4 Região Sudeste O ritmo da atividade econômica no Sudeste, em contexto de menor crescimento do comércio varejista e retração da produção industrial, arrefeceu no início deste ano. O IBCR-SE recuou 0,4% no trimestre encerrado em fevereiro, em relação ao finalizado em novembro, quando expandira 0,6%, no mesmo tipo de comparação, de acordo com dados dessazonalizados. Considerados períodos de doze meses, o IBCR-SE aumentou 1% em fevereiro, em relação a igual período de 2013 (1,4% em novembro). Gráfico 4.1 – Índice de Atividade Econômica do Banco Central – Brasil e Região Sudeste Dados dessazonalizados 2002 = 100 150 145 140 135 Fev Mai 2011 Ago Nov Fev Mai 2012 IBC-Br Ago Nov Fev Mai 2013 IBCR-SE Ago Nov Fev 2014 Tabela 4.1 – Comércio varejista – Sudeste Geral e setores selecionados Variação % no período Setores 2013 Ano Comércio varejista Combustíveis e lubrificantes 2014 1/ Nov Fev 1/ 12 meses 3,7 1,8 -0,1 4,3 6,8 0,9 0,3 7,3 Hiper e supermercados 2,2 1,2 1,5 2,9 Tecidos, vestuário e calçados 2,2 1,3 -1,2 2,4 Móveis e eletrodomésticos 1,4 -0,8 -1,7 1,4 Comércio ampliado Automóveis e motocicletas Material de construção 2,6 1,7 -0,9 2,8 -0,1 0,5 -5,4 -0,9 4,0 1,6 3,6 4,5 As vendas do comércio varejista do Sudeste recuaram 0,1% no trimestre finalizado em fevereiro, em relação ao encerrado em novembro, quando haviam crescido 1,8%, no mesmo tipo de análise, de acordo com dados dessazonalizados da PMC, do IBGE. Destacaram-se no período as expansões nas vendas de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, perfumaria e cosméticos, 2,1%, e de hipermercados e supermercados, 1,5%; e os recuos nas de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação, 6,8%, e de móveis e eletrodomésticos, 1,7%. As vendas no comércio ampliado, incluídas as variações nas vendas de veículos, motos, partes e peças, -5,4%, e de material de construção, 3,6%, recuaram 0,9% no período (elevação de 1,7% no trimestre encerrado em novembro). Fonte: IBGE 1/ Variação relativa aos trimestres encerrados nos períodos t e t-3. Dados dessazonalizados. Gráfico 4.2 – Comércio varejista – Sudeste Dados dessazonalizados 2011 = 100 120 115 110 105 100 95 90 Fev Mai 2011 Ago Nov Fev Mai 2012 Comércio varejista Fonte: IBGE Ago Nov Fev Mai 2013 Ago Nov Fev 2014 Comércio ampliado Considerados períodos de doze meses, as vendas no varejo aumentaram 4,3% em fevereiro (4,0% em novembro); e as do comércio ampliado, cresceram 2,8% (3,0% em novembro), com variações de -0,9% no segmento de veículos, e de 4,5% no de material de construção. A receita nominal do setor de serviços do Sudeste aumentou 8,9% no trimestre encerrado em fevereiro, em relação ao mesmo período do ano anterior (9,1% em novembro), de acordo com a PMS, do IBGE. Ressaltemse os aumentos nos segmentos de serviços prestados às famílias, 13,6%; e transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio, 11,9%. Considerados períodos de Abril 2014 | Boletim Regional do Banco Central do Brasil | 41 doze meses, o setor cresceu 8,3% em fevereiro, mesmo percentual observado em novembro de 2013. Tabela 4.2 – Receita nominal de serviços – Sudeste Serv. empresariais não financeiros, exceto saúde e educação Variação % no período Segmentos 2013 2014 Ano Nov1/ Fev1/ 12 meses Total 8,2 Serviços prestados às famílias 9,1 8,9 8,3 10,7 11,7 13,6 12,1 7,0 7,0 Serviços de informação e comunicação 6,9 8,0 Serviços profissionais e administrativos 8,9 9,7 8,8 9,0 Transportes e correio 9,7 10,2 11,9 9,9 Outros serviços 3,7 3,9 3,9 5,5 Fonte: IBGE 1/ Variação relativa ao trimestre encerrado no mês assinalado e o mesmo período do ano anterior. Gráfico 4.2 – Comércio varejista – Sudeste Dados dessazonalizados A inadimplência das operações de crédito atingiu 2,7% em novembro, recuando 0,1 p.p. no trimestre e 0,6 p.p. em doze meses. A evolução trimestral decorreu de reduções respectivas de 0,2 p.p. e 0,1 p.p. nos segmentos de pessoas físicas e de pessoas jurídicas, para 4,2% e 1,7%, na ordem. 2011 = 100 120 115 110 105 100 Os desembolsos do BNDES para o Sudeste no primeiro bimestre somaram R$14,4 bilhões, 73,7% superiores aos registrados em igual período do ano anterior. Considerados doze meses até fevereiro, os desembolsos somaram R$93,1 bilhões (47% do total no país), aumento de 27% em relação a igual período do ano anterior. 95 90 Fev Mai 2011 Ago Nov Fev Mai 2012 Ago Nov Fev Mai 2013 Comércio varejista As operações de crédito superiores a R$1 mil, contratadas no Sudeste, totalizaram R$1.431,5 bilhões em fevereiro, com elevação de 3,1% no trimestre e de 13,7% em doze meses. A carteira de pessoas físicas somou R$592,9 bilhões, aumentando 3,3% e 15% nas mesmas bases de comparação, com ênfase no dinamismo do crédito imobiliário. O estoque de crédito às pessoas jurídicas atingiu R$838,6 bilhões, com expansões de 3% e 12,7%, respectivamente, nos períodos considerados. Prevaleceu, nesse segmento, a ampliação dos financiamentos com recursos do BNDES. Ago Nov Fev 2014 Comércio ampliado Fonte: IBGE Tabela 4.3 – Desembolsos do BNDES – Sudeste Discriminação 1/ Var. % acum. 12 meses 2011 2012 2014 2013 20141/ R$ milhões Part.( %) Sudeste -30,0 6,2 20,2 27,0 93 134 47 Brasil -18,0 12,3 22,1 22,0 197 727 100 Fonte: BNDES 1/ Valores acumulados em doze meses até fevereiro. Tabela 4.4 – Evolução do emprego formal – Sudeste Novos postos de trabalho 1/ Acumulado no trimestre (em mil) Discriminação 2013 Fev Total 2014 Mai Ago Nov Fev 91,4 -118,8 -1,6 -37,7 37,0 102,2 -44,8 -202,7 265,1 137,4 Indústria de transformação -49,9 61,8 Comércio -41,1 5,0 Serviços -22,0 91,5 Construção civil -11,9 29,2 6,6 -17,2 -2,5 Agropecuária -68,8 67,4 40,8 -69,1 -52,8 2,8 0,3 -1,8 0,4 1,5 -11,9 9,9 3,4 1,5 -1,3 Serviços ind. de utilidade pública 2/ Outros 0,3 51,2 75,1 18,8 Fonte: MTE 1/ Refere-se ao trimestre encerrado no mês assinalado. 2/ Inclui extrativa mineral, administração pública e outros. 42 | O mercado de trabalho no Sudeste eliminou 118,8 mil empregos formais no trimestre encerrado em fevereiro (-202,7 mil em igual período de 2013), de acordo com o Caged/MTE. Destacaram-se as demissões líquidas na agropecuária, 52,8 mil; no comércio, 44,8 mil; e na indústria, 37,7 mil; e a criação de 18,8 mil postos no setor de serviços. Considerados dados dessazonalizados, o nível de emprego formal da região aumentou 0,5% em relação ao trimestre encerrado em novembro, quando cresceu o mesmo percentual. Boletim Regional do Banco Central do Brasil | Abril 2014 A taxa média de desemprego do Sudeste, consideradas as Regiões Metropolitanas de São Paulo (RMSP), Rio de Janeiro (RMRJ) e Belo Horizonte (RMBH), atingiu 4,4% no trimestre encerrado em fevereiro. A taxa correspondeu à queda de 0,8 p.p. em relação a igual período de 2013 e refletiu recuos de 0,5% na população ocupada e de 1,4% na PEA. O rendimento real médio habitual e a massa salarial real cresceram, respectivamente, 3,8% e 3,3%, no período. Considerados dados dessazonalizados, a taxa média de desemprego atingiu 4,7% no trimestre encerrado em fevereiro (5% no finalizado em novembro). Fev O superavit primário de governos estaduais, capitais Mar do Sudeste totalizou R$9,9 bilhões e principais municípios Abr ao de 2012). Houve reduções de em 2013 (9,4% superior Mai 20,6% no superavit de governos estaduais e de 17,7% no das Jun capitais, e reversão de deficit de R$1,9 bilhão para superavit Jul de R$1,1 bilhão no resultado dos principais municípios. Ago Gráfico 4.4 – Taxa de desemprego aberto – Sudeste % 7 6 5 Set 4 3 Jan Fev Mar Abr Mai Jun 2011 Jul Ago 2012 Set Out Nov 2013 Dez 2014 Fonte: IBGE 1/ Tabela 4.5 – Necessidades de financiamento – Sudeste Os juros nominais, apropriados por competência, Out Nov somaram R$44,3 bilhões em 2013 (R$47,7 bilhões em Dez 2012), com reduções respectivas de 7,1%, 6,4% e 29,1% Jan 2005 nas esferas governamentais consideradas, contribuindo para Fev a redução do deficit nominal, de R$38,7 bilhões, em 2012, para R$34,5 bilhões, em 2013. R$ milhões Resultado primário UF Juros nominais 2012 2013 2012 2013 Jan-dez Jan-dez Jan-dez Jan-dez Total -9 005 -9 850 47 717 44 337 Governos estaduais -8 444 -6 702 38 107 35 407 Capitais -2 500 -2 058 9 334 8 736 1 940 -1091 275 195 Demais municípios 1/ Inclui inform. dos estados e de seus principais municípios. Dados preliminares. Tabela 4.6 – Dívida líquida e necessidades de 1/ financiamento – Sudeste R$ milhões UF Dívida Total Nominal Dez Primário Juros Total3/ 2013 Outros Dez -9 850 44 337 34 487 -2201 431 014 Governos estaduais 319 678 -6 702 35 407 28 705 Capitais 75 101 -2 058 8 736 3949 -1091 195 Demais municípios Dívida 4/ 2012 398 728 2/ Fluxos acumulados no ano -682 347 701 6 678 -1213 -896 80 566 -306 2747 1/ Inclui inform. dos estados e de seus principais municípios. Dados preliminares. 2/ A dívida líquida no momento t+1 é a dívida no momento t, mais o resultado nominal e o resultado de outros fluxos. 3/ O resultado nominal é a soma dos juros com o resultado primário. 4/ Inclui ajustes decorrentes de variação cambial, reconhec. de dívidas e privatiz. 1/ Tabela 4.7 – Dívida líquida – Sudeste Composição R$ milhões Região Sudeste 2011 2012 Dez 2013 Dez Dez Dívida bancária 9 886 16 223 28 686 2/ 334 203 360 005 380 342 15 654 20 730 29 436 17 077 16 635 15 863 825 845 896 Disponibilidades líquidas -16 739 -15 710 -24 208 Total (A) 360 904 398 728 431 014 489 316 538 538 579 733 73,8 74,0 74,3 Renegociação Dívida externa Outras dívidas junto à União Dívida reestruturada 3/ Brasil (B) (A/B) (%) 1/ Inclui inform. dos estados e de seus principais municípios. Dados preliminares. 2/ Lei nº 8.727/1993, Lei nº 9.496/1997 e MP n° 2.185/2000. O estoque de dívida líquida de estados, capitais e principais municípios do Sudeste somou R$431 bilhões em dezembro (74,3% da dívida de todos os estados, capitais e principais municípios do país), elevando-se 8,1% em relação a dezembro de 2012. Considerados conjuntamente os três segmentos subnacionais no Sudeste, o superavit primário atingiu R$10,3 bilhões nos doze meses finalizados em março de 2014, com elevação de 4,4% comparativamente ao ano de 2013. Os juros nominais, apropriados por competência, alcançaram R$48,3 bilhões no período (crescimento de 9,0% ante o total de 2013), e o deficit nominal somou R$38 bilhões nos doze meses até março (R$34,5 bilhões em 2013). O endividamento líquido dos três segmentos totalizou R$431,2 bilhões em março, mantendo-se praticamente estável em relação ao nível de dezembro de 2013, e a participação do endividamento da Região no total da dívida dos estados, capitais e principais municípios do país subiu para 75,4%, ante 74,5% em dezembro de 2013. A safra de grãos do Sudeste deverá totalizar 16,9 milhões de toneladas em 2014 (8,9% da produção nacional), de acordo com o LSPA de março do IBGE. Estima-se recuo de 14,7% da produção em relação à de 2013: 19,9% na colheita de milho; 8,1% na de soja; e 37,1% na de arroz. No que se refere a outras lavouras, estimam-se aumentos respectivos de 1,1% e 0,6% nas safras de canade-açúcar e de laranja, e redução de 2,5% na de café. Em parte, essas projeções refletem impactos decorrentes do clima quente e seco observado no início do ano. A propósito, em São Paulo e em Minas Gerais, as colheitas de cana-deaçúcar e de café, seus principais cultivos, respectivamente, foram especialmente afetadas pelas condições climáticas adversas. 3/ Refere-se à soma de todas as regiões. Abril 2014 | Boletim Regional do Banco Central do Brasil | 43 Tabela 4.8 – Dívida líquida e necessidades de financiamento – Região Sudeste 1/ R$ milhões UF Dezembro de 2013 Dívida Março de 2014 2/ Fluxos 12 meses Dívida Primário Nominal 3/ Fluxos 12 meses Primário Nominal3/ ES 782 335 462 594 1 279 1 434 MG 81 269 -267 8 690 81 447 -1 510 8 231 RJ 81 965 -1 594 6 232 82 198 -1 412 7 301 SP 266 997 -8 325 19 103 266 972 -8 636 21 070 431 014 -9 850 34 487 431 211 -10 279 38 036 Brasil (B) 578 634 -17 712 41 224 571 673 -17 552 45 928 Total (A) 4/ (A/B) (%) 74,5 55,6 83,7 75,4 58,6 82,8 1/ Por UF, totalizando gov. estadual, capital e principais municípios. Dados preliminares. 2/ A dívida líquida no momento t+1 é a dívida no momento t, mais o resultado nominal e o resultado de outros fluxos. 3/ O resultado nominal é a soma dos juros com o resultado primário. 4/ Refere-se à soma de todas as regiões. Tabela 4.9 – Produção agrícola – Sudeste Itens selecionados Em mil toneladas Discriminação 1/ Peso 2/ Var. % Produção 2013 Grãos 2014 2014/2013 19 768 16 856 -14,7 Arroz (em casca) 0,1 141 89 -37,1 Feijão 2,6 817 830 1,6 Milho 6,0 12 286 9 841 -19,9 Soja 4,8 5 309 4 881 -8,1 18,1 2 550 2 486 -2,5 2,1 2 323 2 350 1,1 32,5 484 881 490 415 1,1 4,1 12 802 12 884 0,6 Outras lavouras Café Banana Cana-de-açúcar Laranja Fonte: IBGE 1/ Por valor da produção – PAM 2012. Abates de bovinos, aves e suínos, em estabelecimentos inspecionados pelo SIF, variaram 0,6%, -2,3% e -14,2%, respectivamente, no primeiro bimestre de 2014 em relação a igual período do ano anterior, de acordo com estatísticas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). O ritmo de abates tem sido afetados pela estiagem recente, que dificulta a engorda e aumenta a taxa de mortalidade dos rebanhos. A produção industrial do Sudeste recuou 4,2% no trimestre encerrado em fevereiro, em relação ao finalizado em novembro, quando aumentara 1,2%, no mesmo tipo de comparação, de acordo com dados dessazonalizados da PIMPF Regional, do IBGE. A produção da indústria extrativa diminuiu 3,1% e a da transformação, 4,0%, assinalando-se que dezesseis das 23 atividades pesquisadas recuaram no período, com ênfase nos segmentos de veículos automotores, 15,5%; e de outros produtos químicos, 9,7%. Por outro lado, destacaram-se as expansões nas indústrias de material eletrônico, aparelhos e equipamentos de comunicações, 16,9%; e farmacêutica, 4,9%. Considerados intervalos de doze meses, a produção industrial do Sudeste diminuiu 0,5% em fevereiro, em relação a igual período de 2013 (crescimento de 0,6% em novembro), ressaltando-se recuos nos segmentos farmacêutico, 11,9%, e de edição, impressão e reprodução de gravações, 11,8%; e elevações de 11,6% no de materiais eletrônicos, aparelhos e equipamentos de comunicações e de 8,5% no de máquinas e equipamentos. O Icei do Sudeste, calculado pela CNI, situou-se em 49,7 pontos em março (51,1 pontos em dezembro e 54,3 pontos em março de 2013). A evolução trimestral refletiu recuos tanto no componente relativo às condições atuais, (-2,0 pontos), quanto no de expectativas (-1,2 ponto). 2/ Estimativa segundo o LSPA de março de 2014. Gráfico 4.5 – Abates de animais – Sudeste Média móvel trimestral 2005 = 100 190 Jan 2005 160 130 100 70 Fev Mai Ago Nov Fev Mai Ago Nov Fev Mai Ago Nov Fev 2011 2012 2013 2014 Bovinos Aves Suínos Fonte: Mapa OFevindicador de expectativas referente à produção fabril doMar Sudeste, mensurado pela Sondagem Industrial Abr da CNI, atingiu 47,5 pontos em fevereiro (47,4 pontos em Mai novembro e 44,3 pontos em fevereiro de 2013). Por sua vez, Jun o indicador de estoques, que avalia a percepção de conforto Jul do nível corrente em relação ao nível desejado, alcançou 50,4 Ago pontos (52 pontos em novembro e 50,5 pontos em fevereiro Set de 2013), próximo ao patamar que indica o equilíbrio de percepções. A balança comercial da região foi deficitária em US$4,2 bilhões no primeiro trimestre de 2014 (deficit de US$2 bilhões em igual período de 2013), com redução de 44 | Boletim Regional do Banco Central do Brasil | Abril 2014 Tabela 4.10 – Produção industrial – Sudeste Geral e setores selecionados Variação % no período 1/ Setores Pesos 2013 2014 2/ Nov Indústria geral Indústria extrativa Fev 2/ 12 meses 100,0 1,2 -4,2 -0,5 5,3 1,4 -3,1 -4,5 94,7 1,1 -4,0 -0,2 10,9 2,2 -0,3 1,0 Veículos automotores 9,3 3,0 -15,5 1,2 Refino de petróleo e álcool 9,1 -2,3 1,6 2,2 Outros produtos químicos 7,7 5,0 -9,7 1,0 Metalurgia básica 7,6 1,6 -2,2 -3,2 Indústria de transformação Alimentos Fonte: IBGE 1/ Ponderação das atividades na indústria conforme a PIM-PF/IBGE. 2/ Variação relativa aos trimestres encerrados nos períodos t e t-3. Dados dessazonalizados. Tabela 4.11 – Exportação por fator agregado – FOB Janeiro-março US$ milhões Discriminação Sudeste 2013 Total Básicos Industrializados Semimanufaturados 1/ Manufaturados Brasil Var. % Var. % 27 592 25 955 -5,9 -2,5 9 873 10 290 4,2 3,7 17 719 15 665 -11,6 -7,3 4 011 2014 3 642 -9,2 -9,9 13 707 12 024 -12,3 -6,4 Fonte: MDIC/Secex 1/ Inclui operações especiais. Tabela 4.12 – Importação por categoria de uso – FOB Janeiro-março US$ milhões Discriminação Total Sudeste Brasil 2013 2014 Var. % Var. % 29 631 30 151 1,8 -0,6 Bens de capital 7 624 7 575 -0,7 -1,1 Matérias-primas 12 986 13 228 1,9 1,4 Bens de consumo 4 973 4 987 0,3 5,6 Duráveis 2 161 2 196 1,6 12,7 Não duráveis 2 812 2 792 -0,7 -1,5 4 048 4 360 7,7 -10,5 Combustíveis e lubrificantes Fonte: MDIC/Secex 5,9% nas exportações e aumento de 1,8% nas importações, que totalizaram US$26 bilhões e US$30,2 bilhões, respectivamente. O comportamento das exportações – com retração de 4% nos preços e aumento de 2% no quantum – refletiu a diminuição de 12,3% nas vendas de produtos manufaturados, em especial, açúcar refinado (-46,6%) e automóveis de passageiros (-30,6%). Note-se que esse desempenho das vendas de veículos, em grande parte, é explicado pela diminuição de embarques para a Argentina, que responde por 88,8% das exportações de veículos do Sudeste. Os principais destinos das exportações da região foram EUA, China, Argentina, Holanda e Japão, que responderam, em conjunto, por 48,3% do total no período. A evolução das importações – com recuo de 0,4% nos preços e elevação de 2,2% no quantum – refletiu, principalmente, aumentos nas aquisições de combustíveis e lubrificantes (7,7%), especialmente óleo diesel (197%). As compras provenientes dos EUA, China, Alemanha, Nigéria e Argentina representaram, em conjunto, 51,3% do total importado pelo Sudeste no período. A inflação no Sudeste, considerada a média ponderada das variações do IPCA nas RMSP, RMRJ e RMBH, atingiu 2,47% no trimestre encerrado em março (2,11% no quarto trimestre de 2013), resultado de aceleração dos preços livres, de 2,37% para 2,92%; e desaceleração dos preços monitorados, de 1,34% para 1,05%. No âmbito dos preços livres, os de bens não comercializáveis aceleraram, de 2,29% para 3,52%, com destaque para os aumentos nas variações de tubérculos, de 5,88% para 25,52%; e hortaliças e verduras, de 4,28% para 29,17%; além da alta sazonal das mensalidades escolares, 11,82%, e demais cursos, 4,96%. Os preços de bens comercializáveis desaceleraram de 2,45% para 2,10%, em especial, carnes, de 7,91% para 5,64%; e vestuário, de 3,02% para 0,51%. A evolução dos preços monitorados no primeiro trimestre de 2014 refletiu, em especial, a desaceleração do preço da gasolina, de 3,54% para 2,10%, e a redução de 3,97% nas tarifas de telefonia. O índice de difusão médio atingiu 62,1% no primeiro trimestre do ano (61,2% no quarto de 2013). O IPCA do Sudeste variou 6,56% nos dozes meses encerrados em março, comparativamente aos 6,04% em Abril 2014 | Boletim Regional do Banco Central do Brasil | 45 Tabela 4.13 – IPCA – Sudeste Variação % no período Discriminação 1/ Pesos 2013 Ano IPCA 2014 IV Tri I Tri 12 meses 100,0 6,04 2,11 2,47 6,56 76,1 7,61 2,37 2,92 7,60 Comercializáveis 33,3 6,25 2,45 2,10 6,20 Não comercializáveis 42,8 8,75 2,29 3,52 8,69 23,9 1,36 1,34 1,05 3,43 Alimentação 23,1 8,88 2,79 3,73 8,17 Habitação 14,8 3,81 1,91 1,49 7,13 Artigos de residência 4,2 7,52 2,54 1,65 7,24 Vestuário 5,9 5,19 3,07 0,38 5,57 Transportes 19,4 2,85 2,02 2,06 3,53 Saúde 11,5 7,37 1,46 1,75 7,28 Despesas pessoais 11,4 8,92 2,27 3,47 9,35 Educação 5,0 7,93 0,27 7,42 8,81 Comunicação 4,7 1,38 1,27 -1,08 Livres Monitorados Principais itens 0,19 , Fonte: IBGE 1/ Referentes a março de 2014. 46 | Boletim Regional do Banco Central do Brasil | Abril 2014 2013. Esse deslocamento refletiu aceleração dos preços monitorados, de 1,36% para 3,43%, e a relativa estabilidade na variação dos preços livres, de 7,61% para 7,60%. O desempenho recente da economia do Sudeste repercutiu, fundamentalmente, o menor dinamismo da atividade fabril, em processo de ajuste de estoque. Taxas elevadas de ocupação no mercado de trabalho, expansão do nível de renda do trabalhador, investimentos em infraestrutura, bem como ritmo mais intenso da atividade global, criam perspectivas favoráveis para a atividade do Sudeste. Minas Gerais O PIB de Minas Gerais, avaliado pela Fundação João Pinheiro, cresceu 0,5% em 2013, com destaque para o desempenho favorável da agropecuária. Comparativamente ao resultado de 2012 (expansão de 2,5%), a moderação na atividade refletiu, sobretudo, recuos na produção da indústria e na geração de energia elétrica. Gráfico 4.6 – Índice de Atividade Econômica do Banco Central – Brasil e Minas Gerais Dados desazonalizados 2002 = 100 152 148 144 140 136 Fev Mai 2011 Ago Nov Fev Mai 2012 Ago Nov Fev Mai 2013 IBC-Br Ago Nov Fev 2014 IBCR-MG Tabela 4.14 – Índice de vendas no varejo – Minas Gerais Geral e setores selecionados Variação % no período Setores 2013 2014 1/ Ano Comércio varejista Nov Fev 1/ 12 meses 6,7 1,9 0,1 Combustíveis e lubrificantes 7,7 3,3 -0,4 5,2 Hiper e supermercados 2,5 2,4 0,7 -1,3 Tecidos, vestuário e calçados Móveis e eletrodomésticos 1,8 3,5 3,6 -1,8 1,4 21,8 -1,4 -1,9 6,0 Comércio ampliado 5,7 -0,6 -0,8 -0,5 Veículos e motos, partes e peças 4,0 -6,5 -3,6 -5,4 Material de construção 4,9 2,0 -0,6 2,8 Fonte: IBGE 1/ Variação relativa aos trimestres encerrados em t e t-3. Dados dessazonalizados. Tabela 4.15 – Receita nominal de serviços – Minas Gerais Serv. empresariais não financeiros, exceto saúde e educação Var. % Segmentos 2013 2014 1/ Ano Nov Total 5,9 1/ Fev 12 meses 6,7 5,6 6,0 Serviços prestados às famílias 6,5 10,1 6,2 7,3 Serviços de informação e comunicação 3,3 4,4 -0,5 2,9 Serviços profissionais e administrativos 7,5 5,0 4,4 6,1 Transportes e correio 7,1 9,3 11,4 8,2 Outros serviços 5,1 7,3 14,0 7,0 Fonte: IBGE 1/ Variação relativa ao trimestre encerrado no mês assinalado e o mesmo período do ano anterior. Dados mais recentes sugerem continuidade do arrefecimento da atividade econômica no início deste ano. O IBCR-MG recuou 0,1% no trimestre encerrado em fevereiro, em relação ao finalizado em novembro, quando crescera 1% na mesma base de comparação. Influenciaram particularmente esse resultado o menor dinamismo na construção civil e na indústria de transformação, com a consequente a perda de postos de trabalho setorial; a moderação nas vendas do comércio e a perspectiva de redução na safra de grãos e de café. Considerados períodos de doze meses, o IBCR-MG aumentou 0,5% em fevereiro, mesma taxa observada em novembro de 2013. As vendas varejistas em Minas Gerais aumentaram 0,1% no trimestre finalizado em fevereiro, ante o terminado em novembro, quando cresceram 1,9%, na série com ajuste sazonal, segundo a PMC do IBGE. Destacam-se os aumentos de 5,3% em outros artigos de uso pessoal e doméstico e 0,7% em hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo. No conceito ampliado, incluindo veículos e material de construção, as vendas recuaram 0,8% (-0,6% em novembro), ao incorporar os resultados negativos de 3,6% e 0,6% desses dois segmentos, na ordem. As vendas acumuladas em doze meses, ante o mesmo período anterior, cresceram 1,8% em fevereiro (0,8% em novembro). As maiores contribuições para o resultado decorreram dos aumentos nas vendas de outros artigos de uso pessoal e doméstico, 11,5%, de móveis e eletrodomésticos, 6%, e de combustíveis e lubrificantes, 5,2%. No comércio ampliado, houve variação de -0,5% (-0,1% em novembro), refletindo retração de 5,4% nas vendas de veículos e expansão de 2,8% em material de construção. A receita nominal do setor de serviços em Minas Gerais cresceu 5,6% no trimestre finalizado em fevereiro, comparativamente ao mesmo período de 2013 (6,7% em novembro), conforme a PMS do IBGE, ressaltando-se as expansões de 14% em outros serviços e de 11,4% nos serviços de transportes, auxiliares dos transportes e correio. Considerado o período de doze meses, houve elevação de 6% (6,1% em novembro). Abril 2014 | Boletim Regional do Banco Central do Brasil | 47 Gráfico 4.7 – Evolução do saldo das operações de crédito – Minas Gerais1/ Variação em 12 meses – % 30 25 20 15 10 5 0 Nov 2011 Fev 2012 Mai Ago Nov Fev 2013 PJ PF Mai Ago Nov Fev 2014 Total 1/ Operações com saldo superior a R$1 mil. Gráfico 4.8 – Índice de Confiança do Consumidor de Belo Horizonte Pontos 60 As operações de crédito superiores a R$1 mil realizadas em Minas Gerais totalizaram R$245,1 bilhões em fevereiro, com acréscimos de 3,2% no trimestre e 14,9% em doze meses. Assinale-se o crescimento do crédito no trimestre, tanto no segmento de recursos livres, 1,4%, quanto do direcionado, 5,5%. Em doze meses os dois segmentos aumentaram 7,7% e 25,4%, na ordem. Os empréstimos contratados por pessoas físicas, impulsionados pelos financiamento imobiliário, crédito rural e crédito consignado, atingiram R$122,2 bilhões em fevereiro, elevando-se 3,6% no trimestre e 18% em doze meses. O crédito contratado pelas empresas somou R$122,8 bilhões, com incrementos de 2,8% no trimestre, destacando-se os financiamentos aos setores de siderurgia, administração pública, e comércio atacadista, e 11,9% em doze meses. Jan 2006 A taxa de inadimplência atingiu 2,91% em fevereiro, Fev com reduções de 0,09 p.p.Mar no trimestre e 0,43 p.p. em doze meses. No trimestre houveAbr reduções de 0,16 p.p no segmento de pessoas físicas e de Mai 0,05 p.p. de pessoas jurídicas, situando-se em 3,68% e 2,18%. Jun 55 50 45 40 35 Jul 30 Dez 2011 Mar 2012 Jun Set Dez Mar 2013 Jun ICC geral Expectativa financeira Set Dez Mar 2014 Expectativa econômica Fonte: Ipead/UFMG Tabela 4.16 – Evolução do emprego formal – Minas Gerais Novos postos de trabalho Acumulado no trimestre (em mil) Discriminação 2013 2014 Fev Mai Ago -39,6 69,0 38,0 -11,3 -20,8 -10,2 12,7 1,9 1,7 -4,5 Comércio -8,7 2,6 5,8 25,0 -4,5 Serviços -3,4 19,3 11,5 10,7 2,6 Construção civil -7,2 8,7 1,2 -6,1 -7,3 Agropecuária -9,9 24,7 17,0 -43,6 -7,5 0,1 -0,1 0,3 0,4 -0,0 -0,3 1,1 0,3 0,8 -0,4 Total Indústria de transformação Indústria extrativa mineral 1/ Outros Nov Fev Fonte: MTE 1/ Inclui serviços industriais de utilidade pública, administração pública e outros. Ago O Índice de Confiança do Consumidor de Belo Set Horizonte (ICCBH), divulgado pela Fundação Instituto Out de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Nov Minas Gerais (Ipead), recuou para 45,1 pontos em março (46,2 pontos em dezembro), o menor nível para o mês desde 2006. O componente relativo à expectativa econômica diminuiu 0,8 pontos, refletindo principalmente a redução de dois pontos na avaliação sobre o emprego, enquanto o componente relativo à expectativa financeira recuou 1,3 pontos, reflexo da piora de 3,9 pontos no indicador de pretensão de compra. No mercado de trabalho mineiro foram eliminados 20,8 mil postos de trabalho no trimestre finalizado em fevereiro (-39,6 mil no mesmo período de 2013), com destaque para o corte de vagas nos setores de agropecuária, 7,5 mil, construção civil, 7,3 mil, e indústria de transformação e comércio, ambos com 4,5 mil (na ordem, eliminação de 9,9 mil, 7,2 mil, 10,2 mil e 8,7 mil vagas no mesmo trimestre de 2013). O setor de serviços foi o único que contratou líquidamente no período, gerando 2,6 mil novos postos. O nível do emprego formal aumentou 0,7% no trimestre, considerados os dados com ajuste sazonal. A taxa média de desemprego na RMBH situou-se em 3,7% no trimestre encerrado em fevereiro (4% no mesmo período de 2013), segundo a PME do IBGE, resultado de diminuições de 1,5% do número de ocupados e de 1,8% 48 | Boletim Regional do Banco Central do Brasil | Abril 2014 da PEA. A massa de rendimentos real média no trimestre contraiu 0,9% ante o mesmo período de 2013, refletindo crescimento de 0,5% do rendimento médio real e redução de 1,4% da população ocupada remunerada. Considerada a série dessazonalizada, a taxa de desemprego atingiu 3,8% na média do trimestre findo em fevereiro, com recuo de 0,5 p.p. em relação ao trimestre anterior. Gráfico 4.9 – Taxa de desemprego aberto – Belo Horizonte % 7 6 5 4 As horas trabalhadas e a massa salarial real da industria mineira cresceram 1,5% e 0,8%, na ordem, no trimestre finalizado em fevereiro, comparativamente ao terminado em novembro, segundo dados dessazonalizados da Federação das Industrias do estados de Minas Gerais (Fiemg), enquanto o emprego contraiu 1,3%. 3 Jan Fev Mar Abr Mai Jun 2011 Jul Ago 2012 Set Out Nov 2013 Dez 2014 Fonte: IBGE Tabela 4.17 – Necessidades de financiamento – 1/ Minas Gerais R$ milhões Resultado primário UF Juros nominais 2012 2013 2012 2013 Jan-dez Jan-dez Jan-dez Jan-dez Estado de Minas Gerais -1 305 -267 8 952 8 957 Governo estadual -1 557 -182 8 760 8 763 177 206 101 111 75 -291 91 83 Capital Demais municípios 1/ Inclui informações do estado e de seus principais municípios. Dados preliminares. Tabela 4.18 – Dívida líquida e necessidades de 1/ financiamento – Minas Gerais R$ milhões UF Dívida 2/ Fluxos acumulados no ano Dívida 4/ 2012 Nominal Dez Primário Juros Total3/ Outros 2013 Dez Estado de Minas Gerais 72 262 -267 8 957 8 690 318 81 269 Governo estadual -182 8 763 8 580 330 79 824 Capital Demais municípios 70 914 1 572 206 111 317 -18 1 871 -225 -291 83 -208 7 -426 1/ Inclui inform. do estado e de seus principais municípios. Dados preliminares. 2/ A dívida líquida no momento t+1 é a dívida no momento t, mais o resultado nominal e o resultado de outros fluxos. 3/ O resultado nominal é a soma dos juros com o resultado primário. 4/ Inclui ajustes decorrentes de variação cambial, reconhec. de dívidas e privatiz. Tabela 4.19 – Produção agrícola – Minas Gerais Itens selecionados Em mil toneladas Discriminação 1/ Pesos 2/ Variação % Produção 2013 2014 2014/2013 Grãos Feijão Milho Soja 29,7 6,4 11,9 9,9 12 054 564 7 437 3 376 11 297 587 6 654 3 291 -6,3 4,0 -10,5 -2,5 Outras lavouras Cana-de-açúcar Café 15,5 39,1 71 264 1 602 76 741 1 512 7,7 -5,6 O superavit primário dos governos do estado, da capital e dos principais municípios de Minas Gerais atingiu R$267 milhões em 2013, correspondendo à retração de 79,6% em relação ao ocorrido em 2012. O movimento refletiu a queda no superavit do governo estadual, de 88,3%, o aumento no deficit da capital, 16,5%, e a reversão de posição nos demais municípios, de deficit de R$75 milhões, em 2012, para superavit de R$291 milhões. Os juros nominais da dívida desses entes, apropriados por competência, mantiveram-se estáveis em relação ao ano precedente, totalizando R$9 bilhões em 2013. O resultado nominal, por sua vez, totalizou R$8,7 bilhões de deficit, aumento de 13,6% no ano. A dívida líquida do estado, da capital e dos principais municípios mineiros somou R$81,3 bilhões em 2013 (a dívida líquida no governo estadual corresponde a 98% desse valor), elevando-se 12,5% em doze meses. A produção de grãos no estado deverá totalizar 11,3 milhões de toneladas em 2014, contraindo 6,3% em relação ao ano anterior, de acordo com o LSPA de março, do IBGE. Essa estimativa considera os efeitos da estiagem no primeiro trimestre sobre a produtividade das principais culturas do estado, destacando-se os recuos nas safras de milho, 10,5%, e soja, 2,5%. Em contrapartida, a produção de feijão deverá crescer 4%, visto que a 1ª safra foi pouco afetada pela seca. No âmbito das demais culturas, ressalta-se a perspectiva de queda de 5,6% na produção de café como reflexo das condições climáticas adversas e, ainda, menores investimentos em adubação e podas drásticas. A produção de cana-de-açúcar deverá crescer 7,7%, resultado influenciado pelos aumentos na área plantada e na produtividade. Fonte: IBGE 1/ Por valor da produção – PAM 2012. 2/ Estimativa segundo o LSPA de março de 2014. Abril 2014 | Boletim Regional do Banco Central do Brasil | 49 Os abates de bovinos em estabelecimentos fiscalizados pelo SIF aumentaram 13,9% no primeiro bimestre de 2014, ante igual período de 2013, enquanto os relativos a aves e suínos recuaram 8% e 16,9%, respectivamente. AssinaleJan 2005 se que, no contexto de recuperação de preços na pecuária Fev bovina, iniciada em agosto de 2012, houve avanço de 18,6% Mar das cotações daAbr arroba do boi gordo no primeiro bimestre do ano, comparativamente ao mesmo bimestre de 2013. Mai Gráfico 4.10 – Abates de animais – Minas Gerais Média móvel trimestral 2005 = 100 230 210 190 170 150 130 Jun 110 Fev Mai Ago Nov Fev Mai Ago Nov Fev Mai Ago Nov Fev 2011 2012 2013 2014 Bovinos Aves Suínos Fonte: Mapa Tabela 4.20 – Produção industrial – Minas Gerais Geral e setores selecionados Variação % trimestral 1/ Setores Pesos 2013 2014 2/ Nov Indústria geral Fev 2/ Ac. 12 meses 100,0 3,2 -3,8 -1,0 Indústria extrativa 13,9 1,6 -2,2 -5,0 Indústria de transformação 86,1 3,5 -3,2 -0,3 Veículos automotores 16,2 1,0 -0,5 -8,7 Metalurgia básica 15,6 1,9 -0,7 -1,5 Alimentos 15,2 2,5 -2,2 7,1 Outros produtos químicos 7,7 28,4 -22,5 -4,5 Minerais não metálicos 7,0 1,1 1,2 -2,1 Fonte: IBGE 1/ Ponderação da atividade na indústria geral, conforme a PIM-PF/IBGE. 2/ Variação relativa aos trimestres encerrados em t e t-3. Dados dessazonalizados. Gráfico 4.11 – Produção industrial – Minas Gerais Dados dessazonalizados – Média móvel trimestral 2002 = 100 145 140 135 130 125 120 Fev Mai 2011 Ago Nov Fev Mai 2012 Brasil Ago Nov Fev Mai Ago Nov Fev 2013 2014 Minas Gerais Fonte: IBGE A produção industrial mineira retraiu 3,8% no Jul Ago trimestre encerrado em fevereiro, em relação ao finalizado em novembro,Set quando havia aumentado 3,2%, nesse tipo de comparação, segundo dados dessazonalizados da PIMPF do IBGE. A produção da indústria extrativa mineral contraiu 2,2% e a de transformação, 3,2%, com destaque para os decréscimos na atividade nos segmentos de veículos automotores, 0,5%; indústria alimentícia, 2,2%; e em outros produtos químicos, 22,5%, que repercutiu a diminuição da produção de inseticidas para uso na agricultura e superfosfatos. A indústria de minerais não metálicos, no mesmo período, cresceu 1,2% e a de refino de petróleo e álcool, 10,7%, com maior produção de asfalto de petróleo, gasolina automotiva e querosenes de aviação. Considerando-se o período de doze meses, a produção da indústria de Minas recuou 1% em fevereiro, em relação a igual período de 2013 (-0,4% em novembro). A atividade industrial extrativa recuou 5% e a indústria de transformação, 0,3%, especialmente devido às retrações de 8,7% na indústria automobilística; de 1,5% na metalurgia básica; e de 4,5% em outros produtos químicos. O segmento alimentício, impulsionado pela maior fabricação de iogurte adicionado de frutas, leite em pó e farinhas e pellets da extração do óleo de soja, expandiu a produção em 7,1%, enquanto o de refino de petróleo e álcool, 7,7% e o de máquinas e equipamentos, 20%, com destaque para o incremento na produção de motoniveladoras, carregadores e transportadoras. O faturamento real da indústria mineira aumentou 2,5%, no trimestre finalizado em fevereiro, em relação ao encerrado em novembro, de acordo com dados dessazonalizados da Fiemg. No mesmo sentido, o Nuci teve incremento de 2,9 p.p. no período, atingindo a média de 87,2% no trimestre. O Icei/MG, divulgado pela Fiemg, atingiu 50,1 pontos em março (49,9 pontos em dezembro e 53,7 pontos em março do ano anterior). A expansão trimestral refletiu o aumento de 0,8 ponto no Índice de Expectativas para os 50 | Boletim Regional do Banco Central do Brasil | Abril 2014 próximos seis meses e a queda de 1,1 pontos no Índice de Condições Atuais, afetado principalmente por nas condições da economia brasileira e do estado. O superavit da balança comercial de Minas Gerais situou-se em US$4,6 bilhões no primeiro trimestre de 2014, mantendo-se essencialmente estável em comparação a igual período de 2013 (-0,1%), de acordo com o MDIC. As exportações somaram US$7,3 bilhões, com redução de 1,8% ante o mesmo período do ano precedente, enquanto as importações totalizaram US$2,6 bilhões, contração de 4,6%, sob a mesma base. Tabela 4.21 – Exportação por fator agregado – FOB Janeiro-março Discriminação US$ milhões Brasil Minas Gerais 2012 Total 2013 Var. % Var. % 7 417 7 287 -1,8 Básicos 4 443 4 659 4,9 3,7 Industrializados 2 973 2 628 -11,6 -7,3 1 604 1 299 -19,0 -9,9 1 370 1 329 -3,0 -6,4 Semimanufaturados 1/ Manufaturados -2,5 Fonte: MDIC/Secex 1/ Inclui operações especiais. Tabela 4.22 – Importação por categoria de uso – FOB Janeiro-março Discriminação Minas Gerais 2012 Total Bens de capital Matérias-primas Bens de consumo 2013 US$ milhões Brasil Var. % Var. % 2 767 2 639 -4,6 943 866 -8,2 -0,6 5,6 1 205 1 117 -7,3 12,7 -1,5 473 492 3,9 Duráveis 358 337 -6,1 1,4 Não duráveis 115 155 35,2 -1,1 145 165 13,5 -10,5 Combustíveis e lubrificantes Fonte: MDIC/Secex O desempenho das exportações resultou de decréscimo de 7,8% nos preços e aumento de 6,6% no quantum embarcado. Assinale-se o aumento de 4,9% nos embarques de produtos básicos (concentrado na pauta de minérios de ferro), mais que compensado pela redução de 19% nos do segmento de semimanufaturados, resultado da retração das vendas de ouro não-monetário, de produtos semimanufaturados de ferro ou aço e de açúcar de cana em bruto. Houve decréscimo também nos embarques de manufaturados, de 3%, com destaque para o segmento automobilístico, impactado pela queda nas vendas para a Argentina e o México. Em relação aos principais destinos, China, EUA, Japão, Argentina, Holanda e Reino Unido adquiriram, em conjunto, 62% das exportações do estado, no período. A trajetória das importações, repercutindo decréscimos de 2,6% nos preços e de 2% no quantum, pode ser parcialmente atribuída à diminuição de 7,3% nas compras de matérias-primas, refletindo a redução nas compras de produtos minerais, especialmente de enxofre a granel, e matérias-primas para a agricultura. Nesse mesmo sentido, as aquisições de bens de capital decresceram 8,2%, sensibilizadas pela retração nas compras de equipamento móvel de transporte, dentre os quais, locomotivas diesel/ elétricas e dumpers para transportes de mercadorias, e de equipamentos fixos de transporte, com destaque para trilhos de aço. Em sentido oposto, as importações de bens de consumo aumentaram 3,9%, incentivadas pelas compras de produtos alimentícios e de máquinas e aparelhos de uso doméstico, e as de combustíveis e lubrificantes, especialmente hulhas e coques. Assinale-se o recuo nas aquisições de automóveis, 17,7%, principalmente dos oriundos da Argentina, e também do México. Os ingressos de produtos da China, Argentina, Estados Unidos, Itália, Alemanha e França, em conjunto, responderam por 68% das aquisições do estado, no período. Abril 2014 | Boletim Regional do Banco Central do Brasil | 51 Tabela 4.23 – IPCA – Belo Horizonte Variação % trimestral Discriminação 1/ Pesos 2013 II Tri 2014 II Tri IV Tri I Tri IPCA 100,0 1,32 0,35 1,76 2,18 Livres 77,6 1,30 0,68 1,93 2,62 Comercializáveis 36,3 0,59 0,81 2,05 2,08 Não comercializáveis 41,3 1,93 0,56 1,83 3,09 22,4 1,37 -0,74 1,19 0,68 Alimentos e bebidas 22,0 1,02 -0,92 2,58 3,58 Habitação 1,34 Monitorados Principais itens 15,2 2,99 1,21 1,51 Artigos de residência 5,2 0,43 2,71 2,74 2,26 Vestuário 7,0 2,18 -0,17 2,60 1,09 Transportes 18,4 -0,20 -1,17 1,06 0,69 Saúde 10,9 2,57 1,48 1,33 1,91 Despesas pessoais 12,0 1,82 2,00 2,03 2,81 Educação 4,7 0,46 0,97 0,14 8,06 Comunicação 4,5 0,01 0,71 1,33 -0,81 Fonte: IBGE 1/ Referentes a março de 2014 O IPCA da RMBH aumentou 2,18% no trimestre encerrado em março (1,76% naquele encerrado em dezembro), com variações de 2,62% nos preços livres e de 0,68% nos monitorados (1,93% e 1,19%, respectivamente, no trimestre terminado em dezembro). Destacaram-se os aumentos de preços nos grupos educação, 8,06%, alimentação e bebidas, 3,58%, e despesas pessoais, 2,81%, e o recuo no grupo comunicação, 0,81%. A evolução dos preços livres resultou da aceleração de 1,83% para 3,09% nos preços de itens não comercializáveis e do discreto aumento, de 2,05% para 2,08%, na variação dos preços de itens comercializáveis. No primeiro grupo assinalem-se as elevações nos preços dos itens tubérculos, raízes e legumes, 25,37% (tomate, 38,44%, e batata-inglesa, 24,64%); cursos regulares, 9,19%, e alimentação fora do domicílio, 3,21%. No segundo, as elevações em cigarros, 12,22%, carnes, 4,64%, e artigos de higiene pessoal, 2,86%. Os preços de itens monitorados refletiram, em especial, os avanços nos itens ônibus intermunicipal, 6,05%, plano de saúde, 2,18%, e gasolina, 1,28%. O índice de difusão atingiu 65,9% no primeiro trimestre de 2014 (62,8% no último trimestre de 2013). Em doze meses terminados em março, IPCA da RMBH variou 5,71%, ante 5,75% em 2013, como reflexo do aumento de 6,67% dos preços livres e de 2,52% dos monitorados (7,21% e 1,05%, respectivamente, em 2013). Consideradas por grupos, as principais pressões de alta tiveram origem no aumento dos custos com educação, 9,77%, despesas pessoais, 8,95%, e artigos de residência, 8,38%. As menores elevações couberam a transportes 0,36% e comunicação, 1,23%. O elevado coeficiente de abertura da economia mineira contribui para que o seu desempenho esteja correlacionado à evolução do cenário internacional. Nesse contexto, a recuperação recente das cotações agrícolas e a recuperação das economias maduras tendem a favorecer desdobramentos positivos na atividade do estado. Em termos locais, a robustez do mercado de trabalho, a continuidade de expansão das operações de crédito, o elevado patamar da renda e as obras de infraestrutura, em curso, contribuem para a sustentação da tendência de crescimento do consumo e do investimento. 52 | Boletim Regional do Banco Central do Brasil | Abril 2014 Rio de Janeiro O ritmo da atividade econômica do Rio de Janeiro moderou nos últimos meses, embora as condições do mercado de trabalho e a trajetória da renda ainda permaneçam favoráveis. Nesse contexto, o IBCR-RJ contraiu 0,3% no trimestre encerrado em fevereiro, em relação ao encerrado em novembro, quando aumentara 0,2%, na série sazonalmente ajustada. Considerados períodos de doze meses, o indicador expandiu 0,9% em fevereiro (1% em novembro). Gráfico 4.12 – Índice de Atividade Econômica do Banco Central – Brasil e Rio de Janeiro Dados dessazonalizados 2002 = 100 150 145 140 135 130 125 Fev 2011 Jun Out Fev 2012 Jun Brasil Out Fev 2013 Jun Out Fev 2014 Rio de Janeiro Tabela 4.24 – Índice de vendas no varejo – Rio de Janeiro Geral e setores selecionados Variação % no período Setores 2013 2014 1/ Ano Comércio varejista Combustíveis e lubrificantes Nov Fev 1/ 12 meses 5,0 1,6 -1,5 5,2 5,9 3,3 0,1 6,0 Hiper e supermercados 2,7 2,3 -1,5 3,0 Tecidos, vestuário e calçados 0,3 -0,2 -0,5 1,6 -0,8 -4,5 -4,9 1,3 6,3 Móveis e eletrodomésticos Comércio ampliado 6,1 1,3 -2,4 Veículos e motos, partes e peças 7,9 0,6 -3,8 8,5 Material de construção 7,7 0,0 0,8 7,0 Fonte: IBGE 1/ Variação relativa aos trimestres encerrados em t e t-3. Dados dessazonalizados. Tabela 4.25 – Receita nominal de serviços – Rio de Janeiro Serv. empresariais não financeiros, exceto saúde e educação Var. % Segmentos 2013 Serviços prestados às famílias 6,6 8,5 9,0 7,3 8,3 11,5 8,2 8,1 Serviços de informática e comunicação 8,0 10,2 9,3 8,6 Serviços profissionais e administrativos 6,9 6,1 5,8 6,4 7,8 10,3 13,4 9,0 0,1 -3,0 Transportes e correio Outros serviços -4,9 -3,0 Fonte: IBGE 1/ Variação relativa ao trimestre encerrado no mês assinalado e o mesmo período do ano anterior. As vendas de automóveis e veículos comerciais leves totalizaram 69,1 mil unidades no trimestre encerrado em fevereiro, expansão de 2,7% em relação ao trimestre finalizado em novembro, de acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), dessazonalizados. Considerados períodos de doze meses, as vendas recuaram 4,4% em fevereiro (decréscimo de 4% em novembro). 2014 Ano Nov1/ Fev1/ 12 meses Total As vendas do comércio varejista decresceram 1,5% no trimestre encerrado em fevereiro, em relação ao findo em novembro, de acordo com dados dessazonalizados da PMC do IBGE, constituindo o primeiro recuo nesse tipo de comparação desde novembro de 2012. Destacaram-se as variações nos segmentos hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, -1,5%, outros artigos de uso pessoal e doméstico, -4,6%, e móveis e eletrodomésticos, -4,9%, contrapondo-se às expansões de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação, 10,7%, e de livros, jornais, revistas e papelaria, 2,8%. Incluídos o declínio nas vendas de veículos, motos, partes e peças, 3,8%, e o aumento nas vendas de material de construção, 0,8%, o comércio ampliado contraiu 2,4% no trimestre. Considerados intervalos de doze meses, o crescimento do comércio varejista do estado segue robusto, com alta de 5,2% em fevereiro, em relação a igual período de 2013, enquanto o comércio ampliado cresceu 6,3% (5,3% e 6%, respectivamente, em novembro). A receita nominal do setor de serviços do estado cresceu, de acordo com a Pesquisa Mensal de Serviços do IBGE, 9% no trimestre encerrado em fevereiro, em relação ao mesmo período de 2013 (8,5% no finalizado em novembro), sobretudo devido aos desempenhos positivos dos segmentos serviços de informação e comunicação, 9,3%, e transportes e correio, 13,4%. Considerados intervalos de doze meses, na comparação interanual, a receita do setor de serviços expandiu 7,3% em fevereiro (7% em novembro). Abril 2014 | Boletim Regional do Banco Central do Brasil | 53 Gráfico 4.13 – Evolução do saldo das operações de crédito – Rio de Janeiro1/ Variação em 12 meses (%) 30 20 10 0 Fev Mai 2011 Ago Nov Fev Mai 2012 PF Ago Nov Fev Mai 2013 PJ Ago Nov Fev 2014 Total 1/ Operações com saldo superior a R$1 mil. O saldo das operações de crédito superiores a R$1 mil somou R$332,4 bilhões em fevereiro – dos quais R$105,2 bilhões relativos ao crédito para pessoas físicas e R$227,2 bilhões para pessoas jurídicas –, com crescimentos de 5,7% no trimestre e 16,5% em doze meses. A evolução trimestral refletiu o acréscimo de 3,2% dos empréstimos às pessoas físicas e a expansão de 6,8% às pessoas jurídicas, enquanto na variação em doze meses esses aumentos corresponderam a 13,8% e 17,8%, na ordem. As operações com recursos livres no estado cresceram 2,3% no trimestre, destacandose as de capital de giro, 4,5%, enquanto as operações com recursos direcionados aumentaram 9,3% no mesmo período, repercutindo, sobretudo, os aumentos dos empréstimos do BNDES a pessoas jurídicas, 8,9%, e os financiamentos rurais a pessoas jurídicas, 38,8%. A inadimplência relativa às operações de crédito atingiu 2,33% em fevereiro (2,34% em novembro), com decréscimo de 0,21 p.p. no segmento de pessoas físicas e aumento de 0,12 p.p. no de pessoas jurídicas, que alcançaram, na ordem, taxas de 5,36% e 1,08%. Tabela 4.26 – Evolução do emprego formal – Rio de Janeiro Novos postos 1/ Acumulado no trimestre (em mil) Discriminação Total Indústria de transformação 2013 2014 Fev Mai Ago -35,3 34,9 17,2 Nov 39,3 Fev -7,5 -2,8 7,4 2,2 1,9 -1,1 Comércio -13,8 1,7 2,9 25,2 -14,9 Serviços -13,0 18,1 8,1 17,3 5,1 0,1 5,8 3,8 -2,6 4,6 -2,0 1,5 1,8 -1,5 -1,6 0,0 -0,6 -2,0 -0,5 0,3 -3,8 1,1 0,4 -0,4 0,0 Construção civil Agropecuária Serviços ind. utilidade pública 2/ Outros Fonte: MTE 1/ Refere-se ao trimestre encerrado no mês assinalado. 2/ Inclui extrativa mineral, administração pública e outras. A economia fluminense perdeu, de acordo com o Caged/MTE, 7,5 mil postos de trabalho no trimestre encerrado em fevereiro (redução de 35 mil em igual período de 2013), em especial no comércio, 14,9 mil, refletindo a sazonalidade desfavorável. Em contraposição, o setor de serviços gerou 5,1 mil empregos formais nos últimos três meses até fevereiro, ante redução de 13 mil no trimestre correspondente de 2013, enquanto a construção civil criou 4,6 mil vagas (120 na mesma referência). O nível de emprego formal cresceu 0,6% no trimestre encerrado em fevereiro, em relação ao trimestre finalizado em novembro, quando havia aumentado 0,4%, na mesma base de comparação, considerada a série dessazonalizada. Nos últimos doze meses encerrados em fevereiro, o indicador expandiu 1,7% (1,9% em novembro). O pessoal ocupado e a folha de pagamento real na indústria do Rio de Janeiro diminuíram 0,3% no trimestre finalizado em fevereiro, em relação ao terminado em novembro, enquanto o número de horas pagas aumentou 0,7%, segundo dados da Pesquisa Industrial Mensal – Emprego e Salário (Pimes), do IBGE, dessazonalizados. Considerado o período de doze meses até fevereiro, o pessoal ocupado recuou 0,9%, decréscimo concentrado na indústria de transformação, onde o indicador diminuiu 1,4%. Na mesma referência, a folha real de pagamentos e as horas pagas elevaram-se 1,7% e 0,7%, sustentadas especialmente pela indústria extrativa, na qual as variações alcançaram 6,5% e 6,8%, na ordem. 54 | Boletim Regional do Banco Central do Brasil | Abril 2014 A taxa média de desemprego da RMRJ atingiu 3,7% no trimestre encerrado em fevereiro, contra 4,3% em igual período de 2013, de acordo com a PME do IBGE. A redução do desemprego, em termos interanuais, refletiu os recuos de 0,3% na população ocupada e de 0,9% na PEA. O rendimento médio real habitualmente recebido pelas pessoas ocupadas e a massa salarial real elevaram-se 6,9% e 8%, nessa ordem, em relação ao trimestre equivalente do ano anterior, resultados superiores aos observados, em média, nas demais regiões metropolitanas pesquisadas. Considerados dados dessazonalizados, a taxa média de desemprego situouse em 3,9% no trimestre encerrado em fevereiro (4,2% no finalizado em novembro). Gráfico 4.14 – Taxa de desemprego aberto – Rio de Janeiro % 7 6 5 4 3 Jan Fev Mar Abr Mai 2011 Jun Jul Ago Set 2012 Out Nov Dez 2013 2014 Fonte: IBGE Tabela 4.27 – Necessidades de financiamento – Rio de Janeiro 1/ R$ milhões UF Resultado primário Juros nominais 2012 2013 2012 2013 Jan-dez Jan-dez Jan-dez Jan-dez Estado do Rio de Janeiro Governo estadual Capital 811 -1 594 8 390 7 826 -811 -1 332 7 555 7 114 1 247 82 888 780 375 -343 -52 -69 Demais municípios 1/ Inclui inform. do estado e de seus principais municípios. Dados preliminares. Tabela 4.28 – Dívida líquida e necessidades de financiamento – Rio de Janeiro 1/ R$ milhões UF Dívida 2/ Fluxos acumulados no ano 2012 Nominal Outros Primário Juros Total Dez Dívida 4/ 3/ 2013 Dez Estado do Rio de Janeiro 75 117 -1 594 7 826 6 232 616 81 965 Governo estadual -1 332 7 114 5 782 240 75 359 Capital Demais municípios 69 338 6 599 82 780 862 381 7 842 -820 -343 -69 -412 -5 -1 237 1/ Inclui inform. do estado e de seus principais municípios. Dados preliminares. 2/ A dívida líquida no momento t+1 é a dívida no momento t, mais o resultado nominal e o resultado de outros fluxos. 3/ O resultado nominal é a soma dos juros com o resultado primário. 4/ Inclui ajustes decorrentes de variação cambial, reconhec. de dívidas e privatiz. Tabela 4.29 – Produção agrícola – Rio de Janeiro Itens selecionados Em mil toneladas Discriminação 1/ Pesos Produção 2013 Variação % 2/ 2014 2014/2013 Grãos Milho 0,7 13,3 10,6 -20,1 Feijão 0,6 3,1 2,6 -13,9 11,1 Outras lavouras Tomate 24,2 181,9 202,1 Cana-de-açúcar 22,7 4 968,0 5 115,9 3,0 Abacaxi (mil frutos) 12,0 120,7 103,9 -13,9 Mandioca 10,9 198,7 190,8 -4,0 Banana 7,3 150,2 131,2 -12,6 Café 6,4 16,9 18,5 9,7 Fonte: IBGE 1/ Por valor da produção – PAM 2012. 2/ Estimativa segundo o LSPA de março de 2014. O superavit primário dos governos do estado, da capital e dos principais municípios do Rio de Janeiro totalizou R$1,59 bilhão em 2013 (deficit de R$811 milhões em 2012), desempenho decorrente, sobretudo, da redução do deficit da capital, de R$1,25 bilhão para R$82 milhões. Os juros nominais da dívida, apropriados por competência, montaram a R$7,83 bilhões no ano, 6,7% menos que no ano anterior, em linha com a menor variação do IGP-DI, principal indexador dos passivos regionais renegociados com a União. O deficit nominal somou R$6,23 bilhões (R$9,2 bilhões em 2012). A dívida líquida dos entes considerados alcançou R$81,96 bilhões em dezembro. O acréscimo de 9,1% em relação a dezembro de 2012 refletiu os aumentos de 8,7% nas dívidas do governo do estado e 18,8% da capital. A arrecadação de ICMS somou R$5,7 bilhões no Rio de Janeiro no primeiro bimestre, de acordo com informações do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), com acréscimo real de 3,6% relativamente à de igual período de 2013 (correção pelo IGP-DI). As transferências da União (exceto Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação – Fundeb) totalizaram R$943,6 milhões, aumento real de 13,6%, nas mesmas referências, de acordo com a Secretaria do Tesouro Nacional (STN). No âmbito da produção agrícola, a safra de cana-deaçúcar, um dos principais cultivos no estado, deverá avançar 3,0% em 2014 de acordo com o LSPA de março do IBGE. A estimativa reflete a redução de 6,9% na área colhida e o incremento de 10,6% na produtividade. Dentre as demais culturas, assinalem-se as elevações projetadas de 11,1% da produção de tomate e de 47,3% de laranja e as retrações de 13,9% e 4% para as lavouras de abacaxi e de mandioca. Para Abril 2014 | Boletim Regional do Banco Central do Brasil | 55 a safra de grãos, o Levantamento aponta queda de 17,1% na produção no estado, comparativamente a 2013, diante das reduções de 15,3% e 2,2% na área a ser colhida e na produtividade, respectivamente. Tabela 4.30 – Produção industrial – Rio de Janeiro Geral e setores selecionados Variação % no período 1/ Setores Pesos 2013 2014 2/ Nov Indústria geral Fev 2/ Ac. 12 meses 100,0 -0,9 -1,9 -0,9 Indústria extrativa 18,6 0,6 -2,7 -5,1 Indústria de transformação 81,4 -0,8 -2,7 0,1 14,0 0,1 1,4 -0,4 Veículos automotores 9,4 -4,7 -5,4 13,4 Metalurgia básica 9,2 -2,4 -2,2 -12,0 Outros produtos químicos 9,2 -2,6 , 0,8 7,4 Refino de petróleo e álcool Fonte: IBGE 1/ Ponderação da atividade na indústria geral, conforme a PIM-PF/IBGE. 2/ Variação relativa aos trimestres encerrados em t e t-3. Dados dessazonalizados. Gráfico 4.15 – Produção industrial – Rio de Janeiro Dados dessazonalizados – Média móvel trimestral 2002 = 100 140 130 120 A atividade industrial do estado diminuiu 1,9% no trimestre encerrado em fevereiro, em relação ao finalizado em novembro, período em que decrescera 0,9% no mesmo tipo de comparação, segundo dados dessazonalizados da PIM-PF Regional do IBGE. A produção da indústria de transformação recuou 2,7% no período, com destaque para os resultados negativos da indústria farmacêutica, 28,6%; edição, impressão e reprodução de gravações, 8,9%; e veículos automotores, 5,4%. Ressalte-se que o segmento de veículos automotores foi impactado por ajustes nos turnos de produção em montadora do estado ao longo de fevereiro. O desempenho da indústria extrativa foi influenciado pela menor produção petrolífera, parcialmente explicada por incêndio ocorrido em plataforma no final de dezembro, resultando recuo de 2,7% no período. Considerados intervalos de doze meses, a indústria do estado diminuiu 0,9% em fevereiro, ante avanço de 0,5% em novembro, com retração de 5,1% nas atividades extrativas e aumento de 0,1% nas de transformação. 110 100 90 Nov Fev Mai Ago Nov Fev Mai Ago Nov Fev Mai Ago Nov Fev 2010 2011 2012 2013 2014 Indústria geral Indústria extrativa Indústria de transformação Fonte: IBGE Gráfico 4.16 – Índice de Confiança do Empresário Industrial – Rio de Janeiro Pontos 70 65 60 55 O Icei, divulgado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), atingiu 53 pontos em janeiro (52,2 pontos em outubro e 57,3 pontos em janeiro de 2013), constituindo o segundo avanço consecutivo do indicador. A evolução trimestral resultou dos crescimentos de 0,6 ponto na componente que avalia as condições atuais e de 0,7 ponto na de expectativas, refletindo, em particular, a recuperação da confiança acerca da própria empresa e da economia local. Os indicadores de estoques de produtos finais e de balanço entre estoques planejados e efetivos sugerem que a indústria do estado realiza processo de ajuste. 50 45 40 35 30 Out Jan Abr 2010 2011 Geral Jul Out Jan Abr Jul 2012 Expectativas Out Jan Abr 2013 Jul Out Jan 2014 Condições atuais Em relação ao comércio exterior, a balança comercial do estado acumulou deficit de US$959 milhões nos três primeiros meses deste ano, ampliando o resultado negativo em relação ao apurado em igual período de 2013, deficit de US$551 milhões, de acordo com o MDIC. As exportações no trimestre somaram US$4,1 bilhões e as importações, US$5,1 bilhões, com contrações de 20% e de 10,9% na mesma base de comparação. As vendas externas Fonte: Firjan 56 | Os desembolsos do BNDES no estado totalizaram R$4,2 bilhões no primeiro bimestre do ano (R$1 bilhão nos meses equivalentes de 2013), contemplando principalmente os setores de petróleo e de infraestrutura de transportes. Boletim Regional do Banco Central do Brasil | Abril 2014 de óleos brutos de petróleo, que representaram 56% do total dos embarques do estado no trimestre, diminuíram 7,9% no período, enquanto suas importações, equivalentes a 19,1% do influxo total, recuaram 19,4%. Tabela 4.31 – Exportação por fator agregado – FOB Janeiro-março US$ milhões Discriminação Rio de Janeiro 2013 Total Brasil 2014 Var. % Var. % 5 141 4 113 -20,0 Básicos 2 516 2 356 -6,4 3,7 Industrializados 2 625 1 757 -33,1 -7,3 Semimanufaturados Manufaturados1/ -2,5 444 482 8,6 -9,9 2 181 1 275 -41,5 -6,4 Fonte: MDIC/Secex 1/ Inclui operações especiais. Tabela 4.32 – Importação por categoria de uso – FOB Janeiro-março US$ milhões Discriminação Rio de Janeiro 2013 Total Brasil 2014 Var. % Var. % 5 693 5 073 -10,9 -0,6 Bens de capital 1 172 1 131 -3,5 -1,1 Matérias-primas 1 552 1 699 9,5 1,4 780 725 -7,1 5,6 Duráveis 340 367 7,9 12,7 Não duráveis 440 358 -18,6 -1,4 2 189 1 518 -30,7 -10,5 Bens de consumo Combustíveis e lubrificantes Fonte: MDIC/Secex Tabela 4.33 – IPCA – Rio de Janeiro Variação % trimestral Discriminação 1/ Pesos 2013 II Tri IPCA 2014 III Tri IV Tri I Tri 100,0 1,88 0,43 2,47 2,88 72,8 1,70 0,84 2,82 3,19 Comercializáveis 27,7 1,20 1,52 2,43 1,23 Não comercializáveis 45,1 2,02 0,41 3,06 4,42 27,2 2,36 -0,66 1,59 2,03 Livres Monitorados Principais itens Alimentação 23,4 2,12 -0,16 2,70 3,94 Habitação 16,5 2,30 1,52 2,95 1,55 3,7 0,26 2,98 2,44 0,31 Artigos de residência Vestuário 5,0 2,50 0,07 3,12 -0,24 Transportes 17,7 1,65 -1,04 2,25 3,57 Saúde 11,8 3,06 1,26 1,34 1,52 Despesas pessoais 11,4 1,94 0,85 3,98 5,04 Educação 5,1 0,43 0,81 0,62 8,28 Comunicação 5,3 -0,36 0,07 1,39 -1,60 Fonte: IBGE 1/ Referente a março de 2014. A redução das exportações totais resultou de decréscimos de 6,9% nos preços e de 14,1% no quantum exportado, ressaltando-se o recuo nas vendas de produtos básicos, 6,4%, principalmente óleos brutos de petróleo, e manufaturados, 46,4%, impactados por operação de leaseback de R$802 milhões ocorrida no primeiro trimestre de 2013 que não se repetiu em 2014. As vendas direcionadas aos EUA, China e Índia responderam, em conjunto, por 51,7% das exportações do estado no trimestre. O recuo das importações evidenciou as quedas de 3,3% nos preços e de 7,8% no quantum, com ênfase na redução de 30,7% em combustíveis e lubrificantes, principalmente óleos brutos de petróleo e gás natural liquefeito. As importações provenientes dos EUA, China e Arábia Saudita representaram, em conjunto, 48,6% das compras do estado no período. Os preços na RMRJ aumentaram 2,88% no primeiro trimestre de 2014, comparativamente aos 2,47% no trimestre anterior. A aceleração refletiu as maiores variações tanto dos preços monitorados, de 1,59% para 2,03%, quanto dos livres, de 2,82% para 3,19%. Nesses, a desaceleração dos itens comercializáveis, de 2,43% para 1,23%, foi insuficiente para compensar a aceleração dos bens e serviços não comercializáveis, de 3,06% para 4,42%. No período, destacaram-se, entre os monitorados, os reajustes de transportes públicos (ônibus urbano e intermunicipal, e táxi) e, entre os livres, elevações das despesas com mensalidades escolares, empregado doméstico, refeição, e aluguel. O índice de difusão atingiu 61%, ante 59,6% e 62,2% no primeiro e quarto trimestres de 2013. A inflação na RMRJ atingiu 7,86% nos doze meses encerrados em março (6,16% em dezembro), constituindo a taxa mais elevada entre as regiões abrangidas pelo IPCA. Os preços foram pressionados, em particular, pelos aumentos nos custos de transportes, despesas pessoais e alimentação. Os preços monitorados acumularam variação de 5,4% e os livres, 8,8% (comercializáveis, 6,52%; não comercializáveis, 10,23%) no período. A atividade econômica do Rio de Janeiro desacelerou na margem, impactada pelo desempenho de segmentos industriais com efeitos relevantes na cadeia produtiva, Abril 2014 | Boletim Regional do Banco Central do Brasil | 57 na geração de renda e na balança comercial do estado. O mercado de trabalho, contudo, segue apresentando baixas taxas de desemprego e renda em trajetória positiva, apontando sustentação da expansão da demanda, embora em ritmo moderado. Nos próximos períodos, a recuperação da confiança e os investimentos em curso e anunciados, públicos e privados, devem contribuir para o crescimento da economia do estado. 58 | Boletim Regional do Banco Central do Brasil | Abril 2014 Gráfico 4.17 – Índice de Atividade Econômica do Banco Central – Brasil e São Paulo Dados dessazonalizados 2002 = 100 155 150 145 140 135 Fev Mai 2011 Ago Nov Fev Mai 2012 IBC-Br Ago Nov Fev Mai Ago Nov Fev 2013 2014 IBCR-SP Tabela 4.34 – Comércio varejista – São Paulo Geral e setores selecionados São Paulo O PIB de São Paulo, estimado pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade), cresceu 1,7% em 2013, refletindo, principalmente, o comportamento da indústria, que avançou 2,2%. No início deste ano, o desempenho da economia paulista foi negativamente impactado pelo arrefecimento do comércio varejista e do setor de serviços, e pela retração, na margem, da indústria. Nesse contexto, o IBCR-SP recuou 1,1% no trimestre encerrado em fevereiro, em relação ao terminado em novembro, quando expandira 0,8%, na mesma base de comparação, considerados dados dessazonalizados. No período de doze meses, o indicador aumentou 1,4% em fevereiro (1,9% em novembro). Variação % no período Setores 2013 Ano Comércio varejista Combustíveis e lubrificantes Hiper e supermercados Tecidos, vestuário e calçados Móveis e eletrodomésticos Comércio ampliado Automóveis e motocicletas Material de construção 2014 1/ Nov Fev 1/ 12 meses 4,2 8,6 4,1 3,0 -0,2 2,4 -0,9 1,2 -1,0 -0,6 0,5 -0,7 2,4 -2,7 -2,4 4,9 9,0 4,9 2,6 -1,0 3,0 0,5 3,0 2,4 -0,2 1,4 0,1 -2,8 4,5 3,3 -0,1 4,0 Fonte: IBGE 1/ Variação relativa aos trimestres encerrados em t e t-3. Dados dessazonalizados. Gráfico 4.18 – Comércio varejista – São Paulo Dados dessazonalizados 2011 = 100 120 115 As vendas do comércio varejista cresceram 0,5% no trimestre encerrado em fevereiro, em relação ao terminado em novembro, quando se elevaram 2,4%, no mesmo tipo de análise, de acordo com dados dessazonalizados da PMC, do IBGE. Sobressaíram as expansões nas vendas de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (2,7%), e de hipermercados e supermercados (2,4%); em oposição às retrações, em especial, nos segmentos de equipamentos e materiais para escritório, informática, e comunicação (-20,8%) e de tecidos, vestuário e calçados (-2,7%). O comércio ampliado, refletindo recuo de 2,8% nas vendas de veículos, motos, partes e peças, e a expansão de 4,5% nas de material de construção, cresceu 0,1% no trimestre (aumento de 2,4% em novembro). 110 105 100 95 90 Fev Mai 2011 Ago Nov Fev Mai 2012 Comérico varejista Ago Nov Fev Mai Ago Nov Fev 2013 2014 Comércio ampliado Fonte: IBGE Tabela 4.35 – Receita nominal de serviços – São Paulo Serv. empresariais não financeiros, exceto saúde e educação Variação % no período Segmentos 2013 Ano Total Serviços prestados às famílias Serv. de informação e comunicação Serv. profissionais e administrativos Transportes e correio Outros serviços 9,2 12,6 7,2 9,7 11,3 6,3 Considerados períodos de doze meses, as vendas varejistas do estado cresceram 4,9% em fevereiro, em relação a igual período de 2013 (4,7% em novembro), destacandose os aumentos nos segmentos artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (12,3%), e equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (11,4%). O comércio ampliado, incorporando variações de -0,1% nas vendas de veículos, motos, partes e peças e de 4% nas de material de construção, cresceu 3,3%, na mesma base de comparação (3,1% em novembro). 2014 1/ Nov 9,8 12,1 7,9 11,8 10,7 8,1 1/ 12 meses 9,6 17,1 7,5 10,6 11,8 4,0 9,2 14,8 7,2 10,2 10,8 5,8 Fev Fonte: IBGE 1/ Variação relativa ao trimestre encerrado no mês assinalado e o mesmo período do ano anterior. A receita nominal do setor de serviços de São Paulo expandiu 9,6% no trimestre encerrado em fevereiro, ante igual período de 2013 (9,8% em novembro), de acordo com a PMS do IBGE, ressaltando-se os aumentos nos serviços prestados às famílias, 17,1%; nos serviços auxiliares dos transportes e correio, 11,8%; e nos serviços profissionais, administrativos e complementares, 10,6%. Em doze meses, a receita do setor aumentou 9,2% em fevereiro, em relação a igual período de 2013, mesmo percentual observado em novembro. Abril 2014 | Boletim Regional do Banco Central do Brasil | 59 O saldo das operações de crédito superiores a R$1 mil realizadas em São Paulo atingiu R$808,5 bilhões em fevereiro, com crescimentos de 2% no trimestre e 12,1% em doze meses. O estoque relativo ao segmento de pessoas físicas totalizou R$342,7 bilhões, elevando-se 3,1% e 14,2%, respectivamente, nos períodos considerados, com destaque para a modalidade financiamento imobiliário. Os empréstimos contratados pelo segmento de pessoas jurídicas situaram-se em R$465,8 bilhões, variando 1,2% no trimestre e 10,6% em doze meses, assinalando-se o desempenho das operações com recursos do BNDES, do financiamento à exportação e do financiamento imobiliário. Gráfico 4.19 – Evolução do saldo das operações de crédito – São Paulo1/ Variação em 12 meses – % 25 20 15 10 5 0 Fev Mai Ago Nov Fev Mai Ago Nov Fev Mai Ago Nov Fev 2011 2012 2013 2014 PF PJ Total 1/ Operações com saldo superior a R$1 mil. A inadimplência das operações de crédito no estado atingiu 2,8% em fevereiro, reduzindo-se 0,2 p.p. no trimestre e 0,7 p.p. em doze meses. A evolução trimestral repercutiu a diminuição de 0,2 p.p. nas taxas relativas aos segmentos de pessoas físicas e de pessoas jurídicas, que se situaram em 4,1% e em 1,8%, na ordem. Tabela 4.36 – Evolução do emprego formal – São Paulo Novos postos de trabalho 1/ Acumulado no trimestre (em mil) Discriminação 2013 2014 Fev Total Mai -120,6 149,0 Nov Fev 81,9 54,4 -87,9 -5,4 -6,6 -31,6 Indústria de transformação -34,8 Comércio -16,6 0,4 27,2 45,2 -23,5 Serviços -6,1 50,4 30,6 45,6 10,9 Construção civil -2,4 16,4 0,2 -8,1 0,6 -56,3 33,9 28,1 -23,2 -43,8 2,4 1,0 -0,2 0,7 0,9 -6,8 7,4 1,5 0,9 -1,4 Agropecuária Serviços industr. de utilidade pública 2/ Outros 39,5 Ago Fonte: MTE 1/ Refere-se ao trimestre encerrado no mês assinalado. 2/ Inclui extrativa mineral, administração pública e outros. Gráfico 4.20 – Taxa de desemprego aberto – São Paulo % 8 O Índice de Confiança do Consumidor (ICC), divulgado pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio SP), atingiu 134,9 pontos no trimestre encerrado em fevereiro (138,0 pontos em novembro e 162,7 pontos em igual período de 2013). A evolução trimestral refletiu quedas de 1,1 ponto no componente que avalia as condições econômicas atuais e de 2,1 pontos no relativo a expectativas. O mercado de trabalho reduziu o número de postos formais em 87,9 mil no trimestre encerrado em fevereiro (-120,6 mil em igual período de 2013), de acordo com o Caged/MTE, sendo 43,8 mil demissões líquidas na agropecuária, 31,6 mil na indústria e 23,5 mil no comércio. Considerados dados dessazonalizados, o nível de emprego formal cresceu 0,5% no trimestre terminado em fevereiro, em relação ao finalizado em novembro, quando havia aumentado no mesmo ritmo. Jan 7 6 5 4 Jan Fev Mar 2011 Abr Mai Jun 2012 Jul Ago Set Out Nov 2013 Dez 2014 Fonte: IBGE 60 | Boletim Regional do Banco Central do Brasil | Abril 2014 A taxa de desemprego da RMSP, divulgada pela PME Fev Marno trimestre encerrado em fevereiro do IBGE, atingiu 5% (6% em igual períodoAbr de 2013), refletindo retrações de 0,4% Mai na população ocupada e de 1,5% na PEA. O rendimento Jun real médio habitual e a massa salarial real cresceram 2,9% e Jul 2,4%, respectivamente, no período considerado. Na margem, Ago considerados dados dessazonalizados, a taxa de desemprego Set situou-se em 5,3% noOut trimestre finalizado em fevereiro (5,7% naquele finalizado em Novnovembro). Tabela 4.37 – Necessidades de financiamento – 1/ São Paulo R$ milhões Resultado primário UF Juros nominais 2012 2013 2012 2013 Jan-dez Jan-dez Jan-dez Jan-dez Estado de São Paulo -8 149 -8 325 30 273 27 428 Governo estadual -5 752 -5 648 21 686 19 396 Capital -3 978 -2 272 8 336 7 833 1 582 -404 251 200 Demais municípios 1/ Inclui inform. do Estados e de seus principais municípios. Dados preliminares. Tabela 4.38 – Dívida líquida e necessidades de financiamento – São Paulo 1/ R$ milhões UF Dívida 2/ Fluxos acumulados no ano Dívida 4/ 2012 Nominal Dez Primário Juros Total3/ 2013 Outros Dez Est. de São Paulo 250 987 -8 325 27 428 19 103 -3 092 266 997 Gov. estadual 178 803 -5 648 19 396 13 748 -1 231 191 320 Capital Demais municípios 66 867 -2 272 7 833 5 317 -404 200 5 560 -1 570 -205 70 857 -292 4 820 1/ Inclui inform. do Estado e de seus principais municípios. Dados preliminares. 2/ A dívida líquida no momento t+1 é a dívida no momento t, mais o resultado nominal e o resultado de outros fluxos. 3/ O resultado nominal é a soma dos juros com o resultado primário. 4/ Inclui ajustes decorrentes de variação cambial, reconhec. de dívidas e privatiz. Tabela 4.39 – Produção agrícola – São Paulo Itens selecionados Em mil toneladas 1/ Discriminação Pesos Produção de grãos Arroz (em casca) Feijão Milho Soja Outras lavouras selecionadas Café Cana-de-açúcar Laranja 2/ Produção 2013 -27,9 13,4 -4,2 -34,4 -17,7 4,4 231 222 58,9 404 680 404 680 7,8 11 830 11 830 -3,7 0,0 0,0 Fonte: IBGE 1/ Por valor da produção – PAM 2012. 2/ Estimativa segundo o LSPA de março de 2014. Gráfico 4.21 – Abates de animais – São Paulo Média móvel trimestral 2005 = 100 150 125 100 75 50 Fev Mai Ago Nov Fev Mai Ago Nov Fev Mai Ago Nov Fev 2011 2012 2013 2014 Bovinos Fonte: Mapa Aves O superavit primário dos governos do estado, da capital e dos principais municípios de São Paulo totalizou R$8,3 bilhões em 2013. O crescimento de 2,2% em relação a 2012 deveu-se à reversão do deficit de R$1,6 bilhão em 2012 para superavit de R$404 milhões em 2013 no resultado dos demais municípios, enquanto os superavits do governo do estado e da capital recuaram 1,8% e 42,9%, respectivamente. Os juros nominais da dívida desses entes, apropriados por competência, somaram R$27,4 bilhões em 2013, recuo de 9,4% em relação a 2012, influenciado pelas retrações de 10,6% no estado, 6,0% na capital e 20,3% nos demais municípios, favorecendo a retração do deficit nominal para R$19,1 bilhões em 2013 (de R$22,1 bilhões em 2012). A dívida líquida do estado, da capital e dos demais principais municípios alcançou R$267,0 bilhões em dezembro de 2013 (61,9% da dívida do Sudeste), com expansão de 6,4% em relação a dezembro de 2012. 2014/2013 5 488 93 227 3 131 1 590 0,2 1,3 4,8 3,7 7 615 82 237 4 772 1 933 Var. % 2014 As horas trabalhadas na indústria paulista recuaram 1,6%, no trimestre finalizado em fevereiro, em relação ao encerrado em novembro, quando haviam crescido 0,5%, nesse tipo de análise, de acordo com estatísticas dessazonalizadas da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Suínos Em relação à economia agrícola local, a safra de grãos do estado deverá situar-se em 5,5 milhões de toneladas em 2014, segundo o LSPA/IBGE de março, volume correspondente à retração de 27,9% em relação à safra de 2013. Esse resultado reflete, principalmente, adversidades climáticas verificadas no início do ano, traduzidas nas quedas projetadas para as lavouras de milho (-34,4%), condicionada pelas reduções no rendimento (-24,7%) e na área colhida (-12,8%), e de soja, 17,7%, com queda de 27,8% no rendimento. Em relação às demais lavouras, o Levantamento estima estabilidade nas safras de cana-de-açúcar e laranja e recuo de 3,7% na produção de café. Os abates de bovinos, aves e suínos realizados em Jan 2005 estabelecimentos fiscalizados pelo SIF variaram -8%, 2,7% Fev e -6,4%, respectivamente, nos dois primeiros meses do ano, Mar em relação a igual período de 2013, de acordo com o Mapa. Abr Assinale-se Mai que os abates no estado foram prejudicados, sobretudo, Jun pela forte estiagem no período recente, que danificouJul as pastagens e inibiu a engorda dos rebanhos. Ago Set Abril 2014 | Boletim Regional do Banco Central do Brasil | 61 Gráfico 4.22 – Produção industrial – São Paulo Dados dessazonalizados – Média móvel trimestral 2002 = 100 140 135 130 125 120 Fev Mai 2011 Ago Nov Fev Mai 2012 Ago Nov Fev Mai 2013 Brasil Ago Nov Fev 2014 São Paulo A produção da indústria paulista recuou 3,3% no trimestre encerrado em fevereiro, em relação ao finalizado em novembro, quando expandira 0,6%, nesse tipo de comparação, de acordo com dados dessazonalizados da PIMPF Regional do IBGE. Destacaram-se os crescimentos das indústrias de materiais eletrônicos, aparelhos e equipamentos de comunicações, 16,9%; e farmacêutica, 12,6%, mais que compensados pelas reduções nos setores de veículos automotores, 19,9%; de produtos de metal, exclusive máquinas e equipamentos, 10,8%; e de outros produtos químicos, 7,0%. Fonte: IBGE Tabela 4.40 – Produção industrial – São Paulo Geral e setores selecionados Variação % no período 1/ Setores Pesos 2013 2014 2/ Nov Fev 2/ 12 meses Indústria geral 100,0 0,6 -3,3 -0,1 Alimentos 11,6 2,5 -0,9 -0,5 Veículos automotores 10,1 7,7 -19,9 2,8 Refino de petróleo e álcool 9,0 -3,0 -2,2 2,1 Outros produtos químicos 8,4 2,1 -7,0 1,1 Máquinas e equipamentos 7,5 3,4 -5,6 7,3 Farmacêutica 5,7 -7,1 12,6 -13,5 Fonte: IBGE 1/ Ponderação da atividade na indústria geral, conforme a PIM-PF/IBGE. 2/ Variação relativa aos trimestres encerrados em t e t-3. Dados dessazonalizados. Tabela 4.41 – Exportação por fator agregado – FOB Janeiro-março US$ milhões Discriminação São Paulo Total Básicos Industrializados Semimanufaturados 1/ Manufaturados Brasil 2013 2014 Var. % Var. % 12 455 1 112 11 631 -6,6 -2,5 1 268 14,1 11 343 3,7 10 363 -8,6 -7,3 1 593 1 538 -3,5 -9,9 9 750 8 825 -9,5 -6,4 Fonte: MDIC/Secex 1/ Inclui operações especiais. Tabela 4.42 – Importação por categoria de uso – FOB Janeiro-março US$ milhões Discriminação São Paulo 2013 Total Brasil 2014 Var. % 19 437 20 569 5,8 -0,6 4 986 4 950 -0,7 -1,1 Matérias-primas 9 700 9 888 1,9 1,4 Bens de consumo 3 199 3 242 1,4 5,6 Duráveis 1 166 1 139 -2,3 12,7 Não duráveis 2 033 2 103 3,4 -1,5 1 552 2 489 60,4 -10,5 Fonte: MDIC/Secex 62 | Boletim Regional do Banco Central do Brasil | As vendas reais da indústria paulista evoluíram 1,9%, no trimestre encerrado em fevereiro, em relação ao finalizado em novembro, quando decresceram 0,7%, nesse tipo de comparação, enquanto o Nuci recuou 0,2 p.p., para 81,2%, no trimestre, de acordo com a Fiesp. No âmbito do comércio exterior, o deficit da balança comercial do estado totalizou US$8,9 bilhões no primeiro trimestre do ano, 28% superior ao de igual período de 2013. As exportações recuaram 6,6% e as importações aumentaram 5,8%, atingindo, na ordem, US$11,6 bilhões e US$20,5 bilhões. O comportamento das exportações, resultado de redução de 4% nos preços e de 2,7% no quantum, refletiu, sobretudo, a diminuição de 9,5% nas vendas de produtos manufaturados, com destaque para a queda nos embarques de álcool etílico (-47%), açúcar refinado (-46,4%) e automóveis de passageiros (-43%). EUA, Argentina, Holanda, China e México adquiriram, em conjunto, 42,2% das exportações do estado no período. Var. % Bens de capital Combustíveis e lubrificantes Considerados intervalos de doze meses, a produção da indústria do estado recuou 0,1% em fevereiro, em relação a igual período de 2013 (crescimento de 1,1% em novembro), ressaltando-se as retrações na indústria farmacêutica, 13,5%; e na de edição, impressão e reprodução de gravações, 13,1%; e as expansões respectivas de 11,6% e 7,3% na produção de materiais eletrônicos, aparelhos e equipamentos de comunicações, e de máquinas e equipamentos. Abril 2014 O crescimento das importações, evidenciando recuo de 0,4% nos preços e aumento de 6,2% no quantum, foi impactado, em especial, pelo aumento de 60,4% nas compras de combustíveis e lubrificantes. As aquisições provenientes dos EUA, China, Alemanha, Nigéria e Índia representaram, em conjunto, 52,9% do total importado pelo estado no período. Tabela 4.43 – IPCA – São Paulo Variação % no período Discriminação 1/ Pesos 2013 Ano IPCA 2014 IV Tri I Tri 12 meses 100,0 6,09 2,09 2,45 6,41 76,9 7,69 2,35 2,96 7,50 Comercializáveis 34,2 6,19 2,60 2,48 6,28 Não comercializáveis 42,7 8,92 2,15 3,35 8,49 23,1 1,16 1,27 0,75 2,89 Alimentação 23,3 9,07 2,91 3,70 8,56 Habitação 13,9 3,29 1,64 1,51 6,52 Artigos de residência 4,1 7,27 2,50 1,97 7,30 Vestuário 5,8 5,30 3,22 0,46 5,58 Transportes 20,4 3,15 2,28 2,03 3,58 Saúde 11,7 7,34 1,56 1,82 7,22 Despesas pessoais 11,2 9,54 1,69 3,18 8,43 Educação 5,1 7,76 0,17 6,86 7,89 Comunicação 4,5 0,99 1,19 -0,97 0,10 Livres Monitorados Principais itens O IPCA da RMSP variou 2,45% no primeiro trimestre do ano (2,09% no quarto trimestre de 2013), resultado da aceleração dos preços livres, de 2,35% para 2,96%, e da desaceleração dos preços monitorados, de 1,27% para 0,75%. A trajetória dos preços livres respondeu à aceleração em bens não comercializáveis, de 2,15% para 3,35% – com ênfase na elevação dos itens hortaliças e verduras, 37,99%, e tubérculos, 23,41% –, e à desaceleração em comercializáveis, de 2,60% para 2,48% – com destaque para a queda nos preços de leites e derivados e para o menor ritmo de alta dos preços de carnes, carnes e peixes industrializados, vestuário e panificados. Os preços dos serviços cresceram 2,71% (2,34% no trimestre encerrado em dezembro), ressaltando-se os aumentos nos itens alimentação fora do domicílio, serviços pessoais, mensalidades escolares e demais cursos. Fonte: IBGE 1/ Referente a março de 2014. A evolução dos preços monitorados no primeiro trimestre do ano refletiu, principalmente, o esgotamento do impacto do aumento no preço da gasolina, que repercutira sobre a inflação no último trimestre de 2013, e a redução nas tarifas de telefonia, em março. O índice de difusão médio atingiu 60,3% no primeiro trimestre do ano (50,9% e 61,5% no primeiro e quarto trimestres de 2013). A variação do IPCA atingiu 6,41% no período de doze meses encerrado em março (6,09% em 2013), resultado da redução na variação dos preços livres, de 7,69% para 7,50%, e da aceleração dos monitorados, de 1,16% para 2,89%. A atividade recente da economia em São Paulo foi impactada, principalmente, pelo desempenho desfavorável da produção automotiva, pelos efeitos climáticos adversos sobre a produção agrícola e pela desaceleração do comércio varejista. Os principais indicadores de demanda – massa salarial, crédito –, entretanto, seguem robustos, favorecendo o cenário de retomada nos próximos meses. Abril 2014 | Boletim Regional do Banco Central do Brasil | 63