TFG_Trabalho Final de Graduação
[Arquiteto]<Renato Lincoln>
Graduado em Arquitetura e Urbanismo pelo
Centro Universitário Filadélfia de LondrinaUniFil, Paraná_Brasil.
Começou sua carreira profissional realizando
estágios voluntariamente durante dois anos,
2004/05 no Projeto Casa Fácil [desenvolvendo projetos para pessoas de baixa
renda].
Foi selecionado em 2008 para o Prêmio Opera
Prima, Concurso Nacional de Trabalhos Finais
de Graduação em Arquitetura e Urbanismo,
com o projeto Cidade da Cultura do Estado de
SP - Reciclagem da Antiga Usina de Monte
Alegre em Piracicaba-SP, orientado pela
Doutora Juliana Harumi Suzuki.
Sempre buscando seu aprimoramento profissional, cursou um ano de especialização em
Architettura, Restauro e Valorizzazione, pela
Politécnica de Turím_Itália, enfocando os
seus estudos em "Restauro, adaptação e
reutilização de edifícios históricos e centros
urbanos".
Renato atualmente esta cursando um Máster
Universitário em Arquitetura y Patrimônio
Histórico pela Universidade de Sevilha
[Espnha], procurando adquirir e complementar capacidades e destrezas no conhecimento, na interpretação e na intervenção em
Patrimônio Histórico.
É o fundador do Studio de Arquitetura
Architetto, situado em Londrina, Paraná.
_Cidade da Cultura do Estado de São Paulo_Reciclagem da Antiga Fábrica de Azúcar de Monte Alegre
Renato Cacciacarro Lincoln
Rua Jerusalem 180 apt.104
Londrina PR_Brasil
www.architetto.com.br
e-mail: [email protected]
telf: +(55) 43 30370207
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A proposta de uma Cidade da Cultura para o Estado de
São Paulo (CCESP) baseia-se na busca de descentralização das atividades culturais, uma vez que, por diversas
motivações, acabam se acumulando em grandes centros
urbanos.
Atualmente, obras públicas contribuem para revitalizar
locais que se encontram em processo de estagnação
econômica, cultura e social, recuperando bairros,
cidades e até regiões. A arquitetura, portanto, desempenha papel fundamental nesse processo.
Países como a Espanha tem procurando recuperar
antigas áreas do seu território, associando arquitetura e
cultura, a fim de buscar desenvolvimento y reconhecimento internacional. A Cidade da Cultura de Galícia, em
Santiago de Compostela, de Peter Eisenman e o Museu
Guggenheim de Bilbao, de Frank Gehry, são apenas dois
exemplos, dentre vários outros pelo mundo, de cidades
que se utilizaram da arquitetura e cultura para voltar os
olhos do mundo para si.
Outro objetivo deste trabalho é discutir a relação entre o
respeito ao patrimônio edificado e a proposição de uma
nova arquitetura, de modo que o contraste contribua
para a valorização de ambos e destaque o conjunto
arquitetônico.
A idéia de implantar a CCESP em Piracicaba tem como
objetivo descentralizar a cultura e a arte da capital do
Estado.
A escolha da cidade justifica-se geograficamente por ela
estar localizada estrategicamente no centro do estado e
por possuir acessos fáceis de ligação viária com a capital
e com o interior. Há também acesso pela bacia hidrográfica do Rio Piracicaba, que se localiza numa das regiões
mais desenvolvidas do estado de São Paulo, abrangendo
importantes municípios como Bragança, Paulista,
Campinas, Limeira, Americana, Atibaia, Rio Claro, Santa
Bárbara d’Oeste e Piracicaba. Piracicaba tem espaço e
tradição suficiente para receber um projeto que tem
também o objetivo de trazer desenvolvimento cultura El
sócio político para o interior.
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A implantação da Usina caracteriza-se por ter a fachada
principal orientada ao norte, de frente ao Rio Piracicaba,
as fachadas orientadas para o Sul, tem visão pela Rua
Pedro Morgantti, pensando em favorecer ainda mais as
fachadas principais, e buscando uma circulação que
direcionasse o usuário do estacionamento principal,
localizado na margem oposta, entre o rio e a rodovia,
criou-se um eixo (leste-oeste) de ligação da “praçacobertura” do estacionamento principal a uma praça que
leva á ponte.
Chegando à praça da ponte, surge um segundo eixo
(norte-sul), que vai da rodovia até a usina, tendo como
elementos marcantes a ponte e a praça monumental que
distribui as circulações de toda a Cidade da Cultura. O
Museu e o Museu Digital estão dispostos paralelamente
a este eixo, a fim de intensificar o trajeto e de delimitar a
praça monumental que leva a Usina .
Um terceiro eixo (leste-oeste) paralelo ao primeiro e a
Rua Pedro Morgantti, marca a disposição já consolidada
da usina e do percurso secundário, mas não menos
importante de acesso aos blocos da Cidade da Cultura,
ele liga o estacionamento secundário a usina e também
marca a posição do Centro de Eventos, do Auditório e do
programa estabelecido nos edifícios da usina.
O projeto busca inspiração através de elementos
contextuais do entorno imediato e regional, há
uma relação forte com as curvas naturais do
terreno e das formadas pelas grandes plantações
de cana-de-açúcar que abasteciam a usina.
Destaca-se também o Rio Piracicaba e sua sinuosidade. Esses elementos compõem com o conjunto
arquitetônico existente, procurando retirar
elementos formais de imagens e transformandoos em objetos escultóricos a serem explorados
arquitetonicamente.
Esta linguagem ainda procura uma relação entre os
edifícios novos e os já existentes de forma independente no âmbito funcional, mas diretamente
ligadas por grandes circulações, dando o aspecto de
ruas com grandes quadras. Essas circulações devem
intensificar a monumentalidade e proporcionar
visuais diferentes, a fim de evitar a monotonia e
gerar uma variedade de fluxos na Cidade da Cultura.
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Edificios centrais – reciclagem da Usina
Os edifícios devem passar por um processo
de restauração, recuperando, em boa parte,
suas características originais. As intervenções,
quando necessárias, serão sobrepostas
independentemente ao conjunto existente, a
fim de proporcionar uma possível retirada
dessa sem danificar as edificações:
Centro de Convivência: Possui um amplo
espaço livre com 1.060m2 que proporciona
acessos a todos os outros setores distribuindo os fluxos.
Cinema: O centro de eventos possui 797m2
de área social, com 3 salas, áreas de serviços e
administrativa.
Teatro e Teatro a céu aberto: Os teatros
possuem 1.731m2 incluindo as áreas de
serviços, instalações e administrativas
Biblioteca e hemeroteca: São 1.612m2 com
sala de estudos, sala de leitura e estar, sala de
consulta, sala de restauro, e áreas administravas e de serviços.
Auditório e Escola de Música.
Esse é o caso mais marcante de intervenção no projeto – trata-se de um galpão
que armazenava saca de açúcar. Chama
atenção por suas amplias dimensões,
embora não apresente valor estético
relevante. Internamente destaca-se uma
treliça espacial de madeira tensionada
por cabos de aço.
Optou-se pela utilização do galpão,
criando um envoltório ao seu redor, que
consiste numa cobertura translúcida,
cujo objetivo é contrastar seu interior
preservado como o espaço exterior.
As curvas são os elementos de partida
para a composição e a elas agregou-se a
referência formal de cana-de-açúcar. A
estrutura de edificação pretende fazer
alusão ao movimento das folhas de cana
causadas pelo vento.
O setor possui 2.950 m2 na área social
contendo salas de música, aulas,
sanitários, biblioteca/discoteca, hall,
espaço de internet, plano-café e
auditório para 760 pessoas; e mais 850m2
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Museu e Museu Digital
Para a elaboração do edifício do Museu e do
Museu Digital procurou-se uma relação
com o entorno e elementos históricos do
local.
Após pesquisa iconográfica, constatou-se a
recorrência de linhas sinuosas, presentes
em ruas, caminhos, no rio e no relevo.
Essas linhas se tornaram o ponto de partida
para a elaboração formal dos edifícios,
contrastando com a tipologia regular dos
edifícios existentes.
Outra imagem utilizada foi a da cana de
açúcar que, ao ser cortado, espalha-se pelo
solo, proporcionando uma aparente desordem explorada na implantação.
O programa para o museu consta de
5.676m2 de área social, com duas salas de
exposições permanentes, outra para
exposições itinerantes e áreas de convivo
como elementos principais. A área administrativa tem 763m2 incluindo instalações e
áreas de deposito descarga e central de
restauração.
O museu digital possui mais 1.940 m2 de
área social e 315 de zonas administrativas.
Iluminação e Paisagismo
Além de uma iluminação especifica para os
edifícios fabris, os edifícios novos possuem
uma iluminação em LED que alternam de
cor. Para a elaboração do projeto
paisagístico, os elementos de inspiração
são os edifícios existentes e seus antigos
pisos, trabalhados com temas geométricos.
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Renato Lincoln