Química 2 SUMÁRIO DO VOLUME QUÍMICA QUÍMICA DO COTIDIANO 5 1. Lixo 1.1 O lixo e as suas consequências 1.2 Classificação do Lixo 1.3 Estado físico da água 1.4 Lixos e doenças 2. Química da vida – água 2.1 A água e sua importância 5 5 6 11 22 50 50 2.2 Distribuição de água doce no Brasil e no mundo 2.3 A água presente no subsolo – os aquíferos 2.4 Ciclo da água 2.5 As diferentes utilizações da água pelo ser humano 2.6 As principais características da água para seus diferentes usos 2.7 As propriedades incomuns da água (H2O) 2.8 Os diferentes tipos de poluição nas águas 2.9 Tratamentos para águas municipais 3. A química das substâncias naturais 3.1 Introdução à Química Orgânica 3.2 Bioquímica: a química da sobrevivência 51 52 53 55 56 56 68 72 74 74 86 ESTUDO DO ÁTOMO 98 4. O átomo e a tecnologia - seus modelos e suas partículas 4.1 A Filosofia grega descobrindo o átomo 4.2 O átomo esférico e indivisível - modelo atômico de Dalton 4.3 O tubo de imagem da televisão - a descoberta do elétron por Thomson 4.4 O Sistema Solar e sua contribuição para o átomo nuclear - Rutherford 4.5 Os fogos de artifício - Böhr e os níveis de energia 5. Propriedades e utilização dos elementos e suas substâncias 5.1 A classificação periódica dos elementos 98 98 99 100 101 106 120 120 Química SUMÁRIO COMPLETO VOLUME 1 UNIDADE: QUÍMICA DO COTIDIANO 1. Lixo 2. Química da vida – água 3. A química das substâncias naturais UNIDADE: ESTUDO DO ÁTOMO 4. O átomo e a tecnológia – seus modelos e suas partículas 5. Propriedades e utilização dos elementos e suas substâncias VOLUME 2 UNIDADE: ESTUDO DAS LIGAÇÕES QUÍMICAS 6. A busca da estabilidade através das ligações químicas UNIDADE: FUNÇÕES QUÍMICAS 7. As substÂncias do nosso cotidiano: estudo das funções químicas UNIDADE: LEIS DAS REAÇÕES QUÍMICAS 8.O nascimento de novas substâncias – surgem às reações químicas VOLUME 3 UNIDADE: MEDIDAS EM QUÍMICA 9. As massas dos átomos e das moléculas UNIDADE: CÁLCULOS QUÍMICOS 10. Cálculo de fórmulas 11. Da cozinha à indústria – Uma questão de quantidade: os cálculos estequiométricos e sua relação com o cotidiano 3 4 Química Química Lixo QUÍMICA DO COTIDIANO 1. LIXO Sabe-se que a produção de resíduos é um processo implacável e inerente à vida do ser humano; entretanto, a lata de lixo não é um desintegrador mágico de matéria! O nosso lixo de cada dia continua existindo depois que o 1.1 O lixo e as suas consequências A questão do lixo está diretamente ligada ao modelo de desenvolvimento que vivemos, vinculada ao incentivo do consumo, pois, muitas vezes, adquirimos bens que não são necessários, e tudo que consumimos produz impactos. Adaptado para o Acervo CNEC. jogamos na lixeira. É impossível não produzir lixo, mas podemos diminuir essa produção. Como? Reduzindo o desperdício, Adaptado para o Acervo CNEC. reutilizando os materiais sempre que possível e separando os que forem recicláveis para a coleta seletiva. Há ações que só não as fazemos, por não sabermos como. Segundo dados obtidos, em abril de 2012, no Brasil, a falta de um destino correto para o lixo urbano é um dos principais problemas ambientais do Brasil, que concentra quase toda a produção de lixo em 4 600 lixões. O Brasil, segundo dados de mesma fonte, comporta somente 1% do que se gera e recicla somente 0,8%, números muito abaixo do esperado. No trabalho feito pelo fotógrafo Peter Menzel, no qual fotografou famílias junto dos alimentos que seriam consumidos por uma semana, ficou bem claro a relação do desenvolvimento com o consumismo e a produção de lixo, já que enquanto uma família de alemães consumia 500 dólares de alimentos semanalmente, famílias africanas de regiões mais pobres consumiam 1,65 dólares nesse mesmo período. Adaptado para o Acervo CNEC. Saiba mais As imagens mostram três famílias, uma alemã, uma americana e uma africana, com seu consumo semanal mostrado pelo trabalho de Peter Menzel. Há aproximadamente 40 anos, a quantidade de lixo gerada era muito inferior à atual; hoje, a população aumentou. Em virtude desse crescimento, a globalização se encontra em um estágio avançado e o lixo, evidentemente, é tão velho quanto a humanidade. Na préhistória, grupos nômades alimentavam-se da caça, da pesca e dos vegetais, e os restos da refeição – ossos, peles e casca dos frutos – eram largados no solo e seguiam o ciclo natural. O desenvolvimento das sociedades, desde então, contribuiu para que os detritos aumentassem, sem que isso incomodasse muito as pessoas em volta (o asseio, em grande parte das sociedades, foi um conceito que custou a pegar). São muitas as ilustrações na Idade Média que mostram ruas emporcalhadas e dejetos sendo lançados das janelas sobre transeuntes. 5 Química 6 Lixo A visão do lixo como problema a ser enfrentado só se firmou no século XIX, quando a Revolução Industrial instituiu um novo patamar de tecnologia, de conforto, de produtos – e de resíduos, montanhas de resíduos. O lixo, a partir daí, foi empurrado pela comprovação científica de seu papel como causador de várias doenças; começou, então, a ser um desafio para a humanidade. A industrialização incorporou ao cotidiano das pessoas uma série de novos produtos – e, mais que todos eles, o plástico, que, por demorar um século para se decompor e nunca desaparecer completamente, hoje enfeia ruas, praias, rios e até o fundo do mar. O impulso industrial também contribuiu para o surgimento das metrópoles – e, quanto mais gente confinada em determinado espaço, mais detritos se acumulam. Saiba mais QUANTO MAIS LIXO, MAIS PROBLEMAS O aumento da geração de resíduos sólidos tem várias consequências negativas: custos cada vez mais altos para coleta e tratamento do lixo; dificuldade para encontrar áreas disponíveis para aterrá-los; grande desperdício de matérias-primas. Por isso, o lixo deve ser integrado ao ciclo produtivo ou à natureza. Outras consequências do enorme volume de lixo gerado pelas sociedades modernas, quando é depositado em locais inadequados ou quando a coleta é deficitária, são: • contaminação do solo, do ar e da água; • proliferação de vetores transmissores de doenças; • entupimento de redes de drenagem urbana; • enchentes e desmoronamentos; • degradação do ambiente e depreciação imobiliária; • indiretamente, doenças, absenteísmo e mortes. Adaptado para Acervo CNEC. 1.2 Classificação do Lixo primeiro passo, quando pensamos na questão do lixo, é descobrir O o seu destino. Afinal, de que adianta separá-lo se não conhecemos o qual será processo como um todo? Para onde vai o nosso lixo depois que o lixeiro passa? Há alternativas? O que fazer com o lixo separado? As alternativas de destinação atuais são ambientalmente satisfatórias? Como poderiam ser melhoradas? O que eu posso fazer? Todas essas são perguntas altamente pertinentes e deveriam ser feitas para que medidas corretas fossem adotadas. Em geral, consideramos lixo tudo aquilo que se descarta, que não tem mais serventia. Mas, se olharmos com critério os materiais que compõem o lixo, veremos que este é composto de vários tipos de resíduos que precisam de manejo diferenciado. Assim, para efeito de coleta e de tratamento, faz-se necessário classificar o lixo, Adaptado para Acervo CNEC que, com base em sua natureza física, pode ser seco ou molhado. • O lixo seco é composto por materiais recicláveis, como papel, vidro, lata, plástico, dentre outros. Alguns não são recicláveis por falta de mercado, como papéis sujos, vidros planos, espelhos, etc. • O lixo molhado corresponde à parte orgânica dos resíduos, que é formada por sobras de alimentos, cascas de frutas, restos de poda, etc. Esse lixo pode ser usado para a compostagem. Esse tipo de classificação é muito utilizado em programas de coleta seletiva, por ser de fácil entendimento para a população. Outra forma de classificar o lixo baseia-se em sua composição química. Nesse caso, é denominada matéria orgânica, ou seja, procedente de organismos vivos, como plantas, animais ou matéria inorgânica, que inclui os minerais, os materiais sintéticos e outros. Química Lixo Saiba mais CONHECENDO UM POUCO MAIS SOBRE O LIXO ORGÂNICO Ao falarmos em lixo orgânico, referimo-nos aos restos de animais e vegetais, principalmente as sobras de alimentos. Esses materiais decompõem-se em curto prazo e, por isso, podem ser transformados em algum tipo de adubo. Essa classificação de “lixo orgânico” não coincide com a utilizada na Química. Em Química, orgânica é a área que estuda as substâncias de carbono, e inorgânica, a área que estuda as substâncias dos demais elementos químicos. Texto retirado do livro Química e Sociedade – módulo 1, Identificação de materiais e substâncias. O lixo também pode ser classificado em relação a seu risco potencial ao meio ambiente, podendo ser perigoso ou tóxico, inerte, não inerte e radioativo. Os resíduos industriais e alguns domésticos, como restos de tintas, solventes, aerossóis, produtos de limpeza, lâmpadas fluorescentes, medicamentos vencidos, pilhas e outros contêm significativa quantidade de substâncias químicas nocivas ao meio ambiente. Existe outra forma de classificar o lixo, baseada na sua origem. Nesse caso, o lixo pode ser, por exemplo, domiciliar ou doméstico, público, de serviços de saúde, industrial ou agrícola, entulho e outros. Essa é a forma de classificação usada nos cálculos de geração de lixo. Tal classificação visa a separar os vários tipos de resíduos para que cada um tenha um tratamento adequado à sua natureza. Cada um desses tipos de lixo possui propriedades físicas e químicas diferentes. Propriedades químicas são aquelas relacionadas às transformações químicas que as substâncias podem sofrer, ou seja, que só podem ser observadas e medidas quando comparadas com outras substâncias. Veja os exemplos: • Combustão: a queima em uma floresta promove a alteração da estrutura vegetal existente; Imagens disponíveis, respectivamente, em: <http://meioambientecm.blogspot.com>; <http://osolhosdedeus.blogspot.com>; <http://groups.yahoo.com>. Acessos em: 27 dez. 2012. • Oxidação: uma estrutura de ferro oxida, já a estrutura de aço inoxidável nunca oxida; • Explosão: o gás hidrogênio explode, enquanto o gás nitrogênio não; • Corrosão: os ácidos e as bases são corrosivas, já a água não; • Efervescência: sal de frutas em contato com a água produz efervescência, já o sal de cozinha (NaCl) nada produz em contato com a água. 7 8 Química Lixo Propriedades físicas dizem respeito às características transformações com outros materiais. Observe estes exemplos: Densidade particulares que independem de suas Reflita • Por que o gelo se comporta de forma ma diferente quando mergulhado em diferentes líquidos? • O que poderá acontecer se adicionarmos gelo em um copo com água e álcool misturados? Antes de respondermos às questões apresentadas anteriormente, comecemos do início. Sempre que tocamos ou pensamos em algo, estamos lidando com matéria. Mas o que é matéria? Toda Química preocupa-se com as propriedades da matéria. Disponível em: <http//brasilescola.com>. Acesso em:27 dez. 2012. De fato, essa é uma questão difícil de ser definida com precisão. Mas, uma definição imediata é que a matéria é qualquer coisa que tem massa e ocupa espaço. Portanto, o ouro, a água e a carne humana são formas da matéria, já radiação eletromagnética (luz), justiça e amor não são. Em nosso cotidiano, o nome dado à matéria é substância. Entretanto, substância em Química é uma forma pura e simples de matéria. A substância, que é a matéria em geral, existe em uma variedade de formas, chamadas de estado da matéria (sólido, líquido e gasoso). Partindo da definição de matéria, conclui-se, então, que são duas as propriedades intrínsecas da matéria, dependendo do tamanho da amostra. Assim, massa e volume podem ser chamados de grandeza (toda propriedade que pode ser medida). A medida da massa pode ser feita com o auxílio de uma balança (compara-se a quantidade de matéria em relação a um padrão de medida). As unidades de massa são mg, g, kg, ton, sendo que a unidade-padrão do sistema internacional é o kg. A massa é uma grandeza que pode ser obtida quando equilibramos a matéria com uma massa-padrão. Química 9 Lixo Como o volume corresponde ao espaço que a matéria ocupa, pode ser medido de duas maneiras: 1) Para sólidos regulares (cubo, cilindro, etc.), a partir de suas dimensões, na unidade de cm3. 2) Para líquidos, o seu volume é medido com auxílio de instrumentos graduados como pipetas, buretas, provetas, entre outros. Além dos líquidos e dos sólidos regulares, podemos medir o volume dos sólidos irregulares pelo método de deslocamento de volume de água. Veja este exemplo: Ao mergulhar a pedra, haverá um deslocamento do volume de água. Com o deslocamento e conhecendo-se o volume inicial pela diferença entre o volume final pelo inicial, teremos o volume do sólido. Adaptado para Acervo CNEC. Apesar de os valores das grandezas físicas, chamadas de massa e volume, de cada material, variarem em função da quantidade, a razão entre eles (m/v) é sempre constante. A razão entre massa e volume é uma propriedade intensiva da matéria, ou seja, não depende da quantidade e sim do material do qual ela é feita. O nome dado a essa razão é densidade e, sendo uma propriedade específica, é considerada também uma grandeza. Para calcular a densidade de um material, utiliza-se, então, a equação a seguir, em que d representa densidade, m, a massa, e v, o volume. m d = ___ V Baseados nos dados apresentados, podemos responder às perguntas feitas anteriormente e entender o porquê de o gelo se comportar de forma diferente nos líquidos apresentados anteriormente. Quando em água, o gelo possui menor densidade, por isso boia. Já com o álcool, ele torna-se mais denso, por isso afunda. Toda grandeza deve ser representada por um número, seguido de uma unidade de medida. No caso da densidade, a unidade será sempre uma grandeza de massa (mg, g, kg) por unidade de volume (cm, mL, L). Os testes de qualidade realizados pelas indústrias são baseados nos valores da densidade, visto que ela varia de acordo com a sua composição. Outro teste de qualidade que é realizado, tendo por base a densidade, é de controle de qualidade do álcool combustível. Química 10 Lixo b) Não podemos afirmar nada sobre os sólidos 1 e 2, pois a diferença de densidade não possibilitará a separação desejada. c) O sólido 1, na interface dos líquidos 1 e 2, são pedaços de garrafa plástica, pois sua densidade é maior que a da água, porém menor que a do CCl4. d) Água e tetracloreto de carbono não se misturam e, com isso, podemos concluir que o tetracloreto de carbono é uma substância de caráter apolar. e) A fase líquida superior (líquido 1) é a água, pois sua densidade é menor que aquela do tetracloreto de carbono. Exercícios de sala 1 (PISM) Uma empresa foi contratada para recuperar alguns materiais de uma sucata, que era composta por limalhas de alumínio, lascas de plástico tipo polietileno, além de pequenos pedaços de carvão. Uma forma econômica de recuperar tanto o alumínio quanto o plástico, para posterior reciclagem, utiliza a diferença de densidade entre esses materiais, num tanque com água. Com base nos valores de densidade, dispostos na tabela abaixo, a sequência de retirada de materiais do tanque seria: a) b) c) d) e) 2 Material d (g/cm³) alumínio 2,70 polietileno 0,98 carvão 0,57 água 1,00 3 polietileno, alumínio e carvão. alumínio, carvão e polietileno. carvão, polietileno e alumínio. carvão, alumínio e polietileno. polietileno, carvão e alumínio. (UFV-PASES) Considere os dados da tabela a seguir: Amostras líquidas Densidade a 25 ºC / (g cm-3) água 1,00 mercúrio 13,55 gasolina 0,70 Um bloco de 7,7 g de madeira de carvalho, de volume igual a 10 cm3, foi adicionado a um frasco contendo 100 mL de cada um dos três líquidos anteriormente descritos. A figura que melhor representa o sistema formado é: (UNIUBE–PIAS) O tetracloreto de carbono (CCI4), nas condições ambiente (25 ºC), é um líquido que possui densidade igual a1,58 g/ cm³, enquanto a água, nas mesmas condições, possui densidade igual a 1 g/cm³. Você tinha uma mistura de pedaços de alumínio (d = 2,70 g/cm³) e de garrafa plástica de refrigerante (d = 1,37 g/cm³) e, para separálos, fez o seguinte experimento: colocou em um recipiente um certo volume de tetracloreto de carbono, seguido de um mesmo volume de água; em seguida, você adicionou pedaços da mistura de alumínio e da garrafa plástica ao recipiente, quando observou a seguinte situação. mercúrio água água mercúrio gasolina a) mercúrio gasolina c) A partir da situação anterior e das características envolvidas, assinale a alternativa incorreta: a) O sólido 2, no fundo do recipiente, é o alumínio, pois sua densidade é maior que a da água e a do CCI4. gasolina 4 b) mercúrio gasolina gasolina gasolina água água água mercúrio mercúrio d) e) (UFLA-PAS) Tem-se uma mistura de dois metais pulverizados, A e B. A densidade do metal A é 1,5 g/ml e a do metal B, 2,5 g/mL. Para separar e recuperar esses dois metais intactos, precisa-se de um líquido adequado. Qual dos líquidos a seguir você deve escolher? Química 11 Lixo a) b) c) d) e) 5 Líquido que reaja apenas com um dos metais e que tenha densidade igual a 1,5 g/mL. Líquido que reaja com ambos os metais e que tenha densidade igual a 2,5 g/mL. Líquido que não reaja com nenhum dos metais e que tenha densidade igual a 2,0 g/mL. Líquido que não reaja com nenhum dos metais e que tenha densidade igual a 1,2 g/mL. Líquido que não reaja com nenhum dos metais e que tenha densidade superior a 2,5 g/mL. (UNIMONTES-PAES) O esquema a seguir representa o processo e o resultado obtidos de um experimento realizado em uma aula de Ciências, em que foram preparados dois recipientes, um com água e outro com álcool, acrescidos de um cubo de gelo. No recipiente contendo gelo em álcool, adicionou-se água aos poucos, até perceber algumas modificações (III e IV). Modificações em um dos recipientes, após adição de água I II H2O H2O IV III Dadas as afirmativas: I) O líquido do recipiente II é a água, cuja densidade é menor que a do gelo. II) O recipiente I contém álcool líquido de densidade menor que a da água líquida. III) O líquido em III constitui uma mistura homogênea com a mesma densidade do gelo. IV) O líquido representado em IV apresenta densidade maior que o líquido do sistema III. V) A solução contendo o cubo de gelo IV constitui um sistema heterogêneo trifásico. VI) O número de afirmativa(s) correta(s) é: a) 2. b) 1. c) 4. d) 3. 1.3 Estado físico da água A matéria pode ser um gás, um líquido ou um sólido. Essas três formas são chamadas de estados da matéria, os quais se diferem em algumas de suas propriedades observáveis mais simples. Um gás, por exemplo, e também os vapores não tem volume nem forma definida. Sua forma corresponde ao formato do recipiente, e seu volume também será o do recipiente. Já um líquido tem seu volume definido, independentemente do recipiente em que se encontra, e um sólido tem tanto forma quanto volume definidos. Exemplo:: 1 litro de água sempre terá esse volume, mesmo sendo colocado em uma jarra, em uma garrafa ou em um balde. Mas a sua forma não é definida, ou seja, terá a forma do recipiente. Exemplo: Quando a água estiver em uma jarra, terá o formato desse recipiente. Na garrafa, seu formato se modificará. Disponíve l em: <http ://notic Acesso em iasr7.com>. :31 dez. 20 12. om>. rdpress.c 12. 0 amrs.wo 2 d . /a z :/ e p d tt 1 h em: 3 el em: < Acesso Disponív Química 12 Lixo Trabalhando com Pesquisa Uma importante propriedade dos gases que não corresponde aos sólidos nem aos líquidos é a compressibilidade. Os gases podem ser comprimidos, enquanto os sólidos e os líquidos não. Todas as substâncias são elementos ou compostos. Os elementos não podem ser decompostos em substâncias mais simples. Em nível molecular, cada elemento é formado somente por um tipo de átomo. Podemos chamar também os elementos de substâncias simples. Exemplo: H2, O2, O3, N2, Cl2. Já os compostos são constituídos de dois ou mais elementos, logo contêm dois ou mais tipos de átomos. Podemos chamar esses compostos de substâncias compostas. A água, por exemplo, é um composto constituído de dois elementos: hidrogênio (H) e oxigênio (O), sendo que sua fórmula é H2O, ou seja, dois átomos de hidrogênio e um átomo de oxigênio. Saiba mais A) B) C) D) Substância composta formada por dois elementos químicos. Elemento químico. Substância simples formada por um elemento químico. Substância composta formada por 2 elementos químicos. Temos também as misturas, que são a combinação de duas ou de mais substâncias, nas quais cada uma mantém sua própria identidade química. Por exemplo, a água do mar constitui uma mistura, já que é constituída, de água, de vários sais, de gases e de outras substâncias. A) B) C) D) Sistema puro formado por moléculas compostas. Mistura formada por duas substâncias compostas. Mistura formada por duas substâncias compostas. Substância pura formada por moléculas compostas. Química 13 Lixo Na natureza, a maior parte da matéria encontra-se quimicamente impura, isto é, na forma de mistura. Assim, temos a seguinte classificação para a matéria: simples/elemento composta Matéria Substâncias pura Temperatura de fusão e de ebulição A temperatura em que uma substância muda do mistura estado sólido para o líquido ou do líquido para o sólido é denominada temperatura de fusão. A temperatura em que uma substância muda do estado líquido para o gasoso e vice-versa é denominada temperatura de ebulição. As temperaturas de fusão e de ebulição são determinadas, experimentalmente, por meio de curvas de aquecimento ou de resfriamento. Quando uma única substância é aquecida (por exemplo, água destilada), apresenta o gráfico de variação de temperatura constante e gradual. Isso acontece por ser uma substância pura (formando patamares bem definidos). Verifique este experimento – um pouco de água destilada é aquecida, obtendo-se os seguintes valores: 0 -4º sólido 1 -4º sólido 2 -3 sólido 3 -1 sólido 4 0 sólido + líquido 5 0 sólido + líquido 6 0 sólido + líquido 7 0 sólido + líquido 8 1º líquido 9 6º líquido 10 9º líquido 19 88º líquido 20 92º líquido 21 95º líquido 22 95º líquido 23 95,5º líquido + vapor 24 95,5º líquido + vapor 25 95,5º líquido + vapor 26 95,5º líquido + vapor 27 97º vapor 28 100º vapor 29 102º vapor 30 103º vapor 31 105º vapor T (ºC) or Estado Físico Va p Temperatura(ºC) 105 100 P.E. 95,5 Lí qu id o Tempo (minutos) 0 4 7 23 26 t (min) Sól ido P.F. -4 De acordo com os valores apresentados, podemos compreender o porquê de o estado líquido ser o mais encontrado na natureza. Química 14 Lixo • Desenhe, em uma folha de papel milimetrado, um gráfico de variação da temperatura em função do tempo. Após a construção, analise, junto ao seu professor, o tipo de gráfico. Temperatura (ºC) Estado Físico 0 – 5,5 ºC sólido 1 – 1,0 ºC sólido + líquido 2 7,0 ºC líquido 3 18 ºC líquido 4 27,5 ºC líquido T (ºC) 5 35 ºC líquido 6 42 ºC líquido 98 97 7 49,5 ºC líquido 8 56 ºC líquido 64 ºC líquido 69 ºC líquido 11 76 ºC líquido 12 80 ºC líquido 13 84 ºC líquido 14 88 ºC líquido 15 91 ºC líquido 16 93 ºC líquido 17 94,5 ºC líquido 18 95,5 ºC líquido 19 97 ºC líquido + vapor 20 98 ºC líquido + vapor 21 98 ºC líquido + vapor Faixa de Ebulição } 7 Faixa de Fusão -1 o id qu Lí 19 2021 t (min) Sólido 9 10 Va p Tempo (minutos) or Agora, verifique um segundo experimento. Aqueceu-se uma solução de 10g de sal de cozinha, com 0,1l de água, obtendo-se os seguintes valores: -5,5 Novamente, desenhe, em uma folha de papel milimetrado, um gráfico da variação da temperatura em função do tempo. Com o auxílio de seu professor, analise esse gráfico e compare-o com o construído anteriormente. Conclua: Quais suas principais diferenças? A que se devem essas diferenças? Quando aquecemos duas ou mais substâncias misturadas, a temperatura passa a ter pequenas alterações nas faixas de fusão e de ebulição. Nesse caso, o gráfico não apresentará patamares definidos, pois há uma variação da temperatura durante a mudança de estado físico. Os pontos de fusão e de ebulição variam de substância para substância. Saiba mais Existem duas misturas especiais, chamadas eutéticas e azeotrópicas. Seus gráficos apresentam um comportamento anômalo frente às misturas convencionais. Química Lixo Azeotrópicas T (ºC) Vapor P.E. Líquido de }Faixa Fusão Sólido t (min) São misturas que possuem ponto de ebulição (constante) e faixa de fusão (inconstante). Exemplo: H2O + álcool. Eutéticas Va p or T (ºC) } Faixa de Ebulição Líquido P.F. Sólido t (min) São misturas que possuem ponto de fusão (constante) e faixa de ebulição (inconstante). Exemplos: Ligas metálicas. Para determinar os pontos de fusão e de ebulição, deve-se considerar, também, a pressão atmosférica. Por exemplo, a água a 1 atm de pressão entra em ebulição a 100 ºC. Para melhorar esse conceito, analisaremos dois exemplos. 1) Em que local a água ferve mais rápido: no pico de uma montanha ou ao nível do mar? Ao ferver, a temperatura de ebulição da água será a mesma nos dois locais? 2) Por que os alimentos cozinham mais rápido na panela de pressão que nas panelas “convencionais”? Para respondermos a essas duas questões, devemos levar em conta a pressão. À medida que subimos uma montanha, a pressão atmosférica torna-se menor, devido à diminuição da concentração de ar. Já ao nível do mar, a concentração de ar é maior e, consequentemente, a pressão será maior. Mas como a pressão interfere nos pontos de fusão e de ebulição? Disponível em: <www.terragalleria.com>. Acesso em: 27 dez. 2005. Saiba mais 15 Prezado leitor, Agradecemos o interesse em nosso material. 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