Gráficos e Funções
Alex Oliveira
Allysson Lacerda
Noção de Função
O conceito de função é um dos mais importantes da matemática.
Vejamos alguns exemplos:
o Número de litros de gasolina e preço a pagar.
Números de litros
Preço a pagar
1
2,30
2
4,60
3
6,90
x
2,30x
Nesse caso, temos:
P = 2,30x, lei da função ou fórmula matemática da função.
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2
Noção de Função
o A distância percorrida em função do tempo.
Tempo(h)
1
2
3
t
Distância(km)
90
180
270
90t
Teremos:
D = 90t, lei da função ou equação da função.
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3
Noção de Função
o A máquina de dobrar
Entrada
Dobrar
1
2
3
3,5
5
x
Saída
2
4
6
7
10
2x
o Nesse caso, temos:
O número de saída n é igual a duas vezes o número de
entrada x. A lei da função é n = 2x.
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4
Noção de Função
Observe que em ambos os casos, o preço a
pagar e a distância percorrida são
determinados em função do número de
litros e do tempo, respectivamente. Onde:
o P = 2,30x
P é a variável dependente.
x é a variável independente.
o D = 90t
D é a variável dependente.
t é a variável independente.
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5
Vamos praticar...
Um cabeleireiro cobra R$12,00 pelo corte para clientes com
hora marcada e R$10,00 sem hora marcada. Ele sempre atende
por dia um número fixo de 6 clientes com hora marcada e um
certo número variável de clientes sem hora marcada. Qual a lei
que fornece a quantia Q arrecadada por dia em função de x.
 RESPOSTA: Como o cabeleireiro trabalha com um número fixo de 6
clientes com hora marcada por dia e cada cliente desse tipo paga R$12,00
pelo serviço, há uma arrecadação fixa de R$72,00 (resultado da
multiplicação de 6 por R$12,00). De maneira semelhante, para cada x
clientes sem hora marcada atendidos, como cada um paga R$10,00, ele
arrecada 10x (resultado da multiplicação de x por R$10,00). Perceba que
essa última quantia arrecadada é variável, pois depende do número de
clientes atendidos sem hora marcada. Portanto, se chamarmos de Q a
quantia total arrecadada, a lei da função que representa a quantia
arrecadada em relação a um certo número x de clientes sem hora marcada
é obtida pela soma das quantias variável e fixa, ou seja:
Q = 10x + 72
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6
Vamos praticar...
• Qual a quantia arrecadada num dia em
que foram atendidos 16 clientes?
Q = 10.10 + 12.6  Q = 100 + 72  Q = 172
A quantia arrecadada neste dia foi R$172,00.
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7
Vamos praticar...
• Qual foi o número de clientes atendidos num
dia em que foram arrecadados R$212,00?
O x representa a quantidade de clientes sem hora
marcada, logo o número de clientes atendidos será
a quantidade fixa de clientes com hora marcada
mais a quantidade de clientes sem hora marcada.
212 = 10x + 72  10x = 212 - 72  10x = 140
 x = 140/10  x = 14 (quatorze sem hora marcada)
C = 14 + 6  C = 20
20 clientes no total foram atendidos nesse dia.
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8
Noção de função em conjuntos
Vejamos a noção de função junto à nomenclatura de
conjuntos. Exemplo:
• Dados A e B, usando o diagrama de flechas devemos associar
cada elemento de A a seu triplo em B.
-1.
0.
1.
2.
A
. -6
xA
yB
. -3
-1
-3
.0
0
0
.3
1
3
2
6
.6
B
Nesse caso, temos uma função de A em B, expressa por y = 3x.
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9
Noção de função em conjuntos
Observa-se que para que tenhamos uma
função de A em B:
• Todos os elementos de A têm correspondentes
em B;
• A cada elemento de A corresponde um único
elemento em B.
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10
Vamos praticar...
Dados os conjuntos A e B, determine quais representam
uma função de A em B.
A
A
B
-2.
.0
-1.
.1
0.
.4
1.
.8
2.
.16
B
2.
.1
5.
.0
10.
.2
20.
A
0.
B
.2
.3
4.
.5
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11
Vamos praticar...
Analisaremos o diagrama de flechas abaixo:
A
-2.
.0
-1.
.1
0.
.4
1.
.8
2.
.16
B
o Observamos que para os elemento de A, há um
correspondente em B.
o A cada elemento de A corresponde um único elemento de B.
Observamos que há elementos em B que tem 2
correspondentes em A, mas isso não é problema. Logo,
temos uma função de A em B.
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12
Vamos praticar...
Trataremos o diagrama de flechas abaixo:
A
B
2.
.1
5.
.0
10.
.2
20.
o Observamos que para os elemento de A, há um
correspondente em B.
o A cada elemento de A corresponde um único elemento de B.
Observamos que há um elemento em B que tem 3
correspondentes em A, mas isso não é problema. Logo,
temos uma função de A em B.
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13
Vamos praticar...
Analisaremos o diagrama de flechas abaixo:
A
0.
B
.2
.3
4.
.5
o Observamos que para os elemento de A, há um
correspondente em B.
o Entretanto, há um elemento de A que corresponde a
mais de um único elemento de B. Sendo assim,
essa característica NÃO permite existir uma função de
A em B.
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14
Vamos praticar...
Podemos concluir então que:
A
-2.
.0
-1.
.1
0.
.4
1.
.8
2.
.16
B
A
B
2.
.1
5.
.0
10.
.2
20.
É uma função
É uma função
A
B
.2
0.
.3
4.
.5
Não é uma função
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15
Domínio
Dada uma função f de A em B, o conjunto A
chama-se domínio da função, pois representa
as entradas para a função f. Ou seja, os
valores que podem ser usados na função. O
domínio da função indicaremos por D(f).
0.
.0
.1
1.
.2
.3
2.
.4
.5
3.
.6
A
B
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16
Contradomínio
Dada uma função f de A em B, o conjunto B chama-se
contradomínio da função, pois representa as possíveis
saídas para a função f. Ou seja, os possíveis
resultados para quando aplicamos um valor do x do
domínio na função. O contradomínio da função
indicaremos por CD(f).
0.
.0
.1
1.
.2
.3
2.
.4
.5
3.
.6
A
B
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17
Imagem
Dada uma função f de A em B, o conjunto de todos
os valores de y obtidos através de x é chamado de
conjunto imagem da função f. Ou seja, ele é o
resultado de f(x), que representa os valores reais
obtidos quando aplicamos um x do domínio na
função e é indicado por Im(f).
0.
.0
.1
1.
.2
.3
2.
.4
.5
3.
.6
A
B
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18
Componentes de uma função
Para caracterizar uma função é necessário
conhecer seus três componentes: o domínio
A, o contradomínio B e a regra que associa
cada elemento de A apenas a um único
elemento y = f(x) de B.
Nos dados anteriores, o domínio é A = {0; 1;
2; 3}, o contradomínio é B = {0; 1; 2; 3; 4; 5;
6}, a regra é dada por y = 2x e o conjunto
imagem é dado por Im(f) = {0; 2; 4; 6}.
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19
Vamos praticar...
Considere g uma função de A em B, para a
qual A = {1; 3; 4}, B = {3; 9; 12} e g(x) é o triplo
de x para todos x  A.
• Construa o diagrama de flechas da função;
1.
.3
3.
.9
4.
.12
A
B
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20
Vamos praticar...
•
Determine D(g), CD(g) e Im(g);
o
De acordo com o diagrama de flechas dado, o conjunto A representa o
conjunto de todos os valores reais de x que podem ser aplicados na
função, caracterizando-se assim o domínio. Logo, D(g) = {1; 3; 4}.
o
De forma semelhante, o conjunto B representa o conjunto de todos os
possíveis valores que podem ser resultados da aplicação de x na
função, caracterizando-se assim o contradomínio. Logo, CD(g) = {3; 9;
12}.
o
Obtemos o conjunto imagem através da aplicação dos valores de x do
domínio da função em g. Como g(x) = 3x, aplicando:
o x = 1, g(1) = 3.1  g(1) = 3
o x = 3, g(3) = 3.3  g(3) = 9
o x = 4, g(4) = 3.4  g(4) = 12
Assim, Im(g) = {3; 9; 12}
Perceba que, neste caso, o conjunto imagem da função é igual ao
contradomínio. Isto nem sempre é verdadeiro, apenas em casos especiais
como este!
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21
Vamos praticar...
• Determine g(3);
Como g(x) = 3x, então para g(3), usa-se x = 3,
pois o 3 representa o valor que substituirá x,
assim:
g(3) = 3.3  g(3) = 9
• Determine x para o qual g(x) = 12.
Como g(x) = 3x, e segundo o enunciado para
g(x) utilizaremos 12, então:
g(x) = 3x  12 = 3x  x = 12/3  x = 4
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22
Funções definidas por fórmulas
• No início vimos uma correspondência
entre o número de litros e o preço a pagar
expressa por:
P = 2,30x
• Essa função pode ser expressa pela
fórmula matemática:
y = 2,30x ou f(x) = 2,30x
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23
Funções definidas por fórmulas
Numa indústria, o custo operacional de uma
mercadoria é composto de um custo fixo de
R$300,00 mais um custo variável de R$0,50 por
unidade fabricada. Vamos expressar, por meio de
uma fórmula matemática, a função do custo
operacional.
o Seja f(x) o custo operacional de uma mercadoria e x o
número de unidades fabricadas. Como a indústria
cobra um custo de R$0,50 por unidade fabricada, o
custo para x unidades fabricadas é 0,50x (o produto).
Ela também cobra uma custo fixo de R$300,00 na
fabricação. Assim, o custo operacional é dado soma
da parte variável com a fixa, f(x) = 0,50x + 300.
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24
Vamos praticar...
Uma firma que conserta televisores cobra uma
taxa fixa de R$40,00 de visita e mais R$20,00,
por hora de mão de obra. Então o preço que se
deve pagar pelo conserto de um televisor é
dado em função do número de horas de
trabalho. Determine essa função.
o Seja f(x) o preço a ser pago pelo conserto do televisor e
x o número de horas trabalhadas. Como a firma cobra
R$20,00 por hora trabalhada, o custo para x horas
trabalhadas é de 20x (o produto). Há também uma taxa
fixa de R$40,00 de visita. Logo, o custo total é dado pela
soma da parte variável com a fixa, f(x) = 20x + 40
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25
Vamos praticar...
Dada uma função cuja lei envolve mais de uma sentença
3𝑥 + 1 𝑝𝑎𝑟𝑎 𝑥 ≤ 2
f(x) =
. Vamos determinar:
𝑥2 𝑝𝑎𝑟𝑎 𝑥 > 2
•
f(5)
Para f(5), utilizaremos x = 5, pois o 5 representa o valor que substituirá x,
como 5 > 2 utilizaremos a segunda sentença, ou seja, x2. Assim:
f(x) = x2  f(5) = 52f(5) = 25
•
f(0)
Para f(0), utilizaremos x = 0, pois o 0 representa o valor que substituirá x,
como 0  2 utilizaremos a primeira sentença, ou seja, 3x + 1. Assim:
f(x) = 3x + 1  f(0) = 3.0 + 1  f(0) = 1
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26
Vamos praticar...
• f
5
2
5
𝟓
𝟓
Para f , utilizaremos x = , pois o representa o valor que
2
𝟐
𝟐
𝟓
substituirá x, como = 2,5; e 2,5  2 utilizaremos a segunda
𝟐
sentença, ou seja, x2. Assim:
f(x) = x2  f
• f
1
3
5
2
5 2

2
=
5
2
f
1
=
25
4
𝟏
𝟏
Para f , utilizaremos x = , pois o representa o valor que
3
𝟑
𝟑
𝟏
substituirá x, como  0,3; e 0,3 ≤ 2 utilizaremos a primeira
𝟑
sentença, ou seja, 3x + 1. Assim:
f(x) = 3x + 1  f
1
3
= 3.
1
3
+1f
1
3
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= 1+ 1  f
1
3
=2
27
Domínio de uma função real
Vimos que em uma função há três
componentes: domínio, contradomínio e
lei da função.
Às vezes, porém, é dada somente a lei da
função, sem que A e B sejam citados. Assim
para que possamos usar algum valor na
função é necessário saber se ele pertence
ao domínio da função.
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28
Domínio de uma função real
Vejamos alguns exemplos:
• f(x) =
1
𝑥
1
𝑥
só é possível se x  0, pois não existe divisão
por 0.
Assim, 0 (zero) não pode fazer parte do
domínio. Logo, D(f) = R – {0} = R*
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29
Domínio de uma função real
• g(x) = 3 − 𝑥
3 − 𝑥 só é possível se 3 – x  0, pois não há
raiz quadrada de número negativo.
3 – x  0  -x  - 3  x  3.
Assim, x  3 é o domínio da função. Portanto,
D(f) = {x  R | x  3}
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30
Domínio de uma função real
• h(x) =
7 −𝑥
𝑥 −2
7 − 𝑥 só é possível se 7 – x  0, pois não há
raiz quadrada de número negativo.
7 – x  0  - x  - 7  x  7.
𝑥 − 2 só é possível se x - 2 0, pois não há
raiz quadrada de número negativo e como
𝑥 − 2 é o denominador ele não pode ser nulo.
x - 2  0  x 2.
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31
Domínio de uma função real
• Devemos considerar o intervalo que satisfaz a
ambas ao mesmo tempo. Então faremos a
intersecção de x  7 e x  2.
7
7 −𝑥
2
𝑥 −2
7 −𝑥
2
7
𝑥 −2
• Assim, teremos como domínio o intervalo (2, 7] ou
2  x  7.
• Logo, D(f) = {x  R | 2  x  7}
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32
Vamos praticar...
Explicite o domínio das seguintes funções:
• f(x) =
1
𝑥 −6
Para que a função dada possa existir, o denominador
x – 6  0, pois não existe divisão por ZERO.
Logo, x – 6  0  x  6. D(f) = {x  R | x  6}
• y=
𝑥+1
𝑥
Para que a função dada anteriormente possa existir o
denominador x  0, pois não existe divisão por ZERO.
Logo, x  0. D(f) = {x  R | x  0} ou R*
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33
Vamos praticar...
• y=
3
𝑥
Dada a função, para qualquer que seja o x
existe um valor para sua raiz cúbica, pois tanto
para valores positivos quanto negativos a raiz
cúbica nos retorna um resultado. Sendo
diferente da raiz quadrada, que só retorna
resultado quando trata de valores positivos ou
nulo.
Logo, D(f) = {x  R} ou R
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34
Vamos praticar...
• g(x) =
𝑥 −2
𝑥 −3
x – 2  0  x  2.
x – 3  0  x 3.
𝑥 −2
2
3
𝑥 −3
𝑥 −2
𝑥 −3
2
3
Logo, o domínio da função é x  2 e x  3.
D(g) = {x  R | x  2 e x  3}
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35
Para que serve mesmo o domínio de uma função?
Como vimos o domínio de uma função representa as
entradas para a função, ou seja, os valores que podem ser
usados na função. Façamos um paralelo entre essa
definição e nossas experiências cotidianas. Por exemplo:
Se imaginarmos f como sendo um liquidificador, e usarmos
x como sendo frutas, esse liquidificador poderá nos retorna
um resultado f(x), então essas frutas (x) fazem parte do
domínio da função (liquidificador).
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36
Para que serve mesmo o domínio de uma função?
Entretanto, se usarmos uma pedra (x) a
função liquidificador não poderá processar
esse x (pedra), NÃO sendo possível obter
f(x). Sendo assim, o x (pedra) não faz parte
do domínio da função (liquidificador).

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37
Para que serve mesmo o domínio de uma função?
Concluímos então que, o domínio de uma
função serve para sabermos que
valores x podem ser usados na
função f para obtermos f(x).
Exercendo,
assim,
uma
importância
fundamental no estudo de funções.
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38
Gráficos
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39
Gráfico de uma função
• Em livros, revistas e jornais frequentemente
encontramos gráficos e tabelas que
procuram
retratar
uma
determinada
situação.
• Esses gráficos e tabelas, em geral,
representam FUNÇÕES, e por meio deles
podemos obter informações sobre a
situação que retratam, bem como sobre as
funções que representam.
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40
Gráfico de uma função: Definições
1. O Gráfico facilita à análise de dados,
que, muitas vezes, estão dispostos em
planilhas ou tabelas complexas.
2. Gráficos, consiste em recursos visuais
que facilitam a compreensão dos dados
expostos.
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41
Gráfico de uma função
• O gráfico de uma função auxilia na análise
da variação de duas (ou mais) grandezas
quando uma depende da outra.
• Analisemos o gráfico a seguir um gráfico
que mostra pontos de consumo de água
em uma residência (em porcentagem).
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42
Analisando gráficos
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43
Analisando gráficos
Analisando o gráfico, vemos que:
• O lavatório e o tanque consomem a mesma
quantidade de água;
• A bacia sanitária consome aproximadamente 5
vezes mais água do que o tanque;
• A bacia sanitária e o chuveiro são os que mais
consomem água;
• Desta lista, a máquina de lavar louças é o
aparelho que menos consome água.
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44
Vamos Praticar?
(Adaptado de Enem 2007) Explosões solares emitem
radiações eletromagnéticas muito intensas e ejetam,
para o espaço, partículas carregadas de alta energia,
o que provoca efeitos danosos na Terra. O gráfico
seguinte mostra o tempo transcorrido desde a
primeira detecção de uma explosão solar até a
chegada dos diferentes tipos de perturbação e seus
respectivos efeitos na Terra.
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45
Vamos Praticar?
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46
Vamos Praticar?
Considerando-se o gráfico, é correto afirmar que a
perturbação por ondas de rádio geradas em uma
explosão solar:
a) dura mais que uma tempestade magnética.
b) chega à Terra dez dias antes do plasma solar.
c) chega à Terra depois da perturbação por raios X.
d) tem duração maior que a da perturbação por
raios X.
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47
Resolução
a)
Duração inferior à 10 h
Duração de, aproximadamente10 dias
FALSA! Podemos perceber que a duração T das ondas
de rádio é tal que 1min<T<10h e a tempestade magnética
tem duração de, aproximadamente, dez dias.
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48
Resolução
ATENÇÃO!
Percebe-se, que este item ressalta a necessidade
de sabermos analisar gráficos que NÃO ESTÃO EM
ESCALA, deixando assim de confiarmos apenas na
nossa percepção visual de comprimento, e
passando analisar cuidadosamente todas as
informações de um gráfico!
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49
Resolução
b)
Diferença na Chegada é um pouco maior que 1 dia!
FALSA! Pelo esquema acima, analisando cuidadosamente o
eixo horizontal do gráfico percebemos que as perturbações
por ondas de rádio chegam na Terra, aproximadamente, um
dia antes do plasma solar.
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50
Resolução
c)
Diferença na Chegada é menor que 1 minuto!
FALSA! Pode-se perceber pelo esquema acima
que as perturbações por ondas de rádio e de raios
X chegam, praticamente, simultaneamente à Terra.
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51
Resolução
d)
Duração de pouco mais
de 10 min.
Duração superior à 1h.
d) VERDADEIRA. Percebam que a perturbação por raio X tem
duração de pouco mais de dez minutos, enquanto as
perturbações por ondas de raio dura algumas horas.
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52
Coordenadas cartesianas
• A notação (a,b) é usada para indicar o par
ordenado de números reais a e b, no qual o
número a é a primeira coordenada e o
número b é a segunda coordenada.
• Observe que os pares ordenados (3;4) e
(4;3) são diferentes, pois a primeira
coordenada de (3;4) é 3, enquanto a
primeira coordenada de (4;3) é 4.
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53
Sistema de Eixos Ortogonais
• Um sistema de eixos ortogonais é
constituído por dois eixos perpendiculares,
Ox e Oy, que têm a mesma origem O.
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54
Sistema de Eixos Ortogonais
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55
Sistema de Eixos Ortogonais
• Damos o nome de plano cartesiano a um
plano munido de um sistema de eixos
ortogonais.
• Os eixos ortogonais dividem o plano
cartesiano em quatro regiões chamadas
quadrantes. A figura a seguir ilustra melhor a
noção de quadrante.
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56
Sistema de Eixos Ortogonais
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57
Sistema de Eixos Ortogonais
• Usamos esse sistema para localizar pontos
no plano. Dado um ponto P desse plano,
dizemos que os números a e b são as
coordenadas cartesianas do ponto P, em
que a é a abscissa e b é a ordenada.
• Por exemplo, vamos localizar em um plano
cartesiano os pontos A(4;1), B(1;4), C(-2;-3),
D(2;-2), E(-1;0).
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58
Sistema de Eixos Ortogonais
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59
Construção de Gráficos de Funções
Para construirmos o gráfico de uma função
dada por y=f(x), com x ϵ D(f), no plano
cartesiano devemos:
1. Construir uma tabela com valores de x e y;
2. A cada par ordenado da tabela associar um
ponto do plano cartesiano;
3. Marcar o número suficiente de pontos, até
que seja possível esboçar o gráfico da
função.
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60
Exemplos
Vamos construir o gráfico da função dada por f(x)
= 2x+1, sendo o domínio D=(0,1,2,3,4).
Façamos uma tabelados valores de x e f(x), para
termos uma noção do comportamento da função.
x
y = f(x)
0
1
2
3
4
1
3
5
7
9
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61
Exemplos
• Diante dos valores
da tabela podemos
construir o gráfico
de f (gráfico ao
lado).
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62
Exemplos
Vamos construir o gráfico da função dada por
f(x) = 2x+1, sendo o domínio D = IR.
Façamos uma tabelados valores de x e f(x),
para termos uma noção do comportamento da
função.
x
y=f(x)
-2
-3
-1
-1
0
1
1
3
2
5
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63
Exemplos
• Diante dos valores
da tabela podemos
construir o gráfico
de f (gráfico ao
lado).
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64
Construção de Gráficos de Funções
R= Os domínios são diferentes
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65
Vamos Praticar?
(Enem 2007. Adaptado) O gráfico da página
seguinte, obtido a partir de dados do Ministério
do Meio Ambiente, mostra o crescimento do
número de espécies da fauna brasileira
ameaçadas de extinção.
Se mantida, pelos próximos anos, a tendência
de crescimento mostrada neste gráfico, o
número de espécies ameaçadas de extinção em
2011 será igual a:
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Vamos Praticar?
Alternativas:
a) 465.
b) 493.
c) 498.
d) 538.
e) 699.
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67
Resposta
Se observarmos o comportamento do gráfico,
notaremos que este pode ser modelado por uma
função do 1º grau, da forma f(x) = ax+b.
Admitindo f(x) como o número de espécies
ameaçadas de extinção, e x como seus
respectivos anos. Podemos escrever a equação
da reta que passa por dois pontos: P1(1983;239)
e P2(2007;461).
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68
Resposta
A partir destes dados podemos formar um
sistema de equações. Como f(x) = ax+b.
239  1983a  b L1
461  2007a  b L2
Vamos resolver este sistema 2X2:
L2 = L2 - L1
222=24a
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a=9,25
69
Resposta
Como já descobrimos o valor de a, podemos
encontrar, facilmente, o valor de b:
L1
239=1983*9,25+b
b = - 18103,75
Desta forma a função que procurávamos é:
f(x)=9,25x-18103,75.
Basta descobrir o valor de f(2011):
f(2011) = 9,25*2011-18103,75 = 498
Logo a alternativa correta é a C
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70
Função Crescente e Decrescente
De modo geral, analisando o gráfico de uma
função, podemos observar propriedades
importantes dela, tais como:
1. Onde ela é positiva (f(x)>0), onde ela é
negativa (f(x)<0) e onde ela se anula
(f(x)=0). Os valores de x nos quais ela se
anula (f(x)=0) são chamados de zero da
função f.
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71
Função Crescente e Decrescente
2. Onde ela é crescente (se x1<x2, então
f(x1)<f(x2)), onde ela é Decrescente (se
x1<x2, então f(x1)>f(x2)) e onde ela assume
um valor máximo ou um mínimo, se
existirem. Por exemplo, vamos considerar
o gráfico seguinte e analisá-lo no intervalo
(-6, 6).
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Função Crescente e Decrescente
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73
Analisando o Gráfico
 f é positiva em (-5,-1) e em (5,6);
 f é negativa em (-6,-5) e em (-1,5);
 f é nula em x=-5, x=-1 e x=5. Esses são os zeros
da função
 f é crescente em (-6,-3] e em [2,6);
 f é decrescente em [-3,2];
 O ponto com x=-3 é um ponto de máximo e f(x)=2 é
o valor máximo de f;
 O ponto com x=2 é um ponto de mínimo e f(x) = -3
é o valor mínimo de f.
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Vamos Praticar?
• Um rapaz desafia seu pai para uma
corrida de 100m. O pai permite que o filho
comece 30 m à sua frente. Um gráfico
bastante simplificado dessa corrida é dado
a seguir:
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Vamos Praticar?
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Vamos Praticar?
• Pelo gráfico, quem ganhou a corrida e
qual foi a diferença de tempo?
O pai chegou, aproximadamente, 14s após a largada
O garoto chegou, aproximadamente, 17s após a
largada
R= Portanto o Pai
Ganhou a corrida com
3s de diferença!
Esta linha verde representa a corrida garoto, pois no tempo inicial a distância vale 30m
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77
Vamos Praticar?
• A que distância do início o pai alcançou
seu filho?
70m
R= Como a ordenada do
ponto de intersecção
vale 70 m, logo o pai
ultrapassou o garoto
nesta distância.
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78
Vamos Praticar?
• Em que momento depois do início da
corrida ocorreu a ultrapassagem?
R= Como a abscissa do
ponto de intersecção
vale 10s, logo o pai
ultrapassou o garoto
neste momento.
10s
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Gráficos no Enem!
Gráfico de Setores/ Pizza
Vendas
1º Tri
•
O ângulo central de cada setor
está relacionado com a frequência
relativa de cada variável.
2º Tri
3º Tri
4º Tri
•
A
circunferência
(360º)
corresponderá a 100% da frenquência
relativa.
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Gráficos no Enem!
6
Gráfico de linhas
4
Série 1
2
Série 2
Série 3
0
1
2
3
4
•
Esses
Gráficos
são
muito
usados
principalmente para mostrar a evolução das
frequências dos valores de uma variável durante
um certo período.
•
A posição de cada segmento indica se
ocorreu crescimento, decréscimo ou estabilidade.
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Gráficos no Enem!
Gráfico de barras
•
Este
gráfico
é
normalmente usado para
comparar as frequências dos
valores de uma mesma
variável em um período
estabelecido.
•
2
Série 3
Série 2
Série 1
1
0
2
4
6
Esse é um dos Gráficos que mais aparecem na prova do ENEM.
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82
Para treinar mais...
Caiu no Enem- (Adaptado)
Essa era uma questão referente à uma pesquisa eleitoral.
Ela pedia apenas que calculasse o ângulo central referente
ao candidato Brizola.
1%
6%
Brizola
10%
Brancos e nulos
47%
14%
Basta
calcular
a
porcentagem de 360°:
Bittar
Resposta
Nelson
Ronaldo
22%
Jussara
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83
Para treinar mais...
(ENEM 2009 - Questão 136 – Prova Azul)
Dados
da
Associação
Nacional
de
Empresas
de Transportes Urbanos (ANTU) mostram que o número de
passageiros transportados mensalmente nas principais
regiões
metropolitanas
do
país
vem
caindo
sistematicamente. Eram 476,7 milhões de passageiros em
1995, e esse número caiu para 321,9 milhões em abril de
2001. Nesse período, o tamanho da frota de veículos
mudou pouco, tendo no final de 2008 praticamente o
mesmo tamanho que tinha em 2001.
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84
Para treinar mais...
O gráfico a seguir mostra um índice de produtividade utilizado
pelas empresas do setor, que é a razão entre o total de
passageiros transportados por dia e o tamanho da frota de
veículos.
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85
Para treinar mais...
Supondo
que
as
frotas
totais
de
veículos
naquelas regiões metropolitanas em abril de 2001 e
em outubro de 2008 eram do mesmo tamanho, os dados
do gráfico permitem inferir que o total de passageiros
transportados no mês de outubro de 2008 foi
aproximadamente igual a:
a) 355 milhões
b) 400 milhões
c) 426 milhões
d) 441 milhões
e) 477 milhões
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86
Resolução
Segundo o enunciado, o número de passageiros era 321,9
milhões em abril de 2001 e de acordo com o Gráfico neste
mesmo período tínhamos 400 passageiros transportados
por veículos.
Em outubro de 2008 o número de passageiros
transportados por veículos foi para 441. Precimaos
descobrir qual foi o número de passageiros nesse período.
Como o enunciado afirma que o tamanho da frota de
veículos mudou pouco, tendo no final de 2008
praticamente o mesmo tamanho que tinha em 2001. Basta
montar uma Regra de Três Simples.
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Resolução
Nº de passageiros p/ veículo Nº de passageiros (milhões)
400
441
321,9
x
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88
Para treinar mais...
ENEM 2010 - Questão 166 – Prova Rosa
Em sete de abril de 2004, um jornal publicou o ranking de
desmatamento,
conforme gráfico, da
Chamada Amazônia
Legal, integrada por
nove estados.
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89
Para treinar mais...
Considerando-se que até 2009 o desmatamento cresceu
10,5%
em
relação
aos
dados
de
2004,
o
desmatamento médio por estado em 2009 está entre
A) 100 km² e 900 km²
B) 1000 km² e 2700 km²
C) 2800 km² e 3200 km²
D) 3300 km² e 4000 km²
E) 4100 km² e 5800 km²
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Resolução
2004
Desmatamento total: 23750 Km²
2009 -> 100% + 10,5%= 110,5% de 23750 Km²=
110,5 . 23750 Km²
100
26243,75 Km²
26243,75
9
29,16 Km²
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91
Referências
• DANTE, L. R. Matemática: Ensino Médio. 1.ed. São Paulo:
Ática, 2004.
• NIEDERAUER,J.Z.
Funções.
Disponível
em:
<
http://www.somatematica.com.br/zips/funcoes1.zip>. Acesso
em:19 maio 2012.
_______. Função. Disponível em: <
http://www.matematicadidatica.com.br/Funcao.aspx >. Acesso
em:19 maio 2012.
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