Nome do Pesquisador (Aluno): Aline de Souza Nome do Orientador: Suhaila Mahmoud Smaili Santos Titulação do Orientador: Doutora Instituição: Universidade Estadual de Londrina Curso para apresentação: FISIOTERAPIA AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE FUNCIONAL E QUALIDADE DE VIDA EM MULHERES COM DOENÇA DE PARKINSON A doença de Parkinson (DP) é uma síndrome clínica degenerativa e progressiva do sistema nervoso central que provoca desordens do movimento, devido à deficiência de dopamina na via negro-estriatal do cérebro (GOULART e PEREIRA, 2005). O comprometimento físico-mental, o emocional, o social e o econômico associados aos sinais e sintomas e às complicações secundárias da DP interferem no nível de incapacidade do indivíduo e podem influenciar negativamente a qualidade de vida (QV) do mesmo, levando-o ao isolamento e a pouca participação na vida social, de acordo com o estudo de LANA et al., 2007. A depressão ocorre em aproximadamente 40% dos pacientes com DP com uma incidência de 1,86% ao ano e um risco acumulativo de 8,6% ao longo da vida (SILBERMAN et al., 2004). O presente trabalho objetivou avaliar a funcionalidade e analisar a postura de mulheres com DP, suas implicações e aspectos específicos relacionados à qualidade de vida. Trata-se de estudo transversal, com amostra selecionada por conveniência e constituída por 10 pacientes do sexo feminino acompanhadas no Ambulatório de Neurologia do Hospital das Clínicas da Universidade Estadual de Londrina. As participantes foram submetidas à Avaliação Fisioterápica Neurológica, Avaliação Fisioterápica Postural Estática utilizando o instrumento SAPO – Software de Avaliação Postural, Escala de Hoehn e Yahr (HY), Escala Unificada para a Avaliação da Doença de Parkinson (UPDRS) – utilizando os domínios atividade de vida diária e exame motor e Questionário para Qualidade de Vida na Doença de Parkinson (PDQL). As pacientes avaliadas apresentaram média de 2,20±0,63 pontos na Escala de estadiamento de Hoehn e Yahr, sendo enquadradas entre os estágios 1 e 3. A idade das participantes e o tempo de evolução da DP, segundo a mediana, foram respectivamente, de 70,5 anos e de 6,5 anos. A aplicação da UPDRS revelou alterações no domínio atividades de vida diária (AVD) com 16 pontos variando de 5 a 30 em um escore total de 52 pontos e no domínio exame motor 33,5 pontos com variação entre 3 e 33 num escore total de 56 pontos. Entre as AVDs, foram observadas predominantemente comprometimento moderado da fala, com constantes solicitações para que a paciente repita frases; dificuldade e lentidão ao vestir-se e colocar roupas de cama, necessitando muitas vezes de ajuda; mobilidade prejudicada ao girar no leito e mesmo incapacidade ao rolar; presença de tremor com moderada intensidade, causando incômodo às pacientes. As alterações posturais predominantes na Avaliação pelo SAPO compreendem em vista lateral: anteriorização cervical, acentuação da cifose torácica e flexão anterior de tronco; em vista anterior e posterior: desalinhamento das espinhas ilíacas superiores, acrômios e cabeça e inclinação lateral da cervical e do tronco. Os dados obtidos confirmam a literatura como no estudo de FERREIRA, et al. 2007 que descreve a chamada postura em flexão caracterizada por flexão da cabeça, tronco ligeiramente inclinado para frente, semiflexão das articulações de joelhos, quadris e cotovelos. Palavras-chave: QUALIDADE NEUROFUNCIONAL DE VIDA; DOENÇA DE PARKINSON; FISIOTERAPIA XVI SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E I MOSTRA DE TRABALHOS DA PÓSGRADUAÇÃO 06 A 11 DE OUTUBRO DE 2008 Nome do Pesquisador (Aluno): Amanda Batista Venturini e Taismara Castelli dos Santos Nome do Orientador: Solange Aparecida de Oliveira Neves Titulação do Orientador: Mestrado Instituição: - Centro Universitário Filadélfia Unifil Curso para apresentação: FISIOTERAPIA ANEMIA HEMOLÍTICA: CAUSAS E CONSEQÜÊNCIAS A anemia hemolítica constitui estado anêmico decorrente da diminuição da sobrevida dos glóbulos vermelhos e pode ter várias causas com conseqüências inofensivas ou até mesmo ameaçar a vida. O objetivo desse trabalho foi descrever as causas e conseqüências da anemia hemolítica. A anemia hemolítica ocorre quando há uma destruição grande de hemácias e a medula óssea não consegue repor essa perda. Os fatores que levam a hemólise podem ser intrínsecos (dentro da hemácia) ou extrínsecos (fora da hemácia). Dentre os fatores intrínsecos destacam-se alterações metabólicas para produção de energia e alterações genéticas, o que pode implicar em deformidades na hemácia. Quando as hemácias alteradas vão para a corrente sangüínea, os macrófagos se encarregam de promover a fagocitose dessas células identificadas como estranhas. Quanto aos fatores extrínsecos o uso de drogas, desenvolvimento de câncer, doenças auto-imune, processos inflamatórios e infecciosos crônicos podem levar também a quadro de anemia hemolítica. Com a diminuição de hemácia, há também redução de hemoglogina o que implica em alterações do transporte de oxigênio para os vários tecidos. Independente da causa que levou a anemia hemolítica, as manifestações clínicas estão relacionadas a fadiga, fraqueza muscular, raciocínio lento, incapacidade de praticar exercícios e tontura. Quando o caso é mais grave pode haver comprometimento cardíaco (infarto) e encefálico (Acidente Vascular Encefálico). Além disso, pode surgir também icterícia com a pele amarelada ou pálida, urina escura, esplenomegalia. Para o diagnóstico dever ser feito exame de sangue para contagem de hemácias, quantificação de hemoglobina e dosagem de ferro. O tratamento da anemia hemolítica depende da origem. Em alguns casos há transfusão de sangue ou administração de ferro ou ácido fólico ou vitamina B12 e ainda remoção de baço. O portador de anemia hemolítica não consegue exercitar durante muito tempo, pois há déficit de oxigênio na musculatura, por isso não se devem adotar práticas exaustivas. Palavras-chave: anemia hemolítica; hemácia; fraqueza muscular XVI SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E I MOSTRA DE TRABALHOS DA PÓSGRADUAÇÃO 06 A 11 DE OUTUBRO DE 2008 Nome do Pesquisador (Aluno): Angélica do Prado Carlos, Isabele Hiromi Hamano Nome do Orientador: Cristiane de Fátima Travensolo Titulação do Orientador: Instituição: Centro Universitário Filadélfia Curso para apresentação: FISIOTERAPIA Prevalência de quedas em idosos institucionalizados no Lar das vovozinhas e vovozinhos da cidade de Londrina. As alterações fisiológicas decorrentes do processo de envelhecimento humano são geralmente evidentes, mas podem variar muito de pessoa para pessoa. Sabe-se que essas alterações tornam os indivíduos idosos mais propensos a quedas por vários fatores: diminuição da força muscular, alterações sensoriais, uso de polifarmácia, dentre outros fatores. Queda é um dos temas mais valorizados pela gerontologia,principalmente quando as pessoas consideram esse evento como sendo próprio do processo de envelhecimento. Pessoas de todas as faixas etárias apresentam risco de sofrer queda, porém o risco de cair aumenta significativamente com o avançar da idade, fato que coloca o tema como um dos grandes problemas de saúde pública da atualidade. O objetivo desse estudo foi identificar os fatores de risco e a prevalência de quedas de idosos institucionalizados no Lar das vovozinhas Gilda Marconi e Lar dos vovozinhos Raul Faria Carneiro. A amostra foi composta pelos idosos residentes na instituição selecionados através da pontuação atingida no questionário Mini-Mental, e que aceitaram participar do estudo. Após selecionada a amostra foi aplicado pelas pesquisadoras uma avaliação fisioterapêutica seguida da Escala da Avaliação da Marcha de Tinetti e a Escala de Equilíbrio de Berg. Foram avaliados 16 idosos, sendo nove homens e sete mulheres, mas a amostra final encontrada foi de cinco idosos, os restantes se enquadravam nos critérios de exclusão estabelecidos. Dos cinco idosos pesquisados, duas mulheres e um homem relataram queda no último ano. No presente estudo, encontramos que os idosos que sofreram queda, apresentaram um escore menor na Escala de Berg e na Escala de Marcha de Tinetti. A queda é um evento importante na população idosa institucionalizada e traz conseqüências que de uma forma geral, interferem na qualidade de vida dos idosos. Portanto evitar o evento queda é considerado uma conduta com a finalidade de criar estratégias educacionais e preventivas para a manutenção da independência e saúde física do idoso, tanto em hospitais quantos em instituições de longa permanência. Palavras-chave: prevalência, quedas, fatores de risco, prevenção, fisioterapia. XVI SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E I MOSTRA DE TRABALHOS DA PÓSGRADUAÇÃO 06 A 11 DE OUTUBRO DE 2008 Nome do Pesquisador (Aluno): Ariane Sorribas, Aline C. Maldonado, Ligia F. Bortolloti, Leticia Casini, Claudiane P. Rodrigues. Nome do Orientador: Cristiane Golias Gonçalves Titulação do Orientador: Especialista Instituição: Faculdade de Apucarana (FAP) Curso para apresentação: FISIOTERAPIA Interfaces de oxigenoterapia utilizados em RN A oxigenoterapia consiste no tratamento da hipóxia por meio da inalação de oxigênio, a uma pressão maior que a do ar ambiente, o que facilita a troca gasosa e reduz o trabalho respiratório. O oxigênio utilizado deve ser umidificado e aquecido e a escolha da forma de administração dependerá, principalmente, da eficiência do sistema a ser empregado. O objetivo do estudo foi verificar quais as interfaces de oxigenoterapia mais utilizadas em recém-nascidos (RN) prematuros que necessitaram de suporte de oxigênio durante o período de internação na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal do Hospital da Providência Materno Infantil na cidade de Apucarana no período de janeiro a dezembro de 2007. Trata-se de um estudo descritivo retrospectivo em que foram coletados dados em 91 prontuários de prematuros nascidos no ano de 2007 por meio de um questionário previamente desenvolvido. Dos prematuros nascidos nesse período 58% eram do sexo masculino, com idade gestacional de 33 ± 4 semanas e média de peso ao nascimento de 2102,09g. Na população estudada 85% necessitaram de oxigenoterapia, sendo a media de utilização de 6 ± 5 dias. A interface mais utilizada foi o capacete de oxigênio em 75% dos prematuros e em 66% utilizou-se a administração de oxigênio programando na incubadora Vision e os cateteres nasais em 3%. O tempo de internação foi de 19 ± 13 dias. Dos prematuros nascidos 9% foram a óbito, sendo que destes 25% utilizaram oxigenoterapia. Verificou-se nesta amostra que a interface mais utilizada foi o capacete que é um dispositivo de fácil instalação e manuseio pela equipe da Unidade de terapia Intensiva. Palavras-chave: Prematuridade, Oxigenoterapia, Unidade de Terapia Intensiva. XVI SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E I MOSTRA DE TRABALHOS DA PÓSGRADUAÇÃO 06 A 11 DE OUTUBRO DE 2008 Nome do Pesquisador (Aluno): Carolina Kruleske da Silva, Ana Martina Del Masso Ferreira, Larissa Laskovski, Mara Lúcia Garanhani, Michelle Damasceno Moreira, Nome do Orientador: Márcia Regina Garanhani Titulação do Orientador: Mestre Instituição: Universidade Estadual de Londrina Curso para apresentação: FISIOTERAPIA O RETORNO AO DOMICÍLIO PARA INDIVÍDUOS APÓS ACIDENTE ENCEFÁLICO E PARA SEUS CUIDADORES – UM ESTUDO QUALITATIVO. VASCULAR O quadro clínico, após o acidente vascular encefálico (AVE), pode apresentar comprometimentos motores, sensoriais, mentais, cognitivos e perceptivos, com vários graus de incapacidade, desde a parcial até a total dependência. Assim requer o envolvimento dos familiares e cuidadores para o sucesso na reabilitação. Muitos estudos têm investigado as vantagens da orientação no tratamento de indivíduos após o AVE, entretanto, poucos analisam a opinião destes indivíduos e de seus cuidadores sobre suas reais dificuldades e necessidades no retorno ao domicílio. O conhecimento das necessidades e dificuldades destes indivíduos permite a construção de um plano de orientações fisioterapêuticas que facilite o cuidado no domicilio e promova de forma mais efetiva a independência funcional destes indivíduos. O objetivo deste estudo foi identificar as necessidades dos indivíduos com acidente vascular encefálico e de seus cuidadores no retorno ao seu domicílio.O estudo foi desenvolvido por meio da abordagem qualitativa, através de entrevista semi-estruturada. A amostra foi composta por dois indivíduos e seus cuidadores. Todos os participantes foram previamente informados sobre os propósitos do estudo e assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Hospital Universitário da Universidade Estadual de Londrina, parecer nº269/06. A entrevista semiestruturada foi realizada com o objetivo de obter informações acerca das experiências e necessidades enfrentadas por cuidadores e indivíduos com AVE no domicílio após a alta hospitalar. O roteiro apresentou perguntas referentes às rotinas de vida diária. A entrevista foi gravada, transcrita sem correções ortográficas e submetida à análise de discurso preconizada por Martins e Bicudo, possibilitando a busca da inteligibilidade presente em cada discurso, nas suas inter-relações e na sua unidade estrutural. Os indivíduos após o AVE estão apresentados pela letra P e seus cuidadores com a letra CO participante P1-gênero masculino, 60 anos, primário incompleto; sua cuidadora C1-esposa, 51 anos, ensino fundamental incompleto, vivendo juntos há três anos; P2-gênero masculino, 32 anos, ensino médio completo, casado, dois filhos menores, e sua cuidadora C2-esposa, 25 anos, ensino médio completo. As categorias resultantes da análise dos discursos dos participantes indivíduos após o AVE foram: 1) sentir-se em casa, 2) tomar consciência da incapacidade e suas limitações, 3) executar as rotinas nas atividades de vida diária e 4) o papel das orientações; e para os cuidadores foram: 1) sentir-se cuidador, 2) executar as rotinas das atividades de vida diária e 3) o papel das orientações. O preparo dos cuidadores na alta hospitalar é uma importante ferramenta para que estes desempenhem com mais qualidade o papel de cuidador no domicílio. Os cuidadores familiares devem ser ouvidos em suas dúvidas, respeitados em suas opiniões e observações, além de serem orientados sobre os cuidados a serem desenvolvidos no domicílio. O envolvimento da família no cuidado e a educação sobre a recuperação após o AVE contribuem para melhor qualidade de vida, tanto para o paciente, quanto para os próprios familiares. Conhecer a experiência vivida no ambiente domiciliar, após a alta hospitalar, pode revelar as angústias e dificuldades de indivíduos após AVE e seus cuidadores. Isso pode subsidiar a construção de um plano de orientações fisioterapêuticas com base nas necessidades desses contribuindo para o sucesso da reabilitação.Radanovic, M. Características do atendimento de pacientes com acidente vascular cerebral em hospital secundário. Arq. Neuropsiquiatria, 2000, 58(1), 99-106.ui, M.H.; Ross, F.M.; Thompson, D.R. Supporting family caregivers in stroke care: a review of the evidence for problem solving. Stroke. 2005, 36(11), XVI SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E I MOSTRA DE TRABALHOS DA PÓSGRADUAÇÃO 06 A 11 DE OUTUBRO DE 2008 2514-22.Martins, J.; Bicudo, M.A.V. A pesquisa Qualitativa em Psicologia: fundamentos e recursos básicos. Ed.: EDUC/Moraes Ltda. 5ª ed. São Paulo, 2005. p.110.Wachters-Kaufmann, C.S.; Schuling, J. Patient information after a stroke: the needs in relation to the different phases. Ned. Tijdschr. Geneeskd. 2004, 148(1) 4-6.Clark, M.S.; Rubenach, S.; Winsor, A. A randomized controlled trial of an education and counseling intervention for families after stroke. Clinical Rehabilitation. 2003, 17, 703-12.Held, J.M.; Pay, T. Recuperação da função após lesão cerebral. In: COHEN, H. Neurociência para fisioterapeutas: incluindo correlações clínicas. Ed.: Manole. São Paulo, 419-40. Palavras-chave: Palavras-chave: acidente vascular encefálico, cuidadores, orientação. XVI SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E I MOSTRA DE TRABALHOS DA PÓSGRADUAÇÃO 06 A 11 DE OUTUBRO DE 2008 Nome do Pesquisador (Aluno): Caroline Mari Oyama Nome do Orientador: Eliane Regina Ferreira Sernache de Freitas Titulação do Orientador: Doutora Instituição: Universidade Norte do Paraná Curso para apresentação: FISIOTERAPIA CONSEQUENCIAS DO ESTADO NUTRICIONAL Introdução: O Estado Nutricional (EN) expressa o grau no qual as necessidades fisiológicas por nutrientes estão sendo alcançadas para manter a composição e funções adequadas do organismo, resultando do equilíbrio entre ingestão e necessidade de nutrientes. Em pacientes hospitalizados, o EN influi em sua evolução clínica. Com o avanço da idade, homens e mulheres tendem a se tornar mais obesos, a sua quantidade de gordura visceral tende a aumentar, e os seus músculos esqueléticos tendem a declinar, assim como a função pulmonar. Desta forma, a imparidade pulmonar observada nos idosos está relacionada com a idade, composição e distribuição de gordura corporal. Somando-se ainda à relação entre idosos hospitalizados e o EN destes pacientes. Porém, poucos estudos têm considerado tais relações. Objetivo: O objetivo deste estudo foi correlacionar o estado nutricional de idosos hospitalizados assistidos pela fisioterapia com a função muscular respiratória. Material e Métodos: Este foi um estudo prospectivo e observacional. O estudo incluiu 30 pacientes (22 homens e 8 mulheres) com idade maior ou igual a 60 anos recrutados do Sistema Único de Saúde (SUS) do Hospital Santa Casa de Londrina, no período de fevereiro de 2008 a agosto de 2008. Foram selecionados de acordo com o tempo de admissão hospitalar até 72 horas. Divididos em dois grupos: G1 com solicitação de fisioterapia e G2 sem solicitação de fisioterapia. Foi realizado exame antropométrico, teste de força muscular respiratória e análise laboratorial (leucócitos e hemoglobina). O protocolo foi aprovado pelo comitê de Bioética e pesquisa do Hospital Santa Casa de Londrina-BIOISCAL (CEP 236/07). Resultados e Discussão: Os 30 pacientes avaliados foram divididos em dois grupos, sendo o primeiro com solicitação de Fisioterapia (G1) 63,3% (19/30) e 36,7% (11/30) e sem solicitação de fisioterapia (G2). Idade média (G1 de 71,0 ± 7,72 anos; G2 de 70,8 ± 9,91 anos), gênero (G1 masculino 84,2% (16/19) e feminino 15,8% (3/19); G2 feminino 54,5% (6/11) e 45,5% (5/11) masculino). O crescente aumento na expectativa de vida da população mundial não ocorre de modo uniforme em ambos os sexos. A desnutrição não foi encontrada em G1, porém o sobrepeso em 63,2% (12/19) e a obesidade em 10,5% (2/19), já no G2 a desnutrição e o sobrepeso com 9,1% (1/11) e obesidade em 18,2% (2/11). Um estudo encontrou 10,0% e, em nossa população esse índice caiu para 3,3% mostrando que se por um lado isso é um bom sinal, por outro, a população de obesos e sobrepesos vem aumentando. Diagnóstico de Insuficiência Cardíaca Congestiva G1 36,84% (7/19) e G2 45,4% (5/11). Conclusão: A depleção do estado nutricional em idosos hospitalizados no Hospital Santa Casa de Londrina (HSCL) não foi evidenciada. Porém foi encontrada diferença clinica com uma menor PImáx e PEmáx nos pacientes do grupo que iria iniciar a fisioterapia, que caracteriza que pacientes que são encaminhados para o atendimento fisioterapêutico apresentam uma função pulmonar diminuída, fortalecendo a necessidade da intervenção para otimizar força muscular respiratória. Palavras-chave: Idoso, nutrição, força muscular respiratória XVI SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E I MOSTRA DE TRABALHOS DA PÓSGRADUAÇÃO 06 A 11 DE OUTUBRO DE 2008 Nome do Pesquisador (Aluno): Deborah Hawane Nunes Alves e Kelly Francisca Eduvirges Nome do Orientador: Solange Aparecida de Oliveira Neves Titulação do Orientador: Mestrado Instituição: Centro Universitário Filadélfia Unifil Curso para apresentação: FISIOTERAPIA FENILCETONURIA: DISTURBIO METABÓLICO ENVOLVENDO AMINOÁCIDOS A fenilcetonúria é uma doença hereditária caracterizada pela ausência de fenilalanina hidroxilase. Essa enzima é importante para o metabolismo do aminoácido fenilalanina. O objetivo desse trabalho foi descrever as características metabólicas que levam a fenilcetonúria, bem como diagnosticar e prevenir o agravamento da doença. A fenilalanina é um aminoácido essencial e presente em vários alimentos protéicos. No metabolismo normal a fenilalanina é convertida em tirosina através da enzima fenilalanina hidroxilase. No fenilcetonúrico essa reação não ocorre havendo um acúmulo de fenilalanina e de seus metabólitos que atingirão principalmente o Sistema Nervoso. As manifestações clínicas do fenilcetonúrico são: retardo mental, irritabilidade, convulsões, hiperatividade, choro freqüente, tremores, problemas de pele e cabelo, devido a diminuição de melanina.As crianças normalmente apresentam pele, cabelos e olhos claros. Crianças nascidas de portadoras de fenilcetonúria podem apresentar cabeça pequena e estatura baixa ao longo da vida. Não existe tratamento medicamentoso para o fenilcetonúrico, embora pesquisas tem evoluído para encontrar um fármaco que diminua as ações tóxicas da fenilalanina. O controle se faz apenas com dieta, em que se deve evitar ingerir alimentos protéicos ricos em fenilalanina, como carnes vermelhas, ovos, aves, peixe, leite e queijo, bem como o adoçante aspartame. Nos produtos industrializados é obrigatório constar no rótulo a informação da presença de fenilalanina., portanto proibido para fenilcetonúrico. Quanto antes se fizer o diagnóstico da doença, menores serão as conseqüências irreversíveis da fenilcetonúria. Atualmente, o diagnóstico é feito por volta do sétimo dia de vida, através do teste do pezinho. Caso o resultado seja positivo, deverá ser adotada uma dieta rigorosa para o resto da vida, o que minimiza os problemas neurológicos e aí a pessoa pode desempenhar as atividades rotineiras normalmente. Mesmo a fenilcetonúria sendo uma doença de característica genética, o agravamento da doença pode ser minimizado quando se conhece precocemente o desvio metabólico, daí a importância de se fazer o diagnóstico logo na primeira semana de vida através do exame do pezinho. Palavras-chave: fenilcetonuria; fenilalanina; teste do pezinho; retardo mental XVI SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E I MOSTRA DE TRABALHOS DA PÓSGRADUAÇÃO 06 A 11 DE OUTUBRO DE 2008 Nome do Pesquisador (Aluno): Déborah Hawane Nunes Alves,kelly Francisca Eduvirges Nome do Orientador: Solange Aparecida de Oliveira Neves Titulação do Orientador: mestrado Instituição: Centro Universitário Filadélfia unifil Curso para apresentação: FISIOTERAPIA FENILCETONURIA: DISTURBIO METABÓLICO ENVOLVENDO AMINOÁCIDOS A fenilcetonúria é uma doença hereditária caracterizada pela ausência de fenilalanina hidroxilase. Essa enzima é importante para o metabolismo do aminoácido fenilalanina. O objetivo desse trabalho foi descrever as características metabólicas que levam a fenilcetonúria, bem como diagnosticar e prevenir o agravamento da doença. A fenilalanina é um aminoácido essencial e presente em vários alimentos protéicos. No metabolismo normal a fenilalanina é convertida em tirosina através da enzima fenilalanina hidroxilase. No fenilcetonúrico essa reação não ocorre havendo um acúmulo de fenilalanina e de seus metabólitos que atingirão principalmente o Sistema Nervoso. As manifestações clínicas do fenilcetonúrico são: retardo mental, irritabilidade, convulsões, hiperatividade, choro freqüente, tremores, problemas de pele e cabelo, devido a diminuição de melanina.As crianças normalmente apresentam pele, cabelos e olhos claros. Crianças nascidas de portadoras de fenilcetonúria podem apresentar cabeça pequena e estatura baixa ao longo da vida. Não existe tratamento medicamentoso para o fenilcetonúrico, embora pesquisas tem evoluído para encontrar um fármaco que diminua as ações tóxicas da fenilalanina. O controle se faz apenas com dieta, em que se deve evitar ingerir alimentos protéicos ricos em fenilalanina, como carnes vermelhas, ovos, aves, peixe, leite e queijo, bem como o adoçante aspartame. Nos produtos industrializados é obrigatório constar no rótulo a informação da presença de fenilalanina., portanto proibido para fenilcetonúrico. Quanto antes se fizer o diagnóstico da doença, menores serão as conseqüências irreversíveis da fenilcetonúria. Atualmente, o diagnóstico é feito por volta do sétimo dia de vida, através do teste do pezinho. Caso o resultado seja positivo, deverá ser adotada uma dieta rigorosa para o resto da vida, o que minimiza os problemas neurológicos e aí a pessoa pode desempenhar as atividades rotineiras normalmente. Mesmo a fenilcetonúria sendo uma doença de característica genética, o agravamento da doença pode ser minimizado quando se conhece precocemente o desvio metabólico, daí a importância de se fazer o diagnóstico logo na primeira semana de vida através do exame do pezinho. Palavras-chaves: fenilcetonuria; fenilalanina; teste do pezinho; retardo mental XVI SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E I MOSTRA DE TRABALHOS DA PÓSGRADUAÇÃO 06 A 11 DE OUTUBRO DE 2008 Nome do Pesquisador (Aluno): Erickson Borges Santos Nome do Orientador: Laryssa Milenkovich Bellinetti Titulação do Orientador: Mestre Instituição: UEL Curso para apresentação: FISIOTERAPIA Estudo sobre a influência da Força Muscular Inspiratória e Expiratória pós-operatórias, isoladamente, na função pulmonar pós-operatória nas laparotomias altas eletivas No pós-operatório das laparotomias altas ocorrem alterações respiratórias decorrentes de fatores como o tipo e o tempo de anestesia, o local e o tempo de cirurgia, coexistencia de doenças clínicas, tabagismo, doença pulmonar crônica e sintomas respiratórios presentes no período préoperatório.A força muscular respiratória FMR tem se mostrado como fator influente na evolução da função pulmonar (FP) pós-operatória. Logo após o procedimento cirúrgico ocorre significativa redução dos volumes pulmonares bem como da força dos músculos inspiratórios e expiratórios. Muitos autores apontam a disfunção diafragmática pós-operatória como causa desta redução nas variáveis espirométricas avaliadas no pós-operatório PO.Outros autores, porém, consideram que a fraqueza dos músculos abdominais levaria a um suporte deficitário à excursão diafragmática, o que acarretaria em uma menor geração de pressão negativa nos pulmõesAvaliar a correlação entre a força muscular inspiratória e expiratória, avaliadas no 2º dia de PO, com a função pulmonar pós-operatória nas laparotomias altas eletivas.MATERIAIS E MÉTODOS: Estudo descritivo e prospectivo, no qual 32 pacientes que foram submetidos a laparotomias altas eletivas foram avaliados no pré-operatório, 2º, 10°, 15° , 3 0° e 60º dias de PO. A força muscular respiratória foi avaliada pela Pressão Inspiratória Máxima (Pimax) e Pressão expiratória Máxima Pemax. A função pulmonar foi mensurada pela espirometria para obtenção dos parâmetros capacidade vital forçada (CVF) e Volume Expiratório Forçado no primeiro segundo VEF1.Foi realizado o teste de correlação entre os valores de FMR no 2º PO e as variáveis espirométricas em todos os dias de PO avaliados. Foram feitas análises de normalidade dos dados, análise descritiva e teste de correlação, utilizando-se teste de Kolmogorov-Smirnov, média, desvio-padrão e coeficiente de correlação de Pearson, com valor de p menor que 5%.Participaram do estudo 32 pacientes, sendo 18 do sexo feminino, com média de idade de 49±12 anos e média de IMC de 37±13 kg/m2.Foi observada moderada correlação entre os valores de PImax no 2º PO com os valores de CVF no 2º PO r= 0,56, CVF no 10º PO r= 0,35, CVF no 15º PO r= 0,34, CVF no 30º PO r= 0,54, CVF no 60º PO r= 0,49, VEF1 no 2º PO 0,59, VEF1 no 10º PO r= 0,41, VEF1 no 15º PO r= 0,47, VEF1 no 30º PO r= 0,55 e VEF1 no 60º PO r= 0,48. Ao serem analisados os valores de PEmax, foi obtida moderada correlação com os valores de CVF no 2º PO r= 0,52, CVF no 30º PO r= 0,30, VEF1 no 2º PO r= 0,53 e VEF1 no 30º PO r= 0,39 e fraca correlação com os valores de CVF no 10º PO r= 0,14, CVF no 15º PO r= 0,16, CVF no 60º PO r= 0,25, VEF1 no 10º PO r= 0,20, VEF1 no 15 PO r= 0,27 e VEF1 no 60º PO r= 0,23.Conclui-se que, na amostra estudada, a redução na força muscular inspiratória obteve melhor correlação frente à redução na força muscular expiratória com a diminuição na função pulmonar no pós-operatório das laparotomias altas eletivas. Palavras-chave: Laparotomia, Força Muscular Respiratória, Função Pulmonar XVI SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E I MOSTRA DE TRABALHOS DA PÓSGRADUAÇÃO 06 A 11 DE OUTUBRO DE 2008 Nome do Pesquisador (Aluno): Erickson Borges Santos Nome do Orientador: Laryssa Milenkovich Bellinetti Titulação do Orientador: Mestre Instituição: UEL Curso para apresentação: FISIOTERAPIA VEF1 OU VEF1PPO: QUAL MELHOR PREDITOR DA FUNÇÃO PULMONAR PÓSOPERATÓRIA NAS RESSECÇÕES PULMONARES Na avaliação da ressecabilidade pulmonar frequentemente são utilizados critérios que estimam a função pulmonar pós-operatória, sendo o volume expiratório forçado no primeiro segundo predito para o pós-operatório (VEF1ppo) o parâmetro mais utilizado. Entretanto, atualmente tem sido discutida a maior acurácia deste em relação ao volume expiratório forçado no primeiro segundo (VEF1) em predizer a morbidade no pós-operatório (PO). Avaliar a correlação entre o VEF1 e o VEF1ppo e as variáveis espirométricas avaliadas no PO das toracotomias com ressecção pulmonarMATERIAIS E MÉTODOS: Estudo descritivo e prospectivo, no qual 9 pacientes foram submetidos a ressecções pulmonares foram acompanhados no pré-operatório, 2º, 10°, 15° e 30° dias de PO. A função pulmonar foi mensurada pela espirometria para obtenção dos parâmetros capacidade vital forçada (CVF) e VEF1. O VEF1ppo foi calculado multiplicando-se o VEF1 préoperatório pelo produto da divisão do número de segmentos residuais após ressecção pelo número de segmentos totais. Foram feitas análises de normalidade dos dados, análise descritiva e teste de correlação, utilizando-se teste de Shapiro-Wilk, média, desvio-padrão e correlação de Pearson com valor de p menor que 5%.RESULTADOS: Participaram do estudo 9 pacientes, sendo 5 do sexo masculino, com média de idade de 45±19 anos. Média de IMC de 21±5kg/m2 , tempo médio de cirurgia de 257±160 minutos e tempo médio de anestesia de 317±172 minutos. Foi encontrada forte correlação entre os valores de VEF1ppo e VEF1 no 10º PO (r= 0,71), moderada correlação com: CVF no 2º PO (r= 0,31), CVF no 10º PO (r=0,53), CVF no 15º PO (r= 0,34), CVF no 30º PO (r= 0,42), VEF1 no 2º PO (r= 0,54), VEF1 no 15º PO (r=0,68), VEF1 no 30º PO (r= 0,60) e VEF1 no 60º PO (r= 0,64) e fraca correlação com CVF no 10º PO (r= 0,17). Quanto ao VEF1 pré-operatório, foi obtida moderada correlação com: CVF no 10º PO (r= 0,40), CVF no 15º PO (r= 0,33), CVF no 30º PO (r= 0,35), VEF1 no 2º PO (r= 0,36), VEF1 no 10º PO (r= 0,65), VEF1 no 15º PO (r=0,62), VEF1 no 30º PO (r=0,57) e VEF1 no 60º PO (0,56) e fraca correlação com CVF no 2º PO ( r= 0,09) e CVF no 60º PO (r=0,03). CONCLUSÃO: Observou-se que, na amostra estudada, foi obtida maior correlação entre o VEF1ppo e os valores espirométricos avaliados no pós-operatório, comportando-se este como melhor preditor da função pulmonar pósoperatória que o VEF1 pré-operatório. Palavras-chave: Toracotomia,Ressecção Pulmonar, Função Pulmonar XVI SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E I MOSTRA DE TRABALHOS DA PÓSGRADUAÇÃO 06 A 11 DE OUTUBRO DE 2008 Nome do Pesquisador (Aluno): Etienne Larissa Duim Nardini Nome do Orientador: Solange Neves Titulação do Orientador: Mestre Instituição:Centro Universitário Filadelfia UniFil Curso para apresentação: FISIOTERAPIA OSTEOPOROSE CAUSADA PELO USO CONTÍNUO DE GLICOCORTICÓIDES A osteoporose é uma condição caracterizada por redução da massa óssea e deteriorização da microarquitetura óssea, resultando em fraturas após traumatismos de pequena importância. Os locais mais comuns para o aparecimento de fraturas são os corpos vertebrais, a parte distal do radio e a parte proximal do fêmur; os indivíduos com osteoporose apresentam fragilidade esquelética generalizada, sendo também comum o surgimento de fratura em outros locais, como ossos longos e costelas. O objetivo desse trabalho foi relatar a ação dos glicocorticóides na indução de osteoporose. A osteoporose induzida por glicocorticóides corresponde a cerca de 25% de todas as causas de osteoporose. Metade dos doentes que realizam tratamento com glicocorticoides, por mais de seis meses, têm osteoporose e cerca de 1/3 desenvolve fraturas se o tratamento tiver duração maior que 1 ano. Os glicocorticosteróides são fármacos amplamente utilizados, pelas suas conhecidas propriedades antiinflamatórias e imunossupressoras, no tratamento de diversas patologias, tais como as doenças reumatológicas, auto-imunes, respiratórias, no tratamento de tumores cerebrais e no transplante de órgãos para evitar rejeição. A administração contínua de glicocorticóides pode provocar alterações no metabolismo intermediário, no equilíbrio hidroeletrolítico e nos mecanismos de defesa. Também pode produzir alterações no processo fisiológico de remodelação óssea em que ocorre diminuição na produção de osteoblastos e aumento na produção de osteoclastos, além de que promove diminuição na absorção de cálcio e vitamina D e aumento na excreção urinária de cálcio. Esses fatores contribuem causando diminuição da massa mineral óssea e conseqüente aumento da incidência de fraturas. Os glicocorticóides também exercem importantes efeitos secundários sobre os músculos, produzindo fadiga muscular. Estes efeitos diminuem as forças de carga músculoesquelética que são de fundamental importância na estimulação da remodelação óssea fisiológica. A prevenção e o tratamento da osteoporose induzida por glicocorticóides envolvem medidas gerais e farmacológicas. É preciso corrigir os fatores de risco modificáveis da osteoporose (evitar o tabagismo e o consumo excessivo de álcool), adquirir hábitos dietéticos saudáveis que assegurem uma ingestão adequada de cálcio e vitamina D e realizar exercício físico regular. Palavras-chave: osteoporose; glicocorticóides; remodelação óssea XVI SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E I MOSTRA DE TRABALHOS DA PÓSGRADUAÇÃO 06 A 11 DE OUTUBRO DE 2008 Nome do Pesquisador (Aluno): Fernando José Sambatti Nome do Orientador: Sarah Beatriz Coceiro Meirelles félix Titulação do Orientador: Mestre Instituição: Centro Universitário Filadélfia UniFil Curso para apresentação: FISIOTERAPIA Avaliação da qualidade de vida e Síndrome de Burnout em professores do Colégio Nilo Peçanha A qualidade de vida de um indivíduo está relacionada à muitos fatores e pode ser afetada no diaa-dia, inclusive sofrer forte influência da profissão que o indivíduo exerce. A chamada Síndrome de Burnout é definida como exaustão emocional, avaliação negativa de si mesmo, depressão e insensibilidade com relação a quase tudo e todos (até como defesa emocional) e está fortemente ligado ao estresse profissional. A severidade de Burnout entre os profissionais de ensino já é, atualmente, superior à dos profissionais de saúde, o que coloca a docência como uma profissão considerada de alto risco. Existem questionários específicos que podem avaliar a qualidade de vida e a presença da Síndrome de Burnout de uma maneira formal e padronizada e tal quantificação possibilita abordagens estatísticas para diagnosticar alterações em vários aspectos da vida. O interesse por medir a qualidade de vida relacionada à saúde cresceu com a mudança do perfil de morbimortalidade, com o aumento da prevalência das doenças crônico-degenerativas, com a queda nas taxas de mortalidade de algumas doenças e, finalmente, com um aumento na expectativa de vida. O presente trabalho foi desenvolvido no Colégio Estadual Nilo Peçanha de Londrina – PR e teve como objetivo avaliar a qualidade de vida dos professores e dimensionar a prevalência da Síndrome de Burnout. Foi realizado um estudo quantitativo do tipo transversal (seccional) onde foram convidados a participar deste estudo todos os professores que estiveram presentes em uma atividade de educação continuada para professores da referida escola. Para a coleta de dados foram utilizados dois instrumentos: um questionário para a avaliação da qualidade de vida (SF-36) e um inventário para assinalar a presença de Burnout, chamado de MBI de Maslach. O SF-36 é um instrumento genérico de avaliação da qualidade de vida, de fácil administração e compreensão e não tão extenso e o MBI é composto por três sub-escalas que avaliam desgaste emocional, despersonalização e baixa ou reduzida satisfação pessoal. Partciparam deste estudo 28 professores, do ensino básico. Os resultados do questionário de qualidade de vida (SF-36) foram: “Baixo” 2 indivíduos (7,1%), “Médio” 14 indivíduos (50%); e “Alto” 12 indivíduos (42,9%). Os resultados do Burnout sobre Exaustão Emocional: “Alto” 25 indivíduos (89,3%); “Médio” 3 indivíduos (10,7%); e em nenhum individuo analisado foi encontrado “baixo” escore, no aspecto Despersonalização: 26 indivíduos (92,9%) apresentaram escore alto; 2 (7,1%) escore médio; e em nenhum indivíduo analisado foi encontrado escore baixo, e no aspecto Realização Profissional: 5 indivíduos (17,5%) apresentaram escore alto; 4 (14,3%) indivíduos apresentam escore médio; e 19 (67,9%) indivíduos responderam apresentar baixo índice de realização profissional. Conclui-se que no quesito qualidade de vida os participantes apresentaram um nível de qualidade de vida “médio”. No quesito Burnout os aspectos Esgotamento e despersonalização foram “altos”, e no aspecto Realização Profissional foram “baixo”. Torna-se de fundamental importância destacar que a prevenção e a erradicação de burnout em professores não é tarefa solitária deste, mas deve contemplar uma ação conjunta entre professor, alunos, instituição de ensino e sociedade. As reflexões e ações geradas devem visar à busca de alternativas para possíveis modificações, não só na esfera microssocial de seu trabalho e de suas relações interpessoais, mas também na ampla gama de fatores macroorganizacionais que determinam aspectos constituintes da cultura organizacional e social na qual o sujeito exerce sua atividade profissional. Palavras-chave: qualidade de vida, sindrome de burnout, prevenção XVI SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E I MOSTRA DE TRABALHOS DA PÓSGRADUAÇÃO 06 A 11 DE OUTUBRO DE 2008 Nome do Pesquisador (Aluno): Gabriela Ferreira Pires de Oliveira; Lucas Ramos Teixeira; Ludmila Souza de Paula; Renata Rugila de Andrade Nome do Orientador: SOLANGE APARECIDA DE OLIVEIRA NEVES Titulação do Orientador: Mestre Instituição: Centro Universitário Filadélfia UNIFIL Curso para apresentação: FISIOTERAPIA ANFETAMINAS E SEUS DERIVADOS: PERIGO NAS ACADEMIAS As anfetaminas são substâncias de origem sintética e com efeitos estimulantes. São freqüentemente chamadas de speed, cristal ou anfes. As anfetaminas, propriamente ditas, são a dextroanfetamina e a metanfetamina. Esse trabalho teve como objetivo descrever as ações da anfetamina e seus efeitos sobre o organismo mediante a prática de exercícios físicos. As anfetaminas agem estimulando o sistema nervoso central através de uma intensificação da noradrenalina, um neuro-hormônio que ativa partes do sistema nervoso simpático. Em geral, são usadas por mulheres visando à perda de peso e por homens, atletas visando o aumento de massa muscular. Ao contrário do que os médicos pensavam quando se começou a utilizar a anfetamina, a droga não causa dependência física, mas psicológica, podendo chegar a tal ponto em que o abandono de seu uso torna-se praticamente impossivel. As anfetaminas são as drogas geralmente associadas com os casos de doping, ou seja, a anfetamina é capaz de modificar o comportamento e/ou o desempenho da pessoa, com a finalidade de vantagens na competição esportiva, pois esse grupo de drogas podem fazer com que a pessoa seja capaz de aguentar uma atividade física por mais tempo, sentindo menos cansaço. Obviamente, que com o uso freqüente dessas drogas pode haver alterações de comportamento, humor e distúrbios cardiovasculares (taquicardia e hipertensão). A partir das informações anteriores, torna-se importante salientar que o uso de recursos anabólicos ilegais deve ser refreado pela comunidade cientifica, assim como pelo corpo de profissionais atuantes na comunidade esportiva, afim de que, em médio prazo, o ambiente esportivo possa reverter o quadro desfavorável à saúde integral dos atletas e colocar em nível de igualdade os competidores. Para finalizar, torna-se importante, ainda, ressaltar que a alimentação e o exercício físico adequados, assim como o equilíbrio biopsicossocial continuam sendo o principal suporte para a saúde do atleta e a base para aqueles que querem ganhar qualquer qualidade física. Palavras-chave: anfetamina, doping, academia, dependencia XVI SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E I MOSTRA DE TRABALHOS DA PÓSGRADUAÇÃO 06 A 11 DE OUTUBRO DE 2008 Nome do Pesquisador (Aluno): Giovana Frazon de Andrade Nome do Orientador: Solange Neves Titulação do Orientador: Mestre Instituição: Centro Universitário Filadélfia UniFil Curso para apresentação: FISIOTERAPIA OSTEOPOROSE CAUSADA PELO USO CONTÍNUO DE GLICOCORTICÓIDES A osteoporose é uma condição caracterizada por redução da massa óssea e deteriorização da microarquitetura óssea, resultando em fraturas após traumatismos de pequena importância. Os locais mais comuns para o aparecimento de fraturas são os corpos vertebrais, a parte distal do radio e a parte proximal do fêmur; os indivíduos com osteoporose apresentam fragilidade esquelética generalizada, sendo também comum o surgimento de fratura em outros locais, como ossos longos e costelas. O objetivo desse trabalho foi relatar a ação dos glicocorticóides na indução de osteoporose. A osteoporose induzida por glicocorticóides corresponde a cerca de 25% de todas as causas de osteoporose. Metade dos doentes que realizam tratamento com glicocorticoides, por mais de seis meses, têm osteoporose e cerca de 1/3 desenvolve fraturas se o tratamento tiver duração maior que 1 ano. Os glicocorticosteróides são fármacos amplamente utilizados, pelas suas conhecidas propriedades antiinflamatórias e imunossupressoras, no tratamento de diversas patologias, tais como as doenças reumatológicas, auto-imunes, respiratórias, no tratamento de tumores cerebrais e no transplante de órgãos para evitar rejeição. A administração contínua de glicocorticóides pode provocar alterações no metabolismo intermediário, no equilíbrio hidroeletrolítico e nos mecanismos de defesa. Também pode produzir alterações no processo fisiológico de remodelação óssea em que ocorre diminuição na produção de osteoblastos e aumento na produção de osteoclastos, além de que promove diminuição na absorção de cálcio e vitamina D e aumento na excreção urinária de cálcio. Esses fatores contribuem causando diminuição da massa mineral óssea e conseqüente aumento da incidência de fraturas. Os glicocorticóides também exercem importantes efeitos secundários sobre os músculos, produzindo fadiga muscular. Estes efeitos diminuem as forças de carga músculoesquelética que são de fundamental importância na estimulação da remodelação óssea fisiológica. A prevenção e o tratamento da osteoporose induzida por glicocorticóides envolvem medidas gerais e farmacológicas. É preciso corrigir os fatores de risco modificáveis da osteoporose (evitar o tabagismo e o consumo excessivo de álcool), adquirir hábitos dietéticos saudáveis que assegurem uma ingestão adequada de cálcio e vitamina D e realizar exercício físico regular. Palavras-chave: osteoporose; glicocorticóides; remodelação óssea XVI SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E I MOSTRA DE TRABALHOS DA PÓSGRADUAÇÃO 06 A 11 DE OUTUBRO DE 2008 Nome do Pesquisador (Aluno): Isabel Cristina Hilgert Genz Nome do Orientador: Laryssa Milenkovich Bellinetti Titulação do Orientador: orientadora Instituição: Uel Curso para apresentação: FISIOTERAPIA EVOLUÇÃO DA FUNÇÃO RESPIRATÓRIA INTRODUÇÃO: A presença das doenças pulmonares constitui-se um dos mais importantes fatores de risco para a ocorrência de complicações respiratórias no pós-operatório CRP de cirurgias torácicas e abdominais altas. Ainda não está estabelecido se há diferença na evolução das variáveis espirométricas e da força muscular respiratória FMR no pós-operatório PO de pacientes com e sem doenças pulmonares prévias DPP. OBJETIVO: Comparar a evolução pósoperatória da força muscular respiratória e da espirometria em pacientes com e sem doença pulmonar prévia. MATERIAL E MÉTODOS: Estudo de séries de casos. Realizou-se medidas da Capacidade Vital Forçada CVF, Volume Expiratório Forçado no Primeiro Segundo VEF1, Pressão Inspiratória Máxima Pimáx e Pressão Expiratória Máxima Pemáx no pré-operatório, 2°, 10°, 15°, 30° e 60º PO. As variáveis de controle foram idade, gênero, tabagismo, comorbidades e sintomas respiratórios. Os pacientes foram divididos em dois grupos, caracterizados pela presença ou ausência de DPP. Realizou-se a análise descritiva e utilizou-se os testes de Kolmogorov-Smirnov, Qui-quadrado, Mann-Whitney e Friedman com o pós-teste Dunns. O valor de p 0,05 foi considerado significante. RESULTADOS: Foram acompanhados 37 pacientes. O grupo com DPP era composto por 16 pacientes, sendo 9 homens, com média de idade de 42±19 anos enquanto o grupo sem DPP era composto por 21 pacientes, sendo 9 homens, com média de idade de 49±13 anos. Os grupos foram homogêneos para as variáveis idade p>0,10, gênero p=0,56, comorbidades p=0,17 e tabagismo p=0,21. No grupo com DPP, a CVF retornou aos valores préoperatórios entre o 15º e 30º PO p>0,05 e os demais valores VEF1, Pimáx e Pemáx retornaram entre o 10º e o 15º PO p>0,05. Já no grupo sem DPP, todas as variáveis analisadas retornaram entre o 10º e o 15º PO p>0,05. CONCLUSÃO: Na amostra estudada, os pacientes portadores de DPP apresentaram maior tempo para a restituição da CVF aos valores pré-operatórios. Palavras-chave: doença pulmonar, músculos respiratórios, função pulmonar XVI SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E I MOSTRA DE TRABALHOS DA PÓSGRADUAÇÃO 06 A 11 DE OUTUBRO DE 2008 Nome do Pesquisador (Aluno): Isabela Curtti Nome do Orientador: Hébila Fontana Duarte Titulação do Orientador: Especialista Instituição: Fap Faculdade de Apucarana Curso para apresentação: FISIOTERAPIA PROGRAMA DE ORIENTAÇÕES SOBRE O DESENVOLVIMENTO PSICOMOTOR NORMAL E ESTIMULAÇÃO DE CRIANÇAS NO PRIMEIRO ANO DE VIDA. O primeiro ano de vida do bebê é um período em que ele aprende muita coisa em pouco tempo. Para ajudá-lo neste aprendizado os pais tem papel fundamental. A criança se desenvolve em todos os aspectos pela maturação do sistema nervoso central, adquirindo entre outras coisas, as habilidades motoras, que futuramente levarão à independência funcional, porém ele necessita de um meio propício para este desenvolvimento. Este trabalho tem como objetivo avaliar uma proposta de orientações domiciliares sobre o desenvolvimento motor normal para gestantes pais e/ou cuidadores de crianças no primeiro ano de vida, desenvolvidas por meio de palestras, esclarecendo sobre a importância da estimulação. Também objetiva incentivar os participantes da pesquisa a serem divulgadores das informações e ainda analisar o grau de satisfação dos pais em relação ao trabalho realizado. As instituições selecionadas autorizaram por meio de oficio e agendaram as palestras de acordo com sua disponibilidade, no período de abril a agosto de 2008. As orientações divididas em trimestres para fins didáticos, focaram o que ocorre nas fases da vida do bebê, a importância da estimulação e orientações para casa. Foi entregue aos participantes um folder desenvolvido pela pesquisadora, contendo orientações de fácil compreensão, com a finalidade de divulgação das informações. Ao final de cada palestra aplicou-se um questionário qualitativo para os participantes, a fim de verificar a satisfação dos mesmos, totalizando amostra de 256 questionários, A média de participação foi de 23 pessoas por palestra. Os indivíduos participaram voluntariamente da pesquisa. Segundo saccani, 2007, ”É imprescindível que a família da criança seja orientada e motivada a colaborar e participar da estimulação, promovendo interação entre criança, sociedade e família”. Constatou-se que os participantes demonstraram satisfação com o tema abordado e comprometeram-se a por em prática as atividades propostas e repassar os conhecimentos para familiares e pessoas próximas, transformando cada participante em um agente multiplicador das informações. Palavras-chave: Orientação domiciliar, Desenvolvimento motor normal, Estimulação XVI SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E I MOSTRA DE TRABALHOS DA PÓSGRADUAÇÃO 06 A 11 DE OUTUBRO DE 2008 Nome do Pesquisador (Aluno): Isabelice Tigresa Vieira Cavalcante Nome do Orientador: Claudiane Pedro Rodrigues Titulação do Orientador: Especialista em Fisioterapia Cardiorrespiratória Instituição: Faculdade de Apucarana Curso para apresentação: FISIOTERAPIA Perfil dos pacientes com DPOC atendidos na FAP A doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) é uma entidade clínica que se caracteriza pela presença de obstrução ou limitação crônica do fluxo aéreo, apresentando progressão lenta e não é totalmente reversível, tendo como um dos principais fatores de risco o hábito tabágico. O principal objetivo foi traçar o perfil sociodemográfico e clínico dos pacientes com DPOC atendidos no setor pneumofuncional da Clínica Escola de Fisioterapia da Faculdade de Apucarana (FAP). Foram coletadas informações nos prontuários dos indivíduos atendidos entre abril de 2005 e julho de 2008. A coleta de dados foi realizada em 44 prontuários com base em um questionário previamente desenvolvido. Na amostra foram considerados idosos os pacientes acima de 60 anos e analise estatística foi realizada de forma descritiva simples. A amostra constitui-se de 44 pacientes, sendo que 59% são idosos e 57% são do sexo feminino. A média de idade dos pacientes era de 61anos, com máximo de 88 e mínimo de 31 anos. Dos 44 pacientes 93 % eram de procedência da zona urbana. Entre a população estudada 27% eram tabagistas, 34% nãotabagistas e 39% ex-tabagistas. O número mediano de sessões dos pacientes foi de 28 (variando de 3 a 197 sessões). Quanto ao diagnóstico 68% eram portadores de Bronquite Crônica e 32% de Enfisema Pulmonar. Através da análise dos dados podemos observar que entre grande parte da população existe ou já existiu o hábito tabágico que compreende um dos fatores de risco importantes para o desenvolvimento de DPOC. Além disso, verificou-se que essas doenças são de caráter crônico e progressivo, exigindo acompanhamento fisioterapêutico a longos prazos, dessa forma, a fisioterapia é indispensável no tratamento de DPOC, visto que ela recondiciona o paciente diminuindo os sintomas como a dispnéia e fadiga, quebrando o ciclo de inatividade que é comum a esses pacientes, ainda é capaz de diminuir as exacerbações e como conseqüência final melhora a sua qualidade de vida. Palavras-chave: Doença pulmonar obstrutiva crônica, Fisioterapia, Perfil. XVI SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E I MOSTRA DE TRABALHOS DA PÓSGRADUAÇÃO 06 A 11 DE OUTUBRO DE 2008 Nome do Pesquisador (Aluno): Isabella Nemer Zafanelli Nome do Orientador: Claudia Patrícia Cardoso Martins Siqueira Titulação do Orientador: Doutora Instituição: Universidade Estadual de Londrina Curso para apresentação: FISIOTERAPIA REIMPLANTE DE MÃO: RELATO DE CASO INTRODUÇÃO E OBJETIVO: A mão desempenha importante papel como órgão de comunicação e de interação com o meio ambiente. Sua ausência causa déficit funcional irreparável, mesmo com o uso das próteses mais modernas, nas atividades da vida diária e profissionais. A maioria dos pacientes vítimas de traumatismos na mão no Brasil é do sexo masculino e em plena idade produtiva. Por essa razão, nas amputações traumáticas, deve-se indicar sempre que possível o reimplante, com o objetivo de tentar restaurar adequadamente sua função. É inaceitável reimplantar dedos que não terão uma função útil, sendo fundamental dar ênfase à função global, pois a obtenção da integridade estrutural e anatômica nem sempre garante boa função e sensibilidade. Um dos maiores problemas da cirurgia restauradora da função da mão que tem seus tendões lesados provém da formação de aderências, causadoras de maus resultados, bem como recuperação sensorial. No entanto, esta grave complicação pode ser resolvida com o início precoce da mobilização. Assim, o objetivo foi analisar os efeitos do tratamento fisioterapêutico no reimplante de mão de paciente vítima de acidente de trabalho. MATERIAL E MÉTODO: foi realizado estudo de caso de paciente do gênero masculino, de 35 anos de idade, destro, com diagnóstico de amputação traumática de mão direita, vítima de acidente com máquina de moer ração. O sujeito permaneceu internado por 30 dias e durante este período não foi realizada mobilização em mão direita por prescrição médica. Nesta fase foram realizadas manobras miofasciais para musculatura cintura escapular, alongamentos e fortalecimentos para musculatura de membros inferiores e membro superior esquerdo, posicionamento do membro afetado acima do nível do coração e deambulação. A avaliação fisioterapêutica ambulatorial inicial foi realizada 32 dias após o reimplante, e após 24 atendimentos, foi realizada uma nova avaliação. RESULTADOS: Na avaliação, o paciente encontrava-se com edema em mão e cicatriz aderida, limitação de amplitude de movimento (ADM) e anestesia superficial e profunda. Os objetivos da fisioterapia foram: reduzir sinais inflamatórios; aumentar ADM de mão e punho, diminuir aderências cicatriciais; estimular sensibilidade, aumentar força muscular (FM) dos grupos musculares envolvidos e promover funcionalidade. O tratamento fisioterapêutico constituiu-se de: mobilização passiva de mão e punho; exercícios ativo de punho; massagem pericicatricial; turbilhão; o protocolo Six Path Exercices e ultra-som contínuo. Após o período de fisioterapia o paciente apresenta cicatrizes em bom estado, diminuição do edema, força muscular de flexores dos dedos e punho grau 1 e melhora da sensibilidade. O aumento de ADM ocorreu principalmente em interfalangeanas distais de 2º, 3º e 4º dedos. DISCUSSÃO: a mobilização precoce acelera a cicatrização, estimula a remodelação da cicatriz e promove a funcionalidade. CONCLUSÃO: Verificou-se que o tratamento fisioterapêutico melhorou sensibilidade, FM e ADM, porém necessita ainda de continuidade. Entretanto, um tratamento iniciado precocemente, como proposto pela literatura, poderia proporcionar melhores resultados.LAMARI, N. M.; MIURA, O. Mobilização precoce da mão pós-reimplantes ou revascularizações. Rev. Bras. Fisiot. v. 4, n. 1, jul./dez. 1999.AZZE, R.; OHNO, P.; ZUMIOTTI A. Resultados funcionais dos reimplantes da mão. Rev. BRas. Ortop. v. 28, n. 4, abril. 1993.MATTAR, R. Lesões traumáticas da mão. Rev. Bras. Ortop. v. 36, n. 10, outubro. 2001. Palavras-chave: reimplante, mão, fisioterapia, mobilização precoce. XVI SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E I MOSTRA DE TRABALHOS DA PÓSGRADUAÇÃO 06 A 11 DE OUTUBRO DE 2008 Nome do Pesquisador (Aluno): Laiza Fernanda Dias Nome do Orientador: Fernanda Cristiane de Melo Titulação do Orientador: Mestrado Instituição: Faculdade de Apucarana Curso para apresentação: FISIOTERAPIA Complicações após mastectomia O câncer de mama é considerado maior problema de saúde pública no mundo. A mastectomia é uma cirurgia que tem por objetivo a retirada do nódulo neoplásico, que pode levar a extração total ou parcial da mama. Esta pesquisa teve como objetivo avaliar as complicações no pós-operatório de mastectomia. O percurso desta pesquisa foi embasado numa abordagem quantitativa. O estudo foi realizado na Clínica Escola de Fisioterapia da FAP – Faculdade de Apucarana no ano de 2008 e foi autorizado pelo comitê de ética e pesquisa em seres humanos da FAP. Foram avaliadas dez mulheres que realizaram mastectomia e que não realizavam tratamento fisioterapêutico no momento da avaliação. As participantes foram esclarecidas sobre a pesquisa e após aceitarem participar foi assinado o termo de consentimento livre e esclarecido. A avaliação constou de dados pessoais, antecedentes pessoais, familiares, ginecológicos e obstétricos e informações sobre o pós-operatório e as alterações relacionadas a mastectomia. Em seguida foi realizado o exame físico onde foi feita a inspeção, palpação, avaliação da amplitude de movimento, força muscular, sensibilidade, marcha e postura. Após essa avaliação as participantes realizarão acompanhamento fisioterapêutico. Foi observado que a idade das participantes variou entre 41 a 70 anos, com média de 55,6 anos, 90% das pacientes realizaram mastectomia radical e 50% a menos de um ano. No pós-operatório 20% realizaram fisioterapia no hospital e 10% após a alta hospitalar. O antecedente familiar decâncer de mama é considerado um dos fatores relacionados a essa patologia, entretanto nesse estudo somente 10% relatou antecedente familiar de câncer de mama. As principais complicações decorrentes da cirúrgia foram 70% linfedema, 100% diminuição da sensibilidade, diminuição de amplitude de movimento e de força muscular e 70% alterações posturais. Os resultados deste estudo permitem concluir que no pós-operatório de cirúrgia de câncer de mama a maioria das pacientes não realizou fisioterapia precocemente. Além disso, foi observado que essa cirúrgia trouxe complicações importantes principalmente nas funções do membro superior, cintura escapular e postura. Tais dados justificam a importância do acompanhamento fisioterapêutico a essas pacientes objetivando prevenir e tratar as complicações e promover melhora da qualidade de vida. Palavras-chave: complicações, mastectomia, fisioterapia XVI SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E I MOSTRA DE TRABALHOS DA PÓSGRADUAÇÃO 06 A 11 DE OUTUBRO DE 2008 Nome do Pesquisador (Aluno): Laiza Fernanda Dias Nome do Orientador: Fernanda cristiane de Melo Titulação do Orientador: mestre Instituição: Fap Faculdade de Apucarana Curso para apresentação: FISIOTERAPIA PRINCIPAIS COMPLICAÇÕES NO PÓS-OPERATÓRIO DE MASTECTOMIA O câncer de mama é problema de saúde pública. A mastectomia é uma cirurgia que tem por objetivo a retirada do nódulo neoplásico, que pode levar a extração total ou parcial da mama. Esta pesquisa teve como objetivo avaliar as complicações no pós-operatório de mastectomia. A pesquisa foi embasada numa abordagem quantitativa. O estudo foi realizado na Clínica Escola de Fisioterapia da FAP – Faculdade de Apucarana em 2008 e foi autorizado comitê de ética e pesquisa em seres humanos da FAP. Foram avaliadas dez mulheres mastectomizadas e que não estava realizavando tratamento fisioterapêutio. As participantes foram esclarecidas sobre a pesquisa e assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido. A avaliação constou de dados pessoais, antecedentes pessoais, familiares, ginecológicos e obstétricos e informações sobre o pós-operatório e as alterações relacionadas a mastectomia. Em seguida foi realizado o exame físico onde foi feita a inspeção, palpação, avaliação da amplitude de movimento, força muscular, sensibilidade, marcha e postura. Após essa avaliação as participantes realizarão acompanhamento fisioterapêutico. Foi observado que a idade das participantes variou entre 41 a 70 anos, com média de 55,6 anos, 90% das pacientes realizaram mastectomia radical e 50% a menos de um ano. No pós-operatório 20% realizaram fisioterapia no hospital e 10% após a alta hospitalar. O antecedente familiar de câncer de mama é considerado um dos fatores relacionados a essa patologia, entretanto nesse estudo somente 10% relatou antecedente familiar de câncer de mama. As principais complicações decorrentes da cirúrgia foram 70% linfedema, 100% diminuição da sensibilidade, diminuição de amplitude de movimento e de força muscular e 70% alterações posturais. Os resultados deste estudo permitem concluir que no pós-operatório de cirúrgia de câncer de mama a maioria das pacientes não realizou fisioterapia precocemente. Observando também que cirúrgia trouxe complicações importantes principalmente nas funções do membro superior, cintura escapular e postura. Tais dados justificam a importância do acompanhamento fisioterapêutico a essas pacientes objetivando prevenir e tratar as complicações e promover melhora da qualidade de vida. Palavras-chave: Câncer de mama, Mastectomia, Complicações, pós – operatório XVI SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E I MOSTRA DE TRABALHOS DA PÓSGRADUAÇÃO 06 A 11 DE OUTUBRO DE 2008 Nome do Pesquisador (Aluno): Laiza Fernanda Dias Nome do Orientador: Fernanda Cristiane de Melo Titulação do Orientador: Mestrado Instituição: FAculdade de Apucarana Curso para apresentação: FISIOTERAPIA Complicações pós mastectomia O câncer de mama é considerado maior problema de saúde pública no mundo. A mastectomia é uma cirurgia que tem por objetivo a retirada do nódulo neoplásico, que pode levar a extração total ou parcial da mama. Esta pesquisa teve como objetivo avaliar as complicações no pós-operatório de mastectomia. O percurso desta pesquisa foi embasado numa abordagem quantitativa. O estudo foi realizado na Clínica Escola de Fisioterapia da FAP – Faculdade de Apucarana no ano de 2008 e foi autorizado pelo comitê de ética e pesquisa em seres humanos da FAP. Foram avaliadas dez mulheres que realizaram mastectomia e que não realizavam tratamento fisioterapêutico no momento da avaliação. As participantes foram esclarecidas sobre a pesquisa e após aceitarem participar foi assinado o termo de consentimento livre e esclarecido. A avaliação constou de dados pessoais, antecedentes pessoais, familiares, ginecológicos e obstétricos e informações sobre o pós-operatório e as alterações relacionadas a mastectomia. Em seguida foi realizado o exame físico onde foi feita a inspeção, palpação, avaliação da amplitude de movimento, força muscular, sensibilidade, marcha e postura. Após essa avaliação as participantes realizarão acompanhamento fisioterapêutico. Foi observado que a idade das participantes variou entre 41 a 70 anos, com média de 55,6 anos, 90% das pacientes realizaram mastectomia radical e 50% a menos de um ano. No pós-operatório 20% realizaram fisioterapia no hospital e 10% após a alta hospitalar. O antecedente familiar decâncer de mama é considerado um dos fatores relacionados a essa patologia, entretanto nesse estudo somente 10% relatou antecedente familiar de câncer de mama. As principais complicações decorrentes da cirúrgia foram 70% linfedema, 100% diminuição da sensibilidade, diminuição de amplitude de movimento e de força muscular e 70% alterações posturais. Os resultados deste estudo permitem concluir que no pós-operatório de cirúrgia de câncer de mama a maioria das pacientes não realizou fisioterapia precocemente. Além disso, foi observado que essa cirúrgia trouxe complicações importantes principalmente nas funções do membro superior, cintura escapular e postura. Tais dados justificam a importância do acompanhamento fisioterapêutico a essas pacientes objetivando prevenir e tratar as complicações e promover melhora da qualidade de vida. Palavras-chave: mastectomia, complicações, reabilitação XVI SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E I MOSTRA DE TRABALHOS DA PÓSGRADUAÇÃO 06 A 11 DE OUTUBRO DE 2008 Nome do Pesquisador (Aluno): Livia Camargo Stutz Capello; Luciana Martins Pereira; Patrícia Pelisson Tonon Nome do Orientador: Solange Aparecida de Oliveira Neves Titulação do Orientador: Mestrado Instituição: Centro Universitário Filadélfia Unifil Curso para apresentação: FISIOTERAPIA GALACTOSEMIA: ALTERAÇÃO METABÓLICA DETECTÁVEL PELO TESTE DO PEZINHO A galactosemia é uma doença genética onde ocorre dificuldade do organismo em metabolizar a galactose presente em alimentos que contenham produtos lácteos. Essa doença pode ser detectada através do teste do pezinho e caso não seja diagnosticada precocemente pode levar a transtornos neurológicos irreversíveis. O objetivo desse trabalho foi descrever o desvio metabólico que pode levar a galactosemia, bem como salientar a importância da triagem neonatal no diagnóstico da doença. Embora existam diferentes tipos de galactosemia o problema inicia durante a digestão de lactose (dissacarídeo presente no leite) em que moléculas de glicose e galactose são obtidas e que serão absorvidas. No fígado e corrente sangüínea a galactose deve ser convertida em glicose através de um grupo de enzimas denominado galactosidase. Com a deficiência dessa enzima haverá um acúmulo de galactose no sangue que segue uma outra via metabólica gerando compostos tóxicos, como o galactiol e galactonato. Esses podem causar cegueira, retardo mental, danos no fígado, no cérebro e nos rins, disfunções ovarianas e menopausa precoce, alteração na fala. Geralmente a doença é diagnosticada no período neonatal ou nas primeiras mamadas, pois a criança apresenta sintomas, como vômitos, hepatomegalia, pigmentação amarelada, infecção por bactérias, principalmente a Escherichia coli, irritabilidade, falha no ganho de peso, diarréia. O diagnóstico é feito através de teste do pezinho. A doença é detectada pela quantificação de galactosidal nos eritrócitos. O tratamento é baseado na eliminação da galactose da dieta e quanto mais precocemente for adotada a dieta menor será o agravamento da doença. Os alimentos como leite, iogurte, queijos, chocolates, bolos, biscoitos, doces e o leite materno devem ser evitados, pois podem conter lactose ou galactose. Essa dieta deve ser seguida por toda a vida. Palavras-chave: galactosemia; lactose; retardo mental XVI SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E I MOSTRA DE TRABALHOS DA PÓSGRADUAÇÃO 06 A 11 DE OUTUBRO DE 2008 Nome do Pesquisador (Aluno): Luciana Guazzi Sípoli Nome do Orientador: Delcides Gomes do Nascimento Titulação do Orientador: mestrado em Medicina e Ciências da Saúde Instituição: Universidade Estadual de Londrina Curso para apresentação: FISIOTERAPIA EPIDEMIOLOGIA: LESÕES DA MÃO A mão é um instrumento que controla e manipula o meio, sendo de grande importância para o desempenho de atividades pessoais, laborais e de lazer. Devido a seu uso constante torna-se vulnerável a traumatismos, encontrando-se entre as mais freqüentes lesões que ocorrem no corpo humano. Dessa forma, o objetivo deste trabalho foi realizar um levantamento retrospectivo das lesões traumáticas de mão de pacientes atendidos no Hospital Universitário de Londrina pelo projeto “Reabilitação Funcional das Lesões Traumáticas da mão de pacientes do HU/UEL”. Foram incluídos todos os pacientes atendidos pelo projeto no período de fevereiro de 2006 à fevereiro de 2008. O estudo foi realizado no Serviço de Arquivo Médico e Estatística (SAME) do Hospital Universitário de Londrina, sendo o levantamento de dados feito a partir da análise dos prontuários dos pacientes, totalizando 63 prontuários, entretanto 20 não foram localizados. Por essa razão, foram analisados 43 prontuários, obtendo-se informações quanto ao nome, sexo, idade, profissão, procedência, dominância, diagnóstico, ambiente e o agente da lesão. A análise demonstrou uma predominância do sexo masculino (72,1%); a média de idade dos pacientes foi de 37 anos com variação de 4 à 72 anos; 76,7% dos pacientes eram destros; a maioria (81,4%) era procedente da cidade de Londrina. Quanto às causas dos traumas, a mais freqüente foi a queda (23,3%), seguida de lesões por vidro (16,3%). O diagnóstico mais comum foi o de fraturas com 35% dos casos, seguido de lesões tendíneas com 34%, lesões nervosas com 18% e 13% de outras lesões, como luxações, Contratura de Dupuytren, amputações, queimaduras, Síndrome de De Quervain e Síndrome do Túnel do Carpo. A maioria das lesões ocorreram em ambiente doméstico, sendo o trabalho o segundo e o trânsito o terceiro local de maiores acidentes. Os resultados encontrados foram semelhantes aos estudos feitos em outros hospitais de referência, e fornecem bases para trabalhar com a prevenção dos traumatismos de mão. Palavras-chave: Traumatismo da mão; Estudos retrospectivos; Epidemiologia XVI SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E I MOSTRA DE TRABALHOS DA PÓSGRADUAÇÃO 06 A 11 DE OUTUBRO DE 2008 Nome do Pesquisador (Aluno): Mariane Negrão Serra dos Santos Lopes,Cintia Gomes Passerini Nome do Orientador: Cristiane de Fátima Tranvensolo Titulação do Orientador: Mestre Instituição: Centro Universitário Filadélfia Unifil Curso para apresentação: FISIOTERAPIA EFICACIA DE UM INSTITUCIONALIZADOS PROTOCOLO DE EQUILIBRIO PARA IDOSOS O equilíbrio consiste em manter o centro de gravidade dentro de uma base de suporte que proporcione maior estabilidade nos segmentos corporais, durante situações estáticas e dinâmicas. A manutenção do equilíbrio do corpo no espaço é um fenômeno complexo que depende da integração de várias estruturas como: o sistema motor (força muscular, tônus muscular e reflexos tônicos de postura); sensibilidades proprioceptivas (que a partir dos músculos tendões e articulações informam ao sistema nervoso central da posição dos segmentos corpóreos e dos movimentos do corpo); o aparelho vestibular (cujos receptores informam ao sistema nervoso central a posição e os movimentos da cabeça); o aparelho da visão (encarregado das percepções espaciais); o cerebelo (encarregado da coordenação muscular). A queda é uma das principais conseqüências da falta de equilíbrio no idoso, sabe-se que a fisioterapia e a atividade física constituem ferramentas importantes para prevenir e/ou minimizar esses déficits, sendo assim é que se fez necessário a elaboração de um protocolo de equilíbrio para idosos. O principal objetivo deste trabalho é verificar as alterações de equilíbrio em idosos institucionalizados e implementar um protocolo de tratamento fisioterápico.As variáveis do questionário são qualitativas trata-se de um ensaio clínico não controlado, onde participam 7 idosos institucionalizados que residem no Lar dos Vovôs Raul Faria Carneiro, localizado na cidade de Londrina – PR. Foram incluídos os idosos que deambulam sem uso de órtese e que obedecem e compreendem os comandos verbais. Foi aplicada uma avaliação inicial e final, sendo esta a Escala de equilíbrio e mobilidade de Tinetti. O protocolo de tratamento consiste em 16 terapias (aquecimento, alongamento, fortalecimento, treino de equilíbrio, treino de marcha e relaxamento), estas foram realizadas 2 vezes por semana com duração de 50 minutos cada, em um total de 2 meses. Os resultados obtidos foram de grande importância para o conhecimento na área da pesquisa e serviu como base para estabelecimento de melhores condutas fisioterápicas e na grande melhoria de equilíbrio e qualidade de vida deste grupo de idosos. Palavras-chave: idosos, equilíbrio, instituição. XVI SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E I MOSTRA DE TRABALHOS DA PÓSGRADUAÇÃO 06 A 11 DE OUTUBRO DE 2008 Nome do Pesquisador (Aluno): Michelle Adriana Rossatto Nome do Orientador: Fernanda Cristiane de Melo Titulação do Orientador: Mestrado Instituição: FAculdade de Apucarana Curso para apresentação: FISIOTERAPIA Incontinência urinária feminina A incontinência urinária é definida como qualquer perda involuntária de urina e este é um problema que acomete freqüentemente as mulheres interferindo negativamente na qualidade de vida. O objetivo deste estudo foi identificar o perfil sóciodemográfico e clínico de mulheres com incontinência urinária que realizam tratamento fisioterapêutico. O estudo foi do tipo descritivo transversal retrospectivo que caracterizou sociodemográfica e clinicamente as mulheres com incontinência urinária atendidas pelo Setor de Fisioterapia na Saúde da Mulher da Clínica Escola de Fisioterapia Drª Sônia Gusman da Faculdade de Apucarana, no período de junho de 2005 a junho de 2008. Os dados foram coletados a partir das avaliações fisioterapêuticas e incluíram idade, procedência, profissão, cor de pele, antecedentes pessoais, ginecológicos, obstétricos e informações sobre a IU como freqüência miccional, tempo que apresenta IU e o tipo, quantidade de perda urinária e uso de protetores. A força muscular do assoalho pélvico foi mensurada por meio da palpação bidigital graduada de 0 a 4 pela Escala de Ortiz e avaliação por meio do miofeedback. A análise dos resultados permitiu concluir que a maioria das pacientes apresentou incontinência urinária de esforço, quanto a quantidade de perda de urina a maioria considerou pequena, entretanto faziam uso de absorventes e protetores. Foi observada a associação entre a incontinência urinária e a diminuição de força muscular do assoalho pélvico entre as pacientes. Os antecedentes obstétricos apontaram que 45,2% tiveram 4 gestações ou mais, e os ginecológicos demonstraram que 69% estavam na menopausa. A IU de esforço foi relatada por 40,4%, de urgência 14,2% e mista 21,4% e em relação ao grau de força muscular 52,3% apresentaram grau 2 ou menos, 28.5% grau 3, 2,3% grau 4 e 4,7% não foram avaliadas. Apartir dos resultados conclui-se que a maioria das pacientes apresentou incontinência urinária de esforço. Dentre os possíveis fatores etiológicos destaca-se a multiparidade, o parto normal, cor de pele branca e a menopausa. Também foi observada a associação entre a incontinência urinária e a diminuição de força muscular do assoalho pélvico na maioria das pacientes. Palavras-chave: caracterização, incontinência urinária, feminina XVI SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E I MOSTRA DE TRABALHOS DA PÓSGRADUAÇÃO 06 A 11 DE OUTUBRO DE 2008 Nome do Pesquisador (Aluno): Michelle Adriana Rossatto Nome do Orientador: Fernanda Cristiane de Melo Titulação do Orientador: Mestrado Instituição: Faculdade de Apucarana Curso para apresentação: FISIOTERAPIA Fisioterapia para gestantes A hipertensão arterial (HA) é a doença cardiovascular mais comum durante a gravidez e uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal, sendo considerada como uma das que mais efeitos adversos provocam no organismo materno, fetal e neonatal. O objetivo deste estudo foi avaliar os efeitos do acompanhamento fisioterapêutico aplicado às gestantes hospitalizadas com hipertensão arterial. Este estudo está embasado numa abordagem quantitativa e qualitativa. Foi realizado no Hospital da Providência Materno Infantil na cidade de Apucarana no ano de 2008, onde foi utilizada uma amostra de oito gestantes que estavam hospitalizadas e apresentavam hipertensão arterial. Os dados foram obtidos por visitas diárias à maternidade, onde foi aplicada uma avaliação fisioterapêutica, um protocolo de exercícios e orientações, um questionário qualitativo sobre os aspectos emocionais, físicos e a contribuição do acompanhamento fisioterapêutico. Observou-se que a idade das participantes variou de 16 a 37 anos, com média de 25 anos, 62,5% de cor de pele branca, 25% morena, 12,5% negra, 75% com idade gestacional maior que 30 semanas, 12,5% menor que 20 e 28 semanas, 50% das participantes eram primíparas e 37,5% com quadro de obesidade. Quanto aos sentimentos gerados pela HA na gravidez e a hospitalização, todas as participantes relataram tristeza, preocupação, medo e ansiedade. Todas as participantes relataram que o acompanhamento fisioterapêutico trouxe benefícios como relaxamento, bem-estar, diminuição do estresse e observou-se diminuição da pressão arterial após o atendimento. Os resultados deste estudo permitem concluir que a hospitalização de gestantes com HA, gera sentimentos como tristeza, preocupação, ansiedade e medo, onde a atuação da fisioterapia aplicada a tal população trouxe benefícios como relaxamento, bem-estar, diminuição do estresse e diminuição da pressão arterial. Assim torna-se fundamental a participação do fisioterapeuta junto à equipe multidisciplinar na promoção do bem estar e tratamento adequado da gestante com hipertensão arterial. Palavras-chave: gestantes, hipertensão arterial, fisioterapia XVI SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E I MOSTRA DE TRABALHOS DA PÓSGRADUAÇÃO 06 A 11 DE OUTUBRO DE 2008 Nome do Pesquisador (Aluno): Rayssa Araújo e Antenor Rodrigues Nome do Orientador: Solange aparecida de Oliveira neves Titulação do Orientador: Mestrado Instituição:Centro Universitário Filadélfia UniFil Curso para apresentação: FISIOTERAPIA KERNICTERUS IMPLICAÇÕES NA FISIOTERAPIA Kernicterus é a impregnação de bilirrubina em regiões do cérebro na vigência de altas concentrações sanguíneas de bilirrubina não conjugada. O objetivo desse trabalho foi descrever os problemas metabólicos ocasionados pelo acúmulo de bilirrubina no organismo. A bilirrubina é um produto normal de metabolismo da hemoglobina, quando há envelhecimento e rompimento da hemácia. Uma vez produzida, a bilirrubina tende a ser excretada. Entretanto, em condições que levam ao aumento da bilirrubina essa pode ultrapassar a barreira hematoencefálica e se acumular no sistema nervoso, nas regiões como os núcleos de base, áreas do córtex cerebral e do tronco cerebral. Nessas regiões os neurônios morrem ficando seqüelas permanentes. Em recémnascidos, isso acontece mais facilmente, pois a barreira hematoencefálica não está plenamente desenvolvida. O acúmulo de bilirrubina no organismo pode deixar a pele e o olho amarelado (icterícia). Os pacientes possuem tônus muscular diminuído e tem mais episódios de hipertonia. Com esses pacientes a fisioterapia ente a trabalhar para a manutenção do tônus muscular e melhoramento da sua parte motora, melhorando assim a qualidade de vida, realizando suas atividades diárias e possuindo sua independência. O tratamento depende da severidade da circunstância. Geralmente o tratamento para Kernicterus focaliza em diminuir a quantidade de bilirrubina não conjugada no sangue. Palavras-chave: : kernicterus; bilirrubina; retardo mental XVI SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E I MOSTRA DE TRABALHOS DA PÓSGRADUAÇÃO 06 A 11 DE OUTUBRO DE 2008 Nome do Pesquisador(Aluno): Rayssa Rossi Araújo e Antenor Luiz Lima Rodrigues Nome do Orientador: Solange Aparecida de Oliveira Neves Titulação do Orientador: Mestrado Instituição: Centro Universitário Filadélfia Unifil Curso para apresentação: FISIOTERAPIA KERNICTERUS IMPLICAÇÕES NA FISIOTERAPIA Kernicterus é a impregnação de bilirrubina em regiões do cérebro na vigência de altas concentrações sanguíneas de bilirrubina não conjugada. O objetivo desse trabalho foi descrever os problemas metabólicos ocasionados pelo acúmulo de bilirrubina no organismo. A bilirrubina é um produto normal de metabolismo da hemoglobina, quando há envelhecimento e rompimento da hemácia. Uma vez produzida, a bilirrubina tende a ser excretada. Entretanto, em condições que levam ao aumento da bilirrubina essa pode ultrapassar a barreira hematoencefálica e se acumular no sistema nervoso, nas regiões como os núcleos de base, áreas do córtex cerebral e do tronco cerebral. Nessas regiões os neurônios morrem ficando seqüelas permanentes. Em recémnascidos, isso acontece mais facilmente, pois a barreira hematoencefálica não está plenamente desenvolvida. O acúmulo de bilirrubina no organismo pode deixar a pele e o olho amarelado (icterícia). Os pacientes possuem tônus muscular diminuído e tem mais episódios de hipertonia. Com esses pacientes a fisioterapia ente a trabalhar para a manutenção do tônus muscular e melhoramento da sua parte motora, melhorando assim a qualidade de vida, realizando suas atividades diárias e possuindo sua independência. O tratamento depende da severidade da circunstância. Geralmente o tratamento para Kernicterus focaliza em diminuir a quantidade de bilirrubina não conjugada no sangue. Palavras-chave: kernicterus; bilirrubina; retardo mental XVI SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E I MOSTRA DE TRABALHOS DA PÓSGRADUAÇÃO 06 A 11 DE OUTUBRO DE 2008 Nome do Pesquisador (Aluno): REBEKKA SONNBERGER VITTURI e LORENE JULIANI ZANIN Nome do Orientador: Solange Aparecida de Oliveira Neves Titulação do Orientador: Mestrado Instituição: - Centro Universitário Filadélfia Unifil Curso para apresentação: FISIOTERAPIA DEFICIENCIA DE GLICOSE-6-FOSFATO DESIDROGENASE: ALTERAÇÃO METABÓLICA PREJUDICANDO A FUNÇÃO DA HEMACIA A glicose-6-fostato desidrogenase (G6PD) é uma enzima que mantém níveis adequados de NADPH no interior das células. A deficiência dessa enzima pode levar a icterícia e anemia hemolítica. O objetivo desse trabalho foi descrever os problemas ocasionados pela deficiência da G6PD. As hemácias são as células que mais sofrem com a deficiência da G6PD, pois nessas células a enzima catalisa a oxidação da glicose-6-fosfato para dar origem ao 6-fosfoglutamato. Essa reação ocorre na presença de NADP que recebe os elétrons e transforma-se em NDPH. Essa reação caracteriza a vida das pentoses-fosfato. A G6PD é importante para manter o glutatione (GSH) na forma reduzida e assim diminuir o estresse oxidativo no interior das células. Nas hemácias isso é importante, pois garante o tempo de vida, uma vez que é a via de obtenção de energia e proteção contra agentes oxidantes. Pacientes que apresentam deficiência de G6PD podem desenvolver quadro de anemia hemolítica ao entrarem em contato com aspirina, dipirona, sulfas, dapsona, primaquina, ou mesmo apresentarem um processo infeccioso crônico e ingestão de sementes de feijão (favismo). As manifestações clínicas são fadiga, palidez, icterícia, alterações hemodinâmicas cardiorrespiratórias, esplenomegalia, e urina escura. A icterícia apresentada pelos pacientes é decorrência do metabolismo hepático da hemoglobina. A deficiência de G6PD pode ser detectada precocemente através do teste do pezinho e a partir desse diagnóstico, podem-se adotadas condutas que melhorem a qualidade de vida do portador da deficiência. O tratamento da doença consiste em afastar o fator desencadeante da hemólise e dependendo das manifestações clínicas, fototerapia para os recém-nascidos, transfusão de papa de hemácias. Também devem ser adotados monitoramento cardíaco, pulmonar e renal. Palavras-chave: glicose-6-fosfato desidrogenase; hemácia; anemia hem XVI SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E I MOSTRA DE TRABALHOS DA PÓSGRADUAÇÃO 06 A 11 DE OUTUBRO DE 2008 Nome do Pesquisador (Aluno): Soraya Geha Gonçalves Nome do Orientador: Suhaila M. Smaili Santos Titulação do Orientador: Doutora fisioterapeuta Instituição: UEL Curso para apresentação: FISIOTERAPIA Qualidade de vida e equilíbrio em pacientes com tontura Introdução:Tontura, vertigem, desequilíbrios e quedas são os principais sintomas da desordem vestibular (Mira E 2007) Estes sintomas de alta prevalência na população mundial, afetando aproximadamente 20 a 30% da população geral e são relatados por diversos autores como a principal queixa após os 65 anos de idade (Chu et al 2007). Sintomas de ansiedade, depressão, pânico e fobia são comuns nas vestibulopatias e modificam a rotina de vida e afetam o relacionamento familiar, social e profissional, com perda de autoconfiança, concentração e rendimento.( Mira 2007; Pedalini et al 1999).A fisioterapia para reduzir estas alterações é de exercícios terapêuticos repetidos que envolvam movimentos de olhos, cabeça e pescoço; exercícios funcionais de controle postural em várias posições; uso de suporte de diferentes materiais e texturas; exercícios com olhos fechados para abolição da visão ( Silveira 2002).Objetivos:este estudo teve como objetivo avaliar o impacto que a tontura causa na qualidade de vida e equilíbrio em um grupo de indivíduos com vestibulopatia periférica.Materiais e Métodos:Este estudo foi desenvolvido em um hospital escola no período de março a julho de 2008. Foram avaliados 6 pacientes com idade entre 22 e 58 anos que apresentavam queixa de tontura e diagnóstico de síndrome vestibular periférica através de exame clínico e resultado de vectonistagmografia computadorizada . Os procedimentos de avaliação foram uma avaliação fisioterapêutica neurofuncional, questionário sobre tontura, o teste de Romberg (Umphred 2004), a escala de equilíbrio de Berg (Umphred 2004; Ramos 2003) e o questionário DHI (Ganança et al 2004). O paciente assinou um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, de acordo com as normas do Comitê de Bioética da UEL.Resultados e Discussão:Foram avaliados 6 pacientes, com mediana de idade de 51,50 (mín 22 e máx 59) sendo 3 homens e 3 mulheres, com queixa de tontura. Dos avaliados, 66,7% (4) apresentavam episódios de curta duração, menos de 5 minutos, e 83,3% (5) relataram ter apresentado pelo menos 1 episódio na última semana, sendo que todos os participantes relataram que a tontura era induzida por movimentação da cabeça. Nos testes de Romberg, todos os pacientes apresentavam oscilações. Na escala de Berg, as principais alterações apresentadas foram nos itens ficar de pé sem apoio com um pé na frente do outro, ficar em pé sobre uma perna, alcançar à frente com os braços estendidos e girar 360º .No presente estudo quando questionados da freqüência das quedas, 66,7 % (4) referem já ter sofrido queda devido à tontura. Na avaliação do questionário DHI - Dizziness Handicap Inventory todos os pacientes apresentaram prejuízo na qualidade de vida por causa da tontura, a mediana do DHI foi de 44(mín14 - máx 76). Conclusões:Os pacientes avaliados com tontura apresentam prejuízo na qualidade de vida, em relação aos aspectos físicos, funcionais e emocionais, avaliados à aplicação do DHI brasileiro e alteração de equilíbrio e risco de quedas quando avaliados pelos teste de Romberg e Escala de Berg. Buscando-se diminuir o impacto que os sintomas vestibulares provocam na qualidade de vida dos pacientes, é necessário maiores estudos com a reabilitação física destes pacientes.Referências:Mira E. Improving the quality of life in patients with vestibular disorders: the role of medical treatments and physical rehabilitation. International Journal of Clinical Practice Chu YT, Cheng L. Vertigo and dizziness. Acta Neurology Taiwan. 2007 Mar;16(1):50-60.Pedalini,M.E.B. R. S. M. Bittar, L. G. Formigoni, O. L. M. Cruz, R. F. Bento, A. A. Reabilitação Vestibular como tratamento da tontura: experiência com 116 casos. Miniti. Otorrinolaringologia 1999; 3:74-8.S. R. Silveira, C. K. Taguchi, F. F. Análise comparativa de duas linhas de tratamento para pacientes portadores de disfunção vestibular periférica com idade superior a sessenta anos.Ganança. Acta AWHO 2002; 21 (1):116-128.B. M. B. Ramos; XVI SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E I MOSTRA DE TRABALHOS DA PÓSGRADUAÇÃO 06 A 11 DE OUTUBRO DE 2008 Monografia, Universidade de São Paulo, 2003.F. F. Ganança, A. S. O. Castro, F. C. Branco. Interferência da tontura na qualidade de vida de pacientes com síndrome vestibular periférica Revista Brasileira de Otorrinolaringologia 2004 v. 70 n1. Palavras-chave: tontura, equilíbrio, vestibulopatias, qualidade de vida, fisioterapia XVI SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E I MOSTRA DE TRABALHOS DA PÓSGRADUAÇÃO 06 A 11 DE OUTUBRO DE 2008 Nome do Pesquisador (Aluno): Tainá Varesqui Zeferino, Diogo de Sá Palis e Souza, Greicyelle Vilas Boas Fernandes. Nome do Orientador: Christiane De S. Guerino Macedo Titulação do Orientador: Mestre em Biodinâmica do Movimento pela USP/UEL - 2000 Instituição: Universidade Estadual de Londrina Curso para apresentação: FISIOTERAPIA EFEITO DA TERAPIA MANUAL NA DOR E MOBILIDADE LOMBAR DE ATLETAS COM LOMBALGIA A lombalgia em atletas torna-se freqüente em função do excesso de treinamento e traumas relacionados ao esporte, com conseqüências negativas sobre o desempenho do atleta; assim o tratamento da mesma deve permitir o retorno mais precoce ao esporte competitivo e a terapia manual pode ser um bom recurso para a redução da dor e melhora da mobilidade lombar. O objetivo do presente trabalho foi verificar o efeito de um protocolo de terapia manual na dor e mobilidade lombar em atletas. A amostra foi composta por 18 atletas de ambos os sexos, com idade entre 15 e 17 anos, com queixa de dor lombar há pelo menos quatro semanas, em treinamentos e competições. A coleta foi realizada por meio da escala visual analógica de dor (EVA) e do teste de Shober Modificado-Modificado. Os atletas foram avaliados inicialmente e, logo após, encaminhados ao protocolo de terapia manual realizado uma única vez. Imediatamente após o término do protocolo a avaliação foi novamente realizada. A análise estatística foi composta pelos testes de Shapiro Wilks e test t de student para amostras pareadas. O nível de significância foi estabelecido em 5%. Como resultado observou-se dor inicial de 5,38 (DP=1,78) e final de 2,72 (DP=1,96). Para o Índice de Shober Modificado-Modificado apontou-se inicialmente 20,08 (DP=1,23) e ao final 20,5 (DP=0,82). A análise estatística apontou p=0,00 para a dor e p=0,04 para a mobilidade lombar. Pode-se Concluir que a terapia manual, realizada uma única vez, apresentou efeito positivo na dor e na mobilidade lombar de atletas com lombalgia, o que a torna um recurso de eleição, pois pode proporcionar um retorno mais rápido ao esporte competitivo. Palavras-chave: Lombalgia, Terapia Manual e Atletas. XVI SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E I MOSTRA DE TRABALHOS DA PÓSGRADUAÇÃO 06 A 11 DE OUTUBRO DE 2008 Nome do Pesquisador (Aluno): Tainá Varesqui Zeferino, Diogo de Sá Palis e Souza, Greicyelle Vilas Boas Fernandes. Nome do Orientador: Christiane De S. Guerino Macedo. Titulação do Orientador: Instituição: Universidade Estadual de Londrina Curso para apresentação: FISIOTERAPIA ÍNDICE DE INCAPACIDADE E QUALIDADE DE VIDA EM ATLETAS COM LOMBALGIA. A incidência da dor lombar durante a prática esportiva, em sua maioria, está ligada ao excesso de treinamento e traumas relacionados ao esporte, além de tensões psicológicas como o stress précompetição, busca por resultados, pressão externa (família, equipe, patrocinadores), como conseqüências negativas sobre o desempenho do atleta. O Objetivo deste estudo foi analisar o índice de incapacidade e qualidade de vida em atletas de ambos os sexos com lombalgia, praticantes de atletismo, basquete, futsal, handebol e voleibol. Foram aplicados os questionários SF-36 (Questionário de qualidade de vida) e ROLAND-MORRIS (Questionário específico para dor lombar). Avaliou-se 20 atletas de idade entre 15 e 17 anos, ambos os sexos, 6 do sexo feminino e 14 do sexo masculino, de diferentes modalidades esportivas, com queixa de dor lombar há pelo menos quatro semanas, em treinamento e competições. A análise estatística foi descritiva e realizou-se por meio de média e desvio padrão. Como resultado, observou-se que os atletas mesmo durante as competições apresentam incapacidade em relação a determinadas posições, a qualidade do sono e a freqüência da dor. A análise do Roland-Morris demonstrou incapacidade de 4,75 (DP= 3,12). A análise da qualidade de vida demonstrou capacidade funcional de 81,75 (DP= 14,44), aspectos físicos de 87,5 (DP= 20,67), dor de 54,5 (DP= 19,41), estado geral da saúde de 77,1 (DP= 20,29), vitalidade de 65 (DP= 16,38), aspectos sociais de 78,75 (DP= 24,36), aspectos emocionais de 84,99 (DP= 29,57) e saúde mental de 73,4 (DP= 19,90). Concluiu-se que os atletas, mesmo durante competições, apresentam alterações funcionais e alterações na qualidade de vida, visto que o melhor índice seria 100. Vários parâmetros analisados apresentaram déficits, principalmente os aspectos de dor, vitalidade e saúde mental. Palavras-chave: Incapacidade, Lombalgia, Atletas. XVI SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E I MOSTRA DE TRABALHOS DA PÓSGRADUAÇÃO 06 A 11 DE OUTUBRO DE 2008 Nome do Pesquisador (Aluno): Tane Christine Saito, Fernanda Yamashita Nome do Orientador: Suhaila Smaili Santos Titulação do Orientador: Doutora Instituição: Centro Universitário Filadélfia Unifil Curso para apresentação: FISIOTERAPIA Avaliação da marcha em homens com Doença de Parkinson O presente estudo objetivou avaliar e caracterizar a marcha em homens com Doença de Parkinson, por meio de testes e escalas específicas. Participaram deste estudo 11 indivíduos, do sexo masculino, com diagnóstico de DP e faixa etária acima de 54 anos, não institucionalizados e classificados entre os estágios 1-3, segundo a Escala de Estadiamento de Hoenh e Yahr (HY) modificada. Todos os participantes assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido segundo os critérios do Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Estadual de Londrina. Foram excluídos do estudo indivíduos que realizassem outro tratamento terapêutico além do medicamentoso ou que apresentavam outras doenças neurológicas associadas. Integraram a avaliação os seguintes testes e instrumentos: avaliação fisioterápica neurofuncional, avaliação dinâmica da marcha por meio de imagens de vídeo, teste de impressão plantar (foot print) realizado em uma pista de 5 metros de comprimento e Up and go test. As variáveis avaliadas relacionadas à marcha foram: velocidade, cadência, tempo, comprimento do passo e passada e número de passos. Os dados são apresentados segundo média e desvio padrão, sendo idade e tempo diagnóstico 67,1(8,2) anos e 61,1 (51,2) meses, respectivamente, Up and go test 13,3(5,1)seg, comprimento do passo 48,2(12,4) cm, passada 93,4(26,3) cm, o número de passos em uma pista de 10 metros 21,9(4,3) passos, o tempo cronometrado em 6 metros 7,9(1,6) seg, a velocidade 0,8(0,15) metros por seg e a cadência 102(12,0) passos por min. Todos os pacientes avaliados foram classificados entre 1 e 3 da Escala de HY modificada, obtendo média de 1,7(0,9). Em estudo realizado por Dias et al. em 2005, encontrou-se os seguintes resultados: número de passos em 10 metros, média de 18,37(2,78) passos, comprimento do passo 0,49(0,06)m, velocidade 0,87(0,15) metros por seg. e cadência 95,6(11,59) passos por minuto, sendo estes dados semelhantes aos encontrados no presente estudo. Pode se concluir que as alterações do padrão da marcha registradas na maioria dos pacientes avaliados contribuem para a restrição da mobilidade e independência dos mesmos. O conhecimento e a mensuração das habilidades de marcha por meio de métodos descritivos e objetivos torna-se fundamental para a orientação de um programa fisioterapêutico adequado e a monitorização freqüente da evolução do paciente dentro deste programa, proporcionando um tratamento voltado as reais necessidades do indivíduo. Palavras-chave: Doença de Parkinson, marcha, avaliação neurofuncional. XVI SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E I MOSTRA DE TRABALHOS DA PÓSGRADUAÇÃO 06 A 11 DE OUTUBRO DE 2008 Nome do Pesquisador (Aluno): Thaís Fernanada Schmidt Nome do Orientador: Valéria Cristina Zamataro Tessaro e Cristiane de Fátima Travensolo Titulação do Orientador: Especialista em neuroanatomia funcional em adultos, e mestre e especialista em respiratoria Instituição: Centro Universitario Filadelfia Unifil Curso para apresentação: FISIOTERAPIA ADEQUAÇÃO DA POSTURA CORPORAL DE PACIENTES INTERNADOS EM HOSPITAL DE GRANDE PORTE DE LONDRINA, PR. Postura é a posição que o corpo assume no espaço em função da interação de quatro constituintes anatômicos: ossos, articulações, discos e músculos. Segundo a Academia Americana de Ortopedia, a boa postura é o equilíbrio adequado entre as estruturas de suporte do corpo, que protegem o mesmo contra agressões ou, deformidades progressivas. A boa postura é aquela relacionada à saúde e vigor físico, devendo promover o relaxamento e o conforto corporal, enquanto a má postura é associada a doenças e complicações. De acordo com Kendall (1999), a má postura apresenta maior incidência na população. Existem diferentes fatores ligados às posturas inadequadas, relativas ao trabalho, aos esforços repetitivos ou, ao repouso prolongado, que podem causar complicações osteomiarticulares, circulatórias, cutâneas ou, respiratórias. O presente trabalho demonstrou a adequação da postura corporal de pacientes internados em enfermaria e na Unidade de Cuidados Intensivos (UCI), de um hospital de grande porte de Londrina, Pr., objetivando além do conforto do paciente, minimizar ou, evitar complicações decorrentes da manutenção prolongada de posturas inadequadas no leito ou, em poltronas. O trabalho foi realizado, no período de agosto a setembro de 2008, com 10 pacientes, por meio de registro de fotos de posturas corporais inadequadas e dos reposicionamentos apropriados para cada caso. As más posturas corporais encontradas podem estar relacionadas às características da patologia, tempo de internamento, pouco conhecimento da equipe de saúde sobre as complicações da postura inadequada além, da alta rotatividade e pouca quantidade de profissionais da assistência nos setores relacionados. Este estudo reforça a importância que a boa postura tem na prevenção de complicações do paciente hospitalizado, com uma equipe de saúde que tenha visão holística para adequá-la da melhor forma possível, a fim de otimizar as funções osteomioarticular, circulatória, cutânea e respiratória. É uma forma fácil, prática, objetiva e de baixo custo que deveria ser praticada diariamente em todas as unidades hospitalares. Palavras-chave: Postura, Complicações, Hospital XVI SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E I MOSTRA DE TRABALHOS DA PÓSGRADUAÇÃO 06 A 11 DE OUTUBRO DE 2008 Nome do Pesquisador (Aluno): Thaís Fernanda Schmidt Nome do Orientador: Cristiane de Fátima Travensolo e Valéria Cristina Zamataro Tessaro Titulação do Orientador: Profª. Msc Instituição: Centro Universitário Filadélfia Unifil Curso para apresentação: FISIOTERAPIA PREVALÊNCIA DE INTERNAÇÃO HOSPITALAR POR PROBLEMAS CARDIORRESPIRATÓRIOS EM ENFERMARIA DO SUS DE UM HOSPITAL DE GRANDE COMPLEXIDADE DE LONDRINA ATENDIDOS PELOS DISCENTES DO 4º ANO DE FISIOTERAPIA DA UNIFIL As doenças do sistema cardiorrespiratório são causas de grande morbimortalidade, e frequentemente os pacientes necessitam de internação hospitalar. Na população jovem os acidentes de trânsito e ferimentos por arma de fogo são causas importantes de internação, já na adulta e idosa as doenças crônicas como Insuficiência Cardíaca e Coronariana, Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica e Infecções pulmonares são mais prevalentes. Segundo o DATASUS, de janeiro a junho de 2008 foram hospitalizados 852 pacientes com doenças do sistema respiratório e 2.324 pacientes com doenças do sistema circulatório na macro-região de Londrina. O objetivo desse estudo foi verificar a prevalência de internação hospitalar por problemas cardiorrespiratórios em enfermaria do SUS de um hospital de grande complexidade de Londrina atendidos pelos discentes do 4º ano de fisioterapia da Unifil. Os dados foram coletados do livrocontrole dos atendimentos realizados pelos discentes, entre fevereiro e julho de 2007. Foram excluídos os diagnósticos não pertencentes às patologias do sistema cardiorrespiratório. No presente estudo, 39 pacientes necessitaram de internação hospitalar por cardiopatias (19 homens, 20 mulheres), três pacientes com idade entre 20 – 29 anos (2 mulheres, 1 homem), 6 entre 40 - 49 (4 mulheres, 2 homens), 10 entre 50 - 59 (6 homens, 4 mulheres), 9 entre 60 - 69 (6 homens, 3 mulheres), de 70 - 79 anos 8 pacientes (4 homens, 4 mulheres) e três mulheres acima de 80 anos. 51,28% das cardiopatias foram em idosos, 18 pacientes foram submetidos à Revascularização do Miocárdio (12 homens, 6 mulheres, 10 idosos). Esses dados demonstram que no grupo estudado a idade por si só não foi contra-indicação para procedimentos cirúrgicos. O estudo está de acordo com o DATASUS, onde 53,70% eram idosos. No grupo das pneumopatias 26 pacientes necessitaram de internação hospitalar: (12 mulheres, 14 homens), quatro pacientes tinham entre 20 - 29 anos (3 homens, 1 mulher), uma mulher entre 30 - 39, cinco pacientes entre 40 - 49 (4 homens, 1 mulher), dois homens entre 50 – 59, quatro pacientes (3 mulheres, 1 homem) entre 60 e 69 anos, cinco pacientes (2 mulheres - 3 homens) entre 70 e 79 anos e cinco acima de 80 anos (4 mulheres e 1 homem). Observamos que o número de idosos (acima de 60 anos) correspondeu a 53,84%, dados semelhantes ao DATASUS, onde 62,20% eram idosos. As principais doenças encontradas foram: Infecções pulmonares 8 pacientes: cinco mulheres (4 idosas), três homens (2 idosos), dado que enfatiza a necessidade de prevenção de infecções na população idosa e reforça a importância das campanhas de vacinação contra gripe e pneumonia, bem como a necessidade de intensificar o trabalho fisioterapêutico ambulatorial e domiciliar. Em seguida a DPOC (7 pacientes: 4 mulheres, 3 homens), mostrando que as mulheres da amostra foram expostas aos fatores de risco para a DPOC tanto quanto os homens. Mulheres e homens estiveram sujeitos à internação hospitalar por motivos cardiorrespiratórios, e a faixa etária mais atingida foi a idosa, fazendo-se necessário que medidas preventivas e reabilitação sejam implementadas cada vez mais para minimizar novas internações. Palavras-chave: Internação Hospitalar, Cardiorrespiratórios, Fisioterapia XVI SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E I MOSTRA DE TRABALHOS DA PÓSGRADUAÇÃO 06 A 11 DE OUTUBRO DE 2008 Nome do Pesquisador (Aluno): Thaís Fernanda Schmidt Nome do Orientador: Cristiane de Fátima Travensolo Titulação do Orientador: Mestre em gerontologia especialista em respiratória Instituição: Centro Universitário Filadélfia Unifil Curso para apresentação: FISIOTERAPIA PERFIL E INCIDÊNCIA DE COMPLICAÇÕES DOS PACIENTES COM DIAGNÓSTICO DE ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL (AVC) AGUDO INTERNADOS NA ENFERMARIA DO SUS DE UM HOSPITAL DE GRANDE COMPLEXIDADE DA CIDADE DE LONDRINA Resumo: O Acidente Vascular Cerebral (AVC), comumente conhecido como “derrame cerebral”, pode resultar tanto na restrição à irrigação sanguínea ao cérebro (AVCI), quanto na hemorragia causada por rompimento de vasos do parênquima cerebral (AVCH). Essas alterações cursam com lesão celular e danos às funções neurológicas, podendo o paciente evoluir com deficiência na função motora, sensitiva, mental, perceptiva ou de linguagem. É uma síndrome neurológica súbita, em maior ou menor grau de sofrimento, com perda ou diminuição das respectivas funções de acordo com o vaso cerebral acometido. Após as cardiopatias e o câncer, as doenças vasculares cerebrais são a causa mais freqüente de morte no mundo ocidental. Segundo um estudo realizado por MORAES (2002), estima-se uma incidência anual de 320 a 400 novos casos para cada 100.000 habitantes nos países ocidentais. O objetivo geral do estudo foi verificar o perfil e a incidência de complicações dos pacientes com diagnóstico de AVC internados na enfermaria de um hospital de grande complexidade da cidade de Londrina. Os objetivos específicos foram: compreender os aspectos do quadro clínico, caracterizar os indivíduos internados e identificar as complicações de pacientes com AVC em fase aguda durante o período de internação hospitalar. A metodologia foi um Ensaio Clínico não controlado, realizado em um Hospital de grande complexidade da cidade de Londrina-PR. A amostra constituiu da pesquisa de prontuários médicos dos pacientes, onde foi observado diretamente, sem participação, utilizando uma tabela elaborada pela própria pesquisadora durante os meses de maio, junho, julho e agosto de 2008. Foram excluídos da pesquisa os pacientes que não se encontravam na fase aguda do AVC e aqueles que não estavam sendo acompanhados pelos discentes do 4º ano de fisioterapia da Unifil (sob supervisão do docente responsável). Como resultados obtivemos uma amostra de 15 pacientes com AVC, sendo 12 isquêmicos e três hemorrágicos, 46,7 do sexo masculino e 53,3 feminino. A duas faixas etárias mais comprometidas foram a de 40-49 anos (quatro pacientes: 2 homens e 2 mulheres) e a de 60-69 anos (4 pacientes: 3 homens e 1 mulher). Três mulheres tinham entre 50-59 anos, 2 pacientes (1 homem e 1 mulher), com mais de 80 anos, 1 homem 70 anos e uma mulher de 16 anos. As principais complicações foram: úlceras por pressão (7 pacientes), febre (9 pacientes), acúmulo de secreção pulmonar (7 pacientes), pneumonias (4 pacientes), traqueostomia (3 pacientes), infecção trato urinário (2 pacientes), crise convulsiva (2 pacientes), 1 paciente evoluiu com trombose venosa profunda e 2 pacientes com infecção por bactéria multi-resistente, dentre outras. As complicações estão relacionadas ao tempo de internação hospitalar, presença de comorbidades e idade dos pacientes, onde a média foi 56,46 e o tempo de internação acompanhados pela fisioterapia 17,06 dias. Na amostra estudada três pacientes foram a óbito e 12 pacientes receberam alta hospitalar. Palavras-chave: Complicações, Acidente Vascular Cerebral, Fisioterapia XVI SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E I MOSTRA DE TRABALHOS DA PÓSGRADUAÇÃO 06 A 11 DE OUTUBRO DE 2008 Nome do Pesquisador (Aluno): Vanessa Curci Salvador Nome do Orientador: Valéria Cristina Zamataro Tessaro Titulação do Orientador: Especialista em Fisioterapia Neurofuncional Adulto Instituição:Centro Universitário Filadélfia Unifil Curso para apresentação: FISIOTERAPIA BENEFÍCIOS DA UTILIZAÇÃO DA BANDAGEM FUNCIONAL EM OMBRO DOLOROSO PÓS ACIDENTE VASCULAR ENCEFÁLICO Ombro doloroso é uma complicação que ocorre em aproximadamente 75% dos pacientes com hemiplegia/hemiparesia por acidente vascular encefálico (AVE), que dificulta a recuperação neuromotora e gera incapacidade funcional. O ombro doloroso ocorre tanto na fase aguda como crônica da doença, sendo que 20% dos pacientes com seqüela de AVE relatam dor entre a primeira e segunda semana após o evento. Ele é caracterizado por dor e perda progressiva da amplitude de movimento articular de ombro, em virtude da subluxação glenoumeral e distensão da cápsula articular, agravadas por fraqueza muscular, imobilidade prolongada, manuseio e posicionamento inadequados. Segundo Walsh (2001), o problema pode ser exacerbado em pacientes com déficits sensoriais. Caso o paciente não tenha o tratamento adequado irá apresentar dor forte e difusa, podendo afetar todo o membro superior. O tratamento do ombro doloroso para ser efetivo deve ser o mais precoce possível, com o posicionamento adequado da articulação do ombro para melhora da dor e manutenção dos movimentos funcionais. Para isso, a bandagem funcional é uma das alternativas utilizadas pela Fisioterapia, com a aplicação de faixas de esparadrapos na articulação do ombro, de maneira confortável, para alinhamento anatômico normal. O presente estudo avaliou os benefícios da utilização da bandagem funcional em um paciente da Clínica de Fisioterapia da Unifil, com hemiparesia à direita por AVE e presença de ombro doloroso. Foram utilizados como instrumentos de avaliação a escala visual analógica de dor e a goniometria das amplitudes de movimentos passivas (ADMs) de ombro, antes da colocação da bandagem e após 3 dias de uso. Os resultados obtidos foram satisfatórios com relação à diminuição da dor e ao aumento das ADMs de ombro. Embora haja necessidade de outros estudos com uma amostragem maior, é certo que a diminuição da dor influencia positivamente a recuperação destes pacientes, incrementando suas atividades funcionais e tornando-os mais independentes nas atividades de vida diária. Palavras-chave: ombro doloroso, bandagem funcional, acidente vascular encefálic XVI SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E I MOSTRA DE TRABALHOS DA PÓSGRADUAÇÃO 06 A 11 DE OUTUBRO DE 2008 Nome do Pesquisador (Aluno): Ana Carolina de Athayde Raymundi Braz 1 Nome do Orientador: Maria Lucia da Silva Lopes Titulação do Orientador:Mestre Instituição:Centro Universitário Filadélfia Unifil Curso para apresentação: FISIOTERAPIA SÍNDROME DO RESPIRADOR ORAL: UM PROBLEMA DE SAÚDE COLETIVA Resumo2 O trabalho ora apresentado aborda a relação entre o repirador oral e a saúde pública. A motivação para a análise dessa relação, originou-se do seguinte questionamento: como o respirador oral é assistido pela saúde pública?. Inúmeros estudos, afirmam que a qualidade de vida é influenciada pela respiração, e quando esta não ocorre de forma adequada, podem surgir alterações orgânicas e funcionais no organismo que modificam o estilo de vida do indivíduo. Problemas mecânicos e funcionais na passagem do ar pelas vias aéreas superiores desencadeiam mudanças no processo respiratório, como, a diminuição da captação de oxigênio e a diminuição da oxigenação cerebral. Estes, por sua vez, propiciam o surgimento de problemas corporais e psicológicos na criança que acaba por adotar uma respiração oral. A busca constante pela prevenção em saúde é fundamental. Faz-se necessária a atuação de uma equipe multiprofissional junto ao Respirador Oral, incluindo profissionais fonoaudiólogos, fisioterapeutas, médicos e pedagogos, a fim de tratar esses indivíduos em sua integralidade. Palavras-chave: Atenção à saúde. Respirador oral. Saúde Coletiva. INTRODUÇÃO E OBJETIVOS A respiração é um processo fisiológico vital aos seres humanos, estes nascem respirando pelo nariz, se não ocorrer qualquer tipo de impedimento mecânico ou fisiológico e assim continuam durante toda a vida. Segundo Costa (2004), o sistema respiratório pode ser definido de forma breve e sucinta, como um sistema de vias aéreas (superiores e inferiores) unido a um par de pulmões, estando estes contidos na caixa torácica. 1 Mestre em Saúde Coletiva. Coordenadora e docente do Curso de Especialização em Saúde Coletiva e da Família do Centro Universitário Filadélfia – UniFil. 2 Mestre em Saúde Coletiva. Coordenadora e docente do Curso de Especialização em Saúde Coletiva e da Família do Centro Universitário Filadélfia – UniFil. XVI SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E I MOSTRA DE TRABALHOS DA PÓSGRADUAÇÃO 06 A 11 DE OUTUBRO DE 2008 A respiração nasal é a respiração considerada normal, ou seja, fisiológica do ser humano. Para que esta ocorra é necessária uma integridade anatômica bem como funcional das vias aéreas. Uma simples obstrução da passagem de ar é suficiente para que o indivíduo modifique seu padrão respiratório e inicie a respiração bucal no sentido de manter suas funções vitais. Carvalho (2000) coloca que o padrão correto de respiração é nasal e quando, por diferentes motivos tal padrão é substituído por um padrão de suplência bucal ou misto, tem-se um paciente chamado Respirador Oral. Sendo a respiração nasal uma função fisiológica, ela é necessária para que as estruturas orofaciais mantenham-se e desenvolvamse. Alguns pacientes tornam-se respiradores bucais por força do hábito, muitas vezes adquiridos em períodos de obstrução nasal (LARA; SILVA, 2007). Outros têm como causa da respiração oral, fatores orgânicos que impedem a passagem do ar através da estrutura nasal como a hipertrofia de amígdalas palatinas ou amígdalas faríngeas, a rinite alérgica e o desvio do septo nasal. A respiração está diretamente ligada à qualidade de vida e, quando esta não ocorre de forma adequada, podem surgir alterações orgânicas e funcionais no organismo que transformam o estilo de vida do indivíduo. Problemas na passagem do ar pelas vias aéreas superiores acarretam em mudanças no processo respiratório, levando por conseqüência a diminuição da captação de oxigênio e de oxigenação cerebral. Dessa forma o indivíduo tende a utilizar mecanismos de compensação adotando o padrão respiratório oral (SÁ FILHO, 2004). Conforme apresenta Carvalho (2000), a obstrução em vias aéreas superiores causa um déficit de grande importância no processo respiratório, pois leva o indivíduo a inspirar pela boca. Sendo assim, ocorre prejuízo na captação de oxigênio através do nariz, a boca não substitui a função nasal, pois não corresponde às funções de filtrar, umidificar e aquecer o ar inspirado; o ar seco e impuro dificulta a troca gasosa. Portanto, quando a respiração oral substitui a respiração nasal, ocorre uma diminuição na capacidade de oxigenação e, conseqüentemente, surgem alterações no organismo. METODOLOGIA XVI SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E I MOSTRA DE TRABALHOS DA PÓSGRADUAÇÃO 06 A 11 DE OUTUBRO DE 2008 Esta pesquisa fundamenta-se em fontes bibliográficas e documentais sobre o tema em questão e utiliza como técnicas e procedimentos de coleta de dados, levantamento, leituras e reflexões sobre a respiração oral e a assistência da saúde pública ao respirador oral. RESULTADOS E CONSIDERAÇÕES FINAIS A respiração oral se reflete em todo organismo da criança ou do adulto não apenas em sua boca ou face. Carvalho (2000) explica que o respirador oral apresenta alterações orgânico-funcionais, miofaciais, miobucais, posturais, expressivas, sócio- emocionais, digestivas, visuais, de equilíbrio, de oclusão dentária, do crescimento crâniofacial e da fala. O indivíduo respirador oral apresenta “olhar apagado” e olheiras, como conseqüência da hipotonia dos músculos da face e pelo prejuízo causado ao sono, sendo freqüentes os períodos de apnéia e a busca por uma postura que diminua a sensação de sufocamento durante o sono. (CARVALHO, 1996). Ainda segundo o mesmo autor, a respiração oral torna o indivíduo inquieto, irritado e ansioso. Na fase escolar a criança apresenta comportamento relacionado com indisciplina e de falta de concentração, uma vez que sofre com a baixa oxigenação cerebral provocada pela respiração de suplência e por dormir mal. Outra conseqüência da respiração oral de grande importância e relevância é a alteração postural, o indivíduo adquire um padrão postural anormal, uma vez que necessita posicionar sua estrutura músculo-esquelética de forma a facilitar a respiração e entrada do ar. Modificando sua postura projeta a cabeça para frente, comprometendo a musculatura do pescoço e da cintura escapular: a região cervical coloca-se anteriorizada, com elevação das escápulas, protusão dos ombros e depressão da região anterior do tórax. Para um melhor equilíbrio do corpo, o respirador oral projeta seus braços para trás e seu quadril para frente. A Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 estabelece a saúde como direito de todos e dever do Estado, sendo esta garantida mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doenças e outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para promoção, proteção e recuperação (BRASIL, 2008a). A Lei 8080/90 reafirma este conceito de saúde em seu art. 3º ao considerar que a XVI SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E I MOSTRA DE TRABALHOS DA PÓSGRADUAÇÃO 06 A 11 DE OUTUBRO DE 2008 saúde tem como fatores determinantes e condicionantes, entre outros, a alimentação, a moradia, o saneamento básico, o meio ambiente, o trabalho, a renda, a educação, o transporte, o lazer e o acesso aos bens e serviços essenciais (BRASIL, 2008b). A respiração oral é um problema preocupante para a saúde coletiva uma vez que pode acometer uma porcentagem elevada das crianças em idade escolar e se permanecer sem nenhum tipo de intervenção provoca diversas alterações e deformidades, levando danos à qualidade de vida por suas conseqüências físicas, sociais e psicológicas. O objetivo das ações de saúde para o problema da respiração oral é ter o paciente respirando pela via nasal, com a face crescendo harmoniosamente, livre do desconforto fisiológico e psicossocial da respiração bucal. Afinal, a natureza não dividiu o homem em partes; desta forma, cada especialidade guarda a responsabilidade de estar suficientemente informada e trabalhando em parceria com as demais, pois a meta é a saúde total integrada. (IANNI FILHO; BERTOLINI; LOPES, 2006). Portanto é de fundamental importância que as políticas de saúde implementem ações de saúde coletiva envolvendo a prevenção e promoção, bem como o tratamento para os indivíduos respiradores orais. A atuação deve ser multidisciplinar envolvendo profissionais médicos otorrinolaringologistas, médicos pediatras, fonoaudiólogos, fisioterapeutas, odontólogos, psicólogos e pedagogos. REFERÊNCIAS BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília: Presidência da República; Casa Civil; Subchefia para Assuntos Jurídicos. Disponível em: www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituiçao.htm. Acesso em: 18 out 2008a. BRASIL. Lei 8080 de 19 de setembro de 1990. Brasília: Presidência da República; Casa Civil; Subchefia para Assuntos Jurídicos. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8080.htm. Acesso em: 18 out 2008b. CARVALHO, G. D., “Síndrome do Respirador Bucal ou Insuficiente Respirador Nasal”. Revista Secretários de Saúde, II, nº 18, Minas Gerais, 1996. CARVALHO, M. P. Respiração bucal: uma visão fonoaudiológica na atuação multidisciplinar. Revista Brasileira de Medicina, v. 7, n. 2. 2000. Disponível em: http://www.cibersaude.com.br/revistas.asp?fase=r003&id_materia=119. Acesso em: 05 set 2008. COSTA, D. Fisioterapia respiratória básica. São Paulo: Atheneu, 2004. XVI SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E I MOSTRA DE TRABALHOS DA PÓSGRADUAÇÃO 06 A 11 DE OUTUBRO DE 2008 IANNI FILHO, D; BERTOLINI M, M; LOPES, M. L. Contribuição multidisciplinar no diagnóstico e tratamento das obstruções da nasofaringe e da respiração bucal. Revista Clínica de Ortodontia Dental Press. Maringá, v. 4, n. 6, 2006. LARA, A. M. A. E; SILVA, M. F. C., Respiração Bucal, revisão da literatura, SOTAU – Revista Virtual de Odontologia, v. 4, n. 1, p. 28-32, 2007 SÁ FILHO, F. P. G.; Fisiologia oral. São Paulo: Livraria Santos Editora, 2004. XVI SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E I MOSTRA DE TRABALHOS DA PÓSGRADUAÇÃO 06 A 11 DE OUTUBRO DE 2008