ARS CENTRO ACES DÃO LAFÕES PLANO DE AÇÃO TRIÉNIO 2014-2016 USF MONTEMURO Castro Daire Junho 2014 Plano de Ação 2014-2016 USF Montemuro Índice Chave de Siglas .............................................................................................................................. 4 INDICE DE FIGURAS ....................................................................................................................... 6 INDICE DE TABELAS ....................................................................................................................... 6 1 – INTRODUÇÃO .......................................................................................................................... 8 2. CARACTERIZAÇÃO DA ÁREA DE INFLUÊNCIA E DOS UTENTES INSCRITOS ................................ 9 2.1- Caracterização Geográfica do Concelho .................................................................... 9 2.2 - Caracterização Demográfica ..................................................................................... 11 2.2.1- Variação da População ........................................................................................ 11 2.2.2- População Residente............................................................................................ 11 2.2.3- Indicadores Demográficos ................................................................................... 12 2.3- Caracterização Socioeconómica................................................................................ 13 2.5- Telecomunicação e Meios de Comunicação Social ............................................... 15 2.6- Cultura e Turismo ......................................................................................................... 15 2.6.1 - Artesanato ............................................................................................................. 15 2.6.2 - Atividades Culturais ............................................................................................. 16 2.7 – Saúde ........................................................................................................................... 16 2.7.1 - Recursos ............................................................................................................... 16 2.7.2 – Termas .................................................................................................................. 17 2.7.3 – Indicadores de Saúde ......................................................................................... 18 3 – A USF Montemuro ................................................................................................................. 19 3.1. PIRÂMIDE ETÁRIA da USF MONTEMURO......................................................................... 19 3.2. População Inscrita ............................................................................................................ 20 3.2. A – População Inscrita por Sexo e Grupo Etário da USF Montemuro .......................... 20 3.2.B. Utentes inscritos por escalões etários ...................................................................... 21 3.3. PROGRAMAS DA CARTEIRA BÁSICA ..................................................................................... 23 3. 3.A – ACESSIBILIDADE / SATISFAÇÃO / EFICIÊNCIA ................................................................. 24 3. 3. A1 - ACESSIBILIDADE ........................................................................................................ 24 3. 3. A2 - SATISFAÇÃO .............................................................................................................. 27 3. 3. A3 – EFICIÊNCIA................................................................................................................ 29 2 Plano de Ação 2014-2016 USF Montemuro 3. 3. B - PROGRAMAS DE CICLO DE VIDA / GRUPOS VULNERÁVEIS ............................................ 32 3. 3. B. 1 – PROGRAMA DE VACINAÇÃO ................................................................................... 32 3. 3. B. 2 – PROGRAMA DE SAÚDE DA MULHER ....................................................................... 36 3. 3. B. 2.1. SAÚDE REPRODUTIVA ....................................................................................... 37 3. 3. B. 2. 2. SAÚDE MATERNA ............................................................................................ 42 3.3. B.3. SAÚDE INFANTIL E JUVENIL ....................................................................................... 46 3. 3. C - Programas das DOENÇAS DE EVOLUÇÃO PROLONGADA /GRUPOS DE RISCO .............. 53 3. 3. C. 1. DIABETES ................................................................................................................. 53 3.3. C.2. PREVENÇÃO E CONTROLE DAS AFECÇÕES CÉREBRO CARDIOVASCULARES ............. 57 3. 3. C.3. VIGILÂNCIA A DOENTES DEPENDENTES CRÓNICOS – CUIDADOS DE SAÚDE NO DOMICÍLIO ............................................................................................................................... 61 3.3. C. 4. VIGILÂNCIA ONCOLÓGICA ........................................................................................ 64 3.3. D. PROGRAMA DE SAÚDE DO IDOSO ............................................................................... 67 3.3. E. PROGRAMA DE SAÚDE DO ADULTO............................................................................. 70 3.3. H. CODIFICAÇÃO das CONSULTAS por ICPC 2 .................................................................. 73 3.4 – PLANO DE ACOMPANHAMENTO INTERNO ........................................................................ 74 3.4.1. Áreas do Plano de Acompanhamento Interno.............................................................. 74 3.4.2. Linhas de Orientação Comuns....................................................................................... 74 3. 5 – PLANO DE DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL E DE FORMAÇÃO CONTÍNUA ................. 75 3. 5.1. PLANO ANUAL DE FORMAÇÃO..................................................................................... 78 3. 6 – PROGRAMAS DA CARTEIRA ADICIONAL ............................................................................ 79 3. 6.1. CONSULTA DE ALCOOLOGIA ........................................................................................ 79 3. 6.2. ALARGAMENTO DO HORÁRIO aos SÁBADOS das 09h às 13h ...................................... 82 4 – ANEXO: .................................................................................................................................. 83 4.1. Procedimento do Plano de Acompanhamento Interno- RCCR ............................................ 83 4.2. Procedimento do Plano de Acompanhamento Interno -Circuito do utente na doença aguda. .......................................................................................................................................... 83 4.3. Procedimento do Plano de Acompanhamento Interno – Rastreio do RCCU - monitorização ..................................................................................................................................................... 83 3 Plano de Ação 2014-2016 USF Montemuro Chave de Siglas AVC – Acidente Vascular Cerebral BSG – Boletim de Saúde da Grávida BSIJ – Boletim de Saúde Infantil e Juvenil BSR – Boletim de Saúde Reprodutiva CCR – Cancro colo-rectal CHTV – Centro Hospitalar Tondela Viseu CO – Contracetivo Oral CPCJ – Comissão de Protecção de Crianças e Jovens em Risco DGS – Direção Geral de Saúde DM – Diabetes Mellitus DPOC – Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica DST – Doenças Sexualmente Transmitidas EGS – Exame Global de Saúde EPS – Exame Periódico de Saúde HgA1c – Hemoglobina Glicada A1c HSTV – Hospital São Teotónio de Viseu HTA – Hipertensão Arterial ID - Indicador IMC – Índice de Massa Corporal INR – International Normalized Ratio IPTB – Índice de Pressão Tornozelo Braço IST’s – Infeções Sexualmente Transmitidas LDL-C – Colesterol LDL MCDTs – Meios Complementares de Diagnóstico e Terapêutica 4 Plano de Ação 2014-2016 USF Montemuro MGF – Medicina Geral e Familiar NUTS - Nomenclatura das Unidades Territoriais para fins Estatísticos PF – Planeamento Familiar PNV – Plano Nacional de Vacinação PSOF – Pesquisa de Sangue Oculto nas Fezes RCCR – Rastreio do Cancro Colo-Retal RCCU – Rastreio do Cancro do Colo Uterino Ref. - Referência RN – Recém Nascido RNCCI – Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados RSI – Rendimento Social de Inserção SM – Saúde Materna TAO – Terapêutica Anticoagulante Oral UCC – Unidades de Cuidados na Comunidade USF – Unidade de Saúde Familiar VAT – Vacina Antitetânica VD – Visita Domiciliária 5 Plano de Ação 2014-2016 USF Montemuro INDICE DE FIGURAS Figura 1 – Localização do concelho de Castro Daire 9 Figura 2 – Freguesias do concelho de Castro Daire 10 Figura 3 – Pirâmide etária da USF Montemuro 19 INDICE DE TABELAS Tabela 1- Variação da população de Castro Daire de 1991 a 2011 ............................................ 11 Tabela 2 - Indicadores demográficos de Portugal e do concelho de Viseu ................................ 12 Tabela 3 - Taxa Bruta de Natalidade ........................................................................................... 18 Tabela 4 - Taxa de Fecundidade Geral ........................................................................................ 18 Tabela 5 - Taxa Bruta de Mortalidade......................................................................................... 18 Tabela 6 - Distribuição por sexo e grupo etário da população inscrita .................................... 20 Tabela 7 - Distribuição da população inscrita por escalões etários.......................................... 21 Tabela 8 - Distribuição por sexo e escalões etários e unidades ponderadas……………………………21 Tabela 9 - Distribuição por grupos vulneráveis……………..………………………………………………………..21 Tabela 10 - Indicadores demográficos ………………………………………………………………………………… 22 Tabela 11 – Indicadores de acessibilidade ............................................................................ 25 -26 Tabela 12 – Atividades da carteira básica de serviços................................................................ 26 Tabela 13 – Indicadores de satisfação ........................................................................................ 28 Tabela 14 – Indicadores de desempenho económico/eficiência ............................................... 30 Tabela 15 – Indicadores de vacinação ........................................................................................ 33 Tabela 16 – Atividades de vacinação ........................................................................................ 355 Tabela 17 – Indicadores de saúde reprodutiva .......................................................................... 39 Tabela 18 – Atividades em saúde reprodutiva ........................................................................... 40 Tabela 19 – Carga horária para saúde reprodutiva .................................................................... 41 Tabela 20 – Indicadores de saúde materna................................................................................ 43 Tabela 21 – Atividades em saúde materna ................................................................................ 44 6 Plano de Ação 2014-2016 USF Montemuro Tabela 22 – Carga horária em saúde materna ........................................................................... 45 Tabela 23 - População alvo em saúde infantil e juvenil……………………………………………………………46 Tabela 24 – Indicadores em saúde infantil ..................................................................... 48-49-500 Tabela 25 – Atividades em saúde infantil e juvenil .................................................................... 50 Tabela 26 – Carga horária em saúde infantil .............................................................................. 52 Tabela 27 – Indicadores de diabetes ................................................................................... 54-555 Tabela 28 – Atividades em diabetes ........................................................................................... 55 Tabela 29 – Carga horária para a consulta de diabetes ............................................................. 56 Tabela 30 – Indicadores de HTA ............................................................................................ 58-59 Tabela 31 – Atividades em HTA .................................................................................................. 59 Tabela 32 - Carga horária para a consulta de HTA……………………………………………………………..……60 Tabela 33 – Indicador de cuidados domiciliários ....................................................................... 62 Tabela 34 – Atividade em cuidados domiciliários ...................................................................... 63 Tabela 35 – Indicadores de rastreio oncológico ......................................................................... 65 Tabela 36 – Atividade em rastreio oncológico ........................................................................... 66 Tabela 37 - Indicadores em saúde do idoso…………………………………………………………………………….68 Tabela 38 - Atividades em saúde do idoso……………………………………………………………………………..69 Tabela 39 - Indicadores de saúde de adultos…………………………………………………………………………..71 Tabela 40 - Atividades em saúde de adultos…………………………………………………………………………..72 Tabela 41 - Indicadores de codificação dos problemas por ICPC2…………………………………………..73 Tabela 42 – Indicadores de formação ........................................................................................ 77 Tabela 43 – Atividades em formação ......................................................................................... 77 Tabela 44 – Plano anual de formação ........................................................................................ 78 Tabela 45 –Resultados da consulta de alcoologia ...................................................................... 79 Tabela 46 – Indicadores de alcoologia ....................................................................................... 80 Tabela 47 – Atividades em alcoologia ........................................................................................ 81 Tabela 48 – Indicadores do prolongamento de horário ............................................................. 82 Tabela 49 – Atividades do prolongamento de horário ............................................................... 82 7 Plano de Ação 2014-2016 USF Montemuro 1 – INTRODUÇÃO Este Plano de Ação com metas a 3 anos tem como objetivo a planificação do trabalho e do esforço a desenvolver durante este período e tem por base a evolução da maturidade da equipa nos últimos 3 anos. A planificação das atividades a desenvolver resultou duma reflexão sobre a atividade realizada até agora, as dificuldades e limitações, os objetivos que se pretendem atingir e a nossa Visão para o futuro, isto é “Queremos ser uma USF de referência na criação de valor em saúde para os utentes inscritos nas nossas listas, na satisfação dos utentes e dos profissionais e na criação dum espaço humanizado de partilha e formação continua”. O documento final vai servir de orientação ao longo do próximo triénio 20142016. Todos os profissionais da equipa multiprofissional assumem o compromisso de assegurar os cuidados contemplados na carteira básica de serviços da USF Montemuro e desenvolver todos os esforços para atingir os objetivos propostas. 8 Plano de Ação 2014-2016 USF Montemuro 2. CARACTERIZAÇÃO DA ÁREA DE INFLUÊNCIA E DOS UTENTES INSCRITOS 2.1- Caracterização Geográfica do Concelho A Vila de Castro Daire, freguesia e sede de concelho, localiza-se na Região Centro (NUT II), Sub-região Dão-Lafões (NUT III), Distrito de Viseu. FIGURA 1- LOCALIZAÇÃO DO CONCELHO DE CASTRO DAIRE NO DISTRITO DE VISEU De referir a serra do Montemuro, elemento fulcral no relevo deste concelho. Esta serra eleva-se abruptamente a sul, na vertente virada para o rio Paiva, tem alguns cimos aplanados e alguns picos, atingindo 1381 metros nos pontos mais elevados e na sua vertente norte vai baixando gradualmente, em direção ao rio Douro. O concelho de Castro Daire é limitado a norte pelos municípios de Cinfães, Resende, Lamego e Tarouca, a leste por Vila Nova de Paiva, a sul por Viseu, a sudoeste por São Pedro do Sul e a oeste por Arouca. Geograficamente o concelho caracteriza-se por uma superfície relativamente irregular, rica em contrastes de relevo e engloba uma área de 382,3 Km2, distribuída pelas suas 16 freguesias: Almofala, União de freguesias de Mamouros, Alva e Ribolhos, Cabril, Castro Daire, Cujó, União das freguesias de Picão e Ermida, União 9 Plano de Ação 2014-2016 USF Montemuro de freguesias de Parada de Ester e Ester, União de freguesias de Reriz e Gafanhão, Gosende, Mões, Moledo, Monteiras, União de freguesias de Mezio e Moura Morta, Pepim, Pinheiro e S. Joaninho. A destacar a existência de duas vilas neste concelho, Castro Daire e Mões, esta última considerada Vila a 21 de Junho de 1995. Do ponto de vista eclesiástico, o concelho de Castro Daire reparte-se pelas Dioceses de Lamego e de Viseu, sendo o rio Paiva a fronteira para essa divisória. FIGURA 2 - FREGUESIAS DO CONCELHO DE CASTRO DAIRE A Vila de Castro Daire encontra-se geograficamente localizada na vertente meridional da Serra de Montemuro, a 568 m de altitude, sob a profunda e verdejante margem direita do Rio Paiva. 10 Plano de Ação 2014-2016 USF Montemuro 2.2 - Caracterização Demográfica 2.2.1- Variação da População Portugal Sub-Região DãoLafões Concelho de Castro Daire População Residente 2001 10 356 117 286 315 16 990 População Residente 2011 10 028 234 276 023 15 236 Variação População 2001/2011 -327 883 - 10 292 -1754 Densidade Populacional 2001 (Hab. /Km2) 112.2 82.4 44,3 Densidade Populacional 2011 (Hab. /Km2) 112.6 82.3 40.2 TABELA 1- VARIAÇÃO DA POPULAÇÃO DE CASTRO DAIRE DE 1991 A 2011 (FONTE: INE, CENSOS 2011) Da análise do quadro anterior constata-se que, enquanto em 1991 a população residente no concelho de Castro Daire era de 18 156 habitantes, em 2001 a população passou para 16 990 habitantes, contabilizando-se um decréscimo populacional de 1166 indivíduos. Segundo o Anuário Estatístico da Região Centro - 2011, o concelho de Castro Daire apresentava em 2011 uma população total de 15 236 habitantes, verificando-se novamente uma diminuição da população total desta região. Assim podemos concluir que, em termos demográficos, o Concelho de Castro Daire tem apresentado ao longo dos anos um decréscimo populacional significativo, tendência esta que aparentemente se perpetua ao longo dos últimos anos, divergindo claramente das tendências de crescimento verificadas na região Dão – Lafões e em Portugal. 2.2.2- População Residente O Concelho de Castro Daire é um concelho pouco urbanizado, com um sistema de povoamento bastante disperso. De acordo com os dados dos Censos, em 2011 residiam no concelho de Castro Daire 15 236 habitantes, distribuídos pelas 22 11 Plano de Ação 2014-2016 USF Montemuro freguesias concelhias, sendo que Castro Daire, Mões e Moledo eram as freguesias com maior número de habitantes. De acordo com os números dos Censos, dos 15 236 habitantes residentes no concelho, 7 300 eram do sexo masculino e 7936 do sexo feminino, o que em termos de variação populacional corresponde a uma perda de 1754 habitantes em apenas 10 anos. Assim, comparativamente à densidade populacional da Região Centro em 2011, 82,3 hab/Km2, e de Portugal, 112,6 hab/Km2, o concelho de Castro Daire apresenta uma baixa densidade populacional, de 40,2 hab./Km2 o que juntamente com as atuais perspetivas regressivas em termos demográficos poderá comprometer o desenvolvimento da região. 2.2.3- Indicadores Demográficos Relativamente aos indicadores demográficos, os mais recentes surgem no Anuário Estatístico da Região Centro – 2011, do INE. Indicadores Demográficos Castro Daire 2011 0,82 Dão Lafões - 0,54 Portugal Taxa de Crescimento Efectivo (%) - -0,29 Taxa Bruta de Natalidade (‰) 6,2 7,8 9,1 Taxa Bruta de Mortalidade (‰) 12,4 11,3 9,8 Taxa de Fecundidade Geral (‰) 31,3 35,3 38,7 Índice de Envelhecimento (%) 214,1 174,3 134,1 Índice de Longevidade (%) 52,4 50,1 48,5 TABELA 2 - INDICADORES DEMOGRÁFICOS DE PORTUGAL E DO CONCELHO DE VISEU Esmiuçando os Indicadores Demográficos: - Verifica-se que o Concelho tem vindo de forma contínua, a registar um saldo natural negativo, que se projeta numa taxa de crescimento efetivo negativa e progressivamente decrescente, mantendo-se a mesma sempre em valores negativos (-0,82% em 2011) 12 Plano de Ação 2014-2016 USF Montemuro - Em 2001 a Taxa de Natalidade era de 8,2‰, e em 2011 foi de 6,2‰ o que se traduz numa diminuição significativa da mesma; - Verifica-se ainda um aumento no índice de envelhecimento (178% em 2007 vs 182,6% em 2008 e 214,1% em 2011) e uma diminuição progressiva da Taxa Bruta de Mortalidade, o que muito provavelmente estará relacionado com a melhoria da qualidade de vida e sobretudo com a otimização dos cuidados de saúde prestados à população; Concluindo e estabelecendo uma comparação entre as realidades de Portugal e do Concelho de Castro Daire, verifica-se que Castro Daire apresenta valores de Taxa de Natalidade e de Fecundidade inferiores aos da média nacional, observandose também valores de Taxa de Mortalidade superiores, o que permite concluir acerca de um envelhecimento acentuado da população do concelho. Torna-se assim pertinente o estabelecimento de estratégias e incentivos à fixação das populações mais jovens de forma a tentar inverter a atual tendência populacional regressiva. 2.3- Caracterização Socioeconómica Em termos socioeconómicos o concelho de Castro Daire carateriza-se por um fraco desenvolvimento, por uma população com baixo nível de escolaridade e por um setor secundário escasso e empresarialmente ainda pouco diferenciado. Ainda hoje se verifica uma certa prevalência do sector primário incluindo a criação de gado e a pastorícia, fruto da prevalência da agricultura de sobrevivência que durante décadas imperou neste concelho. No setor secundário destacam-se as empresas de serração e carpintaria concentradas essencialmente na freguesia de Castro Daire, as empresas de extração de granito na freguesia de Mões e finalmente as padarias disseminadas por todo o território concelhio. Ao longo dos últimos anos o setor secundário tem-se expandido, havendo já um Parque Industrial na região, o Parque Industrial da Senhora da Ouvida. Os últimos 13 Plano de Ação 2014-2016 USF Montemuro dados estatísticos relativos ao setor secundário revelam um aumento da população ativa dedicada à indústria. A Construção Civil destaca-se como o principal empregador de toda a região, sendo os serviços públicos e sociais os principais empregadores, no que concerne à população mais jovem. Em termos de comércio destaque para a restauração, pequeno comércio (pronto-a-vestir, sapatarias…) e serviços (consultórios e clínicas médicas, farmácias, oficinas de reparação de eletrodomésticos, oficinas e stands de automóveis, estúdios de fotografia). A evolução da população ativa do setor terciário evidencia a importância crescente do comércio e dos serviços na economia do concelho e na consequente perda da sua anterior feição rural. O concelho de Castro Daire apresenta grandes potencialidades turísticas. O rio Paiva, a Serra de Montemuro, as Termas de Carvalhal e as belas paisagens que se estendem ao longo dos seus 383,2 Km2, encerram um património turístico cujas potencialidades podem, num futuro próximo, proporcionar um crescimento significativo desta região. Destaque para as Termas de Carvalhal que ao longo dos últimos anos têm registado um número crescente de frequentadores. 2.4- Redes de Transporte e Meios de Comunicação Atualmente, o concelho é atravessado por um importante eixo rodoviário a A24 (Viseu -Chaves), cuja construção veio permitir a fácil comunicação com outros importantes eixos rodoviários nomeadamente: - Com a A25 (Aveiro -Vilar Formoso) e com a IP3 (Viseu - Coimbra) em Viseu; - Com a IP4 em Vila Real a A1 (Lisboa - Porto) Além desta importante via, há ainda a referir as seguintes estradas: - A Estrada Nacional nº 2 que atravessa o concelho no sentido Norte-Sul e que anteriormente à construção da A24 era o principal eixo rodoviário do Concelho; 14 Plano de Ação 2014-2016 USF Montemuro - A Estrada Nacional nº 331 que atravessa a Serra de Montemuro em direção ao Rio Douro; - A Estrada Nacional nº 225 ao longo do Rio Paiva; - A Estrada Nacional nº 228 de Castro Daire a São Pedro do Sul; - Estradas Municipais entre as várias freguesias do concelho. 2.5- Telecomunicação e Meios de Comunicação Social Existe no concelho de Castro Daire uma publicação periódica quinzenal, o jornal “Notícias de Castro Daire”. Há ainda a referir uma estação emissora de rádio na frequência de 89,7 Mhz, a “Rádio Limite”. 2.6- Cultura e Turismo 2.6.1 - Artesanato No concelho de Castro Daire sobrevivem ainda alguns artesãos, particularmente na Serra de Montemuro. Em Cêtos e Póvoa de Montemuro existe ainda a confeção da tecelagem de mantas. Em Lamelas, Rossão, Colo de Pito e Campo Benfeito alguns artesãos perpetuam a Cestaria-Brezas, uma cestaria produzida à base de palha e silva. No Picão mantém-se o cultivo de linho e a tecelagem de linho e lã. Em Codeçais podemos admirar a cestaria em verga e castanho, em Mões a latoaria e em Monteiras as meias de lã. A olaria de barro negro de Ribolhos é ainda hoje uma das mais conhecidas artes desta região. Relativamente ao artesanato desta região é de destacar: 15 Plano de Ação 2014-2016 USF Montemuro - A “Associação Etnográfica do Montemuro”, uma associação sediada em Mesio que se dedica à exposição e venda de cestaria, tamancos e tecelagem de linho e lã; -As “Capuchinhas do Montemuro" no lugar de Campo Benfeito, freguesia de Gosende e a cooperativa “Combate ao Frio” na Relva, freguesia de Monteiras dedicadas à confeção de peças de vestuário em que se procura conjugar a tradição com a modernidade. 2.6.2 - Atividades Culturais Uma das principais manifestações culturais no concelho de Castro Daire é o Folclore. No concelho existem os Ranchos Folclóricos de Alva, Cabril, Lamelas, Mouramorta, Relva, Picão, Cetos, Ribolhos, Termas do Carvalhal e Eiriz sendo de destacar dois Grupos Folclóricos federados, nomeadamente o de Santa Maria de Cabril e o de Morenitas de Alva. No âmbito do Teatro destaca-se o Teatro Regional da Serra do Montemuro, um grupo de teatro fundado em 1990 na pequena Aldeia de Campo Benfeito no alto da Serra de Montemuro. Um grupo de Teatro Contemporâneo com as suas raízes fortemente e assumidamente no meio rural, cuja qualidade e dedicação já conquistou os grandes palcos do país e da Europa. 2.7 – Saúde 2.7.1 - Recursos Ao nível da rede de Cuidados de Saúde Primários, Castro Daire dispõe atualmente de uma USF com pólo em Mões e uma UCSP com pólo em Parada de Ester. Dispõe também duma UCC com apoio a todos os utentes de Castro Daire. A Unidade de Saúde Nini Lacerda (USNL) é uma Unidade de Cuidados Continuados de Média Duração e Longa Duração integrada na Rede Nacional de Cuidados Continuados de Saúde, que é parte integrante do património da Santa Casa da Misericórdia de Castro Daire e que presta cuidados continuados de saúde e apoio social a indivíduos física ou psiquicamente debilitados e em situação de dependência permanente ou transitória. 16 Plano de Ação 2014-2016 USF Montemuro A Irmandade da Santa Casa da Misericórdia de Castro Daire integra várias valências além da USNL, nomeadamente Lar, Creche, Jardim de Infância, Serviço de Apoio Domiciliário, Centro de Dia, ATL e Centro de Atividades Ocupacionais. Existem também outros lares e centros de dia no concelho, nomeadamente, o Lar de Cetos, o Lar de Parada de Ester e o Lar de Esperança e Bem Estar em S. Joaninho com serviço de apoio domiciliário. No concelho de Castro Daire existem cinco farmácias, três das quais localizadas na vila de Castro Daire, uma em Parada de Ester e outra em Mões. De referir também a existência de várias Clínicas Dentárias e de vários Centros Médicos com acessibilidade a consultas de inúmeras especialidades médicas, nomeadamente Ortopedia, Ginecologia, Dermatologia, Psiquiatria, Cirurgia Geral, Pediatria, Otorrinolaringologia, Oftalmologia, sendo ainda possível a realização de análises clínicas e de inúmeros Exames Auxiliares de Diagnóstico. Os Bombeiros Voluntários (BV) de Castro Daire e de Farejinhas são os responsáveis pelo transporte de doentes no concelho. A nível de Cuidados de Saúde Secundários, o Hospital de Referência é o Centro Hospitalar Tondela Viseu (CHTV) e na ausência de alguma especialidade o Centro Hospitalar da Universidade de Coimbra (CHUC) ou o Instituto Português de Oncologia de Coimbra. 2.7.2 – Termas As Termas do Carvalhal estão situadas no limite norte da Beira Alta, distrito de Viseu, concelho de Castro Daire, no meio das bacias hidrográficas do Vouga e do Paiva, enquadradas pelas serras de Montemuro e de Arada. A água mineromineral das Termas do Carvalhal, sulfúrea, bicarbonatada, sódica e fluoretada, com um pH de 9,3 e uma temperatura de 42ºC, é captada entre 40 e 60 metros de profundidade em furos devidamente isolados e tem origem numa falha sismo-tectónica. Dotadas de um moderno balneário, parque de campismo, piscina, campo de ténis, e parque de merendas, as suas águas estão indicadas nas patologias de pele, reumatológicas, do aparelho digestivo e respiratório Estas termas são ainda uma ótima estância de repouso. 17 Plano de Ação 2014-2016 USF Montemuro 2.7.3 – Indicadores de Saúde Os Indicadores de Saúde são valores que refletem o desempenho do sistema nacional de saúde (SNS). Estes indicadores permitem ainda quantificar, monitorizar e avaliar a eficácia dos Cuidados de Saúde, em termos nacionais e em termos regionais, constituindo-se assim como importantes instrumentos de monitorização para o médico de família. 2.7.3.1- Fecundidade e Natalidade Taxa Bruta de Natalidade (‰) 2008 2011 Castro Daire 6,6 6,2 Portugal 9,8 9,1 TABELA 3. TAXA BRUTA DE NATALIDADE Taxa de Fecundidade Geral (‰) 2008 2011 Castro Daire 29,7 31,3 Portugal 40,4 38,7 TABELA 4. TAXA DE FECUNDIDADE GERAL A análise dos valores presentes em ambas as tabelas revela um decréscimo das taxas de fecundidade e de natalidade no concelho, variação que apesar de acompanhar a tendência a nível nacional, apresenta uma variação mais acentuada a nível do concelho de Castro Daire. 2.7.3.2- Mortalidade Global Taxa Bruta de Mortalidade (‰) 2008 2011 Castro Daire 12,8 12,4 Portugal 9,8 9,8 TABELA 5. TAXA BRUTA DE MORTALIDADE 18 Plano de Ação 2014-2016 USF Montemuro 3 – A USF Montemuro As 15 freguesias abrangidas pela USF Montemuro são maioritariamente freguesias rurais, sendo as freguesias de Castro Daire e Mões as mais populosas, onde se localizam respetivamente, a sede e a extensão de Mões. As freguesias de Cabril e Parada de Ester pertencem à área de influência da UCSP de Castro Daire. Para uma melhor acessibilidade das populações, os cuidados de saúde são prestados em duas unidades de saúde, na sede, localizada na freguesia de Castro Daire, sede do concelho e na extensão de Mões, localizada na sede da freguesia de Mões. 3.1. PIRÂMIDE ETÁRIA da USF MONTEMURO >=95 anos 90-94 anos 85-89 anos 80-84 anos 75-79 anos 70-74 anos 65-69 anos 60-64 anos 55-59 anos 50-54 anos 45-49 anos 40-44 anos 35-39 anos 30-34 anos 25-29 anos 20-24 anos 15-19 anos 10-14 anos 5-9 anos 0-4 anos Homens Mulheres 400 300 200 100 0 100 200 300 400 FIGURA 3 - PIRÂMIDE ETÁRIA DA USF MONTEMURO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2013 19 Plano de Ação 2014-2016 USF Montemuro 3.2. População Inscrita 3.2. A – População Inscrita por Sexo e Grupo Etário da USF Montemuro Idades Homens Mulheres Total ≥ 95 A 3 5 8 90-94 A 28 60 88 85-89 A 83 156 239 80 - 84 A 164 246 410 75 - 79 A 242 321 567 70 - 74 A 221 283 504 65 – 69 A 227 295 522 60 – 64 A 234 301 535 55 – 59 A 252 260 512 50 – 54 A 272 296 568 45 – 49 A 281 272 553 40 – 44 A 287 272 559 35 – 39 A 237 277 514 30 – 34 A 224 263 487 25 – 29 A 200 231 431 20 – 24 A 251 262 513 15 – 19 A 241 223 464 10 – 14 A 241 197 438 5–9A 174 186 360 0–4A 149 147 296 TOTAL 4011 4553 8564 TABELA 6 - DISTRIBUIÇÃO POR SEXO E GRUPO ETÁRIO DA POPULAÇÃO INSCRITA 20 Plano de Ação 2014-2016 USF Montemuro 3.2.B. Utentes inscritos por escalões etários Idades 0 –6A 7 – 64 A 65 – 74 A ≥ 75 A TOTAL Utentes 437 5793 1026 1308 8564 TABELA 7 - DISTRIBUIÇÃO DA POPULAÇÃO INSCRITA POR ESCALÕES ETÁRIOS 3.2. C - Distribuição por sexo, escalões etários e unidades ponderadas Escalões Utentes M 0a6A 7 a 64 A F 216 2 827 221 2 966 Unidades ponderadas Total Nº Utentes x ponderação Total 437 437 x 1,5 655.5 5 793 5 793 x 1 5793 65 a 74 A 448 578 1 026 1 026 x 2 2052 >=75 A 520 788 1308 1 308 x 2,5 3 270 Total 4 011 4 553 8 564 11 770.5 TABELA 8 - DISTRIBUIÇÃO POR SEXO E ESCALÕES ETÁRIOS E UNIDADES PONDERADAS (FONTE MIM@UF) 3.2.D - Distribuição por grupos vulneráveis Grupos vulneráveis Valor absoluto Crianças [0 – 10A [ 656 Valor relativo 7,65% 18,19% Jovens [10 -19A[ 903 10,54% Mulheres em idade fértil [15-50A[ 1800 21,01% Idosos [ 65 - 80A[ 1593 18,60% 27,29% Grandes idosos ≥ 80 A 745 8,69% TABELA 9 - DISTRIBUIÇÃO POR GRUPOS VULNERÁVEIS 21 Plano de Ação 2014-2016 USF Montemuro 1.2.E - Índicadores demográficos Grupos etários 2013 % Jovens (0-14) 1094 12,8% População com idade ativa (15-64) 5132 59,9% Idosos (> =65) 2338 27,3% Total da população da USF 8564 Indicadores Demográficos Índice de Envelhecimento (pop.> 64A * 100/ pop. 0-14A) 213.71% Índice de Dependência de Jovens (pop. 0-14A * 100/ pop. 15-64A) 21.31% Índice de Dependência de Idosos (pop.> 64A * 100/ pop. 15-64A) 45.55% Índice de Dependência Total (pop. 0-14A+pop.> 64 A * 100/ pop. 15-64A) 66.87% TABELA 10 – INDICADORES DEMOGRÁFICOS O Índice de envelhecimento reflete o predomínio da população idosa sobre a população jovem. O índice de envelhecimento de Portugal segundo o Censos 2011 é de 129% (Fonte INE) e da população abrangida pela USF é de 213% o que reflete o acentuado envelhecimento da população e a grande diminuição da população jovem em relação ao total nacional. Em Castro Daire a diminuição da população jovem deve-se sobretudo à elevada emigração e imigração devido à falta de emprego no concelho e à diminuição da natalidade. O índice de dependência total é também muito elevado indicando um grande esforço da população ativa. O agravamento do índice de dependência total é resultado do aumento do índice de dependência de idosos e da diminuição do índice de dependência de jovens. 22 Plano de Ação 2014-2016 USF Montemuro 3.3. PROGRAMAS DA CARTEIRA BÁSICA A USF vai planear e desenvolver as suas atividades de intervenção em saúde de acordo com o Plano Nacional de Saúde fazendo a “abordagem centrada na família e ciclo de vida” de modo a obter “mais e melhor saúde” quer para o indivíduo saudável quer para o indivíduo com patologia. Os programas vão ser divididos em atividades a grupos vulneráveis e a grupos de risco, abrangendo as seguintes áreas de intervenção: “Vigilância, promoção da saúde e prevenção da doença nas diversas fases da vida” “Cuidados em situação de doença aguda” “Acompanhamento clínico das situações de doença crónica – HTA, Diabetes e patologia múltipla” “Cuidados de saúde no domicílio” “Interligação e colaboração em rede com outros serviços, sectores e níveis de diferenciação, numa perspetiva de gestor de saúde do cidadão. “Saúde do Adulto e Idoso” Os objetivos estratégicos deste Plano de Ação são os seguintes: - Melhorar a acessibilidade aos cuidados de saúde através da oferta de consultas de Medicina Geral e Familiar das 8 às 20 horas - Promover a qualidade dos cuidados prestados - Formar e valorizar os recursos humanos - Promover uma política racional de prescrição de medicamentos e MCDTs - Melhorar os circuitos de comunicação e informação 23 Plano de Ação 2014-2016 USF Montemuro 3. 3.A – ACESSIBILIDADE / SATISFAÇÃO / EFICIÊNCIA 3. 3. A1 - ACESSIBILIDADE Um dos objetivos da equipa é promover a acessibilidade aos cuidados de saúde e ao médico de família. Ao longo do ciclo de vida existem momentos oportunos para, proactivamente promover uma relação de confiança mútua e uma maior proximidade entre o utente e a sua equipa de saúde. População alvo: Todos os utentes da USF nº 8564 Objetivos gerais: - Atendimento dos utentes em consultas pelo médico e enfermeiro de família, quer sejam de vigilância ou de doença, realizadas, quer na USF quer no domicílio do doente - Aumentar a taxa de utilização global de consultas da USF Objetivos específicos: - Conseguir que 85% dos utentes sejam atendidos pelo seu médico de família no triénio 2014 - 2016. - Conseguir que 55, 56 e 57% dos utentes sejam atendidos pelo seu enfermeiro de família respetivamente, no triénio 2014 - 2016. - Conseguir que 75% da população tenha uma consulta na USF, no triénio 2014 2016. - Conseguir que 93% dos utentes tenha pelo menos 1 consulta médica nos últimos 3 anos, no triénio 2014 - 2016. - Conseguir que 85% dos utentes tenha pelo menos 1 consulta de enfermagem nos últimos 3 anos, no triénio 2014 - 2016. Conseguir que 94% dos utentes tenha pelo menos 1 consulta médica ou de enfermagem nos últimos 3 anos, no triénio 2014 - 2016. 24 Plano de Ação 2014-2016 USF Montemuro - Conseguir que 22‰ dos utentes tenha pelo menos 1 consulta médica no domicílio, no triénio 2014 - 2016. - Conseguir que 140‰ dos utentes tenha pelo menos 1 consulta de enfermagem no domicílio, no triénio 2014 - 2016. - Conseguir que 10, 11 e 12% dos utilizadores seja referenciado respetivamente para consulta hospitalar, no triénio 2014 - 2016. - Conseguir que 50, 51 e 52% das utentes, tenha uma consulta de PF com o seu médico ou enfermeiro de família respetivamente, no triénio 2014 - 2016. - Conseguir que 45, 46 e 47% das utentes, tenha uma consulta de PF com o seu enfermeiro de família respetivamente, no triénio 2014 - 2016. - Conseguir que 27, 28 e 29% das utentes, tenha uma consulta de PF com o seu médico de família respetivamente, no triénio 2014 - 2016. Indicadores de execução e metas: ID 1 Indicadores de acessibilidade Proporção de consultas realizadas pelo respetivo 2013 Metas 2014 2015 2016 85% 85% 85% 85% 53,12% 55% 56% 57% médico de família 5 Proporção de consultas realizadas pelo respetivo enfermeiro de família 2 Taxa de utilização global de consultas médicas 75% 75% 75% 75% 6 Taxa de utilização global de consultas médicas 86% 93% 93% 93% 84,71% 85% 85% 85% 94,38% 94% 94% 94% 22,09‰ 22‰ 22‰ 22‰ nos últimos 3 A 99 Taxa de utilização global de consultas de enfermagem nos últimos 3 anos 100 Taxa de utilização global de consultas médicas ou de enfermagem nos últimos 3 A 3 Taxas de consultas médicas no domicílio por 25 Plano de Ação 2014-2016 USF Montemuro 1 000 inscritos 20 Taxas de consultas de enfermagem no domicílio 139.42‰ 140‰ 140‰ 140‰ 1,18% 10% 11% 12% 48,17% 50% 51% 52% 44,13% 45% 46% 47% 26,25% 27% 28% 29% por 1 000 inscritos 39 Proporção de utilizadores referenciados para consulta hospitalar 8 Taxa de utilização de consultas de planeamento familiar (médicas ou de enfermagem) 9 Taxa de utilização de consultas de enfermagem de planeamento familiar 10 Taxa de utilização de consultas médicas de PF TABELA 11 – INDICADORES DE ACESSIBILIDADE Estratégias: - Atitude pró ativa dos profissionais no sentido de aproveitar os contatos do utente/familiar com os serviços e propor uma consulta de vigilância aos utentes não utilizadores da consulta - Estudar o ficheiro e convocar os/as utentes que estejam em falta no cumprimento dos objetivos dos programas de saúde - Monitorizar semestralmente os indicadores, divulgar pela equipa, e implementar medidas corretoras Atividades: São as constantes de todas as áreas de intervenção que constam da carteira básica de serviços. Quem Médicos, Enfermeiros e Assistentes Técnicos Como Marcação pró-ativa da equipa, programada pelo médico ou de iniciativa do utente / familiar Onde Na USF ou no domicílio do doente Quando Todo o ano, no horário de funcionamento da USF Avaliação Efetuada semestralmente e baseada nos indicadores propostos Duração A consulta médica depende da área de intervenção, 5 min. para o assistente técnico, o tempo de enfermagem depende da área de atuação Utilização Variável, consoante seja uma doença aguda, crónica ou de vigilância de acordo com as normas da DGS TABELA 12 – ATIVIDADES DA CARTEIRA BÁSICA DE SERVIÇOS 26 Plano de Ação 2014-2016 USF Montemuro Serviços mínimos: De acordo com o definido em Regulamento Interno a serem prestados na consulta de intersubstituição Referenciação à Unidade de Medicina Fetal Referenciação ao serviço de ginecologia em caso de citologias ou mamografias com lesão maligna Referenciação ao serviço de gastrenterologia em caso de PSOF positivo. Referenciações em situações que obriguem a um encaminhamento célere, nomeadamente patologia oncológica ou outra 3. 3. A2 - SATISFAÇÃO A melhoria da prestação de cuidados de saúde no que respeita à organização, acessibilidade e qualidade dos cuidados prestados é percecionada pelos utentes e profissionais. Os profissionais, eles próprios agentes dessa mudança, percecionam uma melhoria da qualidade do seu trabalho no dia a dia, não só a nível organizacional como de prestação de cuidados. Os utentes ganharam uma maior proximidade e acessibilidade à sua equipa de família, constituída por médico e enfermeiro, permitindo duma forma mais personalizada e abrangente, a resolução dos diversos problemas ao longo da vida. A avaliação da satisfação tem sido feita utilizando diferentes suportes de avaliação o que não permite uma avaliação comparativa. Os resultados mostram satisfação nas várias vertentes de avaliação. O tempo de espera pela consulta é um parâmetro que influencia a satisfação global pelos cuidados prestados, que deverão ser atempados de acordo com as necessidades sentidas pelos utentes. A sua monitorização vai permitir instituir medidas que visem a melhoria deste parâmetro que consideramos importante na qualidade do nosso atendimento. 27 Plano de Ação 2014-2016 USF Montemuro Também o atendimento à hora marcada é uma preocupação da equipa, sendo por isso um resultado que queremos monitorizar tendo em vista a sua melhoria. População alvo: todos os utilizadores e profissionais da USF Objetivos gerais: Aumentar a satisfação dos utilizadores com os cuidados recebidos Aumentar a satisfação dos profissionais com o seu trabalho Objetivos específicos: - Conseguir que 90% dos utilizadores esteja satisfeito/muito satisfeito com os cuidados recebidos no triénio de 2014-2016 - Conseguir que 90% dos profissionais esteja satisfeito no triénio de 2014-2016 Indicadores de satisfação e metas: Indicadores de Satisfação ID 72 Proporção de utilizadores satisfeitos ou muito Metas 2013 2014 2015 96% 90% 90% 90% 90% 90% 90% 90% 2016 satisfeitos Proporção de profissionais satisfeitos ou muito satisfeitos Tempo de espera pela consulta em dias (média) 16,3 dias 15 dias 15 dias 15 dias Tempo de sala de espera em minutos (mediana) ?? min 15 mn 15 mn 15 mn TABELA 13 – INDICADORES DE SATISFAÇÃO Estratégias: Recolher, avaliar e discutir as sugestões e opiniões dos utentes e utilizadores da USF Recolher, avaliar e discutir as sugestões dos profissionais da USF Monitorizar os indicadores de acessibilidade 28 Plano de Ação 2014-2016 USF Montemuro Monitorizar os tempos médios de espera por consulta Monitorizar o tempo médio de espera para consulta programada Incentivar os utentes a sugerir melhorias no funcionamento da USF Atividades: Avaliar através de inquérito a satisfação dos utentes e profissionais da USF. Livro de ocorrências, incidentes e erros para os profissionais – Diário de bordo Livro de Reclamações/ Caixa de Sugestões para os utentes e utilizadores da USF Articulação com o Gabinete de Utente, através do encaminhamento das reclamações, sugestões e louvores recebidos 3. 3. A3 – EFICIÊNCIA Um dos indicadores de desempenho da atividade médica é o indicador económico, que pressupondo uma prescrição racional, fundamentada, tem como objetivo prestar os melhores cuidados de saúde ao menor custo. Objetivos gerais: Prestar bons cuidados de saúde, com o menor custo Objetivos específicos: - Conseguir uma despesa média de medicamentos prescritos por utente utilizador (baseado no PVP) de 178.50, 177 e 176 € no triénio 2014-2016 - Conseguir uma despesa média de medicamentos faturados por utente utilizador (baseado no PVP) de 150€ no triénio 2014-2016 - Conseguir uma despesa média de medicamentos prescritos por utente utilizador (baseado no PVP), comparticipados e não comparticipados de 185, 184 e 183€ no triénio 2014-2016 - Conseguir uma despesa média de MCDTs prescritos por utente utilizador (baseado no PVP) de 43.26, 42 e 41 € no triénio 2014-2016 29 Plano de Ação 2014-2016 USF Montemuro - Conseguir uma despesa média de MCDTs faturados por utente utilizador do SNS (baseado no preço convencionado) de 38% no triénio 2014-2016 - Conseguir 43, 44 e 45% de consumo de medicamentos genéricos no triénio de 20142016 Indicadores de desempenho e metas: ID Indicadores de Desempenho Económico / Eficiência 70 Despesa média de medicamentos prescritos por Metas 2013 2014 2015 2016 202,32 € 178.5€ 177€ 176€ 159,28 € 150€ 150€ 150€ 185€ 184€ 183€ 45,56 € 43.26€ 42€ 41€ 37,96% 38% 38% 38% 42% 43% 44% 45% utente utilizador (baseado no PVP) 68 Despesa média de medicamentos faturados por utente utilizador (baseado no PVP) 263 Despesa média de medicamentos prescritos por utente utilizador (baseado no PVP), comparticipados e não comparticipados 71 Despesa média de MCDTs prescritos por utente ----- utilizador do SNS (baseado no preço convencionado) 69 Despesa média de MCDTs faturados por utente utilizador do SNS (baseado no preço convencionado) 278 Proporção de medicamentos faturados que são genéricos (nº de embalagens) TABELA 14 – INDICADORES DE DESEMPENHO ECONÓMICO/EFICIÊNCIA Estratégias: Fornecer aos profissionais o seu perfil de prescrição de medicamentos e MCDT’s Analisar periodicamente o perfil de prescrição da USF e de cada profissional em medicamentos e MCDT’s Analisar desvios às metas Propor medidas corretoras aos desvios 30 Plano de Ação 2014-2016 USF Montemuro Atividades: Divulgar orientações técnicas sobre prescrição de medicamentos e MCDT’s incluindo relação custo/benefício. Implementar orientações técnicas para pedido de MCDT’s em grupos específicos. Divulgar normas de prescrições clínicas devidamente testadas e isentas. Divulgação da revista “Prescrire” e “Australian Prescriber” – revistas médicas conceituadas e isentas de ligações à Indústria Farmacêutica – e outras com idênticas características. 31 Plano de Ação 2014-2016 USF Montemuro 3. 3. B - PROGRAMAS DE CICLO DE VIDA / GRUPOS VULNERÁVEIS 3. 3. B. 1 – PROGRAMA DE VACINAÇÃO Introdução: Implementado desde 1965, o PNV tem vindo a ser alvo de sucessivas atualizações, para melhor se adaptar às necessidades de saúde da população, mantendo contudo a sua gratuitidade, universalidade e consequente acessibilidade. O Programa de Vacinação é um programa transversal a todos os programas de saúde propostos pela USF Montemuro e obedece ao Plano Nacional de Vacinação da Direção Geral de Saúde. População alvo: Todos os utentes inscritos na USF: 8564 Objetivos gerais: - Promover ativamente o cumprimento do PNV a todos os utentes inscritos na USF - Contribuir para diminuir a morbimortalidade por doenças infecciosas evitáveis pela vacinação Objetivos específicos: - Conseguir que 98% das crianças com 2 anos de idade tenham o PNV completo ou atualizado, no triénio 2014 -2016. - Conseguir que 97% das crianças com 7 anos de idade tenham, o PNV completo ou atualizado, no triénio 2014 -2016. - Conseguir que 95% das crianças com 14 anos de idade tenham, o PNV completo ou atualizado, no triénio 2014 -2016. - Conseguir que 68% dos inscritos com 25 ou mais anos tenham, a vacina antitetânica atualizada, no triénio 2014 -2016. - Garantir a vacinação da gripe a 100% dos profissionais da U.S.F. - Conseguir que a 100% das grávidas com Rh-, seguidas na USF, tenha sido administrada Imunoglobulina anti-D durante a 28ª semana de gravidez. 32 Plano de Ação 2014-2016 USF Montemuro - Conseguir que 100% das grávidas com Rh-, tenham dado o seu consentimento informado para a administração de Imunoglobulina anti-D. - Conseguir que 100% das, mulheres em idade fértil vacinadas com VASPR tenham dado o seu consentimento informado para a administração da vacina. Indicadores de execução e metas: Indicadores de efetividade em Vacinação ID Metas 2013 2014 2015 2016 27 Proporção de crianças com 2 anos de idade com PNV completo ou atualizado 98% 98% 98% 98% 28 Proporção de crianças com 7 anos de idade com PNV completo ou atualizado 97% 97% 97% 97% 29 Proporção de crianças com 14 anos de idade com PNV completo ou atualizado 95% 95% 95% 95% 98 Proporção de inscritos com 25 ou mais anos e com a vacina antitetânica actualizada 85% 68% 68% 68% Proporção de profissionais da USF com PNV atualizado 100% 100% 100% Proporção de grávidas com Rh-, seguidas na USF, com administração de Imunoglobulina anti-D durante a 28ª semana de gravidez 100% 100% 100% Proporção de grávidas com Rh- com preenchimento de consentimento informado 100% 100% 100% Proporção de mulheres em idade fértil vacinadas com VASPR com preenchimento de consentimento informado 100% 100% 100% TABELA 15 – INDICADORES DE VACINAÇÃO Estratégias: - Aproveitar todas as oportunidades de vacinação durante o funcionamento da USF, nomeadamente durante cuidados de enfermagem 33 Plano de Ação 2014-2016 USF Montemuro - Articular com os diferentes programas no sentido de avaliar o PNV em toda a população alvo - Vacinar sistematicamente a população seguida em programas específicos - Convocar sistematicamente os utentes para prevenir atrasos no esquema de vacinação, preferencialmente com hora marcada - Convocar sistematicamente os utentes com atraso no esquema de vacinação, preferencialmente com hora marcada - Efetuar VD a duas convocatórias falhadas nas crianças e jovens até aos 13A - Promover a adesão ao PNV através de atividades de educação para a saúde - Rentabilizar o programa informático, nomeadamente fazer a ligação com o SINUS de modo a que todos os profissionais possam avaliar o esquema vacinal - Efetuar a vacina anti gripal aos grupos de risco, incluindo profissionais de saúde - Monitorizar semestralmente os indicadores, divulgar pela equipa, e implementar medidas corretoras - Considerar a vacinação em todo o horário da USF como um serviço mínimo a assegurar - Gestão interna do stock de vacinas e previsão para o ano seguinte - Manutenção da rede de frio na conservação das vacinas - Promover a administração de Imunoglobulina anti-D durante a 28ª semana de gravidez às grávidas seguidas na USF e obter o consentimento informado para o efeito. - Obter o consentimento informado de todas as mulheres em idade fértil que façam a vacina VASPR na USF 34 Plano de Ação 2014-2016 USF Montemuro Atividades: Realização da Vacinação Quem Médicos, Enfermeiros e Assistentes Técnicos Como Marcação pró-ativa da equipa ou a pedido do utente Onde Consultório de enfermagem / vacinação Quando Todo o ano, no horário de funcionamento da USF Avaliação Efetuada semestralmente e baseada nos indicadores propostos Duração 3 min. para o assistente técnico, 10 min. para o enfermeiro Utilização Consulta de enfermagem de acordo com as normas da DGS TABELA 16 – ATIVIDADES DE VACINAÇÃO Serviços Mínimos: Enfermeiros – resposta às solicitações de vacinação 35 Plano de Ação 2014-2016 USF Montemuro 3. 3. B. 2 – PROGRAMA DE SAÚDE DA MULHER Introdução: Neste programa são englobados cuidados que contribuem para a saúde e bem-estar reprodutivos das mulheres e homens ao longo do seu ciclo de vida englobando também a saúde sexual, potenciadora da vida e das relações interpessoais. Saúde Reprodutiva implica uma vida sexual satisfatória e segura para que os casais possam planear se, quando e com que frequência têm filhos. Para isso, os casais devem ser informados e ter acesso a métodos de planeamento familiar da sua escolha, que sejam seguros, eficazes e aceitáveis de modo a poderem planear uma gravidez desejada, bem como cuidados de saúde adequados que permitam às mulheres terem uma gravidez e um parto em segurança e ofereçam aos casais as melhores condições de terem crianças saudáveis. A saúde da mulher ao longo do ciclo de vida leva-nos a dirigir a nossa prestação de cuidados em quatro áreas: cuidados pré concecionais, vigilância da gravidez, planeamento familiar e climatério. População alvo: Todas as mulheres entre os 15 e os 69 anos, inscritas na USF: 2680 O programa de Saúde da Mulher, engloba dois sub programas, a: Saúde Reprodutiva - cuidados pré concecionais, planeamento familiar e as atividades de rastreio do Cancro da Mama e do Colo do Útero Saúde Materna – cuidados pré e perinatais, incluindo a revisão do puerpério. 36 Plano de Ação 2014-2016 USF Montemuro 3. 3. B. 2.1. SAÚDE REPRODUTIVA Englobamos na Saúde Reprodutiva os Cuidados Pré Concecionais, o Planeamento Familiar , e as atividades de Rastreio do Cancro da Mama e do Colo do Útero. A consulta será designada por Consulta de Saúde da Mulher. População Alvo: 1800 mulheres em idade fértil Objetivos gerais: Cuidados pré concecionais - Promover a consulta pré concecional, com vista a preparar uma gravidez saudável - Identificar e apoiar as situações de infertilidade de modo a orientar os casais precocemente na rede de referência da reprodução medicamente assistida - Favorecer a equidade no acesso ao diagnóstico e tratamento para a infertilidade Planeamento Familiar - Promover a vivência da sexualidade de forma saudável e segura - Preparar para uma maternidade e paternidade responsáveis - Regular a fecundidade segundo o desejo do casal - Reduzir a incidência de DST e as suas consequências - Melhorar a saúde e o bem-estar da família 37 Plano de Ação 2014-2016 USF Montemuro Atividades de rastreio É fundamental que na vigilância da saúde da mulher ao longo das várias fases do seu ciclo de vida se desenvolvam atividades de rastreio e deteção precoce dos cancros do colo do útero e da mama de modo A otimizar os resultados na luta contra o cancro. Pretendemos: - Promover o rastreio do cancro da mama e do colo do útero, em articulação com o “Programa de Prevenção e Deteção Precoce das Doenças Oncológicas” Objetivos específicos: - Conseguir que 50, 51 e 52% das mulheres em idade fértil [15 – 49] A obtenham respetivamente em 2014, 2015 e 2016, vigilância em P.F. na USF pelo médico e/ou enfermeiro. - Conseguir que 27, 28 e 29% das mulheres em idade fértil [15 – 49] A obtenham respetivamente em 2014, 2015 e 2016, vigilância em P.F. na USF pelo médico. - Conseguir que 45, 46 e 47% das mulheres em idade fértil [15 – 49] A obtenham respetivamente em 2014, 2015 e 2016, vigilância em P.F. na USF pelo enfermeiro. - Conseguir que 60, 62 e 64% das mulheres entre os [25 – 60] A tenham, respetivamente em 2014, 2015 e 2016, colpocitologia atualizada (uma em três anos). - Conseguir que 82% das mulheres entre os [50 – 69[ A tenham, respetivamente em 2014, 2015 e 2016, mamografia registada nos últimos 2 anos. - Conseguir que 50, 51 e 52% das mulheres em idade fértil [15 – 49] A obtenham respetivamente em 2014, 2015 e 2016, acompanhamento adequado na área do P.F. - Conseguir que 100% das mulheres em idade fértil [15 – 49] A tenham dado o seu consentimento informado antes da colocação de Implante ou DIU (com ou sem levonorgestrel) na USF. 38 Plano de Ação 2014-2016 USF Montemuro Indicadores de execução e metas: Indicadores de execução em Saúde Reprodutiva 2013 ID Metas 2014 2015 2016 8 Taxa de utilização de consultas em P.F. (médicas ou de enfermagem) [15 – 49]A 48,17% 50% 51% 52% 10 Taxa de utilização de consultas de P.F. médicas [15 – 49]A 26,25% 27% 28% 29% 9 Taxa de utilização de consultas de P. F. de enfermagem [15 – 49]A 44,13% 45% 46% 47% 45 Proporção de mulheres entre [25 e 60[ A vigiadas na USF com colpocitologia atualizada (uma em 3 anos) 58,85% 60% 62% 64% 44 Proporção mulheres entre [50 – 69[A com mamografia atualizada nos últimos 2 anos 80,42% 82% 82% 82% 52 Proporção de mulheres em idade fértil [15 – 49]A com acompanhamento adequado na área do P.F. 42,58% 50% 51% 52% Proporção de mulheres a quem foi colocado implante na USF com preenchimento de consentimento informado A 100% 100% 100% Proporção de mulheres a quem foi colocado DIU com ou sem levonogestrel na USF com preenchimento de consentimento informado A 100% 100% 100% A – indicador sem histórico a monitorizar em 2014 TABELA 17 – INDICADORES DE SAÚDE REPRODUTIVA 39 Plano de Ação 2014-2016 USF Montemuro Atividades: Realização da consulta de Saúde Reprodutiva: Quem Médicos, Enfermeiros e Assistentes Técnicos Como Marcação pró-ativa da equipa ou a pedido da utente, marcação oportunista e realização oportunista. Realização da citologia de acordo com o programa do rastreio do cancro do colo do útero. Onde Consultório de enfermagem e médico Quando Todo o ano exceto nas semanas de férias dos respetivos médicos e respeitando os serviços mínimos. Preferencialmente no horário de P.F., mas também aos sábados das 9-13h, ou em outro horário, quando haja disponibilidade da equipa. Avaliação Efetuada semestralmente e baseada nos indicadores propostos Duração 5 min. para o assistente técnico, 20 min. para enfermeiro e 20 min. para médico. Utilização Consulta médica e de enfermagem 1 vez por ano, de acordo com as normas da DGS. Quando necessário, para fornecimento de C.O. poderá haver uma segunda consulta de enfermagem. TABELA 18 – ATIVIDADES EM SAÚDE REPRODUTIVA Estratégias: - Divulgar a consulta de Planeamento Familiar, Saúde Materna e Saúde Infantil - Atitude pró ativa de qualquer elemento da equipa multiprofissional com vista á marcação da consulta - Convocar todas as mulheres em idade fértil que não cumpram os objetivos do programa - Realizar a consulta de P.F. em equipa, com horário marcado - Realizar todos os registos nos suportes informáticos e BSR (boletim de saúde reprodutiva) das mulheres seguidas na USF - Avaliar trimestralmente o consumo de contracetivos para uma eficiente gestão e para evitar ruturas - Monitorizar semestralmente os indicadores, divulgar pela equipa e implementar medidas corretoras 40 Plano de Ação 2014-2016 USF Montemuro - Identificação das mulheres de risco social acrescido sem consulta de PF há mais de 24 meses, sua convocatória ou VD - Obter o consentimento informado, livre e esclarecido antes da colocação de Implante ou DIU com ou sem Levonorgestrel na USF, de todas as mulheres que os desejem colocar Serviços Mínimos: Médicos - o encaminhamento de citologias alteradas e a contraceção de emergência Enfermeiros – Fornecimento de anticoncecionais, incluindo a contraceção de emergência e o encaminhamento de citologias alteradas Carga horária (com base nos objetivos para 2014) Saúde Reprodutiva Objetivo a Médicos e Enfermeiros Assistentes Técnicos Popul. Nºcons Min/con Total H Horas/sem/ Min/ Total H/ Horas/ seman atingir Total a atingir s /ano prof cons ano /administrativ 50% 1800 900 x 1c 20 300H 1H 15mn 5 75 H 20mn 20 300H 1H 15mn =900c 50% 1800 900c enfermeiros TABELA 19 – CARGA HORÁRIA PARA SAÚDE REPRODUTIVA A carga horária necessária para cumprimento dos objetivos é 1H 15 mn por semana para cada profissional médico e de enfermagem e 20 mn por semana para cada assistente técnico. 41 Plano de Ação 2014-2016 USF Montemuro 3. 3. B. 2. 2. SAÚDE MATERNA Introdução: A vigilância de saúde da grávida é uma atividade que se inicia antes da conceção e que se prolonga para além do termo da gravidez, com os cuidados perinatais. Tem como objetivo promover o desenvolvimento de um novo ser saudável e com um potencial de vida autónoma. População alvo: Todas as grávidas vigiadas, até termo da gravidez, na USF Objetivos gerais: - Contribuir para reduzir a taxa de mortalidade e morbilidade materna, perinatal e infantil - Proporcionar ao casal uma gravidez saudável - Cumprir o programa proposto pela DGS Objetivos específicos: - Conseguir que 75% das grávidas tenham a 1ª consulta de gravidez no 1º trimestre, idealmente antes das 11 semanas, respetivamente em 2014, 2015 e 2016. - Conseguir que 83, 84 e 85% das grávidas realizem a consulta de revisão do puerpério, respetivamente em 2014, 2015 e 2016. - Conseguir que 84, 85 e 86 % das grávidas tenham 6 ou mais consultas de enfermagem em saúde materna, respetivamente em 2014, 2015 e 2016. 42 Plano de Ação 2014-2016 USF Montemuro - Conseguir que 55, 58 e 60% das grávidas consulta domiciliária de enfermagem em saúde materna, respetivamente em 2014, 2015 e 2016. - Conseguir que 30, 35 e 40% das grávidas tenham acompanhamento adequado em saúde materna respetivamente em 2014, 2015 e 2016. - Conseguir que 100% das grávidas com Rh-, seguidas na USF, tenham feito a administração de Imunoglobulina anti-D durante a 28ª semana de gravidez, no triénio 2014-2016. - Conseguir que 100% das grávidas com Rh- tenham dado o seu consentimento informado antes da administração de Imunoglobulina anti-D durante a 28ª semana de gravidez no triénio 2014-2016. Indicadores de execução e metas: ID Indicadores de execução em Metas Saúde Materna 2013 2014 2015 2016 11 Proporção de grávidas com 1ª consulta médica de vigilância da gravidez, realizada no 1º trimestre 72.73% 75% 75% 75% 50 Proporção de grávidas com consulta de revisão de puerpério efetuada 82.86% 83% 84%% 85% 12 Proporção de grávidas com 6 ou mais consultas de enfermagem em saúde materna 83.87% 84% 85% 86% 13 Proporção de puérperas com consulta domiciliária de enfermagem 54.29% 55% 58% 60% 51 Proporção de grávidas com acompanhamento adequado 22.58% 30% Proporção de grávidas com Rh-, seguidas na USF, com administração de Imunoglobulina anti-D durante a 28ª semana de gravidez Proporção de grávidas com Rh- com preenchimento de consentimento informado 35% 40% 100% 100% 100% 100% 100% 100% -- -- TABELA 20 – INDICADORES DE SAÚDE MATERNA 43 Plano de Ação 2014-2016 USF Montemuro Atividades: Realização da consulta de Saúde Materna Quem Médicos, Enfermeiros e Assistentes Técnicos Como Marcação pró-ativa da equipa ou a pedido da utente Onde Consultório de enfermagem e médico Quando Todo o ano e respeitando os serviços mínimos. Preferencialmente no horário de S.M., mas também aos sábados das 9-13h, ou em outro horário, quando haja disponibilidade da equipa. Avaliação Efetuada semestralmente e baseada nos indicadores propostos Duração 5 min. para o assistente técnico, 20 min. para o enfermeiro e 20 min. para o médico. Utilização Consulta médica e de enfermagem de acordo com as normas da DGS TABELA 21 – ATIVIDADES EM SAÚDE MATERNA Estratégias: - Realizar a consulta de saúde materna em equipa, com horário marcado - Promover a realização da 1ª consulta da grávida antes das 11 semanas - Realizar todos os registos nos suportes informáticos e BSG (boletim de saúde da grávida) das grávidas seguidas na USF - Marcar a consulta seguinte de acordo com as Orientações Técnicas da DGS - Convocar as grávidas faltosas - Promover a referenciação para as consultas de Unidade de Medicina Fetal e Pré Parto do Centro Hospitalar Tondela Viseu de todas as grávidas seguidas na USF - Realizar a profilaxia sistemática da Isoimunização Rh às 28 semanas de gestação com Imunoglobulina anti-D às grávidas com Fator RH negativo e com Teste de Coombs negativo e registar no BSG 44 Plano de Ação 2014-2016 USF Montemuro - Disponibilizar o cheque dentista à grávida promovendo a sua saúde oral - Promover sistematicamente a realização da consulta de Revisão do Puerpério com encaminhamento para a consulta de Planeamento Familiar - Realizar visita domiciliária de enfermagem às grávidas em situação de risco - Promover a visitação domiciliária a puérperas vigiadas na USF a partir da notícia de nascimento ou realização do teste de Guthrie - Monitorizar semestralmente os indicadores, divulgar pela equipa e implementar medidas corretoras Serviços Mínimos: Médicos: Consultas de Saúde Materna no 1º trimestre e após as 36 semanas e em caso de intercorrências detetadas na avaliação de enfermagem Enfermeiros: Avaliação do peso, pressão arterial e Combur teste Saúde Materna Carga horária (com base nos objetivos para 2014 e no nº de grávidas de 2013) Objetivo Popul. Nºcons a atingir Total a Médicos e Enfermeiros Assistentes Técnicos Min/cons Min/cons Total(H) Horas/ por ano seman atingir Tx 80% 52 em 416 c Total(H) Horas/ seman por ano /administrativ 35H 35h:4,5 AT = /prof 20 2013 8cons /grávida 139H 28h/pr 5 of/ano 7,7H/ano :48S =35mn = 10 mn /sem/p rof TABELA 22 – CARGA HORÁRIA EM SAÚDE MATERNA A carga horária necessária para as atividades de saúde materna é de 35 mn por semana para cada profissional médico e de enfermagem e de 10 mn para cada assistente técnico. 45 Plano de Ação 2014-2016 USF Montemuro 3.3. B.3. SAÚDE INFANTIL E JUVENIL Introdução: A vigilância de saúde da criança é uma atividade de intervenção prioritária e obedece às Linhas Orientadoras do Programa Tipo de atuação em Saúde Infantil e Juvenil da DGS. Tem como objetivo a vigilância e promoção da saúde, o diagnóstico e orientação precoce das situações que possam perturbar o desenvolvimento equilibrado e saudável dos recém-nascidos, crianças e jovens inscritos na USF Montemuro. População alvo: Todas as crianças/jovens inscritos na USF com idade compreendida entre os 0 e os 18 anos: 1559 Grupo etário Masculino Feminino Nº Nº Nº % do total 0 – 11M 26 25 51 3.46 12 – 23 M 28 28 56 3.8 2A 30 29 59 4.0 3A 22 32 54 3.66 4A 44 34 78 5.29 5A 38 41 79 5.36 6A 32 34 66 4.48 7A 36 33 69 4.68 8A 35 35 70 4.75 9A 35 45 80 5.43 10 A 58 42 100 6.78 11 A 48 38 86 5.83 12 A 34 32 66 4.48 13 A 53 42 95 6.44 14 A 48 42 90 6.10 15 A 51 51 102 6.92 16 A 51 32 83 5.63 17 A 47 53 100 6.78 18A 48 41 89 6.0 764/51,87% 709/48,13% 1473 100 0 – 18 A Total TABELA 23 – POPULAÇÃO ALVO EM SAÚDE INFANTIL E JUVENIL 46 Plano de Ação 2014-2016 USF Montemuro Objetivos: - Contribuir para um crescimento e desenvolvimento saudável de todas as crianças e jovens inscritos na USF - Promover o aleitamento materno - Contribuir para reduzir a morbilidade e mortalidade infantil e juvenil - Prevenir e identificar precocemente situações de risco - Contribuir para reduzir a incidência de acidentes, quer sejam domésticos, de lazer ou rodoviários - Promover estilos de vida saudável - Promover a saúde oral Objetivos específicos: - Conseguir que 50, 52 e 55% dos RN, seguidos na USF, tenham, em 2014, 2015 e 2016 uma visita domiciliária até aos 15 dias de vida - Conseguir que 84, 85, 86% das crianças entre os 0 e 11 meses, tenham, em 2014, 2015 e 2016, 6 consultas de vigilância de SI na USF - Conseguir que 92% das crianças dos 12 aos 23 meses tenham em 2014, 2015 e 2016, 3 consultas de vigilância de SI na USF - Conseguir que 98% das crianças tenham, em 2014, 2015 e 2016, PNV atualizado aos 2 A - Conseguir que 97% das crianças tenham, em 2014, 2015 e 2016, PNV atualizado aos 7 A - Conseguir que 95% das crianças tenham, em 2014, 2015 e 2016, PNV atualizado aos 14 A - Conseguir que 94% das crianças, seguidas na USF, tenham, em 2014, 2015 e 2016, a 1ª consulta na vida efetuada antes dos 28 dias. 47 Plano de Ação 2014-2016 USF Montemuro - Conseguir que 98% das crianças tenham, em 2014, 2015 e 2016, o diagnóstico precoce realizado até ao 6º dia de vida do recém-nascido. - Conseguir que 98% das crianças com 2 anos tenham, em 2014, 2015 e 2016, IMC registado nos últimos 12 meses - Conseguir que 95% das crianças com 7 anos tenham, em 2014, 2015 e 2016, IMC registado no intervalo [5;7 [anos - Conseguir que 80, 85 e 90% das crianças com 14 anos tenham, em 2014, 2015 e 2016, IMC registado no intervalo [11;14 [anos - Conseguir que 95% das crianças com 7 anos tenham, em 2014, 2015 e 2016, consulta médica de vigilância realizada no intervalo [5;7 [anos e PNV totalmente cumprido até ao 7º aniversário - Conseguir que 54% das crianças com 14 anos tenham, em 2014, 2015 e 2016, consulta médica de vigilância realizada no intervalo [11;14 [anos e PNV totalmente cumprido até ao 14º aniversário - Conseguir que 66, 67 e 68% das crianças com 1 ano de vida tenham, em 2014, 2015 e 2016, acompanhamento adequado na área da SI durante o 1º ano de vida - Conseguir que 68% das crianças com 2 anos de vida tenham, em 2014, 2015 e 2016, acompanhamento adequado na área da SI durante o 2º ano de vida Indicadores de execução e metas: Metas Indicadores de execução em Saúde Infantil 2013 ID 15 2014 2015 2016 Indicadores de produtividade Proporção de recém-nascidos com consulta 45.8% domiciliária de enfermagem realizada até ao15º 52% 55% 85% 86% 50% dia de vida 16 Proporção de crianças com pelo menos 6 consultas médicas de vigilância de S.I no 1º ano 85% 84% de vida 48 Plano de Ação 2014-2016 USF Montemuro 17 Proporção de crianças com pelo menos 3 consultas médicas de vigilância de S.I no 2º ano 91.5% 92% 92% 92% 96.67% 98% 98% 98% 93.06% 97% 97% 97% 91.11% 95% 95% 95% 94% 94% 94% 94% 98% 98% 98% 98% 93% 98% 98% 98% 91,3% 95% 95% 95% 71,11% 80% 85% 90% 91% 95% 95% 95% 53.5% 54% 54% 54% de vida Indicadores de Efetividade 27 Proporção de crianças com 2 anos com PNV totalmente cumprido até ao 2º aniversário 28 Proporção de crianças com 7 anos com PNV totalmente cumprido até ao 7º aniversário 29 Proporção de crianças com 14 anos com PNV totalmente cumprido até ao 14º aniversário 14 Proporção de recém-nascidos com pelo menos uma consulta médica de vigilância realizada até aos 28 dias de vida 57 Proporção de recém-nascidos com diagnóstico precoce (TSHPKU) realizado até ao 6º dia de vida Indicador de qualidade técnico - científica 59 Proporção de crianças com 2 anos, com peso e altura registado no último ano 31 Proporção de crianças com 7 anos, com peso e altura registados no intervalo [5;7[ anos 32 Proporção de crianças com 14 anos, com peso e altura registados no intervalo [11;14[ anos 63 Proporção de crianças com 7 anos, com consulta médica de vigilância realizada no intervalo [5;7[anos e PNV totalmente cumprido até ao 7º aniversário 64 Proporção de crianças com 14 anos com consulta médica de vigilância realizada no intervalo [11;14[ anos e PNV totalmente cumprido até ao 14º aniversário 49 Plano de Ação 2014-2016 USF Montemuro 58 Proporção de crianças com 1 ano de vida com acompanhamento adequado na área da SI durante o 1º ano de vida 60 62,96% 66% 67% 68% 67,86% 68% 68% 68% Proporção de crianças com 2 anos de vida com acompanhamento adequado na área da SI durante o 2º ano de vida TABELA 24 – INDICADORES EM SAÚDE INFANTIL Atividades: Realização da consulta de Saúde Infantil Quem Médicos, Enfermeiros e Assistentes Técnicos Como Marcação pró-ativa da equipa ou a pedido do utente segundo as normas da DGS. Onde Consultório de enfermagem e médico Quando Todo o ano e respeitando os serviços mínimos. Preferencialmente no horário de S.I., mas também aos sábados das 9-13h, ou em outro horário, quando haja disponibilidade da equipa. Avaliação Efetuada semestralmente e baseada nos indicadores propostos Duração 5 min. para o assistente técnico, 20 min. para o enfermeiro e 20 min. para o médico. Utilização Consulta médica e de enfermagem de acordo com as normas da DGS TABELA 25 – ATIVIDADE EM SAÚDE INFANTIL E JUVENIL Estratégias: - Realizar a consulta de saúde infantil em equipa e com horário marcado segundo o programa tipo de saúde infantil e juvenil da DGS - Programar as datas das consultas de acordo com as orientações e com o Plano Nacional de Vacinação - Realizar a 1ª consulta do RN na altura da realização do teste do pezinho - Identificar RN de risco e efetuar visita domiciliária nos primeiros 15 dias de vida - Promover o aleitamento materno 50 Plano de Ação 2014-2016 USF Montemuro - Ensino do uso correto da cadeira de transporte no 1º ano de vida - Promover uma boa higiene oral e promover a consulta de saúde oral disponibilizando o cheque dentista a todas as crianças até aos 6 anos portadoras de cárie dentária, de acordo com o Programa Nacional de Promoção da Saúde Oral (Circular Normativa nº 1/DSE de 2005) e nas idades intermédias (8, 11 e 14 anos) de acordo com a Circular Normativa - Identificar e convocar as crianças faltosas - Identificar, acompanhar / referenciar RN, crianças e jovens de risco por doença crónica ou congénita e/ou famílias disfuncionais - Identificar, acompanhar / referenciar situações de negligência ou maus tratos infantis - Promover a vigilância e os cuidados de saúde integrados dos adolescentes e jovens - Melhorar o registo das consultas no SINUS - Articular com a UCC na identificação das crianças de risco - Monitorizar semestralmente os indicadores, divulgar pela equipa e implementar medidas corretoras Serviços Mínimos: Médicos: 1ª Consulta de Saúde Infantil na vida, para que possa ser efetuada antes do 28º dia. Enfermeiros – Teste de Guthrie até ao 6º dia de vida; visita domiciliária até aos 15 dias de vida do RN de risco; 1ª consulta do RN com avaliação do peso, altura e perímetro cefálico; avaliação do peso e altura até aos 23meses; nos EGS avaliação do peso, altura e pressão arterial. 51 Plano de Ação 2014-2016 USF Montemuro Carga horária (com base nos objetivos para 2014): 0-11M 6c 51 306 12-23M 3c 56 168 2-5 A 4c 270 1080 6-7 A 1c 135 135 8–13 A 3c 497 1491 15-18A 1c 374 374 1184,6H 5H iv /administrat seman 296H Horas/ 5mn ano na / prof Horas/sema ano Total(H) por consulta 20mn Total(H)/ 3554 Administrativos Min/cons 1473 Minutos/ ano Nºconsults/ Total Popul.ação atingir Saúde Infantil Objectivo a Médicos e Enfermeiros 1h 20mn TABELA 26 – CARGA HORÁRIA EM SAÚDE INFANTIL A carga horária para saúde infantil e juvenil é de 5 H para cada profissional médico e de enfermagem e 1h 20 mn para cada assistente técnico. 52 Plano de Ação 2014-2016 USF Montemuro 3. 3. C - Programas das DOENÇAS DE EVOLUÇÃO PROLONGADA /GRUPOS DE RISCO 3. 3. C. 1. DIABETES Introdução: A Diabetes Mellitus (DM) é uma doença crónica com impacto negativo na qualidade de vida dos doentes a médio e longo prazo se não houver uma intervenção adequada no seu controle. São os Cuidados de Saúde Primários, nas suas vertentes preventiva e curativa e com a sua acessibilidade, que podem interferir positivamente na evolução da doença e permitir uma melhor qualidade de vida aos diabéticos. É fundamental investir em estilos de vida saudáveis, incluindo a dieta alimentar e a prática de exercício físico, investir na informação do doente e no seu envolvimento na prevenção e tratamento da doença e suas complicações, promovendo uma atitude pró-ativa na promoção da sua saúde. População alvo: Todos os diabéticos seguidos na USF, atualmente 752 Objetivos: - Identificar o doente com alterações do metabolismo da glicose - Aumentar o envolvimento do diabético no controlo da sua doença - Reduzir as complicações da diabetes causadoras de morbimortalidade precoces Objetivos específicos: - Conseguir que 88% dos diabéticos seguidos na USF tenham, em 2014, 2015 e 2016, compromisso de vigilância - Conseguir que 80% dos diabéticos seguidos na USF tenham, em 2014, 2015 e 2016, pelo menos duas HbA1c registadas nos últimos 12 meses. - Conseguir que 85% dos diabéticos seguidos na USF tenham, em 2014, 2015 e 2016 pelo menos um exame dos pés registado no ano. - Conseguir que 72,73 e 75% dos diabéticos seguidos na USF tenham, em 2014, 2015 e 2016, respetivamente, pelo menos uma avaliação da microalbuminúria ou da proteinúria no ano 53 Plano de Ação 2014-2016 USF Montemuro - Conseguir que 6, 7 e 8% dos diabéticos seguidos na USF tenham, em 2014, 2015 e 2016, respetivamente, pelo menos um rastreio oftalmológico no ano - Conseguir que 96% dos diabéticos seguidos na USF tenham, em 2014, 2015 e 2016, consulta de enfermagem de vigilância de DM - Conseguir que 77% dos diabéticos seguidos na USF tenham, em 2014, 2015 e 2016, último registo de Hgb A1c inferior ou igual a 8,0% - Conseguir que 35,36 e 37% dos diabéticos seguidos na USF tenham, em 2014, 2015 e 2016, estejam sob terapêutica com metformina - Conseguir que 64% dos diabéticos seguidos na USF tenham, em 2014, 2015 e 2016, acompanhamento adequado - Conseguir que 67,68 e 70% dos diabéticos seguidos na USF tenham, em 2014, 2015 e 2016, tenham registo de gestão do regime terapêutico (3 itens) no último ano - Conseguir que 86,87 e 88% dos diabéticos seguidos na USF tenham, em 2014, 2015 e 2016, consulta de enfermagem de vigilância em diabetes ( 3 itens) no último ano Indicadores de execução e metas: Indicadores de execução em Diabetes ID 75 Metas 2013 2014 2015 2016 86,04% 88% 88% 88% Indicadores de qualidade técnico - científica Proporção de diabéticos com compromisso de vigilância 38 Proporção de diabéticos com pelo menos duas HbA1c registadas nos últimos 12 meses, desde que abranjam 2 semestres (apenas diabéticos diagnosticados até 30 de Junho) 76% 80% 80% 80% 35 Proporção de diabéticos com pelo menos um exame aos pés registado no ano 83.51% 85% 85% 85% 97 Proporção de diabéticos com pelo menos uma avaliação da microalbuminúria ou da proteinúria registada no ano. 78.92% 72% 73% 75% 40 Proporção de diabéticos com rastreio oftalmológico nos últimos 12 meses 5.14% 6% 7% 8% 54 Plano de Ação 2014-2016 USF Montemuro 37 Proporção de diabéticos com consulta de enfermagem de vigilância de DM no último ano 95.72% 96% 96% 96% 39 Proporção de utentes com diabetes com o último registo de Hgb A1c inferior ou igual a 8,0% 66.49% 77% 77% 77% 42 Proporção de utentes com diabetes tipo 2 com terapêutica com metformina 34.19% 35% 36% 37% 43 Proporção de utentes com diabetes com acompanhamento adequado 57.9% 64% 64% 64% 67,03% 67% 68% 70% 85,68% 86% 87% 88% Indicador de efetividade 36 Proporção de utentes com diabetes, com registo de gestão do regime terapêutico (3 itens) no último ano 37 Proporção de utentes com diabetes com consulta de enfermagem de vigilância em diabetes ( 3 itens) no último ano TABELA 27 – INDICADORES DE DIABETES Atividades: Realização da consulta de Diabetes Quem Médicos, Enfermeiros e Assistentes Técnicos Como Marcação pró-ativa da equipa ou a pedido do utente segundo as normas da DGS. Onde Consultório de enfermagem e médico Quando Todo o ano exceto nas semanas de férias dos médicos e respeitando os serviços mínimos. Preferencialmente no horário de Diabetes, mas também aos sábados das 9-13h, ou em outro horário, quando haja disponibilidade da equipa. Avaliação Efetuada semestralmente e baseada nos indicadores propostos Duração 5 min. para o assistente técnico, 20 min. para o enfermeiro e 20 min. para o médico. Utilização Consulta médica e de enfermagem de acordo com as normas da DGS TABELA 28 – ATIVIDADES EM DIABETES Estratégias: - Realizar a consulta programada em equipa com hora marcada - Programar uma média de 3 consultas anuais por doente diabético - Fazer o registo informático de todas as avaliações efetuadas e preencher o Guia do Diabético 55 Plano de Ação 2014-2016 USF Montemuro - Marcar a consulta seguinte e requisitar os MCDTs - Fornecer a todos os novos diabéticos o Guia do Diabético, se disponibilizado pela ARS - Fornecer a todos os novos diabéticos o aparelho de medição de glicemia capilar e promover a auto vigilância - Realizar IPTB a todos os diabéticos com suspeita de doença arterial periférica, isto é, pulsos pedioso e tibial posterior diminuídos ou ausentes, para posterior encaminhamento para a consulta de cirurgia vascular. - Realizar ações de educação para a saúde, personalizadas ou de grupo, sobre hábitos de vida saudável, exercício físico, alimentação, cuidados com os pés, prevenção de complicações agudas e tardias entre outros. - Monitorizar semestralmente os indicadores e divulgar pela equipa e implementar medidas corretoras Serviços Mínimos: Médicos: Renovação de medicação prolongada, antidiabéticos orais e insulina Enfermeiros: Avaliação da glicemia Carga horária (com base nos objetivos de 2014) 1h/ sem /AT 80% TABELA 29 – CARGA HORÁRIA PARA A CONSULTA DE DIABETES A carga horária necessária para a consulta de diabetes é de 3h20mn para cada médico e enfermeiro e 1 hora para cada assistente técnico. 56 técnico 200.5H prof /assist.ente Horas/sema 5 Total(H)/ ano 3h 20’ Sem / consulta 802 H /profissional Horas/ seman 20 Total(H)/ano 2406.4 consulta Minutos/ Nº onsultas a atingir 80%=602 atingir T =752 População Total População a a atingir Objectivo Diabetes 4c Minutos/ Assistentes Técnicos – 4,5 Médicos / Enfermeiros - 5 Plano de Ação 2014-2016 USF Montemuro 3.3. C.2. PREVENÇÃO E CONTROLE DAS AFECÇÕES CÉREBRO CARDIOVASCULARES Introdução: Este programa tem como base o Programa Nacional de Prevenção e Controlo das Doenças Cardiovasculares (DGS) - Despacho n.º 16415/2003, DR, II Série, de 22 de Agosto e as normas da DGS sobre Hipertensão Arterial . A deteção e o controle precoce da hipertensão arterial, o controle dos fatores de risco associados (obesidade, consumo exagerado de sal e de álcool, tabagismo, stress, sedentarismo, alimentação incorreta) bem como uma orientação terapêutica eficaz são intervenções prioritárias dos cuidados primários de saúde, de modo a reduzir a incidência por doença e morte cérebro cardiovascular. População alvo: Todos os utentes com idade superior a 18 anos, inscritos na USF e identificados como hipertensos: 1947 Objetivos gerais: - Identificar os doentes com critérios de HTA - Contribuir para reduzir a incidência de enfarte do miocárdio, particularmente abaixo dos 65 anos - Contribuir para reduzir a incidência de AVC, particularmente abaixo dos 65 anos - Controlar os fatores de risco associados: dislipidémia, tabagismo, obesidade, sedentarismo, consumo excessivo de sal Objetivos específicos: - Conseguir que pelo menos 72% dos hipertensos seguidos na USF tenham, no triénio de 2014-2016, registo de pressão arterial em ambos os semestres. - Conseguir que pelo menos 80% dos hipertensos seguidos na USF tenham, no triénio de 2014-2016, registo de IMC nos últimos 12 meses. - Conseguir que pelo menos 50, 54 e 60% dos hipertensos com idade inferior a 65 anos, seguidos na USF, tenham respetivamente no triénio de 2014-2016 valores de pressão arterial < a 150/90 mmHg 57 Plano de Ação 2014-2016 USF Montemuro - Conseguir que pelo menos 14% dos hipertensos seguidos na USF tenham, no triénio de 2014-2016, prescrição de anti-hipertensor do tipo tiazídico. - Conseguir que pelo menos 25% dos hipertensos sem diabetes seguidos na USF tenham, no triénio de 2014-2016, prescrição de antagonistas dos recetores da angiotensina II - Conseguir que pelo menos 40, 42 e 45% dos hipertensos seguidos na USF tenham, no triénio de 2014-2016, consulta de enfermagem de vigilância e registo de gestão de regime terapêutico (3 itens) no último ano - Conseguir que pelo menos 28, 40 e 45% dos hipertensos seguidos na USF tenham, no triénio de 2014-2016, acompanhamento adequado - Conseguir que pelo menos 27, 60 e 68% dos hipertensos seguidos na USF tenham, no triénio de 2014-2016, avaliação do risco cardiovascular (RCV) - Conseguir que pelo menos 75% dos hipertensos com 25 ou mais anos, seguidos na USF tenham, no triénio de 2014-2016, VAT atualizada. Indicadores de execução e metas: Indicadores de execução em HTA ID Metas 2013 2014 2015 2016 Indicadores de qualidade técnico – científica 19 Proporção de hipertensos com registo de pressão arterial em cada semestre 71,85% 72% 72% 72% 18 Proporção de hipertensos com pelo menos um registo de IMC nos últimos 12 meses. 79,66% 80% 80% 80% 20 Proporção de hipertensos com idade inferior a 65 anos com pressão arterial < a 150/90 mmHg 46,56% 50% 54% 60% 21 Proporção de hipertensos com prescrição de anti-hipertensor do tipo tiazídico 13,12% 14% 14% 14% 22 Proporção de hipertensos, sem diabetes, com prescrição de antagonistas dos recetores da angiotensina II 24,70% 25% 25% 25% 58 Plano de Ação 2014-2016 USF Montemuro 24 Proporção de hipertensos com consulta de enfermagem de vigilância e registo de gestão de regime terapêutico (3 itens) no último ano 38,13% 40% 42% 45% 25 Proporção de hipertensos com acompanhamento adequado 5.03% 28% 40% 45% 23 Proporção de hipertensos com risco CV (3 anos) 9.5% 27% 60% 68% 73.31% 75% 75% 75% Indicador de efetividade 26 Proporção de hipertensos com 25 ou mais anos com VAT atualizada TABELA 30 – INDICADORES DE HTA Atividades: Realização da consulta de Hipertensão Arterial Quem Médicos, Enfermeiros e Assistentes Técnicos Como Marcação pró-ativa da equipa ou a pedido do utente segundo as normas da DGS. Onde Consultório de enfermagem e médico Quando Todo o ano exceto nas semanas de férias dos médicos e respeitando os serviços mínimos. Preferencialmente no horário de HTA, mas também aos sábados das 9-13h, ou em outro horário, quando haja disponibilidade da equipa. Avaliação Efetuada semestralmente e baseada nos indicadores propostos Duração 5 min. para o assistente técnico, 20 min. para o enfermeiro e 20 min. para o médico. Utilização Consulta médica e de enfermagem de acordo com as normas da DGS TABELA 31 – ATIVIDADES EM HTA Estratégias: - Realizar a consulta de Hipertensão Arterial em equipa com hora marcada - Pesquisar a existência e controlar os fatores de risco associados: dislipidémia, tabagismo, obesidade, sedentarismo, consumo excessivo de sal 59 Plano de Ação 2014-2016 USF Montemuro - Fazer o registo informático de todas as avaliações efetuadas - Marcação da consulta seguinte - Realizar sessões de educação para a saúde sobre controle e fatores de risco da HTA - Orientar para a via verde AVC os casos agudos de AVC que respeitem os critérios de referência - Monitorizar semestralmente os indicadores, divulgar pela equipa e implementar medidas corretoras Serviços Mínimos: Médicos: Renovação de medicação prolongada. Enfermeiros: Avaliar a pressão arterial Hipertensão Arterial Carga horária (com base nos objetivos de 2014) Médicos / Enfermeiros - 5 Assistentes Técnicos – 4,5 Minut Total(H) Horas/ seman os/ / ano /assist. Objecti Popul. Nºcon Minutos Total(H) vo Total s /cons /ano a atingir a Horas/ seman / atingir técnico consul profissional 1 cons 1947 1850 15mn 462,5H 95 % 2H/Sem/ 5mn 154H 42mn/sem/AT prof TABELA 32 – CARGA HORÁRIA PARA A CONSULTA DE HTA A carga horária necessária para a consulta de HTA é de 2H para cada médico e enfermeiro e 42mn para cada assistente técnico. 60 Plano de Ação 2014-2016 USF Montemuro 3. 3. C.3. VIGILÂNCIA A DOENTES DEPENDENTES CRÓNICOS – CUIDADOS DE SAÚDE NO DOMICÍLIO Introdução: Os Cuidados de Saúde no Domicílio são um conjunto de atividades desenvolvidas por uma equipa de saúde, que presta cuidados de saúde continuados a pessoas cujo grau de dependência física e funcional os incapacita de se poderem deslocar à USF. Nos cuidados no domicílio, a doentes com dependência, estão incluídos: - Consultas programadas para promoção da saúde e para cuidados médicos e de enfermagem. - Consultas não programadas por solicitação do doente ou familiar. Entende-se por domicílio a habitação permanente do doente, na área geográfica da USF, excluindo-se os lares, as casas de repouso, e locais similares, tal como vem definido na Portaria 1368/2007 de 18 de Outubro. População alvo: Todos os utentes inscritos na USF com residência (habitação permanente do doente) no concelho de Castro Daire na área de abrangência da USF, em situação de dependência física e funcional que os incapacita de se poderem deslocar à USF. Critérios de inclusão: Idosos com dependência funcional Pessoas com doença crónica evolutiva Dependência funcional grave por doença física ou psíquica, progressiva ou permanente Doenças em fase terminal Dependência transitória que não reúna critérios de inclusão na RNCCI (Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados) ou não exista capacidade de admissão 61 Plano de Ação 2014-2016 USF Montemuro Critérios de prioridade, com base nos critérios de inclusão: Sequela de AVC Doença oncológica terminal Fratura do colo do fémur Doenças agudas incapacitantes Objetivos: - Identificar todos os doentes dependentes e prestar os cuidados médicos e de enfermagem no domicílio - Melhorar a qualidade de cuidados de saúde ao doente dependente Objetivos específicos: - Conseguir que pelo menos 22‰ utentes seguidos na USF tenham, no triénio 20142016, uma visita domiciliária do seu médico de família - Conseguir que pelo menos 140‰ utentes seguidos na USF tenham, no triénio 20142016, uma visita domiciliária de enfermagem Indicadores de execução e metas ID 3 Indicadores de execução em Cuidados Domiciliários Taxa de visitas domiciliárias Metas 2013 2014 2015 2016 22.09‰ 22‰ 22‰ 22‰ 139.42‰ 140‰ 140‰ 140‰ médicas por 1000 inscritos. 4 Taxa de visitas domiciliárias de enfermagem por 1000 inscritos. TABELA 33 – INDICADOR DE CUIDADOS DOMICILIÁRIOS 62 Plano de Ação 2014-2016 USF Montemuro Atividades: Realização da consulta Domiciliária Quem Médicos, Enfermeiros e Assistentes Técnicos Como Marcação por iniciativa da equipa e a pedido do utente ou dos familiares. Onde Domicílio do utente Quando Todo o ano respeitando os serviços mínimos. Avaliação Efetuada semestralmente e baseada nos indicadores propostos Duração 3 min. para o assistente técnico, 60 min. para o enfermeiro e 60 min. para o médico. Utilização Consulta médica e de enfermagem de acordo com a situação clínica TABELA 34 – ATIVIDADES EM CUIDADOS DOMICILIÁRIOS A visita médica domiciliária em situações agudas, deve realizar-se até 2 dias úteis e, nas situações não agudas até 5 dias úteis após solicitação. A visita domiciliária de enfermagem nas situações agudas realiza-se até 1 dia útil e nas situações não agudas até 3 dias úteis após a solicitação. Estratégias: - Promover domicílios médicos e de enfermagem de cariz preventivo/curativo e satisfazer os pedidos de domicílios solicitados pelos nossos utentes ou familiares. - Articular com instituições de apoio social - Envolver os familiares ou outros cuidadores no acompanhamento e tratamento do doente - Monitorizar semestralmente os indicadores, divulgar pela equipa e implementar medidas corretoras Serviços Mínimos: A USF garante domicílio em caso de: - Agravamento da situação clínica, seja por agudização do quadro pré-existente ou aparecimento de novas patologias; - Alta hospitalar, com patologia que requeira acompanhamento, se a marcação da consulta prevista até 7 dias se verificar no período de ausência do médico de família. 63 Plano de Ação 2014-2016 USF Montemuro 3.3. C. 4. VIGILÂNCIA ONCOLÓGICA Introdução: A patologia neoplásica representa a 2ª causa de morte no concelho de Castro Daire, refletindo a realidade a nível regional e nacional, sendo o aparelho digestivo o órgão mais afetado. De acordo com a relação custo/eficácia dos programas de rastreio as neoplasias a rastrear são o cancro da mama, o cancro do colo uterino e o cancro coloretal. O diagnóstico precoce é a melhor estratégia de combate a esta patologia, não só pelas possibilidades de cura como pela melhoria da qualidade de vida em indivíduos com esta patologia quando diagnosticada em estadios precoces. Este programa é desenvolvido com base no Plano Oncológico Nacional. As atividades de rastreio do cancro da mama e do colo do útero são realizadas na consulta de Planeamento Familiar em articulação com o programa de “Saúde da Mulher”. População alvo: Utentes inscritos na USF do sexo feminino entre 25 e 74 anos (2750) e utentes do sexo masculino entre 50 e 74 anos (1206). Cancro da mama – Mulheres inscritas na USF 50 A e ≤ 69 anos (1298), excluindo as que realizaram mastectomia por cancro da mama, ou incluídas em programas específicos de vigilância. Cancro do colo uterino – Mulheres ≥25 e ≤ 60 anos (1876), com exclusão das mulheres: tratadas por cancro do colo uterino; histerectomizadas; que não iniciaram atividade sexual; com incapacidade física que de todo impossibilite a realização de exame ginecológico. Cancro colo-rectal – Indivíduos inscritos na USF, no grupo etário ≥50 e ≤ 74 anos (2649), com exclusão dos indivíduos tratados por cancro colo-rectal ou incluídos em programas específicos de vigilância. Objetivos: - Contribuir para diminuir a taxa de mortalidade por doença oncológica rastreável - Detetar precocemente todas as formas de cancro da mama, colo do útero e colo-retal de modo a melhorar o seu prognóstico 64 Plano de Ação 2014-2016 USF Montemuro - Apoiar e melhorar a qualidade de vida do doente com patologia oncológica nas várias fases da doença, tratamento, reabilitação, cura ou fase terminal. Objetivos específicos: - Conseguir que 82% das mulheres entre os 50 – 69 anos tenham, em 2014, 2015 e 2016 mamografia registada nos últimos 2 anos. - Conseguir que 60, 62 e 64% das mulheres entre os 25-60 anos tenham, em 2014, 2015 e 2016, colpocitologia atualizada (uma em três anos). - Conseguir que 41, 43 e 45% dos indivíduos entre os 50-74 anos tenham, em 2014, 2015 e 2016, realizado PSOF em 3 amostras. Indicadores de execução e metas: ID Indicadores de execução em Rastreio Oncológico Metas 2013 2014 2015 2016 44 Proporção de mulheres entre [50;70[ A com mamografia registada nos últimos 2 anos 80.42% 82% 82% 82% 45 Proporção de mulheres entre [25;60[ A vigiadas na USF com colpocitologia atualizada (uma em 3 anos) 58.85% 60% 62% 64% 46 Proporção de indivíduos entre [50;74[ A vigiados na USF com rastreio CCR efetuado 25.56% 41% 43% 45% Proporção de mulheres entre [25 ; 60[ A que realizaram colpocitologia na USF com preenchimento de consentimento informado 100% 100% 100% Proporção de indivíduos entre 50 e 70 A vigiados na USF com rastreio CCR efetuado, com preenchimento de consentimento informado 100% 100% 100% TABELA 35 – INDICADORES DE RASTREIO ONCOLÓGICO 65 Plano de Ação 2014-2016 USF Montemuro Atividades: Realização da consulta de Rastreio Oncológico Quem Médicos, Enfermeiros e Assistentes Técnicos Como Marcação pró-ativa da equipa e a pedido do utente Onde Consultório de enfermagem e médico Quando Todo o ano exceto nas semanas de férias dos respetivos médicos e respeitando os serviços mínimos. Preferencialmente no horário de P.F. mas também aos sábados das 9-13h, ou em outro horário, quando haja disponibilidade da equipa. Avaliação Efetuada semestralmente e baseada nos indicadores propostos Duração 5 min. para o assistente técnico, 15 min. para enfermeiro e 20 min. para médico. Utilização Consulta médica e de enfermagem de acordo com o Plano Oncológico Nacional TABELA 36 – ATIVIDADES EM RASTREIO ONCOLÓGICO Estratégias: - Divulgar a todos os profissionais as orientações definidas no Plano Oncológico Nacional - Divulgar à população o benefício do rastreio - Convocar os utentes com critérios de rastreio - Reconvocar os faltosos - Monitorizar semestralmente os indicadores, divulgar pela equipa e implementar medidas corretoras Serviços Mínimos: Médicos e enfermeiros - encaminhamento dos utentes com alterações significativas nos exames efetuados, mamografia, colpocitologia e PSOF Administrativos – Atendimento aos utentes. 66 Plano de Ação 2014-2016 USF Montemuro 3.3. D. PROGRAMA DE SAÚDE DO IDOSO Introdução: A população idosa (≥ 65 anos) era, em 23/01/2014, 2338 utentes, o que corresponde a cerca de 27.29 % do total dos inscritos, muito acima dos 16% de média nacional de acordo com os dados dos Censos de 2011. Destes utentes, 1308 (55,94%) tem idade igual ou superior a 75 anos. O envelhecimento da população e o consequente aumento da esperança de vida levam a uma maior preocupação pelo grupo etário dos mais idosos. A idade aumenta a prevalência de múltiplas patologias, degenerativas e outras que levam de forma inexorável a alguma dependência de caráter físico, mental e social aumentando a vulnerabilidade destes indivíduos. População alvo: Idade ≥ 65 A = 2334 (≥ 75 A = 1310) Objetivos: 1. Aumentar a taxa de utilização global de consultas programadas dos idosos; 2. Caracterizar a população idosa quanto ao grau de dependência; 3. Garantir educação para a saúde aos idosos/cuidadores frequentadores da consulta. Objetivos específicos: 1 - Obter uma taxa de utilização global de consultas médicas ou de enfermagem dos 65 ou mais anos superior a 90%. 2 - Conseguir que pelo menos 43% dos utentes seguidos na USF, com diabetes ou com doença respiratória crónica ou com doença cardíaca crónica ou com idade > 65 anos, tenham no triénio de 2014-2016, a vacina da gripe prescrita ou efetuada nos últimos 12 meses. 3 - Conseguir que pelo menos 63% dos utentes seguidos na USF, com idade igual ou superior a 75 anos, tenham no triénio de 2014-2016, prescrição crónica inferior a cinco fármacos. 67 Plano de Ação 2014-2016 USF Montemuro 4 - Conseguir que pelo menos 98% dos utentes seguidos na USF, com idade igual ou superior a 65 anos, não tenham no triénio de 2014-2016, nenhuma prescrição de trimetazidina no último ano. 5 - Conseguir que pelo menos 68,5, 68 e 67,5% dos utentes seguidos na USF, com idade igual ou superior a 65 anos, não tenham no triénio de 2014-2016 respetivamente, nenhuma prescrição de ansiolíticos, nem sedativos, nem hipnóticos, no período em análise. Indicadores de execução e metas: ID Indicadores de execução em Saúde do Idoso Metas 2013 2014 2015 2016 Taxa de utilização de consultas médicas ou de enfermagem por utentes com 65 ou mais anos◘ ? 90% 90% 90% 30 Proporção de utentes com diabetes ou com doença respiratória crónica ou com doença cardíaca crónica ou com idade > 65 anos, com a vacina da gripe prescrita ou efetuada nos últimos 12 meses. 43,1% 43% 43% 43% 65 Proporção de utentes com idade igual ou superior a 75 anos, com prescrição crónica inferior a cinco fármacos 63,5% 63% 63% 63% 67 Proporção de utentes com idade igual ou superior a 65 anos, sem nenhuma prescrição de trimetazidina no último ano. 97,2% 98% 98% 98% 56 Proporção de utentes com idade igual ou superior a 65 anos, a quem não foram prescritos ansiolíticos, nem sedativos, nem hipnóticos, no período em análise. 68,9% 68,5% 68% 67,5% TABELA 37 – INDICADORES EM SAÚDE DO IDOSO ◘ Indicador calculado pela seguinte fórmula: Nº de inscritos na USF com 65 ou mais anos----------------------------------------------------- x 100 Nº total de utilizadores em saúde adultos médica ou de enfermagem dos 65 ou mais anos (Nº de primeiras consultas no ano a utentes com 65 ou mais anos) Valor sem histórico a monitorizar 68 Plano de Ação 2014-2016 USF Montemuro Atividades: Realização da consulta do Idoso Quem Médicos, Enfermeiros e Assistentes Técnicos Como Marcação pró-ativa da equipa e a pedido do utente, consulta programada ou oportunista Onde Consultório de enfermagem e médico e domicílio do idoso Quando Todo o ano exceto nas semanas de férias dos respetivos médicos e/ou enfermeiros e respeitando os serviços mínimos. Avaliação Efetuada semestralmente e baseada nos indicadores propostos Duração 5 min. para o assistente técnico, 15 min. para enfermeiro e 15 min. para médico. Utilização Consulta médica e de enfermagem TABELA 38 – ATIVIDADES EM SAÚDE DO IDOSO Estratégias 1 - Realizar Exame Periódico de Saúde (EPS), pelo menos uma vez no ano, com rastreio dos critérios de fragilidade. Marcação de consulta médica aos idosos não utilizadores, que recorram à unidade por outros motivos. 2 - Avaliar o grau de dependência utilizando o Índice de Katz (avaliação das atividades básicas da vida diária) escala de Lawton e Brody (avaliação das atividades instrumentais da vida diária) durante a realização do Exame Periódico de Saúde (EPS). Efetuar o registo eletrónico no SAM/SClínico (SAPE) 3 - Informar a população idosa e seus familiares sobre a utilização correta dos serviços da USF, nomeadamente as regras de renovação da prescrição crónica, a sua atualização em consulta e as diversas consultas, nomeadamente de Hipertensão Arterial e de Diabetes. Realizar na consulta atividades de educação para a saúde e prevenção da doença. Privilegiar a programação de consultas. Serviços Mínimos Atendimento em situação de doença aguda ou agravamento de doença crónica. 69 Plano de Ação 2014-2016 USF Montemuro 3.3. E. PROGRAMA DE SAÚDE DO ADULTO Introdução: A população em idade adulta é geralmente pouco utilizadora dos serviços de saúde, quer seja por ser saudável, quer seja porque é uma população em idade ativa, cuja atividade laboral preenche a maior parte do seu tempo disponível. É por isso uma população que recorre aos serviços de saúde para consultas de vigilância ou por episódios agudos. No entanto, é também uma população cujos problemas de saúde e hábitos de vida podem determinar a sua saúde futura. É por isso importante para este grupo etário adotar estratégias preventivas e de identificação precoce de problemas de saúde. Assim, para além da vigilância da saúde da mulher em idade fértil e do rastreio de doenças oncológicas, também a adoção de estilos de vida saudável e identificação de morbilidades modificáveis deve fazer parte das estratégias de prevenção nesta faixa etária. População alvo: População com idade ativa (15-64): 5132 que corresponde a 60% do total da população. Objetivos: Identificar hábitos de vida não saudável e incentivar a mudança. Identificar e tratar precocemente morbilidades que condicionem uma menor qualidade de vida e complicações no futuro. Intervir ativamente nas modificações de estilos de vida não saudável levando a mais e melhor saúde no futuro. Objetivos específicos: 1 – Conseguir que 75, 76 e 77% dos utentes com 25 ou mais anos tenham respetivamente, no triénio de 2014 a 2016, a vacina antitetânica atualizada. 2 - Conseguir que 56, 57 e 58% dos utentes com idade igual ou superior a 14 anos, tenham respetivamente, no triénio de 2014 a 2016, IMC registado nos últimos 3 anos. 70 Plano de Ação 2014-2016 USF Montemuro 3 - Conseguir que 48, 54 e 60% dos utentes com idade igual ou superior a 14 anos, tenham respetivamente, no triénio de 2014 a 2016, quantificação dos hábitos tabágicos. 4 - Conseguir que 2% dos utentes tenha no triénio 2014-2016 diagnóstico de DPOC. 5 - Conseguir que 48, 49 e 50% dos utentes com idade igual ou superior a 14 anos, tenham no triénio 2014-2016, quantificação do consumo de álcool. 6 - Conseguir que 25% dos utentes com idade igual ou superior a 18 anos e diagnóstico de depressão, tenham no triénio 2014-2016, prescrição de terapêutica antidepressiva. Indicadores de execução e metas: ID Indicadores de execução em Saúde do Adulto Metas 2013 2014 2015 2016 Área transversal 98 Proporção de utentes com 25 ou mais anos que têm a vacina antitetânica atualizada 73,31% 75% 76% 77% 33 Proporção de utentes com idade igual ou superior a 14 anos com IMC registado nos últimos 3 anos 55,8%% 56% 57% 58% Área Respiratória 47 Proporção de utentes com idade igual ou superior a 14 anos, com quantificação dos hábitos tabágicos 41,81% 48% 54% 60% 78 Proporção de utentes com diagnóstico de DPOC 1,34% 2% 2% 2% Área da Saúde Mental 53 Proporção de utentes com idade igual ou superior a 14 anos, com quantificação do consumo de álcool 42,43% 48% 49% 50% 55 Proporção de utentes com idade igual ou superior a 18 anos e diagnóstico de depressão, a quem foi prescrita terapêutica antidepressiva. 25,21% 25% 25% 25% TABELA 39 – INDICADORES DE SAÚDE DE ADULTOS 71 Plano de Ação 2014-2016 USF Montemuro Atividades: Realização da consulta de Saúde de Adultos Quem Médicos, Enfermeiros e Assistentes Técnicos Como Marcação pró-ativa da equipa ou a pedido do utente segundo as normas da DGS. Onde Consultório de enfermagem e médico Quando Todo o ano exceto nas semanas de férias dos médicos e respeitando os serviços mínimos e também aos sábados das 9-13h, ou em outro horário, quando haja disponibilidade da equipa. Avaliação Efetuada semestralmente e baseada nos indicadores propostos Duração 5 min. para o assistente técnico, 15 min. para o enfermeiro e 15 min. para o médico. Utilização Consulta médica e de enfermagem de acordo com as normas da DGS TABELA 40 – ATIVIDADES EM SAÚDE DE ADULTOS Estratégias: Aproveitar as idas à USF de todos os indivíduos em idade ativa, não frequentadores da consulta, para avaliar os programas de vigilância de saúde, identificar hábitos de vida não saudável e propor estratégias para melhoria. Identificar precocemente patologias com complicações evitáveis. Inserir os utentes nos respetivos programas de vigilância de saúde, de forma oportunista ou por convocatória. Avaliar sistematicamente o estado vacinal do utente. Caraterizar o nível de escolaridade para se avaliar o tipo de linguagem e as estratégias a utilizar. Caraterizar o tipo de profissão para se atuar preventivamente. Serviços mínimos: Os que constam da consulta de agudos e dos respetivos programas de vigilância. 72 Plano de Ação 2014-2016 USF Montemuro 3.3.H. CODIFICAÇÃO das CONSULTAS por ICPC 2 Introdução: A codificação dos problemas identificados na consulta médica presencial é um critério de qualidade dos registos clínicos. Serve também para conhecer os problemas do utente ao longo do tempo e a sua monitorização, bem como a troca de informação entre profissionais. População alvo: 22 062 consultas em 2013 Objetivos: Melhorar a qualidade dos registos clínicos. Objetivos específicos: Conseguir que 98% dos episódios de consulta médica presencial originem, no triénio de 2014-2016, pelo menos a codificação de um problema por ICPC 2. Indicadores de execução e metas: Indicadores de execução ID 74 Proporção de consultas médicas Metas 2013 2014 2015 2016 95,52% 98% 98% 98% presenciais que deram origem a pelo menos uma codificação ICPC-2 TABELA 41 – CODIFICAÇÃO POR ICPC 2 DOS PROBLEMAS DAS CONSULTAS Estratégias: Formação interpares das normas de codificação de consultas. 73 Plano de Ação 2014-2016 USF Montemuro 3.4 – PLANO DE ACOMPANHAMENTO INTERNO 3.4.1. Áreas do Plano de Acompanhamento Interno 2014 - “Rastreio do Cancro Colo-Retal” – implementação e monitorização do rastreio na USF Montemuro 2015 - “Circuito do utente na doença aguda” 2016 - “Rastreio do Cancro do Colo Uterino - Monitorização” 3.4.2. Linhas de Orientação Comuns A equipa pretende elaborar os seguintes protocolos de atuação durante o triénio de 2014 – 2016. ♣ Normas de Orientação Clínica e Terapêutica da DPOC ♣ Avaliação da Saúde do Idoso ♣ Prevenção e Tratamento da Osteoporose 74 Plano de Ação 2014-2016 USF Montemuro 3. 5 – PLANO DE DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL E DE FORMAÇÃO CONTÍNUA Introdução: O programa de formação resulta das necessidades sentidas e identificadas pelos profissionais não só em termos técnico-científicos, mas também relacionais entre os próprios profissionais e com os utentes e devem ser ajustadas ao desenvolvimento do plano de atividades da USF. Necessidades Formativas Globais ● Gestão da “Qualidade” ● Manual de procedimentos /Elaboração de procedimentos ● Suporte Básico de Vida para todos os profissionais ● Formação em programas informáticos: Outlook, Excel Administrativos ● Relações humanas ● Suporte Básico de Vida Enfermeiros ● Terapia compressiva ● Cuidados paliativos ● Como fazer Auditorias ● Gestão do risco clínico ● Contratualização ● Conhecer o MIM@UF - potencialidades ● SIADAP – a perspetiva do avaliador 75 Plano de Ação 2014-2016 USF Montemuro ● Consulta de Pé Diabético ● Úlceras crónicas dos membros inferiores Médicos ● Cuidados paliativos ● DPOC ● Obesidade infantil ● Depressão e suicídio no contexto atual ● Como fazer auditorias ● Gestão do risco clínico ● Contratualização ● Medicina Baseada na Evidência ● Conhecer o MIM@UF – potencialidades ● SIADAP – a perspetiva do avaliador ● Prescrição racional ● Gestão organizacional ● Consulta de Pé Diabético Objetivos: - Conseguir que em pelo menos 30% das reuniões semanais, em 2014, ocorram discussões de casos clínicos, 20% em 2015 e 30% em 2016. - Conseguir que em pelo menos 20% das reuniões semanais, em 2014, ocorram ações de formação interna, 30% em 2015 e 35% em 2016. - Conseguir que pelo menos 50% das ações de formação externa, em 2014, sejam partilhadas, 60% em 2015 e 70% em 2016. 76 Plano de Ação 2014-2016 USF Montemuro Indicadores de execução: Indicadores de execução em Formação Percentagem das reuniões semanais em que ocorram Metas 2013 2014 2015 2016 0% 20% 20% 30% 19% 20% 30% 35% % 50% 60% 70% discussão de casos clínicos. Percentagem das reuniões semanais em que ocorram ações de formação interna. Percentagem das ações de formação externa que sejam partilhadas. TABELA 42 – INDICADORES DE FORMAÇÃO Atividades: formação contínua e desenvolvimento profissional Quem Médicos, Enfermeiros e Assistente Técnicos quando aconselhável Como Apresentação de caso clínico/ Apresentação oral, resumo ou outra Onde Na USF Quando Todo o ano, exceto nos meses de férias (Julho/Agosto e Setembro), durante a reunião semanal na discussão de relato de caso clínico e nas ações de formação interna. Durante a reunião semanal seguinte à ação frequentada na partilha da formação obtida em formação externa. Avaliação Nº de ações de casos clínicos realizadas / nº de ações realizadas x 100 Nº de ações de formação interna realizadas / nº de ações realizadas x 100 Nº de ações partilhadas / nº de ações frequentadas x 100 Duração 1 hora mensal - 1/2 hora por ação partilhada TABELA 43 – ATIVIDADES EM FORMAÇÃO Estratégias: Calendarização das reuniões com tempos destinados aos vários temas: formação, assuntos internos 77 Plano de Ação 2014-2016 USF Montemuro 3. 5.1. PLANO ANUAL DE FORMAÇÃO Estão previstas as seguintes formações internas e interpares a realizar mensalmente durante as reuniões semanais no ano de 2014. Nos anos seguintes, o Plano Anual de Formação será elaborado anualmente, de acordo com as necessidades. Mês /semana Tema Público alvo Quem propõe Janeiro Elaboração dos documentos da USF Médicos e Enfermeiros Conselho Técnico Fevereiro e Março Elaboração, discussão e aprovação dos documentos da USF Médicos, Enfermeiros, Secretários clínicos Coordenadora e Conselho Técnico Abril - Sibilância em idade pediátrica Médicos e Enfermeiros Internos de MGF 4 – SIADAP 3 Médicos Médicos Coordenadora Maio Como elaborar procedimentos Médicos, Enfermeiros, Secretários clínicos Conselho Técnico: Junho Codificação de patologias por ICPC2 Médicos Proposta da equipa médica Julho Protocolos de triagem nas situações de doença aguda Médicos, Enfermeiros Equipa médica e de enfermagem: - Tromboembolismo na gravidez - Resistência aos antibióticos Férias Setembro Protocolos de triagem nas situações de doença aguda Médicos e Enfermeiros Equipa médica e de enfermagem Outubro Protocolo das consultas de doença aguda Médicos, Enfermeiros, Secretários clínicos Proposta da equipa Novembro Protocolo da consulta de vigilância de saúde infantil Médicos, Enfermeiros, Secretários clínicos Proposta da equipa médica e de enfermagem Dezembro Protocolo da consulta de vigilância de saúde da mulher Médicos, Enfermeiros, Secretários clínicos Equipa médica e de enfermagem Em datas a definir Partilha de formações externas. Outros trabalhos apresentados pelos internos. Internos de MGF e restante equipa. TABELA 44 – PLANO ANUAL DE FORMAÇÃO 78 Plano de Ação 2014-2016 USF Montemuro 3. 6 – PROGRAMAS DA CARTEIRA ADICIONAL 3. 6.1. CONSULTA DE ALCOOLOGIA 1 - Fundamentação – Esta consulta dá continuidade à Consulta de Alcoologia e ao trabalho já desenvolvido em anos anteriores, a nível dos problemas de saúde, e não só, ligados ao consumo excessivo de bebidas alcoólicas. Nesta consulta serão observados todos os utentes da USF e da UCSP de Castro Daire que manifestem vontade e recetividade para o tratamento. 2 - População alvo – Todos os utentes com problemas ligados ao consumo excessivo de Álcool da USF e da UCSP. 3 - Equipa de Alcoologia - Uma médica com formação teórica e prática em Alcoologia; uma enfermeira também com formação teórica e prática em Alcoologia. Está também incluída a colaboração do psicólogo do ACES através de protocolo estabelecido com a URAP do ACES Dão Lafões. 4 - Histórico da Consulta de Alcoologia: Nº de Alcoólicos em tratamento no ano de 21 2013 Nº de Alcoólicos que se mantém abstinentes 6 ao fim de 1 ano em 2013 Nº consultas realizadas em 2013 101 consultas e 11 terapias de grupo TABELA 45 –RESULTADOS DA CONSULTA DE ALCOOLOGIA Nomenclatura da consulta: Alcoólico em tratamento- indivíduo que é seguido em consulta de Alcoologia durante um período de pelo menos 3 anos, após desintoxicação alcoólica Alcoólico tratado- o indivíduo com 3 ou mais anos de abstinência alcoólica 5 - Objectivos – Pretendemos atender todas as situações identificadas e que no final do ano de 2014, 2015 e 2016, 25% dos alcoólicos em tratamento se encontrem em abstinência ao fim de 1 ano. 79 Plano de Ação 2014-2016 USF Montemuro 6 - Indicadores de execução e metas Indicadores de execução em Alcoologia Metas 2013 Percentagem de utentes com problemas ligados ao álcool que se mantêm abstinentes ao fim de 1 ano Nº de consultas realizadas 2014 2015 2016 23,8% 25% 25% 25% 98 96 96 96 TABELA 46 – INDICADORES DE ALCOOLOGIA 7 – Critérios de referenciação Os utentes serão referenciados à consulta na presença de um dos seguintes critérios: - Diagnóstico de alcoolismo crónico - Alterações das provas hepáticas diretamente relacionadas com o consumo excessivo de bebidas alcoólicas - Situações de conflito/violência intra e extrafamiliar originadas pelo abuso de bebidas alcoólicas -Referenciação de situações em contexto de RSI, CPCJ e Tribunal 8 - Organização da Consulta de Alcoologia Consulta – 30mn minutos para a consulta médica e de enfermagem. 3 horas mensais para a Consulta. Reuniões de grupo terapêutico – Tempo médio de 1 hora; realizadas pelo Enfermeiro e Médico, com a colaboração do Psicólogo. 1 h◘ora mensal para o Grupo terapêutico. Avaliação – Semestral de acordo com os objetivos propostos. Período de execução – Ano civil Encargos – Pagamento de compensação da carteira adicional de serviços à Médica e Enfermeira da Equipa uma vez que a consulta é efetuada fora do seu horário normal da USF. 80 Plano de Ação 2014-2016 USF Montemuro Equipamentos – Não é necessário nenhum equipamento adicional para a realização desta atividade. 9 – Atividades em Alcoologia Quem Equipa – Médico, Enfermeiro e Psicólogo Como Marcação da equipa e a pedido do utente Onde Consultório médico Quando Todo o ano Avaliação Semestral de acordo com os objetivos propostos Duração 30 mn para o médico e para o enfermeiro para a consulta e 1hora para o psicólogo, médico e enfermeiro para a reunião de grupo terapêutico. TABELA 47 – ATIVIDADES EM ALCOOLOGIA PROTOCOLO DE REFERENCIAÇÃO À CONSULTA DE ALCOOLOGIA A consulta de Alcoologia é desempenhada pelos profissionais da USF Montemuro com apoio do Psicólogo, elemento da URAP, no âmbito da articulação com o ACES Dão Lafões. Destina-se a todos os utentes da USF Montemuro e UCSP de Castro Daire que cumpram os seguintes critérios: Critérios de referenciação: - Diagnóstico de alcoolismo crónico - Alterações das provas hepáticas diretamente relacionadas com o consumo excessivo de bebidas alcoólicas - Situações de conflito/violência intra e extra-familiar originada pelo abuso de bebidas alcoólicas -Referenciação de situações em contexto de RSI, CPCJ e Tribunal 81 Plano de Ação 2014-2016 USF Montemuro 3. 6.2. ALARGAMENTO DO HORÁRIO aos SÁBADOS das 09h às 13h Fundamentação: Esta consulta pretende aumentar a acessibilidade aos utentes da USF, já que efetuamos consultas programadas de toda a carteira básica. Igualmente estamos disponíveis para atender, neste horário, as situações agudas aos utentes da USF. Também disponibilizamos todos os serviços de enfermagem exceto domicílios. Serão atribuídos 10 mn às consultas agudas e 20 mn às consultas programadas. População alvo: Todos os utentes da USF. Período de execução: Ano civil Objetivos: Tentar que 50% das consultas efetuadas sejam programadas pela equipa. Indicadores de execução em Metas Prolongamento de Horário 2013 2014 2015 2016 Nº de consultas realizadas por sábado 12.9 12 12 12 56.9% 50% 50% 50% Percentagem de consultas programadas por sábado TABELA 48 – INDICADORES DO PROLONGAMENTO DE HORÁRIO Atividades em Prolongamento de Horário: Quem Médicos, Enfermeiros e Assistentes Técnicos Como Marcação pró-ativa da equipa e a pedido do utente Onde Consultório de enfermagem e médico Quando Todo o ano Avaliação Efetuada semestralmente e baseada nos indicadores propostos Duração 5 min. para o assistente técnico; para o médico e para o enfermeiro depende do tipo de consulta, sendo 10 mn para consulta agudos e 20 mn para consultas programadas Utilização Consulta médica e de enfermagem, programada e de situações agudas, excetuo domicílios. TABELA 49 – ATIVIDADES DO PROLONGAMENTO DE HORÁRIO Profissionais envolvidos: Um médico, um enfermeiro e um administrativo. Encargos: Remuneração associada ao alargamento do período de funcionamento aos respetivos profissionais. 82 Plano de Ação 2014-2016 USF Montemuro 4 – ANEXO: 4.1. Procedimento do Plano de Acompanhamento Interno- RCCR 4.2. Procedimento do Plano de Acompanhamento Interno -Circuito do utente na doença aguda. 4.3. Procedimento do Plano de Acompanhamento Interno – Rastreio do RCCU - monitorização 83