COMUNIDADE PAROQUIAL DA REBOLEIRA 11 Fevereiro - 2007 - Nº59 PELA VIDA Seja qual for o resultado do referendo sobre o aborto, neste Domingo de Fevereiro, há que continuar a lutar pela vida! Nenhuma lei pode invalidar a prática de valores em que alguém acredita. Sim, lutar pela vida! E a partir dos mais vulneráveis: os que estão para nascer, os que passam fome, os carentes de uma educação condizente à condição humana, os que não têm trabalho, os que convivem com o terço final do seu tempo. Todos têm direito a viver com dignidade quer sejam ou não incómodos à sociedade que se afirma cada vez mais prisioneira do prazer momentâneo, limitada ao imediato. O homem, felizmente, é muito mais do que isso. A vida é um bem em si mesmo, um dom de Deus na perspectiva da Fé. Cumpre a cada um administrála o melhor possível, à medida da sua dignidade. Dentro desta “administração” não cabe apenas o pragmatismo, a procura do mais fácil. E é infelizmente a tudo a isto que a nossa sociedade nos quer arrastar, mesmo quando se tem de “administrar” as fontes da vida. Ainda recentemente nos chamava a atenção o nosso Bispo: “Enquanto o ambiente for o de cada um fazer o que lhe apetece, o uso da sexualidade levará, cada vez mais, ao desrespeito da pessoa humana de que resulta: a violência familiar, o abuso de crianças, a sida, a utilização da mulher como objecto, os percalços indesejáveis na adolescência, o aborto.” Como nos adverte o Evangelho, não nos podemos conformar com este mundo. VI Domingo do Tempo Comum 1ªLeitura – Profeta – Jeremias 17,5-8 “Bendito quem confia no Senhor.” 2ªLeitura – Apóstolo – 1ª Ep. Coríntios 15,12.16-20 “Cristo ressuscitou dos mortos.” Evangelho – Lucas 6,17.20-26 “Bem-aventurados porque é vosso o reino de Deus.” Na primeira leitura deste sexto domingo do Tempo comum, o profeta Jeremias, apresenta-nos por um lado aqueles que vivem achando que não precisam de Deus e por outro lado aqueles que confiam no Senhor e n’Ele depositam toda a sua esperança. Jeremias avisa que só os que confiam no Senhor têm direito à felicidade e à vida em plenitude. A segunda leitura sugere que a nossa vida só tem sentido se acreditarmos plenamente no Senhor. Isto exige que não nos conformemos com o nosso dia-a-dia mas que vivamos a nossa vida confiando na vida plena que o Senhor tem para nos oferecer. O Evangelho recorda que os mais felizes são aqueles que vivem de acordo com as propostas do Senhor, ou seja os mais desprotegidos e os mais carentes porque vivem de forma simples e humilde. VII Domingo do Tempo Comum 1ªLeitura – Profeta – Samuel 26, 2.7-9.12-13.22-23 “O Senhor retribuirá a cada um segundo a sua justiça.” 2ªLeitura – Apóstolo – 1ª Ep. Coríntios 15,45-49 “O homem vindo do Céu, o modelo dos homens celestes.” Evangelho – Lucas 6,27-38 “Sede misericordiosos, como o vosso Pai.” Na primeira leitura deste domingo, o profeta Samuel relata um episódio que aconteceu entre Samuel e David. Nesse episódio é dada a oportunidade a David de poder matar Samuel. No entanto, David numa atitude bondosa e pacífica poupa a vida do rei Samuel, justificando o facto de que devemos actuar perante os outros como gostaríamos que eles actuassem perante nós. Na segunda leitura o apóstolo São Paulo estabelece o confronto entre o primeiro homem, Adão, do qual descendem todos os mortais e Cristo que deu origem à nova Humanidade dos filhos de Deus, que acreditam no Senhor ressuscitado. O Evangelho resume as leituras deste domingo no cerne da nossa fé: “Amai-vos como eu vos amei”. Cientes deste mandamento devemos praticar o bem através das palavras e das obras, vivendo a nossa vida à imagem e semelhança de Deus. V I D A P A R O Q U I A L Formação para Catequistas O Secretariado de Catequese do Patriarcado de Lisboa prevê, durante este ano, três sessões de formação para catequistas com os seguintes temas: “Clarificação/ reabilitação da Palavra Amor”, “O que é Deus”, “O Amor Incarnado de Deus”. As reflexões deverão ser fundamentadas na primeira, e até agora, única Encíclica do Papa Bento XVI “Deus é Amor”. No passado domingo, dia 28 de Janeiro, os catequistas participaram na missa das 11 h., após o que se reuniram para reflectir sobre um texto elaborado pelo Secretariado de Catequese, de forma a suscitar uma leitura mais compreensiva. Após almoço e convívio, procedeu-se a um trabalho sobre quatro questões referentes ao mesmo tema. Este diálogo terminou com a intervenção do sacerdote Redentorista, Padre Américo Veiga que, depois de definir alguns conceitos da Encíclica, deteve-se na reflexão sobre a presença de Deus na vida do Homem: em vez de constranger o ser humano, como muitos afirmam, Deus liberta e potencia todas as faculdades humanas. O tempo restante foi aproveitado para analisar a proposta das actividades até ao fim do ano, nomeadamente as “celebrações festivas” de cada grupo e ano e a animação das missas das 19 h. de sábado. A Primeira Comunhão será no primeiro domingo de Maio e a Profissão de Fé no primeiro domingo de Junho, Festa da Santíssima Trindade. Exéquias Presididas por Leigos Cinzas Na quarta-feira, dia 21 de Fevereiro, - na nossa paróquia, às 19 h. –, a Igreja recorre ao primeiro gesto simbólico de um novo tempo litúrgico. A cinza que, por causa da leveza e finura, lembra o pó da terra, suscita no homem o reconhecimento de sua origem da terra e o convida à humildade e ao arrependimento. Já no séc. III, Tertuliano recomenda este acto de disciplina penitencial. Na Idade Média, os penitentes reconheciam publicamente os seus pecados, revestidos com roupas cobertas de cinza. A bênção das cinzas, que remonta muito para lá do século X, confere o nível de um sacramental. Na Igreja Católica, no início da Quaresma, a cinza de ramos que foram benzidos no Domingo de Ramos do ano transacto é espalhada na cabeça dos clérigos e do povo ou com ela se faz um traço na testa, com as palavras: “Lembrate, ó homem, que és pó e que em pó te hás de tornar”. Para o penitente, a cinza é sinal da fragilidade de toda a criatura, bem como da purificação e da ressurreição que por ela se produzem. Progressivamente vão sendo introduzidas nas paróquias as celebrações das exéquias presididas por leigos. Em parte, tal acontece devido à diminuição do número de sacerdotes ao serviço da Igreja. Assinale-se “em parte”, porque os leigos podem assumir, fora do sacerdócio ministerial, funções que só por tradição ou pelas mais diversas circunstâncias históricas, deixaram de exercer. Refirase o caso “da comunhão eucarística” que, no início da Igreja, era uma função normal dos leigos e só recentemente foi retomada e permitida pelos bispos de cada diocese. Vem tudo isto a propósito de o Secretariado Nacional de Liturgia ter editado recentemente o manual da “Celebração das Exéquias orientadas por um fiel leigo”, elaborado a partir do Ritual das Exéquias e da Liturgia das Horas. Nascido de uma solicitação da Conferência Episcopal Portuguesa, este livro tem como objectivo ajudar os fiéis leigos a orientar a celebração das Exéquias na ausência do Presbítero ou do Diácono. A liturgia das Exéquias cristãs é uma celebração do Mistério Pascal de Cristo, onde a Igreja afirma a esperança da vida eterna. Desta forma, este livro pretende ainda contribuir para a maior dignidade das Exéquias cristãs, mediante uma boa utilização das celebrações propostas. Catequeses Quaresmais Nas tardes dos Domingos da Quaresma, pelas 18 h., na Sé de Lisboa, o Bispo da Diocese, o Senhor Cardeal Patriarca, profere as já habituais “Catequeses Quaresmais”, neste ano sob o tema geral “As razões do nosso acreditar”: 1º Domingo: A voz que clama no deserto; 2º Domingo: O homem peregrino da verdade; 3º Domingo: A razão humana é capaz de Deus; 4º Domingo: Apoio racional da fé. Os sinais de credibilidade; 5º Domingo: A fé transforma-se em cultura; Domingo de Ramos: Cristo é a plenitude de tudo o que é humano. Antes de cada “catequese”, será cantada a Hora de Vésperas. Comunidade de Emaús A C T U A L I D A D E Todos nós conhecemos o episódio evangélico dos Discípulos de Emaús. Inspirado nessa caminhada de Cristo então recentemente ressuscitado, com os dois discípulos em direcção a essa povoação, o Padre ou Abbé Pierre fundou a Comunidade de Emaús. Este dedicado sacerdote faleceu no passado dia 22 de Janeiro, o que encontrou eco não apenas em toda a França como em todo o mundo, sobretudo onde a sua acção de luta contra a miséria humana se fez mais sentir. Frade capuchinho desde os 18 anos, notouse como resistente activo durante a ocupação nazi de França. Em 1949, fundou a Comunidade de Emaús, com o objectivo de serem os excluídos a proverem às suas próprias necessidades, recolhendo as sobras e os desperdícios, ao revés do conceito tradicional da prática da caridade. Durante meio século foi o peregrino dos desfavorecidos, dos sem-abrigo e sem direitos, o que lhe valeu o apoio e a admiração constante dos franceses. Quase 60 anos depois da sua fundação, a Comunidade de Emaús continua a lutar contra a exclusão em cerca de 40 países. No nosso país, a Comunidade de Emaús conta com sedes em Caneças, Loures, e dois grupos no Porto, num total de meia centena de pessoas. A Bíblia Domingo a Domingo Remetendo-nos para a liturgia da Palavra dos últimos Domingos, eis mais uma dezena de pequenas questões: 21. Qual foi o profeta que anunciou a cidade do nascimento de Jesus? 22. Que significado a tradição atribui aos presentes oferecidos pelos Magos? 23. Quem afirmou pela primeira vez que os Magos eram em número de três? 24. Quem afirmou pela primeira vez que os Magos eram reis? 25. Em que cidade se veneram hoje as relíquias dos Reis Magos? 26. Qual foi o primeiro milagre de Jesus? 27. Quem convidou o povo para um grande banquete depois de Esdras ter proclamado a Palavra de Deus ao Povo? 28. A que profeta pertencia a leitura de Cristo na sinagoga de Nazare? 29. Qual foi o profeta que ouviu numa visão do Templo o canto “Santo, Santo, Santo”? 30. Além de Pedro e André, havia outros dois irmãos entre os Apóstolos. Quem eram? 21. Quem chefiou o regresso do povo de Israel do cativeiro da Babilónia? 22. De que cidade era natural S. Paulo? E C L E S I A L SOLUÇÕES 19. Ciro. 20. João. Da Missa à Missão PA L AV R A Foi a partir destas palavras e gestos de Cristo [na Última Ceia] que a Igreja ordenou toda a celebração da liturgia eucarística. Efectivamente: 1) Na preparação dos dons, levam-se ao altar o pão e o vinho com água, isto é, os mesmos elementos que Cristo tomou em suas mãos. 2) Na Oração eucarística, dão-se graças a Deus por toda a obra da salvação, e as oblatas convertem-se no Corpo e Sangue de Cristo. 3) Pela fracção do pão e pela Comunhão, os fiéis, embora muitos, recebem, de um só pão, o Corpo e Sangue do Senhor, do mesmo modo que os Apóstolos o receberam das mãos do próprio Cristo. INTRODUÇÃO GERAL AO MISSAL ROMANO, 72 EUCARISTIA V Á R I A Para a História da Reboleira (42) Sugestões de Cânticos (...) No sector bancário, em que não havia mesmo nada a assinalar, existem agora umas 10 representações de bancos em actividade pelo território da freguesia. Há duas creches municipais, três escolas de ensino básico, uma do segundo ciclo e outra secundária, esta em substituição do anterior Liceu da Amadora, afora vários outros estabelecimentos privados dedicados igualmente ao ensino, sendo ainda de registar a passagem por aqui de uma Escola das Profissões. Mantém-se a existência na Reboleira de uma Repartição de Finanças, com a concomitante Tesouraria da Fazenda Pública, mesmo depois da dispersão desses serviços pela Amadora. A esquadra da Polícia está hoje em pleno funcionamento. Na saúde a Clínica de Santo António, uma organização de cariz privado já anteriormente referenciada, que tinha um bloco somente edificado no começo, conquanto tivesse passado por um período de menor vigor, aumentou a sua acção de tal forma que está hoje a entrar em fase de acabamentos o seu quarto edifício. O mesmo não se poderá dizer do Centro de Saúde da assistência estatal, o qual aguarda uma casa devidamente adequada, pois está, desde o arranque, a funcionar num prédio provisoriamente adaptado para tal fim. A respeito de indústria, se exceptuarmos as oficinas de reparação de automóveis, que as há em quantidade, pouco mais é deveras referenciável: uma marcenaria, umas oficinas para o tratamento de metais?! Houve em tempos urna pequena fábrica para a confecção de calçado de qualidade, que terminou a sua actividade há muito.(Continua...) Manuel C.C. Lima -------------------- VIA SACRA DA CRUZ -------------------• Sexta-feira, dia 23 de Fevereiro, às 18.00h, na igreja paroquial. ----------------------- CATEQUESE -------------------• Terça-feira, dia 20 de Fevereiro, às 16.00h, Festa de Carnaval. • Quinta-feira, dia 22, reunião geral de catequistas. • Sábado, dia 24 de Fevereiro, às 15.00h, reunião dos pais dos que se preparam para o baptismo; na missa das 19h.,celebração festiva da Palavra (4º Catec.). -------------------- OFICINAS DE ORAÇÃO E VIDA -------------------• Domingo, dia 25 de Fevereiro, às 17.00h, início de mais uma nova experiência de oração (inscrições pelo telf.: 21 007 87 16). -------------------DIOCESE -------------------• Retiro de Catequistas, de 17 a 20 e em 24, 25 de Fevereiro, em Fátima. • Domingo, dia 18 de Fevereiro, Festa Crioula da Comunidade Africana, na Buraca. • Domingo, dia 25 de Fevereiro, às 18.00h, na Sé, 1ª Catequese Quaresmal do Cardeal Patriarca. -------------------- CANTO LITÚRGICO -------------------• Domingo, dia 18 de Fevereiro, das 15.30h às 17.30h, ensaio na igreja paroquial de Massamá. A V I S O S PA R Ó Q U I A D A N O S S A S E N H O R A D A B O A N O VA Largo da Igreja, 2720-295 Reboleira / Telf.: 21 495 33 61 www.paroquia-reboleira.pt / [email protected] EquipA Editorial: Padre Naia / Pedro Silva / Pedro Rodrigues / Teresa Andrade VI Domingo do Tempo Comum Entrada Sede a rocha - CECII 33 Salmo Responsorial Feliz o homem - SR 292 Apresentação dos Dons Felizes os pobres - SR 112 Comunhão Deus amou - CECII 34 Sempre que comemos - NCT 198 Depois da Comunhão O Senhor deu-lhes - SR 230 Como é suave - NCT 384 Final Cantarei eternamente - SR 130 VII Domingo do Tempo Comum Entrada Eu confio, Senhor - CECII 39 Salmo Responsorial O Senhor é clemente e compassivo SR 294 Apresentação dos Dons Deus é bom pastor - CECII 120 Comunhão Saciaste o vosso povo - CECII 90 Depois da Comunhão O amor de Deus - NCT 388 Final Cantai alegremente - NCT 193 H ORÁRIO • Confissões A partir das 18.00h, antes das missas dos dias de semana. • Exposição do SSmo. Sacramento 5ªfeira, às 18.00h. • Cartório Paroquial 3ªF a 6ªF das 9.30h às 12.15h e das 15.30h às 20.00h. Sábados das 9.00h às 12.30h e das 14.30h às 20.00h. • Celebrações Litúrgicas 2ªF a Sáb.: 19.00h. Domingo: 9.00h e 11.00h. Clínica St. António: Sábado às 17.45h.