CARLOS RODRIGUES PEREIRA
CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO DA CULTURA DA SO.JA
[Glycine max (L.) Merrill] SOB DEFICIÊNCIA HÍDRICA
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Tese apresentada
à Universidade
Federal de Viçosa, como parte das
exigências do Curso de Meteorologia
Agrícola, para obtenção do título de
"Magister Scientiae".
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"
VIÇOSA
MINAS GERAIS - BRASIL
ABRIL - 1998
BIBUOTECA
I
DEPTO.ENG. A.::!(~~J
Livros Grátis
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Ficha catalográfica preparada pela Seção de Catalogação e
Classificação da Biblioteca Central da UFV
T
Pereira, Carlos Rodrigues, 1967P436c
t998
Crescimento e desenvolvimento da cultura da soja
[Glycine rnax (L.) Merrill] sob deficiência hídrica / Carlos
Rodrigues Pereira. - Viçosa: UFV, 1998.
97 : il.
Orientador: Luiz Cláudio Costa
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Viçosa,
1997
1. Soja - Déficit hídrico. 2. Soja - Crescimento. 3. Soja Desenvolvimento. 4. Plantas e água. 5. Água - Uso. I. Universidade Federal de Viçosa. 11. Título.
CDD 19.ed. 633.34
CDO 20.ed. 633.34
,
CARLOS RODRIGUES PEREIRA
CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO DA CULTURA DA SOJA
[Glycine max (L.) Merrill] SOB DEFICIÊNCIA HÍDRICA
Tese apresentada
à Universidade
Federal de Viçosa, como parte das
exigências do curso de Meteorologia
Agrícola, para obtenção do título de
"Magister Scientiae".
APROV ADA: 28 de agosto de 1997.
Prof. Aristides Ribeiro
Prof. Everardo Chartuni Mantovani
'r
iz Cláudio Costa
( rientador)
.::,
Aos meus pais, Nelson e Herrnênia.
À minha filha, Carolina
(in memori am).
Aos meus irmãos, Charlcs e Jobes.
Aos meus sobrinhos,
Raquel e Vitor.
À Adriana E. Confalone.
Aos meus afilhados,
Liliane e Cristiano.
Aos meus amigos, Tiago e Aline.
1I
AGRADECIMENTO
À Universidade Federal de Viçosa, pela oportunidade de realizar o curso.
Ao
Tecnológico
Conselho
Nacional
de
(CNPq), pela concessão
Ao professor
Desenvolvimento
Científico
e
pela confiança
e
da bolsa de estudos.
Luiz Cláudio Costa, pela orientação,
pela amizade.
Aos professores
pela orientação,
Sediyama
e Marco
Antônio
Oliva
Cano,
pelas sugestões e pela amizade.
Aos professores
Carlos
Tuneo
Sigueyuki
Paulo José Hamakawa,
Sediyama,
Aristídes
Evandro
Ribeiro,
Ferreira
Gilberto
Passos,
Chohaku
Sediyama, José Maria Nogueira da Costa, José Eduardo Prates, Adil Rainier
AIves e Everardo Chartuni Mantovani, pelas sugestões e pela amizade.
Aos professores
r.
pelo empréstimo
Aos
Laboratório
Laércio Zambolim
e Paulo Céz ar Rezende Fontes,
do medidor de área foliar.
funcionários
do
Laboratório
de Química e Fertilidade
de
Física
do
Solo
e
do Solo da UFV, pela colaboração
do
e
amizade.
Aos funcionários
companheiros,
do Departamento
pelo apoio durante a realização
111
de Fitotecnia,
do experimento.
Gino
e seus
Ao Rogério
funcionários
Mauro
Gomide,
do Departamento
Assis
de Biologia
José
e demais
técnicos
Vegetal e Fitotecnia
e
da UFV,
pelo apoio e pela colaboração.
Aos
Agrícola,
funcionários
especialmente
pelo auxílio durante
Célia,
e técnicos
José
do Departamento
a Carlos Henrique,
CarIos
Antônio
a coleta de dados. A Fátima, Fernanda,
Galinári,
Antônio
Nicácio
Teixeira,
Jurandir,
Joel, Daniel Mill, Evaristo e demais funcionários,
Aos técnicos
de Engenharia
e Lucimar,
Edna, Maria
José Coelho,
pela amizade.
da Central de Processamento
de Dados (CPD),
pelo
apoio e pela amizade.
Ao Maurício
Canarinho
e família, pela confiança
e amizade.
Ao SI. Osvaldo de Castro, que sempre me recebeu como filho; a D.
Ana, Lúcia Helena, Eva Maria, Adão Vitório e Toninho,
pelo relacionamento
Maria Aparecida
fraterno
e amigo;
Castro e famílias,
e à Maria
das Graças
pela consideração
e amizade.
À Silvana, pelo auxílio na utilização
Aos amigos
(DFT),
Gilberto
sugestões,
Adaílson
pela colaboração
Aos colegas
do programa
(DFT), Francisco
Miranda
(DEF),
pelo incentivo
Jorge
Castro
e
SAEG.
(DB V), Geraldo
(DZO)
e
e Luiz
Cançado
Lopes,
pelas
e pelo apoio.
Wagner,
Alexandre,
Raffi,
Marcelo
Celinha, Delton e demais amigos do Curso de Meteorologia
Cid,
Silvando,
Agrícola,
pela
sincera amizade.
Em especial,
colaboração
resultados
à Adriana
na montagem
e, especialmente,
Elizabeth
e condução
Confalone,
do experimento
pelo apoio e pela
e na discussão
dos
pela sincera amizade.
Ao amigo Paulo Afonso da Silva, pelo auxílio na editoração
deste
trabalho.
Aos meus pais, pelo grande incentivo,
horas difíceis e, principalmente,
A
realização
todos
que,
direta
pelo amparo econômico
nas
por seu amor.
ou
indiretamente,
deste trabalho.
IV
contribuíram
para
a
BIOGRAFIA
CARLOS
Rodrigues
RODRIGUES
e Hermênia
1967, em Caratinga,
Pereira
PEREIRA,
Rodrigues,
dade Federal de Viçosa, Viçosa-MG,
período
COOPASUL
Em
Universidade
de
1989
- Cooperativa
1993,
de
a
no Curso de Agronomia
concluindo-o
1991 , foi
em agosto de 1994.
diretor
de Alunos e Servidores
foi diretor
do Diretório
da Universi-
promocional
da
da UFV Ltda.
Central
dos Estudantes
da
Federal de Viçosa-DCE-UFV.
1996,
Graduação
foi
diretor
da Associação
dos
em Meteorologia
Estudantes
de Pós-
da UFV -APG-UFV.
Entre junho de 1996 e junho de 1997, foi monitor
Meteorologia
Em
e Climatologia
agosto
Scientiae"
do Departamento
de 1998,
defendeu
II da disciplina
de Engenharia
a tese,
recebendo
Agrícola.
o título
de
em março de 1998.
Em agosto de 1997, iniciou o Curso de Doutorado
Agrícola,
de
nesta mesma Universidade.
Em
"Magister
Cândido
nasceu em 23 de fevereiro
Em março de 1995, iniciou o Curso de Mestrado
Agrícola,
Nelson
Estado de Minas Gerais.
Em março de 1988, ingressou
No
filho
na Universidade
Federal de Viçosa.
v
em Engenharia
CONTEÚDO
Página
LISTA DE QU ADROS
.
IX
LISTA DE FIGURAS
.
XV
LISTA DE SÍMBOLOS
.
XVlll
EXTRATO
.
XXll
ABSTRACT
.
XXIV
1. INTRODUÇÃO
.
1
Clima e cultura da soja
.
Veranico e estresse hídrico
.
Partição de fotoassimilados
e estresse hídrico
.
Crescimento,
morfologia
e produção de matéria seca na
cultura da soja sob estresse hídrico
.
Água como recurso limitado
.
As plantas e a eficiência do uso da água
.
A cultura da soja e a eficiência do uso da água
.
Objetivos deste trabalho
.
1
2
3
1.1.
1.2.
1.3.
1.4.
1.5.
1.6.
1.7.
1.8.
2. MATERIAL
,
E MÉTODOS
2.1. Introdução
VI
5
7
7
9
10
.
11
.
11
Página
2.2.
2.3.
2.4.
2.5.
Cultura
Solo
Dados meteorológicos
Experimento
11
12
12
13
'"
2.5.1. Semeadura e adubação
2.5.2. Crescimento inicial
2.5.3. Tratamentos e delineamento
.
.
.
experimental
2.6. Fenologia
2.7. Tratos culturais
2.8. Sistema de irrigação
2.9. Medidas de estresse hídrico
2.10. Medidas de umidade no solo................
2.11. Amostras e medidas de crescimento
2.12. Produtividade de grãos
2.13. Taxas de crescimento absoluto e relati vo e de área foliar
específica
2.14. Balanço hídrico no solo
2.15. Eficiência do uso da água..............................................
2.16. Análise estatística
3. CONDIÇÕES
3.1. Introdução
3.2. Condições
AMBIENTAIS
3.3. Condições
e discussão
3.4.1. Resultados
3.5.
Condições
19
20
21
21
24
24
e climáticos
28
e discussão
gerais
17
17
17
18
19
22
e discussão
3.4. Dados meteorológicos
lS
22
22
de umidade no solo...........................
3.3.1. Resultados
15
22
física e química do solo.........
3.2.1. Resultados
13
]3
14
de tempo
28
e clima
durante
o experi33
mente
3.6.Conclusão
36
Vil
Página
4. CRESCIMENTO
E DESENVOLVIMENTO
4.1. Introdução
4.2. Desenvolvimento
4.2.l.
Resultados
Resultados
4.4. Partição
e discussão
37
de fotoassimilados
4.5. Produtividade
4.5.1. Resultados
no período
38
e discussão
de fotoassimilados
4.4.1. Resultados
37
37
da cultura da soja
4.3. Crescimento
e partição
inicial da cultura
4.3.l.
37
38
..
40
e discussão
40
e características
agronômicas....................
e discussão..............................................
4.6. Matéria seca e índice de área foliar..................................
4.6.1. Resultados
e discussão
e discussão
48
49
DO USO DA ÁGUA
5.1. Introdução
5.2. Eficiência do
5.2.1. Resultados
LISO
47
48
4.8. Resumo e conclusões
5. EFICIÊNCIA
42
47
4.7 Taxas de crescimento..
4.7.1. Resultados
42
da água nas fases fenológicas
e discussão
52
52
52
52
5.3. Resumo e conclusões
60
6. RESUMO E CONCLUSÕES...................................................
61
REFERÊNCIAS
63
BIBLIOGRÁFICAS
APÊNDICE
69
ViU
LISTA DE QUADROS
Página
1
2
3
4
5
Esquema
completo
estádios
fenológicos
FEHR e CA V INESS
do sistema
da cultura
(1977)
Análises
química e física
do local dos ensaios
de classificação
da soja, proposto
de amostras
dos
por
.
16
de solo retiradas
.
23
Médias por fase das temperaturas máxima (T máx.), mínima
(T mín.)
e média
(T rnd.),
umidade
relativa
média
(UR md.), precipitação
total por fase (PPT), insolação
média (n) e média de dez anos para as fases
.
35
Valores médios de partição de matéria seca para raiz na
fase vegetati va (PMSRVG),
partição
de matéria
seca
para caule na fase vegetati va (PMSCVG)
e partição
de
matéria seca para folhas na fase vegetativa
(PMSFVG)
..
41
Valores médios de partição de matéria seca para raiz na
fase de florescimento
(PMSRFR),
partição
de matéria
seca para caule na fase de florescimento
(PMSCFR),
partição
de matéria
seca
para
folhas
na fase
de
florescimento
(PMSFFR),
partição de matéria seca para
flores na fase de florescimento
(PMSFRFR)
e partição
de matéria
seca para vagens na fase de florescimento
(PMSVFR)
.
41
IX
Página
6
7
8
9
10
11
Valores médios de partição de matéria seca para raiz na
fase de enchimento
de grãos (PMSRGR),
partição
de
matéria seca para caule na fase de enchimento
de grãos
(PMSCG R), partição de matéria seca para folhas na fase
de enchimento
de grãos (PMSFGR),
partição de matéria
seca
para flores
na fase de enchimento
de grãos
(PMSFRG R) e partição de matéria seca para vagens na
fase de enchimento
de grãos (PMSVGR)
.
42
Valores médios de número de vagens do caule principal
(NVGPP),
número
de vagens dos ramos (NVGRS)
e
número de vagens total por planta (NVGT)
.
43
Valores médios do número de grãos do caule principal
(NGRPP),
número
ele grãos dos ramos
(NGRRS)
e
número ele grãos total por planta (NGRT)
.
44
Valores médios de produti vielade de grãos, em toneladas
hectare, e do peso de 100 grãos, em gramas
por
.
45
Valores de taxa de crescimento absoluto (TC/\) (g.m,2.dia,'),
taxa de crescimento
relati vo (TCk ) (g.g'l .dia,l) e área
foliar específica
(AFE) (m2.g'I), nas fases vegetati va, de
florescimento
e de enchimento
de grãos,
para
os
tratamentos
irrigado
por todo período
(IPTP),
nãoirrigado na fase vegetativa
(NIFV), não-irrigado
na fase
de florescimento
(NIFF),
não-irrigado
na fase
de
enchimento
de grãos (NIFG)
e não-irrigado
todo o
período (NITP)
.
49
Matéria
seca (MS) produzida
pela cultura da SOja nas
diferentes
fases fenológicas
e de produção
de grãos
(ciclo total, Gr.), nos tratamentos
irrigado
por todo o
período (IPTP),
não-i rrigado na fase vef':-lati va (N IFV),
não-irrigado
na fase de florescimento
(N IFF),
nãoirrigado na fase de enchimento
de grãos (NIFG) e nãoirrigado por todo o período (NITP) (g* 106* ha,l)
.
55
x
Página
12
13
1A
2A
3A
4A
5A
6A
Água agregada
(irrigação
mais precipitação)
à cultura
da soja nas diferentes
fases fenológicas
e por todo o
período,
nos tratamentos
irrigado
por todo o período
(IPTP),
não-irrigado
na fase vegetativa
(NIFV),
nãoirrigado na fase de florescimento
(NIFF), não-irrigado
na
fase de enchimento
de grãos (NIFG) e não-irrigado
por
I
todo o período (NITP)
(kg * 106*ha- )
56
Eficiência
do uso da água (EU A) para os tratamentos
IPTP, NIFV, NIFF, NIFG e NITP, nas fases fenológicas
vegetati va, de florescimento,
de enchimento
de grãos e
de produção de grãos (g de MS/kg de água)
56
Valores médios de altura de inserção da primeira
vagem
(AIV 1), altura final de plantas
(AFPL)
e número
de
ramos por planta (NUMRS)
70
Resumo da análise de variância
dos dados de altura de
inserção
da pruneira
vagem
(ATVl),
altura
final de
plantas (AFPL) e número de ramos por planta (NUMRS).
70
Valores
médios
de distância
entre os nós do caule
principal
(DNCP), distância entre os nós do grupo de nós
de 1 a 6 (DN16), distância entre os nós do grupo de nós
de 6 a 11 (DN611) e distância entre os nós do grupo de
nós de 11 a 15 (DNll15)
71
Resumo da análise de variância
dos dados de distância
entre nós do caule principal
(DNCP), distância
entre os
nós do grupo de nós de 1 a 6 (DN16), distância
entre os
nós do grupo de nós de 6 a 11 (DN611) e distância
entre
os nós do grupo de nós de 11 a 15 (DNll15)
71
Valores
médios
de distância
entre os nós
(DNRl),
distância
entre os nós do ramo
distância
entre os nós do ramo 3 (DNR3)
entre os nós do ramo 4 (DNR4)
do ramo 1
2 (DNR2),
e distância
.
72
Resumo da análise de variância
dos dados de distância
entre os nós do ramo 1 (DNR 1), distância
entre os nós
do ramo 2 (DNR2),
distância
entre os nós do ramo 3
(DNR3) e distância entre os nós do ramo 4 (DNR4) .... ....
73
Xl
------------------
Página
7A
8A
9A
10A
11 A
12A
13A
14A
15 A
Valores médios de distância entre os nós do ramo 5
(DNR5), distância entre os nós do ramo 6 (DNR6),
distância entre os nós do ramo 7 (DNR7) e distância
entre os nós do ramo 8 (DNR8)
73
Resumo
entre os
do ramo
(DNR7)
da análise de variância dos dados de distância
nós do ramo 5 (DNR5), distância entre os nós
6 (DNR6), distância entre os nós do ramo 7
e distância entre os nós do ramo 8 (DNR8)
73
Valores médios de número de nós do caule principal
(NNCP), número de nós do ramo 1 (NNRl), número de
os nós do ramo 2 (NNR2) e número de nós do ramo 3
(NNR3)
74
Resumo da análise de variância dos dados de número de
nós do caule principal (NNCP), número de nós do ramo
1 (NNR1), número de nós do ramo 2 (NNR2) e número
de nós do ramo 3 (NNR3)
74
Valores médios de número de nós do ramo 4 (NNR4),
número de nós do ramo 5 (NNR5), número de nós do
ramo 6 (NNR6) e número de nós do ramo sete (NNR7) ..
75
Resumo da análise de variância dos dados de número de
nós do ramo 4 (NNR4), número de nós do ramo 5
(NNR5), número de nós do ramo 6 (NNR6) e número de
nós do ramo 7 (NNR7)
75
Resumo da análise de variância dos dados de número de
vagens do caule principal (NVGPP), número de vagens
dos ramos (NVGRS) e número de vagens total (NVGT),
por planta....
76
Resumo da análise de variância dos dados de número de
grãos do caule principal (NGRPP), número de grãos dos
ramos (NGRRS)
e número de grãos total por planta
(NGRT)
76
Resumo da análise de variância dos dados de partição de
matéria seca para raiz na fase vegetati va (PMSRVG),
partição de matéria seca para caule na fase vegetati va
(PMSCVG) e partição de matéria seca para folhas na
fase vegetativa (PMSFVG)
77
XlJ
Página
16A
17 A
18A
Resumo da análise de variância dos dados de partição de
matéria
seca para raiz na fase de florescimento
(PMSRFR), partição de matéria seca para caule na fase
de florescimento
(PMSCFR), partição de matéria seca
para folhas na fase de florescimento (PMSFFR), partição
de matéria seca para flores na fase de florescimento
(PMSFRFR) e partição de matéria seca para vagens na
fase de florescimento (PMSVFR)
.
77
Resumo da análise de variância dos dados de partição de
matéria seca para raiz na fase de enchimento de grãos
(PMSRGR), partição de matéria seca para caule na fase
de enchimento de grãos (PMSCGR), partição de matéria
seca para folhas na fase de enchimento
de grãos
(PMSFGR), partição de matéria seca para flores na fase
de enchimento
de grãos (PMSFRGR)
e partição de
matéria seca para vagens na fase de enchimento de grãos
(PMSVGR)
78
Resumo da análise de variância e da regressão
de matéria seca tota1....
79
dos dados
19 A
Valores médios de matéria seca total..............................
80
20A
Resumo da análise de variância
de índice de área foliar (IAF)
81
e da regressão
dos dados
21 A
Valores médios de IAF
82
22A
Resumo da análise de variância e da regressão dos dados
da produtividade
de grãos, em toneladas por hectare, e
do peso de 100 grãos, em gramas
82
Resumo da análise de variância e da regressão
de evolução do índice de colheita (IC)
83
23A
24A
Valores médios de IC
25A
Resumo da análise de variância e da regressão
de número de flores (NUMFLOR)
26A
dos dados
84
Valores médios de NUMFLOR
XIU
dos dados
85
86
Página
27 A
Tabela de DAE (dia após a emergência), DAS (dia após
a semeadura), data, temperatura, GD (graus-dia) e fases
da cultura durante o ciclo de cultivo
XIV
87
LISTA DE FIGURAS
Página
1
2
3
4
5
6
Croqui
do campo
experimental,
representando
parcelas,
o desnível
do terreno
e os pontos
localização de instrumentos
utilizados para auxiliar
manejo da cultura
as
de
no
.
14
Umidade no solo no dia 31 de janeiro (54 DAS), em
todos os tratamentos, nas diferentes profundidades
(final
da fase vegetativa)
.
25
Umidade no solo no dia 8 de fevereiro (62 DAS), em
todos os tratamentos, nas diferentes profundidades
(fase
de florescimento)
.
25
Umidade no solo no dia 17 de fevereiro (71 DAS), em
todos os tratamentos, nas diferentes profundidades
(fase
de florescimen to)
.
26
Umidade no solo no dia 21 de fevereiro (75 DAS) em
todos os tratamentos, nas diferentes profundidades
(fase
de enchimento de grãos)
.
26
Umidade no solo no dia 8 de março (91 DAS), em todos
os tratamentos,
nas diferentes profundidades
(fase de
enchimento de grãos)
.
27
xv
Página
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
Curva característica
de retenção
local do experimento...
de umidade
do solo do
27
Radiação solar global incidente no período de 8/12/1995
a 6/4/1996,
nas condições
do ensaio, em ViçosaMG.................................................................................
29
Razão de insolação para o período de 8/12/1995
a
6/4/1996, nas condições do ensaio, em Viçosa - MG .. .....
29
Temperaturas
máxima,
8/12/1995
a 6/4/1996,
Viçosa - MG
31
Umidade
6/4/1996,
mínima e média no período de
nas condições
do ensaio, em
relativa ocorrida no período de 8/12/1995
nas condições do ensaio, em Viçosa - MG .
a
31
Saldo de radiação disponível para a cultura no período
de 8/12/1995 a 6/4/1996, nas condições do ensaio, em
Viçosa - MG
32
Precipitação
pluviométrica
no período de 8/J 2/1995
6/4/1996, nas condições do ensaio, em Viçosa - MG
33
a
Pressão de vapor real média (e) ao longo da estação
cultivo de 1995/96
de
Pressão de vapor de saturação
estação de cultivo de 1995/96
da
média (es)
Déficit de pressão de vapor médio
estação de cultivo de 1995/96
ao longo
34
34
(e-es)
ao longo da
35
Evolução da matéria seca de diferentes partes e total da
cultura da soja no período de crescimento
inicial, em
experimento de campo..
39
Evolução
da partição de fotoassimilados
no período
inicial
do crescimento
da cultura
da soja,
em
experimento de campo..
39
Evolução do acumulo de matéria seca total (MS)
todos os tratamentos, ao longo do ciclo da cultura....
47
X VI
de
Página
20
21
Evolução do índice de área foliar (IAF) de todos
tratamentos, ao longo do ciclo da cultura.........
os
48
Gráfico
do excesso
de água em cada fase, nos
tratamentos
irrigado por todo o período (lPTP), nãoirrigado na fase vegetati va (NIFV), não-irrigado na fase
de florescimento
(NIFF),
não-irrigado
na fase de
enchimento de grãos (NIFG) e não-irrigado por todo o
período (NITP)
57
Gráfico de deficiência
de água em cada fase, nos
tratamentos
irrigado por todo o período (IPTP), nãoirrigado na fase vegetati va (NIFV), não-irrigado na fase
de florescimento
(NIFF),
não-irrigado
na fase de
enchimento de grãos (NIFG) e não-irrigado por todo o
período (NITP)
57
Potencial osmótico (PO) dos tratamentos irrigados (Irr) c
não-irrigados
(nlrr) nas fases fenológicas vegetativa, de
florescimento e de enchimento de grãos.....
59
1A
Evolução
90
2A
Matéria seca total, considerando
todos
sem diferenças significativas entre si
22
23
da matéria seca total para cada tratamento..
.....
os tratamentos
91
3A
Evolução
4A
Índice de área foliar, considerando todos os tratamentos
sem diferenças significativas entre si
93
Índice de colheita para cada tratamento,
de enchimento de grãos
94
5A
6A
do índice de área foliar para cada tratamento
Índice de colheita, considerando
todos
sem diferenças significativas entre si
7A
Número de flores para cada tratamento
8A
Número de flores, considerando
todos
sem diferenças significati vas entre si
XVll
...
92
ao longo da fase
os tratamentos
95
96
os tratamentos
97
LISTA DE SÍMBOLOS
Potencial
hídrico das folhas.
A
Absorção
de CO2.
AFE
Área foliar específica.
AFPL
Altura final das plantas.
AIVl
Altura de inserção da primeira
BOC
Balanço de ondas curtas.
BOL
Balanço de ondas longas.
c,
Plantas nas quais o primeiro produto estável de fixação do
carbono é um composto de três carbonos.
vagem.
Plantas nas quais o primeiro produto estável de fixação do
carbono é um composto de quatro carbonos.
CAD
Capacidade
máxima de água disponível.
cmo l,
Centimol de carga.
COT
Cotilédone.
CRA
Conteúdo
CTC efetiva
Capacidade
efetiva de troca de cátions (SB + Ae+).
CTC total
Capacidade
de troca de cátions a pH 7,0.
Da
Densidade
DAE
Dias após a emergência.
Dag
Decagrama.
DAS
Dias após a semeadura.
relati vo de água nas folhas.
aparente.
X Vlll
»
8
Declinação
do sol.
DNI115
Distância
entre os nós do grupo de nós de 11 a 15.
DN16
Distância
entre os nós do grupo de nós de 1 a 6.
DN611
Distância
entre os nós do grupo de nós de 6 alI.
DNRI
Distância
entre os nós do ramo 1.
DNR2
Distância
entre os nós do ramo 2.
DNR3
Distância
entre os nós do ramo 3.
DNR4
Distância
entre os nós do ramo 4.
DNR5
Distância
entre os nós do ramo 5.
DNR6
Distância
entre os nós do ramo 6.
DNR7
Distância
entre os nós do ramo 7.
DNR8
Distância
entre os nós do ramo 8.
DNCP
Distância
entre os nós do caule principal.
e
Pressão parcial de vapor d ' água.
EGr.
Fase de enchimento
EP
Evapotranspiração
es
Pressão de vapor de saturação.
es-e
Déficit de pressão de vapor.
ETc
Evapotranspiração
Flor.
Fase de florescimento.
GD
Graus-dia.
Gr.
Produção
h
Profundidade
IAF
Índice de área foliar.
IC
Índice de colheita.
INMET
Instituto
IPTP
Irrigado por todo o período.
Irr
Tratamentos
irrigados.
Kc
Coeficiente
da cultura.
<P
Latitude.
Md
Média para a fase em estudo.
MJ
Megajoule.
MPa
Megapascal.
de grãos.
potencial
diária.
da cultura.
de grãos.
efeti va do sistema radicular
Nacional de Meteorologia.
XIX
da cultura.
-c
MS
Matéria seca.
MST
Matéria seca total.
n
Brilho solar ou insolação.
N
Comprimento
n/N
Razão de insolação.
n'
Dia juliano.
NGRRS
Número de grãos dos ramos por planta.
NGRPP
Número de grãos do caule principal
NGRT
Número de grãos total por planta.
NIFF
Não-irrigado
na fase de florescimento.
NIFG
Não-irrigado
na fase de enchimento
NIFV
Não-irrigado
na fase vegetativa.
nlrr
Tratamentos
não-irrigados.
NITP
Não-irrigado
por todo o período.
NNRl
Número de nós do ramo 1.
NNR2
Número de nós do ramo 2.
NNR3
Número de nós do ramo 3.
NNR4
Número de nós do ramo 4.
NNR5
Número de nós do ramo 5.
NNR6
Número de nós do ramo 6.
NNR7
Número de nós do ramo 7.
NNCP
Número de nós do caule principal.
NUMRS
Número de ramos por planta.
NVGRS
Número de vagens dos ramos por planta.
NVGPP
Número de vagens do caule principal
NVGT
Número de vagens total por planta.
PMSCFR
Partição de matéria seca para caule na fase de florescimento.
PMSCGR
Partição de matéria seca para caule na fase de enchimento
de grãos.
PMSCVG
Partição de matéria seca para caule na fase vegetati va.
PMSFFR
Partição de matéria seca para folhas na fase de florescimento.
PMSFGR
Partição de matéria seca para folhas na fase de enchimento de
grãos.
Partição de matéria seca para flores na fase de florescimento.
PMSFRFR
astronômico
xx
do dia.
por planta.
de grãos.
por planta.
PMSFRGR
Partição de matéria seca para flores na fase de enchimento de grãos.
PMSFVG
Partição de matéria seca para folhas na fase vegetativa.
PMSRFR
Partição de matéria seca para raiz na fase de florescimento.
PMSRGR
Partição de matéria seca pma raiz na fase de enchimento de grãos.
PMSRVG
Partição de matéria seca para raiz na fase vegetativa.
PMSVFR
Partição de matéria seca para vagens na fase de florescimento.
PMSVGR
Partição de matéria seca para vagens na fase de enchimento de
grãos.
PO
Potencial
PPT
Precipitação.
PROF.
Profundidade
Rg
Radiação solar global.
Rn
Saldo de radiação.
Ro
Radiação solar incidente no topo da atmosfera.
T
Tb
Transpiração.
Temperatura base
TCA
Taxa de crescimento absoluto.
TCR
Taxa de crescimento relativo.
Temp.
Temperatura.
Tmáx
Temperatura máxima.
Tméd
Temperatura média.
Tmín
Temperatura mínima.
TRAT.
Tratamento.
EUA
Eficiência de uso da água.
UR
Umidade relativa.
URmd
Umidade relativa média.
Veg.
Fase vegetativa.
,,.
osmótico.
do solo.
BtBllOTECA
XXi
DEPTO. ENG. AGFHCObA
:"
EXTRATO
PEREIRA,
Carlos Rodrigues,
M.S., Universidade
Federal de Viçosa, abril
de 1998.
Cresci mento
e desenvolvimento
da cultura
da soja
[Glycine max (L.) Merrill] sob deficiência hídri ca. Orientador:
Luiz
Cláudio Costa. Conselheiros:
Tuneo Sediyama e Marco Antônio Oliva
Cano.
Objetivando
Merrill],
variedade
experimento
Federal
da
de Viçosa.
cultura
em
seca
hídrico
induzido
enchimento
relação
hídrico,
aplicado
analisado,
As variações
nas diferentes
ainda,
embora
havido
fases,
o uso eficiente
nas plantas
capaz
quanto
acúrnulo
com
de recuperar
ao acumulo
e de
e partição
uma
nítida
deficiência
do estre sse
de matéria
de água na fase de florescimento.
da água em condições
XXll
de
de estresse
de florescimento
morfologia
mostrou-se
à deficiência
ao
em crescimento,
seca
um
na Universidade
em condições
tenha
(L.)
as características
à morfologia,
de matéria
a cultura
mais sensível
estudadas
vegetativo,
pequenas,
acúmulo
No entanto,
Foi, porém,
os estádios
max
foi conduzido
Vila Chaves,
de fotoassimilados,
foram
hídrica.
hídrico,
foram
ao crescimento,
durante
a menor
sob estresse
experimento,
e à partição
de grãos.
da SOja [C/reine
na área experimental
Neste
fotoassimilados
tendência
o comportamento
Capinópolis,
de campo
matéria
de
avaliar
de déficit
seca.
Foi
hídrico.
Os resultados
pela
mostraram
variedade,
esteve
diferentes
nos estádios
sob estresse
hídrico,
respostas
fenológicos
na eficiência
estudados.
evapotranspirada,
. enchimento
capacidade
hídrico
as
fases
comparação
vegetativa,
de grãos, respectivamente.
de adaptação
de grãos
o tratamento
foi pouco
Capinópolis
e
exceto
de
mostrou
sob estresse
de grãos, observaram-se
durante
irrigado durante todo o período experimental.
XXIII
de água
da água, respecti vamente,
irrigado
afetada,
foram
florescimento
Nos tratamentos
e enchimento
de 60 e 100% no uso eficiente
com
de
a cultura
da água
por quilograma
A variedade
ao défici t hídrico.
nas fases de f1orescimento
aumentos
produção
para
Quando
os valores do uso eficiente
0,41; 3,43; e 5,43 g de matéria seca acumulada,
de uso da água
para
todo
o período.
o tratamento
em
A
não-
ABSTRACT
PEREIRA,
Carlos
Rodrigues,
M.S., Universidade
Federal de Viçosa, Apri l
1998. Growth and development
of soybean crop [Glycine max (L.
Mer r ilf ] under water deficit. Adviser: Luiz Cláudio Costa. Cornmittcc
Members:
Tuneo Sediyam a and Marco Antônio Oliva Cano.
Aiming
Merrill],
Capinópolis
carried
out
University
studied
to evaluatc
ve,
of soybean
under
experimental
of Viçosa.
photoassimilate
vegetati
variety,
in the
in relation
the bchavior
water
to growth,
partition
flowering
water
grain
stress
filling
and photoassirnilate
partition
was a clear
tendency
dry matter
water
from
deficit.
However,
the water
accumulation.
flowering
deficit
stress
But,
phase.
conditions.
the soybean
applied
it was
It was also analyzed
The
results
XXiV
Variation
different
Federal
were
over
on
even
anel
the
growth,
though
there
in plants
with
to be able to recovering
concern
to water
the water
showed
applied
accumulation
phases,
sensitive
at the
accumulation
small,
crop showed
at different
more
were
was
characteristics
conclitions
stages.
(L.)
lJU/X
experiment
Village
dry matter
morphology
to a minor
an
the crop
morphoIogy,
under
and
stress,
are a of Chaves
In the experiment,
crop [Glycine
ing to dry matter
deficit
use efficiency
responses
during
the
under
water
to the
water
efficient
use
cropping
was under
0.41,3.43
and
evaporateel
respecti
aelapted
flowering
by crop
water,
vely o The
to
water
water
5.43
in
the
treatment
irrigated
affected,
except
the phenological
stress,
g of
soybean
accumulated
crop,
deficit.
water
along
for
Capinópolis
phases,
efficient
use,
xxv
per
and grain
Grain
yield
over
use were
filling
phases,
over
a 60
and
comparing
was somewhat
ali
the
of
to be well
experiments
observed
When
kilogram
showed
respectively,
cropping,
período
matter,
stre ss
study.
efficient
variety,
it were
all the period.
non-irrigated
dry
water
under
of water
flowering
In the
filling
stages
the values
for the vegetative,
anel grain
increase
over
the
100%
to
the
little
experimental
1.INTRODUÇÃO
1.1. Clima e cultura da soja
Ao longo dos anos, os estudos
climáticos
sobre o crescimento,
[Cl)'cine
da soja
precipitação
observadas
como
entre localidades,
Estudos
hídrico,
Apesar
disso,
estádio
fenológico
ao efeito
fator
redução
na produtividade,
responsável
pelas
ainda
existem
controvérsias
e produtividade,
a
oscilações
de ano para ano.
de ausência
na produtividade
da cultura
de chuva,
(HUNTER
sobre
durante
o
do teor de água
e ERICKSON,
a interação
déficit
ou seja, em qual estádio
a soja é mais sensível ao déficit hídrico.
estudos
soja têm apresentado
sensíveis
que períodos
de desenvolvimento
Diferentes
citados
o principal
cios elementos
e a produtividade
da soja, podem levar à situação de diminuição
no solo, com conseqüente
1952).
Quanto
o efeito
ou em uma mesma localidade,
têm mostrado
desenvolvimento
o desenvolvimento
niax (L.) Merrill).
destaca-se
têm mostrado
os mais diversos
por MIY ASAKA
da cultura
acerca da influência
e MEDINA
são a germinação
da falta de água na cultura
resultados.
(1981),
relataram
e a emergência,
autores estas fases são o florc-vimento e o enchimento
1976, SIONIT e KRAMER,
Hunter
e Erickson
que
(1952),
as fases
enquanto
da
mais
para outros
de grãos (AR RUDA et al.,
1977, KORTE et al., 1983 a, b).
Urna definição mais clara do período do ciclo da cultura da soja em que a
falta de água pode levar a grandes prejuízos para a produtividade
de grande
importância
para o manejo,
no sentido
final de grãos é
de obter
maiores
ganhos
econômicos.
1.2. Veranico e estresse hídrico
Para a compreensão
soja, torna-se
estação
necessário
de cultivo.
conhecido
dos efeitos da deficiência
conhecer
A interação
as características
da precipitação,
de várias características
(1981), o veranico
ocorrência
com Linsley
a
leva a um fenômeno
et al. (1959), citados por PALEG
de chuva significante.
1977). Em termos
Porém,
as definições
meteoro lógicos,
definição
percentagem
o veranico
de precipitação
seria
a
ausência
de
precipitação
pode ser definido
como um intervalo de tempo sem a ocorrência
esperado
como
chuvoso.
como estação
Um período
danos
a produção
à cultura,
de lima cultura.
dependendo
de cultivo,
de ausência
dentro da estação de cultivo, não necessariamente
para afetar
do que lima
durante
Assim, em termos agrometeorológicos,
compreendido
aquele
(média de 30 anos). Numa
das culturas.
o período
referem-se
como
é menor
desenvolvimento
durante
sem a
(KATZ e C~LANTZ,
pode ser definido
das normais c\imatológicas
agronômica,
de vcranico
quanto a termos agronômicos
de tempo em que a quantidade
determinada
e ASPIN AL
pode ser definido como um período de tempo mantido
tanto a termos meteorológicos
causar
durante
como veranico.
De acordo
período
hídrica sobre a cultura da
o veranico
de precipitação,
ou seja, o período
de precipitação,
necessita
Um veranico
ocorrendo
ser um período longo
de apenas
de sua intensidade
o
(PALEG
um dia pode
e ASPINAL,
1981).
KRAMER
(1983)
definiu
estresse
hídrico
como
a situação
potencial
hídrico e o turgor nas células da planta são reduzidos
interferir
em seu funcionamento
normal, devendo-se
2
ressaltar
na qual o
o suficiente
que o potencial
para
no
qual tal fato ocorre depende da espécie de planta, do estádio de desenvolvimento
da planta e do processo considerado.
HSIAO
potencial
(1973)
classificou
estresse
suave
uma
diminuição
hídrico (~IJa) nas folhas, de somente décimos de um megapascal
(-O, I MPa a -0,8 MPa), com redução do conteúdo
10%; estresse
CRA
como
moderado
entre
severo
(MPa)
relativo de água (CRA) de 8 a
como sendo a redução do
10 e 20%; e estresse
em -1,2 a -1,5 MPa e a do
~a
como sendo uma
redução
do
superior a - 1,5 MPa e a do CRA de mais de 20%. Caso o CRA seja diminuído
mais de 50%,
O estresse
suave de -0,2 a -0,4 MPa leva à interrupção
estomático
A resistência
da cultura
sendo as variedades
da soja
1987).
à deficiência
com maior potencial
hídrico que aquelas com menor potencial
resistência
da expansão
só ocorra quando os níveis de estresse
atingem de -0,8 a 1,0 MPa (HALE e ORCUTT,
estressc
em
ou seca.
embora o fechamento
variedade,
\fia
ou seja, se a planta perde mais da metade da água de seus tecidos,
diz-se que ela está dissecada
celular,
do
hídrica
depende
da
produti vo mais scnsf veis ao
(BUTTERY
et al., 1993). Esta
varia, ainda, ao longo do ciclo da cultura (DOSS et al., 1974).
1.3. Partição de fotoassimilados e estresse hídrico
Em muitas
depende
culturas,
da translocação
fotossintéticos.
tecidos
As raízes, o caule, as folhas jovens e os frutos dependem
desses
completamente
expandidas
geral, os fotoassimilados
conforme
em
sua
maioria,
ambientais,
mais afetam
de
são
(HA Y e W ALKER,
distribuem-se
as mudanças
produzidos
pelas
folhas
1989; COSTA et al., 1997a). Em
entre esses diversos
no requerimento
do ciclo da cultura (HA Y e W ALKER,
partição
das folhas
importantes
ou de outros
que,
A
de partes economicamente
ele fotoassimilados,
fotoassimilados,
coordenada,
a produção
drenas,
em uma rota
de cada um deles, ao longo
1989).
fotoassimilados
é influenciada
por
diversos
fatores
que agem sobre a cultura ao longo do ciclo, sendo a água um dos que
a partição.
Essencial
ao crescimento
3
e desenvolvimento
da planta,
a água é um dos fatores
sem dúvida,
(MIYASAKA
e MEDINA,
A ocorrência
desvio
radiação
(MUCHOW
ainda,
na
eficiência
a conversão
afetar
de
drenos
interceptação
de
matéria
de estresse hídrico no estádio de tlorescimento
de fotoassimilados
àquela
sistema
tenha
influenciará,
que ocorre
desviados
da
seca
total
na fase vegetati va, permitindo,
negativamente,
foliar também
no número
é afetada,
à captura
a produção,
embora
de energia
suficientemente
Na fase de enchimento
sendo possível
portanto,
nessa
em virtude do aumento
total de vagens.
não acarrete
caso a cultura
de água (HEITHOLT
dreno preferencial
mais acentuada
que este
fase. Tal fato
do abortamento
Nesse estádio,
a expansão
prejuízos para a cultura
grandes
solar, uma vez que o sistema
constituído,
faz com que a
para o sistema radicular seja maior em
uma taxa de crescimento
floral e da diminuição
limitações
decréscimos
que se tornam
et al., 1986).
relação
quanto
para outras partes da planta,
podendo,
A ocorrência
intensidade
da SOja
de estresse hídrico mais severo na fase vegetati va induz ao
ocasionando
solar,
na cultura
1981).
de fotoassimilados
preferenciais,
mais importantes
fotossinrético
já está
tenha tido uma fase vegetativa
sem
et al., 1986; HOOGEN BOOM et al., 1987).
de grãos, evidencia-se
a existência
de apenas
(os grãos), que recebe todos os fluxos de fotoassimilados,
a ocorrência
(TAIZ E ZEJGER,
de desvio destes para nenhuma
um
não
outra parte da planta
1991).
A translocação
de fotoassimilados
é afetada,
indiretamente,
por estresse
moderado,
por causa da alteração da relação fonte/dreno.
Com a expansão
celular
reduzida,
ocorre
conseqüentemente,
dos
fotossintatos
diminuição
disponíveis
numa diminuição
sendo o dreno prejudicado
pela diminuição
Apesar
dreno.
(folhas)
somente
em direção
aos drenos,
ocorra
resultando
após a expansão
entre folhas e frutos pelos fotossintatos,
pela menor disponibilidade
(HALE e ORCUTT,
relação existente
vagens e a taxa de crescimento
e,
Caso o estresse
da competição
na taxa fotossintética
da estreita
fonte
para translocação
no tamanho
foliar, haverá diminuição
da
entre o número
da cultura da soja (EGLI,
4
j
destes,
seja,
Oll
987).
de sementes
e, ou,
1988), a partição
de
assimilados
tem
comercial,
papel
fundamental
ou melhor,
na percentagem
na dimensão
desviada
do índice de colheita
para
da cultura
a parte
(lIA Y e
1989).
W ALKER,
A alteração
estreitamente
na partição
relacionada
de fotoassimilados,
na cultura
à fase de desenvolvimento
da soja, esta
da cultura, na qual ela sofre
o estrcssc (SIL VJUS et a!., 1977).
1.4. Crescimento,
morfologia e produção de matéria seca na cultura
da soja
sob estrcsse hídrico
Conhecimentos
sobre o comportamento
à morfologia
crescimento,
e à produção
hídrico,
são de grande importância
mesmo
na condução
econômico
da cultura da soja, relacionado
de matéria seca em condições
na previsão
de estresse
da cultura,
de projetos de manejo que visem o aumento
transpiração
diminuição
(MILLAR
da fotossíntese
Quando
do rendimento
submetida
e
estomático,
1972) e, conseqüentemente,
GARDNER,
líquida (BOYER,
a estresse
o que leva à redução
hídrico, a cultura da soja tende a ter menor
1986) e plantas com altura menor (HOOGENBOOM
A diminuição
Embora
disponha
de um sistema radicular
ao estresse
hídrico,
mediante
a ocorrência
de
estádios
da produção
et al., 1993).
resistência
determinados
et al.,
et al., 1987).
de matéria seca total poderá levar à diminuição
final de grãos (FOROUD
à
1970).
área foliar, menor número de nós e menos matéria seca total (MUCHOW
extenso,
que lhe garante
certa
a soja poderá sofrer uma queda no rendimento,
longos
períodos
de seu desenvolvimento
de
deficiência
(ARANTES
Assim, de modo geral, pode-se dizer que desde a germinação
crescimento
até
da soja.
O déficit hídrico conduz ao fechamento
na
da produtividade
ao
da planta é proporcional
à disponibilidade
1978).
5
hídrica
e SOUZA,
durante
1992).
até a maturidade
de água no solo (MOTA.
o
o
estresse
grau de cstresse e o estádio
de desenvolvimento
venha a ocorrer produzirão
maior
da cultura,
diferenças
assim
como
diferentes
na produtividade
menor efeito sobre o crescimento
ali
reações
da cultura no qual esse
nas plantas
final (SILVIUS
de soja,
et a\., 1977; SIONIT
ocasionando
e KRAMER,
1977).
Na fase vcgetativa,
quando
o aparelho
fotossintético
solo, nessa fase, poderá
eficiência
foliar tem importância
é formado.
Uma redução
levar a diminuições
primordial,
pois é
no teor de água do
na área foliar, ocasionando
menor
na captura de energia radiante e CO2, durante um dos momentos
importantes
(COSTA
da vida da planta, ou seja, a formação de sua estrutura
mais
como um todo
et aI., 1997a).
O estresse
de
a expansão
crescimento
aérea/raiz
hídrico na fase vegetati va conduz também
radicular,
ocorrendo,
então,
em virtude do maior crescimento
ele água.
captura
Este
deficiência
hídrica
crescimento
radicular
nas próximas
ocorrida
radicular,
tornar-se
seja apenas
diminuição
na taxa
na relação
positivo
suficiente
para
para
e não afete de modo irreversível
poderá recuperar-se
a cultura,
aumentar
a taxa
de fortes estresses,
mediante
(HOOGENBOOM
da parte radicular,
tardias,
et al., 1987).
elesenvol vem
em termos de alongamento
dos grãos, desde o início a taxa de crescimento
radicular
é nula. Nesta fase, o estresse hídrico causa diferentes
restrição
na duração
da área foliar, maior indução
da senescência
dos grãos, como resultado
de produção
da
et aI., 1987).
Na fase de enchimento
aceleração
de
Nessa
a reposição
durante a fase vegetati va, no entanto,
mais a parte aérea em detrimento
a
a parte aérea e desde que,
por ser sua fase vegetati va mais longa (HOOGENBOOM
irrigadas
a
caso
do solo em tempo hábil. Tal fato é mais evidente nas variedades
As plantas
parte
no sentido de aumentar
fases, não venham a OCOITerestresses de grande intensidade.
fase, a cultura
umidade
fato pode
ao aumento
das folhas, ocorrendo
problemas,
ao abortamento
diminuição
como
de legumes
no peso e no número
da falta de água, o que, obviamente,
resultará
na queda
da cultura (HUCK et al., 1983; KORTE et aI., 1983 a, b; HOOGEN-
BOOM et aI., 1987; ARANTES
e SOUZA,
6
1992).
e
1.5. Água como recurso limitado
A água é um recurso localmente
termos globais,
mesmo
devendo-se
escasso,
ressaltar que essa escassez
em regiões onde não há problemas
deficiências
agrava-se
de disponibilidade
sazonal e regional de água (ROSEGRANT,
No Estado
destina-se
de Minas
às atividades
abastecimento
diversos
apesar de sua abundância
o consumo
do mundo,
a cada dia. Até
hídrica,
ocorrem
1996).
cerca de 90% de toda a água utilizada
agrícolas ou à irrigação de cultivos,
humano,
países
Gerais,
em
por animais
restando
e o consumo
a média de água utilizada
10% para o
industrial.
peja agricultura
Em
chega
a
80% do total utilizado em todos os setores (FRElT AS, 1997).
Dessa
atividades
forma,
agrícolas,
produção
o aumento
é essencial
de alimentos.
à degradação
levando
além de implicar
de grandes
denominado
em moderar
e BOYER,
por
seu elevado
consumo,
água,
o que pode resultar
em
1996).
a perda
de água,
enquanto
(TAIZ e ZEIGER,
1995), definido
pela planta dividida pela quantidade
por
1991), ou
como a quantidade
de dióxido
de carbono
pela fotossíntese.
Para plantas típicas, nas quais o primeiro
carbono
demanda
de CO2 para fotossíntese, pode ser analisada
razão de transpiração
de água (KRAMER
de água transpirada
assimilado
suficiente
nas
da água
de uma planta
mantém uma absorção
requerimento
liSO
água,
bem como da própria
subsídios,
de outras áreas (ROSEGRANT,
A habilidade
um parâmetro
naturais,
da
à crescente
da água implica
liSO
de outros recursos
1.6. As plantas e a eficiência do
de utilização
para o atendimento
Um mal
a necessidade
desvio de incentivos
na eficiência
é
um
aproximadamente
COz fixado
composto
de
500 moléculas
pela fotossíntese,
três
carbonos,
produto estável
denominadas
de água são perdidas
de fixação
do
plantas
CJ,
para cada molécula
em uma razão de transpiração
resultando
500.
7
de
igual a
Uma maior razão de efluxo de HlO e influxo de COl depende
fatores.
Primeiro,
o gradiente
de concentração
falo se deve à baixa concentração
de água dentro
molécula
de difusão
citoplasmática,
antes
foliares.
dos espaços
de água e tem menor coeficiente
LIma rota
de
mais
longa,
o cítoplasma
ser
Segundo,
de COl. Tal
o COz difunde-se
substancialmente,
porque
ele deve
no
a resistência
c1oroplasto.
mais
Além disso, o CO2 tem
atravessar
a membrana
do envelope
Estas
de
de COz é maior que a
de difusão).
e a dupla membrana
assimilado
de água é
de CO2 no ar (-0,03%) e à alta concentração
através do ar, em relação à água (a molécula
lentamente,
a perda
50 vezes maior que aquele que dirige a entrada
aproximadamente
vapor
que dirige
de dois
do cloroplasto,
membranas
aumentam,
do caminho para a difusão do CO2.
As plantas com fotossíntesc
de quatro
carbonos
transpiram
menos água por COz fixado. Uma razão de transpiração.
encontrada
para plantas C4, é cerca de 250 g de água por grama de COl fixado.
O inverso
água (EUA).
é o primeiro
C4, ou seja, aquelas nas quais um composto
produto
da razão de trnnspiraçào
Assim a razão de transpiração
estável
da fotossíntese,
é denominado
geralmente
normalmente
eficiência
de uso da
para C3 e C4, transformada
em EUA,
será em torno de 1/500 ou 0,002 e 1/250 ou 0,004, respectivamente
(TAIZ
e
] 991).
ZEIGER,
Dessa forma, a EUA é definida como unidade de matéria seca produzida
por planta, por unidade de água utilizada. (KRAMER
Existem
por massa de água perdida ou transpirada
adicionada
a massa
(KRAMER,
1991).
Em termos de unidade de massa de água, utilizada
lima unidade
1995).
várias formas para calcular a EUA, como, por exemplo,
de CO2 líquido absorvido
1983; NOBEL,
e BOYER,
de massa
seca de grão,
desde o plantio até
° ponto
o agricultor
para a produção
pode
considerar
de colheita da cultura.
de
a <.lgua
Assim, também,
é
possível definir a EUA como sendo a produção de grãos dividida pela quantidade
de água agregada
relação
pode-se
durante
entre a absorção
o período
de
de cultivo.
CO2 (A)
e
a
Portanto,
transpiração
por ser a EUA uma
(T), em
de água é reduzida,
dizer que, se a disponibilidade
8
princípio,
os estôrnatos
se
fecham e a transpiração
diminui, levando ao aumento da EUA (T AIZ e ZEIGER,
1991).
Existem
mesmo
grandes
ambiente,
BOYER,
evidências
e entre
climas,
de que a EUA varia entre
para
uma
mesma
espécies,
espécie
no
(KRAMER
e
1995).
A EUA é muito estudada
no sentido de verificar a produção
de massa de
grãos, em relação ao consumo de água durante todo ciclo (Briggs e Shantz,
Brown e Simmons,
1979; Garrity et aI., 1982; J-Ianks e Taylor,
et aI., 1987, citados por KRAMER
e BOYER,
1914;
1983; Kawamitsu
] 995). Porém, poucos
trabalhos
direcionados
para o acompanhamento
da EUA, em cada fase de desenvolvimento
da
estão
literatura
cultura,
DUJMOVICH,
disponíveis
na
(BONGIORNO
e
NA VARRO
1977).
1.7. A cultura da soja e a eficiência do uso da água
Por ser lima das culturas
um papel de grande
característica
importância,
C3, esta cultura
mais difundidas
tanto econômica
apresenta
no Brasil, a soja desempenha
quanto
baixa eficiência
socialmente.
no
relação a outras culturas,
como, por exemplo, o sorgo (BOLTON,
que
possui
a cultura
deficiência
da soja
hídrica,
1952; ARRUDA
grande
em fases distintas
da EUA,
para o manejo do ambiente,
em épocas
distintas
Dessa
forma,
do ciclo da cultura.
de complemento
em produção
fases
por exemplo.
Sabendo-se
e ERICKSON,
fenológicas,
a aplicação
é muito
de água
em que fase a cultura
de chuva terá maior eficácia
de matéria
tais conhecimentos
fim de aumentar
C0I110,
à
seria
ao déficit hídrico, ou em que fase do ciclo ocorre melhor uso da
água, a aplicação
retorno
diferentemente
1977; KORTE et al., 1983b).
em diferentes
importante
mais susceptível
e reage
da água, em
1981). Sabe-se
de seu ciclo (HUNTER
et al., 1976; SIONIT e KRAMER,
O conhecimento
maior
plasticidade
LISO
Por sua
seca de interesse
podem fundamentar
a EUA na cultura da soja.
9
e, assim, haverá
econômico
as técnicas
(grãos).
de manejo,
a
Considerando
com as grandes
apresentar
que,
variações
no Brasil,
a época
de temperatura
um descontrole
estomatal
crescente
com o aumento
198 J), o estudo sobre as modificações
fenológicas,
torna-se relevante.
habilidade
menos
matéria
seca por quantidade
outras
culturas
tipo C4 (TEARE
variedades
na eficiência
de utilização
de soja (BUTTERY
de
C3,
temperatura
da água (EUA),
1973);
a EUA
et al., ] 993), quando
fases
da soja pOSSUI
a cultura
ou seja, produz
de água evapotranspirada,
et aI.,
por
da EUA, nas diferentes
por sua característica
menor
da soja coincide
e que esta cultura caracteriza-se
(BOLTON,
Fisiologicamente,
de cultivo
em relação
difere,
expostas
ainda,
às
entre
a condições
de
estresse hídrico.
1.8. Objetivos deste trabalho
Conforme
discutido
no item 1.2., o efeito do estresse
cultura da soja depende de fatores
processo
que
considerado.
o estresse
utilização
conferem
hídrico pode
a época de ocorrência,
afetar,
diferentemente,
ou seja, a eficiência
como
variedades
maior resistência
possuem
ao estresse
de captura
agronômicas
1) Verificar
recursos da variedade
específicos
diferentes
do
liSO
dos mecanismos
em diferentes
2) Verificar o comportamento
à eficiência
na
Federal
que
de
Ihes
(IC) e
da cultura.
deste estudo foram:
o comportamento
Capinópolis,
altamente
maior índice de colheita
ciclo mais precoce, o que resultará em maior produtividade
Os objetivos
verifica-se
e a eficiência
na Universidade
características
hídrico,
fatores
e o
o CO2 e a radiação.
de soja melhoradas
a Capinópolis,
dois
sobre a
a intensidade
tal efeito em nível de cultura,
ele recursos como a água, os nutrientes,
Algumas
Viçosa,
Considerando
à produtividade,
relacionados
C0l110
htdrico
da água (EUA),
em condições
10
de
fases fenológicas.
da soja, variedade
fases fenológicas.
de captura e utilização
Capinópolis,
de estresse
em relação
hídrico, em
2. MATERIAL E MÉTODOS
2.1. Introdução
Este estudo analisou as condições ambientais e a resposta da cultura da
soja à falta de água, em diferentes fases fenológicas. Realizaram-se
medidas de
dados climáticos, de acumulo de matéria seca, de partição de fotoassimilados
e
de eficiência de uso da água. Os detalhes sobre o material e os métodos utilizados
neste estudo são apresentados a seguir.
2.2. Cultura
A variedade de soja utilizada neste experimento foi a Capinópolis
(UFV-
16). Esta variedade, de crescimento determinado e ciclo precoce, apresenta boa
estabilidade
de produtividade,
sendo seu melhor
desempenho
nas regiões
compreendidas entre os paralelos 17 e 210 S (SEDIY AMA et al., 1995).
2.3. Solo
O solo do campo experimental foi classificado como Podzólico AmareloVermelho
Câmbico,
fase terraço (COSTA,
11
1973) (Ultisol
na classificação
americana). As análises química e física foram realizadas a partir de amostras
compostas, oriundas de 25 amostras simples e coletadas no local do experimento.
As análises foram realizadas
no Laboratório de Química e Fertilidade do Solo e
no Laboratório de Física do Solo da UFV.
2.4. Dados meteorológicos
Os dados meteorológicos
(PPT) e umidade relativa
meteorológico
foram obtidos
de temperatura
do ar (Temp.), precipitação
(UR) foram obtidos, diariamente,
instalado no campo experimental.
na estação climatológica
em um posto
Os dados de brilho solar (n)
principal do Instituto
Nacional
de
Meteorologia (lNMET), localizada a 2 km da área experimental, no campus da
UFV.
A PPT foi medida em um pluviômetro tipo Ville de Paris. Os valores de
temperatura média (Tmed) e umidade relati va média (URmed) foram obtidos de
um tennohigrógrafo,
calculando-se
a média aritmética por meio dos valores
máximos e mínimos atingidos em 24 horas.
Os valores da razão de insolação (n/N) foram obtidos ao dividir o valor
do brilho solar do dia (n) pelo valor do comprimento astronômico do dia (N), o
qual foi estimado por meio de equações que levam em conta a declinação cio sol
(o), a latitude (iP) e o cliajuliano (u').
A pressão de vapor parcial (e) foi calculada por meio dos valores de
pressão de vapor de saturação
(es)
e dos valores de UR. Os valores de
es
foram
obtidos por meio da equação proposta por TETENS (1930).
Os valores da radiação global (Rg) foram estimados mediante o uso do
modelo proposto por ÂNGSTROM (1924) e modificado por PRESCOTT (1940).
Os coeficientes a e b deste modelo foram ajustados para Viçosa, Minas Gerais,
sendo
0,236,
0,233,
0,256,
0,275 e 0,235 os valores de a para os meses de
dezembro, janeiro, fevereiro, março e abril, respectivamente, e os de b, para os
mesmos meses, 0,334, 0,363, 0,361, 0,321 e 0,373 (ALVES et al., 1981).
12
o
curtas
saldo de radiação
(BOC)
utilizou-se
e do balanço
um albedo
determinações
estimado
(Rn) foi estimado
de ondas longas
médio
para
soja,
pela soma do balanço
(BOL).
com
de ondas
Para determina!" o BOC,
valor
de 25%,
seguindo
as
feitas por BLAD e BAKER (1972). O balanço de ondas longas foi
mediante
o uso do modelo proposto por BRUNT (1932).
2.5. Experimento
2.5.1. Semeadura e adubação
O experimento
localizada
foi conduzido
no campus da Universidade
na estação
experimental
Vila
Chaves,
Federal de Viçosa (UFV), Viçosa - Minas
Gerais, Brasil (latitude 20° 45' S, longitude 42° 51' W, altitude 650 m), durante a
época de cultivo 1995/96, em um local de topografia
A semeadura
100 plantas.rn",
semeadura
22 plantas.m".
ocorreu no dia 8 de dezembro
realizou-se
o desbaste
Os sulcos de semeadura
60 kg de P20s/ha,
de 1995, à alta densidade
com 0,7 m de espaçamento.
em fileiras
(DAS),
da cultura,
As sementes
de
com 30 kg de K20/ha
(KCI) e superfosfato
foram tratadas
de
Aos 16 dias após a
até atingir a densidade
foram adubados
na forma de cloreto de potássio
(SS), respectivamente.
plana.
com fungicida
e
simples
e inoculadas
com cepa 2.930 de Bradyrhyrobium japonicum.
2.5.2. Crescimento inicial
A partição
período
de
de fotoassimilados
crescimento
inicial
da
e o acúmulo
cultura,
de matéria
desde
a
seca (MS)
emergência
no
até
,~ ,
estabelecimento
dez plantas
completo
a cada
no campo (6/1/1996),
dois dias.
13
foram verificados,
coletando-se
o
2.5.3. Tratamentos
e delineamento
o experimento
período
experimental
constou de cinco tratamentos: a) irrigado durante todo o
em que a cultura permaneceu no campo (IPTP); b) não-irrigado no
estádio vegetativo (NIFV); c) não-irrigado no estádio de florescimento (NIFF);
d) não-irrigado no estádio de enchimento de grãos (NIFG); e e) não-irrigado
durante todo o período (NITP) (Figura 1).
Tom. de água
•
Lísímetro
luviômetro
_
•
Hidrô
•
Figura 1 - Croqui do campo experimental, representando as parcelas, o desnível
do terreno e os pontos de localização de instrumentos utilizados para
auxiliar no manejo da cultura.
c-
Os tratamentos
foram aplicados após o período de estabelecimento
completo da cultura no campo, ou seja, no dia 8/1/1996.
Utilizou-se o delineamento experimental, em blocos casualizados, com
duas repetições.
As unidades experimentais, medindo 6,0 m por 10,5 m, separadas por
uma bordadura de 3,0 m, foram agrupadas em dois blocos, separados entre si por
uma bordadura de 3,5 m.
14
Para verificar a evolução do acúmulo de matéria seca (MS), o índice de
área foliar (IAF), a partição de fotoassimilados e o número de flores, utilizou-se
um delineamento experimental de parcelas subdivididas. As parcelas principais
foram os tratamentos
e as subparcelas,
as épocas de amostragem.
Para a
estimativa da produtividade final de grãos e do peso de 100 grãos, utilizou-se um
delineamento
experimental
características
analisadas,
casualizados,
de repetição
utilizou-se
com duas repetições,
dentro de blocos. Para as demais
apenas
o delineamento
sendo as repetições
em
blocos
uma média de dez
plantas, amostradas em linha contínua, por unidade experimental.
2.6. Fenologia
Para determinar o final de um estádio de desenvolvimento
outro, utilizou-se
o sistema de classificação
e o início de
do estádio de desenvolvimento,
proposto por FEHR e CA VINESS (1977), apresentado no Quadro 1. O final do
estádio vegetativo e o início do estádio de florescimento
foram determinados
quando se verificou a ocorrência de 50% de plantas com pelo menos uma flor
aberta (RI).
O final do estádio de florescimento
e o início do estádio de
enchimento de grãos foram determinados quando se observou a ocorrência de
50% de plantas com sementes de 3 mm de comprimento, localizadas em um dos
quatro nós superiores do caule principal (R5).
2.7. Tratos culturais
O controle de ervas daninhas foi realizado,
manualmente,
em duas
capinas, aos 18 e 45 DAS. Durante todo o ciclo da cultura, não se observou
incidência de pragas e doenças.
15
Quadro
Esquema completo do sistema de classificação
dos estádios
fenoló~icos da cultura da soja, proposto por FEI·IR e CA VINESS
(1977)-1
Descrição
Estádios
vcgctati
vos
VE (emergência
).....................................................
Os coti lédoncs
VC (cotilédolle)........................................................
da superfície
Às folhas
unifolioladas
estão
mesmas não estão se tocando.
nó)
Vl (primeiro
estão acima
Folhas
completamente
do solo.
estendidas,
desenvolvidas
nos
us
bordos
nós
elas
elas
folhas
unifolioladas.
V2 (segundo
nó).......................................................
V3 (terceiro
nó)........................................................
Folha trifoliolacla
Três nós sobre
desenvolvidas,
uni folioladas.
Vn (enésimo nó).......................................................
n número
de
completamente
Estádios
desenvolvida.
completamente
a haste principal.
com folhas completamente
iniciando-se
com
os
nós
das
folhas
nós
sobre
o
caule
principal
com
folhas
dcscn vol vielas.
Reproduu vos
Rl (início ela nllração).............................................
Uma flor aberta em qualquer
R2 (Iloração
Flor aberta em um dos dois
R3 (início
R4 (vagem
plena)
da formação
R5 (início da formação
desenvolvida)
Vagem com 2 em ele comprimento
nós superiores
do caule principal.
da semente)
Semente
quatro
R6 (semente completamente
últimos nós do caule principal.
Vagcm COIl1 5 nun de comprimento
nós superiores cio caule principal.
de vagem)
completamente
nó do caule principal.
desenvolvida)............
em
IIJIl
em um dos quatro
com 3 mm de comprimento
localizada
nós superiores do caule principal.
Vagem contendo
vagem localizada
principal.
últimos
últimos
em
um dos
semente verde, que preencha
a cavidade
da
em um dos quatro nós superiores
do caule
R7 (início da maturação)
Uma vagem normal sobre o caule principal
a cor da vagem madura (amarela).
RR (rnaturação
95% de vagens tenham
plena)
dos quatro
atingido
que tenha atingido
a cor da vagem
madura
(palha
ou marrom).
11 Quadro
retirado de FEHR e CA VINESS (1977).
Nota: Cada estádio se inicia quando SÜ% das plantas cm estudo corrcspondem
Entende-se por último nó, o nó mais
alto
ú descrição
localizado na parte distal do caule principal.
16
do mesmo.
2.8. Sistema de irrigação
. O complemento
microaspersão
de chuva
(Santeno Irrigações
distanciavam
foi aplicado
de um sistema
uniformidade.
coeficiente
potencial
da cultura
resultaram
(DOORENBOS
não estavam
no campo experimental,
os
valores
e PRUITT,
da
bem localizada
1977). Os tratamentos,
hídrico,
campo (CC), com a reposição
foram
mediante
a
pelos valores do
pela Food Agriculture
evapotranspiração
a uma
onde foi obtida
diária (EP). Desta EP multiplicada
(kc), recomendados
sob estresse
uma aplicação
A lâmina de água a ser aplicada foi calculada
o uso do tanque classe A, instalado
evapotranspiração
com uma vazão
0,08 litro por minuto, por metro, o que corresponde
pressão de serviço em torno de 2 rnca, permitindo
e adequada
de
do Nordeste S.A.), em que as linhas laterais se
1,4 m entre si. Este sistema de irrigação funcionou
de aproximadamente
(FAO),
por meio
cultura
(ETc)
durante os períodos
em que
mantidos
da
Organization
próximo
à capacidade
de
de SLA VIK (1974),
por
ela ETc ao final de todos os dias.
2.9..Medidas de estresse hídrico
O estresse
meio de medições
hídrico foi verificado
do potencial
folhas
(duas de cada parcela)
mesa.
Para
tal, utilizou-se
hídrico foi verificado
pelo método
osmótico do suco celular, extraído ele amostras
de
de todos os tratamentos,
de
a última
folha,
totalmente
em um refratôrnetro
expandida.
O estresse
a intervalos de quatro dias.
2.10. Medidas de umidade no solo
A umidade
utilizando-se
pesagens.
uma sonda
Os resultados
característica
dados,
no solo
para
de retenção
a curva
foi verificada
de nêutrons,
obtidos
que foi calibrada
foram comparados
de umidade
característica
aos 54, 62, 71, 75 e 91 DAS,
àqueles
no solo do campo
de retenção
17
pelo
método
de uma curva
experimental.
de umidade,
das
foram
Os
obtidos
no
Laboratório
Agrícola,
de
Solo-Água-Planta
com amostras
(local),
no campo
curva
foram
sendo
0,30
murcha
coletadas,
experimental.
0,0001,
0,06,
e 15,0 bars
permanente,
2.11. Amostras
do
0,10,
variando-se
de
Engenharia
a profundidade
e o ponto
Os pontos
utilizados
na elaboração
0,30,
3,0,
10,0
os valores
respecti
Departamento
1,0,
5,0,
de capacidade
e
de campo
da
15,0 bars,
e ponto
de
vamente.
e medidas de crescimento
Para verificar a evolução de MS, foram coletadas dez plantas por parcela,
a cada
sete
dias,
subparcelas,
subparccla
dentre
consistiu
extremidade
trincheiras
de 8/1/1996.
as quais
a coleta
foi dividida
a cada
de dez plantas, tendo como bordadura
A
três plantas em cada
Cavando-se
com todo o
que foi então lavado, para retirada do solo aderido às raízes. A
de fotoassimilados
foi vcrificada
vegetativo.
f1ores, vagens
e grãos,
além das partes
separação,
24
em
amostragem.
com o auxílio de um euxadão, as plantas foram retiradas
o estádio
ao separar as plantas em raiz, caule e
Nos estádios
seguintes,
mencionadas
a separação
anteriormente.
incluiu
Após
as plantas foram secas em estufa, por 72 horas, e depois pesadas.
cada parte separada,
partição
parcela
era sorteada
folhas, durante
termos
Cada
e uma fileira de cada lado da linha de amostragcrn.
sistema radicular,
partição
a partir
de evolução
realizou-se
um estudo comparativo
entre tratamentos,
ao longo do ciclo; ao final de cada período,
de cada tratamento
foram apresentados
área foliar de cada tratamento
os dados
a
Para
em
de
em uma tabela. Em cada coleta, a
foi obtida por meio de um integrador
de área foliar,
marca LI-COR e modelo LI-3100.
Determinou-se
fenológico
de enchimento
do solo até o ápice,
calculou-se
a altura final das plantas em cada tratamento,
de grãos (R6), medindo o comprimento,
de dez plantas
por unidade
18
desde o nível
experimental;
a média das dez plantas por parcela, para representar
no estádio
em seguida,
o bloco.
A altura de inserção da primeira vagem foi obtida, no estádio reproduuvo
R8, da média de dez plantas por unidade experimental,
medindo-se
a distância
do
nível do solo ao ponto de inserção da primeira vagem no caule.
Foram determinados
caule
principal
tratamento.
,
.r.
o número de nós e a distância
como nos brotos,
assim como o número
O total de nós do caule principal
entre os nós, tanto no
de brotos
foi dividido em três grupos de nós,
isto é, nós de 1 a 6, nós de 6 a 11 e nós de 11 a 15, e comparou-se
distância,
dos grupos de nós, entre os tratamentos.
verificadas
em plantas coletadas
para cada
a média de
Estas características
(dez plantas por parcela)
foram
no estádio reprodutivo
R8.
O número de flores foi verificado
para cada tratamento,
a partir do início do estádio de florescimento.
característica
a cada dois dias,
Os dados de cada observação
foram somados de forma cumulativa,
desta
até que grandes variações
não
foram detectadas.
2.12. Produtividade
Verificou-se
final,
medindo-se
experimental,
a contribuição
a produção
e calculando-se
A produção
amostragern
de grãos
do caule principal
dessas
partes
em
e dos ramos na produção
dez
plantas,
por
unidade
a média.
final de grãos e o peso de ) 00 grãos foram estimados
pela
em 10m de fileira, por unidade experimental.
2.13. Taxas de crescimento absoluto e relativo e de área foliar específica
Os valores de taxa de crescimento
relativo
(TeR) foram calculados,
absoluto (TCA) e taxa de crescimento
utilizando-se
as seguintes
relações
entre MS e
tempo:
(equação
19
I)
em que
MS2
::::
matéria seca no tempo 2;
MS, ::::matéria seca no tempo 1; e
t2
e tI :::: tempo 2 e tempo),
respectivamente.
(equação
2)
;;
em que
Ln ::::logaritmo
neperiano.
Os demais termos são idênticos aos da equação
A área folia!' específica
1.
(AFE) foi obtida da relação entre área foliar e peso
fo liar.
Para cada fase fenológica
obtidos
estudada,
calculou-se
em cada coleta. Os valores obtidos
nos cálculos das características
a média entre os valores
após 99 DAS não foram utilizados
mencionadas,
no estádio de enchimento
de grãos.
2.14. Balanço hídrico no solo
O excesso
estudado,
e a deficiência
foram determinados
de água, que ocorreram
em cada
a partir do balanço hídrico, utilizando-se
período
a ETc da
cultura.
Para efetivação
de água disponível
do balanço
hídrico, foi calculada
(CAD) utilizada, empregando-se
campo (CC), de ponto de murcha permanente
e profundidade
efetiva do sistema radicular
que CC e PMP, expressos
retenção
de umidade.
análises
efetuadas
enquanto
h (expressa
até esta profundidade
ETc utilizada
em porcentagem
A densidade
com dados
a capacidade
máxima
os valores de capacidade
(PMP). de densidade
aparente
da cultura (h), devendo-se
de massa, foram retirados da curva de
aparente,
de amostras
expressa
em g/cm', foi retirada
do solo do campo
80% do sistema radicular
de
experimental,
que
da cultura da soja. A
foi obtida no tanque classe A, conforme explicado
20
(Da)
ressaltar
em cm) assumiu um valor igual a 30 em, por considerar
encontra-se
de
anteriormente.
2.15. Eficiência do uso da água
o valor
do volume de água, aplicado em cada período,
somar o valor da precipitação
ciclo total, a água aplicada
com as precipitações,
Calculou-se
seca acumulada
e o valor da água aplicada
constituiu
o somatório
a partir da data de semeadura
a eficiência
por irrigação.
das aplicações,
ao
Para o
juntamente
até 120 DAS.
de uso da água, dividindo
no período estudado
foi calculado
o valor da matéria
pelo valor do volume de água aplicado
no
mesmo período.
Para determinação
da EUA, quanto à produção
de grãos,
valor da MS de grãos (g) pelo valor da massa de água (kg) aplicada
dividiu-se
o
durante todo
o período.
A EUA,
para a cultura
(Veg.), de florescimento
da sOJa, foi determinada
(Flor.), de enchimento
nas fases
vegetativa,
de grãos (EGr.) e de produção
de
grãos (Gr).
2.16. Análise estatística
A análise estatística
SAEG, desenvolvido
foi realizada
pelo Departamento
Para as características
área foliar,
efetuado
evolução
o uso do programa
de Zootecnia
evolução
de matéria
do índice de colheita
estatístico
da UFV.
seca, evolução
e número
do índice de
de flores cumulativo,
foi
o ajuste das curvas de regressão.
As médias
o
mediante
das demais
características
testadas entre si, pelo teste de Tukey.
21
obtidas
nos tratamentos
foram
3. CONDIÇÕES AMlllENTAIS
3.1. Introdução
Neste capítulo, são apresentadas as condições de solo, em termos de
fertilidade, aspectos físicos e conteúdo de umidade. São, também, discutidas as
condições ambientais, em termos do curso da radiação solar média, umidade do
ar, insolação média e precipitação pluviornétrica
ao longo do ciclo da cultura.
Os dados de umidade do solo tiveram como referência a curva característica de retenção de umidade no campo experimental. Os dados climáticos foram
comparados
às médias de dez anos, para a região onde o experimento
foi
conduzido.
3.2. Condições fisica e química do solo
3.2.1. Resultados e discussão
As análises química e física do solo revelaram fertilidade média e textura
argilosa (Quadro 2). Quanto à fertilidade, a uniformidade entre parcelas fez-se
necessária em razão do tipo de solo Amarelo-Vermelho Câmbico. A fertilidade foi
corrigida, conforme explicado no item 2.5.1. As condições de fertilidade do solo
22
Quadro
2 - Análises química
.
11
ensalOs-
e física de amostras de solo retiradas
do local dos
Resultados
Interpretação;:!
rll em água 1:2,5
6.1(,
Acidez fraca
rH em KCI
1:2.5
P (mg/dmJ):l!
K~ (mg/dmJ):l!
5.51
4.58
170,50
Acidez fraca
Baixo
Alto
AIJ+
(cIlIOIJdmJ);!
2
Ca + (cmol.Zdm 1);!
0.04
Baixo
Característica
* Análise
Química
3.18
1.20
3.39
4.81
4.85
8.20
58,34
0.95
2.53
67,76
44.08
3.70
3,1(,
M s" (cl11olcldmJ);!
"j 41
I-I+AI (cmol.zclm")"
SB
(cm(lIJdm3)~
CTC Efetiva (clllolJdlll/~
CTC Total (cllloVdm3)'L
V (%)
1Il
ZIl
(%)
(mg/dm\:l!
1 "li
Fe (mg/dnY)~
Mil
1
(lIIg/clm )li
eu
(mg/dmJ)li
Matéria orgânica (dag/kg)~
Fertilidade
Médio
Alto
Médio
Médio
Médio
l'vlédio
Médio
Baixo
Alto
Média
* Análise Tcxlural(,l
Areia grossa (%)
1(,.00
Areia fina (%)
7.00
Sílte (%)
20.tXl
Argila (%)
57.00
Classificação
textura! li
Argi loso
Análises realizadas no Laboratório de Química e Fertilidade do Solo e no Laboratório
da UFV.
li Segundo as recomendações do uso de fertilizantes para o Estado de Minas Gerais.
li Extrator de Mehlich-] (DEFEUf'O e R1BEIRO, 1981).
1
1 Extrator KCll
mollL (DEFELlPO e RIBEIRO, IlJ8I).
~I Carbono determinado
pelo processo de Walkley-Black (JACKSON, llJ.'i8).
§J Laboratório de física do Solo da UFV.
ZI Segundo ti Sociedade Brasileira de Ciência do Solo.
* Análises química e textural feitas em 3011 0119lJ5.
11
23
de l-ísica do Solo
onde se realizou o experimento
estavam dentro da faixa de exigências
da
variedade estudada (SEDIY AMA et a\., 1995).
3.3. Condições de umidade no solo
3.3.1. Resultados e discussão
Ao longo do ciclo da cultura, o teor de umidade no solo (Figuras de 2 a 6),
analisado comparativamente
à curva característica
de retenção de umidade no
solo do campo experimental (Figura 7), não apresentou grandes diferenças entre
os tratamentos
NIFF e NIFG. Os demais tratamentos evidenciaram
algumas
diferenças, discutidas a seguir.
Em todos os tratamentos, na camada de 60 em de profundidade, o teor de
água no solo esteve próximo à CC, devendo-se ressaltar que em camadas mais
profundas tendeu à saturação, não atingindo, porém, a saturação plena, o que
demonstra a boa capacidade de drenagem interna do solo. Assim, as maiores
variações restringiram-se às camadas de 10, 20 e 40 cm.
O tratamento IPTP apresentou teor de umidade sempre elevado, em
todos os níveis, tendo as maiores variações ocorrido na camada de 10 cru
(Figuras de 2 a 6), cujos teores de umidade chegaram a afastar-se da CC (Figuras
de 4 a 6). Tal fato, possivelmente, foi devido a lima diminuição na eficiência de
aplicação
de
concentração
água,
pelo
sistema
de
irrigação
utilizado,
agravado
pela
radicular na superfície do solo, aumentando a retirada de água
nesse perfi I.
O tratamento NIFV chegou no final da fase vegetativa com baixo teor de
umidade em todas as camadas de solo analisadas, em comparação
com os
tratamentos irrigados (Figura 2). Ao longo do restante do ciclo, o teor de água
nesse tratamento
tendeu a aproximar-se
embora apresentando,
possivelmente
daquele dos tratamentos
irrigados,
em todas as camadas, uma tendência a teores menores,
por causa da melhor distribuição
radicular
em níveis mais
profundos, o que implicou maior retirada de água em todo o perfil (Figuras de 3
a
6).
24
50
45
,
lU
(/)
(/)
C1l
E
~
~
Q)
40
---+-IPTP
-11-
35
NIFV
--6-- NIFF
u
C1l
u
·E 30
~
---G-
NIFG
-+--
NITP
25
O
20
40
60
Profundidade
Figura
80
100
120
(em)
2 - Umidade no solo no dia 31 de janeiro (54 DAS), em todos os
tratamentos, nas diferentes profundidades (final da fase vegetativa).
50
lU 45
(f)
(/)
C1l
---+-IPTP
___ NIFV
E 40
~
~
--6-- NIFF
---G-
NIFG
-+--NITP
30
25+-------~-------+------~~------+_------~------_1
O
20
40
60
80
100
120
Profundidade (em)
Figura
3 - Umidade no solo no dia 8 ele fevereiro (62 DAS), em todos
tratamentos, nas diferentes profundidades (fase de florescimento).
25
os
50
-e-
45
til
C/)
gj 40
E
~
~
Q)
"C
ro
-+-IPTP
__ NIFV
35
~NIFF
~NIFG
-+-NITP
"C
'E
::J
30
25
20
O
40
60
80
100
120
Profundidade(em)
Figura 4 - Umidade no solo no dia 17 de fevereiro (71 DAS), em todos os
tratamentos, nas diferentes profundidades (fase de florescimento),
50
45
til
C/)
C/)
ro
E
~
~
40
35
-+-IPTP
__ NIFV
30
~NIFF
-e-NIFG
Q)
"C
ro
"C
'E
::J
-+-NITP
25
O
20
40
60
80
100
120
Profundidade(em)
Figura 5 - Umidade no solo no dia 21 de fevereiro (75 DAS), em todos os
tratamentos, nas diferentes profundidades (fase de enchimento de
grãos).
BIBLIOTECA
26
-------------------_._-_
..
OEPTO. ENG. AGRICOLA
":"
45
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li)
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40
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35
E
Q)
--*-IPTP
_______
NIFV
"'C
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"E
::> 30
-a-NIFG
--+-NITP
25+-------r------4------~------4_------+_----~
20
O
40
60
80
Profundidade (em)
100
120
Figura 6 - Umidade no solo no dia 8 de março (91 DAS), em todos os
tratamentos, nas diferentes profundidades (fase de enchimento de
grãos).
0,60
y = 0,3778 - 0,0187Ln(x)
0,55
~=0,9727
"2
'"~
E
~
"
0,50
'-'
0,45
"O
0,40 '+
.g
"s::>
IF-
It
--+.
0,35
"+-----------+------------------------"-
----:F---------- ------ ---- -- --------
+
0,30
o
2
4
6
8
10
12
14
16
Pressão (bar)
Figura 7 - Curva característica de retenção de umidade no solo do local do
experimento.
27
o
NIFF sofreu pouca variação no teor de umidade do solo, ao longo de
todo o ciclo (Figuras de 2 a 6).
O NlFG teve seu teor de água no solo afetado somente no final do ciclo
(Figura 6).
Maiores
NITP (Figuras
problemas
de água no solo foram observados
de 2 a 6). Neste tratamento,
no tratamento
os teores de água foram menores,
do
início ao fim do cultivo (para as datas em que o teor de água no solo foi medido),
havendo
indicação
na camada de ]
°
de tendências
em, no final do ciclo (Figura 6).
3.4. Dados mcteorológicos
3.4.1. Resultados
e climáticos
e discussão
A radiação
florescimento
a teores abaixo do ponto de murcha permanente
solar global média durante os períodos
(Flor.) e de enchimento
de grãos (EGr.),
mento, foi de 16, 20 e 17 Ml.m-2.dia-1,
grandes
oscilações
na primeira
analisados
respectivamente
foram observadas
(Figura
durante o período
parte do estádio vegetativo,
que a radiação
vegetativo
neste experi8). No entanto,
estudado.
Observou-se,
global (Rg) esteve quase
sempre abaixo da média de Rg e que, na segunda metade do período,
inversão.
deste
nebulosidade
climático.
no período
razão de insolação
houve uma
que a média pode não ser uma boa representação
Tal fato demonstra
elemento
(Veg.), de
Tais
resultados
de implantação
podem
ser
da cultura,
explicados
representado
pela
alta
pela baixa
(n/N) e alta n/N, na segunda metade dessa fase (Figura 9). As
médias de n/N foram 0,4, 0,6 e 0,6, respectivamente,
nas três fases.
A fase de florescimento (Flor.) apresentou uma média mais elevada de Rg, em
razão da alta luminosidade ocorrida nesse período, de modo mais uniforme.
Na fase de enchimento
principalmente
em decorrência
vez,
decorreu
também
nebulosidade,
de grãos,
uma queda
de grandes oscilações
da grande
em determinadas
houve
variação
em
épocas desse período.
28
na média
de Rg,
na própria Rg, que, por sua
n/N,
causada
pela
grande
25
.-"-
<"
-t
~...--
20
eu
~
~
E
15
-,
6
C)
c:
10
-RG
5
Méd. para fase
O
O
20
40
60
DAS
I
Veg.
80
100
120
EGr.
Flor.
Figura 8 - Radiação solar global incidente no período de 8/12/1995 a 6/4/1996,
nas condições do ensaio, em Viçosa - MG.
1 .-
.
0,9
0,8
0,7
0,6
-z
c
~-
\
0,5
0,4
0,3
~
0,2
0,1
~
~
~ =~parafase
I/
o
o
20
40
60
100
80
120 .
DAS
-----------.,If----f--------Veg.
Flor.
Fases
EGr.
Figura 9 - Razão de insolação para o período de 8/12/1995 a 6/4/1996, nas
condições do ensaio, em Viçosa - MG.
29
Em termos gerais, para todo o ciclo da cultura, a quantidade
incidente
queda.
época
na superfície
do solo aumentou,
à alta nebulosidade
Tal fato foi devido
de cultivo,
declinação
tendo, depois,
refletida
lima leve tendência
ocorrida
na razão de insolação
de radiação
no período
(Figura
inicial
da
9) e no aumento
da
solar no final do período de cultivo. A int1uência da declinação
pôde ser visualizada
quando
solar
para uma n/N semelhante,
a Rg foi comparada
à
no
meio e no final do ciclo da cultura (Figuras 8 e 9).
As temperaturas
máximas
nas três fases, enquanto
apresentaram
as temperaturas
valores médios de 28, 31 e 30"C,
mínimas apresentaram
médias, 23, 25 e 24°C (Figura 10). Considerando
19, 19 e 18°C e as
estes valores, observou-se
que a
cultura da soja esteve, durante todo o período, sob uma faixa de temperatura
tida
como
por
adequada
MIYASAKA
para
seu
e MEDINA
soja, no mundo,
desenvolvimento.
(198]),
apresentam
temperaturas
e PROBST,
(1969),
relatou que as melhores
entre 23 e 25°C, embora a temperatura
30°C (Van SCHAIK
Pascale
citado
áreas produtoras
médias do mês mais quente
ótima para seu rendimento
1958; BROWN,
1960; BROWN
de
variando
máximo
seja
e CHAPMAN,
1960).
A umidade relativa do ar, como era de se esperar, seguiu tendência
à temperatura,
apresentando
valores
vegetati va, de t1orescimento
médios
e de enchimento
inversa
de 83, 77 e 80%, para as fases
dos grãos, respecti vamente (Figura
li).
o
para
as
saldo de radiação
fases
vegetati va,
respectivamente
(Figura
O período
condições
tomando
anteriormente
KRAMER,
de
t1orescimento
base
e
de
enchimento
de
grãos,
12)0
de t1orescimento
climáticas
como
nas três fases, em média, foi 9, 10 e 9 MJ.m~2.dia~l,
eram favoráveis
as condições
(SHA W e LAING,
coincidiu
com os momentos
ao abortamento
atmosféricas
1965;
1977).
30
DOSS,
nos qUaIS as
de flores e de legumes,
daquele
período,
et a1., 1974;
discutidas
SIONIT
e
40
35
....
30
,
,.
,
Õ
" _
•
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Tmin
Méd. para fase
5
O
20
O
60
40
80
100
120
DAS
Veg.
Fases
EGr.
Flor.
Figura 10 - Temperaturas máxima, mínima e média no período de 8/12/1995 a
6/4/1996, nas condições do ensaio, em Viçosa - MO.
120
100
80
~
a: 60
::>
-UR(%)
40
--
Méd. para fase
20
.•.
O
O
20
60
40
80
100
120
DAS
Veg.
Flor.
EGr.
Fases
Figura 11 - Umidade relativa no período de 8/12/1995 a 6/4/1996, nas condições
do ensaio, em Viçosa - MO.
31
12~--------------------------------------~
~-10
'ro
'õ
'l" 8
E
....,
~
--6
c
a:
-Rn
4
--Méd.
(A&P)
para fase
2
o
O
10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 110 120
DAS
Veg.
Flor.
I
Fases
EGr.
Figura 12 - Saldo de radiação disponível para a cultura no período de 8/12/1995 a
6/4/1996, nas condições do ensaio, em Viçosa - MG.
A precipitação pluvial apresentou uma distribuição altamente irregular, ao
longo do ciclo da cultura, com alta concentração no período inicial de cultivo e
chuvas esparsas no restante do ciclo, quando ocorreram veranicos variando entre
1 a 19 dias, o que significa que o fornecimento de água para a cultura, por meio
da precipitação, foi insuficiente para atender ao mínimo exigido, que seria cerca
de 5 mm diários (JENSEN, 1973) (Figura 13).
O rendimento da cultura da soja está estritamente ligado à disponibilidade
hídrica. Sempre que OCOITeboa distribuição pluvial, OCOITetambém maior
rendimento, em termo econômicos: BERLATO e BERGAMASHI (1978)
encontraram uma necessidade diária de água, em ótimas condições, de 5,8 mm,
devendo-se ressaltar que a cultura da soja consome pouca água no início do ciclo,
ocorrendo depois um aumento no consumo, que, ao aproximar o final do ciclo,
volta a cair. Daí sua maior susceptibilidade durante a fase reprodutiva.
32
80
.
70
60
Ê
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li:
a.
40
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01-
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30
40
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L
L
60
70
,
III I
IrI
I
80
90. 100 110 120
1-------- Fases
DAS ..
Flor.
Veg.
EGr.
Figura 13 - Precipitação pluviométrica no período de 8/12/1995 a 6/4/1996, nas
condições do ensaio, em Viçosa - MG.
A pressão parcial de vapor (e), nos períodos estudados, apresentou valores
em tomo de 18 hPa, enquanto e, apresentou valor médio de 29 hPa na fase
vegetati va, elevando-se ligeiramente nos dois períodos seguintes, sendo 31 e
30 hPa, para as fases de florescimento e enchimento de grãos, respectivamente.
Variação semelhante, como já era esperado, foi observada no déficit de pressão
de vapor (es-e), cujos valores médios, nas três fases, foram 11, 13 e 12 (Figuras
de 14 a 16).
3.5. Condições gerais de tempo e clima durante o experimento
~.
Em geral, durante
a realização
do ensaio no campo,
as condições
meteorológicas foram favoráveis à ocorrência de estresse ambiental na cultura da
soja, quando comparadas à média de dez anos, nos períodos coincidentes com as
fases da cultura, anteriores a essa época de plantio (Quadro 3).
33
25~--------------------------------------~
20
15
lU
c,
.s::.
';'10
--e
5
-
Méd. para fase
O~--------------------------------------~
40
80
100
O
20
60
DAS
120
___________________
EGr.
Flor.
Veg.
Fases
Figura 14 - Pressão de vapor real média (e) ao longo da estação de culti vo de
1995/96.
..
.
40
35
30
25
tU
o,
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20
(/)
Q)
15
10
--es
5
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Méd. para fase
o
O
10 20
30
40
50
60
DAS
Veg.
Flor.
70
I
80
90 100 110 120
Fases
EGr.
Figura 15 - Pressão de vapor de saturação média (es) ao longo da estação de
cultivo de 1995/96.
34
20
18
16
14
a...
'"
.c
12
Ql
• 10
'"
Ql
8
6
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2
--Méd. parafase
O
O
10
20
30
40
50
60
70
80
90
100 110 120
I DAS I
Veg.
Fases
Flor.
Figura 16 - Déficit de pressão de vapor médio
cultivo de 1995/96.
EGr.
(e-e.) ao longo da estação de
Quadro 3 - Médias por fase das temperaturas máxima (T máx.), mínima (T mín.) e
média (T md.), umidade relativa média (UR md.), precipitação total
por fase (PPT), insolação média (n) e média de dez anos para as fases
Fases
Elementos do Clima
"
Tmáx.
Tmáx
Veg.
Flor.
EGr.
(Méd. 10 anos)
28,2
28,9
28,7
(Exp)
(Méd. 10 anos)
27,9
18,7
30,6
18,7
30,2
18, I
18,5
23,3
18,9
23,8
18,1
23,4
(Exp)
(Méd. 10 anos)
23,2
81,4
24,7
81,5
24,1
81.8
(Exp)
(Méd. 10 anos)
(Exp)
(Méd. 10 anos)
(Exp)
82,8
420,4
77,1
220.1
403,0
5,3
5,4
86,0
5,8
8,2
79,6
172,6
145,0
6,4
7,2
Tmín.
Tmín
(Exp)
T méd, (arit) . (Méd. 10 anos)
Tméd.(arit)
URméd.
Urrnéd,
Tméd
PPT
n
n
35
3.6. Conclusão
A falta de complemento
a quantidade
de água
estressados.
Com
a
disponível
fertilidade
maior homogeneidade,
em função
física do solo, permitindo
intensidade
do
de estresse
boa drenagem
climáticos
de radiação,
e a menor intensidade
para
a cultura
solo
soja
nos
tratamentos
e, assim, garantindo-se
para a cultura,
esta foi afetada
hídrico, os quais foram auxiliados
pela
interna.
exerceram
a maior temperatura,
de precipitação
da
corrigida
em termos de fertilidade
dos tratamentos
Os elementos
de irrigação afetou a umidade do solo e, portanto,
papel
fundamental,
pOIS a maior
o maior déficit de pressão de vapor
coincidiram
com a fase de florescimento
e
enchimento de grãos.
As condições
à ocorrência
meteorológicas
de estresse ambiental
anos anteriores
durante a estação de cultivo foram propícias
na cultura da soja, em relação à média dos dez
ao cultivo.
36
4. CRESCIMENTO
E DESENVOLVIMENTO
4.1. Introdução
Neste
capítulo,
são
tratamentos
de estresse
crescimento
e desenvolvimento
variação
analisada
morfológicas,
de
hídrico
em habilidade
ele acordo
C0l110
alongamento
taxas
reproduti vas (por exemplo,
período
da cultura
para capturar
as
analisados,
abordagem
discutidos
os
foram
no acumulo
analisados,
recursos.
crescimento;
sobre o
Esta habilidade
ele matéria
e o
dos
observando-se
a
foi
seca; as variações
ele partes da planta e expansão
de
resultados
da soja. Seus efeitos
e utilizar
número
foliar; a partição
de
estruturas
flores).
ainda, o crescimento
inicial da cultura, desde a emergência
é a primeira
e
sobre a cultura
com a variação
fotoassimilados;
Foram
apresentados
e a partição
de fotossintatos
até a implantação
da cultura.
110
Esta
feita neste capítulo.
4.2. Desenvolvimento da cultura da soja
4.2.1. Resultados e discussão
A emergência
das plântulas
foi verificada
1995.
37
no dia 13 de dezembro
de
Em todos os tratamentos,
atingiu a fase de florescimento no dia
a cultura da soja, variedade Capinópolis,
]2
de fevereiro, ou seja, 54 DAS. A fase de
enchimento de grãos iniciou-se no dia 20 de fevereiro,
ou seja, 74 DAS, e a
maturação fisiológica completou-se no intervalo de 12 a 6 de abril, em todos os
tratamentos.
Os estádios vegetativo, de florescimento
transcorreram
e de enchimento
durante 54, 19 e 4] dias, respectivamente.
transcorreu entre 8 de dezembro, data de semeadura, e
]2
de grãos
A fase vegetativa
de fevereiro, ou 54
DAS, enquanto a fase de fIorescimento estendeu-se de 12 de fevereiro até 20 de
fevereiro,
Oll
74 DAS, e a fase de enchimento de grãos, de 20 de fevereiro até
r~
de abril, ou 115 DAS.
A cultura da soja não apresentou variação em sua fenologia, para nenhum
dos tratamentos aplicados.
4.3. Crescimento e partição de fotoassimilados no período inicial da cultura
4.3.1. Resultados e discussão
No período de seu estabelecimento, a cultura da
SOja
apresentou rápido
aumento na acumulação de matéria seca. Todavia, esse acúmulo foi pequeno nos
primeiros cinco dias após a emergência e rápido, posteriormente,
mostrando
tendência de grande eficiência de captação de recursos, como água, nutrientes,
CO2
e radiação
(Figura
17). A partição
de fotoassimilados
aumentou,
rapidamente, para as folhas e teve um período de duração maior. Para o sistema
radicular e caule, o aumento da percentagem de fotoassimilados foi mais suave e
menos duradouro. Ao mesmo tempo em que a percentagem de fotoassimilados
elevou-se
na raiz, no caule e nas folhas, ocorreu diminuição
drástica
do
percentual de reservas, nos cotilédones (Figura 18). Essa diminuição estabilizouse, provavelmente,
em razão da fotossíntese realizada pelos cotilédones,
tarde.
38
mais
250
200
--+--- RAIZ
rf' 150
E
.9
•
~ 100
-o-CAULE
~FOLHA
_COT
-+-TOTAL
50
O
557
284
164
GD
13
45
23
DAS
Figura 17 - Evolução da matéria seca de diferentes partes e total da cultura da
soja no período de crescimento inicial, em experimento de campo.
-~
1,0
---~
o
C/)
::2:
0,9
--+-RAIZ
0,8
--o---CAULE
0,7
--.-..FOLHA
__ COT
0,6
0,5
0,4
0,3
0,2
0,1
0,0
138
236
330
659
27
52
GD
11
19
DAS
Figura 18 - Evolução da partição de fotoassimilados no período inicial do
crescimento da cultura da soja, em experimento de campo.
39
A maior partição,
e de forma rápida, para as folhas pode ter ocorrido
causa da alta nebulosidade
Estes resultados
por
no período inicial, visando lima maior captura de luz.
estão coerentes
com aqueles
encontrados
por HARRIS
et al.
(1986).
As folhas detiveram
até, aproximadamente,
campo,
quando,
estrutura
maior preferência
o final do período
no recebimento
de estabelecimento
em virtude de seu crescimento,
e passou
de fotoassimilados
a enviar maior quantidade
da cultura
a planta foi forçada
de fotoassimilados
no
a reforçar
a
para o caule, à
custa das folhas e raízes.
4.4. Partição de fotoassimilados
4.4.1. Resultados
e discussão
A partição
de matéria seca não apresentou
tratamentos,
em nenhuma
Ohservou-se
que os tratamentos
NIFV)
apresentaram
relação
aos
apresentaram
não-irrigados
tendência
outros
a alocar
tratamentos
tendência
parte aérea/raiz
das partes da cultura
BRUN (1980) e HOOGENBOOM
Observou-se,
estresse,
aos outros tratamentos,
e
NJFG)
para o caule.
contrários
nas folhas,
que
A razão de partição
por FINN e
que o crescimento
rápido da parte
para
partição,
de fotoassimilados
objetivando
maior emissão
seguido pelo NIFF e NIFV. Quanto
para
maior o
para a estrutura reprodutiva.
de grãos, a partição
clara.
40
as
de flores,
foi toda direcionada
para os
do restante da planta. Nesta fase, os dados coletados
uma tendência
em
analisados,
àqueles observados
alta translocação
maior foi a alocação de fotoassimilados
grãos, em detrimento
mostraram
NlFF
(NITP e
do aparelho fotossintético.
continuou - com
Na fase de enchimento
de 4 a G).
de lima maior partição de fotoassirnilados
folhas, porém fez uma destacada
em relação
(Quadros
durante a fase vegetativa
na fase de florescimento,
as folhas, visando recomposição
estudada
entre os
et al. (1987).
aérea no NlFV teve contribuição
O NITP
(lPTP,
resultados
significativa
mais fotoassimilados
de maior alocação
apresentou
diferença
não
Quadro 4 - Valores médios de partição de matéria seca para raiz na fase
vegetativa (PMSRVG), partição de matéria seca para caule na fase
vegetativa (PMSCVG) e partição de matéria seca para folhas na
fase vegetativa (PMSFVG)
!'
Tratamento
PMSRVG
IPTP
NIFV
NIFF
NIFG
NITP
18,48
18,21
18,95
16,33
16,98
Média
J7,79
PMSFVG
PMSCVG
a
a
a
a
a
43,52
43,03
43,88
45,57
43,21
38,01 a
38,76 a
37,17 a
38,1 1 a
39,81 a
a
a
a
a
a
43,84
38,.37
Em cada coluna, as médias seguidas de pelo menos uma mesma letra não diferem
entre si, pelo teste de Tukey (P>O,05).
Quadro 5 - Valores médios de partição de matéria seca para raiz na fase de
f1orescimento (PMSRFR), partição de matéria seca para caule na
fase de florescimento (PMSCFR), partição de matéria seca para
folhas na fase de fIorescimento (PMSFFR), partição de matéria seca
para flores na fase de florescimento (PMSFRFR) e partição de
matéria seca para vagens na fase de florescimento (PMSVFR)
Tratamento
IPTP
NIFV
NIFF
NIFG
NITP
Média
PMSRFR
PMSCFR
PMSFFR
12,34
13,66
12,49
11,42
12.96
53,02
49,75
53,23
55,21
4lJ.84
31.10
32.72
30,82
30,00
32,27
12,57
a
a
a
a
a
a
a
a
a
a
31,38
52,21
a
a
a
a
a
PMSFRFR
1.14
1,56
1.59
1.28
2.22
1,56
a
a
a
a
a
PMSVFR
2,39
2,30
1,87
2,09
2,71
a
a
a
a
a
2,27
Em cada coluna, as médias seguidas de pelo menos uma mesma letra não diferem
entre si, pelo teste de Tukey (P>O,05).
41
Quadro 6 - Valores médios de paruçao de matéria seca para raiz na fase de
enchimento de grãos (PMSRGR), partição de matéria seca para
caule na fase de enchimento de grãos (PMSCGR), partição de
matéria seca para folhas na fase de enchimento de grãos
(PMSFGR), partição de matéria seca para flores na fase de
enchimento de grãos (PMSFRGR) e partição de matéria seca para
vagens na fase de enchimento de grãos (PMSYGR)
,~.
Tratamento
IPTP
NIFV
NIFF
NIFG
NITP
PMSRGR
9,53
9,51
7,66
10,60
12,51
a
a
a
a
a
31.99
29,93
30,51
33,55
29,70
PMSVGR
PMSFGR
a
a
a
a
a
2,87
5,24
5,18
2.28
2,54
31,14
9,96
Média
PMSCGR
a
a
a
a
a
19.76
16.61
16,49
18,41
20,68
PMSGRGR
a
a
a
a
a
35.83
35,71
40.16
35,16
34.56
18,39
3,62
a
a
a
a
a
36,88
Em cada coluna, as médias seguidas de pelo menos uma mesma letra não diferem
entre si, pelo teste de Tukey (P>0,05).
A maior capacidade de enchimento de grãos foi verificada no tratamento
NIFV, o qual apresentou tendência de maior índice de colheita (lC), que se
refletiu na produção final de grãos e no peso dei 00 grãos (Quadro 9).
Esses
resultados
HOONGEBOOM
et al.
estão
(1977),
de
acorelo
que
com
verificaram
aqueles
grande
obtidos
por
capacidade
de
recuperação na cultura da soja, após passar por um período de estresse hídrico,
alocando maior quantidade de fotoassimilados para a parte radicular, nos estádios
vegetativo e de florescimento, adquirindo: assim, maior capacidade produtiva.
4.5. Produtividade
e características agronômicas
4.5.1. Resultados e discussão
De acordo com o Quadro 7, a cultura da soja não apresentou variações
significati vas para a característica altura de inserção da primeira vagem (AIV 1).
Os valores encontrados
foram superiores
àquele relatado
no "folder",
apresenta o valor de 14 cm para AIV 1 (SEDIY AMA et aI., 1995).
42
que
Quadro 7 - Valores médios do número de vagens do caule principal (NVGPP),
número de vagens dos ramos (NVGRS) e número de vagens total
por planta (NVGT)
Tratamento
lPTP
NIFV
NIFF
NIFG
NITP
Média
NVGPP
31,35
30,05
24,90
25,35
22,20
NV(jT
NVGRS
a
a
42,19
50.35
39,30
42.60
30,85
a
a
a
a
a
73,54
80.40
64.20
67.95
53,05
a
a
a
41,06
26,77
a
a
a
a
a
67,83
Em cada coluna, as médias seguidas de pelo menos uma mesma letra não diferem
entre si, pelo teste de Tukey (P>O,05).
A altura final das plantas (AFPL) foi igual em termos estatísticos (Quadro
J A), embora tenha havido tendência de menor altura nas plantas estressadas por
todo o período (NITP). Estes resultados,
muito
próximos aos relatados por
SEDIY AMA et aI. (1995), mostraram, também, a mesma tendência de resposta
da cultura aos tratamentos aplicados, observada por HOOGENBOOM
ct al.
(1987).
As distâncias entre os nós não apresentaram
(Quadros 3A, 5A e 7A), o mesmo ocorrendo
diferenças
significati vas
para o número de nós por planta e
por broto (Quadros 9A e J IA). As diferenças encontradas em número de nós, nos
brotos 1 (NNBRI) e 6 (NNBR6), podem ser devido a erros amostrais, lima vez
que os resultados não estão coerentes com os tratamentos hídricos aplicados, nem
com a literatura (MUCHOW et al., 1986).
o
número de brotos emitidos, também, não foi afetado pelos tratamentos
hídricos (Quadro 1A).
Esses resultados tendem a concordar com os encontrados por MUCHOW
et al. (1986), que verificaram
menor número de nós em plantas de soja
estressadas, e com aqueles de HOOGENBOOM
et al. (1987), que observaram
menor altura final de plantas, quando submetidas a estresse hídrico.
43
o
número
final de vagens por planta não foi afetado
pelos tratamentos
alteração
número
hídricos,
significativa
nas diferentes
fases fenológicas.
das
diferenças
conseqüentemente,
grãos observada,
verificou-se
Quadro
observadas
de grãos coincidem
(Quadros
na
nem no
7 e 8). Entretanto,
produção
de
foram significativas
(Quadro
elo número de vagens produzidas
as
vagens
com a ordem de produtividade
em que as diferenças
forte influência
produtividade
Não foi observada
nem no número de vagens e de grãos dos brotos,
de vagens e de grãos do caule principal
tendências
significativamente
e,
final de
9). Assim,
por planta sobre a
final de grãos.
8 - Valores médios de número de grãos do caule principal (NGRPP),
número ele grãos dos ramos (NGRRS) e número de grãos total por
planta (NGRT)
Tratamento
NGRPP
NGRRS
IPTP
Nll ..V
NIFG
NITP
'57.'50 a
5'5.55 a
41.65 a
46.45 a
J<) ,50 a
72,75
91.05
65,RU
75,10
55,30
Média
48.13
72,00
NIFY
N(JRT
a
a
a
130,25 a
146,60 a
107,4) a
121,5) li
lJ4,ROa
a
li
120,13
Em cada coluna, as médias seguidas de pelo menos uma mesma letra não diferem
entre si, pelo teste de Tukey (P>0,05).
o
Os demais
peso de 100 grãos foi afetado significativamente
tratamentos
esta característica
não apresentaram
diferenças
no tratamento
significativas
NITP.
entre si, para
(Quadro 9).
o número
de grãos seguiu a mesma tendência
do número de vagens,
em
todos os tratamentos.
Observou-se
que o NIFV apresentou
maior número
planta (Quadro
7), seguido pelo IPTP. Os tratamentos
menos
por planta.
vagens
A maior causa
44
de vagens
total por
NITP e NIFF produziram
de queda na produção
foi o estresse
Quadro 9 - Valores médios de produtividade de grãos, em toneladas por hectare,
e do peso de 100 grãos, em gramas
Tratamentos
Produti vidade
3,30 ab
IPTP
NIFV
NIFF
NIFG
NITP
3.51 a
2.66 bc
3,12 ab
2,07c
Peso de 100 Grãos
14.77 a
14,23 a
13,50 a
14,08 a
12,19 b
Em cada coluna, as médias seguidas de pelo menos uma mesma letra não
diferem entre SI, pelo teste de Tukey (P>0,05).
hídrico, durante a fase de florescimento, o que confirma os dados relati vos à
grande sensibilidade da cultura, nesta fase, encontrados na literatura (SIONIT e
KRAMER, ] 977). Fatores como alta temperatura (Figura 10), déficit de pressão
de vapor (Figura 16) e baixa precipitação (Figura 13), na fase de florcscimento,
podem ter contribuído para a maior importância desta fase sobre a produtividade
de grãos, no presente ensaio. No período estudado, possivelmente,
a cultura
sofreu grande abortamento de legumes, uma vez que ocorreu grande produção de
flores (Figura 7A). O tratamento NITP foi o mais prejudicado, pelo fato de passar
por um longo período de veranico, como pode ser verificado na Figura 13.
Contrariamente ao observado por ANDRIANI et aI. (199 I), o número de
flores total, emitidas pelos tratamentos, não apresentou diferença significativa
(Figura 8A). A cultura apresentou tendência para emitir mais flores quando
estava sob estresse hídrico, do que quando não estava (Figura 7A).
Ao contrário do efeito causado na fase de florescimento, o estresse hídrico
na fase vegetativa mostrou-se muito benéfico para a cultura da soja. O tratamento
NIFV, que passou por um longo veranico na segunda metade da fase vegetativa,
apresentou o maior índice de colheita (IC) (Figura 5A), talvez por ter tido um
maior alongamento
radicular, que lhe permitiu uma estrutura subterrânea com
maior capacidade de exploração em termos de volume de solo (HUCK et al.,
1983; HOOGENBOOM et a1., 1987).
45
o
estresse
possivelmente
hídrico na fase de enchimento
por este ter sido pequeno, amenizado
chuvas e pela grande plasticidade
e temperatura,
de irrigação
da cultura. Outros fatores externos,
total (MST).
demonstraram
(Figura
(Figura
4A).
novamente
de recuperação
Entretanto,
observou-se
a cultura
de
estava
matéria
mostram
1986; FOROUD,
forte
diminuições,
muito
tendências
inferior
aos tratamentos
de armazenagem
capazes
irregular
o tratamento
sido
NIFV
(Figura
(Figura 2A).
do acumulo
de MST,
] 9). O NITP apresentou
outros
tratamentos.
Estes
com a literatura
(MUCHOW
et aI.,
aplicados
pode ter sido decorrente
de água no solo, que não apresentou
ele ineluzir a níveis severos de estresse
contribuiu
em virtude
os efeitos do estresse
da grande
plasticidade
hídrico. Durante
ao ótimo exigido.
46
da cultura,
da
grandes
na cultura.
para tal situação foi a distribuição
também podem ter auxiliado o satisfatório
sempre próximo
não tenham
pelos tratamentos
ao dos
concordantes
pelo estresse
elo aparato fotossintético.
à diminuição
hídrico
seca
1993).
fator que possivelmente
que, embora
sob estresse
seca
A baixa resposta
grande capacidade
tendência
irrigado,
hídrico
de matéria
influenciado
as diferenças
A MST não foi afetada, significativamente,
amenizado
a falta de complemento
sobre o acumulo
20), embora
Quando
ótima capacidade
resultados
como solo
de efeito do estresse
O índice de área foliar foi altamente
significativas
demonstrou
clara tendência
foliar e, conseqüentemente,
na fase vegetativa
acúmulo
de
nesse período.
sobre a expansão
quando
pela razoável distribuição
podem ter auxiliado a cultura, amenizando
Os resultados
hídrico
de grãos não afetou a cultura,
Outro
de chuvas,
pode
ter
todo o ciclo, as temperaturas
desempenho
da cultura, pois estiveram
4.6. Matéria seca e índice de área foliar
4.6.1. Resultados e discussão
Não foi verificada a ocorrência de diferenças significativas
•
entre os
tratamentos, ao longo do cultivo, para acúmulo de matéria seca e índice de área
foliar (lAF) (Figuras 2A e 4A). Entretanto, perceberam-se acentuadas tendências
de efeito dos tratamentos ao longo do ciclo (Figuras 19 e 20).
A produção de matéria seca e o índice de área foliar, no final da fase
vegetativa, apresentaram tendência para diferenças menores entre os tratamentos,
em relação a outros pontos analisados, em idade mais avançada da cultura. Fatos
como a ocorrência de longo período de nebulosidade e baixas temperaturas, no
início da implantação da cultura, podem ter contribuído para o pequeno acúmulo
de MST, apesar da ocorrência de alta precipitação no final da fase vegetativa.
Também, a pequena quantidade de MS produzida em cada tratamento, decorrente
do curto período com céu limpo, propiciando energia solar para a cultura, pode
ter dificultado a evidência das diferenças entre os tratamentos.
12000
----.-IPTP
10000
.••.....•
8000
(lj
..c
OJ
~
---o:
~
6000
-NIFV
-o-NIFF
--+- NIFG
-I!s-NITP
4000
2000
O
113 188 259 330 557 854 1117 1375
GD
9
15
21 27
45 66
86
106
DAS
Figura 19 - Evolução do acúmulo de matéria seca total (MS) de todos os
tratamentos, ao longo do ciclo da cultura da soja.
47
6
5
---*-IPTP
4
--- NIFV
-o- NIFF
3
-+-- NIFG
I..L.
<{
2
-A-NITP
188
259
330
557
854
1117
1375
66
86
106
GD
15
21
27
45
DAS
Figura 20 - Evolução do índice de área foliar (lAF) de todos os tratamentos, ao
longo do ciclo da cultura da soja.
4.7. Taxas de crescimento
4.7.1. Resultados e discussão
As taxas de crescimento absoluto (TCA) e relativo
(TCR), bem como a
área foliar específica (AFE), não apresentaram diferenças entre os tratamentos
(Quadro 10). Porém, observou-se tendência de aumento nos valores de TCA, em
todos os tratamentos.
A TCR aumentou
até a fase de florescimento,
enquanto
na fase de
enchimento de grãos todos os tratamentos apresentaram diminuição nos valores
de TCR.
A AFE apresentou tendência de declínio à medida que a cultura atingiu
uma idade mais elevada, ou seja, as folhas de todos os tratamentos tenderam a
tornar-se mais finas, com o decorrer do tempo. Assim, as folhas emitidas no
início do ciclo tenderam a ser mais grossas ou a possuir mais massa por unidade
de área.
48
Quadro 10 - Valores de taxa de crescimento absoluto (TCA) (g.mi.dia"), taxa de
crescimento relativo (TCR) (g.gl.dia") e área foliar específica
(AFE) (m2.g-1), nas fases vegetativa, de florescimento e de
enchimento de grãos, para os tratamentos irrigado por todo período
(lPTP), não-irrigado na fase vegetativa (NIFV), não-irrigado na fase
de florescimento (NIFF), não-irrigado na fase de enchimento de
grãos (NIFG) e não-irrigado todo o período (NITP)
Fases
IPTP
NIFV
NIFF
NIFG
NITP
Vcg.
Flor.
EGr.
6,22
16,43
19,38
5,08
13,26
16,66
5,78
16,32
18,37
7,37
17,75
15,26
4,88
13,50
17,36
Veg.
Flor.
EGr.
AFE
Vcg.
Flor.
EGr.
0,07
0,05
0,02
0,07
0,05
0,03
0,07
0,05
0,03
0,08
0,05
0,02
0,06
0,05
0,03
0,03
0,03
0,02
0,04
0,03
0,02
0,04
0,03
0,02
0,04
0,03
0,02
0,03
0,03
0,02
TCA
TeR
Os resultados de TCA, TCR e AFE apontam na direção de que, no
estudo
dessas
precisão,
características,
em condições
devem ser aplicadas
mais controladas,
metodologias
que viabilizem
de maior
resultados
mais
seguros. Talvez, os erros experimentais, decorrentes do tamanho da parcela em
que as amostras eram sorteadas, sejam responsáveis pela grande variação entre as
amostras, o que veio a mascarar o resultado dessas características,
impedindo a
nitidez das diferenças entre os tratamentos.
Outra possível
causa poderia
ser a falta de estresse
hídrico
com
intensidade e, ou, duração suficientes.
4.8. Resumo e conclusões
Foram
estudados
o
crescimento,
a
morfologia,
a
partição
de
fotoassimilados e a produção de matéria seca na soja [Glycine max (L.) Merrill],
BIBLIOTECA
49
OEPTO. ENG. AGIlICOLA
variedade
Capinópolis,
sob estresse hídrico nas diferentes
condições
de campo, em Viçosa - MG.
As amostragens
partição
foram realizadas,
de fotoassimilados
acompanhamento
(lAF).
em
a cada dois dias, para verificação
no início da fase vegetativa,
do acúmulo
As características
fases fenológicas,
da
e a cada sete dias, para
de matéria seca (MS) e do índice de área foliar
morfológicas
de distância entre os nós, número de nós,
número de brotos e número de grãos e vagens, por planta, foram verificadas
uma única amostragern,
no final do ciclo da cultura.
peso de 100 grãos foram estimados
A produtividade
a partir da amostragem
de 10
em
final e o
por unidade
111,
experimental.
A cultura
para
nenhuma
não apresentou
das características
peso de 100 grãos.
hídrico
Entretanto,
na morfologia
no número
mostraram
mudanças
analisadas,
exceto para produção
observou-se
tendência
e grãos por planta,
tendência
de flores tendeu a aumentar
culminando
com tendência
a capacidade
de água, após o período de estresse.
a aumentar
ocorrendo
na produção
de captura de
de
rápida e eficiente
à área foliar, foi menor nos
não diferiu entre os tratamentos,
em que o tratamento
a exportação
não-irrigado
O estresse
cultura,
nessa fase demonstrou
seca total, atribuída
de fotoassimilados
fase de florescimento,
tratamento
bem
estressados.
A partição
tendeu
hídrica,
a atingir uma produtividade
resposta à aplicação
tratamentos
componentes
para as mesmas.
A cultura estressada
de matéria
seca e
hídrica.
grãos mais elevada.
A produção
ao estresse
de matéria
com a deficiência
O cstresse hídrico na fase vegetati va aumentou
da cultura,
de grãos e
de resposta
ou seja, todos estes
a aumentar com a disponibilidade
como a partição de fotoassimilados
recursos
entre os tratamentos,
das plantas, na área foliar, no acumulo
de vagens
A produção
significativas
não-irrigado
de fotossintatos
por todo o período
para as flores,
seguido
pelo
na fase de f1orescimento.
hídrico na fase de florescimento
o inverso na fase vegetativa.
de matéria
exceto na
mostrou-se
à
Nesta fase, apesar da diminuição
seca e área fo liar, a cultura
50
mais prejudicial
mostrou
rendimento
mais
alto, em termos
de produção
de grãos e índice de colheita,
vagens e grãos por planta, além de apresentar
solo,
A variedade
Capinópolis
apresentando,
mesmo
mostrou-se
em
condições
produti vidade final de grãos compatível
mars
um peso de 100 grãos elevado.
resistente
de
à diminuição
grande
falta
com a média nacional.
51
produzindo
de
de água no
água,
uma
5. EFICIÊNCIA
DO USO DA ÁGUA
5.1. Introdução
Por ser um recurso que a cada dia torna-se mais precioso,
sua disponibilidade
mais
para a otimização
voltados
A
agricultura,
aproximadamente
torna-se
ou menos
constante,
a água
doce
em virtude da
exige esforços
de seu uso.
em
geral,
é
responsável
pelo
consumo
80% do total da água utilizada, em todos os aspectos.
imprescindível
quantificar,
o mais precisamente
possível,
de
Portanto,
a quantidade
de água exigida por uma cultura.
Este capítulo apresenta
na cultura
da soja,
os resultados
variedade
da eficiência
Capinópolis.
do uso da água (EUA)
Os resultados
e a discussão
são
apresen tados a seguir.
5.2. Eficiência do uso da água nas fases fenológicas
5.2.1. Resultados
Durante
quantidade
e discussão
todo o período
de água fornecida
de permanência
pela precipitação
52
da cultura
da soja no campo,
pluvial foi 600 mm (Figura
a
13), o
que atende às exigências hídricas dessa cultura, conforme verificado {X)rCAR1TER
e HARTWIG (1962), que encontraram um consumo de água que variava entre 508
e762mm.
Embora, teoricamente, o total de água fornecido para a cultura, durante
todo o ciclo, tenha sido suficiente, esta precipitação foi mal distribuída, ou seja,
o fornecimento
concentrou-se
no período inicial do ciclo da cultura, no qual
cerca de 60% da água de todo o período foi agregada à cultura e os outros 40%
foram, irregularmente, distribuídos no restante do ciclo. Assim, o tratamento nãoirrigado por todo o período (NITP) teve à sua disposição 40% da precipitação do
período para completar
enchimento
seu ciclo, passando pelas fases de florescimento
e
de grãos, que, somadas à parte da fase vegetativa com baixa
precipitação, totalizou um período de 80 dias, aproximadamente.
A precipitação,
por fase de desenvolvimento
variável, correspondendo
florescimento
da cultura, foi altamente
a 403, 86 e 70 rnm, para as fases vegetativa,
e de enchimento de grãos, respectivamente,
de
sendo este total de
água recebido pelo tratamento NITP.
O tratamento que recebeu complemento de precipitação durante todo o
ciclo (IPTP) recebeu em torno de 870 111m,durante todo o período, isto é, um
excesso
de água, em relação à quantidade
produtividade
recebeu
que a cultura exige para uma
de grãos satisfatória. Considerando por fase, o tratamento IPTP
472, 164 e 171 mm nas fases vegetativa,
de f1orescimento
e de
enchimento de grãos, respecti vamente.
Os tratamentos não-irrigado lia fase vegetativa (NIFV), não-irrigado
fase de florescimento
na
(NIFF) e não-irrigado na fase de enchimento de grãos
(NIFG) receberam, durante todo o ciclo, 811, 814 e 748 rnm de água, isto é,
todos receberam
quantidades
excessivas de água, em relação à quantidade
exigida pela cultura da soja. Com a variação da precipitação ao longo da época
de cultivo, esses tratamentos receberam 403, 472 e 472 ITU11,
na fase vegetativa;
176, 100 e 164 111m,na fase de florescirnento;
enchimento de grãos, respectivamente.
53
e 171, 181 e 70 nun, na fase de
Os tratamentos
precipitações
fortes
annazenamento
excesso
irrigados sempre tiveram excesso de água,
e
isoladas,
que
ultrapassaram
do solo. Como o balanço
apareceu
hídrico
caso do NITP, que teve excesso e deficiência
possível
em razão das precipitações
fase vegetativa,
gerando
tal excesso.
fortes, ocorridas
de um excesso
de 352
não apresentaram
fase, tendo apresentado,
ao contrário,
pequeno
excesso,
vegetativo,
sem irrigação,
como no
decorreu
isto foi
no início da
do forte verarnco,
13 e J G).
nesta
hídrica,
mesma
fase.
pois foram
Os
após
demais
irrigados
nessa
um excesso de 371 nun.
com exceção
do NITP, todos os tratamentos
ou seja, 55, 41, 7 e 55 mm, para IPTP, N LFV,
NIFF e NLFG, respectivamente.
tratamentos
esse
de 24 mm na fase vegetativa,
rnrn,
deficiência
Na fase de florescimento,
apresentaram
foi feito diariamente,
isoladamente
A deficiência
NITP e NLFV tiveram uma deficiência
tratamentos
de
durante a fase vegetativa,
durante a segunda metade da fase vegetativa (Figuras
a ocorrência
capacidade
no final do ciclo. Já nos tratamentos
a
em virtude das
Quanto ao excesso,
IPTP e NLFG foi devido à deficiência
a diferença
entre NIFV e os
hídrica acumulada
no período
que foi reposta por irrigação.
O NIFF apresentou
O NITP apresentou
deficiência
deficiência
de 29
de 7 mm, em virtude da falta de irrigação.
111m,
superior à deficiência
ocorrida
durante
a fase vegetati va.
Na
apresentaram
fase
de enchimento
excesso,
de grãos,
correspondendo
somente
os tratamentos
irrigados
a 85 mm, para IPTP e NIFV, e 87
111m,
para NIFF.
As deficiências
52 rnrn. O aumento
aumento
hídricas
crescente
do negativo acumulado
A produção
tratamentos
praticamente,
tratamentos
de matéria
irrigados,
a
na deficiência
por NIFG e NITP foram de 35 e
de NITP, a cada fase, deveu-se
seca (MS)
quantidade.
na fase
Na
fase
de
vegetativa
foi maior
não-irrigados
florescimento,
cerca de 80%. Na fase de enchimento
54
nos
produziram,
todos
a produção de matéria seca em, aproximadamente,
exceto o NIFF, que aumentou
ao
com a escassez de precipitação.
ao passo que os tratamentos
mesma
aumentaram
apresentadas
os
70%,
de grãos,
NIFG e NITP não tiveram, praticamente, variação na MS, em relação ao período
anterior, ao passo que o NIFV aumentou em cerca de 80% seu peso de MS, tendo
o IPTP aumentado apenas 15% e NIFF, 30% (Quadro 11).
Quadro 11 - Matéria seca (MS) produzida pela cultura da soja nas diferentes
fases fenológicas e de produção de grãos (ciclo total, Gr.), nos
tratamentos irrigado por todo o período (lPTP), não-irrigado na
fase vegetativa (NIFV), não-irrigado na fase de florescimento
(NIFF), não-irrigado na fase de enchimento de ?rãos (NIFG) e nãoirrigado por todo o período (NITP) (g* 106*ha- )
Datas
Fase
IPTP
NIFV
NIFF
NIFG
NITP
29/01
19/02
23/03
01/04
Veg.
Flor.
EGr.
Gr.
2,03
3,45
4,02
2,95
1,67
2,78
5,14
3,14
1,88
3,43
4,43
2,38
2.33
3,73
3,80
2,79
1.67
2,83
2.73
1,85
A cultura apresentou menor produção de matéria seca de grãos (peso da
produtividade menos 10,5% de umidade dos grãos) nos tratamentos que sofreram
estresse hídrico durante a fase de floração, ou seja, NIFF e NITP.
A eficiência de uso da água (EUA) na cultura da soja (valores do Quadro
11 divididos pelos valores do Quadro 12) variou entre os tratamentos e entre as
fases fenológicas. Na fase vegetativa, não foram observadas grandes mudanças
entre os tratamentos, ficando o NIFG com a maior eficiência no uso da água.
Essa ausência de diferença pode ser devido à pouca diferença em área foliar entre
os tratamentos (Figura 21), que não permitiu aos tratamentos irrigados perderem
água de forma excessiva, ao passo que os tratamentos estressados, possivelmente
pelo alto déficit de pressão de vapor (Figura 22), foram forçados a diminuir a
abertura estomatal e, assim, aumentar a eficiência no uso da água (TAIZ e
ZEIGER, 1991).
Na fase de florescimento, as plantas dos tratamentos estressados fizeram
melhor uso da água que as dos tratamentos irrigados. O NIFF e o NITP tiveram,
55
Quadro 12 - Água agregada (irrigação mais precipitação) à cultura da soja nas
diferentes fases fenológicas e por todo o período, nos tratamentos
irrigado por todo o período (lPTP), não-irrigado na fase vegetativa
(NIFV), não-irrigado na fase de florescimento (NIFF), não-irrigado
na fase de enchimento de grãos (NIFG) e não-irrigado por todo o
período (NITP) (kg * l06*ha-l)
"
Datas
29/01
19/02
23/03
01/04
Fase
Veg.
Flor.
EGr.
Gr.
IPTP
NIFV
NIFF
NIFG
NITP
4,72
1,64
1,71
8,68
4,03
1.76
1,7 I
8,11
4,72
1,00
1,81
8,14
4,72
1,64
0,70
7,48
4,03
1.00
0,70
6,02
Quadro 13 - Eficiência do uso da água (EUA) para os tratamentos IPTP, NIFV,
NIFF, NIFG e NITP, nas fases fenológicas vegetativa, de florescimento, de enchimento de grãos e de produção de grãos (g de MS/kg
de água)
Datas
Fase
IPTP
NIFV
NIFF
NIFG
NITP
29/01
19/02
23/03
01/04
Veg.
Flor.
EGr.
Or.
0,43
2,10
2,35
0,34
0,41
1,58
3,00
0,39
0,40
3,43
2,44
0,29
0,49
2,27
5,43
0,37
0.41
2,83
3,90
0,31
56
-
---
-------
60
50
E
.s
Cll
·0
c
·0
40
30
DIPTP
1
DNIFV
2
.NIFF
3
EDNIFG
4
IINITP
5
~
o
5
5
.(])
"
5
20
il
10
O
Veg.
Flor.
EGr.
Fases
Figura 21 - Gráfico do excesso de água em cada fase, nos tratamentos irrigado
por todo o período (IPTP), não-irrigado na fase vegetativa (NIFV),
não-irrigado na fase de florescimento (NIFF), não-irrigado na fase
de enchimento de grãos (NIFG) e não-irrigado por todo o período
(NITP).
60
50
E
.s
40
Cll
·ü
c
·0
30
DIPTP
1
DNIFV
2
.NIFF
3
IiINIFG
4
5
ImIINITP 5
5
.(])
:;:::
(])
o
20
10
O
Flor.
Veg.
EGr.
Fases
Figura 22 - Gráfico da deficiência de água em cada fase, nos tratamentos irrigado
por todo o período (IPTP), não-irrigado na fase vegetativa (NIFV),
não-irrigado na fase de florescimento (NIFF), não-irrigado na fase de
enchimento de grãos (NIFG) e não-irrigado por todo o período
(NITP).
57
praticamente,
a mesma
rendimentos
mais próximos
menor
rendimento
dessa
vegetati va e durante
vapor (Figura
(Figura
(Figura
irrigadas.
Os
fase.
A alta demanda
a fase de florescimento,
as plantas
Possivelmente,
expressa
excessiva
área foliar,
o que favorecia
foliar,
prejudicando
a absorção de CO2 e a EUA (TAIZ e ZEIGER,
Na fase de enchimento
um
fechamento
de grãos,
estresse
nas plantas
o tratamento
a ocorrência
temperatura
novamente,
a sofrer
ao passo que tal fato também
a
NIFV
de grande
implicava
estomatal
muito
forte
1991).
tiveram,
uma melhor EUA. Essa fase teve um déficit
de pressão
de vapor,
Mesmo assim, a ocorrência
agravaram
a situação
de muitos veranicos
de disponibilidade
hídrica,
no solo,
para NITP (Figuras de 2 a 6). Embora a pressão de vapor real apresentasse
(Figura
14), a pressão de saturação
muito,
principalmente
déficit
de pressão
de vapor fosse elevado.
déficit
de pressão
de vapor apresentou
plantas estressadas
eficientes
sombreamento
estomatal
quase
nos períodos
no uso
da água,
do vapor d' água (Figura
de maior temperatura,
possivelmente
em relação ao NITP, podendo,
que não prejudicou
tenha aumentado
florescimento,
variações,
a EUA.
mostrando
ao crescimento
foliar,
a assimilação
com que o
Na fase de enchimento
estomatal.
pouca
15) variou
fazendo
níveis que, possivelmente,
a um maior fechamento
não apresentou
diminuições
e
estressados
ao longo do período
mais
alta
os tratamentos
bem como menor temperatura.
variação
de
9) e à alta temperatura
a uma transpiração
de pouca
da fase
no déficit de pressão
não-irrigados
de água por evaporação,
levando
evaporati va no final
dos tratamentos
por dispor
tiveram
NIFV, que ficou com o
(Figura
23) e, possivelmente,
e NIFG
IPTP
à alta insolação
tinha também pouco auto-sombreamento,
perda
tratamentos
entre si que o tratamento
16) e associada
10), levou
hídrico
eficiência.
de grãos,
forçaram
por
causa
do maior
auto-
um fechamento
de CO2 no NIFG. O tratamento
O NIFV apresentou
as
As plantas do NIFG foram
assim, ter ocorrido
em relação
o
à fase de florescimento,
um pico em relação
IPTP
embora
à fase de
um aumento de 90%, que também poderia ser atribuído
principalmente
em termos
de expansão,
de perda de água por evaporação do solo. Este aumento
que o do NIFG, que aumentou
que
levou
só foi menor
mais de 100 %. O NIFF teve uma queda na EUA
58
a
2,0
.
1,8
1,6
;::
1,4
nl
a..
1,2
~
O
1,0
...!,...
r-.
a..
I
ii
0,8
0,6
.õ-:
Flor.
0,4
EGr.
Veg.
0,2
0,0 +----f----+----I----+---+------1------I
40
30
50
60
70
80
90
100
DAE
Figura 23 - Potencial osmótico (PO) dos tratamentos irrigados (Irr) e nãoirrigados (nlrr) nas fases fenológicas vegetativa, de florescimento e
de enchimento de grãos.
em relação à fase anterior, em virtude, talvez, de danos causados no período em
que foi estressado na fase de florescimento.
Para
praticamente,
tratamentos
produção
de
grãos,
não mostraram
NIFF
os
tratamentos
diferenças
e NITP apresentaram
IPTP,
significativas,
eficiência,
NIFV
ao passo
também
e
NIFG,
que
os
sem grandes
diferenças entre si. O grande destaque é o fato de NITP e NIFF apresentarem
uma EUA muito menor que a dos demais, o que, possivelmente, foi devido ao
estresse que eles sofreram durante o período de florescimento.
Durante os períodos em que a cultura esteve sob estresse, houve tendência
para maior EUA, em virtude, talvez, de um controle estomatal melhor que aquele
ocorrido quando a planta estava não-estressada. Aparentemente, quando irrigada
e em condições de elevada temperatura e déficit de pressão de vapor, a cultura da
soja apresenta maior descontrole estomatal.
Na fase reprodutiva, embora as culturas, geralmente, apresentem tendência
a ter uma EUA maior que a da fase vegetativa, a cultura da soja, variedade
59
Capinópolis,
apresentou resultados de alta eficiência no uso da água na fase
reprodutiva,
chegando,
BONGIORNO
até mesmo,
a superar
os resultados
obtidos
por
e NAVARRO DUJMOVICH, (1997), para a cultura do milho,
cujo estudo teve objetivos semelhantes.
5.3. Resumo e conclusões
A eficiência de utilização da água (EU A) na cultura da soja [Glycine max
(L.) Merrill], variedade Capinópolis, submetida a estresse hídrico em diferentes
fases fenológicas,
em condições
de campo, foi estudada
em Viçosa-MG.
Procurou-se verificar a EUA, em cada fase fenológica e para a produtividade de
grãos.
Os cálculos da EUA foram efetuados ao dividir o peso acumulado da MS
em cada fase e a matéria seca final de grãos pela quantidade de água agregada à
cultura, por precipitação e irrigação, durante o período considerado.
A cultura da soja, variedade Capinópolis, mostrou variações ao longo do
ciclo, e entre os tratamentos, em relação à EUA. Entretanto, quando estressada,
ela apresentou tendências a ter uma EUA maior, ou seja, exigiu menos água por
grama de matéria seca produzida.
Quando irrigada por todo o período,
as
variações entre as fases fenológicas foram menores, embora a EU A na fase
reprodutiva tenha sido maior que a da fase vegetativa.
Quanto à produção de grãos, a EUA não variou para as condições de
estresse hídrico na fase vegetati va e na fase de enchimento de grãos e quando os
tratamentos foram irrigados por todo o período. Entretanto, os tratamentos que
sofreram estresse durante a fase de florescimento, ou seja, o não-irrigado por
todo o período e o não-irrigado na fase de florescimento, tiveram grande queda
na EUA, para a produtividade de grãos.
A cultura da soja, variedade Capinópolis, teve a EU A, para produção de
matéria seca, aumentada quando sob estresse hídrico, e para a produção de grãos
teve a EU A diminuída, quando estressada na fase de florescimento e por todo o
período.
60
6. RESUMO E CONCLUSÕES
A cultura da soja [Glycine max (L.) Merrill], variedade Capinópolis,
quando
sob estresse
hídrico na fase vegetati va, mostrou forte tendência
a
diminuir a área foliar e o acúmulo de matéria seca total, bem como obter uma
morfologia menor.
A partição de fotoassimilados não foi alterada pelo estresse hídrico, na
fase vegetati va, embora tenha mostrado uma leve tendência
a alocar mais
assimilados para as folhas. Na fase de florescimento, observou-se forte int1uência
do estresse hídrico sobre a partição de fotoassimilados para flores. As plantas
estressadas mostraram tendência a alocar mais assimilados para a estrutura floral.
O número de flores, também, foi aumentado em plantas estressadas. Na fase de
enchimento
de grãos, a partição de fotoassimilados
não apresentou
variações
significativas entre os tratamentos.
O uso eficiente da água não foi afetado pelo estresse hídrico, na fase
vegetati va. O uso eficiente da água na fase de florescimento foi maior para os
tratamentos
estressados em relação aos irrigados. Na fase de enchimento
de
grãos, a cultura mostrou tendência a elevar o uso eficiente da água.
Para a produtividade final de grãos, a cultura mostrou sensibilidade ao
estresse hídrico. O tratamento não-irrigado por todo o período teve uma queda de
aproximadamente
40% no rendimento de grãos, em relação ao irrigado por todo
61
o período. Este foi seguido pelo tratamento
que teve uma queda de aproximadamente
mais sensível
na fase de florescirnento,
20%, ou seja, a cultura
à falta de água no período de tlorescimento,
com o estresse hídrico na fase vegetativa,
A cultura
tratamento
não-irrigado
da soja
estressado,
respondeu
que elevou a produtividade
bem
uma produtividade
62
ocorrendo
à falta
de água,
mostrou-se
o contrário
de grãos.
atingindo,
de grãos em torno da média nacional.
no
REFERÊNCIAS
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68
APÊNDICE
I.
APÊNDICE
Quadro IA - Valores médios de altura de inserção da primeira vagem (AIVl),
altura final de plantas (AFPL) e número de ramos por planta
(NUMRS)
Tratamento
AIVl
IPTP
NIFV
NIFF
NIFG
NITP
18,17
17,85
17,27
18,87
17,70
Média
AFPL
a
a
a
a
a
85,08
84,02
82,58
83,32
75,82
17,97
NUMRS
a
a
a
a
a
6,60a
7,65 a
7,55 a
6,35 a
6,70 a
82,16
6,97
Em cada coluna, as médias seguidas de pelo menos uma mesma letra não diferem entre si, pelo teste de
Tukey (P>O,05).
Quadro 2A - Resumo da análise de variância dos dados de altura de inserção da
primeira vagem (AIVl), altura final de plantas (AFPL) e número de
ramos por planta (NUMRS)
Quadrados Médios
FV
GL
AIVl
Blocos
Tratamentos
Resíduo
CV(%)
1
4
4
AFPL
7,9924
0,7082 ns
1,3831
NUMRS
65,3825
26,8258 os
29,9477
6,55
0,1210
0,6965 ns
1.6085
6,32
18.20
ns - Não-significativo.
70
.-
__
_ ... _--_ ..
....
__
.._ .... _---
Quadro 3A - Valores médios de distância entre os nós do caule principal
(DNCP), distância entre os nós do grupo de nós de 1 a 6 (DN 16),
distância entre os nós do grupo de nós de 6 a 11 (DN611) e
distância entre os nós do grupo de nós de 11 a 15 (DNl115)
Tratamento
DNCP
DN16
DN611
IPTP
NIFV
NIFF
NIFG
NITP
5.23
5.09
5.22
5,02
4,79
3,37
3,09
2.95
3,00
3,36
5,38
5,26
5.15
5.10
5,20
a
a
a
a
a
5,07
Média
a
a
a
a
a
3,15
a
a
a
a
a
5,22
DNl1l5
7.53
7.68
7.58
7,68
7,55
a
a
a
a
a
7,60
Em cada coluna, as médias seguidas de pelo menos uma mesma letra não diferem entre si, pelo teste de
Tukey (P>0,05).
Quadro 4A - Resumo da análise de variância dos dados de distância entre os nós
do caule principal (DNCP), distância entre os nós do grupo de nós
de 1 a 6 (DN16), distância entre os nós do grupo de nós de 6 a 11
(DN611) e distância entre os nós do grupo de nós de li a 15
(DNl115)
FV
GL
Quadrados Médios
DNCP
Blocos
Tratamentos
Resíduo
1
4
4
CV (%)
l1S -
0,4058
0,6342.10-1 ns
0,5952.10-1
4,81
DN16
0,2025.10-1
07823.10-1 ns
0,1795.10-1
4,25
Não-signiflcati vo.
71
-----------
DN611
0.1225.10-1
0,2321.10-1 ns
0.5965.1S-1
4,68
DN 1115
0.1823
0.9635.10-2 ns
0,1788_10-1
Quadro 5A - Valores médios de distância entre os nós do ramo I (DNRl),
distância entre os nós do ramo 2 (DNR2), distância entre os nós
do ramo 3 (DNR3) e distância entre os nós do ramo 4 (DNR4)
Tratamento
DNRI
DNR2
DNR3
DNR4
IPTP
NIFV
NIFF
NIFG
NITP
8,77
8,80
8,62
8,96
8,20
8,52
8,66
8,81
8,54
7,95
8,38
8,45
8,37
8,58
8,15
7,61
7,69
7,59
7,65
7,32
Média
a
a
a
a
a
a
a
a
a
a
8,50
8,67
a
a
a
a
a
8,39
a
a
a
a
a
7,57
Em cada coluna, as médias seguidas de pelo menos uma mesma letra não diferem entre si, pelo
teste de Tukey (P>O,05).
Quadro 6A - Resumo da análise de variância dos dados de distância entre os nós
do ramo 1 (DNRl), distância entre os nós do 'ramo 2 (DNR2),
distância entre os nós do ramo 3 (DNR3) e distância entre os nós do
ramo 4 (DNR4)
Quadrados Médios
FV
Blocos
Tratamentos
Resíduo
GL
I
4
4
CV(%)
DNRI
DNR2
0,9999.10-5
0,1655 ns
0,1331
2,1623
0,2119 ns
0,5087.10.1
9,6432
0,4886.1O-lns
0,3940.10-2
7,5516
0,4256.10-1 ns
0,9560.10"2
4,21
2,66
0,75
1,29
ns - Não-significativo.
1'-
72
DNR3
DNR4
Quadro 7A - Valores médios de distância entre os nós do ramo 5 (DNR5),
distância entre os nós do ramo 6 (DNR6), distância entre os nós do
ramo 7 (DNR7) e distância entre os nós do ramo 8 (DNR8)
Tratamentos
lPTP
NIFV
NIFF
NIFG
NITP
Média
DNR5
DNR6
DNR7
DNR8
6,77
6,90
6,77
6,83
6,68
5,55
5,64
5,64
6,27
5,32
5,09
5,28
5,04
4,96
4,75
6,26
4,77
6,20
6,23
5,90
a
a
a
a
a
6,79
a
a
a
a
a
5,68
a
a
a
a
a
5,02
a
a
a
a
a
5,87
Em cada coluna, as médias seguidas de pelo menos uma mesma letra não diferem entre si, pelo teste de
Tukey (P>O,05).
Quadro 8A - Resumo da análise de variância dos dados de distância entre os nós
do ramo 5 (DNR5), distância entre os nós do 'ramo 6 (DNR6),
distância entre os nós do ramo 7 (DNR7) e distância entre os nós do
ramo 8 (DNR8)
Quadrados Médios
FV
GL
DNR5
Blocos
Tratamentos
Resíduo
I
4
4
CV(%)
2,0521
0,1332.10'1 ns
0,8165.10'2
1,33
DNR6
20,6756
0,2518 ns
0,4572.10'1
3,76
ns - Não-significativo .
••
73
DNR7
0,5476
0,7426.10'1 ns
0,1948.10'1
2,78
DNR8
13,6890
0,7973 ns
0,2968
9,28
Quadro 9A - Valores médios de número de nós do caule principal (NNCP),
número de nós do ramo 1 (NNRl), número de nós do ramo 2
(NNR2) e número de nós do ramo 3 (NNR3)
Tratamentos
NNCP
IPTP
NIFV
NIFF
NIFG
NITP
15,00
14,75
15,25
15,05
14,75
Média
14,96
a
a
a
a
a
NNRl
NNR2
6,70
7,25
6,25
5,90
6,70
6,10
6,60
6,23
6,20
5,95
ab
a
ab
b
ab
6,56
6,22
NNR3
5,30
5,65
5,35
5,11
5,50
5,44
Em cada coluna, as médias seguidas de pelo menos uma mesma letra não diferem entre si, pelo
teste de Tukey (P>0,05).
Quadro 10A - Resumo da análise de variância dos dados de número de nós do
caule principal (NNCP), número de nós do ramo 1 (NNRI),
número de nós do ramo 2 (NNR2) e número de nós do ramo 3
(NNR3)
Quadrados Médios
FV
Blocos
Tratamentos
Resíduo
CV(%)
GL
1
4
4
NNCP
NNRl
0,3600.10-1
0,9100.10-1 ns
3,6599.10-1
0,1440
0,5235 *
0,5150.10-1
1,72
3,46
* Significativo a 5% de probabilidade.
ns Não-significati vo.
••
74
NNR2
3,7823
0,1160 ns
0,3600.10-1
3,05
NNR3
6,5934
0,38 14. lO-lns
0,6044.10-1
4,52
Quadro lIA - Valores médios de número de nós do ramo 4 (NNR4), número de
nós do ramo 5 (NNR5), número de nós do ramo 6 (NNR6) e
número de nós do ramo 7 (NNR7)
Tratamentos
NNR4
NNR5
NNR6
NNR7
IPTP
NIFV
NIFF
NIFG
NITP
3,35
3,00
3,40
3,43
3,43
2,25
2,05
2,45
2,14
2,07
1,44
I, II
1,47
1,37
1,20
r. II
Média
3,32
2,19
a
a
1,10 a
l,ll a
1,12 a
1,00 a
b
a
ab
ab
1,32
1,09
Em cada coluna, as médias seguidas de pelo menos uma mesma letra não diferem entre si, pelo
teste de Tukey (P>O,05).
Quadro 12A - Resumo da análise de variância dos dados de número de nós do
ramo 4 (NNR4), número de nós do ramo 5 (NNR5), número de
nós do ramo 6 (NNR6) e número de nós do ramo 7 (NNR7)
Quadrados Médios
FV
GL
NNR4
Blocos
Tratamentos
Resíduo
CV(%)
1
4
4
8,0640
0,6694.10-1 ns
0,3214.10-1
NNR5
3,6361
0,5356.10-1 ns
0,6739_10-2
5,39
3,75
:1< Significativo
a 5% de probabilidade.
ns Não-significativo.
..
75
NNR6
0,3481.10·[
0,4863.10-1
0,3684.10-2
4,62
NNR7
:1<
0,02304.10-1
0,4940_10-2ns
0,1854.10-1
12,52
Quadro 13A - Resumo da análise de variância dos dados de número de vagens do
caule principal (NVGPP), número de vagens dos ramos (NVGRS)
e número de vagens total por planta (NVGT)
Quadrados Médios
FV
GL
~
NVGPP
I
4
4
Blocos
Tratamentos
Resíduo
CV(%)
NVGRS
NVGT
55,2250
29,0665 ns
24,1925
45,1988
98,6503 ns
69,3785
200,3458
211,1140ns
133,0486
18,37
20,29
17,01
ns Não-significativo.
Quadro 14A - Resumo da análise de variância dos dados de número de grãos do
caule principal (NGRPP), número de grãos dos ramos (NGRRS) e
número de. grãos total por planta (NGRT)
Quadrados Médios
FV
GL
NGRPP
Blocos
Tratamentos
Resíduo
CV(%)
1
4
4
NGRRS
214,3690
131,0715 ns
65,1315
216,2249
345,2299 ns
213,4285
16,77
20,29
NGRT
861,1841
803,7542 ns
393,7388
16,52
ns - Não-significativo.
~
o,
76
BIBLIOTECA
DEPlO. ENG. AOIlCOI.A
Quadro 15A - Resumo da análise de variância dos dados de partição de matéria
seca para raiz na fase vegetativa (PMSRVG), partição de matéria
seca para caule na fase vegetativa (PMSCVG) e partição de
matéria seca para folhas na fase vegetativa (PMSFVG)
Quadrados Médios
FV
GL
PMSRVG
Blocos
Tratamentos
Resíduo
PMSCVG
21,6891
2,3981 ns
7,9622
1
4
4
CV(%)
PMSFVG
32,0886
2,0696 ns
5,9774
15,86
1,0151
1.9315 ns
2.5291
4,15
5,58
ns - Não-significativo.
Quadro 16A - Resumo da análise de variância dos dados de partição de matéria
seca para .raiz na fase de florescimento (PMSRFR), partição de
matéria seca para caule na fase de florescimento (PMSCFR),
partição de matéria seca para folhas na fase de florescimento
(PMSFFR), partição de' matéria seca para flores na fase de
florescimento (PMSFRFR) e partição de matéria seca para vagens
na fase de florescimento (PMSVFR)
Quadrados Médios
FV
~.
Blocos
Tratamentos
Resíduo
GL
I
4
4
CV(%)
PMSCFR
PMSFFR
7,0122
1,3600 ns
5,1601
7,1995
11,1622 ns
3,8853
4,0142
2,4372ns
3,4891
0,5080
0,3475 ns
0,03546
7,1887
0,2003 ns
2,9968
5,95
38,21
76,16
18,07
3,78
ns - Não-significativo.
77
PMSFRFR
PMSVFR
PMSRFR
Quadro 17A - Resumo da análise de variância dos dados de partição de matéria
seca para raiz na fase de enchimento de grãos (PMSRGR),
partição de matéria seca para caule na fase de enchimento de
grãos (PMSCGR), partição de matéria seca para folhas na fase de
enchimento de grãos (PMSFGR), partição de matéria seca para
flores na fase de enchimento de grãos (PMSFRGR) e partição de
matéria seca para vagens na fase de enchimento de grãos
(PMSVGR)
Quadrados Médios
FV
Blocos
Tratamentos
Resíduos
GL
1
4
4
CV(%)
PMSRGR
PMSCGR
PMSFGR
PMSV(;R
PMSGRGR
0,1148
6,2969 ns
2,7694
12,6536
5,2373 ns
2,5953
4,0450
4,2976 ns
4,7370
5,5126
6,96601lS
1,5724
57,4178
11,7580 ns
12,2416
16,70
5,17
6,82
9,48
60,07
ns - Não-significati vo.
78
Quadro 18 A - Resumo da análise de variância e da regressão dos dados de
matéria seca total
FV
Blocos
Tratamentos
Resíduo-A
GL
1
4
4
288,8558
72,1136ns
148,8211
10
2
8
TxGD
40
17,3086 ns
GDIIPTP
Devido à regressão
Independente
10
2
8
442,1498 **
2.149,1020 **
15,4118 ns
GD/NIFV
Devido à regressão
Independente
10
2
8
472,5283 **
2.267,5760 **
23,7664 ns
GD/NIFF
Devido à regressão
Independente
10
2
8
464,7702 **
2.196,5800 **
31,8178 ns
GD/NIFG
Devido à regressão
Independente
10
2
8
495,7870 **
2.421,2540 **
14,4202 ns
GD/NITP
Devido à regressão
Independente
10
2
8
341,3667 **
1.545,5104 **
40,3308 ns
50
**
Significativo a 1% de probabilidade.
* Significativo a 5% de probabilidade.
ns Não-significativo.
79
2.147,3680
10.476,1200
65,1800
**
*'"
*
GD
Devido à regressão
Independente
Resíduo-B
CV parcela (%)
CV subparcela (%)
~.
QM
24,0333
52,99
21,30
Quadro 19A - Valores médios de matéria seca total
Tratamentos
GO
IPTP
NIFV
NIFF
NIFG
NITP
Média
463,3
556,8
658,5
752,6
853,6
946,1
1041,1
1117,3
1198,9
1282,9
1374,6
2,79
5,28
9,31
18,26
21,97
25,13
32,63
36,35
43,18
48,26
43,58
1,87
3,59
7,65
12,37
18,96
20,42
21,83
37,27
39,60
38,85
43,98
2,32
4,81
8,64
16,31
16,60
24,35
20,48
26,15
41,02
44,52
44,65
2,40
4,15
10,70
12,94
18,88
27,79
28,33
30,53
41,99
45,11
45,20
3,18
4,36
7,68
14,61
16,49
20,68
17,86
29,37
38,43
39,53
33,21
2,51
4,44
8,80
14,90
18,58
23,67
24,23
31.93
40,84
43,25
42,12
Média
26,07 A
22,40 A
22,71 A
24,36 A
20,49 A
23,21
Na linha, as médias seguidas de pelo menos uma letra não diferem entre si, pelo teste de Tukey
(P>O,05).
80
l-
I
Quadro 20A - Resumo da análise de variância e da regressão dos dados de índice
de área foliar (IAF)
FY
~,
GL
QM
1
4
4
10,6648
5,3618ns
2,1915
GD
Devido à regressão
Independente
11
2
9
20,3281 **
101,7065 **
2,2440 ns
TxGD
44
0,6091 ns
GD/IPTP
Devido à regressão
Independente
(lI)
2
9
6,2835 **
31,0094 **
0,7888 ns
GD/NIFY
Devido à regressão
Independente
(lI)
2
9
4,2501 **
18,9592 **
0,9814 ns
GD/NIFF
(lI)
2
9
4,1323 **
17,8990 **
1,0730 ns
GD/NIFG
Devido à regressão
Independente
(11)
9
5,6658 **
27,7932 **
0,7486 ns
GD/NITP
(lI)
2
9
2,4327 **
11,2802 **
0,4666 ns
Blocos
Tratamentos
Resíduo-A
Devido à regressão
Independente
Devido à regressão
Independente
Resíduo-B
2
55
CY parcela (%)
CY subparcela (%)
0,8816
50,06
31,75
**
Significativo a 1% de probabilidade.
ns Não-significativo.
81
Quadro 21A - Valores médios de IAF
Média
Tratamentos
GD
"
IPTP
NIFV
NIFF
NIFG
NITP
463,3
556,8
658,5
752,6
853,6
946,1
1041,1
1117,3
1198,9
1282,9
1374,6
1468,2
0,73
1,38
2,35
5,16
4,97
4,84
5,53
4,36
4,18
3,34
3,18
0,49
0,84
1,11
1,58
2,94
4,08
4,19
3,82
4,77
3,68
2,66
3,44
0,45
1,09
1,46
2,07
4,85
4,33
4,89
3,95
4,02
4,37
3,98
4,01
1,32
1,07
1,22
2,56
3,21
4,53
5,59
4,01
4,91
3,75
3,26
2,10
0,02
1,13
1,39
1,65
2,68
3,24
3,56
2,61
3,42
3,48
2,09
1,39
0,16
0,97
1,31
2,04
3,77
4,23
4,61
3,98
4,30
3,89
3,07
2,82
0,49
Média
3,38 A
2,80 A
3,36 A
3,02 A
2,23 A
2,96
Na linha, as médias seguidas de pelo menos uma letra não diferem entre si, pelo teste de Tukey
(P>0,05).
Quadro 22A - Resumo da análise de variância e da regressão dos dados da produtividade de grãos, em toneladas por hectare e do peso de 100
grãos, em gramas
FV
Blocos
Tratamentos
Resíduo
Quadrados Médios
GL
1
5
5
Produção
Peso de 100 Grãos
7,4303
6,5481
0,5896
45,1450
19,3248
2,1471
CV(%)
** Significativo
26,21
a 1% de probabilidade.
82
**
10,66
**
Quadro 23A - Resumo da análise de vanancia e da regressão dos dados de
evolução do índice de colheita (IC)
FV
QM
1
4
4
130,0891
46,5151 ns
89,3802
GD
Devido à regressão
Independente
(6)
2
4
2.711,6360 **
8.120,1860 **
7,3610 ns
TxGD
24
Blocos
Tratamentos
Resíduo-A
,:,
GL
19,9819 ns
GDIIPTP
Devido à regressão
Independente
(6)
2
4
621,5426 **
1.828,5882 **
18,0198 ns
GD/NIFV
Devido à regressão
Independente
(6)
2
4
685,4012 **
1.988,9080 **
33,6478 ns
GD/NIFF
Devido à regressão
Independente
(6)
2
4
534,9303 **
1.573,8844 **
15,4532 ns
GD/NIFG
Devido à regressão
Independente
(6)
2
4
537,0957 **
1.590,3398 **
10,4736 ns
GD/NITP
Devido à regressão
Independente
(6)
2
4
412,5939 **
1.229,5744 **
4,1036 ns
30
13,1470
48,99
18,79
Resíduo-B
CV parcela (%)
CV subparcela (%)
**
Significativo a 1% de probabilidade.
ns Não-significativo.
83
Quadro 24A - Valores médios de IC
Tratamentos
GO
..
IPTP
NIFV
NIFF
NIFG
NITP
Média
104 I. 1
1117,3
1198,9
1282,9
1374,6
1468,2
1500,0
0,97
4,99
9,24
13,13
24,84
35,83
48,99
0,78
8,87
12,87
13,18
26,06
40,49
51.96
0,40
1.49
7,75
17,18
22,99
40,16
38,38
0,26
1,19
11,09
19,17
25,70
35,24
42,92
0,25
2,46
7,77
16,13
23,51
34,31
34,83
0,53
3,80
9,74
15,76
24,62
37,21
43,42
Média
19,71 A
22,03 A
18,34 A
19,37 A
17,04 A
19,30
Na linha, as médias seguidas de pelo menos uma letra não diferem entre si, pelo teste de Tukey
(P>0,05).
84
Quadro 25A - Resumo da análise de vanancia e da regressão dos dados de
número de flores (NUMFLOR)
GL
FY
Blocos
Tratamentos
Resíduo-A
I
4
4
Época
Devido à regressão
Independente
8
2
6
32
TxE
QM
851,3137
795,8951 ns
1.422,1130
62.826,9308
243.276,0000
2.677,2410
**
**
**
54,3961 ns
Devido à regressão
Independente
(8)
2
6
11.946,6910
46.057,2400
576,5080
**
**
**
ElNIFV
Devido à regressão
Independente
(8)
2
6
11.984,7656
46.232,6400
568,8074
**
**
**
E/NIFF
Devido à regressão
Independente
(8)
2
6
12.971,5344
50.085,6400
600,1658
**
**
**
E/NIFG
Devido à regressão
Independente
(8)
2
6
1l.066,6690
43.153,8200
370,9520
**
**
**
E/NITP
Devido à regressão
Independente
(8)
2
6
15.074,8499
58.500,9000
599,4998
**
**
**
40
96,1917
ElIPTP
Resíduo-B
27,72
CY parcela (%)
7,21
CY subparcela (%)
** Significativo a 1% de probabilidade.
os Não-significativo .
...•
85
-----------------
-------------
Quadro 26A - Valores médios de NUMFLOR
Época
53
55
58
60
62
65
67
70
72
74
78
80
82
84
87
90
93
96
99
Média
Média
Tratamentos
IPTP
NIFV
NIFF
NIFG
NITP
15,9
37,7
61.7
127,7
168,7
187,2
196,6
206,8
211,8
213,9
216,9
216,9
218,0
218,0
218,0
218,0
218,0
218,0
218,0
13,3
33,2
58,1
119,2
\64,1
181,5
195,9
204,3
207,4
208,7
208,8
208,9
209,0
209,0
209,0
209,0
209,0
209,0
209,0
15,6
36,6
62,3
128,9
172,4
189.7
204,1
215,4
219,2
222,3
222,7
222,7
222,7
223,0
223,0
223,0
223,0
223,0
223,0
17,2
37,2
62,9
116,4
155,1
175,5
193,4
202,9
208,8
2 11,5
2 11,6
211,6
211,6
211,6
211,6
211,6
211,6
211,6
211,6
12,1
38,0
68,0
131,6
182,1
205,3
218,3
229,4
232,1
235,7
236,5
236,9
237,0
237,0
237,0
237,0
237,0
237,0
237,0
14,82
36,54
62,60
124,76
168,48
187,84
201,66
211,76
215,86
218,42
219,30
210,40
219,66
219,72
219,72
219.72
219,72
219,72
219,72
178,31 A
171,92 A
182,77 A
172,91 A
193,95 A
179,97
Na linha, as médias seguidas de pelo menos uma letra não diferem entre si, pelo teste de Tukey
(P>0,05).
86
Quadro 27 A - Tabela de DAE (dia após a emergência), DAS (dia após a semeadura), data, temperatura, GD (graus-dia) e fases da cultura durante
o ciclo cultivo
DAE
DAS
DATA
Tméd.
O
8
1
2
3
4
9
22,4
21,8
20,0
21,2
21,7
21,8
19,0
20,2
22,2
23,0
23,0
22,0
22,2
23,3
22,9
21,6
22,4
22,6
21,1
21,7
21.7
21,3
22,4
22,4
21,0
21,6
21,4
22,2
23,4
22,6
23,6
22,3
21,7
21,7
20,4
19,0
21,4
23,3
24,1
22,1
21,8
24,3
24,9
23,9
O
5
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31
32
33
34
35
36
37
38
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31
32
33
34
35
36
37
38
39
40
41
42
43
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
87
Tméd.-tb
12,4
11,8
10,0
11,2
11,7
11,8
9,0
10,2
12,2
13,0
13,0
12,0
12,2
13,3
12,9
11,6
12,4
12,6
11,1
11,7
11,7
11,3
12,4
12,4
11,0
11,6
11,4
12,2
13,4
12,6
13,6
12,3
11,7
11,7
10,4
9,0
11,4
13,3
14,1
12,1
11,8
14,3
14,9
13,9
GD
FASES
12,4
24,2
34,2
45,4
57,1
68,9
77,9
88,1
100,3
113,3
126,3
138,3
150,5
163,8
176,7
188,3
200,7
213,3
224,4
236,1
247,8
259,1
271,5
283,9
294,9
306,5
317,9
330,1
343,5
356,1
369,7
382,0
393,7
405,4
415,8
424,8
436,2
Plantio
449,5
463,6
475,7
487,5
501,8
516,7
530,6
Emergência
Aplic. TRA T.
Quadro 27A, Cont.
DAE
DAS
DATA
Tméd.
39
40
41
42
43
44
45
46
47
48
49
50
51
52
53
54
55
56
57
58
59
60
61
62
63
64
65
66
67
68
69
70
71
72
73
74
75
76
77
78
79
80
81
82
83
84
44
45
46
47
48
49
50
51
52
53
54
55
56
57
58
59
60
61
62
63
64
65
66
67
68
69
70
71
72
73
74
75
76
77
78
79
80
81
82
83
84
85
86
87
88
89
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31
I
2
3
4
5
6
7
R
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
1
2
3
4
5
6
23,5
22,7
24,5
25,0
25,0
25,2
23,2
24,4
24,4
24,3
24,2
25,0
21,0
23,5
22,8
23,3
22,9
23,9
24,4
25,0
25,1
24,8
24,9
23,4
23,0
23,9
23,2
22,5
23,5
23,0
24,6
21,8
23,4
23,6
24,6
24,0
23,0
21,9
22,5
22,4
22,9
23,2
23,3
23,8
24,3
24,1
Tméd.-tb
13,5
12,7
14,5
15,0
15,0
15,2
13,2
14,4
14,4
14,3
14,2
15,0
11,0
13,5
12,8
13,3
12,9
13,9
14,4
15,0
15,1
14,8
14,9
13,4
13,0
13,9
13,2
12,5
13,5
13,0
14,6
11,8
13,4
13,6
14,6
14,0
13,0
11,9
12,5
12,4
12,9
13,2
13,3
13,8
14,3
14,1
88
GD
544,1
556,8
571,3
586,3
601,3
616,5
629,7
644,1
658,5
672,8
687,0
702,0
713,0
726,5
739,3
752,6
765,5
779,4
793,8
808,8
823,9
838,7
853,6
867,0
880,0
893,9
907,1
919,6
933,1
946,1
960,7
972,5
985,9
999,5
1014,1
1028,1
1041,1
1053.0
1065,5
1077.9
1090,8
1104,0
1117,3
1131.1
1145,4
1159,5
FASES
Flor.
EGr.
Quadro 27 A, Conto
DAE
DAS
DATA
Tméd.
Tméd.-tb
GD
FASES
85
86
87
88
89
90
91
92
93
94
95
96
97
98
99
lOO
101
102
103
lO4
105
106
107
108
109
110
111
112
113
114
115
90
91
92
93
94
95
96
97
98
99
100
101
102
lO3
104
105
lO6
lO7
108
lO9
llO
111
112
113
114
115
116
117
118
119
120
7
8
9
lO
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31
1
2
3
4
5
6
22,8
22,8
23,8
21,0
21,2
21,5
22,0
22,8
23,3
22,2
23,6
23,9
23,1
23,1
22,1
22,6
23,3
23,2
23,7
23,7
24,4
23,3
22,8
22,5
23,5
23,6
21,9
22,1
22,2
21,4
20,8
12,8
12,8
13,8
11,0
11,2
11,5
12,0
12,8
13,3
12,2
13,6
13,9
13,1
13,1
12,1
12,6
13,3
13,2
13,7
13,7
14,4
13,3
12,8
12,5
13,5
13,6
11,9
12,1
12,2
11,4
10,8
1172,3
1185,1
1198,9
1209,9
1221.1
1232,6
1244,6
1257,4
1270,7
1282,9
1296,5
13lO,4
1323,5
1336,6
1348,7
1361,3
1374,6
1387,8
1401,5
1415,2
1429,6
1442,9
1455,7
1468,2
1481,7
1495,3
1507,2
1519,3
1531,5
1542,9
1553,7
Mal. Fisiol.
89
50
40
§
~
t-
x
30
ro
o
Q)
(j)
.~ 20
-IPTP
-Q)
-NFV
ro
:2
-NFF
-NlFG
10
-NTP
646,0
1011,4
828,7
1194,1
1376,9
GD
Y = -32,2860+ 0,07815 **X - 0,00001619**X2
NIFF ~ Y=-15,7041+0,02974**X+0,00001095**X2
NIFF ~ Y=-5,6410+0,007491**X+0,00002250**X2
R2 = 0,972
NIFG ~ Y = -18,9657 + 0,04022 **X + 0,000006175 **X2
NlTP ~ Y=-15,4693+0,03536**X+0,000003183**X2
R2 = 0,976
IPTP ~
R2 = 0,960
R2 = 0,945
R2
=
0,906
Figura IA - Evolução da matéria seca total para cada tratamento.
90
r
81BUOTECA
DEPTO. EHG. AGRICOlA
50
40
§
~
I-
30
10
o
Q)
(/)
.~ 20
'Ql
10
~
:.
10
O
463,3
646,0
1011,4
828,7
1194,1
1376,9
GD
Y = -17,6133
+ 0,03819 * *X + 0,000005323 * *X2
R2 =0,976
Figura 2A - Matéria seca total, considerando todos os tratamentos sem diferenças
significativas entre si.
91
r
6
• •
•
A
.~
4--
o
LL
1'11
Q)
.~
Q)
x
-o
Q)
o
'O 2
.~
--IPTP
--NlFV
--NIFF
--NlFG
--NfTP
O~----~-------r------+-----~~-----+--~
463,3
646,0
828,72
1011,43
1194,1
1376,9
GD
IPTP ~
NIFF ~
NIFF ~
NIFG ~
NITP ~
Y =-12,3683
+ 0,03561 * *X -0,00001810
* *X2
Y = -9,7189 + 0,02743 * *X - 0,00001358 * *X2
Y=-8,7799+0,02635**X-0,00001293**X2
Y=-11,6137
+0 ,O3358**X-0,00001727**X2
Y = -6,8597 + 0,02118 * *X - 0,00001102 * *X2
Figura 3A - Evolução do índice de área foliar para cada tratamento.
92
R2
2
R
R2
=
O,897
=
0,811
=
O788
,
2
R = O,892
R2 = O,843
5
•
4
,~
"O
I.l.
3
'"
~
,c{
(l)
~ 2
CJ
iJ
,E
O+-------r-----~------_+------~------~--463,3
646,0
828,7
1011,4
1194,1
1376,9
GD
Y = -9,8681
+ 0,02883 * *X - 0,00001458 * *X2
Figura 4A - Índice de área foliar, considerando
diferenças significativas entre si.
93
R2 =0909
,
todos os tratamentos
sem
60
T
50
--IPTP
--NFV
~ 40
--NFF
2
"Qi
--NIFG
s:
8
--NTP
30
QJ
"O
QJ
o
U 20
,E
•
10
O~=~--~-----r----~----~r-----+---~
1041,1
1117,58
1194,07
1270,55
1347,03
1423,52
1500
GD
IPTP ~
Y = 225,0390
R2=0981
,
NIFF ~
Y
- 0,4273 * *X + 0,0002051 * *X 2
= 223,9890 - 0,4266 * *X + 0,0002065 * *X 2
R2= 0,967
NIFF ~
Y = 89,8987 - 0,2092 * *X + 0,0001177 * *X2
Y = 21,0942 - 0,09941 * *X + 0,00007522 * *X 2
Y = 23,6169 - 0,09542 * *X + 0,00006926 * *X2
R2=0981
,
NIFG ~
NITP ~
Figura 5A - Índice de colheita para cada tratamento,
enchimento de grãos.
94
R2
=
O,987
2
=
O,993
R
ao longo da fase de
50
40
:ê
30
Ql
.l:
o
Ü
Ql
~ 20
o
'6
.E
10
o.------+------~----~----_+------+_----~
1041,1
1117,581194,07
1270,551347,03
1423,52
1500
GD
Y = 116,7280
- 0,2516 * *X - 0,0001348 * *X2
R2 =0,998
Figura 6A - Índice de colheita, considerando todos os tratamentos sem diferenças
significativas entre si.
95
í
250
200
(/)
Ql
(;150
Li::
Ql
TI
--IPTP
e
E
-::J
Z
--I\IFV
100
--I\IFF
--NIFG
--I\ITP
50
O+---+---~--~---r---r---+---+---+--~-53
55
57
59
61
63
65
67
69
71
Dias
IPTP ~
Y=-2605,45+77,1587**X-0,5277**X2
NIFF ~
R
NIFG ~
Y = -2527,80 + 74,4640 * *X - 0,5057 * *X2
Y = -2603,10 + 76,6620 * *X - 0,5195 * *X2
Y = -2164,15 + 62,9860 * *X -0,4162 * *X2
NITP ~
Y = -2873,12
R2 = 0,970
NIFF ~
+ 84,7055 * *X - 0,5765 * *X2
Figura 7A - Número de flores para cada tratamento.
96
r
R2
2
R2
2
R
=
o ,964
=
o,964
o,966
= o,974
=
...
250
200
(f)
m
.Q 150
u,
m
"O
e
~ 100
.'z"
50
0*---+---+---1---~---r--~--~---+---+-. 53
55
57
59
61
63
65
67
69
71
Dias
Y = -2551,71
+ 75,1947 * *X - 0,5091 * *X2
R2 =0,968
Figura 8A - Número de flores, considerando todos os tratamentos sem diferenças
significativas entre si.
97
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