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UNINGÁ - UNIDADE DE ENSINO SUPERIOR INGÁ
FACULDADE INGÁ
CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM ENDODONTIA
AVALIAÇÃO IN VITRO DE DOIS MATERIAIS UTILIZADOS COMO
BARREIRA CERVICAL NO CLAREAMENTO ENDÓGENO
Aluna: Carine Scopel
Orientador: Prof. Ms. Mateus Silveira Martins Hartmann
Curso: Endodontia
Passo Fundo
2009
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CARINE SCOPEL
AVALIAÇÃO IN VITRO DE DOIS MATERIAIS UTILIZADOS COMO
BARREIRA CERVICAL NO CLAREAMENTO ENDÓGENO
Monografia apresentada à unidade de Pósgraduação da Faculdade Ingá – UNINGÁ –
Passo Fundo-RS como requisito parcial
para obtenção do título de Especialista em
Endodontia.
Orientador: Prof. Ms. Mateus Silveira
Martins Hartmann
Passo Fundo
2009
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CARINE SCOPEL
AVALIAÇÃO IN VITRO DE DOIS MATERIAIS UTILIZADOS COMO
BARREIRA CERVICAL NO CLAREAMENTO ENDÓGENO
Monografia apresentada à comissão
julgadora da Unidade de Pós-graduação da
Faculdade Ingá – UNINGÁ – Passo FundoRS como requisito parcial para obtenção do
título de Especialista em Endodontia.
Aprovada em
BANCA EXAMINADORA:
________________________________________________
Prof. Ms. Mateus Silveira Martins Hartmann - Orientador
________________________________________________
Profª. Dra.Simone Beatriz Alberton
________________________________________________
Prof. Dr. José Roberto Vanni
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DEDICATÓRIA
Dedico este trabalho às pessoas que amo muito:
A meus pais, Valdir Scopel e Cecilia Scopel, pelo amor, pela educação, pelos
ensinamentos e por sempre me apoiarem em minhas escolhas. Obrigada por mais
uma vez acreditarem em mim, vocês têm grande parte na realização de mais este
sonho em minha vida!
Amo vocês!
Ao meu amor, Claudio
Obrigada por ser meu fiel companheiro e amigo durante esta etapa de nossas vidas,
abdicamos de várias coisas para juntos realizarmos esta conquista. Obrigada por
secar minhas lágrimas nos momentos que chorei, por sorrir comigo nos momentos
de alegria. Você foi essencial para essa realização!
Amo você!
À minha irmã Cristiane e meus sobrinhos, Valentina, Felipe e Tiago. Essenciais em
minha vida!
Amo vocês!
Aos meus sogros Nica e Aristeu, vocês são muito importantes para mim. Obrigada
pelo amor, carinho e conselhos.
Amo vocês!
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AGRADECIMENTOS
Ao meu orientador, professor Ms.Mateus Hartmann, pela disponibilidade, incentivo e
apoio na conclusão deste trabalho. Obrigada!
Ao professor Dr. Volmir Fornari, pelos ensinamentos e paciência. Meu mestre na
endodontia, meu muito obrigada!
Ao professor Dr. José Roberto Vanni, sempre atencioso em esclarecer nossas
dúvidas, com muita dedicação e carinho com seus alunos. E sempre disponivel em
passar seus conhecimentos.
À professora Lílian Rigo, pelos ensinamentos que passou com tanta dedicação e
pela sua disponibilidade em ajudar. Obrigada!
À minha amiga Cássia Dipp, parceira por todos esses meses. O brigada pela
amizade!
Às amigas Giovana Gamborgi e Cristiane Hoss, adorei tê-las conhecido! Obrigada
pelas palavras de incentivo e apoio. Vocês são especiais para mim!
Às colegas do Ceom, Tânia, Carla, Maíse, Pri, Lídia,Gelci e Dani, pela colaboração e
carinho.
À minha companheira de todos os dias no consultório, Caroline. obrigada pela
paciência e dedicação.
À minha companhia inseparável em todas as horas de digitação deste trabalho,
minha cachorrinha Betina.
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“ É preferível a angústia da busca
que a paz da acomodação. ”
( Marisa Leonardo)
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RESUMO
O clareamento dental interno é uma alternativa menos invasiva para restabelecer a
estética de dentes escurecidos e com tratamento endodôntico se comparado as
facetas estéticas. Porém, os agentes clareadores podem se difundir através da
dentina alcançando o periodonto na região da junção amelocementária, o que pode
levar à reabsorção cervical externa. Vários materiais podem ser com o intuito de
evitar esta injúria. Com isso, o objetivo deste estudo foi avaliar, in vitro, a eficácia do
cimento de ionômero de vidro modificado por resina e do cimento de fosfato de
zinco como barreira cervical no clareamento endógeno de dentes desvitalizados.
Vinte e d o i s incisivos
centrais
superiores extraídos foram
tratados
endodonticamente, as obturações dos canais radiculares removidas na porção
coronária 1mm abaixo da junção amelocementária e divididos em dois grupos de
dez dentes cada, de acordo com o material utilizado como barreira cervical. Os
outros dois dentes serviram como controles positivo e negativo. A infiltração foi
avaliada através do corante rodamina B a 0,2%. Os resultados foram submetidos à
análise estatística através do Teste de Kolmogorov-Smirnov e Teste de Lavene, e
para verificar a diferença entre os dois grupos foi utilizada a análise de Variância
(ANOVA). O cimento de ionômero de vidro modificado por resina apresentou uma
média de infiltração linear de 5,8 mm (+/- 2,1) e o fosfato de zinco de 8,0mm (+/1,6), com diferença estatisticamente significativa entre os grupos (p<0,05). Concluiuse que o cimento de ionômero de vidro modificado por resina foi o material mais
eficaz quando utilizado como barreira cervical.
Palavras-chave: Endodontia. Clareamento de dente. Infiltração dentária.
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ABSTRACT
The internal whitening is a less invasive alternative to reestablish aesthetic of
darkened teeth and with endodontic treatment if compared to the aesthetic veneers.
However, the whitening agents can spread out through the dentin reaching the
periodont in the region of the cementoenamel junction, what can lead to the external
cervical reabsorption. Some materials are applied with the intention to prevent this
injury. At this, the objective of this study was to evaluate, in vitro, the effectiveness of
the glass ionomer cement modified for resin and the zinc phosphate cement as
cervical barrier in the endogenous whitening of devitalized teeth. Twenty-two
extracted central superior incisors were treated endodontically, the fillings of the root
canals were removed in the 1mm coronary portion below the cementoenamel
junction and divided in two groups of ten teeth each, according to the used material
as cervical barrier. The other two teeth served as positive and negative controls. The
infiltration was evaluated through rhodamine B dye 0.2%. The results were submitted
to the statistics analysis through the Kolmogorov-Smirnov Test and Lavene Test, and
to verify the difference between the two groups it was used the Variance Test
(ANOVA). The the glass ionomer cement modified for resin showed a linear
infiltration average of 5.8mm (+/- 2.1) and qthe zinc phosphate of 8.0mm (+/- 1.6),
with statistical significant difference between the groups (p<0.05). It was concluded
that the the glass ionomer cement modified for resin was the most efficacy material
when used as cervical barrier.
Key Words: Endodontics. Tooth Bleaching. Dental Leakage.
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SUMÁRIO
1
INTRODUÇÃO.......................................................................................................9
2
REVISÃO DE LITERATURA................................................................................11
3
OBJETIVO...........................................................................................................18
4
METODOLOGIA...................................................................................................19
4.1 DELINEAMENTO DE ESTUDO...........................................................................19
4.2 AMOSTRA............................................................................................................19
4.3 PROCEDIMENTOS..............................................................................................19
4.3.1Tratamento do sistema de canais radiculares...............................................20
4.3.2 Obturação dos sistemas de canais radiculares...........................................21
4.3.3 Confecção da barreira cervical......................................................................21
4.3.4 Impermeabilização da superfície externa radicular.....................................21
4.3.5 Imersão dos dentes no corante Rodamina B 0,2% ......................................22
4.3.6 Processo de clivagem.....................................................................................22
4.3.7 Análise de infiltração cervical........................................................................22
4.3.8 Análise dos resultados...................................................................................23
5 RESULTADOS......................................................................................................24
6 DISCUSSÃO.........................................................................................................26
7 CONCLUSÕES.....................................................................................................29
REFERÊNCIAS..........................................................................................................30
APÊNDICES...............................................................................................................32
ANEXO.......................................................................................................................35
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1 INTRODUÇÃO
A odontologia contemporânea dispõe de materiais e procedimentos cada vez
mais eficientes e de resultados mais duradouros, que proporcionam um resultado
mais natural aos dentes tratados endodonticamente.
Além disso, atualmente, a preocupação com a aparência pessoal ampliou a
visão de saúde bucal, que passou a estar vinculada à estética. Por outro lado, a
influência da mídia tem estimulado os pacientes à solicitação de dentes mais
brancos. Portanto, a presença de dentes com alteração de cor interfere
negativamente na qualidade de vida dos indivíduos, fazendo com que os mesmos
venham a solicitar aos cirurgiões-dentistas soluções mais adequadas.
Com frequência, dentes não vitais se apresentam com alteração de cor,
devido a alguns fatores, como materiais restauradores, hemorragia intracoronária
durante o tratamento endodôntico, decomposição de detritos intrapulpares,
medicamentos de uso intracanal e materiais obturadores. Nesses casos, o
clareamento endógeno pode ser considerado uma excelente alternati v a d e
tratamento, porém, as técnicas de clareamento endógeno possuem efeitos adversos,
sendo a reabsorção cervical externa um deles.
Segundo Dotto et al. (2000), a reabsorção cervical externa ocorre quando o
peróxido de hidrogênio difunde-se pela estrutura dentária até o ligamento
periodontal, resultando em destruição do tecido periodontal e início do processo
reabsortivo.
Com o objetivo de evitar essa difusão do peróxido de hidrogênio para a
superfície externa do dente, durante o clareamento endógeno, deve-se confeccionar
uma barreira cervical entre material obturador e agente clareador. Estudos
existentes na literatura indicam espessuras e resultados controversos sobre os
materiais utilizados como barreira cervical.
Júnior et al. (2009), avaliaram através de um estudo in vitro a difusão do
peróxido cremoso 6% associado, ou não, ao perborato de sódio, e concluiram que
em 18% dos casos houve difusão extra-radicular do peróxido de hidrogênio estando
este associado, ou não, ao perborato de sódio. Havendo com isso a necessidade da
confecção de uma barreira cervical efetiva previamente ao clareamento endógeno.
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Se a barreira cervical se faz tão necessária, deve-se ter em mente que não
basta apenas confeccioná-la. O material escolhido deve ser eficaz, ter espessura
suficiente e localização ideal, de modo que evite a infiltração do agente clareador
aos tecidos periodontais e não interfira no processo do clareamento endógeno.
11
2 REVISÃO DE LITERATURA
Zuolo, Ferreira e Mello (1996), através de um estudo in vitro, para avaliar a
infiltração dentinária do corante azul de metileno durante o clareamento endógeno,
utilizaram como material de barreira cervical o Cavit e resina composta com adesivo
dentinário Scoth Bond. Foram usados 46 dentes caninos divididos em grupos de 14
dentes cada. No Grupo 1 – não foi utilizado nenhum material de barreira cervical, no
Grupo 2 – foi utilizado como material de barreira 2mm de Cavit e no Grupo 3 – foi
utilizado como material de barreira 2mm de resina composta Z100 e adesivo
dentinário Scoth Bond. Concluiu-se neste estudo que o grupo que utilizou como
material de barreira a resina composta e o adesivo dentinário apresentou os
melhores resultados em relação aos outros dois grupos.
A penetração do peróxido de hidrogênio durante o clareamento interno para o
periodonto através dos túbulos dentinários e das falhas da junção amelocementária,
que estão presentes em aproximadamente dez por cento dos dentes, seria a
principal causa da reabsorção externa. A presença do peróxido de hidrogênio no
periodonto poderia levar a desnaturação protéica da dentina e do cemento,
ocasionando uma resposta auto-imune. Outra hipótese é a formação de radicais
tóxicos entre o peróxido de hidrogênio e materiais orgânicos e inorgânicos da
dentina e do cemento, os quais agiriam como irritantes, ocasionando reações
inflamatórias. É provável que o peróxido de hidrogênio leve a uma queda brusca no
pH da região do periodonto, o que estimula a atividade osteoclástica. O uso do
hidróxido de cálcio, tanto na prevenção, como no tratamento de processos de
reabsorção, tem sido recomendado, devido a sua ação alcalinizante, que
neutralizaria o pH acidificado pelo peróxido de hidrogênio (MORO; LOPES; FARIAS,
2000).
O processo de clareamento dental desnatura a dentina que está em contato
com a região cervical, tornando o tecido imunologicamente diferente, fazendo com
que o organismo interprete o tecido dentinário como um corpo estranho, gerando,
assim, a reabsorção externa (CONCEIÇÃO, 2000).
Segundo Dotto et al. (2000), a difusão do peróxido de hidrogênio a 30%
através dos túbulos dentinários pode ser prevenida colocando-se uma base de
material restaurador no orifício do canal, que irá reduzir a difusão do agente
clareador, mas não a impedir totalmente.
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Dentre as prováveis causas da reabsorção cervical externa estaria o
clareamento dental em dentes desvitalizados, especialmente em dentes que
apresentam áreas cervicais desnudas, especificamente na junção amelocementária
(SOARES, GOLDBERG, 2001).
Zaia et al. (2002), através de um estudo in vitro, puderam avaliar quatro
materiais usados como barreira para prevenir a microinfiltração coronal em dentes
com tratamento endodôntico. 100 molares foram divididos em 5 grupos de 20 dentes
cada, um grupo controle (sem nenhum material de barreira), e os outros grupos
receberam 2mm de cada material para a confecção da barreira cervical, sendo
esses o IRM, Coltosol, Vidrion R e adesivo Scotch Bond. Os dentes foram
termociclados e usou-se tinta da índia como corante para avaliar a microinfiltração.
Todos os dentes mostraram penetração da tinta, sendo os piores resultados para o
Vidrion R e o Scotch Bond. Já o IRM e o Coltosol mostraram os melhores resultados,
mas nenhum dos materiais pode prevenir totalmente a microinfiltração.
Lambrianidis, Kapalas e Mazinis (2002) avaliaram o efeito do hidróxido de
cálcio (Ca(OH)2) como barreira adicional para evitar a penetração radicular do
peróxido de hidrogênio durante o clareamento intracoronal, através de um estudo in
vitro com 28 pré-molares, divididos em 4 grupos, em que foram usados hidróxido de
cálcio e cimento de ionômero de vidro como materiais de barreira cervical. Os dentes
foram colocados em frascos com água destilada e os valores médios do pH que
cerca os dentes foram medidos depois de 1, 2, 4, 10 e 15 dias. Notou-se que o pH
ficou ácido em todos os grupos, não mostrando diferenças estatísticas durante todos
os dias do experimento. Concluiu-se que a colocação de Ca(OH)2 como uma barreira
adicional durante o clareamento intracoronal não teve um efeito significante em
inverter a acidez do pH na superfície externa da raiz.
Oliveira et al. (2002) avaliaram a eficácia do cimento de ionômero de vidro
quimicamente ativado e do cimento de fosfato de zinco utilizados como barreira
cervical in vitro. Para tanto, foram usados 39 dentes uniradiculares, os quais foram
divididos em 3 grupos de 13 dentes cada. Um grupo controle (sem material de
barreira) e outros dois grupos, onde foram usados, como materiais de barreira, o
cimento de ionômero de vidro (Vidrion R) e o fosfato de zinco. O material clareador
utilizado foi o perborato de sódio e o peróxido de hidrogênio. Os dentes foram
mantidos em estufa a 37°C por sete dias, sendo o procedimento clareador repetido
por mais duas vezes. Em seguida foi deixada uma pasta de hidróxido de cálcio na
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câmara pulpar por 14 dias. Após, os dentes foram impermeabilizados e mantidos
imersos em tinta nanquim por sete dias. Concluiu-se com este estudo que é
necessária a utilização de barreira cervical antes do clareamento interno, a fim de
minimizar a infiltração do agente clareador na interface dentina-material obturador. A
barreira cervical confeccionada com o cimento de fosfato de zinco apresentou
menores infiltrações em direção apical que o cimento de ionômero de vidro.
Siqueira, Santos e Diniz (2002), através de um estudo in vitro, avaliaram 4
diferentes tipos de materiais seladores para proteger a pasta de hidróxido de cálcio
utilizada durante
o
clareamento
endógeno.
Foram
utilizados
20
dentes
unirradiculares anteriores divididos em 4 grupos com 10 espécimes em cada grupo.
No Grupo 1 – foi utlizada uma camada de guta percha de 1mm sobre a camada de
hidróxido de cálcio, no Grupo 2 – uma camada de 1mm de espessura de cimento
provisório Cavit, no Grupo 3 – uma camada de 1mm de Citodur e, para o Grupo 4 –
uma camada de 1mm de guta percha plastificada no dispensador. Após os dentes
foram imersos por um período de 7 dias no corante azul de metileno a 1 %.
Concluiu-se neste estudo que a guta percha, quando aplicada com o dispensador,
promove um maior vedamento, quando comparada aos demais materiais estudados.
Uma proteção na base da câmara pulpar, recobrindo a obturação radicular,
deve ser empregada anteriormente à inserção do material clareador, buscando a
obliteração dos túbulos dentinários na região cervical e, com isso, prevenir a difusão
do peróxido de hidrogênio em direção aos tecidos extra-radiculares. Avaliando-se
então a eficiência dos materiais de base pré-clareamento não foram observadas
diferenças na penetração de peróxido de hidrogênio, entre a utilização de IRM, pasta
de Óxido de Zinco, resina composta e cimento de ionômero de vidro. No entanto,
postulou-se que a espessura desta camada, em relação à altura da junção cemento
esmalte, é mais crítica na prevenção da penetração do peróxido de hidrogênio que
o tipo de material utilizado, sendo então essa espessura recomendada de 2mm ao
nível da junção cemento esmalte (ERHARDT; SHINOHARA; PIMENTA, 2003).
Sherwood, Miglani e Lakshminarayanan (2004), em um estudo in vitro para
comprovar a eficácia do cimento de ionômero de vidro como material de barreira
cervical em clareamento interno, utilizaram 42 incisivos centrais divididos em 3
grupos, os quais receberam densidades de espessura de 2mm, 4mm e 6mm do
cimento de ionômero de vidro. O material clareador foi o peróxido de hidrogênio a
30% colocado na cavidade de acesso em cima desta barreira. Os dentes foram
14
então imersos em tintura azul 1% por 24 horas e seccionados para avaliar a eficácia
do cimento de ionômero de vidro como material de barreira cervical. Foi visto que
2mm de cimento tiveram mais infiltração que os grupos de 4 e 6mm. Então, concluiuse que o mínimo de 4mm de barreira de cimento de ionômero de vidro é requerido
quando o agente clareador usado for o peróxido de hidrogênio.
Vasconcellos et al. (2004) analisaram, através de um estudo in vitro, a
capacidade de vedamento de diferentes tipos de materiais usados como barreira
cervical. Foram empregados 42 pré-molares superiores tratados endodonticamente
e divididos em 6 grupos, sendo um grupo controle (sem material de barreira) e os
outros 5 grupos com diferentes materiais: ionômero de vidro resinoso; fosfato de
zinco; óxido de zinco sem eugenol; cimento resinoso e cimento de ionômero de vidro
convencional. Após a execução da barreira cervical, os dentes foram termociclados,
impermeabilizados e corados com solução de azul de metileno a 2% por 24 horas.
Os espécimes foram então seccionados para a visualização da infiltração, sendo
esta determinada pela infiltração do corante a partir da margem até a base do
tampão cervical. Não foi constatada diferença significante entre os grupos, sendo
que quando o grupo selado com coltosol foi comparado aos demais grupos a
diferença foi significante. Concluiu-se que nenhum material foi totalmente eficaz no
vedamento, sendo os melhores resultados apresentados pelo coltosol.
Sabe-se que o mecanismo pelo qual ocorre o fenômeno da reabsorção
radicular externa está relacionado com a chegada do agente clareador ao ligamento
periodontal, na região do limite amelocementário. Existem três possíveis relações
entre cemento e esmalte nessa área: quando o cemento toca o esmalte, quando o
cemento recobre o esmalte e quando o cemento e o esmalte não se encontram,
deixando uma área de dentina exposta, a qual pode permitir a chegada dos agentes
clareadores ao tecido conjuntivo. Essas falhas podem ocorrer em dez por cento da
população. Devemos sempre considerar a sua existência, realizando um selamento
mecânico dos túbulos dentinários que chegam até esta área. Diversos materiais
podem ser empregados para esse fim, dentre eles cimento de fosfato de zinco,
cimento de ionômero de vidro modificado por resina e resina composta (PAGANI;
TORRES e MIRANDA, 2004).
Yui et al. (2004) avaliaram, através de um estudo in vitro, com 48 molares
humanos íntegros, qual seria a influência de três associações de agentes
clareadores sobre o tampão cervical, realizado com cimento de ionômero de vidro
15
modificado por resina (Vitremer) com espessura de 3mm. Os espécimes foram
divididos em 4 grupos: Grupo 1 - controle (sem material clareador); Grupo 2 (perborato de sódio e água destilada), Grupo 3- (perborato de sódio e peróxido de
carbamida à 10%); Grupo 3 - (perborato de sódio e peróxido de carbamida a 35%).
Este estudo mostrou que não houve diferença estatística entre o grupo controle e as
associações de agentes clareadores, e que o uso do tampão cervical realizado com
cimento de ionômero de vidro modificado por resina (Vitremer), quando submetido
ao clareamento interno com os materiais testados, foi suficiente para reduzir a
infiltração. Desta maneira, os resultados indicam que 3mm de cimento de ionômero
de vidro modificado por resina (Vitremer) foram efetivos no bloqueio da infiltração do
material clareador em direção apical.
Mondelli e Bispo (2005) relatam que após a remoção do material
obturador da embocadura do canal uma camada de hidróxido de cálcio pró-análise
deva ser aplicada em uma espessura em torno de 1mm. Co m o objetivo de
alcalinizar o meio e prevenir a reabsorção radicular externa que seria ocasionada
pela queda do pH na porção cervical. Após, uma barreira com cimento de ionômero
de vidro deve ser aplicada em torno de 1 a 2mm a fim de selar a embocadura do
canal radicular e os túbulos dentinários, que poderiam permitir a difusão do peróxido
até os tecidos periodontais. Ou seja, o hidróxido de cálcio funciona como uma
barreira biológica e o cimento ionômero de vidro como uma barreira mecânica à
penetração de substratos cáusticos dos agentes clareadores.
David et al. (2005), em um estudo in vitro, empregaram 70 incisivos centrais
superiores divididos em 3 grupos. Avaliou-se a capacidade de selamento de três
materiais, sendo eles o cimento de fosfato de zinco, coltosol e o cimento de
ionômero de vidro (Vidrion R). As barreiras cervicais foram confeccionadas abaixo
do limite amelocementário e com espessura de 2mm. Nenhum dos materiais
testados proporcionou um total selamento, e dentre eles o cimento de fosfato de
zinco e o cimento de ionômero de vidro apresentaram os melhores resultados
quando comparados ao coltosol.
Carvalho et al. (2005), em um estudo para avaliar se o local da colocação
da barreira cervical possui influência no grau de clareamento obtido na região
cervical, selecionaram 24 caninos e os dividiram em 2 grupos. No grupo 1, foi
realizado o corte do material obturador na região de colo anatômico (nível
amelocementário) e no grupo 2, o corte do material obturador foi realizado 2mm
16
apicalmente ao colo anatômico. Como material de barreira foram aplicadas 2
camadas de cianoacrilato de etila (Super Bonder) nos 2 grupos. Através da análise
digital (Sistema RGB), os resultados deste estudo mostraram não haver diferenças
significantes entre os grupos, ou seja, a colocação da barreira na região de colo
anatômico permitiu um clareamento eficaz da região cervical da coroa, assim como a
colocação da barreira a 2mm em direção apical. O cianoacrilato de etila mostrou-se
eficiente como barreira cervical para o clareamento dental interno.
Llena, Amengual e Forner (2006) avaliaram, através de um estudo in
vitro, a capacidade seladora de uma resina flow aplicada com diferentes sistemas
adesivos. Foram empregados 70 dentes divididos em 7 grupos, utilizando 3
diferentes técnicas adesivas, sendo elas Syntac, Excite, Excite DCS, com e sem uso
de condicionamento ácido prévio. Não houve diferenças significantes entre os
sistemas
adesivos
em
termos
de infiltração, mas o mesmo foi reduzido
significantemente utilizando o condicionamento ácido prévio.
Pinto et al. (2006), em um estudo in vitro, com 42 caninos divididos em
grupos de 10 dentes cada, puderam avaliar a eficiência de algumas barreiras
cervicais, sendo elas o Cimpat, resina flow, cimento de fosfato de zinco e cimento de
ionômero de vidro. Após o clareamento interno dos dentes com o peróxido de
carbamida a 37%, foi injetado azul de metileno a 2% nas câmaras pulpares sob
vácuo, por 24 horas. A menor infiltração foi alcançada pelo cimento de ionômero de
vidro, entretanto nenhum material foi totalmente eficaz em evitar a infiltração do
corante.
Cardoso et al. (2006) avaliaram, radiograficamente, através de um estudo in
vitro, a adaptação de tampões cervicais confeccionados com 4 materiais: cimento de
fosfato de zinco; hidróxido de cálcio fotopolimerizável; cimento de ionômero de vidro
convencional e híbrido. Foram selecionados 88 dentes divididos em 4 grupos. Os
mesmos foram armazenados em estufa a 37°C por 7 dias e radiografados nos
sentidos M-D e V-L para posterior análise radiográfica, com o objetivo de identificar
imagens radiolúcidas sugestivas da presença de bolhas e a uniformidade da
espessura do tampão cervical. Concluiu-se não haver diferenças estatísticas
significantes entre os materiais testados no que se refere à existência de bolhas.
Quanto à uniformidade de espessura, revelou discrepâncias significantes entre os
grupos testados.
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Assis et al. (2007) avaliaram a densidade óptica das soluções corantes azul
de metileno 2% tamponada e não tamponada, rodamina B 2% tamponada e não
tamponada, antes e após a imersão de dois materiais por diferentes períodos de
tempo. Foram preparados 80 espécimes de cimento Sealer 26 e 80 espécimes de
cimento de Portland, os quais foram imersos em 0,7ml de cada uma das soluções
corantes e avaliados nos períodos de tempo de 12, 24, 48 e 72 horas. Pôde-se
verificar que as soluções corantes não tamponadas apresentam valores menores de
densidade óptica. Dentre as soluções corantes analisadas, a rodamina B 2%
tamponada apresentou comportamento mais estável quanto aos valores de
densidade óptica até o período de 48 horas.
Segundo Gomes et al. (2008), através de um estudo in vitro para avaliar a
eficiência de três materiais usados na confecção do tampão cervical durante o
procedimento clareador, foram utilizados 36 dentes caninos, divididos em 4
grupos. Sendo um grupo controle (sem barreira cervical) e os outros grupos
usando como material de barreira o cimento de ionômero de vidro (Vidrion R), o
cimento de ionômero de vidro reforçado com resina (Vitremer) e o cimento de
óxido de zinco (Coltosol). Após a confecção do tampão, os dentes foram
clareados usando perborato de sódio e peróxido de hidrogênio a 30%, a seguir
foram selados com resina e armazenados à temperatura ambiente por 7 dias. Os
dentes foram impermeabilizados e submersos em um corante à base de tinta
nanquim por 72 horas. Optou-se pela técnica de diafanização para a leitura dos
resultados. Pode-se concluir que os materiais não proporcionaram selamento
ideal em nível cervical. O grupo do Coltosol mostrou os melhores resultados e o
grupo do Vitremer evidenciou uma condição intermediária de selamento, já o
grupo do Vidrion R demonstrou precárias propriedades seladoras, comportandose de forma semelhante ao grupo controle.
Júnior et al. (2009) avaliaram, através de um estudo in vitro, a difusão do
peróxido de hidrogênio cremoso a 6% associado, ou não, ao perborato de sódio,
pela região cervical dos dentes durante o clareamento endógeno. Foram
utilizados 32 dentes caninos e incisivos superiores e removeu-se 3mm da
obturação radicular. No G 1 - utilizou-se peróxido de hidrogênio 6% e perborato
de sódio; G 2 - peróxido de hidrogênio 6%; G 3 - Água destilada; G 4 - Peróxido
de hidrogênio 30%. Os autores concluiram que em 18% dos casos houve difusão
extra-radicular do peróxido de hidrogênio estando este associado, ou não, ao
perborato de sódio.
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3 OBJETIVO
O objetivo deste estudo foi avaliar, in vitro, a eficácia do cimento de ionômero
de vidro modificado por resina e do cimento de fosfato de zinco como barreira
cervical durante o clareamento endógeno em dentes tratados endodonticamente.
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4 METODOLOGIA
4.1 DELINEAMENTO DO ESTUDO
Foi feito um estudo quantitativo experimental.
4.2 AMOSTRA
Este estudo foi submetido ao Comitê de Ética da Faculdade Uningá através
do Protocolo nº 0024/09 (Anexo 1). Foram utilizados 22 incisivos centrais
superiores, com formação apical completa, com suas raízes retas e livres de
trincas, fraturas, cáries e reabsorções, obtidos através de extrações por motivos
periodontais. Os dentes foram limpos, radiografados, armazenados em hipoclorito
de sódio 2,5% (Q Boa® – São Paulo, SP, Brasil) durante 48 horas para sua
desinfecção e mantidos em solução salina 0,9% (LBS – São Paulo, SP, Brasil)
por um período de até seis meses.
4.3 PROCEDIMENTOS
Os
dentes,
inicialmente
selecionados
por
exame
visual,
estavam
armazenados em solução salina 0,9% até o momento de sua utilização. Após, foram
lavados abundantemente em água corrente, radiografados no sentido mésio-distal, a
fim de excluir os que apresentassem calcificações, reabsorções ou endodontia
prévia. Todos os dentes selecionados foram considerados aptos para o estudo.
O exame radiográfico foi feito com filme Agfa Gevaert M2, tipo 3X4cm
(Heraueus Kulzer, Hanau, Germany), com tempo de exposição de 0,5 segundos e
distância objeto-filme de 10cm. Para tanto, utilizou-se o aparelho de raios-x (Timex
70C Gnatus® – Ribeirão Preto, SP, Brasil), com potência de 70 Kvp, corrente de 10
mA, cilindro localizador aberto de 20cm e filtragem total de 1,5mm de alumínio. Os
filmes foram processados manualmente e as radiografias analisadas com auxílio de
negatoscópio (Palmetal® – Rio de Janeiro, RJ, Brasil) e, posteriormente,
digitalizadas.
20
4.3.1 Tratamento do sistema de canais radiculares
A cirurgia de acesso à câmara pulpar dos dentes foi realizada com pontas
diamantadas esféricas nº 1012 (KG Sorensen® – São Paulo, SP, Brasil) em turbinas
de alta-rotação (Kavo® – Joinville, SC, Brasil) e refrigeração à água, de acordo com
os princípios propostos por Leonardo (2008), objetivando o acesso livre e direto ao
canal radicular. O desgaste compensatório e a forma de conveniência foram
realizados com brocas Endo Z (Dentsply® Maillefer – Ballaigues, Suíça) em turbinas
de alta -rotação (Kavo® – Joinville, SC, Brasil).
Após, foi determinado o comprimento de trabalho, utilizando-se uma lima tipo
K nº 15 (Dentsply® Maillefer – Ballaigues, Suíça) que foi cuidadosamente introduzida
no interior do canal radicular e com o auxílio de uma lupa (4x de aumento) verificouse que a sua ponta coincidia com o forame apical, deste comprimento foi subtraído
1mm.
O preparo dos terços cervical e médio foi realizado com brocas de GatesGlidden nº 1, 2 e 3 (Dentsply® Maillefer – Ballaigues, Suíça) e La Axxes 35/6
(Sybronendo, Glendora, Estados Unidos). A instrumentação manual seriada foi
realizada com lima tipo K (Dentsply® Maillefer – Ballaigues, Suíça), até o diâmetro
cirúrgico de 0,50mm. A cada troca de instrumento manual, foi utilizada uma lima tipo
K nº 10, no comprimento total da raiz para a manutenção da patência foraminal. Os
canais radiculares foram irrigados, usando seringa plástica descartável (Ultradent
Products Inc®, South Jordan, Utah, USA) e agulha NaviTip (Ultradent Products Inc®,
South Jordan, Utah, USA) com 2,5ml de solução de hipoclorito de sódio a 2,5% (Q
Boa® – São Paulo, SP, Brasil) e 2,5ml EDTA trissódico ph neutro 17% (Biodinâmica®
– Ibiporã, PR, Brasil) de forma intercalada, sendo seu conteúdo aspirado com pontas
siliconizadas (Capillary tip®, Ultradent Products Inc ® , South Jordan, Utah, USA),
completando-se a secagem final com pontas de papel absorvente número 50
(Dentsply® Maillefer – Ballaigues, Suíça).
21
4.3.2 Obturação do sistema de canais radiculares
Todos os canais radiculares foram obturados pela técnica de Tagger
Modificada, da seguinte forma: foi selecionado o cone de guta-percha (Tanari® –
Manacapuru, AM, Brasil) número 50, que após teste visual e tátil de adaptação e
travamento, foi feito o teste radiográfico por meio de radiografia periapical Agfa
Gevaert (Heraueus Kulzer®, Hanau, Germany). A obturação do canal radicular foi
realizado com cone principal de guta-percha envolvido por cimento AH Plus®
(Dentsply® DeTrey GmbH - Konstanz, Alemanha) mais cones acessórios B7
(Tanari® – Manacapuru, AM, Brasil) com condensação lateral e complementação
com condensador de Mc Sppaden nº70 (Dentsply® Maillefer – Ballaigues, Suíça).
4.3.3 Confecção da barreira cervical
Os cones de guta percha foram cortados com um calcador de Paiva (DuflexSão Paulo-SP, Brasil) aquecido, na região cervical, 1mm abaixo da junção
amelocementária. A câmara pulpar foi limpa com bolinha de algodão embebida em
álcool 70º e então os dentes foram divididos, aleatoriamente, em 2 grupos de dez
dentes cada , segundo o material a ser empregado como barreira cervical, Grupo 1 –
cimento de ionômero de vidro (Vitremer – 3M ESPE – Brasil) e Grupo 2 - cimento de
fosfato de zinco (SS White). Os materiais foram manipulados conforme as normas
do fabricante e inseridos nas cavidades cervicais de cada dente com a utilização de
uma Seringa Centrix (DFL – Jacarepaguá, Rio de Janeiro, Brasil), utilizando a ponta
agulha da mesma com o uso de um stop de borracha, para padronizar as medidas
da barreira cervical a uma espessura de 2mm.
4.3.4 Impermeabilização da superfície externa radicular
Após a presa total do cimento de fosfato de zinco e a fotopolimerização do
cimento de ionômero de vidro, os dentes tiveram suas superfícies externas
impermeabilizadas utilizando-se duas aplicações de esmalte de unha (Risqué® Niase
– Taboão da Serra, SP, Brasil) de apical até o limite de 2mm da região
amelocementária, com intervalos de 10 minutos entre uma aplicação e outra.
22
Os outros dois dentes serviram como controle, um positivo, que após a
obturação do canal radicular foi imerso no corante Rodamina B a 0,2% por 48 horas,
e outro controle negativo, que após a obturação do canal radicular foi totalmente
impermeabilizado com duas camadas de esmalte para unhas e ficou igualmente
imerso por 48 horas no corante Rodamina B a 0,2%.
4.3.5 Imersão dos dentes em Rodamina B 0,2%
Os dentes, então, foram colocados na solução de Rodamina B a 0,2%
(Labsynth Produtos para Laboratórios Ltda-Diadema, SP, Brasil), numa estufa
bacteriológica (Klemmen – São Paulo, Brasil) com temperatura constante de 37º e
umidade de 100% por 48 horas. Após este período, os dentes foram colocados em
compressas cirúrgicas por 24 horas para a remoção do excesso do corante e para a
secagem do mesmo.
4.3.6 Processo de clivagem
O processo de clivagem iniciou com a confecção de sulcos nas faces
vestibular e lingual em toda a extensão da raiz, com disco dupla face KG Sorensen®
(Barueri - SP, Brasil) em baixa rotação, sem expor o material obturador. Em seguida,
foi feito o hemiseccionamento com o auxílio de uma espátula Lecron® (Golgran Ind. e
Com. de Instrumental Odontológico LTDA). As hemisecções foram identificadas com
caneta contendo o número da raiz e o grupo a que pertenciam.
4.3.7 Análise da infiltração cervical
Com o auxílio de um Microscópio Ótico (DF Vasconcellos M 900) do
Laboratório de Endodontia do Ceom-Uningá, as hemisecções dos dentes foram
ampliadas 10 vezes e fotografadas (Máquina Digital Nikon D-40). As imagens foram
transferidas para um computador e para a análise da infiltração linear do corante, em
milímetros, foi utilizado o software Image Tool for Windows (UTHSCSA Universit,
http://ddsdx.uthscsa.edu), por um examinador cego e calibrado. As medidas foram
feitas iniciando-se na parte mais coronal da coroa dental em direção apical até onde
se identificava o corante infiltrado. Cada dente gerou duas medidas de infiltração e
23
somente a maior medida foi considerada. Assim, cada grupo de 10 dentes
gerou 10 medidas de infiltração que originaram a média de cada grupo.
4.3.8 Análise dos resultados
A estatística foi feita através do Teste de Kolmogorov-Smirnov e o Teste de
Lavene para verificar a distribuição de dados. Para observar a diferença existente
entre os dois grupos foi utilizada a Análise de Variância (ANOVA) com nível de
significância de 5%.
24
5 RESULTADOS
Os dados originais foram digitados em uma planilha do Excel e exportados
para o SPSS versão 15.0 para análise estatística.
Foram realizados testes para conhecer os dados de infiltração cervical. Os
dados apresentaram-se com distribuição normal (p>0,05), segundo o teste
Kolmogorov-Smirnov. As variâncias apresentaram-se com homogeneidade (p>0,05),
segundo o Teste de Lavene.
Primeiramente, realizou-se a análise descritiva dos dados de infiltração
cervical dos dentes obturados com Vitremer e com Fosfato de Zinco (Tabela 1).
Tabela 1 – Descrição dos valores descritivos da infiltração cervical dos dois grupos.
Materiais
n
Médias
Vitremer
Fosfato de
9
9
5,80
8,00
Desvio
padrão
2,16
1,67
Erro
padrão
0,72
0,55
Intervalo de Confiança Mínimo
95%
4,14
7,46
3,26
6,71
9,29
5,96
Máximo
9,53
11,42
Zinco
Total
·
18
6,90
2,19
0,51
5,81
2 Amostras foram perdidas por problemas de técnica.
7,99
3,26
11,42
Após esta etapa, foi realizada a análise inferencial para verificar possíveis
diferenças entre as médias dos grupos submetidos ao teste de análise das
variâncias pelo teste ANOVA, sendo que os resultados analisados mostraram haver
diferença estatisticamente significativa (p<0,000). O grupo de dentes em que o
cimento de fosfato de zinco foi utilizado como barreira cervical apresentou média
mais alta de infiltração do que o grupo que utilizou o cimento de ionômero de vidro
modificado por resina, isto é, teve maior infiltração cervical (Figura 1). Os valores das
médias da análise de variância encontram-se na Tabela 2.
O dente que foi utilizado como controle positivo teve infiltração do corante, e o
dente que serviu de controle negativo não se mostrou com infiltração do corante
rodamina B 0,2%.
25
infiltração cervical (mm)
8
7
8,0
6
5,8
5
4
3
2
1
0
Fosfato de Zinco
Vitremer
Figura 1 – Médias dos dois grupos.
Tabela 2 – Análise de variância da infiltração cervical entre os grupos de materiais.
Entre os grupos
Grupos
Total
Soma dos
quadrados
21,78
59,88
81,66
gl
1
16
17
*p<0, 000 – diferença estatisticamente significativa
Média dos
quadrados
21,78
3,74
F
5, 819
p*
0, 028
26
6 DISCUSSÃO
O clareamento não vital é a primeira escolha de tratamento para dentes
desvitalizados, com tratamento endodôntico e com alteração de cor. Esta conduta
clínica demanda menos desgaste à estrutura dental sadia quando comparado às
facetas estéticas. Porém, as técnicas de clareamento interno podem causar efeitos
adversos, como a reabsorção radicular externa (DAVID et al., 2005).
A confecção de uma barreira cervical recobrindo a obturação radicular deve
ser empregada anteriormente à inserção do agente clareador, com o objetivo de
impedir que o oxigênio liberado durante o clareamento endógeno alcance a
superfície externa do dente, para evitar o início do processo reabsortivo.
O local, a espessura e o material utilizado como barreira cervical são motivos
de controvérsia na literatura.
Gomes et al. (2008) utilizaram como material para confecção da barreira
cervical o cimento de ionômero de vidro modificado por resina (Vitremer), com uma
espessura de 2mm, assim como David et al. (2005) utilizaram o cimento de fosfato
de zinco e o cimento de ionômero de vidro quimicamente ativado (Vidrion R), ambos
com a espessura de 2mm.
Zaia et al. (2002) verificaram baixa capacidade de selamento do cimento de
ionômero de vidro quimicamente ativado (Vidrion R) ao compará-lo ao Coltosol e ao
IRM, atribuindo estes resultados à contração do material e à sensibilidade da
técnica, enquanto Oliveira et al. (2002) atribuíram os piores resultados ao cimento de
ionômero de vidro quimicamente ativado (Vidrion R) em virtude da aplicação do
material clareador imediatamente após a confecção da barreira cervical, que pode
ter alterado a sua eficiência, uma vez que o mesmo necessita de um tempo de presa
maior que do cimento de fosfato de zinco.
David et al. (2005) também atribuíram em seus estudos os piores resultados
ao cimento de ionômero de vidro ativado quimicamente (Vidrion R), pelo protocolo
de manipulação do material e ao seu tempo de presa, que influenciaram na
contração do material e, consequentemente, em suas propriedades físico-químicas.
Assim como Yui et al. (2004), neste estudo também optou-se por avaliar como
material de barreira cervical o cimento de ionômero de vidro modificado por resina
(Vitremer), por apresentar qualidades físico-químicas tais como a adesão à estrutura
dental, ser fotopolimarizável, ser resistente à dissolução pelo agente clareador,
27
apresentar coloração estética, não manchar a estrutura dental com o tempo e aderirse à restauração a ser colocada posteriormente.
E outra escolha para este trabalho foi pelo cimento de fosfato de zinco, por
ser largamente utilizado para esse fim, de fácil manipulação e inserção (OLIVEIRA et
al. 2002, VASCONCELLOS et al. 2004, DAVID et al. 2005, PINTO et al. 2006,
CARDOSO et al. 2006).
Zuolo, Ferreira e Mello (1996), Zaia et al. (2002), Vasconcellos et al. (2004),
David et al. (2005) preconizaram em seus estudos a confecção da barreira cervical
com a espessura de 2mm, para realmente promover o vedamento cervical. Uma
espessura inferior a esta poderá permitir a penetração dos agentes clareadores.
Com isso, neste estudo, as barreiras cervicais de cimento ionômero de vidro
modificado por resina (Vitremer) e cimento de fosfato de zinco foram confeccionadas
com a espessura de 2mm.
A avaliação do selamento cervical utilizando corantes é um método
largamente utilizado para avaliar materiais utilizados como barreira cervical.
Entretanto, o corante pode interagir quimicamente com o material de barreira e essa
interação pode influenciar a difusão, impedindo a adequada avaliação da infiltração.
Foi usado neste estudo, como solução corante, a rodamina B a 0,2% por apresentar
um comportamento mais estável em relação a outros corantes (ASSIS et al., 2007).
Zuolo, Ferreira e Mello (1996) preconizaram em seu estudo a imersão dos
dentes em solução corante por um período de 48 horas a uma temperatura de 37ºC.
Com isso, neste estudo também utilizamos o tempo de 48 horas e a temperatura de
37 ºC.
As análises das infiltrações lineares do corante foram feitas através do
Programa Image Tool, as quais foram medidas através da interface dentina-material
obturador, em milímetros, na direção apical registrando-se a máxima infiltração em
cada dente.
Pôde-se também verificar que a utilização de uma barreira cervical não
impediu totalmente a infiltração do corante ao longo da interface dentina-material
obturador. Sendo esses resultados coerentes com estudos de outros autores, como
Zuolo, Ferreira e Mello (1996), Vasconcellos et al. (2004), David et al. (2005), que
utilizaram nos seus estudos diferentes materiais com a mesma finalidade.
Sendo assim, foi possível verificar que o cimento de ionômero de vidro
modificado por resina (Vitremer), quando utilizado como material de barreira cervical,
28
mostrou-se mais eficiente e com superioridade quando comparado ao cimento de
fosfato de zinco quanto à infiltração do corante no sentido apical. Acredita-se que
estes resultados são em decorrência das qualidades físico-quimicas superiores do
Vitremer, tais como adesão a estrutura dental, ser fotopolimerizável e ser resistente
a dissolução pelo agente clareador.
Os dois materiais testados apresentaram algum grau de infiltração, sendo
ainda necessários, outros estudos complementares, na busca de um material que
promova um selamento completo da câmara pulpar, impedindo que ocorra a difusão
do material clareador durante o clareamento endógeno.
Desta maneira, os resultados desta pesquisa indicam que o clareamento
endógeno de dentes desvitalizados e com alteração de cor podem ser executados,
porém necessitando de uma barreira cervical com um material com qualidades
físico-químicas que evitem a difusão do agente clareador para os tecidos periapicais,
e neste trabalho este material foi o Vitremer, um cimento de ionômero de vidro
modificado por resina.
29
7 CONCLUSÕES
Segundo esta pesquisa in vitro, pode-se concluir que:
- A barreira cervical confeccionada com o cimento de ionômero de vidro
modificado por resina (Vitremer) apresentou os menores valores médios de
infiltração do corante Rodamina B 0,2%, sendo o material mais efetivo quando
utilizado como barreira cervical;
- A barreira cervical confeccionada com o cimento de fosfato de zinco mostrou
os maiores valores médios de infiltração do corante Rodamina B 0,2%;
- Nenhum dos materiais utilizados para a confecção das barreiras cervicais
impediu completamente a infiltração do corante Rodamina B 0,2% no sentido
cérvico-apical.
30
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decorantes tamponados e não tamponados. Revista Odonto Ciência, Porto Alegre,
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32
APÊNDICES
APÊNDICE A - Médias de infiltração cervical (em mm) das amostras dos dois grupos
de materiais
Nº amostra
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
Material utilizado
Vitremer
Vitremer
Vitremer
Vitremer
Vitremer
Vitremer
Vitremer
Vitremer
Vitremer
Fosfato de zinco
Fosfato de zinco
Fosfato de zinco
Fosfato de zinco
Fosfato de zinco
Fosfato de zinco
Fosfato de zinco
Fosfato de zinco
Fosfato de zinco
Grupo
1
1
1
1
1
1
1
1
1
2
2
2
2
2
2
2
2
2
Inflitração cervical (em mm)
3,26
5,53
5,95
3,76
5,39
5,36
4,44
9,05
9,53
9,38
7,82
11,42
8,46
6,35
6,68
7,91
8,09
5,96
Quadro 1 - Médias de infiltração cervical (em mm) das amostras dos dois grupos de
materiais utilizados
33
APÊNDICE B
Unidade Avançada de Passo Fundo/RS
TERMO DE CONSENTIMENTO
Eu,___________________________________________________________,RG nº.
____________________________, CPF ____________________________, dôo _____
dente (s) para realização da pesquisa da Cirurgiã-Dentista Carine Scopel, declarando que o
(s) mesmo (s) foi (ram) extraído (s) por indicação terapêutica no serviço público, cujo
histórico faz parte do prontuário do paciente de quem se origina, arquivado sob
responsabilidade do Posto de Saúde. Estou ciente de que este (s) dente (s) será (ão)
utilizado (s) pela aluna Carine Scopel do Curso de Especialização em Endodontia da
Unidade da Faculdade Ingá - Uningá/ CEOM de Passo Fundo para realização de um estudo
experimental em laboratório, orientada pelo Professor Ms. Mateus Silveira Martins
Hartmann.
Declaro ter recebido, compreendido e estar de acordo com a exodontia realizada e o
devido fim que será dado ao (s) dente (s) extraído (s).
O dente após a extração (retirada do mesmo da sua boca) será utilizado
numa pesquisa com fins científicos na área de tratamento de canal, com o objetivo de
melhorar as técnicas de tratamento utilizadas, podendo inclusive ser utilizado para outras
pesquisas posteriores.
Estou ciente de que serei submetido a exame clínico prévio, e após indicada a
extração do (s) meu (s) dentes por fins terapêuticos, serei encaminhado (a) para reabilitação
oral nas Clínicas de Atendimento da Unidade de Pós-Graduação da Faculdade Ingá – Passo
Fundo-RS, localizada na Rua Senador Pinheiro, 224.
Estou ciente da gratuidade do tratamento proposto.
Estou ciente de que o (s) dente (s) extraído (s) será (ao) utilizado (s) por cirurgiõesdentistas profissionais, orientados por professores, em ambiente escolar, logo, tendo o
intuito de contribuir com o ensino.
Passo Fundo, ______ de ___________________ de __________.
_______________________________
Assinatura do Paciente ou responsável
Responsável legal: ___________________________________________________
CPF:______________________________RG:_____________________________
Nome do pesquisador: Carine Scopel
Telefone do pesquisador: (55) 3744 3268 – (55) 9958 2294
Endereço do Pesquisador: Rua Seringueira, 85, Centro, Frederico Westphalen – RS, CEP
98.400-000
Nome do pesquisador Responsável: Mateus Silveira Martins Hartmann
Telefone do pesquisador: (54) 3312 8763 – (54) 9961 8777
Endereço do Pesquisador: Rua Senador Pinheiro, 224, Vila Rodrigues, Passo Fundo – RS,
CEP 99.070-220.
34
Apêndice C
Tabela 1- Artigos científicos sobre materiais utilizados como barreira cervical
Autores
Tipo
estudo
Amostra (n)
Materiais
Espessura
da
barreira
Corante
utilizado
Conclusão
In vitro
46 caninos
Cavit, Scoth
Bond e Resina
Z100
2mm
Azul de
Metileno 2%
Scoth Bond e
Resina Z100
foram mais
efetivas.
Oliveira et al.
(2002)
In vitro
39 dentes
uniradiculares
CIV (Vidrion R),
Fosfato de zinco
3mm
Tinta Nanquim
Cimento de
fosfato de zinco
apresentou
menores
infiltrações.
Zaia et al.
(2002)
In vitro
100 molares
Scoth Bond,
Coltosol,IRM,
Vidrion R
2mm
Tinta da índia
IRM e Coltosol
mostraram os
melhores
resultados.
Sherwood,
Miglani
Lakshminaraya
nan (2004)
In vitro
40 incisivos
CIV(GC Fuji
Corp.,Jápan)
2mm, 4mm
e 6mm
Tinta Azul 1%
A barreira de
4mm de CIV
apresentou os
melhores
resultados.
Vasconcellos,
Ribeiro e
Fabrini (2004)
In vitro
2mm
Azul de
Metileno 2%
Coltosol
apresentou os
melhores
resultados.
Llena,
Amengual,
Forner (2004)
In vitro
70 incisivos
Resina Flow
2mm
Nitrato Prateado
A infiltração foi
reduzida
utilizando o
condicionamento
ácido prévio.
Gomes et al.
(2004)
In vitro
36 caninos
CIV (Vidrion R),
Coltosol, CIV
(Vitremer)
2mm
Tinta Nanquim
O Coltosol foi o
material mais
efetivo.
David et al.
(2005)
In vitro
70 incisivos
Fosfato de zinco,
Coltosol e CIV
(Vidrion R)
2mm
Tinta Nanquim
Pinto, Moreira
(2006)
In vitro
42 caninos
Cimpat, Resina
Flow, Fosfato de
zinco, CIV
(Vidrion R)
4mm
Azul de
Metileno 2%
Cimento de
fosfato de zinco
apresentou os
melhores
resultados.
O CIV (Vidrion R)
mostrou os
melhores
resultados.
Zuolo,
Ferreira e
Mello (1996)
42 pré-molares Fosfato de zinco,
superiores
Coltosol, Cimento
resinoso, CIV
convencional e
CIV foto
35
ANEXO
ANEXO 1 – Parecer do Comitê de Ética em Pesquisa da Faculdade Ingá - Uningá
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Avaliação in vitro de dois materiais