INSTITUTO DE PESQUISAS AMBIENTAIS E TECNOLÓGICAS – IPAT UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE - UNESC Readequação do Projeto de Reabilitação Ambiental de Áreas Degradadas pela Atividade Extrativa de Carvão Mineral Mina Coréia II Carbonífera Catarinense Lauro Müller - Santa Catarina Criciúma, Março de 2007 INSTITUTO DE PESQUISAS AMBIENTAIS E TECNOLÓGICAS – IPAT UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE - UNESC UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE Prof. Antônio Milioli Filho Reitor Prof. Gildo Volpato Vice-Reitor Prof. Eduardo de Oliveira Nosse Diretor do Instituto de Pesquisas Ambientais e Tecnológicas Geólogo Renato de Souza Júnior Coordenador do Projeto Eng° Ambiental Paulo Mello Carbonífera Catarinense Readequação do Projeto de Reabilitação Ambiental da Mina Coréia II Março/2007 ii INSTITUTO DE PESQUISAS AMBIENTAIS E TECNOLÓGICAS – IPAT UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE - UNESC TÉCNICOS E COLABORADORES Geólogo Renato de Souza Júnior - IPAT/UNESC (Coordenador) Eng°. Ambiental M.Sc. Sérgio Luciano Galatto - IPAT/UNESC Química M.Sc. Nadja Zim Alexandre - IPAT/UNESC Biólogo Jader Lima Pereira - IPAT/UNESC Eng° Agrônomo M.Sc. Ronaldo Remor - IPAT/UNESC Acadêmico em Engenharia Civil Bruno Machado - IPAT/UNESC Readequação do Projeto de Reabilitação Ambiental da Mina Coréia II Março/2007 iii INSTITUTO DE PESQUISAS AMBIENTAIS E TECNOLÓGICAS – IPAT UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE - UNESC SUMÁRIO 1. APRESENTAÇÃO ................................................................................ 8 2. OBJETIVOS DO PROJETO ................................................................ 10 3. DIAGNÓSTICO AMBIENTAL ............................................................. 11 4. READEQUAÇÃO DO PROJETO DE REABILITAÇÃO AMBIENTAL ......... 15 4.1 INTRODUÇÃO ...................................................................................... 15 4.2 AMBIENTE TERRESTRE ........................................................................... 16 4.2.1 Reconformação topográfica.......................................................... 17 4.2.1.1 Sistemas de Drenagens Superficiais ........................................ 17 4.2.1.1.1 Índices técnicos da bacia hidrográfica de contribuição para o canal de desvio ............................................................................ 17 4.2.1.1.2 Dimensionamento do canal de desvio ................................ 20 4.2.1.1.3 Índices técnicos da bacia hidrográfica de contribuição para o canal A ........................................................................................ 23 4.2.1.1.4 Dimensionamento do canal “A” ........................................ 25 4.2.1.1.5 Dimensionamento dos bueiros do canal “A” ........................ 28 4.2.1.1.6 Projeto de drenagem superficial da Mina Coréia III ............. 29 4.2.1.1.7 Projeto de drenagem superficial auxiliar da Mina Coréia II ... 30 4.2.2 Adição de alcalinidade aos estéreis ............................................... 32 4.2.3 Cobertura com argila .................................................................. 35 4.2.4 Correção das características físicas, químicas e microbiológicas do solo construído ......................................................................................... 36 4.2.4.1 Calagem .............................................................................. 37 4.2.4.2 Adubação orgânica ............................................................... 37 4.2.4.3 Aplicação de turfa ................................................................. 37 4.2.4.4 Adubação química ................................................................ 37 4.2.4.4.1 Plantio ........................................................................... 37 4.2.4.4.2 Cobertura ...................................................................... 37 4.1.5 Revegetação .............................................................................. 38 4.1.5.1 Plantio de espécies herbáceas ................................................ 39 4.1.5.2 Plantio de espécies arbustivas e arbóreas ................................ 46 Readequação do Projeto de Reabilitação Ambiental da Mina Coréia II Março/2007 iv INSTITUTO DE PESQUISAS AMBIENTAIS E TECNOLÓGICAS – IPAT UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE - UNESC 4.1.5.3 Plantio das pioneiras arbóreas em linhas ................................. 47 4.1.5.4 Plantio de mudas em “ilhas de diversidade” ............................. 49 4.1.5.5 Poleiros artificiais ................................................................. 57 4.1.5.6 Espécies exóticas.................................................................. 61 5. QUANTIDADES DE MATERIAIS ........................................................ 63 6. PLANOS DE MONITORAMENTO ........................................................ 65 6.1 OBJETIVOS DO PROGRAMA DE MONITORAMENTO ............................................ 65 6.2 PLANO DE MONITORAMENTO DAS ÁGUAS SUBTERRÂNEAS .................................. 66 6.3 PLANO DE MONITORAMENTO DAS ÁGUAS SUPERFICIAIS .................................... 67 6.4 PLANO DE MONITORAMENTO DOS SOLOS ..................................................... 68 6.5 PLANO DE MONITORAMENTO GEOLÓGICO E GEOTÉCNICO................................... 69 6.6 PLANO DE MONITORAMENTO DA VEGETAÇÃO ................................................. 69 6.6.1 Acompanhamento do desenvolvimento das espécies introduzidas e da regeneração natural ............................................................................ 69 6.7 PLANO DE MONITORAMENTO DA FAUNA ....................................................... 71 6.7.1 Espécies indicadoras ................................................................... 71 7. USO FUTURO DA ÁREA REABILITADA ............................................. 73 8. CRONOGRAMA DE IMPLATAÇÃO DO PROJETO DE REABILITAÇÃO ... 74 9. CRONOGRAMA DE IMPLANTAÇÃO DO PLANO DE MONITORAMENTO 75 9. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ..................................................... 76 Anexo I - Mapa das Obras na Área de Estudo Anexo II - Laudos de análises físico-químicas n° 371/2007, n° 372/2007 e n° 373/2007 Anexo III - Laudos de caracterização química n° 130/2007 e n° 131/2007 Anexo IV - Laudos de caracterização química n° 128/2007 e n° 129/2007 Readequação do Projeto de Reabilitação Ambiental da Mina Coréia II Março/2007 v INSTITUTO DE PESQUISAS AMBIENTAIS E TECNOLÓGICAS – IPAT UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE - UNESC Indice de Figuras Figura 1 - Mapa de localização da área do projeto. Recorte da fotografia aérea – DNPM, 2002 ......................................................................................... 9 Figura 2 - Falhas na vegetação herbácea ao longo da área da Mina Coréia II .... 11 Figura 3 - Processos erosivos atuantes na área da Mina Coréia II ................... 12 Figura 4 - A: Córrego que atravessa a área da Mina Corréia II. B: Exposição de estéreis próximo ao córrego ................................................................. 12 Figura 5 - Presença de eucaliptos no entorno da área .................................... 14 Figura 6 - Definição dos blocos na área de estudo. Recorte da fotografia aérea – DNPM, 2002 ....................................................................................... 15 Figura 7 - Seção esquemática do canal de desvio.......................................... 23 Figura 8 - Seção esquemática do canal “A” .................................................. 28 Figura 9 - Seção das drenagens superficiais (Canaletas) ................................ 30 Figura 10 - Esquema de plantio das espécies arbóreas pioneiras utilizando o agrupamento de Anderson (detalhe), disposto em linhas, modelo quincôncio ........................................................................................................ 48 Figura 11 - Esquema do plantio de bracatinga em linhas, com covas intercaladas – quincôncio, nas margens do canal “A” ................................................ 49 Figura 12 - Distribuição das espécies arbóreas a serem plantadas nas ilhas de diversidade (SI = espécies secundárias iniciais; ST = espécies secundárias tardias; C = espécies climácicas). Os números colocados ao lado dos símbolos correspondem às espécies listadas para cada ilha ...................... 50 Figura 13 - Distribuição da ilhas de diversidade nas áreas de APP dos Blocos 1 e 2 ...................................................................................................... 52 Figura 14 - Esquema mostrando a disposição de varas de bambu para confecção de poleiros secos ................................................................................ 59 Figura 15 - Esquema mostrando a disposição de varas de bambu para confecção de poleiros secos ................................................................................ 60 Figura 16 - Distribuição dos poleiros artificiais nas áreas dos Blocos 1, 2 e 3 .... 61 Readequação do Projeto de Reabilitação Ambiental da Mina Coréia II Março/2007 vi INSTITUTO DE PESQUISAS AMBIENTAIS E TECNOLÓGICAS – IPAT UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE - UNESC Indice de Quadros Quadro 1 - Características das águas superficiais na área da Mina Coréia II, coleta realizada em 08/03/07 ............................................................... 13 Quadro 2 - Valores aproximados das intensidades máximas de chuva (I), em mm/h-1, possíveis de ocorrerem em diferentes durações ou tempos de concentração, num período de segurança (período de retorno) de 5 e 10 anos ................................................................................................. 19 Quadro 3 - Cálculos para dimensionamento do canal de desvio ...................... 20 Quadro 4 - Cálculos para dimensionamento do canal A .................................. 25 Quadro 5 - Valores de K ............................................................................ 28 Quadro 6 - Valores de X para cálculo do espaçamento entre terraços .............. 31 Quadro 7 - Características do estéril disposto na área da Mina Coréia II, Lauro Müller, SC .......................................................................................... 33 Quadro 8 - Espécies a serem utilizadas nos Blocos 1, 2 e 3 na área da Mina Coréia II ............................................................................................ 42 Quadro 9 - Condicionantes e sementes necessárias para a revegetação das áreas com relevo remodelado, exceto covas e mudas para implantação de Ilhas de Diversidade ........................................................................................ 44 Quadro 10 - Número de mudas e condicionantes necessários ao plantio de mudas em Ilhas de Diversidade nos Blocos 1 e 2 .............................................. 51 Quadro 11 - Discriminação das espécies (PI = pioneira; SI = Secundária Inicial; ST = Secundária Tardia e C = Climácica) que comporão cada ilha de diversidade a ser implantada nas áreas de APP, conforme a Fig 13 ........... 52 Quadro 12 - Quantitativos dos materiais necessários para implantação do PRAD da Mina Coréia II ................................................................................ 63 Readequação do Projeto de Reabilitação Ambiental da Mina Coréia II Março/2007 vii INSTITUTO DE PESQUISAS AMBIENTAIS E TECNOLÓGICAS – IPAT UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE - UNESC 1. APRESENTAÇÃO A extração de carvão a céu aberto na Mina Coréia II, situada na localidade de Baixo Capivaras, no bairro Lajeado, em Lauro Müller-SC (Fig. 1), ocorreu em 2002, sob cargo da empresa Vale Beneficiamento de Carvão Ltda, em área de concessão da Carbonífera Barro Branco S.A. A remoção da camada de carvão Barro Branco foi realizada através do método de “lavra em tiras” e atingiu cerca de 12,50 metros de profundidade máxima. O método extrativo utilizado era de equipamentos de terraplanagem e convencional, tais como, trator de esteiras, escavadeira hidráulica e caminhões. O planejamento da lavra compreendia inicialmente na definição de módulos de 1 hectare para serem lavrados em períodos distintos, o que facilitaria a reabilitação ambiental quase que concomitante à mineração. Cada módulo era preparado e decapeado visando aproveitar o substrato da cobertura de solo orgânico. A espessura de solo orgânico decapeada era de aproximadamente 0,50 metros, sendo que a camada de estéril sobre a camada de carvão minerável era de 10,50 metros, em média, permanecendo cerca de 1,50 metros de ROM. Após o encerramento das atividades de lavra, a área foi recuperada conforme o PRAD apresentado pela empresa, o qual previa a recomposição topográfica, recomposição do solo, correção da fertilidade e revegetação com gramíneas. Entretanto, parte dos 18,44 hectares que sofreram influência da mineração a céu aberto, e posterior reabilitação ambiental, necessitam ser novamente reabilitados, devido a falhas na cobertura vegetal o que acarretou na instalação de processos erosivos no local. Dentre essa área, estão 7,60 hectares que deverão ser reabilitados a partir da neutralização dos estéreis, seguidos da implantação de obras de drenagens superficiais, reconstrução da camada de solo e cobertura vegetal, permanecendo o restante, cerca de 10,83 ha apenas para a reconstrução da camada de solo e introdução de cobertura vegetal em porções isoladas (vide Anexo I - Mapa das Obras na Área de Estudo). Assim, a Readequação do Projeto de Reabilitação Ambiental de Áreas Readequação do Projeto de Reabilitação Ambiental da Mina Coréia II Março/2007 8 INSTITUTO DE PESQUISAS AMBIENTAIS E TECNOLÓGICAS – IPAT UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE - UNESC Degradadas ora apresentado foi elaborado com o intuito de apresentar à Carbonífera Catarinense e aos Órgãos Públicos competentes, as características químicas e físicas da Mina Coréia II, e as medidas de reabilitação que promovam o equilíbrio ambiental do local. Dessa forma, pretende-se atender às exigências formuladas pelo Ministério Público Federal, após análise do Projeto Técnico de Aditamento Mina Coréia II e das Informações Técnicas 172/06, 175/06 e 177/06 expedidas pelos analistas Ítalo Lopes Borges e Ivar de Miranda Kohmann referente ao processo n° 2004.72.04.007672-6, anteriormente protocolados pela Procuradoria da República no Município de Criciúma. A fragilidade do ambiente que será reconstruído faz com que o uso futuro do local após a reabilitação, seja voltado à pastagens ou reflorestamento, conforme informações obtidas sobre os usos preteridos pelos proprietários superficiais e tenha um período de monitoramento de cinco anos. Por outro lado, as margens do córrego que circunda a área de estudo serão destinadas a Área de Preservação Permanente, conforme estabele o Código Florestal, Lei Federal n° 4771/1965 e a Resolução CONAMA Nº 303/2002. Figura 1 - Mapa de localização da área do projeto. Recorte da fotografia aérea – DNPM, 2002 Readequação do Projeto de Reabilitação Ambiental da Mina Coréia II Março/2007 9 INSTITUTO DE PESQUISAS AMBIENTAIS E TECNOLÓGICAS – IPAT UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE - UNESC 2. OBJETIVOS DO PROJETO Fundamentado nas informações geradas a partir do parecer técnico expedido pelo Ministério Público Federal, através da Procuradoria da República de Criciúma-SC, bem como nas visitas de campo durante a elaboração deste projeto, o Projeto de Readequação ao PRAD da Mina Coréia II objetiva: o Apontar os locais que sofrerão a remodelagem topográfica; o Indicar os quantitativos de reagentes químicos para neutralização dos estéreis; o Definir obras de drenagens superficiais necessárias à reabilitação ambiental da área; o Definir a maneira de como deve ser conduzida a reconstrução do solo; o Definir áreas a serem revegetadas com gramíneas e aquelas onde a vegetação deve ser incrementada com arbóreas e arbustivas; o Elaborar planos de monitoramento ambiental. Readequação do Projeto de Reabilitação Ambiental da Mina Coréia II Março/2007 10 INSTITUTO DE PESQUISAS AMBIENTAIS E TECNOLÓGICAS – IPAT UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE - UNESC 3. DIAGNÓSTICO AMBIENTAL De acordo com o Levantamento Topográfico realizado pela Carbonífera Catarinense na área de estudo da Mina Coréia II, apresenta cerca de 18,44 ha minerada a céu aberto e recuperada no ano de 2002. A sua recuperação foi realizada através da reconformação topográfica do terreno, reconstrução da camada de solo e da introdução de vegetação herbácea, sendo que foi introduzida apenas uma espécie (Brachiaria sp.). Devido ao uso da área para pastoreio pelos proprietários, a falta de monitoramento ambiental das medidas implantadas e consequentemente a ausência de manutenção, acarretaram em falhas na vegetação (Figs. 2A e 2B) e na instalação de processos erosivos, ocasionando a perda do material de cobertura e o afloramento dos estéreis ali dispostos em pontos localizados (Figs. 3A e 3B). Também pode ser observado que no entorno do córrego existente na área (Fig. 4A), devido a falta da cobertura vegetal adequada (mata ciliar) associada ao substrato argiloso, bem como de drenagens superficiais para o disciplinamento das águas, houve a exposição do estéril (Fig. 4B) e o seu contato com o corpo d’água. A A B B Figura 2 - Falhas na vegetação herbácea ao longo da área da Mina Coréia II Readequação do Projeto de Reabilitação Ambiental da Mina Coréia II Março/2007 11 INSTITUTO DE PESQUISAS AMBIENTAIS E TECNOLÓGICAS – IPAT UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE - UNESC B B A A Erosões laminares Sulco erosivo Figura 3 - Processos erosivos atuantes na área da Mina Coréia II B B A A Córrego existente Estéril em exposição Figura 4 - A: Córrego que atravessa a área da Mina Corréia II. B: Exposição de estéreis próximo ao córrego O córrego que drena a área a ser reabilitada, é afluente da margem esquerda do rio Oratório, pertencente à bacia hidrográfica do rio Tubarão. Para caracterização das águas superficiais, realizou-se a coleta em 03 pontos: PCA 01 - córrego afluente do rio Oratório, a montante da área minerada; PCA 02 - lagoa formada em antiga cava de mineração a céu aberto, localizada na área do PRAD; e PCA 03 - córrego afluente do rio Oratório na área de estudo e a jusante da antiga cava de mineração (PCA 02). O mapa das obras na área de estudo, anexo 1, mostra a localização dos pontos de coleta de água superficial. O Quadro 01 e o Anexo II apresentam os resultados laboratoriais obtidos na coleta do dia 08/03/07. Readequação do Projeto de Reabilitação Ambiental da Mina Coréia II Março/2007 12 INSTITUTO DE PESQUISAS AMBIENTAIS E TECNOLÓGICAS – IPAT UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE - UNESC Quadro 1 - Características das águas superficiais na área da Mina Coréia II, coleta realizada em 08/03/07 Conama 357/05 – Parâmetros PCA 01 PCA 02 PCA 03 água doce Classe 2 Temperatura da água 22,6 33,0 27,0 na pH 4,8 3,0 3,7 6a9 Acidez Total (mg.L-1) 14,8 62,9 27,5 na Condutividade (mS.cm-1) 0,025 0,328 0,112 na Alumínio total (mg.L-1) 0,1 4,2 0,7 0,1 (Al dissolvido) Ferro total (mg.L-1) 0,36 2,61 0,13 0,3 (Fe dissolvido) -1 Manganês total (mg.L ) 0,09 0,34 0,21 0,1 Sulfatos (mg.L-1) 15 214 123 250 De acordo com os dados do quadro 1, observa-se que no ponto localizado a montante da área minerada (PCA 01), o valor de pH encontra-se abaixo do limite fixado pela resolução 357/05 do CONAMA para água de classe 2, provavelmente em função da proximidade deste ponto com área degradada com estéreis de mineração a céu aberto expostos. Os demais parâmetros encontramse de acordo com as condições de qualidade fixadas pela resolução, lembrando que a análise para ferro e alumínio foi realizada na fração total da amostra, enquanto a resolução fixa valores para a fração solúvel para estes metais, ou seja, após filtração da amostra em 0,45m. Desta forma, espera-se que os valores de ferro e alumínio dissolvidos sejam menores do que aqueles lidos na fração total da amostra. Nos resultados obtidos nos pontos localizados na área minerada, codificados como PCA 02 e PCA 03, fica evidenciada a influência que a atividade de mineração ainda exerce na qualidade das águas, bem provavelmente em função da lixiviação da parcela de material estéril que ainda se encontra sem cobertura na área da Mina Coréia II e seu entorno. Verifica-se a redução nos valores de pH e o aumento na concentração dos metais analisados, acidez, sulfatos e condutividade, em desacordo com os limites estabelecidos pela Resolução 357/05 do CONAMA. A baixa diversidade vegetal se deve ao plantio de uma única espécie durante o processo de recuperação, Brachiaria sp., esta espécie tem como principal característica a grande capacidade de adaptação e seu caráter invasivo e dominante, impedindo que outras espécies venham a se desenvolver no local. Readequação do Projeto de Reabilitação Ambiental da Mina Coréia II Março/2007 13 INSTITUTO DE PESQUISAS AMBIENTAIS E TECNOLÓGICAS – IPAT UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE - UNESC Aliado a este fato pode-se mencionar também a presença de plantios de eucalipto no entorno da área em questão (Figs. 5A e 5B). B B A A Figura 5 - Presença de eucaliptos no entorno da área Focos de erosão, baixa biodiversidade e comprometimento da qualidade das águas superficiais, através da lixiviação dos estéreis, além da ausência da mata ciliar ao longo do córrego denunciam a necessidade de readequação da reabilitação implantada no local. Essas características persistem, embora nesta área tenham sido implementadas medidas de recuperação de áreas degradadas, baseadas no conhecimento e tecnologia dominadas na época em que foi elaborado o DIA/PRAD. Cabe ressaltar, que a área “Mina Coréia II”, objeto deste estudo, faz parte do TAC - Processo n° 2004.72.04.007672-6 e que as áreas degradadas limítrofes são objetos de Ação Civil Pública - Processo n° 2000.72.04.002543-9 que deverão ter seus projetos de reabilitação detalhados e executados posteriormente. Assim, após a reabilitação das áreas de entorno, é que alguns indicadores ambientais, principalmente a qualidade das águas superficiais apresentarão resultados satisfatórios as medidas implantadas na área. Readequação do Projeto de Reabilitação Ambiental da Mina Coréia II Março/2007 14 INSTITUTO DE PESQUISAS AMBIENTAIS E TECNOLÓGICAS – IPAT UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE - UNESC 4. READEQUAÇÃO DO PROJETO DE REABILITAÇÃO AMBIENTAL 4.1 Introdução O projeto aqui detalhado prevê o zoneamento da área em três blocos (Fig. 6), o que facilita a adoção de soluções específicas para cada local e favorece a execução dos trabalhos em etapas independentes, definidas de acordo com a necessidade de intervenção em função da condição ambiental de cada bloco (IPAT/UNESC, 2002a; 2002b e 2003a). Figura 6 - Definição dos blocos na área de estudo. Recorte da fotografia aérea – DNPM, 2002 Assim, o projeto poderá ser executado em módulos sem, no entanto, comprometer a qualidade dos trabalhos de reabilitação. A execução do projeto de readequação do PRAD demandará o prazo estimado de 2 meses para ser concluído e deverá cumprir as seguintes etapas: Readequação do Projeto de Reabilitação Ambiental da Mina Coréia II Março/2007 15 INSTITUTO DE PESQUISAS AMBIENTAIS E TECNOLÓGICAS – IPAT UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE - UNESC Remodelagem da topografia em cerca de 4 ha; Aplicação e incorporação de calcário com objetivo de neutralizar parte do potencial de geração de acidez dos estéreis que encontram-se expostos; Recobrimento do substrato de estéreis com espessura mínima de 0,3 m de argila - reconstrução do solo; Aplicação e incorporação de calcário dolomítico (PRNT 75%), cama de aviário, turfa de raspagem estabilizada e fertilizante ao solo reconstruído; Construção dos sistemas de drenagens superficiais e dos canais principais; Readequação da via de acesso a área, com instalação de canaletas de drenagem em suas margens; Introdução de vegetação herbácea e arbórea, por meio de semeadura a lanço, logo após o preparo do solo; Abertura de covas, correção do solo e plantio de mudas de espécies pioneiras, nas áreas de APP’s; Monitoramento das águas, do solo, das características geológicas e geotécnicas, da fauna e da flora, após a reabilitação da área, num período total de 60 meses. 4.2 Ambiente terrestre A metodologia aplicada na caracterização da área de 18,44 ha da Mina Coréia II permitiu a sua divisão em três blocos com aspectos ambientais específicos, para os quais serão adotadas propostas de reabilitação distintas. Bloco 1 com 4,50 ha, onde será incorporado calcário aos estéreis nas áreas com estéril exposto, cobertura com argila, correção do solo, instalação de sistema de drenagem superficial e revegetação; Bloco 2 com 3,10 ha, onde será efetuada a revitalização do córrego existente, aterramento da cava, remodelagem topográfica, alcalinização dos estéreis, cobertura com argila, correção do solo, Readequação do Projeto de Reabilitação Ambiental da Mina Coréia II Março/2007 16 INSTITUTO DE PESQUISAS AMBIENTAIS E TECNOLÓGICAS – IPAT UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE - UNESC instalação de sistema de drenagem superficial e revegetação; Bloco 3 com 10,84 ha, onde serão instaladas curvas de níveis e reforço na revegetação em pontos localizados. 4.2.1 Reconformação topográfica A reconformação topográfica se dará principalmente no Bloco 2, onde o lago existente no local (antiga cava da mineração a céu aberto) será aterrada com os estéreis depositados no seu entorno possibilitando que o córrego retorne ao seu curso original. Esta etapa visa suavizar o relevo existente e direcionar as águas superficiais para os sistemas de drenagens instalados, minimizando a entrada de poluentes no córrego devido a percolação pelos estéreis e extravasamento da lagoa. Assim, a reconstrução do solo no local poderá ser realizada sem que haja perdas significativas do material silte-argiloso de cobertura, de corretivos do solo e mesmo de sementes em decorrência de erosão pela água de chuva (EMBRAPA, 2006). 4.2.1.1 Sistemas de Drenagens Superficiais 4.2.1.1.1 Índices técnicos da bacia hidrográfica de contribuição para o canal de desvio Para os cálculos do tempo de concentração foi utilizada a fórmula de Kirpich (Carvalho, 2005), e depende do comprimento de rampa e do desnível: L3 TC 0,87 H 0 , 385 Onde: Tc = tempo de concentração (h) L = comprimento de rampa (km) H = desnível entre o ponto mais alto e o ponto considerado (m) Readequação do Projeto de Reabilitação Ambiental da Mina Coréia II Março/2007 17 INSTITUTO DE PESQUISAS AMBIENTAIS E TECNOLÓGICAS – IPAT UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE - UNESC Sendo que o comprimento da rampa é de 2,2 km e o desnível de 40 m, a inclinação da Bacia é igual a 0,018 m/m, o que corresponde a uma declividade de 1,8%, numa área de 144,50 ha. Os valores encontrados para a área em questão, foram de: Tc = 0,57 h ou Tc = 34,2 min. O escoamento superficial varia em função da declividade, tipo de solo (textura), cobertura vegetal e intensidade das chuvas. Para sua estimativa, existe um método universal chamado de Método Racional desenvolvido por Ramser (1927), que calcula a vazão máxima escoada para áreas inferiores a 500 hectares, a partir de evento de chuva de intensidade máxima com um determinado tempo de concentração. Q CIA 360 Onde: Q = vazão do escoamento superficial (m3s-1) C = cobertura do solo I = intensidade da precipitação pluviométrica (mm/h-1) A = área de contribuição (ha) Para a definição do Coeficiente de Escoamento (C), considerou-se o valor de 0,40, que corresponde à cobertura de solo (pastagens limpas), tipo de solo (argiloso) e declividade (suave-ondulada a ondulada), conforme Pires & Souza (2003). Esses mesmos autores ressaltam que chuvas de mesma duração podem apresentar diferentes intensidades, e quanto maior ela for, menor é a sua ocorrência. Assim, foi estabelecido a intensidade máxima de chuva que pode ocorrer em função do tempo de concentração e o período de retorno (Quadro 2). Readequação do Projeto de Reabilitação Ambiental da Mina Coréia II Março/2007 18 INSTITUTO DE PESQUISAS AMBIENTAIS E TECNOLÓGICAS – IPAT UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE - UNESC Quadro 2 - Valores aproximados das intensidades máximas de chuva (I), em mm/h-1, possíveis de ocorrerem em diferentes durações ou tempos de concentração, num período de segurança (período de retorno) de 5 e 10 anos Regiões com precipitação Regiões com precipitação Duração da média anual inferior média anual superior chuva ou a 1400 mm a 1400 mm tempo de Freqüência Freqüência Freqüência Freqüência concentração de 5 anos de 10 anos de 5 anos de 10 anos (min) mm h-1 0,5 263 290 320 350 0,7 255 281 310 341 1 246 270 300 330 1,5 230 257 382 310 2 220 247 272 297 3 203 225 252 275 5 177 200 223 250 7 160 180 205 225 10 141 160 181 202 15 117 137 155 173 20 104 120 138 155 30 85 98 115 130 40 72 85 100 114 50 64 77 89 101 60 58 68 80 93 80 49 58 68 79 100 43 51 60 69 120 38 46 54 63 Fonte: Pires & Souza (2003) Considerando, que apresentou um tempo de concentração de 0,86 min, em uma região com precipitação média anual inferior a 1400 mm, e período de segurança considerado de 5 anos, para calcular o valor de I será necessário fazer a interpolação dos valores: 40’ - 72 mm/h-1 50’ - 64 mm/h-1 50’ - 40’=10’ 72 mm/h-1 - 64 mm/h-1 = 8 mm/h-1 40’ - 34,2’ = 5,8’ Readequação do Projeto de Reabilitação Ambiental da Mina Coréia II Março/2007 19 INSTITUTO DE PESQUISAS AMBIENTAIS E TECNOLÓGICAS – IPAT UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE - UNESC 10’--------8 mm/h-1 5,8’-------x x = 4,64 mm/h-1 72mm/h-1 - 4,64mm/h-1 67,36 mm/h-1 = I Assim, o escoamento superficial será: Q Q CIA 360 0,4 x67,36 x144,5 360 Q = 10,81m3/s O Quadro 3 apresenta os dados utilizados para dimensionamento do canal de desvio. Quadro 3 - Cálculos para dimensionamento do canal de desvio Bacia A (ha) L (m) H (m) i (m/m) Tc (min) Coréia 144,50 2.200 40 0,018 34,2 II* *Bacia de contribuição definida a partir do mapa (digitalizado), Folha Orleans do IBGE - escala 1:50.000 I -1 (mm/h ) C Q (m³/s) 67,36 0,4 10,81 topografico planialtimétrico 4.2.1.1.2 Dimensionamento do canal de desvio Utilizando a vazão de cálculo para o período de retorno de 5 anos, Q = 10,81 m³/s; e adotando uma velocidade de escoamento de v < 3,00 m/s, temse: Para uma seção trapezoidal, e adotando-se a largura do leito (b) igual a 1,5 m, altura de água (b) de 1,5 m e inclinação dos taludes (m) de 1,0x1,5, calculam-se: Readequação do Projeto de Reabilitação Ambiental da Mina Coréia II Março/2007 20 INSTITUTO DE PESQUISAS AMBIENTAIS E TECNOLÓGICAS – IPAT UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE - UNESC Secão do canal (A): A = h . (b + m . h) A = 1,5 . 3,75 A = 5,62 m2 Perímetro Molhado (P): P = b + 2 . h . (1 + m2)1/2 P = 1,5 + 3,0 . 1,8 P = 6,90 m Calculando o Raio Hidráulico (R): R=A/P R = 5,62 / 6,90 R = 0,81 m Para a verificação se a vazão do canal de desvio (Q1) atende a vazão da área (Q), utilizou-se a Fórmula de Manning: QA 2 1 1 R 3 I 2 n Onde Q1 = vazão transportada pelo canal (m3/s) A = seção do canal (m2) n = coeficiente de Manning (adotado n=0,03) R = raio hidráulico (m) I = declividade do canal (adotada=0,007 m/m) Q1 = 5,62 . 1/0,03 . ( 0,81 ) 2/3 x ( 0,007 ) ½ Q1 = 13,68 m3/s Como Q1 é maior que Q = 10,81 m3/s, verifica-se a condição adotada. Readequação do Projeto de Reabilitação Ambiental da Mina Coréia II Março/2007 21 INSTITUTO DE PESQUISAS AMBIENTAIS E TECNOLÓGICAS – IPAT UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE - UNESC A seção livre do Canal de Desvio será trapezoidal com largura do fundo de 1,5 metros e altura de 1,5 metros, revestidos com seixos rolados, com dimensões menores que 30 cm de diâmetro na sua maior seção e adotando-se uma declividade no entorno de 0,7%. Usando a Fórmula de Manning para canais abertos, de Azevedo Neto (1998), tem-se: v 2 1 1 R 3 I 2 n Onde : v = velocidade n = coeficiente de Manning (adotado n=0,03 ) R = raio hidráulico I = declividade v = 1/0,03 x ( 0,81 ) ²/³ x ( 0,007 ) ½ v = 2,42 m/s Calculando a velocidade, pela Fórmula de Manning, com a declividade adotada obtêm-se v = 2,42 m/s. Este valor é perfeitamente admissível para canais abertos com revestimentos convencionais, como: concreto, erocamento ou gabião. A seção esquemática do Canal de Desvio é apresentado na Fig. 7 e conforme Anexo I - Mapa das Obras na Área de Estudo. Readequação do Projeto de Reabilitação Ambiental da Mina Coréia II Março/2007 22 INSTITUTO DE PESQUISAS AMBIENTAIS E TECNOLÓGICAS – IPAT UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE - UNESC Figura 7 - Seção esquemática do canal de desvio 4.2.1.1.3 Índices técnicos da bacia hidrográfica de contribuição para o canal A Para os cálculos do tempo de concentração foi utilizada a fórmula de Kirpich (Carvalho, 2005), e depende do comprimento de rampa e do desnível: L3 TC 0,87 H 0 , 385 Onde: Tc = tempo de concentração (h) L = comprimento de rampa (km) H = desnível entre o ponto mais alto e o ponto considerado (m) Sendo que o comprimento da rampa é de 0,255 km e o desnível de 7 m, a inclinação da Bacia é igual a 0,027 m/m, o que corresponde a uma declividade de 2,74%, numa área de 10,76 ha. Os valores encontrados para a área em questão, foram de: Tc = 0,092 h ou Tc = 5,54 min. Readequação do Projeto de Reabilitação Ambiental da Mina Coréia II Março/2007 23 INSTITUTO DE PESQUISAS AMBIENTAIS E TECNOLÓGICAS – IPAT UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE - UNESC O escoamento superficial varia em função da declividade, tipo de solo (textura), cobertura vegetal e intensidade das chuvas. Para sua estimativa, existe um método universal chamado de Método Racional desenvolvido por Ramser (1927), que calcula a vazão máxima escoada para áreas inferiores a 500 hectares, a partir de evento de chuva de intensidade máxima com um determinado tempo de concentração. Q CIA 360 Onde: Q = vazão do escoamento superficial (m3s-1) C = cobertura do solo I = intensidade da precipitação pluviométrica (mm/h-1) A = área de contribuição (ha) Para a definição do Coeficiente de Escoamento (C), considerou-se o valor de 0,40, que corresponde à cobertura de solo (pastagens limpas), tipo de solo (argiloso) e declividade (suave-ondulada a ondulada), conforme Pires & Souza (2003). Pires & Souza (2003), ressaltam que chuvas de mesma duração podem apresentar diferentes intensidades, e quanto maior ela for, menor é a sua ocorrência. Esses autores criaram um Quadro com intensidade máxima de chuva que pode ocorrer em função do tempo de concentração e do período de retorno (Quadro 3). Considerando, que apresentou um tempo de concentração de 5,54 min, em uma região com precipitação média anual inferior a 1400 mm, e período de segurança considerado de 5 anos, para calcular o valor de I será necessário fazer a interpolação dos valores: 5’ – 177 mm/h-1 7’ – 160 mm/h-1 7’ - 5’ = 2’ Readequação do Projeto de Reabilitação Ambiental da Mina Coréia II Março/2007 24 INSTITUTO DE PESQUISAS AMBIENTAIS E TECNOLÓGICAS – IPAT UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE - UNESC 177 mm/h-1 - 160 mm/h-1 = 17 mm/h-1 5,54’ - 5’ = 0,54’ 2’--------17mm/h-1 0,54’-------x x=18,36 mm/h-1 177 mm/h-1 - 18,36 mm/h-1 = 158,64 mm/h-1 = I O escoamento superficial será: Q Q CIA 360 0,4 x158,64 x10,76 360 Q= 1,87 m3/s Quadro 4 - Cálculos para dimensionamento do canal A Bacia A (ha) L (m) H (m) Canal A* 10,76 255 7 i (m/m) Tc (min) 0,027 I -1 (mm/h ) c Q (m³/s) 158,54 0,4 1,87 5,54 *Bacia de contribuição definida a partir do mapa topografico planialtimétrico cadastral fornecido pela Carbonífera Catarinense – escala 1:1.000 4.2.1.1.4 Dimensionamento do canal “A” Utilizando a vazão de cálculo para o período de retorno de 5 anos, Q = 1,87 m³/s; e adotando uma velocidade de escoamento de v < 3,00 m/s, tem-se: Para uma seção trapezoidal, e adotando-se a largura do leito (b) igual a 1,5 m, altura de água (b) de 1,0 m e inclinação dos taludes (m) de 1,0 x 1,5, calculam-se: Readequação do Projeto de Reabilitação Ambiental da Mina Coréia II Março/2007 25 INSTITUTO DE PESQUISAS AMBIENTAIS E TECNOLÓGICAS – IPAT UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE - UNESC Secão (A) do canal: A = h . (b + m . h) A = 1,0 . 3,0 A = 3,00 m2 Perímetro Molhado (P): P = b + 2 . h . (1 + m2)1/2 P = 1,5 + 3,6 P = 5,10 m Calculando o Raio Hidráulico (R): R=A/P R = 3,00 / 5,10 R = 0,58 m Para a verificação se a vazão do canal de desvio (Q1) atende a vazão da área (Q), utilizou-se a Fórmula de Manning: QA 2 1 1 R 3 I 2 n Onde: Q1 = vazão transportada pelo canal (m3/s) A = seção do canal (m2) n = coeficiente de Manning (adotado n=0,03) R = raio hidráulico (m) I = declividade do canal (adotada=0,0007 m/m) Q1 = 3,0 . 1/0,03 . ( 0,58 ) 2/3 x ( 0,007 ) ½ Q1 = 5,81 m3/s Como Q1 é maior que Q = 1,87 m3/s, verifica-se a condição adotada. Readequação do Projeto de Reabilitação Ambiental da Mina Coréia II Março/2007 26 INSTITUTO DE PESQUISAS AMBIENTAIS E TECNOLÓGICAS – IPAT UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE - UNESC A seção livre do Canal A será trapezoidal com largura do fundo de 1,50 metros e altura de 1,0 metros, revestidos com seixos rolados, com dimensões menores que 30 cm de diâmetro na sua maior seção e adotando uma declividade no entorno de 0,7%. Usando a Fórmula de Manning para canais abertos, de AZEVEDO NETO (1998): v 2 1 1 R 3 I 2 n Onde : v = velocidade n = coeficiente de Manning (adotado n=0,03 ) R = raio hidráulico I = declividade v = 1/0,03 x ( 0,58 ) ²/³ x ( 0,007 ) ½ v = 1,93 m/s Calculando a velocidade, pela Fórmula de Manning, com a declividade adotada obtêm-se v = 1,93 m/s. Este valor é perfeitamente admissível para canais abertos com revestimentos convencionais, como: concreto, erocamento ou gabião. A Fig. 8 ilustra a seção esquemática do Canal A juntamente com intercção das canaletas e conforme Anexo I - Mapa das Obras na Área de Estudo. Readequação do Projeto de Reabilitação Ambiental da Mina Coréia II Março/2007 27 INSTITUTO DE PESQUISAS AMBIENTAIS E TECNOLÓGICAS – IPAT UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE - UNESC Figura 8 - Seção esquemática do canal “A” 4.2.1.1.5 Dimensionamento dos bueiros do canal “A” O dimensionamento dos bueiros do canal A, sob a estrada existente no local, foi calculado através da fórmula de Manning para condutos circulares parcialmente cheios. A fórmula de Manning é bastante utilizada para o dimensionamento de drenos e bueiros. Neste caso utiliza-se a equação abaixo: Q.n D 1/ 2 k.i 0,375 O Quadro 5 apresenta dados sobre K extraídos da altura e diâmetro de tubos recomendados. Quadro 5 - Valores de K h/D 0,5 0,6 K 0,156 0,209 0,7 0,8 0,9 0,95 1,0 0,260 0,304 0,331 0,334 0,311 Readequação do Projeto de Reabilitação Ambiental da Mina Coréia II Março/2007 28 INSTITUTO DE PESQUISAS AMBIENTAIS E TECNOLÓGICAS – IPAT UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE - UNESC D h Utilizando-se um valor de h/D de 0,8, ou seja 80% da capacidade do dreno, chegou-se ao seguinte valor: Q = 5,81 m3/s; n = coeficiente de Manning (adotado n=0,016); K = 0,304; I = declividade do canal (adotada=0,007 m/m) O diâmetro necessário para se atender à vazão do canal A (Q1), seria de 1,30 m, ou seja, 2 drenos com 0,80 m de diâmetro atendem plenamente a vazão de projeto. 4.2.1.1.6 Projeto de drenagem superficial da Mina Coréia III A área de estudo da Mina Coréia II, corresponde a 18,44 ha, com uma declividade máxima no entorno de 10%. Portanto, além do Canal de Desvio e o Canal “A”, estão sendo indicadas drenagens periféricas (Valetas) que captam e direcionam as águas provenientes do escoamento superficial, para estes canais. Estas drenagens são executadas junto ao acesso (Canaletas) existente na área e preferencialmente, seguindo-se as curvas de nível do terreno, mas apresentando um pequeno desnível que conduz as águas para as laterais, encaminhando para aos canais principais. As dimensões destas drenagens são de aproximadamente 0,4 x 0,4 m, escavadas no terreno em forma de calha, sendo que o material retirado é colocado abaixo da canaleta, formando uma berma para aumentar a sua eficiência, cobertas com argila, compactadas e revegetadas. Nos locais, que estas drenagens apresentarem declividades maiores que 3%, estes locais deverão ser revestidos com seixos rolados, com diâmetro Readequação do Projeto de Reabilitação Ambiental da Mina Coréia II Março/2007 29 INSTITUTO DE PESQUISAS AMBIENTAIS E TECNOLÓGICAS – IPAT UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE - UNESC máximo de 0,15 m, na sua seção maior. Sempre na intersecção das drenagens superficiais com os canais principais, estes locais deverão ser protegidos com escadarias e enrocomentos com seixos rolados com diâmetro máximo de 0,15 m, na sua seção maior. A Fig. 9 e o Anexo I - Mapa das Obras na Área de Estudo ilustram o detalhe da seção das drenagens superficiais junto a estrada principal. Figura 9 - Seção das drenagens superficiais (Canaletas) 4.2.1.1.7 Projeto de drenagem superficial auxiliar da Mina Coréia II Com a finalidade de evitar erosão na superfície final já remodelada e revegetada, foram indicadas as drenagens superficiais (Curva de Nível) principalmente no Bloco 3 e junto aos taludes existentes na área. As dimensões destas drenagens são de aproximadamente 0,4 x 0,4 m, escavadas no terreno em forma de calha, sendo que o material retirado é colocado abaixo da canaleta, formando uma berma para aumentar a sua eficiência, cobertas com argila, Readequação do Projeto de Reabilitação Ambiental da Mina Coréia II Março/2007 30 INSTITUTO DE PESQUISAS AMBIENTAIS E TECNOLÓGICAS – IPAT UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE - UNESC compactadas e revegetadas. Dessa forma, e utilizando a metodologia de Pires e Souza (2003), o espaçamento vertical pode ser calculado por várias fórmulas, mas a mais utilizada é a de Bentley: %D EV 2 x0,305 X Onde: EV = espaçamento vertical (m) %D = declividade (percentagem) X = valor obtido no Quadro 6 Quadro 6 - Valores de X para cálculo do espaçamento entre terraços Prática Física Terraços Cordões em Contorno Culturas Culturas Culturas Anuais Permanentes Permanentes Em Em Em Em nível Em nível Em nível desnível desnível desnível Argilosa Média Arenosa Argilosa Média Arenosa Argilosa Média Argilosa Arenosa Argilosa Média Média Arenosa Argilosa Arenosa Média Arenosa Valores de X 1,5 2,0 2,5 3,0 3,5 4,0 4,5 5,0 5,5 6,0 Fonte: Pires & Souza (2003) com modificações Como o objetivo do projeto de reabilitação é de captar e escoar as águas de provenientes da precipitação, serão adotados curvas de níveis em desnível, recomendados para áreas com menor permeabilidade como aquelas encontradas na área de estudo. Assim, utilizando a fómula de Bentley, tem-se: Readequação do Projeto de Reabilitação Ambiental da Mina Coréia II Março/2007 31 INSTITUTO DE PESQUISAS AMBIENTAIS E TECNOLÓGICAS – IPAT UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE - UNESC %10 EV 2 x0,305 4,5 EV = 1,28 De posse do valor de EV para determinada condição, e juntamente com a declividade do terreno, pode ser calculado o espaçamento horizontal (EH) entre os canais através da fórmula abaixo: EH EVx100 D EH 1,28 x100 10 EH = 12,8 m Tendo em vista que estas curvas de níveis serão revegetadas, pode-se admitir um aumento do espaçamento entre elas adicionando-se ao valor encontrado pela fórmula, a metade desse valor. Com isso a quantidade de curvas de nível a ser construída será menor reduzindo os custos e mantendo praticamente a mesma eficiência. Assim, como EH = 12,8 m temos: (12,8 + 6,4) = 19,24 ou aproximadamente 20 metros de distância entre os terraços. O Anexo I - Mapa das de Obras na Área de Estudo apresenta os terraços projetados. 4.2.2 Adição de alcalinidade aos estéreis A principal fonte de contaminação identificada na área são estéreis e material de cobertura do carvão, especialmente os arenitos, depositados quando da mineração a céu aberto. Estes materiais quando expostos às condições atmosféricas sofrem lixiviação e liberam acidez e metais em concentrações tóxica ao ambiente. Assim, é fundamental que as ações de reabilitação do local sejam direcionadas à neutralização do potencial de geração de acidez desses estéreis, bem como ao controle da exposição dessas litologias ao contato com a água e o oxigênio. Readequação do Projeto de Reabilitação Ambiental da Mina Coréia II Março/2007 32 INSTITUTO DE PESQUISAS AMBIENTAIS E TECNOLÓGICAS – IPAT UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE - UNESC As áreas com estéreis expostos, seja pela ação de processos erosivos existentes nos locais que já sofreram intervenções para reabilitação ou pelas atividades de implantação das readequações ao PRAD, serão neutralizadas através da incorporação de calcário. A necessidade de adição de alcalinidade aos estéreis presentes na Mina Coréia II, decorre do fato desses materiais - coletados para caracterização em dois pontos na área conforme pode ser observado no Anexo I – Mapa das Obras na Área de Estudo - possuírem enxofre em sua composição e poder de neutralização (PN) negativo - de acordo com os resultados das análises químicas realizadas no Laboratório de Solos do IPAT, conforme mostram os laudos n° 130/2007 e n° 131/2007 em Anexo III. A quantidade de CaCO3 necessária para neutralizar os estéreis é calculado subtraindo o potencial de geração de acidez (PA) da amostra (calculado a partir do teor de enxofre). O Quadro 7 apresenta os dados que caracterizam o potencial de geração de acidez das 2 amostras coletadas na área. Quadro 7 - Características do estéril disposto na área da Mina Coréia II, Lauro Müller, SC S-98 S-99 Nº da amostra Ponto 2 Ponto 1 Material ensaiado: estéril de mineração a céu aberto da Mina Coréia II. pH em água (1:2,5) 3,5 3,4 Stotal (%) 0,56 0,41 Poder neutralização (tCaCO3/1000t estéril) -18,9 -15,9 Potencial de acidez (tCaCO3/1000t estéril) 17,5 12,8 Necessidade de neutralizante (tCaCO3/1000t estéril) 36,4 28,7 onde: Potencial de Acidez = enxofre total * pela constante 32; e Necessidade de Neutralizante = Potencial de Acidez - Poder de neutralização A análise dos dados que constam do quadro 6 demonstra que para neutralizar 1.000 t de estéreis presentes na área da Mina Coréia II, tomando como base as duas amostras ensaiadas, seriam necessárias de 28,7t a 36,4t de CaCO3. Como a necessidade de neutralizante nas duas amostras apresentaram valores dentro de uma mesma unidade de grandeza, decidiu-se adotar a média entre os dois valores obtidos em laboratório, visando facilitar a operacionalidade Readequação do Projeto de Reabilitação Ambiental da Mina Coréia II Março/2007 33 INSTITUTO DE PESQUISAS AMBIENTAIS E TECNOLÓGICAS – IPAT UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE - UNESC dos trabalhos de reabilitação. Assim, passa-se a considerar a necessidade de 32,6 toneladas de CaCO3 para cada 1000 toneladas de estéril exposto (sem cobertura) na área. Considerando que efetivamente é possível neutralizar a camada superficial de estéril, uma vez que a área encontra-se parcialmente com sua topografia reconformada e revegetada, optou-se por adicionar uma camada de calcário suficiente para reagir com 0,1 metro de estéril exposto (sem cobertura argilosa). A adoção dessa medida irá reduzir a geração de drenagem ácida a partir da infiltração das águas de chuva no estéril, e associada às demais medidas de controle, como implantação e reconstrução do solo e posterior revegetação, minimizarão a geração de drenagem ácida da área em reabilitação. Assim, calculou-se o volume de material a ser neutralizado, ou seja, 2.000 3 m no Bloco 1 e 3.100 m3 no Bloco 2. Considerando a densidade do estéril de 1,5 t/m3 (IPAT/UNESC, 2002a; 2002b; 2003a), foi determinado a quantidade de 98t de CaCO3 para neutralização dos estéreis do bloco 1 e 152t de CaCO3, para neutralizar os estéreis do bloco 2. Recomenda-se a utilização de calcário com PRNT mínimo de 75%, sendo que a sua incorporação aos estéreis que encontram-se expostos na área da Mina Coréia II, poderá ser feita com o auxílio de grade de disco dentada, permitindo a incorporação necessária para que se promova a formação de uma “camada de reação”. Outra forma de incorporação é a utilização de escarificador fixo em trator de esteira ou de pneus tomando cuidado para que a profundidade de penetração fique entre 5 e 10 cm. O processo de incorporação será definido em função das características dos estéreis (quantidade e tamanho das pedras) após a reconformação da topografia. A aplicação do calcário deverá ser feita logo após a regularização da área e em seguida deve ser realizado o recobrimento com material argiloso. A quantidade de calcário calculada para neutralização de estéreis não substitui a necessidade deste material para correção da acidez do substrato que servirá como base para a reconstrução do solo. Readequação do Projeto de Reabilitação Ambiental da Mina Coréia II Março/2007 34 INSTITUTO DE PESQUISAS AMBIENTAIS E TECNOLÓGICAS – IPAT UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE - UNESC 4.2.3 Cobertura com argila A natureza do uso da terra após a mineração dependerá de vários fatores, inclusive o potencial ecológico do ambiente minerado e os anseios da sociedade. As opções de uso de terra podem cobrir amplo espectro e dependem dos procedimentos empregados durante a mineração e a reabilitação. Assim, o processo de reabilitação poderá envolver a implantação de pastagens, o estabelecimento de cultivos agrícolas ou mesmo de reflorestamentos. A diferença existente entre as áreas não mineradas e aquelas onde os solos foram alterados pela mineração está na necessidade maior de intervenção técnica e por um período mais longo para o restabelecimento de condições mínimas de estrutura e fertilidade dos solos modificados, tendo como objetivo promover uma nova cobertura vegetal. Portanto, a responsabilidade do minerador não termina simplesmente com a recuperação topográfica do local. Tornar um solo fértil implica em fazer com que suas condições químicas, físicas e microbiológicas sejam tais que possibilitem o desenvolvimento da vegetação. Tal estágio é atingido quando, além de estável fisicamente e com acidez ou alcalinidade adequadas, o solo ofereça suficientes teores de matéria orgânica e micronutrientes que possam ser absorvidos pelas plantas. A reconstrução do solo - importante não só como substrato para a vegetação mas também como camada capaz de dificultar a infiltração de água e a passagem de oxigênio para as camadas inferiores de estéreis - juntamente com obras civis, como a construção de drenagens superficiais e do canal de desvio de águas de montante, são necessárias ao sucesso do projeto uma vez que visam propiciar o isolamento e/ou a eliminação das fontes poluidoras. Na área em questão, as principais fontes de contaminação são os estéreis, que expostos às condições atmosféricas sofrem lixiviação e liberam acidez e metais tóxicos ao ambiente. Assim, é fundamental que as ações de reabilitação do local sejam direcionadas ao controle da exposição dessas litologias ao contato com a água e o oxigênio. Dessa forma, recomenda-se a cobertura do substrato reconformado topograficamente com a aplicação de uma camada de 0,30 m de material Readequação do Projeto de Reabilitação Ambiental da Mina Coréia II Março/2007 35 INSTITUTO DE PESQUISAS AMBIENTAIS E TECNOLÓGICAS – IPAT UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE - UNESC argiloso, com vistas a produzir um solo construído que tenha estabilidade. 4.2.4 Correção das características físicas, químicas e microbiológicas do solo construído As características físicas dos solos a serem utilizados para cobertura dos estéreis, foram determinadas a partir da coleta e análise em dois pontos junto a jazida de empréstimo, conforme segue adiante. Para coleta, manuseio e armazenagem das amostras de solo seguiram-se as orientações da Comissão de Química e Fertilidade do Solo do RS/SC (CQFS-RS/SC, 2004). O Anexo IV apresenta os Laudos de Fertilidade nº 128/2007 e nº 129/2007 das amostras de solo coletadas na jazida de empréstimo. Na interpretação dos resultados de fertilidade do solo utilizaram-se os critérios definidos pela Comissão de Química e Fertilidade do Solo do RS/SC (CQFS-RS/SC, 2004). Os teores de matéria orgânica (M.O.) do material argiloso a ser utilizado neste trabalho de reabilitação estão qualificados como “baixo”, verificando-se portanto, a necessidade de incorporação de nitrogênio (N) cujas fontes são: cama de aviário, turfa e fertilizantes. Para suprir as necessidades nutricionais de fósforo e potássio do solo será utilizado como fonte de nutriente, fertilizante mineral formulado. Para este projeto recomenda-se o uso intensivo de adubação orgânica (cama de aviário estabilizada e turfa) como fontes de M.O., condicionantes da estruturação física do solo. Os materiais turfosos serão empregados com o objetivo de melhorar as características físicas, químicas e microbiológicas do substrato. Adicionalmente a turfa proverá um banco de sementes para iniciar o processo de revegetação na área em questão, diminuindo dessa forma, o risco de erosão após o remodelamento do terreno. Resultados obtidos nos monitoramentos das áreas em reabilitação Campo Malha II Leste e Malha II Oeste (IPAT/UNESC 2004 a e b; 2005 a, b e c; 2006 a, b, c, d, e) demonstraram o importante papel exercido por este insumo no processo de reconstiuição do solo e revegetação, sendo que até o Readequação do Projeto de Reabilitação Ambiental da Mina Coréia II Março/2007 36 INSTITUTO DE PESQUISAS AMBIENTAIS E TECNOLÓGICAS – IPAT UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE - UNESC momento não foi identificado um substituto com as mesmas características. Para tanto são indicados os seguintes corretivos para compor o solo reconstruído: 4.2.4.1 Calagem Deverão ser aplicados 20 toneladas de calcário dolomítico (PRNT 75 %) por hectare. Esta quantidade deverá ser aplicada de forma parcelada, ou seja, deve-se aplicar a metade, lavrar, aplicar o restante, lavrar e gradear. 4.2.4.2 Adubação orgânica Aplicar 2.000 kg/hectare de esterco de aves curtido, juntamente com o calcário e incorporá-lo ao solo construído. 4.2.4.3 Aplicação de turfa Aplicar 12.000 kg/hectare (2 cm de espessura por metro quadrado) de turfa com objetivo de revegetar o mais rápido possível a área a ser recuperada. 4.2.4.4 Adubação química 4.2.4.4.1 Plantio Aplicar na semeadura ou plantio das herbáceas, 3 sacos de 50 Kg da fórmula 05-20-10 e mais 1 saco de 50 kg de uréia por hectare. 4.2.4.4.2 Cobertura Aplicar a adubação de cobertura em duas épocas, uma aos 45 dias e a segunda aos 70 dias após a semeadura. Utilizar em cada aplicação de cobertura 3 sacos de uréia (50 kg) por hectare. Readequação do Projeto de Reabilitação Ambiental da Mina Coréia II Março/2007 37 INSTITUTO DE PESQUISAS AMBIENTAIS E TECNOLÓGICAS – IPAT UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE - UNESC 4.1.5 Revegetação O processo de revegetação da Mina Coréia II foi planejado de maneira que este possa auxiliar na estabilização do solo reconstruído, evitando processos erosivos e possibilitando o desenvolvimento de espécies vegetais dos diferentes estádios sucessionais de forma a transformar a área degradada em um sistema ecológico estável. Segundo Almeida (2000) entende-se como sucessão natural, o processo de desenvolvimento de uma comunidade em função de modificações das composições no ambiente considerado, culminando no estágio clímax. Este processo de colonização inicia-se com espécies pioneiras, que criam condições adequadas de microclima e solo, secundárias e climácicas como o final da sucessão. Segundo Kageyama e Gandara (2000) o uso da sucessão ecológica na implantação de florestas é a tentativa de dar à regeneração artificial, um modelo seguindo as condições com que ela ocorre naturalmente. Para que haja o maior êxito durante o processo de reintrodução da vegetação, é necessário que se leve em consideração as interações interespecíficas, entre, a vegetação e a fauna silvestre local. A interação entre animais e plantas em florestas é muito intensa e determinante para a estruturação do ecossistema, pois envolve fundamentos, tais como polinização, dispersão de sementes e herbívoria (KAGEYAMA e GANDARA, 2000). A sequência da revegetação descrita adiante favorecerá o aumento de habitats para a fauna, propiciando o retorno da mesma à área recomposta. Dessa forma, a seleção de sementes e mudas privilegiam espécies nativas, escolhidas em função: a) da capacidade de adaptação em solos com as condições dos encontrados no campo; b) da ocorrência nos remanescentes do entorno da área; e c) da capacidade de produção de frutos em forma de bagas, as chamadas “bagueiras” (REIS et al. 1999; REIS et al. 2003), que são espécies com frutos carnosos, atrativos para a fauna. Como exemplo, podemos citar as figueiras (Ficus spp.), a grandiúva (Trema micrantha Blume), o tucum (Bactris setosa Mart.), a capororoca (Myrsine coriacea (Sw.) R. Br.), o palmiteiro Readequação do Projeto de Reabilitação Ambiental da Mina Coréia II Março/2007 38 INSTITUTO DE PESQUISAS AMBIENTAIS E TECNOLÓGICAS – IPAT UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE - UNESC (Euterpe edulis Mart.), entre outras. A forma como será conduzida a revegetação foi definida em função das características da área da Mina Coréia II, sendo assim, está prevista a introdução de: Espécies herbáceas - gramíneas e leguminosas, por semeadura, na porção remodelada, nos Blocos 1 e 2, em função do futuro uso a ser dado para a área; Espécies herbáceas - gramíneas e leguminosas, por semuadura, nas áreas com falhas de vegetação no Bloco 3; Espécies arbóreas pioneiras - preferencialmente bracatinga, associadas a outras espécies arbóreas e herbáceas, todas por semeadura, nos Blocos 1 e 2 nas áreas de preservação permanente (APP’s); Espécies arbóreas secundárias e climácicas, por meio de mudas, dispostas em ilhas de diversidade nos Blocos 1 e 2 nas áreas de preservação permanente (APP). 4.1.5.1 Plantio de espécies herbáceas O uso de espécies herbáceas durante o processo de reabilitação é muito importante, pois estas, são de fundamental importância para controlar processos erosivos, fixar nutrientes melhorando as características físico-químicas do solo. Para o processo de revegetação foram escolhidas leguminosas e gramíneas para serem semeadas nas áreas que foram remodeladas. O uso destas espécies se deve, principalmente, as características de cada um destes dois grupos. As leguminosas são plantas capazes de fixar nitrogênio no solo. Além disso, apresentam raízes com arquitetura e profundidade que permitem estabilizar solos com pouca instabilidade. Já as gramíneas, são plantas que apresentam caráter pioneiro, sendo de fundamental importância do ponto de vista ecológico, auxiliando na reabilitação, revitalização e proteção do solo. Sendo assim, o uso de leguminosas em consorciação com gramíneas é Readequação do Projeto de Reabilitação Ambiental da Mina Coréia II Março/2007 39 INSTITUTO DE PESQUISAS AMBIENTAIS E TECNOLÓGICAS – IPAT UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE - UNESC muito importante durante o processo de revegetação de áreas degradadas, favorecendo o desenvolvimento da vegetação através da incorporação de nitrogênio ao solo. O plantio das espécies herbáceas (gramíneas e leguminosas) relacionadas na quadro 7, deverá ser realizado nos Blocos 1, 2 e 3, totalizando 18,44ha. No Bloco 3 será implantada vegetação apenas nas áreas que apresentam falhas na vegetação herbácea existente, com o intuito de reforçar a cobertura vegetal. A semeadura, à lanço, deverá ocorrer após a correção do solo, com as espécies sendo plantadas em consorciação respeitando-se a época de semeadura. Esse procedimento tem por finalidade oferecer ao solo proteção contra a erosão superficial, uma vez que as espécies selecionadas apresentam emergência e desenvolvimento rápidos. No preparo do solo para o plantio serão empregados 12 t/ha (0,02 m de espessura por metro quadrado) - de turfa nas áreas remodeladas. Embora esta quantidade esteja abaixo da recomendada por Zimmermann (2001) (no mínimo 0,05 m de espessura por m2, ou seja, 300.000 kg/ha), é suficiente para o suprimento de nutrientes ao solo. Além disso, a turfa representa um banco de sementes considerável, as quais estão perfeitamente adaptadas às condições presentes na região turfeira, tipicamente ácida. Para a indicação das sementes a serem utilizadas foram consideradas as origens (se nativa ou exótica), as informações sobre a ecologia e capacidade de cobertura, assim como a disponibilidade de sementes no mercado. Atualmente o padrão mínimo de pureza estabelecida por lei para sementes de forrageiras é de 40%. Esta lei de sementes forrageiras se encontra em transição por conta da nova Lei n° 10.711 de 05/08/2003 que regulamenta todo o setor da produção até a comercialização garantindo a identidade e a qualidade. Já a Instrução Normativa nº 15 de 12 de julho de 2005, estabelece que a garantia e o padrão mínimo de germinação ou viabilidade será de inteira responsabilidade do produtor pelos prazos contados a partir do recebimento da semente, comprovado por meio de nota fiscal, observado o prazo de validade do teste: até trinta (30) dias para sementes de leguminosas forrageiras, até quarenta (40) dias para gramíneas forrageiras de clima temperado e até Readequação do Projeto de Reabilitação Ambiental da Mina Coréia II Março/2007 40 INSTITUTO DE PESQUISAS AMBIENTAIS E TECNOLÓGICAS – IPAT UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE - UNESC sessenta (60) para gramíneas forrageiras de clima tropical. A qualidade da semente forrageira é verificada por meio da análise de pureza, germinação, viabilidade e presença de outras espécies. Deverá ser feita em laboratórios especializados, pois uma das principais características destas sementes é a sua dormência (paralisação fisiológica da semente). A quebra da dormência permite a germinação (retomada da atividade fisiológica da semente). Recomenda-se, além das técnicas já conhecidas e específicas para cada espécie para a quebra de dormência, expor as sementes dormentes também ao sol por cerca de 10 h, antes do plantio. Um dos itens mais importantes é saber qual o Valor Cultural (VC) das sementes, pois serve como indicativo de qualidade. Quanto maior o valor cultural melhor a qualidade das sementes e conseqüentemente menor será a quantidade necessária no plantio. Valor Cultural (%) = [Pureza (%) x Germinação (%)]/100 O Valor Cultural indica a quantidade de sementes puras que germinam em uma determinada amostra de semente, sendo utilizado também para calcular a quantidade necessária de sementes no plantio. Recomenda-se que seja exigido do fornecedor a disponibilização de um laudo com os valores de pureza e germinação, juntamente com instruções sobre o armazenamento e quebra de dormência para cada lote de sementes adquirido. Assim como na compra dos lotes das sementes seja inserido na nota fiscal o Valor Cultural (VC) das mesmas. O Quadro 8 apresenta as espécies sugeridas para uso na revegetação da área da Mina Coréia II. Readequação do Projeto de Reabilitação Ambiental da Mina Coréia II Março/2007 41 INSTITUTO DE PESQUISAS AMBIENTAIS E TECNOLÓGICAS – IPAT UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE - UNESC Quadro 8 - Espécies a serem utilizadas nos Blocos 1, 2 e 3 na área da Mina Coréia II Valor Espécies Nome Densidade cultural Período Hábito sugeridas popular de plantio indicado % set – out – nov (primavera) dez – jan – fev (verão) Axonopus compressus Axonopus affinis Gramamissioneira 10 kg/ha* 89 Gramínea, herbácea com crescimento rizomatoso. Paspalum saurae Paspalum 10 kg/ha* 54 Gramínea perene, herbácea com crescimento cespitoso. Arachis pintoi Amendoim forrageiro 13 kg/ha* 40 Leguminosa, herbácea com crescimento rizomatoso. Calapogonio muconoides Calapogonio 3 kg/ha* 57 Leguminosa, herbácea, trepadeira, semi-perene. Hyparrhenia rufa Capimjaraguá 7 kg/ha* 10 Gramínea perene de porte ereto. Paspalum dilatatum Gramacomprida 14 kg/ha* 21 Gramínea perene, herbácea com crescimento cespitoso. Estilosantes campo 2,5 kg/ha* grande 60 Stylosanthes capitata + S. macrocephala mar – abr – mai (outono) jun – jul – ago (inverno) Leguminosa, herbácea cespitosa. Sesbania virgata Sesbânia 3,33 kg/ha* 75 Leguminosa, arbórea, muito ramificada, porte de 4-8 metros. Mimosa scabrella Bracatinga 0,33 kg/ha* 75 Leguminosa, arbórea. Schinus terebinthifolius Aroeira 0,33 kg/há* 75 Arbórea. Paspalum saurae Paspalum 13 kg/ha* 54 Gramínea, herbácea com crescimento cespitoso. Vicia sativa Ervilhaca 50 kg/ha* 68 Leguminosa, decumbente e trepador. Lolium multiflorum Azevém 30 kg/ha* 68 Gramínea, herbácea com crescimento cespitoso. Avena sativa Aveia-preta 60kg/ha* 71 Gramínea, herbácea de porte ereto. Sesbania virgata Sesbânia 10 kg/ha* 75 Leguminosa, arbórea, muito ramificada, porte de 4-8 metros. Readequação do Projeto de Reabilitação Ambiental da Mina Coréia II Março/2007 42 INSTITUTO DE PESQUISAS AMBIENTAIS E TECNOLÓGICAS – IPAT UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE - UNESC Período Valor Densidade cultural de plantio indicado % Espécies sugeridas Nome popular Mimosa scabrella Bracatinga 1 kg/ha* 75 Leguminosa, arbórea. Schinus terebinthifolius Aroeira 1 kg/ha* 75 Arbórea. Hábito *Valores indicados para consórcio com outras duas plantas herbáceas e/ou arbóreas considerando o valor cultural mínimo indicado. Obs.: A revegetação das áreas que não fazem parte da APP deve ser feita exclusivamente com plantas de hábito herbáceo. Deverão ser aplicados 2 t/ha de cama de aviário, fonte de matéria orgânica (M.O.) para o solo, e 150 kg/ha de adubo químico (05-20-10) para garantir macronutrientes suficientes ao desenvolvimento da vegetação. Aplicar 20 t de calcário dolomítico (PRNT 75 %) por hectare. Esta quantidade deverá ser aplicada de forma parcelada, ou seja, deve-se aplicar a metade, lavrar, aplicar o restante, lavrar e gradear. No estabelecimento das forragens recomenda-se a aplicação de 150 kg/ha de uréia como adubação de cobertura, realizada em duas épocas: 150 kg/ha 45 dias após a semeadura e mais 150 kg/ha 70 dias após o plantio. No Quadro 9 são apresentados os cálculos de necessidade de condicionantes e de sementes para a reintrodução de espécies herbáceas e arbóreas, exceto as mudas e covas para implantação das Ilhas de Diversidade. Os quantitativos por hectare, a partir dos quais obteve-se os valores da quadro 8 são os seguintes: Calcário = 20 t/ha; Turfa = 12 t/ha; Cama de aviário = 2 t/ha; Fertilizante (05-20-10) = 150 kg/ha; Uréia = 350 kg/ha; Sementes Bracatinga (Mimosa scabrella) = 1 kg/ha; Sementes de Aroeira (Schinus terebinthifolius) = 1 kg/ha; Sementes de Sesbânia (Sesbânia virgata) = 10 kg/ha; Readequação do Projeto de Reabilitação Ambiental da Mina Coréia II Março/2007 43 INSTITUTO DE PESQUISAS AMBIENTAIS E TECNOLÓGICAS – IPAT UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE - UNESC Sementes de Grama-missioneira (Axonopus compressus, A. Affinis) = 10 kg/ha; Sementes de Paspalum (Paspalum saurae) = 10 kg/ha; Sementes de Calapogônio (Calogonio muconoides) = 3 Kg/ha; Sementes de Estilosante (Stylosanthes capitata + S. macrocephala) = 2,5 kg/ha; Sementes de Ervilhaca (Vicia sativa) = 50 kg/ha; Sementes de Azevém (Lolium multiflorum) = 30 kg/ha; Sementes de Aveia-preta (Avena sativa) = 60 kg/ha; Sementes de Capim Jaraguá (Hypharrhenia rufa) = 7 kg/ha; Sementes de Grama-comprida (Paspalum dilatatum) = 14 kg/ha; Sementes de Amendoim forrageiro (Arachis pintoi) = 13 kg/ha (primavera/verão). Quadro 9 - Condicionantes e sementes necessárias para a revegetação das áreas com relevo remodelado, exceto covas e mudas para implantação de Ilhas de Diversidade Materiais Blocos Total 1 2 3 4,50 3,10 10,84 18,44 0,77 2,00 0,00 2,77 0,14 0,00 0,00 0,14 4,50 3,10 0,40 8,00 Turfa (t) 54,00 37,20 4,80 96,00 Calcário (t) 90,00 62,00 8,00 160,00 675,00 465,00 60,00 1.200,00 9,00 6,20 0,80 16,00 1.350,00 930,00 140,00 2.420,00 0,91 2,00 0,00 2,91 0,77 2,00 0,00 2,77 7,70 20,00 0,00 27,70 Área total (ha) Área de preservação permanente (APP) (ha) Área com plantio de Bracatinga nas margens do canal “A” (ha) Revegetação herbácea (ha) Fertilizante (05-20-10) (kg) Cama de aviário (t) Uréia (kg) Sementes Bracatinga (Mimosa scabrella) (kg) Sementes de Aroeira (Schinus terebinthifolius) (kg) Sementes de Sesbânia Readequação do Projeto de Reabilitação Ambiental da Mina Coréia II Março/2007 44 INSTITUTO DE PESQUISAS AMBIENTAIS E TECNOLÓGICAS – IPAT UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE - UNESC Materiais Blocos Total 1 2 3 45,00 31,00 4,00 80,00 45,00 31,00 4,00 80,00 13,50 9,30 1,20 24,00 11,25 7,75 1,00 20,00 225,00 155,00 20,00 400,00 135,00 93,00 12,00 240,00 270,00 186,00 24,00 480,00 31,50 21,70 2,80 56,00 63,00 43,40 5,60 112,00 58,50 40,30 5,20 104,00 (Sesbania virgata) (kg) Sementes de Gramamissioneira (Axonopus compressus, A. affinis) (kg) Sementes de Paspalum (Paspalum saurae) (kg) Sementes de Calapogônio (Calogonio muconoides) (kg) Sementes de Estilosante campo grande (Stylosanthes capitata + S. macrocephala) (kg) Sementes de Ervilhaca* (Vicia sativa) Sementes de Azevém* (Lolium multiflorum) Sementes de Aveia-preta* (Avena sativa) Sementes de Capim Jaraguá (Hypharrhenia rufa) (kg) Sementes de Grama-comprida (Paspalum dilatatum) (kg) Sementes de Amendoim forrageiro (Arachis pintoi) (kg) *Serão utilizadas três espécies exóticas de outono/inverno, devido a falta de sementes nativas no mercado. OBS: Os quantitativos para as plantas de caracter herbáceo são relativos à consorciação no verão e no inverno. O sucesso do processo de revegetação com herbáceas nos Blocos 1 e 2 dependerá de alguns cuidados adicionais a serem tomados, como: Isolamento das áreas para evitar o acesso de bovinos que possam fazer uso do local como pastagem; Roçada periódica de duas vezes por ano, na época chuvosa, com objetivo de incorporar matéria orgânica (M.O.) ao solo, inibir o crescimento de espécies arbustivas arbóreas e evitar a propagação de fogo. Esta roçada, entretanto, não poderá ser realizada quando o solo estiver encharcado, pois como é construído, a utilização de maquinário agrícola (trator e roçadeira) poderá degradá-lo. Em solos encharcados Readequação do Projeto de Reabilitação Ambiental da Mina Coréia II Março/2007 45 INSTITUTO DE PESQUISAS AMBIENTAIS E TECNOLÓGICAS – IPAT UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE - UNESC os pneus tendem a formar trilhas que potencializam os processos erosivos e ainda podem levar à degradação da vegetação; A roçada não deve ser realizada em nenhuma época do ano, nas áreas de APP, as margens do rio, nem nas áeras que correspondem as margens do canal “A”, pois nestas áreas haverá a introdução de espécies arbustivo-arbóreas; Instalação dos poleiros artificiais, visando acelerar o processo se reabilitação da área em estudo; Monitoramento do desenvolvimento vegetação herbácea e arbustivoarbórea por um período mínimo de cinco anos, nas áreas de APP; Monitoramento por um período mínimo de cinco anos, quanto à concentração de metais pesados nas plantas (gramíneas e leguminosas) e no solo. Após este período, conforme os resultados e a estruturação do solo, a área poderá ser avaliada quanto à possibilidade de liberação para pastagem. 4.1.5.2 Plantio de espécies arbustivas e arbóreas Na área em processo de reabilitação da Mina Coréia II serão introduzidas espécies arbustivas e arbóreas apenas nos Blocos 1 e 2 na faixa que corresponde aos 30 m de mata ciliar de acordo com o Código Florestal Brasileiro (Lei 4.771 de 15 setembro de 1965). No restante da área pertencente aos Blocos 1 e 2 serão implantadas espécies arbóreas, apenas em uma faixa de 3 m no entorno do canal “A”. Nas áreas remanescentes dos Blocos 1 e 2 não serão implantadas espécies arbustivo-arbóreas devido ao uso futuro desta área, que segundo informações, será uzadada para pastagens ou silvicultura. A revegetação com espécies arbustivas e arbóreas será feita de duas formas distintas nos Blocos 1 e 2: Inicialmente serão introduzidas nas áreas de APP, as espécies arbóreas indicadas (sesbânia, bracatinga e aroeira, como espécies pioneiras, concomitante ao plantio das herbáceas, na forma de sementes, em linhas, por meio de saraquá ou a lanço, com grupos de covas distantes Readequação do Projeto de Reabilitação Ambiental da Mina Coréia II Março/2007 46 INSTITUTO DE PESQUISAS AMBIENTAIS E TECNOLÓGICAS – IPAT UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE - UNESC 0,5 m uma das outras, conforme o método de Anderson, intercaladas no sistema quincôncio; Nas faixas de entorno do canal “A” que correspondem 3 m de largura para cada lado do canal serão introduzidas apenas bracatinga, na forma de sementes, em linhas, por meio de por meio de saraquá ou a lanço, com grupos de covas distantes 1,0 m uma das outras, intercaladas no sistema quincôncio; Introdução de “ilhas de diversidade”, que consiste no plantio de mudas de espécie clímax, cercadas de secundárias iniciais e tardias, espaçadas 2,0 (dois) metros uma das outras. 4.1.5.3 Plantio das pioneiras arbóreas em linhas Logo após a incorporação dos condicionantes ao solo, serão plantadas, juntamente com a semeadura das herbáceas, de 4 a 6 sementes de bracatinga, sesbânia e aroeira, por cova aberta pela plantadeira manual (saraquá). Esse procedimento garantirá uma cobertura vegetal densa a partir do estabelecimento das plantas em linhas, seguindo as curvas de nível. Cada grupo de covas (método de Anderson) é composto por nove covas, espaçadas 0,5 m entre elas. Cada um dos grupos de ser disposto em linhas com um espaçamento de 2,0 m entre os grupos e 2,0 m entre linhas (sistema quincôncio). A primeira fila deverá ser alocada a pelo menos 1,0 m acima do nível mais alto atingido pela água do rio. Os agrupamentos de Anderson, visa a implantação de um grupo de nove espécies arbóreas nativas (Fig. 10), em áreas em reabiliatação objetivando aumentar sua biodiversidade. Readequação do Projeto de Reabilitação Ambiental da Mina Coréia II Março/2007 47 INSTITUTO DE PESQUISAS AMBIENTAIS E TECNOLÓGICAS – IPAT UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE - UNESC Figura 10 - Esquema de plantio das espécies arbóreas pioneiras utilizando o agrupamento de Anderson (detalhe), disposto em linhas, modelo quincôncio No entorno do canal “A” serão plantadas além das espécies herbáceas, uma espécie arbórea (bracatinga) na faixa que compreende os 3 m para cada margem do canal. Esta deve deve ser plantada, por cova aberta pela plantadeira manual (saraquá) com um espaçamento de 1,0 m entre covas e 1,0 entre linhas, intercaladas no sistema quincôncio (Fig. 11). Readequação do Projeto de Reabilitação Ambiental da Mina Coréia II Março/2007 48 INSTITUTO DE PESQUISAS AMBIENTAIS E TECNOLÓGICAS – IPAT UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE - UNESC Figura 11 - Esquema do plantio de bracatinga em linhas, com covas intercaladas – quincôncio, nas margens do canal “A” Um ano após sua implantação deverá ser feito um raleio, isto é, a retirada dos exemplares raquíticos de forma a possibilitar o bom desenvolvimento dos exemplares mais robustos. 4.1.5.4 Plantio de mudas em “ilhas de diversidade” Quando as pioneiras atingirem cerca de 5m de altura, deverá ser realizada a introdução das espécies secundárias e climácicas por meio de Ilhas de Diversidade (ID), que consiste na introdução de uma espécie clímax cercada de secundárias iniciais e tardias espaçadas 2,0 (dois) metros uma das outras (Fig. 12). As mudas utilizadas deverão possuir no mínimo 0,50 m de altura. Readequação do Projeto de Reabilitação Ambiental da Mina Coréia II Março/2007 49 INSTITUTO DE PESQUISAS AMBIENTAIS E TECNOLÓGICAS – IPAT UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE - UNESC Figura 12 - Distribuição das espécies arbóreas a serem plantadas nas ilhas de diversidade (SI = espécies secundárias iniciais; ST = espécies secundárias tardias; C = espécies climácicas). Os números colocados ao lado dos símbolos correspondem às espécies listadas para cada ilha As covas para implantação das ilhas deverão ter as dimensões de 0,50 m x 0,50 m x 0,50 m. Após a abertura, as covas serão preenchidas com argila e com os condicionantes do solo adequados para um bom desenvolvimento vegetativo, garantindo sua estabilização. Os materiais a serem aplicados nas covas e o número de mudas por blocos estão relacionados no Quadro 10. Recomenda-se a aplicação de 5 kg de fertilizante orgânico curtido (cama de aviário) colocado no fundo de cada cova misturado a um pouco de solo para evitar que as raízes da muda entrem em contato com o fertilizante. Completa-se a cova com no mínimo 0,05 m³ de solo, após o plantio da muda, aplicar-se-á a uma distância de 0,10 m ao redor do caule da muda e a 0,05 m de profundidade, incorporado ao solo, cerca de 0,05 kg de fertilizante químico na formulação 0520-10. O Quadro 10 apresenta as quantidades de mudas e condicionantes para as covas nas ilhas de diversidade. Readequação do Projeto de Reabilitação Ambiental da Mina Coréia II Março/2007 50 INSTITUTO DE PESQUISAS AMBIENTAIS E TECNOLÓGICAS – IPAT UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE - UNESC Quadro 10 - Número de mudas e condicionantes necessários ao plantio de mudas em Ilhas de Diversidade nos Blocos 1 e 2 Materiais Blocos Total 1 2 Área total (t) 4,50 3,10 7,60 Área de preservação permanente (APP) (ha) 0,77 2,00 2,77 N° de mudas secundárias iniciais 34,00 88,00 122,00 N° de mudas secundárias tardias 34,00 88,00 122,00 N° de mudas espécies climácicas 8,00 22,00 30,00 76,00 198,00 274,00 Cama de aviário (kg) 380,00 990,00 1.370,00 Adubo (05-20-10) (t) 3,80 9,90 13,70 Número de covas Obs: N° de Ilhas = 11/ha; N° de plantas/Ilha = 04 secundárias iniciais; 04 sec. Tardias; e 01 climácica; Argila = 0,05 m³/cova; Cama de aviário = 5 kg/cova; Adubo (05-20-10) = 0,05 kg/cova Nos Blocos 1 e 2 (3,9 ha) deverão ser implantadas as ilhas de diversidade após a vegetação arbórea atingir cerca de 5m de altura, as mesmas deverão ser introduzidas no período mais chuvoso do ano (entre os meses de junho e setembro), 11 ilhas de diversidade por hectare, o que corresponde introduzir 44 secundárias iniciais (SI), 44 secundárias tardias (ST) e 11 espécies climácicas, totalizando o plantio de 99 espécies por hectare. A distribuição das ilhas de diversidade nesses Blocos deverá se dar conforme a Fig. 13. Readequação do Projeto de Reabilitação Ambiental da Mina Coréia II Março/2007 51 INSTITUTO DE PESQUISAS AMBIENTAIS E TECNOLÓGICAS – IPAT UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE - UNESC Figura 13 - Distribuição da ilhas de diversidade nas áreas de APP dos Blocos 1 e 2 O Quadro 11 relaciona 20 ilhas de diversidade distintas, as quais, deverão ser sorteadas aleatoriamente para serem distribuídas no campo, nos blocos que receberão o plantio de bracatinga e herbáceas. Quadro 11 - Discriminação das espécies (PI = pioneira; SI = Secundária Inicial; ST = Secundária Tardia e C = Climácica) que comporão cada ilha de diversidade a ser implantada nas áreas de APP, conforme a Fig 13 Identificação Código das Nome Popular Espécies da Ilha Espécies Ilha 1 1 SI Inga marginata Ingá-feijão 2 ST Allophylus edulis Chal-chal 3 SI Luhea divaricata Açoita-cavalo 4 ST Campomanesia guaviroba Gabirobeira 5 SI Tibouchina sellowiana Quaresmeira 6 ST Eugenia uniflora Pitanga 7 SI Alchornea triplinervea Tanheiro 8 ST Psidium cattleyanum Araçazeiro 9C Aspidosperma parviflorum Peroba 1 SI Schinus terebinthifolius Aroeira vermelha 2 ST Myrsine umbellata Capororocão 3 SI Alchornea triplinervea Tanheiro Readequação do Projeto de Reabilitação Ambiental da Mina Coréia II Março/2007 52 INSTITUTO DE PESQUISAS AMBIENTAIS E TECNOLÓGICAS – IPAT UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE - UNESC Identificação Código das da Ilha Espécies Ilha 2 Ilha 3 Ilha 4 Ilha 5 Espécies Nome Popular 4 ST Tibouchina sellowiana Quaresmeira 5 SI Piptadenia gonoacantha Pau-jacaré 6 ST Eugenia uniflora Pitangueira 7 SI Inga sessilis Ingá-macaco 8 ST Campomanesia guaviroba Gabirobeira 9C Cabralea cangerana Cangerana 1 SI Guapira opposita Maria-mole 2 ST Casearia silvestris Chá-de-bugre 3 SI Piptadenia gonoacantha Pau-jacaré 4 ST Psidium cattleyanum Araçazeiro 5 SI Schinus terebinthifolius Aroeira vermelha 6 ST Cuppania vernallis Camboatá-vermelho 7 PI/SI Aegyphilla sellowiana Gaioleiro 8 ST Xylopia brasiliensis Pindaíba 9C Cedrela fissilis Cedro 1 SI Schizolobium parahyba Guapuruvu 2 ST Syagrus romanzzofiana Jerivá, coqueiro 3 SI Vitex megapotamica Tarumã-escuro 4 ST Eugenia uniflora Pitangueira 5 SI Cytarexylum myrianthum Tucaneira 6 ST Matayba guianensis Camboatá 7 SI Allophylus edulis Chal-chal 8 ST Psidium catlleianum Araçá 9C Esembeckia grandiflora Pau-de-cutia 1 PI/SI Aegiphylla sellowiana Gaioleiro 2 ST Campomanesia guaviroba Gabirobeira 3 PI/SI Alchornea triplinervia Tanheiro 4 ST Tibouchina sellowiana Quaresmeira 5 PI/SI Casearia silvestis Chá-de-bugre 6 ST Syagrus rommanzoffiana Goiabeira 7 PI/SI Jacaranda puberola Caroba 8 ST Eugenia brasiliensis Grumixama 9C Euterpe edulis Palmiteiro 1 SI Inga marginata Ingá-feijão 2 ST Eugenia uniflora Pitanga Readequação do Projeto de Reabilitação Ambiental da Mina Coréia II Março/2007 53 INSTITUTO DE PESQUISAS AMBIENTAIS E TECNOLÓGICAS – IPAT UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE - UNESC Identificação Código das da Ilha Espécies Ilha 6 Ilha 7 Ilha 8 Ilha 9 Espécies Nome Popular 3 SI Inga sessilis Ingá-macaco 4 ST Plinia tunciflora Jaboticaba 5 SI Luehea divaricata Açoita-cavalo 6 ST Syagrus romanzoffiana Coqueiro, Jerivá 7 SI Piptadenia gonoacantha Pau-jacaré 8 ST Psidium cattleyanum Araçazeiro 9C Euterpe edulis Palmiteiro 1 SI Schinus terebinthifolius Aroeira-vermelha 2 ST Rollinia sericea Araticum-do-mato 3 SI Citarexillum myrianthum Tucaneira 4 ST Cabralea cangerana Cangerana 5 SI Psidium guajava Goiaba 6 ST Tabebuia umbellata Ipê-amarelo 7 SI Tibouchina sellowiana Quaresmeira 8 ST Eugenia brasiliensis Grumixama 9C Bactris setosa Tucum 1 PI/SI Bahinia forficata Pata-de-vaca-branca 2 ST Campomanesia guazumaefolia Sete capotes 3 PI/SI Aegiphylla sellowiana Gaioleiro 4 ST Myrocarpus frondosus Cabreuva 5 PI/SI Jacaranda puberola Caroba 6 ST Cabralea cangerana Cangerana 7 PI/SI Casearia sylvestris Chá-de-bugre 8 ST Hyeronima alchorneoides Licurana 9C Ficus organensis Figueira-da-folha-miuda 1 SI Schizolobium parahyba Guapuruvu 2 ST Syagrus romanzzofiana Jerivá, coqueiro 3 SI Vitex megapotamica Tarumã-escuro 4 ST Eugenia uniflora Pitangueira 5 SI Cytarexylum myrianthum Tucaneira 6 ST Matayba guianensis Camboatá 7 SI Allophylus edulis Chal-chal 8 ST Plinia edulis Cabeludinha 9C Garcinia gardneriana Bacopari 1 SI Myrsine ferruginea Capororoquinha Readequação do Projeto de Reabilitação Ambiental da Mina Coréia II Março/2007 54 INSTITUTO DE PESQUISAS AMBIENTAIS E TECNOLÓGICAS – IPAT UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE - UNESC Identificação Código das da Ilha Espécies Ilha 10 Ilha 11 Ilha 12 Ilha 13 Espécies Nome Popular 2 ST Casearia silvestris Chá-de-bugre 3 SI Piptadenia gonoacantha Pau-jacaré 4 ST Psidium cattleyanum Araçazeiro 5 SI Schinus terebinthifolius Aroeira vermelha 6 ST Cuppania vernallis Camboatá-vermelho 7 SI Aegyphilla sellowiana Gaioleiro 8 ST Plinia trunciflora Jabuticabeira 9C Matayba guianensis Camboatá-branco 1 SI Schinus terebinthifolius Aroeira-vermelha 2 ST Inga marginata Ingá-feijão 3 SI Aegephila sellowiana Gaioleiro 4 ST Cytharexyllun myrianthum Tucaneira 5 SI Tibouchina sellowiana Quaresmeira 6 ST Psidium guajava Goiabeira 7 SI Luehea divaricata Açoita-cavalo 8 ST Mataiba guianensis Camboatá-branco 9C Nectandra opositifoloia Canela-amarela 1 SI Allophyllus edulis Chal-chal 2 ST Myrsine umbellata Caporocão 3 SI Jacaranda puberola Carobinha 4 ST Inga marginata Ingá-feijão 5 SI Casearia silvestris Chá-de-bugre 6 ST Inga sessilis Inga-macaco 7 SI Rollinia silvatica Cortiça-amarela 8 ST Tabebuia umbellata Ipê-amarelo 9C Posoqueria latifolia Baga-de-macaco 1 SI Aegiphylla sellowiana Gaioleiro 2 ST Tabebuia Chrizotricha Ipê-amarelo 3 SI Hyeronima alchorneoides Licurana 4 ST Eugenia brasiliensis Grumixama 5 SI Schinus terebinthifolius Aroeira-vermelha 6 ST Tibouchina sellowiana Quaresmeira 7 SI Sena multijuga Pau-de-cigarra 8 ST Cabralea cangerana Cangerana 9C Talauma ovata Baguassu Readequação do Projeto de Reabilitação Ambiental da Mina Coréia II Março/2007 55 INSTITUTO DE PESQUISAS AMBIENTAIS E TECNOLÓGICAS – IPAT UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE - UNESC Identificação Código das da Ilha Espécies Ilha 14 Ilha 15 Ilha 16 Ilha 17 Espécies Nome Popular 1 SI Rollinia silvatica Cortiça-amarela 2 ST Bauhinia forficata Pata-de-vaca-branca 3 SI Luehea divaricata Açoita-cavalo 4 ST Eugenia uniflora Pitangueira 5 SI Casearia silvestris Chá-de-bugre 6 ST Plinia trunciflora Jaboticaba 7 SI Cytarexyllum myrianthum Tucaneira 8 ST Psidium cattleyanum Araça-amarelo 9C Virola bicuhyba Bicuiba, bicuva 1 SI Inga marginata Inga-feijão 2 ST Piptadenia gonoacantha Pau-jacaré 3 SI Alchornea triplinervea Tanheiro 4 ST Ficus enormis Figeira-vermelha 5 SI Myrsine ferruginea Capororoquinha 6 ST Myrsine umbellata Capororocão 7 SI Schinus terebinthifollius Aroeira vermelha 8 ST Eugenia brasiliensis Grumixama 9C Syagrus romanzoffiana Coqueiro, Jerivá 1 SI Rollinia silvatica Cortiça-amarela 2 ST Tabebuia umbellata Ipê-amarelo 3 SI Ficus enormis Figueira-vermelha 4 ST Syagrus romanzoffiana Coqueiro, Jerivá 5 SI Aegephylla sellowiana Gaioleiro 6 ST Eugenia uniflora Pitangueira 7 SI Jacaranda puberola Caroba 8 ST Psidum catleyanum Araçá-amarelo 9C Duguetia lanceolata Pindabuna 1 SI Inga marginata Inga-feijão 2 ST Piptadenia gonoacantha Pau-jacaré 3 SI Alchornea triplinervea Tanheiro 4 ST Ficus enormis Figeira-vermelha 5 SI Myrsine ferruginea Capororoquinha 6 ST Myrsine umbellata Capororocão 7 SI Schinus terebinthifollius Aroeira vermelha 8 ST Eugenia brasiliensis Grumixama 9C Aniba firmula Canela-sassafraz Readequação do Projeto de Reabilitação Ambiental da Mina Coréia II Março/2007 56 INSTITUTO DE PESQUISAS AMBIENTAIS E TECNOLÓGICAS – IPAT UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE - UNESC Identificação Código das da Ilha Espécies Ilha 18 Ilha 19 Ilha 20 Espécies Nome Popular 1 SI Aegiphylla sellowiana Gaioleiro 2 ST Tabebuia Chrizotricha Ipê-amarelo 3 SI Hyeronima alchorneoides Licurana 4 ST Eugenia brasiliensis Grumixama 5 SI Schinus terebinthifolius Aroeira-vermelha 6 ST Tibouchina sellowiana Quaresmeira 7 SI Sena multijuga Pau-de-cigarra 8 ST Cabralea cangerana Cangerana 9C Nectandra membranacea Canela-branca 1 SI Rollinia silvatica Cortiça-amarela 2 ST Bauhinia forficata Pata-de-vaca-branca 3 SI Luehea divaricata Açoita-cavalo 4 ST Eugenia uniflora Pitangueira 5 SI Casearia silvestris Chá-de-bugre 6 ST Plinia trunciflora Jaboticaba 7 SI Cytarexyllum myrianthum Tucaneira 8 ST Psidium cattleyanum Araça-amarelo 9C Nectandra megapotamica Canela-imbuia 1 SI Schinus terebinthifolius Aroeira vermelha 2 ST Myrsine umbellata Capororoca 3 SI Alchornea triplinervea Tanheiro 4 ST Tibouchina sellowiana Quaresmeira 5 SI Piptadenia gonoacantha Pau-jacaré 6 ST Eugenia uniflora Pitangueira 7 SI Inga sessilis Ingá-macaco 8 ST Campomanesia guaviroba Gabirobeira 9C Nectandra rigida Canela-ferrugem 4.1.5.5 Poleiros artificiais Um dos passos para acelerar a sucessão vegetal, com o objetivo de restaurar áreas degradadas ou alteradas por ações antrópicas, é utilizar poleiros artificiais como foco de recrutamento de sementes. A grande vantagem desta técnica, quando comparada com as tradicionais de recobrimento vegetal, esta no Readequação do Projeto de Reabilitação Ambiental da Mina Coréia II Março/2007 57 INSTITUTO DE PESQUISAS AMBIENTAIS E TECNOLÓGICAS – IPAT UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE - UNESC fato de que a composição florística da vegetação que cobrirá a área será semelhante à das áreas adjacentes, pois os propágulos serão provenientes dessas áreas (MELO, 1997). As aves e morcegos são os animais mais efetivos na dispersão de sementes, principalmente quando se trata de transporte entre fragmentos de vegetação. Propiciar ambientes para que estes animais possam pousar, constitui uma das formas mais eficientes de atrair sementes em áreas degradadas (REIS et al, 2003). Neste sentido recomenda-se a implantação de poleiros artificiais nas áreas onde será implantada a APP, visando acelerar e aumentar a biodiversidade do local, já que esta técnica de nucleação resulta em núcleos de diversidade ao redor dos poleiros. Para a revegetação da área de APP da Mina Coréia II, recomenda-se o uso de no mínimo dois tipos de poleiros artificiais, os poleiros secos e os poleiros vivos, formando torres de cipó. Os poleiros secos devem ser constituídos de três varas de bambu, dispostas conforme mostra a Fig. 14. Este tipo de poleiro imita galhos secos de árvores para que as aves os utilizem principalmente como locais de observação para o forrageamento, principalmente de insetos (REIS et al, 2003). Readequação do Projeto de Reabilitação Ambiental da Mina Coréia II Março/2007 58 INSTITUTO DE PESQUISAS AMBIENTAIS E TECNOLÓGICAS – IPAT UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE - UNESC Figura 14 - Esquema mostrando a disposição de varas de bambu para confecção de poleiros secos Os poleiros vivos imitam os galhos das árvores com folhagem, sendo que as aves podem usá-lo para repouso, visualização da caça e também para alimentação. Estes podem ser feitos da mesma forma que os poleiros secos, realizando-se na base, o plantio de espécies lianosas de crescimento rápido, de preferência zoocórica ou que exerça outro tipo de nucleação, como as lianas associadas com bactérias fixadoras de nitrogênio (REIS et al, 2003). Já as torres de cipó (Fig. 15) devem ser constituídas por três varas de bambu, sendo que na base destes devem ser implantados através de estacas ou mudas de espécies de trepadeiras (lianas). Esta técnica, segundo Reis et al. (2003) imita árvores dominadas por cipós em bordas de mata que têm papel de abrigo para aves e, principalmente, morcegos, além de propiciar um microclima favorável no interior de sua estrutura para a implantação de espécies esciófitas, ou seja, espécies que apresentam melhor desenvolvimento em sombra. Readequação do Projeto de Reabilitação Ambiental da Mina Coréia II Março/2007 59 INSTITUTO DE PESQUISAS AMBIENTAIS E TECNOLÓGICAS – IPAT UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE - UNESC Figura 15 - Esquema mostrando a disposição de varas de bambu para confecção de poleiros secos Obs.: a forma e disposição das varas de bambu podem variar podendo estas ser instaladas em forma de círculos, formas lineares ou em forma de V Por ser uma área em processo de reabilitação, sugere-se então o uso de espécies nativas, e que são observadas em área antropizadas pela mineração, evidenciando o caráter pioneiro dessas espécies e importância para a revegetação e atração da fauna, como: maracujá azedo (Passiflora edulis), guaco (Mikania glomerata), ipoméia (Ipomoea purpurea), cipó-de-são-joão (Pyrostegia venusta). O plantio das lianas poderá ser feito por meio de mudas na densidade de 2 indivíduos por poleiro, alternando as espécies ao longo de cada um dos poleiros. Os poleiros artificiais devem ser dispostos de forma diversa, sendo utilizados todos os tipos de poleiros apresentados acima (poleiros secos, poleiros vivos e torres de cipó). Estes modelos devem ser distribuídos de maneira alternada e juntos devem somar 6 poleiros/ha (Fig. 16). Readequação do Projeto de Reabilitação Ambiental da Mina Coréia II Março/2007 60 INSTITUTO DE PESQUISAS AMBIENTAIS E TECNOLÓGICAS – IPAT UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE - UNESC Figura 16 - Distribuição dos poleiros artificiais nas áreas dos Blocos 1, 2 e 3 4.1.5.6 Espécies exóticas Espécies exóticas como eucalipto (Eucalyptus sp.) e pinus (Pinus sp.) são indesejáveis em áreas onde a recomposição dos solos está em andamento. Os resultados dos programas de monitoramento nas áreas em reabilitação Campo Malha II Leste e Campo Malha II Oeste (IPAT/UNESC 2004 a e b; 2005 a, b e c; 2006 a, b, c, d, e) demonstraram que o anelamento destas espécies não tem sido efetivo para sua eliminação. O capim-gordura (Melinis minutiflora) é outra espécie que vêm comprometendo o processo de sucessão ecológica nas áreas em monitoramento, principalmente por ser uma gramínea exótica que apresenta característica de alta flamabilidade na estação menos chuvosa, pelo acúmulo de matéria seca e conteúdo de resina. Incêndios causados por essa espécie tendem a apresentar temperaturas mais elevadas do que incêndios naturais em função da resina, o que implica elevado poder de eliminação de plantas nativas e posterior favorecimento da expansão do processo invasor pela espécie. No processo de invasão, a planta cresce ainda por cima da vegetação Readequação do Projeto de Reabilitação Ambiental da Mina Coréia II Março/2007 61 INSTITUTO DE PESQUISAS AMBIENTAIS E TECNOLÓGICAS – IPAT UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE - UNESC herbácea nativa causando sombreamento e morte dessa vegetação e até mesmo de espécies arbóreas pioneiras, como de Bracatinga (Mimosa scabrella) observados nos monitoramentos. Portanto é recomendado que estas e outras espécies exóticas que porventura venham ser classificadas como indesejáveis, sejam arrancadas ou derrubadas. Cabe à equipe de monitoramento a indicação de quais plantas e quando devem ser eliminadas. Readequação do Projeto de Reabilitação Ambiental da Mina Coréia II Março/2007 62 INSTITUTO DE PESQUISAS AMBIENTAIS E TECNOLÓGICAS – IPAT UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE - UNESC 5. QUANTIDADES DE MATERIAIS O Quadro 12 apresenta os quantitativos dos materiais para execução do PRAD na Mina Coréia II. Quadro 12 - Quantitativos dos materiais necessários para implantação do PRAD da Mina Coréia II QUANTIDADE MATERIAL UN. Movimentação de Estéreis 01 – Canal Desvio (Erro aceitável de 20% para mais ou para m³ menos) 02 – Canal A (Erro aceitável de 20% para mais ou para menos) m³ Recuperação do Solo 03 – Substrato argiloso m³ 04 – Turfa ambiental t 05 – Cama de aviário t 06 – Calcário em pó PRNT 75% t 07 – Fertilizante 05-20-10 (N – P – K) t 08 – Uréia t Sementes 09 – Bracatinga (Mimosa scabrella) kg 10 – Aroeira (Schinus terebinthifolius) kg 11 – Sesbânia (Sesbania virgata) kg 12 – Grama-missioneira (Axonopus compressus, A. affinis) kg 13 – Paspalum (Paspalum saurae) kg 14 – Calapogônio (Calogonio muconoides) kg 15 – Estilosante Campo Grande (Stylosanthes capitata + S. kg macrocephala) 16 – Capim Jaraguá (Hypharrhenia rufa) kg 17 – Grama-comprida (Paspalum dilatatum) kg 18 – Ervilhaca (Vicia sativa) kg 19 – Azevém (Lolium multiflorum) kg 20 – Aveia-preta (Avena sativa) kg 21 – Amendoim forrageiro (Arachis pintoi) kg Mudas 22 – Secundárias iniciais mudas 23 – Secundárias tardias mudas 24 – Climácicas mudas Poleiros Artificiais 25 – Varas de bambu com 7 m de altura un. Obras de Engenharia 26 – Canaleta m Readequação do Projeto de Reabilitação Ambiental da Mina Coréia II 1.248,00 1.009,80 24.000,00 96,00 16,00 160,00 1,20 2,42 2,91* 2,77* 27,70* 80,00* 80,00* 24,00* 20,00* 56,00* 112,00* 400,00* 240,00* 480,00* 104,00* 122 122 30 51 308 Março/2007 63 INSTITUTO DE PESQUISAS AMBIENTAIS E TECNOLÓGICAS – IPAT UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE - UNESC MATERIAL 27 – Valeta 28 – Dreno-circular (Diâmetro de 80 cm) 29 – Enrocamento – Seixos UN. m m m³ QUANTIDADE 464 16 647 *Os quantitativos para as plantas são relativos à consorciação de três plantas. Readequação do Projeto de Reabilitação Ambiental da Mina Coréia II Março/2007 64 INSTITUTO DE PESQUISAS AMBIENTAIS E TECNOLÓGICAS – IPAT UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE - UNESC 6. PLANOS DE MONITORAMENTO O processo de reabilitação de uma determinada área degradada envolve não só a proposição de medidas que venham a melhorar as condições do local debilitado, mas também o acompanhamento ou monitoramento das medidas propostas visando a compreensão da evolução do processo de reabilitação do local. Para tanto, deve-se definir, levando em conta principalmente o diagnóstico da área, quais são os pontos mais críticos e quais são os indicadores ambientais que deverão ser monitorados. Embora ainda pouco usado como parte fundamental de projetos de reabilitação ou recuperação de áreas degradadas, o monitoramento, quando planejado adequadamente, possibilita não só uma avaliação da eficiência dos métodos aplicados, mas também a correção de rumos do processo. A negligência desta medida representa um grande desperdício do principal capital destes programas que é a informação disponível. A geração de dados de acompanhamento de cada método é o principal instrumento para a progressiva melhoria de sua eficiência e conseqüentemente dos resultados da reabilitação (Gandolfi e Rodriges, 1996). Dada à importância que o programa de monitoramento assume como parte indissociável no sucesso do projeto de reabilitação, este deverá ter duração prevista de sessenta meses. O monitoramento efetivo se dará após o término das atividades de reabilitação no local e podendo ser interrompidas antes da conclusão do referido prazo desde que, em pelo menos quatro campanhas de monitoramento, fique comprovado que os teores analisados estão de acordo com os padrões ambientais definidos pela Legislação Ambiental específica. 6.1 Objetivos do programa de monitoramento O programa de monitoramento tem como objetivo principal acompanhar a evolução da qualidade ambiental da área pesquisada, a partir da análise de parâmetros pré-selecionados, bem como gerar um banco de dados técnicos/científicos, obtidos a curto, médio e longo prazo, que deêm suporte à Readequação do Projeto de Reabilitação Ambiental da Mina Coréia II Março/2007 65 INSTITUTO DE PESQUISAS AMBIENTAIS E TECNOLÓGICAS – IPAT UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE - UNESC tomada de decisões acerca da condução do processo de reabilitação. O programa propõe: o Avaliar parâmetros físicos, químicos e biológicos, nos ambientes aquáticos, após a implementação dos trabalhos de reabilitação; o Acompanhar o desenvolvimento das comunidades vegetais nas áreas reabilitadas; o Monitorar a evolução da qualidade física e química do solo das áreas reabilitadas; o Verificar a ocorrência de processos erosivos após a complementação dos trabalhos de reabilitação, indicando medidas corretivas quando necessário; o Acompanhar o retorno da fauna às áreas reabilitadas; o Avaliar a efetividade dos projetos de reabilitação propostos; o Subsidiar relatórios de qualidade ambiental; o Constituir banco de dados que dê suporte à proposição de medidas corretivas. 6.2 Plano de monitoramento das águas subterrâneas O acompanhamento da evolução da qualidade das águas subterrâneas, especialmente do lençol freático, visa avaliar qual a contribuição das fontes poluidoras superficiais e subsuperficiais à degradação dos recursos hídricos do local. Para tanto, deverão ser instalados no mínimo quatro piezômetros na área, sendo um a montante, dois na área reabilitada e um a jusante. A coleta de informações deverá ter frequência semestral e iniciar após a conclusão dos trabalhos de reabilitação. Dependendo das respostas obtidas nos dois primeiros anos, a frequência poderá passar a ser anual para acompanhamento das águas subterrâneas. Os indicadores de qualidade de água subterrânea a serem utilizados são: o Temperatura; o pH; o Condutividade elétrica; o Sólidos dissolvidos; Readequação do Projeto de Reabilitação Ambiental da Mina Coréia II Março/2007 66 INSTITUTO DE PESQUISAS AMBIENTAIS E TECNOLÓGICAS – IPAT UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE - UNESC o Alcalinidade; o Acidez; o Manganês total e solúvel; o Ferro total e solúvel; o Alumínio total e solúvel; o Potencial redox; o Sulfato; o Cálcio; o Magnésio; o Nível estático. A coleta das amostras deve ser feita no dia seguinte após o esvaziamento (purga) do poço por bombeamento ou com o auxílio de caçambas, promovendo dessa forma, uma amostragem representativa da qualidade da água do aqüífero. Deverá ser realizada duas leituras do nível do freático em cada campanha: a primeira deverá ser obtida antes da purga ou limpeza do piezômetro e, a segunda deverá ser realizada concomitante à coleta de água. 6.3 Plano de monitoramento das águas superficiais A qualidade das águas superficiais será monitorada, qualitativa e quantitativamente, ou seja, concomitante às coletas de água para análises laboratoriais, será medida a vazão no córrego existente na área da Mina Coréia II. A coleta será realizada em duas estações de monitoramento, devendo uma ser localizada a montante da área a ser reabilitada e outra, a jusante da mesma, conforme apresentado no Anexo I - Mapa das Obras na Área de Estudo. As medidas de vazão permitirão avaliar redução da carga poluidora da área. O monitoramento das águas superficiais deverá ter início após a implantação das medidas propostas para reabilitação da área, devendo se estender por um período de 60 meses. A periodicidade das coletas nos pontos especificadas deverá ser semestral, sendo que as variáveis ambientais a serem monitoradas serão: o Vazão; Readequação do Projeto de Reabilitação Ambiental da Mina Coréia II Março/2007 67 INSTITUTO DE PESQUISAS AMBIENTAIS E TECNOLÓGICAS – IPAT UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE - UNESC o Temperatura do ar e da água; o pH; o Condutividade elétrica; o Oxigênio dissolvido; o Sólidos totais; o Sólidos em suspensão; o Acidez total; o Manganês total; o Ferro II, III e total; o Alumínio total; o Potencial Redox; o Sulfato. 6.4 Plano de monitoramento dos solos O monitoramento da qualidades físicas e químicas do solo, terá início após a finalização do processo de reabilitação, deverá ter freqüência anual e estar atrelado aos blocos identificados no diagnóstico ambiental. As amostras coletadas, baseadas em no mínimo dez subamostras por bloco, serão homogeneizadas e quarteadas compondo, dessa forma, uma única amostra por bloco, que será encaminhada para análises com os seguintes parâmetros: o pH; o Textura; o Índice SMP; o Matéria orgânica; o Fósforo (P); o Potássio (K); o Alumínio trocável (Al); o Magnésio (Mg); o Cálcio (Ca); o Ferro (Fe); o Sódio (Na); Readequação do Projeto de Reabilitação Ambiental da Mina Coréia II Março/2007 68 INSTITUTO DE PESQUISAS AMBIENTAIS E TECNOLÓGICAS – IPAT UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE - UNESC o H + Al; o pH - CaCl2; o Soma de bases; o Saturação de bases; o Capacidade de Troca Catiônica (CTC); o Permeabilidade. 6.5 Plano de monitoramento geológico e geotécnico O monitoramento de aspectos geológico-geotécnicos é necessário para determinar o impacto que as medidas de reabilitação ambiental estão tendo sobre os processos erosivos que naturalmente ocorrem no local. O acompanhamento da ocorrência de processos erosivos na área em questão deverá ser feito da seguinte forma: o Verificação dos sistemas de drenagens construídos; o Identificação das feições erosivas no local reabilitado; o Dimensionamento do problema: determinação da profundidade, largura e comprimento da erosão; o Classificação do problema baseado na sua dimensão; o Sugestão de técnicas para contenção da erosão. O levantamento dos aspectos físicos que envolvem a reabilitação deve ser realizado em todos os blocos que já tiverem com seus processos de reabilitação finalizados, com periodicidade semestral. 6.6 Plano de monitoramento da vegetação O monitoramento da vegetação se dará pelo acompanhamento do desenvolvimento das espécies introduzidas e naturalmente regeneradas. 6.6.1 Acompanhamento do desenvolvimento das espécies introduzidas e da regeneração natural O desenvolvimento das espécies introduzidas e aquelas em regeneração natural serão monitoradas do estudo florístico e fitossociológico da regeneração Readequação do Projeto de Reabilitação Ambiental da Mina Coréia II Março/2007 69 INSTITUTO DE PESQUISAS AMBIENTAIS E TECNOLÓGICAS – IPAT UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE - UNESC natural, utilizando-se o método de parcelas (Mueller-Dombois e Ellenberg, 1974) com o emprego de parcelas fixas no campo, avaliadas periodicamente, fornecendo informações sobre o aporte de novas espécies na área. Quando possível, serão medidos os diâmetros dos indivíduos e com ele calculados os parâmetros fitossociológicos usuais para as espécies encontradas, ou seja, freqüências (F), densidades (D), e dominâncias (Do) absolutas (A) e relativas (R), valores de importância (VI) e valores de cobertura (VC) de acordo com Mueller-Dombois e Ellenberg (1974). Para o estudo quantitativo da vegetação herbácea terrícola utilizar-se-á o método de parcelas, proposto por Mueller-Dombois e Ellenberg (1974), onde serão traçadas 30 parcelas com objetivo de buscar a suficiência amostral das espécies encontradas na área a ser monitorada. Serão amostradas todas as espécies presentes nas parcelas, registrando-se principalmente características quanto ao hábito, cor das flores, etc., das novas espécies que ocuparam a área pela sucessão ecológica secundária. Para o levantamento da vegetação herbácea terrícola será estimado a cobertura das espécies com base na escala de cobertura proposta por Causton (1988). Onde: 1 = até 5 % de cobertura da parcela 2 = 6 - 12 % de cobertura da parcela 3 = 13 - 25 % de cobertura da parcela 4 = 26 - 50 % de cobertura da parcela 5 = 51 - 100 % de cobertura da parcela Calcularam-se as freqüências (F) e coberturas (C), absolutas (A) e relativas (R), índices de valores de importância (IVI) de acordo com Causton Readequação do Projeto de Reabilitação Ambiental da Mina Coréia II Março/2007 70 INSTITUTO DE PESQUISAS AMBIENTAIS E TECNOLÓGICAS – IPAT UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE - UNESC (1988), com as seguintes fórmulas: FA Pi 100 P CA C1 M1 C2 M2 ... C5 M5 IVI FR FA 100 FA CR CA 100 CA CR FR 2 onde: Pi = número de parcelas com ocorrência da espécie i. P = número total de parcelas. C1... C5 = número de estimativas de cobertura da espécie i nos intervalos de classes de 1 a 5. Como indicadores de diversidade biológica serão utilizados os índices de diversidade de Shannon (H’) e de eqüabilidade (E) de Pielou descrito em Magurran (1988), baseados na freqüência de cada espécie vegetal. O monitoramento do desenvolvimento da vegetação introduzida servirá inclusive para identificar e, se necessário for, propor a substituição das mudas que não vingarem dentro das ilhas de diversidade. Devendo ter o seu início após o término dos trabalhos de reabilitação. 6.7 Plano de monitoramento da fauna O monitoramento da reintegração de vertebrados no ambiente em reabilitação do presente projeto, serve como indicação dos resultados das metodologias empregadas na reabilitação ambiental, com relevância principalmente para os fatores de vegetação e qualidade d’água. 6.7.1 Espécies indicadoras Os melhores indicadores para este projeto são as aves e peixes (avifauna e ictiofauna). Aves funcionam como bioindicadores, ou seja, são "termômetros biológicos" que ajudam a identificar a evolução e o estágio de reabilitação das regiões impactadas pela mineração. Além disso, são importantes disseminadoras de sementes, o que também favorece a recomposição da flora local. Readequação do Projeto de Reabilitação Ambiental da Mina Coréia II Março/2007 71 INSTITUTO DE PESQUISAS AMBIENTAIS E TECNOLÓGICAS – IPAT UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE - UNESC A ictiofauna é o grupo mais influenciado pelas alterações na qualidade da águas existentes no local. Restabelecendo o equilíbrio ecológico das áreas alteradas pela mineração, aproximando-as ao máximo de suas características originais, a população original de peixes pode restabelecer-se por migração ou repovoamento. Devem ser avaliadas quais as espécies de aves e peixes, que representam melhor a comunidade original da região, além da sua sensibilidade à alterações ambientais. Eleitas as espécies indicadoras, escolhe-se a metodologia mais apropriada para o levantamento. São avaliados o comportamento das espécies, a interação dos animais com o meio ambiente, a composição, a estrutura e a biodiversidade das comunidades. A escolha das espécies indicadoras será feita no primeiro ano de monitoramento através de observações em campo; a execução do monitoramento das espécies eleitas será feita nos anos subseqüentes. O monitoramento de peixes e aves deverá ser semestral após a conclusão dos trabalhos de reabilitação, de forma a garantir dados estatísticos a respeito da dinâmica de populações e do repovoamento do local. Para os demais grupos zoológicos, serão registradas as ocorrências ad libitum, e por meio de registros indiretos como a presença de artefatos (ninhos, tocas, atividades de alimentação), pegadas, carapaças, bolo fecal, mudas, etc. Readequação do Projeto de Reabilitação Ambiental da Mina Coréia II Março/2007 72 INSTITUTO DE PESQUISAS AMBIENTAIS E TECNOLÓGICAS – IPAT UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE - UNESC 7. USO FUTURO DA ÁREA REABILITADA O sucesso do processo de reabilitação a ser empregado em qualquer área alterada depende em grande parte do uso futuro a que se dá ao local. Da forma como foi concebido o projeto de “Readequação” do PRAD da Mina Coréia II, recomenda-se que o terreno seja, destinado à preservação nas áreas de APP, por se tratar de uma área extremamente frágil em função da reconstrução do solo e da reintrodução de vegetação, e que no restante das áreas seja utilizado como áreas de pastagens desde que a vegetação herbácea esteja completamente instalada. Nesse caso é fundamental que o sistema entre em equilíbrio antes que possa ser utilizado para este fim. Por outro lado, embora o uso futuro pretendido seja de pastagens, existe a possibilidade de contaminação da cadeia alimentar, por meio da absorção e trans-locação de metais pesados pelas plantas. A acumulação de metais pesados em certas plantas pode ocorrer nas raízes, nas folhas ou nos ramos e sementes. Embora muitos metais sejam considerados como micronutrientes no metabolismo animal e vegetal, tais como o Fe, Mn, Zn, Cr, Ni e Pb, por exemplo, dependendo da concentração passam a ser considerados como elementos tóxicos. Portanto, a área reabilitada pode ser utilizada para gado bovino, excetuando-se os caprinos e ovinos, pois estes se alimentam das raízes das plantas (Zocche, 2005). Além de pastoreio por gado bovino, a área poderá ser utilizada na produção de mel o que poderá coexistir com as áreas de preservação existentes no local. Readequação do Projeto de Reabilitação Ambiental da Mina Coréia II Março/2007 73 INSTITUTO DE PESQUISAS AMBIENTAIS E TECNOLÓGICAS – IPAT UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE - UNESC 8. CRONOGRAMA DE IMPLATAÇÃO DO PROJETO DE REABILITAÇÃO ATIVIDADES Reconformação topográfica Construção do canal de desvio SEMANAS 1 2 3 4 X X X X X X X Construção do canal “A” Drenagens superficiais Adição de alcalinidade aos estéreis X Recobrimento dos estéreis com argila Correção das características do solo construído 6 X X X X X X X X X X X 7 X X Março/2007 8 X X Revegetação Readequação do Projeto de Reabilitação Ambiental da Mina Coréia II 5 X 74 INSTITUTO DE PESQUISAS AMBIENTAIS E TECNOLÓGICAS – IPAT UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE - UNESC 9. CRONOGRAMA DE IMPLANTAÇÃO DO PLANO DE MONITORAMENTO ANO/TRIMESTRE MONITORAMENTO AMBIENTE TERRESTRE Geológico e geotécnico ANO I 1 2 X 3 ANO II 4 X 1 2 X Solos 3 ANO III 4 X 1 2 X X 3 ANO IV 4 X 1 2 X X 3 ANO V 4 X 1 2 X X 3 X X Desenvolvimento da vegetação introduzida e da regeneração espontânea X X X X X X X X X X Avifauna X X X X X X X X X X Ictiofauna X X X X X X X X X X Outros grupos animais X X X X X X X X X X AMBIENTE AQUÁTICO 1 2 3 4 1 2 3 4 1 2 3 4 1 2 3 4 1 2 3 Águas subterrâneas X X X X X X X X X X Águas superficiais X X X X X X X X X X Readequação do Projeto de Reabilitação Ambiental da Mina Coréia II Março/2007 4 4 75 INSTITUTO DE PESQUISAS AMBIENTAIS E TECNOLÓGICAS – IPAT UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE - UNESC 9. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS AZEVEDO NETO (1998) – Manual de Hidráulica, Ed. Edgar Blücher. ALMEIDA, D.S. de. Recuperação ambiental da Mata Atlântica. Ilhéus: Editus, 2000. 130p CARVALHO, D. F. de. Notas de aula. Disciplina de Hidráulica. 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Instituto de Pesquisas Ambientais e Tecnológicas – Universidade do Readequação do Projeto de Reabilitação Ambiental da Mina Coréia II Março/2007 76 INSTITUTO DE PESQUISAS AMBIENTAIS E TECNOLÓGICAS – IPAT UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE - UNESC Extremo Sul Catarinense. Projeto Reabilitação Ambiental de Áreas Degradadas pela atividade extrativa de carvão mineral Campo Malha II Leste Siderópolis – Santa Catarina. Instituto de Pesquisas Ambientais e Tecnológicas - Universidade do Extremo Sul Catarinense. Relatório técnico. Criciúma, 2002a, 59p ____Projeto de reabilitação Ambiental de Áreas Degradadas pela atividade extrativa de carvão mineral Campo Malha II Oeste Siderópolis - Santa Catarina. Instituto de Pesquisas Ambientais e Tecnológicas Universidade do Extremo Sul Catarinense. Relatório técnico. Criciúma, 2002b, 57p ____Projeto Reabilitação Ambiental de Áreas Degradadas pela extração de carvão mineral Campo Morozini Treviso – Santa Catarina. Instituto de Pesquisas Ambientais e Tecnológicas - Universidade do Extremo Sul Catarinense. Relatório técnico. Criciúma, 2003a, 82p ____Programa de Monitoramento do Projeto de Recuperação Ambiental - Campo Malha II Leste -1° Relatório de Monitoramento. p. 47, 2004a ____Programa de Monitoramento do Projeto de Recuperação Ambiental - Campo Malha II Leste - 2° Relatório de Monitoramento. p. 62, 2004b ____Programa de Monitoramento do Projeto Recuperação Ambiental Campo Malha II Leste - 3° Relatório de Monitoramento. Siderópolis, p. 73, 2005a ____Programa de Monitoramento do Projeto de Recuperação Ambiental - Campo Malha II Leste - 4° Relatório de Monitoramento. Siderópolis, p. 78, 2005b ____Programa de Monitoramento do Projeto de Recuperação Ambiental - Campo Malha II Leste - 5° Relatório de Monitoramento. Siderópolis, p. 74, 2005c _____Programa de Monitoramento do Projeto de Recuperação Ambiental - Campo Malha II Leste - 6° Relatório de Monitoramento. Siderópolis, p. 85, 2006a _____Programa de Monitoramento do Projeto de Recuperação Ambiental – Campo Malha II Leste - 7° Relatório de Monitoramento. Siderópolis, p. 88, 2006b _____Programa de Monitoramento do Projeto de Recuperação Ambiental – Campo Malha II Oeste - 1° Relatório de Monitoramento. Siderópolis, p. 49, 2006c _____Programa de Monitoramento do Projeto de Recuperação Ambiental – Campo Malha II Oeste - 2° Relatório de Monitoramento. Siderópolis, p. 89, Readequação do Projeto de Reabilitação Ambiental da Mina Coréia II Março/2007 77 INSTITUTO DE PESQUISAS AMBIENTAIS E TECNOLÓGICAS – IPAT UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE - UNESC 2006d _____Programa de Monitoramento do Projeto de Recuperação Ambiental – Campo Malha II Oeste - 3° Relatório de Monitoramento. Siderópolis, p. 86, 2006e Magurran, A. 1988. Ecological diversity and measurement. Princeton University Press, Princeton MELO, V.A. 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