PAULO JORGE AMORIM DA CUNHA QUALIDADE DOS SERVIÇOS: UM ESTUDO JUNTO A EMPRESA JOSÉ MANOEL DA CUNHA JÚNIOR EM BIGUAÇU Trabalho de Conclusão de Estágio apresentado ao Curso de Administração do Centro de Ciências Sociais Aplicadas – Gestão/ Biguaçu, como requisito para obtenção do Título de Bacharel em Administração. Professor(a) Orientador(a): Rogério Raul da Silva Biguaçu 2008 2 PAULO JORGE AMORIM DA CUNHA QUALIDADE DOS SERVIÇOS: UM ESTUDO JUNTO À EMPRESA JOSÉ MANOEL DA CUNHA JÚNIOR EM BIGUAÇU Este Trabalho de Conclusão de Estágio foi considerado adequado para a obtenção do título de Bacharel em Administração e aprovado pelo Curso de Administração, da Universidade do Vale do Itajaí, Centro de Educação de Biguaçu. Área de Concentração: Marketing Biguaçu, 26 de junho de 2008. Prof. MSc. Rogério Raul da Silva UNIVALI - CE de Biguaçu Orientador Prof. Dr. Rosalbo Ferreira UNIVALI - CE de Biguaçu Prof. MSc. Ana Paula Sohn UNIVALI - CE de Biguaçu 3 Dedico este Trabalho de Conclusão de Estágio a todas as pessoas que fazem parte da minha vida, que tanto diretamente como indiretamente contribuíram para que eu pudesse alcançar o meu objetivo. 4 AGRADECIMENTOS Primeiramente agradeço a Deus por esta dando força para que eu nunca desistisse desta caminhada. Aos meus pais, que sempre me incentivaram, me apoiaram e sempre se dedicaram para que eu pudesse realizar uma faculdade. As minhas irmãs pelos momentos de compreensão e ajuda quando eu precisei. A minha namorada que esteve constantemente me incentivando e apoiando através do seu amor e companheirismo. Aos meus avós que com suas experiências, não só me ensinaram como me deram exemplos de vida. Aos meus tios pela compreensão nos dias em que eu precisei realizar as orientações. Aos professores João Carlos, Maria Albertina, Simone e principalmente ao meu orientador Rogério Raul Silva pelas respostas e perguntas acolhidas no decorrer do estágio. Aos meus amigos e colegas de turma, que compartilharam alegrias e tristezas, e que ficaram gravados em minha memória cada um com seu jeito particular de ser. A todos aqueles amigos e parentes que contribuíram direta ou indiretamente para que minha jornada chegasse ao fim. 5 RESUMO CUNHA, Paulo Jorge Amorim. Qualidade dos serviços: Um estudo junto à empresa José Manoel da Cunha Júnior em Biguaçu. 2008. Trabalho de Conclusão de Estágio (Graduação em Administração) - Universidade do Vale do Itajaí, Biguaçu, 2008. O trabalho foi realizado na área de marketing da empresa José Manoel da Cunha Júnior e tratou-se de um estudo onde o objetivo geral foi propor ações de melhorias da qualidade dos serviços prestados pela empresa. O estudo inicia com uma pesquisa bibliográfica, com auxílio de livros de literatura da área de serviços, qualidade em serviços, marketing, marketing de serviços, satisfação dos clientes e comportamento do consumidor. Para a coleta de dados da pesquisa quantitativa, foi utilizado um questionário estruturado com perguntas fechadas, onde os clientes avaliaram os serviços prestados pela empresa. Já para a pesquisa qualitativa, foi elaborado um questionário com perguntas abertas, onde os proprietários puderam expor suas opiniões sobre a qualidade dos serviços que a empresa pratica. Em seguida foram utilizadas algumas ferramentas do Excel, para a tabulação dos dados, além da elaboração de gráficos de todas as variáveis apresentadas no estudo. O resultado deste estudo foi analisado, destacando os pontos positivos e os pontos negativos que precisam ser melhorados, proporcionando informações necessárias para a criação de ações de marketing e permitindo a formulação de sugestões e recomendações que poderão servir de referencial para futuras ações na empresa. Palavras–chave: Serviços, Qualidade em serviços, Marketing, Marketing de serviços, Satisfação dos clientes e Comportamento do consumidor. 6 ABSTRACT CUNHA, Paulo Jorge Amorim. Qualidade dos serviços: Um estudo junto à empresa José Manoel da Cunha Júnior em Biguaçu. 2008. Trabalho de Conclusão de Estágio (Graduação em Administração) - Universidade do Vale do Itajaí, Biguaçu, 2008. The work was carried through in the area of marketing of the company Jose Manoel of the Wedge Júnior and was about a study where the general objective was to consider action of improvements of the quality of the services given for the company. The study it initiates with a bibliographical research, with book aid of literature of the area of services, quality in services, marketing, marketing of services, satisfaction of the customers and behavior of the consumer. For the collection of data of the quantitative research, a questionnaire structuralized with closed questions was used, where the customers had evaluated the services given for the company. Already for the qualitative research, a questionnaire with opened questions was elaborated, where the proprietors had been able to display its opinions on the quality of the services that the company practises. After that some tools of the Excel had been used, for the tabulação of the data, beyond the elaboration of graphs of all the 0 variable presented in the study. The result of this study was analyzed, detaching the positive points and the negative points that they need to be improved, providing necessary information for the creation of action of marketing and allowing to the formularization of suggestions and recommendations that will be able to serve of referencial for future actions in the company. Word-key: Services, Quality in services, Marketing, Marketing of services, Satisfaction of the customers and Behavior of the consumer. 7 LISTA DE ILUSTRAÇÕES Figura 1 – Triângulo do marketing de serviços...............................................................36 Figura 2 – Processo de compra do consumidor..............................................................45 Figura 3 – Organograma da empresa José Manoel da Cunha Júnior............................56 Quadro 1 – As cinco fontes básicas de informações......................................................47 Quadro 2 – Pontos positivos e pontos negativos do estudo de campo..........................95 Quadro 3 – Ações sugeridas a partir do estudo de campo.............................................97 8 LISTA DE GRÁFICOS Gráfico 1 – Quanto à atenção dos funcionários no atendimento aos cientes.................58 Gráfico 2 – Quanto ao conhecimento dos funcionários em relação aos serviços a serem realizados....................................................................................................................... 59 Gráfico 3 – Quanto ao conhecimento dos funcionários em relação às formas de pagamento.......................................................................................................................61 Gráfico 4 – Quanto à facilidade dos funcionários para negociar.................................... 62 Gráfico 5 – Quanto à aparência física dos funcionários (barba, cabelo, bigode)............63 Gráfico 6 – Quanto à preocupação dos funcionários em entender as preocupações dos clientes........................................................................................................................... 65 Gráfico 7 – Quanto ao conhecimento dos funcionários de todos os serviços que a empresa realiza.............................................................................................................. 66 Gráfico 8 – Quanto à preocupação dos funcionários em atender bem os clientes........ 68 Gráfico 9 – Quanto ao cumprimento dos prazos prometidos..........................................70 Gráfico 10 – Quanto à variedade dos serviços oferecidos............................................. 71 Gráfico 11 – Quanto à qualidade dos serviços que a oficina pratica............................. 73 Gráfico 12 – Quanto à marca das peças oferecidas...................................................... 75 Gráfico 13 – Quanto aos preços praticados pela oficina.................................................76 Gráfico 14 – Quanto às formas de pagamento.............................................................. 78 Gráfico 15 – Quanto à facilidade para negociar............................................................. 79 Gráfico 16 – Quanto à localização da oficina................................................................. 81 Gráfico 17 – Quanto ao acesso à oficina........................................................................82 Gráfico 18 – Quanto à aparência externa da oficina...................................................... 84 Gráfico 19 – Quanto à aparência interna da oficina....................................................... 85 9 Gráfico 20 – Quanto à limpeza da oficina...................................................................... 87 Gráfico 21 – Quanto à sala de espera da oficina............................................................88 Gráfico 22 – Quanto aos banheiros da oficina............................................................... 90 Gráfico 23 – Idade e Sexo dos clientes de Antônio Carlos............................................ 91 Gráfico 24 – Idade e Sexo dos clientes de Biguaçu....................................................... 92 Gráfico 25 – Idade e Sexo dos clientes de Governador Celso Ramos...........................93 Gráfico 26 – Idade e Sexo dos clientes de Outros Municípios....................................... 94 10 LISTA DE TABELAS Tabela 1 – Quanto à atenção dos funcionários no atendimento aos cientes..................57 Tabela 2 – Quanto ao conhecimento dos funcionários em relação aos serviços a serem realizados....................................................................................................................... 59 Tabela 3 – Quanto ao conhecimento dos funcionários em relação às formas de pagamento.......................................................................................................................60 Tabela 4 – Quanto à facilidade dos funcionários para negociar.................................... 62 Tabela 5 – Quanto à aparência física dos funcionários (barba, cabelo, bigode)............63 Tabela 6 – Quanto à preocupação dos funcionários em entender as preocupações dos clientes........................................................................................................................... 64 Tabela 7 – Quanto ao conhecimento dos funcionários de todos os serviços que a empresa realiza.............................................................................................................. 66 Tabela 8 – Quanto à preocupação dos funcionários em atender bem os clientes........ 68 Tabela 9 – Quanto ao cumprimento dos prazos prometidos..........................................69 Tabela 10 – Quanto à variedade dos serviços oferecidos............................................. 71 Tabela 11 – Quanto à qualidade dos serviços que a oficina pratica............................. 73 Tabela 12 – Quanto à marca das peças oferecidas...................................................... 74 Tabela 13 – Quanto aos preços praticados pela oficina.................................................76 Tabela 14 – Quanto às formas de pagamento.............................................................. 77 Tabela 15 – Quanto à facilidade para negociar............................................................. 79 Tabela 16 – Quanto à localização da oficina................................................................. 80 Tabela 17 – Quanto ao acesso à oficina........................................................................82 Tabela 18 – Quanto à aparência externa da oficina...................................................... 83 Tabela 19 – Quanto à aparência interna da oficina....................................................... 85 11 Tabela 20 – Quanto à limpeza da oficina...................................................................... 86 Tabela 21 – Quanto à sala de espera da oficina............................................................88 Tabela 22 – Quanto aos banheiros da oficina............................................................... 89 Tabela 23 – Idade e Sexo dos clientes de Antônio Carlos............................................ 91 Tabela 24 – Idade e Sexo dos clientes de Biguaçu....................................................... 92 Tabela 25 – Idade e Sexo dos clientes de Governador Celso Ramos...........................93 Tabela 26 – Idade e Sexo dos clientes de Outros Municípios....................................... 94 12 LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS DETRAN – Departamento Estadual de Trânsito SEBRAE - Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas. SERASA – Centralização dos serviços bancários S/A SPC – Serviço de proteção ao crédito TQM - Total Quality Management 13 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO.............................................................................................................15 1.1 OBJETIVOS..............................................................................................................16 1.1.1 Objetivo geral.......................................................................................................17 1.1.2 Objetivos específicos..........................................................................................17 1.2 JUSTIFICATIVA........................................................................................................17 2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA...................................................................................19 2.1 SERVIÇOS................................................................................................................19 2.1.1 Conceitos..............................................................................................................19 2.1.2 Características dos serviços...............................................................................20 2.1.3 Qualidade em serviços........................................................................................22 2.1.3.1 Confiabilidade......................................................................................................23 2.1.3.2 Responsividade...................................................................................................24 2.1.3.3 Segurança...........................................................................................................25 2.1.3.4 Empatia...............................................................................................................25 2.1.3.5 Tangíveis.............................................................................................................26 2.2 MARKETING.............................................................................................................27 2.2.1 Produto..................................................................................................................28 2.2.2 Ponto ou distribuição...........................................................................................29 2.2.3 Preço......................................................................................................................30 2.2.4 Promoção..............................................................................................................31 2.3 MARKETING DE SERVIÇOS....................................................................................32 2.3.1 O composto de marketing de serviços..............................................................33 2.3.1.1 Pessoas...............................................................................................................33 2.3.1.2 Evidência física....................................................................................................34 2.3.1.3 Processo..............................................................................................................35 2.3.2 O triângulo de marketing de serviços................................................................36 2.3.2.1 Marketing Externo...............................................................................................37 2.3.2.2 Marketing Interativo.............................................................................................37 2.3.2.3 Marketing Interno.................................................................................................38 2.4 MARKETING DE RELACIONAMENTO....................................................................39 2.4.1 Satisfação dos clientes........................................................................................41 2.5 COMPORTAMENTO DO CONSUMIDOR................................................................42 2.5.1 Modelo de comportamento do consumidor.......................................................44 3 METODOLOGIA..........................................................................................................49 3.1 DELINEAMENTO DA PESQUISA.............................................................................49 3.2 POPULAÇÃO E AMOSTRA......................................................................................51 3.3 INSTRUMENTOS DE COLETA DE DADOS.............................................................52 3.4 PROCEDIMENTOS PARA A COLETA DE DADOS.................................................53 3.5 TABULAÇÃO E ANÁLISE DOS DADOS...................................................................53 14 4 APRESENTAÇÃO, INTERPRETAÇÃO E ANÁLISE DOS DADOS E INFORMAÇÕES COLETADAS..................................................................................................................55 4.1 A EMPRESA..............................................................................................................55 4.2 APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DA SATISFAÇÃO DOS CLIENTES........................57 4.2.1 A atenção dos funcionários no atendimento aos clientes...............................58 4.2.2 O conhecimento dos funcionários em relação aos serviços a serem realizados.......................................................................................................................59 4.2.3 O conhecimento dos funcionários em relação às formas de pagamento......61 4.2.4 A facilidade dos funcionários para negociar.....................................................62 4.2.5 A aparência física dos funcionários (barba, cabelo, bigode)...........................63 4.2.6 A preocupação dos funcionários em entender as preocupações dos clientes...........................................................................................................................65 4.2.7 O conhecimento dos funcionários de todos os serviços que a empresa realiza.............................................................................................................................66 4.2.8 A preocupação dos funcionários em atender bem os clientes.......................68 4.2.9 O cumprimento dos prazos prometidos............................................................69 4.2.10 A variedade dos serviços oferecidos...............................................................71 4.2.11 A qualidade dos serviços que a oficina pratica..............................................73 4.2.12 A marca das peças oferecidas..........................................................................74 4.2.13 Os preços praticados pela oficina....................................................................76 4.2.14 As formas de pagamento...................................................................................77 4.2.15 A facilidade para negociar.................................................................................79 4.2.16 A localização da oficina.....................................................................................80 4.2.17 O acesso à oficina..............................................................................................82 4.2.18 A aparência externa da oficina..........................................................................83 4.2.19 A aparência interna da oficina..........................................................................85 4.2.20 A limpeza da oficina...........................................................................................86 4.2.21 A sala de espera da oficina...............................................................................88 4.2.22 Os banheiros da oficina.....................................................................................89 4.2.23 Idade e Sexo dos clientes de Antônio Carlos..................................................91 4.2.24 Idade e Sexo dos clientes de Biguaçu.............................................................92 4.2.25 Idade e Sexo dos clientes de Governador Celso Ramos...............................93 4.2.26 Idade e Sexo dos clientes de Outros Municípios............................................94 4.3 ANÁLISE DE SATISFAÇÃO E INSATISFAÇÃO.......................................................95 4.4 AÇÕES PARA MELHORIAS DE QUALIDADE DOS SERVIÇOS.............................97 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS.......................................................................................100 REFERÊNCIAS.............................................................................................................101 APÊNDICES..................................................................................................................103 15 1 INTRODUÇÃO A concorrência entre as oficinas mecânicas de Biguaçu vem aumentando consideravelmente, devido ao grande número de oficinas existentes no município. Por isso, as empresas prestadoras de serviços, assim como as do setor industrial, estão diante de um mercado competitivo. Nos dias de hoje, tudo leva a crer que buscar o diferencial, ou seja, uma vantagem competitiva pode ser a chave para o sucesso, principalmente tratando-se de serviços do ramo automobilístico, que vem crescendo constantemente no mercado brasileiro. Por isso obter informações constantemente do que pensam os clientes e sobre a concorrência é fundamental para adquirir conhecimento proporcionar melhorias, e poder implantá-las na sua empresa. De acordo com o Abdalla Neto (2007), o ambiente empresarial, e mercadológico, está caminhando para uma competitividade dentro do contexto sócio-econômico, sendo que diante desta situação, uma das únicas maneiras para a empresa se tornar competitiva, é proporcionar diferenciais perceptíveis junto aos seus consumidores, buscando aprimorar constantemente a qualidade na prestação de serviços, focando principalmente o atendimento às necessidades do cliente. De uma outra visão, Las Casas (1991, p.13), argumenta que os administradores têm um grande desafio, que consiste em compreender e entender as expectativas dos seus clientes antes, durante e após a compra ou o serviço executado. Além disso, o autor salienta que também é importante identificar as necessidades e desejos, assim como a satisfações e insatisfações que foram contraídas decorrentes dos produtos ou serviços adquiridos. A satisfação ou insatisfação do cliente consiste na sensação de prazer ou desapontamento resultante da comparação do desempenho (ou resultado) percebido de um produto em relação às expectativas do comprador, sendo que, se o desempenho não alcançar as expectativas, o cliente ficará insatisfeito. Se o desempenho for além das expectativas, o cliente ficará altamente satisfeito ou encantado (KOTLER E ARMSTRONG, 2004). Os mesmos autores descrevem que no marketing atual, as empresas além de buscar atrair novos clientes também devem procurar dar importância na retenção dos 16 atuais clientes, pois construir um bom relacionamento com estes, pode atrair grandes lucros para a empresa. A empresa José Manoel da Cunha Júnior encontra-se no mercado há 44 anos prestando serviços de consertos de veículos à população da Grande Florianópolis. A empresa foi fundada em 1963, por José Manoel da Cunha Júnior, com o intuito de ser uma simples oficina mecânica. Mas com o passar do tempo, os quatro filhos assumiram a gerência da empresa, ampliando o espaço físico, a conservação dos clientes antigos e a conquista de novos clientes. Além disso, a empresa passou a ser vista de uma outra maneira no mercado, possuindo ponto assistencial Fiat e rede Bosch Car Service, além de disponibilizar outros atributos que levam os clientes a solicitarem os seus serviços. Apesar disso, o número de clientes está abaixo do índice do que a empresa deseja almejar, devido a grande concorrência no mercado. Os administradores da empresa estão com dificuldades para decidir o que fazer para melhorar os serviços prestados aos clientes. O problema diagnosticado é que algumas vezes, os gestores da empresa não têm o conhecimento do motivo que leva o cliente a buscar o serviço da concorrência, o que tem sido comum. A perda de clientes para os concorrentes tem trazido preocupações para os proprietários da empresa, que sentem a dificuldade em criar ações que reverta o problema de perdas de clientes. A situação piora, principalmente pela falta de informações a respeito da percepção e a satisfação dos clientes, ou seja, como eles vêem a empresa e os serviços oferecidos. Por isso, a questão norteadora que este estudo busca responder é a seguinte: Que ações podem ser sugeridas para ser implementadas na empresa a partir do ponto de vista dos clientes? 1.1 OBJETIVOS A partir da exposição do tema e da problemática apresentada anteriormente, apresenta-se, na seqüência, os objetivos que norteiam o presente estudo. 17 1.1.1 Objetivo geral Propor ações de melhorias da qualidade dos serviços prestados pela empresa José Manoel da Cunha Júnior, localizada na cidade de Biguaçu, no período de agosto de 2007 a junho de 2008. 1.1.2 Objetivos específicos • Descrever as variáveis associadas à satisfação dos clientes; • Conhecer o perfil dos clientes da empresa José Manoel da Cunha Júnior; • Verificar a percepção dos clientes em relação aos serviços prestados; • Conhecer os pontos positivos e negativos sob a ótica dos clientes e proprietários; • Analisar o nível de satisfação dos clientes em relação aos serviços prestados. 1.2 JUSTIFICATIVA A qualidade em serviços é importante para a empresa que se preocupa em manter clientes. Sendo assim, Zeithaml e Bitner (2003, p.92) enfocam que a qualidade dos serviços é um componente central das percepções dos clientes. Além disso, as autoras relatam que as qualidades dos serviços serão julgadas pelos clientes, a partir de suas percepções sobre o resultado técnico proporcionado e sobre o modo como tal resultado final foi entregue. A oportunidade de realizar o estágio na empresa José Manoel da Cunha Júnior auxiliará a empresa a tomar decisões mais seguras e evitar que a mesma faça investimentos desnecessários pelo motivo desta estar passando por um processo modernização de seus equipamentos e um treinamento para qualificar seus funcionários. Conhecer as informações necessárias de seus clientes, quanto à satisfação dos serviços prestados, constituem os motivos mais importantes para a realização deste estudo. A partir do resultado deste estudo os administradores da empresa poderão implementar ações que diminuam a perda de clientes para os concorrentes. 18 Os administradores, preocupados com a satisfação dos seus clientes, tanto nos serviços já oferecidos como nos novos serviços, permitirão que seus clientes manifestem seus anseios, suas expectativas e suas reclamações. Assim o momento atual é oportuno para a realização desta pesquisa, pelo fato de a empresa encontrar-se num estágio de reposicionamento no mercado, pois além de estar passando por um processo de modernização em sua estrutura organizacional, a empresa busca almejar novos clientes. O fato de o pesquisador trabalhar na parte administrativa da empresa, e do interesse por parte dos proprietários, facilita o estudo e o torna viável. Além disso, este estudo foi de grande importância para o acadêmico, pois permitirá que se coloquem em prática, as teorias estudadas no decorrer do curso de administração. 19 2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA Tendo em vista que o objetivo deste estudo é realizar uma pesquisa para avaliar o nível de satisfação dos clientes em relação aos serviços prestados pela empresa José Manoel da Cunha Júnior, a fundamentação teórica tratará dos seguintes temas: serviços, marketing, marketing de serviços, marketing de relacionamento e o comportamento do consumidor. 2.1 SERVIÇOS Para um melhor entendimento, apresenta-se na seqüência alguns fatores que estão relacionados a serviços, como: conceitos, características e qualidade. 2.1.1 Conceitos Devido à sua diversidade, os serviços são difíceis de definir, sendo que muitas vezes é difícil compreender o modo pelo qual são criados e entregues aos clientes, devido ao fato de muitos insumos e produtos serem intangíveis. Por isso, o seu conceito é de fundamental importância para a compreensão da natureza das atividades que envolvem a prestação de serviço. De uma maneira resumida, Zeithaml e Bitner (2003, p.28) relatam que serviços podem ser ações, processos e atuações. Ou seja, nesse conceito, serviços estão associados a atos ou desempenhos que são criados com a finalidade de uma parte atender a outra, podendo oferecer bens tangíveis ou intangíveis. De forma mais abrangente, Lovelock e Whright (2006, p.5) enfocam que serviço pode ser um ato ou desempenho onde uma parte oferece à outra, sendo que este processo pode estar direcionado a um produto físico e o desempenho é essencialmente intangível, não resultando em propriedade de nenhum dos fatores de produção. Além disso, os autores ressaltam que o conceito de serviço pode estar ligado às atividades econômicas, na qual criam valores, beneficiando clientes em tempos e lugares 20 específicos, através da realização de uma mudança desejada, ou até mesmo em nome do destinatário do serviço. Em perspectiva similar, Troster (1999, p. 9) conceitua serviço como uma atividade que tem o objetivo de criar objetos materiais, destinando-se tanto diretamente quanto indiretamente em atender e satisfazer as necessidades humanas. Seguindo a mesma linha de raciocínio, Grönroos (1995, p. 34) descreve serviço como uma atividade ou série de atividades, sendo mais ou menos intangíveis, que têm como objetivo solucionar os problemas dos clientes. Em opinião semelhante, Kotler (1996, p.403) conclui que serviço pode ser conceituado como “qualquer ato ou desempenho que uma parte pode oferecer à outra e que seja essencialmente intangível e não resulta na propriedade de nada, e sua produção pode ou não estar vinculada a um produto físico”. Portanto, mesmo sendo difíceis de serem compreendidos, os serviços têm como objetivos principais, criar objetos materiais, atendendo e satisfazendo as necessidades humanas. Para um melhor entendimento, será apresentado na seqüência as características de serviços. 2.1.2 Características dos serviços Existem vários aspectos importantes que podem ser abordados em relação aos serviços, principalmente, se tratando de suas características. Diante disso, Kotler (1994, p.541) ressalta que os serviços possuem quatro características importantes que afetam diretamente os programas de marketing. As características são as seguintes: • Intangibilidade: pode ser descrito como algo que não pode ser visto, nem provado, nem sentido, nem ouvido ou cheirado antes de serem comprados. Por isso, o prestador de serviço, tem como tarefa colocar ao máximo em evidência características mensuráveis do serviço oferecido. • Inseparabilidade: geralmente, os serviços são produzidos e consumidos simultaneamente, excluindo os bens físicos, que são produzidos, estocados e, 21 posteriormente consumidos, levando consigo o serviço agregado. Sendo que se o serviço for prestado por uma pessoa, ela faz parte do mesmo. • Variabilidade: os serviços são altamente variáveis, uma vez que dependem de quem os executa e de onde são prestados. Isto se deve aos serviços, essencialmente, serem executados por pessoas, e essas, possuírem características próprias para a realização. • Perecibilidade: serviços não podem ser estocados. Sendo que isto se torna um problema quando a demanda é flutuante, e muitas vezes, o prestador não se encontra em condições de fornecer o serviço nas condições exigidas pelo cliente. Dentre as características apresentadas, o autor destaca a tangibilidade como sendo um dos critérios mais utilizados para a classificação de produtos, passando a ser um dos fatores importantes na definição de estratégias de serviços. Na mesma visão, Levitt (1990, p.111) argumenta que o reconhecimento das características tangíveis e intangíveis da “promessa de satisfação” que os produtos incluem, são suficientes para a efetuação de uma venda ou para a obtenção de um cliente. Segundo Levitt (1990, p.111), “manter um cliente já é coisa bem diferente e, sob esse aspecto, os produtos intangíveis têm problemas muito especiais”. De uma maneira resumida, Cobra (1997, p.221) conclui que as características de serviços, por serem bastante distintas, merecem uma análise separada, pelo motivo do serviço ser um dos elementos de uma estratégia de marketing. Portanto, as características apresentadas são importantes na definição de um serviço, pois são elas que definem o serviço tangível do serviço intangível. Além disso, cada uma dessas características deve receber uma análise separada, pelo motivo delas tratarem de serviços, e os mesmos serem um dos elementos de estratégia de marketing. Desse modo, para dar mais ênfase, apresenta-se na seqüência a qualidade em serviços. 22 2.1.3 Qualidade em serviços Atualmente, as empresas que prestam serviços, além de proporcionarem um diferencial para seus clientes, que é uma das chaves para o sucesso, devem também se preocupar com a questão da qualidade dos serviços oferecidos, principalmente atendendo ou superando as expectativas dos consumidores. Diante desta situação, Kotler (1996, p.405) destaca que existem alguns fatores que são primordiais para a qualidade do serviço. Entre estes fatores estão: habilidade de desempenhar o serviço; conhecimento e a cortesia dos funcionários para com os clientes; atenção individual aos consumidores; aparência das instalações e equipamentos utilizados. De outra visão Zeithaml e Bitner (2003, p.92) ressaltam que a qualidade dos serviços é um componente central das percepções dos clientes. Além disso, as autoras relatam que as qualidades dos serviços serão julgadas pelos clientes, a partir de suas percepções sobre o resultado técnico proporcionado e sobre o modo como tal resultado final foi entregue. Segundo Kotler (1996, p.405) as empresas de serviços para proporcionarem maior qualidade em seus serviços devem acatar três desafios importantes que são: diferenciação competitiva, qualidade de serviço e produtividade. • Diferenciação competitiva: constantemente, as empresas de serviços se queixam da dificuldade de diferenciar seus serviços dos concorrentes. A abertura de mercado despertou as empresas nacionais para a competitividade principalmente com relação ao preço. Uma das soluções seria desenvolver uma oferta, entrega e imagem diferenciada, utilizando processos superiores aos do concorrente, como por exemplo, um ambiente físico mais atraente e principalmente, distinguindo-se por possuir funcionários eficientes no atendimento. • Qualidade de serviço: a qualidade de um serviço é um fator determinante para que a empresa possua um diferencial, principalmente se esta qualidade atender, ou até mesmo superar as necessidades dos clientes. Existem alguns fatores que 23 são importantes para que as empresas possam oferecer maior qualidade em seus serviços. Entre eles estão: a habilidade de desempenhar o serviço; o conhecimento e a cortesia dos funcionários para com os clientes; atenção individual aos consumidores, e por último, a aparência das instalações e equipamentos utilizados. • Produtividade: a produtividade é um dos fatores que é exigido freqüentemente, em circunstância da competitividade do mercado. Sendo que para obter um êxito na produtividade, é necessário que as empresas possuam funcionários habilitados e equipamentos que possam padronizar a produção. Entretanto, é importante ressaltar que muitas vezes a padronização pode levar à má qualidade, dependendo das exigências solicitadas pelos consumidores. Diante disso, as empresas devem procurar a produtividade e, ao mesmo tempo, a máxima flexibilidade. Concluindo, Zeithaml e Bitner (2003, p.93) ainda reforçam que “os clientes não percebem a qualidade como um conceito unidimensional”, ou seja, eles avaliam a qualidade dos serviços, incluindo as percepções de diversos fatores. Para um melhor entendimento, será apresentado na seqüência as cinco dimensões que os consumidores consideram importantes para que se realize uma análise sobre a qualidade dos serviços, que são: confiabilidade, responsividade, segurança, empatia e tangíveis. 2.1.3.1 Confiabilidade Muitos clientes ao desejarem algum serviço, têm a preocupação de buscar um serviço que seja confiável de modo que possa atender as suas necessidades. Esta dimensão dentro da qualidade dos serviços, é denominada confiabilidade. Desta forma, Zeithaml e Bitner (2003, p.93) enfocam que esta dimensão da qualidade dos serviços tem o objetivo de destacar a habilidade para executar o serviço prometido com segurança e precisão. 24 Na mesma visão, Gianesi e Correa (1994, p.90) caracterizam esta dimensão como uma maneira confiável, precisa e consistente que as empresas devem adotar na prestação de um serviço. Concluindo, Lovelock e Wright (2006, p. 109) ressaltam que esta dimensão avalia a confiança que a empresa passa ao cliente no fornecimento de um serviço. Além disso, os autores destacam que os clientes consideram esta dimensão a mais importante na avaliação da qualidade do serviço. Portanto a confiabilidade é o fator mais importante das cinco dimensões na percepção dos clientes, pois é ela que irá avaliar se o serviço esta sendo executado com confiança e precisão conforme o prometido. Dando continuidade às características das cinco dimensões da qualidade dos serviços, será apresentado na seqüência a dimensão da responsividade. 2.1.3.2 Responsividade As pessoas ao solicitarem algum serviço, exigem além de bom atendimento, atenção e agilidade por parte dos funcionários. Esta dimensão dentro da qualidade dos serviços é denominada de responsividade. Diante disso Gianesi e Corrêa (1994, p.90) enfocam que a responsividade na qualidade dos serviços consiste na disposição que os funcionários têm para auxiliar os clientes na prestação de um serviço. De forma semelhante, Zeithaml e Bitner (2003, p.93) relatam que esta dimensão da qualidade dos serviços consiste na vontade de ajudar os clientes e prestar serviços sem demora. Concluindo Lovelock e Wright (2006, p. 109) destacam que a dimensão da responsividade ou sensibilidade tem como objetivo avaliar se os funcionários da empresa são prestativos e capazes para fornecer pronto atendimento. Os autores ainda salientam que esta dimensão pode ser avaliada pelos clientes durante a entrega do serviço. Portanto, a responsividade dentro da qualidade dos serviços tem como objetivo avaliar se os funcionários são prestativos e capazes para fornecer pronto atendimento 25 aos clientes, pois um cliente bem atendido pode gerar outros clientes e manter relacionamentos duradouros. Na seqüência serão apresentados as características da dimensão segurança. 2.1.3.3 Segurança As pessoas na solicitação de algum serviço buscam saber se a empresa detém de funcionários qualificados e aptos para a realização do serviço. Desse modo a dimensão da qualidade dos serviços que avalia este fator é denominado segurança. Sendo assim, Zeithaml e Bitner (2003, p.93) ressaltam que a dimensão segurança na qualidade dos serviços, está relacionada a conhecimento, a simpatia e a habilidade que os funcionários têm que adquirir para inspirar credibilidade e confiança perante os clientes. Na mesma visão, Gianesi e Corrêa (1994, p. 90) enfatizam que a dimensão segurança consiste no conhecimento, cortesia e habilidades que os funcionários têm que adquirir para transmitir confiança, segurança e credibilidade aos clientes. Concluindo, Lovelock e Wright (2006, p. 109) descrevem que a dimensão segurança tem como objetivo, avaliar se os funcionários que irão executar os serviços são bem informados, educados, competentes e dignos a ponto de fornecer confiança aos clientes. Portanto, a dimensão segurança dentro da qualidade dos serviços tem a finalidade de ressaltar a competência, a credibilidade e a confiança que os funcionários devem transmitir para os clientes na execução de um serviço. Dando prosseguimento à apresentação das dimensões da qualidade dos serviços, será apresentado na seqüência as características da empatia. 2.1.3.4 Empatia Ao entrarem em uma empresa para solicitar um serviço, os clientes buscam uma atenção especial dos funcionários para com eles, ou seja, eles desejam que os 26 funcionários sejam cuidadosos no atendimento e preocupados em atender as suas necessidades. Portanto o processo que avalia este fator é chamado de empatia. Diante disso, Lovelock e Wright (2006, p. 109) analisam que a empatia na qualidade dos serviços é a dimensão que analisa se os funcionários estão preparados para lidar com as preocupações dos clientes, a fim de satisfazer as suas necessidades. Em perspectiva similar, Gianesi e Corrêa (1994, p.90) ressaltam que na qualidade dos serviços, a empatia tem como objetivo avaliar se os funcionários são preparados para fornecer atenção especial aos clientes. Concluindo, Zeithaml e Bitner (2003, p.93) enfocam que a empatia na qualidade dos serviços é a dimensão que está ligada ao cuidado e a atenção individualizada que os funcionários devem ter com os clientes durante a execução dos serviços. Portanto, a empatia na qualidade dos serviços é uma dimensão que tem como objetivo avaliar se as empresas prestadoras de serviços, fornecem uma atenção personalizada e cuidadosa para seus clientes, a ponto de satisfazer os desejos dos mesmos. Para encerrar as características das cinco dimensões da qualidade dos serviços, será apresentada na seqüência a dimensão tangíveis. 2.1.3.5 Tangíveis As empresas que prestam serviços devem se preocupar com a aparência física, ou seja, as instalações, equipamentos, pessoal e material de comunicação do prestador do serviço. Estas dimensões que avaliam estes fatores são denominadas tangíveis. Diante disso, Gianesi e Corrêa (1994, p.90) descrevem que a dimensão tangível consiste em analisar a aparência das instalações físicas, equipamentos, funcionários e comunicação da empresa prestadora de serviço. De outra maneira Kotler (1994, p.549) cita que esta dimensão verifica se os serviços tangíveis projetam corretamente sua qualidade, como ambiente físico da empresa, equipamentos, pessoas etc. Além disso, o autor ressalta que independente do tipo de serviço, essa e outras dimensões são utilizadas como critérios pelos consumidores, quando estes solicitam algum serviço. 27 Concordando com os outros autores, Zeithaml e Bitner (2003, p.96) concluem que esta dimensão da qualidade dos serviços “compreende a aparência das instalações físicas, do equipamento, dos funcionários e dos materiais de comunicação”. Além disso, as autoras ressaltam que as empresas de serviços que enfatizam os tangíveis em suas estratégias compreendem serviços hospitalares nos quais os clientes vão até o estabelecimento receber o serviço. Alguns exemplos podem ser citados como: restaurantes, hotéis, lojas de varejo e empresas de entretenimento. Portanto, as cinco dimensões apresentadas representam o modo como os clientes organizam em sua mente a informação sobre a qualidade de serviços. Além disso, estas dimensões constatam a importância que cada uma representa para as empresas, pois é através dessas dimensões que as empresas podem proporcionar mais qualidade nos seus serviços e conseqüentemente satisfazer as necessidades dos seus clientes. Para um melhor entendimento será apresentado na seqüência o conceito de marketing e sua importância para as empresas. 2.2 MARKETING O marketing para as empresas, nada mais é do que uma forma de lidar com os clientes, ou seja, entender, criar, comunicar e proporcionar ao cliente valor e satisfação, fazendo estes fatores importantes que constituem a essência do pensamento e da prática do marketing moderno. Na visão de Kotler (2004, p.3), marketing nada mais é do que um processo administrativo e social, onde indivíduos e grupos, por meio da criação, oferta, troca de produtos e valor com os outros, obtêm as necessidades e desejos. Reforçando a afirmação, Kotler e Armstrong (2004, p.3) salientam que marketing é uma maneira de entregar satisfação para o cliente em forma de benefícios, e seus dois principais objetivos são: atrair novos clientes, prometendo-lhes valor superior e manter os clientes atuais, propiciando-lhes satisfação. Na mesma percepção, Cobra (1993, p.26) enfatiza que o marketing, para os seres humanos, é uma atividade voltada à satisfação das necessidades e desejos, por 28 meio de um processo de troca, respeitando e preservando os recursos naturais, onde o objetivo sempre é buscar o aprimoramento da qualidade de vida das pessoas. Em perspectiva similar, Vavra (1993, p.41) define marketing como: “o processo de conceber, produzir, fixar preço, promover e distribuir idéias, bens e serviços que satisfazem as necessidades de indivíduos e organizações”. De forma mais abrangente, Dias (2003) enfoca que o marketing para as empresas tem a função de criar sempre valor para o cliente, gerando vantagem competitiva duradoura para a empresa, através das variáveis controláveis de marketing que fazem parte da gestão estratégica que são: produto, preço, comunicação e distribuição. Portanto, o marketing é essencial para as empresas, pois é nele que as mesmas irão buscar soluções de melhorias para atender as necessidades dos clientes e do mercado e também atrair novos mercados. Para um melhor entendimento, será apresentado na seqüência as características de cada um dos quatro elementos importantes de marketing que são: produto, ponto, preço e promoção que formam juntos o composto mercadológico. 2.2.1 Produto A palavra produto dentro da língua portuguesa tem os seguintes significados: coisa produtiva; efeito da produção; produção; resultado; rendimento; benefício; lucro. Diante disso, Kotler e Armstrong (2004, p. 48) definem o elemento produto como “a combinação de bens e serviços que a empresa oferece para o mercado alvo”. De forma mais abrangente, Cobra (1997, p.28) relata que pode-se considerar um produto ou um serviço como certo ao consumo quando estes atendem às necessidades e desejos de seus consumidores. Além disso, o autor salienta que o produto, para se considerar certo, passa por algumas exigências como: • Qualidade e padronização: Está relacionado à características, desempenhos e acabamentos; • Modelos e tamanhos: Está relacionado em atender às expectativas e necessidades; 29 • Configuração: Está relacionado com a apresentação física do produto, ou seja, embalagem, marca e serviço. Na mesma visão, Kotler, (1994, p.33) relata que o produto pode ser definido como “algo que possa ser oferecido a alguém para satisfazer uma necessidade ou desejo”. Além disso, o autor ressalta que o termo “produto” traz a idéia de objeto físico e por isso a expressão usada produtos e serviços, serve para destinguir objetos físicos de objetos intangíveis. Já na percepção de Churchill e Peter (2005, p. 20) o produto dentro do marketing é “algo oferecido por profissionais de marketing para clientes, com o propósito de troca”. Concluindo, para Boone e Kurtz (1998, p. 19) a palavra “produto” dentro do marketing abrange significado maior do que bem, serviço ou idéia. Os autores relatam que além do amplo conceito, o produto leva em conta a satisfação de todas as necessidades do consumidor em relação a um bem, serviço ou idéia. Portanto, o produto dentro do marketing é algo que pode ser oferecido pelos profissionais de marketing para atender o mercado e conseqüentemente satisfazer as necessidades do público-alvo. Na seqüência será apresentado o elemento distribuição. 2.2.2 Ponto ou distribuição A palavra distribuição dentro da língua portuguesa tem os seguintes significados: ato ou efeito de distribuir; divisão; repartição; partilha; ordenamento; classificação. Desta forma Churchill e Peter (2005, p.20) relatam que o elemento ponto ou distribuição refere-se “a como produtos e serviços são entregues aos mercados para se tornarem disponíveis para trocas”, ou seja, tem o objetivo de levar produtos e serviços ao mercado. Na mesma visão Boone e Kurtz (1998, p. 19) relatam que o elemento de marketing distribuição tem a função de movimentar o produto do ponto de produção para um lugar conveniente para o comprador. Além disso, os autores ressaltam que neste elemento, os profissionais de marketing desenvolvem estratégias que envolvem 30 meios de transporte, armazenamento, controle de estoque, processamento de encomendas e seleção de canais de marketing. Concluindo, Cobra (1997, p.28) relata que para um produto ou serviço ter utilidade, é necessário que se posicionem junto ao seu mercado consumidor, sendo que a escolha do ponto para o produto ou serviço relaciona-se com o canal de distribuição: atacado, varejo ou distribuidor ao transporte e armazém. Portanto, o ponto ou distribuição nada mais é do que um intermediário, que tem o objetivo de levar o produto do ponto de produção para o mercado, sendo que neste elemento são realizadas estratégias para se definir os lugares certos para a comercialização. Na seqüência será apresentado o conceito de preço e sua importância dentro do marketing. 2.2.3 Preço O termo preço dentro da língua portuguesa tem os seguintes significados: custo da unidade de coisa vendível; valor pecuniário de um objeto; o que serve de compensação ou remuneração; valia; taxa; prêmio. Diante disso, Chuchill e Peter (2005, p. 20) conceituam o preço como “uma quantidade de dinheiro ou outros recursos que deve ser dada em troca de produtos e serviços”, ou seja, quantidade em dinheiro que os profissionais pedem por aquilo que oferecem. Já na percepção de Boone e Kurtz (1998, p.20) o preço é um dos elementos mais difíceis para as decisões de marketing, pois envolve métodos de estabelecimento de preços lucrativos e justificáveis. Concluindo, Cobra (1997, p.28) ressalta que assim como o produto deve ser certo e estar no ponto certo, o preço é um elemento que também deve ser certo, sendo que o ele pode ser considerado: posto na fábrica; posto no cliente; atacadista varejista ou distribuidor; líquido com desconto ou bruto sem desconto; desconto por quantidade, por condição de pagamento etc. Portanto, o elemento preço nada mais é do que a quantidade de dinheiro que os profissionais de marketing pedem por aquilo que oferecem. Além disso, o preço deve 31 ser justo, mesmo sendo definido pelo fabricante, atacadista, varejista ou distribuidor, sendo líquido com desconto, bruto sem desconto, desconto por quantidade, por condição de pagamento etc. Na seqüência será apresentado o conceito de promoção e sua importância dentro do marketing. 2.2.4 Promoção A palavra promoção dentro da língua portuguesa tem os seguintes significados: ato ou efeito de promover; acesso; elevação a cargo ou categoria superior; ação comercial que visa a divulgação e venda de um novo produto, ou escoamento de mercadoria; requerimento de proposta do ministério público para que se proceda a certos atos judiciais. Desta forma, Boone e Kurtz (1998, p.20) definem o elemento promoção como “um elo de comunicação entre vendedores e compradores”. Os autores enfatizam ainda que nesse elemento as empresas utilizam meios muito diferentes para enviar suas mensagens sobre bens, serviços e idéias, muitas vezes podendo ser comunicada diretamente pelo pessoal de vendas. Em opinião semelhante, Churchill e Peter (2005, p. 20) enfatizam que o elemento promoção refere-se à maneira pessoal e impessoal usado para informar, convencer e lembram os clientes com relação aos produtos e serviços oferecidos. Concluindo, Cobra (1997, p.28) descreve que a promoção do produto ou serviço está relacionada à publicidade, às relações públicas, à promoção de vendas, à venda pessoal e o merchandising, ou seja, a maneira. Após a exposição dos 4 Ps, Cobra (1997, p. 31) define que estes quatro elementos que formam o composto mercadológico tem cada elemento interdependente que pode ser exclusivo, sendo que na prática existe uma inter-relação entre eles. Portanto, o composto de marketing é uma combinação de ferramentas estratégicas usadas para criar valor para os clientes e alcançar os objetivos das organizações. A partir da exposição dos quatro elementos básicos de marketing, será abordado na seqüência o marketing de serviços. 32 2.3 MARKETING DE SERVIÇOS Atualmente, a importância do serviço como fator diferenciador de marketing cresce à medida que se observa que produtos de excelente tecnologia podem apresentar desempenhos insatisfatórios. Pois ter um bom produto não é o suficiente, é preciso também proporcionar aos clientes serviços de qualidade que segundo as expectativas dos mesmos, é um fator importante para a sociedade. Desta forma, Churchill e Peter (2005, p. 290) enfocam que convivemos em uma economia de serviços, onde a prestação e o marketing de serviços ocupam um papel cada vez maior em relação aos bens tangíveis. Além disso, os autores relatam que o marketing de serviços está assemelhado aos vários aspectos de marketing de produtos tangíveis ou bens, pelo motivo de ambos serem destinados a oferecer valor aos clientes em uma troca e também serem oferecidos em locais apropriados por preços aceitáveis. Em perspectiva similar, Las Casas (1991, p.29) descreve que devido o conhecimento do consumidor, que passou a ter importância fundamental na comercialização, as empresas devem preocupar-se primeiramente com o modo em que as compras são realizadas, ou seja, a forma, a freqüência e as pessoas que realizam estas compras, podendo ser pessoas físicas ou jurídicas. Na mesma linha, Lovelock e Wright (2006, p. 312) ressaltam que no marketing de serviços, é importante destacar que as ferramentas de comunicações de marketing são extremamente importantes, pois ao serem utilizadas, poderão proporcionar imagens fortes e um senso de credibilidade, confiança e tranqüilidade. Essas ferramentas podem ser: marcas nominais, elementos de design empresarial de fácil reconhecimento e principalmente cenários de serviços bem montados. Após a abordagem do conceito de marketing de serviços, será apresentado a seguir o composto de marketing de serviços que é formado por três elementos que estão voltados à prestação de serviços e completam os 7 Ps do composto de marketing de serviços. 33 2.3.1 O composto de marketing de serviços Pelo motivo dos serviços normalmente serem produzidos e consumidos simultaneamente, muitas vezes os clientes estão na unidade de produção da empresa, interagindo diretamente com o pessoal da empresa e constituindo-se, efetivamente, parte do processo de produção do serviço. Além disso, como os serviços são intangíveis, os clientes estarão todo o tempo procurando algum indicador tangível que possa auxiliá-los a entender a natureza da experiência do serviço. Diante disso, Zeithaml e Bitner (2003, p. 41) afirmam que devido às necessidades das variáveis adicionais, os profissionais de marketing de serviços adotaram o conceito de um composto de marketing expandindo para os serviços, mostrando que além dos quatro Ps que são: produto, preço, praça e promoção, o composto de marketing de serviços inclui pessoas, evidência física e processo. Para um melhor entendimento, será apresentada na seqüência a definição de cada elemento de marketing de serviços. 2.3.1.1 Pessoas No composto de marketing de serviços, pessoas são todos os indivíduos que desempenham algum papel na execução de um serviço e também são indivíduos que podem influenciar as decisões do comprador. Desta maneira Zeithaml e Bitner (2003, p. 41) relatam que no composto de marketing de serviços, pessoas são todos os agentes humanos que desempenham um papel no processo de execução de um serviço, influenciando as percepções do comprador, podendo ser os funcionários da empresa, o cliente e outros clientes no ambiente de serviços. De acordo com Gianesi e Corrêa (1994, p.40), pessoas no composto de marketing de serviços, são indivíduos que desempenham algum papel na prestação de serviço, podendo ser funcionários ou até mesmo outros consumidores. Os autores ainda explicam que neste processo, as atitudes e comportamento dos indivíduos 34 certamente irão afetar o sucesso do serviço e, consequentemente, a avaliação do consumidor. Concluindo, Lovelock e Wright (2006, p. 23) conceituam que as pessoas no marketing de serviços são “profissionais e, às vezes outros clientes envolvidos na produção do serviço”. Os autores ainda ressaltam que os clientes na maioria das vezes fazem avaliações da qualidade dos serviços que recebem em cima dessas pessoas. Portanto no composto de marketing de serviços as pessoas são agentes humanos que desempenham um papel no processo de execução de um serviço e podem influenciar as percepções do comprador. Para dar continuidade nas características dos compostos de marketing de serviços, será apresentado na seqüência, o fator evidência física. 2.3.1.2 Evidência física Muitos clientes ao comprar um serviço, percebem valores na empresa onde está solicitando o serviço, como: equipamentos, instalações, pessoas, etc. Estes valores percebidos pelos clientes são considerados evidências físicas. Desta forma Gianesi e Corrêa (1994, p.40) descrevem que evidência física é um elemento do composto de marketing de serviços, na qual os consumidores tendem a basear-se naquilo que há de tangível no pacote de serviços. Além disso, os autores descrevem que as evidências físicas podem ser promovidas por instalações, pessoas, equipamentos ou bens facilitadores. Na mesma percepção de Zeithaml e Bitner (2003, p. 41) relatam que evidência física consiste no ambiente no qual o serviço é executado, incluindo todas as representações tangíveis do serviço, como brochuras, timbres, cartões de visita, apresentações de relatórios, sinalização e equipamentos. Concluindo, Lovelock e Wright (2006, p. 23) ressaltam que a evidência física dentro do composto de marketing de serviços significa ”pistas visuais ou outras pistas tangíveis que fornecem evidência da qualidade do serviço”. Além disso, os autores enfatizam que as empresas de serviço precisam administrar cuidadosamente a 35 evidência física porque esta pode exercer um impacto profundo sobre as impressões dos clientes. Portanto a evidência física refere-se a tudo que é tangível e percebido pelo consumidor no pacote de serviços como, por exemplo: instalações, equipamentos, bens facilitadores etc. Dando continuidade no composto de marketing de serviços, será apresentado na seqüência as características do processo. 2.3.1.3 Processo As empresas prestadoras de serviços seguem alguns procedimentos para definir o modo que as atividades são executadas. Estes procedimentos são denominados processo. Diante disso, Zeithaml e Bitner (2003, p. 41) ressaltam que o processo consiste nos procedimentos, mecanismos e também no roteiro efetivos de atividades através dos quais os serviços são executados. Este processo é realizado pelos sistemas de execução e de operação dos serviços. Em perspectiva similar, Gianesi e Corrêa (1994, p.40) enfocam que o processo refere-se ao modo que o serviço é oferecido. Além disso, os autores ressaltam que devido o processo ter papel mercadológico fundamental, decorrente da participação do consumidor, muitas vezes o processo se torna mais importante para a avaliação do que o próprio resultado. Concluindo, Lovelock e Wright (2006, p. 22) descrevem que o processo no composto de serviços é “um método particular de operações ou série de ações, normalmente envolvendo passos que precisam ser dados em uma seqüência definida”. Os autores ainda salientam que se os processos forem deficientes, dificultarão o bom desempenho do pessoal da linha de frente, acarretando em baixa produtividade e aumentando a probabilidade de falhas nos serviços. Portanto, os três compostos de marketing estão incluídos como elementos separados, pelo motivo de estarem dentro do controle da empresa, sendo que qualquer um deles, ou até mesmo todos, podem influenciar na decisão inicial dos clientes na compra de um serviço e também no nível de satisfação. 36 Após da exposição do composto de marketing de serviços, constatou-se que além dos 4 Ps, os três elementos apresentados são extremamente importantes para o marketing de serviços, pois são estes elementos que irão dar mais sustentação em uma empresa voltada na prestação de serviços. A partir da exposição do composto de marketing de serviços, será apresentado na seqüência o triângulo de marketing de serviços, que irá auxiliar nas tomadas de decisões e também ajuda a entender melhor o contexto onde as empresas estão inseridas. 2.3.2 O triângulo de marketing de serviços Diante dos desafios que são enfrentados pelos profissionais de marketing de serviços, Zeithaml e Bitner (2003, p. 38) apresentam o triângulo de marketing de serviços, que tem por objetivo mostrar os três grupos interconectados que trabalham juntos para o desenvolvimento, a promoção e a execução dos serviços. As três faces do triângulo são compostas por três tipos de marketing, que devem ser conduzidos com um sucesso, com a finalidade de ter um melhor êxito no serviço. As três faces do triângulo são compostas pelos seguintes componentes: Empresa Marketing interno Marke Executores Marketing externo Clientes Marketing interativo Figura 1: Triângulo de marketing de serviços Fonte: Zeithaml e Bitner (2003, p. 38) 37 Para um melhor entendimento, será apresentado na seqüência as características e a importância de cada lado do triângulo. 2.3.2.1 Marketing Externo Antes de oferecer serviços, as empresas geram promessas a seus clientes, levando em conta as expectativas dos mesmos, com relação o cumprimento das promessas. Este processo do triângulo de marketing de serviços é denominado marketing externo. Desta forma, Kotler (1996, p.408) relata que o marketing externo tem o objetivo de descrever o trabalho normal realizado pela empresa para preparar, fixar preços, distribuir e promover os serviços aos consumidores. Concluindo, Zeithaml e Bitner (2003, p. 38) defendem que o marketing externo tem como função auxiliar as empresas, para que estas possam gerar promessas a seus clientes, na qual levam-se em conta as expectativas que eles podem e também como as mesmas serão atendidas. É importante ressaltar que as atividades tradicionais de marketing, como publicidade, vendas, promoções especiais e precificação colaboram para este tipo de marketing. Portanto, o objetivo do marketing externo para as empresas é gerar promessas aos clientes, levando em consideração as expectativas quanto o cumprimento das promessas. 2.3.2.2 Marketing Interativo Atualmente, é importante que as empresas estejam atentas na prestação de um serviço, ou seja, analisar se as promessas feitas no marketing externo foram cumpridas na execução de um serviço. O processo que irá auxiliar as empresas para atender estas necessidades é denominado marketing interativo. Desta forma, Zeithaml e Bitner (2003, p. 38) enfatizam que o marketing interativo tem como objetivo manter as promessas geradas no marketing externo, sendo que ele acontece no momento da verdade, quando o cliente interage com a organização e 38 também no momento que o serviço é produzido e consumido. Além disso, as autoras salientam que este é o segundo tipo de atividade de marketing compreendida pelo triângulo e também considerado o mais fundamental do ponto de vista dos clientes. Pois as promessas dos serviços são mais freqüentemente mantidas ou frustradas pelos próprios funcionários da empresa ou por terceirizados, na maioria em tempo real, sendo que algumas vezes as promessas de serviços também podem ser executadas pela tecnologia. Na percepção de Kotler (1996, p.408) o marketing interativo descreve a experiência dos funcionários em atender o cliente. Além disso, o autor ressalta que este tipo de marketing julga a qualidade do serviço não apenas por sua qualidade técnica, mas também, sua qualidade funcional. Na mesma visão, Kotler e Armstrong (2004, p. 226) salientam que no marketing interativo “a qualidade dos serviços depende fortemente da qualidade da interação comprador-vendedor durante a execução deles”. Os autores ainda ressaltam que os prestadores de serviços não devem se limitar em apenas satisfazer os clientes com o simples fornecimento de um serviço técnico de qualidade, mas também dominar a arte do marketing interativo. Portanto, o marketing interativo tem como objetivo fazer com que as pessoas treinadas no marketing interno, interajam com os clientes com a finalidade de satisfazer as necessidades dos mesmos. 2.3.2.3 Marketing Interno Para poder proporcionar qualidade nos serviços e um melhor atendimento aos clientes, é importante que as empresas realizem treinamentos e motivem efetivamente seus funcionários. Esse processo que tem o objetivo de treinar e motivar os empregados é denominado marketing interno. Diante disso, Zeithaml e Bitner (2003, p. 38) descrevem que o marketing interno consiste em descrever o trabalho realizado pela empresa para treinar e motivar seus funcionários no bom atendimento dos consumidores. As autoras ressaltam que para os executores e os sistemas de serviços poderem cumprirem com o que foi prometido, é 39 necessário que estes tenham habilidades, competências, ferramentas e motivação para executá-lo, pois é fácil gerar promessas, mas se os executores não forem recrutados, treinados e aparelhados com ferramentas e sistemas internos apropriados, além de recompensados pelos bons serviços, as promessas podem não ser cumpridas. Em perspectiva similar, Kotler e Armstrong (2004, p.226) definem o marketing interno como uma maneira das empresas prestadoras de serviços motivarem e realizarem treinamentos com os empregados que entram em contato com os clientes e todo o pessoal de serviços de apoio para que trabalhem em equipe no sentido de fornecer satisfação aos clientes. Concluindo, o marketing interno é uma maneira das empresas prepararem e motivarem seus funcionários, para que os mesmos possam proporcionar qualidade nos serviços realizados a atender as necessidades dos clientes. Portanto, os três lados do triângulo são essenciais para o sucesso de uma organização, pois sem um dos lados, o triângulo, ou todo o esforço de marketing, ficará sem apoio. 2.4 MARKETING DE RELACIONAMENTO Atualmente, a revolução de marketing está resultando na aproximação entre a empresa e o seu mercado, sendo que o enfoque principal estará nos processos de troca com atenções voltadas ao relacionamento íntimo entre as partes, ou seja, uma parceria. Por isso, o marketing de relacionamento, tem o propósito de maximizar o relacionamento da empresa com o cliente, tornando-o benéfico para ambas as partes, ou seja, modificando o paradigma do ganha-perde para o ganha-ganha. Sendo que a rentabilidade passa a ser apenas uma conseqüência do sucesso da negociação. Diante disso, Kotler e Armstrong (2004, p.474) relatam que o marketing de relacionamento, nada mais é do que “criar, manter, e aprimorar fortes relacionamentos com os clientes e outros interessados”. Os autores ainda enfocam que as empresas, não devem limitar-se apenas em elaborar estratégias para atrair novos clientes e criar 40 transações com eles, mas também buscar a retenção dos clientes existentes, proporcionando-os um relacionamento lucrativo e duradouro. Em perspectiva similar, Zeithaml e Bitner (2003, p.139) conceituam o marketing de relacionamento como uma estratégia para a manutenção e o aperfeiçoamento dos atuais clientes, e tem como objetivo construir e manter uma base de clientes comprometidos que sejam rentáveis para a organização. De uma forma mais abrangente Churchill e Peter (2005, p.10) concluem que no marketing de relacionamento, as empresas criam relacionamentos de longo prazo com seus clientes, sendo que a receita e os lucros que foram obtidos através deste relacionamento, tendem a compensar o aumento dos custos. Diante deste conceito, os autores ainda apresentam dois tipos de relações que as empresas podem exercer com seus clientes. São elas: • Relacionamentos diretos: relacionamentos na qual os profissionais de marketing possuem o conhecimento de seus clientes, através do nome e podem comunicar-se diretamente com eles através de telefone, e-mail, fax ou até mesmo pessoalmente. • Relacionamentos indiretos: relacionamentos na qual, os profissionais de marketing, não possuem o conhecimento individual de seus clientes, mas os seus produtos têm um significado muito importante para os clientes, por serem marcas que os clientes consideram como confiáveis. Ex: Coca-Cola, Omo, Kibon, etc. Diante destas situações, Zeithaml e Bitner (2003, p. 139) enfocam que na filosofia do marketing de relacionamento, os clientes preferem ter um relacionamento continuado, a ter que trocar de fornecedores constantemente. Portanto, é necessário que as empresas possuam relacionamentos constantes com seus clientes, pois assim o cliente irá se sentir prestigiado e satisfeito, não o levando a procurar os serviços da concorrência. Diante disso, para dar mais ênfase será abordado na seqüência a satisfação dos clientes. 41 2.4.1 Satisfação dos clientes Atualmente, os clientes experimentam diversos níveis de satisfação ou descontentamento após cada experiência de serviço de acordo com a medida nas quais suas expectativas foram atendidas ou ultrapassadas, pois a satisfação é um estado emocional, onde suas reações pós-compra podem envolver raiva, insatisfação, irritação, indiferença ou alegria. De acordo com Lovelock e Wright (2006, p.113), “a satisfação do cliente desempenha um papel particularmente crítico em ramos altamente competitivos, onde há uma diferença entre a fidelidade de clientes meramente satisfeitos e clientes completamente satisfeitos”. Além disso, eles enfatizam que uma empresa, preocupada em melhorar a satisfação de seus clientes, deve primeiramente avaliar e medir o grau de satisfação e insatisfação de seus atuais clientes, sendo que a melhor maneira de medir a satisfação é solicitar aos clientes que primeiramente, identifiquem quais fatores são importantes em sua satisfação e após a identificação, solicitá-los que avaliem o desempenho de um fornecedor de serviços e seus concorrentes nesses fatores. Além disso, os mesmos autores (2006) citam que para medir a satisfação de seus clientes, é fundamental que as empresas utilizem uma escala de cinco pontos, que são: • Muito insatisfeito • Relativamente insatisfeito • Indiferente • Relativamente satisfeito • Muito satisfeito Segundo Kotler e Armstrong (2004, p.6), cabe evidenciar que satisfação dependerá da percepção do cliente sobre o desempenho do produto em relação às suas expectativas, sendo que se o desempenho não corresponder às expectativas, o cliente ficará insatisfeito, mas se corresponder às expectativas, ele ficará satisfeito ou até mesmo encantado. Além disso, estes autores (2004) também ressaltam que empresas inteligentes estão sempre focadas no objetivo, de maravilhar o cliente e 42 sempre se limitando somente aquilo que podem oferecer e entregando mais do que prometeram. Os autores analisam que a satisfação do cliente está com um pequeno vínculo à qualidade, sendo que atualmente, muitas empresas procuram adotar programas de gestão de qualidade total (Total Quality Management – TQM), que foram desenvolvidos com o objetivo de aumentar constantemente a qualidade de seus produtos, serviços e processos de marketing, sendo que a qualidade exerce um impacto direto sobre o desempenho do produto e, por conseqüência, sobre a satisfação do cliente. É importante ressaltar para as empresas que satisfazer as necessidades não é a única meta. Na mesma linha, Lovelock e Wright (2006, p.116) relatam que as empresas não podem se prender somente ao objetivo de satisfazer as necessidades dos clientes, mas também visar outras metas empresariais, como obter vantagem competitiva e lucro. Além disso, os autores ressaltam que a satisfação do cliente pode trazer grandes benefícios para uma empresa e níveis mais altos de satisfação do cliente resultam em maior fidelidade. Em perspectiva similar, Lovelock e Wright (2006, p.116) analisam que é mais lucrativo para as empresas manter bons clientes em longo prazo ao invés de atrair e desenvolver novos clientes para substituir aquele que saem, pois os clientes altamente satisfeitos passam informações positivas para outras pessoas, fazendo com que as empresas conquistem novos clientes através dos clientes satisfeitos. Portanto, a satisfação é um fator fundamental para as empresas, pois cliente satisfeito pode gerar relacionamentos duradouros e lucrativos, podendo até proporcionar novos clientes, principalmente por indicação. 2.5 COMPORTAMENTO DO CONSUMIDOR Atualmente, os profissionais de marketing estão diante de um grande desafio, que é analisar e buscar entender o comportamento do consumidor. Pois sabendo que os consumidores são pessoas que compram bens e serviços para si mesmas ou até mesmo para os outros, os profissionais de marketing precisam entender o motivo que leva os consumidores a comprar certos produtos ao invés de outros. 43 Desta forma, Churchill e Peter (2005, p.146) enfocam que para os profissionais de marketing poderem obter o entendimento do comportamento do consumidor, é preciso que estes estudem os pensamentos, sentimentos e ações dos consumidores e também as influências sobre eles que determinam mudanças. Na mesma linha, Zeithaml e Bitner (2003, p.50) analisam que assim como os profissionais de marketing, os produtores de serviços, têm como objetivo desenvolver e disponibilizar ofertas que satisfaçam as necessidades e as expectativas dos clientes, pois é importante que estes profissionais estejam em condições de preencher a lacuna do cliente existente entre as expectativas e as percepções. De uma forma mais abrangente, Kotler e Armstrong (2004, p. 119) destacam que as empresas que realmente compreendem como os consumidores respondem às diferentes características, como preços a apelos publicitários do produto, possuem uma grande vantagem em relação aos seus concorrentes. Além disso, os autores salientam que o comportamento do consumidor em relação às compras é extremamente influenciado pelas características culturais, sociais, pessoais e psicológicas, sendo que muitas vezes os profissionais de marketing não podem controlar esses fatores, mas devem levá-los em consideração. Os mesmos autores (2004, p. 134) analisam que as decisões de compras por serem mais complexas, normalmente envolvem mais participantes e mais ponderação por parte do comprador. Diante disso, os autores apresentam quatro tipos de comportamento de compras que são: • Comportamento de compra complexo: este comportamento ocorre, quando os consumidores estão altamente envolvidos em uma compra e percebem diferenças significativas entre as marcas. Sendo que eles envolvem-se bastante com o produto quando este é caro, envolvendo um risco, não sendo comparado com freqüência e é altamente auto-expressivo; • Comportamento de compra com dissonância cognitiva reduzida: ocorre quando os consumidores estão altamente envolvidos em uma compra cara, incomum e que envolve risco, mas vêem poucas diferenças entre as marcas; 44 • Comportamento de compra habitual: este comportamento envolve baixo envolvimento do consumidor e poucas diferenças significativas entre as marcas. Um exemplo deste comportamento é o sal, pois o envolvimento dos consumidores com essa categoria de produto é baixo, sendo que eles simplesmente vão ao supermercado e escolhem uma marca; • Comportamento de compra em busca de variedade: este tipo de comportamento ocorre quando há um baixo envolvimento de sua parte e significativas diferenças entre as marcas. Na mesma percepção, Cobra (1997, p. 37) enfatiza que em uma compra, a satisfação dos clientes está ligada a certas sensações de satisfação, onde o consumidor imagina estar levando à satisfação de necessidades. Além disso, o autor argumenta que muitas vezes o que realmente satisfaz as necessidades não são os fatores necessariamente percebidos pelo consumidor, pois a compra de determinados produtos ou marcas são necessidades muitas vezes levadas a um nível emocional e não necessariamente a um nível racional. Diante desses conceitos, é importante destacar que as empresas precisam ter conhecimento sobre o comportamento do consumidor, pois entender o consumidor pode facilitar no atendimento às necessidades do mesmo. Sendo assim, será apresentado na seqüência, o modelo de comportamento do consumidor que mostra o processo pelo qual os consumidores compram produtos e serviços. 2.5.1 Modelo de comportamento do consumidor O processo de compra do consumidor tem por objetivo ilustrar o processo pelo qual os consumidores compram produtos e serviços. Diante disso, Churchill e Peter (2005, p.146) relatam que o processo de compra do consumidor engloba 5 etapas que são: reconhecimento das necessidades, busca de informações, avaliação das alternativas, decisão de compra e avaliação pós-compra. A figura 2 mostra o modelo do processo de compra do consumidor: 45 Processo de compra do consumidor Reconheci mento das necessidade s Busca de informações Avaliação de alternativas Decisão de compra Avaliação pós-compra Figura 2: Processo de compra do consumidor Fonte: Churchill e Peter (2005, p.146) • Reconhecimento das necessidades: esta etapa é a primeira do processo de compra do consumidor. Neste processo o reconhecimento pode vir de sensações internas e externas como, por exemplo: fome, cansaço, desejo, convite para um casamento ou um anúncio no rádio. A partir desses exemplos os autores ressaltam que a motivação é os impulsos interiores, que os consumidores tem ao perceberem uma necessidade. Além disso, eles enfocam que outra forma de pensar em motivação é em termos de necessidades que podem ser necessidades utilitárias e necessidades hedônicas: a) Necessidades utilitárias: necessidades nas quais relaciona-se as funções básicas e benefícios materiais. Quando as pessoas são motivadas a satisfazer necessidades utilitárias, elas tendem a serem racionais em suas escolhas. Um exemplo disso é o estudo de opiniões de consumidores sobre a compra de automóveis, mostrando que eles estavam interessados primariamente em critérios utilitários como desempenho, confiabilidade e facilidade de manutenção, e não em uma aparência exterior atraente. b) Necessidades hedônicas: necessidades nas quais são relacionadas ao desejo de prazer e auto-expressão. As decisões sobre a satisfação de necessidades hedônicas tendem a ser relativamente emocionais. Um exemplo é o fato de muitas pessoas gostarem de tomar banho com um sabonete de perfume agradável ou de cantar e escutar músicas que as façam sentir-se bem. 46 Portanto, no processo de reconhecimento de necessidades, os profissionais de marketing podem tentar influenciar os consumidores a enxergar as necessidades que seus produtos podem satisfazer. • Busca de informações: Após os consumidores identificarem as necessidades, eles podem buscar informações sobre como satisfazê-la. Este processo consiste em cinco fontes básicas de informações que irão auxiliar os consumidores, na satisfação das necessidades, conforme apresentados no quadro 1. • Avaliação das alternativas: Esta etapa de avaliação das alternativas envolve a decisão de quais recursos ou características são importantes e da identificação de qual desses recursos ou características cada alternativa oferece, sendo que alguns desses recursos ou características provavelmente são mais importantes do que outros. É através do processo de avaliação de alternativas que os consumidores tentam identificar a compra que lhes trará o maior valor. Sendo assim, eles pensam os benefícios que consideram importantes em relação aos custos esperados da transação. Além disso, o processo de avaliação de alternativas contém o fator atitude, que nada mais do que a avaliação geral de um consumidor a respeito de um objeto, comportamento ou conceito. Em geral, é o grau em que os consumidores gostam ou não de alguma coisa. • Decisão de compra: Depois de considerar as opções possíveis, os consumidores podem realizar uma compra. Esta etapa de decisão da compra inclui decidir fazer ou não a compra e, no primeiro caso, o que, onde, quando comprar e como pagar consiste em considerar as opções possíveis. Além disso, nesta etapa os consumidores podem agir rapidamente, principalmente se o produto estiver em liquidação, desistir da compra se nenhuma das opções identificadas de fato satisfazer suas necessidades e desejos ou podem adiar a compra se decidirem economizar dinheiro. 47 Fontes internas: Fontes nas quais as informações são armazenadas na memória da pessoa. Sendo que se um consumidor satisfez uma necessidade semelhante no passado, ele provavelmente começará a busca de informações lembrando como fez no passado. Além disso, as fontes internas podem ser as únicas utilizadas pelo consumidor para compras rotineiras. Fontes de grupos: Fontes nas quais os consumidores podem consultar outras pessoas, como seus amigos e familiares, ao procurar informações para a compra. Este tipo de fonte pode ser a mais poderosa para moldar decisões de compra, uma vez que têm alta confiabilidade e credibilidade. Fontes de marketing: fontes nas quais os consumidores obtêm informações contidas nas ações de marketing por meio de embalagens, vendedores, propaganda, mostruários de produtos etc. Este tipo de fonte nem sempre ganha a confiança dos consumidores, mesmo sendo facilmente acessíveis. Fontes públicas: Fontes nas quais são independentes dos profissionais de marketing e outros consumidores, onde incluem artigos na mídia sobre produtos ou classificações feitas por organizações independentes, como, por exemplo, o IDEC (Instituto de Defesa do Consumidor), que publica o Consumidor S.A. As fontes públicas na maioria das vezes costumam contar com alto grau de confiabilidade, mas podem requerer algum esforço por parte dos consumidores para serem obtidas. Fontes de experimentação: Fontes nas quais os consumidores também podem experimentar produtos, por exemplo, manuseando-os, cheirando-os, provandoos ou testando-os. As fontes de experimentação tendem a ser a última fonte usada antes da compra, pois exige que os consumidores se desloquem até o local de venda. Quadro 1: As cinco fontes básicas de informações Fonte: Adaptado de Churchill e Peter (2000) Sendo assim, as cinco fontes básicas de informações apresentadas no quadro 1, são de grande importância para os consumidores, pois são elas que irão auxiliá-los na 48 satisfação das necessidades, após os mesmos identificarem as necessidades. Na seqüência será apresentado o fator avaliação pós-compra. • Avaliação pós-compra: Depois de adquirir um produto, os consumidores realizam de modo formal ou informal, uma avaliação do resultado da compra, ou seja, eles consideram se ficaram satisfeitos com a experiência da compra e com o bem ou serviço que adquiriram. Esta etapa de avaliação pós-compra é decisiva para os profissionais de marketing, pois se um consumidor tem repetidamente experiências favoráveis com determinada marca, pode desenvolver lealdade a ela. Sendo que os consumidores podem conversar com familiares, amigos e conhecidos sobre suas experiências de compra e uso de produtos. Portanto o processo de avaliação pós-compra concentra-se no fato de os consumidores terem ou não recebido um bom valor. Para determinar isso, os consumidores ponderam os benefícios recebidos pela compra em relação aos custos envolvidos, sendo que quando os benefícios pesam significativamente mais do que os custos, valor alto é percebido e os consumidores ficam satisfeitos. Sendo assim, quanto mais satisfeitos ficarem, maior a probabilidade de se tornarem leais à marca e ao vendedor e maior a possibilidade de que o vendedor estabeleça uma relação de longo prazo com eles. Portanto, é através desses fatores citados, que os profissionais de marketing poderão tentar influenciar os consumidores a enxergar as necessidades que seus produtos podem satisfazer. 49 3 METODOLOGIA Este capítulo tem por objetivo apresentar a metodologia utilizada para a realização deste estudo, ou seja, como foram levantados os dados e informações sobre a satisfação dos clientes da empresa José Manoel da Cunha Júnior. 3.1 DELINEAMENTO DA PESQUISA Para a obtenção dos dados e informações, foi realizada uma pesquisa junto aos clientes da oficina, além de um estudo de caso. A pesquisa foi do tipo descritiva de natureza quantitativa e qualitativa, pois buscou-se analisar o nível de satisfação dos clientes da empresa José Manoel da Cunha Júnior em relação aos serviços prestados. Segundo Gil (1999, p.44) o objetivo principal das pesquisas descritivas é “a descrição das características de determinada população ou fenômeno ou o estabelecimento de relações entre variáveis”. De forma semelhante, Vergara (2003, p.47) relata que a pesquisa descritiva tem como objetivo apresentar características de uma determinada população, sendo que os dados que descreve servem de base para a explicação. Em perspectiva similar, Mattar (1997, p.78) ressalta que em estudos descritivos, normalmente são realizados levantamentos amostrais caracterizados pela obtenção de dados representativos da população, tanto em termos de número quanto do processo de seleção dos elementos da amostra da pesquisa. De outra maneira, Oliveira (2001, p.114) relata que “o estudo descritivo possibilita o desenvolvimento de um nível de análise em que se permite identificar as diferentes formas dos fenômenos, sua ordenação e classificação”. Além disso, o autor destaca que este estudo possibilita o pesquisador a obtenção de uma melhor compreensão do comportamento de diversos fatores e elementos que influenciam determinado fenômeno. Portanto a pesquisa descritiva tem como objetivo apresentar características de uma determinada população, fenômeno ou o estabelecimento de relações variáveis, 50 além de ser um tipo de pesquisa de melhor compreensão do comportamento de diversos fatores e elementos que influenciam um determinado fenômeno. Já o método quantitativo, segundo Oliveira (2001, p.115) “significa quantificar opiniões”. Além disso, o autor salienta que este método é muito utilizado nas pesquisas descritivas, onde se procura descobrir e classificar a relação entre variáveis. Na mesma linha, Roesch (1996, p.61) define que o método quantitativo vai enfatizar a utilização de dados padronizados que permitirão ao pesquisador, a elaboração de sumários, comparações e generalizações, sendo este o motivo da análise de dados ser baseada no uso de estatísticas. Na mesma opinião, Mattar (1997, p.77) salienta que na pesquisa quantitativa, os dados são obtidos de um grande número de respondentes usando escalas numéricas e estatísticas, devido à praticidade no que diz respeito à mensuração e análise dos dados realizados juntos aos clientes. Em relação ao método qualitativo Oliveira (2001, p.116) define que “a pesquisa qualitativa tem como objetivo, situações complexas ou estritamente particulares”. Além disso, o autor explica que as pesquisas que se utilizam da abordagem qualitativa possuem a facilidade de poder descrever a complexidade de uma determinada hipótese ou problema, analisar a interação de certas variáveis, compreender e classificar processos dinâmicos experimentados por grupos sociais, apresentar contribuições no processo de mudança, criação ou formação de opiniões de determinado grupo e permitir, em maior grau de profundidade, a interpretação das particularidades dos comportamentos ou atitudes dos indivíduos. Além disso, a pesquisa foi participante de forma aberta, pois se desenvolveu entre o pesquisador e os proprietários da oficina. Diante disso, Roesch (1999, p.161) enfoca que: “a pesquisa participante de forma aberta ocorre quando o pesquisador tem permissão para realizar sua pesquisa na empresa e todos sabem a respeito de se trabalho”. Além disso, a autora explica que o principal problema do pesquisador na pesquisa participante, é conseguir aceitação e confiança do pessoal, pois o êxito de sua pesquisa vai depender de sua capacidade de conseguir passar na figura de um estranho para a de um amigo. 51 Portanto neste estudo, foi desenvolvida uma análise que apresentou resultados referentes ao estudo a partir de uma abordagem da perspectiva qualitativa e quantitativa descritiva, por ser a que mais se adequa ao estudo. 3.2 POPULAÇÃO E AMOSTRA A maior parte da população definida para a pesquisa é comportada de clientes que são proprietários de veículos e moradores dos municípios de Biguaçu, Antônio Carlos e Governador Celso Ramos, onde se concentra a maior quantidade de clientes que solicitam os seus serviços. Além disso, também foram entrevistados clientes de outros municípios. Segundo Roesch (1999, p.128), a população é um grande grupo de pessoas ou empresas que se pretendem entrevistar para coletar dados para um estudo específico. Conforme dados do Departamento Estadual de Trânsito de Santa Catarina (DETRANSC), em 2007, a população dos três municípios compreendem juntas 28.386 veículos registrados. Como amostra, foi utilizado o tipo de amostra aleatória simples, onde a amostra calculada pelo programa Sample, ficou estimada em 96 respondentes, considerando um índice de confiabilidade de 95% e margem de erro de 10%, que são consideráveis na pesquisa mercadológica. Segundo Mattar (2001, p. 141), “a amostragem aleatória simples caracteriza-se pelo fato de cada elemento da população ter probabilidade conhecida, diferente de zero, e idêntica à dos outros elementos, de ser selecionado para fazer parte da amostra”. Já Stevenson (1981), conclui que uma amostra aleatória permite estimar o valor de erro possível, isto é, “quão próxima” está à amostra da população, em termos de representatividade. Portanto, a grande maioria da população deste estudo, ficou concentrada nos municípios de Antônio Carlos, Biguaçu e Governador Celso Ramos, onde está o maior número de clientes da oficina. Além disso, a pesquisa contou com a participação de clientes de outros municípios. 52 3.3 INSTRUMENTOS DE COLETA DE DADOS Para a obtenção dos dados e informações referentes ao estudo, foram elaborados dois instrumentos: 1) Questionário a ser aplicado junto aos clientes; e 2) Entrevista com os proprietários. Os instrumentos de coleta de dados foram elaborados a partir da importância do marketing de serviços para as empresas, a qualidade dos serviços e também os 7 Ps de marketing de serviços, elementos na qual foram fundamental para a realização deste estudo. Segundo Roesch (1999, p.142), o questionário é um instrumento da pesquisa quantitativa mais executado, podendo utilizar as perguntas fechadas para analisar os pontos fortes e fracos. O questionário tem o propósito de levantar a opinião ou preferência do consumidor. Para a avaliação da satisfação dos clientes da empresa José Manoel da Cunha Júnior, foram analisadas as seguintes variáveis: satisfação do serviço realizado, a estrutura da empresa e a qualidade no atendimento. Antes de se aplicar a pesquisa com os clientes, foi realizado um pré-teste com alguns clientes da empresa José Manoel da Cunha Júnior, para se avaliar o instrumento. Segundo Cobra (1997, p.144), o pré-teste facilitará a detecção de falhas no projeto, e permitirá ao entrevistador fazer correções em tempo hábil. Além da pesquisa realizada, foi realizada uma entrevista com os proprietários da empresa com perguntas abertas, onde eles exporam suas opiniões sobre o atual nível de satisfação dos clientes. Portanto, nesse estudo, além de um pré-teste antes da aplicação do questionário, foi realizada uma entrevista com os proprietários, sendo que qualquer dúvida que surgisse, tanto no pré-teste como na entrevista, poderia ser explicada pelo aplicador. 53 3.4 PROCEDIMENTOS PARA A COLETA DE DADOS A pesquisa foi realizada na empresa José Manoel da Cunha Júnior, localizada no município de Biguaçu/SC. O período de realização da pesquisa será de agosto de 2007 a julho de 2008, sendo que os dados foram coletados entre janeiro e março de 2008. Através das variáveis apresentadas na pesquisa, os proprietários da empresa, tiveram a oportunidade de conhecerem o atual nível de satisfação de seus clientes. O questionário para os clientes foi aplicado na empresa, onde o acadêmico, que elaborou a pesquisa ficou encarregado de repassar aos mesmos, explicando os motivos e os objetivos desta pesquisa. Para a obtenção dos dados, o acadêmico muitas vezes teve que abordar o cliente na sala de espera ou até mesmo no balcão ao término do serviço. O cliente teve um espaço destinado para responder o questionário, sendo que na entrada da loja e também na sala de espera foram colocadas as urnas onde foram depositados os questionários, evitando o constrangimento da entrega a funcionários da empresa. Já a entrevista com os proprietários, foi marcada com antecedência, onde os proprietários disponibilizaram 1 hora para a realização da mesma. Durante a entrevista, o entrevistador teve a oportunidade de tirar as dúvidas que fossem surgindo, além coletar os dados necessários para a avaliação da pesquisa. Portanto, como instrumentos de coletas de dados, foram elaborados questionários com perguntas objetivas para os clientes, além de um questionário com perguntas abertas para os proprietários, onde eles puderam expor as opiniões sobre o atual nível de satisfação de seus clientes em relação aos serviços prestados. 3.5 TABULAÇÃO E ANÁLISE DOS DADOS Os dados foram inseridos em uma planilha através do programa Excel, sendo que a interpretação é do tipo descritiva, com tabelas, gráficos e posteriormente interpretação e análise dos dados, tendo como referência a fundamentação teórica, a pesquisa junto aos clientes e a experiência profissional do autor. 54 De acordo com Cobra (1997, p. 145), “na análise e interpretação dos dados, os resultados da tabulação devem ser analisados e interpretados”. Na mesma linha, Vergara (2003, p. 59) conclui que a análise e tratamento dos dados são formas de demonstrar para o leitor, como se pretende tratar os dados a coletar, justificando o porquê de o tratamento ser adequado aos propósitos do projeto, sendo que os objetivos são almejados através da coleta, do tratamento e finalizando com a interpretação dos dados. Além disso, o autor ressalta que não se deve esquecer de fazer a correlação entre objetivos e formas de atingi-los. Para a análise dos dados obtidos na pesquisa de campo, as variáveis foram separadas de acordo com a seqüência constante nos instrumentos de coletas de dados, e a partir da visão dos clientes, proprietários e autores constantes na fundamentação teórica, foi realizada uma descrição analítica do fenômeno em questão. Através dos dados coletados foi elaborado um plano de ação que terá o objetivo de propor melhorias para a empresa. 55 4 APRESENTAÇÃO, INTERPRETAÇÃO E ANÁLISE DOS DADOS E INFORMAÇÕES COLETADAS Após ter definido como objetivo para o presente estudo a análise da satisfação dos clientes, será apresentado na seqüência um breve histórico da empresa e consequentemente as tabelas, os gráficos e as análises de todas as variáveis que foram abordadas na pesquisa que são: A atenção dos funcionários no atendimento aos clientes; O conhecimento dos funcionários em relação aos serviços a serem realizados; O conhecimento dos funcionários em relação às formas de pagamento; A facilidade dos funcionários para negociar; A aparência física dos funcionários; A preocupação dos funcionários em entender as preocupações dos clientes; Conhecimento de todos os serviços que a empresa realiza; A preocupação dos funcionários em atender bem os clientes; O cumprimento dos prazos prometidos; As variedades dos serviços oferecidos; A qualidade dos serviços que a oficina pratica; A marca das peças oferecidas; Os preços praticados; As formas de pagamento; A facilidade para negociar; A localização da oficina, O acesso à oficina; A aparência interna e externa da oficina; A limpeza da oficina; A sala de espera da oficina e os banheiros da oficina. Na seqüência, será apresentado um breve histórico da empresa, desde a fundação, até os dias atuais. 4.1 A EMPRESA A empresa José Manoel da Cunha Júnior, conhecida como Oficina Mecânica Déco, é uma firma individual, que iniciou suas atividades em 01/01/68, registrada inicialmente como Micro-Empresa, possuindo como atividade comercial, o conserto de veículos automotores. Nos registros contábeis está cadastrada a data de fundação, mas desde 1963, já estava em atividade, apenas não registrada. A empresa José Manoel da Cunha Júnior, desde sua origem, está localizada à Rua Três de outubro, 5.703, Prado, Biguaçu/SC, onde ocupa uma área de 2.500 m², sendo 1.000 m² de área construída. 56 O fundador da empresa foi o Sr. José Manoel da Cunha Júnior, mecânico de profissão, que está à frente dos negócios da empresa desde sua origem. Atualmente não exerce a profissão, pois está aposentado, mas participa das reuniões como conselheiro. No início das atividades, a empresa José Manoel da Cunha Júnior trabalhava com cinco empregados, juntamente com o titular da empresa. Durante esses anos de funcionamento, já passaram cerca de 150 empregados. Atualmente trabalham na empresa 31 empregados, sendo que dos 31, quatro são filhos do fundador da empresa, tornando a empresa José Manoel da Cunha Júnior, uma empresa familiar. A empresa, quando iniciou suas atividades, disponibilizava apenas o serviço de veículos. Mas com o passar do tempo, passou a comercializar peças de várias marcas e modelos automotivos. Isto levou a empresa, em Junho de 1992, a deixar a condição de Micro-empresa, passando a ser uma Pequena Empresa, na esfera Estadual e Federal. E atualmente, além de oficina multimarcas, é uma oficina credenciada da rede Bosch Car Service . Hoje, a José Manoel da Cunha Júnior é uma das empresas mais tradicionais em seu ramo de atividade na região de Biguaçu e grande Florianópolis, possuindo como principais clientes, além do público em geral, Prefeituras Municipais, empresas, órgãos públicos, tanto Estadual, como Federal. Na seqüência será apresentado um organograma da empresa. PRESIDENTE GERENTE COMERCIAL ATENDIMENTO AO CLIENTE PRESTAÇÃO DE SERVIÇO GERENTE FINANCEIRO GERENTE ADMINISTRATIVO COMPRA DE MERCADORIAS MATERIAIS CONTAS A RECEBER Figura 3: Organograma da empresa José Manoel da Cunha Júnior Fonte: Dados fornecidos pela empresa CONTAS A PAGAR PAGAMENTO DUPLICATA 57 Como pode-se perceber na figura 3, o gerente comercial é responsável pelos setores de atendimento aos clientes e também pelo setor onde são prestados os serviços. O organograma mostra que este departamento está ligado diretamente no cliente, pois ao chegar à loja o cliente pode simplesmente comprar somente a peça, como pode também solicitar um serviço, onde o mesmo será encaminhado através do balconista para o setor de prestação de serviços. 4.2 APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DA SATISFAÇÃO DOS CLIENTES Após a apresentação do histórico da empresa, será abordada na seqüência a apresentação e análise da satisfação dos clientes e a percepção dos proprietários com relação às tabelas e os gráficos de cada variável da pesquisa. 4.2.1 A atenção dos funcionários no atendimento aos clientes Tabela 1: Quanto à atenção dos funcionários no atendimento aos clientes Grau de Satisfação Muito Satisfeito Município Absoluto Satisfeito Relativo % Absoluto Insatisfeito Sem Opinião Absoluto Relativo % Absoluto Relativo % Absoluto Relativo % Antônio Carlos 14 17,72 4 22,22 0 0,00 0 0 0 0 Biguaçu 41 51,90 10 55,56 2 66,67 0 0 0 0 Gov.Celso Ramos 14 17,72 2 11,11 1 33,33 0 0 0 0 11,11 0 0,00 0 0 0 0 3 100,00 0 0 0 0 Outros 10 12,66 2 Total 79 100,00 18 Fonte: Dados Primários Relativo % Muito Insatisfeito 100,00 58 55,56% 51,90% A ntô nio Carlo s 33,33% 1 Go v.Celso Ramo s Outro s M unicípio s 2 Sat isf eit o 3 Insat i sf eit o 4 M uit o Insat isf ei t o 0% 0% 0% 0% 0% 10,00 M uit o Sat isf eit o B iguaçu 11,11% 11,11% 20,00 17,72% 12,66% 30,00 17,72% 40,00 22,22% 50,00 0% 0% 0% 0% 60,00 0% 70,00 66,67% Quanto à atenção dos funcionários no atendimento aos clientes 5 Sem O p inião Gráfico 1: Quanto à atenção dos funcionários no atendimento aos clientes Fonte: Dados Primários De acordo com os dados apresentados na variável quanto a atenção dos funcionários no atendimento aos clientes, verificou-se que dos 100 clientes entrevistados, 79 estão muito satisfeitos com a atenção dada pelos funcionários no atendimento ao cliente, sendo que dos 79 clientes muito satisfeitos a maioria corresponde ao município de Biguaçu com 51,90% e a minoria é de outros municípios com 12,66%. A pesquisa ainda apresentou, dentre as 100 pessoas entrevistadas, 3 clientes insatisfeitos com a atenção dada aos funcionários no atendimento aos clientes, sendo que a maioria são clientes Biguaçu, com 66,67% e a minoria corresponde ao município de Governador Celso Ramos com 33,33%. Para os proprietários, mesmo a pesquisa apresentado um resultado positivo, é necessário que os funcionários estejam sempre preocupados em dar atenção aos clientes, sendo que a atenção no atendimento é extremamente importante, não só por deixar o cliente mais tranqüilo, mas também para adquirir credibilidade com os mesmos. Portanto, mesmo com o resultado da pesquisa sendo positivo, é importante que a empresa realize reuniões constantes para fortalecer esta variável, pois todos os clientes que chegam à empresa, assim como em qualquer estabelecimento desejam que os funcionários sejam atenciosos na realização de algum serviço. 59 4.2.2 O conhecimento dos funcionários em relação aos serviços a serem realizados Tabela 2: Quanto ao conhecimento dos funcionários em relação aos serviços a serem realizados Grau de Satisfação Muito Satisfeito Satisfeito Município Absoluto Absoluto Relativo % Insatisfeito Relativo % Muito Insatisfeito Sem Opinião Absoluto Relativo % Absoluto Relativo % Absoluto Relativo % Antônio Carlos 14 18,67 3 14,29 1 33,33 0 0 0 0 Biguaçu 40 53,33 10 47,62 2 66,67 1 100 0 0 Gov.Celso Ramos 10 13,33 7 33,33 0 0,00 0 0 0 0 Outros 11 14,67 1 4,76 0 0,00 0 0 0 0 Total 75 100,00 21 100,00 3 100,00 1 100 0 0 Fonte: Dados Primários 100% Quanto ao conhecimento dos funcionários em relação aos serviços a serem realizados 1 M uit o Sat isf eit o 2 Sat isf eit o B iguaçu Go v. Celso Ramo s 3 I nsat isf eit o 4 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% Outro s M unicípio s 0% 0% - A ntô nio Carlo s 33,33% 47,62% 33,33% 4,76% 20,00 14,29% 40,00 13,33% 14,67% 60,00 18,67% 80,00 53,33% 100,00 66,67% 120,00 5 M uit o Insat isf eit o Sem O p i nião Gráfico 2: Quanto ao conhecimento dos funcionários em relação aos serviços a serem realizados Fonte: Dados Primários De acordo com os dados apresentados na variável quanto ao conhecimento dos funcionários em relação aos serviços a serem realizados, verificou-se que dos 100 clientes entrevistados, 75 estão muito satisfeitos com relação ao conhecimento dos funcionários nos serviços a serem realizados, sendo que dos 75 clientes muito satisfeitos a maioria corresponde ao município de Biguaçu com 53,33% e a minoria corresponde ao município de Governador Celso Ramos com 13,33%. Nesta variável é importante destacar que houve 3 clientes que se disseram insatisfeitos, sendo que desses insatisfeitos a maioria corresponde ao município de Biguaçu, com 66,67% e a minoria corresponde ao município de Antônio Carlos 33,33%. 60 Os proprietários relataram que nesta variável, os funcionários, principalmente os mecânicos, são conhecedores dos serviços que serão realizados, pois é uma questão de obrigação eles terem o conhecimento dos serviços. Eles explicaram que a insatisfação das 3 pessoas por estar relacionado a alguma informação passada por algum funcionário que está há pouco tempo na empresa. Esta variável está relacionada com a dimensão segurança dentro da qualidade em serviços. Dessa maneira, Lovelock e Wright (2006, p. 109) descrevem que a dimensão segurança tem como objetivo, avaliar se os funcionários que irão executar os serviços são bem informados, educados, competentes e dignos a ponto de fornecer confiança aos clientes. Portanto, nesta variável, observou-se que a maioria dos clientes estão muito satisfeitos com o conhecimento dos funcionários em relação aos serviços a serem realizados, mostrando que eles estão qualificados e capazes de efetuar o serviço. Por isso, é importante que a empresa dê continuação neste processo, para que os funcionários estejam sempre adaptados para este tipo de situação. 4.2.3 O conhecimento dos funcionários em relação às formas de pagamento Tabela 3: Quanto ao conhecimento dos funcionários em relação às formas de pagamento Grau de Satisfação Muito Satisfeito Município Absoluto Satisfeito Relativo % Sem Opinião Absoluto Relativo % Absoluto Relativo % Absoluto Relativo % 12 17,91 6 20,69 0 0,00 0 0 1 50 Biguaçu 35 52,24 15 51,72 1 100,00 2 100 0 0 Gov.Celso Ramos 11 16,42 6 20,69 0 0,00 0 0 0 0 Total Absoluto Muito Insatisfeito Antônio Carlos Outros Relativo % Insatisfeito 9 13,43 2 6,90 0 0,00 0 0 1 50 67 100,00 29 100,00 1 100,00 2 100 2 100 Fonte: Dados Primários 61 120,00 1 M uit o Sat isf ei t o 2 Sat i sf eit o 50% 50% 3 I nsat isf eit o Go v. Celso Ramo s 4 M ui t o Insat isf eit o 0% 0% 0% 0% 0% - B iguaçu Outro s M unicípio s 0% 0% 20,00 A ntô nio Carlo s 0% 40,00 20,69% 51,72% 20,69% 6,90% 60,00 17,91% 80,00 16,42% 13,43% 52,24% 100,00 100% 100% Quanto ao conhecimento dos funcionários em relação às formas de pagamento 5 Sem O p inião Gráfico 3: Quanto ao conhecimento dos funcionários em relação às formas de pagamento Fonte: Dados Primários Após a apresentação dos dados da variável quanto ao conhecimento dos funcionários em relação às formas de pagamento, constatou-se que dos 100 clientes entrevistados, 67 estão muito satisfeitos com o conhecimento dos funcionários em relação às formas de pagamento, sendo que dos 67 clientes muito satisfeitos a maioria corresponde ao município de Biguaçu com 52,24% e a minoria corresponde aos clientes de outros municípios com 13,43%. É importante destacar que nesta variável constatou-se 2 pessoas insatisfeitas , sendo que estas 2 pessoas correspondem somente o município de Biguaçu com um índice de 100% das pessoas. Para os proprietários, os resultados obtidos nesta variável foram satisfatórios, pois as condições de pagamento são desconhecidas pelos funcionários. Portanto, eles salientam que mesmo obtendo um resultado positivo, a empresa deve sempre realizar treinamentos para seus funcionários, para explicar as formas de pagamento utilizadas pela empresa, principalmente os funcionários do balcão de atendimento. Sendo assim, é importante que a empresa sempre reforce os funcionários na questão das condições de pagamento, pois os clientes ao desejar algum serviço, sempre acabam questionando a forma de pagamento da empresa, sendo que se o funcionário não souber se expressar perante o cliente, este pode gerar uma insatisfação podendo até perder o cliente. 62 4.2.4 A facilidade dos funcionários para negociar Tabela 4 Quanto à facilidade dos funcionários para negociar Grau de Satisfação Muito Satisfeito Satisfeito Município Absoluto Absoluto Insatisfeito Relativo % Muito Insatisfeito Sem Opinião Absoluto Relativo % 9 14,29 9 30,00 0 0,00 0 0 0 0 Biguaçu 32 50,79 16 53,33 2 66,67 2 100 1 50 Gov.Celso Ramos 12 19,05 4 13,33 1 33,33 0 0 0 0 Outros 10 15,87 1 3,33 0 0,00 0 0 1 50 Total 63 100,00 30 100,00 3 100,00 2 100 2 100 Antônio Carlos Relativo % Absoluto Relativo % Absoluto Relativo % Fonte: Dados Primários Quanto à facilidade dos funcionários para negociar 1 M uit o Sat isf ei t o 2 Sat i sf eit o I nsat isf eit o 50% 50% 33,33% 3 B iguaçu Go v. Celso Ramo s 4 0% 0% 0% 0% Outro s M unicípio s 0% - 0% 20,00 A ntô nio Carlo s 0% 40,00 14,29% 60,00 19,05% 15,87% 50,79% 80,00 30,00% 53,33% 13,33 3,33% 100,00 66,67% 100% 120,00 5 M ui t o Insat isf eit o Sem O p i nião Gráfico 4: Quanto à facilidade dos funcionários para negociar Fonte: Dados Primários De acordo com os dados apresentados na variável quanto a facilidade dos funcionários para negociar, verificou-se que dos 100 clientes entrevistados, 63 estão muito satisfeitos com os banheiros da oficina, sendo que dos 63 clientes muito satisfeitos a maioria corresponde ao município de Biguaçu com 50,79% e a minoria corresponde ao município de Antônio Carlos com 14,29%. É importante destacar que das 100 pessoas entrevistadas 3 pessoas se mostraram insatisfeitas com a facilidade dos funcionários para negociar, sendo que a maioria são clientes de Biguaçu, que corresponde a 66,67% e a minoria dessas pessoas corresponde ao município de Antônio Carlos com 33,33%. No ponto de vista dos proprietários nem todos os funcionários tem facilidade para negociar, pois eles apenas repassam para os clientes as formas de pagamentos 63 utilizadas pela empresa, sendo que a tarefa de negociar, eles acabam passando para o proprietário ou para a pessoa responsável pelo setor financeiro. Por isso, eles acreditam que os motivos de algumas insatisfações na pesquisa realizada, se deram pelo fato desses clientes terem problemas na questão de negociar com algum funcionário. Portanto, é necessário que os proprietários analisem esta variável com atenção, para que juntos possam solucionar uma maneira de treinar seus funcionários para negociar com os clientes, pois assim é uma maneira de descentralizar esta tarefa dos proprietários e do responsável pelo setor financeiro. 4.2.5 A aparência física dos funcionários (barba, cabelo, bigode) Tabela 5: Quanto à aparência física dos funcionários (barba, cabelo, bigode) Grau de Satisfação Muito Satisfeito Satisfeito Município Absoluto Absoluto Relativo % Insatisfeito Relativo % Muito Insatisfeito Sem Opinião Absoluto Relativo % Absoluto Relativo % Absoluto Relativo % Antônio Carlos 12 20,69 5 15,15 1 16,67 0 0 0 0 Biguaçu 30 51,72 18 54,55 3 50,00 1 100 1 50 8 13,79 7 21,21 1 16,67 0 0 1 50 Gov.Celso Ramos Outros Total 8 13,79 3 9,09 1 16,67 0 0 0 0 58 100,00 33 100,00 6 100,00 1 100 2 100 Fonte: Dados Primários 100% Quanto à aparência física dos funcionários (barba, cabelo, bigode) 120,00 50% 50% 50% 16,67% 16,67% 1 M uit o Sat isf eit o 2 Sat isf eit o 3 I nsat isf eit o Go v.Celso Ramo s 4 M uit o Insat isf eit o 0% 0% 0% 0% - B iguaçu Outro s M unicípio s 0% 16,67% 51,72% A ntô nio Carlo s 21,21% 9,09% 20,00 15,15% 40,00 13,79% 13,79% 60,00 20,69% 80,00 54,55% 100,00 5 Sem Op inião Gráfico 5: Quanto à aparência física dos funcionários (barba, cabelo, bigode) Fonte: Dados Primários 64 De acordo com os dados apresentados na variável quanto a aparência física dos funcionários, verificou-se que dos 100 clientes entrevistados, 58 estão muito satisfeitos com a aparência física dos funcionários, sendo que dos 58 clientes muito satisfeitos a maioria corresponde ao município de Biguaçu com 51,72% e a minoria esta dividida entre o município de Governador Celso Ramos e os outros municípios, cada um com 13,79%. Ainda nesta variável, foi constatado 6 pessoas insatisfeitas com a aparência física dos funcionários, sendo que dessas pessoas insatisfeitas a maioria são clientes de Biguaçu, com 50% e a minoria das pessoas estão divididas entre os municípios de Antônio Carlos, Governador Celso Ramos e outros municípios, cada um com 16,67%. Para os proprietários, a aparência é extremamente importante, pois ao lidar com o público, os funcionários devem estar apresentáveis para receber os clientes, e a questão da aparência é fundamental. Eles acreditam que a insatisfação de alguns clientes se deu pelo motivo de se deparar em alguma situação com o mecânico sujo, pois se tratando de uma oficina mecânica, é inevitável o contato com a graxa. Mas no geral, com relação a barba, cabelo, bigode, os funcionários estão dentro das normas da empresa. Portanto, mesmo com a pesquisa apresentando um saldo favorável, é importante que a empresa sempre enfatize para seus funcionários, a importância da aparência física, pois as pessoas que lidam com o público devem sempre estar apresentáveis, não só se tratando de barba, cabelo e bigode, mas também dos trajes como: camisa, calça, sapato etc. 4.2.6 A preocupação dos funcionários em entender as preocupações dos clientes Tabela 6: Quanto à preocupação dos funcionários em entender as preocupações dos clientes Grau de Satisfação Muito Satisfeito Satisfeito Município Absoluto Absoluto Relativo % Insatisfeito Muito Insatisfeito Sem Opinião Absoluto Relativo % Antônio Carlos 11 15,71 6 27,27 0 0,00 0 0 1 100 Biguaçu 37 52,86 11 50,00 4 66,67 1 100 0 0 Gov.Celso Ramos 11 15,71 5 22,73 1 16,67 0 0 0 0 Outros 11 15,71 0 - 1 16,67 0 0 0 0 Total 70 100,00 22 6 100,00 1 100 1 100 Fonte: Dados Primários Relativo % 100,00 Absoluto Relativo % Absoluto Relativo % 65 120,00 1 M uit o sat isf ei t o 2 Sat i sf eit o 66,67% A ntô nio Carlo s B iguaçu 16,67% 16,67% Go v.Celso Ramo s 3 I nsat isf eit o 4 M ui t o Insat isf eit o 0% 0% 0% 0% 0% Outro s M unicípio s 0% - 0% - 20,00 27,27% 50% 22,73% 40,00 15,71% 15,71% 60,00 15,71% 80,00 52,86% 100,00 100% 100% Quanto à preocupação dos funcionários em entender as preocupações dos clientes 5 Sem O p i nião Gráfico 6: Quanto à preocupação dos funcionários em entender as preocupações dos clientes Fonte: Dados Primários De acordo com os dados apresentados na variável quanto à preocupação dos funcionários em entender as preocupações dos clientes, verificou-se que dos 100 clientes entrevistados, 70 deles estão muito satisfeitos com relação a esta variável, sendo que dos 70 clientes muito satisfeitos a maioria corresponde ao município de Biguaçu com 52,86% e a minoria desses clientes estão divididos entre os municípios de Antônio Carlos, Governador Celso Ramos e outros municípios, cada um com 15,71%. Analisando esta variável, foi constatado um número de 6 clientes insatisfeitos, sendo que a maioria desses clientes insatisfeitos corresponde ao município de Biguaçu com 66,67%, e a minoria desses clientes estão divididos entre os municípios de Governador Celso Ramos e os outros municípios. Os proprietários relataram que os funcionários, têm um papel importante dentro da empresa, que é de se preocupar em entender as preocupações dos clientes, pois o cliente ao chegar à oficina, precisa de atenção e também precisa que os funcionários se mostrem preocupados com o seu problema. Eles explicaram que o motivo da insatisfação de alguns clientes, possa estar ligado a alguma desatenção por parte de algum funcionário ao atender um desses clientes. Mas no geral, a empresa está tranqüila, pois os proprietários sempre enfatizam aos funcionários a importância de se preocupar com os problemas dos clientes. 66 O problema dos clientes está muitas vezes associado à empatia. Diante disso, Zeithaml e Bitner (2003, p.93) apresentam a dimensão empatia, que na qualidade dos serviços é a dimensão que está ligada ao cuidado e a atenção individualizada que os funcionários devem ter com os clientes durante a execução dos serviços. Portanto, mesmo com a maioria dos clientes muito satisfeitos, é necessário que os proprietários sempre reforcem os funcionários com relação a esta variável, pois se mostrar preocupado com os problemas dos clientes, a empresa ganha muita credibilidade e também pode conquistar novos clientes. 4.2.7 O conhecimento dos funcionários de todos os serviços que a empresa realiza Tabela 7: Quanto ao conhecimento dos funcionários de todos os serviços que a empresa realiza Grau de Satisfação Muito Satisfeito Município Absoluto Satisfeito Relativo % Absoluto Insatisfeito Sem Opinião Absoluto Relativo % Absoluto Relativo % Absoluto Relativo % Antônio Carlos 10 14,49 8 29,63 0 0,00 0 0 0 0 Biguaçu 37 53,62 13 48,15 2 66,67 1 100 0 0 Gov.Celso Ramos 11 15,94 6 22,22 0 0,00 0 0 0 0 1 33,33 0 0 0 0 3 100,00 1 100 0 0 Outros 11 15,94 0 Total 69 100,00 27 Relativo % Muito Insatisfeito 100,00 Fonte: Dados Primários 100% Quanto ao conhecimento dos funcionários de todos os serviços que a empresa realiza 120,00 1 M uit o Sat isf eit o 2 Sat isf eit o 66,67% A ntô nio Carlo s B iguaçu 33,33% 3 I nsat isf eit o Go v.Celso Ramo s 0% 0% 0% 0% 0% 0% Outro s M unicípio s 0% 0% - 0% - 20,00 29,63% 48,15% 22,22% 40,00 15,94% 15,94% 60,00 14,49% 80,00 53,62% 100,00 4 M uit o Insat isf eit o 5 Sem O p inião Gráfico 7: Quanto ao conhecimento dos funcionários de todos os serviços que a empresa realiza Fonte: Dados Primários 67 De acordo com os dados apresentados na variável quanto aos banheiros da oficina, verificou-se que dos 100 clientes entrevistados, 69 estão muito satisfeitos com o conhecimento dos funcionários em relação a todos os serviços que a empresa realiza, sendo que dos 69 clientes muito satisfeitos a maioria corresponde ao município de Biguaçu com 53,62% e a minoria corresponde aos municípios de Governador Celso Ramos e os outros municípios, onde cada um corresponde a 15,94%. Ainda nesta variável, 3 clientes se mostraram insatisfeitos com o conhecimento dos funcionários de todos os serviços que a empresa realiza, sendo que dessas pessoas insatisfeitas, a maioria corresponde ao município de Biguaçu, com 66,67%, e a minoria corresponde aos clientes de outros municípios com 33,33%. Os proprietários relataram que todos os funcionários, são cientes de todos os serviços que a empresa realiza, assim como os serviços que a empresa não realiza. Eles ressaltaram ainda, que este conhecimento é obrigatório por parte dos funcionários, pois se o cliente solicitar uma informação, o funcionário deve estar sempre com a resposta em mente para responder a pergunta, e explicaram que o motivo de algumas insatisfações, pode ter ocorrido pelo fato de algum desses clientes ter solicitado uma informação para um funcionário recém contratado. Esta variável está ligada à dimensão segurança na qualidade em serviços. Diante desta situação, Lovelock e Wright (2006, p. 90) descrevem que a dimensão segurança tem como objetivo, avaliar se os funcionários que irão executar os serviços são bem informados, educados, competentes e dignos a ponto de fornecer confiança aos clientes. Portanto, é importante que os proprietários estejam sempre informando os funcionários dos serviços que a empresa realiza, assim como os serviços que não realiza e também algum novo serviço que a empresa irá prestar, pois é necessário que os funcionários estejam sempre atentos em saber de todos os serviços que a empresa esta prestando para que eles saibam explicar com clareza para o cliente. 68 4.2.8 A preocupação dos funcionários em atender bem os clientes Tabela 8: Quanto à preocupação dos funcionários em atender bem os clientes Grau de Satisfação Muito Satisfeito Satisfeito Município Absoluto Absoluto Relativo % Insatisfeito Relativo % Muito Insatisfeito Sem Opinião Absoluto Relativo % Absoluto Relativo % Absoluto Relativo % Antônio Carlos 15 18,52 2 13,33 1 25,00 0 0 0 0 Biguaçu 44 54,32 7 46,67 2 50,00 0 0 0 0 Gov.Celso Ramos 11 13,58 6 40,00 0 0,00 0 0 0 0 Outros 11 13,58 0 - 1 25,00 0 0 0 0 Total 81 100,00 15 4 100,00 0 0 0 0 100,00 Fonte: Dados Primários 50% 25% 2 Sat isf ei t o 3 Insat isf ei t o 0% 0% 0% 0% 0% - M uit o Sat isf eit o Go v.Celso Ramo s Outro s M unicípio s 10,00 1 B iguaçu 0% 0% 0% 0% 20,00 13,33% 30,00 A ntô nio Carlo s 13,58% 13,58% 40,00 18,52% 50,00 25% 60,00 46,67% 40% 54,32% Quanto à preocupação dos funcionários em atender bem os clientes 4 5 M ui t o Insat i sf eit o Sem O p i nião Gráfico 8: Quanto à preocupação dos funcionários em atender bem os clientes Fonte: Dados Primários De acordo com os dados apresentados na variável quanto à preocupação dos funcionários em atender bem os clientes, verificou-se que dos 100 clientes entrevistados, 81 estão muito satisfeitos com a preocupação dos funcionários em atender bem os clientes, sendo que dos 81 clientes muito satisfeitos a maioria corresponde ao município de Biguaçu com 54,32% e a minoria corresponde aos municípios de Governador Celso Ramos e de outros municípios, cada um com 13,58%. Além disso, nesta variável, dentre as 100 pessoas entrevistadas, foi constatado que 4 se mostraram insatisfeitas, sendo que dessas pessoas insatisfeitas, a maioria corresponde ao município de Biguaçu com 50% e a minoria está igualmente dividida entre os municípios de Antonio Carlos e os outros municípios, onde cada um corresponde a um índice de 25%. 69 Para os proprietários, essa questão é semelhante a variável anterior, pois a preocupação em atender bem os clientes, também está ligada na preocupação de entender as necessidades dos clientes. Eles enfatizam que os funcionários são responsáveis em atender bem os clientes, pois em qualquer que seja a empresa, o atendimento é primordial, sendo no ato, quando o funcionário aborda o cliente, durante o serviço e ao término do serviço. Eles explicaram que as insatisfações ocorreram por um descuido dos funcionários, mas que são erros que devem ser corrigidos. Assim como na variável 4.2.6, esta variável está ligada à dimensão empatia, pois ressalta a preocupação dos funcionários em atender bem os clientes, pois os autores Gianesi e Corrêa (1994, p.90) ressaltam que na qualidade dos serviços, a empatia tem como objetivo avaliar se os funcionários são preparados para fornecer atenção especial aos clientes. Portanto, se preocupar em atender bem os clientes, é extremamente importante, seja qual for a empresa, pois quem lida com o público tem que estar preparado para todas as situações, mostrar simpatia e sempre buscar a satisfação dos mesmos. 4.2.9 O cumprimento dos prazos prometidos Tabela 9: Quanto ao cumprimento dos prazos prometidos Grau de Satisfação Muito Satisfeito Município Absoluto Satisfeito Relativo % Sem Opinião Absoluto Relativo % Absoluto Relativo % Absoluto Relativo % 12 17,14 5 21,74 1 20,00 0 0 0 0 Biguaçu 38 54,29 10 43,48 3 60,00 2 100 0 0 Gov.Celso Ramos 11 15,71 6 26,09 0 0,00 0 0 0 0 Total Absoluto Muito Insatisfeito Antônio Carlos Outros Relativo % Insatisfeito 9 12,86 2 8,70 1 20,00 0 0 0 0 70 100,00 23 100,00 5 100,00 2 100 0 0 Fonte: Dados Primários 70 Quanto ao cumprimento dos prazos prometidos 100% 120,00 1 2 M uit o Sat i sf eit o Sat isf eit o 60% B iguaçu Go v.Celso Ramo s Outro s M unicípio s 3 Insat isf eit o 4 M uit o I nsat isf eit o 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 20% 0% - A ntô nio Carlo s 20% 20,00 21,74% 43,48% 26,09% 8,70% 40,00 15,71% 12,86% 60,00 17,14% 80,00 54,29% 100,00 5 Sem O p inião Gráfico 9: Quanto ao cumprimento dos prazos prometidos Fonte: Dados Primários De acordo com os dados apresentados na variável quanto ao cumprimento dos prazos prometidos, verificou-se que dos 100 clientes entrevistados, 70 se mostraram muito satisfeitos com relação ao cumprimento prazos prometidos, sendo que dos 70 clientes muito satisfeitos, a maioria corresponde ao município de Biguaçu com 54,29% e a minoria corresponde aos clientes de outros municípios com 12,86%. Analisando esta variável, detectou-se 5 clientes insatisfeitos com o cumprimento dos prazos prometidos pela empresa, sendo que desses clientes a maioria corresponde ao município de Biguaçu com 60%, e a minoria corresponde aos municípios de Antônio Carlos e outros municípios cada um com 20%. Na visão dos proprietários o cumprimento dos prazos prometidos é uma questão de honrar o compromisso perante o cliente, pois se empresa determinar um prazo, ela deve cumpri-lo. Eles argumentam que em algumas situações os prazos não são prometidos, em função de alguma peça que esteja faltando no estoque, ou algum problema de material de chapeação e pintura. Além disso, eles explicam que o motivo de algumas insatisfações pode estar relacionado a uma demora dos fornecedores na entrega de alguma peça, o que acabou acarretando na insatisfação do cliente. Desta maneira, Zeithaml e Bitner (2003, p. 38) ressaltam que para os executores e os sistemas de serviços poderem cumprirem com o que foi prometido, é necessário que estes tenham habilidades, competências, ferramentas e motivação para executa-lo, 71 pois é fácil gerar promessas, mas se os executores não forem recrutados, treinados e aparelhados com ferramentas e sistemas internos apropriados, além de recompensados pelos bons serviços, as promessas podem não ser cumpridas. Portanto, o cumprir os prazos prometidos é de extrema importância para a empresa, pois assim o cliente ficará satisfeito e a empresa ganhará mais confiança e credibilidade, pois no dias de hoje muitas pessoas depende de carros para se locomover, e quando um serviço atrasa, ou seja, o prazo não é cumprido, o cliente acaba ficando insatisfeito e em alguns casos ele acaba procurando outra oficina. 4.2.10 A variedade dos serviços oferecidos Tabela 10: Quanto à variedade dos serviços oferecidos Grau de Satisfação Muito Satisfeito Satisfeito Município Absoluto Absoluto Relativo % Insatisfeito Relativo % Absoluto Muito Insatisfeito Sem Opinião Relativo % Absoluto Relativo % Absoluto Relativo % Antônio Carlos 15 19,74 3 15,00 0 0,00 0 0 0 0 Biguaçu 40 52,63 10 50,00 2 66,67 1 100 0 0 Gov.Celso Ramos 10 13,16 7 35,00 0 0,00 0 0 0 0 Outros 11 14,47 0 - 1 33,33 0 0 0 0 Total 76 100,00 20 3 100,00 1 100 0 0 100,00 Fonte: Dados Primários Quanto à variedade dos serviços oferecidos 100% 120,00 66,67% 1 2 M uit o Sat i sf eit o Sat isf eit o 3 Insat isf ei t o Go v.Celso Ramo s 4 M ui t o Insat i sf eit o 0% 0% 0% 0% 0% 0% Outro s M unicípio s 0% 0% 0% - B iguaçu 33,33% 50% 35% - 20,00 A ntô nio Carlo s 15% 40,00 13,16% 14,47% 60,00 19,74% 80,00 52,63% 100,00 5 Sem O p i nião Gráfico 10: Quanto à variedade dos serviços oferecidos Fonte: Dados Primários De acordo com os dados apresentados na variável quanto à variedade dos serviços oferecidos, verificou-se que dos 100 clientes entrevistados, 76 estão muito 72 satisfeitos com a variedade dos serviços oferecidos pela oficina, sendo que dos 76 clientes muito satisfeitos a maioria corresponde ao município de Biguaçu com 67,57% e a minoria é de outros municípios com 5,41%. É importante destacar que das 100 pessoas entrevistadas 15 estão muito insatisfeitas, sendo que a maioria são clientes de Antônio Carlos e Biguaçu, cada um com 33,33% e a minoria das pessoas muito insatisfeitas corresponde a outros municípios com 13,33%. Para os proprietários a oficina oferece muitas variedades para seus clientes, pois quando o cliente deixa seu carro para o conserto, a empresa leva o cliente até em casa, além disso, a oficina dispõe de um caminhão com plataforma para socorrer os carros dos clientes, sem contar com as facilidades na questão de pagamento. Eles comentaram alguns clientes deram sugestões para a oficina prestar serviços de lavação, instalação de som e alarme e também colocação de película, pois muitos deles não gostam de levarem seus carros em muitos estabelecimentos que prestam outros serviços. Diante desses motivos, os proprietários ressaltaram que essas sugestões, devem ser estudadas, pois são serviços que podem agregar muitos clientes para a oficina e assim tornar a empresa mais lucrativa. Desta forma, Kotler (1994, p. 541) enfoca que a variabilidade é uma das principais características dos serviços. O autor ressalta que os serviços são altamente variáveis, uma vez que dependem de quem os executa e de onde são prestados. Isto se deve aos serviços, essencialmente, serem executados por pessoas, e essas, possuírem características próprias para a realização. Portanto, mesmo a empresa disponibilizando de vários serviços, é necessário que os proprietários estudem a possibilidade e a viabilidade de outros investimentos, que possam aumentar a lucratividade da empresa, pois nos dias de hoje, qualquer serviço a mais que a empresa possa oferecer a seus clientes, pode ser um grande diferencial para o crescimento. 73 4.2.11 A qualidade dos serviços que a oficina pratica Tabela 11: Quanto à qualidade dos serviços que a oficina pratica Grau de Satisfação Muito Satisfeito Satisfeito Município Absoluto Absoluto Relativo % Insatisfeito Relativo % Muito Insatisfeito Sem Opinião Absoluto Relativo % Absoluto Relativo % Absoluto Relativo % Antônio Carlos 14 18,42 4 19,05 0 0,00 0 0 0 0 Biguaçu 39 51,32 11 52,38 1 100,00 2 100 0 0 Gov.Celso Ramos 13 17,11 4 19,05 0 0,00 0 0 0 0 Outros 10 13,16 2 9,52 0 0,00 0 0 0 0 Total 76 100,00 21 100,00 1 100,00 2 100 0 0 Fonte: Dados Primários 100% 120,00 1 2 M uit o Sat i sf eit o Sat isf eit o B iguaçu Go v.Celso Ramo s 3 Insat isf ei t o 4 M ui t o Insat i sf eit o 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% Outro s M unicípio s 0% 0% 51,32% - A ntô nio Carlo s 0% 19,05% 9,52% 20,00 19,05% 40,00 17,11% 13,16% 60,00 18,42% 80,00 52,38% 100,00 100% Quanto à qualidade dos serviços que a oficina pratica 5 Sem O p i nião Gráfico 11: Quanto à qualidade dos serviços que a oficina pratica Fonte: Dados Primários De acordo com os dados apresentados na variável quanto a qualidade dos serviços que a oficina pratica, verificou-se que dos 100 clientes entrevistados, 76 estão muito satisfeitos com a qualidade dos serviços que a oficina pratica, sendo que dos 76 clientes muito satisfeitos a maioria corresponde ao município de Biguaçu com 51,32% e a minoria é de outros municípios com 13,16%. Esta variável ainda apresentou, dentre as 100 pessoas entrevistadas, 2 muito insatisfeitas, sendo que essas pessoas muito insatisfeitas correspondem somente ao município de Biguaçu, com 100%. No ponto de vista dos proprietários, a empresa sempre preza pela qualidade nos seus serviços, pois a oficina sempre procura aplicar peças e produtos originais nos carros dos clientes, pois muitas peças de segunda linha costumam dar problemas, por não terem a mesma durabilidade de uma peça original. Além disso, outro motivo que 74 leva a empresa a priorizar a qualidade, é a exigência de muitos clientes que não se importam no valor do serviço, e sim na qualidade. Para Zeithaml e Bitner (2003, p.92) a qualidade dos serviços é um componente central das percepções dos clientes. Além disso, as autoras relatam que as qualidades dos serviços serão julgadas pelos clientes, a partir de suas percepções sobre o resultado técnico proporcionado e sobre o modo como tal resultado final foi entregue. Portanto, diante dos resultados obtidos na pesquisa, é importante que a empresa de continuidade na qualidade dos seus serviços, pois mesmo o cliente algumas vezes pagando mais do que pagaria na concorrência, ele terá um serviço de qualidade, garantia e segurança e assim vai procurar o serviço da oficina em outras oportunidades devido a sua satisfação. 4.2.12 A marca das peças oferecidas Tabela 12: Quanto à marca das peças oferecidas Grau de Satisfação Muito Satisfeito Município Absoluto Satisfeito Relativo % Sem Opinião Absoluto Relativo % Absoluto Relativo % Absoluto Relativo % 13 17,81 5 20,00 0 0 0 0 0 0 Biguaçu 39 53,42 12 48,00 0 0 2 100 0 0 Gov.Celso Ramos 12 16,44 5 20,00 0 0 0 0 0 0 Total Absoluto Muito Insatisfeito Antônio Carlos Outros Relativo % Insatisfeito 9 12,33 3 12,00 0 0 0 0 0 0 73 100,00 25 100,00 0 0 2 100 0 0 Fonte: Dados Primários 75 Quanto à marca das peças oferecidas 100% 120,00 48% B iguaçu Go v.Celso Ramo s Outro s M unicípio s 1 2 M uit o Sat i sf eit o Sat isf eit o 3 Insat isf ei t o 0% 0% 0% 0% 0% 0% - 0% 0% 0% 0% 0% 20% 12% 20,00 20% 40,00 A ntô nio Carlo s 16,44% 12,33% 60,00 17,81% 80,00 53,42% 100,00 4 M ui t o Insat i sf eit o 5 Sem O p i nião Gráfico 12: Quanto à marca das peças oferecidas Fonte: Dados Primários De acordo com os dados apresentados na variável quanto a marca das peças oferecidas, verificou-se que dos 100 clientes entrevistados, 73 estão muito satisfeitos com relação à marca das peças oferecidas pela oficina, sendo que dos 73 clientes muito satisfeitos a maioria corresponde ao município de Biguaçu com 53,42% e a minoria é de outros municípios com 12,33%. É importante destacar que esta variável ainda apresentou 2 pessoas muito insatisfeitas dentre as 100 pessoas entrevistadas, sendo que esses clientes correspondem somente ao município de Biguaçu com 100%. Assim como na variável anterior, os proprietários relataram que a oficina procura sempre trabalhar com peças originais, ou seja, de primeira linha, pois a oficina em outras oportunidades, além das peças originais, trabalhava também com algumas peças de segunda linha, com o objetivo de reduzir o custo para os clientes. Mas essa experiência não surtiu efeito, pois muitas vezes o barato saiu caro, pelo fato de muitas dessas peças de segunda linha apresentar problemas e darem garantia, o que tornou inviável a comercialização dessas peças. Na visão de Boone e Kurtz (1998, p. 19) a palavra “produto” dentro do marketing abrange significado maior do que bem, serviço ou idéia. Os autores relatam que além do amplo conceito, o produto leva em conta a satisfação de todas as necessidades do consumidor em relação a um bem, serviço ou idéia. 76 Portanto, mesmo o custo do serviço ser maior do que a concorrência é importante que a empresa sempre ofereça peças de qualidade para seus clientes, pois mesmo ele pagando caro, ele ficará seguro pelo fato de seu carro estar com peças originais. 4.2.13 Os preços praticados pela oficina Tabela 13: Quanto aos preços praticados pela oficina Grau de Satisfação Muito Satisfeito Município Absoluto Relativo % Absoluto Absoluto Relativo % Absoluto Relativo % Absoluto Relativo % 5 11,11 10 22,73 2 28,57 0 0 1 50 Biguaçu 23 51,11 25 56,82 3 42,86 2 100 0 0 Gov.Celso Ramos 10 5 11,36 2 28,57 0 0 0 0 Antônio Carlos Outros Total Satisfeito 22,22 Insatisfeito Relativo % Muito Insatisfeito Sem Opinião 7 15,56 4 9,09 0 0,00 0 0 1 50 45 100,00 44 100,00 7 100,00 2 100 2 100 Fonte: Dados Primários Quanto aos preços praticados pela oficina 100% 120,00 1 2 Sat isf eit o 3 Insat isf ei t o 50% 50% B iguaçu Go v.Celso Ramo s 0% 0% 0% 0% Outro s M unicípio s 0% 56,82% M uit o Sat i sf eit o A ntô nio Carlo s 28,57% 42,86% 28,57% 0% 20,00 11,36% 9,09% 40,00 11,11% 60,00 22,73% 80,00 51,11% 22,22% 15,56% 100,00 4 M uit o I nsat i sf eit o 5 Sem O p inião Gráfico 13: Quanto aos preços praticados pela oficina Fonte: Dados Primários De acordo com os dados apresentados na variável quanto aos preços praticados pela oficina, verificou-se que dos 100 clientes entrevistados, 45 estão muito satisfeitos com relação aos preços praticados pela oficina, sendo que dos 45 clientes muito satisfeitos a maioria corresponde ao município de Biguaçu com 51,11% e a minoria corresponde ao município de Antônio Carlos com 11,11%. Ao analisar os dados 77 apresentados na tabela, foi constatado um número de 7 clientes insatisfeitos com relação a esta variável, sendo que dos 7 clientes insatisfeitos, a maioria corresponde ao município Biguaçu com 42,86% e a minoria está igualmente divida entre os municípios de Antônio Carlos e Governador Celso Ramos, cada um com 28,57%. Para os proprietários, cada cliente tem uma visão diferente da oficina, e por isso é difícil explicar, pois ao mesmo tempo em que um cliente está insatisfeito com os preços, o outro faz grandes elogios para a oficina, não só com relação aos preços, mas também para outros fatores. Os mesmos explicam que a empresa faz investimentos em máquinas e equipamentos, e alguns clientes muitas vezes não entendem o porquê do que estão pagando. Apesar de algumas insatisfações, os proprietários se mostraram tranqüilos com relação a esta variável, pois eles sempre buscam o melhor para o cliente, e algumas vezes isso requer investimentos. Cobra (1997, p.28) ressalta que assim como o produto deve ser certo e estar no ponto certo, o preço é um elemento que também deve ser certo, sendo que o ele pode ser considerado: posto na fábrica; posto no cliente; atacadista varejista ou distribuidor; líquido com desconto ou bruto sem desconto; desconto por quantidade, por condição de pagamento etc. Portanto, independente das insatisfações de alguns clientes, com relação aos preços praticados, é necessário que a empresa continue inovando cada vez mais, mesmo que isso necessite de um investimento alto, pois o cliente bem atendido é garantia de volta, e muitos daqueles clientes que se disseram insatisfeitos, também podem reconhecer a qualidade e acabar voltando para realizar outro serviço. 4.2.14 As formas de pagamento Tabela 14: Quanto às formas de pagamento Grau de Satisfação Muito Satisfeito Satisfeito Município Absoluto Absoluto Insatisfeito Sem Opinião Absoluto Relativo % 12,70 9 33,33 1 20,00 0 0 0 0 Biguaçu 34 53,97 12 44,44 3 60,00 2 100 2 Gov.Celso Ramos 12 19,05 4 14,81 1 20,00 0 0 0 9 14,29 2 7,41 0 0,00 0 0 1 63 100,00 27 100,00 5 100,00 2 100 3 Outros Total Fonte: Dados Primários Relativo % Muito Insatisfeito 8 Antônio Carlos Relativo % Absoluto Relativo % Absoluto Relativo % 66,67 0 33,33 100 78 Quanto às formas de pagamento 100% 120,00 66,67% 1 2 Sat isf eit o 33,33% 60% 3 Insat isf ei t o 4 M ui t o Insat i sf eit o B iguaçu Go v.Celso Ramo s Outro s M unicípio s 0% 0% 0% 0% 0% 0% M uit o Sat i sf eit o A ntô nio Carlo s 20% 20% 20,00 33,33% 44,44% 14,81% 7,41% 40,00 19,05% 14,29% 60,00 12,70% 80,00 53,97% 100,00 5 Sem O p i nião Gráfico 14: Quanto às formas de pagamento Fonte: Dados Primários Diante dos dados apresentados na variável quanto às formas de pagamento, verificou-se que dos 100 clientes entrevistados, 63 estão muito satisfeitos com as formas de pagamento que a oficina proporciona, sendo que dos 63 clientes muito satisfeitos a maioria corresponde ao município de Biguaçu com 53,97% e a minoria corresponde ao município de Antônio Carlos 12,70%. É importante destacar que esta variável apresentou dentre as 100 pessoas entrevistadas 5 insatisfeitas com relação às formas de pagamento, sendo que dessas pessoas, a maioria corresponde ao município de Biguaçu com 60% e a minoria está igualmente dividida entre os municípios de Antônio Carlos e Governador Celso Ramos, cada um com 20%. Para os proprietários, a oficina proporciona muitas facilidades para seus clientes, pois os clientes podem pagar no cheque, no crediário, no carão de crédito e débito, além disso, a oficina disponibiliza uma parceria com uma financeira, onde os clientes podem parcelar os serviços em até 15 vezes. Por isso os proprietários comentam que as facilidades são muitas, pois não é qualquer estabelecimento que dispões de tantas facilidades. Eles explicam que algumas insatisfações se deram pelo fato clientes não serem aprovados no cadastro devido alguns registros no SPC (Serviço de Proteção ao Crédito) ou SERASA (Centralização dos Serviços Bancários), e também pelo motivo da empresa não aceitar cheque de fora da praça e cheques com menos de 1 ano de conta. 79 Portanto, com relação a esta variável, é importante que a empresa sempre continue proporcionando facilidades para seus clientes, pois essas facilidades podem ser o grande diferencial para a conquista de novos clientes e também para a permanência dos antigos clientes. 4.2.15 A facilidade para negociar Tabela 15: Quanto à facilidade para negociar Grau de Satisfação Muito Satisfeito Satisfeito Município Absoluto Absoluto Antônio Carlos Relativo % Insatisfeito Relativo % Muito Insatisfeito Sem Opinião Absoluto Relativo % Absoluto Relativo % Absoluto Relativo % 9 15,52 8 22,86 1 33,33 0 0 0 0 31 53,45 18 51,43 1 33,33 2 100 1 50 Gov.Celso Ramos 9 15,52 7 20,00 1 33,33 0 0 0 0 Outros 9 15,52 2 5,71 0 0,00 0 0 1 50 58 100,00 35 100,00 3 100,00 2 100 2 100 Biguaçu Total Fonte: Dados Primários Quanto à facilidade para negociar 100% 120,00 1 2 Sat isf eit o 50% 33,33% 33,33% 33,33% B iguaçu Go v.Celso Ramo s 3 Insat isf eit o 4 M uit o I nsat isf eit o 0% 0% 0% 0% Outro s M unicípio s 0% M uit o Sat i sf eit o 50% A ntô nio Carlo s 0% 20,00 22,86% 51,43% 20,00% 5,71% 40,00 15,52% 15,52% 60,00 15,52% 80,00 53,45% 100,00 5 Sem O p inião Gráfico 15: Quanto à facilidade para negociar Fonte: Dados Primários De acordo com os dados apresentados na variável quanto a facilidade para negociar, verificou-se que dos 100 clientes entrevistados, 58 estão muito satisfeitos com relação à facilidade da empresa para negociar os serviço, sendo que dos 58 clientes satisfeitos a maioria corresponde ao município de Biguaçu com 53,45% e a minoria desses clientes estão igualmente divididos entre os municípios de Antônio Carlos, 80 Governador Celso Ramos e outros municípios, cada um com 15,52%. É importante destacar que das 100 pessoas entrevistadas 3 se mostraram insatisfeitas com relação à facilidade para negociar, sendo que essas pessoas estão igualmente divididas entre os municípios de Antônio Carlos, Biguaçu e Governador Celso Ramos, cada um com 33,33%. Para os proprietários, a empresa sempre busca a melhor maneira para negociar com seus clientes devido às diversas formas de pagamento que a empresa proporciona. Eles comentam que as algumas insatisfações podem estar ligadas a uma forma de pagamento inaceitável que o cliente impôs para a oficina. Mas no geral os proprietários comentam que estão satisfeitos, pois eles sabem que a empresa oferece muitas condições de pagamento e por isso não tem o que se preocupar. Portanto, mesmo com uma minoria de pessoas insatisfeitas, é importante que os proprietários, juntamente com os funcionários estejam sempre estudando as melhores maneiras de negociar com os clientes, pois uma maneira errada de se expressar perante o cliente, pode gerar na insatisfação e também na perca do cliente. Por isso encontrar a melhor maneira de negociar, é essencial para conquistar novos clientes e também para a permanência dos antigos. 4.2.16 A localização da oficina Tabela 16: Quanto à localização da oficina Grau de Satisfação Muito Satisfeito Satisfeito Município Absoluto Absoluto Relativo % Insatisfeito Relativo % Muito Insatisfeito Sem Opinião Absoluto Relativo % Absoluto Relativo % Absoluto Relativo % Antônio Carlos 12 16,67 6 26,09 0 0,00 0 0 0 0 Biguaçu 38 52,78 12 52,17 0 0,00 3 75 0 0 Gov.Celso Ramos 13 18,06 4 17,39 0 0,00 0 0 0 0 Outros Total 9 12,50 1 4,35 1 100,00 1 25 0 0 72 100,00 23 100,00 1 100,00 4 100 0 0 Fonte: Dados Primários 81 Quanto à localização da oficina 100% 120,00 1 2 M uit o Sat i sf eit o Sat isf eit o 75% Go v.Celso Ramo s Outro s M unicípio s 4 M uit o I nsat isf eit o 0% 0% 0% 0% 25% 3 Insat isf eit o 0% 0% - A ntô nio Carlo s B iguaçu 0% 0% 0% 20,00 26,09% 52,17% 17,39% 4,35% 40,00 18,06% 12,50% 60,00 16,67% 80,00 52,78% 100,00 5 Sem O p inião Gráfico 16: Quanto à localização da oficina Fonte: Dados Primários De acordo com os dados apresentados na variável quanto à localização da oficina, verificou-se que dos 100 clientes entrevistados, 72 estão muito satisfeitos com relação a localização da oficina, sendo que dos 72 clientes muito satisfeitos a maioria corresponde ao município de Biguaçu com 52,78% e a minoria corresponde aos clientes de outros municípios com 12,50%. É importante destacar que das 100 pessoas entrevistadas 4 estão muito insatisfeitas com relação a localização, sendo que desses clientes a maioria corresponde ao município de Biguaçu com 75% e a minoria corresponde aos clientes de outros municípios com 25%. No ponto de vista dos proprietários a oficina está localizada em um ponto privilegiado, pois está localizada às margens da BR-101, onde o fluxo de veículos é constante, sem contar em épocas de temporada, onde muitos carros de turistas acabam precisando de consertos. Os proprietários comentam que se a empresa estivesse instalada no centro da cidade, talvez não tivesse o mesmo movimento que está tendo desde a sua existência. Além disso, eles explicam que alguns clientes estão insatisfeitos, pelo fato de muitos terem que se deslocarem de outros municípios para levar o seu carro na oficina e também por muitos clientes preferirem que a oficina seja no centro da cidade. Portanto, mesmo com alguns clientes terem que se deslocar de outros municípios, ou do interior do próprio município, os proprietários devem se sentir 82 satisfeitos pois esta localização as margens da BR-101 e um ponto muito forte para a empresa, além do que a tendência para os próximos anos é a instalação de outras empresas na redondeza, fazendo com que o fluxo de veículos aumente, assim como o movimento de clientes procurando por serviços. 4.2.17 Acesso à oficina Tabela 17: Quanto ao acesso à oficina Grau de Satisfação Muito Satisfeito Satisfeito Município Absoluto Absoluto Relativo % Insatisfeito Relativo % Muito Insatisfeito Sem Opinião Absoluto Relativo % Absoluto Relativo % Absoluto Relativo % Antônio Carlos 12 16,00 6 26,09 0 0 0 0 0 0 Biguaçu 39 52,00 12 52,17 0 0 2 100 0 0 Gov.Celso Ramos 12 16,00 5 21,74 0 0 0 0 0 0 Outros 12 16,00 0 - 0 0 0 0 0 0 Total 75 100,00 23 0 0 2 100 0 0 100,00 Fonte: Dados Primários Quanto ao acesso à oficina 100% 120,00 1 2 M uit o Sat isf eit o Sat isf eit o Go v.Celso Ramo s 3 I nsat isf eit o 4 M uit o Insat isf eit o 0% 0% 0% 0% Outro s M unicípio s 0% 0% - B iguaçu 0% - 20,00 A ntô nio Carlo s 0% 0% 0% 0% 40,00 16% 60,00 16% 16% 52% 80,00 26,09% 52,17% 21,74% 100,00 5 Sem Op ini ão Gráfico 17: Quanto ao acesso à oficina Fonte: Dados Primários De acordo com os dados apresentados na variável quanto ao acesso à oficina, verificou-se que dos 100 clientes entrevistados, 75 estão muito satisfeitos com o acesso à oficina, sendo que dos 75 clientes satisfeitos a maioria corresponde ao município de Biguaçu com 52% e a minoria dessas pessoas corresponde aos municípios de Antônio 83 Carlos, Governador Celso Ramos e outros municípios, cada um com 16%. A pesquisa ainda apresentou 2 pessoas insatisfeitas com o acesso á oficina, sendo que essas 2 pessoas corresponde ao município de Biguaçu com 100%. Para os proprietários a pesquisa não apresentou surpresas, pois mesmo havendo duas pessoas insatisfeitas, eles acreditam que o acesso à oficina é fácil, mesmo não estando localizada no centro da cidade. Eles relataram que o motivo da facilidade se dá pela oficina estar localizada às margens da BR-101, sendo favorecida com um túnel próximo à oficina onde o fluxo de veículos é constante, e também pelo motivo de muitas empresas estarem localizadas na SC-408 próximas da oficina, o que também torna o fluxo de veículos maior. Portanto, com a duplicação da BR-101, o acesso à oficina ficou muito mais fácil, pois com a construção do túnel próximo da oficina e também com a construção da rodovia SC-408, o fluxo de veículos que já era grande, cresceu ainda mais devido a muitas empresas estarem instaladas às margens da SC-408. Além disso, é importante destacar que a construção do túnel e também da SC-408, as pessoas de Antônio Carlos começaram a freqüentar a região mais vezes, pois para se dirigirem para Antônio Carlos, eram obrigados a passar em frente à oficina. 4.2.18 A aparência externa da oficina Tabela 18: Quanto à aparência externa da oficina Grau de Satisfação Muito Satisfeito Satisfeito Município Absoluto Absoluto Relativo % Insatisfeito Relativo % Muito Insatisfeito Sem Opinião Absoluto Relativo % Absoluto Relativo % Absoluto Relativo % Antônio Carlos 10 17,54 8 21,62 0 0,00 0 0 0 0 Biguaçu 34 59,65 17 45,95 0 0,00 2 100 0 0 6 10,53 9 24,32 2 50,00 0 0 0 0 Gov.Celso Ramos Outros Total 7 12,28 3 8,11 2 50,00 0 0 0 0 57 100,00 37 100,00 4 100,00 2 100 0 0 Fonte: Dados Primários 84 Quanto à aparência externa da oficina 100% 120,00 50% 50% 1 2 Sat isf ei t o Go v.Celso Ramo s 3 Insat isf ei t o 4 M uit o I nsat i sf eit o 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% M uit o Sat isf eit o B iguaçu Outro s M unicípio s 0% 0% 20,00 A ntô nio Carlo s 21,62% 45,95% 24,32% 8,11% 40,00 10,53% 12,28% 60,00 17,54% 80,00 59,65% 100,00 5 Sem O p inião Gráfico 18: Quanto à aparência externa da oficina Fonte: Dados Primários Os dados apresentados na variável quanto a aparência externa da oficina, apresentaram que dos 100 clientes entrevistados, 57 estão muito satisfeitos com a aparência externa da oficina, sendo que dessas 57 pessoas o município de Biguaçu corresponde a maioria com 59,65% e o município de Governador Celso Ramos corresponde a minoria dessas pessoas com 10,53%. Quanto à insatisfação, a pesquisa apresentou 4 pessoas insatisfeitas com a aparência externa da oficina, havendo uma igualdade entre o município de Governador Celso Ramos e os outros municípios, o que correspondeu a cada um 50%. Os proprietários além de satisfeitos com os resultados da pesquisa, eles ressaltaram que já haviam começado uma reforma na fachada externa da oficina, pois devido à ampliação do prédio e de algumas mudanças de parcerias, houve a necessidade de melhorar a aparência externa da oficina devido a esses motivos. Além disso, eles destacaram que a aparência externa pode ser um ponto forte para a oficina, pois a oficina está localizada às margens da BR-101, e por isso uma boa aparência externa pode trazer bons benefícios. Portanto, a aparência externa é fundamental para a oficina, pois uma má aparência externa pode passar uma imagem negativa para as pessoas, principalmente aquelas pessoas que não conhecem a oficina como, por exemplo, os turistas em épocas de temporada. 85 4.2.19 A aparência interna da oficina Tabela 19: Quanto à aparência interna da oficina Grau de Satisfação Muito Satisfeito Satisfeito Município Absoluto Absoluto Relativo % Insatisfeito Relativo % Muito Insatisfeito Sem Opinião Absoluto Relativo % Absoluto Relativo % Absoluto Relativo % 0,00 0 0 1 100 Antônio Carlos 10 17,54 8 22,22 0 Biguaçu 30 52,63 19 52,78 0 0,00 3 100 0 0 Gov.Celso Ramos 8 14,04 8 22,22 1 33,33 0 0 0 0 Outros 9 15,79 1 2,78 2 66,67 0 0 0 0 57 100,00 36 100,00 3 100,00 3 100 1 100 Total Fonte: Dados Primários 100% 120,00 1 2 M uit o Sat i sf eit o Sat isf eit o A ntô nio Carlo s 33,33% B iguaçu 3 Insat isf ei t o Go v.Celso Ramo s 4 M ui t o Insat i sf eit o 0% 0% 0% 0% 0% Outro s M unicípio s 0% - 0% 0% 52,63% 52,78% 22,22% 2,78% 20,00 22,22% 40,00 14,04% 15,79% 60,00 17,54% 80,00 66,67% 100,00 100% Quanto à aparência interna da oficina 5 Sem O p i nião Gráfico 19: Quanto à aparência interna da oficina Fonte: Dados Primários De acordo com os dados apresentados na variável quanto a aparência interna da oficina, verificou-se que dos 100 clientes entrevistados, 57 estão muito satisfeitos com a aparência interna da oficina, sendo que dos 57 clientes muito satisfeitos a maioria corresponde ao município de Biguaçu com 52,63% e a minoria corresponde ao município de Governador Celso Ramos 14,04%. Nesta variável, houve 3 pessoas que se disseram insatisfeitas, e também 3 pessoas que se disseram muito insatisfeitas com relação a aparência interna da oficina, sendo que das pessoas insatisfeitas a maioria corresponde a outros municípios com 66,67% e a minoria corresponde ao município de Biguaçu com 33,33%. Quanto as 3 pessoas muito insatisfeitas, essas correspondem somente ao município de Biguaçu, com 100%. 86 Assim como na aparência externa, os proprietários ficaram satisfeitos com os resultados da pesquisa, e relataram que antes mesmo da pesquisa ser aplicada, eles também já haviam começado uma reforma interna na oficina como: pintura no prédio da oficina; nos boxes e também na parte interna da loja. Eles acreditam que a aparência interna é apenas um dos conjuntos de fatores que possibilitam um ambiente agradável para os clientes, e por isso uma boa aparência interna pode trazer bons benefícios para a oficina, mesmo havendo clientes que não dão importância para este fator. Dessa maneira, Kotler (1994, p.549) cita que a dimensão tangíveis dentro da qualidade em serviços, verifica se os serviços tangíveis projetam corretamente sua qualidade, como ambiente físico da empresa, equipamentos, pessoas etc. Além disso, o autor ressalta que independente do tipo de serviço, essa e outras dimensões são utilizadas como critérios pelos consumidores, quando estes solicitam algum serviço. Sendo assim, é importante que os proprietários continuem sempre cuidando da aparência interna, pois mesmo a aparência interna não sendo um diferencial para a empresa, ela se tornará o ambiente mais agradável e aconchegante, não só para os funcionários, mas principalmente para os clientes. 4.2.20 A limpeza da oficina Tabela 20 Quanto à limpeza da oficina Grau de Satisfação Muito Satisfeito Município Absoluto Satisfeito Absoluto Relativo % Absoluto Relativo % Absoluto Relativo % 18,97 6 18,75 1 12,50 0 0 0 0 Biguaçu 32 55,17 17 53,13 2 25,00 2 100 0 0 7 12,07 7 21,88 3 37,50 0 0 0 0 Total Relativo % Sem Opinião 11 Outros Absoluto Muito Insatisfeito Antônio Carlos Gov.Celso Ramos Relativo % Insatisfeito 8 13,79 2 6,25 2 25,00 0 0 0 0 58 100,00 32 100,00 8 100,00 2 100 0 0 Fonte: Dados Primários 87 Quanto à limpeza da oficina 100% 120,00 A ntô nio Carlo s B iguaçu 12,50% 25% 37,50% 25% Go v.Celso Ramo s 1 2 M uit o Sat i sf eit o Sat isf eit o 3 Insat isf eit o 4 M uit o I nsat isf eit o 0% 0% 0% 0% - 0% 0% Outro s M unicípio s 0% 53,13% 21,88% 6,25% 20,00 18,75% 40,00 12,07% 13,79% 60,00 18,97% 80,00 55,17% 100,00 5 Sem O p inião Gráfico 20: Quanto à limpeza da oficina Fonte: Dados Primários De acordo com os dados apresentados na variável quanto à limpeza da oficina, verificou-se que dos 100 clientes entrevistados, 58 estão muito satisfeitos com a limpeza da oficina, sendo que dos 58 clientes satisfeitos a maioria corresponde ao município de Biguaçu com 55,17% e a minoria é de outros municípios com 12,07%. A pesquisa ainda apresentou, dentre os 100 clientes entrevistados 8 clientes insatisfeitos com a limpeza, sendo que a maioria desses clientes corresponde o município de Governador Celso Ramos com 37,50% e a minoria desses clientes insatisfeitos corresponde ao município de Antonio Carlos com 12,50%. Na visão dos proprietários, a limpeza da oficina, como em qualquer estabelecimento é primordial, pois se tratando de uma oficina mecânica, muitas pessoas imaginam um lugar sujo e cheio de graxa. Por isso, a empresa sempre preza na higiene da oficina, pois muitos clientes gostam de acompanhar o serviço de perto, e por isso é importante que o ambiente esteja apresentável, mesmo sendo uma oficina mecânica, pois assim além de evitar que os clientes se sujem, o risco de alguém pegar alguma doença, é mínimo. Portanto, a limpeza da oficina deve ser cuidada diariamente, pois com o fluxo de pessoas e carros constantemente, o ambiente deve estar sempre apresentável para os clientes, principalmente se tratando de uma oficina mecânica, onde o convívio com a graxa é inevitável, e por isso a limpeza se torna primordial. 88 4.2.21 A sala de espera da oficina Tabela 21: Quanto à sala de espera da oficina Grau de Satisfação Muito Satisfeito Satisfeito Município Absoluto Absoluto Biguaçu Muito Insatisfeito Sem Opinião Relativo % Absoluto Absoluto Relativo % 5 15,63 2 20,00 2 33,33 1 20 29 61,70 16 50,00 1 10,00 4 66,67 3 60 6 12,77 6 18,75 4 40,00 0 0 1 20 Outros Relativo % Absoluto 17,02 Gov.Celso Ramos Total Insatisfeito 8 Antônio Carlos Relativo % Relativo % 4 8,51 5 15,63 3 30,00 0 0 0 0 47 100,00 32 100,00 10 100,00 6 100 5 100 Fonte: Dados Primários 60% 1 2 M uit o Sat isf ei t o Sat isf eit o 3 Insat isf eit o 4 M uit o I nsat isf ei t o Go v.Celso Ramo s Outro s M unicípio s 0% 20% 40% 30% B iguaçu 0% 0% 10,00 A ntô nio Carlo s 20% 10% 20,00 15,63% 30,00 12,77% 8,51% 40,00 17,02% 50,00 18,75% 15,63% 50% 60,00 20% 70,00 33,33% 61,70% 66,67% Quanto à sala de espera da oficina 5 Sem O p inião Gráfico 21: Quanto à sala de espera da oficina Fonte: Dados Primários De acordo com a variável analisada, quanto a sala de espera da oficina, verificou-se que dos 100 clientes entrevistados, 42 estão muito satisfeitos com a sala de espera da oficina, sendo que dos 42 clientes muito satisfeitos a maioria corresponde ao município de Biguaçu com 61,70% e a minoria corresponde a outros municípios com 8,51%. Nessa variável, é importante ressaltar que das 100 pessoas entrevistadas, constatou-se um número preocupante de 10 pessoas insatisfeitas, sendo que a maioria corresponde ao Município de Governador Celso Ramos 40% e a minoria dessas pessoas insatisfeitas corresponde o município de Biguaçu com 10%. Mesmo esta variável ter apresentado um saldo positivo, os proprietários pretendem melhorar a sala de espera, pois a atual se encontra em uma área de muito 89 barulho, pelo motivo de estar próximo dos setores onde são realizados os serviços. Devido a esse motivo eles pretendem fazer uma sala de espera com um ambiente climatizado onde os clientes possam ficar mais a vontade, lendo um jornal, uma revista, assistir televisão, tomar um café, uma água e assim poderem sentir prazer de estar na oficina, pois na visão dos proprietários, um ambiente agradável pode ser um grande diferencial para a empresa. Portanto, mesmo com a maioria dos clientes muito satisfeitos, é importante que os proprietários proporcionem uma sala de espera mais reservada e confortável para os clientes, pois assim aqueles clientes que não gostam de acompanhar o serviço de perto, podem ficar nesta sala aguardando o serviço ser realizado, não sendo incomodados com os barulhos constantes da oficina. 4.2.22 Os banheiros da oficina Tabela 22: Quanto aos banheiros da oficina Grau de Satisfação Muito Satisfeito Satisfeito Município Absoluto Absoluto Antônio Carlos Biguaçu Relativo % Insatisfeito Relativo % Muito Insatisfeito Sem Opinião Absoluto Relativo % Absoluto Absoluto Relativo % Relativo % 4 13,33 6 16,22 0 0,00 5 33,33 3 25,00 50,00 15 50,00 25 67,57 2 33,33 5 33,33 6 Gov.Celso Ramos 7 23,33 4 10,81 2 33,33 3 20,00 1 8,33 Outros 4 13,33 2 5,41 2 33,33 2 13,33 2 16,67 30 100,00 37 100,00 6 100,00 15 100,00 12 100,00 Total Fonte: Dados Primários 90 2 Sat i sf eit o 50% 33,33% 33,33% 8,33% 16,67% 25% B iguaçu 20% 13,33% 33,33% 33,33% 33,33% 1 M uit o Sat isf ei t o A ntô nio Carlo s Go v.Celso Ramo s Outro s M unicípio s 0% 10,81% 5,41% 16,22% 50% 23,33% 13,33% 13,33% 80,00 70,00 60,00 50,00 40,00 30,00 20,00 10,00 - 67,57% Quanto aos banheiros da oficina 3 Insat isf eit o 4 M uit o I nsat isf ei t o 5 Sem O p inião Gráfico 22: Quanto aos banheiros da oficina Fonte: Dados Primários De acordo com os dados apresentados na variável quanto aos banheiros da oficina, verificou-se que dos 100 clientes entrevistados, 37 estão satisfeitos com os banheiros da oficina, sendo que dos 37 clientes satisfeitos a maioria corresponde ao município de Biguaçu com 67,57% e a minoria é de outros municípios com 5,41%. É importante destacar que das 100 pessoas entrevistadas 15 estão muito insatisfeitas, sendo que a maioria são clientes de Antônio Carlos e Biguaçu, cada um com 33,33% e a minoria das pessoas muito insatisfeitas corresponde a outros municípios com 13,33%. No ponto de vista dos proprietários apesar do número de clientes satisfeitos serem maior do que o número de clientes muito insatisfeitos, eles admitem que os banheiros devam ser melhorados, pois se tratando de uma oficina mecânica, assim como qualquer estabelecimento é importante proporcionar conforto e um ambiente agradável para os clientes. Portanto, mesmo com a maioria dos clientes satisfeitos, é necessário que os proprietários revejam a situação dos banheiros, pois o número de pessoas muito insatisfeitas é preocupante, e isso pode ser prejudicial para a oficina. Sendo assim, é importante que os proprietários tomem as providências cabíveis para melhorar este quesito. 91 4.2.23 Idade e Sexo dos clientes de Antônio Carlos Tabela 23: Idade e Sexo dos clientes de Antônio Carlos Idade dos clientes 18 a 25 anos 25 a 30 anos 30 a 40 anos 40 a 50 anos Sexo Absoluto Absoluto Absoluto Relativo % Absoluto Relativo % Absoluto Relativo % 7 100,00 4 100 2 100 Relativo % 50,00 Relativo % 1 33,33 Acima de 50 anos Masculino 1 Feminino 1 50,00 2 66,67 0 0,00 0 0 0 0 Total 2 100,00 3 100,00 7 100,00 4 100 2 100 Fonte: Dados Primários 66,67% 100,00 0% 20,00 1 1 8 a 2 5 ano s 2 2 5 a 3 0 ano s 3 3 0 a 4 0 ano s 0% Feminino 0% 40,00 M asculino 33,33% 50% 50% 80,00 60,00 100% 100% 120,00 100% Idade e Sexo dos clientes de Antônio Carlos 4 4 0 a 5 0 ano s 5 A ci ma d e 5 0 ano s Gráfico 23: Idade e Sexo dos clientes de Antônio Carlos Fonte: Dados Primários Os dados acima, mostram que das 18 pessoas entrevistadas do município de Antônio Carlos, 15 são do sexo masculino, e 2 são do sexo feminino, sendo que dessas pessoas a maioria possuem entre 30 a 40 anos e a minoria dessas pessoas possuem entre 18 a 25 anos e mais de 50 anos. Para os proprietários esse número não causou surpresa, pois já era previsto que a maioria dos clientes de Antônio Carlos fossem pessoas entre 30 a 40 anos, pois são essas pessoas além de levarem seus carros para o conserto, levam também o carro de outras pessoas, principalmente dos pais que são pessoas idosas e muitas vezes não tem condições de se dirigir até Biguaçu. Portanto, analisando os dados e a percepção dos proprietários, percebe-se que a maioria dos clientes possui entre 30 a 40 anos, porque são eles quem mais dirigem, e 92 acabam na maioria das vezes levando o carro para o conserto, representando assim essa maioria. 4.2.24 Idade e Sexo dos clientes de Biguaçu Tabela 24: Idade e Sexo dos clientes de Biguaçu Idade dos Clientes 18 a 25 anos 25 a 30 anos 30 a 40 anos 40 a 50 anos Sexo Absoluto Absoluto Absoluto Relativo % Absoluto 9 75,00 13 Masculino Relativo % 8 Feminino Total 57,14 Relativo % 5 62,50 Acima de 50 anos Relativo % 92,86 Absoluto Relativo % 5 100 6 42,86 3 37,50 3 25,00 1 7,14 0 0 14 100,00 8 100,00 12 100,00 14 100,00 5 100 Fonte: Dados Primários 75% M asculino 1 1 8 a 2 5 ano s 2 2 5 a 3 0 ano s 3 3 0 a 4 0 ano s 4 4 0 a 5 0 ano s 0% 20,00 7,14% Feminino 25% 40,00 37,50% 60,00 42,86% 80,00 57,14% 100,00 62,50% 120,00 100% 92,86% Idade e Sexo dos clientes de Biguaçu 5 A ci ma d e 5 0 ano s Gráfico 24: Idade e Sexo dos clientes de Biguaçu Fonte: Dados Primários Os dados acima, mostram que das 53 pessoas entrevistadas do município de Biguaçu, 40 são do sexo masculino, e 13 são do sexo feminino, sendo que dessas pessoas a maioria possuem entre 18 a 25 anos e 40 a 50 anos. Já a minoria dessas pessoas possuem mais de 50 anos. Na percepção dos proprietários os clientes de 18 a 25 anos representam parte da maioria, pois muitos deles não trabalham e geralmente são eles que acabam levando o carro para o conserto. Os proprietários acreditam que a outra metade da maioria, que são as clientes de 40 a 50 anos, são pessoas que geralmente trabalham 93 em Biguaçu, e sempre conseguem um tempo vago para levarem seus carros para o conserto. Outro motivo forte que justifica essa outra metade são os clientes que levam seus carros aos sábado, pois muito deles são dessa faixa etária, e somente tem esse dia para levar o carro para o conserto. Portanto, com base nos dados apresentados e na percepção dos proprietários, percebe-se que maioria dos clientes que freqüentam a oficina está na faixa etária de 18 a 25 anos e de 40 a 50 anos. 4.2.25 Idade e Sexo dos clientes de Governador Celso Ramos Tabela 25: Idade e Sexo dos clientes de Governador Celso Ramos Idade dos Clientes 18 a 25 anos 25 a 30 anos 30 a 40 anos 40 a 50 anos Acima de 50 anos Sexo Absoluto Absoluto Absoluto Relativo % Absoluto Relativo % Absoluto Relativo % 100 Masculino 3 Feminino 0 Total 3 Relativo % 100,00 100,00 Relativo % 1 50,00 3 75,00 3 100 5 1 50,00 1 25,00 0 0 0 0 2 100,00 4 100,00 3 100 5 100 Fonte: Dados Primários 60,00 50% 50% 80,00 M asculino Feminino - 0% 20,00 1 1 8 a 2 5 ano s 2 2 5 a 3 0 ano s 3 3 0 a 4 0 ano s 4 4 0 a 5 0 ano s 0% 25% 40,00 - 100% 75% 100,00 100% 120,00 100% Idade e Sexo dos clientes de Gov. Celso Ramos 5 A cima d e 5 0 ano s Gráfico 25: Idade e Sexo dos clientes de Governador Celso Ramos Fonte: Dados Primários De acordo com os dados acima, das 17 pessoas entrevistadas do município de Governador Celso Ramos, 15 são do sexo masculino, e 2 são do sexo feminino, sendo 94 que dessas pessoas a maioria possui mais de 50 anos, e a minoria dessas pessoas possuem de 25 a 30 anos. Os proprietários acreditam os clientes com mais de 50 anos são os que mais freqüentam a oficina, pelo motivo de muitos deles serem aposentados, sendo que eles é quem levam na maioria das vezes o carro para o conserto, tanto os próprios carros, quanto os carros dos filhos dos netos, pois muitas dessas pessoas são pescadores que trabalham em embarcações e ficam geralmente impossibilitadas de levarem seus carros para o conserto. Sendo assim, com base nos dados apresentados e na percepção dos proprietários, constata-se que maioria dos clientes de Governador Celso Ramos que freqüentam a oficina possuem mais de 50 anos, pelo motivo de muitos serem aposentados possuem mais tempo livre para levar o carro para o conserto. 4.2.26 Idade e Sexo dos clientes de Outros Municípios Tabela 26: Idade e Sexo dos clientes de Outros Municípios Idade dos Clientes 18 a 25 anos 25 a 30 anos 30 a 40 anos 40 a 50 anos Sexo Absoluto Absoluto Absoluto Relativo % Absoluto Relativo % Absoluto 1 50,00 4 100 2 66,67 1 50,00 0 0 1 33,33 2 100,00 4 100 3 Masculino 2 Feminino 0 Total 2 Relativo % 100,00 100,00 Relativo % 1 100,00 0 - 1 100,00 Acima de 50 anos Fonte: Dados Primários 66,67% 100% 100,00 100% 120,00 100% Idade e Sexo dos clientes de Outros Municípios 33,33% 60,00 50% 50% 80,00 40,00 1 1 8 a 2 5 ano s 0% - - - 20,00 2 2 5 a 3 0 ano s 3 3 0 a 4 0 ano s 4 4 0 a 5 0 ano s 5 A cima d e 5 0 ano s Gráfico 26: Idade e Sexo dos clientes de Outros Municípios Fonte: Dados Primários M asculino Feminino Relativo % 100 95 Os dados acima, mostram que das 12 pessoas entrevistadas de outros municípios, 10 são do sexo masculino, e 2 são do sexo feminino, sendo que dessas pessoas a maioria possuem entre 40 a 50 anos e a minoria dessas pessoas possuem entre 25 a 30 anos. Na percepção dos proprietários os clientes entre 40 a 50 anos representam parte da maioria, pois muitos deles trabalham em Biguaçu, onde está localizada a oficina e acabam deixando seus carros para o conserto, muitas vezes por indicação de algum amigo ou colega de trabalho. Dentre essa maioria, alguns são clientes antigos que residem em Florianópolis e São José, e devido à confiança sempre trouxeram seus carros para consertar com a oficina. Portanto, analisando os dados apresentados e a percepção dos proprietários, concuí-se que maioria dos clientes de outros municípios que freqüentam a oficina possuem entre 40 a 50 anos pelo motivo de muitos trabalharem em Biguaçu e também pelo motivo de alguns serem clientes antigos e sempre levarem seus carros na oficina devido a confiança adquirida. 4.3 ANÁLISE DE SATISFAÇÃO E INSATISFAÇÃO Após a apresentação e análises dos dados da pesquisa, serão apresentados na seqüência, os pontos positivos e os pontos negativos que mais se destacaram na pesquisa realizada. PONTOS POSITIVOS PONTOS NEGATIVOS - Formas de pagamento: devido às diversas - Banheiros: os banheiros atuais são formas que a oficina proporciona para o cliente pequenos estão mal conservados - Localização: está localizada às margens da - Sala de espera: não proporciona conforto e BR-101 com fácil acesso e estacionamento não possui ar-condicionado - Atenção dos funcionários no atendimento - Aparência externa: devido às reformas que aos clientes: devido à responsabilidade que o foram realizadas recentemente. funcionário tem para atender as necessidades dos clientes Quadro 2: Pontos Positivos e Pontos Negativos do estudo de campo Fonte: Elaborado pelo autor 96 Como pode-se perceber no quadro 2, das variáveis apresentadas na pesquisa, 6 se destacaram na análise, sendo que das 6, 3 se destacaram positivamente, e 3 se destacaram negativamente. Entre as variáveis que se destacaram positivamente, estão as variáveis forma de pagamento, localização e a atenção dos funcionários no atendimento aos clientes. A variável forma de pagamento se destacou positivamente devido às diversas formas de pagamento que a oficina proporciona para os clientes, como: crediário, cheque, cartão de crédito e débito, boleto bancário e financiamento. A variável localização ganhou destaque pelo motivo da empresa estar localizada às margens da BR-101, com fácil acesso e estacionamento, além do fluxo de veículos ser constante. Já a variável atenção dos funcionários no atendimento aos clientes se destacou positivamente, devido à responsabilidade que os funcionários têm para atender as necessidades dos clientes, antes, durante e após o término do serviço. Já entre as variáveis que se destacaram negativamente, estão as variáveis banheiros, sala de espera e aparência externa. A variável banheiros se destacou negativamente pelo motivo dos banheiros atuais da empresa serem pequenos e estarem mal conservados. Quanto a variável sala de espera, esta se destacou negativamente, pois não proporciona conforto e não possui ar-condicionado para os clientes. Para finalizar as variáveis que se destacaram negativamente, destaca-se a aparência externa da oficina que apresentou-se desta maneira, devido às reformas que foram realizadas recentemente na parte externa do prédio, fazendo com que esta variável se destacasse negativamente. Portanto, a partir das variáveis que se destacaram tanto positivamente como negativamente na pesquisa realizada, serão sugeridas ações de melhorias para a empresa, onde a mesma poderá com estas ações proporcionar mais qualidade nos serviços prestados. 97 4.4 AÇÕES PARA MELHORIAS DE QUALIDADE DOS SERVIÇOS Após a apresentação dos pontos positivos e dos pontos negativos que mais se destacaram na pesquisa realizada, serão apresentadas na seqüência ações para melhorias conforme os objetivos do presente estudo. Ação 1: Ampliação e reforma dos banheiros; Ação 2: Manutenção e limpeza freqüente dos banheiros; Ação 3: Melhorar a sala de espera; Ação 4: Ambiente da sala de espera; Ação 5: Oferecer crédito e financiamento aos clientes; Ação 6: Melhorias na aparência externa; Ação 7: Treinamento em atendimento para os funcionários. Quadro 3: Ações sugeridas a partir do estudo de campo Fonte: Elaborado pelo autor • Ação 1 Ampliação e reforma dos banheiros: Como pôde-se constatar no levantamento de campo, os banheiros da oficina foram uma das variáveis apontadas pelos clientes, como ponto negativo. Por isso, é necessário que os proprietários realizem uma reforma e ampliação, pois os atuais estão pequenos e necessitando de reparos. Os responsáveis pela implementação da ação serão os proprietários José Carlos da Cunha e Maria Julieta da Cunha Nau, que juntamente com os outros irmãos Paulo César da Cunha e Jorge Luiz da Cunha realizarão uma reunião para verificar os gastos necessários para realizar esta ação. • Ação 2 Manutenção e limpeza freqüente dos banheiros: como acontece atualmente, após a ampliação dos banheiros é importante que este esteja sempre limpo, pois não basta reformar e deixar de cuidar, é necessário que um faxineiro fique responsável em limpar os banheiros duas vezes por dia no mínimo, pois com o fluxo constante de pessoas é importante manter a higiene para os clientes. 98 • Ação 3 Melhorar a sala de espera: Como pôde-se constatar no levantamento de campo, a sala de espera assim como os banheiros foi também uma das variáveis apontadas pelos clientes como ponto negativo, pois apesar de não estar precária, alguns clientes não estão se sentindo muito confortáveis, devido ao barulho, o calor no verão e os assentos. Por isso é necessário fazer uma sala de espera reservada para os clientes, com um ambiente climatizado e também com poltronas confortáveis. Assim como na ação anterior, os responsáveis pela implementação desta ação, serão os proprietários onde os mesmos farão o levantamento dos custos para avaliar a viabilidade de uma nova sala de espera. • Ação 4 Ambiente da sala de espera: Não basta somente reformar a sala de espera, é preciso que um funcionário fique responsável em manter diariamente a sala em ordem, com limpeza, uma garrafa de café para os clientes, água, jornais, revistas, televisão etc., para que o clientes possam ficar em um lugar reservado não sendo incomodados. • Ação 5 Oferecer crédito e financiamento aos clientes: Como pôde-se constatar no levantamento de campo, as condições de pagamento foi uma das variáveis apontadas pelos clientes como ponto positivo, devido as várias condições que a oficina proporciona. Por isso, a empresa deve sempre buscar várias alternativas de condições de pagamentos para os clientes, pois quanto mais formas de pagamento a empresa proporcionar, mais vantagem competitiva a empresa terá. Os responsáveis por esta ação, serão os proprietários José Carlos da Cunha e Maria Julieta da Cunha Nau que são os gerentes administrativos, onde eles juntamente com empresas de concessão de crédito devem buscar alternativas para os clientes, além das que já existem. • Ação 6 Melhorias na aparência externa: Como pôde-se constatar no levantamento de campo, a aparência externa da oficina, foi uma das variáveis apontadas pelos clientes como ponto negativo. Mas os proprietários já tomaram as previdências cabíveis para melhorar a fachada da oficina, pois devido às reformas de ampliação do prédio que foram realizadas recentemente, a aparência externa, deixou um pouco a desejar 99 durante um período, mas durante a aplicação da entrevista, os proprietários já haviam começado a reforma de melhoria. • Ação 7 Treinamento em atendimento para os funcionários: Como pôde-se constatar no levantamento de campo. a atenção dos funcionários no atendimento aos clientes, foi uma das variáveis apontadas pelos clientes que se destacaram entre os pontos positivos. Por isso é importante que os proprietários continuem aprimorando seus funcionários, realizando treinamentos para que o atendimento continue sendo um ponto positivo para a empresa na visão dos clientes. Esse tipo de treinamento pode ser realizado mensalmente e também pode ser ministrado pela proprietária Maria Julieta da Cunha, que repassa aos funcionários alguns materias de treinamentos que a mesma realizou fora da empresa. 100 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS Este trabalho de Conclusão de Estágio foi realizado na empresa José Manoel da Cunha Júnior e seu objetivo geral foi propor ações de melhorias da qualidade dos serviços prestados pela empresa. A partir da conclusão deste estudo, os proprietários têm novas informações e sugestões não só dos serviços que estão sendo realizados, mas também da empresa como um todo. Espera-se que os dados levantados possam ser aproveitados pela empresa, uma vez que não há relatos de um levantamento que traçasse uma análise do nível de satisfação dos clientes em relação aos serviços prestados. Desta forma, teve-se o objetivo de implantar ações de melhorias para as variáveis que apresentaram notas mais baixas na pesquisa. Além disso, também foram sugeridas ações de melhorias para as variáveis que tiveram notas altas, com o objetivo de melhorar cada vez mais os serviços prestados e assim, atender as necessidades do consumidor, pois o ramo automobilístico está sempre inovando. Portanto, a empresa José Manoel da Cunha Júnior hoje, tem em suas mãos o segredo para o sucesso, devido os dados levantados a partir do ponto de vista dos clientes, podendo futuramente elaborar um plano de marketing para seus clientes, além de traçar um perfil do seu principal colaborador, e definir metas para solucionar os problemas através das ações sugeridas. Ao finalizar esta etapa gostaria de salientar a importância do estágio para a empresa e para o estagiário, há uma troca de informações, a empresa dispõe o seu diaa-dia e o estágiário através dos conhecimentos em sala de aula e também por vivenciar o dia-a-dia da empresa, desenvolveu um trabalho que visa um objetivo comum empresa-estagiário. 101 REFERÊNCIAS ABDALLA NETO, João. Marketing de Serviços. Sebrae-SP, São Paulo, ago. 2007. Disponível em: www.sebraesp.com.br. Acesso em: 24 ago. 2007. BOONE, Louis E. ; KURTZ, David L. Marketing Contemporâneo. 8ed. Rio de Janeiro: LTC, 1998. CHURCHILL, Gilbert A., Jr; PETER, Paul J. Marketing: criando valores para os clientes. 2. ed São Paulo: Atlas, 2005. COBRA, M. Serviço ao cliente: uma estratégia competitiva. 2 ed. São Paulo: Marcos Cobra Editora, 1993. COBRA, M. Marketing básico: uma abordagem brasileira. 4 ed. São Paulo: Atlas, 1997. DETRAN-SC. Veículos registrados. Florianópolis, www.detran.sc.gov.br. Acesso em: 26 out. 2007. out. 2007. 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OLIVEIRA, S. L. Tratando de metodologia científica. São Paulo: Pioneira, 2001. ROESCH, S. M. A. Projetos de estágio do curso de administração. Guia para pesquisas, projetos, estágios e trabalhos de conclusão de curso. São Paulo: Atlas, 1996. 102 ___________.Projetos de estágio do curso de administração. Guia para pesquisas, projetos, estágios e trabalhos de conclusão de curso. 2 ed. São Paulo: Atlas, 1999. STEVENSON, Willian J. Estatística aplicada à administração. São Paulo: Harper & Row do Brasil, 1981. TROSTER, R. L. Introdução à economia. São Paulo: Makron Books, 1999. VAVRA, T. G. Marketing de relacionamento: aftermarketing. São Paulo: Atlas, 1993. VERGARA, S. C. Projetos e relatórios de pesquisa em administração. 4 ed. São Paulo: Atlas, 2003. ZEITHAML, V. L. ; BITNER, M. J. Marketing de serviços: a empresa com foco no cliente. 2 ed. Porto Alegre: Bookman, 2003 103 APÊNDICES 104 APÊNDICE A – PESQUISA REALIZADA COM OS CLIENTES PESQUISA COM OS CLIENTES Nossa empresa está querendo melhorar os serviços. Para tanto solicitamos que você responda o questionário dando sua nota, opinião pessoal e sincera sobre os temas que estão sendo solicitados. Desde já agradecemos sua colaboração. (DE 1 à 10, MARQUE COM UM X AS SUAS NOTAS). Em relação a OFICINA DÉCO, qual a nota que você daria para: Que nota você daria para: A atenção dos funcionários no atendimento aos clientes Ao conhecimento dos funcionários em relação aos serviços a serem realizados Ao conhecimento dos funcionários em relação às formas de pagamento Facilidade dos funcionários para negociar Aparência física dos funcionários (barba, cabelo, etc) A preocupação dos funcionários em entender as preocupações dos clientes Conhecimento de todos os serviços que a empresa realiza Os funcionários estão preocupados em atender bem os clientes Cumprimento dos prazos prometidos Variedades dos serviços oferecidos Qualidade dos serviços que a oficina pratica Marcas das peças oferecidas Preços praticados Formas de pagamento Facilidade para negociar Localização da oficina Acesso à oficina Aparência externa da oficina Aparência interna da oficina Limpeza da oficina Sala de espera da oficina Banheiros da oficina NOTA 9 10 8 7 6 5 4 3 2 1 Sem Opinião 105 Motivos para as suas notas baixas: ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ 1. De que maneira você conheceu a OFICINA DÉCO? ( ) jornal ( ) amigos ( ) propaganda ( ) site ( ) outros: _______________ 2. O que o levou a contatar os serviços da OFICINA DÉCO? ( ) preço ( ) rapidez ( ) atendimento ( ) confiança ( ) outros:_________________ 3. Perfil do cliente Onde você mora? ( ) Biguaçu ( ) Antônio Carlos ( ) Gov.Celso Ramos ( Outros________________ Qual o seu sexo? ( ) masculino ( ) feminino Qual é a sua idade? ( ) 18 a 25 ( ) 25 a 30 ( ) 30 a 40 ( ) 40 a 50 ( ) acima de 50 4. Há algum serviço adicional que você gostaria que a OFICINA DÉCO prestasse? ( ) sim Quais:___________________________ ( ) não 5. Você já realizou serviço em seu carro em outra oficina? ( ) indiferente ) 106 ( ) Não ( ) Sim. Qual o serviço ou qual o nome da oficina?____________________________ Caso a resposta seja sim, responda: Nessa outra oficina, qual a sua satisfação em relação aos serviços prestados? ( ) muito satisfeito ( ) indiferente ( )satisfeito ( ) insatisfeito ( ) muito insatisfeito Em relação a essa outra empresa, o que ela tem de melhor quando comparada com a OFICINA DÉCO? ( ) Preço ( ) Qualidade nos serviços ( ) Localização ( ) Atendimento Sugestões para melhorar os serviços oferecidos ( ) Outro. ______________ pela OFICINA DÉCO: ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ 107 APÊNDICE B – PESQUISA REALIZADA COM OS PROPRIETÁRIOS DA OFICINA PESQUISA COM OS PROPRIETÁRIOS DA OFICINA A empresa está querendo melhorar os serviços. Para tanto solicitamos que você responda o questionário dando sua opinião pessoal e sincera sobre os temas que estão sendo solicitados. Desde já agradecemos sua colaboração. Em relação aos serviços prestados pela OFICINA DÉCO, solicitamos que você responda as seguintes perguntas: 1. Qual a sua opinião em relação ao atendimento aos clientes? ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ 2. Qual o conhecimento dos funcionários em relação aos serviços oferecidos e à forma de pagamento? ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ 3. Qual a sua opinião em relação a aparência física dos funcionários (barba, cabelo, etc.)? ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ 108 4. A Oficina executa os serviços no prazo prometido? ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ 5. Como você avalia a qualidade dos serviços oferecidos pela oficina? ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ 6. Qual a sua opinião em relação aos preços praticados na oficina? ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ 7. Qual a sua opinião em relação à localização da oficina? ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ 8. Como você avalia a aparência física da oficina? ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ 109 9. Qual o perfil dos clientes da oficina? ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ 10. De um modo geral, como você avalia a satisfação dos clientes em relação aos serviços prestados? ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________