4
Região Sudeste
O ritmo da atividade econômica no Sudeste, em
contexto de menor crescimento do comércio varejista e
retração da produção industrial, arrefeceu no início deste
ano. O IBCR-SE recuou 0,4% no trimestre encerrado em
fevereiro, em relação ao finalizado em novembro, quando
expandira 0,6%, no mesmo tipo de comparação, de acordo
com dados dessazonalizados. Considerados períodos de
doze meses, o IBCR-SE aumentou 1% em fevereiro, em
relação a igual período de 2013 (1,4% em novembro).
Gráfico 4.1 – Índice de Atividade Econômica do Banco
Central – Brasil e Região Sudeste
Dados dessazonalizados
2002 = 100
150
145
140
135
Fev Mai
2011
Ago
Nov Fev Mai
2012
IBC-Br
Ago Nov Fev Mai
2013
IBCR-SE
Ago Nov Fev
2014
Tabela 4.1 – Comércio varejista – Sudeste
Geral e setores selecionados
Variação % no período
Setores
2013
Ano
Comércio varejista
Combustíveis e lubrificantes
2014
1/
Nov
Fev
1/
12 meses
3,7
1,8
-0,1
4,3
6,8
0,9
0,3
7,3
Hiper e supermercados
2,2
1,2
1,5
2,9
Tecidos, vestuário e calçados
2,2
1,3
-1,2
2,4
Móveis e eletrodomésticos
1,4
-0,8
-1,7
1,4
Comércio ampliado
Automóveis e motocicletas
Material de construção
2,6
1,7
-0,9
2,8
-0,1
0,5
-5,4
-0,9
4,0
1,6
3,6
4,5
As vendas do comércio varejista do Sudeste
recuaram 0,1% no trimestre finalizado em fevereiro, em
relação ao encerrado em novembro, quando haviam crescido
1,8%, no mesmo tipo de análise, de acordo com dados
dessazonalizados da PMC, do IBGE. Destacaram-se no
período as expansões nas vendas de artigos farmacêuticos,
médicos, ortopédicos, perfumaria e cosméticos, 2,1%, e
de hipermercados e supermercados, 1,5%; e os recuos nas
de equipamentos e materiais para escritório, informática
e comunicação, 6,8%, e de móveis e eletrodomésticos,
1,7%. As vendas no comércio ampliado, incluídas as
variações nas vendas de veículos, motos, partes e peças,
-5,4%, e de material de construção, 3,6%, recuaram 0,9%
no período (elevação de 1,7% no trimestre encerrado em
novembro).
Fonte: IBGE
1/ Variação relativa aos trimestres encerrados nos períodos t e t-3. Dados
dessazonalizados.
Gráfico 4.2 – Comércio varejista – Sudeste
Dados dessazonalizados
2011 = 100
120
115
110
105
100
95
90
Fev Mai
2011
Ago
Nov Fev Mai
2012
Comércio varejista
Fonte: IBGE
Ago Nov Fev Mai
2013
Ago Nov Fev
2014
Comércio ampliado
Considerados períodos de doze meses, as vendas
no varejo aumentaram 4,3% em fevereiro (4,0% em
novembro); e as do comércio ampliado, cresceram 2,8%
(3,0% em novembro), com variações de -0,9% no segmento
de veículos, e de 4,5% no de material de construção.
A receita nominal do setor de serviços do Sudeste
aumentou 8,9% no trimestre encerrado em fevereiro,
em relação ao mesmo período do ano anterior (9,1% em
novembro), de acordo com a PMS, do IBGE. Ressaltemse os aumentos nos segmentos de serviços prestados às
famílias, 13,6%; e transportes, serviços auxiliares dos
transportes e correio, 11,9%. Considerados períodos de
Abril 2014
|
Boletim Regional do Banco Central do Brasil
| 41
doze meses, o setor cresceu 8,3% em fevereiro, mesmo
percentual observado em novembro de 2013.
Tabela 4.2 – Receita nominal de serviços – Sudeste
Serv. empresariais não financeiros, exceto saúde e educação
Variação % no período
Segmentos
2013
2014
Ano Nov1/ Fev1/ 12 meses
Total
8,2
Serviços prestados às famílias
9,1
8,9
8,3
10,7 11,7
13,6
12,1
7,0
7,0
Serviços de informação e comunicação
6,9
8,0
Serviços profissionais e administrativos
8,9
9,7
8,8
9,0
Transportes e correio
9,7 10,2
11,9
9,9
Outros serviços
3,7
3,9
3,9
5,5
Fonte: IBGE
1/ Variação relativa ao trimestre encerrado no mês assinalado e o mesmo período
do ano anterior.
Gráfico 4.2 – Comércio varejista – Sudeste
Dados dessazonalizados
A inadimplência das operações de crédito atingiu
2,7% em novembro, recuando 0,1 p.p. no trimestre e 0,6 p.p.
em doze meses. A evolução trimestral decorreu de reduções
respectivas de 0,2 p.p. e 0,1 p.p. nos segmentos de pessoas
físicas e de pessoas jurídicas, para 4,2% e 1,7%, na ordem.
2011 = 100
120
115
110
105
100
Os desembolsos do BNDES para o Sudeste
no primeiro bimestre somaram R$14,4 bilhões, 73,7%
superiores aos registrados em igual período do ano anterior.
Considerados doze meses até fevereiro, os desembolsos
somaram R$93,1 bilhões (47% do total no país), aumento
de 27% em relação a igual período do ano anterior.
95
90
Fev Mai
2011
Ago
Nov Fev Mai
2012
Ago Nov Fev Mai
2013
Comércio varejista
As operações de crédito superiores a R$1 mil,
contratadas no Sudeste, totalizaram R$1.431,5 bilhões
em fevereiro, com elevação de 3,1% no trimestre e de
13,7% em doze meses. A carteira de pessoas físicas somou
R$592,9 bilhões, aumentando 3,3% e 15% nas mesmas
bases de comparação, com ênfase no dinamismo do crédito
imobiliário. O estoque de crédito às pessoas jurídicas
atingiu R$838,6 bilhões, com expansões de 3% e 12,7%,
respectivamente, nos períodos considerados. Prevaleceu,
nesse segmento, a ampliação dos financiamentos com
recursos do BNDES.
Ago Nov Fev
2014
Comércio ampliado
Fonte: IBGE
Tabela 4.3 – Desembolsos do BNDES – Sudeste
Discriminação
1/
Var. % acum. 12 meses
2011
2012
2014
2013 20141/
R$ milhões Part.( %)
Sudeste
-30,0
6,2
20,2
27,0
93 134
47
Brasil
-18,0
12,3
22,1
22,0
197 727
100
Fonte: BNDES
1/ Valores acumulados em doze meses até fevereiro.
Tabela 4.4 – Evolução do emprego formal – Sudeste
Novos postos de trabalho
1/
Acumulado no trimestre (em mil)
Discriminação
2013
Fev
Total
2014
Mai
Ago
Nov
Fev
91,4
-118,8
-1,6
-37,7
37,0 102,2
-44,8
-202,7 265,1 137,4
Indústria de transformação
-49,9
61,8
Comércio
-41,1
5,0
Serviços
-22,0
91,5
Construção civil
-11,9
29,2
6,6 -17,2
-2,5
Agropecuária
-68,8
67,4
40,8 -69,1
-52,8
2,8
0,3
-1,8
0,4
1,5
-11,9
9,9
3,4
1,5
-1,3
Serviços ind. de utilidade pública
2/
Outros
0,3
51,2
75,1
18,8
Fonte: MTE
1/ Refere-se ao trimestre encerrado no mês assinalado.
2/ Inclui extrativa mineral, administração pública e outros.
42 |
O mercado de trabalho no Sudeste eliminou
118,8 mil empregos formais no trimestre encerrado em
fevereiro (-202,7 mil em igual período de 2013), de acordo
com o Caged/MTE. Destacaram-se as demissões líquidas
na agropecuária, 52,8 mil; no comércio, 44,8 mil; e na
indústria, 37,7 mil; e a criação de 18,8 mil postos no setor
de serviços. Considerados dados dessazonalizados, o nível
de emprego formal da região aumentou 0,5% em relação ao
trimestre encerrado em novembro, quando cresceu o mesmo
percentual.
Boletim Regional do Banco Central do Brasil
|
Abril 2014
A taxa média de desemprego do Sudeste, consideradas
as Regiões Metropolitanas de São Paulo (RMSP), Rio de
Janeiro (RMRJ) e Belo Horizonte (RMBH), atingiu 4,4%
no trimestre encerrado em fevereiro. A taxa correspondeu
à queda de 0,8 p.p. em relação a igual período de 2013 e
refletiu recuos de 0,5% na população ocupada e de 1,4% na
PEA. O rendimento real médio habitual e a massa salarial
real cresceram, respectivamente, 3,8% e 3,3%, no período.
Considerados dados dessazonalizados, a taxa média de
desemprego atingiu 4,7% no trimestre encerrado em
fevereiro (5% no finalizado em novembro).
Fev
O superavit primário
de governos estaduais, capitais
Mar do Sudeste totalizou R$9,9 bilhões
e principais municípios
Abr ao de 2012). Houve reduções de
em 2013 (9,4% superior
Mai
20,6% no superavit de
governos estaduais e de 17,7% no das
Jun
capitais, e reversão de
deficit de R$1,9 bilhão para superavit
Jul
de R$1,1 bilhão no resultado
dos principais municípios.
Ago
Gráfico 4.4 – Taxa de desemprego aberto – Sudeste
%
7
6
5
Set
4
3
Jan
Fev
Mar
Abr
Mai
Jun
2011
Jul
Ago
2012
Set
Out
Nov
2013
Dez
2014
Fonte: IBGE
1/
Tabela 4.5 – Necessidades de financiamento – Sudeste
Os juros nominais,
apropriados por competência,
Out
Nov
somaram R$44,3 bilhões
em 2013 (R$47,7 bilhões em
Dez
2012), com reduções
respectivas de 7,1%, 6,4% e 29,1%
Jan 2005
nas esferas governamentais
consideradas, contribuindo para
Fev
a redução do deficit nominal, de R$38,7 bilhões, em 2012,
para R$34,5 bilhões, em 2013.
R$ milhões
Resultado primário
UF
Juros nominais
2012
2013
2012
2013
Jan-dez
Jan-dez
Jan-dez
Jan-dez
Total
-9 005
-9 850
47 717
44 337
Governos estaduais
-8 444
-6 702
38 107
35 407
Capitais
-2 500
-2 058
9 334
8 736
1 940
-1091
275
195
Demais municípios
1/ Inclui inform. dos estados e de seus principais municípios. Dados preliminares.
Tabela 4.6 – Dívida líquida e necessidades de
1/
financiamento – Sudeste
R$ milhões
UF
Dívida
Total
Nominal
Dez
Primário Juros Total3/
2013
Outros
Dez
-9 850 44 337 34 487 -2201 431 014
Governos estaduais 319 678
-6 702 35 407 28 705
Capitais
75 101
-2 058
8 736
3949
-1091
195
Demais municípios
Dívida
4/
2012
398 728
2/
Fluxos acumulados no ano
-682 347 701
6 678 -1213
-896
80 566
-306
2747
1/ Inclui inform. dos estados e de seus principais municípios. Dados preliminares.
2/ A dívida líquida no momento t+1 é a dívida no momento t, mais o resultado
nominal e o resultado de outros fluxos.
3/ O resultado nominal é a soma dos juros com o resultado primário.
4/ Inclui ajustes decorrentes de variação cambial, reconhec. de dívidas e privatiz.
1/
Tabela 4.7 – Dívida líquida – Sudeste
Composição
R$ milhões
Região Sudeste
2011
2012
Dez
2013
Dez
Dez
Dívida bancária
9 886
16 223
28 686
2/
334 203
360 005
380 342
15 654
20 730
29 436
17 077
16 635
15 863
825
845
896
Disponibilidades líquidas
-16 739
-15 710
-24 208
Total (A)
360 904
398 728
431 014
489 316
538 538
579 733
73,8
74,0
74,3
Renegociação
Dívida externa
Outras dívidas junto à União
Dívida reestruturada
3/
Brasil (B)
(A/B) (%)
1/ Inclui inform. dos estados e de seus principais municípios. Dados preliminares.
2/ Lei nº 8.727/1993, Lei nº 9.496/1997 e MP n° 2.185/2000.
O estoque de dívida líquida de estados, capitais e
principais municípios do Sudeste somou R$431 bilhões em
dezembro (74,3% da dívida de todos os estados, capitais e
principais municípios do país), elevando-se 8,1% em relação
a dezembro de 2012.
Considerados conjuntamente os três segmentos
subnacionais no Sudeste, o superavit primário atingiu
R$10,3 bilhões nos doze meses finalizados em março de
2014, com elevação de 4,4% comparativamente ao ano de
2013. Os juros nominais, apropriados por competência,
alcançaram R$48,3 bilhões no período (crescimento de 9,0%
ante o total de 2013), e o deficit nominal somou R$38 bilhões
nos doze meses até março (R$34,5 bilhões em 2013). O
endividamento líquido dos três segmentos totalizou R$431,2
bilhões em março, mantendo-se praticamente estável em
relação ao nível de dezembro de 2013, e a participação do
endividamento da Região no total da dívida dos estados,
capitais e principais municípios do país subiu para 75,4%,
ante 74,5% em dezembro de 2013.
A safra de grãos do Sudeste deverá totalizar
16,9 milhões de toneladas em 2014 (8,9% da produção
nacional), de acordo com o LSPA de março do IBGE.
Estima-se recuo de 14,7% da produção em relação à de
2013: 19,9% na colheita de milho; 8,1% na de soja; e 37,1%
na de arroz. No que se refere a outras lavouras, estimam-se
aumentos respectivos de 1,1% e 0,6% nas safras de canade-açúcar e de laranja, e redução de 2,5% na de café. Em
parte, essas projeções refletem impactos decorrentes do
clima quente e seco observado no início do ano. A propósito,
em São Paulo e em Minas Gerais, as colheitas de cana-deaçúcar e de café, seus principais cultivos, respectivamente,
foram especialmente afetadas pelas condições climáticas
adversas.
3/ Refere-se à soma de todas as regiões.
Abril 2014
|
Boletim Regional do Banco Central do Brasil
| 43
Tabela 4.8 – Dívida líquida e necessidades de
financiamento – Região Sudeste
1/
R$ milhões
UF
Dezembro de 2013
Dívida
Março de 2014
2/
Fluxos 12 meses
Dívida
Primário Nominal
3/
Fluxos 12 meses
Primário Nominal3/
ES
782
335
462
594
1 279
1 434
MG
81 269
-267
8 690
81 447
-1 510
8 231
RJ
81 965
-1 594
6 232
82 198
-1 412
7 301
SP
266 997
-8 325
19 103 266 972
-8 636
21 070
431 014
-9 850
34 487 431 211 -10 279
38 036
Brasil (B) 578 634 -17 712
41 224 571 673 -17 552
45 928
Total (A)
4/
(A/B) (%)
74,5
55,6
83,7
75,4
58,6
82,8
1/ Por UF, totalizando gov. estadual, capital e principais municípios. Dados
preliminares.
2/ A dívida líquida no momento t+1 é a dívida no momento t, mais o resultado
nominal e o resultado de outros fluxos.
3/ O resultado nominal é a soma dos juros com o resultado primário.
4/ Refere-se à soma de todas as regiões.
Tabela 4.9 – Produção agrícola – Sudeste
Itens selecionados
Em mil toneladas
Discriminação
1/
Peso
2/
Var. %
Produção
2013
Grãos
2014
2014/2013
19 768
16 856
-14,7
Arroz (em casca)
0,1
141
89
-37,1
Feijão
2,6
817
830
1,6
Milho
6,0
12 286
9 841
-19,9
Soja
4,8
5 309
4 881
-8,1
18,1
2 550
2 486
-2,5
2,1
2 323
2 350
1,1
32,5
484 881
490 415
1,1
4,1
12 802
12 884
0,6
Outras lavouras
Café
Banana
Cana-de-açúcar
Laranja
Fonte: IBGE
1/ Por valor da produção – PAM 2012.
Abates de bovinos, aves e suínos, em estabelecimentos
inspecionados pelo SIF, variaram 0,6%, -2,3% e -14,2%,
respectivamente, no primeiro bimestre de 2014 em relação a
igual período do ano anterior, de acordo com estatísticas do
Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
O ritmo de abates tem sido afetados pela estiagem recente,
que dificulta a engorda e aumenta a taxa de mortalidade
dos rebanhos.
A produção industrial do Sudeste recuou 4,2% no
trimestre encerrado em fevereiro, em relação ao finalizado
em novembro, quando aumentara 1,2%, no mesmo tipo de
comparação, de acordo com dados dessazonalizados da PIMPF Regional, do IBGE. A produção da indústria extrativa
diminuiu 3,1% e a da transformação, 4,0%, assinalando-se
que dezesseis das 23 atividades pesquisadas recuaram no
período, com ênfase nos segmentos de veículos automotores,
15,5%; e de outros produtos químicos, 9,7%. Por outro
lado, destacaram-se as expansões nas indústrias de material
eletrônico, aparelhos e equipamentos de comunicações,
16,9%; e farmacêutica, 4,9%.
Considerados intervalos de doze meses, a produção
industrial do Sudeste diminuiu 0,5% em fevereiro, em
relação a igual período de 2013 (crescimento de 0,6%
em novembro), ressaltando-se recuos nos segmentos
farmacêutico, 11,9%, e de edição, impressão e reprodução
de gravações, 11,8%; e elevações de 11,6% no de materiais
eletrônicos, aparelhos e equipamentos de comunicações e
de 8,5% no de máquinas e equipamentos.
O Icei do Sudeste, calculado pela CNI, situou-se
em 49,7 pontos em março (51,1 pontos em dezembro e 54,3
pontos em março de 2013). A evolução trimestral refletiu
recuos tanto no componente relativo às condições atuais,
(-2,0 pontos), quanto no de expectativas (-1,2 ponto).
2/ Estimativa segundo o LSPA de março de 2014.
Gráfico 4.5 – Abates de animais – Sudeste
Média móvel trimestral
2005 = 100
190
Jan 2005
160
130
100
70
Fev Mai Ago Nov Fev Mai Ago Nov Fev Mai Ago Nov Fev
2011
2012
2013
2014
Bovinos
Aves
Suínos
Fonte: Mapa
OFevindicador de expectativas referente à produção
fabril doMar
Sudeste, mensurado pela Sondagem Industrial
Abr
da CNI, atingiu 47,5 pontos em fevereiro (47,4 pontos em
Mai
novembro
e 44,3 pontos em fevereiro de 2013). Por sua vez,
Jun
o indicador de estoques, que avalia a percepção de conforto
Jul
do nível corrente em relação ao nível desejado, alcançou 50,4
Ago
pontos (52
pontos em novembro e 50,5 pontos em fevereiro
Set
de 2013), próximo ao patamar que indica o equilíbrio de
percepções.
A balança comercial da região foi deficitária em
US$4,2 bilhões no primeiro trimestre de 2014 (deficit de
US$2 bilhões em igual período de 2013), com redução de
44 |
Boletim Regional do Banco Central do Brasil
|
Abril 2014
Tabela 4.10 – Produção industrial – Sudeste
Geral e setores selecionados
Variação % no período
1/
Setores
Pesos
2013
2014
2/
Nov
Indústria geral
Indústria extrativa
Fev
2/
12 meses
100,0
1,2
-4,2
-0,5
5,3
1,4
-3,1
-4,5
94,7
1,1
-4,0
-0,2
10,9
2,2
-0,3
1,0
Veículos automotores
9,3
3,0
-15,5
1,2
Refino de petróleo e álcool
9,1
-2,3
1,6
2,2
Outros produtos químicos
7,7
5,0
-9,7
1,0
Metalurgia básica
7,6
1,6
-2,2
-3,2
Indústria de transformação
Alimentos
Fonte: IBGE
1/ Ponderação das atividades na indústria conforme a PIM-PF/IBGE.
2/ Variação relativa aos trimestres encerrados nos períodos t e t-3. Dados
dessazonalizados.
Tabela 4.11 – Exportação por fator agregado – FOB
Janeiro-março
US$ milhões
Discriminação
Sudeste
2013
Total
Básicos
Industrializados
Semimanufaturados
1/
Manufaturados
Brasil
Var. %
Var. %
27 592 25 955
-5,9
-2,5
9 873 10 290
4,2
3,7
17 719 15 665
-11,6
-7,3
4 011
2014
3 642
-9,2
-9,9
13 707 12 024
-12,3
-6,4
Fonte: MDIC/Secex
1/ Inclui operações especiais.
Tabela 4.12 – Importação por categoria de uso – FOB
Janeiro-março
US$ milhões
Discriminação
Total
Sudeste
Brasil
2013
2014
Var. %
Var. %
29 631
30 151
1,8
-0,6
Bens de capital
7 624
7 575
-0,7
-1,1
Matérias-primas
12 986
13 228
1,9
1,4
Bens de consumo
4 973
4 987
0,3
5,6
Duráveis
2 161
2 196
1,6
12,7
Não duráveis
2 812
2 792
-0,7
-1,5
4 048
4 360
7,7
-10,5
Combustíveis e lubrificantes
Fonte: MDIC/Secex
5,9% nas exportações e aumento de 1,8% nas importações,
que totalizaram US$26 bilhões e US$30,2 bilhões,
respectivamente.
O comportamento das exportações – com retração
de 4% nos preços e aumento de 2% no quantum – refletiu a
diminuição de 12,3% nas vendas de produtos manufaturados,
em especial, açúcar refinado (-46,6%) e automóveis de
passageiros (-30,6%). Note-se que esse desempenho das
vendas de veículos, em grande parte, é explicado pela
diminuição de embarques para a Argentina, que responde
por 88,8% das exportações de veículos do Sudeste. Os
principais destinos das exportações da região foram EUA,
China, Argentina, Holanda e Japão, que responderam, em
conjunto, por 48,3% do total no período.
A evolução das importações – com recuo de 0,4%
nos preços e elevação de 2,2% no quantum – refletiu,
principalmente, aumentos nas aquisições de combustíveis e
lubrificantes (7,7%), especialmente óleo diesel (197%). As
compras provenientes dos EUA, China, Alemanha, Nigéria
e Argentina representaram, em conjunto, 51,3% do total
importado pelo Sudeste no período.
A inflação no Sudeste, considerada a média
ponderada das variações do IPCA nas RMSP, RMRJ e
RMBH, atingiu 2,47% no trimestre encerrado em março
(2,11% no quarto trimestre de 2013), resultado de aceleração
dos preços livres, de 2,37% para 2,92%; e desaceleração dos
preços monitorados, de 1,34% para 1,05%.
No âmbito dos preços livres, os de bens não
comercializáveis aceleraram, de 2,29% para 3,52%, com
destaque para os aumentos nas variações de tubérculos,
de 5,88% para 25,52%; e hortaliças e verduras, de 4,28%
para 29,17%; além da alta sazonal das mensalidades
escolares, 11,82%, e demais cursos, 4,96%. Os preços de
bens comercializáveis desaceleraram de 2,45% para 2,10%,
em especial, carnes, de 7,91% para 5,64%; e vestuário, de
3,02% para 0,51%.
A evolução dos preços monitorados no primeiro
trimestre de 2014 refletiu, em especial, a desaceleração do
preço da gasolina, de 3,54% para 2,10%, e a redução de
3,97% nas tarifas de telefonia. O índice de difusão médio
atingiu 62,1% no primeiro trimestre do ano (61,2% no quarto
de 2013).
O IPCA do Sudeste variou 6,56% nos dozes meses
encerrados em março, comparativamente aos 6,04% em
Abril 2014
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Boletim Regional do Banco Central do Brasil
| 45
Tabela 4.13 – IPCA – Sudeste
Variação % no período
Discriminação
1/
Pesos
2013
Ano
IPCA
2014
IV Tri
I Tri 12 meses
100,0
6,04
2,11
2,47
6,56
76,1
7,61
2,37
2,92
7,60
Comercializáveis
33,3
6,25
2,45
2,10
6,20
Não comercializáveis
42,8
8,75
2,29
3,52
8,69
23,9
1,36
1,34
1,05
3,43
Alimentação
23,1
8,88
2,79
3,73
8,17
Habitação
14,8
3,81
1,91
1,49
7,13
Artigos de residência
4,2
7,52
2,54
1,65
7,24
Vestuário
5,9
5,19
3,07
0,38
5,57
Transportes
19,4
2,85
2,02
2,06
3,53
Saúde
11,5
7,37
1,46
1,75
7,28
Despesas pessoais
11,4
8,92
2,27
3,47
9,35
Educação
5,0
7,93
0,27
7,42
8,81
Comunicação
4,7
1,38
1,27
-1,08
Livres
Monitorados
Principais itens
0,19
,
Fonte: IBGE
1/ Referentes a março de 2014.
46 |
Boletim Regional do Banco Central do Brasil
|
Abril 2014
2013. Esse deslocamento refletiu aceleração dos preços
monitorados, de 1,36% para 3,43%, e a relativa estabilidade
na variação dos preços livres, de 7,61% para 7,60%.
O desempenho recente da economia do Sudeste
repercutiu, fundamentalmente, o menor dinamismo da
atividade fabril, em processo de ajuste de estoque. Taxas
elevadas de ocupação no mercado de trabalho, expansão
do nível de renda do trabalhador, investimentos em
infraestrutura, bem como ritmo mais intenso da atividade
global, criam perspectivas favoráveis para a atividade do
Sudeste.
Minas Gerais
O PIB de Minas Gerais, avaliado pela Fundação
João Pinheiro, cresceu 0,5% em 2013, com destaque para o
desempenho favorável da agropecuária. Comparativamente
ao resultado de 2012 (expansão de 2,5%), a moderação na
atividade refletiu, sobretudo, recuos na produção da indústria
e na geração de energia elétrica.
Gráfico 4.6 – Índice de Atividade Econômica do Banco
Central – Brasil e Minas Gerais
Dados desazonalizados
2002 = 100
152
148
144
140
136
Fev Mai
2011
Ago Nov Fev Mai
2012
Ago Nov Fev Mai
2013
IBC-Br
Ago Nov Fev
2014
IBCR-MG
Tabela 4.14 – Índice de vendas no varejo – Minas Gerais
Geral e setores selecionados
Variação % no período
Setores
2013
2014
1/
Ano
Comércio varejista
Nov
Fev
1/
12 meses
6,7
1,9
0,1
Combustíveis e lubrificantes
7,7
3,3
-0,4
5,2
Hiper e supermercados
2,5
2,4
0,7
-1,3
Tecidos, vestuário e calçados
Móveis e eletrodomésticos
1,8
3,5
3,6
-1,8
1,4
21,8
-1,4
-1,9
6,0
Comércio ampliado
5,7
-0,6
-0,8
-0,5
Veículos e motos, partes e peças
4,0
-6,5
-3,6
-5,4
Material de construção
4,9
2,0
-0,6
2,8
Fonte: IBGE
1/ Variação relativa aos trimestres encerrados em t e t-3. Dados dessazonalizados.
Tabela 4.15 – Receita nominal de serviços – Minas Gerais
Serv. empresariais não financeiros, exceto saúde e educação
Var. %
Segmentos
2013
2014
1/
Ano Nov
Total
5,9
1/
Fev 12 meses
6,7
5,6
6,0
Serviços prestados às famílias
6,5 10,1
6,2
7,3
Serviços de informação e comunicação
3,3
4,4
-0,5
2,9
Serviços profissionais e administrativos
7,5
5,0
4,4
6,1
Transportes e correio
7,1
9,3
11,4
8,2
Outros serviços
5,1
7,3
14,0
7,0
Fonte: IBGE
1/ Variação relativa ao trimestre encerrado no mês assinalado e o mesmo período
do ano anterior.
Dados mais recentes sugerem continuidade do
arrefecimento da atividade econômica no início deste
ano. O IBCR-MG recuou 0,1% no trimestre encerrado em
fevereiro, em relação ao finalizado em novembro, quando
crescera 1% na mesma base de comparação. Influenciaram
particularmente esse resultado o menor dinamismo na
construção civil e na indústria de transformação, com
a consequente a perda de postos de trabalho setorial; a
moderação nas vendas do comércio e a perspectiva de
redução na safra de grãos e de café. Considerados períodos
de doze meses, o IBCR-MG aumentou 0,5% em fevereiro,
mesma taxa observada em novembro de 2013.
As vendas varejistas em Minas Gerais aumentaram
0,1% no trimestre finalizado em fevereiro, ante o terminado
em novembro, quando cresceram 1,9%, na série com ajuste
sazonal, segundo a PMC do IBGE. Destacam-se os aumentos
de 5,3% em outros artigos de uso pessoal e doméstico e 0,7%
em hipermercados, supermercados, produtos alimentícios,
bebidas e fumo. No conceito ampliado, incluindo veículos e
material de construção, as vendas recuaram 0,8% (-0,6% em
novembro), ao incorporar os resultados negativos de 3,6%
e 0,6% desses dois segmentos, na ordem.
As vendas acumuladas em doze meses, ante o
mesmo período anterior, cresceram 1,8% em fevereiro (0,8%
em novembro). As maiores contribuições para o resultado
decorreram dos aumentos nas vendas de outros artigos de uso
pessoal e doméstico, 11,5%, de móveis e eletrodomésticos,
6%, e de combustíveis e lubrificantes, 5,2%. No comércio
ampliado, houve variação de -0,5% (-0,1% em novembro),
refletindo retração de 5,4% nas vendas de veículos e
expansão de 2,8% em material de construção.
A receita nominal do setor de serviços em Minas
Gerais cresceu 5,6% no trimestre finalizado em fevereiro,
comparativamente ao mesmo período de 2013 (6,7% em
novembro), conforme a PMS do IBGE, ressaltando-se
as expansões de 14% em outros serviços e de 11,4% nos
serviços de transportes, auxiliares dos transportes e correio.
Considerado o período de doze meses, houve elevação de
6% (6,1% em novembro).
Abril 2014
|
Boletim Regional do Banco Central do Brasil
| 47
Gráfico 4.7 – Evolução do saldo das operações de
crédito – Minas Gerais1/
Variação em 12 meses – %
30
25
20
15
10
5
0
Nov
2011
Fev
2012
Mai
Ago
Nov
Fev
2013
PJ
PF
Mai
Ago
Nov
Fev
2014
Total
1/ Operações com saldo superior a R$1 mil.
Gráfico 4.8 – Índice de Confiança do Consumidor de
Belo Horizonte
Pontos
60
As operações de crédito superiores a R$1 mil
realizadas em Minas Gerais totalizaram R$245,1 bilhões
em fevereiro, com acréscimos de 3,2% no trimestre e 14,9%
em doze meses. Assinale-se o crescimento do crédito no
trimestre, tanto no segmento de recursos livres, 1,4%, quanto
do direcionado, 5,5%. Em doze meses os dois segmentos
aumentaram 7,7% e 25,4%, na ordem. Os empréstimos
contratados por pessoas físicas, impulsionados pelos
financiamento imobiliário, crédito rural e crédito consignado,
atingiram R$122,2 bilhões em fevereiro, elevando-se 3,6%
no trimestre e 18% em doze meses. O crédito contratado
pelas empresas somou R$122,8 bilhões, com incrementos
de 2,8% no trimestre, destacando-se os financiamentos aos
setores de siderurgia, administração pública, e comércio
atacadista, e 11,9% em doze meses.
Jan 2006
A taxa de inadimplência
atingiu 2,91% em fevereiro,
Fev
com reduções de 0,09 p.p.Mar
no trimestre e 0,43 p.p. em doze
meses. No trimestre houveAbr
reduções de 0,16 p.p no segmento
de pessoas físicas e de Mai
0,05 p.p. de pessoas jurídicas,
situando-se em 3,68% e 2,18%.
Jun
55
50
45
40
35
Jul
30
Dez
2011
Mar
2012
Jun
Set
Dez
Mar
2013
Jun
ICC geral
Expectativa financeira
Set
Dez
Mar
2014
Expectativa econômica
Fonte: Ipead/UFMG
Tabela 4.16 – Evolução do emprego formal – Minas Gerais
Novos postos de trabalho
Acumulado no trimestre (em mil)
Discriminação
2013
2014
Fev
Mai
Ago
-39,6
69,0
38,0
-11,3
-20,8
-10,2
12,7
1,9
1,7
-4,5
Comércio
-8,7
2,6
5,8
25,0
-4,5
Serviços
-3,4
19,3
11,5
10,7
2,6
Construção civil
-7,2
8,7
1,2
-6,1
-7,3
Agropecuária
-9,9
24,7
17,0
-43,6
-7,5
0,1
-0,1
0,3
0,4
-0,0
-0,3
1,1
0,3
0,8
-0,4
Total
Indústria de transformação
Indústria extrativa mineral
1/
Outros
Nov
Fev
Fonte: MTE
1/ Inclui serviços industriais de utilidade pública, administração pública e outros.
Ago
O Índice de Confiança
do Consumidor de Belo
Set
Horizonte (ICCBH), divulgado
pela Fundação Instituto
Out
de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de
Nov
Minas Gerais (Ipead), recuou para 45,1 pontos em março
(46,2 pontos em dezembro), o menor nível para o mês desde
2006. O componente relativo à expectativa econômica
diminuiu 0,8 pontos, refletindo principalmente a redução
de dois pontos na avaliação sobre o emprego, enquanto o
componente relativo à expectativa financeira recuou 1,3
pontos, reflexo da piora de 3,9 pontos no indicador de
pretensão de compra.
No mercado de trabalho mineiro foram eliminados
20,8 mil postos de trabalho no trimestre finalizado em
fevereiro (-39,6 mil no mesmo período de 2013), com
destaque para o corte de vagas nos setores de agropecuária,
7,5 mil, construção civil, 7,3 mil, e indústria de transformação
e comércio, ambos com 4,5 mil (na ordem, eliminação de 9,9
mil, 7,2 mil, 10,2 mil e 8,7 mil vagas no mesmo trimestre
de 2013). O setor de serviços foi o único que contratou
líquidamente no período, gerando 2,6 mil novos postos.
O nível do emprego formal aumentou 0,7% no trimestre,
considerados os dados com ajuste sazonal.
A taxa média de desemprego na RMBH situou-se
em 3,7% no trimestre encerrado em fevereiro (4% no mesmo
período de 2013), segundo a PME do IBGE, resultado de
diminuições de 1,5% do número de ocupados e de 1,8%
48 |
Boletim Regional do Banco Central do Brasil
|
Abril 2014
da PEA. A massa de rendimentos real média no trimestre
contraiu 0,9% ante o mesmo período de 2013, refletindo
crescimento de 0,5% do rendimento médio real e redução
de 1,4% da população ocupada remunerada. Considerada a
série dessazonalizada, a taxa de desemprego atingiu 3,8%
na média do trimestre findo em fevereiro, com recuo de 0,5
p.p. em relação ao trimestre anterior.
Gráfico 4.9 – Taxa de desemprego aberto –
Belo Horizonte
%
7
6
5
4
As horas trabalhadas e a massa salarial real da
industria mineira cresceram 1,5% e 0,8%, na ordem, no
trimestre finalizado em fevereiro, comparativamente ao
terminado em novembro, segundo dados dessazonalizados
da Federação das Industrias do estados de Minas Gerais
(Fiemg), enquanto o emprego contraiu 1,3%.
3
Jan
Fev
Mar
Abr
Mai
Jun
2011
Jul
Ago
2012
Set
Out
Nov
2013
Dez
2014
Fonte: IBGE
Tabela 4.17 – Necessidades de financiamento –
1/
Minas Gerais
R$ milhões
Resultado primário
UF
Juros nominais
2012
2013
2012
2013
Jan-dez
Jan-dez
Jan-dez
Jan-dez
Estado de Minas Gerais
-1 305
-267
8 952
8 957
Governo estadual
-1 557
-182
8 760
8 763
177
206
101
111
75
-291
91
83
Capital
Demais municípios
1/ Inclui informações do estado e de seus principais municípios.
Dados preliminares.
Tabela 4.18 – Dívida líquida e necessidades de
1/
financiamento – Minas Gerais
R$ milhões
UF
Dívida
2/
Fluxos acumulados no ano
Dívida
4/
2012
Nominal
Dez
Primário Juros Total3/
Outros
2013
Dez
Estado de Minas Gerais 72 262
-267 8 957 8 690
318
81 269
Governo estadual
-182 8 763 8 580
330
79 824
Capital
Demais municípios
70 914
1 572
206
111
317
-18
1 871
-225
-291
83
-208
7
-426
1/ Inclui inform. do estado e de seus principais municípios. Dados preliminares.
2/ A dívida líquida no momento t+1 é a dívida no momento t, mais o resultado
nominal e o resultado de outros fluxos.
3/ O resultado nominal é a soma dos juros com o resultado primário.
4/ Inclui ajustes decorrentes de variação cambial, reconhec. de dívidas e privatiz.
Tabela 4.19 – Produção agrícola – Minas Gerais
Itens selecionados
Em mil toneladas
Discriminação
1/
Pesos
2/
Variação %
Produção
2013
2014
2014/2013
Grãos
Feijão
Milho
Soja
29,7
6,4
11,9
9,9
12 054
564
7 437
3 376
11 297
587
6 654
3 291
-6,3
4,0
-10,5
-2,5
Outras lavouras
Cana-de-açúcar
Café
15,5
39,1
71 264
1 602
76 741
1 512
7,7
-5,6
O superavit primário dos governos do estado, da
capital e dos principais municípios de Minas Gerais atingiu
R$267 milhões em 2013, correspondendo à retração de
79,6% em relação ao ocorrido em 2012. O movimento
refletiu a queda no superavit do governo estadual, de 88,3%,
o aumento no deficit da capital, 16,5%, e a reversão de
posição nos demais municípios, de deficit de R$75 milhões,
em 2012, para superavit de R$291 milhões.
Os juros nominais da dívida desses entes, apropriados
por competência, mantiveram-se estáveis em relação ao ano
precedente, totalizando R$9 bilhões em 2013. O resultado
nominal, por sua vez, totalizou R$8,7 bilhões de deficit,
aumento de 13,6% no ano. A dívida líquida do estado, da
capital e dos principais municípios mineiros somou R$81,3
bilhões em 2013 (a dívida líquida no governo estadual
corresponde a 98% desse valor), elevando-se 12,5% em
doze meses.
A produção de grãos no estado deverá totalizar
11,3 milhões de toneladas em 2014, contraindo 6,3% em
relação ao ano anterior, de acordo com o LSPA de março,
do IBGE. Essa estimativa considera os efeitos da estiagem
no primeiro trimestre sobre a produtividade das principais
culturas do estado, destacando-se os recuos nas safras de
milho, 10,5%, e soja, 2,5%. Em contrapartida, a produção
de feijão deverá crescer 4%, visto que a 1ª safra foi pouco
afetada pela seca. No âmbito das demais culturas, ressalta-se
a perspectiva de queda de 5,6% na produção de café como
reflexo das condições climáticas adversas e, ainda, menores
investimentos em adubação e podas drásticas. A produção de
cana-de-açúcar deverá crescer 7,7%, resultado influenciado
pelos aumentos na área plantada e na produtividade.
Fonte: IBGE
1/ Por valor da produção – PAM 2012.
2/ Estimativa segundo o LSPA de março de 2014.
Abril 2014
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Boletim Regional do Banco Central do Brasil
| 49
Os abates de bovinos em estabelecimentos fiscalizados
pelo SIF aumentaram 13,9% no primeiro bimestre de 2014,
ante igual período de 2013, enquanto os relativos a aves e
suínos recuaram 8% e 16,9%, respectivamente. AssinaleJan 2005
se que, no contexto
de recuperação de preços na pecuária
Fev
bovina, iniciada em agosto de 2012, houve avanço de 18,6%
Mar
das cotações daAbr
arroba do boi gordo no primeiro bimestre do
ano, comparativamente
ao mesmo bimestre de 2013.
Mai
Gráfico 4.10 – Abates de animais – Minas Gerais
Média móvel trimestral
2005 = 100
230
210
190
170
150
130
Jun
110
Fev Mai Ago Nov Fev Mai Ago Nov Fev Mai Ago Nov Fev
2011
2012
2013
2014
Bovinos
Aves
Suínos
Fonte: Mapa
Tabela 4.20 – Produção industrial – Minas Gerais
Geral e setores selecionados
Variação % trimestral
1/
Setores
Pesos
2013
2014
2/
Nov
Indústria geral
Fev
2/
Ac. 12 meses
100,0
3,2
-3,8
-1,0
Indústria extrativa
13,9
1,6
-2,2
-5,0
Indústria de transformação
86,1
3,5
-3,2
-0,3
Veículos automotores
16,2
1,0
-0,5
-8,7
Metalurgia básica
15,6
1,9
-0,7
-1,5
Alimentos
15,2
2,5
-2,2
7,1
Outros produtos químicos
7,7
28,4
-22,5
-4,5
Minerais não metálicos
7,0
1,1
1,2
-2,1
Fonte: IBGE
1/ Ponderação da atividade na indústria geral, conforme a PIM-PF/IBGE.
2/ Variação relativa aos trimestres encerrados em t e t-3. Dados dessazonalizados.
Gráfico 4.11 – Produção industrial – Minas Gerais
Dados dessazonalizados – Média móvel trimestral
2002 = 100
145
140
135
130
125
120
Fev Mai
2011
Ago Nov
Fev Mai
2012
Brasil
Ago Nov
Fev Mai Ago Nov Fev
2013
2014
Minas Gerais
Fonte: IBGE
A produção
industrial mineira retraiu 3,8% no
Jul
Ago
trimestre encerrado em fevereiro, em relação ao finalizado
em novembro,Set
quando havia aumentado 3,2%, nesse tipo
de comparação, segundo dados dessazonalizados da PIMPF do IBGE. A produção da indústria extrativa mineral
contraiu 2,2% e a de transformação, 3,2%, com destaque
para os decréscimos na atividade nos segmentos de veículos
automotores, 0,5%; indústria alimentícia, 2,2%; e em outros
produtos químicos, 22,5%, que repercutiu a diminuição
da produção de inseticidas para uso na agricultura e
superfosfatos. A indústria de minerais não metálicos, no
mesmo período, cresceu 1,2% e a de refino de petróleo e
álcool, 10,7%, com maior produção de asfalto de petróleo,
gasolina automotiva e querosenes de aviação.
Considerando-se o período de doze meses, a
produção da indústria de Minas recuou 1% em fevereiro,
em relação a igual período de 2013 (-0,4% em novembro).
A atividade industrial extrativa recuou 5% e a indústria de
transformação, 0,3%, especialmente devido às retrações de
8,7% na indústria automobilística; de 1,5% na metalurgia
básica; e de 4,5% em outros produtos químicos. O
segmento alimentício, impulsionado pela maior fabricação
de iogurte adicionado de frutas, leite em pó e farinhas e
pellets da extração do óleo de soja, expandiu a produção
em 7,1%, enquanto o de refino de petróleo e álcool, 7,7% e
o de máquinas e equipamentos, 20%, com destaque para o
incremento na produção de motoniveladoras, carregadores
e transportadoras.
O faturamento real da indústria mineira aumentou
2,5%, no trimestre finalizado em fevereiro, em relação
ao encerrado em novembro, de acordo com dados
dessazonalizados da Fiemg. No mesmo sentido, o Nuci
teve incremento de 2,9 p.p. no período, atingindo a média
de 87,2% no trimestre.
O Icei/MG, divulgado pela Fiemg, atingiu 50,1
pontos em março (49,9 pontos em dezembro e 53,7 pontos
em março do ano anterior). A expansão trimestral refletiu
o aumento de 0,8 ponto no Índice de Expectativas para os
50 |
Boletim Regional do Banco Central do Brasil
|
Abril 2014
próximos seis meses e a queda de 1,1 pontos no Índice de
Condições Atuais, afetado principalmente por nas condições
da economia brasileira e do estado.
O superavit da balança comercial de Minas Gerais
situou-se em US$4,6 bilhões no primeiro trimestre de
2014, mantendo-se essencialmente estável em comparação
a igual período de 2013 (-0,1%), de acordo com o MDIC.
As exportações somaram US$7,3 bilhões, com redução de
1,8% ante o mesmo período do ano precedente, enquanto
as importações totalizaram US$2,6 bilhões, contração de
4,6%, sob a mesma base.
Tabela 4.21 – Exportação por fator agregado – FOB
Janeiro-março
Discriminação
US$ milhões
Brasil
Minas Gerais
2012
Total
2013
Var. %
Var. %
7 417
7 287
-1,8
Básicos
4 443
4 659
4,9
3,7
Industrializados
2 973
2 628
-11,6
-7,3
1 604
1 299
-19,0
-9,9
1 370
1 329
-3,0
-6,4
Semimanufaturados
1/
Manufaturados
-2,5
Fonte: MDIC/Secex
1/ Inclui operações especiais.
Tabela 4.22 – Importação por categoria de uso – FOB
Janeiro-março
Discriminação
Minas Gerais
2012
Total
Bens de capital
Matérias-primas
Bens de consumo
2013
US$ milhões
Brasil
Var. %
Var. %
2 767
2 639
-4,6
943
866
-8,2
-0,6
5,6
1 205
1 117
-7,3
12,7
-1,5
473
492
3,9
Duráveis
358
337
-6,1
1,4
Não duráveis
115
155
35,2
-1,1
145
165
13,5
-10,5
Combustíveis e lubrificantes
Fonte: MDIC/Secex
O desempenho das exportações resultou de
decréscimo de 7,8% nos preços e aumento de 6,6% no
quantum embarcado. Assinale-se o aumento de 4,9% nos
embarques de produtos básicos (concentrado na pauta de
minérios de ferro), mais que compensado pela redução de
19% nos do segmento de semimanufaturados, resultado da
retração das vendas de ouro não-monetário, de produtos
semimanufaturados de ferro ou aço e de açúcar de cana
em bruto. Houve decréscimo também nos embarques de
manufaturados, de 3%, com destaque para o segmento
automobilístico, impactado pela queda nas vendas para a
Argentina e o México. Em relação aos principais destinos,
China, EUA, Japão, Argentina, Holanda e Reino Unido
adquiriram, em conjunto, 62% das exportações do estado,
no período.
A trajetória das importações, repercutindo
decréscimos de 2,6% nos preços e de 2% no quantum,
pode ser parcialmente atribuída à diminuição de 7,3%
nas compras de matérias-primas, refletindo a redução nas
compras de produtos minerais, especialmente de enxofre a
granel, e matérias-primas para a agricultura. Nesse mesmo
sentido, as aquisições de bens de capital decresceram 8,2%,
sensibilizadas pela retração nas compras de equipamento
móvel de transporte, dentre os quais, locomotivas diesel/
elétricas e dumpers para transportes de mercadorias, e
de equipamentos fixos de transporte, com destaque para
trilhos de aço. Em sentido oposto, as importações de
bens de consumo aumentaram 3,9%, incentivadas pelas
compras de produtos alimentícios e de máquinas e aparelhos
de uso doméstico, e as de combustíveis e lubrificantes,
especialmente hulhas e coques. Assinale-se o recuo nas
aquisições de automóveis, 17,7%, principalmente dos
oriundos da Argentina, e também do México. Os ingressos
de produtos da China, Argentina, Estados Unidos, Itália,
Alemanha e França, em conjunto, responderam por 68%
das aquisições do estado, no período.
Abril 2014
|
Boletim Regional do Banco Central do Brasil
| 51
Tabela 4.23 – IPCA – Belo Horizonte
Variação % trimestral
Discriminação
1/
Pesos
2013
II Tri
2014
II Tri
IV Tri
I Tri
IPCA
100,0
1,32
0,35
1,76
2,18
Livres
77,6
1,30
0,68
1,93
2,62
Comercializáveis
36,3
0,59
0,81
2,05
2,08
Não comercializáveis
41,3
1,93
0,56
1,83
3,09
22,4
1,37
-0,74
1,19
0,68
Alimentos e bebidas
22,0
1,02
-0,92
2,58
3,58
Habitação
1,34
Monitorados
Principais itens
15,2
2,99
1,21
1,51
Artigos de residência
5,2
0,43
2,71
2,74
2,26
Vestuário
7,0
2,18
-0,17
2,60
1,09
Transportes
18,4
-0,20
-1,17
1,06
0,69
Saúde
10,9
2,57
1,48
1,33
1,91
Despesas pessoais
12,0
1,82
2,00
2,03
2,81
Educação
4,7
0,46
0,97
0,14
8,06
Comunicação
4,5
0,01
0,71
1,33
-0,81
Fonte: IBGE
1/ Referentes a março de 2014
O IPCA da RMBH aumentou 2,18% no trimestre
encerrado em março (1,76% naquele encerrado em
dezembro), com variações de 2,62% nos preços livres e de
0,68% nos monitorados (1,93% e 1,19%, respectivamente,
no trimestre terminado em dezembro). Destacaram-se
os aumentos de preços nos grupos educação, 8,06%,
alimentação e bebidas, 3,58%, e despesas pessoais, 2,81%,
e o recuo no grupo comunicação, 0,81%.
A evolução dos preços livres resultou da aceleração
de 1,83% para 3,09% nos preços de itens não comercializáveis
e do discreto aumento, de 2,05% para 2,08%, na variação
dos preços de itens comercializáveis. No primeiro grupo
assinalem-se as elevações nos preços dos itens tubérculos,
raízes e legumes, 25,37% (tomate, 38,44%, e batata-inglesa,
24,64%); cursos regulares, 9,19%, e alimentação fora do
domicílio, 3,21%. No segundo, as elevações em cigarros,
12,22%, carnes, 4,64%, e artigos de higiene pessoal,
2,86%.
Os preços de itens monitorados refletiram, em
especial, os avanços nos itens ônibus intermunicipal, 6,05%,
plano de saúde, 2,18%, e gasolina, 1,28%. O índice de
difusão atingiu 65,9% no primeiro trimestre de 2014 (62,8%
no último trimestre de 2013).
Em doze meses terminados em março, IPCA da
RMBH variou 5,71%, ante 5,75% em 2013, como reflexo
do aumento de 6,67% dos preços livres e de 2,52% dos
monitorados (7,21% e 1,05%, respectivamente, em 2013).
Consideradas por grupos, as principais pressões de alta
tiveram origem no aumento dos custos com educação,
9,77%, despesas pessoais, 8,95%, e artigos de residência,
8,38%. As menores elevações couberam a transportes 0,36%
e comunicação, 1,23%.
O elevado coeficiente de abertura da economia
mineira contribui para que o seu desempenho esteja
correlacionado à evolução do cenário internacional. Nesse
contexto, a recuperação recente das cotações agrícolas e a
recuperação das economias maduras tendem a favorecer
desdobramentos positivos na atividade do estado. Em termos
locais, a robustez do mercado de trabalho, a continuidade
de expansão das operações de crédito, o elevado patamar
da renda e as obras de infraestrutura, em curso, contribuem
para a sustentação da tendência de crescimento do consumo
e do investimento.
52 |
Boletim Regional do Banco Central do Brasil
|
Abril 2014
Rio de Janeiro
O ritmo da atividade econômica do Rio de
Janeiro moderou nos últimos meses, embora as condições
do mercado de trabalho e a trajetória da renda ainda
permaneçam favoráveis. Nesse contexto, o IBCR-RJ
contraiu 0,3% no trimestre encerrado em fevereiro, em
relação ao encerrado em novembro, quando aumentara 0,2%,
na série sazonalmente ajustada. Considerados períodos de
doze meses, o indicador expandiu 0,9% em fevereiro (1%
em novembro).
Gráfico 4.12 – Índice de Atividade Econômica do
Banco Central – Brasil e Rio de Janeiro
Dados dessazonalizados
2002 = 100
150
145
140
135
130
125
Fev
2011
Jun
Out
Fev
2012
Jun
Brasil
Out
Fev
2013
Jun
Out
Fev
2014
Rio de Janeiro
Tabela 4.24 – Índice de vendas no varejo – Rio de Janeiro
Geral e setores selecionados
Variação % no período
Setores
2013
2014
1/
Ano
Comércio varejista
Combustíveis e lubrificantes
Nov
Fev
1/
12 meses
5,0
1,6
-1,5
5,2
5,9
3,3
0,1
6,0
Hiper e supermercados
2,7
2,3
-1,5
3,0
Tecidos, vestuário e calçados
0,3
-0,2
-0,5
1,6
-0,8
-4,5
-4,9
1,3
6,3
Móveis e eletrodomésticos
Comércio ampliado
6,1
1,3
-2,4
Veículos e motos, partes e peças
7,9
0,6
-3,8
8,5
Material de construção
7,7
0,0
0,8
7,0
Fonte: IBGE
1/ Variação relativa aos trimestres encerrados em t e t-3. Dados dessazonalizados.
Tabela 4.25 – Receita nominal de serviços – Rio
de Janeiro
Serv. empresariais não financeiros, exceto saúde e educação
Var. %
Segmentos
2013
Serviços prestados às famílias
6,6
8,5
9,0
7,3
8,3 11,5
8,2
8,1
Serviços de informática e comunicação
8,0 10,2
9,3
8,6
Serviços profissionais e administrativos
6,9
6,1
5,8
6,4
7,8 10,3
13,4
9,0
0,1
-3,0
Transportes e correio
Outros serviços
-4,9
-3,0
Fonte: IBGE
1/ Variação relativa ao trimestre encerrado no mês assinalado e o mesmo período
do ano anterior.
As vendas de automóveis e veículos comerciais
leves totalizaram 69,1 mil unidades no trimestre encerrado
em fevereiro, expansão de 2,7% em relação ao trimestre
finalizado em novembro, de acordo com dados da Federação
Nacional da Distribuição de Veículos Automotores
(Fenabrave), dessazonalizados. Considerados períodos
de doze meses, as vendas recuaram 4,4% em fevereiro
(decréscimo de 4% em novembro).
2014
Ano Nov1/ Fev1/ 12 meses
Total
As vendas do comércio varejista decresceram 1,5%
no trimestre encerrado em fevereiro, em relação ao findo
em novembro, de acordo com dados dessazonalizados da
PMC do IBGE, constituindo o primeiro recuo nesse tipo de
comparação desde novembro de 2012. Destacaram-se as
variações nos segmentos hipermercados, supermercados,
produtos alimentícios, bebidas e fumo, -1,5%, outros
artigos de uso pessoal e doméstico, -4,6%, e móveis e
eletrodomésticos, -4,9%, contrapondo-se às expansões de
equipamentos e materiais para escritório, informática e
comunicação, 10,7%, e de livros, jornais, revistas e papelaria,
2,8%. Incluídos o declínio nas vendas de veículos, motos,
partes e peças, 3,8%, e o aumento nas vendas de material
de construção, 0,8%, o comércio ampliado contraiu 2,4%
no trimestre. Considerados intervalos de doze meses, o
crescimento do comércio varejista do estado segue robusto,
com alta de 5,2% em fevereiro, em relação a igual período
de 2013, enquanto o comércio ampliado cresceu 6,3% (5,3%
e 6%, respectivamente, em novembro).
A receita nominal do setor de serviços do estado
cresceu, de acordo com a Pesquisa Mensal de Serviços
do IBGE, 9% no trimestre encerrado em fevereiro, em
relação ao mesmo período de 2013 (8,5% no finalizado em
novembro), sobretudo devido aos desempenhos positivos
dos segmentos serviços de informação e comunicação, 9,3%,
e transportes e correio, 13,4%. Considerados intervalos de
doze meses, na comparação interanual, a receita do setor de
serviços expandiu 7,3% em fevereiro (7% em novembro).
Abril 2014
|
Boletim Regional do Banco Central do Brasil
| 53
Gráfico 4.13 – Evolução do saldo das operações de
crédito – Rio de Janeiro1/
Variação em 12 meses (%)
30
20
10
0
Fev Mai
2011
Ago Nov Fev Mai
2012
PF
Ago Nov Fev Mai
2013
PJ
Ago Nov Fev
2014
Total
1/ Operações com saldo superior a R$1 mil.
O saldo das operações de crédito superiores a R$1
mil somou R$332,4 bilhões em fevereiro – dos quais R$105,2
bilhões relativos ao crédito para pessoas físicas e R$227,2
bilhões para pessoas jurídicas –, com crescimentos de 5,7%
no trimestre e 16,5% em doze meses. A evolução trimestral
refletiu o acréscimo de 3,2% dos empréstimos às pessoas
físicas e a expansão de 6,8% às pessoas jurídicas, enquanto
na variação em doze meses esses aumentos corresponderam
a 13,8% e 17,8%, na ordem. As operações com recursos
livres no estado cresceram 2,3% no trimestre, destacandose as de capital de giro, 4,5%, enquanto as operações com
recursos direcionados aumentaram 9,3% no mesmo período,
repercutindo, sobretudo, os aumentos dos empréstimos do
BNDES a pessoas jurídicas, 8,9%, e os financiamentos rurais
a pessoas jurídicas, 38,8%.
A inadimplência relativa às operações de crédito
atingiu 2,33% em fevereiro (2,34% em novembro), com
decréscimo de 0,21 p.p. no segmento de pessoas físicas e
aumento de 0,12 p.p. no de pessoas jurídicas, que alcançaram,
na ordem, taxas de 5,36% e 1,08%.
Tabela 4.26 – Evolução do emprego formal –
Rio de Janeiro
Novos postos
1/
Acumulado no trimestre (em mil)
Discriminação
Total
Indústria de transformação
2013
2014
Fev
Mai
Ago
-35,3
34,9
17,2
Nov
39,3
Fev
-7,5
-2,8
7,4
2,2
1,9
-1,1
Comércio
-13,8
1,7
2,9
25,2
-14,9
Serviços
-13,0
18,1
8,1
17,3
5,1
0,1
5,8
3,8
-2,6
4,6
-2,0
1,5
1,8
-1,5
-1,6
0,0
-0,6
-2,0
-0,5
0,3
-3,8
1,1
0,4
-0,4
0,0
Construção civil
Agropecuária
Serviços ind. utilidade pública
2/
Outros
Fonte: MTE
1/ Refere-se ao trimestre encerrado no mês assinalado.
2/ Inclui extrativa mineral, administração pública e outras.
A economia fluminense perdeu, de acordo com
o Caged/MTE, 7,5 mil postos de trabalho no trimestre
encerrado em fevereiro (redução de 35 mil em igual período
de 2013), em especial no comércio, 14,9 mil, refletindo a
sazonalidade desfavorável. Em contraposição, o setor de
serviços gerou 5,1 mil empregos formais nos últimos três
meses até fevereiro, ante redução de 13 mil no trimestre
correspondente de 2013, enquanto a construção civil criou
4,6 mil vagas (120 na mesma referência). O nível de emprego
formal cresceu 0,6% no trimestre encerrado em fevereiro,
em relação ao trimestre finalizado em novembro, quando
havia aumentado 0,4%, na mesma base de comparação,
considerada a série dessazonalizada. Nos últimos doze meses
encerrados em fevereiro, o indicador expandiu 1,7% (1,9%
em novembro).
O pessoal ocupado e a folha de pagamento real na
indústria do Rio de Janeiro diminuíram 0,3% no trimestre
finalizado em fevereiro, em relação ao terminado em
novembro, enquanto o número de horas pagas aumentou 0,7%,
segundo dados da Pesquisa Industrial Mensal – Emprego e
Salário (Pimes), do IBGE, dessazonalizados. Considerado o
período de doze meses até fevereiro, o pessoal ocupado recuou
0,9%, decréscimo concentrado na indústria de transformação,
onde o indicador diminuiu 1,4%. Na mesma referência, a folha
real de pagamentos e as horas pagas elevaram-se 1,7% e 0,7%,
sustentadas especialmente pela indústria extrativa, na qual as
variações alcançaram 6,5% e 6,8%, na ordem.
54 |
Boletim Regional do Banco Central do Brasil
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Abril 2014
A taxa média de desemprego da RMRJ atingiu
3,7% no trimestre encerrado em fevereiro, contra 4,3% em
igual período de 2013, de acordo com a PME do IBGE. A
redução do desemprego, em termos interanuais, refletiu os
recuos de 0,3% na população ocupada e de 0,9% na PEA. O
rendimento médio real habitualmente recebido pelas pessoas
ocupadas e a massa salarial real elevaram-se 6,9% e 8%,
nessa ordem, em relação ao trimestre equivalente do ano
anterior, resultados superiores aos observados, em média, nas
demais regiões metropolitanas pesquisadas. Considerados
dados dessazonalizados, a taxa média de desemprego situouse em 3,9% no trimestre encerrado em fevereiro (4,2% no
finalizado em novembro).
Gráfico 4.14 – Taxa de desemprego aberto –
Rio de Janeiro
%
7
6
5
4
3
Jan
Fev
Mar
Abr
Mai
2011
Jun
Jul
Ago
Set
2012
Out
Nov Dez
2013
2014
Fonte: IBGE
Tabela 4.27 – Necessidades de financiamento –
Rio de Janeiro
1/
R$ milhões
UF
Resultado primário
Juros nominais
2012
2013
2012
2013
Jan-dez
Jan-dez
Jan-dez
Jan-dez
Estado do Rio de Janeiro
Governo estadual
Capital
811
-1 594
8 390
7 826
-811
-1 332
7 555
7 114
1 247
82
888
780
375
-343
-52
-69
Demais municípios
1/ Inclui inform. do estado e de seus principais municípios. Dados preliminares.
Tabela 4.28 – Dívida líquida e necessidades de
financiamento – Rio de Janeiro
1/
R$ milhões
UF
Dívida
2/
Fluxos acumulados no ano
2012
Nominal
Outros
Primário Juros Total
Dez
Dívida
4/
3/
2013
Dez
Estado do Rio de Janeiro 75 117
-1 594 7 826 6 232
616
81 965
Governo estadual
-1 332 7 114 5 782
240
75 359
Capital
Demais municípios
69 338
6 599
82
780
862
381
7 842
-820
-343
-69
-412
-5
-1 237
1/ Inclui inform. do estado e de seus principais municípios. Dados preliminares.
2/ A dívida líquida no momento t+1 é a dívida no momento t, mais o resultado
nominal e o resultado de outros fluxos.
3/ O resultado nominal é a soma dos juros com o resultado primário.
4/ Inclui ajustes decorrentes de variação cambial, reconhec. de dívidas e privatiz.
Tabela 4.29 – Produção agrícola – Rio de Janeiro
Itens selecionados
Em mil toneladas
Discriminação
1/
Pesos
Produção
2013
Variação %
2/
2014
2014/2013
Grãos
Milho
0,7
13,3
10,6
-20,1
Feijão
0,6
3,1
2,6
-13,9
11,1
Outras lavouras
Tomate
24,2
181,9
202,1
Cana-de-açúcar
22,7
4 968,0
5 115,9
3,0
Abacaxi (mil frutos)
12,0
120,7
103,9
-13,9
Mandioca
10,9
198,7
190,8
-4,0
Banana
7,3
150,2
131,2
-12,6
Café
6,4
16,9
18,5
9,7
Fonte: IBGE
1/ Por valor da produção – PAM 2012.
2/ Estimativa segundo o LSPA de março de 2014.
O superavit primário dos governos do estado,
da capital e dos principais municípios do Rio de Janeiro
totalizou R$1,59 bilhão em 2013 (deficit de R$811 milhões
em 2012), desempenho decorrente, sobretudo, da redução
do deficit da capital, de R$1,25 bilhão para R$82 milhões.
Os juros nominais da dívida, apropriados por competência,
montaram a R$7,83 bilhões no ano, 6,7% menos que no
ano anterior, em linha com a menor variação do IGP-DI,
principal indexador dos passivos regionais renegociados com
a União. O deficit nominal somou R$6,23 bilhões (R$9,2
bilhões em 2012).
A dívida líquida dos entes considerados alcançou
R$81,96 bilhões em dezembro. O acréscimo de 9,1% em
relação a dezembro de 2012 refletiu os aumentos de 8,7%
nas dívidas do governo do estado e 18,8% da capital.
A arrecadação de ICMS somou R$5,7 bilhões no Rio
de Janeiro no primeiro bimestre, de acordo com informações
do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), com
acréscimo real de 3,6% relativamente à de igual período
de 2013 (correção pelo IGP-DI). As transferências da
União (exceto Fundo de Manutenção e Desenvolvimento
da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da
Educação – Fundeb) totalizaram R$943,6 milhões, aumento
real de 13,6%, nas mesmas referências, de acordo com a
Secretaria do Tesouro Nacional (STN).
No âmbito da produção agrícola, a safra de cana-deaçúcar, um dos principais cultivos no estado, deverá avançar
3,0% em 2014 de acordo com o LSPA de março do IBGE.
A estimativa reflete a redução de 6,9% na área colhida e o
incremento de 10,6% na produtividade. Dentre as demais
culturas, assinalem-se as elevações projetadas de 11,1% da
produção de tomate e de 47,3% de laranja e as retrações de
13,9% e 4% para as lavouras de abacaxi e de mandioca. Para
Abril 2014
|
Boletim Regional do Banco Central do Brasil
| 55
a safra de grãos, o Levantamento aponta queda de 17,1%
na produção no estado, comparativamente a 2013, diante
das reduções de 15,3% e 2,2% na área a ser colhida e na
produtividade, respectivamente.
Tabela 4.30 – Produção industrial – Rio de Janeiro
Geral e setores selecionados
Variação % no período
1/
Setores
Pesos
2013
2014
2/
Nov
Indústria geral
Fev
2/
Ac. 12 meses
100,0
-0,9
-1,9
-0,9
Indústria extrativa
18,6
0,6
-2,7
-5,1
Indústria de transformação
81,4
-0,8
-2,7
0,1
14,0
0,1
1,4
-0,4
Veículos automotores
9,4
-4,7
-5,4
13,4
Metalurgia básica
9,2
-2,4
-2,2
-12,0
Outros produtos químicos
9,2
-2,6
,
0,8
7,4
Refino de petróleo e álcool
Fonte: IBGE
1/ Ponderação da atividade na indústria geral, conforme a PIM-PF/IBGE.
2/ Variação relativa aos trimestres encerrados em t e t-3. Dados dessazonalizados.
Gráfico 4.15 – Produção industrial – Rio de Janeiro
Dados dessazonalizados – Média móvel trimestral
2002 = 100
140
130
120
A atividade industrial do estado diminuiu 1,9% no
trimestre encerrado em fevereiro, em relação ao finalizado
em novembro, período em que decrescera 0,9% no mesmo
tipo de comparação, segundo dados dessazonalizados da
PIM-PF Regional do IBGE. A produção da indústria de
transformação recuou 2,7% no período, com destaque para
os resultados negativos da indústria farmacêutica, 28,6%;
edição, impressão e reprodução de gravações, 8,9%; e
veículos automotores, 5,4%. Ressalte-se que o segmento de
veículos automotores foi impactado por ajustes nos turnos
de produção em montadora do estado ao longo de fevereiro.
O desempenho da indústria extrativa foi influenciado pela
menor produção petrolífera, parcialmente explicada por
incêndio ocorrido em plataforma no final de dezembro,
resultando recuo de 2,7% no período. Considerados
intervalos de doze meses, a indústria do estado diminuiu
0,9% em fevereiro, ante avanço de 0,5% em novembro,
com retração de 5,1% nas atividades extrativas e aumento
de 0,1% nas de transformação.
110
100
90
Nov Fev Mai Ago Nov Fev Mai Ago Nov Fev Mai Ago Nov Fev
2010 2011
2012
2013
2014
Indústria geral
Indústria extrativa
Indústria de transformação
Fonte: IBGE
Gráfico 4.16 – Índice de Confiança do Empresário
Industrial – Rio de Janeiro
Pontos
70
65
60
55
O Icei, divulgado pela Federação das Indústrias
do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), atingiu 53 pontos em
janeiro (52,2 pontos em outubro e 57,3 pontos em janeiro
de 2013), constituindo o segundo avanço consecutivo do
indicador. A evolução trimestral resultou dos crescimentos
de 0,6 ponto na componente que avalia as condições atuais
e de 0,7 ponto na de expectativas, refletindo, em particular,
a recuperação da confiança acerca da própria empresa e da
economia local. Os indicadores de estoques de produtos finais
e de balanço entre estoques planejados e efetivos sugerem
que a indústria do estado realiza processo de ajuste.
50
45
40
35
30
Out Jan Abr
2010 2011
Geral
Jul
Out Jan Abr Jul
2012
Expectativas
Out Jan Abr
2013
Jul
Out Jan
2014
Condições atuais
Em relação ao comércio exterior, a balança
comercial do estado acumulou deficit de US$959 milhões
nos três primeiros meses deste ano, ampliando o resultado
negativo em relação ao apurado em igual período de 2013,
deficit de US$551 milhões, de acordo com o MDIC. As
exportações no trimestre somaram US$4,1 bilhões e as
importações, US$5,1 bilhões, com contrações de 20% e de
10,9% na mesma base de comparação. As vendas externas
Fonte: Firjan
56 |
Os desembolsos do BNDES no estado totalizaram
R$4,2 bilhões no primeiro bimestre do ano (R$1 bilhão nos
meses equivalentes de 2013), contemplando principalmente
os setores de petróleo e de infraestrutura de transportes.
Boletim Regional do Banco Central do Brasil
|
Abril 2014
de óleos brutos de petróleo, que representaram 56% do total
dos embarques do estado no trimestre, diminuíram 7,9% no
período, enquanto suas importações, equivalentes a 19,1%
do influxo total, recuaram 19,4%.
Tabela 4.31 – Exportação por fator agregado – FOB
Janeiro-março
US$ milhões
Discriminação
Rio de Janeiro
2013
Total
Brasil
2014
Var. %
Var. %
5 141
4 113
-20,0
Básicos
2 516
2 356
-6,4
3,7
Industrializados
2 625
1 757
-33,1
-7,3
Semimanufaturados
Manufaturados1/
-2,5
444
482
8,6
-9,9
2 181
1 275
-41,5
-6,4
Fonte: MDIC/Secex
1/ Inclui operações especiais.
Tabela 4.32 – Importação por categoria de uso – FOB
Janeiro-março
US$ milhões
Discriminação
Rio de Janeiro
2013
Total
Brasil
2014
Var. %
Var. %
5 693
5 073
-10,9
-0,6
Bens de capital
1 172
1 131
-3,5
-1,1
Matérias-primas
1 552
1 699
9,5
1,4
780
725
-7,1
5,6
Duráveis
340
367
7,9
12,7
Não duráveis
440
358
-18,6
-1,4
2 189
1 518
-30,7
-10,5
Bens de consumo
Combustíveis e lubrificantes
Fonte: MDIC/Secex
Tabela 4.33 – IPCA – Rio de Janeiro
Variação % trimestral
Discriminação
1/
Pesos
2013
II Tri
IPCA
2014
III Tri
IV Tri
I Tri
100,0
1,88
0,43
2,47
2,88
72,8
1,70
0,84
2,82
3,19
Comercializáveis
27,7
1,20
1,52
2,43
1,23
Não comercializáveis
45,1
2,02
0,41
3,06
4,42
27,2
2,36
-0,66
1,59
2,03
Livres
Monitorados
Principais itens
Alimentação
23,4
2,12
-0,16
2,70
3,94
Habitação
16,5
2,30
1,52
2,95
1,55
3,7
0,26
2,98
2,44
0,31
Artigos de residência
Vestuário
5,0
2,50
0,07
3,12
-0,24
Transportes
17,7
1,65
-1,04
2,25
3,57
Saúde
11,8
3,06
1,26
1,34
1,52
Despesas pessoais
11,4
1,94
0,85
3,98
5,04
Educação
5,1
0,43
0,81
0,62
8,28
Comunicação
5,3
-0,36
0,07
1,39
-1,60
Fonte: IBGE
1/ Referente a março de 2014.
A redução das exportações totais resultou de
decréscimos de 6,9% nos preços e de 14,1% no quantum
exportado, ressaltando-se o recuo nas vendas de produtos
básicos, 6,4%, principalmente óleos brutos de petróleo, e
manufaturados, 46,4%, impactados por operação de leaseback de R$802 milhões ocorrida no primeiro trimestre de
2013 que não se repetiu em 2014. As vendas direcionadas
aos EUA, China e Índia responderam, em conjunto, por
51,7% das exportações do estado no trimestre.
O recuo das importações evidenciou as quedas
de 3,3% nos preços e de 7,8% no quantum, com ênfase
na redução de 30,7% em combustíveis e lubrificantes,
principalmente óleos brutos de petróleo e gás natural
liquefeito. As importações provenientes dos EUA, China
e Arábia Saudita representaram, em conjunto, 48,6% das
compras do estado no período.
Os preços na RMRJ aumentaram 2,88% no
primeiro trimestre de 2014, comparativamente aos 2,47%
no trimestre anterior. A aceleração refletiu as maiores
variações tanto dos preços monitorados, de 1,59% para
2,03%, quanto dos livres, de 2,82% para 3,19%. Nesses,
a desaceleração dos itens comercializáveis, de 2,43% para
1,23%, foi insuficiente para compensar a aceleração dos bens
e serviços não comercializáveis, de 3,06% para 4,42%. No
período, destacaram-se, entre os monitorados, os reajustes de
transportes públicos (ônibus urbano e intermunicipal, e táxi)
e, entre os livres, elevações das despesas com mensalidades
escolares, empregado doméstico, refeição, e aluguel. O
índice de difusão atingiu 61%, ante 59,6% e 62,2% no
primeiro e quarto trimestres de 2013.
A inflação na RMRJ atingiu 7,86% nos doze meses
encerrados em março (6,16% em dezembro), constituindo a
taxa mais elevada entre as regiões abrangidas pelo IPCA. Os
preços foram pressionados, em particular, pelos aumentos
nos custos de transportes, despesas pessoais e alimentação.
Os preços monitorados acumularam variação de 5,4% e os
livres, 8,8% (comercializáveis, 6,52%; não comercializáveis,
10,23%) no período.
A atividade econômica do Rio de Janeiro desacelerou
na margem, impactada pelo desempenho de segmentos
industriais com efeitos relevantes na cadeia produtiva,
Abril 2014
|
Boletim Regional do Banco Central do Brasil
| 57
na geração de renda e na balança comercial do estado.
O mercado de trabalho, contudo, segue apresentando
baixas taxas de desemprego e renda em trajetória positiva,
apontando sustentação da expansão da demanda, embora
em ritmo moderado. Nos próximos períodos, a recuperação
da confiança e os investimentos em curso e anunciados,
públicos e privados, devem contribuir para o crescimento
da economia do estado.
58 |
Boletim Regional do Banco Central do Brasil
|
Abril 2014
Gráfico 4.17 – Índice de Atividade Econômica do Banco
Central – Brasil e São Paulo
Dados dessazonalizados
2002 = 100
155
150
145
140
135
Fev Mai
2011
Ago
Nov Fev Mai
2012
IBC-Br
Ago Nov Fev Mai Ago Nov Fev
2013
2014
IBCR-SP
Tabela 4.34 – Comércio varejista – São Paulo
Geral e setores selecionados
São Paulo
O PIB de São Paulo, estimado pela Fundação Sistema
Estadual de Análise de Dados (Seade), cresceu 1,7% em 2013,
refletindo, principalmente, o comportamento da indústria,
que avançou 2,2%. No início deste ano, o desempenho
da economia paulista foi negativamente impactado pelo
arrefecimento do comércio varejista e do setor de serviços,
e pela retração, na margem, da indústria. Nesse contexto, o
IBCR-SP recuou 1,1% no trimestre encerrado em fevereiro,
em relação ao terminado em novembro, quando expandira
0,8%, na mesma base de comparação, considerados dados
dessazonalizados. No período de doze meses, o indicador
aumentou 1,4% em fevereiro (1,9% em novembro).
Variação % no período
Setores
2013
Ano
Comércio varejista
Combustíveis e lubrificantes
Hiper e supermercados
Tecidos, vestuário e calçados
Móveis e eletrodomésticos
Comércio ampliado
Automóveis e motocicletas
Material de construção
2014
1/
Nov
Fev
1/
12 meses
4,2
8,6
4,1
3,0
-0,2
2,4
-0,9
1,2
-1,0
-0,6
0,5
-0,7
2,4
-2,7
-2,4
4,9
9,0
4,9
2,6
-1,0
3,0
0,5
3,0
2,4
-0,2
1,4
0,1
-2,8
4,5
3,3
-0,1
4,0
Fonte: IBGE
1/ Variação relativa aos trimestres encerrados em t e t-3. Dados dessazonalizados.
Gráfico 4.18 – Comércio varejista – São Paulo
Dados dessazonalizados
2011 = 100
120
115
As vendas do comércio varejista cresceram 0,5% no
trimestre encerrado em fevereiro, em relação ao terminado
em novembro, quando se elevaram 2,4%, no mesmo tipo
de análise, de acordo com dados dessazonalizados da
PMC, do IBGE. Sobressaíram as expansões nas vendas de
artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria
e cosméticos (2,7%), e de hipermercados e supermercados
(2,4%); em oposição às retrações, em especial, nos segmentos
de equipamentos e materiais para escritório, informática, e
comunicação (-20,8%) e de tecidos, vestuário e calçados
(-2,7%). O comércio ampliado, refletindo recuo de 2,8%
nas vendas de veículos, motos, partes e peças, e a expansão
de 4,5% nas de material de construção, cresceu 0,1% no
trimestre (aumento de 2,4% em novembro).
110
105
100
95
90
Fev Mai
2011
Ago Nov Fev Mai
2012
Comérico varejista
Ago Nov Fev Mai Ago Nov Fev
2013
2014
Comércio ampliado
Fonte: IBGE
Tabela 4.35 – Receita nominal de serviços – São Paulo
Serv. empresariais não financeiros, exceto saúde e educação
Variação % no período
Segmentos
2013
Ano
Total
Serviços prestados às famílias
Serv. de informação e comunicação
Serv. profissionais e administrativos
Transportes e correio
Outros serviços
9,2
12,6
7,2
9,7
11,3
6,3
Considerados períodos de doze meses, as vendas
varejistas do estado cresceram 4,9% em fevereiro, em relação
a igual período de 2013 (4,7% em novembro), destacandose os aumentos nos segmentos artigos farmacêuticos,
médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (12,3%),
e equipamentos e materiais para escritório, informática e
comunicação (11,4%). O comércio ampliado, incorporando
variações de -0,1% nas vendas de veículos, motos, partes e
peças e de 4% nas de material de construção, cresceu 3,3%,
na mesma base de comparação (3,1% em novembro).
2014
1/
Nov
9,8
12,1
7,9
11,8
10,7
8,1
1/
12 meses
9,6
17,1
7,5
10,6
11,8
4,0
9,2
14,8
7,2
10,2
10,8
5,8
Fev
Fonte: IBGE
1/ Variação relativa ao trimestre encerrado no mês assinalado e o mesmo período
do ano anterior.
A receita nominal do setor de serviços de São Paulo
expandiu 9,6% no trimestre encerrado em fevereiro, ante igual
período de 2013 (9,8% em novembro), de acordo com a PMS
do IBGE, ressaltando-se os aumentos nos serviços prestados
às famílias, 17,1%; nos serviços auxiliares dos transportes e
correio, 11,8%; e nos serviços profissionais, administrativos
e complementares, 10,6%. Em doze meses, a receita do setor
aumentou 9,2% em fevereiro, em relação a igual período de
2013, mesmo percentual observado em novembro.
Abril 2014
|
Boletim Regional do Banco Central do Brasil
| 59
O saldo das operações de crédito superiores a R$1
mil realizadas em São Paulo atingiu R$808,5 bilhões em
fevereiro, com crescimentos de 2% no trimestre e 12,1%
em doze meses. O estoque relativo ao segmento de pessoas
físicas totalizou R$342,7 bilhões, elevando-se 3,1% e
14,2%, respectivamente, nos períodos considerados, com
destaque para a modalidade financiamento imobiliário. Os
empréstimos contratados pelo segmento de pessoas jurídicas
situaram-se em R$465,8 bilhões, variando 1,2% no trimestre
e 10,6% em doze meses, assinalando-se o desempenho das
operações com recursos do BNDES, do financiamento à
exportação e do financiamento imobiliário.
Gráfico 4.19 – Evolução do saldo das operações de
crédito – São Paulo1/
Variação em 12 meses – %
25
20
15
10
5
0
Fev Mai Ago Nov Fev Mai Ago Nov Fev Mai Ago Nov Fev
2011
2012
2013
2014
PF
PJ
Total
1/ Operações com saldo superior a R$1 mil.
A inadimplência das operações de crédito no estado
atingiu 2,8% em fevereiro, reduzindo-se 0,2 p.p. no trimestre
e 0,7 p.p. em doze meses. A evolução trimestral repercutiu
a diminuição de 0,2 p.p. nas taxas relativas aos segmentos
de pessoas físicas e de pessoas jurídicas, que se situaram em
4,1% e em 1,8%, na ordem.
Tabela 4.36 – Evolução do emprego formal – São Paulo
Novos postos de trabalho
1/
Acumulado no trimestre (em mil)
Discriminação
2013
2014
Fev
Total
Mai
-120,6 149,0
Nov
Fev
81,9
54,4
-87,9
-5,4
-6,6
-31,6
Indústria de transformação
-34,8
Comércio
-16,6
0,4
27,2
45,2
-23,5
Serviços
-6,1
50,4
30,6
45,6
10,9
Construção civil
-2,4
16,4
0,2
-8,1
0,6
-56,3
33,9
28,1 -23,2
-43,8
2,4
1,0
-0,2
0,7
0,9
-6,8
7,4
1,5
0,9
-1,4
Agropecuária
Serviços industr. de utilidade pública
2/
Outros
39,5
Ago
Fonte: MTE
1/ Refere-se ao trimestre encerrado no mês assinalado.
2/ Inclui extrativa mineral, administração pública e outros.
Gráfico 4.20 – Taxa de desemprego aberto – São Paulo
%
8
O Índice de Confiança do Consumidor (ICC),
divulgado pela Federação do Comércio do Estado de São
Paulo (Fecomercio SP), atingiu 134,9 pontos no trimestre
encerrado em fevereiro (138,0 pontos em novembro e 162,7
pontos em igual período de 2013). A evolução trimestral
refletiu quedas de 1,1 ponto no componente que avalia as
condições econômicas atuais e de 2,1 pontos no relativo a
expectativas.
O mercado de trabalho reduziu o número de postos
formais em 87,9 mil no trimestre encerrado em fevereiro
(-120,6 mil em igual período de 2013), de acordo com
o Caged/MTE, sendo 43,8 mil demissões líquidas na
agropecuária, 31,6 mil na indústria e 23,5 mil no comércio.
Considerados dados dessazonalizados, o nível de emprego
formal cresceu 0,5% no trimestre terminado em fevereiro, em
relação ao finalizado em novembro, quando havia aumentado
no mesmo ritmo.
Jan
7
6
5
4
Jan
Fev
Mar
2011
Abr
Mai
Jun
2012
Jul
Ago
Set
Out
Nov
2013
Dez
2014
Fonte: IBGE
60 |
Boletim Regional do Banco Central do Brasil
|
Abril 2014
A taxa de desemprego
da RMSP, divulgada pela PME
Fev
Marno trimestre encerrado em fevereiro
do IBGE, atingiu 5%
(6% em igual períodoAbr
de 2013), refletindo retrações de 0,4%
Mai
na população ocupada
e de 1,5% na PEA. O rendimento
Jun
real médio habitual e a massa salarial real cresceram 2,9% e
Jul
2,4%, respectivamente,
no período considerado. Na margem,
Ago
considerados dados dessazonalizados,
a taxa de desemprego
Set
situou-se em 5,3% noOut
trimestre finalizado em fevereiro (5,7%
naquele finalizado em
Novnovembro).
Tabela 4.37 – Necessidades de financiamento –
1/
São Paulo
R$ milhões
Resultado primário
UF
Juros nominais
2012
2013
2012
2013
Jan-dez
Jan-dez
Jan-dez
Jan-dez
Estado de São Paulo
-8 149
-8 325
30 273
27 428
Governo estadual
-5 752
-5 648
21 686
19 396
Capital
-3 978
-2 272
8 336
7 833
1 582
-404
251
200
Demais municípios
1/ Inclui inform. do Estados e de seus principais municípios. Dados preliminares.
Tabela 4.38 – Dívida líquida e necessidades de
financiamento – São Paulo
1/
R$ milhões
UF
Dívida
2/
Fluxos acumulados no ano
Dívida
4/
2012
Nominal
Dez
Primário Juros Total3/
2013
Outros
Dez
Est. de São Paulo
250 987
-8 325 27 428 19 103 -3 092 266 997
Gov. estadual
178 803
-5 648 19 396 13 748 -1 231 191 320
Capital
Demais municípios
66 867
-2 272
7 833
5 317
-404
200
5 560 -1 570
-205
70 857
-292
4 820
1/ Inclui inform. do Estado e de seus principais municípios. Dados preliminares.
2/ A dívida líquida no momento t+1 é a dívida no momento t, mais o resultado
nominal e o resultado de outros fluxos.
3/ O resultado nominal é a soma dos juros com o resultado primário.
4/ Inclui ajustes decorrentes de variação cambial, reconhec. de dívidas e privatiz.
Tabela 4.39 – Produção agrícola – São Paulo
Itens selecionados
Em mil toneladas
1/
Discriminação
Pesos
Produção de grãos
Arroz (em casca)
Feijão
Milho
Soja
Outras lavouras selecionadas
Café
Cana-de-açúcar
Laranja
2/
Produção
2013
-27,9
13,4
-4,2
-34,4
-17,7
4,4
231
222
58,9 404 680 404 680
7,8 11 830 11 830
-3,7
0,0
0,0
Fonte: IBGE
1/ Por valor da produção – PAM 2012.
2/ Estimativa segundo o LSPA de março de 2014.
Gráfico 4.21 – Abates de animais – São Paulo
Média móvel trimestral
2005 = 100
150
125
100
75
50
Fev Mai Ago Nov Fev Mai Ago Nov Fev Mai Ago Nov Fev
2011
2012
2013
2014
Bovinos
Fonte: Mapa
Aves
O superavit primário dos governos do estado, da
capital e dos principais municípios de São Paulo totalizou
R$8,3 bilhões em 2013. O crescimento de 2,2% em relação
a 2012 deveu-se à reversão do deficit de R$1,6 bilhão
em 2012 para superavit de R$404 milhões em 2013 no
resultado dos demais municípios, enquanto os superavits
do governo do estado e da capital recuaram 1,8% e 42,9%,
respectivamente.
Os juros nominais da dívida desses entes, apropriados
por competência, somaram R$27,4 bilhões em 2013, recuo
de 9,4% em relação a 2012, influenciado pelas retrações
de 10,6% no estado, 6,0% na capital e 20,3% nos demais
municípios, favorecendo a retração do deficit nominal para
R$19,1 bilhões em 2013 (de R$22,1 bilhões em 2012).
A dívida líquida do estado, da capital e dos
demais principais municípios alcançou R$267,0 bilhões
em dezembro de 2013 (61,9% da dívida do Sudeste), com
expansão de 6,4% em relação a dezembro de 2012.
2014/2013
5 488
93
227
3 131
1 590
0,2
1,3
4,8
3,7
7 615
82
237
4 772
1 933
Var. %
2014
As horas trabalhadas na indústria paulista recuaram
1,6%, no trimestre finalizado em fevereiro, em relação
ao encerrado em novembro, quando haviam crescido
0,5%, nesse tipo de análise, de acordo com estatísticas
dessazonalizadas da Federação das Indústrias do Estado de
São Paulo (Fiesp).
Suínos
Em relação à economia agrícola local, a safra de
grãos do estado deverá situar-se em 5,5 milhões de toneladas
em 2014, segundo o LSPA/IBGE de março, volume
correspondente à retração de 27,9% em relação à safra de
2013. Esse resultado reflete, principalmente, adversidades
climáticas verificadas no início do ano, traduzidas nas quedas
projetadas para as lavouras de milho (-34,4%), condicionada
pelas reduções no rendimento (-24,7%) e na área colhida
(-12,8%), e de soja, 17,7%, com queda de 27,8% no
rendimento. Em relação às demais lavouras, o Levantamento
estima estabilidade nas safras de cana-de-açúcar e laranja e
recuo de 3,7% na produção de café.
Os abates de bovinos, aves e suínos realizados em
Jan 2005
estabelecimentos fiscalizados pelo SIF variaram -8%, 2,7%
Fev
e -6,4%, respectivamente,
nos dois primeiros meses do ano,
Mar
em relação
a
igual
período
de 2013, de acordo com o Mapa.
Abr
Assinale-se
Mai que os abates no estado foram prejudicados,
sobretudo,
Jun pela forte estiagem no período recente, que
danificouJul
as pastagens e inibiu a engorda dos rebanhos.
Ago
Set
Abril 2014
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Boletim Regional do Banco Central do Brasil
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Gráfico 4.22 – Produção industrial – São Paulo
Dados dessazonalizados – Média móvel trimestral
2002 = 100
140
135
130
125
120
Fev Mai
2011
Ago Nov
Fev Mai
2012
Ago Nov
Fev Mai
2013
Brasil
Ago Nov
Fev
2014
São Paulo
A produção da indústria paulista recuou 3,3% no
trimestre encerrado em fevereiro, em relação ao finalizado
em novembro, quando expandira 0,6%, nesse tipo de
comparação, de acordo com dados dessazonalizados da PIMPF Regional do IBGE. Destacaram-se os crescimentos das
indústrias de materiais eletrônicos, aparelhos e equipamentos
de comunicações, 16,9%; e farmacêutica, 12,6%, mais
que compensados pelas reduções nos setores de veículos
automotores, 19,9%; de produtos de metal, exclusive
máquinas e equipamentos, 10,8%; e de outros produtos
químicos, 7,0%.
Fonte: IBGE
Tabela 4.40 – Produção industrial – São Paulo
Geral e setores selecionados
Variação % no período
1/
Setores
Pesos
2013
2014
2/
Nov
Fev
2/
12 meses
Indústria geral
100,0
0,6
-3,3
-0,1
Alimentos
11,6
2,5
-0,9
-0,5
Veículos automotores
10,1
7,7
-19,9
2,8
Refino de petróleo e álcool
9,0
-3,0
-2,2
2,1
Outros produtos químicos
8,4
2,1
-7,0
1,1
Máquinas e equipamentos
7,5
3,4
-5,6
7,3
Farmacêutica
5,7
-7,1
12,6
-13,5
Fonte: IBGE
1/ Ponderação da atividade na indústria geral, conforme a PIM-PF/IBGE.
2/ Variação relativa aos trimestres encerrados em t e t-3. Dados dessazonalizados.
Tabela 4.41 – Exportação por fator agregado – FOB
Janeiro-março
US$ milhões
Discriminação
São Paulo
Total
Básicos
Industrializados
Semimanufaturados
1/
Manufaturados
Brasil
2013
2014
Var. %
Var. %
12 455
1 112
11 631
-6,6
-2,5
1 268
14,1
11 343
3,7
10 363
-8,6
-7,3
1 593
1 538
-3,5
-9,9
9 750
8 825
-9,5
-6,4
Fonte: MDIC/Secex
1/ Inclui operações especiais.
Tabela 4.42 – Importação por categoria de uso – FOB
Janeiro-março
US$ milhões
Discriminação
São Paulo
2013
Total
Brasil
2014
Var. %
19 437 20 569
5,8
-0,6
4 986
4 950
-0,7
-1,1
Matérias-primas
9 700
9 888
1,9
1,4
Bens de consumo
3 199
3 242
1,4
5,6
Duráveis
1 166
1 139
-2,3
12,7
Não duráveis
2 033
2 103
3,4
-1,5
1 552
2 489
60,4
-10,5
Fonte: MDIC/Secex
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As vendas reais da indústria paulista evoluíram
1,9%, no trimestre encerrado em fevereiro, em relação ao
finalizado em novembro, quando decresceram 0,7%, nesse
tipo de comparação, enquanto o Nuci recuou 0,2 p.p., para
81,2%, no trimestre, de acordo com a Fiesp.
No âmbito do comércio exterior, o deficit da balança
comercial do estado totalizou US$8,9 bilhões no primeiro
trimestre do ano, 28% superior ao de igual período de 2013.
As exportações recuaram 6,6% e as importações aumentaram
5,8%, atingindo, na ordem, US$11,6 bilhões e US$20,5
bilhões.
O comportamento das exportações, resultado de
redução de 4% nos preços e de 2,7% no quantum, refletiu,
sobretudo, a diminuição de 9,5% nas vendas de produtos
manufaturados, com destaque para a queda nos embarques de
álcool etílico (-47%), açúcar refinado (-46,4%) e automóveis
de passageiros (-43%). EUA, Argentina, Holanda, China e
México adquiriram, em conjunto, 42,2% das exportações
do estado no período.
Var. %
Bens de capital
Combustíveis e lubrificantes
Considerados intervalos de doze meses, a produção
da indústria do estado recuou 0,1% em fevereiro, em relação
a igual período de 2013 (crescimento de 1,1% em novembro),
ressaltando-se as retrações na indústria farmacêutica, 13,5%;
e na de edição, impressão e reprodução de gravações, 13,1%;
e as expansões respectivas de 11,6% e 7,3% na produção
de materiais eletrônicos, aparelhos e equipamentos de
comunicações, e de máquinas e equipamentos.
Abril 2014
O crescimento das importações, evidenciando
recuo de 0,4% nos preços e aumento de 6,2% no quantum,
foi impactado, em especial, pelo aumento de 60,4% nas
compras de combustíveis e lubrificantes. As aquisições
provenientes dos EUA, China, Alemanha, Nigéria e Índia
representaram, em conjunto, 52,9% do total importado pelo
estado no período.
Tabela 4.43 – IPCA – São Paulo
Variação % no período
Discriminação
1/
Pesos
2013
Ano
IPCA
2014
IV Tri
I Tri
12 meses
100,0
6,09
2,09
2,45
6,41
76,9
7,69
2,35
2,96
7,50
Comercializáveis
34,2
6,19
2,60
2,48
6,28
Não comercializáveis
42,7
8,92
2,15
3,35
8,49
23,1
1,16
1,27
0,75
2,89
Alimentação
23,3
9,07
2,91
3,70
8,56
Habitação
13,9
3,29
1,64
1,51
6,52
Artigos de residência
4,1
7,27
2,50
1,97
7,30
Vestuário
5,8
5,30
3,22
0,46
5,58
Transportes
20,4
3,15
2,28
2,03
3,58
Saúde
11,7
7,34
1,56
1,82
7,22
Despesas pessoais
11,2
9,54
1,69
3,18
8,43
Educação
5,1
7,76
0,17
6,86
7,89
Comunicação
4,5
0,99
1,19
-0,97
0,10
Livres
Monitorados
Principais itens
O IPCA da RMSP variou 2,45% no primeiro
trimestre do ano (2,09% no quarto trimestre de 2013),
resultado da aceleração dos preços livres, de 2,35% para
2,96%, e da desaceleração dos preços monitorados, de
1,27% para 0,75%.
A trajetória dos preços livres respondeu à aceleração
em bens não comercializáveis, de 2,15% para 3,35% – com
ênfase na elevação dos itens hortaliças e verduras, 37,99%, e
tubérculos, 23,41% –, e à desaceleração em comercializáveis,
de 2,60% para 2,48% – com destaque para a queda nos preços
de leites e derivados e para o menor ritmo de alta dos preços
de carnes, carnes e peixes industrializados, vestuário e
panificados. Os preços dos serviços cresceram 2,71% (2,34%
no trimestre encerrado em dezembro), ressaltando-se os
aumentos nos itens alimentação fora do domicílio, serviços
pessoais, mensalidades escolares e demais cursos.
Fonte: IBGE
1/ Referente a março de 2014.
A evolução dos preços monitorados no primeiro
trimestre do ano refletiu, principalmente, o esgotamento do
impacto do aumento no preço da gasolina, que repercutira
sobre a inflação no último trimestre de 2013, e a redução nas
tarifas de telefonia, em março. O índice de difusão médio
atingiu 60,3% no primeiro trimestre do ano (50,9% e 61,5%
no primeiro e quarto trimestres de 2013).
A variação do IPCA atingiu 6,41% no período de
doze meses encerrado em março (6,09% em 2013), resultado
da redução na variação dos preços livres, de 7,69% para
7,50%, e da aceleração dos monitorados, de 1,16% para
2,89%.
A atividade recente da economia em São Paulo foi
impactada, principalmente, pelo desempenho desfavorável
da produção automotiva, pelos efeitos climáticos adversos
sobre a produção agrícola e pela desaceleração do comércio
varejista. Os principais indicadores de demanda – massa
salarial, crédito –, entretanto, seguem robustos, favorecendo
o cenário de retomada nos próximos meses.
Abril 2014
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