas educativas
(divulgando os seguintes temas para as comunidades: formas de
contágio, desenvolvimento e prevenção das DST/aids, e como se lidar
com o preconceito, através da solidariedade social e o estabelecimento
de políticas públicas); implantação dos bancos de atendimento, com a
distribuição de preservativos; mural informativo, sendo atualizado
constantemente e captação e treinamento de voluntários nas comunidades
para a intervenção no Programa.Nesta área, em três meses de
implantação, este Programa atingiu, aproximadamente, mil usuários
cadastrados nos bancos de preservativos. Com esse trabalho, queremos
conscientizar o maior número de pessoas possível, mobilizá-las para se
engajarem na luta pela prevenção e sensibilizar o poder público,
atentando-o para a realidade social e de saúde das comunidades
empobrecidas do Rio de Janeiro.
Poster
354
Caminhoneiros de Rota Curta da Cidade de Santos/
SP e sua Vulnerabilidade às DST/Aids
Autor(es): Luciana Villarinho - ASPPE (Associação Santista de
Pesquisa, Prevenção e Educação em DST/aids)
Co-autores: Ivanilda Bezerra; Maria do Rosário Latorre; Norman Hearst;
Regina Lacerda; Ron Stall; Vera Paiva
Apresentador: Luciana Villarinho
Contato com o autor: [email protected]
Problema: Santos é uma cidade litorânea que possui o maior porto da
América Latina e recebe, diariamente, entre 2 mil e 4 mil caminhões.
Diversos estudos realizados na Índia e África, com essa população,
concluíram que os caminhoneiros de rota longa estão expostos às DST/
aids, devido à longa permanência fora de seus lares, estimulando-os a
práticas de sexo desprotegidas com diversas parceiras e uso de drogas.
Em Santos, 1996, esta população foi estudada (n=300), tendo como
resultado alto índice de sífilis através do teste FTA ABS (13%) e VDRL
(8,3%). A sorologia para HIV reporta 1,3% da amostra. Dentro desta
perspectiva, a presente pesquisa se propõe a estudar os caminhoneiros
de rota curta que vivem no mesmo cenário que os de rota longa,
descrevendo suas características e vulnerabilidade às DST/aids,
evidenciando a curta permanência fora de seus lares.
Descrição do Projeto: Este é um estudo transversal onde foram recrutados
e entrevistados 279 caminhoneiros de rota curta, em locais de concentração
na área portuária e proximidades, sindicatos e associações de classe, em
uma amostragem tipo ‘’snowball’’. O questionário aplicado investigava
conhecimentos, práticas e atitudes em relação à prevenção das DST/aids,
contando com 85 perguntas fechadas e duas perguntas abertas sobre
descrição de cenas da vida do caminhoneiro.
Principais Resultados: Dos 279 entrevistados, 64% têm menos de 40
anos e 81% são casados ou unidos. Existe a predominância de baixa
escolaridade e a grande maioria possui uma crença religiosa, sendo a
religião católica a mais referida, com 72%. Em um período de seis meses,
29% dos caminhoneiros tiveram mais de uma mulher como parceira sexual.
O sexo vaginal desprotegido é maior com as parceiras fixas (93,5%),
precedido pelas parceiras frequentes (40,7%). Quanto ao sexo oral, a
parceira fixa é a menos protegida (100%), seguida das parceiras frequentes
(90%). O sexo anal é o menos praticado e a tendência maior desse tipo de
relação é com a parceira frequente (74%). É importante ressaltar que os
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355
relação é com a parceira frequente (74%). É importante ressaltar que os
dados sobre sexo com parceiras casuais ainda não estão concluídos.
Conclusões: É preciso investir na transmissão heterossexual,
principalmente em locais de trabalho, visando entender melhor seu
universo, a fim de promover, cada vez mais, intervenções educativas
voltadas para essas populações, considerando suas características próprias.
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356
Programa Pampulha BH - 100 Aids - A Comunidade
Unida Derrota a Aids e o Preconceito!
Autor(es): Luciano Eloi Santos - Secretaria Municipal de Belo Horizonte
- DISAP
Co-autores: Alessandra Dias da Silva; Anadelle de S. Teixeira; Anisio
Rodrigues Marques; Maria Alice Assumpção Peixoto; Valter Otacílio
Silva Júnior.
Apresentador: Luciano Eloi Santos
Contato com o autor: (31)277 7944
Problema: Necessidade de incrementar, aprimorar e qualificar a
informação/concientização das DST/aids na região da Pampulha ao se
trabalhar com populações pobres, trabalhadores braçais e demais cidadãos.
Descrição do Projeto: Com o objetivo de trabalhar grupos específicos
já organizados em espaços sociais delimitados existem os seguintes
subprogramas: - Aids Primeiros Passos - voltado para as creches e escolas
públicas/privadas - abordagem lúdica. - Sexo é bom! Com Segurança!
E Drogas Fora! - para público adolescente e adulto, devido ao alto número
de gestantes precoces e tráfico de drogas na região. - Mulher, Mulher abordagem da feminilização de doença nos grupos existentes nos Centros
de Saúde. - Carga Pesada - Para trabalhadores braçais e empregados
das Empresas de transportações. Na Região da Pampulha concentra-se
o maior número de empresas desta modalidade em Belo Horizonte.
Aids na Terceira Idade - grupos de terceira idade, dos Centros de Saúde,
dos Centros de Apoio Comunitários e Asilos são trabalhados
sistematicamente.
Em todos subprogramas são abordados a questão da sexualidade,do
preconceito, da exclusão social/determinação social das doenças, da
prevenção/promoção de saúde, da mobilização e participação popular,
bem como as orientações assistenciais e jurídicas.
Principais Resultados: Como resultados práticos tivemos a estruturação
de GRUPOS DE DST/AIDS nos 08 Centros de Saúde e no CERSAM.
Anteriormente havia a distribuição de preservativos aleatoriamente
conforme a solicitação das pessoas. Atualmente as pessoas são
cadastradas, participam de uma reunião mensal, onde se discutem temas
relativos à prevenção, exibem-se vídeos e organizam propostas de
intervenção junto a setores da comunidade, investindo-se na formação
de agentes multiplicadores locais. Com relação ao subprograma AIDS
CARGA PESADA temos desenvolvido ações junto aos trabalhadores
braçais e de transportes como: Realização de reuniões em postos de
Poster
357
gasolina, botequins, nas empresas, com participação nas SIPATs (Semana
Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho) e estreita atuação
(Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho) e estreita
atuação conjunta com as CIPAS dos mesmos. É um trabalho pioneiro
no município de Belo Horizonte.
Conclusões: Consideramos que neste curto período (18 meses),
conseguimos criar um programa, que gradativamente vem crescendo e
demandando mais ações de nossa parte. Num Distrito Sanitário, que
quase nada existia, hoje já temos referências técnicas, em cada unidade,
preparadas para desenvolver ações educativas junto à população em
relação as DST/aids. Atualmente estamos implantando em 2 Centros de
Saúde da Pampulha o P.S.F. local, BH-Saúde, localizados em área de
risco muito elevado (alto índice de mortalidade infantil, baixa renda
familiar e alto índice de analfabetismo), também neste momento, o
Programa Pampulha BH 100 Aids estará reafirmando seu objetivo de
trabalhar a questão da prevenção, estará buscando diminuir o nº de
gravidez em adolescentes e estará exercendo um papel de conscientização
junto às populações pobres, pois os Agentes Comunitários de Saúde
estão sendo preparados/sensibilizados para esta intervenção.
Ressaltamos a parceria saudável com o setor da educação em nossas
ações. O programa tem servido como subsídio, modelo para outras
regionais e tem obtido total apoio da Coordenação Municipal de AIDSBH, pois tem efetuado as suas proposições.
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358
Projeto Caminhoneiro
Autor(es): Luciano Toledo - GAPA/SJC - Grupo de Apoio a Prevenção
a Aids de São José dos Campos
Apresentador: Luciano Toledo
Contato com o autor: (12)341 2797 – [email protected]
Problema: Atualmente, em São José dos Campos, notadamente às margens
da rodovia Presidente Dutra, temos um grande fluxo da população de
caminhoneiros, que se utilizam da Rodovia para transporte de todo o tipo
de material. Nesse sentido os postos de gasolina localizados à beira da
estrada acabam sendo um local de relevante movimentação desses
caminhoneiros, onde a população os utiliza como dormitório e também
para fazer as refeições de subsistência. Por outro lado, nesses locais existe
um considerável fluxo de profissionais do sexo (travestis e prostitutas),
que têm os caminhoneiros como clientes.
Descrição do Projeto: O Projeto Caminhoneiros tem o apoio da CNDST/AIDS do Ministério da Saúde e foi executado pelo GAPA/SJC Grupo de Apoio à Prevenção à Aids de São José dos Campos, no período
27 maio de 1996 a 27 de maio de 1997. O projeto vem acontecendo e
despertando na mídia o interesse em conhece-lo, inclusive no mês de
agosto de 1999, o Programa Fantástico da Rede Globo realizou uma
matéria sobre o trabalho. O referido projeto objetivou as práticas de
sexo seguro dos caminhoneiros, face ao enquadramento da referida
população-alvo no grupo de risco e contágio do HIV. O projeto foi
realizado dentro do perímetro de São José dos Campos (SP), e as
abordagens, feitas em postos de gasolina dormitórios, onde há fluxo de
profissionais do sexo (travestis e prostitutas). As intervenções de nossa
equipe executora foram realizadas nesses postos três vezes por semana,
com abordagens diretas da população-alvo. Realizamos Oficinas de
Sensibilização e Oficinas de Sexo Seguro com a exposição de videos
educativos, inclusive um video que foi editado com duração aproximada
de dez minutos. As oficinas de sensibilização e de sexo seguro foram
realizadas com média aproximada de 17 caminhoneiros, porém, houve
oportunidades em que o número de caminhoneiros participantes dessas
oficinas superou a trinta. Também realizamos, após as oficinas, os
contatos face-a-face e corpo-a-corpo com a população alvo, visando
esclarecer dúvidas pertinentes à aids, numa linguagem dirigida ao
caminhoneiro. O referido projeto também propiciou a formação de
“agentes multiplicadores”, membros da própria população-alvo, que são
Poster
359
responsáveis pelo repasse de informação sobre prevenção de aids aos
seus amigos, afins, parceiros fixos e eventuais. Efetuamos a distribuição
de material educativo de prevenção à aids, quais sejam: preservativos,
folders, boletins informativos do GAPA/SJC, etc.
Principais Resultados: Mudança nas práticas de risco da populaçãoalvo (adoção de práticas de Sexo-seguro). Distribuição de uma grande
quantidade de preservativos. Materiais Educativos. Boletins Informativos
do GAPA/SJC. Formação de agentes Multiplicadores.
Conclusão: Conseguimos alcançar bons indicadores, quanto ao referido
projeto, o que pudemos constatar por meio das duas avaliações de perfil
comportamental. Consideramos de grande importância a execução de
projetos como este, pois os caminhoneiros que trafegam nas rodovias
brasileiras, e que frequentam os postos de gasolina à beira das estradas,
correm risco de se contaminar com o HIV/ aidsm devido ao constante
fluxo, de profissionais do sexo, que as vezes não estão devidamente
informações sobre aids e sua prevenção, e também pela, muitas das
vezes, excessiva troca de parceiros por parte do caminhoneiro.
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360
Tratamento Supervisionado de Tuberculose: uma
Experiência de Parceria
Autor(es): Luciene Medeiros - Ambulatório Municipal de DST/aids da
Prefeitura Municipal de Campinas/SP
Co-autores: Regina Pinheiro Pereira
Apresentador: Luciene Medeiros
Contato com o autor: Rua da Tijuca, 143 - Cond. São Conrado Souzas.
Campinas – SP
Problema: Alta taxa de abandono ao tratamento de tuberculose, levando
ao grande número de retratamentos da doenças, além do surgimento de
casos de multidrogaresistência.
Descrição do Projeto: O AMDA (Ambulatório Municipal de DST/AIDS
de Campinas/SP) iniciou em julho de 1999 o projeto de tratamento
supervisionado aos pacientes com co-infecção Tuberculose-HIV e adotou
como principal estratégia a busca de parcerias para a viabilização do
projeto, já que nosso serviço está localizado na região central e os pacientes
residem principalmente em bairros da periferia da cidade. As atividades
realizadas até o momento foram: - Entrevistas com todos os pacientes; Visitas domiciliares aos casos quando necessário e possível; - Observação
da tomada dos medicamentos antituberculose no ambulatório. Contatos
com instituições governamentais ou não, buscar parcerias visando ao
tratamento supervisionado, tais como: Centro de Saúde da Rede, Casa de
Apoio à pacientes com HIV/aids, Complexo Penitênciário Atiliba Nogueira
(Penitênciária II), Liderança ligada a profissionais do sexo.
Principais Resultados: Desde o início do projeto foram acompanhados 60
casos (13 casos novos), sendo 8 residentes em outros municípios. Dos 52
casos restantes houveram 8 altas. Atualmente estão em seguimento 44
pacientes, dos quais 11 em tratamento supervisionado, assim distribuídos. Centro de Saúde: 03 -Casa de Apoio: 06 - AMDA: 01 -ADT: 01 Contatos
realizados com o Presídio apontam para: -Realização de tratamento
supervisionado dos casos já diagnósticados (07 casos). -Busca ativa de casos
novos: em implantação, projeto (850 presidiários) para coleta de escarro dos
tussidores (100 investigações/mês). - Orientação quanto à realização do teste
do HIV (sob consentimento) dos casos positivos de tuberculose.
Conclusões: Temos observado grande receptividade dos pacientes em
relação ao tratamento supervisionado, além de sensibilização por parte
dos parceiros envolvidos no projeto, o que nos faz crêr que esta ação
integrada leve a uma maior adesão do paciente ao tratamento, com
conseqüente aumento do número.
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361
A Influência das Medidas Preventivas no Tempo de
Sobrevida da Criança Portadora do HIV
Autor(es): Luiza Harunari Matida - Programa Estadual de DST/Aids
de São Paulo (PEDST/Aids-SP)
Co-autores: Luiz Francisco Marcopito
Apresentador: Luiza Harunari Matida
Contato com o autor: [email protected]
Problema: Devido ao aumento da incidência da infecção pelo HIV na
população feminina, principalmente na sua idade reprodutiva, o binômio
HIV e gravidez representa uma grande preocupação para a Saúde
Pública, considerando-se a transmissão materno-infantil (TMI). A TMI
é a principal via de infecção pelo HIV na população infantil, sendo
responsável, no estado de São Paulo (ESP), por mais de 81% do total
de casos em menores de 13 anos, perfazendo 3,3% do total geral de
casos, considerando-se as notificações recebidas e referentes ao período
de 1980-1998. O conhecimento do tempo de sobrevida pode subsidiar
os indicadores que medem as ações voltadas para o controle da epidemia;
é de grande importância o conhecimento dos tempos de sobrevivência
dos pacientes com aids, pois além de se prestar para o dimensionamento
das necessidades na área médico-hospitalar, é fundamental também
para a avaliação das estratégias de intervenção que visam ao
prolongamento da vida dos indivíduos com aids. Os fatores preditores
da sobrevivência são influenciados por várias situações, entre elas: acesso ao diagnóstico e ao acompanhamento clínico-laboratorial; -acesso
à terapêutica (anti-retroviral, específica para diferentes situações,
profilática); -acesso a cuidados multidisciplinares.
Descrição do Projeto: Comparar o tempo de sobrevida após o diagnóstico
de aids em crianças de 0 a 12 anos de idade, segundo os casos notificados
ao Sistema de Vigilância Epidemiológica da Coordenação Nacional de
DST e Aids do Brasil no período de 01/01/1983 a 31/06/1998, de acordo
com: categoria de transmissão; ano do diagnóstico; sexo; ano do
nascimento; idade da criança à data do diagnóstico; principais doenças
indicativas; terapêutica utilizada; local de atendimento.
Principais Resultados: O projeto está em andamento, mas o tempo de
sobrevida em 1066 casos de aids-doença por transmissão materno-infantil
em crianças de 0 a 12 anos de idade, notificados ao SVE do PEDST/
AIDS de São Paulo, no período de 1987 a 1994, considerando a
probabilidade geral de sobrevivência ao longo de 18 meses após a data de
Poster
362
diagnóstico, apresentaram mediana de 9,0 meses e média de 8,5 meses,
sendo que no período de 1988 a 1991 a mediana foi de 6,7 meses e já no
período de 1992 a 1994, a mediana foi de 12,9 meses. Nos 1066 casos do
estudo, encontrou-se que: -à medida que os anos passam, o diagnóstico é
realizado mais precocemente em relação à idade da criança; -o sexo
feminino apresenta menor tempo de sobrevida que o masculino; -à medida
que aumenta a idade no momento do diagnóstico, há um aumento da
sobrevida, considerando grupos etários definidos à data do diagnóstico.
Conclusões: Os ainda diferentes tempos de sobrevida encontrados nos
trabalhos da literatura, mostram que os maiores tempos de sobrevida
correspondem aos países desenvolvidos, os quais apresentam facilidade
do acesso às situações descritas acima, o que não ocorre, de maneira
aceitável nos países em desenvolvimento. A precária situação
socioeconômica-cultural, se apresenta como um dos determinantes do
atual quadro da epidemia da aids no país. A execução de algumas
medidas preventivas podem ser relacionadas com aspectos positivos
que vêem ocorrendo nos últimos anos, aliada ao avanço no conhecimento
do vírus e da doença.
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363
Vigilância do HIV por Rede Sentinela Nacional BRASIL 1997-1998
Autor(es): Marcelo Felga de Carvalho - Ministério da Saúde
Co-autores: Barbosa Jr, Aristides; Otero, Rebeca G; Silva, Luiza P
Apresentador: Marcelo Felga de Carvalho
Contato com o autor: [email protected]
Problema: Diante da necessidade de ampliar a Vigilância
Epidemiológica da infecção pelo HIV na população brasileira, estudos
sentinelas são desenvolvidos pela CN-DST/AIDS.
Descrição do Projeto: A metodologia de testagem utilizada é anônima
não vinculada, em amostras de sangue coletadas na rotina de três tipos
de serviços: clínicas de DST, maternidades e prontos-socorros. Os
critérios de inclusão dos sítios são: estar sendo atendido pela primeira
vez nestas clínicas durante o período do corte, pertencer ao grupo etário
de 13 a 49 anos e haver sobra de pelo menos 1 ml de soro ou plasma,
coletado para os exames laboratoriais de rotina. Os critérios de exclusão
são: ser serviço de referência para atendimento de HIV/aids, baixa
demanda para coletar amostras, falta de capacidade técnica instalada e
no caso dos sítios - maternidades não estarem aderindo ao programa de
eliminação da sífilis congênita. Os cortes foram realizados
semestralmente e a coleta das amostras (200 em cada sítio) ocorreu no
período de 60 dias. As únicas variáveis de identificação foram sexo,
idade e tipo de população sentinela.
Principais Resultados: Já foram realizados 05 cortes do presente estudo
e analisados 03, que indicam a média das prevalências nos três cortes
variando de 4,2 a 3,0% em clínicas de DST, de 1,2 a 0,5% em clínicas
de parturientes e 4,3 a 2,1% em prontos socorros. As prevalências mais
altas tem sido encontradas nas regiões sul e sudeste. A faixa etária com
maior prevalência nos 03 tipos de sítios sentinelas foi de 20 a 29 anos.
Com relação ao sexo a prevalência encontrada nas clínicas de DST em
homens variou de 5,6% a 4,9% e nas mulheres de 3,1 a 2,0%. Enquanto
nos pacientes de pronto-socorros variou de 6,2 a 3,1% em homens e 3,0
a 1,3 % em mulheres.
Conclusões: Os resultados atuais somente nos permitem monitorar a
tendência da situação epidemiológica da infecção pelo HIV nos locais
onde se encontram os sítios sentinelas.
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Prevenção de DST e Aids em Comunidades
Populares: Articulando Educação e Cidadania num
Contexto de Vulnerabilidade Social
Autores: Márcia Valéria Guimarães Cardoso - Grupo de Apoio à
Prevenção à Aids - GAPA-Rio
Co-autores: José Iturri; Lídia de Oliveira Lopes
Apresentador: Márcia Valéria Guimarães Cardoso
Contato com o autor: [email protected]
Problema: A história recente da pandemia de aids apresenta uma tendência
nítida na sua evolução: o agravamento da disseminação entre as camadas
empobrecidas da população mundial, caracterizando um problema de
saúde pública de magnitude ainda mais séria do que o previsto e de uma
complexidade que ultrapassa o enfoque de risco. No Brasil, esta situação
diz respeito a populações de múltipla vulnerabilidade social - baixo nível
de escolaridade, com poucas possibilidades de participação no mercado
de trabalho e condições precárias de acesso aos equipamentos sociais,
entre estes, as ações e serviços de saúde. Em muitos casos este contexto
faz quase inviável a adoção individual das medidas para a redução de
risco. As favelas 117; Matinha; Sumaré, no bairro do Rio Comprido, na
III Região Administrativa/AP. 1, do Município do Rio de Janeiro, Estado
do Rio do Janeiro, são exemplares em relação ao problema que
apresentamos. Essas comunidades somam aproximadamente 10.000
habitantes vivendo em situação precária de moradia e saneamento e
constituem a população-alvo do projeto “Prevenção de DST e aids em
Comunidades Populares: articulando educação e cidadania num contexto
de vulnerabilidade social”.
Descrição do Projeto: Trata-se de um projeto de intervenção, financiado
pelo Ministério da Saúde (Coordenação Nacional de DST e aids), que
dá continuidade ao projeto “Prevenção de aids e DST em Comunidades
Populares: desafio de cidadania para uma questão de gênero”, visando:
1. Aprimorar a capacitação do grupo de agentes comunitários de saúde
do Rio Comprido a fim de dar continuidade às e melhorar o impacto das
ações de educação e saúde, especialmente de prevenção a DST/aids,
junto aos grupos identificados nas comunidades populares-alvo. 2.
Promover a mobilização e a sensibilização dos moradores das
comunidades populares-alvo em relação às questões de saúde,
principalmente DST/aids. 3. Difundir continuamente informações sobre
o processo saúde-doença: transmissão e prevenção de doenças;
Poster
365
recuperação e promoção da saúde, principalmente, em relação às DST/
aids. 4. Promover a articulação entre os Centros Municipais de Saúde
Marcolino Candau e Heitor Beltrão e as comunidades populares-alvo.
5. Produzir e/ou adaptar materiais educativos e informativos apropriados
para a abordagem dos assuntos referentes às DST/aids e outras questões
de saúde associadas, visando às especificidades da população-alvo. A
metodologia utilizada consiste em: oficinas de aprofundamento da
capacitação dos agentes para o trabalho comunitário em saúde; oficinas
de produção de material educativo/informativo; supervisão das
atividades dos agentes comunitários de saúde; organização de campanhas
de sensibilização e mobilização para as questões de saúde nas
comunidades, especialmente em mobilização para as questões de saúde
nas comunidades, especialmente em relação a DST e aids; realização
de reuniões, palestras e eventos populares de caráter informativo e
mobilizador; visitas dirigidas aos Centros Municipais de Saúde;
participação em reuniões do Conselho Distrital de Saúde da região do
Rio Comprido; encaminhamento de pessoas ao centro de saúde, quando
considerado necessário, entre outras. Neste primeiro trimestre do projeto
já realizamos reuniões de estudo e revisão de temas sobre DST e aids e
oficinas de produção de bonecos para atividades educativas com as
agentes comunitárias de saúde. Nas comunidades, as agentes
comunitárias de saúde estão em processo de planejamento de atividades
e de sensibilização de outros grupos de atuação local.
Principais Resultados: Parte significativa do grupo de agentes
comunitárias de saúde está desenvolvendo com autonomia atividades
de educação e saúde nas comunidades populares-alvo.
Conclusões: O principal desafio deste trabalho de intervenção em
comunidades populares é a formação dos agentes comunitários de saúde,
compreendida como um processo continuado que se inicia na seleção das
agentes entre os moradores das comunidades, passa pela sensibilização
das agentes para as questões de saúde, especialmente para os temas DST
e aids e ganha corpo nas oficinas de capacitação, de produção, nas
supervisões, nas dinâmicas de avaliação. Trata-se na verdade do processo
de formação de educadores populares em saúde, rico em especificidades
quanto aos códigos culturais locais, e do encontro que precisa ser possível
entre o código científico e o código popular, instituindo-se um
conhecimento partilhado e apto a contaminar de saber e informação outras
pessoas. Enfim, um ato político, instituinte de cidadania, inscrito na luta
por melhores condições de vida e saúde para todos.
Poster
366
Adolescentes: Realidade e Riscos Frente às DST e
HIV/Aids
Autores: Marcio Baptista Rodrigues - Hospital Escola São Francisco
de Assis/Universidade Federal do Rio de Janeiro
Co-autores: Cosme Silva; Debora Fontinelli; Jurema de Ribero;
Margarete Ferreira; Maria Clara Gomes; Sandra Regina Barros Telles;
Sonia Maria Batista da Silva.
Apresentador: Marcio Baptista Rodrigues
Contato com o autor: [email protected]
Objetivo: Determinar as principais características da clientela
adolescente que compareceu ao Centro de Testagem e Aconselhamento
no município do Rio de Janeiro durante o ano de 1997.
Método: Foram analisados todos os casos de adolescentes que
demandaram aos serviços, considerando as variáveis sócio-culturais e
a incidência de doenças sexualmente transmissíveis, as categorias de
exposição ao risco e os resultados dos exames anti-HIV. Para a pesquisa,
foram utilizados como instrumentos, o banco de dados de cada serviço.
Principais Resultados: A população analisada foi de 677 adolescentes,
com faixa etária entre 13 e 19 anos, sendo 379 (56%) do sexo masculino
e 298 (44%) do sexo feminino. Obtivemos a maior concentração de
adolescentes masculinos com escolaridade no 1° grau (50.4%) e
adolescentes femininos com escolaridade no 2°grau (49%). Sobre as
DST, estavam registradas nas fichas de 141 indivíduos e dentre estes,
120 (17.7%) relataram DST nos últimos 12 meses, sendo 76 (64%) do
sexo masculino e 44 (36%) do sexo feminino. Quanto as categorias de
exposição ao risco, observamos que 98.8% relataram risco sexual
acompanhado de transfusão sanguínea 2%. Entretanto alguns casos
pertenciam a mais de uma categoria de exposição ao risco. Havia 406
indivíduos com resultados dos exames anti-HIV e dentre estes, 20 (4.8%)
eram soropositivos.
Conclusão: Acreditamos que este tipo de assistência é muito importante,
aumentando as chances de tratamento das DST, tal como o precoce
tratamento clínico para o HIV. Constatamos para o fato de que muitos
jovens têm DST, o que é um grande risco para a infecção pelo HIV. O
resultado aponta a nacessidade de um maior investimento direcionado à
saúde do adolescente em especial para os que vivem em condições mais
precárias (com aconselhamento, distribuição de preservativos, medicamentos
para DST) e trabalhos preventivos na área de educação para saúde.
Poster
367
Centro de Tr einamento em DST/Aids Par a
Populações Empobrecidas
Autor(es): Marcio Tadeu Ribeiro Francisco - Universidade do Estado
do Rio de Janeiro
Co-autores: Clos, A; Larrúbia, E. Longo, P.
Apresentador: Marcio Tadeu Ribeiro Francisco
Contato com o autor: [email protected]
Problema: Grande tem sido a notificação de novos casos de aids entre as
camadas menos favorecidas da população, mostrando a necessidade da
criação de estratégias específicas para atuação nestas camadas populacionais.
Descrição do Projeto: O Projeto objetiva treinar como agentes
multiplicadores tanto técnicos e profissionais como líderes comunitários
de comunidades previamente identificadas por nossos parceiros.
Pretende-se que os agentes treinados possam atuar regularmente nestas
comunidades. A UERJ, em parceria com a Secretaria Estadual de Saúde
(RJ), Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (RJ) e a ONG
Médicos Sem Fronteiras, estabeleceu o projeto Centro de Treinamento
para Populações Empobrecidas, com apoio do Ministério da Saúde.
São desenvolvidos treinamentos em comunidades carentes do Estado
do Rio de Janeiro, utilizando a metodologia de workshops (oficinas)
nas quais são abordados temas como DST, HIV/ aids, Sexualidade,
Drogas, Direitos das pessoas vivendo com HIV, entre outros. São
fornecidos materiais didáticos de apoio. As turmas têm número limitado
de alunos, permitindo uma abordagem mais individualizada. Após os
treinamentos, os treinandos apresentam um projeto de atuação em suas
comunidades, com supervisão dos instrutores, que auxiliam na adaptação
às suas próprias realidades.
Principais Resultados: Na primeira etapa do Projeto, foram
desenvolvidos 07 treinamentos, a saber: Médicos sem Fronteiras, CCDC
Campos (02), CCDC Caxias, SMDS/RJ,SES/EMATER/ Itaboraí, SES/
EMATER/Nova Iguaçu. Foram mobilizados 10 instrutores e treinados
240 técnicos e líderes comunitários. Foram utilizados nos treinamentos
pelo menos 2 instrumentos de avaliação, com resultados muito positivos.
A metodologia de oficinas e a qualidade dos instrutores foram os que
receberam melhor avaliação. Na fase dois, foi realizada uma oficina de
DST e HIV/ AIDS para líderes comunitários do Projeto do Médicos
Sem Fronteira e estão planejados 10 treinamentos para esta ONG e
para municípios do Estado do Rio de Janeiro.
Poster
368
Conclusões: Grande parte das comunidades implantou alguma atividade
de prevenção regular,formando subgrupos ou estabelecendo pontos de
distribuição regular e controlada de preservativos. Esta experiência tem
proporcionado novos convites para treinamentos em diversas comunidades.
Poster
369
A Experiência da Escola de Enfermagem de Manaus
na Capacitação de Recursos Humanos na Prevenção
do HIV e Assistência aos Portadores do HIV e de Aids
Autor(es): Margareth Maria de Barros Mendonça - Universidade do
Amazonas. Escola de Enfermagem de Manaus.
Apresentador: Margareth Maria de Barros Mendonça
Contato com o autor: (92)622 2723
Resumo: No mundo todo, percebe-se que a luta contra a aids e em
favor das pessoas que convivem com o HIV e a aids é responsabilidade
de todos. O Estado do Amazonas, apesar da sua exuberância em “
Riquezas Naturais” , é um dos mais limitados geográfica e
economicamente; onde o acesso às informações e às novas tecnologias,
em muitos municípios se vislumbra como mera utopia. Observa-se, em
relação a epidemia do HIV/aids, a mudança do perfil epidemiológico,
onde a feminilização, a juvenilização, a indigenização tornam-se questões
extremamente preocupantes.O projeto de Capacitação para a Equipe
de Enfermagem na Prevenção e Assistência aos portadores do HIV/
aids, em parceria com a Universidade do Amazonas, foi uma iniciativa
da Coordenação Nacional de DST e Aids, na tentativa de descentralizar
as atividades de treinamento e dividir responsabilidades. A metodologia
utilizada constou da capacitação de recursos humanos em larga escala,
tomando como base as orientações do Manual de Capacitação para a
equipe de enfermagem em HIV/ aids, do Ministério da Saúde-1995. A
Universidade do Amazonas, representada pela Escola de Enfermagem
de Manaus, enfrentou o desafio, objetivou capacitar 44 enfermeiros do
Amazonas; sendo 10 de municípios com maior número de casos de
AIDS notificados e 34 da capital.Os resultados extrapolaram as
expectativas, e as categorias capacitadas estão assim relacionadas :88
enfermeiros, 6 técnicos de enfermagem, 168 auxiliares de enfermagem,
50 agentes de saúde, 69 auxiliares de saúde, 5 técnicos de hematologia,
3 assistentes sociais, 2 nutricionistas, 4 técnicos de laboratório, 27
médicos, 8 odontólogos, 6 bioquímicos, 31 estudantes do curso técnico
de enfermagem, 117 agentes de saúde indígena, 30 agentes de saúde
municipal, 1000 pais, 261 adolescentes e jovens.Apesar das dificuldades
encontradas, a força e a vontade foram maiores, nos levando a extrapolar
os objetivos pretendidos, e a ter coragem para novos desafios em favor
da VIDA, da dignidade e da cidadania.
Poster
370
Atuação do Serviço Social Junto a Pessoas
Vivendo com HIV/Aids no Hospital Universitário
Regional do Norte do Paraná
Autor(es): Maria Lúcia Maximiano Medina - Hospital Universitário
Regional do Norte do Paraná
Co-autores: Argéria Maria Serraglio Narciso; Maria Tereza Mendes
Alves Pereira
Apresentador: Argéria Maria Serraglio Narciso
Contato com o autor: (43)337 4041
Problema: O Hospital Universitário Regional do Norte do Paraná, além
de suas características de hospital-geral, constitui-se em Centro de
Referência para atendimento a portadores de HIV e doentes de aids,
tratando-se de um projeto de intervenção. As ações profissionais são
desenvolvidas por docentes, alunos e profissionais técnicos das áreas de
enfermagem, farmácia e bioquímica, fisioterapia, medicina, nutrição,
psicologia e serviço social. A atuação do Serviço Social junto a pessoas
que vivem com HIV/ aids, neste serviço iniciou-se em 1987 com um
grupo de profissionais que mediante a epidemia e o aparecimento dos
primeiros casos de aids em Londrina, passou a estruturar um serviço
para atender pessoas acometidas por esta patologia, sendo um desafio
lidar com um uma doença nova, transmissível e de caráter incurável. A
aids tem peculiaridades e particularidades que a difere do atendimento a
outros pacientes igualmente graves. Não tem um caráter apenas curativo
pois lidar com esses pacientes nos reporta a questões que envolvem a
doença, a morte e a própria perspectiva existencial. Ela tem uma ampla
repercussão atingindo além do paciente, todo o seu contexto sociofamiliar,
deixando de ser um problema não só médico, como também social,
econômico, psicológico, político, justificando-se a necessidade de uma
equipe interdisciplinar. Hoje o grande avanço da luta contra o HIV é a
terapia anti-retroviral, porém para o sucesso do tratamento é necessária a
adesão ao mesmo e neste sentido o envolvimento da equipe tem sido
intenso na busca de levar o paciente a assumir a prevenção e o tratamento,
bem como a melhoria da sua qualidade de vida.
Descrição do Projeto: A atuação do serviço social com portadores e doentes
de aids se concretiza através de atendimento individual e grupal nas
diferentes Unidades de Atendimento: no Pronto Socorro, o assistente social
tem uma proposta de trabalho voltada ao “ acolhimento” enquanto diretriz
da prática profissional envolvendo o paciente e família, proporcionando a
Poster
371
aproximação médico/família. Na Unidade de Internação da MI (Moléstias
Infecciosas), a atuação é sistemática, e as ações são voltadas para prevenção,
educação com destaque para assistência. O enfoque do trabalho é o
aconselhamento, pois estar internado é deparar-se com a doença e com a
possibilidade de morte. Na Unidade de Serviço Ambulatório Hospital de
Clínicas o atendimento da equipe interdisciplinar é realizado 02 ( duas)
vezes por semana. Comumente os usuários buscam atendimento social
além dos dias de atendimento médico, considerando que os problemas
apresentados extrapolam os aspectos biológicos, traduzindo-se em questões
como necessidades aspectos biológicos, traduzindo-se em questões como
necessidades básicas, questões familiares, estigmatização e direitos (sociais,
trabalhistas e previdenciários). O serviço social atua também com prestação
de serviços concretos, possui parceria com recursos da comunidade para
enfrentamento das carências sociais assim como articula-se com ONG e
recursos sociais afins. Além disso o assistente social integra a Comissão
Municipal de Aids, órgão consultivo do Conselho Municipal de Saúde que
tem um trabalho relevante na cidade de Londrina.
Principais Resultados: Nestes doze anos de trabalho a equipe tem
buscado a formação e aprimoramento de profissionais capacitados a
trabalhar com aids não só a nível de conhecimento técnico, sobretudo
no desenvolvimento de um atendimento mais humanizado, pois
trabalhar com pessoas portadoras de HIV e doentes de aids, é depararse frequentemente com situações adversas, dada às implicações causadas
pela doença ao paciente e sua rede de relacionamento. No contexto
atual o Hospital Universitário tem 430 pacientes em uso de anti-retovirais,
além dos portadores em acompanhamento. Acreditamos que a única
arma para enfrentar a aids é a prevenção no sentido de esclarecer à
população sobre todos os aspectos relacionados a doença, visando tanto
o controle, como a garantia de uma assistência digna.
Conclusão: Esta experiência possibilitou um maior envolvimento da equipe
na busca de levar o paciente a assumir a prevenção e a adesão ao
tratamento, bem como possibilita uma compreensão global do paciente
contribuindo para que a equipe assuma uma conduta única. Contribui
ainda na formação de profissionais capacitados a trabalhar com aids, não
só a nível de conhecimento técnico bem como no desenvolvimento de
um atendimento mais humanizado e maior adesão ao tratamento, buscando
a melhoria da qualidade de vida das pessoas vivendo com HIV/ aids.
Poster
372
Projeto Aids e a Escola - Uma Prática de Prevenção
Autor(es): Maria Berenice Parente Secretaria Municipal de Educação
do Rio de Janeiro - 2º Coordenadoria Regional de Educação
Co-autores: Helena Rebelo; Monica Nunes; Sonia Cotrim.
Apresentador: Monica Nunes
Contato com o autor: [email protected]
Resumo: Atuando nas escolas municipais da 2ª CRE desde 1994, o
Projeto Aids e a Escola redimensiona o currículo escolar ao incluir na
prática pedagógica e no cotidiano da escola conteúdos relacionados à
sexualidade, prevenção das doenças sexualmente transmissíveis/aids e
do uso abusivo de drogas. Numa proposta de construção participativa
de novas metodologias, as temáticas de exclusão escolar e social são
aprofundadas, pela discussão e análise de questões de educação e saúde,
privilegiando a conquista da qualidade de vida pelo exercício pleno da
cidadania. Este projeto tem como objetivo promover a adoção de práticas
educativas que, dentro da proposta da Multieducação, envolvam
temáticas relacionadas à sexualidade e à prevenção das DST/aids e do
uso abusivo de drogas, contribuindo para a melhoria no desempenho
escolar e garantindo o exercício da cidadania, pelo acesso à informação
e a uma educação que privilegia a qualidade de vida. Sua metodologia
baseia-se numa proposta multidisciplinar como parte integrante de um
processo contínuo de aprendizagem, de uma filosofia de trabalho
participativo, em que todos, família-escola-comunidade, devem estar
envolvidos. Trata-se de um processo crítico, criativo e político, voltado
para a aquisição de informações, para as discussões sobre valores e novas
posturas frente às questões atuais, a partir da bagagem sociocultural de
nossos alunos e tendo como área prioritária de atuação a sala de aula,
pois é nela que estão nossos maiores agentes de mudança e a garantia
de sua continuidade. Ao final de cinco anos de trabalho, o Projeto atinge
cerca de 100 escolas da 2ª Coordenadoria Regional de Educação/SME,
com mais de 150 professores capacitados que atuam como multiplicadores
em suas escolas e junto à comunidade, a totalidade de diretores de escolas
sensibilizados para facilitar a implementação do Projeto, sensibilização
dos Grêmios Escolares, cerca de 20.000 alunos de Educação Infantil à
8ª série do I Grau envolvidos nas atividades. Para atender a demanda do
trabalho organizou-se um acervo diversificado - livros, fitas de vídeo,
jogos etc. A realização de ações preventivas na educação tem se
mostrado, ao longo dos cinco anos deste Projeto, como o caminho
Poster
373
possível, não só para conter a epidemia e o aumento do uso abusivo de
drogas, mas também para atender à necessidade de valorização da
auto-estima dos nossos jovens, abrindo espaço para a reflexão sobre as
questões de sexualidade e do uso de drogas e estimulando, através da
prática de direitos e deveres, a luta por condições necessárias a uma
qualidade de vida digna.
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374
Campanha de Eliminação da Sífilis Congênita no
Município do Rio de Janeiro
Autor(es): Maria Cristina Boaretto - Secretaria Municipal de Saúde do
Rio de Janeiro
Co-autores: Carla Brasil; Cecilia Nicolai; Gisele Israel; Katia Ratto;
Rosa Domingues; Valéria Saraceni; Walria Toschi.
Apresentador: Maria Cristina Boaretto
Contato com o autor: [email protected]
Problema: A sífilis congênita é um exemplo clássico de doença que,
apesar de grave, é evitável com recursos simples. Entretanto, uma vez
contaminado, o feto tem grande risco de prematuridade, de
natimortalidade, além de apresentar maior suscetibilidade a outras
doenças,inclusive infecciosas, ocasionando internações hospitalares
prolongadas e de alto custo, constituindo um grave problema de saúde
pública. Estima-se que no Brasil 3,5% das gestantes estejam infectadas
pela sífilis. A partir de uma avaliação dos casos ocorridos nos anos de
1996 a 1998, que revelou uma elevação do número de crianças
acometidas por essa doença, A SMS Rio definiu como prioritário o seu
controle e elaborou o Plano de Eliminação da Sífilis Congênita.
Descrição do Projeto: Dentre as ações do plano, foi planejada a campanha,
no período de 21/06 a 31/07 de 1999, nas 100 unidades de saúde que
prestam assistência ao pré-natal. Foi realizado treinamento de 700
profissionais de saúde com atuação em pré-natal, entre médicos e
enfermeiras. A campanha consistiu da captação de todas as gestantes que
não tinham resultado da 1ª sorologia, ou que, estando no 3º trimestre, não
tivessem o resultado da 2ª sorologia. Para tal, utilizamos teste rápido para
diagnóstico de sífilis (Determine TP, Abbott Laboratórios), que permitia a
testagem da gestante e tratamento iniciado imediatamente, no caso de exame
positivo. Pelo fato deste teste ser treponêmico, sempre que havia um
resultado positivo, colhíamos sangue para VDRL, para controle de cura.
Principais Resultados: Nesse contexto, foram testadas 9448 gestantes,
com percentual de 5,3% de resultados positivos. Dentre as gestantes
com teste rápido para sífilis positivo (498), 68% faziam
acompanhamento pré-natal, demonstrando claramente a necessidade
de uma melhor assistência, especialmente da disponibilização de
recursos para a realização de exames laboratoriais. A distribuição de
resultados positivos segundo idade materna, mostra que as mulheres
adultas, acima de 19 anos),respondem pelo maiormostra que as mulheres
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375
adultas, acima de 19 anos),respondem pelo maior número absoluto (5922),
além de maior percentual de positividade dos testes (6,1%) quando
comparadas às adolescentes, com 3028 testadas, e positividade de 3,7%.
A incidência total foi de 5,3%, superior à média estimada pelo Ministério
da Saúde, possivelmente por estarmos lidando com teste treponêmico,
que englobou algumas cicatrizes sorológicas de pacientes anteriormente
tratadas.
Conclusões: Um dos grandes méritos dessa campanha foi sensibilizar
e despertar os profissionais e gerentes dos serviços e programas de
saúde para esta questão, colocando a sífilis e a sífilis congênita em
destaque na agenda de prioridades. No que tange às mulheres, trouxe a
visibilidade sobre essa doença, cujas repercussões sobre a sua saúde, a
de seu bebê e a de seu parceiro eram até então pouco conhecidas.
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376
Projeto Condon No
Autor(es): Maria Cristina Feijó Januzzi Ilário - Ambulatório Municipal
de DST/aids da Prefeitura Municipal de Campinas - SP
Co-autores: Equipe Multiprofissional do AMDA; Maria Cristina Ilário
Apresentador: Maria Cristina Feijó Januzzi Ilário
Contato com o autor: (19) 289 0653
Problema: Grande concentração de profissionais do sexo, homens e
mulheres, na região central do município de Campinas, vulneráveis a
infecção pelo HIV e outras DST, consequentemente se constituindo em
elo fundamental da cadeia de transmissão das DST/HIV/aids.
Objetivo: Determinar a cota semanal de condom a ser distribuida. Oferecer atendimento individual por equipe multiprofissional e atender
as queixas apresentadas. -Realizar aconselhamento e educação em
saúde em consultas individual, oferendo exames periódicos (VDLR/
PREVENTIVO DO COLO DE ÚTERO/HBSAG(Hepatite B)/LISA anti
HIV) -Propor oficinas de educação em saúde e cidadania em grupo,
mensalmente. -Treinar multiplicadores na prevenção DST/aids.
Descrição do Projeto: O Ambulatório Municipal de DST/Aids de Campinas
-AMDA, localizado na região central do município, por meio da equipe
multiprofissional, realizaou os seguintes passos para implantação do “Projeto
Condon”, voltado a profissionais do sexo: 1-Sensibilização e definição dos
profissionais do serviço a serem envolvidos 2-Profissionais selecionados
fazem a divulgação do “Projeto Condon” em campo, através das lideranças
dos grupos de profissionais do sexo que atuam na região central do município
3- Do projeto: cadastramento no AMDA, dos profissionais do sexo que
procuram espontaneamente o servió após a divulgação, oferendo: 3.1Consulta individual com enfermeiro, assistente social,, para maiores
informações sobre o projeto 3.2- Sorologias semetrais para síflis e hepatite
B, bem como papanicolau para as mulheres; sorologia para o HIV mediante
aconselhamento e consentimento; 3.3- Retarguarda assistencial as queixas
apresentadas no próprio serviço 3.4 -Dispensação de 32 condns/semana
aos cadastrados, em atendimento individual para processo de educação em
saúde; 3.5- Grupo para profissionais do sexo, com temas selecionados e
priorizados pelos mesmos.
Principais Resultados: -600 profissionais do sexo cadastrados na
região central -Desmembramento do projeto para mais 2 unidades de
saúde, localização estratégica ao acesso de outros grupos - 2 grupos
montados no AMDA
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Conclusões: Projetos para educação em saúde voltados para profissionais
do sexo tem se mostrado eficazes, quando analisamos a durabilidade dos
mesmos, a grande aceitabilidade e estabelecimento de vínculo desta
clintela ao serviço e o aceitabilidade e estabelecimento de vínculo desta
clintela ao serviço e o aumento da procura de preservativos. A construção
e manutenção dos “grupos”, mostrou-se válida para a clientela de travestis.
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Projeto Amar, Preservar e Viver “uma Alternativa
para a Trabalhadora do Sexo”
Autor(es): Maria de Lurdes de Almeida Magalhães Munhoz Ambulatório de Moléstias Infecto Contagiosas - SMS - Jundiaí
Apresentador: Suzana Ramil Soeiro - Ambulatório de Moléstias InfectoContagiosas - SMS - Jnudiaí
Contato com o autor: [email protected]
Problema: Trabalho de intervenção dirigido a mulheres entre 17 a 60
anos, que atuam como profissionais do sexo, no município de Jundiaí.
Tem como objetivo reconhecer essas mulheres como sujeito das mudanças
de comportamento, no sentido de adotarem práticas mais seguras contra
DST/aids; resgatar a auto-estima e o exercício da cidadania, conscientizar
da sua vulnerabilidade; ampliar o acesso ao serviço de atenção a saúde da
mulher e intensificar o uso e acesso ao preservativo.
Descrição do Projeto: O trabalho se desenvolveu em quatro momento:
1. Pesquisa - levantamento do perfil dessas mulheres através de um
questionário comportamental. 2. Intervenção direta: através de cinco
módulos, com reuniões semanais de 1h30 de duração, com temas
específicos (auto-estima, DST/aids, sexo mais seguro, direitos e deveres
e cidadania), por meio de dinâmicas e materiais sócio-educativos, nas
casa noturnas (10). 3. Intervenção indireta: através de interlocutoras
encontradas nas casas noturnas e praças da cidade, com a finalidade de
manter uma pessoa como multiplicadora. 4. Grupo de profissionais do
sexo que atuam nas praças : contatos semanais, em pontos centrais de
quatro praças, com objetivo de manter vínculo, distribuir preservativos,
orientar sobre sexo mais seguro, acesso ao serviço de saúde da mulher
e valorizar a auto-estima.
Principais Resultados: Houve intervenção em 224 mulheres de casas
noturnas e 147 mulheres de praças centrais, sendo que 155 mulheres (42%)
compareceram para consulta médica ginecológica de 06/97 à 03/99.
Observou-se que o uso de preservativo já era uma prática, porém, um número
significativo usava-o de forma incorreta e seu uso se limitava ao uso com o
cliente e não com o parceiro fixo ou cliente antigo. Houve solicitação
espontânea de casas noturnas para as reuniões e dois hotéis e dez casas
noturnas mantém distribuição gratuita de preservativos, reafirmando a
confiança no trabalho. Consegui-se treinar uma multiplicadora na praça,
para distribuição gratuita de materiais educativos, orientação sobre sexo
mais seguro e encaminhamento ao serviço de saúde da mulher.
Poster
379
Conclusão: Apesar de existir um rodízio constante entre essas mulheres,
a resposta à intervenção foi considerada boa levando-se em conta o
comparecimento ao serviço para consulta de GO, a aceitação à
distribuição de preservativo demonstrando auto cuidado, a disponibilidade
de discutir questões relativas à prostituição e ao exercício da cidadania
além de agirem como interlocutoras transmitindo os conhecimentos
adquiridos para as novas colegas. Observou-se no decorrer do trabalho
que a mudança de comportamento em relação ao uso de preservativo
com o parceiro fixo, quando o afeto ou amor entram em cena ainda se
mantém irregular ou inexiste, levando-nos a pensar em outras estratégias
de trabalho.
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380
Redução da Transmissão Vertical
Autor(es): Maria Del Mar P. Eiras Rodríguez - Programa Municipal
DST/AIDS Itanhaém
Co-autores: Iloma Odete G. Boehm
Apresentador: Maria Del Mar P. Eiras Rodríguez
Contato com o autor: [email protected]
Projeto: Em nosso país, a transmissão vertical tem sido a principal via
de infecção pelo HIV na população infantil sendo de 90% os casos
notificados de aids em menores de 13 anos.
Descrição do Projeto: É realizado aconselhamento pré-teste a todas as
gestantes no pré-natal/onde é oferecido o exame anti-HIV,orientações
quanto ao risco de infecção pelo HIV/DST e prevenção No
aconselhamento pós-teste com resultado negativo para HIV é reforçada
a prevenção. Quando a sorologia é positiva, com segunda amostra, a
gestante é orientada e encaminhada para o SAE para realizar o Protocolo.
A gestante é orientada a não amamentar o bebê Após o nascimento, a
criança é acompanhada no SAE para acompanhamento pediátrico.
Principais Resultados: Resultados parciais - Crianças menores de 18
meses 94% das gestantes realizaram exame anti-HIV no pré-natal(out a
mar/99) 19% das pessoas diagnosticadas com HIV no período de jan. a
jun/99 são gestantes Crianças acompanhadas sem protocolo 076 ACTG
- 05 Crianças acompanhadas com protocolo completo - 05 Crianças
acompanhadas com protocolo realizado em outro município - 02 Crianças
acompanhadas com protocolo incompleto - 01 Gestantes que realizaram
protocolo completo - 07 (jan a jun/99) crianças com protocolo completo
que negativaram - 02 crianças sem protocolo que negativaram - 02
Conclusão: Alguns questionamentos surgiram após os primeiros
resultados do projeto: como, avaliar a carga viral da gestante que
realizou o protocolo ou não na correlação com o diagnóstico
negativo ou positivo da criança após os 18 meses. A necessidade
de diagnóstico precoce na gestação para iniciar o uso do AZT na
14ª semana esbarra no início tardio do acompanhamento da gestante
no pré-natal Os resultados apresentados são parciais devido a
algumas crianças serem menores de 1 ano. Sendo assim, a
expectativa é que o número de crianças filhas soropositivas recebam
diagnóstico negativo após realização do protocolo.
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381
Importância dos “Grupos de Investigação da Sífilis
Congênita-Gisc”, na Melhoria da Notificação da
Sífilis Congênita em Fortaleza.
Autor(es): Maria do Socorro Cavalcante - Secretaria Municipal de
Desenvolvimento Social de Fortaleza
Co-autores: Alicemaria Ciarlini Pinheiro; Dina Cortêz Lima F. Vilar; Maria
de Fatima F. Guerreiro; Maria Zélia Rouquayrol; Monica Cardoso Façanha.
Apresentador: Maria do Socorro Cavalcante
Contato com o autor: (85)277 3586
Resumo: A implantação dos Grupos de Investigação de Sífilis Congênita,
até o ano 2000, do Ministério da Saúde, foi iniciada em Fortaleza no
final de 97, em sete maternidades. Atualmente, apenas quatro hospitais
continuam realizando essas ações. Para isso, todas as gestantes no
momento do parto ou por abortamento devem realizar o exame de VDRL.
Nos casos positivos, a criança será classificada como caso de “sífilis
congênita” e o tratamento é instituído de imediato a fim de evitar o
aparecimento de seqüelas futuras.
Objetivo: Este trabalho se propõe a analisar os resultados apresentados
pelos hospitais, identificando estratégias para melhorar a notificação
dos casos suspeitos e comparar a qualidade dos dados dos relatórios
trimestrais, no período de 1998.
Metodologia: Foram ultilizados os dados dos relatórios trimestrais do
GISC e dados da ficha epidemológica de Sífilis Congênita do SINAN
para análise dos resultados.
Principais Resultados: Em 1998, foram notificados pelo GISC em 4
maternidades de Fortaleza, 60 caso de Sífilis Congênita, o que representa
65,2% do total de casos soro-reagentes, enquanto no sistema de
informação SINAN, foram 36 casos (53,7%) do total de 67 casos
notificados. Dos 11.839 partos ou curetagens realizados nesse hospitais,
7.479 realizaram VDRL, destes 92 foram reagentes (1,23%) e 60 foram
definidos como Sífilis Congênita.
Conclusões: Os relatórios que são enviados trimestralmente pelos GISC,
apresentam um número de notificações de sífilis maior em relação aos
dados encontrados no SINAN, significando que nem todos os casos de
sífilis congênita ocorridos entram no sistema. Assim, aumentando as
oportunidades de notificação, ganha-se, substancialmente, na melhoria da
qualidade da atenção ao pré-natal, contribuindo para a concretização da
meta do Ministério da Saúde de “eliminação da sífilis congênita” no país.
Poster
382
Recomendações: Sensibilizar os profissionais, que realizam o pré-natal,
a notificar os casos de sífilis em gestantes e tratá-las adequadamente;
realizar o exame de VDRL em todas as parturientes para detecção e
prevenção da sífilis congênita, prevenindo seqüelas irreversíveis nas
crianças; melhorar a congênita, prevenindo seqüelas irreversíveis nas
crianças; melhorar a notificação dos casos de sífilis congênita,
identificando os problemas, favorecendo a avaliação, influenciando
positivamente a rotina de trabalho, para fins de aumentar a capacidade
na tomada de decisões.
Poster
383
Agente em Ação nos Núcleos Comunitários de
Prevenção das DST/Aids - A Experiência da
Associação de Mulheres do Morro dos Telégrafos e
da Coligação das Associações e Moradores do
Complexo Grajau-Jacarepaguá e Lins
Autor(es): Maria do Socorro Vasconcelos Lima - Centro de
Desenvolvimento e Apoio a Programas de Saúde
Co-autores: Agentes de Prev. da A. de Mulheres do Morro dos
Telégrafos; Ana Paula Baptista - Coligação das A.e Moradores do
Compl.Grajaú/Jacarepaguá/Lins - Denildes da Silva; Kátia Maria Braga
Edmundo; Wanda Lúcia Branco Guimarães
Apresentador: Maria Do Socorro Vasconcelos Lima
Contato com o autor: [email protected]
Resumo: As populações empobrecidas encontram-se vulneráveis ao
HIV/aids devido aos altos níveis exclusão social aos quais vêm sendo
submetidas no Brasil. As instâncias de organização popular precisam
construir um conhecimento cotidiano para o enfrentamento coletivo da
realidade social com informação e solidariedade.
Descrição do Projeto: O Agente Comunitário constitui estratégia de trabalho
social fundamental neste contexto. Na área dos programas de prevenção das
DST/ AIDS atingem segmentos populacionais mais excluídos sendo
“referência” de informação, gerando uma dinâmica de mudanças nos níveis
de conhecimento, discussão coletiva, desenvolvimento e auto-estima pessoal
e da comunidade. Realizam: Plantões para orientação, encaminhamento,
distribuição de preservativos; de materiais; Agente vai a sua casa (visitas
domiciliares); Camelô Educativo (bancadas volantes de material nas ruas e
vielas) Eventos; Campanhas; Murais informativos; Encontros Educativos e
Formação de Multiplicadores.
Principais Resultados: Temos atualmente 14 Agentes atuando em 3
Núcleos Comunitários atuando em Complexos de Comunidades no Rio
de Janeiro. 1) Núcleo Comunitário - Morro dos Telégrafos/Complexo
Mangueira; 1.2) Núcleo Comunitário Vila Olímpica da Mangueira ; 3)
Núcleo Informaids - Complexo Grajaú-Jacarepaguá e Lins (Barro
Vermelho), atingindo cerca de 5000 pessoas.
Conclusões: Projetos de prevenção das DST/aids em comunidades
empobrecidas devem contemplar representações comunitárias,organizações
não-governamentais e governamentais, articulação entre o conhecimento
científico e popular, ampliação dos níveis de informação, fortalecimento da
Poster
384
solidariedade, alcançando todos os segmentos sociais, através de grupos de
Agentes Comunitários de Prevenção compreendendo que o processo
educacional requer o envolvimento de aspectos cognitivos, socioculturais e
afetivos como um todo.
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385
A Importância do Teste do HIV na Rotina do PréNatal do Programa Mãe Curitibana
Autor(es): Maria Goretti David Lopes - Secretaria Municipal da Saúde
de Curitiba/PR
Co-autores: Edvin Javier Boza Jimenez e Raquel Agibert Thomal
Apresentador: Maria Goretti David Lopes
Contato com o autor: [email protected]
Resumo: Atualmente com o aumento da incidência da aids em mulheres
na idade reprodutiva, observamos que no estado do Paraná existem
registrados 5887 (1980 - 1990) casos de aids em mulheres, sendo 87,39%
destes, nesta faixa etária. Em Curitiba, constam 3130 casos de aids, no
mesmo período, sendo 20,67% em mulheres na idade fértil, tendo como
conseqüência a possibilidade de aumento do número de casos da doença
na população pediátrica, especificamente no período perinatal atribuído
a transmissão vertical. Com o objetivo de diminuir a morbi-mortalidade
materno e neonatal, o município de Curitiba implantou a partir de março
de 1999 o Programa “ Mâe Curitibana”, qualificando o atendimento
durante o pré-natal. Este protocolo considera a classificação do risco
gestacional, incluindo na rotina a prevenção e tratamento das infecções
de relevância na gestação, entre as quais a sorologia para HIV.No período
de 08 de março a 15 de setembro de 1999 foram realizados 13388
exames, com 66 casos de sorologia positiva (0,49%); 13 pacientes
(19,6%) na faixa etária de 15 a 19 anos; 36 (54,5%) com idade de 20 a
29 anos e 17 (25,7%) de 30 a 49 anos. Foram encaminhadas 17 gestantes
soropositivas que inciaram o pré-natal e realizaram os exames em outros
serviços, para acompanhamento pelo programa. Constatamos que 92,7%
das gestantes estão recebendo medicação anti-retroviral (AZT) e
avaliação na Unidade Básica de Saúde, além de encaminhamento para
as Unidades de Referência. Houve recusa ao tratamento em 3,6% dos
casos; mudança de endereço sem comunicação em 2,4%; e em, 1,2%
recusa em receber orientação e visita da Unidade de SaúdeOs resultados
encontrados permite-nos concluir a importância do monitoramento e
tratamento da gestante na Unidade básica de Saúde vinculando-a com a
equipe de saúde; sensibilização quanto a necessidade do exame antiHIV no pré-natal, além de reforçar as ações educativas na prevenção
da transmissão vertical.
Poster
386
Avaliando o Acompanhamento do Serviço Social
às Mulheres Vivendo com HIV/Aids
Autor(es): Maria Helena Costa Couto - UERJ/ Hospital Universitário
Pedro Ernesto - Serviço Social
Co-autores: Ilma Doher e Silvana Bencardini Araújo
Apresentador: Ilma Doher
Contato com o autor: [email protected]
Problema: Partindo de alguns indicadores sociais encontrados no perfil
das mulheres vivendo com HIV/aids, acompanhadas pelo Serviço Social,
visamos aproximar nosso modelo assistencial à realidade da população,
favorecendo a adesão ao tratamento pela maior facilidade de acesso ao
serviço/equipe e às informações necessárias para compreensão dos
mecanismos de infecção, doença e métodos de promoção da saúde,
estimulando práticas de autocuidado e resgate da cidadania.
Descrição do Projeto: Utilizamos o resultado encontrado no perfil
socioeconômico, cultural e demográfico traçado a partir dos 86
atendimentos individuais com mulheres vivendo com HIV/aids, em
acompanhamento social. Constatamos a coincidência dos dados sobre
idade e escolaridade, com os índices fornecidos pelo Ministério da Saúde
- Coordenação de DST e Aids. Para obtenção de uma compreensão
ampliada da situação de vida destas pessoas destacamos outros ítens do
nosso roteiro de entrevista: situação trabalhista e previdenciária, estado
conjugal e se reside em casa própria ou com familiares.
Principais Resultados: Verificamos que do total de mulheres atendidas
em nosso Serviço, 61,6% têm idade entre 20 e 39 anos. Apenas 9,3%
possuem o primeiro grau completo, enquanto 34,9% não chegaram a
concluí-lo, assemelhando-se aos indicadores do Ministério da Saúde.
No que se refere aos dados levantados em nossos atendimentos,
constatamos que: 51,1% vivem sem companheiro e 36% são casadas.
Do total das entrevistadas, 33,7% residem em casa própria e 20,9%
com familiares. Em relação às condições de trabalho, 47,7% exercem
alguma atividade remunerada, sendo que apenas 23,3% têm vínculo
empregatício e 34,1% não estão seguradas pela Previdência Social.
Conclusões: O instrumental foi reavaliado, observando novas categorias a
serem abordadas durante o acompanhamento que nos aproximem às
condições de vida dos pacientes e estimulem a co-responsabilidade com o
tratamento e seu auto-cuidado. A partir do nível de escolaridade encontrado,
identificamos a necessidade de elaboração de materiais educativos
Poster
387
facilitadores da aderência. Quanto a atividade profissional remunerada, a
maior parte das mulheres está inserida informalmente no mercado, o que é
congruente com a atual relação entre as mulheres e o mercado de trabalho
no Brasil, apontando a necessidade de criar estratégias que propiciem a
geração e complementação da renda mensal, possibilitando a contribuição
previdenciária e assim, a ampliação de sua cidadania.
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388
Avaliação das Notificações de Acidentes com
Material Biológico na UISHP
Autor(es): Maria Irene dos Santos - Unidade Integrada de Saúde
Herculano Pinheiro (UISHP)
Co-autores: Vania Reis Girianelli - Unidade Integrada de Saúde
Herculano Pinheiro (UISHP)
Apresentador: Maria Irene dos Santos
Contato com o autor: [email protected]
Introdução: O risco médio de se adquirir HIV após exposição percutânea
com material biológico é de 0,3%. A SMS/RJ implantou o programa de
vigilância e prevenção da exposição ocupacional a materiais biológicos
em 1997, quando iniciou-se as notificações dos acidentes. Visando a
sensibilização dos profissionais de saúde quanto a prevenção dos
acidentes, desenvolveu-se um estudo com objetivo de descrever as
características dos acidentes com material biológico ocorridos na UISHP.
Material e Método: Estudo descritivo com base nas fichas de investigação
e acompanhamento de acidentes com material biológico notificados ao
Núcleo de Epidemiologia da UISHP, no período de janeiro de 1997 a
junho de 1999. A UISHP é uma unidade que integra maternidade de baixo
risco, atendimento ambulatorial médico-odontológico, programas de saúde
coletiva e Centro de Testagem Anônima (CTA).
Principais Resultados: Foram notificados 49 acidentes no período
estudado, sendo 22,4% ocorridos em outras instituições. Do total de
acidentes, 85,7% ocorreram em profissionais de saúde do sexo feminino e
34,7% na faixa etária de 30 a 39 anos. Quanto a categoria profissional,
destacam-se os auxiliares e técnicos de enfermagem com 49,0% das
notificações, seguidos de médicos, profissionais de laboratório e
profissionais de limpeza com 14,3% cada. A maior parte dos acidentes
ocorreram entre 7 e 19 horas (65,3%) e 38,8% dos profissionais estavam
usando EPI no momento do acidente. Em relação as exposições, 80,4%
foram do tipo percutâneo e principais situações que motivaram os acidentes
foram: recapeamento de agulhas (18,4%) e manuseio de lixo (14,3%). Foi
prescrito quimioprofilaxia para HIV em 51,0% dos casos, sendo 56,6%
(14/25) com esquema de duas doses. No entanto, apenas quatro profissionais
retornaram para acompanhamento, abandonando-o antes da alta.
Conclusão: O número de notificações, provavelmente, ainda não
expressa a realidade. O profissional de saúde, em geral, desconhece os
risco a que está exposto e, muitas vezes, negligencia nas precauções
Poster
389
básicas, não acreditando no risco ou simplesmente negando-se a pensar
nele, deixando de notificar os acidentes. O extremo oposto é o profissional
que superestima o risco, acarretando em prescrição excessiva de
quimioprofilaxia. Estabelecer aids enquanto acidente de trabalho é
importante pois o profissional passa a gozar de todos os benefícios que a
lei lhe oferece. Para isto é necessário que o caso seja bem documentado,
relacionando a sorologia positiva do profissional ao acidente, o que até
o momento não está sendo possível devido ao não follow-up dos
acidentes. Por outro lado, o médico que faz o atendimento desconhece
a importância do preenchimento adequado das notificações, levando a
um prejuízo na análise dos dados.
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390
Prevenção das DST/Aids: Relato de Experiência
Par ticipativa nos Municípios Atingidos pela
Construção da LT-500 kv - Interligação Norte-Sul
Autor(es): Maria José Bezerra da Silva - Senado Federal
Apresentador: Maria José Bezerra da Silva
Contato com o autor: CNB - 05 lote 12 apartamento 204 Taguatinga
Norte Brasília - DF 72.115-055
Problema: Prevenir possíveis riscos de endemias ou mesmo de
transmissão de alguma doença entre trabalhadores da Linha de
Transmissão Elétrica (LT 500 KV) - Trecho Furnas e a população da
área de influência do empreendimento.
Introdução: Neste trabalho relata-se a experiência participativa na
prevenção das DST/aids, com as comunidades dos diversos municípios
da área de influência da construção da Interligação Norte-Sul Trecho
Furnas. Trata-se de um trabalho pioneiro realizado por 03 (três)
profissionais de Enfermagem, sendo um profissional residente, ou seja,
atuante em campo. A atividade fez parte do Projeto Básico Ambiental PBA no subprograma das Ações de Educação em Saúde para as
comunidades envolvidas. O trabalho baseou-se nas orientações do
Ministério da Saúde/ Coordenação Nacional de DST e aids, sendo utilizado
o modelo de oficinas de prevenção, que utilizam técnicas participativas
que permitam a descontração, a discussão e reflexão do tema pelo grupo.
Metodologia: Realizaram-se 20 oficinas de Prevenção das DST e aids
do mês de junho a dezembro de 1998, perfazendo um total de 5.185
ouvintes, com faixas etárias de 07 a 70 anos aproximadamente. Os
grupos expostos são formados por trabalhadores, estudantes,
profissionais do sexo e comunidade em geral. Foram utilizados diversas
técnicas de ensino orientadas pelo Ministério da Saúde.
Avaliação: A avaliação foi feita por amostragem na qual 652 pessoas
responderam um questionário (anexo A) com 06 perguntas abertas
sobre o aprendizado. As respostas foram bastante significativas (anexo
B) e concluímos que a atividade educativa, torna-se um fator
determinante para a ocorrência de mudanças de comportamento,
conseqüentemente melhoria da qualidade de vida das pessoas.
Considerações Finais: Acreditamos que essa experiência na área de
Educação em Saúde são motivadas para sugerir sua aplicação e
multiplicação em nível de qualquer grande empreendimento de
construção do cenário nacional.
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391
Jornadas Universitárias em Saúde Reprodutiva
DST/Aids: em Faculdades de Comunicação Social
Autor(es): Maria Luisa Eluf - CEVAM - C.Vergueiro de Atenção à
Mulher, EDUC.TREIN.E DES.MAT.ED. SAUDE REP
Co-autores: Alessandro de Oliveira dos Santos
Apresentador: Maria Luisa Eluf
Contato com o autor: [email protected]
Problema: O Centro Vergueiro de Atenção à Mulher desenvolve
atualmente o projeto Jornadas Universitárias em Saúde, visando a
diminuir o risco de infecção pelo HIV em jovens de três instituições de
ensino superior de São Paulo, através do envolvimento de estudantes
de comunicação social. Escolhemos esta população devido o aumento
de infecções pelo HIV entre jovens e também porque faculdades formam
profissionais de comunicação e quase não abordam assuntos
relacionados a área de saúde, de forma a incorporar essas informações
na sala de aula, tendo em vista a responsabilidade desses alunos como
futuros formadores de opinião.
Descrição do Projeto: Desenvolvemos uma metodologia baseada em
oficinas de planejamento participativo envolvendo os alunos na
construção de objetivos e ações relacionadas à prevenção da aids dentro
do campus. Além disso, também são feitas oficinas visando
problematizar a temática que envolve a aids a partir da produção de
materiais sobre o assunto (vídeos, jingles de rádio). Na última fase do
trabalho são realizados eventos visando atingir toda a instituição através
de exposição dos materiais elaborados nas oficinas e mesas redondas
sobre mídia e saúde.
Principais Resultados: A partir da participação dos alunos na elaboração
de ações de prevenção, produção dos eventos e de material sobre aids,
conseguimos estimular toda a população universitária para a
problemática da aids x prevenção x saúde.
Conclusões: Os resultados obtidos demonstram que o projeto é uma
proposta viável para incorporação de temas relacionados a saúde
preventiva. Dentre as atividades desenvolvidas em faculdades de
comunicação social concluímos que sensibilizar e envolver o corpo
docente e corpo dicente como toda a comunidade universitária,
estaremos provocando estratégias que poderão vir a torná-los futuros
formadores de opinião capazes de produzir materiais visando a
transformação e a mudança nas atitudes das pessoas frente a saúde.
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392
Avaliação do CTA/COA Curitiba – 1998
Autor(es): Maria Rita C. B. de Almeida - Secretaria Municipal de Curitiba
Co-autores: A. Morais; C. Rossi; D.T.V. Cordeiro; E L J Guidio; H
Chong; I Rodrigues; L T Ferreira; Mirtes Clavisso Fontes Evangelísta;
R C Valt; S. Lafoz; S. Santos; S. Shimamura.
Apresentador: Mirtes Clavisso Fontes Evangelísta
Contato com o autor: (041) 2325071
Resumo: Devido a rápida mudança do perfil da epidemia da aids, o
CTA-Curitiba sentiu a necessidade de estar entendendo de forma mais
acurada a clientela que atende, com o objetivo de estar criando estratégias
e/ou mecanismos que sejam mais competentes na busca do controle da
mesma. Neste sentido, realizaremos um estudo descritivo de caráter
quantitativo dos dados produzidos pelo próprio serviço, buscando
analisar o perfil da clientela que estamos atendendo.
Descrição do Projeto: Realizamos coleta de dados através da aplicação
de questionário próprio, aplicado no momento da entrega do resultado
do teste anti-HIV, a todos os clientes. Este instrumento é composto de
várias informações referentes a anti-HIV, a todos os clientes. Este
instrumento é composto de várias informações referentes a: dados
socioeconômicos, número de parceiros sexuais, sexo dos (das) parceiros
(as), uso do preservativo, resultado dos testes e encaminhamentos dos
clientes. Além dos percentuais entre população atendida e de
soropositivos, procuramos quantificar por sexo, faixa etária, escolaridade
e motivo da procura do serviço a totalidade da clientela. Quantificouse, também, o risco atribuído, o número de parceiros e freqüência do
uso de preservativo. Da população soropositiva e tipo de parceiros.
Principais Resultados: Os dados que seguem são frutos de registros
dos aconselhamentos pós-testes realizados no ano de 1998. Quanto à
população em geral os dados mostram que, do total de 8267 pessoas
atendidas, o número de mulheres (47%) que procuram o CTA é bastante
representativo quando comparado ao número de homens (53%), porém
o percentual de gestantes ainda é pequeno, apenas 2%. Da clientela em
geral, 85% estão na faixa etária de 15 a 39 anos, sendo que a maior
procura encontra-se entre 20 a 29 anos (46%). A maioria tem 1o. e 2o.
graus completos (72%) e estão empregados 44%. O motivo que os levou
buscar o serviço foi a realização do teste pela 1a. vez (68%). Apenas
15% referiram o motivo como uma nova exposição ao risco. O risco
atriubuído para a grande maioria das pessoas foi a relação sexual
Poster
393
desprotegida (92%), e 3% refiriram ter apenas um parceiro(a) e 37%
referiram de 2 a 4 parceiros(as). A grande maioria referiu que usa
preservativo às vezes (49%), ou que nunca usam (32%). O motivo
relatado para o uso infrequente d presevervativo foi a confiança no
parceiro(a). Apenas 17% da clientela em geral, os dados mostram que a
proporção de homens e mulheres contaminada (208). No que se refere
ao perfil desta população, explicitaremos na apresentação deste evitando
assim acúmulo de dados neste momento.
Conclusões: Podemos inferir que a amostra “clientela CTA Curitiba”
acompanha as trilhas da epidemia; juvenilização, feminilização,
heterosexualização e pauperização. Quanto às condições sócio-economicas
temos apenas dois indicativos a saber: grau de escolaridade e vínculo
empregatício. Estes dados nos permitem afirmar que, pela nossa amostra,
a epidemia está atingindo pessoas menor escolaridade, e com um
percentual considerável de desempregados. Quanto ao uso do preservativo,
fica evidente que este hábito não está incorporado à vida sexual das
pessoas. Dois fatores pesam neste último aspecto; a dificuldade da
negociação das mulheres com seus parceiros (eventuais ou fixos) ou
quando fixos, a “confiança” depositada nos mesmos. Quanto aos homens,
a questão cultural tem peso significativo, e apesar dos relatos serem sempre
de caráter biológico como o desconforto, perda de sensibilidade, entre
outros, é visível que os homens são mais refratários ao uso, alegando
confiança nas parcerias, o que nos leva a crer que esta confiança se baseia
na inaceitabilidade da traição por parte da companheira. Necessário se
faz observar que esta clientela, pelo fato de vir até o serviço fazer o seu
teste, já tem incorporada uma certa noção de seu risco. Este fato nos
distancia do perfil da população em geral. No entanto as linhas genéricas
da epidemia se evidencia mesmo nesta amostra.
Propostas:
• Projeto de intervenção com mulheres no uso do preservativo
feminino.
• Fomentar a reflexão da cultura do machismo nos momentos de
aconselhamento.
• Subsidiar a equipe através de um trabalho de supervisão de casos,
no sentido de estar melhor preparando para intervenções nas
diferentes situações.
• Sistema informatizado que permita pesquisas com mais
aplicabilidade e propriedade aos dados gerados pelo serviço.
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394
Não Usar Camisinha: os Fatores de Risco para
Mulheres em São Luís, MA
Autor(es): Maria Teresa Seabra Soares de Britto e Alves - Gerência
de Qualidade de Vida/Departamento de Saúde Pública/UFMA
Co-autores: Antônio Augusto Moura da Silva e Márcia Maria Hiluy
Nicolau de Oliveira
Apresentador: Maria Teresa Seabra Soares de Britto e Alves
Contato com o autor: [email protected]
Problema: Apesar das campanhas publicitárias e atividades de educação
em saúde, o uso do condon ainda não atingiu o nível desejado para reduzir
a taxa de transmissão das DST/aids. Para estudar este problema foi
realizado projeto de pesquisa visando estimar a prevalência do uso do
condom e os fatores associados com o não uso desse preservativo por
parceiros de mulheres sexualmente ativas em São Luís, MA em 1998.
Descrição do Projeto: Foi realizado estudo transversal com inquérito
domiciliar utilizando-se amostragem por conglomerados em três
estágios. Foram entrevistadas 1.161 mulheres de 10 a 49 anos utilizandose questionário padronizado, excluindo-se as que não tinham iniciado
relações sexuais. Utilizou-se estimação pontual, bem como a razão de
chances “odds ratio” bruto e ajustado e seus respectivos IC 95% por
regressão logística.
Principais Resultados: Das 1.161 mulheres entrevistadas, 60,5% já
tinham tido relações sexuais (702). O percentual de não uso de
camisinha, entre os parceiros dessas mulheres foi de 57,4%. A cor da
pele, ocupação, renda familiar e história de DST não foram associados
ao não uso. O não uso esteve mais fortemente associado a mulheres de
40 a 49 anos (OR 21,10), com até quatro anos de estudo (OR 3,92), em
união consensual (OR 1,66) com parceiro único (OR 2,27). O uso de
bebida alcoólica pelo menos uma vez por semana foi fator de proteção
do não uso de camisinha (OR 0,52), provavelmente por facilitar a troca
de informações em ambiente social.
Conclusões: Foi baixa a freqüência do uso de camisinha “todas/algumas
vezes” na população estudada. Os fatores de risco associados ao não
uso sugerem necessidade de redirecionamento das campanhas,
usualmente mais dirigidas à pessoas jovens, com parceria sexual múltipla
e pouco estáveis, que deverão se voltar para a intervenção na modificação
do comportamento da população de mais idade e que têm parcerias
sexuais mais estáveis.
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395
Abordagem Sindrômica, uma Estratégia para o
Atendimento Imediato às DST
Autor(es): Mariza Gomes Alvarez - Secretaria Municipal de Saude Programa Municipal de DST/Aids
Co-autores: Regina Célia Marcondes Nogueira
Apresentador: Regina Célia Marcondes Nogueira
Contato com o autor: aids.sto @.atribuna.com.br
Problema: As Doenças Sexualmente Transmissíveis estão entre os mais
comuns problemas de saúde pública. Em todo o mundo a estimativa
global é de que 333 milhões de novos casos de DST curáveis surjam a
cada ano. Pesquisas recentes evidenciaram que as doenças sexualmente
transmissíveis contribuem de forma relevante para a disseminação do
HIV/aids (a presença de uma úlcera genital aumenta em até 18 vezes o
risco de infecção pelo HIV) A avaliação do atendimento às DST nas
unidades básicas de saúde é necessário para o monitoramento e
aprimoramento das ações de saúde do município.
Objetivo: Avaliação do atendimento às DST nas 23 unidades básicas
de saúde da cidade de Santos-SP.
Metodologia: Questionário auto-aplicado num período de 45 dias. Foram
realizadas 35 entrevistas entre os profissionais que atuam na atendimento,
em sua maioria enfermeiros e médicos que passaram por treinamento
em Abordagem Sindrômica em DST. Os entrevistados foram abordados
sem que em nenhum momento houvesse indução às suas respostas.
Essas entrevistas não foram agendadas para que se pudesse obter
respostas o mais fidedignas possíveis. O questionário avaliou itens como
número de profissionais treinados, medicação, notificação, distribuição
de preservativos, recepção e tempo de demora na atendimento.
Principais Resultados: Observou-se que 100% das unidades básicas
possuem profissionais treinados para o atendimento às DST, sendo que
apesar de entenderem a importância do atendimento imediato, 74% não
possuem horários reservados para este tipo de atendimento; 90% dos
primeiros contatos são realizados pela recepção; 70% referem que o
aconselhamento é feito durante a consulta pelos médicos e/ou enfermeiros
e apenas 47% das unidades distribuem preservativos na consulta médica.
40% das unidades realizam busca do parceiro através do paciente, o que
não significa que de fato o parceiro tenha sido medicado. Em 100% das
Unidades constatou-se que os medicamentos destinados às DST são
utilizados em outras patologias, até porque são antibióticos comuns à
outros programas desenvolvidos pelas unidades básicas.
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396
Conclusão: Apenas realizar treinamentos em abordagem sindrômica
aos profissionais de saúde das unidades básicas não é o suficiente para
garantir o atendimento global às DST . Há necessidade de se investir
mais nos profissionais de nível médio e na supervisão continuada deste
trabalho, proporcionando oportunidades para discussão de casos, e
retornos dos dados coletados.
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Uso do Preservativo entre Casais Portadores ou
não do HIV
Autor(es): Marli Teresinha Gimeniz Galvão - Universidade Estadual
Paulista - UNESP
Co-autores: Ana Tereza de Abreu Ramos Cerqueira, Lenice Rosário de
Souza Maria de Lourdes M. da Silva Ferreira
Apresentador: Marli Teresinha Gimeniz Galvão
Contato com o autor: [email protected]
Problema: Dada a importância de serem desenvolvidas e ampliadas as
ações preventivas com relação ao HIV e aids, e sendo o uso do
preservativo masculino nas relações sexuais uma das formas para o
sexo seguro entre as pessoas, e, em especial entre os pacientes e/ou com
sorologia positiva para o HIV, e considerando ainda que em estudo
anterior, realizado no Ambulatório Especial da Disciplina de MI do
Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu - UNESP,
identificou-se que 25%dos pacientes doentes ou soropositivo não
usavam preservativo masculino.
Descrição do Projeto: Este estudo teve por objetivo obter e analisar
relatos verbais de razões atribuidas para o não uso do preservativo.
Foram entrevistados 14 pacientes (sete homens e sete mulheres), com
idade de 23 a 30 anos. Destes, 78% apresentavam escolaridade
equivalente ao primeiro grau incompleto, 50% referiam tempo de
convívio com o companheiro (a) de um período maior ou igual a seis
anos, a via de contato heterossexual foi a principal forma de contágio
referida por 67% dos pacientes e quanto ao estágio evolutivo, 58%
apresentavam a doença aids. Dos pacientes estudados, dois homens eram
soronegativos e com tempo de convivência de dois e seis anos, tendo
suas companheiras HIV+, e não fazendo uso consistente do preservativo
masculino em suas realções sexuais. Foram utilizadas como roteiro
para a entrevista semi-estruturada, cinco questões norteadoras
direcionadas ao homem e mulher portadores do HIV e/ou homem e
mulher sadios.
Principais Resultados: A análise dos relatos, que foram categorizados,
permitiu verificar que apenas um dos homens relatou uso esporádico do
preservativo, os demais referiram nunca usá-lo. As razões expressadas
para não fazê-lo referiam-se a: uso incomôdo, não ser próprio para
“machos”, diminuição do prazer, sendo um dos pacientes soronegativo
não acreditar que pudesse ser contaminado pela companheira soropositiva,
Poster
398
além de razões localizadas nas parcerias como: não aceitação por parte
das mesmas, as parcerias de (um dos solteiros, HIV+) não acreditarem
que o mesmo fosse portador. Entre as mulheres, constatou-se que todas
atribuem o não uso à resitência dos companheiros em fazê-lo, o que as
leva a aceitar essa imposição por medo de perdê-los, uma delas referiu
desconhecer a possibilidade de reinfecção (ela era esterelizada, e tanto
ela como o companheiro eram portadores do HIV), apenas uma das
mulheres referiu que ele não gostava do preservativo, pelo incomodo
causado. Todos, homens e mulheres, com exceção de um casal, pelo
incomodo causado. Todos, homens e mulheres, com exceção de um casal,
reataram ter conhecimento das complicações pelo não uso.
Conclusões: Esses dados apontam a necessidade de se intensificar
um trabalho não apenas informativo, mas que vise mudanças de atitude
com relação aos papéis sexuais, a visão do sexo, de forma especial com
pacientes doentes ou portadores de HIV de ambos os sexos,
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Perfil dos Pacientes Atendidos no Ambulatório
de DST do Hospital Materno-Infantil Presidente
Vargas de Porto Alegre
Autor(es): Mauro Cunha Ramos - Hospital Materno-Infantil Presidente
Vargas de Porto Alegre - RS
Co-autores: Cesar AF Rathke; Elisa G Trez; Jaqueline VB Silva;
Jussara Vidal; Lucia C Marques; Mariane Rehn.
Apresentador: Mauro Cunha Ramos
Contato com o autor: [email protected]
Problema: As doenças sexualmente transmissíveis (DST) são um grave
problema de saúde pública, causadoras de morbidade e mortalidade,
afetam a capacidade reprodutiva e a saúde de conceptos e lactentes. As
DST virais são potencialmente incuráveis e associadas a neoplasias
malignas. Constituem risco aumentado para a infecção pelo HIV (tanto
pelo aumento da infectividade decorrente das lesões, quanto por serem
um marcador comportamental da exposição). Estão entre as principais
causas de consulta.
Descrição do Projeto: O trabalho visa a mostrar o funcionamento de
um ambulatório especializado na área e o perfil dos pacientes atendidos,
além de salientar a importância do diagnóstico e tratamento corretos e
imediato das DST. Foi realizado um estudo transversal retrospectivo,
no período de março a agosto de 1999, abrangendo pacientes atendidos
no ambulatório de DST/aids do HMIPV. Os dados foram obtidos de
uma ficha clínica preenchida na primeira consulta, a qual reúne
informações socioeconômicas, história sexual, quadro clínico, exames
laboratoriais, diagnósticos prováveis e/ou definitivos e tratamento
prescrito. Os dados foram armazenados e analisados em banco de dados
do programa Epi-Info 6.04B.
Principais Resultados: Do total de pacientes, 131/196 (66,84%) eram
do sexo feminino. Cento e quarenta (79,1%) eram brancos. A faixa
etária predominante foi a de 21-30 anos (40,23%), seguida pela de 1120 anos (22,98%) e pela de 31-40 anos (20,69%). A maioria dos
encaminhamentos (53/84 - 63,1%) foi interna (60% da ginecologia),
enquanto que 22,6% foram consultas espontâneas. Quarenta e oito
pacientes tinham história prévia de DST, sendo 16 (33,3%, ou 7,6% do
total) casos de gonorréia, e onze (22,92% - 5,2% do total) de condiloma.
Apenas 13 pacientes (6,2%) usavam preservativo sempre com os
parceiros atuais, e somente 34 (16,3%) utilizaram sempre com outros
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400
parceiros. Os diagnósticos mais freqüentes foram: infecção pelo HPV
em 39 (25,5%), pelo HIV em 16 (10,74%), vaginose bacteriana em 13
(8,7%) e sífilis (somadas todas as formas) em 13 (8,7%).Sabe-se que
as mulheres são mais suscetíveis à todas as formas) em 13 (8,7%).
Conclusões: Sabe-se que as mulheres são mais suscetíveis à infecção,
além de desenvolverem mais amiúde e intensamente complicações. A
utilização de preservativos ainda está muito abaixo do desejado, a
despeito das muitas campanhas feitas nesse sentido. Na amostra houve
predominância de casos de HPV e HIV. Os dados não podem ser
extrapolados para a população geral, por se tratar de uma amostra
proveniente de um ambulatório especializado. Será mostrado fluxograma
das rotinas adotadas.
Poster
401
Ocor rência
de
Doenças
Sexualmente
Transmissíveis no Setor de DST da Universidade
Federal Fluminense no Período Pré e Pós-Carnaval
Autor(es): Mauro Romero Leal Passos - Setor de Doenças Sexualmente
Transmissíveis - UFF
Co-autores: Acceta, A.C; Afonso, E.O; Barros, D.S; De Angelis, F;
Dias, A.S; Guedes, A.S; Guimarães, C.S; Lima, L.L; Paula, G.M;
Pinheiro, V.M.S; Robichez, C; Stadnick, C.M.P.
Apresentador: Mauro Romero Leal Passos
Contato com o autor: [email protected]
Problema: Festas com características “carnavalescas” podem ser
encontradas entre os diversos povos e épocas - entre os hebreus bíblicos,
nas festas gregas e romanas e na Idade Média. Essa festa até hoje traz
um traço de pecado e libertinagem, mantendo o seu espírito pagão,
irreverente e contagiante. Acredita-se que a liberdade de comportamento
expõe a população a situações de maior ricos de infecção de DST/aids.
Descrição do Projeto: Verificar a correlação entre o carnaval e um
possível aumento da freqüência das DST no Setor DST/UFF. Estudo
retrospectivo de 2.000 prontuários de pacientes que procuraram o Setor
30 dias antes e 30 dias depois do carnaval, nos últimos 5 anos (19941998). A partir daí, selecionou-se os prontuários de pacientes que
obtiveram, pela primeira vez, diagnóstico clínico e/ou laboratorial de
DST. obtiveram, pela primeira vez, diagnóstico clínico e/ou laboratorial
de DST. Analisou-se uma possível alteração na freqüência destas doenças
e o perfil (sexo, idade, procedência) desta clientela. Para analisar a
significância dos dados obitidos, submetemos os resultados ao teste
não-paramétrico Qui quadrado (x2).
Principais Resultados: Dos 1.005 prontuários selecionados, 52%
correspondem ao período de 30 dias antes do carnaval e 48% a 30 dias
após o carnaval. A predominância foi do sexo feminino, com 64% do
total. A procedência maior foi do munícipio de Niterói (42%) e São
Gonçalo (34%). A faixa etária de maior freqüência foi de 20 a 29 anos
(40%) e 30 a 39 anos (23%). As DST mais freqüentes foram: cérvicocolpite de etiologia não esclarecida (25%), condiloma acuminado (22%),
vaginose bacteriana (14%), sífilis(12%).
Conclusões: Verificou-se, após a aplicação do teste Qui quadrado (x2),
que não houve correlação entre o carnaval e o aumento da ocorrência
de DST nos últimos 5 anos, no intervalo de 30 dias antes e 30 dias
depois do carnaval.
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402
Avaliação de Capacitações: Subsídios para Refletir
a Prática do Treinar
Autor(es): Milena Baltrunas Prado De Mello - Programa Estadual DST/
AIDS-SP
Co-autores: Dreyf Assis Gonçalves; Júlio César Barroso Pacca Programa Estadual DST/AIDS-SP- SES-SP; Maria do Carmo Sales
Monteiro e Renato Barboza.
Apresentador: Milena Baltrunas Prado De Mello
Contato com o autor: [email protected]
Problema: Há grande investimento técnico-financeiro na capacitação
de recursos humanos (RH) para implantação/implementação de serviços
de prevenção, assistência e epidemiologia, objetivando também a
descentralização e multiplicação dos treinamentos. Para tanto, é
necessário saber como o treinando aplica os conhecimentos e práticas
adquiridos, subsidiando a definição de prioridades e diretrizes no
desenvolvimento de RH.
Descrição do Projeto: Aplicação de instrumento de avaliação póstreinamento para 200 profissionais sorteados aleatoriamente de um total
de 1000 profissionais do banco de dados. Estes receberam questionário
contendo 8 questões fechadas, por correio postal.
Principais Resultados: 96,7%continuavam na mesma instituição 59,1%dos
que disseram que o curso não aumentou o conhecimento, não repassaram a
informação 61,3%dos que disseram que o curso melhorou a prática,
repassaram a informação 50%repassaram as informações adquiridas e
destes: 51,7% através de reuniões técnicas; 48,3% repassando materiais e
37,9% através de treinamentos 34,25é a média de pessoas atingidas pelos
multiplicadores formados 54,12é a média de pessoas atingidas pelos
multiplicadores formados em ações de prevenção 69,2%dos profissionais
que repassaram informação fizeram treinamentos de prevenção.
Conclusões: Treinamentos na área de prevenção tendem a gerar maior
multiplicação e cobertura, levando-nos a inferir que a metodologia
utilizada e/ou perfil dos treinandos revelou-se mais adequado. Estudos
de investigação sobre estas variáveis devem ser realizados. Treinandos
que referiram contribuição na prática profissional multiplicam mais as
ações, apontando para necessidade de planejamento e metodologias que
incorporem a problematização de práticas, não somente transmissão de
informações. É fundamental avaliações continuadas que garantam as
diretrizes estabelecidas e otimizem os recursos investidos.
Poster
403
Fantasias de Gravidez e Características
Psicossociais de Mulheres no Binômio gestação/
HIV+
Autor(es): Mirian Weber Coas-Paulo Bonfim - PMPA/SMS
Apresentador: Mirian Weber
Contato com o autor: (51)212 4859
Problema: O primeiro caso de aids entre mulheres no país foi notificado
em 1983, quando a razão homem/mulher era 40/1. Em 1994, esta razão
chegou a 3/1, mantendo-se até o presente considerando todas as regiões,
chegando a razões de 2/1 em regiões de maior incidência como Porto
Alegre, por exemplo. O interesse pela temática aparece não somente em
função do quadro epidemiológico grave que se delineia, e a pouca pesquisa
acadêmica relacionada ao fato. Mas também, porque no COAS têm
chamado atenção de forma preocupante o grande número de mulheres
gestantes que ao fazer o pré-natal descobrem sua soropositividade.
Atualmente está normatizado pela Secretaria de Saúde do município de
Porto Alegre, o anti-HIV como exame de rotina no pré-natal.
Descrição do Projeto: Para realização deste trabalho foi utilizada
metodologia qualitativa de cunho exploratório, com pesquisa-ação, onde
foram realizadas entrevistas semi-dirigidas, gravadas e relatadas, entre
gestantes em atendimento no COAS. Foram também aplicadas duas
lâminas (2 e 7) do TAT (Teste de Apercepção Temático).
Principais Resultados: Para análise dos dados foi realizada análise de
conteúdo, na qual foi possível observar a presença de categorias do tipo:
preocupação com o estado que o bebê vai nascer, preocupações
relacionadas a amamentação, medo da morte e de morrer, medo de
adoecer, interrupção da gestação, preocupação com medicamentos e
medo da falta de capacidade de cuidar desta criança.
Conclusões: Como resultado desta pesquisa ficaram como sugestões
para o atendimento de gestantes com HIV, no serviço de saúde, a
observação das seguintes questões: · não só ouvir, mas orientar a gestante
sobre o processo pelo qual está passando; · fornecer informações sobre
o processo gestacional em si; · fornecer informações sobre HIV (o que
é vírus, como se desenvolve no organismo, etc); · informações e
orientação sobre o uso de terapias anti-retrovirais; · que o serviço de
saúde possa dar segurança mínima sobre local de referência para parto,
disponibilidade do AZT injetável e o xarope pediátrico; · testagem
disponibilizada para o bebê em menor tempo possível (PCR); · formação
de grupo de gestantes; · informações sobre amamentação.
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404
Avaliação Distribuição de Preservativos Masculinos
no CTA. O que faz o Usuário Quando não há
Preservativos?
Autor(es): Mirna Dib Minelli - Unidade de Infectologia Hospital Dia
Willian Rocha
Co-autores: A.O. Silva; E.L.N.Silva; E.M.G.Fonseca; G.M. Silva;
Reis.M.A.B.
Apresentador: Mirna Dib Minelli
Contato com o autor: [email protected]
Problema: Diante do aumento da demanda de usuários assíduos para a
aquisição de preservativos masculinos no CTA/Guarujá(SP), tornou-se
necessário investigar os elementos motivadores da aceitabilidade de
preservativo, bem como estabelecer critérios para a fixação de uma cota
mensal por usuário, avaliando sua conduta quando há falta do mesmo.
Descrição do Projeto: Elaboração e aplicação de questionário junto ao
usuários, que retiram mensalmente uma cota fixa de preservativos
masculinos, com a finalidade de investigar o nível socioeconômico,
conhecimento de práticas de prevenção, quanto da falta de preservativos,
para continuidade ao fornecimento pelo critério socioeconômico. A
partir da avaliação qualitativa e quantitativa fazer a reflexão sobre
possíveis alterações no direcionamento do aconselhamento e adequação
do número de preservativos retirados por indivíduos mensalmente.
Principais Resultados: Os resultados parciais de 65 usuários,
demonstram a predominância pertencentes a população de baixa renda
; 80% da renda mensal é de 1 a 3 salários mínimos por mês, 37,56%
desconhecem outros hábitos de sexo seguro, 18,46% continuam com a
relação Sexual se houver falta de preservativos no momento do encontro.
Conclusões: É necessário repensar a distribuição dos preservativos
masculinos no CTA, desenvolvendo critérios adequados à realidade da
demanda do CTA, bem como ampliar a sensibilização sobre a práticas
de preventivas, para além do uso do preservativos, visto que os períodos
de falta dos mesmos são constantes dentro do serviço devido a vários
fatores. Apesar desta pesquisa estar no início e apresentar um número
pequeno de entrevistados, podemos concluir até agora, que em média
20% dos usuários assíduos no recebimento de preservativos, parece
que tornam-se vulneráveis as DST/aids, quando este falta no serviço
que lhes fornecem, demonstrando a necessidade da sustentabilidade e
continuidade deste fornecimento a esta população.
Poster
405
Casas Noturnas II
Autor(es): Mirna Dib Minelli - Unidade de Infectologia Hospital Dia
Willian Rocha
Co-autores: A.O. Silva; E.L.N.Silva; E.M.G.Fonseca; G.M. Silva
Reis.M.A.B.
Apresentador: Mirna Dib Minelli
Contato com o autor: [email protected]
Problema: Refletir sobre as condições favoráveis para a contaminação
das DST/ aids, encontradas na situação da descontração noturna (bares,
boites, botecos, quiosques, quermesses, entre outros), originou a
elaboração de um projeto para a implantação de um programa de
prevenção nos bares noturnos dos bairros populares de Guarujá.
Descrição do Projeto: Reconhecer geograficamente pontos estratégicos
de atuação, Investigação através de questionários, sobre o conhecimento,
o comportamento preventivo e acesso aos recursos/serviços referentes
às DST/aids, Orientação e esclarecimentos sobre práticas preventivas,
para as DST/aids, através de folders, cartazes e preservativos masculinos,
divulgação do Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA),
Implantação e manutenção do Programa através da parceria com os
donos de casas noturnas e da criação de projeto-lei que autorize a venda
de preservativos nesses estabelecimentos comerciais.
Principais Resultados: Das 127 pessoas entrevistadas, destacam-se os
seguintes dados: Homens 68,5%, Mulheres 31,5%. A faixa etária média
é de 25 anos para homens e 27 para mulheres, estado civil 81,96% para
homens solteiros e 67,5 mulheres solteiras,. Destacaram-se a prevalência
de 22,5 mulheres casadas em relação aos 6,8% de homens casados,
37,79% possuem 2° grau completo, 71,65 desconhecem as DST, 38,42
sabem o que é aids, 94,48% afirmam Ter alguma forma de prevenção
às DST/aids, 67,72% usa camisinha em todas as relações sexuais e
24,41% tem apenas um parceiro, 59% sabem onde realizar exames AntiHIV gratuitos, 77,17% desconhecem a existência do CTA, 63,78% não
realizaram exames para a aids e 74,8% não realizaram exames para
sífilis, 48% tiveram apenas um parceiro no último ano e 32,28% tiveram
de 2 a 4 parceiros, 49,61% não compra freqüentemente preservativos e
41,73 compram preservativos com freqüência, 31,5% acham que o
preservativo tira o prazer ou quebra o clima e 11,81 confiam no parceiro
e não utilizam preservativo, 34,65% não responderam.
Conclusão: As informações relacionadas ao uso do preservativo
Poster
406
masculino indicam uma dissociação entre hábitos (94,48) de prevenção,
utilização de preservativos 67,12% e compra de preservativos 41,73%.
O desconhecimento sobre a existência do CTA e o baixo número de
pessoas que realizaram exames de sífilis/aids, reforçam a necessidade
de manter um programa de divulgação divulgação sobre o CTA e de
orientação sobre DST/aids.
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407
Encontrando com Adolescentes: uma Experiência
Comunitária, Multi-Setorial
Autor(es): Mônica Bara Maia
Co-autores: Cremilda Luiza de Almeida e Maria do Perpétuo Socorro
Apresentador: Mônica Bara Maia
Contato com o autor: Rua Itacolmito, 83 Santa Tereza, Belo Horizonte
- MG 31015-100
Resumo: O problema em destaque é o avanço da epidemia de aids em
população jovem de um bairro de BH, que detém os maiores índices de
HIV/aids do município. Esta atividade está inserida no Projeto “Saúde,
adolescência e cidadania”, implementado pelo MUSA (Mulher e Saúde),
com recursos provenientes do Ministério da Saúde – CN-DST/AIDS e
Cooperação Internacional.O trabalho procura descrever e analisar a
imprtância da participação e responsabilidades de diferentes setores,
governamentais e não governamentais, na implementação de projetos
de intervenção social em comunidades com população em estado de
pobreza, buscando contribuir para a redução dos índices de morbimortalidade por HIV/aids. Destaca o desempenho e os resultados obtidos
por uma atividade com 40 adolescentes e adultos jovens, realizada junto
a diversos segmentos comunitários - escolas, serviço de saúde, serviços
socioculturais, representantes de diversos grupos comunitários - durante
os processos de planejamento, execução, avaliação e reprogramação de
novas atividades.Desconsiderando as conseqüências mais óbvias que a
infecção pelo HIV pode trazer para a saúde dos jovens (e para qualquer
outra população), como perda da capacidade física e/ou mental, perda
de oportunidades sociais e perda da própria vida, o trabalho focaliza o
desenvolvimento das relações sociais/afetivas, a construção da cidadania
e o fortalecimento da democracia, como fatores indispensáveis para
prevenção e redução de morbi-mortalidades por causas evitáveis,
incluindo DST/aids.Com o Projeto em andamento, podem ser destacados
como resultados parciais: (1) crescimento do trabalho com parceiros,
desenvolvendo capacidades científicas, técnicas e políticas
simultaneamente; (2) repercussão do trabalho na comunidade, medida
através das solicitações permanentes de ingresso no Projeto; (3) a valiosa
contribuição voluntária de serviços de lideranças comunitárias; (4) a
identificação de 40 adolescentes com potencial de liderança para assumir
tarefas de promoção da saúde junto à sua comunidade.
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408
Preservativo Feminino: Ampliando as Opções em
Saúde Reprodutiva
Autor(es): Mônica Chicrala - Bemfam - Sociedade Civil Bem Estar
Familiar no Brasil
Co-autores: Bernardes, M.; Bezerra, D.; Costa, Ney Francisco Pinto;
Tavares, S.
Apresentador: Mônica Chicrala
Contato com o autor: [email protected]
Problema: Avaliar o resultado de um programa de treinamento para uso correto
do preservativo feminino entre clientes das Clínicas de Saúde Reprodutiva
da BEMFAM nos estados do Rio de Janeiro, Maranhão e Ceará.
Descrição do Projeto: Como parte de uma estratégia para ampliar as
opções anticoncepcionais e a prevenção de doenças sexualmente
transmissíveis, a BEMFAM iniciou um projeto para avaliar o uso do
preservativo feminino entre clientes de suas Clínicas de Saúde
Reprodutiva nos Estados do Rio de Janeiro, Ceará e Maranhão. As
clientes interessadas no método passaram por um programa de
treinamento que incluiu atividades educativas em grupo, orientação
individual, treinamento em manequim e auto-aplicação do preservativo,
além de receberem informações por escrito sobre o método. Cada cliente
recebeu 8 preservativos, e um mês após foram entrevistadas, para
avaliação de problemas relacionados à técnica de uso do método e a
ocorrência de mudanças no relacionamento sexual. Os dados obtidos
foram analisados através do programa EPI-INFO versão 6.
Principais Resultados: Nos meses de maio a julho de 1999, 68 clientes
participaram do treinamento e retornaram para a entrevista, sendo 37
no Rio de Janeiro, 15 no Ceará e 16 no Maranhão. O perfil das clientes
não variou entre as clínicas: 31(45,5%) tinham entre 25 e 34 anos, e 16
(23,5%) entre 18 e 24 anos; 16 (23,5%) tinham completado o ensino
fundamental, 30 (44,1%) o ensino médio e 11 (16%) o nível superior.
No Maranhão e no Ceará, 67% e 73%, respectivamente, eram unidas,
enquanto no Rio de Janeiro este percentual foi 40%. O número total de
preservativos utilizados pelas clientes foi 395, sendo 6 a média. As
informações recebidas foram consideradas claras e suficientes por 66
clientes(97%), e a colocação do preservativo foi fácil para 64 clientes
(94%). Os principais problemas apresentados foram: o anel externo
deslocou-se para o interior da vagina de 7 clientes no Rio de Janeiro
(19%) e 6 no Maranhão (37%), sendo em todos os casos episódio único;
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409
o preservativo rompeu em 1 caso. Foram descritas mudanças no
relacionamento sexual por 46 clientes (68%): aumento da excitação e
maior facilidade para o orgasmo no Rio de Janeiro e Maranhão (acima
de 70%), sendo estes percentuais entre 11 e 22% no Ceará (p<0,05).
Mais de 70% dos parceiros das clientes no Rio de Janeiro e no Maranhão
Mais de 70% dos parceiros das clientes no Rio de Janeiro e no Maranhão
declaram aumento da excitação e maior facilidade para orgasmo, e 100%
dos que apontaram mudanças nos dois Estados relataram melhora do
nível de comunicação entre os parceiros.
Conclusões: O programa de treinamento mostrou-se efetivo, tendo
em vista a opinião das clientes sobre as informações recebidas, o
baixo percentual de problemas quanto às técnicas de utilização
apresentados e as mudanças positivas ocorridas no relacionamento
sexual das clientes e seus parceiros.
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410
Perfil Epidemiológico da Sífilis Congênita no Estado
de Santa Catarina
Autor(es): Nadmari Celi Grimes - Secretaria de Estado da Saúde - SC
Co-autores: Humberto Moreira
Apresentador: Nadmari Celi Grimes
Contato com o autor: [email protected]
Resumo: Este trabalho propôs-se a aferir o perfil epidemiológico da
sífilis congênita no Estado de Santa Catarina, proporcionando
informações a fim de monitorar, prevenir e controlar a doença. A coleta
de dados foi realizada com a busca dos casos notificados no banco de
dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação ( SINAN ),
do Programa Estadual de Doença Sexualmente Transmissíveis e Aids,
no período de 1993 a 1998. Na amostra do referido estudo foram
utilizados 59 casos, e tendo como instrumento a ficha individual de
investigação específica para sífilis congênita padronizada pelo Sistema
Único de Saúde - Ministério da Saúde - Coordenação Nacional DST/
AIDS (SUS - MS - DST/Aids). Como forma de análise dos dados obtidos,
baseou-se no Sistema de Processamento de Dados Estatísticos Para a
Epidemiologia (EPI - INFO) e nos coeficientes de incidência e
prevalência. Após esta etapa, realizou-se a discussão dos resultados,
apresentados em forma de gráficos. Como resultado obtido dos 59 casos
estudados, a prevalência de 1993 a 1998 foi 0,62 para 1.000 recémnascidos; na distribuição dos casos por Regional de Saúde, três não
notificaram nenhum caso; segundo zona de residência 83,1% residem
na zona urbana e 11,9% na zona rural; referente a idade da gestante
27,11% < 19anos, 37,3% 20 - 25 anos, 42% 26 - 30 anos; a nível de
escolaridade correspondem a 88,13% com o 1º grau, 6,8% são
analfabetas, 1,69% têm o 2º grau e 1,9% têm formação universitária; a
ocupação/profissão mais freqüente (79,7%) foi a de dona de casa;
referente a quantidade de parceiro sexual 93,2% referiu ter um somente
e 6,8% tiveram vários; segundo pré-natal 67,8% fizeram e 32,2% não
fizeram, tendo como principais causas alegadas de não realizá-lo: 36,1%
desconhece o serviço e 36,1% não o acha importante; das gestantes
tratadas (89,8%), 24,5% foi tratamento inadequado, a maioria dos
parceiros não foram tratados. O parto pré-termo (67,8%) foi uma das
conseqüências da sífilis mais freqüente; a faixa etária das crianças em
que ocorreram as notificações, foi entre seis meses a um ano (35,58%).
Segundo sintomatologia, 59,33% foram assintomáticos e 40,67%
Poster
411
sintomáticos e destes 31,98% apresentaram hepatomegalia e 18,84%
lesões cutâneas; realizaram exame laboratorial 79,66%; fizeram
radiografia de ossos longos 89,83% e exame de líquor 81,35%; fizeram
tratamento penicilínico 61,15% e 18,6% não foram tratados; o
diagnóstico final corresponde a 81,4% dos casos com sífilis congênita
recente. Concluiu-se que a sífilis congênita requer atenção urgente em
função dos dados aqui apresentados e também o comprometimento dos
gestores institucionais, bem como dos profissionais de saúde. É necessário
portanto, a realização de um planejamento estratégico para que as ações
preventivas assistênciais sejam mais eficientes. Somente através da união
de esforços é possível amenizar este problema e controlar o avanço da
doença no Estado.
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412
Prevenção às DST/Aids na 3ª Idade
Autor(es): Neide Emy Kurokawa e Silva - Prefeitura do Município de
São Paulo - Centro de Referência DST/Aids Santana
Co-autores: Luzia Aparecida Oliveira Marcia de Lima Freitas
Apresentador: Neide Emy Kurokawa e Silva
Contato com o autor: [email protected]
Problema: O Centro de Referência DST/aids Santana vem
desenvolvendo atividades para prevenção às DST/aids em diferentes
espaços. Um público, em especial, embora minoritário, chamava-nos a
atenção: as pessoas idosas. Essas pessoas pareciam não ver muito sentido
em discutir prevenção, nessa faixa etária. Surgiu, então, o questionamento
sobre a pertinência ou não, de discutir a sexualidade, o corpo e a
prevenção às DST/aids, junto a um público que, segundo o mesmo, não
estaria em situações de risco, considerando a freqüência de práticas
sexuais e a negação de uso de drogas injetáveis. A partir de uma demanda
para desenvolver uma oficina de prevenção às DST/aids, para um grupo
de 3ª idade, de um Centro Comunitário no Município de São Paulo, na
região norte da cidade, desenvolvemos algumas atividades para
identificar elementos que justifiquem ou não a pertinência de discutir o
tema junto a este público.
Descrição do Projeto: Foi realizada uma oficina com duração de 3 horas,
para um público de 35 participantes, composto somente por mulheres.
Após o levantamento sobre o perfil dos participantes, através de enquete,
foi realizada uma atividade para conhecer a percepção dos mesmos
sobre a aids e a sexualidade, na interface com a 3ª idade. Nesta, o grupo
manifestava a concordância, a discordância ou dúvida, diante de frases
que abordavam estes temas. Na seqüência, foi feito um painel integrado,
com temas sobre aids, formas de transmissão e prevenção. Por fim,
propôs-se uma oficina de negociação e uso do preservativo, utilizandose do recurso da dramatização.
Principais Resultados: A mediana de idade das participantes, foi de 60
anos, cuja atividade principal atual é a de prendas domésticas. Ao serem
solicitadas a relatarem o que gostam de fazer, referem o cuidar da casa
e a realização de trabalhos artesanais, como costura, tricô e crochê.
Das 35 participantes, 14 têm parceiros formais ou informais atualmente;
33 têm filhos, dos quais 94% com mais de 20 anos de idade; 28 têm
netos distribuídos em todas as faixas etárias. 50% das participantes
referem conversar sobre sexualidade com os filhos e netosHá
Poster
413
concordância sobre o uso do preservativo e a preocupação sobre a aids
como temas pertinentes às pessoas da 3ª idade. As questões sobre
sexualidade na 3ª idade foram controversas: houve polêmica sobre o
desejo nessa idade; sobre a existência de um limite de idade em que as
relações sexuais seriam ¨aceitáveis¨; sobre o namoro após a viuvez;
sobre as diferenças entre o desejo no homem e na mulher. Dentre as
mulheres que têm parceiros, foi referida a dificuldade de negociação do
preservativo, considerando que as mesmas não poderiam utilizar o
argumento da contracepção, por estarem na menopausa, bem como a
dificuldade de inserir essa prática, nunca utilizada anteriormente.
Conclusões: Este trabalho preliminar sugere a pertinência de ações de
prevenção às DST/aids junto ao público da 3ª idade. A dificuldade de discutir
e vivenciar as suas sexualidades, pautadas em padrões culturais, tanto para
o idoso como de gênero, coloca-os em situação de vulnerabilidade. Por
outro lado, estas mulheres, nas suas situação de vulnerabilidade. Por outro
lado, estas mulheres, nas suas inserções em outros espaços comunitários e
junto aos próprios filhos e netos, são potencialmente agentes multiplicadores
de discussões sobre a prevenção às DST/aids.
Poster
414
A Construção do Arco-íris na Cidade de Santos
Autor(es): Neide Gravato da Silva - Programa Municipal de DST/Aids
Co-autores: Alcino Golegã; Clóvis Duarte; Eduardo Silva; Maurício
Rebouças; Norman Hearst; Regina Lacerda; Ricardo Cruz; Ron Stall
Apresentador: Neide Gravato da Silva
Contato com o autor: [email protected]
Problema: Apesar da importância da população de homens que fazem sexo
com outros homens dentro do quadro epidemiológico da transmissão do
HIV na cidade de Santos, onde cerca de 38 % dos matriculados no SAE, se
infectaram por essa via, nenhum projeto específico de prevenção para esse
segmento foi desenvolvido até o presente ano. A dificuldade de acessar e
tal invisibilidade na cidade constituiu-se em um dos principais obstáculos.
Metodologia: A partir de 1998, iniciou-se um processo de discussão e
elaboração de uma proposta para reverter essa situação . A reunião de
algumas lideranças reconhecidas entre HSH foi o primeiro passo, para
que num processo de snow ball, pudéssemos iniciar um projeto de
conhecimento dessa população. Através da realização de grupos focais,
o conhecimento da realidade, dos hábitos, dos pontos de encontro, das
necessidades vem sendo revelados , e a partir desses resultados estaremos
definindo formas de abordagem e idealizando material educativo, tendo
em vista a prevenção às DST/aids.
Principais Resultados: Após a realização dos primeiros grupos, observase que os HSH não têm espaço na cidade, tendo que se deslocar para os
municípios vizinhos para encontrar um espaço adequado de diversão e
encontro. Outra forma de reunião é a casa de amigos, sempre de forma
velada buscando no encontro com os pares a força para assumir sua nova
orientação de vida. Nesses grupos têm-se observado que a descoberta do
desejo sexual começa muito cedo, ainda na adolescência e não encontram
nenhum apoio para expressar sua dúvidas e receios. A formação de grupos
fechados e ocultos favorecem a transmissão do vírus. Uma vez que
observou-se que a prevenção não é um assunto frequente nas reuniões,
eles se limitam a conversar sobre os conhecidos que se infectaram.
Conclusão: Com base nos dados preliminares percebe-se a necessidade
de se propiciar um espaço para discussão e a necessidade de dar
visibilidade trabalhando-se na cidade de uma forma geral a aceitação
dos HSH. Proposta de atuação que principalmente privilegie os direitos
de cidadania e de expressão: um projeto específico de prevenção às
DST/aids deverá ser desenvolvido, sendo mais um facilitador da
construção do arco íris na cidade de Santos.
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415
Redução de Danos como Política de Saúde Pública
Autor(es): Neide Gravato da Silva - Programa Municipal de DST/
Aids
Co-autores: Luciana Oliveira Villarinho Rodrigues
Apresentador: Neide Gravato da Silva
Contato com o autor: [email protected]
Problema: Desde 1989 Santos tenta desenvolver uma proposta de
redução de danos. Até 1997 ocorreram vários inícios e interrupções
legais com apreensões de materiais nos serviços de saúde e ONG.A
questão judicial só melhorou após março de 98 com aprovação da lei
do deputado Paulo Teixeira, a qual garantia a distribuição de seringas
por profissionais de saúde.
Descrição do Projeto: Através de uma parceria do programa municipal
e a ONG asppe desenvolveu-se o projeto de redução de danos (PRD),
realizando-se mapeamento, identificação e acesso dos usuários de drogas
aos serviços de saúde ,contatos face a face, distribuição de materiais
educativos e preservativos, além de equipamentos de drogadição segura.
Principais Resultados: Durante dois anos conseguiu-se acessar 220
usuários de crack, 150 usuários de cocaína, 240 usuários de outras drogas
e vincular 14 UDI além de encaminhar 75 usuários para serviços de saúde.
Conclusões: Apesar de todas as dificuldades, locais violentos,insalubres
e riscos de repressão policial, foi possível estabelecer vínculo em 20
locais e no momento que a equipe aumentava a possibilidade de acesso
junto a população alvo o financiamento terminou. Após 8 meses de
paralização das atividades, foi possível retomar o projeto com recursos
do POA. porém, devido as dificuldades policiais que este seguimento
enfrenta, teve-se uma grande dificuldade em acessar as pessoas
contatadas anteriormente, sendo necessário retomar a fase de
mapeamento e iniciar novos contatos.
Poster
416
Manual de Apoio ao Educador
Autor(es): Nelson Vitiello - SBRASH - Sociedade Brasileira de
Sexualidade Humana
Apresentador: Pedro Vitiello
Contato com o autor: [email protected]
Problema: A partir do Help Line- Sexualidade, serviço institucional do
tipo 0800, realizado pela Organon (laboratório farmacêutico que atua
na área de contraceptivos) de orientação para adolescentes em
sexualidade, foi identificada a dificuldade de alguns educadores na
obtenção de materiais de qualidade sobre o assunto.
Descrição do Projeto: Em parceria com a Sociedade Brasileira de
Sexualidade Humana (SBRASH) (entidade que reúne em todo o país
centenas de profissionais de áreas como psicologia, medicina, educação
e enfermagem) foi desenvolvido, então um material de nome MANUAL
DE APOIO AO EDUCADOR (MAE), que tem por objetivo esclarecer
as principais dúvidas destes profissionais, facilitando assim sua tarefa.
O livro aborda questões como prevenção às doenças sexualmente
transmissíveis, aborto, virgindade, homossexualidade e gravidez, além
de propor no final de cada capítulo dinâmicas com os adolescentes. O
material a ser distribuído gratuitamente para educadores é de autoria do
Dr. Nelson Vitiello, médico ginecologista, especialista reconhecido na
área de educação sexual, coordenador de um curso de pós-graduação
latu-sensu e presidente atual da entidade. A distribuição do material, a
se iniciar em outubro de 1999, é realizada mediante cadastro na própria
Organon, não havendo custo para o solicitante.
Principais Resultados: Tendo a distribuição se iniciado a partir do
início de outubro de 1999, não existem até a data de envio do resumo,
resultados já observáveis. Espera-se, todavia, que o projeto possa ter
boa aceitação por parte dos diversos educadores do país, não apenas
pela facilidade de acesso ao material, abrangendo a todo o território
nacional, como por sua qualidade e atualização.
Conclusões: Este projeto apresenta uma das possíveis soluções no
auxílio ao educador na tarefa de rever e aperfeiçoar suas práticas
pedagógicas. A partir da participação de capital privado em projetos
educacionais, é facilitado o acesso à informação de qualidade aos
profissionais da área, favorecendo assim melhores condições de ensino
e conseqüente qualidade de vida ao jovem brasileiro.
Poster
417
Associação Lar - uma Experiência de Auto-gestão
de uma Moradia Coletiva para Pessoas com
Sorologia Positiva para o HIV
Autor(es): Nivaldo Aguiar - Associação Liberdade com Amor e
Respeito a Vida
Co-autores: Elisabete Fernandes Cintra
Apresentador: Nivaldo Aguiar
Contato com o autor: [email protected]
Problema: A sobrevivência para os portadores do HIV, doentes de aids
e usuários de drogas em tratamento já é uma realidade, aqueles que
sobrevivem tendem a expressar atitudes positivas, assumindo um papel
mais ativo em relação a sua saúde e a sociedade e experimentam uma
grande variedade de estratégias de sobrevivência. A maioria esta
ativamente envolvida em atividades relacionadas à aids e as drogas, em
grupos de apoio e ONG com o apoio da sociedade.
Descrição do Projeto: A ASSOCIAÇÃO - LAR mantém em Osasco SP uma ONG que busca o auto-gerenciamento visando custo zero, mais
condizente com o desenho da sociedade contemporânea e as
necessidades estratégicas do país, além de devolver ao paciente o
exercício de sua cidadania, restituindo-lhe dignidade, consciência social
e a confiança de poder exercer livremente seus direitos acima dos
preceitos e do medo, estruturando-se através dos seguintes serviços: 1.
Criação e manutenção da infra-estrutura - 2. Triagem e cadastramento
dos assistidos - 3. Tratamento preliminar (fase de adaptação) - 4.
Assistência permanente (alimentação, higiene, medicações, terapia,
transporte) - 5. Assistência social: junto ao INSS, FGTS. - 6. Recuperação
social (treinamento, profissionalização).
Principais Resultados: Dentro dos padrões e critérios da legislação
que precedeu o Projeto de Lei 4690/98, que regulamenta o 3º setor, a
Associação LAR apesar do difícil acesso e do elevado custo operacional
conseguiu obter todos os títulos e certificados que viabilizaram o
credenciamento da entidade nos órgãos públicos propiciando condições
de melhora na qualidade de vida dos assistidos. Temos conseguido ainda,
que a Associação Lar seja totalmente auto-gerida, pois os residentes
são responsáveis pelas tarefas de coordenação, escritório, cozinha,
lavanderia, transporte, enfermagem e prestam voluntariamente os
seguintes serviços gratuitos à comunidade local: Comunidade
Terapêutica (tratamento de dependentes em álcool e drogas), Casa de
Poster
418
Apoio (portadores do HIV), Serviço Social Domiciliar, Serviço de Auxílio
à Sobrevivência (Redução de Danos, conforme o decreto estadual n.º
42.927/88 que regulamenta a Lei n.º 9.758/97, Serviço Educativo
(prevenção as DST/aids e ao uso e abuso de drogas), Banco de Dados e
a Assistência Judiciária.
Conclusões: Quando param de trabalhar e perdem a rotina da vida
profissional ou quando adoecem e não têm apoio familiar e comunitário,
os portadores de HIV e os usuários de drogas vivem sentimentos de
impotência e sofrem com a solidão. Com o engajamento dos portadores
de HIV e os usuários de drogas no trabalho voluntário, ganham as pessoas
e as comunidades, com a solução ou encaminhamento adequado de
problemas e situações críticas, ganha o poder público, que pode aumentar
os serviços básicos nas suas várias instâncias.
Poster
419
O Teatro como uma Resposta para Prevenção,
Terapia e Sustentabilidade da ONG
Autor(es): Nivaldo Aguiar - Associação Liberdade com Amor e
Respeito a Vida
Co-autores: Elisabete Fernandes Cintra
Apresentador: Marcos Paulo de Oliveira
Contato com o autor: [email protected]
Problema: A divulgação da Associação Lar bem como a prevenção das
DST/aids tem também como intenção a captação de recursos para
manutenção da ONG, procuramos oferecer uma programação de
palestras e campanhas mais técnicas e dirigidas para empresas em
sintonia com os Decretos Federais nº 3.195 de 10/08/88 e 3.257 de 22/
09/88, que regularizam o aproveitamento das SIPATs para a realização
de atividades preventivas da aids, em escolas e grupos interessados na
Prevenção de aids e Drogas. Na busca de linguagens adequadas para
atingirmos nossas metas, encontramos no teatro uma forma de expressão
eficaz, pois além de (funcionar como) proporcionar a terapia dos
assistidos pela Associação Lar, também facilita a atualização das
informações relativas a epidemia.
Descrição do Projeto: O Grupo de teatro ESPERANÇA MILENAR é
formado por internos da ASSOCIAÇÃO LAR, que tem a proposta, de
informar a população em geral, divulgar a entidade e os trabalhos pôr
ela realizados, bem como, captar recursos (financeiros e em espécie)
colaborando com o processo de sustentabilidade financeira da entidade.
Além disso, pretende mostrar a estas pessoas, que o fato de estarem em
recuperação do uso de drogas e infectados com o HIV, não os tornam
incapazes de desenvolver atividades como qualquer um outro cidadão.
Promovendo os ensaios do grupo dentro do espaço da entidade
procuramos motivar outros internos a realizarem, entre outras atividades,
a arte cênica, como forma de crescimento.
Resultados: Apresentações desde a sua criação:
Data: 29/10/98; Local: Sede da Associação Lar; Número de Pessoas
Presentes: 300; Data: 01/12/99; Local: Teatro Municipal de Osasco; Número
de Pessoas Presentes: 400; Data: 15/03/99; Local: Febract – Campinas;
Número de Pessoas Presentes: 40; Data: 02/04/99; Local: Pacto – Ribeirão
Pires; Número de Pessoas Presentes: 150; Data: 01/12/99; Local: Teatro
Municipal de Osasco (já incluso na programação da semana de prevenção
de 99) Captação de recursos financeiros e em espécie - através de campanhas
promovidas por iniciativa dos espectadores (na maioria estudantes).
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420
Conclusões: Aos olhos da sociedade encontramos uma forma de amor e
amizade, tornando o que nos rodeia concreto e visível aos nossos próprios
olhos. Deixando a nossa luta de ser solitária, passando a solidária, irmanada
na poesia e na arte, buscando a liberdade na diversidade, com sonhos
lúcidos acalentados de desejos de vida. Vida digna e justa.
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421
A Interiorização da Prevenção das DST/Aids no
Estado do Rio de Janeiro
Autor(es): Paulo Roberto Ferreira Machado - Pam Treze de Maio
Co-autores: José Ricardo Corrêa da Silva; Márcio Tadeu Ribeiro
Francisco; Yara Ajay Lima Pires
Apresentador: Paulo Roberto Ferreira Machado
Contato com o autor: [email protected]
Problema: Como atender à necessidade de informação sobre a prevenção
das DST/aids de comunidades carentes e distantes dos grandes centros,
onde tais serviços não são encontrados facilmente?
Descrição do Projeto: O evento ‘Pertinho de Você’ foi uma feira de
prestação de serviços promovida pelo Governo do Rio de Janeiro,
realizado em 1998. A Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)
esteve responsável pela Barraca de Prevenção das DST/Aids. Os
municípios visitados eram de difícil acesso e distantes dos grandes
centros urbanos, possuíam infra-estrutura deficiente e nem sempre
podiam contar com programas de prevenção em DST/aids. Foi adotado
o método descritivo, técnica de investigação social e aplicado
questionário para registro do perfil da clientela. Foram realizadas:
palestras utilizando como recurso álbum seriado do Ministério da Saúde;
discussões sobre.sexualidade, auto-estima e importância da informação
como forma de prevenção; demonstração do uso de preservativo;
distribuição de preservativos e material educativo.
Principais Resultados: No ano de 1998, foram visitados 23 municípios,
registrando-se na barraca a presença de 10.506 moradores, média de
525 por evento, 58,25% do sexo masculino e 41,75% do sexo feminino.
Grupos etários: 30,45% entre 12 e 14 anos; 33,00% entre 15 e 19 anos;
24,95% entre 20 e 39 anos e 11,60% acima dos 40 anos.
Conclusões: Foi notório o interesse pela barraca. Raramente era
desprezado material informativo. Os visitantes retornavam
acompanhadas de parentes ou amigos, a fim de receberem também
informação. Faz-se necessário o lançamento de campanhas educativas
onde a população sinta-se mais participativa e mais consciente da
importância de se prevenir e autocuidar.
Poster
422
Biossegurança, Aids e Hospital Geral: Aspectos
Psicossociais do Acidente com Material Biológico
Autor(es): Paulo Starling - ENSP/CESTEH/FIOCRUZ
Co-autores: Jacqueline Menezes e Jussara Brito
Apresentador: Paulo Starling
Contato com o autor: [email protected]
Problema: Até junho de 1996, o Centro de Controle de Prevenção de
Doenças/EUA notificou 52 casos de contaminação ocupacional pelo HIV
e mais 111 casos, possivelmente decorrentes de atividades profissionais.
Em decorrência de fatores culturais, sociais, psicológicos e institucionais
o número de subnotificações ainda é grande no Brasil.
Descrição do Projeto: No Município do Rio de Janeiro ocorreram 1910
acidentes entre 01/1997 a 12/1998 (dados parciais) e em 274 os
pacientes-fonte eram portadores do HIV. No ano de 1997, 53 profissionais
de saúde do Hospital dos Servidores do Estado (HSE), principalmente,
auxiliares de enfermagem, enfermeiros e médicos sofreram acidente
com material biológico. Em 1998, a Comissão de saúde do Trabalhador
notificou 161 acidentes no HSE.Em um estudo piloto, realizamos em
janeiro de 1998, 11 entrevistas qualitativas com profissionais de saúde
que se acidentaram em 1997.
Principais Resultados: Preocupação com a vida sexual passada presente
e futura, medo de discriminação do parceiro e sentimento de culpa pelo
acidente. Fatores identificados - descuido, cansaço, corre-corre nos
plantões, múltiplos empregos, stress e falta de condições adequadas.
Pânico, preocupação intensa com efeitos colaterais e reações
psicossomáticas pós-profilaxia.
Conclusões: O que pode estar se constituindo num fator de
vulnerabilidade ao HIV? Quais as questões de gênero? Qual a relação
dos efeitos colaterais com os fenômenos psicossomáticos? “Quais as
estratégias defensivas coletivas”? Privilegiamos a experiência subjetiva
dos trabalhadores sobre o acidente de trabalho e suas repercussões sociais
além da percepção sobre a atividade que desenvolvem. Treinamentos
periódicos, supervisão e suporte psicossocial devem ser incluídos nos
Programas de Biossegurança.
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423
Com amor, Sem Medo, Sem Culpa, Sem Aids
Autor(es): Pedro de Campos Pereira - União Municipal de Estudantes
Secundarista de São Paulo
Apresentador: Tatiana Otoboni Chaves
Contato com o autor: [email protected]
Problema: A União Municipal dos Estudantes Secundaristas de São Paulo,
UMES/SP, entidade representativa dos estudantes de 1º e 2º graus da
capital de São Paulo, em convênio com vários órgãos dos governos federal,
estadual e municipal, vem promovendo periodicamente, campanhas de
prevenção à DST/aids e ao uso de drogas entre a juventude. A preocupação
da entidade, que tem sua prática voltada diretamente à juventude de São
Paulo, principalmente a estudantes de 12 a 20 anos, deve-se ao fato de
que são os adolescentes considerados a população mais vulnerável à
infecção, visto que estão iniciando sua vida sexual e não têm percepção
clara do risco da doença. O desafio é enfrentar o problema de forma
profunda e permanente, não bastando somente da informação. Isso visa a
mudança de comportamento, combatendo os preconceitos e tabus,
enfrentando os riscos de contaminação, assimilando o conceito de sexo
seguro e favorecendo a conscientização sobre o uso do preservativo como
principal método preventivo.
Descrição do Projeto: Realizar um “Seminário de Sensibilização” para
2.400 lideranças estudantis da capital de São Paulo, para dar continuidade
ao trabalho desenvolvido durante os anos de 1.998 e 1.999. Ao final das
palestras será formado um Comitê Permanente com 40 agentes de cada
região participante, para executar o trabalho em cada uma delas. Nosso
principal objetivo é proporcionar a estas lideranças estudantis a oportunidade
de conhecer o assunto com clareza e profundidade, possibilitando-as de
repassar estas informações a outros jovens. As palestras serão ministradas
por técnicos da Secretaria Estadual da Saúde (SP), auxiliados pelos
estudantes das escolas da cidade de São Paulo, que serão formados e
capacitados em cursos realizados em convênio com a mesma Secretaria.
A melhor forma de conscientizar a juventude é usar a mesma linguagem
que ela, levantando os problemas e as dúvidas do cotidiano de cada um,
esclarecendo-o sem preconceitos e medos.
Principais Resultados: Em 1.998, em convênio com o Ministério da
Saúde, a UMES/SP realizou o “1º Seminário de Lideranças Estudantis”,
formando 150 agentes comunitários, que durante todo o ano promoveram
palestras e debates em várias escolas. No Dia Mundial de Combate à
Poster
424
Aids, em 1º de dezembro de 1.998, mais de 38 jovens entre diretores e
lideranças estudantis de todas as regiões da cidade participaram de
uma palestra. A partir desse evento, estas lideranças organizaram junto
com os grêmios estudantis, diversas atividades, com distribuição gratuita
de preservativos, folhetos explicativos, debates e apresentações de
vídeos. No início de 1999, a UMES/SP formou outros 30 agentes de
saúde em convênio com a Secretaria Estadual de Saúde (SP), que estão
desenvolvendo em escolas secundaristas atividades relacionadas a
drogas, DST/aids, gravidez e aborto na adolescência.
Conclusões: Foi constatado que o interesse dos jovens em discutir e
receber informações através de outros jovens (muitas vezes seu colega
de escola) é um fator estimulante para o desenvolvimento de ações
concretas no trabalho de prevenção. A escola é um importante agregador
da juventude e o amplo trabalho da UMES/SP realizado entre os
estudantes garante o enraizamento e a introdução de novas ações,
multiplicando a consciência dessa juventude de seus direitos.
Poster
425
Jovens em Situação de Risco Pessoal, Ajudando
na Saúde Social
Autor(es): Raimundo José da Costa - Clínica Ammor - Atendimento
Médico aos Meninos(as) de Rua
Apresentador: Raimundo José da Costa
Contato com o autor: [email protected]
Problema: São jovens pobres e marginalizados, chamados “em situação
de risco pessoal e social”. Esses jovens sem acesso ao serviço de
educação, saúde e assistência social, são também população de risco
para doenças; DST, HIV/aids entre outras, cuja prevenção demanda
comportamentos e atitudes.
Projeto: “Cuidar” da saúde dos meninos(as) de rua de forma preventiva
e educativa, no sentido integral, promovendo auto-estima e orientando
para o exercício da cidadania no que diz respeito seus direitos. Devido
a ineficiência ou mesmo inexistência de alguns dos serviços públicos
necessários, a Clínica AMMOR os oferece buscando melhorar o nível
cognitivo (melhora dos conhecimentos específicos sobre sexualidade,
afetividade, papéis de gênero, DST/aids, contracepção), o nível
comportamental (fomenta à adoção de práticas de sexo seguro, redução
de danos de uso de drogas e outo-cuidado), o nivel afetivo (trabalhando
auto-estima e interações pessoais) e o nivel social (estimulando-os a
assumirem seus direitos e atuarem como cidadãos). Ou, como bem
resumido no lema da Clínica: “Educar para a vida através da saúde”.
Este trabalho será mais efetivo se as várias instituições governamentais
e não-governamentais que já existem e realizam trabalhos diversos junto
a estes jovens, aprimorem suas articulações para o trabalho em rede. É
relevante a formação dos educadores sociais que atuarão como
fomentadores de cultura de prevenção.
Principais Resultados: Após dez anos de funcionamento no atendimento
médico direto (com 1.800 jovens atendidos) e nas intervenções
educativas para jovens (com 1000 jovens envolvidos) e educadores
capacitados (número de 400) através de cursos e oficinas, consolidando
o aumento de interlocução e capacidade do funcionamento em rede das
instituições governamentais e não-governamentais que atendem jovens
em situação de risco pessoal e social, a Clínica é referência para saúde
entre população excluída. É visível a preocupação dos jovens com a sua
saúde. Também se percebe iniciativas de educadores que solicitam
consultoria para pequenos projetos para as instituições que trabalham.
Poster
426
Parece que se está construindo uma cultura preventiva de saúde integral
nas instituições que trabalham com jovens em situação de rua.
Conclusões: O trabalho de prevenção em saúde de forma interativa, sem
fixar o discusso mencionando as doenças de forma ameaçadora, tem
mostrado que os jovens tem grande interesse sobre sua saúde, quando se
discute as belezas da vida; eles discutem o que é viver com qualidade e
aprendem como exercer seus direitos. A possibilidade de se criar uma cultura
de prevenção em saúde nas instituições, as chamadas de rede de atendimento.
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427
Teatro X Aids: Mudança de Cena
Autor(es): Ranulfo Cardoso Jr. - Instituto de Saúde e Desenvolvimento
Social
Co-autores: Barroso, Oswald; Mapurunga, José; Martins, Telma.
Apresentador: Ranulfo Cardoso Jr.
Contato com o autor: [email protected]
Problema: Ação educativa frente a população desprivilegiada social e
educacionalmente, analfabetos inclusive, com informações corretas,
solidárias e tranquilizadoras sobre aids/DST, através de estratégia lúdica
e atraente:o TEATRO DE RUA.
Descrição do Projeto: O Teatro de Rua Contra a Aids desde 1997 vem
sendo desenvolvido pela organização não governamental ISDS, em
parceria com a SESA e a SECULT, no Ceará. Vinte grupos de teatro de
rua da capital e do interior do estado vêm sendo monitorados/capacitados
como multiplicadores de informação sobre DST/aids e Saúde Reprodutiva.
Principais Resultados: Dois seminários realizados, reunindo 150
diretores, autores de teatro, atores e técnicos. Criados cinco novos textos
teatrais e montados três espetáculos (“Auto da Camisinha”,”Camisinha
Cor de Rosa” e “Retrato na Parede”), 650 apresentações em pelo menos
80 municípios, com público estimado em 150 mil pessoas em todo o
estado. Entre os produtos produzidos,o livro “TEATRO X AIDS” e o
vídeo-documentário “TEATRO DE RUA X AIDS”.
Conclusões: A aids reabilita um moralismo castrante e autoritário e
estigmatiza suas vítimas. Parece ser ainda esta a percepção dominante,
particularmente no nordeste brasileiro, não apenas por uma elite
conservadora, mas por grande parte da opinião pública. Daí o acerto à
recorrência ao teatro e mais especificamente à comédia de rua, ao riso,
para vencê-la. Como resultado, o que se vê é um movimento que não
reprime, pelo contrário trabalha em favor da liberalização dos costumes
além de tratar com carinho e respeito o ato sexual, aborda o tema de
modo carnavalizo. Aí talvez esteja a resposta para os rumos do teatro
neste final e começo de milênio. A mudança de cena para o
desenvolvimento social. Em vez de um teatro comercial a serviço do
mercado e do dinheiro, um teatro artístico, em defesa da vida,
comprometido com o destino do ser humano.
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428
Apoio a Mulheres Portadoras do HIV Atendidas no
CRT- AIDS em São Paulo
Autor(es): Regiane Câmara Nigro - Nepaids - Núcleo de Estudos para
Prevenção da Aids
Co-autores: Juliana Braz; Norman Hearst e Vera Paiva
Apresentador: Regiane Câmara Nigro
Contato com o autor: [email protected]
Resumo: Discutir formas de apoio para geração de renda de portadoras
do HIV atendidas na rede pública, viabilizando a implantação destas
iniciativas com o intuito de melhorar a qualidade de vida das pacientes
atendidos no Centro de Referência e Treinamento em DST/AIDS/
SP.Grupos de mulheres HIV positivas que haviam previamente
respondido um questionário em uma entrevista individual, participaram
de uma série de sessões psico-educativas. Nos encontros realizados
semanalmente discutia-se assuntos como direitos reprodutivos, cuidados
com a saúde, adesão ao tratamento, sexo seguro etc. Esta abordagem
fazia parte de um projeto maior iniciado em 1997 no CRTA, e que neste
momento objetivava dar informações atualizadas sobre os assuntos
levantados, bem como construir um conhecimento que fosse significativo
para as participantes, propiciando a vivência dos benefícios da autoobservação e da valorização de um espaço de escuta e troca.Na população
atendida, ser portadora significa ser cuidadora, o que acaba dificultando
o acesso ao serviço e tratamentos. Cuidar dos filhos, da casa e do marido,
ter mais dificuldades em achar emprego, seja porque o teste é
freqüentemente exigido pelos empregadores - mesmo ilegalmente - ,
seja porque o tratamento da doença e suas repercussões tornam a
permanência no emprego um fato raro. Essas dificuldades, segundo as
mulheres, além de colocá-las em situação de pobreza e desemprego
muito graves, gera um sentimento de “invalidez” e um forte desejo de
alteração deste destino. O grupo foi capaz de conter e organizar esse
sentimento de impotência além de conquistar várias reivindicações:
serviço de ouvidoria do CRT, e o início da organização de algumas
mulheres numa cooperativa.É importante tentar apoiar, viabilizar formas
de geração de renda, que levem em conta a necessidade dos portadores.
Ajudá-las a descobrir potencialidades e habilidades que possam tirá-las
da situação de pobreza.
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429
A Construção Social da Aids, a Prostituição e o
Uso dos Pr eser vativos. A Problemática da
Prevenção
Autor(es): Regina de Paula Medeiros - PUC - MG
Co-autores: Paulo Sergio Carneiro Miranda
Apresentador: Regina de Paula Medeiros
Contato com o autor: [email protected]
Resumo: Aids é uma construção social que, com o surgimento de casos
na população heterossexual, foi articulada com as pessoas que exercem o
oficio da prostituição. As políticas oficiais de prevenção de aids recomenda
o uso dos preservativos como medida preventiva eficaz contra o HIV. Os
clientes rejeitam essa medida e propõem o pagamento de valor mais alto
ao estipulado para um serviço sexual em troca do não uso de preservativos.
As prostitutas, principalmente aquelas que têm a prostituição como um
meio de subsistência tendem aceitar a proposta do cliente.
Consequentemente, gera problemas na introdução do uso dos preservativos
nas relações sexuais comerciais dificultando o processo da interrupção
da rede de transmissão do vírus na população heterossexual. Esta pesquisa
foi realizada na zona de prostituição de “baixo meretrício” denominada
Bonfim, em Belo Horizonte, no período de 1997/99, onde atuam prostitutas
mulheres e travestis. Trata-se de um estudo etnográfico. As técnicas
utilizadas foram as entrevistas: em profundidade, informal; e a observação
participante. As prostitutas encontram dificuldades em convencer os
clientes a adotar os preservativos como medidas de prevenção por 2
motivos: o tempo gasto na argumentação com o cliente e
conseqüentemente a diminuição do número de clientes atendidos e o
dinheiro que perde enquanto tenta convencer um cliente e a possível
perda daquele cliente. O cliente rejeita a oferta do serviço com preservativo
dado a representação simbólica do sêmem na confirmação da virilidade
masculina. O preservativo representa simbolicamente as doenças
sexualmente transmissíveis e aids e consequentemente a negatividade do
prazer. Como alternativas as prostitutas inventam práticas sexuais que,
do ponto de vista do imaginário social, não representam risco de
contaminação do vírus.O comportamento de risco está inscrito na ordem
do anormal, negativo e perverso. O lugar da prostituição representa o
lugar da sexualidade livre de obrigações sociais, de normativas sexuais e
da moral religiosa. O uso dos preservativos vinculado a idéia de
enfermidade, negatividade e morte está fora dos padrões das relações
Poster
430
estabelecidas no mundo da prostituição. Este fator constitui um elemento
fundamental nas relações que são estabelecidas na realidade de prostituição
dificultando a absorção das mensagens, por parte dos elementos que
compõem o entorno da prostituição. Estes conceitos são construídos social
e culturalmente e fazem parte do universo sexual da sociedade brasileira
e que devem ser levados em conta na elaboração das políticas oficiais de
controle de DST e aids.
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Prevenção da Aids no Local de Trabalho aos
Servidores do Hospital das Clínicas da Faculdade
de Medicina de Ribeirão Preto-USP(HCFMRP-USP)
Autor(es): Regina Helena Brito de Souza -Hospital das Clínicas da
Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto-USP
Co-autores: Alcyone Artili Machado; Cleide Baldini Carvalho; Gleusa
de Castro; João Carlos da Costa; Julieta de Oliveira; Marta Bartolomeu
de Faria; Marta Dias e Regina Putti.
Apresentador: Regina Helena Brito de Souza
Contato com o autor: 6336695
Problema: Ribeirão Preto ocupa o sexto lugar no número de casos de
aids no Brasil tendo uma incidência de 552 por 100.000 habitantes. O
modo de transmissão principal relaciona-se ao uso de drogas ilícitas
endovenosas. A cidade possui 500.000 habitantes e um hospital
universitário com 600 leitos. Neste hospital trabalham 5.200 profissionais
da saúde. Os servidores do Hospital das Clínicas da Faculdade de
Medicina de Ribeirão Preto-USP(HCFMRP-USP), além de viverem numa
comunidade onde o incidência de aids é alta, estão sujeitos também a
riscos ocupacionais. O advento da aids trouxe importantes mudanças no
contexto sociocultural, o ambiente hospitalar como local de trabalho não
foi excluído. Essas mudanças se refletem nas relações sociais nas
instituições que devido ao medo, a ansiedade e o preconceito que muitas
vezes interfere na produtividade, levam à rejeição de colegas soropositivos
e as atitudes discriminatórias podem levar a própria instituição a processos
judiciais. Além disso, são altos os gastos na assistência aos funcionário
portadores do HIV/aids.
Descrição do Projeto: Objetivos: Informar, educar sobre a prevenção das
DST/aids, drogas ilícitas e suas conseqüências procurando sensibilizar os
profissionais de saúde sobre essas questões. Profissionais de saúde indicaram
60 monitores, que servem como multiplicadores das ações educativas em
seus diferentes setores, estes atuam através de oficinas de prevenção e
distribuindo material educativo e preservativos. Para obter subsídios para
as ações educativas foi realizado um enquete sobre conhecimento, atitudes
e comportamento de funcionários em relação a aids.
Principais Resultados: No período de 30 de abril de 1998 a 20 setembro
de 1999, os 60 monitores conscientizaram um total de 1.500 servidores
do HCFMRP-USP por meio de 50 oficinas. Como conseqüência esses
1.500 servidores são estimulados a sensibilizar seu círculo de relações,
Poster
432
seja no trabalho, na família ou na sociedade. Houve uma grande aceitação
e participação dos funcionários durante o processo de desenvolvimento
desse trabalho, com evidente diminuição da ansiedade e preconceitos
dos servidores em relação ao portador do HIV/aids e como resultado
houve uma aceitação institucional transformando este projeto em política
de educação continuada de recursos humanos do HCFMRP-USP.
Conclusões:
1)O desenvolvimento do projeto vem obtendo resultados
extremamente relevantes.
2) A continuidade do projeto será garantida através da institucionalização
como forma de sustentação das ações de prevenção as DST/aids juntos
aos servidores.
3) O êxito do projeto resultou na oficialização do programa para educação
continuada para DST/aids e drogas no HCFMRP-USP, visando a garantia
de um projeto preventivo, para lidar com as amplas questões que
envolvem a aids no local de trabalho.
Poster
433
Saúde Sexual e Reprodutiva e Prevenção às DST/
Aids na Favela Monte Azul
Autor(es): Regina Maria Mac Dowell de Figueiredo - NEPAIDS Núcleo para a Prevenção da Aids - Deptº de Psicologia Social da
Universidade de São Paulo
Apresentador: Regina Maria Mac Dowell de Figueiredo
Contato com o autor: Rua Juranda nº 50 casa 5 Sumarezinho São Paulo
- SP 05442-070
Problema: Devido ao aumento dos casos de aids entre mulheres no
Brasil surge a necessidade de ampliar as possibilidades de um trabalho
preventivo com relação às práticas sexuais, em especial a heterossexual,
principal forma de infecção feminina por DST/aids.
Descrição do Projeto: O projeto é um estudo-intervenção no Ambulatório
da Favela Monte Azul, em São Paulo, intencionando ampliar ações de
prevenção às DST/aids sob a ótica da Saúde Sexual e Reprodutiva. Para isso
criaram-se estratégias de suporte, apoio e opção à prevenção com o preservativo
masculino, através da disponibilização de outros métodos de barreira, entre
eles, a camisinha feminina e diafragma, a informação sobre a contracepção
de emergência, o uso do espermicida como lubrificante para relações anais.
As atividades incluíram o treinamento de profissionais de saúde do
Ambulatório, a disponibilização dessas práticas preventivas para a comunidade
da favela, a realização de grupos educativos, rádio comunitária e a distruibuição
de folhetos e materiais educativos. Para a análise, foi utilizada a triangulação
metodológica adotada: observação da participação comunitária nos eventos,
depoimentos expontâneos dos profissionais de saúde sobre o projeto e o
controle quantitativo de retirada dos contraceptivos no Ambulatório.
Principais Resultados: Observou-se interesse e aceitação da camisinha
feminina num primeiro momento, com relatos de uso contínuo; aceitação
da contracepção de emergência como suporte para utilização da camisinha
feminina e o interesse por uso/conhecimento da utilização de lubrificação
nas relações anais. A grande procura da camisinha masculina foi ampliada
com as atividades comunitárias, principalmente as que atuaram de forma
pública, como a rádio comunitária e a distribuição de cartilhas e folhetos.
Conclusões: Foi possível avaliar que uma intervenção preventiva se
amplia quando cria um “diálogo” com os códigos comunitários: sua
demanda, relações de gênero, disponibilidade e interesse; também foi
possível perceber o interesse do público feminino nas estratégias de
prevenção alternativas, principalmente que dependem de suas ações e
que considerem a questão contraceptiva.
Poster
434
Sustentabilidade de Recursos Humanos em DST/
Aids: um Desafio para as Instituições Públicas
Autor(es): Renato Barboza - Programa Estadual DST/AIDS-SP
Co-autores: Dreyf Assis Gonçalves; Júlio César Barroso Pacca (Programa Estadual DST/AIDS-SP- PEDST/AIDS-SP) Maria do Carmo
Sales Monteiro; Milena Baltrunas Prado de Mello e Renato Barboza.
Apresentador: Renato Barboza
Contato com o autor: [email protected]
Problema: A insuficiência de concursos públicos e de tabelas de lotação
de pessoal reduzidas, resultantes da Política de RH vigentes, levou a
área de treinamento do PEDST/AIDS-SP a contratar profissionais através
de recursos externos (principalmente fonte BIRD), aumentando sua
resolutividade no planejamento, execução e avaliação de ações para
formação e desenvolvimento de RH.
Descrição do Projeto: No final de 97, após reestruturação da área de
treinamento, organizou-se equipe mínima(5), sendo 80% profissionais
não pertencentes ao quadro institucional, prestando consultoria
permanente ou comissionamento. Esta, responsabilizou-se pelo
desenvolvimento pedagógico-logístico-financeiro de treinamentos/
atividades afins, para todas as áreas do Programa, Direções Regionais
de Saúde(24), PMDST/AIDS(27), parceiros governamentais/não
governamentais e Universidades(6) conveniadas; implementando
diretrizes para otimizar ações-meio e recursos públicos.
Principais Resultados: O RH selecionado possibilitou elaboração/
implantação de instrumentos padronizados na execução de todas as ações
de treinamento (projeto, lista de presença, modelos de avaliação, relatório
coordenador, ficha de inscrição, diagnóstico, ações de treinamento etc).
Implantação/análise de dados gerados por banco informatizado de
treinandos, através do software access (1.531 registros), subsidiando
implementação de ações programáticas. Implantação/monitoramento para
avaliação de resultados (3-6 meses), enviada para os treinandos. Realização
de 186 ações (97-99), atingindo cerca de 11.600 profissionais, sendo:
40% jornadas, 41% treinamentos, 19% seminários/fóruns. Destas, 75%
foram centralizadas e 25% descentralizadas. A maioria das ações são da
área de assistência, seguidas pela prevenção e epidemiologia.
Conclusões:A institucionalização de RH e repasse de tecnologias são
fundamentais para otimizar investimento técnico-financeiro nos últimos
3 anos, uma vez que verbas para ações-meio em DST/aids estão sendo
redirecionadas para outras finalidades.
Poster
435
Exposição Ocupacional a Sangue e Secreções
Corporais entre Profissionais de Saúde: as Políticas
de Prevenção dos Hospitais de Porto Alegre
Autor(es): Ricardo Kuchenbecker - Secretaria Municipal de Saúde de
Porto Alegre, Política de Controle das DST/Aids
Co-autor: Facchini LA; Fassa AG
Apresentador: Ricardo Kuchenbecker
Contato com o autor: [email protected]
Problema: Acidentes de trabalho envolvendo a exposição ocupacional
a sangue e secreções corporais entre profissionais de saúde representam
situações freqüentes no trabalho realizado nos hospitais. A exposição a
sangue potencialmente pode transmitir mais de 20 doenças infecciosas.
Descrição do Projeto
a) caracterizar as políticas de prevenção da exposição ocupacional entre
profissionais de saúde a sangue e secreções corporais nos hospitais
vinculados ao Sistema Único de Saúde (SUS) em Porto Alegre, (RS);
b) estudar a correlação entre a implementação das medidas de prevenção
e a ocorrência de acidentes ocupacionais envolvendo a exposição a
sangue e secreções corporais nos serviços estudados. Delineamento:
Estudo ecológico Cenário: hospitais vinculados ao SUS em Porto
Alegre, Rio Grande do Sul Materiais e métodos: 24 hospitais visitados,
visando a caracterização: a) da instituição e da assistência prestada
pela mesma;
b) das políticas de prevenção voltadas aos profissionais de saúde,
incluindo vacinação para hepatite B, manejo de acidentes ocupacionais
envolvendo a exposição a sangue e secreções corporais e medidas
de precaução adotadas,
c) caracterização da mão-de-obra empregada. Medidas: grau de
adequação das políticas de prevenção da exposição a sangue e
secreções corporais,
b) ocorrência de acidentes ocupacionais entre profissionais de saúde
envolvendo a exposição a sangue e secreções corporais.
Principais Resultados: Dos hospitais estudados, 10 (41,6%) apresentavam
a integralidade dos quesitos considerados necessários para a classificação
de políticas de prevenção muito satisfatórias. Políticas de prevenção de
acidentes envolvendo a exposição ocupacional a sangue e secreções
corporais entre profissionais de saúde podem representar múltiplos
benefícios às instituições e seus funcionários e pacientes. Esses benefícios
Poster
436
incluem: redução do risco de transmissão de infecções, de acidentes e
doenças ocupacionais e compensações trabalhistas. Condições de trabalho
mais seguras representam estímulo à produtividade e à busca da qualidade
do cuidado. O estudo buscou demonstrar que aspectos merecem maior
atenção no direcionamento das políticas hospitalares de prevenção de
acidentes entre profissionais de saúde. Dentre estes, merecem destaque as
iniciativas relacionadas a treinamento de pessoal. Igualmente, pretendeuse subsidiar os responsáveis pelas políticas de prevenção seja nos serviços
estudados, seja entre os gestores da saúde em nível municipal acerca os
aspectos considerados. Ao gestor municipal de saúde cabe o papel de atuar
como regulador das políticas de prevenção, subsidiando aquelas instituições
com maior dificuldade na implantação das mesmas. Ações de controle de
infecção e de epidemiologia hospitalar devem ser estimuladas a partir
também do gestor da saúde na cidade. No grupo de hospitais classificados
como detentores de da saúde na cidade. No grupo de hospitais classificados
como detentores de políticas de prevenção consideradas pouco satisfatórias,
as carências relacionam-se a aspectos estruturais, como a ausência de serviços
de saúde ocupacional em 4 serviços (16,6%) e de controle de infecção em
7 hospitais (29,2%). Dois hospitais relataram possuir rotina de vacinação
para hepatite B, e nenhum dispunha de estrutura necessária ao
acompanhamento laboratorial pós-acidente. Três dos 11 hospitais possuíam
rotina formalmente organizada para o atendimento de acidentes com sangue
e secreções corporais entre seus funcionários.
Conclusões: Dos 24 hospitais pesquisados, 79,16% possuíam serviço
de saúde ocupacional. Entretanto, a presença do serviço não pareceu
condicionar a existência dos demais aspectos relacionados à saúde
ocupacional. Apenas 58,33% dos hospitais possuíam programa de
vacinação para hepatite B e quimioprofilaxia da exposição ocupacional
ao HIV, 66,6% mantinham rotina para acidentes envolvendo a
exposição a sangue e secreções corporais e sistemas de registro de
acidentes. Os aspectos mais diretamente relacionados ao controle de
infecção foram mais presentes: 70,8% dos hospitais possuíam serviço
de controle de infeção hospitalar e medidas de precaução padrão ou
similar. Somente 54,16% dos serviços relatou possuir estrutura para
realização de acompanhamento laboratorial pós-acidente e 41,6%
realizaram algum treinamento para medidas de prevenção de acidentes
ocupacionais no ano pesquisado.
Poster
437
Projeto Mulher-Aids-Prevenção
Autor(es): Rita de Cássia Passos - Sociedade Civil Bem-Estar Familiar
no Brasil - BEMFAM
Co-autor: Sônia Dantas Berger
Apresentador: Sônia Dantas Berger
Contato com o autor: [email protected]
Problema: De acordo com os dados da Coordenação Nacional de DST
e Aids, o aumento progressivo dos casos de aids em mulheres casadas e
monogâmicas tem sido uma das características da epidemia no Brasil.
Desta forma, registra-se até fevereiro de 99, 119.435 casos de aids entre
homens e 36.155 entre as mulheres, sendo as doenças pelo vírus da
imunodeficiência humana, a 4.ª principal causa de óbito para ambos os
sexos, na faixa etária de 20 a 49 anos.
Descrição do Projeto: Breve Histórico: O Projeto Mulher-AidsPrevenção, reconhecido nacional e internacionalmente como um modelo
de intervenção comportamental que colabora para a potencialização da
participação feminina nos serviços de saúde e também nas suas parcerias
conjugais, baseia-se em resultados de pesquisa junto às mulheres que
frequentam os serviços da BEMFAM, uma organização nãogovernamental que há mais de 30 anos atua na área de saúde sexual e
reprodutiva. Objetivos: Propiciar às mulheres informações básicas sobre
seu corpo, sexualidade, planejamento familiar, prevenção de DST/aids,
prevenção do câncer ginecológico e de mama, direitos sexuais e
reprodutivos; assegurar às mulheres, através de trabalho grupal, a
informação vivenciada sobre sexualidade e prevenção das DST/aids;
motivar as mulheres para o uso da camisinha e facilitar o acesso ao
condom; motivar as mulheres e seus parceiros para a busca de
tratamento das DST. Metodologia: A metodologia utilizada concebe o
próprio grupo como um dispositivo que colabora para a
“desnaturalização” dos modos feminino e masculino de ser no mundo,
bem como contribui positivamente para a participação e abertura das
mulheres para abordar a temática da sexualidade. Ao grupo dispositivo
aliam-se instrumentais e materiais educativos(revistas, vídeos, etc).
Momentos de descontração e sensibilização, bem como a demonstração
do uso correto da camisinha, também fazem parte dos grupos de
discussão. As participantes do grupo contam com acesso gratuito ao
condom, em nº de 10 unidades por mês, e ainda com a possibilidade de
aconselhamento individual e encaminhamento para teste anti-HIV, quando
Poster
438
solicitados.
Principais Resultados: Iniciado no Rio de Janeiro e em Pernambuco,
hoje as atividades do projeto estenderam-se para mais 4 estados
brasileiros. No período de 1993 a 1998 as atividades grupais alcançaram
15.753 participantes, sendo fornecidos 266.220 condons. No que se
refere à avaliação qualitativa, três pesquisas pontuais foram realizadas,
utilizando-se entre outras técnicas, entrevistas de saída e de follow up
com clientes, entrevistas em profundidade com técnicas(os), grupos
focais com clientes das clínicas e dos postos comunitários e entrevista
com liderança comunitária, as quais indicaram que: 76% das clientes
entrevistadas em Salvador, logo após participarem dos grupos reportaram
a intenção de usarem a camisinha; as entrevistas de follow up com estas
clientes demonstraram que cerca de 44% de fato estavam usando a
camisinha; 87% delas afirmaram que a discussão grupal as ajudou na
conversa com seus parceiros; 57% reportaram ainda, ter discutido o
que aprenderam nos grupos com outras pessoas (familiares e amigos);
Em todas as clínicas, a equipe médica observou e reportou diferença
positiva na interação das mulheres que participaram dos grupos, nas
consultas realizadas; O projeto , ao ser desenvolvido na comunidade da
Divinéia(MA) desde o final de 1994, com o apoio da CN-DST/AIDS,
pareceu ter um impacto mais significativo nas participantes. Dez(10)
entre 11 mulheres que participaram do grupo focal realizado, relatam o
uso consistente e regular do condom, sendo que algumas delas são
esterilizadas - um dos casos mais difíceis para a adoção do
comportamento preventivo. A análise qualitativa do discurso das
participantes revela uma auto-estima fortalecida, onde a preocupação
com o auto-cuidado é tanto decorrência como reforço.
Conclusão: O grupo é eficaz para sensibilizar e informar a mulher e formála enquanto multiplicadora. As mudanças de comportamento apresentadas
por algumas mulheres que participaram das avaliações, principalmente as
da comunidade, pareceram se beneficiar de uma continuidade no trabalho
com as mesmas(retorno ao grupo, reforço de mulheres líderes comunitárias,
etc), para o fortalecimento da auto-estima e o estímulo ao auto-cuidado,
conteúdos considerados centrais para a mudança. A abordagem
integrada(serviços clínicos e educativos de DST no setting de saúde
reprodutiva) foi essencial para os bons resultados do projeto.
Poster
439
Programa de Prevenção da Aids na Universidade
Federal do Paraná
Autor(es): Rita Esmanhoto - Universidade Federal do Paraná NEPPAIDS-PRHAE
Co-autores: Clea E. Ribeiro; Maria Cristina V. Assef; Nizan Pereira
Apresentador: Rita Esmanhoto
Contato com o autor: [email protected]
Problema: O avanço da aids, notadamente entre mulheres e jovens é
um desafio a ser enfrentado por toda a sociedade. A prevenção da doença
envolve principalmente aspectos de mudança de comportamento,
combate aos preconceitos e sensibilização da comunidade para os riscos
da doença. Todos estes pontos têm por base a educação e a informação.
Descrição do Projeto: Durante todo o ano, todos os setores da
Universidade Federal do Paraná (UFPR) são visitados com a participação
de membros do Núcleo de Prevenção a aids na distruibuição de folhetos
educativos, demonstração do uso do correto de preservativos, exposição
de cartazes e vídeos num esforço coletivo de prevenção visando a atingir
alunos, docentes e funcionários.
Principais Resultados: Durante o desenrolar das atividades percebese que há interesse da comunidade universitária em adquirir
conhecimentos sobre a prevenção da doença. Além disto após a
identificação e respostas às principais dúvidas, a informação sobre a
prática do sexo seguro, a introdução do conceito de redução de danos,
a demonstração do uso correto de preservativos grande parte dos
depoimentos dos participantes tem sido no sentido de fortalecimento e
na ampliação das ações preventivas do Programa.
Conclusões: A Universidade Pública não deve então se omitir na
participação no esforço coletivo de prevenção da doença. Todos os
segmentos da comunidade universitária devem ser envolvidos no esforço
preventivo aproveitando os locais de trabalho para que haja uma interação
entre seus componentes contribuindo para o controle da doença.
Poster
440
Feminilização da Epidemia de Aids: uma Resposta
Comunitária
Autor(es): Rosa Beatriz Graça Marinho - Grupo de Apoio à Prevenção
à Aids da Bahia
Co-autores: Isabel Cristina Tavares Santos - Grupo de Apoio à
Prevenção à Aids da Bahia
Apresentador: Rosa Beatriz Graça Marinho
Contato com o autor: [email protected]
Problema: As mulheres são 22% das pessoas infectadas pela aids
no Brasil, especialmente as residentes em comunidades extremamente
pobres, considerando a baixa escolaridade das mesmas, as relações
de poder marcadamente desiguais entre os sexos e a cultura sexual
brasileira, entendemos que estas encontram-se em risco iminente de
contaminação ao HIV.
Descrição do Projeto: Desenvolveu-se em quatro comunidades
periféricas do subúrbio de Salvador-BA com o objetivo de capacitá-las
em temáticas como sexualidade, anatomia e fisiologia do corpo, autoestima e autonomia, gênero entre outros correlacionados com o tema
aids. Os encontros ocorreram quinzenalmente proporcionando o fomento
de uma identidade de grupo entre as mulheres e o compartilhamento de
vivências comuns.
Principais Resultados: Ação junto às mulheres: foram capacitadas
53 mulheres de quatro comunidades diferentes, realizadas 30 oficinas,
estabelecido parceria com duas unidades de saúde, elaborado um manual
de técnica de intervenção junto às mulheres de baixa-renda. Ação das
multiplicadoras: abordaram 373 pessoas na relação face-a -face,
apresentaram quatro peças de teatro com audiência de 119 pessoas, 78
mulheres e 3 homens foram encaminhados para diagnóstico de DST e
preventivo do câncer, distribuídos cerca de 7000 preservativos.
Conclusões: O projeto colaborou para que as mulheres percebessem
a aids como um risco potencial em suas vidas, ao tempo que
facilitou para que estas dimensionassem a importância de ter
projetos pessoais e mais auto-estima.
Poster
441
DST/Aids e Adolescência
Autor(es): Rosemeire Rodrigues de Souza Ferreira - Clínica Nossa
Senhora da Conceição
Apresentador: Rosemeire Rodrigues de Souza Ferreira
Contato com o autor: (31)422 6122
Problema: A Clínica Nossa Senhora da Conceição trabalha na área de
prevenção em DST/aids fazendo palestras nas escolas da periferia de
BH. Nestes locais, o número de adolescentes grávidas é alarmante, o que
evidencia a prática do sexo sem barreiras. Há ainda situações de extremo
preconceito, pois quando um dos alunos se descobre/identifica como
soropositivo ou com aids o que acaba ocorrendo é o abandono dos estudos
por falta de informação e solidariedade dos professores/diretores e colegas.
O que vem contribuir para a juvenilização/transmissão vertical da epidemia
e para o crescimento do semi-analfabetismo.
Descrição do Projeto: Criamos um projeto para formar multiplicadoras
de informações sobre DST/aids para atuarem na escola. A parceria é
feita entre o diretor da escola, nossa equipe e um agente financiador.
Cada escola é treinada através de oficinas e dinâmicas, durante seis
finais de semana consecutivos, totalizando 24 horas/aulas. São
escolhidas no mínimo duas garotas de cada sala, na faixa etária de 12 a
20 anos. As inscrições são espontâneas, mas sempre superam em até 3
vezes o número de vagas disponíveis. Foram treinadas 4 escolas, cada
uma com cerca de 300 alunos na faixa etária citada acima. As
adolescentes treinadas ajudaram a produzir uma cartilha direcionada
para os alunos dessas escolas. Atualmente estamos treinando mais duas
escolas em parceria com outro agente financiador, visando também a
produção de cartilhas.
Principais Resultados: Durante o ano de 1999 houve uma sensível queda
do número de adoslecentes grávidas nas escolas que participaram do
treinamento. As multiplicadoras tiveram a iniciativa de estender o treinamento
para os outros alunos numa parceria com os professores de Ciências.
Conclusões: As multiplicadoras foram demandando outras discussões
como relacionamento familiar, uso de drogas, reuniões com os pais. O
projeto permitiu a participação intensa na vida de várias adolescentes, e a
possibilidade delas iniciarem uma vida sexual com mais responsabilidade
com noções mínimas sobre o funcionamento do próprio corpo e uma
reformulação do relacionamento aluno/professor. Constatamos a
necessidade de trabalhar também com os professores e os pais.
Poster
442
Programa de Adesão à Terapia Anti-retroviral na
Unidade de Infectologia Hospital Dia “Willian
Rocha”. Guarujá –SP
Autor(es): Ruth Bittar de Mello - Unidade de Infectologia Hospital Dia
Willian Rocha Coordenação de DST/Aids Guaruja
Co-autores: Melo A M Queiroz R.V. Reis.M.A.B. Silva E.L.N.
Sobrinho J.S.
Apresentador: Ruth Bittar de Mello
Contato com o autor: [email protected]
Problema: Projeto de Intervenção através do grupo de Fidelidade ao
tratamento, visando a favorecer aderência dos pacientes à terapia anti-retroviral
e resultados obtidos em pesquisa com estes pacientes durante o período de
janeiro a julho deste ano, a fim de identificar dificuldades de ordem física,
emocional ou socio-econômica que possam inviabilizar o tratamento.
Descrição do Projeto: Trabalho desenvolvido em reuniões semanais
de janeiro a julho/99, com a participação de equipe técnica da Unidade
de Infectologia: 1 Infectologista, 1 farmacêutico, 1 Psicóloga, e a auxiliar
da farmácia. Os demais integrantes da equipe também foram
sensibilizados para a questão da aderência. Foi concluída a pesquisa
com os pacientes envolvidos nas reuniões do grupo de fidelidade,
ressaltando seu perfil psicossocial e indicadores das principais dificuldades
para aderência.
Principais Resultados: Evidenciaram-se questões relativas à baixa
escolaridade dos pacientes, dificultando participação no grupo,
acompanhando baixa adesão às consultas médicas e na retirada dos
medicamentos. Os pacientes que tem diagnóstico antigo da infecção
pelo HIV, tem índice alto de freqüência às reuniões, às consultas médicas
e na retirada dos medicamentos, sugerindo-se a importância de ter
elaborado emocionalmente a aceitação de sua condição de HIV positivo.
Conclusão: Para melhorarmos a aderencia ao tratamento em nossa
Unidade é necessário: Adequar o Programa de aderência às dificuldades
da população-alvo; Investir na questão da adesão às difuculdades da
população-alvo; supervisão direta do tratamento do paciente; Melhoria
da qualidade do serviço prestado.
Poster
443
Prevenção Também se Ensina
Autor(es): Secretaria de Estado da Educação de São Paulo
Co-autores: Edison de Almeida; Nivaldo Leal dos Santos
Apresentador: Edison de Almeida
Contato com o autor: (11)3311 7238
Apresentação: O Governo do Estado de São Paulo, por meio da
Secretaria de Estado da Educação vem desenvolvendo desde 1996, com
a parceria da Secretaria de Estado da Saúde, o Projeto “Prevenção
Também se Ensina” - voltado para a promoção da saúde e da melhoria
da qualidade de vida da população escolar - que se encontra implantado
em todas Diretorias de Ensino do Estado. O Projeto abrange atualmente
2.755 escolas estaduais (467 escolas pelo convênio firmado com o
Ministério da Saúde - ONU/UNDCP) correspondente a 71% da rede
escolar de 5ª a 8ª séries do Ensino Fundamental e do Ensino Médio,
8.550 educadores e beneficia a aproximadamente 2.700.000 alunos.
Objetivos Gerais: Instrumentalizar as escolas em relação à abordagem
da sexualidade, ao abuso de drogas e a prevenção às DST/aids, através
da capacitação de educadores, para que estas questões sejam apropriadas
pela escola e envolvam todos os segmentos da comunidade escolar.
Estabelecer, na Rede Estadual de Ensino, um programa de educação
que propicie condições para o desenvolvimento da auto-estima dos
alunos e do senso de responsabilidade sobre a saúde individual e coletiva,
promovendo a redução do abuso de drogas e das DST/aids.
Objetivos específicos: Capacitar supervisores de ensino e assistentes
técnico-pedagógicos para assessorar, acompanhar e avaliar a implantação
de projetos de prevenção às drogas e às DST/aids nas escolas. Capacitar
professores, coordenadores pedagógicos e diretores (ou vice-diretores)
da Rede Estadual de Ensino, instrumentalizando-os para implantar
projetos de prevenção relativos às DST/aids e ao uso indevido de drogas
no âmbito da comunidade escolar. Dotar as escolas e oficinas
pedagógicas de materiais didáticos específicos, de forma a viabilizar a
implantação de projetos de prevenção e promoção da saúde.
Metodologia: O caráter permanente do Projeto deverá ser garantido pela
atuação autônoma das Diretorias de Ensino e das escolas, cabendo à SEE/
FDE a responsabilidade de realizar amplas ações de manutenção, como
produção, aquisição e distribuição de novos materiais de apoio didático,
desenvolvimento de programas de educação à distância, realização de
encontros regionais para avaliação, planejamento e troca de experiências. A
Secretaria de Estado da Educação de São Paulo incorpora, no desenvolvimento
Poster
444
de suas ações na área da prevenção e os princípios diretrizes estabelecidos
pelo Ministério da Saúde: O modelo de prevenção deve estar voltado à
valorização da vida saudável, visando a qualificar as decisões dos jovens e
adolescentes em relação às visando a qualificar as decisões dos jovens e
adolescentes em relação às suas responsabilidades, posto que os modelos
amedrontadores de prevenção têm-se mostrado ineficazes e inócuos. As
ações preventivas às DST e aids e ao abuso de drogas devem ter como eixo
norteador a noção de vulnerabilidade individual, institucional e social. Todas
as ações desenvolvidas nas escolas devem estar inseridas no contexto histórico,
político, econômico e sociocultural de cada região. As ações preventivas
devem ser incorporadas ao Projeto Pedagógico das escolas. A escola deve
buscar a participação de todos os segmentos da comunidade escolar,
envolvendo pais e famílias, bem como a integração com outras entidades,
visando a tornar as Diretorias de Ensino e as escolas pólos irradiadores de
prevenção. A continuidade das ações deve ser garantida por infra-estrutura
institucional, pois as intervenções voltadas para a melhoria da qualidade de
vida só surtem efeitos a médio e longo prazo. A autonomia, a criatividade e a
troca de experiências devem orientar a busca de estratégias e de recursos para
a continuidade dos projetos de prevenção.
Conclusões: Nos relatos apresentados pelas escolas, observamos que as
atividades mais eficazes têm sido aquelas que possibilitam a participação
ativa dos alunos na busca e análise de informações, envolvendo o uso de
outras linguagens e recursos (artes, informática, expressão corporal, teatro,
música e outros). As palestras e aulas expositivas não estão descartadas,
desde que vinculadas ao projeto em andamento, não se constituindo em
atividades isoladas. As oficinas vivenciais são bastante úteis para tornar a
discussão mais envolvente e concreta, facilitando a quebra de posturas
rígidas e preconceitos, tanto entre os alunos como entre os professores. O
Projeto da escola deve prever, ainda, o estabelecimento de parcerias com
entidades locais que desenvolvam ações de prevenção com o objetivo de
sensibilizar a sociedade civil sobre sua responsabilidade na educação
preventiva, garantindo-se com isso a continuidade do Projeto na escola. As
parcerias também devem ser pensadas para o atendimento de casos que
extrapolam as competências da escola, tais como a prestação de serviços
médicos, psicológicos e outros. A avaliação de desempenho, realizada pela
SSE/FDE no início de 1999, mostrou o acerto do caminho proposto: em
três anos de Projeto, a SEE envolveu 71% das escolas estaduais que oferecem
ensino de 5ª série ao Ensino Médio, sendo 42% com capacitação direta e
29% com trabalho desenvolvido pelas coordenações locais.
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445
Sexualidade e Adolescência: as Informações e a
Participação da Escola e da Família nesta Descoberta
Autor(es): Silvia Cristina Souza Dib - Secretaria Municipal da Saúde
de Ribeirão Preto
Co-autores: Flávio Dib; Luciana Rigotto Parada Redígolo; Marta
Angélica Iossi; Stella Maris Nogueira Botelho Bevilacqua
Apresentador: Silvia Cristina Souza Dib
Contato com o autor: [email protected]
Problema: Determinar o grau de informação dos adolescentes a respeito
de alguns aspectos relacionados à sexualidade particularmente sobre
gravidez, anticoncepção, aids e outras doenças sexualmente
transmissíveis (DST).
Descrição do Projeto: Cento e uma (101) entrevistas aplicadas a
adolescentes estudantes da 8ª série da rede estadual de ensino de Ribeirão
Preto. As entrevistas constaram de questões abertas e dirigidas sobre
os temas supracitados no item ‘problema’.
Principais Resultados: 85,15% dos entrevistados têm idade entre 13
e 15 anos ; 55,44% não fazem uso de nenhum método contraceptivo;
93,33% dos que usam algum método escolheu o preservativo masculino;
88,19% dos entrevistados afirmaram que há diálogo sobre sexualidade
no ambiente familiar e 95% desejam que o assunto seja abordado
regularmente nas escolas.
Conclusões: O preservativo masculino é o método contraceptivo de maior
aceitação. A família exerce um importante papel na orientação sexual aos
adolescentes, sendo a mãe a principal pessoa apontada como elo. A escola
é considerada pelos entrevistados como um espaço apropriado para a
discussão destes temas, juntamente com a família na busca de minimizar
a incidência da gravidez na adolescência e das DST/aids.
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446
Conhecimento dos Enfer meir os sobr e as
Orientações frente aos Acidentes com Material
Contaminado pelo HIV
Autor(es): Sonia Maria Ferraz Medeiros Neves - Fundação Oswaldo Cruz
Co-autores: Claudia Teresa Vieira de Souza
Apresentador: Sonia Maria Ferraz Medeiros Neves
Contato com o autor: [email protected]
Problema: Muitos profissionais de saúde desconhecem as condutas,
em nível de orientação, em casos de acidentes de trabalho (A.T.) com
material biológico (M.B.) contaminado pelo HIV, mesmo conhecendo
os riscos e meios de prevenção contra o HIV/aids.
Descrição do Projeto: A partir de um questionário semi-estruturado,
entrevistamos 16 enfermeiros que ingressaram no curso de mestrado
em enfermagem de uma universidade do Rio de Janeiro com o objetivo
de verificar o nível conhecimento destes frente ao A T.com M.B.
contaminado pelo HIV.
Principais Resultados: Observamos que 14 (88%) profissionais eram
do sexo feminino, a média de idade estava em torno de 35 anos. Quanto
às orientações nos casos de A.T. com M.B. contaminado pelo HIV
verificamos: 15 (94%) entrevistados não se preocupavam com a
contaminação por outro agente infeccioso, 13 (81,3%) informaram a
importância da notificação do A.T., 11 (69%) mencionaram o uso da
quimioprofilaxia, 1 (6,3%) informou a necessidade da imunização para
a hepatite B e, também, somente 1 (6,3%) descreveu a conduta correta
em relação aos cuidados com o local do acidente. Constatamos ainda,
que apenas 2 (12,5%) entrevistados indicavam o uso de preservativos
para prevenção do parceiro/a e 1 (6,3%) enfermeiro orientou para a
interrupção da amamentação e para o fato de se evitar a gravidez.
Conclusões: A análise preliminar das informações mostra que o grupo
sob estudo necessita de treinamento específico nesta área. No entanto,
demais inferências sobre o grupo só seriam viabilizadas pelo aumento
da composição amostral, permitindo melhor estratificação da análise.
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447
Projeto Gamabrinq: Atividade Lúdica na Enfermaria
Pediátrica do Hospital Dia “Willian Rocha”
Autor(es): Sueli A. T. Fukushina - Unidade de Infectologia Hospital
Dia Willian Rocha
Co-autores: Almeida D.M.M.; Borowski H.K.V., Melo A M;
Nascimento F.R .; Reis.M.A.B.; Santos M.H.R.M.; Silva.G.M.; Sucomine
M. Santos
Apresentador: Sueli A. T. Fukushina
Contato com o autor: [email protected]
Problema: O uso da imunoglobulina endovenosa em crianças HIV (+), no
Hospital Dia Willian Rocha início no ano de 1.996. No período de 1.996 a
1.999 encontramos 3 formas de organização do serviço para a aplicação de
imunoglobulina, na busca de formas menos traumatizantes e estressantes
para a criança e seus familiares. Vários autores têm relatado as conseqüências
potencialmente negativas de hospitalização em crianças. A separação de
casa e muitas vezes de seus pais, o desconhecido e o imprescindível, a
perda do controle, o medo do traumatismo corporal e a dor são fatores que
contribuem para a ansiedade da criança e seus familiares.
Descrição do projeto: No contexto de hospitalização ação de criança a
interação com o meio ambiente e os vínculos estabelecidos com os
profissionais são fatores importantes na elaboração dessa nova experiência:
a hospitalização. A ação da criança é o brincar. É através dos brinquedos
e brincadeiras que a criança estabelece contato com o mundo que a cerca
e interage com o meio ambiente. Brincar constitui uma forma de
comunicação e um meio que favorece a integração da personalidade, a
compreensão das experiências vividas e dos sentimentos experimentados.
O Projeto Gamabrinq foi iniciado em outubro/1997, constituído a terceira
forma de organização do serviço , tendo o objetivo de oferecer à criança a
oportunidade de brincar na enfermaria pediátrica. As crianças são
agendadas em grupos de 4 a 5 componentes com seus respectivos
acompanhantes, mensalmente nos dia fixos da semana. Na enfermaria,
encontra-se à disposição brinquedos variados e material expressivo (papel,
lápis, hidrocor, tintas, pincéis e rolos para pintar). O Terapeuta Ocupacional
permanece na enfermaria todo o período da administração da
imunoglobulina, cabendo-lhe acompanhar o brincar, auxiliar quando
necessário ou solicitado, favorecendo o envolvimento com a atividade
individual ou coletiva , de acordo com a escolha da criança.
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448
Principais Resultados: A introdução da atividade lúdica provocou
significativa alteração na dinâmica da enfermaria, solicitando reorganização
do serviço, revisão de condutas e procedimentos, sendo no entanto a mais
significativas mudanças a melhorar qualitativa da relação da criança com o
hospital dia. O Projeto não tem ainda a avaliação dos resultados, mas
entrevistas preliminares realizadas com as auxiliares de enfermagem que
atuam ou atuaram na enfermaria pediátrica indicam: · Mudança da atividade
passiva à de indivíduos ativos e participantes. · A recuperação de parte do
controle da situação pela criança . · Diminuição da ansiedade da criança e
de seus acompanhantes. · Melhora na relação com a equipe de saúde.
Conclusões: As observações realizadas neste estudo preliminar
concordam com os resultados obtidos em outros trabalhos que abordam
a atividade lúdica com crianças hospitalizadas e corroboram a
necessidade de um planejamento de programas mais efetivos, visam a
tratar a criança como um todo, considerando suas reações à doença e à
hospitalização e não-simplesmente à patologia, localizando o seu lado
saudável e resgatando sua potencialidade.
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449
Programa de Prevenção às DST/Aids em Instituição
Especializada na Atenção à Deficiência Mental
(DM) em São Paulo
Autor(es): Sumiko Oki Shimono - Assoc. Pais e Amigos ExcepcionalAPAE-SP
Co-autores: Elisabeth Federici Florence Teixeira - Associação de Pais
e Amigos dos Excepcionais de São Paulo - APAE-SP Leila Maria da
Cruz Evangelista - Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de
São Paulo - APAE-SP Maria Satomi Shimizu - Associação de Pais e
Amigos dos Excepcionais de São Paulo - APAE-SP Renato Barboza Programa Estadual DST/AIDS Sumiko Oki Shimono1 - Associação de
Pais e Amigos dos Excepcionais de São Paulo - APAE-SP Tânia Marini
de Carvalho - Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de São
Paulo - APAE-SP Yvelise Carvalho Patrício - Associação de Pais e
Amigos dos Excepcionais de São Paulo - APAE-SP
Apresentador: Sumiko Oki Shimono
Contato com o autor: [email protected]
Problema: Em junho de 1995, após comprovação de soropositividade
para HIV de um jovem portador de DM moderada, 21 anos, solteiro, com
parcerias sexuais múltiplas sem uso de preservativo, a Coordenadoria de
Saúde da APAE/SP implantou Programa de Prevenção, envolvendo 16
unidades das diversas áreas (Educação/Saúde/Trabalho/RH) para
incorporar ações de prevenção às DST/aids, às práticas institucionais em
DM, reduzindo a vulnerabilidade de sua clientela.
Descrição do Projeto: Contratou-se assessoria em DST/aids objetivando
a implantação de Programa de Prevenção envolvendo todos segmentos
institucionais (funcionários/voluntários/pais/alunos/aprendizes). Realizouse oficina sensibilizadora (7hs) com coordenadores-técnicos e foram
capacitados (20hs) 30 profissionais para formação do Grupo Referência
em DST/aids (GRDST/A). A metodologia utilizada foi participativa, com
abordagem sociointeracionista, relacionando a prevenção à prática no
campo da DM. As ações foram operacionalizadas em 6 subcomissões
(Sensibilização/Biossegurança/Técnico&Científica/Apoio&Referência/
Divulgação/ que construíram planos de trabalho anuais, supervisionados
mensalmente, desde 96. Atualmente, participam 20 profissionais do
GRDST/A, que está institucionalizando suas atividades.
Principais Resultados: Desenvolvidas 132 ações preventivas
continuadas(96-98), beneficiando 1.694 pessoas. Atividades
diversificadas e adaptadas à realidade das unidades, contemplando
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450
oficinas, palestras, grupos de orientação individual-coletivo, projetos de
Educação Sexual, prevenção e atividades artísticas. Todos segmentos
atingidos, sendo: funcionários(500) e voluntários(300), com cobertura
100%-90% respectivamente; pais/responsáveis(827), em 49 atividades
sensibilização-informação, seguidas de consentimento para incorporar
seus filhos no Programa(95%-média de favoráveis); alunos/
aprendizes(640) filhos no Programa(95%-média de favoráveis); alunos/
aprendizes(640) abordados em grupos homogêneos de DM (61
atividades). Produzido Manual Biossegurança(1.000). Desenvolvida
Política de Ações em Prevenção&Sexualidade na instituição.
Conclusões: Institucionalizar grupos-referência responsáveis pela
implantação/implementação de ações preventivas em DST/aids em DM
é uma estratégia eficaz para redução da vulnerabilidade desta clientela,
através do desenvolvimento de tecnologias.
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Projeto-piloto de Prevenção em DST/Aids em 2
Núcleos Habitacionais - Município de Diadema - São
Paulo
Autor(es): Tânia da Costa - CTA (Centro de Testagem e
Aconselhamento) de Diadema
Co-autores: Celso Azevedo Augusto; Luciene Jimenez; Marco Antônio
Barbosa; Membros da ONG Lutando Pela Vida; Reginaldo Branco da Silva
Apresentador: Tânia da Costa
Contato com o autor: [email protected]
Problema: O município de Diadema possui 313.168 habitantes (IBGE
1996) e apresenta uma das maiores densidades demográficas do país,
10.525 habitantes por Km². A evolução populacional se deu de forma
rápida e desordenada, como podemos verificar no quadro abaixo.
População do Município de Diadema, 1960 a 1996: 1960 = 12.308
1970 = 78.914 1980 = 228.660 1991 = 305.287 1996 = 313.168
Fonte: Fundação IBGE, 1999.
O início desta explosão demográfica ocorre na década de 60 com a expansão
das indústrias metalúrgicas na região do grande ABC e com a construção da
Rodovia dos Imigrantes, que corta o Município. A crise da década de 70
altera significativamente o perfil dessa explosão demográfica, trazendo para
o Município não mais trabalhadores especializados para industria metalúrgica,
mas sim um contigente de excluídos (migrantes, principalmente do Norte,
Nordeste do País e do estado de Minas Gerais), crescendo assim os “bolsões
de miséria” e, consequentemente, os problemas sociais das mais diversas
ordens. A maioria desta população, devido às dificuldades encontradas acabou
indo morar nos diversos Núcleos Habitacionais* que começaram a surgir.
Número de Núcleos Habitacionais e Habitantes, 1968 a 1998, Diadema, SP
1968 = 02 = não há registros 1977 = 31 = 12.471 hab. 1982 = 128 = 79.271
hab. 1996 = 192 = 99.196 hab. 1998 = 200 = 108.000 hab. 1998 = 200 =
108.000 hab. Fonte: Secretaria de Habitação de Diadema 1998 Com a
pauperização da epidemia da aids, notamos que o Município tem todas as
características para que a epidemia atinja cada vez mais pessoas, e
principalmente os moradores destes núcleos habitacionais, assim é urgente
que sejam desenvolvidas ações de prevenção ao crescimento da epidemia. O
CTA de Diadema, além de realizar atividades de aconselhamento pré e pós
teste, sempre desenvolveu atividades externas de prevenção e na maioria casos
em parceria com UBS e pessoas da ONG “Lutando Pela Vida”. * O Município
de Diadema utiliza o Termo Núcleo Habitacional em Substituição ao Termo
Favela.Este Projeto tem como objetivo formar Agentes (multiplicadores) de
Poster
452
Prevenção em DST/aids, que morem nos próprios núcleos habitacionais e
vizinhança. É desenvolvido em parceria com a Unidade Básica de Saúde,
Associação de Moradores Local (quando houver), com a ONG “Lutando Pela
Vida” e demais pessoas da comunidade interessadas na contenção da epidemia.
O CTA tem o papel de articulador das diversas instâncias envolvidas, de
contribuir com a formação dos Agentes e acompanhar os trabalhos
desenvolvidos junto à comunidade. Os dois Núcleos Habitacionais escolhidos
como Pilotos são: - Núcleo Santo Ivo, com 350 Famílias e situa-se na área de
abrangência da UBS Casa Grande; - Núcleo JD. Inamar I, com 80 famílias,
que situa-se na área de abrangência da UBS Inamar. O Projeto já está sendo
desenvolvido em um dos Núcleos Habitacionais, o Jardim Inamar I. A UBS
parceira, cuja atual direção aprimorou junto à população usuária novas formas
de utilização deste espaço público, como a plantação de uma horta comunitária,
a realização de festas para reforma do prédio e aquisição de equipamentos
(TV, Vídeo, Microcomputador), proporcionou um diferencial na implantação
do projeto, pois a participação da população se dá de forma constante e
tranqüila, com um comprometimento maior do que talvez possa ocorrer em
outras localidades.
Principais Resultados: 60 Agentes (multiplicadores) de Prevenção em DST/
aids treinados; 2.000 pessoas (moradoras dos 2 Núcleos Habitacionais)
atingidas diretamente com atividades de prevenção, realizadas pelos
Agentes; 2 Unidades Básicas de Saúde sensibilizadas para a importância
da Prevenção de DST e Aids, considerando possíveis mudanças na indicação
de métodos contraceptivos, e discussão sobre a redução de danos no uso de
agulhas e seringas, beneficiando toda a população usuária das UBS.
Conclusões: Conforme preconiza o SUS, é necessário que todo trabalho de
saúde seja realizado principalmente pela Unidade Básica de Saúde, pois o
mesmo só terá eficácia se os profissionais de saúde atuarem em consonância
com as diretrizes do projeto. Como os Agentes de Saúde a serem formados,
em geral, tem pouco acesso às informações e baixa escolaridade, o curso
deve ser dado de uma forma bastante simples e clara. Optamos por trabalhar
com Oficinas, que foram realizadas pela socióloga Regina Figueiredo pesquisadora do NEPAIDS - já bastante familiarizada com o trabalho em
núcleos habitacionais. Foi um sucesso, pela avaliação dos alunos. A
participação de uma ONG com pessoas portadoras do HIV foi primordial
no processo de esclarecimento e no entendimento de preconceitos ligados
à aids, bem como atentou-se para a importância de se diagnosticar a infecção
pelo HIV antes que a pessoa desenvolva aids. Num Município pobre como
Diadema, juntar elementos, Profissionais + ONG + população +
Universidade, parece ser uma receita que dá certo!
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0800: Aumentando o Acesso à População de
Baixa-Renda
Autor(es): Tânia Márcia da Silva - Programa Estadual DST/AIDS-SP
Co-autores: Ademir Oscar Franco de Godoy; Carlos Alberto Santos; Ilma
Carvalho Silva; Programa Estadual DST/AIDS - SP - Secretaria de Estado
da Saúde de São Paulo(SES-SP); Robson Zamboni; Tânia Márcia da Silva
Apresentador: Tânia Márcia da Silva
Contato com o autor: [email protected]
Problema: O Disque-Aids da SES-SP existe desde 1983. A experiência
tem mostrado que ainda é grande o número de pessoas que não tem as
informações sobre DST/aids, principalmente no que se refere à
prevenção. Para acessar o serviço, a população de menor poder aquisitivo
utiliza telefones públicos. O atendimento realizado no Disque-Aids pode
ser prolongado, onerando o custo das ligações, dificultando que estas
pessoas tenham acesso às informações.
Descrição do Projeto: Implantar a linha 0800 Disque DST/Aids pela
SES-SP possibilitando que um maior número de pessoas, principalmente
aquelas de menor poder aquisitivo, possam acessar gratuitamente o
serviço.
Principais Resultados: A implantação da linha passou a dar
informações e aconselhamento sobre HIV/aids e DST orientando os
recursos de saúde que o usuário possa utilizar. O numero de ligações
recebidas entre março e agosto de 1999 foi de 16.339. A média do custo
por ligação foi de R$ 0,22, que não é alto, uma vez que o serviço é de
utilidade pública. O número de ligações aumentou, o que indica a
credibilidade do serviço. O aumento no número de chamadas gera uma
demanda maior em relação a procura de material educativo e empréstimo
de fitas de vídeo.
Conclusões: A estratégia de facilitar o acesso da população ao serviços
de informação em saúde, amplia as intervenções educativas resultando
num trabalho de prevenção primária frente às novas infecções em DST/
aids. Deve-se pensar numa divulgação mais ampla da linha 0800 Disque
DST/Aids a fim de que a informação possa chegar até as populações
que necessitam ter maiores orientações.
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Projeto de Intervenção Educativa em DST/Aids nas
Escolas
Autor(es): Tânia Maria Justo - Programa Municipal de DST/Aids
Co-autores: Maria Adelaide B.Xavier; Maria Claúdia C.M. Santos;
Monica Lupião Lobarinhas
Apresentador: Tânia Maria Justo
Contato com o autor: [email protected]
Problema: Avaliar o trabalho de ação continuada de prevenção às DST/
aids que está sendo realizado desde 1992 junto aos adolescentes da
rede municipal de ensino de Santos.
Descrição do Projeto: Foram aplicados 922 questionários e aproveitados
891, já pré-testado, em adolescentes do período diurno da rede municipal
de Santos, dentro da faixa etária de 12 a 19 anos, visando avaliar o
conhecimento e o comportamento deste público frente as questões das
DST/aids, sexualidade e drogas.
Principais Resultados: A análise de dados mostrou: 1) alto nível de
informação das formas de transmissão do HIV; 2) a maioria obteve
essas informações na escola; 3) o uso do preservativo na iniciação sexual
é significativo; 4) há um forte indicativo da experimentação de drogas
lícitas para um inexpressivo de drogas ilícitas.
Conclusão: Comparando os resultados obtidos com o de pesquisas
anteriores realizadas com o mesmo público-alvo, observa-se que a
intervenção continuada dentro da escola, de forma sistemática, é uma
estratégia fundamental quando se objetiva a mudança de comportamento
dos adolescentes. O trabalho preventivo desenvolvido nos últimos 8
anos vem alcançando seus objetivos principais. Há necessidade de uma
maior atenção para a questão das drogas lícitas, principalmente o álcool,
que torna o adolescente, sob seus efeitos, mais vulnerável à infecção
pelas DST e também a aids.
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455
Apoio a Mulheres Portadoras do HIV Atendidas no
CRT-Aids em São Paulo
Autor(es): Tayra Lopes dos Santos - Nepaids- Núcleo de Estudos para
Prevenção da Aids
Co-autores: Letícia Gaspar Tunala; Norman Hearst; Vera Paiva.
Apresentador: Tayra Lopes dos Santos
Contato com o autor: [email protected]
Problema: Levantar os aspectos psicossociais envolvidas no processo
de adesão aos cuidados de saúde entre mulheres pacientes do CRTASP, particularmente ao uso de anti-retrovirais, para sugerir programas
voltados e adaptados a mulher portadora factíveis em serviços públicos
ou ONG/aids.
Descrição do Projeto: De março de 1998 a junho de 1999 realizamos o
seguimento de um estudo conduzido pelo Nepaids-USP, o CRT-DST/
AIDS/SP e a UC- SF, com o apoio da Fapesp e do CNPQ depois de um
estudo transversal, quando foram entrevistadas 148 mulheres. Do
seguimento participaram 40 mulheres, voluntariamente, que tiveram
acesso a três modalidades de intervenções psico-educativas grupais.
Principais Resultados: Os resultados preliminares do seguimento da
pesquisa analisados qualitativamente revelaram que: a) o estigma da
aids é fator central na adesão ao tratamento, pois dificulta as “tomadas”
e outros cuidados na frente de paciente aos familiares e colegas de
trabalho para quem não se abriu o diagnóstico b) após o primeiro impacto
sofrido pelo diagnóstico positivo os pacientes tendem a adotar um estilo
de vida mais saudável e começar o coquetel equivale a um segundo
diagnóstico de morte anunciada. As intervenções devem ser mais
cuidadosas e intensificadas neste momento de salto qualitativo; c)
situações de extrema pobreza e isolamento impedem tanto o acesso ao
serviço como à medicação; d) há um silêncio perverso em relação a
sexualidade e aos direitos reprodutivos da mulher portadora, o tema
mais importante dos grupos, como se mulheres portadoras não fizessem
sexo ou desejassem filhos e) as intervenções grupais mostram-se muito
eficazes pois permite a toca de experiência e o apoio mútuo entre os
seus integrantes para enfrentar todos esses temas e obstáculos, além de
possibilitar o atendimento de um maior número de pacientes; f) métodos
que utilizam a própria experiência dos pacientes parecem ser eficazes
na melhora da comunicação e relação entre profissionais e usuários,
(segundo as pacientes) e na organização do apoio mútuo e organização
das mulheres.
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456
Conclusões: O processo de adesão a um regime de medicação e
cuidados com a saúde envolve mais elementos que a simples observância
de uma receita médica. Isto reforça a importância do investimento em
intervenções multiprofissionais e com métodos variados, para que a
diversidade dos portadores seja contemplada. Ações que mesclam
métodos educativos e psicoterápicos (psico-educativas) parecem mais
uma alternativa eficaz e viável. Deve-se investigar com rigor as
intervenções efetuadas neste campo, bem como dirigir maior atenção a
saúde das mulheres como um todo, incorporado nos procedimentos de
monitoramento da aderência ao uso de preservativos, contraceptivos e
orientação dos direitos reprodutivos da mulher portadora.
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457
O Controle das Doenças Sexualmente Transmissíveis
(DST) como Estratégia de Prevenção à Infecção pelo
HIV - a Experiência do Ceará (Projeto HIV/DST - CECAD)
Autor(es): Telma Régia Bezerra Sales de Queiroz - Secretaria de Saúde
do Estado do Ceará (SESA) e Projeto HIV/DST - CECAD
Co-autores: Alix Leite; Iracema Feitosa; Ivo Castelo Branco; Nathalie
Broutet; Pierre-Yves Bello; Telma Martins
Apresentador: Telma Régia Bezerra Sales de Queiroz
Contato com o autor: [email protected]
Problema: O controle das doenças sexualmente transmissíveis (DST) é
uma estratégia custo-efetiva para prevenção da transmissão sexual da
infecção pelo HIV. Até 1993/94, o estado do Ceará não dispunha de serviços
organizados para oferecer um atendimento integral padronizado as pacientes
com DST. Em 1995, teve início o Projeto HIV/DST-Ceará, com o objetivo
de melhorar a qualidade do diagnóstico, tratamento, aconselhamento e a
notificação de caso dos portadores de DST no estado do Ceará.
Descrição do Projeto: Implantação de atendimento de nível
intermediário às DST em unidades do sistema público de saúde do estado
do Ceará, através das seguintes ações: (1) Formação de uma equipe
central de coordenação, composta por representantes das instituições
governamentais envolvidas em atividades de controle das DST/aids.
(2) Escolha das unidades de saúde de modo a dar cobertura a toda a
cidade de Fortaleza e cinco macrorregiões do Estado. (3) Identificação
das equipes multidisciplinares das unidades de saúde selecionadas. (4)
Elaboração de protocolos e rotinas. (5) Capacitação inicial e formação
continuada dos profissionais das equipes multidisciplinares
(atendimento, aconselhamento, laboratório e informação). (6) Aquisição
de equipamentos e material de consumo para os consultórios, laboratórios
e sistema de informação. (7) Articulação com as secretarias estaduais
e municipais de saúde para assegurar o suprimento de medicamentos e
preservativos e garantir a sustentabilidade das ações. (8) Realização de
reuniões de trabalho com freqüência semanal para a equipe central,
quinzenal para os grupos técnicos e bimestral com todos os participantes
das equipes. (9) Elaboração e implantação de fichas de informação.
(10) Visitas regulares de supervisão às unidades de referência. (11)
Criação de centros de treinamento em abordagem sindrômica em DST
nas unidades de referência.
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458
Principais Resultados: Desde 1995, foram implantadas quinze unidades
de referência de nível intermediário (10 em Fortaleza e 5 no interior) e
três de nível terciário. Uma equipe de profissionais foi capacitada para
participar das visitas de supervisão. Foram treinados ao todo 187
profissionais de saúde das unidades secundárias. Equipamentos para
laboratórios, consultórios e informatização têm sido adquiridos. As
unidades têm recebido visitas de supervisão a cada cinco semanas. Doze
das quinze unidades têm um atendimento para portadores de DST diário
ou em vários dias da semana. A prática do aconselhamento e da triagem
para HIV e sífilis é quase sistemática. A microscopia está sendo usada
em 12 unidades, o Elisa para HIV está implantado em duas unidades do
interior. Oito unidades estão usando um sistema de informação com
informatização. Foram criados dois centros de treinamento em DST
conveniados pela Coordenação Nacional de DST/aids-Ministério da
Saúde (CN DST/AIDS-MS) e cinco novos centros estão em processo
de formação. Em Fortaleza 85 médicos e 130 enfermeiras da rede básica
receberam treinamento em abordagem sindrômica. Em duas cidades do
interior foram treinados ao todo 72 profissionais do Programa de Saúde
da Família (PSF). Foi criado um banco de instrutores em DST, contando
com 38 profissionais de diversas categorias.
Conclusão: A integração das instituições tem se mostrado fundamental
para otimização de recursos humanos e materiais. A formação de unidades
de referência que poderão assumir a função de capacitar e supervisionar
os profissionais das outras unidades de sua região poderá garantir uma
mais rápida integração do atendimento às DST no nível básico do sistema
de saúde. A essas unidades poderão ser encaminhados os casos de DST
que não obtiverem resolução com a abordagem sindrômica em unidades
básicas. A participação das unidades na vigilância às DST, no que
concerne à prevalência das etiologias das síndromes e ao monitoramento
da resistência aos antimicrobianos pode vir a ser um recurso valioso
para o sistema de saúde do estado. É importante que as estratégias
reconhecidas como eficazes no controle às DST sejam adaptadas à
realidade de cada local em que ocorra a sua implantação. NOTA: Projeto
financiado com recursos da União Européia e da CN-DST/AIDS-MS.
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Prevenção da Transmissão Ver tical do HIV Experiência do Município do Rio de Janeiro
Autor(es): Valéria Saraceni - Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro
Co-autores: Angelica Fonseca; Betina Durovni; Cristiane Rapparini Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro; Gisele Israel; Izabella
Ribeiro; Katia Ratto; Liege Hort Didonet - Grupo de Apoio à Prevenção
da Aids - GAPA/RS
Apresentador: Valéria Saraceni
Contato com o autor: [email protected]
Problema: A transmissão da mãe para o filho do HIV pode ser evitada, se
a gestante for diagnosticada como portadora do HIV durante a gravidez e
a ela for oferecido o AZT. O AZT é utilizado durante a gestação, durante
o parto e no recém-nascido por 6 semanas. A cidade do Rio de Janeiro
apresenta cerca de 100.000 nascidos vivos/ano. Em 1998, 30% desses
partos se deram em maternidades municipais e, somadas as diferentes
instâncias, a rede do SUS cobriu 73% dos partos (27% em unidades
privadas). Em relação ao número de consultas, em 1998 foram realizadas
42.000 consultas de pré-natal de primeira vez, em 100 unidades de saúde
municipais. Falando-se na rede SUS, verifica-se que esta tem uma cobertura
de pré-natal que atinge 60% das mulheres que utilizam o SUS.
Descrição do Projetro: Promover a testagem anti-HIV voluntária e
universal de gestantes que se apresentarem ao pré-natal nas unidades
municipais do Rio de Janeiro, acompanhada de aconselhamento pré- e
pós-teste. Para tal intento, utilizamos as seguintes estratégias: treinamento
de profissionais de saúde, tanto em aconselhamento como em
manipulação de anti-retrovirais; distribuição gratuita desses
medicamentos; substituição do leite materno por artificial;
implementação de atenção integral à saúde da mulher; utilização de
testes rápidos anti-HIV em pré-natal tardio.
Principais Resultados: O alcance da testagem relatada por unidades
municipais de saúde que realizaram consultas de pré-natal nos anos de
1997 e 1998 foi de 35,8 e 44%, respectivamente. Embora o número
total de testes tenha permanecido no mesmo patamar nos 2 anos, o
número de unidades informando aumentou e o percentual de gestantes
testadas aumentou. Este fato deveu-se à diminuição do número de
consultas de 1ª vez em 1998, em relação a 1997. A incidência do HIV
dobrou de um ano para o outro, de 0,6 para 1,3%. Desde a implantação
do programa em outubro de 1996, foram identificadas 934 Desde a
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460
implantação do programa em outubro de 1996, foram identificadas 934
gestantes portadoras do HIV. Dessas, 490 já pariram. Outras cento e
cinquenta e duas encontravam-se em acompanhamento em agosto de
1999 e contabilizamos a perda de seguimento de outras 292 gestantes.
Conclusões: Para que estas estratégias logrem êxito, precisamos
aumentar a cobertura de pré-natal e realizar aconselhamento adequado
dessas mulheres. Os testes anti-HIV (Elisa e confirmatório) precisam
estar disponíveis e realizados em tempo hábil. Para que esta testagem
tenha maior alcance, o emprego de testes rápidos anti-HIV em gestantes
com mais de 32 semanas deve ser utilizado para agilizar o processo. A
substituição do leite materno, com provisão de leite substituto permite a
não-amamentação dos bebês, impede a transmissão via leite materno.
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461
Travestis, Profissionais do Sexo, DST-Aids: Relato de
Experiências, Grupo Operativo Pró-Vida de MaceióAL
Autor(es): Vanda Menezes - Secretaria Mun. de Saúde de Maceio Programa Mun. DST/Aids
Co-autores: Jorge Luís de Souza Riscado; Julio Daniel e Silva Farias
Apresentador: Vanda Menezes
Contato com o autor: (82) 336 6392
Problema: Com o contínuo avanço da epidemia da infecção pelo HIV e
dos casos de aids no Brasil, e levando em conta que dentre os municípios
alagoanos, Maceió é o que apresenta o maior número de casos, houve a
urgente necessidade do Programa Municipal de DST/aids trabalhar
populações com maior risco de infecção. A história e os relatos têm nos
apontado que os travestis profissionais do sexo apresentam a exposição
ao HIV através de comportamentos de risco, ou seja, para atender seus
clientes vêem-se forçosamente obrigados a abraçar uma prática de sexo
não seguro, portanto, dispensando a camisinha. Além do mais, ocorre
muitas vezes, a falta de informação mais adequada e constante, o registro
de baixa escolaridade e mesmo condições socioeconômicas precárias
que levam a reforçar a vulnerabilidade dessa categoria.
Descrição do Projeto: Este trabalho iniciou-se com o objetivo de
detectar o universo deste grupo, para definir a forma de intervenção
adequada e verificar o grau de conhecimento sobre a questão do HIV/
aids na conscientização da problemática do HIV/aids para mudança de
comportamento. A população alvo foi travestis, profissionais do sexo
que atuam na Avenida da Paz no Centro de Maceió/Alagoas, numa
amostra de trinta sujeitos. Tivemos como modelo de estudo, a pesquisa
observante/exploratória, pesquisa participativa e pesquisa ação, utilizando
como instrumento o diário de campo e seguindo as seguintes etapas:
Demanda espontânea; introdução de oficinas, capacitação dos sujeitos
envolvidos e multiplicação dos sujeitos envolvidos e multiplicação dos
conteúdos aprendidos. (Em andamento).
Principais Resultados: Caracterizamos os sujeitos dentro da faixa etária
dos 18 aos 40 anos com nível de escolaridade fundamental incompleto,
baixo poder aquisitivo. Inicialmente eram quarenta e três sujeitos, na
atualidade, trinta sujeitos aproximadamente participam da dinâmica do
grupo. Anteriormente apenas cerca de 10% faziam uso da camisinha.
Percebe-se em relatos, que atualmente, o percentual de mais de 90%
Poster
462
utilizam o preservativo nas relações sexuais.
Conclusões: Com o grupo criou-se o espaço para que os sujeitos
pudessem falar de suas experiências cotidianas, promovendo reflexão,
orientação e apoio mútuo, resgate de aspectos elevado grau de
individualismo. Hipotetizamos que esta questão esteja atrelada a estrutura
constituição do Eu. Percebemos ainda que o grupo tornou-se
psicanaliticamente “lugar” de fala/escuta, onde este “lugar” é o resgate
de indentidade e cidadania. Como identidade, cidadania e ser humano,
estão em constante movimento societário, o grupo operativo constituirse-á em ação.
Poster
463
Sífilis Congênita na UISHP em 1998
Autor(es): Vania Reis Girianelli - Unidade Integrada de Saúde
Herculano Pinheiro (UISHP)
Co-autores: Maria Irene dos Santos
Apresentador: Vania Reis Girianelli
Contato com o autor: [email protected]
Problema: No ano de 1998 a UISHP apresentou a maior taxa de
incidência de sífilis congênita dentre as maternidades do município do
Rio de Janeiro (6%). Visando compreender o quadro apresentado,
desenvolveu-se um estudo com o objetivo de analisar os critérios
utilizados para classificação dos casos e descrever o perfil dos casos
notificados de sífilis congênita.
Descrição do Projeto: Foi realizado estudo descritivo, com base nas
fichas de investigação epidemiológicas de sífilis congênita, notificadas
na UISHP no ano de 1998.
Principais Resultados: Foram preenchidas 165 fichas de notificação no
período e todos os casos foram classificados como sífilis congênita. No
entanto, apenas 6,1% dos casos eram sintomáticos, sendo a manifestação
mais frequente a icterícia, que pode ser determinada por diversas
patologias; 15,8% dos casos eram prematuros e 20,6% apresentavam
baixo peso ao nascer (< 2.500). Em contrapartida 89,7 % apresentaram
VDRL reativo de sangue periférico. Em relação às mães, 23% eram
adolescentes (< 20 anos), 21,1 % com história de aborto e 7,3% de óbito
fetal nas gestações anteriores. No entanto, 69,1 % haviam realizado prénatal, sendo que 55,1% receberam pelo menos três consultas.
Conclusões: O diagnóstico da sífilis congênita, segundo o critério
adotado pelo Ministério da Saúde, baseia-se no diagnóstico materno
mesmo na ausência de evidências clínicas e laboratoriais do concepto.
No entanto, o diagnóstico da sífilis materna é muito complexo, pois
geralmente a gestante não apresenta sinais e sintomas compatíveis com
a enfermidade e o exame laboratorial utilizado (VDRL) está sujeito a
resultados falso-positivos, observados em várias patologias, inclusive
na gestação. Como consequência, observa-se um aumento expressivo
nas notificações de sífilis congênita, que podem estar sendo
influenciados, basicamente, por dados laboratoriais inespecíficos. Em
contrapartida, as evidências epidemiológicas podem ser de grande auxílio
na classificação do caso, e não têm sido valorizadas.
Poster
464
Projeto de Prevenção
Adolescentes dos CIES
às
DST/Aids
Para
Autor(es): Verônica Maria Benevides Braga - Secretaria Municipal de
Desenvolvimento Social (SMDS)
Co-autores: Marcia Jane Lopes Dias Vieira; Maria Ivelize Araújo Pontes
Apresentador: Verônica Maria Benevides Braga
Contato com o autor: (85)277 3528
Problema: Estatísticas apontam o aumento de casos de aids em adultos
jovens que se infectam na adolescência. Em Fortaleza foram notificados
437 casos de aids na faixa etária de 15 a 29 anos, no período de 1980 a
1997. Considerando que esta população se expõe ao risco na
adolescência, surge a necessidade de realizar um projeto de intervenção
com adolescentes. Para tanto, foram contemplados alunos das escolas
públicas municipais matriculados nos Centros Integrados de Educação
e Saúde (CIES), de 5ª a 8ª série do Ensino Fundamental, alunos das
classes de aceleração II e alunos das Classes de Aceleração de Educação
de Jovens e Adultos. (CAEJA)
Descrição do Projeto: O projeto foi elaborado, no primeiro momento,
a partir da metodologia de formação de multiplicadores profissionais
de educação e saúde que trabalham direta e indiretamente com estes
adolescentes, e, planejamento das atividades a serem desenvolvidas
nos CIES por estes multiplicadores de acordo com a realidade de cada
CIES. Para o segundo momento foi prevista a formação de
multiplicadores adolescentes que terão suas atividades acompanhadas
pelos multiplicadores adultos. Já foi concluída a primeira etapa e a
Segunda está em andamento.
Principais Resultados: Durante o primeiro momento do projeto foram
envolvidos quatro Secretarias Regionais Executivas (SER), dez CIES,
30 profissionais de educação e saúde e 2586 adolescentes. Também foi
distribuído os seguintes materiais: 10 casais de bonecos dobravéis, 40
cartazes, 50 jogos ZIG-ZAIDS, 200 revistas de DST/aids, 3000 minicartilhas e 900 camisetas. As principais atividades realizadas foram:
reuniões de sensibilização, aplicação de pré-teste, quinzena da
curiosidade, reuniões de planejamento, oficinas e mobilização para o
tema do dia mundial de luta contra aids.
Conclusões: Trabalho, educação e saúde em parceria facilita o
desenvolvimento das atividades com os alunos, bem como a integração
dos profissionais que trabalham com esses alunos.
Poster
465
Prevenção: um Direito dos Adolescentes
A Experiência do Projeto “ Vista Essa Camisinha”
Autor(es): Viviane Manso Castello Branco - Secretaria Municipal de
Saúde do Rio de Janeiro
Co-autores: Carla Brasil Cristiane; Vanessa da Silva Dilma Cupti
Medeiros; Luciana Phebo; Maria de Fátima Goulart Coutinho; Sônia
Barbosa Melges
Apresentador: Viviane Manso Castello Branco
Contato com o autor: [email protected]
Problema: Face à necessidade de ampliar o uso da camisinha, a SMSRJ, através da Gerência do Programa de Saúde do Adolescente, vem
desenvolvendo, desde 1997, nas unidades de saúde da rede municipal,
o Projeto Vista essa Camisinha, que objetiva desburocratizar o acesso
dos adolescentes aos preservativos.
Descrição do Projeto: O projeto tem como atividades: Dispensação
gratuita de condons, em espaço privado, com garantia de
confidencialidade e orientação individualizada a adolescentes de ambos
os sexos; Grupos educativos que envolvem temáticas selecionadas pelos
adolescentes em parceria com os profissionais. As principais questões
abordadas são: conhecimento do corpo, auto-estima, sexualidade,
prevenção de gravidez, prevenção de DST/aids, orientação sobre o uso
de condom, direitos e gênero; os adolescentes são incentivados a
participar destas atividades, mas a participação é opcional. Incentivo
ao adolescentes para que sejam acompanhados pelo pediatra, clínico e/
ou ginecologista e freqüentem as demais atividades oferecidas pelas
unidades; Repasse de condons através das unidades de saúde para
atividades educativas desenvolvidas através de outras instituições
(escolas, feiras de saúde, abrigos etc.). Neste projeto, alguns apoios
têm sido fundamentais: - A parceria com a Gerência de DST/aids da
SMS-RJ e os recursos da CN-DST/AIDS têm favorecido a produção e
reprodução de materiais didáticos e de divulgação, bem como a
capacitação dos profissionais; - A parceria com a Trupe da Saúde,
formada por adolescentes multiplicadores do Grupo Cultural Afro Reggae
tem contribuído para a divulgação deste projeto junto ao público jovem,
através de técnicas circenses e teatro de rua; - O compromisso político
da SMS /RJ com as ações de prevenção das DST/aids, tem possibilitado
a compra dos preservativos de modo a garantir a continuidade das
ações.
Poster
466
Principais Resultados: Atualmente o Vista essa Camisinha está
implantado em 65 unidades, tendo atendido individualmente 6.942
adolescentes de 11 a 19 anos de ambos os sexos no 1ºsemestre de 99,
sendo 2.488 de 1ª vez.
Conclusão: Vários são os obstáculos a serem superados, como a pouca
divulgação do projeto e o retorno, ainda baixo, dos adolescentes. No
entanto o Vista essa Camisinha vem se revelando uma estratégia
importante para a captação precoce de adolescentes de ambos os sexos
para as ações de prevenção, contribuindo para o desenvolvimento do
PROSAD na rede básica e favorecendo a integração entre as unidades
de saúde e demais setores que trabalham com adolescentes.
Poster
467
Banco de Idéias, Recursos Materiais e Humanos para
o Trabalho Comunitário de Prevenção das DST/Aids
Autor(es): Wanda Lúcia Branco Guimarães - Centro de Desenvolvimento
e Apoio a Programas de Saúde - CEDAPS
Co-autores: Daniel Becker; Denildes da Silva; Kátia Maria Braga
Edmundo; Maria do Socorro Vasconcelos Lima; Rita Canela
Apresentador: Wanda Lúcia Branco Guimarães
Contato com o autor: [email protected]
Problema: O engajamento das instituições nas lutas por creche, habitação,
saúde, água e saneamento, é constante. A aids começa a fazer parte das
necessidades percebidas ainda embrionariamente por estes contextos,
sendo preciso apoio e referência as lideranças comunitárias neste cenário.
Descrição do Projeto: Banco de Recursos e Idéias para o Trabalho
Comunitário de Prevenção das DST/Aids desenvolve ações em quatro
eixos, sendo pólo de referência para as organizações comunitárias: i)
disponibilização de acervo para empréstimo/ consulta e doação com
apoio técnico; ii) produção do Boletim Comunicse -divulgação da
informação científica e das experiências realizadas nas comunidades
populares; iii) sistematização de um instrumento para levantamento de
aspectos socioeconômicos e conhecimentos/atitudes, obtendo indicadores
para planejamento e avaliação de projetos.; iv) desenvolvimento de
palestras informativas e oficinas sobre gestão social.
Principais Resultados: Cadastramento de 70 comunidades.
Consultores Comunitários de Prevenção das DST/AIDS - estudantes
de graduação capacitados para o desenvolvimento de Encontros
Educativos pautados em conteúdos básicos, trabalhados com os
diferentes grupos, levando-se em conta a linguagem e a especificidade
do Encontro, contendo pranchas e ilustrações sobre a forma de: Álbum
seriado; Jogo de slides e Jogo de transparências.
Conclusões: O fortalecimento e a “instrumentalização técnica” destes
organismos comunitários promove um aumento da informação aproximando a comunidade de um conhecimento técnico através da troca
de experiência ; estimulando o uso de preservativo entre os segmentos
diferenciados- homens, mulheres, adolescentes, homossexuais, usuários
de drogas...; promovendo a discussão acerca do respeito as diferenças,
a solidariedade e o compromisso com a saúde coletiva.
Poster
468
Direitos Humanos: Cidadania
Autor(es): Wilson Campos Teixeira Monteiro - AVAIDS - Associação
de Voluntários no Apoio aos Portadores de Aids
Co-autores: Claudine Cosma
Apresentador: Wilson Campos Teixeira Monteiro
Contato com o autor: [email protected]
Problema: Constatação de um dos aspectos mais desumanos da aids,
que é o preconceito social a ela associado, que aliado à ignorância e
desinformação existentes geram um sem número de injustiças sociais,
demissões de emprego, mal atendimento na rede de saúde pública ou
privada, problemas com convênios médicos, discriminações de toda
ordem. O indivíduo com sorologia positiva para o HIV, numa situação
já bastante complicada, quando o seu psicológico se fragiliza,
marginalizado pelo preconceito e desconhecedor de seus direitos de
cidadão e dos deveres do Estado, perde qualidade de vida, terminando,
desnecessária e precocemente seus dias, em estado de carência absoluta
e completo abandono. É nesse momento extremamente necessário que
se criem espaços de apoio e fortalecimento da justiça social.
Descrição do Projeto: Recebemos com breve relatório, pessoas carentes
com sorologia positiva para o HIV, encaminhadas por outras instituições
assistenciais e pelos Serviços Sociais dos principais CRT de Aids da
região sul e central cidade de São Paulo (I.I.Emilio Ribas,Coas, etc. e
demais serviços ligados ao SUS), para consultas jurídicas que versem
sobre seus direitos, quer estejam eles sendo violados ou não. O portador
é recebido por um advogado voluntário (a entidade conta com dois),
que apresenta seu parecer /orientação e/ou colabora diretamente para
a solução do problema, e/ou, ainda encaminha para a instituição ou órgão
competente, acompanhando o respectivo processo, até o final.
Principais Resultados: Diretamente, exercendo seus direitos de cidadão:
melhoria da qualidade de vida das pessoas carentes, orientadas pela
entidade, portadoras do vírus HIV; e indiretamente: a de seus familiares,
dando-lhes condições para conhecerem e fazerem valer seus direitos.
Foram atendidas e orientadas 237 pessoas durante doze meses; 78
orientações; 31 orientações previdenciárias; 01 ação proposta pleiteando
medicamentos; 01 ação trabalhista; 01 ação Plano de Saúde; 15 pessoas
assessoradas para acordos. A curtíssimo prazo temos como resultado,
uma satisfação moral e psicológica do orientado e, em segundo momento,
a satisfação de suas necessidades prementes.
Poster
469
Conclusões: Através do atendimento jurídico foi possível verificar uma
desinformação total de direitos, por partes dos orientados, o que nos
levou à elaboração de um Manual Informativo Sobre Benefícios Sociais
e Boletim Informativo para distribuição entre os mesmos e à população
em geral. Importante ressaltar a aliança realizada com o do Ministério
da Saúde neste trabalho, através do Termo de Cooperação 304/97 e sua
continuação em 1999 o que permitiu melhorar a nossa infra-estrutura e
adequá-la às necessidades jurídicas das pessoas atendidas. O trabalho
desenvolvido no período de dois anos tem proporcionado para aqueles
que o realizam uma intensa gratificação e, para aqueles que o recebem
, bem estar e relativa tranqüilidade conforme relatos. No entanto sabemos
que apenas começamos, ainda há muito por fazer. O importante a ser
ressaltado é que está sendo possível estender o conceito de Direitos
Humanos e Cidadania para todas as áreas de atendimento da AVAIDS
(Jurídica, Domiciliar, Psicológica e Informação ao Público), solidificando
a coesão e filosofia dos trabalhos.
Poster
470
Juiz de Fora em Ação
Autor(es): Wulmar Bastos Júnior - Associação Casa Viva
Co-autores: Antonio Jorge Marques; José Eduardo Amorim; Marta
Vasconcelos
Apresentador: Wulmar Bastos Júnior
Contato com o autor: [email protected]
Problema: Segundo dados oficiais do Ministério da Saúde do Brasil
(MS), cerca de 1/4 dos casos de aids no Brasil tem como via de contágio
o compartilhamento de apetrechos para o uso de drogas injetáveis. Em
Juiz de Fora-MG o primeiro caso em Usuário de Drogas Injetáveis (UDI)
foi notificado em 1987, hoje os UDI representam 30,8% dos novos casos
(SINAN/DVE/Superintendência de Epidemiologia/SMS-JF).
Descrição do Projeto: Com o proposito de tornar a prevenção do HIV/
aids/DST mais eficaz nesse grupo, a Associação Casa Viva (resultado
de um esforço conjunto de técnicos, usuários portadores de “sofrimento
mental” do SUS e familiares, com a intenção de possibilitar maior
efetividade nos tratamentos) elaborou o Projeto de Redução de Danos
para UDI na Cidade de Juiz de Fora - MG (PRD-JF) apoiado pelo MS e
o Programa das Nações Unidas para o Controle Internacional de Drogas
(UNDCP) tendo com. OG; c)Mapeamento das redes de UDI d)
Elaboração de instrumentos de pesquisa; e) Fortalecimento de material
preventivo e informativo aos UDI, incluindo-se folder preventivo
contendo endereços para diagnóstico e tratamento para HIV/aids/DST,
hepatites virais e dependência química, álcool swab 70%, copinho
plástico, agulhas, seringas, água para injeção e preservativos.
Principais Resultados: O processo de implementação das estratégias
está em andamento e até o momento realizou-se: a/b) autoridades
contatadas e acordo de parcerias firmado: Secretário de Saúde,
Coordenador Municipal de Saúde, Presidente da Câmara Municipal de
Vereadores, Delegado da Polícia Federal, Conselho Municipal de Saúde,
Diretor do Imecris, dentre outros; c) principais focos identificados (por
bairro/diagonóstico); d)instrumento elaborado e em condições de início
da fase piloto. Através deste busca-se dados relativos ao perfil
sociodemográfico, histórico de compartilhamento de apetrecho para o
uso de drogas injetáveis e de doenças infecto-contagiosas, utilização de
preservativos e tratamento para dependência química. Cabe ressaltar
que obteve-se um excelente aproveitamento nos itens “a” e “b” até a
presente data. O item ainda não está sendo executado devido ao curto
período do início do apoio por parte do MS e UNDCP (54 dias).
Poster
471
Conclusões: As atividades do PRD-JF demonstram estar em
consonância com as diretrizes de outras ONG e OG, bem como
suscitando o debate sobre a questão e a ampliação da rede de atenção
primária, secundária e terciária.
Poster
472
Índice de Autores
A
Abreu, A. R, de,.........................110
Acceta, A. C.,.............................402
Acurcio, F. de A.,.......................314
Adorno, R. de C. F.,...................273
Afonso, E. O.,............................402
Afonso, S. R. M.,.......................347
Afonso, V. R.,.............................228
Agentes da Prevenção da A. de
Mulheres....................................384
Aguado, V. S.,............................326
Aguiar, N.,.................................178
Aguiar, N.,....................................418
Aguiar, N.,....................................420
Alberto, S. J.,................................353
Albuqueruqe, E.,..........................290
Almeida, A. F. de,.........................326
Almeida, C. de F. B.,.....................277
Almeida, C. L. de,.........................408
Almeida, D. de,.............................136
Almeida, D. M. M.,......................448
Almeida, E. de,...........................444
Almeida, M. R. C. B. de,...............393
Almeida, O. T.,............................288
Almeida, R. dos S.,.......................136
Almeida, W. R. de.,.........................54
Alvares, N. L. P.,..........................255
Alvarez, M. G.,..............................396
Alvarez, S. R.,...............................209
Alves, C. M.,.................................308
Alves, I. A. L.,...............................420
Alves, R. das N.............................201
Amaral I. g. do,.............................270
Amoedo, S.,..................................288
Amorim , M. R. F.,..........................70
Amorim, A. S.,..............................141
Amorim, A. S.,..............................333
Amorim, J. E.,...............................471
Andrade, L. S. de,.........................354
Andrade, M. C.,.........................259
Andrade, T. M. de,.........................140
Andrade, T. M. de,.........................166
Andreazzi, R. C.,............................187
Andreazzi, R. C.,...........................135
Antunes, M. C.,..............................162
Aragão, K.,.......................................32
Arakaki, D.,....................................152
Araujo, A. M. F.,............................288
Araujo, M. C.,................................284
Araujo, M. C.,................................286
Araujo, P. J.,...................................180
Araujo, S. B.,..................................387
Araujo, W. J.,.................................393
Araujo, W. J.,.................................294
Arreguy-sena, C.,..........................104
Arreguy-sena, K.,..........................104
Asanome, C. R.,...............................48
Assef, M C. V.,...............................440
Assunção, A.,.................................148
Augusto, C. A.,...............................452
Avellar, S.,......................................163
Ayres, J. R. de C. M........................337
Ayres, J. R. de C. M........................218
Azevedo, M. F.,...............................54
Baldoto, F. S.,.................................308
Bandeira, M. M. B.,.......................288
Batista, P. G.,..................................170
Baptista A. P.,.................................345
Baptista A. P.,.................................382
Barbosa Jr., A.................................364
Barbosa, M. A.,.............................452
Barbosa, R. H. S.,..........................190
Barbosa, R.,...................................146
Barbosa, R.,..................................281
Barbosa, R.,..................................435
Barbosa, R.,...................................403
Barbosa, R.,...................................435
Barbosa, R.,..................................450
Barreira, D.,..................................129
B
Barreto, C. V. A.,........................262
Barreto, C.,..........................260
Barreto, M. C. R.,.......................112
Barreto, S.,.........................120
Barros, C. R. P.,.........................151
Barros, D. S.,.........................402
Barros, M. B. A.,....................142
Barroso, O.,........................428
Bastidas, L. S.,..............................209
Bastos Junior, W.,........................471
Batista, P. G.,.........................170
Batista, S.,.............................160
Batistela, R. de C.,.......................91
Bauer, P. G.,.............................288
Becker, D.,............................345
Becker, D.,..........................468
Bello, P. Y.,.............................295
Bellucci, S. B.,...............................205
Bellucci, S. B.,...............................207
Bellucci, S. B.,..............................33
Bellucci, S. B.,...............................81
Bellucci, S. B.,...............................114
Belushi, A.,.........................148
Bento, L. A. G.,.........................209
Benzaken, A. S.,........................69
Berger, S. D.,.........................196
Berger, S. D.,..........................438
Bernardes, M.,.............................409
Bernardi, M. R.,.........................268
Bernardi, M.,........................203
Bernardino, R.,..........................136
Bertim, V. S.,..........................223
Bertolini, R. M. L.,.........................54
Betts, C. D.,................................88
Betts, C. D.,.................................93
Betts, C. D.,................................96
Bevilacqua, S. M. N. B.,...............210
Bevilacqua, S. M. N. B.,................299
Bevilacqua, S. M. N. B.,...............446
Bezerra, A.,...........................297
Bezerra, F. S. de M.,.......................309
Bezerra, F. S. de M.,.......................295
Bezerra, I.,...............................355
Bezerrra, D.,.................................409
Bicudo, V.,....................................144
Biondi, E,. J.,..............................284
Biondi, E,. J.,..............................286
Biondi, E,. J.,.................................288
Bittencourt, A. R.,.........................227
Blessa, C. R. B.,............................266
Blessa, C.,................................307
Boareto, M. C.,...........................375
Boarett, N. J. S.,...........................281
Bock, S. D.,...............................252
Boehm, I. O.,..........................381
Bonolo, P. de F.,............................314
Bonomo, J. L.,.............................54
Borgiees, R.,..................................48
Borowski, H. K. V.,........................448
Bosco Junior, J.,...........................251
Bosque, M. de M. N.,....................311
Braga, V. M. B.,..........................465
Braga, V. M. B.,........................156
Branco, C. I.,............................458
Branco, V. M. C.,...........................216
Branco, V. M. C.,..........................466
Brandão, M. D.,.............................122
Brandão, R.,..............................175
Brasil, C. S,..................................90
Brasil, C. S.,...............................264
Brasil, C. S.,................................265
Brasil, C.,....................................216
Brasil, C.,.....................................375
Brasil, C.,..................................466
Brasil, F. P.,.................................329
Brasil, J.,.................................56
Brasil, M. L................................90
Brasil, M. L..................................264
Brasil, M. L...................................265
Braz, J.,.....................................429
Brites, C. M................................76
Brito, E. M. da S.,.......................331
Brito, J.,...................................423
Brito, N.,.....................................35
Britto, M. T. S. S. de,.....................395
Broutet, N.,...............................458
Buccheri, V.,.................................260
Buchalla, C. M.,..........................307
Bucher, J.,...............................186
Bueno, S. M. V.,............................245
Bum, E.,.................................170
Burgos, D. C. S.,..........................262
Cabral, C. S.,..............................190
Caetano, J. C. F.,...........................339
Calazans, G. J.,.........................337
Caldeira, Z.,.............................181
Camargo, R. P. S. de,......................47
Caminada, S.,...........................241
Campos, E. N.,.........................54
Campos, L. M.,.........................353
Campos, M. V. S. D.,.................284
Campos, M. V. S. D.,.................286
Canela, R.,..................................345
Canela, R.,....................................468
Cardia, M. T. A.,...........................91
Cardoso Jr., R.,............................186
Cardoso Jr., R.,.............................428
Cardoso, J.,...............................323
Cardoso, M. V. G.,..........................365
Carmo, S. R. do,............................316
Carneiro, R. S. A.,........................341
Carrington, C.,...............................88
Carrington, C.,...............................93
Carrington, C.,...............................96
Carvalho, C. B.,..........................432
Carvalho, C. P. de,........................262
Carvalho, C.,...............................284
Carvalho, C.,...............................286
Carvalho, J. L. B. de,....................252
Carvalho, M. F. de,.........................364
Carvalho, M. L.,.............................288
Carvalho, T. M. de,.......................450
Cassanjes, F. C.,..............................91
Castro, D. M. F. de,......................151
Castro, G. de,............................432
Castro, M. P. de,.........................29
C
Castro, M. P. de,...........................43
Castro, M. P. de,.........................233
Cavalcante, E. G. F.,.....................295
Cavalcante, E. G. F.,....................309
Cavalcante, M. do S.,....................382
Celres, C. R. S.................................92
Cerquira, A. T. de A. R.,...............398
Cerqueira, M.,...................148
Chen, S.,................................142
Chicrala, M.,..........................409
Chong, H.,...............................393
Cintra, E. F.,...............................178
Cintra, E. F.,....................................48
Cintra, E. F.,..................................420
Cintron, C.,...................................42
Clos, A.,.....................................368
Côco, D.,..................................170
Coligação das A. e Moradores do
Compl. Grajau/Jacarepaguá/Lins..384
Colosio, R.,.................................162
Cordeiro, A. L. Z. C.,................235
Cordeiro, A. L. Z. C.,................200
Cordeiro, A. L. Z. C.,................135
Cordeiro, D. T. V.,......................393
Cordeiro, F.,..........................313
Cordeiro, F.,.........................261
Cosma, C.,.............................469
Cosmo, A. N.,............................469
Costa A. P. A.,.......................225
Costa, C. da,................................48
Costa, D. G.,.............................302
Costa, F. de M. S. P.,.....................330
Costa, J. C. da,..............................432
Costa, M. J. da.,...........................83
Costa, N. F. P.,...........................409
Costa, R. J. da,...............................426
Costa, T. da.,..............................452
Cotrim, S.,...............................373
Coutinho, M. de F. G.,..................216
Coutinho, M. de F. G.,..................466
Couto, M. H. C.,............................387
Cromack, L.................................175
Cromack, L. M. F.,........................151
Cruz, A. L.,..................................72
Cruz, R.,........................................415
Curcio, M.,.......................................72
Daher, M. A.,.................................341
Darriba, V. A.,..............................237
Daufenbach, L. Z.,.........................254
De Angelis, F.,...............................402
Deveza, M.,.....................................99
Dias, A. S.,.....................................402
Dias, M. B.,....................................237
Dias, M. B.,...................................316
Dias, M.,........................................432
Dias, P. R. T. P.,.............................181
Dias, P. R. T. P.,............................183
Dib, F.,.........................................446
Dib, M. A. N.,...................................58
Dib, S C. S.,....................................446
Didonet, L. H.,..............................351
Didonet, L. H.,..............................460
Diedrich, M de J. L.,.....................314
Diniz, A. G.,......................................33
Diniz, A. S.,.................................277
Doher, I.,......................................387
Domanico, A.,.................................76
Domingues, D. E. M.,......................90
Domingues, D. E. M.,....................264
Domingues, D. E. M.,....................265
Domingues, R.,..............................375
Dourado, I.,....................................108
Duarte Junior, A. M.,................170
Duarte, C.,......................................415
Duarte, M. S.,..............................170
Duarte, M. S.,................................268
Durovini, B.,...................................80
Durovini, B.,..................................102
Durovini, B.,.................................243
Durovini, B.,.................................460
Edmundo, K. M. B.,.......................345
Edmundo, K. M. B.,.......................382
Edmundo, K. M. B.,......................468
Elmor, M. G.,...................................91
D
E
Eluf, M. L.,.....................................58
Eluf, M. L.,..................................392
Enders, B. C.,.............................128
Equipe Multiprofissional do Amda...377
Equipe Técnica do Amda...............326
Esher, A.,........................................78
Esmanhoto, R.,.............................440
Evangelista, L. M. da C.,...............450
Evangelista, M. C. F.,....................393
Façanha, M. C.,.............................382
Facchini, L. A.,.............................436
Faria, D. O.,...................................284
Faria, D. O.,....................................286
Faria, M. A. S.,...............................122
Faria, M. B. de,..............................432
Farias F. S. de A. B.,.......................311
Farias, J. D. e S.,............................462
Farias, R. F.,.............................170
Fassa, A. G.,....................................436
Feitosa, I.,......................................458
Felipe, E. V.,................................162
Felipe, Y. X.,...................................29
Felipe, Y. X.,...................................43
Felipe, Y. X.,................................233
Ferraz, E.,......................................118
Ferreira, E. M.,..............................106
Ferreira, I. Q.,................................118
Ferreira, J. C. F.,............................268
Ferreira, L. T.,...............................393
Ferreira, M. de P. S.,......................160
Ferreira, M.,...................................367
Ferreira, R. R. de S.,......................442
Ferreira, R.,....................................102
Ferreira,M. de L. da S.,................398
Ferreira, S.,....................................120
Ferreira, A. R.,.............................322
Ferreira, R. da S.,...........................284
Ferreira, R. da S.,........................286
Ferreira, M.,.................................275
Ferreira, M.,..................................367
Fialho, J. L.,..................................284
Fialho, J. L.,..................................286
F
Figueiredo, E. B.,..........................252
Figueiredo, R.,................................58
Figueiredo, W. dos S,...................218
Figueirôa, F.,..................................62
Figueiredo, R. M. M. D. de,..........434
Filho, A. D. R.,..............................257
Filho, H. C. S.,...............................337
Filho, F. E.,.....................................353
Focchi, E. L.,.................................106
Focchi, P. S.,..................................214
Fonseca, A. F.,................................80
Fonseca, A. F.,...............................243
Fonseca, A. S. da,.........................112
Fonseca, A.,...................................102
Fonseca, A.,..................................460
Fonseca, E. M. G.,............................53
Fonseca, E. M. G.,............................72
Fonseca, E. M. G.,........................224
Fonseca, E. M. G.,........................405
Fonseca, E. M. G.,.......................406
Fontinelli, D.,................................160
Fontinelli, D.,...............................367
França Junior, I.,...........................337
Francez, J. C.,...............................191
Francisco, A. L................................54
Francisco, M. T. R.,.....................368
Francisco, M. T. R.,.....................322
Francisco, M. T. R.,....................422
Franco, E.,.....................................35
Franco, E.,.................................116
Franco, M. A. S.,............................70
Freire, M. D. C.,...........................257
Freire, M. M. da L.,.......................308
Freitas, M de L.,............................51
Freitas, M de L.,............................413
Freitas, M. I. de F.,........................167
Freitas, M. I. de F.,........................122
Frias, F. S. de A. B.,........................311
Fukushina, S. A. T.,.....................448
Funcal, H.,....................................152
Galindo, D.,..................................251
Galli, G. B.,....................................268
G
Galvão, A. L. R.,.............................225
Galvão, K.,....................................251
Galvão, M. T. G.,...........................398
Gama, G. G. G.,..............................262
Gandolfi, D.,..................................106
Garcia, A. dos S.,............................247
Gasparine, S. M.,............................29
Gasparine, S. M.,............................43
Gasparine, S. M.,.........................233
Gasparini Junior, A.,.......................54
Georg, I.,.......................................271
Gianna, M. C.,................................149
Gibbons, A. S.,..............................191
Giordani, A. T.,.............................245
Girianelli, V. R.,.............................213
Girianelli, V. R.,............................464
Girianelli, V. R.,...........................168
Girianelli, V. R.,..........................389
Godoy, A. O. F. de,........................454
Goihman, S.,.................................141
Goihman, S.,.................................333
Golegã, A.,..................................415
Gomes, J, S.,...............................288
Gomes, L.,........................................72
Gomes, M. C.................................367
Gomes, M.,....................................160
Gomes, M.,....................................275
Gomes, R. R. B.,..........................200
Gomes, R. R. B.,...........................135
Gomes, R. R. B.,...........................235
Gonçalves, B.,..............................252
Gonçalves, D. A.,..........................281
Gonçalves, D. A.,..........................403
Gonçalves, D. A.,..........................435
Gonçalves, F. do N.,......................151
Gonçalves, M. T. P. A.,................308
Gondim, R. C.,...............................271
Gotti, T. P.,...................................233
Goytacaz, R.,...............................292
Grandi, J. L.,.................................141
Grandi, J. L.,................................333
Granjeiro, G.,..............................186
Gregis, C.,.............................90
Gregis, C.,............................264
Gregis, C.,............................265
Grimes, N. C.,.........................411
Grupo Clarearte de Teatro de Rua........56
Guarabyra, A.,.........................81
Guarabyra, A.,.......................205
Guarabyra, A.,..........................33
Guedes, A. S.,.............................402
Guedes, C. L. T.,.........................268
Guerra, M da C dos S.,...................99
Guerreiro, I. C. Z.,.....................328
Guerreiro, M. de F. F.,............382
Guibu, I. A.,.............................241
Guidio, E. L. J.,.....................393
Guimarães, C. S.,...................402
Guimarães, W. L. B.,..................468
Guimarães, W. L. B.,.................345
Guimarães, W. L. B.,..................384
Haddad, M. T.,.........................135
Haddad, M. T.,...........................180
Haddad, M.T.,...........................187
Haddad, M. T.,...........................200
Haddad, M. T.,.............................225
Haddad, M. T.,..............................235
Hallack, K. A.,............................104
Hamrick, P. A.,..........................176
Hayden, R.,..............................191
Hearst, N.,.................................86
Hearst, N.,...............................108
Hearst, N.,...............................142
Hearst, N.,...............................181
Hearst, N.,...............................193
Hearst, N.,...............................255
Hearst, N.,...............................355
Hearst, N.,...............................415
Hearst, N.,...............................429
Hearst, N.,...............................456
Hebling, E. M.,..............................33
Hebling, E. M.,.............................114
Hebling, E. M.,...............................81
Hebling, E. M.,.............................205
H
Hermann Junior, W.,......................131
Higa, M. A. F.,.........................225
Hudes, E.,............................142
Hudes, E.,..............................193
Ilário, M. C. F. J.,........................377
Ilário, M. C. F. J.,.......................257
Ilário, M. C. F. J.,........................326
Ilário, M. C. F. J.,........................377
Iossi, M. A.,..........................446
Israel, G.,..................................375
Israel, G.,.................................460
Iturri, J.,..............................365
Ivo, M. S.,.............................322
Jannotti, C. B.,..........................190
Jeolás, L. S.,..............................48
Jesus, C. H.,................................259
Jimenez, E. J. B.,..........................386
Jimenez, L.,.............................452
Julio, A. R.,..............................240
Justo, T. M.,...............................455
Kanashiro, C. K.,..........................341
Kassuga, I. H.,......................329
Khater, J. F.,.......................135
Khater, J. F.,.......................180
Khater, J. F.,.......................200
Khater, J. F.,.......................235
Kochergin, C. N.,.....................273
Kováks, M. J.,........................201
Kreitchmann, R.,.....................194
Krokos, M.,.........................35
Kuchenbecker, R.,......................436
Kuchenbecker, R.,........................90
Kuchenbecker, R.,......................264
Kuchenbecker, R.,.....................265
Lacerda, A. C.,...........................288
Lacerda, R. M. V.,.......................191
Lacerda, R. M. V.,.......................193
Lacerda, R.,..............................355
Lacerda, R.,.............................415
Lafoz, S.,...............................393
Lago, R. F. do,...........................47
Lana, F. C. F.,..........................122
I
J
K
L
Lana, F. C. F.,..........................231
Landroni, M. A.,.........................218
Larrúbia, E.,.............................368
Latorre, M. do R.,........................355
Lauria, L.,.................................102
Lázaro, J. A...............................146
Lazzarotto, V. M. M.,.....................64
Leal, M. A.,..............................326
Leandro, E. A............................288
Leão, L. S.,..............................251
Leite, A.,...............................458
Leitzke, P.,...............................170
Leme, B.,.................................38
Libero, J. de,..........................160
Lima, A. L. L.,...........................233
Lima, A. L. L.,.............................29
Lima, A. L. L.,............................43
Lima, D. H. A. de,........................99
Lima, E. M. de B.,.....................298
Lima, F. V. de.,...........................112
Lima, H.,...............................323
Lima, L. L.,...............................402
Lima, M. C. C............................174
Lima, M. C. C.............................166
Lima, M. do S. V.,.......................384
Lima, M. do S. V.,.......................345
Lima, M. do S. V.,......................468
Lima, N.,.................................186
Lima, R.,..................................56
Lima, S. R. de,............................202
Lima, V. S. de S.,...........................316
Lino, V.,..................................284
Lino, V.,.................................286
Lobarinhas, M. L.,......................455
Loblein, O.,............................69
Lobo, E.,.................................297
Lola, M. M. F.,.........................277
Longo, P.,................................368
Lopes Junior, E.,.......................112
Lopes, C. P.,..............................322
Lopes, F.,..................................307
Lopes, L. de O.,...........................365
Lopes, M. do C. S.,.........................298
Lopes, M. G. D.,..........................386
Lourenço, K. C. G.,....................347
Lourenço, M. C. da S.,...............271
Lupatelli, L. M.,.........................51
Luppi, C. G.,.........................259
Luppi, C. G.,........................260
Lutz, E.,................................292
Lutz, E.,..............................198
Luz, B. T.,..................................271
Lyra, J.,..........................................251
Macedo, I. C. X. de,.......................330
Machado, A. A.,.........................432
Machado, F.,...............................90
Machado, F.,.............................198
Machado, F.,.............................264
Machado, F.,.............................265
Machado, H. B.,............................316
Machado, P. R. F.,.........................422
Machado, P. R. F.,.........................239
Magalhães, J.,............................47
Magalhães, M. A.,.......................281
Magalhães, M. de L. de A.,...........379
Magalhães, P.,............................170
Maganha, M. E.,.....................203
Magi, J. C.,...............................331
Maia, M. B.,...........................408
Malachias, I.,...........................314
Mann, C. G.,.................................101
Mann, C. G.,.............................272
Mapurunga, J.,...........................428
Marcopito, L. F.,.......................362
Marinho, M.,...............................74
Marinho, M.,............................154
Marinho, R. B. G.,........................441
Marinho, R. B. G.,........................138
Marins, J. R. P.,........................142
Marques A. J.,..............................471
Marques, A. P. N............................74,
Marques, A. P.,..............................154
Marques, A. R.,.............................357
Marques, E. M.,..........................300
M
Marques, L. C.,...........................400
Marques, M. L. D.,.......................354
Marrara, A. M.,..........................205
Martínez, A. I. F.,...........................351
Martins, A. C. G.,......................90
Martins, A. C. G.,....................264
Martins, A. C. G.,....................265
Martins, H.,...............................40
Martins, H.,.............................133
Martins, H.,.............................324
Martins, H.,.............................318
Martins, M.,..............................54
Martins, N.,.............................92
Martins, R. B.,.......................162
Martins, T.,.............................428
Martins, V. B.,.........................129
Mathias, C. R. de J. C.,................151
Matida, L. H.,......................149
Matida, L. H.,......................362
Matos, H. R.,..........................288
Matos, M.,...............................284
Matos, M.,...............................286
Mauch, L.,..................................170
Mayer, R.,..................................198
Mayer, R.,.................................292
Medeiros, D. C.,...........................216
Medeiros, D. C.,..........................466
Medeiros, L.,.............................361
Medeiros, R. de P.,.....................188
Medeiros, R. de P.,.....................430
Medina, M. L. M.,....................371
Medrado, B.,...........................251
Megied, M. C.,......................281
Meirelles, B. H. S.,..................254
Meirelles, Z. V.,....................151
Melges, S. B.,............................216
Melges, S. B.,............................466
Mello, A. M..........................443
Mello, A. M.........................448
Mello, M. B. P.,......................403
Mello, M. B. P.,......................146
Mello, M. B. P.,......................281
Mello, M. B. P.,.......................435
Mello, R. B. de,........................443
Melo, J. J. de,.........................240
Membros da ONG Lutando Pela
Vida ............................................452
Mendelsohn, G.,............................131
Mendes, J. M.,.............................144
Mendonça, M. M.de B.,................370
Menezes, A. L. de,......................136
Menezes, J.,...............................423
Menezes, V.,..............................462
Merchán-hamann, E.,.................110
Mesquita, F.,..................................180
Mesquita, F.,...........................200
Messias, J. A. da S.,......................151
Midlej., E. M.,............................284
Midlej., E. M.,...........................286
Minelli, D. M.,.................................53
Minelli, M. A.,.............................224
Minelli, M. D.,............................405
Minelli, M. D.,............................406
Miranda, F. J. S.,...........................334
Miranda, M. B. L. S.,...................277
Miranda, M. de F.,........................136
Miranda, M.,..............................175
Miranda, R. C.,..........................308
Miranda, S. S. M.,......................277
Miranda. P. S. C.,........................430
Mitre, G.,................................124
Mitsuka, L.,................................48
Moalli, A. L.,.................................72
Monteiro, E.,.................................83
Monteiro, E.,..............................136
Monteiro, M. do Carmo S.,........146
Monteiro, M. do Carmo S.,........403
Monteiro, M. do Carmo S.,........435
Monteiro, W. C. T.,.....................469
Moori, C. de P. A.,.....................91
Moraes, M. S.,...............................106
Moraes, S. H. P.,..........................210
Moraes, S. H. P.,..........................299
Morais, A.,...............................393
Morais , A. C. S. de,......................238
Morais, M.,..............................251
Moreira, H.,..................................411
Moreira, M. A.,...........................176
Moreira, M. do C. Z.,.....................56
Moreira, M. do C. Z.,...................164
Moreto, R.,..............................120
Mota, H. P. da,.................................54
Mott, L.,..................................148
Moura, C. O.,.................................42
Moura, L.,...................................110
Mujica,M.,.............................124
Mukai, M. S.,................................341
Muller, M. D.,.................................40
Muniz A. S.,................................271
Narciso, A. M. S.,.........................371
Nascimento, A. C. e S.,.................249
Nascimento, F. R.,.........................448
Nascimento, M. A.,.......................284
Nascimento, M. A.,.......................286
Nascimento, M. I. do,..................293
Nascimento, M. I. do,...................294
Nascimento P.,.........................251
Nascimento, P.,............................185
Nascimento, R. L. do,....................48
Nascimento, V. L. V. do,..................29
Nascimento, V. L. V. do,...................43
Nascimento, V. L. V. do,................233
Negrão, I., P.,............................118
Nemes, I. B.,............................146
Neto F. C.,..................................106
Neto, J. E.,................................260
Neto, L. F. C.,..........................231
Neto, L. F. C.,..........................122
Neves, F. R....................................306
Neves, M. S.,...............................268
Neves, S. M. F. M.,....................447
Nicolai, C.,...............................375
Nigro, R. C.,...............................429
Nishimoto, T.,.............................191
Nishimura, R. T.,..........................48
Nogueira, C. O.,......................270
N
Nogueira, R. C. M.,....................396
Nogueira, S. A.,........................145
Noronha, K.,.............................191
Noronha, V.,................................144
Nova, J. L. L. da,..........................45
Nunes, M.,..............................373
Nuñez, M. E.,............................166
Nuñez, M. E.,...........................174
Oliveira, E.,...................................120
Oliveira, F. R. R. M. de,.................151
Oliveira, J. C. de M.,...................122
Oliveira, J. de,...........................432
Oliveira, J. F. de.,.....................140
Oliveira, L. A.,..........................218
Oliveira, L. A.,.........................413
Oliveira, L. M. de,...................308
Oliveira, M. A.,...........................135
Oliveira, M. da P. R1. de,..............63
Oliveira, M. F. A. P. B.,..................51
Oliveira, M. I. R.,........................314
Oliveira, M. L. R........................225
Oliveira, M. M. H. N. de,.............395
Oliveira, M. P. de,......................152
Oliveira, N. D.,.........................342
Oliveira, R. C.,.........................259
Oliveira, R. L. S.,....................259
Oliveira, R. S.,.......................277
Oliveira, R.,..............................72
Oliveira, S. B. de,.........................101
Oliveira, S. B. de,.......................272
Oliveira, V. M. de,........................90
Oliveira, V. M. de,.....................264
Oliveira, V. M. de,.....................265
Orsi, M.,.......................................58
Osso, E. de O.,...........................303
Otero, R. G.,...................................364
Pacca, J. C. B.,.............................85
Pacca, J. C. B.,.............................146
Pacca, J. C. B.,.............................163
Pacca, J. C. B.,............................227
Pacca, J. C. B.,...........................403
Pacca, J. C. B.,...........................435
O
P
Paganini, E.,..............................299
Paganini, E.,..............................210
Paiva, V.,..................................86
Paiva, V.,................................201
Paiva, V.,................................266
Paiva, V.,................................355
Paiva, V.,................................429
Paiva, V.,.................................456
Paixão, M. F. N.,.........................42
Palhares, M. C.,...........................141
Palhares, M. C.,...........................333
Paparelli, N.,.................................72
Paravidini, J. R.,..........................234
Parente, M. B.,.............................373
Pasini, V. L.,................................214
Passos, M. R. L,...........................402
Passos, R., de C............................196
Passos, R., de C...........................438
Passos, S. K.,.............................170
Patrício, Y. C.,.........................450
Patrocolo, M. A.,.....................144
Paula, C. C. de,.........................110
Paula, G. M.,.............................402
Paulucci, T. D.,.........................122
Pedrosa, C.,.............................251
Peixoto, M. A. A.,...................357
Peluso, D.,...............................318
Penna, T.,.............................320
Penna, T.,..............................324
Pereira, M. do C,............................90
Pereira, M. do C.,.........................264
Pereira, M. do C.,........................265
Pereira, M. L.,.............................316
Pereira, M. T. M. A.,....................371
Pereira, N.,................................440
Pereira, P. de C.,........................424
Pereira, R. P.,............................361
Peres, C. A.,.................................86
Peres, C. A.,................................255
Peres, C. A.,.....................................38
Peres, C. A.,....................................86
Peres, C. A.,..................................266
Peres, R. A.,.................................38
Pestana. E. A. L.,.........................223
Phebo, L.,..............................216
Phebo, L.,.............................466
Pilotto, J. H., da S.,..................293
Pilotto, J. H., da S.,..................294
Pimentel, M. C. S.,......................284
Pimentel, M. C. S.,......................286
Pimentel, S.,.................................80
Pimentel, S.,...............................243
Pinheiro, A. C.,........................382
Pinheiro, C. A. T.,.....................170
Pinheiro, R. M.,........................261
Pinheiro, V. M. S.,.....................402
Piol, B.,.....................................54
Pires, E. A. da S.,.........................293
Pires, E. A. da S.,........................294
Pires, Y. A. L............................239
Pires, Y. A. L.,..........................422
Placca, A. L.,..............................141
Pluciennik, A. M. A.,.................146
Pluciennik, A. M. A.,.................149
Pontes, M. I. A.,........................156
Pontes, M. I. A.,........................465
Porta, E. V.,..................................228
Portugal, M. A. L.,........................54
Prado, M. M.,..............................48
Prestupa, S. C. de M.,....................152
Previtali, F. M.,...........................308
Programa Estadual de DST e Aids,....454
Pupo, L. R.,...............................146
Pupo, L. R.,..............................140
Putti, R.,...................................432
Quadros, R.,.............................53
Queiroz, A. M. B.,.......................249
Queiroz, I. C.,............................284
Queiroz, I. C.,............................286
Queiroz, R. V.,.............................443
Queiroz, T. R. B. S. de,.................458
Querrer, C. F.,..............................70
Ramos, A. N.,........................129
Ramos, M. C.,.........................400
Q
R
Raposo Jr., A.,.........................187
Raposo Jr., A.,........................200
Raposo Jr., A.,.......................235
Rapparini, C.,.......................102
Rapparini, C.,......................460
Rathke, C. A. F.,....................400
Ratto, K.,.............................375
Ratto, K.,..........................460
Real, L. H. G.,...........................170
Real, L. H. G.,...........................268
Rebelo, H.,...............................373
Rebouças, M.,...........................415
Redígolo, L. R. P.,..........................446
Regina, G.,...................................42
Rehn, M.,.................................400
Reis, C. A. A. dos,........................48
Reis, M. A. B.,................................53
Reis, M. A. B.,...............................53
Reis, M. A. B.,..............................72
Reis, M. A. B.,..............................224
Reis, M. A. B.,.............................402
Reis, M. A. B.,.............................406
Reis, M. A. B.,...........................443
Reis, M. A. B.,...........................448
Ribero, J. de,.............................367
Ribeiro, C. A.,..........................176
Ribeiro, C. E.,..........................440
Ribeiro, I.,.....................................460
Riscado J. L. de S.,.......................335
Riscado J. L. de S.,......................462
Robichez, C.,..............................402
Rocha, A. L. C. da,.....................308
Rocha, C. R. M. da,........................99
Rocha, F.,..................................120
Rocha, F.,.................................131
Rocha, L. B. S.,........................225
Rocha, L.,................................203
Rodrigues, A. R.,............................203
Rodrigues, I. F.,.............................136
Rodrigues, I.,...............................393
Rodrigues, L. O. V.,....................416
Rodrigues, M. A. T.,...................170
Rodrigues, M. B.,.......................367
Rodrigues, V.,..............................72
Rodriguez, M. D. M. P. E.,...........381
Rolim, B. C.,..............................83
Rolim, B. C.,...........................354
Romam, M. D.,........................38
Roman, M.,........................86
Romano, E.,............................284
Romano, E.,..........................286
Romano, I. S.,....................341
Rosa, C.,................................284
Rosa, C.,..............................286
Rossani, H. M. L. de C.,........326
Rossi, A. da S.,.........................47
Rossi, C.,...............................393
Rouquayro, M. Z.,.....................382
Ruiz, M. O.,..............................141
Saad, A. C.,..............................288
Sabino, E.,...............................260
Sales, E. F. L.,............................180
Sampaio, C.,..........................183
Sampaio, N. M. V.,.......................295
Sampaio, N. M. V.,.....................309
Sampaio, R. F.,..........................263
Sanches, K.,............................346
Santana, J. A.,..............................46
Santana, J. A.,............................353
Santana, O.,..............................148
Santander, A. C.,..........................228
Santi, M. T. de,.............................176
Santos, A. de O. dos,....................392
Santos, A. E. dos,........................42
Santos, A. L. dos,.......................271
Santos, A. L. G.,........................284
Santos, A. L. G.,........................286
Santos, C. A. dos,.........................146
Santos, C. A.,..............................454
Santos, C. P.,...............................233
Santos, C. P.,................................29
Santos, C. P.,................................43
Santos, C. P.,...............................48
Santos, D. C. dos,........................278
S
Santos, D. F. dos,........................99
Santos, D. F. dos,.......................203
Santos, E. M dos,..........................78
Santos, E. M dos,........................345
Santos, H.,..................................320
Santos, I. C. T.,...........................138
Santos, I. C. T.,............................441
Santos, I. S.,..................................35
Santos, J. L. F. dos,........................288
Santos, L. E.,...............................357
Santos, M. C. C. M.,.....................455
Santos, M. H. R. M.,.....................448
Santos, M. I. dos,.........................168
Santos, M. I. dos,.........................389
Santos, M. I. dos,..........................213
Santos, M. I. dos,...........................464
Santos, M. L. dos,...........................90
Santos, M. L. dos,.........................264
Santos, M. L. dos,.........................265
Santos, M. R. M.,...........................322
Santos, N. J. S.,..........................241
Santos, N. L. dos,.......................444
Santos, O. N.,.............................284
Santos, O. N.,.............................286
Santos, R. de F. P.,........................329
Santos, S. A. dos.,..........................85
Santos, S. dos,............................42
Santos, S. dos,............................54
Santos, S.,................................393
Santos, T. L. dos,.......................456
Santos,S. M.,.............................448
Saraceni, V.,..........................460
Saraceni, V.,............................80
Saraceni, V.,..........................102
Saraceni, V.,..........................243
Saraceni, V.,..........................375
Sardinha, J. C. G.,.......................69
Sarmento, W. C.,...........................225
Sartori, M. S.,...........................170
Scanavino, M. de T.,.....................158
Scatolin, G.,...........................170
Schmalb, M. B.,........................154
Schmalb, M. B.,.......................74
Scucuglia, U.,............................48
Secretaria de Estado da Educação
de Sao Paulo, .............................444
Segurado, A. V. R.,........................233
Sena, M. I. B.,.........................122
Shafer, K.,................................142
Shimamura, S.,...........................393
Shimizu, M. S.,........................450
Shimono, S. O.,........................450
Shimono, S. O.,........................450
Silva A. D. da,.........................357
Silva Júnior, V. O.,......................357
Silva, A. A. M. da,.......................395
Silva, A. D. da,...........................357
Silva, A. de C.,..........................223
Silva, A. M. da,..........................239
Silva, A. M. da,..........................136
Silva, A. O. de.,..........................224
Silva, A. O.,................................53
Silva, A. O.,..............................405
Silva, A. O.,..............................406
Silva, A. P. da,..........................136
Silva, A.,..................................251
Silva, C. A. da,..........................170
Silva, C. G. M.,.........................162
Silva, C. M. F. P. da,.................275
Silva, C. V. da,..........................216
Silva, C.,..................................160
Silva, C.,..................................367
Silva, D. da,............................345
Silva, D. da,............................382
Silva, D. da,............................468
Silva, E...................................415
Silva, E. C...............................32
Silva, E. da.,..........................136
Silva, E. L. N.,.......................224
Silva, E. L. N.,.......................405
Silva, E. L. N.,.......................406
Silva, E. L. N.,.......................443
Silva, G. C. P.,..........................110
Silva, G. M.,............................224
Silva, G. M.,..........................405
Silva, G. M.,........................406
Silva, G. M.,........................448
Silva, G.,................................129
Silva, G.,.................................53
Silva, I. C.,.............................454
Silva, J. A. G. da,......................207
Silva, J. B.,.............................259
Silva, J. N.,.............................334
Silva, J. R. C. da,...................239
Silva, J. R. C. da,...................422
Silva, J. V. B.,........................400
Silva, L. P.,.........................364
Silva, L.,..............................185
Silva, M. A.,..........................114
Silva, M. A.,.........................122
Silva, M. J. B. da,................391
Silva, M.,..............................203
Silva, N. E. K. e,..................413
Silva, N. E. K. e,...................218
Silva, N. G. da,.........................415
Silva, N. G. da,.........................416
Silva, N. G. da,........................191
Silva, N. G. da,........................193
Silva, N. M. da,......................354
Silva, P. F. G. da,........................60
Silva, P. R. C. da,.....................281
Silva, P. R. S. da,.....................203
Silva, R. B. da,.........................452
Silva, R. de C. e,......................266
Silva, S. B.,..............................275
Silva, S. M. B. da,........................367
Silva, T. A. C. da,........................308
Silva, T. C. da,............................170
Silva, T. M. da,..........................454
Silva, T. M. da,..........................454
Silva, T.,...................................175
Silva, V. da,..............................466
Silva, V. F. da,..........................112
Silveira, C.,...................................261
Silveira, F. da,............................38
Silveira, F. da,............................86
Silveira, F. da,............................255
Silveira, K. G. B.,........................342
Silveira, L. M. C. da.,......................99
Silveira, T. C. da S. V., .................170
Silveira, V.,...............................170
Simões, B. R. H.,.........................145
Simões, B. R. H.,........................190
Simões, D.,...............................170
Simões, J. A.,...............................47
Simões, R. H. B.,.........................45
Siqueira, D.,.............................90
Siqueira, D.,..........................264
Siqueira, D.,.........................265
Soares, A. de M.,...........................70
Soares, A.,..................................54
Soares, M. S.,...........................135
Soares, R. M. S.,.........................54
Sobrinho, J. S.,..............................443
Socorro, M. do P.,.........................408
Soeiro, S. R.,.........................283
Sorrentino, S. R.,.......................241
Souza, C. C. de,.........................257
Souza, C. C. de,.........................257
Souza, C. C. de,.........................326
Souza, C. T. V. de,....................271
Souza, C. T. V. de,...................318
Souza, C. T. V.,........................320
Souza, C. T. V.,........................324
Souza, C. T. V.,........................447
Souza, E. A. de,.........................91
Souza, I. F. R. de,......................54
Souza, L. R. de,...........................398
Souza, M. do C. M. de.,................314
Souza, R, H. B. de,.......................432
Souza, R. C. A.,.........................259
Souza, R. de O.............................83
Souza, R. de O...........................136
Souza, R. de O...........................354
Souza, S. A. de,........................170
Souza, S. F. C. de,..................203
Sparapan, M.,..........................152
Spinacce, E.,..........................31
Spinacce, E.,...............................283
Stadinik, C. M. P.,.......................402
Stall, R.,.................................86
Stall, R.,.............................162
Stall, R.,............................193
Stall, R.,.............................201
Stall, R.,.............................255
Stall, R.,............................355
Stall, R.,...........................415
Starling, P.,.........................423
Starling, P.,.........................318
Starnini, R.,............................72
Steffens, M.,.........................170
Stossi, D.,................................198
Subsecretaria de Prevenção e
Tratamento.....................................211
Sudbrack, M. S.,...........................172
Sugano, H.,..............................333
Sutmoller, F.,............................318
Sutmoller, F.,............................320
Sutmoller, F.,............................271
Sutmoller, F.,............................324
Tancredi, M. V.,........................331
Taparelli, A.,........................176
Tavares, M. do C. T.,.....................122
Tavares, S.,................................409
Tayra, A.,.........................241
Teixeira, A. de S.,.....................357
Teixeira, E. F. F.,.....................450
Telles, S. R. B.,.........................367
Telles, T. R.,...........................90
Telles, T. R.,.........................264
Telles, T. R.,.........................265
Thereza, M.,............................42
Thomal, R. A.,......................386
Toledo, L.,................................359
Torres, G. de V.,........................128
Torres, G. de V.,........................128
Torres, H. D.,...........................322
Toschi, W.,...........................375
Tourinho, D.,............................108
Trez, E. G.,........................400
Tuboi, S. H.,...............................48
Tunala, L. G.,...........................456
T
U
Ueda, M.,................................333
Uip, D. E.,.............................233
Valença, O.,...........................337
Valt, R. C.,............................393
Valverde, L. C.,.........................349
Varandas, J. I.,............................43
Varandas, J. I.,..........................233
Varandas, J. I.,...........................233
Vasconcelos, M.,.....................471
Vasconcelos, R.,........................62
Veiga, L.,................................284
Veiga, L.,.................................286
Veiga, L. P.,............................288
Vellozo, V.,................................80
Vellozo, V.,.............................243
Ventura, E. F.,...........................85
Vermelho, L. L.,.....................145
Viana, F. J. M.,..........................316
Vidal, E. M.,..........................284
Vidal, E. M..........................286
Vidal, J.,...................................400
Vidal, R.,.................................120
Vieira, D. G. L.,.......................284
Vieira, D. G. L.,.......................286
Vieira, E. M.,.........................266
Vieira, M. J. L., .........................D156
Vieira, M. J. L.,..........................D465
Vieira, N.,..................................251
Vilar, D. C. L. F.,.......................382
Villas Boas, P.,...........................268
Villarinho, L.,..........................355
Vital, A....................................54
Vitiello, N.,..............................417
Waldman, C. C. S.,.....................218
Watanabe, M. K. A.,.....................48
Weber, M.,.............................404
Westin, C. P.,.............................85
Wiechmann, S. L.,..........................48
Wolf, A.,..............................207
Wolff, I.,...................................83
Xavier, M. A. B.,.......................455
Yamashita, C. S.,.......................249
Zamboni, R.,............................454
V
W
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