HISTÓRIA DO ENSINO SUPERIOR NO MUNICÍPIO DE POÇOS DE CALDAS Andiara Nicola Karoline Rebecka Siqueira Ferreira1 AME/UEMG/FAE/CBH2 O município de Poços de Caldas conta hoje com três universidades, sendo duas de caráter privado: PUC - Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais e UNIFENAS Universidade de Alfenas. A terceira universidade iniciou suas atividades em 16 de setembro de 2002 dentro de um sistema híbrido configurado pelo convênio que estabelece orientação pedagógica oferecida pela Universidade do Estado de Minas Gerais, tendo como entidade mantenedora a Autarquia Municipal de Ensino de Poços de Caldas. O curso de Pedagogia foi retomado por este convênio entre a AME/UEMG como extensão da Faculdade de Educação do campus de Belo Horizonte. Diante da condição do município de cidade pólo, com uma população estimada em 143.484 habitantes, chamou-nos a atenção a situação insatisfatória da oferta no ensino superior em relação à demanda. A partir dessa constatação elegemos o tema “História do Ensino Superior no Município de Poços de Caldas” cujos objetivos são levantar as circunstâncias da formulação das políticas educacionais e culturais que motivou a fundação dessas faculdades, que grupos sociais estavam representados nessa demanda e o espaço físico/patrimonial e social que estas passaram a ocupar em uma perspectiva histórica. Diante da lacuna historiográfica em relação à educação superior no município, valorizaremos o resgate da memória local, utilizando os recursos da história oral agregando o levantamento e análise de fonte primária documental. O município de Poços de Caldas encontra-se situado no sul de Minas Gerais, próximo à divisa com o estado de São Paulo. Segundo Megale (1990): a cidade tem por berço um vulcão adormecido, responsável pela consolidação das montanhas, o qual depois de vários séculos de vida ativa, deixou como provas de sua existência o urânio, a bauxita e as águas sulfurosas descobertas no final do século XVIII. 1 A monografia do curso de Pedagogia da AME/UEMG é realizado em grupo, portanto, este trabalho apresenta como co-autoras as graduandas: Elaine Cristina de Moraes e Luciana Luz Ortolan. 2 Autarquia Municipal de Ensino/Universidade do Estado de Minas Gerais/Faculdade de Educação/Campus – Belo Horizonte – Poços de Caldas. Curso de Pedagogia. A fama do poder curativo dessas águas deu início à vinda de inúmeros enfermos ao local para restabelecerem sua saúde através destes banhos sulfurosos. Embora a fama das águas se espalhasse nada foi feito ou construído para receber os visitantes. Prado (2001): As terras onde as águas brotavam pertenciam ao sesmeiro Joaquim Bernardes da Costa Junqueira, até que o então Senador Joaquim Floriano Godoy declarou de utilidade pública os terrenos junto aos poços de água sulfurosa, determinou também desapropriação do local. Um expediente que acabou se tornando desnecessário, porque o próprio major se encarregou de doar quarenta hectares de suas terras para a fundação da cidade. O ato foi assinado no dia 06 de novembro de 1872, oficializando o nascimento de Poços de Caldas. Outro aspecto relevante na história do município foi a construção de um ramal de estrada de ferro pela Companhia Mogyana em 1886, com o objetivo de aumentar o fluxo de turistas e banhistas. O turismo médico-termal ganhou lugar de destaque em Poços de Caldas, trazendo pessoas de diversas regiões do Brasil, atraídas também pelos cassinos existentes na cidade. Na gestão do Prefeito Francisco Escobar (1909-1918), foi inaugurado o Cassino Politeama em 1911 e o Grande Hotel. Outras casas de jogos de azar como “O Ponto”, o “Brigde Club”, o “Podium”, o “Gibimba”, foram abertas. O monopólio do jogo em Poços de Caldas foi quebrado na década de 30, durante a administração do Prefeito Francisco de Paula Assis Figueiredo (1931-1939), surgindo boates e cassinos com grandes vantagens para a economia do município. Em 1931 foi inaugurado o Palace Cassino, com modelo arquitetônico europeu. A fase áurea do período turístico ocorreu durante o “Estado Novo” quando a cidade hospedou várias vezes o Presidente Getúlio Vargas e sua comitiva. Entretanto a economia local sofreu uma grande queda com o fechamento dos cassinos pelo Decreto – Lei nº 9.215 de 30 de abril de 1946 do governo Eurico Gaspar Dutra, que proibia as atividades de jogos de azar em todo território nacional. Esta determinação governamental foi um golpe para as estâncias hidrominerais, que demoraram a se refazer economicamente. A necessidade de procurar outras alternativas levou os habitantes a se interessarem pelas riquezas minerais escondidas no Planalto de Poços de Caldas. Instalou-se então a Companhia Brasileira de Alumínio, que começou a operar no final da década de 40 início da década de 50. Em 1970, a empresa Alcoa Alumínio S/A inaugurou o seu complexo industrial na cidade. A decadência causada pelo fechamento dos cassinos demandou a exploração da mineração em Poços de Caldas inserindo a cidade nas circunstâncias históricas de expansão e consolidação do capitalismo, no qual o governo nacional começa a romper com as estruturas da velha ordem oligárquica responsável pela crise na economia brasileira. No Brasil a partir da década de 1930 foram desenvolvidas políticas nas quais possibilitassem o desenvolvimento das condições necessárias à emergência da burguesia industrial e a capacitação do operariado. Este período foi marcado pelo estabelecimento da indústria de base, pelos investimentos em infra-estrutura, dando início a pesquisa e exploração do petróleo com seu monopólio sob domínio estatal. Iniciou-se nas estâncias hidrotermais a regulamentação e o aprofundamento da exploração dos recursos hidrominerais. Aliada a política de proteção à indústria nacional e as matérias-primas que o país produzia, estruturou-se a legislação brasileira trabalhista e previdenciária, acentuando-se a implementação da indústria pesada no Brasil e a entrada do capital internacional através da instalação de filiais das multinacionais. Estas políticas foram responsáveis pela transformação do modelo econômico brasileiro de agro-exportador para nacional desenvolvimentista evoluindo para desenvolvimentismo dependente de capital estrangeiro. No município de Poços de Caldas, onde ocorreu a ascensão da mineração que equilibrou a economia local, juntamente com as empresas de capital local (década de 50) e as empresas de capital internacional (década de 60) associadas ao turismo, criou a necessidade de reestruturação do sistema educacional básico, a fim de atender a formação dos trabalhadores para estas indústrias. Neste contexto de abertura para investimento de capital internacional no país, Poços de Caldas recebe, nas décadas de 60 e 70, as demais indústrias: Mitsui, Celbrás, Danone e Termocanadá. Essa intensificação dos processos de industrialização e de monopolização, ao lado da emergência do populismo como instrumento de dominação das massas incorporadas à política, mas que escaparam do controle das classes dominantes, foram os primeiros fatores determinantes das mudanças no campo da educação escolar. Cunha (2003). A democratização do ensino público preparou os jovens para o trabalho na indústria disseminando outros valores e construindo uma nova cultura do trabalho com vistas para o capital estrangeiro. A crescente demanda de estudantes oriundos do ensino secundário aumentou a busca pelos cursos superiores em todo Brasil, colocando o governo federal sob pressão popular para expansão do ensino em todos os níveis especialmente no nível superior. Em Poços de Caldas, na década de 60, contávamos apenas com ensino médio e profissionalizante em âmbito privado, sendo que a abertura da oferta no ensino público é instalada em meados da década de 70. O contingente de estudantes da rede privada, oriundos da classe média é que constituiu a demanda pela oferta no ensino superior. Diante disto, em 23 de dezembro de 1965 criou-se, através da Lei nº 1.265, a Faculdade Municipal de Filosofia, Ciências e Letras (FAFI), em razão dos numerosos cursos clássicos, científicos, químico-industriais, técnico em contabilidade, existentes na sede do município. Enquanto no Brasil o movimento estudantil se fortalecia no decorrer da década de 50 acentuando-se na década de 60 em torno da expansão do ensino superior público e da reforma universitária, em Poços de Caldas a fundação da FAFI começou a ser realidade. A Faculdade Municipal de Filosofia, Ciências e Letras, obedecendo ao disposto no Artigo nº 85, da Lei nº 4.024 de 20 de dezembro de 1961, que fixou as Diretrizes e Bases da Educação Nacional, foi constituída sob a forma de autarquia e, por isso mesmo, funcionou com a condição de estabelecimento de ensino superior, oficial e isolado. Com uma área de 1.970 m2, a faculdade iniciou suas atividades com o patrimônio da Biblioteca Municipal dispondo de autonomia financeira e administrativa, dentro dos limites traçados pela lei. A faculdade foi administrada por uma Diretoria constituída por um diretor, vicediretor, secretário, tesoureiro, sendo que os respectivos cargos foram nomeados pelo Prefeito Municipal após aprovação da Câmara Municipal, por uma votação de maioria simples. Possuía quadro próprio de professores e empregados. No ano de 1967 a Faculdade foi considerada de utilidade pública. Com os episódios políticos pós 1964 é criada a nova LDB 5.540/68 que dá nova diretriz ao ensino superior na qual a faculdade de Poços de Caldas é enquadrada. Em 1971, com a vinda das Faculdades de Engenharia (Civil e de Minas), de Ciências Contábeis e Administrativas, criou-se a Universidade Municipal de Poços de Caldas, como autarquia de regime especial, tendo um conselho de curadores ao qual coube a administração econômica e financeira das faculdades por ela fundada. Por ocasião do processo de oficialização da Universidade Municipal de Poços Caldas junto ao Ministério da Educação, por ter em funcionamento ao menos três faculdades, a Faculdade Municipal de Filosofia, Ciências e Letras, já reconhecida, passou a fazer parte da Universidade, como uma de suas unidades, com o curso de Pedagogia presente. Em 1972 é criada a Autarquia Universitária Municipal de Poços de Caldas, com personalidade jurídica própria, sob a forma de autarquia de regime especial, dispondo de autonomia econômica, financeira e administrativa, tendo por finalidade criar, instalar e manter, sem finalidades lucrativas, estabelecimentos de ensino, de todos os graus e ramos, com objetivos de ensino, pesquisa e extensão e formação profissional. O patrimônio da Autarquia Universitária Municipal de Poços de Caldas dispunha dos seguintes bens: 94.617 Ações da Petrobrás – Petróleo Brasileiro S/A e dos direitos da Assembléia geral extraordinária de 27 de julho de 1971 da referida empresa, e de 382 Ações da Rede Ferroviária Federal S/A e a Biblioteca Municipal de Poços de Caldas. Uma vez constituída oficialmente a Autarquia Universitária Municipal de Poços de Caldas, a ela se incorporou, com patrimônio e obrigações, à Faculdade Municipal de Filosofia, Ciências e Letras, extinguindo-se nesse momento, a entidade mantenedora da referida instituição. Em 1973 foi modificada a denominação através da Lei Municipal nº 1.997, de 16 de agosto de 1972, de Autarquia Universitária Municipal de Poços de Caldas para Autarquia Municipal de Ensino de Poços de Caldas. (Arquivo Câmara Municipal de Poços de Caldas). De 1973 a 1996, período em que, no Brasil, ocorreram mudanças na qualidade do magistério universitário devido à intensificação da pós-graduação e da pesquisa, o movimento estudantil se desmobilizou, as universidades passaram a ser avaliadas pela CAPES (Coordenação do Aperfeiçoamento do Pessoal de Nível Superior – criada em 1976), e posteriormente, pelo MEC através do PAIUB (Programa de Avaliação Institucional das Universidades Brasileiras), a Lei de Diretrizes e Bases de 1996 caracterizou detalhadamente as universidades. Neste contexto histórico, a Faculdade de Poços de Caldas vigente permaneceu com seus cursos na forma de Autarquia. No ano de 1995, na administração do Prefeito Municipal Luiz Antônio Batista, instalou-se em Poços de Caldas a UNIFENAS - Universidade de Alfenas, construída em uma área de 50.000 m2 doada pela Prefeitura, com os seguintes cursos: Nutrição, Farmácia, Administração, Enfermagem e Direito. (Arquivo da Câmara Municipal de Poços de Caldas). Em 1996 a Autarquia Municipal de Ensino de Poços de Caldas cedeu, em comodato, à Sociedade Mineira de Cultura, entidade mantenedora da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, o uso de uma área de sua propriedade, medindo 134.212 m2 , instalando-se assim, em 1997, pela PUC/Minas os cursos superiores de Turismo, Ciência da Computação e Enfermagem, sendo também doados laboratórios, mobiliários, móveis e utensílios, por um período de quarenta anos, renováveis por igual período. Através da Lei nº 6.237 e nº 6.238 de 20 de junho de 1996, foi homologado um convênio entre a Autarquia Municipal de Ensino, a Prefeitura Municipal de Poços de Caldas e a Sociedade Mineira de Cultura, transferindo os sete cursos superiores em funcionamento, mantidos pela Autarquia, para a PUC/Minas. (Arquivo Câmara Municipal de Poços de Caldas). A partir disso, a Autarquia Municipal de Ensino passou a oferecer bolsas de estudos restituíveis, destinados aos alunos de comprovada insuficiência de renda. Com a exigência de formação em nível superior dos professores de Ensino Fundamental através da Lei Federal 9394/96 (o artigo 62 desta lei tinha então esta interpretação, modificada em 2003 pelo Conselho Nacional de Educação), em julho de 2002 a Autarquia retomou suas atividades no Ensino Superior e firmou um convênio com a Universidade do Estado de Minas Gerais, com o intuito de estabelecer metas de ação conjunta entre partes. O convênio vigerá por cinco anos, contados da data de sua assinatura, ou seja, 06 de julho de 2001. O curso de Pedagogia implementado habilita em Docência para Educação Básica – Anos Iniciais do Ensino Fundamental e Gestão de Processos Educativos da Educação Básica: Administração, Planejamento, Inspeção, Supervisão e Orientação Educacional. CONSIDERAÇÕES FINAIS O interesse em pesquisar o ensino superior na cidade de Poços de Caldas partiu da necessidade de valorizar a memória local, resgatando-a desde seu início. Levando em consideração a escassez de material publicado sobre o tema, o processo tornou-se mais burocrático do que imaginávamos. A coleta e análise da documentação primária juntamente com a realização de entrevistas com os atores desta história acerca da fundação das Universidades em Poços de Caldas ainda está em andamento. Desta forma apresentamos neste texto os resultados preliminares da pesquisa que deverão ser analisados na perspectiva já exposta ao longo da construção da monografia. REFERENCIAL BIBLIOGRÁFICO FONTES PRIMÁRIAS DOCUMENTOS ARQUIVO DA CÂMARA MUNICIPAL DE POÇOS DE CALDAS: PROJETO DE LEI QUE CRIA A AUTARQUIA MUNICIPAL DE POÇOS DE CALDAS PARECER Nº 152 DE 14/12/1965 LEI Nº 12.969 DE 23/12/1965 QUE CRIA A FACULDADE MUNICIPAL LEI Nº 1.860 DE 23/03/1971 QUE CRIA A UNIVERSIDADE MUNICIPAL DE POÇOS DE CALDAS PROJETO DE LEI QUE CRIA A AUTARQUIA MUNICIPAL DE ENSINO DE POÇOS DE CALDAS LEI Nº 2.059 DE 24/04/01973 QUE CRIA A AUTARQUIA MUNICIPAL DE ENSINO DE POÇOS DE CALDAS LEI Nº 6.238 DE 20/06/1996 QUE APROVA O CONVÊNIO ENTRE A AUTARQUIA MUNICIPAL DE ENSINO DE POÇOS DE CALDAS, A PREFEITURA MUNICIPAL DE POÇOS DE CALDAS E A SOCIEDADE MINEIRA DE CULTURA LEI Nº 6.955 DE 02/07/1999 QUE APROVA O CONVÊNIO ENTRE O MUNICÍPIO DE POÇOS DE CALDAS E A SOCIEDADE MINEIRA DE CULTURA TC-01/003 DE 30/07/2001 TERMO DE COOPERAÇÃO TÉCNICA E CIENTÍFICA E CULTURAL QUE ENTRE SI CELEBRAM A UEMG E A AME - POÇOS DE CALDAS. FONTES SECUNDÁRIAS LIVROS ARRUDA, J. J. A; PILETTI, N. 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(Coleção Aprender e Ensinar).