ESCOLA DE CEGOS RECEBE 90 QUILOS DE ALIMENTOS DOADOS PELO INMEQ A Escola de Cegos do Maranhão, que atende 58 pessoas com deficiência visual, recebeu ontem 90 quilos de alimentos não perecíveis do Instituto de Metrologia e Qualidade Industrial do Maranhão (Inmeq-MA). [email protected] São Luís, Terça-feira, 17 de novembro de 2015 Usuários reclamam de problemas na frota de ônibus de São Luís Número insuficiente, estado precário e demora em paradas são algumas deficiências listadas a O Estado por pessoas que utilizam o transporte coletivo na capital, que pode ser licitado FALA, POVO O que você espera que melhore no Sistema de Transporte Coletivo de São Luís com a licitação? Fotos/Flora Dolores “Espero que aumente a quantidade de ônibus, pois hoje temos apenas dois no nosso bairro” Josiane Veloso Caldas Flora Dolores JOCK DEAN Da equipe de O Estado rota insuficiente, longa espera em paradas, ônibus lotados e em estado precário e motoristas que não param nos pontos de coletivos. Estes são alguns dos problemas do sistema de transporte coletivo de São Luís, que são antigos, assim como as reclamações de quem todo dia utiliza o serviço. Hoje, após várias polêmicas, o projeto de licitação do sistema de transporte coletivo da capital deve começar a tramitar na Câmara de Vereadores. Por isso, O Estado foi às ruas saber dos usuários que melhoras eles esperam no serviço prestado pelas empresas de transporte coletivo da capital. Da zona rural aos bairros que ficam próximos ao centro da cidade, quem utiliza o sistema de transporte coletivo tem sempre uma reclamação a fazer. “Eu moro na Vila Itamar, bairro que fica na zona rural, e lá o total de ônibus não é suficiente para a quantidade de pessoas que precisam do transporte coletivo. Por causa disso, a gente chega a ficar até 40 minutos esperando pelo transporte na parada”, disse a estudante Elenilda Cardoso Nascimento. Para a estudante, o aumento no número de coletivos que atendem a comunidade já seria uma melhoria importante. “Os ônibus do meu bairro têm muitos problemas. São velhos e alguns têm bancos soltos ou quebrados, mas, se tivesse mais ônibus, a gente passaria menos tempo na parada. Já seria uma boa”, disse. José Francisco Dias Nunes reclamou das condições do terminal de ônibus do Anel Viário. “Aqui não tem placas indicando onde cada linha deve parar. Com isso, os motoristas param onde querem. Você vem hoje, o ônibus para em um nicho. Você volta amanhã, a mesma linha está em outro ponto, e a gente precisa sair correndo de um lado para o outro. Por isso, acho que todas as paradas deveriam ter placas informando as linhas que param em cada uma”, afirmou o morador do São Bernardo. No Residencial Santo Antônio I, conjunto habitacional com 720 F Moradora do Residencial Santo Antônio I TRANSPORTE PRECARIEDADE GERA AÇÃO E TAC Junho de 2010: O Ministério Público estadual ingressa com ação contra a Prefeitura de São Luís em decorrência da precariedade do serviço de transporte. Novembro de 2011: O então titular da SMTT, Clodomir Paz, assina Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para solucionar os problemas no setor. Junho de 2012 e maio de 2013 [já na gestão de Edivaldo Júnior]: A Prefeitura assina aditivos ao TAC e se compromete em realizar a licitação das linhas. Em outubro de 2014, o prazo é encerrado. Outubro de 2014: Edivaldo encaminha projeto à Câmara. Quatro dias depois, o governador eleito Flávio Dino (PCdoB), anuncia a criação da futura Empresa Estadual de Transportes. Novembro de 2014: Após denúncias de O Estado de que o prefeito tenta repassar ao governo a administração do transporte, o líder do Governo Municipal na Câmara, Osmar Filho (PSB), retira projeto de pauta. Junho de 2015: Projeto é novamente retirado de pauta depois de O Estado ter revelado, em reportagem especial, que o documento poderia ter sido fraudado pelo Executivo. Outubro de 2015: Projeto retorna ao Legislativo após alterações no texto. Quem anunciou a novidade foi o secretário Canindé Barros. NÚMERO 25 empresas exploram o Sistema de Transporte Coletivo de São Luís “Se a gente passar menos tempo nas paradas esperando pelo transporte já ajuda muito” Elenilda Cardoso Nascimento Moradora da Vila Itamar “A superlotação é o problema mais urgente. Dependendo do horário, eu prefiro pegar os carrinhos” Janilson Carvalho Silva Ônibus do sistema de transporte da capital, que pode ser alvo de licitação, se projeto for aprovado pela Câmara Municipal unidades do Programa Minha Casa, Minha Vida, entregue pelo Governo Federal em agosto deste ano, onde mora Josiane Veloso Caldas, a reclamação é quanto ao número de veículos que compõem a frota que atende à localidade. “São apenas dois ônibus. À tarde, depois do horário do almoço, e aos domingos, ficamos com apenas um, que só vai do bairro até o Terminal de Integração do Maracanã. Se aumentarem o número de ônibus e colocarem para ir até o Centro, nós vamos ficar mais satisfeito”, informou. Outro item que os usuários esperam que melhore é a segurança, já que este ano, de 1º de janeiro a 10 deste mês, ocorreram, em média, quatro assaltos por dia, 500 no total, segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário do Morador da Vila Bacanga Estado do Maranhão (Sttrema). Licitação As melhorias que os usuários esperam agora estão nas mãos dos vereadores, que começam a apreciar hoje o Projeto de Lei Complementar nº 076/2014, que trata da prestação dos serviços de transporte público de São Luís [projeto de licitação]. O projeto será submetido ao plenário para que seja autorizada a tramitação nas comissões da Casa e após isso ser votado pelos vereadores. O projeto que começa a ser analisado hoje trata do itinerário dos ônibus, demanda, terminais de integração, pontos de paradas, frota e linhas. O projeto havia retornado à Câmara de Vereadores no mês passado, após ter sido retirado de pauta no início de junho pela li- derança do Governo Municipal. O projeto foi devolvido pelo prefeito à Câmara para que fosse iniciada a sua tramitação e, se aprovado, a Prefeitura de São Luís desse início ao processo de licitação do sistema de transporte público. Segundo o regimento da Câmara Municipal, o projeto de lei deverá ser levado primeiro ao plenário para que os vereadores aprovem ou não a sua tramitação nas comissões competentes, como a de Constituição e Justiça e a de Transporte Público. Após a análise pelas comissões, o projeto será votado em plenário. VÍDEO NA VERSÃO DIGITAL oestadoma.com “Falta informação nas paradas de ônibus sobre que linha para em cada ponto, e isso nos confunde” José Francisco Dias Nunes Morador do São Bernardo “A falta de segurança é o que mais me preocupa hoje. Espero que resolvam isso” Núbia Silva Ferreira Moradora da Vila anaína