A PROFISSIONALIZAÇÃO DA PSICOLOGIA: PERSPECTIVAS
HISTÓRICAS ENTRE 1833 E 1930
*MUNHOZ, Tiago Neuenfeld; BENTO, Juliane Sant’ana; PETRARCA, Fernanda Rios
[email protected]
Universidade Federal de Pelotas (UFPEL)
Palavra-chave: história, profissionalização, psicologia
INTRODUÇÃO
O objetivo desse trabalho será de situar o leitor no campo histórico da Psicologia enquanto
profissão no Brasil, quais as principais interpretações históricas em relação à profissão, quais as
tentativas anteriores de conceitualizar as práticas dos Psicólogos ou dos primeiros conteúdos
psicológicos que aparecem difundidos e diversificados em outras profissões anteriores ao
reconhecimento da Psicologia enquanto profissão no país.
METODOLOGIA
Estudo de revisão bibliográfica sobre as publicações referentes a história da Psicologia no
Brasil. As principais obras consultadas são de Marina Massimi, Isaias Pessoti, Mitsuko Antunes e
Fernanda Pereira.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
De 1833 a 1890, as Faculdades de Medicina Rio de Janeiro e da Bahia, através de suas
teses de doutoramento, evidenciavam um grande interesse por assuntos relacionados ao campo
teórico que a Psicologia atual exerce. Em termos institucionais, a Psicologia se aproxima primeiro da
Educação, num processo que culminou na incorporação da disciplina de psicologia nos cursos de
pedagogia. Lourenço Filho (1955 apud ANTUNES, 2004) afirma que, no esforço de se criar uma
psicologia brasileira científica, à contribuição dos médicos veio ligar-se a dos educadores, em
particular no campo da assim chamada “higiene mental”. Na Reforma Benjamin Constant, em 1890,
acontece à substituição da disciplina de Filosofia pela Psicologia e Lógica nos programas do Ginásio
Nacional e parece ter animado a maioria dessas escolas. Nos vinte anos seguintes, ocorre o
desdobramento do programa de Pedagogia em duas partes, onde a primeira chamava-se “Noções de
Psicologia”. Na década de 1930, a Psicologia conquista um estatuto acadêmico-científico no seu
processo de profissionalização com a criação das cátedras de Psicologia nas universidades de São
Paulo e Rio de Janeiro. Essas estratégias de consolidação da Psicologia enquanto ciência e
profissão culminam na inserção definitiva da Psicologia, como curso de graduação, nas universidades
brasileiras na década de 1950.
CONCLUSÃO
Na história da Psicologia, parece haver um consenso dos autores que se dedicaram a traçar
uma conceitualização sobre a profissão no Brasil procurando definir períodos relacionados com o
processo de institucionalização da Psicologia. Os dados históricos e marcos principais citados
anteriormente, aparecem em diferentes obras de maneira similar, sendo indicativo de autenticidade
do resgate histórico e ferramenta para compreender a expansão deste área no Brasil.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ANTUNES, Mitsuko A.M. História da Psicologia no Brasil : Primeiros Ensaios. Rio de Janeiro, RJ :
EdUERJ, CFP, 2004.
CAMPOS, Regina Helena F. Dicionário Biográfico da Psicologia no Brasil : Pioneiros. Rio de
Janeiro: Ed. Imago, CFP, 2001.
JACÓ-VILELA, Ana Maria. Pioneiros da Psicologia no Brasil - Eliezer Schneider, Rio de Janeiro:
Ed. Imago, CFP, 2001.
LESER DE MELLO, Sylvia. Psicologia e Profissão em São Paulo. Editora Àtica, 1975.
MASSIMI, Marina. História da psicologia brasileira: da época colonial até 1934. São Paulo: EPU,
1990.
PEREIRA, Fernanda Martins. A inserção do Psicólogo no Hospital Geral: A construção de uma
nova especialidade. 2003 (Dissertação de Mestrado) Casa de Oswaldo Cruz – FIOCRUZ PósGraduação em História das Ciências da Saúde
PESSOTTI, Isaias. Notas para uma história da psicologia brasileira. In: CONSELHO FEDERAL
DE PSICOLOGIA. Quem é o psicólogo brasileiro? São Paulo: EDICON, 1988, p. 17-31.
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