Nome do Pesquisador (Aluno): Aline de Souza
Nome do Orientador: Suhaila Mahmoud Smaili Santos
Titulação do Orientador: Doutora
Instituição: Universidade Estadual de Londrina
Curso para apresentação: FISIOTERAPIA
AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE FUNCIONAL E QUALIDADE DE VIDA EM MULHERES COM
DOENÇA DE PARKINSON
A doença de Parkinson (DP) é uma síndrome clínica degenerativa e progressiva do sistema
nervoso central que provoca desordens do movimento, devido à deficiência de dopamina na via
negro-estriatal do cérebro (GOULART e PEREIRA, 2005). O comprometimento físico-mental, o
emocional, o social e o econômico associados aos sinais e sintomas e às complicações
secundárias da DP interferem no nível de incapacidade do indivíduo e podem influenciar
negativamente a qualidade de vida (QV) do mesmo, levando-o ao isolamento e a pouca
participação na vida social, de acordo com o estudo de LANA et al., 2007. A depressão ocorre em
aproximadamente 40% dos pacientes com DP com uma incidência de 1,86% ao ano e um risco
acumulativo de 8,6% ao longo da vida (SILBERMAN et al., 2004). O presente trabalho objetivou
avaliar a funcionalidade e analisar a postura de mulheres com DP, suas implicações e aspectos
específicos relacionados à qualidade de vida. Trata-se de estudo transversal, com amostra
selecionada por conveniência e constituída por 10 pacientes do sexo feminino acompanhadas no
Ambulatório de Neurologia do Hospital das Clínicas da Universidade Estadual de Londrina. As
participantes foram submetidas à Avaliação Fisioterápica Neurológica, Avaliação Fisioterápica
Postural Estática utilizando o instrumento SAPO – Software de Avaliação Postural, Escala de
Hoehn e Yahr (HY), Escala Unificada para a Avaliação da Doença de Parkinson (UPDRS) –
utilizando os domínios atividade de vida diária e exame motor e Questionário para Qualidade de
Vida na Doença de Parkinson (PDQL). As pacientes avaliadas apresentaram média de 2,20±0,63
pontos na Escala de estadiamento de Hoehn e Yahr, sendo enquadradas entre os estágios 1 e 3.
A idade das participantes e o tempo de evolução da DP, segundo a mediana, foram
respectivamente, de 70,5 anos e de 6,5 anos. A aplicação da UPDRS revelou alterações no
domínio atividades de vida diária (AVD) com 16 pontos variando de 5 a 30 em um escore total de
52 pontos e no domínio exame motor 33,5 pontos com variação entre 3 e 33 num escore total de
56 pontos. Entre as AVDs, foram observadas predominantemente comprometimento moderado
da fala, com constantes solicitações para que a paciente repita frases; dificuldade e lentidão ao
vestir-se e colocar roupas de cama, necessitando muitas vezes de ajuda; mobilidade prejudicada
ao girar no leito e mesmo incapacidade ao rolar; presença de tremor com moderada intensidade,
causando incômodo às pacientes. As alterações posturais predominantes na Avaliação pelo
SAPO compreendem em vista lateral: anteriorização cervical, acentuação da cifose torácica e
flexão anterior de tronco; em vista anterior e posterior: desalinhamento das espinhas ilíacas
superiores, acrômios e cabeça e inclinação lateral da cervical e do tronco. Os dados obtidos
confirmam a literatura como no estudo de FERREIRA, et al. 2007 que descreve a chamada
postura em flexão caracterizada por flexão da cabeça, tronco ligeiramente inclinado para frente,
semiflexão das articulações de joelhos, quadris e cotovelos.
Palavras-chave: QUALIDADE
NEUROFUNCIONAL
DE
VIDA;
DOENÇA
DE
PARKINSON;
FISIOTERAPIA
XVI SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E I MOSTRA DE TRABALHOS DA PÓSGRADUAÇÃO
06 A 11 DE OUTUBRO DE 2008
Nome do Pesquisador (Aluno): Amanda Batista Venturini e Taismara Castelli dos Santos
Nome do Orientador: Solange Aparecida de Oliveira Neves
Titulação do Orientador: Mestrado
Instituição: - Centro Universitário Filadélfia Unifil
Curso para apresentação: FISIOTERAPIA
ANEMIA HEMOLÍTICA: CAUSAS E CONSEQÜÊNCIAS
A anemia hemolítica constitui estado anêmico decorrente da diminuição da sobrevida dos
glóbulos vermelhos e pode ter várias causas com conseqüências inofensivas ou até mesmo
ameaçar a vida. O objetivo desse trabalho foi descrever as causas e conseqüências da anemia
hemolítica. A anemia hemolítica ocorre quando há uma destruição grande de hemácias e a
medula óssea não consegue repor essa perda. Os fatores que levam a hemólise podem ser
intrínsecos (dentro da hemácia) ou extrínsecos (fora da hemácia). Dentre os fatores intrínsecos
destacam-se alterações metabólicas para produção de energia e alterações genéticas, o que
pode implicar em deformidades na hemácia. Quando as hemácias alteradas vão para a corrente
sangüínea, os macrófagos se encarregam de promover a fagocitose dessas células identificadas
como estranhas. Quanto aos fatores extrínsecos o uso de drogas, desenvolvimento de câncer,
doenças auto-imune, processos inflamatórios e infecciosos crônicos podem levar também a
quadro de anemia hemolítica. Com a diminuição de hemácia, há também redução de
hemoglogina o que implica em alterações do transporte de oxigênio para os vários tecidos.
Independente da causa que levou a anemia hemolítica, as manifestações clínicas estão
relacionadas a fadiga, fraqueza muscular, raciocínio lento, incapacidade de praticar exercícios e
tontura. Quando o caso é mais grave pode haver comprometimento cardíaco (infarto) e encefálico
(Acidente Vascular Encefálico). Além disso, pode surgir também icterícia com a pele amarelada
ou pálida, urina escura, esplenomegalia. Para o diagnóstico dever ser feito exame de sangue para
contagem de hemácias, quantificação de hemoglobina e dosagem de ferro. O tratamento da
anemia hemolítica depende da origem. Em alguns casos há transfusão de sangue ou
administração de ferro ou ácido fólico ou vitamina B12 e ainda remoção de baço. O portador de
anemia hemolítica não consegue exercitar durante muito tempo, pois há déficit de oxigênio na
musculatura, por isso não se devem adotar práticas exaustivas.
Palavras-chave: anemia hemolítica; hemácia; fraqueza muscular
XVI SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E I MOSTRA DE TRABALHOS DA PÓSGRADUAÇÃO
06 A 11 DE OUTUBRO DE 2008
Nome do Pesquisador (Aluno): Angélica do Prado Carlos, Isabele Hiromi Hamano
Nome do Orientador: Cristiane de Fátima Travensolo
Titulação do Orientador:
Instituição: Centro Universitário Filadélfia
Curso para apresentação: FISIOTERAPIA
Prevalência de quedas em idosos institucionalizados no Lar das vovozinhas e
vovozinhos da cidade de Londrina.
As alterações fisiológicas decorrentes do processo de envelhecimento humano são
geralmente evidentes, mas podem variar muito de pessoa para pessoa. Sabe-se que
essas alterações tornam os indivíduos idosos mais propensos a quedas por vários
fatores: diminuição da força muscular, alterações sensoriais, uso de polifarmácia, dentre
outros fatores. Queda é um dos temas mais valorizados pela gerontologia,principalmente
quando as pessoas consideram esse evento como sendo próprio do processo de
envelhecimento. Pessoas de todas as faixas etárias apresentam risco de sofrer queda,
porém o risco de cair aumenta significativamente com o avançar da idade, fato que
coloca o tema como um dos grandes problemas de saúde pública da atualidade. O
objetivo desse estudo foi identificar os fatores de risco e a prevalência de quedas de
idosos institucionalizados no Lar das vovozinhas Gilda Marconi e Lar dos vovozinhos
Raul Faria Carneiro. A amostra foi composta pelos idosos residentes na instituição
selecionados através da pontuação atingida no questionário Mini-Mental, e que aceitaram
participar do estudo. Após selecionada a amostra foi aplicado pelas pesquisadoras uma
avaliação fisioterapêutica seguida da Escala da Avaliação da Marcha de Tinetti e a
Escala de Equilíbrio de Berg. Foram avaliados 16 idosos, sendo nove homens e sete
mulheres, mas a amostra final encontrada foi de cinco idosos, os restantes se
enquadravam nos critérios de exclusão estabelecidos. Dos cinco idosos pesquisados,
duas mulheres e um homem relataram queda no último ano. No presente estudo,
encontramos que os idosos que sofreram queda, apresentaram um escore menor na
Escala de Berg e na Escala de Marcha de Tinetti. A queda é um evento importante na
população idosa institucionalizada e traz conseqüências que de uma forma geral,
interferem na qualidade de vida dos idosos. Portanto evitar o evento queda é considerado
uma conduta com a finalidade de criar estratégias educacionais e preventivas para a
manutenção da independência e saúde física do idoso, tanto em hospitais quantos em
instituições de longa permanência.
Palavras-chave: prevalência, quedas, fatores de risco, prevenção, fisioterapia.
XVI SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E I MOSTRA DE TRABALHOS DA PÓSGRADUAÇÃO
06 A 11 DE OUTUBRO DE 2008
Nome do Pesquisador (Aluno): Ariane Sorribas, Aline C. Maldonado, Ligia F. Bortolloti, Leticia
Casini, Claudiane P. Rodrigues.
Nome do Orientador: Cristiane Golias Gonçalves
Titulação do Orientador: Especialista
Instituição: Faculdade de Apucarana (FAP)
Curso para apresentação: FISIOTERAPIA
Interfaces de oxigenoterapia utilizados em RN
A oxigenoterapia consiste no tratamento da hipóxia por meio da inalação de oxigênio, a uma
pressão maior que a do ar ambiente, o que facilita a troca gasosa e reduz o trabalho respiratório.
O oxigênio utilizado deve ser umidificado e aquecido e a escolha da forma de administração
dependerá, principalmente, da eficiência do sistema a ser empregado. O objetivo do estudo foi
verificar quais as interfaces de oxigenoterapia mais utilizadas em recém-nascidos (RN)
prematuros que necessitaram de suporte de oxigênio durante o período de internação na Unidade
de Terapia Intensiva Neonatal do Hospital da Providência Materno Infantil na cidade de
Apucarana no período de janeiro a dezembro de 2007. Trata-se de um estudo descritivo
retrospectivo em que foram coletados dados em 91 prontuários de prematuros nascidos no ano
de 2007 por meio de um questionário previamente desenvolvido. Dos prematuros nascidos nesse
período 58% eram do sexo masculino, com idade gestacional de 33 ± 4 semanas e média de
peso ao nascimento de 2102,09g. Na população estudada 85% necessitaram de oxigenoterapia,
sendo a media de utilização de 6 ± 5 dias. A interface mais utilizada foi o capacete de oxigênio em
75% dos prematuros e em 66% utilizou-se a administração de oxigênio programando na
incubadora Vision e os cateteres nasais em 3%. O tempo de internação foi de 19 ± 13 dias. Dos
prematuros nascidos 9% foram a óbito, sendo que destes 25% utilizaram oxigenoterapia.
Verificou-se nesta amostra que a interface mais utilizada foi o capacete que é um dispositivo de
fácil instalação e manuseio pela equipe da Unidade de terapia Intensiva.
Palavras-chave: Prematuridade, Oxigenoterapia, Unidade de Terapia Intensiva.
XVI SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E I MOSTRA DE TRABALHOS DA PÓSGRADUAÇÃO
06 A 11 DE OUTUBRO DE 2008
Nome do Pesquisador (Aluno): Carolina Kruleske da Silva, Ana Martina Del Masso Ferreira,
Larissa Laskovski, Mara Lúcia Garanhani, Michelle Damasceno Moreira,
Nome do Orientador: Márcia Regina Garanhani
Titulação do Orientador: Mestre
Instituição: Universidade Estadual de Londrina
Curso para apresentação: FISIOTERAPIA
O RETORNO AO DOMICÍLIO PARA INDIVÍDUOS APÓS ACIDENTE
ENCEFÁLICO E PARA SEUS CUIDADORES – UM ESTUDO QUALITATIVO.
VASCULAR
O quadro clínico, após o acidente vascular encefálico (AVE), pode apresentar comprometimentos
motores, sensoriais, mentais, cognitivos e perceptivos, com vários graus de incapacidade, desde
a parcial até a total dependência. Assim requer o envolvimento dos familiares e cuidadores para o
sucesso na reabilitação. Muitos estudos têm investigado as vantagens da orientação no
tratamento de indivíduos após o AVE, entretanto, poucos analisam a opinião destes indivíduos e
de seus cuidadores sobre suas reais dificuldades e necessidades no retorno ao domicílio. O
conhecimento das necessidades e dificuldades destes indivíduos permite a construção de um
plano de orientações fisioterapêuticas que facilite o cuidado no domicilio e promova de forma mais
efetiva a independência funcional destes indivíduos. O objetivo deste estudo foi identificar as
necessidades dos indivíduos com acidente vascular encefálico e de seus cuidadores no retorno
ao seu domicílio.O estudo foi desenvolvido por meio da abordagem qualitativa, através de
entrevista semi-estruturada. A amostra foi composta por dois indivíduos e seus cuidadores. Todos
os participantes foram previamente informados sobre os propósitos do estudo e assinaram o
termo de consentimento livre e esclarecido aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do
Hospital Universitário da Universidade Estadual de Londrina, parecer nº269/06. A entrevista semiestruturada foi realizada com o objetivo de obter informações acerca das experiências e
necessidades enfrentadas por cuidadores e indivíduos com AVE no domicílio após a alta
hospitalar. O roteiro apresentou perguntas referentes às rotinas de vida diária. A entrevista foi
gravada, transcrita sem correções ortográficas e submetida à análise de discurso preconizada por
Martins e Bicudo, possibilitando a busca da inteligibilidade presente em cada discurso, nas suas
inter-relações e na sua unidade estrutural. Os indivíduos após o AVE estão apresentados pela
letra P e seus cuidadores com a letra CO participante P1-gênero masculino, 60 anos, primário
incompleto; sua cuidadora C1-esposa, 51 anos, ensino fundamental incompleto, vivendo juntos há
três anos; P2-gênero masculino, 32 anos, ensino médio completo, casado, dois filhos menores, e
sua cuidadora C2-esposa, 25 anos, ensino médio completo. As categorias resultantes da análise
dos discursos dos participantes indivíduos após o AVE foram: 1) sentir-se em casa, 2) tomar
consciência da incapacidade e suas limitações, 3) executar as rotinas nas atividades de vida
diária e 4) o papel das orientações; e para os cuidadores foram: 1) sentir-se cuidador, 2) executar
as rotinas das atividades de vida diária e 3) o papel das orientações. O preparo dos cuidadores na
alta hospitalar é uma importante ferramenta para que estes desempenhem com mais qualidade o
papel de cuidador no domicílio. Os cuidadores familiares devem ser ouvidos em suas dúvidas,
respeitados em suas opiniões e observações, além de serem orientados sobre os cuidados a
serem desenvolvidos no domicílio. O envolvimento da família no cuidado e a educação sobre a
recuperação após o AVE contribuem para melhor qualidade de vida, tanto para o paciente, quanto
para os próprios familiares. Conhecer a experiência vivida no ambiente domiciliar, após a alta
hospitalar, pode revelar as angústias e dificuldades de indivíduos após AVE e seus cuidadores.
Isso pode subsidiar a construção de um plano de orientações fisioterapêuticas com base nas
necessidades desses contribuindo para o sucesso da reabilitação.Radanovic, M. Características
do atendimento de pacientes com acidente vascular cerebral em hospital secundário. Arq.
Neuropsiquiatria, 2000, 58(1), 99-106.ui, M.H.; Ross, F.M.; Thompson, D.R. Supporting family
caregivers in stroke care: a review of the evidence for problem solving. Stroke. 2005, 36(11),
XVI SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E I MOSTRA DE TRABALHOS DA PÓSGRADUAÇÃO
06 A 11 DE OUTUBRO DE 2008
2514-22.Martins, J.; Bicudo, M.A.V. A pesquisa Qualitativa em Psicologia: fundamentos e
recursos básicos. Ed.: EDUC/Moraes Ltda. 5ª ed. São Paulo, 2005. p.110.Wachters-Kaufmann,
C.S.; Schuling, J. Patient information after a stroke: the needs in relation to the different phases.
Ned. Tijdschr. Geneeskd. 2004, 148(1) 4-6.Clark, M.S.; Rubenach, S.; Winsor, A. A randomized
controlled trial of an education and counseling intervention for families after stroke. Clinical
Rehabilitation. 2003, 17, 703-12.Held, J.M.; Pay, T. Recuperação da função após lesão cerebral.
In: COHEN, H. Neurociência para fisioterapeutas: incluindo correlações clínicas. Ed.: Manole. São
Paulo, 419-40.
Palavras-chave: Palavras-chave: acidente vascular encefálico, cuidadores, orientação.
XVI SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E I MOSTRA DE TRABALHOS DA PÓSGRADUAÇÃO
06 A 11 DE OUTUBRO DE 2008
Nome do Pesquisador (Aluno): Caroline Mari Oyama
Nome do Orientador: Eliane Regina Ferreira Sernache de Freitas
Titulação do Orientador: Doutora
Instituição: Universidade Norte do Paraná
Curso para apresentação: FISIOTERAPIA
CONSEQUENCIAS DO ESTADO NUTRICIONAL
Introdução: O Estado Nutricional (EN) expressa o grau no qual as necessidades fisiológicas por
nutrientes estão sendo alcançadas para manter a composição e funções adequadas do
organismo, resultando do equilíbrio entre ingestão e necessidade de nutrientes. Em pacientes
hospitalizados, o EN influi em sua evolução clínica. Com o avanço da idade, homens e mulheres
tendem a se tornar mais obesos, a sua quantidade de gordura visceral tende a aumentar, e os
seus músculos esqueléticos tendem a declinar, assim como a função pulmonar. Desta forma, a
imparidade pulmonar observada nos idosos está relacionada com a idade, composição e
distribuição de gordura corporal. Somando-se ainda à relação entre idosos hospitalizados e o EN
destes pacientes. Porém, poucos estudos têm considerado tais relações. Objetivo: O objetivo
deste estudo foi correlacionar o estado nutricional de idosos hospitalizados assistidos pela
fisioterapia com a função muscular respiratória. Material e Métodos: Este foi um estudo
prospectivo e observacional. O estudo incluiu 30 pacientes (22 homens e 8 mulheres) com idade
maior ou igual a 60 anos recrutados do Sistema Único de Saúde (SUS) do Hospital Santa Casa
de Londrina, no período de fevereiro de 2008 a agosto de 2008. Foram selecionados de acordo
com o tempo de admissão hospitalar até 72 horas. Divididos em dois grupos: G1 com solicitação
de fisioterapia e G2 sem solicitação de fisioterapia. Foi realizado exame antropométrico, teste de
força muscular respiratória e análise laboratorial (leucócitos e hemoglobina). O protocolo foi
aprovado pelo comitê de Bioética e pesquisa do Hospital Santa Casa de Londrina-BIOISCAL
(CEP 236/07). Resultados e Discussão: Os 30 pacientes avaliados foram divididos em dois
grupos, sendo o primeiro com solicitação de Fisioterapia (G1) 63,3% (19/30) e 36,7% (11/30) e
sem solicitação de fisioterapia (G2). Idade média (G1 de 71,0 ± 7,72 anos; G2 de 70,8 ± 9,91
anos), gênero (G1 masculino 84,2% (16/19) e feminino 15,8% (3/19); G2 feminino 54,5% (6/11) e
45,5% (5/11) masculino). O crescente aumento na expectativa de vida da população mundial não
ocorre de modo uniforme em ambos os sexos. A desnutrição não foi encontrada em G1, porém o
sobrepeso em 63,2% (12/19) e a obesidade em 10,5% (2/19), já no G2 a desnutrição e o
sobrepeso com 9,1% (1/11) e obesidade em 18,2% (2/11). Um estudo encontrou 10,0% e, em
nossa população esse índice caiu para 3,3% mostrando que se por um lado isso é um bom sinal,
por outro, a população de obesos e sobrepesos vem aumentando. Diagnóstico de Insuficiência
Cardíaca Congestiva G1 36,84% (7/19) e G2 45,4% (5/11). Conclusão: A depleção do estado
nutricional em idosos hospitalizados no Hospital Santa Casa de Londrina (HSCL) não foi
evidenciada. Porém foi encontrada diferença clinica com uma menor PImáx e PEmáx nos
pacientes do grupo que iria iniciar a fisioterapia, que caracteriza que pacientes que são
encaminhados para o atendimento fisioterapêutico apresentam uma função pulmonar diminuída,
fortalecendo a necessidade da intervenção para otimizar força muscular respiratória.
Palavras-chave: Idoso, nutrição, força muscular respiratória
XVI SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E I MOSTRA DE TRABALHOS DA PÓSGRADUAÇÃO
06 A 11 DE OUTUBRO DE 2008
Nome do Pesquisador (Aluno): Deborah Hawane Nunes Alves e Kelly Francisca Eduvirges
Nome do Orientador: Solange Aparecida de Oliveira Neves
Titulação do Orientador: Mestrado
Instituição: Centro Universitário Filadélfia Unifil Curso para apresentação: FISIOTERAPIA
FENILCETONURIA: DISTURBIO METABÓLICO ENVOLVENDO AMINOÁCIDOS
A fenilcetonúria é uma doença hereditária caracterizada pela ausência de fenilalanina hidroxilase.
Essa enzima é importante para o metabolismo do aminoácido fenilalanina. O objetivo desse
trabalho foi descrever as características metabólicas que levam a fenilcetonúria, bem como
diagnosticar e prevenir o agravamento da doença. A fenilalanina é um aminoácido essencial e
presente em vários alimentos protéicos. No metabolismo normal a fenilalanina é convertida em
tirosina através da enzima fenilalanina hidroxilase. No fenilcetonúrico essa reação não ocorre
havendo um acúmulo de fenilalanina e de seus metabólitos que atingirão principalmente o
Sistema Nervoso. As manifestações clínicas do fenilcetonúrico são: retardo mental, irritabilidade,
convulsões, hiperatividade, choro freqüente, tremores, problemas de pele e cabelo, devido a
diminuição de melanina.As crianças normalmente apresentam pele, cabelos e olhos claros.
Crianças nascidas de portadoras de fenilcetonúria podem apresentar cabeça pequena e estatura
baixa ao longo da vida. Não existe tratamento medicamentoso para o fenilcetonúrico, embora
pesquisas tem evoluído para encontrar um fármaco que diminua as ações tóxicas da fenilalanina.
O controle se faz apenas com dieta, em que se deve evitar ingerir alimentos protéicos ricos em
fenilalanina, como carnes vermelhas, ovos, aves, peixe, leite e queijo, bem como o adoçante
aspartame. Nos produtos industrializados é obrigatório constar no rótulo a informação da
presença de fenilalanina., portanto proibido para fenilcetonúrico. Quanto antes se fizer o
diagnóstico da doença, menores serão as conseqüências irreversíveis da fenilcetonúria.
Atualmente, o diagnóstico é feito por volta do sétimo dia de vida, através do teste do pezinho.
Caso o resultado seja positivo, deverá ser adotada uma dieta rigorosa para o resto da vida, o que
minimiza os problemas neurológicos e aí a pessoa pode desempenhar as atividades rotineiras
normalmente. Mesmo a fenilcetonúria sendo uma doença de característica genética, o
agravamento da doença pode ser minimizado quando se conhece precocemente o desvio
metabólico, daí a importância de se fazer o diagnóstico logo na primeira semana de vida através
do exame do pezinho.
Palavras-chave: fenilcetonuria; fenilalanina; teste do pezinho; retardo mental
XVI SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E I MOSTRA DE TRABALHOS DA PÓSGRADUAÇÃO
06 A 11 DE OUTUBRO DE 2008
Nome do Pesquisador (Aluno): Déborah Hawane Nunes Alves,kelly Francisca Eduvirges
Nome do Orientador: Solange Aparecida de Oliveira Neves
Titulação do Orientador: mestrado
Instituição: Centro Universitário Filadélfia unifil
Curso para apresentação: FISIOTERAPIA
FENILCETONURIA: DISTURBIO METABÓLICO ENVOLVENDO AMINOÁCIDOS
A fenilcetonúria é uma doença hereditária caracterizada pela ausência de fenilalanina hidroxilase.
Essa enzima é importante para o metabolismo do aminoácido fenilalanina. O objetivo desse
trabalho foi descrever as características metabólicas que levam a fenilcetonúria, bem como
diagnosticar e prevenir o agravamento da doença. A fenilalanina é um aminoácido essencial e
presente em vários alimentos protéicos. No metabolismo normal a fenilalanina é convertida em
tirosina através da enzima fenilalanina hidroxilase. No fenilcetonúrico essa reação não ocorre
havendo um acúmulo de fenilalanina e de seus metabólitos que atingirão principalmente o
Sistema Nervoso. As manifestações clínicas do fenilcetonúrico são: retardo mental, irritabilidade,
convulsões, hiperatividade, choro freqüente, tremores, problemas de pele e cabelo, devido a
diminuição de melanina.As crianças normalmente apresentam pele, cabelos e olhos claros.
Crianças nascidas de portadoras de fenilcetonúria podem apresentar cabeça pequena e estatura
baixa ao longo da vida. Não existe tratamento medicamentoso para o fenilcetonúrico, embora
pesquisas tem evoluído para encontrar um fármaco que diminua as ações tóxicas da fenilalanina.
O controle se faz apenas com dieta, em que se deve evitar ingerir alimentos protéicos ricos em
fenilalanina, como carnes vermelhas, ovos, aves, peixe, leite e queijo, bem como o adoçante
aspartame. Nos produtos industrializados é obrigatório constar no rótulo a informação da
presença de fenilalanina., portanto proibido para fenilcetonúrico. Quanto antes se fizer o
diagnóstico da doença, menores serão as conseqüências irreversíveis da fenilcetonúria.
Atualmente, o diagnóstico é feito por volta do sétimo dia de vida, através do teste do pezinho.
Caso o resultado seja positivo, deverá ser adotada uma dieta rigorosa para o resto da vida, o que
minimiza os problemas neurológicos e aí a pessoa pode desempenhar as atividades rotineiras
normalmente. Mesmo a fenilcetonúria sendo uma doença de característica genética, o
agravamento da doença pode ser minimizado quando se conhece precocemente o desvio
metabólico, daí a importância de se fazer o diagnóstico logo na primeira semana de vida através
do exame do pezinho.
Palavras-chaves: fenilcetonuria; fenilalanina; teste do pezinho; retardo mental
XVI SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E I MOSTRA DE TRABALHOS DA PÓSGRADUAÇÃO
06 A 11 DE OUTUBRO DE 2008
Nome do Pesquisador (Aluno): Erickson Borges Santos
Nome do Orientador: Laryssa Milenkovich Bellinetti
Titulação do Orientador: Mestre
Instituição: UEL
Curso para apresentação: FISIOTERAPIA
Estudo sobre a influência da Força Muscular Inspiratória e Expiratória pós-operatórias,
isoladamente, na função pulmonar pós-operatória nas laparotomias altas eletivas
No pós-operatório das laparotomias altas ocorrem alterações respiratórias decorrentes de fatores
como o tipo e o tempo de anestesia, o local e o tempo de cirurgia, coexistencia de doenças
clínicas, tabagismo, doença pulmonar crônica e sintomas respiratórios presentes no período préoperatório.A força muscular respiratória FMR tem se mostrado como fator influente na evolução
da função pulmonar (FP) pós-operatória. Logo após o procedimento cirúrgico ocorre significativa
redução dos volumes pulmonares bem como da força dos músculos inspiratórios e expiratórios.
Muitos autores apontam a disfunção diafragmática pós-operatória como causa desta redução nas
variáveis espirométricas avaliadas no pós-operatório PO.Outros autores, porém, consideram que
a fraqueza dos músculos abdominais levaria a um suporte deficitário à excursão diafragmática, o
que acarretaria em uma menor geração de pressão negativa nos pulmõesAvaliar a correlação
entre a força muscular inspiratória e expiratória, avaliadas no 2º dia de PO, com a função
pulmonar pós-operatória nas laparotomias altas eletivas.MATERIAIS E MÉTODOS: Estudo
descritivo e prospectivo, no qual 32 pacientes que foram submetidos a laparotomias altas eletivas
foram avaliados no pré-operatório, 2º, 10°, 15° , 3 0° e 60º dias de PO. A força muscular
respiratória foi avaliada pela Pressão Inspiratória Máxima (Pimax) e Pressão expiratória Máxima
Pemax. A função pulmonar foi mensurada pela espirometria para obtenção dos parâmetros
capacidade vital forçada (CVF) e Volume Expiratório Forçado no primeiro segundo VEF1.Foi
realizado o teste de correlação entre os valores de FMR no 2º PO e as variáveis espirométricas
em todos os dias de PO avaliados. Foram feitas análises de normalidade dos dados, análise
descritiva e teste de correlação, utilizando-se teste de Kolmogorov-Smirnov, média, desvio-padrão
e coeficiente de correlação de Pearson, com valor de p menor que 5%.Participaram do estudo 32
pacientes, sendo 18 do sexo feminino, com média de idade de 49±12 anos e média de IMC de
37±13 kg/m2.Foi observada moderada correlação entre os valores de PImax no 2º PO com os
valores de CVF no 2º PO r= 0,56, CVF no 10º PO r= 0,35, CVF no 15º PO r= 0,34, CVF no 30º
PO r= 0,54, CVF no 60º PO r= 0,49, VEF1 no 2º PO 0,59, VEF1 no 10º PO r= 0,41, VEF1 no 15º
PO r= 0,47, VEF1 no 30º PO r= 0,55 e VEF1 no 60º PO r= 0,48. Ao serem analisados os valores
de PEmax, foi obtida moderada correlação com os valores de CVF no 2º PO r= 0,52, CVF no 30º
PO r= 0,30, VEF1 no 2º PO r= 0,53 e VEF1 no 30º PO r= 0,39 e fraca correlação com os valores
de CVF no 10º PO r= 0,14, CVF no 15º PO r= 0,16, CVF no 60º PO r= 0,25, VEF1 no 10º PO r=
0,20, VEF1 no 15 PO r= 0,27 e VEF1 no 60º PO r= 0,23.Conclui-se que, na amostra estudada, a
redução na força muscular inspiratória obteve melhor correlação frente à redução na força
muscular expiratória com a diminuição na função pulmonar no pós-operatório das laparotomias
altas eletivas.
Palavras-chave: Laparotomia, Força Muscular Respiratória, Função Pulmonar
XVI SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E I MOSTRA DE TRABALHOS DA PÓSGRADUAÇÃO
06 A 11 DE OUTUBRO DE 2008
Nome do Pesquisador (Aluno): Erickson Borges Santos
Nome do Orientador: Laryssa Milenkovich Bellinetti
Titulação do Orientador: Mestre
Instituição: UEL
Curso para apresentação: FISIOTERAPIA
VEF1 OU VEF1PPO: QUAL MELHOR PREDITOR DA FUNÇÃO PULMONAR PÓSOPERATÓRIA NAS RESSECÇÕES PULMONARES
Na avaliação da ressecabilidade pulmonar frequentemente são utilizados critérios que estimam a
função pulmonar pós-operatória, sendo o volume expiratório forçado no primeiro segundo predito
para o pós-operatório (VEF1ppo) o parâmetro mais utilizado. Entretanto, atualmente tem sido
discutida a maior acurácia deste em relação ao volume expiratório forçado no primeiro segundo
(VEF1) em predizer a morbidade no pós-operatório (PO). Avaliar a correlação entre o VEF1 e o
VEF1ppo e as variáveis espirométricas avaliadas no PO das toracotomias com ressecção
pulmonarMATERIAIS E MÉTODOS: Estudo descritivo e prospectivo, no qual 9 pacientes foram
submetidos a ressecções pulmonares foram acompanhados no pré-operatório, 2º, 10°, 15° e 30°
dias de PO. A função pulmonar foi mensurada pela espirometria para obtenção dos parâmetros
capacidade vital forçada (CVF) e VEF1. O VEF1ppo foi calculado multiplicando-se o VEF1 préoperatório pelo produto da divisão do número de segmentos residuais após ressecção pelo
número de segmentos totais. Foram feitas análises de normalidade dos dados, análise descritiva
e teste de correlação, utilizando-se teste de Shapiro-Wilk, média, desvio-padrão e correlação de
Pearson com valor de p menor que 5%.RESULTADOS: Participaram do estudo 9 pacientes,
sendo 5 do sexo masculino, com média de idade de 45±19 anos. Média de IMC de 21±5kg/m2 ,
tempo médio de cirurgia de 257±160 minutos e tempo médio de anestesia de 317±172 minutos.
Foi encontrada forte correlação entre os valores de VEF1ppo e VEF1 no 10º PO (r= 0,71),
moderada correlação com: CVF no 2º PO (r= 0,31), CVF no 10º PO (r=0,53), CVF no 15º PO (r=
0,34), CVF no 30º PO (r= 0,42), VEF1 no 2º PO (r= 0,54), VEF1 no 15º PO (r=0,68), VEF1 no 30º
PO (r= 0,60) e VEF1 no 60º PO (r= 0,64) e fraca correlação com CVF no 10º PO (r= 0,17). Quanto
ao VEF1 pré-operatório, foi obtida moderada correlação com: CVF no 10º PO (r= 0,40), CVF no
15º PO (r= 0,33), CVF no 30º PO (r= 0,35), VEF1 no 2º PO (r= 0,36), VEF1 no 10º PO (r= 0,65),
VEF1 no 15º PO (r=0,62), VEF1 no 30º PO (r=0,57) e VEF1 no 60º PO (0,56) e fraca correlação
com CVF no 2º PO ( r= 0,09) e CVF no 60º PO (r=0,03). CONCLUSÃO: Observou-se que, na
amostra estudada, foi obtida maior correlação entre o VEF1ppo e os valores espirométricos
avaliados no pós-operatório, comportando-se este como melhor preditor da função pulmonar pósoperatória que o VEF1 pré-operatório.
Palavras-chave: Toracotomia,Ressecção Pulmonar, Função Pulmonar
XVI SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E I MOSTRA DE TRABALHOS DA PÓSGRADUAÇÃO
06 A 11 DE OUTUBRO DE 2008
Nome do Pesquisador (Aluno): Etienne Larissa Duim Nardini
Nome do Orientador: Solange Neves
Titulação do Orientador: Mestre
Instituição:Centro Universitário Filadelfia UniFil
Curso para apresentação: FISIOTERAPIA
OSTEOPOROSE CAUSADA PELO USO CONTÍNUO DE GLICOCORTICÓIDES
A osteoporose é uma condição caracterizada por redução da massa óssea e deteriorização da
microarquitetura óssea, resultando em fraturas após traumatismos de pequena importância. Os
locais mais comuns para o aparecimento de fraturas são os corpos vertebrais, a parte distal do
radio e a parte proximal do fêmur; os indivíduos com osteoporose apresentam fragilidade
esquelética generalizada, sendo também comum o surgimento de fratura em outros locais, como
ossos longos e costelas. O objetivo desse trabalho foi relatar a ação dos glicocorticóides na
indução de osteoporose. A osteoporose induzida por glicocorticóides corresponde a cerca de 25%
de todas as causas de osteoporose. Metade dos doentes que realizam tratamento com
glicocorticoides, por mais de seis meses, têm osteoporose e cerca de 1/3 desenvolve fraturas se
o tratamento tiver duração maior que 1 ano. Os glicocorticosteróides são fármacos amplamente
utilizados, pelas suas conhecidas propriedades antiinflamatórias e imunossupressoras, no
tratamento de diversas patologias, tais como as doenças reumatológicas, auto-imunes,
respiratórias, no tratamento de tumores cerebrais e no transplante de órgãos para evitar rejeição.
A administração contínua de glicocorticóides pode provocar alterações no metabolismo
intermediário, no equilíbrio hidroeletrolítico e nos mecanismos de defesa. Também pode produzir
alterações no processo fisiológico de remodelação óssea em que ocorre diminuição na produção
de osteoblastos e aumento na produção de osteoclastos, além de que promove diminuição na
absorção de cálcio e vitamina D e aumento na excreção urinária de cálcio. Esses fatores
contribuem causando diminuição da massa mineral óssea e conseqüente aumento da incidência
de fraturas. Os glicocorticóides também exercem importantes efeitos secundários sobre os
músculos, produzindo fadiga muscular. Estes efeitos diminuem as forças de carga músculoesquelética que são de fundamental importância na estimulação da remodelação óssea
fisiológica. A prevenção e o tratamento da osteoporose induzida por glicocorticóides envolvem
medidas gerais e farmacológicas. É preciso corrigir os fatores de risco modificáveis da
osteoporose (evitar o tabagismo e o consumo excessivo de álcool), adquirir hábitos dietéticos
saudáveis que assegurem uma ingestão adequada de cálcio e vitamina D e realizar exercício
físico regular.
Palavras-chave: osteoporose; glicocorticóides; remodelação óssea
XVI SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E I MOSTRA DE TRABALHOS DA PÓSGRADUAÇÃO
06 A 11 DE OUTUBRO DE 2008
Nome do Pesquisador (Aluno): Fernando José Sambatti
Nome do Orientador: Sarah Beatriz Coceiro Meirelles félix
Titulação do Orientador: Mestre
Instituição: Centro Universitário Filadélfia UniFil
Curso para apresentação: FISIOTERAPIA
Avaliação da qualidade de vida e Síndrome de Burnout em professores do Colégio Nilo
Peçanha
A qualidade de vida de um indivíduo está relacionada à muitos fatores e pode ser afetada no diaa-dia, inclusive sofrer forte influência da profissão que o indivíduo exerce. A chamada Síndrome
de Burnout é definida como exaustão emocional, avaliação negativa de si mesmo, depressão e
insensibilidade com relação a quase tudo e todos (até como defesa emocional) e está fortemente
ligado ao estresse profissional. A severidade de Burnout entre os profissionais de ensino já é,
atualmente, superior à dos profissionais de saúde, o que coloca a docência como uma profissão
considerada de alto risco. Existem questionários específicos que podem avaliar a qualidade de
vida e a presença da Síndrome de Burnout de uma maneira formal e padronizada e tal
quantificação possibilita abordagens estatísticas para diagnosticar alterações em vários aspectos
da vida. O interesse por medir a qualidade de vida relacionada à saúde cresceu com a mudança
do perfil de morbimortalidade, com o aumento da prevalência das doenças crônico-degenerativas,
com a queda nas taxas de mortalidade de algumas doenças e, finalmente, com um aumento na
expectativa de vida. O presente trabalho foi desenvolvido no Colégio Estadual Nilo Peçanha de
Londrina – PR e teve como objetivo avaliar a qualidade de vida dos professores e dimensionar a
prevalência da Síndrome de Burnout. Foi realizado um estudo quantitativo do tipo transversal
(seccional) onde foram convidados a participar deste estudo todos os professores que estiveram
presentes em uma atividade de educação continuada para professores da referida escola. Para a
coleta de dados foram utilizados dois instrumentos: um questionário para a avaliação da
qualidade de vida (SF-36) e um inventário para assinalar a presença de Burnout, chamado de
MBI de Maslach. O SF-36 é um instrumento genérico de avaliação da qualidade de vida, de fácil
administração e compreensão e não tão extenso e o MBI é composto por três sub-escalas que
avaliam desgaste emocional, despersonalização e baixa ou reduzida satisfação pessoal.
Partciparam deste estudo 28 professores, do ensino básico. Os resultados do questionário de
qualidade de vida (SF-36) foram: “Baixo” 2 indivíduos (7,1%), “Médio” 14 indivíduos (50%); e
“Alto” 12 indivíduos (42,9%). Os resultados do Burnout sobre Exaustão Emocional: “Alto” 25
indivíduos (89,3%); “Médio” 3 indivíduos (10,7%); e em nenhum individuo analisado foi
encontrado “baixo” escore, no aspecto Despersonalização: 26 indivíduos (92,9%) apresentaram
escore alto; 2 (7,1%) escore médio; e em nenhum indivíduo analisado foi encontrado escore
baixo, e no aspecto Realização Profissional: 5 indivíduos (17,5%) apresentaram escore alto; 4
(14,3%) indivíduos apresentam escore médio; e 19 (67,9%) indivíduos responderam apresentar
baixo índice de realização profissional. Conclui-se que no quesito qualidade de vida os
participantes apresentaram um nível de qualidade de vida “médio”. No quesito Burnout os
aspectos Esgotamento e despersonalização foram “altos”, e no aspecto Realização Profissional
foram “baixo”. Torna-se de fundamental importância destacar que a prevenção e a erradicação de
burnout em professores não é tarefa solitária deste, mas deve contemplar uma ação conjunta
entre professor, alunos, instituição de ensino e sociedade. As reflexões e ações geradas devem
visar à busca de alternativas para possíveis modificações, não só na esfera microssocial de seu
trabalho e de suas relações interpessoais, mas também na ampla gama de fatores
macroorganizacionais que determinam aspectos constituintes da cultura organizacional e social
na qual o sujeito exerce sua atividade profissional.
Palavras-chave: qualidade de vida, sindrome de burnout, prevenção
XVI SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E I MOSTRA DE TRABALHOS DA PÓSGRADUAÇÃO
06 A 11 DE OUTUBRO DE 2008
Nome do Pesquisador (Aluno): Gabriela Ferreira Pires de Oliveira; Lucas Ramos Teixeira;
Ludmila Souza de Paula; Renata Rugila de Andrade
Nome do Orientador: SOLANGE APARECIDA DE OLIVEIRA NEVES
Titulação do Orientador: Mestre
Instituição: Centro Universitário Filadélfia UNIFIL
Curso para apresentação: FISIOTERAPIA
ANFETAMINAS E SEUS DERIVADOS: PERIGO NAS ACADEMIAS
As anfetaminas são substâncias de origem sintética e com efeitos estimulantes. São
freqüentemente chamadas de speed, cristal ou anfes. As anfetaminas, propriamente ditas, são a
dextroanfetamina e a metanfetamina. Esse trabalho teve como objetivo descrever as ações da
anfetamina e seus efeitos sobre o organismo mediante a prática de exercícios físicos. As
anfetaminas agem estimulando o sistema nervoso central através de uma intensificação da
noradrenalina, um neuro-hormônio que ativa partes do sistema nervoso simpático. Em geral, são
usadas por mulheres visando à perda de peso e por homens, atletas visando o aumento de
massa muscular. Ao contrário do que os médicos pensavam quando se começou a utilizar a
anfetamina, a droga não causa dependência física, mas psicológica, podendo chegar a tal ponto
em que o abandono de seu uso torna-se praticamente impossivel. As anfetaminas são as drogas
geralmente associadas com os casos de doping, ou seja, a anfetamina é capaz de modificar o
comportamento e/ou o desempenho da pessoa, com a finalidade de vantagens na competição
esportiva, pois esse grupo de drogas podem fazer com que a pessoa seja capaz de aguentar uma
atividade física por mais tempo, sentindo menos cansaço. Obviamente, que com o uso freqüente
dessas drogas pode haver alterações de comportamento, humor e distúrbios cardiovasculares
(taquicardia e hipertensão). A partir das informações anteriores, torna-se importante salientar que
o uso de recursos anabólicos ilegais deve ser refreado pela comunidade cientifica, assim como
pelo corpo de profissionais atuantes na comunidade esportiva, afim de que, em médio prazo, o
ambiente esportivo possa reverter o quadro desfavorável à saúde integral dos atletas e colocar
em nível de igualdade os competidores. Para finalizar, torna-se importante, ainda, ressaltar que a
alimentação e o exercício físico adequados, assim como o equilíbrio biopsicossocial continuam
sendo o principal suporte para a saúde do atleta e a base para aqueles que querem ganhar
qualquer qualidade física.
Palavras-chave: anfetamina, doping, academia, dependencia
XVI SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E I MOSTRA DE TRABALHOS DA PÓSGRADUAÇÃO
06 A 11 DE OUTUBRO DE 2008
Nome do Pesquisador (Aluno): Giovana Frazon de Andrade
Nome do Orientador: Solange Neves
Titulação do Orientador: Mestre
Instituição: Centro Universitário Filadélfia UniFil
Curso para apresentação: FISIOTERAPIA
OSTEOPOROSE CAUSADA PELO USO CONTÍNUO DE GLICOCORTICÓIDES
A osteoporose é uma condição caracterizada por redução da massa óssea e deteriorização da
microarquitetura óssea, resultando em fraturas após traumatismos de pequena importância. Os
locais mais comuns para o aparecimento de fraturas são os corpos vertebrais, a parte distal do
radio e a parte proximal do fêmur; os indivíduos com osteoporose apresentam fragilidade
esquelética generalizada, sendo também comum o surgimento de fratura em outros locais, como
ossos longos e costelas. O objetivo desse trabalho foi relatar a ação dos glicocorticóides na
indução de osteoporose. A osteoporose induzida por glicocorticóides corresponde a cerca de 25%
de todas as causas de osteoporose. Metade dos doentes que realizam tratamento com
glicocorticoides, por mais de seis meses, têm osteoporose e cerca de 1/3 desenvolve fraturas se
o tratamento tiver duração maior que 1 ano. Os glicocorticosteróides são fármacos amplamente
utilizados, pelas suas conhecidas propriedades antiinflamatórias e imunossupressoras, no
tratamento de diversas patologias, tais como as doenças reumatológicas, auto-imunes,
respiratórias, no tratamento de tumores cerebrais e no transplante de órgãos para evitar rejeição.
A administração contínua de glicocorticóides pode provocar alterações no metabolismo
intermediário, no equilíbrio hidroeletrolítico e nos mecanismos de defesa. Também pode produzir
alterações no processo fisiológico de remodelação óssea em que ocorre diminuição na produção
de osteoblastos e aumento na produção de osteoclastos, além de que promove diminuição na
absorção de cálcio e vitamina D e aumento na excreção urinária de cálcio. Esses fatores
contribuem causando diminuição da massa mineral óssea e conseqüente aumento da incidência
de fraturas. Os glicocorticóides também exercem importantes efeitos secundários sobre os
músculos, produzindo fadiga muscular. Estes efeitos diminuem as forças de carga músculoesquelética que são de fundamental importância na estimulação da remodelação óssea
fisiológica. A prevenção e o tratamento da osteoporose induzida por glicocorticóides envolvem
medidas gerais e farmacológicas. É preciso corrigir os fatores de risco modificáveis da
osteoporose (evitar o tabagismo e o consumo excessivo de álcool), adquirir hábitos dietéticos
saudáveis que assegurem uma ingestão adequada de cálcio e vitamina D e realizar exercício
físico regular.
Palavras-chave: osteoporose; glicocorticóides; remodelação óssea
XVI SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E I MOSTRA DE TRABALHOS DA PÓSGRADUAÇÃO
06 A 11 DE OUTUBRO DE 2008
Nome do Pesquisador (Aluno): Isabel Cristina Hilgert Genz
Nome do Orientador: Laryssa Milenkovich Bellinetti
Titulação do Orientador: orientadora
Instituição: Uel
Curso para apresentação: FISIOTERAPIA
EVOLUÇÃO DA FUNÇÃO RESPIRATÓRIA
INTRODUÇÃO: A presença das doenças pulmonares constitui-se um dos mais importantes
fatores de risco para a ocorrência de complicações respiratórias no pós-operatório CRP de
cirurgias torácicas e abdominais altas. Ainda não está estabelecido se há diferença na evolução
das variáveis espirométricas e da força muscular respiratória FMR no pós-operatório PO de
pacientes com e sem doenças pulmonares prévias DPP. OBJETIVO: Comparar a evolução pósoperatória da força muscular respiratória e da espirometria em pacientes com e sem doença
pulmonar prévia. MATERIAL E MÉTODOS: Estudo de séries de casos. Realizou-se medidas da
Capacidade Vital Forçada CVF, Volume Expiratório Forçado no Primeiro Segundo VEF1, Pressão
Inspiratória Máxima Pimáx e Pressão Expiratória Máxima Pemáx no pré-operatório, 2°, 10°, 15°,
30° e 60º PO. As variáveis de controle foram idade, gênero, tabagismo, comorbidades e sintomas
respiratórios. Os pacientes foram divididos em dois grupos, caracterizados pela presença ou
ausência de DPP. Realizou-se a análise descritiva e utilizou-se os testes de Kolmogorov-Smirnov,
Qui-quadrado, Mann-Whitney e Friedman com o pós-teste Dunns. O valor de p 0,05 foi
considerado significante. RESULTADOS: Foram acompanhados 37 pacientes. O grupo com DPP
era composto por 16 pacientes, sendo 9 homens, com média de idade de 42±19 anos enquanto o
grupo sem DPP era composto por 21 pacientes, sendo 9 homens, com média de idade de 49±13
anos. Os grupos foram homogêneos para as variáveis idade p>0,10, gênero p=0,56,
comorbidades p=0,17 e tabagismo p=0,21. No grupo com DPP, a CVF retornou aos valores préoperatórios entre o 15º e 30º PO p>0,05 e os demais valores VEF1, Pimáx e Pemáx retornaram
entre o 10º e o 15º PO p>0,05. Já no grupo sem DPP, todas as variáveis analisadas retornaram
entre o 10º e o 15º PO p>0,05. CONCLUSÃO: Na amostra estudada, os pacientes portadores de
DPP apresentaram maior tempo para a restituição da CVF aos valores pré-operatórios.
Palavras-chave: doença pulmonar, músculos respiratórios, função pulmonar
XVI SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E I MOSTRA DE TRABALHOS DA PÓSGRADUAÇÃO
06 A 11 DE OUTUBRO DE 2008
Nome do Pesquisador (Aluno): Isabela Curtti
Nome do Orientador: Hébila Fontana Duarte
Titulação do Orientador: Especialista
Instituição: Fap Faculdade de Apucarana
Curso para apresentação: FISIOTERAPIA
PROGRAMA DE ORIENTAÇÕES SOBRE O DESENVOLVIMENTO PSICOMOTOR NORMAL E
ESTIMULAÇÃO DE CRIANÇAS NO PRIMEIRO ANO DE VIDA.
O primeiro ano de vida do bebê é um período em que ele aprende muita coisa em pouco tempo.
Para ajudá-lo neste aprendizado os pais tem papel fundamental. A criança se desenvolve em
todos os aspectos pela maturação do sistema nervoso central, adquirindo entre outras coisas, as
habilidades motoras, que futuramente levarão à independência funcional, porém ele necessita de
um meio propício para este desenvolvimento. Este trabalho tem como objetivo avaliar uma
proposta de orientações domiciliares sobre o desenvolvimento motor normal para gestantes pais
e/ou cuidadores de crianças no primeiro ano de vida, desenvolvidas por meio de palestras,
esclarecendo sobre a importância da estimulação. Também objetiva incentivar os participantes da
pesquisa a serem divulgadores das informações e ainda analisar o grau de satisfação dos pais
em relação ao trabalho realizado. As instituições selecionadas autorizaram por meio de oficio e
agendaram as palestras de acordo com sua disponibilidade, no período de abril a agosto de 2008.
As orientações divididas em trimestres para fins didáticos, focaram o que ocorre nas fases da vida
do bebê, a importância da estimulação e orientações para casa. Foi entregue aos participantes
um folder desenvolvido pela pesquisadora, contendo orientações de fácil compreensão, com a
finalidade de divulgação das informações. Ao final de cada palestra aplicou-se um questionário
qualitativo para os participantes, a fim de verificar a satisfação dos mesmos, totalizando amostra
de 256 questionários, A média de participação foi de 23 pessoas por palestra. Os indivíduos
participaram voluntariamente da pesquisa. Segundo saccani, 2007, ”É imprescindível que a
família da criança seja orientada e motivada a colaborar e participar da estimulação, promovendo
interação entre criança, sociedade e família”. Constatou-se que os participantes demonstraram
satisfação com o tema abordado e comprometeram-se a por em prática as atividades propostas e
repassar os conhecimentos para familiares e pessoas próximas, transformando cada participante
em um agente multiplicador das informações.
Palavras-chave: Orientação domiciliar, Desenvolvimento motor normal, Estimulação
XVI SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E I MOSTRA DE TRABALHOS DA PÓSGRADUAÇÃO
06 A 11 DE OUTUBRO DE 2008
Nome do Pesquisador (Aluno): Isabelice Tigresa Vieira Cavalcante
Nome do Orientador: Claudiane Pedro Rodrigues
Titulação do Orientador: Especialista em Fisioterapia Cardiorrespiratória
Instituição: Faculdade de Apucarana
Curso para apresentação: FISIOTERAPIA
Perfil dos pacientes com DPOC atendidos na FAP
A doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) é uma entidade clínica que se caracteriza pela
presença de obstrução ou limitação crônica do fluxo aéreo, apresentando progressão lenta e não
é totalmente reversível, tendo como um dos principais fatores de risco o hábito tabágico. O
principal objetivo foi traçar o perfil sociodemográfico e clínico dos pacientes com DPOC atendidos
no setor pneumofuncional da Clínica Escola de Fisioterapia da Faculdade de Apucarana (FAP).
Foram coletadas informações nos prontuários dos indivíduos atendidos entre abril de 2005 e julho
de 2008. A coleta de dados foi realizada em 44 prontuários com base em um questionário
previamente desenvolvido. Na amostra foram considerados idosos os pacientes acima de 60 anos
e analise estatística foi realizada de forma descritiva simples. A amostra constitui-se de 44
pacientes, sendo que 59% são idosos e 57% são do sexo feminino. A média de idade dos
pacientes era de 61anos, com máximo de 88 e mínimo de 31 anos. Dos 44 pacientes 93 % eram
de procedência da zona urbana. Entre a população estudada 27% eram tabagistas, 34% nãotabagistas e 39% ex-tabagistas. O número mediano de sessões dos pacientes foi de 28 (variando
de 3 a 197 sessões). Quanto ao diagnóstico 68% eram portadores de Bronquite Crônica e 32% de
Enfisema Pulmonar. Através da análise dos dados podemos observar que entre grande parte da
população existe ou já existiu o hábito tabágico que compreende um dos fatores de risco
importantes para o desenvolvimento de DPOC. Além disso, verificou-se que essas doenças são
de caráter crônico e progressivo, exigindo acompanhamento fisioterapêutico a longos prazos,
dessa forma, a fisioterapia é indispensável no tratamento de DPOC, visto que ela recondiciona o
paciente diminuindo os sintomas como a dispnéia e fadiga, quebrando o ciclo de inatividade que é
comum a esses pacientes, ainda é capaz de diminuir as exacerbações e como conseqüência final
melhora a sua qualidade de vida.
Palavras-chave: Doença pulmonar obstrutiva crônica, Fisioterapia, Perfil.
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06 A 11 DE OUTUBRO DE 2008
Nome do Pesquisador (Aluno): Isabella Nemer Zafanelli
Nome do Orientador: Claudia Patrícia Cardoso Martins Siqueira
Titulação do Orientador: Doutora
Instituição: Universidade Estadual de Londrina
Curso para apresentação: FISIOTERAPIA
REIMPLANTE DE MÃO: RELATO DE CASO
INTRODUÇÃO E OBJETIVO: A mão desempenha importante papel como órgão de comunicação
e de interação com o meio ambiente. Sua ausência causa déficit funcional irreparável, mesmo
com o uso das próteses mais modernas, nas atividades da vida diária e profissionais. A maioria
dos pacientes vítimas de traumatismos na mão no Brasil é do sexo masculino e em plena idade
produtiva. Por essa razão, nas amputações traumáticas, deve-se indicar sempre que possível o
reimplante, com o objetivo de tentar restaurar adequadamente sua função. É inaceitável
reimplantar dedos que não terão uma função útil, sendo fundamental dar ênfase à função global,
pois a obtenção da integridade estrutural e anatômica nem sempre garante boa função e
sensibilidade. Um dos maiores problemas da cirurgia restauradora da função da mão que tem
seus tendões lesados provém da formação de aderências, causadoras de maus resultados, bem
como recuperação sensorial. No entanto, esta grave complicação pode ser resolvida com o início
precoce da mobilização. Assim, o objetivo foi analisar os efeitos do tratamento fisioterapêutico no
reimplante de mão de paciente vítima de acidente de trabalho. MATERIAL E MÉTODO: foi
realizado estudo de caso de paciente do gênero masculino, de 35 anos de idade, destro, com
diagnóstico de amputação traumática de mão direita, vítima de acidente com máquina de moer
ração. O sujeito permaneceu internado por 30 dias e durante este período não foi realizada
mobilização em mão direita por prescrição médica. Nesta fase foram realizadas manobras
miofasciais para musculatura cintura escapular, alongamentos e fortalecimentos para musculatura
de membros inferiores e membro superior esquerdo, posicionamento do membro afetado acima
do nível do coração e deambulação. A avaliação fisioterapêutica ambulatorial inicial foi realizada
32 dias após o reimplante, e após 24 atendimentos, foi realizada uma nova avaliação.
RESULTADOS: Na avaliação, o paciente encontrava-se com edema em mão e cicatriz aderida,
limitação de amplitude de movimento (ADM) e anestesia superficial e profunda. Os objetivos da
fisioterapia foram: reduzir sinais inflamatórios; aumentar ADM de mão e punho, diminuir
aderências cicatriciais; estimular sensibilidade, aumentar força muscular (FM) dos grupos
musculares envolvidos e promover funcionalidade. O tratamento fisioterapêutico constituiu-se de:
mobilização passiva de mão e punho; exercícios ativo de punho; massagem pericicatricial;
turbilhão; o protocolo Six Path Exercices e ultra-som contínuo. Após o período de fisioterapia o
paciente apresenta cicatrizes em bom estado, diminuição do edema, força muscular de flexores
dos dedos e punho grau 1 e melhora da sensibilidade. O aumento de ADM ocorreu principalmente
em interfalangeanas distais de 2º, 3º e 4º dedos. DISCUSSÃO: a mobilização precoce acelera a
cicatrização, estimula a remodelação da cicatriz e promove a funcionalidade. CONCLUSÃO:
Verificou-se que o tratamento fisioterapêutico melhorou sensibilidade, FM e ADM, porém
necessita ainda de continuidade. Entretanto, um tratamento iniciado precocemente, como
proposto pela literatura, poderia proporcionar melhores resultados.LAMARI, N. M.; MIURA, O.
Mobilização precoce da mão pós-reimplantes ou revascularizações. Rev. Bras. Fisiot. v. 4, n. 1,
jul./dez. 1999.AZZE, R.; OHNO, P.; ZUMIOTTI A. Resultados funcionais dos reimplantes da mão.
Rev. BRas. Ortop. v. 28, n. 4, abril. 1993.MATTAR, R. Lesões traumáticas da mão. Rev. Bras.
Ortop. v. 36, n. 10, outubro. 2001.
Palavras-chave: reimplante, mão, fisioterapia, mobilização precoce.
XVI SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E I MOSTRA DE TRABALHOS DA PÓSGRADUAÇÃO
06 A 11 DE OUTUBRO DE 2008
Nome do Pesquisador (Aluno): Laiza Fernanda Dias
Nome do Orientador: Fernanda Cristiane de Melo
Titulação do Orientador: Mestrado
Instituição: Faculdade de Apucarana
Curso para apresentação: FISIOTERAPIA
Complicações após mastectomia
O câncer de mama é considerado maior problema de saúde pública no mundo. A mastectomia é
uma cirurgia que tem por objetivo a retirada do nódulo neoplásico, que pode levar a extração total
ou parcial da mama. Esta pesquisa teve como objetivo avaliar as complicações no pós-operatório
de mastectomia. O percurso desta pesquisa foi embasado numa abordagem quantitativa. O
estudo foi realizado na Clínica Escola de Fisioterapia da FAP – Faculdade de Apucarana no ano
de 2008 e foi autorizado pelo comitê de ética e pesquisa em seres humanos da FAP. Foram
avaliadas dez mulheres que realizaram mastectomia e que não realizavam tratamento
fisioterapêutico no momento da avaliação. As participantes foram esclarecidas sobre a pesquisa e
após aceitarem participar foi assinado o termo de consentimento livre e esclarecido. A avaliação
constou de dados pessoais, antecedentes pessoais, familiares, ginecológicos e obstétricos e
informações sobre o pós-operatório e as alterações relacionadas a mastectomia. Em seguida foi
realizado o exame físico onde foi feita a inspeção, palpação, avaliação da amplitude de
movimento, força muscular, sensibilidade, marcha e postura. Após essa avaliação as
participantes realizarão acompanhamento fisioterapêutico. Foi observado que a idade das
participantes variou entre 41 a 70 anos, com média de 55,6 anos, 90% das pacientes realizaram
mastectomia radical e 50% a menos de um ano. No pós-operatório 20% realizaram fisioterapia no
hospital e 10% após a alta hospitalar. O antecedente familiar decâncer de mama é considerado
um dos fatores relacionados a essa patologia, entretanto nesse estudo somente 10% relatou
antecedente familiar de câncer de mama. As principais complicações decorrentes da cirúrgia
foram 70% linfedema, 100% diminuição da sensibilidade, diminuição de amplitude de movimento
e de força muscular e 70% alterações posturais. Os resultados deste estudo permitem concluir
que no pós-operatório de cirúrgia de câncer de mama a maioria das pacientes não realizou
fisioterapia precocemente. Além disso, foi observado que essa cirúrgia trouxe complicações
importantes principalmente nas funções do membro superior, cintura escapular e postura. Tais
dados justificam a importância do acompanhamento fisioterapêutico a essas pacientes
objetivando prevenir e tratar as complicações e promover melhora da qualidade de vida.
Palavras-chave: complicações, mastectomia, fisioterapia
XVI SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E I MOSTRA DE TRABALHOS DA PÓSGRADUAÇÃO
06 A 11 DE OUTUBRO DE 2008
Nome do Pesquisador (Aluno): Laiza Fernanda Dias
Nome do Orientador: Fernanda cristiane de Melo
Titulação do Orientador: mestre
Instituição: Fap Faculdade de Apucarana
Curso para apresentação: FISIOTERAPIA
PRINCIPAIS COMPLICAÇÕES NO PÓS-OPERATÓRIO DE MASTECTOMIA
O câncer de mama é problema de saúde pública. A mastectomia é uma cirurgia que tem por
objetivo a retirada do nódulo neoplásico, que pode levar a extração total ou parcial da mama. Esta
pesquisa teve como objetivo avaliar as complicações no pós-operatório de mastectomia. A
pesquisa foi embasada numa abordagem quantitativa. O estudo foi realizado na Clínica Escola de
Fisioterapia da FAP – Faculdade de Apucarana em 2008 e foi autorizado comitê de ética e
pesquisa em seres humanos da FAP. Foram avaliadas dez mulheres mastectomizadas e que não
estava realizavando tratamento fisioterapêutio. As participantes foram esclarecidas sobre a
pesquisa e assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido. A avaliação constou de
dados pessoais, antecedentes pessoais, familiares, ginecológicos e obstétricos e informações
sobre o pós-operatório e as alterações relacionadas a mastectomia. Em seguida foi realizado o
exame físico onde foi feita a inspeção, palpação, avaliação da amplitude de movimento, força
muscular, sensibilidade, marcha e postura. Após essa avaliação as participantes realizarão
acompanhamento fisioterapêutico. Foi observado que a idade das participantes variou entre 41 a
70 anos, com média de 55,6 anos, 90% das pacientes realizaram mastectomia radical e 50% a
menos de um ano. No pós-operatório 20% realizaram fisioterapia no hospital e 10% após a alta
hospitalar. O antecedente familiar de câncer de mama é considerado um dos fatores relacionados
a essa patologia, entretanto nesse estudo somente 10% relatou antecedente familiar de câncer de
mama. As principais complicações decorrentes da cirúrgia foram 70% linfedema, 100%
diminuição da sensibilidade, diminuição de amplitude de movimento e de força muscular e 70%
alterações posturais. Os resultados deste estudo permitem concluir que no pós-operatório de
cirúrgia de câncer de mama a maioria das pacientes não realizou fisioterapia precocemente.
Observando também que cirúrgia trouxe complicações importantes principalmente nas funções do
membro superior, cintura escapular e postura. Tais dados justificam a importância do
acompanhamento fisioterapêutico a essas pacientes objetivando prevenir e tratar as
complicações e promover melhora da qualidade de vida.
Palavras-chave: Câncer de mama, Mastectomia, Complicações, pós – operatório
XVI SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E I MOSTRA DE TRABALHOS DA PÓSGRADUAÇÃO
06 A 11 DE OUTUBRO DE 2008
Nome do Pesquisador (Aluno): Laiza Fernanda Dias
Nome do Orientador: Fernanda Cristiane de Melo
Titulação do Orientador: Mestrado
Instituição: FAculdade de Apucarana
Curso para apresentação: FISIOTERAPIA
Complicações pós mastectomia
O câncer de mama é considerado maior problema de saúde pública no mundo. A mastectomia é
uma cirurgia que tem por objetivo a retirada do nódulo neoplásico, que pode levar a extração total
ou parcial da mama. Esta pesquisa teve como objetivo avaliar as complicações no pós-operatório
de mastectomia. O percurso desta pesquisa foi embasado numa abordagem quantitativa. O
estudo foi realizado na Clínica Escola de Fisioterapia da FAP – Faculdade de Apucarana no ano
de 2008 e foi autorizado pelo comitê de ética e pesquisa em seres humanos da FAP. Foram
avaliadas dez mulheres que realizaram mastectomia e que não realizavam tratamento
fisioterapêutico no momento da avaliação. As participantes foram esclarecidas sobre a pesquisa e
após aceitarem participar foi assinado o termo de consentimento livre e esclarecido. A avaliação
constou de dados pessoais, antecedentes pessoais, familiares, ginecológicos e obstétricos e
informações sobre o pós-operatório e as alterações relacionadas a mastectomia. Em seguida foi
realizado o exame físico onde foi feita a inspeção, palpação, avaliação da amplitude de
movimento, força muscular, sensibilidade, marcha e postura. Após essa avaliação as
participantes realizarão acompanhamento fisioterapêutico. Foi observado que a idade das
participantes variou entre 41 a 70 anos, com média de 55,6 anos, 90% das pacientes realizaram
mastectomia radical e 50% a menos de um ano. No pós-operatório 20% realizaram fisioterapia no
hospital e 10% após a alta hospitalar. O antecedente familiar decâncer de mama é considerado
um dos fatores relacionados a essa patologia, entretanto nesse estudo somente 10% relatou
antecedente familiar de câncer de mama. As principais complicações decorrentes da cirúrgia
foram 70% linfedema, 100% diminuição da sensibilidade, diminuição de amplitude de movimento
e de força muscular e 70% alterações posturais. Os resultados deste estudo permitem concluir
que no pós-operatório de cirúrgia de câncer de mama a maioria das pacientes não realizou
fisioterapia precocemente. Além disso, foi observado que essa cirúrgia trouxe complicações
importantes principalmente nas funções do membro superior, cintura escapular e postura. Tais
dados justificam a importância do acompanhamento fisioterapêutico a essas pacientes
objetivando prevenir e tratar as complicações e promover melhora da qualidade de vida.
Palavras-chave: mastectomia, complicações, reabilitação
XVI SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E I MOSTRA DE TRABALHOS DA PÓSGRADUAÇÃO
06 A 11 DE OUTUBRO DE 2008
Nome do Pesquisador (Aluno): Livia Camargo Stutz Capello; Luciana Martins Pereira; Patrícia
Pelisson Tonon
Nome do Orientador: Solange Aparecida de Oliveira Neves
Titulação do Orientador: Mestrado
Instituição: Centro Universitário Filadélfia Unifil Curso para apresentação: FISIOTERAPIA
GALACTOSEMIA: ALTERAÇÃO METABÓLICA DETECTÁVEL PELO TESTE DO PEZINHO
A galactosemia é uma doença genética onde ocorre dificuldade do organismo em metabolizar a
galactose presente em alimentos que contenham produtos lácteos. Essa doença pode ser
detectada através do teste do pezinho e caso não seja diagnosticada precocemente pode levar a
transtornos neurológicos irreversíveis. O objetivo desse trabalho foi descrever o desvio metabólico
que pode levar a galactosemia, bem como salientar a importância da triagem neonatal no
diagnóstico da doença. Embora existam diferentes tipos de galactosemia o problema inicia
durante a digestão de lactose (dissacarídeo presente no leite) em que moléculas de glicose e
galactose são obtidas e que serão absorvidas. No fígado e corrente sangüínea a galactose deve
ser convertida em glicose através de um grupo de enzimas denominado galactosidase. Com a
deficiência dessa enzima haverá um acúmulo de galactose no sangue que segue uma outra via
metabólica gerando compostos tóxicos, como o galactiol e galactonato. Esses podem causar
cegueira, retardo mental, danos no fígado, no cérebro e nos rins, disfunções ovarianas e
menopausa precoce, alteração na fala. Geralmente a doença é diagnosticada no período
neonatal ou nas primeiras mamadas, pois a criança apresenta sintomas, como vômitos,
hepatomegalia, pigmentação amarelada, infecção por bactérias, principalmente a Escherichia coli,
irritabilidade, falha no ganho de peso, diarréia. O diagnóstico é feito através de teste do pezinho.
A doença é detectada pela quantificação de galactosidal nos eritrócitos. O tratamento é baseado
na eliminação da galactose da dieta e quanto mais precocemente for adotada a dieta menor será
o agravamento da doença. Os alimentos como leite, iogurte, queijos, chocolates, bolos, biscoitos,
doces e o leite materno devem ser evitados, pois podem conter lactose ou galactose. Essa dieta
deve ser seguida por toda a vida.
Palavras-chave: galactosemia; lactose; retardo mental
XVI SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E I MOSTRA DE TRABALHOS DA PÓSGRADUAÇÃO
06 A 11 DE OUTUBRO DE 2008
Nome do Pesquisador (Aluno): Luciana Guazzi Sípoli
Nome do Orientador: Delcides Gomes do Nascimento
Titulação do Orientador: mestrado em Medicina e Ciências da Saúde
Instituição: Universidade Estadual de Londrina
Curso para apresentação: FISIOTERAPIA
EPIDEMIOLOGIA: LESÕES DA MÃO
A mão é um instrumento que controla e manipula o meio, sendo de grande importância para o
desempenho de atividades pessoais, laborais e de lazer. Devido a seu uso constante torna-se
vulnerável a traumatismos, encontrando-se entre as mais freqüentes lesões que ocorrem no
corpo humano. Dessa forma, o objetivo deste trabalho foi realizar um levantamento retrospectivo
das lesões traumáticas de mão de pacientes atendidos no Hospital Universitário de Londrina pelo
projeto “Reabilitação Funcional das Lesões Traumáticas da mão de pacientes do HU/UEL”. Foram
incluídos todos os pacientes atendidos pelo projeto no período de fevereiro de 2006 à fevereiro de
2008. O estudo foi realizado no Serviço de Arquivo Médico e Estatística (SAME) do Hospital
Universitário de Londrina, sendo o levantamento de dados feito a partir da análise dos prontuários
dos pacientes, totalizando 63 prontuários, entretanto 20 não foram localizados. Por essa razão,
foram analisados 43 prontuários, obtendo-se informações quanto ao nome, sexo, idade, profissão,
procedência, dominância, diagnóstico, ambiente e o agente da lesão. A análise demonstrou uma
predominância do sexo masculino (72,1%); a média de idade dos pacientes foi de 37 anos com
variação de 4 à 72 anos; 76,7% dos pacientes eram destros; a maioria (81,4%) era procedente da
cidade de Londrina. Quanto às causas dos traumas, a mais freqüente foi a queda (23,3%),
seguida de lesões por vidro (16,3%). O diagnóstico mais comum foi o de fraturas com 35% dos
casos, seguido de lesões tendíneas com 34%, lesões nervosas com 18% e 13% de outras lesões,
como luxações, Contratura de Dupuytren, amputações, queimaduras, Síndrome de De Quervain e
Síndrome do Túnel do Carpo. A maioria das lesões ocorreram em ambiente doméstico, sendo o
trabalho o segundo e o trânsito o terceiro local de maiores acidentes. Os resultados encontrados
foram semelhantes aos estudos feitos em outros hospitais de referência, e fornecem bases para
trabalhar com a prevenção dos traumatismos de mão.
Palavras-chave: Traumatismo da mão; Estudos retrospectivos; Epidemiologia
XVI SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E I MOSTRA DE TRABALHOS DA PÓSGRADUAÇÃO
06 A 11 DE OUTUBRO DE 2008
Nome do Pesquisador (Aluno): Mariane Negrão Serra dos Santos Lopes,Cintia Gomes
Passerini
Nome do Orientador: Cristiane de Fátima Tranvensolo
Titulação do Orientador: Mestre
Instituição: Centro Universitário Filadélfia Unifil
Curso para apresentação: FISIOTERAPIA
EFICACIA
DE
UM
INSTITUCIONALIZADOS
PROTOCOLO
DE
EQUILIBRIO
PARA
IDOSOS
O equilíbrio consiste em manter o centro de gravidade dentro de uma base de suporte
que proporcione maior estabilidade nos segmentos corporais, durante situações estáticas
e dinâmicas. A manutenção do equilíbrio do corpo no espaço é um fenômeno complexo
que depende da integração de várias estruturas como: o sistema motor (força muscular,
tônus muscular e reflexos tônicos de postura); sensibilidades proprioceptivas (que a partir
dos músculos tendões e articulações informam ao sistema nervoso central da posição
dos segmentos corpóreos e dos movimentos do corpo); o aparelho vestibular (cujos
receptores informam ao sistema nervoso central a posição e os movimentos da cabeça);
o aparelho da visão (encarregado das percepções espaciais); o cerebelo (encarregado da
coordenação muscular). A queda é uma das principais conseqüências da falta de
equilíbrio no idoso, sabe-se que a fisioterapia e a atividade física constituem ferramentas
importantes para prevenir e/ou minimizar esses déficits, sendo assim é que se fez
necessário a elaboração de um protocolo de equilíbrio para idosos. O principal objetivo
deste trabalho é verificar as alterações de equilíbrio em idosos institucionalizados e
implementar um protocolo de tratamento fisioterápico.As variáveis do questionário são
qualitativas trata-se de um ensaio clínico não controlado, onde participam 7 idosos
institucionalizados que residem no Lar dos Vovôs Raul Faria Carneiro, localizado na
cidade de Londrina – PR. Foram incluídos os idosos que deambulam sem uso de órtese e
que obedecem e compreendem os comandos verbais. Foi aplicada uma avaliação inicial
e final, sendo esta a Escala de equilíbrio e mobilidade de Tinetti. O protocolo de
tratamento consiste em 16 terapias (aquecimento, alongamento, fortalecimento, treino de
equilíbrio, treino de marcha e relaxamento), estas foram realizadas 2 vezes por semana
com duração de 50 minutos cada, em um total de 2 meses. Os resultados obtidos foram
de grande importância para o conhecimento na área da pesquisa e serviu como base
para estabelecimento de melhores condutas fisioterápicas e na grande melhoria de
equilíbrio e qualidade de vida deste grupo de idosos.
Palavras-chave: idosos, equilíbrio, instituição.
XVI SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E I MOSTRA DE TRABALHOS DA PÓSGRADUAÇÃO
06 A 11 DE OUTUBRO DE 2008
Nome do Pesquisador (Aluno): Michelle Adriana Rossatto
Nome do Orientador: Fernanda Cristiane de Melo
Titulação do Orientador: Mestrado
Instituição: FAculdade de Apucarana
Curso para apresentação: FISIOTERAPIA
Incontinência urinária feminina
A incontinência urinária é definida como qualquer perda involuntária de urina e este é um
problema que acomete freqüentemente as mulheres interferindo negativamente na
qualidade de vida. O objetivo deste estudo foi identificar o perfil sóciodemográfico e
clínico de mulheres com incontinência urinária que realizam tratamento fisioterapêutico. O
estudo foi do tipo descritivo transversal retrospectivo que caracterizou sociodemográfica e
clinicamente as mulheres com incontinência urinária atendidas pelo Setor de Fisioterapia
na Saúde da Mulher da Clínica Escola de Fisioterapia Drª Sônia Gusman da Faculdade
de Apucarana, no período de junho de 2005 a junho de 2008. Os dados foram coletados
a partir das avaliações fisioterapêuticas e incluíram idade, procedência, profissão, cor de
pele, antecedentes pessoais, ginecológicos, obstétricos e informações sobre a IU como
freqüência miccional, tempo que apresenta IU e o tipo, quantidade de perda urinária e
uso de protetores. A força muscular do assoalho pélvico foi mensurada por meio da
palpação bidigital graduada de 0 a 4 pela Escala de Ortiz e avaliação por meio do
miofeedback. A análise dos resultados permitiu concluir que a maioria das pacientes
apresentou incontinência urinária de esforço, quanto a quantidade de perda de urina a
maioria considerou pequena, entretanto faziam uso de absorventes e protetores. Foi
observada a associação entre a incontinência urinária e a diminuição de força muscular
do assoalho pélvico entre as pacientes. Os antecedentes obstétricos apontaram que
45,2% tiveram 4 gestações ou mais, e os ginecológicos demonstraram que 69% estavam
na menopausa. A IU de esforço foi relatada por 40,4%, de urgência 14,2% e mista 21,4%
e em relação ao grau de força muscular 52,3% apresentaram grau 2 ou menos, 28.5%
grau 3, 2,3% grau 4 e 4,7% não foram avaliadas. Apartir dos resultados conclui-se que a
maioria das pacientes apresentou incontinência urinária de esforço. Dentre os possíveis
fatores etiológicos destaca-se a multiparidade, o parto normal, cor de pele branca e a
menopausa. Também foi observada a associação entre a incontinência urinária e a
diminuição de força muscular do assoalho pélvico na maioria das pacientes.
Palavras-chave: caracterização, incontinência urinária, feminina
XVI SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E I MOSTRA DE TRABALHOS DA PÓSGRADUAÇÃO
06 A 11 DE OUTUBRO DE 2008
Nome do Pesquisador (Aluno): Michelle Adriana Rossatto
Nome do Orientador: Fernanda Cristiane de Melo
Titulação do Orientador: Mestrado
Instituição: Faculdade de Apucarana
Curso para apresentação: FISIOTERAPIA
Fisioterapia para gestantes
A hipertensão arterial (HA) é a doença cardiovascular mais comum durante a gravidez e
uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal, sendo considerada
como uma das que mais efeitos adversos provocam no organismo materno, fetal e
neonatal. O objetivo deste estudo foi avaliar os efeitos do acompanhamento
fisioterapêutico aplicado às gestantes hospitalizadas com hipertensão arterial. Este
estudo está embasado numa abordagem quantitativa e qualitativa. Foi realizado no
Hospital da Providência Materno Infantil na cidade de Apucarana no ano de 2008, onde
foi utilizada uma amostra de oito gestantes que estavam hospitalizadas e apresentavam
hipertensão arterial. Os dados foram obtidos por visitas diárias à maternidade, onde foi
aplicada uma avaliação fisioterapêutica, um protocolo de exercícios e orientações, um
questionário qualitativo sobre os aspectos emocionais, físicos e a contribuição do
acompanhamento fisioterapêutico. Observou-se que a idade das participantes variou de
16 a 37 anos, com média de 25 anos, 62,5% de cor de pele branca, 25% morena, 12,5%
negra, 75% com idade gestacional maior que 30 semanas, 12,5% menor que 20 e 28
semanas, 50% das participantes eram primíparas e 37,5% com quadro de obesidade.
Quanto aos sentimentos gerados pela HA na gravidez e a hospitalização, todas as
participantes relataram tristeza, preocupação, medo e ansiedade. Todas as participantes
relataram que o acompanhamento fisioterapêutico trouxe benefícios como relaxamento,
bem-estar, diminuição do estresse e observou-se diminuição da pressão arterial após o
atendimento. Os resultados deste estudo permitem concluir que a hospitalização de
gestantes com HA, gera sentimentos como tristeza, preocupação, ansiedade e medo,
onde a atuação da fisioterapia aplicada a tal população trouxe benefícios como
relaxamento, bem-estar, diminuição do estresse e diminuição da pressão arterial. Assim
torna-se fundamental a participação do fisioterapeuta junto à equipe multidisciplinar na
promoção do bem estar e tratamento adequado da gestante com hipertensão arterial.
Palavras-chave: gestantes, hipertensão arterial, fisioterapia
XVI SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E I MOSTRA DE TRABALHOS DA PÓSGRADUAÇÃO
06 A 11 DE OUTUBRO DE 2008
Nome do Pesquisador (Aluno): Rayssa Araújo e Antenor Rodrigues
Nome do Orientador: Solange aparecida de Oliveira neves
Titulação do Orientador: Mestrado
Instituição:Centro Universitário Filadélfia UniFil
Curso para apresentação: FISIOTERAPIA
KERNICTERUS IMPLICAÇÕES NA FISIOTERAPIA
Kernicterus é a impregnação de bilirrubina em regiões do cérebro na vigência de altas
concentrações sanguíneas de bilirrubina não conjugada. O objetivo desse trabalho foi descrever
os problemas metabólicos ocasionados pelo acúmulo de bilirrubina no organismo. A bilirrubina é
um produto normal de metabolismo da hemoglobina, quando há envelhecimento e rompimento da
hemácia. Uma vez produzida, a bilirrubina tende a ser excretada. Entretanto, em condições que
levam ao aumento da bilirrubina essa pode ultrapassar a barreira hematoencefálica e se acumular
no sistema nervoso, nas regiões como os núcleos de base, áreas do córtex cerebral e do tronco
cerebral. Nessas regiões os neurônios morrem ficando seqüelas permanentes. Em recémnascidos, isso acontece mais facilmente, pois a barreira hematoencefálica não está plenamente
desenvolvida. O acúmulo de bilirrubina no organismo pode deixar a pele e o olho amarelado
(icterícia). Os pacientes possuem tônus muscular diminuído e tem mais episódios de hipertonia.
Com esses pacientes a fisioterapia ente a trabalhar para a manutenção do tônus muscular e
melhoramento da sua parte motora, melhorando assim a qualidade de vida, realizando suas
atividades diárias e possuindo sua independência. O tratamento depende da severidade da
circunstância. Geralmente o tratamento para Kernicterus focaliza em diminuir a quantidade de
bilirrubina não conjugada no sangue.
Palavras-chave: : kernicterus; bilirrubina; retardo mental
XVI SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E I MOSTRA DE TRABALHOS DA PÓSGRADUAÇÃO
06 A 11 DE OUTUBRO DE 2008
Nome do Pesquisador(Aluno): Rayssa Rossi Araújo e Antenor Luiz Lima Rodrigues
Nome do Orientador: Solange Aparecida de Oliveira Neves
Titulação do Orientador: Mestrado
Instituição: Centro Universitário Filadélfia Unifil
Curso para apresentação: FISIOTERAPIA
KERNICTERUS IMPLICAÇÕES NA FISIOTERAPIA
Kernicterus é a impregnação de bilirrubina em regiões do cérebro na vigência de altas
concentrações sanguíneas de bilirrubina não conjugada. O objetivo desse trabalho foi descrever
os problemas metabólicos ocasionados pelo acúmulo de bilirrubina no organismo. A bilirrubina é
um produto normal de metabolismo da hemoglobina, quando há envelhecimento e rompimento da
hemácia. Uma vez produzida, a bilirrubina tende a ser excretada. Entretanto, em condições que
levam ao aumento da bilirrubina essa pode ultrapassar a barreira hematoencefálica e se acumular
no sistema nervoso, nas regiões como os núcleos de base, áreas do córtex cerebral e do tronco
cerebral. Nessas regiões os neurônios morrem ficando seqüelas permanentes. Em recémnascidos, isso acontece mais facilmente, pois a barreira hematoencefálica não está plenamente
desenvolvida. O acúmulo de bilirrubina no organismo pode deixar a pele e o olho amarelado
(icterícia). Os pacientes possuem tônus muscular diminuído e tem mais episódios de hipertonia.
Com esses pacientes a fisioterapia ente a trabalhar para a manutenção do tônus muscular e
melhoramento da sua parte motora, melhorando assim a qualidade de vida, realizando suas
atividades diárias e possuindo sua independência. O tratamento depende da severidade da
circunstância. Geralmente o tratamento para Kernicterus focaliza em diminuir a quantidade de
bilirrubina não conjugada no sangue.
Palavras-chave: kernicterus; bilirrubina; retardo mental
XVI SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E I MOSTRA DE TRABALHOS DA PÓSGRADUAÇÃO
06 A 11 DE OUTUBRO DE 2008
Nome do Pesquisador (Aluno): REBEKKA SONNBERGER VITTURI e LORENE JULIANI
ZANIN
Nome do Orientador: Solange Aparecida de Oliveira Neves
Titulação do Orientador: Mestrado
Instituição: - Centro Universitário Filadélfia Unifil
Curso para apresentação: FISIOTERAPIA
DEFICIENCIA DE GLICOSE-6-FOSFATO DESIDROGENASE: ALTERAÇÃO METABÓLICA
PREJUDICANDO A FUNÇÃO DA HEMACIA
A glicose-6-fostato desidrogenase (G6PD) é uma enzima que mantém níveis adequados de
NADPH no interior das células. A deficiência dessa enzima pode levar a icterícia e anemia
hemolítica. O objetivo desse trabalho foi descrever os problemas ocasionados pela deficiência da
G6PD. As hemácias são as células que mais sofrem com a deficiência da G6PD, pois nessas
células a enzima catalisa a oxidação da glicose-6-fosfato para dar origem ao 6-fosfoglutamato.
Essa reação ocorre na presença de NADP que recebe os elétrons e transforma-se em NDPH.
Essa reação caracteriza a vida das pentoses-fosfato. A G6PD é importante para manter o
glutatione (GSH) na forma reduzida e assim diminuir o estresse oxidativo no interior das células.
Nas hemácias isso é importante, pois garante o tempo de vida, uma vez que é a via de obtenção
de energia e proteção contra agentes oxidantes. Pacientes que apresentam deficiência de G6PD
podem desenvolver quadro de anemia hemolítica ao entrarem em contato com aspirina, dipirona,
sulfas, dapsona, primaquina, ou mesmo apresentarem um processo infeccioso crônico e ingestão
de sementes de feijão (favismo). As manifestações clínicas são fadiga, palidez, icterícia,
alterações hemodinâmicas cardiorrespiratórias, esplenomegalia, e urina escura. A icterícia
apresentada pelos pacientes é decorrência do metabolismo hepático da hemoglobina. A
deficiência de G6PD pode ser detectada precocemente através do teste do pezinho e a partir
desse diagnóstico, podem-se adotadas condutas que melhorem a qualidade de vida do portador
da deficiência. O tratamento da doença consiste em afastar o fator desencadeante da hemólise e
dependendo das manifestações clínicas, fototerapia para os recém-nascidos, transfusão de papa
de hemácias. Também devem ser adotados monitoramento cardíaco, pulmonar e renal.
Palavras-chave: glicose-6-fosfato desidrogenase; hemácia; anemia hem
XVI SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E I MOSTRA DE TRABALHOS DA PÓSGRADUAÇÃO
06 A 11 DE OUTUBRO DE 2008
Nome do Pesquisador (Aluno): Soraya Geha Gonçalves
Nome do Orientador: Suhaila M. Smaili Santos
Titulação do Orientador: Doutora fisioterapeuta
Instituição: UEL
Curso para apresentação: FISIOTERAPIA
Qualidade de vida e equilíbrio em pacientes com tontura
Introdução:Tontura, vertigem, desequilíbrios e quedas são os principais sintomas da desordem
vestibular (Mira E 2007) Estes sintomas de alta prevalência na população mundial, afetando
aproximadamente 20 a 30% da população geral e são relatados por diversos autores como a
principal queixa após os 65 anos de idade (Chu et al 2007). Sintomas de ansiedade, depressão,
pânico e fobia são comuns nas vestibulopatias e modificam a rotina de vida e afetam o
relacionamento familiar, social e profissional, com perda de autoconfiança, concentração e
rendimento.( Mira 2007; Pedalini et al 1999).A fisioterapia para reduzir estas alterações é de
exercícios terapêuticos repetidos que envolvam movimentos de olhos, cabeça e pescoço;
exercícios funcionais de controle postural em várias posições; uso de suporte de diferentes
materiais e texturas; exercícios com olhos fechados para abolição da visão ( Silveira
2002).Objetivos:este estudo teve como objetivo avaliar o impacto que a tontura causa na
qualidade de vida e equilíbrio em um grupo de indivíduos com vestibulopatia periférica.Materiais
e Métodos:Este estudo foi desenvolvido em um hospital escola no período de março a julho de
2008. Foram avaliados 6 pacientes com idade entre 22 e 58 anos que apresentavam queixa de
tontura e diagnóstico de síndrome vestibular periférica através de exame clínico e resultado de
vectonistagmografia computadorizada . Os procedimentos de avaliação foram uma avaliação
fisioterapêutica neurofuncional, questionário sobre tontura, o teste de Romberg (Umphred 2004),
a escala de equilíbrio de Berg (Umphred 2004; Ramos 2003) e o questionário DHI (Ganança et al
2004). O paciente assinou um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, de acordo com as
normas do Comitê de Bioética da UEL.Resultados e Discussão:Foram avaliados 6 pacientes, com
mediana de idade de 51,50 (mín 22 e máx 59) sendo 3 homens e 3 mulheres, com queixa de
tontura. Dos avaliados, 66,7% (4) apresentavam episódios de curta duração, menos de 5 minutos,
e 83,3% (5) relataram ter apresentado pelo menos 1 episódio na última semana, sendo que todos
os participantes relataram que a tontura era induzida por movimentação da cabeça. Nos testes de
Romberg, todos os pacientes apresentavam oscilações. Na escala de Berg, as principais
alterações apresentadas foram nos itens ficar de pé sem apoio com um pé na frente do outro,
ficar em pé sobre uma perna, alcançar à frente com os braços estendidos e girar 360º .No
presente estudo quando questionados da freqüência das quedas, 66,7 % (4) referem já ter sofrido
queda devido à tontura. Na avaliação do questionário DHI - Dizziness Handicap Inventory todos
os pacientes apresentaram prejuízo na qualidade de vida por causa da tontura, a mediana do DHI
foi de 44(mín14 - máx 76). Conclusões:Os pacientes avaliados com tontura apresentam prejuízo
na qualidade de vida, em relação aos aspectos físicos, funcionais e emocionais, avaliados à
aplicação do DHI brasileiro e alteração de equilíbrio e risco de quedas quando avaliados pelos
teste de Romberg e Escala de Berg. Buscando-se diminuir o impacto que os sintomas
vestibulares provocam na qualidade de vida dos pacientes, é necessário maiores estudos com a
reabilitação física destes pacientes.Referências:Mira E. Improving the quality of life in patients with
vestibular disorders: the role of medical treatments and physical rehabilitation. International
Journal of Clinical Practice Chu YT, Cheng L. Vertigo and dizziness. Acta Neurology Taiwan.
2007 Mar;16(1):50-60.Pedalini,M.E.B. R. S. M. Bittar, L. G. Formigoni, O. L. M. Cruz, R. F.
Bento, A. A. Reabilitação Vestibular como tratamento da tontura: experiência com 116 casos.
Miniti. Otorrinolaringologia 1999; 3:74-8.S. R. Silveira, C. K. Taguchi, F. F. Análise comparativa de
duas linhas de tratamento para pacientes portadores de disfunção vestibular periférica com idade
superior a sessenta anos.Ganança. Acta AWHO 2002; 21 (1):116-128.B. M. B. Ramos;
XVI SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E I MOSTRA DE TRABALHOS DA PÓSGRADUAÇÃO
06 A 11 DE OUTUBRO DE 2008
Monografia, Universidade de São Paulo, 2003.F. F. Ganança, A. S. O. Castro, F. C. Branco.
Interferência da tontura na qualidade de vida de pacientes com síndrome vestibular periférica
Revista Brasileira de Otorrinolaringologia 2004 v. 70 n1.
Palavras-chave: tontura, equilíbrio, vestibulopatias, qualidade de vida, fisioterapia
XVI SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E I MOSTRA DE TRABALHOS DA PÓSGRADUAÇÃO
06 A 11 DE OUTUBRO DE 2008
Nome do Pesquisador (Aluno): Tainá Varesqui Zeferino, Diogo de Sá Palis e Souza, Greicyelle
Vilas Boas Fernandes.
Nome do Orientador: Christiane De S. Guerino Macedo
Titulação do Orientador: Mestre em Biodinâmica do Movimento pela USP/UEL - 2000
Instituição: Universidade Estadual de Londrina
Curso para apresentação: FISIOTERAPIA
EFEITO DA TERAPIA MANUAL NA DOR E MOBILIDADE LOMBAR DE ATLETAS COM
LOMBALGIA
A lombalgia em atletas torna-se freqüente em função do excesso de treinamento e traumas
relacionados ao esporte, com conseqüências negativas sobre o desempenho do atleta; assim o
tratamento da mesma deve permitir o retorno mais precoce ao esporte competitivo e a terapia
manual pode ser um bom recurso para a redução da dor e melhora da mobilidade lombar. O
objetivo do presente trabalho foi verificar o efeito de um protocolo de terapia manual na dor e
mobilidade lombar em atletas. A amostra foi composta por 18 atletas de ambos os sexos, com
idade entre 15 e 17 anos, com queixa de dor lombar há pelo menos quatro semanas, em
treinamentos e competições. A coleta foi realizada por meio da escala visual analógica de dor
(EVA) e do teste de Shober Modificado-Modificado. Os atletas foram avaliados inicialmente e,
logo após, encaminhados ao protocolo de terapia manual realizado uma única vez.
Imediatamente após o término do protocolo a avaliação foi novamente realizada. A análise
estatística foi composta pelos testes de Shapiro Wilks e test t de student para amostras pareadas.
O nível de significância foi estabelecido em 5%. Como resultado observou-se dor inicial de 5,38
(DP=1,78) e final de 2,72 (DP=1,96). Para o Índice de Shober Modificado-Modificado apontou-se
inicialmente 20,08 (DP=1,23) e ao final 20,5 (DP=0,82). A análise estatística apontou p=0,00 para
a dor e p=0,04 para a mobilidade lombar. Pode-se Concluir que a terapia manual, realizada uma
única vez, apresentou efeito positivo na dor e na mobilidade lombar de atletas com lombalgia, o
que a torna um recurso de eleição, pois pode proporcionar um retorno mais rápido ao esporte
competitivo.
Palavras-chave: Lombalgia, Terapia Manual e Atletas.
XVI SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E I MOSTRA DE TRABALHOS DA PÓSGRADUAÇÃO
06 A 11 DE OUTUBRO DE 2008
Nome do Pesquisador (Aluno): Tainá Varesqui Zeferino, Diogo de Sá Palis e Souza, Greicyelle
Vilas Boas Fernandes.
Nome do Orientador: Christiane De S. Guerino Macedo.
Titulação do Orientador:
Instituição: Universidade Estadual de Londrina
Curso para apresentação: FISIOTERAPIA
ÍNDICE DE INCAPACIDADE E QUALIDADE DE VIDA EM ATLETAS COM LOMBALGIA.
A incidência da dor lombar durante a prática esportiva, em sua maioria, está ligada ao excesso de
treinamento e traumas relacionados ao esporte, além de tensões psicológicas como o stress précompetição, busca por resultados, pressão externa (família, equipe, patrocinadores), como
conseqüências negativas sobre o desempenho do atleta. O Objetivo deste estudo foi analisar o
índice de incapacidade e qualidade de vida em atletas de ambos os sexos com lombalgia,
praticantes de atletismo, basquete, futsal, handebol e voleibol. Foram aplicados os questionários
SF-36 (Questionário de qualidade de vida) e ROLAND-MORRIS (Questionário específico para dor
lombar). Avaliou-se 20 atletas de idade entre 15 e 17 anos, ambos os sexos, 6 do sexo feminino e
14 do sexo masculino, de diferentes modalidades esportivas, com queixa de dor lombar há pelo
menos quatro semanas, em treinamento e competições. A análise estatística foi descritiva e
realizou-se por meio de média e desvio padrão. Como resultado, observou-se que os atletas
mesmo durante as competições apresentam incapacidade em relação a determinadas posições, a
qualidade do sono e a freqüência da dor. A análise do Roland-Morris demonstrou incapacidade de
4,75 (DP= 3,12). A análise da qualidade de vida demonstrou capacidade funcional de 81,75 (DP=
14,44), aspectos físicos de 87,5 (DP= 20,67), dor de 54,5 (DP= 19,41), estado geral da saúde de
77,1 (DP= 20,29), vitalidade de 65 (DP= 16,38), aspectos sociais de 78,75 (DP= 24,36), aspectos
emocionais de 84,99 (DP= 29,57) e saúde mental de 73,4 (DP= 19,90). Concluiu-se que os
atletas, mesmo durante competições, apresentam alterações funcionais e alterações na qualidade
de vida, visto que o melhor índice seria 100. Vários parâmetros analisados apresentaram déficits,
principalmente os aspectos de dor, vitalidade e saúde mental.
Palavras-chave: Incapacidade, Lombalgia, Atletas.
XVI SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E I MOSTRA DE TRABALHOS DA PÓSGRADUAÇÃO
06 A 11 DE OUTUBRO DE 2008
Nome do Pesquisador (Aluno): Tane Christine Saito, Fernanda Yamashita
Nome do Orientador: Suhaila Smaili Santos
Titulação do Orientador: Doutora
Instituição: Centro Universitário Filadélfia Unifil
Curso para apresentação: FISIOTERAPIA
Avaliação da marcha em homens com Doença de Parkinson
O presente estudo objetivou avaliar e caracterizar a marcha em homens com Doença de
Parkinson, por meio de testes e escalas específicas.
Participaram deste estudo 11 indivíduos, do sexo masculino, com diagnóstico de DP e faixa etária
acima de 54 anos, não institucionalizados e classificados entre os estágios 1-3, segundo a Escala
de Estadiamento de Hoenh e Yahr (HY) modificada. Todos os participantes assinaram o termo de
consentimento livre e esclarecido segundo os critérios do Comitê de Ética em Pesquisa da
Universidade Estadual de Londrina. Foram excluídos do estudo indivíduos que realizassem outro
tratamento terapêutico além do medicamentoso ou que apresentavam outras doenças
neurológicas associadas. Integraram a avaliação os seguintes testes e instrumentos: avaliação
fisioterápica neurofuncional, avaliação dinâmica da marcha por meio de imagens de vídeo, teste
de impressão plantar (foot print) realizado em uma pista de 5 metros de comprimento e Up and go
test. As variáveis avaliadas relacionadas à marcha foram: velocidade, cadência, tempo,
comprimento do passo e passada e número de passos.
Os dados são apresentados segundo média e desvio padrão, sendo idade e tempo diagnóstico
67,1(8,2) anos e 61,1 (51,2) meses, respectivamente, Up and go test 13,3(5,1)seg, comprimento
do passo 48,2(12,4) cm, passada 93,4(26,3) cm, o número de passos em uma pista de 10 metros
21,9(4,3) passos, o tempo cronometrado em 6 metros 7,9(1,6) seg, a velocidade 0,8(0,15) metros
por seg e a cadência 102(12,0) passos por min. Todos os pacientes avaliados foram classificados
entre 1 e 3 da Escala de HY modificada, obtendo média de 1,7(0,9). Em estudo realizado por Dias
et al. em 2005, encontrou-se os seguintes resultados: número de passos em 10 metros, média de
18,37(2,78) passos, comprimento do passo 0,49(0,06)m, velocidade 0,87(0,15) metros por seg. e
cadência 95,6(11,59) passos por minuto, sendo estes dados semelhantes aos encontrados no
presente estudo.
Pode se concluir que as alterações do padrão da marcha registradas na maioria dos pacientes
avaliados contribuem para a restrição da mobilidade e independência dos mesmos.
O conhecimento e a mensuração das habilidades de marcha por meio de métodos descritivos e
objetivos torna-se fundamental para a orientação de um programa fisioterapêutico adequado e a
monitorização freqüente da evolução do paciente dentro deste programa, proporcionando um
tratamento voltado as reais necessidades do indivíduo.
Palavras-chave: Doença de Parkinson, marcha, avaliação neurofuncional.
XVI SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E I MOSTRA DE TRABALHOS DA PÓSGRADUAÇÃO
06 A 11 DE OUTUBRO DE 2008
Nome do Pesquisador (Aluno): Thaís Fernanada Schmidt
Nome do Orientador: Valéria Cristina Zamataro Tessaro e Cristiane de Fátima Travensolo
Titulação do Orientador: Especialista em neuroanatomia funcional em adultos, e mestre e
especialista em respiratoria
Instituição: Centro Universitario Filadelfia Unifil
Curso para apresentação: FISIOTERAPIA
ADEQUAÇÃO DA POSTURA CORPORAL DE PACIENTES INTERNADOS EM HOSPITAL DE
GRANDE PORTE DE LONDRINA, PR.
Postura é a posição que o corpo assume no espaço em função da interação de quatro
constituintes anatômicos: ossos, articulações, discos e músculos. Segundo a Academia
Americana de Ortopedia, a boa postura é o equilíbrio adequado entre as estruturas de suporte do
corpo, que protegem o mesmo contra agressões ou, deformidades progressivas. A boa postura é
aquela relacionada à saúde e vigor físico, devendo promover o relaxamento e o conforto corporal,
enquanto a má postura é associada a doenças e complicações. De acordo com Kendall (1999), a
má postura apresenta maior incidência na população. Existem diferentes fatores ligados às
posturas inadequadas, relativas ao trabalho, aos esforços repetitivos ou, ao repouso prolongado,
que podem causar complicações osteomiarticulares, circulatórias, cutâneas ou, respiratórias. O
presente trabalho demonstrou a adequação da postura corporal de pacientes internados em
enfermaria e na Unidade de Cuidados Intensivos (UCI), de um hospital de grande porte de
Londrina, Pr., objetivando além do conforto do paciente, minimizar ou, evitar complicações
decorrentes da manutenção prolongada de posturas inadequadas no leito ou, em poltronas. O
trabalho foi realizado, no período de agosto a setembro de 2008, com 10 pacientes, por meio de
registro de fotos de posturas corporais inadequadas e dos reposicionamentos apropriados para
cada caso. As más posturas corporais encontradas podem estar relacionadas às características
da patologia, tempo de internamento, pouco conhecimento da equipe de saúde sobre as
complicações da postura inadequada além, da alta rotatividade e pouca quantidade de
profissionais da assistência nos setores relacionados. Este estudo reforça a importância que a
boa postura tem na prevenção de complicações do paciente hospitalizado, com uma equipe de
saúde que tenha visão holística para adequá-la da melhor forma possível, a fim de otimizar as
funções osteomioarticular, circulatória, cutânea e respiratória. É uma forma fácil, prática, objetiva
e de baixo custo que deveria ser praticada diariamente em todas as unidades hospitalares.
Palavras-chave: Postura, Complicações, Hospital
XVI SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E I MOSTRA DE TRABALHOS DA PÓSGRADUAÇÃO
06 A 11 DE OUTUBRO DE 2008
Nome do Pesquisador (Aluno): Thaís Fernanda Schmidt
Nome do Orientador: Cristiane de Fátima Travensolo e Valéria Cristina Zamataro Tessaro
Titulação do Orientador: Profª. Msc
Instituição: Centro Universitário Filadélfia Unifil
Curso para apresentação: FISIOTERAPIA
PREVALÊNCIA
DE
INTERNAÇÃO
HOSPITALAR
POR
PROBLEMAS
CARDIORRESPIRATÓRIOS EM ENFERMARIA DO SUS DE UM HOSPITAL DE GRANDE
COMPLEXIDADE DE LONDRINA ATENDIDOS PELOS DISCENTES DO 4º ANO DE
FISIOTERAPIA DA UNIFIL
As doenças do sistema cardiorrespiratório são causas de grande morbimortalidade, e
frequentemente os pacientes necessitam de internação hospitalar. Na população jovem os
acidentes de trânsito e ferimentos por arma de fogo são causas importantes de internação, já na
adulta e idosa as doenças crônicas como Insuficiência Cardíaca e Coronariana, Doença Pulmonar
Obstrutiva Crônica e Infecções pulmonares são mais prevalentes. Segundo o DATASUS, de
janeiro a junho de 2008 foram hospitalizados 852 pacientes com doenças do sistema respiratório
e 2.324 pacientes com doenças do sistema circulatório na macro-região de Londrina. O objetivo
desse estudo foi verificar a prevalência de internação hospitalar por problemas
cardiorrespiratórios em enfermaria do SUS de um hospital de grande complexidade de Londrina
atendidos pelos discentes do 4º ano de fisioterapia da Unifil. Os dados foram coletados do livrocontrole dos atendimentos realizados pelos discentes, entre fevereiro e julho de 2007. Foram
excluídos os diagnósticos não pertencentes às patologias do sistema cardiorrespiratório. No
presente estudo, 39 pacientes necessitaram de internação hospitalar por cardiopatias (19
homens, 20 mulheres), três pacientes com idade entre 20 – 29 anos (2 mulheres, 1 homem), 6
entre 40 - 49 (4 mulheres, 2 homens), 10 entre 50 - 59 (6 homens, 4 mulheres), 9 entre 60 - 69 (6
homens, 3 mulheres), de 70 - 79 anos 8 pacientes (4 homens, 4 mulheres) e três mulheres acima
de 80 anos. 51,28% das cardiopatias foram em idosos, 18 pacientes foram submetidos à
Revascularização do Miocárdio (12 homens, 6 mulheres, 10 idosos). Esses dados demonstram
que no grupo estudado a idade por si só não foi contra-indicação para procedimentos cirúrgicos.
O estudo está de acordo com o DATASUS, onde 53,70% eram idosos. No grupo das
pneumopatias 26 pacientes necessitaram de internação hospitalar: (12 mulheres, 14 homens),
quatro pacientes tinham entre 20 - 29 anos (3 homens, 1 mulher), uma mulher entre 30 - 39, cinco
pacientes entre 40 - 49 (4 homens, 1 mulher), dois homens entre 50 – 59, quatro pacientes (3
mulheres, 1 homem) entre 60 e 69 anos, cinco pacientes (2 mulheres - 3 homens) entre 70 e 79
anos e cinco acima de 80 anos (4 mulheres e 1 homem). Observamos que o número de idosos
(acima de 60 anos) correspondeu a 53,84%, dados semelhantes ao DATASUS, onde 62,20%
eram idosos. As principais doenças encontradas foram: Infecções pulmonares 8 pacientes: cinco
mulheres (4 idosas), três homens (2 idosos), dado que enfatiza a necessidade de prevenção de
infecções na população idosa e reforça a importância das campanhas de vacinação contra gripe e
pneumonia, bem como a necessidade de intensificar o trabalho fisioterapêutico ambulatorial e
domiciliar. Em seguida a DPOC (7 pacientes: 4 mulheres, 3 homens), mostrando que as mulheres
da amostra foram expostas aos fatores de risco para a DPOC tanto quanto os homens. Mulheres
e homens estiveram sujeitos à internação hospitalar por motivos cardiorrespiratórios, e a faixa
etária mais atingida foi a idosa, fazendo-se necessário que medidas preventivas e reabilitação
sejam implementadas cada vez mais para minimizar novas internações.
Palavras-chave: Internação Hospitalar, Cardiorrespiratórios, Fisioterapia
XVI SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E I MOSTRA DE TRABALHOS DA PÓSGRADUAÇÃO
06 A 11 DE OUTUBRO DE 2008
Nome do Pesquisador (Aluno): Thaís Fernanda Schmidt
Nome do Orientador: Cristiane de Fátima Travensolo
Titulação do Orientador: Mestre em gerontologia especialista em respiratória
Instituição: Centro Universitário Filadélfia Unifil
Curso para apresentação: FISIOTERAPIA
PERFIL E INCIDÊNCIA DE COMPLICAÇÕES DOS PACIENTES COM DIAGNÓSTICO DE
ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL (AVC) AGUDO INTERNADOS NA ENFERMARIA DO SUS
DE UM HOSPITAL DE GRANDE COMPLEXIDADE DA CIDADE DE LONDRINA
Resumo: O Acidente Vascular Cerebral (AVC), comumente conhecido como “derrame cerebral”,
pode resultar tanto na restrição à irrigação sanguínea ao cérebro (AVCI), quanto na hemorragia
causada por rompimento de vasos do parênquima cerebral (AVCH). Essas alterações cursam
com lesão celular e danos às funções neurológicas, podendo o paciente evoluir com deficiência
na função motora, sensitiva, mental, perceptiva ou de linguagem. É uma síndrome neurológica
súbita, em maior ou menor grau de sofrimento, com perda ou diminuição das respectivas funções
de acordo com o vaso cerebral acometido. Após as cardiopatias e o câncer, as doenças
vasculares cerebrais são a causa mais freqüente de morte no mundo ocidental. Segundo um
estudo realizado por MORAES (2002), estima-se uma incidência anual de 320 a 400 novos casos
para cada 100.000 habitantes nos países ocidentais. O objetivo geral do estudo foi verificar o
perfil e a incidência de complicações dos pacientes com diagnóstico de AVC internados na
enfermaria de um hospital de grande complexidade da cidade de Londrina. Os objetivos
específicos foram: compreender os aspectos do quadro clínico, caracterizar os indivíduos
internados e identificar as complicações de pacientes com AVC em fase aguda durante o período
de internação hospitalar. A metodologia foi um Ensaio Clínico não controlado, realizado em um
Hospital de grande complexidade da cidade de Londrina-PR. A amostra constituiu da pesquisa de
prontuários médicos dos pacientes, onde foi observado diretamente, sem participação, utilizando
uma tabela elaborada pela própria pesquisadora durante os meses de maio, junho, julho e agosto
de 2008. Foram excluídos da pesquisa os pacientes que não se encontravam na fase aguda do
AVC e aqueles que não estavam sendo acompanhados pelos discentes do 4º ano de fisioterapia
da Unifil (sob supervisão do docente responsável). Como resultados obtivemos uma amostra de
15 pacientes com AVC, sendo 12 isquêmicos e três hemorrágicos, 46,7 do sexo masculino e 53,3
feminino. A duas faixas etárias mais comprometidas foram a de 40-49 anos (quatro pacientes: 2
homens e 2 mulheres) e a de 60-69 anos (4 pacientes: 3 homens e 1 mulher). Três mulheres
tinham entre 50-59 anos, 2 pacientes (1 homem e 1 mulher), com mais de 80 anos, 1 homem 70
anos e uma mulher de 16 anos. As principais complicações foram: úlceras por pressão (7
pacientes), febre (9 pacientes), acúmulo de secreção pulmonar (7 pacientes), pneumonias (4
pacientes), traqueostomia (3 pacientes), infecção trato urinário (2 pacientes), crise convulsiva (2
pacientes), 1 paciente evoluiu com trombose venosa profunda e 2 pacientes com infecção por
bactéria multi-resistente, dentre outras. As complicações estão relacionadas ao tempo de
internação hospitalar, presença de comorbidades e idade dos pacientes, onde a média foi 56,46 e
o tempo de internação acompanhados pela fisioterapia 17,06 dias. Na amostra estudada três
pacientes foram a óbito e 12 pacientes receberam alta hospitalar.
Palavras-chave: Complicações, Acidente Vascular Cerebral, Fisioterapia
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06 A 11 DE OUTUBRO DE 2008
Nome do Pesquisador (Aluno): Vanessa Curci Salvador
Nome do Orientador: Valéria Cristina Zamataro Tessaro
Titulação do Orientador: Especialista em Fisioterapia Neurofuncional Adulto
Instituição:Centro Universitário Filadélfia Unifil
Curso para apresentação: FISIOTERAPIA
BENEFÍCIOS DA UTILIZAÇÃO DA BANDAGEM FUNCIONAL EM OMBRO DOLOROSO PÓS
ACIDENTE VASCULAR ENCEFÁLICO
Ombro doloroso é uma complicação que ocorre em aproximadamente 75% dos pacientes com
hemiplegia/hemiparesia por acidente vascular encefálico (AVE), que dificulta a recuperação
neuromotora e gera incapacidade funcional. O ombro doloroso ocorre tanto na fase aguda como
crônica da doença, sendo que 20% dos pacientes com seqüela de AVE relatam dor entre a
primeira e segunda semana após o evento. Ele é caracterizado por dor e perda progressiva da
amplitude de movimento articular de ombro, em virtude da subluxação glenoumeral e distensão
da cápsula articular, agravadas por fraqueza muscular, imobilidade prolongada, manuseio e
posicionamento inadequados. Segundo Walsh (2001), o problema pode ser exacerbado em
pacientes com déficits sensoriais. Caso o paciente não tenha o tratamento adequado irá
apresentar dor forte e difusa, podendo afetar todo o membro superior. O tratamento do ombro
doloroso para ser efetivo deve ser o mais precoce possível, com o posicionamento adequado da
articulação do ombro para melhora da dor e manutenção dos movimentos funcionais. Para isso, a
bandagem funcional é uma das alternativas utilizadas pela Fisioterapia, com a aplicação de faixas
de esparadrapos na articulação do ombro, de maneira confortável, para alinhamento anatômico
normal. O presente estudo avaliou os benefícios da utilização da bandagem funcional em um
paciente da Clínica de Fisioterapia da Unifil, com hemiparesia à direita por AVE e presença de
ombro doloroso. Foram utilizados como instrumentos de avaliação a escala visual analógica de
dor e a goniometria das amplitudes de movimentos passivas (ADMs) de ombro, antes da
colocação da bandagem e após 3 dias de uso. Os resultados obtidos foram satisfatórios com
relação à diminuição da dor e ao aumento das ADMs de ombro. Embora haja necessidade de
outros estudos com uma amostragem maior, é certo que a diminuição da dor influencia
positivamente a recuperação destes pacientes, incrementando suas atividades funcionais e
tornando-os mais independentes nas atividades de vida diária.
Palavras-chave: ombro doloroso, bandagem funcional, acidente vascular encefálic
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06 A 11 DE OUTUBRO DE 2008
Nome do Pesquisador (Aluno): Ana Carolina de Athayde Raymundi Braz
1
Nome do Orientador: Maria Lucia da Silva Lopes
Titulação do Orientador:Mestre
Instituição:Centro Universitário Filadélfia Unifil
Curso para apresentação: FISIOTERAPIA
SÍNDROME DO RESPIRADOR ORAL: UM PROBLEMA DE SAÚDE COLETIVA
Resumo2
O trabalho ora apresentado aborda a relação entre o repirador oral e a saúde pública. A
motivação para a análise dessa relação, originou-se do seguinte questionamento: como o
respirador oral é assistido pela saúde pública?. Inúmeros estudos, afirmam que a qualidade de
vida é influenciada pela respiração, e quando esta não ocorre de forma adequada, podem surgir
alterações orgânicas e funcionais no organismo que modificam o estilo de vida do indivíduo.
Problemas mecânicos e funcionais na passagem do ar pelas vias aéreas superiores
desencadeiam mudanças no processo respiratório, como, a diminuição da captação de oxigênio e
a diminuição da oxigenação cerebral. Estes, por sua vez, propiciam o surgimento de problemas
corporais e psicológicos na criança que acaba por adotar uma respiração oral. A busca constante
pela prevenção em saúde é fundamental. Faz-se necessária a atuação de uma equipe
multiprofissional junto ao Respirador Oral, incluindo profissionais fonoaudiólogos, fisioterapeutas,
médicos e pedagogos, a fim de tratar esses indivíduos em sua integralidade.
Palavras-chave: Atenção à saúde. Respirador oral. Saúde Coletiva.
INTRODUÇÃO E OBJETIVOS
A respiração é um processo fisiológico vital aos seres humanos, estes
nascem respirando pelo nariz, se não ocorrer qualquer tipo de impedimento mecânico ou
fisiológico e assim continuam durante toda a vida.
Segundo Costa (2004), o sistema respiratório pode ser definido de forma
breve e sucinta, como um sistema de vias aéreas (superiores e inferiores) unido a um par de
pulmões, estando estes contidos na caixa torácica.
1
Mestre em Saúde Coletiva. Coordenadora e docente do Curso de Especialização em Saúde Coletiva e da Família do
Centro Universitário Filadélfia – UniFil.
2
Mestre em Saúde Coletiva. Coordenadora e docente do Curso de Especialização em Saúde Coletiva e da Família do
Centro Universitário Filadélfia – UniFil.
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06 A 11 DE OUTUBRO DE 2008
A respiração nasal é a respiração considerada normal, ou seja, fisiológica do
ser humano. Para que esta ocorra é necessária uma integridade anatômica bem como
funcional das vias aéreas. Uma simples obstrução da passagem de ar é suficiente para que o
indivíduo modifique seu padrão respiratório e inicie a respiração bucal no sentido de manter
suas funções vitais.
Carvalho (2000) coloca que o padrão correto de respiração é nasal e quando,
por diferentes motivos tal padrão é substituído por um padrão de suplência bucal ou misto,
tem-se um paciente chamado Respirador Oral. Sendo a respiração nasal uma função
fisiológica, ela é necessária para que as estruturas orofaciais mantenham-se e desenvolvamse.
Alguns pacientes tornam-se respiradores bucais por força do hábito, muitas
vezes adquiridos em períodos de obstrução nasal (LARA; SILVA, 2007). Outros têm como
causa da respiração oral, fatores orgânicos que impedem a passagem do ar através da
estrutura nasal como a hipertrofia de amígdalas palatinas ou amígdalas faríngeas, a rinite
alérgica e o desvio do septo nasal.
A respiração está diretamente ligada à qualidade de vida e, quando esta não
ocorre de forma adequada, podem surgir alterações orgânicas e funcionais no organismo que
transformam o estilo de vida do indivíduo. Problemas na passagem do ar pelas vias aéreas
superiores acarretam em mudanças no processo respiratório, levando por conseqüência a
diminuição da captação de oxigênio e de oxigenação cerebral. Dessa forma o indivíduo tende
a utilizar mecanismos de compensação adotando o padrão respiratório oral (SÁ FILHO,
2004).
Conforme apresenta Carvalho (2000), a obstrução em vias aéreas superiores
causa um déficit de grande importância no processo respiratório, pois leva o indivíduo a
inspirar pela boca. Sendo assim, ocorre prejuízo na captação de oxigênio através do nariz, a
boca não substitui a função nasal, pois não corresponde às funções de filtrar, umidificar e
aquecer o ar inspirado; o ar seco e impuro dificulta a troca gasosa. Portanto, quando a
respiração oral substitui a respiração nasal, ocorre uma diminuição na capacidade de
oxigenação e, conseqüentemente, surgem alterações no organismo.
METODOLOGIA
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Esta pesquisa fundamenta-se em fontes bibliográficas e documentais sobre o tema em
questão e utiliza como técnicas e procedimentos de coleta de dados, levantamento, leituras e
reflexões sobre a respiração oral e a assistência da saúde pública ao respirador oral.
RESULTADOS E CONSIDERAÇÕES FINAIS
A respiração oral se reflete em todo organismo da criança ou do adulto não
apenas em sua boca ou face. Carvalho (2000) explica que o respirador oral apresenta
alterações
orgânico-funcionais,
miofaciais,
miobucais,
posturais,
expressivas,
sócio-
emocionais, digestivas, visuais, de equilíbrio, de oclusão dentária, do crescimento crâniofacial e da fala. O indivíduo respirador oral apresenta “olhar apagado” e olheiras, como
conseqüência da hipotonia dos músculos da face e pelo prejuízo causado ao sono, sendo
freqüentes os períodos de apnéia e a busca por uma postura que diminua a sensação de
sufocamento durante o sono. (CARVALHO, 1996).
Ainda segundo o mesmo autor, a respiração oral torna o indivíduo inquieto,
irritado e ansioso. Na fase escolar a criança apresenta comportamento relacionado com
indisciplina e de falta de concentração, uma vez que sofre com a baixa oxigenação cerebral
provocada pela respiração de suplência e por dormir mal.
Outra conseqüência da respiração oral de grande importância e relevância é
a alteração postural, o indivíduo adquire um padrão postural anormal, uma vez que necessita
posicionar sua estrutura músculo-esquelética de forma a facilitar a respiração e entrada do ar.
Modificando sua postura projeta a cabeça para frente, comprometendo a musculatura do
pescoço e da cintura escapular: a região cervical coloca-se anteriorizada, com elevação das
escápulas, protusão dos ombros e depressão da região anterior do tórax. Para um melhor
equilíbrio do corpo, o respirador oral projeta seus braços para trás e seu quadril para frente.
A Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 estabelece a saúde
como direito de todos e dever do Estado, sendo esta garantida mediante políticas sociais e
econômicas que visem à redução do risco de doenças e outros agravos e ao acesso
universal e igualitário às ações e serviços para promoção, proteção e recuperação (BRASIL,
2008a). A Lei 8080/90 reafirma este conceito de saúde em seu art. 3º ao considerar que a
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saúde tem como fatores determinantes e condicionantes, entre outros, a alimentação, a
moradia, o saneamento básico, o meio ambiente, o trabalho, a renda, a educação, o
transporte, o lazer e o acesso aos bens e serviços essenciais (BRASIL, 2008b).
A respiração oral é um problema preocupante para a saúde coletiva uma vez
que pode acometer uma porcentagem elevada das crianças em idade escolar e se
permanecer sem nenhum tipo de intervenção provoca diversas alterações e deformidades,
levando danos à qualidade de vida por suas conseqüências físicas, sociais e psicológicas.
O objetivo das ações de saúde para o problema da respiração oral é ter o
paciente respirando pela via nasal, com a face crescendo harmoniosamente, livre do
desconforto fisiológico e psicossocial da respiração bucal. Afinal, a natureza não dividiu o
homem em partes; desta forma, cada especialidade guarda a responsabilidade de estar
suficientemente informada e trabalhando em parceria com as demais, pois a meta é a saúde
total integrada. (IANNI FILHO; BERTOLINI; LOPES, 2006).
Portanto é de fundamental importância que as políticas de saúde
implementem ações de saúde coletiva envolvendo a prevenção e promoção, bem como o
tratamento para os indivíduos respiradores orais. A atuação deve ser multidisciplinar
envolvendo profissionais médicos otorrinolaringologistas, médicos pediatras, fonoaudiólogos,
fisioterapeutas, odontólogos, psicólogos e pedagogos.
REFERÊNCIAS
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília: Presidência da
República; Casa Civil; Subchefia para Assuntos Jurídicos. Disponível em:
www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituiçao.htm. Acesso em: 18 out 2008a.
BRASIL. Lei 8080 de 19 de setembro de 1990. Brasília: Presidência da República; Casa
Civil; Subchefia para Assuntos Jurídicos. Disponível em:
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8080.htm. Acesso em: 18 out 2008b.
CARVALHO, G. D., “Síndrome do Respirador Bucal ou Insuficiente Respirador Nasal”.
Revista Secretários de Saúde, II, nº 18, Minas Gerais, 1996.
CARVALHO, M. P. Respiração bucal: uma visão fonoaudiológica na atuação multidisciplinar.
Revista Brasileira de Medicina, v. 7, n. 2. 2000. Disponível em:
http://www.cibersaude.com.br/revistas.asp?fase=r003&id_materia=119. Acesso em: 05 set
2008.
COSTA, D. Fisioterapia respiratória básica. São Paulo: Atheneu, 2004.
XVI SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E I MOSTRA DE TRABALHOS DA PÓSGRADUAÇÃO
06 A 11 DE OUTUBRO DE 2008
IANNI FILHO, D; BERTOLINI M, M; LOPES, M. L. Contribuição multidisciplinar no diagnóstico
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