MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO SECRETARIA EXECUTIVA ADJUNTA MARANHÃO ORGANIZAÇÃO DAS CONFERÊNCIAS ESTADUAIS DA EDUCAÇÃO BÁSICA Nº. DE PART. DA DATA DA CONFERÊNCIA CONFERÊNCIA COORDENADOR DA COMISSÃO Régina Maria Silva Galeno Nome: Entidade: SEDUC E-mail: 14 e 15.12.2007 Maria Thereza S.Pfluger Heloisa B.Pimentel REPRES. Ass.Esp. Governador UFMA [email protected] Narcisa Enes Rocha - Suplente Nome: Entidade: SEDUC 1.000 Participantes MEMBROS DA COMISSÃO Heloísa Varão - Titular Neusa Maria L.Sampaio Elizabeth Gomes Mª. Joseilda O.F.F.Descovi Roberto Mauro G.Rocha UEMA UNIVIMA/SECTEC CEE CEFET Raimundo M. M.Feitosa Lúcia R.Cavalcante Luzenir M. Martins Ana Elvira B.F.Lopes Maria Lindalva Batista UNDIME FAPEMA Ass. Legislativa UNCME CONTINUAÇÃO MARANHÃO ORGANIZAÇÃO DAS CONFERÊNCIAS ESTADUAIS DA EDUCAÇÃO BÁSICA Nº. DE PART. DA DATA DA CONFERÊNCIA CONFERÊNCIA 1.000 Participantes COORDENADOR DA COMISSÃO Régina Maria Silva Galeno Nome: Entidade: SEDUC [email protected] E-mail: 14 e 15.12.2007 Narcisa Enes Rocha - Suplente Nome: Entidade: SEDUC MEMBROS DA COMISSÃO Antônio Otávio de Oliveira Odair José Neves Santos Antônio Júlio G.Pinheiro Maurício Rogério S. Silva Alexandre Magno O.Muniz Henrique Elias C.Carneiro Apoena M.Sousa Maria Vitória B.B.Silva REPRES. SINPROESEMMA SINTERP UBES APRAMA MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO SECRETARIA EXECUTIVA ADJUNTA MARANHÃO CONFERÊNCIAS REALIZADAS NAS REGIONAIS DE INTEGRAÇÃO DATA 16 e 17.11.2007 23 e 24.11.2007 REGIÃO DE INTEGRAÇÃO LOCAL DO EVENTO UNIDADE REGIONAL Nº DE MUNICÍPIOS - - Imperatriz 14 - - Açailândia 08 - - Balsas 15 - - São João dos Patos 13 - - Barra do Corda 08 - - Presidente Dutra 15 - - Caxias 06 - - Timon 06 - - Codó 06 - - Pedreiras 13 - -- Zé Doca 18 - - Santa Inês 12 MARANHÃO CONFERÊNCIAS REALIZADAS NAS REGIONAIS DE INTEGRAÇÃO REGIÃO DE INTEGRAÇÃO LOCAL DO EVENTO UNIDADE REGIONAL Nº DE MUNICÍPIOS - - São Luís 05 - - Itapecuru-Mirim 12 - - Chapadinha 15 30.11 e - - Rosário 12 01.12.2007 - - Pinheiro 17 - - Viana 13 - - Bacabal 11 DATA ESTADO DO MARANHÃO SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO SECRETARIA ADJUNTA DE ENSINO OFÍCIO Nº. 480/07 – SAE/SEDUC São Luís, 22 de novembro de 2007. Senhor Secretário Executivo, A Conferência Estadual da Educação Básica, a ser realizada em São Luís/MA, nos dias 14 e 15 de dezembro de 2007, está sendo precedida de Seminários Regionais, os quais acontecem no período de 16 de novembro a 01 de dezembro do corrente, em 19 (dezenove) regionais, abrangendo todos os municípios do Estado, conforme cronograma a seguir: - 16 e 17 de novembro – Regional de Imperatriz, abrangendo 14 municípios, Açailândia (08), Balsas (15), São João dos Patos (13), Barra do Corda (08) e Presidente Dutra (15); - 23 e 24 de novembro – Regional de Caxias (06), Timon (06), Codó (06), Pedreiras (13), Zé Doca (18) e Santa Inês (12); - 30 de novembro e 01 de dezembro – São Luís (05), Itapecuru-Mirim (12), Chapadinha (15), Rosário (12), Pinheiro (17), Viana (13) e Bacabal (11). Para viabilizar os Seminários, a Secretaria de Estado da Educação estabeleceu ampla parceria com os Sistemas de Ensino, órgãos educacionais e a sociedade civil organizada, com o propósito de estabelecer uma aliança no sentido de promover a melhoria da qualidade da educação básica no Maranhão. Os Seminários Regionais contam com a participação de Delegados e Relatores escolhidos por segmento, de acordo com o número de municípios integrantes de cada regional. O objetivo dessa dinâmica é garantir um debate democrático e participativo, de forma a envolver toda a sociedade na busca de alternativas para a construção de um Sistema Integrado de Educação Pública no Estado – SIEPE, bem como subsidiar a I Conferência Estadual da Educação Básica e, conseqüentemente, contribuir para o debate nacional pela “Qualidade e Valorização da Educação Básica”, foco da Conferência Nacional. Atenciosamente, RÉGINA MARIA SILVA GALENO Secretária Adjunta de Ensino Ao Sr. FRANCISCO DAS CHAGAS FERNANDES Secretário Executivo da SEB/MEC Esplanada dos Ministérios, Bloco L, Sala 805. 70.047- 900 – Brasília/DF I CONFERÊNCIA ESTADUAL DE EDUCAÇÃO BÁSICA DO MARANHÃO Desafios e Mudanças no Maranhão A Educação que o Maranhão quer e Precisa Documento Base para a I Conferência Estadual de Educação Básica do Maranhão Relatório Consolidado dos Seminários Regionais São Luis 2007 1. APRESENTAÇÃO. A Constituição Federal define, com clareza, o papel do Estado, como ente federativo autônomo, na formulação e na gestão da política educacional estadual. Contudo, também, define a colaboração entre União, Estados e Municípios, como sendo o regime legítimo para a busca de uma educação de qualidade social e não-excludente, princípio resgatado pela LDB, em seu Art. 8º. O Decreto Nº 6.094, de 24 de abril de 2007, da Presidência da República, dispõe sobre a implementação do Plano de Metas Compromisso de Todos pela Educação, preconizando a união dos sistemas de ensino oficiais, famílias e comunidade, para que, num esforço conjunto, definam-se metas e estratégias específicas numa mobilização nacional pela melhoria da qualidade da educação básica brasileira. A Conferencia Nacional da Educação Básica, a ser realizada em abril de 2008, em Brasília, configura-se como mais um esforço, entre outros, promovido pelo Ministério da Educação, na busca de efetivar uma educação para todos com qualidade social- meta do milênio. A I Conferencia de Educação Básica do Maranhão, ora realizada, esta inserida nessa dinâmica político pedagógica, tendo em vista contribuir para a rediscussão da política educacional brasileira. Na perspectiva de construção de um Sistema Nacional Articulado de Educação Básica, o Governo do Estado propõe o Sistema Integrado de Educação Pública no Estado – SIEPE, com o propósito de integrar as instituições responsáveis pelas políticas públicas de Educação no Estado (SEDUC, SECTEC, UNIVIMA, UEMA, FAPEMA) para otimizar os meios de construção e gestão da educação pública. Num processo de fortalecimento da construção do SIEPE e na busca de informações que subsidiassem a I Conferência da Educação Básica, foram realizados 19 Seminários Regionais que possibilitaram uma ampla discussão sobre as questões educacionais específicas do Maranhão, abrindo espaço para um maior número de participantes no sentido de propor a Educação que o Maranhão quer e precisa, bem como referendar a Educação Nacional. As redes públicas responsáveis pela educação básica no Estado do Maranhão têm empreendido um grande esforço no incremento crescente da matrícula nos estabelecimentos de Ensino Fundamental e Médio. A universalização do Ensino Fundamental já se considera um fato a favor da inclusão das crianças e adolescentes, na faixa etária apropriada, no ensino público obrigatório, como determina a Constituição Federal e a LDB 9394/96. Contudo, um dos maiores desafios para a educação brasileira e maranhense, a ser enfrentado na atualidade, é o da permanência do aluno na escola e da garantia da qualidade social e, em particular, da aprendizagem. Indicadores de qualidade apontam para a precariedade da educação pública maranhense. Os resultados recentes da Prova Brasil/SAEB apresentam dados preocupantes, conforme quadro a seguir: QUADRO DEMONSTRATIVO DA PROFICIÊNCIA ESCOLAR NAS REDES ESTADUAL E MUNICIPAL NO ESTADO DO MARANHÃO - PROVA BRASIL-2005 Disciplina LÍNGUA PORTUGUESA MATEMÁTICA Rede/Série 4ª Série 8ª Série 4ª Série 8ª Série ESTADUAL 167,16 218,28 174,20 229,90 MUNICIPAL 154,88 208,75 164,45 221,66 Fonte: Inep/MEC Este quadro revela que a grande maioria dos alunos, no Estado do Maranhão, não domina as competências básicas relacionadas à sua respectiva série, ou seja, acumula déficits de aprendizagem que, provavelmente, redundarão em números crescentes de reprovação e abandono, uma vez que há poucas condições de os alunos acompanharem as séries posteriores sem o domínio dos conhecimentos básicos necessários à aprovação. Em 2007, o MEC lançou o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, IDEB. Este se refere a um indicador de qualidade que combina informações de desempenho em exames padronizados (Prova Brasil – SAEB) com informações sobre rendimento escolar (Índices de Aprovação, Reprovação e Abandono). O MEC, a partir do IDEB, identificou as mil redes municipais de pior desempenho do país, dentre as quais 96 estão no Estado do Maranhão. O Governo do Estado do Maranhão, por meio da Secretaria de Estado da Educação do Maranhão – SEDUC, ciente do desafio eminente de resgatar a qualidade educacional, como condição indispensável ao desenvolvimento social e econômico da nossa região e, conseqüentemente, do país, promove em parceria com o Ministério da Educação- MEC a I CONFERÊNCIA ESTADUAL DE EDUCAÇÃO BÁSICA que coloca em pauta questões essenciais à retomada dos rumos educacionais no estado e no pais, possibilitando uma discussão participativa e democrática, consolidando os resultados dos Seminários Regionais. Essa ação vai ao encontro das diretrizes determinadas pelo Governo do Estado, desde o início de 2007, que preconiza a discussão participativa sobre a realidade educacional e a conseqüente elaboração de proposições voltadas para a melhoria da Educação Básica do Estado. Quando se institui a participação na consolidação e efetivação das políticas educacionais, amplia-se o olhar para o futuro que se quer alcançar no Estado, pois as transformações contextuais mais amplas passam pela elevação dos indicadores educacionais. Neste sentido, faz-se mister concordar com Gadotti: “O conhecimento tem presença garantida em qualquer projeção que se faça do futuro. Por isso há um consenso de que o desenvolvimento de um país está condicionado à qualidade da sua educação. Nesse contexto, as perspectivas para a educação são otimistas. A pergunta que se faz é: qual educação, qual escola, qual aluno, qual professor?” Portanto, o Governo do Estado do Maranhão, por meio da SEDUC, em seu papel de formuladora e coordenadora do processo de implantação e implementação de políticas públicas de educação no Estado, busca, de forma positiva, a construção da educação maranhense. 2. PROGRAMAÇÃO DA I CONFERÊNCIA ESTADUAL DE EDUCACAO BÁSICAMA PERÍODO: 14 e 15/12/07 LOCAL: RIO POTY HOTEL 1º DIA: 8h - Credenciamento dos Participantes 9h - Solenidade de Abertura • • • • Hino Nacional - Coral Hino Maranhense- Coral Vídeo dos Seminários Regionais Composição da Mesa 10h - Aprovação do Regimento da I Conferência Estadual de Educação Básica do Maranhão • Apresentaçao: Profª Luzenice Macedo Martins, Profª Narcisa Enes Rocha, Profª Vitória Bouças 10h45 – Os Desafios da Construção de um Sistema Integrado Nacional Articulado de Educação Básica. • • • • Conferencista: Profº Dr.José Augusto Oliveira - Reitor da UEMA Mediador: Profª Maria Tereza Pfluger - Chefe da Assessoria Especial do Governador Redator: Profº Ms. Luis Câmara Pedrosa - Técnico da Supervisão de Currículo - SEDUC Coordenador de Mesa: Profª. Ms. Narcisa Enes Rocha- Supervisora de Currículo- SEDUC 11h40 – Encaminhamentos 12h30 – Intervalo para almoço. 14h30 – Democratização da Gestão e Qualidade Social da Educação Básica • • • • Conferencista: Profº Dr. Carlos Eduardo Ferraço- Prof. Curso de Pós Graduação da UFES Mediador: Profª Régina Maria Silva Galeno- Secretária Adjunta de Ensino- SEDUC Redator: Profª Drª Beatriz Sabóia - Profª Pesquisadora da UEMA Coordenador de Mesa: Profª Rosângela Mendes Costa- Superintendente de Gestão Educacional- SEDUC 15h25 - Encaminhamentos 16h20 - Intervalo 16h35 – Construção do Regime de Colaboração entre os Sistemas de Ensino considerando o Financiamento da Educação Básica • • • • Conferencista: Profº Paulo Roberto Roma Buzar - Assessor de Educação da UNDIME Nacional. Mediador: Profº Ms. Raimundo Moacir Mendes Feitosa- Presidente da UNDIME- Maranhão Redator: Profª Ms. Luzenice Macedo Martins - Consultora Legislativa da Assembléia Legislativa Coordenador de Mesa: Profª Lucia Helena Rodrigues Cavalcante - Secretária Executiva da UNDIME-MA 17h30 – Encaminhamentos 2º DIA: 8h30 – Inclusão e Diversidade na Educação Básica • Conferencista: Profª Ms. Susana Grillo Guimarães - Coordenadora Geral de Educação Escolar Indígena - MEC • Mediador: Profª Floriza Gomide Sales Rosa - Superintendente de Modalidades e Diversidades Educacionais - SEDUC • Redator: Profª Elizabeth Gomes - Coordenadora Pedagógica da UNIVIMA • Coordenador de Mesa: Profª Ms. Silvana Maria Guimarães Machado- Supervisora de AvaliaçãoSEDUC 9h25 – Encaminhamentos 10h15 - Intervalo 10h30 - Formação e Valorização Profissional • Conferencista: Profª Raquel Selau Guisoni - Vice-Presidente da CNTE • Mediador: Profª Mª do Perpétuo Socorro Azevedo Carneiro - Conselheira do Conselho de Estadual-MA • Redator: Profª Mª de Fátima Serra Rios - Coordenadora de Dimensões Práticas do PQD-UEMA • Coordenador de Mesa: Profª Ms. Soraia Raquel Alves da Silva - Superintendente de Educação Básica - SEDUC 11h25 – Encaminhamentos 12h15 - Orientações para as eleições de Delegados para Conferência Nacional • Coordenador: Profª Ms. Narcisa Enes Rocha - Supervisora de Currículo - SEDUC 12h30 – Intervalo para almoço. 14h30 – - Eleição por segmento dos Delegados para a Conferência Nacional 15h30 – Posse dos Delegados 16h – Encerramento • Apresentação Cultural • Coquetel 3. PROPOSTAS POR EIXO TEMÁTICO. No intuito de garantir uma base comum para as discussões nos Seminários Regionais com vistas à realização da I Conferência Estadual, foi proposto um tema central, a saber: Educação: Desafios e Mudanças no Maranhão articulado aos eixos temáticos indicados pelo Documento de Referência da Conferência Nacional de Educação Básica. I – A Construção de um Sistema Integrado de Educação no Estado do Maranhão; II – Democratização da Gestão e Qualidade Social da Educação; III – Construção do regime de colaboração entre Sistemas de Ensino – Financiamento da Educação. IV – Inclusão e Diversidade na Educação Básica. V – Política de Formação e Valorização Profissional. A metodologia adotada na sistematização das proposições a serem apresentadas na I Conferência Estadual de Educação Básica priorizou a garantia do conteúdo das propostas aprovadas nos diversos Seminários Regionais sem perder de vista que o foco da Conferência Estadual é o encaminhamento de propostas que serão discutidas na Conferência Nacional de Educação Básica. Por este motivo, o documento da Conferência Estadual apresenta um relatório consolidado dos Seminários Regionais mantida a substância das proposições originais. Garantimos, dessa forma, o sentido maior do presente trabalho: a participação democrática dos diversos segmentos engajados na construção do paradigma da educação que o Maranhão quer e precisa ao mesmo tempo que contribuímos para o debate sobre a educação em âmbito nacional. 3.1 EIXO I – Desafios da Construção de um Sistema Nacional Articulado de Educação 1. Articular as políticas de educação a serem desenvolvidas pelas Instituições Superiores, e de Educação Básica, Instituições de Pesquisa, e Secretarias de Educação. 2. Promover ações de articulação tríade (família, escola e comunidade), na construção de espaço sócio - cultural com sustentabilidade. 3. Promover atendimento integral ao aluno nas escolas públicas , de forma que a escola se torne um espaço permanente de vivência do aluno. 4. Promover a implantação da educação à distância nos diversos níveis e modalidades de ensino. 5. Ampliar e implementar os Conselhos Municipais de Educação; 6. Criar e implementar programas para correção de fluxo; 7. Construir Regime de colaboração entre sistemas de ensino, garantindo a democratização da gestão, priorizando a qualidade social da educação básica; 8. Implantar Ensino Profissionalizante nos municípios de acordo com as suas vocações; 9. Criar programas de incentivo financeiro para os alunos da Educação de Jovens e Adultos por meio de bolsa-auxílio; 10. Realizar consórcios com empresas da região para firmar parcerias e absorver os futuros profissionais, evitando, assim, a emigração dos jovens; 11. Garantir nas escolas uma equipe multidisciplinar (assistente social, psicólogo, psicopedagogo, supervisor escolar). 12. Realizar seminários através de teleconferências para gestores, secretários e profissionais da educação, envolvendo representantes das esferas Municipal, Estadual e Federal para discutirem ações e socializarem informações; 13. Implementar as Políticas Públicas de Educação no Campo respeitando, que respeitem e valorizem o agricultor familiar, contemplem currículos específicos para os diversos níveis e modalidades, priorizando escolas de tempo integral no meio rural; 14. Implantar creches e pré-escolas prevendo profissionais qualificados para atuarem nesse nível de ensino; 15. Propiciar aos Secretários (as) de Educação autonomia na administração e aplicação dos recursos do FUNDEB com a obrigação de prestar contas em audiências públicas bimestrais à comunidade; 16. Estabelecer parceria permanente e eficaz entre governos com o propósito de assegurar as condições favoráveis à qualidade do ensino, a partir da formação inicial e continuada dos educadores, da melhoria de infra-estrutura, de pessoal técnico-administrativo e garantia de um Plano de Cargos, Carreiras e Salários para os Trabalhadores em Educação; 17. Garantir a continuidade de estudos para os estudantes que residem nas regiões mais distantes dos centros urbanos através de criação de casas de estudantes e transporte escolar de qualidade; 18. Implementar políticas voltadas à adaptação física das escolas, com base na Lei de Acessibilidade; 19. Implementar programas e projetos de integração, valorização e resgate da autoestima do aluno no ambiente escolar; 20. Elaborar projeto de lei que garanta a continuidade das políticas públicas com a participação da sociedade. 21. Instituir mecanismos de colaboração entre as esferas municipal, estadual e federal, para proporcionar aos estudantes e profissionais da Educação Básica o domínio dos recursos tecnológicos; 22. Assegurar às Instituições Escolares e às Instituições de Ensino Superior políticas educacionais contínuas, independentes de sucessivas representatividades administrativas; 23. Ampliar, de forma gradativa, mecanismos para garantir aos estudantes de baixa renda o acesso ao ensino superior; 24. Elaborar e executar políticas educacionais estaduais em consonância com as diretrizes do Plano Nacional de Educação, integrando e coordenando suas ações às dos municípios; 25. Implantar uma proposta de avaliação com função de diagnosticar os problemas de ensino – aprendizagem, levando em consideração as especificidades de cada município, promovendo avaliação para adoção de políticas públicas competentes para melhoria da educação pública; 26. Implantar pólos regionais que promovam processos de formação e acompanhamento constantes aos profissionais da educação no que diz respeito às modalidades e níveis de ensino; 27. Fortalecer a democracia escolar através da efetivação e do funcionamento dos grêmios escolares, associações de pais, colegiados, conselhos escolares e eleições de diretores e etc; 28. Mobilizar e integrar, na perspectiva da democratização da educação, os conselhos federal, estadual e municipal e todas as representatividades de entidades da sociedade civil e, nas escolas, os colegiados e grêmios, por meio de fóruns, seminários, grupos de trabalhos e outros; 29. Garantir a execução do Plano Estadual de Educação; 30. Priorizar os planos municipais e estaduais de forma a oferecer referenciais teóricos e práticos para o novo modelo de gestão democrática; 31. Articular o sistema estadual com os sistemas municipais apoiando-se em resultados de avaliação quantitativa e qualitativa; 32. Ampliar parcerias entre os governos municipal e estadual no atendimento do transporte escolar, cessão e manutenção de prédios públicos, redistribuição de livros didáticos e recursos humanos; 33. Viabilizar sistema de comunicação entre município, estado e união de modo que os programas, projetos e ações apresentem modelos simplificados tendo em vista o cumprimento dos prazos pré-estabelecidos; 34. Implantar um Sistema de Informação Gerencial entre os órgãos, possibilitando a comunicação clara e precisa, em tempo hábil, utilizando mala direta e/ou em tempo real utilizando a internet, bem como a realização de encontros regulares definidos em calendário; 35. Garantir a continuidade de programas e projetos educacionais através de cooperação mútua entre redes e sistemas, permitindo a utilização de recursos materiais e humanos disponíveis, cessão de uso de espaços comuns; 36. Implementar sistema de avaliação profissional com critérios técnico- científicos e éticos para todos os segmentos que integram a educação do estado e municípios; 37. Criar uma coordenação regional do SIEPE com a finalidade de fortalecer a interatividade e o desenvolvimento necessário a esse sistema. 3.2 Eixo II - Democratização da gestão e qualidade social da educação básica 1. Criar mecanismos que fortaleçam e coloquem em funcionamento as instâncias que já estão implantadas (Colegiado Escolar, Grêmio Estudantil, Caixa Escolar, Associação de Pais e Mestres etc); 2. Planejar orçamento escolar com a participação da representação dos segmentos e instâncias da gestão escolar e da própria comunidade; 3. Ampliar a Educação Profissional técnica, na forma integrada ao Ensino Médio, para todos os Municípios dando condições aos jovens de inserção no mundo do trabalho. 4. Construir, ampliar e adequar o espaço físico da escola considerando aspectos climáticos, geográficos, faixa etária, necessidades especiais, bem como equipamentos e ambientes especiais (biblioteca, quadra de esporte, auditório, refeitório e laboratórios de ciências e tecnologias). 5. Aprofundar os mecanismos para conscientização e responsabilização da família no processo educativo. 6. Inserir, na estrutura curricular dos cursos de graduação e formação continuada para docentes, conteúdos que atendam às demandas de diversidade da inclusão social. 7. Promover cursos de pós-graduação a distância e ou semi-presencial pelas instituições públicas de ensino superior: UNIVIMA,UEMA,UFMA e CEFET de forma integrada. 8. Implementar plano de cargos e carreira para todos os profissionais da educação constando na lei orçamentária anual do governo estadual e municipal; 9. Garantir um plano de saúde de qualidade comprovada para os profissionais da educação; 10. Revisar os currículos das universidades, na área de educação considerando a formação docente, respeitando a transversalidade do conhecimento e sua aplicabilidade na educação básica; 11. Investir na elaboração e aplicação coletiva do Projeto Político Pedagógico das escolas otimizando as práticas de ensino e aprendizagem; 12. Promover formação continuada para os membros dos colegiados de educação para melhor desempenho de suas funções consultivas e deliberativas; 13. Otimizar a participação da classe estudantil, buscando o protagonismo juvenil efetivo nas ações escolares. 14. Criar mecanismos que inibam interferências político-partidárias nas ações previstas para as instâncias educacionais; 15. Fiscalizar e controlar a utilização dos recursos financeiros, destinados à educação, em todas as instâncias administrativas (federal, estadual, municipal), mediante a divulgação das ações e responsabilidades de cada instância administrativa; 16. Expandir a oferta da educação básica, em todas as modalidades de ensino, com qualidade, através da garantia da estrutura física, pedagógica, e ações complementares que propiciem uma ambientação que favoreça a aprendizagem escolar. 17. Assegurar distribuição de material didático suficiente e adequado para todos os níveis e modalidade de ensino; 18. Estender a escola de governo às regionais do estado; 19. Ampliar oferta da educação de jovens e adultos para o interior do estado; 20. Oferecer tempo integral para o professor como forma de possibilitar-lhe condições mais dignas de trabalho; 21. Desvincular gradativamente o gerenciamento dos recursos das escolas, em relação aos gestores municipais, passando diretamente para a gestão da escola e para a unidade executora, bem como, tomada de decisões das prioridades; 22. Implantar leis que flexibilizem a aplicação de recursos, eliminando percentuais de aplicação por área (permanente e consumo), condicionando, assim, a realização de gastos conforme a necessidade da escola; 23. Garantir, através de todas as instâncias da educação, a permanência e o livre acesso da comunidade escolar aos planos PNE, PDE, PPA, PDI e PPP; 24. Vincular ao PIB percentual para a educação de 10%; 25. Deslocar recursos da dívida externa para o investimento em educação; 26. Potencializar, de forma transparente, parcerias entre o Estado e Municípios em relação aos recursos do FUNDEB; 27. Estimular a criação dos Conselhos Municipais de Educação em todo o Estado; 28. Compor o Conselho Municipal de Educação de forma democrática mediante eleição, garantindo capacitação e acompanhamento aos novos conselheiros; 3.3 Eixo III – A construção do regime de colaboração entre os sistemas de ensino, considerando o financiamento da educação básica. 1. Criar um fundo único e permanente para o financiamento da educação básica, equivalente a 10% do PIB. 2. Implantar um sistema estadual de gratificação de professores por produção (conservando-se o piso salarial), mediante avaliação do conhecimento dos alunos. 3. Promover maior integração entre os governos Municipal, Estadual e Federal, a fim de garantir um melhor acompanhamento da distribuição e aplicação dos recursos, assim como de sua divulgação à sociedade. 4. Garantir suporte técnico contábil e jurídico aos Conselhos do FUNDEB, a fim de que exerçam com maior autonomia e segurança suas funções. 5. Garantir um orçamento específico para pagamento da folha dos aposentados, independente dos 25% dos recursos destinados à educação; 6. Criar uma Câmara junto ao poder judiciário para dar maior celeridade aos possíveis processos decorrentes do uso indevido dos recursos do FUNDEB, por parte dos gestores, considerando-se a malversação do FUNDEF. 7. Repassar gradativamente os recursos oriundos do financiamento da educação diretamente aos municípios, considerando suas diversidades socioculturais, étnicas e IDH, cabendo ao Estado a monitoração das aplicações dos mesmos. 8. Formar conselhos para gerenciamento e controle fiscal dos recursos do FUNDEB, segundo os pressupostos da política social e desarticulado de partidarismo político; 9. Divulgar, previamente, a existência de eleição para membros do Conselho do FUNDEB, oportunizando a participação, por segmento, dos interessados. 10. Criar um Sistema Único de Educação Básica – SUEB (baseado no SUS) 11. Ampliar a cooperação técnico-pedagógica e administrativa entre Estado e Municípios, destacando o papel do Estado como fomentador e orientador na execução de ações educacionais. 12. Garantir investimento para Formação Inicial e Continuada de professores nas licenciaturas específicas, especialmente em: Física, Química, Biologia e Matemática. 13. Garantir recursos financeiros para Formação dos Conselheiros do FUNDEB: Gestores, Profissionais da Educação e outros; 14. Ampliar recursos para a qualificação de profissionais da educação, principalmente aos que trabalham com EJA e Educação Infantil; 15. Aumentar o custo-aluno para os benefícios do transporte e merenda escolar; 16. Informar o custo de manutenção de cada escola para que haja equidade na distribuição dos recursos financeiros; 17. Garantir periodicidade nos repasses financeiros e regularizar a oferta da merenda escolar para que as escolas e os municípios possam garantir compromisso e pagamento regular e, consequentemente, possam receber os produtos comprados e assim, regularizar a oferta da merenda; 18. Criar Unidade Gestora Orçamentária para proporcionar autonomia aos gestores regionais na realização de reformas nas escolas de ensino fundamental e médio 19. Criar auditoria externa para dar suporte às análises e aprovação das prestações de conta dos recursos da educação com a participação da sociedade civil organizada; 20. Construir o PPP de forma participativa, explicitando metas e objetivos a serem alcançados a curto, médio e longo prazo; 21. Efetivar o acompanhamento e a fiscalização da aplicação dos recursos, no que diz respeito ao pagamento de professores, observando como estão sendo aplicados os percentuais destinados à manutenção do ensino segundo a lei; 22. Implementar e capacitar gestores e técnicos das instituições de ensino para aquisição das competências necessárias à elaboração e prestação de contas dos diversos recursos; 23. Garantir o investimento de 25% da educação na atividade fim com previsão no PPA, LDO e LOA; 24. Consolidar as parcerias inerentes às políticas públicas direcionadas a educação entre estados e municípios. 25. Reconsiderar o substitutivo do Deputado Severino Alves referente a proibição de se remunerar com recursos do FUNDEB os docentes e pedagogos, os quais vêm desenvolvendo atividades de planejamento e assessoria pedagógica aos sistemas municipais e estaduais de educação, garantindo que esses profissionais sejam remunerados com os referidos recursos, desde que mantenham vínculo com a sala de aula, com pelo menos 10% da carga horária. 26. Criar uma página na internet para divulgar as ações do conselho do FUNDEB, inclusive de prestação de contas e como espaço reservado a sugestões da sociedade; 27. Realizar conferências anuais para refletir mudanças no atual sistema educacional, nos âmbitos administrativos e pedagógicos; 3.4 Eixo IV - Inclusão e Diversidade na Educação Básica 1. Criar políticas públicas que garantam a todos (quilombolas, afro-descendentes, indígenas, etc.), o acesso à educação de qualidade articuladas com as demais políticas socais. 2. Desenvolver parcerias envolvendo o poder público, municipal, estadual no sentido de promover a sensibilização da sociedade em geral para a temática da inclusão e diversidade na Educação Básica; 3. Garantir através de projetos, programas e metodologias, a valorização e a construção da identidade nas diversidades; 4. Implantar proposta de formação inicial e continuada para os profissionais da educação nas temáticas referentes à diversidade, propiciando ao educador a identidade com sua realidade histórico-social e econômica; 5. Assegurar política de valorização do profissional da educação do campo; 6. Garantir a flexibilidade das propostas curriculares, atendendo à parte comum e diversificada do currículo nas escolas, observando as diversidades e incluindo como tema transversal “deficiências e altas habilidades” e “direitos humanos”. 7. Elaborar materiais didáticos contextualizados para todos os alunos do campo, indígenas, quilombolas e portadores de necessidades especiais; 8. Garantir ajuda de custo aos profissionais do campo para custear despesas como: deslocamento, alimentação, formação inicial e continuada; 9. Disponibilizar em tempo hábil material didático e tecnológico que atendam às necessidades econômica e social dos alunos do campo; 10. Informatizar as instituições escolares para melhoria do atendimento à comunidade escolar e do processo ensino-prendizagem; 11. Garantir transporte escolar adequado para as diversidades, considerando distanciamento e acessibilidade da sua localidade; 12. Construir, reformar e/ou reativar complexos agrícolas na zona rural para melhoria da formação profissional da comunidade escolar e entorno; 13. Implementar programas de formação e qualificação para profissionais da educação que atuam na área de Educação Especial em escolas regulares e centros especializados; 14. Implantar núcleos e programas para o atendimento e acompanhamento a alunos portadores de necessidades especiais com profissionais das áreas de psicopedagogia, fisioterapia, terapia ocupacional, psicologia, fonoaudiologia, assistência social; 15. Garantir o acompanhamento aos professores, bem como dotar de materiais pedagógicos e tecnológicos adequados às escolas na perspectiva da educação inclusiva; 16. Formação continuada para professores não-índios, que atuam nas escolas indígenas, na língua materna da tribo; 17. Garantir o acesso e a permanência dos professores indígenas nos Pólos das Universidades Públicas próximos às aldeias, considerando a formação superior bilíngüe e intercultural; 18. Assegurar o acesso e ampliação da educação básica nas aldeias; 19. Divulgar e implementar a Lei 10.639/03 nas escolas de Educação Básica; 20. Implantar um Sistema de Avaliação Nacional das políticas de educação voltadas para atendimento à diversidade; 21. Implementar programa de geração de emprego e renda, que contemple os alunos “diversos” da rede Estadual e Municipal do Ensino Fundamental e Médio; 22. Implantar cursos de formação integrada aos detentos, de acordo com a peculiaridade socioeconômica regional; 23. Expandir programas de inclusão digital que contemple especificamente os “diversos”; 24. Implantar programa em parceria com Ministério Público, Conselho Municipal de Educação, Conselho Tutelar, para fortalecer a relação Escola x Família e o cumprimento dos deveres dos pais para com os seus filhos; 25. Ampliar a construção de escolas que atendam aos padrões estabelecidos pelo MEC na zona rural, ofertando vagas nas diversas modalidades: Educação Infantil e Ensinos Fundamental e Médio, que correspondam às necessidades do homem do campo e dos povos indígenas e quilombolas; 26. Garantir profissionais da educação com habilidade adequada a cada etapa da educação básica para atuarem na educação do campo, atendendo a recomendações das casas familiares rurais; 27. Repensar o papel da escola como uma instituição preparada e qualificada para a formação de cidadãos críticos e conscientes dentro do contexto cultural dos diversos segmentos da sociedade; 28. Garantir as ações assistenciais, por parte do governo, em tempo hábil às comunidades “diversas”; 29. Expandir a pedagogia da alternância, garantindo, por meio de parcerias, infraestrutura básica - poço artesiano, energia, escolas de alvenaria, posto de saúde, posto policial, inclusão digital, melhoria das estradas de acesso. 30. Ampliar a formação de conselhos diferenciados que tenham poder deliberativo nas políticas públicas das chamadas “minorias”. 31. Fazer um diagnóstico preciso das populações indígenas, rurais e quilombolas, identificando suas reais necessidades e suprindo suas demandas a partir da especificidade cultural de cada um. 32. Formar profissionais da educação da própria comunidade indígena. 33. Garantir a municipalização das escolas indígenas, para melhoria do acompanhamento. 34. Ampliar as redes de atendimento à criança e ao adolescente por meio de programas como PROERD, GEAPE, CREAS e instituições de educação, saúde, justiça, etc. de forma articulada; 35. Realizar fóruns permanentes para discussão das questões da diversidade e avaliação do desenvolvimento das políticas educacionais; 36. Implementar reformulação curricular dos cursos de agronomia, veterinária e cursos técnicos agrícolas, cujo enfoque atual é o agro-negócio, ampliando-os para os conteúdos da agricultura familiar, em uma perspectiva de desenvolvimento sustentável; 37. Criar condições para implantação da educação a distância no campo; 38. Tornar obrigatórias as disciplinas, que tratam sobre o campo, nos cursos superiores voltados para a formação dos profissionais da educação e da área social; 39. Ampliar a quantidade de escolas agrícolas para Regionais propícias; 40. Criar política específica para o apoio às famílias das pessoas com necessidades educacionais especiais; 41. Expandir programas já destinados à educação do campo como Escola Ativa e manter acompanhamento permanente; 42. Elaborar suplemento didático pedagógico das disciplinas de Arte, História, Geografia e Literatura para a educação básica, contemplando as especificidades regionais; 43. Gerar políticas que incentivem o uso de produtos locais na merenda escolar; 3.5 Eixo V - Formação e Valorização Profissional 1. Garantir a profissionalização e qualificação dos funcionários da educação, em nível médio e/ou superior principalmente nas áreas: informática e multimeios, nutrição, infra-estrutura, métodos e técnicas de pesquisa científica (projetos) e outros; 2. Implantar e implementar planos de cargos, carreiras e salários elaborados com a participação paritária dos profissionais da educação, considerando promoção, progressão e titulação como critérios automáticos de desenvolvimento na carreira. 3. Implantar plano de saúde para a Classe (em caráter de urgência) e plano de acesso à moradia (Programa de Financiamento Especial para o trabalhador da educação), nas Regionais. 4. Disponibilizar crédito (bônus) para o profissional da educação de modo a possibilitar a aquisição de acervo bibliográfico. 5. Implantar e efetivar avaliação anual envolvendo todo o sistema: proposta pedagógica governamental, gestão da escola, contexto escolar e professor, tendo em vista a melhoria da qualidade de ensino. 6. Instituir Comitê de Avaliação na SEDUC com membros de outras instituições de caráter público (Sistema Integrado de Educação, Conselhos Escolares) que possa emitir parecer avaliativo baseado em conhecimento técnico-pedagógico. 7. Instalar serviço de acompanhamento ao profissional que apresenta dificuldades de adaptação ao trabalho, de saúde e até mesmo dependência química, para que o mesmo seja orientado, cuidado, a fim de que possa desenvolver seu trabalho adequadamente. 8. Elaborar um conjunto de ações formativas presenciais e a distância, democratizando novos espaços de formação inicial e continuada através de projetos desenvolvidos pelas instituições de ensino superior nas escolas de educação básica. 9. Usar metodologia da Educação a Distância para a formação dos profissionais da educação, através de cursos de aperfeiçoamento, tais como: especialização, mestrado, doutorado e pós-doutorado, a partir de articulações das UNIVERSIDADES PÚBLICAS com o sistema de educação básica. 10. Garantir ambientes escolares favoráveis com infra-estrutura e material didático suficiente e adequado aos trabalhos educacionais atendendo às diversidades. 11. Avaliar o exercício docente não como monitoramento, mas como instrumento qualificador do processo educativo com a finalidade de fortalecer a qualidade da escola pública e valorização profissional dos trabalhadores em educação; 12. Adequar os espaços físicos, quanto ao clima, mobiliário e recursos didáticos, limitando número de alunos por turma, com o mínimo de 20 e o máximo de 25 para o Ensino Fundamental e 30 a 35 para o Ensino Médio; 13. Articular a pesquisa científica das IES ao sistema de ensino da Educação Básica (evasão, repetência, déficit de leitura e escrita) 14. Realizar concurso público para especialistas em educação para atuar na área de avaliação e acompanhamento escolar e desempenho docente. 15. Dotar a escola de estrutura física e tecnológica adequada bem como de recursos humanos capacitados; 16. Repensar a proposta curricular, suas metodologias e implementar o PPP nas escolas, garantindo os recursos financeiros para a funcionalidade administrativa e pedagógica. 17. Rever o currículo das licenciaturas no aspecto pedagógico, psicológico, sóciocultural, de modo a integrar áreas de conhecimentos específicos da Educação Básica, contemplando a formação holística do cidadão (valores éticos, morais e espirituais); 18. Implementar programas federais e estaduais em todos os municípios do Estado do Maranhão, garantindo aos profissionais da educação acesso e aplicação dos recursos tecnológicos educacionais existentes ( proinfo, pró-formação, próletramento, pró-funcionário, pró-licenciatura dentre outros); 19. Ampliar a formação pedagógica para os servidores (profissionais de apoio) que atuam em outras áreas da instituição escolar que não a docência; 20. Realizar concursos públicos para os profissionais da escola (agente, administrativo, vigias, merendeiras, zeladora, bibliotecário) 21. Implementar a formação continuada em serviço dentro da carga horária do professor, e demais profissionais da educação, de forma sistematicamente planejada com cursos de capacitação por área de conhecimento e também dos conhecimentos pedagógicos, ou que atenda às demandas de cada comunidade escolar. 22. Fazer parcerias com as instituições de Ensino Superior, prioritariamente, com as universidades públicas, oportunizando aos profissionais da Educação Básica formação inicial e continuada; inclusive com cursos de Pós-graduação. 23. Garantir o afastamento de Professores e Profissionais da Educação para cursos (graduação, pós-graduação, mestrado e doutorado), sem prejuízo de vencimentos e vantagens. 24. Promover concurso público e nomear profissionais que possam colaborar com a qualidade social da educação, otimizando a aprendizagem do aluno, tais como: Psicólogo Educacional, Fonoaudiólogo, Assistente Social, Psicopedagogo, fisioterapeuta e Interprete de Libra 25. Formar docentes para educação inclusiva (lidar com alunos que possuem deficiências especiais); 26. Valorizar os profissionais da educação, através da reformulação do estatuto do magistério e discussão e implantação de planos de cargos, carreira e salários para todos os servidores, com a participação dos envolvidos nas diversas instâncias de discussão, elaboração e decisão. 27. Adequar os currículos das Universidades para atender às exigências da educação básica, contemplando a formação holística do cidadão (valores éticos, morais, espirituais); 28. Orientar e incentivar a prática educativa para a produção de conhecimentos dentro da própria escola; 29. Criar grupos de docentes nas escolas para estudos e desenvolvimento de mecanismos, melhoria do ensino e estabelecimento parcerias entre escola e universidades para a produção de trabalhos científicos; 30. Ampliar o número de vagas e realizar concurso público, para professores, por área de conhecimento, de acordo com as necessidades locais; 31. Definir metodologias para avaliação dos docentes, considerando os aspectos: desempenho e qualificação em nível de conhecimentos, de forma integrada; 32. Organizar estudos e debates relativos à aplicação de avaliações direcionadas à atuação do professor, definido critérios e buscando a valorização e a melhoria da qualidade do trabalho docente; 33. Concretizar parcerias entre as escolas de educação Básica e as Instituições formadoras, no sentido de desenvolver projetos e programas que contemplem a formação inicial e continuada (presenciais e a distância), com maior adequação as necessidades do estado e municípios; 4. ORGANIZAÇÃO. a. Governador - Dr Jackson Kepler Lago b. Secretário de Educação - Lourenço Vieira da Silva c. Reitor da UNIVIMA – Dr. Othon de Carvalho Bastos d. Reitor da UEMA – Profº: José Augusto Oliveira e. Presidente da Fapema – Sofiani Labidi f. Comissão Organizadora da Conferência Estadual de Educação conforme Portaria Normativa Nº. 869/07 (Anexo I do Regimento da I Conferência Estadual da Educação Básica do Maranhão) g. Coordenação Geral: Profª. Régina Maria Silva Galeno h. Coordenação Técnica - SEDUC Profª. Narcisa Enes Rocha i. Assessoria Técnica Ana Paula Nascimento Pires Conceição de Maria Coimbra P. Barbosa Heloisa Helena Brandão Pimentel Jacqueline Cristina Vale Vasconcelos Janicelma Fernandes de Sousa Maria de Jesus Vieira Moraes Narcisa Enes Rocha Neuza Maria Costa Rezzo Patrícia Maria de Mesquita Souza Régina Maria Silva Galeno Renata Marques Furtado j. Assessoria de Comunicação: Aldionor Salgado José machado Raphael Garreto k. Coordenação Geral dos Seminários Regionais: Profª Maria Tereza Soares Pflueger l. Coordenação Regional dos Seminários Regionais Açailândia - Eulália Dias do Norte Barra do Corda - Marinete Moura da Silva Lobo Bacabal - Cláudia Maria Medeiros Cavalcante Balsas - Miralda Cavalcante Cabral Caxias - Maria Lúcia Aguiar Teixeira Chapadinha - Ormane Menezes Fortes Caldas Codó - Fátima Maria Lima Falcão de Abreu Imperatriz - Domingos Bandeira Gonçalves Itapecuru Mirim - Mª Augusta M. Rodrigues Pedreiras - Kariadne Maria Pacheco Maia Pinheiro - Sinval Soares Marques Presidente Dutra - Mariinha Martins Castro Rosário - Márcia Helena M. Paiva Santa Inês - Maria da Conceição Sousa Costa São João dos Patos - Ana Rosa Mousinho Lima São Luis - Valda Maria Rodrigues Souza Timon - James Mayner Silva Viana - Maria da Conceição Angelim Zé Doca - Irandecy Nadja Costa Araújo m. Coordenadores dos Seminários Ana Cássia Castelo Branco Ângela Maria Rodrigues P. de Melo Floriza Gomide Sales Rosa Lúcia Helena Rodrigues Cavalcante Márcio José Gonçalves de Jesus Maria da Graça Damasceno Maria Tereza Soares Pflueger Neuza Maria Lobato Sampaio Rosangela Mendes Costa Rosiene Conceição Cutrim Costa Silvana Maria Guimarães Machado Soraia Raquel Alves da Silva Vitória Bouças B. Silva n. Mediadores dos Seminários Alessandra Márcia O. Santos Alexandra Gomes Barros Algenora Cantanhede Álvaro José Camargo Vieira Ana Cássia Castelo Branco Ana Paula Nascimento Pires Antomar Mafra Silva Arnaldo Gomes De Sousa Cacilda Figueiredo Nery De Aguiar Célia Regiina Alves C. Santos Cláudia Simone C. Lopes Cleicy Machado Nunes Conceição de Maria Bandeira de Melo Cristiana Braga Nunes Cristina Cardoso De Araújo Ednalva Alves Lima Elaine Beatriz Rocha Elizabeth Gomes Emanuel Denner Lima De Sena Rosa Ester Ratis de Santana Eurídice de Sousa S. Silva Graça de Maria Belo Lima Machado Guilhermina Divina de A. Silva Iara Brandão Canudo Iara Salete Gehim Ilce Aguiar Melo Ivanildes Rêgo Izaura Silva Janicelma Fernandes de Sousa José Paulino Sousa Santos Kennya Teresa Brito Cardoso Kylly Rodrigues Ferreira Leoneide Maria Brito Lúcia Maria Saraiva de Oliveira Lucinete Fernandes Vila Nova Luís José da Silva Manoel Pinto Santos Manuel Antonio Viegas Marcia Teresa Sampaio Martins Márcio José Gonçalves de Jesus Maria da Consolação de A. Pires Maria das Graças Silva Maria de Fátima Serra Rios Maria de Lourdes Silva Barros Maria do Rosário De F. C. Coelho Maria Eliane Sousa Maria Neusa Costa Rezzo Maria Tereza Soares Pflueger Maria Vitoria Santos Marialdo Carvalho Alves Marise Piedade Carvalho Maryangela Rodrigues Ribeiro Cunha Maurícia Bezerra Costa Do Egito Melaine Cristine Polary F. Rabelo Milton Teixeira Santos Filho Nazeldo Pereira Cruz Nivalda Georgina Silva Patrícia Chistina Pires Sales Raimunda Nonata Fortes Braga Rainilde Gomes Campos Rebeca Ribeiro Feitosa Silva Régina Maria Silva Galeno Rosa Maria Fiterman Lima Roseni Lima Sá Rosenver Estrela Santos Rosilene Costa Pereira Rusival Soares Silva Sandra Antonielle Garcês Moreno Solange Cordeiro Brito Silvana Maria Guimarães Machado Soraia Raquel Alves Da Silva Tânia Maria Mendes Silva Virgulina Maria De Melo Magalhães Willian Dekson Azevedo Da Silva o. Redatores do Seminário Akemi Damasceno Wada Aleia de Cássia Pereira Pires Aline Cristine Gomes Evencio Amélia Filha Almeida Lima Ana Gabriella Borges Ana Silvina Ferreira Fonseca Ana Zélia Gomes Neves Antonia Albina Santos Antonio Luis Alencar Miranda Antonio Sousa Alves Aricelma Costa Ibiapina Arleide Gomes de Souza Cassia Monica Medeiros Cláudia Simone C. Lopes Claudionor Moreira Da Silva Cleaide Ataíde De Lima Assunção Dêidi Luci Vaz Santos Deusinete de Oliveira S. Sandes Diana Mercês Pereira de Sá Edite Sampaio Sotero Leal Eliene Maria Viana Elioenai Moura Araújo Brasil Eliseu Arruda De Sousa Elizangela Amparo Santos Enir Ferreira Lima Fátima Vitória Lopes Cunha Francimary Macedo Martins Francinalda Amorim Freitas Francinalda Araújo Francisco Vale Lima Francivaldo Lima de Oliveira Gihan Ayoub J. Torres Alencar Hélio Magalhães Guedelha Ivanildes Rêgo Ivete Correa Ivetilde Nascimento Delgado Mota Janete da Silva Santos João Bosco Gurgel José Antonio Freitas José Benones Lopes de Sousa José Borges Filho José Cícero Queirós Santos José Nilson Duarte Moraes José Welliton Carvalho Silva Josimar Carvalho Porto Julia Ferreira Mendonça Kylma Rodrigues Castro Leosimar Mara Costa Serpa Lívia Karen Ribeiro Luis Alves de Alencar Luís Camera Pedrosa Manoel Antonio Viegas Márcio Teixeira Rego Maria Bernadete Cardoso Pereira Maria da Paixão S. Fonseca Maria Dalva Pinto Gomes Maria Vanda Araújo Sousa Marinalva Aguiar Teixeira Marlene Costa Garcez Marta Helena Falcão Piovesan Marylúcia Cavalcante Silva Mauro Sarmento Travincos Neldan De Oliveira Rocha Olinda Ferreira Araújo Patrícia Maria de Mesquita Souza Paula Fernanda Rocha Lopes Rainilde Gomes Campos Romênia Mendes Lima Silva Rosa Cristina Mendes Rosália Maria de Oliveira Bezerra Roseane de Jesus França Rosiléia Saraiva Noronha Rucival Soares Ruth Pereira Sousa Shirlane Maria Batista da S. Miranda Silvania Rego Araújo Sousa Sonia Maria da Silva Maciel Sônia Maria Fernandes Terezinha Pereira da Costa Terezinha de Jesus dos Santos Vadilson de Almeida Silva Vanessa Nunes da Silva Vilma Maria Teixeira Virgulino Barbalho Neto Wellington Jefferson A. Aragão Werbert Ximendes Nunes Zilda Cristina Costa Santos ESTADO DO MARANHÃO SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO REGIMENTO DA I CONFERÊNCIA ESTADUAL DE EDUCAÇÃO BÁSICA DO MARANHÃO São Luís – MA 2007 SUMÁRIO CAPÍTULO I – Da Natureza e das Finalidades CAPÍTULO II - Da Realização e Caráter da Conferência CAPÍTULO III - Dos Objetivos CAPÍTULO IV – Da Estrutura e Organização CAPÍTULO V – Do Temário e da Programação CAPÍTULO VI – Da Metodologia nas Etapas da Conferência CAPÍTULO VII – Da Composição e Participação na Conferência Estadual CAPÍTULO VIII – Do Credenciamento CAPÍTULO IX – Dos Recursos CAPÍTULO X – Das Disposições Gerais ANEXO I – Portaria Nº. 869 - GS/SEDUC, de 18 de outubro de 2007. ANEXO II – Segmentos que Participarão da Distribuição dos Delegados no Estado do Maranhão para a Conferência Nacional. ANEXO III – Composição da Conferência Estadual da Educação Básica CAPÍTULO I DA NATUREZA E DAS FINALIDADES Art. 1º - O Regimento da I Conferência Estadual da Educação Básica – CEEB, definido pela Comissão Organizadora, conforme o disposto na Portaria Normativa nº. 869 - Secretaria de Estado da Educação do Maranhão, de 18 de outubro de 2007, é instrumento legal que disciplina os atos de organização e funcionamento para a realização da I Conferência Estadual de Educação Básica do Estado do Maranhão. CAPÍTULO II DA REALIZAÇÃO E CARÁTER DA CONFERÊNCIA Art. 2º - A I Conferência Estadual da Educação Básica, de caráter deliberativo, apresentará, a partir de um diagnóstico da realidade educacional maranhense, um conjunto de propostas que orientarão programas e políticas educacionais no âmbito da Educação Básica. Art. 3º - A Secretaria de Estado da Educação do Maranhão estabelecerá ampla parceria com os Sistemas de Ensino, os Órgãos Educacionais e a Sociedade Civil Organizada, entre outros, para os compromissos necessários à realização de 19 (dezenove) Seminários Regionais a serem realizados no mês de novembro de 2007, e culminando no mês dezembro de 2007, na I Conferência Estadual da Educação Básica – CEEB. CAPÍTULO III DOS OBJETIVOS Art. 4º - A I Conferência Estadual da Educação Básica tem por objetivos: I – promover a construção de um Sistema Integrado de Educação Pública no Estado do Maranhão - SIEPE, responsável pela institucionalização de um trabalho permanente do Estado com a Sociedade para a garantia do direito à educação; II – indicar subsídios para a garantia da democratização da gestão e da qualidade social da educação básica, no conjunto das políticas educacionais, de forma integrada entre os sistemas de ensino; III – apontar os requisitos básicos para a definição de políticas educacionais que promovam a inclusão social, de forma articulada, entre os sistemas de Ensino, como conseqüência de um regime de colaboração; IV - definir diretrizes de formação humana considerando a inclusão social e o respeito à diversidade que envolva os processos de formação docente e discente com vistas à integralidade dos sujeitos como construtores de sua história e do mundo em que vivem. V – definir parâmetros e diretrizes para contribuir com a qualificação do processo de ensino e aprendizagem; CAPÍTULO IV DA ESTRUTURA E ORGANIZAÇÃO Art.5º. A I Conferência Estadual da Educação Básica, a ser realizada em São Luís – MA tem nas suas bases, estrutural e organizacional, a realização dos Seminários Regionais de Educação. § 1º - Os Seminários Regionais Estaduais de que trata o caput deste artigo, serão realizados no mês de novembro de 2007. § 2º - A Conferência Estadual será realizada no período de 14 e 15 de dezembro de 2007. § 3º - Participarão desse processo, segmentos sociais e entidades que atuam na área da educação e setores organizados da sociedade, dispostos a contribuir para a melhoria da educação básica maranhense. Art. 6º - A I Conferência Estadual da Educação Básica terá seus trabalhos orientados pelo Coordenador da Comissão Organizadora, instituída pela Portaria Normativa Nº. 869/2007 (ANEXO I), ou por alguém da referida Comissão, por ele designado. Art. 7º - A Comissão Organizadora da I Conferência Estadual da Educação Básica desenvolverá suas atividades, observando o seguinte: I – Atender os aspectos políticos, administrativos e financeiros. II – Garantir o acompanhamento da preparação e desenvolvimento dos Seminários Regionais no Estado. III – Assegurar a efetivação da I Conferência Estadual de Educação, com vistas a Conferência Nacional. Art. 8º - Em todas as etapas deverá ser buscada a qualidade do debate, garantido o processo democrático, observando-se a relação federativa, a pluralidade e representatividade dos segmentos sociais, numa visão ampla e sistêmica da educação. CAPÍTULO V DO TEMÁRIO E DA PROGRAMAÇÃO Art. 9º - A I Conferência Estadual da Educação Básica terá como tema: Educação: Desafios e Mudanças no Maranhão, que será discutido a partir dos seguintes eixos temáticos e respectivos colóquios: I – Os Desafios da Construção de um Sistema Nacional Articulado de Educação; II – Democratização da Gestão e Qualidade Social da Educação Básica; III – Construção do Regime de Colaboração entre os Sistemas de Ensino, Considerando o Financiamento da Educação Básica; IV – Inclusão e Diversidade na Educação Básica; V – Formação e Valorização Profissional. § 1º - Cada eixo temático, além de debatido nos Seminários Regionais, será desenvolvido na CEEB com uma conferência temática, apresentação do documento síntese dos Seminários Regionais, seguida de debates e encaminhamentos para o documento final a ser enviado à Conferência Nacional; § 2º - A discussão sobre os eixos temáticos observará o tema central e deverá ter em comum os seguintes aspectos: I – Informações técnicas e políticas; II – Documento referência da Comissão Organizadora Estadual; III – Análise das políticas públicas educacionais da última década; IV – Contribuições dos diferentes segmentos sociais; V – Apresentação de propostas para políticas e diretrizes educacionais – Municipais/ Estaduais/ Nacionais. Art. 10 - Com o objetivo de garantir a obtenção de um Relatório Final que possa servir de contribuição para a formulação das ações subseqüentes, a Comissão de Documento Referência e Sistematização formará, com os Redatores de cada colóquio, um Grupo Especial de Elaboração do documento final da I Conferência da Educação Básica- MA. § 1º - O Grupo Especial de que trata o caput deste artigo, será presidido pelo Coordenador da Comissão Organizadora da Conferência. § 2º - As propostas discutidas nos colóquios (Seminários Regionais) serão colocadas, para efeito de aferição do plenário, em votação, sem prejuízo de comporem o relatório. § 3º - Os colóquios terão um mediador e um redator indicado pela Comissão Organizadora designados a partir de critérios definidos pela mesma. Art. 11 - As atividades da CEEB serão subsidiadas pelo Documento de Referência da Conferência Nacional de Educação Básica e pelo documento síntese resultante dos Seminários Regionais - MA. CAPÍTULO VI DA METODOLOGIA NAS ETAPAS DA CONFERÊNCIA Art. 12 - A I Conferência Estadual de Educação Básica – CEEB terá como etapa preparatória a realização de 19 (dezenove) Seminários Regionais. § 1º - Na organização dos Seminários Regionais, as Comissões responsáveis em cada regional do Estado devem estimular o debate, levando em consideração as questões locais de cada município em relação à temática nacional. § 2º - Os relatórios dos Seminários Regionais serão: I – elaborados por tema, num máximo de quatro laudas para cada tema; II – serão entregues em formato impresso e eletrônico, à Comissão Organizadora da I Conferência Estadual da Educação Básica – na SEDUC. Art. 13 - A I Conferência Estadual será consubstanciada pelas proposições advindas dos Seminários Regionais na perspectiva de definir e efetivar as políticas educacionais estadual e nacional. Art. 14 – A Comissão Organizadora da I CEEB consolidará as proposições em relatório final a ser encaminhado, até o dia 07 (sete) de janeiro de 2008, á Comissão Organizadora Nacional, para efeito da elaboração do Documento Básico da Conferência Nacional. Art. 15 - A intervenção de um delegado ou convidado nas atividades de plenário, deverá acontecer num intervalo de tempo de 3 (três) minutos, com mais 1 (um) minuto para conclusão. Art. 16 - As questões de ordem levantadas por um delegado ou um convidado deverão versar sobre a pauta em debate e serão resolvidas pela coordenação dos trabalhos ou remetidas para apreciação e posição da Comissão Organizadora da Conferência, sem prejuízo do andamento das atividades. Art. 17 - As discussões durante a I Conferência Estadual da Educação Básica devem fundamentar-se no Documento Básico, resultante dos relatórios consolidados nos Seminários Regionais, bem como nos debates das mesas realizadas durante a Conferência. CAPÍTULO VII DA COMPOSIÇÃO E PARTICIPAÇÃO NA I CONFERÊNCIA ESTADUAL DE EDUCAÇÃO BÁSICA DO MARANHÃO Art. 18 - A I Conferência Estadual da Educação Básica deverá contar com uma participação ampla e representativa das várias Instituições, Organizações, Entidades e Segmentos Sociais; de representantes dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário; dos Sistemas de Ensino; das Entidades de Trabalhadores da Educação Básica; de Empresários; de Órgãos Públicos; de Entidades e Organizações de Pais e de Estudantes; da Sociedade Civil; dos Conselhos de Educação e de Organismos Internacionais da área de educação. Art. 19 - Serão delegados por indicação estadual à Conferência Nacional da Educação Básica: Gestores da SEDUC; Representação das Comissões de Educação do parlamento; Instituições da área de fiscalização e controle de recursos públicos; representantes de Órgãos Governamentais e representantes de Entidades e Instituições com atuação relevante na área de Educação. Parágrafo único - Os critérios para formalização das indicações dos delegados à Conferência Nacional serão definidos pela Comissão Organizadora, observados os Anexos II e III. Art. 20 - A Comissão Organizadora da I Conferência Estadual de Educação Básica deverá inscrever junto à Coordenação da Comissão Organizadora da Conferência Nacional, os delegados escolhidos em cada Estado, até o dia 30 de janeiro de 2008. Parágrafo único - Os participantes com deficiência deverão registrar na ficha de inscrição o tipo de deficiência, com o objetivo de se garantir a acessibilidade. CAPÍTULO VIII DO CREDENCIAMENTO Art. 21 - O credenciamento dos participantes à I Conferência Estadual da Educação Básica deverá ser feito junto à estrutura instalada no local do evento até às 10 horas do primeiro dia da Conferência. § 1º - Para efeito de credenciamento será considerado como delegado à Conferência Nacional, aquele que participar da I Conferência Estadual, que por sua vez tenha participado do Seminário Regional, incluindo-se os delegados definidos por indicação estadual. § 2º - Não haverá substituição de delegados por suplentes no decorrer da Conferência. § 3º - Qualquer substituição de delegados inscritos deverá ocorrer até três dias antes da realização da Conferência Estadual, junto à Coordenação da Comissão Organizadora da Conferência. Art. 22 – A escolha dos delegados e seus respectivos suplentes para a I Conferência Estadual de Educação Básica, deverá ser realizada através de eleição direta entre os participantes dos Seminários Regionais, e destes serão eleitos os delegados à Conferência Nacional, observando-se a representação por segmento. § 1º - O delegado mais votado será o titular e o segundo mais votado será o seu suplente. § 2º - No caso de haver empate na votação, quando da realização do Seminário Regional, a escolha dos delegados será consubstanciada pelos coordenadores e mediadores, observando-se os seguintes critérios: participação nos debates, capacidade de síntese, assiduidade, pontualidade e comunicação e na Conferência Estadual será resolvida pelo próprio segmento. CAPÍTULO IX DOS RECURSOS Art. 23 - As despesas com a organização e a realização da I Conferência Estadual da Educação Básica correrão à conta de dotações orçamentárias consignadas à Secretaria de Estado da Educação e/ou por recursos de outras fontes parceiras. CAPÍTULO X DAS DISPOSIÇÕES GERAIS Art. 24 - Os casos omissos neste Regimento serão resolvidos pela Comissão Organizadora da I Conferência Estadual da Educação Básica. ESTADO DO MARANHÃO SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO ANEXO I Portaria Nº. 869/07 - GS/SEDUC, 18 DE OUTUBRO DE 2007. O SECRETÁRIO DE ESTADO DA EDUCAÇÃO DO MARANHÃO, no uso de suas atribuições e considerando a necessidade de implementar políticas educacionais que garantam a democratização da gestão e a qualidade social da educação básica, resolve: Art. 1º - Constituir a Comissão Organizadora da I Conferência Estadual da Educação Básica do Maranhão, que se realizará no mês de dezembro de 2007, na cidade de São Luís, Maranhão. § 1º - Compete à Comissão Organizadora a coordenação, a promoção, o monitoramento e a avaliação do desenvolvimento dos Seminários Regionais e da I Conferência Estadual de Educação Básica do Maranhão. § 2º - Compete à Comissão Organizadora a indicação de um Comitê Executivo, constituído de sete (7) representações dentre as instituições que a compõe. Art. 2º - A Comissão Organizadora será composta por um representante titular e um suplente de cada uma das entidades, a saber: I. Secretaria de Estado da Educação; Titular: Régina Maria Silva Galeno Suplente: Narcisa Enes Rocha II. Assessoria Especial do Governador Titular: Maria Thereza Soares Pfluger Suplente: Heloisa Helena Brandão Pimentel III. Universidade Federal do Maranhão Titular: Conceição Lobato Suplente: José Carlos Santos IV. Secretaria de Estado da Ciência e Tecnologia, Ensino Superior e Desenvolvimento Tecnológico Titular: Neusa Maria Lobato Sampaio Suplente: Elizabeth Gomes V. Conselho Estadual de Educação Titular: Maria Joseilda Oliveira Fernandes Freitas Descovi Suplente: Roberto Mauro Gurgel Rocha VI. Centro Federal de Educação Tecnológica do Maranhão; Titular: Maria do Perpétuo Socorro Carneiro Azevedo Suplente: Lélia Cristina Silveira de Moraes VII. Associação de Pais e/ou Responsáveis de Alunos do Maranhão. Titular: Maria Vitória Bouças Bahia Silva Suplente: Leonor Viana de Oliveira VIII. Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado do Maranhão Titular: Nirka Tizol Fernandez Suplente: Gianny Cristina Falcão de Oliveira IX. União dos Dirigentes Municipais de Educação Titular: Raimundo Moacir Mendes Feitosa Suplente: Lúcia Helena Rodrigues Cavalcante X. Assembléia Legislativa do Estado do Maranhão; Titular: Luzenice Macedo Martins Suplente: Ana Elvira Barros Ferreira Lopes XI. União Nacional dos Conselhos Municipais de Educação Titular: Maria Lindalva Batista Suplente: Antonio Otavio de Oliveira XII. Universidade Estadual do Maranhão Titular: Beatriz Sabóia Suplente: Conceição de Maria Coelho Bandeira de Melo XIII. Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica das Redes Públicas Estadual e Municipais do Estado do Maranhão Titular: Odair José Neves Santos Suplente: Antonio Júlio Gomes Pinheiro XIV. Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino da Rede Particular. Titular: Maurício Rogério Serrão Silva Suplente: Alexandre Magno Oliveira Muniz XV. União Brasileira dos estudantes Secundaristas Titular: Henrique Elias Coelho Carneiro Suplente: Apoena Mendes Sousa § 1º - A Comissão Organizadora e o Comitê Executivo serão coordenados pela Secretária Adjunta de Ensino/SEDUC, Professora Régina Maria Silva Galeno. § 2º - Os representantes das entidades mencionadas neste artigo deverão ser indicados ao Coordenador da Comissão Organizadora até 21/10/2007. Art. 3º - Cabe à Comissão Organizadora: I – Estabelecer os procedimentos a serem adotados no desenvolvimento da I Conferência Estadual da Educação Básica do Maranhão. II – Submeter ao referendo do plenário da I Conferência Estadual da Educação Básica do Maranhão proposta de Regimento Interno. Art. 4º - As atribuições dos membros da Comissão Organizadora serão definidas em regulamento firmado pelo Coordenador. Art. 5º - A Comissão Organizadora apresentará, para debate na I Conferência Estadual de Educação Básica do Maranhão, documento-referência sobre eixos temáticos da Conferência Nacional. Art. 6º - Os casos omissos serão resolvidos pela Comissão Organizadora da I Conferência Estadual de Educação Básica do Maranhão. Art. 7º - Esta portaria entra em vigor na data de sua publicação. Lourenço Vieira da Silva Secretário de Estado da Educação do Maranhão ESTADO DO MARANHÃO SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO ANEXO II SEGMENTOS QUE PARTICIPARÃO DA DISTRIBUIÇÃO DOS DELEGADOS NO ESTADO DO MARANHÃO PARA A CONFERÊNCIA NACIONAL ORDEM SEGMENTOS NÚMERO DE DELEGADOS 01 GESTORES ESTADUAIS 04 02 TRABALHADORES DA EDUCAÇÃO BÁSICA PÚBLICA 05 03 GESTORES MUNICIPAIS 04 04 GESTORES DA EDUCAÇÃO BÁSICA PRIVADA 02 05 TRABALHADORES DA EDUCAÇÃO BÁSICA PRIVADA 03 06 CONSELHEIROS ESTADUAIS DE EDUCAÇÃO 02 07 CONSELHEIROS MUNICIPAIS DE EDUCAÇÃO 03 08 ESTUDANTES 03 09 PAIS 03 10 REPRESENTAÇÃO DAS ASSEMBLÉIAS LEGISLATIVAS 01 11 REPRESENTAÇÃO DOS MINISTÉRIOS PÚBLICOS 02 12 REPRESENTAÇÃO DOS TRIBUNAIS DE CONTAS 01 13 REPRESENTAÇÃO SOCIAL DO CAMPO TOTAL 03 36 ESTADO DO MARANHÃO SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO ANEXO III COMPOSIÇÃO DA CONFERÊNCIA ESTADUAL DA EDUCAÇÃO BÁSICA I – DELEGADOS 1. DELEGADOS ESCOLHIDOS NOS SEMINÁRIOS REGIONAIS: 413 2. DELEGADOS POR INDICAÇÃO NACIONAL: 05 2.1. Campanha Nacional pelo Direito à Educação: 02 2.2. Indígenas – 01 2.3. Quilombolas - 02 3. DELEGADOS POR INDICAÇÃO ESTADUAL: 40 3.1. Gestores da SEDUC (Secretárias Adjuntas, Superintendências, Supervisões de Áreas de Ensino e Gestores Regionais - 33 3.2. Representante da UNDIME – 01 3.3. Comissão Permanente de Educação da Assembléia Legislativa – 01 3.4. Representante do SIEPE: UEMA – FAPEMA – SECTEC – UNIVIMA – 04 3.5. Representante da Assessoria Especial do Governador - 01 4. DELEGADO NATO – SECRETÁRIO DE ESTADO DE EDUCAÇÃO – 01 TOTAL: 459 DELEGADOS II – EQUIPE TÉCNICA E CONVIDADOS 1. COORDENADORES E MEDIADORES: 145 a. São Luis – 61 b. Unidades Regionais - 84 2. OBSERVADORES/ COMISSÃO ORGANIZADORA: 30 3. EQUIPE TÉCNICA DA SEDUC: 51 4. CONVIDADOS REPRESENTANTES DA SOCIEDADE CIVIL ORGANIZADA E INSTITUIÇÕES PÚBLICAS QUE FAZEM A EDUCAÇÃO NO ESTADO: 115 TOTAL DE PARTICIPANTE DOS SEMINÁRIOS REGIONAIS: 2.527 TOTAL DE PARTICIPANTES DA CONFERÈNCIA: 800