Comunicação da Gerência Social-Província Marista Brasil Centro-Norte - PMBCN Brasília/DF, 17 de de zembro de 2012 Volume 4, edição 70 Especial Semana da Consciência Negra Marista 2012 EXPEDIENTE Caro(a) leitor(a), Gerente Social Cláudia Laureth Coordenador Administrativo Social Sérgio Oliveira Analistas Sociais Bianca Oliveira Eulália Sombra Mirtes Santos Sandra Constâncio Valéria Palheiros Assistente Técnica Vanessa Fonseca Projeto Gráfico Jeferson Sarmento Jornalista Responsável Fernanda Carmo - IMAS O Dia Nacional da Consciência Negra, comemorado em 20 de novembro no Brasil, faz uma reflexão sobre a inserção do negro na sociedade brasileira. A semana dentro da qual está esse dia recebe o nome de Semana da Consciência Negra. A data foi escolhida por coincidir com o dia da morte de Zumbi dos Palmares, em 1695. O Dia da Consciência Negra procura ser uma data para se lembrar a resistência do negro à escravidão de forma geral, desde o primeiro transporte de africanos para o solo brasileiro (1594). Algumas entidades como o Movimento Negro (o maior do gênero no país) organizam palestras e eventos educativos, visando principalmente crianças negras. Procura-se evitar o desenvolvimento do auto-preconceito, ou seja, da inferiorização perante a sociedade. Outros temas debatidos pela comunidade negra e que ganham evidência neste dia são: inserção do negro no mercado de trabalho, cotas universitárias, se há discriminação por parte da polícia, identificação de etnias, moda e beleza negra, etc. O dia é celebrado desde a década de 1960, embora só tenha ampliado seus eventos nos últimos anos. Colabore com nosso Boletim. Envie notícias para: [email protected]/ [email protected] As Unidades Sociais Maristas realizaram diversas atividades e debates acerca do tema. Confira algumas delas nas páginas a seguir. Boa Leitura! Comunicação da Área Social PMBCN www.marista.edu.br/social www.marista.edu.br/social Página 2 Volume 4, edição 70 Especial Semana da Consciência Negra 2012 CMCJ/DF celebra a Consciência Negra junto à Comunidade Educativa No dia 23 de novembro o Centro Marista Circuito Jovem de Ceilândia (CMCJ/DF) realizou uma grandiosa festa para celebrar e exaltar a negritude. Ao som do berimbau e no repique dos tambores a comunidade educativa redeu-se as manifestações de beleza e alegria da Cultura Afro-Brasileira. As crianças, adolescentes, jovens e seus familiares compareceram em massa para prestigiar a festa. O espaço ficou pequeno para tanta gente. Para dar inicio as festividades da noite, a comunidade educativa foi convidada a fazer memória da brava resistência do povo negro e sua luta por liberdade e igualdade. Imagens de personalidade negras foram apresentas ao som do Hino Nacional e que traduziram a importância histórica do negro, e o quanto ainda é necessário avançar para que tenhamos uma sociedade mais justa e livre do preconceito racial. Aproveitando o clima de reflexão que tomou conta dos presentes, adentrou-se ao ambiente da festa um jovem negro representando Zumbi dos Palmares, enquanto a comunidade cantava e rezava o Pai Nosso dos Mártires, momento de fé traduzido em pedido de perdão pelas barbáries cometidas no período da escravidão. Para abrilhantar as comemorações, Mestre Fumaça, educador de capoeira da Escola Marista Padre Lancízio juntamente com os educandos e amigos da Comunidade de Silvânia/GO, apresentaram o maculelê, um tipo de dança folclórica originária do corte da cana de açúcar, feito pelos negros e que simula uma luta tribal usando como armas, dois bastões. A alegria tomou conta dos presentes quando foram anunciadas as apresentações culturais preparadas pelas crianças e jovens do Centro Marista, na sequência das atividades, foi apresentada puxada de rede, atividade comum no litoral do Brasil praticada por pescadores e que devido à sua extrema beleza o ritual foi incorporado às rodas e danças de capoeira. As apresentações culturais não param por ai, os jovens da unidade apresentaram a dança do fogo, um ritual de origem do trabalho dos negros que ateava fogo na plantação da cana em preparação do canavial para a colheita. A dança com os bastões de fogo arrancou calorosos aplausos da comunidade educativa. O momento de protagonismo ficou por conta das 118 crianças, adolescentes e jovens que receberam o batismo de capoeira com a troca das cordas. Foi bonito ver a ginga das crianças e os floreios do bailado, um trabalho cultivado ao logo dos anos na oficina de capoeira. A festa contou ainda com a participação de vários mestres de capoeira, vindo de varias localidades de Brasília, um destaque para o Mestre Gilvan, que realizou significativo momento de capoterapia com os pais que entraram na roda e se divertiram no ritmo da capoeira. Participara ainda da atividade a equipe da Gerência Social; Cláudia Laureth, Sérgio Oliveira, Valéria Palheiros e Mirtes Pereira. Vale destacar dentre as festividades da noite a bonita homenagem dos educandos ao Mestre Márcio, educador social da Unidade, quanta história bonita marcada pela experiência educativa cultivada com dedicação e empenho. Ao final do evento, a comunidade reunida rendeu-se ao delicioso acarajé, com direito a baiana e tabuleiro. A Festa da Consciência Negra a cada ano ganha destaque especial na unidade. Esse ano foi realizado apresentações nas escolas, sessão de filme com a temática, trabalhos em grupos, tudo com o objetivo de conscientizar a comunidade sobe a importância do repeito à cultura, aos valores humanos e a luta pela igualdade e contra o preconceito racial. Viver com igualdade é saber respeitar as diferenças. Axé, a luta deve continuar, Zumbi dos Palmeres somos nós! Marchemos contra o preconcito e todas as formas de exclusão. Página 3 Volume 4, edição 70 Especial Semana da Consciência Negra 2012 IMS e IMAS discutem Consciência Negra em Chá com Prosa Com a colaboração de Oniodi Gregolin, jornalista do IMS A edição de novembro do Chá com Prosa: Direitos Humanos em Pauta, abordou o Tema “Consciência Negra” e para conduzir os trabalhos, as Unidades de Assessoramento da Província Marista Brasil Centro - Norte (Instituto Marista de Solidariedade -IMS e Instituto Marista de Assistência Social -IMAS) convidaram Waldicéia de Moraes Teixeira da Silva (presidenta da Aliança de Negros e Negras Evangélicos o Brasil e do Conselho de Negros e Negras do Brasil no Distrito Federal), Márcio Viana (educador social do Centro Marista Circuito Jovem da Ceilândia - CMCJ/DF) e Marlene Lucas (integrante do Fórum de Juventude Negra do Distrito Federal). O encontro iniciou-se com uma atividade puxada pelo educador Márcio Viana e alunos do Circuito Jovem. Com berimbau e cantigas antigas eles incitaram os participantes a dançar num ritmo que chamam “capoterapia”. Logo após, a pastora Waldicéia começou a principal fala da tarde didaticamente explicando sobre a origem de movimentos sociais e politização. Ainda na apresentação, a pastora fez um resgate histórico da participação negra em igrejas protestantes do País e sobre a dura realidade que muitas vezes encontram pela conformação que a religião prega com relação à exclusão racial. Marlene Lucas apresentou o trabalho do movimento negro jovem em Brasília, a militância empreendida e as ações de luta que ganham espaço a cada dia. Por sua vez, Márcio Viana contou sobre o evento anual da Consciência Negra que ocorre no Circuito Jovem da Ceilândia e que este ano contou com a participação de mais de 300 pessoas da comunidade local, principalmente alunos e os pais. A escolha do tema pelo IMS e pelo IMAS condiz com as manifestações do Dia da Consciência Negra (20 de novembro) que ocorreram por todo o País. Ambas as instituições também se juntaram a esse coro e oportunizaram o debate sobre questões ligadas ao tema com militantes do movimento negro no Brasil. Entre os convidados estava o secretário de Estado da Promoção da Igualdade Racial do Distrito Federal, Viridiano Custódio de Brito. Página 4 Volume 4, edição 70 Especial Semana da Consciência Negra 2012 IMS inaugura espaço de comercialização e debate Juventude Negra e Espaço Urbano O Instituto Marista de Solidariedade (IMS) realizou no dia 30 de novembro de 2012, em Contagem/MG, o Chá com Prosa “Juventude Negra e Espaço Urbano" e a inauguração do espaço de comercialização da Economia Popular Solidária “Aconchego Mineiro”. O encontro Chá com Prosa possibilitou a socialização da temática "Juventude negra e a ocupação do espaço urbano" que foi abordado por Leonardo Caldeira (do Observatório da Juventude), Chacal (oficinista do Instituto Kairós), e mediado por Adalete Paxeco da Coordenadoria de Igualdade Racial de Contagem. Durante a inauguração do espaço de comercialização foi organizada uma mesa de abertura que contou com a participação Belmiro Alves de Freitas (Fórum metropolitano), Márcio Luiz Guglielmoni (Prefeitura de ContagemSecretário Adjunto de Desenvolvimento Social ), Maria Lucia Silva(Prefeitura de BH - Gerente de Economia Popular Solidária da Secretaria Municipal Adjunta de Trabalho e Emprego), Rodrigo Pires Vieira (Conselho Estadual de Economia Popular Solidária), Vinicius (da ONG Contato e CMP), Neusa Maria Ferreira (representante da Coordenação do Ponto Fixo) e Wilson Roberto Fernandes (Coordenador Pedagógico IMS). Cada participante teve a oportunidade de falar sobre a importância do local para comercialização de produtos da economia solidária e destacar aspectos do processo de coordenação coletiva desenvolvida com os empreendimentos participantes. E ao longo do dia foi realizada uma “Feira de Economia Solidária”, com produtos de confecção, artesanato, cosméticos e alimentação. O evento contou com o apoio da Prefeitura Municipal de Contagem, Coordenadoria da Igualdade Racial – Espaço Negra, ONG Contato/Casa do Movimento Popular. Página 5 Volume 4, edição 70 Especial Semana da Consciência Negra 2012 Colégio Marista Pio XII – Surubim dinamiza atividades na Semana da Consciência Negra Comungando com as exigências do Art. 26ª da Lei 9.394/1996, na qual se torna obrigatório nos estabelecimentos de Ensino Fundamental e Médio, oficiais e particulares o ensino da História e Cultura Afro-Brasileira, incluindo História da África e dos africanos e preocupados em corrigir injustiças, eliminando discriminações, promovendo a inclusão social e a cidadania dos negros no nosso século, foi vivenciada de 19 a 23 de novembro a “Semana da Consciência Negra” no Colégio Marista Pio Colégio Marista Pio XII- Surubim A proposta pedagógica que norteou nossos trabalhos privilegiou a persistência e superação de Luislinda Valois, a primeira juíza negra do Brasil, onde nossos educandos puderam conhecer a partir da exposição de fotos e relatos comoventes, a trajetória marcada pela infância pobre na Bahia ao sucesso como juíza. E como toda boa aula deve estar aliada ao lúdico, finalizamos nossas atividades com uma coletânea de músicas afro que fizeram todo o público mirim cantar e dançar, sendo elas: “A pequenina lavadeira” (uma reflexão ao trabalho das meninas escravas que lavavam roupas nos rios no Período Colonial); “O Lelê você vai embora?” (o lamento dos familiares que tinham seus entes queridos capturados e trazidos para o Brasil, sendo utilizados como escravos nas lavouras de cana-de-açúcar) e “Negro Nagô” ( um grito de protesto contra todas as formas de injustiças sofridas pelos negros no século XXI). Em meio às falas dos pequeninos, questões como “Quando crescer quero ser juíza igual a Luislinda para processar pessoas que tratam os negros com discriminação”; “Que coisa feia um professor tratar mau um aluno só porque ele é negro”; “Eu queria que todas meninas negras pudessem estudar e não ficassem lavando roupas no rio embaixo de um sol quente” serviram para enriquecer e compensar nossos trabalhos. Enfim, foi possível desenvolver uma consciência crítica, sem deixar de ser criança, despertando para a consciência de direitos e deveres, para a vontade de mudar, de construir o novo, participando na vida e nas lutas dos excluídos, pois como dizia nosso fundador Marcelino Champagnat, “não se trata de ensinar apenas Ciências Humanas, mas preparar o homem todo: seu coração, sua mente, sua vontade e sua liberdade”. Página 6 Volume 4, edição 70 Especial Semana da Consciência Negra 2012 Casa da Acolhida Marista Olho D’Água realiza batizado de Capoeira Com muito axé e energia positiva, o Grupo Capoeira Angola da Casa da Acolhida Marista Olho D’Água realizou pela primeira vez, o batizado de capoeira. O batizado ocorreu no dia 24 de novembro, nas instalações da Casa da Acolhida, e contou com a participação das crianças e adolescentes da Unidade Social, vários familiares e integrantes da Organização Mandiqueiros do Amanhã e dos Mestres Índio e Negão. Na cerimônia as crianças e adolescentes apresentaram toda a prática da Capoeira de Angola, atividade esta que é realizada semanalmente na Casa da Acolhida, buscando a cada dia contribuir com o fortalecimento dos referenciais socioculturais, com vista ao resgate e fortalecimento das raízes culturais e a valorização da história dos negros no nosso país, no Estado do Maranhão. Música, dança, movimentos específicos da Capoeira Angola e muita ginga contagiaram os presentes da ocasião, que tiveram a oportunidade de apreciar toda a desenvoltura dos capoeiristas consagrados. Essa foi à primeira vez, em seis anos de existência, que a Casa da Acolhida Marista Olho D’água realizou um batizado da capoeira que contou com a parceria do Conselho Municipal da Criança e do Adolescente de São Luís, através do Projeto: Fortalecendo o Sonho e Fazendo Arte, com o apoio do Fundo Municipal. A festividade começou com uma grande roda onde os alunos mais jovens, na facha etária de 7 a 12 anos de idade, se graduaram primeiramente. Depois foi a vez dos alunos de idade mais avançada dos 14 a 17 anos. Além dos meninos e meninas da Casa da Acolhida, o batizado contou com a participação do grupo tradicional de capoeira “Mandingueiros do Amanhã”, estes contribuíram para a etapa de batizado do grupo de capoeira da Casa da Acolhida. O evento foi encerrado com um almoço para todos os convidados fornecido pela Buffet “Visão Perfil”. A cerimônia foi conduzida pelo Mestre Bamba, que é educador de capoeira na Casa da Acolhida desde 2006, com a colaboração de todos os integrantes da equipe, com destaque para a participação do Ir. Ferreira que tem sido a presença viva de Champagnat em todos os momentos vividos na Unidade. As experiências vivenciadas na Casa da Acolhida no mundo da Capoeira Angola vêm reforçar a cada dia os objetivos da existência da Unidade Social através da vivência de valores humanos fundamentais para a construção de uma sociedade justa e solidária. Entenda mais sobre os Batizados de Capoeira O batismo na capoeira é um evento e/ou festa onde a criança ou o adulto entra pela primeira vez, oficialmente numa roda de capoeira, sem exigir o desempenho, mas sim para sentir toda a magia do mundo da capoeiragem. O batizado nada mais é do que uma apresentação do novo capoeirista aos demais. No batizado da Capoeira Angola se dá o processo de iniciação oficial dos que estão sendo batizado como angoleiro. Página 7 mil palavras Galeria Social Volume 4, edição 70 Imagens que valem por mil palavras Galeria Social Imagens que valem por mil palavras Gal A Galeria Social desta edição traz a bela homenagem dos(as) educandos(as) do Centro Marista Circuito Jovem de Ceilândia - CMCJ/DF ao educador social Márcio Viana no Dia da Consciência Negra. O momento aconteceu na troca de cordas da capoeira, durante a Festa na sede da Unidade Social. A iniciativa dos(as) adolescentes revela gratidão, carinho e a testificação de que um trabalho realizado com amor, no intuito de mudar vidas, é possível!