Publicação Bimestral da Amirp Associação Mineira dos Reformadores de Pneus Ano 1 – Nº 10 – Maio/Junho 2009 MANUTENÇÃO DA SEGURANÇA OS RISCOS DO PNEU CARECA Ecoatividade – Meio ambiente dentro da lei – Pág. 12 Serviços – Trânsito consciente – Pág. 20 Fazendo a diferença – Injeções de ânimo e doses de alegria – Pág. 24 EXPEDIENTE EDITORIAL Pneus & Cia. – Ano 1 – Nº 10 – Maio/Junho 2009 Órgão Informativo da Amirp Diretoria Amirp Presidente Paulo César Pereira Bitarães Vice-presidente Rogério de Matos Diretor Financeiro Fernando Antônio Magalhães Diretor Técnico Miguel Pires Matos Conselheiro Fiscal Júlio Vicente da Cruz Neto Gerente Executivo Ader de Pádua Representante Institucional e Técnico Vanderlei Carvalho Auxiliar Administrativo Tatiane de Faria VOE EM “V” A curiosidade em entender o “saber geral” é necessária e fundamental. Ainda mais quando ele pode refletir diretamente em nossas condutas cotidianas. Por exemplo: você sabia que quando vários gansos voam formando a letra “V” aumenta em 71% o alcance do voo em relação ao de um pássaro voando sozinho? Talvez já tenha ouvido falar, mas não entenda os motivos. Como esse espaço é para descrever o posicionamento da Amirp, além de manter a linha da precisa atitude, aproveito a oportunidade para exemplificar e comprovar a necessidade do associativismo. Desta vez, terei como referência o mundo animal, em específico os gansos. Revista Pneus & Cia. Diretora Responsável Luciana Laborne – Reg.: MTb. 12657/MG Editores Luciana Laborne e Mariana Conrado [email protected] Colaboradores Elcimar Deckers, Pércio Schneider, Tom Coelho e Yuri Coelho Revisão Final Grazielle Ferreira Arte e Editoração In Foco Brasil (31) 3226-8463 www.infocobrasil.com Impressão Pampulha Editora Gráfica (31) 3465-5300 www.pampulhaeditora.com.br Tiragem 5.000 exemplares O voo em “V” dos gansos não é por acaso. Compartilhar da mesma direção e sentido do grupo permite que eles cheguem mais rápido e facilmente ao destino. Isso porque, voando em bando, eles ajudam uns aos outros e os resultados são melhores. Quando um ganso se esquiva do grupo, ele sente a resistência do ar e a dificuldade de voar sozinho. Então, rapidamente retorna à formação, mantendo-se em sintonia e junto aos outros, para que o esforço seja menor e o desempenho, melhor. Os informes publicitários aqui veiculados são de responsabilidade exclusiva dos anunciantes, inclusive, com relação à veracidade. No mais, uma boa leitura! Os textos editoriais não têm vinculação com os materiais publicitários. Caminhar unido torna mais fácil e agradável alcançar as metas. Possibilita integrar habilidades e capacidades, combinar dons, talentos e recursos. Se, apesar das diferenças, tivermos a consciência de grupo – para enfrentar todos os tipos de situações – entendermos o verdadeiro valor de equipe e compreendermos o sentimento de partilha, nossa trajetória se tornará mais simples e o voo de anos e de busca por reconhecimento será mais satisfatório. Reflita. Transfira essa ideia para o seu trabalho e setor em que atua. Paulo César Bitarães Presidente da Amirp As opiniões expressas nos artigos assinados são de responsabilidade dos autores. Amirp Av. João César de Oliveira, 452 • Sala 15 • Eldorado CEP 32310-000 • Contagem • MG • Tel: (31) 3356-3342 [email protected] • www.amirp.com.br 3 | Pneus & Cia. É proibida a reprodução total ou parcial de textos e de ilustrações integrantes da edição impressa ou virtual, sem a prévia autorização dos editores. 12 ECOATIVIDADE Meio ambiente dentro da lei 16 CAPA Manutenção da segurança Amirp em ação Reuniões em destaque 08 Cenário Programa 5S 14 Pneus e Frotas Pneus para reboques 22 Estratégia Lições de Susan Boyle 26 Reformadores Guia dos reformadores de Minas Gerais 27 20 SERVIÇOS Trânsito consciente 4 | Pneus & Cia. 24 FAZENDO A DIFERENÇA Injeções de ânimo e doses de alegria MOMENTO DO LEITOR Este espaço é seu. Está reservado para suas sugestões e opiniões. Fale com a gente: [email protected] Inicialmente queria parabenizar a equipe da Amirp pela revista Pneus e Cia. Nº 9, uma revista bem estruturada e repleta de matérias de qualidade. Parabéns! É de extrema importância que a revista continue a crescer e que outros meios de comunicação passem a ser utilizados como instrumentos de formação e sensibilização das pessoas, em prol de um único objetivo, que é o desenvolvimento do setor de reforma. Mais uma vez parabenizo a todos da equipe! Em especial, queria elogiar a reportagem “Borrachalioteca: um modo diferenciado de ler o mundo” por retratar uma iniciativa inovadora e interessante! André Travassos Belo Horizonte – MG A edição Nº 9 da Pneus e Cia. está excelente. Chamou-me a atenção a matéria sobre o asfalto ecológico, não tinha muito conhecimento do assunto. Na minha opinião, ainda que seja mais caro que o asfalto convencional, o asfalto de borracha é a melhor opção para obras de pavimentação. O benefício que traz ao meio ambiente compensa qualquer gasto a mais. Paulo Gonçalves São Paulo – SP Parabéns a toda a equipe da Pneus e Cia. Nunca imaginei encontrar, em uma publicação específica sobre pneus, uma reportagem que, de certa forma, homenageasse as mulheres. A reportagem “Vale a pena apostar nelas” destacou não só as três mulheres entrevistadas, mas todas as mulheres que tiveram a chance de ler a matéria. Continuem sempre assim, com textos agradáveis e com pautas de muito bom senso. 6 | Pneus & Cia. Rachel Vasconcellos Governador Valadares – MG Quero parabenizá-los pela revista. As reportagens, além de informativas, estão ótimas e muito interessantes. A matéria de que mais gostei foi a da editoria Fazendo a diferença. O Marcos Túlio, idealizador da Borrachalioteca, conseguiu acrescentar no seu trabalho cotidiano um diferencial voltado para a educação e a cultura. Práticas como essas devem ser reconhecidas e incentivadas, pelo governo e por grandes empresas. Parabéns ao Marcos Túlio e à equipe da Pneus e Cia. Rosângela Oliveira Varginha - MG AMIRP EM AÇÃO Fotos: arquivo Amirp AMIRP NA MÍDIA Paulo Bitarães em entrevista para a Rede Globo Televisão, no dia 10 de junho. A pauta da matéria foi sobre a prática ilegal da “perucagem”, serviço que não possui garantia e nem qualidade comprovada. PARCERIA AMM CURSOS TWI EM PRÁTICA • A possibilidade de o setor de reforma participar de concorrências públicas de maneira adequada. A Amirp encaminhará à AMM um estudo referente aos quesitos necessários para que uma empresa reformadora de pneus funcione de maneira regularizada. Com isso, as prefeituras poderão incluir em seus editais esses quesitos, fazendo com que apenas empresas regulamentadas e certificadas possam participar dessa compra pública. • A criação de ecopontos em municípios que não possuem esses pontos de recolhimento. • E, para finalizar, com o intermédio da AMM, a Amirp oferecerá cursos do Projeto TWI para todas as prefeituras de Minas Gerais que possuem empresas públicas de regulamentação de trânsito. Essas empresas serão levantadas pela associação dos municípios. Foto: arquivo Amirp O presidente da Amirp, Paulo Bitarães e o associado Renato Costa, da Pneusola, foram entrevistados pela equipe do Jornal Nacional, da Rede Globo de No dia 22 de maio, representantes da diretoria da Amirp se reuniram com Hérzio Mansur e Marcelo Albano, respectivamente gerente executivo e assessor ambiental da AMM (Associação Mineira dos Municípios). Na busca por parceria, ficou acordado entre as associações: 8 | Pneus & Cia. Renato Costa em entrevista para a Rede Globo Curso TWI na BHTrans Nos dias 21 e 22 de maio, foi ministrado pelo consultor técnico e institucional da Amirp, Vanderlei Carvalho, o curso TWI na Transcon (Autarquia Municipal de Trânsito e Transportes de Contagem) e na BHTrans (Empresa de Transporte e Trânsito de Belo Horizonte), respectivamente. O curso da Transcon contou com a participação de 13 agentes de fiscalização de trânsito. Já na BHTrans participaram 32 funcionários das áreas de fiscalização interna e externa da empresa. No mês de junho, nos dias 2, 3 e 25, o curso TWI foi ministrado para novas turmas de agentes da Transcon. Foto: arquivo Amirp AMIRP OFERECE CONSULTORIAS Em primeiro lugar, quero ressaltar a atenção e presteza dos consultores da associação. Já fomos contemplados pelo esclarecimento a respeito da obrigatoriedade de manter um percentual mínimo, conforme lei, de colaboradores participantes do programa Menor Aprendiz. Por meio do representante técnico e institucional, Vanderlei Carvalho, a Amirp se coloca à disposição para ministrar consultorias e cursos técnicos personalizados na área de pneu. Os primeiros cursos ocorreram na sede da Amirp, nos dias 15 e 16 de maio, para os funcionários da Grid Pneus. O material que orienta os cursos é o Manual TWI, elaborado pela associação mineira. As palestras contam também com outras informações como, por exemplo, explicações sobre pneus fora de estrada (OTR – Off the road). O objetivo da Amirp é capacitar a área de vendas por meio de conhecimentos técnicos, criando um diferencial para consolidar e incrementar as vendas. É um estímulo a mais para as empresas investirem no seu material humano, o funcionário. GRADE DE SERVIÇOS DA AMIRP Flávio Boschi – Recapagem Santa Helena A Amirp prestou-me uma assessoria de defesa devido ao vencimento do registro de renovação da minha reformadora perante o Inmetro. Após uma primeira visita, com o meu registro já inválido, agentes do Inmetro atuaram minha reformadora. Assim, a associação elaborou a defesa da minha empresa, solicitando que ela não seja atuada e, ainda, que a multa seja transformada em advertência. Caso seja aceita essa defesa, serão vários os benefícios. Além economizar na contratação de um advogado para estruturar a defesa, ficarei livre do pagamento da multa. Eloi Gomes – Pneucon Pneus Contagem 9 | Pneus & Cia. • Consultoria tributária: esclarecimentos sobre a legislação tributária e obrigações acessórias. • Consultoria contábil: conselhos sobre escrituração contábil. • Consultoria ambiental: respostas a consultas sobre obrigações acessórias. • Consultoria financeira: explicações sobre linhas de financiamentos e técnicas de gestão financeira. • Consultoria técnica: orientações sobre o melhor aproveitamento da estrutura fabril e de outros itens ligados à reforma. Queremos dar destaque ao retorno que tivemos sobre a orientação que solicitamos a respeito do valor da Taxa de Fiscalização Ambiental (TFA). Após pesquisas, os consultores da Amirp perceberam que a empresa de consultoria que havíamos contratado estava equivocada. Após uma explicação detalhada, a associação nos apresentou o cálculo correto da taxa, o que contribuiu para evitarmos gastos desnecessários, como efetuar o pagamento de cobranças com multas e juros indevidos. Foto: arquivo Amirp Curso técnico para funcionários da Grid Pneus Foto: arquivo pessoal A OPINIÃO DE QUEM SOLICITOU REUNIÕES AMIRP Foto: arquivo Amirp MAIO pneus, em lugar nenhum do mundo, será derrubada e já provamos isso. Mas não podemos deixar que aproveitem a brecha de o setor ser disperso”, afirma Paulo Bitarães. Foto: arquivo Amirp Ricardo Moura, empresário de Santa Luzia (região metropolitana de Belo Horizonte), que reforma cerca de 12.000 pneus de moto por mês, também se pronuncia a favor do comprometimento de todo o setor: “para nosso setor não parar, precisamos nos unir e realizar esses testes sugeridos pelo Supremo”. Primeira reunião Amirp de maio 10 | Pneus & Cia. A diretora da Amirp se reuniu, no dia 12 de maio, com os empresários do setor de reforma com o intuito central de criar alternativas para solucionar os problemas da regulamentação da reforma do pneu de moto pelo Inmetro. Com a necessidade cada vez mais evidente de promover uma consciência associativista, o presidente da Amirp, Paulo Bitarães, declarou aos presentes: “não basta pagar, precisamos da união. O problema do pneu de moto não é apenas dos que reformam moto, é de todo o setor, de todos nós”. Em uma luta de quase cinco anos para regulamentar e certificar a reforma do pneu de moto, o Supremo Tribunal Federal (STF) definiu que é preciso fazer um teste, que requer um alto custo financeiro, para comprovar a viabilidade da prática. Convidado pela Amirp, Henrique Teixeira Pena, presidente da Associação Brasileira do Segmento de Reforma de Pneu (ABR), que está à frente das negociações com o STF, esclareceu: “nesses quase cinco anos de busca, tivemos várias vitórias no percorrer do caminho. E, atualmente, estamos na eminência de fazer o teste que foi definido pelo Supremo. Mas, mesmo diante desse fato, até o momento, não tivemos uma preocupação por parte do reformador de moto. Buscamos a cooperação e a participação desse empresário”. E é essa falta de comprometimento que deixa em alerta quem defende o setor de reforma e acredita nele. “O segmento é forte, mas precisa vencer barreiras. E para isso é preciso persistência. A reforma de Segunda reunião Amirp de maio Dando continuidade à busca pela regulamentação e pela certificação da reforma do pneu de moto, foi realizada, no dia 19 de maio, uma segunda reunião na sede da associação mineira. Para a realização do teste requerido pelo STF, a ABR e a Amirp contam com a participação e com a cooperação dos empresários. Após aprovação dos presentes, ficou decidido que serão emitidos quatro boletos com parcelas de R$750, a partir do mês de junho, para cada empreendedor do ramo. Em Minas, totalizamse 20 empresários. A diretoria da Amirp enviou um comunicado à associação brasileira, e, em seguida, uma carta de compromisso aos colaboradores, para confirmar a adesão de todos. O presidente da Amirp, Paulo Bitarães, enfatizou que essa busca pela regulamentação da reforma do pneu de moto é um trabalho que vai beneficiar todo o setor, não só os empreendedores que atuam na reforma de moto especificamente. JUNHO Foto: arquivo Amirp INFORMATIVO TÉCNICO Portaria Inmetro Reunião Amirp de junho O encontro mensal da Amirp com os reformadores de pneus foi realizado no dia 9 de junho, na sede da associação. Na reunião, a diretoria apresentou as ações feitas em maio e orientou os empresários em relação às últimas notícias e regulamentações que envolvem o segmento: a Resolução 316/2009 do Contran e a Portaria 144 do Inmetro, que se encontra em consulta pública. O presidente da Amirp, Paulo Bitarães, enfatizou a importância de os empresários analisarem a portaria, que ficará em consulta pública até o dia 26 de julho de 2009, e sugerirem alterações, caso achem necessário. Na ocasião, o advogado, parceiro da Amirp, André Martins, esclareceu dúvidas e deu apoio jurídico referente aos aspectos tributários sobre a cobrança de diferença de alíquotas interna e interestadual do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). Encontra-se em consulta pública a Portaria Inmetro n.º 144, de 26 de maio de 2009. O Regulamento de Avaliação da Conformidade para o Serviço de Reforma de Pneus inclui agora a regulamentação da reforma dos pneus de carga. Assim, a partir da data da publicação desta Portaria no Diário Oficial da União, fique atento ao prazo de 60 dias para apresentar sugestões e críticas relativas aos textos propostos. Resolução Contran De acordo com a Resolução nº 316/2009 do Contran, de 8 de maio de 2009, fica proibida, para veículos de transporte coletivo de passageiros M2 e M3 (micro-ônibus e ônibus) de fabricação nacional e estrangeira, a utilização de pneus reformados, quer seja pelo processo de recapagem, recauchutagem ou remoldagem, no eixo dianteiro, bem como o uso de rodas que apresentem quebras, trincas, deformações ou consertos, em quaisquer dos eixos do veículo. ECOATIVIDADE MEIO AMBIENTE DENTRO DA LEI por Luciana Laborne Foto: arquivo pessoal D esde 1988, todas as questões ambientais têm respaldo jurídico. E, “responsável por transportar o progresso com qualidade”, o pneu, que é tema de vários entraves na área ambiental, não fica de fora. Mário Werneck, autor do trecho acima, especialista em direito ambiental e presidente da Comissão de Meio Ambiente da Ordem dos Advogados do Brasil em Minas Gerais (OAB/MG), informa quais são os direitos referentes a esse bem comum que é o meio ambiente. E, se a lei é para todos, inclusive para aqueles que ainda nem nasceram, a consciência sustentável é uma das atitudes que serão defendidas e propagadas pelo advogado ambiental neste esclarecedor bate-papo. Pneus & Cia.: Qual a importância de, atualmente, a área ambiental ser respaldada pela área jurídica? MW: Em 1981 foi instituída a Política Nacional de Meio Ambiente e criado o Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). Antes, as questões ambientais no Brasil se limitavam ao Código Florestal. Com a implantação do Conama, criaram-se conselhos municipais e estaduais de meio ambiente. Já em 1988, a carta da república foi elaborada e consolidou um novo paradigma no direito: inseriu a obrigatoriedade de preservar tudo que aqui está para a nossa geração e também para as que ainda não nasceram. Nesse mesmo artigo foi inserido o estudo de impacto ambiental, em que toda empresa de qualquer lugar desse país, poluente ou não, teria que passar por um processo de adaptação e implantar as normas ambientais. Com isso, nasce a categoria dos advogados ambientalistas, que são os responsáveis por tutelar as questões ambientais. 12 | Pneus & Cia. Pneus & Cia.: A taxa de controle e fiscalização ambiental (TFA), instituída pela Lei 14.940/03, em dezembro de 2003, é aplicada para toda empresa que tem potencial poluidor. É viável rever essa lei, reduzindo ou até mesmo isentando essa taxa para o setor de reforma? MW: O Brasil é o paraíso dos impostos, em que você só não paga, por enquanto, para respirar. E, em nosso país, ninguém usa o “IVP (Índice de Viração Própria)”. A sociedade tem que começar a se virar para buscar alternativas que gerem menos problemas para os outros. Por exemplo, quando uma panela quebra a alça, as pessoas geralmente compram outra. Por que não mandam reformar a panela? Mesmo que o preço de uma nova seja baixo, deve-se ter consciência Mário Werneck – especialista em direito ambiental de que aquela panela vai propiciar mais extração de alumínio, mais material não reutilizado depositado no meio ambiente, entre outros fatores. Por isso sou favorável às reformadoras. Só que quando dificultam o trabalho dessas reformadoras, com taxas e mais taxas, começam os problemas. Em vez de o governo incentivar, reduzindo a carga de impostos das empresas que mais reformam, novas taxas são criadas. Pneus & Cia.: Quando as empresas possuem caráter poluidor, o sentido da cobrança não é questionado, pelo contrário, é certo. Mas, se as reformadoras estiverem regulamentadas e certificadas, a chance de ser um agente poluidor é pequena e a atividade ainda beneficia o meio ambiente. Qual a viabilidade da revisão dessa lei? MW: A resolução desse questionamento entra na questão jurídica. Se a empresa é poluidora, ela não pode funcionar e tem que estar fora do mercado. O mercado está aberto para quem é sustentavelmente correto. Acredito que a Amirp deveria criar um “selo ambiental”, como se fosse um ISO (Organização Internacional para Padronização), para que a reformadora detentora desse selo fosse naturalmente considerada uma “empresa verde”. E essa empresa, enquanto permanecesse dentro desse critério, teria 50% de redução da taxa, o que não alteraria muito as riquezas naturais. Portanto, rever essa lei é viável. Pneus & Cia.: Existe um projeto de lei, do deputado estadual Gustavo Valadares, aprovado em primeiro turno, no ano de 2008, pelo Plenário da Assembléia Legislativa de Minas Gerais, que incentiva a fabricação do asfalto ecológico no estado de Minas. Essa é uma proposta favorável ao meio ambiente, por utilizar o pneu inservível, mas que, em contraponto, apresenta um custo elevado. Acredita ser este um investimento necessário? MW: Eu sou a favor de tudo o que for alternativa criada para ajudar o meio ambiente, como dar finalidade adequada para pneus e todos os produtos que demoram anos para se decompor. E não deveria ser apenas por meio de uma lei estadual, mas lei federal. Passou da hora de pensar nesse investimento, que deveria ser aprovado de primeiro a quinto turno. Pneus & Cia.: Como o senhor percebe a questão da importação de carcaças para o Brasil? MW: Um país geograficamente imenso e, com todo respeito, repleto de um povo meio bobo, que aceita tudo, se torna o local apropriado para outros países colocarem o lixo deles. E mesmo porque aqui o cifrão fala mais alto. No Brasil se vende dificuldade para se chegar à facilidade. Uma das maiores aberrações que eu já presenciei é a importação de pneus. Dizem que o país é auto-suficiente em petróleo, então para que importar? Podemos fazer muito e com boa qualidade. Pneus & Cia.: No dia 5 de junho é comemorado o dia do meio ambiente. Qual seria o tema difundido, se tivesse que lançar uma campanha? MW: Sugeriria os temas: “Água: eis a questão!” e “Garantia de sustentabilidade ambiental”. No primeiro tema incluiria, além da revitalização da natureza, a reeducação do homem. Vemos a coisa errada, mas não fazemos muito para corrigir. Por exemplo: muitos homens, domingo, em vez de ficarem com a esposa, o que fazem? Vão lavar o carro! Assim como ainda existem pessoas que lavam a calçada e, se falar algo, acham ruim com você. Um absurdo, já que a água é um bem de todos. Aliando o último tema sugerido à prática da reforma de pneus, é necessário divulgar que o pneu não é o vilão e sim o responsável por transportar o progresso com qualidade. Ele diminui as distâncias, é ecologicamente correto se bem utilizado e, por isso, não exerce o papel de vilão. Hoje, sabe-se que, mesmo depois de levar o progresso para todo mundo, o pneu ainda pode ser reutilizado em reformas, na fabricação de tapetes, de sapatos, etc. Além disso, o pneu pode ser usado na manutenção por onde ele roda: ruas e rodovias. Por onde passa, o pneu ainda volta para que outros passem. CENÁRIO PROGRAMA 5S UM NOVO MODO DE VIVER NO TRABALHO O Programa 5S é uma filosofia de trabalho que dita cinco sensos para superar antigos hábitos nocivos à pessoa e à sua organização no ambiente profissional. Desenvolvido no Japão, nas décadas de 50 e 60, após a Segunda Guerra Mundial, o 5S busca a qualidade total nas empresas e a eliminação das sujeiras nas fábricas. O programa não é um projeto com datas planejadas de início e fim. Ele se constitui de um modo de viver dentro e fora da empresa para melhorias na qualidade de vida e de trabalho. Adaptável a oficinas mecânicas, borracharias, transportadoras, revendedoras, fabricantes de borracha e reformadoras de pneus, o 5S é um programa de qualidade fundamentado na educação. Quanto maior o grau de comprometimento das pessoas envolvidas, melhores serão os resultados, já que o programa é aplicado no cotidiano da empresa e as pessoas têm que absorver essas noções de comportamentos. Entenda de que forma você pode adotar o Programa 5S na sua empresa: 14 | Pneus & Cia. • Seiri – Senso de utilização ou descarte Refere-se à prática de verificar todas as ferramentas, materiais, etc. da área de trabalho e de manter ao alcance somente os itens essenciais para o serviço em andamento. O que se excede ao necessário é guardado ou descartado. Com esse processo, espera-se uma diminuição dos obstáculos na produtividade do trabalho. do trabalho diário, e não uma mera atividade ocasional quando os objetos estão muito desordenados. • Seiketsu – Senso de padronização Trata-se da padronização das práticas de trabalho, de como manter objetos similares em locais similares. Esse processo induz uma prática de trabalho e um layout padronizado. • Shitsuke – Senso de autodisciplina Refere-se à manutenção e revisão dos procedimentos. É a ordem mantida. Uma vez que os quatro sensos anteriores foram estabelecidos, eles se transformam em uma nova maneira de trabalhar, não permitindo um regresso às antigas práticas. Quando surge uma melhoria, uma nova ferramenta de trabalho ou a decisão de implantação de novas práticas, pode ser aconselhável a revisão dos quatro princípios anteriores. • Seiton – Senso de organização Enfoca a necessidade de um espaço organizado. Cada coisa no seu lugar. A organização, nesse sentido, refere-se à disposição das ferramentas e equipamentos em uma ordem que permita o bom fluxo do trabalho. As ferramentas e os equipamentos deverão ser deixados nos lugares em que posteriormente serão usados. O processo deve ser feito de forma a eliminar os movimentos desnecessários. Dentro das reformadoras de pneus e das fábricas de borracha e pneumáticos, espera-se que o colaborador aplique corretamente todos os cinco sensos. Que tenha perto de si somente os objetos úteis, que seja organizado e mantenha o ambiente limpo, o que contribui para o bem estar e o conforto. Além disso, é importante se preocupar com a boa aparência, cuidando da higiene e da apresentação pessoal. • Seisõ – Senso de limpeza Designa a importância de manter o espaço de trabalho o mais limpo possível. Nas empresas japonesas, a limpeza é uma atividade cotidiana. Ao fim de cada dia de trabalho, o ambiente é limpo e tudo é recolocado em seus lugares. O foco desse procedimento está na lembrança de que a limpeza deve ser parte Elcimar Cândido Deckers – engenheiro químico e gerente industrial da ABC Valadares E-mail: [email protected] Yuri Pimenta Nunes Coelho – assessor de Comunicação da ABC Valadares E-mail: [email protected] CAPA MANUTENÇÃO DA SEGURANÇA Os únicos pontos de contato entre o veículo e a pista são os pneus, que suportam os automóveis e são responsáveis por transportá-los. A condução da trajetória é de acordo com a direção do motorista, mas a segurança da circulação depende principalmente do estado dos pneus. Os freios param as rodas, mas são os pneus que param o veículo. 16 | Pneus & Cia. Dessa forma, além dos riscos da rua, é preciso ficar atento à conservação dos pneus. Em condições ruins, eles podem se transformar em uma armadilha. Segundo estimativa da Polícia Rodoviária Federal, carros com má manutenção e com pneus carecas são responsáveis por cerca de 20% dos acidentes nas estradas. por Mariana Conrado C aminhão desgovernado atinge outros cinco veículos. O acidente resultou em quatro pessoas feridas e duas vítimas fatais. Ao fazer uma curva, o motorista perdeu o controle da direção, invadiu a contramão e não conseguiu parar o carro. Após investigação, o laudo pericial concluiu a causa: pneus carecas”. Episódios como esse são ocorrências comuns registradas na Delegacia de Acidente de Veículos de Belo Horizonte. Segundo a delegada Andréia Abood, nesse caso fictício relatado, o pneu careca seria um elemento determinante para indiciar o condutor por crime de trânsito culposo, pois ele agiu com culpa ao deixar de fazer a manutenção do veículo. A maior parte dos acidentes de trânsito é causada por erro humano. “Além das imprudências, como dirigir sob efeito do álcool, exceder a velocidade, fazer ultrapassagens de forma irregular, há muitos fatos de imperícias, que é a inexperiência. Também é alarmante o número de casos ocorridos por negligências, que é falta de atenção, descuido do motorista, tanto com a direção quanto com o carro”, afirma a delegada. O desleixo com os componentes mecânicos do veículo pode ser uma falha fatal. E como item fundamental de funcionamento e segurança, os pneus devem fazer parte da manutenção preventiva. Muitos ainda relevam isso e os deixam em segundo plano, o que tem causado danos irreparáveis. De acordo com um último levantamento da Polícia Rodoviária Federal (PRF) realizado em 2008, estima-se que 20% dos acidentes nas estradas são ocasionados, principalmente, pelo uso dos pneus carecas. Riscos e prejuízos O engenheiro mecânico e consultor técnico em pneus, Vanderlei Carvalho, também pontua o risco. Segundo o consultor, ao frear, um carro que vem a 100 quilômetros por hora em pista seca e com pneus em bom estado só vai conseguir parar totalmente depois de aproximadamente 35 metros. Se os pneus Além de colocar em risco a vida de todos ao redor do veículo, dirigir com os pneus carecas compromete também a habilitação e o bolso do condutor. O ato é considerado infração grave. Segundo o inspetor Júnior, da PRF em Minas Gerais, a pena aplicada é a que se refere ao defeito ou à falta de equipamentos obrigatórios, prevista no artigo 230 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB): acarreta cinco pontos no prontuário da carteira de motorista, multa no valor de R$127,69, e o veículo pode ser retido até que o problema seja solucionado. Hora de trocar Para que o condutor saiba a hora de efetuar a troca dos pneus e não adie a substituição até que eles fiquem carecas, a legislação brasileira estipulou uma profundidade mínima dos sulcos de 1.6mm em toda a extensão da banda de rodagem. Esse nível é verificado pelo identificador de desgaste TWI (Tread Wear Indicator), que, se estiver abaixo do recomendável, não atende às exigências de segurança do veículo. É a resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) 558/80 que estabelece: trafegar com pneus abaixo do limite é ilegal. O técnico Vanderlei Carvalho acredita que as pessoas demoram a substituir os pneus pensando em tardar o máximo possível o gasto com a reposição de outros itens. “Se fosse uma questão de economia seria compreensível, mas nem isso é. Mais cedo ou mais tarde a manutenção vai ser primordial, caso o motorista queira circular em segurança”, diz o consultor. Em todo o caso, considerando os assessórios do carro, a prevenção, com a revisão periódica, é sempre melhor. Ela evita surpresas desagradáveis e é a atitude mais econômica. O auditor do IQA, Joe Tolezano, afirma que a manutenção preventiva é, em geral, 40% mais barata que a corretiva – isso quando o estrago é reparável. E, para aproveitar o rendimento máximo dos pneus, não é preciso correr riscos rodando até o desgaste final. “Sabe-se que há uma alternativa igualmente 17 | Pneus & Cia. O auditor da qualidade do Instituto da Qualidade Automotiva (IQA), Joe Tolezano, explica que os sulcos desenhados na borracha dos pneus servem para expelir a água durante uma frenagem, aumentando a aderência ao asfalto. Se as marcas se apagam, os pneus ficam lisos e incapazes de exercer essa atividade. Por isso o perigo de rodar com os pneus desgastados: “eles não garantem a frenagem correta e não oferecem segurança no deslocamento durante as curvas e em toda a direção”, diz o auditor. estiverem gastos além do limite recomendável, essa distância pode dobrar. O veículo percorre ainda uns 70 metros até parar. “Debaixo de chuva é ainda pior, o automóvel desliza com mais facilidade, pois, com o solo molhado, o pneu pode não ter o contato com a pista, praticamente flutuar, e o motorista perde o controle do carro”, alerta o consultor. Além disso, a probabilidade de o pneumático furar quando está careca é indiscutivelmente maior. A obediência ao índice TWI não só é fundamental para a segurança e para a performance do pneu, mas também é interessante para o setor de reforma. “Ao usar o pneu até o limite recomendado, preserva-se a carcaça, o que permite aumentar a recapabilidade”, explica o técnico. O condutor responsável, que faz a troca do pneu no momento exato e opta por prolongar a vida útil do produto com a reforma, tem também uma consciência ecológica. “Pode-se considerá-lo assim porque reformar pneus traz benefícios ambientais, uma vez que economiza recursos naturais usados na fabricação de pneus novos e impede que eles sejam descartados incorretamente no meio ambiente”, conclui. CURIOSIDADE Quem gosta de esportes e acompanha as corridas de automobilismo pode estar se perguntando: como os carros de Fórmula 1, em geral, correm às vezes com os pneus lisos? 18 | Pneus & Cia. Conhecidos como pneus slicks, esses pneus lisos foram desenvolvidos de forma apropriada para as disputas quando, e exclusivamente, a pista estiver seca. Eles são utilizados porque oferecem uma maior superfície de contato com o solo e por outras questões técnicas. Nas competições em que o clima está chuvoso, os carros, obrigatoriamente, fazem a troca pelos chamados pneus de chuva. Eles possuem os sulcos para escoarem a água e assim evitarem a aquaplanagem e, por conseguinte, o baixo desempenho e até mesmo acidentes. “Como nossos veículos não são os do esporte, as rodovias nem sempre são como as dos Grandes Prêmios e não temos muitas oportunidades de pit stop imediato caso o clima mude e comece a chover, é preciso circular com os pneus em bons estados para garantir a segurança”, diz Vanderlei Carvalho. O consultor técnico ainda completa: “o carro deve estar equipado e adequado para trafegar, independente se a pista está seca ou molhada”. Outro perigo: perucagem Por incrível que pareça, há motoristas que, ainda em nome da economia, utilizam o pneu com peruca. Trata-se de um serviço improvisado, em que a banda de rodagem de um pneu já usado é retirada para ser colada em outro. Assim como é arriscado rodar com o pneu careca, o método da “perucagem” não é uma opção segura. Segundo Vanderlei Carvalho, não há nenhum fator técnico que comprove a qualidade desse serviço que, inclusive, não é legalizado e não tem nenhuma garantia. Muitos confundem erroneamente a “perucagem” com a prática da reforma. “Este trabalho não deixa de ser uma reparação do pneu usado, porém é feito de maneira primitiva, totalmente amadora”, pontua o consultor. Em conformidade com as medidas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), a reforma utiliza borracha nova, de fábrica, na banda de rodagem para prolongar a vida útil do pneu nos seus três processos: recapagem, recauchutagem e remodelagem. Essa prática é regulamentada pelo Inmetro o que nos compete afirmar a confiabilidade do serviço. Além do cuidado de não rodar com o pneu careca e de não se arriscar com a perucagem, é preciso também ter atenção ao adquirir um pneu reformado. Vanderlei recomenda que o consumidor se oriente e procure por marcas de boa procedência, observe a data de fabricação do pneu (todos têm garantia de cinco anos contra defeitos de fabricação) e, principalmente, se certifique de que a empresa reformadora seja credenciada pelo Inmetro. Foto: arquivo Amirp segura e mais barata para adquirir pneus: a reforma”, diz Vanderlei. De acordo com o consultor técnico, os pneus reformados possuem qualidade e rendimento quilométrico semelhante aos pneus novos, e ainda é 75% mais econômico para o consumidor. Exemplo de perucagem: a largura da banda de rodagem é menor do que a carcaça Dicas para o uso inteligente dos pneus Para evitar o desgaste prematuro dos pneus, o consultor técnico, Vanderlei Carvalho, dá as orientações: • Observe periodicamente as condições dos pneus e se eles estão no limite de segurança, atendendo ao indicador de desgaste (TWI). O medidor é mais preciso, mas é possível visualizar a base dos sulcos e perceber o grau de desgaste dos pneus. • Não pratique a direção agressiva. As manobras bruscas e freadas fortes prejudicam os pneus. • Evite o contato do pneu com produtos químicos que podem afetar as propriedades da borracha. • Utilize os pneus e as rodas de acordo com as medidas indicadas pelo fabricante do veículo. O carro é projetado para funcionar com a interação de suas partes. A alteração das medidas pode danificar o equilíbrio da mecânica, e, normalmente, os pneus perdem a garantia por uso indevido. ampliar a quilometragem, reduzindo, assim, os custos com a manutenção. • Alinhe o sistema de direção, a suspensão e o balanceamento dos pneus conforme a indicação do fabricante e ainda: a cada dez mil quilômetros rodados; quando houver a troca ou desgaste irregular dos pneus; se o veículo sofrer impactos fortes ou se estiver “puxando” para um lado. Os descuidos com esses sistemas causam desconforto ao dirigir, propiciam o desgaste em certos componentes mecânicos e ainda fazem com que o veículo perca estabilidade e segurança. • Faça rodízio de pneus radiais a cada dez mil quilômetros rodados e de pneus diagonais a cada cinco mil quilômetros. O rodízio serve para compensar a diferença de desgaste dos pneus. Lembre-se de usar o pneu de estepe, para não correr o risco de peder a garantia. A manutenção preventiva de todo o veículo é essencial. Os amortecedores, freios, molas, rolamentos, eixos e rodas atuam diretamente sobre os pneus e podem interferir na sua quilometragem, adiantando desgastes e ocasionando insegurança. • Use o pneu indicado para cada tipo de solo. Isso, além de não prejudicar a durabilidade das peças, ainda evita o prejuízo de combustível. • Evite a sobrecarga no veículo, pois o excesso de peso compromete a estrutura dos pneus. • Faça a calibragem pelo menos a cada 15 dias, de acordo com a indicação do manual do fabricante do veículo. Manter o pneu com a pressão ideal pode beneficiar a durabilidade do produto, A solução integral em peças diesel para caminhões Ford, Volks e Iveco. Referênc Referência eferênc no mercado de peças para caminhões e ônibus das m marcas Volks e Ford, a Rocha se prepara para ser também a número um em peças para caminhões Iveco. Venha nos conhecer, será um prazer atendê-lo. 3304-1900 (31) [email protected] Rod. BR 381, 3.479 - Bairro Amazonas 2ª Seção - Contagem/MG SERVIÇOS Quando chega à sua casa um envelope com o símbolo da Prefeitura ou do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), o coração logo aperta, não é mesmo? A possibilidade de ser uma multa de trânsito é grande e, mais que pensar no histórico das possíveis infrações cometidas, é válido repensar suas atitudes no trânsito. Além de poupar o seu bolso, rever suas ações será fundamental para possibilitar um trânsito mais agradável e seguro. TRÂNSITO CONSCIENTE por Luciana Laborne A 20 | Pneus & Cia. ntes de dirigir, atenção: “condutores precisam obedecer a uma série de regras no trânsito”. A afirmação do delegado Luiz Cláudio Figueiredo, coordenador de administração de trânsito do Detran/MG, vem ao encontro da premissa de que conhecer as leis e a sinalização de trânsito e obedecê-las em qualquer horário e local é fundamental para o fluir mais harmônico das vias. Mas, em contraponto, deve-se ressaltar que, dentre as várias regras, nem todas são de conhecimento comum, e algumas só existem na boca do povo, sem qualquer citação no Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Dirigir descalço ou sem camisa, por exemplo, são práticas que não infringem a lei. Entretanto, jogar lixo para fora do veículo e falar ao celular são consideradas faltas médias, com multa de R$85,13 e acréscimo de quatro pontos no prontuário. Saiba o que você pode e o que não pode fazer enquanto dirige, a partir da análise do coordenador de trânsito, Luiz Figueiredo. animal no colo ou do lado esquerdo do motorista. A situação está prevista no artigo 252 do CTB, que define a infração como média, com multa de R$85,13 e quatro pontos no prontuário. Lixo O lixo atirado pelo condutor ou passageiro nas vias, além de ferir o artigo 252 e gerar multa, é uma infração direta ao meio ambiente e à saúde pública. Sem contar que é o atestado explicito da má-educação do infrator. Segundo Figueiredo, o fiscal de trânsito pode emitir a multa, sem ser necessária a abordagem. Isso está de acordo com a presunção de verdade do agente. Fone de ouvido Seja para ouvir música ou para falar ao celular, o uso de fone de ouvido é proibido. Infringe o artigo 252 do CTB e indica falta média. Neste caso também não é preciso haver a abordagem do agente. Animais Vestuário Os cachorrinhos que gostam de passear podem comemorar. Não é proibido levar bichos de estimação dentro do carro. O que pode dar multa é carregar o No CTB não há nenhuma proibição referente a dirigir sem camisa, de biquini ou com qualquer outro tipo de roupa. A recomendação feita, não pelo Código de Trânsito Brasileiro, mas pelo delegado do Detran, é a de utilizar o bom senso, pois, mesmo o Brasil sendo um país Tropical, uma noção comum de comportamento é sempre de bom grado. Descalço O artigo 252 impede que o motorista dirija usando calçados inadequados, ‘‘que não se firmem nos pés ou que comprometam a utilização dos pedais’’. Portanto, guiar calçando chinelos, tamancos ou qualquer outro calçado que não fique preso ao calcanhar constitui uma infração média. Quanto a dirigir descalço, não há problema algum. Pelo contrário, é mais seguro do que dirigir com um calçado irregular. E uma dica: caso pare em uma blitz de fiscalização, o delegado sugere, como forma de prevenção, que, ao descer, você permaneça descalço, sem colocar os chinelos. Assim, são eliminados transtornos de uma possível má-interpretação do agente. Braço para fora Não importa a situação. Seja para cumprimentar alguém ou simplesmente para demonstrar seu estilo, ‘‘tirar onda’’, dirigir com o braço para fora do veículo é proibido e a situação também está prevista no artigo 252 do CTB. Cinto No caso de o condutor ou o passageiro não usar o cinto de segurança, conforme previsto no artigo 65, a infração é grave, com multa de R$127,69 e retenção do veículo. A multa é aplicada sem ser necessária a abordagem do fiscal ao motorista. Crianças O que poucos pais sabem é o risco que o filho corre ao viajar no colo da mãe no banco da frente ou em pé entre os bancos dianteiros. O correto é transportá-lo em cadeirinhas especiais, sempre atrás, no bebê-conforto ou mesmo no banco da frente, desde que tenha mais de 10 anos. Não respeitar essas normas, de acordo com o CTB, consiste em infração gravíssima com multa de R$191,54 e sete pontos somados ao prontuário. Seja para pedestre, condutor ou passageiro, o comportamento consciente é fundamental para auxiliar a segurança no trânsito. O motorista, entretanto, merece aqui uma atenção especial. É ele o responsável por conduzir o veículo e, por isso, precisa se preparar para desempenhar bem esse papel. Deve dirigir atento às ações incorretas de outros motoristas e às possíveis • Previna-se de situações inesperadas, sendo capaz de tomar decisões corretas com rapidez nas situações de perigo. • Conheça o veículo que conduz para saber usá-lo corretamente, mantendo-o sempre em boas condições de funcionamento e abastecido de combustível, óleo e água. • Nunca aceite desafios e provocações de condutores irresponsáveis e “apressadinhos”. • Para frear em dias de chuva ou em pista molhada, pise no pedal de forma suave e gradativa, para que as rodas não travem. Não dirija se... ... não dormiu bem, não estiver em boas condições físicas e psicológicas, estiver com fadiga, ou ingerir bebidas alcoólicas ou substâncias tóxicas. Dicas para uma boa conduta no trânsito • Quando o outro condutor pede passagem, o que você faz? A sugestão é que, ao invés de acelerar, você diminua a velocidade e o deixe passar. Afinal, você não está disputando um lugar no pódio, e gentileza e bom humor, além de fazerem bem, são condutas fundamentais para um ir e vir com mais segurança. • Você conhece alguém que goste de buzina? Então, em vez de buzinar excessivamente no trânsito, mantenha a calma. No período entre 22h e 6h é proibido buzinar. Essa atitude infringe o artigo 227 do CTB, é uma infração leve, com multa de R$53,20 e três pontos no prontuário. Buzinar insistentemente e por tempo prolongado, em qualquer horário, resulta na mesma punição. • Atenção para não “esquecer” o seu carro em fila dupla, atrapalhando os outros. Ande um pouco mais, porque você há de encontrar uma vaga livre adiante. • Sua pressa não tem prioridade em relação à pressa do outro. Sinalização existe para ser respeitada. O pedestre não é obrigado a esperar você “furar” o sinal vermelho. 21 | Pneus & Cia. Ação defensiva condições adversas da pista e do tempo. Então, condutor, confira as dicas: PNEUS E FROTAS PNEUS PARA REBOQUES D e um modo geral, o que percebemos nas empresas de transporte de carga é a seguinte situação: a compra de pneus novos, com desenho de banda de rodagem direcional, para montar no primeiro eixo. Quando gastos, esses pneus são reformados com um desenho de tração e vão para o segundo eixo. Gastos novamente, se as carcaças estiverem em boas condições, os pneus são reformados outra vez com uma banda para tração, ou, então, com um desenho para eixos livres e, logo, montados no reboque. Até aqui, tudo bem. 22 | Pneus & Cia. O problema começa quando a carcaça já apresenta sinais de fadiga adiantada, ou mesmo quando é recusada. É muito comum o transportador – e mais ainda no caso de autônomos – utilizar o seguinte argumento: “pode reformar mesmo sem garantia, que vou deixar como estepe”, ou ainda “vou usar no reboque”. Outra situação, também comum, é colocar os pneus mais gastos nos eixos do reboque. Já perdi a conta de quantas vezes escutei a mesma explicação: “o pneu do reboque só serve de apoio. Quem traciona é o cavalo”. Realmente, isso é verdade. Os pneus do reboque servem para apoiar a carroceria que transporta a carga e, quem faz o trabalho de puxar o conjunto é o cavalo-mecânico. Mas a função dos pneus do reboque não é só a de apoio, é também a de ajudar a frear o conjunto. Um dos temores de quem dirige um conjunto desses é de, numa situação de emergência, o reboque acabar por atingir a cabine, dando o chamado “L”. Diante do fato, o questionamento: por que isso acontece? Deixando de lado questões como a habilidade do motorista, duas situações contribuem para que isso aconteça: baixa aderência dos pneus e pouca eficiência dos freios do reboque. A situação comumente encontrada por aí é referente aos pneus dos reboques em más condições, que são utilizados além do limite legal de 1,6 mm de profundidade nos sulcos. Assim, num determinado momento de precisão, seguido de uma forte frenagem no cavalo-mecânico, a carroceria desliza sobre a pista. Em contraponto, se os pneus estiverem em boas condições, sua aderência sobre o piso é maior, o que possibilita mais segurança aos ocupantes do veículo. Costumam chamar de “lisos” os desenhos de banda de rodagem para eixos livres. Mas daí a usar pneus que efetivamente estejam lisos, gastos, carecas etc. há uma enorme distância. Atitudes como essa são irresponsáveis, dado o perigo que apresentam aos pedestres, aos veículos que estiverem rodando com esses pneus e também aos outros veículos que circulam pelas mesmas vias. Quanto aos freios, vou transcrever uma observação feita pelo instrutor de um curso que participei: “freios NUNCA falham. O que falha é a manutenção dos freios. No caso de uma manutenção mal feita – ou não feita – quando precisar deles, o motorista fica na mão. E, às vezes, acaba num caixão”. a maior parte dos acidentes acontece em rodovias em boas condições. No fórum da Volvo recebemos um material com dados estatísticos referentes aos acidentes ocorridos em rodovias federais em 2007, cujas informações reproduzo abaixo: • Onde e quando acontecem acidentes rodoviários: Durante o dia: 54% Condições climáticas favoráveis: 63% Nas retas: 71% Em pista com boas condições: 81% • Principais causas dos acidentes rodoviários: Falta de atenção do condutor: 30% Velocidade: 12% • Responsáveis pelos acidentes: Por falta de manutenção, o freio de um dos eixos do reboque começa a apresentar problemas, não tendo a mesma eficiência que os demais. Mas aí, em vez de fazer o que é correto e necessário, ou seja, consertar, muitos fazem a escolha errada e isolam as câmaras acumuladoras daquele eixo, deixando-o inoperante, com base num raciocínio torto: “se não está funcionando direito, é melhor que não seja utilizado”. Essa atitude é errada por uma simples razão: se aquele eixo não fosse necessário, o reboque já viria sem ele de fábrica. Ao reduzir a capacidade de frenagem, que antes contava com três eixos contribuindo para a parada do veículo ou ao menos auxiliando na redução da velocidade, agora passam a existir apenas dois. E isso foi a única coisa que mudou. O peso, a velocidade e a necessidade continuam exatamente os mesmos, somente a eficiência diminuiu. E a segurança? Foi jogada no lixo. Quando acompanhamos as notícias sobre acidentes, uma das alegações mais utilizadas é o nível de conservação das vias, seja nas cidades ou nas estradas. Tenta-se justificar o ocorrido como uma consequência da má-qualidade das pistas. Isso não passa de uma desculpa, uma rota de fuga para quem não quer assumir a responsabilidade. No dia 11 de maio, ocorreu um acidente com um ônibus na MG-129 que seguia do distrito de Antônio Pereira para Mariana com 55 passageiros, deixando um saldo de nove mortos e 26 feridos. Pelo relevo característico do estado, as rodovias são bastante sinuosas. Nas notícias publicadas, um passageiro declarou: “o motorista foi desviar de uns buracos na curva e pegou a contramão. Deu de frente com dois caminhões. No susto, deu um golpe e o ônibus perdeu o controle”. Logo abaixo, na mesma matéria, consta a informação da Polícia Rodoviária relatando que essa estrada é muito perigosa, sem acostamento, mas que foi reformada recentemente, que está com a pista e a sinalização em boas condições e que não há buracos no local. O acidente descrito acima não aconteceu por causa dos pneus, mas sim pela imprudência do motorista. Achei por bem citar o caso, pois reforça o que é mostrado nas estatísticas: alegar que a causa é a má-condição da pista é tapar o sol com a peneira. Ao abusar dos pneus, usando-os além do limite, pode-se pagar essa atitude com a vida. Se for com a sua vida, é suicídio. Se for com a de outra pessoa, é assassinato. Pércio Schneider – especialista em pneus da Pró-Sul E-mail: [email protected] 23 | Pneus & Cia. No final de 2008, participei de dois eventos em que o foco era a segurança no transporte e, em ambos, as declarações foram as mesmas, tanto no evento realizado na sede da NTC & Logística, por um representante da Polícia Rodoviária do estado de São Paulo, como no Fórum Volvo de Segurança no Trânsito, por um policial rodoviário federal. Ambos afirmaram e demonstraram com números que Condutor (comportamentos inseguros): 61% Veículo: 4% Via: 4% FAZENDO A DIFERENÇA “O amor é contagioso”. Quem não conhece o caso do médico Patch Adams, que emocionou o mundo por reinventar o tratamento no hospital à base de alegria? A história que virou filme inspira as atividades de grupos de atores como os Médicos do Barulho. Entre os doutores palhaços empenhados em fazer a diferença nos momentos de enfermidade, a Dr.a Floripes. Especialista em animação, ela transforma os quartos dos hospitais em verdadeiros picadeiros. INJEÇÕES DE ÂNIMO E DOSES DE ALEGRIA por Mariana Conrado H ospital. Um lugar frio por natureza. Cheiro de éter, médicos, enfermeiros, clima tenso, silêncio... silêncio? Escuta-se uma risada. Uma criança é atendida pela Dr.ª Floripes, uma médica do barulho. Na consulta, ela entrega um ferro de passar roupas de plástico para a pequena paciente. Após ouvir a gargalhada, a doutora constata: “ah, mas você está passando bem demais!”. Alessandra Visentin é atriz e psicóloga, mas também atua como “médica” e responde por Dr.ª Floripes. De jaleco branco, maquiagem no rosto e nariz de palhaço, ela é integrante da Associação Médicos do Barulho, uma organização não governamental (ONG), sem fins lucrativos. O projeto é formado por 16 atores que, voluntariamente, se vestem de doutores palhaços e visitam instituições hospitalares para descontrair o ambiente dos internados. 24 | Pneus & Cia. O grupo foi criado em agosto de 1996, pelo Dr. Fuzil – ator Amaury Mendes –, em Juiz de Fora (MG). Alessandra se juntou à associação no ano de 2000 e quando se mudou para Belo Horizonte trouxe o projeto com ela, em 2006. No ano seguinte, a ideia se expandiu para o Rio de Janeiro. Durante os 13 anos de trabalho, os médicos do barulho visitaram cerca de 200 mil pacientes. A atriz é a coordenadora das atividades da associação na capital mineira. Semanalmente, duplas ou trios de doutores palhaços vão de leito em leito para verem as crianças internadas no Hospital da Baleia e no João Paulo II. Antes de iniciarem as consultas, os médicos palhaços passam na enfermaria. “É preciso pedir orientações aos profissionais para nunca perguntarmos sobre a doença ao paciente nem às famílias”, explica Alessandra, que sabe que o bom senso em sua atuação é essencial. Examinando o bom humor A Dr.ª Floripes é médica “piririlogista”. Em suas visitas, nem as mães escapam dos exames. A doutora mede a pressão, mas do “pum”. Com seu estetoscópio, escuta o coração do paciente, que sempre toca uma música romântica. E se o paciente estiver inquieto e nervoso no momento de mais uma injeção, Dr.ª Floripes dá uma ajudinha: como num passe de mágica, ela consegue “emprestar uma veia” para a criança. “Tento diagnosticar o que o paciente tem de bom, para ele perceber que mesmo naquele ambiente ele pode se sentir bem”, conta. Ao final de cada consulta, a Dr.ª Floripes cola uma etiqueta vermelha no nariz das crianças, mais conhecido como o selo da alegria. O adesivo, que imita o nariz do palhaço, simboliza que a médica do barulho esteve por ali, ganhou risadas e deixou a alegria com cada paciente. E, ao se despedir, ela explica ao enfermo: “olha, se depois você ficar rindo, não liga, hein, que é normal. É a alegria que está aí dentro”. Em seguida, a doutora deixa a prescrição: “aí você tem que cuidar direitinho dela, tem que dar carinho, alimentá-la... não inventa de não comer porque senão a alegria não tem força nem para dar cambalhota aí dentro!”, recomenda. Depois das visitas, muitas mães procuram a Dr.ª Floripes e pedem um abraço. “Elas agradecem, contam que os filhos não estavam comendo, que há semanas não os viam sorrir. Enche o meu coração ouvir delas que a gente não poderia ter chegado em hora melhor”, diz a atriz orgulhosa de fazer a sua parte por meio da cultura do bom humor. Ajudar com alegria. É justamente essa a missão dos médicos do barulho. Mas imagine o quanto não deve ser doloroso brincar com um paciente que tem poucas chances de continuar a viver? Essa parte a atriz tenta abstrair. “A criança pode ter mais 80 anos, ou mesmo oito minutos de vida, mas o pouco que a gente fizer para deixá-la mais feliz pode ajudá-la e vai ficar no coração dela”, relata Alessandra, que completa: “e às vezes não é preciso quase nada para despertar um sorriso”. E, para Alessandra, o riso contribui e muito na recuperação dos enfermos. Mais que uma crença utópica, estudos científicos comprovam que o simples gesto de sorrir aciona no cérebro a produção de endorfina, uma substância química que estimula a criação de anticorpos e diminui o risco de infecções. Sem contar que o humor ajuda o paciente a se distrair da dor. Palhaçada séria Ganhar risadas das crianças deve ser gratificante, se vestir de palhaço e brincar parece ser divertido, mas, para Alessandra, não é uma tarefa fácil. Tanto que há seleções e treinamentos para os atores que desejam fazer parte do grupo Médicos do Barulho. “Ter sensibilidade de se colocar no lugar do outro e de perceber a situação são requisitos indispensáveis. Na seleção, o candidato reflete se tem estrutura para viver a realidade do hospital”, explica a atriz. O grupo se mantém em Belo Horizonte com o apoio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura, da edição de 2008. A empresa incentivadora é o Hospital Life Center. No Rio e em Juiz de Fora, atualmente, o projeto está sem patrocínio. Assim, ele é desenvolvido com recursos do próprio grupo, com a venda de camisas e com a colaboração de pessoas interessadas que podem auxiliar. A personagem e a atriz A atriz conta que se candidatou para entrar no grupo porque achava o projeto bonito e solidário. Mas se surpreendeu ao viver as ações: “é uma doação mágica”. Quando questionada sobre como os médicos do barulho conseguem se entregar tanto, Alessandra rebate: “a verdade é que a gente ganha muito mais do que dá”. Da esquerda para a direita: Dr.a Marmota (Márcia Moreira), Dr.a Cacau (Cláudia Toledo), Dr. Calça Curta (Adi Ferreira) e Dr.a Floripes (Alessandra Visentin) No teatro, a satisfação de todo ator, ao encerrar uma apresentação, é quando as luzes se acendem, a plateia se levanta e escuta-se uma sinfonia de aplausos. No hospital, o reconhecimento emociona ainda mais Alessandra: “ali, é o sorriso de cada criança, de cada mãe, que representa, para mim, nosso grande aplauso”. 25 | Pneus & Cia. Foto: Paulo Sacramento A Dr.ª Floripes, que nunca chora em uma consulta, é interpretada pela atriz que durante toda a entrevista ficou com os olhos cheios de lágrimas. A médica do barulho é carinhosa, sonhadora, adora flores, ama os seus 2.943 namorados e é apaixonada pelo o que faz. Alegre por natureza, Alessandra Visentin se diverte encenando a doutora e, assim como ela, também inspira paixão, inclusive pelo trabalho. ESTRATÉGIA LIÇÕES DE SUSAN BOYLE “Duvidar de tudo ou acreditar em tudo são duas soluções igualmente convenientes; ambas dispensam a necessidade de reflexão.” (Henri Poincaré) É muito provável que você tenha ouvido falar de Susan Boyle. Trata-se de uma senhora escocesa que virou celebridade mundial após apresentar-se num programa de calouros na Inglaterra. De aparência descuidada, foi inicialmente menosprezada e ridicularizada pelo júri e pela plateia até entoar de forma admirável, por alguns minutos, trecho de um musical, com direito a lágrimas e aplausos. Em tempos de internet, o vídeo de sua apresentação correu o mundo, sendo acessado mais de 100 milhões de vezes ao longo de duas semanas. Susan Boyle ganhou verbete na Wikipédia, deu entrevistas em talk shows, fechou contrato para gravação de um CD e acumulou cerca de 30 milhões de links no Google. O sucesso ofuscou caso idêntico ocorrido dois anos antes, no mesmo programa, com o galês Paul Potts, que, em circunstâncias similares, cantou uma ária de ópera, consagrando-se posteriormente vencedor daquela edição da competição. 26| Pneus & Cia. Ambos os episódios nos legam alguns ensinamentos e reflexões. Em princípio, sobre a necessidade singular dos críticos de aplicar rótulos. Assim, houve quem se emocionasse a ponto de eleger os cantores como exemplos de superação, por demonstrarem elevada resiliência ao suportar a animosidade inicial da plateia, encantando-a em seguida. Mas houve também quem qualificasse tudo como uma farsa, haja vista que os produtores já deveriam conhecer previamente a capacidade dos candidatos. Do ponto de vista motivacional, os eventos são, sim, louváveis, pois o inconsciente coletivo ganha refúgio em cada um destes personagens. Há neles uma representação de uma aspiração social comum à maioria das pessoas diante da iniciativa de se expor, do enfrentamento do medo de falar em público, do receio de ser hostilizado, da confrontação da baixa autoestima e, por fim, da conquista do reconhecimento. Se formos tomar os eventos como produções forjadas para enaltecer os espectadores, mérito de seus organizadores. Afinal eles identificaram os talentos, deram-lhes a oportunidade, construíram um cenário favorável, agradaram os presentes e conseguiram uma exposição na mídia digna de inveja aos maiores comunicadores. Todavia, que não se obscureça uma verdade irresoluta. Vivemos uma ditadura da imagem que age como um filtro na vida em sociedade. Continuamos a ser julgados pela embalagem antes mesmo de ser possível apresentar seu conteúdo. Esta é a regra, não a exceção, tanto que a própria Susan Boyle apareceu dias depois com visual repaginado, ostentando novo corte de cabelo e trajes bem alinhados. Que fique uma lição para o mundo empresarial. Não cabe a recomendação do seja você mesmo, ainda que você tenha um estilo excêntrico, sem se importar com o que pensam os demais. Nos dias atuais, isso seria suicídio corporativo. Deve-se evitar, é claro, a perda da autenticidade, mas, em termos de marketing pessoal, vale lembrar as palavras do publicitário Ckuck Lieppe, que dizia: “Aparentar ter competência é tão importante quanto a própria competência”. Tom Coelho – consultor, professor e palestrante E-mail: [email protected] Site: www.tomcoelho.com.br REFORMADORES GUIA DOS REFORMADORES DE MINAS GERAIS ALFENAS RECALFENAS AV. JOVINO FERNANDES SALLES, 761 JARDIM BOA ESPERANÇA - TEL.: (35) 3292-6400 ANDRADAS RECAUCHUTAGEM ANDRADENSE ROD. PINHAL - ANDRADAS - KM 4,7 CONTENDAS - TEL.: (35) 3731-1414 ARAGUARI PNEUBOM – FÁBIO PNEUS AV. VER. GERALDO TEODORO DA SILVA, 79 PARQUES - TEL.: (34) 3242-3456 ARAXÁ PNEUARA – PNEUS ARAXÁ LTDA. AV. TANCREDO NEVES, 495 VILA SILVÉRIA - TEL.: (34) 3661-8571 BARBACENA ASR RECAUCHUTADORA E COM. PNEUS ROD. BR 040, KM 697, S/Nº CAIÇARAS - TEL.: (32) 3333-0227 BQ PNEUS RECAUCHUTADORA E COMÉRCIO LTDA. AV. GOV.BIAS FORTES, 1.629 - B PASSARINHO - TEL.: (32) 3332-2988 BELO HORIZONTE JAC PNEUS LTDA. AV. DOM PEDRO II, 5.038 JARDIM MONTANHES - TEL.: (31) 3464-5553 PNEUSOLA PNEUS E PEÇAS S/A. RUA ANTONIO ZANDONA, 144 JARDINÓPOLIS - TEL.: (31) 3361-2522 PNEUBRASA LTDA. AV. CRISTIANO MACHADO, 1.211 GRAÇA - TEL.: (31) 3423-4578 SILVEIRA & SOUZA RENOV. COM. PNEUS DE MOTOS RUA PEDRO LÚCIO DA SILVA, 88 VENDA NOVA - TEL.: (31) 3451-5576 LUMA PNEUS LTDA. VIA EXPRESSA DE CONTAGEM, 4.800 JARDIM MARROCOS - TEL.: (31) 3352-2400 PNEUCON PNEUS CONTAGEM LTDA. 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