INSTITUTO POLITÉCNICO DA GUARDA ESCOLA SUPERIOR DE TECNOLOGIA E GESTÃO RELATÓRI O DE ESTÁGI O PAULO JORGE MATEUS NUNES RELATÓRIO PARA A OBTENÇÃO DO GRAU DE BACHAREL EM ENGENHARIA CIVIL Dezembro / 2008 Gesp.007.03 Concursos de Obras Públicas e Orçamentação I Ficha de Identificação Aluno Nome – Paulo Jorge Mateus Nunes Curso – Engenharia Civil N.º de Aluno – 4884 Local de Estágio Empresa – João Tomé Saraiva - Sociedade de Construções, Lda Morada – Estrada Nacional 221 6300-035 Guarda Telefone – 271 238 367 Fax – 271 238 837 Endereço electrónico – [email protected] Orientadores de Estágio Empresa Nome – Mateus José dos Santos Pires Grau Académico – Bacharel em Engenharia Civil (Membro da A.N.E.T. com o N.º 15417) Professor Acompanhante Nome – Lígia Maria Coelho Andrade Alves Piçarra Pascoal Amado Grau Académico – Mestre em Hidráulica, Recursos Hídricos e Ambiente Período de Estágio Data de Início – 16 de Julho de 2007 Data de Conclusão – 16 de Janeiro de 2008 ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio Concursos de Obras Públicas e Orçamentação II Dedicatória … à saudosa memória dos meus avós, José Joaquim Mateus e Maria Augusta Felício ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio Concursos de Obras Públicas e Orçamentação III Agradecimentos A elaboração deste Relatório de Estágio é a última etapa para a conclusão do Bacharelato em Engenharia Civil. Para que a realidade deste momento fosse possível, houve necessidade de efectuar todo um percurso de vida, envolvendo diversos cenários, desde o familiar ao académico, passando pelo social e profissional. Todavia, mais do que qualquer espaço físico, importa salientar as relações humanas, enfatizando a indubitável importância de todos os protagonistas envolvidos, desde os familiares mais próximos aos docentes, passando pelos amigos e colegas, sem os quais os obstáculos seriam menos fáceis de transpor e as alegrias mais difíceis de comemorar! Posto isto, o meu mais sincero agradecimento para: Os meus pais e a minha irmã, pela confiança e pelo seu apoio incondicional; A Elizabeth, por estar sempre presente e por ser a pessoa que melhor pode compreender as vicissitudes passadas ao longo de todo este percurso; Os professores do Departamento de Engenharia Civil, pelo seu inestimável contributo ao logo da minha formação académica; A professora Lígia Amado, por ter aceitado ser a minha orientadora de estágio, pelo empenho, dedicação e imprescindível contribuição para a elaboração deste relatório; A empresa João Tomé Saraiva - Sociedade de Construções, Lda, pelo excelente acolhimento e apoio prestados; O Eng. Mateus Pires, pela pronta disponibilidade no esclarecimento de dúvidas e pela boa disposição e confiança demonstradas; Aos amigos e colegas e a todos os não mencionados aqui, deixo, à boa maneira beirã, o meu Bem-haja. ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio Concursos de Obras Públicas e Orçamentação 1 CAPÍTULO I - Introdução ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio Concursos de Obras Públicas e Orçamentação 2 O presente relatório e o estágio que lhe deu origem surgem como o culminar do curso de Engenharia Civil, conferindo ao estagiário o grau de Bacharel em Engenharia Civil. A formação académica fornece as “ferramentas” necessárias para o exercício da futura actividade profissional, assim como a noção de “responsabilidade” inerente ao seu desejável bom desempenho. O estágio, numa óptica de complementaridade da formação académica, permite o contacto e a inserção no mercado de trabalho. Relativamente às inúmeras vertentes da Engenharia Civil, e no que se refere à execução de obras públicas, a orçamentação e a elaboração de propostas para concursos de obras públicas assumem um papel indiscutivelmente importante, tendo sido esse o principal trabalho desenvolvido ao longo do estágio realizado na empresa João Tomé Saraiva – Sociedade de Construções, Lda., onde foi possível proceder à elaboração de propostas, e realização dos respectivos orçamentos, para os concursos de obras públicas a seguir enumerados: “Beneficiação e Alargamento da Ponte sobre a Ribeira do Paul”, promovido pela Câmara Municipal da Covilhã; “Zona de Localização Empresarial do Sabugal”, promovido pela Câmara Municipal do Sabugal; “E.N. 233-3 Medidas de Acalmia de Tráfego na Travessia de Vila Boa”, promovido pela Estradas de Portugal – Direcção de Estradas da Guarda; “Centro Cultural e Recreativo de S. Pedro do Rio Seco – (2.ª Fase – Acabamentos) ”, promovido pela Câmara Municipal de Almeida; “Repavimentação da E.M. 546 desde o Cruzamento da E.M. 233 até à Quinta do Frio e o Ramal da E.M. 546 até Monte Soito”, promovido pela Câmara Municipal da Guarda; “Arranjo Urbanístico da Envolvente à Praça de Touros de Nave de Haver”, promovido pela Câmara Municipal de Almeida; “Desmatação / Caminhos de Acesso – Barragem da Fumadinha”, promovido pela Águas do Zêzere e Côa, S.A.; ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio Concursos de Obras Públicas e Orçamentação 3 “Requalificação e Reconstrução de Edifícios Degradados, Sitos no Quintal do Ferrão / Largo da Liberdade, em Manteigas”, promovido pela Banda Boa União – Música Velha; “Pavimentação de Arruamentos em Rendo e Pouca Farinha”, promovido pela Junta de Freguesia de Rendo; “Sistema de Distribuição de Água à Devesa”, promovido pelos S.M.A.S. – Serviços Municipalizados da Câmara Municipal da Guarda; “Beneficiação da Estrada de Ligação do Vale de Aldeia a Rio Torto”, promovido pela Câmara Municipal de Vila Nova de Foz Côa; “Execução e Manutenção de Infra-estruturas Hidráulicas e Pavimentações no Concelho da Guarda”, promovido pelos S.M.A.S. – Serviços Municipalizados da Câmara Municipal da Guarda; “Pavimentação de Arruamento em Valcôvo – Panóias de Cima – Guarda”, promovido pela Câmara Municipal da Guarda; “E.N. 229 – Beneficiação entre a Ponte do Abade (Cruzamento com a E.N. 226) e o Limite de Distrito (Viseu)”, promovido pela Estradas de Portugal – Direcção de Estradas da Guarda; “2407 / Beneficiação da E.N. 222-4 do KM 0+000 (E.N. 222) ao KM 12+575 (Vesúvio) ”, promovido pela Câmara Municipal de Vila Nova de Foz Côa; “Reconstrução de Muro de Suporte de Estrada Municipal em Aldeia da Ribeira”, promovido pela Câmara Municipal do Sabugal; “Construção da E.M.: S. Pedro do Rio Seco / Fronteira”, promovido pela Câmara Municipal de Almeida. Foi ainda possível, durante o período de estágio, estar presente e intervir nos actos públicos dos concursos a seguir mencionados: “Beneficiação e Alargamento da Ponte sobre a Ribeira do Paul”, promovido pela Câmara Municipal da Covilhã; “Requalificação e Reconstrução de Edifícios Degradados, Sitos no Quintal do Ferrão / Largo da Liberdade, em Manteigas”, promovido pela Banda Boa União – Música Velha; “Pavimentação de Arruamento em Valcôvo – Panóias de Cima – Guarda”, promovido pela Câmara Municipal da Guarda. ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio Concursos de Obras Públicas e Orçamentação 4 De todos os concursos atrás referidos, optou-se pela apresentação, neste relatório de estágio, do concurso público para a execução da empreitada designada por “EN 229 – BENEFICIAÇÃO ENTRE A PONTE DO ABADE (CRUZAMENTO COM A EN 226) E O LIMITE DE DISTRITO (VISEU)”, promovido pela EP – ESTRADAS DE PORTUGAL, E.P.E., cuja proposta será apresentada no Anexo V, deste relatório. Houve necessidade de estabelecer critérios que fundamentassem a escolha atrás referida, tendo-se optado pelos a seguir referidos: Valor para efeito do concurso; Natureza dos trabalhos a executar; Critério de adjudicação das propostas. Relativamente ao primeiro critério, refere-se o facto de o valor fixado pela entidade adjudicante para efeito do concurso assumir, desde logo, um papel importante na fase de elaboração da proposta de preço, na medida em que este valor deverá servir como termo de comparação e referência para o cálculo do orçamento. Neste sentido, e relativamente ao concurso seleccionado, constatou-se alguma disparidade entre o valor definido no programa de concurso e o valor estimado no orçamento efectuado. Esta matéria será alvo de considerações mais aprofundadas no ponto 3.4.3.15 deste relatório, relativo ao valor para efeito do concurso. No que respeita ao segundo critério, destaca-se a importância a atribuir à natureza dos trabalhos a executar, na medida em que quanto maior for a sua diversidade e mais específica for a sua natureza, mais atenção terá de ser dispensada relativamente à consideração das particularidades de cada trabalho, quer na fase de elaboração do orçamento, quer na fase de planeamento da própria obra. Manifesta-se ser este o caso da empreitada objecto do concurso apresentado, podendo facilmente constatar-se a ampla diversidade de trabalhos que a integram, designadamente trabalhos de terraplanagem, de drenagem, de pavimentação e de equipamentos de sinalização e segurança. ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio Concursos de Obras Públicas e Orçamentação 5 Em relação ao terceiro critério referido, comummente se constata que uma grande parte das obras são postas a concurso tendo como único critério de adjudicação o factor preço, não sendo, portanto, considerada a apreciação da chamada valia técnica da proposta. Relativamente ao concurso seleccionado verifica-se que o critério de adjudicação contempla não apenas o factor preço mas também os factores relacionados com a valia técnica da proposta. Pelo exposto, consideram-se suficientemente válidos os critérios arbitrados para fundamento da escolha efectuada. Este relatório encontra-se dividido em oito partes, constituindo cada uma delas um capítulo que, no seu conjunto, se consideram essenciais para a percepção do trabalho desenvolvido no decorrer do estágio. No presente relatório apresenta-se, no Capítulo I, a Introdução, fazendo-se referência aos objectivos do estágio e ao trabalho desenvolvido durante o mesmo, indicando-se o concurso seleccionado para apresentação neste relatório, assim como os critérios que presidiram à sua escolha. No Capítulo II é feita a apresentação e a caracterização sumária da empresa João Tomé Saraiva – Sociedade de Construções, Lda, entidade onde decorreu o estágio. O Capítulo III é dedicado à explanação do trabalho efectuado ao longo do período de estágio, designadamente no que concerne à elaboração de propostas para concursos de obras públicas, sendo apresentadas as disposições gerais, os procedimentos e as formalidades de um concurso, a análise do processo de concurso e a elaboração da proposta. No Capítulo IV procede-se à exposição do trabalho desenvolvido ao longo do estágio relativamente à área da orçamentação. ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio Concursos de Obras Públicas e Orçamentação 6 O Capítulo V é referente ao fecho e à entrega da proposta, nomeadamente ao modo de apresentação dos documentos de habilitação dos concorrentes e dos documentos que instruem a proposta. No Capítulo VI procede-se à dissertação sobre a abertura das propostas e a notificação dos resultados, fazendo-se referência ao acto público de abertura das propostas e à notificação do resultado da análise das mesmas. No Capítulo VII são apresentadas algumas considerações gerais sobre o Código dos Contratos Públicos, fazendo-se o enquadramento geral das regras da contratação pública. A terminar, no Capítulo VIII é apresentada a conclusão do relatório, onde são tecidas algumas considerações finais relativamente ao mesmo e ao trabalho desenvolvido durante o estágio. ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio Concursos de Obras Públicas e Orçamentação 7 CAPÍTULO II - Apresentação e caracterização sumária da empresa ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio Concursos de Obras Públicas e Orçamentação 8 2.1 – Apresentação A empresa João Tomé Saraiva – Sociedade de Construções, Lda, é uma Sociedade por Cotas, de responsabilidade limitada e tem a sua sede na Estrada Nacional 221, Arrifana – Guarda. Tratando-se de uma empresa recente, uma vez que o seu início de actividade foi em Janeiro de 2005, assenta, no entanto, as suas bases na João Tomé Saraiva, empresa em nome individual, que laborava desde 1991. A empresa é detentora do Alvará de Construção n.º 52201, sendo a sua principal actividade a construção civil, obras públicas e exploração de pedreira. A gerência é constituída por quatro sócios-gerentes e labora, actualmente, com 47 trabalhadores de diferentes categorias profissionais, designadamente encarregados, motoristas, condutores manobradores, pedreiros, trolhas, serventes, engenheiros e técnicos administrativos. Apresenta-se, na Figura 1, o logótipo da empresa: Figura 1 – Logótipo da empresa. Nas Figuras 2, 3 e 4 são apresentadas, respectivamente, imagens da sede social da empresa, do estaleiro central e da pedreira. ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio Concursos de Obras Públicas e Orçamentação 9 Figura 2 – Sede da empresa. Figura 3 – Estaleiro central. Figura 4 – Pedreira. ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio Concursos de Obras Públicas e Orçamentação 10 2.2 – Localização geográfica A empresa tem a sua sede social na Estrada Nacional 221, junto ao nó de ligação da auto-estrada A23 com a auto-estrada A25. A pedreira localiza-se junto à Estrada Nacional 233, entre as localidades de Santa Ana D’Azinha e Adão. Na Figura 5 apresenta-se a localização geográfica da sede da empresa e da pedreira. P R N 2000 (Dec. Lei nº222/98)* Pocinho Distrito de Bragança Murça IP2 324 222 -4 Itinerário Principal - IP Itinerário Complementar - IC Estrada Nacional Estrada Regional Vila Nova de Foz Côa Freixo de Numão Orgal 331-1 Sebadelhe IC34 Touça Muxagata 2 22 Estrada Concessionada - SCUT Estrada por Municipalizar Estrada Municipalizada Nós/Cruzamentos 222 332 Horta Castelo Melhor Cedovim Barca D'Alva IC34 Ranhados 331 Chãs Meda331 . 32 Santa Comba 4 Algodres Escalhão Vilar Amargo Cidadelhe Marialva Aveloso Prova Mata de Lobos Barreira Vale Flor Freixeda do Torrão Figueira de Castelo Rodrigo Coriscada Almofala Rabaçal Terrenho -1 Rio de Mel Souto de Aguiar Valverde Reigada 102-4 Pala Tamanhos Cortiçada Vila Franca das Naves Freches IC7 S. Romão 338 Sandomil 231 33 338 1 833 Manteigas Caldas de Manteigas Loriga 8 0 Poço do Inferno 34 22 1 Gonçalo 324 Poço Velho Benespera A23 Porto de Ovelha Nave de Haver Miuzela 233-2 23 3 Vila Fernando Vila Mendo João Santana Antão D'Azinha Vilar Maior Adão 2 Aldeia da Ribeira Seixo do Côa Pêga Pousafoles do Bispo Rapoula do Côa Rebolosa Ruvina Vila do Touro Ald.da Ponte Nave 24 Lomba Baraçal 3 -3 Penalobo V.Mourisco Qtª.de S.Bartolomeu 233 Rendo Vila Boa Bendada Espinhal Ald.de Stº.António Sortelha Piornos Casteleiro 230 Rochoso Cerdeira 18-3 Cabeça Vide IC6 Penhas Douradas Sabugueiro 339 Torrozelo Lapa dos Dinheiros V.Amoreira Sameiro 232 Valhelhas Malhada Sorda Panóias de Cima 33 8 339 33 91 Seia Santiago 233 3 Ramela Vela Freineda 16 Ade Parada GUARDA Vale de Estrela 23 Famalicão A25 Vilar Formoso Casal de Cinza Seixo Amarelo Paços da Serra Santa Comba Stª.Marinha S.Martinho Amoreira S. Pedro de Rio Seco Cabreira A23 18 Fernão Joanes C.Bom Alvoco da Serra Moita Sabugal Ozendo Alfaiates Forcalhos Souto Quadrazais Aldeia Velha Lajeosa Ald.do Bispo 23 3 1 33 0- Gouveia Travancinha Maçainhas de Baixo Trinta Pinzio 16 Jarmelo Gonçalobocas Arrifana 233-1 Videmonte Folgosinho 18 -1 2 Cativelos 32 Girabolhos Nespereira S.Paio Rio Torto 0 Vinhó 33 Vila Nova de Tázem 231 Lagarinhos Moimenta da Serra Paranhos Pinhanços Tourais Aldeias IC37 Linhares 338 17 A25 16 Pero Soares Carrapichana V. Cortez da Serra Nabais Melo Naves Freixo A25 1 Rapoula Aldeia Viçosa 18 33 0 Ribamondego Cortiçô da Serra 17 IC7 Peva Gouveias Sobral da Serra Pêra do Moço Lajeosa do Mondego Porto da Carne Vale de Azares Mesquitela 2 IP5 Juncais Arcozelo Avelãs da Ribeira Açores Figueiró da Granja 16 Casas do Soeiro Murça Aldeia Nova Celorico-Gar Celorico da Beira Vila Franca da Serra Vale da Mula IP2 Forno Telheiro Matança V.Chã 329 Carvalhal Freixedas 33 Minhocal Fornos de Algodres Lameiras Alverca da Beira 226-4 Maceira Almeida Malta 1 22 Vilares Forninhos Distrito de Viseu 226 4 32 330 Queiriz Dornelas 32 4 Souropires E.Tenras Pena Verde Pinhel Valbom S.Martinho Trancoso Eirado 332 Coruche Vermiosa Vilar Torpim Cogula IC26 221 Pinheiro 9 22 324 Palhais 332 1 – Sede da empresa 2 – Pedreira Valdujo 22 9 Reboleira Sequeiros Aguiar da Beira 1 22 Azevo Ervedosa IP2 ESPANHA (de 17 de Março) Relva Longroiva Outeiro de Gatos 2 33 Sede de Concelho Outras Povoações Limite de Distrito Limite de Concelho Caminho de Ferro/Estação Almendra 324 331 221 Sede de Distrito Santo Estevão Terreiro das Bruxas Malcata Vale de Espinho Foios Teixeira Distrito de Coimbra Distrito de Castelo Branco Figura 5 – Localização geográfica da sede da empresa e da pedreira. ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio Concursos de Obras Públicas e Orçamentação 11 2.3 – Organograma As estruturas determinam quais os órgãos que têm poder sobre os outros, quem toma as decisões e quais os órgãos que executam as decisões tomadas. A representação gráfica da organização da empresa, que indica os seus elementos constitutivos e as relações existentes entre eles, é apresentada na Figura 6, através do seu organograma. Gerência Departamento Administrativo / Financeiro Departamento de Produção TOC Contabilidade Obras / Orçamentação Pedreira Departamento de Apoio / Logística Serralharia Gestão / Tesouraria Figura 6 – Organograma da empresa. ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio Oficina Concursos de Obras Públicas e Orçamentação 12 2.4 – Meios humanos e materiais Relativamente aos meios humanos e materiais, apresentam-se, nos Quadro 1, 2, 3 e 4, respectivamente a relação dos quadros da empresa, o número de encarregados e operários especializados, a relação de meios mecânicos e a relação de viaturas da empresa. Quadro 1 – Relação dos quadros da empresa. Gerência João Tomé Saraiva Sócio-Gerente Ondina Ana Paulo Tomé Saraiva Sócio-Gerente Sandra Margarida Paulo Saraiva Gama Sócio-Gerente Ana Catarina Paulo Saraiva Sócio-Gerente Nome Categoria profissional Mateus José dos Santos Pires Eng. Técnico Civil Hélio Augusto Lourenço da Silva Eng. Técnico Topógrafo Sandra Margarida Paulo Saraiva Gama Economista Fernando Bernardo Prata Contabilista Quadro 2 – Encarregados e operários especializados. Categoria Profissional Quantidade Encarregado Geral 1 Encarregados 3 Condutor Manobrador 7 Tractorista 1 Mecânico 1 Chefe de Oficina 1 Motoristas 5 Trolhas 2 Pedreiros 2 Pedreiros de 2.ª 2 ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio Concursos de Obras Públicas e Orçamentação 13 Quadro 3 – Relação de meios mecânicos. Descrição AVELLING TG 011 Motoniveladora PAVIMENTADORA BLOW KNOX PF 90 Pavimentadora PAVIMENTADORA BITELLI BB 671 C Pavimentadora DYNAPAC LP 65 H Cilindro INGERSOL RAND SP 56 Cilindro INGERSOL RAND DA 50 Cilindro CASE VIBROMAX Cilindro STA (Pneus) Cilindro de Pneus LT 800 Saltitão MAKITA 72-FW Saltitão VIBROMAX Placa Vibradora VIBRADOR 1400 SR Vibrador Cofragem TALOCHA BG 37 Talocha Mecânica AUTOBETONEIRA COMET Betoneira BETONEIRA LIS 190 C/ MOTOR ROBIN Betoneira CORTA BLOCOS 14 RUBI Corta-Blocos O & K RH 6 Escavadora hidráulica AKERMAN EC 300 Escavadora hidráulica KOMATSU PC 450 Escavadora hidráulica CASE POCLAIN 9033 Escavadora hidráulica HANOMAG 66 C Pá Carregadora INTERNACIONAL 510 Pá Carregadora INTERNACIONAL H 90 Pá Carregadora KOMATSU WA 470-5 Pá Carregadora FIAT ALLIS 14 C Buldozer FIAT HITACHI FB 110.2 Rectro Escavadora NEW-HOLLAND LBB-110 Rectro Escavadora NEW-HOLLAND LBB-110 Rectro Escavadora NEW-HOLLAND LBB-110 Rectro Escavadora DUMPER CATERPILAR Dumper DUMPER MOXY Dumper DUMPAR PEQUENO Dumper TRACTOR NEW-HOLLAND D (TD 80D 4WD - ARCO) Tractor Agrícola TRACTOR MASSEY FERGUSON MF 165 Tractor Agrícola TRACTOR MASSEY FERGUSON MF 275 Tractor Agrícola REBOQUE TAVARES JT7B Reboque Agrícola REBOQUE HERCULANO RT 5000 Reboque Agrícola ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio Concursos de Obras Públicas e Orçamentação 14 Quadro 3 – Relação de meios mecânicos (continuação). Descrição CISTERNA HERCULANO CH 6000 Cisterna de 6000 litros CISTERNA Cisterna Alcatrão 10 toneladas REGADOR EMULSÃO RE-200 Regador VOLVO PENTA Gerador 200 KWA MAN Gerador 600 KWA CENTRAL BETUMINOSO A FRIO Misturadora de Betuminosos CENTRAL LAVAGEM DE AREIA Central Lavagem de Areia ALIMENTADOR AP 4000*1150 Alimentador Pré-Crivador GOODWIN MK II Britadeira BARMAC 6900 DUOP + CRIVO Britador TAPETE TRANSPORTADOR Tapete Transportador de 1000*16000 mm GRUA SIGIL SG 22-25 Grua Automontante MARTELO ATLAS COPCO HBC 4000 S Martelo MARTELO NR 9703880 Martelo Furador UP WUP 22 Martelo Furador UP WUP 22 Martelo Furador MARTELO UK 19 Martelo Furador MARTELO STANDLEY Martelo Hidráulico MARTELO SIG-PL B 24 Martelo Perfurador ATLAS COPCO Martelo Pneumático ATLAS COPCO Martelo Pneumático ATLAS COPCO Martelo Pneumático MÁQUINA COMBINADA OF.ME.R.TP. - 30/35 Máquina Cortar Ferro CRAWLLAIR LM 100+MARTELO IR VL 120 Equipamento de Perfuração CRAWLLAIR LM 100+MARTELO ATLAS BBC 120 Equipamento de Perfuração DEMOROC MIG 40 Equipamento de Perfuração MÁQ. DE FURAR C/ BASE MAGNÉTICA Máq. Furar c/ base magnética MÁQ. DE FURAR PORTÁTIL C/ BASE MAGNÉTICA Máq. Furar c/ base magnética FURUKAWA HCR 09 DS Carro de Perfuração ATLAS COPCO XA 85 Compressor ATLAS COPCO XA 85 Compressor INGERSOL RAND 650 Compressor INGERSOL RAND 145 Compressor ATLAS COPCO XAS 146 DD Compressor INGERSOL RAND DXL 900 Compressor SEMÁFOROS Semáforos para sinalização temporária FORMAS PARA PILARES C/ 3000 Alt*700 Diam. C/ 3 MM Cofragem para Pilares CONTENTORES Alojamentos pré-fabricados ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio Concursos de Obras Públicas e Orçamentação 15 Quadro 4 – Relação de viaturas. Descrição Viaturas Pesadas DAF 380 (tractor - 40 ton.) MERCEDES 19-44 (tractor - 40 ton.) RENAULT CBH 280.26.51 - 6 X 4 RENAULT CBH 280.26.51 - 6 X 4 VOLVO FL 10 - 4400 VOLVO FL 10 - 4400 MITSUBISHI (7 TON.) PORTA AREIAS (Inter Eimar) PORTA AREIAS (Inter Eimar) PORTA MÁQUINAS CARGA GERAL Viaturas Ligeiras MERCEDES C 250 Turbo Sport RENAULT MÉGANE FORD (7 lugares) FORD (7 lugares) FIAT DUCATO (7 lugares) IVECO (9 lugares) ISUZU (7 lugares) ISUZU (3 lugares) PEUGEOT 504 PEUGEOT 205 XAD JEEP UMM JEEP UMM 2.5 – Obras em execução e obras executadas Apresentam-se nos Quadros 5 e 6, respectivamente as obras em fase de execução durante o período de estágio e as obras executadas pela empresa desde a sua constituição. ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio Concursos de Obras Públicas e Orçamentação 16 Quadro 5 – Obras em execução durante o período de estágio. Dono de Obra Designação da Obra Valor de Descrição / Objecto do Adjudicação concurso Terraplenagens; Pavimentação; Drenagens (Redes de Águas e Câmara Municipal do Acessos à Ponte/Açude - Sabugal 2.ª Fase 455.600,95 € Esgotos); Zonas Verdes; Demolição e reconstrução de muros; Rectificação de arruamento existente; Infra-Estrutura Eléctrica. Redes de distribuição de água, Câmara Municipal do Sabugal Redes de colectores de esgoto, Abastecimento de Água e Saneamento à Aldeia de 496.399,61 € Santo António e Anexas Reservatório existente (reparação e recuperação), reservatório (circular e apoiado), pavimentações. Câmara Municipal de Manteigas Rua de Ligação da Enxertada à Sr.ª dos Terraplenagens; Pavimentação, 440.423,42 € Verdes Drenagens; Murete de Suporte; Murete de Alvenaria. Demolições; Movimento de terras; Betões; Alvenarias; Cobertura; Revestimentos; Vãos; Pintura; Centro Social da Rapoula do Côa Alteração e Ampliação de um Edifício para Centro Redes (águas, incêndios, esgotos, 259.669,12 € de Noite ventilação, gás); Drenagens; Segurança e Sinalética; Aquecimento Central; Instalações eléctricas, telecomunicações e segurança. Gelgurte – Indústrias Alimentares, Lda Ruas e Parques na Fábrica da Gelgurte na Arruamentos, parques 1.000.000 € Guarda subterrâneos, edifícios (estruturas). ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio Concursos de Obras Públicas e Orçamentação 17 Quadro 6 – Obras executadas. Dono de Obra Cepsa Portuguesa Petróleos, S.A. Designação da Obra Ano Valor de Descrição / Objecto do Adjudicação concurso "Desactivação das Bombas na Estação 2007 21.430,50 € da Guarda" Desmontagem das bombas e reposição do terreno. Terraplenagens; Pavimentação; Drenagens; Município do Sabugal "Acessos à Ponte/Açude - 2.ª Zonas Verdes; Demolição e 2007 506.774,81 € reconstrução de muros; Rectificação de arruamento Fase" existente; Infra-Estrutura Eléctrica. "Correcção de Junta de depressões em Freguesia da Sé Diversas Ruas de 2006 1.943,33 € Correcção de depressões, pavimentação. Alfarazes" Junta de Freguesia da Sé "Repavimentação em diversas ruas da Pavimentação em tapete a 2006 28.236,94 € quente, incluindo abertura Freguesia da Sé" de caixa, e acertos de caixas. Junta de "Trabalhos Pavimentação em tapete a Freguesia das executados em Panóias arruamentos" Município do Sabugal Arruamentos em Freguesia de Arruamentos em Aldeia do Bispo - Betuminoso" - 2.ª Sabugal Fase António Louro Bento & Filhos, Lda 2006 122.634,75 € 2006 58.454,69 € Colector" Requalificação da Freguesia da Sé Zona dos Lavadouros quente, incluindo abertura Redes de distribuição de 2005 649.038,15 € água, Redes de colectores de esgoto, pavimentações. Rede de Colectores de 2005 23.450,00 € Esgoto Doméstico: movimento de terras. "Beneficiação e Junta de caixas. de caixa, e acertos de caixas. Rendo" "Mudança de Pavimentação; acertos de Pavimentação em tapete a "Abastecimento de Água e Saneamento a quente, incluindo abertura de caixa, e acertos de caixas. Bendada e Anexas" "Pavimentação de Sabugal 44.610,59 € "Pavimentação de Junta de Município do 2006 Demolições, Movimento de 2005 32.270,50 € Terras, Drenagens, Construção Civil, Calçadas. em Alfarazes" ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio Concursos de Obras Públicas e Orçamentação 18 Quadro 6 – Obras executadas (continuação). Dono de Obra Designação da Obra Ano Valor de Descrição / Objecto do Adjudicação concurso "Pavimentação de Junta de Caminho de acesso á Freguesia de Vila ponte sobre Linha de Franca do Deão Caminho de Ferro na Pavimentação em tapete a 2005 24.981,62 € quente, incluindo todos os trabalhos inerentes. Trajinha" Junta de "Pavimentação de Freguesia de Vila Arruamentos em Vila Franca do Deão Franca do Deão" Pavimentação em tapete a 2005 7.610,15 € quente, incluindo abertura de caixa, e acertos de caixas. Execução de tapete a Junta de "Pavimentação de Freguesia de Vila Arruamentos em Vila Fernando Fernando" quente; -Abertura de caixas, 2005 24.294,79 € camada de tout-venant, camada de impregnação e acertos de caixa de pavimento. Execução de tapete a quente; Abertura de caixas, Junta de Freguesia de Vila Fernando "Pavimentação de arruamento na Quinta de Cima e camada de tout-venant, 2005 23.221,43 € duas Travessas" camada de impregnação e acertos de caixa de pavimento; Execução de repavimentação em tapete a quente e acertos de caixas. "Escavação em Associação Centro qualquer tipo de de Acolhimento terreno, transporte a Nossa Sr.ª Da vazadouro, aterros e Anunciação - colocação de pedras Codesseiro de forma a suster Escavação em qualquer tipo 2005 12.670,00 € de terreno, aterros, pedras a suster talude. talude" Câmara Municipal "Melhoramentos do da Guarda Campo do Zambito" Gelgurte – Ruas e Parques na Indústrias Fábrica da Gelgurte Alimentares, Lda na Guarda Junta de Freguesia de Aldeia do Bispo Sabugal 2005 19.400,00 € execução de caixa, vedação. Arruamentos, parques 2005 979.986,57 € subterrâneos, edifícios (estruturas). "Pavimentação de Arruamentos em Execução de dreno, 2005 53.682,26 € Betuminoso" Pavimentação; Acertos de caixas. ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio Concursos de Obras Públicas e Orçamentação 19 CAPÍTULO III - Elaboração de propostas para concursos de obras públicas ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio Concursos de Obras Públicas e Orçamentação 20 3.1 – Introdução Neste capítulo pretende-se descrever o processo de elaboração de propostas para concursos de obras públicas. No entanto, antes de se proceder à descrição do processo de elaboração de propostas para concursos de obras públicas, importa atender a algumas disposições, designadamente no que respeita à legislação aplicável e aos conceitos de obra pública e de empreitada de obras públicas, cuja compreensão se manifesta essencial para o desenvolvimento de todo o processo. 3.2 – Disposições gerais 3.2.1 – Legislação aplicável Até à entrada em vigor, em 30 de Julho de 2008, do Código dos Contratos Públicos, Decreto-Lei n.º 18/2008, de 29 de Janeiro, os concursos de obras públicas encontravam-se regulados pelo Decreto-Lei n.º 59/99, de 2 de Março e todas as alterações a este introduzidas. Este diploma, publicado no Diário da República n.º 51 Série I Parte A de 02-03-1999, veio aprovar o “Novo Regime Jurídico das Empreitadas de Obras Públicas”, com entrada em vigor em 2 de Junho de 1999. Devido ao facto de o estágio ter decorrido durante o período de vigência do DecretoLei n.º 59/99, de 2 de Março, os procedimentos e formalidades dos concursos de obras públicas serão apresentados e analisados ao abrigo deste diploma. No Capítulo VII deste relatório serão tecidas algumas considerações sobre o Código dos Contratos Públicos, Decreto-Lei n.º 18/2008, de 30 de Julho. ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio Concursos de Obras Públicas e Orçamentação 21 3.2.2 – Obras públicas São consideradas obras públicas quaisquer obras de construção, reconstrução, ampliação, alteração, reparação, conservação, limpeza, restauro, adaptação, beneficiação e demolição de bens imóveis, destinadas a preencher, por si mesmas, uma função económica ou técnica, executadas por conta do dono de obra pública. As obras públicas podem ser executadas por empreitada, por concessão ou por administração directa. Nos casos em que seja possível o recurso à administração directa, o dono da obra pode celebrar contratos para fornecimento dos materiais e equipamentos necessários à execução da obra, os quais se regerão pelo regime geral dos fornecimentos. 2.2.3 – Empreitada de obras públicas Entende-se por empreitada de obras públicas o contrato administrativo, celebrado mediante o pagamento de um preço, independentemente da sua forma, entre um dono de obra pública e um empreiteiro de obras públicas e que tenha por objecto quer a execução quer, conjuntamente, a concepção e a execução de trabalhos que se enquadrem nas subcategorias previstas no diploma que estabelece o regime de acesso e permanência na actividade de empreiteiro de obras públicas, realizados seja por que meio for e que satisfaçam as necessidades indicadas pelo dono de obra. 3.2.4 – Concessão de obras públicas Entende-se por concessão de obras públicas o contrato administrativo que, apresentando as mesmas características definidas para a empreitada de obras públicas, tenha como contrapartida o direito de exploração da obra, acompanhado ou não do pagamento de um preço. ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio Concursos de Obras Públicas e Orçamentação 22 3.3 – Procedimentos e formalidades de um concurso 3.3.1 – Fases de um concurso O processamento de um concurso de obras públicas compreende diversas fases, nomeadamente a abertura do concurso e apresentação da documentação, acto público do concurso, qualificação dos concorrentes, análise das propostas, elaboração de relatórios e, por último, a adjudicação. 3.3.2 – Tipo de procedimento A celebração do contrato de empreitada de obras públicas é precedida de um dos seguintes tipos de procedimentos: Concurso público, quando todas as entidades que se encontrem nas condições gerais estabelecidas por lei podem apresentar proposta; Concurso limitado, com ou sem publicação de anúncio, quando apenas podem apresentar proposta as entidades para o efeito convidadas pelo dono de obra, não podendo o número destas ser inferior a cinco nem superior a vinte; Concurso por negociação, quando o dono de obra negoceia directamente as condições do contrato com, pelo menos, três entidades seleccionadas; Ajuste directo, quando a entidade é escolhida independentemente de concurso. A escolha do tipo de procedimento deve fazer-se atendendo ao valor estimado do contrato e às circunstâncias que, independentemente do valor, justifiquem o recurso ao concurso limitado com publicação de anúncio, ao concurso por negociação ou ao ajuste directo. ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio Concursos de Obras Públicas e Orçamentação 23 3.3.3 – Conhecimento do concurso O empreiteiro de obras públicas toma conhecimento da empreitada de obra pública através de convite a si dirigido ou através da publicação no Diário da República e em anúncio, num jornal de grande circulação. O anúncio de concurso deve conter, no mínimo, as seguintes informações: Designação, endereços e pontos de contacto da entidade adjudicante; Tipo de entidade adjudicante e suas principais actividades; Designação dada ao contrato pela entidade adjudicante; Tipo de contrato e local de realização da obra; Breve descrição do contrato; Quantidade ou extensão total do contrato, ou seja, o valor para efeito do concurso, quando declarado, com exclusão do imposto sobre o valor acrescentado; Duração do contrato ou prazo para a sua execução; Tipo de empreitada, de acordo com o modo de retribuição ao empreiteiro; Natureza e classificação das autorizações constantes do alvará de empreiteiro de obras públicas; Tipo de processo; Critérios de adjudicação; Endereço do serviço, o local e horário em que poderão ser examinados e adquiridos o processo de concurso, documentos complementares e obtidas cópias autenticadas dessas peças, assim como a data limite para a sua solicitação e o montante e modalidade de pagamento das importâncias eventualmente devidas pelo seu fornecimento; Prazo de recepção das propostas, com indicação da data e hora limite; Prazo de validade das propostas; Local, data e hora em que decorrerá o acto público do concurso e quais as pessoas admitidas a intervir no mesmo; Se for o caso, a data de envio do anúncio para publicação. ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio Concursos de Obras Públicas e Orçamentação 24 O convite dirigido aos candidatos seleccionados deverá ser formulado através de carta registada, com aviso de recepção, devendo conter, no mínimo, os seguintes elementos: Referência ao anúncio do concurso; Endereço da entidade à qual poderá ser solicitado o caderno de encargos, a data limite para a sua obtenção, assim como o montante a pagar e as formas de pagamento; Local, data e hora limite para recepção das propostas; Local, data e hora em que decorrerá a sessão de abertura das propostas; Prazo de validade das propostas; Requisitos a que deverão obedecer as propostas; Critério que presidirá à adjudicação, com a explicitação dos factores que nele intervirão, por ordem decrescente de importância; Data limite para solicitação de esclarecimentos. Usualmente, a empresa João Tomé Saraiva – Sociedade de Construções, Lda toma conhecimento das obras colocadas a concurso através de uma das seguintes formas: Boletim de informações recebido semanalmente e no qual se encontram anunciadas as empreitadas postas a concurso, no Diário da República, por um dono de obra pública; Convite, no caso de um concurso limitado, através do qual o dono de obra, entidade pública, convida a empresa a apresentar proposta para execução da empreitada em questão. No Anexo I, apresenta-se a cópia do anúncio referente ao concurso público da empreitada “EN 229 – BENEFICIAÇÃO ENTRE A PONTE DO ABADE (CRUZAMENTO COM A EN 226) E O LIMITE DE DISTRITO (VISEU)”. 3.3.4 – Selecção do concurso A escolha dos concursos aos quais a empresa pretende concorrer é realizada com base em diversos critérios, designadamente: ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio Concursos de Obras Públicas e Orçamentação 25 Detenção, por parte da empresa, das condições de participação exigidas, nomeadamente a classificação das autorizações constantes do alvará de empreiteiro de obras públicas; Localização da obra; Natureza e complexidade dos trabalhos a executar. Após verificação do preenchimento de todos os requisitos de participação exigidos, compete à gerência a decisão sobre a escolha do concurso ao qual a empresa apresentará proposta. 3.3.5 – Pedido e aquisição do processo de concurso Definido o concurso a apresentar proposta, procede-se ao pedido do exemplar do processo de concurso, efectuado, normalmente, por fax dirigido à entidade adjudicante solicitando a sua reserva para aquisição, mediante o pagamento da quantia estipulada no anúncio. No Anexo II apresenta-se o fax, dirigido à EP – ESTRADAS DE PORTUGAL, E.P.E., a solicitar a reserva de um exemplar do processo de concurso relativo à empreitada “EN 229 – BENEFICIAÇÃO ENTRE A PONTE DO ABADE (CRUZAMENTO COM A EN 226) E O LIMITE DE DISTRITO (VISEU)”. 3.4 – Análise do processo de concurso 3.4.1 – Peças patenteadas no concurso Um concurso deverá conter, como base, os seguintes elementos elaborados pelo dono de obra: Projecto; Programa de concurso; Caderno de encargos; Plano de segurança e saúde. ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio Concursos de Obras Públicas e Orçamentação 26 Após a recepção do processo de concurso, é efectuada a análise de todas as peças que o integram. 3.4.2 – Projecto As peças que compõem o projecto deverão ser as suficientes para assegurar a definição da obra, devendo, para tal, conter os seguintes dados: Localização; Natureza dos trabalhos; Volume dos trabalhos; Valor para efeito do concurso; Características do terreno; Traçado geral; Pormenores construtivos. O projecto divide-se em duas partes distintas, sendo elas as peças escritas e as peças desenhadas. Nas peças escritas deverão constar os seguintes elementos: Memória ou nota descritiva; Cálculos justificativos; Folhas de medições, discriminadas e referenciadas, com os respectivos mapas-resumo de quantidades, contendo, com o grau de decomposição adequado, a quantidade e qualidade dos trabalhos necessários para a execução da obra; Programa de trabalhos, quando este tiver carácter vinculativo. De todos os elementos que compõem as peças escritas de um projecto, salienta-se a importância da memória descritiva e do mapa de quantidades. A primeira, por dar conhecimento dos diversos trabalhos que integram a empreitada, dos materiais a utilizar em cada trabalho, podendo mesmo afirmar-se que este é o documento que coloca sob a forma de texto o projecto da obra a executar. ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio Concursos de Obras Públicas e Orçamentação 27 O segundo, por estabelecer a designação de todas as tarefas integrantes da empreitada, a quantidade de cada uma e a respectiva unidade de medição. Nas peças desenhadas deverão estar incluídos, entre outros, os seguintes elementos: Planta de localização; Plantas, alçados, cortes, perfis e pormenores que se considerem necessários para o perfeito conhecimento e execução da obra; Estudo geológico ou geotécnico do terreno, quando existir e sempre que necessário. As peças do projecto patenteadas no concurso deverão encontrar-se expressamente enumeradas no caderno de encargos, salientando-se que, em caso de divergência entre as diversas peças do projecto, as peças desenhadas prevalecerão sobre todas as outras, no que respeita à localização, às características dimensionais da obra e à disposição relativa das suas diferentes partes. Por outro lado, o mapa de medições prevalecerá no que se refira à natureza dos trabalhos. 3.4.3 – Programa de concurso 3.4.3.1 – Objectivo O programa de concurso destina-se a definir os termos a que obedece o respectivo processo, possuindo todas as cláusulas jurídicas legais relacionadas com o concurso, nomeadamente as que a seguir se indicam: Designação da empreitada e consulta do processo; Reclamações ou dúvidas sobre as peças patenteadas no concurso; Inspecção do local dos trabalhos; Entrega das propostas; Acto público do concurso; Admissão dos concorrentes; Idoneidade dos concorrentes; Concorrência; ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio Concursos de Obras Públicas e Orçamentação 28 Modalidade jurídica de associação de empresas; Tipo de empreitada e forma da proposta; Proposta condicionada; Proposta com variantes ao projecto; Proposta base; Valor para efeito do concurso; Documentos de habilitação dos concorrentes; Documentos que instruem a proposta; Modo de apresentação dos documentos de habilitação dos concorrentes e dos documentos que instruem a proposta; Prazo de validade da proposta; Qualificação dos concorrentes; Esclarecimentos a prestar pelos concorrentes; Critério de adjudicação das propostas; Audiência prévia; Minuta do contrato, notificação, adjudicação e caução; Encargos do concorrente; Legislação aplicável; Fornecimento de exemplares do processo. 3.4.3.2 – Designação da empreitada e consulta do processo Apesar de já conhecida a designação da empreitada através do anúncio ou do convite, este é o ponto do programa de concurso que estabelece a designação efectiva da empreitada, assim como o local onde o processo de concurso se encontra patente e o prazo e horário durante o qual pode ser consultado. São, ainda indicadas, neste ponto, as peças que instruem o processo, assim como o prazo atribuído para a obtenção das cópias autenticadas pelo dono de obra, das peças escritas e desenhadas que o integram. 3.4.3.3 – Reclamações ou dúvidas sobre as peças patenteadas no concurso Neste ponto indica-se a entidade que preside ao concurso, à qual deverão ser apresentadas, por escrito, dentro do prazo estabelecido, as reclamações e pedidos de esclarecimento de quaisquer dúvidas suscitadas na interpretação das peças ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio Concursos de Obras Públicas e Orçamentação 29 patenteadas. É feita, ainda, referência ao facto de a falta de resposta aos documentos solicitados, até ao fim do prazo estipulado, poder justificar a prorrogação, por período correspondente, do prazo para apresentação das propostas, desde que requerida por qualquer interessado, nos termos do artigo 81.º do Decreto-Lei n.º 59/99, de 2 de Março. A existirem esclarecimentos a prestar, simultaneamente com a comunicação dos mesmos ao concorrente que os haja solicitado, juntar-se-á cópia destes às peças patenteadas no concurso e publicar-se-á anúncio nos termos do disposto no artigo 80.º do Decreto-Lei n.º 59/99, de 2 de Março, advertindo os interessados da sua existência e dessa junção. 3.4.3.4 – Inspecção do local dos trabalhos O programa de concurso estabelece que, durante o prazo do concurso, os interessados poderão inspeccionar os locais de execução da obra e realizar neles os reconhecimentos entendidos por estes como necessários. A deslocação ao local de execução da obra, durante a fase de elaboração da proposta, permite aferir as reais condições do local onde decorrerão as intervenções a realizar, possibilitando um conhecimento mais detalhado e uma percepção mais eficaz de determinados factores não especificados ou não necessariamente bem pormenorizados nas peças patenteadas no concurso, designadamente aspectos geológicos, hidrográficos, climáticos, de acessibilidade e eventuais serviços afectados. A existirem, no mapa de quantidades, artigos cuja medição seja apresentada sobre a forma de valor global, a deslocação ao local de execução da obra pode contribuir determinantemente para a obtenção de informação mais detalhada que permita atribuir um preço mais ajustado ao conteúdo desses artigos. Para a elaboração da proposta relativa ao concurso para execução da empreitada “EN 229 – BENEFICIAÇÃO ENTRE A PONTE DO ABADE (CRUZAMENTO COM A EN 226) E O LIMITE DE DISTRITO (VISEU)”, foi efectuada uma visita ao local da obra, com o objectivo de observar e registar os aspectos acima mencionados. ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio Concursos de Obras Públicas e Orçamentação 30 3.4.3.5 – Entrega das propostas Encontram-se especificados, neste ponto, o local, a data e a hora limite para apresentação das propostas, sendo que o dia limite é fixado, normalmente, tendo como base o número de dias de calendário contados a partir do dia seguinte ao da publicação do anúncio no Diário da República. A atenção prestada a esta informação, aquando da leitura do anúncio ou do convite, revela-se essencial no que diz respeito à organização e gestão do tempo necessário para a elaboração da proposta e coordenação entre este e o tempo igualmente necessário para a realização de outros trabalhos a desenvolver em simultâneo, devendo estar ciente, o concorrente, que a não entrega da proposta dentro do prazo estabelecido, implicará a sua não admissão. 3.4.3.6 – Acto público do concurso Neste ponto fixam-se o local, a data e a hora para a realização do acto público do concurso, muitas vezes designado, na gíria, por “abertura das propostas”, assim como as condições exigidas a quem desejar intervir no acto, nomeadamente a apresentação do Bilhete de Identidade, no caso do titular de empresa em nome individual e de sociedades ou agrupamentos complementares de empresas, e do mesmo documento acompanhado de uma credencial passada pela empresa, no caso de um seu representante. O dia marcado para a realização do acto público do concurso coincide, geralmente, com o primeiro dia útil imediatamente a seguir à data limite para entrega das propostas. É desejável, sempre que possível, a participação no acto público de um concurso ao qual se apresentou proposta, na medida em que, ao estar presente, o concorrente, ou o seu representante devidamente credenciado para o efeito, tem a oportunidade de intervir, fazendo uso dos meios legais disponíveis, em sua defesa e para benefício próprio no caso de eventuais reclamações efectuadas por outros concorrentes e, não menos importante, a possibilidade de, durante o período estipulado para o efeito, ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio Concursos de Obras Públicas e Orçamentação 31 analisar tanto os documentos de habilitação como os documentos que instruem as propostas dos demais concorrentes, quer com o intuito de, ao observar, adquirir conhecimento, tomar experiência e formar opinião quer, mediante a detecção de alguma irregularidade, tentar invalidar a proposta concorrente em causa. 3.4.3.7 – Admissão dos concorrentes O programa de concurso define, neste ponto, quais as autorizações necessárias para efeitos de admissão dos concorrentes, designadamente no que se reporta ao facto de serem titulares de alvará de construção emitido pelo Instituto da Construção e do Imobiliário, I.P. (InCI, IP) ou detentores de certificado de inscrição em lista oficial de empreiteiros aprovados. No caso de titulares de alvará de construção emitido pelo InCI, são especificadas quais as subcategorias e categorias, assim como o alcance das respectivas classes. No caso de não titulares de alvará de construção emitido pelo InCI, são estabelecidos os requisitos que o concorrente deve preencher, nomeadamente no que se refere à comprovação da sua idoneidade, capacidade financeira, económica e técnica para a execução da obra posta a concurso. É importante a observação atenta destes requisitos de admissão dos concorrentes previamente à elaboração de qualquer proposta, salvaguardando a possibilidade de, no caso da não existência de todas as autorizações exigidas, poder-se agir, em conformidade com o estipulado no programa de concurso, e, em tempo útil, estabelecerem-se os contactos necessários com subempreiteiros ou mesmo constituir consórcio com outra entidade detentora das autorizações necessárias para efeitos do concurso. 3.4.3.8 – Idoneidade dos concorrentes Os concorrentes deverão ser entidades idóneas, isto é, competentes, aptas, possuidoras de condições para a realização de uma obra pública. O programa de concurso remete para o artigo 55.º do Decreto-Lei n.º59/99, de 2 de Março as questões relativas à idoneidade dos concorrentes, nomeadamente as que implicam a ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio Concursos de Obras Públicas e Orçamentação 32 sua exclusão dos procedimentos de contratação, relativamente aos quais se verifique o disposto no n.º1 daquele artigo. 3.4.3.9 – Concorrência Não poderá verificar-se a prática de actos ou acordos susceptíveis de falsear as regras da concorrência, tendo como consequências as prescritas no artigo 58.º do Decreto-Lei n.º 59/99, de 2 de Março. 3.4.3.10 – Modalidade jurídica de associação de empresas Este ponto do programa de concurso ocupa-se da possibilidade de apresentação, a concurso, de agrupamentos de empresas, estabelecendo a respectiva forma de associação. Em relação ao concurso público para execução da empreitada “EN 229 – BENEFICIAÇÃO ENTRE A PONTE DO ABADE (CRUZAMENTO COM A EN 226) E O LIMITE DE DISTRITO (VISEU)”, define-se a possibilidade de apresentação de agrupamentos de empresas, sem que entre elas exista qualquer modalidade jurídica de associação, desde que satisfeitas as disposições legais relativas ao exercício da actividade de empreiteiro de obras públicas e feita a comprovação, em relação a cada uma das empresas, dos requisitos exigidos relativamente aos documentos de habilitação dos concorrentes. 3.4.3.11 – Tipo de empreitada e forma da proposta Neste ponto são fixados o tipo de empreitada posta a concurso e a forma da proposta a apresentar. De acordo com o modo de retribuição ao empreiteiro, as empreitadas de obras públicas podem ser de três tipos, como a seguir se indica: ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio Concursos de Obras Públicas e Orçamentação 33 Empreitada por preço global Entende-se por empreitada por preço global aquela em que é previamente fixado o montante da remuneração, correspondente à realização de todos os trabalhos necessários para a execução da obra ou parte da obra objecto do contrato. Devem ser contratadas por preço global as obras cujos projectos permitam determinar a natureza e as quantidades dos trabalhos a executar, bem como os custos dos materiais e da mão-de-obra a empregar. Empreitada por série de preços A empreitada é estipulada por série de preços quando a remuneração do empreiteiro resulta da aplicação dos preços unitários previstos no contrato para cada espécie de trabalho a realizar, às quantidades desses trabalhos realmente executadas. Empreitada por percentagem Diz-se empreitada por percentagem o contrato pelo qual o empreiteiro assume a obrigação de executar a obra por preço correspondente ao seu custo, acrescido de uma percentagem destinada a cobrir os encargos de administração e a remuneração normal da empresa. Devido ao facto de, frequentemente, não existir um conhecimento exacto das quantidades de trabalho, e para salvaguarda do dono de obra, o tipo de empreitada mais usualmente escolhido é o da empreitada por série de preços, permitindo dessa forma que, na eventualidade de ocorrência de trabalhos a mais, estes possam ser executados aplicando-se-lhes os preços unitários constastes da lista de preços unitários que lhes hajam servido de base e, posteriormente, previstos no contrato. Para cada tipo de empreitada existe um modelo específico de apresentação da proposta, de acordo com o anexo III do Decreto-Lei n.º 59/99, de 2 de Março. ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio Concursos de Obras Públicas e Orçamentação 34 No que respeita ao concurso da empreitada “EN 229 – BENEFICIAÇÃO ENTRE A PONTE DO ABADE (CRUZAMENTO COM A EN 226) E O LIMITE DE DISTRITO (VISEU)”, o programa de concurso, no n.º10, estabelece que a empreitada é por série de preços e que a proposta de preço será elaborada em conformidade com o modelo n.º 2 do anexo III do Decreto-Lei n.º 59/99, de 2 de Março. 3.4.3.12 – Proposta condicionada Neste ponto é determinada a admissão ou não admissão de apresentação de propostas condicionadas, ou seja, propostas que envolvam alterações de cláusulas do caderno de encargos, especificando claramente quais as cláusulas que poderão ser alteradas, sendo que a alteração mais frequentemente admitida é a que se refere ao prazo de execução da obra. No caso do concurso objecto deste relatório, o n.º 11 do respectivo programa de concurso refere que será admitida a apresentação de propostas que envolvam alterações da cláusula n.º 13.15 do caderno de encargos, cláusula essa relativa à revisão de preços, no sentido de poder ser proposta outra fórmula de revisão de preços devidamente justificada e em conformidade com as disposições legais aplicáveis. Optou-se pela não apresentação de proposta condicionada. O concorrente, sem prejuízo da apresentação da proposta base, sempre que, em conformidade com o programa de concurso, pretenda apresentar proposta condicionada, deverá elaborá-la de acordo com o modelo n.º 3 do anexo III do Decreto-Lei n.º 59/99, de 2 de Março, devendo indicar o valor que atribui a cada uma das condições especiais na mesma incluídas e que sejam diversas das previstas no caderno de encargos. 3.4.3.13 – Proposta com variante ao projecto Cabe ao dono de obra, através deste ponto do programa de concurso, definir se serão ou não admitidas propostas com variantes ao projecto de autoria do concorrente, ficando este limitado ao que se encontra estipulado no caderno de encargos e no programa de concurso. ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio Concursos de Obras Públicas e Orçamentação 35 Relativamente ao concurso da empreitada “EN 229 – BENEFICIAÇÃO ENTRE A PONTE DO ABADE (CRUZAMENTO COM A EN 226) E O LIMITE DE DISTRITO (VISEU)”, é estipulado que não será admitida a apresentação, pelos concorrentes, de propostas com variantes ao projecto, ou parte dele. A serem admitidas, e de acordo com o disposto no artigo 78.º do Decreto-Lei n.º 59/99, de 2 de Março, as propostas com variante ao projecto deverão ser elaboradas obedecendo a sistematização idêntica à da proposta base, em termos que permitam a sua fácil comparação com esta, nomeadamente no que respeita à natureza e volume dos trabalhos previstos, ao programa, aos meios e processos de execução adoptados, aos preços unitários e totais oferecidos e às condições que divirjam das do caderno de encargos ou de outros documentos integrantes do processo de concurso. 3.4.3.14 – Proposta base A proposta base corresponde à proposta para a execução do projecto do dono de obra, nos termos em que foi posto a concurso. A apresentação de propostas condicionadas ou com variante ao projecto, não dispensa o concorrente da apresentação da proposta base elaborada de acordo com os modelos 1 ou 2 do anexo III do Decreto-Lei n.º 59/99, de 2 de Março. 3.4.3.15 – Valor para efeito do concurso O valor para efeito do concurso resulta da elaboração, por parte do dono de obra, de um orçamento estimativo do custo da obra, baseado em preços correntes de mercado. Esse valor é apresentado neste ponto do programa de concurso, sendo frequentemente designado, na gíria, por “preço base” ou, simplesmente, “base” do concurso, servindo como referência ou termo de comparação para o concorrente na fase de elaboração da proposta de preço. Dever-se-á ter em atenção que o dono da obra pode, através do programa de concurso, estabelecer que todas as propostas cujo valor exceda em 25% o preço base ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio Concursos de Obras Públicas e Orçamentação 36 sejam excluídas na fase de análise das propostas, alegando o estatuído no artigo 107.º, conjugado com o artigo 45.º, ambos do Decreto-Lei n.º 59/99, de 2 de Março. A alínea b) do n.º1 do artigo 107.º do Decreto-Lei n.º 59/99, de 2 de Março estabelece que quando todas as propostas, ou a mais conveniente, ofereçam preço total consideravelmente superior ao preço base do concurso, haverá lugar à não adjudicação e à interrupção do concurso, sendo, todavia, este artigo omisso relativamente à quantificação desse “preço total consideravelmente superior”. A referência ao limite de 25% é feita no n.º 1 do artigo 45.º do mesmo diploma, mas em relação ao controlo de custos das obras públicas, onde é estatuído que “O dono da obra não poderá, em caso algum, autorizar a realização de trabalhos a mais previstos no artigo 26.º, alterações do projecto da iniciativa do dono da obra ainda que decorrentes de erro ou omissão do mesmo ou trabalhos resultantes de alterações ao projecto, variantes ou alterações ao plano de trabalhos, da iniciativa do empreiteiro, caso o seu valor acumulado durante a execução de uma empreitada exceda 25% do valor do contrato de empreitada de obras públicas de que são resultantes”. Acontece que, por vezes, o valor fixado para efeito do concurso, ou seja o seu preço base, não é devidamente estimado, face aos preços correntes de mercado, constituindo, dessa forma, uma forte condicionante à elaboração do preço final da proposta a apresentar, devendo, para o efeito, o dono da obra proceder às reformulações e alterações necessárias, implicando, muitas vezes, a anulação do concurso. O valor para efeito de concurso atribuído ao concurso da empreitada “EN 229 – BENEFICIAÇÃO ENTRE A PONTE DO ABADE (CRUZAMENTO COM A EN 226) E O LIMITE DE DISTRITO (VISEU)” foi de 348.000,00 euros, com exclusão do imposto sobre o valor acrescentado, não existindo, no programa de concurso, referência alguma ao facto de o valor das propostas não poder exceder em 25% o seu valor base. Durante a elaboração do orçamento, houve a percepção que o valor base fixado seria consideravelmente inferior ao necessário para a execução da obra, de forma a serem ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio Concursos de Obras Públicas e Orçamentação 37 meticulosamente cumpridas todas as disposições das diversas peças patenteadas no concurso. A conjugação de todos estes aspectos reveste-se de grande importância no contexto da promoção e execução de uma obra pública, na medida em que nele estão envolvidos diversos intervenientes, desde a entidade promotora à entidade executante, envolvendo necessariamente diversos factores, desde os de ordem técnica e financeira aos de âmbito estratégico e social. 3.4.3.16 – Documentos de habilitação dos concorrentes Neste ponto do programa de concurso encontram-se discriminados os documentos que o concorrente terá de apresentar para poder ser considerado apto ou habilitado. Os documentos de habilitação dos concorrentes destinam-se à comprovação da idoneidade, à avaliação da capacidade financeira e económica e à avaliação da capacidade técnica do concorrente, nos termos do disposto, respectivamente, nos artigos 55.º e 98.º do Decreto-Lei n.º 59/99, de 2 de Março. 3.4.3.17 – Documentos que instruem a proposta Neste ponto, são referidos os documentos que devem instruir a proposta de preço e as especificações que cada um deve observar. 3.4.3.18 – Modo de apresentação dos documentos de habilitação dos concorrentes e dos documentos que instruem a proposta É fixada, neste ponto, a forma de apresentação dos documentos de habilitação dos concorrentes e dos documentos que instruem a proposta. 3.4.3.19 – Prazo de validade da proposta A partir da data do acto público do concurso, e durante o prazo de validade fixado, cessa, para o concorrente, a obrigação de manter a sua proposta, caso este não haja recebido comunicação de lhe haver sido adjudicada a empreitada. ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio Concursos de Obras Públicas e Orçamentação 38 O prazo de validade da proposta é de 66 dias, contados da data do acto público do concurso, conforme o disposto no artigo 104.º do Decreto-Lei n.º 59/99, de 2 de Março, estabelecendo, todavia, o mesmo diploma que se as propostas forem acompanhadas de projecto base, poderá o dono da obra fixar, no programa de concurso, maior prazo de validade das propostas. Se os concorrentes nada requererem em contrário, dentro dos 8 dias seguintes ao termo do prazo previsto, considerar-se-á o mesmo prorrogado por mais 44 dias. 3.4.3.20 – Qualificação dos concorrentes Conforme referido em 3.2.15, relativamente ao estabelecido em sede do programa de concurso, no que respeita aos documentos de habilitação dos concorrentes, estes deverão fazer prova da sua capacidade financeira, económica e técnica. Este ponto do programa de concurso vem salvaguardar a possibilidade de apresentação de proposta por parte do concorrente que, quando justificadamente, não estiver em condições de apresentar os documentos exigidos pelo dono da obra relativos à sua capacidade financeira e económica, nomeadamente por ter iniciado a sua actividade há menos de três anos, desde que comprove essa capacidade através de outros documentos que o dono da obra entenda serem necessários e suficientes, designadamente um documento abonatório de uma instituição bancária reconhecida. Procede-se, ainda neste ponto, à fixação dos critérios de avaliação da capacidade técnica dos concorrentes para a execução da obra posta a concurso. Relativamente a esta matéria, e no que respeita ao concurso tratado neste relatório, o respectivo programa de concurso estabelece que um dos critérios adoptados será o referente à comprovação da execução de, pelo menos, uma obra rodoviária de idêntica natureza da obra posta a concurso, de valor não inferior a 208.800,00 euros, ou seja, 60% do valor estimado do contrato. ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio Concursos de Obras Públicas e Orçamentação 39 3.4.3.21 – Esclarecimento a prestar pelos concorrentes Na eventualidade de, durante o período de apreciação das propostas, a entidade que preside ao concurso ter dúvidas sobre a real situação económica e financeira de qualquer dos concorrentes, poderá exigir deles e solicitar de outras entidades todos os documentos e elementos de informação, inclusive de natureza contabilística, indispensáveis para o esclarecimento dessas dúvidas. 3.4.3.22 – Critério de adjudicação das propostas O critério de adjudicação das propostas é fixado pelo dono de obra e estabelecido neste ponto do programa de concurso, podendo incluir um ou mais factores e eventuais subfactores de apreciação, devidamente hierarquizados segundo a sua incidência na ponderação, sendo atribuída a cada proposta uma pontuação em função da apreciação dos aspectos integrantes de cada um deles. A obra será, por norma, adjudicada ao concorrente cuja proposta se tenha manifestado ser a economicamente mais vantajosa, dentro de critérios de qualidade satisfatórios, implicando, contudo e percentualmente, a ponderação de factores variáveis para além do preço, como a valia técnica da solução preconizada e o prazo de execução, entre outros. Apresenta-se, a seguir, o critério de adjudicação fixado para o concurso da empreitada “EN 229 – BENEFICIAÇÃO ENTRE A PONTE DO ABADE (CRUZAMENTO COM A EN 226) E O LIMITE DE DISTRITO (VISEU)”: Valia Técnica da Proposta - 40% - Programa de Trabalhos e Cronograma Financeiro – 20% - Plano de Trabalhos – 9% - Plano de Mão-de-obra – 4% - Plano de Equipamento – 4% - Cronograma Financeiro – 3% - Memória Justificativa e Descritiva – 15% - Gestão da Segurança e Saúde no Trabalho – 5% Preço – 60% ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio Concursos de Obras Públicas e Orçamentação 40 3.4.3.23 – Audiência prévia Concluída a apreciação das propostas por parte da comissão de análise, compete à entidade adjudicante proceder à audiência prévia dos concorrentes, tendo estes 10 dias, após a notificação da decisão final, para se pronunciarem sobre a mesma. A notificação deverá fornecer os elementos necessários para que os interessados fiquem a conhecer os aspectos relevantes para a decisão, nas matérias de facto e de direito, indicando, também, o horário e o local onde o processo poderá ser consultado. 3.4.3.24 – Minuta do contrato, notificação, adjudicação e caução O concorrente cuja proposta haja sido preferida fica obrigado a pronunciar-se sobre a minuta do contrato, no prazo de 5 dias após a sua recepção, findo o qual, se o não fizer, se considerará aprovada a mesma minuta. O concorrente preferido será notificado da adjudicação e do valor da caução, sendo-lhe fixado um prazo para prestação da mesma, entendendo-se por adjudicação a decisão pela qual o dono da obra aceita a proposta do concorrente preferido. A prestação de uma caução, por parte do adjudicatário, servirá como garantia, para o dono da obra, de que se verificará o exacto e pontual cumprimento das obrigações assumidas pelo adjudicatário, sendo o seu valor fixado no caderno de encargos, observando o disposto no artigo 113.º do Decreto-Lei n.º 59/99, de 2 de Março. 3.4.3.25 – Encargos do concorrente São encargos do concorrente as despesas relativas à elaboração da proposta, incluindo as de prestação de caução e, ainda, as despesas e encargos inerentes à celebração do contrato, nos termos do n.º 4 do artigo 119.º do Decreto-Lei n.º 59/99, de 2 de Março. ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio Concursos de Obras Públicas e Orçamentação 41 3.4.3.26 – Legislação aplicável Em tudo o omisso no programa de concurso, observar-se-á o disposto no Decreto-Lei n.º 59/99, de 2 de Março, e restante legislação aplicável. 3.4.3.27 – Fornecimento de exemplares do processo Neste último ponto do programa de concurso estabelecem-se o tipo ou tipos de suporte sob os quais podem ser adquiridas as cópias do processo de concurso, assim como o respectivo preço e forma de pagamento. O processo de concurso da empreitada “EN 229 – BENEFICIAÇÃO ENTRE A PONTE DO ABADE (CRUZAMENTO COM A EN 226) E O LIMITE DE DISTRITO (VISEU)”, foi adquirido em suporte informático com verificação digital, mediante o pagamento por cheque a favor da EP – ESTRADAS DE PORTUGAL, E.P.E, com o custo de 10,00 euros, ao qual foi acrescentado o IVA à taxa de 21%, tendo sido levantado na Direcção de Estradas da Guarda. 3.4.4 – Caderno de encargos 3.4.4.1 – Disposições gerais O caderno de encargos é o documento que contém as cláusulas jurídicas e as técnicas gerais e específicas a incluir no contrato a celebrar. O enquadramento legal do caderno de encargos tipo é efectuado pela Portaria n.º 104/2001, de 21 de Fevereiro, publicada no Diário da República – 1.ª Série – B, de 21 de Fevereiro. Compete ao dono de obra adequar o caderno de encargos tipo a cada obra posta a concurso, sendo que, por vezes, e eventualmente no seguimento de uma adaptação menos consentânea, são constatadas algumas discordâncias entre o caderno de encargos e as restantes peças patenteadas no concurso, pelo que o pleno ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio Concursos de Obras Públicas e Orçamentação 42 conhecimento de todas as cláusulas do primeiro se reveste da maior importância, designadamente na fase de elaboração da proposta de preço. Será utilizado, neste relatório, o caderno de encargos incluso no processo de concurso da empreitada “EN 229 – BENEFICIAÇÃO ENTRE A PONTE DO ABADE (CRUZAMENTO COM A EN 226) E O LIMITE DE DISTRITO (VISEU)”, promovido pela EP – ESTRADAS DE PORTUGAL, E.P.E, do qual se apresentarão excertos de texto considerados essenciais para o conhecimento de todo o processo de orçamentação, mantendo-se, integralmente, a numeração e designação originais atribuídas a cada uma das cláusulas, fazendo-se doravante referência a estas, utilizando a sua abreviatura – cls. 3.4.4.2 – Caderno de encargos - Cláusulas gerais Apresenta-se, a seguir, o índice correspondente às cláusulas gerais: 1 – Disposições gerais 2 – Objecto e regime da empreitada 3 – Pagamentos ao empreiteiro 4 – Preparação e planeamento dos trabalhos 5 – Prazos de execução 6 – Fiscalização e controlo 7 – Condições gerais de execução da empreitada 8 – Pessoal 9 – Instalações, equipamentos e obras auxiliares 10 – Outros trabalhos preparatórios 11 – Materiais e elementos de construção 12 – Recepção e liquidação da obra . cls 1 – Disposições gerais . cls 1.1 - Disposições e cláusulas por que se rege a empreitada “… consideram-se integrados no contrato o projecto, este caderno de encargos, …, os restantes elementos patenteados em concurso e mencionados no índice geral, …, ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio Concursos de Obras Públicas e Orçamentação 43 todos os outros documentos que sejam referidos no título contratual ou neste caderno de encargos.” . cls 1.2 - Regulamentos e outros documentos normativos . cls 1.3 - Regras de interpretação dos documentos que regem a empreitada “Nos casos de conflito entre este caderno de encargos e o projecto, prevalecerá o primeiro quanto à definição das condições jurídicas e técnicas de execução da empreitada e o segundo em tudo o que respeita à definição da própria obra, …” “O programa de concurso só será atendido em último lugar.” . cls 1.3.2 - Se no projecto existirem divergências entre as várias peças e não for possível solucioná-las pelas regras gerais de interpretação, resolver-se-ão nos seguintes termos: “As peças desenhadas prevalecerão sobre todas as outras quanto à localização, às características dimensionais da obra e à disposição relativa das suas diferentes partes.” “As folhas de medições discriminadas e referenciadas e os respectivos mapas resumo de quantidades de trabalhos prevalecerão sobre quaisquer outras no que se refere à natureza e quantidade dos trabalhos, …” “Em tudo o mais prevalecerá o que constar da memória descritiva e restantes peças do projecto.” . cls 1.4 - Esclarecimento de dúvidas na interpretação dos documentos que regem a empreitada . cls 1.5 - Projecto . cls 1.6 - Subempreitadas ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio Concursos de Obras Públicas e Orçamentação 44 “A responsabilidade de todos os trabalhos incluídos no contrato, seja qual for o agente executor, será sempre do empreiteiro e só dele, …” “O empreiteiro não poderá subempreitar mais de 75% do valor da obra que lhe foi adjudicada.” . cls 1.7 - Execução simultânea de outros trabalhos no local da obra . cls 1.8 - Actos e direitos de terceiros . cls 1.9 - Patentes, licenças, marcas de fabrico ou de comércio e desenhos registados “Serão inteiramente de conta do empreiteiro os encargos e responsabilidades decorrentes da utilização na execução da empreitada de materiais, de elementos de construção ou de processos de construção a que respeitem quaisquer patentes, licenças, marcas, desenhos registados e outros direitos de propriedade industrial.” . cls 1.10 - Outros encargos do empreiteiro . cls 1.10.1 - Salvo disposição em contrário deste caderno de encargos, correrão por conta do empreiteiro, que se considerará, para o efeito, o único responsável: “A reparação e a indemnização de todos os prejuízos que, por motivos imputáveis ao adjudicatário e que não resultem da própria natureza ou concepção da obra, sejam sofridos por terceiros até à recepção definitiva dos trabalhos …” “As indemnizações devidas a terceiros pela constituição de servidões provisórias ou pela ocupação temporária de prédios particulares necessários à execução da empreitada.” “… promover os seguros indicados neste caderno de encargos e nas condições nele indicadas.” ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio Concursos de Obras Públicas e Orçamentação 45 . cls 1.11 - Caução “ O valor da caução é de 5% do preço total do contrato …” . cls 2 - Objecto e regime da empreitada . cls 2.1 - Objecto da empreitada . cls 2.2 - Modo de retribuição do empreiteiro “O regime da empreitada, quanto ao modo de retribuição do empreiteiro, é o estabelecido neste caderno de encargos …” . cls 3 - Pagamentos ao empreiteiro . cls 3.1 - Disposições gerais . cls 3.2 - Adiantamentos ao empreiteiro . cls 3.3 - Descontos nos pagamentos . cls 3.4 - Mora no pagamento . cls 3.5 - Regras de medição “Os critérios a seguir na medição dos trabalhos serão os estabelecidos no projecto, neste caderno de encargos ou no contrato.” . cls 3.6 - Revisão de preços do contrato “A revisão dos preços contratuais, como consequência de alteração dos custos de mãode-obra, de materiais ou de equipamentos de apoio durante a execução da empreitada, será efectuada nos termos da legislação sobre revisão de preços.” ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio Concursos de Obras Públicas e Orçamentação 46 . cls 4 – Preparação e planeamento dos trabalhos . cls 4.1- Preparação e planeamento da execução da obra . cls 4.1.1- O empreiteiro é responsável: “Perante o dono da obra, …, pela preparação, planeamento e coordenação de todos os trabalhos da empreitada, seja qual for o agente executor, bem como pela preparação, planeamento e execução dos trabalhos necessários à aplicação, em geral, das normas sobre segurança, higiene e saúde no trabalho vigentes e, em particular, das medidas consignadas no Plano de Segurança e Saúde, da responsabilidade do dono da obra, elaborado na fase de projecto e já patenteado em concurso.” “Perante as entidades fiscalizadoras, pela preparação, planeamento e coordenação dos trabalhos necessários à aplicação das medidas sobre segurança, higiene e saúde no trabalho em vigor, …” . cls 4.2 - Preparação e planeamento de empreitadas comuns à mesma obra . cls 4.3 - Desenhos, pormenores e elementos de projecto a apresentar pelo empreiteiro “Quando a adjudicação se basear em projecto do dono da obra, o empreiteiro deverá apresentar, durante o período de preparação e planeamento dos trabalhos, os desenhos de construção e os pormenores de execução expressamente exigidos neste caderno de encargos.” . cls 4.4 - Plano de trabalhos e plano de pagamentos “O plano de trabalhos deverá definir, com precisão, as datas de início e de conclusão da empreitada, bem como a sequência, o escalonamento no tempo, o intervalo e o ritmo de execução das diversas espécies de trabalho, … e a unidade de tempo que serve de base à programação.” ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio Concursos de Obras Públicas e Orçamentação 47 “O plano de pagamentos deverá conter a previsão, quantificada e escalonada no tempo, do valor dos trabalhos a realizar pelo empreiteiro…” . cls 4.5 - Modificação do plano de trabalhos e do plano de pagamentos “O dono da obra poderá alterar em qualquer momento o plano de trabalhos em vigor, ficando o empreiteiro com direito a ser indemnizado dos danos sofridos em consequência dessa alteração, …” “O empreiteiro pode, em qualquer momento, propor modificações ao plano de trabalhos ou apresentar outro para substituir o vigente, …” . cls 5 - Prazos de execução . cls 5.1 - Prazos de execução da empreitada “Os trabalhos da empreitada deverão iniciar-se na data fixada no respectivo plano e ser executados dentro dos prazos globais e parcelares estabelecidos neste caderno de encargos.” “Na contagem dos prazos de execução da empreitada consideram-se incluídos todos os dias decorridos, incluindo sábados, domingos e feriados.” . cls 5.2 - Prorrogação dos prazos de execução da empreitada . cls 5.3 - Multas por violação dos prazos contratuais “Se o empreiteiro não concluir a obra no prazo contratualmente estabelecido, acrescido de prorrogações graciosas ou legais, ser-lhe-á aplicada, até ao fim dos trabalhos ou à rescisão do contrato, a multa diária estabelecida no artigo 201º do Decreto-Lei n.º 59/99, de 2 de Março, se outra não for fixada neste caderno de encargos.” . cls 5.4 – Prémios ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio Concursos de Obras Públicas e Orçamentação 48 . cls 6 - Fiscalização e controlo . cls 6.1 - Direcção técnica da empreitada e representante do adjudicatário “O empreiteiro obriga-se, sob reserva de aceitação pelo dono da obra, a confiar a direcção técnica da empreitada a um técnico com a qualificação mínima indicada neste caderno de encargos.” “O empreiteiro ou um seu representante permanecerá no local da obra durante a sua execução, …” “As funções de director técnico da empreitada podem ser acumuladas com as de representante do empreiteiro, …” “O adjudicatário designará um responsável pelo cumprimento da legislação aplicável em matéria de segurança, higiene e saúde no, …” . cls 6.2 - Representantes da fiscalização . cls 6.3 - Custo da fiscalização . cls 6.4 - Livro de registo da obra “O empreiteiro deverá organizar um registo da obra, em livro adequado, com as folhas numeradas e rubricadas por si e pela fiscalização e contendo uma informação sistemática e de fácil consulta dos acontecimentos mais importantes relacionados com a execução dos trabalhos.” . cls 7 - Condições gerais de execução da empreitada . cls 7.1 - Informações preliminares sobre o local da obra: “… entende-se que o empreiteiro se inteirou localmente das condições aparentes de realização dos trabalhos referentes à empreitada.” ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio Concursos de Obras Públicas e Orçamentação 49 . cls 7.2 - Condições gerais de execução dos trabalhos “A obra deve ser executada de acordo com as regras da arte e em perfeita conformidade com o projecto, com este caderno de encargos e com as demais condições técnicas contratualmente estipuladas, …” . cls 7.3 - Erros ou omissões do projecto e de outros documentos . cls 7.4 - Alterações ao projecto propostas pelo empreiteiro . cls 7.5 - Patenteamento do projecto e demais documentos no local dos trabalhos . cls 7.6 - Cumprimento do plano de trabalhos . cls 7.7 - Ensaios “Os ensaios a realizar na obra ou em partes da obra para verificação das suas características e comportamentos são os especificados neste caderno de encargos e os previstos nos regulamentos em vigor e constituem encargo do empreiteiro.” “Se os resultados dos ensaios … não se mostrarem satisfatórios e as deficiências encontradas forem da responsabilidade do empreiteiro, as despesas com os mesmos ensaios e com a reparação daquelas deficiências ficarão a seu cargo, sendo, no caso contrário, da conta do dono da obra.” . cls 7.8 - Sistema de Gestão da Segurança e Saúde no Trabalho “A Entidade Executante obriga-se a estabelecer, manter e implementar um Sistema de Gestão da Segurança e Saúde no Trabalho (SGSST), …” “A Entidade Executante deverá manter em funções, até à conclusão de todos os trabalhos, o Gestor do SGSST aceite pelo Dono da Obra, que deverá possuir formação em Técnico Superior de Saúde e Higiene no Trabalho, … e possuir formação complementar na área da coordenação de segurança e saúde no trabalho, …” ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio Concursos de Obras Públicas e Orçamentação 50 . cls 8 – Pessoal . cls 8.1 - Disposições gerais “As quantidades e a qualificação profissional da mão-de-obra aplicada na empreitada deverão estar de acordo com as necessidades dos trabalhos, tendo em conta o respectivo plano.” . cls 8.2 - Horário de trabalho . cls 8.3 - Segurança, higiene e saúde no trabalho “O adjudicatário fica sujeito ao cumprimento das disposições legais e regulamentares em vigor sobre segurança, higiene e saúde no trabalho relativamente a todo o pessoal empregado na obra, sendo da sua conta os encargos que de tal resultem.” . cls 8.4 - Salários mínimos . cls 8.5 - Pagamento de salários . cls 9 - Instalações, equipamentos e obras auxiliares . cls 9.1 - Trabalhos preparatórios e acessórios: “O empreiteiro é obrigado a realizar todos os trabalhos que, por natureza ou segundo o uso corrente, devam considerar-se preparatórios ou acessórios dos que constituem objecto do contrato.” . cls 9.1.2 - Entre os trabalhos a que se refere a cláusula anterior compreendem-se, …, os seguintes: “A montagem, construção, desmontagem e demolição do estaleiro, incluindo as correspondentes instalações, redes provisórias de água, de esgotos, de electricidade e ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio Concursos de Obras Públicas e Orçamentação 51 de meios de telecomunicações, vias internas de circulação e tudo o mais necessário à montagem, construção, desmontagem e demolição do estaleiro.” “A manutenção do estaleiro.” “O restabelecimento, por meio de obras provisórias, de todas as servidões e serventias… para a execução dos trabalhos.” “A construção dos acessos ao estaleiro e das serventias internas deste.” “O levantamento, guarda, conservação e reposição de cabos, canalizações e outros elementos encontrados nas escavações e cuja existência se encontre assinalada nos documentos que fazem parte integrante do contrato ou pudesse verificar-se por simples inspecção do local da obra à data da realização do concurso.” “O transporte e remoção, …, dos produtos de escavação ou resíduos de limpeza.” “A reconstrução ou reparação dos prejuízos que resultem das demolições a fazer para a execução da obra” “A conservação das instalações que tenham sido cedidas pelo dono da obra ao adjudicatário com vista à execução da empreitada” “A reposição dos locais onde se executaram os trabalhos …, assegurando o bom aspecto geral e a segurança dos mesmos locais.” . cls 9.2 - Locais e instalações cedidos para implantação e exploração do estaleiro “Não são cedidos pelo dono da obra quaisquer locais ou instalações para implantação ou exploração do estaleiro.” . cls 9.3 - Instalações provisórias . cls 9.4 - Redes de água, de esgotos, de energia eléctrica e de telecomunicações ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio Concursos de Obras Públicas e Orçamentação 52 “O empreiteiro deverá construir e manter em funcionamento as redes provisórias de abastecimento de água, de esgotos, de energia eléctrica e de telecomunicações definidas neste caderno de encargos ou no projecto ou, na sua omissão, que satisfaçam as exigências da obra e do pessoal.” . cls 9.5 – Equipamento “Constitui encargo do empreiteiro, …, o fornecimento e utilização das máquinas, aparelhos, utensílios, ferramentas, andaimes e todo o material indispensável à boa execução dos trabalhos.” . cls 10 - Outros trabalhos preparatórios . cls 10.1 - Trabalhos de protecção e segurança “Para além das medidas a que se refere a cláusula 9.1.2, constitui encargo do empreiteiro a realização dos trabalhos de protecção e segurança especificados no projecto ou neste caderno de encargos, tais como os referentes a construções e vegetação existentes nos locais destinados à execução dos trabalhos e os relativos a construções e instalações vizinhas destes locais.” . cls 10.2 - Demolições e esgotos . cls 10.3 - Remoção de vegetação . cls 10.4 - Implantação e piquetagem “O trabalho de implantação e piquetagem será efectuado pelo empreiteiro, a partir das cotas, dos alinhamentos e das referências fornecidas pelo dono da obra.” . cls 11 - Materiais e elementos de construção . cls 11.1 - Características dos materiais e elementos de construção ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio Concursos de Obras Públicas e Orçamentação 53 “Os materiais e elementos de construção a empregar na obra terão as qualidades, dimensões, formas e demais características definidas nas peças escritas e desenhadas do projecto, neste caderno de encargos e nos restantes documentos contratuais, com as tolerâncias normalizadas ou admitidas nos mesmos documentos.” “Sempre que o projecto, este caderno de encargos ou o contrato não fixem as características de materiais ou elementos de construção, o empreiteiro não poderá empregar materiais que não correspondam às características da obra ou que sejam de qualidade inferior aos usualmente empregues em obras que se destinem a idêntica utilização.” . cls 11.2 - Amostras padrão “Sempre que o dono da obra ou o empreiteiro o julguem necessário, este último apresentará amostras de materiais ou elementos de construção a utilizar, as quais, depois de aprovadas pelo fiscal da obra, servirão de padrão.” . cls 11.3 - Lotes, amostras e ensaios . cls 11.4 - Aprovação dos materiais e elementos de construção “Os materiais e elementos de construção não poderão ser aplicados na empreitada senão depois de aprovados pela fiscalização.” . cls 11.5 - Casos especiais . cls 11.6 - Depósito e armazenagem de materiais ou elementos de construção “O empreiteiro deverá possuir em depósito as quantidades de materiais e elementos de construção suficientes para garantir o normal desenvolvimento dos trabalhos, …” . cls 11.7 - Remoção de materiais ou elementos de construção ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio Concursos de Obras Públicas e Orçamentação 54 “O empreiteiro, no final da obra, terá de remover do local dos trabalhos os restos de materiais ou elementos de construção, entulhos, equipamento, andaimes e tudo o mais que tenha servido para a sua execução, dentro do prazo estabelecido neste caderno de encargos.” . cls 12 – Recepção e liquidação da obra . cls 12.1 - Recepção provisória “Logo que a obra esteja concluída ou que, por força do contrato, parte ou partes dela possam ou devam ser recebidas separadamente, proceder-se-á, a pedido do empreiteiro ou por iniciativa do dono da obra, à sua vistoria para o efeito da recepção provisória, nos termos dos artigos 217º e seguintes do Decreto-Lei n.º 59/99, de 2 de Março.” “Para que o dono da obra possa proceder à recepção provisória da obra, o Adjudicatário deverá entregar 11 (onze) dias antes da data prevista para essa recepção, a declaração … do Plano de Segurança e Saúde com as necessárias adaptações para a Compilação Técnica da obra, bem como todos os documentos necessários à adaptação da Compilação Técnica da Obra.” . cls 12.2 - Prazo de garantia “O prazo de garantia é de cinco anos contados a partir da data da recepção provisória.” . cls 12.3 - Obrigações do empreiteiro durante o prazo de garantia “Durante o prazo de garantia o empreiteiro é obrigado a fazer, imediatamente e à sua custa, as substituições de materiais ou equipamentos e a executar todos os trabalhos de reparação que sejam indispensáveis para assegurar a perfeição e o uso normal da obra nas condições previstas.” . cls 12.4 - Restituição dos depósitos e quantias retidas e extinção da caução ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio Concursos de Obras Públicas e Orçamentação 55 “Feita a recepção definitiva de toda a obra, serão restituídas ao empreiteiro as quantias retidas como garantia ou a qualquer outro título a que tiver direito e promover-se-á, pela forma própria, a extinção da caução prestada." 3.4.4.3 – Caderno de encargos - Cláusulas especiais Seguidamente apresenta-se o índice correspondente às cláusulas especiais: 13.1 – Designação e tipo de empreitada 13.2 – Empreitada por série de preços 13.3 – Prazo de execução da empreitada 13.4 – Adiantamentos ao empreiteiro e respectivos reembolsos 13.5 – Reclamações quanto a erros e omissões do projecto e de outros documentos 13.6 – Prazo de preparação e planeamento da execução da obra 13.7 – Prazo de apresentação do plano de trabalhos e cronograma financeiro 13.8 – Modificação do plano de trabalhos 13.9 – Atraso no cumprimento do plano de trabalhos 13.10 – Metodologia a adoptar no plano de trabalhos e cronograma financeiro 13.11 – Agentes de fiscalização 13.12 – Direcção técnica da empreitada e sistema de segurança e saúde 13.13 – Factos a considerar obrigatoriamente no livro de registo de obra 13.14 – Medição dos trabalhos 13.15 – Revisão do contrato e revisão de preços 13.16 – Sinalização temporária 13.17 – Prazo para remoção de materiais e elementos de construção e para arranjos de integração 13.18 – Conservação da obra durante o prazo de execução 13.19 – Outras obrigações do adjudicatário 13.20 – Controlo laboratorial permanente dos trabalhos 13.21 – Controlo de materiais 13.22 – Armazenamento de materiais e preservação das suas qualidades 13.23 – Ensaios diversos 13.24 – Tipo de trabalhos ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio Concursos de Obras Públicas e Orçamentação 56 13.25 – Locais e instalações cedidos para a implantação e exploração do estaleiro 13.26 – Peças que constituem o projecto . cls 13.1 – Designação e tipo de empreitada “A empreitada é designada por “EN 229 – BENEFICIAÇÃO ENTRE A PONTE DO ABADE (CRUZAMENTO COM A EN 226) E O LIMITE DE DISTRITO (VISEU)”, sendo o modo de retribuição, nos termos do no 1 do artigo 8º do Decreto-Lei 59/99 de 2 de Março, por série de preços. . cls 13.2 – Empreitada por série de preços “A empreitada definida por série de preços, de acordo com o artigo 18º do Decreto-Lei 59/99 de 2 de Março, resulta da aplicação dos preços unitários previstos no contrato para cada espécie de trabalho a realizar às quantidades desses trabalhos realmente executados.” . cls 13.3 - Prazo de execução da empreitada “O prazo de execução da empreitada é de 180 dias a contar da data de consignação, nele estando incluídos os sábados, domingos e feriados.” . cls 13.4 - Adiantamentos ao empreiteiro e respectivos reembolsos . cls 13.5 - Reclamações quanto a erros e omissões do projecto e de outros documentos . cls 13.6 - Prazo de preparação e planeamento da execução da obra “Este prazo é de 22 (vinte e dois) dias úteis a contar da data da consignação.” . cls 13.7 - Prazo de apresentação do plano de trabalhos e cronograma financeiro ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio Concursos de Obras Públicas e Orçamentação 57 “O plano definitivo de trabalhos e o respectivo cronograma financeiro serão apresentados, …, no prazo máximo de 44 (quarenta e quatro) dias úteis a contar da data da consignação.” . cls 13.8 - Modificação do plano de trabalhos . cls 13.9 - Atraso no cumprimento do plano de trabalhos . cls 13.10 - Metodologia a adoptar no plano de trabalhos e cronograma financeiro “Na elaboração do plano de trabalhos o Adjudicatário obriga-se a atender a que os elementos finais do mesmo tenham uma expressão gráfica perfeitamente elucidativa das quantidades de equipamento e da dimensão dos grupos de trabalho, devendo ainda expressar com clareza o desenvolvimento da obra…” “Na elaboração do cronograma financeiro deve ser feito o resultante somatório mensal.” . cls 13.11 - Agentes de Fiscalização “A Fiscalização da obra será exercida pela EP – Estradas de Portugal, E.P.E.” . cls 13.12 - Direcção técnica da empreitada, controlo de qualidade, ambiente e sistema de segurança e saúde “Em caso algum será consentida a acumulação das funções de gestão dos sistemas de qualidade ou de segurança e saúde, com as de direcção técnica da obra.” . cls 13.13 - Factos a considerar obrigatoriamente no livro de registo de obra “Devem ser inscritos no livro de obra todos os factos relevantes relacionados com a execução dos trabalhos que constituem o objecto da empreitada, …” ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio Concursos de Obras Públicas e Orçamentação 58 . cls 13.14 - Medição dos trabalhos “A medição dos trabalhos efectuados realizar-se-á mensalmente, …” . cls 13.15 - Revisão do contrato e revisão de preços . cls 13.16 - Sinalização temporária . cls 13.17 - Prazo para remoção de materiais e elementos de construção e arranjos de integração “É fixado em 44 (quarenta e quatro) dias úteis o prazo dentro do qual, o empreiteiro no final da obra, terá de remover do local dos trabalhos os materiais … e terá que proceder aos trabalhos para integração paisagística…” . cls 13.18 - Conservação da obra durante o prazo de execução . cls 13.19 - Outras obrigações do adjudicatário “Constitui obrigação do adjudicatário, no período que decorre entre a data da consignação e a data da elaboração da conta final da empreitada, pôr à disposição da Fiscalização … um escritório no estaleiro … e respectivas instalações sanitárias, incluindo mobiliário e equipamentos de escritório e consumíveis. Todos os compartimentos terão luz natural, iluminação eléctrica e tomadas de alimentação, equipamentos de ar condicionado e telefone…” “Os encargos decorrentes deste item serão pagos pela rubrica 10.3.1.” “A Entidade Executante obriga-se a implementar e desenvolver o Plano de Segurança e Saúde” . cls 13.20 – Controlo laboratorial permanente dos trabalhos . cls 13.21 - Controlo de materiais ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio Concursos de Obras Públicas e Orçamentação 59 “Todos os materiais a utilizar na obra devem ser inspeccionados pela Fiscalização, antes de serem transportados e armazenados no estaleiro da obra…” . cls 13.22 - Armazenamento de materiais e preservação das suas qualidades “O adjudicatário é o único responsável pela preservação de todos os materiais durante o transporte e armazenamento, até à sua colocação na obra.” . cls 13.23 - Ensaios diversos “Quando a Fiscalização tiver dúvidas sobre a qualidade dos trabalhos, pode tornar obrigatória a realização de ensaios além dos previstos…” . cls 13.24 - Tipo de trabalhos “A empreitada envolverá a execução de trabalhos de Terraplenagem, Drenagem, Pavimentação, Equipamentos de Sinalização e Segurança e Diversos.” “A Terraplenagem compreende os trabalhos preparatórios, envolvendo, para além do movimento de terras, eventual regularização / reperfilamento de taludes e todos os trabalhos previstos em projecto, …” “A Drenagem compreende essencialmente a execução das obras necessárias ao escoamento das águas superficiais, nas quais se inclui a construção de valetas, valas de crista, valas na base de taludes, descidas de água em taludes, …” “A Pavimentação será executada como se indica nos perfis transversais tipo e demais elementos do projecto, conforme as peças desenhadas e no pleno respeito pelas características fixadas neste Caderno de Encargos para os correspondentes materiais.” “Em Equipamentos de Sinalização e Segurança inclui-se a colocação de sinalização horizontal e vertical e guardas de segurança. Relativamente à sinalização vertical, os painéis a aplicar em obra deverão dispor de um sistema anti-roubo que garanta a imobilização definitiva de todas as réguas e/ou chapas constituintes do painel.” ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio Concursos de Obras Públicas e Orçamentação 60 “Fazem parte ainda da empreitada, em Diversos, essencialmente, os trabalhos de controlo e ensaio de qualidade dos materiais conforme exigido no presente Caderno de Encargos, a montagem, desmontagem e manutenção dos estaleiros, instalações e outros meios para a Fiscalização.” . cls 13.25 - Locais e instalações cedidos para a implantação e exploração do estaleiro “Não são cedidos pelo dono da obra quaisquer locais ou instalações para implantação ou exploração do estaleiro.” . cls 13.26 - Peças que constituem o projecto . cls 13.26.1 - Patentes no concurso: Peças Escritas: Caderno de Encargos Memória Descritiva Mapa de Medições Plano de Segurança e Saúde Peças Desenhadas: Esboço Corográfico Pormenor do dreno, valetas revestidas e estrutura do pavimento Pormenores do Equipamento de Sinalização e Segurança . cls 13.26.2 – Peças não patentes no concurso: Orçamento ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio Concursos de Obras Públicas e Orçamentação 61 3.4.4 – Plano de segurança e saúde Define-se Plano de Segurança e Saúde (PSS) como sendo um documento destinado à definição das medidas necessárias à prevenção e minimização de todos os riscos para a segurança, higiene e saúde dos trabalhadores e de terceiros durante a execução da obra. As peças patenteadas no concurso da empreitada “EN 229 – BENEFICIAÇÃO ENTRE A PONTE DO ABADE (CRUZAMENTO COM A EN 226) E O LIMITE DE DISTRITO (VISEU)” incluem o PSS elaborado na fase de projecto. Compete ao adjudicatário estabelecer, manter e implementar um Sistema de Gestão da Segurança e Saúde no Trabalho (SGSST) baseado na norma ISO 9001:2000, tendo em consideração todos os pontos do guia sobre sistemas de gestão da segurança e saúde no trabalho da Organização Internacional do Trabalho (OIT), assim como o cumprimento do estabelecido no PSS patenteado no processo de concurso. Esse sistema deverá ter em atenção a legislação vigente e aplicável, nomeadamente, o Decreto-Lei n.º 273/2003, de 29 de Outubro, o Decreto-Lei n.º 441/91, de 14 de Novembro e a Portaria n.º 104/2001 de 21 de Fevereiro. Para a adaptação do PSS, o adjudicatário terá de apresentar todos os elementos que venham a ser exigidos, nomeadamente os que sejam considerados importantes para planear os trabalhos e para garantir a segurança ou preservar a saúde dos trabalhadores, tais como: Procedimentos específicos no âmbito da segurança e saúde no trabalho; Procedimentos de Monitorização e Prevenção, Instruções de Trabalho; Programa de auditorias internas; Plano de Formação e Informação. ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio Concursos de Obras Públicas e Orçamentação 62 3.5 – Elaboração da proposta 3.5.1 – Introdução Concluída a análise de todos os elementos integrantes do processo de concurso, procede-se à elaboração da proposta a apresentar. Essa proposta divide-se, em termos físicos e de conteúdo, em duas partes distintas – uma delas destinada a fazer a demonstração da competência e aptidão da empresa para a execução da obra posta a concurso, contendo os documentos de habilitação do concorrente e que, por si só, integrará um fascículo independente, intitulado «Documentos» e outra destinada a explicitar por que preço e de que forma o concorrente se propõe realizar a obra, constituindo também esta um fascículo independente, intitulado «Proposta» e contendo os documentos que a instruem. 3.5.2 – «Documentos» - Documentos de habilitação dos concorrentes Conforme referido no ponto 3.2.15 deste relatório, estes documentos destinam-se à comprovação da idoneidade, à avaliação da capacidade financeira e económica e à avaliação da capacidade técnica do concorrente. Os documentos de habilitação dos concorrentes exigidos pela EP – ESTRADAS DE PORTUGAL, E.P.E, relativos à empreitada “EN 229 – BENEFICIAÇÃO ENTRE A PONTE DO ABADE (CRUZAMENTO COM A EN 226) E O LIMITE DE DISTRITO (VISEU)”, são os a seguir enumerados: “Documento comprovativo da regularização da situação contributiva para com a segurança social portuguesa emitido pelo Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social, …”; “Qualquer dos documentos referidos deve ser acompanhado de declaração, sob compromisso de honra, do cumprimento das obrigações respeitantes ao pagamento das quotizações para a segurança social no espaço económico europeu”; ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio Concursos de Obras Públicas e Orçamentação 63 “Declaração comprovativa da situação tributária regularizada, emitida pela repartição de finanças do domicílio ou sede do contribuinte em Portugal, …”; “Qualquer dos documentos referidos deve ser acompanhado de declaração, sob compromisso de honra, do cumprimento das obrigações no que respeita ao pagamento de impostos e taxas no espaço económico europeu”; “Documento emitido pelo Banco de Portugal, no mês em que o concurso tenha sido aberto, no mês anterior ou posterior, que mencione as responsabilidades da empresa no sistema financeiro, …”; “Cópia da última declaração periódica de rendimentos para efeitos de IRS ou IRC, na qual se contenha o carimbo ‘Recibo’, …”; “Cópia das declarações anuais de IRC, acompanhadas do respectivo Anexo A, ou IRS, acompanhadas do respectivo Anexo I, relativas aos anos de 2004, 2005 e 2006, …”; “Certificados de habilitações literárias e profissionais dos quadros da empresa e dos responsáveis pela orientação da obra, …”; “Lista das obras executadas da mesma natureza da que é posta a concurso, acompanhada de certificados de boa execução relativos às obras mais importantes, …”; “Declaração, assinada pelo representante legal da empresa, que mencione o equipamento principal a utilizar na obra, …”; “Declaração, assinada pelo representante legal da empresa, que mencione os técnicos, serviços técnicos e encarregados, estejam ou não integrados na empresa, a afectar à obra, …”; “Alvará de construção (ou cópia simples do mesmo) emitido pelo InCI, IP., contendo as autorizações referidas no n.º 6.2, …”. A empresa João Tomé Saraiva - Sociedade de Construções, Lda, através do departamento administrativo e financeiro, assegura a actualização permanente destes documentos, cabendo, todavia, ao departamento de produção, através do sector de orçamentação, informar em tempo útil os serviços administrativos dos documentos exigidos em cada concurso. Deverá ser prestada especial atenção à obrigatoriedade de inclusão de todos os documentos de habilitação dos concorrentes, assim como a determinadas especificidades exigidas relativamente aos mesmos, designadamente no que respeita ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio Concursos de Obras Públicas e Orçamentação 64 às datas estabelecidas no programa de concurso e ao período de validade desses documentos, visto que a não inclusão de qualquer um deles, ou a inclusão com datas que não sejam exigidas, poderá implicar a exclusão do concorrente. 3.5.3 – «Proposta» - Documentos que instruem a proposta 3.5.3.1 – Instrução da proposta Atendendo ao referido no ponto 3.4.3.17 deste relatório e com base no programa de concurso da empreitada “EN 229 – BENEFICIAÇÃO ENTRE A PONTE DO ABADE (CRUZAMENTO COM A EN 226) E O LIMITE DE DISTRITO (VISEU)”, enumeram-se, a seguir, os documentos exigidos para a instrução da proposta: Nota justificativa do preço proposto; Lista de preços unitários, com o ordenamento dos mapas resumo de quantidades de trabalho; Programa de trabalhos, incluindo plano de trabalhos, plano de mão-de-obra e plano de equipamento; Plano de pagamentos; Memória justificativa e descritiva do modo de execução da obra; Declaração do concorrente que mencione os trabalhos a efectuar em cada uma das subcategorias e o respectivo valor e, se for o caso, declarações de compromisso subscritas pelo concorrente e por cada um dos subempreiteiros, acompanhadas dos alvarás de construção, ou dos certificados de inscrição em lista oficial de empreiteiros aprovados. 3.5.3.2 – Nota justificativa do preço proposto A nota justificativa do preço proposto constitui o documento através do qual o concorrente fundamenta o valor apresentado na sua proposta, indicando, para o efeito, os principais factores que estiveram na base do cálculo dos preços unitários que a compõem. Entre os diversos factores a considerar na justificação do valor da proposta, destacamse os a seguir indicados: ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio Concursos de Obras Públicas e Orçamentação Disponibilidade dos meios necessários à execução da obra; Proximidade do local de execução; Bom relacionamento com fornecedores; Eventuais obras a decorrer na proximidade; Estrutura organizacional da empresa. 65 3.5.3.3 – Lista de preços unitários A lista de preços unitários resulta de um conjunto ordenado de tarefas, às quais e a cada uma delas, mediante determinada unidade de medição, se atribui um custo unitário para o conhecimento do custo total de cada tarefa. A título exemplificativo, apresenta-se, no Quadro 7, o modelo de cálculo do custo unitário e do custo total de uma determinada tarefa. Quadro 7 – Custo unitário e custo total de uma tarefa Código (Capítulo) 1.1 Designação dos trabalhos Aplicação de rega betuminosa de impregnação. Unid. Quant. m2 900 Preço unitário Y Total 900 x Y O custo de uma determinada tarefa resulta de um conjunto de gastos acumulados durante a execução e até à conclusão da mesma. Em sede orçamental, este custo é elaborado com base numa previsão, assumindo assim um carácter estimativo, pelo que apenas em obra, durante a sua execução e terminada esta, se poderá efectivamente obter o custo real dessa mesma tarefa. Esta matéria será alvo de considerações mais aprofundadas no Capítulo IV deste relatório, relativo à orçamentação. ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio Concursos de Obras Públicas e Orçamentação 66 3.5.3.4 – Programa de trabalhos O programa de trabalhos deverá ser constituído, pelo menos, pelos seguintes elementos: Plano de trabalhos; Plano de mão-de-obra; Plano de equipamento. Estes três planos deverão estar interligados entre si, de forma coerente e em consonância com a memória justificativa e descritiva, essencialmente pela importância que detêm, designadamente no planeamento pensado para a obra posta a concurso, sendo que todos eles, em conjunto, deverão permitir, de uma forma rápida e simples de interpretar, uma visualização abrangente de toda a obra. O planeamento irá assumir, indiscutivelmente, um dos mais importantes papeis em todo o processo construtivo, em caso de adjudicação, na medida em que visa estabelecer o total escalonamento de todas as tarefas relacionadas com a obra, devendo definir, com o máximo rigor possível, quer o tempo de execução quer a ordem e a maneira como a obra irá ser executada. Em fase de concurso, o rigor exaustivo desta planificação poderá ser dispensado, embora não descurado e deverá ser estabelecido tendo em consideração o equacionamento racional dos meios existentes a disponibilizar, assim como a quantificação equilibrada da mão-de-obra presumivelmente necessária para a correcta execução da obra. Plano de trabalhos O plano de trabalhos deverá permitir a observação gráfica de todo o planeamento da obra, pelo que é da maior importância que contenha a informação necessária para a sua execução, nomeadamente: ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio Concursos de Obras Públicas e Orçamentação 67 Lista de todas as tarefas; Prazo total da obra, sendo este fragmentado em prazos parcelares relativos à realização de cada tarefa; Interdependências entre tarefas; Caminho crítico. O plano de trabalhos deverá definir a sequência, o escalonamento no tempo, o intervalo e o ritmo de execução das diversas espécies de trabalho e a unidade de tempo que serve de base à sua programação, devendo, também, ser elaborado de forma a ter em consideração o rendimento de cada equipa, ou seja o tempo necessário para que determinada equipa execute um determinado trabalho. Para a elaboração do plano de trabalhos pode recorrer-se a diversos métodos gráficos, sendo o diagrama de Gantt um dos modelos mais utilizados. Isto deve-se ao facto de este ser um modelo que apresenta uma capacidade de abordagem bastante directa, consistindo fundamentalmente num quadro onde se representam, à escala, o tempo e as tarefas que constituem o projecto, listando-se todas as tarefas de forma ordenada cronologicamente e afectando-se cada uma delas da duração prevista. É este o modelo utilizado na empresa João Tomé Saraiva – Sociedade de Construções, Lda, para a elaboração de um plano de trabalhos, recorrendo-se, para o efeito, ao software informático “Microsoft Office Project”. Relativamente ao plano de trabalhos que integra a proposta em anexo a este relatório, foram tidas em atenção as exigências estipuladas no programa de concurso, sendo elas as a seguir mencionadas: Escalonamento dos trabalhos ao longo do prazo contratual; Ter em conta para efeitos da elaboração do programa que, provavelmente, a consignação será efectuada no início do mês de Março de 2008. Importa referir que o plano de trabalhos elaborado e apresentado na fase de concurso não é, geralmente, levado ao preciosismo, devendo todavia permitir uma leitura adequada do desenvolvimento das diversas actividades que integram a empreitada. ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio Concursos de Obras Públicas e Orçamentação 68 Em caso de adjudicação proceder-se-á à actualização e pormenorização do plano de trabalhos a utilizar em obra, como elemento essencial do planeamento de produção e que servirá de apoio ao controlo da obra. Plano de mão-de-obra Este plano deverá reflectir a carga de mão-de-obra estimada para a execução da obra, contendo informação relativa às diferentes equipas e sua composição, em harmonia com o plano de trabalhos. Plano de equipamento À semelhança do plano de mão-de-obra, também o plano de equipamento deverá ser elaborado de acordo com o estabelecido no plano de trabalhos, fazendo a indicação qualitativa e quantitativa dos diversos equipamentos a utilizar num determinado espaço de tempo. 3.5.3.5 – Plano de pagamentos O plano de pagamentos é o documento que contém a previsão, quantitativa e escalonada no tempo, do valor dos trabalhos a realizar pelo empreiteiro, na periodicidade definida para os pagamentos a efectuar pelo dono da obra, de acordo com o plano de trabalhos apresentado. Uma vez elaborado o plano de trabalhos e consequentemente distribuídas as diversas tarefas ao longo do tempo e conhecido o preço final de cada uma delas, conhecer-se-á o custo efectivo numa dada unidade de tempo, bastando, para tal, fazer o somatório do custo das tarefas executadas no intervalo de tempo considerado. Geralmente é utilizado o mês como intervalo de tempo. Mais concretamente, e a título exemplificativo, se uma tarefa, à qual foi atribuído um valor “X”, tiver a duração de quatro meses, o valor correspondente a essa tarefa no primeiro mês será, à priori, dado pela expressão “X/4”. Todavia, na fase de execução, serão realizadas medições em obra e, às quantidades medidas, aplicar-se-á o preço ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio Concursos de Obras Públicas e Orçamentação 69 unitário proposto, obtendo-se dessa forma o valor real do custo dessa tarefa no primeiro mês. O plano de pagamentos elaborado na fase de concurso constitui apenas uma aproximação daquilo que ocorrerá efectivamente na fase de execução da obra, sabendo-se que durante a realização de uma determinada tarefa os gastos, ao longo do tempo, não serão necessariamente constantes, referindo-se como exemplo as tarefas para as quais seja necessária a compra de materiais, verificando-se nestas situações que os maiores gastos se verificarão inicialmente. 3.5.3.6 – Memória justificativa e descritiva Este é o documento previsto no programa de concurso, em que o concorrente fará a justificação e descrição do modo de execução da obra posta a concurso. A memória justificativa e descritiva deverá conter todos os aspectos relevantes para a execução da empreitada, nomeadamente o enquadramento, as particularidades e as condicionantes existentes, fazendo referência aos métodos e às técnicas de construção, assim como aos meios humanos e materiais a utilizar, com indicação expressa dos aspectos que sejam considerados essenciais à validade da proposta, obedecendo ao estipulado no programa de concurso. À semelhança do exposto relativamente ao plano de trabalhos, também na memória justificativa e descritiva que instrui a proposta para o concurso da empreitada “EN 229 – BENEFICIAÇÃO ENTRE A PONTE DO ABADE (CRUZAMENTO COM A EN 226) E O LIMITE DE DISTRITO (VISEU)”, se faz referência aos rendimentos estimados em planeamento para as equipas consideradas, sendo apresentados, designadamente cálculos justificativos da quantidade de camiões necessários para a execução das principais actividades. Os meios e os rendimentos apresentados, em sede da memória descritiva, para as principais actividades foram calculados tendo em consideração os factores a seguir mencionados: ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio Concursos de Obras Públicas e Orçamentação 70 Rendimento teórico diário (RTD) – Rendimento teórico de cada equipa, tendo em consideração os rendimentos teóricos dos principais equipamentos considerados para a actividade em questão; Rendimento óptimo diário (ROD) – Rendimento que é obtido através da afectação do rendimento teórico diário por coeficientes de redução, de forma a ser considerada uma redução da produtividade devido a: Condições climatéricas (C.cl) – Coeficiente que traduz a sensibilidade da actividade em questão perante os factores climatéricos, designadamente de pluviosidade e de temperatura atmosférica; Coeficiente de avarias (C.av) – Coeficiente que corresponde a eventuais paragens do equipamento por avarias. Rendimento médio utilizado (RMU) – Rendimento geralmente inferior ao rendimento óptimo diário. 3.5.3.7 – Declaração relativa às subcategorias Esta declaração constitui o documento onde o concorrente menciona os trabalhos a efectuar em cada uma das subcategorias e o respectivo valor. Um alvará de construção encontra-se dividido em cinco categorias, estando relacionadas cada uma delas com um determinado tipo de obra. Cada categoria encontra-se, por sua vez, dividida em diversas categorias, correspondendo cada uma delas a um conjunto de trabalhos a executar. Numa obra, e dependendo da natureza dos trabalhos que a integram, poderão existir um ou mais desses conjuntos de trabalhos. Como a cada um deles corresponde uma subcategoria, basta fazer o enquadramento desses trabalhos em cada subcategoria, atendendo ao mapa de quantidades, e, elaborada a lista de preços unitários que instrui a proposta, fazer-lhes corresponder o respectivo valor. ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio Concursos de Obras Públicas e Orçamentação 71 Relativamente ao concurso da empreitada “EN 229 – BENEFICIAÇÃO ENTRE A PONTE DO ABADE (CRUZAMENTO COM A EN 226) E O LIMITE DE DISTRITO (VISEU)”, apenas é exigida a 1.ª subcategoria, relativa a “vias de circulação rodoviária e aeródromos”, da 2.ª categoria, referente a “Vias de comunicação, obras de urbanização e outras infra-estruturas”, a qual tem de ser de classe que cubra o valor global da proposta, pelo que os trabalhos a mencionar nesta declaração são todos os trabalhos previstos no projecto e o valor correspondente a mencionar é o valor total da proposta apresentada, devidamente salvaguardada a abrangência deste valor pela classe correspondente indicada no alvará. ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio Concursos de Obras Públicas e Orçamentação 72 CAPÍTULO IV - Orçamentação ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio Concursos de Obras Públicas e Orçamentação 73 4.1 – Introdução De uma forma breve, pode dizer-se que a orçamentação, na perspectiva do empreiteiro, consiste no cálculo dos custos para a execução de uma obra, salientandose que quanto mais detalhado for um orçamento, mais ele se aproximará do custo real. Elaborar um orçamento é um processo complexo que engloba toda a recolha de informação disponível relacionada com a finalidade do projecto e com o consumo esperado dos recursos necessários. Desta forma, o orçamento resultará da multiplicação do somatório das diversas quantidades de trabalho pelo preço unitário de cada uma delas. Tratando-se da elaboração de propostas para concursos de obras públicas, o orçamento assume a designação de orçamento comercial, destacando-se, entre as suas funções, as que a seguir se apresentam: Constituir uma das principais partes da proposta a apresentar; Integrar a documentação contratual entre o empreiteiro e o dono da obra; Servir de base para a precisão e controlo dos meios de produção. Importa enfatizar o facto de o orçamento constituir um instrumento condicionante da angariação de obras e dos seus resultados financeiros. Durante o período de estágio foram realizados diversos orçamentos de obras públicas, tendo sido seguida, em todos eles, a metodologia descrita neste capítulo. 4.2 – Estrutura de custos 4.2.1 – Conceito e representação da estrutura de custos A estrutura de custos consiste num processo de divisão dos vários encargos que uma empresa de construção tem, de forma a optimizar a elaboração de um orçamento. ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio Concursos de Obras Públicas e Orçamentação 74 Na Figura 7 encontra-se, sucintamente, representada a estrutura de custos: PREÇO UNITÁRIO CUSTOS DIRECTOS CUSTOS DE MÃO-DE-OBRA CUSTOS DOS MATERIAIS CUSTOS DOS EQUIPAMENTOS CUSTOS DE ESTALEIRO CUSTOS INDIRECTOS MARGEM DE LUCRO E RISCO Figura 7 – Estrutura de custos. P.UNIT = CT + MLR P.UNIT CT MLR - Preço unitário; - Custo total; - Margem de lucro e risco. CT = CD + CE + CI CT - Custo total; CD - Custos directos; CE - Custo de estaleiro; CI - Custos indirectos. CD = C.MO + C.MAT + C.EQ - Custos directos; CD C.MO C.MAT C.EQ - Custos de mão-de-obra; - Custos dos materiais; - Custos dos equipamentos. ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio Concursos de Obras Públicas e Orçamentação 75 4.2.2 – Custos directos Os custos directos são os que, directamente, se consideram implicados na execução dos trabalhos, como a seguir se indica: Custos da mão-de-obra directamente produtiva; Custos de materiais; Custos de equipamentos directamente utilizados na realização dos trabalhos. 4.2.3 – Composição de custos directos 4.2.3.1 – Mão-de-obra O custo da mão-de-obra é determinado de acordo com o registo de vencimentos da empresa, por categorias profissionais e em conformidade com o Acordo Colectivo de Trabalho. Para o cálculo dos custos da mão-de-obra por unidade de medição deve atender-se ao conceito de “rendimento de mão-de-obra” que traduz a quantidade de tempo de trabalhador necessária para a realização de uma unidade de trabalho. Pode também considerar-se o inverso do rendimento, designado por “produtividade da mão-de-obra” que traduz a quantidade de trabalho produzida por determinada num dado período de tempo. Os rendimentos dos operários são estimados com base nos dados estatísticos existentes na empresa. Esta informação assume um papel determinante na elaboração dos custos, na medida em que dela depende a optimização dos mesmos, sendo que quanto mais pormenorizada for a informação estatística, mais precisão existirá na determinação dos custos, ou seja, menor será a distância entre os custos estimados na fase de elaboração da proposta e os custos reais na fase de execução da obra. ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio Concursos de Obras Públicas e Orçamentação 76 Os custos de mão-de-obra são calculados através da seguinte expressão: n ∑ C.MO = (RMO,i X SMO,i) i=1 n – Número de operários que realizam a tarefa; RMO,i – Rendimento do operário i; SMO,i – Salário do operário i. SMO,i = V,i X (1 + E) V,i – Vencimento horário do operário i; E – Percentagem dos encargos (férias, feriados, seguro, subsídios, etc.). 12 X VM V,i = NHST X 52 VM – Vencimento mensal do operário i; NHST – Número de horas de trabalho semanal. 4.2.3.2 – Materiais O custo dos materiais é obtido junto dos fornecedores, cujo valor reporta à unidade de medição relativa ao material em questão, obtendo-se, assim, o seu custo por unidade de medição. Desta forma, o somatório dos custos da totalidade dos materiais, tendo em atenção as unidades a que os preços unitários se referem, constitui o custo total dos materiais necessários para uma determinada operação. ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio Concursos de Obras Públicas e Orçamentação 77 Os custos dos materiais são calculados através da seguinte expressão: C.MAT,j = RM,j X CM,j C.MAT,j – Custo do material j necessário para uma unidade de tarefa; RM,j – Rendimento do material j, ou seja a quantidade do material j necessária à realização de uma unidade de tarefa. Este valor deverá incluir um ligeiro agravamento para desperdícios; CM,j – Custo de uma unidade do material j, incluindo transporte e aplicação. O conjunto de todos os materiais necessários para a execução de uma tarefa terá o custo representado pela seguinte expressão: m C.MAT = ∑ (RM,j X CM,j) j=1 m – Número de materiais necessários à execução de uma unidade de tarefa. 4.2.3.3 – Equipamentos Dada a diversidade de equipamentos necessários para a realização dos trabalhos, torna-se necessário escolher o equipamento mais adequado para a realização de uma determinada tarefa, sendo que essa escolha assume um papel preponderante no decorrer de toda a obra, determinando o grau de mecanização desta, assim como a sua execução nas melhores condições de prazo e de custo. O custo dos equipamentos é calculado em função do número de equipamentos necessários para a realização de uma tarefa, do rendimento médio, ou da produtividade, de cada equipamento e do seu custo horário. A empresa João Tomé Saraiva – Sociedade de Construções, Lda, dispõe de dados estatísticos relativos aos custos horários de utilização dos equipamentos. ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio Concursos de Obras Públicas e Orçamentação 78 Com base nestes valores, o cálculo dos custos do equipamento por unidade de medição de uma determinada tarefa baseia-se no conceito de produtividade da máquina, que traduz a quantidade de trabalho produzida por essa máquina numa dada unidade de tempo. Desta forma, conhecido o custo horário de utilização de um determinado equipamento, o seu custo por unidade de medição é fornecido pela seguinte expressão: C.EQ,l = CHU,l Pd,l C.EQ,l – Custo do equipamento l necessário para uma unidade de tarefa; CHU,l – Custo horário de utilização do equipamento l necessário para uma unidade de tarefa; Pd,l – Produtividade do equipamento. O conjunto de todos os equipamentos necessários para a execução de uma tarefa terá o custo representado pela seguinte expressão: r C.EQ = ∑ l=1 CHU,l Pd,l r – Número de equipamentos necessários à execução uma unidade de tarefa. Na empresa João Tomé Saraiva – Sociedade de Construções, Lda, os valores dos custos e encargos de mão-de-obra e equipamento são disponibilizados em tabelas elaboradas com base em dados estatísticos da própria empresa e é neles que o sector de orçamentação se baseia. ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio Concursos de Obras Públicas e Orçamentação 79 Apresenta-se na Figura 8 um excerto de uma folha de orçamento utilizada na empresa. Figura 8 – Folha de orçamento. Art Designação Unid Mão-de-obra Materiais Equipamentos C. I. MLR P. Unit Custo (€) P. Unit. (€) Custo (€) % % (€) Quant Preço Venda (€) Total parcial 1 X 1.2 X1 ml 52,00 1,28 8,59 3,36 15 12 17,04 886,09 1.3 … … … … … … 15 12 … 954,01 1.4 … … … … … … 15 12 … 273,37 TOTAL 2.113,47 2 Y 2.1 … … … … … … 15 12 … 766,40 2.2 … … … … … … 15 12 … 590,04 1.356,44 TOTAL DA PROPOSTA 3.469,91 4.2.4 – Custos de estaleiro Os custos de estaleiro incluem os custos destinados à mão-de-obra, equipamentos e instalações que, embora necessários para a execução da obra, não se enquadram facilmente nos custos directos associados às diversas tarefas. Estes custos englobam, entre outros, os relacionados com: A exploração do estaleiro, designadamente água, electricidade e telefone; Os equipamentos não contabilizados nos custos directos, nomeadamente vedações, placas informativas e identificativas, gruas e central de betuminosos; As viaturas para transporte de pessoal ou de carga. Normalmente, o valor correspondente aos custos de estaleiro é contabilizado no capítulo “Estaleiro”. ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio Concursos de Obras Públicas e Orçamentação 80 4.2.5 – Custos indirectos Os custos indirectos correspondem a uma percentagem do valor dos encargos gerais da empresa, destinados a cobrir as despesas não específicas de cada obra, necessárias à manutenção da estrutura administrativa e técnica da empresa, materializando-se numa percentagem do somatório dos custos de estaleiro e custos de produção ou custo directo total, integrando, entre outros, os a seguir apresentados: Vencimento do pessoal administrativo e técnico não directamente ligado às obras; Gastos de exploração e manutenção da sede social; Vencimentos da gerência; Despesas de consumo corrente; Encargos financeiros; Despesas gerais do estaleiro; Encargos financeiros resultantes do contrato; Gastos de adjudicação e garantias bancárias. 4.2.6– Margem de lucro e risco A margem de lucro e risco é um valor fixo que é somado ao custo total e que engloba o lucro da empresa e o valor do risco inerente ao montante a investir ao longo da execução da obra. ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio Concursos de Obras Públicas e Orçamentação 81 CAPÍTULO V - Fecho e entrega da proposta ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio Concursos de Obras Públicas e Orçamentação 82 5.1 – Modo de apresentação dos documentos e da proposta O modo de apresentação dos documentos de habilitação dos concorrentes e dos documentos que instruem a proposta é estabelecida no ponto 17 do programa de concurso. Posto isto, e utilizando o programa de concurso referente à empreitada “EN 229 – BENEFICIAÇÃO ENTRE A PONTE DO ABADE (CRUZAMENTO COM A EN 226) E O LIMITE DE DISTRITO (VISEU)”, é especificado o seguinte: “Os documentos são obrigatoriamente redigidos na língua portuguesa e serão apresentados no original ou em cópia simples. Porém, quando, pela sua própria natureza ou origem, estiverem redigidos noutra língua, deve o concorrente fazer acompanhá-los de tradução devidamente legalizada, …”; “… quando haja dúvidas fundadas acerca do seu conteúdo ou autenticidade, pode ser exigida a exibição de original ou documento autenticado para conferência, devendo para o efeito ser fixado um prazo razoável não inferior a cinco dias úteis”; “Todos os documentos que devam ser emitidos pelo concorrente serão assinados pelo mesmo, indicando, se se tratar de pessoa colectiva, a qualidade em que assina. Os documentos podem também ser assinados por procurador, devendo, neste caso, juntar-se procuração que confira a este último poderes para o efeito, …”; “É obrigatório que todos os documentos, quando formados por mais de uma folha, devam constituir fascículos indecomponíveis com todas as páginas numeradas, criados por processo que impeça a separação ou acréscimo de folhas, devendo a primeira página escrita de cada fascículo mencionar o número total de folhas que o mesmo integra”; “Os documentos de habilitação dos concorrentes devem ser encerrados em invólucro opaco, fechado e lacrado, no rosto do qual deve estar escrita a palavra «Documentos», indicando-se o nome ou denominação social do concorrente e a designação da empreitada”; ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio Concursos de Obras Públicas e Orçamentação 83 “Em invólucro com as características indicadas no número anterior devem ser encerrados a proposta e os documentos que a instruam, no rosto do qual deve estar escrita a palavra «Proposta», indicando-se o nome ou denominação social do concorrente e a designação da empreitada”; “Os invólucros a que se referem os números anteriores são encerrados num terceiro, igualmente opaco, fechado e lacrado, que se denominará «Invólucro exterior», indicando-se o nome ou denominação social do concorrente, a designação da empreitada e a entidade que a colocou a concurso, para ser remetido sob registo e com aviso de recepção, ou entregue contra recibo, à entidade competente”. 5.2 – Entrega da proposta A entrega de toda a documentação deverá ser efectuada impreterivelmente até à hora e data limite fixada no programa de concurso, na morada aí indicada, contra recibo, ou remetida por correio, sob registo e aviso de recepção. No caso de a proposta ser enviada por correio, o concorrente será o único responsável pelos atrasos que, eventualmente, possam verificar-se, ficando impedido de apresentar qualquer reclamação, na hipótese de a entrada dos documentos se verificar depois de esgotado o prazo de entrega das propostas. ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio Concursos de Obras Públicas e Orçamentação 84 CAPÍTULO VI - Abertura das propostas e notificação dos resultados ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio Concursos de Obras Públicas e Orçamentação 85 6.1 – Acto público de abertura das propostas O acto público do concurso, também vulgarmente designado por “abertura das propostas”, decorre perante uma comissão composta por, pelo menos, três membros, designados pelo dono da obra e dos quais um servirá de presidente. De tudo o que ocorrer no acto público é lavrada acta por um funcionário designado para servir de secretário da comissão, a qual será subscrita por este e assinada pelo presidente. O acto inicia-se com a leitura do anúncio do concurso, bem como da súmula dos esclarecimentos prestados pelo dono da obra sobre a interpretação do processo de concurso, do projecto e do caderno de encargos, declarando-se as datas em que tenham sido publicadas, seguindo-se a leitura, em voz alta, da lista dos concorrentes, elaborada de acordo com a entrada das propostas. A abertura dos invólucros exteriores é realizada pela ordem da sua entrada nos serviços do dono da obra, extraindo-se os dois invólucros contidos em cada um. Pela mesma ordem se faz a abertura dos invólucros que contenham exteriormente a indicação «Documentos», sendo os documentos nele contidos rubricados por, pelo menos, dois membros da comissão, sendo uma das rubricas obrigatoriamente a do presidente. Cumpridas estas formalidades, a comissão, em sessão privada, delibera sobre a habilitação dos concorrentes, após verificação dos elementos por eles apresentados no invólucro «Documentos», reabrindo, em seguida, a sessão para se indicarem os concorrentes admitidos e os excluídos, bem como as razões da sua exclusão. ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio Concursos de Obras Públicas e Orçamentação 86 São excluídos, nesta fase, os concorrentes que: Não tenham apresentado todos os documentos de habilitação de apresentação obrigatória ou que, havendo-os apresentado, o fizeram depois do termo do prazo fixado para a presentação das propostas; Não apresentem os documentos redigidos em língua portuguesa ou acompanhados de tradução devidamente legalizada. A comissão admite condicionalmente os concorrentes cujos documentos sejam apresentados com preterição de formalidades não essenciais, devendo, porém, tais irregularidades ser sanadas no prazo de dois dias, sob pena de ficar sem efeito a admissão e serem excluídos do concurso. É fixado um prazo, pela comissão, durante o qual os concorrentes ou os seus representantes podem examinar os documentos apresentados, para efeitos de fundamentação de eventuais reclamações contra as deliberações de exclusão e as de admissão. Sempre que das deliberações atrás referidas for apresentada reclamação, a comissão decidi-la-á imediatamente. Procede-se, em seguida, à abertura dos invólucros que contêm as propostas dos concorrentes admitidos e pela mesma ordem que estes se encontram mencionados na respectiva lista. Lidas as propostas, a comissão procede ao seu exame formal, em sessão privada, e delibera sobre a sua admissão, não sendo admitidas as propostas que: Não estejam instruídas com todos os documentos exigidos no programa de concurso; Não estejam redigidas em língua portuguesa ou acompanhadas de tradução legalizada; Careçam dos elementos constantes do modelo aplicável; Tratando-se de proposta condicionada, contenha alterações de cláusulas do caderno de encargos não admitidas no programa de concurso. ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio Concursos de Obras Públicas e Orçamentação 87 A comissão fixa um prazo durante o qual os concorrentes ou os seus representantes podem examinar qualquer proposta, para efeitos de fundamentação de eventuais reclamações contra as deliberações de admissão e as de não admissão de propostas, devendo a comissão decidir imediatamente, em caso de reclamações feitas por qualquer interessado. Na lista dos concorrentes é feita menção da exclusão de qualquer concorrente ou da não admissão de qualquer proposta e das razões que fundamentaram estes actos, do preço total sem imposto sobre o valor acrescentado constante de cada uma das propostas admitidas e de tudo o mais que a comissão julgue conveniente. Cumpridas as formalidades atrás referidas, a comissão procede à leitura da acta, decidindo, de imediato, quaisquer reclamações que sobre esta sejam apresentadas, dando, em seguida, por terminado o acto público do concurso. 6.2 – Notificação do resultado da análise das propostas Compete à comissão de análise, salvo disposições em contrário do dono da obra, a notificação por escrito, aos concorrentes, da deliberação da análise das propostas. O relatório elaborado por esta comissão deverá conter o critério, pré-estabelecido no programa de concurso, de adjudicação das propostas, fazendo referência à classificação obtida pelos concorrentes nos factores e sub-factores alvos de apreciação, sendo estes ponderados tendo em conta a decomposição e a metodologia previstas no programa de concurso, sendo atribuídas a cada proposta uma pontuação em função da apreciação dos aspectos integrantes de cada um deles. Antes de proceder à adjudicação, o dono da obra deverá efectuar a audiência prévia escrita de todos os concorrentes admitidos, tendo estes a possibilidade de se pronunciarem sobre a mesma no prazo de dez dias, após a notificação. Relativamente ao concurso “EN 229 – BENEFICIAÇÃO ENTRE A PONTE DO ABADE (CRUZAMENTO COM A EN 226) E O LIMITE DE DISTRITO (VISEU)”, não houve lugar ao provimento desta formalidade, pelo facto de, face ao exposto nos pontos 3.4.3.15 e ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio Concursos de Obras Públicas e Orçamentação 88 6.1 deste relatório, referentes respectivamente ao valor para efeito do concurso e acto público de abertura das propostas, a comissão de análise ter sido confrontada com o facto de todas as propostas apresentadas excederem consideravelmente, em valor, o preço base do concurso, ou seja o valor para efeito do concurso estipulado no programa de concurso. Posto isto, e nos termos da alínea b) do n.º 1 do artigo 107.º do Decreto-Lei n.º 59/99, de 2 de Março, o dono da obra decidiu pela não adjudicação e pela interrupção do concurso, tendo procedido à comunicação dessa deliberação, por escrito, a todos os concorrentes e à respectiva publicação no Diário da República, conforme os documentos constantes dos Anexos III e IV, respectivamente. ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio Concursos de Obras Públicas e Orçamentação 89 CAPÍTULO VII - Código dos contratos públicos ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio Concursos de Obras Públicas e Orçamentação 90 7.1 – Introdução Conforme referido no ponto 3.2.1 deste relatório, relativo à legislação aplicável, o Regime Jurídico das Empreitadas de Obras Públicas, Decreto-Lei n.º 59/99, de 2 de Março, foi revogado pelo Decreto-Lei n.º 18/2008, de 29 de Janeiro, que aprova o Código dos Contratos Públicos, doravante designado por CCP, com entrada em vigor no dia 30 de Julho de 2008 e que estabelece a disciplina aplicável à contratação pública e o regime substantivo dos contratos públicos que revistam a natureza de contrato administrativo. O CCP é um diploma que regula duas grandes matérias relativas aos contratos públicos, a saber: A sua formação, isto é, os procedimentos a cumprir para se celebrar um contrato público, como por exemplo um concurso público ou um ajuste directo. Estes procedimentos decorrem desde o momento em que é tomada a decisão de contratar até ao momento em que o contrato é outorgado. Esta matéria é comummente designada, em Portugal, por contratação pública; A sua execução, ou seja, as regras que integram o regime substantivo dos contratos públicos e conformam as relações jurídicas contratuais. São aspectos da execução do contrato, designadamente as obrigações das partes e o respectivo cumprimento ou incumprimento, assim como a modificação do contrato, entre outros. Neste capítulo pretende-se fazer o enquadramento geral das regras da contratação pública, com especial referência aos procedimentos pré-contratuais e suas formalidades previstas no CCP, não estando contempladas as especificidades dos regimes nele expressamente estipulados, pelo que a explanação aqui efectuada não dispensa a consulta desse código. ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio Concursos de Obras Públicas e Orçamentação 91 7.2 – Plataformas electrónicas e portal dos contratos públicos Uma das grandes novidades introduzidas pelo CCP é a alteração relativa ao veículo utilizado como suporte físico de todo o processo de contratação pública. Durante o período de vigência do Decreto-Lei n.º 59/99, de 2 de Março, o processamento a montante e a jusante da outorga do contrato era realizado em suporte de papel. Com a entrada em vigor do CCP, o processamento a montante do acto de outorga do contrato passa a ser efectuado com recurso a sistemas de informação electrónicos, designadamente através de plataformas electrónicas, exceptuando-se o período transitório, durante o qual as entidades adjudicantes poderão optar pelo tradicional suporte de papel. As plataformas electrónicas têm como objectivo integrar, por via electrónica, os processos entre as empresas concorrentes e as entidades adjudicantes. Neste momento estão disponíveis três plataformas electrónicas, sendo atribuída à entidade adjudicante a faculdade de optar pela que se lhe afigure mais conveniente. O portal dos contratos públicos constitui a porta de acesso aos sistemas de informação que permitem a recepção, a organização e o tratamento de dados relativos à formação e à execução dos contratos públicos referentes à locação ou aquisição de bens móveis, à aquisição de serviços, às empreitadas ou concessões de obras públicas e às concessões de serviços públicos. As bases de dados ligadas ao portal serão alimentadas progressivamente pela informação transmitida a partir do Diário da República Electrónico, das plataformas electrónicas ou introduzida directamente no portal dos contratos públicos. Este portal tem por função centralizar a informação mais importante relativa a todos os procedimentos pré-contratuais, os quais, de acordo com o CCP, são obrigatoriamente desmaterializados. O portal configura, desta forma, um espaço virtual onde são publicados os elementos referentes à formação e execução dos contratos públicos, permitindo o seu acompanhamento e monitorização. ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio Concursos de Obras Públicas e Orçamentação 92 7.3 – Enquadramento geral das regras da contratação pública 7.3.1 – Aplicabilidade das regras da contratação pública As regras da contratação pública previstas no CCP aplicam-se a todo o sector público administrativo tradicional, designadamente os a seguir enumerados: Estado; Regiões Autónomas; Autarquias Locais; Institutos Públicos; Fundações Públicas; Associações Públicas. Todos os contratos a celebrar por uma das entidades pertencentes ao sector público estão sujeitas às regras do CCP, independentemente do seu valor. As regras da contratação pública aplicam-se, ainda, ao sector empresarial do Estado, das Regiões Autónomas e das Autarquias Locais, quando as empresas actuem fora da lógica do mercado e da livre concorrência. Todavia, estas entidades empresariais apenas estão sujeitas às regras da contratação pública previstas no CCP aquando da formação dos contratos a seguir indicados: Contratos de empreitada de obras públicas; Contratos de concessão de obras e de serviços; Contratos de locação e aquisição de bens; Contratos de aquisição de serviços. As regras da contratação pública aplicam-se também a entidades privadas que actuem nos sectores especiais da água, da energia, dos transportes e dos serviços postais, sempre que essas entidades sejam detentoras de direitos especiais ou exclusivos. ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio Concursos de Obras Públicas e Orçamentação 93 Tendencialmente, as regras da contratação pública previstas no CCP aplicam-se a todo e qualquer contrato que as entidades adjudicantes pretendam celebrar, qualquer que seja a sua designação ou natureza, entendendo-se por entidades adjudicantes as entidades às quais se apliquem as regras da contratação pública. 7.3.2 – Procedimentos pré-contratuais 7.3.2.1 – Tipos de procedimentos O CCP estabelece os seguintes tipos de procedimentos: Ajuste directo; Concurso público; Concurso limitado por prévia qualificação; Procedimento de negociação; Diálogo concorrencial. 7.3.2.2 – Ajuste directo O ajuste directo é um procedimento pré-contratual através do qual a entidade adjudicante convida, directamente, uma ou várias entidades à sua escolha para apresentarem uma proposta. O CCP permite que a entidade adjudicante convide apenas uma única entidade e não estabelece qualquer limite máximo de entidades a convidar. O procedimento de ajuste directo pode ser utilizado para a formação dos seguintes contratos: Empreitadas de obras públicas de valor inferior a 150 000 euros; Aquisições de bens e serviços de valor inferior a 75 000 euros; Outros contratos de valor inferior a 100 000 euros. ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio Concursos de Obras Públicas e Orçamentação 94 Pode ainda recorrer-se ao ajuste directo, para a formação de contratos de qualquer valor, quando se verifiquem determinadas razões materiais expressamente identificadas no CCP, designadamente as a seguir apresentadas: Casos de urgência imperiosa; Quando apenas existe um único fornecedor ou prestador; Quando um anterior concurso tenha ficado “deserto”. Seguidamente são indicadas as duas principais novidades em matéria de ajuste directo: Não podem ser convidadas a apresentar propostas empresas com as quais a mesma entidade adjudicante já tenha celebrado, nesse ano económico ou nos dois anos económicos anteriores, contratos cujo objecto seja idêntico ou abranja prestações do mesmo tipo e cujo preço contratual acumulado seja igual ou inferior aos limites do ajuste directo, ou seja, 150 000 ou 1 000 000 euros nas empreitadas de obras públicas, consoante a entidade adjudicante e 75 000 ou 206 000 euros nas aquisições de bens e serviços, consoante a entidade adjudicante; A celebração de quaisquer contratos na sequência de ajuste directo deve ser publicitada, pela entidade adjudicante, num dos portais disponíveis. O CCP prevê um procedimento de ajuste directo ultra-simplificado para aquisição ou locação de bens móveis ou de aquisição de serviços cujo preço contratual não seja superior a 5 000 euros. Trata-se de um procedimento que dispensa quaisquer formalidades e em que a entidade adjudicante se limita a conferir a factura comprovativa da aquisição. 7.3.2.3 – Concurso público O concurso público é um procedimento pré-contratual que permite a celebração de contratos de qualquer valor, excepto quando os respectivos anúncios não sejam publicados no Jornal Oficial da União Europeia. ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio Concursos de Obras Públicas e Orçamentação 95 Relativamente ao concurso público, uma das principais novidades do CCP é o desaparecimento do acto público, em consequência da desmaterialização das formalidades anteriormente existentes e em virtude de apenas o adjudicatário ter a obrigação de apresentar os documentos de habilitação. Nos contratos de concessão de obras públicas e de concessão de serviços públicos a entidade adjudicante pode adoptar uma fase de negociação. Se o anúncio do concurso público for apenas publicado em Portugal, só poderão ser celebrados contratos de valor inferior ao dos limiares comunitários, ou seja, 5 150 000 euros nas empreitadas de obras públicas. Se o anúncio do concurso público também for publicado no Jornal Oficial da União Europeia, os contratos podem ser de qualquer valor. 7.3.2.4 – Concurso limitado por prévia qualificação O concurso limitado por prévia qualificação é um procedimento pré-contratual que permite a celebração de contratos de qualquer valor, excepto quando os respectivos anúncios não sejam publicados no Jornal Oficial da União Europeia. No caso de o anúncio do concurso limitado por prévia qualificação ser apenas publicado em Portugal, apenas poderão ser celebrados contratos de valor inferior ao dos limiares comunitários, ou seja, 5 150 000 euros nas empreitadas de obras públicas. No caso de o anúncio do concurso limitado por prévia qualificação ser também publicado no Jornal Oficial da União Europeia, os contratos podem ser de qualquer valor. ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio Concursos de Obras Públicas e Orçamentação 96 7.3.2.5 – Procedimento de negociação O procedimento de negociação pode ser adoptado para a celebração dos contratos a seguir indicados: Contratos de empreitada de obras públicas, contratos de locação ou de aquisição de bens móveis e contratos de aquisição de serviços, desde que, em anterior concurso público ou concurso limitado por prévia qualificação cujo anúncio tenha sido publicado no Jornal Oficial da União Europeia, ou em anterior diálogo concorrencial, todas as propostas apresentadas tenham sido excluídas e o caderno de encargos não seja substancialmente alterado em relação ao daquele procedimento; Contratos cuja natureza ou condicionalismos da prestação que constitui o seu objecto impeçam totalmente a fixação prévia e global de um preço base no caderno de encargos; Contratos de empreitada de obras públicas a realizar apenas para fins de investigação, de experimentação, de estudo ou de desenvolvimento, desde que a realização dessas obras não se destine a assegurar a viabilidade económica das mesmas ou a amortizar os custos daqueles fins; Contratos de aquisição de serviços, nomeadamente de natureza intelectual; Contratos para cuja celebração pode ser adoptado, ao abrigo do disposto na alínea e) do n.º1 do artigo 29.º do CCP. 7.3.2.6 – Diálogo concorrencial O diálogo concorrencial consiste num novo procedimento introduzido pelo direito comunitário, podendo apenas ser utilizado para a formação de contratos particularmente complexos, em que a entidade adjudicante necessite de estabelecer um diálogo com os potenciais interessados para conseguir elaborar o próprio caderno de encargos. O CCP considera particularmente complexos os contratos relativamente aos quais seja objectivamente impossível a verificação de uma das seguintes situações: ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio Concursos de Obras Públicas e Orçamentação Definir a solução técnica adequada; Definir os meios técnicos aptos a concretizar a solução; Definir a estrutura jurídica ou financeira inerente ao contrato a celebrar. 97 7.3.3 – Publicação dos anúncios dos procedimentos Todos os anúncios dos procedimentos pré-contratuais serão publicados no Diário da República Electrónico e, simultaneamente, serão publicados no portal dos contratos públicos, exceptuando-se os casos de ajuste directo, que não necessitam de anúncio prévio. Deverá ser feita a publicação no Jornal Oficial da União Europeia, dos anúncios relativos aos procedimentos para os quais a entidade adjudicante pretender celebrar contrato de empreitada de obras públicas, de locação ou aquisição de bens móveis ou de aquisição de serviços, de valor igual ou superior aos limites comunitários, designadamente 5 150 000 euros, no caso de empreitadas. No caso de contratos de concessão de obras públicas será sempre obrigatória a publicação do anúncio do concurso público, do concurso limitado ou do procedimento de negociação no Jornal Oficial da União Europeia. 7.3.4 – Peças dos procedimentos 7.3.4.1 – Tipos de peças As peças dos procedimentos, de acordo com o estatuído no n.º 1 do artigo 40.º do CCP, são as que a seguir se indicam: No ajuste directo, o convite à apresentação das propostas e o caderno de encargos; No concurso público, o programa do procedimento e o caderno de encargos; No concurso limitado por prévia qualificação, o programa do procedimento, o convite à apresentação das propostas e o caderno de encargos; ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio Concursos de Obras Públicas e Orçamentação 98 No procedimento de negociação, o programa do procedimento, o convite à apresentação das propostas e o caderno de encargos; No diálogo concorrencial, o programa do procedimento, o convite à apresentação das soluções, o convite à apresentação das propostas, a memória descritiva e o caderno de encargos. 7.3.4.2 – Programa do procedimento De acordo com o disposto no artigo n.º 41 do CCP, define-se o programa do procedimento como o regulamento que define os termos a que obedece a fase de formação do contrato até à sua celebração. A definição de programa do procedimento é em tudo similar à definição de programa de concurso existente na anterior legislação, salientando-se o facto de o CCP, contrariamente ao Decreto-Lei n.º 59/99, de 2 de Março, não estabelecer um programa do procedimento tipo. 7.3.4.3 – Caderno de encargos No artigo 42.º do CCP, define-se o caderno de encargos como a peça do procedimento que contém as cláusulas a incluir no contrato a celebrar. À semelhança do referido relativamente ao programa do procedimento, também a definição de caderno de encargos é em tudo semelhante à definição consagrada na anterior legislação, enfatizando-se o facto de o CCP, contrariamente ao Decreto-Lei n.º 59/99, de 2 de Março, não estabelecer um caderno de encargos tipo. 7.3.5 – Obtenção das peças dos procedimentos As peças dos procedimentos, designadamente o programa do procedimento e o caderno de encargos, estarão disponíveis para download na plataforma electrónica utilizada pela entidade adjudicante. ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio Concursos de Obras Públicas e Orçamentação 99 Durante o período transitório de um ano contado da data de entrada em vigor do CCP, ou seja, até 30 de Julho de 2009, as entidades adjudicantes poderão optar por divulgar as peças dos procedimentos num sítio da Internet por si utilizado. 7.3.6 – Prestação de esclarecimentos sobre as peças do procedimento As plataformas electrónicas utilizadas pelas entidades adjudicantes encontram-se preparadas para permitir efectuar os pedidos de esclarecimentos dirigidos à entidade adjudicante e a comunicação, por parte desta ao concorrente, dos respectivos esclarecimentos. 7.3.7 – Preço base Quando o contrato a celebrar implique o pagamento de um preço, o preço base é, segundo o n.º 1 do artigo 47.º do CCP, o preço máximo que a entidade adjudicante se dispõe a pagar pela execução de todas as prestações que constituem o seu objecto. Relativamente ao preço base importa destacar a diferença de conceitos verificada entre o CCP e o antigo Decreto-Lei n.º 59/99, de 2 de Março, na medida em que tradicionalmente o preço base, ou valor para efeito do concurso, correspondia ao valor estimado para a execução da obra e que servia de referência, ao concorrente, para o cálculo do valor da proposta a apresentar. 7.3.8 – Documentos de habilitação Outra das novidades introduzidas pelo CCP prende-se com a não exigência de apresentação dos documentos de habilitação na fase apresentação das propostas. Apenas ficará obrigado a fazê-lo o concorrente a quem for comunicada a intenção de adjudicação da obra. Os documentos de habilitação a serem apresentados pelo adjudicatário, nos procedimentos de formação de quaisquer contratos, encontram-se enumerados no artigo 81.º do CCP. ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio Concursos de Obras Públicas e Orçamentação 100 7.3.9 – Proposta e documentos da proposta A proposta é a declaração pela qual o concorrente manifesta à entidade adjudicante a sua vontade de contratar e o modo pelo qual se dispõe a fazê-lo. De acordo com o disposto no artigo 57.º do CCP, a proposta é constituída pelos seguintes elementos: Declaração do concorrente de aceitação do conteúdo do caderno de encargos, elaborada em conformidade com o modelo do anexo I do CCP; Documentos que, em função do objecto do contrato a celebrar e dos aspectos da sua execução submetidos à concorrência pelo caderno de encargos, contenham os atributos da proposta, de acordo com os quais o concorrente se dispõe a contratar; Documentos exigidos pelo programa do procedimento que contenham os termos ou condições, relativos a aspectos da execução do contrato não submetidos à concorrência pelo caderno de encargos, aos quais a entidade adjudicante pretende que o concorrente se vincule; Documentos que contenham os esclarecimentos justificativos da apresentação de um preço anormalmente baixo, quando esse preço resulte, directa ou indirectamente, das peças do procedimento. No caso de procedimentos de formação de contrato de empreitada ou de concessão de obras públicas, a proposta deverá ainda ser constituída pelos elementos a seguir indicados: Uma lista de preços unitários de todas as espécies de trabalho previstas no projecto de execução; Um plano de trabalhos quando o caderno de encargos seja integrado por um projecto de execução; O projecto de execução quando este tiver sido submetido à concorrência pelo caderno de encargos. ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio Concursos de Obras Públicas e Orçamentação 101 Integram também a proposta quaisquer outros documentos que o concorrente apresente por os considerar indispensáveis. Relativamente ao plano de trabalhos, importa referir que, segundo o artigo 361.º do CCP, este documento se destina, com respeito pelo prazo de execução da obra, à fixação da sequência e dos prazos parciais de execução de cada uma das espécies de trabalhos previstas e à especificação dos meios com que o empreiteiro se propõe executá-los, assim como à definição do correspondente plano de pagamentos. Em analogia, o plano de trabalhos estipulado no CCP corresponderá ao programa de trabalhos previsto na anterior legislação. 7.3.10 – Apresentação de propostas A apresentação de propostas pelos concorrentes será feita através de upload na plataforma electrónica utilizada pela entidade adjudicante, sendo que, durante o período transitório, a entidade adjudicante pode determinar que as propostas sejam apresentadas em suporte de papel. 7.3.11 – Análise das propostas As propostas são analisadas em todos os seus atributos, representados pelos factores e subfactores que densificam o critério de adjudicação. 7.3.12 – Preço anormalmente baixo Sempre que o preço base for fixado no caderno de encargos, é considerado, face ao estipulado no artigo 71.º do CCP, que o preço total resultante de uma proposta é anormalmente baixo quando este for: 40 %, ou mais, inferior àquele, no caso de um procedimento de formação de um contrato de empreitada de obras públicas; 50 %, ou mais, inferior àquele, no caso de um procedimento de formação de qualquer dos restantes contratos. ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio Concursos de Obras Públicas e Orçamentação 102 Quando o caderno de encargos não fixar o preço base, o órgão competente para a decisão de contratar deverá fundamentar a decisão de considerar que o preço total resultante de uma proposta é anormalmente baixo. A consagração de medidas preventivas contra a prática de preços anormalmente baixos das propostas apresentadas pelos concorrentes constitui uma das maiores inovações do CCP. A legislação anterior era omissa a este respeito, não dispondo de quaisquer mecanismos de protecção contra a prática de preços anormalmente baixos, ficando muitas vezes a entidade adjudicante desprotegida contra os diversos riscos da sub-orçamentação. 7.3.13 – Critério de adjudicação O artigo 74.º do CCP estipula que a adjudicação será efectuada segundo um dos critérios a seguir mencionados: O da proposta economicamente mais vantajosa para a entidade adjudicante; O do mais baixo preço. Apenas poderá ser adoptado o critério de adjudicação do mais baixo preço quando o caderno de encargos defina todos os restantes aspectos da execução do contrato a celebrar, submetendo apenas à concorrência o preço a pagar pela entidade adjudicante pela execução de todas as prestações que constituem o objecto daquele. 7.3.14 – Acto público dos procedimentos O acto público deixará de existir, procedendo-se apenas à publicitação da lista de concorrentes, sendo permitida a consulta electrónica das propostas apresentadas pelos demais. ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio Concursos de Obras Públicas e Orçamentação 103 7.3.15 – Consulta da lista de concorrentes e das propostas dos concorrentes No dia seguinte ao termo do prazo para a apresentação das propostas será publicitada, na plataforma electrónica utilizada pela entidade adjudicante, uma lista com a identificação de todos os concorrentes. Cada concorrente possui um registo e uma palavra-passe que lhe permitirá efectuar a consulta online das propostas dos demais concorrentes. 7.3.16 – Audiência prévia O envio do relatório preliminar aos concorrentes, por parte da entidade adjudicante, bem como a apresentação por estes da sua pronúncia em sede de audiência prévia, efectuar-se-á através de correio electrónico ou de outro meio de transmissão escrita e electrónica de dados. Em todo o caso, as plataformas electrónicas utilizadas pelas entidades adjudicantes encontram-se preparadas para que a fase de audiência prévia possa ser realizada directamente na plataforma. ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio Concursos de Obras Públicas e Orçamentação 104 CAPÍTULO VIII - Conclusão ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio Concursos de Obras Públicas e Orçamentação 105 A nível pessoal foi possível usufruir das inúmeras oportunidades surgidas ao longo do estágio para adquirir novos conhecimentos, designadamente através do contacto directo com pessoas, que com a sua vasta experiência nas mais diversas áreas, se manifestaram sempre disponíveis para o esclarecimento das dúvidas suscitadas. O estágio permite aprofundar os conhecimentos adquiridos ao longo da formação académica e colocá-los em prática, para, também assim, ser possível a percepção das dificuldades, aprender a superá-las e tomar consciência da importância que o rigor e o conhecimento detêm no exercício da profissão. Posto isto, e a ser permitida uma sugestão, ela vai no sentido favorável à continuação, no futuro, da realização de um estágio, seja ele curricular ou profissional, após ou durante o processo de formação académica. Durante o período de estágio foram desenvolvidas diversas actividades no âmbito da engenharia civil, destacando-se as relacionadas com a orçamentação e elaboração de propostas para concursos de obras públicas, objecto de apresentação e desenvolvimento neste relatório, sendo possível, deste modo, ampliar o ângulo de visão e o sentido crítico relativamente à actividade de um engenheiro, nesta área específica da profissão. A área da orçamentação e das obras públicas é uma das mais abrangentes da engenharia civil, não tanto por uma profunda complexidade de conceitos físicos ou matemáticos, mas porque está sempre associada às particularidades de cada empreitada e de cada realidade. É possível afirmar que, muitas vezes, a melhor percepção dos detalhes de uma determinada obra pode conduzir a ganhar o seu concurso, numa primeira fase, e a cumprir os prazos e obter lucro com a mesma, numa segunda. Importa salientar que constituiu uma grande satisfação, poder aprender, trabalhar e cooperar com a empresa João Tomé Saraiva – Sociedade de Construções, Lda. Resta referir a sensação de “ter valido a pena” todo o esforço despendido e desejar que os conhecimentos adquiridos no decorrer da frequência do curso e do estágio, sejam proporcionadores de um futuro profissional activo e com êxito. ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio Concursos de Obras Públicas e Orçamentação 106 Bibliografia - Regime Jurídico de Empreitadas de Obras Públicas, Decreto-Lei n.º 59/99 de 2 de Março. - Lei n.º 163/99 de 14 de Setembro. - Portaria n.º 104/2001 de 21 de Fevereiro. - Decreto-Lei n.º 11/2004 de 9 de Janeiro. - Portaria n.º 994/2004 de 5 de Agosto. - Código dos Contratos Públicos, Decreto-Lei n.º 18/2008 de 29 de Janeiro. Sítios da Internet: www.vortalgov.pt www.base.gov.pt ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio Concursos de Obras Públicas e Orçamentação 107 Anexos ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio EP - ESTRADAS DE PORTUGAL, E.P.E EN 229 – BENEFICIAÇÃO ENTRE A PONTE DO ABADE (CRUZAMENTO COM A EN 226) E O LIMITE DE DISTRITO (VISEU) 16.1 – a) Nota justificativa do preço proposto Estrada Nacional 221.6300-035 Guarda.Tel. (escritório) 271 238 367. Tel(pedreira) 271 979 029.Fax:271 238 837 [email protected] Contr. N.º 506 887 260 . Soc. por Quotas . Capital Social 300.000,00 Euros EP - ESTRADAS DE PORTUGAL, E.P.E EN 229 – BENEFICIAÇÃO ENTRE A PONTE DO ABADE (CRUZAMENTO COM A EN 226) E O LIMITE DE DISTRITO (VISEU) 16.1 – b) Lista dos preços unitários, com o ordenamento dos mapas resumo de quantidades de trabalho Estrada Nacional 221.6300-035 Guarda.Tel. (escritório) 271 238 367. Tel(pedreira) 271 979 029.Fax:271 238 837 [email protected] Contr. N.º 506 887 260 . Soc. por Quotas . Capital Social 300.000,00 Euros EP - ESTRADAS DE PORTUGAL, E.P.E EN 229 – BENEFICIAÇÃO ENTRE A PONTE DO ABADE (CRUZAMENTO COM A EN 226) E O LIMITE DE DISTRITO (VISEU) 16.1 – c) Programa de trabalhos, incluindo: - Plano de trabalhos; - Plano de mão-de-obra - Plano de equipamento Estrada Nacional 221.6300-035 Guarda.Tel. (escritório) 271 238 367. Tel(pedreira) 271 979 029.Fax:271 238 837 [email protected] Contr. N.º 506 887 260 . Soc. por Quotas . Capital Social 300.000,00 Euros EP - ESTRADAS DE PORTUGAL, E.P.E EN 229 – BENEFICIAÇÃO ENTRE A PONTE DO ABADE (CRUZAMENTO COM A EN 226) E O LIMITE DE DISTRITO (VISEU) 16.1 – d) Plano de pagamentos Estrada Nacional 221.6300-035 Guarda.Tel. (escritório) 271 238 367. Tel(pedreira) 271 979 029.Fax:271 238 837 [email protected] Contr. N.º 506 887 260 . Soc. por Quotas . Capital Social 300.000,00 Euros EP - ESTRADAS DE PORTUGAL, E.P.E EN 229 – BENEFICIAÇÃO ENTRE A PONTE DO ABADE (CRUZAMENTO COM A EN 226) E O LIMITE DE DISTRITO (VISEU) 16.1 – e) Memória justificativa e descritiva do modo de execução da obra Estrada Nacional 221.6300-035 Guarda.Tel. (escritório) 271 238 367. Tel(pedreira) 271 979 029.Fax:271 238 837 [email protected] Contr. N.º 506 887 260 . Soc. por Quotas . Capital Social 300.000,00 Euros EP - ESTRADAS DE PORTUGAL, E.P.E EN 229 – BENEFICIAÇÃO ENTRE A PONTE DO ABADE (CRUZAMENTO COM A EN 226) E O LIMITE DE DISTRITO (VISEU) 16.1 – f) Declaração do concorrente que mencione os trabalhos a efectuar em cada uma das subcategorias e o respectivo valor Estrada Nacional 221.6300-035 Guarda.Tel. (escritório) 271 238 367. Tel(pedreira) 271 979 029.Fax:271 238 837 [email protected] Contr. N.º 506 887 260 . Soc. por Quotas . Capital Social 300.000,00 Euros Concursos de Obras Públicas e Orçamentação Anexo I – Cópia do anúncio no Boletim de Informações ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio Concursos de Obras Públicas e Orçamentação Anexo II – Fax dirigido à EP – ESTRADAS DE PORTUGAL, E.P.E., a solicitar a reserva de um exemplar do processo de concurso ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio Concursos de Obras Públicas e Orçamentação Anexo III – Comunicação escrita da deliberação do Concelho de Administração da EP – ESTRADAS DE PORTUGAL, S.A., sobre a anulação do concurso ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio Concursos de Obras Públicas e Orçamentação Anexo IV – Cópia do anúncio, publicado no Diário da República, relativo à anulação do concurso ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio Concursos de Obras Públicas e Orçamentação Anexo V – Proposta, contendo os documentos que instruem a proposta, para o concurso público da empreitada “EN 229 – BENEFICIAÇÃO ENTRE A PONTE DO ABADE (CRUZAMENTO COM A EN 226) E O LIMITE DE DISTRITO (VISEU)”, promovido pela EP – ESTRADAS DE PORTUGAL, E.P.E. ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio «Invólucro Exterior» Empreitada: “EN 229 – BENEFICIAÇÃO ENTRE A PONTE DO ABADE (CRUZAMENTO COM A EN 226) E O LIMITE DE DISTRITO (VISEU)” EP – ESTRADAS DE PORTUGAL, E.P.E. DIRECÇÃO DE ESTRADAS DA GUARDA Av. Francisco Sá Carneiro, n.º 62 6300 -559 Guarda Estrada Nacional 221.6300-035 Guarda.Tel. (escritório) 271 238 367. Tel(pedreira) 271 979 029.Fax:271 238 837 [email protected] Contr. N.º 506 887 260 . Soc. por Quotas . Capital Social 300.000,00 Euros «Documentos» Empreitada: “EN 229 – BENEFICIAÇÃO ENTRE A PONTE DO ABADE (CRUZAMENTO COM A EN 226) E O LIMITE DE DISTRITO (VISEU)” EP – ESTRADAS DE PORTUGAL, E.P.E. DIRECÇÃO DE ESTRADAS DA GUARDA Av. Francisco Sá Carneiro, n.º 62 6300 -559 Guarda Estrada Nacional 221.6300-035 Guarda.Tel. (escritório) 271 238 367. Tel(pedreira) 271 979 029.Fax:271 238 837 [email protected] Contr. N.º 506 887 260 . Soc. por Quotas . Capital Social 300.000,00 Euros «Documentos» Empreitada: “EN 229 – BENEFICIAÇÃO ENTRE A PONTE DO ABADE (CRUZAMENTO COM A EN 226) E O LIMITE DE DISTRITO (VISEU)” Fascículo com __________ folhas Estrada Nacional 221.6300-035 Guarda.Tel. (escritório) 271 238 367. Tel(pedreira) 271 979 029.Fax:271 238 837 [email protected] Contr. N.º 506 887 260 . Soc. por Quotas . Capital Social 300.000,00 Euros «Proposta» Empreitada: “EN 229 – BENEFICIAÇÃO ENTRE A PONTE DO ABADE (CRUZAMENTO COM A EN 226) E O LIMITE DE DISTRITO (VISEU)” EP – ESTRADAS DE PORTUGAL, E.P.E. DIRECÇÃO DE ESTRADAS DA GUARDA Av. Francisco Sá Carneiro, n.º 62 6300 -559 Guarda Estrada Nacional 221.6300-035 Guarda.Tel. (escritório) 271 238 367. Tel(pedreira) 271 979 029.Fax:271 238 837 [email protected] Contr. N.º 506 887 260 . Soc. por Quotas . Capital Social 300.000,00 Euros «Proposta» Empreitada: “EN 229 – BENEFICIAÇÃO ENTRE A PONTE DO ABADE (CRUZAMENTO COM A EN 226) E O LIMITE DE DISTRITO (VISEU)” Fascículo com __________ folhas Estrada Nacional 221.6300-035 Guarda.Tel. (escritório) 271 238 367. Tel(pedreira) 271 979 029.Fax:271 238 837 [email protected] Contr. N.º 506 887 260 . Soc. por Quotas . Capital Social 300.000,00 Euros Concursos de Obras Públicas e Orçamentação Índice de anexos Anexo I – Cópia do anúncio no Boletim de Informações. Anexo II – Fax dirigido à EP – ESTRADAS DE PORTUGAL, E.P.E., a solicitar a reserva de um exemplar do processo de concurso. Anexo III – Comunicação escrita da deliberação do Concelho de Administração da EP – ESTRADAS DE PORTUGAL, S.A., sobre a anulação do concurso. Anexo IV – Cópia do anúncio, publicado no Diário da República, relativo à anulação do concurso. Anexo V – Proposta, contendo os documentos que instruem a proposta, para o concurso público da empreitada “EN 229 – BENEFICIAÇÃO ENTRE A PONTE DO ABADE (CRUZAMENTO COM A EN 226) E O LIMITE DE DISTRITO (VISEU)”, promovido pela EP – ESTRADAS DE PORTUGAL, E.P.E. ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio Para: E.P. - Estradas de Portugal, E.P.E. De: Paulo Nunes Direcção de Estradas da Guarda Ao cuidado: N/ Ref. 356/07 Tel. : 271 232 050 Nº Total Pág. : 1 Fax : 271 232 078 Data: 16/11/2007 Assunto: Processo de concurso da empreitada: “EN 229-Beneficiação entre a Ponte do Abade (cruzamento com a EN 226) e o limite de distrito de (Viseu)” Ex.mo(s) Senhor(es) Vimos pelo presente solicitar a reserva de um exemplar do processo de concurso da empreitada referida em epígrafe, em suporte de papel. Apresentamos os nossos melhores cumprimentos. Atentamente _______________________________ Estrada Nacional 221 . 6300-035 Guarda . Tel. (escritório) 271238367 . (pedreira) 271979029 . Fax 271238837 Contribuinte nº 506 887 260 . Soc. por Quotas . Capital Social 300.000,00 € . [email protected] Concursos de Obras Públicas e Orçamentação IV Plano de Estágio Ao longo do estágio propõe-se a aplicação prática dos conhecimentos teóricos e teórico-práticos adquiridos ao longo da formação académica, visando abranger diversas áreas, no âmbito da Engenharia Civil. Constitui objectivo essencial, no seu decurso, o cumprimento dos itens do plano de estágio apresentado e que a seguir são indicados: Elaboração de propostas para concursos de obras públicas; Realização de orçamentos; Eventual acompanhamento de obra. ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio ESTRADAS DE PORTUGAL, E.P.E. DIRECÇÃO DE ESTRADAS DA GUARDA Empreitada: “EN 229 – Beneficiação entre a Ponte do Abade (Cruzamento com a EN 226) e o Limite de Distrito (Viseu)” 180 DIAS Plano de Mão-de-Obra Mar (31 dias) Abr (61 dias) Mai (92 dias) Jun (122 dias) Jul (153 dias) Ago (180 dias) 1 - TERRAPLENAGEM LIMPEZA, REGULARIZAÇÃO E REPERFILAMENTO DE VALETAS 1 1 1 3 3 3 1 1 1 LIMPEZA, REGULARIZAÇÃO E REPERFILAMENTO DE BERMAS EXISTENTES 1 1 1 3 3 3 1 1 1 EQUIPA 1 Encarregado/Chefe de Equipa Manobrador/Motorista Servente EQUIPA 2 Encarregado/Chefe de Equipa Manobrador/Motorista Servente 2 - DRENAGEM EQUIPA 3 Encarregado/Chefe de Equipa Manobrador/Motorista Pedreiro Servente EQUIPA 4 Encarregado/Chefe de Equipa Manobrador/Motorista Pedreiro Servente VALETAS DE PLATAFORMA REVESTIDAS EQUIPA 5 Encarregado/Chefe de Equipa Manobrador/Motorista Asfaltador Servente EQUIPA 6 Encarregado/Chefe de Equipa Manobrador/Motorista Servente MISTURAS BETUMINOSAS 1 1 1 6 6 6 2 2 2 2 2 2 SELAGEM DE FISSURAS EM PAVIMENTOS DEGRADADOS 1 1 3 3 1 1 EQUIPA 7 Encarregado/Chefe de Equipa Técnico de Sinalização Pedreiro Ajudante EQUIPA 8 Encarregado/Chefe de Equipa Técnico de Sinalização Condutor/Manobrador Ajudante EQUIPA 9 Encarregado/Chefe de Equipa Pedreiro Condutor Ajudante EQUIPA 10 Encarregado/Chefe de Equipa Pintor Condutor Ajudante SINALIZAÇÃO VERTICAL 1 4 1 2 DRENOS DE REBAIXAMENTO DE NÍVEIS FREÁTICOS 1 4 1 2 1 4 1 2 3 - PAVIMENTAÇÃO 5 - EQUIPAMENTOS DE SINALIZAÇÃO E SEGURANÇA 1 1 1 2 MARCAS RODOVIÁRIAS 1 1 1 1 EQUIPAMENTO DE GUIAMENTO, BALIZAGEM E DEMARCAÇÃO 1 1 1 2 LIMPEZA, PREPARAÇÃO E PINTURA DOS MARCOS EXISTENTES 1 2 1 2 1 2 1 2 10 - DIVERSOS EQUIPA 11 Chefe de Equipa Condutor / Manobrador Ajudante ESTALEIRO EQUIPA TÉCNICA Director de Obra Técnico de ambiente Técnico de Segurança Técnico de Qualidade Técnico de Topografia Encarregado Geral 1 1 2 TOTAL Guarda, 12 de Dezembro de 2007 O Sócio - Gerente _________________________________ 1 1 2 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 28 26 29 27 11 10 Média 21,83 ESTRADAS DE PORTUGAL, E.P.E. DIRECÇÃO DE ESTRADAS DA GUARDA Empreitada: “EN 229 – Beneficiação entre a Ponte do Abade (Cruzamento com a EN 226) e o Limite de Distrito (Viseu)” PROPOSTA ARTIGO 01 01.5 01.5.3 DESIGNAÇÃO DOS TRABALHOS unid. Quant. Preço Unitário Custo por Artigo Custo por capítulo Euro € Euro € Euro € TERRAPLENAGEM Trabalhos a realizar de acordo o projecto e satisfazendo o especificado no C.E. Trabalhos em condições particulares: Limpeza, regularização e reperfilamento de valetas, incluindo carga, transporte e colocação em vazadouro dos produtos sobrantes, e eventual indemnização por depósito. 01.5.4 Limpeza, regularização e reperfilamento de m 5.800,00 0,50 € 2.900,00 € 0,00 € m2 21.350,00 0,50 € 10.675,00 € 0,00 € 0,00 € bermas existentes, incluindo eventuais enchimentos e compactação, carga, transporte e colocação em vazadouro dos produtos sobrantes, e eventual indemnização por depósito. 02 02.6 DRENAGEM Trabalhos a realizar de acordo o projecto e satisfazendo o especificado no C.E. 13.575,00 € 0,00 € 0,00 € Execução de orgãos de drenagem longitudinal, incluindo todos os trabalhos necessários, e ainda, para a sua implantação, a escavação em terreno de qualquer natureza, a remoção, reposição e compactação, condução a vazadouro dos produtos sobrantes, e eventuais indemnizações por depósito: 02.6.1 Valetas e valas: 02.6.1.1 Valetas de plataforma (laterais): 02.6.1.1.5 Revestidas com betão, de secção triangular ou trapezoidal, com abertura inferior ou igual a 1,20 m. 02.6.3 Drenos de plataforma, (longitudinais e transversais): 02.6.3.1 Drenos de plataforma, longitudinais: 02.6.3.1.1 Drenos de rebaixamento de níveis freáticos com altura inferior ou igual a 1,20 m. 03 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 m 850,00 12,00 € 10.200,00 € 0,00 € 0,00 € 0,00 € 0,00 € 0,00 € m 500,00 25,00 € 12.500,00 € 0,00 € 0,00 € 0,00 € PAVIMENTAÇÃO Trabalhos a realizar de acordo o projecto, nomeadamente os perfis transversais tipo, satisfazendo o especificado no C.E., considerando as espessuras das camadas após compactação, e incluindo o fornecimento e aplicação. 03.4 03.4.2 0,00 € 0,00 € Camadas de misturas betuminosas a quente: 0,00 € 0,00 € Com características de regularização: 03.4.2.6 Na regularização e/ou reperfilamento de pavimentos existentes (espessura variável): 03.4.2.6.2 Em mistura betuminosa densa. € € € € € € 0,00 € 0,00 € ton 53,00 55,00 € 0,00 € 0,00 € 2.915,00 € 0,00 € Com características de desgaste, na faixa de 03.4.3 rodagem: 03.4.3.1 Em betão betuminoso: 03.4.3.1.3 Com 0,06 m de espessura. m2 101.900,00 4,00 € 0,00 € 0,00 € 0,00 € 0,00 € 407.600,00 € 0,00 € 22.700,00 € ESTRADAS DE PORTUGAL, E.P.E. DIRECÇÃO DE ESTRADAS DA GUARDA Empreitada: “EN 229 – Beneficiação entre a Ponte do Abade (Cruzamento com a EN 226) e o Limite de Distrito (Viseu)” PROPOSTA ARTIGO DESIGNAÇÃO DOS TRABALHOS 03.7 Regas betuminosas de impregnação, colagem ou cura: 03.7.2 Rega de colagem: 03.7.2.1 Com emulsão. 03.9 Trabalhos especiais de pavimentação: 03.9.4 Selagem ou elemento retardador da propagação de unid. m2 Quant. 101.930,00 Preço Unitário Custo por Artigo Custo por capítulo Euro € Euro € Euro € 0,22 € fissuras em pavimentos degradados: 03.9.4.1 05 Com misturas betuminosas. m2 36.000,00 0,25 € EQUIPAMENTOS DE SINALIZAÇÃO E SEGURANÇA Trabalhos a realizar de acordo com o projecto e satisfazendo o especificado no C.E. 05.1 05.1.1 0,00 € 0,00 € 0,00 € 0,00 € 22.424,60 € 0,00 € 0,00 € 0,00 € 0,00 € 0,00 € 9.000,00 € 0,00 € 0,00 € 0,00 € 0,00 0,00 0,00 0,00 Sinalização vertical: € € € € Sinalização vertical de "código", incluindo implantação, fornecimento, colocação, elementos ou estruturas de suporte, peças de ligação e maciços de fundação: 05.1.1.4 Sinais quadrangulares: 05.1.1.4.1 Com L = 0,70 m. 05.2 Marcas rodoviárias, incluindo pré-marcação: 05.2.1 Marcas Longitudinais: 05.2.1.1.2 Com 0,12 m de largura (LBC 0,12). 05.2.1.3 Linha branca tracejada de aviso (LBTA): 05.2.1.3.2 Com 0,12 m de largura e relação traço/espaço 5/2 m (LBTA 0,12; 5/2). 05.2.1.4 Linha branca tracejada (LBT): 05.2.1.4.3 0,00 € 0,00 € 0,00 € 0,00 € 150,00 € 0,00 € 0,00 € 0,00 € 0,00 € 0,00 € 2.600,00 € 0,00 € 0,00 € 0,00 € un 2,00 75,00 € m 3.250,00 0,80 € m 2.000,00 0,75 € 1.500,00 € 0,00 € 0,00 € 0,00 € Com 0,12 m de largura e relação traço/espaço 1/1 m (LBT 0,12; 1/1). m 1.500,00 0,80 € 1.200,00 € 0,00 € 05.2.1.4.4 Com 0,12 m de largura e relação traço/espaço 4/10 m (LBT 0,12; 4/10). m 3.850,00 0,50 € 05.2.1.5 Guias: 05.2.1.5.2 Com 0,15 m de largura. m 22.300,00 0,90 € 05.2.2 Marcas Transversais: 05.2.2.1 Barras de paragem com 0,60 m de largura. m2 75,00 13,50 € 2 m 60,00 13,50 € 1.925,00 € 0,00 € 0,00 € 0,00 € 20.070,00 € 0,00 € 0,00 € 0,00 € 1.012,50 € 0,00 € 810,00 € 0,00 € 0,00 € 0,00 € 1.080,00 € 0,00 € 4.230,00 € 0,00 € 0,00 € 0,00 € 450,00 € 0,00 € 05.2.2.2 Passadeiras de peões. 05.2.3 Outras marcas: 05.2.3.1 Raias oblíquas paralelas. m2 80,00 13,50 € 05.2.3.2 Bandas cromáticas. m2 235,00 18,00 € 05.2.3.3 Triângulo de cedência de prioridade: 05.2.3.3.1 Com h=2,0 m. un 10,00 45,00 € 441.939,60 € ESTRADAS DE PORTUGAL, E.P.E. DIRECÇÃO DE ESTRADAS DA GUARDA Empreitada: “EN 229 – Beneficiação entre a Ponte do Abade (Cruzamento com a EN 226) e o Limite de Distrito (Viseu)” PROPOSTA ARTIGO DESIGNAÇÃO DOS TRABALHOS 05.2.3.4 Inscrições STOP. 05.2.3.6 Setas de selecção com 6,0 m: 05.2.3.6.1 unid. Quant. Preço Unitário Custo por Artigo Custo por capítulo Euro € Euro € Euro € 540,00 € 0,00 € 0,00 € 0,00 € 800,00 € 0,00 € 672,00 € 0,00 € 0,00 € 0,00 € 11.200,00 € 0,00 € un 12,00 45,00 € Simples. un 20,00 40,00 € 05.2.3.6.2 Duplas. un 16,00 42,00 € 05.2.3.8 Setas de desvio: 05.2.3.8.3 Tipo II. un 280,00 40,00 € 05.3 Equipamento de guiamento, balizagem e demarcação, incluindo implantação, fornecimento e colocação: 05.3.2 Delineadores - Sinalizadores: 05.3.2.1 Para apoio no solo (h=1,0 m): 05.3.2.1.1 Com secção poliédrica. 05.3.2.2 Para apoio em guardas de segurança (h=0,35): 05.3.2.2.1 Com secção poliédrica. 05.8 Sinalização temporária: 05.8.1 Sinalização temporária de trabalhos, de acordo com projecto elaborado nos termos do Dec Reg 22-A/98, de 1 0,00 € 0,00 € 0,00 € 0,00 € 0,00 € 0,00 € 7.500,00 € 0,00 € 0,00 € 0,00 € 5.000,00 € 0,00 € 0,00 € 0,00 € un 300,00 25,00 € un 250,00 20,00 € vg 1,00 1.300,00 € 1.300,00 € 0,00 € 0,00 € 0,00 € vg 1,00 1.500,00 € 1.500,00 € 0,00 € 0,00 € 0,00 € de Outubro, com as alterações introduzidas pelo Dec Reg nº 41/02, de 20 de Agosto, referente a sinalização vertical, horizontal e outros equipamentos necessários, incluindo fornecimento, implantação e colocação. 05.9 05.9.1 Outros trabalhos: Limpeza, preparação e pintura com tinta de esmalte dos marcos hectométricos, quilométricos e miriamétricos existente e eventual fornecimento e colocação de faltas, conforme desenhos incluidos no projecto, incluindo todos os trabalhos, fornecimento e aplicação dos materiais e equipamentos para realizar a tarefa. 10 DIVERSOS Trabalhos a realizar de acordo o projecto e satisfazendo o especificado no C.E. 10.1 0,00 € 0,00 € Montagem e desmontagem do estaleiro, incluindo o arranjo paisagístico da área ocupada após desmontagem. 10.7 63.539,50 € vg 1,00 6.000,00 € 6.000,00 € 0,00 € vg 1,00 500,00 € 500,00 € Conservação durante o prazo da empreitada, em adequadas condições de circulação, da(s) estrada(s) existente(s), quando se trate de obras de beneficiação ou reforço. TOTAL DA PROPOSTA Guarda, 12 de Dezembro de 2007 O Sócio-Gerente __________________________ 6.500,00 € 548.254,10 € ESTRADAS DE PORTUGAL, E.P.E. DIRECÇÃO DE ESTRADAS DA GUARDA Empreitada: “EN 229 – Beneficiação entre a Ponte do Abade (Cruzamento com a EN 226) e o Limite de Distrito (Viseu)” PROPOSTA ARTIGO DESIGNAÇÃO VALOR € 1 TERRAPLENAGEM 13.575,00 € 2 DRENAGEM 22.700,00 € 3 PAVIMENTAÇÃO 5 EQUIPAMENTOS DE SINALIZAÇÃO E SEGURANÇA 10 DIVERSOS 441.939,60 € 63.539,50 € 6.500,00 € TOTAL 548.254,10 € Guarda, 12 de Dezembro de 2007 O Sócio-Gerente ____________________________________ ESTRADAS DE PORTUGAL DIRECÇÃO DE ESTRADAS DA GUARDA Empreitada: “EN 229 – Beneficiação entre a Ponte do Abade (Cruzamento com a EN 226) e o Limite de Distrito (Viseu)” DECLARAÇÃO “João Tomé Saraiva – Sociedade de Construções, Lda”, contribuinte fiscal n.º 506887260, empreiteiros de Obras Públicas e Particulares, com sede em Estrada Nacional 221, 6300-035 Guarda, matriculada na Conservatória do Registo Comercial da Guarda com o n.º 2139, declaram sob compromisso de honra, que todos os documentos emitidos são assinados pela Dr.ª Sandra Margarida Paulo Saraiva Gama na qualidade de Sócio-Gerente. Guarda, 12 de Dezembro de 2007 O Sócio-Gerente __________________________ Estrada Nacional 221.6300-035 Guarda.Tel. (escritório) 271 238 367. Tel(pedreira) 271 979 029.Fax:271 238 837 [email protected] Contr. N.º 506 887 260 . Soc. por Quotas . Capital Social 300.000,00 Euros ESTRADAS DE PORTUGAL DIRECÇÃO DE ESTRADAS DA GUARDA Empreitada: “EN 229 – Beneficiação entre a Ponte do Abade (Cruzamento com a EN 226) e o Limite de Distrito (Viseu)” DECLARAÇÃO “João Tomé Saraiva – Sociedade de Construções, Lda”, contribuinte fiscal n.º 506887260, empreiteiros de Obras Públicas e Particulares, com sede em Estrada Nacional 221, 6300-035 Guarda, matriculada na Conservatória do Registo Comercial da Guarda com o n.º 2139, declaram que os trabalhos e o valor a efectuar em cada uma das subcategorias é o seguinte: CATEGORIA SUBCATEGORIA 2ª 1ª VALOR 548.254,10 € (Valor global) Guarda, 12 de Dezembro de 2007 O Sócio-Gerente __________________________ Estrada Nacional 221.6300-035 Guarda.Tel. (escritório) 271 238 367. Tel(pedreira) 271 979 029.Fax:271 238 837 [email protected] Contr. N.º 506 887 260 . Soc. por Quotas . Capital Social 300.000,00 Euros ESTRADAS DE PORTUGAL DIRECÇÃO DE ESTRADAS DA GUARDA Empreitada: “EN 229 – Beneficiação entre a Ponte do Abade (Cruzamento com a EN 226) e o Limite de Distrito (Viseu)” EMPREITADA POR SÉRIE DE PREÇOS PROPOSTA “João Tomé Saraiva – Sociedade de Construções, Lda”, contribuinte fiscal n.º 506887260, empreiteiros de Obras Públicas e Particulares, com sede em Estrada Nacional 221, 6300-035 Guarda, titulares do Alvará de Construção n.º 52201, contendo as autorizações das 1.ª subcategoria da 2.ª categoria, classe 5, depois de ter tomado conhecimento do objecto da empreitada “EN 229 – Beneficiação entre a Ponte do Abade (Cruzamento com a EN 226) e o Limite de Distrito (Viseu)”, a que se refere o anúncio datado de 30/10/2007 publicado em diário da República, 2.ª série, n.º 209, obrigam-se a executar a referida empreitada, de harmonia com o caderno de encargos, pela quantia de 548.254,10 € (quinhentos e quarenta e oito mil, duzentos e cinquenta e quatro euros e dez cêntimos), que não inclui o imposto sobre o valor acrescentado, conforme lista de preços unitários apenas a esta proposta e que dela integrante e pelo prazo de 180 Dias. À quantia supra mencionada, acrescerá o imposto sobre o valor acrescentado à taxa legal em vigor. Mais declara que renuncia a foro especial e se submete, em tudo o que respeita à execução do seu contrato, ao que se achar prescrito na legislação portuguesa em vigor. Guarda, 12 de Dezembro de 2007 O Sócio-Gerente __________________________ Estrada Nacional 221.6300-035 Guarda.Tel. (escritório) 271 238 367. Tel(pedreira) 271 979 029.Fax:271 238 837 [email protected] Contr. N.º 506 887 260 . Soc. por Quotas . Capital Social 300.000,00 Euros ESTRADAS DE PORTUGAL DIRECÇÃO DE ESTRADAS DA GUARDA Empreitada: “EN 229 – Beneficiação entre a Ponte do Abade (Cruzamento com a EN 226) e o Limite de Distrito (Viseu)” NOTA JUSTIFICATIVA DO PREÇO PROPOSTO “João Tomé Saraiva – Sociedade de Construções, Lda”, contribuinte fiscal n.º 506887260, empreiteiros de Obras Públicas e Particulares, com sede em Estrada Nacional 221, 6300-035 Guarda, declaram que o preço proposto tem como base as quantidades fornecidas no projecto, os custos de mercado, nomeadamente no que se refere a materiais, equipamentos e salários de mãode-obra e respectivos encargos sociais, de acordo com o Contrato Colectivo de Trabalho. Teve-se, ainda, em consideração a localização da obra e o facto de a empresa possuir equipamento em bom estado, o que permite garantir rentabilidade e qualidade na execução dos trabalhos, assegurando-se, desta forma, a execução dos mesmos a custos mínimos e no prazo estabelecido para execução da obra. Assume-se, ainda, como factor preponderante as boas relações comerciais com os fornecedores de materiais e serviços, designadamente os aqui apresentados como potenciais fornecedores para a obra, tendo estes sido consultados durante a elaboração da lista de preços unitários, pelo que se consideram satisfeitas as diversas premissas necessárias para uma boa execução de todos os trabalhos, a custos controlados. Estrada Nacional 221.6300-035 Guarda.Tel. (escritório) 271 238 367. Tel(pedreira) 271 979 029.Fax:271 238 837 [email protected] Contr. N.º 506 887 260 . Soc. por Quotas . Capital Social 300.000,00 Euros ESTRADAS DE PORTUGAL DIRECÇÃO DE ESTRADAS DA GUARDA Empreitada: “EN 229 – Beneficiação entre a Ponte do Abade (Cruzamento com a EN 226) e o Limite de Distrito (Viseu)” Fornecimento de materiais: • Betuminosos: - Chupas e Morrão, S.A., com sede em Trancoso • Combustíveis: - Toiguarda, com sede na Guarda. • Sinalização de Vias: - Trafiurbe S.A., com sede em Lisboa Estrada Nacional 221.6300-035 Guarda.Tel. (escritório) 271 238 367. Tel(pedreira) 271 979 029.Fax:271 238 837 [email protected] Contr. N.º 506 887 260 . Soc. por Quotas . Capital Social 300.000,00 Euros ESTRADAS DE PORTUGAL DIRECÇÃO DE ESTRADAS DA GUARDA Empreitada: “EN 229 – Beneficiação entre a Ponte do Abade (Cruzamento com a EN 226) e o Limite de Distrito (Viseu)” A empresa João Tomé Saraiva – Sociedade de Construções, Lda, possui ainda uma pedreira licenciada, localizada em Adão – Guarda, que se encontra em plena produção de inertes dentro dos parâmetros de qualidade exigidos no Caderno de Encargos. Na elaboração dos preços unitários foram considerados os preços compostos que incluem custos de mão-de-obra, materiais, equipamento, incluindo a percentagem relativa a administração e margens. A empresa detém considerações económicas e financeiras que garantam a realização das obras adjudicadas, em curso ou a iniciar. Guarda, 12 de Dezembro de 2007 O Sócio-Gerente __________________________ Estrada Nacional 221.6300-035 Guarda.Tel. (escritório) 271 238 367. Tel(pedreira) 271 979 029.Fax:271 238 837 [email protected] Contr. N.º 506 887 260 . Soc. por Quotas . Capital Social 300.000,00 Euros ESTRADAS DE PORTUGAL DIRECÇÃO DE ESTRADAS DA GUARDA Empreitada: “EN 229 – Beneficiação entre a Ponte do Abade (Cruzamento com a EN 226) e o Limite de Distrito (Viseu)” MEMÓRIA DESCRITIVA E JUSTIFICATIVA INDICE: 1 – Introdução 2 – Generalidade 3 – Execução dos Trabalhos 4 – Materiais 5 – Segurança e Higiene no Trabalho Estrada Nacional 221.6300-035 Guarda.Tel. (escritório) 271 238 367. Tel(pedreira) 271 979 029.Fax:271 238 837 [email protected] Contr. N.º 506 887 260 . Soc. por Quotas . Capital Social 300.000,00 Euros ESTRADAS DE PORTUGAL DIRECÇÃO DE ESTRADAS DA GUARDA Empreitada: “EN 229 – Beneficiação entre a Ponte do Abade (Cruzamento com a EN 226) e o Limite de Distrito (Viseu)” 1 - Introdução Refere-se a presente memória descritiva ao plano de trabalhos da empreitada de obra: “EN 229 – Beneficiação entre a Ponte do Abade (Cruzamento com a EN 226) e o Limite de Distrito (Viseu)”. A empreitada engloba, essencialmente, a realização dos trabalhos de repavimentação da E.N. 226, com melhorias pontuais na drenagem, reparação de fissuras de pavimento, sinalização horizontal e complementos na sinalização vertical, incluindo-se estes no âmbito da Terraplenagem, Drenagem, Pavimentação, Equipamentos de Sinalização e Segurança e Diversos. Salienta-se que os trabalhos serão realizados sem impedimento total do trânsito (condicionamentos devidamente sinalizados durante a execução dos trabalhos). 2 - Generalidades O plano de trabalhos apresentado, resulta das interligações existentes entre as diversas actividades, cujas durações foram estimadas com base nos rendimentos normais de trabalho da empresa, assim como de uma distribuição o mais regular possível das cargas de equipamento e mão-de-obra, de forma a poderem assegurar-se as melhores condições técnicas e económicas. O diagrama de barras apresentado (gráfico de GANTT), embora sucinto nesta fase, permite já uma visão bem definida do andamento e sucessão das actividades principais, referindo-se todavia que, em caso de adjudicação, será apresentado um plano mais detalhado. Estrada Nacional 221.6300-035 Guarda.Tel. (escritório) 271 238 367. Tel(pedreira) 271 979 029.Fax:271 238 837 [email protected] Contr. N.º 506 887 260 . Soc. por Quotas . Capital Social 300.000,00 Euros ESTRADAS DE PORTUGAL DIRECÇÃO DE ESTRADAS DA GUARDA Empreitada: “EN 229 – Beneficiação entre a Ponte do Abade (Cruzamento com a EN 226) e o Limite de Distrito (Viseu)” 3 - Execução dos trabalhos Após análise detalhada do projecto e das restantes peças patenteadas no concurso, foram estudadas e analisadas diversas soluções, optando-se pelas que se nos afiguram técnica e economicamente mais viáveis. Os métodos de execução serão genericamente os normais para este tipo de obras, correspondendo ao definido no caderno de encargos. Iniciar-se-ão os trabalhos de piquetagem por uma equipa de topografia constituída por um Topógrafo e um Porta Miras, com equipamento, Estação Total, que se encontra disponível durante a execução da obra. Sempre que necessário esta equipa deslocar-se-á à obra. Relativamente aos ensaios a realizar em obra (compactações, ensaios a inertes, etc.), contratar-seá uma instituição credenciada e certificada que prestará esse serviço, depois de apresentada à fiscalização para aprovação. As instituições que a empresa pretende contactar para execução dos ensaios são as a seguir referidas: - Instituto Politécnico da Guarda - Departamento de Engenharia Civil; - Universidade da Beira Interior - Departamento de Engenharia Civil; - Laboratório de Materiais de Construção da Guarda - Antigo GAT da Guarda. Estrada Nacional 221.6300-035 Guarda.Tel. (escritório) 271 238 367. Tel(pedreira) 271 979 029.Fax:271 238 837 [email protected] Contr. N.º 506 887 260 . Soc. por Quotas . Capital Social 300.000,00 Euros ESTRADAS DE PORTUGAL DIRECÇÃO DE ESTRADAS DA GUARDA Empreitada: “EN 229 – Beneficiação entre a Ponte do Abade (Cruzamento com a EN 226) e o Limite de Distrito (Viseu)” Faseamento e Metodologia na Execução dos Trabalhos Após a Consignação efectuar-se-á a mobilização dos recursos necessários à execução dos trabalhos e à instalação do estaleiro da obra. Nesta fase iniciar-se-ão as acções ambientais referentes aos procedimentos a adoptar na montagem do estaleiro. Serão igualmente mobilizados todos os meios de produção, equipamentos e mão-de-obra programados, de forma a estarem disponíveis e em perfeitas condições de operacionalidade nas datas e locais necessários ao cumprimento do programa de trabalhos estabelecido. Analisado o projecto e após deslocações feitas ao local de intervenção, entende-se por bem fundamentar o planeamento proposto na natureza dos trabalhos a efectuar e na sua distribuição espacial, tendo em atenção a extensão física da obra, o prazo de execução fixado para a mesma, entre outros factores determinantes, dos quais se destacam as datas sugeridas para início e fim da empreitada, assim como o facto de os trabalhos decorrerem ao longo de uma Estrada Nacional, na travessia de uma localidade. Desta forma, foi considerado, em traços gerais no planeamento que é proposto, a abertura de duas frentes de trabalhos – Frente 1 e Frente 2 – que se desenvolverão de forma independente, mantendo, contudo, as dependências necessárias de forma a optimizar, em obra, a presença das diversas equipas e a necessária deslocação das mesmas entre as duas frentes. A necessidade de concretização da produção necessária face aos rendimentos das equipas consideradas, evitando excessivas densidades de equipamento e mão-de-obra por zona de intervenção, optimizando os rendimentos e minimizando os riscos de acidente associados ao trânsito de pessoas e equipamentos, esteve também na origem deste planeamento, salientando-se o facto de a obra apresentar a particularidade de ter que ser realizada com a existência de tráfego Estrada Nacional 221.6300-035 Guarda.Tel. (escritório) 271 238 367. Tel(pedreira) 271 979 029.Fax:271 238 837 [email protected] Contr. N.º 506 887 260 . Soc. por Quotas . Capital Social 300.000,00 Euros ESTRADAS DE PORTUGAL DIRECÇÃO DE ESTRADAS DA GUARDA Empreitada: “EN 229 – Beneficiação entre a Ponte do Abade (Cruzamento com a EN 226) e o Limite de Distrito (Viseu)” com alguma intensidade, visto tratar-se de uma Estrada Nacional que serve a vila de Aguiar da Beira e o seu Concelho. Face ao exposto, dar-se-á especial atenção aos perigos e riscos associados ao normal desenvolvimento dos trabalhos, assegurando-se o normal funcionamento da via, de acordo com as regras de segurança, uma vez que o contexto em que a obra se insere obriga a manter a via transitável durante a execução dos trabalhos. A Frente 1 desenvolver-se-á entre o km 42+500 e o km 47+470. O início dos trabalhos far-se-á no sentido do km 42+500 para o km 47+470, desenvolvendo-se alternadamente entre a via esquerda e a via direita. Esta Frente começará a operar após a montagem do estaleiro, no dia 19 de Março de 2008 e terminará no dia 15 de Maio de 2008. Durante este período serão executados os trabalhos de selagem de fissuras em pavimentos degradados (19/03/2008 – 27/03/2008), findos os quais se fará a colocação da camada de regularização (28/03/2008) e, posteriormente, a camada de desgaste (31/03/2008 – 24/04/2008). Após a sua conclusão, iniciar-se-ão a limpeza, a regularização e o reperfilamento de valetas e bermas (28/04/2008 – 15/05/2008), assim como a execução de valetas de plataforma revestidas (05/05/2008 – 08/05/2008). Os trabalhos relativos à colocação dos equipamentos de sinalização e segurança iniciar-se-ão após a conclusão da segunda frente de trabalhos – Frente 2 -, no dia 23 de Junho de 2008. Estrada Nacional 221.6300-035 Guarda.Tel. (escritório) 271 238 367. Tel(pedreira) 271 979 029.Fax:271 238 837 [email protected] Contr. N.º 506 887 260 . Soc. por Quotas . Capital Social 300.000,00 Euros ESTRADAS DE PORTUGAL DIRECÇÃO DE ESTRADAS DA GUARDA Empreitada: “EN 229 – Beneficiação entre a Ponte do Abade (Cruzamento com a EN 226) e o Limite de Distrito (Viseu)” A Frente 2 desenvolver-se-á entre o km 51+275 e o km 56+980, iniciando-se os trabalhos neste sentido, alternadamente entre a via esquerda e a via direita. À medida que os trabalhos relativos às diversas actividades que integram a Frente 1 forem sendo concluídos, as respectivas equipas transitarão para a Frente 2. A Frente 2 começará a operar após a montagem do estaleiro, no dia 19 de Março de 2008 e terminará no dia 20 de Junho de 2008. Durante este período serão realizados os trabalhos de execução dos drenos de rebaixamento de níveis freáticos (19/03/2008 – 01/04/2008) e selagem de fissuras em pavimentos degradados (02/04/2008 – 10/04/2008), findos os quais se procederá respectivamente à colocação da camada de regularização (28/04/2008) e camada de desgaste (29/04/2008 – 30/05/2008). Após a sua conclusão, iniciar-se-ão a limpeza, a regularização e o reperfilamento de valetas e bermas (02/06/2008 – 20/06/2008), assim como a execução de valetas de plataforma revestidas (09/06/2008 – 13/06/2008). Os trabalhos relativos à colocação dos equipamentos de sinalização e segurança terão o seu início após a conclusão desta segunda frente de trabalhos, no dia 23 de Junho de 2008. Os últimos trabalhos serão os relativos à desmontagem do estaleiro e arranjo paisagístico da área ocupada após desmontagem, com início em 18 de Agosto e términos em 29 de Agosto de 2008. Com este faseamento na execução dos trabalhos, será possível assegurar a passagem dos utentes na E.N.229, em condições de segurança. Estrada Nacional 221.6300-035 Guarda.Tel. (escritório) 271 238 367. Tel(pedreira) 271 979 029.Fax:271 238 837 [email protected] Contr. N.º 506 887 260 . Soc. por Quotas . Capital Social 300.000,00 Euros ESTRADAS DE PORTUGAL DIRECÇÃO DE ESTRADAS DA GUARDA Empreitada: “EN 229 – Beneficiação entre a Ponte do Abade (Cruzamento com a EN 226) e o Limite de Distrito (Viseu)” Todos os trabalhos serão acompanhados da sinalização provisória de segurança adequada, como veículo de informação a todos os utentes da via. Sempre que necessário utilizar-se-á sinalização semafórica. Juntamente com os planos de mão-de-obra e de equipamento, é apresentado um mapa geral contendo toda a informação relevante relativamente a mão-de-obra (quantidade), equipamentos (quantidade, propriedade, estado de conservação, local onde se encontram imobilizados ou em serviço, disponibilidade) e rendimento (rendimento teórico diário, rendimento óptimo diário, rendimento médio utilizado) de cada uma das actividades envolvidas na execução da obra. Os meios e rendimentos apresentados foram calculados tendo em atenção os factores a seguir mencionados: - Rendimento Teórico Diário (RTD) – Rendimento Teórico de cada equipa, tendo em consideração os rendimentos teóricos dos principais equipamentos considerados para a actividade em questão. - Rendimento Óptimo Diário (ROD) – Rendimento que é obtido através da afectação do Rendimento Teórico Diário por coeficientes de redução, de forma a ser considerada uma redução da produtividade devida a: Condições Climatéricas (C.CL.) – Traduz a sensibilidade da actividade em questão perante os factores climatéricos, designadamente de pluviosidade e temperatura atmosférica. Coeficiente de Avarias (C.AV.) – Corresponde a paragens eventuais do equipamento por avarias. - Rendimento Médio Utilizado – Rendimento geralmente inferior ao Rendimento Óptimo Diário. Estrada Nacional 221.6300-035 Guarda.Tel. (escritório) 271 238 367. Tel(pedreira) 271 979 029.Fax:271 238 837 [email protected] Contr. N.º 506 887 260 . Soc. por Quotas . Capital Social 300.000,00 Euros ESTRADAS DE PORTUGAL DIRECÇÃO DE ESTRADAS DA GUARDA Empreitada: “EN 229 – Beneficiação entre a Ponte do Abade (Cruzamento com a EN 226) e o Limite de Distrito (Viseu)” Quantidade de camiões necessários – Actividades mais relevantes Limpeza, Regularização e Reperfilamento de Valetas e Bermas (Quant: 27 150 m2) Equipamento condicionante da Actividade Capacidade Motoniveladora Rendimento nominal/hora 300 m/h Rectro Escavadora Baldeamento: 40 m3/hora Camião de 3 eixos 12 m3 Dados Considerados: Tempo de Execução Previsto: 13 + 15 = 28 dias Rendimento Mínimo Necessário: 970 m2/dia Rendimento Máximo do Equipamento: 2500 m2/hora Distância Média de Transporte: 5 Km Quantidade a Baldear: 100 m3/dia Ciclo: 10 km (2x5) Velocidade de Transporte: 40 km/h Tempos de Carga + Descarga + Espera: 1 hora Coeficiente de Empolamento: 1.5 Cálculo do Tempo de Ciclo: 10/40+1 h = 1 h 15 min Cargas por Hora: 1 h / 1.25 h = 0.8 QMT (Quantidade Média de Transporte) / Camião / Dia = 0.8 x 12 m3 x 8 h / 1.5 = 51.2 m3/dia Nº de Camiões Necessários: 100 m3 / 51.2 (m3/d) = 1.95 => 2 (planeamento) Estrada Nacional 221.6300-035 Guarda.Tel. (escritório) 271 238 367. Tel(pedreira) 271 979 029.Fax:271 238 837 [email protected] Contr. N.º 506 887 260 . Soc. por Quotas . Capital Social 300.000,00 Euros ESTRADAS DE PORTUGAL DIRECÇÃO DE ESTRADAS DA GUARDA Empreitada: “EN 229 – Beneficiação entre a Ponte do Abade (Cruzamento com a EN 226) e o Limite de Distrito (Viseu)” Betuminosos (Quant: Regularização: 53 Ton; Desgaste: 101900 m2 x 0.06m x 2.35 Ton/m3) = 14 421 Ton Equipamento condicionante da Actividade Capacidade Camião articulado 35 Ton Camião de 3 eixos 24 Ton Rendimento nominal/hora Cilindro de Pneus 3000 m2/hora Cilindro de 2 Rolos 1000 m2/hora Espalhadora de Betuminosos 300 Ton/hora Central de Fabrico de Betuminoso 200 Ton/hora Dados Considerados: Tempo de Execução Previsto: 20 + 23 = 43 dias Rendimento Mínimo Necessário: 335.4 Ton/dia Rendimento Máximo do Equipamento (Central): 200 Ton/hora Distância Média de Transporte: 45 Km Quantidade a Transportar: 335.4 Ton/dia Ciclo: 90 km (2x45) Velocidade de Transporte: 50 km/h Tempos de Carga + Descarga + Espera: 0.5 hora Coeficiente de Empolamento: 1 Cálculo do Tempo de Ciclo: 90/50+0.5 h = 2.3 h Cargas por Hora: 1 h / 2.3 h = 0.43 QMT (Quantidade Média de Transporte) / Camião / Dia = 0.43 x ((35+24)/2) Ton x 8 h / 1 = 101.5 Ton/dia Nº de Camiões Necessários: 335.4 Ton / 101.5 (Ton/d) = 3.3 => 4 (planeamento) Estrada Nacional 221.6300-035 Guarda.Tel. (escritório) 271 238 367. Tel(pedreira) 271 979 029.Fax:271 238 837 [email protected] Contr. N.º 506 887 260 . Soc. por Quotas . Capital Social 300.000,00 Euros ESTRADAS DE PORTUGAL DIRECÇÃO DE ESTRADAS DA GUARDA Empreitada: “EN 229 – Beneficiação entre a Ponte do Abade (Cruzamento com a EN 226) e o Limite de Distrito (Viseu)” Estaleiro O estaleiro será constituído por: Um espaço para armazenamento de materiais no espaço da obra; Um contentor para a direcção de obra/fiscalização com 6.0 m x 2.4 m; Um contentor para ferramentaria; Um contentor sanitários. A localização do Estaleiro coincidirá, tanto quanto possível, com o centro geográfico da obra, em local a definir mediante as indicações do dono da obra. 3.1 – Terraplenagem Os trabalhos de terraplanagem integram a limpeza, regularização e reperfilamento de valetas e bermas e serão realizados após a aplicação da camada betuminosa de desgaste. Limpeza, Regularização e Reperfilamento de Valetas Quantidade: 5800 m Equipamento Mão-de-Obra 1 Rectro Escavadora 1 Encarregado / Chefe de Equipa 1 Motoniveladora 3 Manobrador / Motorista 2 Camião de 3 eixos – 12 m3 1 Servente Estrada Nacional 221.6300-035 Guarda.Tel. (escritório) 271 238 367. Tel(pedreira) 271 979 029.Fax:271 238 837 [email protected] Contr. N.º 506 887 260 . Soc. por Quotas . Capital Social 300.000,00 Euros ESTRADAS DE PORTUGAL DIRECÇÃO DE ESTRADAS DA GUARDA Empreitada: “EN 229 – Beneficiação entre a Ponte do Abade (Cruzamento com a EN 226) e o Limite de Distrito (Viseu)” Limpeza, Regularização e Reperfilamento de Valetas Rendimento Teórico (RTD): 950 m/dia Rendimento Utilizado (RMU): 676 m/dia Datas Início – Frente 1: 28/04/08 Fim – Frente 1: 02/05/08 Início – Frente 2: 02/06/08 Fim – Frente 2: 06/06/08 Limpeza, Regularização e Reperfilamento de Bermas Quantidade: 21350 m2 Equipamento Mão-de-Obra 1 Rectro Escavadora 1 Encarregado / Chefe de Equipa 1 Motoniveladora 3 Manobrador / Motorista 2 Camião de 3 eixos – 12 m3 1 Servente 1 Cilindro vibrador de 6 Ton 1 Tractor c/ tanque de água Estrada Nacional 221.6300-035 Guarda.Tel. (escritório) 271 238 367. Tel(pedreira) 271 979 029.Fax:271 238 837 [email protected] Contr. N.º 506 887 260 . Soc. por Quotas . Capital Social 300.000,00 Euros ESTRADAS DE PORTUGAL DIRECÇÃO DE ESTRADAS DA GUARDA Empreitada: “EN 229 – Beneficiação entre a Ponte do Abade (Cruzamento com a EN 226) e o Limite de Distrito (Viseu)” Limpeza, Regularização e Reperfilamento de Bermas Rendimento Teórico (RTD): 950 m2/dia Rendimento Utilizado (RMU): 765 m2/dia Datas Início – Frente 1: 28/04/08 Fim – Frente 1: 15/05/08 Início – Frente 2: 02/06/08 Fim – Frente 2: 20/06/08 3.2 – Drenagem Os trabalhos de drenagem envolvem a execução de valetas de plataforma revestidas e drenos de rebaixamento de níveis freáticos. As valetas de plataforma revestidas serão realizadas após a limpeza, regularização e reperfilamento de valetas. Os drenos de rebaixamento de níveis freáticos serão executados pela Frente 2 (ao km 52+000), após a montagem do estaleiro, e antecedem, nesta frente, a execução das valetas de plataforma revestidas. Estrada Nacional 221.6300-035 Guarda.Tel. (escritório) 271 238 367. Tel(pedreira) 271 979 029.Fax:271 238 837 [email protected] Contr. N.º 506 887 260 . Soc. por Quotas . Capital Social 300.000,00 Euros ESTRADAS DE PORTUGAL DIRECÇÃO DE ESTRADAS DA GUARDA Empreitada: “EN 229 – Beneficiação entre a Ponte do Abade (Cruzamento com a EN 226) e o Limite de Distrito (Viseu)” Valetas de Plataforma Revestidas Quantidade: 850 m Equipamento Mão-de-Obra 1 Rectro Escavadora 1 Encarregado / Chefe de Equipa 1 Motoniveladora 4 Manobrador / Motorista 2 Camião de 3 eixos – 12 m3 1 Pedreiro 1 Cilindro vibrador de 6 Ton 2 Servente 1 Máquina de furacão (Mig) 1 Máquina de revestir valetas Rendimento Teórico (RTD): 120 m/dia Rendimento Utilizado (RMU): 99 m/dia Datas Início – Frente 1: 05/05/08 Fim – Frente 1: 08/05/08 Início – Frente 2: 09/06/08 Fim – Frente 2: 13/06/08 Estrada Nacional 221.6300-035 Guarda.Tel. (escritório) 271 238 367. Tel(pedreira) 271 979 029.Fax:271 238 837 [email protected] Contr. N.º 506 887 260 . Soc. por Quotas . Capital Social 300.000,00 Euros ESTRADAS DE PORTUGAL DIRECÇÃO DE ESTRADAS DA GUARDA Empreitada: “EN 229 – Beneficiação entre a Ponte do Abade (Cruzamento com a EN 226) e o Limite de Distrito (Viseu)” Drenos de Rebaixamento de Níveis Freáticos Quantidade: 500 m Equipamento Mão-de-Obra 1 Escavadora Giratória 1 Encarregado / Chefe de Equipa 1 Compressor+martelos 4 Manobrador / Motorista 2 Camião de 3 eixos – 12 m3 1 Pedreiro 1 Cilindro vibrador de 6 Ton 2 Servente 1 Camião Grua 1 Saltitão Rendimento Teórico (RTD): 70 m/dia Rendimento Utilizado (RMU): 56 m/dia Datas Início – Frente 2: 19/03/08 Fim – Frente 2: 01/04/08 Estrada Nacional 221.6300-035 Guarda.Tel. (escritório) 271 238 367. Tel(pedreira) 271 979 029.Fax:271 238 837 [email protected] Contr. N.º 506 887 260 . Soc. por Quotas . Capital Social 300.000,00 Euros ESTRADAS DE PORTUGAL DIRECÇÃO DE ESTRADAS DA GUARDA Empreitada: “EN 229 – Beneficiação entre a Ponte do Abade (Cruzamento com a EN 226) e o Limite de Distrito (Viseu)” Execução dos Drenos: Em paralelo, proceder-se-á à colocação das tubagens, geotextil de envolvimento do dreno e brita calibrada, de acordo com as peças escritas e desenhadas, após verificação e regularização do fundo da vala. Os materiais utilizados são homologados e só serão aplicados após aprovação por parte da fiscalização. 3.3 – Pavimentação Neste capítulo estão incluídos os trabalhos de regularização da plataforma em mistura betuminosa densa, compactação, aplicação de rega de colagem e pavimentação em betão betuminoso com características de desgaste, com 0.06 m de espessura após compactação em toda a extensão, com excepção entre o km 47+470 e o km 51+275, onde a regularização com mistura betuminosa densa se realizará nas zonas com as rodeiras e depressões mais acentuadas. Estes trabalhos serão realizados após a selagem de fissuras em pavimentos degradados. Selagem com características retardadoras de propagação das fissuras: Antes de qualquer trabalho de pavimentação por meios mecânicos, será vazado sobre as fissuras o material de selagem com misturas betuminosas adequadas. Face às características de distribuição e densidade destas, o refechamento poderá ser feito pontualmente sobre cada fissura, ou através de misturas nas áreas mais degradadas. Estrada Nacional 221.6300-035 Guarda.Tel. (escritório) 271 238 367. Tel(pedreira) 271 979 029.Fax:271 238 837 [email protected] Contr. N.º 506 887 260 . Soc. por Quotas . Capital Social 300.000,00 Euros ESTRADAS DE PORTUGAL DIRECÇÃO DE ESTRADAS DA GUARDA Empreitada: “EN 229 – Beneficiação entre a Ponte do Abade (Cruzamento com a EN 226) e o Limite de Distrito (Viseu)” Selagem de Fissuras Quantidade: 36000 m2 Equipamento Mão-de-Obra 1 Carrinha de 7 lugares 1 Encarregado / Chefe de Equipa 1 Cilindro de 2 Rolos de 6 Ton 3 Manobrador / Motorista 1 Carrinha c/ tanque de Bet.Selagem 1 Servente 1 Cilindro de Pneus 1 Cilindro de 2 rolos 1 Placa Vibradora Rendimento Teórico (RTD): 3600 m2/dia Rendimento Utilizado (RMU): 2794 m2/dia Datas Início – Frente 1: 19/03/08 Fim – Frente 1: 27/03/08 Início – Frente 2: 02/04/08 Fim – Frente 2: 10/04/08 Fornecimento e aplicação de misturas betuminosas a quente Os betuminosos para a camada com características de desgaste serão fornecidos por central de betuminosos a quente, sendo a sua composição apresentada à fiscalização para aprovação. A central obedece à especificação AASHTO M – 136 e encontra-se localizada em Cogula (Trancoso), a uma distância média da obra de aproximadamente 45 km. Estrada Nacional 221.6300-035 Guarda.Tel. (escritório) 271 238 367. Tel(pedreira) 271 979 029.Fax:271 238 837 [email protected] Contr. N.º 506 887 260 . Soc. por Quotas . Capital Social 300.000,00 Euros ESTRADAS DE PORTUGAL DIRECÇÃO DE ESTRADAS DA GUARDA Empreitada: “EN 229 – Beneficiação entre a Ponte do Abade (Cruzamento com a EN 226) e o Limite de Distrito (Viseu)” Os betuminosos para as camadas com características de regularização e de desgaste serão aplicados sobre o pavimento existente, sob o qual se espalhará uma rega de impregnação/colagem após a limpeza e remoção de materiais soltos da superfície de aplicação, recorrendo-se para o efeito à utilização de vassoura mecânica. Betuminosos a Quente Quantidades: Regularização - 53 Ton / Desgaste - 101900 m2 Equipamento Mão-de-Obra 1 Carrinha de 7 Lugares 1 Pavimentadora 1 Encarregado / Chefe de Equipa 1 Cilindro de 2 Rolos de 6 Ton 6 Manobrador / Motorista 2 Camião articulado 2 Asfaltador 2 Camião de 3 eixos – 12 m3 2 Servente 1 Cilindro de Pneus 1 Regador Mec. de emulsão 1 Placa Vibradora 1 Tractor+Cisterna+Vassoura Rendimento Teórico (RTD) - Regularização: 100 Ton/dia Rendimento Utilizado (RMU) - Regularização: 24.68 Ton/dia Rendimento Teórico (RTD) - Desgaste: 3600 m2/dia Rendimento Utilizado (RMU) - Desgaste: 2498 m2/dia Datas Início – Frente 1: 28/03/08 Fim – Frente 1: 24/04/08 Início – Frente 2: 28/04/08 Fim – Frente 2: 30/05/08 Estrada Nacional 221.6300-035 Guarda.Tel. (escritório) 271 238 367. Tel(pedreira) 271 979 029.Fax:271 238 837 [email protected] Contr. N.º 506 887 260 . Soc. por Quotas . Capital Social 300.000,00 Euros ESTRADAS DE PORTUGAL DIRECÇÃO DE ESTRADAS DA GUARDA Empreitada: “EN 229 – Beneficiação entre a Ponte do Abade (Cruzamento com a EN 226) e o Limite de Distrito (Viseu)” 3.5 – Equipamentos de Sinalização e Segurança Terminada a pavimentação, proceder-se-á à aplicação da sinalização vertical (sinais quadrangulares), horizontal (pré-marcação e pintura com tinta termoreflectora), assim como do equipamento de guiamento, balizagem e demarcação. 4 – Materiais Os materiais a utilizar serão os previstos no caderno de encargos e demais peças do projecto, sendo apenas aplicados após aprovação por parte da fiscalização. 5 – Higiene, Segurança e Saúde no Trabalho Antes do início a obra, proceder-se-á a elaboração do Plano de Segurança e Saúde específico para a mesma, com o respectivo estudo de sinalização provisória, plano de utilização de explosivos, e demais elementos, elaborados pelo técnico superior pertencente aos quadros da empresa, com o apoio da empresa INTERPREVE, LDA. Estrada Nacional 221.6300-035 Guarda.Tel. (escritório) 271 238 367. Tel(pedreira) 271 979 029.Fax:271 238 837 [email protected] Contr. N.º 506 887 260 . Soc. por Quotas . Capital Social 300.000,00 Euros ESTRADAS DE PORTUGAL DIRECÇÃO DE ESTRADAS DA GUARDA Empreitada: “EN 229 – Beneficiação entre a Ponte do Abade (Cruzamento com a EN 226) e o Limite de Distrito (Viseu)” Os métodos de execução serão genericamente os normais para este tipo de obras, tendo em consideração as normas internas de sinalização provisória estipuladas pela E.P. – Estradas de Portugal, E.P.E. Condições meteorológicas futuras, de espaço e valor poderão, todavia, alterar os pressupostos actualmente definidos e levar à sua reformulação. Em tudo o omisso nesta memória, seguir-se-ão as determinações do caderno de encargos, dos regulamentos e normas de construção em vigor, assim como as regras da arte. Guarda, 12 de Dezembro de 2007 O Sócio-Gerente __________________________ Estrada Nacional 221.6300-035 Guarda.Tel. (escritório) 271 238 367. Tel(pedreira) 271 979 029.Fax:271 238 837 [email protected] Contr. N.º 506 887 260 . Soc. por Quotas . Capital Social 300.000,00 Euros ESTRADAS DE PORTUGAL DIRECÇÃO DE ESTRADAS DA GUARDA Empreitada: “EN 229 – Beneficiação entre a Ponte do Abade (Cruzamento com a EN 226) e o Limite de Distrito (Viseu)” DECLARAÇÃO “João Tomé Saraiva – Sociedade de Construções, Lda”, contribuinte fiscal n.º 506887260, empreiteiros de Obras Públicas e Particulares, com sede em Estrada Nacional 221, 6300-035 Guarda, matriculada na Conservatória do Registo Comercial da Guarda com o n.º 2139, declaram, para os devidos efeitos que são possuidores do Alvará de Construção n.º 52201, a seguir descriminado. 1.ª Categoria – Edifícios e Património Construído Subcategorias 1 2 4 5 7 8 9 Classes 3 1 3 1 1 1 1 2.ª Categoria – Vias de Comunicação, Obras de Urbanização e Outras Infra-Estruturas Subcategorias 1 3 4 5 6 8 9 10 11 Classes 5 2 1 2 5 3 1 1 1 5.ª Categoria – Outros Trabalhos Subcategorias 1 2 4 6 7 9 10 11 12 Classes 4 4 1 1 3 1 1 1 1 Guarda, 12 de Dezembro de 2007 O Sócio-Gerente __________________________ Estrada Nacional 221.6300-035 Guarda.Tel. (escritório) 271 238 367. Tel(pedreira) 271 979 029.Fax:271 238 837 [email protected] Contr. N.º 506 887 260 . Soc. por Quotas . Capital Social 300.000,00 Euros ESTRADAS DE PORTUGAL, E.P.E. DIRECÇÃO DE ESTRADAS DA GUARDA Empreitada: “EN 229 – Beneficiação entre a Ponte do Abade (Cruzamento com a EN 226) e o Limite de Distrito (Viseu)” CONSTITUIÇÃO DE CADA EQUIPA EQUIPAMENTO ( * ) DESIGNAÇÃO / MODELO / QUANTIDADE PROPRIEDADE COEF. REDUÇÃO MÃO-DE-OBRA ESTADO DE LOCAL CONSERVAÇÃO (IMOBILIZADO / SERVIÇO) C.av DISPONIBILIDADE C.cl RENDIMENTO RENDIMENTO TEÓRICO ÓPTIMO RENDIMENTO MÉDIO DIÁRIO DIÁRIO UTILIZADO (RTD) (ROD) (RMU) UNID. 1 - TERRAPLENAGEM LIMPEZA, REGULARIZAÇÃO E REPERFILAMENTO DE VALETAS (QUANTIDADE: 5800 m) Rectro Escavadora 1 J.T.S., Lda MUITO BOM Motoniveladora 1 J.T.S., Lda BOM Camião de 3 eixos - 12 m3 2 J.T.S., Lda BOM LIMPEZA, REGULARIZAÇÃO E REPERFILAMENTO DE BERMAS EXISTENTES (QUANTIDADE: 21350 m2) Distrito da Guarda Distrito da Guarda Distrito da Guarda Planeado Planeado Planeado Encarregado / Chefe de Equipa Manobrador/Motorista Servente 1 3 1 Rectro Escavadora Motoniveladora Camião de 3 eixos - 12 m3 Cilindro Vibrador de 6 Ton. Tractor com Tanque de água Distrito da Guarda Distrito da Guarda Distrito da Guarda Distrito da Guarda Planeado Planeado Planeado Planeado Encarregado / Chefe de Equipa Manobrador/Motorista Servente 1 1 2 1 1 J.T.S., Lda J.T.S., Lda J.T.S., Lda J.T.S., Lda MUITO BOM BOM BOM BOM 0,90 0,92 950 787 676 m/dia 1 3 1 0,90 0,92 950 787 765 m2/dia 2 - DRENAGEM VALETAS DE PLATAFORMA REVESTIDAS ( QUANTIDADE: 850 m ) Rectro Escavadora Motoniveladora Auto-Betoneira Máquina de Revestir Valetas Máquina de furação (Mig) Cilindro Vibrador de 6 Ton. Camião de 3 eixos - 12 m3 1 1 1 1 1 1 2 J.T.S., Lda J.T.S., Lda J.T.S., Lda J.T.S., Lda J.T.S., Lda J.T.S., Lda J.T.S., Lda MUITO BOM BOM BOM BOM MUITO BOM BOM BOM Distrito da Guarda Distrito da Guarda Distrito da Guarda Distrito da Guarda Distrito da Guarda Distrito da Guarda Distrito da Guarda Planeado Planeado Planeado Planeado Planeado Planeado Planeado Encarregado / Chefe de Equipa Manobrador/Motorista Pedreiro Servente 1 4 1 2 0,95 0,92 120 105 99 m/dia Distrito da Guarda Distrito da Guarda Distrito da Guarda Distrito da Guarda Distrito da Guarda Distrito da Guarda Planeado Planeado Planeado Planeado Planeado Planeado Encarregado / Chefe de Equipa Manobrador/Motorista Pedreiro Servente 1 4 1 2 0,95 0,92 70 61 56 m/dia Encarregado / Chefe de Equipa Manobrador/Motorista Asfaltador Servente 1 6 2 2 Regul. Regul. 100 83 24,68 ton/dia 0,90 0,92 Desgast Desgast 3600 2981 2498 m2/dia 0,90 0,92 0,90 0,92 3600 2981 2794 m2/dia 0,90 0,95 30 26 2 un/dia DRENOS DE REBAIXAMENTO DE NÍVEIS FREÁTICOS (QUANTIDADE: 500 m ) - ao km 52+000 Escavadora Giratória Compressor + Martelos Cilindro Vibrador de 6 Ton. Camião Grua Camião de 3 Eixos - 12 m3 Saltitão 1 1 1 1 2 1 J.T.S., Lda J.T.S., Lda J.T.S., Lda J.T.S., Lda J.T.S., Lda J.T.S., Lda BOM BOM BOM BOM BOM MUITO BOM 3 - PAVIMENTAÇÃO MISTURAS BETUMINOSAS ( REGULARIZAÇÃO - QUANTIDADE: 53 Ton ; DESGASTE - QUANTIDADE: 101900 m2 ) Carrinha de 7 lugares Pavimentadora Cilindro de 2 rolos de 6 Ton. Cilindro de Pneus Camião articulado - 18 m3 Camião de 3 eixos - 12 m3 Regador mecânico de emulsão Tractor+Tanque de àgua(Joper)+Vassoura Placa vibradora Serra de Corte de Pavimento 1 1 1 1 2 2 1 1 1 1 J.T.S., Lda J.T.S., Lda J.T.S., Lda J.T.S., Lda J.T.S., Lda J.T.S., Lda J.T.S., Lda J.T.S., Lda J.T.S., Lda J.T.S., Lda Central de Betuminosos 1 Chupas & Morrão S.A. MUITO BOM BOM BOM MUITO BOM BOM BOM BOM MUITO BOM BOM MUITO BOM Distrito da Guarda Distrito da Guarda Distrito da Guarda Distrito da Guarda Planeado Planeado Planeado Planeado Distrito da Guarda Distrito da Guarda Distrito da Guarda Distrito da Guarda Distrito da Guarda Planeado Planeado Planeado Planeado Planeado Distrito da Guarda Planeado Distrito da Guarda Distrito da Guarda Distrito da Guarda Distrito da Guarda Distrito da Guarda Planeado Planeado Planeado Planeado Planeado SELAGEM DE FISSURAS EM PAVIMENTOS DEGRADADOS (QUANTIDADE: 36000 m2 ) Carrinha de 7 lugares Tractor+Tanque de àgua(Joper)+Vassoura Cilindro de 2 rolos de 6 Ton. Carrinha com tanque de bet.selagem Placa vibradora 1 1 1 1 1 J.T.S., Lda J.T.S., Lda J.T.S., Lda J.T.S., Lda J.T.S., Lda MUITO BOM MUITO BOM BOM BOM BOM Encarregado / Chefe de Equipa Manobrador/Motorista Servente 1 3 1 5 - EQUIPAMENTOS DE SINALIZAÇÃO E SEGURANÇA SINALIZAÇÃO VERTICAL (SINAIS QUADRANGULARES - QUANTIDADE: 2 un) Carrinha de caixa aberta Bate Estacas Auto-Betoneira/Betoneira Placa Compactadora 1 1 1 1 J.T.S., Lda J.T.S., Lda J.T.S., Lda J.T.S., Lda BOM BOM BOM BOM Distrito da Guarda Distrito da Guarda Distrito da Guarda Distrito da Guarda Planeado Planeado Planeado Planeado Encarregado / Chefe de Equipa Técnico de Sinalização Pedreiro Ajudante 1 1 1 2 MARCAS RODOVIÁRIAS ( LONGITUDINAIS - QUANTIDADE: 32900 m ; TRANSVERSAIS - QUANTIDADE: 135 m2 ; OUTRAS ) Total dos Trabalhos - Subcontratado Empresa da 1 BOM Distrito da Guarda 1 especialidade a definir BOM Distrito da Guarda entre Trafiurbe, 1 MUITO BOM Distrito da Guarda Miranvias, ALGaspar, etc. EQUIPAMENTO DE GUIAMENTO, BALIZAGEM E DEMARCAÇÃO ( DELINEADORES / SINALIZADORES - QUANTIDADE:550 un ) Carrinha de caixa aberta Equipamento Móvel de Pintura em Pavimento Tractor com Vassoura Carrinha de caixa aberta Trado mecanico de furação em solo Auto Betoneira(1,5 m3) Planeado Planeado Planeado Encarregado / Chefe de Equipa Condutor / Manobrador Técnico de Sinalização 1 1 1 Ajudante 1 1 1 1 J.T.S., Lda J.T.S., Lda J.T.S., Lda BOM BOM BOM Distrito da Guarda Distrito da Guarda Distrito da Guarda Planeado Planeado Planeado Encarregado / Chefe de Equipa Pedreiro Condutor Ajudante 1 1 1 2 1 1 J.T.S., Lda J.T.S., Lda BOM BOM Distrito da Guarda Distrito da Guarda Planeado Planeado Encarregado / Chefe de Equipa Condutor Ajudante 1 1 1 Planeado Planeado Encarregado / Chefe de Equipa Condutor Pintor Ajudante 1 1 2 2 _ 0,90 0,95 35 30 28 un/dia _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ vg _ _ _ vg SINALIZAÇÃO TEMPORÁRIA Equipamento de Pintura e Sinalização Carrinha de caixa aberta LIMPEZA, PREPARAÇÃO E PINTURA DOS MARCOS HECTOMÉTRICOS, QUILOMÉTRICOS E MIRIAMÉTRICOS EXISTENTES Carrinha de caixa aberta Equipamento de pintura 1 1 J.T.S., Lda J.T.S., Lda BOM BOM Distrito da Guarda Distrito da Guarda 10 - DIVERSOS ARRANJO PAISAGÍSTICO DA ÁREA OCUPADA PELO ESTALEIRO APÓS DESMONTAGEM Rectro Escavadora de Pneus Equipamento de Limpeza Camião 1 1 1 J.T.S., Lda J.T.S., Lda J.T.S., Lda MUITO BOM BOM BOM Distrito da Guarda Distrito da Guarda Distrito da Guarda Planeado Planeado Planeado Chefe de Equipa Condutor / Manobrador Ajudante 1 1 2 1 2 1 1 1 J.T.S., Lda J.T.S., Lda J.T.S., Lda J.T.S., Lda J.T.S., Lda BOM MUITO BOM MUITO BOM MUITO BOM MUITO BOM Distrito da Guarda Distrito da Guarda Distrito da Guarda Distrito da Guarda Distrito da Guarda Planeado Planeado Planeado Planeado Planeado Director de Obra Técnico de Segurança Técnico de Qualidade Encarregado Geral Técnico de Topografia 1 1 1 1 1 ESTALEIRO Carro Ligeiro Carrinha de 7 lugares Contentor Escritório / Fiscalização Contentor Ferramentaria Contentor Sanitários _ _ ( * ) Todas as Máquinas e Equipamentos a utilizar na obra no decorrer da empreitada estarão na posse da JOÃO TOMÉ SARAIVA - SOCIEDADE DE CONSTRUÇÕES, LDA à data da apresentação da proposta. Guarda, 12 de Dezembro de 2007 O Sócio - Gerente _________________________________ ESTRADAS DE PORTUGAL, E.P.E. DIRECÇÃO DE ESTRADAS DA GUARDA Empreitada: “EN 229 – Beneficiação entre a Ponte do Abade (Cruzamento com a EN 226) e o Limite de Distrito (Viseu)” PLANO DE PAGAMENTOS 180 DIAS ARTIGO 1 - Terraplenagem 2 - Drenagem 3 - Pavimentação 5 - Equipamentos de Sinalização e Segurança 10 - Diversos TOTAIS TOTAIS ACUMULADOS Mar (31 dias) Abr (61 dias) Mai (92 dias) Jun (122 dias) Jul (153 dias) Ago (180 dias) TOTAL 0,00 € 543,00 € 5.701,50 € 7.330,50 € 0,00 € 0,00 € 13.575,00 € 0,00% 4,00% 42,00% 54,00% 0,00% 0,00% 100,00% 0,00 € 0,00 € 9.761,00 € 12.939,00 € 0,00 € 0,00 € 22.700,00 € 0,00% 0,00% 43,00% 57,00% 0,00% 0,00% 100,00% 83.968,52 € 154.678,86 € 203.292,22 € 0,00 € 0,00 € 0,00 € 441.939,60 € 19,00% 35,00% 46,00% 0,00% 0,00% 0,00% 100,00% 635,40 € 635,40 € 635,40 € 12.707,90 € 29.863,57 € 19.061,85 € 63.539,50 € 1,00% 1,00% 1,00% 20,00% 47,00% 30,00% 100,00% 3.120,00 € 0,00 € 0,00 € 0,00 € 0,00 € 3.380,00 € 6.500,00 € 48,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 52,00% 100,00% 87.723,92 € 16,00% 87.723,92 € 16,00% 155.857,26 € 28,43% 243.581,17 € 44,43% 219.390,11 € 40,02% 462.971,29 € 84,44% 32.977,40 € 6,01% 495.948,69 € 90,46% 29.863,57 € 5,45% 525.812,25 € 95,91% 22.441,85 € 4,09% 548.254,10 € 100,00% 548.254,10 € 100,00% Plano de Pagamentos 120,00% 45,00% 40,00% % Mensal 80,00% 30,00% 25,00% 60,00% 20,00% 40,00% 15,00% 10,00% 20,00% 5,00% 0,00% 0,00% Mar Abr Mai Jun Jul Ago % Mensal Meses Mar Guarda, 12 de Dezembro de 2007 O Sócio - Gerente _________________________________ % Acumulado 100,00% 35,00% Abr Mai Jun Jul % Acumulado Ago ESTRADAS DE PORTUGAL, E.P.E. DIRECÇÃO DE ESTRADAS DA GUARDA Empreitada: “EN 229 – Beneficiação entre a Ponte do Abade (Cruzamento com a EN 226) e o Limite de Distrito (Viseu)” 180 DIAS Plano de Equipamento Mar (31 dias) Abr (61 dias) Mai (92 dias) Jun (122 dias) Jul (153 dias) Ago (180 dias) 1 - TERRAPLENAGEM EQUIPA 1 Rectro Escavadora Motoniveladora Camião de 3 eixos - 12 m3 EQUIPA 2 Rectro Escavadora Motoniveladora Camião de 3 eixos - 12 m3 Cilindro Vibrador de 6 Ton. Tractor+Tanque de àgua(Joper) LIMPEZA, REGULARIZAÇÃO E REPERFILAMENTO DE VALETAS 1 1 1 1 1 1 2 2 2 LIMPEZA, REGULARIZAÇÃO E REPERFILAMENTO DE BERMAS EXISTENTES 1 1 1 1 1 1 2 2 2 1 1 1 1 1 1 2 - DRENAGEM EQUIPA 3 Rectro Escavadora Motoniveladora Auto-Betoneira Máquina de Revestir Valetas Máquina de furação(Mig) Cilindro Vibrador de 6 Ton. Camião de 3 eixos - 12 m3 EQUIPA 4 Escavadora Giratória Compressor + Martelos Cilindro Vibrador de 6 Ton. Camião Grua Camião de 3 eixos - 12 m3 Saltitão VALETAS DE PLATAFORMA REVESTIDAS EQUIPA 5 Carrinha de 7 lugares Pavimentadora Cilindro de 2 rolos de 6 Ton. Cilindro de Pneus Camião articulado - 18 m3 Camião de 3 eixos - 12 m3 Regador mecânico de emulsão Tractor+Tanque de àgua(Joper)+Vassoura Serra de Corte de Pavimento Placa vibradora EQUIPA 6 Carrinha de 7 lugares Tractor+Tanque de àgua(Joper)+Vassoura Cilindro de 2 rolos de 6 Ton. Carrinha com tanque de bet.selagem Placa vibradora MISTURAS BETUMINOSAS 1 1 1 1 1 1 1 1 2 2 2 2 1 1 1 1 1 1 1 1 SELAGEM DE FISSURAS EM PAVIMENTOS 1 1 1 1 1 1 2 2 1 1 EQUIPA 7 Carrinha de caixa aberta Bate Estacas Auto-Betoneira/Betoneira Placa Compactadora EQUIPA 8 Carrinha de caixa aberta Equipamento Móvel para Pintura em Pavimento Tractor com Vassoura SINALIZAÇÃO VERTICAL EQUIPA 9 Carrinha de caixa aberta Trado mecânico de furação em solo Auto Betoneira (1,5 m3) EQUIPA 10 Carrinha de caixa aberta Equipamento de pintura EQUIPAMENTO DE GUIAMENTO, BALIZAGEM E DEMARCAÇÃO 1 1 1 1 1 1 2 DRENOS DE REBAIXAMENTO DE NÍVEIS FREÁTICOS 1 1 1 1 2 1 3 - PAVIMENTAÇÃO 1 1 1 1 1 1 2 1 1 1 1 2 2 1 1 1 1 DEGRADADOS 5 - EQUIPAMENTOS DE SINALIZAÇÃO E SEGURANÇA 1 1 1 1 MARCAS RODOVIÁRIAS 1 1 1 1 1 1 LIMPEZA, PREPARAÇÃO E PINTURA DOS MARCOS EXISTENTES 1 1 1 1 10 - DIVERSOS EQUIPA 11 Rectro Escavadora de Pneus Equipamento de Limpeza Camião ESTALEIRO Carro ligeiro Carrinha de 7 lugares Contentor Escritório Contentor Ferramentaria Contentor Sanitários 1 1 1 TOTAL Guarda, 12 de Dezembro de 2007 O Sócio - Gerente _________________________________ 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 28 28 30 25 5 5 Concursos de Obras Públicas e Orçamentação V Resumo do trabalho desenvolvido ao longo do estágio O estágio foi realizado ao abrigo do protocolo estabelecido entre a Escola Superior de Tecnologia e Gestão (ESTG) do Instituto Politécnico da Guarda (IPG) e a Associação Nacional dos Engenheiros Técnicos (ANET), segundo o qual se faz integrar o estágio curricular do curso de Engenharia Civil, ministrado pela ESTG, no estágio profissional exigido pela ANET, implicando uma duração de seis meses para a realização do referido estágio. No primeiro contacto estabelecido com a empresa, foram definidos os objectivos do estágio e foi estabelecido que se realizariam, maioritariamente, trabalhos de gabinete e, pontualmente, trabalhos de acompanhamento de obras. Dada a pretensão da empresa em concorrer a um maior número de concursos de obras públicas, associada à escassez de técnicos no sector de orçamentação e elaboração de propostas, ficou acordado que seria nesta área que o estágio iria desenvolver-se, como, de facto, veio a acontecer. Desde o primeiro momento foi iniciado todo um processo de integração e adaptação ao local de trabalho, o que permitiu um primeiro contacto com a realidade das actividades desenvolvidas pela empresa, os meios disponíveis e o desenvolvimento das relações profissionais, assim como uma primeira percepção das limitações e dificuldades que, inevitavelmente, surgem no decorrer da normal laboração de uma empresa de construção civil e obras públicas. Nos dias subsequentes, foi efectuada uma visita à pedreira, propriedade da empresa, para que fossem apreendidos alguns conhecimentos práticos relativos à produção de inertes, tendo sido, ainda, realizadas algumas visitas a diversas obras em fase de execução, com a finalidade de constatar, no local, quer a natureza dos trabalhos a decorrer e os respectivos processos construtivos, quer os meios humanos e materiais empregues na execução dos mesmos. Durante o período de estágio foram elaboradas dezassete propostas para concursos de obras públicas e realizados os respectivos orçamentos. Foi, ainda, possível estar presente e intervir em três actos públicos, conforme referido no Capítulo I deste relatório. ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio VI Concursos de Obras Públicas e Orçamentação Índice Geral Ficha de Identificação ………………………………………………………………………………… I Dedicatória ……………………………………………………………………………………………….. II Agradecimentos …………………………………………………………………………………………. III Plano de estágio ………………………………………………………………………………………… IV Resumo do trabalho desenvolvido ao longo do estágio ………………………………….. V Índice Geral ………………………………………………………………………………………………. VI Índice de Figuras ……………………………………………………………………………………….. X Índice de Quadros ……………………………………………………………………………………… XI CAPÍTULO I – Introdução …………………………………………………………………………… 1 CAPÍTULO II – Apresentação e caracterização sumária da empresa ………………… 7 2.1 – Apresentação ………………………………………………………………………………… 8 2.2 – Localização geográfica …………………………………………………………………… 10 2.3 – Organograma ……………………………………………………………………………….. 11 2.4 – Meios humanos e materiais ……………………………………………………………. 12 2.5 – Obras em execução e obras executadas ………………………………………….. 15 CAPÍTULO III – Elaboração de propostas para concursos de obras públicas ……. 19 3.1 – Introdução ……………………………………………………………………………………. 20 3.2 – Disposições gerais …………………………………………………………………………. 20 3.2.1 – Legislação aplicável ………………………………………………………………… 20 3.2.2 – Obras públicas ……………………………………………………………………….. 21 3.2.3 – Empreitada de obras públicas ………………………………………………….. 21 3.2.4 – Concessão de obras públicas …………………………………………………… 21 3.3 – Procedimentos e formalidades de um concurso ………………………………… 22 3.3.1 – Fases de um concurso …………………………………………………………….. 22 3.3.2 – Tipo de procedimento …………………………………………………………….. 22 3.3.3 – Conhecimento do concurso ……………………………………………………… 23 3.3.4 – Selecção do concurso ……………………………………………………………… 24 3.3.5 – Pedido e aquisição do processo de concurso ……………………………… 25 3.4 – Análise do processo de concurso …………………………………………………….. 25 3.4.1 – Peças patenteadas no concurso ……………………………………………….. 25 3.4.2 – Projecto …………………………………………………………………………………. 26 ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio Concursos de Obras Públicas e Orçamentação VII 3.4.3 – Programa de concurso ……………………………………………………………. 27 3.4.3.1 – Objectivo ………………………………………………………………………… 27 3.4.3.2 – Designação da empreitada e consulta do processo ……………… 28 3.4.3.3 – Reclamações ou dúvidas sobre as peças patenteadas no concurso ………………………………………………………………………… 28 3.4.3.4 – Inspecção do local dos trabalhos ………………………………………. 29 3.4.3.5 – Entrega das propostas ……………………………………………………… 30 3.4.3.6 – Acto público do concurso ………………………………………………….. 30 3.4.3.7 – Admissão dos concorrentes ………………………………………………. 31 3.4.3.8 – Idoneidade dos concorrentes ……………………………………………. 31 3.4.3.9 – Concorrência …………………………………………………………………… 32 3.4.3.10 – Modalidade jurídica de associação de empresas ……………….. 32 3.4.3.11 – Tipo de empreitada e forma da proposta …………………………. 32 3.4.3.12 – Proposta condicionada ……………………………………………………. 34 3.4.3.13 – Proposta com variante ao projecto ………………………………….. 34 3.4.3.14 – Proposta base ……………………………………………………………….. 35 3.4.3.15 – Valor para efeito de concurso ………………………………………….. 35 3.4.3.16 – Documentos de habilitação dos concorrentes ……………………. 37 3.4.3.17 – Documentos que instruem a proposta ……………………………… 37 3.4.3.18 – Modo de apresentação dos documentos de habilitação dos concorrentes e dos documentos que instruem a proposta …… 37 3.4.3.19 – Prazo de validade da proposta ………………………………………… 37 3.4.3.20 – Qualificação dos concorrentes …………………………………………. 38 3.4.3.21 – Esclarecimento a prestar pelos concorrentes …………………….. 39 3.4.3.22 – Critério de adjudicação das propostas ……………………………… 39 3.4.3.23 – Audiência prévia ……………………………………………………………. 40 3.4.3.24 – Minuta do contrato, notificação, adjudicação e caução ………. 40 3.4.3.25 – Encargos do concorrente ………………………………………………… 40 3.4.3.26 – Legislação aplicável ………………………………………………………… 41 3.4.3.27 – Fornecimento de exemplares do processo ………………………… 41 3.4.4 – Caderno de encargos ………………………………………………………………. 41 3.4.4.1 – Disposições gerais ……………………………………………………………. 41 3.4.4.2 – Caderno de encargos – Cláusulas gerais …………………………….. 42 ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio Concursos de Obras Públicas e Orçamentação VIII 3.4.4.3 – Caderno de encargos – Cláusulas específicas ……………………… 55 3.4.4 – Plano de segurança e saúde ……………………………………………………. 61 3.5 – Elaboração da proposta …………………………………………………………………. 62 3.5.1 – Introdução …………………………………………………………………………….. 62 3.5.2 - «Documentos» - Documentos de habilitação dos concorrentes ……. 62 3.5.3 - «Proposta» - Documentos que instruem a proposta ……………………. 64 3.5.3.1 – Instrução da proposta ……………………………………………………… 64 3.5.3.2 – Nota justificativa do preço proposto ………………………………….. 64 3.5.3.3 – Lista de preços unitários …………………………………………………… 65 3.5.3.4 – Programa de trabalhos …………………………………………………….. 66 3.5.3.5 – Plano de pagamentos ………………………………………………………. 68 3.5.3.6 – Memória justificativa e descritiva ………………………………………. 69 3.5.3.7 – Declaração relativa às subcategorias …………………………………. 70 CAPÍTULO IV – Orçamentação ……………………………………………………………………. 72 4.1 – Introdução ……………………………………………………………………………………. 73 4.2 – Estrutura de custos ……………………………………………………………………….. 73 4.2.1 – Conceito e representação da estrutura de custos ………………………. 73 4.2.2 – Custos directos ………………………………………………………………………. 75 4.2.3 – Composição de custos directos ………………………………………………… 75 4.2.3.1 – Mão-de-obra ……………………………………………………………………. 75 4.2.3.2 – Materiais …………………………………………………………………………. 76 4.2.3.3 – Equipamentos …………………………………………………………………. 77 4.2.4 – Custos de estaleiro …………………………………………………………………. 79 4.2.5 – Custos indirectos ……………………………………………………………………. 80 4.2.6 – Margem de lucro e risco ………………………………………………………….. 80 CAPÍTULO V – Fecho e entrega da proposta …………………………………………………. 81 5.1 – Forma de apresentação dos documentos e da proposta ……………………. 82 5.2 – Entrega da proposta ………………………………………………………………………. 83 CAPÍTULO VI – Abertura das propostas e notificação dos resultados ………………. 84 6.1 – Acto público de abertura das propostas …………………………………………… 85 6.2 – Notificação do resultado da análise das propostas ……………………………. 87 CAPÍTULO VII – Código dos contratos públicos …………………………………………….. 89 ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio Concursos de Obras Públicas e Orçamentação IX 7.1 – Introdução ……………………………………………………………………………………. 90 7.2 – Plataformas electrónicas e portal dos contratos públicos …………………… 91 7.3 – Enquadramento geral das regras da contratação pública …………………… 92 7.3.1 – Aplicabilidade das regras da contratação pública ……………………….. 92 7.3.2 – Procedimentos pré-contratuais ………………………………………………… 93 7.3.2.1 – Tipos de procedimentos ……………………………………………………. 93 7.3.2.2 – Ajuste directo ………………………………………………………………….. 93 7.3.2.3 – Concurso público ……………………………………………………………… 94 7.3.2.4 – Concurso limitado por prévia qualificação …………………………… 95 7.3.2.5 – Procedimento de negociação …………………………………………….. 96 7.3.2.6 – Diálogo concorrencial ………………………………………………………. 96 7.3.3 – Publicação dos anúncios dos procedimentos ……………………………… 97 7.3.4 – Peças dos procedimentos ………………………………………………………… 97 7.3.4.1 – Tipos de peças ………………………………………………………………… 97 7.3.4.2 – Programa do procedimento ………………………………………………. 98 7.3.4.3 – Caderno de encargos ……………………………………………………….. 98 7.3.5 – Obtenção das peças dos procedimentos ……………………………………. 98 7.3.6 – Prestação de esclarecimentos sobre as peças do procedimento …… 99 7.3.7 – Preço base …………………………………………………………………………….. 99 7.3.8 – Documentos de habilitação ……………………………………………………… 99 7.3.9 – Proposta e documentos da proposta ………………………………………… 100 7.3.10 – Apresentação de propostas ……………………………………………………. 101 7.3.11 – Análise das propostas ……………………………………………………………. 101 7.3.12 – Preço anormalmente baixo …………………………………………………….. 101 7.3.13 – Critério de adjudicação ………………………………………………………….. 102 7.3.14 – Acto público dos procedimentos ……………………………………………… 102 7.3.15 – Consulta da lista de concorrentes e das propostas dos concorrentes ………………………………………………………………………… 103 7.3.16 – Audiência prévia …………………………………………………………………… 103 CAPÍTULO VIII – Conclusão ………………………………………………………………………… 104 Bibliografia ………………………………………………………………………………………………… 106 Anexos ……………………………………………………………………………………………………… 107 ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio X Concursos de Obras Públicas e Orçamentação Índice de Figuras Figura 1 – Logótipo da empresa ………………………………………………………………….. 8 Figura 2 – Sede da empresa ……………………………………………………………………….. 9 Figura 3 – Estaleiro central …………………………………………………………………………. 9 Figura 4 – Pedreira …………………………………………………………………………………….. 9 Figura 5 – Localização geográfica da sede da empresa e da pedreira ……………… 10 Figura 6 – Organograma da empresa …………………………………………………………… 11 Figura 7 – Estrutura de custos …………………………………………………………………….. 74 Figura 8 – Folha de orçamento ……………………………………………………………………. 79 ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio Concursos de Obras Públicas e Orçamentação XI Índice de Quadros Quadro 1 – Relação dos quadros da empresa ………………………………………………. 12 Quadro 2 – Encarregados e operários especializados …………………………………….. 12 Quadro 3 – Relação de meios mecânicos ……………………………………………………… 13 Quadro 4 – Relação de viaturas …………………………………………………………………… 15 Quadro 5 – Obras em execução durante o período de estágio ………………………… 16 Quadro 6 – Obras executadas …………………………………………………………………….. 17 Quadro 7 – Custo unitário e custo total de uma tarefa …………………………………… 65 ______________________________________________________________________________________ IPG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Departamento de Engenharia Civil Relatório de Estágio