XIV. Respondendo dúvidas frequentes de análise RESPONDENDO DÚVIDAS FREQUENTES DE ANÁLISE Nenhuma pergunta, em qualquer área, deve ser encarada com receio. Aspectos técnicos da nossa metodologia (Sistema Holter) não são de conhecimento universal e mais, com a evolução dos sistemas de análise, podem parecer insignificantes... Mas muitas vezes, ao analisarmos um exame, ficamos em dúvida sobre o comportamento da análise automática dos sistemas por nós utilizados. - Tá certo?... - Acho que não é assim!...O resultado final é que ficamos parados, na frente da CPU, aguardando uma solução divina... Não adianta... vamos perguntar... vamos responder... algumas dúvidas técnicas frequentes... A galera é a mesma, mais a Rejane, nossa técnica padrão...Ligamos, e a resposta virá... pronto ou mais tarde... A partir desta edição, sempre colocaremos mais perguntas para que sejam respondidas... Rejane Pereira Assistente Cardiológica Cardio Dinâmica RESPONDENDO DÚVIDAS FREQUENTES DE ANÁLISE FIGURA 4 Arritmia sinusal, erroneamente definida como taquicardia supraventricular. Erro de edição. A reconfiguração de parâmetros de prematuridade corrige o erro. não têm curso completo de eletrocardiografia e para definir arritmia supraventricular prematura utiliza períodos de gravação. Assim, arritmias sinusais por exemplo, podem s e r q u a l i f i c a d a s c o m o e p i s ó d i o s d e ta q u i c a r d i a s u p r a v e n t r i c u l a r. Mude configurações que definem extrassístoles supraventriculares. Geralmente o aumento do valor de prematuridade corrige o achado. * Não se esqueça: a definição de arritmia sinusal deve ser acompanhada de descrição exata do achado... Período em que ocorre, duração... Na nossa opinião, a definição de que somente o ritmo sinusal está presente. RESPONDENDO DÚVIDAS FREQUENTES DE ANÁLISE 5) Meu exame tem poucas horas.. nem analiso? 1) Que cuidados tenho que ter no preparo do exame? Da mesma maneira que a presença de artefato, ao nos depararmos com exames com poucas horas, devemos usar os mesmos critérios Para preparar um exame de Holter alguns itens devem ser bem lembrados: É critério de repetição, exames com menos de 18 horas de sinal viável. Há contudo, a necessidade de se avaliar o sinal no período de gravação procurando alguma arritmia ou correlação que justifique uma observação. Veja a Figura 3 6) Como procedo quando analiso um exame com perda de sinal ou muito artefato técnico em 1 ou 2 canais? Tanto a análise automática, quando a impressão de exemplos são editáveis. Toda a análise pode ser feita em canal único, retirando os canais que apresentam problema e interferem na qualidade de análise e impressão do exame. 7) Apesar de bem gravado, os complexos de análise não foram identificados. Como procedo? Lembre-se que estando à frente de um exame de Holter, os achados são qualitativos. A quantificação automática pode ser resumida por você, mesmo sem o número adequado das arritmias observadas. Complexos de baixa voltagem geralmente estão associados a erros de instalação (eletrodos próximos, por exemplo). - O paciente irá permanecer por 24 horas monitorado; - É recomendação da metodologia que o paciente realize suas atividades diárias. O segredo de um exame bem feito está na instalação correta. A precisão do laudo e uma maior rapidez no processo de análise dependem diretamente da qualidade da instalação. É importante que o técnico e o médico tenham ciência da importância do processo. A instalação do Holter começa nas orientações no momento do agendamento. É necessário orientar o paciente a vir de banho tomado, não usar perfumes, cremes, óleos, hidratantes ou sabonetes com hidratantes no dia da instalação. Peça para trazer um cinto (tenha cintos extras na clínica, caso o paciente esqueça de trazê-lo). 1. Material (temos que conhecer o material) 2. Limpeza (preparo adequado da pele) 3. Instalação (conhecer os pontos corretos de instalação) Veja alguns exemplos: 1.1. Material para Limpeza Falta de complexos analisados pelo sistema podem apresentar: Álcool - Pausas não reais tente eliminá-las por edição, localizando pelo menos a FC mínima adequada; Gaze - Ausência de complexos durante arritmias (menos complexos em taquiarritmias, por exemplo) descreva a arritmia com exemplo e refira no laudo que a alteração foi determinada na análise visual estando a sua FC corrigida, por exemplo. Micropore 8) Toda a taquiarritmia supraventricular apresentada na análise automática é arritmia sinusal...O sistema errou a análise? 1.2. Como usar cada material As configurações dos sistemas de análise não são achados visuais típicos. Várias compensações matemáticas são utilizadas para substituir os critérios visuais. As arritmias supraventriculares são o maior exemplo deste achado. Sistemas de análise Em pacientes do sexo masculino, se necessário, fazer a tricotomia (depilar os pelos no local onde serão colocados os eletrodos e micropore - (não usar nenhum tipo de produto como creme de barbear ou sabonete). Lixa d'água fina 400 Aparelho de barbear Aparelho de barbear a RESPONDENDO DÚVIDAS FREQUENTES DE ANÁLISE Álcool Umedecer a gaze com o líquido Cuidados com a pele FIGURA 2 Pele negra e /ou bronzeada merecem maior atenção à limpeza Pele clara merece maior cuidado e delicadeza Em crianças ou idosos cautela na limpeza da pele Limpe a pele até remover toda a sujeira e oleosidade a Lixa d'água fina 400 Encontrada em loja de material de construção. Formato de folha. Cortá-la em várias tiras. Utilizar um pedaço para cada paciente e jogar fora. É comum os técnicos acharem que a lixa é uma parte complementar da limpeza. A lixa tem outra finalidade: remover células mortas e aumentar a condutividade. A lixa deve ser passada após a limpeza da gaze com álcool somente no local onde será colocado o eletrodo. Passar 3 vezes na pele delicadamente (não há necessidade de comprimir). Micropore Usaremos o micropore para fixar melhor o eletrodo e a alça de segurança como no exemplo ao lado: Eletrodo com gel Pausa de 2,1 segundos analisada automaticamente. Erro de edição, o complexo de origem ventricular erroneamente qualificado como artefato técnico (X) FIGURA 3 O eletrodo apresenta gel para melhor acoplamento elétrico, não necessitando portanto, de nenhum outro tipo de condutor para o registro do sinal. Uma boa gravação tambem dependente de um bom eletrodo. Exame com 08h de gravação. às 20h apresentou dor precordial. Observar o supradesnivelamento de ST. O achado não pode ser desprezado somente por razões técnicas de período mínimo de gravação e deve ser descrito e laudo emitido. RESPONDENDO DÚVIDAS FREQUENTES DE ANÁLISE 2. Limpeza da pele - Como proceder Fazer tricotomia com cuidado e delicadeza Limpar com a gaze umedecida com álcool, até tirar a oleosidade da pele. Passar nos pontos onde serão colocados os eletrodos e onde será fixado o micropore; A pele ficará mais avermelhada. Lembre-se: - Pele negra e/ou bronzeada merecem maior atenção à limpeza; - Pele clara maior cuidado e delicadeza; - Crianças ou idosos cautela na limpeza; - Em crianças, por vezes, um pouco de álcool e algodão são suficientes. Passar delicadamente a lixa no local onde será colocado o eletrodo. 3. Instalação - Pontos fundamentais Colocar os cabos do eletrodo de acordo com as orientações e cores. Lembrar que cabos com cores diferentes são posicionados de forma diferente. Fixar o eletrodo no cabo, tirar a película e então, colocar no paciente (este procedimento evita comprimir o paciente); Colocar o micropore em cima do cabo e eletrodo (cobrí-lo totalmente). 4 vias para Multicardiógrafo Digital CardioFlash+ Vista Frontal Acima: 4 vias para Gravador Digital CardioLight Vistas Lateral e Frontal Dica Na colocação do micropore é importante que seja feita uma alça de segurança com o cabo. Esta alça tem duas funções: 1. No caso do paciente tracionar o cabo, o eletrodo ficará protegido, ou seja, praticamente não sofrerá nenhum tipo de movimentação; 2. Aumentar a vida útil do cabo, haja vista que alça protegerá o cabo de qualquer tracionamento mais forte. Alça de segurança RESPONDENDO DÚVIDAS FREQUENTES DE ANÁLISE Lembre-se que uma remarcação gera desconfiança do paciente em relação ao serviço, comprometimento da agenda (às vezes com exames agendados todos os dias) e gasto excessivo de material. Após a retirada do Holter, orientar o paciente a não expor ao sol o local onde foram fixados os eletrodos. Assim é importante o preparo de pele, o uso de eletrodos adequados e sua fixação permitem que, ao final do exame, o resultado obtido seja o esperado. Bom sinal... Boa análise! 3)Meu exame tem muitas extrassístoles que são artefatos. O sistema de análise está errando a análise? Pelo menos duas escolas americanas validaram tecnicamente os sistemas de análise de Holter. Apesar da evolução tecnológica, pouca melhora da especificidade dos achados foram verificadas. Um exame bem gravado (menos de 1% de artefato técnico), pode apresentar no máximo 80-85% de correlação adequada entre o sinal do ECG e o resultado automático da análise. O resultante da análise é trabalho do Médico analista. 2)Quais são as derivações de ECG refletidas no exame de Holter? Devemos lembrar que, assim como na ergometria, as derivações do exame de Holter são modificadas. Vamos comentar como o registro do sinal é realizado na maioria dos sistemas de Holter. Análise em 3 canais. As derivações correspondentes aos 3 canais, utilizando as padronizadas são: Canal 1 V1-2 M Canal 2 V 4-5 M Canal 3 Derivação modificada, sem correlação específica ao eletrocardiograma convencional. FIGURA 1 Esta informação é fundamental pois indica que a análise de um exame de Holter necessita da interação do sinal achado pelo Médico analista (ou técnico habilitado). Esta interação exige conhecimento eletrocardiográfico e das ferramentas de análise por quem irá interpretar do exame. Lembre-se que os sistemas de análise apresentam um resultado de análise baseado em algorítmos próprios. A validação desta interpretação é função de quem analisa o exame. Oferecemos como exemplo: Complexos separados automaticamente como de origem ventricular podem na realidade ser supraventriculares com aberrância de condução IV. O analista avalia o achado e corrige os erros possíveis de interpretação. Respondendo à pergunta, a edição de formas normais detecta a presença de artefatos de gravação fazendo parte dos eventos normais do exame. Renomear estas formas como artefatos efetivos (X) resolve o problema. Veja Figura 1. 4) Quando analiso exame com muita interferência? Recomenda-se que um exame com mais de 3% de artefato técnico não deva ser analisado. Mas vamos imaginar que o paciente permaneceu 24 horas com o aparelho instalado e que, quanto mais pudermos oferecer informações sobre o período de gravação, mais iremos ajudar o próprio paciente. Re-instalar um exame implica em inúmeros problemas. O incômodo gerado ao próprio paciente deve ser o principal avaliado. Os exames digitalizados permitem a correlação adequada entre o horário e a sua associação. Erro de interpretação de arritmia supraventricular. Episódios de arritmias em salvas de duas no exemplo. O exame não foi editado. Assim, mesmo com a presença de muito artefato técnico, o aparecimento de correlação viável permite uma emissão de parecer auxiliando um eventual diagnóstico clínico. RESPONDENDO DÚVIDAS FREQUENTES DE ANÁLISE Lembre-se que uma remarcação gera desconfiança do paciente em relação ao serviço, comprometimento da agenda (às vezes com exames agendados todos os dias) e gasto excessivo de material. Após a retirada do Holter, orientar o paciente a não expor ao sol o local onde foram fixados os eletrodos. Assim é importante o preparo de pele, o uso de eletrodos adequados e sua fixação permitem que, ao final do exame, o resultado obtido seja o esperado. Bom sinal... Boa análise! 3)Meu exame tem muitas extrassístoles que são artefatos. O sistema de análise está errando a análise? Pelo menos duas escolas americanas validaram tecnicamente os sistemas de análise de Holter. Apesar da evolução tecnológica, pouca melhora da especificidade dos achados foram verificadas. Um exame bem gravado (menos de 1% de artefato técnico), pode apresentar no máximo 80-85% de correlação adequada entre o sinal do ECG e o resultado automático da análise. O resultante da análise é trabalho do Médico analista. 2)Quais são as derivações de ECG refletidas no exame de Holter? Devemos lembrar que, assim como na ergometria, as derivações do exame de Holter são modificadas. Vamos comentar como o registro do sinal é realizado na maioria dos sistemas de Holter. Análise em 3 canais. As derivações correspondentes aos 3 canais, utilizando as padronizadas são: Canal 1 V1-2 M Canal 2 V 4-5 M Canal 3 Derivação modificada, sem correlação específica ao eletrocardiograma convencional. FIGURA 1 Esta informação é fundamental pois indica que a análise de um exame de Holter necessita da interação do sinal achado pelo Médico analista (ou técnico habilitado). Esta interação exige conhecimento eletrocardiográfico e das ferramentas de análise por quem irá interpretar do exame. Lembre-se que os sistemas de análise apresentam um resultado de análise baseado em algorítmos próprios. A validação desta interpretação é função de quem analisa o exame. Oferecemos como exemplo: Complexos separados automaticamente como de origem ventricular podem na realidade ser supraventriculares com aberrância de condução IV. O analista avalia o achado e corrige os erros possíveis de interpretação. Respondendo à pergunta, a edição de formas normais detecta a presença de artefatos de gravação fazendo parte dos eventos normais do exame. Renomear estas formas como artefatos efetivos (X) resolve o problema. Veja Figura 1. 4) Quando analiso exame com muita interferência? Recomenda-se que um exame com mais de 3% de artefato técnico não deva ser analisado. Mas vamos imaginar que o paciente permaneceu 24 horas com o aparelho instalado e que, quanto mais pudermos oferecer informações sobre o período de gravação, mais iremos ajudar o próprio paciente. Re-instalar um exame implica em inúmeros problemas. O incômodo gerado ao próprio paciente deve ser o principal avaliado. Os exames digitalizados permitem a correlação adequada entre o horário e a sua associação. Erro de interpretação de arritmia supraventricular. Episódios de arritmias em salvas de duas no exemplo. O exame não foi editado. Assim, mesmo com a presença de muito artefato técnico, o aparecimento de correlação viável permite uma emissão de parecer auxiliando um eventual diagnóstico clínico. RESPONDENDO DÚVIDAS FREQUENTES DE ANÁLISE 2. Limpeza da pele - Como proceder Fazer tricotomia com cuidado e delicadeza Limpar com a gaze umedecida com álcool, até tirar a oleosidade da pele. Passar nos pontos onde serão colocados os eletrodos e onde será fixado o micropore; A pele ficará mais avermelhada. Lembre-se: - Pele negra e/ou bronzeada merecem maior atenção à limpeza; - Pele clara maior cuidado e delicadeza; - Crianças ou idosos cautela na limpeza; - Em crianças, por vezes, um pouco de álcool e algodão são suficientes. Passar delicadamente a lixa no local onde será colocado o eletrodo. 3. Instalação - Pontos fundamentais Colocar os cabos do eletrodo de acordo com as orientações e cores. Lembrar que cabos com cores diferentes são posicionados de forma diferente. Fixar o eletrodo no cabo, tirar a película e então, colocar no paciente (este procedimento evita comprimir o paciente); Colocar o micropore em cima do cabo e eletrodo (cobrí-lo totalmente). 4 vias para Multicardiógrafo Digital CardioFlash+ Vista Frontal Acima: 4 vias para Gravador Digital CardioLight Vistas Lateral e Frontal Dica Na colocação do micropore é importante que seja feita uma alça de segurança com o cabo. Esta alça tem duas funções: 1. No caso do paciente tracionar o cabo, o eletrodo ficará protegido, ou seja, praticamente não sofrerá nenhum tipo de movimentação; 2. Aumentar a vida útil do cabo, haja vista que alça protegerá o cabo de qualquer tracionamento mais forte. Alça de segurança a RESPONDENDO DÚVIDAS FREQUENTES DE ANÁLISE Álcool Umedecer a gaze com o líquido Cuidados com a pele FIGURA 2 Pele negra e /ou bronzeada merecem maior atenção à limpeza Pele clara merece maior cuidado e delicadeza Em crianças ou idosos cautela na limpeza da pele Limpe a pele até remover toda a sujeira e oleosidade a Lixa d'água fina 400 Encontrada em loja de material de construção. Formato de folha. Cortá-la em várias tiras. Utilizar um pedaço para cada paciente e jogar fora. É comum os técnicos acharem que a lixa é uma parte complementar da limpeza. A lixa tem outra finalidade: remover células mortas e aumentar a condutividade. A lixa deve ser passada após a limpeza da gaze com álcool somente no local onde será colocado o eletrodo. Passar 3 vezes na pele delicadamente (não há necessidade de comprimir). Micropore Usaremos o micropore para fixar melhor o eletrodo e a alça de segurança como no exemplo ao lado: Eletrodo com gel Pausa de 2,1 segundos analisada automaticamente. Erro de edição, o complexo de origem ventricular erroneamente qualificado como artefato técnico (X) FIGURA 3 O eletrodo apresenta gel para melhor acoplamento elétrico, não necessitando portanto, de nenhum outro tipo de condutor para o registro do sinal. Uma boa gravação tambem dependente de um bom eletrodo. Exame com 08h de gravação. às 20h apresentou dor precordial. Observar o supradesnivelamento de ST. O achado não pode ser desprezado somente por razões técnicas de período mínimo de gravação e deve ser descrito e laudo emitido. RESPONDENDO DÚVIDAS FREQUENTES DE ANÁLISE 5) Meu exame tem poucas horas.. nem analiso? 1) Que cuidados tenho que ter no preparo do exame? Da mesma maneira que a presença de artefato, ao nos depararmos com exames com poucas horas, devemos usar os mesmos critérios Para preparar um exame de Holter alguns itens devem ser bem lembrados: É critério de repetição, exames com menos de 18 horas de sinal viável. Há contudo, a necessidade de se avaliar o sinal no período de gravação procurando alguma arritmia ou correlação que justifique uma observação. Veja a Figura 3 6) Como procedo quando analiso um exame com perda de sinal ou muito artefato técnico em 1 ou 2 canais? Tanto a análise automática, quando a impressão de exemplos são editáveis. Toda a análise pode ser feita em canal único, retirando os canais que apresentam problema e interferem na qualidade de análise e impressão do exame. 7) Apesar de bem gravado, os complexos de análise não foram identificados. Como procedo? Lembre-se que estando à frente de um exame de Holter, os achados são qualitativos. A quantificação automática pode ser resumida por você, mesmo sem o número adequado das arritmias observadas. Complexos de baixa voltagem geralmente estão associados a erros de instalação (eletrodos próximos, por exemplo). - O paciente irá permanecer por 24 horas monitorado; - É recomendação da metodologia que o paciente realize suas atividades diárias. O segredo de um exame bem feito está na instalação correta. A precisão do laudo e uma maior rapidez no processo de análise dependem diretamente da qualidade da instalação. É importante que o técnico e o médico tenham ciência da importância do processo. A instalação do Holter começa nas orientações no momento do agendamento. É necessário orientar o paciente a vir de banho tomado, não usar perfumes, cremes, óleos, hidratantes ou sabonetes com hidratantes no dia da instalação. Peça para trazer um cinto (tenha cintos extras na clínica, caso o paciente esqueça de trazê-lo). 1. Material (temos que conhecer o material) 2. Limpeza (preparo adequado da pele) 3. Instalação (conhecer os pontos corretos de instalação) Veja alguns exemplos: 1.1. Material para Limpeza Falta de complexos analisados pelo sistema podem apresentar: Álcool - Pausas não reais tente eliminá-las por edição, localizando pelo menos a FC mínima adequada; Gaze - Ausência de complexos durante arritmias (menos complexos em taquiarritmias, por exemplo) descreva a arritmia com exemplo e refira no laudo que a alteração foi determinada na análise visual estando a sua FC corrigida, por exemplo. Micropore 8) Toda a taquiarritmia supraventricular apresentada na análise automática é arritmia sinusal...O sistema errou a análise? 1.2. Como usar cada material As configurações dos sistemas de análise não são achados visuais típicos. Várias compensações matemáticas são utilizadas para substituir os critérios visuais. As arritmias supraventriculares são o maior exemplo deste achado. Sistemas de análise Em pacientes do sexo masculino, se necessário, fazer a tricotomia (depilar os pelos no local onde serão colocados os eletrodos e micropore - (não usar nenhum tipo de produto como creme de barbear ou sabonete). Lixa d'água fina 400 Aparelho de barbear Aparelho de barbear RESPONDENDO DÚVIDAS FREQUENTES DE ANÁLISE FIGURA 4 Arritmia sinusal, erroneamente definida como taquicardia supraventricular. Erro de edição. A reconfiguração de parâmetros de prematuridade corrige o erro. não têm curso completo de eletrocardiografia e para definir arritmia supraventricular prematura utiliza períodos de gravação. Assim, arritmias sinusais por exemplo, podem s e r q u a l i f i c a d a s c o m o e p i s ó d i o s d e ta q u i c a r d i a s u p r a v e n t r i c u l a r. Mude configurações que definem extrassístoles supraventriculares. Geralmente o aumento do valor de prematuridade corrige o achado. * Não se esqueça: a definição de arritmia sinusal deve ser acompanhada de descrição exata do achado... Período em que ocorre, duração... Na nossa opinião, a definição de que somente o ritmo sinusal está presente. RESPONDENDO DÚVIDAS FREQUENTES DE ANÁLISE Nenhuma pergunta, em qualquer área, deve ser encarada com receio. Aspectos técnicos da nossa metodologia (Sistema Holter) não são de conhecimento universal e mais, com a evolução dos sistemas de análise, podem parecer insignificantes... Mas muitas vezes, ao analisarmos um exame, ficamos em dúvida sobre o comportamento da análise automática dos sistemas por nós utilizados. - Tá certo?... - Acho que não é assim!...O resultado final é que ficamos parados, na frente da CPU, aguardando uma solução divina... Não adianta... vamos perguntar... vamos responder... algumas dúvidas técnicas frequentes... A galera é a mesma, mais a Rejane, nossa técnica padrão...Ligamos, e a resposta virá... pronto ou mais tarde... A partir desta edição, sempre colocaremos mais perguntas para que sejam respondidas... Rejane Pereira Assistente Cardiológica Cardio Dinâmica XIV. Respondendo dúvidas frequentes de análise