RESUMO
Este trabalho tem como objetivo compreender as a participação e as representações
sociais da mulher construídas pelo Hip Hop maranhense, em especial pelo grupo de
mulheres do movimento Hip Hop – “Preta Anastácia”, que faz parte do Movimento Hip
Hop Organizado do Maranhão “Quilombo Urbano”. Pretende analisar, como o
movimento político-cultural, que reúne três manifestações artísticas: o rap, break e
grafite têm tratado as relações de gênero em seu interior, representado as mulheres e
desenvolvendo atividades no sentido de construir a identidade étnico-racial e de gênero
às mulheres que participam dele. Para tanto, entendemos o Hip Hop como um
movimento de resistência e protesto que desde suas origens nos guetos negros norteamericanos tem sido formado por pessoas cujas identidades são estigmatizadas, mas que
têm (re)apropriado e (re)construído suas identidades étnico-raciais e de gênero,
desconstruindo e subvertendo os padrões dominantes de pertencimento étnico e
masculinidade. Enquanto metodologia, o estudo foi realizado mediante a combinação da
pesquisa bibliográfica, documental e empírica, o que levou a inserção da pesquisadora o
grupo pesquisado. As análises propostas são baseadas nas considerações teóricas sobre
Hip Hop, identidade, relações de gênero e representação sobre as mulheres. Os dados
refletidos foram coletados por meio de entrevistas semi-estruturadas, observação
participante, bem com na aquisição de documentos, letras de músicas, panfletos, jornais
e diversos outros materiais utilizados e produzidos pelo Hip Hop, em especial o
maranhense. Compreendemos que o Hip Hop se constitui, apesar de todas as suas
contradições, em uma possibilidade para as mulheres que buscam um agir coletivo
questionando o posicionamento inferiorizado que é atribuído a estas, a partir de uma
reivindicação feminista, construindo caminhos para uma maior visibilidade cultural e
política.
Palavras-chave: Hip Hop. Identidade. Mulheres. Representação.
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