alta – artg 001/2012 Programa de Manutenção para revestimentos diversos. Guia de Programação 1ª Etapa – um bom programa de manutenção começa com a identificação apropriada do tipo de revestimento: é de rocha natural (pedra) , aglomerado, porcelanato, cerâmico, cimentício, entre outros. Se é rocha natural,pode ser: granito, quatzito, arenito,calcária, outros ? Granito: duro; macio; branco; preto; colorido; claro; escuro; outros? Calcária: mármore, travertino, limestone , outros ? Arenito,quartizito, outros: origem;cor Se é aglomerado: Silestone; Aglostone; Marmostone; outros. (materiais compostos de grânulos minerais e quantidades proporcionalmente muito pequenas de resinas plásticas termo fixas). Se é porcelanato: super gloss; gloss; semi gloss; fosco; anticato; antiderrapante; decorativo (imitação de madeira , pedra, outra ). Se é cerâmico: natural; esmaltada; (fosca, acetinada, antiderrapante, rústica; ...) Se é cimentício: granitina; granilite; ladrilho; hidráulico; solarium; castelatto; fuge; outros Qual é o tipo de acabamento: polido, anticato, levigado, apicoado, flamejado, rústico, outros? O revestimento é o adequado ao trafego previsto? Se não souber as respostas para estas perguntas, sugerimos procurar um profissional de boa reputação ou principalmente usuários, para obter tais informações. O conhecimento mais completo possível das características do revestimento é indispensável para projetar um programa de manutenção. Artigo original publicado na revista ROCHAS setembro/outubro – EDIÇÃO 142 alta – artg 001/2012 2ª Etapa – uma vez feita à identificação, determine a qualidade da instalação. Os ladrilhos estão em uma superfície plana e nivelados? Eles contêm algum tipo de desnível. Resíduos de sujeira terão uma tendência de acumular nos pontos mais baixos. Se for o caso, uma manutenção adequada pode ser um pouco mais complicada. O piso deve estar plano e sem garrotes (desnível entre uma peça e outra)ou peças chochas e ou soltas. Existe algum ladrilho rachado? Resíduos de sujeira terão uma tendência de acumular nestas rachaduras. Estes ladrilhos deverão ser substituídos ou se isto não for possível tampar as rachaduras com poliéster. 3ª Etapa - qual é a condição atual do revestimento? Foi coberta com algum tipo de cera, acrílico, uretano ou algum tipo de película? Se for o caso, estas películas devem ser mecanicamente e/ou quimicamente removidas para se determinar a condição do revestimento. Já vi pisos que apresentam estar em excelente estado até a remoção das películas, revelando então riscos e outros defeitos. Se uma condição insatisfatória for encontrada, uma restauração completa deverá ser feita, para que um plano de manutenção bem-sucedida possa ter início. 4º Etapa – uma vez que o revestimento for restaurado á condição de novo, é que o programa de manutenção poderá dar bom resultados. Isto não se aplica apenas ao programa de manutenção, mas para qualquer programa. Se o revestimento estiver exposto a manchas de água, café ,e outros... ,a aplicação de um hidro- óleo- repelente de boa qualidade é recomendada. Estes hidro- óleo- repelentes são projetados para penetrar no revestimento sem deixar resíduos superficiais e permitir que a pedra possa transpirar (respirar). 5º Etapa – Manutenção Diária As três tarefas principais que deverão ser feitas diariamente para que o revestimento volte a aparentar aspecto de novo e que o tempo de uma possível restauração se entenda, são: varrer, varrer e varrer. Os materiais mais destrutivos para os revestimentos polidos sejam eles de qualquer natureza, são: a areia, a sujeira e detritos em geral. Se estas substâncias pudessem ser eliminadas, a manutenção do revestimento tornar-se iam desnecessárias. A freqüência com que se varre um piso revestido de pedra natural ou outro qualquer, quase nunca é o suficiente. Utilize um pano (de lã ou outro tecido apropriado), seco e limpo, sem nenhum produto químico e passe este pano no piso pelo menos duas a três vezes por dia nas áreas de Artigo original publicado na revista ROCHAS setembro/outubro – EDIÇÃO 142 alta – artg 001/2012 mais movimentos e com menor freqüência nas áreas de menos movimento. Use tapetes para tirar o excesso de sujeira dos sapatos. Eles podem ser postos na parte externa e interna das entradas, para eliminar boa parte dos detritos e sujeiras. Geralmente, são necessárias sete passadas no tapete para remover todo o tipo de detrito solto nas solas do sapato. Mantenha isso em mente quando for comprar os tapetes. Lembre-se que se a areia, a sujeira e os detritos forem eliminados nada irá arranhar e ofuscar o revestimento. 6ª Etapa – Limpeza Todo o tipo de revestimento natural,ou não, tanto polida quanto não polida, deve ser limpa diariamente, com mais freqüência nas áreas de maior movimento e menos freqüência nas áreas de menor movimento. Um pano de chão limpo feito de algodão ou flanela, umedecida em água morna e detergente próprio para cada material poderá ser usada,(alguém lavaria louças com detergente para piso,ou lavaria porcelana chinesa como a vovó lavava panelas de ferro, com areia, cinza e sabão de soda, não ! ) , logo a limpeza dos diferentes revestimentos devem obedecer o mesmo critério. Detergentes ditos neutros são definidos assim por serem detergentes de pH igual a 7 , mas os seus componentes podem interagir com os compostos que constituem o revestimento, ao utilizá-los com freqüência e por muitas outras razões ,ao longo do tempo vão acumulando resíduos que podem causar danos ,que novamente podem não agredir um material e agredir outro para o qual o detergente inicial era tido como neutro . Portanto não devem ser usados com freqüência, e quando usado garantir a sua total eliminação. Certifique-se que você esta seguindo as orientações com bastante cuidado. Se utilizar uma quantidade excessiva de detergente ou sabão,também poderão deixar uma película na superfície que poderá causar o aparecimento de riscos,e ou manchas opacas. 7ª Etapa – Polimento Para manter uma superfície com alto brilho, na maioria dos revestimentos, não é recomendável o uso de ceras e outros tipos de materiais que formam películas na superfície do mesmo. Na maioria das vezes estes materiais aumentam a necessidade de manutenção. A razão é bastante simples; quanto mais dura a superfície (escala de Mhos ) menor será a possibilidade de ser riscada, dito isto ,há de se lembrar que a dureza dos revestimentos mais macios, os calcários, são maiores que 2,5 mhos e as ceras ,filmes , tintas e outros, são plásticos com resistência ao risco geralmente menor que 2,5 mhos. Como manter, então, uma superfície bem polida sem usar estes tipos de produtos? A resposta é bastante simples e surpreendentemente barata. Voltamos um pouco no tempo, adicionamos um pouco de tecnologia dos dias atuais e teremos o que é conhecido como o Processo Natural de Polimento. Artigo original publicado na revista ROCHAS setembro/outubro – EDIÇÃO 142 alta – artg 001/2012 Este processo é utilizado para obter um brilho de alta qualidade nos revestimentos Entre em contato com um profissional de reputação para maiores informações. Em algumas situações uma película protetora poderá ser necessária. Por que a pedra brilha? Todas as pedras são retiradas do solo em forma de blocos (aprox. 1,5 x 1,8 x 2,7 m). Estes blocos são cortados em fatias que chamamos de chapas (aprox.0,02 x 1,8 x 2,7 m). Em seguida, são polidas com uma série de rebolos abrasivos. A mecânica é relativamente simples. Cada chapa de pedra é esfregado com uma serie de abrasivos iniciando-se pelo mais grosso (desbaste) e seguindo a ordem decrescente de granulação até chegar a mais fina. Os riscos deixados pelo grão maior são removidos com o grão menor seguinte, criando riscos cada vez mais finos. Este processo é parecido com o de acabamento de um pedaço de madeira, começando com uma lixa de desbaste e terminando com uma lixa mais fina. O brilho ocorre na pedra, em cimentícios, porcelanatos,..., quando este processo continua a ser feito com pó de granulação bem fina. (nanomilésimos de milímetro) Estas placas são cortadas novamente em pedaços menores, como ladrilhos ou bancadas. 8ª Etapa – Procedimento de Polimento Para manter um alto brilho, tudo que precisamos é desbastar a superfície da pedra para remover os danos causados pela areia, sujeira e outros detritos. Os materiais que precisamos para executar esta tarefa são o que chamamos com mais freqüência de pós polimento. O pó de polimento é um pó abrasivo ( óxido de alumínio, óxido de estanho ...) que é trabalhado na pedra com o uso de uma politriz de piso com uma “boneca”. CUIDADO: O polimento descrito acima deverá ser feito por indivíduo que esteja familiarizado com uma politriz de pisos. Não é recomendável para o trabalho feito em casa, como hobby Restauração Periodicamente, a pedra precisará ser restaurada. Talvez você não tenha seguido o processo correto do programa de manutenção, ou o tipo de pedra que você possui não seja apropriado para as condições que recebe, ou por qualquer outro motivo que a impeça de reagir à manutenção. É necessário então, fazer uma restauração na pedra. A freqüência com que esse processo precisará ser feito é que difícil de se determinar. Geralmente, se todas as medidas acima forem tomadas, a restauração só será necessária uma vez ao ano ou uma vez em cada cinco anos mais ou menos. No processo de restauração lixase a pedra para remover riscos profundos e em seguida faz o polimento. Artigo original publicado na revista ROCHAS setembro/outubro – EDIÇÃO 142 alta – artg 001/2012 Não tente fazer o lixamento você mesmo. Este processo requer alto grau de experiência e habilidade. Considere consultar uma empresa de restauração de boa reputação para executar este serviço. A pedra natural foi o primeiro material de construção utilizado pelo homem. Seu cuidado e manutenção é uma das mais antigas tarefas executadas por nossos ancestrais. As etapas acima descritas foram desenvolvidas através de anos de experiência com esta matériaprima de grande beleza e com o acréscimo da ciência moderna, proporcionando muitos anos de beleza. Autor Frederick M. Hueston – presidente do NationalMarble e Stone Consultents Inc., editor do informativo The Stone e Tile Reporte diretor de publicações e treinamento do MIA – MarbleInstituteofAmerica. alta Albano Tecnologia em Mármores e Granitos Parceiros Revendedor Autorizado Pek PISOCLEN Avenida Paes Leme, 735 - Bairro Osvaldo Rezende Uberlândia – Minas Gerais (34) 3234 – 5571 / 3086 – 9494 [email protected] Artigo original publicado na revista ROCHAS setembro/outubro – EDIÇÃO 142