História do Evangelho em Mambaí Com a graça de Deus relato aqui a história do Evangelho na cidade de Mambaí, uma história de fé e esperança que este ano completa 59 anos, data para celebrarmos e redermos graças ao Senhor pela sua presença em nosso meio, dando-nos graça e força para prosseguirmos nessa caminhada rumo aos céus. Jesus ao fundar a sua Igreja disse que “As portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mateus 16:18), por isso mesmo em meio a tantos embates somos mais que vencedores, e podemos dizer sem medo de errar que “até aqui O Senhor nos ajudou” (I Samuel 7.12). O povoado Riachão teve o seu desenvolvimento em torno da Religião Católica Romana, que foi a única até a década de 1950. Com a precariedade de assistência por parte dos padres o povo local desenvolve uma religiosidade própria, coma base em tradições transmitida de geração a geração, sem nenhuma ligação a prática bíblica, já que a população em sua quase totalidade era analfabeta. Alguns missionários da Junta de Missões estrangeira, da igreja Presbiteriana tentaram implantar o Evangelho, mas sem sucesso, já que a pouco fluência no idioma português aumentava a dificuldade em aceitar a mensagem pregada, por recursos de projeção. Então, obedecendo a uma revelação do Senhor, chegam em solo mambaiense por volta de 1955 os irmãos Francisco e Selvino Queiroz, dois pentecostais simples, analfabetos e cegos de um olho cada, cada uma acompanhado por uma filha . Portavam a Bíblia, que era lida por uma das filhas e eles pregavam. Estavam hospedados na casa da Senhora Arlinda e incansavelmente pregava o Evangelho de salvação e condenavam a idolatria, por isso enfrentaram grande oposição por parte da população local, que atirava nos missionários: pedras, ovos podres e até sapos. Deus havia revelado que o Evangelho se iniciaria na região através do Srº Sebastião Silveira, farmacêutico prático, mas o mesmo tinha verdadeira antipatia à nova doutrina, que considerava herege. Mas os missionários ouvindo à voz do Senhor insistiram até que ele veio a converte-se tornando-se assíduo nas reuniões, cultos e escolas dominicais. Como os missionários eram pessoas simples não tiveram condições de pagar pela estadia, tendo alguns pertences confiscados pela proprietária, então algo extraordinário acontece: Ao deixarem o imóvel este desaba mesmo estando em perfeito estado de conservação. Ao partir escolheram o Srº Sebastião para dirigir o novo trabalho, ele embora tivesse pouco estudo era inteligente e escolhido por Deus para realizar a obra, logo começaram a se reunirem na residência do Srº Miguel Silveira. Posteriormente o local logo se torna pequeno e passam para residência da Srª Belanízia Silveira. Com o passar do tempo constrói-se o tempo localizado na Rua Tamarineiro. O Sr. Sebastião relata que sonha com alguém que viria de longe e assumiria a responsabilidade de pastor da igreja. Então chega à cidade de 1957 o Sr. Arquimedes Martins da Fonseca, vindo de São Paulo e que encontra sete pessoas interessadas pelo Evangelho bem com todos da Família Silveira. O Sr. Arquimedes então começa a organizar o trabalho local, com Escola Dominical e também uma sociedade de Senhoras. O trabalho começa a crescer, um ano depois já contava com 25 crentes e mais dezessete nas fazendas Dores e Buriti. Como o Missionário Arquimedes havia vindo por conta própria e não enviado por nenhuma igreja não pode batizar os irmãos, mesmo que estes o sugerissem. De comum acordo resolveram propor ao Reverendo João Laurense Müller, missionário presbiteriano que outrora estivera aqui pregando a palavra que batizasse a congregação. Para tal, deveria ser preservado o sistema da doutrina pentecostal que desde o princípio foi adotado. Depois de analisar a proposta junto à sede de missão em São Paulo retornou e batizou a congregação por aspersão, já que o mesmo não tinha prática em batizar por imersão. Em fevereiro do ano de 1959 o Sr. Arquimedes parte para o Instituto Bíblico de Ponte Nova na Bahia, onde havia ganhado uma bolsa de estudos da junta de missões internacional da Igreja Presbiteriana, deixando a congregação sob a responsabilidade do Sr. Sebastião Moreira da Silveira. Nesse período de ausência do Sr. Arquimedes, o pastor presbiteriano não pode dar assistência à congregação. Quando o Sr. Arquimedes retorna à Mambaí encontrando a igreja local em uma situação de decadência, mas com o auxilio do Senhor reergueram o trabalho. Com o desligamento do missionário presbiteriano deste campo, teria que haver um ligamento da congregação com o presbitério de Brasília, mas como os demais pastores não confirmaram o acordo anterior então os crentes resolveram unir-se a uma Igreja Pentecostal já organizada. Depois de analisar a proposta ouve consentimento mutuo com a Igreja de Deus no Brasil, união firmada em 27/06/1965 com o ato batismal dos crentes em Mambaí, quando a cidade estava vivenciando o fim do primeiro mandato eletivo tendo como prefeito o Srº Rivaldo Moreira dos Santos. Pode-se afirmar pelos relatos de pioneiros da Igreja em Mambaí, que em seu principio teve as marcas da igreja primitiva, a palavra do senhor foi confirmada por sinais jamais vistos sobre está terra. Logo a grande rejeição dá lugar à curiosidade e posteriormente à conversão de muitas almas ao Senhor. Viviam em genuína comunhão com o Senhor. Há relatos de vigílias que durava toda a noite, onde compareciam pessoas de todo os arredores que vinham a pé ou a cavalo, eram noites onde havia a manifestação do poder de Deus onde muitas pessoas foram batizadas no Espírito Santo, o que causava grande espanto na população local que se amontoavam próximo ao templo e diziam que os crente haviam ficados loucos. Embora a Igreja em Mambaí tenha passado por muitas lutas Deus a sustentou, sempre houve um grupo mesmo reduzido que perseveraram unidos ao Senhor e entre sim e fez com que o evangelho viesse a ser apregoado em todo município. Mambaí chegou a ter projeção nacional pela maneira como Deus operou nesse lugar, as suas convenções, suas vigílias, um evento por nome diaconia que dava assistência social aos mais necessitados até hoje deixam saudades para aqueles que tiveram a honra de serem crentes nesse tempo. Deus fez a promessa ao seu povo: “E dar-vos-ei pastores segundo o meu coração, os quais vos apascentarão com ciência e com inteligência. (Jeremias 3:15), promessa essa que se cumpriu ao longo dos anos, a começar pelo inicio de tudo com o Pr. Arquimedes, Pr. Glicério e tantos outros da qual destaco o Pr. Vitoriano Francisco Dourado de saudosa memória. Homem integro, honesto e justo que incansavelmente lutou pela propagação do Evangelho em Mambaí. Levantou homens e mulheres de Deus como Constantino José da Silva, homem usado nas mãos de Deus e que já dorme no Senhor e também o irmão Messias, a qual aprendeu ler na Bíblia e foi muito usado por Deus com autoridade e poder, Irmã Mezina, irmão Aurélio, Irmã Maria Edna, Irmão Rubens primeiro tocador da Igreja em Mambaí, Irmã Jovi, Irmã Ceiça, irmão João e tantos outros que nos alegramos pela vida dele em nosso meio. Muitas famílias tradicionais resistiam à Palavra do Senhor, mas Jesus sempre salvava vidas através de seus servos. Um relato que vale a pena ser registrado foi como o Evangelho entrou na Família Costa: Era um povo muito devoto, principalmente à devoção dos Santos Reis. Mas Deus havia projetado uma história de salvação. No dia 18 de Novembro do ano de 1979, o Sr. Gerulino sai de sua residência planejando cometer um assassinato, ficando debaixo de uma árvore, onde foi encontrado pelo seu irmão Alvino Costa que insistiu que ele o acompanhasse até um culto que seria realizado em sua residência, depois de relutar se dirige até o culto planejando em seguida concluir o que havia arquitetado, mas o Espírito Santo o tocou de maneira tremenda, falando com ele pela palavra e também pelos divinos dons espirituais. Ao final do culto entre lágrimas, o Sr. Gerulino torna-se o primeiro evangélico da família costa em Mambaí, abrindo as portas da salvação para toda uma família, que hoje conta com mais de quatro pastores e diversos obreiros em muitas cidades. E tantos outros que a saíram daqui para levar a Palavra à cidades circunvizinhas ou distante. No dia 25 de Junho de 2009 a então prefeita Maria Socorro Alves Barbosa sanciona a lei que cria a o dia do Evangélico na jurisdição do Município de Mambaí, projeto do Srº Lourival, em reconhecimento a grande importância dos evangélicos em Mambaí. Desde a chegada dos missionários pentecostais já se decorreram 59 anos, ano que vem a Igreja em Mambaí é jubilar, 60 anos de lutas e vitórias pelo Senhor, ou seja, daqui 41 anos a Igreja em Mambaí será centenária. E a todos que ainda não fazem parte dessa família, você é convidado ainda hoje entregar sua vida a Jesus e fazer parte dessa história que continuará a ser escrita até a volta de Jesus. Somos gratos a Deus pelo seu amor a nós, ao abrir essa porta que não pode ser fechada até que o Senhor volte para nos buscar, somos gratos a tantos irmãos que lutaram pela propagação da Palavra, aos que já partiram para o Pai que a família receba os nossos mais sinceros agradecimentos. Obrigado Senhor Jesus!!!! Em Mambaí-Go Aos dois dias do mês de Julho do ano de 2014 às 12:04 Alterado em 09/07/14 16:19 Alterado em 10/07/14 10:44 Weliton Carvalho