CADERNOS DE
INFRA-ESTRUTURA
FATOS - ESTRATÉGIAS
BNDES
FINAME
BNDESPAR
Área de Projetos
de Infra-Estrutura
Urbana
As Telecomunicações no Mundo
Anexo I
14
A
Junho / 2000
As Telecomunicações no Mundo - Anexo I
Índice
Índice
Introdução .............................................................................................................................................
Reino Unido - Aspectos Gerais
.............................................................................................................
British Telecom ...................................................................................................................................
Vodafone .............................................................................................................................................
Alemanha - Aspectos Gerais ..................................................................................................................
Deutsche Telekom .............................................................................................................................
Mannesmann .....................................................................................................................................
França - Aspectos Gerais
......................................................................................................................
France Telecom ..................................................................................................................................
Portugal - Aspectos Gerais .....................................................................................................................
Portugal Telecom ................................................................................................................................
Espanha - Aspectos Gerais .....................................................................................................................
Telefónica .........................................................................................................................................
Itália - Aspectos Gerais .........................................................................................................................
Telecom Italia ....................................................................................................................................
Suécia - Aspectos Gerais ........................................................................................................................
Telia ....................................................................................................................................................
Irlanda - Aspectos Gerais ......................................................................................................................
Holanda - Aspectos Gerais
...................................................................................................................
Royal KPN NV ...................................................................................................................................
Estados Unidos - Aspectos Gerais ..........................................................................................................
SBC .....................................................................................................................................................
CADERNOS DE INFRA-ESTRUTURA - ANEXO I
1
2
4
7
10
12
15
16
18
21
22
24
26
29
31
33
34
38
39
40
41
44
As Telecomunicações no Mundo - Anexo I
Bell Atlantic ........................................................................................................................................
GTE ....................................................................................................................................................
Bell South ............................................................................................................................................
AT&T ..................................................................................................................................................
MCI WorldCom .................................................................................................................................
Sprint ................................................................................................................................................
Canadá - Aspectos Gerais ......................................................................................................................
Bell Canada .......................................................................................................................................
TIW ....................................................................................................................................................
Japão - Aspectos Gerais .........................................................................................................................
NTT .....................................................................................................................................................
México - Aspectos Gerais .......................................................................................................................
Telmex ...............................................................................................................................................
CADERNOS DE INFRA-ESTRUTURA - ANEXO I
Índice
47
50
52
54
58
60
61
62
65
66
69
73
74
As Telecomunicações no Mundo - Anexo I
Introdução
Introdução
Esse documento consolida informações sobre as empresas que deverão assumir papéis relevantes no setor de
telecomunicações no futuro.
Para contextualização da atuação dessas empresas, são indicadas as principais características dos seus países de
origem.
O gráfico abaixo mostra as empresas analisadas e seus faturamentos no ano de 1999, mantendo o critério de
ordenação utilizado neste documento.
US$ bilhões
90
80
70
60
50
40
30
20
CADERNOS DE INFRA-ESTRUTURA - ANEXO I
Telmex (México)
NTT (Japão)
TIW (Canadá)
Bell Canada
Sprint (EUA)
MCI Worldcom (EUA)
AT&T (EUA)
BellSouth (EUA)
GTE (EUA)
Bell Atlantic (EUA)
SBC (United States)
KPN (Holanda)
Télia (Suécia)
Telecom Italia (Itália)
Telefónica (Espanha)
Portugal Telecom
France Télécom (França)
Mannesmann (alemanha)
Deutsche Telekom (Alemanha)
BT (Reino Unido)
0
Vodafone (Reino Unido)
10
1
As Telecomunicações no Mundo - Anexo I
Reino Unido
Aspectos Gerais
Reino Unido
População (milhões)
GDP per capita (US$)
Linhas telefônicas fixas (milhões)
Densidade telefônica – fixa (%)
Telefones celulares (milhões)
Telefones celulares 99/98 (%)
Densidade telefônica – móvel (%)
Telefones móveis/telefones totais (%)
Digitalização telefonia celular (%)
Penetração Internet (por 10.000 hab)
Penetração de PC´s (%)
Fonte: ITU – Basic Indicators – 1999 - indicadores relativos a 1999
q
1
58,7
21.878
32,8 (1998)
55,7
23,9
61
40,8
42,2
91,2
2.128
30,6
1
Desenvolvimento dos Setor
• 1981 - Separação das telecomunicações dos serviços postais e criação da BT
• 1982 – Introdução do duopólio na telefonia fixa - Mercury
• 1984
∗ Criação da Agência Reguladora - OFTEL
∗ BT se transforma em empresa pública limitada, com venda de 51% de ações
∗ o governo fica com a Golden share (2 membros do Conselho e poder de veto a respeito de mudanças no
Estatuto)
• 1985 - Introdução da telefonia celular - duopólio (Cellnet (BT) e Vodafone)
• 1991
Os valores indicados para GDP per capita e Digitalização da telefonia celular são relativos ao ano de 1998
CADERNOS DE INFRA-ESTRUTURA - ANEXO I
2
As Telecomunicações no Mundo - Anexo I
Reino Unido
Aspectos Gerais
venda de 2ª tranche da BT- 27,2%
∗ liberação da entrada na telefonia fixa
∗ liberação da TV a cabo para operar todos os serviços de telecomunicações; BT e Mercury não podem
oferecer CATV até 2001
• 1993 - venda da última tranche da BT - 21,8%
• 1997 - Liberação das telecomunicações internacionais
Recentemnte, o Reino Unido licitou licenças para a telefonia móvel de terceira geração, que foram concedidas às
quatro atuais operadoras neste país – Vodafone, BT Cell Net, Orange e One to One – e à canadense TIW.
A BT tem 87% do total de linhas de telefonia fixa no Reino Unido e 94% das comerciais.
Havia, em dez/99, cerca de 24 milhões de usuários de telefonia celular na Inglaterra, o que representa taxa de
penetração de 41%, assim distribuídos: Vodafone, com 7,9 milhões de usuários; BT Cellnet (da British Telecom),
com 7,1 milhões; Orange, recentemente comprada pela France Telecom, com 4,9 milhões; e One2One,
recentemente comprada pela Deutsche Telekom, com 4,2 milhões.
O setor de TV a cabo é controlado pela NTL, com 2,2 milhões de assinantes e com acesso a 8,5 milhões de
residências.
O mercado de telefonia local tem sido alvo de intensa competição, que deve se acirrar com a determinação da
OFTEL (Agência reguladora britânica) para que a British Telecom (BT) abra suas redes locais. Além disso, a NTL
(maior provedora de Internet) adquiriu as operações de telefonia no cabo, Internet e TV a cabo da Cable & Wireless
(CWC), o que a tornará uma competidora de porte. As operadoras de TV a cabo são as mais acirradas concorrentes,
oferecendo pacotes de TV digital e telefonia.
∗
q
q
q
q
q
CADERNOS DE INFRA-ESTRUTURA - ANEXO I
3
As Telecomunicações no Mundo - Anexo I
Reino Unido
British Telecom
British Telecom
British Telecom
Receita total (US$ bi)
34,5
Terminais fixos (milhões)
28,4
Terminais celulares (milhões)
7,1
Fonte: site da empresa
q
q
q
q
q
Em relação a 1998, apresentou crescimento de 20,2% em suas receitas, tendo-se registrado crescimento de 39% nas
receitas de interconexão, 55% nas receitas de telefonia móvel e 164% em participação em outras empresas.
Aquisições responderam por 40% do crescimento das receitas no último trimestre de 99 e por 25% nos últimos 9
meses do ano.
O tráfego local e, também o internacional apresentaram crescimento de 11% no ano de 1999. O crescimento do
tráfego local deveu-se, principalmente, ao crescimento da telefonia móvel e da Internet e teve como contrapartida o
crescimento de 45% das despesas com outros operadores.
Anunciou, em abril passado, seu processo de reestruturação, segundo o qual o grupo ficará dividido em duas
divisões operacionais no país (vendas por atacado e vendas a varejo) e nos quatro seguintes negócios globais:
• BT Wireless, que concentrará seus negócios globais de telefonia móvel
• Ignite, que responderá por redes globais de banda larga e Internet, inclusive ADSL no Reino Unido
• BT Openworld, que responderá pelos negócios relativos a Internet no mundo
• Yell, que responderá por diretórios e comércio eletrônico.
Estratégia:
• Atender empresas multinacionais, onde quer que estejam baseadas;
• Atuar em mercados em crescimento, como Europa, Ásia-Pacífico e América Latina
• Atuar em áreas de grande crescimento, como comunicações móveis, soluções de redes para negócios e
datawave (dados, multimídia e Internet)
As Telecomunicações no Mundo - Anexo I
Reino Unido
British Telecom
•
q
2
Continuar o crescimento dentro do Reino Unido, que, no entender da empresa, é o mercado mais aberto e
competitivo do mundo.
• Fora do Reino Unido, atuar com parceiros locais - serviços móveis.
Atuação fora do Reino Unido:
• Participação em operadoras de telefonia celular na Europa
∗ Itália – criação em jan/00 da empresa Blu, uma joint-venture com a italiana Autostrade, cuja atividade será
voltada para explorar serviços de telefonia celular na Itália. Concorrerá com os três operadores presentes no
mercado atualmente: Telecom Italia Mobile, Omnitel Pronto Italia e Wind.
∗ França – aliança com a Vivendi, Mannesmann e SBC no mercado francês (26%)
∗ Espanha – participação de 17,8% na Airtel, segunda empresa de telefonia celular
∗ Alemanha – aliança com a Viag Interkom, quarta empresa de telefonia celular
• Alianças com a AT&T
∗ Telefonia móvel, visando integrar as redes de telefonia móvel das duas empresas. Essa fusão veio em
resposta à fusão da Vodafone com a americana AirTouch2. A aliança BT/AT&T teria vantagem em relação à
Vodafone AirTouch, porque a AT&T tem cobertura de costa a costa nos EUA e a AirTouch, somente no oeste
dos EUA. Essa vantagem, no entanto, deixou de existir depois da união dos ativos celulares da Vodafone
AirTouch com a Bell Atlantic, que lhes conferiu, também, cobertura de costa a costa nos EUA. Tem como
objetivos:
– oferecer telefonia celular corporativa nas redes das duas empresas.
– oferecer roaming internacional
– redução de custos (contratos de roaming e clearing (compensação de pagamentos por uso de redes entre
as empresas) com diversas empresas)
– direcionamento do roaming de cada empresa para a rede da outra, aumentando, assim, as receitas de
roaming de cada empresa
Ver item referente à Vodafone, a seguir
CADERNOS DE INFRA-ESTRUTURA - ANEXO I
5
As Telecomunicações no Mundo - Anexo I
Reino Unido
British Telecom
Concert – joint-venture com a AT&T (50%-50%) para fornecimento de serviços internacionais de voz e
dados a grandes corporações, carriers de telecomunicações e provedores de Internet. Começou a operar em
jan/00.
∗ Participação da BT (20%), em conjunto com a AT&T (10%), na Japan Telecom, 4ª operadora telefônica no
Japão, visando a telefonia fixa e celular de 3ª geração.
Sua participação na América Latina é pequena, tendo comprado, em 1999, 20% da Impsat. Anunciou,
recentemente, intenção de participar nos serviços de telefonia celular no Brasil, seja por meio de PCS, seja por
aquisição de operadoras de Banda A ou B, quando a legislação permitir.
O crescimento de suas receitas, bem como sua abertura por tipo de serviço estão abaixo indicados.
∗
q
q
British Telecom
Crescimento de receitas - set99/set98
(%)
80
69
70
72
67
60
50
Decomposição das receitas
40
25
23
30
19,4
20
10
6,5
5,1
18%
30%
3%
0
5%
-10
Total
Participações
Aluguel de
linhas
Interconexões
dados
Internet e
multimídia
Celular
Fixa
Longa
distância internacional
-12,9
-20
8%
9%
7%
20%
Local
Longa dist. int.
Aluguel
Circ. privados
Móveis
Equipamentos
Diretórios
Outros
Fonte: site da empresa
CADERNOS DE INFRA-ESTRUTURA - ANEXO I
6
As Telecomunicações no Mundo - Anexo I
Reino Unido
Vodafone
Vodafone
Vodafone
Receita total (US$ bi)
20,4
Terminais celulares (milhões)
EMEA3
15,7
Reino Unido
8,8
EUA/Ásia-Pacífico
14,7
Fonte: site da empresa
Operadora britânica de telefonia móvel, tem como objetivos:
q
Lançar marca global para os seus serviços de Internet móvel, que será sobreposta às marcas locais das diversas
operações de celular da companhia
q
Atuar em transmissão de dados em alta velocidade e Internet
q
Crescimento da base de assinantes nos mercados onde já atua, utilizando, principalmente, o pré-pago
q
Expansão geográfica, por meio de fusões com outras operadoras
q
Lançamento de novos serviços, focando, principalmente:
• Introdução de novos serviços baseados em dados e Internet
• Oferta de serviços WAP por meio de plataforma global de Internet móvel, com início previsto para jul/00
• Acordo com a Vivendi para desenvolvimento de portal multi-acesso, a ser lançado ainda este ano por todas as
suas subsidiárias
• Aquisição de licenças de telefonia móvel – 3ª geração
∗ já tem na Espanha, Reino Unido e espera obter no Japão
3
Europa, Oriente Médio e África
CADERNOS DE INFRA-ESTRUTURA - ANEXO I
7
As Telecomunicações no Mundo - Anexo I
Reino Unido
Vodafone
q
q
Atuação nos EUA
• No início de 1999, comprou a operadora americana AirTouch por US$ 62 bilhões, em uma disputa com
gigantes locais – Bell Atlantic e MCI WorldCom. Posteriormente, firmou a joint venture Verizon com a
americana Bell Atlantic, segunda maior companhia de telefonia local dos EUA, reunindo as operações celulares
das duas nos Estados Unidos. A Bell Atlantic terá 55% da joint venture e a Vodafone, o restante. A joint venture
terá 21 milhões de clientes de telefonia celular e 3,5 milhões de clientes de paging e terá a liderança no
mercado de celulares no país. A segunda maior companhia nesse setor será a AT&T, com 12 milhões de
clientes. As empresas esperam economizar US$ 7,4 bilhões com redução de custos de roaming, menores taxas
de churn e economias de escala em compras de equipamentos e terminais, faturamento e comercialização. A
área de cobertura da joint-venture alcançará 90% do território americano e 49 dos 50 maiores mercados, com
uma população potencial de 254 milhões de pessoas. A migração do analógico para digital vem sendo
fortemente incentivada, já que a conta média na tecnologia digital é maior, pelos serviços de valor adicionado
que podem ser oferecidos. A sua base de usuários em tecnologia digital vem crescendo: em set/98 era 13%; em
mar/99, 22% e chegou a 30% em set/99.
Atuação na Europa
• No final de 1999, lançou oferta hostil para compra da operadora alemã Mannesmann, que havia comprado a
Orange, 3ª operadora de telefonia celular no Reino Unido. Com essa operação, acertada em fev/00, a Vodafone
consolidou a posição de líder incontestável na Europa ocidental, hoje o maior mercado de telefonia celular do
mundo, passando a atuar em 25 países, com 42 milhões de clientes e cobrindo uma população de 512 milhões.
Mundialmente, a empresa combinada deverá gerar US$ 520 bilhões em receitas em 2002.
• Firmou aliança com a empresa francesa de mídia Vivendi, o que consistiu em mais um passo na sua estratégia
global de atuação em multimídia.
• Na Europa, o grupo controla a número um de telefonia celular da Grã-Bretanha, Alemanha e Grécia, a número
dois na Itália, Holanda e Portugal e a número três na Suécia, entre outras participações. Está disputando com a
British Telecom a compra de 30,5% da Airtel S.A. - segunda maior operadora de telefonia móvel da Espanha,
com 30% do mercado. Atualmente, a Vodafone tem 21,7% da empresa e, com essa compra, torna-se
controladora da empresa; a BT tem 18% e também pretende o controle.
CADERNOS DE INFRA-ESTRUTURA - ANEXO I
8
As Telecomunicações no Mundo - Anexo I
Reino Unido
Vodafone
q
q
q
Atuação na Ásia
• Ainda é pouco expressiva: sua participação na Japan Telecom, terceiro lugar em telefonia celular no Japão, foi
suplantada pela soma das participações das aliadas BT e AT&T; está investindo no aumento de participação em
nove empresas regionais de telefonia móvel no país. O Japão, é um mercado avaliado em US$ 46 bilhões e é o
segundo do mundo, perdendo apenas para os EUA. Tem um pé firme na Austrália e Nova Zelândia,
considerados mercados periféricos na Ásia. Especula-se que, após consolidada a aquisição da Mannesmann, a
empresa vá investir em empresas na Ásia.
Atuação global
• Tem 8,2% do capital da Globalstar, empresa de comunicações móveis por satélites de baixa órbita.
• Tem suas maiores base e receita nos EUA e Ásia Pacífico (preponderantemente nos EUA). No entanto, suas
melhores margens estão na Europa. Isso se deve, dentre outros fatores, à existência de várias tecnologias –
inclusive analógica – em sua rede nos EUA; na Europa é praticamente digital e uniforme.
Seu desempenho em cada área de atuação é a seguir indicado:
45%
40%
35%
30%
25%
20%
15%
10%
5%
Vodafone - Atuação regional
41%
40%
38%
39%
38%
35%
22%
23%
24%
Clientes
proporcionais
Receitas
proporcionais
EBITDA
proporcional
0%
EMEA
Reino Unido
US/Asia Pacífico
Fonte: site da empresa
CADERNOS DE INFRA-ESTRUTURA - ANEXO I
9
As Telecomunicações no Mundo - Anexo I
Alemanha
Aspectos Gerais
Alemanha
População (milhões)
GDP per capita (US$)
Linhas telefônicas fixas (milhões)
Densidade telefônica – fixa (%)
Telefones celulares (milhões)
Telefones celulares 99/98 (%)
Densidade telefônica – móvel (%)
Telefones móveis/telefones totais (%)
Digitalização telefonia celular (%)
Penetração Internet (por 10.000 hab)
Penetração de PC´s (%)
Fonte: ITU – Basic Indicators – 1999 - indicadores relativos a 1999
q
4
82,2
26.214
48,3
58,8
23,5
68,7
28,6
32,7
97,4
1.935
29,7
4
Desenvolvimento do setor
• 1989 - Separação das telecomunicações (Deutsche Bundespost Telekom- DBP) dos serviços postais
• 1996 - DBP se transforma em Deusche Telekom A.G.
• 1996 - oferta pública de 26% por aumento de capital
∗ 3,3% das ações vendidas aos empregados
∗ destino das ações:
– 67% Alemanha
– 14% Américas
– 8% UK
– 6% resto da Europa
– 5% resto do mundo
Os valores indicados para GDP per capita e Digitalização da telefonia celular são relativos ao ano de 1998
CADERNOS DE INFRA-ESTRUTURA - ANEXO I
10
As Telecomunicações no Mundo - Anexo I
Alemanha
Aspectos Gerais
•
q
q
q
1998
∗ início de operação da Agência Reguladora, que é ligada ao Ministério da Economia
∗ abertura da telefonia fixa à competição
A Alemanha é um mercado altamente competitivo na Europa – Mannesmann, MCI WorldCom e vários
revendedores e operadores pequenos. Desede a abertura, em 1998, mais de 400 novas empresas entraram no setor
de telecomunicações.
Escolha de operadora de longa distância call-by-call atinge 25% do mercado de longa distância
Mercado de telefonia celular competitivo, tendo como líderes a Mannesmann Mobilfunk, em processo de compra
pela Vodafone, com 9,5 milhões de usuários e Tmobil, da Deutsch Telekom, com 9,3 milhões. Há, ainda, E-Plus,
recentemente comprada pela holandesa Royal KPN NV, com 3,8 milhões de usuários e a Viag Interkom (da BT),
com 950 mil.
CADERNOS DE INFRA-ESTRUTURA - ANEXO I
11
As Telecomunicações no Mundo - Anexo I
Alemanha
Deutsche
Deutsche Telekom
Telekom
Deustche Telekom
Receita total (US$ bi)
31,923
Terminais fixos (milhões)
47,4
Terminais celulares (milhões)
7,9
Fonte: site da empresa
q
q
q
q
Tem na expansão internacional sua chance de contrabalançar a perda de mercado doméstico e a redução de
receitas devido à redução das tarifas.
Tem o maior provedor de serviços de Internet na Europa – o T-Online, do qual fará oferta pública de 10% neste ano.
A empresa vem registrando forte crescimento nos serviços de RDSI (Rede Digital de Serviços Integrados), cujo
número de assinantes cresceu 23% nos 9 primeiros meses de 1999 e, em set/99 era de 12,4 milhões de assinantes, o
que corresponde a 26% das linhas fixas da empresa. Desse total, 5,4 milhões são residenciais e 7,0 comerciais. Com
esse resultado, a DT apresenta a maior rede instalada de RDSI, com mais linhas instaladas que EUA e Japão juntos.
Estratégia da empresa:
• oferecer serviços globais em mercados com perspectiva de alto crescimento, por meio de parcerias com
empresas locais
• consolidar sua posição na Europa, por meio de fusões e aquisições; essa estratégia ainda não gerou frutos
relevantes. Houve a tentativa de compra da Telecom Italia, na qual foi derrotada pela Olivetti; adquiriu a quarta
empresa de telefonia celular britânica – One2One, que lhe proporcionou entrada no mercado de
comunicações móveis no UK, por preço baixo, coerente com as características de baixa penetração no
segmento corporativo, alto churn e baixa receita por assinante apresentadas pela empresa.
• Está investindo na Europa oriental: comprou os ativos da empresa de telefonia sem fio da MediaOne Group
Inc., na Polônia, Hungria e Rússia; 22,5% da Polska Telefonia Cyfrowa SA, da Polônia, dobrando sua
CADERNOS DE INFRA-ESTRUTURA - ANEXO I
12
As Telecomunicações no Mundo - Anexo I
Alemanha
Deutsche
q
q
q
q
q
participação no maior provedor de serviços de telefonia celular da Europa Oriental. Na Hungria, comprará
49% da Westel 450 e da Westel 900 e, na Rússia, terá o controle acionário da Russian Telecommunications
Development Corp., que possui participação em nove companhias regionais de telefonia sem fio.
Estratégia para os EUA
• Seguindo a tendência européia de alianças, a DT traçou como estratégia de entrada nos EUA a aliança com a
Sprint. Formou, em conjunto com a France Telecom e a Sprint, a Global One (Sprint (50%), DT (25%) e FT
(25%)). Para as empresas européias, essa aliança representava, além da entrada nos EUA, uma proteção contra
eventuais ataques aos territórios umas das outras, no ambiente de competição na telefonia fixa que se instalou a
partir de 1998. Essa aliança ficou enfraquecida, primeiramente com a oferta de compra hostil da Telecom Italia
pela DT, que seus aliados interpretaram como uma afronta à aliança; a aquisição da Sprint pela MCI WorldCom
marcou a definitiva impossibilidade de manutenção da aliança, que foi assumida integralmente pela FT. Assim,
a empresa está, no momento, sem parceiro nos EUA.
• Venderá participação de 10% do capital da Sprint, avaliada em US$ 9,3 bilhões.
As vendas de particiações deverão capitalizá-la para por em prática aquisições a nível global.
Listou empresas de telefonia móvel e de redes corporativas para se beneficiar das avaliações baseadas em “soma das
partes” (sum-of-the-parts based valuations)
Redução de atividades non-core – serviços especiais de valor adicionado, TV a cabo, equipamentos
Investimentos internacionais:
• One2One, terceira operadora celular do Reino Unido (100%)
• Atlas (50%) – joint-venture com France Telecom
• Wind (mercado italiano – joint-venture com ENEL (51%),e FT (24,5%))
• Operadoras no leste europeu, Filipinas, Indonésia e Malásia
CADERNOS DE INFRA-ESTRUTURA - ANEXO I
Telekom
13
As Telecomunicações no Mundo - Anexo I
Alemanha
Deutsche
q
O crescimento de suas receitas, bem como sua abertura por tipo de serviço estão abaixo indicados.
Telekom
Deutsche Telekom
(%)
Crescim e n to das receitas 1999/1998
140
120
100
80
D eDecomposição
c o m p o s i ç ã o d adas
s r ereceitas
ceitas
60
40
20
0
3 %3%3 %3%
5 %5%
Total
Venda de
equipamentos
Serviços de
valor
adicionado
Broadcasting
e TV a cabo
Dados
Backbone
Internacional
Móvel
Local
-20
Local
Local
5 %5%
Móvel
Móvel
Internac
ional
Internacional
8 %8%
48%
48%
Backbone
Backbone
8 %8%
Dados
Dados
Broadcasting
e TV
a cabo
Broadcasting
e TV
a cabo
8 %8%
12%
12%
Fonte: site da empresa
CADERNOS DE INFRA-ESTRUTURA - ANEXO I
Serviços
de de
valor
Serviços
valor
adicionado
adicionado
Venda
de
equipamentos
Venda de equipamentos
O uOutros
tros
14
As Telecomunicações no Mundo - Anexo I
Alemanha
Mannesmann
Mannesmann
Mannesmann
Receita total – Telecomunicações (US$ bi)
9,1
Terminais fixos e celulares (milhões)
36
Fonte: site da empresa
q
q
q
q
q
q
q
Atuando originalmente nos setores de engenharia e atutomotivo, a empresa começou a operar telecomunicações em
1992. Atualmente, os setores originais respondem por 60% de seu faturamento.
Para ter aprovada a aquisição da Telecom Italia, a Olivetti teve que vender negócio de telefonia na Itália. Dessa
forma, a Mannesmann assumiu o controle da Omnitel (55%) e da Infostrada (100%), operadoras de telefonia móvel
e fixa na Itália, respectivamente e passou a ser a maior operadora alternativa da Europa.
É a maior empresa de telefonia móvel da Alemanha (Mobilfunk), segunda da Itália e comprou por US$ 34,7 bilhões
a Orange, terceira maior empresa do setor na Inglaterra (Orange).
A Mannesmann Mobilfunk responde por 55% de sua receita em telecomunicações
Tem operações em sete países, dos quais quatro com controle, 18 milhões de clientes e potencial de população de
163 milhões.
Foi comprada recentemente pela Vodafone em um processo de oferta hostil que começou no fim do ano passado.
Com a incorporação pela Vodafone, que opera comunicações móveis, a suas redes de telefonia fixa deverão ser
vendidas e as de celular incorporadas à Vodafone. A Orange foi vendida à France Telecom.
CADERNOS DE INFRA-ESTRUTURA - ANEXO I
15
As Telecomunicações no Mundo - Anexo I
França
Aspectos Gerais
França
População (milhões)
GDP per capita (US$)
Linhas telefônicas fixas (milhões)
Densidade telefônica – fixa (%)
Telefones celulares (milhões)
Telefones celulares 99/98 (%)
Densidade telefônica – móvel (%)
Telefones móveis/telefones totais (%)
Digitalização telefonia celular (%)
Penetração Internet (por 10.000 hab)
Penetração de PC´s (%)
Fonte: ITU – Basic Indicators – 1999 - indicadores relativos a 1999
q
5
58,9
24.324
34,1
57,9
21,4
91,2
36,4
38,6
98,3
961,2
22,1
5
Desenvolvimento do setor:
• 1975 - Separação das atividades de telecomunicações das postais
• 1990 - FT se transforma em entidade pública autônoma
• 1997 - FT se transforma em companhia limitada
• 1997 - Agência Reguladora estabelecida
• 1997 - Debate político - Governo concorda em:
∗ incumbir a FT com serviços universais
∗ manter 52% das ações
∗ limite de participação de capital estrangeiro - 20%
• 1997 (outubro) - venda de 21% das ações
• 1998 - abertura da telefonia fixa à competição
Os valores indicados para GDP per capita e Digitalização da telefonia celular são relativos ao ano de 1998
CADERNOS DE INFRA-ESTRUTURA - ANEXO I
16
As Telecomunicações no Mundo - Anexo I
França
Aspectos Gerais
q
Em dez/99, a França tinha 21 milhões de usuários de telefonia celular, assim atendidos: Itineris (da France Telecom),
com 10 milhões de usuários, SFR, com 7,3 milhões e Bouygues Telecom, com 3,2 milhões.
CADERNOS DE INFRA-ESTRUTURA - ANEXO I
17
As Telecomunicações no Mundo - Anexo I
França
France Telecom
France Telecom
France Telecom
Receita total (US$ bi)
24,5
Terminais fixos (milhões)
44,4
no país
43,6
6
no exterior (proporcionais)
0,8
Terminais celulares (milhões)
7
q
q
q
q
6
no país
10
no exterior (proporcionais)
1,5
Empresa estatal, apresentou, em 1999, crescimento de 10,5% nas suas receitas, que atingiram US$ 27 bilhões. Esse
crescimento foi impulsionado pelo forte crescimento nas receitas de telefonia celular e nas atividades internacionais.
A participação de negócios internacionais nas suas receitas cresceu de 9,8% em 1998 para 13,2% em 1999. Esse
crescimento deveu-se, preponderantemente, aos serviços de telefonia fixa, cujas receitas triplicaram no período. Em
dez/99, a FT tinha 3,6 milhões de linhas fixas fora da França, sendo 945 mil na Europa. As receitas relativas aos
serviços móveis fora da França cresceram 50,8% em relação a 1998. Em dez/99, as subsidiárias estrangeiras de
telefonia móvel da FT tinham 4 milhões de usuários, sendo 2,1 milhões na Europa.
O aumento nas receitas de telefonia fixa deveu-se às operações internacionais, pois as receitas relativas a esses
serviços na França caíram 2,3% devido à redução de tarifas, bem como à adesão a planos de tarifas com descontos.
O tráfego total doméstico (fixa e móvel) cresceu 10% em relação ao mesmo período de 1998. Isso reflete o aumento
chamadas para telefones móveis e para Internet, que praticamente dobraram, assim como o tráfego de interconexão
com outras operadoras. A proporção de tráfego de outras operadoras na rede da FT vem crescendo rapidamente,
passando de 5,1% em dez/98 para 12,1% em jun/99 e 16,6% em set/99.
Somatório do número de usuários em cada empresa no exterior multiplicado por sua participação na empresa
CADERNOS DE INFRA-ESTRUTURA - ANEXO I
18
As Telecomunicações no Mundo - Anexo I
França
France Telecom
q
q
q
q
q
q
q
q
q
q
q
Tem operações de telefonia celular na Argentina, Polônia, Grécia, Índia, Bélgica, Líbano, México, Eslováquia, China
e Rumânia (Roumanie).
A operadora de Internet da FT – Wanadoo Internet – vem apresentando crescimento expressivo, com 881.000
assinantes em set/99 e market share de 38%.
Assumiu a aliança internacional Global One após a compra da Sprint pela MCIWorldCom.
Detém 28,5% do mercado de TV a cabo na França e aliou-se à Suez Lyonnaise des Eaux – que tem 25,6% do
mercado e é a única empresa que oferece acesso de alta velocidade para a Internet – em uma joint-venture, que terá
700 mil assinantes e 2,2 milhões de residências atendidas. A nova empresa vai oferecer televisão, Internet banda
larga e telefonia fixa no cabo.
Tem controle dos dois possíveis meios de transmissão de dados em alta velocidade na França: a rede de TV a cabo e
a de telefonia fixa, onde já está oferecendo ADSL desde novembro/99. Escolheu a Alcatel, empresa sediada na
França, como fornecedor exclusivo desta tecnologia.
Comprou 10%, com previsão de aumento para 24%, da NTL, operadora de cabo, Internet e telefonia no UK, que
está se tornando ferrenha concorrente da BT.
Pretende vender sua participação de 10% na Sprint.
Embora não sofra concorrência tão pesada como a BT, suas tarifas estão no mesmo nível desta.
Seus clientes corporativos estão geograficamente concentrados, o que os torna alvo fácil para novos entrantes.
Comprou, recentemente, a 3ª operadora celular no Reino Unido – Orange, que teve que ser vendida pela
Mannesmann para possibilitar a aprovação de sua fusão com a Vodafone.
Investimentos internacionais:
• Global One (100%)
• DT (8,5%)
• NTL
• Atlas (50%) – joint-venture com DT
• Wind (mercado italiano – joint-venture com ENEL (51%),e DT (24,5%))
• Operadoras na América Latina (Telmex (7%), Telecom Argentina (30%), Intelig (25%))
• Operadoras na Europa, Ásia, África e Oriente médio
CADERNOS DE INFRA-ESTRUTURA - ANEXO I
19
As Telecomunicações no Mundo - Anexo I
França
France Telecom
O crescimento de suas receitas, bem como sua abertura por tipo de serviço estão abaixo indicados.
q
France Telecom
Crescimento de receitas - set99/set98
(%)
250
200
200
150
100
39,1
1,9
10,9
Outros
5,2
3
36,9
21,4
Terminais e equipamentos
50
9,2
0
-1,8
Total
Celular - internacional
Fixa- internacional
Banda larga e TV aberta
Serviços de informação
Aluguel de linhas e dados
Celular
Fixa
-50
Decomposição de receitas
3%
CADERNOS DE INFRA-ESTRUTURA - ANEXO I
Celu lar
5%
A l u g u el de lin h as e
dados
E q u ipamentos
4%
5%
59%
10%
Fonte: site da empresa
Fixa
14%
Serviços de
i n f o r m ação
T V a cabo e
b road c asti n g
O u tras
20
As Telecomunicações no Mundo - Anexo I
Portugal
Aspectos Gerais
Portugal
População (milhões)
GDP per capita (US$)
Linhas telefônicas fixas (milhões)
Densidade telefônica – fixa (%)
Telefones celulares (milhões)
Telefones celulares 99/98 (%)
Densidade telefônica – móvel (%)
Telefones móveis/telefones totais (%)
Digitalização telefonia celular (%)
Penetração Internet (por 10.000 hab)
Penetração de PC´s (%)
Fonte: ITU – Basic Indicators – 1999 - indicadores relativos a 1999
q
q
q
q
q
7
10
10.732
4,2
42,4
4,7
51,9
46,8
52,5
99,9
701,4
9,32
7
Até janeiro passado, somente a Portugal Telecom podia atuar na telefonia fixa em Portugal. Segundo determinação
da EU, a competição nesses serviços foi iniciada em 01/01/00.
Há grande demanda reprimida em telefonia fixa, que vem sendo suprida pela telefonia celular, cujo número de
usuários já ultrapassou o de assinantes de telefonia fixa.
Portugal tinha, em dez/99, 4,7 milhões de usuários de telefonia móvel, sendo 2,1 milhões da TMN, da Portugal
Telecom, 1,8 milhões da Telecel-Comunicações Pessoais SA (na qual a Vodafone tem 51%) e 0,9 milhões da
Optimus.
O acesso Internet e a TV a cabo são praticamente controlados pela Portugal Telecom, que tem 90% e 95% do
mercado, respectivamente.
O órgão regulador – ICP – determinou a redução de tarifas de interconexão a partir de jan/2000, quando iniciou-se
a competição na telefonia fixa em Portugal. Adicionalmente, a União Européia estabeleceu uma redução de tarifas
de 6% especialmente nas ligações de longa distância, a partir de jan/00, para adequação aos níveis tarifários dos
demais países-membros.
Os valores indicados para GDP per capita e Digitalização da telefonia celular são relativos ao ano de 1998
CADERNOS DE INFRA-ESTRUTURA - ANEXO I
21
As Telecomunicações no Mundo - Anexo I
Portugal
Portugal
Portugal Telecom
Telecom
Portugal Telecom
Receita total (US$ bi)
1,7
Terminais fixos (milhões)
4,2
Terminais celulares (milhões)
2,1
Fonte: site da empresa
q
q
q
q
q
q
q
Os serviços mais sofisticados apresentaram expressivas taxas de crescimento em relação a 1998: 119% de
crescimento dos serviços de chamada em espera, 108% nos de “siga-me” e 608% nos de correio de voz.
Reduziu tarifas das chamadas nacionais (cerca de 10%) e das internacionais (cerca de 20%), face ao mesmo período
de 1998, acarretando em redução média na cesta tarifária de 2,4% (-5,3% em termos reais) relativamente ao igual
período de 1998.
O volume de tráfego Internet com origem na rede fixa passou a representar, no semestre, 16,7% do tráfego total
originado.
A receita média por assinante (ARPU) na telefonia celular nos 12 meses de 1999 foi de US$ 30, 22% menor que em
1998, o que pode ser atribuído à redução de tarifas, já que o consumo médio mensal em minutos cresceu 3%.
A TMN, operadora de telefonia celular da PT obteve licença para a prestação do Serviço Fixo de Telefone, tendo já
iniciado a sua comercialização sob a marca TMN 1096. Procedeu, também, ao seu registro como ISP (Internet
Service Provider), como medida preparatória para a oferta de acesso móvel à Internet.
Brevemente, a TMN oferecerá, igualmente, serviços Internet suportadas em GPRS (comunicação de dados por
pacotes) e tecnologia WAP (Wireless Application Protocol).
Visando ganhar valor, segundo o critério de soma-das-partes, a PT transferiu seus ativos de Internet, cabo e
diretórios para uma nova empresa – PT Multimedia, que vai desenvolver os ISP’s e o negócio de portais na Internet.
Vendeu 23,5% dessa empresa, permanecendo com o controle.
CADERNOS DE INFRA-ESTRUTURA - ANEXO I
22
As Telecomunicações no Mundo - Anexo I
Portugal
Portugal
q
q
q
q
q
Criou uma nova empresa – PT Investments – que vai concentrar todas as empresas do grupo (nacionais e
internacionais).
Tem como objetivo atuar em multimídia de forma cada vez mais ampla e diversificada, incluindo banda larga, redes
privativas, TV a cabo, telefonia celular e Internet.
No início de novembro, a Portugal Telecom estabeleceu parcerias estratégicas com a IBM, CGI e Case, voltadas
para sistemas e tecnologias de informação, avaliadas em US$ 1 bilhão. A PT Multimedia, líder em TV a cabo e
Internet, adquiriu a Infordesporto - Informática e Desporto, detentora do maior portal desse segmento em Portugal. A
PT Multimedia já detinha o líder no mercado da Internet em Portugal, o portal O Sapo.
Ganhou licença celular em Marrocos (consórcio com a Telefónica – 34,5% cada)
Participações internacionais:
• Estratégia: atuação em países de língua portuguesa, com alto potencial de crescimento.
∗ Brasil:
– Telesp Celular
– Telesp Fixa
– Mobitel
– CRT
– CRT celular
– Consoante com sua estratégia de focar comunicações móveis e negócios ligados à Internet, a
empresa pretende sair das empresas de telefonia fixa no Brasil.
∗ Telefónica de España – 0,8%
∗ Cabo Verde Telecom – empresa monopolista de telefonia fixa – 40%
CADERNOS DE INFRA-ESTRUTURA - ANEXO I
Telecom
23
As Telecomunicações no Mundo - Anexo I
Espanha
Aspectos Gerais
Espanha
População (milhões)
GDP per capita (US$)
Linhas telefônicas fixas (milhões)
Densidade telefônica – fixa (%)
Telefones celulares (milhões)
Telefones celulares 99/98 (%)
Densidade telefônica – móvel (%)
Telefones móveis/telefones totais (%)
Digitalização telefonia celular (%)
Penetração Internet (por 10.000 hab)
Penetração de PC´s (%)
Fonte: ITU – Basic Indicators – 1999 - indicadores relativos a 1999
q
q
q
q
8
39,4
13.510
16,5
41,8
15
74,4
37
42,7
87,3
717,9
12,2
8
As telecomunicações começaram a crescer rapidamente na Espanha, a partir de 1998, quando foi liberada a
competição. O país não dispunha de redes de cabos, mas agora estão sendo cabeadas as principais áreas urbanas.
A Espanha experimenta rápido crescimento do celular – um dos maiores da Europa. O número de telefones móveis
passou de 900 mil, em 1996, para 7 milhões, em 1998; em dezembro último, já eram 15 milhões e estima-se que,
até o fim deste ano, o número de linhas móveis ultrapassará o de linhas fixas.
A subsidiária celular da Telefónica – Moviles – tem 9,1 milhões de assinantes e 68% do total de tráfego. Depois
dela, vem a Airtel, cujo controle está sendo disputado pela BT e pela Vodafone, com 4,9 milhões de usuários e a
Amena (Retevision), com 1,0 milhão de clientes.
Na longa distância há vários competidores, aproveitando-se das altas tarifas praticadas pela Telefónica – as mais
altas da Europa.
Os valores indicados para GDP per capita e Digitalização da telefonia celular são relativos ao ano de 1998.
Os dados relativos a telefonia celular são da revista Mobile Communications – may 2000
CADERNOS DE INFRA-ESTRUTURA - ANEXO I
24
As Telecomunicações no Mundo - Anexo I
Espanha
Aspectos Gerais
q
q
q
O mercado de telecomunicações representa 3,5% do PIB espanhol e deverá tornar-se o segundo setor mais
importante da economia espanhola até o ano 2000, depois da indústria turística.
Já foram licitadas concessões de telefonia celular de terceira geração, estando a Telefonica Moviles e a Vodafone
entre as operadoras desse novo serviço.
As empresas espanholas de telecomunicações protagonizam uma batalha acirrada para conquistar clientes que
buscam acessar a Internet. Além dos preços promocionais, as companhias oferecem PCs multimídia equipados com
modems e acesso gratuito à rede. A BT Voz, unidade espanhola da British Telecom, iniciou processo de venda de
PCs com livre acesso à Internet integrado, por 95.000 pesetas (US$ 590), depois que a Telefónica lançou uma
campanha semelhante.
CADERNOS DE INFRA-ESTRUTURA - ANEXO I
25
As Telecomunicações no Mundo - Anexo I
Espanha
Telefónica
Telefónica
Telefónica
Receita total (US$ bi)
23,1
Terminais fixos (milhões)
40,2
no país
no exterior
Terminais celulares (milhões)
no país
no exterior
19,2
21
19,5
9
10,5
Fonte: site da empresa
q
q
q
q
q
q
q
q
Tem bases de clientes em telefonia fixa, celular e TV por assinatura maiores no exterior que na Espanha.
Teve seu resultado impactado pela redução de tarifas imposta pelo Governo. Além disso, seus custos cresceram,
notadamente os de interconexão e os relativos à fidelização de clientes (marketing e comissões).
Os resultados de suas empresas na América Latina foram aquém do esperado, devido, basicamente, à recessão, a
gastos com recompra de ações e adoção de depreciação em tempo reduzido.
Está lançando ADSL nas maiores cidades da Espanha. Já foi lançado em Madri e Barcelona em setembro e tinha
disponíveis 4,5 milhões de linhas no fim do ano passado.
Fez split-off em 5 empresas, com o objetivo de avaliação por soma das partes.
Sua subsidiária Telefonica Data, subsidiária para serviços de dados, oferecerá ADSL para clientes corporativos.
Seu provedor de Internet – Terra – lançará ADSL para clientes residenciais.
A TISA (internacional) deverá contribuir com 49% do crescimento das receitas consolidadas, refletindo a
importância das aquisições recentes em mercados com baixa penetração e alta demanda reprimida.
CADERNOS DE INFRA-ESTRUTURA - ANEXO I
26
As Telecomunicações no Mundo - Anexo I
Espanha
Telefónica
q
q
q
q
q
q
O grupo Telefônica fez um acordo global com a Cisco Systems para o desenvolvimento de produtos e serviços.
Entre as possíveis áreas de cooperação estão a infra-estrutura de redes, serviços diferenciados de Internet e Intranet,
acesso em banda larga e serviços on line.
Tem executado estratégia de atuação no segmento de mídia mais agressiva que as outras incumbentes.
A sua subsidiária Tele Media vem fazendo aquisições de empresas de mídia. Na Argentina, já detém controle de
duas estações de televisão em Buenos Aires, a Telefé e a Azul TV, uma estação de rádio e uma série de publicações
impressas. Seu objetivo é adquirir canais de televisão aberta em 10 países nos próximos três anos, podendo avançar
em outros países latino-americanos. Já possui partiipações no setor na Espanha e no Reino Unido. Negocia
participação na operadora brasileira de TV por assinatura TVA. A empresa tem procurado integrar seus
investimentos de mídia com seus canais de distribuição do core business.
O Grupo Telefónica já investiu cerca de US$ 2 bilhões em empresas de mídia e comprará canais para programação
em língua espanhola, assim como o controle total de uma das duas maiores empresas de telefonia da Argentina.
Lançou, recentemente, plano de comprar os papéis que ainda não possui em quatro de suas unidades latinoamericanas, a fim de formar a sexta maior operadora de telefonia celular do mundo. Esse plano já foi aprovado por
seus acionistas e permitirá a Telefónica comprar, por meio de troca de ações, os papéis da Telesp, operadora de
telefonia fixa de São Paulo; Tele Sudeste Celular, que atua no Rio de Janeiro e Espírito Santo; Telefónica de
Argentina; e Telefónica de Peru. Para realizar a aquisição, a empresa fará um aumento de US$ 20,5 bilhões em seu
capital. Dentre outros objetivos, essa operação visa conferir ao Grupo maior liberdade para reestruturar seus ativos
latino-americanos, bem como aproveitar sinergias na compra de equipamentos, na exploração da marca ou na
redução de custos de roaming. Esse movimento, que caminha no sentido de distribuir os ativos do Grupo por áreas
operacionais, em vez de áreas geográficas, foi muito bem recebido pelo mercado, tendo suas ações tido altas
expressivas. Essa operação, que dará à empresa valor de mercado da ordem de US$ 100 bilhões, dá maior
segurança para traçar sua estratégia, diminuindo o risco de que seja alvo de ofertas hostis. Somente com
publicidade relativa a essa compra de ações, a Telefonica gastará US$ 30 milhões.
Outro alvo para sua estratégia são as comunidades hispânicas nos EUA.
CADERNOS DE INFRA-ESTRUTURA - ANEXO I
27
As Telecomunicações no Mundo - Anexo I
Espanha
Telefónica
q
Participações Intenacionais:
Fonte: site da empresa
Obs: A participação na CRT indicada na figura acima foi vendida para atender condições do Edital de Privatização das empresas da Telebrás.
CADERNOS DE INFRA-ESTRUTURA - ANEXO I
28
As Telecomunicações no Mundo - Anexo I
Itália
Aspectos Gerais
Itália
População (milhões)
GDP per capita (US$)
Linhas telefônicas fixas (milhões)
Densidade telefônica – fixa (%)
Telefones celulares (milhões)
Telefones celulares 99/98 (%)
Densidade telefônica – móvel (%)
Telefones móveis/telefones totais (%)
Digitalização telefonia celular (%)
Penetração Internet (por 10.000 hab)
Penetração de PC´s (%)
Fonte: ITU – Basic Indicators – 1999 - indicadores relativos a 1999
q
9
57,3
19.966
26,5
46,2
30,3
47,9
52,8
53,3
82,6
871,9
19,18
9
Desenvolvimento dos Setor
• 1994 - Criação da Telecom Italia com capital 65% da Stet, controlada pelo Ministério do Tesouro (61%)
• 1997 - Fusão da TI com a STET
• 1997 - Privatização
∗ máximo percentual a ser adquirido por um investidor - 3%
∗ Golden share por três anos
∗ aprovação de novos sócios relevantes
∗ aprovação de acordos
∗ poder de veto em decisões importantes
∗ indicação de um membro do conselho e de um auditor
Os valores indicados para GDP per capita e Digitalização da telefonia celular são relativos ao ano de 1998
CADERNOS DE INFRA-ESTRUTURA - ANEXO I
29
As Telecomunicações no Mundo - Anexo I
Itália
Aspectos Gerais
q
q
• 1998 – Competição na telefonia fixa
Apresenta índice de penetração em telefonia celular maior que a maior parte dos países europeus, aproximando-se
dos altos índices verificados nos países nórdicos. Havia, em dez/99, 30 milhões de usuários de telefonia celular na
Itália, dos quais 18,5 milhões da TIM (Telecom Italia Mobiles), 10,4 milhões da Omnitel (da Mannesmann) e 1,4
milhões da Wind, uma joint-venture da ENEL (51%), DT e FT.
Não houve desenvolvimento de operadoras de TV a cabo na Itália, tendo a TI o controle da malha local.
CADERNOS DE INFRA-ESTRUTURA - ANEXO I
30
As Telecomunicações no Mundo - Anexo I
Itália
Telecom Italia
Telecom Italia
Telecom Italia
Receita total (US$ bi)
27,2
Terminais fixos (milhões)
26,2
Terminais celulares (milhões)
16
Fonte: site da empresa
q
q
q
q
q
q
q
q
q
Quarta empresa telefônica da Europa, foi comprada pela Olivetti Spa, que era a segunda empresa de telefonia na
Itália, após oferta de compra hostil pela Deutsche Telekom, em 1999.
Uma das empresas mais eficientes da Europa.
Mantém, ainda, o controle da malha local. Assim, está em melhor posição para reter seus assinantes fixos que as
demais incumbentes na Europa.
Enfrenta competição em todos os setores corporativos chaves. A competição está crescendo no celular e em serviços
de valor adicionado.
A receita média por assinante (ARPU) no celular decresceu 16% no 1º semestre de 1999, devido à entrada do prépago.
As receitas de serviços inovativos, como ISDN, ADSL e serviços para usuários comercais cresceu 35% no 1º
semestre de 1999 em relação ao 1º semestre de 1998.
Está pensando em fazer operação de compra de participações minoritárias em suas empresas latino-americanas em
dinheiro, e não em ações da Controladora, para não diluir a participação da Olivetti, de 55%.
A América Latina responde por 41% de seus investimentos internacionais, que somam US$ 8,6 bilhões.
Objetivos estratégicos:
• Europa - Criar valor, pelo aumento de cobertura geográfica e oferta de novos serviços
∗ Reduzir o custo de transporte internacional
∗ Atuação seletiva na região do Mediterrâneo
CADERNOS DE INFRA-ESTRUTURA - ANEXO I
31
As Telecomunicações no Mundo - Anexo I
Itália
Telecom Italia
•
•
q
Consolidar presença na América Latina
Brasil – telefonia fixa:
∗ Reestruturação da TCS
∗ Aquisição da CRT
∗ Preparar futura oferta nacional de serviços integrados de voz, dados e Internet
• Brasil – telefonia celular:
∗ Reorganização da estrutura das empresas de Banda A
∗ Aquisição de licenças de PCS no Rio e em São Paulo
• Argentina
∗ Expandir sua atuação na região sul do país e completar a cadeia de valor com parceiros de Internet e mídia
A atuação internacional da empresa está indicada no mapa a seguir:
M o b ile
F ixed
Fixed & Mobile
Fixed
Retevision, Spain
O thers operators, Spain**
T e l e k o m A u s tria
9Telecom ,France
I n t e l c o m , S. M a r i n o
G o lden Lines, Israel
T e l e C e n t r o S u l, B r a z i l
E tecsa, Cuba
M o b ile
R T V M o v il, S p a i n
M o b ilkom , Austria
B o u y g u e s T e l., F r a n c e
S t e t H e lla s , G r e e c e
Radiomobil, Czeck Rep.
A s telit, U k r a i n e
M a x itel, B r a z i l
Tele C e lular Sul, Brazil
Tele N o rdeste C e llular, Brazil
F i x e d & M o b ile
Telecom S e rbia
Telecom A rgentina
Entel B o l ivia
Entel C h i le
B a r t h i , In d i a
T e d a /J i l i n , C h i n a
1 9 9 9 C lie n t s
(M illio n s )
Total
Fixed
16.0
M o b ile 1 3 . 8
Equity
3.4 (*)
3.8 (*)
Fonte: site da empresa
CADERNOS DE INFRA-ESTRUTURA - ANEXO I
32
As Telecomunicações no Mundo - Anexo I
Suécia
Aspectos Gerais
Suécia
População (milhões)
GDP per capita (US$)
Linhas telefônicas fixas (milhões)
Densidade telefônica – fixa (%)
Telefones celulares (milhões)
Telefones celulares 99/98 (%)
Densidade telefônica – móvel (%)
Telefones móveis/telefones totais (%)
Digitalização telefonia celular (%)
Penetração Internet (por 10.000 hab)
Penetração de PC´s (%)
Fonte: ITU – Basic Indicators – 1999 - indicadores relativos a 1999
q
q
q
q
10
8,9
25.580
5,9
66,5
5,1
24,8
57,8
46,5
87,8
4.137
45,14
10
A liberalização do mercado sueco foi feita pela introdução da competição, sem ter havido, no entanto, a
privatização da sua operadora Telia.
Atualmente, verifica-se intensa competição na telefonia fixa, cuja liderança é mantida pela Telia.
Havia, em dez/99, 5,4 milhões de telefones celulares, dos quais 2,6 milhões eram da Telia, 2,0 milhões da
Comviq e 0,8 milhões da Europolitan.
A terceira geração de telefonia celular deverá ser licitada em 2001.
Os valores indicados para GDP per capita e Digitalização da telefonia celular são relativos ao ano de 1998
CADERNOS DE INFRA-ESTRUTURA - ANEXO I
33
As Telecomunicações no Mundo - Anexo I
Suécia
Telia
Telia
Telia
Receita total (US$ bi)
5,9
Terminais fixos (milhões)
no país
5,9
no exterior (países nórdicos)
0,6
no exterior (fora dos países nórdicos)
nd
Terminais celulares (milhões)
no país
2,6
no exterior
nd
Fonte: site da empresa
q
Empresa estatal, passou por recente reestruturação para obter maior competitividade no mercado
desregulado, tendo sido dividida em 5 áreas:
• Mobile, onde se concentram suas operações de telefonia móvel e outros serviços sem fio.
• Carrier & Networks, responsável por redes nos países nórdicos e operações de longa distância
internacional.
• Business Solutions, que desenvolve e “empacota” seus produtos e de terceiros para entrega
customizada ao mercado corporativo
• People Solutions, que desenvolve e “empacota” seus produtos e de terceiros para entrega
customizada ao consumidor residencial. Nesse segmento, estão incluídos os serviços de telefonia fixa.
• Enterprises, que respondem por serviços de infomídia, sistemas e suporte, serviços financeiros e
operações de telecomunicações fora dos países nórdicos.
CADERNOS DE INFRA-ESTRUTURA - ANEXO I
34
As Telecomunicações no Mundo - Anexo I
Suécia
Telia
q
q
q
q
q
q
q
Registrou, em 1999, forte expansão nas áreas de maior avanço tecnológico, como telefonia celular (10%),
Internet e banda larga (58%) e dados (16%); teve grande crescimento, também, em comunicações
internacionais (62%). Em contrapartida, as receitas com telefonia fixa decresceram 3%.
Obteve licença para operar telefonia celular de 3ª geração na Finlândia.
Os celulares pré-pagos respondem por quase 70% do crescimento da sua base de assinantes. Atualmente,
dos seus 2,6 milhões de assinantes, 923 mil (26%) são pré-pagos.
A receita média por assinante – ARPU – (mix pré-pago e contrato) foi de US$ 37,7 em 1999, apresentando
queda de 8% em relação a 1998. Se for desconsiderada a base de clientes pré-pagos, esse valor sobe para
US$ 48,4, que representou um crescimento de 9% em relação a 1998.
A empresa apresentou churn de 9% na telefonia celular em 1999.
Está trabalhando em um processo de fusão com a Telenor, operadora estatal norueguesa, para formar uma
nova empresa, parcialmente privada, com ações na Bolsa de Valores. Ambas oferecem serviços de
telefonia fixa e celular. Juntas têm receitas anuais da ordem de US$ 9 bilhões e 50 mil empregados.
Começaram sua atuação conjunta na tentativa de compra da Esat Telecom Plc, segunda maior empresa de
telefonia da Irlanda, na qual foram derrotadas pela British Telecom. Seu objetivo nessa proposta foi de
expansão fora do mercado interno, que tem potencial de crescimento limitado (altas densidades de
telefonia fixa e celular). Para essa estratégia, buscam mercados com perspectivas de alto crescimento.
Atua em 30 países, conforme mostrado no mapa a seguir. Sua atuação consiste, preponderantemente, em
serviços de redes de dados e IP, havendo algumas participações em telefonia celular.
CADERNOS DE INFRA-ESTRUTURA - ANEXO I
35
As Telecomunicações no Mundo - Anexo I
Suécia
Telia
Fonte: site da empresa
q
Sua atuação regional tem as seguintes características:
Net Sales
Investments
Operating Capital
No. of Employees
Sweden
Other Nordic
Baltic
Rest of World
Fonte: site da empresa
CADERNOS DE INFRA-ESTRUTURA - ANEXO I
36
As Telecomunicações no Mundo - Anexo I
Suécia
Telia
q
O crescimento de suas receitas, bem como sua abertura por tipo de serviço estão abaixo indicados.
Crescimento das receitas - 1999/1998
Decomposição das receitas (%)
20,0%
18,0%
16,0%
14,0%
12,0%
10,0%
8,0%
6,0%
4,0%
2,0%
0,0%
19%
16%
9%
Mobile
Total
Enterprises
People
Solutions
Business
Solutions
Carrier &
Networks
Mobile
34%
22%
Carrier & Networks
Business Solutions
People Solutions
Enterprises
Fonte: site da empresa
CADERNOS DE INFRA-ESTRUTURA - ANEXO I
37
As Telecomunicações no Mundo - Anexo I
Irlanda
Aspectos Gerais
Irlanda
População (milhões)
GDP per capita (US$)
Linhas telefônicas fixas (milhões)
Densidade telefônica – fixa (%)
Telefones celulares (milhões)
Telefones celulares 99/98 (%)
Densidade telefônica – móvel (%)
Telefones móveis/telefones totais (%)
Digitalização telefonia celular (%)
Penetração Internet (por 10.000 hab)
Penetração de PC´s (%)
Fonte: ITU – Basic Indicators – 1999 - indicadores relativos a 1999
q
11
3,7
23.080
1,8
47,77
1,4
48
37,8
44,2
81,1
1.198
32,4
11
A economia da Irlanda vem tendo nos últimos seis anos um crescimento maior do que outras nações que fazem
parte da União Européia. Estima-se que sua economia se expanda em cerca de 9% este ano, quatro vezes mais do
que a média de 2,1% dos 11 países da região do euro. Isso tem provocado um boom na demanda por serviços
telefônicos, particularmente no segmento de telefonia móvel, onde o atendimento é inferior à média dos países
nórdicos. Sua segunda empresa de telefonia – a Esat Telecom Plc – foi alvo recente de disputa entre uma oferta
conjunta da Telia e Telenor, em processo de fusão contra a British Telecom, que saiu vitoriosa.
Os valores indicados para GDP per capita e Digitalização da telefonia celular são relativos ao ano de 1998
CADERNOS DE INFRA-ESTRUTURA - ANEXO I
38
As Telecomunicações no Mundo - Anexo I
Holanda
Aspectos Gerais
Holanda
População (milhões)
GDP per capita (US$)
Linhas telefônicas fixas (milhões)
Densidade telefônica – fixa (%)
Telefones celulares (milhões)
Telefones celulares 99/98 (%)
Densidade telefônica – móvel (%)
Telefones móveis/telefones totais (%)
Digitalização telefonia celular (%)
Penetração Internet (por 10.000 hab)
Penetração de PC´s (%)
Fonte: ITU – Basic Indicators – 1999 - indicadores relativos a 1999
12
15,8
23.046
9,6
60,6
6,9
105,9
43,5
41,8
100
1.893
36
12
Os valores indicados para GDP per capita e Digitalização da telefonia celular são relativos ao ano de 1998
CADERNOS DE INFRA-ESTRUTURA - ANEXO I
39
As Telecomunicações no Mundo - Anexo I
Holanda
Royal KPN NV
Royal KPN NV
Royal KPN NV
Receita total (US$ bi)
8,2
Terminais fixos (milhões)
9,6
Terminais celulares (milhões)
3,5
Fonte: site da empresa
q
q
q
q
q
q
Maior companhia telefônica da Holanda
Adquiriu 77,5% da terceira maior provedora de serviços de telefonia móvel da Alemanha, a E-Plus AG, que tem 3,1
milhões de clientes, por 9,1 bilhão de euros (US$ 9,4 bilhões), por meio de uma sociedade com a BellSouth Corp. A
transação frustrou a intenção da France Télécom SA de ingressar na Alemanha por meio da compra da participação.
A companhia francesa oferecera-se para comprar as ações da E-Plus que pertencem à Vodafone Airtouch, Veba e
RWE.
Com a compra da E-Plus, a KPN passa de 11a a 7ª operadora da Europa, com base no número de assinantes.
Tem como estratégia, além de se defender de ofertas hostis, expandir-se para fora da Holanda, em segmentos de alto
crescimento, de forma independente ou por meio de alianças estratégicas.
Tem como meta tornar-se uma das três principais empresas de telefonia celular da Europa, fazendo frente a rivais
como a Vodafone AirTouch Plc.
Esteve recentemente, em negociações para compra da Telefonica, que acabaram não se concretizando por falta de
apoio do Governo da Espanha.
CADERNOS DE INFRA-ESTRUTURA - ANEXO I
40
As Telecomunicações no Mundo - Anexo I
Estados Unidos
Aspectos Gerais
Estados Unidos
População (milhões)
GDP per capita (US$)
Linhas telefônicas fixas (milhões)
Densidade telefônica – fixa (%)
Telefones celulares (milhões)
Telefones celulares 99/98 (%)
Densidade telefônica – móvel (%)
Telefones móveis/telefones totais (%)
Digitalização telefonia celular (%)
Penetração Internet (por 10.000 hab)
Penetração de PC´s (%)
Fonte: ITU – Basic Indicators – 1999 - indicadores relativos a 1999
q
13
276,2
32.198
179,8
66,1
86,0
24,3
31,15
32,4
28,9
3.982
45,6
13
Desenvolvimento do setor:
• Abertura do monopólio privado - AT&T - 1984
∗ 7 RBOCS (Regional Bell Operating Companies) - Baby bells
∗ Definição de áreas de concessão para cada - LATAs (Local Access Transport Areas)
– 161 LATAs nos EUA
∗ 1 operadora de longa distância - AT&T
• Telecom Act - 1996 - Objetivos
∗ qualidade dos serviços a preços justos e razoáveis
∗ acesso aos consumidores de baixa renda, rurais e de áreas não rentáveis em condições compatíveis com os
das áreas urbanas
∗ universalização - acesso a serviços de informação e de valor adicionado a todas as regiões do país
Os valores indicados para GDP per capita e Digitalização da telefonia celular são relativos ao ano de 1998
CADERNOS DE INFRA-ESTRUTURA - ANEXO I
41
As Telecomunicações no Mundo - Anexo I
Estados Unidos
Aspectos Gerais
sistema de contribuição eqüitativa (2,2% da receita) de todos os provedores de serviços de telecomunicações
para o serviço universal
∗ melhores condições tarifárias para escolas, sistema de saúde
∗ estimular a competitividade internacional das operadoras americanas
Telecom Act - 1996 - Abertura do mercado de telefonia fixa local
∗ Possibilidade de atuação de outras operadoras por meio de:
– revenda dos serviços das operadoras incumbentes (ILECs)
– utilização das redes locais das ILECs
– fornecimento de serviço por redes alternativas
∗ Incentivo à abertura do mercado pelas ILECs:
– imediata possibilidade de prover longa distância somente fora da sua área de concessão
– possibilidade de prover longa distância sem restrições condicionada à abertura de sua rede local
– possibilidade de atuação em outros segmentos
∗ Dificuldades:
– acordos de interconexão
– tarifas de acesso à rede local
– atitudes discriminatórias das ILECs - má qualidade da interconexão, reparo lento, não
disponibilização de inovações tecnológicas, ...
Telecom Act - 1996 - Celular
∗ Medidas:
– Agilização na concessão de novas licenças - PCS
– Permissão para fusões e aquisições no segmento
∗ Resultados:
– Grande competição - áreas com até 5 operadoras
– Formação de redes nacionais por meio de aquisição de operadoras locais de PCS, o que tem
permitido maior eficiência e autonomia das operadoras, com menor dependência dos acordos de
interconexão, ganhos de escala e redução dos custos e superação de problemas de roaming
∗
•
•
CADERNOS DE INFRA-ESTRUTURA - ANEXO I
42
As Telecomunicações no Mundo - Anexo I
Estados Unidos
Aspectos Gerais
Acesso das operadoras de longa distância aos mercados locais, por meio de subsidiárias de
telefonia móvel
Telecom Act - 1996 - Longa distância
∗ O incentivo à entrada das ILECs na longa distância ainda não deu resultados
∗ O mercado já é competitivo, com várias operadoras atuando, com a seguinte divisão:
–
•
CADERNOS DE INFRA-ESTRUTURA - ANEXO I
43
As Telecomunicações no Mundo - Anexo I
Estados Unidos
SBC
SBC
SBC
Receita total (US$ bi)
Terminais fixos (milhões)
49,2
46
no país
38,6
no exterior
7,4
Terminais celulares (milhões)
23
no país
20
no exterior
3
Fonte: site da empresa
q
q
q
q
Maior operadora local nos EUA, atua em mais da metade dos estados americanos com diferentes marcas,
conseguidas por meio de sucessivos processos de fusões: Southwestern Bell, Ameritech, Pacific Bell, SBC Telecom,
Nevada Bell, SNET e Cellular One.
É pioneira na consolidação:
• 1ª Bell a adquirir outra Bell (em 1997, comprou a Pacific Bell)
• 1ª Bell a adquirir uma empresa independente (Connecticut)
• 1ª Bell a investir em empresas de longa distância - em fev/99 adquiriu 10% da Williams, que tem rede óptica da
costa a costa nos EUA
Tem investido em diversificação dos serviços, oferecendo serviços de dados e de comunicações sem fio.
Depois da fusão com a Ameritech, conquistou presença nos 20 maiores mercados dos EUA, oferecendo serviços de
telefonia local e celular, Internet e dados de alta velocidade.
CADERNOS DE INFRA-ESTRUTURA - ANEXO I
44
As Telecomunicações no Mundo - Anexo I
Estados Unidos
SBC
q
q
q
Teve negado, recentemente, pedido de autorização para operar serviços de longa distância no Texas, estado onde
opera telefonia local. Essa negação teve como justificativa a alegação de que ainda não promoveu a abertura de
suas redes locais à competição.
Apresenta três tecnologias diferentes em sua rede de telefonia móvel, formada por aquisições de empresas com
tecnologias diferentes.
Estratégia global
• Tem atuação em 22 países, por meio de participações em empresas estratégicas.
• Na América do Norte, tem investimentos nas operadoras dominantes no Canadá – 20% da Bell Canada – e no
México – 9,1% da Telmex;
• É o maior investidor não europeu em telecomunicações na Europa. Por meio do controle da Belgacom, a
empresa dominante da Bélgica, tem investimentos na França, Holanda, Noruega e Rússia; por meio da
participação de 41,6% na Tele Danmark, tem investimentos na Áustria, Bélgica, Alemanha, Holanda, Suécia,
Rússia e países da Europa Central.
• Tem, ainda, investimentos no Caribe, Ásia (5,7% no Consórcio que vai lançar um cabo submarino entre EUA e
China e 5% em outro que ligará ao Japão aos EUA) e África.
• Recentemente adquiriu do grupo Algar no Brasil, ações preferenciais da ATL, correspondentes a 27% do capital
total.
• Planeja comprar a Sterling Commerce Inc., empresa que desenvolve softwares para transações de compra e
venda entre empresas na Internet (B2B – Business to business), segmento que concentra 80% das operações via
Internet. Assim, poderá combinar as suas conexões de Internet de alta velocidade com a oferta de serviços de
comércio eletrônico. Com o acordo, a SBC poderá ganhar, instantaneamente, a expertise necessária para
concorrer no dinâmico mercado de comércio eletrônico entre empresas. Essa aquisição dará à SBC acesso ao
mercado B2B no Brasil, onde a Sterling Commerce tem cerca de 200 clientes – na maioria bancos e lançará o
Portal EZTrade.com, para operações B2B.
• Unificou suas operações de telefonia celular com as da Bell South, criando uma nova empresa.
CADERNOS DE INFRA-ESTRUTURA - ANEXO I
45
As Telecomunicações no Mundo - Anexo I
Estados Unidos
SBC
Internacional
Informação/
entretenimento
Sem fio
Outras
Longa
distância
SBC
Crescimento de receitas - dez99/dez98
Local
(%)
25
20
15
10
5
0
-5
-10
O crescimento de suas receitas, bem como sua abertura por tipo de serviço estão abaixo indicados.
Redes de
acesso
q
Decomposição das receitas
7%
14%
10%
10%
21%
0%
Local
Redes de acesso
Longa distância
Sem fio
Inf./ entretenimento
Outras
38%
Internacional
Fonte: site da empresa
CADERNOS DE INFRA-ESTRUTURA - ANEXO I
46
As Telecomunicações no Mundo - Anexo I
Estados Unidos
Bell Atlantic
Bell Atlantic
Bell Atlantic
Receita total (US$ bi)
33,2
Terminais fixos (milhões)
42,5
no país
42,5
no exterior
Terminais celulares (milhões)
11,9
no país
8,3
no exterior
3,6
Fonte: site da empresa
q
q
q
q
q
É a segunda operadora de telefonia local nos EUA, oferecendo serviços de telefonia fixa, celular, dados, listas
telefônicas (é a maior empresa desse segmento no mundo, com 625 listas domésticas e internacionais por ano).
Está em processo de fusão com a GTE. Após completada essa fusão, será a primeira operadora de telefonia local e a
segunda empresa de telecomunicações dos EUA, atrás somente da AT&T.
A criação da Verizon, joint-venture de telefonia móvel com a Vodafone-AirTouch, aumentará sua possibilidade de
oferecer pacotes de serviços em todo o território dos Estados Unidos, minimizando sua impossibilidade de oferecer
serviços de longa distância dentro de sua área de concessão.
Obteve autorização para prover serviços de longa distância no Estado de Nova York, onde tem 6,6 milhões de
assinantes de telefonia local.
A empresa espera ter 25% do mercado de longa distância residencial e comercial no Estado de Nova York em 5
anos, com um plano one-stop-shopping, que pode incluir telefonia local, de longa distância e móvel. Deverá entrar
em breve com pedido de autorização para operar longa distância nos estados de Massachusetts, Pennsylvania e
New Jersey.
CADERNOS DE INFRA-ESTRUTURA - ANEXO I
47
As Telecomunicações no Mundo - Anexo I
Estados Unidos
Bell Atlantic
q
q
Para ter acesso a grandes clientes, comprou 19% do capital da Metromedia Fiber Network Inc., empresa de redes
metropolitanas, em uma operação de adiantamento de pagamentos pelo uso de suas redes nos próximos 20 anos.
Com o investimento, a Metromedia duplicará para 50 o número de redes de fibra óptica que está montando nas
principais cidades norte-americanas e em âmbito internacional. O objetivo da Bell Atlantic nessa operação é
garantir acesso em alta velocidade aos grandes clientes, para fornecer serviços de Internet, dados e multimídia,
acompanhando o crescimento da demanda por esses serviços. Segundo a empresa, a demanda por capacidade para
transmitir tráfego de voz, dados e vídeo está duplicando a cada três a quatro meses.
Estratégia internacional: mercados de alto crescimento.
• É um dos maiores investidores nos mercados de alto crescimento, com operações em 23 países.
• Sua operação de telefonia celular é concentrada em uma empresa – Bell Atlantic Mobile, que opera dentro e
fora dos EUA.
Telefonia móvel
Telefonia fixa
Fonte: site da empresa
CADERNOS DE INFRA-ESTRUTURA - ANEXO I
48
As Telecomunicações no Mundo - Anexo I
Estados Unidos
Bell Atlantic
q
(%)
25
O crescimento de suas receitas, bem como sua abertura por tipo de serviço estão abaixo indicados.
Bell Atlantic
Crescimento de receitas - dez99/dez98
20
15
10
5
0
-5
Decomposição das receitas
Outras
Sem fio
Diretórios
Longa
distância
Redes de
acesso
Local
-10
5%
7%
Local
14%
24%
7%
Redes de acesso
Longa distância
Diretórios
Sem fio
Fonte: site da empresa
CADERNOS DE INFRA-ESTRUTURA - ANEXO I
Outras
43%
49
As Telecomunicações no Mundo - Anexo I
Estados Unidos
GTE
GTE
GTE
Receita total (US$ bi)
25,3
Terminais fixos (milhões)
35,3
no país
26,1
no exterior
9,2
Terminais celulares (milhões)
13,9
no país
7,1
no exterior
6,8
Fonte: site da empresa
q
q
q
q
Em fase de fusão com a Bell Atlantic, a GTE atua em 28 estados nos serviços de telefonia fixa e em 17 estados em
telefonia móvel, assim como longa distância nacional, serviços de redes desde a Internet residencial a grandes
empresas.
Fora dos EUA, opera nos 5 continentes. Suas operações internacionais respondem por 15% do seu ativo e dos lucros
operacionais.
Tem cerca de 3,5 milhões de clientes de telefonia móvel na América Latina.
Faturou US$ 22 bilhões em 1998, dos quais US$ 3,8 bilhões deveram-se às operações internacionais.
CADERNOS DE INFRA-ESTRUTURA - ANEXO I
50
As Telecomunicações no Mundo - Anexo I
Estados Unidos
GTE
q
Atua nos EUA nas áreas abaixo indicadas:
Fonte: site da empresa
CADERNOS DE INFRA-ESTRUTURA - ANEXO I
51
As Telecomunicações no Mundo - Anexo I
Estados Unidos
Bell South
Bell South
Bell South
Receita total (US$ bi)
25,2
Terminais fixos (milhões)
24,1
no país
no exterior
Terminais celulares (milhões)
24,1
11,1
no país
5,3
no exterior
5,8
Fonte: site da empresa
q
q
q
q
q
q
q
q
É a única das sete baby-bells que permanece em sua forma original.
Comprou 10% da Qwest, empresa de redes, para facilitar sua atuação em longa distância.
Sua estratégia é fornecer uma ampla variedade de serviços de alta qualidade na sua área de atuação. Contudo, com
pouca habilidade para prestar serviços nos principais mercados norte-americanos fora de sua região de domicílio, a
BellSouth pode perder os maiores clientes corporativos, que cada vez mais desejam uma mega-operadora.
Outra ameaça é a competição das empresas de longa distância – AT&T e MCI WorldCom – que agora têm acesso
ao usuário final e oferecerão serviços integrados de voz local, Internet, longa distância, celular e TV a cabo.
Sua atuação internacional consiste em operações de telefonia celular em aproximadamente toda a América Latina
(4,5 milhões de usuários), Europa e Ásia/Pacífico. Sua maior base de assinantes fora dos EUA é na Venezuela (1,7
milhões). No Brasil, conta com cerca de 1,4 milhões de usuários de telefonia celular Banda B – BCP.
Sua base de usuários de telefonia celular fora dos EUA já superou a sua base doméstica.
Pode vir a ser um alvo, tanto para as recém consolidadas Bell Atlantic/GTE e MCI WorldCom, como para
operadoras européias que estão sem parceiro nos EUA (DT e FT).
Uniu, recentemente, suas operações de telefonia móvel com as da SBC.
CADERNOS DE INFRA-ESTRUTURA - ANEXO I
52
As Telecomunicações no Mundo - Anexo I
Estados Unidos
Bell South
Diretórios
Operações
internacionais
Celular
Local
20
15
10
5
0
-5
-10
-15
-20
Bell South
Crescimento de receitas - dez99/dez98
Longa
distância
(%)
O crescimento de suas receitas, bem como sua abertura por tipo de serviço estão abaixo indicados.
Redes de
acesso
q
Decomposição das receitas
2%
13%
9%
8%
19%
6%
Fonte: site da empresa
43%
CADERNOS DE INFRA-ESTRUTURA - ANEXO I
Local
Redes de acesso
Longa distância
Celular
Operações internac.
Diretórios
Outras
53
As Telecomunicações no Mundo - Anexo I
Estados Unidos
AT&T
AT&T
AT&T
Receita total (US$ bi)
62,4
Terminais celulares (milhões)
12,4
Fonte: site da empresa
q
q
q
q
q
q
É a maior operadora de telecomunicações, além de dominar o segmento de longa distância no país.
Perdeu sua posição de líder na telefonia móvel após a fusão da Vodafone-AirTouch/Bell Atlantic.
O último trimestre foi o primeiro da atuação do plano tarifário “one-rate”, que cobra 7 cents pelo minuto de ligação
de longa distância, independente da distância. Nesse período, cerca de 500 mil clientes aderiram a esse plano, dos
quais a terça parte era proveniente de outras empresas e o restante tinha conta média de US$ 25 mensais.
Considera, atualmente, longa distância apenas como mais um item no seu pacote de serviços, que pode ser suprido
ao consumidor final via cabo ou mesmo via aluguel de linhas de sua nova concorrente no Estado de Nova York, a
Bell Atlantic. Nesse estado, a AT&T tem cerca de 150 mil assinantes de pacote de serviços com telefonia local e
longa distância.
Atua em mais de 280 países
Estratégias:
• Acesso ao cliente final que, para essa empresa é urgente, diante da perspectiva da liberação do mercado de
longa distância para as concessionárias locais, dentro das respectivas áreas de concessão; essa ameaça já
começou a se concretizar, com a autorização da Bell Atlantic operar serviços de longa distância no Estado de
Nova York. Como a receita de ligações de longa distância de consumidores residenciais tem um peso maior
para a AT&T do que para suas concorrentes, essa potencial competição é mais dramática para ela do que para
as outras operadoras de longa distância nos EUA. Para o acesso ao cliente final a AT&T vem adotando as
seguintes estratégias:
CADERNOS DE INFRA-ESTRUTURA - ANEXO I
54
As Telecomunicações no Mundo - Anexo I
Estados Unidos
AT&T
Estratégia nº 1 - Acesso por cabo
– Utilizar redes de TV a cabo que, além de telefonia, poderão prover serviços mais sofisticados,
como Internet, TV digital, video-on-demand. Esse movimento iniciou-se em 1998, quando
comprou a Tele-Communications Inc (TCI), segunda maior provedora de TV a cabo dos EUA.
Prosseguiu em 1999, com a formação de uma joint-venture com a Time Warner Inc., principal
provedora de TV a cabo norte-americana, para fornecer serviços de telefonia local via rede de
cabos em 33 estados americanos. Comprou, também, a operadora de TV a cabo norte-americana
MediaOne Group Inc.
– Está investindo cerca de US$ 9 bilhões na adequação das redes de TV a cabo das empresas por
ela compradas para permitir a transmissão de sinais bi-direcionais dos demais serviços.
– Vem instalando cerca de 1.000 ligações por cabo para Internet por dia. No último trimestre de
99 instalou 80 mil acessos.
– No fim de 1999 estava testando telefonia local via cabo em 9 mercados e planeja estar
atendendo entre 400 e 500 mil clientes nessa modalidade até o fim deste ano. Tem enfrentado
problemas de custos na adaptação das redes de TV a cabo que eram utilizadas para esse fim,
principalmente as da TCI, por serem antigas.
– Terá como desafio o fato de que usará tecnologia Internet para transmissão de voz, ainda não
madura. Os resultados dos testes que já foram feitos têm sido satisfatórios. Outro desafio será
operar uma tecnologia nova para a cultura da empresa.
∗ Estratégia nº 2 - Acesso sem fio
– Nos locais não atingidos por suas redes de TV a cabo, utilizar sua rede PCS ou a tecnologia WLL
para acessar o cliente final; para a implantação de WLL, a empresa poderá compartilhar sua
infra-estrutura de PCS, que atinge todo o país. No atual grau de desenvolvimento, o WLL já
permitire a oferta dos mesmos serviços oferecidos no cabo, exceto TV digital. Dentro dessa
estratégia, vem adquirindo empresas de telefonia rural com tecnologia celular que, além do
acesso ao usuário final, ajudam na viabilização do plano de tarifação “one rate”, por reduzir
custos de roaming para as regiões onde operam essas empresas.
∗
CADERNOS DE INFRA-ESTRUTURA - ANEXO I
55
As Telecomunicações no Mundo - Anexo I
Estados Unidos
AT&T
–
A Microsoft investirá US$ 5 bilhões na AT&T e ficará responsável pelo software que será a base
dos novos serviços ao usuário doméstico pela rede de cabo. Uma estimativa da Merrill Lynch
prevê que um usuário dos novos serviços a cabo poderá gastar por mês mais de US$ 150,
distribuídos conforme gráfico a seguir. O mesmo estudo prevê que o faturamento da TV a cabo,
nos EUA, deverá saltar de US$ 38,9 bilhões, em 1998, para US$ 62,3 bilhões neste ano.
Gastos com telecomunicações
30%
TV por assinatura
Internet
Telefonia
47%
23%
Fonte: Merril Lynch
∗
Atuação no mercado corporativo
– Firmou com a IBM uma aliança tecnológica para desenvolver, comercializar e distribuir
conjuntamente soluções “ponto a ponto” de comércio eletrônico para empresas de pequeno e
médio porte. As soluções serão fornecidas através dos sócios do canal conjunto da IBM e AT&T,
e vão incluir software e servidores IBM e acesso à Internet fornecido pela AT&T
– Comprou a rede global da IBM – antiga IGN e agora batizada de AT&T Global Network Services
(GNS). A GNS oferece serviços de gerenciamento de rede, que têm maior valor agregado. Esses
serviços incluem soluções de terceirização, consultoria e integração, que potencializam o
comércio eletrônico ou outras atividades corporativas baseadas em rede. O processo de
CADERNOS DE INFRA-ESTRUTURA - ANEXO I
56
As Telecomunicações no Mundo - Anexo I
Estados Unidos
AT&T
aquisição da rede global da IBM, avaliado em US$ 5 bilhões, foi gradual, começando pelos
Estados Unidos, Reino Unido em julho e finalmente América do Sul.
– Para garantir seu acesso a clientes corporativos nos EUA, comprou a Teleport Communications
Group, empresa de redes metropolitanas. Está comprando a GRC International, uma empresa de
Tecnologia de Informação que presta serviços para o Governo dos Estados Unidos.
– Para fortalecer seu acesso a corporações na América Latina, criou o Solutions Group, resultante
da compra e posterior fusão da empresa brasileira de redes metropolitanas – Netstream e da
FirstCom, que atua no Chile, Peru e Colômbia. Além disso, fechou recente acordo para comprar
a Keytech LD e acessar o mercado argentino. A ligação desses usuários com o mundo, será feita
pela rede da Concert, joint-venture com a British Telecom para ligações de longa distância.
∗ Atuação no mercado de ações
– Para melhorar seu desempenho no mercado de ações que, ultimamemte, tem sido fraco, devido,
principalmente às incertezas relativas ao investimento de US$ 110 bilhões que fez na compra
das operadoras de TV a cabo, a empresa anunciou que fará operação de track stocks em seu
segmento de operações sem fio (voz e dados). Com essa operação, pretende levantar recursos da
ordem de US$ 11,5 bilhões.
CADERNOS DE INFRA-ESTRUTURA - ANEXO I
57
As Telecomunicações no Mundo - Anexo I
Estados Unidos
MCI WorldCom
MCI WorldCom
MCI WorldCom
Receita total (US$ bi)
33,8
Fonte: site da empresa
q
q
q
q
q
q
Resultado de fusões sucessivas ao longo do tempo, a MCI WorldCom é a segunda empresa de longa distância nos
EUA.
40% de suas receitas e 80% no incremento das receitas vêm de atividades de alto crescimento, como dados,
Internet e serviços internacionais.
A utilização de Internet discada, medida por horas de conexão, cresceu 73% em relação a 1998, atingindo 1,2
bilhão de horas em 1999. Acessos dedicados de Internet cresceram 93%.
O tráfego de voz cresceu 15% em relação a 1998.
As fusões têm melhorado sua estrutura de custos, impactando positivamente a rentabilidade.
Estratégia nos EUA
• Consolidar sua rede de longa distância, fazendo frente às inúmeras outras operadoras de longa distância que
atuam no mercado;
• Acessar o usuário final para vender ligações de longa distância “ponto a ponto”, isto é, sem passar pela rede das
operadoras de telefonia fixa. Para operar segundo essa estratégia e sem ter acesso por meios próprios aos
assinantes, a MCIWorldCom foi, em 1998, o maior revendedor de ligações para aparelhos celulares, o que
explicitou sua necessidade de investir no acesso direto aos clientes.
• A aquisição da Sprint, por US$ 129 bilhões, atendeu a esses dois objetivos estratégicos, já que esta possui rede
de telefonia celular – PCS – de abrangência nacional e, ainda, é a terceira operadora de longa distância nos
EUA. Essa aquisição vem, também, reforçar a posição da nova empresa no mercado americano, em um
momento em que outras alianças – Vodafone AirTouch / Bell Atlantic/GTE, SBC/ Williams/Bell South –
começam a ganhar, também, abrangência nacional.
CADERNOS DE INFRA-ESTRUTURA - ANEXO I
58
As Telecomunicações no Mundo - Anexo I
Estados Unidos
MCI WorldCom
•
q
A empresa já tinha tido atuações anteriores, buscando atingir esses dois objetivos: tentou, sem sucesso, comprar
a operadora de trunking Nextel, que tem rede de telefonia móvel em todo o território americano; comprou
empresas de TV por assinatura na tecnologia MMDS (satélite), serviço que, pela regulamentação, somente
podia ser prestado em um sentido (satélite/usuário), apostando na liberação dessa tecnologia para acesso bidirecional, o que, realmente, aconteceu.
• Atua em serviços de Internet por meio de parceria com a AOL, já que teve que se desfazer de seus ativos de
Internet para ter aprovada a fusão com a World Com.
• Comprou a empresa de paging Sky-Tel, que tem tido crescimento na tecnologia two-way.
Estratégia no exterior
• Sua atuação no exterior é focada no atendimento a grandes usuários na Europa.
• Comprou a empresa dominante de telefonia de longa distância nacional e internacional no Brasil – a Embratel,
garantindo acesso não só ao país, como também acesso às rotas ópticas submarinas e de comunicação por
satélite que ela detém.
CADERNOS DE INFRA-ESTRUTURA - ANEXO I
59
As Telecomunicações no Mundo - Anexo I
Estados Unidos
Sprint
Sprint
Sprint
Receita total (US$ bi)
17
Fonte: site da empresa
q
q
q
q
q
q
q
q
Integra serviços de telefonia local, longa distância e sem fio, além de ser uma das maiores carriers de tráfego Internet
do mundo.
Tem o maior backbone Internet nos EUA.
Atende mais de 17 milhões de consumidores residenciais e comerciais.
Até o processo de fusão com a MCI WorldCom era a terceira empresa de longa distância dos EUA, atuando,
também, em PCS, com cobertura em praticamente todo o território dos EUA.
Tem 4,7 milhões de usuários de PCS e 7,9 milhões de telefonia local.
Nas operações de longa distância, as receitas de transmissão de dados cresceram 45% em relação a 1998.
Implantou DSL e modems sem fio em algumas cidades dos EUA para prover serviços em banda larga.
Está sendo comprada pela MCI WorldCom por US$ 129 bilhões.
CADERNOS DE INFRA-ESTRUTURA - ANEXO I
60
As Telecomunicações no Mundo - Anexo I
Canadá
Aspectos Gerais
Canadá
População (milhões)
GDP per capita (US$)
Linhas telefônicas fixas (milhões)
Densidade telefônica – fixa (%)
Telefones celulares (milhões)
Telefones celulares 99/98 (%)
Densidade telefônica – móvel (%)
Telefones móveis/telefones totais (%)
Digitalização telefonia celular (%)
Penetração Internet (por 10.000 hab)
Penetração de PC´s (%)
Fonte: ITU – Basic Indicators – 1999 - indicadores relativos a 1999
q
q
q
q
q
14
30,5
19.962
19,2
63,5
7,0
31,6
23
26,7
nd
3.607,6
33,1
14
Três grandes operadoras: Bell Canada, a maior delas, Metronet Communications e BCT.Telus.
Presença das grandes operadoras – SBC, Bell Atlantic, AT&T e Sprint, em parceria com empresas canadenses.
Há, atualmente, o limite de 20% para capital estrangeiro em operadoras canadenses.
A competição na telefonia local teve início em 1998. Na longa distância, foi liberada em 1991.
Nenhuma das três grandes carriers tem cobertura nacional. Somente uma operadora celular – Rogers Cantel – uma
joint-venture entre Rogers Cantel, AT&T e BT tem cobertura nacional.
Os valores indicados para GDP per capita e Digitalização da telefonia celular são relativos ao ano de 1998
CADERNOS DE INFRA-ESTRUTURA - ANEXO I
61
As Telecomunicações no Mundo - Anexo I
Canadá
Bell Canada
BCE
O grupo canadense de telecomunicações engloba as operadoras Bell Canada, que opera telecomunicações no país, BCI,
que opera fora do Canadá e várias outras empresas, dentre elas a fabricante de equipamentos Northern Telecom (Nortel).
- Bell Canada
Bell Canada
Receita total (US$ bi)
12,6
Terminais fixos (milhões)
11,5
Terminais celulares (milhões)
1,69
Fonte: site da empresa
q
q
q
q
É a maior operadora no Canadá, provendo serviços de telefonia fixa local e de longa distância fixa, móvel, dados
em alta velocidade, Internet, paging e listas telefônicas.
Seu capital é dividido entre a BCE (80%) e a operadora americana SBC (20%).
Introduziu o sistema de tarifação one-rate (First Rate), o que aumentou o tráfego de longa distância em 21%, onde
detém market-share de 62,7%. No entanto, registrou queda de receitas de longa distância no 3º trimestre/99 (5% em
relação a 1998).
As receitas de telefonia celular aumentaram devido ao aumento da base de usuários, o que contrabalançou a queda
de US$ 62 em nov/98 para US$ 52 em nov/99 da conta média.
CADERNOS DE INFRA-ESTRUTURA - ANEXO I
62
As Telecomunicações no Mundo - Anexo I
Canadá
Bell Canada
- Bell Canada International (BCI)
Bell Canada International
Receita total (US$ bi)
0,8
Clientes (milhões)
5,5
Fonte: site da empresa
q
q
q
Seu principal foco é a América Latina e a região da Ásia-Pacífico, onde a empresa estima um grande potencial de
crescimento para os serviços de telecomunicações. Esses mercados são caracterizados pelas condições econômicas
favoráveis, pela demanda reprimida que apresentam, tanto em telefonia fixa como em celular.
Em 1999 reestruturou-se, criando 4 áreas de atuação:
• Latin America CLECs, com faturamento de US$ 71 milhões em 1999
• Latin America Mobile, com faturamento de US$ 426 milhões em 1999
• Asia Mobile, com faturamento de US$ 288 milhões em 1999
• Corporate, com faturamento de US$ 20 milhões em 1999
Atuação na América Latina
• Sua atuação mais expressiva é na Venezuela, onde faturou US$ 395 milhões em 1999. Atua, ainda no México,
Colômbia e Brasil.
• Atuação no Brasil:
∗ Atua desde meados da década de 90, provendo TV a cabo na Grande São Paulo, por meio da Canbras
Communications Corp, da qual a TVA, operadora de TV por assinatura que utiliza a tecnologia MMDS é
acionista minoritário. Essa empresa faturou US$ 67 milhões em 1999.
∗ Controla as operadoras de telefonia celular Americel e Telet e as operadoras Vésper e Vésper SP, espelhos
da Telemar e Telesp, respectivamente.
∗ Pretende investir US$ 3 bilhões nos próximos 3 anos.
CADERNOS DE INFRA-ESTRUTURA - ANEXO I
63
As Telecomunicações no Mundo - Anexo I
Canadá
Bell Canada
Pretende entrar em outros segmentos do mercado, como serviços de telecomunicações de banda larga,
transmissão de dados e atendimento de redes corporativas.
Atuação na Ásia
• telefonia celular na Coréia (Hansol), com 2,7 milhões de clientes
• telefonia celular em Taiwan (KG Telecom), com 1,4 milhões de clientes
∗
q
CADERNOS DE INFRA-ESTRUTURA - ANEXO I
64
As Telecomunicações no Mundo - Anexo I
Canadá
TIW
TIW
TIW
Receita total (US$ bi)
0,59
Brasil
0,25
Europa Central/Oriental
0,23
Europa ocidental (trunking) e outras
0,1
Terminais celulares (milhões)
2,7
Fonte: site da empresa
q
q
q
q
q
q
Empresa canadense, tem como sócios a Telesystem Ltd., o maior grupo privado de comunicações no Canadá e a
Microcell Telecommunications, Canada's operadora de telefonia celular na tecnologia GSM 1900.
Opera telefonia móvel nas seguintes regiões: Brasil, Europa Ocidental, Europa /central/oriental e Ásia.
Investe em redes de trunking (despacho), principalmente na Europa: tem rede nacional no Reino Unido e lançará
rede regional na França e nacional na Alemanha.
Obteve, em parceria com a Hutchison Whampoa Limited ("Hutchison"), a licença para telefonia celular de 3ª
geração no Reino Unido reservada para novos entrantes, pela qual pagará US$ 6,9 bilhões.
Ganhou uma licença de telefonia celular na República Tcheca numa competição com mais 7 grandes empresas.
No Brasil, opera a Telemig Celular, a Tele Norte Celular, a Telet e Americel, sendo as duas últimas em conjunto
com a BCI. Seu objetivo é ganhar atuação nacional pela aquisição de licenças de PCS ou por compra de empresas,
quando for permitido pela regulação. Sua parceria com a Hutchison pode vir a viabilizar os recursos para sua
expansão.
CADERNOS DE INFRA-ESTRUTURA - ANEXO I
65
As Telecomunicações no Mundo - Anexo I
Japão
Aspectos Gerais
Japão
População (milhões)
GDP per capita (US$)
Linhas telefônicas fixas (milhões)
Densidade telefônica – fixa (%)
Telefones celulares (milhões)
Telefones celulares 99/98 (%)
Densidade telefônica – móvel (%)
Telefones móveis/telefones totais (%)
Digitalização telefonia celular (%)
Penetração Internet (por 10.000 hab)
Penetração de PC´s (%)
Fonte: ITU – Basic Indicators – 1999 - indicadores relativos a 1999
q
15
126,5
33.231
66,0
52,2
56,9
20,2
44,9
46,3
99,2
1.323,4
23,7
15
Desenvolvimento do setor
• O setor de telecomunicações era dominado por duas empresas monopolistas: a NTT para serviços locais e de
longa distância nacionais e a KDD, para serviços internacionais. O processo de liberalização ocorreu segundo
as seguintes etapas:
∗ 1985 – início do processo de liberalização, com a criação de 2 classes de carriers:
– Tipo I – as que utilizam suas próprias redes de transmissão
– Tipo II – as que utilizam redes alugadas das carriers Tipo I
∗ Jan 1998 – Abolição de restrições ao capital estrangeiro nas empresas, exceto NTT
∗ 1998
– Liberalização das tarifas telefônicas
– Fim das restrições ao capital estrangeiro nas empresas de TV a cabo
Os valores indicados para GDP per capita e Digitalização da telefonia celular são relativos ao ano de 1998
CADERNOS DE INFRA-ESTRUTURA - ANEXO I
66
As Telecomunicações no Mundo - Anexo I
Japão
Aspectos Gerais
Jul 1999 – reestruturação da NTT
∗ Outubro/99 – NTT foi autorizada a atuar nos serviços internacionais
∗ 2000
– modificações tarifárias
– tarifas de interconexão baseadas em Custo Incremental de Longo Prazo
– introdução do mecanismo price cap para o controle dos níveis tarifários praticados pela NTT
East e pela NTT West
∗ 2001
16
– introdução da portabilidade numérica
– pré-seleção da operadora de longa distância
O mercado japonês em geral, tem se ressentido das dificuldades na economia do país, o que se reflete no setor de
telecomunicações, que registrou, em 1999, queda na demanda da telefonia fixa.
Por outro lado, os segmentos de telefonia celular, dados e a Internet vêm tendo expressivo crescimento.
A NTT, na qual o Estado tem 65,5% de participação, é a maior operadora do Japão.
No mercado de longa distância doméstico, a NTT é dominante, com 75% de mercado (em 1999). Há, ainda: a
Japan Telecom (na qual a BT e a AT&T têm, juntas, 30%), que atua em serviços de longa distância, no aluguel de
linhas e na telefonia móvel, com 8% do mercado; a DDI (Kyocera Corp.), que atua nos serviços de longa distância e
em telefonia móvel, com 7% do mercado, e a KDD que, anteriormente era limitada às ligações internacionais e que,
atualmente, atua em longa distância nacional, com 8% do mercado, telex, dados e aluguel de linhas.
Na telefonia local, a NTT vem perdendo mercado, já que a competição é intensa.
Embora não haja restrições à entrada de novas empresas de telefonia local, a NTT não é obrigada a abrir suas redes,
o que dificulta a efetiva competição. Algumas empresas começam a desenvolver sistemas WLL, mas a NTT tem,
ainda, o efetivo monopólio da telefonia local, com cerca de 58 milhões de assinantes - o que corresponde a um
índice de penetração de 46%.
O foco de todas as operadoras de longa distância é transmissão de dados. O Japão tem uma das mais avançadas
infra-estruturas do mundo; a maior parte das operadoras já implantou backbones em fibras ópticas e planeja o
–
q
q
q
q
q
q
q
16
possibilidade de manutenção do número do telefone em caso de troca de área ou de operadora
CADERNOS DE INFRA-ESTRUTURA - ANEXO I
67
As Telecomunicações no Mundo - Anexo I
Japão
Aspectos Gerais
q
q
q
q
q
q
q
desenvolvimento de redes IP. A NTT tem o maior e mais rápido backbone em fibras ópticas, com a maioria da rede
IP já implantada.
No mercado de ligações internacionais há, atualmente, além da KDD, a Cable&Wireless IDC (C&W – Segunda
operadora do Reino Unido), que atua, também em serviços de dados em banda larga e Internet; a Japan Telecom; a
DDI e a NTT, a partir de out/99.
O Japão tinha, em ago/99, 45,7 milhões de usuários de telefonia móvel, dos quais a NTT DoCoMo tinha 25,9
milhões, seguida pela DDI celular, com 5,9 milhões e pela IDO, com 3,5 milhões.
Está previsto para jun/2001 o lançamento de serviços de telefonia móvel de 3ª geração.
Os custos de interconexão no Japão são mais caros que a média da Europa, o que pode ser um estímulo a operações
de fusões e aquisições.
A penetração de Internet é baixa (cerca de 11%), relativamente aos demais países desenvolvidos (da ordem de 15%
a 25%), basicamente devido a baixa penetração de PC`s, ao alto custo de uso da linha telefônica e à baixa oferta de
conteúdo em japonês.
O acesso à Internet pelo telefone celular, lançado pela NTT DoCoMo em fev/00 (i-mode), tem tido grande adesão,
contando, em mar/00, com 5,6 milhões de usuários. Já é a maior plataforma de acesso à Internet no Japão.
O Japão está sendo palco de movimentos de consolidação, bem como de entrada de empresas estrangeiras. O setor
de telecomunicações liderou as operações de fusões e aquisições em 1999, com um total de US$ 29,7 bilhões (38%
do volume total de transações).
• Compra da KDD e da IDO pela DDI Corp., formando a maior empresa de longa distância internacional do
Japão e com rede de telefonia móvel com abrangência nacional, com faturamento anual de US$ 11,4 bilhões.
• Investimento da AT&T e BT na Japan Telecom
• Aquisição da IDC, segunda operadora internacional do Japão, pela britânica Cable&Wireless, formando a
Cable&Wireless IDC.
• Compra, pela KDD, do direito de uso da rede mundial da Global Crossing, o que lhe dá acesso à América
Latina, Estados Unidos e Europa. De imediato, a empresa japonesa começará a usar o cabo transoceânico entre
Japão e os Estados Unidos, que começou a funcionar no ano passado.
CADERNOS DE INFRA-ESTRUTURA - ANEXO I
68
As Telecomunicações no Mundo - Anexo I
Japão
NTT
NTT
NTT
Receita total (US$ bi)
80,4
Terminais fixos (milhões)
55,4
Terminais celulares (milhões)
i-mode (milhões)
29,3
PHS (milhões)
1,4
5,6
Fonte: site da empresa
q
q
q
A NTT foi reestruturada em jul/99, com a formação das seguintes empresas:
• NTT East e NTT West, de telefonia local e de longa distância intra-regional
• NTT Communications, de telefonia de longa distância interegional e internacional
• NTT Data
• NTT DoCoMo, de telefonia celular
Após essa reestruturação, procedeu à consolidação de suas 284 subsidiárias e 95 afiliadas nas seguintes áreas de
negócio:
• Regional Communications Businesses
• Long-Distance and International Communications Businesses
• Mobile Communications Businesses
• Data Communication Businesses
• Other Businesses
Impedida de operar serviços internacionais até out/99, a NTT ficou defasada em relação às grandes operadoras
globais, o que a inibe, em um primeiro momento, de se lançar no mercado global.
CADERNOS DE INFRA-ESTRUTURA - ANEXO I
69
As Telecomunicações no Mundo - Anexo I
Japão
NTT
q
Devido à grande competição na telefonia local, a NTT vem perdendo mercado, conforme mostrado no gráfico a
seguir.
NTT - Assinantes de telefonia fixa (milhões)
62
60
58
56
54
2000
1999
1998
1997
52
Fonte: site da empresa
q
q
q
17
A empresa registrou aumento de 67% no número de linhas ISDN, que, em março eram 7,4 milhões.
Para melhor atuar no segmento corporativo, a NTT comprou 15% da AT&T GNS - Japão. Com isso, aumenta o
portfólio de serviços que oferece a seus clientes, que poderão utilizar o serviço global de AT&T GNS.
Como pode ser visto no gráfico abaixo, a NTT DoCoMo vem ganhando mercado na telefonia celular, mas perde no
PHS17, onde pode oferecer serviços mais sofisticados. Para reverter essa situação, desenvolveu terminais duais, nos
quais o usuário pode falar tanto na frequência de telefonia celular, como de PHS. Além disso, introduziu serviços de
comunicação de dados com velocidade maior que a oferecida no celular comum – 64kbps e o plano i-mode, que
oferece serviços de acesso à Internet em baixa velocidade. Para agregar maior valor a seus produtos, está investindo
no desenvolvimento de jogos eletrônicos a serem oferecidos no plano i-mode e, futuramente, na 3ª geração do
celular; comprou 2% do portal de jogos eletrônicos da Sony.
sistema celular digital de 2ª geração utilizado no Japão
CADERNOS DE INFRA-ESTRUTURA - ANEXO I
70
As Telecomunicações no Mundo - Anexo I
Japão
NTT
35
NTT DoCoMo - Clientes (milhões)
30
25
20
15
10
5
0
1997
1998
Celular - Assinantes(milhões)
1999
2000
PHS - Assinantes (milhões)
i-mode
Fonte: site da empresa
q
q
A atuação internacional da NTT é tímida, basicamente em países da Ásia, com participações minoritárias. Sua
estratégia é fortalecer-se no mercado asiático, com dois propósitos principais:
• Oferecer serviços corporativos em âmbito regional, para proteger-se da competição de empresas que estão
entrando no mercado corporativo; seus principais clientes encontram-se na Ásia.
• Adquirir escala em serviços internacionais que lhe permita operar noe mercados do ocidente.
A NTT DoCoMo está mostrando sinais de internacionalização:
• comprou 19% da Hutchison Telecom, uma unidade do conglomerado de Hong Kong Hutchison Whampoa.
• poderá se candidatar a comprar a 3ª operadora de telefonia móvel do Reino Unido, Orange, da Mannesmann,
que deverá ser vendida por compra desta pela Vodafone.
• poderá vir a participar da licitação do PCS no Brasil.
CADERNOS DE INFRA-ESTRUTURA - ANEXO I
71
As Telecomunicações no Mundo - Anexo I
Japão
NTT
q
O crescimento de suas receitas, bem como sua abertura por tipo de serviço estão abaixo indicados.
Crescimento das receitas 2000/1999 (%)
(%)
14
12
10
8
6
4
Decomposição de receitas
2
0
Telefonia fixa
(local/longa dist.)
Dados
NTT DoCoMo
Total
Holding
15%
Local
34%
Longa distância e
internacional
Dados
36%
NTT DoCoMo
6%
Fonte: site da empresa
CADERNOS DE INFRA-ESTRUTURA - ANEXO I
9%
72
As Telecomunicações no Mundo - Anexo I
México
Aspectos Gerais
México
População (milhões)
GDP per capita (US$)
Linhas telefônicas fixas (milhões)
Densidade telefônica – fixa (%)
Telefones celulares (milhões)
Telefones celulares 99/98 (%)
Densidade telefônica – móvel (%)
Telefones móveis/telefones totais (%)
Digitalização telefonia celular (%)
Penetração Internet (por 10.000 hab)
Penetração de PC´s (%)
Fonte: ITU – Basic Indicators – 1999 - indicadores relativos a 1999
q
q
q
q
q
18
97,4
4.330
10,9
11,2
7,6
127,5
7,8
41,1
nd
256,8
4,7
18
Até 1991, as telecomunicações no México eram providas pela Telmex, empresa estatal monopolista. Essa empresa
foi privatizada em jan/91, tendo garantido o monopólio na telefonia local por 8 anos e na longa distância por 5
anos. Atualmente, seu controle está dividido entre grupos mexicanos (majoritariamente Grupo Carso), que detêm
51%, France Telecom e SBC, com 24,5% cada.
Em 1998 foram licitadas licenças para serviços de telefonia local na tecnologia WLL, concedidas à Unefon, de
capital mexicano e à Axtel, da qual a BCI tem 27%. Essas empresas, em implantação, não trouxeram, ainda,
competição à telefonia local no México.
A competição na longa distância vem sendo introduzida gradualmente, tento atingido 150 cidades em 1999.
A telefonia celular é operada em competição, porém a TelCel, subsidiária da Telmex, é a única empresa a deter
concessões em todo o território nacional.
Na telefonia celular, a tarifação era similar à americana, na qual o assinante de telefonia celular paga todas as suas
ligações, inclusive as recebidas. Em 1999, foi introduzido o sistema “calling party pays”.
Os valores indicados para GDP per capita e Digitalização da telefonia celular são relativos ao ano de 1998
CADERNOS DE INFRA-ESTRUTURA - ANEXO I
73
As Telecomunicações no Mundo - Anexo I
México
Telmex
Telmex
Telmex
Receita total (US$ bi)
11,5
Terminais fixos (milhões)
10,9
Terminais celulares (milhões)
5,3
Fonte: site da empresa
q
q
q
q
q
q
q
q
Como ainda é monopolista, tem tarifas reguladas pela Cofetel, agência reguladora mexicana.
Lançou um plano de venda de linhas compartilhadas, visando os consumidores de baixa renda. Essas linhas, que
podem ser utilizadas por várias famílias, são disponibilizadas apenas na modalidade pré-pago e não têm taxa de
habilitação. A única exigência é que cada família gaste, mensalmente, pelo menos, 50 pesos (US$ 5,2).
48% de sua base de assinantes residenciais consumia, em 1998, apenas as 100 chamadas locais gratuitas,
associadas à assinatura mensal.
Vem sendo acusada de dificultar a livre competição na longa distância, não adotando para as empresas americanas
tarifas isonômicas para uso de rede.
Provê telefonia celular por meio da sua subsidiária Telcel, que tem 68% de market-share.
Suas operações internacionais focam a América Latina e a comunidade hispânica nos EUA. Opera em Porto Rico,
Brasil (na ATL, por meio da associação com a SBC), Equador, Guatemala e EUA (telefonia celular, com 415 mil
clientes e faturamento de US$ 190 milhões).
Tem aliança com a empresa americana de redes Williams para aumentar a capacidade de ambas em oferecer longa
distância entre os EUA e México.
Está desenvolvendo, em conjunto com a Microsoft, o portal “T1msn” para a América Latina, com conteúdos geral e
local.
CADERNOS DE INFRA-ESTRUTURA - ANEXO I
74
As Telecomunicações no Mundo - Anexo I
México
Telmex
q
q
q
Opera serviços de Internet por meio da Prodigy, que é um dos líderes em acesso DSL nos EUA, por meio de parceria
com a SBC. Lançou, em jun/99, o “Prodigy Internet Plus”, pacote que dá ao cliente acesso ilimitado à Internet por 2
anos, uma Web page pessoal, e-mail e um computador equipado com multimídia. Em seis meses, vendeu 109 mil
pacotes e, no fim de 1999, tinha 403 mil clientes de Internet.
O expressivo aumento em suas receitas de interconexão pode ser explicado pela introdução da modalidade calling
party pays no celular.
O crescimento de suas receitas, bem como sua abertura por tipo de serviço estão abaixo indicados.
Crescimento de receitas (%)
120
100
80
60
40
20
0
Decomposição de receitas
Outras
Celular
Interconexão
LD
Internacional
LD nacional
Local
6%
12%
5%
46%
Local
11%
LD nacional
LD Internacional
20%
Interconexão
Celular
Outras
Fonte: site da empresa
CADERNOS DE INFRA-ESTRUTURA - ANEXO I
75
As Telecomunicações no Mundo - Anexo I
Glossário
Glossário19
q
q
q
q
q
q
q
19
Acesso: Modo pelo qual um assinante pode se conectar à rede de telecomunicações, como pares de fios
Metálicos, Fibras Ópticas, ondas de rádio, via satélite, TV a Cabo, etc.
ADSL: Assymetric Digital Subscriber Line (Linha de Assinante Digital Assimétrica) - tecnologia que
possibilita, através de fios telefônicos já instalados na casa do usuário, o alcance de velocidades de
transmissão de dados de até 8 Mbps no sentido downstream e 1Mbps no sentido upstream.
Analógico: Palavra usualmente empregada para aparelhos eletrônicos que trabalham com variações
contínuas e sinais elétricos. Essas variações são, em geral, proporcionais (análogas) a outros fenômenos,
como, por exemplo, as variações na pressão do ar provocadas por sons como os de instrumentos musicais.
Banda: O mesmo que faixa de freqüências. É a porção do espectro de freqüências compreendida por duas
freqüências-limite. A largura de banda é a diferença entre essas duas freqüências, independentemente de
onde elas estão no espectro.
Banda larga ou Faixa longa: Uma faixa de freqüência larga o bastante para sinais digitais de grande
velocidade. Por exemplo, transmitir sinais digitais a 155 Mbps requer rádios de banda larga.
Bit: Acrônimo de binary digit (dígito binário). Um bit pode representar apenas dois estados: 0 ou 1,
verdadeiro ou falso, sim ou não, 5 volts ou 0 volt etc. É a menor unidade de informação usada por
computadores: um bit pode ser uma pequena corrente elétrica num circuito elétrico ou um furo no cartão
de papel. Sozinhos, bits contêm muito pouca informação; em grupos de oito, contudo, os bits convertemse nos populares bytes, usados para representar todo tipo de informação, de letras aos pontos coloridos de
uma tela de computador.
bps: Bits por segundo, uma medida de velocidade com que equipamentos digitais podem transferir dados,
na forma de um bit de cada vez.
Fonte: www.nec.com.br/glos.html
CADERNOS DE INFRA-ESTRUTURA - ANEXO I
76
As Telecomunicações no Mundo - Anexo I
q
q
q
q
q
q
q
q
Glossário
Broadband: Qualquer sistema que permite entregar muitos canais e/ou serviços para os usuários ou
assinantes. TV a Cabo, xDSL, SDH, ATM e DWDM são exemplos típicos de tecnologias broadband.
Cable Modem: Modem que utiliza a rede de TV a Cabo ao invés da linha telefônica para trafegar
informações em alta velocidade, com velocidades de até 42Mbps no sentido headend/usuário
(downstream), e da ordem de até 10,2Mbps no sentido usuário/headend (upstream) .
CDMA: Code Division Multiple Access (Acesso Múltiplo por Divisão de Código) - padrão digital para
telefonia celular, em que todos os telefones móveis e todas as ERBs transmitem seus sinais ao mesmo
tempo e nas mesmas freqüências portadoras. Cada um dos elementos do sistema (ERBs e assinantes) possui
um longo código binário exclusivo para diferenciar um do outro no lado do receptor. O código é aplicado
a cada um dos bits gerados por um assinante, por exemplo. CDMA é o nome comercial da tecnologia do
espalhamento espectral (spread spectrum) aplicada à telefonia celular.
Célula: Subdivisão geográfica da região atendida pelo Serviço Móvel Celular. Cada célula tem um
conjunto de transmissores, receptores e antenas que recebem e transmitem as chamadas celulares daquela
região.
Circuito: Caminho fechado. Em eletrônica, qualquer caminho por onde passe uma corrente elétrica. Mais
genericamente, o termo pode significar um conjunto de componentes elétricos ou eletrônicos interligados
para realizar determinada função.
Comutação: Estabelecimento temporário de caminhos entre dois pontos. Em telefonia, esses caminhos são
circuitos necessários à interligação entre dois assinantes. Terminada a conversa, os circuitos são liberados
para outros assinantes.
Digital: Relativo a valores representados em passos predeterminados. A cada passo (ou nível ou patamar)
está associado um número inteiro ou um dígito. Em informática e telecomunicações, digital é sinônimo de
informação representada por bits, isto é, informação digital binária.
ERB: Estação Rádio-base. São os equipamentos que fazem conexão, por ondas de rádio, com os telefones
celulares. As informações transmitidas pelos telefones celulares são enviadas, pela ERB, para CCC, onde
está a "inteligência" do sistema celular. A ERB não tem capacidade de comutação: se dois telefones
celulares, conversando entre si, estiverem na área de cobertura da mesma ERB (célula), terão sua
comunicação comutada pela CCC.
CADERNOS DE INFRA-ESTRUTURA - ANEXO I
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As Telecomunicações no Mundo - Anexo I
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Glossário
Espectro de freqüências: É um grupo de freqüências de um tipo qualquer de radiação. Por exemplo, o
Freqüência: Medida que indica quão freqüentemente um evento periódico ocorre; em eletrônica e
telecomunicações, é o número de vezes por segundo que um sinal repete um ciclo de 360º. Em geral,
freqüência é medida em Hertz.
GSM: Global System for Mobile communication: padrão europeu para o sistema móvel celular digital de
segunda geração.
Hertz: Sigla Hz. É a unidade de freqüência, medida em ciclos por segundo. Um ciclo por segundo
equivale a um Hertz. O nome vem do físico alemão Heinrich Rudolf Hertz, que morreu em 1894.
IMT-2000: (International Mobile Telecommunications - 2000) - nome dado ao sistema celular digital de
terceira geração, proposto pelo ITU.
ISDN: Integrated Services Digital Network - Rede de Serviços Digitais Integrados.
ITU: International Telecommunications Union: organismo internacional voltado ao aprimoramento e
orientação das telecomunicações no mundo.
Largura de banda: Igual à largura de faixa e a bandwidth. É a largura de espectro de freqüências necessária
ao funcionamento de uma máquina. É o tamanho de uma banda.
Multimídia: Termo utilizado em telecomunicações que permite tráfego de sinais de voz, dados e/ou
imagens em uma mesma plataforma de comunicação, e de forma simultânea.
OPGW: Optical Ground Wire. Tecnologia de fibra óptica que faz uso das torres de alta tensão, largamente
utilizada pelas empresas de fornecimento de Energia Elétrica.
PCS: Personal Communications Services (Serviços de Comunicações Pessoais) sistema celular digital de
segunda geração
PHS: Personal Handy-phone System: sistema celular digital de segunda geração desenvolvido no Japão
que, devido ao conjunto de tecnologias empregadas (TDMA/TDD), permite sua utilização não só como
sistema celular móvel, mas também como sistema do tipo telefone sem fio (cordless).
Protocolo: Conjunto de regras de comunicação de padrões de conexão elétrica ou eletromagnética pelo
qual duas máquinas trocam informações. No caso de WLL, o protocolo pelo qual o terminal do usuário
troca informações com a ERB ou com o centro de rádio equivale à interface aérea.
CADERNOS DE INFRA-ESTRUTURA - ANEXO I
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As Telecomunicações no Mundo - Anexo I
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Glossário
PSTN: Public Switched Telephone Network (Rede Comutada de Telefonia Pública) - é a rede de
telecomunicações que torna possível chamadas telefônicas. No Brasil, PSTN é sinônimo de Sistema
Telebrás. O mesmo que rede pública.
Roaming: Termo utilizado para indicar que o assinante celular está utilizando seu aparelho fora de sua
área de registro.
Serviço móvel celular: Sistema de telefonia por grupos de radiofreqüência dividido por células interligados
à rede pública de telefonia.
TDD: Time Division Duplex: técnica que permite a comunicação bi-direcional através da utilização de
uma mesma portadora.
TDM: Time - Division Multiplex. Técnica em que um mesmo canal é usado por vários usuários, um de
cada vez. Em outras palavras, cada usuário tem a seu dispor toda a largura de banda do canal, durante um
certo tempo.
TDMA: Time - Division Multiple Access (Acesso Múltiplo por Divisão de Tempo) - padrão digital de
telefonia celular baseado em TDM.
Telefonia fixa: Sistema de telefonia convencional constituído por telefones fixos, interligados à central
telefônica por meio de um par de fios de cobre ou mesmo por ondas de rádio, como ocorre no WLL.
TV Interativa: Serviço deTV que permite a interatividade, isto é, a interferência instantânea na
programação por parte do assinante.
xDSL: Digital Subscriber Line. Tecnologia de transmissão que transporta informações digitais por meio de
pares de fios de cobre existentes. As taxas de transferência dependem da variação do sistema que se usa
(exemplos: ADSL, HDSL, VDSL, SDSL).
WLL: Wireless Local Loop - Sistema de acesso fixo por radiocomunicação, o qual substitui, no todo ou em
parte, os pares de cabo utilizados na conexão do terminal telefônico do assinante com a central telefônica.
CADERNOS DE INFRA-ESTRUTURA - ANEXO I
79
ÁREA DE PROJETOS DE INFRA-ESTRUTURA URBANA
Aluysio Asti - Diretor
Terezinha Moreira - Superintendente
GERÊNCIA DE ESTUDOS SETORIAIS 1
EQUIPE RESPONSÁVEL:
Adely Maria Branquinho das Dores - Gerente
José Carlos de Castro - Economista
EDITORAÇÃO: AI/GESIS
RIO DE JANEIRO
JUNHO / 2000
Este CADERNO DE INFRA-ESTRUTURA é de exclusiva responsabilidade da Área de
Projetos de Infra-Estrutura Urbana, não refletindo, necessariamente, as opiniões do BNDES.
É permitida a reprodução total ou parcial desta publicação, desde que citada a fonte.
CADERNOS DE INFRA-ESTRUTURA - ANEXO I
80
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As Telecomunicações no Mundo