0
Universidade
Federal do
Pampa
Josi Barreto Nunes
PRODUÇÃO DO CONHECIMENTO SOBRE O ENSINO DO EXAME
FÍSICO NA ENFERMAGEM: UMA REVISÃO INTEGRATIVA
Trabalho de Conclusão de Curso II
URUGUAIANA
2010
1
JOSI BARRETO NUNES
PRODUÇÃO DO CONHECIMENTO SOBRE O ENSINO DO EXAME
FÍSICO NA ENFERMAGEM: UMA REVISÃO INTEGRATIVA
Trabalho de Conclusão apresentado ao
Curso de Enfermagem da Universidade
Federal do Pampa, como requisito parcial
para obtenção do título de enfermeira.
Orientadora: Profª Ana Paula Scheffer
Schell da Silva
Uruguaiana
2010
2
3
Dedico este Trabalho de Conclusão de
Curso ao meu namorado, Jorge Alberto
Messa Menezes Júnior, companheiro de
todos os momentos, que me apoiou e
fortaleceu nesta caminhada e sempre
acreditou em minha capacidade.
4
AGRADECIMENTOS
À professora Ana Schell, obrigada, pelo carinho, atenção e dedicação na orientação
desse trabalho.
À tia Gicelda Nunes, que sempre me incentivou a estudar e tornou esse sonho
realidade, muito obrigada por todo o estímulo, amor e apoio nessa jornada.
À madrinha Ana Cristina Jacob, obrigada pelo carinho e pelo apoio. Amo você!
Aos meus irmãos Josiele e Elton, que fazem parte desta conquista, obrigada pela
dedicação e carinho. Às minhas sobrinhas Tábata e Anthônia, obrigada pelos
momentos de distração e brincadeiras, amo vocês.
Ao meu namorado Jorge Menezes, pelo apoio incondicional e por sempre acreditar
em mim, muito obrigada.
Às amigas Daione Simon e Luana Severo, pela amizade, amor e apoio nesses
quatro anos, em especial nessa última etapa, muito obrigada, adoro vocês.
À amiga Fabiane Coimbra, que sempre esteve tão presente, mesmo à distância,
muito obrigada pelo carinho e estímulo.
Ao Victor Milani, pelo afeto e a ajuda dedicados ao longo desse semestre, muito
obrigada.
A Deus, por me mostrar que tudo é possível, basta ter fé, obrigada.
Aos colegas, que nesses quatro anos fizeram parte da minha vida, obrigada pelos
momentos de convivência e pela amizade.
Aos pacientes, obrigada, por fazerem parte da minha vida acadêmica e por
contribuírem para o meu futuro profissional.
Aos funcionários do Hospital Santa Casa de Caridade de Uruguaiana, pelos
ensinamentos, pelas experiências compartilhadas e pelos bons momentos vividos
junto, obrigada.
Aos professores Daniela Brum e Fábio Leivas, pelo incentivo e inserção no mundo
da pesquisa, obrigada por tudo.
Aos professores do Curso de Enfermagem da UNIPAMPA, que de uma forma ou
outra contribuíram com o meu aprendizado, muito obrigada.
À minha família, por todo o apoio dedicado à minha formação, obrigada.
Aos amigos, obrigada pelo carinho e atenção, vocês fazem parte dessa conquista.
5
Aos meus sogros Dona Fátima e Seu Jorge e as minhas cunhadas Fabiane e
Tatiane, pelo convívio e apoio, muito obrigada.
A todos aqui não citados, que de uma maneira ou outra ajudaram nessa conquista,
muito obrigada.
6
Educar é semear com sabedoria e colher
com paciência.
Augusto Cury
7
RESUMO
Esta pesquisa teve como objetivo conhecer a produção do conhecimento
sobre o ensino do exame físico na Enfermagem em âmbito nacional e internacional.
Trata-se de uma pesquisa bibliográfica, na modalidade denominada revisão
integrativa. A coleta de dados foi realizada entre os meses de maio e junho de 2010.
A busca realizada nas bases de dados BDENF, CINAHL, LILACS, MEDLINE, WEB
OF SIENCE e WILSONWEB, retornou 766 artigos, sendo que destes foram préselecionados 171 e selecionados 26 artigos após a leitura dos resumos e exclusão
dos estudos que se repetiram em mais de uma base de dados. Constataram-se
algumas fragilidades no que tange o ensino do exame físico na Enfermagem que
são, em sua maioria, relacionadas a questões como ausência de uma disciplina
específica para o ensino do exame físico, corpo docente despreparado e deficiente
relação número de alunos por docente. Ressalta-se que o despreparo do professor,
muitas vezes, se dá em virtude das deficiências originadas no seu ensino de
graduação. Existem iniciativas positivas para a disseminação e qualificação do
ensino
do
exame
físico
na
Enfermagem,
destacando-se
o
método
da
problematização, a utilização de Tecnologias de Informação e Comunicação
(software, CD-ROM, internet e vídeo) e standardized patients. Espera-se que os
resultados deste estudo possibilitem a melhora na qualidade do ensino do exame
físico nos cursos de graduação em Enfermagem e, consequentemente, melhore a
qualidade da assistência prestada ao paciente, no âmbito hospitalar, ambulatorial e
na rede básica de saúde.
Descritores: Enfermagem, Educação em Enfermagem, Ensino Superior, Processos
de Enfermagem, Exame Físico.
8
LISTA DE ILUSTRAÇÕES
FIGURA 1- Caminho percorrido para inclusão e exclusão de artigos na
pesquisa. Uruguaiana, RS, 2010
TABELA
1:
Artigos
recuperados
através
dos
descritores
Uruguaiana, RS, 2010
utilizados.
26
28
TABELA 2: Artigos incluídos no estudo. Uruguaiana, RS, 2010
29
QUADRO 1: Artigos incluídos no estudo. Uruguaiana, RS, 2010
30
9
LISTA DE SIGLAS
AND- Associate Degree Nursing programs
BDENF- Banco de Dados de Enfermagem
BSN- Bachelors of Science in Nursing programs
BVS- Biblioteca Virtual em Saúde
CD-ROM- compact disc read-only memory
CINAHL- Cummulative Index of Nursing and Allied Health Literature
CIPE- Classificação Internacional para a Prática de Enfermagem
COFEN- Conselho Federal de Enfermagem
DeCS- Descritores em Ciências da Saúde
DNP- Doctor of Nursing Practice
DNS- Doctor of Nursing Science
DNS- Doctor of Nursing Science programs
DP- Diâmetro Pupilar
DSN- Doctor of Science in Nursing
Ed. D- Doctor of Education
EUA- Estados Unidos da América
LILACS- Literatura Latino-Americana e do Caribe em Saúde
LVN/LPN- Practical/Vocational Nursing programs
MAE- Metodologia da Assistência em Enfermagem
MEDLINE/PUBMED- Literatura Internacional em Ciências da Saúde/Publicações
Médicas
MSN- Master of Science in Nursing programs
NANDA- North American Nursing Diagnosis Association
NIC- Nursing Interventions Classification
NOC- Nursing Outcomes Classification
PE- Processo de Enfermagem
Ph. D- Doctor of Philosophy
RFM- Reflexo Fotomotor
RN- Registered Nurse
RNPT- Recém-Nascido Pré-Termo
RNT- Recém-Nascido a Termo
10
SAE- Sistematização da Assistência de Enfermagem
SCIELO- Scientific Electronic Library Online
SP- Standardized Patients
UE- Unidade Educacional
UNIPAMPA- Universidade Federal do Pampa
UTI- Unidade de Terapia Intensiva
11
SUMÁRIO
1 Introdução
13
2 Objetivo
16
3 Revisão de Literatura
17
3.1 Sistematização da Assistência de Enfermagem: Modelo Atual
18
3.2 Exame Físico Geral
20
3.2.1 O Ensino do Exame Físico
21
3.2.2 As Técnicas Utilizadas na Realização do Exame Físico
22
4 Metodologia
23
4.1 Tipo de Estudo
23
4.2 Identificação do Tema e Seleção da Questão de Pesquisa
24
4.3 Critérios para Inclusão e Exclusão de Estudos
24
4.4 Apresentação, Interpretação e Síntese dos Estudos
27
4.5 Aspectos Éticos
27
5 Apresentação dos Resultados
28
6 Interpretação e Síntese dos Resultados
37
6.1 Qualidade do Ensino do Exame Físico na Enfermagem
38
6.1.1 Diferenças no conhecimento e na habilidade em realizar o exame
físico
39
6.1.2 Variáveis envolvidas no ensino do exame físico
39
6.1.3 Competências necessárias para a realização do exame físico
43
6.2
44
Metodologias de Ensino
6.2.1 Método da Problematização
44
6.2.2 Tecnologias de Ensino
46
6.2.2.1
Software e CD-ROM
46
6.2.2.2
Vídeo Interativo
48
6.2.2.3
Internet
49
6.2.2.4
Standardized Patients
49
7 Considerações Finais
51
Referências
54
Apêndice A – Instrumento dos Artigos Excluídos do Estudo
60
Apêndice B- Instrumento para Avaliação dos Dados
61
12
Apêndice C- Artigos Excluídos do Estudo
62
Apêndice D- Artigos Incluídos no Estudo
65
Apêndice E- Termo de Compromisso para Utilização de Dados
107
13
1 Introdução
A Enfermagem é uma profissão destinada a prestar o cuidado ao ser humano,
individualmente, na família ou na comunidade, desenvolvendo atividades de
prevenção de doenças, promoção, recuperação e reabilitação da saúde. É
responsável pelo conforto, acolhimento e bem estar dos indivíduos, na assistência,
na coordenação de setores para prestação do cuidado e na promoção da autonomia
dos pacientes por meio da educação em saúde (ALMEIDA, ROCHA, 2000). Para
tanto, fez-se necessário criar uma forma organizada e sistematizada de prestar o
cuidado elaborando-se a Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) e o
Processo de Enfermagem (PE).
As autoras Fuly, Leite e Lima (2008) apontam divergência entre os termos
utilizados na organização do trabalho em Enfermagem. Para as autoras, existem
três correntes que diferenciam o emprego dos termos usados para sistematizar o
cuidado. A primeira corrente aborda os termos SAE, Metodologia da Assistência em
Enfermagem (MAE) e PE como termos distintos. A segunda corrente trata os termos
MAE e PE como iguais. E a terceira corrente versa que os três termos são
sinônimos. Este trabalho será norteado pela primeira corrente, pois se entende que
cada termo empregado para sistematizar o cuidado de Enfermagem tem seu próprio
conceito, diferenciando-se entre si.
A MAE é um modo de conduzir o trabalho, de forma que se tenha um
caminho para a elaboração da SAE. Atualmente, os modelos mais utilizados de MAE
nos serviços de saúde são o modelo teórico das Necessidades Humanas Básicas de
Wanda Horta e a classificação da North American Nursing Diagnosis Association
(NANDA) (FULY, LEITE, LIMA, 2008).
A SAE é a organização do trabalho da Enfermagem quanto ao método,
recursos humanos e materiais, de modo que torne possível a realização do PE.
Entende-se SAE como todo o planejamento registrado do cuidado que engloba a
criação e a implementação do manual de normas e rotinas das unidades com a
descrição padronizada. É uma abordagem sistemática para a determinação das
necessidades de cuidados de Enfermagem, sendo a base para a compreensão do
modo como as enfermeiras determinam, fornecem e avaliam os cuidados (AQUINO,
14
LUNARDI FILHO, 2004; BRACKES, SCHWARTZ, 2005; KOWALSKI, YODER-WISE,
2008).
O PE é um método organizado e sistemático de prestar o cuidado ao paciente
e faz parte da SAE. Esse método possibilita maior integração da enfermeira com o
paciente, a família, a comunidade e com a própria equipe de saúde. É dividido em
etapas inter-relacionadas e dinâmicas que são: a Coleta de Dados ou Investigação
ou, ainda, Histórico de Enfermagem (que compreende a anamnese e o exame
físico), Diagnóstico de Enfermagem, Planejamento dos Cuidados, Implementação
dos Cuidados e Avaliação dos Resultados Obtidos (HORTA, 1979; BARROS,
MICHEL, SOUZA, 2002; CARVALHO, GONÇALVES, TANNURE, 2009).
O exame físico, etapa integrante do Histórico de Enfermagem, fornece as
informações objetivas, ou seja, os sinais percebidos pela enfermeira durante a sua
realização. Pode ser dividido em duas partes denominadas somatoscopia ou
ectoscopia, por meio deste, se obtém os dados gerais do paciente considerando a
aparência física, estrutura corporal, mobilidade e comportamento, e o exame dos
vários sistemas e aparelhos do corpo humano. Para a realização do exame físico, de
acordo com autores consagrados na área, utilizam-se quatro semiotécnicas que são
a inspeção, a palpação, a percussão e a ausculta (JARVIS, 2002; PORTO, 2004;
KOWALSKI, YODER-WISE, 2008).
O exame físico é uma ferramenta da Enfermagem e nunca será demais
ressaltar
sua
importância.
Os
recursos
tecnológicos
disponíveis
(exames
laboratoriais, exames de imagem, etc.) são aplicados em sua plenitude e com o
máximo proveito quando se tem um exame físico bem realizado. Sua realização
proporciona conhecer o paciente como um todo, estabelecer prioridades e avaliar
seu estado geral. No entanto, alguns acadêmicos de Enfermagem sentem-se
inseguros e apreensivos frente ao paciente e a realização do exame físico, mas
esses sentimentos fazem parte da formação do aluno (LOPES, MICHEL, OHL, 2002;
PORTO, 2004).
A partir da prática acadêmica surgiram inquietações quanto à temática da
SAE e do PE que nos levam a vários questionamentos: Como se dá o ensino do
exame físico nos cursos de graduação em Enfermagem? O ensino da SAE e do PE
é adequado nos cursos de graduação em Enfermagem? Porque é tão difícil
implementar a SAE nas instituições de saúde? Porque muitos alunos de
15
Enfermagem têm dificuldades para executar o PE? Porque os acadêmicos
demonstram receio na realização do exame físico?
A realização do exame físico é de suma importância, pois este facilita a
detecção de problemas de Enfermagem, além de auxiliar a equipe de saúde na
prevenção e no diagnóstico precoce de patologias. Por isso se faz essencial
conhecer como é o seu ensino nos cursos de Enfermagem, bem como sua
realização na prática assistencial. O acadêmico em muitas situações, compreende o
exame físico como dispendioso, uma vez que sua realização exige constante estudo
e prática de como usar corretamente a inspeção, a palpação, a percussão e a
ausculta, além de demorar mais na sua realização do que o profissional de saúde
com experiência. O acadêmico de Enfermagem precisa ter perícia técnica e uma
base de conhecimentos sólidos para realizar o exame físico, que podem ser
adquiridas através das experiências vividas anteriormente pelo aluno e do estudo
realizado durante toda a graduação (JARVIS, 2002; PORTO, 2004).
Na Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA) o ensino da SAE e do PE
acontece no segundo ano da graduação em Enfermagem dentro do Núcleo das
Ciências da Enfermagem, Subnúcleos Fundamentos de Enfermagem e Assistência
de Enfermagem, em aulas expositivas, seminários e estudo de caso. Quanto ao
exame físico, esse é ministrado em aulas expositivas, em laboratório de ensino e em
prática assistencial hospitalar.
A escolha do tema ensino do exame físico de Enfermagem partiu da
inquietação frente às aulas práticas, pois muitos acadêmicos não têm domínio das
técnicas propedêuticas para a realização do exame físico, o que resultou em uma
reflexão acerca de como é contextualizado o conhecimento científico e técnico para
os acadêmicos sobre esta temática.
Além disso, a temática foi escolhida porque o exame físico é a base do PE,
que está englobado na SAE e consiste em uma atividade da equipe de Enfermagem,
sendo privativo da enfermeira as etapas do diagnóstico de Enfermagem e a
prescrição ou intervenção de ações (COFEN, 2009). Em função deste contexto, o
acadêmico deve ter domínio sobre a SAE e o PE para conseguir realizá-lo de forma
adequada.
Esta pesquisa é relevante para acadêmicos de Enfermagem, professores e
enfermeiros interessados em conhecer o estado da arte da produção científica sobre
o exame físico, além de dar subsídios para o ensino do conteúdo na Enfermagem.
16
2 Objetivo
O objetivo desta pesquisa consistiu em conhecer a produção do
conhecimento sobre o ensino do exame físico na Enfermagem em âmbito nacional e
internacional.
17
3 Revisão de Literatura
A inquietação da Enfermagem com a questão teórica foi estimulada por
Florence Nightingale, que afirmava que a Enfermagem requeria conhecimentos
distintos da ciência da Medicina. Ela definiu as idéias ou fatos iniciais em que a
profissão deveria se basear, estabelecendo um conhecimento de Enfermagem
direcionado à pessoa e às condições nas quais elas vivem, e em como o ambiente
pode atuar, positivamente ou não, sobre a saúde das pessoas (GONÇALVES,
TANNURE, 2009).
Nightingale
imaginou
uma
profissão
fundamentada
em
reflexões
e
questionamentos, tendo por objetivo construí-la sob uma estrutura de conhecimento
científico diferente do modelo biomédico. Apesar disso, a Enfermagem assumiu uma
orientação profissional dirigida para o imediatismo, baseando-se em ações práticas
de modo intuitivo e não sistematizado, dependente de conhecimentos e de conceitos
preexistentes que determinam o que fazer e como fazer, e na maioria das vezes,
não refletindo sobre por que fazer e quando fazer (GONÇALVES, TANNURE, 2009).
Com a influência das guerras mundiais, das revoluções femininas, da expansão
da ciência e da educação, das alterações socioeconômicas e políticas, as
enfermeiras começaram a questionar o status quo da prática de Enfermagem e a
refletir sobre ele, percebendo a necessidade de se desenvolver um corpo peculiar e
organizado de conhecimento sobre a profissão, difundindo-se a preocupação com
seu significado e com seu papel social (GONÇALVES, TANNURE, 2009). As
enfermeiras, estimuladas pelo Positivismo, pela lógica do sistema capitalista e pelo
avanço da ciência, buscaram a valorização da Enfermagem ao principiar a
construção de um conhecimento próprio por meio de elaborações teóricas
(KLETEMBERG, 2004).
No final dos anos de 1960 Wanda de Aguiar Horta, a primeira enfermeira
brasileira a falar de teoria no campo profissional, propôs às enfermeiras uma
assistência de Enfermagem sistematizada, introduzindo no Brasil uma nova visão de
Enfermagem fundamentada na Teoria das Necessidades Humanas Básicas de
Maslow (HORTA, 1979).
Na década de 1970, a literatura sobre as teorias de Enfermagem teve um
grande impulso, propiciando uma maior reflexão sobre o assunto. Nas décadas de
18
1980 e 1990, foram realizadas muitas pesquisas que ampliaram o conhecimento em
Enfermagem e muitas teorias passaram a subsidiar a assistência em instituições de
saúde (GONÇALVES, TANNURE, 2009).
3.1 Sistematização da Assistência em Enfermagem: Modelo Atual
A MAE, modo pelo qual se organiza a SAE, consiste na utilização de um
modelo teórico de classificação da assistência prestada, com a finalidade de traçar
um caminho metodológico. Os modelos teóricos são a North American Nursing
Diagnosis Association (NANDA), a Nursing Interventions Classification (NIC), a
Nursing Outcomes Classification (NOC), a Classificação Internacional para a Prática
de Enfermagem (CIPE) e a Teoria das Necessidades Humanas Básicas de Wanda
Horta. A MAE padroniza a linguagem empregada nos diferentes sistemas de saúde
(CALIXTO, et. al., 2009).
A SAE apresenta-se como uma metodologia para organizar e sistematizar o
cuidado, com base no conhecimento científico. Objetiva identificar as situações de
saúde-doença e as necessidades de cuidados de Enfermagem, assim como auxiliar
nas intervenções de promoção, prevenção, recuperação e reabilitação da saúde do
indivíduo, família e comunidade (CALIXTO, et. al., 2009).
A SAE utiliza o Processo de Enfermagem (PE) como parte integrante do
processo de trabalho da Enfermagem. O PE é uma forma sistemática e dinâmica de
prestar a assistência de Enfermagem, e consiste em cinco fases inter-relacionadas
que são o Histórico de Enfermagem, o Diagnóstico de Enfermagem, o Planejamento
de Enfermagem, a Implementação e a Avaliação de Enfermagem. Tem por objetivo
um cuidado humanizado, dirigido a resultados e de baixo custo, além de direcionar
as enfermeiras a examinarem continuamente as atividades realizadas no intuito de
melhor proceder aos cuidados (ALFARO-LEFEVRE, 2005; COFEN, 2009).
O Histórico de Enfermagem é a primeira etapa do PE e acontece quando se
realiza a anamnese e o exame físico com o objetivo de coletar informações
necessárias para se ter uma visão clara da situação de saúde do paciente. O
Histórico de Enfermagem se subdivide em: coleta de dados (exame físico e
anamnese), fase em que se agrupam os dados sobre o estado de saúde do
19
paciente; seguida pela validação dos dados, uma nova verificação para assegurar
que os dados são precisos e completos; após a organização dos dados,
agrupamento dos dados de modo a auxiliar na identificação de padrões de saúde
doença; concomitantemente a identificação de padrões, obter uma idéia inicial dos
padrões de funcionamento e focalizar a investigação de modo a alcançar mais
informações que leve a uma melhor compreensão da situação em questão e
finalizando pela comunicação e registro dos dados, completando o prontuário do
paciente (ALFARO-LEFEVRE, 2005).
O Diagnóstico de Enfermagem é uma etapa privativa da enfermeira e consiste
na identificação de problemas, fatores de risco, complicações e de pontos fortes dos
dados coletados na anamnese e no exame físico. Compreende a identificação de
problemas, identificação de fatores de risco, previsão de problemas potenciais e
identificação de recursos (ALFARO-LEFEVRE, 2005; COFEN, 2009).
O Planejamento de Enfermagem é a fase em que estabelece prioridades,
determinam-se resultados esperados e as intervenções de Enfermagem e se realiza
o registro do plano, assegurando-se que este seja registrado adequadamente
(ALFARO-LEFEVRE, 2005).
Esta fase consiste em executar o plano de cuidados, preparar-se para
comunicar e receber comunicações, estabelecer as prioridades diárias, investigar e
reinvestigar, realizar as intervenções e fazer as mudanças necessárias, registrandoas. A Implementação (ou Intervenção, ou Prescrição) consiste em atividade da
enfermeira (ALFARO-LEFEVRE, 2005; COFEN, 2009).
A Avaliação de Enfermagem é a última etapa do PE e consiste na avaliação
detalhada e registro dos vários aspectos do cuidado ao paciente, sendo a chave
para excelência no cuidado oferecido. Necessita-se realizar uma investigação para
determinar se há mudanças no estado de saúde e para certificar-se de que todos os
dados são exatos e completos, determinar se os diagnósticos e os problemas que
exigem cuidado de Enfermagem estão resolvidos ou melhoraram a ponto de ocorrer
a alta do paciente, analisar se há novos problemas, verificar se os resultados e as
intervenções são adequados, se os resultados estão sendo alcançados, examinar
como o plano foi implementado e identificar os fatores que afetaram o sucesso ou
criaram problemas durante o tratamento do paciente (ALFARO-LEFEVRE, 2005).
20
3.2 Exame Físico Geral
O exame físico consiste no levantamento das condições gerais do paciente,
tanto físicas quanto psicológicas, no sentido de buscar informações significativas
para a Enfermagem que possam auxiliar na assistência a ser prestada ao paciente.
O exame físico pode ser realizado de duas formas: o exame físico geral no sentido
céfalo-caudal e o exame físico por sistemas corporais. Junto à anamnese, é parte
fundamental da SAE para efetivar o Histórico de Enfermagem do paciente (LOPES,
MICHEL, OHL, 2002).
A realização do exame do corpo inicia com Hipócrates (460-356 A.C.) que
sintetizou o método clínico dando a anamnese e ao exame físico uma estrutura que
difere um pouco da atual. Santório entre 1561 e 1636, propôs o uso do termômetro
clínico, para medir a temperatura corporal, e neste contexto Ludwig em 1852,
construiu a curva térmica. Em 1761, Auenbrugger publicou o trabalho Inventum
Novum, que sintetiza a percussão do tórax. Ainda neste ano foi publicado o livro De
Sedibus et Causis Morborum per Anatomen Indagatis, considerado a primeira
sistematização dos conhecimentos anatomopatológicos. Laennec em 1819, publica
a obra De la Auscultation Médiate, descrevendo o estetoscópio e algumas
manifestações estetoacústicas das doenças cardíacas e pulmonares (PORTO,
2004).
Em 1839, Skoda correlaciona os dados do exame físico do tórax com os
achados nas necropsias na obra Abhandlungüber Perkussion und Auskultation.
Helmhottz e Ruete por volta de 1851-1852 introduziram o oftalmoscópio. Samuel
Von Basch, em 1880, Riva-Rocci em 1896 e Korotkoff em 1905 possibilitaram a
construção do esfigmomanômetro, que determina a pressão arterial com precisão.
Freud, no final do século XIX, desvenda o mundo do inconsciente e possibilita a
compreensão dos aspectos psicodinâmicos entre médico e paciente (PORTO,
2004).
Os estudiosos citados reconheceram a importância em conhecer e dominar a
propedêutica para a realização do exame físico, já que os dados provenientes do
mesmo dependiam de uma boa técnica e conhecimento dos órgãos e sistemas do
corpo humano. Dessa forma, um exame físico bem realizado possibilita prevenir e
21
diagnosticar precocemente problemas estruturais e algumas doenças (BARROS,
LOPES, MICHEL, 2002; JARVIS, 2002).
3.2.1 O Ensino do Exame Físico
O ensino da SAE e do PE, como já explicitado anteriormente, acontece no
segundo ano da graduação em Enfermagem na Universidade Federal do Pampa
(UNIPAMPA), dentro do Núcleo das Ciências da Enfermagem, Subnúcleos
Fundamentos de Enfermagem e Assistência de Enfermagem, em aulas expositivas,
seminários e estudo de caso. Quanto ao exame físico, esse é ministrado em aulas
expositivas, em laboratório de ensino e em prática assistencial hospitalar.
Para a realização do exame físico é indispensável que a enfermeira ou
acadêmica de Enfermagem possua conhecimentos prévios de anatomia, fisiologia,
fisiopatologia e outras ciências afins, assim como conhecimentos da terminologia
apropriada para o registro de Enfermagem, dos passos propedêuticos para sua
execução e do relacionamento interpessoal a ser estabelecido entre a profissional e
o paciente (LOPES, MICHEL, OHL, 2002). Na prática acadêmica, visualiza-se a
pouca utilização do exame físico, na maioria das vezes, as enfermeiras realizam a
inspeção, que ocupa menor tempo e é de mais fácil realização.
No Brasil, a criação da Resolução COFEN nº 358/2009 definiu como atividades
privativas da enfermeira o Diagnóstico de Enfermagem e a Prescrição de
Enfermagem, bem como a supervisão e a orientação de técnicos e auxiliares de
Enfermagem na execução das atividades que lhes cabem do Processo de
Enfermagem (COFEN, 2009).
A realização do processo de trabalho da enfermeira permite o desenvolvimento
de ações que alteram o estado de doença dos indivíduos, promovendo a sua
recuperação (CALIXTO, et. al., 2009; COFEN, 2009). Destaca-se a importância do
domínio teórico e de habilidades técnicas, por parte da enfermeira, para a realização
da assistência de Enfermagem.
22
3.2.2 As Técnicas Utilizadas na Realização do Exame Físico
Para realizar o exame físico é necessário utilizar as técnicas de Inspeção,
Palpação, Percussão e Ausculta. Para desempenhar estas técnicas, a enfermeira
precisa utilizar seus sentidos de visão, tato, audição e olfato (BARROS, LOPES,
MICHEL, 2002; JARVIS, 2002).
A inspeção exige o emprego do olfato e da visão devendo essa ser panorâmica
e centrada para investigar as partes mais acessíveis do corpo que estão em contado
com o ambiente. A inspeção começa no momento em que se entra em contato com
o paciente e, bem realizada, toma algum tempo e gera uma grande quantidade de
dados (BARROS, LOPES, MICHEL, 2002; JARVIS, 2002).
A palpação é uma técnica que permite a aquisição da informação através do
tato e da pressão. O sentido do tato leva à obtenção dos dados da parte mais
superficial do corpo humano, enquanto que a pressão permite a obtenção das
impressões de regiões mais profundas do corpo. Com esta técnica pode-se avaliar
os fatores textura, temperatura, umidade, localização e tamanho dos órgãos, detecta
aumento de volume, vibração ou pulsação, rigidez, crepitação, existência de nódulos
ou massas e presença de dor ou hipersensibilidade à palpação (BARROS, LOPES,
MICHEL, 2002; JARVIS, 2002).
A percussão baseia-se nas vibrações originadas de pequenos golpes
realizados
em
determinada
superfície
do
organismo.
As
vibrações
têm
características próprias quanto à intensidade, tonalidade e timbre, de acordo com a
estrutura anatômica percutida. Pode ser direta (imediata) onde a mão que golpeia
entra em contato direto com a parede do corpo, ou indireta (mediata) onde a mão
que golpeia entra em contato com a outra mão, que fica parada sobre a pele do
paciente, produzindo um som e uma vibração sutil (BARROS, LOPES, MICHEL,
2002; JARVIS, 2002).
A ausculta é um procedimento que utiliza o estetoscópio e obtêm ruídos
considerados normais ou patológicos no exame de órgãos como o coração, os
pulmões e o intestino (BARROS, LOPES, MICHEL, 2002; JARVIS, 2002).
23
4 Metodologia
A seguir é descrito o tipo de estudo que foi realizado, a identificação do tema e
seleção da hipótese ou questão de pesquisa, o estabelecimento de critérios para
inclusão e exclusão de estudos, a categorização dos estudos, a avaliação dos
estudos incluídos, a interpretação dos resultados, a apresentação dos resultados e
os aspectos éticos que nortearam a pesquisa.
4.1 Tipo de Estudo
Trata-se de pesquisa bibliográfica, na modalidade denominada revisão
integrativa. A revisão integrativa é um dos métodos de pesquisa utilizados na Prática
Baseada em Evidências que permite a incorporação de evidências na prática clínica
ou em determinada área de conhecimento. O método tem a finalidade de reunir e
sintetizar resultados de pesquisas sobre determinado tema ou questão, de maneira
sistemática e ordenada, contribuindo para o aprofundamento do conhecimento do
tema investigado. Este tipo de revisão constrói a análise da literatura que favorece
as discussões sobre métodos e resultados de pesquisas, ampliando reflexões para a
realização de outros estudos. A revisão integrativa tem o potencial para auxiliar a
construção e consolidação da ciência da Enfermagem, corroborando pesquisa,
assistência e ações políticas (KNAFL, WHITTEMORE, 2005; GALVÃO, MENDES,
SILVEIRA, 2008).
Foram utilizadas as etapas propostas pelas autoras Mendes, Silveira e Galvão
(2008) para a realização da revisão integrativa, que são: 1) Identificação do tema e
seleção da hipótese ou questão de pesquisa, 2) Estabelecimento de critérios para
inclusão e exclusão de estudos, 3) Definição das informações a serem extraídas dos
estudos selecionados e categorização dos estudos, 4) Avaliação dos estudos
incluídos, 5) Interpretação dos resultados e 6) Apresentação da revisão ou síntese
do conhecimento.
24
4.2 Identificação do Tema e Seleção da Questão de Pesquisa
O interesse pelo tema ensino do exame físico de Enfermagem surgiu nas aulas
práticas, pois alguns acadêmicos não detinham conhecimento suficiente das
técnicas propedêuticas para a sua realização, o que resultou em uma reflexão
acerca de como é contextualizado o conhecimento científico e técnico para os
acadêmicos sobre esta temática. Ao mesmo tempo, o exame físico é a base do PE,
que está englobado na SAE e consiste em uma atividade da equipe de Enfermagem.
Dessa forma, para orientar este estudo, formulou-se a seguinte questão: Qual a
produção do conhecimento sobre o ensino do exame físico na Enfermagem? No
próximo item serão apresentados os descritores e as palavras-chaves que nortearão
a busca pelas publicações nas bases de dados.
4.3 Critérios para Inclusão e Exclusão de Estudos
Para a realização dessa pesquisa foram utilizadas as seguintes bases de
dados on-line:
• Banco de Dados de Enfermagem (BDENF);
• Cummulative Index of Nursing and Allied Health Literature (CINAHL);
• Literatura
Internacional
em
Ciências
da
Saúde/Publicações
Médicas
(MEDLINE/PUBMED);
• Literatura Latino-Americana e do Caribe em Saúde (LILACS);
• Scientific Electronic Library Online (SCIELO);
• Web of Science;
• WilsonWeb.
Para a pesquisa dos artigos foi utilizado como descritor primário a palavra
“Exame físico, Physical Examination, Examen Físico” que, conforme a definição dos
Descritores em Ciências da Saúde (DeCS) da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), é
a “inspeção sistemática e minuciosa do paciente para sinais físicos de doença ou
anormalidade” (BVS, 2010).
25
E como descritores secundários:
- “Educação, Education, Educación”: “aquisição de conhecimento como resultado de
instrução em um curso formal de estudo” (BVS, 2010).
- “Educação em Enfermagem, Education, Nursing, Educación en Enfermería”: “uso
de artigos em geral que dizem respeito a educação em enfermagem” (BVS, 2010).
- “Enfermagem, Nursing, Enfermería”: “campo da enfermagem voltado para a
promoção, manutenção e restauração da saúde” (BVS, 2010).
- “Ensino, Teaching, Enseñanza”: “o processo educacional de instrução” (BVS,
2010).
- “Ensino Superior, Education, Higher, Educación Superior”: sem definição na BVS.
- “Processos de Enfermagem, Nursing Process, Procesos de Enfermería”: “reunião
de todas as atividades de enfermagem que incluem diagnóstico (identificação de
necessidades), intervenção (prestação de cuidados) e avaliação (efetividade dos
cuidados prestados)” (BVS, 2010).
O descritor primário foi utilizado junto a todos os descritores secundários.
Foram buscados artigos publicados nos idiomas inglês, espanhol e português,
que tivessem acesso livre ou por comutação entre bibliotecas e que apresentassem
no resumo pelo menos uma das seguintes palavras: Enfermagem, Ensino,
Educação, Exame Físico, Semiologia, Semiotécnica, Sistematização da Assistência
de Enfermagem ou Processo de Enfermagem e que fossem relacionados ao ensino
do exame físico na Enfermagem. Foram excluídos os artigos que não referissem o
ensino do exame físico na Enfermagem, as teses e as dissertações (APÊNDICE A).
O percurso percorrido para a inclusão ou exclusão dos artigos encontra-se
destacado na Figura 1. Salienta-se que esse percurso foi realizado por dois
avaliadores independentes.
26
FIGURA 1
Caminho percorrido para inclusão e exclusão de artigos na pesquisa.
Uruguaiana, RS, 2010
Descritor Primário
Exame físico,
Physical
Examination,
Examen Físico
Descritores Secundários
Educação,
Education,
Educación
Educação em
Enfermagem,
Education,
Nursing,
Educación en
Enfermería
Enfermagem,
Nursing,
Enfermería
Ensino,
Teaching,
Enseñanza
Ensino
Superior,
Education,
Higher,
Educación
Superior
Processos de
Enfermagem,
Nursing
Process,
Procesos de
Enfermería
Palavras no resumo
Enfermagem, Ensino, Educação, Exame Físico, Semiotécnica, Semiologia,
Sistematização da Assistência de Enfermagem, Processo de Enfermagem
As informações extraídas dos estudos referente a temática, foram resumidas e
organizadas de modo a formar um banco de dados de fácil manejo. Este abrangeu o
código de publicação, título, ano, autores, formação acadêmica dos autores, fonte de
indexação, país de realização do estudo, idioma, descritores, palavras no resumo,
tipo de publicação, contexto do estudo, objetivo do estudo, tipo de estudo, campo do
estudo, sujeitos, coleta dos dados, análise dos dados, considerações bioéticas,
resultados encontrados, principais conclusões, artigo incluído no estudo e
justificativa de exclusão. Os estudos foram avaliados através de ficha documental
(APÊNDICE B).
Para avaliação crítica das produções emergentes da coleta, foram realizadas
as seguintes perguntas:
27
- Qual é a questão da pesquisa do estudo?
- Qual o objetivo do estudo?
- A metodologia do estudo (tipo de estudo, amostra, análise) está adequada?
- Os resultados apresentados respondem ao objetivo proposto pelo estudo?
- O estudo traz contribuições a temática de pesquisa?
Os artigos excluídos tiveram suas justificativas documentadas (APÊNDICE C).
4.4 Apresentação, Interpretação e Síntese dos Estudos
Dos dados encontrados foi elaborado documento contendo as evidências dos
estudos e os principais resultados evidenciados na análise dos artigos incluídos
(APÊNDICE D). Após foi realizada a discussão dos resultados encontrados nos
estudos incluídos e, para tanto, foram empregadas linguagem descritiva e figuras
gráficas.
4.5 Aspectos Éticos
Para a realização do estudo, foram observadas as normas nacionais de autoria
(BRASIL, 1998).
Foi utilizado Termo de Compromisso de Utilização de Dados (APÊNDICE E)
que foi assinado pela pesquisadora e sua orientadora, constando a responsabilidade
com a preservação da autoria dos estudos analisados. Os dados obtidos somente
poderão ser utilizados pelo projeto ao qual se vinculam (COMISSÃO DE PESQUISA
E ÉTICA EM SAÚDE/GPPG/HCPA, 1997).
28
5 Apresentação dos Resultados
A coleta de dados foi realizada entre os meses de maio e junho de 2010. Na
primeira parte da busca nas bases de dados, utilizou-se somente o descritor primário
Exame Físico e obteve-se na BDENF 63 publicações, na CINAHL 14.874, na
LILACS 693, na MEDLINE 10.489, na SCIELO 29, na Web of Science 28.101 e na
WilsonWeb 9.483 publicações nos idiomas português, inglês e espanhol.
A busca nas bases de dados com a associação do descritor primário com cada
um dos descritores secundários retornou 766 artigos. A WILSONWEB foi base que
mais retornou artigos com 250 (32,6%) selecionados, seguida pela WEB OF
SCIENCE com 155 (20,2%), MEDLINE com 151 (19,7%) e CINAHL com 129
(16,8%). As que menos retornaram artigos foram a BDENF totalizando 23 (3,0%)
artigos e a LILACS com 24 (3,1%) artigos. Os descritores que mais retornaram
artigos foram Exame Físico associado a Enfermagem com 276 (36,0%) artigos,
conforme demonstra a Tabela 1.
TABELA 1:
Artigos recuperados através dos descritores utilizados. Uruguaiana, RS, 2010
WEB OF
WILSON
SCIENCE
WEB
n(%)
n(%)
4(0,5)
33(4,3)
34(4,4)
4(0,5)
19(2,4)
23(3,0)
7(0,9)
33(4,4)
14(1,9)
0(0,0)
0(0,0)
4(0,5)
3(0,3)
2(0,2)
12(1,5)
59(7,7)
Base de dados
BDENF
CINAHL
LILACS
MEDLINE
SCIELO
/Descritores
n(%)
n(%)
n(%)
n(%)
n(%)
0(0,0)
19(2,4)
0(0,0)
4(0,5)
12(1,5)
12(1,5)
10(1,3)
14(1,8)
3(0,3)
57(7,7)
8(1,1)
0(0,0)
1(0,1)
0(0,0)
3(0,3)
37(4,8)
1(0,1)
Exame físico +
Educação
Exame físico +
Educação em
Enfermagem
Exame físico +
Ensino
Exame físico +
Ensino superior
Exame físico +
Enfermagem
125
(16,9)
TOTAL
n(%)
94
(12,2)
94
(12,2)
247
(33,4)
8
(1,0)
162
276
(21,1)
(36,0)
29
Exame físico +
Processos de
39
5(0,6)
2(0,2)
5(0,6)
6(0,7)
0(0,0)
7(0,9)
14(1,9)
23
129
24
151
34
155
250
766
(3,0)
(16,8)
(3,1)
(19,7)
(4,4)
(20,2)
(32,6)
(100,0)
(5,0)
Enfermagem
TOTAL
Do total de 766 artigos recuperados, foram pré-selecionados 171 (22,3%)
artigos e selecionados 26 (3,3%) estudos, após a leitura dos resumos e exclusão
dos estudos que se repetiram em mais de uma base de dados (TABELA 2). Os
descritores em associação que mais recuperaram artigos foram Exame Físico e
Ensino com 14 (53,8%) estudos. Quanto aos descritores Exame Físico e Ensino
Superior; Exame Físico e Processos de Enfermagem não tiveram artigos incluídos
na amostra desse estudo.
TABELA 2:
Artigos incluídos no estudo. Uruguaiana, RS, 2010
Base de
dados/
Descritores
Exame físico
+
Educação
BDENF
CINAHL
LILACS
MEDLINE
SCIELO
WEB OF
TOTAL
WILSONWEB
SCIENCE
P-S
S
P-S
S
P-S
S
P-S
S
P-S
S
P-S
S
P-S
S
P-S
S
n(%)
n(%)
n(%)
n(%)
n(%)
n(%)
n(%)
n(%)
n(%)
n(%)
n(%)
n(%)
n(%)
n(%)
n(%)
n(%)
0
0
5
0
0
0
0
0
4
1
11
0
7
1
27
2
(3,8)
(15,7)
(7,7)
(0,0)
(0,0)
(2,9)
(0,0)
(0,0)
(0,0)
(0,0)
(0,0)
(2,3)
(3,8)
(6,4)
(0,0)
(4,0)
Exame físico
+
Educação
em
7
6
11
0
8
1
1
1
4
0
19
0
7
0
57
8
(1,0)
(23,1)
(6,4)
(0,0)
(4,6)
(3,8)
(0,5)
(3,8)
(2,3)
(0,0)
(11,1)
(0,0)
(4,0)
(0,0)
(33,3)
(4,6)
Enfermagem
Exame físico
1
0
12
10
6
2
3
0
7
1
4
1
3
0
36
14
(0,5)
(0,0)
(7,0)
(38,5)
(3,5)
(7,7)
(1,7)
(0,0)
(4,0)
(3,8)
(2,3)
(3,8)
(1,7)
(0,0)
(21,0)
(53,8)
+
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
1
0
1
0
2
0
Ensino
(0,0)
(0,0)
(0,0)
(0,0)
(0,0)
(0,0)
(0,0)
(0,0)
(0,0)
(0,0)
(0,5)
(0,0)
(0,5)
(0,0)
(1,1)
(0,0)
0
0
14
0
0
0
0
0
8
0
11
2
7
0
40
2
(0,0)
(0,0)
(8,1)
(0,0)
(0,0)
(0,0)
(0,0)
(0,0)
(4,6)
(0,0)
(6,4)
(7,7)
(4,0)
(0,0)
(23,3)
(7,7)
1
0
0
0
0
0
0
0
0
0
7
0
1
0
9
0
(0,5)
(0,0)
(0,0)
(0,0)
(0,0)
(0,0)
(0,0)
(0,0)
(0,0)
(0,0)
(4,0)
(0,0)
(0,5)
(0,0)
(5,2)
(0,0)
+
Ensino
Exame físico
superior
Exame físico
+
Enfermagem
Exame físico
+
Processos
de
Enfermagem
30
TOTAL
9
6
42
10
14
3
4
1
23
2
53
3
26
1
(5,2)
(23,1)
(24,5)
(38,5)
(8,1)
(2,1)
(2,3)
(3,8)
(13,4)
(7,7)
(30,9)
(11,5)
(15,2)
(3,8)
171
26
(100,
(100,
0)
0)
Legenda: P-S: Pré-selecionado; S: Selecionado.
Do total de 26 artigos selecionados, o periódico em que foi encontrado o maior
número de artigos referentes ao ensino do exame físico na Enfermagem foi a Acta
Paulista de Enfermagem com seis (23,0%) estudos, seguido pelo Journal of Nursing
Education com quatro (15,3%) e pela Revista Latino-Americana de Enfermagem
com três (11,5%) artigos (QUADRO 1).
QUADRO 1:
Artigos incluídos no estudo. Uruguaiana, RS, 2010
Código da
publicação
Título
Teaching health history
A1
and physical
examination
Autores
Paul Froemming,
Julia Quiring
Formação dos autores
Ano
1973
Professor adjunto
pacientes agudos
graves: uma experiência
Nursing
BDENF
Maria Sumie Koizumi
Auxiliar de ensino
1976
de ensino
Enfermagem
Novas
Dimensões
Ensino e aprendizagem
A3
SCIENCE
Research
Exame físico em
A2
indexação
WEB OF
Mestrado em tecnologia
instrucional,
Fonte de
BDENF
Enfermeira professora
do exame físico: análise
Miako Kimura,
Doutora,
do processo pelo exame
Maria Sumie Koizumi
Enfermeira professora
das pupilas
Revista da
1993
Escola de
Enfermagem
Associada
da USP
Miako Kimura,
Ana Maria Kazue
O exame físico e o
A4
enfermeiro de UTI
Miyadahira,
Enfermeira/ doutor;
BDENF
Diná de Almeida Lopes
Enfermeira/ doutor;
Revista
Monteiro da Cruz,
Enfermeira;
Edna Ikumi Umebayashi
Enfermeira/ doutor;
Takahashi,
Enfermeira/ doutor;
Karia Grillo Padilha,
Enfermeira
Regina Marcia Cardoso
de Sousa
1994
Escola de
Enfermagem
da USP
31
Using interactive video
to add physical
A5
assessment data to
Joyce E. White
Professor assistente de
Enfermagem
computer-based patient
CINAHL
1995
Computers in
Nursing
simulations in nursing
A6
Alba Lucia Leite de
Doutora em Ciências,
Bases propedêuticas
Barros,
Doutora em Biologia
para a prática de
Regiane de Quadros
Molecular,
Enfermagem- uma
Glashan,
Especialista em
necessidade atual
Jeanne Liliane Marlene
Enfermagem Médico-
Michel
Cirúrgica.
na vivência do exame
A7
físico de Enfermagem
em enfoque
fenomenológico
1996
Acta
Paulista de
Enfermagem
Aluna da 2ª série do
A importância da
relação aluno-professor
BDENF
Curso Graduação em
Denise Isabel Luiz,
Enfermagem,
Tatiana Damakauskas,
Aluna da 2ª série do
Rosali Isabel Barduchi
Curso Graduação em
Ohl
Enfermagem,
LILACS
1997
Acta Paulista
de
Enfermagem
Enfermeira /Mestre em
Enfermagem
Professor Adjunto,
Ex-aluno do curso de
especialização em
Enfermagem médico-
Análise sobre o ensino
A8
do exame físico em
escolas de Enfermagem
da cidade de São Paulo
Alba Lucia Bottura Leite
cirúrgica,
de Barros,
Ex-aluno do curso de
Valmi Delfino de Souza,
especialização em
Gina Laubé,
Enfermagem médico-
Lígia de Fátima Albertini
cirúrgica,
BDENF
1997
Acta Paulista
de
Enfermagem
Ex-aluno do curso de
especialização em
Enfermagem médicocirúrgica
BDENF
O ensino do exame
A9
físico em escolas de
Valmi Delfino de Souza,
graduação em
Alba Lucia Bottura Leite
Enfermagem do
de Barros
Revista
Enfermagem/ mestre,
Doutora em ciências
1998
Americana
de
município de São Paulo
A 10
Latino-
Enfermagem
Nursing physical
Helen Rushforth,
Professor de Enfermagem
assessment skills:
John Warner,
Saúde da Criança,
1998
MEDLINE
British
32
implications for UK
David Burge,
Professor de Enfermagem
Journal of
practice
Alan Edward Glasper
Saúde da Criança,
Nursing
Consultor cirurgião
pediátrico,
Diretor de Estudos de
Enfermagem de Saúde
Infantil
Evaluation of
undergraduate physical
A 11
examination:
performances by nurse
WILSONWE
Shelley Yerger
Huffstutler
B
Professor Assistente
1999
Nurse
Educator
practitioner students
O ensino do exame
físico pulmonar através
A 12
do método da
Problematização
Adelia Yaeko Kyosen
Nakatani,
Emilia Campos de
Carvalho,
Maria Márcia Bachion
Huynh M;
A 13
A CD-ROM tutorial for
Brown V;
physical examination
Bauer M;
CALC Multimedia
A 14
CINAHL
Enfermeira Doutoranda
Revista
da área de Enfermagem
fundamental,
2000
Doutora em Enfermagem,
americana
de
Doutora em Enfermagem
Enfermagem
CINAHL
Não encontrada,
Não encontrada,
Australian
2001
Não encontrada
Journal of
Advanced
Nursing
Susanne W. Gibbons;
Professor adjunto,
Clinical evaluation in
Graceanne Adamo;
Professor adjunto,
WEB OF
advanced practice
Diane Padden;
Professor adjunto,
SCIENCE
nursing education: using
Richard Ricciardi;
Professor adjunto,
standardized patients in
Marjorie Graziano;
Professor adjunto,
Nursing
health assessment
Eugene Levine;
Professor,
Education
Richard Hawkins
Professor adjunto
2002
Acadêmica 4 série
A 15
latino-
Ensino do exame físico
Flávia S. Patine,
em uma escola de
Denise B. Barboza,
Enfermagem
Maria H. Pinto
LILACS
graduação em
Enfermagem,
Professora de
Journal of
Arquivos de
2004
ciências da
saúde
Enfermagem,
Doutora em Enfermagem
A 16
O ensino interdisciplinar
Maria José Sanchen
Doutora em Enfermagem;
e problematizado: um
Marin;
Mestranda;
recorte do
Maria Shirley de S.
Docente;
conhecimento
Barbosa;
Doutor em Enfermagem;
LILACS
2004
Revista
Nursing
33
Márcia Rosely M.
Mestre em Enfermagem
Dadalti;
Pedro Marco K.
Barbosa;
Cristina Peres Cardoso
Estudo com módulos
A 17
auto-instrucionais como
Maria das Graças O.
Mestranda em
uma estratégia de
Fernandes,
Enfermagem pediátrica,
ensino na disciplina de
Vera Lúcia Barbosa,
Doutor,
Enfermagem
Masuco Naganuma
Doutor
CINAHL
2005
Acta paulista
de
Enfermagem
neonatológica
Teaching health
A 18
assessment in the
CINAHL
Mary Lashley
Doutora em Enfermagem
2005
virtual classroom
Exame físico de
Enfermagem do recémA 19
nascido a termo:
software autoinstrucional
Journal of
Nursing
Education
CINAHL
Maria das Graças de
Mestre em ciências,
Oliveira Fernandes,
Doutor em Enfermagem,
Vera Lucia Barbosa,
Doutor em Enfermagem
Revista
2006
latinoamericana
de
Masuco Naganuma
Enfermagem
Comparing the
frequency of physical
examination techniques
CINAHL
performed by associate
A 20
and baccalaureate
Jean Giddens
Doutor em Enfermagem
2006
degree prepared nurses
Journal of
nursing
Education
in clinical practice: does
education make a
difference?
Advanced health
A 21
A 22
assessment in nurse
Frances J. Kelley,
practitioner programs:
Catharine A. Kopac,
follow-up study
John Rosselli
WEB OF
Professor associado,
Professor associado,
Assistente de Pós-
SCIENCE
2007
Professional
Graduação e Ensino
Semiotécnica e
Luciana Mara Monti
Enfermeira pós-
semiologia do recém-
Fonseca,
graduanda,
nascido pré-termo:
Adriana Moraes Leite,
Enfermeira docente,
avaliação de um
Débora Falleiros de
Enfermeira docente,
software educacional
Mello,
Enfermeira docente,
Journal of
nursing
SCIELO
2008
Acta paulista
de
Enfermagem
34
Maria Célia Barcellos
Enfermeira docente
Dalri,
Carmen Gracinda Silvan
Scochi
Avaliando a
aprendizagem do
A 23
exame físico de
Enfermagem no
contexto da semiologia
pediátrica
A 24
Marisa Rufino Ferreira
Luizari,
Mestre,
Conceição Vieira da
Doutora,
Silva Ohana,
Doutora
2008
O ensino do exame
Carlos Magno Carvalho
Mestrando em ciências do
físico em suas
da Silva,
Cuidado em Saúde,
dimensões técnicas e
Vera Maria Sabóia,
Doutora em Enfermagem,
subjetivas
Enéas Rangel Teixeira
Doutor em Enfermagem
Fonseca,
Inovação tecnológica no
Fernanda dos Santos
ensino da semiotécnica
Nogueira de Góes,
e semiologia em
Geovana Magalhães
Enfermagem neonatal:
Ferecini,
do desenvolvimento à
Adriana Moraes Leite,
utilização de um
Débora Falleiros de
software educacional
Mello,
Carmen Gracinda Silvan
Scochi
A 26
Jean Foret Giddens,
in undergraduate
Linda Eddy
nursing programs: are
de
CINAHL
2009
Texto e
contexto
Enfermagem
Doutora em Enfermagem,
Doutoranda em
Enfermagem em saúde
pública,
Doutoranda em
Enfermagem em saúde
SCIELO
2009
pública,
Texto e
Contexto
Enfermagem
Doutora em Enfermagem,
Professor associado,
Professor titular
A survey of physical
examination skills taught
Acta Paulista
Enfermagem
Ana Lúcia Moraes Horta
Luciana Mara Monti
A 25
CINAHL
CINAHL
Doutor em Enfermagem,
Doutor em Enfermagem
2009
we teaching too much?
Journal of
Nursing
Education
Os artigos foram redigidos por 67 diferentes autores, considerando todos os
autores, o que revela média de 2,5 autores por artigo, sendo que a autora que mais
publicou artigos na temática foi Alba Lucia Bottura Leite de Barros com três artigos,
seguida pelos autores Adriana Moraes Leite, Carmen Gracinda Silvan Scochi,
Débora Falleiros de Mello, Jean Foret Giddens, Luciana Mara Monti Fonseca, Maria
das Graças de Oliveira Fernandes, Maria Sumie Koizumi, Masuco Naganuma, Miako
Kimura, Valmi Delfino de Souza e Vera Lucia Barbosa, com dois artigos cada.
35
As publicações se distribuíram entre os anos de 1973 a 2009, prevalecendo o
ano de 2009 com três (11,5%) publicações. Nos anos de 1974, 1975, 1977 a 1992 e
2003 não houve publicação nessas bases de dados referente ao ensino do exame
físico na Enfermagem (QUADRO 1).
Quanto a formação dos 67 diferentes autores (QUADRO 1), prevaleceu a
titulação de Doutor entre 27 autores, destes 15 eram Doutores em Enfermagem,
dois em Ciências, um em Biologia Molecular e os demais não especificaram a área.
Vinte e quatro autoras eram docentes e quatro eram doutorandas em Enfermagem
na época da publicação dos artigos. Seis autores eram Mestres e entre estes três
eram
Mestres
Especialistas
em
em
Enfermagem.
Enfermagem
Três
autores
eram
mestrandos,
quatro,
Médico-Cirúrgica,
duas
enfermeiras
e
três
acadêmicas do Curso Graduação em Enfermagem.
O idioma da maioria dos artigos é o Português com 16 (61,5%) estudos,
seguido pelo Inglês com 10 (38,5%) estudos, sendo que nenhum artigo selecionado
foi redigido no idioma Espanhol (QUADRO 1).
Quanto ao tipo de estudo, os artigos incluídos nessa revisão integrativa são em
sua maioria descritivos, contabilizando o total de cinco artigos. Foram ainda
encontrados estudos do tipo exploratório-descritivo quantitativo e qualitativo, quase
experimento, fenomenológico, pesquisa-ação, reflexivo e revisão de literatura.
Quanto ao local de desenvolvimento dos estudos prevaleceu o vínculo com
universidades, cursos de graduação em Enfermagem, hospitais da rede pública e
hospitais-escola.
Os países onde se desenvolveram as pesquisas foram o Brasil com 16 (61,5%)
estudos, os Estados Unidos da América com oito (30,7%), e o Reino Unido e a
Austrália com um (3,8%) artigo cada.
Alguns autores utilizaram os termos avaliação de saúde e avaliação física para
denominar o exame físico, portanto esses termos poderão ser utilizados como
sinônimos durante a apresentação, interpretação e síntese dos resultados
encontrados.
Onze estudos procuram conhecer a realidade do ensino do exame físico na
Enfermagem. Esses estudos revelaram que deveria existir pelo menos uma
disciplina especifica para ministrar o exame físico, com carga horária fixa e
professores atualizados. Muitos docentes referem ter adquirido o conhecimento
científico necessário para ensinar e realizar o exame físico na graduação em
36
Enfermagem. E relatam ensinar o exame físico com profundidade especificamente
na sua área de especialização. A inspeção é a técnica propedêutica mais ensinada e
a percussão a menos ensinada por eles (KOIZUMI, 1976; KIMURA, KOIZUMI, 1993;
BARROS, GLASHAN, MICHEL, 1996; LUIZ, DAMAKAUSKAS, OHL, 1997; BARROS
et. al. 1997; SOUZA, BARROS, 1998; HUFFSTUTLER, 1999; PATINE, BARBOZA,
PINTO, 2004; KELLEY, KOPAC, ROSSELLI, 2007; LUIZARI, OHANA, HORTA,
2008; SILVA, SABÓIA, TEIXEIRA, 2009).
Três estudos demonstraram as habilidades e os conhecimentos utilizados na
realização do exame físico em diferentes programas de graduação em Enfermagem,
obtendo como resultado que embora o ensino do exame físico fosse diferenciado
nos programas de graduação em Enfermagem, não havia diferença na hora de
realizar, na prática assistencial, o exame físico (FROEMMING, QUIRING, 1973;
GIDDENS, 2006; GIDDENS, EDDY, 2009).
Dois estudos revelaram as dificuldades em estabelecer limites definidos entre o
que deve ou não deve ser incluído no exame físico. Muitos docentes defendem o
ensino das habilidades de avaliação física junto com as demais habilidades durante
o primeiro ano de curso, o que elevou ao máximo a possibilidade do
desenvolvimento de competências e do reforço ao longo da formação (KIMURA et.
al. 1994; RUSHFORTH et. al. 1998).
Dez estudos se propuseram a estudar metodologias para o ensino do exame
físico como o método da problematização (NAKATANI, CARVALHO, BACHION,
2000; MARIN et. al. 2004), a utilização de Standardized Patients (GIBBONS et. al.
2002) e o uso de Tecnologias de Informação e Comunicação como software
(FERNANDES, BARBOSA, NAGANUMA, 2006; FONSECA et. al. 2008; FONSECA
et. al. 2009), vídeo interativo (WHITE, 2005), CD-ROM (HUYNH, BROWN, BAUER,
2001; FERNANDES, BARBOSA, NAGANUMA, 2005) e internet (LASHLEY, 2005).
37
6 Interpretação e Síntese dos Resultados
A partir da revisão integrativa realizada identificou-se que a produção científica
sobre o ensino do exame físico na Enfermagem é considerável, porém revela a
lacuna 16 anos consecutivos (1977-1992) sem nenhuma publicação sobre o tema
nas bases de dados consultadas com os descritores utilizados. Esse fato pode estar
relacionado ao momento histórico que a Enfermagem enfrentava no que tange ao
anseio de desvinculação com a ciência da Medicina, uma vez que muitos
profissionais consideravam o exame físico como parte do trabalho do médico e não
do enfermeiro, visão essa que se perpetua, até hoje, entre alguns profissionais da
área da saúde em geral.
A leitura dos resultados permitiu a observação de que grande parte dos artigos
se refere à qualidade do ensino do exame físico na Enfermagem. Os autores
ressaltam diferenças no conhecimento e na habilidade em realizar o exame físico
entre estudantes de diferentes programas de graduação em Enfermagem,
identificam as variáveis envolvidas no ensino e determinam competências que
devem ser desenvolvidas para a realização do exame físico.
Os estudos utilizaram diferentes metodologias para o ensino do exame físico
na Enfermagem como o método da problematização, a utilização de Standardized
Patients e a utilização de Tecnologias de Informação e Comunicação como o
software, o vídeo interativo, o CD-ROM e a Internet.
Cabe salientar que nos Estados Unidos da América (EUA) existem quatro tipos
de programas que variam em anos de estudo para formar o Registered Nurse (RN)
ou Enfermeiro Registrado. Estes programas são1:
-
LVN/LPN: Practical/Vocational Nursing programs: programas de um ano de
duração, que resultam em uma licença para trabalhar como Enfermeiro
Prático ou Enfermeiro Profissional. Esta categoria se configura como sendo
abaixo do Registered Nurse;
1
Informações
retiradas
dos
seguintes
(http://en.wikipedia.org/wiki/Registered_nurse)
e
(http://www.bestnursingdegree.com/become-a-nurse/).
sites
online:
Wikipedia
BestNursingDegree.com
38
-
ADN: Associate Degree Nursing programs: programas de dois anos de
duração oferecidos por universidades comunitárias. Esta categoria confere o
título de Registered Nurse.
-
BSN: Bachelors of Science in Nursing programs: programas que podem ser
de dois anos, o second degree accelerated, quando o estudante já cursou o
ADN, ou de quatro anos que é o programa de graduação tradicional para a
formação de enfermeiros e confere o título de Bacharel em Enfermagem.
Além disso, existem os programas de pós-graduação que são:
-
MSN: Master of Science in Nursing programs: programas para a formação de
enfermeiros mestres.
-
DNS: Doctor of Nursing Science programs: programas para a formação de
enfermeiros doutores para trabalhar com o ensino de Enfermagem,
administração de serviços de Enfermagem, pesquisa clínica ou práticas
clínicas avançadas. Cabe salientar que a maioria dos programas conferem o
título de Ph.D em Enfermagem e DNP (Doctor of Nursing Practice), mas
apenas alguns conferem o título de DNS (Doctor of Nursing Science), DSN
(Doctor of Science in Nursing) ou Ed.D. (Doctor of Education).
Os dados da revisão integrativa foram divididos em categorias e
subcategorias temáticas, criadas pela relevância dos conteúdos apresentados nos
artigos selecionados, facilitando a interpretação e a síntese dos resultados.
6.1 Qualidade do Ensino do Exame Físico na Enfermagem
A seguir, serão discutidas as diferenças no conhecimento e na habilidade em
realizar o exame físico, as variáveis envolvidas no ensino do exame físico e as
competências a serem desenvolvidas para a realização do mesmo.
39
6.1.1 Diferenças no conhecimento e na habilidade em realizar o exame físico
O artigo A1 comparou a utilização da anamnese e do exame físico por
docentes dos programas LPN, ADN e BSN. Os autores constaram poucas respostas
relacionadas aos materiais didáticos utilizados para o ensino do exame físico, o que
poderia demonstrar a falta de materiais pedagógicos disponíveis na época. Quase
todos os educadores dos cursos de bacharelado em Enfermagem, e elevada
porcentagem de docentes dos demais programas, concordaram que o exame físico
deve ser incluído nas atividades do profissional enfermeiro. Esta informação deve
ser considerada para a elaboração de currículos que estejam de acordo com os
objetivos expressos por cada um dos programas educacionais em Enfermagem
(FROEMMING, QUIRING, 1973).
Outro estudo (A20) comparou as diferenças quanto à utilização do exame físico
entre as ADN e as BSN e demonstrou que não existiam diferenças entre os dois
grupos com base nos anos de experiência, somente uma pequena diferença entre
os anos de experiência e a avaliação nutricional dos pacientes. Os testes indicaram
que os enfermeiros não utilizam o conjunto de técnicas como parte de sua prática
clínica. Para estes enfermeiros, a freqüência de técnicas do exame físico não foi
influenciada pela educação, nem pelos anos de experiência (GIDDENS, 2006).
O estudo A26 analisou o conteúdo do exame físico ensinado nos programas de
graduação em Enfermagem. Giddens e Eddy (2009) constataram que existem
diferenças significativas na abordagem curricular (tipo de curso, contexto no qual o
exame físico foi ensinado), bem como no total de carga horária teórica e prática
voltadas a esse conteúdo. Cabe salientar que não foram encontradas diferenças no
número de horas-aula dedicadas ao ensino do exame físico em laboratório de
ensino.
6.1.2 Variáveis envolvidas no ensino do exame físico
Conforme o artigo A8, a maioria dos docentes que ensinavam o exame físico
aprendeu esse conteúdo, durante sua formação, no curso de graduação em
40
Enfermagem. Segundo estes docentes, as áreas de conhecimento essenciais para
realizar o exame físico são anatomia, fisiologia, fisiopatologia e patologia clínica e,
para tanto, o enfermeiro necessita ter domínio dessas áreas para realizá-lo com
qualidade. Os docentes dizem ter aptidão para realizar o exame físico, porém
somente na área de especialidade em que atuam. A maioria das disciplinas elenca
como conteúdo obrigatório o exame físico, porém os professores acreditam que
deveria existir uma disciplina própria para o ensino do exame físico com carga
horária condizente e docentes preparados e atualizados. No que diz respeito às
técnicas propedêuticas, a inspeção é a mais utilizada pelos docentes e a percussão
a menos utilizada (BARROS et. al. 1997).
O estudo A9 corrobora com o A8, pois os docentes relatam não existir
disciplina específica para o ensino do exame físico, ministrando o conteúdo em suas
disciplinas de atuação, porém dando ênfase aos instrumentos de seu total domínio.
Em relação às técnicas propedêuticas, a inspeção é a mais realizada e a percussão
a menos empregada. Sousa e Barros (1998) revelam que os docentes sentem-se
capacitados para ministrar o exame físico no que diz respeito aos conhecimentos de
anatomia, fisiologia e fisiopatologia, mas que eles não dominam adequadamente os
conhecimentos essenciais, os instrumentos propedêuticos e as habilidades e uso de
equipamentos necessários para ensinar o exame físico.
Dentre as dificuldades dos docentes estão o conhecimento insuficiente em
percussão, ausculta e palpação, a relação número de alunos e o número de
docentes, e carga horária insuficiente para ensinar o conteúdo. Os docentes ainda
elencam problemas como a insuficiência no preparo acadêmico para ensinar o
exame físico, a falta de consenso quanto às habilidades que o docente e o
enfermeiro devem dominar, a extensão e a profundidade com que o exame físico
deve ser ensinado, e a aplicabilidade na prática assistencial (SOUSA, BARROS,
1998).
Segundo Luizari, Ohara e Horta (2008) (A23) a aprendizagem das técnicas
para a obtenção de dados antropométricos foi mais fácil que a aprendizagem da
coleta de sinais vitais. A ausculta foi o método de mais difícil aprendizagem, seguida
da palpação e da percussão. Esses autores enfatizam que para se estar ativo nas
intervenções de Enfermagem, é de suma importância a formação do aluno para a
prática do exame físico na criança. É imprescindível que o aluno desenvolva
conhecimento sobre as técnicas propedêuticas necessárias, bem como exercer a
41
criatividade e estar atento ao aspecto, conduta e atividade da criança, de modo a
interpretar corretamente os achados relativos ao crescimento e desenvolvimento.
No estudo de Patine, Barboza e Pinto (2004) (A15), os docentes apresentaram
sugestões de melhoria no ensino do exame físico, entre elas a necessidade de uma
disciplina específica, a necessidade de docentes melhor qualificados em
conhecimentos e habilidades, bem como o aumento das cargas horárias teoria e
prática. A maioria deles entende o exame físico como uma avaliação detalhada e
sistematizada da parte física do indivíduo, outros como uma coleta de dados, uma
obtenção de dados ou uma busca de anormalidades.
As autoras do estudo A3 avaliaram o aprendizado dos estudantes de
Enfermagem na realização do exame pupilar. Para tanto, realizaram aula expositiva,
demonstração e prática em laboratório de ensino e no hospital sobre o conteúdo. A
concordância entre os alunos foi maior no laboratório de Enfermagem do que no
campo clínico quanto a medida Diâmetro Pupilar (DP) e menor quanto a Reflexo
Fotomotor (RFM). Quanto a habilidade em executar as técnicas, houve melhor
desempenho dos alunos no campo clínico do que no laboratório, sendo que o item
mais omitido pelos alunos foi o referente à informação sobre o que seria feito, na
execução das duas técnicas, tanto no laboratório quanto no hospital. Houve
diferenças relacionadas à abordagem do paciente e ao registro dos dados obtidos.
As dificuldades mais referidas foram às relacionadas às condições do paciente, do
próprio estudante e do ambiente, assim como à discriminação dos diferentes
padrões de RFM (KIMURA, KOIZUMI, 1993).
Barros, Glashan e Michel (1996) (A6) ofereceram curso sobre bases
propedêuticas para a Enfermagem. Antes do curso, a maioria dos enfermeiros não
se sentia capacitado para realizar o exame físico e alguns se sentiam aptos em
parte. Após o curso, quase a metade dos enfermeiros se sentiam capacitadas e
mais da metade se sentiam parcialmente aptos, conseguindo relacionar melhor os
dados obtidos no exame físico geral e a disfunção orgânica do paciente, e
estabelecer o diagnóstico de Enfermagem a partir dos dados do exame físico. Além
disso, os enfermeiros conseguiram utilizar os dados levantados para planejar a
assistência de Enfermagem e relacionar a evolução do paciente ao estado de saúde
obtido, inicialmente, no exame físico.
As autoras do estudo A7 realizaram uma entrevista com estudantes de
graduação em Enfermagem para conhecer a vivencia do acadêmico na sua primeira
42
experiência na realização do exame físico. Os estudantes relataram sentir
dificuldades em tocar em uma pessoa desconhecida, não ter habilidade em trabalhar
com os seus sentimentos e os do paciente, além de sentir limitações quanto a
associação teoria e prática. Os estudantes relataram necessidade de apoio tanto do
colega quanto do professor sendo que, para eles, o professor é essencial no
desenvolvimento da disciplina, mas muitas vezes é visto como um ser distante
(LUIZ, DAMKAUSKAS, OHL, 1997).
O acolhimento é uma tecnologia leve para a humanização do atendimento. No
artigo A24 foram evidenciadas as oportunidades de interação no momento do exame
físico. A técnica, a estética e a ética se articulam no cuidado para preservar a
singularidade do cliente. Foi freqüente o relacionamento vertical entre professor e
aluno durante o processo de ensino-aprendizagem, o que foi evidenciado pelo
estabelecimento de relações unilaterais. Para Silva, Sabóia e Teixeira (2009), essa
postura prejudica o crescimento e o desenvolvimento do estudante universitário
como ser adulto, e este não se sente bem em ser tratado de forma pueril.
Conforme o estudo A11, LPN, BSN e professores de enfermagem identificaram
algumas vantagens no processo de avaliação de estudantes de graduação em
Enfermagem quanto a realização do exame físico que são: refinamento de suas
habilidades, reconhecimento dos seus conhecimentos e habilidades avançadas em
avaliação, cumprimento de vários aspectos do ensino de funções/cognitivas,
demonstração de apoio à Escola de Enfermagem, crescimento profissional e a
interação. As BSN observaram que as LPN entendem melhor a ansiedade
associada ao processo de avaliação do que o corpo docente (HUFFSTUTLER,
1999).
O artigo A21 comparou diferentes programas de pós-graduação para a
formação de enfermeiros de família, revelando que o conteúdo do exame físico foi
encontrado em todos eles, sendo ensinado simultaneamente com a atribuição
clínica. As principais áreas abordadas foram a anamnese, o exame físico e
avaliação funcional. A diversidade de conhecimentos e competências dos
estudantes, devido às várias origens, representava um desafio para os professores.
A pós-graduação em avaliação de saúde é caracterizada pela maior profundidade e
abrangência de conteúdos e habilidades, e muitas vezes é acompanhada de uma
introdução e/ou foco no diagnóstico diferencial e nos achados anormais. Os autores
relatam a necessidade de integrar a tecnologia baseada na web em curso de
43
avaliação de saúde. E citam dois dos maiores desafios que os professores
enfrentam: a falta de experiência e o tempo limitado (KELLEY, KOPAC, ROSSELLI,
2007).
6.1.3 Competências necessárias para a realização do exame físico
As autoras do estudo A4 apresentaram 45 itens do exame físico a enfermeiros
de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) adulto e pediátrica. Mais da metade dos
enfermeiros relataram que 31 dos itens elencados eram realizados frequentemente.
Apenas as áreas referentes a mamas/axilas e ânus/reto/próstata não foram
contempladas. Entre os itens mais frequentemente avaliados estão os diretamente
ligados ao risco iminente de morte ou a função básica respiratória, cardiovascular e
neurológica (KIMURA et. al. 1994).
Os enfermeiros pareceram valorizar mais características como freqüência e
ritmo em detrimento da presença de ruídos, amplitude e simetria. A ausculta
abdominal era realizada por quase a totalidade dos enfermeiros. A diversidade de
avaliações (amplitude de pulso, avaliação da fontanela, lesões cutâneas, cianose,
prótese dentária, acuidade visual e auditiva, simetria de tórax, drenagens gástricas,
torácicas, urinárias, incisionais e a outras medidas diagnósticas e terapêuticas)
demonstra a dificuldade de se estabelecer limites definidos entre o que deve ou não
ser incluído no exame físico. O ensino do exame físico é responsabilidade dos
cursos de graduação, mas um terço dos enfermeiros respondeu que aprenderam a
realizar o exame físico com a prática profissional (KIMURA et. al. 1994).
Em oposição ao artigo A4 o estudo realizado pelos autores Barros et. al. (1997)
(A8) apresentou como resultado que a maioria dos docentes se preparou, apenas,
nos cursos de graduação em Enfermagem para realizar o exame físico.
Segundo o artigo A10, a estruturação de cursos de Enfermagem com uma
abordagem por sistemas corporais é comumente utilizada, conforme refere
Rushforth et. al. (1998), apoiada no ensino da anamnese e das habilidades para a
realização das técnicas propedêuticas. Muitos cursos utilizam o ensino das
Habilidades para Avaliação Física, que é definida como o exame físico abrangendo
as competências de inspeção, palpação, ausculta e percussão realizadas de forma
44
sistemática, no primeiro ano do programa. Este modelo demonstrou maiores
possibilidades para o desenvolvimento de competências e no reforço ao longo da
formação quanto a aprendizagem do exame físico. Mas o fato dos estudante terem
menor contato com pacientes no primeiro ano de curso, fez com que as habilidades
fossem
esquecidas
antes
mesmo
que
pudessem
ser
consolidadas.
Em
conseqüência disso, os docentes discutiram a existência de uma lacuna teóricoprática no ensino do exame físico, chegando à conclusão de que o maior
envolvimento dos enfermeiros nas Habilidades para Avaliação Física possibilitaria
reconhecimento legítimo para o debate de competências e para a importância do
papel do enfermeiro na avaliação física do paciente (RUSHFORTH et. al. 1998).
6.2
Metodologias de Ensino
A seguir, serão discutidas as metodologias de ensino evidenciadas através
dessa revisão integrativa, entre elas o método da problematização e as tecnologias
de ensino utilizadas como ferramenta para ensino do exame físico.
6.2.1 Método da Problematização
No estudo A12, as autoras utilizaram o Método da Problematização para o
ensino do exame físico pulmonar, apontando como dificuldade na avaliação das
atividades propostas a falta de conhecimentos prévios sobre o conteúdo abordado e
como facilidade o desenvolvimento da autocrítica pelos alunos (NAKATANI,
CARVALHO, BACHION, 2000).
Foi elaborado um plano de aula para a unidade e para a coleta de dados as
autoras utilizaram a observação participante, o diário de campo, os relatórios das
alunas e a avaliação do alcance dos objetivos traçados para a unidade. Para a
observação da realidade sobre o exame pulmonar, utilizaram um instrumento tipo
chek-list, e dividiram as alunas em grupos de três e solicitaram que simulassem um
exame físico. Além disso, foi solicitado as alunas que fizessem a leitura de um texto
45
que foi discutido no encontro seguinte, além da exposição de fita cassete com sons
pulmonares, buscando identificar facilidades e dificuldades. No passo seguinte as
alunas foram ao hospital realizar o exame físico em clientes hospitalizados
escolhidos aleatoriamente. A aplicação do método foi realizada no período de
prática, onde as alunas puderam realizar nove experiências (NAKATANI,
CARVALHO, BACHION, 2000).
Na avaliação da teoria, os estudantes destacaram como dificuldades ser a
atividade a primeira aproximação com o tema e a identificação dos sons, e como
facilidades a clareza, a objetividade e as atividades interativas e participativas
propostas pelas professoras. Na hipótese de solução, algumas alunas identificaram
como dificuldades solucionar todas as dúvidas e, como facilidades o esclarecimento
de dúvidas e a constatação de que sabiam examinar. Na aplicação, as dificuldades
de examinar foram gradativamente vencidas ao longo das experiências. Dessa
forma, a aplicação da Pedagogia da Problematização no ensino do exame físico é
possível, tendo como principal contribuição a avaliação do processo de aprendizado,
no qual professor e estudantes conseguiram identificar pontualmente as dificuldades
e facilidades (NAKATANI, CARVALHO, BACHION, 2000).
No estudo A16, os docentes de um curso de Enfermagem delinearam os
princípios gerais a serem seguidos na construção do currículo integrado, elaborando
uma classificação dos conhecimentos necessários, denominada Rede Explicativa,
que deu origem às Unidades Educacionais (UEs) que foram distribuídas nas quatro
séries que compõem o curso da atividade em questão. As UEs foram compostas por
doze seqüências de atividades, nas quais se realizam os seguintes recortes do
conhecimento: método clínico, anamnese, inspeção geral, exame físico da pele e
anexos, do sistema nervoso, do sistema músculo- esquelético, da cabeça e
pescoço, do sistema respiratório, do sistema cardiovascular, do sistema digestório,
do sistema geniturinário e mamas e Sistematização da Assistência de Enfermagem
(SAE) (MARIN et. al. 2004).
O recorte do conhecimento “avaliação do sistema respiratório” foi a base do
estudo A16 por se tratar de uma habilidade que depende da inter-relação teoria
versus prática. De acordo com a metodologia problematizadora, o ensino
interdisciplinar é um caminho viável para unir a diversidade do conhecimento
necessário ao atendimento do paciente como um todo, de forma que o aluno adquira
autonomia para a busca constante do conhecimento. Desta forma, ao final da UE, o
46
aluno foi capaz de visualizar o indivíduo como um todo, possibilitando a identificação
das fases do Processo de Enfermagem (PE). Para tanto, os docentes precisam
deixar de lado conteúdos estanques e dissociados da prática para agregar-se ao
novo processo de ensino, em que os saberes são compartilhados e interrelacionados (MARIN et. al. 2004).
Quanto à dificuldade teórica na realização do exame físico, os autores do artigo
A2 ofereceram a 15 estudantes de Enfermagem da disciplina de Enfermagem
Médico-Cirúrgica um curso intensivo com quatro semanas de aulas teóricas, onde os
alunos tiveram o primeiro contato com o roteiro do exame físico. Foram
apresentados pelas docentes os dados obtidos em três exames físicos realizados
por elas, em pacientes com traumatismos cranioencefálicos, e a medida que
expunham os dados o roteiro foi sendo preenchido pelas alunas e as docentes. A
atividade foi realizada anteriormente as práticas, o que auxiliou os alunos na
realização do exame físico em pacientes graves (KOIZUMI, 1976).
6.2.2 Tecnologias de Ensino
Na seqüência serão discutidas as tecnologias utilizadas para o ensino do
exame físico como software e CD-ROM, vídeo, internet e Standardized Patients.
6.2.2.1
Software e CD-ROM
O estudo A17 trata-se de pesquisa em andamento sobre estratégia de ensino
para o exame físico do Recém-Nascido a Termo (RNT) realizada por meio de
módulos auto-instrucionais na forma de CD-ROM. No primeiro momento, foi
realizada a seleção do tema, caracterização da população que utilizará o material,
estruturação do conteúdo como sistema instrucional, definição dos objetivos
instrucionais e descrição dos recursos tecnológicos, materiais e humanos. Na
segunda etapa foi desenvolvido o CD-ROM, onde foram definidos: computação
gráfica, edição do conteúdo de exame físico do RNT e o diagrama de navegação.
47
Na terceira etapa foi elaborada a forma de avaliação para o CD-ROM
(FERNANDES, BARBOSA, NAGANUMA, 2005).
No estudo A19, ocorreu a avaliação do estudo A17. O material passou pela
triagem de 11 peritas da área de Enfermagem neonatológica que emitiram conceito
bom ou excelente para os 42 itens avaliados que são: exame físico geral, exame
físico de pele e anexos, exame físico da cabeça e pescoço, exame físico do tórax,
exame
físico
do
abdome
e
geniturinário
e
exame
físico
neurológico
e
musculoesquelético estes foram avaliados quanto a objetividade do conteúdo, às
informações atualizadas, abrangência do tema, vocabulário utilizado, forma de
apresentação do conteúdo, descrição dos conceitos e distribuição do conteúdo. O
desenvolvimento do software como método de ensino envolveu disposição interior,
disponibilidade de tempo, recursos financeiros e extensa pesquisa da literatura. As
autoras acreditam que o desenvolvimento de softwares educativos contribua para o
avanço tecnológico do ensino de Enfermagem Neonatal (FERNANDES, BARBOSA,
NAGANUMA, 2006).
No artigo A22, o conteúdo do software sobre o ensino do exame físico do
Recém-Nascido Pré-Termo (RNPT) foi avaliado por 11 enfermeiros. A avaliação foi
dividida em 20 tópicos, para que os itens fossem avaliados separadamente. Os
tópicos referentes ao conteúdo foram avaliados por todos os peritos com conceitos
bom e muito bom. Para as autoras, o software em questão possibilita aos docentes e
estudantes vivenciar a inter-relação entre o conteúdo de semiologia e semiotécnica
do RNPT, as novas abordagens pedagógicas, as inovações tecnológicas em
educação e a utilização da primeira fase do Processo de Enfermagem organizado
através das Necessidades Humanas Básicas (FONSECA et. al. 2008).
Segundo os autores do estudo A25, o desenvolvimento do software educativo
sobre o ensino do exame físico do RNPT exigiu empenho educacional, tecnológico e
científico em um compromisso a longo prazo. O estudo realizado agregou aspectos
referentes ao próprio desenvolvimento do software que incorporou o uso de recursos
tecnológicos interativos, a organização do conhecimento sobre a semiotécnica e
semiologia do RNPT e a elaboração de simulações acerca do conteúdo para aferir o
aprendizado dos usuários. Outra novidade que o estudo apresentou foi a
reorganização do conteúdo da semiologia do prematuro em necessidades humanas,
diferentemente da avaliação clínica na seqüência céfalo-caudal ou por sistemas. Os
autores consideraram que o produto desenvolvido está adequado para ser
48
disponibilizado para uso no ensino da semiotécnica e semiologia do prematuro, cuja
implantação será avaliada em estudos posteriores, juntamente com a atualização de
conteúdos e incremento de outros recursos de mídia conforme sugestões dos
avaliadores. O software possibilita um ensino inovador para enfermeiros e
estudantes que vislumbram trabalhar, simultaneamente, com o conteúdo de
semiotécnica e semiologia do prematuro, abordagens pedagógicas mais ativas,
inovações tecnológicas em educação e a organização do conteúdo em
necessidades humanas básicas (FONSECA et. al. 2009).
O estudo A13 aborda o desenvolvimento de um CD-ROM voltado a facilitar o
ensino do exame físico do abdômen, tórax e pulmões para estudantes de
enfermagem. O material foi composto por três partes, sendo que a primeira seção
apresentou a anatomia relevante de tórax, pulmões e abdome; a segunda composta
pela demonstração dos procedimentos de análise para cada sistema do corpo,
incluindo a apresentação dos resultados de exames anormais e auto-avaliação com
testes de múltipla escolha; e a terceira seção sendo prática a propriamente dita,
exigindo do usuário o exame de pacientes virtuais e registro dos resultados
encontrados. Houve entusiasmo dos alunos quanto aos efeitos de som, visual e
diagramas do programa. O CD-ROM foi descrito como sendo uma ferramenta que
facilitou o entendimento sobre o exame físico do abdômen, tórax e pulmão e que faz
o aluno adquirir confiança para realizar a avaliação física em um paciente real. Os
alunos referiram que gostariam de aprender sobre o exame físico de outros sistemas
corporais através da mesma ferramenta. Alguns estudantes observaram que o vídeo
e o som não foram coordenados e alguns descreveram a cor como de má qualidade
(HUYNH, BROWN, BAUER, 2001).
6.2.2.2
Vídeo
Segundo o estudo A5, a escolha do vídeo provou ser uma boa alternativa para
o desenvolvimento de simulação para o ensino do exame físico com a utilização do
computador. O vídeo permitiu a demonstração de dados não-verbais, possibilitando
ao aluno associar as respostas do paciente com os dados observados. Os usuários
foram questionados quanto à suas percepções sobre a utilização da ferramenta para
49
a aprendizagem do exame físico, e a maioria considerou que a situação simulada foi
semelhante ou muito semelhante às situações reais com os pacientes. O corpo
docente consultado revelou que a avaliação dos usuários contribuiu para a
credibilidade e a validade dos vídeos para a realização de simulações para o ensino
do exame físico (WHITE, 1995). O vídeo digital foi visto como a ferramenta mais útil
de um curso oferecido através da Internet (LASHLEY, 2005).
6.2.2.3
Internet
Segundo o artigo A18 a instrução online envolve os alunos em um ambiente
de aprendizado interativo, que se estende para além da sala de aula e aumenta o
acesso à riqueza de recursos educativos. Os estudantes relataram não ter nenhuma
dificuldade em dominar os aspectos técnicos do trabalho online, já que
consideravam as aulas presenciais estressantes. A maioria dos alunos referiu que a
aprendizagem online permitiu-lhes trabalhar em casa ou em outro local conveniente.
Todos os alunos pesquisados concordaram que a aprendizagem online e as
experiências no curso de avaliação da saúde na Internet lhes permitiram trabalhar
em seu próprio ritmo (LASHLEY, 2005).
O exame físico é uma habilidade fundamental que o enfermeiro deve dominar
e a instrução online é uma estratégia eficaz para o ensino das competências do para
a sua realização. Websites e outras ferramentas de ensino online podem ser
integradas para enriquecer a experiência de aprendizagem dos alunos, promoverem
o acesso aos recursos e maximizar a flexibilidade, a independência e a autonomia
na aprendizagem (LASHLEY, 2005)
6.2.2.4
Standardized Patients
O estudo A14, relata a experiência da utilização de standardized patients
(SPs), ou seja, pessoas treinadas que simulam ser pacientes em um cenário clínico
realista para auxiliar na aprendizagem dos alunos e na avaliação dessa
50
aprendizagem. Professores e alunos, em sua maioria, relataram que a experiência
clínica com a utilização dos standardized patients e os métodos de avaliação
empregados (história completa em vídeo e desempenho no exame físico),
melhoraram o desempenho dos estudantes na realização do exame físico, que pode
ser verificada na avaliação final que foi gravada em vídeo. A utilização dessa
ferramenta no ensino do exame físico permitiu aos estudantes terem consciência de
suas habilidade e de pontos a serem melhorados, proporcionando interação com
todos os envolvidos. O ambiente educacional simulado é útil para aprender que toda
a pessoa comete erros e todos são humanos, além de que a utilização dos
standardized patients propicia maior interação entre o estudante e o professor
(GIBBONS et. al. 2002).
51
7 Considerações Finais
O presente estudo teve como objetivo conhecer a produção do conhecimento
sobre o ensino do exame físico na Enfermagem através da realização de uma
revisão integrativa que utilizou os seguintes descritores: educação, educação em
enfermagem, enfermagem, ensino, ensino superior, exame físico e processos de
enfermagem.
Na elaboração dessa pesquisa foi possível conhecer a real situação do ensino
do exame físico na Enfermagem, pois, até então, as dificuldades encontradas no
Curso de Graduação em Enfermagem da UNIPAMPA eram um fato isolado, devido
ao período de implantação, à falta de professores, à aulas em período de férias.
Porém, quando se começou a ler os artigos selecionados para este estudo,
publicados desde 1970 e apresentando as mesmas fragilidades aqui vivenciadas,
fiquei surpresa e mais motivada a pesquisar e escrever sobre o assunto.
Com a realização deste estudo, ficou evidente a considerável produção de
estudos relacionados ao ensino do exame físico na Enfermagem, oferecendo
subsídios para o ensino desse conteúdo. Durante a interpretação dos artigos que
compuseram o corpus de análise, constataram-se algumas fragilidades no que tange
o ensino do exame físico na Enfermagem. Estas dificuldades estão, em sua maioria,
relacionadas a questões como ausência de uma disciplina específica para o ensino
do exame físico, corpo docente despreparado, falta de estudos e publicações na
área e deficiente relação número de alunos por docente. Ressalta-se que o
despreparo do professor, muitas vezes, se dá em virtude das deficiências originadas
no seu ensino de graduação. Muitos dos professores que ministram aulas sobre o
exame físico não tiveram contato em sua graduação, tão pouco na pós-graduação,
com o exame físico.
A análise do material permitiu perceber que existem algumas iniciativas
positivas para a disseminação e qualificação do ensino do exame físico na
Enfermagem. Dentre essas iniciativas se destacam as seguintes metodologias de
ensino: método da problematização, utilização de Tecnologias de Informação e
Comunicação (software, CD-ROM, internet e vídeo) e standardized patients.
Esta revisão integrativa servirá como base para novos estudos relacionados a
temática do ensino do exame físico na Enfermagem, pois através desta pesquisa foi
52
possível demonstrar a forma como o tema vem sendo abordado pelos autores,
ferramentas e metodologias empregadas, e a evolução destas desde a década de
1970 até os dias atuais.
Para o futuro, com relação ao exame físico, vislumbra-se ser este potencial
campo para pesquisas e trabalhos, visto que a Enfermagem conquistou sua
autonomia e seu espaço deixando de ser uma profissão auxiliar para ser
independente. Por isso são necessários enfermeiros bem preparados e aptos a
exercer suas atribuições com qualidade e um olhar atento à assistência, ao ensino e
à pesquisa, uma vez que o exame físico é uma das bases da SAE.
Conforme Kletemberg et. al. (2010), a SAE está presente no cotidiano de
trabalho dos enfermeiros, seja para a criação, implementação ou realização. Deste
modo a prática tem ligação harmônica com a Lei do Exercício Profissional 7.498 de
25 de junho de 1986, que dispõe sobre a regulamentação do Exercício da
Enfermagem e dá outras providências (BRASIL, 1986).
Os achados desta pesquisa podem servir de base para o ensino do exame
físico no Curso de Enfermagem na UNIPAMPA, auxiliar na elaboração de novas
pesquisas pela instituição e situar os docentes, alunos e enfermeiros sobre o quê
vem sendo produzido cientificamente sobre o ensino do exame físico.
Em consonância com os estudos encontrados, que relataram a falta de uma
disciplina especifica com carga horária fixa e corpo docente preparado e atualizado
para ensinar o exame físico, o Curso de Enfermagem da UNIPAMPA, após a
reestruturação curricular, implementou uma disciplina – Semiologia e Semiotécnica
de Enfermagem – destinada ao ensino da anamnese e do exame físico com carga
horária teórica e prática em laboratório de ensino. Acredita-se que o uso de uma
disciplina destinada ao ensino do exame físico facilitará o ensino e a aprendizagem
desta importante habilidade do enfermeiro.
Ao término deste trabalho, fica a reflexão: como implementar a SAE se os
enfermeiros saem, em parte, despreparados da graduação especialmente no que se
refere a realização do exame físico visto que este, associado a anamnese, é a base
do Processo de Enfermagem? Para a implementação da SAE, com sucesso, é
preciso que a Enfermagem conheça e utilize o exame físico e suas técnicas
propedêuticas como instrumento na assistência, pois o exame físico fornece dados
do estado de saúde/doença do paciente, facilita a detecção de patologias e/ou
53
anormalidades e proporciona à Enfermagem estabelecer os diagnósticos de
Enfermagem, bem como a implementação e a avaliação do plano de cuidados.
Portanto, espera-se que os resultados deste estudo sejam utilizados pela
classe profissional da Enfermagem para melhorar a qualidade do ensino do exame
físico nos cursos de graduação em Enfermagem e, consequentemente, melhorar a
qualidade da assistência prestada ao paciente no âmbito hospitalar, ambulatorial e
na rede básica de saúde.
54
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60
Apêndice A – Instrumento dos Artigos Excluídos do Estudo
Código de publicação: ________________________________________________
Titulo: _____________________________________________________________
Ano: ______________________________________________________________
Autores: ____________________________________________________________
Fonte de Indexação: _________________________________________________
Justificativa de Exclusão: _____________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
61
Apêndice B - Instrumento para Avaliação dos Dados
Código de publicação: ________________________________________________
Titulo: _____________________________________________________________
Ano: ______________________________________________________________
Autores: ____________________________________________________________
Formação acadêmica dos autores: ____________________________________
Fonte de Indexação: __________________________________________________
País de realização do estudo: __________________________________________
Idioma: ____________________________________________________________
Descritores: _______________________________________________________
Palavras no resumo, pelo menos uma: ( ) Enfermagem ( ) Ensino ( ) Educação (
) Exame Físico ( ) Semiologia ( ) Semiotécnica ( ) SAE ( ) PE.
Tipo de publicação: ________________________________________________
Contexto do estudo: ________________________________________________
Objetivos do estudo: ________________________________________________
Metodologia
1- Tipo de estudo: _______________________________________________
2- Campo de estudo: _____________________________________________
3- Sujeitos: _____________________________________________________
4- Coleta dos dados: ______________________________________________
5- Analise dos dados: _____________________________________________
6- Considerações bioéticas: ________________________________________
Resultados encontrados: ____________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
Principais Conclusões: ______________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
Artigo Incluído no estudo:
Justificativa
de
Exclusão:
( ) Sim
( ) Não
__________________________________
___________________________________________________________________
62
Apêndice C - Artigos Excluídos do Estudo
Código de publicação: A 27
Titulo: USING SCENARIOS AS A TESTING METHOD IN TEACHING HEALTH ASSESSMENT
Ano: 1997
Autores: Marilyn A. Wales; Linda H. Cook; D. Lynn Skillen
Fonte de Indexação: WILSONWEB Journal of Nursing Education
Justificativa de Exclusão: Artigo solicitado por comutação entre bibliotecas, sem retorno até o dia
22 de junho de 2010.
Código de publicação: A28
Titulo: A COMPARISON OF PRACTICE DOMAINS OF CLINICAL SPECIALISTS AND NURSE
PRACTITIONERS NURSE
Ano: 1997
Autores: LINDA L. LINDEKE, BRENDA H. CANEDY, MARGARET M. KAY,
Fonte de Indexação: WEB OF SCIENCE Journal of Professional Nursing
Justificativa de Exclusão: O estudo foi excluído por demonstrar as diferenças entre enfermeiras e
enfermeiras especialistas, não relatando o ensino do exame físico na enfermagem que é o foco do
nosso estudo.
Código de publicação: A 29
Titulo: TEACHING HEALTH ASSESSMENT IN ADVANCED PRACTICE NURSING PROGRAMS
Ano: 2000
Autores: Cathy R. Kessenich
Fonte de Indexação: WILSONWEB Nurse Educator
Justificativa de Exclusão: Artigo solicitado por comutação entre bibliotecas, sem retorno até o dia
22 de junho de 2010.
Código de publicação: A30
Titulo: CHANGES IN PUBLIC HEALTH NURSES' KNOWLEDGE AND PERCEPTION OF
COUNSELING AND CLINICAL SKILLS FOR BREAST AND CERVICAL CANCER CONTROL
Ano: 2000
Autores: Irene Tessaro, Carla Herman
Fonte de Indexação: WEB OF SCIENCE Cancer Nursing
Justificativa de Exclusão: O estudo relata informações referentes ao conhecimento de fatores de
risco do câncer de mama e de colo de útero, entre outros aspectos, sendo excluído da amostra desse
trabalho, visto que está em desacordo com a nossa questão de pesquisa.
63
Código de publicação: A31
Titulo: ASSESSING NURSE PRACTITIONER STUDENTS USING A MODIFIED OBJECTIVE
STRUCTURED CLINICAL EXAMINATION (OSCE)
Ano: 2001
Autores: Ahmed D. Khattab, Barry Rawlings
Fonte de Indexação: CINAHL Nurse Education Today
Justificativa de Exclusão: O OSCE é uma ferramenta de avaliação do aluno em relação à
competência e habilidades para a realização do exame físico. O Artigo não trata como é o ensino
desses alunos.
Código de publicação: A32
Titulo: EFFECTIVE CASE PRESENTATIONS-AN IMPORTANT CLINICAL SKILL FOR NURSE
PRACTITIONERS
Ano: 2006
Autores: Connie H. Coralli
Fonte de Indexação: WEB OF SCIENCE Journal of the American Academy of Nurse Practitioners
Justificativa de Exclusão: O presente artigo ensina como elaborar um estudo de caso sendo
excluído, pois o mesmo está em desacordo com a nossa questão de pesquisa, por não relatar o
ensino do exame físico na enfermagem.
Código de publicação: A33
Titulo: A SURVEY OF PHYSICAL ASSESSMENT TECHNIQUES PERFORMED BY RNS: LESSONS
FOR NURSING EDUCATION
Ano: 2007
Autores: Jean F. Giddens,
Fonte de Indexação: CINAHL Journal of Nursing Education
Justificativa de Exclusão: O estudo trata do levantamento de habilidades para a realização do
exame físico com enfermeiros, não trata diretamente sobre o ensino do exame físico.
Código de publicação: A34
Titulo: PROBLEM-BASED LEARNING: AN INNOVATIVE APPROACH TO TEACHING PHYSICAL
ASSESSMENT IN ADVANCED PRACTICE NURSING CURRICULUM
Ano: 2008
Autores: John Distler
Fonte de Indexação: CINAHL International Journal of Nursing Education Scholarship
Justificativa de Exclusão: O artigo faz a avaliação da utilização da aprendizagem baseada em
problemas em curso de preparação para enfermeiras de família. Não avalia especificamente o ensino
do exame físico.
64
Código de publicação: A35
Titulo: PROCESSO DE ENFERMAGEM: DA LITERATURA À PRÁTICA. O QUÊ DE FATO NÓS
ESTAMOS FAZENDO?
Ano: 2009
Autores: Simoni Pokorski, Maria Antonieta Moraes, Régis Chiarelli, Angelita Paganin Costanzi,
Eneida Rejane Rabelo
Fonte de Indexação: WEB OF SCIENCE Revista Latino-Americana de Enfermagem
Justificativa de Exclusão: O artigo faz um estudo em prontuários de pacientes, trazendo resultados
referentes aos prontuários e a literatura, não dirigindo o estudo ao ensino do exame físico.
65
Apêndice D - Artigos Incluídos no Estudo
Código de publicação: A 1
Titulo: TEACHING HEALTH HISTORY AND PHYSICAL EXAMINATION
Ano: 1973
Autores: Paul Froemming, Julia Quiring
Formação acadêmica dos autores: Mestrado em tecnologia instrucional, professor adjunto
Fonte de Indexação: WEB OF SCIENCE Nursing Research
País de realização do estudo: Pennsylvania- Estados Unidos
Idioma: Inglês
Descritores: Não há
Palavras no resumo, pelo menos uma: ( x) Enfermagem ( ) Ensino ( ) Educação ( x) Exame
Físico ( ) Semiologia ( ) Semiotécnica ( ) SAE ( ) PE.
Tipo de publicação: Artigo
Contexto do estudo: Formação em enfermagem
Objetivos do estudo: Buscou-se determinar até que ponto os procedimentos histórico de saúde e
exame físico estão sendo ensinados no momento.
Metodologia
7- Tipo de estudo: Infere-se estudo descritivo
8- Campo de estudo: programas de educação em enfermagem
9- Sujeitos: 105 educadores dos quatro programas de educação em enfermagem.
10- Coleta dos dados: um questionário que tratava de itens relacionados ao ensino dessas
habilidades foi distribuído para 200 programas de educação em enfermagem selecionados
aleatoriamente. Os 200 questionários foram distribuídos uniformemente entre os quatro tipos
de programas de educação de enfermagem: enfermeiro licenciado, diplomado, grau de
associado e de bacharelado.
11- Analise dos dados: Não explicitado
12- Considerações bioéticas: Não explicitada
Resultados encontrados: As respostas foram recebidas de 105 programas: enfermeiro licenciado,
24 (48 %) diplomado, 34 (68 %), grau de associado, 25 (50 %), e bacharelado, 22 (44 %). Nenhuma
área do exame físico foi ensinada em mais de 18% dos programas. A comparação do que é ensinado
em quatro tipos de programas de educação de enfermagem pesquisados, mostra diferenças que
provavelmente estão relacionados às suas ênfases curriculares diferentes. Enquanto o enfermeiro
licenciado, grau de associado e diplomado não poderiam ser esperados para ensinar como fazer um
exame físico, seria esperado que os programas de bacharelado fossem fazer mais nesta área. As
poucas respostas à pergunta 9 pode indicar uma falta de materiais pedagógicos disponíveis para o
assunto.
100 % dos educadores em programas de bacharelado concordaram que a avaliação do estado de
saúde-doença faz parte do papel da enfermeira.
66
Educadores em muitos programas indicaram que apenas introduziam o uso de filmes, slides e vídeos
sobre o assunto em seus currículos.
Principais Conclusões: As informações contidas neste estudo têm implicações importantes para
todos os envolvidos no desenvolvimento curricular em programas de educação de enfermagem.
Quase todos os educadores de bacharelado, e uma elevada percentagem de docentes de
enfermagem em outros programas, indicam concordância que a avaliação da saúde deve ser incluída
nas atividades do profissional enfermeiro. Apenas em alguns casos, esta preocupação foi confirmada
em seus programas educacionais. Esta informação deve ser considerada para o desenvolvimento do
currículo de acordo com os objetivos expressos dos programas educacionais em enfermagem.
Artigo Incluído no estudo:
(x ) Sim
( ) Não
Justificativa de Exclusão: _____________________________________________
__________________________________________________________________
Código de publicação: A2
Titulo: EXAME FÍSICO EM PACIENTES AGUDOS GRAVES: UMA EXPERIÊNCIA DE ENSINO
Ano: 1976
Autores: Maria Sumie Koizumi
Formação acadêmica dos autores: Auxiliar de ensino
Fonte de Indexação: BDENF Enfermagem Novas Dimensões
País de realização do estudo: Brasil
Idioma: português
Descritores: Não há
Palavras no resumo, pelo menos uma: ( x) Enfermagem ( x) Ensino ( ) Educação ( x) Exame
Físico ( ) Semiologia ( ) Semiotécnica ( ) SAE ( ) PE.
Tipo de publicação: Artigo
Contexto do estudo: Graduação em Enfermagem
Objetivos do estudo: Através do exame físico o estudante deveria ser capaz de: identificar
rapidamente os problemas de enfermagem do(s) paciente(s) sob sua responsabilidade; determinar os
cuidados de enfermagem pertinentes observando a ordem prioritária dos mesmos; estabelecer
hipóteses sobre as possíveis evoluções do(s) paciente(s) e manter-se alerta com relação a
intercorrências, principalmente as que poderiam por em risco imediato a sua vida.
Metodologia
1- Tipo de estudo: Infere-se estudo descritivo
2- Campo de estudo: Hospital governamental de São Paulo e Escola de Enfermagem da USP
(EEUSP)
3- Sujeitos: O ensino foi ministrado a um grupo de 15 estudantes do curso de Habilitação em
Enfermagem Médico-Cirúrgica, na disciplina Enfermagem Médico-Cirúrgica II, no período de
abril a junho de 1975.
4- Coleta dos dados: O exame físico foi efetuado mediante um roteiro e aplicado em pacientes
67
neurocirúrgicos, internados na Unidade de Traumatismos Cranioencefálicos de um hospital
governamental de São Paulo.
5- Analise dos dados: Solicitou-se o preenchimento da ficha de plano de cuidados, segundo
modelo descrito por GOMES & OLIVEIRA (1974) e adaptado por KOIZUMI; ZERBETTA &
CHIARELLO (1976).
6- Considerações bioéticas: Não explicitada
Resultados encontrados: Foram cuidados pelos 15 estudantes, 52 pacientes com traumatismos
cranioencefálicos, nos quais se realizaram 145 exames. A média de exame físico efetuado por
estudante foi de 9,7.
Principais Conclusões: O ensino do exame físico demonstrou ser eficiente principalmente com
referência à aproximação do estudante em relação ao paciente agudo grave.
Outros aspectos relevantes relacionados à identificação dos problemas de enfermagem,
planejamento de cuidados e visualização global do paciente, atingindo, portanto os dois primeiros
objetivos.
O estabelecimento de hipóteses sobre a possível evolução do paciente foi discutido em reuniões de
grupo. Não houve, no entanto, muitas condições para poder avaliar quantitativamente a atuação do
estudante frente a emergências onde a vida do paciente corria risco imediato.
Artigo Incluído no estudo:
( x) Sim
( ) Não
Justificativa de Exclusão: _____________________________________________
__________________________________________________________________
Código de publicação: A3
Titulo: ENSINO E APRENDIZAGEM DO EXAME FÍSICO: ANÁLISE DO PROCESSO PELO EXAME
DAS PUPILAS
Ano: 1993
Autores: Miako Kimura, Maria Sumie Koizumi
Formação acadêmica dos autores: Enfermeira professora Doutora, Enfermeira professora
Associada
Fonte de Indexação: BDENF Revista da Escola de Enfermagem da USP
País de realização do estudo: Brasil
Idioma: Português
Descritores: Utilizou Unitermos: Ensino-aprendizagem em enfermagem. Exame físico. Exame pupilar
Palavras no resumo, pelo menos uma: (x ) Enfermagem ( ) Ensino ( ) Educação ( ) Exame Físico
( ) Semiologia ( ) Semiotécnica ( ) SAE ( ) PE.
Tipo de publicação: artigo
Contexto do estudo: Graduação em enfermagem
Objetivos do estudo: analisar a aprendizagem do exame das pupilas quanto ao seu diâmetro (DP),
obtido por mensuração, e ao reflexo fotomotor (RFM), avaliado mediante julgamento subjetivo.
Metodologia
68
1- Tipo de estudo: Infere-se que seja Pesquisa quali-quantitativa, descritiva.
2- Campo de estudo: Unidade de Terapia Intensiva do Pronto Socorro do Hospital das Clínicas
da Faculdade de Medicina da USP e EEUSP.
3- Sujeitos: estudantes do 4º semestre do Curso de Graduação da EEUSP, cursando a
disciplina Enfermagem Médico-Cirúrgica.
4- Coleta dos dados: Os exames pupilares foram realizados em pacientes de ambos os sexos,
internados na Unidade de Terapia Intensiva do Pronto Socorro do Hospital das Clínicas da
Faculdade de Medicina da USP. Foram elaborados instrumentos de coleta de dados
apropriados para cada etapa. Em cada uma delas o aluno teve oportunidade de realizar o
número de exames que considerou necessário para sentir-se seguro.
5- Analise dos dados: Critérios utilizados para a avaliação da aprendizagem das técnicas de
exame das pupilas:
- Concordância quanto ao exame das pupilas - tomou-se, como indicador de acerto, o nível de
concordância obtido por pares de alunos na medida do DP e na observação do RFM.
- Habilidade na execução das técnicas de exame das pupilas – utilizaram se modelos-padrões
das duas técnicas, a partir dos quais foram elaborados "check-lists" contendo a discriminação
seqüencial dos itens a serem seguidos. Os itens foram classificados como: "corretos", quando
executados conforme descrito no item original; "incorretos" ou "diferentes. do padrão", quando
a execução do item não correspondia à descrição do padrão ou quando havia alteração na
seqüência preconizada; "omitidos", quando o item não era executado.
- Conhecimento quanto às técnicas de exame das pupilas
- utilizou-se para esta análise, a descrição feita pelos alunos, em impresso próprio, dos passos
das duas técnicas, sendo os itens categorizados como: "corretos", quando descritos de
maneira idêntica ou semelhante ao modelo e desde que o significado original estivesse
mantido; "incorretos", quando o significado estivesse diferente do padrão; "omitidos", quando
ausentes da descrição
6- Considerações bioéticas: Não explicitada
Resultados encontrados: Do total de 52 alunos matriculados no 4º semestre do Curso de
Graduação Enfermagem da USP, 46 alunos aceitaram participar das etapas do estudo. A faixa etária
entre 20 e 22 anos, incluindo-se nela, 28 alunos (60,9%). Dos 46 alunos, 42 (91,3%) eram do sexo
feminino e apenas 4 (8,7%), do sexo masculino.
Condição da acuidade visual observou-se que a metade da classe (50,0%) informou não apresentar
qualquer alteração da acuidade visual. A maioria deles (32,6%) fazia uso de lentes corretivas e 17,4%
não as utilizava, negando, porém, qualquer dificuldade visual para leitura próxima que justificasse a
sua exclusão da população de estudo.
Nenhum dos alunos tinha experiência anterior na avaliação do diâmetro e do reflexo pupilar.
Os valores obtidos em 96 medidas (52,2%) foram absolutamente coincidentes. Observa-se, ainda,
que 86 delas (46,7%) tiveram diferença de 1mm e apenas 2 medidas divergiram em 2mm. Na 2ª
etapa, a concordância entre as medidas efetuadas foi de 97,8%.
69
Na 1ª etapa, todos os pares de alunos foram concordantes quanto à observação do RFM. Na 2ª
etapa, apesar de 60,9% dos pares terem concordado em ambos os olhos, observa-se também que
39,1 % deles discordaram em um ou em ambos os olhos.
Os reflexos rápidos e não reativo obtiveram um alto nível de observações concordantes (74,4% e
84,6% respectivamente). Já o RFM lento foi aquele em que os estudantes demonstraram o
percentual de itens corretos foi maior na 2a etapa do que na 1ª (87,4% e 70,0%, respectivamente).
Ocorreram mais omissões na 1ª (24,4%) do que na 2ª etapa (3,9%).
Pequeno percentual, as incorreções e divergências do padrão foram maiores na 2a etapa (8,7%) do
que na 1ª (5,6%).
"Informar o que será feito "foi o mais omitido tanto na 1ª (80,4%) como na 2a etapa (34,8%) sendo,
nesta fase, o único passo não cumprido.
O percentual de itens executados corretamente foi maior na 2ª etapa (82,4%) do que na 1ª (55,8%);
as omissões e divergências quanto aos itens do padrão foram relativamente pequenas na 2ª fase do
estudo, (10,1% + 7,5% = 17,6%). Já na primeira fase estes comportamentos, alcançaram um
percentual bastante elevado (44,2%).
Omissão de itens (35,5%) do RFM o item relativo à abordagem inicial do paciente foi o mais omitido
dentre todos. Mesmo estando diante de pacientes reais, mais da metade dos alunos (54,3%)
avaliaram o RFM sem informá-los sobre o que seria feito, assim como 34,8% deles haviam medido o
DP da mesma forma na segunda etapa que o desempenho dos alunos mais se aproximou do padrão
inicial, com mais de 80,0% dos itens cumpridos corretamente, tanto em uma como em outra técnica.
O total de Itens descritos corretamente foi bastante elevado - 82,2% para o DP e 83,3% para o RFM.
O Item 1 "informar o que será feito" foi lembrado na descrição da técnica de medida do DP por 91,3%
dos alunos e por 78,3% na de observação do RFM. Os Itens 5 e 9, referentes ao registro de dados,
foram lembrados na descrição por 93,5% dos alunos. Primeira fase do estudo 15 alunos (32,6%)
mencionaram dificuldades na avaliação do DP e apenas 4 (8,7%), na avaliação do RFM.
Exame do DP, a maioria das dificuldades (64,7%) referiu-se a condições de visualização da pupila,
tais como a cor escura da íris e a variação do DP durante o exame, bem como à iluminação
ambiental (29,4%). Dificuldades relacionadas à utilização do instrumento de medida foram
mencionadas apenas três vezes (uma na 1ª etapa e duas na 2ª)
Principais Conclusões: Em relação à habilidade perceptiva, a concordância entre os alunos foi
maior no laboratório de enfermagem do que no campo clínico; foi maior a concordância na medida
DP do que na observação do RFM e, neste último, a discordância mais acentuada ocorreu no padrão
intermediário.
Quanto à habilidade em executar as técnicas houve melhor desempenho dos alunos no campo clínico
do que no laboratório; o item referente à informação sobre que seria feito, foi o mais omitido pelos
alunos na execução das duas técnicas, tanto no laboratório como no campo clínico.
O conhecimento incorporado pelos alunos foi bastante próximo àquele que foi originalmente
apresentado e as diferenças foram relacionadas, principalmente, à abordagem do paciente e ao
registro dos dados obtidos.
70
Os alunos participantes deste estudo, apesar de terem adquirido habilidade e conhecimento
específicos, apresentaram variados tipos de dificuldades na realização do exame das pupilas,
sobretudo nos pacientes.
De forma geral, as dificuldades mais sentidas foram aquelas relacionadas às condições do paciente,
do próprio estudante e do ambiente, assim como à discriminação dos diferentes padrões de RFM.
Artigo Incluído no estudo:
( x) Sim
( ) Não
Justificativa de Exclusão: _____________________________________________
__________________________________________________________________
Código de publicação: A4
Titulo: O EXAME FÍSICO E O ENFERMEIRO DE UTI
Ano: 1994
Autores: Miako Kimura, Ana Maria Kazue Miyadahira, Diná de Almeida Lopes Monteiro da Cruz,
Edna Ikumi Umebayashi Takahashi, Karia Grillo Padilha, Regina Marcia Cardoso de Sousa
Formação acadêmica dos autores: Enfermeira/ doutor; Enfermeira/ doutor; Enfermeira/ doutor;
Enfermeira; Enfermeira/ doutor; Enfermeira/ doutor; Enfermeira.
Fonte de Indexação: BDENF Revista Escola de Enfermagem da USP
País de realização do estudo: Brasil
Idioma: Português
Descritores: Utilizou UNITERMO: UTI, exame físico, ensino de enfermagem.
Palavras no resumo, pelo menos uma: (x ) Enfermagem ( x) Ensino ( ) Educação ( x) Exame
Físico ( ) Semiologia ( ) Semiotécnica ( ) SAE ( ) PE.
Tipo de publicação: Artigo
Contexto do estudo: Curso de Especialização em Enfermagem em Cuidados Intensivos (UTI) e
contexto hospitalar
Objetivos do estudo: Caracterizar a periodicidade de realização dos componentes do exame físico
pelos enfermeiros de UTI.
Identificar a opinião dos enfermeiros de UTI quanto a fase de formação mais adequada para o ensino
dos itens do exame físico.
Identificar em que momento o aprendizado sobre o exame físico foi mais significativo para os
enfermeiros de UTI.
Metodologia
1- Tipo de estudo: Infere-se que seja Pesquisa quantitativa do tipo exploratório descritiva
2- Campo de estudo: Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo
3- Sujeitos: 26 enfermeiros egressos dos oito Cursos de Especialização em Enfermagem em
Cuidados Intensivos oferecidos pela Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo
no período de 1982 a 1991 e que, na época da coleta dos dados estavam trabalhando em
UTI
4- Coleta dos dados: A coleta de dados foi realizada pelas autoras durante o primeiro semestre
71
de 1992. Foi elaborado um questionário, previamente testado, contendo duas partes: uma
referente a dados pessoais do profissional e a caracterização do seu local de trabalho; a
outra se referia às informações específicas do estudo.
5- Analise dos dados: Análise estatística relativa e absoluta
6- Considerações bioéticas: Não explicitado
Resultados encontrados: A população caracterizou-se como sendo predominantemente do sexo
feminino (92,2%). A idade variou de 24 a 41 anos encontrando-se a maioria da população (53,8%) na
faixa de 24 até 30 anos.
Considerando as informações relativas ao tempo de formatura e de trabalho desta população
verificou-se que a maior parte dos enfermeiros está formada e trabalha em UTI de 5 a 10 anos,
(52,0% e 56,0%, respectivamente). Quanto à caracterização dos locais de trabalho pôde-se verificar
que a população do estudo encontrava-se trabalhando principalmente em UTls gerais (65,4%). Dos
enfermeiros que trabalhavam em UTls gerais, 46,2% atuavam exclusivamente com pacientes adultos
e 19,2% em locais que atendiam tanto crianças como adultos.
No total de 45 itens componentes do exame físico apresentados aos enfermeiros, 31 (68,9%) eram
realizados freqüentemente por mais de 50% deles.
Pode-se dizer que apenas as áreas referentes a mamas/ axilas e a ânus/ reto/ próstata não têm
nenhum item contemplado pelos resultados.
Com maior freqüência (96,2%), itens relacionados ao risco iminente de vida ou a funções vitais
básicas: respiratória, cardiovascular e neurológica.
Os enfermeiros parecem valorizar mais características como a freqüência e o ritmo (96,2%), do que a
presença de ruídos 84,6% a amplitude (80,8%) e a simetria (76,4%).
Ausculta abdominal (pesquisa de ruídos hidroaéreos) a quase totalidade dos enfermeiros (92,3%),
informou realizá-la. Nenhum dos itens relacionados foi citado como nunca realizado por mais de 50%
dos enfermeiros.
Pressão intracraniana (38,5%), altura (26,9%), linfonodos (23,1 %), mamas (19,2%), pesquisa de
estruturas internas (19,2%) e exame das articulações (19,2%).
Essa diversidade de sugestões retrata a dificuldade de se estabelecer limites bem definidos entre o
que deve ou não ser incluído no exame físico. Quanto ao ensino dos itens do exame físico, verificouse que a totalidade deles (45 itens) foi citada como sendo de responsabilidade dos cursos de
graduação por, no mínimo, 69,2% dos enfermeiros.
27 receberam indicação de que o seu ensino fosse de responsabilidade de cursos de atualização e
especialização, caracterizados no presente trabalho como cursos extracurriculares.
32,3% das respostas recaíram sobre o aprendizado do exame físico na prática profissional, sendo
indicados os cursos extracurriculares por 26,5% das respostas. Ainda, o treinamento institucional e o
curso de graduação foram apontados por 20,6% das respostas, como momentos de aprendizado do
exame físico.
Principais Conclusões: Cabe ressaltar que algumas limitações foram evidenciadas no decorrer do
estudo, mostrando a necessidade de aprofundar a análise dos fatores que foram apenas
72
mencionados na discussão dos resultados. Além disso, deve-se considerar que o próprio tamanho da
população se constituiu num fator limitante para a consideração mais genérica destas conclusões.
Esclarece-se, ainda, que este trabalho representa uma parte inicial de um estudo mais abrangente
sobre a prática do exame físico pelos enfermeiros de UTI.
Artigo Incluído no estudo:
( x) Sim
( ) Não
Justificativa de Exclusão: _____________________________________________
__________________________________________________________________
Código de publicação: A5
Titulo: USING INTERACTIVE VIDEO TO ADD PHYSICAL ASSESSMENT DATA TO COMPUTERBASED PATIENT SIMULATIONS IN NURSING
Ano: 1995
Autores: Joyce E. White
Formação acadêmica dos autores: professor assistente de enfermagem
Fonte de Indexação: CINAHL Computers in Nursing
País de realização do estudo: Pittsburgh- Pensilvânia- Estados Unidos
Idioma: Inglês
Descritores: Utilizou Key words: Computer simulation, Videotapes, Education, Nursing.
Palavras no resumo, pelo menos uma: (x ) Enfermagem ( ) Ensino ( x) Educação ( x) Exame
Físico ( ) Semiologia ( ) Semiotécnica ( ) SAE ( ) PE.
Tipo de publicação: Artigo
Contexto do estudo: ensino em enfermagem
Objetivos do estudo: Descrevemos neste artigo a decisão de usar o vídeo interativo para atingir, o
aprendizado e experiências únicas de avaliação permitida pelo vídeo, e alguns dos problemas
associados com vídeo interativo.
Metodologia
1- Tipo de estudo: infere-se estudo descritivo
2- Campo de estudo: Primary Care Nursing Graduate Program da Universidade de Pittsburgh
3- Sujeitos: Os sujeitos foram 10 residentes obstétricas/ginecologista
4- Coleta dos dados: prontuários foram realizados para determinar o grau da entrevista e do
exame físico, formam coletado dados dos pacientes que apresentaram a mesma queixa.
5- Analise dos dados: índice de Kappa
6- Considerações bioéticas: Não explicitado
Resultados encontrados: Quando perguntamos a 16 dos primeiros usuários das simulações sobre
suas percepções da semelhança entre cuidar de paciente simulado e real, encontramos que 12 (75%)
consideraram que as simulações foram "semelhantes” ou muito semelhantes” aos atuais encontros
clínicos. Treze usuários pensaram que o processo de realização do exame físico era "similar ou muito
semelhante."
73
O corpo docente acredita que esta contribui para a credibilidade (o grau em que os usuários
consideram a interação com a simulação do paciente baseado em computador ser realistas) e a
validade (o grau em que cuidar de um paciente de simulação por computador é semelhante ao cuidar
de pacientes reais) das simulações.
Atingir a capacidade de vídeo interativo, dentro das limitações orçamentais do ambiente educacional
hoje necessita exploração extensiva de produtos disponíveis e a consideração de uma série de
fatores.
Essa integração significa que o vídeo interativo utilizado nas simulações necessárias para ser
relativamente barato e capaz de um desenvolvimento em casa.
Preceito é a linguagem de autoria usada para criar nossas simulações. Ela foi selecionada por nossos
professores por sua facilidade de utilização por não-especialistas em programação de computadores.
Principais Conclusões: Seleção de vídeo interativo, mesmo com as limitações aqui descritas,
provou ser a escolha certa para nosso desenvolvimento de simulação baseada em paciente no
computador. Ela permite a demonstração de pistas não-verbais, algo que não é possível quando o
computador é usado sozinho e permitem ao aluno associar as respostas, mesmo aquelas fornecidas
na tela do computador, com o paciente retratado em vídeo interativo. Queda nos custos das grandes
unidades de disco rígido em que o vídeo pode ser digitalizado e enviado diretamente para a tela do
computador e da capacidade crescente de CD-ROMs, está rapidamente substituindo a tecnologia do
vídeo interativo, mas tem nos servido bem, permitindo a adição de dados do exame físico no
momento, isto teria sido impossível para nós fazer.
Artigo Incluído no estudo:
(x) Sim
( ) Não
Justificativa de Exclusão: _____________________________________________
__________________________________________________________________
Código de publicação: A6
Titulo: BASES PROPEDÊUTICAS PARA A PRÁTICA DE ENFERMAGEM- UMA NECESSIDADE
ATUAL
Ano: 1996
Autores: Alba Lúcia Leite de Barros, Regiane de Quadros Glashan, Jeanne Liliane Marlene Michel
Formação acadêmica dos autores: Doutora em Ciências, Doutora em Biologia Molecular,
Especialista em Enfermagem Médico-Cirúrgica.
Fonte de Indexação: BDENF Acta Paulista de Enfermagem
País de realização do estudo: Brasil
Idioma: Português
Descritores: utilizou Unitermos: Ensino, Enfermagem, exame Físico, prática de Enfermagem
Palavras no resumo, pelo menos uma: (x ) Enfermagem ( ) Ensino ( ) Educação ( x) Exame
Físico ( ) Semiologia ( ) Semiotécnica ( ) SAE ( ) PE.
Tipo de publicação: Artigo
Contexto do estudo: Especialização em enfermagem médico-cirúrgia.
74
Objetivos do estudo: Propiciar a enfermeira conhecimentos referentes às bases propedêuticas para
a realização do exame físico geral de enfermagem;
Avaliar a capacitação do enfermeiro em realizar o exame físico antes e após o curso.
Relacionar os sinais e sintomas levantados no exame físico geral com o estado geral do paciente e
as disfunções orgânicas do mesmo.
Utilizar os dados levantados para o diagnóstico e o planejamento da assistência de enfermagem.
Avaliar a evolução de enfermagem com os dados obtidos no exame físico de acordo com as bases
propedêuticas empregadas.
Metodologia
1- Tipo de estudo: Não explicitado. Estudo quantitativo do tipo exploratório-descritivo
(inferência)
2- Campo de estudo: UNIFESP/EPM e Hospital escola- Hospital são Paulo
3- Sujeitos: O Curso foi oferecido por 4 docentes da disciplina de Clínica médica, para 4 grupos
compostos de 6 alunas em cada um, sendo 9 docentes e 12 alunas pertencentes ao curso de
Especialização em Enfermagem Médico-cirúrgica do departamento de Enfermagem da EPM
4- Coleta dos dados: Os dados foram obtidos por meio de um questionário oferecido aos
participantes do curso ao termino do mesmo, composto de perguntas mistas, sendo que as
perguntas referiam-se aos objetivos citados no trabalho.
5- Analise dos dados: Os resultados foram submetidos à analise quantitativa e percentual,
sendo lançados em tabelas.
6- Considerações bioéticas: não explicitado
Resultados encontrados: 66,7% das enfermeiras não se sentem capacitadas enquanto 33,3% se
sentem capacitadas em parte em realizá-lo.
76,2% das enfermeiras responderam ter melhor capacidade para detectar sinais e sintomas
apresentados pelos pacientes, enquanto que 14,3% sentem-se melhor capacitados em parte e 9,5%
destas não responderam.
A maioria 71,4% das enfermeiras se sente melhor capacitada em relacionar os sinais e sintomas
levantados no exame físico geral com o estado geral e a disfunção orgânica do paciente, enquanto
28,6% se sentem em parte.
66,7% das enfermeiras referem sentir melhor capacidade em estabelecer o diagnóstico, 4,7%
responderam não, 14,3% responderam em parte e 14,3% não responderam.
85,7% das enfermeiras referem sentir-se melhor capacitados para utilizar os dados levantados
através do exame físico para o planejamento da assistência, enquanto que apenas 1 individuo (4,8%)
respondeu não e 2 (9,5%) não responderam.
Com relação a evolução de enfermagem e os dados obtidos no exame físico de acordo com as bases
propedêuticas, 76,2% dos respondentes afirmam que se sentem melhor capacitados, 9,5%
responderam não e 14,3% em parte.
Principais Conclusões: As escolas de enfermagem, ligadas ou não a escola médicas, procurem as
disciplinas que ensinam propedêutica para que se faça a inserção desta matéria para enfermeiros,
pelo menos no nível de Pós-graduação, com o intuito de preparar melhor estes profissionais.
75
Se faça um estudo prospectivo da utilização destes conhecimentos obtidos para a realização do
exame físico geral dos pacientes por estes enfermeiros.
Que as chefias de enfermagem dos hospitais procurem possibilitar que seus enfermeiros realizem
cursos de pós-graduação que contenham em seus programas Bases Propedêuticas.
Artigo Incluído no estudo:
( x) Sim
( ) Não
Justificativa de Exclusão: _____________________________________________
__________________________________________________________________
Código de publicação: A7
Titulo: A IMPORTÂNCIA DA RELAÇÃO ALUNO-PROFESSOR NA VIVÊNCIA DO EXAME FÍSICO
DE ENFERMAGEM EM ENFOQUE FENOMENOLÓGICO
Ano: 1997
Autores: Denise Isabel Luiz, Tatiana Damakauskas, Rosali Isabel Barduchi Ohl
Formação acadêmica dos autores: Aluna da 2ª série do Curso Graduação em enfermagem, Aluna
da 2ª série do Curso Graduação em enfermagem, Enfermeira /Mestre em enfermagem
Fonte de Indexação: LILACS Acta Paulista de Enfermagem
País de realização do estudo: Brasil
Idioma: Português
Descritores: Utilizou Unitermos: Relação Professor-Aluno, Relações Interpessoais, Exame Físico
Palavras no resumo, pelo menos uma: (x ) Enfermagem ( ) Ensino ( ) Educação (x ) Exame
Físico ( ) Semiologia ( ) Semiotécnica ( ) SAE ( ) PE.
Tipo de publicação: Artigo
Contexto do estudo: graduação em enfermagem
Objetivos do estudo: Conhecer a experiência vivenciada pelo aluno de graduação nas primeiras
vezes em que realiza o exame físico de enfermagem;
Conhecer os sentimentos e preocupações do aluno de graduação nesta vivência.
Conhecer a percepção do aluno de graduação sobre a atuação do docente de enfermagem frente a
esta experiência.
Metodologia
1- Tipo de estudo: Pesquisa qualitativa com método fenomenológico proposto por Keen.
2- Campo de estudo: Universidade Federal de São Paulo- UNIFESP
3- Sujeitos: alunos pertencentes a 2ª série de graduação em enfermagem da Universidade
Federal de São Paulo- UNIFESP
4- Coleta dos dados: Para a coleta das informações junto ao aluno utilizamos a entrevista
semi-estruturada proposta por Triviños. As entrevistas foram gravadas, com consentimento
dos alunos, foram transcritas na integra.
5- Analise dos dados: para analise dos dados obtidos nas entrevistas utilizamos o método
Fenomenológico proposto
por
Keen (1975)
que aponta três
etapas:
fenomenológica, a variação imaginária e a interpretação fenomenológica.
a redução
76
6- Considerações bioéticas: não explicitado
Resultados encontrados: O aluno sente-se despreparado para a execução do exame físico em
fundamentos de enfermagem: Tocar no paciente gera conflitos; não consegue trabalhar com seus
sentimentos; não consegue trabalhar com sentimentos do paciente; tem limites para associar a teoria
na prática, o aluno tem necessidade de apoio.
O professor assume atitudes que podem facilitar ou dificultar a aprendizagem: O professor como
facilitador da aprendizagem; Sentiu proximidade e abertura com o professor; o professor valorizou o
aspecto emocional do aluno; o professor assumindo atitudes que dificultam o aprendizado; sentiu o
professor distante; o professor não considerou as dificuldades emocionais do aluno.
Principais Conclusões: O aluno terá subsídios para a realização do exame físico de forma menos
traumática e estressante a partir do momento em que o professor percebe as dificuldades
decorrentes da sua execução e, se mostra disponível a buscar soluções junto a ele. O professor leva
em consideração as experiências de vida do aluno, onde é estabelecido um canal de interação entre
ambos, a sua atuação será norteada no sentido de favorecer a aprendizagem, pois haverá uma maior
predisposição para que este relacionamento seja autêntico e confiável. O relacionamento professoraluno será enriquecedor se houver a criação de um espaço para discussão de suas vivências, que
assim se configurará numa das formas de apoio que constatamos ser necessário ao aluno frente as
dificuldades pelas quais enfrenta neste período de sua formação acadêmica.
Artigo Incluído no estudo:
( x) Sim
( ) Não
Justificativa de Exclusão: _____________________________________________
__________________________________________________________________
Código de publicação: A8
Titulo: ANÁLISE SOBRE O ENSINO DO EXAME FÍSICO EM ESCOLAS DE ENFERMAGEM DA
CIDADE DE SÃO PAULO
Ano: 1997
Autores: Alba Lúcia Botura Leite de Barros, Valmi Delfino de Souza, Gina Laubé, Lígia de Fátima
Albertini
Formação acadêmica dos autores: Professor Adjunto, Ex-aluno do curso de especialização em
enfermagem médico-cirúrgica
Fonte de Indexação: BDENF Acta Paulista de Enfermagem
País de realização do estudo: Brasil
Idioma: Português
Descritores: Utilizou Unitermos: Enfermagem, Ensino, Exame Físico.
Palavras no resumo, pelo menos uma: (x) Enfermagem ( x) Ensino ( ) Educação ( x) Exame
Físico ( ) Semiologia ( ) Semiotécnica ( ) SAE ( ) PE.
Tipo de publicação: Artigo
Contexto do estudo: Graduação em Enfermagem
Objetivos do estudo: Verificar em quais disciplinas o exame físico é ensinado, qual a carga horária
77
total destas disciplinas e quantas horas são destinadas ao ensino do exame físico;
Verificar se os instrumentos propedêuticos são utilizados no ensino do exame físico;
Identificar quais instrumentos propedêuticos é utilizado pelos docentes para ensinar o exame físico;
Verificar a opinião do docente sobre sua aptidão para realizar e ensinar o exame físico;
Identificar quais os cursos e com que profissionais o docente se preparou para realizar e ensinar o
exame físico;
Identificar os conhecimentos e habilidades em que o docente considera ter preparo suficiente para
realizar o exame físico;
Identificar quais as dificuldades referidas pelo docente no ensino do exame físico;
Identificar quais as dificuldades do aluno, detectadas pelo docente, para aprender a realizar o exame
físico.
Metodologia
1- Tipo de estudo: não explicitado. Infere-se que seja um quantitativo exploratório-descritivo
2- Campo de estudo: quatro escolas de enfermagem da cidade de São Paulo- uma Pública
Federal, uma Pública Estadual e duas escolas particulares.
3- Sujeitos: Enfermeiros docentes das disciplinas profissionalizantes do curso de graduação em
enfermagem. 91 questionários preenchidos, sendo que alguns docentes atuam em mais uma
escola resultando em 70 enfermeiros docentes.
4- Coleta dos dados: Os dados foram obtidos através de um questionário com perguntas
fechadas referentes aos objetivos citados no trabalho, e também por comentários individuais
dos docentes em relação a cada questão.
5- Analise dos dados: Os resultados obtidos foram submetidos à análise quantitativa e
lançados em tabelas e quadro.
6- Considerações bioéticas: não explicitado
Resultados encontrados: A maioria das disciplinas profissionalizantes ensina o exame físico;
Não existe carga horária destinada apenas ao ensino do exame físico;
A inspeção é o instrumento propedêutico mais utilizado pelos docentes 89,1% e a percussão o menos
utilizado 63%;
50% das respostas dos docentes referem ter aptidão para a realização do exame físico; A maioria
dos docentes 73,9% se preparou apenas no curso de graduação para realizar o exame físico;
As áreas de conhecimento consideradas essenciais nas respostas dadas pelos docentes para
realizar o exame físico, foram: anatomia 88,0%, fisiologia 81,5%, fisiopatologia 56,5%, e Patologia
clínica 31,5%;
As áreas de conhecimento consideradas como sendo se domínio dos enfermeiros para ensinar o
exame físico foram: anatomia 79,3%, fisiologia 75,0%, fisiopatologia 43,4% e patologia clínica 30,4%;
As habilidades de maior domínio apontadas nas respostas dos docentes foram aquelas que utilizam a
inspeção e a palpação;
As dificuldades apontadas nas respostas dos docentes mais relevantes para ensinar o exame físico
são: exames radiológicos 43,4%, ausculta 30,4%, carga horária insuficiente 29,3%, fisiopatologia
28,2% e patologia clínica 27,1%; e as menos relevantes, palpação 14,2%, campos de estagio
78
inadequados 11,9%, inspeção 9,7%, anatomia 8,6%, fisiologia 6,5% e outras 7,6%.
As áreas de conhecimento consideradas essenciais para aprendizagem do exame físico pelos alunos
são: fisiologia, patologia clinica, anatomia e fisiopatologia. E, 82,1% dos docentes informaram que os
alunos são capacitados em parte para realizar o exame físico;
82,1% dos docentes apontam a não existência de uma disciplina especifica para o ensino do exame
físico contendo instrumentos propedêuticos.
Principais Conclusões: Criação de uma disciplina especifica para o ensino do exame físico
contendo os instrumentos propedêuticos, com carga horária própria e corpo docente preparado;
Integração dos docentes com a prática profissional para que possam sentir segurança para ensinar o
exame físico;
Reflexão dos docentes das escolas de enfermagem sobre o domínio dos instrumentos propedêuticos,
equipamentos especiais e conhecimentos essenciais para realizar de forma completa o exame físico
em todos os segmentos corporais.
Artigo Incluído no estudo:
(x) Sim
( ) Não
Justificativa de Exclusão: _____________________________________________
__________________________________________________________________
Código de publicação: A9
Titulo: O ENSINO DO EXAME FÍSICO EM ESCOLAS DE GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM DO
MUNICÍPIO DE SÃO PAULO
Ano: 1998
Autores: Valmi Delfino de Souza, Alba Lucia Botura Leite Barros
Formação acadêmica dos autores: enfermagem/ mestre, doutora em ciências
Fonte de Indexação: BDENF Revista Latino-americana de enfermagem
País de realização do estudo: Brasil
Idioma: Português
Descritores: utilizou Unitermos: exame físico, ensino, educação em enfermagem
Palavras no resumo, pelo menos uma: (x) Enfermagem (x) Ensino ( ) Educação (x) Exame
Físico ( ) Semiologia ( ) Semiotécnica ( ) SAE ( ) PE.
Tipo de publicação: Artigo
Contexto do estudo: Graduação em enfermagem
Objetivos do estudo: Detectar a atual situação do ensino de bases propedêuticas para a realização
do exame físico em cursos de graduação em Enfermagem de São Paulo; Identificar as dificuldades
para o ensino do exame físico apontadas pelas docentes destes cursos; Identificar as
recomendações dos docentes para melhorar o ensino do exame físico.
Metodologia
1- Tipo de estudo: pesquisa exploratória
2- Campo de estudo: duas escolas governamentais e duas escolas particulares
3- Sujeitos: 39 docentes das disciplinas responsáveis pelo ensino do exame físico
79
4- Coleta dos dados: para obtenção dos dados, elaborou-se um questionário com 13 questões
abertas e fechadas, de acordo com os objetivos propostos, com espaço aberto em todas as
questões para comentários.
5- Analise dos dados: os dados foram submetidos à análise quantitativa, observando-se as
freqüências absolutas e respectivas percentuais, e apresentadas em tabelas. Optamos por
agrupá-las e analisá-las de modo descritivo. Utilizamos para discussão os percentuais
relativos ao total da amostra, como também os comentários escritos dos docentes, para
conhecer o que representa, em termos de porcentagem e comentários, a opinião da
população estudada.
6- Considerações bioéticas: Não encontrada
Resultados encontrados: 64,1% dos docentes ministram aulas nas disciplinas de Fundamentos e
Introdução à Enfermagem;
87,2% dos docentes responderam que não existe uma disciplina específica para ensinar o exame
físico;
59,0% dos docentes acham desnecessária a criação de uma disciplina específica para ensinar o
exame físico, contradizendo assim o resultado da última questão, onde 41,0% dos docentes
recomendam a criação de uma disciplina específica para melhorar o ensino do exame físico;
79,5% dos docentes responderam que ensinam o exame físico em sua(s) disciplina(s);
A maioria dos docentes (51,3%) sente-se apta em parte para ensinar o exame físico; 46,1% sentemse aptos e 2,6% não se sentem aptos;
Quanto aos instrumentos propedêuticos para ensinar o exame físico, 100,0% dos docentes
responderam que utilizam a inspeção; 97,4% a palpação; 92,3% a ausculta; e 79,5% a percussão;
Acima de 70,0% dos docentes responderam que consideram ter suficiência para ensinar o exame
físico apenas tendo conhecimentos de anatomia, fisiologia e fisiopatologia;
Dentre as dificuldades que os docentes encontram para ensinar o exame físico, as mais significativas
foram: conhecimento insuficiente em percussão (46,1%), ausculta (43,6%) e palpação (35,9%),
relação entre nº de alunos/ nº docentes (30,8%) e carga horária insuficiente (28,2%);
Carga horária inadequada para o ensino do exame físico;
Insuficiência no preparo acadêmico dos docentes para exercer o ensino do exame físico;
Despreparo dos alunos nos conhecimentos essenciais para incorporar os conhecimentos de bases
propedêuticas.
82,0% dos docentes recomendam melhorar os conhecimentos e habilidades dos docentes; 41,0%
criar uma disciplina específica para ensinar o exame físico; e 38,5% aumentar a carga horária de
ensino do exame físico;
Estabelecer carga horária adequada, padronizada, e específica para o ensino do exame físico;
Ampla discussão sobre o significado do exame físico para a prática da enfermagem.
Principais Conclusões: As escolas devem repensar seu papel na formação de profissionais
competentes na área de avaliação clínica do cliente; elaborar um conteúdo programático de
Semiologia e Semiotécnica de Enfermagem condizentes com as responsabilidades profissionais do
enfermeiro e com uma carga horária adequada; preparar os docentes que vão assumir a disciplina de
80
Semiologia e Semiotécnica de Enfermagem em cursos de propedêutica para poderem dominar seus
instrumentos básicos. Os docentes devem repensar sua responsabilidade e competência no ensino
do exame físico, (anatomia, fisiologia, fisiopatologia, patologia clínica, psicologia, enfermagem, e
recursos diagnósticos, tais como, radiografias, eletrocardiograma, etc.; propedêutica e uso de
equipamentos especiais); reivindicar das escolas que os prepare na avaliação clínica do cliente;
continuidade de discussões sobre a delimitação do exame físico que deverá ser realizado pelo
enfermeiro.
Artigo Incluído no estudo:
(x) Sim
( ) Não
Justificativa de Exclusão: ___________________________________________
_________________________________________________________________
Código de publicação: A10
Titulo: NURSING PHYSICAL ASSESSMENT SKILLS: IMPLICATIONS FOR UK PRACTICE
Ano: 1998
Autores: Helen Rushforth, John Warner, David Burge, Alan Edward Glasper
Formação acadêmica dos autores: professor de Enfermagem Saúde da Criança, professor de
Enfermagem Saúde da Criança, Consultor cirurgião pediátrico, diretor de Estudos de Enfermagem de
Saúde Infantil
Fonte de Indexação: MEDLINE British Journal of Nursing
País de realização do estudo: Reino Unido
Idioma: Inglês
Descritores: Não há
Palavras no resumo, pelo menos uma: (x ) Enfermagem ( ) Ensino ( ) Educação ( ) Exame Físico
( ) Semiologia ( ) Semiotécnica ( ) SAE ( ) PE.
Tipo de publicação: artigo
Contexto do estudo: graduação em enfermagem
Objetivos do estudo: Este artigo revisa a literatura, discute as vantagens e dificuldades dos
enfermeiros quanto a avaliação física, e explora as implicações para a prática de enfermagem no
Reino Unido a partir tanto de uma perspectiva educacional e clínica.
Metodologia
1- Tipo de estudo: revisão de literatura
2- Campo de estudo: Graduação em enfermagem
3- Sujeitos: estudantes de enfermagem
4- Coleta dos dados: Pesquisa bibliográfica
5- Analise dos dados: Os artigos são discutidos
6- Considerações bioéticas: Não tem
Resultados encontrados: Apesar de compromisso com as mudanças na carga de trabalho médico
júnior e educação são elevadas. É importante que os médicos entendam o raciocínio subjacente e
não vejam o envolvimento dos enfermeiros como uma ameaça.
81
A literatura existente oferece valiosa discussão sobre o desenvolvimento de programas educativos,
tanto as Habilidades para Avaliação Física (PAS) pré e pós-taxa de inscrição. Um aspecto
fundamental do debate é à medida que deve ser ensinado por médicos ou enfermeiros.
A visita do primeiro autor ao Canadá sugere que tais habilidades podem ser aprendidas por
educadores de enfermagem, médicos, fisioterapeutas e colegas enfemeiros experientes. Embora o
desenvolvimento de tais habilidades no Reino Unido está ainda, na sua infância, certo número de
docentes americanos e canadenses já foi envolvido no apoio a programas de ensino no Reino Unido.
Na estruturação de cursos, uma abordagem de sistemas é comumente utilizada, apoiada pela
educação sobre anamnese e desenvolvimento das competências essenciais de inspeção, percussão,
palpação e ausculta.
Muitos cursos defenderam o ensino da PAS junto com todas as habilidades de avaliação, durante o
primeiro ano do programa, que maximizou a possibilidade de desenvolvimento de competências e de
reforço ao longo da formação.
A possível lacuna teórico-prática surgiu do fato de que os estudantes dos cursos, muitas vezes
tinham exposição limitada do cliente no primeiro ano, e as habilidades foram esquecidas antes que
pudessem ser consolidadas.
Principais Conclusões: Há uma escassez de evidência que demonstra maior cuidado aos
resultados relacionados às Habilidades para Avaliação Física (PAS) de enfermagem; a necessidade
de buscar tais provas é fundamental. É imperativo que a pesquisa contemporânea do Reino Unido
avalie sistematicamente o impacto das iniciativas de enfermagem, tanto especificamente em termos
de PAS e, no mais amplo espectro de transições do papel médico ao pessoal de enfermagem. Sobre
a confiança na investigação limitada norte-americana, sem dúvida é um risco real, que poderia levar à
exigência de uma base de dados contemporânea do Reino Unido que está sendo negligenciada.
Também se pode argumentar que um maior envolvimento dos enfermeiros na PAS dá
reconhecimento legítimo no debate misto de competências para a importância do papel do enfermeiro
na cabeceira, e reforça o papel único que os enfermeiros têm na avaliação do paciente em curso.
Se os benefícios percebidos pudessem ser comprovados pela pesquisa sistemática, então seria difícil
argumentar contra o desenvolvimento da PAS no Reino Unido, não apenas dentro dos domínios da
prática especializada, mas para todos os enfermeiros e estudantes de enfermagem.
Artigo Incluído no estudo:
( x) Sim
( ) Não
Justificativa de Exclusão: _____________________________________________
__________________________________________________________________
Código de publicação: A 11
Titulo: EVALUATION OF UNDERGRADUATE PHYSICAL EXAMINATION: PERFORMANCES BY
NURSE PRACTITIONER STUDENTS
Ano: 1999
Autores: Shelley Yerger Huffstutler
Formação acadêmica dos autores: Professor Assistente
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Fonte de Indexação: WILSONWEB Nurse Educator
País de realização do estudo: Charlottesville, Virginia, Estados Unidos
Idioma: Inglês
Descritores: Não há
Palavras no resumo, pelo menos uma: (x ) Enfermagem ( ) Ensino ( ) Educação (x ) Exame
Físico ( ) Semiologia ( ) Semiotécnica ( ) SAE ( ) PE.
Tipo de publicação: Artigo
Contexto do estudo: Graduação em enfermagem
Objetivos do estudo: Propor que os alunos enfermeira devem participar no processo de avaliação,
porque eles haviam completado o curso de avaliação de pós-graduação de saúde que inclui o
domínio de um exame físico completo.
Metodologia
1- Tipo de estudo: Estudo descritivo
2- Campo de estudo: Universidade da Virgínia Escola de Enfermagem
3- Sujeitos: Estudantes do curso de pós-graduação de saúde
4- Coleta dos dados: Cada uma das áreas é pontos ponderados com base em competências
necessárias e nível de dificuldade que promove maior uniformidade de pontuação. Os
estudantes devem realizar o exame a partir da memória, não há comunicação entre avaliador
e aluno uma vez que o exame começa. Após a conclusão do exame físico, os estudantes
recebem feedback imediato.
5- Analise dos dados: Como os intervalos de classe de tamanho 80-85 alunos, a criatividade é
necessária para implementar este método de avaliação. A idéia foi proposta para alunos
enfermeira a participar do processo de avaliação.
6- Considerações bioéticas: Não explicitado
Resultados encontrados: Estudantes de enfermagem identificaram várias vantagens: (1)
refinamento de suas habilidades, (2) o reconhecimento dos seus conhecimentos e habilidades
avançadas em avaliação, (3) o cumprimento de vários aspectos do ensino de funções / cognitivas; (4)
A demonstração de apoio à Escola de Enfermagem e (5) crescimento profissional e interação.
Estudantes de graduação em enfermagem entendem como os alunos sentiram a ansiedade
associada com o processo de avaliação melhor do que o corpo docente.
Principais Conclusões: O apoio do corpo docente, a natureza interativa do processo de avaliação.
Todos os envolvidos são considerados um "vencedor". Um componente importante para os
profissionais de enfermagem é a excelência em técnicas de avaliação de saúde. Essa atividade
promove enfermeira estudantes para demonstrar avançadas habilidades cognitivas e psicomotoras
na avaliação da saúde e atender as necessidades da faculdade de enfermagem e estudantes de
graduação de bacharelado.
Artigo Incluído no estudo:
( x) Sim
( ) Não
Justificativa de Exclusão: _____________________________________________
__________________________________________________________________
83
Código de publicação: A12
Titulo: O ENSINO DO EXAME FÍSICO PULMONAR ATRAVÉS DO MÉTODO DA
PROBLEMATIZAÇÃO
Ano: 2000
Autores: Adelia Yaeko Kyosen Nakatani, Emilia Campos de Carvalho, Maria Márcia Bachion
Formação acadêmica dos autores: enfermeira Doutoranda da área de enfermagem fundamental,
doutora em enfermagem, doutora em enfermagem
Fonte de Indexação: CINAHAL revista latino-americana de enfermagem
País de realização do estudo: Brasil
Idioma: Português
Descritores: utilizou Unitermos: ensino, enfermagem, exame físico
Palavras no resumo, pelo menos uma: (x) Enfermagem ( x) Ensino ( ) Educação ( x) Exame
Físico ( ) Semiologia ( ) Semiotécnica ( ) SAE ( ) PE.
Tipo de publicação: Artigo
Contexto do estudo: graduação em enfermagem
Objetivos do estudo: analisar a implementação da proposta de exame físico pulmonar através da
Pedagogia da Problematização.
Metodologia
1- Tipo de estudo: pesquisa-ação
2- Campo de estudo: Faculdade de Enfermagem da Universidade Federal de Goiás
3- Sujeitos: alunas do 2º ano matriculadas na disciplina Metodologia da Assistência de
Enfermagem no ano de 1998, amostra 19 alunas.
4- Coleta dos dados: Para a coleta de dados utilizamos a observação participante, o diário de
campo, os relatórios das alunas e a avaliação do alcance dos objetivos traçados para a
unidade.
5- Analise dos dados: Os resultados foram apresentados através de freqüência simples e das
expressões mais significativas de cada categoria.
6- Considerações bioéticas: As alunas concordaram em participar do estudo após
esclarecimento do objetivo, garantia do sigilo dos dados e sua utilização somente para
trabalhos técnico-científicos, atendendo à Resolução 196/96 (BRASIL, 1996).
Resultados encontrados: Quanto à avaliação das atividades, destacamos como dificuldade,
principalmente, a falta de conhecimentos prévios sobre o conteúdo abordado e como facilidade o
desenvolvimento da autocrítica. As alunas destacaram, na avaliação da teorização, dificuldades
relativas à primeira aproximação com o tema e à identificação dos sons e, facilidades, a clareza, a
objetividade e as atividades interativas e participativas. Na fase de hipótese de solução, identificamos
como dificuldades, para algumas alunas, a solução de todas as dúvidas e, como facilidades, o
esclarecimento de dúvidas e a constatação de que sabiam examinar. Durante a fase de aplicação, as
dificuldades de examinar foram gradativamente vencidas ao longo de nove experiências.
84
Principais Conclusões: Concluímos que a aplicação da Pedagogia da Problematização no ensino
de exame físico é exeqüível, tendo como principal contribuição a avaliação do processo de
aprendizado,
no
qual
professor
e
alunas
conseguiram
identificar
pontualmente
as
dificuldades/facilidades.
Artigo Incluído no estudo:
( x) Sim
( ) Não
Justificativa de Exclusão: _____________________________________________
__________________________________________________________________
Código de publicação: A 13
Titulo: A CD-ROM TUTORIAL FOR PHYSICAL EXAMINATION
Ano: 2001
Autores: Huynh M; Brown V; Bauer M; CALC Multimedia.
Formação acadêmica dos autores: Não encontrada
Fonte de Indexação: CINAHL Australian Journal of Advanced Nursing
País de realização do estudo: Austrália
Idioma: Inglês
Descritores: Não há
Palavras no resumo, pelo menos uma: (x ) Enfermagem ( x) Ensino ( ) Educação (x ) Exame
Físico ( ) Semiologia ( ) Semiotécnica ( ) SAE ( ) PE.
Tipo de publicação: Artigo
Contexto do estudo: Graduação em Enfermagem
Objetivos do estudo: objetivo identificar pontos de vista dos alunos sobre os pontos fortes do
programa e os pontos fracos e buscou sugestões para melhoria.
Metodologia
1- Tipo de estudo: infere-se estudo quali-quantitativo descritivo
2- Campo de estudo: University Teaching and Staff Development (CUTSD)
3- Sujeitos: Trinta estudantes do terceiro ano ofereceram-se para julgamento do programa
antes de desenvolver a cópia master do CD.
4- Coleta dos dados: A primeira seção apresenta a anatomia relevante de tórax, pulmões e
abdome. A segunda seção é composta de uma demonstração dos procedimentos de análise
para cada sistema do corpo que inclui apresentação dos resultados de exame anormal e
conclui com uma auto-avaliação de teste de múltipla escolha. A terceira seção, a seção de
prática, exige que o usuário para examinar "pacientes virtuais" e registrar os resultados. Um
questionário de 35 itens adaptado de um pacote de objeto de avaliação do software
desenvolvido pela Cowdell (1995) foi usada para obter feed back.
5- Analise dos dados: A escala de Likert de cinco pontos foi utilizada para obter respostas dos
alunos. Além disso, quatro questões abertas foram incluídas no final do questionário. Os
dados foram analisados usando o ‘Assunto Avaliação de Software, o pacote Griffith
University’. As estatísticas descritivas foram utilizadas para analisar as respostas dos alunos.
85
6- Considerações bioéticas: Não explicitada
Resultados encontrados: Noventa e dois por cento (n = 35) dos alunos consideraram que o
programa de assistência para aprender o exame físico do abdômen, tórax e pulmões é bom, e
noventa e cinco por cento (n = 35) estavam satisfeitos com a qualidade do produto e constataram que
o conteúdo do programa foi considerado apresentado de forma clara, os estudos de caso foram
eficazes no sentido de reforçar o processo do exame físico e o feedback foi relevante.
Aproximadamente 40% dos participantes não sentem "que participam ativamente na aprendizagem"
36% consideram que o programa não foi explicado de forma clara, 33% não acham que os estudos
de caso fizeram bom uso das imagens e sons, e 46% não se sentem entusiasmados com o
programa.
Houve um entusiasmo geral com os efeitos de som do programa, visuais e diagramas. Foi descrito
como sendo "mais fácil de entender" e "bom para a confiança na prática e houve inúmeros pedidos
de "mais sistemas do corpo” e “mais informação".
Dois tipos de críticas predominaram quanto aos equipamentos de informática e aos déficits de
conteúdo. Alguns estudantes descobriram que o vídeo e o som não foram coordenados e alguns
descreveram que a cor é de má qualidade.
Principais Conclusões: O resultado da avaliação não apenas indicou que se tratava de um auxílio
de aprendizagem eficaz, mas que os alunos gostariam de aprender sobre o exame físico dos outros
sistemas do corpo usando este meio. Não foram identificados problemas de programação, embora
alguns dos computadores nos laboratórios de informática não tenham os requisitos necessários para
executar o programa sem problemas.
Há a previsão de avaliar a eficácia do CD-ROM como ferramenta de aprendizagem para apoiar o
ensino convencional e o ensino à distância do programa em 2001. E para ser incorporado no
programa de ensino em 2001 e será disponibilizado gratuitamente aos alunos através da biblioteca do
campus geral. Divulgação do produto para a comunidade em geral será realizada ainda este ano, sob
os auspícios da Escola de Enfermagem da Universidade Victoria, em Melbourne, na Austrália.
Artigo Incluído no estudo:
( x) Sim
( ) Não
Justificativa de Exclusão: _____________________________________________
__________________________________________________________________
Código de publicação: A14
Titulo: CLINICAL EVALUATION IN ADVANCED PRACTICE NURSING EDUCATION: USING
STANDARDIZED PATIENTS IN HEALTH ASSESSMENT
Ano: 2002
Autores: Susanne W. Gibbons; Graceanne Adamo; Diane Padden; Richard Ricciardi; Marjorie
Graziano; Eugene Levine; Richard Hawkins
Formação acadêmica dos autores: Sra. Gibbons, a Sra. Adamo, a Sra. Padden, Sr. Ricciardi,
Ms.Graziano e Dr. Hawkins são professores adjuntos, e Dr. Levine é professor
Fonte de Indexação: WEB OF SCIENCE Journal of Nursing Education
86
País de realização do estudo: Maryland- Estados Unidos
Idioma: Inglês
Descritores: Não há
Palavras no resumo, pelo menos uma: (x) Enfermagem ( ) Ensino ( x) Educação ( x) Exame
Físico ( ) Semiologia ( ) Semiotécnica ( ) SAE ( ) PE.
Tipo de publicação: Artigo
Contexto do estudo: Pós-graduação
Objetivos do estudo: O objetivo das inovações curriculares e de investigação foi determinar o
impacto de uma intervenção educacional recentemente desenvolvido usando o padrão do programa
métodos de avaliação de resultados. Ao aumentar a freqüência e tipos de avaliações clínicas, foi
antecipado que o nível de competências dos alunos clínica iria melhorar e que esta poderia ser
avaliada com o desempenho de exame final filmadas física, que deveria ser superior aos anos
anteriores.
Metodologia
1- Tipo de estudo: Estudo descritivo
2- Campo de estudo: A investigação foi realizada na National Capital Area Medical Simulation
Center
3- Sujeitos: A amostra incluiu todos os alunos e professores envolvidos no curso de Avaliação
de Saúde, no verão de 2000. A classe incluiu 14 alunos enfermeiras de família e 13 alunos
enfermeira anestesista.
4- Coleta dos dados: Dados qualitativos e quantitativos métodos de coleta foram utilizados
para avaliar a eficácia do projeto de instrução de desenvolvimento.
5- Analise dos dados: Avaliação do aluno e vídeos filmados, história completa e exame físico,
habilidades listas críticas foram utilizados para avaliar o impacto do programa educacional.
Na conclusão de cada encontro episódico, o aluno realiza avaliação de si mesmo utilizando
um checklist e uma escala global. Ao mesmo tempo, o paciente avalia o aluno usando uma
escala de avaliação interpessoal.
6- Considerações bioéticas: Não explicitado
Resultados encontrados: Professores e alunos sentiram a experiência clínica no centro de
simulação usando Pacientes Padronizados (SPs) e métodos de avaliação que melhorou o seu
extenso desempenho na avaliação final do exame físico completo em vídeo e desempenho no exame
físico. A classe de 2000 foi menor (N = 27) que a classe em 1999 (N = 35), e havia mais professores
participando ativamente no componente clínico do curso em 2000 (3 para 5 docentes por membro no
laboratório) do que em 1999 (1-2 docentes por membro no laboratório). Isto provavelmente resultou
em uma maior interação do corpo docente-aluno.
Principais Conclusões: Um resultado inesperado deste centro de simulação de experiência e
método de educação clínico novo é que professores e alunos envolvidos na Avaliação de Saúde
cursaram durante o Verão de 2000, curso como avaliador credível.
Docentes aprenderam com os alunos, com seus pares, e todos aprendemos com os pacientes. Esse
formato permitiu aos estudantes se tornarem conscientes de suas forças e fraquezas pessoais
87
interagindo com os outros (isto é, professores, colegas, pacientes). Ambientes educacionais
simulados, como este é um lugar perfeito para aprender que toda a pessoa comete erros e todos são
humanos.
O presente estudo concluiu que a utilização do método de simulação permite a utilização do maior
número de simulações por estudantes o que propicia uma maior interação estudante-professor.
Artigo Incluído no estudo:
(x) Sim
( ) Não
Justificativa de Exclusão: _____________________________________________
__________________________________________________________________
Código de publicação: A15
Titulo: ENSINO DO EXAME FÍSICO EM UMA ESCOLA DE ENFERMAGEM
Ano: 2004
Autores: Flávia S. Patine, Denise B. Barboza, Maria H. Pinto
Formação acadêmica dos autores: Acadêmica 4 série graduação em enfermagem, professora de
enfermagem, doutora em enfermagem
Fonte de Indexação: LILACS Arquivos de ciências da saúde
País de realização do estudo: Brasil
Idioma: português
Descritores: utilizou Palavras-chave Exame-físico, Ensino, Enfermagem
Palavras no resumo, pelo menos uma: (x) Enfermagem ( x) Ensino ( ) Educação ( x) Exame
Físico ( ) Semiologia ( ) Semiotécnica ( ) SAE ( ) PE.
Tipo de publicação: artigo
Contexto do estudo: curso de graduação em enfermagem
Objetivos do estudo: identificar as variáveis envolvidas no ensino do Exame Físico, pelo corpo
docente, em um Curso de Graduação em Enfermagem como a: caracterização da população;
entendimento sobre o conceito; abordagem do assunto; dificuldades apresentadas; conhecimentos
necessários; métodos propedêuticos utilizados; sugestões para melhoria do ensino.
Metodologia
1- Tipo de estudo: estudo tipo exploratório, descritivo, transversal com uma abordagem
quantitativa
2- Campo de estudo: Curso de Graduação em Enfermagem do interior paulista.
3- Sujeitos: 43 enfermeiros docentes que ministram aulas em um Curso de Graduação em
Enfermagem do interior paulista. A amostra foi composta de 26 docentes que ministravam
disciplinas distribuídas nos quatro anos de graduação deste curso.
4- Coleta dos dados: Utilizou-se um instrumento específico, constituído de 17 perguntas
abertas e fechadas.
5- Analise dos dados: Os dados obtidos foram agrupados e relacionados segundo o objetivo
da pesquisa. Os resultados foram submetidos à análise quantitativa tratada em função de
índices absolutos e percentuais e apresentados sob forma de tabelas e figuras.
88
6- Considerações bioéticas: projeto foi submetido a apreciação e aprovação do Comitê de
Ética e Pesquisa (CEP) da FAMERP, além do consentimento pós-esclarecido da
Coordenadora do Curso de Graduação em Enfermagem da FAMERP.
Resultados encontrados: A maior parte das docentes que participaram do presente estudo
ministrava aulas nas disciplinas de: Semiologia e Semiotécnica: Introdução ao processo de cuidar,
Enfermagem Médica e Enfermagem Cirúrgica. As sugestões apresentadas pelas docentes para
melhorar o Ensino do Exame Físico, foram: 84,6% apontaram a necessidade de uma disciplina
específica; 73,1% referiram à necessidade de melhorar seus conhecimentos e habilidades; 50,0%
destacou o aumento da carga horária para o ensino do Exame Físico, destas 6 (46,2%) referiram
para a teoria e 7 (53,8%) para a prática. A maioria 16 (61,5%), entendem Exame Físico como uma
avaliação do indivíduo, um exame para análise do físico, uma observação sistematizada e detalhada
do físico; 4 (15,4%) como uma coleta de dados, uma obtenção de dados, 2 (7,7%) como busca de
anormalidades e 4 (15,4%) não responderam a pergunta.
Principais Conclusões: Observou-se também que houve uma contradição em suas respostas
apontada pelos resultados, pois estas mesmas docentes que relataram abordar sobre o Exame Físico
em suas disciplinas relataram estar satisfatoriamente preparada, porém apresentam, em parte,
dificuldades no desenvolvimento do assunto e cobram dos alunos a realização de forma
sistematizada durante os estágios e mesmo assim referiram que o curso fornece subsídios suficientes
para o graduando executar esta atividade. Como sugestões para melhoria do ensino do Exame Físico
neste Curso de graduação citaram a capacitação docente visando melhorar os seus conhecimentos e
habilidades, aumento da carga horária para desenvolvimento do assunto e a existência de uma
disciplina específica. Os resultados obtidos nesta pesquisa configuram um desafio para o ensino de
enfermagem, no qual tanto o curso quanto os docentes devem repensar na responsabilidade e
competência no ensino do Exame Físico preparando-se nos conhecimentos essenciais e nos básicos,
integrando-os com a prática profissional a fim de sentir segurança para ensinar, propiciando a
formação de profissionais competentes na área de avaliação clínica do cliente, visando a melhoria da
assistência prestada.
Artigo Incluído no estudo:
( x) Sim
( ) Não
Justificativa de Exclusão: _____________________________________________
__________________________________________________________________
Código de publicação: A16
Titulo:
O
ENSINO
INTERDISCIPLINAR
E
PROBLEMATIZADO:
UM
RECORTE
DO
CONHECIMENTO
Ano: 2004
Autores: Maria José Sanchen Marin; Maria Shirley de S. Barbosa; Márcia Rosely M. Dadalti; Pedro
Marco K. Barbosa; Cristina Peres Cardoso
Formação acadêmica dos autores: Doutora em Enfermagem; Mestranda; Docente; Doutor em
Enfermagem; Mestre em Enfermagem
Fonte de Indexação: LILACS Revista Nursing
89
País de realização do estudo: Brasil
Idioma: Português
Descritores: Utilizou Unitermos: Educação em enfermagem, Ensino
Palavras no resumo, pelo menos uma: (x) Enfermagem (x) Ensino ( ) Educação ( ) Exame Físico
( ) Semiologia ( ) Semiotécnica ( x) SAE ( ) PE.
Tipo de publicação: Artigo
Contexto do estudo: Graduação em Enfermagem
Objetivos do estudo: O presente estudo se propõe a descrever seqüência de atividades
desenvolvida para o ensino da avaliação do sistema respiratório, o qual integra avaliação do estado
de saúde do indivíduo, como forma de exemplificar um recorte de conhecimento para o ensino
interdisciplinar seguindo a metodologia da problematização.
Metodologia
1- Tipo de estudo: recorte do conhecimento
2- Campo de estudo: Faculdade de Medicina de Marília
3- Sujeitos: Estudantes do segundo ano do curso de graduação em enfermagem da FAMEMA
4- Coleta dos dados: Conforme o quadro de seqüência de atividades: conceito-chave- Método
Clínico - exame físico do sistema respiratório.
5- Analise dos dados: A avaliação é considerada como atividade permanente do processo
ensino-aprendizagem, através de acompanhamento dos desempenhos, visualização dos
avanços, detecção das dificuldades, e por fim realização das intervenções necessárias nos
sujeitos (professor, estudante) e nos conteúdos.
6- Considerações bioéticas: não explicitada
Resultados encontrados: Os docentes do Curso de Enfermagem FAMEMA, após delinear os
princípios gerais a serem seguidos na construção do currículo integrado, elaboraram uma
classificação dos conhecimentos necessários denominada "rede explicativa", em que os princípios
gerais (conceitos-chaves) deram origem a Unidades Educacionais distribuídas nas quatro séries que
compõem o curso.
Constitui uma unidade educacional ministrada no segundo ano do curso de graduação em
enfermagem da FAMEMA, tem carga horária de 498 horas e as atividades práticas são realizadas em
Unidade Básica de Saúde.
Composta por doze seqüências de atividades, nas quais se realizam os seguintes recortes do
conhecimento: método clínico, anamnese, inspeção geral, exame físico da pele e anexo, exame físico
do sistema nervoso, exame físico do sistema músculo esquelético, exame físico de cabeça e
pescoço, exame físico de sistema respiratório, exame físico do sistema cardiovascular, exame físico
de sistema digestório, exame físico de sistema geniturinário e mamas, sistematização da assistência
de enfermagem (SAE).
Para o presente relato elegeu-se o recorte do conhecimento avaliação do sistema respiratório por
tratar de uma habilidade que depende em grande parte, da inter-relação teoria/prática.
Principais Conclusões: Aos docentes, cabe o afastar-se de conteúdos estanques e dissociados da
prática para integra-se ao novo processo de ensino, em que os saberes são compartilhados e
90
interrelacionados. O ensino interdisciplinar, de acordo com a metodologia problematizadora parecenos um caminho viável, não o único, para unir a diversidade do conhecimento necessário ao
atendimento do indivíduo como um todo inserido do contexto social, de forma que o aluno adquira
autonomia para a busca constante do conhecimento.
Acredita-se que, desta forma, ao final da unidade educacional de avaliação do estado de saúde do
indivíduo para aplicação da sistematização da assistência da enfermagem, o estudante consiga ter
visão do indivíduo como um todo, o que possibilitará a identificação dos diagnósticos de enfermagem,
planejamento da assistência, prescrição, implementação e avaliação da assistência prestada.
Artigo Incluído no estudo:
( x) Sim
( ) Não
Justificativa de Exclusão: _____________________________________________
__________________________________________________________________
Código de publicação: A17
Titulo: ESTUDO COM MÓDULOS AUTO-INSTRUCIONAIS COMO UMA ESTRATÉGIA DE ENSINO
NA DISCIPLINA DE ENFERMAGEM NEONATOLÓGICA
Ano: 2005
Autores: Maria das Graças O. Fernandes, Vera Lúcia Barbosa, Masuco Naganuma
Formação acadêmica dos autores: mestranda em enfermagem pediátrica, doutor, doutor
Fonte de Indexação: CINAHL Acta paulista de enfermagem
País de realização do estudo: Brasil
Idioma: Português
Descritores: Enfermagem neonatal; Exame físico; Recém-nascido; Modelos educacionais
Palavras no resumo, pelo menos uma: (x) Enfermagem (x) Ensino ( ) Educação ( x) Exame
Físico ( ) Semiologia ( ) Semiotécnica ( ) SAE ( ) PE.
Tipo de publicação: Artigo
Contexto do estudo: graduação em enfermagem
Objetivos do estudo: elaborar os módulos auto-instrucionais em forma de CDROM e descrever o
emprego da pesquisa quase experimento, aplicando módulos auto-instrucionais de exame físico RNT
como estratégia de ensino, buscando verificar o desempenho na aprendizagem. Como pressuposto
para este estudo, bom desempenho será considerada a nota igual ou maior que sete em uma prova
escrita de conhecimento específico.
Metodologia
1- Tipo de estudo: Nota prévia de um estudo quase experimental, com delineamento de série
de tempo.
2- Campo de estudo: Universidade privada na região do grande ABC no Estado de São Paulo
3- Sujeitos: Fazem parte deste estudo alunos matriculados na graduação de enfermagem que
estão cursando o 6º semestre na disciplina de enfermagem neonatológica.
4- Coleta dos dados: Para verificação da hipótese serão utilizadas provas de conhecimentos
específicos do exame físico do RNT antes e após emprego do CD-ROM em forma de
91
módulos auto-instrucionais.
5- Analise dos dados: não explicitado no artigo. Pela leitura infere-se que o questionário com
escala de Likert a ser entregue as peritas será avaliado na forma de freqüências absoluta e
relativa.
6- Considerações bioéticas: Termo de Consentimento Livre e Esclarecido.
Resultados encontrados: O primeiro momento do planejamento foi a seleção do tema,
caracterização da população, estruturação do conteúdo como sistema instrucional, definição dos
objetivos instrucionais, descrição dos recursos tecnológicos, materiais e humanos. A segunda etapa
foi o desenvolvimento do CD-ROM, onde foram definidos: computação gráfica, edição do conteúdo de
exame físico do RNT e diagrama de navegação. Na terceira etapa foi elaborada a forma de avaliação
do conteúdo estudado por meio do CD-ROM.
Principais Conclusões: Nota prévia de uma pesquisa em andamento sobre uma estratégia de
ensino na disciplina de enfermagem neonatológica por meio de módulos auto-instrucionais em forma
de CD-ROM do exame físico do RNT.
Artigo Incluído no estudo:
(x ) Sim
( ) Não
Justificativa de Exclusão: _____________________________________________
__________________________________________________________________
Código de publicação: A18
Titulo: TEACHING HEALTH ASSESSMENT IN THE VIRTUAL CLASSROOM
Ano: 2005
Autores: Mary Lashley
Formação acadêmica dos autores: Doutora em enfermagem
Fonte de Indexação: CINAHL Journal of Nursing Education
País de realização do estudo: Estados Unidos
Idioma: inglês
Descritores: Não há
Palavras no resumo, pelo menos uma: (x) Enfermagem ( ) Ensino ( x) Educação ( x) Exame
Físico ( ) Semiologia ( ) Semiotécnica ( ) SAE ( ) PE.
Tipo de publicação: artigo reflexão
Contexto do estudo: graduação em enfermagem
Objetivos do estudo: Este artigo descreve como a instrução online pode ser integrada a um curso
de avaliação de saúde para ensinar técnicas de exame físico.
Metodologia
1- Tipo de estudo: reflexão
2- Campo de estudo: Estados Unidos- Maryland
3- Sujeitos: não há
4- Coleta dos dados: não há
5- Analise dos dados: Para avaliar a minha instrução Web melhorada, eu desenvolvi uma
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pesquisa que pedia a estudantes para avaliar os componentes online diferentes do curso. O
valor de cada técnica de instrução (ie, os sites utilizados, disponibilidade de currículos e
apostilas online, streaming de vídeo digital) foram classificados em uma escala Likert de 5
pontos de 1 (menos útil) a 5 (muito útil).
6- Considerações bioéticas: não explicitado
Resultados encontrados: A corrente do vídeo digital foi vista como o aspecto mais útil do curso de
Web melhorada, e 100% dos alunos responderam que foi "extremamente útil." Os estudantes
relataram ter nenhuma dificuldade em dominar os aspectos técnicos do trabalho online, que era visto
como nada mais estressante do que assistir às aulas.
Todos os alunos pesquisados concordaram que não teve mais tempo para completar tarefas online
que para completar o trabalho em sala de aula, e 80% referiram que a aprendizagem online permitiulhes trabalhar em casa ou em outro local conveniente. 100% dos alunos pesquisados concordaram
que a aprendizagem online e as experiências no curso lhes permitiu trabalhar em seu próprio ritmo.
Principais Conclusões: Avaliação da saúde é uma competência fundamental para os enfermeiros
dominarem, e a instrução online é uma estratégia eficaz para o ensino de competências de avaliação
de saúde.
Web sites, vídeos instrutivos, atribuições online, e outros instrumentos de ensino podem ser
integrados para enriquecer a experiência de aprendizagem dos alunos, promoverem o acesso aos
recursos e maximizar a flexibilidade e independência na aprendizagem.
Mesmo cursos de habilidades baseadas em aprendizagem online desempenham um papel
importante para o aluno adquirir e dominar novas habilidades.
A investigação é necessária para avaliar a eficácia da instrução online no desenvolvimento de novos
conhecimentos e habilidades na prática de enfermagem e educação.
Instrução online envolve os alunos em um ambiente de aprendizado interativo, que se estende para
além da sala de aula e aumenta o seu acesso à riqueza de recursos educativos online.
Artigo Incluído no estudo:
( x) Sim
( ) Não
Justificativa de Exclusão: _____________________________________________
__________________________________________________________________
Código de publicação: A19
Titulo: EXAME FÍSICO DE ENFERMAGEM DO RECÉM-NASCIDO A TERMO: SOFTWARE AUTOINSTRUCIONAL
Ano: 2006
Autores: Maria das Graças de Oliveira Fernandes, Vera Lucia Barbosa, Masuco Naganuma
Formação acadêmica dos autores: mestre em ciências, doutor em enfermagem, doutor em
enfermagem
Fonte de Indexação: CINAHL revista latino-americana de enfermagem
País de realização do estudo: Brasil
Idioma: Português
93
Descritores: software; educação em enfermagem; neonatologia; exame físico
Palavras no resumo, pelo menos uma: (x) Enfermagem (x) Ensino ( ) Educação (x) Exame
Físico ( ) Semiologia ( ) Semiotécnica ( ) SAE ( ) PE.
Tipo de publicação: Artigo
Contexto do estudo: graduação em enfermagem
Objetivos do estudo: elaborar módulos auto-instrucionais de exame físico do RN a termo (RNT) na
forma de software para serem utilizados como estratégia de ensino na graduação de enfermagem e
avaliar o conteúdo desses módulos auto-instrucionais.
Metodologia
1- Tipo de estudo: pesquisa
2- Campo de estudo: São Paulo UNIFESP
3- Sujeitos: 11 peritas provenientes (Neonatologia) de três Estados do País.
4- Coleta dos dados: Para sua construção, utilizou-se o desenvolvimento do Programa
Instrução Auxiliado pelo Computador (CAI), baseado em três estágios: planejamento,
desenvolvimento do conteúdo instrucional e avaliação. O modelo é apoiado nas diretrizes
apresentadas por Gagné. O conteúdo organizado pautou-se na proposta do plano Keller
estruturado no enfoque sistêmico.
5- Analise dos dados: Para a avaliação do conteúdo do software foram elaborados seis
instrumentos nos quais foram estabelecidos os itens a serem avaliados, tais como:
objetividade do conteúdo, informações atualizadas, abrangência do tema, vocabulário usado,
forma de apresentação do conteúdo (didaticamente), descrição dos conteúdos e distribuição
dos conteúdos. Os critérios adotados variam na escala de: insatisfatório, regular, bom e
excelente, ainda, nesse instrumento, foi destinado um espaço para os comentários e
sugestões dos avaliadores.
6- Considerações bioéticas: O processo de construção iniciou-se após a aprovação da
pesquisa pela Comissão de Ética da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), sob o
parecer nº 0476/02. Utilizaram TCLE.
Resultados encontrados: Após sua estruturação, o material passou pelo crivo de 11 peritas da área
de enfermagem neonatológica que emitiram conceito bom ou excelente para os 42 itens expostos.
Principais Conclusões: Desenvolver um trabalho com novo método de ensino envolveu disposição
interior, disponibilidade de tempo, recursos financeiros e extensa pesquisa da literatura. Não serem
encontrados trabalhos com essas características, na área do ensino de Enfermagem Neonatal, o que
dificultou a obtenção de subsídios no processo de discussão da pesquisa. O software do exame físico
do RNT no formato auto-instrucional necessita de reavaliação e será testado como recurso
pedagógico. Acredita-se que o desenvolvimento de softwares educativos venha contribuir para o
avanço tecnológico do ensino de Enfermagem Neonatal. Profissionais envolvidos com a tecnologia de
ensino afirmam que as mudanças e evoluções tecnológicas não são mais consideradas em anos e,
sim, em meses. As transformações são rápidas e constantes.
Artigo Incluído no estudo:
( x) Sim
( ) Não
94
Justificativa
de
Exclusão:_____________________________________________
___________________________________________________________________
Código de publicação: A20
Titulo:
COMPARING
THE
FREQUENCY
OF
PHYSICAL
EXAMINATION
TECHNIQUES
PERFORMED BY ASSOCIATE AND BACCALAUREATE DEGREE PREPARED NURSES IN
CLINICAL PRACTICE: DOES EDUCATION MAKE A DIFFERENCE?
Ano: 2006
Autores: Jean Giddens
Formação acadêmica dos autores: doutor em enfermagem
Fonte de Indexação: CINAHL Journal of nursing Education
País de realização do estudo: Estados Unidos
Idioma: Inglês
Descritores: Não há
Palavras no resumo, pelo menos uma: (x) Enfermagem ( ) Ensino ( x) Educação (x) Exame
Físico ( ) Semiologia ( ) Semiotécnica ( ) SAE ( ) PE.
Tipo de publicação: Artigo
Contexto do estudo: graduação em enfermagem
Objetivos do estudo: O objetivo deste estudo foi determinar se existe uma diferença na freqüência
que várias técnicas de exame físico são realizadas por grau de associado (AND) e bacharelado
(BSN) enfermeiros preparados.
Metodologia
1- Tipo de estudo: projeto de estudo piloto foi transversal pesquisa exploratória com
abordagem descritiva e análise de dados não paramétricos.
2- Campo de estudo: sudoeste dos Estados Unidos
3- Sujeitos: A amostra deste estudo (N = 96). Foi um subconjunto de 193 RNs pesquisadas
papéis utilizados no cuidado direto do paciente em uma grande universidade baseada em
instalações de cuidados de saúde no sudoeste Estados Unidos. Todos os participantes
trabalharam pelo menos 20 horas por semana, e supervisores de enfermagem,
administradores, gestores, educadores e enfermeiros na prática de enfermagem avançada
foram excluídos da amostra.
4- Coleta dos dados: Os dados foram coletados por meio de um levantamento de 124 itens de
técnicas de exame físico, desenvolvido através de dois livros de graduação em enfermagem
exame físico (Jarvis, 2004; Wilson & Giddens, 2001) para a validade de conteúdo.
5- Analise dos dados: Os itens 124 inquéritos representaram 15 categorias de avaliação.
Porque a classificação de frequência foi ordinal e as respostas não eram normalmente
distribuídas, a classificação de frequência mediana e intervalo interquartil (IQR), para cada
categoria foram usados para refletir a tendência central e dispersão. O teste de MannWhitney foi usado para determinar se existiam diferenças na frequência das técnicas
95
realizadas por enfermeiros AND e BSN.
6- Considerações bioéticas: O estudo foi aprovado pelo Conselho de Revisão Institucional da
Universidade.
Resultados encontrados: A maioria dos 96 participantes foi empregada a tempo inteiro (81,4%) e
trabalhou em um ambiente hospitalar (90,4%). Apenas uma técnica (observar um reflexo vermelho)
foi realizada mais freqüentemente por enfermeiros BSN (z = -2,80, p = 0,005). O teste de MannWhitney não mostrou diferenças entre os dois grupos em termos de frequência de técnicas
realizadas. A pequena correlação negativa foi encontrada entre a freqüência e anos de experiência
com a categoria de avaliação nutricional.
Principais Conclusões: Os resultados deste estudo piloto parecem gerar mais perguntas do que
respostas. Os dados foram coletados a partir de uma amostra relativamente pequena, representa
enfermeiros de uma unidade de cuidados de saúde, e a maior parte trabalha em um estabelecimento
hospitalar. O exame utilizado deve ser testado para a validade e confiabilidade. Esta pesquisa deve
ser replicada para incluir enfermeiros de vários sites e diversos cenários de prática. Estudos
comparando avaliação física ensinada em programas ADN e BSN e comparações de como as
enfermeiras usam os dados adquiridos no exame físico com base na preparação educacional são
necessárias para compreender plenamente a questão de pesquisa.
Artigo Incluído no estudo:
( x) Sim
( ) Não
Justificativa de Exclusão: _____________________________________________
__________________________________________________________________
Código de publicação: A21
Titulo: ADVANCED HEALTH ASSESSMENT IN NURSE PRACTITIONER PROGRAMS: FOLLOWUP STUDY
Ano: 2007
Autores: Frances J. Kelley, Catharine A. Kopac, John Rosselli,
Formação acadêmica dos autores: Professor associado, professor associado, Assistente de PósGraduação Ensino
Fonte de Indexação: WEB OF SCIENCE Journal of Professional nursing
País de realização do estudo: Estados Unidos
Idioma: inglês
Descritores: Utilizou Index Words: Graduate nursing education; nurse practitioners; advanced health
assessment; nurse practitioner curricula.
Palavras no resumo, pelo menos uma: (x ) Enfermagem ( ) Ensino ( ) Educação ( x) Exame
Físico ( ) Semiologia ( ) Semiotécnica ( ) SAE ( ) PE.
Tipo de publicação: Artigo
Contexto do estudo: Curso de graduação e cursos de pós-graduação
Objetivos do estudo: Tal como no estudo original, os investigadores estavam interessados nos tipos
de programas de pós-graduação oferecidos, o crédito do curso e estágio, principais áreas de
96
conteúdo, a classe e os tamanhos de laboratório, ensino de estratégias, e as diferenças entre a
graduação e a avaliação da saúde pós-graduação.
Metodologia
1- Tipo de estudo: pesquisa descritiva
2- Campo de estudo: Escolas envolvidas no National Health Service Corps Nurse Practitioner
Faculty Advocate Network.
3- Sujeitos: Trezentos e nove escolas de enfermagem da faculdade / listada como atuais
membros do National Health Service Corps Nurse Practitioner Faculty Advocate Network,
amostra de 135 escolas.
4- Coleta dos dados: O questionário elaborado pelos pesquisadores para o estudo original foi
utilizado para coletar os dados. Várias alterações de formatação foram feitas para facilitar a
leitura.
5- Analise dos dados: As questões de pesquisa envolvendo os dados categóricos e foram
abordados pela distribuição de freqüência e qui-quadrado, análise.
6- Considerações bioéticas: Aprovação para o estudo foi obtido no conselho de revisão dos
seres humanos, em uma grande universidade no cenário nordeste dos Estados Unidos
Resultados encontrados: 85 (63%) foram instituições públicas e 43 (31,9%) eram privadas, 7
escolas não informaram sua situação. Houve também uma diminuição no número relatado de
programas especialista em saúde mental e psiquiátrica clínica (adulto) oferecidos (de 42 no estudo
original de 24 no estudo de follow-up). Quando questionado sobre se a avaliação de saúde é parte do
currículo de graduação clínica, 132 escolas (97,8%) responderam que oferecem algum tipo de curso
de avaliação de saúde. Uma escola não oferece curso de avaliação de saúde e exige que seus
alunos entrem com a avaliação de saúde das habilidades antes da matrícula e passam por uma
avaliação clínica de competências. Duas escolas não responderam. A maioria das escolas (n = 69;
52%) tinha uma atribuição de 3 créditos e 33 escolas (25%) tinham 4 créditos.
Os entrevistados que responderam a esta questão acreditavam que a pós-graduação e cursos de
avaliação de saúde incluíam um maior enfoque na inclusão de habilidades clínicas avançadas.
Noventa professores responderam que utilizam uma variedade de estratégias que vão desde o uso
de pacientes, comerciais e voluntários pacientes pediátricos, CDs personalizados, e a disponibilidade
de instituição de curso de gerenciamento de sistemas e tradicional, como o quadro-negro.
Principais Conclusões: Comuns- O programa enfermeira da família foi o programa mais oferecido.
O conteúdo avaliação da saúde foi encontrado em todos os programas de enfermagem, e é
freqüentemente ensinada em simultâneo com atribuições clínicas.
As principais áreas de conteúdo citadas foram: histórico de saúde e entrevista, desenvolvimento do
exame físico e avaliação funcional.
Formações variadas- Muitos estudantes vêm para a avaliação de saúde avançada sem um curso de
graduação, a diversidade de preparação e competências dos estudantes de entrada representa um
desafio para os professores.
Características- Um curso de pós-graduação da avaliação da saúde é caracterizado pela maior
profundidade e abrangência de conteúdos e habilidades, é muitas vezes acompanhado por uma
97
introdução e /ou foco no diagnóstico diferencial e achado anormais.
Esforços baseados na WEB- Existe agora uma necessidade reconhecida para integrar a tecnologia
baseada na web em curso de avaliação da saúde apesar de sua novidade. Dois dos maiores desafios
que os professores enfrentam são a falta de experiência e o tempo limitado.
Artigo Incluído no estudo:
( x) Sim
( ) Não
Justificativa de Exclusão: _____________________________________________
__________________________________________________________________
Código de publicação: A22
Titulo: SEMIOTÉCNICA E SEMIOLOGIA DO RECÉM-NASCIDO PRÉ-TERMO: AVALIAÇÃO DE UM
SOFTWARE EDUCACIONAL
Ano: 2008
Autores: Luciana Mara Monti Fonseca, Adriana Moraes Leite, Débora Falleiros de Mello, Maria Célia
Barcellos Dalri, Carmen Gracinda Silvan Scochi
Formação acadêmica dos autores: enfermeira pós-graduanda, enfermeira docente, enfermeira
docente, enfermeira docente, enfermeira docente.
Fonte de Indexação: SCIELO Acta paulista de enfermagem
País de realização do estudo: Brasil
Idioma: Português
Descritores: Enfermagem neonatal; Exame físico; Tecnologia educacional
Palavras no resumo, pelo menos uma: (x) Enfermagem (x ) Ensino ( ) Educação ( ) Exame
Físico ( x) Semiologia ( x) Semiotécnica ( ) SAE ( ) PE.
Tipo de publicação: artigo
Contexto do estudo: Graduação em enfermagem
Objetivos do estudo: avaliar o conteúdo e a aparência do software Semiotécnica e semiologia do
recém-nascido pré- termo junto a especialistas das áreas de informática, audiovisual e enfermagem.
Metodologia
1- Tipo de estudo: estudo descritivo exploratório
2- Campo de estudo: Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto/USP
3- Sujeitos: 16 participantes que atendessem ao critério de inclusão: cinco anos ou mais de
experiência em suas áreas de atuação ou título de especialista. Participaram da área
tecnológica cinco profissionais (dois técnicos em informática e três técnicos em áudio-visual),
e da área de enfermagem onze enfermeiros (cinco docentes de enfermagem pediátrica e
neonatal, semiologia em enfermagem e informática em enfermagem e seis enfermeiros
assistenciais de unidades neonatal e pediátrica).
4- Coleta dos dados: Para avaliação do software: 1- avalia o desempenho mínimo do tempo de
resposta (técnicos em informática); 2- ou dimensão pedagógica, inclui o conteúdo do software
(enfermeiros); 3- avalia a qualidade da interface e a adequação estética e audiovisual
(enfermeiros, técnicos em informática e em audiovisual), e 4- avalia a adequação do
98
programa e das simulações (enfermeiros).
5- Analise dos dados: O método somativo, escala do tipo Likert. Na avaliação do software
consideramos um item adequado, quando 70% ou mais avaliadores atribuíram conceito bom
ou muito bom, dentre as opções estabelecidas (insatisfatório, regular, bom, muito bom).
6- Considerações bioéticas: O projeto foi submetido e aprovado pelo Comitê de Ética em
Pesquisa da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto/USP sob o protocolo nº. 0334/2003 e
os participantes assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido.
Resultados encontrados: Qualidade da interface houve maior freqüência (60%) de avaliação regular
e insatisfatória nos subitens aspecto visual e botões de navegação, e 60% de bom e muito bom para
uso do espaço e formato das telas. A adequação estética e audiovisual foi validada, pois 93,7% dos
avaliadores emitiram a opinião bom ou muito bom na qualidade dos vídeos, fotos e textos, 87,5% na
qualidade das figuras e 81,2% dos sons. A adequação do programa foi validada, pois mais de 70%
atribuíram bom e muito bom, sendo 81,8% no subitem facilidade na execução do programa e saída
do programa e 100% em entrada no programa, apresentação das instruções de uso e do banco de
mídias. A qualidade das simulações foi adequada; o subitem feedback às respostas apresentavam
bom e muito bom por 80% dos avaliadores; os sub-itens apresentação e enunciado receberam 90% e
a associação ao conteúdo foi adequada para 100% dos participantes, sendo que um deles não
respondeu ao item. O conteúdo foi avaliado por 11 enfermeiros, sendo subdividido em 20 tópicos do
software para que estes fossem avaliados separadamente. Os tópicos do conteúdo avaliados por
100% dos participantes com conceitos bom e muito bom foram: o objetivo, a avaliação clínica
sistemática; as necessidades de circulação, alimentação e hidratação, eliminação, integridade
tecidual, sono e repouso, sexualidade, percepção sensorial, psicossocial e psicoespiritual.
Principais Conclusões: Este software possibilita aos docentes e estudantes vivenciar a inter-relação
entre quatro vertentes, o conteúdo de semiotécnica e semiologia do recém-nascido pré-termo, novas
abordagens pedagógicas, inovações tecnológicas em educação e utilização da primeira fase do
Processo de Enfermagem, organizando o conteúdo em Necessidades Humanas Básicas.
Artigo Incluído no estudo:
( x) Sim
( ) Não
Justificativa de Exclusão: _____________________________________________
__________________________________________________________________
Código de publicação: A23
Titulo: AVALIANDO A APRENDIZAGEM DO EXAME FÍSICO DE ENFERMAGEM NO CONTEXTO
DA SEMIOLOGIA PEDIÁTRICA
Ano: 2008
Autores: Marisa Rufino Ferreira Luizari, Conceição Vieira da Silva Ohana, Ana Lúcia Moraes Horta
Formação acadêmica dos autores: Mestre, Doutora, Doutora
Fonte de Indexação: CINAHL Acta Paulista de Enfermagem
País de realização do estudo: Brasil
Idioma: Português
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Descritores: Exame físico, Enfermagem pediátrica, Educação em enfermagem
Palavras no resumo, pelo menos uma: (x) Enfermagem ( ) Ensino ( ) Educação ( x) Exame
Físico (x ) Semiologia (x ) Semiotécnica ( ) SAE ( ) PE.
Tipo de publicação: Artigo
Contexto do estudo: Graduação em enfermagem
Objetivos do estudo: Verificar como o aluno de enfermagem realiza o exame físico da criança,
quanto à utilização de materiais, seqüência de procedimentos e interação com o paciente. Analisar as
fases da motivação e do desempenho, de acordo com o referencial de Gagné, em relação ao ensino
teórico-prático do exame físico na criança.
Metodologia
1- Tipo de estudo: Estudo descritivo
2- Campo de estudo: atividades práticas foram desenvolvidas em duas unidades de assistência
à criança em Campo Grande, MS.
3- Sujeitos: Foram incluídos 36 alunos de graduação em Enfermagem que freqüentavam a
disciplina Semiologia e semiotécnica.
4- Coleta dos dados: Foram utilizados três instrumentos: Guia de avaliação física da criança,
elaborada com elementos da literatura e da experiência das autoras e pré-testada por três
especialistas, com quatro partes (dados de identificação, antropométricos, de sinais vitais e
do exame físico da criança) cobrindo os métodos básicos do exame (inspeção, palpação,
percussão e ausculta) propostos por Christensen; Formulário de observação do docente
sobre o exame físico da criança, para avaliar o desempenho do aluno de graduação em
Enfermagem, adaptado do referencial de modelo de observação de Oliveira, com escala de 0
a 10 abrangendo duas faixas: semiotécnica insatisfatória e satisfatória; Formulário do aluno
no processo ensino aprendizagem sobre o exame físico da criança (questões semiestruturadas e abertas). Os dados foram coletados por meio de observação estruturada, de
outubro de 1999 a janeiro de 2000, após 12 h de atividades teóricas e 24 h de práticas em
uma comunidade infantil sob supervisão docente na disciplina referida.
5- Analise dos dados: Para a análise dos dados, investigaram-se os processos de ensino
aprendizagem em relação às fases de motivação e de desempenho da Teoria de
Aprendizagem de Gagné.
6- Considerações bioéticas: Após aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa da
Universidade Federal de São Paulo e autorização pelas instituições em que ocorreriam a
coleta de dados, alunos e pais das crianças participantes assinaram um Termo de
Consentimento Livre e Esclarecido.
Resultados encontrados: A maioria dos alunos tinha de 18 a 22 anos de idade e era do sexo
feminino. Apenas 15 (41,67%) já haviam cuidado de crianças anteriormente à disciplina.
Para 16 alunos (44,45%), ensinar é a função do professor no processo de ensino–aprendizagem;
para 12 (33,33%), é a de facilitar a aprendizagem, mostrando caminhos e esclarecendo dúvidas; para
8 (22,22%), é tanto ensinar quanto facilitar a aprendizagem.
O instrumento de avaliação física foi descrito por 34 alunos (94,44%) como eficazes na identificação
100
de características dos padrões normal e anormal na criança, servindo de suporte para suas
intervenções. O uso dos materiais foi satisfatório em 23 alunos (63,89%). Os demais deixaram de
reunir previamente a maioria dos materiais necessários, o que sugere falta de planejamento
adequado. Otoscópio e lanterna foram satisfatoriamente pré-testados por 29 alunos (80,56%), mas
apenas 4 (11,11%) procederam ao aquecimento do estetoscópio, A seqüência do exame foi realizada
satisfatoriamente por 27 alunos (79,41%), que a iniciaram pelo sentido cefalocaudal, deixando
para o final da avaliação áreas que provocam maior desconforto físico (ouvidos, boca, abdome,
regiões dolorosas). Os demais alteraram a ordem, iniciando-a ou pela boca e orofaringe ou pelo
ouvido médio, causando maior resistência da criança. Dois alunos não realizaram o exame. A
verificação da freqüência cardíaca foi realizada satisfatoriamente por apenas 5 alunos (13,89%), de
36. A pressão arterial (somente nas crianças com mais de dois anos) foi medida satisfatoriamente por
20 (68,97%), de um total de 29. A maioria dos alunos (31, ou 86,11%) não verificou satisfatoriamente
a freqüência cardíaca, não localizando o foco apical a partir do ponto de impulso máximo ou não
localizando por palpação o foco apical ou mitral em relação ao ângulo de Louis e ao gradil costal, nos
espaços intercostais esquerdos (EIE).
A maioria dos alunos inspecionou satisfatoriamente os segmentos corporais. Na maioria (22, ou
64,70%), os alunos procederam insatisfatoriamente à inspeção do ouvido médio, sem solicitarem
auxílio de outra pessoa e sem realizarem a contenção correta da criança. Apenas 12 alunos
(34,29%), de um total de 35, procederam corretamente, palpando o tórax bilateralmente, com as
pontas dos dedos aquecidas, nas regiões posterior, lateral e anterior. Os que não a realizaram
satisfatoriamente (23, ou 65,71%) deixaram de aquecer as pontas dos dedos, não a fizeram
bilateralmente e/ou omitiram a região posterior, diferentemente do preconizado. Na percussão, por
sua vez, os 21 (60%) que não a realizaram satisfatoriamente deixaram de percutir todas as regiões,
principalmente a posterior, auscultação, a da região torácica foi realizada com maior dificuldade que a
abdominal: apenas 10 alunos (28,57%), dentre 35, procederam satisfatoriamente.
Principais Conclusões: As técnicas de obtenção de dados antropométricos se revelaram de
aprendizagem mais fácil que as de coleta de sinais vitais. A ausculta foi o método de mais difícil
aprendizagem, seguida da palpação e da percussão.
Na busca de melhores caminhos que contribuam para a efetividade das intervenções de
enfermagem, enfatiza-se a importância da formação do aluno para a prática do exame físico na
criança. Torna-se imprescindível que o aluno desenvolva continuamente, além do conhecimento de
outras áreas, as técnicas propedêuticas necessárias, como exercer criatividade e estar atento ao
aspecto, conduta e atividade da criança, de modo a interpretar corretamente os achados relativos ao
crescimento e desenvolvimento.
Artigo Incluído no estudo:
( x) Sim
( ) Não
Justificativa de Exclusão: _____________________________________________
__________________________________________________________________
Código de publicação: A24
101
Titulo: O ENSINO DO EXAME FÍSICO EM SUAS DIMENSÕES TÉCNICAS E SUBJETIVAS
Ano: 2009
Autores: Carlos Magno Carvalho da Silva, Vera Maria Sabóia, Enéas Rangel Teixeira
Formação acadêmica dos autores: mestrando em ciências do Cuidado em Saúde, doutora em
enfermagem, doutor em enfermagem
Fonte de Indexação: CINAHL texto e contexto enfermagem
País de realização do estudo: Brasil
Idioma: Português
Descritores: Exame Físico. Ensino. Enfermagem. Psicologia. Relações interpessoais
Palavras no resumo, pelo menos uma: (x) Enfermagem ( x) Ensino ( ) Educação ( x) Exame
Físico ( ) Semiologia ( ) Semiotécnica ( ) SAE ( ) PE.
Tipo de publicação: Artigo
Contexto do estudo: graduação em enfermagem
Objetivos do estudo: Descrever as concepções dos acadêmicos de enfermagem sobre a prática do
exame físico destacando suas dimensões subjetivas; Discutir o ensino desta prática na perspectiva
do cuidado clínico de enfermagem.
Metodologia
1- Tipo de estudo: Pesquisa qualitativa, descritiva e exploratória
2- Campo de estudo: Ambulatório do Hospital Universitário Antônio Pedro (HUAP) da
Universidade Federal Fluminense (UFF)
3- Sujeitos: Uma turma de acadêmico do 4º período da graduação em enfermagem, com
aproximadamente 50 alunos, durante o curso da disciplina Fundamentos de Enfermagem, no
segundo semestre de 2007. Amostra 20 alunas.
4- Coleta dos dados: Na fase de coleta de dados foram realizadas 48 horas de observação
participante, além de entrevista individuais que duraram 25 minutos, em média. A entrevista,
semiestrurada, consistiu-se de um roteiro previamente elaborado que serviu de eixo
orientador ao desenvolvimento da entrevista, e procurou as respostas dos participantes às
mesmas questões, não exigindo ordem rígida, mantendo um grau de flexibilidade, adaptandose ao entrevistado e permitindo assim, o aprofundamento da temática estudada.
5- Analise dos dados: Para análise das falas, utilizou-se a hermenêutica dialética, esta técnica
analítica relaciona o depoimento ao seu contexto, para entendê-lo a partir do seu interior e no
campo da especificidade histórica e totalizante em que é produzido.
6- Considerações bioéticas: Comitê de Ética em Pesquisa da Faculdade de Medicina/HUAP,
emitido em 09/11/07, com o Nº 01260258000- 07 e obedece aos preceitos da Resolução Nº
196/96 do Conselho Nacional de Saúde, que regulamenta a pesquisa envolvendo seres
humanos.
Resultados encontrados: O acolhimento constitui-se numa tecnologia leve para a humanização do
atendimento. São evidenciadas as oportunidades de interação no momento do exame. A técnica, a
estética e a ética se articulam no cuidado para preservar a singularidade do cliente. É frequente o
relacionamento vertical entre professor e acadêmico durante o processo ensino-aprendizagem, com o
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estabelecimento de relações unilaterais. Tal postura prejudica o crescimento e o desenvolvimento do
estudante universitário como ser adulto, com um agravante este não se sente bem em ser tratado
como criança.
Principais Conclusões: o estudo propôs idéias, reflexões e críticas, à medida que descreveu como
vem sendo realizado o exame físico no curso de graduação de enfermagem. Busca-se um saberfazer reflexivo que atenda aos contextos atuais da educação e da saúde. As ferramentas oferecidas
visam o empreendimento de medidas transformadoras no ensino de graduação em enfermagem
exaltando a construção conjunta, considerando as técnicas, tecnologias e a subjetividade, além de
considerar os eventos inesperados que possam surgir durante a interação entre o enfermeiro e o
paciente. Durante o processo de ensino-aprendizagem do exame físico, são viáveis as junções
dinâmicas entre as técnicas semiológicas, a subjetividade e os atravessamentos na clínica,
desenvolvendo a tecnologia leve-dura. O saber passa a ser construído em conjunto, possibilitando a
participação de acadêmicos, professores, monitores e pacientes, e, conseqüentemente, a qualidade
do ensino e assistência. É necessário o exercício da arte no cuidado, dotada da sensibilidade estética
e da ética, considerando a humanização e a complexidade na saúde.
Artigo Incluído no estudo:
(x ) Sim
( ) Não
Justificativa de Exclusão: _____________________________________________
__________________________________________________________________
Código de publicação: A 25
Titulo: INOVAÇÃO TECNOLÓGICA NO ENSINO DA SEMIOTÉCNICA E SEMIOLOGIA EM
ENFERMAGEM NEONATAL: DO DESENVOLVIMENTO À UTILIZAÇÃO DE UM SOFTWARE
EDUCACIONAL
Ano: 2009
Autores: Luciana Mara Monti Fonseca, Fernanda dos Santos Nogueira de Góes, Geovana
Magalhães Ferecini, Adriana Moraes Leite, Débora Falleiros de Mello, Carmen Gracinda Silvan
Scochi
Formação acadêmica dos autores: doutora em enfermagem, doutoranda em enfermagem em
saúde pública, doutoranda em enfermagem em saúde pública, doutora em enfermagem, professor
associado, professor titular
Fonte de Indexação: SCIELO Texto e Contexto Enfermagem
País de realização do estudo: Brasil
Idioma: Português
Descritores: Educação em Enfermagem. Software. Exame físico. Enfermagem neonatal. Prematuro
Palavras no resumo, pelo menos uma: (x) Enfermagem ( ) Ensino ( x) Educação ( ) Exame
Físico ( x) Semiologia (x ) Semiotécnica ( ) SAE (x) PE.
Tipo de publicação: artigo
Contexto do estudo: graduação em enfermagem
103
Objetivos do estudo: descrever o processo de desenvolvimento de um software educacional sobre
semiotécnica e semiologia do RNPT.
Metodologia
1- Tipo de estudo: construção de software
2- Campo de estudo: Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo
3- Sujeitos: Construção de software
4- Coleta dos dados: apresenta quatro fases de desenvolvimento: 1. definição do escopo
(pesquisa e brainstorming; definição do conteúdo e escopo; caracterização do usuário;
análise da disponibilidade de recursos de hardware e software; elaboração inicial da interface;
reunião dos recursos de mídia; aprovação da fase), 2. planejamento (organização do
conteúdo; construção de fluxograma de apresentação; desenho da interface; planejamento
cronológico; verificação de suporte financeiro e de recursos computacionais de hardware e
software necessários e/ou adicionais; prototipação; aprovação da fase), 3. produção e 4.
implementação, o que facilita didaticamente a construção.
5- Analise dos dados: não explicitado
6- Considerações bioéticas: O projeto foi submetido à apreciação do Comitê de Ética em
Pesquisa da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo, sob o
número de protocolo Nº 0334/2003, sendo aprovado.
Resultados encontrados: Na fase de definição do escopo foi definido o objetivo da construção do
software educacional, como o de auxiliar o estudante de graduação em enfermagem a desenvolver
conhecimentos e habilidades necessárias sobre semiotécnica e semiologia do RNPT. O conteúdo do
software foi organizado em quatro partes: 1. Apresentação, incluindo também justificativa, objetivo e
lista de abreviações; 2. Semiotécnica, contendo conceitos teóricos e práticos das técnicas de
inspeção, palpação, percussão e ausculta utilizadas na avaliação clínica do pré-termo; 3. Semiologia,
abordando conceitos, histórico, contexto (recém-nascido pré-termo, avaliador, ambiente e família) e
os tipos de avaliação (ao nascimento, de transição e sistemática). A avaliação clínica sistemática foi
trabalhada
por
necessidades
humanas
básicas
(oxigenação,
circulação,
termorregulação,
alimentação e hidratação, eliminação, integridade tecidual, sono e repouso, sexualidade, percepção
sensorial, psicossocial e psicoespiritual), aspecto inédito na organização do conteúdo didático e
ensino dos estudantes de enfermagem. Na literatura, este conteúdo apresenta- se organizado por
sistemas ou céfalo-caudal; 4. Simulações, com questões de múltipla escolha e respectivos feedback
de resposta certa ou errada, visando testar os conhecimentos adquiridos com o uso do software. Na
fase de planejamento, o conteúdo nos tópicos foi sendo gerado e organizado partindo dos conteúdos
mais gerais até os mais específicos, finalizando com os conteúdos de apoio para avaliação clínica. A
informação visual e estética tem o objetivo de facilitar a aprendizagem, usa efetivamente, a
comunicação não verbal incluindo sinais emocionais que motivem, dirijam ou distraiam. A
organização da informação tanto pode auxiliar o usuário como confundi-lo. Na fase de produção, os
esboços finais (layouts de tela) foram organizados. O formato da interface tornou-se definitivo e
padronizado. As mídias já intituladas e editadas, anteriormente, foram organizadas em um banco de
dados que denominamos “galeria”. A validação do conteúdo e aparência, parte da fase de
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implementação, foi realizada junto a cinco especialistas da área tecnológica (dois técnicos em
informática e três técnicos em áudio-visual) e 11 profissionais da área de enfermagem, (cinco
docentes de enfermagem pediátrica e neonatal, semiologia em enfermagem e informática em
enfermagem e seis enfermeiras assistenciais de unidades neonatal e pediátrica), que atenderam ao
critério de inclusão: cinco anos ou mais de experiência em suas áreas de atuação ou título de
especialista.
Principais Conclusões: O desenvolvimento do software educativo exigiu empenho educacional,
tecnológico e científico num compromisso a longo prazo. Mais que oferecer um conteúdo sobre a
semiotécnica e semiologia do RNPT, agregamos aspectos referentes ao próprio desenvolvimento do
software, que congrega, além do uso de recursos tecnológicos interativos, a organização do
conhecimento sobre a semiotécnica e semiologia do RNPT e a elaboração de simulações acerca
destes conteúdos para aferir o aprendizado dos usuários (estudantes e enfermeiros). Outra inovação
apresentada é a reorganização do conteúdo da semiologia do prematuro em necessidades humanas,
diferentemente da literatura disponível que apresenta a avaliação clínica na sequência céfalo-caudal
ou por sistemas. Consideramos que o produto desenvolvido está adequado para ser disponibilizado
para uso no ensino de enfermagem sobre a semiotécnica e semiologia do prematuro, cuja
implantação será avaliada em estudos posteriores, juntamente com a atualização de conteúdos e
incremento de outros recursos de mídia conforme sugestões dos avaliadores. Consideramos que este
software apresenta a possibilidade de um ensino inovador para mediadores e estudantes que
vislumbram trabalhar, concomitantemente, o conteúdo de semiotécnica e semiologia do RNPT,
abordagens pedagógicas mais ativas, inovações tecnológicas em educação e a organização do
conteúdo em necessidades humanas básicas.
Artigo Incluído no estudo:
( x) Sim
( ) Não
Justificativa de Exclusão: _____________________________________________
__________________________________________________________________
Código de publicação: A26
Titulo: A SURVEY OF PHYSICAL EXAMINATION SKILLS TAUGHT IN UNDERGRADUATE
NURSING PROGRAMS: ARE WE TEACHING TOO MUCH?
Ano: 2009
Autores: Jean Foret Giddens, Linda Eddy
Formação acadêmica dos autores: doutor em enfermagem, doutor em enfermagem
Fonte de Indexação: CINAHL Journal of Nursing Education
País de realização do estudo: Estados Unidos
Idioma: inglês
Descritores: não há
Palavras no resumo, pelo menos uma: (x) Enfermagem ( x) Ensino ( x) Educação ( x) Exame
Físico ( ) Semiologia ( ) Semiotécnica ( ) SAE ( ) PE.
Tipo de publicação: Artigo
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Contexto do estudo: graduação em enfermagem
Objetivos do estudo: O objetivo deste estudo foi construir na pesquisa anterior, determinando quais
as competências de avaliação física são ensinados e comparar como o conteúdo é ensinado entre os
programas de graduação em enfermagem.
Metodologia
1- Tipo de estudo: pesquisa não experimental, com uma abordagem descritiva e comparativa
para análise de dados
2- Campo de estudo: programas de graduação
3- Sujeitos: A partir dessas listas, 500 programas de graduação (250 BSN e 250 AND) os
programas foram selecionados aleatoriamente; professores dos programas selecionados
foram convidados a participar. Um total de 198 professores de cursos de graduação
concluíram o inquérito.
4- Coleta dos dados: Os dados foram coletados através de um levantamento realizado pelo
pesquisador (JFG). A primeira parte da pesquisa envolveu dados demográficos. A segunda
parte do estudo compreendeu uma lista de 122 habilidades de avaliação física. A pesquisa foi
realizada em um formato online.
5- Analise dos dados: A correlação foi calculada entre cada uma das categorias do sistema 16.
Oito das categorias foram altamente correlacionadas e estatisticamente significativas (p
<0,05). Dos restantes 10 categorias, seis foram moderadamente correlacionadas entre si (r =
0,52 a r = 0,66), 4 categorias tiveram baixa correlação (r = 0,48 a r = 0,39). Um teste t
pareado não revelou diferença estatística para nenhuma das categorias de avaliação.
6- Considerações bioéticas: Aprovação do estudo foi dada pela diretoria da universidade de
revisão institucional.
Resultados encontrados: Um total de 198 indivíduos de ensino nos cursos de graduação concluiu o
inquérito, o que representa uma taxa de retorno de 42%.
O exame físico foi ensinado como um curso independente em 48,2% (n = 93) dos programas de
graduação. O conteúdo foi ensinado em uma abordagem integrada de vários cursos em 26,4% (n =
51) dos programas e foi emparelhado com outro conteúdo do curso no prazo do curso de 19,2% (n =
37).
Todos os entrevistados relataram que os alunos avaliados entre si no ambiente de laboratório, fazem
com que este, de longe, seja a abordagem mais comum utilizada. Outras aplicações incluem o uso de
simulação por computador (18,1%, n = 35), manequim (18,1%, n = 35) e outros (8,3%, n = 16),
nenhum dos programas de graduação relataram o uso de modelos vivos para fins de instrução. Não
houve diferença significativa no laboratório didático e as abordagens existentes entre AND e
programas BSN, da mesma forma, não houve diferenças com base no tamanho do programa de
enfermagem.
De 122 habilidades dentro da pesquisa, 81,1% (n = 99) foram supostamente ensinadas por mais de
50% dos programas de enfermagem, 63,9% (n = 78) foram supostamente ensinadas por mais de
75% dos programas de enfermagem.
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Foram encontradas diferenças significativas em apenas três categorias (tegumento, mama e genitália
feminina). Em todos os casos, os programas BSN relataram ensinar mais as habilidades que os
programas AND.
Os resultados deste estudo representam uma amostra relativamente pequena de docentes e não
pode ser representar as práticas de ensino de todos os programas de enfermagem.
Principais Conclusões: Embora os resultados deste estudo sejam interessantes, mais pesquisas
são necessárias para compreender melhor os resultados do contexto da prática de ensino e
aprendizagem. Devido às diferenças encontradas entre AND e BSN, uma comparação das
habilidades ensinadas deve ser investigada. As várias faixas educativas em programas BSN também
levantam questões relacionadas com diferenças de potencial. A replicação deste estudo voltado para
essas variáveis seria benéfica, seria um estudo com foco na ligação entre as competências de
avaliação do ensino e avaliação clínica.
A preocupação com a saturação de conteúdo no ensino de enfermagem e o descompasso entre as
habilidades de avaliação física ensinada no ensino de enfermagem e aqueles regularmente utilizados
na prática, parece claro que os educadores enfermeiro devem avaliar o teor da avaliação física
ensinada no âmbito de programas de enfermagem e analisar a revisão curricular e as expectativas do
curso. O professor deve considerar o ensino de habilidades com ênfase na interpretação dos
resultados de avaliação física e do desenvolvimento do julgamento clínico em programas de
graduação em enfermagem. O diplomado, com uma base forte em habilidades básicas do exame
físico associada a uma compreensão da interpretação é capaz de aprender e aplicar as competências
de avaliação. É possível que essa abordagem possa se traduzir em melhoria da vigilância nos
serviços de saúde.
Artigo Incluído no estudo:
( x) Sim
( ) Não
Justificativa de Exclusão: _____________________________________________
__________________________________________________________________
107
Apêndice E – Termo de Compromisso para Utilização de Dados
Título do Trabalho de Conclusão de Curso:
PRODUÇÃO DO CONHECIMENTO SOBRE O ENSINO DO EXAME FÍSICO NA
ENFERMAGEM: UMA REVISÃO INTEGRATIVA
As pesquisadoras do presente Trabalho de Conclusão de Curso, Josi Barreto
Nunes e Ana Paula Scheffer Schell da Silva, se comprometem em levar em
consideração as normas nacionais sobre direitos autorais dos estudos analisados.
Os artigos serão utilizados para pesquisa referente ao Trabalho de Conclusão
do Curso de Graduação em Enfermagem da Universidade Federal do Pampa UNIPAMPA.
As pesquisadoras concordam que estas informações serão utilizadas única e
exclusivamente com a finalidade científica.
Uruguaiana, 17 de dezembro de 2009.
Josi Barreto Nunes
Acadêmico de Enfermagem UNIPAMPA - Campus Uruguaiana
Msc. Ana Paula Scheffer Schell da Silva
Professora Assistente do Curso de Enfermagem da UNIPAMPA.
Telefones para contato com as pesquisadoras: (55) 96313951 / (51) 9661.5534
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