103b ABORDAGEM COMPORTAMENTAL NO PROCESSO DE TOMADA DE DECISÃO DE INVESTIMENTO Paulo Jorge Fonseca Campos Investidor– Portugal Luís Pereira Gomes Docente Equiparado a Assistente Área Científica de Gestão ISCAP - Instituto Superior de Contabilidade e Administração do Porto ÁREA TEMÁTICA: B) Avaliação e Finanças PALAVRAS-CHAVE: Abordagem Comportamental, Finanças Comportamentais, Comportamento do Investidor, Ambiente de Investimento. Área Temática: Valoración y Finanzas. PALABRAS-CLAVE: Enfoque del Comportamiento, Finanzas Comportamentales, Comportamiento del Inversor, Clima de Inversión. SUBJECT AREA: Assessment and Finance. KEY-WORDS: Behavioural Approach, Behavioural Finance, Investor Behaviour, Investment Environment. INFLUÊNCIAS COMPORTAMENTAIS NA TOMADA DE DECISÃO DE INVESTIMENTO RESUMO O artigo salienta a influência dos aspectos comportamentais na tomada da decisão e sugere os que devem ser afastados e os que devem ser considerados para melhorar os resultados de investimento. Os aspectos psicológicos (componente humana e de mercado) devem ser considerados para melhorar o desempenho da actividade dos traders, chamando-se à atenção para a personalidade do investidor e para o sentimento presente nos mercados financeiros. O artigo recorre a um estudo de caso para testar a hipótese de que a evolução das cotações nos mercados é influenciada por um processo de decisão permeável ao efeito comportamental dos investidores. A evidência sugere que existe influência comportamental, especialmente nos momentos de abertura e de fecho dos mercados. RESUMEN El artículo pone de relieve la influencia de los aspectos de comportamiento en la decisión y sugiere que deben ser retirados y que deben ser considerados para mejorar los resultados de inversión. Los aspectos psicológicos (componente humano y de mercado) deben ser considerados para mejorar el desempeño de las actividades de los comerciantes, llamando la atención sobre la personalidad del inversionista y el sentimiento presente en los mercados financieros. El artículo utiliza un estudio de caso para probar la hipótesis de que la evolución de los precios de mercado está influenciado por un proceso de toma de permeabilidad efecto en el comportamiento de los inversores. La evidencia sugiere que no es influir en el comportamiento, especialmente en tiempos de apertura y cierre de los mercados. ABSTRACT The article highlights the influence of behavioral aspects in the decision and suggests who should be removed and that should be considered to improve investment results. The psychological aspects (human component and market) should be considered to improve the performance of the activities of traders, calling attention to the personality of the investor and the present feeling in financial markets. The article uses a case study to test the hypothesis that the evolution of market prices is influenced by a process of decisionpermeable behavioral effect of investors. The evidence suggests that there is influence behavior, especially in times of opening and closing of markets. 1. INTRODUÇÃO Os preços dos activos financeiros reflectem toda a informação disponível que possa influenciar as expectativas dos investidores, bem como condicionantes psicológicas e a confiança. A determinação do sentido da flutuação da cotação dos títulos é apoiada, essencialmente, por via da análise técnica e da análise fundamental. Contudo, existem aspectos comportamentais que podem influenciar as decisões, derivando numa abordagem comportamental sobre o investidor e numa abordagem comportamental sobre o mercado. Na primeira abordagem salientam-se alguns aspectos emocionais e na segunda abordagem destacam-se alguns aspectos relacionados com os mercados financeiros. O trading é um conceito simples, mas o plano de trading pode ser influenciado pelo comportamento humano, principalmente quando existe dificuldade em compreender os aspectos psicológicos que influenciam a decisão ou quando não existe a disciplina necessária para actuar nos mercados financeiros. Em termos simples, a abordagem comportamental consiste na avaliação efectuada pelo trader aos diversos activos e mercados financeiros, considerando as possíveis influências dos factores psicológicos e emocionais sobre as decisões de investimento. Esta perspectiva determina a incorporação da psicologia no processo da tomada de decisão. Conclui-se que o sucesso dos investimentos realizados nos mercados financeiros ultrapassa as competências dos agentes no domínio da análise técnica e da análise fundamental, dependendo, em grande parte, da psicologia humana. Conforme refere Robert Schiller, a cotação dos activos financeiros exibe demasiada variabilidade para que possa ser explicada simplesmente pela teoria da eficiência do mercado, e, deste modo, deve atender-se aos aspectos comportamentais e psicológicas de grupo no seu real processo de determinação (Matos (2008, p. 277)). No capítulo segundo deste artigo procede-se à abordagem comportamental na perspectiva do trader e no terceiro capítulo à abordagem comportamental na perspectiva do mercado. O capítulo quarto capítulo apresenta-se um estudo de caso, detalhado em três abordagens e no último capítulo conclui-se com as notas finais. 2. ABORDAGEM COMPORTAMENTAL NA PERSPECTIVA DO TRADER A base de mercado é formada por um conjunto de indivíduos e sociedades que transaccionam, a preços determinados, activos financeiros entre si. Neste contexto de negociação estão presentes sentimentos humanos. No intuito de determinar o sentido da flutuação da cotação (bull ou bear) os intervenientes recorrem à análise técnica e à análise fundamental, entregando-se aos mais frios cálculos, mas, frequentemente, também seguem os seus impulsos emocionais. Atendendo ao confronto entre o aspecto racional e o aspecto emocional torna-se útil identificar os sentimentos com propensão para influenciar as decisões de investimento, de forma a afastá-los do processo. Na medida em que existem aspectos comportamentais que podem influenciar a tomada de decisão, importa que o investidor se conheça a si próprio antes de iniciar a actividade. O mais importante diz respeito à sua educação, isto é, o investimento no “Capital Humano” em termos da necessidade de evoluir constantemente. Conforme refere Lakhani, a maior parte dos investidores utiliza as mesmas ferramentas, os mesmos gráficos e os mesmos research. Dito isto, por que razão mais de 90% dos traders não tem sucesso na sua actividade? Verifica-se que o único factor que difere de indivíduo para indivíduo é a componente emocional, e os perdedores são, geralmente, influenciados pelos seus impulsos no momento da tomada da decisão. 2.1 Capacidade de Reacção do Trader à Informação Nova O ideal seria que a capacidade de reacção do trader aos dados novos que chegam ao mercado fosse a mesma, quer estivesse numa posição perdedora, quer estivesse numa posição ganhadora. Quando numa posição perdedora surge nova informação que indique um movimento inverso ao desejado deve-se desfazer dessa posição. Todavia, frequentemente, razões emocionais mantêm o investidor nessa posição na expectativa de que se torne ganhadora. Por isso, deve sustentar a decisão em circunstâncias objectivas isentas de cargas emocionais e intuitivas que podem constituir o seu principal inimigo. Efectivamente, o comportamento do trader pode ser influenciado por aspectos psicológicos que, porventura, distorcem a identificação e a percepção dos factos. Rodrigues (2010, 31 de Julho) salienta que “a psicologia é fundamental para a prática financeira e os melhores consultores financeiros não lidam sobretudo com números, lidam com inteligência emocional”. Por outro lado, Owens (2004, p. 12) também salienta que “emotion, or lack of discipline, is the greatest enemy of every trader. This is so true that one could argue that discipline is a more precious trading commodity than capital itself, since capital can only be sustained with discipline. (…) Emotion causes the trader to act irrationally when large moves occur. Emotion causes the trader to apply his trading system inconsistently”. 2.2 Sentimentos de Medo e de Ganância As oscilações significativas nos preços dos activos financeiros tendem a provocar efeitos psicológicos acentuados nos intervenientes dos mercados. Quando se regista no sentido favorável ficam iludidos (surgindo um sentimento de ganância) e quando se regista no sentido desfavorável entram em pânico. Por outro lado, quando perdem uma oportunidade flagrante de ganhar sentem-se frustrados por não terem executado a decisão, e tal estado pode motivá-los a sobrestimar oportunidades idênticas, conduzindoos por negócios com perdas. Efectivamente, existem factores de ordem emocional que podem levar a decisões pouco fundamentadas e sem consciência do risco. O autor Mosca (2009, p. 7) salienta que as pessoas não são avessas ao risco, mas sim a perdas, porquanto o sentimento negativo associado a uma perda é superior ao sentimento positivo associado a um ganho na mesma proporção. Esta desigualdade de sentimentos em cenários opostos tende a influenciar o processo de tomada de decisão e a subestimar boas oportunidades de negócios. Por outro lado, “the basic problem is that the trader is not looking at the market as is, but through the lenses of his own expectations about it and further using is favourite indicator to reinforce those ideas instead of looking at the bigger picture. The trade is focusing more on money than on the market”1. No âmbito da negociação nos mercados financeiros existe a possibilidade de perda 1 <http://forexhiddensecret.com/forex_trading_strategies.pdf> (arquivo consultado em 23/07/2010) pronunciada do capital investido, bem como a de ganhos elevados, que condicionam os investidores a depender mais dos seus sentimentos de medo e de ganância. Matos (2008, p. 65) refere que “a visão de enriquecimento rápido oblitera a inteligência e a ganância é um motivador muito forte”. Consequentemente, os intervenientes devem avaliar com calma e com sensatez cada decisão, baseando-se no conhecimento das circunstâncias que caracterizam o mercado no momento e na consciência dos seguintes pressupostos básicos (Silva (2009, pp. 162-165)): (1) saber que tudo pode acontecer, (2) definir limites de perdas e de ganhos, (3) compreender que cada momento no mercado é único, (4) construir a autoconfiança necessária, (5) possuir autodisciplina, (6) agir sem hesitação, (7) evitar deixar-se levar pela emoção e (8) conhecer a sua resistência ao stress. 2.3 Aperfeiçoamento da Autodisciplina Conforme salienta Peixoto (2000, p. 29), “um investidor que detém uma posição no mercado passa por inúmeras sensações. Quando o preço evolui favoravelmente, para além dos benefícios monetários, sentirá conforto, autoconfiança e prazer; sempre que o preço evoluir desfavoravelmente experimentará frustração, incerteza, medo e desespero”. Reconhece-se que a forma de actuação dos traders, nomeadamente, dos indivíduos, das sociedades financeiras e dos bancos, fica muitas vezes exposta ao sentimento de pânico, mesmo considerando a existência de um raciocínio lógico do investidor sensato. Conforme se referiu, para se seguir o sucesso importa compreender o sentimento psicológico geral que caracteriza o mercado e agir em concordância, impondo-se o estabelecimento de regras e o aperfeiçoamento da disciplina como forma de vencer as emoções e as intuições, considerando: • autocontrole – “alguns indivíduos não apresentam total controle sobre as suas decisões de investimento, não resistindo, por exemplo, às tentações...” (Lintz (2004, p. 228)). No mercado proliferam situações em que o investidor não se apercebe que os impulsos emocionais condicionam a sua acção, acabando por agir de forma irracional. “O resultado da química das nossas hormonas do stresse no cérebro é conhecido: entra-se em pânico e vende-se” ((Rodrigues (2010, 31 de Julho)); • excesso de confiança – ocorre das decisões passadas terem alcançado sucesso por mera sorte, determinando que o investidor torne a agir da mesma maneira. No caso de perdas, por vezes não assume o erro e justifica-se com factores macroeconómicos aleatórios e com movimentos errados do mercado. Consequentemente, tende a acreditar que é capaz de prever os movimentos de mercado sem levar em conta a incerteza que existe no processo de decisão de investimento. Os “indivíduos superestimam a precisão e a eficácia das suas análises e conhecimentos” (Lintz (2004, p. 229)); • optimismo exagerado – o investidor sobrevaloriza as suas capacidades de conseguir ganhar mais e acaba por não o conseguir; • aversão à ambiguidade – associa-se à expectativa do que poderá, ou não, acontecer e que influencia o processo de decisão, na medida em que, perante acontecimentos incertos, o investidor poderá ter a percepção de certezas erradas. Pode levar à tomada de decisões de investimento incorrectas, tais como manterse demasiado tempo numa posição; • aversão à perda – relaciona-se com o sentimento derivado de perdas avultadas, sendo o sofrimento de perda superior à satisfação do ganho. Assim, normalmente, o investidor tende a fechar mais depressa uma posição com ganho do que uma posição negativa, mantendo-a até que volte para terreno positivo, embora muitas vezes não aconteça e se eleve o dano. “Muita gente fica altamente tensa face a perdas e arriscará ainda mais nessas situações para recuperar essas perdas” (Rodrigues (2010, 31 de Julho)); • excesso de informação tratada – existem muitos endereços electrónicos, redes sociais e instituições que disponibilizam notícias e estratégias de negociação com capacidade para influenciar as decisões dos investidores emocionalmente vulneráveis. • ilusão monetária / ganância –. a visão do enriquecimento rápido é um catalisador muito forte que acaba por diluir o pensamento racional. Esta ilusão pode constituir uma das principais causas de sobre-investimento para quem negoceia nos mercados financeiros. Não obstante a dificuldade “natural” que o ser humano experimenta em assumir que errou, deve questionar-se sobre qual a razão que o levou a tomar uma decisão incorrecta, no sentido de melhorar as suas opções e de afastar o sentimento negativo que poderá subsistir no processo de decisão. Na perspectiva de Lakhani, o trader de sucesso possui, por regra, as seguintes características básicas: (1) disciplina, (2) confiança, (3) paciência, e (4) persistência. 2.4. Plano de Trading Nos mercados financeiros de cotações muito voláteis, em que as emoções tendem a ficar à “flor da pele”, é importante que o investidor seja disciplinado no concernente ao seguimento do plano de trading e ao seu ajustamento sempre que seja oportuno. Quanto mais se envolve nos mercados financeiros mais se aprende sobre as suas reacções, mais eficazes se tornam as decisões e, consequentemente, diminui a insegurança no processo de decisão. A confiança vai surgindo com a melhoria da performance e com a eliminação das emoções de impacto negativo na negociação. Conforme refere Silva (2009, p. 162), “um investidor de sucesso, tal como um trader, tem obrigatoriamente que possuir regras rígidas, não podendo deixar-se levar pela emoção de um momento ou pela paixão por uma acção. Existem factores básicos a ter em conta e sobre os quais um trader tem que assentar a sua investida no mercado”. Para actuar num mercado financeiro, um trader deve definir o seu perfil de actuação, testar os seus modelos de negociação e estudar os mercados. Antes de implementar o modelo de negociação deve ser testado o plano, com vista a determinar a sua probabilidade de sucesso. Importa, ainda, documentar por escrito o plano de negociação e todos os seus raciocínios, para que seja mais difícil desviar-se dos objectivos. Não sendo possível controlar o mercado, pode prever-se a flutuação futura da cotação em função de um plano de trading adequado. Um plano de trading baseia-se num conjunto de regras relacionadas com a negociação nos mercados financeiros, visando a construção de uma matriz de decisão e devendo responder a questões pertinentes de forma precisa. Este instrumento tem vocação para monitorizar e avaliar o desempenho da actividade, permitindo minimizar o stress e eliminar as emoções presentes na negociação. O plano não garante o sucesso, mas reduz o nível de probabilidade de realizar maus negócios, na medida em que um trader sem plano tende a confiar nas suas intuições e nos seus palpites, submetendo a racionalidade às emoções no momento da decisão de investimento. Assim, um plano de trading bem estruturado deve ter como referências: • • • • • • • • • definir as estratégias de negociação, definir estratégias de saída do mercado, reconhecer o que influência as suas decisões, saber como controlar os impulsos emocionais na negociação, listar os pontos fortes e os pontos fracos de negociação, estabelecer metas alcançáveis e actualizá-las sistematicamente de acordo com o sentimento do mercado, identificar as informações necessárias e as respectivas fontes, ter sempre presente que a disciplina é fundamental: No signal – No trade, cumprir uma rotina diária: ? verificar os gráficos e analisá-los, ? verificar o calendário económico, ? tender à divulgação de dados fundamentais, ? antecipar cenários relativamente ao possível momento de entrada / saída do mercado. 3. ABORDAGEM COMPORTAMENTAL NA PERSPECTIVA DO MERCADO “Os mercados não são simplesmente reflexos da economia, mas a combinação de confiança, medo e sonhos de todos os participantes” (Chaves e Rocha (2004, p. 5)). O desempenho do mercado é o resultado do comportamento de um conjunto alargado de investidores, reflectindo os estados emocionais dos intervenientes e a chegada de informação divulgada pelos agentes com capacidade para influenciar a decisão de investimento. Quem vinga nos mercados financeiros são aqueles que antecipam as reacções dos participantes, compreenderem o sentimento presente e incluem os aspectos comportamentais dos mercados no seu processo de decisão. As duas principais forças que conduzem os mercados caracterizam-se pelo ambiente macro-económico e pelos sentimentos dos investidores. Importa, por isso, compreender a forma de comunicação do mercado através das oscilações dos preços dos activos financeiros, de modo a encontrar padrões de reacção que se repetem ciclicamente (Murphy (1986, p. 2)). Também é relevante encontrar a correlação entre os diversos activos nos diferentes mercados financeiros e entre aqueles e a divulgação de informação nova. O sentimento de instabilidade que actualmente se faz sentir em torno das dívidas soberanas de diversos países da Zona Euro foi visível a propósito do leilão de títulos de dívida pública oferecido pela Alemanha no início deste ano. Perante esse sentimento, os investidores privilegiaram o refúgio em outros activos mais seguros, como o dólar e o franco suíço no mercado forex. Por outro lado, comparando os gráficos (Figuras 1 e 2) de frequência horária, entre as 9 horas do dia 19 de Março e as 19 horas do dia 4 de Abril do ano em curso, relativos aos pares cambiais EUR/USD e USD/CHF, verifica-se que a representação do primeiro é semelhante à representação invertida do segundo. Concluise que os investidores com preferência em negociar o par cambial USD/CHF também devem incluir no processo de decisão a análise do par cambial EUR/USD, dada a tendência de correlação inversa. Figura 1: Gráfico – 1h – EUR/USD Fonte: http://www.forex.com Figura 2: Gráfico – 1 hora – USD/CHF invertido Fonte: http://www.forex.com Podem encontrar-se padrões de reacção semelhantes quando se expõem diferentes traders perante situações análogas, originando tendências de investimento em determinado mercado derivadas do comportamento de um número significativo de intervenientes. O mercado forex, por exemplo, distingue-se pela disponibilidade para negociar 24 horas por dia em virtude da quantidade de países que abrange. Porém, em determinados períodos do dia a liquidez e a volatilidade pronunciam-se com a presença activa de diversos mercados financeiros em simultâneo. Na Figura 3 podem identificar-se as horas de actividade das diversas praças financeiras mundiais e o volume dos principais mercados abertos em simultâneo. Figura 3: Número de mercados abertos em simultâneo no Mundo Fonte: http://virtualbib.fgv.br/dspace/bitstream/handle/10438/2041/otaviosegattobarros.pdf?seq uence=3 Importa, ainda, compreender de que forma os mercados financeiros se influenciam mutuamente nos momentos de referência: na abertura, durante o funcionamento e no fecho. Nesta perspectiva, algumas questões se colocam: (1) é possível detectar reacções no mercado forex naqueles momentos influenciadas pelo sentimento de outros mercados bolsistas? (2) atendendo ao período de funcionamento das diversas praças financeiras, que métodos de análise devem aplicar-se no processo de decisão? A entrada num determinado mercado financeiro recomenda a antecipação da flutuação das cotações dos activos transaccionados. Compreender a razão dessas flutuações impõe o conhecimento dos dados económicos, dos sentimentos do próprio mercado, do contágio de outras praças financeiras ou da economia em geral. Para minimizar o risco da determinação do sentido da flutuação (bull ou bear), complementada com a análise técnica e fundamental, deve identificar-se o sentimento global dos mercados financeiros em que se pretende negociar. 4. ESTUDO DE CASO Concluída a explanação das abordagens comportamentais, segue-se a apresentação de um estudo de caso suportado em dados actuais. A decisão de investimento num mercado financeiro pressupõe a percepção do grau de risco inerente, onde as perdas e os ganhos potenciais são significativos. O recurso à análise técnica, à análise fundamental e à abordagem comportamental para sustentar a tomada de decisões de investimento é fundamental no delinear de uma estratégia adequada. 4.1 Objectivos Pretende-se averiguar se existe alguma relação que justifique um padrão de correspondência entre a evolução das cotações no mercado cambial e a evolução das cotações do índice do mercado. Serão comparadas as tendências para averiguar se existem, ou não, semelhanças, por se influenciarem. Também será dada atenção à ocorrência de máximos e mínimos simultâneos nos mercados. Deste modo, espera-se encontrar evidências que suportem a hipótese de que a evolução das cotações nos mercados é influenciada por um processo de decisão permeável ao efeito comportamental dos investidores. 4.2 Dados e Metodologia Tendo presente a vertente comportamental, seguidamente apresenta-se um estudo de caso, explorado em três perspectivas, que envolve o mercado cambial e o mercado bolsista. São abordadas as seguintes situações: A) comparação entre a cotação do par cambial EUR/USD e a cotação do índice Dow Jones Industrial B) comparação entre a cotação do par cambial GBP/JPY e as cotações dos “contracts for difference”: B1) do índice Japanese Stock – Nikkei 225 B2) do índice London Stock Exchange – FTSE 100 4.1. Comparação entre a Cotação do par Cambial EUR/USD E a Cotação do Índice Dow Jones Industrial Nesta perspectiva, pretende-se averiguar se existe alguma relação que justifique um padrão de correspondência entre o par cambial EUR/USD e o Índice Dow Jones Industrial (DJI), através de uma análise que incide sobre os gráficos temporais de 10 minutos, referente ao período de observação compreendido entre 01/08/2010 e 31/08/2010. Será dado enfoque ao comportamento do investidor, comparando se as tendências dos gráficos do par cambial EUR/USD e do Índice DJI são semelhantes, por se influenciarem, ou distintas. Também será dada especial atenção aos máximos e mínimos do par cambial, ocorridos no intervalo das 13h00 às 22h00, com vista a determinar topos e fundos. Esta análise vai centrar-se, especialmente, nos seguintes aspectos: • comparação entre o movimento da cotação do Índice DJI e a cotação do par cambial EUR/USD (gráficos 10 minutos); • cotação máxima e cotação mínima do par cambial; • momento de ocorrência dos máximos e dos mínimos; • diferença entre a cotação máxima e a cotação mínima: PIP e tempo decorrido entre o máximo e o mínimo; • número de ocorrências de máximos e de mínimos, tendo em conta a escala temporal. Considerando estes aspectos e a análise da informação contida nos gráficos, foram elaboradas as seguintes tabelas: Máximo Mínimo Diferença entre o máximo e o mínimo Comparação entre os gráficos do par cambial EUR/USD e o Índice DJIA Cotação Hora Cotação Hora Cotação (PIP) Hora 02/08/2010 – Seg Movimento semelhante 1,3193 16h30 1,3064 13h00 129 03h30 03/08/2010 – Ter Movimento semelhante 1,3225 13h35 1,3182 15h15 43 01h40 04/08/2010 – Qua Movimento semelhante 1,3228 13h00 1,3181 15h50 47 02h50 05/08/2010 – Qui Movimento semelhante 1,3233 13h40 1,3133 16h05 100 02h25 06/08/2010 – Sex Movimento semelhante 1,3333 15h05 1,3169 13h05 164 02h00 09/08/2010 – Seg Movimento distinto 1,3257 13h15 1,3215 17h20 42 04h05 10/08/2010 – Ter Movimento semelhante 1,3228 19h30 1,3074 15h35 154 03h55 11/08/2010 – Qua Movimento semelhante 1,3029 13h30 1,2834 21h53 195 08h23 12/08/2010 – Qui Movimento semelhante 1,2856 16h35 1,2779 13h40 77 02h55 13/08/2010 – Sex Movimento semelhante 1,2831 14h55 1,2746 21h02 85 01h40 16/08/2010 – Seg Movimento semelhante 1,2871 14h11 1,2805 20h07 66 05h56 17/08/2010 – Ter Movimento distinto 1,2903 14h25 1,2834 15h35 69 01h10 18/08/2010 – Qua Movimento semelhante 1,2922 13h45 1,2843 15h50 79 02h05 19/08/2010 – Qui Movimento semelhante 1,2902 14h05 1,2792 17h15 110 03h10 20/08/2010 – Sex Movimento semelhante 1,2718 13h05 1,2664 16h25 54 03h20 23/08/2010 – Seg Movimento semelhante 1,2724 13h00 1,2645 16h01 79 03h01 24/08/2010 – Ter Movimento distinto 1,2718 15h25 1,2587 13h25 131 02h00 25/08/2010 – Qua Movimento semelhante 1,2677 15h00 1,2609 13h15 68 01h45 26/08/2010 – Qui Movimento distinto 1,2762 15h35 1,2661 13h35 101 02h00 27/08/2010 – Sex Movimento semelhante 1,2779 16h10 1,2676 15h05 103 01h05 30/08/2010 – Seg Movimento semelhante 1,2716 14h35 1,2659 19h15 57 04h40 31/08/2010 – Ter Movimento semelhante 1,2742 15h13 1,2661 19h55 81 04h42 Descrição Tabela 1: Síntese dos dados recolhidos do gráfico do par cambial EUR/USD e do gráfico do Índice DJI entre 01/08/2010 e 31/08/2010 Intervalo de tempo Número de ocorrências Máximos Mínimos 4 4 4 2 [13h00 , 13h30[ [13h30 , 14h00[ Total 8 6 [14h00 , 14h30[ [14h30 , 15h00[ [15h00 , 15h30[ [15h30 , 16h00[ [16h00 , 16h30[ 3 2 6 5 4 3 2 4 1 1 0 0 2 4 3 [16h30 , 17h00[ [17h00 , 17h30[ [19h00 , 19h30[ [19h30 , 20h00[ [20h00 , 20h30[ 2 2 1 2 1 2 0 0 1 0 0 2 1 1 1 Tabela 2: Escala temporal de ocorrência dos máximos e dos mínimos da cotação do par cambial EUR/USD A partir dos dados sistematizados nas tabelas 1 e 2 salientam-se as seguintes conclusões: • o movimento da cotação do par cambial EUR/USD e o movimento da cotação do Índice DJI, no período em análise, foram semelhantes em 81,2% das situações (18 em 22) e foram distintos em 18,8% das situações (4 em 22); • tempo percorrido entre a cotação máxima e a cotação mínima: ? duração mínima: 1h05 ? duração máxima: 8h23 ? duração média: 3h06 ? o espaço de tempo percorrido entre o registo de dois valores extremos (máximo ou mínimo) no período diário em estudo (entre as 13h00 e as 22h00) com maior número de ocorrências situou-se entre 2 horas e 3 horas os períodos indicados a seguir salientam-se pelo maior número de ocorrências de máximos e de mínimos: • ? [13h00 , 14h00[ – 14 ocorrências: ? [13h00 , 13h30[ – 8 ocorrências (4 máximos; 4 mínimos) ? [13h30 , 14h00[ – 6 ocorrências (4 máximos; 2 mínimos) ? [15h30 , 16h00[ – 11 ocorrências: ? [15h00 , 15h30[ – 6 ocorrências (4 máximos; 2 mínimos) ? [15h30 , 16h00[ – 5 ocorrências (1 máximos; 6 mínimos) • Nos períodos [17h30 , 19h00[ e [20h30 , 21h00[ não houve ocorrência de qualquer máximo ou de qualquer mínimo; • diferença (PIP) entre a cotação máxima e a cotação mínima: ? diferença mínima: 42 ? diferença máxima: 195 ? média da diferença: 54 • a inclinação / força das linhas de tendência é muito semelhante nas duas primeiras tendências do par cambial EUR/USD ao longo do período em estudo. 4.2. Comparação entre a Cotação do par Cambial GBP/JPY e a Cotação dos Índices NIKKEI 225 e FTSE 100 Com estas perspectivas, pretende-se averiguar se existe alguma relação que justifique um padrão de correspondência entre o par cambial GBP/JPY e a cotação dos “contracts for difference” do Índice NIKKEI 225, e o par cambial GBP/JPY e a cotação dos “contracts for difference” do Índice FTSE 100, ao longo do período de observação compreendido entre 01/05/2011 e 30/04/2012 na escala temporal de uma hora para os intervalos: • • GBP/JPY e o Índice NIKKEI 225 – das 00:00 horas às 8:00 horas GBP/JPY e o Índice FTSE 100 – das 8:00 horas às 22:00 horas Esta análise vai centrar-se, especialmente, nos seguintes aspectos: • comparação entre as tendências do par cambial e as tendências dos Índices; • momento de ocorrência dos máximos e dos mínimos. Considerando estes aspectos e a análise da informação contida nos gráficos, foram elaboradas as seguintes tabelas: Tabela 3: par índices Comparação da tendência do cambial e dos Descrição GBP/JPY vc FTSE 100 Tendência Semelhante Distinto 160 93 Tabela 4: Número de ocorrência de máximos e mínimos Descrição Número de ocorrências Intervalo GBP/JPY FTSE 100 Descrição Intervalo GBP/JPY Número de ocorrências NIKKEI 225 [8h ,9h[ 122 127 [0h , 1h[ 146 160 [9h ,10h[ 56 45 [1h , 2h[ 60 66 [10h , 11h[ 29 29 [2h , 3h[ 25 25 [11h , 12h[ 33 19 [3h , 4h[ 33 41 [12h , 13h[ 19 20 [4h , 5h[ 21 25 [13h , 14h[ 34 31 [5h , 6h[ 30 58 [14h , 15h[ 39 26 [6h , 7h[ 37 37 [15h , 16h[ 50 43 [7h , 8h[ 166 106 [16h , 17h[ 40 40 [17h , 18h[ 18 24 [18h , 19h[ 13 16 [19h , 20h[ 16 31 [20h , 21h[ 26 55 Tabela 5: Ocorrência em simultâneo do mínimo com o mínimo e /ou máximo com o máximo com o movimento da cotação do par cambial e do índice são semelhantes Movimento Semelhante Descrição GBP/JPY vc FTSE 100 GBP/JPY vc NIKKEI 225 Mínimo = Mínimo 49 66 Mínimo ? Mínimo 111 94 Máximo = Máximo 44 61 A partir dos dados sistematizados nas tabelas 3,4 e 5 salientam-se as seguintes conclusões: • GBP/JPY vs FTSE 100: ? os movimentos da cotação do par cambial e da cotação do Índice foram semelhantes em 63,2% dos casos (160 em 253) e os movimentos foram distintos em 36,8% dos casos (93 em 253); ? nos casos em que o movimento é semelhante não foi possível encontrar um padrão de correspondência entre o máximo com máximo e mínimo com mínimo, dado que a percentagem é baixa quando a ocorrência é igual: ? mínimo = mínimo: 30,6%; ? máximo = máximo: 27,5%; ? mínimo = mínimo e máximo = máximo: 12,5% ? no período [8h , 9h[, que coincide com abertura do mercado bolsista em Londres, houve maior ocorrência de máximos / mínimos no par cambial (122) e no Índice (127); ? nos períodos em que existiu maior número de ocorrências (superiores a 10) foi possível encontrar os seguintes padrões de referência: Descrição [8h ,9h[ ' • N.º de Ocorrências GBP/JPY FTSE 100 [11h , 12h[ 10 5 [13h , 14h[ 12 18 [14h , 15h[ 21 12 [15h , 16h[ 21 22 [16h , 17h[ 14 21 [19h , 20h[ 7 20 [20h , 21h[ 9 29 GBP/JPY vs Nikkei 225: ? os movimentos da cotação do par cambial e da cotação do Índice foram semelhantes em 61,8% dos casos (160 em 259) e os movimentos foram distintos em 38,2% dos casos (99 em 259); ? nos casos em que o movimento é semelhante, em 41,3% das situações (66 em 160) houve correspondência de mínimos e em 38,1% das situações (61 em 160) houve correspondência de máximos. Nos casos em que o máximo iguala o máximo e o mínimo iguala o mínimo é possível encontrar um padrão de referência [0h , 1h[ e [7h , 8h[, uma vez que ocorreu em 46,7% (14 em 30); ? no período [0h , 1h[, que coincide com abertura do mercado bolsista em Tóquio, existiu a maior ocorrência de máximos / mínimos no Índice (160) e o segundo maior número de ocorrências no par cambial (144); ? no período [7h , 8h[ existiu maior ocorrência de máximos / mínimos no par cambial (166) e o segundo maior número de ocorrências no Índice (106); ? nos períodos em que houve maior número de ocorrências (superiores a 10) foi possível encontrar os seguintes padrões de referência: Descrição [0h , 1h[ [7h , 8h[ N.º de Ocorrências GBP/JPY NIKKEI 225 [1h , 2h[ 11 15 [3h , 4h[ 13 18 [4h , 5h[ 7 10 [5h , 6h[ 12 35 [6h , 7h[ 14 17 [7h , 8h[ 84 48 [1h , 2h[ 29 23 [2h , 3h[ 12 7 [3h , 4h[ 10 10 4.3. Implicações dos Resultados Conforme se referiu anteriormente, a forma de actuar dos investidores pode ser influenciada pelo sentimento presente nos diversos mercados financeiros. De acordo com as perspectivas analisadas no estudo de caso, em determinados períodos identificou-se um padrão de correspondência entre o desempenho dos pares cambiais e o desempenho dos Índices identificados. Nesses intervalos registaram-se semelhanças nos movimentos das cotações de activos financeiros em mercados distintos e ocorreram máximos e / ou de mínimos em simultâneo. O resultados apresentados na perspectiva B2 evidenciam um efeito comportamental na tomada da decisão de investimento especialmente na abertura do mercado, enquanto que os resultados apresentados na perspectiva B1 evidenciam um efeito comportamental na tomada da decisão de investimento quer na abertura, quer no fecho do mercado. Com efeito, nestas situações verificam-se padrões de evolução das cotações semelhantes em termos da formação de máximos e de mínimos. Esta conclusão ganha ênfase atendendo a que os padrões se manifestam mesmo considerando a volatilidade que caracteriza o momento actual dos mercados financeiros. Consequentemente, existirão momentos críticos em que o investimento pode tornar-se mais rentável. Trata-se de períodos em que se verifica maior frequência de mínimos ou de máximos e que, geralmente, ocorrem quando (1) se verifica a abertura dos mercados, (2) quando acontece uma intercepção de actividade nos mercados financeiros, ou (3) quando a flutuação da cotação num mercado é influenciada pelo sentimento presente em outros mercados financeiros. Para além do conhecimento desses períodos, importa que o investidor defina uma estratégia para determinados padrões que aconteceram no passado e que tendem a repetir-se no futuro, de modo a diminuir o risco ao menor nível possível. Contudo, o risco é uma das marcas dos mercados financeiros, caracterizado pela forte volatilidade emergente da reacção à envolvente económica, política e financeira. Também se identificam períodos de maior estabilidade na flutuação das cotações nos mercados financeiros, como acontece durante o mês de Agosto (período de férias), mostrando padrões semelhantes entre diversos produtos financeiros no mesmo mercado ou em mercados distintos. No período de abertura e de fecho dos mercados bolsistas é normal registar-se maior ocorrência de máximos e / ou de mínimos. 5. NOTAS FINAIS O processo de tomada de decisão é influenciado por aspectos comportamentais relacionados com o trader e com o mercado, os quais tendem a determinar a permanência dos investidores nos mercados financeiros. Perder oportunidades de investimento com elevados retornos financeiros e fechar posições perdedoras influenciam a tomada de decisões no futuro. Neste contexto, os investidores acabam por seguir as suas expectativas, ignorando o sentimento presente no mercado, e considerar pressupostos influenciados pela ganância. A negociação eficaz nos mercados financeiros pressupõe o conhecimento profundo dos instrumentos da análise técnica e da análise fundamental, bem como a capacidade de averiguar em que medida a impulsividade, a ganância, o optimismo ou o medo podem viciar o processo de avaliação (Matos (2008, p. 157)). Assim, o investidor deve ter presente algumas regras que contribuem para o sucesso da sua actividade: • • • • • • • conquistar o medo, autodisciplinar-se, melhorar os níveis de confiança, criar o seu plano de trading e ajustá-loem função do mercado, estabelecer metas alcançáveis, eliminar todas as emoções do processo de decisão de investimento, conhecer o sentimento presente nos mercados financeiros. Os aspectos comportamentais podem influenciar o processo de decisão de forma inexplicável, contrariando toda a lógica subjacente no plano de trading e da disciplina. A personalidade do investidor é um factor determinante, sendo útil compreender de que modo são influenciadas as suas percepções e desenvolver formas de estar conscientes em relação às suas próprias emoções e atitudes. Em cada transacção devem identificarse, entender-se e controlar-se os factores comportamentais que influenciam o processo de decisão. A pressa e a ganância conduzem ao fracasso, enquanto que o controlo emocional para reagir à chegada de informação nova constitui a chave para uma negociação de sucesso. O investidor deve ser paciente, capaz de “auscultar” as informações do mercado e persistente no controlo dos seus impulsos e emoções, mantendo a capacidade de avaliar o risco do investimento com base num ponto de referência a partir do qual se determinam os ganhos e as perdas. Não deve ceder à tentação de estar em permanente negociação, mas antes saber aguardar pela melhor altura para entrar ou sair do mercado. O plano de trading é mais amplo do que a estratégia de negociação, devendo funcionar como um guia na compreensão das vantagens / desvantagens associadas às opções de investimento e estabelecer a disciplina necessária para actuar nos mercados financeiros. Finalmente, salienta-se que os investidores devem interiorizar alguns princípios relativos ao funcionamento e às reacções dos mercados, compreender o papel das emoções e possuir aptidão para descortinar o momento da reversão das tendências. Para o autor Matos (2008, p. 170), a “alma do negócio” consiste na reacção instantânea, mas sistemática, às circunstâncias presentes no mercado. Apenas se deve investir no que se conhece e naquilo que se compreende. 5. BIBLIOGRAFIA Abreu, M., Ferreira, C., Barata, L., e Escária, V. (2007). Economia Monetária e Financeira. Escolar Editora. Lisboa Anónimo (s/ data) Como Negociar no Mercado Cambial. Acedido em 18 de Março de 2010, no Web site da: Forex Club: http://www.fxclubbrasil.com/customfiles/File/classic_lessons/lesson9.pdf. Anónimo (s/ data) Forex Trading Strategies – How to Be a Super Successful Forex trader. Acedido em 23 de Julho de 2010 em: http://forexhiddensecret.com/forex_trading_strategies.pdf. Anónimo (s/ data) Guide to Online Forex Trading. Acedido em 9 de Janeiro de 2010, no Web site da: GCI Financial: http://www.gcitrading.com/gci-forex-ebook.pdf. Anónimo (s/ data) Psicologia de Mercado. Acedido em 28 de Abril de 2010, no Web site do Banco Best: https://www.bancobest.pt/ptg/bestsite/best_docs/20100323_best_psicologia_de_mercado s.pdf. Barros, L. A. C., Silveira, A. D. M., e Silveira, H. P. Excesso de Confiança, Otimismo Gerencial e os Determinantes da Estrutura de Capital. Acedido em 28 de Março de 2011, no Web site: http://virtualbib.fgv.br/ocs/index.php/ebf/6EBF/paper/viewFile/1312/432. Barros, O. S. 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