Insígnia de Competência de Astrónomo
Alguns apontamentos para Exploradores
1 – Conhecer a influência do sol, terra e lua nas estações do ano (exs: culturas,
flores, frutos, árvores, entre outros)
2 – Conhecer no céu as quatro fases da Lua
3 – Encontrar no céu a estrela polar
4 – Descrever os movimentos da Terra
5 – Construir um relógio de sol e saber uma forma de orientação pelo sol
6 – Reconhecer no céu duas constelações e descobrir a ‘estrela da manhã’
7 – Possuir noções sobre marés e eclipses
8 – Achar o Norte através das estrelas
9 – Reconhecer as nuvens pelo seu aspecto
10 – Conhecer e desenhar alguns sinais meteorológicos
1 – Conhecer a influência do sol, terra e lua nas estações do ano (exs:
culturas, flores, frutos, árvores, entre outros)
Vê o ponto 4 para alguns dados sobre os movimentos do nosso planeta.
Apesar de depender do movimento de translação, a verdadeira causa das
estações do ano é a inclinação do eixo de rotação da Terra. A distância da Terra ao Sol
não tem influência nenhuma.
Devido a esta inclinação, à medida que a Terra orbita à volta do Sol, os raios
solares incidem mais directamente num hemisfério ou outro, fornecendo mais horas
com luz durante o dia a um hemisfério e vice-versa.
É fácil observar algumas consequências da inclinação e do movimento de
translação:
• No hemisfério Norte, as sombras apontam sempre para o lado Norte
• As sombras ao meio-dia no Inverno são muito mais longas que no Verão
• No Verão os dias duram mais, isto é o Sol permanece visível mais tempo
• No Verão, as posições de nascente e poente encontram-se mais a Norte
que no Inverno
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No Equador, as estações são muito parecidas. À medida que nos afastamos do
Equador, as estações ficam mais acentuadas. Nos pólos, essa diferença é máxima:
enquanto um tem sol durante todo o seu verão, o outro tem noite durante o seu inverno
(e vice-versa).
2 – Conhecer no céu as quatro fases da Lua
A Lua em resumo:
• Como a translação da Lua e a sua rotação têm a mesma duração, a Lua mostranos sempre o mesmo lado
• O movimento de translação da Lua faz com que ela apareça no céu mostrando
aspectos diferentes, chamados fases da lua
• Apesar da pequena força de atracção que a Lua exerce sobre a Terra, a sua
influência é significativa ao nível dos oceanos, originando as marés.
• Os eclipses ocorrem devido ao alinhamento da Lua com a Terra e o Sol
Sabemos que a Lua orbita à volta da Terra. Parece-nos que ela ‘nasce’ para
Leste e se põe para Oeste, embora a verdade seja que a Lua nos orbita no sentido OesteLeste, mas como a Terra roda mais depressa de Oeste para Leste, nós estamos a
ultrapassar a Lua – podes confirmar isto verificando a posição da Lua em relação a uma
estrela que fique a Leste dela. À medida que as horas vão passando, a Lua vai-se
aproximar da estrela, embora pareça ter-se movido para Oeste!
Durante um ciclo lunar, a aparência da Lua varia bastante. Imediatamente antes
e depois da Lua Nova vê-se apenas uma faixa. Nos Quartos vê-se metade da Lua
iluminada. Na Lua Cheia vemos um disco completamente iluminado. A Lua,
obviamente, não mudou: é sempre uma bola grande, com 3.575Km de diâmetro.
A aparência vai mudando porque embora haja sempre um lado da lua que é
sempre iluminado pelo Sol, nem sempre conseguimos ver esse lado iluminado. A figura
abaixo explica porquê.
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Já reparaste que a Lua segue um percurso mais ou menos certo no céu? Já
reparaste que o Sol e os Planetas (Mercúrio, Vénus, Marte, Júpiter e Saturno) também
seguem um percurso próximo? A esse percurso chamamos elíptica. E já reparaste que as
constelações que servem de ‘fundo’ à Lua, ao Sol e aos principais planetas são as do
Zodíaco?
3 – Encontrar no céu a estrela polar
A Estrela Polar, ou Polaris, é uma estrela relativamente pequena que tem a
utilíssima característica de se situar acima do Pólo Norte.
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Mas apesar de ser relativamente pequena e ficar na extremidade de uma
constelação pequena de estrelas pouco brilhantes, é fácil de encontrar graças a algumas
constelações chamadas circumpolares.
As constelações circumpolares são aquelas que estão mais próximas da Polaris,
sendo visíveis todo o ano. Destas destacam-se duas: a Cassiopeia e a Ursa Maior.
4 – Descrever os movimentos da Terra
A Terra possui dois movimentos básicos: rotação e translação.
Rotação – é o movimento que a Terra executa em torno de um eixo imaginário
que a atravessa de pólo a pólo, no sentido Oeste-Leste. Demora cerca de 24 horas.
Consequências do movimento de rotação:
• Sucessão dos dias e das noites
• O desvio para Oeste, verificado na circulação atmosférica e nas correntes
marítimas
Translação – é o movimento que a Terra executa à volta do Sol, no período
(aproximado) de 365 dias e seis horas, numa órbita elíptica de 930 milhões de
quilómetros.
Consequências do movimento de translação:
• Estações do ano
• Duração desigual dos dias e das noites (importante também a inclinação do
eixo da Terra)
• Distribuição desigual de luz e calor na Terra, conforme a época do ano
5 – Construir um relógio de sol e saber uma forma de orientação pelo
sol
Para construir um relógio de Sol, precisas de saber a latitude aproximada de
onde te encontras
Cidade
Braga
Latitude
41º3’N
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Porto
Coimbra
Lisboa
Faro
41º1’N
40º2’N
38º7’N
37ºN
A inclinação do mostrador onde cairá a sombra deve ser o ângulo da latitude – fotocopia
o mostrador abaixo e dobra cuidadosamente pela linha onde está a latitude mais
próxima.
Depois, é só colar a uma base e segurar um pau ou uma palhinha de beber, e apontar
para Sul.
Saber uma forma de orientação pelo Sol
Qualquer Escuteiro tem que saber que o Sol nasce para Leste e se põe para
Oeste , passando a Sul pelo meio-dia solar (que na hora de verão é uma hora mais
tarde). Não deve ser difícil pensar para que lado será o Norte ao início, ao meio e ao
final do dia...
Fora desses períodos (ou seja, a meio da manhã e
a meio da tarde), para encontrares o Norte através do Sol
podes fazê-lo com um relógio. Mantendo o relógio
horizontal, aponta o ponteiro das horas para o Sol. Esse
ponteiro vai fazer um ângulo com as 12horas (ou, no
caso da hora de Verão, das 13h) do relógio.
A bissectriz que divide esse ângulo a meio aponta
para Sul, logo se a continuares para o lado onde o
ângulo é menor, vai apontar para o Norte
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Se o teu relógio (ou telemóvel) for digital, basta desenhar o mostrador de um
relógio no chão
6 – Reconhecer no céu duas constelações e descobrir a ‘estrela da
manhã’
Recomendo-te que aprendas as seguintes constelações
• Circumpolares – Ursa Maior, Ursa menor, Cassiopeia
• Constelações de Inverno – Orion, Cão Maior, Touro
• Constelações de Primavera – Leão, Gémeos
• Constelações de Verão – Escorpião, Pégaso
• Constelações de Outono – Águia, Capricórnio
A estrela da manhã
A estrela da manhã é um planeta, Vénus. É fácil de reconhecer por:
• Está sempre ‘próximo’ do Sol – ou se vê ao entardecer, ou ao amanhecer
• É muito brilhante, sendo o objecto mais brilhante a seguir à Lua
• É um brilho fixo
Vénus passa cerca de 9 meses e meio como ‘estrela da manhã’ e depois outros 9
meses e meio como ‘estrela do entardecer’, e assim sucessivamente.
7 - Possuir noções sobre marés e eclipses
Marés
As marés são resultado da atracção
gravitacional da Lua e do Sol sobre os oceanos.
Em termos simples, a Lua e o Sol atraem a
massa de água.
A cada doze horas e vinte e seis minutos
dá-se a subida e descida (alternada) das águas –
entre a baixa-mar e a preia-mar decorrem
cerca de seis horas e catorze minutos.
Devido à rotação da Terra para Leste, a
cada dia, as marés ocorrerão 50 minutos mais
tarde. À diferença entre o nível das águas na
baixa-mar na preia-mar chama-se amplitude da
maré.
Dado que a Lua está bastante mais próxima da Terra que o Sol, a influência
deste é menor.
Quando o Sol e a Lua estão alinhados, como na Lua Cheia e na Lua Nova temos
marés mais intensas – as chamadas marés vivas. Quando o Sol e a Lua no Quarto
Minguante e no Quarto Crescente, as marés tem menor intensidade e amplitude.
Eclipses
Eclipse é um fenómeno causado pelo alinhamento de três astros, podendo haver
ocultação total ou parcial de um deles.
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No caso do alinhamento da Lua com a Terra e o Sol, podemos ter eclipses
solares e eclipses lunares:
• Eclipse lunar – ocorre quando a Terra projecta a sua sombra sobre a Lua (a Terra
está entre o Sol e a Lua)
• Eclipse solar – ocorre quando a Lua projecta a sua sombra sobre a Terra (a Lua
está entre o Sol e a Terra)
Em cada Lua Cheia, como viste nas figuras acima, a Terra está entre o Sol e a
Lua. Então porque não temos um eclipse lunar todos os meses? Pela mesma razão que
não temos um eclipse solar todas as Luas Novas: a órbita da Lua não está no mesmo
plano da órbita da Terra à volta do Sol – há um desnível de 5º, e na maior parte dos
meses a Lua passa um pouco acima ou abaixo do plano da órbita da Terra.
Há cerca de dois a cinco eclipses solares todos os anos, mas poucos são totais –
só uma parte da Lua passa à frente do Sol.
8 – Achar o Norte através das estrelas
A Estrela Polar e as outras constelações
A Estrela Polar situa-se directamente acima do Pólo Norte, e todas as restantes estrelas
giram à sua volta.
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Podes utilizar as constelações para encontrares a Estrela Polar – além da mais
conhecida, a Ursa Maior, também deves conhecer a Cassiopeia (tem forma de W ou M)
e Orion.
A forma mais simples de conhecer constelações é aprender como elas se
relacionam. Depois podes descobrir as tuas próprias ligações com outras constelações
que conheças, como por exemplo, a Ursa Maior.
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