Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina
Diretoria de Relações Industriais e Institucionais - DRI
Unidade de Apoio às Câmaras Especializadas - CES
RELATÓRIO DAS ATIVIDADES DAS CÂMARAS ESPECIALIZADAS DA FIESC
Mês de Outubro de 2012
Comitê Gerenciador do PBQP-H
Coordenadora: Cristine Fritsche Kretzer
Telefone: (48) 3231-4167 E-mail: [email protected]
Reunião realizada no dia 04 de Setembro de 2012 na Federação das Indústrias do Estado
de Santa Catarina sendo tratados os seguintes assuntos:
1) Consulta sobre Certificação de Produtos para a Construção Civil:
a) Representantes da empresa Termotécnica, esclareceram dúvidas sobre certificação
para poder vender seus produtos com o Cartão do BNDES. A empresa, com 50 anos no
mercado, iniciou produzindo EPS para embalagens, hoje produz também diversos
produtos para a Construção Civil: forro, isolamento de piso, enchimento de laje e painel
monolítico estrutural. Segundo orientação da coordenadoria geral do PBQP-H o
caminho, no caso de enchimento de laje, é a certificação com um OCP-Organismo
Certificador de Produto, acreditado pelo INMETRO, relacionados no seu site e não o
PSQ. O Sr. João Pedro Riffert, do IMETRO, discorreu sobre a certificação compulsória e
a voluntária. Também comentou que existem poucos OCPs com laboratórios certificados
pelo INMETRO em SC, como a Vanzoline e o IPT. Em SC a UFSC e a CERT buscaram
a acreditação do INMETRO, entretanto os elevados custos e a própria gestão no serviço
público dificultou a finalização deste processo.
b) Sr. Vitor Pereira, da empresa Sabrecá Casas Pré-moldadas, solicita ajuda para obter
certificação de seu sistema construtivo. Sr. Roberto Corrêa, gerente de produto, da
Termotécnica, sugeriu entrar em contato com o consultor da empresa PRECON de
Minas Gerais, que conseguiu o RTA-Relatório Técnico de Aplicação, após muitos
ensaios de laboratório, consultorias de profissionais da área técnica e gerencial e
documentação. Hoje a CAIXA já financia para a PRECON casas e prédios com paredes
de concreto pré-moldadas. A eng. Cristine entrou em contato com a PRECON e
esclareceu as dúvidas posteriormente repassando as informações.
2) Termo de Cooperação Técnica: a eng. Cristine pediu desculpas aos presentes pela
ausência, mesmo que justificada, dos representantes do SENAI, IEL, CREA, MP e CAIXA.
Informou que normalmente a reunião tem um representante de cada entidade para auxiliar
na prestação de informações e enriquecer o debate. O Eng. Dejalma Franson Júnior,
representante da ABCP, observou que a pauta não pode ser discutida devido às ausências.
Desta forma, com a intenção de facilitar a presença mais frequente de todos, sugeriu que as
reuniões sejam mensais.
3) Sócia da empresa Alves Espindola Consultoria, Késia Alves da Silva discorreu sobre duas
questões: construtores desestimulados de comprar produtos certificados com preços
mais elevados por não existir por parte da fiscalização da CAIXA essa conscientização e
exigência para todas as construtoras e falta de profissionais na área de consultoria de
qualidade. Comentou ainda ser importante não só fiscalizar, mas incentivar e facilitar a
execução de serviços dentro das normas.
Os relatórios completos das Câmaras encontram-se disponível na internet no endereço: http://www.fiescnet.com.br
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4) Em março de 2013 irá passar a vigorar a Norma de Desempenho ABNT NBR 15.575-1 a 6.
É vista atualmente como crucial para que a construção habitacional no Brasil atinja
patamares já praticados há 30 anos na Europa.
5) PSQ do setor de bloco de concreto e artefatos de cimento: estão certificadas pelo Selo
da ABCP no estado de SC em torno de 8 (oito) empresas de blocos ou artefatos de cimento.
Entretanto, nenhuma empresa de SC consta no site do PBQP-H. Aparentemente, apenas
empresas filiadas ao SINAPROCIM (sindicato dos produtores de cimento) estão
relacionadas no site. A adesão ao PSQ é voluntária, independente de estar associada a
entidades, assim como, a sindicalização é voluntária. A ANICER- Associação Nacional da
Indústria Cerâmica também publica no mesmo site as empresas que estão no PSQ. Iremos
esclarecer com a Coordenação Geral do PBQP-H.
6) Sr. Roberto da Termotécnica comentou sobre o Programa Nacional de Eficiência
Energética em Edificações–PROCEL EDIFICA. Foi instituído em 2003, promove o uso
racional da energia elétrica em edificações desde sua fundação, com o objetivo de incentivar
a conservação e o uso eficiente dos recursos naturais (água, luz, ventilação etc.) nas
edificações, reduzindo os desperdícios e os impactos sobre o meio ambiente. Mais
informações no site: http://www.eletrobras.com e http://www.procelinfo.com.br.
7) Vídeo sobre o “Futuro das Cidades” foi passado no final da reunião para divulgar e debater o
desafio de pensar o futuro das cidades.
Reunião realizada no dia 25 de Setembro de 2012 na Federação das Indústrias do Estado
de Santa Catarina sendo tratados os seguintes assuntos:
1) Participação do COGER na reunião da CDIC-Câmara de Desenvolvimento da Indústria
de Santa Catarina no dia 21 de setembro: presidentes dos Sinduscons presentes na CDIC
comentaram sobre os ganhos com a implantação do programa, como também as
dificuldades encontradas: demasiada burocracia, excesso de papel e preço das auditorias
de certificação.
2) Divulgação do PBQP-H – SiAC junto às construtoras nível-D: realizada reunião com o
SENAI, tendo participado Sr. José Carlos Martinazzo Júnior, Sra. Cristiane Ribeiro de
Bittencourt e Sra. Katherine Helena Oliveira de Matos do núcleo de tecnologia do SENAI e
Sr. José Nazareno Rosa e Eng. Cristine Fritsche Kretzer da FIESC, definindo solicitar o
apoio da CAIXA e do CREA e realizar apresentação do consultor de PBQP-H do SENAI na
CDIC no dia 19 de outubro. Sra. Joanir de Souza, da CAIXA, se mostrou aberta a conversar
sobre participação e/ou patrocínio e considerou importante essa divulgação. Entretanto,
ponderou ser primordial mostrar dados estatísticos, demostrando que o aumento da
qualidade está ligado à implantação do PBPQ-H, mostrar que a construtora do nível A
produz unidades de melhor qualidade do que a de nível D ou sem programa; mostrar que o
imóvel está mais bem assegurado se a empresa tem PBPQ-H. Desta forma a CAIXA irá se
interessar em tornar obrigatória a implantação do programa na obtenção do financiamento.
Sugeriu conversar com a Superintendência da CAIXA. Demonstrou preocupação com as
constatações em campo da CAIXA no acompanhamento da obra: “existem empresas
péssimas no nível A e ótimas no nível D. Isto com relação à limpeza do canteiro, prazo de
entrega, retrabalho, desperdício, atendimento pós-obra”. Sr. Paulo Ruaro, do CREA, com o
que foi dito, conclui que o programa está falhando. Sra. Joanir continuou afirmando ser difícil
incluir mais exigências para o financiamento devido à competição com outros bancos e a
fama de burocrática da CAIXA. Sr. Sandro sugeriu, divulgar cases de sucesso na
implantação do sistema da qualidade e reunir o Banco do Brasil e a CAIXA para unir os dois
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fomentos maiores e exigir das construtoras ter a certificação do PBPQ-H nível A. E por outro
lado, através do SENAI abrir debates e palestras e impulsionar as empresas para aplicar o
programa.
3) Termo de Cooperação Técnica – TCT entre FIESC, CREA, IMETRO, MP e CAIXA:
reunião sobre TCT marcada para às 9:00h no dia 04 de setembro não aconteceu, os
representantes do CREA, da CAIXA e do MP não compareceram. A eng. Cristine informou
os encaminhamentos referente ao TCT na FIESC: foi analisado pelo setor jurídico e será
encaminhado para a área administrativa analisar. Sra. Joanir da CAIXA informou que o
CREA e a CAIXA irão se reunir na próxima semana para discussão técnica, em seguida irá
encaminhar á Brasília e, quando voltar, irá para o setor jurídico analisar. Sr. Paulo Ruaro, do
CREA, enviou para o Sr. Odilon da CAIXA itens repassados em última reunião. Sra. Joanir
de Souza não recebeu esta documentação. Propôs marcar para esta semana fechar o TCT.
Sr. Paulo colocou ainda que o termo precisa espelhar uma interface entre os órgãos
participantes do referido documento.
4) PSQ – Certificação: Sr. Lídio Pasko, consultor, questionou sobre disponibilidade de
subsídios para a certificação de empresas do setor de artefatos de cimento. Sr. Sandro
Tavares comentou que hoje não temos recursos para auxiliar na certificação e que é
necessário alinhar com a ABCP. Sr. Dejalma, da ABCP, afirmou ser importante realizar um
trabalho conjunto com a ACIBLOCO, para isto foi realizada reunião ontem. Sendo assim,
irão se reunir com as empresas para informar custos de certificação e ensaios. O Sr. João
Riffer, do IMETRO informou que a certificação dos Blocos de Concreto está migrando para a
área da qualidade e assim este produto irá passar a ter uma certificação compulsória, ou
seja, obrigatória, por esta razão a fiscalização não foi iniciada. Sendo assim, a portaria nº 15
será refeita e terá um tempo de aprovação. Sr. Dejalma Franson, da ABCP, informou que o
BNDES somente libera financiamento para compra de blocos de concreto quando o nome
do fornecedor estiver publicado no site do PBQP-H nacional, e isto somente ocorre quando
estiver inscrito no PSQ gerenciado pelo SINAPROCIM que cobra R$1.000,00 de adesão e
R$500,00 por mês e exige o selo da ABCP. Informa que em SC existe 9 (nove) empresas
com o selo da ABCP e nenhuma tem o nome publicado no site oficial do PBQP-H. Sr. José
Carlos Martinazzo, do SENAI, ponderou com ao Sr. Lídio Pasko, consultor, sobre a
solicitação de informações ou o envio de e-mails em nome do COGER pelo consultor,
afirmando que estas ações e correspondências precisam ser discutidas com o presente
Comitê e disparadas por órgão representativo. Citou o exemplo de e-mail enviado para o
SEBRAE que gerou complicações para o COGER. Sr. Sandro Tavares informou sobre
Portaria do IMETRO nº 399 de telhas cerâmicas e de concreto entrará em vigor dentro de 3
(três) meses.
5) Brainstorming sobre o Futuro do COGER:
Quem e Problema (Grupo ou
Programa)
Sr. Sandro Sindicer de Rio do
Sul
Causa (Grupo ou
Programa)
G:
Falta de responsabilidade
dos participantes
P: Construtoras construindo
sem materiais normatizados
Sr. Sérgio Pagnan Sindicer
Morro da Fumaça
G: programa não tem
sustentabilidade
Eng. Cristine FIESC
P: Excesso de Burocracia na
implantação do PBQP-H para
- Não tem toda a cadeia
produtiva representada,
falta Sinduscon, e
-Não estão presentes
represent deliberam
Realização de registros da
qualidade em papel.
Solução
Ação
- certificadoras exigir das
construtoras esta atitude
-fiscalização;
-fomento da CAIXA e BB
exigindo a implantação do
programa;
- treinamento pelo SENAI e
- divulgação através dos órgãos
represent
Buscar atingir o objetivo
principal do programa.
- Conversa som o
Presidente da FIESC
sobre as dificuldades de
administrar o COGER.
- Conversa com o
presidente do INMETRO.
- Apresentação de ferramenta
online.
Resultado
Convidar os Sinduscons
-Consultoria Integra vai
na CDIC e no Estado nos
Sinduscons para divulgar
a ferramenta: uso
- Agilidade no
controle dos
processos
produtivos das
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construtoras.
Sra. Késia
Consultora Alves Espíndola:
Órgãos financiadores não
exigem nível A do PBQP-H,
nem utilização de produtos
certificados.
Divulgar em SC:
- Universidade
- Empresários e
- Consumidor
Sra. Joanir, da CAIXA
1- Construtoras nível A sem
qualidade
2 – Dificuldade de incluir mais
exigências no financiamento
CAIXA E ABCP:
Falta de divulgação em SC
nas Universidades
1 - programa está falhando
2 - competição com outros
bancos e fama de
burocrática da CAIXA.
Sr. Paulo Ruaro CREA
- empresas nível A sem
qualidade.
1-Rever o programa
2- Pesquisa mostrando que o
programa apresenta melhoria da
qualidade e segurança para
quem financia.
A CAIXA propôs para a ABCP
desenvolver palestras nas
universidades como forma de
divulgar o programa da
qualidade no Estado para
estudantes.
- descobrir as ações realizadas
com relação ao programa nos
outros Estados em cada órgão.
- Desenhar novamente o que é o
PBPQ-H;
- Definir objetivos
- Iniciar do zero.
- Novas ideias
- Rever conceitos e recomeçar
observando outras experiências.
1 - Reestruturação,
redistribuindo tarefas; esforços
de todos os participantes fora da
reunião e colocar no papel plano
para o futuro.
Obras de má qualidade
Programa está falhando.
Sra. Adriana, IEL
1- G: Andamento dos
trabalhos do COGER
improdutivos
2- G: Objetivos desalinhados
Sr. José Carlos Martinazzo do
SENAI
1- G: COGER está
desestruturado apesar do
empenho do grupo
2- P: Quando a empresa quer
“ter” e não “ser” PBQP-H.
3- Estrutura de consultoria do
SENAI diminuiu também.
1-Reuniões sem objetivos e
ações definidas
2-Público do COGER
mudou.
1- Planejamentos 2011 e
2012 não deram certo. Hoje
muito peso para SENAI e
IEL,
2-Não comprometim.
empresas.
3- A demanda por
consultoria diminuiu.
Surgiram muitos
consultores independentes
e o negócio ficou inviável.
planilhas com Google
Docs em obra com Tablet
- fomentar na Univers.
formação profissional
para a implantação do
PBPQ-H;
- treinar empresas de
consultoria;
-fazer palestras técnicas
- conscientizar o
consumidor final
construtoras.
- Elimina o papel.
Selo PBQP-H
mesmo significado
(consumidor) Selo
INMETRO.
Sr. Dejalma aceitou
sugeriu utilizar o Evento
“Semana da
Engenharia” acontece
anualmente.
- Cada entidade entrar
em contato com os
demais Estados.
- Discutir o que é o
programa e o que nós
queremos com ele;
- Definir ações
Visita outros Estados:
iniciar pelo Senai PR.
- estratégias para
o ano 2013
Mobilizar a
construção civil
como um todo
Reestruturação do
grupo e estratégia
para 2013.
Sr. Martinazzo se
comprometeu de estar
nas próximas reuniões.
2- Certificação não é garantia de
qualidade.
6) Eng. Cristine Fritsche Kretzer, da FIESC, comentou sobre o grande envolvimento e
engajamento do sistema FIESC com o PBQP-H. Desde o início do programa vem apoiando
o COGER de diversas formas: e fomentando a realização:
- disponibilizando profissionais para coordenação reuniões quinzenais e espaço físico com
estrutura de áudio e vídeo, coffe-break e almoço;
- realizando reuniões extras para mobilizar esforços, com o SENAI, CREA, CAIXA,
dirigentes da FIESC entre outros;
- divulgando e fomentando na CDIC, atingindo desta forma as construtoras de todo o Estado
e ainda
- procurando sanar dúvidas e dando encaminhamento para empresas que querem se
adequar ao PBQP-H, entre outras ações.
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Relatorio Outubro COGER