RELATÓRIO TÉCNICO DE PESQUISAS DO PROJETO GESITI HOSPITALAR
PROJETO GESITI/HOSPITALAR.
GESTÃO EM SISTEMAS E TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO
EM HOSPITAIS DE MARINGÁ-PR
1
1
1
Heloise Manica Paris Teixeira ; Renato Balancieri ; Maria Madalena Dias ; Antonio José Balloni
1
2
Universidade Estadual de Maringá (UEM) – Centro de Tecnologia – Departamento de
Informática (DIN)
2
Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer/Campinas/SP/Brasil
Email: [email protected]; [email protected]; [email protected];
[email protected]
Resumo
Este relatório apresenta os resultados obtidos na aplicação do Questionário Prospectivo – QP
em três hospitais da cidade de Maringá-PR. As entrevistas foram conduzidas por professores
do Departamento de Informática da Universidade Estadual de Maringá em parceria com o
Projeto GESITI/DGE-CTI - Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer. A metodologia
utilizada foi a pesquisa quantitativo-qualitativa, por meio de estudo de casos múltiplos,
utilizando questionário fornecido pelo Projeto GESITI. O estudo apontou que os hospitais
conhecem os recursos de TI modernos, porém encontram dificuldades em implantá-los devido
ao alto custo dos equipamentos e softwares e também na falta de recursos humanos
preparados para utilizá-los.
1. Introdução
Com o aumento na demanda de atendimento nos hospitais surge a
necessidade de melhorias na organização das atividades dos profissionais e
gestores em saúde. Como em outras áreas, Tecnologia da Informação (TI) é
inserida no setor de saúde em busca de auxiliar a tomada de decisão médica,
melhorar a comunicação entre profissionais, a organização e gestão de
recursos.
O Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer, (CTI/MCTICampinas-SP) desenvolve um projeto de pesquisa, denominado Projeto
GESITI/Hospitalar (Projeto GESITI/Hospitalar 2012), envolvendo dezenas de
universidades brasileiras e várias internacionais. O projeto de pesquisa
GESITI/Hospitalar busca mapear o conhecimento na área de gestão de
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PROJETO GESITI/HOSPITALAR: VOLUME I, ANO 2013.
Periodicidade da Publicação: Irregular.
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sistemas (SI) e tecnologias da informação (TI) em hospitais, visando identificar
suas necessidades e
demandas, prospectar desdobramentos,
realizar
publicações e, principalmente, gerar um Relatório de Pesquisa Integrado (RPI)
com foco de, também, um Report Research Roadmap (RRR) (GESITI, 2012).
Segundo (GESITI, 2012) esse RPI/RRR será uma importante fonte de
conhecimento que deverá ser utilizado como suporte às tomadas de decisões
pelo gestor público ou privado interessados no tema.
Maringá possui 357.077 mil habitantes (Fonte: IBGE – 2010) e situa-se
geograficamente no Norte do Paraná. Para colaborar com o projeto
GESITI/Hospitalar,
três
professores
voluntários
do
Departamento
de
Informática (DIN) da Universidade Estadual de Maringá (UEM) conduziram a
aplicação do Questionário Prospectivo – QP (BALLONI, 2012) em três hospitais
da cidade.
2. Metodologia
Esta pesquisa se caracteriza como qualitativa e exploratória. Após
firmado o Termo de Cooperação voluntário entre a Universidade Estadual de
Maringá (UEM) e o Projeto GESITI/DGE do CTI/MCTI, foi realizado um breve
estudo do questionário original, denominado “Questionário Prospectivo - QP”
(BALLONI, 2012), contendo mais de 100 questões fechadas e interrelacionadas.
Numa primeira fase foram realizados contatos com gestores e diretores
dos hospitais para acesso e permissão para realizar as pesquisas nos
hospitais. Entre os seis hospitais (público e privado) contatados, somente três
concordaram em participar.
Em seguida foi conduzida a aplicação do questionário por entrevista
direta aos responsáveis pelos recursos de TI dos hospitais (diretores do
hospital, profissionais de informática ou gerentes administrativos relacionados
com a área de informática). A pesquisa de campo na cidade de Maringá-PR foi
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de responsabilidade da equipe de três professores do Departamento de
Informática da Universidade Estadual de Maringá.
Finalmente, as informações obtidas foram organizadas e analisadas e os
resultados são apresentados na próxima seção conforme os seguintes grupos
de perguntas do questionário: recursos humanos; gestão estratégica; pesquisa
e desenvolvimento; inovação tecnológica; competitividade hospitalar e
colaboração para vantagem estratégica; equipamentos de tecnologia da
informação nos hospitais; comércio eletrônico; telemedicina; relacionamento
com os clientes; prototipagem rápida na saúde; gerenciamento de resíduos de
serviços de saúde.
3. Resultados Obtidos e Análise
Os hospitais participantes foram identificados pelas letras A, B e C. A
abrangência do Hospital A é estadual, enquanto que B e C é regional.
Sobre as manifestações de preocupações do cliente, o Hospital A as
atende
por meio de um profissional de psicologia que apoia familiares e
pacientes e também compila formulários de sugestões e reclamações que são
enviados. O Hospital B atende por meio de uma recepção que está apta a
responder as dúvidas dos clientes. O Hospital C respondeu que não atende
este quesito.
3.1.
Recursos humanos
 Hospital A
Os dois diretores (um financeiro e um superintendência) do hospital A são
pós graduados em Medicina. O Hospital A possui 89 funcionários com ensino
fundamental, 261 com ensino médio e 64 com nível de formação superior,
sendo 3 administradores, 1 engenheiro, 1 economista, 40 enfermeiros e 19
com formação em outras áreas. Possui mais de 11 médicos colaboradores.
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Este Hospital não oferece cursos de qualificação aos funcionários. A partir
da pesquisa de necessidades junto às lideranças, possui programa de
treinamento para gestores (programa de desenvolvimento gerencial) e plano de
educação continuada para enfermeiros. Adicionalmente este hospital oferece
um centro de estudos para todos os profissionais em que cada semana um
tema é discutido.
Mais de 50% dos colaboradores (profissionais supervisores, profissionais da
administração e profissionais dos principais processos) tem sido treinados nos
últimos anos. As formas adotadas para promover a capacitação ou atualização
das pessoas no hospital são: aquisição de publicações especializadas,
assinatura de periódicos especializados e participação em eventos nacionais. A
avaliação de desempenho das pessoas da organização é feita de forma
sistemática.
 Hospital B
O Hospital B possui quatro diretores: um geral, dois administrativo e um
clínico. O represente do recursos humanos do Hospital B informou que não é
permitido fornecer demais informações solicitadas no questionário.
 Hospital C
O Hospital C possui um diretor geral, um administrativo, um clínico e outras
três
diretorias
(Diretoria
Médica,
Diretoria
de
Enfermagem,
Diretoria
Administrativa, Diretoria de Análise Clínica e Farmácia Hospitalar e Diretoria do
Hemocentro). O Hospital possui 7 administradores, 159 médicos efetivos mais
35 temporários, um analista de sistema, 77 enfermeiros efetivos mais 9
temporários
e
58
outros
funcionários
(fonoaudiólogo,
fisioterapeuta,
bioquímicos, entre outros).
Este hospital oferece cursos de qualificação aos funcionários, sendo os
mesmos definidos tendo como base sugestões das equipes de trabalho. Nos
últimos 2 anos, a proporção média de colaboradores que tem sido treinada está
acima de 50%. As formas adotadas para promover a capacitação ou
atualização das pessoas no hospital são: acesso livre à internet, aquisição de
publicações especializadas, assinatura de periódicos especializados, educação
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à distância, incentivo a mestrado, incentivo a cursos de pós-graduação e
participação em eventos nacionais.
Atualmente, o Hospital C conta com 39 funcionários com ensino
fundamental, 310 com ensino médio e 595 de nível superior. A avaliação de
desempenho desses funcionários é feita periodicamente.
3.2.
Gestão estratégica
A seguir estão relatadas as questões relativas à gestão estratégica em cada
um dos hospitais analisados.
 Hospital A
O Hospital A afirmou possuir um plano estratégico e plano de negócio
formalmente definido, conhecido pela diretoria, gerência e supervisão. Este
plano é revisado numa periodicidade de 6 a 12 meses. Com relação ao grau de
envolvimento da organização no planejamento estratégico, existe um grupo de
planejamento que prepara e a liderança executiva aprova. Também utiliza
dados de mercado, clientes, concorrência e da organização.
Os elementos a partir dos quais as estratégias são criadas são: análise de
cenários, grau de satisfação de clientes, demanda atual e potencial,
benchmarking e missão e competências reconhecidas.
Na determinação das estratégias, é alto o grau de importância do Cliente e
também dos recursos (capacitação, motivação, disponibilidade etc.). O
acompanhamento das estratégias formuladas é feito por meio de um
cronograma e análise dos resultados esperados e obtidos. Não são usadas
ferramentas como o balanced scorecard/KPI.
É de conhecimento do hospital as novas tecnologias relacionadas ao seu
negócio por meio de revistas, participação em feiras e congressos,
consultorias, benchmarking e Internet. Segundo o respondente, a inovação
tecnológica poderia ajudar o hospital aumentando a produtividade, melhorando
a qualidade e a imagem do hospital. Os planos estratégico e de negócio do
hospital prevêem investimentos para a introdução de inovação tecnológica de
produtos e processos.
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 Hospital B
O Hospital B possui um plano estratégico e plano de negócio formalmente
definido, conhecido pela diretoria, gerência e supervisão. Este plano é revisado
numa periodicidade de 6 a 12 meses. Todos participam na organização do
planejamento estratégico. Os elementos a partir dos quais as estratégias são
criadas são: análise de cenários, grau de satisfação de clientes, demanda atual
e potencial.
O grau de importância do cliente na determinação das estratégias é alto,
enquanto
que
em
relação
aos
recursos
esse
grau
é
médio.
O
acompanhamento das estratégias formuladas é feito por meio de planos de
ações, projetos para soluções de problemas internos e controle de orçamento
financeiro. Não são usadas ferramentas como o balanced scorecard/KPI.
É de conhecimento do hospital as novas tecnologias relacionadas ao seu
negócio por meio de revistas, participação em feiras e congressos, por viagens
ao exterior e Internet. Segundo o respondente, a inovação tecnológica poderia
ajudar o hospital aumentando a produtividade, melhorando a qualidade, a
imagem do hospital e a extração de informação. Os planos estratégico e de
negócio do hospital prevêem investimentos para a introdução de inovação
tecnológica de produtos e processos.
 Hospital C
Como os demais, o Hospital C possui um plano estratégico que é de
conhecimento das diretorias, gerências e supervisão. A periodicidade desse
plano é acima de 24 meses, estando envolvidos a liderança executiva e os
líderes de processos no planejamento estratégico. A estratégias desse plano
são criadas a partir dos seguintes elementos: análise de cenários, concorrência
(ameaças e oportunidades), grau de satisfação de clientes, demanda atual e
potencial, e missão e competências reconhecidas. O grau de importância do
cliente na determinação das estratégias é médio, enquanto que em relação aos
recursos esse grau é alto. Não existe acompanhamento das estratégias
formuladas.
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Não são usadas ferramentas como o Balanced Scorecard no Hospital C, no
entanto, é de conhecimento do hospital as novas tecnologias relacionadas ao
seu negócio por meio de participação em feiras e congressos e pelos
representantes comerciais. De acordo com a pessoa que respondeu o
questionário, a inovação tecnológica poderia ajudar o hospital aumentando a
produtividade e melhorando a qualidade e a imagem do hospital. Os planos
estratégico e de negócio do hospital prevêem investimentos para a introdução
de inovação tecnológica de produtos e processos.
3.3.
Pesquisa e Desenvolvimento (P&D)
As questões abordadas neste tópico compreenderam o trabalho criativo,
empreendido de forma sistemática, com o objetivo de aumentar o acervo de
conhecimentos e o uso desses conhecimentos para desenvolver novas
aplicações, tais como produtos ou processos novos ou tecnologicamente
aprimorados. O período considerado foi de 2010 a 2012.
Neste tópico, o Hospital A declarou realizar atividades de pesquisa e
desenvolvimento e as considera tão importante quanto a aquisição de
conhecimentos externos. O Hospital B apesar de também considerar alta a
importância, relata que tais atividades ocorreram ocasionalmente.
O Hospital C também declarou que realiza atividades de pesquisa e
desenvolvimento, mas essas atividades são ocasionais e de baixa importância.
Também foi baixa a importância dada na aquisição de outros conhecimentos
externos realizados durante o período considerado nessa pesquisa.
3.4.
Inovação Tecnológica
Neste tópico foram abordadas questões referentes a introdução de novas
tecnologias que possibilitam melhorar produtos e processos. Foi identificado
que nos três hospitais a diretoria acredita e compreende que o uso intensivo de
TI é visto como um fator de agregação de valor e disseminação rápida de
informação que contribui para melhoria do desempenho do hospital.
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Todos relataram que apesar da TI agregar valor aos serviços prestados
pelo Hospital, encontram dificuldades financeiras para realizar investimentos. O
Hospital A destaca como dificuldade a escassez de recursos, já o B a
necessidade de renovação da estrutura tecnológica (hardware e software) e o
C as dificuldades em estruturas básicas de TI como a de falta equipamentos.
Em relação à qualificação e quantidade de pessoas para empreender a
implantação de TI, os Hospitais A e B consideram suficientes enquanto o C
insuficiente. Todos estão qualificando seus servidores para implantação de TI e
possuem mecanismos de monitoramento de elementos do ambiente externo
(novas TI, interesses e estratégias de concorrentes). As formas de
monitoramento externo indicadas foram as seguintes: monitoramento realizado
pelo pessoal de TI (hospital A e B); reuniões com representantes do setor (A);
participação em feiras, congressos e eventos (B e C); e participação em Redes
de Inovação (B). Outra forma de monitoramento destacada pelo hospital C é
por convênio com instituições governamentais.
Os elementos do ambiente externo monitorados com a utilização de TI
pelo hospital A são tecnologias de interesse e atuação dos concorrentes
enquanto o hospital B foca na satisfação de clientes. O Hospital C não realiza
monitoramento usando TI.
Nos últimos 3 anos, o Hospital A tem investido mais de 4% em tecnologia
e pretende manter este percentual em 2013. Neste mesmo período, o Hospital
B investiu menos de 1% e pretende manter este percentual em 2013. O
Hospital C investiu menos de 1%, porém pretende aumentar o investimento
para 2 a 3% no próximo ano. As áreas que receberam investimentos nos
Hospitais entrevistados são ilustradas no Quadro 1.
Administração/Gestão
Operações
Sistemas de Almoxarifado
ERP
CRM
EAD
Telemedicina
Hospital A
x
x
x
x
Hospital B
x
x
x
Hospital C
x
x
x
x
x
x
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Outras
Quadro 1. Áreas em que os Hospitais prevêem maior investimento para introdução de inovação
tecnológica
Os fornecedores de produtos e serviços inovadores são principalmente as
pequenas e médias empresas nacionais (Hospitais A, B, C).
As grandes
empresas nacionais privadas são fornecedores dos hospitais A e B e apenas o
Hospital A informou ter como fornecedor grandes empresas estrangeiras.
O Hospital C possui produtos e serviços inovadores desenvolvidos por
seus funcionários e encontra-se em fase de implantação um software para
automatização completa dos processos do hospital. Esse software está sendo
desenvolvido pela CELEPAR, que é o órgão do governo do Estado do Paraná
responsável pela área de TI.
Os três hospitais afirmam que a maior dificuldade para inovação
tecnológica é falta de verba. O hospital C possui parceria com entidades
públicas para o desenvolvimento de inovação tecnológica. O Hospital A não
tem inovação tecnológica, mas está disposto a
participar de um esforço
conjunto para a inovação. O Hospital B não soube informar. Todos afirmaram
conhecer financiamentos, linhas de crédito ou incentivo governamental para
investimentos em inovação, entretanto, apenas o Hospital B já as utilizou.
Os três hospitais consideram como prioridade automatizar a gestão e
utilizar bases de dados para armazenar informações dos clientes. O Hospital A
acrescenta a utilização de mapas digitais e o C a informatização.
Os Hospitais A e B não possuem certificação de qualidade baseada na
ISO 9000 ou similar e apenas o Hemocentro do Hospital C está certificado
(validade até 16/03/2014). O Hospital A informou não utilizar metodologia de
gestão da qualidade, enquanto B e C afirmam ter programa de idéias,
sugestões e similares.
Em relação à cooperação para inovação (período de 2010 e 2012), foi
possível observar que os três hospitais consideram ter alta importância,
entretanto apenas o Hospital C esteve envolvido em arranjos cooperativos com
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outra organização (Universidade e Instituto de Pesquisa) com vistas a
desenvolver atividades inovativas de P&D.
A importância dada aos fatores que prejudicaram as atividades inovativas
dos Hospitais são apresentadas no Quadro 2.
Fatores
Riscos econômicos excessivos
Falta de pessoal qualificado
Dificuldade para se adequar a
padrões, normas e
regulamentações
Escassez de fontes apropriadas de
financiamento
Falta de informação sobre
mercados
Escassez de serviços técnicos
externos adequado
Elevados custos da inovação
Falta de informação sobre
tecnologia
Fraca resposta dos consumidores
quanto a novos produtos
Rigidez organizacional
Escassas possibilidades de
cooperação com outras
empresas/instituições
Centralização da atividade inovativa
em outro hospital
Hospital A
Alta
Não relevante
Hospital B
Média
Média
Hospital C
Não relevante
Alta
Não relevante
Não sabe
Média
Alta
Baixa
Alta
Não relevante
Baixa
Alta
Não relevante
Alta
Não relevante
Baixa
Média
Alta
Baixa
Baixa
Não relevante
Alta
Não relevante
Não relevante
Baixa
Não relevante
Média
Não relevante
Baixa
Baixa
Não relevante
Não relevante
Baixa
Quadro 2. Importância dos fatores que prejudicaram as atividades inovativas do Hospital
3.5.
Competitividade hospitalar & colaboração para vantagem estratégica
Sobre a colaboração nos hospitais, os Hospitais A e B consideraram como
fator mais importante a necessidade de reduzir custos enquanto o C a
necessidade de gerar receitas.
Os Hospitais A e B consideram a eficiência dos processos e
procedimentos hospitalares o principal desafio que os hospitais estarão
enfrentando no século XXI. Para a mesma questão o Hospital C considerou
questões de governança corporativa. Todos eles responderam que nem
sempre os projetos desenvolvidos pelos hospitais estão de fato alinhados à sua
estratégia.
Para aumentar a competitividade, o Hospital A considerou como
importante: a necessidade de reduzir os custos com aplicativos, utilizar sempre
aplicativos de última geração, utilizar benchmarking, aumentar a disponibilidade
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de recursos financeiros para o core business, contar com recursos ilimitados de
processamento e armazenagem, administrar os recursos de TI de forma
centralizada e aumentar a independência de hardwares. Já o Hospital B
considerou: a necessidade de reduzir os custos com servidores e aplicativos,
aumentar a agilidade e flexibilidade para gerenciar mudanças e utilizar sempre
aplicativos de última geração. O Hospital C assinalou: reduzir as perdas por
ociosidade; aumentar a agilidade e flexibilidade para gerenciar mudanças,
aumentar a disponibilidade de recursos financeiros para o core business,
contar com recursos ilimitados de processamento e armazenagem, administrar
os recursos de TI de forma centralizada, aumentar a independência de
hardwares, reduzir as despesas de capital e aumentar a segurança dos dados.
3.6.
Equipamentos de tecnologia da informação nos hospitais
Este
grupo
de
questões
abordaram
a
aquisição
de
máquinas,
equipamentos, hardware, especificamente comprados para a implementação
de produtos ou processos novos ou tecnologicamente aperfeiçoados.
No período de 2010 a 2012, os três hospitais consideraram alta a
importância da aquisição de máquinas e equipamentos. O Quadro 3 apresenta
informações sobre equipamentos de TI existentes nos hospitais.
Computadores
Computadores com acesso a Internet
Computadores com acesso a rede local
Computadores com multimídia
Impressora Laser
Impressora Jato de Tinta
Impressora Matricial
Outro tipo de Impressora (térmica, cera)
Hospital A
120
96
120
5
43
9
3
18
Hospital B
250
250
250
0
90
5
3
*
Hospital C
141
141
*
*
109
1
7
*
* Não sabe informar
Quadro 3. Equipamentos de TI
Os aplicativos de escritório utilizados pelo Hospital A são do grupo Open
Office e no Hospital B e C são do grupo Microsoft Office. O Hospital B também
utiliza a ferramenta Corel Draw.
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Os três hospitais possuem programas aplicativos (softwares) na área de
gestão empresarial e gestão hospitalar, sendo que apenas o do Hospital C é de
desenvolvimento próprio. Detalhes deste tipo de software são apresentados no
Quadro 4.
Nome do Software
Hospital A
WPD
Nome da Empresa Desenvolvedora
Número de Módulos
Terminais Implantados
Número de usuários
Custo
AGFA
12
110
110
R$ 130.000,00
Modalidade de aquisição
Data de inicio de uso
Venda
Ano 2000
INFORMIX
(IBM) / DELPHI
Sistema de BD e linguagem utilizada
Hospital B
MV2000
MV
Sistemas
20
250
250
*
Locação
04/2004
ORACLE
Hospital C
SHI
HUM
5
*
*
*
Desenvolvimento
Próprio
09/2010
POSTGREE/PHP
e Java Script
* Não informou
Quadro 4. Aplicativos na área de gestão empresarial e gestão hospitalar
Na área de gestão integrada o Hospital A possui o software denominado
WPD e os demais não possuem aplicativos nesta área.
Para as áreas de Contabilidade, Recursos Humanos e Compra/Venda, os
Hospitais A e B possuem programas aplicativos (softwares) rodando, já o
Hospital C não possui nenhum aplicativo para essas áreas. Detalhes sobre
estes programas são apresentados no Quadro 5.
Aplicativos
Contabilidade
Nome
Empresa Desenvolvedora
Número de Módulos
Terminais Implantados
Número de usuários
Custo
Modalidade de aquisição
Data de inicio de uso
Sistema de BD e Linguagem utilizada
Recursos Humanos
Nome
Empresa Desenvolvedora
Número de Módulos
Terminais Implantados
Número de usuários
Custo
Modalidade de aquisição
Hospital A
Hospital B
Hospital C
LEDGER
Publisoft
5
10
10
R$ 1.500,00
Locação
Ano 2002
SQLServer / Clarion
MV2000
MV
1
5
5
*
Locação
*
Oracle
SIAF
CELEPAR
*
05
05
*
*
*
PHOLHA
Futura Inform.
1
4
4
R$ 360,00
Locação
Ronda
Senior Sistemas
1
10
10
*
Locação
PRH e SHI
UEM
*
05
05
*
*
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Data de inicio de uso
Sistema de BD e Linguagem utilizada
Compra/Venda
Nome
Empresa Desenvolvedora
Número de Módulos
Terminais Implantados
Número de usuários
Custo
Modalidade de aquisição
Data de inicio de uso
Sistema de BD e Linguagem utilizada
Ano 1995
Firebird / Delphi
04/2004
Oracle
WPD
AGFA
12
110
110
R$ 130.000,00
Venda
Ano 2000
INFORMIX (IBM) /
DELPHI
MV2000
MV
1
5
5
*
Locação
04/2004
Oracle
*
DB2
GESCOMP
UEM
*
08
08
*
*
*
DB2 e
JAVA
* Não informou
Quadro 5. Aplicativos na área de Contabilidade, Recursos Humanos e Compra/Venda
Na área de controle de estoques o Hospital A possui o software
denominado WPD e os demais não possuem aplicativos nesta área. Na área
de gestão de ativos, os Hospitais A e B possuem um programa aplicativo
enquanto o Hospital C não possui. Detalhes sobre estes programas são
apresentados no Quadro 6.
Aplicativos
Nome
Empresa Desenvolvedora
Número de Módulos
Terminais Implantados
Número de usuários
Custo
Modalidade de aquisição
Data de inicio de uso
Sistema de BD e Linguagem utilizada
Hospital A
LEDGER
Publisoft
5
10
10
R$ 1.500,00
Locação
Ano 2002
SQLServer / Clarion
Hospital B
MV2000
MV Sistemas
1
1
1
*
Locação
04/2004
Oracle
Hospital C
* Não informou
Quadro 6. Aplicativos na área de Gestão de Ativos
Os Hospitais A e B utilizam programas aplicativos (softwares) na área de
composição de custos e determinação de preços, já o Hospital C não utiliza. O
Hospital B afirmou que existe uma base central de dados (Data Warehouse) no
próprio hospital, os demais não possuem.
Nos três hospitais a estrutura da base de dados é centralizada e há
utilização de um software de Gestão de Base de Dados (DBMS), entre eles:
Informix (Hospital A), Oracle (Hospital B) e PG Admin e DB2 (Hospital C). Os
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departamentos que utilizam as Bases de Dados nos três hospitais são
ilustrados no Quadro 7.
Administrativo
Financeiro
Fiscal
Recursos Humanos
Hotelaria (leitos/admissão/alta)
Urgência/Pronto Socorro
Centro Cirúrgico
Laboratório Clínico
Comunicação/Marketing
Comercial
Controle de Estoques
Registro Médico (software integrado)
Ambulatórios
Apoio ancilar (lavanderia, esterilização)
Centro diagnóstico
Outros
Hospital A
x
x
x
Hospital B
x
x
x
x
x
x
x
x
x
x
x
x
x
x
x
Hospital C
x
x
x
x
x
x
x
x
x
x
x
Quadro 7. Departamentos que utilizam as Bases de Dados
Nos três hospitais são utilizados os Sistemas Operacionais Windows e
Linux. Dentre os serviços e outsourcing (terceirização), os hospitais utilizam-se
dos seguintes: serviços de telecomunicações (Hospital A), serviços de
segurança (Hospital B), serviços de impressão (Hospital A, B e C) e aplicações
(Hospital A). Todos os Hospitais responderam que não sabem qual é a
previsão (período) dos próximos investimentos para serviços e ourtsourcing.
Com relação aos dispositivos de armazenamento, todos os hospitais
utilizam-se do RAID (Conjunto Redundante de Discos Independentes), além
deste, o Hospital A utiliza-se do Disaster Recovery e o Hospital B utiliza-se do
DWH
(Data
Warehouse).
Sobre
a
previsão
(período)
dos
próximos
investimentos para dispositivos de armazenamento, o Hospital B informou que
acontecerá até os próximos 3 meses, os demais não sabiam informar.
Para a área de Redes de Computadores, as tecnologias utilizadas são
ilustradas no Quadro 8.
Hospital A
Redes sem fio
LAN
Redes P2P
x
Hospital B
x
x
Hospital C
x
x
RELATÓRIO TÉCNICO DE PESQUISAS DO PROJETO GESITI HOSPITALAR.
PROJETO GESITI/HOSPITALAR: VOLUME I, ANO 2013.
Periodicidade da Publicação: Irregular.
RELATÓRIO TÉCNICO DE PESQUISAS DO PROJETO GESITI HOSPITALAR
PROJETO GESITI/HOSPITALAR.
Acesso remoto / wi-fi
VPN
Serviços de segurança de rede
Sistema de gerenciamento de rede
Serviços de rede
Switches
Roteadores
Nenhum dos itens acima
x
x
x
x
x
x
x
x
x
x
x
x
x
x
x
x
Quadro 8. Tecnologias de Redes de Computadores
Os Hospitais A e B informaram que não sabem qual é a previsão (período)
dos próximos investimentos para tecnologias de redes. No Hospital C a
previsão é de 6 a 12 meses.
As tecnologias de Segurança utilizadas nos hospitais são: Software
Antivírus (Hospitais A, B e C), Segurança com logon único (Hospital B),
Software de segurança de redes (Hospitais B e C) e Software de firewall
(Hospitais A e C). O Hospital C possui, também, sistema de detecção de
intruso.
Sobre a previsão (período) dos próximos investimentos para Segurança, o
Hospital A informou que acontecerá entre 3 a 6 meses, no Hospital C a
previsão é de 6 a 12 meses e o Hospital B não sabia informar.
No Quadro 9 são apresentadas as tecnologias de Telecomunicações que
são utilizadas pelos Hospitais.
Hospital A
Hospital B
Videoconferência / ]Teleconferência /
Web conferência
IP
x
x
PBX (PABX IB)
x
x
WAN
Banda Larga / DSL
x
x
VOIP
x
Aplicativos móveis
Acesso Remoto/ Mobilidade
Outros
Nenhum dos itens acima
Quadro 9. Tecnologias de Telecomunicações
Hospital C
x
x
x
x
x
x
x
O Hospital C informou que a previsão (período) dos próximos
investimentos para telecomunicações acontecerão entre 6 a 12 meses, os
demais não sabiam informar.
RELATÓRIO TÉCNICO DE PESQUISAS DO PROJETO GESITI HOSPITALAR.
PROJETO GESITI/HOSPITALAR: VOLUME I, ANO 2013.
Periodicidade da Publicação: Irregular.
RELATÓRIO TÉCNICO DE PESQUISAS DO PROJETO GESITI HOSPITALAR
PROJETO GESITI/HOSPITALAR.
Os Hospitais A e C elaboram ou possuem alguma política e/ou plano de
ação com enfoque em segurança da informação de forma sistemática. O
Hospital B não elabora.
Os três hospitais utilizam soluções de gestão de TI (os detalhes são
ilustrados no Quadro 10), e informaram que não sabem a previsão (período)
dos próximos investimentos para esta área.
ERP
CRM
SGBD
Collaboration
Groupware
BPM/BPO
Supply Chain Management
Sistema de apoio a decisão
Balanced Scorecards
Business Intelligence/ Data Mining
Sistemas de Gerenciamento de Integração
de Aplicativos
Softwares Financeiros
Softwares de gerenciamento
Softwares de logística/remessa
Gerenciamento de BD
Softwares de RH
Softwares de gerenciamento patrimonial
Aplicativos suítes para PC
Outros
Nenhum dos itens acima
Hospital A
x
Hospital B
x
Hospital C
x
x
x
x
x
x
x
x
x
x
x
x
x
x
x
x
x
x
x
Quadro 10. Soluções de Gestão de TI
3.7.
Comércio Eletrônico
Este grupo de questões abordaram as informações gerais sobre
Tecnologia de Comunicação e de Informação (TCI). Os três hospitais utilizam
computadores pessoais, estações de trabalho ou terminais. O Quadro 11
apresenta a utilização ou planejamento de utilização de TCI em diversas áreas.
Utiliza desde 2001 ou antes
Utiliza desde 2008
Planeja utilizar em 2012
Hospital A
Email
Redes de
Computadores
-
Hospital B
Email
Redes de
Computadores
Intranet
-
Hospital C
Email
Intranet
Redes de
Computadores
-
RELATÓRIO TÉCNICO DE PESQUISAS DO PROJETO GESITI HOSPITALAR.
PROJETO GESITI/HOSPITALAR: VOLUME I, ANO 2013.
Periodicidade da Publicação: Irregular.
RELATÓRIO TÉCNICO DE PESQUISAS DO PROJETO GESITI HOSPITALAR
PROJETO GESITI/HOSPITALAR.
Planeja utilizar nos próximos 5 anos
Não planeja utilizar
WAP
Intranet
Extranet
Extranet
WAP
Extranet
Quadro 11. Utilização ou Planejamento de utilização de TCI
Os três hospitais utilizam firewall para proteger sua rede interna. Com
relação ao número de servidores de rede, o Hospital A possui 3 servidores, o
Hospital B possui 1 servidor e o Hospital C possui 5 servidores.
Dentre o percentual do total de empregados em rotina normal de trabalho,
10% a 20% (Hospital B), 20% a 30% (Hospital C) e 70 a 80% (Hospital A),
utilizam computador pessoal, estação de trabalho ou terminal. Com relação ao
número de computadores pessoais conectados à Internet: 10% a 20% (Hospital
B), 80% a 90% (Hospital A) e 100% (Hospital C).
O próximo grupo de questões abordou o uso da Internet nos hospitais,
sendo que os três utilizam a Internet desde 2001 ou antes e possuem um site
institucional. O Quadro 12 apresenta os tipos de conexões externas à Internet
no ano de 2012.
Hospital A
Modem
Rádio
ISDN
XDSL
Outra conexão menor do que 2 Mbps
Outra conexão maior do que 2 Mbps
Não Sei
Hospital B
Hospital C
x
x
x
x
Quadro 12. Tipos de conexões externas à Internet
O Quadro 13 ilustra o propósito com que os hospitais utilizam ou planejam
utilizar a Internet nas atividades gerais, atividades relacionadas à compra de
bens e/ou serviços e as atividades relacionadas à venda de bens e/ou serviços.
Hospital A
Hospital B
Hospital C
Desde 2001 ou
antes
Desde 2001 ou
antes
Desde 2001 ou
antes
Desde 2001 ou
antes
Desde 2001 ou
Desde 2001 ou
antes
Não planeja
utilizar
Desde 2001 ou
antes
Desde 2001 ou
antes
Desde 2001 ou
Desde 2001 ou
antes
Não planeja
utilizar
Desde 2001 ou
antes
Desde 2001 ou
antes
Desde 2001 ou
Atividades Gerais
Busca de informações
Monitorar o mercado
Comunicação com autoridades públicas
Banco e serviços financeiros
Informação sobre recrutamento
RELATÓRIO TÉCNICO DE PESQUISAS DO PROJETO GESITI HOSPITALAR.
PROJETO GESITI/HOSPITALAR: VOLUME I, ANO 2013.
Periodicidade da Publicação: Irregular.
RELATÓRIO TÉCNICO DE PESQUISAS DO PROJETO GESITI HOSPITALAR
PROJETO GESITI/HOSPITALAR.
antes
antes
antes
Desde 2001 ou
antes
Desde 2001 ou
antes
Desde 2001 ou
antes
Desde 2001 ou
antes
Desde 2001 ou
antes
Desde 2001 ou
antes
Desde 2001 ou
antes
Desde 2001 ou
antes
Utiliza desde
2008
Utiliza desde
2008
Utiliza desde
2008
Não planeja
utilizar
Desde 2001 ou
antes
Desde 2001 ou
antes
Planeja para os
próx. 5 anos
Não planeja
utilizar
Planeja para os
próx. 5 anos
Desde 2001 ou
antes
Desde 2001 ou
antes
Não planeja
utilizar
Utiliza desde
2008
Utiliza desde
2008
Utiliza desde
2008
Utiliza desde
2008
Utiliza desde
2008
Utiliza desde
2008
Não planeja
utilizar
Não planeja
utilizar
Desde 2001 ou
antes
Não planeja
utilizar
Não planeja
utilizar
Não planeja
utilizar
Não planeja
utilizar
Não planeja
utilizar
Não planeja
utilizar
Não planeja
utilizar
Atividades de compra de bens
Busca de informações em sites na Internet
Recebimento de produtos digitais
Recebimento de produtos digitais gratuitos
Obtenção de serviços pós-venda
Atividades de venda de bens
Marketing de produtos do hospital
Facilidade para enquetes/contato
Página customizada para clientes
Fácil acesso a catálogos de produtos
Entrega de produtos digitais
Capacidade de prover transações seguras
Integração com back end systems
Prover assistência pós-venda
Quadro 13. Propósito de utilização da Internet
No que diz respeito ao comércio eletrônico via Internet, apenas o Hospital
A comprou produtos ou contratou serviços via Internet em 2012, não
necessariamente realizando o pagamento on-line. Os demais hospitais não
realizaram compras ou contração de serviços. O Hospital C não utiliza esse
tipo de sistema.
Ainda na área de comércio eletrônico via Internet, para o Hospital A, 80%
a 90% das compras foram realizadas via Internet, sendo que o pagamento dos
produtos adquiridos não foi on-line. Também na compra de produtos ou
serviços via mercados eletrônicos especializados na Internet, o percentual do
total de compras realizado via esses mercados representou 80% a 90%.
O Hospital A considera muito importante os seguintes benefícios
esperados com a realização de compras via Internet: 1) reduzir custos; 2) maior
acesso e conhecimento de fornecedores; e 3) aumentar a velocidade dos
processos de negócios. Para estes benefícios, o Hospital A considera que os
resultados alcançados foram modestos.
RELATÓRIO TÉCNICO DE PESQUISAS DO PROJETO GESITI HOSPITALAR.
PROJETO GESITI/HOSPITALAR: VOLUME I, ANO 2013.
Periodicidade da Publicação: Irregular.
RELATÓRIO TÉCNICO DE PESQUISAS DO PROJETO GESITI HOSPITALAR
PROJETO GESITI/HOSPITALAR.
Sobre as vendas via Internet, os três hospitais responderam que não
receberam pedidos via Internet em 2012.
Com relação aos custos com implantação do sistema de Comércio
Eletrônico, o Hospital A gastou entre R$ 30 mil e R$ 50 mil reais, o Hospital B
gastou mais do que R$ 50 mil reais.
Quanto aos custos com operação/manutenção do sistema de Comércio
Eletrônico, o Hospital A gastou menos de R$ 10 mil reais, o Hospital B gastou
entre R$ 20 mil e R$ 30 mil reais. No Quadro 14 está detalhada a distribuição
dos custos em diversos itens (totalizando 100% em implantação e 100% em
operação/manutenção).
Implantação
Desenvolvimento de site(s)
Compra do endereço na Internet
Telefone
Hardware
Software
Banco de Dados
Outros Custos
Operação/Manutenção
Manutenção do(s) site(s)
Telefone
Provedor de Hosting do site
Custos Diretos
Custos para responder a emails
Marketing
Banco de Dados
Outros Custos
Hospital A
Hospital B
Nenhum gasto
Nenhum gasto
Nenhum gasto
Nenhum gasto
100%
Nenhum gasto
Nenhum gasto
10%
Nenhum gasto
Nenhum gasto
30%
30%
30%
Nenhum gasto
100%
Nenhum gasto
Nenhum gasto
Nenhum gasto
Nenhum gasto
Nenhum gasto
Nenhum gasto
Nenhum gasto
10%
10%
10%
Nenhum gasto
Nenhum gasto
Nenhum gasto
70%
Nenhum gasto
Quadro 14. Distribuição de Custos para Implantação e Operação/Manutenção
No Hospital A não foi necessária a contratação de funcionários para
implantação do sistema de comércio eletrônico, no entanto, foi necessário
treinamento. Para o Hospital B, foi necessária contratação e treinamento de
funcionários. Para os Hospitais A e B não houve a necessidade de uma
plataforma de hardware utilizada para as operações de comércio eletrônico.
Para os Hospital A e B, as operações de comércio eletrônico funcionam
sobre o sistema operacional Windows e para o Hospital B, também sobre o
Linux.
O Hospital A utiliza o Bionexo como software de comércio eletrônico, já o
Hospital B não possui nenhum software específico.
RELATÓRIO TÉCNICO DE PESQUISAS DO PROJETO GESITI HOSPITALAR.
PROJETO GESITI/HOSPITALAR: VOLUME I, ANO 2013.
Periodicidade da Publicação: Irregular.
RELATÓRIO TÉCNICO DE PESQUISAS DO PROJETO GESITI HOSPITALAR
PROJETO GESITI/HOSPITALAR.
Sobre o agente financeiro utilizado pelo hospital para as transações
bancárias, listo os seguintes: Uniprime – Banco do Brasil (Hospital A) e Sicoob
(Hospital B). Para o Hospital A, não há percentagem pago ao agente financeiro
e no caso do Hospital B, não soube informar.
Em termos de nível de segurança que o sistema de comércio eletrônico
oferece, o Hospital A informou que possui firewall e criptografia. Já o Hospital B
não possui.
Em termos de perspectivas futuras, os hospitais A e B pretendem expandir
a presença na Internet, comprar melhores equipamentos de hardware e
comprar softwares mais sofisticados.
No Quadro 15 é ilustrada a significância das barreiras para o uso presente
ou futuro de TCI nos hospitais A e B (O Hospital C não utiliza).
Barreiras para a venda pela Internet
Os produtos do hospital não são
adaptáveis à venda pela Internet
Os clientes não estão prontos para o uso
do comércio eletrônico
Problemas de segurança em relação a
pagamentos
Insegurança em relação a contratos,
termos de entrega e garantias
Custo de desenvolver e manter um sistema
de comércio eletrônico
Considerações em relação a canais de
venda já existentes
Barreiras para o uso da Internet
Segurança (hackers, vírus)
Tecnologia é muito complicada
Gastos com desenvolvimento e
manutenção de sites são muito altos
Perdeu-se tempo de trabalho devido a má
utilização da Internet
Gastos com comunicação de dados muito
altos
Comunicação de dados muito lenta ou
instável
Não vê benefícios
Barreiras para o uso de TCI em geral
Gastos com TCI são muito altos
Novas versões de softwares surgem com
muita frequência
Suprimento/Soluções de TCI não suprem
as necessidades do hospital
Nível de qualificação profissional em
relação a TCI muito baixo
Hospital A
Hospital B
Principal
barreira
Pouca
importância
Pouca
importância
Pouca
importância
Pouca
importância
Pouca
importância
Principal
barreira
Pouca
importância
Pouca
importância
Pouca
importância
Pouca
importância
Pouca
importância
Muita
importância
Pouca
importância
Pouca
importância
Muita
importância
Pouca
importância
Pouca
importância
Pouca
importância
Muita
importância
Pouca
importância
Sem
importância
Pouca
importância
Muita
importância
Pouca
importância
Muita
importância
Muita
importância
Muita
importância
Pouca
importância
Pouca
importância
Muita
importância
Muita
importância
Pouca
importância
Muita
importância
RELATÓRIO TÉCNICO DE PESQUISAS DO PROJETO GESITI HOSPITALAR.
PROJETO GESITI/HOSPITALAR: VOLUME I, ANO 2013.
Periodicidade da Publicação: Irregular.
RELATÓRIO TÉCNICO DE PESQUISAS DO PROJETO GESITI HOSPITALAR
PROJETO GESITI/HOSPITALAR.
Dificuldade em recrutar pessoal qualificado
em TCI
Pessoal existente relutante em usar TCI
Falta de uma estratégia atualizada de uso
de TCI
Não vê benefícios
Muita
importância
Pouca
importância
Pouca
importância
Pouca
importância
Muita
importância
Muita
importância
Muita
importância
Muita
importância
Quadro 15. Barreiras ao uso da Internet
3.8.
Telemedicina
Este grupo de questões abordaram aspectos do uso da Telemedicina. No
entanto, o Hospital A não faz uso da telemedicina.
O Hospital B declarou que faz uso da Telemedicina em parceria com o
Hospital Albert Einstein. Há 2 anos, a Cardiologia é a especialidade que faz uso
da Telemedicina, o tipo de linha (tecnologia) utilizada é IP (Internet Protocol) e
esta especialidade não faz pesquisa. Além disso, o Hospital B realiza
videoconferências com equipamento locado e utiliza IP como linha de
comunicação, a velocidade de conexão é de 8 Mb. Sobre os periféricos
utilizados na videoconferência, o Hospital B não soube informar quais eram. Os
conhecimentos de telemedicina são provenientes de apresentações assistidas
e encontros em associações profissionais. O uso mais comum da telemedicina
no Hospital B é o diagnóstico. O conjunto (montagem) da telemedicina na
Cardiologia
envolve
vídeo-interativo,
armazenamento
e
RELATÓRIO TÉCNICO DE PESQUISAS DO PROJETO GESITI HOSPITALAR.
PROJETO GESITI/HOSPITALAR: VOLUME I, ANO 2013.
Periodicidade da Publicação: Irregular.
envio
de
RELATÓRIO TÉCNICO DE PESQUISAS DO PROJETO GESITI HOSPITALAR
PROJETO GESITI/HOSPITALAR.
imagens/transmissão de textos e compartilhamento de imagens na tela do
computador com áudio. O nome do software/aplicações que o Hospital B utiliza
na montagem da telemedicina não foi informado, apenas que sua função é de
tráfego e análise de imagens coletadas, sendo que não possui interface
amigável. Os hardwares que o hospital utiliza na montagem da telemedicina
são: computadores, câmeras, caixas de som, TVs, etc. e sua função é criar a
interação entre médico e paciente.
O Hospital C também declarou que faz uso da Telemedicina. A
Dermatologia e a Bioequivalência são as áreas que a utilizam, sendo seu uso
voltadao a pesquisas, mas
não foi informada a tecnologia (tipo de linha)
aplicada. Além disso, o Hospital C realiza videoconferências com equipamento
próprio, utilizando IP como linha de comunicação e com velocidade de 4 a 6
Mb. O Hospital C não informou quais os periféricos utilizados na
videoconferência. Os conhecimentos da telemedicina são provenientes de
apresentações assistidas, programa de treinamento formal em telemedicina e
treinamento médico ou pós-graduação. O uso mais comum da telemedicina no
Hospital C é o diagnóstico. O conjunto (montagem) da telemedicina utilizada na
Dermatologia envolve compartilhamento de imagens na tela do computador
com áudio e pesquisa clínica. O software que o Hospital C utiliza na montagem
da telemedicina a Rede H.323 e sua função é a interação entre áudio e
imagem, sendo que possui uma interface amigável. Os hardwares utilizados na
montagem são: sistema Polycom, HDX8000 (móvel) e HDX7000 (fixa).
3.9.
Relacionamento com o Cliente
As estruturas para atendimento ao cliente, recebimento de sugestões e
resolução de problemas mantidas pela organização no relacionamento com o
cliente são: suporte remoto via telefone (Hospital A); equipe de qualidade para
tratar do assunto (Hospital B); ouvidoria e avaliação de satisfação (Hospital C).
Os Hospitais (A e B) avaliam e tratam de forma sistemática a satisfação
de clientes e usuários, já o Hospital C realiza estas atividades eventualmente.
Os três hospitais avaliam e tratam de forma sistemática os incidentes de
segurança trazidos pelos clientes e usuários.
RELATÓRIO TÉCNICO DE PESQUISAS DO PROJETO GESITI HOSPITALAR.
PROJETO GESITI/HOSPITALAR: VOLUME I, ANO 2013.
Periodicidade da Publicação: Irregular.
RELATÓRIO TÉCNICO DE PESQUISAS DO PROJETO GESITI HOSPITALAR
PROJETO GESITI/HOSPITALAR.
Os três hospitais acreditam que a qualidade do atendimento aos clientes
do hospital é adequada.
3.10. Prototipagem rápida na saúde
As questões abordadas neste tópico do Questionário Prospectivo - QP,
consideraram o uso de tecnologias tridimensionais por meio de modelos físicos
e virtuais para a excelência em planejamento de algumas cirurgias de alta
complexidade. O QP vem sendo progressivamente aplicado no mundo e sendo
oferecido pelo Projeto GESITI/DGE para ser aplicado em uma grande gama de
hospitais públicos no Brasil e até alguns da América Latina. Não se conhece
até a presente data um QP com esse conteúdo multi-focal (Balloni, 2012).
Neste tópico, o Hospital A declarou que faz uso dessas tecnologias e os
hospitais B e C não fazem.
Os três hospitais afirmaram que se houvesse a possibilidade de uso das
tecnologias tridimensionais sem custos para o hospital envolvendo pacientes
do sistema público de saúde, teriam interesse em utilizar.
Os Hospitais A e B avaliam que os seus hospitais teriam infraestrutura de
aquisição de imagens médicas, recursos computacionais e pessoal capacitado
para o uso das tecnologias tridimensionais. Já o Hospital C não sabe avaliar.
Os Hospitais A e B tem interesse que parte desta infraestrutura e
capacitação de pessoal seja oferecida por uma instituição como o CTI. O
Hospital C não soube responder.
3.11. Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde
As questões abordadas neste tópico compreendem o Gerenciamento de
Resíduos de Serviços de Saúde (RSS), que se constitui em um conjunto de
procedimentos de gestão, planejados e implementados a partir de bases
científicas e técnicas normativas e legais, com o objetivo de minimizar a
produção
de
resíduos
e
proporcionar
aos
resíduos
gerados,
um
encaminhamento seguro, de forma eficiente, visando a proteção dos
RELATÓRIO TÉCNICO DE PESQUISAS DO PROJETO GESITI HOSPITALAR.
PROJETO GESITI/HOSPITALAR: VOLUME I, ANO 2013.
Periodicidade da Publicação: Irregular.
RELATÓRIO TÉCNICO DE PESQUISAS DO PROJETO GESITI HOSPITALAR
PROJETO GESITI/HOSPITALAR.
trabalhadores, a preservação da saúde pública, dos recursos naturais e do
meio ambiente. Além disso, todo gerador deve elaborar um Plano de
Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde (PGRSS), baseado nas
características dos resíduos gerados e na sua classificação, estabelecendo as
diretrizes de manejo dos RSS.
Os Hospitais A, B e C afirmaram que seus hospitais possuem um Plano
de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde (PGRSS) e que há
treinamento para os funcionários do hospital no que diz respeito à coleta
seletiva e gerenciamento dos resíduos. Quanto a frequência do treinamento, o
Hospital A informou que ela acontece mensalmente, B a cada três meses e o
Hospital C uma vez por ano.
No Quadro 16 são ilustradas as etapas de gerenciamento de resíduos de
serviços de saúde atendidas pelos hospitais.
Segregação
Acondicionamento
Identificação
Transporte interno
Armazenamento temporário
Tratamento
Armazenamento externo
Coleta e transporte externos
Disposição final
Hospital A
x
x
x
x
x
x
x
x
x
Hospital B
x
x
x
x
x
Terceirizado
x
Terceirizado
Terceirizado
Hospital C
x
x
x
x
x
Terceirizado
Terceirizado
Terceirizado
Terceirizado
Quadro 16. Etapas do RSS
Considerações Finais
Este relatório apresentou os resultados obtidos nas entrevistas realizadas
em três hospitais na cidade de Maringá-PR. As entrevistas foram conduzidas
pessoalmente pelos três professores autores deste relatório, já que em alguns
casos, como no Hospital A, não foi permitida a participação de aluno da
graduação.
Foram contatados seis hospitais e somente três concordaram em
participar. Notou-se que as respostas negativas foram devido a sobrecarga de
trabalho dos profissionais.
RELATÓRIO TÉCNICO DE PESQUISAS DO PROJETO GESITI HOSPITALAR.
PROJETO GESITI/HOSPITALAR: VOLUME I, ANO 2013.
Periodicidade da Publicação: Irregular.
RELATÓRIO TÉCNICO DE PESQUISAS DO PROJETO GESITI HOSPITALAR
PROJETO GESITI/HOSPITALAR.
A demora em receber uma resposta sobre a aceitação (ou não) dos
hospitais em participar, tramites e requisitos para autorização da realização da
pesquisa e agenda cheia dos profissionais foram os principais fatores que
dificultaram a conclusão deste relatório conforme cronograma.
Foram necessárias várias entrevistas, que, as vezes eram interrompidas
devido ao entrevistado ser requisitado em uma atividade urgente. Entre os três
hospitais entrevistados, o Hospital A mostrou-se o mais organizado, receptivo
e interessado nos resultados desta pesquisa.
Agradecimentos
Agradecemos a professora e médica Janaina da Silva Martins pela sua
colaboração na intermediação junto às diretorias dos hospitais.
Referências
BALLONI, Antonio José, Questionário Prospectivo – Registrado na Biblioteca
Nacional como Obra não publicada sob Nr. 570.379, Livro 1088, fiolha 447,
Agosto 2012 – Disponível em http://www.cti.gov.br/questionárioprospectivo.html – último acesso Janeiro 2012.
PROJETO PILOTO GESITI/HOSPITALAR. “AVALIAÇÃO DA GESTÃO EM
SISTEMAS E TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO EM HOSPITAIS”.
(GESITI/HOSPILAR) – 2012 - Disponível em
http://www.cti.gov.br/images/stories/cti/atuacao/dtsd/gesiti/hospitalar.pdf .
Acessado em fev, 2012.
RELATÓRIO TÉCNICO DE PESQUISAS DO PROJETO GESITI HOSPITALAR.
PROJETO GESITI/HOSPITALAR: VOLUME I, ANO 2013.
Periodicidade da Publicação: Irregular.
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