UNIVERSIDADE ESTADUAL DE GOIÁS CURSO DE LICENCIATURA EM FÍSICA SIMULAÇÃO COMPUTACIONAL DE PROPRIEDADES ELÉTRICAS DA L-ARGININA FOSFATADA MONOHIDRATADA INCLUINDO EFEITOS DE POLARIZAÇÃO DO AMBIENTE Gabriela Cândido Ribeiro Orientador: Prof. Dr. Clodoaldo Valverde Anápolis/GO Março de 2014 RESUMO O momento de dipolo, a polarizabilidade linear e a primeira hiperpolarizabilidade da unidade assimétrica da L-arginina Fosfatada Monohidratada são investigados através de uma abordagem de supramolecular em combinação com um esquema iterativo de interação eletrostática em que as moléculas envolvidas são representadas como cargas pontuais. Neste trabalho, analisou-se a convergência das propriedades elétricas após o aumento do número de moléculas circundantes à central. A rápida convergência é apresentada por todas as propriedades elétricas, sugerindo que esta abordagem eletrostática pode representar um caminho viável para estimar as propriedades elétricas em cristais orgânico-inorgânicos. Em comparação com os resultados aos valores da L-arginina Fosfatada isolada, os resultados da aproximação MP2 com a base 6-311+G(d) mostram que os efeitos de polarização, devido à incorporação eletrostática supramolecular, levam a um aumento do momento de dipolo, já o efeito do ambiente cristalino minimiza os efeitos das interações intermoleculares nas propriedades elétricas. PALAVRAS-CHAVE: Polarizabilidade Linear; Primeira Hiperpolarizabilidade; interação eletrostática. 1. INTRODUÇÃO Cristais orgânicos desempenham um papel importante, várias aplicações industriais e são amplamente utilizados, em telecomunicações ópticas, geração de frequências ópticas não-lineares (ONL) [1-4]. Os materiais orgânicos com intensas propriedades ONL são de grande importância para aplicações fotônicas [5,6]. A aplicação destes materiais orgânicos é determinada, principalmente, pelas suas propriedades físico–químicas e também pela sua organização supramolecular no estado sólido, em particular, um cristal sem centro de simetria é responsável por efeitos quadráticos ONL, como a geração do segundo harmônico. De um ponto de vista teórico, cálculos ab initio têm sido utilizados, como uma ferramenta eficiente para obter as relações das propriedades estruturais da molécula isolada. Mas em cristais orgânicos, há também a necessidade de levar em conta os efeitos das moléculas vizinhas para uma descrição apropriada das propriedades ópticas não-lineares no estado sólido. Assim, a concepção de materiais de propriedades ópticas não-lineares mais eficientes, requer modelos teóricos que representem com detalhes as propriedades estruturais e eletrônicas do ambiente cristalino [7]. Polarizabilidades e hiperpolarizabilidades caracterizam o grau de distorção da nuvem eletrônica molecular resultante da aplicação de um campo elétrico externo. A polarizabilidade e a primeira hiperpolarizabilidade são propriedades elétricas dinâmicas que estão relacionadas, respectivamente, a fenômenos ópticos, como a refração e absorção, e a fenômenos ópticos não-lineares[8]. A determinação de tais propriedades é essencial, dentre outras, para uma compreensão mais aprofundada das forças de dispersão e indução intermoleculares de longo alcance [8]. Nos últimos anos estudos teóricos e experimentais têm sido direcionados visando à obtenção de novas moléculas ópticas não-lineares com características desejadas para aplicações em tecnologia fotônica [5,6]. Uma classe de moléculas orgânicas que contém pontes conjugadas associadas a grupo Doador-Aceptor, e que apresentam potencial ONL de segunda e terceira ordem são as azo-enaminonas. O principal objetivo deste trabalho é utilizar o método supramolecular em um processo iterativo para simular o efeito de polarização do meio sobre as propriedades elétricas de moléculas orgânicas. Desta forma, a obtenção do momento de dipolo, polarizabilidade linear, primeira hiperpolarizabilidade da unidade assimétrica constituinte do cristal serão obtidas sub-rodeadas por um domínio de polarização devido às demais moléculas tratadas como cargas pontuais. Este procedimento de polarização é baseado no fato de que as interações intermoleculares dominantes são de natureza eletrostática e leva em conta os efeitos eletrostáticos de longo alcance. Uma abordagem iterativa semelhante tem sido aplicada com sucesso para o estudo da polarização do meio nos estudos das propriedades de ópticas não-lineares de cristais de L-arginina Fosfatada Monohidratada [5,6]. Além disso, usando um modelo de dímero, investigou-se como a incorporação deste efeito de polarização do meio, modifica o efeito das interações intermoleculares nas propriedades elétricas [9-13]. Neste trabalho, aumentou-se a configuração de cargas pontuais de 5x5x5, como apresentado no artigo de Fonseca et al. (2010), para 11x11x11 a fim de analisar se a convergência do momento de dipolo acontece da mesma maneira, ou mais rapidamente, devido ao maior número de iterações. Além disso, foram calculou-se a polarizabilidade e primeira hiperpolarizabilidade verificando se os resultados são condizentes com os encontrados no artigo. 2. METODOLOGIA Para a determinação deste método utilizou-se a geometria experimental da unidade assimétrica de L-arginina fosfatada (LAF). Os efeitos de empacotamento cristal na LAF foram modelados considerando as unidades nucleares mais próximas, 2661 unidades assimétricas como cargas pontuais em uma configuração de 11x11x11. A configuração utilizada por Fonseca et al. (2010) foi de 249 unidades assimétricas como cargas pontuais em uma configuração de 5x5x5. Neste trabalho, portanto, trabalhou-se com uma vizinhança maior a fim de certificar se a estabilidade do momento de dipolo acontece mais rapidamente ou não devido ao número maior de iterações. Verificou-se também se a polarizabilidade e a primeira hiperpolarizabilidade condizem com os resultados do artigo estudado. Para efeito de cálculos, a unidade assimétrica de LAF foi incorporada na distribuição de cargas pontuais das moléculas LAF circundantes. A incorporação de cargas é representada por cargas atômicas parciais da aproximação MP2 com a base 6-311+G(d) determinadas a partir de uma montagem eletrostática ChelpG. Estas cargas foram colocadas nas posições nucleares correspondentes das unidades assimétricas circundantes a unidade central, processo iterativo com cargas atômicas obtidas a partir do cálculo da molécula isolada LAF. Outro cálculo realizado na presença da incorporação eletrostática para a obtenção dos novos valores das cargas atômicas. Repetiu-se este procedimento até que a convergência do momento de dipolo no cristal fosse obtida. Durante esse processo iterativo também calculouse as polarizabilidades lineares e não-lineares estáticas no nível MP2, usando a função base 6311+G(d) e aplicando o método do Campo Finito (CF). Todos os cálculos realizados foram determinados a partir da utilização do programa Gaussian09. 2.1. MÉTODO DO CAMPO FINITO “A essência do método de campo finito é escrever a energia de interação da molécula com um campo elétrico externo como uma expansão nas componentes do campo e calcular as propriedades elétricas como derivadas numéricas da energia em relação a ele.” (NAVES, 2013) Durante o processo iterativo, Fonseca et al. (2010) calculou-se as polarizabilidades lineares e não-lineares estáticas ao nível MP2 usando o conjunto base 6311+G(d) empregando o método CF. A estabilidade numérica dos resultados, devido a escolha de valores do campo elétrico, foi cuidadosamente examinada realizando vários cálculos com diferentes valores de intensidade do campo. Sendo assim, descobriu-se que o método CF com o campo força de 0.001 u.a. é adequado para a avaliação numérica da polarizabilidade média ᾱ e do βtotal referente à primeira hiperpolarizabilidade que são definidos como: ᾱ = (𝛼𝑥𝑥 + 𝛼𝑦𝑦 + 𝛼𝑧𝑧 )/3 (1) 𝛽𝑡𝑜𝑡 = [𝛽𝑥2 + 𝛽𝑦2 + 𝛽𝑧2 ]1/2 (2) onde, 𝛽𝑖 = 1 3 (𝛽𝑖𝑗𝑗 + 𝛽𝑗𝑖𝑗 + 𝛽𝑗𝑗𝑖 ) (3) 𝑗 O momento de dipolo total é dado por: µ𝑇𝛼 = µ𝛼 + 𝛼𝛼𝛽 0; 0 𝐹0𝛽 + 𝛽 1 + 2 𝛼𝛼𝛽 −𝜔; 𝜔 𝐹𝜔𝛽 cos 𝜔𝑡 𝛽 𝛽𝛼𝛽𝛾 0; 0,0 𝐹0𝛽 𝐹0𝛾 𝛽𝛾 + 1 + 4 𝛽𝛼𝛽 𝛾 0; 𝜔, −𝜔 𝐹𝜔𝛽 𝐹𝜔𝛾 𝛽𝛾 (4) 𝛽𝛼𝛽𝛾 −𝜔; 0, 𝜔 𝐹0𝛽 𝐹𝜔𝛾 cos 𝜔𝑡 𝛽𝛾 + 1 4 𝛽𝛾 𝛽𝛼𝛽𝛾 −2𝜔; 𝜔, 𝜔 𝐹𝜔𝛽 𝐹𝜔𝛾 cos 2𝜔𝑡 + … , onde ω é a frequência do campo e os índices α, β, 𝛾, ... são as coordenadas cartesianas x, y e z, e µ𝛼 é o momento dipolo permanente [8]. 2.2. MÉTODO HARTREE-FOCK PERTURBADO ACOPLADO “O método Hartree-Fock, em estrutura eletrônica, busca uma solução aproximada para o estado fundamental de um sistema de elétrons num átomo, numa molécula ou em um sólido considerando apenas um determinante de Slater. Para obter a melhor aproximação possível nessa forma monodeterminantal é preciso desenvolver um critério de escolha das funções de estado de uma partícula, isto é, dos spins orbitais,que irão compor o determinante de Slater. Esse critério é obtido usando o método variacional.” (ARRUDA, 2009) Para propriedades elétricas dinâmicas calculadas analiticamente utilizou-se o método Hartree-Fock perturbado acoplado (CPHF) e o esquema de correção multiplicativo para estimar os resultados dinâmicos correlacionados para a primeira hiperpolarizabilidade. 𝛽 𝑀𝑃2 (−𝜔𝜎 ; 𝜔1 , 𝜔2 ) ≈ 𝛽 𝑀𝑃2 (0; 0,0) 𝐶𝑃𝐻 𝛽 (−𝜔𝜎 ; 𝜔1 , 𝜔2 ) 𝛽 𝐶𝑃𝐻𝐹 (0; 0,0) (5) As equações Hartree-Fock (HF) podem ser resolvidas numericamente em cálculos atômicos, porém em moléculas poliatômicas o método mostrou-se inviável computacionalmente [15]. Além disso, o HF não inclui a correlação eletrônica, tratando as interações eletrônicas sobre um elétron, devido aos demais, por meio de um potencial médio erro característico do método variacional baseado em um único determinante. Sendo assim, existem outros métodos que incluem essa correlação, dentre eles, a Teoria de Perturbação de Muitos Corpos (MBPT) onde encontramos o método utilizado neste trabalho, a Teoria de Perturbação de Segunda Ordem Møller-Plesset (MP2) [15,16]. 2.3. TEORIA DE PERTURBAÇÃO DE SEGUNDA ORDEM DE MØLLER-PLESSET “Møller e Plesset (1934) propuseram um tratamento perturbativo para átomos e moléculas no qual a função de onda não perturbada é a função HF e esta forma ficou conhecida como Teoria da Perturbação de Møller-Plesset.” (ARRUDA, 2009) Os cálculos usando a teoria de perturbação não são variacionais, pois podem produzir energias inferiores a energia exata, porém, são de tamanho consistente [15]. Neste trabalho, utilizou-se a teoria de segunda ordem, onde as correções incluídas são somente as de segunda ordem, que é o tratamento de mais baixa ordem na MBPT, tendo em vista que a correção de primeira ordem apenas recupera a energia HF [16], como demonstrado na expressão abaixo: (0) 𝐸𝐻𝐹 = 𝛹𝑛 |𝐻 0 (0) + 𝑉|𝛹𝑛 (0) (1) = 𝐸𝑛 + 𝐸𝑛 , (6) onde a energia de Hartree-Fock é calculada de tal forma que é obtida pela soma da energia não-perturbada e a correção de primeira ordem. “Para incluir a correção de segunda ordem devemos utilizar o conceito de determinantes substituídos ou excitados. Estes determinantes são construídos substituindo um ou mais spin-orbitais ocupados por spin-orbitais virtuais ou desocupados. A ideia é obter correções perturbativas na energia e na função de onda para um sistema de muitos elétrons a partir destes determinantes.” (SANTOS, 2010) Sendo assim, a energia no nível MP2 é dada por: (2) 𝐸𝑀𝐵𝑃𝑇 (2) = 𝐸𝐻𝐹 + 𝐸𝑛 , (7) onde a energia de MBPT de segunda ordem é a soma da energia de Hartree-Fock e a correção de segunda ordem. 3. RESULTADOS Neste trabalho, repetiu-se os cálculos realizados por Fonseca et al. (2010), adotando a aproximação MP2 com a base 6-311+G(d) como modelo para a descrição da influência do meio cristalino sobre as propriedades moleculares. A aplicabilidade desta abordagem de incorporação eletrostática baseia-se na rápida convergência do momento dipolo do cristal ao longo do processo iterativo. O processo iterativo de polarização eletrônica começa com as cargas atômicas da LAF isolada. Os resultados da aproximação MP2 com a base 6-311+G(d) para as componentes e para a magnitude do momento dipolo obtidas para a LAF isolada e na presença de cargas incorporadas, podem ser observados nas Tabelas 1 e 2, onde, na Tabela 1, são apresentados os resultados obtidos por Fonseca et al. (2010) e, na Tabela 2, os resultados obtidos neste trabalho. TABELA 1 - MP2 com a base 6-311+G(d) resultados para as componentes do momento de dipolo (em D) da LAF em função do processo iterativo obtidos por Fonseca et al.(2010) µx µy µz µ 0 2,08 30,19 3,88 30,51 1 3,39 32,24 1,54 32,46 2 3,81 32,70 1,78 32,97 3 3,82 32,86 1,53 33,12 4 3,85 32,88 1,57 33,15 5 3,85 32,90 1,54 33,16 Fonte: FONSECA, T. L.; SABINO, J. R.; CASTRO, M. A.; GEORGE, H. C. J. Chem. Phys. 133, 144103, 2010. TABELA 2 – MP2 com a base 6-311+G(d) resultados para as componentes do momento de dipolo (em D) da LAF em função do processo iterativo µx µy µz µ 0 2,26 30,29 3,91 30,63 1 3,76 32,68 1,37 32,95 2 4,24 33,19 1,62 33,52 3 4,27 33,34 1,37 33,67 4 4,29 33,39 1,39 33,71 5 4,29 33,39 1,37 33,72 6 4,32 33,39 1,39 33,72 7 4,29 33,39 1,37 33,72 A rápida convergência do dipolo apresentada por µ em relação ao número de iterações pode ser vista na Figura 1. O resultado converge para o momento de dipolo de 33,7D para a LAF incorporada revelando que os efeitos da polarização contribuem para um pequeno aumento de 9% em comparação com o resultado da LAF isolada. Comparado ao resultado obtido por Fonseca et al. (2010), obtem-se uma diferença de 0,02% que pode ser considerada irrelevante. Além disso, pode-se observar que o fato de aumentar o número de iterações não muda o momento de dipolo, ou seja, a convergência foi mantida, conforme observa-se no Figura 1. FIGURA 1 – Momento de Dipolo (em D) pelo número de iterações Uma análise dos efeitos de polarização das cargas incorporadas na polarizabilidade linear e primeira hiperpolarizabilidade da LAF foram realizadas sobre um conjunto finito contendo uma unidade assimétrica central rodeada por 2661 unidades assimétricas, cujas instalações nucleares são tratadas como cargas pontuais, em uma configuração de 11x11x11. Os resultados da aproximação MP2 com a base 6-311+G(d) para os componentes da polarizabilidade linear e a primeira hiperpolarizabilidade, bem como para ᾱ e βtot, obtidos como função do número de iterações, são citados nas Tabelas 3 e 4, onde, na Tabela 3, são apresentados os resultados obtidos por Fonseca et al. (2010) e, na Tabela 4, os resultados obtidos neste trabalho. TABELA 3 - MP2 com a base 6-311 + G (d) resultados para a polarizabilidade linear (em 10-24esu) e primeira hiperpolarizabilidade (em 10-24esu) em função do número de iterações obtidos por Fonseca et al.(2010) 0 1 2 3 4 5 αxx 24,25 23,39 23,33 23,31 23,30 23,30 αyy 23,47 22,86 22,83 22,86 22,86 22,86 αzz 22,13 21,46 21,37 21,37 21,36 21,36 ᾱ 23,28 22,57 22,51 22,51 22,51 22,51 βxxx 0,54 -0,51 -0,85 -0,89 -0,90 -0,90 βxxy 2,28 1,99 1,96 1,96 1,96 1,96 βxyy 0,28 0,14 0,10 0,10 0,10 0,10 βyyy 2,49 2,09 2,10 2,12 2,14 2,14 βxxz -0,56 -0,29 -0,34 -0,30 -0,31 -0,30 βxyz 0,21 0,22 0,25 0,24 0,24 0,24 βyyz 0,29 0,91 0,89 0,97 0,96 0,97 βxzz 0,00 -0,28 -0,35 -0,36 -0,36 -0,36 βyzz 0,91 0,66 0,66 0,68 0,68 0,68 βzzz -0,55 0,35 0,19 0,28 0,27 0,28 βtot 5,78 4,88 4,90 4,98 5,01 5,01 Fonte: FONSECA, T. L.; SABINO, J. R.; CASTRO, M. A.; GEORGE, H. C. J. Chem. Phys. 133, 144103, 2010. TABELA 4 - MP2 com a base 6-311 + G(d) resultados para a polarizabilidade linear (em 10-24esu) e primeira hiperpolarizabilidade (em 10-24esu) em função do número de iterações 0 1 2 3 4 5 6 7 αxx 24,33 23,45 23,53 23,33 23,32 23,32 23,32 23,33 αyy 23,88 23,00 22,89 22,91 22,90 22,91 22,90 22,90 αzz 22,09 21,37 21,28 21,27 21,26 21,26 21,26 21,26 ᾱ 23,43 22,61 22,50 22,50 22,50 22,50 22,49 22,49 βxxx 0,51 -0,41 -0,70 -0,75 -0,76 -0,76 -0,76 -0,76 βxxy 2,29 1,98 1,95 1,95 1,95 1,95 1,95 1,95 βxyy 0,19 0,12 0,08 0,07 0,07 0,07 0,07 0,07 βyyy 2,65 2,12 2,12 2,15 2,17 2,17 2,17 2,17 βxxz -0,46 -0,18 -0,23 -0,18 -0,19 -0,19 -0,19 -0,19 βxyz 0,23 0,25 0,27 0,26 0,26 0,26 0,26 0,26 βyyz 0,25 0,90 0,88 0,95 0,95 0,96 0,96 0,96 βxzz βyzz βzzz βtot 4,84 0,90 -0,49 5,95 -0,24 0,67 0,55 4,98 -0,31 0,68 0,44 4,97 -0,32 0,70 0,54 5,09 -0,33 0,70 0,53 5,11 -0,33 0,71 0,55 5,12 -0,33 0,71 0,55 5,12 -0,33 0,71 0,55 5,12 É possível perceber que os efeitos de polarização têm um pequeno impacto sobre os componentes de polarizabilidade linear. Para os componentes da primeira hiperpolarizabilidade, a inclusão dos efeitos da polarização muda o sinal dos componentes βxxx e βzzz. A convergência dos resultados de ᾱ e βtot encontrados são, respectivamente, 22,50x10-24 esu e 5,12x10-30 esu. Em comparação com o caso isolado, a magnitude da polarizabilidade linear média é reduzida cerca de 4%, enquanto a primeira hiperpolarizabilidade é reduzida em aproximadamente 14%. 4. CONSIDERAÇÕES FINAIS Em comparação com os valores isolados, os resultados da aproximação MP2 com a base 6-311+G(d) mostram que os efeitos de polarização, devido à interação eletrostática, levam a um aumento do µ em aproximadamente 9%. Efeitos de ambiente, em contrapartida, levam à redução de respostas lineares e não lineares de LAF por 4% e 14%, respectivamente. Para o momento de dipolo da LAF incorporada, a aproximação MP2 com a base 6-311+G(d) mostra um resultado de 33,7D. Para ᾱ e βtot a convergência dos resultados foram de 22,50x10-24 esu e 5,12x10-30 esu, respectivamente. Comparações entre o CPHF e os resultados obtidos para MP2 da primeira hiperpolarizabilidade demonstram a importância da incorporação de efeitos de correlação de elétrons de modo a obter estimativas confiáveis para as propriedades ópticas não-lineares. Foi possível demonstrar que o fato de aumentarmos o número de iterações, em nada afeta os resultados obtidos por Fonseca et al. (2010). Sendo assim, não se faz necessário aumentar o número de passos, pois a convergência é obtida em apenas 5 iterações e mantida após esse valor, podendo assim evitar um trabalho ainda maior. AGRADECIMENTOS Agradeço a Deus por ter me dado força e saúde para superar as dificuldades. A esta universidade e ao corpo docente do curso de física. Ao meu querido orientador Clodoaldo Valverde, pelo suporte, pelas correções e pelo incentivo. A querida prof. Dr.ª Luciana Rebelo, pelo incentivo e confiança. Aos meus pais, pelo amor, paciência, incentivo e apoio incondicional. Aos meus amigos, em especial ao Diego Freire, Rosemberg, Adailton Castro e Paulo Henrique, pela ajuda na realização deste trabalho. E a todos que direta ou indiretamente fizeram parte da minha formação, muito obrigada. 5. REFERÊNCIAS [1] KIRAN, A.J. KIM, H.C.; KIM, K.; ROTERMUND, F.; RAVINDRA, H. J.; DHARMAPRAKASH, S. M.; LIM, H. Superior characteristics of organic chalcone single crystals as efficient nonlinear optical material. Appl. Phys. Lett., v. 92, p. 113307–113310, 2008. [2] SHUAI, Z.; RAMASESHA, S.; BREDAS, J. L. Nonlinear Optical Properties of Nitro-Aniline and Methyl-Aniline Compounds — an Exact Correction Vector INDO-SDCI Study. Phys. Lett., v. 250, p. 14–18, 1996. [3] KWON, O-P.; KNOW, S.J.; STILLHART, M.; JAZBINŠEK, M.; SHNEIDER, A.; GRAMLICH, V.; GÜNTER, P. New Organic Nonlinear Optical Verbenone-Based Triene Crystal for Terahertz Applications. Cryst. Growth Des., v. 7, p. 2517–2521, 2007. 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