XLV CONGRESSO DA SOBER Formatado "Conhecimentos para Agricultura do Futuro" ... [1] Formatado: Esquerda: 2,5 cm, Direita: 2,5 cm, Superior: 2,5 cm, Inferior: 2,5 cm, Não Diferente na primeira página Excluído: 2 EFICIÊNCIA PRODUTIVA DE UNIDADES AGRÁRIAS: UTILIZANDO MÉTODO NÃO-PARAMÉTRICO DEA NA AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DE CONVERSÃO DE INSUMOS EM PRODUTOS MARINÊS STEFFANELLO (1) ; MARCELO ALVARO DA SILVA MACEDO (2) ; ROVIGATI DANILO ALYRIO (3) . 1.NEGEN/UFRURALRJ, SEROPÉDICA, RJ, BRASIL; 2,3.PPGEN/NEGEN/UFRURALRJ, SEROPÉDICA, RJ, BRASIL. [email protected] APRESENTAÇÃO ORAL ADMINISTRAÇÃO RURAL E GESTÃO DO AGRONEGÓCIO Eficiência Produtiva de Unidades Agrárias: utilizando método nãoparamétrico DEA na avaliação do desempenho de conversão de insumos em produtos Grupo de Pesquisa: ADMINISTRAÇÃO RURAL E GESTÃO DO AGRONEGÓCIO Resumo No sentido de auxiliar as empresas a medir sua eficiência na transformação de insumos em produtos e analisar-se no contexto competitivo em que estão inseridas, este artigo se propõe a apresentar e discutir uma metodologias de análise e avaliação do desempenho organizacional. Com base em informações de múltiplos insumos e produtos de 11 produtores de leite de cabra de Minas Gerais e Rio de Janeiro, no período de Setembro de 2004 a Setembro de 2005 utiliza-se um método não-paramétrico (Análise Envoltória de Dados – DEA) para analisar o desempenho relativo destes produtores. Através desta modelagem não-paramétrica observouse como cada DMU (Unidade Tomadora de Decisão) pode combinar da melhor forma seus inputs na obtenção de seus outputs. Para a modelagem DEA, foi utilizado o modelo CRS (Retornos Constantes de Escala), com orientação insumo. Logo, as ineficiências apresentadas se dão pelo uso excessivo de inputs, que poderiam ser diminuídos sem alterar o nível de produção. Palavras-Chave: Desempenho, Eficiência, Conversão de insumos em produtos, DEA. Excluído: UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO RIO DE JANEIRO¶ INSTITUTO DE CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS¶ DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS ECONÔMICAS¶ ¶ ¶ ¶ ¶ ¶ ¶ ¶ ¶ ¶ ¶ ¶ ¶ ¶ ¶ ¶ ¶ ¶ Excluído: D…O Uso De M…s…Paramétricos E N…P…s N…A…D…D…D…C…D…I…E P ... [2] Formatado: Corpo de texto 3, À esquerda Excluído: ¶ ¶ ¶ ¶ ¶ ... [3] ¶ Formatado: Fonte: Times New Roman, 12 pt, Não Negrito, Português (Brasil) Formatado: Título Formatado: Fonte: Times New Roman, 12 pt, Não Negrito, Português (Brasil) Formatado ... [4] Excluído: a…monografia…duas remos…paramétrico (Regressão Linear) e outro …a ... [5] eficiência…a…A esta primeira Excluído: estas variáveis. Os coeficientes da equação de regressão apontaram a variável ... [6] Custos com Medicamentos como Formatado ... [7] Excluído: ¶ Palavras-chave: Mensuração de Regressão Linear, ... [8] Formatado: À direita: 0,63 cm Formatado: Fonte: Itálico 1 Londrina, 22 a 25 de julho de 2007, Sociedade Brasileira de Economia, Administração e Sociologia Rural XLV CONGRESSO DA SOBER Formatado "Conhecimentos para Agricultura do Futuro" ... [9] Excluído: 2 Abstract In the sense of helping companies to measure the efficiency of its productive process and to analyze its successfully positioning in their competitive environment, this article presents and discuss a methodology of organizational performance analyze and evaluation. A nonparametric method (DEA – Data Envelopment Analysis) is used to analyze the relative performance of 11 producers of goat milk from Minas Gerais and Rio de Janeiro, based on information concerning multiple inputs and final products. These data cover the period of September of 2004 to September of 2005. The methodology offers the possibility of analyzing how each DMU (Decision Making Unit) may combine its inputs to achieve outputs. To develop the methodology, the CRS model (Constant Return Scale), with input orientation, was used. The results showed that inherent inefficiencies related to the use of excessive inputs could be reduced without altering the production level. Key-Words: Performance, Efficiency, Conversion of inputs in outputs, DEA. 1. INTRODUÇÃO A avaliação da eficiência do uso de insumos na transformação em produtos é um dos mais importantes temas em gestão de qualquer negócio, pois é cada vez mais importante o combate a desperdícios num contexto de recursos escassos e alta competitividade. No agronegócio isto não poderia ser diferente. Ainda mais quando se trata de um produto que vem se firmando e ganhando conceito como um alimento com alegação de saúde, o leite de cabra. Em especial por ser uma opção de alimento destinado a crianças alérgicas ao leite de vaca e por idosos pelo seu elevado potencial nutritivo. A mensuração do desempenho relativo de unidades produtivas tem importância tanto para fins estratégicos, quanto para questões mais operacionais. A mensuração da eficiência é uma das mais importantes formas de verificar a performance ou comportamento de uma empresa, de forma a monitorar seu progresso e corrigir eventuais erros. Sendo muito importante para o setor de produção de leite de cabras dado seu atual estágio de crescimento. O processo de mensurar o desempenho organizacional, de acordo com Macedo (2004a), como todos os aspectos de gestão, é permanente e repetitivo, onde a freqüência das medições depende da atividade a ser medida. O gestor pode, através da avaliação da eficiência da empresa, se preparar para enfrentar as mudanças ambientais, principalmente no que concerne a natureza mutável da competição e a criação de valor para o cliente. É fundamental, portanto, que esta avaliação seja feita em caráter relativo, ou seja, mensurando a eficiência da organização em relação a seu ambiente competitivo. Homem de Souza (2003) defende que os produtores precisam de uma contabilidade detalhada do empreendimento, para que se possam conhecer os pontos fracos e fortes. É importante que cada fator de produção renda o máximo possível. Não pode haver desperdício nem de mão-de-obra, equipamento e máquinas, nem de terras. Ser moderno é uma imposição do mercado. Não podem haver erros em relação à escolha de tecnologia, esta deve ser guiada por uma análise econômica bem feita. Segundo Macedo et al. (2006), cada fator considerado no processo de mensuração de eficiência precisa ser de tal ordem que o sucesso empresarial tenha este como de fundamental importância. Estes seriam pontos críticos ou fatores críticos do sucesso empresarial, que necessitam ser monitorados e, por conta disso, precisa-se ter informações confiáveis a respeito de seu comportamento. Formatado ... [10] Formatado ... [11] Formatado: Espaço Antes: 0 pt, Depois de: 0 pt, Espaçamento entre linhas: simples Formatado: Justificado, Espaço Antes: 0 pt, Depois de: 0 pt, Espaçamento entre linhas: simples Formatados: Marcadores e numeração Excluído: Quebra de página SUMÁRIO¶ ¶ ¶ 1 INTRODUÇÃO 199¶ 2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 41012¶ 2.1 Método Paramétrico 51013¶ 2.2 Método NãoParamétrico 81016¶ 2.3 Eficiência na Atividade Agropecuária 131021¶ 3 METODOLOGIA 181026¶ 3.1 Utilização do Método Paramétrico 181026¶ 3.2 Utilização do Método NãoParamétrico 211029¶ 4 APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS 241032¶ 4.1 Análise dos Resultados Obtidos Através do Método... [12] Paramétrico (Regressão Formatado ... [13] Excluído: 8 Excluído: ¶ ¶ Formatado ... [14] ... [15] Excluído: ¶ Formatado ... [16] Formatado ... [17] Excluído: tem começado a... [18] r…r Excluído: valor na dieta do...povo [19] brasileiro Excluído: a ser consumido por Excluído: relativa Formatado: Fonte: Itálico Excluído: o …da empresa... [20] Excluído: um processo Formatado ... [21] Excluído: Excluído: Excluído: do … dos mesmos ... [22] Formatado ... [23] Formatado: Fonte: Itálico 2 Londrina, 22 a 25 de julho de 2007, Sociedade Brasileira de Economia, Administração e Sociologia Rural XLV CONGRESSO DA SOBER "Conhecimentos para Agricultura do Futuro" Formatado: Fonte: Não Negrito Formatado: Fonte: Não Negrito, Itálico Segundo Pindyck e Rubinfeld (2002), uma empresa é tida como tecnicamente viável quando utiliza cada combinação de insumos da forma mais eficiente possível. Conhecer se uma empresa é eficiente ou ineficiente e poder identificar alguns dos motivos para este desempenho, contribuem de forma significativa para a definição de estratégias apropriadas. A melhoria contínua é buscada, portanto, no intuito de corrigir as motivações do baixo desempenho na transformação de seus recursos/insumos em produtos. O estudo pioneiro na busca por medidas de eficiência foi o de Farrel (1957) onde o autor decompõe a eficiência total (econômica) em eficiência técnica e alocativa. A primeira reflete a habilidade da firma em obter máximo produto, dado um conjunto de insumos, já a segunda reflete a habilidade da firma em utilizar os insumos em proporções ótimas, dados seus preços relativos. Logo, podemos tratar como ineficiência técnica o resultado do uso excessivo de insumos, para dado nível de produção e, ineficiência alocativa, o emprego dos insumos em proporções inadequadas, dados seus respectivos preços. Segundo Tupy e Yamaguchi (1998), a eficiência de uma firma (ou unidade produtiva) é medida pela comparação entre valores observados e valores ótimos de insumos e produtos. Essa comparação pode ser feita em relação ao produto obtido e o nível máximo, fixada a quantidade de insumos utilizada; ou entre a quantidade de insumo utilizado e o mínimo requerido para produzir determinada quantidade de produto; ou, ainda, com a combinação dos dois anteriores. Num caso, a eficiência técnica é orientada para produto; no outro, para insumo. A eficiência econômica tem duas dimensões: a do custo mínimo, quando a produção é fixada e se variam os insumos e, a da renda líquida máxima, quando insumos são fixados e se variam os produtos. O desempenho pode ser medido através da comparação entre os valores observados na unidade sob análise e os valores ótimos, no que tange seus outputs (produtos ou indicadores a serem maximizados) e inputs (recursos ou insumos ou ainda indicadores a serem minimizados). Estas comparações geram fronteiras de máxima produção ou de mínimo custo. Gomes et al. (2003) definem o conjunto de todos os planos de produção viáveis como tecnologia, e o subconjunto de todos os planos de produção "ótimos" como fronteira de produção. Assim, no cálculo das medidas de eficiência envolvendo vários insumos e/ou produtos, utiliza-se, como referencial, uma fronteira de produção. Conforme Gomes et al. (2005), geralmente, a mensuração do desempenho relativo (eficiência) é realizada tendo como base uma fronteira, a qual pode ser estimada por diferentes métodos. Os dois mais utilizados são as fronteiras estocásticas e a Análise Envoltória de Dados (Data Envelopment Analysis – DEA). As fronteiras estocásticas consistem em abordagem paramétrica, sendo estimadas por métodos econométricos, enquanto a técnica DEA é uma abordagem não-paramétrica, que envolve programação matemática em sua estimação. A DEA fornece a fronteira de produção como uma curva que envolve os dados, determinando, para cada unidade analisada, se pertence ou não à fronteira. De acordo com Homem de Souza (2003), os métodos paramétricos são mais exigentes, pois pressupõem uma função de produção que tem que ser estimada, além de mais ricos e consistentes, no que tange ao teste de hipótese. Já os métodos não-paramétricos aproximam-se mais do ideal de comparar um produtor com o grupo em que se insere. A base de tecnologia é a do grupo, sem apelo à função de produção. Não existe até hoje nenhum método ou modelo de avaliação de performance organizacional que seja único para toda e qualquer variável do mundo empresarial. Em vez disso, os gestores e analistas se utilizam de uma série de metodologias de avaliação de desempenho para lidar com os diferentes elementos de uma organização. Contudo, os métodos que consideram aspectos diversificados tendem a assumir uma importância especial, já que o desempenho acaba por ser afetado por variáveis de diferentes naturezas. Este tipo de 3 Londrina, 22 a 25 de julho de 2007, Sociedade Brasileira de Economia, Administração e Sociologia Rural Excluído: 2 Formatado: Recuo: Primeira linha: 1,25 cm, Espaço Antes: 0 pt, Depois de: 0 pt, Espaçamento entre linhas: simples Excluído: az Excluído: os estudos de Excluído: estudo Formatado: Espaço Antes: 0 pt, Depois de: 0 pt, Espaçamento entre linhas: simples Excluído: Excluído: produtos e Excluído: variáveis Formatado: Recuo: Primeira linha: 1,25 cm, Espaço Antes: 0 pt, Depois de: 0 pt, Espaçamento entre linhas: simples Excluído: (eficiência) Excluído: s Excluído: is Excluído: m Excluído: s Excluído: ns Excluído: s Formatado: Fonte: Itálico Formatado: À direita: 0,63 cm Formatado: Fonte: Itálico XLV CONGRESSO DA SOBER "Conhecimentos para Agricultura do Futuro" Formatado: Fonte: Não Negrito Formatado: Fonte: Não Negrito, Itálico metodologia multicriterial é sempre crucial num processo de avaliação institucional. Porém, com esta multiplicidade de fatores de decisão faz-se necessário o uso de métodos e técnicas que possam proporcionar aos gestores uma melhor percepção da performance organizacional. No sentido de auxiliar as empresas a medir sua eficiência na transformação de insumos em produtos e analisar-se no contexto competitivo em que está inserida, este trabalho se propõe a apresentar e discutir uma metodologia de análise e avaliação do desempenho organizacional. Com base em informações de múltiplos inputs e output de 11 produtores de leite de cabra de Minas Gerais e Rio de Janeiro, no período de Setembro de 2004 a Setembro de 2005 utiliza-se um método não-paramétrico (Análise Envoltória de Dados – DEA) para analisar a eficiência relativa destes produtores. Além disso, pode-se obter um ferramental de apoio gerencial baseado em benchmarking (ter a empresa mais eficiente como referência), que proporciona aos produtores a possibilidade de buscar a melhoria contínua de seus processos de transformação. 2. MENSURAÇÃO DO DESEMPENHO E ANÁLISE ENVOLTÓRIA DE DADOS (DEA) Sturion (1996) diz que a idéia de se mensurar eficiência e produtividade vem de longa data. Já eram realizadas medidas empíricas de controle da produtividade da força de trabalho no século XVII, na primeira fase da Revolução Industrial. Na segunda fase da Revolução Industrial (1860-1914), o controle da mensuração de eficiência e produtividade deixa de ser um processo simples para se tornar um conjunto de métodos aplicados em todas as áreas do conhecimento pelos países mais desenvolvidos. No século XX, o sistema produtivo torna-se muito mais complexo em suas relações de produção, principalmente, pela forte competitividade entre nações industrialmente desenvolvidas. Nos atuais estudos econômicos o conceito de eficiência tem sido um dos aspectos centrais. Para medir a eficiência das empresas podem ser aplicados vários tipos de ferramentas de mensuração de performance. Para isso é preciso identificar quais os itens a considerar, ou seja, aqueles que melhor representam o desempenho da empresa, e quais ferramentas serão utilizadas, tendo estes itens como parâmetros, na busca pela identificação do grau de eficiência que a empresa possui. A microeconomia, a econometria e a pesquisa operacional avançaram bastante no desenvolvimento de técnicas para análise de eficiência de empresas (LOVELL e SCHMIDT, 1988). De acordo com os autores, a aplicação empírica de técnicas de análise de eficiência a diferentes contextos é considerada uma linha de estudo importante e que se desenvolve rapidamente. Segundo Homem de Souza (2003), tanto eficiência quanto produtividade são indicadores de sucesso, medidas de desempenho por meio das quais as empresas são avaliadas. A produtividade de uma unidade produtiva é entendida como relação entre as quantidades de seus produtos e insumos. Esta varia devido a diferenças na tecnologia de produção, no desempenho dos processos de produção e no ambiente em que ocorre a produção. Quanto à eficiência de uma unidade produtiva, esta é entendida como uma comparação entre valores observados e valores ótimos de insumos e produtos. Muitos estudiosos têm dedicado grande parte de seus esforços pesquisando formas de mensurar e analisar a eficiência e produtividade dos sistemas produtivos, sejam eles ligados a comércio, indústria, prestação de serviços ou a agropecuária. A preocupação com a eficiência econômica cresce em cada setor pois as transformações provocam mudanças na estrutura e na capacidade de competir. 4 Londrina, 22 a 25 de julho de 2007, Sociedade Brasileira de Economia, Administração e Sociologia Rural Excluído: 2 Formatado: Fonte: Itálico Excluído: remo Excluído: paramétrico (Regressão Linear) e outro Formatado: Espaço Antes: 0 pt, Depois de: 0 pt, Espaçamento entre linhas: simples Formatado: Justificado, Espaço Antes: 0 pt, Depois de: 0 pt, Espaçamento entre linhas: simples Formatados: Marcadores e numeração Formatado: Todas em maiúsculas, Kern em 14 pt Excluído: FUNDAMENTAÇÃ O TEÓRICA Formatado: Fonte: 12 pt, Kern em 14 pt Formatado: Espaço Antes: 0 pt, Depois de: 0 pt, Espaçamento entre linhas: simples Excluído: ¶ Formatado: Recuo: Primeira linha: 1,27 cm, Espaço Antes: 0 pt, Depois de: 0 pt, Espaçamento entre linhas: simples Formatado: Recuo: Primeira linha: 1,25 cm Excluído: relativa Formatado: Fonte: Itálico Excluído: et al., Excluído: N Excluído: a eficiência Formatado: Recuo: Primeira linha: 0 cm, Espaço Antes: 0 pt, Depois de: 0 pt, Espaçamento entre linhas: simples Excluído: ¶ Formatado: À direita: 0,63 cm Formatado: Fonte: Itálico XLV CONGRESSO DA SOBER "Conhecimentos para Agricultura do Futuro" Formatado: Fonte: Não Negrito Formatado: Fonte: Não Negrito, Itálico Embora a competitividade de uma firma ou de um setor econômico dependa de um conjunto de fatores macroeconômicos e microeconômicos, a análise da eficiência, focalizada nos fatores microeconômicos, é de grande relevância na explicação da competitividade, principalmente, quando se considera que as firmas mais eficientes serão, provavelmente, mais competitivas (PEREIRA FILHO, 2000 in HOMEM DE SOUZA, 2003). Segundo Homem de Souza (2003), Muller (1974) destaca a existência de insumos não-físicos, em especial informações e conhecimento, que limitariam o uso correto de tecnologia pelas firmas. A não inclusão desses insumos distorce a fronteira estimada e invalidam as estimativas de ineficiência. Contudo, apesar das críticas, as funções de fronteira são muito utilizadas. De acordo com Fare et al. (1994), a função de produção média é utilizada em alguns estudos que analisam a função de produção estimada por técnicas econométricas. Todavia, este procedimento pode levar a resultados viesados pelo fato de não levar em conta as diferenças na eficiência produtiva. Neste sentido, torna-se necessário estimar uma função de produção de fronteira que caracteriza a melhor tecnologia (best pratice), a partir da qual se podem fazer comparações entre as unidades de produção em termos de eficiência produtiva e estrutura da tecnologia de produção. Como método não-paramétrico, utiliza-se uma metodologia de programação matemática que tem por finalidade medir a eficiência técnica, permitindo classificar as organizações em eficientes e ineficientes com um único indicador de desempenho para cada unidade avaliada, a Análise Envoltória de Dados – DEA. Foi originalmente projetada para uso como uma ferramenta para estimar a eficiência relativa em organizações sem fins lucrativos, como por exemplo, organizações governamentais. Sua primeira aplicação foi em escolas públicas norte-americanas. Porém, desde sua criação, foi desenvolvida e ampliada, passando a ser utilizada em diversas áreas do conhecimento e reconhecida como uma ferramenta efetiva nos processos de medida de desempenho (BOWLIN, 1999). Na literatura relacionada com modelos DEA, uma unidade produtora é tratada como DMU (Decision Making Unit), uma vez que desses modelos provém uma medida para avaliar a eficiência de unidades tomadoras de decisão. Por unidade produtora entende-se qualquer sistema produtivo que transforme insumos em produtos, podendo ser firmas, setores da economia ou regiões. De acordo com Macedo (2005), Shafiq e Rehman (2000) dizem que para interpretar o nível de eficiência dos produtores e projetar ações futuras para melhoria de seus desempenhos é preciso ter cuidado, principalmente, com a natureza do processo produtivo da cultura sob análise. Por conta disso, é tão importante ter uma amostra o mais homogênea possível. Erros de informação poderão invalidar os resultados, levando a conclusões equivocadas. Os dados, segundo Homem de Souza (2003), referem-se ao par (x, y), (insumo, produto, ou, input, output). O objetivo é gerar o conjunto de referência que é convexo e fechado, a partir dos próprios dados das firmas, e, então, classificá-las em eficientes ou ineficientes, tendo a fronteira do conjunto, como referência. A envoltória é a fronteira do conjunto gerado, e os pontos observados estão sobre ela ou abaixo dela. A fronteira é gerada e não estimada. São várias as formulações dos modelos de DEA encontradas na literatura, conforme dizem Charnes et al (1994). Entretanto, dois modelos básicos DEA são geralmente usados nas aplicações. O primeiro modelo chamado de CCR (CHARNES, COOPER e RHODES, 1978), também conhecido como CRS (Constant Returns to Scale), avalia a eficiência total, identifica as DMU’s eficientes e ineficientes e determina a que distância da fronteira de eficiência estão às unidades ineficientes. O segundo chamado de modelo BCC (BANKER, CHARNES e 5 Londrina, 22 a 25 de julho de 2007, Sociedade Brasileira de Economia, Administração e Sociologia Rural Excluído: 2 Formatado: Recuo: Primeira linha: 1,25 cm, Espaço Antes: 0 pt, Depois de: 0 pt, Espaçamento entre linhas: simples Excluído: Formatado: Recuo: Primeira linha: 0 cm, Espaço Antes: 0 pt, Depois de: 0 pt, Espaçamento entre linhas: simples Excluído: A literatura se refere a dois métodos que objetivam mensurar eficiência e produtividade. Embora usem técnicas distintas para efetuar a mensuração, os dois métodos convergem no fato de estimar uma fronteira relativa ao máximo de produto possível de se obter utilizando os insumos disponíveis.¶ O primeiro conjunto de métodos é formado por modelos paramétricos, neste a fronteira de produção é estimada utilizando um ferramental estatístico e/ou econométrico fundamentado na Análise de Regressão. O segundo conjunto de métodos, estabelece fronteiras de produção baseadas em programação matemática, tais métodos são técnicas nãoparamétricas. A seguir serão apresentados os dois métodos utilizados nesta monografia, bem como suas respectivas aplicações, encontradas em estudos disponíveis na literatura.¶ ¶ <#>Método Paramétrico¶ Nos atuais estudos econômicos o ... [24] conceito de eficiência tem sido um Formatado ... [25] Formatado: Fonte: 12 pt Formatado: Fonte: 12 pt Excluído: remo Excluído: relativa e a produtividade Excluído: relativa Formatado: Recuo: Primeira linha: 1,25 cm Formatado ... [26] Excluído: ¶ Formatado ... [27] Formatado: À direita: 0,63 cm Formatado: Fonte: Itálico XLV CONGRESSO DA SOBER "Conhecimentos para Agricultura do Futuro" Formatado: Fonte: Não Negrito Formatado: Fonte: Não Negrito, Itálico COOPER, 1984), também conhecido como VRS (Variable Returns to Scale), utiliza uma formulação que permite a projeção de cada DMU ineficiente sobre a superfície de fronteira (envoltória) determinada pelas DMU’s eficientes de tamanho compatível. A figura 01, a seguir, apresenta de forma genérica estas duas fronteiras. Excluído: 2 Excluído: O gráfico 2 Formatado: Recuo: Primeira linha: 0 cm, Espaço Antes: 0 pt, Depois de: 0 pt, Espaçamento entre linhas: simples Figura 01 – Fronteira de Eficiência DEA – CRS e VRS Excluído: ¶ Formatado: Espaço Antes: 0 pt, Depois de: 0 pt, Espaçamento entre linhas: simples Na figura vê-se a fronteira de eficiência dos modelos CRS (CCR) e VRS (BCC). Neste gráfico a DMU B é CRS e VRS eficiente. Já as DMU’s A e C são eficientes apenas de acordo com o modelo VRS. No caso da DMU E, ela seria VRS eficiente se consumisse inputs correspondentes ao segmento E’’E’, e CRS eficiente se consumisse um input correspondente ao tamanho do segmento E’’E’’’ (mantida a mesma produção). Para dimensionar o grau de eficiência basta calcular a distância do ponto que a DMU se encontra até a fronteira de produção. Por exemplo, para calcular a eficiência CRS da DMU E é só dividir a distância E’’E’’’ pela distância E’’E. Já a ineficiência CRS, se calcula dividindo o tamanho dos segmentos E’’’E e E’’E. Em linhas gerais, a eficiência é calculada pela razão entre a produção observada e a produção potencial máxima (desejável ou realizada por alguma outra unidade), dados os recursos disponíveis. Ou pela razão entre a quantidade mínima necessária de recursos (desejável ou praticada por alguma outra unidade) e a quantidade efetivamente empregada, dada a quantidade de produtos gerados. Para Macedo (2005), análises de eficiências de sistemas produtivos implicam no estudo e no levantamento de fronteiras de produção, que apresentam o conjunto de unidades produtivas que, dado um paradigma tecnológico, obtém máxima quantidade de produto para um conjunto de insumos e são consideradas eficientes quando comparadas a outras unidades de produção similares. A fronteira obtida simplesmente retrata eficiências comparativas entre as várias unidades produtivas analisadas, não podendo ser encarada como a verdadeira fronteira eficiente para todo o setor estudado. A fronteira poderá se alterar com a introdução e/ou retirada de quaisquer empresas do modelo construído. A fronteira, destaca o autor, separa duas regiões: a de inviabilidade tecnológica, já que não seria possível, dada as restrições tecnológicas do momento, alcançar um nível de produção maior que aquele da fronteira para um dado nível de alocação de fatores de produção e a região de ineficiência, que contém organizações que apresentam um nível de produção menor que aquele da fronteira, para um dado conjunto de fatores de produção. Uma Excluído: Gráfico 2 – Fronteira de Eficiência DEA – CRS e VRS¶ Formatado: Recuo: Primeira linha: 1,25 cm, Espaço Antes: 0 pt, Depois de: 0 pt, Espaçamento entre linhas: simples Excluído: o gráfico Excluído: vemos Formatado: Fonte: Itálico Excluído: <sp><sp><sp><sp> <sp><sp> Excluído: por Formatado: Recuo: Primeira linha: 1,25 cm Formatado: À direita: 0,63 cm Formatado: Fonte: Itálico 6 Londrina, 22 a 25 de julho de 2007, Sociedade Brasileira de Economia, Administração e Sociologia Rural XLV CONGRESSO DA SOBER "Conhecimentos para Agricultura do Futuro" Formatado: Fonte: Não Negrito Formatado: Fonte: Não Negrito, Itálico medida de ineficiência pode ser considerada como a distância entre a observação da unidade ineficiente e a fronteira. Para analisar corretamente as funções de produção é preciso eliminar as ineficiências, projetando as unidades ineficientes para a fronteira eficiente. Feito isso, pode-se estimar a função de produção, a qual expressará melhor as relações entre insumos e produto, já desprovida de ineficiência. Segundo Charnes et al. (1994), para estimar e analisar a eficiência das DMU’s, a DEA utiliza a definição de ótimo de Pareto, segundo o qual nenhum produto pode ter sua produção aumentada sem que sejam aumentados os seus insumos ou diminuída a produção de outro produto, ou, de forma alternativa, quando nenhum insumo pode ser diminuído sem ter que diminuir a produção ou aumentar o uso de algum outro insumo. Segundo Macedo (2004a), os modelos utilizados, desenvolvidos a partir do DEA, são capazes de conjugar em um único índice vários indicadores de natureza diferentes para a análise do desempenho organizacional. Pode-se perceber, então, que a modelagem possui as características de trabalhar diversas variáveis sem a necessidade de convertê-las para um padrão comum de unidade e de apoiar o processo decisório com uma técnica de natureza multicritério e, portanto, mais capaz de modelar a complexidade do mundo real. Gomes e Mangabeira (2004) ressaltam que na construção do modelo DEA deve-se atentar para quais variáveis serão consideradas inputs e quais serão outputs. Isto porque muitas vezes uma variável representa algo que é produzido, mas cuja quantidade deve ser minimizada (por exemplo, acidentes, poluição etc.). Nestes casos, a variável será, na realidade, tratada como um input. De acordo com Coelli et al. (1998), Charnes, Cooper e Rhodes (1978) propuseram um modelo que tinha uma orientação input e assumia retornos constantes de escala (CRS – Constant Returns to Scale). Um caminho intuitivo para introduzir DEA é por meio de forma de razão. Para cada DMU, busca-se obter uma medida de razão de todos os outputs sobre todos os inputs, ou seja, os pesos ótimos uj e vi são obtidos pela resolução do seguinte problema de programação matemática: s ∑u y j jc j =1 m Max Ec = ∑v x i ic Excluído: 2 Excluído: ¶ Excluído: relativa Formatado: Recuo: Primeira linha: 0 cm, Espaço Antes: 0 pt, Depois de: 0 pt, Espaçamento entre linhas: simples Excluído: de algum produto Excluído: insumo. Excluído: . A eficiência é analisada, relativamente, entre as unidades. Formatado: Recuo: Primeira linha: 1,25 cm, Espaço Antes: 0 pt, Depois de: 0 pt, Espaçamento entre linhas: simples Excluído: gostaríamos Excluído: de Formatado: Espaço Antes: 0 pt, Depois de: 0 pt, Espaçamento entre linhas: simples Código de campo alterado i =1 s ∑u y j S.a.: jk j =1 m ≤ 1, k = 1,2,..., c,..., n ∑v x i ik i =1 uj ≥ 0, ∀ j, vi ≥ 0 ,∀ i Neste modelo c é a unidade (DMU) que está sendo avaliada. O problema acima envolve a procura de valores para u e v, que são os pesos, de modo que maximize a soma ponderada dos outputs (output “virtual”) dividida pela soma ponderada dos inputs (input “virtual”) da DMU em estudo, sujeita à restrição de que esse quociente seja menor ou igual a um, para todas as DMU’s. Esta função está sujeita à restrição de que, quando o mesmo conjunto de coeficientes de entrada e saída (os vários vi e uj) for aplicado a todas as outras unidades de serviços que estão sendo comparadas, nenhuma unidade excederá 100% de eficiência ou uma razão de 1,00. De acordo com Macedo (2004b), este é um problema fracionário (não linear) de programação matemática de difícil solução, mas que pode ser facilmente resolvido 7 Londrina, 22 a 25 de julho de 2007, Sociedade Brasileira de Economia, Administração e Sociologia Rural Formatado: Recuo: Primeira linha: 1,25 cm, Espaço Antes: 0 pt, Depois de: 0 pt, Espaçamento entre linhas: simples Excluído: b Formatado: À direita: 0,63 cm Formatado: Fonte: Itálico XLV CONGRESSO DA SOBER "Conhecimentos para Agricultura do Futuro" Formatado: Fonte: Não Negrito Formatado: Fonte: Não Negrito, Itálico transformando a relação em uma função linear, simplesmente considerando o denominador (soma ponderada dos insumos) da função objetivo igual a um. O modelo DEA-CRS pode, então, ser apresentado da seguinte maneira, conforme exposto por Charnes e Cooper (1962): yjc Formatado: Espaço Antes: 0 pt, Depois de: 0 pt, Espaçamento entre linhas: simples i xic = 1 Código de campo alterado j yjk - s Max Ec = ∑u j j =1 m S.a.: Excluído: 2 ∑v i =1 s ∑u j =1 m ∑v x i ik ≤ 0 , k = 1,2, ...,c,..., n i =1 uj, vi ≥ 0 , ∀x, y. Neste estudo será utilizado este modelo DEA-CRS, com algumas alterações que serão tratadas a seguir, pois este se apresenta mais discriminante em relação às DMU’s eficientes e não eficientes. Para cada DMU a ser analisada, formula-se um problema de otimização, com o objetivo de determinar os valores que esta DMU atribuiria aos multiplicadores u e v, de modo a aparecer com a maior eficiência possível. Utiliza-se um modelo que possui orientação insumo, ou seja, as ineficiências encontradas referem-se ao uso excessivo dos insumos, isto é, existe a possibilidade de se produzir a mesma quantidade utilizando-se menos insumos. Essa redução leva em consideração a medida de eficiência e a possibilidade de existência de folga em algum insumo. Conforme Macedo (2004b), as DMU’s são colocadas frente a duas questões: ter bom desempenho naquilo em que ela é melhor; e também não pode ter um mau desempenho no critério em que for pior. Para isto, é necessário introduzir o conceito de fronteira invertida, que consiste em considerar os outputs como inputs e os inputs como outputs. Esse enfoque considera pelo menos duas interpretações. A primeira é que a fronteira consiste das DMU’s com as piores práticas gerenciais (e poderia ser chamada de fronteira ineficiente); a segunda é que essas mesmas DMU’s têm as melhores práticas considerando o ponto de vista oposto. Uma fronteira invertida pode ser utilizada para distinguir entre as diversas DMU’s onde quanto maior o grau de pertinência à fronteira invertida, menor a eficiência da DMU. Para obter um índice único de eficiência, deve-se englobar os dois graus de pertinência e obrigar a que a variação do índice se dê entre 0 e 1. Esse índice é dado pela média entre o índice da fronteira padrão e complemento (em relação a 1) do índice da fronteira invertida, já que este último representa a ineficiência. Depois disso este índice é padronizado dividindo-se cada resultado pelo maior valor encontrado. O índice proposto para medir a eficiência permite resolver um dos principais problemas em DEA, qual seja das DMU’s poderem ser eficientes atribuindo peso nulo a vários vetores de desempenho. Com efeito, para uma DMU possuir alta eficiência, esta deve ter um elevado grau de pertinência em relação à fronteira otimista e baixo grau em relação à fronteira pessimista. Dessa forma, todas as variáveis são levadas em conta no índice final, sem a atribuição de nenhum peso subjetivo a qualquer critério. No modelo aqui proposto, o valor da eficiência de tal DMU depende também de sua posição em relação à fronteira invertida. Deve ser ressaltado que existem outros métodos para resolver esse problema, mas estes exigem julgamentos subjetivos e/ou métodos matemáticos bastante mais sofisticados. Formatado: Recuo: Primeira linha: 1,25 cm, Espaço Antes: 0 pt, Depois de: 0 pt, Espaçamento entre linhas: simples Excluído: o Excluído: remos o Excluído: e Excluído: multiplicadores Excluído: Para Camargo Jr. et al. (2004), análises de eficiências de sistemas produtivos implicam no estudo e no levantamento de fronteiras de produção, que apresentam o conjunto de unidades produtivas que, dado um paradigma tecnológico, obtém máxima quantidade de produto para um conjunto de insumos e são consideradas eficientes quando comparadas a outras unidades de produção similares. A fronteira obtida simplesmente retrata eficiências relativas entre as várias unidades produtivas analisadas, não podendo ser encarada como a verdadeira fronteira eficiente para todo o setor estudado. A fronteira poderá se alterar com a introdução e/ou retirada de quaisquer empresas do modelo construído.¶ A fronteira, destacam os autores, separa duas regiões: a de inviabilidade tecnológica, já que não seria possível, dada as restrições tecnológicas do momento, alcançar um nível de produção maior que aquele da fronteira para um dado nível de alocação de fatores de produção e a região de ineficiência, que contém organizações que apresentam um nível de produção menor que aquele da fronteira, para um dado conjunto de fatores de produção. Uma medida de ineficiência pode ser considerada ... [28] como a distância entre a Formatado: Espaço Antes: 0 pt, Depois de: 0 pt, Espaçamento entre linhas: simples Formatado: À direita: 0,63 cm Formatado: Fonte: Itálico 8 Londrina, 22 a 25 de julho de 2007, Sociedade Brasileira de Economia, Administração e Sociologia Rural XLV CONGRESSO DA SOBER "Conhecimentos para Agricultura do Futuro" Formatado: Fonte: Não Negrito Formatado: Fonte: Não Negrito, Itálico 3. EFICIÊNCIA NA ATIVIDADE AGROPECUÁRIA É de interesse do produtor obter o maior rendimento dos recursos que comanda. Para isso é importante saber como está, em termos de eficiência, em relação aos produtores que se assemelham. Ainda que seja o mais eficiente cabe rastrear quais melhorias ainda podem ser realizadas. Ou, saber como pode superar o melhor dos semelhantes. Aqui se escorrega num terreno de elevado risco, porque exige inovar, ou seja, percorrer caminhos desconhecidos, pelo menos para os agricultores da mesma classe (ALVES E GOMES, 1998). O estudo da análise de desempenho de unidades agrárias vem avançando de forma veloz, principalmente a análise não-paramétrica, com aplicação de DEA. O que atrai pesquisadores de várias áreas é a eficiência obtida nos resultados. Desai e Vosti (1989), segundo Homem de Souza (2003), empregaram dados de 284 propriedades da Zona da Mata, do ano de 1982, para analisar a eficiência na produção com uma abordagem não-paramétrica (DEA). Os resultados obtidos mostraram uma enorme variação nos níveis de eficiência, variando de 0,06 a 1,00 para os produtores de milho e arroz. Os autores verificaram que os índices de eficiência estavam correlacionados a fatores como uso de fertilizantes em milho e de tração animal em todas as culturas. Sturion (1996) utilizou-se da aplicação da Análise Envoltória de Dados (com retorno de escalas constantes – DEA CCR) a 131 Unidades de Produção Agropecuária catarinenses para explicar o potencial exploratório na obtenção de diagnóstico, para que a Extensão Rural possa trabalhar no ajustamento das folgas de insumos e produtos das unidades ineficientes, tornando-as eficientes e aumentando a produção, bem como promovendo a fixação do agricultor no campo. Gomes et al. (2003), aplicaram a técnica DEA em dados de 308 produtores de leite dos estados Rio de Janeiro e Rondônia, com o objetivo de analisar a eficiência técnica e seus determinantes. Os resultados da pesquisa revelaram diferenças significativas na utilização de fatores de produção, sendo as quantidades médias empregadas superiores no Rio de Janeiro, o que resultou em uma produção média diária de leite por propriedade 61% superior à de Rondônia. Os autores ressaltam ainda a enorme diferença observada na composição da força de trabalho nos dois estados, onde a predominância da mão-de-obra familiar é quase absoluta (cerca de 90%) em Rondônia, enquanto que a mão-de-obra contratada constitui-se em 55% da total, no Rio de Janeiro. Quanto às elasticidades de eficiência técnica calculadas, pode-se inferir que a variável renda do leite foi a principal determinante de eficiência técnica, comprovando ser preferível para os produtores a busca da maximização do lucro anual, mesmo que o custo unitário venha a aumentar em conseqüência disso. No trabalho de Macedo et al. (2006) foi utilizado metodologia DEA para avaliar o desempenho relativo de 20 produtores de leite da região sudeste ao longo de quatro meses, com base em informações de múltiplos inputs e output. Neste foi detectado que havia muitos produtores com índice de eficiência muito baixo, concluindo-se que deve haver uma melhoria no uso dos insumos. Além disso, percebeu-se que em relação a amostra o custo de alimentação se apresenta como o grande fator discriminante, já que tem maior variabilidade. Ainda segundo os autores, a escolha do modelo a ser utilizado para análise é de grande importância, já que este deverá ser adequado com os objetivos que se pretenda atingir. Caso contrário se obterá um grupo de unidades eficientes, que na realidade não representam os padrões de referência necessários para se efetuar possíveis inferências ou comparações. Poucas pesquisas vêm sendo desenvolvidas no que tange a comparar métodos paramétricos e métodos não-paramétricos. Segundo Homem de Souza (2003), Perelman e Coelli (1999), compararam os resultados obtidos na estimativa da ineficiência técnica de 9 Londrina, 22 a 25 de julho de 2007, Sociedade Brasileira de Economia, Administração e Sociologia Rural Excluído: 2 Formatado: Fonte: 12 pt, Kern em 14 pt Formatado: Título 1, Justificado, Espaço Antes: 0 pt, Depois de: 0 pt, Espaçamento entre linhas: Formatado: Espaço Antes: 0 pt, Depois de: 0 pt, Espaçamento entre linhas: simples Excluído: Formatado: Recuo: Primeira linha: 1,27 cm, Espaço Antes: 0 pt, Depois de: 0 pt, Espaçamento entre linhas: simples Excluído: Excluído: Dos métodos paramétricos, utilizando dados agrícolas, ressalta-se a estimação de fronteira via modelos econométricos.¶ De acordo com Homem de Souza (2003), Kumbhakar et al. (1989) estimaram função de produção de fronteiras estocásticas utilizando dados de 116 fazendas produtoras de leite de Utah, EUA. Os resultados indicaram associação positiva entre anos de estudo e produtividade.¶ A partir de estimação de uma função de produção de fronteira Cobb-Douglas estocástica, BravoUreta e Rieger (1991) concluíram, com dados de uma amostra de 511 produtores de leite de Nova Inglaterra (EUA) do ano de 1984, que os níveis das medidas de eficiência técnica, eficiência alocativa e eficiência média... não [29] eram muito diferentes, e que os Formatado ... [30] Excluído: Excluído: Excluído: Excluído: relativa Formatado ... [31] Formatado ... [32] Excluído: Excluído: Excluído: Formatado: À direita: 0,63 cm Formatado: Fonte: Itálico XLV CONGRESSO DA SOBER "Conhecimentos para Agricultura do Futuro" Formatado: Fonte: Não Negrito Formatado: Fonte: Não Negrito, Itálico ferrovias da Europa. Os métodos utilizados foram: construção da fronteira paramétrica utilizando programação linear, DEA e estimação pelo método dos mínimos quadrados ordinários corrigidos. Os resultados encontrados indicam um forte grau de correlação entre os modelos. A conclusão dos autores foi a sugestão da combinação dos métodos para estimação dos índices de eficiência. Conforme Macedo (2005), Sharma et al. (1999) analisaram a eficiência na produção de suínos no Hawaii comparando medidas de eficiência obtidas através de modelo paramétrico (fronteira estocástica) e não-paramétrico (DEA). Os resultados obtidos pelas duas abordagens revelaram considerável ineficiência na produção. Sob retornos constantes à escala, os índices médios de eficiência técnica e econômica estimados foram maiores para o modelo paramétrico do que aqueles obtidos por DEA. Sob retornos variáveis, estes índices foram, geralmente, maiores para o modelo DEA. Os resultados mostraram ainda um efeito fortemente positivo do tamanho da exploração com os níveis de eficiência e que as firmas que produzem suínos para o mercado foram mais eficientes do que aquelas que produzem para o consumo. Em sua tese, Homem de Souza (2003), testou métodos paramétricos, fronteira estocástica e procedimento de Varian, e não-paramétrico, DEA, para comparar a eficiência de produtores de leite quanto à escolha da isoquanta e do ponto que minimiza custo. Concluiu-se que DEA é menos estruturada que a fronteira estocástica e mais exigente que o procedimento de Varian (visto que este não pressupõe qualquer fronteira, explícita), embora os produtores analisados hajam de forma racional e intuitiva, minimizando os custos. Os métodos, ainda segundo Homem de Souza (2003), geram mudanças nos insumos ou no produto para atingirem determinados objetivos: diretamente, DEA e procedimento de Varian, e, indiretamente, a fronteira estocástica. Todavia, o método de Varian foi o que produziu menos distúrbio. Dadas as características da amostra em estudo, pode-se preferir um método ao outro na determinação de índices relativos de eficiência. De acordo com Niederauer (1998), in Santos e Casa Nova (2005), existem trabalhos que comparam resultados de DEA com os obtidos pela Análise de Regressão, esta última resulta em uma função que determina uma reta – no caso da Análise de Regressão Linear – que minimiza a soma dos erros quadrados (ou reta dos mínimos quadrados). É, portanto, uma reta que não representa necessariamente o desempenho de nenhuma das unidades analisadas. Essa comparação pode ser demonstrada pelo gráfico a seguir: Excluído: 2 Excluído: com orientação produto e orientação insumo nos três métodos. As correlações mais significativas foram entre os resultados obtidos pela programação linear paramétrica e o método dos mínimos quadrados ordinários corrigidos Excluído: Excluído: Formatado: Fonte: Itálico Excluído: s Excluído: Excluído: Excluído: . Excluído: ¶ Figura 02 – Comparação entre DEA e Análise de Regressão Formatado: Fonte: 12 pt Formatado: Espaço Antes: 0 pt, Depois de: 0 pt, Espaçamento entre linhas: simples Excluído: Gráfico 3 – Comparação entre DEA e Análise de Regressão¶ Formatado: À direita, Espaço Antes: 0 pt, Depois de: 0 pt, Espaçamento entre linhas: simples Formatado: Espaço Antes: 0 pt, Depois de: 0 pt, Espaçamento entre linhas: simples Fonte: NIEDERAUER (1998), in Santos e Casa Nova (2005). Formatado: À direita: 0,63 cm Formatado: Fonte: Itálico 10 Londrina, 22 a 25 de julho de 2007, Sociedade Brasileira de Economia, Administração e Sociologia Rural XLV CONGRESSO DA SOBER "Conhecimentos para Agricultura do Futuro" Formatado: Fonte: Não Negrito Formatado: Fonte: Não Negrito, Itálico As observações individualmente estão representadas pelos pontos na figura 02. A reta traçada no gráfico é obtida da função resultante da Análise de Regressão Linear. Pode-se notar que apenas algumas observações posicionam-se próximas à reta de regressão. A Análise por Envoltória de Dados define a curva de eficiência (ou de máxima produtividade), considerando a relação ótima insumo/produto. Assim, são identificadas as unidades que obtiveram a alocação ótima entre insumos e produtos, que são, então, chamadas de eficientes e são posicionadas na curva de máxima eficiência. É importante notar que as demais unidades, não eficientes, estão posicionadas abaixo da curva, “envolvidas” pelo desempenho das unidades eficientes. O método define então unidades de referências para cada observação, o que permite calcular os aumentos na quantidade de produtos ou diminuição no consumo de insumos necessários para que a atuação seja otimizada. Estas unidades benchmarks são aquelas localizadas na fronteira, que estejam mais próximas de cada unidade ineficiente. 4. METODOLOGIA DO ESTUDO Esta pesquisa pode ser caracterizada, de acordo com o exposto por Vergara (2004), como sendo descritiva e quantitativa, pois procura-se, através da aplicação de um método nãoparamétrico (DEA) às informações dos produtores de leite de cabra, que fazem parte da amostra, expôr características a respeito da performance destes, no que tange a transformação de insumos em produtos. Portanto, este estudo não tem como meta a extrapolação dos resultados para outras unidades que não estejam na amostra. O processo de amostragem é não probabilístico, pois parte-se de um universo naturalmente restrito, onde foram selecionados produtores a partir da pesquisa do grupo GEROCABRA (Grupo de Estudos de Produtores de Leite de Cabra formado a partir de professores do curso de Zootecnia da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro), que recolheu informações de custo e produção desde Agosto/2004 a Março/2006, bem como informações técnicas da produção leiteira, que não são relevantes para o presente estudo. Destaca-se então, dos produtores acompanhados, 11 destes produtores que tinham dados mais consistentes de custos e produção, no período de Setembro de 2004 a Setembro de 2005. O grupo estudado abrange produtores de leite de cabra de Minas Gerais e Rio de Janeiro. Para obter-se a eficiência de cada DMU (Decision Making Unit – Unidade Tomadora de Decisão) utilizou-se um software de DEA (Análise Envoltória de Dados), apresentado por Meza et al. (2003), denominado SIAD (Sistema Integrado de Apoio à Decisão), que mostra o quão um produtor é eficiente, no tratamento de seus inputs (custos de produção) na geração de seu output (volume de leite produzido), em relação aos outros. O software SIAD gera quatro valores de eficiência: Eficiência Padrão (associa o valor de 100% à DMU mais eficiente), Eficiência Invertida (que destaca as piores DMU’s como 100%), Eficiência Composta (= eficiência padrão + (1 - eficiência invertida) dividido por 2) e Eficiência Composta Normalizada (relação entre o valor da eficiência composta de cada unidade e o valor da eficiência composta da unidade mais eficiente naquele mês). Neste estudo, será considerada a Eficiência Composta Normalizada, por ser esta a medida mais robusta de eficiência DEA. Esta análise fornece um indicador que varia de 0 a 1 ou de 0% a 100%, sendo que somente os produtores que obtêm índice de eficiência igual a um é que são efetivamente eficientes, ou seja, fazem parte da fronteira eficiente. Em termos práticos, o modelo procura Excluído: 2 Excluído: Excluído: o gráfico 3 Excluído: Excluído: a relativa Formatado: Fonte: Itálico Excluído: O modelo DEA, apresenta algumas desvantagens em comparação às técnicas paramétricas. É muito sensível à existência de observações destoantes, e erros de medida ...e[33] ruídos estatísticos, em geral, Formatado ... [34] Formatados: Marcadores e numeração ... [35] Excluído: ¶ ... [36] ¶ Formatado: Kern em 14 pt Formatado ... [37] Formatado ... [38] Excluído: ¶ Formatado ... [39] Formatado ... [40] Excluído: o Excluído: paramétrico e Formatado: Fonte: Itálico Excluído: E Excluído: g Excluído: e Excluído: p Excluído: l Formatado ... [41] Excluído: Excluído: mo Excluído: De acordo com ... [42] Macedo (2005), Shafiq e Rehman Formatado ... [43] Excluído: ¶ ... [44] <#>Utilização do Método Excluído: Excluído: (Unidade Tomadora de ... [45] Decisão) Excluído: Excluído: Formatado ... [46] Excluído: ¶ Formatado ... [47] Formatado: Fonte: Itálico 11 Londrina, 22 a 25 de julho de 2007, Sociedade Brasileira de Economia, Administração e Sociologia Rural Formatado ... [48] Excluído: 2 XLV CONGRESSO DA SOBER "Conhecimentos para Agricultura do Futuro" identificar a eficiência de um produtor comparando-o com os melhores desempenhos mensais observados em seu nível de operação. Com base nas informações dos produtores sob análise montou-se o modelo de avaliação de eficiência, para cada mês. Em todas as análises utilizou-se uma orientação input e o modelo DEA-CRS ( Retornos Constantes de Escala). Segue a descrição sucinta de cada fator de produção (input) e do output do sistema produtivo de cada um dos 11 produtores selecionados: • Custos de Medicamento: Representa o input 01 e mede total de medicamentos gastos no mês, medido em Reais (R$). • Custos de Mão-de-Obra: Representa o input 02 e mede, em R$/mês, o gasto com mão-de-obra. • Custos de Alimentação: Representa o input 03 e mede o custo com diversos tipos de alimentação gasto por mês (quantidade x valor unitário), expresso em Reais (R$). • Outros Custos: Representa o último input (04) e mede custos com manutenção, assistência técnica, luz e telefone além de custos variados, medido em R$/mês. • Volume de Leite Produzido: Representa o output 01 e mede o volume de leite produzido por cada produtor em cada mês de análise. É caracterizado na análise como a saída do sistema produtivo. Cada um destes indicadores representa um vetor de desempenho, já que é possível hierarquizar cada uma das instituições em relação a cada um destes individualmente. Estes seriam modelos de avaliação de performance monocriteriais. Todavia, será apresentado uma metodologia multidimensional, na qual seja possível avaliar o desempenho mensal de cada produtor de modo multicriterial, ou seja, considerando de maneira integrada todos os vetores de desempenho ou fatores de produção apresentados. Numa análise complementar procura-se verificar os índices ideais para cada produtor não eficiente para que o mesmo possa atingir eficiência de 100%. Ou seja, uma análise que mostre a redução de inputs necessária para que cada DMU se torne eficiente. A lógica é diminuir os fatores de produção mantendo-se o nível de produção de leite, na tentativa de tornar as DMU’s ineficientes em eficientes usando estas últimas como referência para as primeiras. Para esta análise tomou-se os dados agregados para o período completo. ... [49] Excluído: ¶ ... [50] Há uma regra prática que diz que Excluído: Excluído: Excluído: Excluído: Excluído: Excluído: Formatado ... [51] Excluído: Em cada um dos... [52] meses pôde-se perceber que os Excluído: ou…ude ... [53] Excluído: e…ass ... [54] Excluído: ass Excluído: O software SIAD ... foi [55] programado para que a matriz de Formatado ... [56] Excluído: Figura 4 – Tela...do[57] SIAD, entrada de dados.¶ Formatado ... [58] Formatado ... [59] Formatados: Marcadores e numeração ... [60] Formatado ... [61] Excluído: E…D ... [62] Formatado ... [63] Formatado ... [64] Excluído: <#>Análise dos... [65] Resultados Obtidos Através do Formatado ... [66] Formatado ... [67] Excluído: Quadro 2 – ... [68] Resultado da Regressão Linear Excluído: Apresenta-se Excluído: mos Excluído: e discuti-se, Excluído: em anexo Excluído: a seguir, os resultados ... [69] de eficiência obtidos nesta análise Excluído: , em ordem ... [70] decrescente de eficiência, Excluído: mês a mês, além 5. APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS A apresentação e discussão dos resultados estão divididas da seguinte maneira: primeiramente, se faz uma análise da eficiência de cada produtor mês a mês, destacando-se aqueles eficientes e mostrando o comportamento, em termos de desempenho, de cada um deles ao longo do período; num segundo momento, faz-se uma análise da eficiência de cada produtor utilizando os dados consolidados para todo o período, além disso a partir deste resultados faz-se uma análise dos alvos de inputs (insumos), para que os produtores ineficientes se tornem eficientes. Com base nas informações de eficiência pode-se verificar, quanto ao desempenho, que os produtores abaixo foram CRS eficientes em cada mês. Estes produtores foram os que melhor combinaram os inputs (menores) e output (maior), ou seja, os melhores produtores são aqueles que possuem um desempenho multicriterial superior: Excluído: . É apresentado,... [71] também, Excluído: do valor Excluído: do output e Excluído: dos inputs Excluído: reais e Excluído: ideais. Em cada... um[72] dos meses pôde-se perceber que os Excluído: mo Excluído: -se, ainda, que os ... [73] produtores com maiores Excluído: (Retornos Constantes ... [74] de Escala) ( Excluído: , diferentes de 100%, Excluído: ) Excluído: necessitam de ... [75] pequenas alterações em seus Excluído: ¶ • Set/2004: DMU 1; 12 Londrina, 22 a 25 de julho de 2007, Sociedade Brasileira de Economia, Administração e Sociologia Rural Formatado Excluído: os quadros Formatado ... [76] Formatado ... [77] Formatado ... [78] Formatado ... [79] XLV CONGRESSO DA SOBER "Conhecimentos para Agricultura do Futuro" Formatado: Fonte: Não Negrito Formatado: Fonte: Não Negrito, Itálico • Out/2004: DMU 9; • Nov/2004: DMU 3; • Dez/2004: DMU 1; • Jan/2005: DMU 9; • Fev/2005: DMU 2; • Mar/2005: DMU 2; • Abr/2005: DMU’s 5, 8 e 11; • Mai/2005: DMU 4; • Jun/2005: DMU 6; • Jul/2005: DMU 6; • Ago/2005: DMU 9; • Set/2005: DMU 2. Excluído: 2 O quadro 01 mostra os resultados de eficiência mensal para cada produtor. O mês de abril/2005 apresenta Índice de Eficiência igual a zero para a DMU 9, pois esta declara output igual a zero. Este mês apresenta três DMU’s com eficiência igual a 100%, das quais nenhuma aparece em primeiro lugar novamente (pelo contrário, têm desempenho ruim na maioria dos demais meses). Formatado: Esquerda: 2,5 cm, Direita: 2,5 cm, Superior: 2,5 cm, Inferior: 2,5 cm Excluído: , por este motivo os inputs ideais são também iguais a zero Quadro 01 – Índices de Eficiência Mensal para cada Produtor DMU 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 DMU 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 set/04 100,00% 99,28% 95,31% 90,36% 97,20% 99,52% 37,70% 87,34% 58,32% 16,18% 58,32% abr/05 39,18% 73,46% 50,00% 88,01% 100,00% 82,28% 85,61% 100,00% 0,00% 70,64% 100,00% out/04 55,36% 22,73% 83,10% 41,30% 54,04% 89,10% 25,83% 15,20% 100,00% 8,97% 7,06% mai/05 59,95% 40,98% 56,77% 100,00% 23,09% 97,82% 89,42% 24,15% 86,16% 29,55% 18,20% nov/04 54,64% 73,88% 100,00% 73,88% 70,74% 98,67% 75,86% 95,34% 84,14% 73,88% 47,31% jun/05 83,13% 14,06% 82,98% 25,17% 23,85% 100,00% 27,28% 17,87% 94,63% 55,19% 68,03% dez/04 100,00% 92,01% 82,14% 31,90% 93,09% 53,27% 64,90% 63,91% 64,90% 60,07% 64,90% jul/05 94,58% 13,87% 75,24% 72,64% 61,28% 100,00% 32,73% 17,28% 96,53% 78,03% 52,13% jan/05 85,12% 58,39% 97,91% 32,36% 95,77% 57,42% 34,31% 68,08% 100,00% 63,44% 23,93% ago/05 99,20% 95,74% 80,78% 93,75% 56,05% 89,70% 46,47% 11,50% 100,00% 65,66% 93,58% fev/05 93,96% 100,00% 95,10% 63,96% 78,76% 33,67% 63,96% 91,08% 63,96% 63,96% 35,11% set/05 99,07% 100,00% 73,96% 63,37% 58,89% 9,47% 81,82% 54,52% 85,80% 67,20% 88,44% mar/05 83,20% 100,00% 79,69% 35,18% 67,87% 97,23% 86,34% 92,41% 67,87% 52,04% 77,18% Formatado: Espaço Antes: 0 pt, Depois de: 0 pt, Espaçamento entre linhas: simples Formatado: À direita: 0,63 cm Formatado: Fonte: Itálico 13 Londrina, 22 a 25 de julho de 2007, Sociedade Brasileira de Economia, Administração e Sociologia Rural XLV CONGRESSO DA SOBER "Conhecimentos para Agricultura do Futuro" Formatado: Fonte: Não Negrito Formatado: Fonte: Não Negrito, Itálico Ser eficiente em algum mês não quer dizer, necessariamente, que esta DMU é significativamente mais eficiente que as outras. Há de se considerar o período como um todo, pois pode acontecer desta DMU ser eficiente em um mês, e em todos os outros não, ou ter eficiência muito baixa nos outros meses. Vejamos, então, como cada DMU se comportou ao longo do período analisado: • DMU 1 – ficou entre as cinco mais eficientes em onze dos treze meses analisados, e, no entanto aparece como primeira apenas em dois meses. • DMU 2 – aparece entre as cinco mais eficientes seis vezes (destas três em primeiro lugar), exatamente o mesmo número de vezes que aparece entre as cinco menos eficientes. • DMU 3 – aparece oito vezes entre as cinco primeiras DMU’s, embora apareça apenas uma vez como a mais eficiente. • DMU 4 – em seis meses, esta DMU se apresenta entre as cinco ineficientes, ficando em 6ª por quatro vezes. • DMU 5 – se apresenta em sete meses entre as cinco últimas DMU’s. • DMU 6 – aparece entre as cinco primeiras em sete meses dos treze estudados. • DMU 7 – por seis vezes aparece entre as cinco mais eficientes, embora não tenha ficado como primeira em nenhum dos meses analisados. • DMU 8 – se apresenta entre as cinco ineficientes em oito meses. • DMU 9 – oito vezes entre as cinco mais eficientes, sendo três destas como a mais eficiente. Por dez meses não investiu (ou não apresentou valores gastos) em Medicamentos e em sete não investiu (ou não apresentou valores gastos) em mão-de-obra. • DMU 10 – ficou entre as cinco mais ineficientes em dez dos treze meses analisados. Não aparecendo como primeira em nenhum momento. • DMU 11 – por nove meses ficou entre as mais ineficientes, sendo quatro desses como última. Para verificar se existem diferenças estatisticamente significativas entre o desempenho dos produtores, procedeu-se um teste de diferença de médias entre os índices de eficiência mensais destes ao longo do período sob análise. Este teste procura identificar par a par se o comportamento, em termos de desempenho, de uma DMU é superior a de uma outra, através da comparação de suas médias ao nível de significância de p = 10 % (com α = 5 %). Os resultados, apresentados no quadro 02, mostram que apenas as DMU’s 1, 3, 6 e 9 é que possuem desempenho superior (estatisticamente significativo) a algum outro produtor ao longo do período analisado. Excluído: 2 Formatado: Recuo: Primeira linha: 1,25 cm, Espaço Antes: 0 pt, Depois de: 0 pt, Espaçamento entre linhas: simples Formatado: Recuo: Primeira linha: 0 cm, Espaço Antes: 0 pt, Depois de: 0 pt, Espaçamento entre linhas: simples Formatado: Recuo: À esquerda: 1,9 cm, Deslocamento: 0,32 cm, Espaço Antes: 0 pt, Depois de: 0 pt, Espaçamento entre linhas: simples, Com marcadores + Nível: 1 + Alinhado em: 1,88 cm + Tabulação após: 2,52 cm + Recuar em: 2,52 cm, Não ajustar espaço entre o texto latino e asiático, Não ajustar espaço entre o texto asiático e números, Tabulações: 2,22 cm, Tabulação de lista + Não em 2,52 cm Excluído: .... Quadro 02 – Resultado da Comparação pelo Teste de Diferença de Médias 1=2 1=3 1>4 1=5 2=3 2=4 2=5 3>4 3>5 4=5 1=6 2=6 3=6 4=6 5=6 1>7 2=7 3>7 4=7 5=7 6=7 1>8 2=8 3>8 4=8 5=8 6=8 7=8 1=9 2=9 3=9 4=9 5=9 6=9 7=9 8=9 1>10 2=10 3>10 4=10 5=10 6>10 7=10 8=10 9>10 1>11 2=11 3>11 4=11 5=11 6>11 7=11 8=11 9=11 10=11 Formatado: À direita: 0,63 cm Formatado: Fonte: Itálico 14 Londrina, 22 a 25 de julho de 2007, Sociedade Brasileira de Economia, Administração e Sociologia Rural XLV CONGRESSO DA SOBER "Conhecimentos para Agricultura do Futuro" Formatado: Fonte: Não Negrito Formatado: Fonte: Não Negrito, Itálico Numa segunda fase da análise, verifica-se a eficiência de cada DMU no período completo (dados consolidados de set/04 a set/05) e calcula-se os valores ideais de cada input para cada produtor. No quadro a seguir é apresentada a eficiência de cada DMU para todo período (soma dos outputs e inputs de todos os meses), em ordem decrescente de eficiência. Input 01 R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ 319,50 19,50 1.175,85 1.543,40 223,50 461,30 930,10 329,00 209,70 539,06 150,00 Input 02 R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ 11.120,00 1.760,00 19.146,30 28.640,00 8.390,00 6.270,00 19.540,00 12.600,00 4.112,45 10.638,26 7.300,00 Input 03 R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ 26.984,10 15.278,60 20.397,85 17.374,66 15.197,42 23.363,49 30.797,74 18.106,70 20.500,57 11.684,00 23.283,45 Formatado: Fonte: Itálico Excluído: o Excluído: média Excluído: comparada a eficiência Quadro 03 – Índices de Eficiência Geral para cada Produtor DMU Índice de Eficiência Output 01 DMU_1 100,00% 56388 DMU_9 89,47% 15531 DMU_6 81,37% 87070 DMU_3 77,18% 107560 DMU_5 72,73% 29877 DMU_7 72,29% 34207 DMU_2 71,40% 74701 DMU_4 66,21% 39238 DMU_8 64,28% 15103 DMU_10 59,37% 36029 DMU_11 51,65% 24526 Excluído: 2 Excluído: todo Input 04 R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ 5.744,50 1.375,00 7.874,07 6.890,00 3.586,10 7.709,47 7.177,90 4.206,00 1.200,00 13.053,64 3.365,00 O quadro 03 nos mostra que as DMU’s 1, 3, 6 e 9 são as mais eficientes, pois aparecem entre as quatro primeiras colocações. Destas, apenas a DMU 9 é um pequeno produtor, na verdade o segundo menor. Já as DMU’s 8, 10 e 11 são as mais ineficientes dentre as DMU’s estudadas, pois aparecem por último. Destes nenhum está entre os cinco maiores da amostra, sendo a DMU 8 o menor produtor. A DMU 1 é a única que atingiu eficiência igual a 100 %, ou seja, é aquela que possui melhor desempenho multicriterial, logo servirá de benchmark para as outras DMU’s. O quadro 04 mostra, considerando o período completo (set/2004 a set/2005) os valores dos inputs ideais. Sendo assim, mostra-se, por conseguinte, a necessidade de redução (esforço em prol da melhoria para alcançar a eficiência máxima) de cada input para cada produtor. Os valores foram calculados através do produto da eficiência com os inputs (quadro 03). Percebe-se, nesta análise, que os produtores com maiores eficiências DEA-CRS, diferentes de 100%, necessitam de pequenas alterações em seus indicadores (insumos) para atingirem a performance máxima. Já aqueles com baixos índices de desempenho necessitam de reduções drásticas no uso de seus insumos, mantendo o nível de produção, para atingirem a eficiência máxima. A necessidade de redução dos inputs varia de cerca de 10 a 20 % nas melhores DMU’s e vai até mais de 40 % no caso dos produtores menos eficientes. Excluído: também Excluído: O quadro com o valor do output e dos inputs reais e ideais bem como o índice de eficiência das DMU’s para todo o período está em anexo (Anexo 14). Formatado: Centralizado, Recuo: Primeira linha: 0 cm, Espaço Antes: 0 pt, Depois de: 0 pt, Espaçamento entre linhas: simples Excluído: ¶ Excluído: ¶ DMU ... [80] Excluído: 3 Excluído: quando foi analisado tanto o período todo quanto a média entre os meses Excluído: , também nas duas situações apresentadas no quadro 3. Formatado: Fonte: Itálico Excluído: e da necessidade Excluído: Excluído: (quadro 02) Formatado: Fonte: Itálico Excluído: 2 Formatado: Recuo: Primeira linha: 1,25 cm Formatado: Fonte: Itálico Quadro 04 – Inputs Ideais e Necessidade de Reduções por Produtor Formatado: Fonte: Itálico Excluído: ¶ Formatado: Espaço Antes: 0 pt, Depois de: 0 pt, Espaçamento entre linhas: simples Formatado ... [81] Formatado: Fonte: Itálico Formatado ... [82] Formatado: Fonte: Itálico 15 Londrina, 22 a 25 de julho de 2007, Sociedade Brasileira de Economia, Administração e Sociologia Rural XLV CONGRESSO DA SOBER Formatado ... [83] "Conhecimentos para Agricultura do Futuro" Excluído: 2 DMU DMU_1 DMU_9 DMU_6 DMU_3 DMU_5 DMU_7 DMU_2 DMU_4 DMU_8 DMU_10 DMU_11 Input 01 Inputs Ideais Input 02 Input 03 Input 04 R$ 17,45 R$ 956,74 R$ 1.191,20 R$ 162,56 R$ 333,48 R$ 664,13 R$ 217,82 R$ 134,80 R$ 320,02 R$ 77,47 Unidade CRS Eficiente R$ 1.574,61 R$ 13.669,27 R$ 15.578,52 R$ 16.596,86 R$ 22.104,47 R$ 13.409,83 R$ 6.102,33 R$ 11.053,60 R$ 4.532,70 R$ 16.889,91 R$ 13.952,33 R$ 21.990,80 R$ 8.342,12 R$ 11.987,96 R$ 2.643,66 R$ 13.178,65 R$ 6.315,64 R$ 6.936,46 R$ 3.770,21 R$ 12.025,13 R$ 1.230,17 R$ 6.406,79 R$ 5.317,73 R$ 2.608,29 R$ 5.573,32 R$ 5.125,30 R$ 2.784,68 R$ 771,41 R$ 7.749,58 R$ 1.737,91 Necessidade de Reduções Eficiente 10,53% 18,63% 22,82% 27,27% 27,71% 28,60% 33,79% 35,72% 40,63% 48,35% Foi feita, também, uma análise dos pesos atribuídos aos vetores de desempenho, para saber com base em pesos iguais a zero as variáveis que estavam sendo “desprezadas” na análise de desempenho. Em linhas gerais, quando uma variável tem peso (u ou v) igual a zero, isto representa que estas variáveis são naturalmente problemáticas na obtenção dos índices de eficiência. Como a modelagem procura os melhores índices de desempenho, dadas as características de inputs e outputs, para cada DMU, esta atribui zero a toda variável que possa atrapalhar o objetivo de maximizar a eficiência. Tendo esta abordagem como referência percebeu-se que as variáveis Outros Custos (input 04) e Custos com Medicamentos (input 01) eram as que mais apareciam com pesos zeros. Isso significa que estes fatores de produção podem ser melhorados em todas as propriedades e que estes não estão contribuindo objetivamente para a eficiência da grande maioria dos produtores. DMU Input DMU_1 DMU_9 DMU_6 DMU_3 DMU_5 DMU_7 DMU_2 DMU_4 DMU_8 DMU_10 DMU_11 Excluído: R$ 1 R$ 95 R$ 1.19 R$ 16 R$ 33 R$ 66 R$ 21 R$ 13 R$ 32 R$ 7 Formatado ... [84] Formatado ... [85] Excluído: Foi realizado, ainda, o ... [86] estudo da variação no uso dos Formatado ... [87] Formatado ... [88] Formatado ... [89] Excluído: ¶ Formatado ... [90] Formatados: Marcadores e numeração ... [91] 6. CONCLUSÃO Este artigo tem por objetivo analisar o desempenho de produtores de leite de cabra na transformação de insumos em produtos. Para mensurar o desempenho destas unidades produtivas utilizamos como Método Não-Paramétrico a Análise Envoltória de Dados – DEA. As informações mensais de custos (Medicamentos, Mão-de-obra, Alimentação e Outros Custos) foram tratadas como variáveis input. Já a produção (medida em litros por mês) foi tratada como variável output . Além de mensurar o desempenho, através da modelagem não-paramétrica, observouse como cada DMU (Unidade Tomadora de Decisão) pôde combinar da melhor forma estas variáveis. Ou seja, a análise se tornou uma ferramenta útil para escolha de referências (benchmarks) para as empresas menos eficientes. Através do software SIAD, utilizando o modelo DEA-CRS, com orientação insumo, calculou-se a fronteira de unidades produtivas eficientes. Logo, as ineficiências apresentadas se dão pelo uso excessivo de inputs, que poderiam ser diminuídos sem alterar o nível de produção. Ao analisarmos o período todo destacamos as DMU’s 1, 3, 6 e 9 como as melhores DMU’s entre as analisadas. E as DMU’s 8, 10 e 11 como piores, ou mais ineficientes. Pôde-se verificar que alguns produtores necessitam de grandes transformações no que tange aos inputs. Porém alguns outros, para se tornarem eficientes, necessitam tão somente de pequenas alterações no que diz respeito a seus fatores de produção. Estes são exatamente aqueles que 16 Londrina, 22 a 25 de julho de 2007, Sociedade Brasileira de Economia, Administração e Sociologia Rural Excluído: ¶ ¶ Formatado ... [92] ... [93] Excluído: ¶ Formatado ... [94] Formatado ... [95] Excluído: a Excluído: monografi Excluído: O processo de ... [96] amostragem é não probabilístico, Excluído: Paramétrico a ... [97] Regressão Linear e como Método Excluído: para ... [98] DEA…E…dependente para Excluído: para metodologia DEA Excluído: A…de métodos... [99] paramétricos e não-paramétricos Excluído: a Excluído: s…Entretanto,...a [100] escolha entre os métodos não é Excluído: A esta primeira... [101] modelagem coube verificar a Excluído: e programa de... [102] computador, o Excluído: am…Foi utilizado o ... [103] modelo DEA-CRS (Retornos Excluído: Estas DMU’s ... [104] aparecem nestas situações também, Formatado ... [105] Formatado: Fonte: Itálico XLV CONGRESSO DA SOBER Formatado "Conhecimentos para Agricultura do Futuro" ... [106] Excluído: 2 obtiveram os maiores índices de eficiência CRS (diferentes de 100%). Percebe-se que existe uma relação entre eficiência e tamanho, já que entre as quatro mais eficientes apenas a DMU 9 representa um pequeno produtor e entre as três menos eficientes não há grandes produtores, além deste grupo contemplar o menor produtor da amostra. Foi feita, também, uma análise dos pesos atribuídos aos vetores de desempenho. Como a modelagem procura os melhores índices de desempenho, esta atribui zero a toda variável que possa atrapalhar o objetivo de maximizar a eficiência. Assim, percebeu-se que as variáveis Outros Custos (input 04) e Custos de Medicamentos (input 01) eram as que mais apareciam com pesos zeros. Isso significa que estes fatores de produção podem ser melhorados em todas as propriedades e que não estão contribuindo para a eficiência da maioria dos produtores. Baseado nestes resultados obtidos no trabalho pôde-se concluir que o modelo foi eficiente naquilo que se propôs. Após a análise dos resultados foi observado que realmente é possível, através de uma análise comparativa, destacar níveis de eficiência, e a partir desta tomar decisões de forma mais segura. Assim sendo, a mensuração de desempenho relativo serve como instrumento gerencial que consiste em proporcionar aos produtores mais uma ferramenta que auxilia na condução dos negócios e na realização dos objetivos e no cumprimento das metas da organização. A elaboração deste trabalho foi apenas uma tentativa no sentido de mostrar a utilização de métodos não-paramétricos na avaliação de desempenho de unidades agrárias. Mas ainda há muito a ser estudado. Pode-se recomendar estudos futuros que venham a abranger outras áreas, ou até estudos com uma amostra maior, para que se possa chegar cada vez mais próximo da realidade. 7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Excluído: Realizamos, ainda, um estudo da variação no uso dos inputs e do output, de cada DMU, calculando a diferença entre o maior e o menor valor daquela variável em cada mês. Podemos chamar a atenção para as DMU’s 2, 6 e 10, que tiveram variações significativas.¶ s…s…ram ... [107] Excluído: s…propuseram... [108] Excluído: a Excluído: monografia…compara r…paramétricos e ... [109] Excluído: Excluído: da economia…de ... [110] repente, Formatado ... [111] Formatado ... [112] Formatados: Marcadores e numeração ... [113] Excluído: ¶ ¶ Formatado ... [114] ... [115] Excluído: ¶ Formatado ... [116] Formatado ... [117] Formatado: Português (Brasil) Excluído: ¶ • ALVES, E.; GOMES, A. P. Medidas de eficiência na produção de leite. Revista Brasileira de Economia, v. 52, n. 1, p. 145-167, 1998. • BANKER, R. D.; CHARNES, A.; COOPER, W. W. Some Models for Estimating Technical and Scale Inefficiencies in Data Envelopment Analysis. 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[126] KUMBHAKAR, S. C.; BISWAS, Excluído: , Excluído: p. 3-32. Excluído: ¶ Excluído: ¶ Excluído: ¶ Excluído: , Excluído: , Excluído: ¶ Excluído: ¶ Formatado ... [127] Formatado: Fonte: Itálico 18 Londrina, 22 a 25 de julho de 2007, Sociedade Brasileira de Economia, Administração e Sociologia Rural XLV CONGRESSO DA SOBER "Conhecimentos para Agricultura do Futuro" Formatado: Fonte: Não Negrito Formatado: Fonte: Não Negrito, Itálico • NIEDERAUER, C. A. P. Avaliação dos bolsistas de Produtividade em Pesquisa da Engenharia da Produção utilizando Data Envelopment Analysis. Dissertação de Mestrado em Engenharia de Produção. UFSC, Florianópolis, 1998. In: SANTOS, A.; CASA NOVA, S. P. C. Proposta de um modelo estruturado de Análise de Demonstrações Contábeis. Revista de Administração de Empresas, v. 4, n. 1, 2005. • PEREIRA FILHO, C. A. Eficiência econômica da pequena produção familiar no Recôncavo no Estado da Bahia: uma análise não-paramétrica de fronteiras de produção multi-produto. 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[129] Formatado: Fonte: 12 pt Formatado: À direita: 0,63 cm Formatado: Fonte: Itálico 19 Londrina, 22 a 25 de julho de 2007, Sociedade Brasileira de Economia, Administração e Sociologia Rural Página 2: [1] Formatado UFRRJ 30/3/2007 09:30:00 UFRRJ 30/3/2007 09:30:00 UFRRJ 7/3/2007 17:27:00 Fonte: Não Negrito Página 2: [1] Formatado Fonte: Não Negrito, Itálico Página 1: [2] Excluído D Página 1: [2] Excluído UFRRJ 7/3/2007 17:27:00 O Uso De M Página 1: [2] Excluído UFRRJ 7/3/2007 17:28:00 s Página 1: [2] Excluído UFRRJ 7/3/2007 17:28:00 Paramétricos E N Página 1: [2] Excluído UFRRJ 7/3/2007 17:28:00 P Página 1: [2] Excluído UFRRJ 7/3/2007 17:28:00 s Página 1: [2] Excluído UFRRJ 7/3/2007 17:28:00 N Página 1: [2] Excluído UFRRJ 7/3/2007 17:28:00 A Página 1: [2] Excluído UFRRJ 7/3/2007 17:28:00 D Página 1: [2] Excluído UFRRJ 7/3/2007 17:28:00 D Página 1: [2] Excluído UFRRJ 7/3/2007 17:28:00 D Página 1: [2] Excluído UFRRJ 7/3/2007 17:28:00 C Página 1: [2] Excluído UFRRJ 7/3/2007 17:28:00 D Página 1: [2] Excluído UFRRJ 7/3/2007 17:28:00 I Página 1: [2] Excluído UFRRJ 7/3/2007 17:28:00 E Página 1: [2] Excluído UFRRJ 7/3/2007 17:28:00 P Página 1: [3] Excluído UFRRJ 7/3/2007 17:21:00 i MARINÊS STEFFANELLO Seropédica / RJ Novembro de 2006 MARINÊS STEFFANELLO EFICIÊNCIA PRODUTIVA DE UNIDADES AGRÁRIAS: O USO DE MÉTODOS PARAMÉTRICOS E NÃO-PARAMÉTRICOS NA AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DE CONVERSÃO DE INSUMOS EM PRODUTOS Trabalho monográfico de conclusão do curso apresentado ao Departamento de Ciências Econômicas da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, como requisito parcial para obtenção do grau de Bacharel em Ciências Econômicas. ii ORIENTADOR: PROFESSOR MARCELO ALVARO DA SILVA MACEDO Seropédica / RJ Novembro de 2006 iii Dedico este trabalho aos meus pais e irmãos, meus primeiros ídolos e fãs – inspiração para meu esforço! AGRADECIMENTOS Agradeço a Deus pela força e proteção que tenho recebido todos os dias de minha vida. Agradeço aos meus pais e irmãos pela dedicação e por acreditarem em mim quando nem eu mesma acreditava. Estes estiveram em meus pensamentos durante todo o meu curso de graduação, e foram minha motivação. Ao meu orientador, professor Marcelo Alvaro da Silva Macedo, pelo profissionalismo, alegria e simplicidade com que conduz seus trabalhos. Obrigada por tudo que aprendi nesses anos de convivência. Ao grupo GEROCABRA, em especial ao professor Carlos Augusto de Oliveira (Instituto de Zootecnia/UFRRJ) pelas informações disponibilizadas para realização deste trabalho. Bem iv como ao PIBIC/CNPq, origem deste trabalho monográfico. Aos queridos Alan Carlos e Ayala que contribuíram na revisão deste trabalho. Agradeço pela paciência e carinho dispensados, bem como meus pais, sem os quais não conseguiria concluir esta monografia (nem o curso). “Ao economista é exigido imaginação e coragem. Imaginação para sair dos manuais e criar formas de aplicar a teoria, e coragem para atuar a favor da sociedade e da nação.” (Celso Furtado) RESUMO Página 1: [4] Formatado UFRRJ 7/3/2007 17:22:00 Espaço Antes: 0 pt, Depois de: 0 pt, Espaçamento entre linhas: simples Página 1: [5] Excluído UFRRJ 8/3/2007 08:35:00 Página 1: [5] Excluído UFRRJ 8/3/2007 08:35:00 UFRRJ 8/3/2007 08:35:00 UFRRJ 8/3/2007 08:35:00 UFRRJ 8/3/2007 08:35:00 a monografia Página 1: [5] Excluído duas Página 1: [5] Excluído remos Página 1: [5] Excluído v paramétrico (Regressão Linear) e outro Página 1: [5] Excluído UFRRJ 8/3/2007 08:36:00 Página 1: [5] Excluído UFRRJ 8/3/2007 08:36:00 Página 1: [5] Excluído UFRRJ 8/3/2007 08:36:00 a eficiência a A esta primeira modelagem coube verificar a importância de cada variável no sistema produtivo. E, a Página 1: [5] Excluído UFRRJ 8/3/2007 08:36:00 Página 1: [5] Excluído UFRRJ 8/3/2007 08:36:00 Página 1: [6] Excluído UFRRJ 8/3/2007 08:37:00 a ô estas variáveis. Os coeficientes da equação de regressão apontaram a variável Custos com Medicamentos como sendo a que mais influencia na produção, pois apresentou maior coeficiente. Através da correlação percebemos que a produção depende em especial das variáveis Custos com Medicamentos e Custos de Mão-de-obra, já que estas apresentaram valores maiores. Página 1: [7] Formatado UFRRJ 8/3/2007 08:37:00 UFRRJ 8/3/2007 08:37:00 UFRRJ 26/3/2007 10:33:00 UFRRJ 7/3/2007 17:29:00 UFRRJ 30/3/2007 09:30:00 UFRRJ 30/3/2007 09:30:00 UFRRJ 30/3/2007 10:38:00 UFRRJ 30/3/2007 10:38:00 UFRRJ 30/3/2007 10:38:00 UFRRJ 30/3/2007 10:38:00 UFRRJ 30/3/2007 10:38:00 UFRRJ 30/3/2007 10:38:00 UFRRJ 30/3/2007 10:38:00 UFRRJ 30/3/2007 10:38:00 Fonte: Itálico Página 1: [7] Formatado Fonte: Itálico Página 1: [8] Excluído Palavras-chave: Mensuração de Página 1: [8] Excluído Regressão Linear, Página 2: [9] Formatado Fonte: Não Negrito Página 2: [9] Formatado Fonte: Não Negrito, Itálico Página 2: [10] Formatado Cor da fonte: Automática Página 2: [10] Formatado Inglês (EUA) Página 2: [10] Formatado Cor da fonte: Automática Página 2: [10] Formatado Cor da fonte: Automática Página 2: [10] Formatado Cor da fonte: Automática Página 2: [10] Formatado Cor da fonte: Automática Página 2: [10] Formatado Cor da fonte: Automática Página 2: [10] Formatado vi Cor da fonte: Automática Página 2: [10] Formatado UFRRJ 30/3/2007 10:38:00 UFRRJ 30/3/2007 10:38:00 UFRRJ 30/3/2007 10:38:00 UFRRJ 30/3/2007 10:38:00 UFRRJ 30/3/2007 10:38:00 UFRRJ 30/3/2007 10:38:00 UFRRJ 30/3/2007 10:38:00 UFRRJ 30/3/2007 10:38:00 UFRRJ 30/3/2007 10:38:00 UFRRJ 30/3/2007 10:38:00 UFRRJ 30/3/2007 10:38:00 UFRRJ 30/3/2007 10:38:00 UFRRJ 7/3/2007 17:21:00 Cor da fonte: Automática Página 2: [10] Formatado Cor da fonte: Automática Página 2: [10] Formatado Cor da fonte: Automática Página 2: [10] Formatado Cor da fonte: Automática Página 2: [10] Formatado Cor da fonte: Automática Página 2: [10] Formatado Cor da fonte: Automática Página 2: [10] Formatado Cor da fonte: Automática Página 2: [10] Formatado Cor da fonte: Automática Página 2: [10] Formatado Cor da fonte: Automática Página 2: [11] Formatado Inglês (EUA) Página 2: [11] Formatado Inglês (EUA) Página 2: [11] Formatado Inglês (EUA) Página 2: [12] Excluído Quebra de página SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO ..............................................................................................................199 2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ...............................................................................41012 2.1 Método Paramétrico..................................................................................................51013 2.2 Método Não-Paramétrico..........................................................................................81016 2.3 Eficiência na Atividade Agropecuária..................................................................... 131021 3 METODOLOGIA ..................................................................................................... 181026 3.1 Utilização do Método Paramétrico .......................................................................... 181026 3.2 Utilização do Método Não-Paramétrico .................................................................. 211029 4 APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS ............................................ 241032 4.1 Análise dos Resultados Obtidos Através do Método Paramétrico (Regressão Linear) ..................................................................................................................................... 241032 4.2 Análise dos Resultados Obtidos Através do Método Não-Paramétrico (DEA)......... 261034 5 CONCLUSÃO .......................................................................................................... 311039 6 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ....................................................................... 341042 vii ANEXOS ..............................................................................................................................4 0 Página 2: [13] Formatado UFRRJ 30/3/2007 09:30:00 UFRRJ 30/3/2007 09:30:00 UFRRJ 30/3/2007 09:30:00 UFRRJ 7/3/2007 17:22:00 Kern em 14 pt Página 2: [13] Formatado Fonte: 12 pt, Kern em 14 pt Página 2: [13] Formatado Kern em 14 pt Página 2: [14] Excluído LISTA DE ILUSTRAÇÕES Gráfico 1 – Dispersão dos pontos de uma amostra qualquer............................................71015 Gráfico 2 – Fronteira de Eficiência DEA – CRS e VRS ..................................................91017 Gráfico 3 – Comparação entre DEA e Análise de Regressão......................................... 161024 Figura 1 – Tela do Excel®, ferramenta REGRESSÃO.................................................. 191027 Figura 2 – Tela do Excel®, ferramenta CORRELAÇÃO .............................................. 201028 Figura 3 – Resultado da Regressão apresentado pelo programa Excel® ........................ 211029 Figura 4 – Tela do SIAD, entrada de dados................................................................... 231031 Quadro 1 – Resultado da Regressão Linear (R-quadrado ajustado e Coeficientes).................33 Quadro 2 – Resultado da Regressão Linear (Correlação).........................................................34 Quadro 3 – Resultados DEA (Eficiência Média e de Todo o Período)....................................36 Quadro 4 – Variação do output e inputs na série de meses.......................................................38 Quebra de seção (próxima página) viii Página 2: [15] Formatado UFRRJ 30/3/2007 09:30:00 UFRRJ 30/3/2007 09:30:00 UFRRJ 30/3/2007 09:30:00 Fonte: 12 pt, Kern em 14 pt Página 2: [15] Formatado Kern em 14 pt Página 2: [15] Formatado Fonte parág. padrão, Verificar ortografia e gramática, Kern em 14 pt Página 2: [15] Formatado UFRRJ 30/3/2007 09:30:00 Verificar ortografia e gramática, Kern em 14 pt Página 2: [15] Formatado UFRRJ 30/3/2007 09:30:00 Fonte parág. padrão, Verificar ortografia e gramática, Kern em 14 pt Página 2: [15] Formatado UFRRJ 30/3/2007 09:30:00 Verificar ortografia e gramática, Kern em 14 pt Página 2: [15] Formatado UFRRJ 30/3/2007 09:30:00 Fonte parág. padrão, Verificar ortografia e gramática, Kern em 14 pt Página 2: [15] Formatado UFRRJ 30/3/2007 09:30:00 Verificar ortografia e gramática, Kern em 14 pt Página 2: [15] Formatado UFRRJ 30/3/2007 09:30:00 Fonte parág. padrão, Verificar ortografia e gramática, Kern em 14 pt Página 2: [15] Formatado UFRRJ 30/3/2007 09:30:00 UFRRJ 30/3/2007 09:30:00 UFRRJ 30/3/2007 09:30:00 Kern em 14 pt Página 2: [15] Formatado Fonte: Negrito, Kern em 14 pt Página 2: [15] Formatado Fonte: Negrito, Não Itálico, Kern em 14 pt Página 2: [15] Formatado UFRRJ 30/3/2007 09:30:00 UFRRJ 30/3/2007 09:30:00 Fonte: Negrito, Kern em 14 pt Página 2: [15] Formatado Fonte: Negrito, Não Itálico, Kern em 14 pt Página 2: [15] Formatado UFRRJ 30/3/2007 09:30:00 UFRRJ 30/3/2007 09:30:00 UFRRJ 30/3/2007 09:30:00 UFRRJ 30/3/2007 09:30:00 UFRRJ 7/3/2007 17:22:00 Fonte: Negrito, Kern em 14 pt Página 2: [15] Formatado Kern em 14 pt Página 2: [15] Formatado Todas em maiúsculas, Kern em 14 pt Página 2: [15] Formatado Fonte: 12 pt, Kern em 14 pt Página 2: [16] Formatado Espaço Antes: 0 pt, Depois de: 0 pt, Espaçamento entre linhas: simples Página 2: [17] Formatado UFRRJ 26/3/2007 10:45:00 Recuo: Primeira linha: 1,25 cm, Espaço Antes: 0 pt, Depois de: 0 pt, Espaçamento entre linhas: simples Página 2: [18] Excluído Família 27/11/2006 14:24:00 Família 27/11/2006 14:24:00 tem começado a Página 2: [18] Excluído r 9 Página 2: [18] Excluído Família 27/11/2006 14:24:00 r Página 2: [19] Excluído Marcelo Alvaro 16/1/2007 19:43:00 valor na dieta do povo brasileiro Página 2: [20] Excluído Família 27/11/2006 14:25:00 Família 27/11/2006 14:25:00 UFRRJ 7/3/2007 17:22:00 o Página 2: [20] Excluído da empresa Página 2: [21] Formatado Espaço Antes: 0 pt, Depois de: 0 pt, Espaçamento entre linhas: simples Página 2: [22] Excluído Família 27/11/2006 14:26:00 Família 27/11/2006 14:26:00 UFRRJ 26/3/2007 11:08:00 UFRRJ 7/3/2007 17:37:00 do Página 2: [22] Excluído dos mesmos Página 2: [23] Formatado À direita: 0,63 cm Página 5: [24] Excluído A literatura se refere a dois métodos que objetivam mensurar eficiência e produtividade. Embora usem técnicas distintas para efetuar a mensuração, os dois métodos convergem no fato de estimar uma fronteira relativa ao máximo de produto possível de se obter utilizando os insumos disponíveis. O primeiro conjunto de métodos é formado por modelos paramétricos, neste a fronteira de produção é estimada utilizando um ferramental estatístico e/ou econométrico fundamentado na Análise de Regressão. O segundo conjunto de métodos, estabelece fronteiras de produção baseadas em programação matemática, tais métodos são técnicas não-paramétricas. A seguir serão apresentados os dois métodos utilizados nesta monografia, bem como suas respectivas aplicações, encontradas em estudos disponíveis na literatura. Método Paramétrico Nos atuais estudos econômicos o conceito de eficiência tem sido um dos aspectos centrais. Para medir a eficiência relativa das empresas podem ser aplicados vários tipos de ferramentas de mensuração de performance. Para isso é preciso identificar quais os itens a considerar, ou seja, aqueles que melhor representam o desempenho da empresa, e quais ferramentas serão utilizadas, tendo estes itens como parâmetros, na busca pela identificação do grau de eficiência que a empresa possui. A microeconomia, a econometria e a pesquisa operacional avançaram bastante no desenvolvimento de técnicas para análise de eficiência de empresas (LOVELL et al., 1988). De acordo com os autores, a aplicação empírica de técnicas de análise de eficiência a diferentes contextos é considerada uma linha de estudo importante e que se desenvolve rapidamente. Segundo Homem de Souza (2003), tanto eficiência quanto produtividade são indicadores de sucesso, medidas de desempenho por meio das quais as empresas são avaliadas. A produtividade de uma unidade produtiva é entendida como relação entre as quantidades de seus produtos e insumos. Esta varia devido a diferenças na tecnologia de produção, na eficiência dos processos de produção e no ambiente em que ocorre a produção. Quanto à eficiência de uma unidade produtiva, esta é entendida como uma comparação entre valores observados e valores ótimos de insumos e produtos. 10 O método paramétrico que utilizaremos será a Regressão Linear, que, conforme Stevenson (1981) constitui uma tentativa de estabelecer uma equação matemática linear (linha reta) que descreve o relacionamento entre duas variáveis. A análise da correlação e regressão compreende a análise de dados amostrais para saber se e como duas ou mais variáveis estão relacionadas uma com a outra numa amostra. A análise de correlação mede o grau de relacionamento entre duas variáveis. Ainda segundo o autor, a equação gerada através de regressão linear pode ser usada para estimar valores futuros de uma variável quando se conhecem ou se supõem conhecidos valores da outra variável. Todavia, nem toda a situação que envolva duas variáveis são bem aproximadas por uma equação linear, nesse caso, deve-se buscar modelos não-lineares, o que não é relevante para este estudo. A equação linear é uma estimativa da relação populacional, e fica assim representada: y = a + bx + e Onde, a é o ponto de intersecção da reta com o eixo vertical, e, b representa a inclinação, mede o efeito de uma variação da(s) variável(is) independente(s) sobre a variável dependente. Stevenson (1981) diz que a reta de regressão calculada pode ser encarada como uma estimativa da relação real, porém desconhecida, que existe entre as duas variáveis na amostra. A dispersão (representada pela letra e) ocorre porque não há um relacionamento perfeito entre as duas variáveis na população. Segundo Pindyck e Rubinfeld (2002), este termo de erro representa a influência coletiva de quaisquer variáveis omitidas no modelo que também possam afetar a variável dependente. É muito improvável que se consiga obter uma descrição perfeita e, conseqüentemente, sempre haverá dispersão. Com a dispersão percebemos que para qualquer valor de x, haverá muitos valores possíveis de y. Quanto maior a dispersão, menor é a precisão das estimativas de regressão, e menor será a correlação. Note que no gráfico os pontos têm uma relação, seria fácil traçar uma reta entre estes pontos. Os pontos que ficam mais distantes da reta fazem parte da dispersão. Gráfico 1 – Dispersão dos pontos de uma amostra qualquer Conforme Pindyck e Rubinfeld (2002), o critério de melhor ajuste para escolher os valores dos parâmetros da regressão (para ajustar uma linha reta a um conjunto de pontos) é o método dos mínimos quadrados, pois minimiza a soma dos quadrados dos resíduos, ou seja, das diferenças entre os valores reais das variáveis dependentes e os valores ajustados. Para cada ponto de dados, o resíduo da regressão corresponde à 11 diferença entre o valor real e o valor encontrado da variável dependente. Os valores dos parâmetros são escolhidos de modo que, quando todos os resíduos são elevados ao quadrado e somados, a soma resultante é minimizada. Stevenson (1981), demonstra que a reta resultante minimiza a soma dos quadrados dos desvios dos pontos em relação à reta. O valor que é minimizado é: Σ (yi – yc)2 Onde: yi = um valor observado de y. yc = o valor calculado de y utilizando-se a equação de mínimos quadrados com o valor de x correspondente a yi. De acordo com Stevenson (1981) a correlação (r) indica até que ponto os valores de uma variável estão relacionados com os de outra. Quando r = 0, há ausência de correlação. Se r > 0, há relacionamento positivo entre as variáveis, ou seja, valores altos de uma variável correspondem a valores altos da outra. E, se r < 0, há relacionamento negativo (inverso) entre as variáveis (a valores altos de uma variável correspondem valores baixos da outra). “O valor de r pode ser enganoso. Uma estatística mais significante é r2, o coeficiente de determinação, que dá a porcentagem de variação numa variável que é ‘explicada’ estatisticamente pela variação na outra variável” (STEVENSON, 1981, p. 373). Este coeficiente serve de medida da associação coletiva para todas as variáveis independentes consideradas em conjunto no caso de correlação múltipla (quando se tem mais de uma variável independente, ou explanatória, numa análise de correlação). Pindyck e Rubinfeld (2002) dizem que os modelos de regressão podem ser utilizados para prever valores futuros da variável dependente. O ajuste global da equação de regressão pode ser avaliado utilizando-se o r2 (se este for igual a 1 significa que as variáveis independentes descrevem perfeitamente a variação ocorrida na variável dependente). Método Não-Paramétrico Página 5: [25] Formatado UFRRJ 26/3/2007 10:48:00 Recuo: Primeira linha: 1,25 cm, Espaço Antes: 0 pt, Depois de: 0 pt, Espaçamento entre linhas: simples Página 5: [26] Formatado Marcelo Alvaro 16/1/2007 20:07:00 Recuo: Primeira linha: 0 cm, Espaço Antes: 0 pt, Depois de: 0 pt, Espaçamento entre linhas: simples Página 5: [27] Formatado UFRRJ 26/3/2007 10:48:00 Recuo: Primeira linha: 1,25 cm, Espaço Antes: 0 pt, Depois de: 0 pt, Espaçamento entre linhas: simples Página 8: [28] Excluído Marcelo Alvaro 16/1/2007 19:59:00 Para Camargo Jr. et al. (2004), análises de eficiências de sistemas produtivos implicam no estudo e no levantamento de fronteiras de produção, que apresentam o conjunto de unidades produtivas que, dado um paradigma tecnológico, obtém máxima quantidade de produto para um conjunto de insumos e são consideradas eficientes quando comparadas a outras unidades de produção similares. A fronteira obtida simplesmente retrata eficiências relativas entre as várias unidades produtivas analisadas, não podendo ser encarada como a verdadeira fronteira eficiente para todo o setor estudado. A fronteira poderá se alterar com a introdução e/ou retirada de quaisquer empresas do modelo construído. 12 A fronteira, destacam os autores, separa duas regiões: a de inviabilidade tecnológica, já que não seria possível, dada as restrições tecnológicas do momento, alcançar um nível de produção maior que aquele da fronteira para um dado nível de alocação de fatores de produção e a região de ineficiência, que contém organizações que apresentam um nível de produção menor que aquele da fronteira, para um dado conjunto de fatores de produção. Uma medida de ineficiência pode ser considerada como a distância entre a observação da unidade ineficiente e a fronteira. Para analisar corretamente as funções de produção é preciso eliminar as ineficiências, projetando as unidades ineficientes para a fronteira eficiente. Feito isso, pode-se estimar a função de produção, a qual expressará melhor as relações entre insumos e produto, já desprovida de ineficiência. Segundo Macedo (2004a), os modelos utilizados, desenvolvidos a partir do DEA, são capazes de conjugar em um único índice vários indicadores de natureza diferentes para a análise do desempenho organizacional. Pode-se perceber, então, que a modelagem possui as características de trabalhar diversas variáveis sem a necessidade de convertê-las para um padrão comum de unidade e de apoiar o processo decisório com uma técnica de natureza multicritério e, portanto, mais capaz de modelar a complexidade do mundo real. Página 9: [29] Excluído Marcelo Alvaro 16/1/2007 20:08:00 Dos métodos paramétricos, utilizando dados agrícolas, ressalta-se a estimação de fronteira via modelos econométricos. De acordo com Homem de Souza (2003), Kumbhakar et al. (1989) estimaram função de produção de fronteiras estocásticas utilizando dados de 116 fazendas produtoras de leite de Utah, EUA. Os resultados indicaram associação positiva entre anos de estudo e produtividade. A partir de estimação de uma função de produção de fronteira CobbDouglas estocástica, Bravo-Ureta e Rieger (1991) concluíram, com dados de uma amostra de 511 produtores de leite de Nova Inglaterra (EUA) do ano de 1984, que os níveis das medidas de eficiência técnica, eficiência alocativa e eficiência média não eram muito diferentes, e que os mesmos não eram marcantemente afetados por tamanho da fazenda, educação, extensão e experiência, apesar de algumas relações estatisticamente significativas. Página 9: [30] Formatado UFRRJ 7/3/2007 17:22:00 Espaço Antes: 0 pt, Depois de: 0 pt, Espaçamento entre linhas: simples Página 9: [31] Formatado UFRRJ 26/3/2007 10:50:00 Recuo: Primeira linha: 1,25 cm, Espaço Antes: 0 pt, Depois de: 0 pt, Espaçamento entre linhas: simples Página 9: [32] Formatado UFRRJ 7/3/2007 17:22:00 Espaço Antes: 0 pt, Depois de: 0 pt, Espaçamento entre linhas: simples Página 11: [33] Excluído Marcelo Alvaro 16/1/2007 20:14:00 O modelo DEA, apresenta algumas desvantagens em comparação às técnicas paramétricas. É muito sensível à existência de observações destoantes, e erros de medida e ruídos estatísticos, em geral, podem comprometer o próprio cálculo da fronteira (BAUER, 1990). Página 11: [34] Formatado UFRRJ 26/3/2007 10:42:00 Justificado, Espaço Antes: 0 pt, Depois de: 0 pt, Espaçamento entre linhas: simples Página 11: [35] Alterar Família 27/11/2006 14:22:00 UFRRJ 7/3/2007 17:52:00 Marcadores e numeração formatados Página 11: [36] Excluído 13 Página 11: [37] Formatado UFRRJ 26/3/2007 10:42:00 UFRRJ 26/3/2007 10:42:00 UFRRJ 7/3/2007 17:22:00 Todas em maiúsculas, Kern em 14 pt Página 11: [38] Formatado Fonte: 12 pt, Kern em 14 pt Página 11: [39] Formatado Espaço Antes: 0 pt, Depois de: 0 pt, Espaçamento entre linhas: simples Página 11: [40] Formatado UFRRJ 26/3/2007 10:51:00 Recuo: Primeira linha: 1,25 cm, Espaço Antes: 0 pt, Depois de: 0 pt, Espaçamento entre linhas: simples Página 11: [41] Formatado UFRRJ 7/3/2007 17:22:00 Espaço Antes: 0 pt, Depois de: 0 pt, Espaçamento entre linhas: simples Página 11: [42] Excluído Marcelo Alvaro 16/1/2007 19:53:00 De acordo com Macedo (2005), Shafiq e Rehman (2000) dizem que para interpretar o nível de eficiência dos produtores e projetar ações futuras para melhoria de seus desempenhos é preciso ter cuidado, principalmente, com a natureza do processo produtivo da cultura sob análise. Por conta disso, é tão importante ter uma amostra o mais homogênea possível. Erros de informação poderão invalidar os resultados, levando a conclusões equivocadas. Página 11: [43] Formatado UFRRJ 26/3/2007 10:52:00 Recuo: Primeira linha: 1,25 cm, Espaço Antes: 0 pt, Depois de: 0 pt, Espaçamento entre linhas: simples Página 11: [44] Excluído UFRRJ 8/3/2007 08:52:00 Utilização do Método Paramétrico Quando se têm três ou mais variáveis envolvidas trabalhamos com Regressão Múltipla, onde uma variável é dependente e as demais são independentes. 14 Neste estudo a variável dependente é o produto e as variáveis independentes são os insumos. A especificação das variáveis independentes dos produtores rurais pesquisados segue abaixo: - Variável X1: Custos de Medicamento (total de medicamentos medido em R$/mês). - Variável X2: Custos de Mão-de-Obra (mede, em R$/mês, o gasto com mãode-obra). - Variável X3: Custos de Alimentação (mede o custo com diversos tipos de alimentação gasto por mês (quantidade x valor unitário), expresso em Reais (R$)). - Variável X4: Outros Custos (mede custos com manutenção, assistência técnica, luz e telefone além de custos variados, medido em R$/mês). Já a produção (variável dependente) será medida em litros de leite produzido por cada produtor no mês. Para obter a equação de regressão, utilizam-se as técnicas dos mínimos quadrados, embora do ponto de vista prático sejam convenientes soluções por computador, pois os cálculos são trabalhosos, para tanto utilizamos o programa Excel® do Windows. Através da Ferramenta “Análise de Dados” é possível gerar os resultados de Regressão e Correlação. Os valores das variáveis de cada produtor foram disponibilizados numa planilha, sendo uma planilha para cada mês. Após ser selecionada a opção “Regressão”, selecionamos o intervalo y (produto) e o intervalo x (insumos) na nova janela, conforme figura abaixo: Figura 1 – Tela do Excel®, ferramenta REGRESSÃO A própria ferramenta nos dá a opção de escolher em qual célula gostaríamos que os resultados fossem disponibilizados. Depois disso, utilizamos a ferramenta 15 “Correlação”, selecionando todas as variáveis como intervalo de entrada, conforme figura 2. Figura 2 – Tela do Excel®, ferramenta CORRELAÇÃO Os resultados são apresentados na mesma planilha (na célula indicada anteriormente) da forma que mostra a figura a seguir. 16 Figura 3 – Resultado da Regressão apresentado pelo programa Excel® A partir dos coeficientes gerados foi montada a equação de regressão, como aparece na linha 39 da planilha na figura 3. As figuras 1, 2 e 3 apresentam valores referentes ao mês de Setembro de 2004. Utilização do Método Não-Paramétrico Página 11: [45] Excluído Marcelo Alvaro 16/1/2007 20:17:00 Marcelo Alvaro 16/1/2007 20:19:00 (Unidade Tomadora de Decisão) Página 11: [46] Formatado Recuo: Primeira linha: 0 cm, Espaço Antes: 0 pt, Depois de: 0 pt, Espaçamento entre linhas: simples Página 2: [47] Formatado UFRRJ 26/3/2007 11:08:00 UFRRJ 30/3/2007 09:30:00 UFRRJ 30/3/2007 09:30:00 UFRRJ 26/3/2007 10:52:00 À direita: 0,63 cm Página 2: [48] Formatado Fonte: Não Negrito Página 2: [48] Formatado Fonte: Não Negrito, Itálico Página 12: [49] Formatado Recuo: Primeira linha: 1,25 cm, Espaço Antes: 0 pt, Depois de: 0 pt, Espaçamento entre linhas: simples, Tabulações: Não em 1,25 cm + 2,5 cm + 3,75 cm + 4,99 cm + 6,24 cm + 7,49 cm + 8,74 cm + 9,99 cm + 11,24 cm + 12,49 cm + 13,74 cm + 14,9 Página 12: [50] Excluído UFRRJ 8/3/2007 08:53:00 Há uma regra prática que diz que o número de unidades deve ser, no mínimo, duas vezes o número de insumos e produtos. 17 Página 12: [51] Formatado UFRRJ 26/3/2007 14:50:00 UFRRJ 8/3/2007 08:55:00 Fonte: Itálico Página 12: [52] Excluído Em cada um dos meses pôde-se perceber que os melhores produtores são aqueles que possuem um desempenho multicriterial superior. Página 12: [53] Excluído UFRRJ 8/3/2007 08:56:00 UFRRJ 8/3/2007 08:56:00 UFRRJ 8/3/2007 08:56:00 UFRRJ 8/3/2007 08:56:00 UFRRJ 8/3/2007 08:56:00 ou Página 12: [53] Excluído ude Página 12: [54] Excluído e Página 12: [54] Excluído ass Página 12: [55] Excluído O software SIAD foi programado para que a matriz de inserção de dados se ajustasse à nossa amostra, com o número exato de DMU’s, inputs e outputs que seriam utilizados. A partir dessa informação foi gerada a tela apresentada na figura 4, onde foram inseridos os valores referentes a cada variável, mês a mês. Foi selecionado também, como apresenta a figura, o modelo (CRS) e a orientação (input). Ao clicar em “Calcular”, o próprio sistema gera os valores de eficiência e pesos para cada DMU. Página 12: [56] Formatado UFRRJ 26/3/2007 14:51:00 À esquerda, Espaço Antes: 0 pt, Depois de: 0 pt, Espaçamento entre linhas: simples Página 12: [57] Excluído UFRRJ 7/3/2007 17:54:00 Figura 4 – Tela do SIAD, entrada de dados. 18 Página 12: [58] Formatado UFRRJ 7/3/2007 17:22:00 Espaço Antes: 0 pt, Depois de: 0 pt, Espaçamento entre linhas: simples Página 12: [59] Formatado UFRRJ 26/3/2007 10:42:00 Justificado, Espaço Antes: 0 pt, Depois de: 0 pt, Espaçamento entre linhas: simples Página 12: [60] Alterar Família 27/11/2006 14:22:00 UFRRJ 26/3/2007 10:42:00 UFRRJ 7/3/2007 17:54:00 UFRRJ 7/3/2007 17:54:00 UFRRJ 26/3/2007 10:42:00 UFRRJ 7/3/2007 17:22:00 Marcadores e numeração formatados Página 12: [61] Formatado Todas em maiúsculas, Kern em 14 pt Página 12: [62] Excluído E Página 12: [62] Excluído D Página 12: [63] Formatado Fonte: 12 pt, Kern em 14 pt Página 12: [64] Formatado Espaço Antes: 0 pt, Depois de: 0 pt, Espaçamento entre linhas: simples Página 12: [65] Excluído UFRRJ 7/3/2007 17:54:00 Análise dos Resultados Obtidos Através do Método Paramétrico (Regressão Linear) Como explicado anteriormente, as ferramentas de Regressão do Excel® geram uma variedade de resultados. Nos quadros 1 e 2, são apresentados os resultados mais relevantes para este estudo, tais como o R-quadrado ajustado, o Coeficiente e a Correlação de cada um dos quatro inputs, respectivamente, mês a mês e também de todo o período. O coeficiente da equação de regressão demonstra o quanto R$1,00 investido em cada variável influencia na produção. Por exemplo, no quadro 1, para o período todo, vemos que a cada R$ 1,00 aplicado em medicamentos, há uma melhora na produção em, aproximadamente, 26 litros de leite. Quando o coeficiente apresenta valor negativo significa dizer que a variável influencia negativamente, prejudicando a produção. Analisando o resultado do período todo (quadro 1) vemos que apenas a variável X4 (Outros Custos) apresenta este coeficiente negativo, influenciando pouco nas unidades produtivas estudadas. Todavia, esta é uma variável difícil de ser analisada, pois reunimos nesta além dos custos em geral, alguns outros como manutenção, luz etc., o que faz o resultado não ser muito conclusivo. Notamos também, que a variável X2 (Mão-de-obra) não apresenta nenhum coeficiente negativo ao longo dos meses, logo, tem alta influência na produtividade e eficiência dos produtores, bem como a variável X3 (Alimentação), que apresenta coeficientes com valores negativos em poucos meses, e com valores muito baixos, sendo assim, a variável alimentação também influencia na produtividade desta amostra. Em contrapartida, percebemos que a variável X1 (Medicamentos) apresenta coeficiente negativo em cinco meses, em sua maioria em meses em que o R-quadrado ajustado é menor que o R-quadrado ajustado do período todo, significando que nestes 19 meses o valor investido em medicamentos não influenciou a produtividade. Quanto maior o R-quadrado ajustado, mais próximo da reta de regressão está o modelo, e mais próximo da realidade é o resultado apresentado. Vemos que o mês de Março/2005 é o mês que tem o R-quadrado ajustado maior, inclusive maior que o do período todo. Quanto mais próximo de 1 for este resultado, mais perfeitamente as variáveis independentes descrevem a variação ocorrida na variável dependente. E, o mês de Julho/2005 é o que apresenta pior regressão, além do coeficiente da variável X1 apresentar o valor de -60,54, sendo um mês de difícil leitura, tanto que o valor do coeficiente da variável X4 é o menor valor de toda a série de meses. Todavia, ao analisarmos o período como um todo, esta é a variável que apresenta maior coeficiente, sendo a que mais influencia na produção. Coeficientes R-quadrado Variável Variável Variável Variável ajustado X1 X2 X3 X4 0,828885 2,158519 4,303881 1,234039 -1,695274 Set/04 0,773040 -6,015785 4,033187 0,408038 3,253628 Out/04 0,857008 8,180727 4,362524 0,471041 0,803885 Nov/04 0,824395 12,769416 3,903760 -0,170842 -0,323931 Dez/04 0,641352 6,413536 2,983945 -0,026858 0,751081 Jan/05 0,807753 -7,197733 3,103064 1,454328 1,700351 Fev/05 0,946685 25,237097 1,856746 0,734781 -0,058093 Mar/05 0,698270 42,360871 0,059882 1,444526 3,239910 Abr/05 0,423387 51,064632 0,063047 1,525148 1,257844 Mai/05 0,376315 -2,374836 3,849450 -0,375741 0,953292 Jun/05 0,308607 -60,541283 4,603474 0,093113 -1,802209 Jul/05 0,494434 37,220132 2,077061 2,416157 1,831292 Ago/05 0,454151 -16,453724 2,470720 8,201652 5,039127 Set/05 Período 0,93251966 26,34170350 2,16270433 0,60548055 -0,05850353 Todo Quadro 1 – Resultado da Regressão Linear (R-quadrado ajustado e Coeficientes). Já a análise da correlação indica até que ponto os valores de uma variável estão relacionados com os de outra. No quadro 2 vemos que não há nenhuma variável que apresenta valor de correlação igual a zero, ou seja, nenhuma variável apresenta ausência de correlação com a produção. Quando analisamos o período todo vemos que as variáveis apresentam correlação positiva, logo, à valores altos de qualquer variável são associados valores altos de produção (variável dependente), exceto em quatro meses que apresentaram valores de correlação negativa para as variáveis X1 e X3 (Medicamentos e Alimentação), novamente em meses onde o R-quadrado ajustado apresenta valor muito baixo, inclusive no mês de Julho/2005, anteriormente já citado como um mês de difícil leitura. Neste quadro percebemos também que, no período todo, as variáveis X1 e X2 (Medicamentos e Mão-de-obra) são as que apresentam maiores valores, logo, a produção depende muito dos gastos com estas duas variáveis. Correlação 20 Set/04 Out/04 Nov/04 Dez/04 Jan/05 Fev/05 Mar/05 Abr/05 Mai/05 Jun/05 Jul/05 Ago/05 Set/05 Período Todo Variável X1 0,575056 0,472669 0,653223 0,630659 0,413799 0,764533 0,888383 0,819543 0,772792 0,584598 0,421189 0,604554 -0,071835 Variável X2 0,917936 0,830677 0,935262 0,921698 0,870810 0,886206 0,934691 0,831482 0,694253 0,784681 0,698097 0,754283 0,599690 Variável X3 0,027808 0,382771 0,097840 -0,227326 0,063881 0,360639 0,233594 0,244798 0,448731 0,333106 -0,122545 -0,007461 0,476630 Variável X4 0,211478 0,625661 0,439886 0,152436 0,272032 0,555209 0,346717 0,345077 0,417949 0,183706 0,386124 0,246534 0,349588 0,95087996 0,96566034 0,24960175 0,45413244 Página 12: [66] Formatado UFRRJ 26/3/2007 10:53:00 Recuo: Primeira linha: 1,25 cm, Espaço Antes: 0 pt, Depois de: 0 pt, Espaçamento entre linhas: simples Página 12: [67] Formatado Marcelo Alvaro 16/1/2007 20:32:00 Fonte: Itálico Página 12: [68] Excluído UFRRJ 7/3/2007 17:54:00 Quadro 2 – Resultado da Regressão Linear (Correlação) Análise dos Resultados Obtidos Através do Método Não-Paramétrico (DEA) O software SIAD gera quatro valores de eficiência: Eficiência Padrão (associa o valor de 100% à DMU (Unidade Tomadora de Decisão) mais eficiente), Eficiência Invertida (que destaca as piores DMU’s como 100%), Eficiência Composta (= eficiência padrão + (1 - eficiência invertida) dividido por 2) e Eficiência Composta* (relação entre o valor da eficiência composta de cada unidade e o valor da eficiência composta da unidade mais eficiente naquele mês). Neste estudo, será considerada a Eficiência Composta*, pois destaca a unidade mais eficiente como sendo a única que tem o valor da Eficiência Composta* igual a 1 (um), exceto no mês de Abril/2005 em que temos três DMU’s com Eficiência Composta igual a 1. Página 12: [69] Excluído Marcelo Alvaro 16/1/2007 20:34:00 a seguir, os resultados de eficiência obtidos nesta análise para cada produtor (DMU) Página 12: [70] Excluído Marcelo Alvaro 16/1/2007 20:34:00 , em ordem decrescente de eficiência, Página 12: [71] Excluído Marcelo Alvaro 16/1/2007 20:34:00 Marcelo Alvaro 16/1/2007 20:34:00 . É apresentado, também, Página 12: [72] Excluído 21 ideais. Em cada um dos meses pôde-se perceber que os melhores produtores são aqueles que possuem um desempenho multicriterial superior Percebe Página 12: [73] Excluído Marcelo Alvaro 16/1/2007 20:34:00 -se, ainda, que os produtores com maiores eficiências DEA-CRS Página 12: [74] Excluído Marcelo Alvaro 16/1/2007 20:34:00 (Retornos Constantes de Escala) ( Página 12: [75] Excluído Marcelo Alvaro 16/1/2007 20:34:00 necessitam de pequenas alterações em seus indicadores (insumos) para atingirem a performance máxima. Já aqueles com baixos índices de desempenho necessitam de reduções drásticas no uso de seus insumos, mantendo o nível de produção, para atingirem a eficiência máxima. Página 12: [76] Formatado UFRRJ 7/3/2007 17:22:00 Espaço Antes: 0 pt, Depois de: 0 pt, Espaçamento entre linhas: simples, Sem marcadores ou numeração Página 12: [77] Formatado UFRRJ 8/3/2007 09:09:00 Recuo: À esquerda: 1,9 cm, Deslocamento: 0,32 cm, Espaço Antes: 0 pt, Depois de: 0 pt, Espaçamento entre linhas: simples, Com marcadores + Nível: 1 + Alinhado em: 1,88 cm + Tabulação após: 2,52 cm + Recuar em: 2,52 cm, Não ajustar espaço entre o t Página 2: [78] Formatado UFRRJ 26/3/2007 11:08:00 UFRRJ 26/3/2007 11:06:00 UFRRJ 8/3/2007 09:44:00 À direita: 0,63 cm Página 2: [79] Formatado Fonte: Itálico Página 15: [80] Excluído DMU Eff. Todo Período DMU_3 81,3033% DMU_1 100,0000% DMU_1 80,5683% DMU_9 89,4667% DMU_9 77,1018% DMU_6 81,3657% DMU_6 76,8455% DMU_3 77,1804% DMU_2 68,0492% DMU_5 72,7334% DMU_5 67,5965% DMU_7 72,2919% DMU_4 62,9786% DMU_2 71,4040% DMU_7 61,6820% DMU_4 66,2073% DMU_10 55,8728% DMU_8 64,2843% DMU_8 54,5902% DMU_10 59,3672% DMU_11 53,2350% DMU_11 51,6467% Quadro 3 – Resultados DEA (Eficiência Média e de Todo o Período) Na média do período avaliado a mais eficiente foi a DMU 3. E quando tomamos por base as informações do período todo, a mais eficiente é a DMU 1. Conclusão esta que já poderíamos pressupor quando vimos que a DMU 1 destacou-se entre as 5 mais eficientes por onze vezes. Página 15: [81] Formatado Eff. Média UFRRJ DMU 8/3/2007 09:46:00 Centralizado, Recuo: Primeira linha: 0 cm, Espaço Antes: 0 pt, Depois de: 0 pt, Espaçamento entre linhas: simples Página 2: [82] Formatado UFRRJ 26/3/2007 11:08:00 22 À direita: 0,63 cm Página 2: [83] Formatado UFRRJ 30/3/2007 09:30:00 UFRRJ 30/3/2007 09:30:00 UFRRJ 7/3/2007 17:22:00 Fonte: Não Negrito Página 2: [83] Formatado Fonte: Não Negrito, Itálico Página 16: [84] Formatado Espaço Antes: 0 pt, Depois de: 0 pt, Espaçamento entre linhas: simples Página 16: [85] Formatado UFRRJ 26/3/2007 10:54:00 Recuo: Primeira linha: 1,25 cm, Espaço Antes: 0 pt, Depois de: 0 pt, Espaçamento entre linhas: simples Página 16: [86] Excluído UFRRJ 8/3/2007 09:15:00 Foi realizado, ainda, o estudo da variação no uso dos inputs e do output, de cada DMU, na série de meses da análise, calculando a diferença entre o maior e o menor valor daquela variável. O quadro 4 apresenta os valores destas variações. Podemos chamar a atenção para as DMU’s 2, 6 e 10, que tiveram variações significativas. Para o input 1 a DMU que mais variou seus valores foi a DMU 2 seguida da 6. Esta também foi a que teve maior variação no input 2 (seguida da DMU 10) e no input 3 (seguida da DMU 7). No input 4 ela foi superada apenas pela DMU 10, e no output, superada pela DMU 6. A DMU que menos variou seus valores foi a DMU 8, que teve menor variação nos inputs 2 e 4, além do output. Para o input 1 a que menos variou foi a DMU 9, e para o input 3 foi a DMU 6. Output Input 1 Input 2 Input 3 Input 4 DMU_1 4513 78 340 1925 986 DMU_2 6694 443 1370 5231 1285 DMU_3 5510 178 320 1392 640 DMU_4 3077 109 460 1293 1000 DMU_5 3466 59 270 1191 250 DMU_6 9478 329 213 599 458 DMU_7 1835 149 360 2339 730 DMU_8 1570 54 5 1267 80 DMU_9 2493 10 300 1418 270 DMU_10 3222 162 1045 1235 1303 DMU_11 5914 100 700 822 385 Quadro 4 – Variação do output e inputs na série de meses Página 16: [87] Formatado UFRRJ 7/3/2007 17:22:00 Espaço Antes: 0 pt, Depois de: 0 pt, Espaçamento entre linhas: simples Página 16: [87] Formatado UFRRJ 7/3/2007 17:22:00 Espaço Antes: 0 pt, Depois de: 0 pt, Espaçamento entre linhas: simples Página 16: [88] Formatado UFRRJ 7/3/2007 17:22:00 UFRRJ 7/3/2007 17:22:00 Fonte: 12 pt Página 16: [89] Formatado Espaço Antes: 0 pt, Depois de: 0 pt, Espaçamento entre linhas: simples 23 Página 16: [90] Formatado UFRRJ 26/3/2007 10:42:00 Justificado, Espaço Antes: 0 pt, Depois de: 0 pt, Espaçamento entre linhas: simples Página 16: [91] Alterar Família 27/11/2006 14:22:00 Página 16: [92] Excluído UFRRJ 7/3/2007 17:54:00 Página 16: [93] Formatado UFRRJ 26/3/2007 10:42:00 UFRRJ 26/3/2007 10:42:00 UFRRJ 26/3/2007 10:42:00 UFRRJ 7/3/2007 17:22:00 Marcadores e numeração formatados Kern em 14 pt Página 16: [93] Formatado Todas em maiúsculas, Kern em 14 pt Página 16: [93] Formatado Fonte: 12 pt, Kern em 14 pt Página 16: [94] Formatado Espaço Antes: 0 pt, Depois de: 0 pt, Espaçamento entre linhas: simples Página 16: [95] Formatado UFRRJ 26/3/2007 10:54:00 Recuo: Primeira linha: 1,25 cm, Espaço Antes: 0 pt, Depois de: 0 pt, Espaçamento entre linhas: simples Página 16: [96] Excluído UFRRJ 8/3/2007 09:57:00 O processo de amostragem é não probabilístico, pois parte de um universo restrito. O grupo estudado abrange 11 produtores de Minas Gerais e do Rio de Janeiro, que disponibilizaram informações de custos e produção no período de Setembro de 2004 a Setembro de 2005. A solidez e a consistência dos resultados obtidos neste trabalho se dão pela não extrapolação dos dados a unidades que não pertençam à amostra. Página 16: [97] Excluído UFRRJ 8/3/2007 09:58:00 Paramétrico a Regressão Linear e como Método Página 16: [97] Excluído UFRRJ 8/3/2007 09:58:00 l independente para metodologia Regressão Linear, Página 16: [97] Excluído UFRRJ 8/3/2007 09:58:00 UFRRJ 19/3/2007 13:23:00 UFRRJ 8/3/2007 09:59:00 e Página 16: [98] Excluído para DEA Página 16: [98] Excluído E 24 Página 16: [98] Excluído UFRRJ 8/3/2007 09:59:00 dependente para Regressão Linear, e Página 16: [99] Excluído UFRRJ 8/3/2007 10:00:00 UFRRJ 8/3/2007 10:00:00 A Página 16: [99] Excluído de métodos paramétricos e não-paramétricos Página 16: [100] Excluído UFRRJ 8/3/2007 09:59:00 UFRRJ 8/3/2007 09:59:00 s Página 16: [100] Excluído Entretanto, a escolha entre os métodos não é trivial, porque são técnicas fundamentalmente distintas, gerando, assim, resultados diferentes (HOMEM DE SOUZA, 2003). Página 16: [101] Excluído UFRRJ 8/3/2007 10:01:00 A esta primeira modelagem coube verificar a importância de cada variável no sistema produtivo. E, através da modelagem não-paramétrica observou-se como cada DMU (Unidade Tomadora de Decisão) pôde combinar da melhor forma estas variáveis. Através da ferramenta Regressão, do programa Excel, calculamos os Coeficientes da equação de regressão, o R-quadrado ajustado e a Correlação entre as variáveis. O coeficiente demonstra o quanto R$1,00 investido em cada variável influencia na produção. Ao analisarmos o período todo, a variável Custos de Medicamentos é a variável que apresenta maior coeficiente, sendo a que mais influencia na produção. Quando analisamos mês a mês damos destaque para a variável Custos de Mão-de-obra, que não apresentou valor negativo. Quando o coeficiente apresenta valor negativo, implica dizer que a variável influencia de forma negativa a produção, como aconteceu com a variável Outros Custos, quando analisado o período todo. Mas, este resultado não é muito conclusivo, pois a variável em questão é de difícil leitura, por ter sido reunido nesta variável valores como custos com manutenção, luz, telefone, etc. Já a Correlação indica o quanto os valores de uma variável estão relacionados com os de outra. Quando analisamos o período todo vemos que as variáveis apresentam correlação positiva, logo, à valores altos de qualquer variável são associados valores altos de produção. A produção depende, em especial, das variáveis Custos de Medicamentos e Custos de Mão-de-obra, pois são as variáveis que aparecem com valores maiores quando analisado o período todo. Também a Página 16: [102] Excluído UFRRJ 8/3/2007 10:01:00 UFRRJ 8/3/2007 10:01:00 UFRRJ 8/3/2007 10:02:00 e programa de computador, o Página 16: [103] Excluído am Página 16: [103] Excluído Foi utilizado o modelo DEA-CRS (Retornos Constantes de Escala), com orientação insumo. Página 16: [104] Excluído UFRRJ 8/3/2007 10:03:00 Estas DMU’s aparecem nestas situações também, quando calculamos a eficiência média entre os meses analisados. Página 2: [105] Formatado UFRRJ 26/3/2007 11:08:00 UFRRJ 30/3/2007 09:30:00 À direita: 0,63 cm Página 2: [106] Formatado 25 Fonte: Não Negrito Página 2: [106] Formatado UFRRJ 30/3/2007 09:30:00 UFRRJ 8/3/2007 09:15:00 Fonte: Não Negrito, Itálico Página 17: [107] Excluído Realizamos, ainda, um estudo da variação no uso dos inputs e do output, de cada DMU, calculando a diferença entre o maior e o menor valor daquela variável em cada mês. Podemos chamar a atenção para as DMU’s 2, 6 e 10, que tiveram variações significativas. Página 17: [107] Excluído UFRRJ 8/3/2007 10:03:00 UFRRJ 8/3/2007 10:03:00 UFRRJ 8/3/2007 10:03:00 UFRRJ 8/3/2007 10:03:00 UFRRJ 8/3/2007 10:03:00 UFRRJ 8/3/2007 10:04:00 UFRRJ 8/3/2007 10:04:00 UFRRJ 8/3/2007 10:04:00 UFRRJ 8/3/2007 10:04:00 UFRRJ 8/3/2007 10:04:00 UFRRJ 7/3/2007 17:22:00 s Página 17: [107] Excluído s Página 17: [107] Excluído ram Página 17: [108] Excluído s Página 17: [108] Excluído propuseram Página 17: [109] Excluído monografia Página 17: [109] Excluído comparar Página 17: [109] Excluído paramétricos e Página 17: [110] Excluído da economia Página 17: [110] Excluído de repente, Página 17: [111] Formatado Espaço Antes: 0 pt, Depois de: 0 pt, Espaçamento entre linhas: simples Página 17: [112] Formatado UFRRJ 26/3/2007 10:42:00 Justificado, Espaço Antes: 0 pt, Depois de: 0 pt, Espaçamento entre linhas: simples Página 17: [113] Alterar Família 27/11/2006 14:22:00 UFRRJ 7/3/2007 17:55:00 Marcadores e numeração formatados Página 17: [114] Excluído 26 Página 17: [115] Formatado UFRRJ 26/3/2007 10:42:00 UFRRJ 26/3/2007 10:42:00 UFRRJ 26/3/2007 10:42:00 UFRRJ 7/3/2007 17:22:00 Kern em 14 pt Página 17: [115] Formatado Todas em maiúsculas, Kern em 14 pt Página 17: [115] Formatado Fonte: 12 pt, Kern em 14 pt Página 17: [116] Formatado Espaço Antes: 0 pt, Depois de: 0 pt, Espaçamento entre linhas: simples Página 17: [117] Formatado UFRRJ 7/3/2007 17:22:00 Recuo: À esquerda: 0 cm, Deslocamento: 0,32 cm, Espaço Antes: 0 pt, Depois de: 0 pt, Espaçamento entre linhas: simples, Com marcadores + Nível: 1 + Alinhado em: 0,63 cm + Tabulação após: 1,27 cm + Recuar em: 1,27 cm, Tabulações: 0,32 cm, Tabulaçã Página 17: [118] Excluído UFRRJ 12/3/2007 11:41:00 BAUER, P. W. Recent developments en the econometrics estimation of frontiers. Journal of Econometrics, v. 46, n. 1/2, p. 29-56, Oct./Nov. 1990. In: HOMEM DE SOUZA, D. P. Avaliação de Métodos Paramétricos e Não Paramétricos na Análise da Eficiência da Produção de Leite. Tese de Doutorado em Economia Aplicada. ESALQ/USP, Piracicaba, 2003. Página 17: [119] Formatado Marcelo Alvaro 11/3/2007 13:59:00 Marcelo Alvaro 11/3/2007 13:59:00 Marcelo Alvaro 11/3/2007 13:59:00 Marcelo Alvaro 11/3/2007 14:00:00 Realce Página 17: [119] Formatado Português (Brasil), Realce Página 17: [119] Formatado Realce Página 17: [120] Excluído BRAVO-URETA, B.E., RIEGER, L. Dairy farm efficiency measurement using stochastic frontiers and neoclassical duality. American Journal of Agricultural Economics, v. 73, n.2, p. 421-428, May 1991. Página 17: [121] Excluído Marcelo Alvaro 11/3/2007 14:02:00 CAMARGO Jr., A. S.; MATIAS, A. B.; MARQUES, F. T. Desempenho dos Bancos Comerciais e Múltiplos de Grande Porte no Brasil. In: Congresso Latino-Americano de escolas de Administração, 39, 2004, San Domingo, República Dominicana. Anais do XXXIX CLADEA. San Domingo/República Dominicana: CLADEA, 2004. 1 CD. Página 17: [122] Excluído UFRRJ 12/3/2007 11:46:00 Página 17: [122] Excluído UFRRJ 19/3/2007 13:20:00 Página 17: [123] Excluído Marcelo Alvaro 11/3/2007 14:00:00 Página 17: [123] Excluído Marcelo Alvaro 11/3/2007 15:04:00 1 27 , Página 2: [124] Formatado UFRRJ 26/3/2007 11:08:00 UFRRJ 7/3/2007 17:22:00 À direita: 0,63 cm Página 18: [125] Formatado Recuo: À esquerda: 0 cm, Deslocamento: 0,32 cm, Espaço Antes: 0 pt, Depois de: 0 pt, Espaçamento entre linhas: simples, Com marcadores + Nível: 1 + Alinhado em: 0,63 cm + Tabulação após: 1,27 cm + Recuar em: 1,27 cm, Tabulações: 0,32 cm, Tabulaçã Página 18: [126] Excluído Marcelo Alvaro 11/3/2007 14:01:00 KUMBHAKAR, S. C.; BISWAS, B.; BAILEY, D. V. A study of economic efficiency of Utah dairy farmers: a system approach .The Review of Economics and Statistic, v.71, n.4, p. 595-604, Nov. 1989. In: HOMEM DE SOUZA, D. P. Avaliação de Métodos Paramétricos e Não Paramétricos na Análise da Eficiência da Produção de Leite. Tese de Doutorado em Economia Aplicada. ESALQ/USP, Piracicaba, 2003. Página 2: [127] Formatado UFRRJ 26/3/2007 11:08:00 UFRRJ 8/3/2007 10:05:00 À direita: 0,63 cm Página 19: [128] Excluído 28 ANEXOS 1. Resultados DEA para o mês de Setembro/2004 2. Resultados DEA para o mês de Outubro/2004 3. Resultados DEA para o mês de Novembro/2004 4. Resultados DEA para o mês de Dezembro/2004 5. Resultados DEA para o mês de Janeiro/2005 6. Resultados DEA para o mês de Fevereiro/2005 7. Resultados DEA para o mês de Março/2005 8. Resultados DEA para o mês de Abril/2005 9. Resultados DEA para o mês de Maio/2005 10. Resultados DEA para o mês de Junho/2005 11. Resultados DEA para o mês de Julho/2005 12. Resultados DEA para o mês de Agosto/2005 13. Resultados DEA para o mês de Setembro/2005 14. Resultados DEA para o período todo Página 19: [129] Formatado UFRRJ 7/3/2007 17:22:00 Justificado, Recuo: À esquerda: 0 cm, Espaço Antes: 0 pt, Depois de: 0 pt, Espaçamento entre linhas: simples 29