30 ATRIBUNA VITÓRIA, ES, SEXTA-FEIRA, 28 DE FEVEREIRO DE 2014 Economia EMPREGO NAS INDÚSTRIAS Candidato com curso técnico tem preferência DIVULGAÇÃO Profissionais de nível superior perdem espaço na área industrial para técnicos, que desempenham bem as funções operacionais Ana Eliza Oliveira lém de encurtar o caminho para entrar no mercado de trabalho, a formação técnica faz com que esses profissionais sejam os preferidos pelas indústrias no momento da contratação. Os especialistas em recrutamento do Estado afirmam que existe uma disputa por mão de obra técnica no mercado, e as empresas têm receio de que os trabalhadores com formação superior não ocupem cargos técnicos por muito tempo. Para a consultora de Recursos Humanos e sócia da Psicoespaço, Juliana Cardoso, vale a pena o candidato investir em cursos técnicos, uma vez que as empresas estão de “portas abertas” para esses profissionais. “Muitos profissionais de nível superior não querem ocupar funções operacionais, eles buscam cargos de analista e gerência, que oferecem salários mais atrativos”, explica a especialista. Ela ressalta que um dos setores com mais necessita de técnicos é o de metalmecânica, área que também oferece chances de promoção. “As empresas investem no profissional que se destaca e demonstra interesse. O profissional técni- A ENTENDA Vantagens > A PRINCIPAL vantagem de quem in- gressa em um curso técnico é o acesso mais rápido ao mercado de trabalho. > EM MÉDIA, os cursos têm duração de dois anos, assim os técnicos formados são absorvidos mais rapidamente pelo mercado. > O ESTUDANTE tem mais facilidade para obter uma vaga de estágio dentro da sua área de atuação. > MUITOS PROFISSIONAIS de nível superior não querem ocupar funções operacionais, eles buscam cargos de analista e gerência, que oferecem salários mais atrativos. > PARA OS TÉCNICOS formados, o salário varia de R$ 1.500 a R$ 5 mil. co só tem a ganhar”. Outra vantagem dos cursos técnicos é a curta duração, o que possibilita uma inserção mais rápida do profissional no mercado. A diretora regional do Senai Espírito Santo, Solange Siqueira, ressalta que 80% do conteúdo do curso técnico é voltado para a área de formação do candidato. “As matérias são focadas na formação com aulas teóricas e práticas. Depois de dois anos, o estudante já está formado e pronto para ser absorvido pelo mercado”, explica. Solange acredita que muitas empresas e indústrias dão preferência para os candidatos de nível técnico, pois eles já saem formados para a profissão. “A carência de técnicos no mercado existe, uma vez que esta demanda está aquecida. Por isso, os estudantes formados nos diversos cursos técnicos, que possuem o certificado, encontram muitas oportunidades no Estado”. CURSOS A diretora do Senai ressalta que um dos focos da atual gestão é a capacitação profissional. “Este ano, mais de 10 mil alunos já foram para as salas de aula em cursos técnicos do Senai”. Muitos profissionais de nível superior não querem ocupar funções operacionais “ ” Juliana Cardoso, sócia da Psicoespaço JULIANA CARDOSO afirma que as empresas investem em quem se destaca Maioria consegue emprego Com o mercado aquecido, quem se forma em um curso técnico é rapidamente absorvido pelas empresas, ainda carentes de mão de obra qualificada, afirmam especialistas. A diretora regional do Senai Espírito Santo, Solange Siqueira, explica que é feita um pesquisa com Mensalidade > OUTRA VANTAGEM do curso técnico é em relação ao valor da mensalidade. Os cursos técnicos são, em média, mais baratos que os de nível superior e os alunos, por se formarem mais rápido, gastam menos. Fontes: especialistas citados. ALUNO ESTUDANDO: chances os egressos após um ano de formados. O estudo visa identificar o nível de empregabilidade. “A pesquisa apontou que entre os formados, o número de empregados chega a 86%. Isso ocorre porque grandes e pequenas empresas estão vindo para o Estado e se profissionalizando ainda mais”. Os salários pagos aos profissionais de nível técnico também são considerados um atrativo. SALÁRIO “Com muitas oportunidades para técnicos nas indústrias, os salários podem variar de R$ 1.500 podendo chegar a R$ 5 mil.” Para a diretora, muitas empresas já perceberam que os investimentos em qualificação melhora a qualidade do produto e, consequentemente, a rentabilidade. “O diferencial competitivo da indústria é o produto. Se a produção acontece de forma mais econômica, com profissionais mais capacitados, é melhor para a empresa”, ressaltou. ANÁLISE Elcio Paulo Teixeira, CEO da Heach Brasil, EUA e America Latina Carência por mão de obra qualificada “Primeiramente, há um numero muito maior de vagas para técnicos do que para profissionais de nível superior. Com a carência de mão de obra qualificada, cada vez mais se valoriza o profissional com formação técnica. Outra verdade é que os técnicos conseguem ascensão mais rápida, justamente por que a sua trajetória profissional. Um mito é que os técnicos ganham mais que os formados em nível superior. Nesse caso, existem situações onde isso ocorre e que são justificados pela lei da 'oferta e da procura', mas de forma alguma representa uma regra. Por outro lado, as remunerações dos técnicos estão cada vez mais atrativas.” Apagão de 30 minutos em Santa Lúcia Um apagão atingiu a região do bairro Santa Lúcia, em Vitória. Os moradores ficaram sem energia elétrica por volta de 30 minutos, na manhã de ontem. Segundo a EDP Escelsa, a falta de energia foi sentida em algumas regiões do bairro e iniciou por volta das 11h10, começando a ser reestabelecida gra-dativamente às 11h40. Segundo a assessoria de imprensa da operadora, a empresa ainda não conseguiu identificar oque pode ter provocado a queda de energia na região. A empresa explica que as interrupções de energia podem ocorrer por diversos motivos, como pipas, galhos de árvore, objetos lançados contra a rede, além de acidentes de trânsito. Para evitar as quedas de energia, a operadora tenta conscientizar os moradores. AEROPORTO Um curto-circuito foi a causa do apagão ocorrido na noite de quarta-feira no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, informou a concessionária responsável pela operação do aeroporto. Conforme a Concessionária do Aeroporto Internacional de Guarulhos, um dos cabos ligados a uma das subestações que alimenta o Terminal de Passageiros 3, que está em fase de testes, sofreu um curto-circuito, interrompendo o fornecimento de energia em parte do aeroporto por cerca de 20 minutos, entre as 21h50 e as 22h10. A empresa informou que um gerador de emergência foi acionado, mas como havia um curto-circuito, o sistema de segurança e proteção atuou e interrompeu a operação. “Todos os sistemas de segurança do aeroporto, em especial o de balizamento das pistas, continuaram operando”, disse a concessionária, em nota. Durante a queda de energia, foram registrados 12 voos atrasados acima de 30 minutos e um voo foi alternado para outro aeroporto. Em nota, a concessionária também lamentou os transtornos causados aos passageiros e usuários e informou que está trabalhando para apurar as causas que provocaram o curto-circuito. ARQUIVO/AT TORRE DE ENERGIA: apagão