Indicação de Filme: CARTAS PARA DEUS
A princípio fiquei relutante quando me sugeriram assistir ao filme: “ Cartas
para Deus”. Faziam apenas 40 dias que havia perdido meu pai e acreditava
não estar preparada para deparar-me, mesmo que num filme, com as dores
provocadas pela morte.
Numa noite de sábado, tentando descansar, peguei o filme, coloquei no
aparelho de DVD e pensei: Irão se passar 30 minutos e estarei dormindo...
Feliz engano o meu. O filme em questão retrata a história real de um menino
de 8 anos que sofre de câncer, onde os médicos já estão desacreditados sobre
suas chances de vida. No meio de suas dificuldades, dores e tratamentos,
resolve escrever cartas para Deus com o objetivo de entender o sentido da vida
e pedindo que um anjo, enfim, venha salvá-lo.
Em determinado momento o menino passa a entender através de sua fé, que
o seu sofrimento
pode servir de exemplo
para que outras pessoas se
aproximem de Deus, desta forma entendendo o seu propósito de vida. Mesmo
com as debilidades causadas pela doença ocupa seu tempo para interceder
junto a Deus por seus familiares, amigos, conhecidos...
A determinação de Tyler (menino), a sua fé cada vez mais fortalecida dão um
exemplo de vida para as pessoas que não encontram forças frente às
adversidades do dia a dia.
“Cartas para Deus” mostrou que devemos ter fé, independente do credo que
professamos, que as dores pelas quais passamos nos fazem sermos
resilientes, fortalecendo-nos e, que nossa caminhada deve ser cheia de
realizações e felicidades pois, o dia de amanhã é uma incerteza para todos.
Como se tudo isto não bastasse meu grande companheiro trouxe-me outro
filme: “Corajosos”. Pensei ser apenas um filme policial, então... descontração
para uma tarde de sábado. Novamente me enganei...
Este filme faz referência a vida de policiais que buscam dar exemplos enquanto
pessoas de bem na comunidade na qual trabalham e vivem... Mostram que é
possível servir enquanto policial e também a Deus, mas o ponto alto acontece
quando um dos protagonistas tem sua filha atropelada por um motorista
alcoolizado e morre.
Mesmo passando por esta dor, o policial pergunta: Deus... o que queres de
mim? E por fim deixa a
mensagem mais linda que poderia ouvir neste
momento que, para mim,
ainda
é de dores: Deus, obrigado por nos ter
permitido que durante 9 anos nossa filha pudesse estar ao nosso lado. Ele não
chora a dor da perda e sim agradece pelo tempo que teve a filha ao seu lado.
Agradecer todos os dias a presença das pessoas ao nosso lado, respeitá-las
nas suas diferenças, amá-las incondicionalmente da forma que elas são.
Talvez seja esta uma prática que podemos adotar em nossas vidas...
Patrícia Sardá
Assistente Social do FAP
Download

Matéria : Patricia Sarda