IV
UNIDADE
VIGILÂNCIA DO HIV
1
COMPETÊNCIA
Capacidade para planejar, coordenar, executar, monitorar e avaliar ações de VE da infecção pelo
HIV.
HABILIDADES
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Compreender a importância da VE da infecção pelo HIV.
Conhecer as diversas estratégias de VE da infecção pelo HIV.
Reconhecer a importância da vigilância de segunda geração.
Conhecer a vigilância de gestantes infectadas pelo HIV e de crianças expostas.
Reconhecer a importância dos estudos de prevalência em parturientes.
Reconhecer a importância dos estudos-sentinela.
Identificar a importância dos estudos comportamentais.
Reconhecer a importância do Sistema de Informação do Centro de Testagem e
Aconselhamento em DST-Aids (SI-CTA) e do Sistema de Controle de Exames Laboratoriais
(SISCEL)
Identificar a importância da vigilância de acidentes com material biológico.
Identificar outras formas de VE da infecção pelo HIV e suas aplicações.
CONHECIMENTOS
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Estratégias de vigilância da infecção pelo HIV.
Vigilância de Segunda Geração.
Vigilância Epidemiológica de gestantes/parturientes/nutrizes infectadas e de crianças
expostas.
Estudos de prevalência em parturientes.
Vigilância sentinela da infecção pelo HIV.
Vigilância Comportamental.
Sistema de Informação do Centro de Testagem e Aconselhamento (SI-CTA).
Sistema de Controle de Exames Laboratoriais (SISCEL).
Vigilância de Acidentes com Material Biológico.
Outras formas de VE da infecção pelo HIV.
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Em reunião na Secretaria de Saúde de Lua Azul, observando a evolução dos casos de aids no município, o
Secretário comemora:
“Desde 1998 os casos de aids estão diminuindo muito. Estamos conseguindo realmente evitar que as pessoas se
infectem. Nossas ações de prevenção são um sucesso!”
Emília, a Coordenadora do Núcleo de Epidemiologia do Município de Lua Azul, recomenda cautela nas suas
observações.
Questão 1
Por que, ao analisar apenas os casos de aids, não se pode avaliar o comportamento e a dinâmica
da infecção pelo HIV na comunidade?
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A vigilância epidemiológica da aids baseia-se na notificação de um indivíduo infectado quando ele
está na fase mais avançada da infecção pelo HIV e atende aos critérios epidemiológicos de
definição de caso, como discutido na Unidade III. Ou seja, registra uma situação que se expressa
vários anos após a infecção ter acontecido, devido ao longo período de incubação. Além disso, o
uso dos medicamentos anti-retrovirais e da quimioprofilaxia das infecções oportunistas retarda a
progressão da infecção até o desenvolvimento da doença. Portanto, o fato de novos casos de aids
não serem registrados não significa que novas pessoas não estejam se infectando com o HIV.
Feitas essas considerações, o Secretário se mostra um pouco contrariado:
Questão 2
Então como vamos saber se mais pessoas estão se infectando com o HIV?
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As respostas que o Secretário necessita obter podem ser alcançadas mediante diversas estratégias
de vigilância da infecção pelo HIV, que estimam a prevalência da infecção e permitem o
monitoramento de sua dinâmica de transmissão em diversos grupos. Também possibilitam a
realização de projeções, além de prover dados para o planejamento, implementação e avaliação
das medidas de prevenção e controle.
O Secretário não está muito familiarizado com essa Vigilância e quer saber como ela funciona.
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Questão 3
Você tem alguma experiência com a vigilância da infecção pelo HIV? Sabe como ela é realizada?
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Conhecer a dinâmica de transmissão da infecção pelo HIV na população não é tarefa das mais
fáceis. Como já vimos, nem todas as pessoas estão igualmente expostas ao risco de infecção, e
não conhecemos a população dos expostos para melhor trabalhar os diferentes indicadores de
risco.
O mundo está voltando sua atenção à notificação de casos de infecção pelo HIV. Em 1989, a
Organização Mundial de Saúde (OMS) elaborou as primeiras normas de vigilância do HIV; em
2000, a OMS e a UNAIDS lançaram o documento “Diretrizes para a Vigilância de Segunda
Geração do HIV”. O Ministério da Saúde do Brasil lança em 2002 o documento “Vigilância do
HIV no Brasil: Novas Diretrizes”.
Os sistemas de vigilância de segunda geração têm por objetivo identificar, tanto as tendências do
comportamento, quanto as tendências da infecção pelo HIV. Os dados sobre comportamento ajudam a
explicar as tendências da prevalência das epidemias antigas. Para se compreender totalmente a dinâmica
epidêmica, é preciso saber quais são as pessoas que tem maior risco no País e quais são os
comportamentos que contribuem para isso. Os dados confiáveis sobre o comportamento servirão para
determinar quais os grupos que estão sob risco e, também, permitirão utilizar os recursos da vigilância
sorológica para obter uma melhor informação da epidemia.
Componentes da Vigilância de Segunda Geração
Vigilância Biológica: também conhecida como vigilância sorológica; refere-se à detecção da
infecção pelo HIV em amostras biológicas de qualquer líquido corporal (sangue, saliva ou urina);
permite estimar a prevalência da infecção pelo HIV e identificar sua tendência temporal na
população em geral ou em populações específicas, de acordo com a estratégia de vigilância
utilizada.
Vigilância Comportamental: refere-se à obtenção de dados sobre comportamento sexual e,
algumas vezes, sobre uso de drogas injetáveis; serve para identificar populações que estão sob
maior risco, e quais são os comportamentos de risco na população em geral e em populações
específicas, de acordo com a estratégia de vigilância utilizada; permite, ainda, detectar as
mudanças e as tendências temporais dos comportamentos.
Para se conhecer o perfil epidemiólogico da infecção pelo HIV e da aids, várias estratégias que se
complementam vêm sendo adotadas.
1. Notificação dos casos pelos serviços de saúde:
Notificação compulsória dos casos de aids (Vigilância da aids - já tratada na unidade de
vigilância epidemiológica da aids - Unidade III)
Notificação compulsória das gestantes infectadas pelo HIV e de crianças expostas (“Vigilância
das gestantes HIV+ e crianças expostas”)
Notificação não compulsória da infecção pelo HIV (Vigilância de indivíduos infectados pelo
HIV)
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2. Vigilância sentinela da infecção pelo HIV em determinadas populações:
Vigilância sorológica sentinela (conhecida como estudos-sentinela)
Vigilância comportamental (conhecida como estudos comportamentais)
3. Estudos transversais de base populacional:
Detecção da infecção pelo HIV, em amostras biológicas na população geral
Detecção da infecção pelo HIV, em amostras biológicas em populações específicas
Estudos transversais comportamentais repetidos entre a população geral
Estudos transversais comportamentais repetidos em populações específicas
4. Outros Registros dos Serviços de Saúde
Vigilância da aids
Vigilância de doenças sexualmente transmissíveis (DST)
Vigilância de tuberculose, de meningites e de hepatites
Vigilância de acidentes com material biológico
Sistema de Informação dos Centros de Testagem e Aconselhamento em DST/Aids (SI-CTA)
Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM)
As informações fornecidas por meio dessas estratégias permitem monitorizar o comportamento e
observar as tendências da infecção pelo HIV nas diferentes populações. Estudos que incorporam
uma parcela da população considerada representativa da população geral, como, por exemplo, a
de gestantes, quando trabalhado com base amostral, podem fornecer dados que possibilitem
estimativas para toda a população.
Atualmente, trabalha-se na perspectiva do aprimoramento dos estudos-sentinela e do incremento
de estudos comportamentais.
Na Secretaria de Saúde, estão reunidos Emília, a Coordenadora do Programa da Mulher e da Criança, a
Coordenadora do Laboratório, técnicos do Departamento de Epidemiologia, profissionais de saúde dos centros de
saúde, maternidades e Hospital Materno-Infantil.
Essa reunião é o passo inicial para a implantação da Vigilância em gestantes infectadas pelo HIV e
crianças expostas. É importante ressaltar que essa modalidade de vigilância é direcionada não só para
gestantes, mas, também, para parturientes, puérperas e nutrizes infectadas pelo HIV.
Questão 4
Para que serve e como funciona essa vigilância?
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Essa vigilância foi estabelecida no momento em que o Ministério da Saúde iniciou a implantação,
em todo o País, do Programa de Humanização do Pré-natal e do Nascimento, que visa,
principalmente, a redução da mortalidade materna e perinatal. Dentre as iniciativas adotadas,
encontra-se o Projeto Nascer/Maternidades, cujas ações propostas permitirão diminuir a
transmissão vertical do HIV e reduzir a morbimortalidade associada à sífilis congênita nas
maternidades cadastradas (Portaria nº 2.104/GM, de 19 de novembro de 2002). Além disso, hoje
no País investe-se maciçamente no incentivo à testagem anti-HIV e ao aconselhamento no prénatal, parto e acompanhamento de crianças expostas. Nos serviços públicos estão
disponibilizados os testes para detecção da infecção pelo HIV, bem como os medicamentos
necessários ao tratamento dos casos e à profilaxia da transmissão do vírus para a criança. Todo
esse investimento demanda o aprimoramento de ações de vigilância epidemiológica da infecção
pelo HIV nas gestantes.
Do ponto de vista da VE, o PN de DST/AIDS vem avançando as discussões para ampliar a
vigilância por meio da notificação compulsória das gestantes infectadas pelo Treponema pallidum.
Vigilância em gestantes infectadas pelo HIV e crianças expostas
Objetivos
Conhecer,
o
mais
precocemente
possível,
o
estado
sorológico
das
gestantes/parturiente/puérpera/nutriz, para início oportuno da terapêutica materna e
profilaxia da transmissão vertical.
Acompanhar, continuamente, o comportamento da infecção entre gestantes e crianças
expostas, para planejamento e avaliação das medidas de prevenção e controle.
Operacionalização
Fonte de dados: Serviços de saúde, por meio da notificação compulsória e investigação de todas
as gestantes infectadas pelo HIV cuja evidência laboratorial esteja em conformidade com as
normas e os procedimentos estabelecidos pelo Ministério da Saúde; e notificação compulsória de
todas as crianças de mães soropositivas ou que tenham sido amamentadas por mulheres
infectadas pelo HIV. Nesse último caso, a investigação deverá conter os dados da nutriz (“mãe de
leite”).
Instrumento de notificação/investigação: Ficha de notificação/investigação padronizada (Anexo I).
Locais de notificação: Serviços de pré-natal (incluindo as unidades básicas de saúde),
maternidades, ambulatórios materno-infantis e serviços de referência para DST/aids, dentre
outros.
Fluxo de informação: Conforme fluxo apresentado no Anexo IV da Unidade III.
Sistema de Informação: SINAN (Anexo II - dicionário de dados).
Consolidação e Análise dos dados: Serão feitas pelos diversos níveis de acordo com a sua área de
abrangência (conforme apresentado na Unidade III).
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Enquanto isto, em uma das maternidades do município, Clarice, estagiária da maternidade, identificou os
seguintes casos para notificação e investigação.
Casos Clínicos
Caso 1
Maria Júlia da Silva tem 26 anos. Mora no bairro da Boa Vista, em Lua Azul, e trabalha como passadeira em
uma malharia no município vizinho, Estrela Dalva. Estudou até a 8a série do ensino fundamental. Em julho de
2000, descobriu-se grávida de oito semanas. Iniciou o pré-natal com 12 semanas de gravidez, em uma unidade
pública de saúde, próxima à sua residência.
Com 16 semanas de gravidez, realizou o teste anti-HIV. O resultado, positivo, ela recebeu quando já estava na
24a semana de gravidez (14/10/2002). Maria sofreu um grande choque, mas não pôde negar que sempre temera
por isso: seu namorado era muito “mulherengo” e utilizava drogas injetáveis de vez em quando.
Ao receber o resultado, iniciou a utilização de AZT oral e, no final da gestação, na sexta consulta do pré-natal,
foi informada de que deveria procurar uma das maternidades de referência quando entrasse em trabalho de parto,
onde receberia AZT venoso; e sua criança, ao nascer, AZT xarope. Foi recomendado, ainda, que não deveria
amamentar o seu bebê para não aumentar o risco de lhe transmitir o vírus.
No dia 31/01/2003, Maria Júlia às 10 horas da manhã, auxiliada por colegas de trabalho, foi conduzida à
Maternidade de Estrela Dalva e, no caminho, ocorreu o rompimento da bolsa d’água. Lá, foi examinada e a
seguir internada. Entregou o papel do pré-natal, explicando à enfermeira que era soropositiva. Após coletar o
material para exames de sangue, a paciente recebeu uma dose de AZT venoso, aproximadamente às 12 horas.
Minutos antes do parto, que ocorreu por via normal (transpélvica), próximo às 16 horas, Maria recebeu a terceira
dose de AZT. O recém nascido, do sexo masculino, iniciou AZT xarope às 19:30 horas.
Um mês após o parto, Maria Júlia iniciou as consultas de seu filho, Júlio César, no Hospital Criança Querida,
em Lua Azul. Apesar de não ser amamentado por Maria Júlia, o menino apresentava bom crescimento e
desenvolvimento para a sua idade. Utilizou por mais duas semanas o AZT xarope e suas duas cargas virais
foram não detectáveis.
Não retornou para a realização da sorologia anti-HIV aos 18 meses.
Maria Júlia da Silva – cor branca – data de nascimento: 04/04/1975
Endereço: Rua das Flores, nº 25, Boa Vista – Lua Azul
Mãe: Maria Francisca da Silva
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Caso 2
A pediatra Conceição de Souza trabalha em um grande hospital público da periferia de Lua Azul, o Hospital
Criança Querida que é referência para crianças com problemas que não podem ser resolvidos na rede básica,
incluindo filhos de mães soropositivas.
Em 21/10/2002, Dra Conceição atendia no ambulatório, quando recebeu Rosimere Teixeira, 32 anos,
trocadora de ônibus, com escolaridade de terceira série do ensino fundamental, e seu filho de 3 semanas, Eduardo
Teixeira, moradores em Cruzeiro, bairro de Lua Azul.
Rosimere havia dado à luz ao filho na sua própria casa, em uma noite de domingo, com a ajuda de vizinhos e de
sua filha Bárbara, de 13 anos. Engravidara 40 semanas antes, mas não tinha certeza de quem era o pai: à época,
tinha dois parceiros, um dos quais falecido um mês antes, com pneumonia.
Com 28 anos, Rosimere perdera um bebê aos quatro meses de gestação, época em que foi diagnosticada sífilis e
realizado tratamento com Benzetacil. Argumentou que na primeira gestação, sem realização de pré-natal, havia
“tido mais sorte”. Com esse argumento, não realizou pré-natal na terceira gestação, pois achou que “poderia se
cuidar sozinha”.
Na noite do parto, foi levada a uma maternidade de Lua Azul para que o recém-nascido recebesse os primeiros
cuidados. Lá, ofereceram-lhe teste rápido para HIV, que ela aceitou fazer. O resultado foi positivo e disseram-lhe
que, por isso, seu filho tomaria um xarope de AZT. Foi informada, também, de que aquele teste não era um
diagnóstico definitivo e que ela deveria continuar os exames para ter certeza de que estava infectada pelo HIV; e
levar o seu filho àquele hospital, para acompanhamento. Apesar do aconselhamento em contrário, a criança estava
sendo amamentada exclusivamente no peito, desde o nascimento; e havia utilizado o xarope apenas nas duas
primeiras semanas, quando o conteúdo do frasco terminou.
Conceição ainda informou Rosimere de que permaneceria acompanhando a criança e que seria importante
continuar se submetendo a alguns exames e utilizando medicamentos, até que se tivesse o diagnóstico final sobre a
transmissão do vírus.
Rosimere Teixeira – cor negra – data de nascimento: 11/11/1968
Rua Silva Teles, nº 91, casa 1, Cruzeiro – Lua Azul
Mãe: Adalgiza Silva Teixeira
Caso 3
Silvana Maria, 18 anos, estava com a menstruação atrasada há mais ou menos 15 dias e sentia enjôos. No
Ginásio Municipal de Lua Azul, onde cursa a 8ª série do turno da noite, as amigas desconfiaram que era
gravidez, já que ela costumava se vangloriar de conseguir todos os “gatos” da escola.
Assustada com a possibilidade, não disse nada a sua mãe, dona Elizete, e no dia 18/05/2002 procurou o posto
da equipe do Programa de Saúde da Família (PSF) de Santo Amaro, comunidade onde mora.
Durante a consulta, disse à médica que a atendia, Dra. Alda, a sua desconfiança e, caso realmente estivesse
grávida, não tinha certeza de quem seria o pai da criança.
Após essa conversa e os exames iniciais, a médica informou a Silvana da necessidade de coletar exames
laboratoriais, tanto para confirmação da gravidez, como para pesquisa de sífilis e da infecção pelo HIV, esse
último apenas se consentisse. Silvana, mesmo assustada, pensou nas vezes que transou sem camisinha e decidiu se
submeter ao teste anti-HIV. Os exames foram coletados nesse mesmo dia e ela retornou a sua residência,
preocupada com o que estava por vir.
Em 20/06/2002, Silvana retorna ao PSF, agora acompanhada de sua mãe e ambas são recebidas por Dra
Alda, que confirma a gravidez mediante resultado positivo do beta-hcg. O teste para sífilis foi negativo, porém o
HIV foi reagente.
Dra Alda encaminha Silvana ao centro de referência para acompanhamento de gestantes infectadas pelo HIV.
Silvana Maria da Silva – cor parda – data de nascimento: 14/02/1984
Rua Beco dos Casados, 35, Santo Amaro – Lua Azul.
Mãe: Elizete Maria da Silva.
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Caso 4
Em 22 de janeiro de 2003, às 10:30 horas, Silvana Maria chegou a Maternidade de Lua Azul sentindo as
primeiras contrações do parto. A caminho da maternidade ocorreu o rompimento da bolsa d’água, por volta das
10:00h. Estava, então, com 38 semanas de gestação.
Bastante estressada e um pouco depressiva, não informou a equipe sua condição de infectada pelo HIV. Após os
primeiros exames, foi encaminhada para a sala de pré-parto, onde foi coletado sangue para VDRL e teste rápido
anti HIV.
Antes que saíssem os resultados do laboratório, Silvana é encaminhada para a sala de parto, com 10 centímetros
de dilatação do colo uterino. João Paulo nasceu às 13:00 horas, de parto normal, em condições vitais satisfatórias.
Por problemas no laboratório, o resultado do teste rápido só chegou 30 minutos após o parto, com resultado
positivo. Às 14:30 horas foi iniciado o AZT xarope para a criança. Enquanto esteve na maternidade, o bebê não
foi amamentado.
Silvana recebeu alta no dia seguinte, levando as orientações para administração do AZT xarope, fórmula infantil
(leite artificial) para alimentação do bebê e o encaminhamento para acompanhamento no ambulatório do Hospital
Criança Querida.
Silvana Maria da Silva – cor parda – data de nascimento: 14/02/1984.
Rua Beco dos Casados, 35, Santo Amaro – Lua Azul.
Mãe: Elizete Maria da Silva.
Questão 5
Com base nas informações, preencha os instrumentos de notificação/investigação e discuta:
a) Os momentos em que foram feitas as notificações/investigações, e por quem.
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b) Para cada momento de notificação/investigação, quais os campos preenchidos da ficha.
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A Ficha de Notificação/Investigação deverá ser encaminhada para o nível hierarquicamente
superior, em cada etapa prevista: pré-natal, parto e criança.
Para gerar informação para a ação, é importante o adequado preenchimento de todos os campos
da Ficha de Notificação/Investigação para garantir a qualidade das informações, de acordo com
o momento em que a notificação esteja sendo feita. Este tem sido um dos principais problemas
que a vigilância tem enfrentado.
Como exemplos das inconsistências e não completitudes encontradas no banco de dados,
observe alguns dos resultados obtidos da análise preliminar dos dados nacionais de gestantes
infectadas pelo HIV e crianças expostas notificadas:
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Não preenchimento dos seguintes campos:
sorologia aos 18 meses
encerramento
três cargas virais
categoria de exposição ignorada
evolução da gravidez
evidência laboratorial
Dados identificados como ignorados
encerramento
escolaridade
Inconsistências
data de notificação anterior a 2000
idade da gestante inferior ou superior à faixa etária provável para a gravidez
categoria de exposição da gestante por transmissão vertical (idade inconsistente)
nome da gestante igual ao da criança
A atuação integrada da área da Assistência, com os Programas: Saúde da Mulher e da Criança, de
Saúde da Família e de Agentes Comunitários de Saúde, entre outros, contribui para uma maior
efetividade das ações de prevenção e de assistência, além de contribuir para a melhoria da
qualidade do preenchimento da Ficha de Notificação/Investigação, facilitando a obtenção dos
dados que costumam ficar em branco, ignorados ou preenchidos de forma incorreta nas fichas.
A avaliação constante da qualidade das ações preventivas da transmissão vertical nos serviços de
saúde, desde a cobertura do rastreamento da infecção no pré-natal até a prevalência da infecção
infantil, produto final e indicador de impacto das ações profiláticas desenvolvidas, depende da
qualidade da notificação/investigação realizada.
A seguir, alguns indicadores propostos para essa avaliação, tendo como fonte o Sistema de
Vigilância Epidemiológica de Gestantes infectadas pelo HIV e Crianças Expostas, com registro
dos dados no SINAN:
Taxa de transmissão vertical
da infecção pelo HIV em
crianças expostas:
número de crianças infectadas pelo HIV devido à
exposição vertical
número de crianças nascidas de mães infectadas ou
amamentadas por nutrizes infectadas
x 100
Taxa de transmissão vertical
do HIV por parturientes
infectadas pelo HIV
diagnosticadas durante o
trabalho de parto:
número de crianças infectadas pelo HIV em que a
sorologia reagente da mãe foi conhecida no momento
do parto
número de crianças expostas em que a sorologia
reagente da mãe foi conhecida no momento do parto
x 100
Proporção de parturientes
infectadas pelo HIV que
receberam AZT injetável
durante o trabalho de parto:
número de parturientes infectadas pelo HIV no
município que receberam AZT injetável durante o
trabalho de parto
número de parturientes infectadas pelo HIV no
município
x 100
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Uma outra dificuldade encontrada é a possibilidade de duplicidade de registro de casos no
município de notificação e no município de residência e que deverão ser adotados os
procedimentos adotados na Unidade III.
Para que o município de residência atualize sua base de dados, referentes a esses casos, será
necessário que a Regional de Saúde ou Secretaria Estadual de Saúde imprima uma cópia da ficha
de notificação e de investigação do caso e as repasse para o município de residência que, por sua
vez, re-digitará a ficha mantendo as chaves identificadoras (o número do município notificante –
código do FIBGE – o número do caso, a data da notificação e a unidade notificadora).
Este procedimento permite que, tanto o município de notificação, quanto o de residência tenham
os dados do caso em seus bancos de dados, evitando que haja duplicidade no nível regional ou
estadual, pois as chaves identificadoras foram mantidas. No nível hierárquico superior (regional
ou estadual) haverá sobreposição desta informação e não uma duplicação de casos.
Esta é uma prática que poderá ser implantada ou não, ficando a critério da Secretaria Estadual de
Saúde a implantação desta rotina.
Ressalta-se que esta situação não acarretará problema operacional para o sistema, pois é uma
sobreposição relativa ao mesmo caso, diferentemente da sobreposição referente aos casos
distintos. Esta última somente ocorrerá se for mantida a integralidade das informações digitadas
relativas ao município de notificação e de residência, não havendo alteração no momento da redigitação do caso, no município de residência.
Além disso, as informações sobre o acompanhamento do caso deverão ser atualizadas apenas
pelo município de notificação, ou seja, aquele que está acompanhando atualmente o paciente, e
não pelo de residência.
A re-digitação deste caso no município de residência tem a finalidade de permitir que esse
município possa conhecer a situação epidemiológica desse agravo, segundo o local de residência.
Além dessa vigilância universal, o Programa Nacional de DST e Aids promove a Vigilância da
infecção pelo HIV em Parturientes: estudos de prevalência, transversais, periódicos e com
base populacional. Para esses estudos, são selecionados campos de pesquisa em todas as regiões
do País. Um desses locais é a Maternidade Municipal de Lua Azul.
Questão 6
Você sabe quais são os objetivos dessa vigilância e como foram estruturados (desenhados) esses
estudos?
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Vigilância da Infecção pelo HIV em clínicas de parturientes – Rede Nacional
Objetivos
• Monitorizar a prevalência da infecção pelo HIV em parturientes;
• Descrever a distribuição espacial e temporal;
• Estimar a magnitude da infecção pelo HIV na população de 15 a 49 anos de idade.
Metodologia
Para estimar a magnitude da infecção pelo HIV para toda a população entre 15 e 49 anos é
desenvolvido um plano amostral, com a seleção probabilística (por sorteio) de estabelecimentos
de saúde, de forma a obter uma amostra representativa de parturientes de todo o território
nacional.
A metodologia de testagem laboratorial é anônima não vinculada, isto é, o resultado do exame
não é identificado, não podendo ser vinculado ao indivíduo.
Como resultado desse estudo, a proporção média de mulheres infectadas pelo HIV nos centros
de parturientes foi de 0,47%, em 2000.
Francisco, o coordenador do estudo de prevalência da infecção pelo HIV em parturientes, na Maternidade de Lua
Azul, acabou de ser capacitado para a operacionalização do estudo, e explica a Clarice como será feita a vigilância
em parturientes.
– Este mês, estamos iniciando estudo de prevalência nacional. Precisamos coletar amostras de sangue das 150
primeiras parturientes, com idade entre 15 e 49 anos, que realizarem a testagem de rotina para sífilis nesta
maternidade. Após a realização desse exame, do sangue que sobrar, utilizaremos cerca de 1,5 ml de soro na
testagem para detectar a infecção pelo HIV. Na identificação da amostra de soro, não haverá qualquer informação
que possa levar à identificação da parturiente. Assim, ninguém poderá saber de quem é o resultado.
No momento da realização desses estudos pode-se, ainda, obter informações para se conhecer a
escolaridade da parturiente, a sua situação em relação ao pré-natal (número de consultas) e as
informações relacionadas ao teste anti-HIV (se foi solicitado no pré-natal, se a parturiente
consentiu em fazê-lo, se ela conheceu o diagnóstico final bem como o tempo de espera do
resultado). Esses dados gerados serão utilizados para orientar o planejamento das ações de
prevenção, controle e tratamento dessas infecções.
Clarice questiona a ética desse procedimento.
– Mas me parece inaceitável saber o resultado e não o informar à parturiente. Afinal, temos disponível o
aconselhamento, a profilaxia da transmissão para o bebê e o tratamento para a mãe, sem falar no parceiro.
Francisco informa que, para todas as parturientes, foi oferecido o exame; e que a testagem anônima não vinculada
visa reduzir viés ou bias de seleção1, uma vez que algumas delas podem ter se negado a fazer o teste.
1 O viés de seleção é definido como um erro devido às sistemáticas diferenças encontradas nas características entre
aqueles selecionados por um estudo e aqueles que não o são. O viés do voluntariado, um tipo de viés de seleção, é
ocasionado pela motivação diferenciada dos participantes de estudos epidemiológicos. Ou seja, participantes do
estudo podem se apresentar com características bastante diferenciadas daquelas da população de onde eles vêm,
12
Questão 7
Discuta as vantagens do teste anônimo não vinculado e as possíveis argumentações contra a
utilização desse método, em um estudo de prevalência.
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As bases éticas
No método anônimo não vinculado, muitas vezes, questiona-se o fato de ser esse um tipo de
coleta sem o consentimento do indivíduo, o qual, além disso, não vai tomar conhecimento do seu
resultado. Esse aspecto, contudo, é o que lhe garante a mais confiável medida da prevalência da
infecção pelo HIV em uma população selecionada, com o mínimo de desvio.
Para a realização da Vigilância da infecção pelo HIV em clínicas de parturientes – Rede Nacional,
houve um parecer favorável da Comissão Nacional de Ética em Pesquisas – CONEP.
A propósito, chamamos atenção para a necessidade de parecer de um Conselho de Ética, antes de
se implantar qualquer estudo que envolva testagens em seres humanos. Esse Conselho observa se
o estudo está de acordo com a Resolução nº 196 do Conselho Nacional de Saúde (CNS) de 10 de
outubro de 1996, que define diretrizes e normas regulamentadoras de pesquisas que envolvem
seres humanos.
Quanto às considerações éticas desse estudo, várias instituições posicionaram-se favoráveis à sua
realização, a partir da constatação de que:
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Quando a infecção pelo HIV está presente em uma população, a medida da sua prevalência,
pelo método anônimo não vinculado, tem maior acurácia do que por outros métodos
voluntários que subestimam a prevalência;
As informações geradas trazem benefícios para a comunidade e, da comunidade, para cada
indivíduo;
Um estudo desse tipo não invalida a realização paralela de exames consentidos;
Não há necessidade de uma maior quantidade de sangue na coleta;
Esse método não tem implicações na vida, na privacidade, no emprego.
Diante das explicações sobre as possibilidades de realização de diversos tipos de estudos epidemiológicos, o
Secretário Municipal de Saúde de Lua Azul demonstrou interesse em realizar estudos de soroprevalência em
populações vulneráveis no município, e a equipe de Epidemiologia sugeriu que fosse realizado um estudosentinela de infecção pelo HIV em pacientes com DST e usuários de unidades básicas de saúde.
comprometendo, portanto, a validade externa do estudo, isto é, dificultando a extrapolação ou inferência dos
achados do estudo para a população geral; um viés importante, chamado de participação, também pode ocorrer,
ocasionado por perdas diferenciadas de acompanhamento dos indivíduos. (Lopes et al., 1999). A palavra bias é
encontrada no Dicionário Aurélio como um estrangeirismo e é definida como uma “tendência ou inclinação que leva a
preferir ou privilegiar uma pessoa, elemento etc., em detrimento de outro”.
13
Questão 8
Você sabe o que é um estudo-sentinela?
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Estudos-sentinela são estratégias que fornecem “pistas” importantes para a identificação precoce
de tendências e para o planejamento de ações preventivas e/ou corretivas com agilidade e
racionalidade.
Esses estudos são realizados em populações de baixo ou alto risco. Na seleção dessas populações,
além do risco, consideram-se, ainda, as facilidades de se trabalhar com a acessibilidade delas. A
figura abaixo exemplifica a distribuição de diferentes populações quanto ao risco e ao acesso.
Classificação de grupos populacionais por graus de risco para a infecção pelo HIV e acessibilidade
Maior risco
Acesso mais
difícil
População de rua
UDI que não estão em tratamento
HSH
Crianças em situação de risco
Trabalhadores de sexo em prostíbulos
UDI em tratamento
Prisioneiros
Militares, policiais e marinheiros
Idosos em Áreas rurais
Servidores públicos
Empregados de grandes empresas
Mulheres que fazem pré-natal
Crianças em escolas
Acesso mais
fácil
Menor risco
Fonte: adaptado de Adler e colaboradores, 1996.
Como exemplo de populações de baixo risco, temos os estudos-sentinela realizados em
gestantes/parturientes, em que se espera baixa prevalência da infecção pelo HIV. Um sinal de
aumento nessa população poderia indicar uma alteração de perfil da epidemia. Em populações de
alto risco, podemos trabalhar, por exemplo, com usuários em ambulatórios de DST, onde se
espera maior freqüência da infecção pelo vírus. A persistência de grandes valores pode indicar
inadequação das ações preventivas e/ou curativas em curso.
O estudo-sentinela não precisa de base amostral quando os seus resultados visam apenas
monitorizar a prevalência da infecção pelo HIV em uma determinada população e observar a sua
tendência. Nesse caso, os seus resultados não se prestam a estimativas para outras populações.
Princípios fundamentais
-
A amostra de soro ou plasma utilizada deve ser obtida a partir do sangue coletado pela rotina
de cada laboratório;
14
-
O volume de sangue coletado não deve ser superior ao necessário para a rotina do
laboratório;
Somente dados demográficos devem ser anotados;
A população - alvo deverá ter acesso a serviços de testagem voluntária para a infecção
pelo HIV, incluindo aconselhamento adequado, pré e pós-teste;
Como o objetivo é monitorar a prevalência, é necessário testar um número suficiente de
amostras clínicas, com determinada periodicidade. Essa periodicidade vai possibilitar o
acompanhamento do comportamento da infecção no decorrer do tempo.
Em se tratando de um estudo em serviços ambulatoriais que atendem DST
Delimitar a população-alvo: população masculina de 15 a 49 anos, com sinais ou sintomas
compatíveis com DST (úlceras, corrimentos, verrugas, vesículas anogenitais) ou com
sífilis em quaisquer dos seus estágios2;
Selecionar unidades-sentinela que atendam casos de DST e não sejam de referência para
atendimento de indivíduos apenas infectados pelo HIV ou com aids;
Definir periodicidade do estudo: anual ou semestral;
Determinar a duração da coleta: longos períodos de coleta exigem um maior cuidado,
para evitar a dupla entrada de dados;
Metodologia do teste: anônimo não vinculado;
Parecer da Comissão de Ética.
Excluindo-se os casos de corrimentos vaginais, as amostras poderiam ser coletadas apenas das
mulheres portadoras de ulcerações ou verrugas genitais, além daquelas com sintomas ou sinais
evidentes de herpes genital, sífilis, cervicite ou doença inflamatória pélvica.
A Coordenação Municipal de Estrela Dalva, município de 100.000 habitantes, vizinho a Lua Azul, fez estudos
de prevalência, tipo sentinela, em 2001 e 2002, no único hospital da cidade, para monitorizar a prevalência da
infecção pelo HIV em população de baixo risco. O método adotado foi o anônimo não vinculado utilizando sobra
de sangue coletado para outros exames laboratoriais. Em 2001, entre 1 de março e 1 de abril, foram coletadas
1.980 amostras de sangue, sendo 15 positivas para o HIV. Em 2002, no mesmo período, foram obtidas 2.009
amostras das quais 38 foram positivas.
2 O principal fator que limita a inclusão de mulheres nos estudos-sentinela da infecção pelo HIV, em serviços de
DST, pelo risco de gerar um desvio de participação, é que as principais queixas apresentadas por elas, nesses
serviços, são os corrimentos vaginais que, em sua maioria, não são sinais de DST e sim de outras condições nãorelacionadas à transmissão sexual, como os corrimentos fisiológicos, a candidose, a vaginose bacteriana, todos
dependentes de desequilíbrios da microbiota vaginal, da alteração da concentração de determinados hormônios, da
utilização de medicamentos e da vigência de determinadas doenças.
15
Questão 9
a) Tomando-se como referência os dados acima, calcule a prevalência de infectados pelo HIV em
2001 e em 2002. Como você interpreta esses resultados? Suponha que a diferença entre os
valores obtidos é estatisticamente significativa.
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Quando os resultados foram estratificados por sexo, observou-se que:
- Em 2001 - 2 amostras positivas entre 1.550 amostras obtidas de mulheres, e 13 amostras positivas entre 430
obtidas de homens.
- Em 2002 - de 1 amostra positiva entre 775 amostras de mulheres, e 37 amostras positivas entre as 1.234 de
homens.
b) Calcule a proporção de infecção pelo HIV entre mulheres e homens, em 2001 e 2002. Parece
que essa proporção na população aumentou? Justifique a sua resposta (suponha que a diferença
não é estatisticamente significativa).
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c) Com base nesses resultados, parece-lhe que essa população é apropriada para fazer vigilância
sentinela? Você sugere algum critério de seleção de amostras em futuros estudos de
prevalência?
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Respostas:
a)
2001: 15/1980 X 100 = 0,75%
2002: 38/2009 X 100 = 1,89%
Observa-se que houve um aumento da prevalência de infecção pelo HIV entre as pessoas que
procuram o Hospital Municipal de Estrela Dalva.
b) 2001: 2/1550 X 100 = 0,12 mulheres
13 / 430 X 100 = 3,02 homens
2002: 1/775 X 100 = 0,12 mulheres
37/1234 X 100 = 2,99 homens
Ano
2001
2002
Prevalência
Mulheres Homens
0,12
3,02
0,12
2,99
Analisando o resultado por sexo, observa-se que os homens apresentam uma maior proporção de
infectados do que as mulheres e que, quando se trabalhou homens e mulheres juntos, a variação
16
da proporção de infectados pelo HIV que se vê, aconteceu devido à maior participação das
mulheres no ano 2001.
Naquela reunião, na Secretaria Municipal de Lua Azul, na qual se discutiu a vigilância da epidemia da infecção
pelo HIV/aids, Emília, a Coordenadora de Epidemiologia ainda lembrou ao Secretário que o Ministério da
Saúde também desenvolve e recomenda alguns estudos comportamentais em diferentes populações
vulneráveis, tais como: estudantes, militares, presidiários, usuários de drogas, adolescentes, e outras. Após algumas
explicações, o Secretário mostrou-se interessado. Resolveu desenvolver um estudo desse tipo e solicitou que a área de
Epidemiologia coordenasse, articulada com a área de prevenção e a universidade (para apoio estatístico na definição
do tamanho da amostra), uma pesquisa comportamental em escolas de 2° grau do município de Lua Azul.
Algum tempo depois, veja os resultados desse estudo:
Pesquisa realizada no Município de Lua Azul
No município de Lua Azul foi feita uma pesquisa para avaliar os comportamentos de risco dos escolares e as
atividades educativas voltadas para a prevenção das DST/aids e uso indevido de drogas em escolas. Foram
selecionadas 4 escolas do segundo grau, localizadas em diversos bairros da cidade.
Distribuição de atividades educativas de prevenção de DST/aids, uso de drogas, percentuais de
gravidez em adolescentes, uso de preservativos e atividade sexual em escolas de 2º grau no
Município de Lua Azul, 2000
Com
atividade
Escolas
sobre
DST/aids
Escola 1
Escola 2
Escola 3
Escola 4
Não
Não
Sim
Não
Com
atividade
sobre uso
de drogas
Uso de
drogas
Gravidez/
adolescentes
no último ano
(%)
Não
Sim
Sim
Não
Sim
Sim
Sim
Sim
3,1
2,1
4,1
4,6
Alunos
Uso de
com
preservativos na
atividade
1ª relação sexual
sexual
(%)
(%)
32%
50%
40%
48%
22%
56%
19%
61%
(Dados fictícios fundamentados em estudos realizados)
Todas as escolas referiram uso de drogas, mas só na escola 1 houve referência ao uso de
drogas injetáveis.
Em todas elas, o uso de preservativos foi baixo.
Na escola 4, observou-se a menor renda familiar, maior freqüência de repetência e
absenteísmo, idade mais precoce no início do relacionamento sexual, maior número de
parceiros no último ano, menor proporção de uso de preservativo e maior proporção de
alunos com atividade sexual.
Com relação às atividades educativas, observou-se que a escola 3 desenvolvia essas atividades,
mas apenas com alunos do 3º ano, sendo que as aulas eram facultativas e a freqüência baixa. Por
outro lado, observou-se que o Centro de Saúde, no mesmo local onde se localiza a escola 2,
desenvolve uma importante atividade educativa com a comunidade.
17
Questão 10
Com base nessas informações
a) Em qual escola os alunos estão em situação de maior vulnerabilidade? Por quê?
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b) Que ações você sugere que sejam desenvolvidas entre os estudantes de 2º grau de Lua Azul?
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c) Como acompanhar a efetividade dessas ações?
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Na avaliação da efetividade das atividades educativas, deve-se observar se houve adoção de
práticas mais seguros que possam ser atribuídas a essas atividades, como, por exemplo, aumento
do uso de preservativos, a diminuição do consumo de drogas e a diminuição da gravidez na
adolescência. Enquanto a observação do uso de preservativos e do consumo de drogas exige
inquéritos periódicos, a freqüência de ocorrência de gravidez entre adolescentes nas escolas é um
indicador de fácil obtenção, trazendo elementos úteis para avaliar a efetividade das ações de
prevenção desenvolvidas pelos diversos níveis do sistema de saúde, e dentro das escolas.
Acompanhar esse indicador no tempo, associando-o à realização de projetos e ações de
prevenção constitui estratégia importante para a avaliação dessas atitudes preventivas.
A Coordenadora de epidemiologia, reunida com um grupo de estagiários da área de saúde para discussão dos
resultados da pesquisa comportamental realizada nas escolas de Lua Azul, aproveitou a oportunidade para
reforçar o conceito de vigilância de segunda geração. Como exemplo desse tipo de vigilância, apresentou o seguinte
resumo de um estudo publicado no ano de 2000, nos “Cadernos de Saúde Pública”:
Pesquisa em Conscritos3
Exército Brasileiro
Realizada por ocasião da apresentação dos conscritos no ano de 1998, coletou informações sobre
condições socioeconômicas, práticas sexuais, uso de drogas injetáveis e problemas relacionados
às doenças sexualmente transmissíveis, permitindo associá-las, pela primeira vez, aos resultados
de exames sorológicos da infecção pelo HIV.
Entre os resultados dessa pesquisa, pôde-se verificar que os conscritos residentes no Norte e
Centro-Oeste possuíam menor renda familiar, mais baixo nível de instrução, maior percentual de
Conscritos – jovens do sexo masculino, com idade entre 17 e 21 anos, que se apresentam à junta do serviço militar
para o alistamento militar obrigatório.
3
18
iniciados sexualmente, idade mais precoce de início da atividade sexual, maior número de
parceiros no último ano, menor taxa de uso de preservativo, maior percentual de uso de drogas
injetáveis e maiores taxa de infecções sexualmente transmitidas. Foi também nesse estrato que se
encontrou a maior proporção de infectados pelo HIV.
A pesquisa mostrou, ainda, que uma alta proporção de conscritos usou preservativo na última
relação sexual. Analisando-se o uso do preservativo nos últimos 12 meses, observou-se que o uso
diminui quando o parceiro é fixo, aumentando progressivamente se o parceiro é casual, pagante
ou pago. O uso de preservativo aumenta, ainda, de acordo com o grau de escolaridade.
Quanto ao uso de drogas injetáveis, observou-se que essa prática diminui à medida que cresce o
grau de escolaridade.
Essa pesquisa identificou a escolaridade como a variável com maior poder explicativo das
diferenças relativas às práticas sociais de risco. Os seus resultados corroboram os estudos
realizados em outros países, que mostraram que jovens adolescentes de baixo nível de instrução e
baixo nível socioeconômico são os mais suscetíveis às doenças sexualmente transmissíveis. O
estudo apontou, assim, para a importância da implementação de programas para adolescentes
voltados à prevenção de comportamentos sexuais de risco (Szwarcwald, C.L. et al. 1999).
Questão 11
No seu estado/regional/município, vem sendo desenvolvido algum estudo comportamental? Em
que populações? Com que objetivo? Estes estudos estão associados a estudos sorológicos?
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Após apresentar a Pesquisa em Constritos do Exército Brasileiro, a Coordenadora de epidemiologia forneceu outro
exemplo de sistema de vigilância de segunda geração já implantado nos serviços de Lua Azul: o Sistema de
Informação do Centro de Testagem e Aconselhamento em DST-Aids (SI-CTA).
Questão 12
No seu município/regional/estado existe algum Centro de Testagem e Aconselhamento em
DST-Aids (CTA)? Você conhece os seus objetivos e o seu sistema de informação, o SI-CTA?
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Um CTA tem por objetivos principais estimular a adoção de práticas sexuais seguras; ampliar o
acesso ao diagnóstico sorológico da infecção pelo HIV, hepatites e sífilis e encaminhar pessoas
infectadas para os Serviços de Referência de atenção aos pacientes com DST, infecção pelo HIV
e aids.
Aconselhamentos pré e pós-teste ajudam o cliente a interpretar os resultados e reconhecer os
fatores de risco para essas doenças em sua vida e na dos seus parceiros.
19
As testagens sorológicas permitem conhecer a prevalência da infecção pelo HIV, sífilis e hepatites
na população que procura o serviço e análises segundo variáveis demográficas e comportamentais
dos usuários.
O SI-CTA, facilita a coleta, processamento e análise dos dados produzidos no CTA que dizem
respeito ao atendimento ao cliente, à gestão de recursos (humanos e materiais) e à vigilância
epidemiológica. Quanto a esse último aspecto, o SI-CTA pode ser definido como um sistema de
vigilância de segunda geração já que permite identificar tanto as tendências da infecção pelo HIV
quanto as tendências dos comportamentos de risco dos usuários, possibilitando uma melhor
compreensão dos fatores que explicam o avanço das epidemias (Anexo III).
Questão 13
Considerando que o SI-CTA fornece variáveis biológicas, demográficas e comportamentais, que
níveis de análise poderiam ser estabelecidos e em que essas análises poderiam contribuir na
definição e avaliação das medidas de prevenção e controle da epidemia?
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O primeiro nível de análise das variáveis demográficas e comportamentais é feito a partir das
freqüências simples de todas variáveis. Essa análise permite identificar o perfil da população
atendida no CTA e uma adequação das atividades de prevenção e controle a essa população.
Um segundo nível de análise seria o cruzamento do resultado sorológico (para a infecção pelo
HIV, sífilis e hepatite B) com variáveis demográficas e comportamentais. Exemplos: percentuais
de pessoas infectadas pelo vírus da hepatite B segundo variáveis demográficas, percentuais de
pessoas infectadas pelo HIV segundo variáveis comportamentais. Esse tipo de análise permite
identificar as populações mais vulneráveis para direcionar de forma mais precisa e avaliar as
medidas de prevenção e controle.
Um terceiro nível de análise seria esse tipo de cruzamento dentro de uma parcela da população
como gestantes, UDI, caminhoneiros, profissionais do sexo etc. Esse tipo de análise permite um
olhar diferenciado para cada uma dessas populações.
Questão 14
Para subsidiar a análise dos dados dos CTA de Lua Azul, Rosalvo está conhecendo os dados de
um CTA localizado no Município do Rio de Janeiro contidos nas tabelas 1 e 2 - perfil da clientela
- e na tabela 3 e 4 - perfil de exposição - (Anexo IV). Que população(ões) e que atividades de
prevenção e controle você priorizaria?
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20
Questionada pelos estagiários se haveria outro tipo de vigilância da infecção pelo HIV implantado nos serviços de
Lua Azul, a coordenadora esclareceu que se encontra implantado no município, já a alguns anos, a Vigilância
de acidentes com material biológico.
Questão 15
Você sabe quais são os objetivos e como funciona essa vigilância? No seu
estado/regional/município, em que estágio se encontra a sua implantação?
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Vigilância de Acidentes com Material Biológico
Objetivo
Conhecer o perfil dos acidentes com material biológico e as condutas adotadas para o
planejamento e avaliação das medidas de prevenção da transmissão do HIV por essa via.
Algumas contribuições da vigilância epidemiológica
-
Planejar a disponibilização de insumos (testes e medicamentos).
-
Direcionar a implementação de ações de prevenção para os profissionais mais expostos.
-
Identificar condutas inadequadas e reajustá-las.
Situação atual
- Notificação realizada em instrumentos desenvolvidos por estados, regionais e municípios. Não
há uma padronização nacional. O fluxo de informação só vai até o nível estadual.
- Vigilância não implantada em alguns estados e municípios.
- Atividade burocrática em alguns locais já que não há uma análise que venha a subsidiar o
planejamento das medidas de prevenção e controle.
Os acidentes com materiais biológicos deverão necessariamente ser registrados com informações
sobre:
Condições do acidente
data e hora da ocorrência
tipo de exposição
área corporal do profissional atingida no acidente
material biológico envolvido na exposição
utilização ou não de EPI pelo profissional de saúde no momento do acidente
avaliação do risco – gravidade da lesão provocada
causa e descrição do acidente
local onde ocorreu o acidente
21
Dados do Paciente-Fonte
Identificação
Dados sorológicos e/ou virológicos
Dados clínicos
Dados do Acidentado
Identificação
Ocupação
Idade
Datas de coleta e os resultados dos exames laboratoriais
Uso ou não de medicamentos anti-retrovirais
Reações adversas ocorridas com a utilização de anti-retrovirais
Uso ou não de gamaglobulina hiperimune e vacina para hepatite B
Uso de medicação imunossupressora ou história de doença imunossupressora
Conduta indicada após o acidente, seguimento planejado e o responsável pela
condução do caso
Caso haja recusa do acidentado para a realização do teste sorológico ou para o uso das
quimioprofilaxias específicas, este fato deve ser registrado e atestado pelo profissional que está
procedendo à avaliação.
Paralelamente ao preenchimento da ficha de notificação de acidentes com materiais biológicos,
em caso de acidentes de trabalho com esses materiais, deverá ser preenchido ainda o formulário
específico de Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) para devido encaminhamento.
Apesar de serem regimes jurídicos diferenciados que regem a categoria dos trabalhadores
públicos e privados, em ambas as codificações, há a necessidade de ser feita a comunicação do
acidente de trabalho, sendo que, para a legislação privada, essa comunicação deverá ser feita em
24 horas, por meio do formulário denominado CAT. O Regime Jurídico Único (RJU) dos
funcionários da União, Lei n.º 8.112/90, regula o acidente de trabalho nos artigos 211 a 214,
sendo que o fato classificado como acidente de trabalho deverá ser comunicado até 10 (dez) dias
após ter ocorrido. Os funcionários dos Estados e dos Municípios devem observar Regimes
Jurídicos Únicos que lhes são específicos.
Os medicamentos para a quimioprofilaxia, a vacina para hepatite B e a gamaglobulina hiperimune
para hepatite B devem ser disponibilizados pelos locais de trabalho públicos ou privados. Essa é
uma exigência amparada pela Legislação Trabalhista Brasileira no âmbito da iniciativa privada
(Consolidação das Leis Trabalhistas e suas Normas Regulamentadoras), assim como pelo art. 213
do RJU da União. As unidades hospitalares do setor privado deverão ter os medicamentos de
quimioprofilaxia e a vacina para hepatite B, adquiridos sob suas expensas.
Para maiores esclarecimentos veja o “Projeto Risco Biológico” - www.riscobiologico.org
Para que os estagiários melhor compreendessem a importância da análise dos dados da vigilância de acidentes com
material biológico como subsídio para o planejamento das medidas de prevenção e controle, a coordenadora da
epidemiologia repassou para eles o resumo do Relatório sobre Acidentes de Trabalho com Material Biológico –
1997 a 2001, da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro.
22
Acidentes de trabalho com material biológico
Gerência DST/Aids - Relatório - 1997 a 2001
Desde janeiro de 1997, a Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, através Coordenação
de Doenças Transmissíveis / Gerência de DST – AIDS, iniciou um sistema vigilância de
acidentes ocupacionais com material biológico ocorridos em serviços de saúde na cidade.
No período de 5 anos (jan. 1997 a dez. 2001), aproximadamente 10.000 acidentes foram
notificados. Este número representa exposições ocorridas em mais de 270 serviços de saúde,
incluindo unidades públicas e privadas. Atualmente, recebemos em média 230 notificações por
mês, o que equivale a mais de 7 acidentes por dia. Mas a subnotificação de exposições, mesmo
entre as unidades notificantes, persiste como um problema a ser enfrentado. Ainda que não haja
estimativas precisas sobre a subnotificação acidentes, estimamos que entre 50 e 90% dos casos de
acidentes ocorridos não são notificados.
Vários são os entraves relacionados com a subnotificação, como indisponibilidade de recursos
humanos com condições de assumir a responsabilidade pela avaliação e pelo acompanhamento
dos casos; rotatividade das equipes influenciando a constante falta de profissionais treinados e o
reduzido nível de conhecimento prévio sobre os riscos de transmissão e as medidas de
prevenção. Nesse sentido, foram instituídos treinamentos regulares dos profissionais e reuniões
periódicas com as coordenações das áreas programáticas (CAPs).
A maioria das exposições é do tipo percutânea (picadas por agulhas, cortes, etc...), envolvendo
sangue. As categorias profissionais com maior número de notificações são a equipe de
enfermagem (41%), especialmente os profissionais de nível médio, os médicos (18%) e os
estagiários e estudantes (15%). Entretanto, um número elevado de exposições continua
ocorrendo entre profissionais que não estão envolvidos diretamente no atendimento a pacientes,
como os funcionários da equipe de limpeza (13%), que acabam se acidentando muitas vezes por
irregularidades cometidas por outros membros da equipe de saúde, que descartam os materiais
perfurocortantes de forma inadequada no lixo comum. Em 1997, poucos serviços de saúde
utilizavam os coletores indicados para descarte de materiais perfurocortantes. Durante a
implantação desse sistema, a SMS-RJ determinou que as empresas contratadas para a limpeza
estariam obrigadas a fornecer esses coletores aos serviços de saúde municipais. Apesar desse
indiscutível avanço, nos anos analisados, não se observou diminuição na proporção dos acidentes
em relação às outras circunstâncias.
Apesar da grande variedade de circunstâncias de ocorrência das exposições, mais de 2/3 dos
casos puderam ser agrupados em cinco principais situações: recapeamento de agulhas,
manipulação de material cirúrgico, coleta de sangue e punção venosa periférica, descarte,
manuseio de lixo. O recapeamento de agulhas é a circunstância mais comum relatada nas
notificações, ocorrendo entre profissionais de praticamente todas as categorias; para a equipe de
laboratório, por exemplo, está associado a aproximadamente 25% dos acidentes notificados.
Vários são os motivos que levam os profissionais a recapear agulhas: o desconhecimento do risco
associado à prática, o medo de acidentes em função de a agulha ficar exposta, o excesso de
tarefas e a noção errônea de que o recapeamento confere proteção ao próprio indivíduo e à
coletividade.
A vacina para hepatite B, disponível na rede pública, é extremamente eficaz e segura e está
indicada para todos os profissionais de saúde. Apesar disso, pouco mais da metade dos
profissionais com acidentes notificados é vacinada. No decorrer dos anos analisados, já foi
possível perceber um aumento significativo na proporção de profissionais vacinados. 81,48
23
40,45
Mais de 5.000 profissionais com exposição a material biológico fizeram uso dos medicamentos
anti-retrovirais. Desde 1998, a obtenção de testes anti-HIV de realização rápida tem permitido a
identificação da condição sorológica do paciente-fonte e evitado o início desnecessário da
quimioprofilaxia anti-retroviral. Através das notificações, verifica-se que o acesso a estes
medicamentos é rápido a partir do sistema implementado na cidade, possibilitando que mais de
50% dos profissionais tivessem iniciado o esquema dentro de 2 horas após a exposição e mais de
85% dentro de 24 horas. No entanto, o acompanhamento clínico-laboratorial do profissional
exposto tem sido um importante e crítico momento. A dificuldade se dá em diferentes etapas que
vão desde as consultas de reavaliação até a coleta e obtenção dos resultados de exames
sorológicos. Temos informação sobre resultado de seguimento de menos de 10% das
notificações. Destes, somente metade dos profissionais expostos completou o acompanhamento
sorológico. Com os dados atualmente disponíveis, oito contaminações foram diagnosticadas. Um
dos casos ocorreu com um funcionário da equipe de limpeza que se contaminou com os vírus das
hepatites B e C. Em cinco outros casos houve a soroconversão para hepatite C, um deles com
diagnóstico confirmado pela técnica de PCR. Houve mais um caso de um profissional infectado
pelo vírus da hepatite B e em 2001 foi diagnosticado um caso de soroconversão para HIV.
Mesmo tendo feito uso de quimioprofilaxia anti-retroviral com três drogas dentro de duas horas
após o acidente, ocorreu a infecção do profissional exposto.
Materiais instrucionais (cartazes e folders) foram elaborados e vem sendo distribuídos com a
finalidade de favorecer a divulgação das informações sobre as condutas a serem iniciadas para o
atendimento e acompanhamento dos profissionais expostos. Além disso, a mobilização para
vacinar os profissionais de saúde para hepatite B permanecerá como uma importante medida e
prevenção. Novas reuniões e treinamentos continuarão sendo realizados para monitoramento das
ações do sistema de vigilância de acidentes de trabalho com material biológico.
Emilia coordenadora de Epidemiologia recebeu uma comunicação por telefone de que havia uma criança infectada
pelo HIV no hospital de Lua Azul. Uma vez descartadas a transmissão vertical, pois a mãe não estava infectada
e a troca de crianças na maternidade, o médico levantou a possibilidade de transmissão por transfusão sangüínea.
Questão 16
Diante de tal situação qual a conduta que Emília deve tomar?
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A investigação da transmissão da infecção pelo HIV por sangue e hemoderivados deve ser feita
em conjunto com a Vigilância Epidemiológica/Sanitária e o Hemocentro/Unidade transfusional
local, de acordo com o processo de investigação dentro das ações de hemovigilância. O objetivo
é prevenir o aparecimento e/ou recorrência desses incidentes. Torna-se fundamental o
monitoramento e a vigilância de todo o processo, da captação do doador à transfusão. A RDC no
153 de 4 de junho de 2004 que aprova o Regulamento Técnico para a obtenção, testagem,
processamento e Controle de Qualidade de Sangue e Hemocomponentes para uso humano. Essa
investigação deve ser orientada por fluxograma já referido na Unidade III (Anexo III).
Inicialmente devemos identificar se ocorreu realmente a transfusão e o município de ocorrência.
24
Se a transfusão for comprovada, deve-se proceder ao rastreamento das bolsas (procedência).
Verificando no local da doação se todos os doadores foram submetidos aos procedimentos de
triagem previstos na legislação vigente.
O passo seguinte será o rastreamento dos doadores, verificando se os mesmos fizeram doações
de sangue posteriores, descartaria como fonte de infecção. Caso não haja este registro os mesmos
serão convocados para realização de novos testes de triagem.
A investigação conjunta comprovou que a menor C.D.F. havia recebido cinco transfusões de plasma e uma de papa
de hemácias, por ocasião de uma internação no Hospital Criança Feliz de Céu Claro. A investigação mostrou que
os cinco doadores de plasma apresentaram sorologia para o HIV não reagente no momento da doação. Quatro
desses doadores de plasma haviam feito doações em datas posteriores, todos com sorologia negativa para o HIV e o
outro doador de plasma foi localizado e convocado para a realização de novos exames sorológicos, que apresentou
resultado não reagente para a infecção pelo HIV. O doador da papa de hemácias foi identificado e localizado. No
momento da doação tinha sorologia não reagente, mas, quando testado nessa segunda ocasião, apresentou resultado
reagente, indicando que no momento de doação ele se encontrava em “janela imunológica”.
Questão 17
Diante da possibilidade de um doador infectado não ser identificado pelos testes de triagem, que
outros recursos podem ser utilizados para minimizar o risco residual de uma transfusão
sangüínea?
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Além da triagem sorológica dos doadores, outros procedimentos são de suma importância para a
redução do risco residual de uma transfusão como: cadastramento dos candidatos à doação;
palestra inicial informando sobre a doação de sangue; aconselhamento; riscos para o doador e
receptor; preenchimento de questionários e ficha de auto-exclusão (reforçando a importância da
veracidade das informações fornecidas); pré-triagem e triagem por profissional devidamente
capacitado.
O jornalista Marcelo ficou sabendo do caso da menor C.D.F. e procurou o Secretário de Saúde do Município de
Lua Azul para obter informações sobre o caso em questão. Naquele momento, o Secretario não conhecia o fato e
informou ao jornalista que iria averiguar a situação. O Secretário de Saúde solicitou imediatamente aos
responsáveis pela Vigilância Epidemiológica, Sanitária e pelo Serviço de Hemoterapia do município uma
explicação do ocorrido e um relatório da situação.
Questão 18
Como você faria uma nota técnica para o Secretário explicar esta situação de uma forma que a
população entendesse a situação?
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25
Emília, a coordenadora de epidemiologia, acabou de chegar do Congresso Internacional de Aids e tem muitas
novidades para a turma.
“Novidades? Muitas. Gente, o que apareceu de outras formas de Vigilância da infecção pelo HIV, com base na
epidemiologia molecular, não está no gibi! Mas os estudos são da maior complexidade e, por enquanto, não serão
desenvolvidas pelos níveis locais/estaduais.”
Questão 19
Você tem conhecimento de outras formas de vigilância e suas aplicações?
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•
Vigilância da resistência do HIV frente aos anti-retrovirais
O objetivo desta vigilância é monitorar, em pessoas infectadas pelo HIV, virgens de tratamento,
o aparecimento de mutações genéticas associadas à resistência aos diversos anti-retrovirais.
Sua principal utilidade é a do estabelecimento de esquemas terapêuticos aos quais os vírus
circulantes sejam sensíveis.
O estudo da Rede de Vigilância de Resistência (REVIRE) realizado nos anos de 2001 e 2002 em
oito Estados brasileiros (Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso do
Sul, Pará, Bahia e Ceará), mostrou que menos de 7% das 366 pessoas (identificadas como
infectadas pelo HIV em 2001, mas que ainda não tinham iniciado o tratamento anti-retroviral)
que participaram do estudo apresentavam resistência a um ou mais medicamentos anti-retrovirais.
Esses dados reforçam a necessidade de se estabelecerem critérios claros para a indicação de testes
para avaliação da resistência de uma forma geral, especificamente em indivíduos não expostos à
terapia anti-retroviral.
•
Vigilância de soroincidência
Esses estudos utilizam o seguinte algoritmo laboratorial:
Pessoas infectadas pelo HIV-1 com resultados reativos em um teste Imunoenzimático (EIA)
sensível, isto é, aquele teste que detecta anticorpos em todos os estádios da infecção, após a
chamada “janela imunológica”, são testadas, em seguida, com um EIA menos sensível (por
exemplo, detunned).
Esse último teste não detecta anticorpos em níveis mais baixos, na fase inicial da infecção. Com
isso, pessoas com resultado reativo no teste mais sensível, e resultado não-reativo no teste menos
sensível, são identificadas como tendo uma infecção recente - em média, de 129 dias e com
intervalo de confiança (95%) de 109 a 149 dias.
A sua principal utilidade é estimar a incidência da infecção pelo HIV em grupos populacionais
específicos.
26
•
Vigilância da ocorrência e distribuição de subtipos do HIV
Conforme discutido na Unidade II, o HIV-1 apresenta considerável variabilidade genética e
antigênica. A vigilância da ocorrência de subtipos do HIV monitora a distribuição dos diversos
subtipos, e é realizada por meio de seqüenciamento dos genes virais e da análise filogenética.
A sua principal utilidade está na determinação dos testes diagnósticos que apresentam boa
sensibilidade para os vírus circulantes e, futuramente, para a adequação de uma possível vacina
contra o HIV.
De acordo com a pesquisa da REVIRE citada anteriormente, a primeira de amplitude nacional, a
epidemia da aids no Brasil parece obedecer ao mesmo padrão molecular encontrado no resto da
América, Austrália, Europa e Japão, com o predomínio do HIV-1 do subtipo B, o primeiro a
aparecer no mundo, no início dos anos 80. O subtipo B foi encontrado em 80% dos casos nos
Estados de São Paulo e do Rio de Janeiro, que concentram pouco menos de 75% dos 230 mil
casos de aids reconhecidos oficialmente no Brasil. Nas regiões Centro-Oeste e Norte, embora o
subtipo B ainda responda por 70% dos casos, o subtipo F, raro e encontrado em poucas partes
do planeta, parece estar se expandindo. O dado potencialmente mais preocupante do estudo diz
respeito ao aumento no Sul do País da presença do subtipo C, uma variação do HIV-1 descrita
em estudos internacionais como mais agressiva do que o B. No Rio Grande do Sul, quase 67%
dos portadores analisados no estudo carregam esse subtipo, fazendo do mesmo o dominante
entre os infectados gaúchos, tendo deixado o B com cerca de 30% e o F com 3%. Foi justamente
no Rio Grande do Sul que o subtipo C do vírus foi detectado pela primeira vez, ainda na década
de 80. No Paraná, o subtipo C foi encontrado em 32% dos infectados, parecendo estar se
expandindo do sul em direção ao norte do País, o que traz maior preocupação uma vez que esse
subtipo do HIV-1 tornou-se dominante nas regiões em que entrou, como a Índia e a África do
Sul.
A investigação destas diferenças da infecção por subtipos virais em grupos populacionais
contribui, portanto, para a análise de diferentes padrões epidemiológicos regionais.
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27
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Como você pôde verificar ao longo destas quatro unidades, as estratégias de vigilância estão
sendo aprimoradas de acordo com o surgimento de novos conhecimentos e de novas tecnologias
para novas respostas que subsidiem o aprimoramento das medidas de prevenção e controle.
Neste sentido, estar “antenado” com esses avanços torna-se, sobretudo uma necessidade para
todas as pessoas que se engajam na vigilância epidemiológica da infecção pelo HIV e da aids em
todo o mundo.
Procure acompanhar sempre esses avanços. Dê mais atenção às notícias nos periódicos; leia os
boletins de DST/Aids de seu município, estado e do Ministério da Saúde; acesse a home-page da
Secretaria Estadual, da Coordenação Nacional.
Estableça dentro do seu estado/regional/município/unidade de saúde uma rede de profissionaischave envolvidos direta ou indiretamente com a vigilância epidemiológica no sentido de se
ampliarem os olhares. Em pleno século XXI, a internet nos acena como possibilidade.
Entretanto, não se deve deixar de lado todos os meios necessários para se criar essa rede de
profissionais e serviços, como informes, jornais, boletins etc.
ARREGACE AS MANGAS PORQUE VIGILÂNCIA ALÉM DE INFORMAÇÃO É
UMA ATITUDE CONCRETA!
Fim
28
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2002. Norma técnica do Ministério da Saúde sobre prevenção e
tratamento dos agravos resultantes da violência sexual contra mulheres e adolescentes (com considerações gerais para
o uso de profilaxia de hepatite B, HIV e outras DST após situações de exposição sexual). Brasília:
Coordenação Nacional de DST e Aids.
BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2002. Vigilância do HIV no Brasil: Novas Diretrizes. Brasília:
Coordenação Nacional de DST e Aids.
BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2004. Aids: Recomendações para Profilaxia da Transmissão
Vertical do HIV e Terapia Anti-Retroviral em Gestantes - 2004. Brasília: Programa Nacional de DST e
Aids.
BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2004. Critérios de definição de casos de aids em adultos e crianças
– 2004. Brasília: Programa Nacional de DST e Aids.
BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2004. Manual Técnico para a Investigação da Transmissão de
Doenças pelo Sangue. Brasília: Agência Nacional de Vigilância Sanitária.
BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2004. Recomendações para Atendimento e Acompanhamento de
Exposição Ocupacional a Material Biológico: HIV e Hepatites B e C. Brasília: Programa Nacional de
DST e Aids.
BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2004. Recomendações para Terapia Anti-Retroviral em Crianças
Infectadas pelo HIV - 2004. Brasília: Programa Nacional de DST e Aids.
BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2004. Recomendações para Terapia Anti-Retroviral em Adultos e
Adolescentes Infectados pelo HIV - 2004. Brasília: Programa Nacional de DST e Aids.
BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Boletim Epidemiológico – AIDST I no 01 – 01 a a 26a Semana
Epidemiológica de 2004 – Janeiro a Junho de 2004. Brasília: Programa Nacional de DST e AIDS, 2004.
BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. MonitorAIDS: Sistema de Monitoramento de Indicadores do
Programa Nacional de DST e Aids (Versão 1.0). Brasília: Programa Nacional de DST e AIDS, 2004.
LAMBERT, J.S.; NOGUEIRA, S.A.; ABREU, T.F., 2001. Manual de Acompanhamento da Criança
Infectada pelo HIV. Rio de Janeiro: Programa de Assistência Integral à Gestante HIV Positiva.
LAMBERT, J.S.; NOGUEIRA, S.A., 2002. Manual para o Acompanhamento Clínico da Gestante
Infectada pelo HIV. Rio de Janeiro: Programa de Assistência Integral à Gestante HIV Positiva.
LAST, J. M. A dictionary of epidemiology. 2nd edition, New York: Oxford, 1988.
LOPES, A. C. S.; PROIETTI, F. A.; MACHADO, G. M.; CAIAFFA, W. T.. Epidemiologia
Básica. Organizado por COUTO, R. C.; PEDROSA, T. G.; NOGUEIRA, J.M.. Infecções
Hospitalares: epidemiologia e controle. 2. ed. Belo Horizonte, 1999, p.7-43.
MEDRONHO, R.A.; CARVALHO, D.M.; BLOCH, K.V.; LUIZ, R.R.; WERNECK, G.L.,
2002. Epidemiologia. Rio de Janeiro: Atheneu.
UNAIDS/WHO. Guidelines for Second Generation HIV Surveillance. 2000.
WALDMAN, E. A. Vigilância em Saúde Pública. Petrópolis: Editora Fundação Petrópolis
Ltda.,1998.
29
30
ANEXOS
31
32
ANEXO I
GESTANTE INFECTADAS PELO HIV E CRIANÇAS EXPOSTAS
•
•
Ficha de Investigação e Sistema Informação
Instrucional para preenchimento da Ficha de Notificação
33
34
35
GESTANTES INFECTADAS PELO HIV E CRIANÇAS EXPOSTAS
INSTRUÇÕES PARA PREENCHIMENTO
FICHA DE INVESTIGAÇÃO
ATENÇÃO: em qualquer fase da notificação (pré-natal ,parto, criança) , os campos de 1 a 31 deverão ser preenchidos.
Nº - Anotar o número da notificação atribuído pela unidade de saúde para identificação do caso (Ex.
número do registro na unidade de saúde, número do prontuário). CAMPO DE PREENCHIMENTO
OBRIGATÓRIO.
DADOS GERAIS
1 - Este campo identifica o tipo de notificação, informação necessária à digitação. Não é necessário
preenchê-lo.
2 - Anotar a data da notificação: data de preenchimento da ficha de notificação. CAMPO DE
PREENCHIMENTO OBRIGATÓRIO.
3 - Preencher com o nome completo do município (ou código correspondente, segundo cadastro do
IBGE) onde está localizada a unidade de saúde (ou outra fonte notificadora) que realizou a notificação.
CAMPO DE PREENCHIMENTO OBRIGATÓRIO.
4 - Preencher com o nome completo ou código correspondente, segundo cadastro estabelecido pelo
SINAN, da unidade de saúde ou outra fonte notificadora que realizou a notificação do caso. CAMPO
DE PREENCHIMENTO OBRIGATÓRIO.
DADOS DO CASO: preencher com os dados da gestante/parturiente/mãe da criança exposta.
No caso de aleitamento cruzado, preencher com os dados da nutriz (mãe de leite).
5 - Agravo - GESTANTE HIV+ E CRIANÇAS EXPOSTAS e o código correspondente - Z 21,
estabelecido pelo SINAN (CID 10), já vêm impressos na ficha.
6 - Anotar a data em que foi realizada a coleta do material para o primeiro diagnóstico laboratorial da
infecção pelo HIV na gestante/parturiente/mãe/nutriz (mãe de leite) da criança. Se esta data não for
conhecida, preencher com data de notificação. CAMPO DE PREENCHIMENTO OBRIGATÓRIO.
7 - Preencher com o nome completo da gestante/parturiente/mãe/nutriz (mãe de leite) da criança exposta
(sem abreviações).
8 - Preencher com a data de nascimento da gestante/parturiente/mãe/nutriz (mãe de leite) da criança
exposta (dia/mês/ano) de forma completa.
9 - Anotar a idade da gestante/parturiente/mãe/nutriz (mãe de leite) da criança exposta, somente se a
data de nascimento for desconhecida (Ex. 26 anos = 26 A). Se a gestante/parturiente/mãe/nutriz (mãe de
leite) da criança exposta não souber informar sua idade, anotar a idade aparente.
OBS: Se a data de nascimento não for preenchida, a idade será CAMPO DE PREENCHIMENTO
OBRIGATÓRIO.
10 - Para esse tipo de agravo, o sistema assumirá a categoria F-feminino para todos os casos, já que se
trata de gestante/parturiente/mãe/nutriz (mãe de leite) de criança exposta.
11 - Preencher com o código correspondente à cor ou raça declarada pela
gestante/parturiente/mãe/nutriz (mãe de leite) da criança exposta: 1) Branca; 2) Preta; 3) Amarela
(incluindo-se nessa nesta categoria a pessoa que se declarou de raça amarela); 4) Parda (incluindo-se nessa
categoria a pessoa que se declarou mulata, cabocla, cafuza, mameluca ou mestiça de preto com pessoa de
outra cor ou raça); 5) Indígena (considerando-se nesta categoria a pessoa que se declarou indígena ou
índia).
12 - Preencher com o código correspondente ao número de anos de estudo concluídos da
gestante/parturiente/mãe/nutriz (mãe de leite) da criança exposta. A classificação é obtida considerandose a série e o grau que a pessoa está freqüentando ou a última série concluída com aprovação. A
correspondência é feita de forma que cada série concluída com aprovação corresponde a um ano de
estudo. (Ex: Paciente cursou 4 anos, porém não concluiu o último ano, portanto o paciente deverá ser
incluído na categoria de 1 a 3).
36
13 - Preencher com o número do CARTÃO ÚNICO do Sistema Único de Saúde – SUS.
14 - Preencher com o nome completo da mãe da gestante/parturiente/mãe/nutriz (mãe de leite) da
criança exposta (sem abreviações).
DADOS DE RESIDÊNCIA: preencher com os dados da gestante/parturiente/mãe da criança
exposta. No caso de aleitamento cruzado, preencher com os dados da nutriz (mãe de leite).
15 - Anotar o tipo do logradouro (avenida, rua, travessa, etc.), nome completo ou código correspondente
do logradouro da residência da gestante/parturiente/mãe/nutriz (mãe de leite) da criança exposta. Se for
indígena anotar o nome da aldeia e se for de área rural nome da localidade, fazenda etc.
16 - Anotar o número do logradouro da residência da gestante/parturiente/mãe/nutriz (mãe de leite) da
criança exposta.
17 - Anotar o complemento do logradouro (ex: Bloco B, apto 402, lote 25, casa 14, etc.).
18 - Anotar o ponto de referência para localização da residência da gestante/parturiente/mãe/nutriz (mãe
de leite) da criança exposta (Ex: Perto da padaria do João).
19 - Anotar a sigla da Unidade Federada da residência da gestante/parturiente/mãe/nutriz (mãe de leite)
da criança exposta (Ex: DF).
20 - Anotar o nome do município ou código correspondente, segundo cadastro do IBGE, da residência da
gestante/parturiente/mãe/nutriz (mãe de leite) da criança exposta.
Anotar o nome do distrito de residência da gestante/parturiente/mãe/nutriz (mãe de leite) da criança
exposta.
21 - Anotar o nome do bairro ou código correspondente, segundo cadastro do SINAN, de residência da
gestante/parturiente/mãe da criança exposta.
22 - Anotar o código de endereçamento postal do logradouro (avenida, rua, travessa, etc.) da residência da
gestante/parturiente/mãe/nutriz (mãe de leite) da criança exposta (Ex: CEP: 70.036-030).
23 - Anotar o número do telefone da gestante/parturiente/mãe/nutriz (mãe de leite) da criança exposta.
24 - Zona de residência da gestante/parturiente/mãe/nutriz (mãe de leite) da criança exposta por ocasião
da notificação (Ex. 1 = área com características estritamente urbana; 2 = área com características
estritamente rural; 3 = área rural com aglomeração populacional que se assemelha a uma área urbana).
25 - Anotar o nome do país de residência quando a gestante/parturiente/mãe/nutriz (mãe de leite) da
criança exposta notificada residir em outro país.
DADOS COMPLEMENTARES DO CASO: preencher com os dados da gestante, ou da
parturiente, ou da nutriz (mãe de leite) ou da criança exposta
26 - Informar o momento em que foi realizada a coleta do material no qual se evidenciou o diagnóstico
laboratorial da infecção pelo HIV na gestante/parturiente/mãe/nutriz (mãe de leite) da criança exposta
(considerar o primeiro resultado reagente).
Os campos a seguir referem-se à categoria de exposição da gestante/parturiente/mãe/nutriz (mãe
de leite) da criança exposta: assinalar 1= sim, 2= não e 9= ignorado, nas seguintes categorias:
27 - Informação sobre parceria sexual: deverá ser preenchida sempre que a exposição sexual seja
caracterizada como um risco de infecção.
28 - UDI: história de uso de droga injetável nos últimos 10 anos.
29 - Transfusão: história de transfusão, no mínimo, um ano antes da primeira sorologia positiva de HIV.
30 - Acidente com material biológico: somente se for documentado como sendo HIV negativo no
momento do acidente com posterior soroconversão nos seis primeiros meses;
31 - Transmissão Vertical: se fonte de infecção da gestante/parturiente/mãe/nutriz (mãe de leite) da
criança exposta foi vertical (mãe/filho).
PRÉ-NATAL
32 - Informar o nome do município de localização da unidade de saúde de realização do pré-natal.
33 - Preencher com o nome completo da unidade de saúde de realização do pré-natal, ou código
correspondente segundo cadastro estabelecido pelo SINAN.
34 - Preencher com o número da gestante no SISPRENATAL.
35 - Informar idade gestacional da primeira consulta de pré-natal (em semanas).
37
36 - Informar a data provável do parto, calculada a partir da data da última menstruação.
37 - Informar se a gestante já é um caso confirmado de aids, segundo os critérios de definição de caso de
aids em adultos adotados pelo Ministério da Saúde.
38 - Informar se a gestante utiliza anti-retrovirais para tratamento da infecção pelo HIV. Se =1 informar
no campo 39 “Se realizado profilaxia com anti-retroviral=00 (semanas)”, e campo 40 “Em uso de antiretroviral=1”. (Obs: porque não há referência de um anti-retroviral anterior e não há monoterapia para
tratamento)
39 - Informar a idade gestacional de início da profilaxia com anti-retroviral (em semanas).
40 - Quando a profilaxia não foi realizada, informar os motivos.
PARTO
41- Informar o nome do município de localização da Unidade de Saúde de realização do parto.
42- Preencher com o nome completo do local de realização do parto ou código correspondente, segundo
cadastro estabelecido pelo SINAN.
43 - Informar a data do parto.
44 - Informar a idade gestacional no momento do parto (em semanas).
45 - Informar se a parturiente realizou pré-natal.
46 - Se a parturiente realizou pré-natal, informar o número de consultas.
47- Informar o nome do município de localização da Unidade de Saúde de realização do pré-natal.
48 - Se a parturiente realizou pré-natal, informar nome completo da unidade de saúde de realização do
pré-natal ou código correspondente, segundo cadastro estabelecido pelo SINAN.
49 - Informar o tempo total de uso da profilaxia oral em semanas. Se não fez uso de profilaxia registrar
=00 semanas, se for ignorado registrar = 99 semanas.
50 - Informar o tempo de ruptura das membranas, em horas.
51 - Informar evolução da gravidez.
52 - Informar se é um caso de gestação múltipla (mais de um feto).
53 - Informar se a parturiente fez uso de profilaxia injetável durante o parto.
54 - Informar se a parturiente foi a óbito ou não.
55 - Informar a situação da criança ao nascimento:1 = Vivo - qualquer sinal vital após o corte do cordão
umbilical; 2 = Natimorto - ausência de sinais vitais após o corte do cordão umbilical com idade
gestacional maior ou igual a 22 semanas ou com peso maior ou igual a 500g; 3 = não se aplica.
56 - Informar o momento de início da profilaxia xarope (em horas após o nascimento).
CRIANÇA
57 - Informar o nome do município de localização da unidade de saúde de acompanhamento da criança.
58 - Informar nome completo da unidade de saúde de acompanhamento da criança ou código
correspondente, segundo cadastro estabelecido pelo SINAN.
59 - Preencher com o nome completo da criança (sem abreviações). Se não registrada, preencher com o
nome da mãe e a sigla RN ao final. Ex: Maria da Silva-RN. Se forem gemelares preencher uma ficha para
cada gemelar, assinalando “1º gemelar e 2º gemelar” após o nome. Ex: Rafael da Silva 1º gemelar.
60 - Preencher com a data de nascimento da criança (dia/mês/ano) de forma completa.
61 - Preencher segundo a categoria referente ao sexo da criança (M = masculino, F = feminino e I =
ignorado).
62 - Informar o nome do município de nascimento (unidade de saúde, residência, via pública...) da criança.
63 - Informar nome completo do local de nascimento da criança (se o mesmo aconteceu em unidade de
saúde) ou código correspondente, segundo cadastro estabelecido pelo SINAN.
64 - Informar se houve aleitamento materno.
65 - Se houve aleitamento materno, informar o tempo (em dias).
66 - Informar se houve aleitamento cruzado (Lembrar que neste caso, os campos de 1 a 31 deverão ser
preenchidos com os dados da nutriz – mãe de leite).
67 - Se houve aleitamento cruzado, informar o tempo (em dias).
68 - Informar o tempo total de uso da profilaxia oral pela criança (em semanas).
38
69 - Informar se utilizou outro(s) anti-retroviral(is), esse dado refere-se à criança. Se sim, informar a(s)
droga(s) que foi (ram) utilizada(s) concomitantemente ou não com a profilaxia.
70 - Informar se foi realizado primeiro teste para quantificar carga viral, a data de coleta e o resultado:
Preconiza-se que seja realizado aos dois meses., podendo ocorrer em qualquer momento.
71 - Informar se foi realizado segundo teste para quantificar carga viral, a data de coleta e do resultado
Preconiza-se que seja realizado aos quatro meses, ou realizar com intervalo de um mês do primeiro teste.
72 - Informar se foi realizado terceiro teste para quantificar carga viral, a data de coleta e o resultado
*Assinalar a data de coleta (o mais aproximado possível) e os respectivos resultados das duas primeiras
cargas virais (ou três, no caso das duas primeiras serem discordantes). Observação: Uma vez confirmada a
evidência laboratorial da infecção pelo HIV, os dados deverão ser encaminhados.
73 - Informar o resultado da sorologia para o HIV na criança, aos 18 meses, não sendo necessário
aguardá-lo para o envio da notificação. Essa informação será solicitada pelo setor responsável pela
Vigilância Epidemiológica de aids, quando a criança completar 18 meses.
CONCLUSÃO
74 - Informar o encerramento do caso, não sendo necessário aguardar o desfecho do caso para o envio
dos dados. Essas informações serão solicitadas pelo setor responsável pela Vigilância Epidemiológica de
aids, quando a criança completar 18 meses. Se os resultados da 1ª e 2ª carga viral forem concordantes não
é necessário aguardar os 18 meses para o encerramento do caso, isto é, nesse caso já se tem ou não
evidência laboratorial do HIV.
75 - Em caso de óbito, informar a data.
76 - Em caso de óbito, informar se a causa estava relacionada à aids.
77 - Informar o nome do responsável pelo preenchimento da ficha de investigação.
78 - Informar a data de preenchimento da ficha de investigação.
39
ANEXO II
Gestante Infectadas pelo HIV e Crianças Expostas
•
Dicionário de Dados – SINAN/Windows
40
MINISTÉRIO DA SAÚDE
FUNDAÇÃO NACIONAL DE SAÚDE
CENTRO NACIONAL DE EPIDEMIOLOGIA
SISTEMA DE INFORMAÇÃO DE AGRAVO DE NOTIFICAÇÃO
DICIONÁRIO DE DADOS - SINAN WINDOWS
AGRAVO: GESTANTE HIV + E CRIANÇAS EXPOSTAS
CAMPO DA FICHA
DADOS
COMPLEMENTARES
DO CASO
(26-31)
NOME
TIPO TAM NOME
CATEGORIAS
DESCRIÇÃO
(26)Evidência
laboratorial do HIV
Durante o parto
1.
2.
9.
Teste rápido reagente
Teste definitivo reagente
Ignorado
1.
2.
9.
Teste rápido reagente
Teste definitivo reagente
Ignorado
Diagnóstico laboratorial do HIV para
fins de Vigilância Epidemiológica de
acordo com método utilizado realizado
durante o parto.
Diagnóstico laboratorial do HIV para
fins de Vigilância Epidemiológica de
acordo com método utilizado realizado
após o parto.
BANCO DE DADOS ( DBF )
CARACTERISTICAS/
CRÍTICA DE CONSISTÊNCIA
Nº de notificação e campos de 1 a 25 dos blocos “ Dados Gerais” ,e “ Dados de residência “ correspondem aos mesmos campos da ficha de notificação ( ver dicionário de dados da ficha
de notificação Obs: Como foi feito no instrucional, não é bom chamar atenção para o preenchimento desses campos com os dados da gestante/parturiente/mãe da criança exposta e
no caso de aleitamento cruzado, preencher com os dados da nutriz.
1. Teste rápido reagente
Diagnóstico laboratorial do HIV para
Aceitar apenas códigos listados
(26)Evidência
2. Teste definitivo reagente fins de Vigilância Epidemiológica de
laboratorial do HIV
Antes do pré-natal
9. Ignorado
acordo com método utilizado realizado
antes do pré-natal.
1. Teste rápido reagente
Diagnóstico laboratorial do HIV para
Aceitar apenas códigos listados
2. Teste definitivo reagente fins de Vigilância Epidemiológica de
(26)Evidência
9. Ignorado
acordo com método utilizado realizado
laboratorial do HIV
durante o pré-natal.
Durante o pré-natal
(26)Evidência
laboratorial do HIV
Após o parto
HIV_DUPART
41
Aceitar apenas códigos listados
Aceitar apenas códigos listados
(27)Informação sobre a
parceria sexual
Parceiro HIV +/ AIDS
ANT_PARC_H
1. Sim
2. Não
9.. Ignorado
Gestante/parturiente/mãe de criança
exposta com história de relações sexuais
com indivíduo sabidamente
HIV+/AIDS
Gestante/parturiente/mãe de criança
exposta com parceiro que tem múltiplos
parceiros
Aceitar apenas códigos listados
(27)Informação sobre a
parceria sexual
Parceiro com múltiplos
parceiros
1.
2.
9.
Sim
Não
Ignorado
(27)Informação sobre a
parceria sexual
Com múltiplos parceiros
1.
2.
9.
Sim
Não
Ignorado
Gestante/parturiente/mãe de criança
exposta com múltiplos parceiros
Aceitar apenas códigos listados
ANT_PARC_D
1.
2.
9.
Sim
Não
Ignorado
Gestante/parturiente/mãe de criança
exposta com parceiro que usa drogas
injetáveis
Aceitar apenas códigos listados
ANT_PARC_S
1.
2.
9.
Sim
Não
Ignorado
Gestante/parturiente/mãe de criança
exposta com parceiro que mantém
relações sexuais com homem e mulheres
Aceitar apenas códigos listados
ANT_PARC_T
1.
2.
9.
Sim
Não
Ignorado
Gestante/parturiente/mãe de criança
exposta com parceiro que recebeu
transfusão de sangue/derivados
Aceitar apenas códigos listados
(27)Informação sobre a
parceria sexual
Parceiro Hemofílico
1.
2.
9.
Sim
Não
Ignorado
Gestante/parturiente/mãe de criança
exposta com parceiro hemofílico
Aceitar apenas códigos listados
(28)Usuária de drogas
injetáveis
1.
2.
9.
Sim
Não
Ignorado
Gestante/parturiente/mãe de criança
exposta usuária de drogas injetáveis
Aceitar apenas códigos listados
1.
2.
9.
Sim
Não
Ignorado
Gestante/parturiente/mãe de criança
exposta tem história de transfusão de
sangue/ hemoderivados
Aceitar apenas códigos listados
(27)Informação sobre a
parceria sexual
Parceiro usuário de
drogas injetáveis
(27)Informação sobre a
parceria sexual
Parceiro que mantém
relações sexuais com
homens e mulheres
(27)Informação sobre a
parceria sexual
Parceiro Transfundido
(29)História de
transfusão de
sangue/derivados
ANT_TRANSF
42
Aceitar apenas códigos listados
(30)Acidente com
material biológico com
posterior soroconversão
ANT_ACIDEN
1.
2.
3.
9.
Sim
Não
Não se aplica
Ignorado
(31)Transmissão
Vertical
ANT_VERTIC
1.
2.
3.
9.
Sim
Não
Não se aplica
Ignorado
Gestante/parturiente/mãe de criança
exposta teve acidente de trabalho com
material biológico, havendo registro de
sorologia negativa no momento do
acidente e soroconversão nos primeiros
seis meses após o acidente.
Gestante/parturiente/mãe de criança
exposta teve como fonte de infecção do
HIV a transmissão vertical(mãe/filho)
43
Aceitar apenas códigos listados. Incluir
mensagem alertando o digitador que o
sistema está incluindo caso/infecção por
acidente de trabalho e se ele tem certeza.
Aceitar apenas códigos listados
CAMPO DA FICHA
PRÉ-NATAL
(32-39)
NOME
BANCO DE DADOS ( DBF )
NOME
CATEGORIAS
(32)Município
de
realização do prénatal
(33)Unidade
de
realização do prénatal
(34)Nº da gestante
no SIS PRENATAL
PRE_MUNIRE
Tabela de
municípios
códigos
de
Município de localização da Unidade de
Saúde de realização do pré-natal
CARACTERISTICAS/
CRÍTICA DE
CONSISTENCIA
Aceitar apenas os códigos
listados.
PRE_UNIDRE
Tabela de códigos
Unidades do SINAN
de
Unidade de Saúde de realização do PréNatal.
Aceitar apenas os códigos
listados.
(35)Idade
gestacional da 1º
consulta de prénatal
PRE_IDGES_
(36)Data provável do
parto
PRE_DT_PRO
(37)Caso
confirmado de aids
PRE_CONFIR
(38)Em uso de antiretroviral para
tratamento
PRE_ANTRET
(39)Se realizado
profilaxia com antiretroviral, idade
gestacional de início
TIPO
TAM
DESCRIÇÃO
Número identificador da gestante no
cadastro do SISPRENATAL.
PRE_SISPRE
Em semanas
Idade gestacional em semanas no
momento da 1ª consulta do Pré-Natal.
Data provável do parto.
1. Sim
2. Não
9. ignorado
1. Sim
2. Não
9. I gnorado
Caso confirmado de AIDS, segundo
critérios preconizados pela CNDST/AIDS.
Paciente em terapia com anti-retrovirais
Em semanas
Idade gestacional em semanas no
momento do ínicio da profilaxia
44
Aceitar apenas códigos listados.
Aceitar apenas códigos listados.
Se reposta=1 preencher campo
39 com “00 semanas” e campo
40 “Em uso de anti-retroviral
para tratamento”=1.
Desabilitar o campo 40 se for
preenchido esta informação.
Aceitar “00-semanas” para já
estar em uso antes da gravidez e
“99 –ignorado”
(40)Se não fez profilaxia,
motivos:
Não realização do
teste anti-HIV
PRE_NRELAN
1. Sim
2. Não
9. Ignorado
Sorologia anti-HIV não realizado.
Não aceitar a resposta 1(sim), se
o campo 26 estiver assinalado
com as categorias 1 ou 2.
(40)Se não fez profilaxia,
motivos:
Anti-retroviral Não
disponível
PRE_NDISPO
1 Sim
2. Não
9. Ignorado
Anti-retroviral não disponível na
Unidade de Saúde de realização do PréNatal.
Aceitar apenas códigos listados.
(40)Se não fez
profilaxia, motivos:
Atraso no resultado
do teste anti-HIV
PRE_ATRASO
1. Sim
2. Não
9. Ignorado
Resultado sorologia anti-HIV não
recebido durante o Pré-Natal.
Aceitar apenas códigos listados.
(40)Se não fez
profilaxia, motivos:
Anti-retroviral não
oferecido
PRE_NOFERE
1. Sim
2. Não
9. Ignorado
Anti-retroviral não oferecido pelo
profissional de saúde durante o PréNatal.
Aceitar apenas códigos listados
1. Sim
2. Não
9. Ignorado
Recusa da gestante em receber profilaxia.
Aceitar apenas códigos listados
PRE_EMUSO
1. Sim
2. Não
9. Ignorado
Não foi realizada profilaxia porque a
gestante/parturiente/mãe de criança
exposta estava em tratamento com antiretrovirais antes da gestação.
Aceitar apenas códigos listados
PRE_OUTROS
Outros motivos (especificar)
Descrever outros motivos.
Aceitar apenas códigos listados
(40)Se não fez
profilaxia, motivos:
Recusa da gestante
(40) )Se não fez
profilaxia, motivos
Em uso de antiretroviral
para
tratamento
Se não fez profilaxia,
motivos:
Outros motivos
45
CAMPO DA
FICHARTO
(41-56)
NOME
BANCO DE DADOS ( DBF )
TIPO
TAM
NOME
CATEGORIAS
(41) Município do
local do parto
PRE_MUNIPA
Tabela de
municípios
(42)Local de
realização do parto
PAR_UNIDPA
Tabela de códigos das
Unidades de Saúde do
Sistema de Nascidos Vivo.
(43)Data do parto
PAR_DT_PAR
(44)Idade
gestacional
PAR_IDAGEST
Em semanas
Idade gestacional, em semanas, no
momento do parto.
Aceitar
“99-semanas
ignorado”
(45)Fez pré-natal?
PAR_FEZPRE
1. Sim
2. Não
9. Ignorado
Paciente realizou pré-natal.
Não aceitar categoria 2 e 9 se
campo 35 for preenchido ,e
preenchendo este campo (45)
automaticamente com categoria
1. Se a digitação for 2 –NÃO,ou
9. ignorado, desabilitar campo
46.
Número
de
consultas
realizadas no pré-natal.
Número de consultas
(46)Se sim, nº
consultas
códigos
DESCRIÇÃO
de
CARACTERISTICAS/
CRÍTICA DE
CONSISTENCIA
Município de localização da ocorrência
do parto.
Local onde ocorreu o parto se o mesmo
aconteceu em unidade de saúde.
Aceitar apenas códigos listados
Data em que ocorreu o parto.
(47)Município de
realização do prénatal
PRE_MUNIRE
Tabela de
município
códigos
de
Município de localização da Unidade de
Saúde de realização do pré-natal
(48)Unidade prénatal
PRE_UNIDRE
Tabela de códigos
Unidades de Saúde
SINAN
de
do
Unidade de Saúde de realização do PréNatal.
46
para
Aceitar apenas os códigos
listados. Preencher
automaticamente quando campo
32 for preenchido.
Aceitar apenas os códigos
listados. Preencher
automaticamente quando campo
33 for preenchido.
(49)Tempo total de
uso de profilaxia
com anti-retroviral
oral (semanas)
PAR_TEMUSO
Em semanas
Número de semanas que usou antiretroviral oral.
.Aceitar 00 para “ não fez uso” e
99 se “ignorado”.
(50)Tempo de
ruptura das
membranas (horas)
PAR_TEMRUP
Aceitar apenas
listados.
PAR_EVOLGR
Menor que 4 h
Maior que 4 h
Não se aplica
Ignorado
Parto Vaginal
Parto Cesáreo
Aborto
Tempo de ruptura das membranas até o
momento do parto, em número de
horas.
(51)Evolução da
gravidez
1.
2.
3.
9.
1.
2.
3.
Evolução da gravidez.
Aceitar apenas os códigos
listados. Se resposta 3 desabilitar
campos a partir do 55.
1.
2.
Sim
Não
Gravidez com mais de um feto.
Aceitar apenas
listados.
1.
2.
3.
9.
1.
2.
1.
2.
3.
Sim
Não
Não se aplica
Ignorado
Sim
Não
Viva
Natimorta
Não se aplica
Anti-retrovirais administrado durante o
parto.
Aceitar apenas os códigos
listados.
Òbito materno acontecido durante o
parto
Situação da criança ao nascimento.
Aceitar apenas os códigos
listados.
Aceitar apenas os códigos
listados.
1.
2.
3.
4.
9.
Nas primeiras 24h
Após 24h do nascimento
Não realizado
Não se aplica
Ignorado
Início da administração do antiretroviral, em número de horas, a partir
do nascimento.
Aceitar apenas códigos listados.
(52)Gestação
Múltipla
(53)Fez uso de antiretrovirais durante o
parto
PAR_ANTIDU
(54)Óbito materno
PAR_OBMATE
(55)Criança
PAR_CRIANC
(56)Início da
profilaxia com antiretroviral na criança
(horas)
PAR_INICPR
47
os
os
códigos
códigos
CAMPO DA FICHA
CRIANÇA
(57-73)
NOME
BANCO DE DADOS ( DBF )
TIPO
TAM
NOME
CATEGORIAS
(57)Município da
Unidade de
acompanhamento
CRI_MUNIAC
Tabela de
municípios
(58)Unidade de
acompanhamento
da criança
CRI_UNIDAC
Tabela de códigos de
Unidades de Saúde do
SINAN.
(59)Nome da
criança
CRI_NOME
(60)Data de
nascimento
CRI_DT_NAS
(61)Sexo
CRI_SEXO
(62) Município do
local do parto
(63) Local de
nascimento
(Unidade de saúde)
CRI_MUNINA
(64)Aleitamento
materno
CRI_ALEITM
CRI_UNIDNA
códigos
de
M – masculino
F - feminino
I - Ignorado
Tabela de códigos de
município
Tabela de códigos das
Unidades de Saúde do
SINAN.
1. Sim
2. Não
9. Ignorado
DESCRIÇÃO
CARACTERISTICAS/
CRÍTICA DE
CONSISTENCIA
Município de localização da Unidade de
Saúde de realização do
acompanhamento da criança
Aceitar apenas os códigos
listados.
Nome da Unidade de Saúde de
acompanhamento da criança até 24
meses de idade.
Aceitar apenas códigos listados.
Aceitar apenas os códigos
listados.
Município de localização da ocorrência
do parto
Unidade de Saúde de realização do parto
se o mesmo aconteceu em unidade de
saúde.
Aceitar apenas códigos listados
Ocorrência de aleitamento materno.
Aceitar apenas códigos listados
48
(65)Se sim, tempo
(dias)
CRI_MATERQ
Não há opção para ignorado?
Registrar o tempo de aleitamento
cruzado em dias
(66)Aleitamento
cruzado
CRI_ALEITC
Ocorrência de aleitamento cruzado.
(67)Se sim, tempo
(dias)
CRI_CRUZAD
1. Sim
2. Não
9. Ignorado
Tempo em dias
(68)Tempo total de
uso de anti-retroviral
oral (semanas)
CRI_TEMPTO
Tempo de duração de uso de anti retrovirais na criança, em semanas.
Aceitar apenas códigos listados
(69)Utilizou antiretroviral
CRI_OUTROS
Anti-retrovirais utilizados
Aceitar apenas códigos listados
Dados laboratoriais
(70)Carga Viral (1ª)
CRI_CARGA1
1. Menos de 3
2. De 3 a 5
3. 6 semanas
4. Não usou
9. Ignorado
1. Sim
2. Não
3. Não se aplica
9. Ignorado
1. Sim
2. Não
9. Ignorado
Realização de exame de Carga Viral 1ª
amostra.
Aceitar apenas códigos listados
Data da Coleta
CRI_DT_CAR
Resultado
CRI_RES_CA
1.
2.
Detectável
Indetectável
Resultado de exame de Carga Viral 1ª
amostra.
Aceitar apenas códigos listados
Dados laboratoriais
(71)Carga Viral (2ª)
CRI_CARGA2
1.
2.
9.
Sim
Não
Ignorado
Realização de exame de Carga Viral 2ª
amostra.
Aceitar apenas códigos listados
Data da Coleta
CRI_DT_C_1
Resultado
CRI_RES_ _1
1.
2.
Detectável
Indetectável
Resultado de exame de Carga Viral 2ª
amostra.
Aceitar apenas códigos listados
Aceitar apenas códigos listados
Registrar o tempo de aleitamento
cruzado em dias
49
Dados laboratoriais
(72)Carga Viral (3ª)
CRI_CARGA3
Data da Coleta
CRI_DT_C_2
Resultado
CRI_RES_ _ 2
(73)Sorologia antiHIV aos 18 meses
CRI_SOR24_
1.
2.
9.
Sim
Não
Ignorado
Realização de exame de Carga Viral 3ª
amostra.
Aceitar apenas códigos listados.
Desabilitar como campo
obrigatório se o resultado da 1ª e
2ª forem iguais a 1 ou a 2, isto é,
se forem concordantes nos
resultados não há necessidade de
realização do 3º exame de carga
viral.
1.
2.
1.
2.
3.
4.
9.
Detectável
Indetectável
Reagente
Não Reagente
Inconclusivo
Não realizado
Ignorado
Resultado de exame de Carga Viral 3ª
amostra.
Diagnóstico sorológico realizado,
segundo fluxograma preconizado pela
CN-DST/AIDS.
Aceitar apenas códigos listados
50
Aceitar apenas códigos listados
CAMPO DA FICHA
CONCLUSÃO
(74-76)
NOME
BANCO DE DADOS ( DBF )
TIPO
TAM
NOME
CATEGORIAS
DESCRIÇÃO
(74)Encerramento
do caso
CRI_ENCERR
1.
2.
3.
4.
5.
Encerramento do caso, refere-se a
situação da criança
(75)Se óbito, data
CRI_DT_OBI
(76)Causa do óbito
relacionada à aids
CRI_CAUSA
Infectada
Não infectada
Indeterminada
Perda de seguimento
Óbito
1. Sim
2. Não
9.Ignorado
De acordo com o preenchimento da
declaração de óbito.
51
CARACTERISTICAS/
CRÍTICA DE
CONSISTENCIA
Aceitar apenas códigos listados.
Aceitar apenas códigos listados
ROTINA PARA CLASSIFICAÇÃO DAS CATEGORIAS DE EXPOSIÇÃO:
NOMENCLATURA- UTILIZADA
Parceiro HIV+=ANT_PARC_H
Com múltiplos parceiros = ANT_MULT_P
Parceiro que mantém relações sexuais com homens e mulheres= ANT_PARC_S
Parceiro com múltiplos parceiros = ANT_PARC_M
Parceiro Usuário de Drogas = ANT_PARC_D
Parceiro transfundido = ANT_PARC_T
Parceiro hemofílico = ANT_PARC_1
Usuário de drogas injetáveis = ANT_DROGAS
História de transfusão de sangue/derivados = ANT_TRANSF
Acidente com material biológico com posterior soroconversão = ANT_ACIDEN
Transmissão Vertical = ANT_VERTIC
30- Heterossexual:
•
ANT_PARC_H= 1 OR ANT_MULT_P=1 OR ANT_ PARC _S=1 OR ANT_PARC_1=1 OR ANT_PARC_M=1 OR ANT_PARC_D=1 OR ANT_PARC_T=1.AND
ANT_DROGAS<>1 AND ANT_VERTIC<>1 AND ANT_ACIDEN<>1 AND ANT_TRANSF<>1
31- Hetero/Droga:
•
ANT_DROGAS=1 AND ANT_PARC_H= 1 OR ANT_MULT_P=1 OR ANT_ PARC _S=1 OR ANT_PARC_1=1 OR ANT_PARC_M=1 OR ANT_PARC_D=1 OR
ANT_PARC_T=1 AND ANT_VERTIC<>1 AND ANT_ACIDEN<>1 AND ANT_TRANSF <>1
36 – Hetero com parceria de risco indefinido:
•
ANT_PARC_H<> 1 OR ANT_MULT_P<>1 OR ANT_ PARC_S<>1 OR ANT_PARC_1<>1 OR ANT_PARC_M<>1 OR ANT_PARC_D<>1 OR ANT_PARC_T<>1.AND
ANT_DROGAS<>1 AND ANT_VERTIC<>1 AND ANT_ACIDEN<>1 AND ANT_TRANSF<>1
•
40 - Drogas:
•
ANT_DROGAS=1 AND ANT_PARC_S<>1 OR ANT_PARC_H OR ANT_MULT_P<>1 OR ANT_ PARC _1<>1 OR ANT_PARC_M<>1 OR ANT_PARC_D<>1 OR
ANT_PARC_T<>1) AND ANT_VERTIC<>1 AND ANT_ACIDEN<>1 AND ANT_TRANSF <>1
60-Transfusão:
•
ANT_TRANSF=1 AND ANT_PARC_H <> 1 OR ANT_MULT_P <>1 OR ANT_ PARC _S<>1 OR ANT_PARC_1<>1 OR ANT_PARC_M<>1 OR ANT_PARC_D<>1 OR
ANT_PARC_T<>1 AND ANT_DROGAS<>1 AND ANT_TRASMI<>1 AND ANT_ACIDEN<>1
61-Transfusão/Drogas:
52
•
ANT_TRANSF=1 AND ANT_DROGAS=1 AND ANT_PARC_H<> 1 OR ANT_MULT_P<>1 OR ANT_ PARC _S<>1 OR ANT_PARC_M<>1 OR ANT_PARC_1<>1 OR
ANT_PARC_D<>1 OR ANT_PARC_T<>1 AND ANT_VERTIC<>1 AND ANT_ACIDEN<>1
66-Transfusão/Hetero:
•
ANT_TRANSF=1 AND ANT_PARC_H= 1 OR ANT_PARC_M=1 OR ANT_ PARC _S=1 OR ANT_PARC_1=1 OR ANT_MULT_P=1 OR ANT_PARC_D=1 OR
ANT_PARC_T=1 AND ANT_DROGAS<>1 AND ANT_VERTIC<>1 AND ANT_ACIDEN<>1
67-Transfusão/Droga/Hetero:
•
ANT_TRANSF=1 AND ANT_DROGA=1 AND ANT_PARC_H= 1 OR ANT_PARC_M=1 OR ANT_ PARC _1=1 OR ANT_PARC_P=1 OR ANT_PARC_D=1 OR
ANT_PARC_T=1 AND ANT_VERTIC<>1 AND ANT_ACIDEN<>1
•
70- Acidente com material biológico: ANT_ACIDEN=1
•
80-Perinatal: ANT_VERTIC=1
90-Ignorado: Todas as condições acima não atendidas.
ROTINA PARA ENCERRAMENTO DO CASO
INFECTADA: RESULTADO CARGA VIRAL (1ª)=1 AND RESULTADO CARGA VIRAL (2ª)=1 OR RESULTADO CARGA VIRAL (1ª)=1 AND RESULTADO CARGA VIRAL (2ª)=2
AND RESULTADO CARGA VIRAL (3ª)=1 OR RESULTADO CARGA VIRAL (1ª)=2 AND RESULTADO CARGA VIRAL (2ª)=1 AND RESULTADO CARGA VIRAL (3ª)=1 OR
RESULTADO CARGA VIRAL (1ª)=2 AND RESULTADO CARGA VIRAL (2ª)=2 AND RESULTADO CARGA VIRAL (3ª)=1 OR CARGA VIRAL(1ª,2ª,3ª) <>1 AND SOROLOGIA ANTIHIV =1
NÃO INFECTADA: RESULTADO CARGA VIRAL (1ª)=2 AND RESULTADO CARGA VIRAL (2ª)=2 OR RESULTADO CARGA VIRAL (1ª)=1 AND RESULTADO CARGA VIRAL
(2ª)=2 AND RESULTADO CARGA VIRAL (3ª)=2 OR RESULTADO CARGA VIRAL (1ª)=2 AND RESULTADO CARGA VIRAL (2ª)=1 AND RESULTADO CARGA VIRAL (3ª)=2 OR
RESULTADO CARGA VIRAL (1ª)=2 AND RESULTADO CARGA VIRAL (2ª)=2 AND RESULTADO CARGA VIRAL (3ª)=2 OR CARGA VIRAL(1ª,2ª,3ª) <>1 AND SOROLOGIA ANTIHIV =2
INDETERMINADA: CARGA VIRAL(1ª,2ª,3ª) <>1 AND SOROLOGIA ANTI-HIV =3
PERDA DE SEGUIMENTO: : CARGA VIRAL(1ª,2ª,3ª) <>1 AND SOROLOGIA ANTI-HIV <>1,2,3
ÓBITO: QUANDO FOR ASSINALADO ESTA OPÇÃO
53
ANEXO III
FORMULÁRIO DOS CENTROS DE TESTAGEM E ACONSELHAMENTO
54
55
56
57
58
59
ANEXO IV
PERFIL DE USUÁRIOS DE UM CTA NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
60
PERFIL DE USUÁRIOS DE UM CTA NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Rosane Harter Griep*
Luciana Rodrigues de Paula**
Adriane de Almeida**
Maria Cecília de Oliveira Quadra
O CTA-HESFA – algumas considerações:
- 1º a ser criado no Estado do Rio de Janeiro (em 1992);
- localizado em corredor de grande circulação na cidade do Rio de Janeiro;
- demanda (em média 550 usuários-mês);
- implantação de um Sistema de Informações (SI-CTA), a partir de janeiro de 2001, favorecendo a criação
de um banco de dados e facilitando estudos e pesquisas;
Este estudo: 4348 atendimentos nas consultas de aconselhamento do CTA, durante o período de janeiro
a agosto de 2001 e digitadas no SI-CTA. Resultados do teste HIV para 4123 dos usuários (95% do total),
cuja população foi considerada como base na apresentação e análise dos dados.
61
Tabela 1 – Descrição sócio-demográfica dos usuários segundo gênero, CTA-HESFA, jan - ago de 2001.
Variáveis
Homens
(n=1881)
Nº
Mulheres
(n=2242)
%
Nº
Total
(n=4123)
%
Nº
%
Faixa etária (anos)
01 a 14
15 a 19
20 a 29
30 a 39
40 a 49
50 a 59
≥ 60
18
129
769
516
277
112
60
1,0
6,9
40,9
27,4
14,7
6,0
3,2
48
330
957
544
251
83
29
2,2
14,7
42,7
24,3
11,2
3,7
1,3
66
459
1726
1060
528
195
89
1,6
11,1
41,9
25,7
12,8
4,7
2,2
Situação conjugal
Casado/amigado
Solteiro
Separado
Viúvo
Não informado
693
939
228
18
3
36,8
49,9
12,1
1,0
0,2
1137
772
263
66
2
50,7
34,4
11,7
2,9
0,1
1830
1711
491
84
5
44,4
41,5
11,9
2,1
0,1
Anos de estudo
Nenhum
1a3
4a7
8 a 11
12 ou mais
Não informado
30
43
766
751
288
3
1,6
2,3
40,7
39,9
15,3
0,2
44
72
1117
805
202
2
2,0
3,2
49,8
35,9
9,0
0,1
74
115
1883
1556
490
5
1,8
2,8
45,7
37,7
11,9
0,1
285
270
1073
175
0
67
11
15,2
14,4
57,0
9,3
0,0
3,6
0,6
135
214
840
290
710
36
17
6,0
9,6
37,5
12,9
31,7
1,6
0,8
420
484
1913
465
710
103
28
10,2
11,7
46,4
11,3
17,2
2,5
0,7
Situação profissional
Autônomo
Desempregado
Empregado
Estudante
Do lar
Aposentado
Não informado
62
Tabela 2 - Variáveis sócio-demográficas e resultado do teste anti-HIV, CTA-HESFA
Janeiro a Agosto de 2001
Variáveis
Positivo
Nº
Negativo
%
Nº
Total
%
Faixa etária (anos)*
01 a 14
15 a 19
20 a 29
30 a 39
40 a 49
50 a 59
≥ 60
3
12
121
153
63
20
10
4,5
2,6
7,0
14,4
12,0
10,3
11,2
63
447
1605
907
465
175
79
95,5
97,4
93,0
85,6
88,1
89,7
88,8
Situação conjugal*
Casado/amigado
Solteiro
Separado/divorciado
Viúvo
116
197
55
14
6,3
11,5
11,2
16,7
1714
1514
436
70
93,7
88,5
88,8
83,3
Escolaridade*
≤3
4a7
8 a 11
≥12
36
197
114
35
19,0
10,5
7,3
7,1
153
1686
1442
455
Situação profissional*
Autônomo
Desempregado
Empregado
Estudante
Do lar
Aposentado
60
81
183
21
25
11
14,3
16,7
9,6
4,5
3,5
10,7
360
403
1730
444
685
92
81,0
89,5
92,7
92,9
85,7
83,3
90,4
95,5
96,5
89,3
Nº
66
459
1726
1060
528
195
89
%
1,6
11,1
41,9
25,7
12,8
4,7
2,2
1830
1711
491
84
44,4
41,5
11,9
2,1
189
1883
1556
490
4,6
45,7
37,7
11,9
420
484
1913
465
710
103
10,2
11,7
46,4
11,3
17,2
2,5
* p<0,000
Observação: excluída a categoria ausência de informação
63
Tabela 3 - Comportamentos relacionados ao risco de infecção pelo HIV, segundo sexo, CTA-HESFA,
Janeiro a Agosto de 2001
Variáveis
Homens
(n=1881)
Nº
N° parceiros sexuais (últimos 12 meses )*
Nenhum
01
02 a 04
05 a 10
Mais de 10
Comportamento Sexual*
Heterossexual
Homossexual
Bissexual
Uso do preservativo: parceiro fixo*
Sempre
Nunca
Às vezes
Uso do preservativo: parceiro eventual**
Sempre
Nunca
Às vezes
* p<0,000
** p=0,846
Mulheres
(n=2242)
%
Total
(n=4123)
%
Nº
Nº
%
55
493
796
299
227
2,9
26,2
42,3
15,9
12,1
131
1388
554
96
65
5,9
61,9
24,7
4,3
2,9
186
1881
1350
395
292
4,5
45,6
32,7
9,6
7,1
1432
273
150
76,1
14,5
8,0
2140
33
23
95,5
1,5
1,0
3572
306
173
86,6
7,4
4,2
483
161
880
31,7
10,5
57,8
283
194
1574
13,7
9,4
76,7
766
355
2454
21,4
9,9
68,6
843
206
346
60,4
14,8
24,8
254
50
141
57,1
11,2
31,6
1097
256
487
59,6
13,9
26,4
Observação - excluídos: ausência de informações e situação em que a variável não se aplica
Motivos do não uso do preservativo durante as relações sexuais
Parceiro fixo,: a confiança no parceiro 45,2% (H) e 54,2%(M); não gostar do preservativo 20,5% (H)
6,3%, (M); parceiro n/aceita o preservativo 19,2%(H) e 2,6%, (M).
Parceiros eventuais: não dá tempo/ tesão (23,9% H e 8,2%M), não gostar (20,3%H e 3,4%).
H = homens
M = mulheres
64
Tabela 4 - Comportamentos de risco para a infecção pelo HIV e resultado do teste anti-HIV, CTAHESFA, Janeiro a Agosto de 2001
Positivos
(n=382)
Variáveis
Nº
Negativos
(n=3741)
%
Nº
Total
(n=4123)
%
Nº
%
N° parceiros (últimos 12 meses)*
Nenhum
01
02 a 04
05 a 10
Mais de 10
22
140
111
49
53
11,8
7,4
8,2
12,4
18,2
164
1741
1239
346
239
88,2
92,6
91,8
87,6
81,8
186
1881
1350
395
292
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
Comportamento sexual*
Heterossexual
Homossexual
Bissexual
249
95
32
7,0
31,0
18,5
3323
211
141
93,0
69,0
81,5
3572
306
173
100,0
100,0
100,0
108
164
35
14,1
6,7
9,9
658
2290
320
85,9
93,3
90,1
766
2454
355
100,0
100,0
100,0
143
37
57
13,0
14,5
11,7
954
219
430
87,0
85,5
88,3
1097
256
487
100,0
100,0
100,0
Uso do preservativo: parceiro fixo*
Sempre
Nunca
Às vezes
Uso do preservativo:
eventual**
Sempre
Nunca
Às vezes
* p<0,000
parceiro
**p=0,550
Observação - excluídos: ausência de informações e situação em que a variável não se aplica.
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UNIDADE - Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais