APLICAÇÃO DE MODELO DE EXCELÊNCIA EMPRESARIAL EM MICRO E PEQUENAS EMPRESAS Luiz Eduardo Ribeiro1, Luiz Panhoca2 1 UNITAU Universidade de Taubaté/ECASE, Rua Visconde do Rio Branco, 210 - Taubaté-SP, [email protected] 2 Universidade Presbiteriana Mackenzie, Rua Major Sertório, 733 - São Paulo-SP, [email protected] Resumo - Este artigo analisa os principais modelos de excelência empresariais existentes em diversos países, pesquisa características de níveis de maturidade no ciclo de vida da gestão de MPE, e identifica uma correlação destes níveis de maturidade com os critérios de excelência. Recentemente a Fundação Nacional da Qualidade criou uma categoria para o Prêmio Nacional da Qualidade (PNQ) para Micro e Pequenas Empresas (MPE) e firmou convênio com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE) com a finalidade de disseminar os critérios de excelência aos interessados nesse prêmio. Para o gestor de MPE que não se sente motivado, por qualquer razão, a se candidatar a esse prêmio, este artigo ajuda na análise do negócio pelas características do nível de maturidade, identificado em suas práticas diárias. E, além disso, ter uma referência com uma faixa de pontuação do PNQ é interessante, pois identifica a situação da empresa quanto aos critérios de excelência o que contribui com planos de melhoria que possam garantir melhores resultados e a continuidade do negócio. Palavras-chave: Micro e Pequenas Empresas, Gestão, Maturidade, Excelência. Área do Conhecimento: VI - CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS Introdução Segundo pesquisas do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE) [1] e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) [2], 99% das empresas brasileiras são Micro e Pequenas Empresas (MPE), emprega 57% da força de trabalho, o que destaca este setor na economia nacional. Entretanto são responsáveis por apenas 25% do montante salarial e possuem uma taxa de mortalidade de 50% até o segundo ano de existência, subindo para 60% até o quarto ano, o que demonstra a existência de sérias falhas gerenciais. Sensível a esta situação, recentemente a Fundação Nacional da Qualidade (FNQ, antiga FPNQ) [3], firmou convênio com o SEBRAE no sentido de preparar as empresas do setor MPE que estivessem interessadas em concorrer ao Prêmio Nacional de Qualidade. Prêmio este oferecido pela FNQ às empresas que se destacarem nos critérios de excelência [4]. A partir desse cenário de mortalidade precoce da MPE, cuja causa principal está na gestão do negócio, considera-se a hipótese (i) de que a principal meta de qualquer negócio é o de sobreviver. Este artigo busca então contribuir com o gestor de MPE, fornecendo subsídios para que a gestão do negócio tenha um direcionamento que leve a cumprir essa meta de sobrevivência, ou até de melhoria de resultados. Para atender esta questão toma-se como base da literatura científica Modelos de Excelência Empresariais, que por hipótese (ii) reúnem critérios e métodos capazes de contribuir para o cumprimento da meta de sobrevivência. Por outro lado a maturidade da gestão, por hipótese (iii), é evolutiva, sofrendo mudanças ao longo do tempo, no ciclo de vida da empresa, com características repetitivas e similares. E por última hipótese (iv), devido a essa condição evolutiva da maturidade da gestão, a aplicação dos Modelos de Excelência não ocorre da mesma forma em cada estágio da maturidade. No caso busca-se conhecer alguns Modelos de Excelência de diversos países com a finalidade de se consolidar o que seja excelência em gestão e seus critérios. E busca-se conhecer o que são os estágios de maturidade da gestão de MPE. Como objetivo específico, para este trabalho, relaciona-se as características dos estágios de maturidade da gestão no ciclo de vida de uma MPE com pontuação relativa aos enfoques, aplicação e resultados dos critérios de excelência. E a partir do quadro de relacionamento entre os estágios de maturidade da gestão de MPE com os critérios de excelência, toma-se como objetivo geral deste artigo, possibilitar ao gestor de MPE melhorar sua gestão e consequentemente aumentar as possibilidades de sobrevivência de seu negócio. Materiais e Métodos Com a finalidade de “contribuir para a implementação de um sistema de gestão voltado IX Encontro Latino Americano de Iniciação Científica e V Encontro Latino Americano de Pós-Graduação – Universidade do Vale do Paraíba 1781 para a busca de melhores resultados [...] e dar sustentabilidade e perenidade às empresas” [3] foi firmado um convênio entre a FNQ e o SEBRAE para a disseminação dos critérios de excelência às MPE interessadas no Prêmio Nacional da Qualidade. Por outro lado as MPE são caracterizadas por baixa intensidade de capital, altas taxas de natalidade e mortalidade [1]. Presença constante do dono, com poder decisório centralizado [5]. Dificilmente se distinguindo em termos contábeis e financeiros a pessoa física da jurídica e registros contábeis pouco adequados [6]. Além de baixo nível de investimento no negócio, reduzido número de funcionários e baixo faturamento anual [1]. Entretanto este setor se compõe de 99% das empresas, com quase 60% da mão de obra [2], e amarga uma taxa de mortalidade de 50% para empresas com até 2 anos de vida [1]. Devido ao cenário economicamente influente e a significativa taxa de mortalidade, é que motivou a criação da categoria de premiação da qualidade para o setor MPE [3]. Para entender o que seja os critérios de excelência, partimos de Tom Peters [7] que primeiramente relacionou critérios para a excelência a partir da observação de empresas de sucesso: 1. Influência para a ação: gestão que motiva as ações necessárias para o sucesso. 2. Foco no cliente: atenção total nos desejos, necessidades e percepções de valor para o cliente. 3. Autonomia e Empreendedorismo: identificar oportunidades que possam trazer resultados. 4. Produtividade através das pessoas: menos perdas e uso melhor dos recursos. 5. Entrega dirigida ao valor: atender conforme o que seja valor para o cliente. 6. Vestir a camisa: ser parte da empresa ou a empresa como sendo sua própria. 7. Organização simples e enxuta: ter somente o pessoal necessário para o trabalho necessário. 8. Flexibilidade e Controle simultaneamente: ser flexível, e executar os controles essenciais. Nos EUA o Malcolm Baldrige National Quality Award [8] utiliza um modelo de excelência baseado no ciclo PDCA [9], um método que auxilia a planejar e controlar atividades para se garantir resultados eficazes e confiáveis. E cujos critérios de excelência são os seguintes: 1-Liderança; 2-Planejamento estratégico; 3-Foco no cliente e no mercado; 4-Informação e análise; 5-Foco em recurso humano, 6-Processo de Gestão e 7-Resultados empresariais. Todos de acordo com fundamentos como liderança visionária, excelência dirigida ao cliente, aprendizagem organizacional e pessoal, valorização de empregados, agilidade, foco no futuro, inovação, administração por fatos, responsabilidade social, foco em resultados, criação de valores e visão sistêmica. Na Europa o EFQM – European Foundation for Quality Management [10], utiliza o modelo de excelência denominado pela sigla RADAR. Abreviatura das palavras Resultados (tendências, objetivos, comparações, causas, escopo), Abordagem (bom senso, integração), Desenvolvimento (implementação, sistematização), Avaliação e Revisão (medida, aprendizado, melhoria). E cujos critérios de excelência se referem a 1-Liderança, 2-Pessoas, 3-Política e Estratégia, 4-Parcerias e Recursos, 5-Processos, 6-Resultados-Pessoas, 7-Resultados-Clientes, 8-Resultados-Sociedade e 9-Resultados chaves de desempenho. E no Japão, se destaca o JQA – Japan Quality Award [11], cujo modelo de excelência é voltado fortemente aos conceitos de foco no cliente, de potencialidades naturais, orientação aos empregados e responsabilidade pública. O que se desdobram em fundamentos, tais como: qualidade como é vista pelos clientes, importância da liderança de executivos sênior, melhoria contínua de sistemas e processos, educação e treinamento dos funcionários para o desenvolvimento de habilidades alinhadas com a estratégia, resposta rápida para comercializar e atender as necessidades dos clientes, parcerias e trabalhos em equipe e o compromisso para proteção do meio-ambiente e responsabilidade social. Traduzido nos seguintes critérios de excelência: 1-Liderança, 2-Responsabilidade social da gestão, 3-Entendimento e interação com o cliente e o mercado, 4-Desenvolvimento e planejamento estratégico, 5-Habilidades para se desenvolver individualmente ou em equipe, 6-Processo de criação de valor e 7-Gestão da Informação. E finalmente, o modelo de excelência brasileiro, instituído pela FNQ [4], que, tal como no Malcom Baldrige, baseia-se no ciclo PDCA. Cujos fundamentos se aproximam bastante do instituto americano. Sendo eles: Liderança e constância de propósitos, visão de futuro, foco no cliente e no mercado, responsabilidade social e ética, decisões baseadas em fatos, valorização das pessoas, abordagem por processos, foco nos resultados, inovação, agilidade, aprendizado organizacional e visão sistêmica. Que são refletidos nos seguintes critérios de excelência: 1-Liderança, 2-Estratégias e Planos, 3-Clientes, 4-Sociedade, 5-Informações e conhecimentos, 6-Pessoas, 7-Processos e 8-Resultados. Critérios estes que se subdividem em 27 itens, os quais são alvos de auditoria para a avaliação do Prêmio Nacional da Qualidade. Esta avaliação é feita através de uma pontuação de 0 a 1000. Onde se mede os enfoques dados aos itens dos critérios e avaliados de acordo com a adequação, pró-atividade, IX Encontro Latino Americano de Iniciação Científica e V Encontro Latino Americano de Pós-Graduação – Universidade do Vale do Paraíba 1782 refinamento e inovação. Mede-se também a aplicação dos enfoques, sua disseminação e continuidade. E o resultado desta aplicação quanto à relevância, desempenho, e tendências positivas. A medida de graduação do enfoque, da aplicação e resultados conforme os itens dos critérios de excelência podem ser entendidos como uma graduação da maturidade da gestão da empresa, cujo ápice é a excelência. Esta graduação da maturidade na gestão de MPE foi entendida por Churchill e Lewis [5] como um ciclo de vida subdividido em cinco níveis cuja denominação e características são: Nível 1, denominado Existência: Presença constante do proprietário-administrador; não existe sistemas formais e as principais estratégias são voltadas para a formação do negócio. Nível 2, denominado Sobrevivência: Onde o proprietário supervisiona a força de trabalho; há um mínimo de sistemas formais e a estratégia é focada na sobrevivência. Nível 3, denominado Sucesso: O proprietário já delega algumas atividades e estabelece divisões por funções; existem sistemas básicos ou em desenvolvimento e a estratégia se volta à manutenção do lucro ou busca do crescimento. Nível 4, denominado Crescimento: Neste nível o proprietário ou executivo coordena as atividades e recursos; existem divisões por atividade; sistemas em adaptação e as ações estratégicas são voltadas para o crescimento. Nível 5, denominado Maturidade: Onde o desenvolvimento ocorre por colaboração; a direção faz uso de assessorias e consultorias externas; os sistemas são de uso extensivo e as ações são direcionadas conforme o retorno sobre o investimento relacionado a elas. O método adotado foi inter-relacionar o que Churchill e Lewis [5] estabelecem sobre os níveis de maturidade com as explicações da graduação de pontuação tabulado pelo FNQ [4] quanto ao enfoque, aplicação e resultados. Obtêm-se as indicações da pontuação mais prováveis que uma MPE pode ter conforme seu nível de maturidade, através de associações de palavras ou idéias. Resultados Segundo a FNQ [4] a pontuação máxima conforme o enfoque, aplicação e resultados dos critérios para a excelência são de 1000 pontos, distribuídos em nove faixas denominadas de “estágios da organização”. Pela descrição dos enfoques, aplicação e resultados da última ou nona faixa (de 851 a 1000 pontos), conclui-se que é onde se situa as empresas em estado de excelência na gestão. As empresas que se situam nas oito faixas anteriores (de 0 a 850 pontos) estão em diferentes e progressivos níveis de maturidade de sua gestão, mas ainda não podem ser consideradas como em excelência. Na proposta de correlação dos cinco níveis de maturidade da gestão de MPE, já citados, com as oito primeiras faixas de pontuação conforme os critérios de excelência estabelecem-se as seguintes relações: Nível 1 – Existência: • Enfoques: desenvolvimento preliminar para os requisitos dos critérios de excelência. • Aplicação: ainda não iniciada. • Resultados: pouco relevantes. • Pontuação: de 0 a 150 (faixa 1). Nível 2 – Sobrevivência: • Enfoques: adequados aos requisitos de alguns itens dos critérios e reativos a outros. • Aplicação: disseminada em algumas áreas, com início do uso continuado. • Resultados: pouco relevantes, com algumas tendências favoráveis. • Pontuação: de 151 a 350 (faixas 2 e 3). Nível 3 – Sucesso: • Enfoques: adequados aos requisitos de quase todos os itens sendo alguns pró-ativos. • Aplicação: disseminado na maioria das áreas, com uso continuado de práticas de gestão. • Resultados: relevantes para alguns itens, com tendências favoráveis e início de uso de informações comparativas. • Pontuação: de 351 a 550 (faixa 4 e 5). Nível 4 – Crescimento: • Enfoques: adequados para os requisitos de todos os itens, a maioria refinados. • Aplicação: evidências de continuidade e maturidade na disseminação das práticas. • Resultados: relevantes para a maioria dos itens, com desempenho superior a referenciais para o sucesso da organização. • Pontuação: de 551 a 750 (faixa 6 e 7). Nível 5 – Maturidade: • Enfoques: refinados e alguns inovadores. • Aplicação: muito bem disseminados e com uso continuado. • Resultados: desempenho superior a referenciais externos para quase todos os itens relevantes. • Pontuação: de 751 a 850 (faixa 8). Discussão As hipóteses (i), (ii), (iii) e (iv) assumidas na introdução pressupõem o desejo do gestor em IX Encontro Latino Americano de Iniciação Científica e V Encontro Latino Americano de Pós-Graduação – Universidade do Vale do Paraíba 1783 querer melhorar sua gestão. Que o Modelo de Excelência utilizado para o PNQ é um dos meios para se obter essa desejada melhoria. E que dependendo do nível de maturidade ou ciclo de vida em que a empresa esteja, haverá diferenças progressivas de assimilação dos enfoques, aplicação e consequentemente dos resultados estabelecidos nos Modelos de Excelência. Estes Modelos de Excelência possuem uma profunda credibilidade devido ao aspecto tempo, uma vez que vem sendo refinados a mais de 20 anos. E também, pelo aspecto disseminação, devido à abrangência internacional em que conceitos muito similares são adotados em países de diferentes culturas, como foi visto no levantamento bibliográfico. Considerando as hipóteses, a credibilidade dos modelos, e o cenário nacional das MPE, convidase os gestores de MPE a se interarem dos critérios de excelência e se posicionarem, conforme indica este trabalho, mesmo que não estejam interessados na premiação, a fim de contribuir com o próprio negócio e com a sociedade em geral. [2] IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. As Micro e Pequenas Empresas Comerciais e de Serviços no Brasil 2001. IBGE Estudos e Pesquisas Informação Econômica: número 1. Rio de Janeiro, 2003. Disponível em: http://www.ibge.gov.br. Acesso em: 26 out.2004. Conclusão [6] JARVIS, R.; CURRAN, J.; LIGHTFOOT, G. The Use of Quantitative and Qualitative Criteria in the Measurement of Performance of Small Firms. Journal of Small Business and Enterprise Development, 2000, vol.7, no.2, pp.123 – 134. Disponível em: http://thesius.emeraldinsight.com. Acesso em: 26 jun.2004. Este trabalho é parte de um esforço que pretende contribuir com o aumento da taxa de sobrevivência de MPE em seus primeiros anos de existência, pois isso se traduz em benefícios sociais e econômicos para a sociedade brasileira. Um grande número de pequenas e microempresas, não se motiva a se candidatar ao PNQ, entretanto este processo pelo qual passa uma empresa candidata, independente de sua classificação ou não, já traz consideráveis benefícios a sua gestão. Por esta razão este trabalho traz uma amostra do que seja os critérios de excelência, analisa estes critérios em face aos estágios do ciclo de vida de uma empresa deste porte. Por correlação identificam-se uma faixa de pontuação que uma empresa teria conforme o estágio do ciclo de vida que estiver transitando. Deve-se considerar, também, que o transito pelos níveis de maturidade não são absolutos, pois, uma empresa pode estar vivendo um momento de transição de um nível a outro. E ainda o tempo em que este trânsito se dá é relativo de uma empresa para outra, podendo ser da ordem de meses ou se alongar por vários anos. [3] FNQ, Fundação Nacional da Qualidade. Micro e Pequenas Empresas ganham acesso ao modelo de gestão do Prêmio Nacional da Qualidade. FPNQ-R36/2004. São Paulo, 10 dez.2004. Disponível em: http://www.fpnq.org.br. Acesso em: 10 mar. 2005. [4] FNQ, Fundação Nacional da Qualidade. Critérios de Excelência: O estado da arte da gestão para a excelência do desempenho e o aumento da competitividade. São Paulo. 2005. 64p. [5] CHURCHILL,N.C.; LEWIS,V. The five stages of small business growth. Harvard Business Review. 61 (may-june), pp.30-50, 1983. [7] PETERS, T. J.; WATERMAN R. H. In Search of Excellence: Lessons from America’s Best Run Companies. Harper & Row, New York, 1982. 360p. [8] NIST - National Institute of Standards and Technology. Criteria for Performance Excellence. Baldrige National Quality Program. Gaithersburg, 2004. Disponível em: http://www.quality.nist.gov. Acesso em: 15 set.2004. [9] DEMING, W. E. Qualidade: A Revolução da Administração. Rio de Janeiro: Marques Saraiva, 1990. [10] EFQM - European Foundation for Quality Management. Introdução à Excelência. EFQM. Brussels, Belgium, 2003. Disponível em: http://www.efqm.org/. Acesso em: 15 set.2004. Referências [1] SEBRAE - Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas. Fatores Condicionantes e Taxa de Mortalidade de Empresas no Brasil: Relatório de Pesquisa. SEBRAE, Brasília, 2004. Disponível em: http://www.sebrae.com.br. Acesso em: 15 ago.2004. [11] JQA – Japan Quality Award. Internet site address: http://www.jqac.com. Acesso em 02 nov.2004. IX Encontro Latino Americano de Iniciação Científica e V Encontro Latino Americano de Pós-Graduação – Universidade do Vale do Paraíba 1784