Município de Viseu abril de 2013 2012 Setor Financeiro Relatório de Gestão [RELATÓRIO DE GESTÃO] 1 de Abril de 2013 CAPÍTULO I .................................................................................................................. 6 ATIVIDADES DESENVOLVIDAS........................................................................................... 6 I. INTRODUÇÃO.......................................................................................................... 7 II. ANÁLISE RESUMO .................................................................................................... 7 III. ATIVIDADE MAIS RELEVANTE DESENVOLVIDA EM 2012 ................................................... 9 III.1. MODERNIZAÇÃO ADMINISTRATIVA ....................................................................... 9 III.2. RECURSO HUMANOS ........................................................................................ 10 III.2.1. O BALANÇO SOCIAL .......................................................................................... 11 III.2.1.1. TOTAL DE TRABALHADORES POR MODALIDADE DE VINCULAÇÃO ............................... 11 III.2.1.2. TRABALHADORES POR ESCALÃO ETÁRIO ............................................................... 11 III.2.1.3. TRABALHADORES POR CARREIRA SEGUNDO O NÍVEL DE ANTIGUIDADE ....................... 12 III.2.1.4. TRABALHADORES SEGUNDO O NÍVEL DE ESCOLARIDADE .......................................... 13 III.2.1.5. FORMAÇÃO PROFISSIONAL ................................................................................ 14 III.3. POLÍCIA MUNICIPAL ......................................................................................... 14 III.4. EDUCAÇÃO ..................................................................................................... 15 III.4.1. PESSOAL NÃO DOCENTE DO PRÉ-ESCOLAR E 1º CICLO ............................................. 16 III.4.2. ACÃO SOCIAL ESCOLAR (ASE) E COMPONENTE DE APOIO À FAMÍLIA .......................... 16 III.4.3. PROGRAMA DE GENERALIZAÇÃO DE FORNECIMENTO DE REFEIÇÕES NO 1º CICLO DO ENSINO BÁSICO ........................................................................................................... 17 III.4.4. TRANSPORTES ESCOLARES ................................................................................. 17 III.4.5. INVESTIMENTO NA QUALIFICAÇÃO DO AMBIENTE ESCOLAR ...................................... 18 III.4.6. ESPAÇOS EDUCATIVOS ...................................................................................... 19 III.4.6.1. MOBILIÁRIO E EQUIPAMENTOS .......................................................................... 19 III.4.6.2. REQUALIFICAÇÃO DA REDE ESCOLAR DO 1º CICLO DO ENSINO BÁSICO ....................... 19 III.4.7. PROJETOS E AÇÕES .......................................................................................... 20 III.4.7.1. PROGRAMA DE GENERALIZAÇÃO DO ENSINO DO INGLÊS E DE OUTRAS ATIVIDADES DE ENRIQUECIMENTO CURRICULAR NO 1º CICLO (AEC) ............................................................ 20 2 [RELATÓRIO DE GESTÃO] 1 de Abril de 2013 III.4.7.2. FRUTA ESCOLAR .............................................................................................. 21 III.4.7.3. BANCO MUNICIPAL DE LIVROS ........................................................................... 21 III.5. AÇÃO SOCIAL, SOLIDERIEDADE E FAMÍLIA ............................................................ 22 III.5.1. VISEU SOLIDÁRIO ............................................................................................ 22 III.5.1.1. PROHABIT ...................................................................................................... 24 III.5.1.2. PROHABITA .................................................................................................... 24 III.5.1.3. SOLARH ......................................................................................................... 25 III.5.1.4. BAIRROS MUNICIPAIS ....................................................................................... 25 III.5.1.4.2. GESTÃO FINANCEIRA .................................................................................. 26 III.5.1.5. SAÚDE .......................................................................................................... 27 III.5.1.6. OUTRAS AÇÕES ............................................................................................... 27 III.5.1.6.1. PLANO MUNICIPAL DE ACESSIBILIDADES ........................................................ 27 III.5.1.6.2. VOLUNTARIADO ........................................................................................ 28 III.5.1.6.3. COMISSÃO DE PROTEÇÃO DE CRIANÇAS E JOVENS (CPCJ) ................................... 28 III.5.2. REDE SOCIAL .................................................................................................. 28 III.5.2.1. CLAS VISEU .................................................................................................... 28 III.5.2.2. PLATAFORMA SUPRA CONCELHIA DÃO LAFÕES DA REDE SOCIAL ................................ 29 III.5.2.3. NÚCLEO TERRITORIAL DO PROGRAMA DE RESPOSTAS INTEGRADAS (PRI) URBANO E PERIURBANO .............................................................................................................. 29 III.5.2.6. APOIO A INSTITUIÇÕES ..................................................................................... 30 III.6. ORDENAMENTO DO TERRITÓRIO ......................................................................... 30 III.7. SANEAMENTO E ABASTECIMENTO DE ÁGUA .......................................................... 31 III.8. RESÍDUOS SÓLIDOS .......................................................................................... 31 III.8.1. RECOLHA DE RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS (RSU) .................................................. 31 III.8.2. RECOLHA SELETIVA .......................................................................................... 32 III.9. PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE E CONSERVAÇÃO DA NATUREZA ............................... 35 III.9.1. CEMITÉRIOS E CASAS MORTUÁRIAS ..................................................................... 35 III.9.2. JARDINS E ESPAÇOS VERDES .............................................................................. 35 3 [RELATÓRIO DE GESTÃO] 1 de Abril de 2013 III.9.4. REQUALIFICAÇÃO AMBIENTAL DAS MARGENS DO RIO DÃO –TERMAS DE ALCAFACHE – REQUALIFICAÇÃO DO ESPAÇO PUBLICO ............................................................................ 37 III.10. CULTURA ....................................................................................................... 38 III.10.1. FESTAS DAS FREGUESIAS ................................................................................... 39 III.10.2. VISEU MINHA TERRA NATAL .............................................................................. 40 III.10.3. PARCERIAS ..................................................................................................... 40 III.10.4. RECONHECIMENTO DO MÉRITO/BOLSA DE ESTUDO ................................................. 41 III.10.5. EXPOSIÇÕES NO ATENDIMENTO ÚNICO ................................................................ 41 III.10.6. EDIÇÕES E APOIO A AU TORES ............................................................................ 42 III.10.7. REDE MUNICIPAL DE MUSEUS ............................................................................ 42 III.11. DESPORTO, RECREIO E LAZER ............................................................................. 45 III.11.1. PROGRAMA DE PROMOÇÃO E DA ATIVIDADE FÍSICA DESPORTIVA .............................. 45 III.11.2. PROGRAMA DE ORGANIZAÇÃO E CAPTAÇÃO DE GRANDES EVENTOS DESPORTIVOS ........ 46 III.11.5. INSTALAÇÕES DE RECREIO E LAZER ..................................................................... 47 III.12. JUVENTUDE .................................................................................................... 48 III.13. INDÚSTRIA, ENERGIA E COMÉRCIO...................................................................... 48 III.14. TRANSPORTES RODOVIÁRIOS ............................................................................. 49 III.15. MERCADOS E FEIRAS ........................................................................................ 49 III.16. TURISMO ....................................................................................................... 49 CAPÍTULO II ............................................................................................................... 52 ANÁLISE ORÇAMENTAL ................................................................................................. 52 I. ANÁLISE ORÇAMENTAL ........................................................................................... 53 I.1. RECEITA CORRENTE ................................................................................................ 53 I.2. RECEITA DE CAPITAL .............................................................................................. 54 I.3. DESPESA .............................................................................................................. 56 I.4. EQUILÍBRIO ORÇAMENTAL E POUPANÇA CORRENTE ...................................................... 60 I.5. EXECUÇÃO DAS GRANDES OPÇÕES DO PLANO (GOP) ..................................................... 62 CAPÍTULO III .............................................................................................................. 64 4 [RELATÓRIO DE GESTÃO] 1 de Abril de 2013 ANÁLISE FINANCEIRA ................................................................................................... 64 I. SITUAÇÃO ECONÓMICO-FINANCEIRA ......................................................................... 65 I.1. ANÁLISE DO BALANÇO ............................................................................................ 65 I.2. ANÁLISE DA DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS ............................................................ 68 I.2.1. CUSTOS ......................................................................................................... 69 I.2.2. PROVEITOS .................................................................................................... 70 I.3. ENDIVIDAMENTO LÍQUIDO ...................................................................................... 70 I.4. PROPOSTA DE APLICAÇÃO DE RESULTADOS ................................................................. 71 II. ÍNDICE DE QUADROS E GRÁFICOS ............................................................................. 72 II.1. QUADROS ............................................................................................................ 72 II.2. GRÁFICOS ............................................................................................................ 72 5 [RELATÓRIO DE GESTÃO] 1 de Abril de 2013 C APÍTULO I A TIVIDADES D ESENVOLVIDAS 6 [RELATÓRIO DE GESTÃO] 1 de Abril de 2013 I. I N T R O D U Ç Ã O Nos termos do Decreto-Lei nº 54-A/99 (POCAL), de 22 de Fevereiro, devem as autarquias locais submeter à aprovação do órgão executivo e subsequentemente a apreciação e votação pelo órgão deliberativo o inventário e os documentos de prestação de contas. A elaboração das contas segundo o novo Plano aprovado passou a ser obrigatória para todas as autarquias locais a partir do exercício de 2002 (n.º 4 do art. 10º do Decreto-Lei n.º 315/2000, de 2 de Dezembro). O presente relatório apresenta de forma sintética e objetiva a atividade e gestão (situação económica e financeira) do Município de Viseu no ano económico de 2012, o qual se submete a aprovação da Câmara Municipal e a apreciação da Assembleia Municipal, juntamente com os documentos de prestação de contas e o inventário geral. II. A N Á L I S E RESUMO Quadro 1 – Execução da Receita 2012 Ano 2012 Receita Prevista 61.827.351,00 Receita Cobrada 50.589.993,41 Variação % -18% Fonte: Documentos Financeiros – Contas 2012 A execução da receita em 2012 foi superior a 50,59 milhões de euros com um grau de execução de 81,82%. Quadro 2 – Execução da Despesa 2012 Ano 2012 Despesa Orçada 61.827.351,00 Despesa Paga 42.277.732,75 Variação % -32% Fonte: Documentos Financeiros – Contas 2012 A despesa paga apresenta uma execução de 68,38%. O Município de Viseu, mais uma vez obteve poupança corrente superior a 9 milhões de euros. 7 [RELATÓRIO DE GESTÃO] 1 de Abril de 2013 Quadro 3 – Execução das Grandes Opções do Plano (GOP) 2012 Ano 2012 Montante Montante Previsto Executado 44.192.016,10 28.228.894,46 Variação % -36% Fonte: Documentos Financeiros – Contas 2012 O nível de execução das GOP foi cerca de 63,88%, cujo montante foi superior 28 milhões de euros. Quadro 4 – Demonstração de Resultados 2011-2012 Ano 2011 2012 Variação % Custos e Perdas 41.817.793,45 40.556.039,14 -3,02% Proveitos e Ganhos 46.728.542,03 49.049.485,40 4,97% Fonte: Documentos Financeiros – Contas 2012 Os custos e perdas em 2012 foram inferiores ao ano anterior em cerca de 3,02%, por outro lado, os proveitos e ganhos foram superiores a 2011 em mais de 4,97%, o que originou um resultado líquido do exercício positivo de 8,5 milhões de euros. 8 [RELATÓRIO DE GESTÃO] 1 de Abril de 2013 A T I V I D A D E M A I S R E L E V A N T E D E S E N V O L V I D A E M 2012 III. III.1. Modernização Administrativa No âmbito da modernização administrativa e técnica a atividade desenvolvida deverá ser considerada de continuidade na implementação de projectos transversais e estruturantes para o Município de Viseu. Pretende-se com os projectos implementados: Aumentar a eficiência e a eficácia nos diferentes processos de trabalho; Aumentar o número de serviços disponibilizados online no portal do Município de Viseu; Melhorar a comunicação entre o Município e os seus munícipes; Redução de custos através da simplificação, desburocratização e racionalização de processos, com recurso ao uso das TIC; Para cumprimento deste desiderato, ao longo do ano em análise o Município de Viseu desenvolveu as seguintes atividades: Capacitação interna que permitiu dotar o Município de Viseu de uma infra-estrutura capaz garantindo alta disponibilidade, redundância, capacidade, escalabilidade, performance e segurança para a implementação de novos projectos; Implementação de plataforma de atendimento multicanal permitindo que, em qualquer lugar, altura e dispositivo os munícipes possam partilhar e comunicar informação relevante para os diferentes processos; Integração da plataforma de atendimento multicanal com a gestão documental e urbanismo para aumentar a qualidade do serviço prestado e disponibilizar diferentes canais de interação com o Município; Elaboração de novos formulários municipais com a identificação e codificação dos documentos que o munícipe deve entregar; Reengenharia e desmaterialização de processos de edificação e urbanismo, devido à sua complexidade, estes processos tendem a ser demorados, difíceis de gerir e controlar de forma tradicional, envolvendo também um grande volume de documentação. Impõe-se a necessidade de reestruturar estes processos de forma a agilizar a tramitação e permitir o controlo sobre o estado e os prazos dos mesmos. Neste âmbito foram identificados os diferentes tipos de pedidos, tramitações e desenho para se proceder à parametrização da nova solução do urbanismo e uniformização dos processos do urbanismo; Implementação do Sistema de Informação Geográfica - SIG MUNICIPAL; Implementação de políticas de segurança no acesso à internet e correio electrónico; 9 [RELATÓRIO DE GESTÃO] 1 de Abril de 2013 Ligação dos locais remotos Museu Almeida Moreira e Escadinhas de Santo Agostinho; Centralização da gestão centralizada de impressões; Uniformização da plataforma de desenho assistido por computador; Elaboração de candidatura ao SAMA-COMPETE, com objetivo de aumentar o número de serviços disponibilizados on-line pelos portais dos municípios com a implementação de uma plataforma de pagamentos e sms e implementar plataforma de comunicações para permitir a gestão centralizada de todas as chamadas com a consequente redução de custos operacionais III.2. Recurso Humanos O quadro restritivo e de racionalização dos recursos humanos da Administração Pública que marcou o ano de 2011, ao qual fizemos referência no relatório anterior, foi amplamente reforçado por um conjunto de medidas adicionais contempladas no Orçamento de Estado do ano de 2012, especialmente dirigidas à Administração Local. Ganha particular relevância a redução de trabalhadores fixada entre 1 e 3%, a executar entre 1 de Janeiro e 30 de Setembro de 2012 de acordo com os critérios estabelecidos no artº 48º da Lei nº 64-B/2011, de 30/12. A redução de 2% imposta ao Município foi conseguida fundamentalmente por via das aposentações verificadas no período em referência. É neste contexto que se propõe efetuar uma análise aos indicadores de gestão do Município na área dos recursos humanos, avaliando o processo evolutivo destes recursos e proporcionar um conhecimento efetivo e global do universo dos trabalhadores e dirigentes ao serviço, nas diversas vertentes, refletindo o esforço do atual executivo na busca da eficiência, racionalidade e qualidade dos serviços públicos prestados. A análise aos indicadores do balanço social que trataremos a seguir e que caraterizam os recursos humanos do Município, permite sustentar as seguintes conclusões: Não obstante as medidas de contenção da despesa e de redução de trabalhadores, os recursos humanos existentes têm permitido assegurar uma capacidade suficiente para garantir o funcionamento e a prossecução dos objetivos dos Serviços Municipais; O número de trabalhadores ao serviço evidenciou uma ampla redução, convergindo com o esforço de contenção da despesa (os encargos com salários tiveram uma redução ainda mais expressiva em 2012: - €2.027.229,79); Em linha com os resultados dos anos anteriores, regista-se uma maior concentração de colaboradores em escalões etários e níveis de antiguidade mais baixos, traduzindo um claro rejuvenescimento do mapa de pessoal e consequentemente um universo de trabalhadores com maior nível habilitacional e de qualificação. 10 [RELATÓRIO DE GESTÃO] 1 de Abril de 2013 III.2.1. O Balanço Social III.2.1.1. Total de trabalhadores por modalidade de vinculação O Balanço Social do ano de 2012 confirma a tendência dos últimos anos traduzindo uma redução significativa dos trabalhadores do Município, especialmente em termos comparativos com o ano de 2011. O total de trabalhadores passou de 931 no ano transato, para 906 em 31-12-2012 (- 2,7%), estando incluídos 121 professores e 231 auxiliares do programa Atividades de Enriquecimento Curricular. Esta redução resulta em grande medida da aposentação de 17 colaboradores, o que acentuou a diferença entre o número de homens e mulheres face ao ano anterior, com prevalência para o sexo feminino: 432 colaboradores são do sexo masculino e 474 do sexo feminino. Este indicador demonstra, também, uma redução dos trabalhadores com contrato de trabalho por tempo indeterminado em 9 efetivos (de 531 para 522, - 1,7%). No conjunto dos trabalhadores contratados a termo certo e incerto, regista-se uma redução de 10 trabalhadores (de 375 para 365, - 2,7%). Em regime de comissão de serviço mantêm-se em funções 9 dirigentes (6 homens e 3 mulheres). Gráfico 1 – Total de trabalhadores por modalidade de vinculação 522 600 500 400 240 300 125 200 100 9 10 0 Fonte: Recursos Humanos III.2.1.2. Trabalhadores por escalão etário Os indicadores relativos ao escalão etário dos trabalhadores municipais apontam para um mapa de pessoal muito “jovem”, 397 colaboradores (43,8% do total de efetivos) têm menos de 40 anos de idade, 11 [RELATÓRIO DE GESTÃO] 1 de Abril de 2013 sendo que, 235 têm idades compreendidas entre os 20 e os 34 anos (25,9%). Com mais de 60 anos contabilizam-se, apenas, 25 trabalhadores com um peso na estrutura de 2,8% que, em termos comparativos com o ano de 2011, resulta numa diminuição de 4 trabalhadores neste escalão etário. Gráfico 2 – Recursos humanos por escalão etário 167 162 138 104 151 91 62 22 6 3 20 - 24 25 - 29 30 - 34 35 - 39 40 - 44 45 - 49 50 - 54 55 - 59 60 - 64 65 - 69 anos anos anos anos anos anos anos anos anos anos 0 70 ou mais anos Fonte: Recursos Humanos III.2.1.3. Trabalhadores por carreira segundo o nível de antiguidade A caraterização dos efetivos em função da antiguidade reflete uma maior concentração de colaboradores no grupo até 5 anos de antiguidade, integrando 330 trabalhadores (36,4%), seguido do grupo entre os 5 e os 9 anos de serviço, com um total de 162 trabalhadores (17,9%). À semelhança dos anos anteriores as carreiras determinantes para a obtenção destes resultados são as de Técnico Superior e de Assistente Operacional. Destaca-se ainda o grupo entre os 15 e os 19 anos de antiguidade com 102 colaboradores (11,3%) e o facto dos quatro últimos grupos, acima dos 25 e até 40 ou mais anos de serviço, apenas contar com 140 colaboradores (15,5%). 12 [RELATÓRIO DE GESTÃO] 1 de Abril de 2013 Gráfico 3 - Recursos humanos por nível de antiguidade 330 162 99 102 73 61 59 15 até 5 anos 5-9 anos 10 - 14 anos 15 - 19 anos 20 - 24 anos 25 - 29 anos 30 - 34 anos 35 - 39 anos 5 40 ou mais anos Fonte: Recursos Humanos III.2.1.4. Trabalhadores segundo o nível de escolaridade Tal como é representado no gráfico seguinte, 251 trabalhadores municipais (27,7%) têm habilitação correspondente à licenciatura, integrados fundamentalmente na carreira de técnico superior. Seguidamente, a habilitação com maior expressão é o 12º ano de escolaridade com 190 colaboradores (21%). Com o 11º ano de escolaridade contam-se 29 trabalhadores (3,2%), 181 com o 9º ano (20%) e 110 com 6 anos de escolaridade (12,1%). Com 4 anos de escolaridade ou menos temos registo de 135 colaboradores (15,2%), tratando-se de trabalhadores com maior antiguidade no Município e que integram as carreiras de assistente operacional (pessoal operário e auxiliar). 13 [RELATÓRIO DE GESTÃO] 1 de Abril de 2013 Gráfico 4 - Nível de escolaridade 251 190 181 135 110 29 3 III.2.1.5. 2 4 1 Formação profissional No ano de 2012 o Município promoveu a participação dos seus colaboradores em 25 ações de formação, envolvendo especialmente os trabalhadores integrados nas carreiras de Técnico Superior e Assistente Técnico com 76 participantes (38 colaboradores de cada um dos grupos profissionais). Da Polícia Municipal realizaram formação profissional 4 Agentes, o pessoal Dirigente contou com 3 participantes, os Assistentes Operacionais e “Outros”, 2. III.3. Polícia Municipal A Polícia Municipal de Viseu iniciou o ano de 2012 com um efectivo de quinze agentes operacionais, que com os meios ao seu dispor, nomeadamente três veículos automóveis ligeiros, sendo que um deles é todo-o-terreno, três motociclos e um veículo reboque, têm vindo a cumprir o horário compreendido entre as 08H00 e as 24H00, de segunda a sábado. Para além da atenção dada à regulação e fiscalização do cumprimento das normas de estacionamento de veículos bem como da circulação rodoviária e pedonal, esta polícia administrativa operou em diversos domínios, no âmbito das competências que lhe estão atribuídas designadamente: a vigilância de espaços e edifícios públicos; os policiamentos direccionados; execução de actos administrativos; denúncias de 14 [RELATÓRIO DE GESTÃO] 1 de Abril de 2013 crimes; fiscalização do cumprimento dos diversos regulamentos municipais; exercício de acções de polícia ambiental e urbanística. Durante o ano de 2012, a Polícia Municipal de Viseu não descurou a utilização do veículo reboque, como instrumento dissuasor da prática de infracções rodoviárias, principalmente aquelas que mais fortemente prejudicam a circulação de peões, tal como o estacionamento de viaturas em cima de passeios e passadeiras. No que concerne às infracções verificadas ao Código da Estrada, registou-se um decréscimo de aproximadamente 29,5% relativamente ao ano de 2011. Os estacionamentos irregulares, continuam a ser as infracções mais verificadas. Apesar de se tratar de uma força administrativa, de realçar ainda as diversas acções de âmbito criminal, que se traduziram em situações devidamente comunicadas à entidade judicial competente, designadamente por falta de carta de condução, violência doméstica e injúrias. Neste ano, foram ainda recuperadas 2 viaturas que tinham sido furtadas e efectuadas duas detenções por coação, desobediência e agressão a agente de autoridade. No âmbito das demais acções levadas a cabo, importa destacar as referentes à venda ambulante não autorizada e à actividade de arrumador de automóveis. Assim, e dos diversos autos de notícia elaborados por violação aos regulamentos municipais, os resultados obtidos foram os seguintes: Cerca de 70% da totalidade dos autos elaborados, tiveram origem em situações de venda ambulante não autorizada. Como se pode verificar, o combate à venda ambulante continua a ser uma das prioridades na atuação desta Polícia Municipal. Em algumas das ações desencadeadas, foram apreendidas diversas quantidades de produtos, totalizando um valor aproximado de 1300Kg; 7 % de autos levantados pelo exercício de arrumador de automóveis sem licença emitida pela Câmara Municipal de Viseu; Os restantes autos estão relacionados com publicidade não autorizada e falta de horário de funcionamento; Os 51 achados entregues pela Polícia Municipal aos legítimos proprietários, a somar às ações de regulação de trânsito rodoviário, informação e auxílio, contribuíram para continuar a elevar o nome desta Polícia. Excluindo a actividade referente à fiscalização pedonal e rodoviária, toda a restante actividade desenvolvida pela Polícia Municipal de Viseu foi equivalente à verificada em 2011. III.4. Educação No ano letivo de 2011/2012 o universo escolar, no que respeita ao número de estabelecimentos de ensino e de alunos era o seguinte: 55 jardins de infância com um universo de 1.599 alunos; 15 [RELATÓRIO DE GESTÃO] 1 de Abril de 2013 64 escolas do 1º ciclo do ensino básico com 3.899 alunos. III.4.1. Pessoal não Docente do Pré-Escolar e 1º Ciclo A Câmara Municipal de Viseu tem vindo a assumir responsabilidades na colocação de auxiliares de ação educativa nos Jardins de Infância do Concelho de Viseu, pertencentes ao quadro, ou ao abrigo do acordo de colaboração celebrado com a DREC/ME e o Ministério da Segurança e Solidariedade Social, bem como a colocação de outro pessoal de apoio. O investimento na colocação de pessoal não docente nos Jardins de Infância ultrapassou €1.750.000,00 no ano letivo 2011/2012. Relativamente ao pessoal não docente nas Escolas do 1º Ciclo, o custo foi superior a €600.000,00, no mesmo ano letivo. III.4.2. Acão Social Escolar (ASE) e Componente de Apoio à Família Os auxílios económicos, inseridos numa política de equidade, promoção e igualdade de oportunidades no acesso à educação, são formas de apoio social destinadas aos alunos inseridos em agregados familiares caracterizados por situações de carência socioeconómicas por forma a progredirem na escolaridade obrigatória. Estes auxílios económicos, referem-se à atribuição do subsídio de ação social escolar para aquisição de livros e material escolar e garantia do acesso gratuito ou comparticipado às refeições escolares. Como se pode verificar no quadro seguinte, foram apoiados 1.337 alunos, representando um custo total superior a €42.00,00. Quadro 5 – Ação Social Escolar Agrupamentos de Escolas Ano letivo 2011/2012 Nº de Alunos Valor Atribuído Mundão Viso Abraveses Vil de Souto Infante D. Henrique Silgueiros Marzovelos Grão Vasco Total 125 207 261 111 147 146 160 180 1.337 3.930,30 € 6.460,30 € 8.224,90 € 3.252,60 € 4.783,60 € 5.028,80 € 4.874,00 € 6.196,00 € 42.750,50 € Fonte: Gabinete de Educação A componentre de apoio à família resulta de uma parceria protocolada entre a Autarquia, o Ministério da Educação e o Ministério da Solidariedade Social, em que a Câmara Municipal de Viseu suporta a diferença 16 [RELATÓRIO DE GESTÃO] 1 de Abril de 2013 de custos entre o valor real do serviço, o subsídio do Ministério da Educação e a comparticipação das famílias, com base no despacho conjunto nº300/97, de 9 de Setembro. São objetivos da Componente Socioeducativa de Apoio à Família: Apoiar as famílias através da implementação de um horário de atividade dos Jardins de Infância da Rede Pública, compatível com as necessidades, após as atividades letivas; Criar condições para o fornecimento de refeições e prolongamento de horário; Promover a ocupação das crianças durante o período de interrupção letiva. A educação pré-escolar deve ser encarada não só como uma resposta institucional face às necessidades da sociedade atual, mas como uma etapa fundamental a nível social, educativo e preventivo. Nesse sentido, a autarquia apoia a educação pré-escolar e promove as componentes não pedagógicas que integram a componente de apoio à família designadamente o prolongamento de horário e o apoio nas refeições. O custo global para o Município foi superior a €631.000,00, correspondendo €451.000,00 e €98.000,00, respetivamente a refeições e prolongamento de horário. Para a sua concretização o Município de Viseu necessitou ainda de proceder ao arrendamento de instalações, as quais atingiram o encargo anual superior a €81.000,00. III.4.3. Programa de Generalização de Fornecimento de Refeições no 1º Ciclo do Ensino Básico No âmbito do fornecimento de refeições escolares, e como resposta às necessidades das famílias, o serviço de refeições é assegurado através da contratação pública de empresas prestadoras de serviços e I.P.S.S., as quais devem garantir a prestação do serviço, em perfeitas condições. De forma a cumprir a legislação e garantir a qualidade e segurança alimentar das refeições servidas salvaguardando a saúde das crianças, a modalidade do serviço de refeições (confeção local e catering) é criteriosamente escolhida em função das condições estruturais de cada estabelecimento de educação e ensino. No ano letivo 2011/2012 o investimento foi superior a €540.209,29, que correspondem ao fornecimento de 285.765 refeições aos alunos do 1º Ciclo e 222.886 refeições às crianças do Pré-escolar. III.4.4. Transportes Escolares De acordo com o Decreto-Lei n.º 299/84, de 05 de Setembro, compete aos municípios assegurar o transporte entre a residência e o local dos estabelecimentos de ensino aos alunos dos ensinos básico e secundário, desde que residam a mais de 3 ou 4 km dos estabelecimentos de ensino, respetivamente sem ou com refeitório. O referido transporte escolar é gratuito para os alunos abrangidos pela escolaridade 17 [RELATÓRIO DE GESTÃO] 1 de Abril de 2013 obrigatória e comparticipado em 50% para os alunos do ensino secundário, incluindo as crianças com necessidades educativas especiais. Para garantir a eficácia deste serviço, o Município elabora anualmente um plano de transportes escolares, com base numa previsão do número de alunos/localidade que irão necessitar de transporte no ano letivo seguinte. Estes circuitos abrangem todas as localidades que não são servidas por circuitos regulares. Quadro 6 – Custos com Transporte Escolar Transporte Escolar Ano letivo 2011/2012 Transporte regular 806.282,60 € Circuitos especiais 263.776,90 € 23.589,58 € Transporte adaptado 1.093.649,08 € Total Fonte: Gabinete de Educação III.4.5. Investimento na Qualificação do Ambiente Escolar No âmbito do Decreto-Lei n.º 159/99 de 14 de Setembro, artº 19º, ponto 1, que define a atribuição das competências na área da educação das autarquias locais, a Câmara Municipal de Viseu visa a melhoria das condições de ensino através da construção, ampliação e conservação de escolas do 1º. Ciclo do Ensino Básico e de Jardins de Infância; material didático; o aluguer de telefones e a aquisição de mobiliário e equipamentos. Têm sido muitas as intervenções, de salientar a instalação de refeitórios, a climatização, a substituição/apetrechamento de equipamentos nas salas de aula e a reabilitação de zonas de recreio. Os encargos que o Município de Viseu suportou no ano letivo 2011-2012 em consumíveis são os constantes do quadro seguinte: Quadro 7 – Encargos com Consumíveis por Tipologia Consumíveis Material de higiene e limpeza Energia eléctrica/água/gás/combustíveis Telefone fixo/internet Total 31.532,66 € 384.300,00 € 23.500,00 € 439.332,66 € Fonte: Gabinete de Educação 18 [RELATÓRIO DE GESTÃO] 1 de Abril de 2013 III.4.6. Espaços Educativos III.4.6.1. Mobiliário e Equipamentos Em resultado das diferentes intervenções que vão sendo concretizadas no âmbito da requalificação da rede de estabelecimentos de 1.º ciclo e pré-escolar, torna-se necessário definir um conjunto de mobiliário escolar considerado essencial, para que os novos espaços escolares fiquem dotados de mobiliário devidamente dimensionado, em termos de tipologia e quantidade. Em equipamentos para os Jardim-de-infância e Escolas do 1º Ciclo do Ensino Básico o investimento foi superior a €51.500,00. III.4.6.2. Requalificação da Rede Escolar do 1º Ciclo do Ensino Básico A qualidade dos espaços exteriores, constitui uma prioridade de investimento do Município que aposta num vasto programa de requalificação e remodelação dos logradouros das Escolas do 1º Ciclo e Jardins de Infância. Procura-se que estes espaços, ofereçam zonas de estadia e brincadeira, áreas ajardinadas e com hortas e se complemente a intenção pedagógica do espaço escola. A Câmara Municipal de Viseu realizou obras de adaptação, conservação e reparação das Escolas do 1º CEB e Jardins de Infância no montante superior a €63.500,00, através da celebração de protocolos com as freguesias. Além disso, foram efetuadas diversas obras de manutenção por administração direta com a designada “brigada das escolas”, das quais se destacam as seguintes: Reparação da cornija do telhado e beirado do alpendre da escola do 1º CEB de Ranhados; Pintura interior, reparação de infiltrações e construção de um arrumo na escola do 1º CEB da Balsa; Construção de dois arrumos na escola do 1º CEB de Santiago; Reparação da cobertura da escola do 1º CEB de Oliveira de Barreiros; Envernizamento dos pavimentos de madeira do Jardim de Infância de Gumirães; Pintura do interior da escola do 1º CEB de Gumirães; Pintura de um lambrim lavável no refeitório e da sala adjacente do Centro Escolar Viseu Norte – Escola Professor Rolando de Oliveira; Substituição de soalho podre por elementos novos de uma sala de actividades do Jardim de Infância de Sª. Maria; Pintura interior da escola do 1º CEB de Vila Nova do Campo; Colocação de expositores nas salas do Centro Escolar de Rio de Loba; 19 [RELATÓRIO DE GESTÃO] 1 de Abril de 2013 Reparação de porta exterior da escola do 1º CEB de Pinheiro / Santos Evos; Execução e colocação de cancela em madeira no patamar superior da caixa de escadas do Jardim de Infância de Ranhados; Execução e assentamento de prateleiras nos arrumos da escola do 1º CEB de Passos de Silgueiros; Reparação da cobertura do alpendre da escola do 1º CEB de Barbeita; Execução de rede de drenagem de águas pluviais no logradouro da escola do 1º CEB de Oliveira de Baixo / Bodiosa; A somar às obras de manutenção atrás referidas, foram desenvolvidas obras de requalificação de escolas através da celebração de contratos de empreitada, dos quais se destaca a seguinte: Construção de alpendre em estrutura metálica na Escola do 1º CEB de Massorim; No que se refere à construção de acessos aos centros escolares, o investimento foi superior a €44.000,00. III.4.7. Projetos e Ações III.4.7.1. Programa de Generalização do Ensino do Inglês e de Outras Atividades de Enriquecimento Curricular no 1º Ciclo (AEC) Estas atividades, de carácter gratuito, funcionam em período complementar ao da atividade letiva, abrangendo todos os anos de escolaridade do 1.º CEB, independentemente do regime de funcionamento da escola. No ano letivo de 2011/2012 o programa abrangeu 3.485 alunos, acompanhados por 121 Docentes. 20 [RELATÓRIO DE GESTÃO] 1 de Abril de 2013 Quadro 8 - Custos - Atividades de Enriquecimento Curricular Atividades de enriquecimento Curricular Ano letivo 2011/2012 Pagamentos aos professores 814.002,30 € Arrendamentos e outros custos Pessoal não docente Total 13.488,60 € 285.979,88 € 1.113.470,78 € Fonte: Gabinete de Educação III.4.7.2. Fruta Escolar A Câmara Municipal de Viseu apresentou ao Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas (IFAP) uma candidatura ao Regime da Fruta Escolar (RFE), portaria n.º1242/2009, de 12 de Outubro, tendo a mesma sido aprovada. O objetivo do RFE é promover hábitos de consumo de alimentos benéficos para a saúde das populações mais jovens. Neste sentido, o Município deu início à distribuição de fruta (maçã, pêra, tangerina e clementina) e a elaboração de Medidas de Acompanhamento do Programa no início do mês de fevereiro, a todos os alunos das Escolas do 1º Ciclo do Concelho até ao final do ano letivo, totalizando o valor de 17.638,76€. III.4.7.3. Banco Municipal de Livros O “Banco Municipal de Livros Escolares” tem como principal objetivo incentivar toda a Comunidade Escolar ao respeito pelo livro. Pretende-se incrementar o bom uso dos Livros e o seu intercâmbio, sobretudo com fins socioeconómicos. Esta troca de livros tem, como objetivo principal uma vertente pedagógica, visto que certamente contribuirá para a educação e para a cidadania dos nossos alunos. Trata-se de um modelo que pretende ver reforçada a consciencialização do valor do livro e a necessidade do seu reaproveitamento. Este projeto destina-se a crianças e jovens a frequentar o 1º, 2.º, 3.º Ciclo do Ensino Básico e Ensino Secundário, com carência económica comprovada. 21 [RELATÓRIO DE GESTÃO] 1 de Abril de 2013 III.5. Ação Social, Solideriedade e Família III.5.1. Viseu Solidário O Gabinete de Ação Social Solidariedade e Família, tendo como objetivo a erradicação da pobreza e exclusão social, organiza a sua intervenção junto dos grupos populacionais em situação de vulnerabilidade, tendo sempre em conta o envolvimento e responsabilização das pessoas, os recursos disponíveis ao nível do Município, das Entidades e Instituições e da própria comunidade, definindo ações e projetos de forma concertada e em parceria, baseados nas políticas e estratégias de intervenção social, com vista à melhoria das condições de vida das pessoas e famílias. Com o agravamento da situação económica do país verifica-se um aumento no número de pessoas e famílias em situação de carência, nomeadamente o aparecimento de novas formas de pobreza e esta é uma das maiores preocupações do Município. Com o objetivo de integrar uma política social de intervenção ativa, numa lógica de solidariedade local, foi aprovado o Plano de Apoio a Pessoas e Famílias/2012, no âmbito do Regulamento Municipal Viseu Solidário, para atribuição de apoios a pessoas e famílias em situação de reconhecida e comprovada carência, de forma mais justa e equitativa. Para dar resposta mais adequada aos problemas que nos têm vindo a ser apresentados, em 2012, foi feita alteração do Regulamento Municipal Viseu Solidário, nomeadamente no que respeita aos limites de rendimento de acesso ao programa. Foram desenvolvidas as seguintes atividades e ações: Acompanhamento psicossocial às famílias apoiadas, no sentido de desenvolverem competências sociais e pessoais, fomentando a sua inclusão social; Contactos com os Srs. Presidentes das Juntas de Freguesia e pedidos de parecer às Comissões Sociais de Freguesia; Participação em reuniões de Projetos e Programas com parceria com o Município; Dinamização do Núcleo Executivo do CLASViseu; Planificação promoção de palestras e workshop; Apresentação, promoção e divulgação do trabalho desenvolvido pelas entidades e instituições locais, no combate à pobreza e exclusão social, nomeadamente através da realização da III Mostra Social do Concelho. 22 [RELATÓRIO DE GESTÃO] 1 de Abril de 2013 Todos os apoios propostos são analisados em reunião quinzenal da Equipa Multidisciplinar, constituída nos termos do artigo 8º do Regulamento Municipal Viseu Solidário. Tendo vindo a ser feita a avaliação anual do Plano de Apoio a Pessoas e Famílias, concebido em 2009, o mesmo tem sido reformulado de modo a dar respostas adequadas aos problemas sociais existentes, que têm vindo a agravar-se com a atual crise económica, do nosso país. Neste contexto, o fornecimento de refeições sociais, através de protocolos celebrados com Instituições Particulares de Solidariedade Social, é uma das ações relevantes elevando-se a 15.439 o número de refeições fornecidas em 2012, cujo encargo para o município superou os €50.000,00. Com a criação das Cantinas Sociais da Segurança Social, que se traduziu na assinatura de protocolos entre aquela entidade e 9 Instituições Particulares de Solidariedade Social do concelho o apoio por parte do Município foi suspenso em 31-07-2012. Durante o ano de 2012, foram efetuadas as seguintes atividades, com vista a melhoria das condições habitacionais: Atribuição de subsídios para a execução de obras, no âmbito do Programa Viseu Solidário, no valor superior a €57.000,00; Elaboração de informações sociais para redução de pagamento de taxas de licenças de construção; Elaboração de informação com proposta de redução do pagamento das taxas de ligação, dos ramais de água e saneamento; Outros pagamentos a título excecional, nomeadamente o pagamento de rendas da casa e despesas de água e luz; Foram efetuados encaminhamentos esporádicos, para Cáritas Diocesana de Viseu de famílias carenciadas para receberem bens alimentares. 23 [RELATÓRIO DE GESTÃO] 1 de Abril de 2013 III.5.1.1. PROHABIT No cumprimento do Contrato-Programa celebrado entre a Câmara Municipal de Viseu e a HABISOLVIS – E.M., foi dada continuidade à concretização do programa de âmbito municipal PROHABIT, nomeadamente à prossecução dos objetivos definidos para este programa no que diz respeito à ajuda aos munícipes mais carenciados, ao combate às situações de maior precariedade habitacional e à promoção da reabilitação do edificado. Destacam-se como principais atividades desenvolvidas, as seguintes: Receção, organização e análise de 113 processos de candidatura ao programa, realização das vistorias iniciais, elaboração dos respetivos relatórios e consequentes propostas de atribuição de subsídios; Realização de aproximadamente 120 vistorias finais e elaboração dos respetivos relatórios; Elaboração dos livros de apresentação das candidaturas referentes ao ano de 2012 e acompanhamento da realização do filme do PROHABIT 2012; Acompanhamento e supervisão da iniciativa levada a cabo pela HABISOLVIS – E.M. e C.M.V. denominada de “Projecto Solidário”. Projetos financiados – alguns exemplos: Antes III.5.1.2. Depois Antes Depois PROHABITA Ao abrigo do acordo celebrado com o Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana (I.H.R.U.) referente ao programa habitacional PROHABITA, a HABISOLVIS – E.M. deu continuidade à concretização do estipulado naquele documento, destacando-se como principal atividade desenvolvida, a coordenação do projeto de “Regeneração do Bairro Municipal”, nomeadamente do processo de construção do bloco B do “Edifício de Habitação Social – Bairro Municipal”. 24 [RELATÓRIO DE GESTÃO] 1 de Abril de 2013 III.5.1.3. SOLARH No cumprimento do Contrato-Programa celebrado entre a Câmara Municipal de Viseu e a HABISOLVIS – E.M., foi dada continuidade à concretização dos programas habitacionais de âmbito nacional, nomeadamente o programa SOLARH, do qual se apresente alguns exemplos de projetos financiados: Antes III.5.1.4. Depois Antes Depois BAIRROS MUNICIPAIS A HABISOLVIS – E.M. deu continuidade à gestão do património que o Município de Viseu lhe designou, elegendo-se as seguintes como principais atividades desenvolvidas: Manutenção do parque edificado dos empreendimentos, bem como dos respetivos espaços exteriores; Execução de obras de reabilitação, conservação, beneficiação e reparação no interior das habitações sociais, espaços comuns dos edifícios e zonas exteriores e envolventes dos bairros sociais; Coordenação do processo de “Regeneração do Bairro Municipal”, nomeadamente a reabilitação de algumas casas do Bairro Municipal e apartamentos devolutos do Bairro 1º de Maio, para realojamento provisório de 8 famílias, por força da construção do bloco B do “Edifício de Habitação Social – Bairro Municipal”; Colaboração com o IHRU na elaboração da proposta de alteração da lei que estipula o regime de renda apoiada; Avaliação e proposta de alienação da habitação sita na Calçada de Viriato, nº 49; III.5.1.4.1. Gestão Social A HABISOLVIS – E.M. deu continuidade ao trabalho social já desenvolvido, quer nos bairros sociais da Câmara Municipal de Viseu, quer no restante território Municipal, por forma a dar resposta célere e condigna às situações de maior carência do nosso Concelho. Na prossecução destes objetivos, realçamse as seguintes atividades: 25 [RELATÓRIO DE GESTÃO] 1 de Abril de 2013 Desenvolvimento da política de acompanhamento de proximidade das famílias mais necessitadas, nomeadamente ao nível das condições habitacionais, da precariedade económica e financeira, bem como ao nível dos problemas sociais e familiares; Organização e atualização de toda a informação acerca dos residentes dos bairros sociais do Município, através da realização de novos inquéritos socioeconómicos e atualização dos já existentes; Elaboração da proposta do Regulamento da Habitação Social de Viseu; Receção, identificação e avaliação de 70 novos pedidos habitacionais efetuados pelos munícipes em 2012, incluindo a realização de inquéritos socioeconómicos, elaboração de diagnósticos sociais e emissão de pareceres; Atribuição de 4 habitações sociais a famílias carenciadas e 2 mudanças de habitação para corrigir situações de subocupação e/ou sobreocupação das habitações e outras situações específicas; Identificação, acompanhamento e resolução de várias situações de precariedade habitacional; Coordenação do processo de “Regeneração do Bairro Municipal, nomeadamente o acompanhamento das famílias realojadas provisoriamente, por força da construção do bloco B do “Edifício de Habitação Social – Bairro Municipal”; Representação da Empresa no programa Rede Social, enquanto membros do Conselho Local de Ação Social de Viseu, contribuindo ativamente para a concretização dos objetivos definidos para este projeto; Coordenação e supervisão ao nível do Concelho da iniciativa Governamental denominada de “Mercado Social de Arrendamento”; Colaboração com o Município de Viseu e outros organismos da área social na prossecução de objetivos comuns, nomeadamente na concretização dos programas “Viseu Solidário” e “Plano de Apoio a Pessoas e Famílias. III.5.1.4.2. Gestão Financeira A HABISOLVIS – E.M. deu continuidade à gestão financeira associada aos empreendimentos de habitação social do Município, destacando-se como principais atividades as seguintes: Promoção das ações de cobrança de rendas dos fogos habitacionais do Município arrendados e alienados em regime de propriedade resolúvel; Celebração de acordos para pagamento de dívidas de renda; Cálculo de novos valores de renda resultantes de pedidos de revisão efetuados pelos arrendatários; 26 [RELATÓRIO DE GESTÃO] 1 de Abril de 2013 Elaboração e apresentação de todos os instrumentos de gestão económica e financeira da empresa impostos por Lei, nomeadamente os Documentos de Prestação de Contas referentes ao Exercício de 2011, os Relatórios Trimestrais de Execução Orçamental, o Fecho de Contas Semestral relativo a 2012 e os Instrumentos de Gestão Previsional para 2013; III.5.1.5. Saúde No âmbito da saúde, durante o ano de 2012 foram atribuídos apoios a famílias para o pagamento de despesas de saúde, nomeadamente tratamentos dentários, aquisição de óculos, medicação, material ortopédico e aparelhos auditivos, no valor de €3.617,94. Numa organização da Câmara Municipal de Viseu com o apoio da Unidade Móvel de Saúde, ACES Dão Lafões I, Instituto Politécnico de Viseu-Escola Superior de Saúde, Centro Regional das Beiras da Universidade Católica Portuguesa-Medicina Dentária e Instituto Jean Piaget-Escola Superior de Saúde realizaram-se seis sessões de sensibilização e ações de rastreio nas diversas Juntas de Freguesias contando com a presença de crianças e seniores locais (Escolas do 1º. CEB e Associações de Solidariedade Social). III.5.1.6. Outras Ações III.5.1.6.1. Plano Municipal de Acessibilidades No âmbito do Plano Municipal de Acessibilidades foram desenvolvidas as seguintes atividades: Acompanhamento na gestão do Programa Sectorial de Promoção da Acessibilidade – Projeto RAMPA; Colaboração na organização e promoção das Comemorações do Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, nomeadamente a promoção de um Seminário na Escola Secundária Alves Martins em Novembro de 2012, atividades desportivas e a realização de uma Exposição no Hospital de São Teotónio de Viseu; Colaboração na organização e promoção da Conferência Turismo no interior de Portugal e o papel das cidades médias, realizado na Pousada de Viseu em Julho de 2012, no qual se abordou a temática do turismo acessível; Apresentação da candidatura ao Prémio Europeu da Cidade Acessível, nomeadamente a preparação de todas a documentação e submissão da mesma. 27 [RELATÓRIO DE GESTÃO] 1 de Abril de 2013 III.5.1.6.2. Voluntariado Durante o ano 2012 procedeu-se à elaboração do projeto de voluntariado “Naturalmente Solidário” dirigido à população sénior do concelho, com vista ao acompanhamento dos idosos em situação de isolamento, contando com a colaboração das pessoas dispostas a fazer voluntariado, através de enquadramento técnico do GASSF. Candidataram-se 22 pessoas a voluntários, dos quais foram selecionados 13, que frequentaram a formação sobre voluntariado e formação específica sobre gerontologia. III.5.1.6.3. Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) Durante o ano 2012, a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens, manteve a sua atividade, tendo realizados as seguintes ações: Acompanhamento de 58 processos - análise das situações, acompanhamento das crianças/jovens e suas famílias; Participação nas reuniões da Comissão Restrita para avaliação pluridisciplinar das situações sinalizadas; Participação em reuniões da Comissão Alargada para definição de objetivos e estratégias de prevenção dos maus-tratos a crianças e jovens: III.5.2. Rede Social III.5.2.1. CLAS Viseu Foram realizadas reuniões mensais com o grupo de trabalho “Idosos que políticas sociais?” com vista a implementação de respostas e ações que melhorem a qualidade de vida dos idosos. Destas reuniões resultou a sinalização de idosos em situação de isolamento, que vão ser acompanhados no âmbito do Projeto de Voluntariado ”Naturalmente Solidário” e a sinalização de cuidadores informais de idosos com problemas de demência e planificação de formação para os mesmos. Foram também, realizadas 3 sessões de divulgação de medidas de apoio ao emprego, em estabelecimentos de Ensino Superior. Com o objetivo de dar a conhecer as atividades desenvolvidas pelos parceiros do CLAS, divulgar Projetos e Programas desenvolvidos no nosso concelho e ainda abordar temas que pudessem contribuir para 28 [RELATÓRIO DE GESTÃO] 1 de Abril de 2013 melhor desenvolver trabalho na área da ação social realizou-se uma Sessão Aberta na Escola Superior de Educação de Viseu, no dia 09-02-2012. As reuniões semanais do Núcleo Executivo, tiveram como objetivo: Preparação das 3 sessões plenárias; Elaboração do plano Ação para 2012; Elaboração do Plano de Desenvolvimento Social; Dinamização das ações atrás referidas, com os grupos de trabalho constituídos. III.5.2.2. Plataforma Supra Concelhia Dão Lafões da Rede Social Como elemento do Núcleo Operativo, o Técnico do Gabinete de Ação Social, Solidariedade e Família, que representa o Município, para além de participar nas reuniões de trabalho deste grupo, participou nos Plenários da Plataforma. III.5.2.3. Núcleo Territorial do Programa de Respostas Integradas (PRI) Urbano e Periurbano No âmbito deste programa houve a participação na reunião de avaliação final dos projetos em curso, com preenchimento das fichas de avaliação e monitorização do PRI Periurbano, tendo-se concluído que as ações desenvolvidas decorreram de forma adequada. III.5.2.4. Gabinete de Inserção Profissional No âmbito do trabalho deste gabinete foram desenvolvidas as seguintes ações: Sessões de informação sobre medidas de apoio ao emprego, de qualificação profissional e de reconhecimento, validação e certificação de competências – 432 utentes; Sessões de apoio à procura de emprego – 302 utentes; Receção e registo de ofertas de emprego – 14 ofertas; Apresentação de desempregados a ofertas de emprego – 42 candidatos; Integração em ações de formação em entidades externas ao IEFP – 13 utentes; Foram ainda realizadas diversas sessões coletivas dirigidas a jovens e adultos em situação de desemprego, nomeadamente sobre a procura ativa de emprego, a qualificação profissional e divulgação dos planos de formação, mobilidade de emprego na União Europeia, através da Rede Eures, divulgação de medidas de apoio ao emprego (Estágios Profissionais, Contratos Emprego Inserção e Inserção +, Criação do Próprio Emprego, entre outros), nas seguintes Entidades/Instituições: Escola Secundária Emídio Navarro – 7 sessões; 29 [RELATÓRIO DE GESTÃO] 1 de Abril de 2013 Escola de Formação Profissional MDA – 2 sessões; Internato Viseense de Santa Teresinha – 1 sessão. III.5.2.5. Núcleo Local de Inserção Participação nas reuniões para análise e discussão dos processos familiares dos utentes do Rendimento Social de Inserção, com vista à assinatura dos contratos de inserção. Participação em 4 reuniões mensais, com a duração de uma manhã ou uma tarde. Para além disso foram efetuadas visitas domiciliárias conjuntas com os Técnicos das Equipas do RSI, para estudo e acompanhamento das situações. III.5.2.6. Apoio a Instituições Ainda no âmbito da ação social, o Município de Viseu celebrou acordos de colaboração diversas instituições de solidariedade social para a realização de atividades e investimentos no valor global de 91.000,00. III.6. Ordenamento do Território O investimento total realizado em 2012 no ordenamento do território foi superior a €869.000,00, sendo realizado maioritariamente através da celebração de contratos programa com as freguesias. Destacam-se as pricipais obras: Empreitada de conservação e restauro dos pavimentos dos Largos da Misericórdia e do Pintor Gata e rua Trás do Colégio. As intervenções a realizar tiveram como objetivo a recuperação e estabilização dos pavimentos, que incidiu fundamentalmente na limpeza da superfície do material pétreo, na abertura de juntas, no refechamento das mesmas com material compatível, na fixação de placas instáveis e na colagem de alguns elementos. 30 [RELATÓRIO DE GESTÃO] 1 de Abril de 2013 Pavimentação da rua Dademoure e rua da Bouça no Campo; Requalificação da rua de São João junto ao estádio de Repeses; Requalificação dos Tanques e Zona Envolvente em Travassós de Orgens; Requalificação do Largo da Associação de Sarzedelo; Requalificação da Rua da Nossa Sennhora da Esperança em Pascoal; Requalificação da Rua das Fontainhas em Nogueira; Pavimentação da Rua da Peça-Varzea de Calde. III.7. Saneamento e Abastecimento de Água O sistema municipal de drenagem de águas residuais e de abastecimento de água é gerido pelos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento de Viseu, pelo que a atividade desenvolvida nesta área consta do Relatório e Prestação de Contas daqueles Serviços. No ano de 2012 o Município de Viseu transferiu para os Serviços Municipalizados de Água e Saneamento de Viseu o valor de €1.685.785,49 para investimento em saneamento e €720.000,00 para investimento em abastecimento de água. III.8. Resíduos Sólidos III.8.1. Recolha de Resíduos Sólidos Urbanos (RSU) No ano de 2012 foram recolhidos em todo o Concelho de Viseu 35.908 toneladas de RSU, o que se traduziu num custo (recolha e exploração de sistema) superior a 2,2 milhões de euros. Verifica-se uma diminuição na produção de resíduos em 2012 comparativamente a 2011, pois foram recolhidas menos 1.551 toneladas de RSU. Esta diminuição do poderá ser explicada pela conjuntura Nacional e Europeia, que levou a um menor consumo por parte da população, reflectindo-se esta situação, numa menor produção de resíduos. 31 [RELATÓRIO DE GESTÃO] 1 de Abril de 2013 A recolha de resíduos na área do Concelho de Viseu, é feita na zona urbana (interior da circunvalação e alguns Bairros periféricos) pela Associação de Municípios da Região do Planalto Beirão (AMRPB) e nas restantes zonas por administração direta com 14 giros de recolha (20 cantoneiros de limpeza e 9 motoristas). Quanto à percentagem dos RSU recolhidos, a AMRPB recolheu na área do concelho de Viseu, que lhe está adstrita (designada Área PB), no ano de 2012, o equivalente a 12.931,22 toneladas de RSU, enquanto a CMV recolheu em 2012, o equivalente a 22.977,46 toneladas de RSU’s. Desta forma, em 2012, a AMRPB recolheu cerca de 36 % de todos os RSU no Concelho de Viseu, sendo os restantes 64% recolhidos por administração directa. Gráfico 5 – Toneladas de Resíduos Sólidos Recolhidos 06-12 38654 39000 38500 38000 37866 38030 37460 37166 37500 37152 37000 36500 35909 36000 35500 35000 34500 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 Fonte: Divisão de Ambiente a Salubridade III.8.2. Recolha Seletiva Quanto aos valores de recolha selectiva de resíduos, no serviço que é assegurado pela AMRPB foram recolhidas as seguintes quantidades conforme se pode verificar no quadro seguinte : 32 [RELATÓRIO DE GESTÃO] 1 de Abril de 2013 Quadro 9 – Recolha Seletiva Ecopontos (Kg) Ano Vidro Papel e Embalagens Cartão 595.644 164.014 2004 688.031 2005 740.328 707.283 193.468 2006 812.175 824.755 270.322 2007 895.552 945.727 304.573 2008 1.006.651 1.177.572 391.914 2009 1.026.700 1.182.100 437.400 2010 1.135.934 1.252.405 503.040 2011 1.091.838 1.226.046 527.696 2012 1.034.300 1.079.533 514.438 50,3% 81,2% 213,7% -5,3% 12,0% 2,5% Variação percentual da quantidade recolhida entre o ano 2004 e 2012 Variação percentual da quantidade recolhida entre o ano 2011 e 2012 Fonte: Divisão de Ambiente a Salubridade Assim, no ano de 2012, dos ecopontos do Concelho de Viseu, foram recolhidos no total 2.628,271 Kg, de resíduos recicláveis. A este valor acresce a recolha proveniente do ecocentro de Mundão de 291.590 Kg, obtendo-se um valor total de 2.919.861 Kg. Deste modo, pode-se dizer que cada habitante de Viseu separou no ano de 2012 cerca de 29,2 Kg de resíduos, o que corresponde a uma capitação de aproximadamente 0,08 Kg/hab/dia. A procura da eficiencia na Recolha e Transporte a Destino Final dos R.S.U. tem estado, ao longo dos anos, condicionada às informações da A.M.R.P.B., sempre muito reduzidas e, frequentemente, ausentes. Com efeito, há vários anos que vimos tentando saber, de forma circunstanciada, informações essenciais relativas ao Contrato de Recolha e Transporte a Destino Final dos RSU recolhidos e depositados na área do Município de Viseu, sem que sejamos esclarecidos , de forma objectiva e cabal, do que compete à A.M.R.P.B. executar. O “contrato” (?!) disponibilizado é omisso, em muitos casos, relativamente aos deveres e aos direitos do Prestador de Serviços, desconhecendo o município se o mesmo terá passado pelo “crivo” das Entidades competentes. A indefinição estende-se ao designado “Contrato de Exploração do Sistema”, pelo qual a Câmara Municipal de Viseu paga, há vários anos, o valor de 39, 36 €/tonelada, culmina, nos documentos que nos foram fornecidos, após muita insistência baseada em deliberações, tomadas por unanimidade, pelo Executivo Municipal, numa informação incompreensível, uma vez que se refere o mesmo “contrato” a uma 33 [RELATÓRIO DE GESTÃO] 1 de Abril de 2013 Estação de Incineração de R.S.U., a construir em Carregal do Sal que, tanto quanto sabemos, ainda não foi iniciada; remetendo, ainda, para um “Acordo Modificativo”, que acrescenta a contrução de uma Central de Valorização Orgânica, já construída, mas no espaço do Aterro sanitário de Besteiros. Objectivamente, o associado Município de Viseu não consegue saber quais os trabalhos e missões integradas nesta designada “Exploração do Sistema”, restando a noção que esta deverá incluir o transporte dos RSU depositados nas Estações de Transferência de Mundão e de Vouzela até ao Aterro Sanitário. E esta continuada indefinição e falta de informação condicionram o processo concursal lançado pela Câmara Municipal de Viseu quando esta viu todo o processo do novo contrato da A.M.R.P.B. arrastar-se no tempo, sem justificação sustentável. Efectivamente, em dezembro de 2011, foi proposto, em reunião da Assembleia Intermunicipal da A.M.R.P.B., a renegociação do contrato vigente, a expirar em 4 de Agosto de 2012, na perspectiva de prorrogação daquele por mais sete anos. Esta proposta foi recusada pelo representante da Câmara de Viseu, com base numa legalidade mais do que duvidosa. Em face de alguma resistência, o representante da Câmara de Viseu propôs mandatar o Conselho Directivo da A.M.R.P.B. para dialogar com o Prestador de Serviços (CESPA, antes RESIN), com a condição de cada Município associado ser devidamente informado das “negociações”, e, ainda, como condição sine qua non da aprovação pelo Executivo Municipal de Viseu ser o novo contrato de prorrogação presente a Tribunal de Contas. Só no final de março de 2012, numa reunião informal ocorrida num restaurante da cidade de Viseu, fomos informados que o Conselho Directivo tinha desistido da “renegociação da prorrogação do contrato vigente”, por clara ilegalidade. O tempo, infelizmente, veio dar-nos razão. Esse arrastar de um processo que se pretendia célere, levou o Executivo Municipal a solicitar autorização à Assembleia Muncipal de Viseu para lançar um concurso público internacional, com duas componentes, em face da falta de resposta da A.M.R.P.B., essenciais: Processo de recolha e transporte dos RSU até à Estação de Transferência de Mundão, cuja renda é suportada pelo Município; Processo de recolha e transporte dos RSU até ao Aterro Sanitário. No primeiro caso, o melhor preço por tonelada apresentado tem o valor de 22€ (+ IVA = 6%); No segundo caso, o valor apresentado financeiramente mais favorável é de 28€( + IVA = 6%). Deste modo, se se verificassse arrastamento do processo da A.M.R.P.B. e, para evitar os “ajustes directos” que terão sido feitos por esta Associação, o Município de Viseu ficaria com uma alternativa, tal como determina a prudência. Actualmente, a A.M.R.P.B. “conseguiu” um preço de 34,48€/ton. (+ IVA = 6%); o que tem reflexos no conjunto de encargos financeiros para o Município de Viseu. 34 [RELATÓRIO DE GESTÃO] 1 de Abril de 2013 E é este o ponto-da-situação de um processo complexo, incontrolável pelo Município, mas de inequívocas repercussões na execução orçamental, nos próximos oito anos. Se, eventualmente, o Município de Viseu pretender “depositar” na A.M.R.P.B. todo o processo de Recolha de RSU, incluindo a Exploração do Sistema, teria de contar com valores anuais de aproximadamente 3.140.000 €/ano. Se optasse pelo “primeiro caso” teria encargos anuais de 2.600.000 €/anuais. Se optasse pelo “segundo caso” os encargos ascenderiam a 2.900.000 €/ano. É óbvio que será virtuoso reduzir a despesa e não optar por aumentar a receita, através do agravamento da tarifa de RSU. Apenas e só, em nome da “solidariedade” para com os restantes Municípios poderemos optar pela “proposta” da A.M.R.P.B. III.9. Proteção do Meio Ambiente e Conservação da Natureza III.9.1. Cemitérios e Casas Mortuárias O investimento realizado pelo Município de Viseu relativamente à construção e beneficiação de cemitérios, bem como à construção de casas mortuárias foi superior a €185.000,00. III.9.2. Jardins e Espaços Verdes Ao longo do ano em análise, foram requalificados jardins e espaços verdes, cujo investimento superou os €80.000,00, dos quais se destacam os seguintes: Requalificação da mata de Quinta do Bosque; Requalificação do parque arbóreo das rotudans de Nelas-Manhosa e Manhosa Quinta da Alagoa; Requalificação do espaço envolvente ao Edifício Tojal & Tojal; Requalificação dos Canteiros da Rua Dr. Casimiro Vasconcelos; Requalificação da Rotunda junto à Reitoria do IPV; 35 [RELATÓRIO DE GESTÃO] 1 de Abril de 2013 Ajardinamento de canteiros no Museu do Quartzo; Requalificação dos jardins da Quinta da Cruz; Parque Urbano da Aguieira Para além da requalificação de novos espaços, a manutenção dos espaços verdes existentes, constitui para o Município um custo elevado, atingindo em 2012 o valor superior a €559.000,00. Esta manutenção é efetuada pelos funcionários do Município, bem como, através da celebração de contratos de prestação de serviços com empresas e ainda com a celebração de protocolos com as freguesias. III.9.3. CMIA – Centro Municipal de Interpretação Ambiental O Centro de Monotorização e Interpretação Ambiental da Câmara Municipal de Viseu é um veículo de educação ambiental, potenciado para a aquisição de conhecimentos, valores, atitudes e comportamentos ambientais dos cidadãos e visitantes. 36 [RELATÓRIO DE GESTÃO] 1 de Abril de 2013 É de sublinhar que no CMIA funciona também o Banco Municipal de Livros Escolares, que no ano de 2012 arrancou em grande força. A par das visitas, que pretendem ter um carácter educativo, realizaram-se inúmeras visitas ao centro, onde está patente uma exposição permanente sobre a temática da reciclagem que se intitula: “Lixo? O teu papel é importante.” O Centro de Monitorização e Interpretação Ambiental, promoveu visitas guiadas e atividade educativas no âmbito da educação ambiental, designadamente: Comemoração do dia do Pai – “Porta Lápis Ecológico”; Comemoração do dia da árvore – “Papel Reciclado”; Comemoração do dia da Água – “Onde está a água do planeta”; Ateliê – “Papel Reciclado”; 5º. Festival de Música da Primavera– “Ateliê de instrumentos musicais”; Visitas e Ateliê de Papel Reciclado; Comemoração do dia do ambiente – “Porta moedas pet”; Ateliê –“ Porta Moedas Pet”; Ateliê de Natal – “Pinheirinho Verdinho”. Paralelamente a todas estas atividades está em funcionamento no Centro de Monitorização e Interpretação Ambiental o Banco Municipal de Livros Escolares, este projeto pretende proporcionar às crianças e aos jovens carenciados o acesso a manuais escolares usados, em condições de serem reutilizados. É um projeto sensível à necessidade de consolidar a responsabilização social da população em geral. A par do respeito pelo livro pretende-se evitar interrupções no percurso escolar de qualquer aluno, por falta de meios. III.9.4. Requalificação Ambiental das Margens do Rio Dão –Termas de Alcafache – Requalificação do Espaço Publico Durante o ano 2012 deu-se início à empreitada de requalificação ambiental das margens do Rio Dão – Termas de Alcafache, cujo espaço a requalificar abrange cerca de 15.000 m2, com um investimento superior a €700.000,00, subdividida em três zonas: 37 [RELATÓRIO DE GESTÃO] 1 de Abril de 2013 ZONA 1 – praias fluviais (área de intervenção de 8.900 m2). Melhoramento dos açudes existentes e aumento do espelho de água. Criação de infra-estruturas de apoio à prática balnear (duches, sanitários, lavatórios, bancadas, bancos e churrasqueiras); espaços de estar e lazer; parques de merendas; percursos pedonais; parque infantil; iluminação pública; sinalética; mobiliário urbano; ZONA 2 – espaço publicio (área de intervenção de 5.000 m2), desde a via com separador central de acesso à localidade, até ao início da ponte, através da repavimentação quase total da área. Aumento do estacionamento (de 61 para 78 lugares). Novas redes de infra-estruturas, novo mobiliário urbano e sinalética; ZONA 3 – percurso pedestre - pavimentação do atual caminho desde a praia até às imediações do moinho, em betuminoso para pintar, numa extensão de 311 m . Limpeza e desmatação das margens do rio. III.10. Cultura A intervenção municipal tem-se estendido, nos últimos anos, com maior expressividade, às questões culturais, turísticas, desportivas, educativas, sociais, de cidadania e de relacionamento com os munícipes, conferindo-lhes uma importância significativa em termos da sua atuação, perspectivando-se, assim, uma interpretação transversal dos diferentes domínios da atividade municipal. O objetivo claro é o de proporcionar o envolvimento de todos os grupos sociais numa cultura diversificada e plural, tendo presente a heterogeneidade de públicos que convivem no nosso Município e a consciência da importância das dinâmicas culturais enquanto recursos de desenvolvimento. A necessidade de um desenvolvimento em qualidade, aliada à consciência do importante papel que lhe cabe na dinamização e concretização de projetos e atividades culturais, levam a Autarquia a assumir o objetivo fundamental da criação de maiores e melhores oportunidades culturais através de um programa qualificado mediatizando os equipamentos culturais e espaços públicos enquanto espaços de cultura, reconfigurando-os às valências e características da oferta cultural. Paralelamente estimula e apoia os agentes culturais na produção e prática nesta área prosseguindo objetivos de interesse mútuo. A programação cultural em 2012, pautou-se pela desenvolvimento de acções com qualidade e de abrangência de vários públicos alvo, com especial destaque para o programa “Viseu Naturalmente, tais como: Concerto de Ano Novo e de Reis; Cantando as Janeiras; 38 [RELATÓRIO DE GESTÃO] 1 de Abril de 2013 Desfile de carnaval; XIII Festival de Teatro Jovem consecutivo, a Câmara - Pelo 13º ano Municipal de Viseu promoveu o XIII Festival de Teatro Jovem, que contou com a participação de 28 peças de Teatro; Feira do Livro - A Feira do Livro de Viseu, que decorreu de 24 de maio a 10 de junho, no Parque Aquilino Ribeiro com livreiros e editoras. A Rede Municipal de Bibliotecas Escolares, dos diversos Agrupamentos de Escolas do Concelho de Viseu, apresentaram atividades em volta do livro, para crianças e população em geral. A animação contou vários momentos desde ateliês, pinta caras, apresentação de livros de vários escritores e editoras presentes na Feira; De Comboio até Lisboa; Edição da Festa das Freguesias, realizada no Parque Aquilino Ribeiro; Desfile Concurso das Marchas dos Santos Populares; 4ª. Feira da Tradição Viva ; Feira do Artesanato Urbano; Concerto Homenagem a Zeca Afonso; Concerto do Conservatório Regional de Música Dr.º Azeredo Perdigão; Concerto de Miguel Araújo “Cinco dias e meio” na Praça da República; Alunos de Apolo na Praça da República; Os Commedia A La Carte na Praça da República; Desfile de Moda “Adro Moda” na Escadaria da Igreja dos Terceiros; Animação Vi(r)ver o Centro Histórico de Viseu; Dia Mundial da Música. III.10.1. Festas das Freguesias A Festa das Freguesias é um acontecimento já de alguns anos que a Câmara Municipal de Viseu tem levado a cabo nas suas iniciativas culturais durante o programa Viseu Naturalmente. Esta iniciativa aconteceu no mês de junho, dias 17,18 e 19, na Praça da República, em que as 34 Freguesias do 39 [RELATÓRIO DE GESTÃO] 1 de Abril de 2013 Concelho de Viseu participaram com os seus produtos, com as suas iniciativas de Associativismo, Instituições de Solidariedade Social e outras, que promovem a sua identidade coletiva e fomentam interesses comunitários e desenvolvimento. Este projeto, sendo organizado com o objetivo de potenciar um melhor conhecimento sobre Viseu, deve contribuir também para a sua divulgação nacional e ser, dessa forma, elemento fundamental de desenvolvimento social, cultural e turístico. Como animação complementar o Município contou com a participação da pequena Fadista Mara Pedro que abrilhantou a noite de abertura da Festa das Freguesias. As animações restantes foram da responsabilidade das Juntas de Freguesia com grupos culturais. III.10.2. Viseu Minha Terra Natal Viseu, a Minha Terra Natal é a programação que a Câmara Municipal de Viseu desenvolve no mês de dezembro estendendo-se aos primeiros dias de janeiro, mantendo o formato de outros anos as Casinhas de Natal são um atrativo para a cidade para quem vive e para quem visita Viseu nesta época do ano, na sua sala de visitas que é a Praça da República, iluminada de luzes natalícias. Nas casinhas de Natal vendem-se produtos, serviços, angariam-se fundos para Instituições de Solidariedade Social, onde vários comerciantes da região vendem os seus produtos desde a doçaria tradicional, enchidos, venda de produtos hortícolas, artesanato regional e urbano. A animação é diversificada apostando sempre nos grupos do Concelho, Grupos de Cantares, Grupos Corais, animação de rua para crianças, bandas filarmónicas entre outros apresentando sempre muita qualidade nas suas atuações. III.10.3. Parcerias Durante o ano 2012, a Município de viseu, desenvolveu diversas atividades culturais em parceria com outras entidade/instituições, das quais se destacam as seguintes: À Prova dos 4 - A gastronomia típica de uma região traduz toda a herança cultural que se prende com fatores como o clima, situação geográfica, especificidades dos solos, história, situações político-sociais, entre muitos outros fatores de identidade de todo um povo; Dia Mundial do Teatro; 40 [RELATÓRIO DE GESTÃO] 1 de Abril de 2013 Via Sacra Encenação Bíblica; 5º Festival de Música da Primavera de Viseu - O Festival de Música da Primavera de Viseu é uma parceria organização entre a Câmara Municipal de Viseu e o Conservatório Regional de Música Dr. José de Azeredo Perdigão; Visitas Bem Passadas - Personagens Históricas de Viseu; Festa da Dança – Dia Mundial da Dança; Rota do Rancho; Jardins Efémeros 2ª edição e na cidade - Acreditamos que quando fechamos ao trânsito a praça D. Duarte e a “vestimos” com uma mancha de elementos naturais como flores, e lagos a contrastar com o granito dos seus volumes arquitetónicos, produzimos um lugar de intimidade única onde os seus visitantes sentem um grande conforto, remetendo-os para um lugar mais espiritual e criativo. Cinema na cidade; Feira à Moda Antiga; Outono Quente; III.10.4. Reconhecimento do Mérito/Bolsa de Estudo A exemplo de anos anteriores foi prestado Reconhecimento por Mérito Cultural, Educativo, Científico e Desportivo a 423 Jovens de Viseu, onde também foram incluídos os 11 bolseiros do Conservatório Regional de Música Drº. Azeredo Perdigão e 10 do Lugar Presente-Companhia Paulo Ribeiro. III.10.5. Exposições no Atendimento Único O Atendimento Único continuou a ser mostra de artistas e iniciativas locais de expressão plástica. Artistas naturais e residentes no Concelho de Viseu aproveitaram aquele espaço público, de grande afluência, para dar a conhecer ao público em geral (não usual em galerias da especialidade) as mais diversas expressões de artes plásticas: pintura a óleo, aguarela, desenho e fotografia. No período em questão foram acolhidas sete propostas. Também a Biblioteca Municipal Dom Miguel da Silva recebeu nove exposições de temas variados, sempre enfatizando a leitura e os livros. 41 [RELATÓRIO DE GESTÃO] 1 de Abril de 2013 III.10.6. Edições e Apoio a Autores Assumiu de forma presente e constante o apoio à edição de livros através da sua aquisição, constituindo um importante fundo de oferta a instituições locais e nacionais (Juntas de Freguesias, Associações Culturais, Escolas, Bibliotecas Municipais, etc.). Foram apoiadas 32 edições. Como editor a Câmara Municipal de Viseu produziu três edições: Catálogo da Atividade Municipal 2011/2011; Discursos II e Catálogo do Museu de Várzea de Calde Identidade, a terra e os homens. III.10.7. Rede Municipal de Museus III.10.7.1. Casa da Ribeira A Casa da Ribeira, tem no seu intuito divulgar, preservar e dar a conhecer o artesanato da região. É prestado o apoio necessário a quem nos visita, desde turistas a visitantes, à comunidade escolar. São realizadas visitas guiadas, com a devida explicação, tentandose sempre que possível, o contacto direto das crianças e público geral com os artesãos e o seu trabalho “in loco”. Complementa-se a visita com atividades que contribuam para o conhecimento e para a aprendizagem de toda a envolvência das tradições, onde o artesanato está diretamente ligado (ex: oficinas de flores de papel e cestaria, moldagem de barro, danças e cantares tradicionais). III.10.7.2. Casa de Lavoura e Oficina do Linho – Museu de Várzea de Calde O Museu de Várzea de Calde, com a identificação de Casa de Lavoura e Oficina do Linho, inserido no núcleo histórico da Aldeia de Várzea, Freguesia de Calde, é resultado de uma respeitável recuperação de uma antiga Casa de Lavoura, característica da região. O projeto de requalificação do atual Museu, andou a par com um projeto designado “Contrato de Aldeia” que integrava um destacável núcleo de espigueiros, canastros e palheiras, assim como de um adro, integrando capela, fontanário e todo um conjunto de casario com caraterísticas representativas da cultura e dinâmica da aldeia. O referido núcleo composto por três edifícios pretende dar a conhecer a sua feição etnográfica sobretudo ligado à cultura do linho, bem como às atividades identificativas da lavoura tradicional. 42 [RELATÓRIO DE GESTÃO] 1 de Abril de 2013 No Museu de Várzea, para além de visitas guiadas, foram desenvolvidas oficinas de artesanato - produção do linho, assim como a dinamização do Percurso Pedestre de Várzea de Calde. No âmbito do Ateliês de férias, foram desenvolvidas as seguintes atividades: “Brincar e Aprender no Museu”, programa de jogos tradicionais (lançamento de pião, saltar à corda, pedrinhas e macaca); Ateliê de sementeira, fiar e tecelagem do linho; Ateliê “Baú: O Natal Rural”. Ateliê “É tempo de fiar”. Desenvolveu-se também a exposição temporária “O Ciclo do Linho: peças artesanais”. III.10.7.3. Museu do Quartzo O Museu do Quartzo pretende suscitar interesse pelo património geológico como parte integrante do património natural, promovendo a sua proteção, preservação e valorização. Visa dar a conhecer a geologia regional e o quartzo no contexto geológico e mineralógico e constituir-se como mais valia pedagógico-didática para os vários níveis de escolaridade. O projeto em que se enquadra o Museu do Quartzo visou a requalificação do Monte de Santa Luzia, que durante alguns anos, foi alvo de exploração desse mineral. O aproveitamento deste recurso deixou uma cratera, como que uma janela aberta na crosta terrestre que vale a pena observar. Por solicitação da Câmara Municipal de Viseu, o Museu Nacional de História Natural, da Universidade de Lisboa, concebeu um projeto de valorização do sítio, envolvendo a sua aceitação como um geomonumento. Tendo sido inaugurado a 30 de Abril de 2012, o Museu do Quartzo recebeu, entre os dias 2 de Maio e 31 de Dezembro, um total de 10.416 visitantes. O Museu promoveu visitas guiadas a grupos escolares, atividades para crianças, conferências e uma Feira de Minerais, Gemas e Fósseis, para além de outras atividades tais como: Conferência ”Quartzo em Viseu” - Professor Galopim de Carvalho; Apresentação do Livro “Encontro com A professora, os Porcos e os Cisnes”, de Manuel Nunes; Conferência “Mineralogia Química Experimental” - Professor Fernando Barriga; Encontro Nacional de Folclore Infantil - Associação Os Pauliteiritos de Abraveses; 43 [RELATÓRIO DE GESTÃO] 1 de Abril de 2013 Feira de Minerais, Gemas e Fósseis; Apresentação do Projeto Cencyl; Conferência "O Quartzo como Pedra Preciosa" – Dr. Rui Galopim de Carvalho; Peddy Paper Passeio de carros antigos e clássicos do Hospital São Teotónio; Encontro de Eco Escolas. Estes eventos levaram ao Museu do Quartzo 2.291 visitantes entre os quais 1.636 participaram na Feira de Minerais, Gemas e Fósseis. Nas atividades desenvolvidas para os mais novos que a seguir se identificam, participaram 222 crianças: Vamos fazer um fóssil?; Erupção de um vulcão; Dia Internacional da Cultura Científica – Vamos fazer uma bússola?; O Natal do Quartzy - Anjos, Estrelas e Quartzys, decora a tua árvore - estrelas 3D; O Natal do Quartzy – “O Pai Natal porta-lápis”. III.10.7.4. Museu Almeida Moreira Tutelado pelo Município de Viseu, o Museu Almeida Moreira, antigo espaço habitacional de Francisco Almeida Moreira, alberga a sua coleção de arte e biblioteca, refletindo o gosto eclético e o percurso profissional e afetivo deste notável colecionador. Durante o ano 2012, foram efetuadas as seguintes ações: Acompanhamento dos trabalhos finais da obra, em articulação com a SRU; Acompanhamento da conceção do mobiliário expositivo, em articulação com a SRU; Limpeza, fotografia e inventariação de todo o espólio do Museu; Assessoria aos comissários das exposições (Graça Abreu e Henrique Almeida); Assessoria à equipa de design (FBA); Seleção das peças a integrar o discurso expositivo das exposições permanente e temporárias; Seleção criteriosa das peças a restaurar (mobiliário, cerâmica, pintura); Conceção de conteúdos a integrar os equipamentos multimédia e materiais de divulgação; 44 [RELATÓRIO DE GESTÃO] 1 de Abril de 2013 Montagem das exposições permanente e temporárias; O Museu Almeida Moreira foi reaberto a 12 de dezembro de 2012, tendo recebido, até ao dia 31 do referido mês, 331 visitantes. III.10.7.5. Casa do Miradouro O edifício está completamente equipado para funcionamento de um serviço público, e ainda que sendo um edifício Quinhentista, foi-lhe incorporado uma série de equipamentos, designadamente ar condicionado, videovigilância e sistema de segurança, que lhe conferem todas as características para uma utilização mais eficiente. Está ainda por concluir a montagem da Exposição de Arqueologia Dr. José Coelho, que irá ficar instalada em 4 salas do edifício. A mesma prevê-se inaugurar no início de 2013. III.11. Desporto, Recreio e Lazer O Desporto e a Atividade Física têm registado um crescimento significativo no seu reconhecimento como importante estratégia dos Governos Centrais e Locais para alcançar objetivos relacionados com as áreas da saúde, social e económica. O Município de Viseu tem realizado um investimento significativo nesta área, com um resultado bem visível, seja na requalificação e construção do nosso Parque Desportivo, nas atividades desportivas que promovemos ou nos programas de apoio aos clubes desportivos. III.11.1. Programa de Promoção e da Atividade Física Desportiva Com o objetivo de promover a atividade física a todas as classes etárias, o Município de Viseu, desenvolveu as seguintes atividades: 45 [RELATÓRIO DE GESTÃO] 1 de Abril de 2013 Atividade Sénior (7ª edição) - Colaboração: ESEV, ACES Dão Lafões I, Juntas de Freguesia, Movimento Associativo; Jogos Desportivos de Viseu (21ª edição); Conhecer Viseu em Bicicleta (11ª edição) - Colaboração: Associação Académica de Viseu / Cicloturismo; Manhãs Desportivas (12ª edição) - Colaboração: Ginásios do Concelho de Viseu; Viseu Vai ai Europeu; Feira do Desporto de Viseu (5ª edição) - Colaboração: Ginásios e Movimento Associativo do Concelho de Viseu; Percursos Pedestres (8ª edição: 13 percursos) - Rede Municipal Percursos Pedestres; Programação Desportiva da Feira de S. Mateus 2012; Organização: Expovis /Município de Viseu Viseu Apoio 1000; Dia Mundial de Prevenção do Cancro da Mama - Organização: Liga Portuguesa Contra o Cancro / Município de Viseu. III.11.2. Programa de Organização e Captação de Grandes Eventos Desportivos O Programa de Organização e Captação de Grandes Eventos Desportivos tem como principal objetivo a promoção do Concelho a nível nacional e internacional, com eventos de elevado retorno mediático e grandes níveis de adesão de espectadores, tais como: Portugal “O” Meeting’2012; Jogo de Futebol entre FC Porto SAD-Celta de Vigo SAD; Volta a Portugal em Bicicleta (74ª. edição) - Organização: PAD / Município de Viseu; Indo Eu BTT, Viseu 2012 - Organização: Município de Viseu / Inatel Viseu/Clube Desportivo de Viseu BiriaTTus/Bombeiros Voluntários de Viseu e Associação Académica de Viseu; Rally de Portugal Histórico 2012 em parceria com o ACP; Programa de Construção, Requalificação e Gestão de Instalações Desportivas Municipais III.11.3. A Câmara Municipal de Viseu tem desenvolvido a sua atividade com enfoque na oferta de novos equipamentos aos viseenses, bem como a manutenção e requalificação dos equipamentos existentes. Assim, foram desenvolvidas as seguintes ações: 46 [RELATÓRIO DE GESTÃO] 1 de Abril de 2013 Manutenção da Rede Municipal de Percursos Pedestres; Manutenção da Rede Municipal de Polidesportivos/Mini Campos; Manutenção da Rede Municipal de Circuitos de Manutenção Seniores; Manutenção da Ecopista de Viseu/Dão; Parque Desportivo do Fontelo; Pavilhão Desportivo Viriato; Campo da Quinta da Cruz; Construção do Parque Radical. III.11.4. Foram realizados Programa de Apoio ao Movimento Associativo Desportivo Contratos-Programa de Desenvolvimento Desportivo – Desporto Federado com Clubes Desportivos do Concelho de Viseu, bem como assinados acordos de colaboração outras instituições, cujo investimento foi superior a €585.000,00. III.11.5. Instalações de Recreio e Lazer Execução de Parque Infantil-Loteamento do Catavejo-Mundão; Execução de Parque Infantil no Loteamento da Vilabeira – Repeses; Construção do Parque Infantil do Centro Social de Orgens; Parque Infantil de S. Salvador 47 [RELATÓRIO DE GESTÃO] 1 de Abril de 2013 III.12. Juventude O Centro Municipal da Juventude, situado no Solar dos Condes de Prime, tem como desígnio a promoção de serviços destinados a jovens, com idades compreendidas entre os 10 e os 30 anos, naturais ou residentes no concelho de Viseu. Ao longo do ano, foram realizadas 387 consultas, com 379 de Psicologia Clínica e 8 de Nutrição, estas apenas durante o mês de janeiro; Emitidos 645 Cartões Municipais da Juventude; Solidificação do Projeto “NETFREGUESIAS”. Em Dezembro de 2012 inaugurou-se o novo Centro Municipal Jovem Espaço Cyber-Estudo nas Escadinhas de Santo Agostinho, tendo sido transferidos para lá os serviços localizados anteriormente no Solar dos Condes de Prime. O investimento realizado nesta infraestrutura foi superior a €178.000,00. III.13. Indústria, Energia e Comércio Em Março de 2012 , foi lançado o Concurso Público para a empreitada de reabilitação do edifício na Rua Dr. Luís Ferreira 110, propriedade da Associação Viseense de Bombeiros Voluntários. O Município de Viseu pretende reabilitar este edifício, com vista à criação de um espaço que permita aos candidatos a empresários ou a profissionais jovens locais da área das Indústrias Criativas e de Interesse Tecnológico, serem acolhidos e apoiados numa fase inicial e de lançamento, proporcionando-lhes um espaço dotado de todos os equipamentos e know-how técnico, necessários ao desenvolvimento do seu negócio. Durante os meses de Verão, foi organizada uma iniciativa pela Câmara Municipal de Viseu/ Viseu Novo em conjunto com a Associação Comercial de Viseu, com o objetivo de dinamizar o centro histórico. Para envolver os moradores e comerciantes, a organização desafiou-os a participar num concurso denominado “Janelas e Varandas em Flor – Centro Histórico com mais Cor”. Englobado nesta iniciativa, foram convidados vários artistas plásticos locais, que futuramente se irão encarregar de deixar as marcas do seu talento em portas mal conservadas da cidade, suscitando nas pessoas o interesse por descobrir esta rota com que a “melhor cidade para viver” quer brindar os visitantes, e ao mesmo tempo incutir neles o desejo da descoberta. Este projeto foi oportunamente apresentado na sede da Viseu Novo onde foi também divulgada a edição zero da “Pintura ao ar livre”, onde, após realização de 3 sessões de pintura aos sábados, os pintores puderam no local, vender diretamente obras da sua autoria. 48 [RELATÓRIO DE GESTÃO] 1 de Abril de 2013 III.14. Transportes Rodoviários O investimento global em transportes rodoviários em 2012 foi superior a 1,9 milhões de euros. Através da celebração de contratos programa com as freguesias, o Município de Viseu, realizou um investimento superior a €760.000,00, dos quais se destacam os seguintes obras: Pavimentação da Rua da Esquina e Rua da Parreira-Almargem; Instalação da sinalização direcional elétrica em Cavernães; Requalificação do acesso de Nogueiredo à EN229; Alargamento e pavimentação do caminho do Vale André entre Real e a Povoa da Catarina; Pavimentação da Rua José Cabral e Rua da Caniça; Pavimentação da Rua da Barroca em Galifonge; Pavimentação da Rua do Carregal em Ranhados; Pavimentação da Rua do Corgo em Ranhados; Muros e pavimentação na Rua da Costa em Lustosa e muros na Rua Conde Figueiredo Magalhães em Gumiei; Pavimentação e construção de muro na Rua Alto do Carvalho - Vila Chã do Monte; Pavimentação da estrada do Soutulho em Vila Chã de Sá; Requalificação da Rua do Coração de Jesus. III.15. Mercados e Feiras Com o objetivo de promover a sua dinamização, o Mercado 21 de Agosto foi objeto de requalificação e adaptação, cujo investimento foi superior a €100.000,00. III.16. Turismo Para além do desenvolvimento de trabalhos de ordem técnica na área da promoção e divulgação turística do Município; tratar e acompanhar todo processo organizativo de eventos e projetos de natureza turística; elaborar textos turísticos para aplicação nos suportes de comunicação e 49 [RELATÓRIO DE GESTÃO] 1 de Abril de 2013 divulgação do Município; manter atualizadas as bases de dados e os conteúdos de informação turística nos suportes do Município; preparar e acompanhar visitas guiadas; atender os munícipes e visitantes, foram desenvolvidas as seguintes ações: Comboio Turístico de Viseu; Há Prova dos 4; Dia dos Monumentos e Sítios; Projeto “Visitas Bem Passadas” - Personagens Históricas Viseenses; Dia e Noite dos Museus; Assinatura Cidades Irmãs Viseu / Rio de Janeiro; Deslocação a Boston e Newark – No âmbito do BOSTON FESTIVAL PORTUGUESE, este ano sob o tema “Celebrar a Beira Alta” e a Newark para acompanhamento das iniciativas do dia 10 de junho - Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas; Viseu na Palma da Mão – Protocolo de Colaboração Institucional; IV Feira da Tradição Viva; Feira de Artesanato Urbano; Jardins Efémeros e Cinema na Cidade; VI(R)VER O Centro Histórico; Rede CENCYL / Encontro Cidades Geminadas; Pintar A Minha Terra Natal. O Caminho Português Interior de Santiago (que liga Viseu a Chaves e, por sua vez, cruza a fronteira em direção a Santiago de Compostela) atravessa cerca de 40 km do território municipal de Viseu (no sentido norte-sul, as freguesias de Farminhão, S. Cipriano, S. Salvador, Coração de Jesus, Santa Maria, S. José, Abraveses, Campo, Lordosa e Calde) com especial incidência em zona rural, promovendo a recuperação e utilização de caminhos romanos, medievais e agrícolas, além de contribuir para a valorização e dinamização do património e cultura locais. De janeiro a dezembro, foram efetuadas as seguintes ações: Participação nas reuniões técnicas do projeto do Caminho com os restantes municípios (Castro Daire, Lamego, Peso da Régua, Santa Marta de Penaguião, Vila Real, Vila Pouca de Aguiar e Chaves); Levantamento e referenciação do percurso em gps; 50 [RELATÓRIO DE GESTÃO] 1 de Abril de 2013 Criação do logotipo do Caminho Português Interior de Santiago; Colocação da sinalética horizontal (setas) e vertical (placas); Colaboração na organização da cerimónia de inauguração e peregrinação inaugural (24 e 25 de abril); Conceção de conteúdos a integrar os materiais de divulgação e nos materiais de apoio nos albergues; Disponibilização de credenciais para peregrinos; Colocação do mobiliário, eletrodomésticos e utensílios de cozinha nos albergues de Farminhão, Fontelo e Almargem. De acordo com os dados registados, 147 peregrinos pernoitaram nos albergues do Município, além dos inúmeros peregrinos que passam pelo Município e que apenas carimbam a sua credencial. 51 [RELATÓRIO DE GESTÃO] 1 de Abril de 2013 C APÍTULO II A NÁLISE O RÇAMENTAL 52 [RELATÓRIO DE GESTÃO] 1 de Abril de 2013 I. A N Á L I S E O R Ç A M E N T A L I.1. Receita Corrente As receitas correntes em 2012 atingiram o valor superior a 38 milhões de euros, contudo sofreram um decréscimo realtivamente a 2011 de 6,3%. A taxa de execução foi de 99,51%, o que siginifica que a sua previsão foi corretamente estimada. Os impostos diretos e as transferências correntes representam mais de 84% da receita corrente total, cuja taxa de execução foi de 103% e 105,32% respetivamente. No entanto, importa referir que em conjunto, as mesmas sofreram uma diminuição superior a 1 milhão de euros, sobretudo, em virtude da redução superior a 1,4 milhões de euros do Imposto Municipal sobre Transmissão Onerosa de Imóveis em 2012. Os rendimentos da propriedade constituem a terceira principal fonte de receita corrente do Município de Viseu, com uma execução superior a 2,52 milhões de euros. A venda de bens e serviços correntes apresenta uma execução de 94,37%, posicionando-se em quinto lugar no ranking do total das receitas. Quadro 10 – Estrutura da Receita Corrente – 2012 Capítulos 01 - Impostos Directos 02 - Impostos Indirectos 04 - Taxas Multas e Outras Penalidades 05 - Rendimentos da Propriedade 06 - Transferências Correntes 07 - Venda de Bens e Serviços Correntes 08 - Outras Receitas Correntes Total Receitas Correntes Receita Dotada 1 17.116.377,00 1.067.386,00 802.444,00 3.373.601,00 13.875.946,00 1.916.769,00 47.601,00 38.200.124,00 Receita Liquidada 2 17.630.096,91 558.752,08 819.217,31 2.528.553,89 14.555.254,46 2.408.892,76 90.812,13 38.591.579,54 Receita Cobrada Liquida 3 17.630.096,91 544.108,67 815.517,56 2.527.508,39 14.613.484,50 1.808.776,12 73.493,47 38.012.985,62 Receita por Cobrar 4=3-1 513.719,91 -523.277,33 13.073,56 -846.092,61 737.538,50 -107.992,88 25.892,47 -187.138,38 Taxa de Execução 5=3/1 103,00% 50,98% 101,63% 74,92% 105,32% 94,37% 154,39% 99,51% Receita Liquidada e Não Cobrada 6=2-3 0,00 14.643,41 3.699,75 1.045,50 -58.230,04 600.116,64 17.318,66 578.593,92 Fonte: Documentos Financeiros – Contas 2012 Fazendo uma análise comparativa com o ano 2011, verifica-se que foram os impostos indiretos que sofreram uma diminuição mais acentuada, no entanto, o peso destas receitas é de apenas 1,4% no total das receitas correntes cobradas em 2012. Os impostos diretos e indiretos sofreram uma diminuição de 4,31% e 49,03%, respetivamente, salientando-se mais uma vez que a redução dos impostos diretos foi provocada pela diminuição do Imposto Municipal sobre Transmissão Onerosa de Imóveis. As transferências correntes também sofreram uma quebra de 1,87%, como consequência dos cortes efetuados em sede de Orçamento de Estado para 2012. Os rendimentos da propriedade e a venda de bens e serviços corrente também sofreram uma redução de 20,52% e 16,13%. 53 [RELATÓRIO DE GESTÃO] 1 de Abril de 2013 Quadro 11 – Variação da Receita Corrente – Biénio 11-12 Receita Cobrada 2011 Capítulos 01 - Impostos Directos 02 - Impostos Indirectos 04 - Taxas Multas e Outras Penalidades 05 - Rendimentos da Propriedade 06 - Transferências Correntes 07 - Venda de Bens e Serviços Correntes 08 - Outras Receitas Correntes Total Receitas Correntes 1 18.423.686,52 1.067.518,45 789.964,83 3.180.209,89 14.891.507,78 2.156.680,62 54.307,63 40.563.876,72 Receita Cobrada 2012 Variação Valor 2 3=2-1 17.630.096,91 -793.589,61 544.108,67 -523.409,78 815.517,56 25.552,73 2.527.508,39 -652.701,50 14.613.484,50 -278.023,28 1.808.776,12 -347.904,50 73.493,47 19.185,84 38.012.985,62 -2.550.890,10 Variação % 4=3/1 -4,31% -49,03% 3,23% -20,52% -1,87% -16,13% 35,33% -6,29% Fonte: Documentos Financeiros – Contas 2012 O princípio do equilíbrio orçamental, consagrado no ponto 3.1.1 do POCAL, estabelece que o orçamento deve prever os recursos necessários para cobrir todas as despesas e ainda que as receitas correntes devem ser pelo menos iguais às despesas correntes. A execução do orçamento do Município de Viseu cumpre este princípio orçamental, com a formação da poupança corrente, a qual foi um pouco superior a 9 milhões de euros, tendo sofrido uma diminuição em relação a 2011 de cerca de €900.000,00. Esta poupança corrente permitiu a realização de investimentos ao longo do ano em análise, compensando a diminuição da receita de capital cobrada. Gráfico 6 – Variação da Poupança Corrente – Quadriénio 09-12 12.000.000,00 10.000.000,00 8.000.000,00 6.000.000,00 4.000.000,00 2.000.000,00 0,00 2009 2010 2011 2012 Fonte: Documentos Financeiros – Contas 2012 I.2. Receita de Capital 54 [RELATÓRIO DE GESTÃO] 1 de Abril de 2013 As receitas de capital em 2012 foram superiores a 10,4 milhões de euros, com uma taxa de execução de 48,71% devido essencialmente às transferências de capital cuja execução foi de 55,42% e os passivos financeiros com 150,11%. A taxa de execução foi fortemente penalizada pelo atraso nos procedimentos de encerramento formal das candidaturas aprovadas no âmbito do Programa Operacional Regional do Centro – “Mais Centro”, cuja libertação da comparticipação final se prevê que ocorra em 2013. A receita liquidada foi quase totalmente cobrada, restando apenas um valor residual de €14.283,33. Quadro 12 - Estrutura da Receita de Capital - 2012 Capítulos 09 - Venda de Bens de Investimento 10 - Transferências de Capital 12 - Passivos Financeiros 13- Outras Receitas de Capital Total Receitas de Capital Receita Dotada Receita Liquidada 1 5.107.753,00 15.155.046,00 807.108,00 396.500,00 21.466.407,00 2 235.125,25 8.384.625,93 1.211.570,98 639.492,43 10.470.814,59 Receita Receita por Cobrada Cobrar Liquida 3 4=3-1 235.125,25 -4.872.627,75 8.398.248,80 -6.756.797,20 1.211.570,98 404.462,98 611.586,23 215.086,23 10.456.531,26 -11.009.875,74 Taxa de Execução 5=3/1 4,60% 55,42% 150,11% 154,25% 48,71% Receita Liquidada e Não Cobrada 6=2-3 0,00 -13.622,87 0,00 27.906,20 14.283,33 Fonte: Documentos Financeiros – Contas 2012 Fazendo uma análise comparativa com 2011, pode-se concluir que as receitas de capital em 2012 sofreram um decréscimo de 16,98%, principalmente devido à redução das transferências de capital do Estado, bem como do atraso nos procedimentos de encerramento formal de candidaturas atás referido. Quadro 13 - Variação da Receita de Capital – Biénio 11-12 Capítulos 09 - Venda de Bens de Investimento 10 - Transferências de Capital 12 - Passivos Financeiros 13 - Outras Receitas de Capital Total Receitas de Capital Receita Cobrada 2011 1 256.663,80 11.137.204,30 1.201.597,28 0,00 12.595.466,38 Receita Cobrada 2012 Variação Valor 2 3=2-1 235.125,25 -21.538,55 8.398.248,80 -2.738.955,50 1.211.570,98 9.973,70 611.586,23 611.586,23 10.456.531,26 -2.138.935,12 Variação % 4=3/1 -8,39% -24,59% 0,83% -16,98% Fonte: Documentos Financeiros – Contas 2012 Em termos globais a receita total (corrente e capital) ascende aos 50,58 milhões de euros em 2012 que corresponde uma variação negativa superior a 6,24% face a 2011, cujo valor foi superior a 53,9 milhões de euros, no entanto, esta variação negativa foi inferior à ocorrida em 2011, que se situava nos 11%. 55 [RELATÓRIO DE GESTÃO] 1 de Abril de 2013 Gráfico 7 – Receita Total 11-12 56.000.000 54.000.000 2011 53,955.168,17 52.000.000 50.000.000 2012 50,589,993,41 48.000.000 46.000.000 Fonte: Documentos Financeiros – Contas 2012 I.3. Despesa Quadro 14 – Estrutura da Despesa Total - 2012 Capítulos Despesa Orçada 1 Despesa Comprometida Despesa Realizada Despesa Paga 2 3 4 Desvio Taxa de Execução 5=4-1 6=4/1 Despesa Realizada e Não Paga 7=3-4 01 - Despesas com o pessoal 12.743.719,90 11.829.196,03 11.695.587,83 11.694.340,88 -1.049.379,02 91,77% 1.246,95 02 - Aquisição de bens e serviços 15.378.384,90 13.199.485,59 11.343.916,76 11.313.515,59 03 - Juros e outros encargos 04 - Transferências correntes 05 e 06 - Subsidios e outras despesas correntes Total Despesas Correntes 07 - Aquisição de Bens de Capital 08 - Transferências de Capital -4.064.869,31 73,57% 30.401,17 593.400,00 533.130,77 521.472,93 521.252,86 -72.147,14 87,84% 220,07 7.159.698,41 6.447.261,85 5.343.115,04 5.327.690,08 -1.832.008,33 74,41% 15.424,96 298.000,00 158.939,85 152.152,86 152.074,81 -145.925,19 51,03% 78,05 32.168.014,09 29.056.245,42 29.008.874,22 36.173.203,21 -7.164.328,99 80,19% 47.371,20 9.708.443,32 6.462.516,96 4.197.529,62 4.197.529,62 -5.510.913,70 43,24% 0,00 12.567.697,47 7.839.554,90 5.713.886,30 5.711.291,77 -6.856.405,70 45,44% 2.594,53 09 - Activos Financeiros 7,00 0,00 0,00 0,00 -7,00 0,00% 0,00 10 Passivos Financeiros 2.768.000,00 2.767.027,12 2.754.251,65 2.754.251,65 -13.748,35 99,50% 0,00 610.000,00 605.785,49 605.785,49 605.785,49 -4.214,51 99,31% 0,00 11 - Outras Despesas de Capital Total Despesas de Capital 25.654.147,79 17.674.884,47 13.271.453,06 13.268.858,53 -12.385.289,26 51,72% 2.594,53 Total 61.827.351,00 49.842.898,56 42.327.698,48 42.277.732,75 -19.549.618,25 68,38% 49.965,73 Fonte: Documentos Financeiros – Contas 2012 56 [RELATÓRIO DE GESTÃO] 1 de Abril de 2013 No ano 2012 a despesa total do Município de Viseu, foi de 42,28 milhões de euros, cuja taxa de execução global foi de 68,38% realtivamente à previsão incial. As despesas correntes apresentam uma execução de 80,19%, o que significa que ficaram aquém da previsão efetuada em cerca de 19,81%. Deste resultado destaca-se a aquisição de bens e serviços que em virtude de uma política de racionalização de custos possibilitou uma poupança de cerca de 26,43%, Também as transferências contribuiram para esta redução da despesa corrente, pois foram inferiores ao previsto em 1,8 milhões de euros. A execução das despesas de capital foi de 51,72%, em consequência da execução da aquisição de bens de capital (43,24%) e transferências de capital (45,44%). Do total da despesa realizada apenas ficaram por pagar €49.965,73 não se comprometendo a estabilidade financeira do Município, nem a execução dos projetos futuros. Quadro 15 – Variação da Despesa - Biénio 11-12 Capítulos 01 - Despesas com o pessoal 02 - Aquisição de bens e serviços 03 - Juros e outros encargos 04 - Transferências correntes 05 e 06 - Subsidios e outras despesas Total Despesas Correntes 07 - Aquisição de Bens de Capital 08 - Transferências de Capital 09 - Activos Financeiros 10 Passivos Financeiros 11 - Outras Despesas de Capital Total Despesas de Capital Total Despesa Paga Despesa Paga Variação Valor 2011 2012 1 2 3=2-1 13.721.570,67 11.694.340,88 -2.027.229,79 10.397.048,01 11.313.515,59 916.467,58 519.211,54 521.252,86 2.041,32 5.516.090,68 5.327.690,08 -188.400,60 445.879,86 152.074,81 -293.805,05 30.599.800,76 29.008.874,22 -1.590.926,54 14.282.925,71 4.197.529,62 -10.085.396,09 5.761.437,74 5.711.291,77 -50.145,97 52.173,91 0,00 -52.173,91 2.821.633,78 2.754.251,65 -67.382,13 589,53 605.785,49 605.195,96 22.918.760,67 13.268.858,53 -9.649.902,14 53.518.561,43 42.277.732,75 -11.240.828,68 Variação Percentual 4=3/1 -14,77% 8,81% 0,39% -3,42% -65,89% -5,20% -70,61% -0,87% -100,00% -2,39% 102657,36% -42,10% -21,00% Fonte: Documentos Financeiros – Contas 2012 Como se pode verificar pela análise do quadro anterior a despesa corrente em 2012 diminuiu 5,20% face ao ano anterior, destacando-se a diminuição das despesas com pessoal que apresentou um decréscimo de 14,77%. Os subsídios e outras despesas correntes também apresentaram uma diminuição superior a 65%, no entanto o seu peso no total de despesas correntes é diminuto. As despesas de capital sofreram uma diminuição face a 2011 em 42,10% na sequência da aquisição de bens de capital apresentar uma diminuição superior a 70% relativamente ao ano anterior. 57 [RELATÓRIO DE GESTÃO] 1 de Abril de 2013 Quadro 16 – Variação da Estrutura da Despesa – Biénio 11-12 2011 01 - Despesas com o pessoal 2012 Variação Despesa Despesa Despesa Taxa de Despesa Paga Orçada Comprometida Realizada Execução 1 2 3 4 5=4/1 14.231.778,00 13.783.880,22 13.759.732,44 13.721.570,67 96,42% 12.743.719,90 11.829.196,03 11.695.587,83 11.694.340,88 91,77% -1.488.058,10 -1.954.684,19 -2.064.144,61 -2.027.229,79 -4,65% 2011 02 - Aquisição de bens e serviços 2012 Variação 15.455.884,19 15.378.384,90 -77.499,29 Ano Capítulos 2011 03 - Juros e outros encargos 2012 Variação 2011 04 - Transferências correntes 2012 Variação 2011 05 e 06 - Subsidios e Outras 2012 despesas correntes Variação 13.033.362,04 11.257.948,81 13.199.485,59 11.343.916,76 166.123,55 85.967,95 Realizada e Não Paga 6=3-4 38.161,77 1.246,95 -36.914,82 10.397.048,01 11.313.515,59 916.467,58 67,27% 73,57% 6,30% 860.900,80 30.401,17 -830.499,63 533.000,00 593.400,00 60.400,00 521.860,96 533.130,77 11.269,81 519.231,07 521.472,93 2.241,86 519.211,54 521.252,86 2.041,32 97,41% 87,84% -9,57% 19,53 220,07 200,54 6.701.038,00 7.159.698,41 458.660,41 6.293.354,91 6.447.261,85 153.906,94 5.747.648,46 5.343.115,04 -404.533,42 5.516.090,68 5.327.690,08 -188.400,60 82,32% 74,41% -7,90% 231.557,78 15.424,96 -216.132,82 471.000,00 298.000,00 -173.000,00 449.512,39 158.939,85 -290.572,54 449.221,25 152.152,86 -297.068,39 445.879,86 152.074,81 -293.805,05 94,67% 51,03% -43,63% 3.341,39 78,05 -3.263,34 34.081.970,52 31.733.782,03 32.168.014,09 29.056.245,42 30.599.800,76 29.008.874,22 81,83% 80,19% 1.133.981,27 47.371,20 16.940.729,98 15.068.711,86 14.282.925,71 6.462.516,96 4.197.529,62 4.197.529,62 -10.478.213,02 -10.871.182,24 -10.085.396,09 77,07% 43,24% -33,83% 785.786,15 0,00 -785.786,15 2011 Total Despesas Correntes 2012 37.392.700,19 36.173.203,21 2011 07 - Aquisição de Bens de Capital 2012 Variação 18.532.464,73 9.708.443,32 -8.824.021,41 2011 08 - Transferências de Capital 2012 Variação 12.305.013,08 12.567.697,47 262.684,39 7.385.140,28 7.839.554,90 454.414,62 5.787.247,05 5.713.886,30 -73.360,75 5.761.437,74 5.711.291,77 -50.145,97 46,82% 45,44% -1,38% 25.809,31 2.594,53 -23.214,78 2011 09 - Activos Financeiros 2012 Variação 52.185,00 7,00 -52.178,00 52.173,91 0,00 -52.173,91 52.173,91 0,00 -52.173,91 52.173,91 0,00 -52.173,91 99,98% 0,00% -1,00 0,00 0,00 0,00 2011 10 Passivos Financeiros 2012 Variação 2.822.000,00 2.768.000,00 -54.000,00 2.821.640,78 2.767.027,12 -54.613,66 2.821.633,78 2.754.251,65 -67.382,13 2.821.633,78 2.754.251,65 -67.382,13 99,99% 99,50% -0,48% 0,00 0,00 0,00 5.000,00 610.000,00 605.000,00 589,53 605.785,49 605.195,96 589,53 605.785,49 605.195,96 589,53 605.785,49 605.195,96 11,79% 99,31% 87,52% 0,00 0,00 0,00 33.716.662,81 25.654.147,79 71.109.363,00 61.827.351,00 27.200.274,48 17.674.884,47 61.282.245,00 49.842.898,56 23.730.356,13 13.271.453,06 55.464.138,16 42.327.698,48 22.918.760,67 13.268.858,53 53.518.561,43 42.277.732,75 67,97% 51,72% 75,26% 68,38% 811.595,46 2.594,53 1.945.576,73 49.965,73 2011 11 - Outras Despesas de Capital 2012 Variação 2011 Total Despesas de Capital 2012 2011 Total Geral 2012 Fonte: Documentos Financeiros – Contas 2012 Como se pode verificar pelo quadro anterior todos os capítulos da despesa corrente tiveram uma taxa de execução inferior ao ano anterior, à exceção da aquisição de bens e serviços que aumentaram 6,30%, sendo de salientar que a construção e consequentemente a manutenção de novas infraestruturas acarretam novos custos de manutenção. 58 [RELATÓRIO DE GESTÃO] 1 de Abril de 2013 As despesas de capital também sofreram uma diminuição face ao ano anterior à excepção das outras despesas de capital. Verificamos ainda que na estrutura da despesa corrente, os custos com pessoal representam a maior fatia, com um peso de 40%, tendo no entanto, reduzido cerca de 5% face ao ano anterior, seguindo-se a aquisição de bens e serviços com 39%. Gráfico 8 – Composição da Despesa Corrente - 2012 1% Despesas com o pessoal 18% 2% 40% Aquisição de bens e serviços Juros e outros encargos Transferências correntes Subsidios e outras despesas correntes 39% Fonte: Documentos Financeiros – Contas 2012 Quadro 17 – Estrutura das Transferências – Corrente e Capital – 2012 Capítulos Transferências Correntes Sociedades e Quase Sociedades Não Financeiras Administração Central Administração Local Segurança Social Instituições Sem Fins Lucrativos Famílias e Resto do Mundo Total de Transferências Correntes Transferências Capital Sociedades e Quase Sociedades Não Financeiras Administração Local Instituições Sem Fins Lucrativos Famílias Total de Transferências de Capital Total Despesa Orçada Despesa Comprometida Despesa Realizada Despesa Paga Desvio Taxa de Execução 1 2 3 4 5=4-1 6=4/1 Despesa Realizada e Não Paga 7=3-4 801.830,00 581.820,77 442.069,99 441.675,86 -360.154,14 55,08% 394,13 95.500,00 3.798.612,41 1,00 2.428.750,00 35.005,00 7.159.698,41 80.820,70 3.524.876,26 0,00 2.253.582,47 6.161,65 6.447.261,85 76.770,70 2.977.764,30 0,00 1.842.004,10 4.505,95 5.343.115,04 76.770,70 2.977.764,30 0,00 1.827.051,77 4.427,45 5.327.690,08 -18.729,30 -820.848,11 -1,00 -601.698,23 -30.577,55 -1.832.008,33 80,39% 78,39% 0,00% 75,23% 12,65% 74,41% 0,00 0,00 0,00 14.952,33 78,50 15.424,96 1.440.736,32 992.494,01 550.589,33 549.082,70 -891.653,62 9.427.009,15 853.950,00 846.002,00 12.567.697,47 19.727.395,88 5.538.123,70 545.816,38 763.120,81 7.839.554,90 14.286.816,75 4.315.289,22 448.386,20 399.621,55 5.713.886,30 11.057.001,34 4.314.201,32 448.386,20 399.621,55 5.711.291,77 11.038.981,85 -5.112.807,83 -405.563,80 -446.380,45 -6.856.405,70 -8.688.414,03 38,11% 45,76% 52,51% 47,24% 45,44% 55,96% 1.506,63 1.087,90 0,00 0,00 2.594,53 18.019,49 Fonte: Documentos Financeiros – Contas 2012 59 [RELATÓRIO DE GESTÃO] 1 de Abril de 2013 As transferências correntes apresentam uma taxa de execução na ordem dos 74,41%, com uma redução de 7,91% face a 2011, fruto da política de redução da despesa corrente. Continua a privilegiar-se as transferências para a Administração Local, mantendo-se o Princípio da Subsidiariedade com as Freguesias, que representam mais de 55% daquelas. As transferências para a Instituições sem Fins Lucrativos apresentam uma execução de 75,23%. Relativamente às transferências de capital, verifica-se que a execução é de 45,44%, motivado pelas transferências para a Administração Local, as quais representam mais de 75% do total. Gráfico 9 - Despesa Total Paga – Quadriénio 09-12 63.000.000,00 59.000.000,00 55.000.000,00 51.000.000,00 47.000.000,00 43.000.000,00 39.000.000,00 35.000.000,00 2009 2010 2011 2012 Fonte: Documentos Financeiros – Contas 2012 Fazendo uma análise evolutiva da despesa total paga, constata-se que em 2012 deu-se continuidade ao esforço de consolidação orçamental iniciado em 2009, através de uma gestão mais criteriosa na realização das despesas. Durante este período, a despesa total paga diminuiu mais de 16,9 milhões de euros. I.4. Equilíbrio Orçamental e Poupança Corrente Quadro 18 – Variação da Poupança Corrente 09-12 Fonte: Documentos Financeiros – Contas 2012 60 [RELATÓRIO DE GESTÃO] 1 de Abril de 2013 Como se pode verificar pelo quadro anterior, o princípio do equilíbrio orçamental tem sido cumprido, pois as receitas correntes têm sido sempre superiores às despesas correntes, tendo-se registado uma poupança corrente em 2012 superior a 9 milhões de euros, tendo diminuido face a 2011, em virtude da redução dos impostos diretos e impostos indiretos como consequência da estagnação económica que o país atravessa. Esta poupança corrente permitiu que o Município de Viseu em 31-12-2012, apresente um saldo de gerência orçamental acima dos 15 milhões de euros, superior em mais de 6 milhões de euros face a 2011. A este valor acrescem ainda 2,3 milhões de euros, correspondentes a operações de tesouraria. 61 [RELATÓRIO DE GESTÃO] 1 de Abril de 2013 I.5. Execução das Grandes Opções do Plano (GOP) Quadro 19 – Mapa de Estrutura e Execução das GOP – 2012 Classificação Funcional das GOP Funções/Subfunções Execução das GOP PPI € AMR's € TOTAL € % 1 FUNÇÕES GERAIS 810.774 3.090.525 3.901.299 1.1 Administração Geral 764.783 3.090.525 3.855.308 13,66% 1.2 Protecção Civil e Luta Contra Incêndios 41.751 0 1.3 Polícia Municipal 2 FUNÇÕES SOCIAIS 2.1 Educação 2.2 Saúde 2.3 Acção Social 2.4 Habitação 2.5 Ordenamento do Território 203.196 2.6 Saneamento 0 2.7 Abastecimento de Água 0 2.8 Resíduos Sólidos 2.9 Protecção Meio Ambiente e Conservação da Natureza 41.751 13,82% 0,15% 4.240 0 4.240 0,02% 2.110.606 13.263.538 15.374.144 54,46% 424.999 4.338.538 24.409 0 24.409 0,09% 0 224.897 224.897 0,80% 31.636 399.243 430.879 1,53% 666.456 869.652 3,08% 1.685.785 1.685.785 5,97% 720.000 720.000 2,55% 959 2.221.818 2.222.778 7,87% 1.031.951 835.256 1.867.208 6,61% 2.10 Cultura 185.578 1.274.745 1.460.322 5,17% 2.11 Desporto, Recreio e Lazer 207.878 780.300 988.177 3,50% 2.12 Juventude, Actividades Cívicas e Religiosas 4.763.537 16,87% 0 116.500 116.500 0,41% 976.149 3.648.469 4.624.618 16,38% 86.071 2.286.694 2.372.765 8,41% 621.956 1.296.566 1.918.522 6,80% 0 45.419 45.419 0,16% 0 100.654 0,36% 3 FUNÇÕES ECONÓMICAS 3.2 Indústria e Energia 3.3 Transportes Rodoviários 3.4 Transportes Aéreos 3.5 Mercados e Feiras 100.654 3.6 Turismo 167.467 19.790 187.257 0,66% 4 OUTRAS FUNÇÕES 300.000 4.028.833 4.328.833 15,33% 4.1 Operações da Dívida Autárquica 0 3.258.444 3.258.444 11,54% 4.2 Transferências entre Administrações 0 18.000 18.000 0,06% 4.3 Diversas não Especificadas 300.000 752.389 1.052.389 3,73% TOTAL 4.197.529,62 24.031.364,93 28.228.894,55 100,0% Fonte: Documentos Financeiros – Contas 2012 Durante o ano 2012 o Município de Viseu registou uma taxa de execução das Grandes Opções do Plano (GOP) de 63,88%, cujo montante se cifrou em €28,23 milhões de euros. As Atividades Mais Relevantes (AMR) e o Plano Plurianual de Investimentos (PPI) tiveram uma execução de 24 milhões de euros e 4,2 milhões de euros, respetivamente. Fazendo uma análise mais detalhada ao quadro anterior, onde se encontra discriminada a aplicação dos recursos efetuados ao nível do PPI e das AMR, por classificação funcional, podemos concluir o seguinte: 62 [RELATÓRIO DE GESTÃO] 1 de Abril de 2013 As Funções Sociais são as que apresentam a execução mais elevada, com 15,37 milhões de euros, representando 54,46% do total de execução das GOP. A Subfunção educação continua à semelhança de anos anteriores a absorver grande parte da execução das Funções Sociais representando cerca de 31% do total destas, devido essencialmente aos encargos com os transportes escolares, a contratação de professores e auxiliares e o fornecimento de refeições, etc; Em segundo lugar, surge os resíduos sólidos com 2,2 milhões de euros e com um peso nas Funções Sociais de 14,46 %. Em terceiro e quarto lugar situam-se a proteção do meio ambiente e conservação da natureza e a cultura com 12,15% e 9,50% do total das Funções Sociais, respetivamente; As Funções Económicas atingem 16,38% das GOP, onde se destacam os encargos com energia de 2,3 milhões de euros e os investimentos em transportes rodoviários com mais de 1,9 milhões de euros.; As Funções Gerais, apresentam uma execução de 13,82%, na qual se englobam os encargos com a modernização administrativa, aquisição de combustíveis, material para reparação e manutenção, serviços de vigilância, serviços de limpeza, etc; A designada Outras Funções, apresenta uma execução de 15,33% devido essencialmente às operações da dívida autárquica. 63 [RELATÓRIO DE GESTÃO] 1 de Abril de 2013 C APÍTULO III A NÁLISE F INANCEIRA 64 [RELATÓRIO DE GESTÃO] 1 de Abril de 2013 I. S I T U A Ç Ã O E C O N Ó M I C O -F I N A N C E I R A I.1. Análise do Balanço O Balanço e o Sistema Contabilístico adequam-se ao previsto no Plano Oficial de Contabilidade das Autarquias Locais (POCAL), espelhando a situação patrimonial da autarquia em 31 de Dezembro de 2012. Quadro 20 – Balanço 2011 2012 Variação % Descrição Valor € Peso % Valor € Peso % 11-12 Ativo Imobilizado Bens do domínio público 88.518.881 38,43% 100.049.678 42,52% 13,03% Imobilizações em curso 28.275.103 12,28% 13.855.085 5,89% -51,00% 128.235 0,06% 48.299 0,02% -62,34% Imobilizações corpóreas 72.221.670 31,35% 71.939.223 30,58% -0,39% Investimentos financeiros 15.667.232 6,80% 15.655.545 6,65% -0,07% 394.835 0,17% 394.245 0,17% -0,15% 2.563.995 1,11% 3.037.979 1,29% 18,49% Depósitos em instituições financeiras e caixa 10.111.447 4,39% 16.218.448 6,89% 60,40% Acréscimos e diferimentos 12.461.613 5,41% 14.081.082 5,98% 13,00% 230.343.012 100,0% 235.279.584 100,0% 2,1% 64.923.390 28,19% 65.865.914 27,99% 1,45% 3.633.772 1,58% 3.216.085 1,37% -11,49% 84.969.671 36,89% 88.736.098 37,72% 4,43% 4.910.749 2,13% 8.493.446 3,61% 72,96% 3.634.023 1,58% 2.458.229 1,04% -32,36% Dívidas a terceiros - mlp 24.304.624 10,55% 22.210.214 9,44% -8,62% Dívidas a terceiros - curto prazo 10.116.974 4,39% 7.492.062 3,18% -25,95% Acréscimos e diferimentos 33.849.810 14,70% 36.807.536 15,64% 8,74% 230.343.012 100,0% 235.279.584 100,0% 2,1% Imobilizações incorpóreas Circulante Existências Dívidas de terceiros Total do Ativo Fundos Próprios e Passivo Fundos Próprios Património Reservas Resultados transitados Resultado líquido do exercício Passivo Provisões para riscos e encargos Total dos Fundos Próprios e do Passivo Fonte: Documentos Financeiros – Contas 2012 65 [RELATÓRIO DE GESTÃO] 1 de Abril de 2013 O ativo líquido total do Município de Viseu em 2012 atinge o valor de €235.279.584 com um crescimento relativamente a 2011 de cerca de 2,1%. Este crescimento deve-se, entre outros, ao efeito conjugado do crescimento do imobilizado líquido em bens de domínio público de 13,03% e ao aumento dos depósitos em instituições financeiras e caixa de 60,40%. O valor das dívidas de terceiros a curto prazo sofreu um aumento de cerca de 18,49%. O valor total das amortizações e provisões em 2012 foi superior a 67 milhões de euros, diminuindo o valor total do ativo bruto que é de 302 milhões de euros. O passivo do Município de Viseu atinge em 2012 cerca de 68 milhões de euros, tendo diminuido mais de 2,9 milhões de euros face ao ano anterior. As dívidas a terceiros de curto prazo e de médio e longo prazo sofreram uma diminuição de 25,95% e 8,62%, respetivamente, face a 2011. As provisões para riscos e encargos diminuiram mais de 32% em resultado da conclusão de processos judiciais que estavam em curso. 66 [RELATÓRIO DE GESTÃO] 1 de Abril de 2013 Quadro 21 – Principais Indicadores Indicadores 2011 2012 Estrutura do Ativo Ativo Fixo/ Ativo Total 88,92% 85,66% Ativo Circulante/Ativo Total 11,08% 14,34% 530,89% 634,70% Passivo Longo Prazo/Passivo Exigível 70,61% 74,78% Passivo a Curto Prazo/Passivo Exigível 29,39% 25,22% 240,24% 296,45% 21,73% 17,86% 6,39% 4,50% Exigível a Médio Longo Prazo/Fundos Próprios 15,34% 13,35% Exigível a Médio Longo Prazo/Imobilizado Corpóreo 33,65% 30,87% 125,29% 257,02% 252,37% 450,23% 14,94% 12,62% 68,78% 70,69% 90,60% 94,91% 3,51% 2,35% Estrutura do Passivo Recursos Permanentes/Passivo Exigível Passivo Longo Prazo/Passivo Curto Prazo Análise do Passivo Exigível Coeficiente de Endividamento Passivo Exigível/Fundos Próprios Coeficiente de Endividamento a Curto Prazo Exigível a Curto Prazo/Fundos Próprios Coeficiente de endividamento a Longo Prazo Índice de Liquidez Imediata Disponibilidades/Exigível a Curto Prazo Índice de Liquidez Geral Ativo Circulante/Passivo Curto Prazo Índice de Solvência Dívidas a Terceiros/Ativo Total Índice de Autonomia Fundos Próprios/Ativo Total Indicador de Imobilizações Capitais Permanentes/Imobilizado Líquido Capitais Alheios/Imobilizado Líquido Fonte: Documentos Financeiros – Contas 2012 Pela análise dos indicadores calculados, constata-se o seguinte: O ativo total é financiado em 85,66% pelo ativo fixo; 67 [RELATÓRIO DE GESTÃO] 1 de Abril de 2013 O passivo de médio e longo prazo representa 74,78% do total do passivo o que significa que a dívida do Município está diluída ao longo do tempo na razão proporcional da amortização dos investimentos realizados; O total do passivo exigível representa apenas 17,86% dos fundos próprios e o passivo exigível de curto prazo apenas representa 4,50% dos fundos próprios, tendo ambos, diminuído relativamente a 2011; No que se refere ao endividamento a longo prazo, o passivo exigível apenas absorve 13,35% dos fundos próprios do Município e 30,87% do imobilizado corpóreo, sofrendo ambos uma variação positiva relativamente ao ano anterior; O indicador da liquidez imediata, demonstra que o Município possui disponibilidades superiores em mais de 157% do valor das dívidas de curto prazo; O ativo circulante em 2012 é superior em 350% do passivo de curto prazo. Este indicador permite salientar que existe uma estrutura financeira equilibrada, pois cumpre a regra de equilíbrio financeiro mínimo, que se traduz na existência de adequação entre o grau de exigibilidade das dívidas para com terceiros e o de liquidez dos seus ativos; Fazendo uma comparação entre a totalidade das dívidas e o ativo total, estas representam apenas 12,62% daquele, o que evidencia a elevada autonomia financeira do Município de Viseu; Os dois últimos indicadores das imobilizações mostram que o imobilizado líquido em 2012 do Município de Viseu foi financiado quase exclusivamente por capitais permanentes, ou seja, por fundos próprios e financiamento de médio e longo prazo. I.2. Análise da Demonstração de Resultados A demonstração de resultados de 2012 apresenta um Resultado Líquido do Exercício de €8.493.446, o que corresponde a uma variação positiva em mais de 72% relativamente ao ano anterior, que se situava nos 4,9 milhões de euros. 68 [RELATÓRIO DE GESTÃO] 1 de Abril de 2013 Quadro 22 – Demonstração de Resultados Designação 2012 Valor € 2011 % Valor € % Desvio Variação % Valor € 11-12 Custos e Perdas 434.010 1,07% 495.487 1,18% -61.476 -12,41% Fornecimentos e serviços externos 10.748.921 26,50% 9.838.395 23,53% 910.526 9,25% Pessoal 11.619.527 28,65% 13.701.934 32,77% -2.082.408 -15,20% Transf. e subs. correntes concedidos 4.955.375 12,22% 5.015.288 11,99% -59.914 -1,19% Amortizações do exercício 7.528.008 18,56% 6.473.024 15,48% 1.054.984 16,30% 392.436 0,97% 1.539.935 3,68% -1.147.499 -74,52% 59.785 0,15% 68.075 0,16% -8.291 -12,18% 476.247 1,17% 577.876 1,38% -101.630 -17,59% 10,71% 4.107.779 9,82% 233.953 5,70% 41.817.793 100,0% -1.261.754 -3,02% Custos mer. vend. e das mat. consumidas Provisões do exercício Outros Custos e perdas operacionais Custos e perdas financeiros Custos e perdas extraordinários Total 4.341.732 40.556.039 100,0% Proveitos e Ganhos 2.226.968 4,54% 1.954.617 4,18% 272.351 13,93% Impostos e taxas 17.423.643 35,52% 18.340.196 39,25% -916.553 -5,00% Transferências e subsídios obtidos 18.850.765 38,43% 19.468.188 41,66% -617.423 -3,17% Proveitos e ganhos financeiros 3.470.141 7,07% 3.372.957 7,22% 97.184 2,88% Proveitos e ganhos extraordinários 7.077.968 14,43% 3.592.584 7,69% 3.485.384 97,02% 46.728.542 100,0% 2.320.943 4,97% 3.582.698 72,96% Vendas e prestações de serviços Total 49.049.485 100,0% Resultado Líquido do Exercício 8.493.446 4.910.749 Fonte: Documentos Financeiros – Contas 2012 I.2.1. Custos Os custos e perdas reconhecidos no exercício de 2012 foram inferiores ao ano 2011 em mais de 1,2 milhões de euros que representam uma variação percentual de -3,02%. Este resultado deve-se essencialmente a dois fatores: À redução dos custos com pessoal em mais de 15%; À redução das provisões do exercício de 74,52%. Os custos das mercadorias e das matérias consumidas também sofreram uma diminuição de 12,41% em comparação com o ano 2011, na sequência de uma eficaz gestão de compras. As amortizações do exercício sofreram um aumento de 16,30% face ao ano anterior devido à inventariação de novos bens durante o corrente ano. 69 [RELATÓRIO DE GESTÃO] 1 de Abril de 2013 I.2.2. Proveitos Os proveitos e ganhos sofreram um aumento de 4,97% relativamente ao ano anterior, com uma arrecadação total de superior a 49 milhões de euros, apesar de em algumas rubricas se verificar uma redução. Os proveitos obtidos através de vendas e prestações de serviços sofreram um aumento de 13,93% relativamente ao ano anterior. O impostos e taxas apresentam uma diminuição superior a €900.000,00 face ao ano anterior à semelhança das transferências e subsídios obtidos que também diminuiram 3,17%, influenciando negativamente o total de proveitos. Os proveitos e ganhos financeiros apresentam um ligeiro aumento de 2,88%. Os proveitos e ganhos extraordinários aumentaram mais de 97,02% devido a: Contabilização de proveitos no valor de 1,4 milhões de euros relativo a processos judiciais com desfecho favorável para o Município; Correção da especialização efetuada em 2011 relativamente ao Imposto Municipal sobre Imóveis e à Derrama, pois a cobrança em 2012 foi superior à previsão efetuada em 2011 no valor de €1,2 milhões de euros e 0,8 milhões de euros, respetivamente; Contabilização de proveitos extraordinários superior a 2011 em mais de €500.000,00 decorrentes de obras compaticipadas pelos fundos comunitários. I.3. Endividamento Líquido O endividamento líquido municipal é fixado nos termos da Lei nº 2/2007, de 15 de Janeiro em 125% do montante das receitas provenientes de impostos municipais, das participações do município no FEF, da participação do IRS, da derrama e da participação nos resultados do sector empresarial local relativas ao ano anterior. A Lei nº 64-B/2011, de 30/12 que aprova o Orçamento de Estado para o ano 2012 , estabeleçe no artigo 66º que o valor do endividamento liquido em 31-12-2012, calculado nos termos Lei nº 2/2007, de 15/01 (alterada pelas Leis nºs 22-A/2007, de 29/06, 66-A/2007 de 31/12 e 3-B/2010, de 28-04) não pode ser superior ao observado em 31 de dezembro do ano anterior. Assim, o endividamento líquido a 31/12/2012 foi de -14,3 milhões de euros (ativos superiores aos passivos), inferior ao endividamento de -€835.026 observado no ano anterior, pelo que o Município de Viseu cumpre esse limite. 70 [RELATÓRIO DE GESTÃO] 1 de Abril de 2013 I.4. Proposta de Aplicação de Resultados Nos termos do ponto n.º 2.7.3. do POCAL, o resultado líquido do exercício positivo pode ser repartido em reforço do Património e/ou constituição ou reforço de Reservas, sendo que nos termos do nº 2.7.3.5, também do POCAL, deve constituir-se o reforço anual da conta 571 - Reservas Legais, no valor mínimo de 5% do resultado líquido do exercício. Nestes termos propõe-se que o Resultado Líquido do Exercício de €8.493.446,26 apurado no exercício de 2012 tenha a seguinte aplicação: Reservas Legais – €424.672,31; Resultado Transitados – €8.068.773,95. 71 [RELATÓRIO DE GESTÃO] 1 de Abril de 2013 II. Í N D I C E II.1. DE QUADROS E GRÁFICOS Quadros Quadro 1 – Execução da Receita 2012 ........................................................................................................................................ 7 Quadro 2 – Execução da Despesa 2012 ....................................................................................................................................... 7 Quadro 3 – Execução das Grandes Opções do Plano (GOP) 2012 ................................................................................................ 8 Quadro 4 – Demonstração de Resultados 2011-2012 ................................................................................................................. 8 Quadro 5 – Ação Social Escolar ................................................................................................................................................. 16 Quadro 6 – Custos com Transporte Escolar .............................................................................................................................. 18 Quadro 7 – Encargos com Consumíveis por Tipologia ............................................................................................................... 18 Quadro 8 - Custos - Atividades de Enriquecimento Curricular .................................................................................................. 21 Quadro 9 – Recolha Seletiva ..................................................................................................................................................... 33 Quadro 10 – Estrutura da Receita Corrente – 2012 ................................................................................................................... 53 Quadro 11 – Variação da Receita Corrente – Biénio 11-12 ........................................................................................................ 54 Quadro 12 - Estrutura da Receita de Capital - 2012 .................................................................................................................. 55 Quadro 13 - Variação da Receita de Capital – Biénio 11-12....................................................................................................... 55 Quadro 14 – Estrutura da Despesa Total - 2012 ........................................................................................................................ 56 Quadro 15 – Variação da Despesa - Biénio 11-12 ...................................................................................................................... 57 Quadro 16 – Variação da Estrutura da Despesa – Biénio 11-12 ................................................................................................. 58 Quadro 17 – Estrutura das Transferências – Corrente e Capital – 2012 ..................................................................................... 59 Quadro 18 – Variação da Poupança Corrente 09-12 ................................................................................................................. 60 Quadro 19 – Mapa de Estrutura e Execução das GOP – 2012 .................................................................................................... 62 Quadro 20 – Balanço ................................................................................................................................................................ 65 Quadro 21 – Principais Indicadores .......................................................................................................................................... 67 Quadro 22 – Demonstração de Resultados ............................................................................................................................... 69 II.2. Gráficos Gráfico 1 – Total de trabalhadores por modalidade de vinculação ........................................................................................... 11 Gráfico 2 – Recursos humanos por escalão etário..................................................................................................................... 12 Gráfico 3 - Recursos humanos por nível de antiguidade ........................................................................................................... 13 Gráfico 4 - Nível de escolaridade .............................................................................................................................................. 14 Gráfico 5 – Toneladas de Resíduos Sólidos Recolhidos 06-12.................................................................................................... 32 Gráfico 6 – Variação da Poupança Corrente – Quadriénio 09-12............................................................................................... 54 Gráfico 7 – Receita Total 11-12 ................................................................................................................................................. 56 Gráfico 8 – Composição da Despesa Corrente - 2012 ................................................................................................................ 59 Gráfico 9 - Despesa Total Paga – Quadriénio 09-12 .................................................................................................................. 60 72