1. INTRODUÇÃO A disponibilidade de água potável está directamente relacionada com a melhoria das condições sanitárias das populações, da esperança de vida, e do desenvolvimento socioeconómico, com implicações profundas no desenvolvimento humano e das sociedades. O alcance da paz em Angola, em 2002, permitiu ao Governo orientar as suas acções na melhoria da qualidade de vida dos cidadãos, através da execução de um multifacético e vasto programa de investimentos públicos em que se enquadram as infraestruturas de abastecimento de Por: Paulo Jorge Ringote (Consultor do Secretario de Estado das Águas) água, e em particular o Programa Água para Todos . Por: Paulo Jorge Ringote (Consultor do Secretário de Estado das Águas) 2. CONTEXTO As áreas rurais do País são aquelas que apresentavam e apresentam ainda, maior ausência de condições básicas para assegurar o abastecimento adequado da população, em termos de água potável. A criação do Programa Água para Todos foi orientada por Sua Excelência Engº José Eduardo dos Santos, Presidente da República de Angola, no ano de 2007, com a finalidade de universalizar a tipologia de soluções, com a maximização da necessidade do tratamento e, por outro lado, procurar garantir a qualidade do abastecimento(redes de distribuição rurais / encurtamento de distâncias). Por: Paulo Jorge Ringote (Consultor do Secretário de Estado das Águas) 3. OBJECTIVOS E METAS Primeiro: aumentar a oferta de água potável às populações residentes nas zonas rurais, mediante a promoção de soluções simples, e que garantam a sua sustentabilidade; Segundo: estimular a produção nacional e a melhoria da qualidade de vida das populações rurais, contribuindo assim para a redução da a pobreza; METAS Acções construtivas: construção de cerca de 700 PSA construção/reabilitação de cerca de 2.000 furos ou PA; Taxa de Cobertura: Nas zonas urbanas passar a cobertura de 57% para 100%; Nas zonas rurais passar a cobertura de 22% para 80%. Por: Paulo Jorge Ringote (Consultor do Secretário de Estado das Águas) 1 4. Início • • • 5. INDICADORES REVISTOS Moxico 3% de 2010: Inconsistência e insuficiência nos dados; Necessidade de ajustamento nas populações a servir; Ajustamento do Orçamento do Programa. Designação Uíge 13% Huíla 12% Plano de Acção Revisto Inicial (2007) (2010) Estimativa da População Rural Inicial 5.300.000 6.839.860 Estimativa da População Rural Final 6.200.000 7.514.469 Estimativa da População Coberta Final 4.960.000 6.037.161 300 700 7.000 2.000 615 Milhões de US$ 1.000Milhões de US$ Bengo 2% Luanda 7% Huambo 9% Kwanza Norte 5% Cunene 5% Malange 6% Bié 7% a Construir Número de Captações Subterráneas Namibe Cabinda Zaire 2% 2% 1% Kuando Kubango 2% Plano de Acção Número de Pequenos Sistemas de Abastecimento DISTRIBUIÇÃO DA POPULAÇÃO RURAL POR PROVÍNCIA Benguela 10% Kwanza Sul 7% Lunda Norte 3% Lunda Sul 3% (Furos) a Construir ou Reabilitar Orçamento de Investimento Por: PAULO RINGOTE 6. Balanço 7. O Programa, possibilitou a execução de infraestruturas que permitiram abastecer cerca de 2,5 milhões de habitantes e fixar a taxa de cobertura de abastecimento de água no meio rural em 54,6%(dados de Abril/2013): População Rural Coberta (hab.) População Rural Total Província no inicio de 2013 (hab.) Cabinda Zaire Uíge Bengo Luanda Kwanza Norte Malange Lunda Norte Lunda Sul Kwanza Sul Benguela Bié Cunene Huambo Huíla Kuando Kubango Moxico Namibe Total Por: Paulo Jorge Ringote (Consultor do Secretário de Estado das Águas) 5 (1) 112 393 155 672 1 069 687 188 947 559 009 428 761 458 401 224 596 284 318 577 293 845 662 545 857 377 684 697 945 969 207 177 350 até Abril de 2013 Inicial (2) 26 052 36 082 247 731 43 796 154 186 99 751 106 851 52 059 65 902 133 809 196 024 126 529 87 546 161 784 224 662 41 109 Projectos PAT 15 434 30 822 150 277 55 981 39 684 187 497 145 569 144 204 49 738 207 611 95 500 115 125 150 624 83 045 276 528 59 264 (3) Projectos Extra PAT (4) 30 649 8 738 30 884 1 063 46 817 11 116 13 192 13 955 2 675 20 200 164 339 66 549 25 393 72 081 47 677 3 969 Taxa de Cobertura Actual (%) (6) Total (5) 72 135 75 642 428 892 100 840 240 687 298 364 265 612 210 218 118 315 361 620 455 863 308 203 263 563 316 910 548 867 104 342 64,2% 48,6% 40,1% 53,4% 43,1% 69,6% 57,9% 93,6% 41,6% 62,6% 53,9% 56,5% 69,8% 45,4% 56,6% 58,8% 264 176 201 816 61 236 46 780 101 262 47 552 4 787 11 167 167 285 105 499 63,3% 52,3% 8 138 774 1 911 889 1 955 716 575 250 4 442 856 54,6% Por: Paulo Jorge Ringote (Consultor do Secretário de Estado das Águas) ESTRATÉGIA DE IMPLEMENTAÇÃO A estratégia de implementação inclui três fases: Primeira fase constituída pelo Projecto-Piloto (2007), abrangendo algumas localidades das Províncias do Bengo, Benguela Uíge e Cabinda, que previa servir 271.875 habitantes. A segunda fase (2008), alicerçada no Programa de Investimentos Públicos, com a cobertura de todas as Províncias e localidades previstas. As acções desta fase iniciaram nos Municípios mais populosos com a meta de satisfazer 40% da população prevista. A terceira fase, decorrente do Plano de Acção Revisto, aprovado em Março de 2010 que impõe a reformulação da estratégia e consagra a necessidade de uma maior intervenção do órgão coordenador. A partir do ano de 2012, iniciou-se com o processo desconcentração das acções de execução ao nível das administrações municipais, tendo sido beneficiados 36 municipios. Em 2013, o número de municipios alargou-se para 74. Por: Paulo Jorge Ringote (Consultor do Secretário de Estado das Águas) 2 8. DESCENTRALIZAÇÃO E SUAS VANTAJENS 9. RESUMO DAS ACÇÕES DE CONTRATAÇÃO CENTRAL O poder de decisão e a capacidade de resposta passam a estar mais próximos dos beneficiários/utilizadores; As Administrações Municipais conhecem melhor as necessidades das localidades inseridas no seu espaço territorial, pelo que devem ser capazes de direcionar/priorizar melhor os investimentos; As Administrações Municipais devido a uma maior proximidade aos PROJECTOS FINANCIADOS COM LINHAS DE CRÉDITO locais das obras, deverão ser capazes (se possuírem os meios necessários e Designação da Acção Qtidade Valor (USD) STATUS estiverem capacitadas para tal), de efectuar um melhor acompanhamento Empreitadas para o Fornecimento e Monatagem de Estações de Tratamento e Água e redes de Distribuição (ISRAEL) 152 178 000 000,00 EM EXECUÇÃO Empreitadas para a Execução de Pontos Melhorados de Abastecimento de Água (ALEMANHA) 400 49 000 000,00 EM APRECIAÇÃ O e fiscalização das obras; Ao estarem envolvidas na contratação e gestão das empreitadas, as Administrações Municipais terão necessariamente um maior empenho/responsabilização ao nível da O&M das infraestruturas. Por: Paulo Jorge Ringote (Consultor do Secretário de Estado das Águas) 10. DIMENSIONAMENTO DA PROCURA No dimensionamento de Sistemas pretende-se assegurar a disponibilidade de uma capitação média por habitante de: • 40 L/dia/hab, no caso do abastecimento a partir de fontanários (com reservatório), • 50 L/dia/hab para casos de abastecimento a partir de ligações domiciliárias a instalações sem canalizações internas, • 90 L/dia/hab para os casos de ramal domiciliário, a instalações com canalização interna. Por: Paulo Jorge Ringote (Consultor do Secretário de Estado das Águas) As acções centrais, cujo valor poderá ascender à 311 milhões de dólares, permitiram (permitirão) abastecer cerca de mais 2 milhoes de habitantes ou seja elevar a taxa de cobertura em mais 24% . Por: Paulo Jorge Ringote (Consultor do Secretário de Estado das Águas) 11. PRINCIPAIS DESAFIOS Dos principais desafios, no abastecimento de água, podemos apontar: Garantir a operação / manutenção correcta e permanente dos sistemas colocados em serviço; Realizar acções de mobilização social junto das populações abrangidas pelos sistemas, como forma de garantir a sua correcta utilização; Cumprimento rigoroso das normas e procedimentos emanados dos organismos competentes e colaborar com estes na implantação/execução dos mesmos; Motivar o interesse de entidades privadas na gestão e manutenção dos sistemas, com o fim último de garantir a sustentabilidade dos mesmos, assim como o retorno dos investimentos; Acção de educação e sensibilização pública, para que as pessoas compreendam a necessidade da sua comparticipação nos custos dos serviços de que beneficiam; Formação de quadros. Por: Paulo Jorge Ringote (Consultor do Secretário de Estado das Águas) 3 4