UNIÃO DINÂMICA DE FACULDADES CATARATAS FACULDADE DINÂMICA DAS CATARATAS CURSO ENGENHARIA AGRONÔMICA Missão: “Formar Profissionais capacitados, socialmente responsáveis e aptos a promoverem as transformações futuras” EFICIÊNCIA DE DIFERENTES FUNGICIDAS NO TRATAMENTO DE SEMENTES DA SOJA FERNANDO DE OLIVEIRA PINTO Foz do Iguaçu - PR 2012 FERNANDO DE OLIVEIRA PINTO EFICIÊNCIA DE DIFERENTES FUNGICIDAS NO TRATAMENTO DE SEMENTES DA SOJA Trabalho Final de Graduação apresentado à banca examinadora da Faculdade Dinâmica das Cataratas (UDC), como requisito para obtenção do grau de Engenheiro Agrônomo. Prof(a). Orientador(a): Carlos Alberto Pagnoncelli. Foz do Iguaçu – PR 2012 TERMO DE APROVAÇÃO UNIÃO DINÂMICA DE FACULDADES CATARATAS EFICIÊNCIA DE DIFERENTES FUNGICIDAS NO TRATAMENTO DE SEMENTES DA SOJA TRABALHO FINAL DE GRADUAÇÃO PARA OBTENÇÃO DO GRAU DE ENGENHEIRO AGRÔNOMO Acadêmico(a): Orientador: Me. Carlos Alberto Pagnoncelli Nota Final Banca Examinadora: Prof(ª). Me. Vanessa Leonardo Ignácio Prof(ª). Me. Joselaine Viganó Foz do Iguaçu, 29 de novembro de 2012. DEDICATÓRIA Aos meus pais e irmãos que me deram força e estiveram presentes em toda minha caminhada. AGRADECIMENTOS A Deus, que me deu a vida, por guiar meus caminhos e me iluminar durante esta caminhada. À minha família, que me deu todo o apoio necessário. Aos meus amigos que me ajudaram e deram força nesta etapa da minha vida. Ao meu orientador professor Carlos Pagnoncelli por expor suas ideias e conhecimentos no andamento deste trabalho. EPÍGRAFE "Seja você quem for, seja qual for à posição social que você tenha na vida, a mais alta ou a mais baixa, tenha sempre como meta muita força, muita determinação e sempre faça tudo com muito amor e com muita fé em Deus, que um dia você chega lá. De alguma maneira você chega lá." Ayrton Senna. PINTO, Fernando Oliveira. Eficiência de diferentes fungicidas no tratamento de semente da soja. Foz do Iguaçu, 2012. Projeto de Trabalho Final de Graduação Faculdade Dinâmica de Cataratas. RESUMO O trabalho foi realizado e conduzido no laboratório de análises de sementes da sementeira Semillas Montana, da empresa Hortec Seeds S.A. Situada no Campo Tacuru, Supercarretera km 9, município de Hernandarias – Alto Paraná, PY. O objetivo foi testar alguns produtos em diferentes dosagens e avaliar o potencial do fungicida em determinada dose empregada. Os fungicidas utilizados foram o Thiram, Carbendazim e Maxim, ambos para tratamento de sementes e foi usado um lote da variedade V-max RR (NK 7059RR), e feito três tratamentos com 3 dosagens diferentes e 4 repetições além da testemunha para compará-las. Foi analisado se houve presença de fungo nos tratamentos adotados, e qual melhor dosagem do fungicida. Os testes foram feitos com uso de seringa, as sementes foram colocadas em sacos plásticos transparentes, com capacidade para 5L e utilizado 1 kg em cada saco, após isto foi realizado o teste de germinação em papel para fazer a leitura da eficiência das dosagens dos produtos. O delineamento utilizado foi bloco casualizado com os tratamentos arranjados em esquema bloco 1x10x4 (variedade x tratamentos x repetições) com repetições verdadeiras e comparados pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade no Assistat. Após todos estes processos conclui-se que o Carbendazin apresentou menos colônias fúngicas, porem, tem a mesma eficiência que algumas dosagens dos outros produtos, ou seja, não se diferem entre si com alguns dos outros tratamentos. Por isso não podemos afirmar nada em questão de melhor eficiência. Palavras-Chave: Soja – Tratamento de sementes – Fungicidas. PINTO, Fernando Oliveira. Efficiency of different in fungicide seed treatment of soybean. Foz do Iguacu, 2012. Project to Completion of Course Work - Faculdade Dinâmica de Cataratas. ABSTRACT The work was conducted in the laboratory and analysis of seed sowing Seeds of Montana, the company Hortec seeds SA Located in Campo Tacuru, Supercarretera km 9, city of Hernandarias - Alto Paraná, PY. The goal was to test some products in different strengths and assess the potential of the fungicide in certain dose employed. Fungicides used were Thiram, Carbendazim and Maxim, both for seed treatment and was used in a batch variety V RR-max (NK 7059RR) and made three treatments with different doses 3 and 4 replicates and a control to compare them . examined whether there was presence of fungus in the standard treatment, and what was most and least effective dosage. Tests were performed with use of syringe, the seeds were placed in clear plastic bags with a capacity of 5L and used 1 kg in each bag, after this was done the germination test on paper to reading efficiency of dosages of products . The design was randomized block with treatments arranged in a block 1x10x4 (variety x treatment x repetitions) with replications true and compared by Tukey test at 5% probability in Assistat. After all these processes it is concluded that the fungal colonies showed less Carbendazin, however, has the same efficiency as measurements of some other products, ie not differ to some of the other treatments. So we can not say anything in a matter of better efficiency. Keywords: presence of the fungus – seed treatment – Germination tests. LISTA DE FIGURAS Figura 1 – teste de germinação................................................................................26 Figura 2 – germinação em papel germitest....................................................................27 Figura 3 – germinação (testemunha)........................................................................33 Figura 4 – germinação com 100mL de Carbendazin................................................34 LISTA DE TABELAS Tabela 1 – Resultados dos totais de plantas germinadas (%), anormais e mortas da variedade V-max RR (NK 7059RR), submetidas às diferentes dosagens de fungicidas do grupo Thiram, Carbendazin e Maxim...................................................29 Tabela 2 - Resultado total das sementes que foram germinadas e as colonizadas (%) da variedade V-max RR (NK 7059RR), submetidas a diferentes dosagens de Thiram, Carbendazin e Maxim...................................................................................30 Tabela 3 – Colonização de plantas anormais (%) da variedade V-max RR (NK 7059RR), submetidas a diferentes dosagens de Thiram, Carbendazin e Maxim......31 Tabela 4 – Colonização de plantas mortas (%) da variedade V-max RR (NK 7059RR), submetidas a diferentes dosagens de Thiram, Carbendazin e Maxim.........................................................................................................................32 SUMÁRIO RESUMO.............................................................................................................vi ABSTRACT.........................................................................................................vii LISTA DE FIGURAS...........................................................................................viii LISTA DE TABELAS............................................................................................ix 1 INTRODUÇÃO..................................................................................................11 2 REFERENCIAL TEÓRICO...............................................................................13 2.1 IMPORTANCIA DA AGRICULTURA NO MUNDO........................................13 2.2 A EXPANSÃO DA SOJA NO BRASIL...........................................................14 2.3 DOENÇAS NA CULTURA DA SOJA.............................................................16 2.3.1 DOENÇAS DE ARMAZENAMENTO..........................................................17 2.3.2 PATOLOGIAS EM GERMINAÇÃO DE SOJA............................................18 2.4 TRATAMENTOS COM FUNGICIDAS QUÍMICOS EM SEMENTE...............20 2.5 OUTROS TIPOS DE CONTROLE DE DOENÇAS EM SOJA.......................23 3 MATERIAL E MÉTODOS.................................................................................24 3.1 CARACTERIZAÇÃO DA ÁREA DE ESTUDO...............................................24 3.2 METODOLOGIA DA PESQUISA...................................................................24 3.3 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS......................................................25 3.4 ESTATISTICA................................................................................................27 4 RESULTADOS E DISCUSSÃO........................................................................28 5 CONSIDERAÇOES FINAIS..............................................................................35 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS...................................................................36 1 INTRODUÇÃO A produção da soja vem aumentando e ganhando cada vez mais espaço nas Américas do Sul e do Norte, sua produção cresce a cada ano e tornou o Brasil o segundo maior produtor e maior exportador do grão no mundo. Esta leguminosa (Glycine max L.) possui alto teor de proteínas, o que para especialistas se torna uma sugestão, a substituição da carne por este produto para o consumo humano. Com o surgimento de novas tecnologias foram aperfeiçoadas as produtividades nas lavouras, conforme se aumenta o consumo pelo produto final mais se deve produzir para atender a demanda, e com isso entra as aplicações de produtos químicos como métodos de controle de pragas e doenças, sendo fungicidas os produtos mais utilizados na soja para garantir uma boa produção. Para obter-se uma alta produção, além de técnicas agronômicas essenciais, é indispensável à utilização de um controle fitopatológico, seja ele biológico ou químico, no caso do nosso estudo foi realizado um teste da eficiência de alguns produtos químicos em tratamento de semente, processo este que antecede o plantio, onde visa manter a planta livre de fungos na fase de desenvolvimento de plântula. A soja quando em estágio inicial, ou seja, desenvolvimento de plântula, é altamente suscetível a doenças fúngicas, sendo assim, a atenção do produtor deve ser redobrada, pois o bom desempenho da planta e sua lucratividade dependem do controle adequado no tratamento de semente para manter a planta com alto vigor, e livre de fungos que possam comprometer sua produtividade e consequentemente seus lucros. A utilização de alguns produtos é então necessária para que a produção aumente, pois a população está crescendo e a produção deve atender a demanda interna de nosso país e também mover nossa economia com as exportações do grão. No estudo realizado, o objetivo foi testar alguns produtos em diferentes dosagens e avaliar o potencial do fungicida em determinada dose empregada. Os fungicidas utilizados foram o Thiram, Carbendazim e Maxim, ambos para tratamento 12 de sementes e foi usado um lote da variedade V-max RR (NK 7059RR), e feito três tratamentos com dosagens diferentes além da testemunha para compará-las. Após estes processos, foi analisado se houve presença de fungo nos tratamentos adotados, e qual foi a dosagem mais e menos eficaz, com isso foi determinado um controle precisamente correto no tratamento de semente para garantir assim uma alta produtividade com a quantidade adequada do produto, sem percas que resultam em prejuízos e contaminações ambientais. 13 2 REFERENCIAL TEÓRICO 2.1 IMPORTÂNCIA DA AGRICULTURA NO MUNDO As transformações ocorridas na agricultura brasileira nas décadas de 70 e 80 eram analisadas como semelhantes àquelas ocorridas nos países capitalistas avançados. Nos anos 70, sustentava-se que a chamada “questão agrícola” havia se superado pela modernização baseado na mecanização e na utilização de variedades selecionadas e insumos químicos. Nos anos 80, o processo de modernização aprofundava a integração da agricultura com os capitais industriais, comerciais e financeiros que a envolvem, formando os “complexos agroindustriais” (GRAZIANO DA SILVA, 1999). A capacidade produtiva dos solos brasileiros com orientações ambientais novas requer aprimorados sistemas de manejos de recursos naturais. No Brasil existem as experiências nos estados do Paraná e de Santa Catarina, onde dois projetos o "Paraná Rural" e o "Microbracias" mostraram um novo raciocínio sócioambiental de uso do solo que pode produzir potencialmente promissores de desenvolvimento rural (NAVARRO, 1999). Estes casos poderiam ser úteis para transformar um conjunto de ações do mundo rural de nosso país. De acordo com Conceição (2009), atualmente é grande o crescimento populacional, pois nascem mais pessoas do que morrem, havendo assim uma crescente demanda alimentar. Segundo a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), é estimado que a população humana chegue em torno de 2,3 bilhões em 2050 e será necessário aumentar a produção de alimentos em 70%. Segundo Southgate (2009), a população vem crescendo cada vez mais desde meados do século 20, e com isso, automaticamente o consumo de alimentos de origem animal também se aumentou, aumentando também assim a demanda de grãos para fazer ração e alimentos para os animais. Essa intensificação teve expressão em nosso país na década de 70, trazendo transformações em nossa produção agrícola. Com o apoio da política de produção agrícola, aliadas a novas tecnologias causou um impulso na produção de 14 diversas culturas principalmente as que são exportadas. Agroquímicos eram recomendados para com isso fazer o potencial de produção de nosso pais aumentar (RUEGG et al., 1991). O movimento de concentração da produção agropecuária em um número cada vez menor e de estabelecimentos cada vez maiores era considerado parte de uma tendência “natural” e necessária que já ocorrera nos países capitalistas desenvolvidos e que, portanto, não poderia ser freada, sob pena de provocar um atraso tecnológico no setor agropecuário, com impactos negativos no próprio processo de desenvolvimento econômico. Na década de 90, a redução relativa do crescimento do emprego rural estritamente agrícola em contraposição ao aumento do emprego rural não-agrícola é apresentada como mais uma evidência de que “...a criação de empregos não agrícolas nas zonas rurais é. portanto, a única estratégia possível capaz de, simultaneamente, reter essa população rural pobre nos seus atuais locais de moradia e ao mesmo tempo, elevar o seu nível de renda” (GRAZIANO DA SILVA, 1999). 2.2 A EXPANSÃO DA SOJA NO BRASIL A soja (Glycine max L.) é a cultura de maior expressão econômica para a economia do Brasil, com uma produção em torno de 71,29 milhões de toneladas numa uma área cultivada de aproximadamente 24,35 milhões de hectares, destacando-se como o segundo maior produtor mundial (CONAB, 2012). No Brasil, a soja é praticamente consumida sob a forma de óleo (cerca de 90% do consumo nacional) e de farelo. Diferente da Ásia, onde é cultivada há mais de cinco mil anos, a soja é tradição na alimentação brasileira. Existem trabalhos do Centro Nacional de Pesquisas da Soja da Embrapa (CNPSo) para expandir os produtos derivados da soja para alimentação humana, porém sem resultados de impactos maiores. Devemos lembrar que ela é consumida indiretamente por diversos produtos, como biscoitos, sucos de frutas e etc. Além disso, é um componente usado na produção de ração para a pecuária (EMBRAPA, 1998). 15 Numa época onde nascem mais pessoas do que morrem, havendo um crescimento populacional a cada ano que passa implica significativamente na demanda alimentar. Segundo a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), a produção de alimentos deverá crescer em 70% até 2050 para alimentar as 2,3 bilhões de pessoas que se estima haver até lá (CONCEIÇÃO, 2009). De acordo com Southgate (2009), desde meados do século XX, o número de seres humanos cresceu a um ritmo sem precedentes. Os padrões de vida melhoraram, e até o consumo de produtos animais aumentaram. Respectivamente, a demanda de alimentos, e grãos para ração e outras comidas para animais. No Brasil essa intensificação ganhou expressão na década de 1970, tendo provocado grandes transformações na produção agrícola. A política de estímulo de crédito rural, associada às novas tecnologias, impulsionou várias culturas, principalmente àquelas destinadas à exportação. Os agrotóxicos eram recomendados para o controle de pragas e doenças, como forma de ampliar o potencial produtivo das lavouras (RUEGG et al., 1991). Segundo Prado (2007), Argentina, Brasil e Estados Unidos são os maiores produtores de soja do mundo, onde se pode observar um crescimento significante para a Argentina, com 10,07%, e Brasil, 8,04%, sendo o segundo maior produtor de grãos. Nos últimos 32 anos, a produção de soja é a cultivar que mais cresceu quanto a nível mundial e contribui, significativamente, ao equilíbrio da balança comercial no Brasil (FUNDAÇÃO MT, 2007). Na atualidade o Brasil é o segundo maior produtor de soja do mundo. Na safra 2010/11, a cultura ocupou uma área de 24,2 milhões de hectares, o que totalizou produção de 75 milhões de toneladas (EMBRAPA SOJA, 2011). A soja, que é a principal cultura de grãos do Brasil, tanto em área quanto em produção, respondeu no ano agrícola 2005/06, por uma produção anual na ordem de 55 milhões de toneladas (CONAB, 2007). O Brasil possui uma área plantada de aproximadamente 41% da área agrícola total do país, e um volume de produção que corresponde a mais de 44% do total de grãos produzidos no Brasil (CONAB, 2003). De acordo com Miyamoto (2007) nos últimos anos, observou-se o aumento do cultivo transgênico. Os transgênicos ocupam no mundo uma área estimada em 80 milhões de hectares, com destaque especial para a soja com 16 resistência ao herbicida glifosate (soja RR - Roundup Ready), que é a cultura transgênica mais explorada mundialmente, respondendo aproximadamente por 61% da área global. Na seqüência vem o milho Bt (milho transgênico, contendo genes do Bacillus thuringiensis), o algodão Bt e a canola resistente a herbicidas (ROESSING e LAZZAROTTO, 2005). De acordo com Embrapa (2010) o Brasil é o segundo maior produtor de soja, ficando atrás somente dos EUA. Na safra 2009-2010, a área ocupada pela cultura foi de 23,6 milhões de hectares, totalizando assim, uma produção de 68,7 milhões de toneladas. A média da produtividade brasileira foi de 2941 Kg hectares. Segundo Schnepf et al. (2004), o mercado da soja transgênica teve, até a segunda metade da década de 1990, os Estado Unidos como o principal produtor e, a partir dessa data, o Brasil e a Argentina começaram a se destacar na comercialização mundial. A área global de cultivos transgênicos cresceu de 1,7 em 1996 para 58,7 milhões de hectares em 2002. Dessa área, cerca de 62% correspondem ao cultivo de soja transgênica tolerante a herbicida. Os principais países produtores de soja transgênica são a Argentina e os Estados Unidos, com índices de adoção estimados em 99% e 80%, respectivamente (JAMES, 2002; FERNANDEZ e MCBRIDE, 2003) 2.3 DOENÇAS NA CULTURA DA SOJA As doenças têm apresentado grandes prejuízos econômicos sendo, que na safra 1997/98 as perdas foram estimadas em US$ 1,6 bilhão de dólares no Brasil (YORINORI, 1999). O controle de doenças da soja envolve um conjunto de práticas, entre elas o uso de cultivares resistentes, tratamento de sementes, adubação mineral equilibrada, uso de fungicidas na parte aérea e rotação de culturas (BALARDIN, 1999). Essas estratégias, quando empregadas de forma integrada, apresentam alta eficácia e proporcionam retorno econômico (MIGNUCCI, 1993). As doenças de final do ciclo (DFCs), causadas por fungos necrotróficos, são potencialmente controláveis pela rotação. Elas envolvem um conjunto de doenças, como o crestamento foliar, causado por Cercospora kikuchii (T. Matsu & 17 Tomoyasu); a antracnose, causada por Colletotrichum dematium (Pers. ex Fr.) Groove var. truncata (Schw.) Arx; a septoriose causada por Septoria glycines Hemmi, e a seca da vagem e da haste causada por Phomopsis sojae Leh (ALMEIDA et al., 1997). Dentre esses patógenos, C. kikuchii e C. dematium são os mais freqüentemente encontrados em restos culturais de soja. Os mesmos sobrevivem na fase saprofítica por mais tempo no sistema de semeadura direta, situação na qual a decomposição dos restos culturais é mais lenta ALMEIDA et al., 2001). Em semeadura direta e monocultura, a intensidade de doenças foliares é maior se comparadas com o sistema convencional (ZAMBOLIN et al., 2000). No caso de patógenos biotróficos, a rotação de culturas é ineficaz, não sendo afetados por essa prática. Como biotróficos na cultura da soja, tem-se o oídio causado por Microsphaera diffusa Cke. e Pk, o qual sobrevive em plantas voluntárias e hospedeiros secundários (SARTORATO e YORINORI, 2002). Na aplicação de fungicidas visando o controle de doencas da soja, devem ser considerados fatores como condições climáticas (PICININI e FERNANDES, 1999), o potencial produtivo da cultivar, grupo de maturação da cultivar, local, data de semeadura (PRADO e YORINORI, 1999). 2.3.1 DOENÇAS DE ARMAZENAMENTO Na semente, umidade e temperatura de armazenamento são dois fatores de grande influência sobre a manutenção de sua viabilidade (WARD e POWELL, 1983). A maioria das espécies cultivadas possui características ortodoxas, na qual, um aumento do conteúdo de água das sementes ou da umidade relativa do ambiente, ou ainda, da temperatura de armazenamento, resulta em uma rápida perda da viabilidade (ROBERTS, 1983), reduzindo a porcentagem de emergência a campo, além de diminuir o potencial de armazenamento (MATTHEWS, 1991). Silva (1989) cita que o potencial de conservação de sementes de soja depende diretamente da qualidade fisiológica das mesmas no início do período de armazenamento e está intimamente relacionada ao momento de colheita. 18 2.3.2 PATOLOGIAS EM GERMINAÇÃO DE SOJA A maior parte dos fungos têm as sementes como principal veículo de disseminação e de introdução em novas áreas de cultivo, onde, sob condições favoráveis de ambiente, poderão causar sérios danos à cultura. A doença queima da haste e da vagem, causada por Phomopsis sojae, ocorre naturalmente nas lavouras de soja, sendo favorecida por períodos chuvosos associados a altas temperaturas durante a fase de maturação (FRANÇA NETO e HENNING, 1992). Segundo Patricio et aI. (1995), diversos fungos foram detectados, em sementes genéticas e básicas de soja, sendo os mais freqüentes Phomopsis sp., Colletotrichum dematium var. truncata, Fusarium spp., Cercospora kikuchii e os fungos de armazenamento Aspergillus spp. e Penicillium sp. O baixo desempenho germinativo das sementes pode estar associado aos patógenos de armazenamento (MORAIS et al., 2008). Altas temperaturas e elevada umidade relativa, durante as fases de maturação e colheita da semente de soja, podem propiciar aumento da infecção de sementes por fungos como Phomopsis spp. e Fusarium spp. (FRANÇA NETO e HENNING, 1992). Picinini et aI. (1996) avaliando a qualidade das sementes de soja através do método do papel-de-filtro, concluíram que Phomopsis spp., C. kikuchii e Fusarium spp. são os patógenos mais freqüentes em sementes produzidas no Estado do Rio Grande do Sul. As doenças causadas por fungos vem aumentando gradativamente de importância, por reduzir a qualidade das sementes, influenciando no tamanho, aparência, peso específico e poder germinativo (FERREIRA et al., 1991). Os maiores problemas encontrados nas lavouras relacionam-se a germinação, emergência e estabelecimento de plântulas de soja. Geralmente, ocorrem durante a semeadura com altas temperaturas (> 25°C) e encharcamento do solo (REIS e CASA, 1999). As sementes severamente infectadas não germinam e apodrecem no solo. Segundo FRANÇA NETO e HENNING (1992), sementes aparentemente sadias podem estar altamente infectadas por Phomopsis spp. e ou Fusarium spp. 19 Nos Estados Unidos, o declínio da qualidade da semente, causada por Phomopsis spp., consiste em uma das principais doenças fúngicas (ZIMMERMAN e MINOR, 1993). As doenças variam de ano para ano, entre regiões, dependendo da cultivar e época da semeadura utilizada, do tipo de tecnologia e condições do clima da safra. Identifica-se assim, as principais doenças fúngicas na cultura de soja no Brasil: Antracnose (Colletotrichum dematium var. truncata); Mancha Púrpura (Cercospora kikuchii); Phomopsis semitectum); Aspergillus (Aspergillus (Phomopsis sp.); Fusarium (Fusarium spp.) e Penicilium (Penicillium spp.) (BARROS e BORGES, 2007). Segundo Yorinori et al. (1993), regiões produtoras localizadas a mais de 1000m de altitude, com baixa temperatura e umidade relativa elevada durante a entressafra, podem favorecer a viabilidade do fungo nas sementes. Além desses fatores, o ataque de patógenos a sementes de soja pode ser considerado como uma das causas que levam à perda da qualidade fisiológica das sementes, causando redução na germinação. Dentre os patógenos transmitidos pelas sementes, os fungos são considerados os mais importantes, não somente devido ao maior número, mas também pelos prejuízos causados tanto no rendimento, quanto na qualidade de sementes. Na cultura da soja, existem diversos patógenos que causam prejuízos à qualidade das sementes, dentre esses, se destacam Phomopsis spp., Fusarium spp., Colletotrichum truncatum e Cercospora kikuchii (GOULART, 1997; GOULART et al., 1999). O tratamento de sementes é usado principalmente com a finalidade de permitir a germinação de sementes infectadas, controlar patógenos transmitidos pela semente e proteger as sementes dos fungos do solo (HENNING et al., 1994). Devido às vantagens que a técnica apresenta, aliada a um baixo custo, atualmente mais de 90% das sementes comercias de soja são tratadas com fungicidas, o que demanda, por parte da pesquisa, soluções alternativas, como o uso de bioprotetores, no intuito de reduzir a utilização de pesticidas sintéticos, os riscos aos operadores e os possíveis prejuízos à inoculação com Bradyrhizobium. Trichoderma spp. Apresentam amplitude de ação no antagonismo a fungos e bactérias. Esses microrganismos são atóxicos ao homem e aos animais. Além dos efeitos de Trichoderma spp. no controle de patógenos de plantas, certas linhagens 20 podem ter efeito estimulatório no crescimento e no florescimento de plantas hortícolas (BAKER, 1989). Segundo Goulart (1997) em todos os países que a soja é produzida há relatos de doenças fúngicas na semente desta cultura. Até 1981, já haviam sido encontradas 35 espécies de fungos transmitidas pelas sementes dessa leguminosa. No Brasil, os de maior ocorrência e também de maior importância, causando perdas significativas na produção e reduzindo a qualidade das sementes. Esses fungos, encontrados em sementes de soja com frequência, podem causar sua deterioração no solo e morte das plântulas, por isso precisam ser eficientemente controlados. Além de conferir proteção às sementes, o tratamento de sementes oferece garantia adicional ao estabelecimento da lavoura a custos reduzidos, menos de 0,5% do custo de instalação da lavoura (HENNING, 2005). Para reduzir a disseminação de patógenos via sementes, o melhor método é o uso de sementes livres de contaminações ou dentro de padrões de tolerância estabelecidos para a cultura. Dessa maneira, do ponto de vista sanitário, a semente ideal seria aquela livre de qualquer micro-organismo indesejável. Entretanto, isso nem sempre é possível, uma vez que a qualidade sanitária das sementes é altamente influenciada pelas condições climáticas sob as quais foram produzidas e armazenadas (GOULART, 1997). 2.4 TRATAMENTOS COM FUNGICIDAS QUÍMICOS EM SEMENTE Durante as ultimas décadas, a evolução dos fungicidas argumentou, significativamente, o desenvolvimento de vários grupos dos mais variados perfis técnicos, permitindo a sua inserção em funções de necessidades e exigências do mercado produtivo (TOFOLI, 2003). Segundo Henning (2004), a utilização de fungicidas vem sendo praticada por um numero cada vez maior de sojicultores. Além de controlar os patógenos transmissíveis pela semente, assegura as populações adequadas durante a semeadura quando as condições edafoclimáticas são desfavoráveis à germinação e à rápida emergência da soja, deixando-a exposta por mais tempo a fungos presentes no solo, que podem causar a deterioração ou morte das plântulas. 21 O tratamento realizado diretamente na superfície da semente é uma opção rápida e eficiente no controle de patógenos, reduzindo impactos ao meio ambiente e eficaz para a proteção contra micro-organismos no solo e a preservação da qualidade da semente durante o armazenamento (RAMOS et al., 2008). Reis e Forcelini (1993) apud Citadin et al. (2005) afirmam que, para o uso de fungicidas é recomendada a aplicação alternada com fungicidas de diferentes ações para evitar o surgimento de biótipos resistentes. Diversos fatores afetam a qualidade das sementes, desde o plantio até a armazenagem. Precisa-se de um controle constantemente para que haja um bom rendimento na produção (KRZYZANOWSKI et al., 2006). No Brasil, com a expansão da cultura de soja, os problemas para a produção de sementes de alta qualidade têm aumentado. A ocorrência de condições climáticas desfavoráveis, como chuvas e altas temperaturas durante as fases de maturação e colheita, afetam, além da qualidade fisiológica, a sanidade das sementes (HENNING, 2004). Segundo Nascimento (2006), nas regiões tropicais, a umidade e a temperatura elevadas são fatores mais favoráveis para o crescimento e desenvolvimento de patógenos. A qualidade fisiológica da semente significa a capacidade de desenvolvimento da semente quanto a vigor, germinação e longevidade (CARNIEL, 2006). O tratamento de sementes com fungicidas é uma pratica comum, porém alguns fungicidas podem apresentar baixo desenvolvimento germinativo devido ao efeito fitotóxico (GRIGOLETTI et al., 1999), dependendo da quantidade utilizada e aceitada pela planta. De acordo com Novembre e Marcos (1991), a utilização de fungicidas tem a finalidade de prevenir ou impedir a associação de micro-organismos e sementes durante o armazenamento, oferecendo proteção à emergência e desenvolvimento inicial das plântulas no campo. O tratamento de sementes é uma prática agrícola preventiva, que consiste na aplicação de fungicidas e/ou inseticidas sobre sua superfície, visando não só controlar os patógenos durante o armazenamento, mas igualmente proteger as plântulas durante a germinação e no período inicial de instalação da lavoura. Na maioria dos países em que a agricultura é intensiva e altamente produtiva, o tratamento é realizado, basicamente nas próprias unidades de beneficiamento de 22 sementes. O agricultor adquire suas sementes já tratadas, prontas para o plantio (ABRASEM, 2000). Zorato e Henning (2001) demonstraram não haver influência negativa dos tratamentos antecipados com fungicidas na qualidade de sementes de soja de dois cultivares em diferentes épocas de armazenamento. O tratamento das sementes de soja executado antecipadamente na UBS, beneficia o agricultor nos aspectos de economia de tempo e de mão-de-obra, de não se envolver fisicamente com o produto fitossanitário utilizado no tratamento, além de receber uma semente de alta qualidade associada a um tratamento executado de forma profissional. Para o produtor de sementes, seria uma forma de agregar maior valor à semente, diferenciar e defender sua marca perante esse mercado altamente competitivo (ABRASEM, 2000). Em se tratando do aspecto de armazenamento, Pereira et al. (1985) demonstraram em experimento em campo o efeito em sementes de soja submetidas a tratamentos com fungicidas Thiram e/ou Estreptomicina, por três anos consecutivos, semeadas em solo com baixo teor de umidade. Verificaram os autores que a presença do fungicida Thiram induziu sempre a uma melhor emergência, proporcionando proteção às sementes em solo com baixa disponibilidade hídrica por períodos de 4 a 12 dias, dependendo do nível de vigor das sementes utilizadas. Mais recentemente, BRITO et al. (1996), em ensaio em casa-de-vegetação utilizando óleo mineral como protetor de sementes, dois níveis de umedecimento do solo (80% da capacidade de campo e solo seco por 6 dias) e sementes danificadas, constataram que os danos mecânicos na semente e a condição de solo seco por 6 dias, isoladamente, foram responsáveis pela diminuição da emergência e do índice de velocidade de emergência. Goulart, Fialho e Fugino (1999), avaliando a viabilidade técnica do tratamento de sementes de soja com fungicidas antes do armazenamento, obtiveram resultados de uma melhor conservação das sementes tratadas com fungicidas em comparação com as que não receberam o referido tratamento. Um dos principais problemas para utilização massiva de microorganismos no tratamento de sementes tem sido a formulação destes para o uso comercial. Várias substâncias têm sido utilizadas em formulações experimentais, tais como lactose, peptona, goma arábica, xantana, celulose entre outras (SCHISLER et al., 2004). 23 Pereira et al. (1993) e Adkins et al. (1996) evidenciaram que o tratamento das sementes de boa qualidade é economicamente viável, se essa semente for utilizada em condições ambientais desfavoráveis, predispondo-a aos fungos da semente ou do solo. 2.5 OUTROS TIPOS DE CONTROLE DE DOENÇAS EM SOJA Dentre todas as doenças que atacam a cultura, a ferrugem sempre foi considerada como uma das mais importantes, devido seu alto potencial destrutivo (ANDRADE e ARARIPEANDRADE, 2002). A doença é causada por duas espécies de Phakopsora: P. meibomiae (Arthur) Arthur (agente etiológico da ferrugem americana) e P. pachyrhizi Syd. e P. Syd. (agente etiológico da ferrugem asiática), sendo esta última a mais agressiva em plantações de soja (ONO et al., 1992). Considerando que a ferrugem asiática se trata de uma doença altamente destrutiva, umas das alternativas de manejo ainda é o uso de fungicidas desde que, variedades resistentes ainda não foram desenvolvidas (YORINORI, 2002). Porém, o uso indiscriminado de agrotóxicos pode ocasionar danos ao ambiente, levando ao desequilíbrio ambiental e a seleção de populações do fungo resistentes aos fungicidas. O Brasil é o maior produtor mundial de soja orgânica, porém, se viram sem uma alternativa para o controle da ferrugem, uma vez que, a maioria dos produtos disponíveis para o controle da doença, não pode ser utilizado. Com isso vem crescendo a procura de produtos alternativos que sirvam como defensivos e causem menores danos ao ambiente, sejam estes químicos, biológicos, orgânicos ou naturais. Enquadrar-se-iam nesta categoria, os diversos biofertilizantes, as caldas, os agentes de biocontrole e os óleos essenciais (FERNANDES, 2000), visto que os óleos essenciais de plantas medicinais têm mostrado resultados promissores no controle de patógenos (GUIRALDO et al., 2004; SCHWAN-ESTRADA et al., 2003). 24 3 MATERIAL E MÉTODOS 3.1 CARACTERIZAÇÃO DA ÁREA DE ESTUDO O trabalho foi realizado e conduzido no laboratório de análises de sementes da sementeira Semillas Montana, da empresa Hortec Seeds S.A, situada no Campo Tacuru, Supercarretera km 9, município de Hernandarias – Alto Paraná, PY. O município situado em uma continuação do planalto brasileiro que alcança uma altitude média de 500 m com presença de cadeias de morros ondulados ao Sul e Leste do planalto. Com uma região de clima subtropical úmido mesotérmico, regularmente úmido, com a tipologia do solo latossolo roxo distrófico argilosa a moderada, terra roxa estruturada eutrófica, textura argilosa a moderada, litófito eutrófico com a chemozenico, hidromórfico gleyzado indiscriminado textura argilosa, com temperaturas que variam entre 26 °C e 33 °C, no verão, e 15 °C e 26 °C, no inverno, obtendo média de 23 °C. O laboratório é especifico para análises de sementes de soja e trigo, realizando testes de danos mecânicos, germinação e vigor. 3.2 CARACTERIZAÇÃO DA SEMENTE E PRODUTOS As sementes que foram avaliadas passaram por um período de seis meses de armazenamento, é de espécie leguminosa, soja (Glycine Max L.), foram utilizadas sementes de soja pertencente a um lote da variedade V-max RR (NK 7059RR) da Syngenta, estas sementes foram tratadas com diferentes dosagens de fungicidas que é o produto químico mais utilizado na soja. A variedade utilizada foi a V-max RR (NK 7059RR), recomendada para o Sul do Brasil e Paraguai tem como características agronômicas, maturação relativa média para plantio a partir de 01 de outubro e se recomenda 16-18 plantas por metro, possui flor branca, altura de planta de 90 cm. Seus pontos fortes são o alto 25 potencial produtivo e estabilidade, ampla adaptação regional, boa sanidade e boa adaptação em solos de média à alta fertilidade, por ser uma planta de porte alto e resistente ao acamamento. Os produtos testados foram os fungicidas Thiram do grupo químico Carboxanilida e Dimetilditiocarmabato que é de contato, ou seja, protege a semente por dentro e por fora contra uma porção de patógenos, sua dosagem recomendada pela bula é de 300 mL por 100 kg de sementes, como foi usado apenas 1 kg de semente para o teste, sua dosagem foi de 3 mL. Outro produto testado foi o Carbendazim do grupo químico Benzimidazóis, produto este de ação sistêmica com ação protetora e curativa, de amplo espectro, sua dosagem em soja recomendada pela bula é de 100 mL para cada 100 kg de semente, e o terceiro produto é o Maxim do grupo químico Fenilpirrol, é um fungicida de contato, protetor com ação de profundidade, usado em tratamentos de sementes, pois controla diversas doenças. Sua dosagem recomendada pela bula é de 200 mL para cada 100 kg de semente. 3.3 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS Foram testados os seguintes tratamentos para os fungicidas do grupo Thiram que é de contato, Carbendazim (sistêmico) e Maxim (contato), com uma testemunha e três doses de cada produto. A recomendação do Thiram na bula é de 3 mL.kg-1de semente, então foi utilizado as seguintes dosagens: 2;3;4 mL.kg-1 de sementes. Já o Carbendazim apresenta na bula dosagem ideal de 1 mL.kg-1 , com isso foi testado as dosagens de 0,5;1;1,5 mL.kg-1 de semente. E por ultimo o Maxim que apresenta dosagem ideal de 2 mL.kg-1 na bula, sendo assim foi usado para o teste as doses de 1;2;3 mL.kg-1 . Os testes foram feitos com uso de seringa, as sementes foram colocadas em sacos plásticos transparentes, com capacidade para 5L e utilizado 1 kg de semente em cada saco. A figura 1 ilustra as sementes submetidas aos tratamentos com fungicidas, no processo inicial do teste de germinação em papel. 26 Figura 1 – Teste de germinação. Foram utilizados 40 unidades experimentais, ou seja, 10 tratamentos e 4 repetições. Os tratamentos foram a testemunha, 200;300 e 400mL-100kg de semente do produto Thiram, 50;100 e 150mL de Carbendazin e 100;200 e 300mL de Maxim, com 4 repetições por tratamento. Após isto, as sementes foram submetidas ao teste de germinação e utilizou-se a metodologia de análise qualitativa e quantitativa para avaliar o melhoramento da qualidade fisiológica e sanitária das sementes através do teste de germinação, o qual, segundo Brasil (2009), determina o potencial máximo de germinação. Seguiu-se a amostragem de 400 sementes divididas em quatro subamostras de 100 sementes em rolos de papel germitest, com três folhas em cada subamostra, que serão umedecidas com água destilada na quantidade de 2,5 vezes o seu peso inicial. Foram mantidos os rolos de papel dentro de sacos plásticos, com capacidade para 5L, como mostra a Figura 2 para não haver mudança de umidade ou qualquer contato com outros micro-organismos, em germinador a 25°C. As contagens realizaram-se no sétimo dia após a semeadura (BRASIL, 2009). 27 Figura 2 – Germinação em papel germitest. Durante a leitura realizada dos resultados, aplicou-se o blotter test, onde cada semente foi analisada a olho nu e por meio de microscópio verificando se houve presença de fungos (BRASIL, 2009). 3.4 ESTATÍSTICA No experimento, o delineamento utilizado foi bloco casualizado com os tratamentos arranjados em esquema bloco. Os efeitos dos tratamentos foram comparados pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade, pelo programa Assistat. 28 4 RESULTADOS E DISCUSSÃO No estudo foram avaliados os parâmetros de germinação, anormais e mortas, dentro das quais foram separadas em colonizadas. Durante a leitura das amostras, encontraram-se cinco tipos de fungos, Rhizopus stolonifer, Cercospora kikuchii, Sclerotinia sclerotiorum, Aspergillus flavus e Macrophomina phaseolina, os quais foram identificados visualmente, e para anular as dúvidas, utilizou-se um microscópio. Yorinori (1999) observou diferença significativa entre locais onde, os maiores danos devido a DFC variaram entre os locais. Já Fernandes e Picinini (1999) observaram que os tratamentos com fungicidas orientados pelo estádio de desenvolvimento não necessariamente estarão, em todos os anos e em todas as regiões, em harmonia com a dinâmica populacional dos patógenos. Segundo Morais et al. (2008), o baixo desempenho germinativo das sementes pode ser associado a presença significativa de grande número de patógenos de armazenamento. Nos dois ensaios realizados do teste de sanidade foram identificados os seguintes patógenos, Penicillium SP., Colletotrichum sp., Aspergillus sp., Pestalotia sp., Fusarium spp., Cladosporium sp. e Rhizopus sp. com relação ao Penicillium sp., Colletotrichum sp., Aspergillus sp. e Pestalotia sp., não foram registradas diferenças significativas entre os tratamentos testados. Para Fusarium spp., Cladosporium sp. e Rhizopus sp. as diferenças foram significativas. Goulart (1999) considera que o tratamento fungicida não tem efeito sobre fatores como dano mecânico, deterioração por umidade, ataque de percevejo e armazenagem inadequada, que causam a redução da qualidade fisiológica das sementes. A Tabela 1 apresenta o total de plantas germinadas, anormais e mortas da variedade V-max RR (NK 7059RR), submetidas às diferentes dosagens de fungicidas no tratamento de sementes, comparadas a testemunha e a eficiência de cada dosagem. 29 Tabela 1 – Resultados dos totais de plantas germinadas, anormais e mortas da variedade V-max RR (NK 7059RR), submetidas às diferentes dosagens de fungicidas do grupo Thiram, Carbendazin e Maxim e a testemunha. Tratamento 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Média C.V. (%) Produto Dose mL/100kg Germinadas Anormais Mortas Testemunha 0 83,25 ab 12,25 a 4,25 abcd Thiram 200 77,50 b 15,50 a 7,00 a Thiram 300 87,25 ab 10,75 a 2,00 cde Thiram 400 85,00 ab 10,00 a 5,00 abc Carbendazin 50 84,50 ab 14,25 a 1,25 de Carbendazin 100 88,50 a 11,00 a 0,50 e Carbendazin 150 83,50 ab 14,25 a 1,50 cde Maxim 100 85,00 ab 11,50 a 3,25 bcde Maxim 200 81,00 ab 12,25 a 6,75 ab Maxim 300 83,00 ab 12,00 a 4,50 abcd 83,85 12,38 3,60 4,95 28,43 40,36 As médias seguidas de mesma letra na coluna, não diferem estatisticamente entre si, pelo teste de Tukey, a 5% de probabilidade. Com relação às germinadas não houve diferença significativa em nenhum tratamento comparado à testemunha, porém se compararmos a eficiência dos tratamentos entre si, os tratamentos 2 e 6 se diferem estatisticamente a 5% de probabilidade. Nas plantas anormais não houve diferença em nenhum tratamento tanto comparados entre si como comparados à testemunha. Já nas plantas mortas notase que o único tratamento que se difere estatisticamente da testemunha é o 6 que também não se difere dos tratamentos 3,5,7 e 8, mas se difere do 2,4,9 e 10. Morais et al. (2008) também realizaram o tratamento de semente de soja utilizando óleos essenciais de Ocimum sp., C. flexuosus, C. citratus e melaleuca sp. com relação a sanidade não foram observadas diferenças estatísticas significativas entre os seis tratamentos testados no controle de Fusarium spp., Penicillium spp. e Alternaria sp. indicando que esses óleos não possuem substâncias que atuam no controle desses patógenos. Os óleos essenciais de C. citratus, C. flexuosus e melaleuca sp. reduziram a ocorrência de Phomopsis sp. nas sementes, e o óleo essencial de C flexuosus apresentou atividade inibitória sobre Colletotrichum sp. Para Mignucci (1993) e Balardin (1999) a escolha de um conjunto de praticas, entre as quais se pode incluir o uso de cultivares resistentes, tratamento de sementes, rotação de culturas e uso de fungicidas na parte aérea devem fazer parte 30 de estratégias de controle de doenças de final de ciclo, e quando utilizadas de forma integrada, conduzem a altas eficiências de controle, propiciando retornos econômicos. A Tabela 2 demonstra o total de sementes germinadas e a quantidade de colonizadas. Tabela 2 - Resultado total das sementes que foram germinadas e as colonizadas (%) da variedade V-max RR (NK 7059RR), submetidas a diferentes dosagens de Thiram, Carbendazin e Maxim. Tratamento Produto Dose mL/100kg 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Média C.V. (%) Testemunha Thiram Thiram Thiram Carbendazin Carbendazin Carbendazin Maxim Maxim Maxim 200 300 400 50 100 150 100 200 300 Germinadas Total Colonizadas 83,25 ab 70,75 a 77,50 b 37,00 bc 87,25 ab 42,50 b 85,00 ab 43,75 b 84,50 ab 10,50 d 88,50 a 13,75 d 83,50 ab 38,00 bc 85,00 ab 25,25 cd 81,00 ab 22,50 cd 83,00 ab 18,00 d 83,85 32,20 4,95 21,21 As médias seguidas de mesma letra na coluna, não diferem estatisticamente entre si, pelo teste de Tukey, a 5% de probabilidade. No total de germinadas nenhum tratamento se difere estatisticamente a 5% de probabilidade da testemunha, já analisando a eficiência de cada tratamento entre si, nota-se a diferença entre o tratamento 2 e o 6. Com relação às germinadas colonizadas, observa-se que todos os tratamentos se diferem estatisticamente da testemunha, e nota-se que o tratamento 5 foi o que menos apresentou colônias fúngicas, este tratamento não se difere entre si com os tratamentos 6,8,9 e 10, mas se difere do 2,3,4 e 7. Esse fato também foi observado por Balardin (1999), os quais constataram que a resposta não corresponde ao grau de resistência da cultivar. Na média de rendimento de grãos não se detectou diferença significativa com relação à aplicação de fungicida, na safra 1998/ 99. Isso pode estar atribuído à baixa severidade de DFC, em função do clima seco como relatado por PICININI e 31 FERNANDES (1999). Por outro lado, houve diferença significativa ao controle do oídio e das DFC. A Tabela 3 representa o número total de plantas anormais e se estas possuem colonização de fungos. Tabela 3 – Colonização de plantas anormais (%) da variedade V-max RR (NK 7059RR), submetidas a diferentes dosagens de Thiram, Carbendazin e Maxim. Tratamento Produto 1 Testemunha 2 Thiram 3 Thiram 4 Thiram 5 Carbendazin 6 Carbendazin 7 Carbendazin 8 Maxim 9 Maxim 10 Maxim Média C.V. (%) Dose mL/100kg 200 300 400 50 100 150 100 200 300 Total 12,25 a 15,50 a 10,75 a 10,00 a 14,25 a 11,00 a 14,25 a 11,50 a 12,25 a 12,00 a 12,38 28,43 Anormais Colonizadas 11,75 a 9,00 ab 7,75 ab 6,50 ab 5,50 ab 4,00 b 7,50 ab 4,50 b 6,75 ab 4,75 b 6,80 39,74 As médias seguidas de mesma letra na coluna, não diferem estatisticamente entre si, pelo teste de Tukey, a 5% de probabilidade. No total de anormais nenhum tratamento se difere estatisticamente da testemunha ou entre si. Já em anormais colonizadas, os tratamentos 6,8 e 10 diferem-se da testemunha, porem nenhum tratamento se diferem entre si a 5% de probabilidade. Já Almeida (2001) identificou genótipos que apresentaram resistência parcial à mancha parda da soja, porém, deve-se considerar que, dentre o grupo de cultivares utilizado neste trabalho, algumas apresentam reação resistente a oídio, enquanto que as demais apresentam reação intermediária ou suscetível. Goulart et al. (1999) comprovaram redução da qualidade fisiológica de sementes tratadas com carbendazin isolado e armazenadas por período superior a 60 dias. Quando o fungicida foi misturado com tolyfluanid, o efeito fitotóxico reduziuse significativamente. Ainda de acordo com os autores, a queda na qualidade 32 fisiológica foi visualizada principalmente na emergência em campo, quando comparada com os testes realizados em laboratório. A Tabela 4 representa a colonização de plantas mortas (%) da variedade V-max RR (NK 7059RR), submetidas a diferentes dosagens de Thiram, Carbendazin e Maxim. Tabela 4 – Colonização de plantas mortas (%) da variedade V-max RR (NK 7059RR), submetidas a diferentes dosagens de Thiram, Carbendazin e Maxim Tratamento Produto Dose mL/100kg 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Média C.V. (%) Testemunha Thiram Thiram Thiram Carbendazin Carbendazin Carbendazin Maxim Maxim Maxim 200 300 400 50 100 150 100 200 300 Mortas Total Colonizadas 4,25 abcd 4,25 abcd 7,00 a 7,00 a 2,00 cde 2,00 cde 5,00 abc 5,00 abc 1,25 de 1,25 de 0,50 e 0,50 e 1,50 cde 1,50 cde 3,25 bcde 3,25 bcde 6,75 ab 6,75 ab 4,50 abcd 4,50 abcd 3,60 3,60 40,36 40,36 As médias seguidas de mesma letra na coluna, não diferem estatisticamente entre si, pelo teste de Tukey, a 5% de probabilidade. Ao observar a tabela, fica nítido que todas as mortas foram colonizadas e sofreram ataque de fungos. Em mortas colonizadas o tratamento que menos apresentou plantas mortas foi o 6, único tratamento que se difere estatisticamente da testemunha, e ao mesmo tempo difere-se também dos tratamentos 2,4,9 e 10, porem não se difere dos tratamentos 3,5,7 e 8. Para França Neto e Henning (1992), Phomopsis sp. foi o patógeno com maior incidência média n Imperatriz, MA. Sua infecção em sementes é favorecida, especialmente, por períodos chuvosos associados a elevadas temperaturas durante as fases de maturação e colheita. No caso de C. truncatum, foram registradas frequência e incidência média baixa. Esse fungo pode causar deterioração da semente, morte de plântulas e infecção sistêmica em plantas adultas (GOULART, 1995). 33 Balardin (1999) relata que, mesmo em rotação de culturas, pode haver aumentos significativos de rendimento em áreas tratadas com fungicida, a menor severidade das DFC e do oídio foi observada nas PC, sendo estatisticamente diferente de uma única aplicação, essa menor severidade não implicou no maior rendimento de grãos. A Figura 3 ilustra o desenvolvimento de plântula da variedade V-max RR (NK 7059RR) com tratamento testemunha, o qual não foi aplicado nenhuma dosagem de produto. Figura 3 – Germinação (testemunha). A Figura 4 apresenta o desenvolvimento de plântula da variedade V-max RR (NK 7059RR) submetida ao tratamento 6, o qual é 100 mL/100 kg de Carbendazin. 34 Figura 4 – Germinação com 100 mL de Carbendazin. 35 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS Com relação às germinadas não houve nenhuma diferença entre os tratamentos com a testemunha, porém, quando analisa-se germinadas colonizadas todos os tratamentos se diferem da testemunha, sendo que de melhor eficiência foram os tratamentos com Carbendazin 50 e 100 mL e Maxim 100, 200 e 300 mL. Com relação a plantas anormais nenhum tratamento se diferiu estatisticamente sobre a testemunha, porém, levando em conta anormais colonizadas os tratamentos que tiveram maior eficiência com relação à testemunha foram Carbendazin 100mL, Maxim 100 e 300 mL. Levando-se em conta as sementes mortas, o único tratamento que se difere estatisticamente da testemunha é o Carbendazin 100 mL e avaliando as mortas colonizadas com relação a testemunha, o melhor tratamento seria Carbendazin 100 mL, porém, os tratamentos com Thiram 300 mL, Carbendazin 50, 100 e 150 mL e Maxim 100mL apresentaram a mesma eficiência. 36 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ABRASEM. Associação Brasileira dos Produtores de Sementes. In: ANUÁRIO. Brasília, DF, 2000. 144 p. ADKINS, S. W.; BOERSMA, M.; LAW, M. Relationship between vigour tests and emergence of soybean when grown under a range of seedbed moisture conditions. Australian Journal of Experimental Agriculture, Melbourne, v. 36, p. 93-97, 1996. ALMEIDA, A.M.R., FERREIRA, L.P., YORINORI, J.T., SILVA, J.F.V. e HENNING, A.A. Doenças da soja. In: Kimati, H., Amorim, L., Bergamim Filho, A., Camargo, L.E.A. & Rezende, J.A.M. (Eds.).Manual de Fitopatologia Vol 2: Doenças de plantas cultivadas. São Paulo. 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