0 Universidade Federal do Pampa Josi Barreto Nunes PRODUÇÃO DO CONHECIMENTO SOBRE O ENSINO DO EXAME FÍSICO NA ENFERMAGEM: UMA REVISÃO INTEGRATIVA Trabalho de Conclusão de Curso II URUGUAIANA 2010 1 JOSI BARRETO NUNES PRODUÇÃO DO CONHECIMENTO SOBRE O ENSINO DO EXAME FÍSICO NA ENFERMAGEM: UMA REVISÃO INTEGRATIVA Trabalho de Conclusão apresentado ao Curso de Enfermagem da Universidade Federal do Pampa, como requisito parcial para obtenção do título de enfermeira. Orientadora: Profª Ana Paula Scheffer Schell da Silva Uruguaiana 2010 2 3 Dedico este Trabalho de Conclusão de Curso ao meu namorado, Jorge Alberto Messa Menezes Júnior, companheiro de todos os momentos, que me apoiou e fortaleceu nesta caminhada e sempre acreditou em minha capacidade. 4 AGRADECIMENTOS À professora Ana Schell, obrigada, pelo carinho, atenção e dedicação na orientação desse trabalho. À tia Gicelda Nunes, que sempre me incentivou a estudar e tornou esse sonho realidade, muito obrigada por todo o estímulo, amor e apoio nessa jornada. À madrinha Ana Cristina Jacob, obrigada pelo carinho e pelo apoio. Amo você! Aos meus irmãos Josiele e Elton, que fazem parte desta conquista, obrigada pela dedicação e carinho. Às minhas sobrinhas Tábata e Anthônia, obrigada pelos momentos de distração e brincadeiras, amo vocês. Ao meu namorado Jorge Menezes, pelo apoio incondicional e por sempre acreditar em mim, muito obrigada. Às amigas Daione Simon e Luana Severo, pela amizade, amor e apoio nesses quatro anos, em especial nessa última etapa, muito obrigada, adoro vocês. À amiga Fabiane Coimbra, que sempre esteve tão presente, mesmo à distância, muito obrigada pelo carinho e estímulo. Ao Victor Milani, pelo afeto e a ajuda dedicados ao longo desse semestre, muito obrigada. A Deus, por me mostrar que tudo é possível, basta ter fé, obrigada. Aos colegas, que nesses quatro anos fizeram parte da minha vida, obrigada pelos momentos de convivência e pela amizade. Aos pacientes, obrigada, por fazerem parte da minha vida acadêmica e por contribuírem para o meu futuro profissional. Aos funcionários do Hospital Santa Casa de Caridade de Uruguaiana, pelos ensinamentos, pelas experiências compartilhadas e pelos bons momentos vividos junto, obrigada. Aos professores Daniela Brum e Fábio Leivas, pelo incentivo e inserção no mundo da pesquisa, obrigada por tudo. Aos professores do Curso de Enfermagem da UNIPAMPA, que de uma forma ou outra contribuíram com o meu aprendizado, muito obrigada. À minha família, por todo o apoio dedicado à minha formação, obrigada. Aos amigos, obrigada pelo carinho e atenção, vocês fazem parte dessa conquista. 5 Aos meus sogros Dona Fátima e Seu Jorge e as minhas cunhadas Fabiane e Tatiane, pelo convívio e apoio, muito obrigada. A todos aqui não citados, que de uma maneira ou outra ajudaram nessa conquista, muito obrigada. 6 Educar é semear com sabedoria e colher com paciência. Augusto Cury 7 RESUMO Esta pesquisa teve como objetivo conhecer a produção do conhecimento sobre o ensino do exame físico na Enfermagem em âmbito nacional e internacional. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica, na modalidade denominada revisão integrativa. A coleta de dados foi realizada entre os meses de maio e junho de 2010. A busca realizada nas bases de dados BDENF, CINAHL, LILACS, MEDLINE, WEB OF SIENCE e WILSONWEB, retornou 766 artigos, sendo que destes foram préselecionados 171 e selecionados 26 artigos após a leitura dos resumos e exclusão dos estudos que se repetiram em mais de uma base de dados. Constataram-se algumas fragilidades no que tange o ensino do exame físico na Enfermagem que são, em sua maioria, relacionadas a questões como ausência de uma disciplina específica para o ensino do exame físico, corpo docente despreparado e deficiente relação número de alunos por docente. Ressalta-se que o despreparo do professor, muitas vezes, se dá em virtude das deficiências originadas no seu ensino de graduação. Existem iniciativas positivas para a disseminação e qualificação do ensino do exame físico na Enfermagem, destacando-se o método da problematização, a utilização de Tecnologias de Informação e Comunicação (software, CD-ROM, internet e vídeo) e standardized patients. Espera-se que os resultados deste estudo possibilitem a melhora na qualidade do ensino do exame físico nos cursos de graduação em Enfermagem e, consequentemente, melhore a qualidade da assistência prestada ao paciente, no âmbito hospitalar, ambulatorial e na rede básica de saúde. Descritores: Enfermagem, Educação em Enfermagem, Ensino Superior, Processos de Enfermagem, Exame Físico. 8 LISTA DE ILUSTRAÇÕES FIGURA 1- Caminho percorrido para inclusão e exclusão de artigos na pesquisa. Uruguaiana, RS, 2010 TABELA 1: Artigos recuperados através dos descritores Uruguaiana, RS, 2010 utilizados. 26 28 TABELA 2: Artigos incluídos no estudo. Uruguaiana, RS, 2010 29 QUADRO 1: Artigos incluídos no estudo. Uruguaiana, RS, 2010 30 9 LISTA DE SIGLAS AND- Associate Degree Nursing programs BDENF- Banco de Dados de Enfermagem BSN- Bachelors of Science in Nursing programs BVS- Biblioteca Virtual em Saúde CD-ROM- compact disc read-only memory CINAHL- Cummulative Index of Nursing and Allied Health Literature CIPE- Classificação Internacional para a Prática de Enfermagem COFEN- Conselho Federal de Enfermagem DeCS- Descritores em Ciências da Saúde DNP- Doctor of Nursing Practice DNS- Doctor of Nursing Science DNS- Doctor of Nursing Science programs DP- Diâmetro Pupilar DSN- Doctor of Science in Nursing Ed. D- Doctor of Education EUA- Estados Unidos da América LILACS- Literatura Latino-Americana e do Caribe em Saúde LVN/LPN- Practical/Vocational Nursing programs MAE- Metodologia da Assistência em Enfermagem MEDLINE/PUBMED- Literatura Internacional em Ciências da Saúde/Publicações Médicas MSN- Master of Science in Nursing programs NANDA- North American Nursing Diagnosis Association NIC- Nursing Interventions Classification NOC- Nursing Outcomes Classification PE- Processo de Enfermagem Ph. D- Doctor of Philosophy RFM- Reflexo Fotomotor RN- Registered Nurse RNPT- Recém-Nascido Pré-Termo RNT- Recém-Nascido a Termo 10 SAE- Sistematização da Assistência de Enfermagem SCIELO- Scientific Electronic Library Online SP- Standardized Patients UE- Unidade Educacional UNIPAMPA- Universidade Federal do Pampa UTI- Unidade de Terapia Intensiva 11 SUMÁRIO 1 Introdução 13 2 Objetivo 16 3 Revisão de Literatura 17 3.1 Sistematização da Assistência de Enfermagem: Modelo Atual 18 3.2 Exame Físico Geral 20 3.2.1 O Ensino do Exame Físico 21 3.2.2 As Técnicas Utilizadas na Realização do Exame Físico 22 4 Metodologia 23 4.1 Tipo de Estudo 23 4.2 Identificação do Tema e Seleção da Questão de Pesquisa 24 4.3 Critérios para Inclusão e Exclusão de Estudos 24 4.4 Apresentação, Interpretação e Síntese dos Estudos 27 4.5 Aspectos Éticos 27 5 Apresentação dos Resultados 28 6 Interpretação e Síntese dos Resultados 37 6.1 Qualidade do Ensino do Exame Físico na Enfermagem 38 6.1.1 Diferenças no conhecimento e na habilidade em realizar o exame físico 39 6.1.2 Variáveis envolvidas no ensino do exame físico 39 6.1.3 Competências necessárias para a realização do exame físico 43 6.2 44 Metodologias de Ensino 6.2.1 Método da Problematização 44 6.2.2 Tecnologias de Ensino 46 6.2.2.1 Software e CD-ROM 46 6.2.2.2 Vídeo Interativo 48 6.2.2.3 Internet 49 6.2.2.4 Standardized Patients 49 7 Considerações Finais 51 Referências 54 Apêndice A – Instrumento dos Artigos Excluídos do Estudo 60 Apêndice B- Instrumento para Avaliação dos Dados 61 12 Apêndice C- Artigos Excluídos do Estudo 62 Apêndice D- Artigos Incluídos no Estudo 65 Apêndice E- Termo de Compromisso para Utilização de Dados 107 13 1 Introdução A Enfermagem é uma profissão destinada a prestar o cuidado ao ser humano, individualmente, na família ou na comunidade, desenvolvendo atividades de prevenção de doenças, promoção, recuperação e reabilitação da saúde. É responsável pelo conforto, acolhimento e bem estar dos indivíduos, na assistência, na coordenação de setores para prestação do cuidado e na promoção da autonomia dos pacientes por meio da educação em saúde (ALMEIDA, ROCHA, 2000). Para tanto, fez-se necessário criar uma forma organizada e sistematizada de prestar o cuidado elaborando-se a Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) e o Processo de Enfermagem (PE). As autoras Fuly, Leite e Lima (2008) apontam divergência entre os termos utilizados na organização do trabalho em Enfermagem. Para as autoras, existem três correntes que diferenciam o emprego dos termos usados para sistematizar o cuidado. A primeira corrente aborda os termos SAE, Metodologia da Assistência em Enfermagem (MAE) e PE como termos distintos. A segunda corrente trata os termos MAE e PE como iguais. E a terceira corrente versa que os três termos são sinônimos. Este trabalho será norteado pela primeira corrente, pois se entende que cada termo empregado para sistematizar o cuidado de Enfermagem tem seu próprio conceito, diferenciando-se entre si. A MAE é um modo de conduzir o trabalho, de forma que se tenha um caminho para a elaboração da SAE. Atualmente, os modelos mais utilizados de MAE nos serviços de saúde são o modelo teórico das Necessidades Humanas Básicas de Wanda Horta e a classificação da North American Nursing Diagnosis Association (NANDA) (FULY, LEITE, LIMA, 2008). A SAE é a organização do trabalho da Enfermagem quanto ao método, recursos humanos e materiais, de modo que torne possível a realização do PE. Entende-se SAE como todo o planejamento registrado do cuidado que engloba a criação e a implementação do manual de normas e rotinas das unidades com a descrição padronizada. É uma abordagem sistemática para a determinação das necessidades de cuidados de Enfermagem, sendo a base para a compreensão do modo como as enfermeiras determinam, fornecem e avaliam os cuidados (AQUINO, 14 LUNARDI FILHO, 2004; BRACKES, SCHWARTZ, 2005; KOWALSKI, YODER-WISE, 2008). O PE é um método organizado e sistemático de prestar o cuidado ao paciente e faz parte da SAE. Esse método possibilita maior integração da enfermeira com o paciente, a família, a comunidade e com a própria equipe de saúde. É dividido em etapas inter-relacionadas e dinâmicas que são: a Coleta de Dados ou Investigação ou, ainda, Histórico de Enfermagem (que compreende a anamnese e o exame físico), Diagnóstico de Enfermagem, Planejamento dos Cuidados, Implementação dos Cuidados e Avaliação dos Resultados Obtidos (HORTA, 1979; BARROS, MICHEL, SOUZA, 2002; CARVALHO, GONÇALVES, TANNURE, 2009). O exame físico, etapa integrante do Histórico de Enfermagem, fornece as informações objetivas, ou seja, os sinais percebidos pela enfermeira durante a sua realização. Pode ser dividido em duas partes denominadas somatoscopia ou ectoscopia, por meio deste, se obtém os dados gerais do paciente considerando a aparência física, estrutura corporal, mobilidade e comportamento, e o exame dos vários sistemas e aparelhos do corpo humano. Para a realização do exame físico, de acordo com autores consagrados na área, utilizam-se quatro semiotécnicas que são a inspeção, a palpação, a percussão e a ausculta (JARVIS, 2002; PORTO, 2004; KOWALSKI, YODER-WISE, 2008). O exame físico é uma ferramenta da Enfermagem e nunca será demais ressaltar sua importância. Os recursos tecnológicos disponíveis (exames laboratoriais, exames de imagem, etc.) são aplicados em sua plenitude e com o máximo proveito quando se tem um exame físico bem realizado. Sua realização proporciona conhecer o paciente como um todo, estabelecer prioridades e avaliar seu estado geral. No entanto, alguns acadêmicos de Enfermagem sentem-se inseguros e apreensivos frente ao paciente e a realização do exame físico, mas esses sentimentos fazem parte da formação do aluno (LOPES, MICHEL, OHL, 2002; PORTO, 2004). A partir da prática acadêmica surgiram inquietações quanto à temática da SAE e do PE que nos levam a vários questionamentos: Como se dá o ensino do exame físico nos cursos de graduação em Enfermagem? O ensino da SAE e do PE é adequado nos cursos de graduação em Enfermagem? Porque é tão difícil implementar a SAE nas instituições de saúde? Porque muitos alunos de 15 Enfermagem têm dificuldades para executar o PE? Porque os acadêmicos demonstram receio na realização do exame físico? A realização do exame físico é de suma importância, pois este facilita a detecção de problemas de Enfermagem, além de auxiliar a equipe de saúde na prevenção e no diagnóstico precoce de patologias. Por isso se faz essencial conhecer como é o seu ensino nos cursos de Enfermagem, bem como sua realização na prática assistencial. O acadêmico em muitas situações, compreende o exame físico como dispendioso, uma vez que sua realização exige constante estudo e prática de como usar corretamente a inspeção, a palpação, a percussão e a ausculta, além de demorar mais na sua realização do que o profissional de saúde com experiência. O acadêmico de Enfermagem precisa ter perícia técnica e uma base de conhecimentos sólidos para realizar o exame físico, que podem ser adquiridas através das experiências vividas anteriormente pelo aluno e do estudo realizado durante toda a graduação (JARVIS, 2002; PORTO, 2004). Na Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA) o ensino da SAE e do PE acontece no segundo ano da graduação em Enfermagem dentro do Núcleo das Ciências da Enfermagem, Subnúcleos Fundamentos de Enfermagem e Assistência de Enfermagem, em aulas expositivas, seminários e estudo de caso. Quanto ao exame físico, esse é ministrado em aulas expositivas, em laboratório de ensino e em prática assistencial hospitalar. A escolha do tema ensino do exame físico de Enfermagem partiu da inquietação frente às aulas práticas, pois muitos acadêmicos não têm domínio das técnicas propedêuticas para a realização do exame físico, o que resultou em uma reflexão acerca de como é contextualizado o conhecimento científico e técnico para os acadêmicos sobre esta temática. Além disso, a temática foi escolhida porque o exame físico é a base do PE, que está englobado na SAE e consiste em uma atividade da equipe de Enfermagem, sendo privativo da enfermeira as etapas do diagnóstico de Enfermagem e a prescrição ou intervenção de ações (COFEN, 2009). Em função deste contexto, o acadêmico deve ter domínio sobre a SAE e o PE para conseguir realizá-lo de forma adequada. Esta pesquisa é relevante para acadêmicos de Enfermagem, professores e enfermeiros interessados em conhecer o estado da arte da produção científica sobre o exame físico, além de dar subsídios para o ensino do conteúdo na Enfermagem. 16 2 Objetivo O objetivo desta pesquisa consistiu em conhecer a produção do conhecimento sobre o ensino do exame físico na Enfermagem em âmbito nacional e internacional. 17 3 Revisão de Literatura A inquietação da Enfermagem com a questão teórica foi estimulada por Florence Nightingale, que afirmava que a Enfermagem requeria conhecimentos distintos da ciência da Medicina. Ela definiu as idéias ou fatos iniciais em que a profissão deveria se basear, estabelecendo um conhecimento de Enfermagem direcionado à pessoa e às condições nas quais elas vivem, e em como o ambiente pode atuar, positivamente ou não, sobre a saúde das pessoas (GONÇALVES, TANNURE, 2009). Nightingale imaginou uma profissão fundamentada em reflexões e questionamentos, tendo por objetivo construí-la sob uma estrutura de conhecimento científico diferente do modelo biomédico. Apesar disso, a Enfermagem assumiu uma orientação profissional dirigida para o imediatismo, baseando-se em ações práticas de modo intuitivo e não sistematizado, dependente de conhecimentos e de conceitos preexistentes que determinam o que fazer e como fazer, e na maioria das vezes, não refletindo sobre por que fazer e quando fazer (GONÇALVES, TANNURE, 2009). Com a influência das guerras mundiais, das revoluções femininas, da expansão da ciência e da educação, das alterações socioeconômicas e políticas, as enfermeiras começaram a questionar o status quo da prática de Enfermagem e a refletir sobre ele, percebendo a necessidade de se desenvolver um corpo peculiar e organizado de conhecimento sobre a profissão, difundindo-se a preocupação com seu significado e com seu papel social (GONÇALVES, TANNURE, 2009). As enfermeiras, estimuladas pelo Positivismo, pela lógica do sistema capitalista e pelo avanço da ciência, buscaram a valorização da Enfermagem ao principiar a construção de um conhecimento próprio por meio de elaborações teóricas (KLETEMBERG, 2004). No final dos anos de 1960 Wanda de Aguiar Horta, a primeira enfermeira brasileira a falar de teoria no campo profissional, propôs às enfermeiras uma assistência de Enfermagem sistematizada, introduzindo no Brasil uma nova visão de Enfermagem fundamentada na Teoria das Necessidades Humanas Básicas de Maslow (HORTA, 1979). Na década de 1970, a literatura sobre as teorias de Enfermagem teve um grande impulso, propiciando uma maior reflexão sobre o assunto. Nas décadas de 18 1980 e 1990, foram realizadas muitas pesquisas que ampliaram o conhecimento em Enfermagem e muitas teorias passaram a subsidiar a assistência em instituições de saúde (GONÇALVES, TANNURE, 2009). 3.1 Sistematização da Assistência em Enfermagem: Modelo Atual A MAE, modo pelo qual se organiza a SAE, consiste na utilização de um modelo teórico de classificação da assistência prestada, com a finalidade de traçar um caminho metodológico. Os modelos teóricos são a North American Nursing Diagnosis Association (NANDA), a Nursing Interventions Classification (NIC), a Nursing Outcomes Classification (NOC), a Classificação Internacional para a Prática de Enfermagem (CIPE) e a Teoria das Necessidades Humanas Básicas de Wanda Horta. A MAE padroniza a linguagem empregada nos diferentes sistemas de saúde (CALIXTO, et. al., 2009). A SAE apresenta-se como uma metodologia para organizar e sistematizar o cuidado, com base no conhecimento científico. Objetiva identificar as situações de saúde-doença e as necessidades de cuidados de Enfermagem, assim como auxiliar nas intervenções de promoção, prevenção, recuperação e reabilitação da saúde do indivíduo, família e comunidade (CALIXTO, et. al., 2009). A SAE utiliza o Processo de Enfermagem (PE) como parte integrante do processo de trabalho da Enfermagem. O PE é uma forma sistemática e dinâmica de prestar a assistência de Enfermagem, e consiste em cinco fases inter-relacionadas que são o Histórico de Enfermagem, o Diagnóstico de Enfermagem, o Planejamento de Enfermagem, a Implementação e a Avaliação de Enfermagem. Tem por objetivo um cuidado humanizado, dirigido a resultados e de baixo custo, além de direcionar as enfermeiras a examinarem continuamente as atividades realizadas no intuito de melhor proceder aos cuidados (ALFARO-LEFEVRE, 2005; COFEN, 2009). O Histórico de Enfermagem é a primeira etapa do PE e acontece quando se realiza a anamnese e o exame físico com o objetivo de coletar informações necessárias para se ter uma visão clara da situação de saúde do paciente. O Histórico de Enfermagem se subdivide em: coleta de dados (exame físico e anamnese), fase em que se agrupam os dados sobre o estado de saúde do 19 paciente; seguida pela validação dos dados, uma nova verificação para assegurar que os dados são precisos e completos; após a organização dos dados, agrupamento dos dados de modo a auxiliar na identificação de padrões de saúde doença; concomitantemente a identificação de padrões, obter uma idéia inicial dos padrões de funcionamento e focalizar a investigação de modo a alcançar mais informações que leve a uma melhor compreensão da situação em questão e finalizando pela comunicação e registro dos dados, completando o prontuário do paciente (ALFARO-LEFEVRE, 2005). O Diagnóstico de Enfermagem é uma etapa privativa da enfermeira e consiste na identificação de problemas, fatores de risco, complicações e de pontos fortes dos dados coletados na anamnese e no exame físico. Compreende a identificação de problemas, identificação de fatores de risco, previsão de problemas potenciais e identificação de recursos (ALFARO-LEFEVRE, 2005; COFEN, 2009). O Planejamento de Enfermagem é a fase em que estabelece prioridades, determinam-se resultados esperados e as intervenções de Enfermagem e se realiza o registro do plano, assegurando-se que este seja registrado adequadamente (ALFARO-LEFEVRE, 2005). Esta fase consiste em executar o plano de cuidados, preparar-se para comunicar e receber comunicações, estabelecer as prioridades diárias, investigar e reinvestigar, realizar as intervenções e fazer as mudanças necessárias, registrandoas. A Implementação (ou Intervenção, ou Prescrição) consiste em atividade da enfermeira (ALFARO-LEFEVRE, 2005; COFEN, 2009). A Avaliação de Enfermagem é a última etapa do PE e consiste na avaliação detalhada e registro dos vários aspectos do cuidado ao paciente, sendo a chave para excelência no cuidado oferecido. Necessita-se realizar uma investigação para determinar se há mudanças no estado de saúde e para certificar-se de que todos os dados são exatos e completos, determinar se os diagnósticos e os problemas que exigem cuidado de Enfermagem estão resolvidos ou melhoraram a ponto de ocorrer a alta do paciente, analisar se há novos problemas, verificar se os resultados e as intervenções são adequados, se os resultados estão sendo alcançados, examinar como o plano foi implementado e identificar os fatores que afetaram o sucesso ou criaram problemas durante o tratamento do paciente (ALFARO-LEFEVRE, 2005). 20 3.2 Exame Físico Geral O exame físico consiste no levantamento das condições gerais do paciente, tanto físicas quanto psicológicas, no sentido de buscar informações significativas para a Enfermagem que possam auxiliar na assistência a ser prestada ao paciente. O exame físico pode ser realizado de duas formas: o exame físico geral no sentido céfalo-caudal e o exame físico por sistemas corporais. Junto à anamnese, é parte fundamental da SAE para efetivar o Histórico de Enfermagem do paciente (LOPES, MICHEL, OHL, 2002). A realização do exame do corpo inicia com Hipócrates (460-356 A.C.) que sintetizou o método clínico dando a anamnese e ao exame físico uma estrutura que difere um pouco da atual. Santório entre 1561 e 1636, propôs o uso do termômetro clínico, para medir a temperatura corporal, e neste contexto Ludwig em 1852, construiu a curva térmica. Em 1761, Auenbrugger publicou o trabalho Inventum Novum, que sintetiza a percussão do tórax. Ainda neste ano foi publicado o livro De Sedibus et Causis Morborum per Anatomen Indagatis, considerado a primeira sistematização dos conhecimentos anatomopatológicos. Laennec em 1819, publica a obra De la Auscultation Médiate, descrevendo o estetoscópio e algumas manifestações estetoacústicas das doenças cardíacas e pulmonares (PORTO, 2004). Em 1839, Skoda correlaciona os dados do exame físico do tórax com os achados nas necropsias na obra Abhandlungüber Perkussion und Auskultation. Helmhottz e Ruete por volta de 1851-1852 introduziram o oftalmoscópio. Samuel Von Basch, em 1880, Riva-Rocci em 1896 e Korotkoff em 1905 possibilitaram a construção do esfigmomanômetro, que determina a pressão arterial com precisão. Freud, no final do século XIX, desvenda o mundo do inconsciente e possibilita a compreensão dos aspectos psicodinâmicos entre médico e paciente (PORTO, 2004). Os estudiosos citados reconheceram a importância em conhecer e dominar a propedêutica para a realização do exame físico, já que os dados provenientes do mesmo dependiam de uma boa técnica e conhecimento dos órgãos e sistemas do corpo humano. Dessa forma, um exame físico bem realizado possibilita prevenir e 21 diagnosticar precocemente problemas estruturais e algumas doenças (BARROS, LOPES, MICHEL, 2002; JARVIS, 2002). 3.2.1 O Ensino do Exame Físico O ensino da SAE e do PE, como já explicitado anteriormente, acontece no segundo ano da graduação em Enfermagem na Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA), dentro do Núcleo das Ciências da Enfermagem, Subnúcleos Fundamentos de Enfermagem e Assistência de Enfermagem, em aulas expositivas, seminários e estudo de caso. Quanto ao exame físico, esse é ministrado em aulas expositivas, em laboratório de ensino e em prática assistencial hospitalar. Para a realização do exame físico é indispensável que a enfermeira ou acadêmica de Enfermagem possua conhecimentos prévios de anatomia, fisiologia, fisiopatologia e outras ciências afins, assim como conhecimentos da terminologia apropriada para o registro de Enfermagem, dos passos propedêuticos para sua execução e do relacionamento interpessoal a ser estabelecido entre a profissional e o paciente (LOPES, MICHEL, OHL, 2002). Na prática acadêmica, visualiza-se a pouca utilização do exame físico, na maioria das vezes, as enfermeiras realizam a inspeção, que ocupa menor tempo e é de mais fácil realização. No Brasil, a criação da Resolução COFEN nº 358/2009 definiu como atividades privativas da enfermeira o Diagnóstico de Enfermagem e a Prescrição de Enfermagem, bem como a supervisão e a orientação de técnicos e auxiliares de Enfermagem na execução das atividades que lhes cabem do Processo de Enfermagem (COFEN, 2009). A realização do processo de trabalho da enfermeira permite o desenvolvimento de ações que alteram o estado de doença dos indivíduos, promovendo a sua recuperação (CALIXTO, et. al., 2009; COFEN, 2009). Destaca-se a importância do domínio teórico e de habilidades técnicas, por parte da enfermeira, para a realização da assistência de Enfermagem. 22 3.2.2 As Técnicas Utilizadas na Realização do Exame Físico Para realizar o exame físico é necessário utilizar as técnicas de Inspeção, Palpação, Percussão e Ausculta. Para desempenhar estas técnicas, a enfermeira precisa utilizar seus sentidos de visão, tato, audição e olfato (BARROS, LOPES, MICHEL, 2002; JARVIS, 2002). A inspeção exige o emprego do olfato e da visão devendo essa ser panorâmica e centrada para investigar as partes mais acessíveis do corpo que estão em contado com o ambiente. A inspeção começa no momento em que se entra em contato com o paciente e, bem realizada, toma algum tempo e gera uma grande quantidade de dados (BARROS, LOPES, MICHEL, 2002; JARVIS, 2002). A palpação é uma técnica que permite a aquisição da informação através do tato e da pressão. O sentido do tato leva à obtenção dos dados da parte mais superficial do corpo humano, enquanto que a pressão permite a obtenção das impressões de regiões mais profundas do corpo. Com esta técnica pode-se avaliar os fatores textura, temperatura, umidade, localização e tamanho dos órgãos, detecta aumento de volume, vibração ou pulsação, rigidez, crepitação, existência de nódulos ou massas e presença de dor ou hipersensibilidade à palpação (BARROS, LOPES, MICHEL, 2002; JARVIS, 2002). A percussão baseia-se nas vibrações originadas de pequenos golpes realizados em determinada superfície do organismo. As vibrações têm características próprias quanto à intensidade, tonalidade e timbre, de acordo com a estrutura anatômica percutida. Pode ser direta (imediata) onde a mão que golpeia entra em contato direto com a parede do corpo, ou indireta (mediata) onde a mão que golpeia entra em contato com a outra mão, que fica parada sobre a pele do paciente, produzindo um som e uma vibração sutil (BARROS, LOPES, MICHEL, 2002; JARVIS, 2002). A ausculta é um procedimento que utiliza o estetoscópio e obtêm ruídos considerados normais ou patológicos no exame de órgãos como o coração, os pulmões e o intestino (BARROS, LOPES, MICHEL, 2002; JARVIS, 2002). 23 4 Metodologia A seguir é descrito o tipo de estudo que foi realizado, a identificação do tema e seleção da hipótese ou questão de pesquisa, o estabelecimento de critérios para inclusão e exclusão de estudos, a categorização dos estudos, a avaliação dos estudos incluídos, a interpretação dos resultados, a apresentação dos resultados e os aspectos éticos que nortearam a pesquisa. 4.1 Tipo de Estudo Trata-se de pesquisa bibliográfica, na modalidade denominada revisão integrativa. A revisão integrativa é um dos métodos de pesquisa utilizados na Prática Baseada em Evidências que permite a incorporação de evidências na prática clínica ou em determinada área de conhecimento. O método tem a finalidade de reunir e sintetizar resultados de pesquisas sobre determinado tema ou questão, de maneira sistemática e ordenada, contribuindo para o aprofundamento do conhecimento do tema investigado. Este tipo de revisão constrói a análise da literatura que favorece as discussões sobre métodos e resultados de pesquisas, ampliando reflexões para a realização de outros estudos. A revisão integrativa tem o potencial para auxiliar a construção e consolidação da ciência da Enfermagem, corroborando pesquisa, assistência e ações políticas (KNAFL, WHITTEMORE, 2005; GALVÃO, MENDES, SILVEIRA, 2008). Foram utilizadas as etapas propostas pelas autoras Mendes, Silveira e Galvão (2008) para a realização da revisão integrativa, que são: 1) Identificação do tema e seleção da hipótese ou questão de pesquisa, 2) Estabelecimento de critérios para inclusão e exclusão de estudos, 3) Definição das informações a serem extraídas dos estudos selecionados e categorização dos estudos, 4) Avaliação dos estudos incluídos, 5) Interpretação dos resultados e 6) Apresentação da revisão ou síntese do conhecimento. 24 4.2 Identificação do Tema e Seleção da Questão de Pesquisa O interesse pelo tema ensino do exame físico de Enfermagem surgiu nas aulas práticas, pois alguns acadêmicos não detinham conhecimento suficiente das técnicas propedêuticas para a sua realização, o que resultou em uma reflexão acerca de como é contextualizado o conhecimento científico e técnico para os acadêmicos sobre esta temática. Ao mesmo tempo, o exame físico é a base do PE, que está englobado na SAE e consiste em uma atividade da equipe de Enfermagem. Dessa forma, para orientar este estudo, formulou-se a seguinte questão: Qual a produção do conhecimento sobre o ensino do exame físico na Enfermagem? No próximo item serão apresentados os descritores e as palavras-chaves que nortearão a busca pelas publicações nas bases de dados. 4.3 Critérios para Inclusão e Exclusão de Estudos Para a realização dessa pesquisa foram utilizadas as seguintes bases de dados on-line: • Banco de Dados de Enfermagem (BDENF); • Cummulative Index of Nursing and Allied Health Literature (CINAHL); • Literatura Internacional em Ciências da Saúde/Publicações Médicas (MEDLINE/PUBMED); • Literatura Latino-Americana e do Caribe em Saúde (LILACS); • Scientific Electronic Library Online (SCIELO); • Web of Science; • WilsonWeb. Para a pesquisa dos artigos foi utilizado como descritor primário a palavra “Exame físico, Physical Examination, Examen Físico” que, conforme a definição dos Descritores em Ciências da Saúde (DeCS) da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), é a “inspeção sistemática e minuciosa do paciente para sinais físicos de doença ou anormalidade” (BVS, 2010). 25 E como descritores secundários: - “Educação, Education, Educación”: “aquisição de conhecimento como resultado de instrução em um curso formal de estudo” (BVS, 2010). - “Educação em Enfermagem, Education, Nursing, Educación en Enfermería”: “uso de artigos em geral que dizem respeito a educação em enfermagem” (BVS, 2010). - “Enfermagem, Nursing, Enfermería”: “campo da enfermagem voltado para a promoção, manutenção e restauração da saúde” (BVS, 2010). - “Ensino, Teaching, Enseñanza”: “o processo educacional de instrução” (BVS, 2010). - “Ensino Superior, Education, Higher, Educación Superior”: sem definição na BVS. - “Processos de Enfermagem, Nursing Process, Procesos de Enfermería”: “reunião de todas as atividades de enfermagem que incluem diagnóstico (identificação de necessidades), intervenção (prestação de cuidados) e avaliação (efetividade dos cuidados prestados)” (BVS, 2010). O descritor primário foi utilizado junto a todos os descritores secundários. Foram buscados artigos publicados nos idiomas inglês, espanhol e português, que tivessem acesso livre ou por comutação entre bibliotecas e que apresentassem no resumo pelo menos uma das seguintes palavras: Enfermagem, Ensino, Educação, Exame Físico, Semiologia, Semiotécnica, Sistematização da Assistência de Enfermagem ou Processo de Enfermagem e que fossem relacionados ao ensino do exame físico na Enfermagem. Foram excluídos os artigos que não referissem o ensino do exame físico na Enfermagem, as teses e as dissertações (APÊNDICE A). O percurso percorrido para a inclusão ou exclusão dos artigos encontra-se destacado na Figura 1. Salienta-se que esse percurso foi realizado por dois avaliadores independentes. 26 FIGURA 1 Caminho percorrido para inclusão e exclusão de artigos na pesquisa. Uruguaiana, RS, 2010 Descritor Primário Exame físico, Physical Examination, Examen Físico Descritores Secundários Educação, Education, Educación Educação em Enfermagem, Education, Nursing, Educación en Enfermería Enfermagem, Nursing, Enfermería Ensino, Teaching, Enseñanza Ensino Superior, Education, Higher, Educación Superior Processos de Enfermagem, Nursing Process, Procesos de Enfermería Palavras no resumo Enfermagem, Ensino, Educação, Exame Físico, Semiotécnica, Semiologia, Sistematização da Assistência de Enfermagem, Processo de Enfermagem As informações extraídas dos estudos referente a temática, foram resumidas e organizadas de modo a formar um banco de dados de fácil manejo. Este abrangeu o código de publicação, título, ano, autores, formação acadêmica dos autores, fonte de indexação, país de realização do estudo, idioma, descritores, palavras no resumo, tipo de publicação, contexto do estudo, objetivo do estudo, tipo de estudo, campo do estudo, sujeitos, coleta dos dados, análise dos dados, considerações bioéticas, resultados encontrados, principais conclusões, artigo incluído no estudo e justificativa de exclusão. Os estudos foram avaliados através de ficha documental (APÊNDICE B). Para avaliação crítica das produções emergentes da coleta, foram realizadas as seguintes perguntas: 27 - Qual é a questão da pesquisa do estudo? - Qual o objetivo do estudo? - A metodologia do estudo (tipo de estudo, amostra, análise) está adequada? - Os resultados apresentados respondem ao objetivo proposto pelo estudo? - O estudo traz contribuições a temática de pesquisa? Os artigos excluídos tiveram suas justificativas documentadas (APÊNDICE C). 4.4 Apresentação, Interpretação e Síntese dos Estudos Dos dados encontrados foi elaborado documento contendo as evidências dos estudos e os principais resultados evidenciados na análise dos artigos incluídos (APÊNDICE D). Após foi realizada a discussão dos resultados encontrados nos estudos incluídos e, para tanto, foram empregadas linguagem descritiva e figuras gráficas. 4.5 Aspectos Éticos Para a realização do estudo, foram observadas as normas nacionais de autoria (BRASIL, 1998). Foi utilizado Termo de Compromisso de Utilização de Dados (APÊNDICE E) que foi assinado pela pesquisadora e sua orientadora, constando a responsabilidade com a preservação da autoria dos estudos analisados. Os dados obtidos somente poderão ser utilizados pelo projeto ao qual se vinculam (COMISSÃO DE PESQUISA E ÉTICA EM SAÚDE/GPPG/HCPA, 1997). 28 5 Apresentação dos Resultados A coleta de dados foi realizada entre os meses de maio e junho de 2010. Na primeira parte da busca nas bases de dados, utilizou-se somente o descritor primário Exame Físico e obteve-se na BDENF 63 publicações, na CINAHL 14.874, na LILACS 693, na MEDLINE 10.489, na SCIELO 29, na Web of Science 28.101 e na WilsonWeb 9.483 publicações nos idiomas português, inglês e espanhol. A busca nas bases de dados com a associação do descritor primário com cada um dos descritores secundários retornou 766 artigos. A WILSONWEB foi base que mais retornou artigos com 250 (32,6%) selecionados, seguida pela WEB OF SCIENCE com 155 (20,2%), MEDLINE com 151 (19,7%) e CINAHL com 129 (16,8%). As que menos retornaram artigos foram a BDENF totalizando 23 (3,0%) artigos e a LILACS com 24 (3,1%) artigos. Os descritores que mais retornaram artigos foram Exame Físico associado a Enfermagem com 276 (36,0%) artigos, conforme demonstra a Tabela 1. TABELA 1: Artigos recuperados através dos descritores utilizados. Uruguaiana, RS, 2010 WEB OF WILSON SCIENCE WEB n(%) n(%) 4(0,5) 33(4,3) 34(4,4) 4(0,5) 19(2,4) 23(3,0) 7(0,9) 33(4,4) 14(1,9) 0(0,0) 0(0,0) 4(0,5) 3(0,3) 2(0,2) 12(1,5) 59(7,7) Base de dados BDENF CINAHL LILACS MEDLINE SCIELO /Descritores n(%) n(%) n(%) n(%) n(%) 0(0,0) 19(2,4) 0(0,0) 4(0,5) 12(1,5) 12(1,5) 10(1,3) 14(1,8) 3(0,3) 57(7,7) 8(1,1) 0(0,0) 1(0,1) 0(0,0) 3(0,3) 37(4,8) 1(0,1) Exame físico + Educação Exame físico + Educação em Enfermagem Exame físico + Ensino Exame físico + Ensino superior Exame físico + Enfermagem 125 (16,9) TOTAL n(%) 94 (12,2) 94 (12,2) 247 (33,4) 8 (1,0) 162 276 (21,1) (36,0) 29 Exame físico + Processos de 39 5(0,6) 2(0,2) 5(0,6) 6(0,7) 0(0,0) 7(0,9) 14(1,9) 23 129 24 151 34 155 250 766 (3,0) (16,8) (3,1) (19,7) (4,4) (20,2) (32,6) (100,0) (5,0) Enfermagem TOTAL Do total de 766 artigos recuperados, foram pré-selecionados 171 (22,3%) artigos e selecionados 26 (3,3%) estudos, após a leitura dos resumos e exclusão dos estudos que se repetiram em mais de uma base de dados (TABELA 2). Os descritores em associação que mais recuperaram artigos foram Exame Físico e Ensino com 14 (53,8%) estudos. Quanto aos descritores Exame Físico e Ensino Superior; Exame Físico e Processos de Enfermagem não tiveram artigos incluídos na amostra desse estudo. TABELA 2: Artigos incluídos no estudo. Uruguaiana, RS, 2010 Base de dados/ Descritores Exame físico + Educação BDENF CINAHL LILACS MEDLINE SCIELO WEB OF TOTAL WILSONWEB SCIENCE P-S S P-S S P-S S P-S S P-S S P-S S P-S S P-S S n(%) n(%) n(%) n(%) n(%) n(%) n(%) n(%) n(%) n(%) n(%) n(%) n(%) n(%) n(%) n(%) 0 0 5 0 0 0 0 0 4 1 11 0 7 1 27 2 (3,8) (15,7) (7,7) (0,0) (0,0) (2,9) (0,0) (0,0) (0,0) (0,0) (0,0) (2,3) (3,8) (6,4) (0,0) (4,0) Exame físico + Educação em 7 6 11 0 8 1 1 1 4 0 19 0 7 0 57 8 (1,0) (23,1) (6,4) (0,0) (4,6) (3,8) (0,5) (3,8) (2,3) (0,0) (11,1) (0,0) (4,0) (0,0) (33,3) (4,6) Enfermagem Exame físico 1 0 12 10 6 2 3 0 7 1 4 1 3 0 36 14 (0,5) (0,0) (7,0) (38,5) (3,5) (7,7) (1,7) (0,0) (4,0) (3,8) (2,3) (3,8) (1,7) (0,0) (21,0) (53,8) + 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 0 1 0 2 0 Ensino (0,0) (0,0) (0,0) (0,0) (0,0) (0,0) (0,0) (0,0) (0,0) (0,0) (0,5) (0,0) (0,5) (0,0) (1,1) (0,0) 0 0 14 0 0 0 0 0 8 0 11 2 7 0 40 2 (0,0) (0,0) (8,1) (0,0) (0,0) (0,0) (0,0) (0,0) (4,6) (0,0) (6,4) (7,7) (4,0) (0,0) (23,3) (7,7) 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 7 0 1 0 9 0 (0,5) (0,0) (0,0) (0,0) (0,0) (0,0) (0,0) (0,0) (0,0) (0,0) (4,0) (0,0) (0,5) (0,0) (5,2) (0,0) + Ensino Exame físico superior Exame físico + Enfermagem Exame físico + Processos de Enfermagem 30 TOTAL 9 6 42 10 14 3 4 1 23 2 53 3 26 1 (5,2) (23,1) (24,5) (38,5) (8,1) (2,1) (2,3) (3,8) (13,4) (7,7) (30,9) (11,5) (15,2) (3,8) 171 26 (100, (100, 0) 0) Legenda: P-S: Pré-selecionado; S: Selecionado. Do total de 26 artigos selecionados, o periódico em que foi encontrado o maior número de artigos referentes ao ensino do exame físico na Enfermagem foi a Acta Paulista de Enfermagem com seis (23,0%) estudos, seguido pelo Journal of Nursing Education com quatro (15,3%) e pela Revista Latino-Americana de Enfermagem com três (11,5%) artigos (QUADRO 1). QUADRO 1: Artigos incluídos no estudo. Uruguaiana, RS, 2010 Código da publicação Título Teaching health history A1 and physical examination Autores Paul Froemming, Julia Quiring Formação dos autores Ano 1973 Professor adjunto pacientes agudos graves: uma experiência Nursing BDENF Maria Sumie Koizumi Auxiliar de ensino 1976 de ensino Enfermagem Novas Dimensões Ensino e aprendizagem A3 SCIENCE Research Exame físico em A2 indexação WEB OF Mestrado em tecnologia instrucional, Fonte de BDENF Enfermeira professora do exame físico: análise Miako Kimura, Doutora, do processo pelo exame Maria Sumie Koizumi Enfermeira professora das pupilas Revista da 1993 Escola de Enfermagem Associada da USP Miako Kimura, Ana Maria Kazue O exame físico e o A4 enfermeiro de UTI Miyadahira, Enfermeira/ doutor; BDENF Diná de Almeida Lopes Enfermeira/ doutor; Revista Monteiro da Cruz, Enfermeira; Edna Ikumi Umebayashi Enfermeira/ doutor; Takahashi, Enfermeira/ doutor; Karia Grillo Padilha, Enfermeira Regina Marcia Cardoso de Sousa 1994 Escola de Enfermagem da USP 31 Using interactive video to add physical A5 assessment data to Joyce E. White Professor assistente de Enfermagem computer-based patient CINAHL 1995 Computers in Nursing simulations in nursing A6 Alba Lucia Leite de Doutora em Ciências, Bases propedêuticas Barros, Doutora em Biologia para a prática de Regiane de Quadros Molecular, Enfermagem- uma Glashan, Especialista em necessidade atual Jeanne Liliane Marlene Enfermagem Médico- Michel Cirúrgica. na vivência do exame A7 físico de Enfermagem em enfoque fenomenológico 1996 Acta Paulista de Enfermagem Aluna da 2ª série do A importância da relação aluno-professor BDENF Curso Graduação em Denise Isabel Luiz, Enfermagem, Tatiana Damakauskas, Aluna da 2ª série do Rosali Isabel Barduchi Curso Graduação em Ohl Enfermagem, LILACS 1997 Acta Paulista de Enfermagem Enfermeira /Mestre em Enfermagem Professor Adjunto, Ex-aluno do curso de especialização em Enfermagem médico- Análise sobre o ensino A8 do exame físico em escolas de Enfermagem da cidade de São Paulo Alba Lucia Bottura Leite cirúrgica, de Barros, Ex-aluno do curso de Valmi Delfino de Souza, especialização em Gina Laubé, Enfermagem médico- Lígia de Fátima Albertini cirúrgica, BDENF 1997 Acta Paulista de Enfermagem Ex-aluno do curso de especialização em Enfermagem médicocirúrgica BDENF O ensino do exame A9 físico em escolas de Valmi Delfino de Souza, graduação em Alba Lucia Bottura Leite Enfermagem do de Barros Revista Enfermagem/ mestre, Doutora em ciências 1998 Americana de município de São Paulo A 10 Latino- Enfermagem Nursing physical Helen Rushforth, Professor de Enfermagem assessment skills: John Warner, Saúde da Criança, 1998 MEDLINE British 32 implications for UK David Burge, Professor de Enfermagem Journal of practice Alan Edward Glasper Saúde da Criança, Nursing Consultor cirurgião pediátrico, Diretor de Estudos de Enfermagem de Saúde Infantil Evaluation of undergraduate physical A 11 examination: performances by nurse WILSONWE Shelley Yerger Huffstutler B Professor Assistente 1999 Nurse Educator practitioner students O ensino do exame físico pulmonar através A 12 do método da Problematização Adelia Yaeko Kyosen Nakatani, Emilia Campos de Carvalho, Maria Márcia Bachion Huynh M; A 13 A CD-ROM tutorial for Brown V; physical examination Bauer M; CALC Multimedia A 14 CINAHL Enfermeira Doutoranda Revista da área de Enfermagem fundamental, 2000 Doutora em Enfermagem, americana de Doutora em Enfermagem Enfermagem CINAHL Não encontrada, Não encontrada, Australian 2001 Não encontrada Journal of Advanced Nursing Susanne W. Gibbons; Professor adjunto, Clinical evaluation in Graceanne Adamo; Professor adjunto, WEB OF advanced practice Diane Padden; Professor adjunto, SCIENCE nursing education: using Richard Ricciardi; Professor adjunto, standardized patients in Marjorie Graziano; Professor adjunto, Nursing health assessment Eugene Levine; Professor, Education Richard Hawkins Professor adjunto 2002 Acadêmica 4 série A 15 latino- Ensino do exame físico Flávia S. Patine, em uma escola de Denise B. Barboza, Enfermagem Maria H. Pinto LILACS graduação em Enfermagem, Professora de Journal of Arquivos de 2004 ciências da saúde Enfermagem, Doutora em Enfermagem A 16 O ensino interdisciplinar Maria José Sanchen Doutora em Enfermagem; e problematizado: um Marin; Mestranda; recorte do Maria Shirley de S. Docente; conhecimento Barbosa; Doutor em Enfermagem; LILACS 2004 Revista Nursing 33 Márcia Rosely M. Mestre em Enfermagem Dadalti; Pedro Marco K. Barbosa; Cristina Peres Cardoso Estudo com módulos A 17 auto-instrucionais como Maria das Graças O. Mestranda em uma estratégia de Fernandes, Enfermagem pediátrica, ensino na disciplina de Vera Lúcia Barbosa, Doutor, Enfermagem Masuco Naganuma Doutor CINAHL 2005 Acta paulista de Enfermagem neonatológica Teaching health A 18 assessment in the CINAHL Mary Lashley Doutora em Enfermagem 2005 virtual classroom Exame físico de Enfermagem do recémA 19 nascido a termo: software autoinstrucional Journal of Nursing Education CINAHL Maria das Graças de Mestre em ciências, Oliveira Fernandes, Doutor em Enfermagem, Vera Lucia Barbosa, Doutor em Enfermagem Revista 2006 latinoamericana de Masuco Naganuma Enfermagem Comparing the frequency of physical examination techniques CINAHL performed by associate A 20 and baccalaureate Jean Giddens Doutor em Enfermagem 2006 degree prepared nurses Journal of nursing Education in clinical practice: does education make a difference? Advanced health A 21 A 22 assessment in nurse Frances J. Kelley, practitioner programs: Catharine A. Kopac, follow-up study John Rosselli WEB OF Professor associado, Professor associado, Assistente de Pós- SCIENCE 2007 Professional Graduação e Ensino Semiotécnica e Luciana Mara Monti Enfermeira pós- semiologia do recém- Fonseca, graduanda, nascido pré-termo: Adriana Moraes Leite, Enfermeira docente, avaliação de um Débora Falleiros de Enfermeira docente, software educacional Mello, Enfermeira docente, Journal of nursing SCIELO 2008 Acta paulista de Enfermagem 34 Maria Célia Barcellos Enfermeira docente Dalri, Carmen Gracinda Silvan Scochi Avaliando a aprendizagem do A 23 exame físico de Enfermagem no contexto da semiologia pediátrica A 24 Marisa Rufino Ferreira Luizari, Mestre, Conceição Vieira da Doutora, Silva Ohana, Doutora 2008 O ensino do exame Carlos Magno Carvalho Mestrando em ciências do físico em suas da Silva, Cuidado em Saúde, dimensões técnicas e Vera Maria Sabóia, Doutora em Enfermagem, subjetivas Enéas Rangel Teixeira Doutor em Enfermagem Fonseca, Inovação tecnológica no Fernanda dos Santos ensino da semiotécnica Nogueira de Góes, e semiologia em Geovana Magalhães Enfermagem neonatal: Ferecini, do desenvolvimento à Adriana Moraes Leite, utilização de um Débora Falleiros de software educacional Mello, Carmen Gracinda Silvan Scochi A 26 Jean Foret Giddens, in undergraduate Linda Eddy nursing programs: are de CINAHL 2009 Texto e contexto Enfermagem Doutora em Enfermagem, Doutoranda em Enfermagem em saúde pública, Doutoranda em Enfermagem em saúde SCIELO 2009 pública, Texto e Contexto Enfermagem Doutora em Enfermagem, Professor associado, Professor titular A survey of physical examination skills taught Acta Paulista Enfermagem Ana Lúcia Moraes Horta Luciana Mara Monti A 25 CINAHL CINAHL Doutor em Enfermagem, Doutor em Enfermagem 2009 we teaching too much? Journal of Nursing Education Os artigos foram redigidos por 67 diferentes autores, considerando todos os autores, o que revela média de 2,5 autores por artigo, sendo que a autora que mais publicou artigos na temática foi Alba Lucia Bottura Leite de Barros com três artigos, seguida pelos autores Adriana Moraes Leite, Carmen Gracinda Silvan Scochi, Débora Falleiros de Mello, Jean Foret Giddens, Luciana Mara Monti Fonseca, Maria das Graças de Oliveira Fernandes, Maria Sumie Koizumi, Masuco Naganuma, Miako Kimura, Valmi Delfino de Souza e Vera Lucia Barbosa, com dois artigos cada. 35 As publicações se distribuíram entre os anos de 1973 a 2009, prevalecendo o ano de 2009 com três (11,5%) publicações. Nos anos de 1974, 1975, 1977 a 1992 e 2003 não houve publicação nessas bases de dados referente ao ensino do exame físico na Enfermagem (QUADRO 1). Quanto a formação dos 67 diferentes autores (QUADRO 1), prevaleceu a titulação de Doutor entre 27 autores, destes 15 eram Doutores em Enfermagem, dois em Ciências, um em Biologia Molecular e os demais não especificaram a área. Vinte e quatro autoras eram docentes e quatro eram doutorandas em Enfermagem na época da publicação dos artigos. Seis autores eram Mestres e entre estes três eram Mestres Especialistas em em Enfermagem. Enfermagem Três autores eram mestrandos, quatro, Médico-Cirúrgica, duas enfermeiras e três acadêmicas do Curso Graduação em Enfermagem. O idioma da maioria dos artigos é o Português com 16 (61,5%) estudos, seguido pelo Inglês com 10 (38,5%) estudos, sendo que nenhum artigo selecionado foi redigido no idioma Espanhol (QUADRO 1). Quanto ao tipo de estudo, os artigos incluídos nessa revisão integrativa são em sua maioria descritivos, contabilizando o total de cinco artigos. Foram ainda encontrados estudos do tipo exploratório-descritivo quantitativo e qualitativo, quase experimento, fenomenológico, pesquisa-ação, reflexivo e revisão de literatura. Quanto ao local de desenvolvimento dos estudos prevaleceu o vínculo com universidades, cursos de graduação em Enfermagem, hospitais da rede pública e hospitais-escola. Os países onde se desenvolveram as pesquisas foram o Brasil com 16 (61,5%) estudos, os Estados Unidos da América com oito (30,7%), e o Reino Unido e a Austrália com um (3,8%) artigo cada. Alguns autores utilizaram os termos avaliação de saúde e avaliação física para denominar o exame físico, portanto esses termos poderão ser utilizados como sinônimos durante a apresentação, interpretação e síntese dos resultados encontrados. Onze estudos procuram conhecer a realidade do ensino do exame físico na Enfermagem. Esses estudos revelaram que deveria existir pelo menos uma disciplina especifica para ministrar o exame físico, com carga horária fixa e professores atualizados. Muitos docentes referem ter adquirido o conhecimento científico necessário para ensinar e realizar o exame físico na graduação em 36 Enfermagem. E relatam ensinar o exame físico com profundidade especificamente na sua área de especialização. A inspeção é a técnica propedêutica mais ensinada e a percussão a menos ensinada por eles (KOIZUMI, 1976; KIMURA, KOIZUMI, 1993; BARROS, GLASHAN, MICHEL, 1996; LUIZ, DAMAKAUSKAS, OHL, 1997; BARROS et. al. 1997; SOUZA, BARROS, 1998; HUFFSTUTLER, 1999; PATINE, BARBOZA, PINTO, 2004; KELLEY, KOPAC, ROSSELLI, 2007; LUIZARI, OHANA, HORTA, 2008; SILVA, SABÓIA, TEIXEIRA, 2009). Três estudos demonstraram as habilidades e os conhecimentos utilizados na realização do exame físico em diferentes programas de graduação em Enfermagem, obtendo como resultado que embora o ensino do exame físico fosse diferenciado nos programas de graduação em Enfermagem, não havia diferença na hora de realizar, na prática assistencial, o exame físico (FROEMMING, QUIRING, 1973; GIDDENS, 2006; GIDDENS, EDDY, 2009). Dois estudos revelaram as dificuldades em estabelecer limites definidos entre o que deve ou não deve ser incluído no exame físico. Muitos docentes defendem o ensino das habilidades de avaliação física junto com as demais habilidades durante o primeiro ano de curso, o que elevou ao máximo a possibilidade do desenvolvimento de competências e do reforço ao longo da formação (KIMURA et. al. 1994; RUSHFORTH et. al. 1998). Dez estudos se propuseram a estudar metodologias para o ensino do exame físico como o método da problematização (NAKATANI, CARVALHO, BACHION, 2000; MARIN et. al. 2004), a utilização de Standardized Patients (GIBBONS et. al. 2002) e o uso de Tecnologias de Informação e Comunicação como software (FERNANDES, BARBOSA, NAGANUMA, 2006; FONSECA et. al. 2008; FONSECA et. al. 2009), vídeo interativo (WHITE, 2005), CD-ROM (HUYNH, BROWN, BAUER, 2001; FERNANDES, BARBOSA, NAGANUMA, 2005) e internet (LASHLEY, 2005). 37 6 Interpretação e Síntese dos Resultados A partir da revisão integrativa realizada identificou-se que a produção científica sobre o ensino do exame físico na Enfermagem é considerável, porém revela a lacuna 16 anos consecutivos (1977-1992) sem nenhuma publicação sobre o tema nas bases de dados consultadas com os descritores utilizados. Esse fato pode estar relacionado ao momento histórico que a Enfermagem enfrentava no que tange ao anseio de desvinculação com a ciência da Medicina, uma vez que muitos profissionais consideravam o exame físico como parte do trabalho do médico e não do enfermeiro, visão essa que se perpetua, até hoje, entre alguns profissionais da área da saúde em geral. A leitura dos resultados permitiu a observação de que grande parte dos artigos se refere à qualidade do ensino do exame físico na Enfermagem. Os autores ressaltam diferenças no conhecimento e na habilidade em realizar o exame físico entre estudantes de diferentes programas de graduação em Enfermagem, identificam as variáveis envolvidas no ensino e determinam competências que devem ser desenvolvidas para a realização do exame físico. Os estudos utilizaram diferentes metodologias para o ensino do exame físico na Enfermagem como o método da problematização, a utilização de Standardized Patients e a utilização de Tecnologias de Informação e Comunicação como o software, o vídeo interativo, o CD-ROM e a Internet. Cabe salientar que nos Estados Unidos da América (EUA) existem quatro tipos de programas que variam em anos de estudo para formar o Registered Nurse (RN) ou Enfermeiro Registrado. Estes programas são1: - LVN/LPN: Practical/Vocational Nursing programs: programas de um ano de duração, que resultam em uma licença para trabalhar como Enfermeiro Prático ou Enfermeiro Profissional. Esta categoria se configura como sendo abaixo do Registered Nurse; 1 Informações retiradas dos seguintes (http://en.wikipedia.org/wiki/Registered_nurse) e (http://www.bestnursingdegree.com/become-a-nurse/). sites online: Wikipedia BestNursingDegree.com 38 - ADN: Associate Degree Nursing programs: programas de dois anos de duração oferecidos por universidades comunitárias. Esta categoria confere o título de Registered Nurse. - BSN: Bachelors of Science in Nursing programs: programas que podem ser de dois anos, o second degree accelerated, quando o estudante já cursou o ADN, ou de quatro anos que é o programa de graduação tradicional para a formação de enfermeiros e confere o título de Bacharel em Enfermagem. Além disso, existem os programas de pós-graduação que são: - MSN: Master of Science in Nursing programs: programas para a formação de enfermeiros mestres. - DNS: Doctor of Nursing Science programs: programas para a formação de enfermeiros doutores para trabalhar com o ensino de Enfermagem, administração de serviços de Enfermagem, pesquisa clínica ou práticas clínicas avançadas. Cabe salientar que a maioria dos programas conferem o título de Ph.D em Enfermagem e DNP (Doctor of Nursing Practice), mas apenas alguns conferem o título de DNS (Doctor of Nursing Science), DSN (Doctor of Science in Nursing) ou Ed.D. (Doctor of Education). Os dados da revisão integrativa foram divididos em categorias e subcategorias temáticas, criadas pela relevância dos conteúdos apresentados nos artigos selecionados, facilitando a interpretação e a síntese dos resultados. 6.1 Qualidade do Ensino do Exame Físico na Enfermagem A seguir, serão discutidas as diferenças no conhecimento e na habilidade em realizar o exame físico, as variáveis envolvidas no ensino do exame físico e as competências a serem desenvolvidas para a realização do mesmo. 39 6.1.1 Diferenças no conhecimento e na habilidade em realizar o exame físico O artigo A1 comparou a utilização da anamnese e do exame físico por docentes dos programas LPN, ADN e BSN. Os autores constaram poucas respostas relacionadas aos materiais didáticos utilizados para o ensino do exame físico, o que poderia demonstrar a falta de materiais pedagógicos disponíveis na época. Quase todos os educadores dos cursos de bacharelado em Enfermagem, e elevada porcentagem de docentes dos demais programas, concordaram que o exame físico deve ser incluído nas atividades do profissional enfermeiro. Esta informação deve ser considerada para a elaboração de currículos que estejam de acordo com os objetivos expressos por cada um dos programas educacionais em Enfermagem (FROEMMING, QUIRING, 1973). Outro estudo (A20) comparou as diferenças quanto à utilização do exame físico entre as ADN e as BSN e demonstrou que não existiam diferenças entre os dois grupos com base nos anos de experiência, somente uma pequena diferença entre os anos de experiência e a avaliação nutricional dos pacientes. Os testes indicaram que os enfermeiros não utilizam o conjunto de técnicas como parte de sua prática clínica. Para estes enfermeiros, a freqüência de técnicas do exame físico não foi influenciada pela educação, nem pelos anos de experiência (GIDDENS, 2006). O estudo A26 analisou o conteúdo do exame físico ensinado nos programas de graduação em Enfermagem. Giddens e Eddy (2009) constataram que existem diferenças significativas na abordagem curricular (tipo de curso, contexto no qual o exame físico foi ensinado), bem como no total de carga horária teórica e prática voltadas a esse conteúdo. Cabe salientar que não foram encontradas diferenças no número de horas-aula dedicadas ao ensino do exame físico em laboratório de ensino. 6.1.2 Variáveis envolvidas no ensino do exame físico Conforme o artigo A8, a maioria dos docentes que ensinavam o exame físico aprendeu esse conteúdo, durante sua formação, no curso de graduação em 40 Enfermagem. Segundo estes docentes, as áreas de conhecimento essenciais para realizar o exame físico são anatomia, fisiologia, fisiopatologia e patologia clínica e, para tanto, o enfermeiro necessita ter domínio dessas áreas para realizá-lo com qualidade. Os docentes dizem ter aptidão para realizar o exame físico, porém somente na área de especialidade em que atuam. A maioria das disciplinas elenca como conteúdo obrigatório o exame físico, porém os professores acreditam que deveria existir uma disciplina própria para o ensino do exame físico com carga horária condizente e docentes preparados e atualizados. No que diz respeito às técnicas propedêuticas, a inspeção é a mais utilizada pelos docentes e a percussão a menos utilizada (BARROS et. al. 1997). O estudo A9 corrobora com o A8, pois os docentes relatam não existir disciplina específica para o ensino do exame físico, ministrando o conteúdo em suas disciplinas de atuação, porém dando ênfase aos instrumentos de seu total domínio. Em relação às técnicas propedêuticas, a inspeção é a mais realizada e a percussão a menos empregada. Sousa e Barros (1998) revelam que os docentes sentem-se capacitados para ministrar o exame físico no que diz respeito aos conhecimentos de anatomia, fisiologia e fisiopatologia, mas que eles não dominam adequadamente os conhecimentos essenciais, os instrumentos propedêuticos e as habilidades e uso de equipamentos necessários para ensinar o exame físico. Dentre as dificuldades dos docentes estão o conhecimento insuficiente em percussão, ausculta e palpação, a relação número de alunos e o número de docentes, e carga horária insuficiente para ensinar o conteúdo. Os docentes ainda elencam problemas como a insuficiência no preparo acadêmico para ensinar o exame físico, a falta de consenso quanto às habilidades que o docente e o enfermeiro devem dominar, a extensão e a profundidade com que o exame físico deve ser ensinado, e a aplicabilidade na prática assistencial (SOUSA, BARROS, 1998). Segundo Luizari, Ohara e Horta (2008) (A23) a aprendizagem das técnicas para a obtenção de dados antropométricos foi mais fácil que a aprendizagem da coleta de sinais vitais. A ausculta foi o método de mais difícil aprendizagem, seguida da palpação e da percussão. Esses autores enfatizam que para se estar ativo nas intervenções de Enfermagem, é de suma importância a formação do aluno para a prática do exame físico na criança. É imprescindível que o aluno desenvolva conhecimento sobre as técnicas propedêuticas necessárias, bem como exercer a 41 criatividade e estar atento ao aspecto, conduta e atividade da criança, de modo a interpretar corretamente os achados relativos ao crescimento e desenvolvimento. No estudo de Patine, Barboza e Pinto (2004) (A15), os docentes apresentaram sugestões de melhoria no ensino do exame físico, entre elas a necessidade de uma disciplina específica, a necessidade de docentes melhor qualificados em conhecimentos e habilidades, bem como o aumento das cargas horárias teoria e prática. A maioria deles entende o exame físico como uma avaliação detalhada e sistematizada da parte física do indivíduo, outros como uma coleta de dados, uma obtenção de dados ou uma busca de anormalidades. As autoras do estudo A3 avaliaram o aprendizado dos estudantes de Enfermagem na realização do exame pupilar. Para tanto, realizaram aula expositiva, demonstração e prática em laboratório de ensino e no hospital sobre o conteúdo. A concordância entre os alunos foi maior no laboratório de Enfermagem do que no campo clínico quanto a medida Diâmetro Pupilar (DP) e menor quanto a Reflexo Fotomotor (RFM). Quanto a habilidade em executar as técnicas, houve melhor desempenho dos alunos no campo clínico do que no laboratório, sendo que o item mais omitido pelos alunos foi o referente à informação sobre o que seria feito, na execução das duas técnicas, tanto no laboratório quanto no hospital. Houve diferenças relacionadas à abordagem do paciente e ao registro dos dados obtidos. As dificuldades mais referidas foram às relacionadas às condições do paciente, do próprio estudante e do ambiente, assim como à discriminação dos diferentes padrões de RFM (KIMURA, KOIZUMI, 1993). Barros, Glashan e Michel (1996) (A6) ofereceram curso sobre bases propedêuticas para a Enfermagem. Antes do curso, a maioria dos enfermeiros não se sentia capacitado para realizar o exame físico e alguns se sentiam aptos em parte. Após o curso, quase a metade dos enfermeiros se sentiam capacitadas e mais da metade se sentiam parcialmente aptos, conseguindo relacionar melhor os dados obtidos no exame físico geral e a disfunção orgânica do paciente, e estabelecer o diagnóstico de Enfermagem a partir dos dados do exame físico. Além disso, os enfermeiros conseguiram utilizar os dados levantados para planejar a assistência de Enfermagem e relacionar a evolução do paciente ao estado de saúde obtido, inicialmente, no exame físico. As autoras do estudo A7 realizaram uma entrevista com estudantes de graduação em Enfermagem para conhecer a vivencia do acadêmico na sua primeira 42 experiência na realização do exame físico. Os estudantes relataram sentir dificuldades em tocar em uma pessoa desconhecida, não ter habilidade em trabalhar com os seus sentimentos e os do paciente, além de sentir limitações quanto a associação teoria e prática. Os estudantes relataram necessidade de apoio tanto do colega quanto do professor sendo que, para eles, o professor é essencial no desenvolvimento da disciplina, mas muitas vezes é visto como um ser distante (LUIZ, DAMKAUSKAS, OHL, 1997). O acolhimento é uma tecnologia leve para a humanização do atendimento. No artigo A24 foram evidenciadas as oportunidades de interação no momento do exame físico. A técnica, a estética e a ética se articulam no cuidado para preservar a singularidade do cliente. Foi freqüente o relacionamento vertical entre professor e aluno durante o processo de ensino-aprendizagem, o que foi evidenciado pelo estabelecimento de relações unilaterais. Para Silva, Sabóia e Teixeira (2009), essa postura prejudica o crescimento e o desenvolvimento do estudante universitário como ser adulto, e este não se sente bem em ser tratado de forma pueril. Conforme o estudo A11, LPN, BSN e professores de enfermagem identificaram algumas vantagens no processo de avaliação de estudantes de graduação em Enfermagem quanto a realização do exame físico que são: refinamento de suas habilidades, reconhecimento dos seus conhecimentos e habilidades avançadas em avaliação, cumprimento de vários aspectos do ensino de funções/cognitivas, demonstração de apoio à Escola de Enfermagem, crescimento profissional e a interação. As BSN observaram que as LPN entendem melhor a ansiedade associada ao processo de avaliação do que o corpo docente (HUFFSTUTLER, 1999). O artigo A21 comparou diferentes programas de pós-graduação para a formação de enfermeiros de família, revelando que o conteúdo do exame físico foi encontrado em todos eles, sendo ensinado simultaneamente com a atribuição clínica. As principais áreas abordadas foram a anamnese, o exame físico e avaliação funcional. A diversidade de conhecimentos e competências dos estudantes, devido às várias origens, representava um desafio para os professores. A pós-graduação em avaliação de saúde é caracterizada pela maior profundidade e abrangência de conteúdos e habilidades, e muitas vezes é acompanhada de uma introdução e/ou foco no diagnóstico diferencial e nos achados anormais. Os autores relatam a necessidade de integrar a tecnologia baseada na web em curso de 43 avaliação de saúde. E citam dois dos maiores desafios que os professores enfrentam: a falta de experiência e o tempo limitado (KELLEY, KOPAC, ROSSELLI, 2007). 6.1.3 Competências necessárias para a realização do exame físico As autoras do estudo A4 apresentaram 45 itens do exame físico a enfermeiros de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) adulto e pediátrica. Mais da metade dos enfermeiros relataram que 31 dos itens elencados eram realizados frequentemente. Apenas as áreas referentes a mamas/axilas e ânus/reto/próstata não foram contempladas. Entre os itens mais frequentemente avaliados estão os diretamente ligados ao risco iminente de morte ou a função básica respiratória, cardiovascular e neurológica (KIMURA et. al. 1994). Os enfermeiros pareceram valorizar mais características como freqüência e ritmo em detrimento da presença de ruídos, amplitude e simetria. A ausculta abdominal era realizada por quase a totalidade dos enfermeiros. A diversidade de avaliações (amplitude de pulso, avaliação da fontanela, lesões cutâneas, cianose, prótese dentária, acuidade visual e auditiva, simetria de tórax, drenagens gástricas, torácicas, urinárias, incisionais e a outras medidas diagnósticas e terapêuticas) demonstra a dificuldade de se estabelecer limites definidos entre o que deve ou não ser incluído no exame físico. O ensino do exame físico é responsabilidade dos cursos de graduação, mas um terço dos enfermeiros respondeu que aprenderam a realizar o exame físico com a prática profissional (KIMURA et. al. 1994). Em oposição ao artigo A4 o estudo realizado pelos autores Barros et. al. (1997) (A8) apresentou como resultado que a maioria dos docentes se preparou, apenas, nos cursos de graduação em Enfermagem para realizar o exame físico. Segundo o artigo A10, a estruturação de cursos de Enfermagem com uma abordagem por sistemas corporais é comumente utilizada, conforme refere Rushforth et. al. (1998), apoiada no ensino da anamnese e das habilidades para a realização das técnicas propedêuticas. Muitos cursos utilizam o ensino das Habilidades para Avaliação Física, que é definida como o exame físico abrangendo as competências de inspeção, palpação, ausculta e percussão realizadas de forma 44 sistemática, no primeiro ano do programa. Este modelo demonstrou maiores possibilidades para o desenvolvimento de competências e no reforço ao longo da formação quanto a aprendizagem do exame físico. Mas o fato dos estudante terem menor contato com pacientes no primeiro ano de curso, fez com que as habilidades fossem esquecidas antes mesmo que pudessem ser consolidadas. Em conseqüência disso, os docentes discutiram a existência de uma lacuna teóricoprática no ensino do exame físico, chegando à conclusão de que o maior envolvimento dos enfermeiros nas Habilidades para Avaliação Física possibilitaria reconhecimento legítimo para o debate de competências e para a importância do papel do enfermeiro na avaliação física do paciente (RUSHFORTH et. al. 1998). 6.2 Metodologias de Ensino A seguir, serão discutidas as metodologias de ensino evidenciadas através dessa revisão integrativa, entre elas o método da problematização e as tecnologias de ensino utilizadas como ferramenta para ensino do exame físico. 6.2.1 Método da Problematização No estudo A12, as autoras utilizaram o Método da Problematização para o ensino do exame físico pulmonar, apontando como dificuldade na avaliação das atividades propostas a falta de conhecimentos prévios sobre o conteúdo abordado e como facilidade o desenvolvimento da autocrítica pelos alunos (NAKATANI, CARVALHO, BACHION, 2000). Foi elaborado um plano de aula para a unidade e para a coleta de dados as autoras utilizaram a observação participante, o diário de campo, os relatórios das alunas e a avaliação do alcance dos objetivos traçados para a unidade. Para a observação da realidade sobre o exame pulmonar, utilizaram um instrumento tipo chek-list, e dividiram as alunas em grupos de três e solicitaram que simulassem um exame físico. Além disso, foi solicitado as alunas que fizessem a leitura de um texto 45 que foi discutido no encontro seguinte, além da exposição de fita cassete com sons pulmonares, buscando identificar facilidades e dificuldades. No passo seguinte as alunas foram ao hospital realizar o exame físico em clientes hospitalizados escolhidos aleatoriamente. A aplicação do método foi realizada no período de prática, onde as alunas puderam realizar nove experiências (NAKATANI, CARVALHO, BACHION, 2000). Na avaliação da teoria, os estudantes destacaram como dificuldades ser a atividade a primeira aproximação com o tema e a identificação dos sons, e como facilidades a clareza, a objetividade e as atividades interativas e participativas propostas pelas professoras. Na hipótese de solução, algumas alunas identificaram como dificuldades solucionar todas as dúvidas e, como facilidades o esclarecimento de dúvidas e a constatação de que sabiam examinar. Na aplicação, as dificuldades de examinar foram gradativamente vencidas ao longo das experiências. Dessa forma, a aplicação da Pedagogia da Problematização no ensino do exame físico é possível, tendo como principal contribuição a avaliação do processo de aprendizado, no qual professor e estudantes conseguiram identificar pontualmente as dificuldades e facilidades (NAKATANI, CARVALHO, BACHION, 2000). No estudo A16, os docentes de um curso de Enfermagem delinearam os princípios gerais a serem seguidos na construção do currículo integrado, elaborando uma classificação dos conhecimentos necessários, denominada Rede Explicativa, que deu origem às Unidades Educacionais (UEs) que foram distribuídas nas quatro séries que compõem o curso da atividade em questão. As UEs foram compostas por doze seqüências de atividades, nas quais se realizam os seguintes recortes do conhecimento: método clínico, anamnese, inspeção geral, exame físico da pele e anexos, do sistema nervoso, do sistema músculo- esquelético, da cabeça e pescoço, do sistema respiratório, do sistema cardiovascular, do sistema digestório, do sistema geniturinário e mamas e Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) (MARIN et. al. 2004). O recorte do conhecimento “avaliação do sistema respiratório” foi a base do estudo A16 por se tratar de uma habilidade que depende da inter-relação teoria versus prática. De acordo com a metodologia problematizadora, o ensino interdisciplinar é um caminho viável para unir a diversidade do conhecimento necessário ao atendimento do paciente como um todo, de forma que o aluno adquira autonomia para a busca constante do conhecimento. Desta forma, ao final da UE, o 46 aluno foi capaz de visualizar o indivíduo como um todo, possibilitando a identificação das fases do Processo de Enfermagem (PE). Para tanto, os docentes precisam deixar de lado conteúdos estanques e dissociados da prática para agregar-se ao novo processo de ensino, em que os saberes são compartilhados e interrelacionados (MARIN et. al. 2004). Quanto à dificuldade teórica na realização do exame físico, os autores do artigo A2 ofereceram a 15 estudantes de Enfermagem da disciplina de Enfermagem Médico-Cirúrgica um curso intensivo com quatro semanas de aulas teóricas, onde os alunos tiveram o primeiro contato com o roteiro do exame físico. Foram apresentados pelas docentes os dados obtidos em três exames físicos realizados por elas, em pacientes com traumatismos cranioencefálicos, e a medida que expunham os dados o roteiro foi sendo preenchido pelas alunas e as docentes. A atividade foi realizada anteriormente as práticas, o que auxiliou os alunos na realização do exame físico em pacientes graves (KOIZUMI, 1976). 6.2.2 Tecnologias de Ensino Na seqüência serão discutidas as tecnologias utilizadas para o ensino do exame físico como software e CD-ROM, vídeo, internet e Standardized Patients. 6.2.2.1 Software e CD-ROM O estudo A17 trata-se de pesquisa em andamento sobre estratégia de ensino para o exame físico do Recém-Nascido a Termo (RNT) realizada por meio de módulos auto-instrucionais na forma de CD-ROM. No primeiro momento, foi realizada a seleção do tema, caracterização da população que utilizará o material, estruturação do conteúdo como sistema instrucional, definição dos objetivos instrucionais e descrição dos recursos tecnológicos, materiais e humanos. Na segunda etapa foi desenvolvido o CD-ROM, onde foram definidos: computação gráfica, edição do conteúdo de exame físico do RNT e o diagrama de navegação. 47 Na terceira etapa foi elaborada a forma de avaliação para o CD-ROM (FERNANDES, BARBOSA, NAGANUMA, 2005). No estudo A19, ocorreu a avaliação do estudo A17. O material passou pela triagem de 11 peritas da área de Enfermagem neonatológica que emitiram conceito bom ou excelente para os 42 itens avaliados que são: exame físico geral, exame físico de pele e anexos, exame físico da cabeça e pescoço, exame físico do tórax, exame físico do abdome e geniturinário e exame físico neurológico e musculoesquelético estes foram avaliados quanto a objetividade do conteúdo, às informações atualizadas, abrangência do tema, vocabulário utilizado, forma de apresentação do conteúdo, descrição dos conceitos e distribuição do conteúdo. O desenvolvimento do software como método de ensino envolveu disposição interior, disponibilidade de tempo, recursos financeiros e extensa pesquisa da literatura. As autoras acreditam que o desenvolvimento de softwares educativos contribua para o avanço tecnológico do ensino de Enfermagem Neonatal (FERNANDES, BARBOSA, NAGANUMA, 2006). No artigo A22, o conteúdo do software sobre o ensino do exame físico do Recém-Nascido Pré-Termo (RNPT) foi avaliado por 11 enfermeiros. A avaliação foi dividida em 20 tópicos, para que os itens fossem avaliados separadamente. Os tópicos referentes ao conteúdo foram avaliados por todos os peritos com conceitos bom e muito bom. Para as autoras, o software em questão possibilita aos docentes e estudantes vivenciar a inter-relação entre o conteúdo de semiologia e semiotécnica do RNPT, as novas abordagens pedagógicas, as inovações tecnológicas em educação e a utilização da primeira fase do Processo de Enfermagem organizado através das Necessidades Humanas Básicas (FONSECA et. al. 2008). Segundo os autores do estudo A25, o desenvolvimento do software educativo sobre o ensino do exame físico do RNPT exigiu empenho educacional, tecnológico e científico em um compromisso a longo prazo. O estudo realizado agregou aspectos referentes ao próprio desenvolvimento do software que incorporou o uso de recursos tecnológicos interativos, a organização do conhecimento sobre a semiotécnica e semiologia do RNPT e a elaboração de simulações acerca do conteúdo para aferir o aprendizado dos usuários. Outra novidade que o estudo apresentou foi a reorganização do conteúdo da semiologia do prematuro em necessidades humanas, diferentemente da avaliação clínica na seqüência céfalo-caudal ou por sistemas. Os autores consideraram que o produto desenvolvido está adequado para ser 48 disponibilizado para uso no ensino da semiotécnica e semiologia do prematuro, cuja implantação será avaliada em estudos posteriores, juntamente com a atualização de conteúdos e incremento de outros recursos de mídia conforme sugestões dos avaliadores. O software possibilita um ensino inovador para enfermeiros e estudantes que vislumbram trabalhar, simultaneamente, com o conteúdo de semiotécnica e semiologia do prematuro, abordagens pedagógicas mais ativas, inovações tecnológicas em educação e a organização do conteúdo em necessidades humanas básicas (FONSECA et. al. 2009). O estudo A13 aborda o desenvolvimento de um CD-ROM voltado a facilitar o ensino do exame físico do abdômen, tórax e pulmões para estudantes de enfermagem. O material foi composto por três partes, sendo que a primeira seção apresentou a anatomia relevante de tórax, pulmões e abdome; a segunda composta pela demonstração dos procedimentos de análise para cada sistema do corpo, incluindo a apresentação dos resultados de exames anormais e auto-avaliação com testes de múltipla escolha; e a terceira seção sendo prática a propriamente dita, exigindo do usuário o exame de pacientes virtuais e registro dos resultados encontrados. Houve entusiasmo dos alunos quanto aos efeitos de som, visual e diagramas do programa. O CD-ROM foi descrito como sendo uma ferramenta que facilitou o entendimento sobre o exame físico do abdômen, tórax e pulmão e que faz o aluno adquirir confiança para realizar a avaliação física em um paciente real. Os alunos referiram que gostariam de aprender sobre o exame físico de outros sistemas corporais através da mesma ferramenta. Alguns estudantes observaram que o vídeo e o som não foram coordenados e alguns descreveram a cor como de má qualidade (HUYNH, BROWN, BAUER, 2001). 6.2.2.2 Vídeo Segundo o estudo A5, a escolha do vídeo provou ser uma boa alternativa para o desenvolvimento de simulação para o ensino do exame físico com a utilização do computador. O vídeo permitiu a demonstração de dados não-verbais, possibilitando ao aluno associar as respostas do paciente com os dados observados. Os usuários foram questionados quanto à suas percepções sobre a utilização da ferramenta para 49 a aprendizagem do exame físico, e a maioria considerou que a situação simulada foi semelhante ou muito semelhante às situações reais com os pacientes. O corpo docente consultado revelou que a avaliação dos usuários contribuiu para a credibilidade e a validade dos vídeos para a realização de simulações para o ensino do exame físico (WHITE, 1995). O vídeo digital foi visto como a ferramenta mais útil de um curso oferecido através da Internet (LASHLEY, 2005). 6.2.2.3 Internet Segundo o artigo A18 a instrução online envolve os alunos em um ambiente de aprendizado interativo, que se estende para além da sala de aula e aumenta o acesso à riqueza de recursos educativos. Os estudantes relataram não ter nenhuma dificuldade em dominar os aspectos técnicos do trabalho online, já que consideravam as aulas presenciais estressantes. A maioria dos alunos referiu que a aprendizagem online permitiu-lhes trabalhar em casa ou em outro local conveniente. Todos os alunos pesquisados concordaram que a aprendizagem online e as experiências no curso de avaliação da saúde na Internet lhes permitiram trabalhar em seu próprio ritmo (LASHLEY, 2005). O exame físico é uma habilidade fundamental que o enfermeiro deve dominar e a instrução online é uma estratégia eficaz para o ensino das competências do para a sua realização. Websites e outras ferramentas de ensino online podem ser integradas para enriquecer a experiência de aprendizagem dos alunos, promoverem o acesso aos recursos e maximizar a flexibilidade, a independência e a autonomia na aprendizagem (LASHLEY, 2005) 6.2.2.4 Standardized Patients O estudo A14, relata a experiência da utilização de standardized patients (SPs), ou seja, pessoas treinadas que simulam ser pacientes em um cenário clínico realista para auxiliar na aprendizagem dos alunos e na avaliação dessa 50 aprendizagem. Professores e alunos, em sua maioria, relataram que a experiência clínica com a utilização dos standardized patients e os métodos de avaliação empregados (história completa em vídeo e desempenho no exame físico), melhoraram o desempenho dos estudantes na realização do exame físico, que pode ser verificada na avaliação final que foi gravada em vídeo. A utilização dessa ferramenta no ensino do exame físico permitiu aos estudantes terem consciência de suas habilidade e de pontos a serem melhorados, proporcionando interação com todos os envolvidos. O ambiente educacional simulado é útil para aprender que toda a pessoa comete erros e todos são humanos, além de que a utilização dos standardized patients propicia maior interação entre o estudante e o professor (GIBBONS et. al. 2002). 51 7 Considerações Finais O presente estudo teve como objetivo conhecer a produção do conhecimento sobre o ensino do exame físico na Enfermagem através da realização de uma revisão integrativa que utilizou os seguintes descritores: educação, educação em enfermagem, enfermagem, ensino, ensino superior, exame físico e processos de enfermagem. Na elaboração dessa pesquisa foi possível conhecer a real situação do ensino do exame físico na Enfermagem, pois, até então, as dificuldades encontradas no Curso de Graduação em Enfermagem da UNIPAMPA eram um fato isolado, devido ao período de implantação, à falta de professores, à aulas em período de férias. Porém, quando se começou a ler os artigos selecionados para este estudo, publicados desde 1970 e apresentando as mesmas fragilidades aqui vivenciadas, fiquei surpresa e mais motivada a pesquisar e escrever sobre o assunto. Com a realização deste estudo, ficou evidente a considerável produção de estudos relacionados ao ensino do exame físico na Enfermagem, oferecendo subsídios para o ensino desse conteúdo. Durante a interpretação dos artigos que compuseram o corpus de análise, constataram-se algumas fragilidades no que tange o ensino do exame físico na Enfermagem. Estas dificuldades estão, em sua maioria, relacionadas a questões como ausência de uma disciplina específica para o ensino do exame físico, corpo docente despreparado, falta de estudos e publicações na área e deficiente relação número de alunos por docente. Ressalta-se que o despreparo do professor, muitas vezes, se dá em virtude das deficiências originadas no seu ensino de graduação. Muitos dos professores que ministram aulas sobre o exame físico não tiveram contato em sua graduação, tão pouco na pós-graduação, com o exame físico. A análise do material permitiu perceber que existem algumas iniciativas positivas para a disseminação e qualificação do ensino do exame físico na Enfermagem. Dentre essas iniciativas se destacam as seguintes metodologias de ensino: método da problematização, utilização de Tecnologias de Informação e Comunicação (software, CD-ROM, internet e vídeo) e standardized patients. Esta revisão integrativa servirá como base para novos estudos relacionados a temática do ensino do exame físico na Enfermagem, pois através desta pesquisa foi 52 possível demonstrar a forma como o tema vem sendo abordado pelos autores, ferramentas e metodologias empregadas, e a evolução destas desde a década de 1970 até os dias atuais. Para o futuro, com relação ao exame físico, vislumbra-se ser este potencial campo para pesquisas e trabalhos, visto que a Enfermagem conquistou sua autonomia e seu espaço deixando de ser uma profissão auxiliar para ser independente. Por isso são necessários enfermeiros bem preparados e aptos a exercer suas atribuições com qualidade e um olhar atento à assistência, ao ensino e à pesquisa, uma vez que o exame físico é uma das bases da SAE. Conforme Kletemberg et. al. (2010), a SAE está presente no cotidiano de trabalho dos enfermeiros, seja para a criação, implementação ou realização. Deste modo a prática tem ligação harmônica com a Lei do Exercício Profissional 7.498 de 25 de junho de 1986, que dispõe sobre a regulamentação do Exercício da Enfermagem e dá outras providências (BRASIL, 1986). Os achados desta pesquisa podem servir de base para o ensino do exame físico no Curso de Enfermagem na UNIPAMPA, auxiliar na elaboração de novas pesquisas pela instituição e situar os docentes, alunos e enfermeiros sobre o quê vem sendo produzido cientificamente sobre o ensino do exame físico. Em consonância com os estudos encontrados, que relataram a falta de uma disciplina especifica com carga horária fixa e corpo docente preparado e atualizado para ensinar o exame físico, o Curso de Enfermagem da UNIPAMPA, após a reestruturação curricular, implementou uma disciplina – Semiologia e Semiotécnica de Enfermagem – destinada ao ensino da anamnese e do exame físico com carga horária teórica e prática em laboratório de ensino. Acredita-se que o uso de uma disciplina destinada ao ensino do exame físico facilitará o ensino e a aprendizagem desta importante habilidade do enfermeiro. Ao término deste trabalho, fica a reflexão: como implementar a SAE se os enfermeiros saem, em parte, despreparados da graduação especialmente no que se refere a realização do exame físico visto que este, associado a anamnese, é a base do Processo de Enfermagem? Para a implementação da SAE, com sucesso, é preciso que a Enfermagem conheça e utilize o exame físico e suas técnicas propedêuticas como instrumento na assistência, pois o exame físico fornece dados do estado de saúde/doença do paciente, facilita a detecção de patologias e/ou 53 anormalidades e proporciona à Enfermagem estabelecer os diagnósticos de Enfermagem, bem como a implementação e a avaliação do plano de cuidados. Portanto, espera-se que os resultados deste estudo sejam utilizados pela classe profissional da Enfermagem para melhorar a qualidade do ensino do exame físico nos cursos de graduação em Enfermagem e, consequentemente, melhorar a qualidade da assistência prestada ao paciente no âmbito hospitalar, ambulatorial e na rede básica de saúde. 54 Referências ALFARO-LEFEVRE, Rosalinda; Aplicação do processo de Enfermagem: Promoção do cuidado colaborativo; tradução Regina Garcez; 5ª Ed.; Porto Alegre; Artmed, 283 p. 2005. ALMEIDA, Maria Cecília Puntel de; ROCHA, Semiramis Melani Melo; O processo de trabalho da Enfermagem em saúde coletiva e a interdisciplinaridade. Revista Latino-Americana de Enfermagem [online]. vol.8, n.6, pp. 96-101, 2000. AQUINO, Daise Ribeiro; LUNARDI FILHO, Wilson Danilo; Construção da Prescrição de Enfermagem Informatizada em uma UTI; Cogitare Enfermagem; 9 (1): 60-70; 2004. 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WHITE, Joyce E., Using interactive video to add physical assessment data to computer-based patient simulations in nursing, Computers in Nursing, Vol. 13, nº5, 233-235, September/October, 1995. 60 Apêndice A – Instrumento dos Artigos Excluídos do Estudo Código de publicação: ________________________________________________ Titulo: _____________________________________________________________ Ano: ______________________________________________________________ Autores: ____________________________________________________________ Fonte de Indexação: _________________________________________________ Justificativa de Exclusão: _____________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ 61 Apêndice B - Instrumento para Avaliação dos Dados Código de publicação: ________________________________________________ Titulo: _____________________________________________________________ Ano: ______________________________________________________________ Autores: ____________________________________________________________ Formação acadêmica dos autores: ____________________________________ Fonte de Indexação: __________________________________________________ País de realização do estudo: __________________________________________ Idioma: ____________________________________________________________ Descritores: _______________________________________________________ Palavras no resumo, pelo menos uma: ( ) Enfermagem ( ) Ensino ( ) Educação ( ) Exame Físico ( ) Semiologia ( ) Semiotécnica ( ) SAE ( ) PE. Tipo de publicação: ________________________________________________ Contexto do estudo: ________________________________________________ Objetivos do estudo: ________________________________________________ Metodologia 1- Tipo de estudo: _______________________________________________ 2- Campo de estudo: _____________________________________________ 3- Sujeitos: _____________________________________________________ 4- Coleta dos dados: ______________________________________________ 5- Analise dos dados: _____________________________________________ 6- Considerações bioéticas: ________________________________________ Resultados encontrados: ____________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ Principais Conclusões: ______________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ Artigo Incluído no estudo: Justificativa de Exclusão: ( ) Sim ( ) Não __________________________________ ___________________________________________________________________ 62 Apêndice C - Artigos Excluídos do Estudo Código de publicação: A 27 Titulo: USING SCENARIOS AS A TESTING METHOD IN TEACHING HEALTH ASSESSMENT Ano: 1997 Autores: Marilyn A. Wales; Linda H. Cook; D. Lynn Skillen Fonte de Indexação: WILSONWEB Journal of Nursing Education Justificativa de Exclusão: Artigo solicitado por comutação entre bibliotecas, sem retorno até o dia 22 de junho de 2010. Código de publicação: A28 Titulo: A COMPARISON OF PRACTICE DOMAINS OF CLINICAL SPECIALISTS AND NURSE PRACTITIONERS NURSE Ano: 1997 Autores: LINDA L. LINDEKE, BRENDA H. CANEDY, MARGARET M. KAY, Fonte de Indexação: WEB OF SCIENCE Journal of Professional Nursing Justificativa de Exclusão: O estudo foi excluído por demonstrar as diferenças entre enfermeiras e enfermeiras especialistas, não relatando o ensino do exame físico na enfermagem que é o foco do nosso estudo. Código de publicação: A 29 Titulo: TEACHING HEALTH ASSESSMENT IN ADVANCED PRACTICE NURSING PROGRAMS Ano: 2000 Autores: Cathy R. Kessenich Fonte de Indexação: WILSONWEB Nurse Educator Justificativa de Exclusão: Artigo solicitado por comutação entre bibliotecas, sem retorno até o dia 22 de junho de 2010. Código de publicação: A30 Titulo: CHANGES IN PUBLIC HEALTH NURSES' KNOWLEDGE AND PERCEPTION OF COUNSELING AND CLINICAL SKILLS FOR BREAST AND CERVICAL CANCER CONTROL Ano: 2000 Autores: Irene Tessaro, Carla Herman Fonte de Indexação: WEB OF SCIENCE Cancer Nursing Justificativa de Exclusão: O estudo relata informações referentes ao conhecimento de fatores de risco do câncer de mama e de colo de útero, entre outros aspectos, sendo excluído da amostra desse trabalho, visto que está em desacordo com a nossa questão de pesquisa. 63 Código de publicação: A31 Titulo: ASSESSING NURSE PRACTITIONER STUDENTS USING A MODIFIED OBJECTIVE STRUCTURED CLINICAL EXAMINATION (OSCE) Ano: 2001 Autores: Ahmed D. Khattab, Barry Rawlings Fonte de Indexação: CINAHL Nurse Education Today Justificativa de Exclusão: O OSCE é uma ferramenta de avaliação do aluno em relação à competência e habilidades para a realização do exame físico. O Artigo não trata como é o ensino desses alunos. Código de publicação: A32 Titulo: EFFECTIVE CASE PRESENTATIONS-AN IMPORTANT CLINICAL SKILL FOR NURSE PRACTITIONERS Ano: 2006 Autores: Connie H. Coralli Fonte de Indexação: WEB OF SCIENCE Journal of the American Academy of Nurse Practitioners Justificativa de Exclusão: O presente artigo ensina como elaborar um estudo de caso sendo excluído, pois o mesmo está em desacordo com a nossa questão de pesquisa, por não relatar o ensino do exame físico na enfermagem. Código de publicação: A33 Titulo: A SURVEY OF PHYSICAL ASSESSMENT TECHNIQUES PERFORMED BY RNS: LESSONS FOR NURSING EDUCATION Ano: 2007 Autores: Jean F. Giddens, Fonte de Indexação: CINAHL Journal of Nursing Education Justificativa de Exclusão: O estudo trata do levantamento de habilidades para a realização do exame físico com enfermeiros, não trata diretamente sobre o ensino do exame físico. Código de publicação: A34 Titulo: PROBLEM-BASED LEARNING: AN INNOVATIVE APPROACH TO TEACHING PHYSICAL ASSESSMENT IN ADVANCED PRACTICE NURSING CURRICULUM Ano: 2008 Autores: John Distler Fonte de Indexação: CINAHL International Journal of Nursing Education Scholarship Justificativa de Exclusão: O artigo faz a avaliação da utilização da aprendizagem baseada em problemas em curso de preparação para enfermeiras de família. Não avalia especificamente o ensino do exame físico. 64 Código de publicação: A35 Titulo: PROCESSO DE ENFERMAGEM: DA LITERATURA À PRÁTICA. O QUÊ DE FATO NÓS ESTAMOS FAZENDO? Ano: 2009 Autores: Simoni Pokorski, Maria Antonieta Moraes, Régis Chiarelli, Angelita Paganin Costanzi, Eneida Rejane Rabelo Fonte de Indexação: WEB OF SCIENCE Revista Latino-Americana de Enfermagem Justificativa de Exclusão: O artigo faz um estudo em prontuários de pacientes, trazendo resultados referentes aos prontuários e a literatura, não dirigindo o estudo ao ensino do exame físico. 65 Apêndice D - Artigos Incluídos no Estudo Código de publicação: A 1 Titulo: TEACHING HEALTH HISTORY AND PHYSICAL EXAMINATION Ano: 1973 Autores: Paul Froemming, Julia Quiring Formação acadêmica dos autores: Mestrado em tecnologia instrucional, professor adjunto Fonte de Indexação: WEB OF SCIENCE Nursing Research País de realização do estudo: Pennsylvania- Estados Unidos Idioma: Inglês Descritores: Não há Palavras no resumo, pelo menos uma: ( x) Enfermagem ( ) Ensino ( ) Educação ( x) Exame Físico ( ) Semiologia ( ) Semiotécnica ( ) SAE ( ) PE. Tipo de publicação: Artigo Contexto do estudo: Formação em enfermagem Objetivos do estudo: Buscou-se determinar até que ponto os procedimentos histórico de saúde e exame físico estão sendo ensinados no momento. Metodologia 7- Tipo de estudo: Infere-se estudo descritivo 8- Campo de estudo: programas de educação em enfermagem 9- Sujeitos: 105 educadores dos quatro programas de educação em enfermagem. 10- Coleta dos dados: um questionário que tratava de itens relacionados ao ensino dessas habilidades foi distribuído para 200 programas de educação em enfermagem selecionados aleatoriamente. Os 200 questionários foram distribuídos uniformemente entre os quatro tipos de programas de educação de enfermagem: enfermeiro licenciado, diplomado, grau de associado e de bacharelado. 11- Analise dos dados: Não explicitado 12- Considerações bioéticas: Não explicitada Resultados encontrados: As respostas foram recebidas de 105 programas: enfermeiro licenciado, 24 (48 %) diplomado, 34 (68 %), grau de associado, 25 (50 %), e bacharelado, 22 (44 %). Nenhuma área do exame físico foi ensinada em mais de 18% dos programas. A comparação do que é ensinado em quatro tipos de programas de educação de enfermagem pesquisados, mostra diferenças que provavelmente estão relacionados às suas ênfases curriculares diferentes. Enquanto o enfermeiro licenciado, grau de associado e diplomado não poderiam ser esperados para ensinar como fazer um exame físico, seria esperado que os programas de bacharelado fossem fazer mais nesta área. As poucas respostas à pergunta 9 pode indicar uma falta de materiais pedagógicos disponíveis para o assunto. 100 % dos educadores em programas de bacharelado concordaram que a avaliação do estado de saúde-doença faz parte do papel da enfermeira. 66 Educadores em muitos programas indicaram que apenas introduziam o uso de filmes, slides e vídeos sobre o assunto em seus currículos. Principais Conclusões: As informações contidas neste estudo têm implicações importantes para todos os envolvidos no desenvolvimento curricular em programas de educação de enfermagem. Quase todos os educadores de bacharelado, e uma elevada percentagem de docentes de enfermagem em outros programas, indicam concordância que a avaliação da saúde deve ser incluída nas atividades do profissional enfermeiro. Apenas em alguns casos, esta preocupação foi confirmada em seus programas educacionais. Esta informação deve ser considerada para o desenvolvimento do currículo de acordo com os objetivos expressos dos programas educacionais em enfermagem. Artigo Incluído no estudo: (x ) Sim ( ) Não Justificativa de Exclusão: _____________________________________________ __________________________________________________________________ Código de publicação: A2 Titulo: EXAME FÍSICO EM PACIENTES AGUDOS GRAVES: UMA EXPERIÊNCIA DE ENSINO Ano: 1976 Autores: Maria Sumie Koizumi Formação acadêmica dos autores: Auxiliar de ensino Fonte de Indexação: BDENF Enfermagem Novas Dimensões País de realização do estudo: Brasil Idioma: português Descritores: Não há Palavras no resumo, pelo menos uma: ( x) Enfermagem ( x) Ensino ( ) Educação ( x) Exame Físico ( ) Semiologia ( ) Semiotécnica ( ) SAE ( ) PE. Tipo de publicação: Artigo Contexto do estudo: Graduação em Enfermagem Objetivos do estudo: Através do exame físico o estudante deveria ser capaz de: identificar rapidamente os problemas de enfermagem do(s) paciente(s) sob sua responsabilidade; determinar os cuidados de enfermagem pertinentes observando a ordem prioritária dos mesmos; estabelecer hipóteses sobre as possíveis evoluções do(s) paciente(s) e manter-se alerta com relação a intercorrências, principalmente as que poderiam por em risco imediato a sua vida. Metodologia 1- Tipo de estudo: Infere-se estudo descritivo 2- Campo de estudo: Hospital governamental de São Paulo e Escola de Enfermagem da USP (EEUSP) 3- Sujeitos: O ensino foi ministrado a um grupo de 15 estudantes do curso de Habilitação em Enfermagem Médico-Cirúrgica, na disciplina Enfermagem Médico-Cirúrgica II, no período de abril a junho de 1975. 4- Coleta dos dados: O exame físico foi efetuado mediante um roteiro e aplicado em pacientes 67 neurocirúrgicos, internados na Unidade de Traumatismos Cranioencefálicos de um hospital governamental de São Paulo. 5- Analise dos dados: Solicitou-se o preenchimento da ficha de plano de cuidados, segundo modelo descrito por GOMES & OLIVEIRA (1974) e adaptado por KOIZUMI; ZERBETTA & CHIARELLO (1976). 6- Considerações bioéticas: Não explicitada Resultados encontrados: Foram cuidados pelos 15 estudantes, 52 pacientes com traumatismos cranioencefálicos, nos quais se realizaram 145 exames. A média de exame físico efetuado por estudante foi de 9,7. Principais Conclusões: O ensino do exame físico demonstrou ser eficiente principalmente com referência à aproximação do estudante em relação ao paciente agudo grave. Outros aspectos relevantes relacionados à identificação dos problemas de enfermagem, planejamento de cuidados e visualização global do paciente, atingindo, portanto os dois primeiros objetivos. O estabelecimento de hipóteses sobre a possível evolução do paciente foi discutido em reuniões de grupo. Não houve, no entanto, muitas condições para poder avaliar quantitativamente a atuação do estudante frente a emergências onde a vida do paciente corria risco imediato. Artigo Incluído no estudo: ( x) Sim ( ) Não Justificativa de Exclusão: _____________________________________________ __________________________________________________________________ Código de publicação: A3 Titulo: ENSINO E APRENDIZAGEM DO EXAME FÍSICO: ANÁLISE DO PROCESSO PELO EXAME DAS PUPILAS Ano: 1993 Autores: Miako Kimura, Maria Sumie Koizumi Formação acadêmica dos autores: Enfermeira professora Doutora, Enfermeira professora Associada Fonte de Indexação: BDENF Revista da Escola de Enfermagem da USP País de realização do estudo: Brasil Idioma: Português Descritores: Utilizou Unitermos: Ensino-aprendizagem em enfermagem. Exame físico. Exame pupilar Palavras no resumo, pelo menos uma: (x ) Enfermagem ( ) Ensino ( ) Educação ( ) Exame Físico ( ) Semiologia ( ) Semiotécnica ( ) SAE ( ) PE. Tipo de publicação: artigo Contexto do estudo: Graduação em enfermagem Objetivos do estudo: analisar a aprendizagem do exame das pupilas quanto ao seu diâmetro (DP), obtido por mensuração, e ao reflexo fotomotor (RFM), avaliado mediante julgamento subjetivo. Metodologia 68 1- Tipo de estudo: Infere-se que seja Pesquisa quali-quantitativa, descritiva. 2- Campo de estudo: Unidade de Terapia Intensiva do Pronto Socorro do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e EEUSP. 3- Sujeitos: estudantes do 4º semestre do Curso de Graduação da EEUSP, cursando a disciplina Enfermagem Médico-Cirúrgica. 4- Coleta dos dados: Os exames pupilares foram realizados em pacientes de ambos os sexos, internados na Unidade de Terapia Intensiva do Pronto Socorro do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. Foram elaborados instrumentos de coleta de dados apropriados para cada etapa. Em cada uma delas o aluno teve oportunidade de realizar o número de exames que considerou necessário para sentir-se seguro. 5- Analise dos dados: Critérios utilizados para a avaliação da aprendizagem das técnicas de exame das pupilas: - Concordância quanto ao exame das pupilas - tomou-se, como indicador de acerto, o nível de concordância obtido por pares de alunos na medida do DP e na observação do RFM. - Habilidade na execução das técnicas de exame das pupilas – utilizaram se modelos-padrões das duas técnicas, a partir dos quais foram elaborados "check-lists" contendo a discriminação seqüencial dos itens a serem seguidos. Os itens foram classificados como: "corretos", quando executados conforme descrito no item original; "incorretos" ou "diferentes. do padrão", quando a execução do item não correspondia à descrição do padrão ou quando havia alteração na seqüência preconizada; "omitidos", quando o item não era executado. - Conhecimento quanto às técnicas de exame das pupilas - utilizou-se para esta análise, a descrição feita pelos alunos, em impresso próprio, dos passos das duas técnicas, sendo os itens categorizados como: "corretos", quando descritos de maneira idêntica ou semelhante ao modelo e desde que o significado original estivesse mantido; "incorretos", quando o significado estivesse diferente do padrão; "omitidos", quando ausentes da descrição 6- Considerações bioéticas: Não explicitada Resultados encontrados: Do total de 52 alunos matriculados no 4º semestre do Curso de Graduação Enfermagem da USP, 46 alunos aceitaram participar das etapas do estudo. A faixa etária entre 20 e 22 anos, incluindo-se nela, 28 alunos (60,9%). Dos 46 alunos, 42 (91,3%) eram do sexo feminino e apenas 4 (8,7%), do sexo masculino. Condição da acuidade visual observou-se que a metade da classe (50,0%) informou não apresentar qualquer alteração da acuidade visual. A maioria deles (32,6%) fazia uso de lentes corretivas e 17,4% não as utilizava, negando, porém, qualquer dificuldade visual para leitura próxima que justificasse a sua exclusão da população de estudo. Nenhum dos alunos tinha experiência anterior na avaliação do diâmetro e do reflexo pupilar. Os valores obtidos em 96 medidas (52,2%) foram absolutamente coincidentes. Observa-se, ainda, que 86 delas (46,7%) tiveram diferença de 1mm e apenas 2 medidas divergiram em 2mm. Na 2ª etapa, a concordância entre as medidas efetuadas foi de 97,8%. 69 Na 1ª etapa, todos os pares de alunos foram concordantes quanto à observação do RFM. Na 2ª etapa, apesar de 60,9% dos pares terem concordado em ambos os olhos, observa-se também que 39,1 % deles discordaram em um ou em ambos os olhos. Os reflexos rápidos e não reativo obtiveram um alto nível de observações concordantes (74,4% e 84,6% respectivamente). Já o RFM lento foi aquele em que os estudantes demonstraram o percentual de itens corretos foi maior na 2a etapa do que na 1ª (87,4% e 70,0%, respectivamente). Ocorreram mais omissões na 1ª (24,4%) do que na 2ª etapa (3,9%). Pequeno percentual, as incorreções e divergências do padrão foram maiores na 2a etapa (8,7%) do que na 1ª (5,6%). "Informar o que será feito "foi o mais omitido tanto na 1ª (80,4%) como na 2a etapa (34,8%) sendo, nesta fase, o único passo não cumprido. O percentual de itens executados corretamente foi maior na 2ª etapa (82,4%) do que na 1ª (55,8%); as omissões e divergências quanto aos itens do padrão foram relativamente pequenas na 2ª fase do estudo, (10,1% + 7,5% = 17,6%). Já na primeira fase estes comportamentos, alcançaram um percentual bastante elevado (44,2%). Omissão de itens (35,5%) do RFM o item relativo à abordagem inicial do paciente foi o mais omitido dentre todos. Mesmo estando diante de pacientes reais, mais da metade dos alunos (54,3%) avaliaram o RFM sem informá-los sobre o que seria feito, assim como 34,8% deles haviam medido o DP da mesma forma na segunda etapa que o desempenho dos alunos mais se aproximou do padrão inicial, com mais de 80,0% dos itens cumpridos corretamente, tanto em uma como em outra técnica. O total de Itens descritos corretamente foi bastante elevado - 82,2% para o DP e 83,3% para o RFM. O Item 1 "informar o que será feito" foi lembrado na descrição da técnica de medida do DP por 91,3% dos alunos e por 78,3% na de observação do RFM. Os Itens 5 e 9, referentes ao registro de dados, foram lembrados na descrição por 93,5% dos alunos. Primeira fase do estudo 15 alunos (32,6%) mencionaram dificuldades na avaliação do DP e apenas 4 (8,7%), na avaliação do RFM. Exame do DP, a maioria das dificuldades (64,7%) referiu-se a condições de visualização da pupila, tais como a cor escura da íris e a variação do DP durante o exame, bem como à iluminação ambiental (29,4%). Dificuldades relacionadas à utilização do instrumento de medida foram mencionadas apenas três vezes (uma na 1ª etapa e duas na 2ª) Principais Conclusões: Em relação à habilidade perceptiva, a concordância entre os alunos foi maior no laboratório de enfermagem do que no campo clínico; foi maior a concordância na medida DP do que na observação do RFM e, neste último, a discordância mais acentuada ocorreu no padrão intermediário. Quanto à habilidade em executar as técnicas houve melhor desempenho dos alunos no campo clínico do que no laboratório; o item referente à informação sobre que seria feito, foi o mais omitido pelos alunos na execução das duas técnicas, tanto no laboratório como no campo clínico. O conhecimento incorporado pelos alunos foi bastante próximo àquele que foi originalmente apresentado e as diferenças foram relacionadas, principalmente, à abordagem do paciente e ao registro dos dados obtidos. 70 Os alunos participantes deste estudo, apesar de terem adquirido habilidade e conhecimento específicos, apresentaram variados tipos de dificuldades na realização do exame das pupilas, sobretudo nos pacientes. De forma geral, as dificuldades mais sentidas foram aquelas relacionadas às condições do paciente, do próprio estudante e do ambiente, assim como à discriminação dos diferentes padrões de RFM. Artigo Incluído no estudo: ( x) Sim ( ) Não Justificativa de Exclusão: _____________________________________________ __________________________________________________________________ Código de publicação: A4 Titulo: O EXAME FÍSICO E O ENFERMEIRO DE UTI Ano: 1994 Autores: Miako Kimura, Ana Maria Kazue Miyadahira, Diná de Almeida Lopes Monteiro da Cruz, Edna Ikumi Umebayashi Takahashi, Karia Grillo Padilha, Regina Marcia Cardoso de Sousa Formação acadêmica dos autores: Enfermeira/ doutor; Enfermeira/ doutor; Enfermeira/ doutor; Enfermeira; Enfermeira/ doutor; Enfermeira/ doutor; Enfermeira. Fonte de Indexação: BDENF Revista Escola de Enfermagem da USP País de realização do estudo: Brasil Idioma: Português Descritores: Utilizou UNITERMO: UTI, exame físico, ensino de enfermagem. Palavras no resumo, pelo menos uma: (x ) Enfermagem ( x) Ensino ( ) Educação ( x) Exame Físico ( ) Semiologia ( ) Semiotécnica ( ) SAE ( ) PE. Tipo de publicação: Artigo Contexto do estudo: Curso de Especialização em Enfermagem em Cuidados Intensivos (UTI) e contexto hospitalar Objetivos do estudo: Caracterizar a periodicidade de realização dos componentes do exame físico pelos enfermeiros de UTI. Identificar a opinião dos enfermeiros de UTI quanto a fase de formação mais adequada para o ensino dos itens do exame físico. Identificar em que momento o aprendizado sobre o exame físico foi mais significativo para os enfermeiros de UTI. Metodologia 1- Tipo de estudo: Infere-se que seja Pesquisa quantitativa do tipo exploratório descritiva 2- Campo de estudo: Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo 3- Sujeitos: 26 enfermeiros egressos dos oito Cursos de Especialização em Enfermagem em Cuidados Intensivos oferecidos pela Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo no período de 1982 a 1991 e que, na época da coleta dos dados estavam trabalhando em UTI 4- Coleta dos dados: A coleta de dados foi realizada pelas autoras durante o primeiro semestre 71 de 1992. Foi elaborado um questionário, previamente testado, contendo duas partes: uma referente a dados pessoais do profissional e a caracterização do seu local de trabalho; a outra se referia às informações específicas do estudo. 5- Analise dos dados: Análise estatística relativa e absoluta 6- Considerações bioéticas: Não explicitado Resultados encontrados: A população caracterizou-se como sendo predominantemente do sexo feminino (92,2%). A idade variou de 24 a 41 anos encontrando-se a maioria da população (53,8%) na faixa de 24 até 30 anos. Considerando as informações relativas ao tempo de formatura e de trabalho desta população verificou-se que a maior parte dos enfermeiros está formada e trabalha em UTI de 5 a 10 anos, (52,0% e 56,0%, respectivamente). Quanto à caracterização dos locais de trabalho pôde-se verificar que a população do estudo encontrava-se trabalhando principalmente em UTls gerais (65,4%). Dos enfermeiros que trabalhavam em UTls gerais, 46,2% atuavam exclusivamente com pacientes adultos e 19,2% em locais que atendiam tanto crianças como adultos. No total de 45 itens componentes do exame físico apresentados aos enfermeiros, 31 (68,9%) eram realizados freqüentemente por mais de 50% deles. Pode-se dizer que apenas as áreas referentes a mamas/ axilas e a ânus/ reto/ próstata não têm nenhum item contemplado pelos resultados. Com maior freqüência (96,2%), itens relacionados ao risco iminente de vida ou a funções vitais básicas: respiratória, cardiovascular e neurológica. Os enfermeiros parecem valorizar mais características como a freqüência e o ritmo (96,2%), do que a presença de ruídos 84,6% a amplitude (80,8%) e a simetria (76,4%). Ausculta abdominal (pesquisa de ruídos hidroaéreos) a quase totalidade dos enfermeiros (92,3%), informou realizá-la. Nenhum dos itens relacionados foi citado como nunca realizado por mais de 50% dos enfermeiros. Pressão intracraniana (38,5%), altura (26,9%), linfonodos (23,1 %), mamas (19,2%), pesquisa de estruturas internas (19,2%) e exame das articulações (19,2%). Essa diversidade de sugestões retrata a dificuldade de se estabelecer limites bem definidos entre o que deve ou não ser incluído no exame físico. Quanto ao ensino dos itens do exame físico, verificouse que a totalidade deles (45 itens) foi citada como sendo de responsabilidade dos cursos de graduação por, no mínimo, 69,2% dos enfermeiros. 27 receberam indicação de que o seu ensino fosse de responsabilidade de cursos de atualização e especialização, caracterizados no presente trabalho como cursos extracurriculares. 32,3% das respostas recaíram sobre o aprendizado do exame físico na prática profissional, sendo indicados os cursos extracurriculares por 26,5% das respostas. Ainda, o treinamento institucional e o curso de graduação foram apontados por 20,6% das respostas, como momentos de aprendizado do exame físico. Principais Conclusões: Cabe ressaltar que algumas limitações foram evidenciadas no decorrer do estudo, mostrando a necessidade de aprofundar a análise dos fatores que foram apenas 72 mencionados na discussão dos resultados. Além disso, deve-se considerar que o próprio tamanho da população se constituiu num fator limitante para a consideração mais genérica destas conclusões. Esclarece-se, ainda, que este trabalho representa uma parte inicial de um estudo mais abrangente sobre a prática do exame físico pelos enfermeiros de UTI. Artigo Incluído no estudo: ( x) Sim ( ) Não Justificativa de Exclusão: _____________________________________________ __________________________________________________________________ Código de publicação: A5 Titulo: USING INTERACTIVE VIDEO TO ADD PHYSICAL ASSESSMENT DATA TO COMPUTERBASED PATIENT SIMULATIONS IN NURSING Ano: 1995 Autores: Joyce E. White Formação acadêmica dos autores: professor assistente de enfermagem Fonte de Indexação: CINAHL Computers in Nursing País de realização do estudo: Pittsburgh- Pensilvânia- Estados Unidos Idioma: Inglês Descritores: Utilizou Key words: Computer simulation, Videotapes, Education, Nursing. Palavras no resumo, pelo menos uma: (x ) Enfermagem ( ) Ensino ( x) Educação ( x) Exame Físico ( ) Semiologia ( ) Semiotécnica ( ) SAE ( ) PE. Tipo de publicação: Artigo Contexto do estudo: ensino em enfermagem Objetivos do estudo: Descrevemos neste artigo a decisão de usar o vídeo interativo para atingir, o aprendizado e experiências únicas de avaliação permitida pelo vídeo, e alguns dos problemas associados com vídeo interativo. Metodologia 1- Tipo de estudo: infere-se estudo descritivo 2- Campo de estudo: Primary Care Nursing Graduate Program da Universidade de Pittsburgh 3- Sujeitos: Os sujeitos foram 10 residentes obstétricas/ginecologista 4- Coleta dos dados: prontuários foram realizados para determinar o grau da entrevista e do exame físico, formam coletado dados dos pacientes que apresentaram a mesma queixa. 5- Analise dos dados: índice de Kappa 6- Considerações bioéticas: Não explicitado Resultados encontrados: Quando perguntamos a 16 dos primeiros usuários das simulações sobre suas percepções da semelhança entre cuidar de paciente simulado e real, encontramos que 12 (75%) consideraram que as simulações foram "semelhantes” ou muito semelhantes” aos atuais encontros clínicos. Treze usuários pensaram que o processo de realização do exame físico era "similar ou muito semelhante." 73 O corpo docente acredita que esta contribui para a credibilidade (o grau em que os usuários consideram a interação com a simulação do paciente baseado em computador ser realistas) e a validade (o grau em que cuidar de um paciente de simulação por computador é semelhante ao cuidar de pacientes reais) das simulações. Atingir a capacidade de vídeo interativo, dentro das limitações orçamentais do ambiente educacional hoje necessita exploração extensiva de produtos disponíveis e a consideração de uma série de fatores. Essa integração significa que o vídeo interativo utilizado nas simulações necessárias para ser relativamente barato e capaz de um desenvolvimento em casa. Preceito é a linguagem de autoria usada para criar nossas simulações. Ela foi selecionada por nossos professores por sua facilidade de utilização por não-especialistas em programação de computadores. Principais Conclusões: Seleção de vídeo interativo, mesmo com as limitações aqui descritas, provou ser a escolha certa para nosso desenvolvimento de simulação baseada em paciente no computador. Ela permite a demonstração de pistas não-verbais, algo que não é possível quando o computador é usado sozinho e permitem ao aluno associar as respostas, mesmo aquelas fornecidas na tela do computador, com o paciente retratado em vídeo interativo. Queda nos custos das grandes unidades de disco rígido em que o vídeo pode ser digitalizado e enviado diretamente para a tela do computador e da capacidade crescente de CD-ROMs, está rapidamente substituindo a tecnologia do vídeo interativo, mas tem nos servido bem, permitindo a adição de dados do exame físico no momento, isto teria sido impossível para nós fazer. Artigo Incluído no estudo: (x) Sim ( ) Não Justificativa de Exclusão: _____________________________________________ __________________________________________________________________ Código de publicação: A6 Titulo: BASES PROPEDÊUTICAS PARA A PRÁTICA DE ENFERMAGEM- UMA NECESSIDADE ATUAL Ano: 1996 Autores: Alba Lúcia Leite de Barros, Regiane de Quadros Glashan, Jeanne Liliane Marlene Michel Formação acadêmica dos autores: Doutora em Ciências, Doutora em Biologia Molecular, Especialista em Enfermagem Médico-Cirúrgica. Fonte de Indexação: BDENF Acta Paulista de Enfermagem País de realização do estudo: Brasil Idioma: Português Descritores: utilizou Unitermos: Ensino, Enfermagem, exame Físico, prática de Enfermagem Palavras no resumo, pelo menos uma: (x ) Enfermagem ( ) Ensino ( ) Educação ( x) Exame Físico ( ) Semiologia ( ) Semiotécnica ( ) SAE ( ) PE. Tipo de publicação: Artigo Contexto do estudo: Especialização em enfermagem médico-cirúrgia. 74 Objetivos do estudo: Propiciar a enfermeira conhecimentos referentes às bases propedêuticas para a realização do exame físico geral de enfermagem; Avaliar a capacitação do enfermeiro em realizar o exame físico antes e após o curso. Relacionar os sinais e sintomas levantados no exame físico geral com o estado geral do paciente e as disfunções orgânicas do mesmo. Utilizar os dados levantados para o diagnóstico e o planejamento da assistência de enfermagem. Avaliar a evolução de enfermagem com os dados obtidos no exame físico de acordo com as bases propedêuticas empregadas. Metodologia 1- Tipo de estudo: Não explicitado. Estudo quantitativo do tipo exploratório-descritivo (inferência) 2- Campo de estudo: UNIFESP/EPM e Hospital escola- Hospital são Paulo 3- Sujeitos: O Curso foi oferecido por 4 docentes da disciplina de Clínica médica, para 4 grupos compostos de 6 alunas em cada um, sendo 9 docentes e 12 alunas pertencentes ao curso de Especialização em Enfermagem Médico-cirúrgica do departamento de Enfermagem da EPM 4- Coleta dos dados: Os dados foram obtidos por meio de um questionário oferecido aos participantes do curso ao termino do mesmo, composto de perguntas mistas, sendo que as perguntas referiam-se aos objetivos citados no trabalho. 5- Analise dos dados: Os resultados foram submetidos à analise quantitativa e percentual, sendo lançados em tabelas. 6- Considerações bioéticas: não explicitado Resultados encontrados: 66,7% das enfermeiras não se sentem capacitadas enquanto 33,3% se sentem capacitadas em parte em realizá-lo. 76,2% das enfermeiras responderam ter melhor capacidade para detectar sinais e sintomas apresentados pelos pacientes, enquanto que 14,3% sentem-se melhor capacitados em parte e 9,5% destas não responderam. A maioria 71,4% das enfermeiras se sente melhor capacitada em relacionar os sinais e sintomas levantados no exame físico geral com o estado geral e a disfunção orgânica do paciente, enquanto 28,6% se sentem em parte. 66,7% das enfermeiras referem sentir melhor capacidade em estabelecer o diagnóstico, 4,7% responderam não, 14,3% responderam em parte e 14,3% não responderam. 85,7% das enfermeiras referem sentir-se melhor capacitados para utilizar os dados levantados através do exame físico para o planejamento da assistência, enquanto que apenas 1 individuo (4,8%) respondeu não e 2 (9,5%) não responderam. Com relação a evolução de enfermagem e os dados obtidos no exame físico de acordo com as bases propedêuticas, 76,2% dos respondentes afirmam que se sentem melhor capacitados, 9,5% responderam não e 14,3% em parte. Principais Conclusões: As escolas de enfermagem, ligadas ou não a escola médicas, procurem as disciplinas que ensinam propedêutica para que se faça a inserção desta matéria para enfermeiros, pelo menos no nível de Pós-graduação, com o intuito de preparar melhor estes profissionais. 75 Se faça um estudo prospectivo da utilização destes conhecimentos obtidos para a realização do exame físico geral dos pacientes por estes enfermeiros. Que as chefias de enfermagem dos hospitais procurem possibilitar que seus enfermeiros realizem cursos de pós-graduação que contenham em seus programas Bases Propedêuticas. Artigo Incluído no estudo: ( x) Sim ( ) Não Justificativa de Exclusão: _____________________________________________ __________________________________________________________________ Código de publicação: A7 Titulo: A IMPORTÂNCIA DA RELAÇÃO ALUNO-PROFESSOR NA VIVÊNCIA DO EXAME FÍSICO DE ENFERMAGEM EM ENFOQUE FENOMENOLÓGICO Ano: 1997 Autores: Denise Isabel Luiz, Tatiana Damakauskas, Rosali Isabel Barduchi Ohl Formação acadêmica dos autores: Aluna da 2ª série do Curso Graduação em enfermagem, Aluna da 2ª série do Curso Graduação em enfermagem, Enfermeira /Mestre em enfermagem Fonte de Indexação: LILACS Acta Paulista de Enfermagem País de realização do estudo: Brasil Idioma: Português Descritores: Utilizou Unitermos: Relação Professor-Aluno, Relações Interpessoais, Exame Físico Palavras no resumo, pelo menos uma: (x ) Enfermagem ( ) Ensino ( ) Educação (x ) Exame Físico ( ) Semiologia ( ) Semiotécnica ( ) SAE ( ) PE. Tipo de publicação: Artigo Contexto do estudo: graduação em enfermagem Objetivos do estudo: Conhecer a experiência vivenciada pelo aluno de graduação nas primeiras vezes em que realiza o exame físico de enfermagem; Conhecer os sentimentos e preocupações do aluno de graduação nesta vivência. Conhecer a percepção do aluno de graduação sobre a atuação do docente de enfermagem frente a esta experiência. Metodologia 1- Tipo de estudo: Pesquisa qualitativa com método fenomenológico proposto por Keen. 2- Campo de estudo: Universidade Federal de São Paulo- UNIFESP 3- Sujeitos: alunos pertencentes a 2ª série de graduação em enfermagem da Universidade Federal de São Paulo- UNIFESP 4- Coleta dos dados: Para a coleta das informações junto ao aluno utilizamos a entrevista semi-estruturada proposta por Triviños. As entrevistas foram gravadas, com consentimento dos alunos, foram transcritas na integra. 5- Analise dos dados: para analise dos dados obtidos nas entrevistas utilizamos o método Fenomenológico proposto por Keen (1975) que aponta três etapas: fenomenológica, a variação imaginária e a interpretação fenomenológica. a redução 76 6- Considerações bioéticas: não explicitado Resultados encontrados: O aluno sente-se despreparado para a execução do exame físico em fundamentos de enfermagem: Tocar no paciente gera conflitos; não consegue trabalhar com seus sentimentos; não consegue trabalhar com sentimentos do paciente; tem limites para associar a teoria na prática, o aluno tem necessidade de apoio. O professor assume atitudes que podem facilitar ou dificultar a aprendizagem: O professor como facilitador da aprendizagem; Sentiu proximidade e abertura com o professor; o professor valorizou o aspecto emocional do aluno; o professor assumindo atitudes que dificultam o aprendizado; sentiu o professor distante; o professor não considerou as dificuldades emocionais do aluno. Principais Conclusões: O aluno terá subsídios para a realização do exame físico de forma menos traumática e estressante a partir do momento em que o professor percebe as dificuldades decorrentes da sua execução e, se mostra disponível a buscar soluções junto a ele. O professor leva em consideração as experiências de vida do aluno, onde é estabelecido um canal de interação entre ambos, a sua atuação será norteada no sentido de favorecer a aprendizagem, pois haverá uma maior predisposição para que este relacionamento seja autêntico e confiável. O relacionamento professoraluno será enriquecedor se houver a criação de um espaço para discussão de suas vivências, que assim se configurará numa das formas de apoio que constatamos ser necessário ao aluno frente as dificuldades pelas quais enfrenta neste período de sua formação acadêmica. Artigo Incluído no estudo: ( x) Sim ( ) Não Justificativa de Exclusão: _____________________________________________ __________________________________________________________________ Código de publicação: A8 Titulo: ANÁLISE SOBRE O ENSINO DO EXAME FÍSICO EM ESCOLAS DE ENFERMAGEM DA CIDADE DE SÃO PAULO Ano: 1997 Autores: Alba Lúcia Botura Leite de Barros, Valmi Delfino de Souza, Gina Laubé, Lígia de Fátima Albertini Formação acadêmica dos autores: Professor Adjunto, Ex-aluno do curso de especialização em enfermagem médico-cirúrgica Fonte de Indexação: BDENF Acta Paulista de Enfermagem País de realização do estudo: Brasil Idioma: Português Descritores: Utilizou Unitermos: Enfermagem, Ensino, Exame Físico. Palavras no resumo, pelo menos uma: (x) Enfermagem ( x) Ensino ( ) Educação ( x) Exame Físico ( ) Semiologia ( ) Semiotécnica ( ) SAE ( ) PE. Tipo de publicação: Artigo Contexto do estudo: Graduação em Enfermagem Objetivos do estudo: Verificar em quais disciplinas o exame físico é ensinado, qual a carga horária 77 total destas disciplinas e quantas horas são destinadas ao ensino do exame físico; Verificar se os instrumentos propedêuticos são utilizados no ensino do exame físico; Identificar quais instrumentos propedêuticos é utilizado pelos docentes para ensinar o exame físico; Verificar a opinião do docente sobre sua aptidão para realizar e ensinar o exame físico; Identificar quais os cursos e com que profissionais o docente se preparou para realizar e ensinar o exame físico; Identificar os conhecimentos e habilidades em que o docente considera ter preparo suficiente para realizar o exame físico; Identificar quais as dificuldades referidas pelo docente no ensino do exame físico; Identificar quais as dificuldades do aluno, detectadas pelo docente, para aprender a realizar o exame físico. Metodologia 1- Tipo de estudo: não explicitado. Infere-se que seja um quantitativo exploratório-descritivo 2- Campo de estudo: quatro escolas de enfermagem da cidade de São Paulo- uma Pública Federal, uma Pública Estadual e duas escolas particulares. 3- Sujeitos: Enfermeiros docentes das disciplinas profissionalizantes do curso de graduação em enfermagem. 91 questionários preenchidos, sendo que alguns docentes atuam em mais uma escola resultando em 70 enfermeiros docentes. 4- Coleta dos dados: Os dados foram obtidos através de um questionário com perguntas fechadas referentes aos objetivos citados no trabalho, e também por comentários individuais dos docentes em relação a cada questão. 5- Analise dos dados: Os resultados obtidos foram submetidos à análise quantitativa e lançados em tabelas e quadro. 6- Considerações bioéticas: não explicitado Resultados encontrados: A maioria das disciplinas profissionalizantes ensina o exame físico; Não existe carga horária destinada apenas ao ensino do exame físico; A inspeção é o instrumento propedêutico mais utilizado pelos docentes 89,1% e a percussão o menos utilizado 63%; 50% das respostas dos docentes referem ter aptidão para a realização do exame físico; A maioria dos docentes 73,9% se preparou apenas no curso de graduação para realizar o exame físico; As áreas de conhecimento consideradas essenciais nas respostas dadas pelos docentes para realizar o exame físico, foram: anatomia 88,0%, fisiologia 81,5%, fisiopatologia 56,5%, e Patologia clínica 31,5%; As áreas de conhecimento consideradas como sendo se domínio dos enfermeiros para ensinar o exame físico foram: anatomia 79,3%, fisiologia 75,0%, fisiopatologia 43,4% e patologia clínica 30,4%; As habilidades de maior domínio apontadas nas respostas dos docentes foram aquelas que utilizam a inspeção e a palpação; As dificuldades apontadas nas respostas dos docentes mais relevantes para ensinar o exame físico são: exames radiológicos 43,4%, ausculta 30,4%, carga horária insuficiente 29,3%, fisiopatologia 28,2% e patologia clínica 27,1%; e as menos relevantes, palpação 14,2%, campos de estagio 78 inadequados 11,9%, inspeção 9,7%, anatomia 8,6%, fisiologia 6,5% e outras 7,6%. As áreas de conhecimento consideradas essenciais para aprendizagem do exame físico pelos alunos são: fisiologia, patologia clinica, anatomia e fisiopatologia. E, 82,1% dos docentes informaram que os alunos são capacitados em parte para realizar o exame físico; 82,1% dos docentes apontam a não existência de uma disciplina especifica para o ensino do exame físico contendo instrumentos propedêuticos. Principais Conclusões: Criação de uma disciplina especifica para o ensino do exame físico contendo os instrumentos propedêuticos, com carga horária própria e corpo docente preparado; Integração dos docentes com a prática profissional para que possam sentir segurança para ensinar o exame físico; Reflexão dos docentes das escolas de enfermagem sobre o domínio dos instrumentos propedêuticos, equipamentos especiais e conhecimentos essenciais para realizar de forma completa o exame físico em todos os segmentos corporais. Artigo Incluído no estudo: (x) Sim ( ) Não Justificativa de Exclusão: _____________________________________________ __________________________________________________________________ Código de publicação: A9 Titulo: O ENSINO DO EXAME FÍSICO EM ESCOLAS DE GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO Ano: 1998 Autores: Valmi Delfino de Souza, Alba Lucia Botura Leite Barros Formação acadêmica dos autores: enfermagem/ mestre, doutora em ciências Fonte de Indexação: BDENF Revista Latino-americana de enfermagem País de realização do estudo: Brasil Idioma: Português Descritores: utilizou Unitermos: exame físico, ensino, educação em enfermagem Palavras no resumo, pelo menos uma: (x) Enfermagem (x) Ensino ( ) Educação (x) Exame Físico ( ) Semiologia ( ) Semiotécnica ( ) SAE ( ) PE. Tipo de publicação: Artigo Contexto do estudo: Graduação em enfermagem Objetivos do estudo: Detectar a atual situação do ensino de bases propedêuticas para a realização do exame físico em cursos de graduação em Enfermagem de São Paulo; Identificar as dificuldades para o ensino do exame físico apontadas pelas docentes destes cursos; Identificar as recomendações dos docentes para melhorar o ensino do exame físico. Metodologia 1- Tipo de estudo: pesquisa exploratória 2- Campo de estudo: duas escolas governamentais e duas escolas particulares 3- Sujeitos: 39 docentes das disciplinas responsáveis pelo ensino do exame físico 79 4- Coleta dos dados: para obtenção dos dados, elaborou-se um questionário com 13 questões abertas e fechadas, de acordo com os objetivos propostos, com espaço aberto em todas as questões para comentários. 5- Analise dos dados: os dados foram submetidos à análise quantitativa, observando-se as freqüências absolutas e respectivas percentuais, e apresentadas em tabelas. Optamos por agrupá-las e analisá-las de modo descritivo. Utilizamos para discussão os percentuais relativos ao total da amostra, como também os comentários escritos dos docentes, para conhecer o que representa, em termos de porcentagem e comentários, a opinião da população estudada. 6- Considerações bioéticas: Não encontrada Resultados encontrados: 64,1% dos docentes ministram aulas nas disciplinas de Fundamentos e Introdução à Enfermagem; 87,2% dos docentes responderam que não existe uma disciplina específica para ensinar o exame físico; 59,0% dos docentes acham desnecessária a criação de uma disciplina específica para ensinar o exame físico, contradizendo assim o resultado da última questão, onde 41,0% dos docentes recomendam a criação de uma disciplina específica para melhorar o ensino do exame físico; 79,5% dos docentes responderam que ensinam o exame físico em sua(s) disciplina(s); A maioria dos docentes (51,3%) sente-se apta em parte para ensinar o exame físico; 46,1% sentemse aptos e 2,6% não se sentem aptos; Quanto aos instrumentos propedêuticos para ensinar o exame físico, 100,0% dos docentes responderam que utilizam a inspeção; 97,4% a palpação; 92,3% a ausculta; e 79,5% a percussão; Acima de 70,0% dos docentes responderam que consideram ter suficiência para ensinar o exame físico apenas tendo conhecimentos de anatomia, fisiologia e fisiopatologia; Dentre as dificuldades que os docentes encontram para ensinar o exame físico, as mais significativas foram: conhecimento insuficiente em percussão (46,1%), ausculta (43,6%) e palpação (35,9%), relação entre nº de alunos/ nº docentes (30,8%) e carga horária insuficiente (28,2%); Carga horária inadequada para o ensino do exame físico; Insuficiência no preparo acadêmico dos docentes para exercer o ensino do exame físico; Despreparo dos alunos nos conhecimentos essenciais para incorporar os conhecimentos de bases propedêuticas. 82,0% dos docentes recomendam melhorar os conhecimentos e habilidades dos docentes; 41,0% criar uma disciplina específica para ensinar o exame físico; e 38,5% aumentar a carga horária de ensino do exame físico; Estabelecer carga horária adequada, padronizada, e específica para o ensino do exame físico; Ampla discussão sobre o significado do exame físico para a prática da enfermagem. Principais Conclusões: As escolas devem repensar seu papel na formação de profissionais competentes na área de avaliação clínica do cliente; elaborar um conteúdo programático de Semiologia e Semiotécnica de Enfermagem condizentes com as responsabilidades profissionais do enfermeiro e com uma carga horária adequada; preparar os docentes que vão assumir a disciplina de 80 Semiologia e Semiotécnica de Enfermagem em cursos de propedêutica para poderem dominar seus instrumentos básicos. Os docentes devem repensar sua responsabilidade e competência no ensino do exame físico, (anatomia, fisiologia, fisiopatologia, patologia clínica, psicologia, enfermagem, e recursos diagnósticos, tais como, radiografias, eletrocardiograma, etc.; propedêutica e uso de equipamentos especiais); reivindicar das escolas que os prepare na avaliação clínica do cliente; continuidade de discussões sobre a delimitação do exame físico que deverá ser realizado pelo enfermeiro. Artigo Incluído no estudo: (x) Sim ( ) Não Justificativa de Exclusão: ___________________________________________ _________________________________________________________________ Código de publicação: A10 Titulo: NURSING PHYSICAL ASSESSMENT SKILLS: IMPLICATIONS FOR UK PRACTICE Ano: 1998 Autores: Helen Rushforth, John Warner, David Burge, Alan Edward Glasper Formação acadêmica dos autores: professor de Enfermagem Saúde da Criança, professor de Enfermagem Saúde da Criança, Consultor cirurgião pediátrico, diretor de Estudos de Enfermagem de Saúde Infantil Fonte de Indexação: MEDLINE British Journal of Nursing País de realização do estudo: Reino Unido Idioma: Inglês Descritores: Não há Palavras no resumo, pelo menos uma: (x ) Enfermagem ( ) Ensino ( ) Educação ( ) Exame Físico ( ) Semiologia ( ) Semiotécnica ( ) SAE ( ) PE. Tipo de publicação: artigo Contexto do estudo: graduação em enfermagem Objetivos do estudo: Este artigo revisa a literatura, discute as vantagens e dificuldades dos enfermeiros quanto a avaliação física, e explora as implicações para a prática de enfermagem no Reino Unido a partir tanto de uma perspectiva educacional e clínica. Metodologia 1- Tipo de estudo: revisão de literatura 2- Campo de estudo: Graduação em enfermagem 3- Sujeitos: estudantes de enfermagem 4- Coleta dos dados: Pesquisa bibliográfica 5- Analise dos dados: Os artigos são discutidos 6- Considerações bioéticas: Não tem Resultados encontrados: Apesar de compromisso com as mudanças na carga de trabalho médico júnior e educação são elevadas. É importante que os médicos entendam o raciocínio subjacente e não vejam o envolvimento dos enfermeiros como uma ameaça. 81 A literatura existente oferece valiosa discussão sobre o desenvolvimento de programas educativos, tanto as Habilidades para Avaliação Física (PAS) pré e pós-taxa de inscrição. Um aspecto fundamental do debate é à medida que deve ser ensinado por médicos ou enfermeiros. A visita do primeiro autor ao Canadá sugere que tais habilidades podem ser aprendidas por educadores de enfermagem, médicos, fisioterapeutas e colegas enfemeiros experientes. Embora o desenvolvimento de tais habilidades no Reino Unido está ainda, na sua infância, certo número de docentes americanos e canadenses já foi envolvido no apoio a programas de ensino no Reino Unido. Na estruturação de cursos, uma abordagem de sistemas é comumente utilizada, apoiada pela educação sobre anamnese e desenvolvimento das competências essenciais de inspeção, percussão, palpação e ausculta. Muitos cursos defenderam o ensino da PAS junto com todas as habilidades de avaliação, durante o primeiro ano do programa, que maximizou a possibilidade de desenvolvimento de competências e de reforço ao longo da formação. A possível lacuna teórico-prática surgiu do fato de que os estudantes dos cursos, muitas vezes tinham exposição limitada do cliente no primeiro ano, e as habilidades foram esquecidas antes que pudessem ser consolidadas. Principais Conclusões: Há uma escassez de evidência que demonstra maior cuidado aos resultados relacionados às Habilidades para Avaliação Física (PAS) de enfermagem; a necessidade de buscar tais provas é fundamental. É imperativo que a pesquisa contemporânea do Reino Unido avalie sistematicamente o impacto das iniciativas de enfermagem, tanto especificamente em termos de PAS e, no mais amplo espectro de transições do papel médico ao pessoal de enfermagem. Sobre a confiança na investigação limitada norte-americana, sem dúvida é um risco real, que poderia levar à exigência de uma base de dados contemporânea do Reino Unido que está sendo negligenciada. Também se pode argumentar que um maior envolvimento dos enfermeiros na PAS dá reconhecimento legítimo no debate misto de competências para a importância do papel do enfermeiro na cabeceira, e reforça o papel único que os enfermeiros têm na avaliação do paciente em curso. Se os benefícios percebidos pudessem ser comprovados pela pesquisa sistemática, então seria difícil argumentar contra o desenvolvimento da PAS no Reino Unido, não apenas dentro dos domínios da prática especializada, mas para todos os enfermeiros e estudantes de enfermagem. Artigo Incluído no estudo: ( x) Sim ( ) Não Justificativa de Exclusão: _____________________________________________ __________________________________________________________________ Código de publicação: A 11 Titulo: EVALUATION OF UNDERGRADUATE PHYSICAL EXAMINATION: PERFORMANCES BY NURSE PRACTITIONER STUDENTS Ano: 1999 Autores: Shelley Yerger Huffstutler Formação acadêmica dos autores: Professor Assistente 82 Fonte de Indexação: WILSONWEB Nurse Educator País de realização do estudo: Charlottesville, Virginia, Estados Unidos Idioma: Inglês Descritores: Não há Palavras no resumo, pelo menos uma: (x ) Enfermagem ( ) Ensino ( ) Educação (x ) Exame Físico ( ) Semiologia ( ) Semiotécnica ( ) SAE ( ) PE. Tipo de publicação: Artigo Contexto do estudo: Graduação em enfermagem Objetivos do estudo: Propor que os alunos enfermeira devem participar no processo de avaliação, porque eles haviam completado o curso de avaliação de pós-graduação de saúde que inclui o domínio de um exame físico completo. Metodologia 1- Tipo de estudo: Estudo descritivo 2- Campo de estudo: Universidade da Virgínia Escola de Enfermagem 3- Sujeitos: Estudantes do curso de pós-graduação de saúde 4- Coleta dos dados: Cada uma das áreas é pontos ponderados com base em competências necessárias e nível de dificuldade que promove maior uniformidade de pontuação. Os estudantes devem realizar o exame a partir da memória, não há comunicação entre avaliador e aluno uma vez que o exame começa. Após a conclusão do exame físico, os estudantes recebem feedback imediato. 5- Analise dos dados: Como os intervalos de classe de tamanho 80-85 alunos, a criatividade é necessária para implementar este método de avaliação. A idéia foi proposta para alunos enfermeira a participar do processo de avaliação. 6- Considerações bioéticas: Não explicitado Resultados encontrados: Estudantes de enfermagem identificaram várias vantagens: (1) refinamento de suas habilidades, (2) o reconhecimento dos seus conhecimentos e habilidades avançadas em avaliação, (3) o cumprimento de vários aspectos do ensino de funções / cognitivas; (4) A demonstração de apoio à Escola de Enfermagem e (5) crescimento profissional e interação. Estudantes de graduação em enfermagem entendem como os alunos sentiram a ansiedade associada com o processo de avaliação melhor do que o corpo docente. Principais Conclusões: O apoio do corpo docente, a natureza interativa do processo de avaliação. Todos os envolvidos são considerados um "vencedor". Um componente importante para os profissionais de enfermagem é a excelência em técnicas de avaliação de saúde. Essa atividade promove enfermeira estudantes para demonstrar avançadas habilidades cognitivas e psicomotoras na avaliação da saúde e atender as necessidades da faculdade de enfermagem e estudantes de graduação de bacharelado. Artigo Incluído no estudo: ( x) Sim ( ) Não Justificativa de Exclusão: _____________________________________________ __________________________________________________________________ 83 Código de publicação: A12 Titulo: O ENSINO DO EXAME FÍSICO PULMONAR ATRAVÉS DO MÉTODO DA PROBLEMATIZAÇÃO Ano: 2000 Autores: Adelia Yaeko Kyosen Nakatani, Emilia Campos de Carvalho, Maria Márcia Bachion Formação acadêmica dos autores: enfermeira Doutoranda da área de enfermagem fundamental, doutora em enfermagem, doutora em enfermagem Fonte de Indexação: CINAHAL revista latino-americana de enfermagem País de realização do estudo: Brasil Idioma: Português Descritores: utilizou Unitermos: ensino, enfermagem, exame físico Palavras no resumo, pelo menos uma: (x) Enfermagem ( x) Ensino ( ) Educação ( x) Exame Físico ( ) Semiologia ( ) Semiotécnica ( ) SAE ( ) PE. Tipo de publicação: Artigo Contexto do estudo: graduação em enfermagem Objetivos do estudo: analisar a implementação da proposta de exame físico pulmonar através da Pedagogia da Problematização. Metodologia 1- Tipo de estudo: pesquisa-ação 2- Campo de estudo: Faculdade de Enfermagem da Universidade Federal de Goiás 3- Sujeitos: alunas do 2º ano matriculadas na disciplina Metodologia da Assistência de Enfermagem no ano de 1998, amostra 19 alunas. 4- Coleta dos dados: Para a coleta de dados utilizamos a observação participante, o diário de campo, os relatórios das alunas e a avaliação do alcance dos objetivos traçados para a unidade. 5- Analise dos dados: Os resultados foram apresentados através de freqüência simples e das expressões mais significativas de cada categoria. 6- Considerações bioéticas: As alunas concordaram em participar do estudo após esclarecimento do objetivo, garantia do sigilo dos dados e sua utilização somente para trabalhos técnico-científicos, atendendo à Resolução 196/96 (BRASIL, 1996). Resultados encontrados: Quanto à avaliação das atividades, destacamos como dificuldade, principalmente, a falta de conhecimentos prévios sobre o conteúdo abordado e como facilidade o desenvolvimento da autocrítica. As alunas destacaram, na avaliação da teorização, dificuldades relativas à primeira aproximação com o tema e à identificação dos sons e, facilidades, a clareza, a objetividade e as atividades interativas e participativas. Na fase de hipótese de solução, identificamos como dificuldades, para algumas alunas, a solução de todas as dúvidas e, como facilidades, o esclarecimento de dúvidas e a constatação de que sabiam examinar. Durante a fase de aplicação, as dificuldades de examinar foram gradativamente vencidas ao longo de nove experiências. 84 Principais Conclusões: Concluímos que a aplicação da Pedagogia da Problematização no ensino de exame físico é exeqüível, tendo como principal contribuição a avaliação do processo de aprendizado, no qual professor e alunas conseguiram identificar pontualmente as dificuldades/facilidades. Artigo Incluído no estudo: ( x) Sim ( ) Não Justificativa de Exclusão: _____________________________________________ __________________________________________________________________ Código de publicação: A 13 Titulo: A CD-ROM TUTORIAL FOR PHYSICAL EXAMINATION Ano: 2001 Autores: Huynh M; Brown V; Bauer M; CALC Multimedia. Formação acadêmica dos autores: Não encontrada Fonte de Indexação: CINAHL Australian Journal of Advanced Nursing País de realização do estudo: Austrália Idioma: Inglês Descritores: Não há Palavras no resumo, pelo menos uma: (x ) Enfermagem ( x) Ensino ( ) Educação (x ) Exame Físico ( ) Semiologia ( ) Semiotécnica ( ) SAE ( ) PE. Tipo de publicação: Artigo Contexto do estudo: Graduação em Enfermagem Objetivos do estudo: objetivo identificar pontos de vista dos alunos sobre os pontos fortes do programa e os pontos fracos e buscou sugestões para melhoria. Metodologia 1- Tipo de estudo: infere-se estudo quali-quantitativo descritivo 2- Campo de estudo: University Teaching and Staff Development (CUTSD) 3- Sujeitos: Trinta estudantes do terceiro ano ofereceram-se para julgamento do programa antes de desenvolver a cópia master do CD. 4- Coleta dos dados: A primeira seção apresenta a anatomia relevante de tórax, pulmões e abdome. A segunda seção é composta de uma demonstração dos procedimentos de análise para cada sistema do corpo que inclui apresentação dos resultados de exame anormal e conclui com uma auto-avaliação de teste de múltipla escolha. A terceira seção, a seção de prática, exige que o usuário para examinar "pacientes virtuais" e registrar os resultados. Um questionário de 35 itens adaptado de um pacote de objeto de avaliação do software desenvolvido pela Cowdell (1995) foi usada para obter feed back. 5- Analise dos dados: A escala de Likert de cinco pontos foi utilizada para obter respostas dos alunos. Além disso, quatro questões abertas foram incluídas no final do questionário. Os dados foram analisados usando o ‘Assunto Avaliação de Software, o pacote Griffith University’. As estatísticas descritivas foram utilizadas para analisar as respostas dos alunos. 85 6- Considerações bioéticas: Não explicitada Resultados encontrados: Noventa e dois por cento (n = 35) dos alunos consideraram que o programa de assistência para aprender o exame físico do abdômen, tórax e pulmões é bom, e noventa e cinco por cento (n = 35) estavam satisfeitos com a qualidade do produto e constataram que o conteúdo do programa foi considerado apresentado de forma clara, os estudos de caso foram eficazes no sentido de reforçar o processo do exame físico e o feedback foi relevante. Aproximadamente 40% dos participantes não sentem "que participam ativamente na aprendizagem" 36% consideram que o programa não foi explicado de forma clara, 33% não acham que os estudos de caso fizeram bom uso das imagens e sons, e 46% não se sentem entusiasmados com o programa. Houve um entusiasmo geral com os efeitos de som do programa, visuais e diagramas. Foi descrito como sendo "mais fácil de entender" e "bom para a confiança na prática e houve inúmeros pedidos de "mais sistemas do corpo” e “mais informação". Dois tipos de críticas predominaram quanto aos equipamentos de informática e aos déficits de conteúdo. Alguns estudantes descobriram que o vídeo e o som não foram coordenados e alguns descreveram que a cor é de má qualidade. Principais Conclusões: O resultado da avaliação não apenas indicou que se tratava de um auxílio de aprendizagem eficaz, mas que os alunos gostariam de aprender sobre o exame físico dos outros sistemas do corpo usando este meio. Não foram identificados problemas de programação, embora alguns dos computadores nos laboratórios de informática não tenham os requisitos necessários para executar o programa sem problemas. Há a previsão de avaliar a eficácia do CD-ROM como ferramenta de aprendizagem para apoiar o ensino convencional e o ensino à distância do programa em 2001. E para ser incorporado no programa de ensino em 2001 e será disponibilizado gratuitamente aos alunos através da biblioteca do campus geral. Divulgação do produto para a comunidade em geral será realizada ainda este ano, sob os auspícios da Escola de Enfermagem da Universidade Victoria, em Melbourne, na Austrália. Artigo Incluído no estudo: ( x) Sim ( ) Não Justificativa de Exclusão: _____________________________________________ __________________________________________________________________ Código de publicação: A14 Titulo: CLINICAL EVALUATION IN ADVANCED PRACTICE NURSING EDUCATION: USING STANDARDIZED PATIENTS IN HEALTH ASSESSMENT Ano: 2002 Autores: Susanne W. Gibbons; Graceanne Adamo; Diane Padden; Richard Ricciardi; Marjorie Graziano; Eugene Levine; Richard Hawkins Formação acadêmica dos autores: Sra. Gibbons, a Sra. Adamo, a Sra. Padden, Sr. Ricciardi, Ms.Graziano e Dr. Hawkins são professores adjuntos, e Dr. Levine é professor Fonte de Indexação: WEB OF SCIENCE Journal of Nursing Education 86 País de realização do estudo: Maryland- Estados Unidos Idioma: Inglês Descritores: Não há Palavras no resumo, pelo menos uma: (x) Enfermagem ( ) Ensino ( x) Educação ( x) Exame Físico ( ) Semiologia ( ) Semiotécnica ( ) SAE ( ) PE. Tipo de publicação: Artigo Contexto do estudo: Pós-graduação Objetivos do estudo: O objetivo das inovações curriculares e de investigação foi determinar o impacto de uma intervenção educacional recentemente desenvolvido usando o padrão do programa métodos de avaliação de resultados. Ao aumentar a freqüência e tipos de avaliações clínicas, foi antecipado que o nível de competências dos alunos clínica iria melhorar e que esta poderia ser avaliada com o desempenho de exame final filmadas física, que deveria ser superior aos anos anteriores. Metodologia 1- Tipo de estudo: Estudo descritivo 2- Campo de estudo: A investigação foi realizada na National Capital Area Medical Simulation Center 3- Sujeitos: A amostra incluiu todos os alunos e professores envolvidos no curso de Avaliação de Saúde, no verão de 2000. A classe incluiu 14 alunos enfermeiras de família e 13 alunos enfermeira anestesista. 4- Coleta dos dados: Dados qualitativos e quantitativos métodos de coleta foram utilizados para avaliar a eficácia do projeto de instrução de desenvolvimento. 5- Analise dos dados: Avaliação do aluno e vídeos filmados, história completa e exame físico, habilidades listas críticas foram utilizados para avaliar o impacto do programa educacional. Na conclusão de cada encontro episódico, o aluno realiza avaliação de si mesmo utilizando um checklist e uma escala global. Ao mesmo tempo, o paciente avalia o aluno usando uma escala de avaliação interpessoal. 6- Considerações bioéticas: Não explicitado Resultados encontrados: Professores e alunos sentiram a experiência clínica no centro de simulação usando Pacientes Padronizados (SPs) e métodos de avaliação que melhorou o seu extenso desempenho na avaliação final do exame físico completo em vídeo e desempenho no exame físico. A classe de 2000 foi menor (N = 27) que a classe em 1999 (N = 35), e havia mais professores participando ativamente no componente clínico do curso em 2000 (3 para 5 docentes por membro no laboratório) do que em 1999 (1-2 docentes por membro no laboratório). Isto provavelmente resultou em uma maior interação do corpo docente-aluno. Principais Conclusões: Um resultado inesperado deste centro de simulação de experiência e método de educação clínico novo é que professores e alunos envolvidos na Avaliação de Saúde cursaram durante o Verão de 2000, curso como avaliador credível. Docentes aprenderam com os alunos, com seus pares, e todos aprendemos com os pacientes. Esse formato permitiu aos estudantes se tornarem conscientes de suas forças e fraquezas pessoais 87 interagindo com os outros (isto é, professores, colegas, pacientes). Ambientes educacionais simulados, como este é um lugar perfeito para aprender que toda a pessoa comete erros e todos são humanos. O presente estudo concluiu que a utilização do método de simulação permite a utilização do maior número de simulações por estudantes o que propicia uma maior interação estudante-professor. Artigo Incluído no estudo: (x) Sim ( ) Não Justificativa de Exclusão: _____________________________________________ __________________________________________________________________ Código de publicação: A15 Titulo: ENSINO DO EXAME FÍSICO EM UMA ESCOLA DE ENFERMAGEM Ano: 2004 Autores: Flávia S. Patine, Denise B. Barboza, Maria H. Pinto Formação acadêmica dos autores: Acadêmica 4 série graduação em enfermagem, professora de enfermagem, doutora em enfermagem Fonte de Indexação: LILACS Arquivos de ciências da saúde País de realização do estudo: Brasil Idioma: português Descritores: utilizou Palavras-chave Exame-físico, Ensino, Enfermagem Palavras no resumo, pelo menos uma: (x) Enfermagem ( x) Ensino ( ) Educação ( x) Exame Físico ( ) Semiologia ( ) Semiotécnica ( ) SAE ( ) PE. Tipo de publicação: artigo Contexto do estudo: curso de graduação em enfermagem Objetivos do estudo: identificar as variáveis envolvidas no ensino do Exame Físico, pelo corpo docente, em um Curso de Graduação em Enfermagem como a: caracterização da população; entendimento sobre o conceito; abordagem do assunto; dificuldades apresentadas; conhecimentos necessários; métodos propedêuticos utilizados; sugestões para melhoria do ensino. Metodologia 1- Tipo de estudo: estudo tipo exploratório, descritivo, transversal com uma abordagem quantitativa 2- Campo de estudo: Curso de Graduação em Enfermagem do interior paulista. 3- Sujeitos: 43 enfermeiros docentes que ministram aulas em um Curso de Graduação em Enfermagem do interior paulista. A amostra foi composta de 26 docentes que ministravam disciplinas distribuídas nos quatro anos de graduação deste curso. 4- Coleta dos dados: Utilizou-se um instrumento específico, constituído de 17 perguntas abertas e fechadas. 5- Analise dos dados: Os dados obtidos foram agrupados e relacionados segundo o objetivo da pesquisa. Os resultados foram submetidos à análise quantitativa tratada em função de índices absolutos e percentuais e apresentados sob forma de tabelas e figuras. 88 6- Considerações bioéticas: projeto foi submetido a apreciação e aprovação do Comitê de Ética e Pesquisa (CEP) da FAMERP, além do consentimento pós-esclarecido da Coordenadora do Curso de Graduação em Enfermagem da FAMERP. Resultados encontrados: A maior parte das docentes que participaram do presente estudo ministrava aulas nas disciplinas de: Semiologia e Semiotécnica: Introdução ao processo de cuidar, Enfermagem Médica e Enfermagem Cirúrgica. As sugestões apresentadas pelas docentes para melhorar o Ensino do Exame Físico, foram: 84,6% apontaram a necessidade de uma disciplina específica; 73,1% referiram à necessidade de melhorar seus conhecimentos e habilidades; 50,0% destacou o aumento da carga horária para o ensino do Exame Físico, destas 6 (46,2%) referiram para a teoria e 7 (53,8%) para a prática. A maioria 16 (61,5%), entendem Exame Físico como uma avaliação do indivíduo, um exame para análise do físico, uma observação sistematizada e detalhada do físico; 4 (15,4%) como uma coleta de dados, uma obtenção de dados, 2 (7,7%) como busca de anormalidades e 4 (15,4%) não responderam a pergunta. Principais Conclusões: Observou-se também que houve uma contradição em suas respostas apontada pelos resultados, pois estas mesmas docentes que relataram abordar sobre o Exame Físico em suas disciplinas relataram estar satisfatoriamente preparada, porém apresentam, em parte, dificuldades no desenvolvimento do assunto e cobram dos alunos a realização de forma sistematizada durante os estágios e mesmo assim referiram que o curso fornece subsídios suficientes para o graduando executar esta atividade. Como sugestões para melhoria do ensino do Exame Físico neste Curso de graduação citaram a capacitação docente visando melhorar os seus conhecimentos e habilidades, aumento da carga horária para desenvolvimento do assunto e a existência de uma disciplina específica. Os resultados obtidos nesta pesquisa configuram um desafio para o ensino de enfermagem, no qual tanto o curso quanto os docentes devem repensar na responsabilidade e competência no ensino do Exame Físico preparando-se nos conhecimentos essenciais e nos básicos, integrando-os com a prática profissional a fim de sentir segurança para ensinar, propiciando a formação de profissionais competentes na área de avaliação clínica do cliente, visando a melhoria da assistência prestada. Artigo Incluído no estudo: ( x) Sim ( ) Não Justificativa de Exclusão: _____________________________________________ __________________________________________________________________ Código de publicação: A16 Titulo: O ENSINO INTERDISCIPLINAR E PROBLEMATIZADO: UM RECORTE DO CONHECIMENTO Ano: 2004 Autores: Maria José Sanchen Marin; Maria Shirley de S. Barbosa; Márcia Rosely M. Dadalti; Pedro Marco K. Barbosa; Cristina Peres Cardoso Formação acadêmica dos autores: Doutora em Enfermagem; Mestranda; Docente; Doutor em Enfermagem; Mestre em Enfermagem Fonte de Indexação: LILACS Revista Nursing 89 País de realização do estudo: Brasil Idioma: Português Descritores: Utilizou Unitermos: Educação em enfermagem, Ensino Palavras no resumo, pelo menos uma: (x) Enfermagem (x) Ensino ( ) Educação ( ) Exame Físico ( ) Semiologia ( ) Semiotécnica ( x) SAE ( ) PE. Tipo de publicação: Artigo Contexto do estudo: Graduação em Enfermagem Objetivos do estudo: O presente estudo se propõe a descrever seqüência de atividades desenvolvida para o ensino da avaliação do sistema respiratório, o qual integra avaliação do estado de saúde do indivíduo, como forma de exemplificar um recorte de conhecimento para o ensino interdisciplinar seguindo a metodologia da problematização. Metodologia 1- Tipo de estudo: recorte do conhecimento 2- Campo de estudo: Faculdade de Medicina de Marília 3- Sujeitos: Estudantes do segundo ano do curso de graduação em enfermagem da FAMEMA 4- Coleta dos dados: Conforme o quadro de seqüência de atividades: conceito-chave- Método Clínico - exame físico do sistema respiratório. 5- Analise dos dados: A avaliação é considerada como atividade permanente do processo ensino-aprendizagem, através de acompanhamento dos desempenhos, visualização dos avanços, detecção das dificuldades, e por fim realização das intervenções necessárias nos sujeitos (professor, estudante) e nos conteúdos. 6- Considerações bioéticas: não explicitada Resultados encontrados: Os docentes do Curso de Enfermagem FAMEMA, após delinear os princípios gerais a serem seguidos na construção do currículo integrado, elaboraram uma classificação dos conhecimentos necessários denominada "rede explicativa", em que os princípios gerais (conceitos-chaves) deram origem a Unidades Educacionais distribuídas nas quatro séries que compõem o curso. Constitui uma unidade educacional ministrada no segundo ano do curso de graduação em enfermagem da FAMEMA, tem carga horária de 498 horas e as atividades práticas são realizadas em Unidade Básica de Saúde. Composta por doze seqüências de atividades, nas quais se realizam os seguintes recortes do conhecimento: método clínico, anamnese, inspeção geral, exame físico da pele e anexo, exame físico do sistema nervoso, exame físico do sistema músculo esquelético, exame físico de cabeça e pescoço, exame físico de sistema respiratório, exame físico do sistema cardiovascular, exame físico de sistema digestório, exame físico de sistema geniturinário e mamas, sistematização da assistência de enfermagem (SAE). Para o presente relato elegeu-se o recorte do conhecimento avaliação do sistema respiratório por tratar de uma habilidade que depende em grande parte, da inter-relação teoria/prática. Principais Conclusões: Aos docentes, cabe o afastar-se de conteúdos estanques e dissociados da prática para integra-se ao novo processo de ensino, em que os saberes são compartilhados e 90 interrelacionados. O ensino interdisciplinar, de acordo com a metodologia problematizadora parecenos um caminho viável, não o único, para unir a diversidade do conhecimento necessário ao atendimento do indivíduo como um todo inserido do contexto social, de forma que o aluno adquira autonomia para a busca constante do conhecimento. Acredita-se que, desta forma, ao final da unidade educacional de avaliação do estado de saúde do indivíduo para aplicação da sistematização da assistência da enfermagem, o estudante consiga ter visão do indivíduo como um todo, o que possibilitará a identificação dos diagnósticos de enfermagem, planejamento da assistência, prescrição, implementação e avaliação da assistência prestada. Artigo Incluído no estudo: ( x) Sim ( ) Não Justificativa de Exclusão: _____________________________________________ __________________________________________________________________ Código de publicação: A17 Titulo: ESTUDO COM MÓDULOS AUTO-INSTRUCIONAIS COMO UMA ESTRATÉGIA DE ENSINO NA DISCIPLINA DE ENFERMAGEM NEONATOLÓGICA Ano: 2005 Autores: Maria das Graças O. Fernandes, Vera Lúcia Barbosa, Masuco Naganuma Formação acadêmica dos autores: mestranda em enfermagem pediátrica, doutor, doutor Fonte de Indexação: CINAHL Acta paulista de enfermagem País de realização do estudo: Brasil Idioma: Português Descritores: Enfermagem neonatal; Exame físico; Recém-nascido; Modelos educacionais Palavras no resumo, pelo menos uma: (x) Enfermagem (x) Ensino ( ) Educação ( x) Exame Físico ( ) Semiologia ( ) Semiotécnica ( ) SAE ( ) PE. Tipo de publicação: Artigo Contexto do estudo: graduação em enfermagem Objetivos do estudo: elaborar os módulos auto-instrucionais em forma de CDROM e descrever o emprego da pesquisa quase experimento, aplicando módulos auto-instrucionais de exame físico RNT como estratégia de ensino, buscando verificar o desempenho na aprendizagem. Como pressuposto para este estudo, bom desempenho será considerada a nota igual ou maior que sete em uma prova escrita de conhecimento específico. Metodologia 1- Tipo de estudo: Nota prévia de um estudo quase experimental, com delineamento de série de tempo. 2- Campo de estudo: Universidade privada na região do grande ABC no Estado de São Paulo 3- Sujeitos: Fazem parte deste estudo alunos matriculados na graduação de enfermagem que estão cursando o 6º semestre na disciplina de enfermagem neonatológica. 4- Coleta dos dados: Para verificação da hipótese serão utilizadas provas de conhecimentos específicos do exame físico do RNT antes e após emprego do CD-ROM em forma de 91 módulos auto-instrucionais. 5- Analise dos dados: não explicitado no artigo. Pela leitura infere-se que o questionário com escala de Likert a ser entregue as peritas será avaliado na forma de freqüências absoluta e relativa. 6- Considerações bioéticas: Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Resultados encontrados: O primeiro momento do planejamento foi a seleção do tema, caracterização da população, estruturação do conteúdo como sistema instrucional, definição dos objetivos instrucionais, descrição dos recursos tecnológicos, materiais e humanos. A segunda etapa foi o desenvolvimento do CD-ROM, onde foram definidos: computação gráfica, edição do conteúdo de exame físico do RNT e diagrama de navegação. Na terceira etapa foi elaborada a forma de avaliação do conteúdo estudado por meio do CD-ROM. Principais Conclusões: Nota prévia de uma pesquisa em andamento sobre uma estratégia de ensino na disciplina de enfermagem neonatológica por meio de módulos auto-instrucionais em forma de CD-ROM do exame físico do RNT. Artigo Incluído no estudo: (x ) Sim ( ) Não Justificativa de Exclusão: _____________________________________________ __________________________________________________________________ Código de publicação: A18 Titulo: TEACHING HEALTH ASSESSMENT IN THE VIRTUAL CLASSROOM Ano: 2005 Autores: Mary Lashley Formação acadêmica dos autores: Doutora em enfermagem Fonte de Indexação: CINAHL Journal of Nursing Education País de realização do estudo: Estados Unidos Idioma: inglês Descritores: Não há Palavras no resumo, pelo menos uma: (x) Enfermagem ( ) Ensino ( x) Educação ( x) Exame Físico ( ) Semiologia ( ) Semiotécnica ( ) SAE ( ) PE. Tipo de publicação: artigo reflexão Contexto do estudo: graduação em enfermagem Objetivos do estudo: Este artigo descreve como a instrução online pode ser integrada a um curso de avaliação de saúde para ensinar técnicas de exame físico. Metodologia 1- Tipo de estudo: reflexão 2- Campo de estudo: Estados Unidos- Maryland 3- Sujeitos: não há 4- Coleta dos dados: não há 5- Analise dos dados: Para avaliar a minha instrução Web melhorada, eu desenvolvi uma 92 pesquisa que pedia a estudantes para avaliar os componentes online diferentes do curso. O valor de cada técnica de instrução (ie, os sites utilizados, disponibilidade de currículos e apostilas online, streaming de vídeo digital) foram classificados em uma escala Likert de 5 pontos de 1 (menos útil) a 5 (muito útil). 6- Considerações bioéticas: não explicitado Resultados encontrados: A corrente do vídeo digital foi vista como o aspecto mais útil do curso de Web melhorada, e 100% dos alunos responderam que foi "extremamente útil." Os estudantes relataram ter nenhuma dificuldade em dominar os aspectos técnicos do trabalho online, que era visto como nada mais estressante do que assistir às aulas. Todos os alunos pesquisados concordaram que não teve mais tempo para completar tarefas online que para completar o trabalho em sala de aula, e 80% referiram que a aprendizagem online permitiulhes trabalhar em casa ou em outro local conveniente. 100% dos alunos pesquisados concordaram que a aprendizagem online e as experiências no curso lhes permitiu trabalhar em seu próprio ritmo. Principais Conclusões: Avaliação da saúde é uma competência fundamental para os enfermeiros dominarem, e a instrução online é uma estratégia eficaz para o ensino de competências de avaliação de saúde. Web sites, vídeos instrutivos, atribuições online, e outros instrumentos de ensino podem ser integrados para enriquecer a experiência de aprendizagem dos alunos, promoverem o acesso aos recursos e maximizar a flexibilidade e independência na aprendizagem. Mesmo cursos de habilidades baseadas em aprendizagem online desempenham um papel importante para o aluno adquirir e dominar novas habilidades. A investigação é necessária para avaliar a eficácia da instrução online no desenvolvimento de novos conhecimentos e habilidades na prática de enfermagem e educação. Instrução online envolve os alunos em um ambiente de aprendizado interativo, que se estende para além da sala de aula e aumenta o seu acesso à riqueza de recursos educativos online. Artigo Incluído no estudo: ( x) Sim ( ) Não Justificativa de Exclusão: _____________________________________________ __________________________________________________________________ Código de publicação: A19 Titulo: EXAME FÍSICO DE ENFERMAGEM DO RECÉM-NASCIDO A TERMO: SOFTWARE AUTOINSTRUCIONAL Ano: 2006 Autores: Maria das Graças de Oliveira Fernandes, Vera Lucia Barbosa, Masuco Naganuma Formação acadêmica dos autores: mestre em ciências, doutor em enfermagem, doutor em enfermagem Fonte de Indexação: CINAHL revista latino-americana de enfermagem País de realização do estudo: Brasil Idioma: Português 93 Descritores: software; educação em enfermagem; neonatologia; exame físico Palavras no resumo, pelo menos uma: (x) Enfermagem (x) Ensino ( ) Educação (x) Exame Físico ( ) Semiologia ( ) Semiotécnica ( ) SAE ( ) PE. Tipo de publicação: Artigo Contexto do estudo: graduação em enfermagem Objetivos do estudo: elaborar módulos auto-instrucionais de exame físico do RN a termo (RNT) na forma de software para serem utilizados como estratégia de ensino na graduação de enfermagem e avaliar o conteúdo desses módulos auto-instrucionais. Metodologia 1- Tipo de estudo: pesquisa 2- Campo de estudo: São Paulo UNIFESP 3- Sujeitos: 11 peritas provenientes (Neonatologia) de três Estados do País. 4- Coleta dos dados: Para sua construção, utilizou-se o desenvolvimento do Programa Instrução Auxiliado pelo Computador (CAI), baseado em três estágios: planejamento, desenvolvimento do conteúdo instrucional e avaliação. O modelo é apoiado nas diretrizes apresentadas por Gagné. O conteúdo organizado pautou-se na proposta do plano Keller estruturado no enfoque sistêmico. 5- Analise dos dados: Para a avaliação do conteúdo do software foram elaborados seis instrumentos nos quais foram estabelecidos os itens a serem avaliados, tais como: objetividade do conteúdo, informações atualizadas, abrangência do tema, vocabulário usado, forma de apresentação do conteúdo (didaticamente), descrição dos conteúdos e distribuição dos conteúdos. Os critérios adotados variam na escala de: insatisfatório, regular, bom e excelente, ainda, nesse instrumento, foi destinado um espaço para os comentários e sugestões dos avaliadores. 6- Considerações bioéticas: O processo de construção iniciou-se após a aprovação da pesquisa pela Comissão de Ética da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), sob o parecer nº 0476/02. Utilizaram TCLE. Resultados encontrados: Após sua estruturação, o material passou pelo crivo de 11 peritas da área de enfermagem neonatológica que emitiram conceito bom ou excelente para os 42 itens expostos. Principais Conclusões: Desenvolver um trabalho com novo método de ensino envolveu disposição interior, disponibilidade de tempo, recursos financeiros e extensa pesquisa da literatura. Não serem encontrados trabalhos com essas características, na área do ensino de Enfermagem Neonatal, o que dificultou a obtenção de subsídios no processo de discussão da pesquisa. O software do exame físico do RNT no formato auto-instrucional necessita de reavaliação e será testado como recurso pedagógico. Acredita-se que o desenvolvimento de softwares educativos venha contribuir para o avanço tecnológico do ensino de Enfermagem Neonatal. Profissionais envolvidos com a tecnologia de ensino afirmam que as mudanças e evoluções tecnológicas não são mais consideradas em anos e, sim, em meses. As transformações são rápidas e constantes. Artigo Incluído no estudo: ( x) Sim ( ) Não 94 Justificativa de Exclusão:_____________________________________________ ___________________________________________________________________ Código de publicação: A20 Titulo: COMPARING THE FREQUENCY OF PHYSICAL EXAMINATION TECHNIQUES PERFORMED BY ASSOCIATE AND BACCALAUREATE DEGREE PREPARED NURSES IN CLINICAL PRACTICE: DOES EDUCATION MAKE A DIFFERENCE? Ano: 2006 Autores: Jean Giddens Formação acadêmica dos autores: doutor em enfermagem Fonte de Indexação: CINAHL Journal of nursing Education País de realização do estudo: Estados Unidos Idioma: Inglês Descritores: Não há Palavras no resumo, pelo menos uma: (x) Enfermagem ( ) Ensino ( x) Educação (x) Exame Físico ( ) Semiologia ( ) Semiotécnica ( ) SAE ( ) PE. Tipo de publicação: Artigo Contexto do estudo: graduação em enfermagem Objetivos do estudo: O objetivo deste estudo foi determinar se existe uma diferença na freqüência que várias técnicas de exame físico são realizadas por grau de associado (AND) e bacharelado (BSN) enfermeiros preparados. Metodologia 1- Tipo de estudo: projeto de estudo piloto foi transversal pesquisa exploratória com abordagem descritiva e análise de dados não paramétricos. 2- Campo de estudo: sudoeste dos Estados Unidos 3- Sujeitos: A amostra deste estudo (N = 96). Foi um subconjunto de 193 RNs pesquisadas papéis utilizados no cuidado direto do paciente em uma grande universidade baseada em instalações de cuidados de saúde no sudoeste Estados Unidos. Todos os participantes trabalharam pelo menos 20 horas por semana, e supervisores de enfermagem, administradores, gestores, educadores e enfermeiros na prática de enfermagem avançada foram excluídos da amostra. 4- Coleta dos dados: Os dados foram coletados por meio de um levantamento de 124 itens de técnicas de exame físico, desenvolvido através de dois livros de graduação em enfermagem exame físico (Jarvis, 2004; Wilson & Giddens, 2001) para a validade de conteúdo. 5- Analise dos dados: Os itens 124 inquéritos representaram 15 categorias de avaliação. Porque a classificação de frequência foi ordinal e as respostas não eram normalmente distribuídas, a classificação de frequência mediana e intervalo interquartil (IQR), para cada categoria foram usados para refletir a tendência central e dispersão. O teste de MannWhitney foi usado para determinar se existiam diferenças na frequência das técnicas 95 realizadas por enfermeiros AND e BSN. 6- Considerações bioéticas: O estudo foi aprovado pelo Conselho de Revisão Institucional da Universidade. Resultados encontrados: A maioria dos 96 participantes foi empregada a tempo inteiro (81,4%) e trabalhou em um ambiente hospitalar (90,4%). Apenas uma técnica (observar um reflexo vermelho) foi realizada mais freqüentemente por enfermeiros BSN (z = -2,80, p = 0,005). O teste de MannWhitney não mostrou diferenças entre os dois grupos em termos de frequência de técnicas realizadas. A pequena correlação negativa foi encontrada entre a freqüência e anos de experiência com a categoria de avaliação nutricional. Principais Conclusões: Os resultados deste estudo piloto parecem gerar mais perguntas do que respostas. Os dados foram coletados a partir de uma amostra relativamente pequena, representa enfermeiros de uma unidade de cuidados de saúde, e a maior parte trabalha em um estabelecimento hospitalar. O exame utilizado deve ser testado para a validade e confiabilidade. Esta pesquisa deve ser replicada para incluir enfermeiros de vários sites e diversos cenários de prática. Estudos comparando avaliação física ensinada em programas ADN e BSN e comparações de como as enfermeiras usam os dados adquiridos no exame físico com base na preparação educacional são necessárias para compreender plenamente a questão de pesquisa. Artigo Incluído no estudo: ( x) Sim ( ) Não Justificativa de Exclusão: _____________________________________________ __________________________________________________________________ Código de publicação: A21 Titulo: ADVANCED HEALTH ASSESSMENT IN NURSE PRACTITIONER PROGRAMS: FOLLOWUP STUDY Ano: 2007 Autores: Frances J. Kelley, Catharine A. Kopac, John Rosselli, Formação acadêmica dos autores: Professor associado, professor associado, Assistente de PósGraduação Ensino Fonte de Indexação: WEB OF SCIENCE Journal of Professional nursing País de realização do estudo: Estados Unidos Idioma: inglês Descritores: Utilizou Index Words: Graduate nursing education; nurse practitioners; advanced health assessment; nurse practitioner curricula. Palavras no resumo, pelo menos uma: (x ) Enfermagem ( ) Ensino ( ) Educação ( x) Exame Físico ( ) Semiologia ( ) Semiotécnica ( ) SAE ( ) PE. Tipo de publicação: Artigo Contexto do estudo: Curso de graduação e cursos de pós-graduação Objetivos do estudo: Tal como no estudo original, os investigadores estavam interessados nos tipos de programas de pós-graduação oferecidos, o crédito do curso e estágio, principais áreas de 96 conteúdo, a classe e os tamanhos de laboratório, ensino de estratégias, e as diferenças entre a graduação e a avaliação da saúde pós-graduação. Metodologia 1- Tipo de estudo: pesquisa descritiva 2- Campo de estudo: Escolas envolvidas no National Health Service Corps Nurse Practitioner Faculty Advocate Network. 3- Sujeitos: Trezentos e nove escolas de enfermagem da faculdade / listada como atuais membros do National Health Service Corps Nurse Practitioner Faculty Advocate Network, amostra de 135 escolas. 4- Coleta dos dados: O questionário elaborado pelos pesquisadores para o estudo original foi utilizado para coletar os dados. Várias alterações de formatação foram feitas para facilitar a leitura. 5- Analise dos dados: As questões de pesquisa envolvendo os dados categóricos e foram abordados pela distribuição de freqüência e qui-quadrado, análise. 6- Considerações bioéticas: Aprovação para o estudo foi obtido no conselho de revisão dos seres humanos, em uma grande universidade no cenário nordeste dos Estados Unidos Resultados encontrados: 85 (63%) foram instituições públicas e 43 (31,9%) eram privadas, 7 escolas não informaram sua situação. Houve também uma diminuição no número relatado de programas especialista em saúde mental e psiquiátrica clínica (adulto) oferecidos (de 42 no estudo original de 24 no estudo de follow-up). Quando questionado sobre se a avaliação de saúde é parte do currículo de graduação clínica, 132 escolas (97,8%) responderam que oferecem algum tipo de curso de avaliação de saúde. Uma escola não oferece curso de avaliação de saúde e exige que seus alunos entrem com a avaliação de saúde das habilidades antes da matrícula e passam por uma avaliação clínica de competências. Duas escolas não responderam. A maioria das escolas (n = 69; 52%) tinha uma atribuição de 3 créditos e 33 escolas (25%) tinham 4 créditos. Os entrevistados que responderam a esta questão acreditavam que a pós-graduação e cursos de avaliação de saúde incluíam um maior enfoque na inclusão de habilidades clínicas avançadas. Noventa professores responderam que utilizam uma variedade de estratégias que vão desde o uso de pacientes, comerciais e voluntários pacientes pediátricos, CDs personalizados, e a disponibilidade de instituição de curso de gerenciamento de sistemas e tradicional, como o quadro-negro. Principais Conclusões: Comuns- O programa enfermeira da família foi o programa mais oferecido. O conteúdo avaliação da saúde foi encontrado em todos os programas de enfermagem, e é freqüentemente ensinada em simultâneo com atribuições clínicas. As principais áreas de conteúdo citadas foram: histórico de saúde e entrevista, desenvolvimento do exame físico e avaliação funcional. Formações variadas- Muitos estudantes vêm para a avaliação de saúde avançada sem um curso de graduação, a diversidade de preparação e competências dos estudantes de entrada representa um desafio para os professores. Características- Um curso de pós-graduação da avaliação da saúde é caracterizado pela maior profundidade e abrangência de conteúdos e habilidades, é muitas vezes acompanhado por uma 97 introdução e /ou foco no diagnóstico diferencial e achado anormais. Esforços baseados na WEB- Existe agora uma necessidade reconhecida para integrar a tecnologia baseada na web em curso de avaliação da saúde apesar de sua novidade. Dois dos maiores desafios que os professores enfrentam são a falta de experiência e o tempo limitado. Artigo Incluído no estudo: ( x) Sim ( ) Não Justificativa de Exclusão: _____________________________________________ __________________________________________________________________ Código de publicação: A22 Titulo: SEMIOTÉCNICA E SEMIOLOGIA DO RECÉM-NASCIDO PRÉ-TERMO: AVALIAÇÃO DE UM SOFTWARE EDUCACIONAL Ano: 2008 Autores: Luciana Mara Monti Fonseca, Adriana Moraes Leite, Débora Falleiros de Mello, Maria Célia Barcellos Dalri, Carmen Gracinda Silvan Scochi Formação acadêmica dos autores: enfermeira pós-graduanda, enfermeira docente, enfermeira docente, enfermeira docente, enfermeira docente. Fonte de Indexação: SCIELO Acta paulista de enfermagem País de realização do estudo: Brasil Idioma: Português Descritores: Enfermagem neonatal; Exame físico; Tecnologia educacional Palavras no resumo, pelo menos uma: (x) Enfermagem (x ) Ensino ( ) Educação ( ) Exame Físico ( x) Semiologia ( x) Semiotécnica ( ) SAE ( ) PE. Tipo de publicação: artigo Contexto do estudo: Graduação em enfermagem Objetivos do estudo: avaliar o conteúdo e a aparência do software Semiotécnica e semiologia do recém-nascido pré- termo junto a especialistas das áreas de informática, audiovisual e enfermagem. Metodologia 1- Tipo de estudo: estudo descritivo exploratório 2- Campo de estudo: Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto/USP 3- Sujeitos: 16 participantes que atendessem ao critério de inclusão: cinco anos ou mais de experiência em suas áreas de atuação ou título de especialista. Participaram da área tecnológica cinco profissionais (dois técnicos em informática e três técnicos em áudio-visual), e da área de enfermagem onze enfermeiros (cinco docentes de enfermagem pediátrica e neonatal, semiologia em enfermagem e informática em enfermagem e seis enfermeiros assistenciais de unidades neonatal e pediátrica). 4- Coleta dos dados: Para avaliação do software: 1- avalia o desempenho mínimo do tempo de resposta (técnicos em informática); 2- ou dimensão pedagógica, inclui o conteúdo do software (enfermeiros); 3- avalia a qualidade da interface e a adequação estética e audiovisual (enfermeiros, técnicos em informática e em audiovisual), e 4- avalia a adequação do 98 programa e das simulações (enfermeiros). 5- Analise dos dados: O método somativo, escala do tipo Likert. Na avaliação do software consideramos um item adequado, quando 70% ou mais avaliadores atribuíram conceito bom ou muito bom, dentre as opções estabelecidas (insatisfatório, regular, bom, muito bom). 6- Considerações bioéticas: O projeto foi submetido e aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto/USP sob o protocolo nº. 0334/2003 e os participantes assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Resultados encontrados: Qualidade da interface houve maior freqüência (60%) de avaliação regular e insatisfatória nos subitens aspecto visual e botões de navegação, e 60% de bom e muito bom para uso do espaço e formato das telas. A adequação estética e audiovisual foi validada, pois 93,7% dos avaliadores emitiram a opinião bom ou muito bom na qualidade dos vídeos, fotos e textos, 87,5% na qualidade das figuras e 81,2% dos sons. A adequação do programa foi validada, pois mais de 70% atribuíram bom e muito bom, sendo 81,8% no subitem facilidade na execução do programa e saída do programa e 100% em entrada no programa, apresentação das instruções de uso e do banco de mídias. A qualidade das simulações foi adequada; o subitem feedback às respostas apresentavam bom e muito bom por 80% dos avaliadores; os sub-itens apresentação e enunciado receberam 90% e a associação ao conteúdo foi adequada para 100% dos participantes, sendo que um deles não respondeu ao item. O conteúdo foi avaliado por 11 enfermeiros, sendo subdividido em 20 tópicos do software para que estes fossem avaliados separadamente. Os tópicos do conteúdo avaliados por 100% dos participantes com conceitos bom e muito bom foram: o objetivo, a avaliação clínica sistemática; as necessidades de circulação, alimentação e hidratação, eliminação, integridade tecidual, sono e repouso, sexualidade, percepção sensorial, psicossocial e psicoespiritual. Principais Conclusões: Este software possibilita aos docentes e estudantes vivenciar a inter-relação entre quatro vertentes, o conteúdo de semiotécnica e semiologia do recém-nascido pré-termo, novas abordagens pedagógicas, inovações tecnológicas em educação e utilização da primeira fase do Processo de Enfermagem, organizando o conteúdo em Necessidades Humanas Básicas. Artigo Incluído no estudo: ( x) Sim ( ) Não Justificativa de Exclusão: _____________________________________________ __________________________________________________________________ Código de publicação: A23 Titulo: AVALIANDO A APRENDIZAGEM DO EXAME FÍSICO DE ENFERMAGEM NO CONTEXTO DA SEMIOLOGIA PEDIÁTRICA Ano: 2008 Autores: Marisa Rufino Ferreira Luizari, Conceição Vieira da Silva Ohana, Ana Lúcia Moraes Horta Formação acadêmica dos autores: Mestre, Doutora, Doutora Fonte de Indexação: CINAHL Acta Paulista de Enfermagem País de realização do estudo: Brasil Idioma: Português 99 Descritores: Exame físico, Enfermagem pediátrica, Educação em enfermagem Palavras no resumo, pelo menos uma: (x) Enfermagem ( ) Ensino ( ) Educação ( x) Exame Físico (x ) Semiologia (x ) Semiotécnica ( ) SAE ( ) PE. Tipo de publicação: Artigo Contexto do estudo: Graduação em enfermagem Objetivos do estudo: Verificar como o aluno de enfermagem realiza o exame físico da criança, quanto à utilização de materiais, seqüência de procedimentos e interação com o paciente. Analisar as fases da motivação e do desempenho, de acordo com o referencial de Gagné, em relação ao ensino teórico-prático do exame físico na criança. Metodologia 1- Tipo de estudo: Estudo descritivo 2- Campo de estudo: atividades práticas foram desenvolvidas em duas unidades de assistência à criança em Campo Grande, MS. 3- Sujeitos: Foram incluídos 36 alunos de graduação em Enfermagem que freqüentavam a disciplina Semiologia e semiotécnica. 4- Coleta dos dados: Foram utilizados três instrumentos: Guia de avaliação física da criança, elaborada com elementos da literatura e da experiência das autoras e pré-testada por três especialistas, com quatro partes (dados de identificação, antropométricos, de sinais vitais e do exame físico da criança) cobrindo os métodos básicos do exame (inspeção, palpação, percussão e ausculta) propostos por Christensen; Formulário de observação do docente sobre o exame físico da criança, para avaliar o desempenho do aluno de graduação em Enfermagem, adaptado do referencial de modelo de observação de Oliveira, com escala de 0 a 10 abrangendo duas faixas: semiotécnica insatisfatória e satisfatória; Formulário do aluno no processo ensino aprendizagem sobre o exame físico da criança (questões semiestruturadas e abertas). Os dados foram coletados por meio de observação estruturada, de outubro de 1999 a janeiro de 2000, após 12 h de atividades teóricas e 24 h de práticas em uma comunidade infantil sob supervisão docente na disciplina referida. 5- Analise dos dados: Para a análise dos dados, investigaram-se os processos de ensino aprendizagem em relação às fases de motivação e de desempenho da Teoria de Aprendizagem de Gagné. 6- Considerações bioéticas: Após aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal de São Paulo e autorização pelas instituições em que ocorreriam a coleta de dados, alunos e pais das crianças participantes assinaram um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Resultados encontrados: A maioria dos alunos tinha de 18 a 22 anos de idade e era do sexo feminino. Apenas 15 (41,67%) já haviam cuidado de crianças anteriormente à disciplina. Para 16 alunos (44,45%), ensinar é a função do professor no processo de ensino–aprendizagem; para 12 (33,33%), é a de facilitar a aprendizagem, mostrando caminhos e esclarecendo dúvidas; para 8 (22,22%), é tanto ensinar quanto facilitar a aprendizagem. O instrumento de avaliação física foi descrito por 34 alunos (94,44%) como eficazes na identificação 100 de características dos padrões normal e anormal na criança, servindo de suporte para suas intervenções. O uso dos materiais foi satisfatório em 23 alunos (63,89%). Os demais deixaram de reunir previamente a maioria dos materiais necessários, o que sugere falta de planejamento adequado. Otoscópio e lanterna foram satisfatoriamente pré-testados por 29 alunos (80,56%), mas apenas 4 (11,11%) procederam ao aquecimento do estetoscópio, A seqüência do exame foi realizada satisfatoriamente por 27 alunos (79,41%), que a iniciaram pelo sentido cefalocaudal, deixando para o final da avaliação áreas que provocam maior desconforto físico (ouvidos, boca, abdome, regiões dolorosas). Os demais alteraram a ordem, iniciando-a ou pela boca e orofaringe ou pelo ouvido médio, causando maior resistência da criança. Dois alunos não realizaram o exame. A verificação da freqüência cardíaca foi realizada satisfatoriamente por apenas 5 alunos (13,89%), de 36. A pressão arterial (somente nas crianças com mais de dois anos) foi medida satisfatoriamente por 20 (68,97%), de um total de 29. A maioria dos alunos (31, ou 86,11%) não verificou satisfatoriamente a freqüência cardíaca, não localizando o foco apical a partir do ponto de impulso máximo ou não localizando por palpação o foco apical ou mitral em relação ao ângulo de Louis e ao gradil costal, nos espaços intercostais esquerdos (EIE). A maioria dos alunos inspecionou satisfatoriamente os segmentos corporais. Na maioria (22, ou 64,70%), os alunos procederam insatisfatoriamente à inspeção do ouvido médio, sem solicitarem auxílio de outra pessoa e sem realizarem a contenção correta da criança. Apenas 12 alunos (34,29%), de um total de 35, procederam corretamente, palpando o tórax bilateralmente, com as pontas dos dedos aquecidas, nas regiões posterior, lateral e anterior. Os que não a realizaram satisfatoriamente (23, ou 65,71%) deixaram de aquecer as pontas dos dedos, não a fizeram bilateralmente e/ou omitiram a região posterior, diferentemente do preconizado. Na percussão, por sua vez, os 21 (60%) que não a realizaram satisfatoriamente deixaram de percutir todas as regiões, principalmente a posterior, auscultação, a da região torácica foi realizada com maior dificuldade que a abdominal: apenas 10 alunos (28,57%), dentre 35, procederam satisfatoriamente. Principais Conclusões: As técnicas de obtenção de dados antropométricos se revelaram de aprendizagem mais fácil que as de coleta de sinais vitais. A ausculta foi o método de mais difícil aprendizagem, seguida da palpação e da percussão. Na busca de melhores caminhos que contribuam para a efetividade das intervenções de enfermagem, enfatiza-se a importância da formação do aluno para a prática do exame físico na criança. Torna-se imprescindível que o aluno desenvolva continuamente, além do conhecimento de outras áreas, as técnicas propedêuticas necessárias, como exercer criatividade e estar atento ao aspecto, conduta e atividade da criança, de modo a interpretar corretamente os achados relativos ao crescimento e desenvolvimento. Artigo Incluído no estudo: ( x) Sim ( ) Não Justificativa de Exclusão: _____________________________________________ __________________________________________________________________ Código de publicação: A24 101 Titulo: O ENSINO DO EXAME FÍSICO EM SUAS DIMENSÕES TÉCNICAS E SUBJETIVAS Ano: 2009 Autores: Carlos Magno Carvalho da Silva, Vera Maria Sabóia, Enéas Rangel Teixeira Formação acadêmica dos autores: mestrando em ciências do Cuidado em Saúde, doutora em enfermagem, doutor em enfermagem Fonte de Indexação: CINAHL texto e contexto enfermagem País de realização do estudo: Brasil Idioma: Português Descritores: Exame Físico. Ensino. Enfermagem. Psicologia. Relações interpessoais Palavras no resumo, pelo menos uma: (x) Enfermagem ( x) Ensino ( ) Educação ( x) Exame Físico ( ) Semiologia ( ) Semiotécnica ( ) SAE ( ) PE. Tipo de publicação: Artigo Contexto do estudo: graduação em enfermagem Objetivos do estudo: Descrever as concepções dos acadêmicos de enfermagem sobre a prática do exame físico destacando suas dimensões subjetivas; Discutir o ensino desta prática na perspectiva do cuidado clínico de enfermagem. Metodologia 1- Tipo de estudo: Pesquisa qualitativa, descritiva e exploratória 2- Campo de estudo: Ambulatório do Hospital Universitário Antônio Pedro (HUAP) da Universidade Federal Fluminense (UFF) 3- Sujeitos: Uma turma de acadêmico do 4º período da graduação em enfermagem, com aproximadamente 50 alunos, durante o curso da disciplina Fundamentos de Enfermagem, no segundo semestre de 2007. Amostra 20 alunas. 4- Coleta dos dados: Na fase de coleta de dados foram realizadas 48 horas de observação participante, além de entrevista individuais que duraram 25 minutos, em média. A entrevista, semiestrurada, consistiu-se de um roteiro previamente elaborado que serviu de eixo orientador ao desenvolvimento da entrevista, e procurou as respostas dos participantes às mesmas questões, não exigindo ordem rígida, mantendo um grau de flexibilidade, adaptandose ao entrevistado e permitindo assim, o aprofundamento da temática estudada. 5- Analise dos dados: Para análise das falas, utilizou-se a hermenêutica dialética, esta técnica analítica relaciona o depoimento ao seu contexto, para entendê-lo a partir do seu interior e no campo da especificidade histórica e totalizante em que é produzido. 6- Considerações bioéticas: Comitê de Ética em Pesquisa da Faculdade de Medicina/HUAP, emitido em 09/11/07, com o Nº 01260258000- 07 e obedece aos preceitos da Resolução Nº 196/96 do Conselho Nacional de Saúde, que regulamenta a pesquisa envolvendo seres humanos. Resultados encontrados: O acolhimento constitui-se numa tecnologia leve para a humanização do atendimento. São evidenciadas as oportunidades de interação no momento do exame. A técnica, a estética e a ética se articulam no cuidado para preservar a singularidade do cliente. É frequente o relacionamento vertical entre professor e acadêmico durante o processo ensino-aprendizagem, com o 102 estabelecimento de relações unilaterais. Tal postura prejudica o crescimento e o desenvolvimento do estudante universitário como ser adulto, com um agravante este não se sente bem em ser tratado como criança. Principais Conclusões: o estudo propôs idéias, reflexões e críticas, à medida que descreveu como vem sendo realizado o exame físico no curso de graduação de enfermagem. Busca-se um saberfazer reflexivo que atenda aos contextos atuais da educação e da saúde. As ferramentas oferecidas visam o empreendimento de medidas transformadoras no ensino de graduação em enfermagem exaltando a construção conjunta, considerando as técnicas, tecnologias e a subjetividade, além de considerar os eventos inesperados que possam surgir durante a interação entre o enfermeiro e o paciente. Durante o processo de ensino-aprendizagem do exame físico, são viáveis as junções dinâmicas entre as técnicas semiológicas, a subjetividade e os atravessamentos na clínica, desenvolvendo a tecnologia leve-dura. O saber passa a ser construído em conjunto, possibilitando a participação de acadêmicos, professores, monitores e pacientes, e, conseqüentemente, a qualidade do ensino e assistência. É necessário o exercício da arte no cuidado, dotada da sensibilidade estética e da ética, considerando a humanização e a complexidade na saúde. Artigo Incluído no estudo: (x ) Sim ( ) Não Justificativa de Exclusão: _____________________________________________ __________________________________________________________________ Código de publicação: A 25 Titulo: INOVAÇÃO TECNOLÓGICA NO ENSINO DA SEMIOTÉCNICA E SEMIOLOGIA EM ENFERMAGEM NEONATAL: DO DESENVOLVIMENTO À UTILIZAÇÃO DE UM SOFTWARE EDUCACIONAL Ano: 2009 Autores: Luciana Mara Monti Fonseca, Fernanda dos Santos Nogueira de Góes, Geovana Magalhães Ferecini, Adriana Moraes Leite, Débora Falleiros de Mello, Carmen Gracinda Silvan Scochi Formação acadêmica dos autores: doutora em enfermagem, doutoranda em enfermagem em saúde pública, doutoranda em enfermagem em saúde pública, doutora em enfermagem, professor associado, professor titular Fonte de Indexação: SCIELO Texto e Contexto Enfermagem País de realização do estudo: Brasil Idioma: Português Descritores: Educação em Enfermagem. Software. Exame físico. Enfermagem neonatal. Prematuro Palavras no resumo, pelo menos uma: (x) Enfermagem ( ) Ensino ( x) Educação ( ) Exame Físico ( x) Semiologia (x ) Semiotécnica ( ) SAE (x) PE. Tipo de publicação: artigo Contexto do estudo: graduação em enfermagem 103 Objetivos do estudo: descrever o processo de desenvolvimento de um software educacional sobre semiotécnica e semiologia do RNPT. Metodologia 1- Tipo de estudo: construção de software 2- Campo de estudo: Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo 3- Sujeitos: Construção de software 4- Coleta dos dados: apresenta quatro fases de desenvolvimento: 1. definição do escopo (pesquisa e brainstorming; definição do conteúdo e escopo; caracterização do usuário; análise da disponibilidade de recursos de hardware e software; elaboração inicial da interface; reunião dos recursos de mídia; aprovação da fase), 2. planejamento (organização do conteúdo; construção de fluxograma de apresentação; desenho da interface; planejamento cronológico; verificação de suporte financeiro e de recursos computacionais de hardware e software necessários e/ou adicionais; prototipação; aprovação da fase), 3. produção e 4. implementação, o que facilita didaticamente a construção. 5- Analise dos dados: não explicitado 6- Considerações bioéticas: O projeto foi submetido à apreciação do Comitê de Ética em Pesquisa da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo, sob o número de protocolo Nº 0334/2003, sendo aprovado. Resultados encontrados: Na fase de definição do escopo foi definido o objetivo da construção do software educacional, como o de auxiliar o estudante de graduação em enfermagem a desenvolver conhecimentos e habilidades necessárias sobre semiotécnica e semiologia do RNPT. O conteúdo do software foi organizado em quatro partes: 1. Apresentação, incluindo também justificativa, objetivo e lista de abreviações; 2. Semiotécnica, contendo conceitos teóricos e práticos das técnicas de inspeção, palpação, percussão e ausculta utilizadas na avaliação clínica do pré-termo; 3. Semiologia, abordando conceitos, histórico, contexto (recém-nascido pré-termo, avaliador, ambiente e família) e os tipos de avaliação (ao nascimento, de transição e sistemática). A avaliação clínica sistemática foi trabalhada por necessidades humanas básicas (oxigenação, circulação, termorregulação, alimentação e hidratação, eliminação, integridade tecidual, sono e repouso, sexualidade, percepção sensorial, psicossocial e psicoespiritual), aspecto inédito na organização do conteúdo didático e ensino dos estudantes de enfermagem. Na literatura, este conteúdo apresenta- se organizado por sistemas ou céfalo-caudal; 4. Simulações, com questões de múltipla escolha e respectivos feedback de resposta certa ou errada, visando testar os conhecimentos adquiridos com o uso do software. Na fase de planejamento, o conteúdo nos tópicos foi sendo gerado e organizado partindo dos conteúdos mais gerais até os mais específicos, finalizando com os conteúdos de apoio para avaliação clínica. A informação visual e estética tem o objetivo de facilitar a aprendizagem, usa efetivamente, a comunicação não verbal incluindo sinais emocionais que motivem, dirijam ou distraiam. A organização da informação tanto pode auxiliar o usuário como confundi-lo. Na fase de produção, os esboços finais (layouts de tela) foram organizados. O formato da interface tornou-se definitivo e padronizado. As mídias já intituladas e editadas, anteriormente, foram organizadas em um banco de dados que denominamos “galeria”. A validação do conteúdo e aparência, parte da fase de 104 implementação, foi realizada junto a cinco especialistas da área tecnológica (dois técnicos em informática e três técnicos em áudio-visual) e 11 profissionais da área de enfermagem, (cinco docentes de enfermagem pediátrica e neonatal, semiologia em enfermagem e informática em enfermagem e seis enfermeiras assistenciais de unidades neonatal e pediátrica), que atenderam ao critério de inclusão: cinco anos ou mais de experiência em suas áreas de atuação ou título de especialista. Principais Conclusões: O desenvolvimento do software educativo exigiu empenho educacional, tecnológico e científico num compromisso a longo prazo. Mais que oferecer um conteúdo sobre a semiotécnica e semiologia do RNPT, agregamos aspectos referentes ao próprio desenvolvimento do software, que congrega, além do uso de recursos tecnológicos interativos, a organização do conhecimento sobre a semiotécnica e semiologia do RNPT e a elaboração de simulações acerca destes conteúdos para aferir o aprendizado dos usuários (estudantes e enfermeiros). Outra inovação apresentada é a reorganização do conteúdo da semiologia do prematuro em necessidades humanas, diferentemente da literatura disponível que apresenta a avaliação clínica na sequência céfalo-caudal ou por sistemas. Consideramos que o produto desenvolvido está adequado para ser disponibilizado para uso no ensino de enfermagem sobre a semiotécnica e semiologia do prematuro, cuja implantação será avaliada em estudos posteriores, juntamente com a atualização de conteúdos e incremento de outros recursos de mídia conforme sugestões dos avaliadores. Consideramos que este software apresenta a possibilidade de um ensino inovador para mediadores e estudantes que vislumbram trabalhar, concomitantemente, o conteúdo de semiotécnica e semiologia do RNPT, abordagens pedagógicas mais ativas, inovações tecnológicas em educação e a organização do conteúdo em necessidades humanas básicas. Artigo Incluído no estudo: ( x) Sim ( ) Não Justificativa de Exclusão: _____________________________________________ __________________________________________________________________ Código de publicação: A26 Titulo: A SURVEY OF PHYSICAL EXAMINATION SKILLS TAUGHT IN UNDERGRADUATE NURSING PROGRAMS: ARE WE TEACHING TOO MUCH? Ano: 2009 Autores: Jean Foret Giddens, Linda Eddy Formação acadêmica dos autores: doutor em enfermagem, doutor em enfermagem Fonte de Indexação: CINAHL Journal of Nursing Education País de realização do estudo: Estados Unidos Idioma: inglês Descritores: não há Palavras no resumo, pelo menos uma: (x) Enfermagem ( x) Ensino ( x) Educação ( x) Exame Físico ( ) Semiologia ( ) Semiotécnica ( ) SAE ( ) PE. Tipo de publicação: Artigo 105 Contexto do estudo: graduação em enfermagem Objetivos do estudo: O objetivo deste estudo foi construir na pesquisa anterior, determinando quais as competências de avaliação física são ensinados e comparar como o conteúdo é ensinado entre os programas de graduação em enfermagem. Metodologia 1- Tipo de estudo: pesquisa não experimental, com uma abordagem descritiva e comparativa para análise de dados 2- Campo de estudo: programas de graduação 3- Sujeitos: A partir dessas listas, 500 programas de graduação (250 BSN e 250 AND) os programas foram selecionados aleatoriamente; professores dos programas selecionados foram convidados a participar. Um total de 198 professores de cursos de graduação concluíram o inquérito. 4- Coleta dos dados: Os dados foram coletados através de um levantamento realizado pelo pesquisador (JFG). A primeira parte da pesquisa envolveu dados demográficos. A segunda parte do estudo compreendeu uma lista de 122 habilidades de avaliação física. A pesquisa foi realizada em um formato online. 5- Analise dos dados: A correlação foi calculada entre cada uma das categorias do sistema 16. Oito das categorias foram altamente correlacionadas e estatisticamente significativas (p <0,05). Dos restantes 10 categorias, seis foram moderadamente correlacionadas entre si (r = 0,52 a r = 0,66), 4 categorias tiveram baixa correlação (r = 0,48 a r = 0,39). Um teste t pareado não revelou diferença estatística para nenhuma das categorias de avaliação. 6- Considerações bioéticas: Aprovação do estudo foi dada pela diretoria da universidade de revisão institucional. Resultados encontrados: Um total de 198 indivíduos de ensino nos cursos de graduação concluiu o inquérito, o que representa uma taxa de retorno de 42%. O exame físico foi ensinado como um curso independente em 48,2% (n = 93) dos programas de graduação. O conteúdo foi ensinado em uma abordagem integrada de vários cursos em 26,4% (n = 51) dos programas e foi emparelhado com outro conteúdo do curso no prazo do curso de 19,2% (n = 37). Todos os entrevistados relataram que os alunos avaliados entre si no ambiente de laboratório, fazem com que este, de longe, seja a abordagem mais comum utilizada. Outras aplicações incluem o uso de simulação por computador (18,1%, n = 35), manequim (18,1%, n = 35) e outros (8,3%, n = 16), nenhum dos programas de graduação relataram o uso de modelos vivos para fins de instrução. Não houve diferença significativa no laboratório didático e as abordagens existentes entre AND e programas BSN, da mesma forma, não houve diferenças com base no tamanho do programa de enfermagem. De 122 habilidades dentro da pesquisa, 81,1% (n = 99) foram supostamente ensinadas por mais de 50% dos programas de enfermagem, 63,9% (n = 78) foram supostamente ensinadas por mais de 75% dos programas de enfermagem. 106 Foram encontradas diferenças significativas em apenas três categorias (tegumento, mama e genitália feminina). Em todos os casos, os programas BSN relataram ensinar mais as habilidades que os programas AND. Os resultados deste estudo representam uma amostra relativamente pequena de docentes e não pode ser representar as práticas de ensino de todos os programas de enfermagem. Principais Conclusões: Embora os resultados deste estudo sejam interessantes, mais pesquisas são necessárias para compreender melhor os resultados do contexto da prática de ensino e aprendizagem. Devido às diferenças encontradas entre AND e BSN, uma comparação das habilidades ensinadas deve ser investigada. As várias faixas educativas em programas BSN também levantam questões relacionadas com diferenças de potencial. A replicação deste estudo voltado para essas variáveis seria benéfica, seria um estudo com foco na ligação entre as competências de avaliação do ensino e avaliação clínica. A preocupação com a saturação de conteúdo no ensino de enfermagem e o descompasso entre as habilidades de avaliação física ensinada no ensino de enfermagem e aqueles regularmente utilizados na prática, parece claro que os educadores enfermeiro devem avaliar o teor da avaliação física ensinada no âmbito de programas de enfermagem e analisar a revisão curricular e as expectativas do curso. O professor deve considerar o ensino de habilidades com ênfase na interpretação dos resultados de avaliação física e do desenvolvimento do julgamento clínico em programas de graduação em enfermagem. O diplomado, com uma base forte em habilidades básicas do exame físico associada a uma compreensão da interpretação é capaz de aprender e aplicar as competências de avaliação. É possível que essa abordagem possa se traduzir em melhoria da vigilância nos serviços de saúde. Artigo Incluído no estudo: ( x) Sim ( ) Não Justificativa de Exclusão: _____________________________________________ __________________________________________________________________ 107 Apêndice E – Termo de Compromisso para Utilização de Dados Título do Trabalho de Conclusão de Curso: PRODUÇÃO DO CONHECIMENTO SOBRE O ENSINO DO EXAME FÍSICO NA ENFERMAGEM: UMA REVISÃO INTEGRATIVA As pesquisadoras do presente Trabalho de Conclusão de Curso, Josi Barreto Nunes e Ana Paula Scheffer Schell da Silva, se comprometem em levar em consideração as normas nacionais sobre direitos autorais dos estudos analisados. Os artigos serão utilizados para pesquisa referente ao Trabalho de Conclusão do Curso de Graduação em Enfermagem da Universidade Federal do Pampa UNIPAMPA. As pesquisadoras concordam que estas informações serão utilizadas única e exclusivamente com a finalidade científica. Uruguaiana, 17 de dezembro de 2009. Josi Barreto Nunes Acadêmico de Enfermagem UNIPAMPA - Campus Uruguaiana Msc. Ana Paula Scheffer Schell da Silva Professora Assistente do Curso de Enfermagem da UNIPAMPA. Telefones para contato com as pesquisadoras: (55) 96313951 / (51) 9661.5534