ÉRICA DE CÁSSIA FERRAZ Recomendações para publicação científica em Saúde da Comunicação Humana Dissertação apresentada ao Curso de Pós- Graduação da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo para obtenção do Título de Mestra em Saúde da Comunicação Humana. SÃO PAULO 2015 ÉRICA DE CÁSSIA FERRAZ Recomendações para publicação científica em Saúde da Comunicação Humana Dissertação apresentada ao curso de Pós-Graduação da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo para obtenção do Título de Mestra em Saúde da Comunicação Humana. Área de concentração: Saúde da Comunicação Humana Orientador: Profa. Dra. Ana Luiza G. P. Navas SÃO PAULO 2015 FICHA CATALOGRÁFICA Preparada pela Biblioteca Central da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo Ferraz, Érica de Cássia Recomendações para publicação científica em Saúde da Comunicação Humana./ Érica de Cássia Ferraz. São Paulo, 2015. Dissertação de Mestrado. Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo – Curso de Pós-Graduação em Saúde da Comunicação Humana. Área de Concentração: Saúde da Comunicação Humana Orientadora: Ana Luiza Gomes Pinto Navas 1. Fonoaudiologia 2. Domínios científicos 3. Comunicação e divulgação científica 4. Comunicação em saúde 5. Publicações BC-FCMSCSP/17-15 Ao meu querido amigo, amado e eterno companheiro, que partiu sem que eu tivesse mais tempo livre para ele. Ao meu amado marido, pela cumplicidade, paciência, compreensão, por me apoiar e por estar sempre ao meu lado. Ao meu querido e único irmão, por me entender e compartilhar minhas angústias. Aos meus pais, pela dedicação, por me incentivarem e por compreenderem meus momentos de ausência. À querida tia Ju, pelo carinho e atenção. “Escrever é fácil. Você começa com uma letra maiúscula e termina com um ponto final. No meio você coloca as ideias”. Pablo Neruda AGRADECIMENTOS À querida Profa. Dra. Ana Luiza Navas, não só por participar intensamente de todas as etapas de planejamento e elaboração deste trabalho, mas por todas as oportunidades que proporcionou em minha vida. Agradeço por sua disponibilidade, confiança e parceria; por compartilhar minhas ideias e pelo incentivo nos momentos difíceis. À Profa. Dra. Kátia de Almeida, pela atenciosa leitura do manuscrito e pelas sugestões agregadas ao formato final da dissertação. Ao Prof. Dr. Osmar Mesquita de Sousa Neto, pela leitura cuidadosa do manuscrito e pelas contribuições para o aprimoramento do trabalho. À Dra. Juliana Perina Gândara, pelas valiosas sugestões incorporadas à versão final deste trabalho. Agradeço por sua amizade, por fazer parte da minha trajetória profissional e por todo o aprendizado que me proporcionou. À Profa. Dra. Noemi Takiuchi pela leitura criteriosa do manuscrito e pelas importantes contribuições. Ao Prof. Dr. Carlos Arturo Navas, por sua contribuição, interesse e entusiasmo. À Profa. Dra. Eliane Schochat, por sua colaboração e atenção. Às coordenadoras dos Cursos de Pós-Graduação em Fonoaudiologia, Profa. Dra. Ana Cristina Côrtes Gama, Profa. Dra. Brasília Maria Chiari, Profa. Dra. Célia Maria Giacheti, Profa. Dra. Cláudia Giglio de Oliveira Gonçalves, Profa. Dra. Eliane Schochat, Profa. Dra. Kátia de Almeida, Profa. Dra. Kátia de Freitas Alvarenga, Profa. Dra. Márcia Keske-Soares e Profa. Dra. Marta Assumpção de Andrada e Silva, por autorizarem a participação dos alunos, pela atenção e colaboração. Aos alunos, avaliadores e editores, pela disponibilidade, participação e importante contribuição à pesquisa. Aos Professores do Programa de Pós-Graduação do Mestrado Profissional em Saúde da Comunicação Humana, da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, por compartilharem seus conhecimentos. À Sonia Alves, analista de secretaria do Programa de Pós-Graduação da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, pelo auxílio em todas as questões pertinentes ao programa. À Sonia Regina Iaia Vespa, secretária da diretoria do Curso de Graduação em Fonoaudiologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, por sua atenção e presteza. Ao parceiro Hermano Matos, pela prestatividade, pela diagramação do trabalho e pelas incríveis sugestões de layout. À Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, por mais um período de aprendizado. Aos meus amigos, pela compreensão nos momentos de ausência. À todos que participaram ativamente ou em pensamento, para que a realização deste estudo fosse possível. ABREVIATURAS E SÍMBOLOS ABA: Academia Brasileira de Audiologia ABEC: Associação Brasileira de Editores Científicos ABNEURO: Academia Brasileira de Neurologia ABNT: Associação Brasileira de Normas Técnicas ABP: Associação Brasileira de Psiquiatria ACR: Audiology – Communication Research ASHA: American Speech-Language-Hearing Association BVS: Biblioteca Virtual em Saúde CAPES: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior CIOMS: Council for International Organizations of Medical Sciences COPE: Committee on Publication Ethics DeCS: Descritores em Ciências da Saúde DIC: Distúrbios da Comunicação FAPESP: Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo FCMSCSP: Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo IB: Instituto de Biociências ICMJE: International Committee of Medical Journal Editors ICPLA: International Clinical Phonetics & Linguistics Association INEP: Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais JCR: Journal Citation Reports MeSH: Medical Subject Headings NLM: National Library of Medicine PUC-SP: Pontifícia Universidade Católica de São Paulo SBFa: Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia SciELO: Scientific Electronic Library Online SIBi: Sistema Integrado de Bibliotecas Universidade de São Paulo SJR: SCImago Journal Rank TCLE: Termo de Consentimento Livre e Esclarecido UFMG: Universidade Federal de Minas Gerais UFSM: Universidade Federal de Santa Maria UNESP: Universidade Estadual Paulista UNIFESP: Universidade Federal de São Paulo USP-Bauru: Universidade de São Paulo, campus Bauru USP-SP: Universidade de São Paulo, campus São Paulo UTP: Universidade Tuiuti do Paraná SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO........................................................................................................1 2. OBJETIVOS............................................................................................................4 2.1. Objetivo geral..................................................................................................4 2.2. Objetivos específicos......................................................................................4 3. MATERIAL E MÉTODO...........................................................................................5 3.1. Aspectos éticos...............................................................................................5 3.2. Procedimentos e instrumentos........................................................................5 3.2.1. Etapa 1: Levantamento de livros e páginas eletrônicas sobre a elaboração e publicação de artigos científicos ...................................................5 3.2.2. Etapa 2: Levantamento e seleção de periódicos (nacionais e internacionais) da área da Saúde da Comunicação Humana ............................. 11 3.2.3. Etapa 3: Elaboração e aplicação de questionários a autores, avaliadores e editores de periódicos científicos...................................................16 3.2.3.1. Caracterização da amostra...........................................................18 4. RESULTADOS (APRESENTAÇÃO DO PRODUTO).............................................27 5. CONSIDERAÇÕES FINAIS..................................................................................57 6. ANEXOS................................................................................................................62 7. REFERÊNCIAS.....................................................................................................81 FONTES CONSULTADAS........................................................................................83 RESUMO...................................................................................................................84 ABSTRACT...............................................................................................................85 LISTAS E APÊNDICES.............................................................................................86 1. INTRODUÇÃO Nos últimos anos, houve um grande crescimento de novas instituições e o ingresso de um número cada vez maior de alunos em cursos de nível superior no Brasil. De acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (INEP)(1), entre 2011 e 2012 o número de ingressantes nas instituições de educação superior cresceu 17,1%. Isso inclui também os cursos tecnológicos e à distância, que aumentaram o número de matrículas, respectivamente, em 8,5% e 12,2%. Houve grande destaque para os cursos à distância, já que o incremento em cursos presenciais foi de apenas 3,5%. No período entre 2002 e 2012, o número de ingressantes nas instituições de ensino superior da rede federal cresceu em 124%. Esse novo perfil da população estudantil do Ensino Superior tem gerado maior produção de conhecimento nas diversas áreas, que, por sua vez, faz aumentar também a procura por cursos de pós-graduação e o interesse pela escrita e pela pesquisa científica no país. Na área da saúde, o número de discentes matriculados em cursos de pós-graduação stricto sensu no Brasil em 2011 era de 27.980. Em 2013, esse valor aumentou para 33.027 (GEOCAPES)(2). O crescente interesse e o acesso gratuito às bases de dados e aos periódicos nacionais e internacionais fazem com que a possibilidade de divulgação das informações científicas também aumente. Entretanto, a maior quantidade de pesquisadores e, consequentemente, do número de artigos publicados, não significam, necessariamente, acréscimo na qualidade das pesquisas e publicações. Atualmente, os periódicos brasileiros, responsáveis por mais de 25% da produção científica nacional indexada internacionalmente, influenciam positivamente a classificação cientométrica internacional do país em relação à quantidade de artigos publicados. Entretanto, influenciam de forma negativa em número de citações recebidas por artigo(3,4). Entre 2001 e 2011, o Brasil passou de 17º para 13º colocado mundialmente, em relação ao número de artigos publicados. Entretanto, o país caiu de 31º para 40º quanto ao número de citações recebidas por artigo (SCImago Journal Rank)(5,6). Os periódicos científicos são veículos de divulgação de pesquisas e de validação do conhecimento, além de serem acervos da produção científica. Per- 2 mitem rapidez na disseminação das pesquisas e possuem um grande alcance geográfico(7). Assim como acontece com a pesquisa, a qualidade e a confiabilidade dos periódicos também devem ser consideradas. São recorrentes as informações sobre periódicos tanto nacionais quanto internacionais que publicam artigos sem sentido, produzidos por softwares que combinam sequências de palavras de forma aleatória, como aconteceu com a editora Springer, com artigos publicados entre 2008 e 2013(8). Outros periódicos, sem credibilidade, publicam artigos sem passar pelo processo de revisão por pares, ou apenas mediante o pagamento de taxas de publicação. Essas situações são, obviamente, condenadas pela comunidade científica que segue, inclusive, códigos de conduta em pesquisa e de boas práticas científicas para embasar suas atividades (COPE, FAPESP)(9,10). Apesar dessas condutas negativas, o Brasil tem buscado a melhoria da qualidade e da internacionalização dos bons periódicos. O Scientific Electronic Library Online (SciELO), que “democratizou” o sistema de publicação open access no Brasil – e é extremamente representativo nas publicações nacionais – há alguns anos tem a internacionalização como prioridade de suas linhas de ação, a fim de aumentar a visibilidade das publicações brasileiras(3). Tendo em vista essas informações, o nível de exigência dos periódicos científicos de qualidade tem aumentado, tanto no cenário nacional como internacional. Assim, a qualidade da escrita científica torna-se, cada vez mais, um fator indispensável para a divulgação do conhecimento e para o fortalecimento profissional. Materiais bem escritos e bem elaborados têm maiores possibilidades de alcançar visibilidade e reconhecimento(11,12). Na área da Saúde da Comunicação Humana, o número de publicações de impacto ainda é limitado, se comparado à produção científica de outras áreas da saúde. Informações do SCImago Journal Rank(13) mostram que no Brasil, em 2013, a Medicina publicou 16.876 documentos, a área de Ciências Agrárias e Biológicas publicou 11.892, enquanto a área de Profissões da Saúde, na qual a Fonoaudiologia está inse- 3 rida, publicou somente 1.222 documentos. Especificamente na área de Profissões da Saúde(14), o número de publicações de autores brasileiros nas revistas que constam no SCImago, em 2013, foi de 583 na Educação Física, 578 na Fisioterapia, 42 na Fonoaudiologia e 1 na Terapia Ocupacional. No Brasil, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) avalia e recomenda os programas de pós-graduação no país. Os primeiros programas na área da Fonoaudiologia surgiram na década de 1970 e 1980 e eram ligados à Medicina ou à Educação(15). Hoje em dia, a Fonoaudiologia está inserida na Área 21 da CAPES, uma das que compõem a grande área da Saúde, junto com as subáreas de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional. Atualmente, a Fonoaudiologia brasileira conta com 8 programas de pós-graduação stricto sensu recomendados, com 118 docentes atuantes. Uma pesquisa realizada em 2014 indicou que, entre os anos de 2007 e 2011 (5 anos), 1829 artigos foram publicados por esses docentes(16). No período entre 2010 e 2012 (3 anos), o número de publicações das subáreas da Área 21 foi de 9.069 na Educação Física, 6.122 na Fisioterapia, 979 na Fonoaudiologia e 101 na Terapia Ocupacional. Em programas interdisciplinares, estima-se que o total de publicações foi de 6.497(17). Pode haver diferentes hipóteses para a baixa taxa de publicações, desde questões de financiamento até de qualificação das pesquisas(18), no entanto, um dos aspectos principais é a escassez de formação específica para a elaboração de artigos. Além disso, não existem manuais ou guias que discutam as políticas de incentivo à elaboração e submissão de artigos de alto impacto, para auxiliar os autores no planejamento e na divulgação da produção científica da área. 4 2. OBJETIVOS 2.1. Objetivo geral Elaborar um guia de recomendações para auxiliar pesquisadores iniciantes na preparação de artigos científicos para submissão, assim como para lidar com os trâmites do processo de avaliação e publicação do manuscrito, e recomendar materiais de consulta na área da Saúde da Comunicação Humana. 2.2. Objetivos específicos Identificar materiais já publicados sobre a elaboração de artigos científicos, para indicar como sugestão de leitura a pesquisadores iniciantes. Identificar os periódicos científicos nacionais e internacionais de maior relevância na área da Saúde da Comunicação Humana e áreas correlatas, para indicar como fonte de consulta e de publicação a pesquisadores iniciantes. Identificar as principais dificuldades de autores e as impressões de avaliadores e editores de periódicos científicos sobre o processo de elaboração, submissão e avaliação de artigos científicos, para propor recomendações que facilitem a preparação e a publicação desses manuscritos. 5 3. MATERIAL E MÉTODO 3.1. Aspectos éticos A pesquisa foi submetida ao Comitê de Ética em Pesquisa da Irmandade da Santa Casa de São Paulo e aprovada sob parecer 470.373, CAEE 23608813.8.0000.5479. Para obedecer aos preceitos éticos na realização de pesquisas com seres humanos, foi elaborada uma Carta de Informação ao Participante e um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE). O documento foi lido e aceito pelos participantes (Apêndices 1, 2, 3 e 4). 3.2. Procedimentos e instrumentos Foram consultadas livrarias online, bibliotecas virtuais, páginas eletrônicas, portais e bases de dados, livros e periódicos que contém material sobre artigos científicos. Foram elaborados e aplicados questionários específicos a autores, avaliadores e editores de periódicos científicos. A intenção foi reunir dados para a elaboração de um guia prático, de acesso e leitura fáceis, para auxiliar pesquisadores iniciantes na preparação de seus artigos para submissão. As informações obtidas estão apresentadas no guia final como fonte de consulta. A coleta de dados foi dividida em três etapas. 3.2.1. Etapa 1: Levantamento de livros e páginas eletrônicas sobre a elaboração e publicação de artigos científicos Foi realizado um levantamento de livros e de páginas eletrônicas específicas sobre a elaboração, submissão e publicação de artigos científicos, com o objetivo de identificar o que existe de material disponível sobre esse tema e de indicá-los como sugestão de leitura a pesquisadores. Tentamos reunir o maior número possível de informações sobre o tema (artigo científico), por isso optamos por livros e páginas eletrônicas, considerando que sejam materiais de fácil acesso e consulta. 6 Buscamos apenas publicações em Português Brasileiro a fim de limitar a amostra, e por ser o idioma nativo da população que queremos atingir com o nosso guia. Apesar de o Inglês ser o idioma internacional da ciência, muitos autores brasileiros ainda têm dificuldade com essa língua. Desta forma, acreditamos que podemos atingir um número maior de leitores brasileiros com as indicações em Português. Fontes de busca Para a pesquisa de livros foram consultadas bibliotecas virtuais de diversas faculdades e universidades do Estado de São Paulo, assim como o SciELO livros e o Portal de Periódicos CAPES. Entretanto, essas buscas não retornaram resultados ou eles não foram relacionados ao tema de interesse. Por esse motivo, foi considerado apenas o levantamento realizado na biblioteca virtual da Universidade de São Paulo – que possui um Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade de São Paulo (SIBi-USP - Portal de busca integrada) – que além de ser uma biblioteca abrangente, retornou resultados pertinentes*. Ainda para o levantamento de livros foi consultada a versão online de livrarias comerciais. A seleção dessas livrarias foi baseada na pesquisa da palavra “livraria” em um site de buscas (Google®). Foram incluídas apenas as que apareceram na primeira página do site de buscas: Livraria Cultura, FNAC, Livraria da Folha, Livraria Martins Fontes, Livraria Nobel, Livraria Saraiva, Livraria Siciliano, Livraria UNESP e Livraria da Vila. As livrarias Nobel e da Vila foram desconsideradas, por não terem campo de busca em suas páginas. A livraria Siciliano também não foi considerada, por não existir mais com esse nome (a página é redirecionada para a da livraria Saraiva). Para a pesquisa de páginas eletrônicas foi consultado somente um site de buscas (Google®). Termos de busca Inicialmente, utilizamos para a busca de livros, descritores relacionados à pu* Em todo o trabalho foram considerados pertinentes os resultados relevantes relacionados ao tema/assunto de interesse, de acordo com o julgamento das autoras. 7 blicação científica que constam nos Descritores em Ciências da Saúde (DeCS): “atividades científicas”, “indicadores de produção científica”, “publicações científicas e técnicas”, “editoração”, “artigo de revista”, “publicações de divulgação científica”, “comunicação e divulgação científica”, “comunicação em saúde” e “revisão da pesquisa por pares”. No entanto, o resultado foi escasso e/ou não pertinente. A busca retornou dicionários e livros de português/gramática/redação/normalização e metodologia científica, que não eram objetivos deste trabalho. Por esse motivo, optamos por utilizar apenas termos livres. Os termos livres foram definidos pelas autoras, com base na relevância ao tema de interesse. Foram utilizados os termos: “artigo científico”, “comunicação científica”, “divulgação científica”, “escrita científica”, “publicação científica” e “redação científica”, tanto para a busca de livros quanto de páginas eletrônicas. O número de livros localizados com todos esses termos, entretanto, foi muito extenso. Para restringir os resultados de livros, consideramos somente a busca com o termo “artigo científico”, que era o nosso foco principal e retornou dados mais pertinentes. Para a pesquisa de páginas eletrônicas foram utilizados todos os termos livres. As fontes, termos e endereços de busca estão resumidos no Quadro 1. 8 Quadro 1. Fontes, termos de busca e endereços consultados na pesquisa de livros e páginas eletrônicas Materiais Fontes de busca pesquisados Termos de busca Endereços Biblioteca virtual Sistema Integrado de Bibliotecas da Univer“Artigo científico” sidade de São Paulo (SIBi-USP) www.buscaintegrada.usp.br/ primo_library/libweb/action/ search.do Livrarias comerciais Livros Livraria Cultura www.livrariacultura.com.br FNAC www.fnac.com.br Livraria da Folha www.livraria.folha.com.br Livraria Martins Fontes “Artigo científico” www.martinsfontespaulista.com.br Livraria Saraiva www.saraiva.com.br Livraria UNESP w w w. l i v r a r i a u n e s p . c o m . b r / livrariaunesp Site de buscas Páginas eletrônicas Google® “Artigo científico” “Comunicação científica” “Divulgação científica” www.google.com.br “Escrita científica” “Publicação científica” “Redação científica” Critérios de inclusão Foram incluídas apenas as versões mais recentes e impressas de livros escritos originalmente em Português Brasileiro, publicados entre os anos 2000 e 2014, que continham o termo “artigo(s) científico(s)” no título ou subtítulo. Foram excluídos os que restringiam o tema a “trabalho acadêmico”, “trabalho científico”, “TCC”, “monografias”, “dissertações” e “teses”, no título e/ou subtítulo, por não serem o objetivo da pesquisa. Para os livros com mesmo título/autor, mas edições diferentes, foi incluída apenas a edição mais atual. Não foram consideradas versões eletrônicas (e-books) por serem repetidas das versões impressas. O Português Brasileiro foi definido a fim de limitar a amostra e por ser o idioma nativo da população que queremos atingir com o nosso guia. A data de publicação foi limitada aos últimos dez anos, por considerarmos esse prazo suficiente para incluir materiais relevantes e atualizados. A seleção do 9 termo “artigo científico” no título ou subtítulo foi um critério definido pelas autoras para restringir os resultados, de acordo com o assunto de interesse. Não foram incluídos livros de português/gramática/redação/normalização ou metodologia científica, por não serem o foco principal do estudo. Foram excluídos também os títulos duplicados ou não pertinentes. Aqueles que geraram dúvidas em relação à inclusão foram definidos pela concordância entre as autoras, a partir da leitura da sinopse e/ou do sumário. Os que não tinham sinopse ou sumário disponíveis online não foram incluídos. Em relação às páginas eletrônicas, foram verificadas apenas as que apareceram na primeira página do site de busca. Todas foram acessadas, mas foram incluídas somente aquelas consideradas relevantes e confiáveis pelas autoras, utilizando como critério a autoria da página (instituição reconhecida ou professor universitário com experiência no assunto). Não foram incluídas páginas de empresas comerciais que fazem revisão e editoração de artigos (por exemplo: Publicase, Editage etc.), nem de editoras (por exemplo: Cubo), mesmo sendo confiáveis, para evitar questões de conflito de interesses. Foram incluídas também outras páginas importantes (em Português e Inglês) e com informações confiáveis, relacionadas à redação/publicação científica e à ética em pesquisa, porém, não localizadas por meio da busca com termos livres, mas a partir do conhecimento prévio das autoras. Critérios de busca As opções de refinamento da pesquisa são diferentes nas bibliotecas virtuais e nas livrarias online. Elas podem ser definidas pelo tipo de busca (geral ou avançada), por termos (descritores ou palavras-chave), por assunto, por tipo de material (livros, artigos), por idioma, por ano de publicação e assim por diante. Tentamos estabelecer um padrão de busca semelhante, sempre que possível. Quando disponíveis, utilizamos os seguintes filtros: “busca em todo o site (ou busca geral)”, termo de busca: “artigo científico”, idioma: Português, país de publicação: Brasil, categoria: livro (sem con- 10 siderar e-book), ano de publicação: 2000 a 2014, ordem: por relevância. Apenas em uma das livrarias foi utilizado o refinamento por assunto (Metodologia de pesquisa), para restringir os resultados, já que o número de livros localizados foi muito extenso. O passo a passo da pesquisa está detalhado no Quadro 2. As páginas eletrônicas foram pesquisadas por meio dos termos livres no site de busca, sem refinamentos específicos. Foram verificadas apenas as que apareceram na primeira página do site de busca. Quadro 2. Refinamentos utilizados na busca de livros Material pesquisado Local de busca Refinamento de busca Biblioteca virtual 1. Busca geral 2. Termo: artigo científico Sistema Integrado de Bibliotecas da 3. Tipo de recurso: livros Universidade de São Paulo (SIBi-USP) 4. Data de publicação: 2000 a 2014 5. Idioma: Português Livrarias comerciais Livraria Cultura 1. Busca em todo o site 2. Termo: artigo científico 3. Idioma: Português 4. País da publicação: Brasil 5. Categoria: livro 6. Assunto: Metodologia de pesquisa FNAC 1. Busca em todo o site 2. Termo: artigo científico Não há opção de refinamento Livraria da Folha 1. Busca em todo o site 2. Termo: artigo científico 3. Categoria: livro Livraria Martins Fontes 1. Busca em todo o site 2. Termo: artigo científico Livraria Saraiva 1. Termo: artigo científico 2. Categoria: livro Livraria UNESP 1. Busca em todo o site 2. Termo: artigo científico Livros Organização dos dados Após a aplicação dos critérios de inclusão e do refinamento da pesquisa, os títulos localizados foram listados, separadamente, por biblioteca e por livraria. Os não pertinentes e repetidos (edições diferentes) foram excluídos, em cada fonte de 11 pesquisa. Os que geraram dúvidas foram discutidos entre as autoras e definidos em relação à inclusão. Foi elaborada uma lista geral, com os livros de todas as livrarias e da biblioteca. Os duplicados foram excluídos. A relação de pré-selecionados foi organizada em ordem alfabética de títulos e a sinopse e/ou o sumário de todos eles foi consultada. A lista final de livros contempla somente os materiais considerados mais relevantes, a partir da concordância das autoras. Todos foram caracterizados em relação a: ano de publicação, editora, número de páginas, preço, indicação de público alvo e diferencial. As páginas eletrônicas localizadas foram acessadas, uma a uma. Aquelas consideradas relevantes foram selecionadas e listadas com o respectivo termo de busca. Outras páginas, de conhecimento prévio das autoras foram adicionadas, junto com uma sugestão de assunto e público alvo para cada endereço. Inicialmente, foram localizados 281 livros, sendo 31 da biblioteca virtual e 250 das livrarias. No total, foram excluídos 269 livros, considerando os não pertinentes, os repetidos (de edições diferentes), os duplicados e os que não atenderam os critérios de inclusão. A lista final apresenta 12 livros e consta no “Guia de recomendação”. Foram localizadas 55 páginas eletrônicas, a partir da busca com termos livres. Dessas, foram incluídas somente quatro páginas pertinentes ao assunto. Foram adicionadas 11 páginas de conhecimento prévio das autoras (cinco em português e seis em inglês). A lista final apresenta 15 páginas eletrônicas e consta no “Guia de recomendação”. 3.2.2. Etapa 2: Levantamento e seleção de periódicos (nacionais e internacionais) da área da Saúde da Comunicação Humana Foi realizada uma pesquisa de periódicos nacionais e internacionais da área da Saúde da Comunicação Humana e áreas correlatas, para identificar as revistas científicas de maior relevância, que poderão ser utilizadas como fonte de consulta para os pesquisadores buscarem informações e para publicarem seus trabalhos. Consideramos extremamente importante incluir os periódicos internacionais, por serem respei- 12 tados mundialmente, por possibilitarem um número maior de opções de pesquisa e também pela necessidade de publicar internacionalmente. Fontes de busca Foram consultadas as seguintes bibliotecas, páginas eletrônicas, portais, bases estatísticas e bases de dados: Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), LILACS (via BVS), MEDLINE (via BVS), PubMed, Portal de Periódicos CAPES, SciELO, Science Direct®, SCImago Journal Rank (SJR), Journal Citation Reports® (JCR), Elsevier®, Thomson Reuters® e Webqualis. Essas fontes de pesquisa foram selecionadas por serem as mais conhecidas e por incluírem os periódicos indexados mais representativos na área da saúde. Critérios de inclusão Foram selecionados apenas os periódicos relevantes à Saúde da Comunicação Humana e áreas correlatas, que publicam artigos em Português Brasileiro e/ou Inglês, por serem, respectivamente, o idioma nativo da nossa população e o idioma internacional da ciência. Não houve limitação em relação à data de início da primeira publicação do periódico, nem quanto ao meio de publicação (impresso ou online). No caso de periódicos que mudaram de título, foram consideradas apenas as versões atuais. Foram excluídos os periódicos encerrados ou duplicados. Foram excluídos também aqueles relacionados à linguagem e sistemas computacionais, assim como os com título e/ou escopo não pertinentes à área de interesse, de acordo com o julgamento das autoras. Aqueles que geraram dúvidas em relação à pertinência foram definidos pela concordância entre as autoras, a partir da consulta ao escopo da revista. O Journal Citation Reports® (JCR) e o SCImago Journal Rank (SJR) foram consultados para verificar o fator de impacto dos periódicos selecionados. Entretanto, as revistas pertinentes, que apareceram nessas duas bases estatísticas e não constavam na lista de periódicos selecionados, foram incluídas na relação final. 13 Critérios de busca Nos portais e bases de dados, há diferentes opções de refinamento da pesquisa, que pode ser definido por assunto, autor, ano de publicação, área e subárea do conhecimento, idioma, tipo de artigo ou por periódico, por exemplo. Em todas as fontes de pesquisa, filtramos a busca por tipo de publicação, idioma, área e subárea do conhecimento, quando disponíveis, já que essas opções e os termos de área e subárea variam de acordo com o portal ou base de dados. Selecionamos a opção “periódico”, os idiomas “Português” e “Inglês”, a área “Ciências da Saúde”, e a subárea “Fonoaudiologia”, sempre que possível. Quando essas opções não estavam disponíveis, procuramos pela área mais próxima da Fonoaudiologia, que em algumas bases está inserida na área da saúde, e em outras, na área de humanas. Selecionamos a subárea com termos equivalentes à Fonoaudiologia como “Patologias da Fala e Linguagem”, “Audiology and Speech-Language Pathology”, “Linguistics and Language”, “Speech and Hearing” etc. Os termos utilizados em cada base de dados e o refinamento da pesquisa estão detalhados no Quadro 3. A base PubMed foi consultada, entretanto, por não possuir filtro por periódico nem por área ou subárea, não foi possível sua utilização como fonte de dados. A base disponibiliza apenas a lista completa de revistas indexadas. Tal lista contempla 3822 páginas com os títulos de todos os periódicos, tornando a pesquisa inviável. Na base SciELO, apesar de também não haver critério de refinamento por periódico nem por subárea, foi possível especificar a busca por área e por idioma, a partir da lista completa de periódicos da área de Ciências da Saúde, já que as revistas da coleção SciELO são identificadas pelo país de origem, e publicam apenas em Inglês, Português ou Espanhol. Para a consulta do fator de impacto, foram utilizados os filtros disponíveis nas bases estatísticas, com enfoque à área e subárea pesquisadas nas demais bases de dados. Foi consultado também o Qualis das revistas selecionadas. Os detalhes aparecem no Quadro 3. 14 Quadro 3. Refinamentos e termos utilizados na busca de periódicos Local de busca Refinamentos e termos de busca 1. Literatura científica e técnica Biblioteca Virtual Catálogo de revistas científicas em Saúde (BVS) 2. Ocupações em Saúde – Fonoaudiologia Endereço http://brasil.bvs.br/ LILACS (via BVS) 1. Coleção LILACS – Base de dados 2. Idioma: Português; Inglês 3. Assunto: Patologias da fala e linguagem; Audiologia 4. Tipo de documento: artigo http://bvsalud.org/ MEDLINE (via BVS) 1. Coleções em destaque – Base de dados MEDLINE 2. Idioma: Português; Inglês 3. Assunto: Patologias da fala e linguagem; Audiologia 4. Tipo de documento: artigo http://bvsalud.org/ Portal de Periódicos CAPES* 1. Buscar periódico 2. Busca por área do conhecimento 3. Área do conhecimento: Ciências da Saúde 4. Subárea do conhecimento: Fonoaudiologia http://www.periodicos.capes.gov.br SciELO 1. Periódicos por assunto 2. Ciências da Saúde http://www.scielo.org/php/index.php Science Direct® 1. Social Sciences and Humanities 2. Social Sciences http://www.sciencedirect.com/science/journals 3. Linguistics and language Elsevier® 1. Health professions 2. Speech and hearing http://www.elsevier.com/journals/subjects Thomson Reuters® 1. Science Citation Index Expanded™ (Web of Science) 2. View subject category 3. Audiology & Speech-Language Pathology http://ip-science.thomsonreuters.com/mjl SCImago Journal Rank (SJR) 1. Journal Rankings 2. Subjetct area: Health Professions 3. Subject category: Speech and Hearing 4. Region: all 5. Order by: title http://www.scimagojr.com/journalrank.php Journal Citation Reports® (JCR) 1. Journals from subjects categories Audiology & Speechhttp://admin-apps.webofknowledge.com/JCR/JCR Language Pathology 2. Sorted by: journal title Webqualis 1. Consultar 2. Classificação 3. Por classificação/área de avaliação 4. Área de avaliação: Educação Física 5. Estrato: todos http://qualis.capes.gov.br/webqualis/principal. seam * A lista completa dos periódicos localizados no Portal de Periódicos CAPES e no JCR só podem ser acessadas por assinantes dos portais 15 Organização dos dados Após a seleção baseada no refinamento de busca, os títulos dos periódicos localizados foram listados, separadamente, por base de dados. Os não pertinentes, encerrados, repetidos (título anterior) e que não atendiam os critérios de seleção foram excluídos, em cada base. Os que geraram dúvidas foram discutidos entre as autoras e definidos sobre a inclusão, a partir da consulta ao escopo da revista. Foi elaborada uma lista geral, com os periódicos de todas as bases. Os duplicados entre as bases foram excluídos. Optamos por manter o maior número de revistas possível na lista do Portal de Periódicos CAPES, excluindo os títulos duplicados nas demais bases de dados. O Qualis das revistas selecionadas foi consultado apenas na subárea de avaliação em que a Fonoaudiologia está inserida na CAPES (Área 21 – Educação Física), assim como o fator de impacto, que foi consultado somente na subárea Speech and Hearing no SJR e na área Audiology & Speech-Language Pathology no JCR. Como Qualis e fator de impacto são valores dinâmicos, que podem mudar periodicamente, foram consultados os valores de 2013, referentes a análise de 2011 e 2012. As revistas pertinentes que não constavam na lista de periódicos selecionados, foram incluídas. A lista final de periódicos foi organizada em ordem alfabética de títulos. Todas as revistas selecionadas foram caracterizadas em relação a: ISSN, periodicidade, Qualis, fator de impacto JCR e SJR – quando disponíveis – idioma de publicação, instituição mantenedora/editora e home page. Foram localizados 309 periódicos nas bases de dados (sem incluir as bases estatísticas), sendo 121 nacionais e 188 internacionais. Foram excluídos 223, considerando os não pertinentes, os encerrados, os repetidos (título anterior) e os que não atenderam os critérios de seleção (idioma). No JCR e SJR foram localizadas, respectivamente, 22 e 62 revistas no total. Foram incluídas somente as pertinentes, que não constavam na lista de periódicos identificados nas bases de dados (9 do SJR). No total, foram incluídos 95 periódicos, sendo 22 nacionais e 73 internacionais. A lista final consta no “Guia de recomendação”. 16 3.2.3. Etapa 3: Elaboração e aplicação de questionários a autores, avaliadores e editores de periódicos científicos Foram elaborados e aplicados 3 questionários específicos (Anexos 1, 2, 3) com perguntas sobre o processo de elaboração, submissão e avaliação de artigos científicos, a fim de identificar as principais dificuldades de autores e potenciais autores (alunos de pós-graduação stricto sensu) e as percepções de avaliadores e editores de periódicos científicos, relativas a esse processo. A partir do levantamento das dificuldades dos participantes, pudemos propor recomendações, para facilitar a preparação e a publicação de artigos científicos. Os questionários foram desenvolvidos pelas autoras, com a colaboração de alguns editores de periódicos. Todos foram configurados no Google Forms® e enviados por e-mail aos participantes. Os questionários foram respondidos online, de forma anônima e continham perguntas abertas (dissertativas) e fechadas (múltipla escolha). Apenas as questões abertas não eram obrigatórias. As respostas e sugestões de todos os questionários foram categorizadas, analisadas de forma quantitativa e qualitativa, e algumas respostas são apresentadas como forma de orientação a pesquisadores iniciantes no “Guia de recomendação”. Questionário direcionado a autores Para a seleção dos potenciais autores, foram consultados os coordenadores de todos os programas de pós-graduação stricto sensu (Mestrado Acadêmico, Mestrado Profissional e Doutorado) da Fonoaudiologia no Brasil, pertencentes à Área 21 da CAPES, das seguintes instituições: FCMSCSP, PUC-SP, UFMG, UFSM, UNESP, UNIFESP, USP-Bauru, USP-SP e UTP. Todos autorizaram a participação dos alunos e forneceram os contatos ou encaminharam o questionário. Para fins de comparação, foram consultados também alunos dos programas de pós-graduação stricto sensu (Mestrado Acadêmico e Doutorado) do Instituto de Biociências da USP-SP (Biologia Genética, Botânica, Ecologia, Fisiologia Geral e Zoologia), pertencentes à Área de Ciências Biológicas II da CAPES. 17 O questionário foi enviado a 466 alunos dos programas de Fonoaudiologia e a, aproximadamente, 250 alunos dos programas de Ciências Biológicas. Recebemos, respectivamente, 158 e 126 respostas. As respostas dos alunos da Fonoaudiologia e das Ciências Biológicas foram comparadas qualitativamente e serão submetidas à estatística pertinente em momento posterior a esse trabalho, para verificar as diferenças e as semelhanças em relação ao perfil e à experiência dos participantes com a comunicação científica. Questionário direcionado a avaliadores Foram selecionados apenas avaliadores brasileiros, Fonoaudiólogos, membros do corpo editorial e consultores ad-hoc, das quatro revistas nacionais da Fonoaudiologia: Audiology – Communication Research (ACR), CoDAS, Revista CEFAC e Revista Distúrbios da Comunicação (DIC). O questionário foi enviado a 266 avaliadores e recebemos 114 respostas. Algumas respostas foram analisadas qualitativamente e apresentadas como forma de orientação a pesquisadores iniciantes. As demais respostas serão submetidas à estatística pertinente, em momento posterior a esse trabalho. Questionário direcionado a editores Foram convidados os editores dos 73 primeiros periódicos selecionados na Etapa 2, sendo 15 nacionais e 58 internacionais. Recebemos, respectivamente, 5 e 11 respostas. O questionário para os editores de periódicos internacionais foi traduzido pelas autoras (Anexo 4). Por questões de sigilo de identidade, os títulos das revistas cujos editores participaram da pesquisa não serão divulgados. Algumas respostas foram analisadas qualitativamente e apresentadas como forma de orientação a pesquisadores iniciantes. As demais respostas serão submetidas à estatística pertinente, em momento posterior a esse trabalho. Pretendemos estabelecer possíveis correlações entre as informações dos periódicos e as respostas dos editores. 18 O total de participantes convidados e de respostas recebidas em todos os questionários é apresentado na Tabela 1. Tabela 1. Participantes convidados e que responderam o questionário Participantes Convidados Respostas %* Alunos (total) 716 283 39,52% Fonoaudiologia 466 158 33,9% Ciências Biológicas 250 126 50,4% Avaliadores 266 144 54,13% Editores (total) 73 16 21,91% Nacionais 15 5 33,33% Internacionais 58 11 18,96% *Valores arredondados 3.2.3.1. Caracterização da amostra A caracterização dos alunos, avaliadores e editores que responderam os questionários segue nas Tabelas 2, 3, 4 e 5. Tabela 2. Caracterização dos alunos em relação aos cursos de graduação e pós-graduação Alunos Fonoaudiologia n=158 %* Ciências Biológicas n=126 % Curso de graduação Educação Física e Fisioterapia 1 0,63% --- --- Educação Física 2 1,26% --- --- Enfermagem 5 3,16% --- --- Fisioterapia 14 8,86% --- --- Fonoaudiologia 117 74% --- --- Letras 3 1,89% --- --- Música 1 0,63% --- --- Odontologia 3 1,89% --- --- Pedagogia e Letras 1 0,63% --- --- Pedagogia 3 1,89% --- --- Psicologia e Fonoaudiologia 1 0,63% --- --- Psicologia 2 1,26% --- --- Terapia Ocupacional 3 1,89% --- --- Não pertinente (ano) 2 1,26% --- --- Antropologia --- --- 1 0,79% Biociências --- --- 1 0,79% Biologia --- --- 32 25,39% Biomedicina --- --- 2 1,58% Ciências Biológicas --- --- 81 64,28% 19 Alunos Fonoaudiologia n=158 %* Ciências Biológicas n=126 % Ciências Moleculares --- --- 1 0,79% Ecologia --- --- 1 0,79% Farmácia --- --- 1 0,79% Fisiologia --- --- 1 0,79% Fisioterapia --- --- 1 0,79% Genética --- --- 1 0,79% Não pertinente (ano) --- --- 2 1,58% Não respondeu --- --- 1 0,79% Curso de pós-graduação que frequentam atualmente Mestrado profissional 19 12% --- --- Mestrado acadêmico 80 51% 37 31% Doutorado 59 37% 83 69% Área do programa de pós-graduação** Fisioterapia 12 8% --- --- Fonoaudiologia 142 90% --- --- Saúde Coletiva 1 1% --- --- Terapia Ocupacional 1 1% --- --- Outra 2 1% --- --- Biologia Genética --- --- 29 24% Botânica --- --- 25 21% Ecologia --- --- 21 17% Fisiologia Geral --- --- 28 23% Zoologia --- --- 17 14% Graduação 42 27% 37 31% Especialização 57 36% 3 2% Mestrado 57 36% 80 66% Doutorado 2 1% 0 0 Feminino 144 91% 85 70% Masculino 14 9% 35 29% Máximo grau de instrução anterior Sexo Idade média 30 anos 28 anos *Valores arredondados. ** Alunos de outros programas de pós-graduação foram convidados a participar, mas não houve adesão. Como os formulários (questionários) foram configurados antes de recebermos a negativa dos coordenadores desses cursos, todas as opções em relação à área dos programas ficaram disponíveis como resposta no questionário da Fonoaudiologia (Questão A2). Na caracterização da amostra constam algumas respostas com essas áreas, porém, por equívoco dos respondentes. 20 Tabela 3. Caracterização dos alunos em relação à escrita e publicação científica Alunos Fonoaudiologia n=158 % Ciências Biológicas n=126 % O programa de pós-graduação incentiva a comunicação científica Sim 149 94% 97 77% Não 9 6% 28 22% Interesse por disciplina específica sobre escrita científica/elaboração de artigos Sim 151 96% 112 89% Não 7 4% 13 10% Participou da elaboração de algum trabalho científico Sim 154 97% 123 98% Não 4 3% 2 2% Participou de curso sobre escrita ou comunicação científica Sim 47 30% 51 40% Não 111 70% 74 59% Conhece página eletrônica (site, blog etc) ou livro sobre escrita ou comunicação científica Sim 54 34% 47 37% Não 104 66% 78 62% Já participou da elaboração de algum artigo para revista científica Sim 142 90% 116 92% Não 16 10% 9 7% 1 46 29% 28 22% 2a5 74 47% 73 58% 6 a 10 21 13% 18 14% 11 a 15 8 5% 5 4% 16 a 20 4 3% 1 1% >20 4 3% 0 0 De quantos artigos (aproximadamente) Critério de seleção utilizado para escolher a revista para enviar artigo (mais de uma opção de resposta) Representatividade na área 114 72% 95 75% Escopo da revista 36 23% 71 56% Fator de impacto 72 46% 78 62% Classificação Qualis 76 48% 26 21% Open access 3 2% 19 15% Revista internacional 52 33% 76 60% Vínculo com sociedade científica 23 15% 11 9% Indicação do orientador 83 53% 43 34% Tempo entre a submissão e a publicação 20 13% 23 18% Permissividade da revista 8 5% 2 2% Suporte aos autores 3 2% 2 2% Não cobrar para publicar 42 27% 30 4% Não sei 2 1% 0 0 Outro 1 1% 2 2% 21 Fonoaudiologia Alunos n=158 Ciências Biológicas % n=126 % Última vez que enviou artigo para revista Há menos de 1 mês 28 18% 23 18% Entre 1 e 3 meses 32 20% 16 13% Entre 3 e 6 meses 19 12% 21 17% Entre 6 e 9 meses 14 9% 3 2% Há mais de 9 meses 35 22% 35 28% Nunca enviei (o artigo ainda não está finalizado) 10 6% 11 9% Nunca enviei (o artigo foi enviado por outra pessoa do grupo de pesquisa) 4 3% 7 6% Nacional 110 70% 12 10% Internacional 32 20% 104 83% Tipo de revista Teve dúvidas ou dificuldades no envio do artigo Sim 35 22% 28 22% Não 107 68% 88 70% Já desistiu de enviar artigo para revista científica Sim 61 39% 23 18% Não 81 51% 93 74% Se já desistiu, por que motivo? (mais de uma opção de resposta) Falta de suporte da revista para esclarecer dúvidas 13 8% 1 1% Dificuldades durante o processo de submissão 12 (sistema, e-mail, envio de arquivos) 8% 2 2% Dificuldade em atender as exigências da revista (normas, escopo etc) 28 18% 10 8% Por ter que pagar para publicar o artigo 16 10% 8 6% Por ter tido outro(s) artigo(s) negado(s) na revista 13 8% 6 5% Não desisti 78 49% 89 71% Outros 11 7% 10 8% Participação do orientador durante a elaboração/avaliação do artigo Só aponta falhas 2 1% 4 3% Só faz sugestões gerais 20 13% 10 8% Aponta falhas e indica o caminho correto 88 56% 63 50% Corrige as falhas sozinho 3 2% 4 3% Não participa/não dá retorno 2 1% 2 2% Faz sugestões diferentes a cada orientação 11 7% 11 9% Outros 2 1% 4 3% A colaboração do orientador contribuiu para a aprovação do artigo? Sim 96 61% 67 53% Não 8 5% 10 8% Meu artigo ainda não foi aprovado 24 15% 21 17% 22 Tabela 4. Caracterização dos avaliadores de periódicos nacionais Avaliadores (n=112) n % Pós-doutorado 33 29% Doutorado 67 60% Mestrado 5 4% Especialização 0 0 Graduação 0 0 Outro 7 6% Audiologia 25 22% Disfagia 5 4% Fonoaudiologia educacional 4 4% Linguagem 32 29% Motricidade orofacial 17 15% Saúde coletiva 4 4% Voz 15 13% Outra 10 9% Feminino 106 95% Masculino 6 5% Sim 109 97% Não 3 3% Graduação 83 74% Pós-graduação lato sensu 67 60% Pós-graduação stricto sensu 67 60% Outros 3 3% Membro do corpo editorial de revistas nacionais da Fonoaudiologia 71 63% Membro do corpo editorial de revistas internacionais da Fonoaudiologia 12 11% Membro do corpo editorial de revistas nacionais de outras áreas 27 24% Membro do corpo editorial de revistas internacionais de outras áreas 5 4% Colaborador ad-hoc de revistas nacionais da Fonoaudiologia 77 69% Colaborador ad-hoc de revistas internacionais da Fonoaudiologia 25 22% Colaborador ad-hoc de revistas nacionais de outras áreas 47 42% Colaborador ad-hoc de revistas internacionais de outras áreas 26 23% Outros 1 1% Máximo grau de instrução Área de atuação profissional Sexo Professor ou colaborador de instituição de ensino superior Professor de nível (mais de uma opção de resposta) Participação como avaliador de periódicos (mais de uma opção de resposta) Colaborador de quantas revistas (independente da área e da origem – nacional ou internacional) 1 11 10% 2 24 21% 3 22 19% 4 22 19% 5 16 14% 23 Avaliadores (n=112) n % Colaborador de quantas revistas (independente da área e da origem – nacional ou internacional) 6 9 8% 7 5 4% 8 1 1% 9 1 1% 10 0 0 >10 2 2% Outro 1 1% <5 8 4% Entre 5 e 10 29 25% Entre 10 e 15 13 11% Entre 15 e 20 13 11% Entre 20 e 25 11 10% Entre 25 e 30 4 4% >30 38 33% Outro 1 1% Sim 49 43% Não 65 57% Quantos artigos já publicou (média) Participou de curso sobre escrita ou comunicação científica Conhece página eletrônica (site, blog etc) ou livro sobre escrita ou comunicação científica Sim 52 46% Não 62 54% <5 103 90% Entre 5 e 10 10 9% Entre 10 e 15 1 1% Entre 15 e 20 0 0 >20 0 0 Outro 0 0 Sim 62 54% Não 1 1% Na maioria das vezes sim 44 39% Na maioria das vezes não 7 6% 7 dias 8 7% 15 dias 40 35% 20 dias 34 30% 30 dias 28 25% >30 dias 1 1% Outro 3 3% Quantos pareceres emite para revistas por mês (média) Costuma cumprir os prazos para envio dos pareceres Tempo ideal para emitir parecer 24 Tabela 5. Caracterização dos editores de periódicos nacionais e internacionais Editores Nacionais n=5 Sobre a função na revista Função na revista Editor chefe/científico Editor associado Editor assistente Há quanto tempo exerce essa função na revista Há menos de 1 ano Entre 1 e 2 anos Entre 2 e 3 anos Entre 3 e 4 anos Entre 4 e 5 anos Há mais de 5 anos Outro Sobre a revista que é editor Número de artigos que a revista recebe por ano (média) <50 Entre 50 e 100 Entre 100 e 150 Entre 150 e 200 Entre 200 e 250 Entre 250e 300 >300 Não sei informar Outro Média de citações recebidas pela revista (por ano) De 1 a 10 De 10 a 20 De 20 a 30 De 30 a 40 De 40 a 50 >50 Não sei informar Outra Índice médio de reprovação de artigos na revista (por ano) <10% Entre 10 e 20% Entre 20 e 30% Entre 30 e 40% Entre 40 e 50% Entre 50 e 60% >60% Não sei informar Outro Internacionais % n=11 % 4 --1 80% --20% 10 1 --- 83% 20% --- 0 1 1 0 0 3 0 0 20% 20% 0 0 60% 0 0 1 1 1 3 4 1 0 8% 8% 8% 25% 33% 8% 0 1 0 0 3 0 1 0 0 0 20% 0 0 60% 0 20% 0 0 2 4 0 1 2 0 1 0 1 17% 33% 0 8% 17% 0 8% 0 8% 1 1 0 0 0 1 1 1 20% 20% 0 0 0 20% 20% 20% 0 3 0 0 0 2 5 1 0 25% 0 0 0 17% 42% 8% 0 0 4 0 0 0 1 0 0 0 0 80% 0 0 0 20% 0 0 0 0 2 2 2 3 2 0 0 0 0 17% 17% 17% 25% 17% 0 0 25 Editores Nacionais Internacionais n=5 % n=11 % <1 mês 0 0 0 0 Entre 1 e 3 meses 0 0 1 8% Entre 3 e 6 meses 1 20% 5 42% Entre 6 e 9 meses 2 40% 10 83% Entre 9 e 12 meses 1 20% 10 83% >12 meses 1 20% 0 0 Não sei informar 0 0 0 0 Outro 0 0 0 0 Tempo médio para aprovação de um artigo na revista Tempo médio para publicação de um artigo na revista (considerando ahead of print) <1 mês 0 0 3 25% Entre 1 e 3 meses 1 20% 1 8% Entre 3 e 6 meses 2 40% 2 17% Entre 6 e 9 meses 2 40% 8 67% Entre 9 e 12 meses 0 0 8 67% >12 meses 0 0 0 0 Não sei informar 0 0 1 8% Outro 0 0 0 0 Sociedade científica 2 40% 2 17% Editora particular 0 0 6 50% Instituição de ensino 2 40% 2 17% Outra 1 20 1 8% Sim 2 40% 6 50% Não 3 60% 5 42% Tipo de instituição responsável pela revista Revista recebe financiamento ou patrocínio Custo da publicação do artigo é repassado aos autores (pagam para publicar?) Sim 0 0 1 8% Não 5 100% 10 83% Sistema de submissão online 4 80% 9 75% E-mail 1 20% 2 17% Correio 0 0 0 0 Outra 0 0 0 0 7 dias 0 0 0 0 15 dias 1 20% 0 0 20 dias 1 20% 2 17% 30 dias 3 60% 8 67% >30dias 0 0 1 8% Outro 0 0 0 0 Forma de submissão de artigos na revista Sobre a participação dos avaliadores Tempo para os avaliadores emitirem parecer (média) 26 Editores Nacionais n=5 Internacionais % n=11 % Avaliadores costumam cumprir prazos para envio do parecer Sim 0 0 2 17% Não 1 20% 2 17% A maioria sim 3 60% 7 58% A maioria não 1 20% 0 0 Características de um parecer ruim (mais de uma opção de resposta) Ausência de crítica 5 100% 10 83% Excesso de crítica 2 40% 2 17% Foco exclusivo nas correções de forma/redação do texto 1 20% 5 42% Solicitações de correções diferentes a cada rodada 4 80% 0 0 Ausência de sugestões de mudanças específicas no artigo 2 40% 6 50% Sugestões de modificações inviáveis (casuística, estatística etc) 3 60% 1 8% Outra 0 0 2 17% Boa 4 80% 10 83% Ruim 0 0 0 0 Considerada pessoal 1 20% 0 0 Indiferente 0 0 0 0 Outra 0 0 1 8% Sobre os autores Receptividade em relação aos pareceres do artigo Autores costumam contestar o parecer dos avaliadores Sempre 0 0 0 0 Às vezes 3 60% 4 33% Raramente 2 40% 7 58% Nunca 0 0 0 0 Outro 0 0 0 0 27 4. RESULTADOS (APRESENTAÇÃO DO PRODUTO) Os dados obtidos nas Etapas 1, 2 e 3 foram reunidos e organizados para compor o “Guia de recomendação”. A proposta é que seja um material de leitura independente, por isso algumas informações se repetem, apenas para contextualizar o leitor que não tiver acesso à dissertação. A distribuição do guia será feita em mídia digital, como compact disc (CD) e/ou online. As sugestões de estilo e formatação que constam no guia foram baseadas em revistas da área da saúde, já que cada área costuma adotar padrões diferentes. Por exemplo, as revistas da saúde utilizam o Vancouver Style para a formatação das referências, enquanto a maioria das revistas de humanas usa as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). As recomendações específicas, como sugestão de periódicos, dificuldades de autores, percepções e opiniões de avaliadores e editores foram baseadas na área da Saúde da Comunicação Humana. O guia foi organizado da seguinte forma: 1. Introdução e justificativa para a elaboração do material; 2. Apresentação e contextualização da pesquisa; 3. Recomendações gerais sobre preparação e avaliação de artigos; 4. Compilação das principais dificuldades dos autores sobre o processo de elaboração, submissão, avaliação e publicação de artigos científicos (baseada no questionário da Etapa 3); 5. Impressões dos avaliadores e editores de periódicos da área da Saúde da Comunicação Humana, sobre as dificuldades dos autores no processo de preparação e publicação de artigos científicos (baseadas nos questionários da Etapa 3); 6. Sugestão de periódicos científicos da área da Saúde da Comunicação Humana e áreas correlatas, para consulta e publicação (baseada no levantamento da Etapa 2); 7. Sugestão de livros sobre artigos científicos para consulta básica ou leitura com- 28 plementar (baseada no levantamento da Etapa 1); 8. Sugestão de páginas eletrônicas para consulta básica ou leitura complementar (baseada no levantamento da Etapa 1); 9.Referências. Sumário 1.Introdução e justificativa para a elaboração do material 2.Apresentação e contextualização da pesquisa 3.Recomendações gerais 4.As principais dificuldades dos autores 5.As impressões dos avaliadores e editores 6.Sugestão de periódicos científicos para consulta e publicação 7.Sugestão de livros sobre artigo científico 8.Sugestão de páginas eletrônicas 9.Referências Fontes consultadas Guia prático de recomendações para publicação científica Contém orientações para autores e pesquisadores iniciantes sobre elaboração, submissão e avaliação de artigos científicos, além de indicação de materiais para leitura e de revistas para publicação. Érica de Cássia Ferraz Ana Luiza G. P. Navas 29 2015 1. Introdução e justificativa para a elaboração do material A escrita científica é um gênero específico, empregado pelos pesquisadores, para divulgar o resultado das suas pesquisas. A linguagem utilizada em textos acadêmicos é formal e técnica. O objetivo de um autor é alcançar o maior número de leitores possível com as suas informações. Por sua vez, o objetivo do leitor é encontrar novidades, em uma leitura rápida e de acesso fácil. Com o crescente aumento do número de estudantes em cursos de nível superior e de pós-graduação no Brasil, o interesse pela pesquisa científica também tem crescido. Entretanto, a maior quantidade de pesquisadores e de artigos publicados não significa que as publicações sejam de qualidade. Com base nisso, o nível de exigência dos periódicos* e da concorrência nas publicações tem aumentado cada vez mais. Desta forma, a qualidade da escrita científica é pré-requisito e grande diferencial para a publicação de um artigo. Materiais bem escritos têm mais chance de serem lidos e citados. A Fonoaudiologia ainda publica pouco, se comparada a outras áreas como a Medicina e as Ciências Agrárias e Biológicas, por exemplo. Essas são ciências mais antigas, mas mesmo se compararmos a Fonoaudiologia à Fisioterapia, ficamos atrás em número de publicações. Pode haver diferentes motivos para o número reduzido de publicações. Um deles é a escassez de formação específica para a elaboração de artigos científicos. Os livros e manuais disponíveis são voltados para a redação científica de trabalhos acadêmicos em geral. Com a internacionalização dos periódicos científicos, há também um obstáculo adicional, que é a tradução dos manuscritos, para que estes possam ser acessados pela comunidade internacional, que dificilmente consulta os periódicos nacionais. 2. Apresentação e contextualização da pesquisa Este guia é resultado da dissertação de Mestrado de Érica de Cássia Ferraz, orientada pela Profa. Dra. Ana Luiza Navas, realizada no programa de Mestrado Profissional em Saúde da Comunicação Humana, da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, entre os anos de 2013 e 2015. O material foi desenvolvido a partir do interesse pessoal e profissional das autoras, pensando nas dúvidas e dificuldades dos atores envolvidos (autores, avaliadores e editores) no processo de comunicação científica, desde a preparação até a publicação do manuscrito. A intenção foi elaborar um guia prático, de acesso e leitura fáceis, para auxiliar pesquisadores iniciantes na preparação de seus artigos para submissão, assim como para lidar com os trâmites do processo de avaliação e publicação do material, além de recomendar materiais de consulta na área da Saúde da Comunicação Humana. Procedimentos e fontes de consulta Foram consultadas livrarias online, bibliotecas virtuais, páginas eletrônicas, portais e bases de dados, livros e periódicos que contém material sobre “artigos científicos”. Foi realizado um levantamento sobre livros e páginas eletrônicas relacionadas a elaboração e publicação de “artigos científicos, e uma pesquisa dos periódicos indexados mais relevantes da área da Saúde da Comunicação Humana. Foram elaborados e aplicados questionários específicos a autores e potenciais autores, avaliadores e editores de periódicos científicos, com perguntas sobre o processo de elaboração, submissão e avaliação de artigos científicos, para identificar as principais dificuldades dessa população. Para a pesquisa de livros foram consultadas: - biblioteca virtual da Universidade de São Paulo (SIBi-USP - Portal de busca integrada) - versão online de livrarias comerciais: Livraria Cultura, FNAC, Livraria da Folha, Livraria Martins Fontes, Livraria Saraiva, Livraria UNESP. Para a pesquisa de páginas eletrônicas foi consultado um site de buscas (Google®). Para a pesquisa de periódicos foram consultadas: - Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), LILACS (via BVS), MEDLINE (via BVS), Portal de Periódicos CAPES, SciELO, Science Direct®, SCImago Journal Rank (SJR), Journal Citation Reports® (JCR), Elsevier®, Thomson Reuters® e Webqualis. Os questionários foram elaborados pelas autoras e aplicados a: - autores: alunos dos programas de pós-graduação stricto sensu da Fonoaudiologia e alunos 30 *Os termos “revista” e “periódico” estão sendo utilizados como sinônimos As sugestões foram baseadas na experiência das autoras, e as recomendações foram fundamentadas pela literatura específica, indicada e referenciada no guia. Essas recomendações foram embasadas nas respostas de autores e potenciais autores, avaliadores e editores de periódicos científicos da área da Saúde da Comunicação Humana a um questionário elaborado especialmente para a pesquisa, com perguntas de múltipla escolha, em relação às diversas etapas do processo de preparação e publicação de artigos científicos. O guia apresenta a visão dos autores e as impressões de avaliadores e editores em relação aos mesmos aspectos e contêm, ainda, indicações de leitura (livros e sites) sobre “artigo científico” e assuntos relacionados, e de revistas científicas para publicação. As sugestões de estilo e formatação foram baseadas em revistas da área da saúde, já que cada área costuma adotar padrões diferentes. Por exemplo, as revistas da saúde utilizam o Vancouver Style para a formatação das referências, enquanto a maioria das revistas da área de humanas usa as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). As recomendações específicas, como sugestão de periódicos, dúvidas de autores, comentários de avaliadores e editores foram baseadas na área da Saúde da Comunicação Humana. dos programas de pós-graduação stricto sensu do Instituto de Biociências (Ciências Biológicas) da USP-SP; - avaliadores: fonoaudiólogos brasileiros, membros do corpo editorial e consultores ad-hoc, das quatro revistas nacionais da Fonoaudiologia: Audiology – Communication Research (ACR), CoDAS, Revista CEFAC e Revista Distúrbios da Comunicação (DIC); - editores: dos periódicos nacionais e internacionais selecionados. Os critérios de busca, de inclusão, a caracterização completa dos participantes e a organização dos dados estão disponíveis na dissertação (Ferraz EC. Recomendações para publicação científica em Saúde da Comunicação Humana [dissertação]. São Paulo: Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo; 2015). Caracterização da amostra A caracterização dos participantes (alunos, avaliadores e editores) que responderam os questionários segue na Tabela 1. Tabela 1. Participantes convidados e que responderam o questionário Participantes Convidados Respostas %* Alunos (total) 716 283 39,52% Fonoaudiologia 466 158 33,9% Ciências Biológicas 250 126 50,4% Avaliadores 266 144 54,13% Editores (total) 73 16 21,91% Nacionais 15 5 33,33% Internacionais 58 11 18,96% *Valores arredondados 3. Recomendações gerais Pré-requisitos para a submissão de um artigo 1. Selecione a revista de interesse para enviar seu artigo. Determine quais são os objetivos com o artigo e que público você quer atingir. Pense na relevância, na inovação e na abrangência do seu estudo. Pesquise, converse com colegas, pergunte ao seu orientador, peça indicações se tiver dúvidas. 2. Acesse a página (site) oficial da revista e tenha certeza de consultar a página atualizada. Às vezes, há informações sobre a revista em endereços diferentes, e nem sempre elas são atualizadas em todos eles. Você pode correr o risco de elaborar um tipo de artigo que a revista não aceita mais. Fique atento(a) a isso. 3. Leia as normas da revista (Instruções aos autores). Cada revista tem normas específicas e que devem ser seguidas. Elas existem para padronizar e facilitar as informações. Pode ser trabalhoso, cansativo e demorado consultá-las, mas vai te poupar tempo depois. Verifique o objetivo e os procedimentos editoriais da revista, que tipo de artigo ela publica, em qual idioma, quais são os padrões de formatação etc. Dê atenção aos detalhes: tipo e tamanho de letra (fonte), espaçamentos, alinhamentos, uso de negrito/itálico, emprego de letras maiúsculas e minúsculas, número máximo de palavras, tabelas e de referências permitidas, título das seções de cada tipo de artigo (por exemplo, para Artigos Originais: Introdução, Métodos, Resultados etc), padrão de formatação das referências, como apresentar tabelas e figuras etc. A apresentação (forma) do texto é tão importante quanto o conteúdo e cuidar deste aspecto demonstra atenção e interesse dos autores. Em algumas revistas, os artigos são rejeitados imediatamente quando não atendem esses padrões. 4. Prepare o artigo focando em determinada revista. Lembre-se dos seus objetivos com o artigo e do público que quer atingir. Conhecer o escopo da revista, os tipos de artigo ela publica, quais são os requisitos de preparação do manuscrito etc. faz com que o trabalho seja elaborado especialmente para determinado periódico. Isso demonstra atenção, cuidado e interesse dos autores e é valorizado pelos avaliadores e editores. 5. Se a revista que você escolheu não publica o tipo de artigo que você pretende enviar ou se você mudar de ideia e decidir enviar o artigo já preparado para uma revista diferente, não perca tempo. Volte ao item 1, procure outra revista, leia as normas e faça as adaptações necessárias. Não adianta enviar, por exemplo, um relato de experiência para uma revista que só publica artigos de pesquisa. 6. Escreva o artigo. Consulte suas anotações e materiais sobre escrita e redação científica. Redija um texto inicial, com as suas palavras e vá acrescentando informações aos poucos. 7. Após a elaboração do manuscrito, revise o texto, acrescente informações importantes e retire as que não são relevantes. Tenha em mente que objetividade e concisão são valorizadas neste processo. 31 Reveja a ortografia e a gramática. Erros de ortografia, gramática ou de digitação transmitem a impressão de desleixo do autor e induzem à perda de credibilidade. Levam os editores e avaliadores a pensar: “Será que realmente foi um erro de digitação ou o trabalho contém erros na execução da pesquisa? Será que os outros valores apresentados estão corretos?” Um texto descuidado pode ser considerado como desrespeitoso com o tempo e com a dedicação dos avaliadores e editores. 8. Verifique e providencie os documentos necessários. Geralmente as revistas solicitam: uma carta assinada por todos os autores, que contenha o título do artigo e a permissão deles para publicar o artigo, caso seja aprovado; cópia da aprovação do comitê de ética em que a pesquisa foi realizada; cópia da autorização dos participantes da pesquisa caso sejam divulgadas suas imagens; declaração sobre conflito de interesses na pesquisa e contribuição de cada autor na elaboração do artigo. Tenha tudo isso pronto antes de iniciar a submissão do artigo. 9. Tire suas dúvidas sobre o preparo e o envio do artigo. Veja os artigos publicados no último fascículo da revista que você pretende enviar o seu trabalho. Caso as normas não contenham todas as informações que você precisa, entre em contato com a secretaria editorial, por e-mail ou por telefone. Solucione todas as suas dúvidas antes de submeter o artigo à avaliação, sejam sobre formatação, envio de documentos, prazos etc. Isso também mostra interesse e cuidado, além de agilizar o início do processo de avaliação. 10. Envie o artigo. Cadastre-se no sistema de submissão ou envie os arquivos para o endereço de contato da revista. Crie uma pasta no seu computador e salve uma cópia dos arquivos e versões enviadas. Lembre-se que, a partir da submissão, toda comunicação sobre o artigo será feita somente por escrito. Outras recomendações Registre suas ideias. Mantenha uma pasta no computador, um caderno ou uma lista no celular só para as anotações sobre o seu trabalho. Ideias, frases, referências, o que escrever ou como escrever. Vá registrando aos poucos e consulte depois. Torne a redação do seu artigo uma atividade prazerosa, mesmo que você não goste ou não tenha muita experiência com a escrita científica. Habilidade se treina e se conquista. Planeje-se e organize-se. Separe um tempo por dia, por mínimo que seja, para “pensar sobre” o seu artigo. Não submeta o artigo a várias revistas ao mesmo tempo. Ao submeter o artigo para avaliação em uma revista, você assina e envia um documento dizendo que o artigo nunca foi publicado antes e que não foi submetido a outras revistas. Você deve cumprir esse acordo e enviar o manuscrito apenas Sobre descritores, referências e manuais de estilo Os descritores (unitermos ou palavras-chave) são os termos que identificam o conteúdo e indexam o artigo nas bases de dados*. As revistas da área da saúde utilizam dois sistemas localizadores de descritores: o Medical Subject Headings (MeSH) (http://www.nlm.nih.gov/mesh/) ou Descritores em Ciências da Saúde (DeCS) (http://decs.bvs.br/). O mais conhecido no Brasil é o DeCS, que apresenta os termos em português, com os correspondentes em inglês e espanhol. Antes de enviar o seu artigo, verifique nas normas se a revista utiliza algum desses sistemas. Consulte os localizadores para informar os descritores do seu artigo. Faça tentativas com termos que você considera pertinentes. Se a revista não informar sobre os descritores, você pode fornecer as palavras-chave que considerar relevantes. As referências utilizadas devem ser citadas no texto e listadas corretamente no final do artigo. Algumas revistas exigem o padrão de citação numérica (em que o nome dos autores não aparece no texto) e outras, a citação nominal (em que o sobrenome dos autores e a data da publicação aparece no texto). Para a lista de referências, podem ser utilizados diferentes padrões. Verifique nas normas da revista, qual é o exigido. As revistas da área da saúde costumam utilizar um padrão chamado Vancouver Style (disponível em: https://www.library.uq.edu.au/training/citation/vancouv.pdf) para a normalização da lista de referências. As revistas de humanas costumam utilizar as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) (disponível em: http://www.abnt.org.br/). Em todas as referências, sejam de livros, teses, artigos, eventos científicos ou páginas eletrônicas é importante apresentar a informação completa, para que o leitor interessado possa ter acesso ao material citado, a partir dos dados fornecidos. Existe uma ordem pré-definida para a descrição de cada informação que compõe a referência (por exemplo: autores, título do trabalho, edição, ano etc), que varia de acordo com o tipo de trabalho (livro, tese, artigo). Sendo assim, tais informações não devem ser digitadas em ordem aleatória na referência. Para referenciar artigos de revistas científicas, utiliza-se o título do periódico abreviado. Essa abreviação também é pré-definida e deve seguir os padrões, para evitar erros de citação. Os títulos abreviados 32 *De forma simplificada e resumida, pode-se dizer que bases de dados são fontes de pesquisa que disponibilizam artigos científicos de diversas revistas, de todas as áreas do conhecimento. Algumas têm acesso gratuito e oferecem o artigo na íntegra, outras não. para a revista que mais te interessa. Somente se o artigo não for aprovado ou se os autores retirarem o manuscrito de uma revista, ele pode ser submetido a outro periódico. Lembre-se que o artigo científico é um produto da sua pesquisa. Jamais copie trechos (de conteúdo e de formato) do seu TCC, monografia, dissertação ou tese para enviar no artigo. Cada tipo de trabalho tem objetivos, funções e públicos (leitores) diferentes. Eles devem ser adaptados para cada situação. Os agradecimentos, por exemplo, são diferentes em artigos e trabalhos acadêmicos. Além disso, copiar trechos, sejam de sua autoria ou de outros autores, sem citar o autor original configura plágio, o que é altamente condenável. Quem comete plágio, intencionalmente ou não, pode ser punido, perder título, ser descredenciado de instituições científicas etc. Muito cuidado! aparecem nas bases de dados. Atualmente existem programas de gerenciamento bibliográfico como Mendeley® (gratuito) e EndNote® (pago), que auxiliam a organização das referências. Algumas revistas científicas internacionais recomendam manuais de estilo e formato científico, para auxiliar os autores: Chicago Manual Style (disponível em: http://www.chicagomanualofstyle. org/home.html) e Scientific Style and Format of Council of Science Editors (CSE) (disponível em: http://www.councilscienceeditors.org/publications/scientific-style-and-format/). Sobre o fluxo editorial 1. Quando enviar seu artigo, você deve receber uma confirmação sobre a submissão e um número de processo. Guarde esse número, pois ele é a identificação do seu manuscrito. 2. O artigo será conferido pela secretaria editorial da revista em relação ao cumprimento das normas e envio de arquivos e documentos. Cada revista tem um prazo diferente para isso. 3. Se o artigo estiver de acordo com as normas, será encaminhado aos editores e avaliadores. Caso esteja faltando alguma informação ou o manuscrito não atenda as normas, provavelmente será devolvido aos autores para adequação ou, em alguns casos, pode ser rejeitado imediatamente, por esse motivo. Lembre-se que é obrigação do autor enviar o artigo nas normas. Em caso de dúvidas, consulte sempre a secretaria editorial. 4. O editor avalia a pertinência do artigo em relação ao escopo da revista, a originalidade da pesquisa e à contribuição do estudo. Se ele considerar relevante, envia para os avaliadores. Se o material não atender algum dos critérios, pode ser rejeitado. 5. Os avaliadores (geralmente dois) também verificam a originalidade e a contribuição da pesquisa e, por serem especialistas na área de interesse do artigo, emitem seus pareceres em relação ao conteúdo e à forma do artigo. Alguns enfatizam mais um aspecto do que outro. Assim como alguns são mais exigentes do que outros. Depende da característica do avaliador. Esteja preparado(a) para os dois tipos de comentários. Nesta etapa, podem ocorrer imprevistos como o avaliador não aceitar a análise do artigo, não responder ou atrasar o envio do parecer. Essa situação interfere em todo o processo e não é bom para o autor e nem para a revista. 6. Quando os avaliadores emitem seus pareceres, o editor recebe os comentários e toma uma decisão em relação ao artigo. Tal decisão pode ser aceitar o artigo, sugerir correções simples ou extensas, ou rejeitar o artigo. A decisão final, na maioria das revistas, é do editor. Em caso de opiniões divergentes entre os avaliadores, um terceiro revisor é consultado. Nessa situação é acrescentado um tempo extra de análise. 7. Os autores então recebem os pareceres e/ou os comentários do editor. A maioria dos artigos sempre precisa de alguma correção, por mais simples que seja. Elas devem ser atendidas, sempre que possível e, no caso de impossibilidade (como por exemplo, aumentar o número de sujeitos na pesquisa), devem ser devidamente justificadas (nos artigos que não foram rejeitados). 8. Após as correções, os autores devem reenviar o artigo para nova análise e o processo recomeça. Podem ser necessárias algumas rodadas de avaliação até a aprovação (ou rejeição) do manuscrito. Orientações para o processo de avaliação (e reavaliação) do artigo Como a comunicação entre autor/editor/avaliador é feita por escrito, todas as informações devem ser bem detalhadas e justificadas, para evitar falhas de compreensão. Procure sempre responder os questionamentos dos avaliadores e editores. Argumente, explique o ponto de vista dos autores. Pergunte à secretaria editorial onde você deve enviar essas respostas e justificativas, se no próprio artigo ou em um arquivo separado. Se a revista permitir, envie as modificações destacadas (em cor diferente, por exemplo), para facilitar a tarefa do editor/avaliador. Essas sugestões simples economizam tempo de quem vai ler o artigo corrigido. Seja educado(a), cordial e pontual nas suas respostas e justificativas. Agradeça as sugestões recebidas! Lembre-se que os editores e avaliadores (especialmente das revistas nacionais) colaboram voluntariamente com as revistas, e têm a intenção de contribuir positivamente para a publicação de seu trabalho. As revistas têm prazos diferentes para cada etapa do processo de avaliação. Faças as alterações necessárias no artigo e envie assim que possível. Cumpra os prazos e, se forem insuficientes, pergunte à revista (com antecedência) sobre a possibilidade de prorrogação. Não ignore ou deixe de responder algum comentário ou sugestão dos avaliadores/editores. Quando eles enviam uma pergunta e não recebem resposta, consideram que os autores ignoraram sua solicitação e, talvez não dediquem mais tempo ou atenção a esse artigo. Após a aprovação do artigo Quando seu artigo for aceito, você deve receber uma mensagem de notificação. A partir desta etapa, será iniciada a fase de revisão ortográfica/gramatical e técnica do manuscrito. A maioria das revistas faz esses procedimentos internamente e depois envia a versão final para a aprovação dos autores e para ajustes finais. Algumas revistas brasileiras, que publicam o artigo em Português e em Inglês, solicitam que os autores providenciem a versão em Inglês. Essa tradução deve ser equivalente à versão em Português e realizada por profissional capacitado. A qualidade da tradução deve ser muito boa. É por meio dela que leitores de outros países terão acesso ao seu artigo. Se a tradução não for satisfatória, dificilmente sua pesquisa será lida. Existem diversas empresas que fazem tradução e/ou revisão de artigos e trabalhos científicos. Antes de enviar o seu trabalho para tradução, pesquise sobre a empresa e peça indicações, se tiver dúvidas. 33 4. As principais dificuldades dos autores A pergunta a seguir foi feita a alunos, e adaptada para avaliadores e editores responderem, em relação à impressão dos mesmos sobre as dificuldades dos autores na elaboração e submissão de artigos científicos. Avaliadores e editores nem sempre têm acesso direto às dúvidas dos autores sobre formatação/normalização, submissão e envio de documentos, já que estes procedimentos podem não fazer parte de sua rotina editorial. Sendo assim, a percepção sobre esses itens pode ser divergente da opinião dos alunos. A porcentagem de respostas segue detalhada nas tabelas. Foram considerados os maiores valores absolutos como resposta de cada grupo. As recomendações e sugestões de leitura são baseadas nas seções 7 e 8 do guia. Nos itens de 1 a 19, assinale a opção mais adequada (extremamente fácil, fácil, nem fácil nem difícil, difícil, extremamente difícil) em relação ao seu nível de dificuldade durante a elaboração e a submissão de um artigo: 1. Redação do texto (ortografia/gramática, vocabulário, escrita científica) Alunos Alunos Ciências Fonoaudiologia Biológicas (%) (%) Extremamente fácil 6 6 4 Fácil 34 21 Nem fácil nem difícil 37 37 Difícil 22 Extremamente difícil 2 Opções de resposta Editores Editores nacionais internacionais (%) (%) 20 17 13 0 33 36 80 17 32 26 0 17 4 20 0 8 Avaliadores (%) Recomendação: a redação do texto não parece ser uma dificuldade para os alunos. Entretanto, a escrita científica é um gênero específico e praticar é sempre importante. Ler trabalhos acadêmicos, materiais sobre redação científica, artigos de outras áreas e redigir textos científicos pode auxiliar a aprimorar essa capacidade. Sugestão no guia: leitura dos livros indicados na seção 7. Consulta às páginas eletrônicas sobre: artigo científico, escrita científica, redação científica, comunicação e publicação científica (seção 8). 2. Definir o tipo de artigo (Artigo Original, Estudo de Caso, Artigo de revisão etc) Alunos Alunos Ciências Fonoaudiologia Biológicas (%) (%) Extremamente fácil 24 25 Fácil 37 46 Nem fácil nem difícil 28 Difícil 11 Extremamente difícil 1 Opções de resposta Editores Editores nacionais internacionais (%) (%) 39 60 67 36 40 8 19 20 0 17 8 4 0 0 1 0 0 0 Avaliadores (%) Os avaliadores e editores consideram que definir o tipo de artigo é “extremamente fácil”, no entanto os alunos julgam que é “fácil”. Recomendação: definir o tipo de artigo não foi considerada uma tarefa difícil pelos alunos. Em caso de dúvidas, é indicado ler diferentes tipos de artigos, de materiais sobre metodologia científica e normas de diversas revistas. Sugestão no guia: leitura dos livros 3 e 7. Para a maioria dos alunos que respondeu o questionário, a redação do texto foi considerada “nem fácil nem difícil”. Porém, 96% dos alunos da Fonoaudiologia e 89% das Ciências biológicas responderam, em outra questão, que se interessariam por uma disciplina específica sobre escrita científica/elaboração de artigos. A opinião dos avaliadores e editores nacionais coincidiu com a resposta dos autores. No entanto, para os editores internacionais, a redação do texto é “fácil” para os autores. 34 3. Definir as seções do artigo (Introdução, Métodos etc) Alunos Alunos Ciências Fonoaudiologia Biológicas (%) (%) Extremamente fácil 22 27 Fácil 49 52 Nem fácil nem difícil 20 Difícil 9 Extremamente difícil 0 Opções de resposta 5. Definir o título Editores Editores nacionais internacionais (%) (%) 36 60 67 Extremamente fácil 5 3 38 40 8 Fácil 29 13 15 21 0 17 Nem fácil nem difícil 30 6 4 0 0 Difícil 32 0 1 0 0 Extremamente difícil 4 Avaliadores (%) Os editores acreditam que definir as seções do artigo também seja uma tarefa “extremamente fácil”, e tanto alunos como avaliadores classificaram como “fácil”. Recomendação: as seções dependem do tipo de artigo, geralmente são pré-definidas pelas revistas. O ideal é consultar as normas da revista. Sugestão no guia: leitura do livro 4. 4. Definir o conteúdo de cada seção do artigo Alunos Alunos Ciências Fonoaudiologia Biológicas (%) (%) Extremamente fácil 9 10 25 Fácil 37 37 Nem fácil nem difícil 35 29 Difícil 18 Extremamente difícil 1 Opções de resposta Editores Editores nacionais internacionais (%) (%) 60 42 27 0 17 35 40 25 22 11 0 0 2 2 0 8 Avaliadores (%) Os alunos consideram “fácil” definir o conteúdo de cada seção do artigo. Os editores presumem que seja “extremamente fácil”. Opções de resposta Alunos Alunos Ciências Fonoaudiologia Biológicas Editores Editores nacionais internacionais (%) (%) (%) (%) 24 60 83 37 40 0 37 21 0 8 37 15 0 0 10 4 0 0 Avaliadores (%) Em relação ao título, houve divergência de opinião entre alunos, avaliadores e editores. Os alunos da Fonoaudiologia consideram “difícil” estabelecer o título do artigo e, entre os alunos das Ciências Biológicas, houve empate nas respostas “difícil” e “nem fácil nem difícil”. Os editores presumem que seja “extremamente fácil”. Recomendação: o título deve ser a última parte a ser definida no artigo. Existem três tipos de título, cada um com objetivo diferente: indicativo (informa o assunto da pesquisa sem esclarecer os resultados – não contém verbo), informativo (expõe o resultado do estudo e geralmente contém verbo) e interrogativo (é feito em forma de pergunta e indica o objetivo do trabalho). O mais comum é o título indicativo. Independente de qual tipo você escolher, o título sempre deve ser breve e representar fielmente o estudo. Não deve conter dados regionais como cidade, estado, instituição e deve ser evitado o uso de siglas. O título deve atrair o leitor. Se não for claro o suficiente, provavelmente seu artigo não será acessado. Leia o título de artigos de diferentes áreas ou de notícias e verifique se ele traduz fielmente o estudo ou a informação. Treine elaborando novos títulos, que você considere pertinentes, para os artigos. Sugestão no guia: leitura dos livros 1 e 4 e consulta às páginas eletrônicas sobre: artigo científico, escrita científica, redação científica, comunicação e publicação científica. Recomendação: utilizar exemplos da rotina e descrevê-los fazendo correspondência com as etapas do método científico, ler diferentes tipos de artigos e de materiais sobre metodologia científica, pode ser um bom treino para iniciantes. Sugestão no guia: leitura dos livros 1, 4, 5, 7, 9 e 11. Consulta às páginas eletrônicas sobre: artigo científico, escrita científica, redação científica, comunicação e publicação científica. 35 6. Elaborar o resumo Opções de resposta 7. Elaborar a introdução Alunos Alunos Ciências Fonoaudiologia Biológicas (%) (%) Avaliadores (%) Editores Editores nacionais internacionais (%) (%) Opções de resposta Alunos Alunos Ciências Fonoaudiologia Biológicas (%) (%) Avaliadores (%) Editores Editores nacionais internacionais (%) (%) Extremamente fácil 3 4 12 20 50 Extremamente fácil 5 2 13 20 42 Fácil 33 25 40 40 25 Fácil 25 23 35 60 25 Nem fácil nem difícil 36 43 22 40 17 Nem fácil nem difícil 42 40 31 20 0 Difícil 26 25 21 0 0 Difícil 25 29 18 0 0 Extremamente difícil 2 3 4 0 0 Extremamente difícil 3 4 3 0 25 O resumo foi considerado “nem fácil nem difícil” pelos alunos. Os avaliadores e editores nacionais supõe que seja “fácil”. Os alunos consideram que elaborar a introdução seja “nem fácil nem difícil”. Os avaliadores e editores nacionais acreditam que seja “fácil”. Recomendação: o resumo é outro aspecto muito importante do artigo, que também deve ser redigido no final. Depois do título, é a seção mais lida. Se o resumo não explicar corretamente o estudo, o restante do artigo provavelmente não será acessado. O resumo de um artigo é um critério de exclusão para o leitor. Assim como o título, existem diversos tipos de resumo e o formato pode variar de acordo com a revista. Verifique as normas. Escreva primeiro um resumo bem completo, abrangente, depois, vá refinando e tirando as informações que não são necessárias nessa seção. Por exemplo, no resumo não é necessário citar qual foi o tipo de estudo (exploratório, retrospectivo etc), quais foram os testes estatísticos utilizados (basta dizer: “os dados foram submetidos à estatística pertinente”) e nem o valor de p. A parte de resultados pode ser geral. Sugestão no guia: leitura do livro 4 e consulta às páginas eletrônicas sobre: artigo científico, escrita científica e redação científica. Recomendação: escreva a introdução com as suas palavras, com os itens que são importantes para a sua pesquisa. Depois, inclua as referências/citações que confirmam as suas afirmações. A introdução é o “caminho” que levou o autor à sua pergunta/dúvida e não deve ser extensa. Precisa conter os tópicos principais relacionados à pesquisa. Não deve ser apresentada com toda a revisão de literatura da área! Cite apenas as referências clássicas e as mais recentes. Evite citar trabalhos de conclusão de curso, monografias e teses. Dê preferência para os artigos resultantes desses trabalhos. Geralmente, o objetivo da pesquisa é apresentado no final da introdução. Sugestão no guia: leitura dos livros 2, 3, 4, 5, 7, 10. Consulta às páginas eletrônicas sobre: artigo científico, escrita científica e redação científica. 36 8. Definir o objetivo Opções de resposta 9. Descrever os métodos Alunos Alunos Ciências Fonoaudiologia Biológicas (%) (%) Avaliadores (%) Editores Editores nacionais internacionais (%) (%) Opções de resposta Alunos Alunos Ciências Fonoaudiologia Biológicas (%) (%) Avaliadores (%) Editores Editores nacionais internacionais (%) (%) Extremamente fácil 6 8 17 20 25 Extremamente fácil 6 13 4 20 8 Fácil 31 43 26 40 25 Fácil 32 53 12 20 42 Nem fácil nem difícil 45 34 35 20 8 Nem fácil nem difícil 31 24 39 20 25 Difícil 18 11 19 20 8 Difícil 28 9 34 40 8 Extremamente difícil 1 3 3 0 25 Extremamente difícil 3 1 11 0 8 As respostas em relação ao objetivo foram variadas entre os grupos. Para os alunos da Fonoaudiologia, definir o objetivo do estudo é “nem fácil nem difícil”. Os alunos das Ciências Biológicas acham “fácil”. Recomendação: o objetivo deve ser direto e sucinto. Informar o que foi estudado. Não deve conter dados da amostra como idade, gênero; nem de localidades (cidade, estado, escola, hospital) – a menos que a pesquisa seja epidemiológica. Protocolos, testes ou exames realizados também não devem ser citados no objetivo. É importante lembrar que a conclusão do estudo deve estar diretamente relacionada ao objetivo. Para treinar, leia o objetivo de diferentes artigos ou estudos e verifique se há relação com a conclusão. Sugestão no guia: leitura dos livros 1, 2, 3, 4, 10, 11 e 12. Consulta às páginas eletrônicas sobre: artigo científico, escrita científica e redação científica. A descrição dos métodos foi considerada “fácil” pelos alunos e editores internacionais, mas “difícil” para os editores nacionais. Recomendação: nos métodos devem ser descritos todos os procedimentos e instrumentos (testes, exames, questionários) utilizados para a coleta de dados da pesquisa. Escreva um texto completo, com o passo a passo da pesquisa, a partir da coleta de dados, de forma que o estudo possa ser replicado. Depois, exclua as informações que não são relevantes. Se necessário, crie subitens. É nesta seção que se inclui informações sobre aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa, termo de consentimento – quando necessários – características dos participantes, critérios de inclusão, métodos estatísticos utilizados. Não é necessário informar nome de programas estatísticos ou equipamentos, quando não forem essenciais para os resultados da pesquisa (por exemplo: os dados foram organizados em Excel®). Sugestão no guia: leitura dos livros 1, 3, 4, 5, 6, 7, 10 e 12. Consulta às páginas eletrônicas sobre: artigo científico, escrita científica, redação científica, ética em pesquisa. 37 10. Descrever os resultados Opções de resposta 11. Elaborar a discussão Alunos Alunos Ciências Fonoaudiologia Biológicas (%) (%) Avaliadores (%) Editores Editores nacionais internacionais (%) (%) Opções de resposta Alunos Alunos Ciências Fonoaudiologia Biológicas (%) (%) Avaliadores (%) Editores Editores nacionais internacionais (%) (%) Extremamente fácil 3 6 4 20 8 Extremamente fácil 0 1 1 0 8 Fácil 22 26 25 0 42 Fácil 7 4 5 20 33 Nem fácil nem difícil 37 38 38 40 8 Nem fácil nem difícil 15 16 17 20 8 Difícil 36 29 28 40 17 Difícil 59 56 50 20 17 Extremamente difícil 3 0 5 0 17 Extremamente difícil 18 23 27 40 25 A descrição dos resultados foi considerada “fácil” pelos editores internacionais e “nem fácil nem difícil” pelos demais grupos. Recomendação: separe os resultados por tópicos, para você se organizar e escrever um texto claro. Evite repetir o mesmo tipo de frase para relatar os dados. Devem ser apresentados somente os resultados que serão comentados na discussão (mesmo se o estudo tiver mais resultados). Não se deve repetir as mesmas informações em tabelas, figuras e no texto. Avalie a melhor forma de visualização dos dados e apresente, sem comentar. Se o objetivo do estudo não for caracterizar determinada população, as informações sobre a amostra não devem ser apresentadas nos resultados (e sim nos métodos). Esta seção geralmente não tem citação de literatura. Sugestão no guia: leitura dos livros 4, 5, 6, 10, 12. Consulta às páginas eletrônicas sobre: artigo científico, escrita científica e redação científica. Todos os alunos e os avaliadores julgaram a discussão como “difícil”. Os editores nacionais acham “extremamente difícil” e os internacionais consideram “fácil”. Recomendação: a discussão é a seção em que você vai interpretar os resultados do seu estudo e fazer relações com as pesquisas que já existem. É nessa seção que você vai demonstrar o seu domínio do estado da arte sobre o assunto pesquisado, ou seja, o domínio da literatura específica sobre o tema em questão. Trata-se de estabelecer uma “conversa (formal) com o leitor”, no contexto de um conhecimento científico já publicado. Imagine a discussão como um capítulo de “comentários”. Escreva um “rascunho” com as suas palavras sobre aspectos importantes do estudo, que foram observados e não foram apresentados em outras seções. Consulte novamente os resultados e comente sobre o que foi observado, de acordo com o tipo de análise do seu trabalho (qualitativa ou quantitativa); o que era esperado que acontecesse e se confirmou, o que era esperado e não se confirmou, o que não era esperado e aconteceu. Você pode até escrever sobre todos os aspectos do trabalho, para facilitar o seu entendimento. Entretanto, o texto final da discussão deve conter apenas os comentários sobre as informações apresentadas nos resultados. Pense e tente encontrar justificativas para as informações terem acontecido de uma forma e não de outra, por exemplo. Exponha, com uma linguagem científica, o seu ponto de vista. Lembre-se de não fazer afirmações que os resultados não confirmam. Você pode sugerir hipóteses, possibilidades. Não se deve repetir dados estatísticos nesta seção. A partir da literatura que você pesquisou, acrescente os dados, “encaixando” no texto o que outros autores verificaram de semelhante e de diferente da sua pesquisa. Estabeleça relações entre o seu estudo e o de outros autores. Fale sobre as limitações da sua pesquisa ou sobre algum aspecto que você percebeu que poderia ter sido feito de forma diferente, sobre a aplicação prática do seu estudo e sobre a perspectiva para próximos estudos sobre o assunto. Nesta seção, você é livre para direcionar o texto e o leitor para o caminho que você quer mostrar. Você pode, por exemplo, 38 comparar o método do seu estudo com o de outros pesquisadores, pode comentar sobre os resultados e sobre a própria discussão de outros artigos. É essencial referenciar as outras pesquisas. Peça sugestão de artigos com boas discussões ao seu orientador ou a alguém experiente. Ler discussões que não são exemplares pode confundir e dificultar o seu raciocínio. Sugestão no guia: leitura dos livros 3, 4, 5, 6, 7, 10, 11 e 12. Consulta às páginas eletrônicas sobre: artigo científico, escrita científica e redação científica. 12. Elaborar a conclusão Opções de resposta Alunos Alunos Ciências Fonoaudiologia Biológicas (%) (%) Avaliadores (%) Editores Editores nacionais internacionais (%) (%) Extremamente fácil 3 1 4 0 25 Fácil 21 10 12 20 8 Nem fácil nem difícil 41 40 30 20 17 Difícil 33 40 32 40 25 Extremamente difícil 3 9 21 20 17 Para os alunos a conclusão foi considerada “nem fácil nem difícil”. Porém, a mesma porcentagem de alunos das Ciências Biológicas acha a conclusão “difícil”, assim como os avaliadores e editores. Recomendação: a conclusão deve ser breve e direta. Deve responder o objetivo do estudo. Se o trabalho apresentar mais de um objetivo, todos devem ser respondidos. Por exemplo: se o objetivo de uma pesquisa é “verificar se há diferenças na escrita de crianças de diferentes faixas etárias”, uma conclusão possível seria “há diferenças na escrita de crianças dependendo da faixa etária”. Não se deve repetir o objetivo, nem dados de métodos (amostra, idade) ou de resultados na conclusão. Sugestão no guia: leitura dos livros 1, 3, 4, 5, 7, 10, 11 e 12. Consulta às páginas eletrônicas sobre: artigo científico, escrita científica e redação científica. 13. Selecionar artigos pertinentes ao seu estudo (referências) Alunos Alunos Ciências Fonoaudiologia Biológicas (%) (%) Extremamente fácil 4 11 Fácil 18 33 Nem fácil nem difícil 32 35 Difícil 39 17 Extremamente difícil 6 2 Opções de resposta Editores Editores nacionais internacionais (%) (%) 6 20 33 31 40 33 36 20 25 22 20 0 5 0 0 Avaliadores (%) Os alunos da Fonoaudiologia acham difícil selecionar as referências pertinentes ao estudo. O grupo de Ciências Biológicas considera “nem fácil nem difícil” e os editores acreditam ser “fácil” ou “extremamente fácil” (editores internacionais). Recomendação: lembre-se que conhecer a literatura sobre o tema de interesse deve ser o início de um trabalho científico. A partir desse conhecimento é que a sua pergunta ou o objetivo do trabalho vai surgir e a metodologia será delineada. Comece com uma busca ampla da literatura e vá refinando aos poucos. Se o objetivo do seu trabalho for pesquisar sobre a leitura de crianças, por exemplo, procure artigos sobre leitura e sobre crianças (só leitura; leitura em crianças). Selecione artigos sobre desenvolvimento e aprendizado da leitura, da leitura em diferentes idiomas, com crianças de diferentes faixas etárias etc. Utilize os descritores para pesquisar as referências nas bases de dados. Refine a busca, de acordo com o seu interesse. Selecione os artigos pelo título, depois pelo resumo. Guarde os mais relevantes. Pode ser que você não use todos da sua lista, mesmo que eles sejam interessantes. Se tiver dúvidas quanto à relevância, guarde. Depois, em outro momento você revê e decide se ele fica ou não. Sugestão no guia: leitura do livro 4 e consulta às páginas eletrônicas sobre: artigo científico, escrita científica e redação científica. 39 14. Adequar o artigo ao escopo da revista Opções de resposta 15. Entender ou atender as normas da revista Alunos Alunos Ciências Fonoaudiologia Biológicas (%) (%) Avaliadores (%) Editores Editores nacionais internacionais (%) (%) Opções de resposta Alunos Alunos Ciências Fonoaudiologia Biológicas (%) (%) Avaliadores (%) Editores Editores nacionais internacionais (%) (%) Extremamente fácil 3 2 20 20 17 Extremamente fácil 4 6 16 20 33 Fácil 15 20 35 20 42 Fácil 15 34 32 20 17 Nem fácil nem difícil 30 37 31 20 25 Nem fácil nem difícil 34 35 32 20 25 Difícil 42 37 13 40 8 Difícil 39 23 17 40 17 Extremamente difícil 9 5 1 0 0 Extremamente difícil 8 2 4 0 0 A questão sobre o escopo da revista foi considerada “difícil” pelos alunos e editores nacionais. No entanto, a mesma proporção de aluno das Ciências Biológicas julga “nem fácil nem difícil” adequar o artigo ao escopo da revista. Os avaliadores e editores internacionais acreditam que esse tópico seja “fácil”. Recomendação: o escopo é descrito nas normas de cada revista. Varia de uma para a outra e tem relação com a área de abrangência, com o tipo de artigo e com o público alvo da revista. Não adianta enviar um artigo qualitativo, por exemplo, para uma revista que só publica estudos quantitativos. Ou ainda, enviar um artigo de química para um periódico de psicologia, pois dificilmente ele será avaliado. Leia o escopo da revista antes de elaborar ou de enviar o seu artigo. Consulte os artigos recentes que foram publicados. Sugestão no guia: leitura do livro 4. Os alunos da Fonoaudiologia e os editores nacionais consideram “difícil” para os autores entenderem ou adequarem seus artigos às normas das revistas. Os outros grupos acham fácil ou indiferente. Recomendação: as normas contêm informações de diferentes aspectos da revista. Geralmente incluem o escopo, a política e o processo editorial (como é o fluxo de avaliação), forma e estrutura dos artigos, documentos exigidos e como é o processo de submissão. São elaboradas com base em recomendações de comissões internacionais e de ética em pesquisa. Alguns periódicos indicam, detalhadamente, os padrões específicos de formatação do artigo, outros apenas sugerem que os autores consultem os guias de estilo. As instruções aos autores existem para facilitar (e não para dificultar!) a elaboração e a submissão de um artigo. Caso você tenha dificuldades em entender as normas ou não consiga localizar uma informação recomendada, entre em contato, por e-mail ou telefone com a secretaria da revista. Esclareça suas dúvidas antes de submeter seu trabalho. Lembre-se que enviar o artigo nas normas é obrigação do autor e demonstra atenção e cuidado. Algumas revistas rejeitam imediatamente os artigos que não se adequam às exigências, e outras, devolvem o material para correção, quantas vezes forem necessárias, até que ele atenda todos os requisitos. Veja as normas de várias revistas, de diferentes áreas, para entender melhor quais são as exigências mais comuns. Sugestão no guia: ver item “pré-requisitos para a submissão de um artigo” em “recomendações gerais” (seção 3). 40 16. Formatar o artigo 17. Submeter o artigo Alunos Alunos Ciências Fonoaudiologia Biológicas (%) (%) Extremamente fácil 11 10 Fácil 27 34 Nem fácil nem difícil 32 Difícil 26 Extremamente difícil 4 Opções de resposta Editores Editores nacionais internacionais (%) (%) 30 40 58 35 0 17 39 22 40 15 12 0 2 1 20 Avaliadores (%) Alunos Alunos Ciências Fonoaudiologia Biológicas (%) (%) Extremamente fácil 10 10 Fácil 28 30 8 Nem fácil nem difícil 31 8 Difícil 27 0 Extremamente difícil 4 Opções de resposta Editores Editores nacionais internacionais (%) (%) 30 40 58 36 20 17 42 22 20 0 15 11 20 17 2 1 0 0 Avaliadores (%) Os alunos acham que formatar o artigo é “nem fácil nem difícil”. Entretanto, a visão dos editores é que seja “extremamente fácil” para os autores. Para os alunos, submeter o artigo é “nem fácil nem difícil”. Os editores, entretanto, consideram “extremamente fácil”. Recomendação: a formatação do artigo depende das normas adotadas por cada revista. Apesar de algumas pessoas dizerem o contrário, a forma é tão importante quanto o conteúdo. Dê atenção e gaste tempo com os detalhes também: tipo e tamanho de letra (fonte), espaçamentos, alinhamentos, uso de negrito/itálico, emprego de letras maiúsculas e minúsculas, número máximo de palavras, tabelas e referências permitidas, título das seções de cada tipo de artigo, padrão de formatação das referências, como apresentar tabelas e figuras etc. Além de demonstrar atenção e interesse dos autores, enviar o seu artigo de acordo com os padrões exigidos agiliza o processo de revisão. Há diversos manuais de normalização e guias de estilo disponíveis. Eles podem ser consultados, mas lembre-se de atender às recomendações específicas da revista. Sugestão no guia: ver “guias de estilo” no item “sobre descritores, referências e guias de estilo”, em “recomendações gerais” (seção 3). Recomendação: a submissão do artigo depende da forma ou do sistema de envio adotado por cada revista. Atualmente, a maioria dos periódicos só aceita artigos enviados por meio de sistema de submissão online. Outros ainda aceitam trabalhos por e-mail. A informação sobre a forma de envio consta nas normas ou na página oficial da revista. Em caso de dúvidas sobre a submissão, entre em contato com a secretaria editorial do periódico. Sugestão no guia: ver “recomendações gerais” (seção 3). 41 18. Enviar documentos suplementares (tabelas, figuras, cover letter etc) Opções de resposta Alunos Alunos Ciências Fonoaudiologia Biológicas (%) (%) Avaliadores (%) 19. Elaborar tabelas e gráficos Editores Editores nacionais internacionais (%) (%) Opções de resposta Alunos Alunos Ciências Fonoaudiologia Biológicas (%) (%) Avaliadores (%) Editores Editores nacionais internacionais (%) (%) Extremamente fácil 6 9 25 20 42 Extremamente fácil 4 9 18 40 58 Fácil 28 31 37 40 33 Fácil 24 29 23 0 17 Nem fácil nem difícil 39 45 27 20 8 Nem fácil nem difícil 35 37 32 40 8 Difícil 22 13 10 0 8 Difícil 29 23 24 0 8 Extremamente difícil 5 2 2 20 0 Extremamente difícil 8 2 3 20 0 O envio de documentos suplementares também é “nem fácil nem difícil” para os alunos. Recomendação: cada revista tem suas particularidades com relação aos arquivos e documentos suplementares. Algumas exigem que tabelas e figuras sejam enviadas em arquivos separados, outras, que sejam enviadas no mesmo arquivo do texto. Para atender às orientações específicas, é necessário consultar as normas da revista e seguir as recomendações. Em caso de dúvidas ou dificuldades, entre em contato com a secretaria editorial. Sugestão no guia: ver “recomendações gerais” (seção 3). A elaboração de tabelas e gráficos foi considerada “nem fácil nem difícil” para alunos, avaliadores e editores nacionais. Os internacionais acreditam ser “extremamente fácil” para os autores. Recomendação: a partir da decisão de apresentar dados em tabelas e gráficos, eles devem ser bem descritos. Nas tabelas (e quadros), todas as colunas devem ter cabeçalho, indicando a que se referem as informações. Tanto as tabelas quanto os gráficos devem conter título breve, autoexplicativo, sem a necessidade de indicar ano, grupos, testes estatísticos ou de descrever as variáveis da tabela. Essas informações podem aparecer no rodapé, junto com a legenda, caso sejam utilizadas siglas. No rodapé deve ser indicado também o teste estatístico aplicado e o valor de significância adotado. Se alguma informação citada na tabela ou gráfico for de alguma outra pesquisa, é necessário indicar a fonte. 42 As próximas duas perguntas foram feitas apenas aos alunos. A primeira é específica sobre o processo de avaliação (correção) e a outra se refere aos ajustes após a aprovação do artigo. Seguem as respostas de cada grupo e as recomendações. informações é produtiva e leva os dois lados à reflexão. Sugestão no guia: ver item “orientações para o processo de avaliação (e reavaliação) do artigo” em “recomendações gerais” (seção 3). Assinale a(s) dificuldade(s) que você já encontrou durante a correção de um artigo: Dificuldades Dificuldades em entender o parecer recebido (sugestões dos editores e/ou avaliadores) Assinale a solicitação que foi mais difícil de atender, após a aprovação do seu artigo: Alunos Alunos Ciências Fonoaudiologia (%) Biológicas (%) 32 21 Dificuldade em atender as solicitações dos avaliadores (rever redação, atualizar as referências, aumentar a amostra, análise Modificações de conteúdo (sentido do texto – redação, conceitos, terminologias etc) Modificação de estrutura (forma do texto – letra, espaçamento, 34 24 estatística etc) Receber novas solicitações a cada rodada de avaliação, não sugeridas Dificuldades tabelas, gráficos etc) Atualização de referências Alunos Alunos Ciências Fonoaudiologia (%) Biológicas (%) 22 29 3 3 9 2 Formatação geral 7 6 Não tive dificuldades 17 17 35 Não recebi nenhuma solicitação após a aprovação 8 6 8 10 Meu artigo ainda não foi aprovado 9 9 Não tive dificuldades 9 14 Outra 6 6 Ainda não recebi o artigo para corrigir 6 2 Outra 3 2 20 18 Não concordar com o parecer recebido 27 Cumprir o prazo estabelecido anteriormente As duas dificuldades mais citadas pelos alunos da Fonoaudiologia em relação à correção de um artigo foram relacionadas a atender as solicitações dos avaliadores e a entender as sugestões de modificações. Já para os alunos das Ciências Biológicas, o mais difícil é concordar com o parecer recebido. Recomendação: na etapa de correção do manuscrito é importante entender o que o avaliador sugere que seja feito, para evitar falhas na comunicação. Se tiver dúvidas, entre em contato com a secretaria da revista e informe que você não entendeu todas as solicitações dos avaliadores, antes de iniciar as correções. Pergunte se é possível solicitar que ele esclareça as suas dúvidas e siga as recomendações da revista. Sempre responda às solicitações dos avaliadores, dizendo se foram realizadas, e justifique aquelas que não forem feitas. Deve existir comunicação entre o autor e o avaliador/editor. No caso de não concordar com o parecer recebido, você pode proceder da mesma forma, fundamentando e justificando o seu ponto de vista e explicando porque não concorda com as sugestões do avaliador/editor. Eles podem entender e aceitar ou não a sua posição. Essa troca de Após a aprovação do artigo, a parte mais difícil para todos os alunos consultados são as modificações de conteúdo do texto. Recomendação: depois que um artigo é aceito, geralmente não são solicitadas alterações muito extensas de conteúdo. Entretanto, enquanto o texto não estiver de acordo com os padrões e as exigências da revista e do editor, ele não será publicado. Tente atender todas as solicitações e envie o mais rápido possível. Pergunte se tiver dúvidas. Sugestão no guia: ver item “após a aprovação do artigo” em “recomendações gerais” (seção 3). 43 5. As impressões dos avaliadores e editores Quando perguntado aos avaliadores e editores sobre a impressão deles em relação às dificuldades dos autores sobre o processo de avaliação (correção), em escala de 1 a 5, em que 1 significa “pouca dificuldade” e 5 indica “muita dificuldade”, as respostas foram: Atender as solicitações dos avaliadores 3 4 5 1 2 3 4 5 Muita 2 Pouca 1 dificuldade Muita 5 Muita 4 Pouca 3 dificuldade 2 dificuldade Pouca Grupos 1 dificuldade Perguntas Aceitar o parecer recebido dificuldade avaliadores) dificuldade Entender o parecer (sugestões dos editores e/ou Avaliadores 6% 35% 28% 23% 8% 14% 25% 36% 18% 6% 17% 27% 32% 19% 4% Editores nacionais 20% 20% 60% 0 0 20% 0 80% 0 0 20% 20% 60% 0 0 Editores internacionais 25% 33% 17% 17% 0 25% 50% 8% 8% 0 50% 25% 8% 8% 0 Os avaliadores e editores acreditam que entender e aceitar o parecer, assim como atender às solicitações não sejam itens extremamente fáceis nem extremamente difíceis. Somente os editores internacionais consideram que aceitar o parecer recebido seja um item de pouca dificuldade para os autores. Recomendação: o processo de publicação implica em apresentar seu trabalho à comunidade científica. Você deve aceitar as críticas e entender que o avaliador tem a intenção de ajudar que o artigo fique ainda melhor. Caso não concorde com o parecer, justifique, sempre embasado na literatura especializada. Recorra ao editor em última instância. Sugestão no guia: ver item “orientações para o processo de avaliação (e reavaliação) do artigo” em “recomendações gerais” (seção 3). 44 Quando perguntado aos avaliadores e editores sobre a impressão deles em relação às falhas (ou aos principais motivos que rejeitam ou rejeitariam um artigo), em escala de 1 a 5, em que 1 significa “pouco frequente” e 5 indica “muito frequente”, eles responderam: Não se enquadrar no escopo da revista Não ser original/inovador Não apresentar contribuições para a área 4% 8% 29% 25% 18% 13% 19% 32% 2% 10% 3 4 0 40% 40% 0 20% 19% 0 0 40% 40% 25% 10% 0 0 60% 25% 37% 26% 20% 40% 5 8% 25% 25% 8% 25% 20% 0 17% 33% 25% 17% 40% 0 8 17% 25% 17% 25% 40% 0 0 50% 25% 8% 0 8% Muito 2% 1 frequente 10% 2 Muito 27% 5 frequente 4 frequente 3 frequente 58% 1 Editores internacionais 2 Muito 5 Pouco 4 frequente 3 Pouco 2 frequente 1 Perguntas Editores nacionais Pouco Avaliadores Problemas na redação do texto (ortografia/gramática, escrita científica) Problemas com a amostra 6% 4% 30% 43% 17% 20% 20% 0 40% 20% 17% 42% 25% 0 8% Falhas conceituais 4% 23% 29% 34% 10% 0 20% 40% 20% 20% 8% 25% 25% 17% 17% Falhas metodológicas 1% 9% 32% 32% 27% 0 0 60% 20% 20% 17% 8% 33% 25% 8% Falhas estatísticas 10% 19% 36% 23% 12% 20% 20% 20% 20% 20% 25% 25% 33% 8% 0 Discussão insuficiente 1% 5% 28% 39% 27% 0 20% 40% 20% 20% 8% 0 50% 17% 17% 3% 16% 31% 33% 18% 0 20% 40% 40% 0 17% 8% 42% 8% 17% 11% 39% 26% 15% 9% 0 40% 40% 0 20% 33% 25% 25% 8% 0 Dificuldades em relacionar a conclusão ao objetivo do estudo Referências desatualizadas Avaliadores e editores consideram que nenhum dos itens apontados é uma falha “muito frequente” ou motivo para rejeição de artigos. Para os avaliadores, “não se enquadrar no escopo da revista” é a falha considerada menos frequente. Os avaliadores e editores referem que “problemas com a amostra” é o erro mais frequente que os autores cometem. Entre os editores internacionais, os “problemas na redação” e “referências desatualizadas” são os menos frequentes. Recomendação: fique atento(a) a todos os aspectos do processo de elaboração, submissão, avaliação e publicação do seu artigo. Todos são igualmente importantes. Sugestão no guia: veja as recomendações do guia. 45 6. Sugestão de periódicos científicos para consulta e publicação 1 Qualis Área FI JCR FI SJR 21 (2013) (2013) (2013) Inglês A2 --- 0,443 American Speech-Language-Hearing Association (ASHA) Inglês --- 1,068 0,697 Trimestral American Speech-Language-Hearing Association (ASHA) Inglês --- 1,644 1,119 Quadrimestral Springer Inglês --- --- 1,133 Bimestral Cambridge Journals (Cambridge University Press) Inglês --- --- --- Mensal Academia Brasileira de Neurologia (ABNEURO) Inglês B1 --- --- B1 --- 0,111 Título ISSN Periodicidade Instituição mantenedora/Editora Idiomas American Annals of the Deaf 0002-726X impresso, Quimestral (5/ano) Gallaudet University Press Trimestral 1543-0375 online 2 American Journal of Audiology 1059-0889 impresso, 3 American Journal of Speech-Language 1058-0360 impresso, Pathology 1558-9110 online Annals of Dyslexia 0736-9387 impresso, 1558-9137 online 4 1934-7243 online 5 Applied Psycolinguistics 0142-7164 impresso, 1469-1817 online 6 Arquivos de Neuro-Psiquiatria 0004-282X impresso, 7 ASHA Leader 1085-9586 impresso Mensal American Speech-Language-Hearing Association (ASHA) Inglês 8 Assessing Writing 1075-2935 Trimestral Elsevier Inglês --- --- 9 Audiological Medicine 1651-386X impresso, Trimestral Informa Healthcare Inglês B1 --- 1678-4227 online 0,168 1651-3835 online 10 Audiology - Communication Research 2317-6431 online Trimestral Academia Brasileira de Audiologia (ABA) Português/Inglês --- --- --- 11 Audiology and Neuro-Otology 1420-3030 impresso, Bimestral Karger Inglês --- 1,852 1,087 12 Augmentative and Alternative 0743-4618 impresso, Trimestral Informa Healthcare Inglês --- 1,275 0,538 Communication 1477-3848 online 13 Brain and Language 0093-934X Mensal Elsevier Inglês A1 3,309 1,96 14 Brain Impairment 1443-9646 impresso, Quadrimestral Cambridge Journals (Cambridge University Press) Inglês --- --- 0,288 15 Brazilian Journal of Medical and 0100-879X impresso, Mensal Associação Brasileira de Divulgação Científica Inglês B1 --- --- Biological Research 1678-4510 online Brazilian Journal of Otorhinolaryngology 1808-8694 impresso, Bimestral Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Português/Inglês A2 --- --- Português/Inglês B1 --- --- 1421-9700 online 1839-5252 online 16 1808-8686 online 17 Cadernos de Saúde Pública 0102-311X impresso, Mensal Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, Fundação Oswaldo Cruz 46 1678-4464 online Cervicofacial 18 Título ISSN Periodicidade Instituição mantenedora/Editora Idiomas Cadernos Saúde Coletiva 1414-462X impresso Trimestral Instituto de Estudos em Saúde Coletiva da Universidade Federal Português Qualis Área FI JCR FI SJR 21 (2013) (2013) (2013) --- --- --- do Rio de Janeiro 19 Canadian Journal of Speech-Language 1913-200X Trimestral Speech-Language & Audiology Canada Inglês --- --- 0,25 0265-6590 impresso, Quadrimestral Sage Journals Inglês --- --- 0,459 Mensal Associação Brasileira de Saúde Coletiva Português/Inglês B1 --- --- Mensal International Clinical Phonetics & Linguistics Association (ICPLA), Inglês B1 0,78 0,518 Pathology and Audiology 20 Child Language Teaching and Therapy 1477-0865 online 21 Ciência & Saúde Coletiva 22 Clinical Linguistics & Phonetics 1413-8123 impresso, 1678-4561 online 0269-9206 impresso, 1464-5076 online Informa Healthcare 23 Clinics 1807-5932 impresso Mensal Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Inglês --- --- --- 24 CoDAS 2317-1782 online Bimestral Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia (SBFa) Português/Inglês --- --- --- 25 Cognition 0010-0277 Mensal Elsevier Inglês --- --- --- 26 Cognitive Psychology 0010-0285 8/ano Elsevier Inglês --- --- --- 27 Cognitive Science 1551-6709 online 8/ano Cognitive Science Society, Wiley Online Library Inglês --- --- --- 28 Communication Disorders Quarterly 1525-7401 Trimestral Sage Journals Inglês --- --- 0,35 29 Deafness & Education International 1464-3154 impresso, Trimestral British Association for Teachers of the Deaf, National Australian Inglês --- --- 0,337 1557-069X online 30 Disability and Rehabilitation: Assistive 1748-3107 impresso, Technology 1748-3115 online 31 Discourse, Context & Media 32 Distúrbios da Comunicação Association for Teachers of the Deaf Bimestral Informa Healthcare Inglês --- --- 0,556 2211-6958 Trimestral Elsevier Inglês --- --- --- 0102-762X impresso, Trimestral Pontifícia Universidade Católica de São Paulo Português/Inglês B2 --- --- Bimestral Springer Inglês A2 --- 0,822 Bimestral American Auditory Society Inglês A1 2,833 1,953 Trimestral Taylor & Francis Inglês --- --- 0,143 2176-2724 online 33 Dysphagia 0179-051X impresso, 1432-0460 online 34 Ear and Hearing 0196-0202 impresso, 35 Evidence-Based Communication 1748-9539 impresso, Assessment and Intervention 1748-9547 online 36 Folia Phoniatrica Et Logopaedica 1021-7762 Bimestral Karger Inglês C 0,55 0,419 37 Hearing Research 0378-5955 Mensal Elsevier Inglês A1 2,848 --- 1538-4667 online 47 38 39 Qualis Área FI JCR FI SJR 21 (2013) (2013) (2013) --- --- --- Inglês B1 --- --- Título ISSN Periodicidade Instituição mantenedora/Editora Idiomas Interface - Comunicação, Saúde, 1414-3283 impresso, Trimestral Universidade Estadual Paulista (UNESP) Português/Inglês Educação 1807-5762 online International Archives of 1809-9777 impresso Trimestral Fundação Otorrinolaringologia Otorhinolaryngology 40 International Journal of Audiology 1499-2027 Mensal Informa Healthcare Inglês A1 1,427 1,227 41 International Journal of Language & 1368-2822 impresso, Bimestral Wiley-Blackwell Inglês --- 1,392 0,771 Communication Disorders 1460-6984 online International Journal of Language and 1368-2822 impresso, Bimestral Wiley-Blackwell Inglês A1 1,392 --- Communication Disorders 1460-6984 online International Journal of Speech- 1754-9507 impresso, Bimestral Informa Healthcare Inglês A2 1,412 0,661 Language Pathology 1754-9515 online International Journal on Disability and 2191-0367 Trimestral De gruyter Inglês --- --- 0,207 JAMA Otolaryngology – Head & Neck 2168-6181 impresso, Mensal The JAMA Network Inglês --- --- --- Surgery 2168-619X online Jornal Brasileiro de Psiquiatria 0047-2085 impresso, Trimestral Instituto de Psiquiatria da Universidade Federal do Rio de Português B1 --- --- 42 43 44 Human Development 45 46 1982-0208 online 47 Journal of Child Language 0305-0009 impresso, Janeiro Bimestral Cambridge Journals (Cambridge University Press) Inglês --- --- --- 1469-7602 online 48 Journal of Communication Disorders 0021-9924 Bimestral Elsevier Inglês A2 1,52 0,89 49 Journal of Deaf Studies and Deaf 1081-4159 impresso, Trimestral Oxford Journals Inglês --- --- 0,959 Education 1465-7325 online 50 Journal of Fluency Disorders 0094-730X Trimestral Elsevier Inglês A1 1,082 0,845 51 Journal of Medical Speech-Language 1065-1438 Trimestral Plural Publishing INC Inglês --- --- 0,223 Pathology 52 Journal of Memory and Language 0749-596X Mensal Elsevier Inglês --- --- --- 53 Journal of Neurolinguistics 0911-6044 Bimestral Elsevier Inglês A1 --- --- 54 Journal of Phonetics 0095-4470 Bimestral Elsevier Inglês --- --- 1,039 55 Journal of Pragmatics 0378-2166 Mensal Elsevier Inglês --- --- --- 56 Journal of Psycholinguistic Research 0090-6905 impresso, Bimestral Springer Inglês --- --- --- Trimestral Elsevier Inglês --- --- --- 1573-6555 online Journal of Second Language Writing 1060-3743 48 57 Qualis Área FI JCR FI SJR 21 (2013) (2013) (2013) A1 1,926 1,283 Inglês --- 1,59 1,233 Cambridge journals (Cambridge University Press) Inglês --- --- 0,542 Elsevier, Voice Foundation, International Association of Inglês A2 --- 0,778 Elsevier Inglês --- --- --- Trimestral Sage Journals Inglês --- 1,12 0,86 10/ano Routledge Journals, Taylor & Francis LTD Inglês --- --- --- Título ISSN Periodicidade Instituição mantenedora/Editora Idiomas Journal of Speech, Language, and 1092-4388 impresso, Bimestral American Speech-Language-Hearing Association Inglês Hearing Research 1558-9102 online Journal of the American Academy of 1050-0545 impresso, 10/ano American Academy of Audiology Audiology 2157-3107 online Journal of the International Phonetic 0025-1003 impresso, Quadrimestral Association 1475-3502 online 61 Journal of Voice 0892-1997 Bimestral 62 Language & Communication 0271-5309 Bimestral 63 Language and Speech 0023-8309 64 Language Cognition and Neuroscience 2327-3798 impresso, 58 59 60 Phonosurgery 2327-3801 online 65 Language Sciences 0388-0001 Bimestral Elsevier Inglês --- --- --- 66 Language, Speech & Hearing Services 0161-1461 impresso, Quadrimestral American Speech-Language-Hearing Association (ASHA) Inglês --- --- 1,085 in Schools 1558-9129 online Learning Disabilities -- A Contemporary 1937-6928 impresso, Semestral Learning Disabilities Worldwide Inglês --- --- --- Journal 1937-6936 online 68 Lingua 0024-3841 Mensal Elsevier Inglês --- --- --- 69 Linguistics and Education 0898-5898 Trimestral Elsevier Inglês --- --- --- 70 Logopedics Phoniatrics Vocology 1401-5439 impresso, Trimestral Informa Healthcare Inglês --- 0,818 0,399 Bimestral Wolters Kluwer Inglês A2 1,43 0,742 Mensal Sage Journals Inglês B1 --- --- Quadrimestral Karger Inglês --- 0,417 --- Quadrimestral Cambridge Journals (Cambridge University Press) Inglês --- --- --- Quadrimestral Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, Universidade Inglês B2 --- --- 67 1651-2022 online 71 Noise & Health 1463-1741 impresso, 1998-4030 online 72 73 Otolaryngology – Head and Neck 0194-5998 impresso, Surgery 1097-6817 online Phonetica 0031-8388 impresso, 1423-0321 online 74 Phonology 0952-6757 impresso, 1469-8188 online 75 Psychology & Neuroscience 1984-3054 impresso, 1983-3288 online de Brasília, Universidade de São Paulo 49 76 Qualis Área FI JCR FI SJR 21 (2013) (2013) (2013) --- --- 1,262 Inglês B1 --- --- Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira Português B1 --- --- Bimestral CEFAC Saúde e Educação Português/Inglês B1 --- --- Bimestral Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo Português/Inglês B1 --- --- Trimestral Sociedade de Pediatria de São Paulo Português/Inglês B1 --- --- Trimestral Faculdade de Saúde Pública, Universidade de São Paulo, Português/Inglês A2 --- --- Título ISSN Periodicidade Instituição mantenedora/Editora Idiomas Reading and Writing 0922-4777 impresso, 9/ano Springer Inglês Trimestral Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) Trimestral 1573-0905 online 77 Revista Brasileira de Psiquiatria 1516-4446 impresso, 1809-452X online 78 Revista Brasileira de Saúde Materno 1519-3829 impresso, Infantil 1806-9304 online 79 Revista CEFAC 1516-1846 impreso, 80 Revista de Saúde Pública 1982-0216 online 0034-8910 impresso, 1518-8787 online 81 Revista Paulista de Pediatria 0103-0582 impresso, 2359-3482 online inglês 82 Saúde e Sociedade 0104-1290 impresso, 1984-0470 online Associação Paulista de Saúde Pública 83 Saúde em Debate 0103-1104 impresso Trimestral Centro Brasileiro de Estudos de Saúde Português B2 --- --- 84 Seminars in Hearing 0734-0451 Trimestral Thieme Medical Publishers INC Inglês --- --- 0,276 85 Seminars in Speech and Language 0734-0478 Trimestral Thieme Medical Publishers INC Inglês --- --- 0,305 86 Sign Language Studies 0302-1475 impresso, Trimestral Gallaudet University Press Inglês --- --- --- Anual AOSIS Open Journals Inglês --- --- --- 1533-6263 online 87 South African Journal of 0379-8046 impresso, Communication Disorders 2225-4765 online 88 Speech Communication 0167-6393 8/ano Elsevier Inglês --- --- --- 89 The Hearing Journal 0745-7472 impresso, Mensal Lippincott Williams & Wilkins Inglês B1 --- 0,178 2333-6218 online 90 The International Tinnitus Journal 0946-5448 Semestral Brazil Federal District Otorhinolaryngologist Society Inglês B1 --- 0,141 91 The Journal of the Acoustical Society of 0001-4966 Mensal Acoustical Society of America Inglês A1 1,555 --- 0042-8639 Quadrimestral Alexander Graham Bell Association for the Deaf and Hard of Inglês --- --- --- America 92 The Volta review Hearing 50 93 Qualis Área FI JCR FI SJR 21 (2013) (2013) (2013) --- --- 0,305 Inglês --- 1,212 0,961 Inglês --- --- --- Título ISSN Periodicidade Instituição mantenedora/Editora Idiomas Topics in Language Disorders 0271-8294 impresso, Trimestral Lippincott Williams & Wilkins Inglês Trimestral Sage Journals Trimestral Associação de Psiquiatria do Rio Grande do Sul 1550-3259 online 94 Trends in Hearing 2331-2165 impresso, 2331-2165 online 95 Trends in Psychiatry and Psychotherapy 2237-6089 impresso, 2238-0019 online Como Qualis e fator de impacto são valores dinâmicos (podem mudar periodicamente), foram consultados os valores de 2013 (referentes a análise de 2011 e 2012). Área 21 CAPES inclui: Fonoaudiologia, Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional. Legenda: FI = fator de impacto do periódico; JCR = Journal Citation Reports (Web of Science); SJR = SCImago Journal Rank 51 7. Sugestão de livros sobre artigo científico 1 Título Autor Ano Editora A ciência e a arte de ler Braulio Luna Filho 2010 Atheneu Número de páginas 176 Preço médio* Público alvo Diferencial R$70 Pesquisadores Enfoca leitura (e não redação) de artigo científico artigos médicos 2 3 iniciantes Artigo científico impresso: Marlene Gonçalves Curty; estrutura e apresentação Renata Gonçalves Curty Artigo científico: do desafio à Victoria Secaf 2008 Dental 106 R$25 Press 2010 Atheneu 138 R$35 conquista - enfoque em teses Pesquisadores Aborda redação, normalização e estrutura de artigo iniciantes científico Pesquisadores Aborda trabalhos científicos em geral (inclusive artigos), iniciantes com orientações para cada tipo. Comenta redação do e outros trabalhos acadêmicos texto, ética em pesquisa e participação em eventos científicos 4 Artigos científicos: como Maurício Gomes Pereira 2013 redigir, publicar e avaliar Guanabara 383 R$130 Koogan Pesquisadores Completo, minucioso e específico sobre artigo científico. iniciantes e Aborda, em detalhes, o processo de elaboração, redação, avançados, publicação e avaliação de artigos. Há recomendações e avaliadores e indicações de leitura em cada seção editores 5 Como escrever artigos Fabiano Timbó Barbosa 2011 EDUFAL 153 R$25 científicos na área da saúde? 6 Como ler artigos científicos - fundamentos da medicina Pesquisadores Aborda a elaboração de trabalhos científicos em geral iniciantes Trisha Greenhalgh 2013 Artmed 276 R$74 Pesquisadores Aborda Medicina Baseada em Evidências, nível de avançados evidências, tipos de estudo, estatística baseada em evidências (tradução) 52 7 Título Autor Ano Editora Conhecimentos essenciais Vicente José Assencio-Ferreira 2003 Pulso Número de páginas 100 Preço médio* Público alvo Diferencial R$35 Pesquisadores Aborda pesquisa científica em geral, redação e estrutura iniciantes do texto, com passo a passo para redigir artigo científico Pesquisadores Orienta a transformação de um trabalho acadêmico em iniciantes artigo científico Pesquisadores Aborda trabalhos acadêmicos em geral, do planejamento iniciantes da pesquisa à elaboração do artigo científico Pesquisadores Apresenta técnicas (com exercícios) para a redação de iniciantes trabalhos acadêmicos em geral e de artigo científico Pesquisadores Didático, aborda trabalhos científicos em geral (inclusive iniciantes artigos). Comenta redação e formatação do texto Pesquisadores Enfoca a redação de artigos na área biomédica para escrever bem um artigo científico 8 Diretrizes para elaboração de Joviles Vitorio Trevisol 2009 UNOESC 80 R$18 artigos científicos 9 Manual de planejamento e Eliana de Moraes Brenner; apresentação de trabalhos Dalena Maria Nascimento de acadêmicos - projeto de Jesus 2008 Atlas 74 R$42 pesquisa, monografia e artigo 10 Manual de técnicas de Pedro Reiz 2014 Hyria 330 R$175 redação científica - mais de 350 técnicas e exemplos - para redigir projeto, TCC, relatório, monografia, dissertação, tese e artigo científico 11 Manual para redação de Nelson Spector 2001 teses, projetos de pesquisa e Guanabara 150 R$81 Koogan artigos científicos 12 Redação de artigos científicos biomédicos Valter Teixeira Motta 2006 Educs 220 R$38 iniciantes *Valores consultados em: 12/3/2015 53 8. Sugestão de páginas eletrônicas Site de busca Termos livres Páginas incluídas Artigo científico http://www5.usp.br/tag/artigos-cientificos/ Comunicação científica Divulgação científica ----http://www.escritacientifica.com/pt-BR/ Google® Escrita científica Publicação científica http://www.escritacientifica.sc.usp.br/ Conteúdo Notícias sobre artigos, periódicos e cursos relacionados à publicação científica Minicursos e videoaulas sobre escrita científica Material de consulta, vídeos e informações sobre escrita científica e assuntos relacionados --- Público alvo Autores e avaliadores ----Autores e avaliadores Autores e avaliadores --- Material de consulta, vídeos e informações Redação científica http://www.gilsonvolpato.com.br/redacao_cientifica.php sobre redação científica e assuntos Autores e avaliadores relacionados Fonte Instituição Associação Brasileira de Editores Científicos (ABEC) Páginas incluídas http://www.abecbrasil.org.br/ http://ccs.bvsalud.org/ Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) Sugestão das http://cvirtual-ccs.bvsalud.org/tiki-view_articles.php autoras (páginas em Português) Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) Ética em pesquisa Sugestão das autoras (páginas em Inglês) http://revistapesquisa.fapesp.br/ http://www.ghente.org/etica/links.htm Scientific Electronic Library Online (SciELO) http://blog.scielo.org/ Committee on Publication Ethics (COPE) http://publicationethics.org/ Council for International Organizations of Medical Sciences (CIOMS) http://www.cioms.ch/ Council of Science Editors (CSE) http://www.councilscienceeditors.org/ International Committee of Medical Journal Editors (ICMJE) http://www.icmje.org/ National Library of Medicine (NLM) http://www.nlm.nih.gov/ Notícias, informações e divulgação de eventos Público alvo Autores, avaliadores e sobre publicação científica Informações sobre comunicação científica em editores Autores, avaliadores e Saúde Informações e fóruns de discussão sobre editores Autores, avaliadores e publicação científica Notícias e artigos sobre ciência e publicações editores Autores, avaliadores e Endereços e links sobre comitês de ética em editores Autores, avaliadores e pesquisa Notícias, entrevistas, divulgação de eventos editores Autores, avaliadores e sobre publicação científica Informações e recomendações sobre ética em editores Autores, avaliadores e pesquisa, divulgação de eventos Informações sobre ética em pesquisa, editores Autores, avaliadores e divulgação de eventos Notícias, informações e divulgação de eventos editores sobre comunicação científica. Comercializa manual de estilo e formato científico Recomendações para publicação científica na área médica É a maior biblioteca biomédica Autores, avaliadores e editores Autores, avaliadores e editores Autores, avaliadores e 54 editores 9. Referências 1. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (INEP). Educação superior. [acesso em: 14 dez 2014]. Disponível em: http://portal.inep.gov.br/visualizar/-/asset_publisher/6AhJ/content/brasil-teve-mais-de-7-milhoes-de-matriculas-no-ano-passado 2. Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). Sistema de informações georreferenciadas – Geocapes [distribuição de discentes e matriculados 2011 e 2013]. [acesso em: 15 mar 2015]. Disponível em: http://geocapes.capes.gov.br/geocapes2/ 3. A internacionalização dos periódicos foi tema central da IV Reunião Anual do SciELO. SciELO em Perspectiva. [viewed: 18 December 2014]. Disponível em: http://blog.scielo.org/blog/2014/12/16/a-internacionalizacao-dos-periodicos-foi-tema-central-da-iv-reuniao-anual-do-scielo/ 4. Packer AL. Os periódicos brasileiros e a comunicação da pesquisa nacional. Revista USP. 2011;89:2661. 5. SCImago Journal Rank (SJR). Country rankings 2001. [acesso em: 15 mar 2015]. Disponível em: http://www.scimagojr.com/countryrank.php?area=0&category=0®ion=all&year=2001&order=it&min=0&min_type=it 6. SCImago Journal Rank (SJR). Country rankings 2011. [acesso em: 15 mar 2015]. Disponível em: http://www.scimagojr.com/countryrank.php?area=0&category=0®ion=all&year=2011&order=it&min=0&min_type=it 7. Romancini R. Periódicos brasileiros em comunicação: histórico e análise preliminar. IV Encontro dos Núcleos de Pesquisa da Intercom. Porto Alegre: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul; 2004. [acesso em: 14 dez 2014]. Disponível em: http://www.portcom.intercom.org.br/pdfs/61 986703354261081719219288772266862235.pdf 8. Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP). Artigos nonsense. Pesquisa FAPESP. 2014;219:9. [acesso em: 14 dez 2014]. Disponível em: http://revistapesquisa.fapesp.br/ wp-content/uploads/2014/05/009_BoasPraticas_219.pdf?3a6295 9. Committee on publication ethics (COPE). Code of conduct and best practice – guidelines for journal editors. Committee on publication ethics; 2011. [acesso em: 15 dez 2014]. Disponível em: http:// publicationethics.org/files/Code_of_conduct_for_journal_editors_Mar11.pdf 10. Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP). Código de boas práticas Científicas. FAPESP; 2014. [acesso em: 15 dez 2014]. Disponível em: http://www.fapesp.br/boaspraticas/ FAPESP-Codigo_de_Boas_Praticas_Cientificas_2014.pdf 11. Cáceres AM, Gândara JP, Puglisi ML. Redação científica e a qualidade dos artigos: em busca de maior impacto. J Soc Bras Fonoaudiol. 2011;23(4):401-6. 12. Volpato GL. Como escrever um artigo científico. Anais Acad Pernamb Ciênc Agronômica. 2007;4:97-115. 13. SCImago Journal Rank (SJR). Country search [Brazil]. [acesso em: 15 mar 2015]. Disponível em: http://www.scimagojr.com/countrysearch.php?area=0&country=BR&w= 14. SCImago Journal Rank (SJR). Country search [Brazil – Health professions]. [acesso em: 15 mar 2015]. Disponível em: http://www.scimagojr.com/countrysearch.php?country=BR&area=3600 15. Iório MCM, Rodacki ALF. Pós-graduação na área de Educação Física, Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional. Capítulo 149. p. 1116-1119. In: Marchesan IQ, Silva HJ, Tomé MC (organizadores). Tratado das especialidades em Fonoaudiologia. Roca: São Paulo; 2014. 16. Danuello JC. Estudo da produção científica dos docentes de pós-graduação em Fonoaudiologia, no Brasil, para uma análise do domínio. Tese (doutorado). Marília: Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”; 2014. 17. Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). Resultado final avaliação trienal 2013 [indicadores por área – Educação Física]. [acesso em: 15 mar 2015]. Disponível em: https://docs.google.com/viewer?a=v&pid=sites&srcid=Y2FwZXMuZ292LmJyfHRyaWVuYWwtMjAxM3xneDozYzdmNTRmMDQ1OTQyY2Q3 18. Albuquerque UP. A qualidade das publicações científicas – considerações de um editor de área ao final do mandato [opinião]. Acta Bot Bras. 2009;23(1):292-6. [acesso em: 15 mar 2015]. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/abb/v23n1/v23n1a31.pdf 55 Fontes consultadas Chagas ATR. O questionário na pesquisa científica. Prática – Pesquisa – Ensino. 2000;1(1). [acesso em: 18 jun 2014]. Disponível em: http://www.fecap.br/adm_online/art11/anival.htm Bueno WC. Comunicação científica e divulgação científica: aproximações e rupturas conceituais. Inf. Inf. 2010;15(n espec):1-12. DOI: 10.5433/1981-8920.2010v15nesp.p1 Bursztyn M, Drummond JA, Nascimento EP. Como escrever (e publicar) um trabalho científico. Dicas para pesquisadores e jovens cientistas. Rio de Janeiro: Garamond, 2013. Campanatti-Ostiz H, Andrade CRF. Periódicos nacionais em Fonoaudiologia: caracterização de indicador de impacto. Pró Fono. 2006:18(1):99-110. Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP). Análise da produção científica a partir de publicações em periódicos especializados. p. 1-47. [acesso em: 18 jun 2014]. Disponível em: http://www.fapesp.br/indicadores/2010/volume1/cap4.pdf Marlow MA. Writing scientific article like a native English speaker: top ten tips for Portuguese speakers. [Editorial]. Clinics. 2014;69(3):153-7. Marques F. Escreva bem ou pereça. Pesquisa FAPESP. 2011;182:34-9. McGowan D. How to write for and get published in scientific journals. [Workshop FAPESP, São Paulo; 2012]. [acesso em: 18 maio 2013]. Disponível em: http://www.fapesp.br/eventos/2012/03/howtowrite/daniel.pdf Munhoz CMA, Massi G, Berberian AP, Giroto CRM, Guarinello AC. Análise da produção científ�ica nacional fonoaudiológica acerca da linguagem escrita. Pró Fono. 2007;19(3):249-58. Pereira MG. Artigos científicos: como redigir, publicar e avaliar. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013. Squarisi D, Salvador A. A arte de escrever bem. 8ª ed. São Paulo: Contexto; 2013. Vanti NAP. Da bibliometria à webometria: uma exploração conceitual dos mecanismos utilizados para medir o registro da informação e a difusão do conhecimento. Ci Inf (Brasília). 2002;31(2):152-62. Volpato GL. Dicas para redação científica. 3ª ed. São Paulo: Cultura Acadêmica; 2010. Volpato GL. Pérolas da redação científica. São Paulo: Cultura Acadêmica; 2010. Zucolotto V. Curso de escrita científica: produção de artigos de alto impacto. Videoaulas [acesso em: 18 ago 2014]. Disponível em: http://www.escritacientifica.com/pt-BR/videoaulas Sobre as autoras Érica é fonoaudióloga, formada pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP) e responsável pelo gerenciamento da revista Audiology – Communication Research. É detalhista e interessa-se por escrita científica. Participa de eventos relacionados à editoração científica no Brasil e está atenta às tendências atuais em publicações. Ana Luiza é fonoaudióloga, formada pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), diretora do Curso de graduação em Fonoaudiologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP) e docente do Programa de Mestrado Profissional em Saúde da Comunicação Humana, também da FCMSCSP. É editora-chefe da revista CoDAS (2015- ), editora associada da revista Audiology - Communication Research (2014- ) e membro do corpo editorial de outras revistas da área. Dedica-se à leitura e escrita e seus distúrbios. Se você tiver alguma dúvida, sugestão ou crítica, entre em contato! Queremos saber a sua opinião sobre o material. Contatos: [email protected], [email protected] 56 57 5. CONSIDERAÇÕES FINAIS O objetivo deste trabalho foi reunir em um “Guia de recomendações”, sugestões práticas para a preparação e publicação de artigos científicos na área da Saúde da Comunicação Humana. Nas Etapas 1 e 2, direcionadas à busca de material para referências sobre “artigo científico” e sobre onde pesquisar e publicar, foi muito difícil estabelecer os critérios de seleção e de inclusão dos livros e dos periódicos. Essas, provavelmente, foram as etapas mais demoradas e que mais ocasionaram dúvidas. Não foi realizada uma seleção aleatória, mas sistematizada, para fundamentar melhor nossas escolhas. A elaboração dos questionários (Etapa 3) também gerou dificuldades na seleção das perguntas, pois percebeu-se a sobreposição do interesse pessoal e profissional pelo assunto, com o objetivo do trabalho. A colaboração de outros profissionais, menos envolvidos com a pesquisa, foi essencial para nos orientar. Sabemos que algumas perguntas geraram dúvidas entre os respondentes. Algumas delas foram aplicadas, propositalmente, aos três grupos de participantes da pesquisa, para que pudéssemos comparar a visão de cada um deles. As recomendações foram detalhadas, passo a passo, para orientar os pesquisadores iniciantes, principalmente em relação aos trâmites burocráticos da avaliação e a como responder aos avaliadores e editores. Tais aspectos nem sempre são descritos nos materiais disponíveis no mercado. Surpreendeu-nos o número de participantes que colaboraram e o nível de envolvimento de todos que responderam os questionários. Apesar de a maioria das perguntas ser de múltipla escolha, as questões abertas, que não eram obrigatórias, foram respondidas por grande parte dos participantes. Por essas respostas, percebemos que não incluímos questões referentes à escrita em outro idioma (inglês), à análise estatística, nem perguntas relacionadas a dificuldades em lidar com rede de colaboradores. São aspectos extremamente relevantes, que devem ser considerados. 58 Etapa 1 Apesar de todos os livros selecionados conterem o termo “artigo científico” no título ou subtítulo, eles são voltados para a redação científica de trabalhos acadêmicos em geral, incluindo artigos. Apenas um deles se refere exclusivamente a artigos científicos. Isso demonstra que há pouco material específico e que o conteúdo nem sempre é correspondente ao título. Outros livros relevantes não constam na lista de recomendação por não terem sido localizados pelo critério de seleção utilizado. O Google® foi utilizado para a busca de páginas eletrônicas por considerarmos o meio mais empregado por pesquisadores iniciantes. Esperávamos que outras páginas importantes fossem localizadas com os termos utilizados. Pode ser que os termos de busca tenham sido insuficientes. Etapa 2 Dos 95 periódicos selecionados, apenas 38 são avaliados na Área 21 da CAPES. Alguns deles, como as duas revistas nacionais de Fonoaudiologia que mudaram de título recentemente (ACR e CoDAS), ainda não foram avaliadas com o novo nome. Pode ser que seja o caso de mais alguma revista, por isso o número de periódicos avaliados na área seja menor. A lista final de periódicos é mais ampla que a relação de revistas do JCR e do SJR, nas áreas pesquisadas. Entretanto, algumas das revistas incluídas por meio das bases de dados não constam na subárea Audiology & SpeechLanguage Pathology no JCR ou como Speech and Hearing, no SJR. Desta forma, o número de periódicos com fator de impacto disponível nas áreas pesquisadas também não é alto. No JCR são 23 e no SJR, são 44 revistas. O maior número de periódicos incluídos de áreas correlatas foi localizado na SciELO, por não haver filtro por subárea nesta base. Sendo assim, as revistas de áreas correlatas são nacionais. As internacionais são todas da área específica Speech and Hearing e similares. Ao consultar a página oficial de 95 periódicos, notamos diferenças consideráveis entre o site das revistas nacionais e internacionais, tanto em termos de apresentação 59 (layout) como de conteúdo e de interação com o leitor. A relação das páginas e artigos com as redes sociais é notável. Etapa 3 A maioria dos avaliadores consultados tem título de doutorado (60%), é professor ou colaborador de alguma instituição de ensino superior, já publicou mais de 30 artigos, emite menos de cinco pareceres por mês, mas nunca fez curso de escrita/ comunicação científica (57%) e também não conhece página eletrônica ou livro sobre o assunto (54%). Apenas 5% dos avaliadores são do sexo masculino. Entre os editores (nacionais e internacionais), a maioria exerce essa função há mais de cinco anos. A maior parte dos periódicos internacionais recebe financiamento ou patrocínio, o que não acontece com as revistas nacionais. O índice médio de rejeição nas revistas internacionais varia entre 50% e 60%, já nas revistas nacionais, a média está entre 20% e 30%. Tanto os editores nacionais quanto os internacionais consideram que um parecer é ruim quando não retrata críticas ao trabalho. A receptividade dos autores em relação aos pareceres recebidos é boa, tanto nos periódicos nacionais, quanto nos internacionais. Enquanto a maioria dos alunos da Fonoaudiologia que respondeu o questionário, atualmente frequenta o mestrado acadêmico, entre os alunos das Ciências Biológicas, a maior parte está matriculada no doutorado. No entanto, a participação deles na elaboração de trabalhos científicos é semelhante, em números absolutos. O critério de escolha da revista para enviar um artigo também foi coincidente entre os dois grupos (representatividade na área). A maioria dos alunos nunca desistiu de enviar um artigo para periódico. Entretanto, os alunos das Ciências Biológicas costumam enviar mais artigos para revistas internacionais, enquanto os da Fonoaudiologia enviam para periódicos nacionais. Em ambos os grupos, o número de mulheres é maior (91% na Fonoaudiologia e 70% nas Ciências Biológicas). Em relação à elaboração e submissão de artigos, os itens mais fáceis (ou extremamente fáceis) para os alunos são definir o tipo, as seções e o conteúdo do artigo, e 60 descrever os métodos. Para os dois grupos de alunos é difícil definir o título, elaborar a discussão e adequar o artigo ao escopo da revista. Para os alunos da Fonoaudiologia também é difícil selecionar as referências pertinentes ao estudo e entender as normas da revista. Os alunos das Ciências Biológicas julgam que elaborar a conclusão também é difícil. Em relação aos mesmos itens, os avaliadores acreditam que seja difícil para os autores elaborar a discussão e a conclusão. Para os editores nacionais, o item extremamente difícil é a discussão, o que coincide com a dificuldade apontada pelos alunos e relatada pelos avaliadores. Os editores nacionais consideram difícil para os alunos a descrição dos métodos, a elaboração da conclusão, adequar o artigo ao escopo e entender as normas da revista. Desses quatro itens citados, apenas a descrição dos métodos não foi relatada como dificuldade pelos alunos. Para os editores internacionais, o único item difícil é a conclusão, porém, com empate na porcentagem de respostas com a opção “extremamente fácil”. Em relação ao objetivo, houve empate nas respostas dos editores internacionais, entre as respostas “extremamente fácil” e “extremamente difícil”. Para eles, os demais aspectos da preparação/elaboração e da submissão de artigos é fácil ou extremamente fácil. Isso mostra que provavelmente estamos aquém de outros países, em relação às questões de escrita e publicação científica. Provavelmente porque os nossos cursos de graduação e pós-graduação não proporcionem formação tão adequada aos alunos nesse quesito, apesar de os alunos dos dois grupos relatarem que o programa de pós-graduação deles incentiva os alunos quanto à comunicação científica (94% na Fonoaudiologia e 77% nas Ciências Biológicas). Os alunos e avaliadores não consideram nenhum item “extremamente difícil”. Quanto ao processo de avaliação, a principal dificuldade dos alunos da Fonoaudiologia é atender às solicitações dos avaliadores. Para os alunos das Ciências Biológicas a dificuldade é não concordar com o parecer recebido. Os avaliadores e editores referem que “problemas com a amostra” é o erro mais frequente que os autores cometem. Após análise descritiva e qualitativa dos dados dos questionários, pode-se perceber, principalmente pelas respostas dos alunos e avaliadores, o quanto ainda é ne- 61 cessário investir para melhorar em relação ao planejamento, à execução e à divulgação das nossas pesquisas. Ficou muito claro o quanto os entrevistados se interessam por assuntos relacionados à escrita e à comunicação científica. Há um grande espaço a ser explorado, nesse sentido. Reunimos um rol de recomendações que podem contribuir não só com a Fonoaudiologia, mas com outras áreas do conhecimento. Esperamos poder facilitar o trabalho de autores e pesquisadores, principalmente, com as orientações a partir do levantamento de dados e das sugestões recebidas. 62 6. ANEXOS Anexo 1. Questionário para alunos de pós-graduação stricto sensu Anexo 2. Questionário para avaliadores de periódicos nacionais Anexo 3. Questionário para editores de periódicos nacionais Anexo 4. Questionário para editores de periódicos internacionais (versão traduzida) 63 Anexo 1. Questionário para alunos de pós-graduação stricto sensu A. Identificação 1. Curso de pós-graduação que frequenta atualmente: Mestrado Profissional Mestrado Acadêmico Doutorado 2. Área do programa: Indique a área do seu programa de pós-graduação Enfermagem Fisiologia Fisioterapia Fonoaudiologia Medicina Saúde Coletiva Terapia Ocupacional Outra ____________________ 3. Data (aproximada) do início do curso atual: Exemplo: 15 de dezembro de 2012 _______________________________ 4. Máximo grau de instrução anterior: Graduação Especialização Mestrado Doutorado 5. Graduação em: _______________________ Informar curso 6. Área de atuação profissional: ______________________________________ 7. Idade: ______________________________________ 8. Sexo: Feminino Masculino B. Comunicação científica no seu programa de pós-graduação O termo “comunicação científica” está sendo considerado aqui como a divulgação de resultados de pesquisas, entre a comunidade científica. O termo “escrita científica” está sendo utilizado como um gênero de escrita. 9. O seu programa de pós-graduação incentiva a comunicação científica? Sim Não Ferraz EC, 2015 9.1. De que forma? ______________________________________ 10. Há alguma disciplina específica sobre comunicação científica ou escrita científica/elaboração de artigos? Não considerar disciplina de Metodologia Científica Sim Não 10.1. Qual? ______________________________________ 11. Você se interessaria por uma disciplina específica sobre escrita científica/elaboração de artigos? Sim Não 12. O seu programa de pós-graduação tem normas específicas para a elaboração dos trabalhos de conclusão de curso? Sim Não C. Sua experiência com escrita científica O termo “comunicação científica” está sendo considerado aqui como a divulgação de resultados de pesquisas, entre a comunidade científica. O termo “escrita científica” está sendo utilizado como um gênero de escrita. 13. Você já realizou ou participou da elaboração de algum trabalho científico? Considere: Trabalho de conclusão de curso, Monografia de especialização, artigo para revista científica etc Sim Não 13.1. Qual? Informe o tipo de trabalho ______________________________________ 14. Quais foram as suas dificuldades na elaboração desse trabalho? ______________________________________ 15. Você já fez algum curso sobre escrita ou comunicação científica? Sim Não 64 15.1 Qual? ______________________________________ 16. Você conhece alguma página eletrônica (site, blog, etc) ou livro sobre escrita/comunicação científica? Sim Não 16.1. Qual? Por favor, inclua qualquer informação que você lembrar, mesmo se estiver incompleta ______________________________________ 17.1. De quantos (aproximadamente)? De 1 De 2 a 5 De 6 a 10 De 11 a 15 De 16 a 20 20> 18. Qual(is) foi(ram) a(s) sua(s) principal(is) dificuldade(s) durante a elaboração de um artigo? ______________________________________ D. Sobre a elaboração de artigos científicos 17. Você já participou da elaboração de algum artigo para revista científica? Sim Não Extremamente fácil Fácil Nem fácil nem difícil Difícil Extremamente difícil 19. Nos itens a seguir, assinale a opção mais adequada, em relação ao seu nível de dificuldade durante a elaboração de um artigo: Redação do texto (ortografia/gramática, vocabulário, escrita científica) Definir o tipo de artigo (Artigo Original, Estudo de Caso,Artigo de Revisão etc) Definir as seções do artigo (Introdução, Métodos etc) Definir o conteúdo de cada seção do artigo Definir o título Elaborar o resumo Elaborar a introdução Definir o objetivo Descrever os métodos Descrever os resultados Elaborar a discussão Elaborar a conclusão Selecionar os artigos pertinentes ao seu estudo (referências) Selecionar a revista para enviar o seu artigo Adequar o artigo ao escopo da revista Entender ou atender as normas da revista Formatar o artigo Submeter o artigo Enviar documentos suplementares (tabelas, figuras, cover letter etc) Elaborar tabelas e gráficos Ferraz EC, 2015 65 E. Sobre a escolha da revista para enviar seu artigo 20. Qual foi o critério que você (ou o seu grupo de pesquisa) já utilizou para escolher a revista para enviar um artigo? Assinale a(s) alternativa(s) mais pertinente(s): Representatividade na minha área Escopo da revista Fator de impacto Classificação Qualis Open access Revista internacional Vínculo com sociedade científica Indicação do orientador Tempo entre a submissão e a publicação Permissividade da revista Suporte aos autores Não cobrar para publicar Não sei Outro: ____________________ F. Sobre a submissão de artigos científicos 21. A última vez que você enviou artigo para uma revista foi: Tempo Há menos de 1 mês Entre 1 e 3 meses Entre 3 e 6 meses Entre 6 e 9 meses Há mais de 9 meses Nunca enviei (o artigo ainda não está finalizado) Nunca enviei (o artigo foi enviado por outra pessoa do grupo de pesquisa) 21.1 Tipo de revista Nacional Internacional 22. Você teve dúvidas ou dificuldades no envio? Sim Não 22.1. Que tipo de dúvidas ou dificuldades? ______________________________________ 23. Você já desistiu de enviar um artigo para revista científica por algum motivo? Sim Não 23.1. Se já desistiu, qual foi o motivo? Assinale a(s) alternativa(s) mais pertinente(s): Por falta de suporte da revista para esclarecer as dúvidas Por dificuldades durante o processo de submissão (sistema, email, envio de arquivos) Ferraz EC, 2015 Por dificuldades em atender as exigências da revista (normas, escopo etc) Por ter que pagar para publicar o artigo Por ter tido outro(s) artigo(s) negado na revista Não desisti Outro: ____________________ G. Sobre a correção do seu artigo científico (durante o processo de avaliação) 24. Assinale a(s) dificuldade(s) que você já encontrou durante a correção de um artigo: Dificuldade em entender o parecer recebido (sugestões dos editores e/ou avaliadores) Dificuldade em atender as solicitações dos avaliadores (rever redação, atualizar as referências, aumentar a amostra, análise estatística etc) Receber novas solicitações a cada rodada de avaliação, não sugeridas anteriormente Não concordar com o parecer recebido Cumprir o prazo estabelecido Não tive dificuldades Ainda não recebi o artigo para corrigir Outro: ____________________ H. Após a aprovação do seu artigo 25. Assinale a solicitação que foi mais difícil de atender, após a aprovação do seu artigo: Modificação de conteúdo (sentido do texto - redação, conceitos, terminologias etc) Modificação de estrutura (forma do texto - letra, espaçamento, tabelas, gráficos etc) Atualização de referências Formatação geral Não tive dificuldades Não recebi nenhuma solicitação após a aprovação Meu artigo ainda não foi aprovado Outro: ____________________ I. Sobre a participação do seu orientador Caso você ainda não tenha experiência com a publicação de artigos, considere a participação do seu orientador até agora ______________________________________ 26. Assinale a opção mais adequada em relação ao seu orientador, na elaboração do artigo. Considere 1 como “pouca” e 5 como “muita”: 26.1. Grau de participação/colaboração/envolvimento Pouca 1 2 3 4 5 Muita 26.2. Qualidade da orientação Pouca 1 2 3 4 5 Muita 66 26.3. Disponibilidade para orientação Pouca 1 2 3 4 5 Muita 27. Assinale a alternativa que melhor caracteriza a participação do seu orientador durante a elaboração/avaliação do artigo: Só aponta as falhas Só faz sugestões gerais Aponta as falhas e indica o caminho correto Corrige as falhas sozinho Não participa/não dá retorno Faz sugestões diferentes a cada orientação Outro: ____________________ Ferraz EC, 2015 28. A colaboração do seu orientador contribuiu para a aprovação do artigo para publicação? Sim Não Meu artigo ainda não foi aprovado 28.1. Como? ____________________ Área livre para comentários Deixe o seu comentário sobre algo que não foi perguntado, sobre o questionário ou sobre outros assuntos pertinentes (opcional) _______________________________________ 67 Anexo 2. Questionário para avaliadores de periódicos nacionais A. Identificação 1. Máximo grau de instrução: Pós-doutorado Doutorado Mestrado Especialização Graduação Outro: ____________________ 2. Área de atuação profissional: Audiologia Disfagia Fonoaudiologia educacional Linguagem Motricidade orofacial Saúde coletiva Voz Outro: ____________________ 3. Sexo: Feminino Masculino 4. É professor ou colaborador em alguma instituição de ensino superior? Sim Não 4.1. De que nível? Assinale todas as opções pertinentes: Graduação Pós-graduação lato sensu Pós-graduação stricto sensu Outro: ____________________ 5. A sua participação como avaliador de periódicos contempla: Assinale todas as alternativas pertinentes: Membro do corpo editorial de revistas nacionais da Fonoaudiologia Membro do corpo editorial de revistas internacionais da Fonoaudiologia Membro do corpo editorial de revistas nacionais de outras áreas Membro do corpo editorial de revistas internacionais de outras áreas Colaborador ad hoc de revistas nacionais da Fonoaudiologia Colaborador ad hoc de revistas internacionais da Fonoaudiologia Colaborador ad hoc de revistas nacionais de outras áreas Colaborador ad hoc de revistas internacionais de outras áreas Outro: ____________________ Ferraz EC, 2015 6. Você é colaborador de quantas revistas (independente da área e da origem - nacional ou internacional)? 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 >10 Outro: ____________________ 7. Quantos artigos, em média, você já redigiu/publicou? <5 Entre 5 e 10 Entre 10 e 15 Entre 15 e 20 Entre 20 e 25 Entre 25 e 30 >30 Outro: ____________________ 8. Você já fez algum curso sobre escrita ou comunicação científica? Sim Não 8.1. Qual? ______________________________________ 9. Você conhece alguma página eletrônica (site, blog, etc) ou livro sobre escrita/comunicação científica? Sim Não 9.1. Qual? Por favor, inclua qualquer informação que você lembrar, mesmo se estiver incompleta: ______________________________________ B. Sobre a sua atuação como avaliador 10. Quantos pareceres para revistas, em média, você emite por mês? Considere todas as revistas que você colabora: <5 Entre 5 e 10 Entre 10 e 15 Entre 15 e 20 >20 Outro: ____________________ 68 11. Você costuma cumprir os prazos estabelecidos para enviar o parecer? Sim Não Na maioria das vezes sim Na maioria das vezes não C. Sobre a forma de avaliação das revistas 14. Você concorda (acha efetiva) com a forma de avaliação dos artigos das revistas que você colabora? Sim Não 12. Qual é o tempo que você considera ideal para emitir um parecer? Considere a 1a rodada de avaliação, que costuma ser mais demorada: 7 dias 15 dias 20 dias 30 dias >30 dias Outro: ____________________ 14.1. Se não concorda, porquê? ______________________________________ 13. Você realizaria mais avaliações se os pareceres fossem remunerados? Sim Não 15. Você tem alguma sugestão para melhorar a sua colaboração? ______________________________________ 16. Que tipo de formulário/roteiro de avaliação você acha mais funcional? Formulário livre, sem roteiro Formulário com perguntas abertas Formulário com perguntas fechadas Formulário com perguntas abertas e fechadas Outro: ____________________ D. Sobre as falhas dos artigos 17. Assinale a opção mais adequada (de 1 a 5) em relação às falhas que você observa nos artigos (ou aos principais motivos que você rejeita(ria) um artigo). Considere 1 como “pouco frequente” e 5 como “muito frequente”: 1 2 3 4 5 Não se enquadrar no escopo da revista Não ser original/inovador Não apresentar contribuições para a área Problemas na redação do texto (ortografia/gramática, escrita científica) Problemas com a amostra Falhas conceituais Falhas metodológicas Falhas estatísticas Discussão insuficiente Dificuldades em relacionar a conclusão ao objetivo do estudo Referências desatualizadas Ferraz EC, 2015 69 E. Sobre as dificuldades 18. Nos itens a seguir, assinale a opção mais adequada (de 1 a 5), em relação às principais dificuldades que você observa nos autores. Considere 1 como “pouca dificuldade” e 5 como “muita dificuldade”: 1 2 3 4 5 Formatar o artigo Submeter o artigo Enviar documentos suplementares (tabelas, figuras, cover letter etc) Entender ou atender as normas da revista Adequar o artigo ao escopo da revista Elaborar tabelas e gráficos Redação do texto (ortografia/gramática, vocabulário, escrita científica) Definir o tipo de artigo (Artigo Original, Estudo de Caso, Artigo de Revisão etc) Definir as seções do artigo (Introdução, Métodos, Resultados etc) Definir o conteúdo de cada seção do artigo Definir o título Elaborar o resumo Elaborar a introdução Definir o objetivo Descrever os métodos Descrever os resultados Elaborar a discussão Elaborar a conclusão Selecionar os artigos pertinentes ao estudo (referências) Entender o parecer (sugestões dos editores e/ou avaliadores) Aceitar o parecer recebido Atender as solicitações dos avaliadores Cumprir o prazo estabelecido 18.1. O que você acha que poderia melhorar a atuação dos autores? ________________________________________________________________________________ 19. Nos itens a seguir, assinale a opção mais adequada (de 1 a 5), em relação às suas principais dificuldades como avaliador. Considere 1 como “pouca dificuldade” e 5 como “muita dificuldade”: 1 2 3 4 5 Sobrecarga de artigos para avaliar Artigos que não são da sua área de especialidade Conhecimento sobre Metodologia Científica Conhecimento sobre escrita científica Conhecimento sobre as normas da revista Diálogo com o editor Diálogo com o autor Sistema de avaliação da revista Suporte da revista para esclarecer dúvidas Prazo de devolução do parecer Indisponibilidade (falta de tempo) Conflito de interesses Ferraz EC, 2015 70 20. O que você acha que poderia melhorar a sua atuação como avaliador? Considere 1 como “pouco relevante” e 5 como “muito relevante” 1 2 3 4 5 Receber orientações específicas do editor Ter mais liberdade/autonomia nos pareceres Ter as minhas sugestões aceitas com mais frequência pelos editores Receber justificativas do editor, caso as minhas sugestões não sejam aceitas Ser informado sobre a opinião do(s) outro(s) avaliador(es) em relação ao artigo Participar de reuniões periódicas com a equipe da revista (presenciais ou não) Receber treinamentos sobre avaliação de artigos/escrita científica Receber material de apoio para consulta (livros, manuais de conduta/boas práticas, páginas eletrônicas etc) Ter prazo maior para envio dos pareceres Receber recompensas (inscrição em eventos, desconto para publicação etc) como forma de incentivo Ser remunerado pelas avaliações 20.1. Você tem alguma sugestão para os editores, que possam contribuir para a melhoria das revistas da área? _______________________________________________________________________________ Área livre para comentários Deixe o seu comentário sobre algo que não foi perguntado, sobre o questionário ou sobre outros assuntos pertinentes (opcional) _______________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________ Ferraz EC, 2015 71 Anexo 3. Questionário para editores de periódicos nacionais A. Identificação 1. Título da revista: As respostas NÃO serão divulgadas pelo título da revista ou nome do editor ______________________________________ 2. Função do respondente na revista: Editor chefe/científico Editor executivo Editor associado Editor júnior Assistente editorial/gerente do periódico Assistente de secretaria Outro: 3. Há quanto tempo você exerce essa função na revista? Há menos de 1 ano Entre 1 e 2 anos Entre 2 e 3 anos Entre 3 e 4 anos Entre 4 e 5 anos Há mais de 5 anos Outro: ____________________ 4. A sua revista segue algum código de boas práticas editoriais/científicas (por ex. COPE, FAPESP etc)? Em caso afirmativo, por favor, indique qual o código, na opção “Outro” Sim Não Outro: ____________________ B. Caracterização da revista 5. Quantos artigos, em média, a sua revista recebe por ano? <50 Entre 50 e 100 Entre 100 e 150 Entre 150 e 200 Entre 200 e 250 Entre 250 e 300 >300 Não sei informar Outro: ____________________ 6. Qual é a média de citações recebidas por ano pela sua revista? De 1 a 10 De 10 a 20 De 20 a 30 De 30 a 40 De 40 a 50 >50 Ferraz EC, 2015 Não sei informar Outro: ____________________ 7. Qual é o índice anual médio de reprovação/ rejeição de artigos na sua revista? <10% Entre 10 e 20% Entre 20 e 30% Entre 30 e 40% Entre 40 e 50% Entre 50 e 60% >60% Não sei informar Outro: ____________________ 8. Qual é o tempo médio, para a aprovação e publicação, de um artigo na sua revista? Aprovação <1 mês Entre 1 e 3 meses Entre 3 e 6 meses Entre 6 e 9 meses Entre 9 e 12 meses >12 meses Não sei informar Outro: ____________________ 8.1 Publicação (considere ahead of print): <1 mês Entre 1 e 3 meses Entre 3 e 6 meses Entre 6 e 9 meses Entre 9 e 12 meses >12 meses Não sei informar Outro: ____________________ 9. Que tipo de instituição é responsável pela publicação da sua revista? Sociedade científica Editora particular Instituição de ensino Outro: ____________________ 10. A sua revista conta com fontes de financiamento ou patrocínio? Sim Não 11. O custo da publicação na sua revista é repassado aos autores? Eles têm que pagar pela publicação? Sim Não 72 12. Como é feita a submissão de artigos na sua revista? Por sistema de submissão online Por email Pelo correio Outro: ____________________ C. Sobre os avaliadores 13. Quais são os critérios de seleção dos membros do corpo editorial da sua revista? Assinale todas as alternativas pertinentes: Ser especialista Titulação mínima de mestre Titulação mínima de doutor Ter vínculo com curso de pós-graduação Ser influente/reconhecido/representativo na área Ter experiência clínica Ter número mínimo de publicações Participar de eventos científicos da área Outro: ____________________ 14. Qual é o formato de análise de artigos, disponibilizado aos avaliadores? Formulário livre, sem roteiro Formulário com perguntas abertas Formulário com perguntas fechadas Formulário com perguntas abertas e fechadas Outro: ____________________ 15. Quantos avaliadores analisam um mesmo artigo? Desconsidere casos especiais e/ou exceções 1 2 3 4 >4 Outro: ____________________ 16. Quanto tempo, em média, os avaliadores têm para emitir seus pareceres? 7 dias 15 dias 20 dias 30 dias >30 dias Outro: ____________________ 17. Os avaliadores costumam cumprir os prazos estabelecidos para enviar o parecer? Sim Não A maioria sim A maioria não 18. Considerando os avaliadores que NÃO costumam cumprir os prazos, qual a sua conduta (editor) para esses casos? Aguardar o avaliador responder, independente do tempo que demorar Cobrar o avaliador e estabelecer um novo prazo Cancelar a avaliação e enviar para outro avaliador Cancelar a avaliação e não enviar mais artigos para esse avaliador (ou retirá-lo do corpo editorial) Outro: ____________________ 19. Nos itens a seguir, assinale a opção mais adequada (de 1 a 5), em relação às principais dificuldades enfrentadas com os avaliadores. Considere 1 como “pouca dificuldade” e 5 como “muita dificuldade”: 1 2 3 4 5 Qualificação profissional Sobrecarga de artigos para avaliar Qualidade dos pareceres Conhecimento sobre Metodologia Científica Conhecimento sobre as normas da revista Prazo de devolução Indisponibilidade Falta de resposta Conflito de interesses Ferraz EC, 2015 73 20. O que você acha que poderia melhorar a atuação dos avaliadores? Considere 1 como “pouco relevante” e 5 como “muito relevante”: 1 2 3 4 5 Consultar/incluir pesquisadores jovens no corpo editorial ou como ad hocs Oferecer material de apoio para consulta (livros, manuais de conduta/boas práticas, páginas eletrônicas etc) Oferecer treinamentos sobre avaliação de artigos/escrita científica Oferecer recompensas (inscrição em eventos, desconto para publicação etc) como forma de incentivo Profissionalizar (remunerar) as avaliações Realizar reuniões periódicas com os avaliadores Aumentar o prazo de avaliação Adotar “punições declaradas” para os que não respondem ou atrasam o parecer 21. Quais as características de um parecer ruim? Assinale, no máximo, 3 opções: Ausência de crítica Excesso de crítica Foco exclusivo nas correções de forma/redação do texto Solicitação de correções diferentes a cada rodada Ausência de sugestões de mudanças específicas no artigo Sugestão de modificações inviáveis (em relação à casuística, à estatística etc) Outro: ____________________ D. Sobre os autores 22. Os autores podem sugerir avaliadores para analisar (ou não analisar) o artigo na sua revista? Sim Não Ferraz EC, 2015 23. Em geral, como é a receptividade dos autores em relação aos pareceres recebidos? Boa Ruim Considerada pessoal Indiferente Outra: ____________________ 24. Os autores costumam contestar o parecer dos avaliadores? Sempre Às vezes Raramente Nunca Outra: ____________________ 74 25. Nos itens a seguir, assinale a opção mais adequada (de 1 a 5), em relação às principais dificuldades dos autores. Considere 1 como “pouca dificuldade” e 5 como “muita dificuldade”: 1 2 3 4 5 Formatar o artigo Submeter o artigo Enviar documentos suplementares (tabelas, figuras, cover letter etc) Entender ou atender as normas da revista Adequar o artigo ao escopo da revista Elaborar tabelas e gráficos Redação do texto (ortografia/gramática, vocabulário, escrita científica) Definir o tipo de artigo (Artigo Original, Estudo de Caso, Artigo de Revisão etc) Definir as seções do artigo (Introdução, Métodos, Resultados etc) Definir o conteúdo de cada seção do artigo Definir o título Elaborar o resumo Elaborar a introdução Definir o objetivo Descrever os métodos Descrever os resultados Elaborar a discussão Elaborar a conclusão Selecionar os artigos pertinentes ao estudo (referências) Entender o parecer (sugestões dos editores e/ou avaliadores) Aceitar o parecer recebido Atender as solicitações dos avaliadores Cumprir o prazo estabelecido Dificuldades após a aprovação do artigo (formatação, revisão ortográfica, tradução, ahead of print etc) 26. O que você acha que poderia melhorar a atuação dos autores? Considere 1 como “melhoraria pouco” e 5 como “melhoraria muito”: 1 2 3 4 5 Disponibilizar tutoriais sobre o processo de submissão de artigos Oferecer cursos ou treinamentos sobre escrita científica Aumentar o prazo de avaliação Aperfeiçoar o suporte aos autores Educação/instrução formal de qualidade Ferraz EC, 2015 75 E. Sobre a avaliação dos artigos 27. O processo de avaliação dos artigos é cego (para autores, avaliadores e editores) na sua revista? Somente para autores Somente para avaliadores Para autores e avaliadores Para autores, avaliadores e editores associados Outro: ____________________ 28. Na sua revista, a quem cabe a decisão de aceitar ou rejeitar um artigo? Editor chefe/científico Editor executivo Editor associado Avaliador Editor chefe e editor executivo Editores (chefe, executivo e associado) Editor chefe e avaliador Editor executivo e avaliador Editor associado e avaliador Outro: ____________________ 29. Assinale a opção mais adequada (de 1 a 5) em relação às principais causas de reprovação/rejeição de artigos na sua revista. Considere 1 como “pouco frequente” e 5 como “muito frequente”: 1 2 3 4 5 Não se enquadrar no escopo da revista Não ser original/inovador Não apresentar contribuições para a área Problemas na redação do texto (ortografia/gramática, escrita científica) Problemas com a amostra Falhas conceituais Falhas metodológicas Falhas estatísticas Discussão insuficiente Dificuldade em relacionar a conclusão ao objetivo do estudo Referências desatualizadas F. Sobre melhorias para as revistas da área 30. O que você acha que poderia aprimorar o processo de editoração da sua revista? Assinale a opção mais adequada: Melhoraria Melhoraria Indiferente pouco muito Troca de experiência (interna) entre os editores das revistas da área Incentivar a colaboração de autores e avaliadores de outros países Promover eventos específicos sobre escrita científica, com parceria entre as revistas Divulgar as metas, ações e conquistas da revista, periodicamente Aumentar a divulgação da revista nas mídias sociais Padronizar algumas exigências entre as revistas (por exemplo, formatação do artigo, prazos etc) Área livre para comentários Deixe o seu comentário sobre algo que não foi perguntado, sobre o questionário ou sobre outros assuntos pertinentes (opcional) ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ Ferraz EC, 2015 76 Anexo 4. Questionário para editores de periódicos internacionais (versão traduzida) A. Identification 1. Journal title: The answers will NOT be published by journal title or editor’s name 2. Respondent position at the journal: Editor in chief/scientific editor Executive editor Associate editor Junior editor Editorial assistant/journal manager Office assistant Other: ____________________ 3. How long you exercise this function in the journal? Less than 1 year Between 1 and 2 years Between 2 and 3 years Between 3 and 4 years Between 4 and 5 years More than 5 years Other: ____________________ 4. Does your journal follow a code of good editorial/scientific practices (ex. COPE)? If so, please indicate wich code, in the option “Other” Yes No Other: ____________________ B. Journal characterization 5. How many articles, on average, your journal receives each year? <50 Between 50 and 100 Between 100 and 150 Between 150 and 200 Between 200 and 250 Between 250 and 300 >300 I don’t know Other: ____________________ 6. What is the citations average, per year, for your journal? 1 to 10 10 to 20 20 to 30 30 to 40 40 to 50 >50 I don’t know Other: ____________________ Ferraz EC, 2015 7. What is the average annual rate of rejection of articles in your journal? <10% Between 10 and 20% Between 20 and 30% Between 30 and 40% Between 40 and 50% Between 50 and 60% >60% I don’t know Other: ____________________ 8. What is the average time for approval and publication of an article in your journal? Approval <1 month Between 1 and 3 months Between 3 and 6 months Between 6 and 9 months Between 6 and 9 months >12 months I don’t know Other: ____________________ 8.1 Publication (consider ahead of print): <1 month Between 1 and 3 months Between 3 and 6 months Between 6 and 9 months Between 6 and 9 months >12 months I don’t know Other: ____________________ 9. What kind of institution is responsible for the publication of your journal? Scientific society Private publisher Educational institution Other: ____________________ 10. Does your journal have sources of funding or sponsorship? Yes No 11. The cost of publishing in your journal is charged to the authors? Do they have to pay for the publication? Yes No 12. How is the submission of articles in your journal? Online submission system E-mail Regular mail Other: ____________________ 77 C. About the reviewers 13. What are the selection criteria for members of the editorial board in your journal? Check all that apply: An expert Own a master degree Own a PhD degree Graduate level advisor Recognized in the area Clinical experience Minimum number of publications Other: ____________________ 14. What is the articles analysis format, available to the reviewers? Free form without script Form with open questions Form with closed questions Form with open and closed questions Other: ____________________ 15. How many reviewers analyze the same article? Disregard special cases and/or exceptions 1 2 3 4 >4 Other: ____________________ 16. How long, on average, the reviewers have to state their opinions? 7 days 15 days 20 days 30 days >30 days Other: ____________________ 17. Do reviewers usually meet the deadline? Yes No Mostly yes Mostly no 18. Considering the reviewers that usually DO NOT meet the deadlines, what is your aproach (editor) in these cases? Wait for the reviewer to answer, regardless of the time it takes Call the reviewer and set a new deadline Cancel the assignment and send to another reviewer Cancel the assignment and do not send more items for this reviewer (or remove it from the editorial board) Other: ____________________ 19. In the following items, select the most appropriate option (1-5) in relation to the main difficulties encountered with the evaluators. Consider 1 as “small difficulty” and 5 as “very difficult”: 1 2 3 4 5 Professional qualification Articles overload Quality of review Knowledge of scientific methods Knowledge about the journal’s guidelines Deadline for returning the review Unavailability Lack of response Conflict of interests Ferraz EC, 2015 78 20. What do you think that could improve the performance of the reviewers? Consider 1 as “little relevance” and 5 as “great relevance”: 1 2 3 4 5 Include young researchers in the editorial board or as ad hocs reviewers Provide training on review articles/scientific writing Offer rewards (registration for events, discount for publication etc.) as an incentive Professionalize (pay) evaluations Hold regular meetings with reviewers Increase the deadline to review Adopt “declared punishments” for those who do not respond or delay the review 21. What are the characteristics of a bad review? Indicate maximum of 3 options: Absence of criticism Excess of criticism Exclusive focus on corrections in style/wording of the text Request different reviews every time round Absence of suggestions for specific changes in the article Suggestion of unviable changes (relative to sample size, statistical etc.) Other: ____________________ D. About the authors 22. Authors may suggest reviewers to analyze (or not analyze) the article in your journal? Yes No Ferraz EC, 2015 23. In general, how is the author’s receptivity in relation to reviews? Good Bad Considered personal Indifferent Other: ____________________ 24. Do the authors contest the opinion of the reviewers? Always Sometimes Rarely Never Other: ____________________ 79 25. In the following items, select the most appropriate option (1-5) in relation to the main difficulties of the authors. Consider 1 as “little difficulty” and 5 as “great difficult”: 1 2 3 4 5 Format Submission Send additional documents (tables, figures, cover letter etc.) Understand or answer to the journal’s guidelines Adapt the article to journal’s scope Prepare tables and graphs Text editing (spelling/grammar, vocabulary, scientific writing) Set the type of article (Original Article, Case Study, Review Article etc.) Set the article sections (Introduction, Methods, Results etc) Set the contents of each section of the article Set the title Prepare abstract Prepare introduction Define objective Describe methods Describe results Develop discussion Develop conclusion Select relevant articles to the study (references) Understanding the reviewers comments (suggestions of editors and/or reviewers) Accept the review received Answer the reviewers’ request Fulfill the deadline Difficulties after the article approval (formatting, proofreading, ahead of print etc) 26. What, in your opinion would improve the performance of the authors? Consider 1 to “improve somewhat” and 5 as “greatly improve”: 1 2 3 4 5 Providing tutorials on the article submission process Offering courses or training on scientific writing Increase the deadline Improve support to authors Quality of scientific education Ferraz EC, 2015 80 E. About articles’ evaluation 27. The article evaluation process is blind (for authors, reviewers and editors) in your journal? Only for authors Only for reviewers For authors and reviewers For authors, reviewers and associated editors Other: ____________________ 28. In your journal, who is responsible for the decision to accept or reject an article? Editor in chief/scientific editor Executive editor Associated editor Reviewer Editor in chief and executive editor Editors (in chief, executive and associated) Editor in chief and reviewer Executive editor and reviewer Associated editor and reviewer Other: ____________________ 29. Select the most appropriate option (1-5) about the main causes of failure/rejection of articles in your journal. Consider 1 as “uncommon” and 5 as “very common”: 1 2 3 4 5 Inadequate for the journal’s scope Not original/innovator No contributions to area Problems with text editing (spelling/grammar, scientific writing) Problems with the sample Conceptual failures Methodological failures Statistical failures Superficial discussion Difficulty in relating the conclusion to the objective Outdated references F. About improvements to the journals of the area 30. What do you think would enhance the editorial process of your journal? Select the most appropriate option: Improve slightly Indifferent Improve a lot Exchange of experience (internal) between editors of other journals in the field Encourage collaboration of authors and reviewers from other countries Promote specific events on scientific writing, with partnership between the journals Promote specific events on scientific writing, with partnership between the journals Increase the journal’s divulgation in social media Standardize certain requirements between the journals (eg, article format, deadlines etc.) Free area for comments Leave your comments about anything that was not asked on the questionnaire or on other relevant issues (optional) ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ Ferraz EC, 2015 81 7. REFERÊNCIAS 1. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (INEP). Educação superior. [acesso em: 14 dez 2014]. Disponível em: http://portal.inep.gov.br/visualizar/-/asset_publisher/6AhJ/content/brasil-teve-mais-de-7-milhoes-de-matriculas-no-ano-passado 2. Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). Sistema de informações georreferenciadas – Geocapes [distribuição de discentes e matriculados 2011 e 2013]. [acesso em: 15 mar 2015]. Disponível em: http:// geocapes.capes.gov.br/geocapes2/ 3. A internacionalização dos periódicos foi tema central da IV Reunião Anual do SciELO. SciELO em Perspectiva. [viewed: 18 December 2014]. Disponível em: http://blog.scielo.org/blog/2014/12/16/a-internacionalizacao-dos-periodicos-foi-tema-central-da-iv-reuniao-anual-do-scielo/ 4. Packer AL. Os periódicos brasileiros e a comunicação da pesquisa nacional. Revista USP. 2011;89:26-61. 5. SCImago Journal Rank (SJR). Country rankings 2001. [acesso em: 15 mar 2015]. Disponível em: http://www.scimagojr.com/countryrank.php?area=0&category=0®ion=all&year=2001&order=it&min=0&min_type=it 6. SCImago Journal Rank (SJR). Country rankings 2011. [acesso em: 15 mar 2015]. Disponível em: http://www.scimagojr.com/countryrank.php?area=0&category=0®ion=all&year=2011&order=it&min=0&min_type=it 7. Romancini R. Periódicos brasileiros em comunicação: histórico e análise preliminar. IV Encontro dos Núcleos de Pesquisa da Intercom. Porto Alegre: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul; 2004. [acesso em: 14 dez 2014]. Disponível em: http://www.portcom.intercom.org.br/pdfs/6198670335426108171 9219288772266862235.pdf 8. Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP). Artigos nonsense. Pesquisa FAPESP. 2014;219:9. [acesso em: 14 dez 2014]. Disponível em: http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2014/05/009_BoasPraticas_219.pdf?3a6295 9. Committee on publication ethics (COPE). Code of conduct and best practice – guidelines for journal editors. Committee on publication ethics; 2011. [acesso em: 15 dez 2014]. Disponível em: http://publicationethics.org/files/Code_of_conduct_for_journal_editors_Mar11.pdf 10. Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP). Código de boas práticas Científicas. FAPESP; 2014. [acesso em: 15 dez 2014]. Disponível em: http://www.fapesp.br/boaspraticas/FAPESP-Codigo_de_Boas_Praticas_Cientificas_2014.pdf 11. Cáceres AM, Gândara JP, Puglisi ML. Redação científica e a qualidade dos artigos: em busca de maior impacto. J Soc Bras Fonoaudiol. 2011;23(4):401-6. 12. Volpato GL. Como escrever um artigo científico. Anais Acad Pernamb Ciênc Agronômica. 2007;4:97-115. 13. SCImago Journal Rank (SJR). Country search [Brazil]. [acesso em: 15 mar 2015]. Disponível em: http://www.scimagojr.com/countrysearch.php?area=0&country=BR&w= 14. SCImago Journal Rank (SJR). Country search [Brazil – Health professions]. [acesso em: 15 mar 2015]. Disponível em: http://www.scimagojr.com/countrysearch.php?country=BR&area=3600 15. Iório MCM, Rodacki ALF. Pós-graduação na área de Educação Física, Fisiote- 82 rapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional. Capítulo 149. p. 1116-1119. In: Marchesan IQ, Silva HJ, Tomé MC (organizadores). Tratado das especialidades em Fonoaudiologia. Roca: São Paulo; 2014. 16. Danuello JC. Estudo da produção científica dos docentes de pós-graduação em Fonoaudiologia, no Brasil, para uma análise do domínio. Tese (doutorado). Marília: Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”; 2014. 17. Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). Resultado final avaliação trienal 2013 [indicadores por área – Educação Física]. [acesso em: 15 mar 2015]. Disponível em: https://docs.google.com/viewer?a=v&pid=sites&srcid=Y2FwZXMuZ292LmJyfHRyaWVuYWwtMjAxM3xneDozYzdmNTRmMDQ1OTQyY2Q3 18. Albuquerque UP. A qualidade das publicações científicas – considerações de um editor de área ao final do mandato [opinião]. Acta Bot Bras. 2009;23(1):292-6. [acesso em: 15 mar 2015]. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/abb/v23n1/ v23n1a31.pdf 83 FONTES CONSULTADAS Chagas ATR. O questionário na pesquisa científica. Prática – Pesquisa – Ensino. 2000;1(1). [acesso em: 18 jun 2014]. Disponível em: http://www.fecap.br/adm_ online/art11/anival.htm Bueno WC. Comunicação científica e divulgação científica: aproximações e rupturas conceituais. Inf. Inf. 2010;15(n espec):1-12. DOI: 10.5433/1981-8920.2010v15nesp. p1 Bursztyn M, Drummond JA, Nascimento EP. Como escrever (e publicar) um trabalho científico. Dicas para pesquisadores e jovens cientistas. Rio de Janeiro: Garamond, 2013. Campanatti-Ostiz H, Andrade CRF. Periódicos nacionais em Fonoaudiologia: caracterização de indicador de impacto. Pró Fono. 2006:18(1):99-110. Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP). Análise da produção científica a partir de publicações em periódicos especializados. p. 1-47. [acesso em: 18 jun 2014]. Disponível em: http://www.fapesp.br/indicadores/2010/ volume1/cap4.pdf Marlow MA. Writing scientific article like a native English speaker: top ten tips for Portuguese speakers. [Editorial]. Clinics. 2014;69(3):153-7. Marques F. Escreva bem ou pereça. Pesquisa FAPESP. 2011;182:34-9. McGowan D. How to write for and get published in scientific journals. [Workshop FAPESP, São Paulo; 2012]. [acesso em: 18 maio 2013]. Disponível em: http:// www.fapesp.br/eventos/2012/03/howtowrite/daniel.pdf Munhoz CMA, Massi G, Berberian AP, Giroto CRM, Guarinello AC. Análise da produção científica nacional fonoaudiológica acerca da linguagem escrita. Pró Fono. 2007;19(3):249-58. Pereira MG. Artigos científicos: como redigir, publicar e avaliar. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013. Squarisi D, Salvador A. A arte de escrever bem. 8ª ed. São Paulo: Contexto; 2013. Vanti NAP. Da bibliometria à webometria: uma exploração conceitual dos mecanismos utilizados para medir o registro da informação e a difusão do conhecimento. Ci Inf (Brasília). 2002;31(2):152-62. Volpato GL. Dicas para redação científica. 3ª ed. São Paulo: Cultura Acadêmica; 2010. Volpato GL. Pérolas da redação científica. São Paulo: Cultura Acadêmica; 2010. Zucolotto V. Curso de escrita científica: produção de artigos de alto impacto. Videoaulas [acesso em: 18 ago 2014]. Disponível em: http://www.escritacientifica.com/ pt-BR/videoaulas 84 RESUMO O aumento do número de cursos de ensino superior e da procura por cursos de pós-graduação fez crescer o interesse pela pesquisa científica no Brasil. Entretanto, houve um acréscimo em quantidade, mas não na qualidade das pesquisas, inclusive na Fonoaudiologia. Na área da Saúde da Comunicação Humana, o número de publicações de impacto ainda é limitado a poucos pesquisadores e reduzido, se comparado à publicação de outras áreas da saúde. Um dos aspectos principais para isso é a escassez de formação específica para a elaboração de artigos. Não existem publicações que discutam as políticas de incentivo à elaboração e submissão de artigos de alto impacto, para auxiliar os autores no planejamento e na divulgação da produção científica da área. O objetivo desta pesquisa foi elaborar um guia de recomendação para auxiliar pesquisadores iniciantes na preparação de artigos científicos para publicação na área da Saúde da Comunicação Humana. Descritores: Fonoaudiologia; Domínios científicos; Comunicação e divulgação científica; Comunicação em saúde; Publicações 85 ABSTRACT The increase in the number of higher education courses and demand for graduate programs has increased interest in scientific research in Brazil. However, there was an increase in quantity but not in quality of research, including speech therapy and communication sciences. In the area of Health of Human Communication, the number of publications with high impact is still low and limited to few researchers and reduced compared to the publications of other health areas. One aspect to this is the lack of specific training for the preparation of the manuscripts. There are no publications that discuss the policies to encourage preparation and submission of high impact articles, to assist authors in planning and disseminating of scientific production in the area. The objective of this research was to develop a recommendation guide to help beginners researchers in preparing scientific articles in Health of Human Communication area. Keywords: Speech, language and hearing sciences; Scientific domains; Scientific communication and diffusion; Health communication; Publications 86 LISTAS E APÊNDICES Quadro 1. Locais, termos de busca e endereços consultados na pesquisa de livros e páginas eletrônicas Quadro 2. Refinamentos utilizados na busca de livros Quadro 3. Refinamentos e termos utilizados na busca de periódicos Tabela 1. Participantes convidados e que responderam o questionário Tabela 2. Caracterização dos alunos em relação aos cursos de graduação e pós-graduação Tabela 3. Caracterização dos alunos em relação à escrita e publicação científica Tabela 4. Caracterização dos avaliadores de periódicos nacionais Tabela 5. Caracterização dos editores de periódicos nacionais e internacionais Anexo 1. Questionário para alunos de pós-graduação stricto sensu Anexo 2. Questionário para avaliadores de periódicos nacionais Anexo 3. Questionário para editores de periódicos nacionais Anexo 4. Questionário para editores de periódicos internacionais (versão traduzida) Apêndice 1. Carta de informação e Termo de Consentimento Livre e Esclarecido para alunos de Pós-Graduação stricto sensu Apêndice 2. Carta de informação e Termo de Consentimento Livre e Esclarecido para avaliadores de periódicos nacionais Apêndice 3. Carta de informação e Termo de Consentimento Livre e Esclarecido para editores de periódicos nacionais Apêndice 4. Carta de informação e Termo de Consentimento Livre e Esclarecido para editores de periódicos internacionais Apêndice 5. Autorização do Instituto de Pesquisa da Irmandade da Santa Casa de São Paulo Apêndice 6. Aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa (Plataforma Brasil) 87 Apêndice 1. Carta de informação e Termo de Consentimento Livre e Esclarecido para alunos de Pós-Graduação stricto sensu Prezado(a) pós-graduando(a) Você está sendo convidado(a) a participar de uma pesquisa de mestrado, com a autorização da coordenação do seu curso. Trata-se da pesquisa “Guia de orientação para publicação científica”, da aluna Érica de Cássia Ferraz, do Mestrado Profissional em Saúde da Comunicação Humana, da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, orientado pela Profa. Dra. Ana Luiza Navas. Aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa, parecer número 470.373. A sua participação é voluntária, isenta de despesas ou pagamentos e não envolve nenhum risco. Consiste apenas em responder algumas perguntas do formulário. As respostas são rápidas e objetivas. O objetivo do questionário é conhecer o perfil dos alunos de pós-graduação, em relação à experiência com a comunicação científica. Desta forma, não será avaliado o seu curso atual, seu orientador, nem o seu desempenho. As informações fornecidas terão seu anonimato garantido pelos pesquisadores responsáveis. Você NÃO será identificado(a), em nenhuma hipótese. A identificação será apenas de conhecimento do pesquisador, que nada revelará, por questões éticas. Os dados coletados serão utilizados somente para pesquisa e os resultados serão veiculados por meio de artigos científicos em revistas especializadas e/ou encontros científicos e congressos, sem nunca divulgar a sua identificação. A qualquer momento, você poderá desistir de participar e retirar o seu consentimento. Se você concordar em participar, por favor, clique no link abaixo e selecione a opção “Sim”. Aguardaremos a sua resposta até o dia 15 de dezembro. Agradecemos, antecipadamente, pela sua colaboração. Atenciosamente, Érica de Cássia Ferraz [email protected] Consentimento para participação na pesquisa* *Resposta obrigatória Declaro ter sido esclarecido(a) sobre os objetivos e os procedimentos da pesquisa, além de ter ciência da ausência de riscos ou desconfortos que ela trará para mim e ter ficado ciente de todos os meus direitos. Desta forma, CONCORDO EM PARTICIPAR, voluntariamente, da pesquisa “Guia de orientação para publicação científica”, e autorizo a divulgação das informações por mim fornecidas em congressos e/ou publicações científicas, desde que nenhum dado possa me identificar. ( ) Sim ( ) Não 88 Apêndice 2. Carta de informação e Termo de Consentimento Livre e Esclarecido para avaliadores de periódicos nacionais Prezado avaliador Você está sendo convidado(a) a participar da pesquisa “Guia de orientação para publicação científica”, da aluna Érica de Cássia Ferraz, do Curso de Pós-Graduação do Mestrado Profissional em Saúde da Comunicação Humana, da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, orientado pela Profa. Dra. Ana Luiza Navas. Aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa, parecer número 470.373. O objetivo do questionário é fazer um levantamento sobre as principais dificuldades dos autores, avaliadores e editores, durante o processo de avaliação e publicação de artigos científicos nacionais, na área da Saúde da Comunicação Humana. A sua participação é voluntária, isenta de despesas ou pagamentos e não envolve nenhum risco. Consiste apenas em responder algumas perguntas do formulário. As respostas são rápidas e objetivas. As informações fornecidas terão seu anonimato garantido pelos pesquisadores responsáveis. Você NÃO será identificado(a), em nenhuma hipótese. A identificação será apenas de conhecimento do pesquisador, que nada revelará, por questões éticas. Os dados coletados serão utilizados somente para pesquisa e os resultados serão veiculados por meio de artigos científicos em revistas especializadas e/ou encontros científicos e congressos, sem nunca divulgar a sua identificação. A qualquer momento, você poderá desistir de participar e retirar o seu consentimento. Se você concordar em participar, por favor, clique no link abaixo e selecione a opção “Sim”. Aguardaremos a sua resposta até o dia 15 de dezembro. Agradecemos, antecipadamente, pela sua colaboração. Atenciosamente, Érica de Cássia Ferraz [email protected] Consentimento para participação na pesquisa* *Resposta obrigatória Declaro ter sido esclarecido(a) sobre os objetivos e os procedimentos da pesquisa, além de ter ciência da ausência de riscos ou desconfortos que ela trará para mim e ter ficado ciente de todos os meus direitos. Desta forma, CONCORDO EM PARTICIPAR, voluntariamente, da pesquisa “Guia de orientação para publicação científica”, e autorizo a divulgação das informações por mim fornecidas em congressos e/ou publicações científicas, desde que nenhum dado possa me identificar. ( ) Sim ( ) Não 89 Apêndice 3. Carta de informação e Termo de Consentimento Livre e Esclarecido para editores de periódicos nacionais Prezado editor Você está sendo convidado(a) a participar da pesquisa “Guia de orientação para publicação científica”, da aluna Érica de Cássia Ferraz, do Curso de Pós-Graduação do Mestrado Profissional em Saúde da Comunicação Humana, da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, orientado pela Profa. Dra. Ana Luiza Navas. Aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa, parecer número 470.373. O objetivo do questionário é caracterizar os periódicos e fazer um levantamento sobre as principais dificuldades dos autores, avaliadores e editores, durante o processo de avaliação e publicação de artigos científicos, na área da Saúde da Comunicação Humana. A sua participação é voluntária, isenta de despesas ou pagamentos e não envolve nenhum risco. Consiste apenas em responder algumas perguntas do formulário. As respostas são rápidas e objetivas. As informações fornecidas terão seu anonimato garantido pelos pesquisadores responsáveis. Você NÃO será identificado(a), em nenhuma hipótese. A identificação será apenas de conhecimento do pesquisador, que nada revelará, por questões éticas. Os dados coletados serão utilizados somente para pesquisa e os resultados serão veiculados por meio de artigos científicos em revistas especializadas e/ou encontros científicos e congressos, sem nunca divulgar a sua identificação. A qualquer momento, você poderá desistir de participar e retirar o seu consentimento. Se você concordar em participar, por favor, clique no link abaixo e selecione a opção “Sim”. Aguardaremos a sua resposta até o dia 15 de dezembro. Agradecemos, antecipadamente, pela sua colaboração. Atenciosamente, Érica de Cássia Ferraz [email protected] Consentimento para participação na pesquisa* *Resposta obrigatória Declaro ter sido esclarecido(a) sobre os objetivos e os procedimentos da pesquisa, além de ter ciência da ausência de riscos ou desconfortos que ela trará para mim e ter ficado ciente de todos os meus direitos. Desta forma, CONCORDO EM PARTICIPAR, voluntariamente, da pesquisa “Guia de orientação para publicação científica”, e autorizo a divulgação das informações por mim fornecidas em congressos e/ou publicações científicas, desde que nenhum dado possa me identificar. ( ) Sim ( ) Não 90 Apêndice 4. Carta de informação e Termo de Consentimento Livre e Esclarecido para editores de periódicos internacionais Dear editor You are invited to participate on a study in order to develop a “Guide for scientific publication”, a Master´s degree project from the Human Communications program, School of Medical Sciences of Santa Casa de São Paulo, Brazil, directed by Prof. Dr. Ana Luiza Navas. It was approved by the Research Ethics Committee, number 470.373. The purpose of questionnaire is to characterize scientific publications and gatter information on the main difficulties authors, reviewers and editors have during the evaluation and publication process of scientific articles in the Human Communication area. Your participation is voluntary, free of expenses or payments and involves no risk. It consists only in answering some questions of the on line form. Responses are fast and objective. The information will be anonimous. You will NOT be identified under any circumstances. The collected data will be used only for research and the results will be communicated by scientific articles in specialized journals and/or scientific meetings and conferences, without never disclosing your identification. At any time, you can give up to participate and withdraw your consent. If you agree to participate, please click the link below and select the “Yes” option. We will await for your response until December, 15th. Thank you in advance for your cooperation. Best Regards, Érica de Cássia Ferraz [email protected] Consent to participate in research* *Resposta obrigatória I declare that I have been informed on the objectives and research procedures, and be aware of the absence of risks or discomforts that it will bring to me. I have been aware of all my rights. Thus, I AGREE TO PARTICIPATE voluntarily, on the research “Guide for scientific publication”, and authorize the disclosure of the information I provide in conferences and/or scientific publications, since no data can identify me. ( ) Yes ( ) No 91 Apêndice 5. Autorização do Instituto de Pesquisa da Irmandade da Santa Casa de São Paulo 92 Apêndice 6. Aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa (Plataforma Brasil) 93 94 95