DIAGNÓSTICO SOCIAL DO CONCELHO DA MAIA UNIÃO EUROPEIA Fundo Social Europeu O Programa Rede Social é Co-financiado pelo Fundo Social Europeu e Estado Português Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social. ÍNDICE Apresentação 3 Introdução 4 Metodologia 6 Princípios da Rede Social 7 Capítulo I - A Rede Social na Maia 8 I.I. Implementação da Rede Social na Maia 8 Capítulo - II O Concelho da Maia 10 II.I. Enquadramento Histórico-Social da Maia 10 II.II. Enquadramento Regional e Demográfico da Maia 14 II.III. Indicadores 25 II.IV. Caracterização das Freguesias 27 II.IV.I. Freguesia de Águas Santas 27 II.IV.II. Freguesia de Santa Maria de Avioso 29 II.IV.III. Freguesia de São Pedro de Avioso 31 II.IV.IV. Freguesia de Barca 33 II.IV.V. Freguesia de Folgosa 35 II.IV.VI. Freguesia de Gemunde 37 II.IV.VII. Freguesia de Gondim 39 II.IV.VIII. Freguesia de Gueifães 41 II.IV.IX. Freguesia de Maia 43 II.IV.X. Freguesia de Milheirós 45 II.IV.XI. Freguesia de Moreira 47 II.IV.XII. Freguesia de Nogueira 49 II.IV.XIII. Freguesia de Pedrouços 51 II.IV.XIV. Freguesia de São Pedro Fins 53 II.IV.XV. Freguesia de Silva Escura 55 II.IV.XVI. Freguesia de Vermoim 57 II.IV. XVII. Freguesia de Vila Nova da Telha 59 Capítulo III - Domínios de Intervenção Diagnóstico Social do Concelho da Maia 61 1 III. I. Emprego e Formação Profissional 61 III.I.I. Desemprego 63 III.I.II. Poder de Compra 66 III.I.III. Formação Profissional 67 III.I.IV. Problemas Identificados na Área do Emprego e Formação Profissional 69 III. II. Educação 72 III.II.I. Taxas de Analfabetismo 75 III.II.II. Níveis de Ensino Atingidos 76 III.II.III. Educação no Concelho da Maia 77 III.II.IV. Abandono e Insucesso Escolares 89 III.II.V. Problemas Identificados na Área da Educação 91 III. III. Intervenção Social e Família 94 III.III.I. Família 96 III.III.II. Equipamentos Sociais 98 III.III.III. Comissão de Protecção de Crianças e Jovens 103 III.III.IV. Segurança Social 109 III.III.V. População Portadora de Deficiência 116 III.III.VI. Violência Doméstica 118 III.III.VII. Problemas Identificados na Área Intervenção Social e Família 121 III. IV. Saúde e Dependências 125 III. IV. I. Caracterização dos Centros de Saúde do Concelho da Maia 127 III. IV. II. Dependências 140 III.IV. III . Problemas Identificados na Área Saúde e Dependências 144 III. V. Organismos e Comunicação 147 III. VI. Habitação, Transportes e Ambiente 148 III. VI. I. Habitação 150 III. VI. II. Ambiente 153 III. VI. III. Transportes 160 III. VI. IV. Problemas Identificados nas Áreas Habitação, Transportes e Ambiente 161 Capítulo – IV - Conclusão 163 Capítulo - V Glossário 167 Anexos 177 Diagnóstico Social do Concelho da Maia 2 ________________________________________________________ Apresentação Com o aprofundamento das investigações sociais sobre os ciclos de pobreza e as problemáticas da exclusão/inclusão social nas suas vertentes multidimensionais, a estratégia a adoptar, tanto do ponto de vista de programas de intervenção social como do ponto de vista da operacionalização dos mesmos, terá paulatinamente que assentar em abordagens pluridisciplinares e multiorganizacionais. A sua implementação terá que ser realizada através de um trabalho integrado por redes de saberes – dimensão de pluridisciplinaridade, e por redes inter-institucionais/inter-organizacionais. Constatando a necessidade de mobilizar e responsabilizar toda a sociedade civil com vista à erradicação ou atenuação da pobreza e exclusão social e a promoção do desenvolvimento social, a Câmara Municipal da Maia tem fomentado a criação de práticas concertadas e articuladas entre as várias instituições públicas e privadas sem fins lucrativos por forma a congregar esforços no combate a estes problemas. Na sequência desta preocupação a Câmara Municipal da Maia aderiu ao Programa da Rede Social, dando início ao processo com a dinamização de parcerias e consequentemente com a constituição do Conselho Local de Acção Social (CLAS), que actualmente conta com 68 instituições públicas e privadas sem fins lucrativos. Este documento - Diagnóstico Social - vem no seguimento da aprovação do PréDiagnóstico realizada em Março do corrente ano e resulta da participação e envolvimento de todos os parceiros. A finalidade da realização do documento em apreço prende-se com a necessidade de se identificarem os problemas mais prementes existentes no Concelho da Maia e avaliar o locus de causalidade, não deixando de se analisar também as potencialidades/recursos do meio de intervenção. Diagnóstico Social do Concelho da Maia 3 __________________________________________________________ Introdução O Diagnóstico Social, como instrumento de trabalho na luta contra a pobreza e exclusão social, foi elaborado no âmbito do Programa Rede Social e constitui um olhar sobre a realidade do Concelho da Maia, que apresenta vulnerabilidades e potencialidades de desenvolvimento. Tendo em consideração o carácter multidimensional dos fenómenos sociais, pretendese que o presente documento tenha como finalidade primordial a identificação dos problemas e o entendimento das suas causalidades, não podendo deixar de analisar também as potencialidades/recursos do meio de intervenção. A sua elaboração surge com a necessidade de conhecer para intervir, introduzindo o planeamento estratégico na intervenção social por forma a evitar intervenções pontuais e sobrepostas. Este processo de elaboração foi fortemente participado por todos os parceiros que constituíram uma fonte de informação muito importante, possibilitando a conjugação de informações produzidas no exterior (dados do Instituto Nacional de Estatística) com informações endógenas, isto é, produzidas pelos técnicos e vários profissionais que trabalham nas diversas áreas e consequentemente conhecem este território. Desta forma, o Diagnóstico Social seguindo a metodologia de investigação-acção mais do que um instrumento de pesquisa, tornou-se uma parte integrante do processo de intervenção uma vez que facultou a interacção e a comunicação entre os diferentes parceiros e articulou diversas visões da realidade social, contribuindo para a construção e para uma forte consolidação das parcerias. Neste contexto, o Diagnóstico Social do Concelho da Maia, obedeceu às seguintes fases: • Identificação dos principais problemas com a participação dos parceiros locais; • Recolha de informações qualitativas e quantitativas pertinentes de acordo com os problemas encontrados; • Tratamento e análise das informações recolhidas; • Interpretação do conjunto dos problemas identificados de forma a relacioná-los entre si; Diagnóstico Social do Concelho da Maia 4 • Definição das prioridades; • Identificação das potencialidades/recursos existentes no Concelho da Maia. No Primeiro Capítulo far-se-á referência ao enquadramento do Programa Rede Social no Concelho da Maia e seu consequente processo de implementação. No Segundo Capítulo caracterizar-se-á o Concelho da Maia. Numa primeira fase quanto ao enquadramento histórico-social, regional e demográfico, passando-se de seguida à caracterização das freguesias e à exposição dos indicadores adoptados que identificam a situação social do Concelho. No Terceiro Capítulo explorar-se-ão os diferentes domínios de intervenção, a saber: - Emprego e Formação Profissional; - Educação; - Habitação, Transportes e Ambiente; - Família e Intervenção Social; - Saúde e Dependências; - Organismos e Comunicação. Foi em torno destes domínios de intervenção que se desenvolveu o trabalho, participado, de realização do Diagnóstico Social. Em termos de conclusão, e com o objectivo de proporcionar uma melhor leitura do Diagnóstico Social, importa apresentar o Glossário, no qual se encontram as definições dos principais conceitos utilizados neste documento. Diagnóstico Social do Concelho da Maia 5 _________________________________________________________ Metodologia Para a elaboração do Diagnóstico Social e porque a participação é um princípio fundamental da Rede Social, foi seleccionada a “Metodologia Participada de Projecto”, que assentando na construção de um projecto de acção participado, permite uma maior implicação e apela a um compromisso entre todos os intervenientes. Assim, foram realizadas várias sessões de trabalho. A primeira teve a duração de dois dias, para a qual foram convidados técnicos e profissionais pertencentes a diversas entidades e instituições do Concelho da Maia. Nesta sessão e por decisão unanime dos intervenientes, foi adoptada a técnica “Nuvem de Problemas” 1 por forma a melhor proceder à identificação dos mesmos e por facilitar a visualização e dimensionamento dos problemas sociais agrupados em problemáticas. De seguida, e após a identificação dos problemas, foi utilizado o “Modelo Eisenhower“ 1 para se definirem as prioridades, ou seja, determinar o grau de importância e urgência dos problemas encontrados existentes no Concelho da Maia. Para o efeito formaram-se vários Grupos Temáticos para se encontrarem as suas determinantes, os recursos disponíveis para os resolver, bem como, definir os objectivos que se pretendiam atingir de forma a atenuar e/ou resolver estes problemas. Por fim, numa nova sessão de trabalho com técnicos e profissionais pertencentes às diversas entidades e instituições do Concelho foram identificadas as potencialidades e recursos do meio de intervenção. Os Grupos Temáticos criados foram os seguintes: 1. Emprego e Formação Profissional; 2. Educação; 3. Habitação, Ambiente e Transportes; 4. Família e Intervenção Social 5. Saúde e Dependências; 6. Organismos e Comunicação. 1 Vide Glossário Diagnóstico Social do Concelho da Maia 6 ___________________________________________ Princípios da Rede Social Os municípios constituem a escala de acção pública mais próxima dos cidadãos, permitindo-lhes, à sua dimensão de proximidade, mobilizar os actores locais, dar eficácia às parcerias e mobilizar a participação das organizações da sociedade civil. A Câmara Municipal da Maia, através do Departamento de Desenvolvimento Social, aderiu ao Programa da Rede Social, esperando contribuir, de forma decisiva para a promoção de desenvolvimento social dos seus munícipes. O Programa da Rede Social é um programa nacional, criado através da Resolução do Conselho de Ministros n.º 197/97, e segundo esta Resolução, deverá fomentar a “formação de uma consciência colectiva e responsável dos diferentes problemas sociais que atende e incentivar redes de apoio integrado de âmbito local, contribuindo, através da conjugação de esforços das diferentes entidades locais e nacionais envolvidas, para a cobertura equitativa do País em serviços e equipamentos sociais”, com a finalidade de erradicar a pobreza e combater a exclusão social e promover o desenvolvimento social. Este programa pretende ser estruturante, uma vez que se propõe desenvolver parcerias e estratégias que articulem as intervenções das diferentes entidades, através de instrumentos de planeamento, com vista a efectivar a complementaridade das várias medidas de política e colmatar as consequências da articulação insuficiente entre as diversas entidades com intervenção na mesma área territorial e evitar a sobreposição de respostas a um mesmo problema, a escassez de outras ou o seu desajustamento às reais necessidades da população. Assim, a Rede Social, assentando nos princípios de subsidariedade, integração, articulação, participação e inovação, define os seguintes objectivos estratégicos: • Promover a integração e a coordenação das intervenções ao nível do Concelho; • Promover a racionalidade na adequação de respostas/equipamentos, recursos e agentes às necessidades locais; • Promover o desenvolvimento integrado; • Induzir o Diagnóstico e planeamento participados; • Atingir maior eficácia social através da articulação das diversas intervenções. Diagnóstico Social do Concelho da Maia 7 CAPÍTULO I A Rede Social na Maia ______________________________________I.I. Implementação da Rede Social no Concelho da Maia A Câmara Municipal da Maia iniciou a implementação da Rede Social em Abril de 2004, atendendo aos princípios de acção, orientações e objectivos definidos por este Programa, tendo sido constituído o Conselho Local de Acção Social (CLAS) em Junho do mesmo ano. Actualmente, este Conselho integra sessenta e oito instituições, das quais trinta e uma são entidades privadas sem fins lucrativos e trinta e sete são entidades públicas sem fins lucrativos, funcionando como plataforma de planificação e coordenação social. A natureza e funções do CLAS são definidas pelo Regulamento Interno, que vigora desde o dia 12 de Novembro de 2004. De seguida, procede-se à apresentação cronológica da implementação do Programa no Concelho da Maia: Abril de 2004 - Assinatura do Termo de Aceitação de Aprovação da Candidatura ao Programa Rede Social; Diagnóstico Social do Concelho da Maia 8 Junho de 2004 - Sessão Pública de informação sobre a Rede Social, na qual participaram os Interlocutores do Centro Distrital de Segurança Social do Porto; - Constituição do Núcleo Dinamizador; Novembro de 2004 - 1º Sessão Plenária do Conselho Local de Acção Social da Maia; - Constituição do Conselho Local de Acção Social da Maia; - Aprovação do Regulamento Interno do Conselho Local de Acção Social da Maia; - Constituição do Núcleo Executivo; Março de 2005 - 1º Sessão Plenária do Conselho Local de Acção Social da Maia; - Aprovação do Plano de Trabalho do Núcleo Executivo; - Aprovação do Pré-Diagnóstico; Maio/Junho de 2005 - Realização da Sessão de Trabalho para a elaboração do Diagnóstico Social, nos dias 12/13 de Maio e 23/24 de Junho, sob a orientação do Professor Doutor Ulrich Schiefer, que contou com a participação de 20 técnicos pertencentes a várias entidades do Concelho, com o objectivo de identificar problemas, agrupálos por áreas e definir as prioridades de intervenção; Junho/Julho de 2005 - Reuniões com os vários Grupos Temáticos, ou seja, equipas de trabalho criadas em função das áreas definidas que integram técnicos, dirigentes e especialistas nos diferentes domínios do saber, com o objectivo de aprofundar o Diagnóstico Social; Setembro de 2005 - Realização de uma Sessão de Trabalho participada pelos diferentes intervenientes/ parceiros sociais, com vista à definição dos recursos disponíveis nas diversas áreas sociais, por forma a melhor intervir nos problemas identificados; Diagnóstico Social do Concelho da Maia 9 CAPÍTULO II O Concelho da Maia ___________________________________II.I. Enquadramento Histórico–Social do Concelho da Maia A terra da Maia é povoada há milénios, existindo vestígios de vida que datam dos períodos Paleolítico e Neolítico. Mas é durante a romanização da Península Ibérica que as terras da Maia são intensamente povoadas, devido às suas riquezas naturais e clima ameno. Os seus solos férteis proporcionavam excelentes condições para o cultivo de cereais, como o trigo, e para a produção de linho. Foi no início do século XIX que se deram as primeiras transformações neste território, assim, com a reforma liberal, a Maia viu retalhar o seu Concelho, perdendo a maior parte das suas freguesias em benefício do Porto, Valongo, Matosinhos, Santo Tirso e Vila do Conde. E quase durante um século e meio permaneceu com as 16 freguesias sobrantes. Contudo, em 1985, a Maia foi submetida a nova alteração do território, deu-se o desdobramento da freguesia de Águas Santas e criou-se a freguesia de Pedrouços. Até 1903, no lugar do Castelo funcionava a sede do Concelho, sendo mais tarde transferida para o lugar de Barreiros, que foi posteriormente promovida a Vila. Consequência do seu desenvolvimento económico foi mais tarde – 1986 – elevada a cidade. Este desenvolvimento económico ficou a dever-se, fundamentalmente, ao crescimento do sector secundário. Efectivamente, ao longo dos últimos anos, instalaram-se algumas grandes empresas, localizadas na sua maioria na Zona Industrial Maia I que Diagnóstico Social do Concelho da Maia 10 ocupa parte de 4 freguesias (Maia, Gemunde, Moreira e Barca), como se pode observar através do Mapa 1. Estas empresas constituíram fortes pólos de emprego para a população residente e população vinda de outros locais. No entanto, e com a crise económica generalizada a todo o país, o Concelho da Maia atravessa também algumas dificuldades no sector secundário, nomeadamente, nos sectores têxtil e da construção civil. Esta realidade traduziu-se numa acentuada quebra no emprego, provocando o desemprego a muitos trabalhadores. Mapa 1 – Zona Industrial Maia I Zona Industrial Maia I Na área da intervenção social tem–se assistido ao desenvolvimento de diversos projectos de intervenção comunitária que tem como consequência o crescimento paulatino do sector social, contribuindo, deste modo, para o desenvolvimento da comunidade local. A Câmara Municipal da Maia tem encetado esforços de forma a poder contribuir para este desenvolvimento social, tendo procedido à construção de habitação social, ao abrigo do Programa Especial de Realojamento (PER). Diagnóstico Social do Concelho da Maia 11 Esta autarquia tem também vindo a desenvolver ao longo dos últimos anos vários Projectos, nomeadamente, o Programa Maia não Desiste; Programa Integrado de Educação e Formação (PIEF) - Combate ao Abandono Escolar Precoce; Programa Ser Criança; Projecto Novos Laços e Comissão de Protecção de Crianças e Jovens da Maia (CPCJ). O Programa Maia Não Desiste integra um núcleo para a promoção do sucesso escolar, que procura intervir ao nível do absentismo e prevenir o abandono escolar. O Programa Integrado de Educação e Formação (PIEF) propõe-se a desenvolver acções de combate ao Abandono Escolar Precoce. Intervém junto de 20 jovens com idades compreendidas entre os 14 e os 16 anos, que não tiveram a oportunidade de concluir o 2.º Ciclo de Escolaridade ou contem com experiências de trabalho infantil. Tem como eixos de actuação a formação escolar e pedagógica; a intervenção sócio educativa e cultural; o acompanhamento psicológico; a orientação escolar e profissional, bem como o envolvimento das famílias e restante comunidade nas tarefas educativas. O Programa Ser Criança, designado por Aprender a Sorrir, consiste num Projecto de Prevenção do Absentismo e Abandono Escolar, maus tratos físicos e psicológicos e comportamentos desviantes. Apoia 75 crianças/adolescentes residentes nas freguesias de Avioso Santa Maria, Avioso São Pedro, Barca e Gondim. Este Projecto, sediado na freguesia de Avioso Santa Maria, dispõe de um Centro Lúdico-Pedagógico, um Núcleo de Apoio à Família e um Laboratório de Informática. Desenvolve várias acções, a saber: atendimento psicológico, sessões de terapia familiar, grupos de desenvolvimento com adolescentes e acções de formação dirigidas a pais, alunos, professores e comunidade da Vila do Castelo. O Projecto Novos Laços, consiste num Projecto de Intervenção Comunitária que apoia 46 crianças/jovens. Desenvolve várias actividades, das quais se destacam: aulas de inglês; expressões artísticas e formação familiar. Intervém prioritariamente nas freguesias de Pedrouços e Águas Santas. A Comissão de Protecção de Crianças e Jovens da Maia (CPCJ), tem como objectivo a promoção dos direitos e protecção das crianças em perigo, minorando o risco biopsico-social das mesmas, sendo que, para tal se reveste de extrema importância a consciencialização das famílias e instituições sobre os seus direitos e deveres; Diagnóstico Social do Concelho da Maia 12 optimização dos projectos de vida das crianças e jovens e suas famílias, bem como, a promoção de competências parentais. Além disso, o Departamento de Desenvolvimento Social que inclui as divisões de Habitação Social, Acção Social e Acção Sócio-Educativa tem vindo a ver aumentado o número de técnicos que aqui prestam serviço, dispondo presentemente de uma equipa multidisciplinar constituída por 5 técnicos de Serviço Social, 2 técnicos de Sociologia, 4 de Psicologia, 1 de Organização e Gestão, 2 Engenheiros Civis, 1 técnico de Recursos Humanos, 1 técnico de Acção Social Escolar, 2 assistentes administrativos, 2 auxiliares administrativos, 1 técnico adjunto de construção civil, num total de 21 técnicos. Integram ainda, este Departamento 91 auxiliares de Acção Educativa, a exercerem funções nos diversos estabelecimentos de ensino do Concelho. No que concerne às Instituições Particulares de Solidariedade Social e afins, que prestam apoio no sector social no Concelho da Maia, verificamos que o seu número tem aumentado ao longo dos últimos anos, tendo como consequência o aumento de equipamentos e respostas sociais, assim como o número de técnicos de intervenção social. Diagnóstico Social do Concelho da Maia 13 ___________________________II.II. Enquadramento Regional e Demográfico do Concelho da Maia A Maia situa-se na Região Norte (NUT II), insere-se no NUT III Grande Porto, pertence à Área Metropolitana do Porto (AMP) e é um dos dezoito concelhos pertencentes ao Distrito do Porto. A sua área geográfica estende-se por 83,7 Km 2 e segundo os Censos de 2001 tem 120 111 habitantes. Mapa 2 - Enquadramento Geográfico do Concelho da Maia M aia De acordo com os Censos de 2001, o Norte (NUT II) concentra 3 687 000 habitantes e tem uma densidade populacional de 173,2 habitantes por Km 2. Em relação aos Censos de 1991, esta região sofreu um acréscimo populacional de 6,2%, sendo um valor superior ao registado a nível nacional (5%) e claramente inferior ao do Concelho da Maia, que registou um significativo aumento populacional de 18,3%, passando de 98 150 habitantes em 1991 para 120 111 em 2001. O Concelho é constituído por dezassete freguesias: Águas Santas, Avioso Santa Maria, Avioso São Pedro, Barca, Folgosa, Gemunde, Gondim, Gueifães, Maia, Milheirós, Moreira, Nogueira, Pedrouços, São Pedro Fins, Silva Escura, Vermoim e Vila Nova da Telha. Diagnóstico Social do Concelho da Maia 14 Mapa 3 – Freguesias do Concelho da Maia Avioso (S.Pedro) Avioso (Sta. Maria) Gemunde Folgosa Gondim Vila N. da Telha Barca Silva Escura S.Perdro Fins Moreira Maia Vermoim Gueifães Nogueira Milheirós Águas Santas Pedrouços Quadro 1A - Estrutura da População Período Censitário Grupo Etário 1991 Espaço Geográfico Maia Norte AMP Portugal 0-14 21,3% 22,0% 20,9% 20,0% 15-64 69,8% 66,6% 70,4% 66,4% >65 8,9% 11,4% 8,7% 13,6% Maia Norte AMP Portugal 0-14 17,4% 17,5% 16,3% 16,0% 15-64 72% 61,1% 70,5% 67,5% >65 10,5% 14,0% 13,1% 2001 16,4% Fonte: INE Diagnóstico Social do Concelho da Maia 15 Quadro 1B - Estrutura da População Período Censitário Variáveis diversas Espaço Geográfico 1991 Maia Norte AMP Portugal Taxa de Natalidade 12,1% 13,3% 12,7% - Taxa de Mortalidade 7,7% 9,3% 8,8% - Variação da Pop. 1981-91 14,0 - - - População Total n.º 98 150 - - - 2001 Maia Norte AMP Portugal Taxa de Natalidade 12,8% 11,4% 11,4% 11,3% Taxa de Mortalidade 6,3% 8,7% 8,5% - Índice de Envelhecimento 60,4 81,9 81.8 103,6 Taxa de Crescimento Natural 6,6% 2,6% 2,9% 0,7% Variação da Pop. 1991-01 28,9% - - - Taxa Média Anual de Crescimento 2,9% - - - Taxa de Nupcialidade 6,1% 6,2% 6,5% 5,7% Taxa de Divórcio 1,7% 1,4% 1,8% 1,8% 171,8 166 159,1 143 - 4,3 5,3 4,1 Saldo Natural 931 - - - Taxa de Fecundidade - 42,8% 42,8% 43,2% População Total n.º 120 111 3 687 212 1 260 680 10 355 824 Índice de Rejuvenescimento da População Activa Índice de Sustentabilidade e Potencial Fonte: INE Os níveis de crescimento da população no Concelho da Maia dão mostras que este poderá vir a ser continuado. Como se pode verificar através da análise do quadro 1, quando comparados os dois últimos períodos censitários, verifica-se um crescimento demográfico. Em 1991 este Concelho contava com 98 150 habitantes e em 2001 com 120 111. A estrutura da população, ainda que de um modo mais tardio, perfilhou no movimento demográfico de Portugal moderno: envelhecimento da base e do topo. Assim, quando analisamos os dados censitários de 1991 e 2001, verificamos que o peso percentual do grupo etário dos 0 aos 14 anos diminui, enquanto que o peso percentual do grupo etário dos 65 e mais anos sofreu um aumento. A percentagem de jovens entre os 0 e os 14 anos era de 21,3% em 1991, sendo que em 2001 se assistiu a um decréscimo para 17,4%. Diagnóstico Social do Concelho da Maia 16 Em relação ao grupo etário dos 65 e mais anos o peso percentual aumentou de 8,9% para 10,5%, entre estes dois períodos censitários. Em relação à taxa de natalidade o Concelho regista taxas superiores à média nacional, verificando-se um pequeno crescimento entre 1991 (12,1% ) e 2001 (12,8%). Quanto à taxa de mortalidade no Concelho da Maia, esta tem seguido o padrão verificado na Zona Norte e na Área Metropolitana do Porto, ou seja tem vindo a decrescer nestes últimos anos. Assim, a muito curto prazo, ganhará maior visibilidade e representatividade o grupo etário dos 65 e mais anos, facto que acarreta consequências inevitáveis para a política social local. Os movimentos demográficos têm também repercussões directas nos níveis de dependência. Em relação a Portugal, o Concelho da Maia apresenta um índice de dependência dos jovens superior, comparativamente ao índice de dependência dos idosos, manifestamente inferior. Neste momento, ainda detemos uma estrutura de dependência de carácter jovem e a um nível de dependência total inferior comparativamente a Portugal. Esta estrutura da população bastante jovem é também visível no índice de envelhecimento: por cada 100 crianças e jovens com idades entre os 0 e 14 anos existem proporcionalmente 60 idosos, assistindo-se ao facto deste Concelho estar, ainda, muito longe do índice de envelhecimento nacional, onde para cada 100 crianças e jovens existem 103, 6 idosos. No que respeita à capacidade de rejuvenescimento da sua população activa o Concelho da Maia, apresenta uma taxa superior quer à Área Metropolitana do Porto, quer à Zona Norte, sendo mesmo superior à nacional. Na verdade, enquanto que o índice de rejuvenescimento deste Concelho é de 171,8, o de Portugal é um pouco inferior, 143. Diagnóstico Social do Concelho da Maia 17 Quadro 2 – População Residente no Concelho da Maia, por Freguesia em 2001 Freguesias População Residente 1991 População Residente 2001 Águas Santas 17 440 25 249 Avioso Santa Maria 2 290 3 360 Avioso São Pedro 2 532 2 629 Barca 3 168 2 769 Folgosa 3 249 3 603 Gemunde 3 597 4 765 Gondim 1 745 1 929 Gueifães 9 681 11 532 Maia 6 974 9 816 Milheirós 3 768 4 237 Moreira 7 836 10 280 Nogueira 3 662 4 478 Pedrouços 10 300 11 868 São Pedro Fins 1 630 1 838 Silva Escura 2 000 2 113 Vermoim 9 230 14 277 Vila Nova da Telha 4 048 5 368 Total (Concelho da Maia) 93 150 120 111 Fonte: INE De acordo com os Censos de 1991, residiam no Concelho da Maia um total 93 150 habitantes passando a 120 111, em 2001, notando-se desta forma um aumento significativo da população num período de 10 anos. Este crescimento verificou-se praticamente em todas as freguesias, com a excepção de Barca que passou de 3 168 em 1991 para 2 769 habitantes, em 2001. Podemos verificar também que a população do Concelho da Maia se distribui de uma forma heterogénea pelas 17 freguesias. Assim, analisando os dados de 2001, verificamos que a freguesia de Águas Santas é a mais populosa do Concelho com 25 249 habitantes, seguindo-se as freguesias de Vermoim, Pedrouços e Moreira com 14 277, 11 868 e 10 280 habitantes respectivamente. As freguesias com o menor número de habitantes são as freguesias de São Pedro Fins e a de Gondim com 1 838 e 1 929 habitantes respectivamente. Diagnóstico Social do Concelho da Maia 18 Gráfico 1 – Pirâmide Etária da População, 1991 e 2001 Homens Mulheres 75 e + 70-74 65-69 60-64 55-59 50-54 45-49 40-44 35-39 30-34 25-29 20-24 15-19 10-14 5-9 0-4 5% 4% 3% 2% 1% 0% 0% 1% 2% 3% 4% 1991 5% 2001 Na pirâmide etária que representa a população do Concelho da Maia, em 1991 e 2001, verifica-se a tendência de envelhecimento progressivo da população, cujo índice de envelhecimento é de 60,4%, registando, simultaneamente, um índice de dependência de idosos de 14,6%. Assim, constata-se um estreitamento significativo da base da pirâmide etária em 1991 e uma tendência para o seu alargamento em 2001, verificando-se, simultaneamente, a tendência de alargamento do seu topo. Esta tendência é mais acentuada no caso do sexo feminino, o qual regista um claro predomínio nos grupos etários correspondentes à terceira idade, confirmando-se a tendência natural de decréscimo da relação de masculinidade. Diagnóstico Social do Concelho da Maia 19 Gráfico 2 – População Residente no Concelho da Maia por Grupos Etários em 2001 65 - 100anos 45 - 64anos V. N. da Telha 26 - 44 anos 17 - 25 anos Vermoim 11 - 16 anos 6 - 10 anos Silva Escura 3 - 5 anos 0 - 2 anos S. Pedro Fins Pedrouços Nogueira Moreira Milheirós Maia Gueifães Gondim Gemunde Folgosa Barca Avioso (S. Pedro) Avioso (Santa M.ª) Águas Santas 0 1000 2000 3000 4000 5000 6000 7000 8000 9000 Analisando a população residente no Concelho por oito grupos etários e em cada uma das suas freguesias, em primeiro lugar constatamos que a população residente no concelho da Maia está distribuída de uma forma heterogénea pelas várias freguesias, sendo as freguesias de Águas Santas e Vermoim as mais populosas. Através de uma análise mais cuidada, observamos que todas as freguesias tem como grupo etário mais representativo o grupo etário dos 26 aos 44 anos, seguindo-se o grupo etário dos 45 aos 64 anos. Em relação aos outros seis grupos etários eles têm diferente representatividade, quando feita a análise por freguesia. Assim, verificamos que as freguesias de Avioso Diagnóstico Social do Concelho da Maia 20 São Pedro, Barca, Gondim e Silva Escura têm um número reduzido de crianças dos 0 aos 2 anos, enquanto que as freguesias de Águas Santas e Vermoim têm o maior número de população neste grupo etário. Fazendo agora a análise dos grupos etários dos 45 aos 64 anos e dos 65 aos 100 anos, constatamos que as freguesias de Águas Santas, Gueifães, Maia, Moreira, Pedrouços e Vermoim apresentam uma maior número de residentes nestes dois grupos etários. Quadro 3 – População Residente, Superfície e Densidade Populacional na Maia, Grande Porto e Portugal em 2001 Zona Geográfica População Residente Superfície Densidade Populacional Maia 120 111 83,7 Km2 1 435,02 hab/Km2 Grande Porto 1 260 680 814,8 Km2 1 547,2 hab/Km2 Portugal 10 355 824 92 091 Km2 112,45 hab/Km2 Fonte: INE Comparando a densidade populacional do Concelho da Maia com o Grande Porto e Portugal, podemos afirmar este valor está situado muito acima da média nacional que é de 112,45 hab/Km2 , no entanto comparando a densidade populacional da Maia com a do Grande Porto estes valores estão muito próximos. Quadro 4 – Densidade Populacional (Número de habitantes por Km2) no Concelho da Maia por Freguesia nos anos de 1991 e 2001 Freguesias Densidade Populacional 1991 Densidade Populacional 2001 Águas Santas 2 219 3 212 Avioso Santa Maria 494 724 Avioso São Pedro 522 542 Barca 1 012 885 Folgosa 315 350 Gemunde 670 887 Gondim 1 265 1 398 Gueifães 3 249 3 870 Maia 1 932 2 719 Milheirós 1 102 1 239 Diagnóstico Social do Concelho da Maia 21 (Cont.) Freguesias Densidade Populacional 1991 Densidade Populacional 2001 Moreira 896 1 175 Nogueira 898 1 098 Pedrouços 4 578 5 275 S. Pedro Fins 312 351 Silva Escura 358 379 Vermoim 2 192 3 391 Vila Nova da Telha 668 886 Fonte: INE É evidente que no Concelho da Maia a densidade populacional, ou seja o número de habitantes por Km2, não segue o mesmo padrão em todas as freguesias. Desta forma, podemos verificar que são as freguesias de Águas Santas e Pedrouços as que apresentam uma maior quantidade de habitantes no seu território, estas duas freguesias situadas no centro sul do Concelho, esta maior intensidade demográfica está ligada à sua situação geográfica na conurbação do Porto. As freguesias da Maia, Gueifães e Vermoim concentram também uma grande quantidade de habitantes, demonstrando uma capacidade de atracção, reflexo da sua dinâmica sócio-económica. As freguesias do Concelho com a mais baixa intensidade demográfica, S. Pedro Fins, Silva Escura e Folgosa apresentam características marcadamente rurais. Diagnóstico Social do Concelho da Maia 22 Mapa 4 – Freguesias do Concelho da Maia com maior e menor Densidade Populacional em 2001 Avioso (S.Pedro) Gemunde Avioso (Sta. Maria) Folgosa 300 – 700 hab/Km2 Gondim Silva Escura Vila N. da Telha 701 - 1500 hab/Km2 S.Perdro Fins Barca Moreira 1501 - 2500 hab/Km2 Vermoim Nogueira Maia 2501 – 3500 hab/Km2 Milheirós Gueifães 3501 – 4500 hab/Km2 Águas Santas >4501 hab/Km2 Pedrouços Quadro 5 – População residente Segundo as Migrações (relativamente a 31/12/95), por Concelho de Residência na Área Metropolitana do Porto, Norte e Maia (2001) Zona Geográfica Pop. Residente (2001) Pop. que não mudou de Conc. Imigrantes no Concelho Provenientes de outros Conc. (A) Provenientes do Estrangeiro Emigrantes do Conc. para outro Conc. (B) Saldo das Migrações Internas (A-B) Maia 120 111 91 691 19 255 1 420 9 390 +9 865 Grande Porto 1 260 680 1 068 862 106 535 14 822 104 200 +2 335 Norte 3 687 293 3 209 842 197 055 65 115 200348 -3 293 Fonte: INE Da leitura do quadro 5, verifica-se que o saldo das migrações internas no Concelho da Maia (diferença entre a população que entra no Concelho e a população que sai para outros concelhos) assume valores positivos, o mesmo acontecendo no Grande Porto, mas quando se analisa a Zona Norte estes valor é negativo, - 3 293. O Concelho da Maia e ainda de acordo com os dados apresentados no quadro 4, apresenta um saldo de migrações internas positivo, ou seja, o número de emigrantes para outro concelho - 9 390 - é inferior ao número de imigrantes provenientes de outros concelhos - 19 255 – registando-se um saldo interno final de +9 865 indivíduos, bastante superior à média registada no Grande Porto. Diagnóstico Social do Concelho da Maia 23 A Maia aparece assim, como um Concelho de grande atractividade quando comparado com as áreas geográficas analisadas. Quadro 6 –População Residente Segundo Zonas de Proveniência (relativamente a 31/12/95), no Concelho da Maia, Grande Porto e Zona Norte em 2001 Área Geográfica Proveniência dos Imigrantes Maia Grande Porto Norte Outros Concelhos 19 255 106 535 197 055 Macau 28 274 559 Timor Leste 1 12 34 Alemanha 91 981 3 998 França 331 3 657 26 074 E.U.A. 18 236 1 487 PALOP’s 90 1 559 2 597 África do Sul 174 604 1 090 Venezuela 94 826 1 924 Brasil 231 2 197 4 643 Canadá 18 291 1 531 Outros Países 344 21 178 4 185 Fonte: INE Quanto ao quadro 6, este analisa a população residente segundo zonas de proveniência (relativamente a 31/12/95), por Concelho de Residência Habitual em 12/02/2001 no Grande Porto, Norte e Maia e através dele verificamos que na Maia, no Grande Porto e na Zona Norte os imigrantes são predominantemente provenientes de outros concelhos, 19 255, 106 535 e 197 055 respectivamente. Em relação aos imigrantes provenientes de outros países, constatamos que são os franceses e os brasileiros, a segunda maior comunidade estrangeira que vem residir para o Concelho da Maia, existem ainda 334 imigrantes de outros países não especificados. Diagnóstico Social do Concelho da Maia 24 ____________________________________________________II.III. Indicadores Os indicadores abaixo assinalados foram os seleccionados para caracterizar a situação social do Concelho da Maia e colaboram na elaboração do Diagnóstico Social. • População (2001): 120 111 • População Residente entre os 0 e os 14 anos de idade (2001): 20 940 • População Residente entre os 15 e os 54 anos de idade (2001): 86 527 • População Residente com idade igual ou superior a 65 anos (2001): 12 644 • Variação da População Residente (1991/2001): 29% • Número de Famílias (2001): 40 569 • Índice de Dependência de Jovens (2001): 24,2 • Índice de Dependência de Idosos (2001): 14,6 • Índice de Dependência Total (2001): 38,8 • Índice de Longevidade (2001): 33,49 • Índice de Envelhecimento (2001): 60,4 • Taxa de Nupcialidade (2001): 6,1% • Taxa de Divórcio (2001): 1,7% • Índice de Rejuvenescimento da População Activa (2001): 171,8 • Número de Alunos que abandonaram o 1º Ciclo do Ensino Básico (2004/2005): • Número de Alunos que abandonaram o 2º Ciclo do Ensino Básico (2004/2005): • Número de Alunos que abandonaram o 3º Ciclo do Ensino Básico (2004/2005): • Número de Alunos que abandonaram o Ensino Secundário (2003/2004): 142 • Taxa de Analfabetismo (2001): 4,8% • Taxa de Desemprego (2001): 6,2% • Número de Desempregados inscritos no Centro de Emprego da Maia (Dezembro de 2004): 7 638 Diagnóstico Social do Concelho da Maia 25 • Taxa de Actividade (2001): 53,8% • Taxa da População Activa e empregada no Sector Primário (2001): 1% • Taxa da População Activa e empregada no Sector Secundário (2001): 38% • Taxa da População Activa e empregada no Sector Terciário (2001): 61% • Número de Pensionistas por: 22 150 - Invalidez: 3 125 - Velhice: 13 413 - Sobrevivência: 5 612 • Número de Beneficiários do RMG/RSI(2004): 3 971 • Número de Famílias Beneficiárias do RMG/RSI (2004): 1 609 • Taxa de Natalidade (2001): 12,8% • Taxa de Mortalidade (2001): 6,3% • Taxa de Crescimento Natural (2001): 6,5% • Número de Médicos por 1000 Habitantes (local de residência, 2001): 3,6 • Número de Médicos de Medicina Geral e Familiar por 1000 Habitantes (2001): 2,4 • Taxa de Cobertura Efectiva de Creches:15,1% • Taxa de Cobertura do Serviço de Pré-escolar (público e privado): 60,6% • Taxa de Cobertura Efectiva de Lares e Residências a Idosos (2004): 4,3% • Indicador do Poder de Compra per Capita (2002): 118 • Percentagem do Poder de Compra (2002): 1,3% • Crescimento do Crédito Concedido (1996-2001): 37,2% • Crescimento dos Depósitos (1996-2001): 41,9% • Número de Edifícios Concluídos (2001): 462 • Crescimento de Edifícios Concluídos (1996-2001): 10,5% • Crescimento dos Consumo Industrial de Electricidade (1996-2001): 37,4% Diagnóstico Social do Concelho da Maia 26 _________________________________II.IV. Caracterização das Freguesias II.IV.I. Freguesia de Águas Santas Águas Santas é uma das freguesias emblemáticas do Concelho da Maia, não só pelo seu importante núcleo arquitectónico do século passado, integrando moinhos, pontes de diferentes tamanhos e concepções e algumas casas rurais, mas também pela Igreja Românica de Santa Maria de Águas Santas, considerado monumento nacional desde 1910, e pela Capela de Guadalupe. As suas estradas estreitas e pavimentadas a cubos de granito mostram que outrora foram velhos caminhos rurais. Para explicar a origem do seu topónimo, temos desde martírios e sangue derramado, até ao carácter benéfico atribuído às águas da fonte situada ao lado do Mosteiro. Diagnóstico Social do Concelho da Maia 27 • População Residente (2001): 25 249 • Crescimento Populacional (1991/2001): desconhecido • Área da Freguesia: 7,86 Km2 • Densidade Populacional (2001): 3 212 • Número de Famílias Clássicas (2001): 8 783 • Índice de Dependência de Idosos (2001): 13,7 • Índice de Dependência de Jovens (2001): 25,2 • Índice de Dependência Total (2001): 38,8 • Índice de Longevidade (2001): 31,88 • Índice de Envelhecimento (2001): 54,3 • Número de Beneficiários do RMG/RSI (2004): 875 • Unidade de Saúde: 1 • Número de Fogos em Habitação Social: 444 • Número de Creches ( 2004/2005): - IPSS: 2 - Privado: desconhecido • Número de Jardins de Infância ( 2004/2005): - Público: 4 - IPSS: 2 - Privado: 4 • Número de Escolas do 1º Ciclo do Ensino Básico (rede pública, 2004/2005): 6 • Número de ATL - Público - Apoio pré- escolar: 1 - Apoio 1º Ciclo: 0 - IPSS: 1 • Infra-estruturas Desportivas: - Campos: 1 - Polidesportivos: 12 - Piscina: 1 • Número de Associações Desportivas, Culturais e Recreativas: 20 Diagnóstico Social do Concelho da Maia 28 II.IV.II. Freguesia de Avioso Santa Maria Avioso Santa Maria corresponde à Vila de Castelo da Maia e durante séculos serviu de sede e respectivos Paços de Concelho. Actualmente, nesta freguesia existe um espaço municipal aprazível, aberto ao público, com jardins, Centro de Documentação sobre a temática Ambiental, Escola de Educação Ambiental (pomar, quinta e horta), dominado por um palacete dos princípios do século XX e reconstruído em Julho de 2001. Neste palacete existe um auditório para 50 pessoas e funciona o Conservatório de Música da Maia. Da sua característica predominantemente agrícola, restam ainda hoje testemunhos interessantes, como é o caso do núcleo rural de “Casas de Lavoura”, muito bem conservado. Relativamente à sua toponímia esta poderá ter relação com a ocupação vetusta. Já em 1014 de fala do “arrugio auenoso” (por certo um curso de água aí existente). Existe também referência expressa à paróquia - “Santa Maria de Aveoso” – no Rol da Igrejas do Rei. Diagnóstico Social do Concelho da Maia 29 • População Residente (2001): 3 360 • Crescimento Populacional (1991/2001): 47% • Área da Freguesia: 4,64 Km2 • Densidade Populacional (2001): 724 • Número de Famílias Clássicas (2001): 1 176 • Índice de Dependência de Idosos (2001): 14,1 • Índice de Dependência de Jovens (2001): 24,4 • Índice de Dependência Total (2001): 38,5 • Índice de Longevidade (2001): 36,07 • Índice de Envelhecimento (2001): 57,5 • Número de Beneficiários do RMG/RSI (2004): 92 • Unidade de Saúde do Castelo da Maia: 1 • Número de Fogos em Habitação Social: 77 • Número de Creches ( 2004/2005): - IPSS: 1 - Privado: desconhecido • Número de Jardins de Infância ( 2004/2005): - Público: 2 - IPSS: 1 - Privado: desconhecido • Número de Escolas do 1º Ciclo do Ensino Básico (rede pública, 2004/2005): 2 • Número de Escolas dos 2º e 3º Ciclos do Ensino Básico (rede pública, 2004/2005): 1 • Número de Escolas do Ensino Secundário (rede pública, 2004/2005): 1 • Número de ATL - Público - Apoio pré- escolar: 1 - Apoio 1º Ciclo: 1 - IPSS: 0 • Infra-estruturas Desportivas: - Polidesportivos: 3 Número de Associações Desportivas, Culturais e Recreativas: 6 • Diagnóstico Social do Concelho da Maia 30 II.IV.III. Freguesia de Avioso São Pedro A freguesia de Avioso São Pedro é independente há três séculos e é a mais setentrional do Concelho. Nesta freguesia abundam casas senhoriais, quase sempre do século XIX. Entre elas destaca-se a da Quinta de paredes, edificação brasonada e com capela particular, esta dos finais do século XVII. Outras edificações importantes são a Igreja Paroquial São Pedro de Avioso, com traça setecentista e a Capela dos Passos, datada de 1777, junto da qual se encontra um Marco Milenário. De referir ainda que o mais extenso e recente parque urbano do Concelho da Maia se situa nesta freguesia. Diagnóstico Social do Concelho da Maia 31 • População Residente (2001): 2 629 • Crescimento Populacional (1991/2001): 4% • Área da Freguesia: 4,85 Km2 • Densidade Populacional (2001): 542 • Número de Famílias Clássicas (2001): 867 • Índice de Dependência de Idosos (2001): 17,4 • Índice de Dependência de Jovens (2001): 22,2 • Índice de Dependência Total (2001): 39,5 • Índice de Longevidade (2001): 34,25 • Índice de Envelhecimento (2001): 78,2 • Número de Beneficiários do RMG/RSI (2004): 53 • Número de Fogos em Habitação Social: 0 • Número de Creches ( 2004/2005): - IPSS: 1 - Privado: desconhecido • Número de Jardins de Infância ( 2004/2005): - Público: 1 - IPSS: 1 - Privado: desconhecido • Número de Escolas do 1º Ciclo do Ensino Básico (rede pública, 2004/2005): 1 • Número de Escolas dos 2º e 3º Ciclos do Ensino Básico (rede pública, 2004/2005): 0 • Centros/Escolas de Formação Profissional (2004/2005): 1 • Número de ATL: - Público - Apoio pré- escolar: 1 - Apoio 1º Ciclo: 1 - IPSS: 0 • Número de Escolas do Ensino Secundário (rede pública, 2004/2005): 0 • Infra-estruturas Desportivas: 0 • Número de Associações Desportivas, Culturais e Recreativas: 4 Diagnóstico Social do Concelho da Maia 32 II.IV.IV. Freguesia de Barca Barca é uma das mais tranquilas e aprazíveis freguesias do Concelho da Maia. O seu topónimo deriva, segundo alguns autores, do vocábulo antigo “abarca”, que significa “veiga” (planície fértil). Nesta freguesia existe um núcleo de arquitectura religiosa, com Capelinhas dos Passos, Capela da Nossa Senhora do Encontro e Capela do Senhor da Santa Cruza. Além disso, tem uma interessante Igreja Matriz de estilo barroco, com uma frontaria de traça sóbria mas elegante revestida de azulejos. Abundam também nesta freguesia edifícios solarengos, como por exemplo a Casa do Gens (edifício seiscentista), Quinta do Sestelo e Quinta de Vila Verde. Diagnóstico Social do Concelho da Maia 33 • População Residente (2001): 2 769 • Crescimento Populacional (1991/2001): -13% • Área da Freguesia: 3,13 Km2 • Densidade Populacional (2001): 885 • Número de Famílias Clássicas (2001): 876 • Índice de Dependência de Idosos (2001): 16,5 • Índice de Dependência de Jovens (2001): 23,2 • Índice de Dependência Total (2001): 39,7 • Índice de Longevidade (2001): 30,3 • Índice de Envelhecimento (2001): 71,1 • Número de Beneficiários do RMG/RSI (2004): 176 • Número de Fogos em Habitação Social: 0 • Número de Creches ( 2004/2005): - IPSS: 0 - Privado: desconhecido • Número de Jardins de Infância ( 2004/2005): - Público: 4 - IPSS: 0 - Privado: 2 • Número de Escolas do 1º Ciclo do Ensino Básico (rede pública, 2004/2005): 3 • Número de Escolas dos 2º e 3º Ciclos do Ensino Básico (rede pública, 2004/2005): 0 • Número de Escolas do Ensino Secundário (rede pública, 2004/2005): 0 • Número de ATL: - Público - Apoio pré- escolar: 4 - Apoio 1º Ciclo: 3 - IPSS: 0 • Infra-estruturas Desportivas: - Campos: 1 - Polidesportivos: 1 • Número de Associações Desportivas, Culturais e Recreativas: 3 Diagnóstico Social do Concelho da Maia 34 II.IV.V. Freguesia de Folgosa Localizada na ponta nordeste do Concelho, Folgosa é a mais extensa das dezassete freguesias da Maia. Podemos aqui apreciar a capela de São Frutuoso, um edifício de medianas proporções, de arquitectura sóbria e incaracterística. A Igreja Matriz é acedida por uma larga escadaria, e na fachada principal temos duas elegantes torres sineiras, sendo todo o edifício revestido a azulejo. A Capela de Santo Ovídio, integra no seu adro dois interessantes coretos. No Monte de São Gonçalo podemos apreciar magníficas paisagens. Esta uma das freguesias maiatas que melhor conserva a vocação agrícola. Diagnóstico Social do Concelho da Maia 35 • População Residente (2001): 3 603 • Crescimento Populacional (1991/2001): 11% • Área da Freguesia: 10,3 Km2 • Densidade Populacional (2001): 350 • Número de Famílias Clássicas (2001): 1 122 • Índice de Dependência de Idosos (2001): 16,0 • Índice de Dependência de Jovens (2001): 27,0 • Índice de Dependência Total (2001): 43,0 • Índice de Longevidade (2001): 32,18 • Índice de Envelhecimento (2001): 59,4 • Número de Beneficiários do RMG/RSI (2004): 124 • Número de Fogos em Habitação Social: 62 • Número de Creches ( 2004/2005): - IPSS: 0 - Privado: desconhecido • Número de Jardins de Infância ( 2004/2005): - Público: 3 - IPSS: 0 - Privado: desconhecido • Número de Escolas do 1º Ciclo do Ensino Básico (rede pública, 2004/2005): 3 • Número de Escolas dos 2º e 3º Ciclos do Ensino Básico (rede pública, 2004/2005): 0 • Número de Escolas do Ensino Secundário (rede pública, 2004/2005): 0 • Número de ATL - Público - Apoio pré- escolar: 0 - Apoio 1º Ciclo: 1 - IPSS: 0 • Infra-estruturas Desportivas: - Campos: 1 - Piscina: 1 • Número de Associações Desportivas, Culturais e Recreativas: 4 Diagnóstico Social do Concelho da Maia 36 II.IV.VI. Freguesia de Gemunde A freguesia de Gemunde fica na parte norte do concelho e o seu povoamento remonta pelo menos ao neolítico final. A Igreja Paroquial é um edifício de médias proporções, de traça sóbria mas equilibrada, segundo o estilo neoclássico. A sua reconstrução parece datar de 1859, tendo integrados bons azulejos. Para além da matriz, há ainda a Capela de São Roque. É nesta freguesia que, no primeiro Domingo de Junho de cada ano, se celebra a conhecida festa da Campa do Preto. Perto das pedreiras da Bajouca, fica o Castro do Monte de Faro. Diagnóstico Social do Concelho da Maia 37 • População Residente (2001): 4 765 • Crescimento Populacional (1991/2001): 32% • Área da Freguesia: 5,37 Km2 • Densidade Populacional (2001): 887 • Número de Famílias Clássicas (2001): 1 531 • Índice de Dependência de Idosos (2001): 13,3 • Índice de Dependência de Jovens (2001): 25,8 • Índice de Dependência Total (2001): 39,1 • Índice de Longevidade (2001): 32,38 • Índice de Envelhecimento (2001): 51,3 • Número de Beneficiários do RMG/RSI (2004): 185 • Número de Fogos em Habitação Social: 66 • Número de Creches ( 2004/2005): - IPSS: 0 - Privado: desconhecido • Número de Jardins de Infância ( 2004/2005): - Público: 1 - IPSS: 0 - Privado: desconhecido • Número de Escolas do 1º Ciclo do Ensino Básico (rede pública, 2004/2005): 2 • Número de Escolas dos 2º e 3º Ciclos do Ensino Básico (rede pública, 2004/2005): 0 • Número de Escolas do Ensino Secundário (rede pública, 2004/2005): 0 • Número de ATL: - Público - Apoio pré- escolar: 1 - Apoio 1º Ciclo: 3 - IPSS: 0 • Infra-estruturas Desportivas: - Campos: 1 - Polidesportivos: 1 • Número de Associações Desportivas, Culturais e Recreativas: 5 Diagnóstico Social do Concelho da Maia 38 II.IV.VII. Freguesia de Gondim Com uma área minúscula, esta freguesia fica bem no centro do Concelho, tendo por vizinhas Santa Maria de Avioso (norte), Barca (sudoeste) e Silva Escura (leste). A Igreja Paroquial é bastante pequena, de traça extremamente sóbria. Sendo atravessada pelo pequeno rio Almorode, afluente do Leça, Gondim é uma freguesia predominantemente agrícola. Possui também algumas pequenas indústrias, do tipo familiar, ligadas ao sector das madeiras. Diagnóstico Social do Concelho da Maia 39 • População Residente (2001): 1 929 • Crescimento Populacional (1991/2001): 11% • Área da Freguesia:1,38 Km2 • Densidade Populacional (2001): 1 398 • Número de Famílias Clássicas (2001): 614 • Índice de Dependência de Idosos (2001): 14,0 • Índice de Dependência de Jovens (2001): 24, 8 • Índice de Dependência Total (2001): 38,8 • Índice de Longevidade (2001): 34,02 • Índice de Envelhecimento (2001): 56,2 • Número de Beneficiários do RMG/RSI (2004): 120 • Número de Fogos em Habitação Social: 92 • Número de Creches ( 2004/2005): - IPSS: 1 - Privado: desconhecido • Número de Jardins de Infância ( 2004/2005): - Público: 1 - IPSS: 1 - Privado: desconhecido • Número de Escolas do 1º Ciclo do Ensino Básico (rede pública, 2004/2005): 1 • Número de Escolas dos 2º e 3º Ciclos do Ensino Básico (rede pública, 2004/2005): 0 • Número de Escolas do Ensino Secundário (rede pública, 2004/2005): 0 • Número de ATL - Público - Apoio pré- escolar: 0 - Apoio 1º Ciclo: 1 - IPSS: 0 • Infra-estruturas Desportivas: - Campos: 1 • Número de Associações Desportivas, Culturais e Recreativas: 2 Diagnóstico Social do Concelho da Maia 40 II.IV.VIII. Freguesia de Gueifães É uma das três freguesias que, desde 1986, integram a Cidade da Maia. Localiza-se portanto, na metade sul do concelho, no limite ocidental, confrontando com Matosinhos. A Igreja Matriz, de traça actual, é em betão armado. Mesmo ao lado fica antiga igreja, com a frontaria revestida a azulejo e uma torre sineira. Perto deste belo edifício, situa-se a Escola Príncipe da Beira, inaugurada pelos reis Dom Carlos e Dona Amélia, que possui um livro de visitas assinado por aqueles reis, bem assim como por seus filhos, D. Manuel e D. Luís Filipe. Num pequeno espaço relvado, vemos um curioso conjunto escultórico em bronze, representando uma banda musical com todos os seus numerosos elementos em tamanho superior ao natural. É uma homenagem recente da freguesia à sua Banda Marcial, fundada em 1837. Diagnóstico Social do Concelho da Maia 41 • População Residente (2001): 11 532 • Crescimento Populacional (1991/2001): 19% • Área da Freguesia: 2,98 Km2 • Densidade Populacional (2001): 3 870 • Número de Famílias Clássicas (2001): 3 819 • Índice de Dependência de Idosos (2001): 16,2 • Índice de Dependência de Jovens (2001): 22, 8 • Índice de Dependência Total (2001): 39,0 • Índice de Longevidade (2001): 32,96 • Índice de Envelhecimento (2001): 71,1 • Número de Beneficiários do RMG/RSI (2004): 252 • Número de Fogos em Habitação Social: 84 • Número de Creches ( 2004/2005): - IPSS: 2 - Privado: desconhecido • Número de Jardins de Infância ( 2004/2005): - Público: 2 - IPSS: 3 - Privado: 2 • Número de Escolas do 1º Ciclo do Ensino Básico (rede pública, 2004/2005): 2 • Número de Escolas dos 2º e 3º Ciclos do Ensino Básico (rede pública, 2004/2005): 1 • Número de Escolas do Ensino Secundário (rede pública, 2004/2005): 0 • Número de ATL: - Público - Apoio pré-escolar: 1 - Apoio 1º Ciclo: 1 - Privado: 2 • Infra-estruturas Desportivas: - Polidesportivos: 4 - Piscina: 1 • Número de Associações Desportivas, Culturais e Recreativas: 12 Diagnóstico Social do Concelho da Maia 42 II.IV.IX. Freguesia da Maia A freguesia sede do Concelho chamou-se até 1952, Barreiros. Oito séculos de história passaram entretanto pela Maia, sendo as últimas décadas decisivas para um extraordinário crescimento e desenvolvimento da urbe. Verdadeiro ícone da modernidade e do dinamismo, aparece no horizonte, a Torre Lidador, é muito mais do que um centralizar dos serviços técnicos municipais num espaço moderno e funcional. Na Cidade da Maia situa-se a Igreja da Nossa Senhora do Bom Despacho, datada de 1738, e é um dos mais belos templos do grande Porto, quer pela unidade dos seus elementos arquitectónicos, quer ornamentais. Apresenta uma planta constituída por uma só nave que termina numa capela-mor quadrangular. Ambas são cobertas por falsas abóbadas de berço em caixote de madeira. Outro edifício de interesse é a Quinta dos Cónegos sendo do século XVIII, conserva ainda uma das mais belas moradias dos arredores do Porto. É de estilo nasoniano, com uma capela rica em talha dourada datada do século XVII e com um valioso recheio em mobiliário, pintura e escultura, estando o formoso edifício rodeado de um magnífico espaço verde. Em plena cidade da Maia encontra-se ainda um local de grande interesse que é o Jardim Zoológico da Maia. Diagnóstico Social do Concelho da Maia 43 • População Residente (2001): 9 816 • Crescimento Populacional (1991/2001): 41% • Área da Freguesia: 3,61 Km2 • Densidade Profissional (2001): 2 719 • Número de Famílias Clássicas (2001): 3 352 • Índice de Dependência de Idosos (2001): 11,3 • Índice de Dependência de Jovens(2001): 23,4 • Índice de Dependência Total (2001): 34,7 • Índice de Longevidade (2001): 34,83 • Índice de Envelhecimento (2001): 48,4 • Número de Beneficiários do RMG/RSI (2004): 339 • Centro de Saúde: 1 • Número de Fogos em Habitação Social: 168 • Número de Creches ( 2004/2005): - IPSS: 1 - Privado: desconhecido • Número de Jardins de Infância ( 2004/2005): - Público: 1 - IPSS: 1 - Privado: 3 • Número de Escolas do 1º Ciclo do Ensino Básico (rede pública, 2004/2005): 1 • Número de Escolas dos 2º e 3º Ciclos do Ensino Básico (rede pública, 2004/2005): 0 • Número de Escolas do Ensino Secundário (rede pública, 2004/2005): 0 • Centros/Escolas de Formação Profissional: 6 • Número de ATL - Público - Apoio pré-escolar: 1 - Apoio 1º Ciclo: 1 - Privado: desconhecido - IPSS: 1 • Infra-estruturas Desportivas: - Polidesportivos: 3 • Número de Associações Desportivas, Culturais e Recreativas: 6 Diagnóstico Social do Concelho da Maia 44 II.IV.X. Freguesia de Milheirós Milheirós é uma pequena freguesia bem no interior da metade sul do território maiato. Caracterizada por um relevo suave e airoso, é atravessada pelos rios Leça e Almorode. O seu solo úbere presta-se à excelência para o cultivo do milho, daí tendo derivado o próprio topónimo "Milheirós". Ao longo do curso do Leça encontravam-se dezenas de moinhos, onde se farinava este e outros cereais. Esta freguesia mantém ainda alguns belos e bucólicos trechos de paisagem agrícola, marcados, aqui e ali, por curiosos núcleos de tradicionais casas de lavoura, como se verifica em Fundevila e Calvilhe. Entre as habitações solarengas, destacamos a Casa do Pinheiro. Entre as pontes, realce para as do Carvalhal, Alvura e Arco. Esta última, apresentando um arco de volta inteira, com encontros forçados, lajeado e guardas de granito, forma um agradável conjunto com a casa setecentista que junto se ergue. Conservam-se também alguns moinhos. A Igreja Paroquial é dos finais de seiscentos, com uma frontaria revestida a azulejo, e está dividida em três tramos verticais. Encaixada entre dois pequenos cursos de água, a freguesia guarda um rico património etnográfico. Moinhos, pequenas pontes de pedra, casas rústicas, carros de bois e algumas alfaias agrícolas, vão perdurando. Diagnóstico Social do Concelho da Maia 45 • População Residente (2001): 4 237 • Crescimento Populacional (1991/2001): 12% • Área da Freguesia: 3,42 Km2 • Densidade Populacional (2001): 1 239 • Número de Famílias Clássicas (2001): 1 376 • Índice de Dependência de Idosos (2001): 16,3 • Índice de Dependência de Jovens (2001): 26,2 • Índice de Dependência Total (2001): 42,5 • Índice de Longevidade (2001): 33,88 • Índice de Envelhecimento (2001): 62,1 • Número de Beneficiários do RMG/RSI (2004): 198 • Extensão de Saúde: 1 • Número de Fogos em Habitação Social: 148 • Número de Creches ( 2004/2005): - IPSS: 1 - Privado: 1 • Número de Jardins de Infância ( 2004/2005): - Público: 2 - IPSS: 1 - Privado: 1 • Número de Escolas do 1º Ciclo do Ensino Básico (rede pública, 2004/2005): 2 • Número de Escolas dos 2º e 3º Ciclos do Ensino Básico (rede pública, 2004/2005): 0 - Privado: 1 • Número de Escolas do Ensino Secundário (rede pública, 2004/2005): 0 • Número de ATL: 2 • Infra-estruturas Desportivas: - Campo: 1 - Polidesportivos: 0 • Número de Associações Desportivas, Culturais e Recreativas: 3 Diagnóstico Social do Concelho da Maia 46 II.IV.XI. Freguesia de Moreira A história da freguesia de Moreira encontra-se ligada à do antigo Mosteiro de São Salvador. A antiga igreja conventual, agora paroquial de São Salvador de Moreira, é um edifício de traça seiscentista. De planta rectangular, incluí capela-mor do mesmo formato, flanqueada por duas torres sineiras. No interior são de realçar o belo revestimento em azulejo, a interessante talha, algumas notáveis imagens dimensionadas à escala humana e um importante órgão setecentista, atribuído a Schnitger. Outros valores patrimoniais são de assinalar em Moreira. Podemos apreciar o pequeno templete do Passos, a capela de Nossa Senhora Mãe dos Homens, a capela Sto. António e o Cruzeiro do Padrão de Moreira. Outro edifício de interesse é a casa da torre e da Quinta de Pedras. Sobre o rio Leça ergue-se uma ponte granítica, conhecida por ponte de Moreira. Possuí dois arcos de volta inteira e entre estes, a montante, uma talha mar prismática. Fundada em 1847, a Banda de Música de Moreira é dos mais conhecidos e prestigiados agrupamentos do género, no Norte do país. Diagnóstico Social do Concelho da Maia 47 • População Residente (2001): 10 280 • Crescimento Populacional (1991/2001): 31% • Área da Freguesia: 8,75 Km2 • Densidade Populacional (2001): 1 175 • Número de Famílias Clássicas (2001): 3 579 • Índice de Dependência de Idosos (2001): 15,5 • Índice de Dependência de Jovens (2001): 22, 4 • Índice de Dependência Total (2001): 37,9 • Índice de Longevidade (2001): 33,13 • Índice de Envelhecimento (2001): 69,3 • Número de Beneficiários do RMG/RSI (2004): 301 • Extensão de Saúde: 1 • Número de Fogos em Habitação Social: 94 • Número de Creches ( 2004/2005): - IPSS: 2 - Privado: desconhecido • Número de Jardins de Infância ( 2004/2005): - Público: 3 - IPSS: 2 - Privado: 1 • Número de Escolas do 1º Ciclo do Ensino Básico (rede pública, 2004/2005): 4 • Número de Escolas dos 2º e 3º Ciclos do Ensino Básico (rede pública, 2004/2005): 1 • Número de Escolas do Ensino Secundário (rede pública, 2004/2005): 0 • Centros/Escolas de Formação Profissional: 2 • Número de ATL: - Público - Apoio pré-escolar: 2 - Apoio 1º Ciclo: 3 - Privado: desconhecido • Infra-estruturas Desportivas: - Polidesportivos: 4 • Número de Associações Desportivas, Culturais e Recreativas: 10 Diagnóstico Social do Concelho da Maia 48 II.IV.XII. Freguesia de Nogueira Encaixada na parte central do concelho, a freguesia de Nogueira tem um território pouco extenso. É nesta freguesia que todos os anos se celebra a festa em honra de Nossa Senhora de Hora em que cada um dos seus lugares apresenta um cesto decorado com flores. A Igreja Paroquial é de traça setecentista, com a altiva frontaria integralmente revestida a azulejo. Em 1929 foi-lhe acrescentada a torre sineira, de planta quadrangular. No interior, destaca-se o altar-mor de boa talha dourada e os tectos pintados. O Monte do Calvário é o ponto mais alto da freguesia, com um óptimo miradouro de alargada panorâmica sobre a cidade. O lugar do Casal, reserva um bem conservado conjunto de habitações rurais típicas de antanho. Diagnóstico Social do Concelho da Maia 49 • População Residente (2001): 4 478 • Crescimento Populacional (1991/2001): 22% • Área da Freguesia: 4,08 Km2 • Densidade Populacional (2001): 1 098 • Número de Famílias Clássicas (2001): 1 459 • Índice de Dependência de Idosos (2001): 16,8 • Índice de Dependência de Jovens (2001): 25,4 • Índice de Dependência Total (2001): 42,2 • Índice de Longevidade (2001): 32,58 • Índice de Envelhecimento (2001): 65,9 • Número de Beneficiários do RMG/RSI (2004): 184 • Extensão de Saúde: 1 • Número de Fogos em Habitação Social: 58 • Número de Creches ( 2004/2005): - IPSS: 1 - Privado: desconhecido • Número de Jardins de Infância ( 2004/2005): - Público: 1 - IPSS: 1 - Privado: desconhecido • Número de Escolas do 1º Ciclo do Ensino Básico (rede pública, 2004/2005): 2 • Número de Escolas dos 2º e 3º Ciclos do Ensino Básico (rede pública, 2004/2005): 1 • Número de Escolas do Ensino Secundário (rede pública, 2004/2005): 0 • Centros/Escolas de Formação Profissional: 1 • Número de ATL - Público - Apoio pré-escolar: 0 - Apoio 1º Ciclo: 1 • Infra-estruturas Desportivas: - Campo: 1 - Polidesportivos: 2 Número de Associações Desportivas, Culturais e Recreativas: 1 • Diagnóstico Social do Concelho da Maia 50 II.IV.XIII. Freguesia de Pedrouços O lugar de Pedrouços era o mais importante e populoso da freguesia de Águas Santas. A sua existência como povoado é remota, pois já existem referências no início do século XI. Como paróquia, num âmbito estritamente religioso, Pedrouços existia já desde 1 de Agosto de 1928. Foi elevada a freguesia em 1985. Ocupando uma área exígua, esta notável freguesia localiza-se na extremidade meridional do Concelho. A sua densidade populacional é elevadíssima. É atravessada pelo pequeno ribeiro do Boi Morto, que vai desaguar no rio Leça, em Parada. A antiga Capela da Nossa Senhora da Natividade, actual Igreja de Pedrouços, terá sido construída em 1743. A sua frontaria é marcada pelo portal de esquadria rematado por um frontão interrompido, ostentando duas caprichosas volutas. Para além da Igreja, pode admirar-se também a Capela do Senhor dos Aflitos. Podemos ainda referir a Casa Augusto Simões e o Solar da Quinta de Cotamas, como edifícios de interesse arquitectónico. Diagnóstico Social do Concelho da Maia 51 • População Residente (2001): 11 868 • Crescimento Populacional (1991/2001): • Área da Freguesia: 2,25 Km2 • Densidade Populacional (2001): 5 275 • Número de Famílias Clássicas (2001): 4 268 • Índice de Dependência de Idosos (2001): 19,7 • Índice de Dependência de Jovens (2001): 22,1 • Índice de Dependência Total (2001): 41,8 • Índice de Longevidade (2001): 33,17 • Índice de Envelhecimento (2001): 89,2 • Número de Beneficiários do RMG/RSI (2004): 455 • Extensão de Saúde: 1 • Número de Fogos em Habitação Social: 332 • Número de Creches ( 2004/2005): - IPSS: 1 - Privado: 0 • Número de Jardins de Infância ( 2004/2005): - Público: 3 - IPSS: 2 - Privado: 1 • Número de Escolas do 1º Ciclo do Ensino Básico (rede pública, 2004/2005): 4 • Número de Escolas dos 2º e 3º Ciclos do Ensino Básico (rede pública, 2004/2005): 1 • Número de Escolas do Ensino Secundário (rede pública, 2004/2005): 0 • Centros/Escolas de Formação Profissional: 3 • Número de ATL: 0 • Infra-estruturas Desportivas: - • Campo: 1 Polidesportivos: 2 Número de Associações Desportivas, Culturais e Recreativas: 13 Diagnóstico Social do Concelho da Maia 52 II.IV.XIV. Freguesia de São Pedro Fins A freguesia de São Pedro Fins ocupa uma área relativamente pequena e pouco povoada. É atravessada por um pequeno curso de água, denominado rio de Paredes. A Igreja Paroquial é um esbelto edifício de traça setecentista, integrando uma bem proporcionada torre sineira. O Monte de São Miguel-o-Anjo é o ponto mais alto do Concelho. É composto por uma paisagem incaracterística, com uma cobertura vegetal degradada. Para a sua recuperação, está prevista a remodelação dos espaços envolventes da ermida, a construção de um recinto de romaria/feira e a remodelação das redes viárias e de infra-estruturas. No Largo de São Pedro, aprecia-se um curioso conjunto urbano, integrando várias casas oitocentistas, a residência paroquial e um coreto de feição popular dos anos trinta do século passado. Diagnóstico Social do Concelho da Maia 53 • População Residente (2001): 1 838 • Crescimento Populacional (1991/2001): 6% • Área da Freguesia: 5,23 Km2 • Densidade Populacional (2001): 351 • Número de Famílias Clássicas (2001): 569 • Índice de Dependência de Idosos (2001): 15, 5 • Índice de Dependência de Jovens (2001): 24,4 • Índice de Dependência Total (2001): 39,9 • Índice de Longevidade (2001): 36,76 • Índice de Envelhecimento (2001): 63,8 • Número de Beneficiários do RMG/RSI (2004): 86 • Número de Fogos em Habitação Social: 30 • Número de Creches ( 2004/2005): - IPSS: 1 - Privado: 0 • Número de Jardins de Infância ( 2004/2005): - Público: 1 - IPSS: 1 - Privado: desconhecido • Número de Escolas do 1º Ciclo do Ensino Básico (rede pública, 2004/2005): 1 • Número de Escolas dos 2º e 3º Ciclos do Ensino Básico (rede pública, 2004/2005): 0 • Número de Escolas do Ensino Secundário (rede pública, 2004/2005): 0 • Número de ATL - Público - Apoio pré-escolar: 0 - Apoio 1º Ciclo: 1 • Infra-estruturas Desportivas: - Polidesportivos: 2 • Número de Associações Desportivas, Culturais e Recreativas: 4 Diagnóstico Social do Concelho da Maia 54 II.IV.XV. Freguesia de Silva Escura Mediana em área, Silva Escura é voltada para a agro-pecuária e indústrias dos sectores têxtil, mobiliário e metalomecânica. A Igreja Paroquial é ampla e de agradável traça, com a frontaria ao gosto joanino dotada de um belo adro arborizado. A Capela de Santo António, no alto de um pequeno monte pejado de eucaliptos, é acedida por uma escadaria em granito. Abundam em Silva Escura as “casas de lavoura” de certa imponência, erguidas pelos lavradores dos séculos XVIII e XIX. Destaque para a Quinta do Penedo e alguns edifícios em Frejufe. Diagnóstico Social do Concelho da Maia 55 • População Residente (2001): 2 113 • Crescimento Populacional (1991/2001): 6% • Área da Freguesia: 5,58 Km2 • Densidade Profissional (2001): 379 • Número de Famílias Clássicas (2001): 677 • Índice de Dependência de Idosos (2001): 17,1 • Índice de Dependência de Jovens(2001): 27,9 • Índice de Dependência Total (2001): 45,0 • Índice de Longevidade (2001): 38,15 • Índice de Envelhecimento (2001): 61,2 • Número de Beneficiários do RMG/RSI (2004): 69 • Número de Fogos em Habitação Social: 36 • Número de Creches ( 2004/2005): - IPSS: 0 - Privado: 0 • Número de Jardins de Infância ( 2004/2005): - Público: 1 - IPSS: 0 - Privado: desconhecido • Número de Escolas do 1º Ciclo do Ensino Básico (rede pública, 2004/2005): 2 • Número de Escolas dos 2º e 3º Ciclos do Ensino Básico (rede pública, 2004/2005): 0 • Número de Escolas do Ensino Secundário (rede pública, 2004/2005): 0 • Número de ATL: 0 • Infra-estruturas Desportivas: - Campo: 1 • Número de Associações Desportivas, Culturais e Recreativas: 1 Diagnóstico Social do Concelho da Maia 56 II.IV.XVI. Freguesia de Vermoim A cidade de Vermoim faz fronteira com a cidade da Maia e com esta se começa a confundir. Em 1073 aparecia sob a designação de Vermundi, e em 1258 aquando das inquirições de D. Afonso, como Vermy, nome pessoal germânico. É terra com tradições de artesãos tamanqueiros, que aliás, estão homenageadas num monumento evocativo erigido na freguesia em sua honra. A Igreja Paroquial é um edifício amplo, datado de finais do século passado (18841888). A frontaria apresenta um traço sóbrio, marcada pela torre sineira, a qual se ergue em posição central, dividida exteriormente em três níveis. No largo fronteiriço da Igreja Paroquial de Vermoim encontra-se um Freixo (Fraximus excelbior). Esta árvore venerável tem mais de oitocentos anos. Embora se saiba pouco da sua história foi-lhe atribuída esta idade por deduções baseadas em documentos autênticos. Para preservar a integridade desta árvore e evitar danos nas casas que existem sobre ela, foi recentemente efectuada uma operação delicada que consistiu na eliminação de alguns ramos secos e na colocação de dois cabos de aço para sustentação de dois braços que se encontram em risco de partir. Diagnóstico Social do Concelho da Maia 57 • População Residente (2001): 14 277 • Crescimento Populacional (1991/2001): 55% • Área da Freguesia: 4,21 Km2 • Densidade Populacional (2001): 3 391 • Número de Famílias Clássicas (2001): 4 771 • Índice de Dependência de Idosos (2001): 10,7 • Índice de Dependência de Jovens (2001): 24,9 • Índice de Dependência Total (2001): 35,6 • Índice de Longevidade (2001): 31,42 • Índice de Envelhecimento (2001): 43,1 • Número de Beneficiários do RMG/RSI (2004): 574 • Extensão de Saúde: 1 • Número de Fogos em Habitação Social:138 • Número de Creches ( 2004/2005): - IPSS: 1 - Privado: desconhecido • Número de Jardins de Infância ( 2004/2005): - Público: 2 - IPSS: 1 - Privado: 5 • Número de Escolas do 1º Ciclo do Ensino Básico (rede pública, 2004/2005): 4 • Número de Escolas dos 2º e 3º Ciclos do Ensino Básico (rede pública, 2004/2005): 1 • Número de Escolas do Ensino Secundário (rede pública, 2004/2005): 1 • Centros/Escolas de Formação profissional: 2 • Número de ATL: - Público - Apoio pré- escolar: 1 - Apoio 1º Ciclo: 1 - IPSS: 2 • Infra-estruturas Desportivas: - Campo: 2 - Polidesportivos: 2 Número de Associações Desportivas, Culturais e Recreativas: 6 • Diagnóstico Social do Concelho da Maia 58 II.IV.XVII. Freguesia de Vila Nova da Telha É a mais ocidental das freguesias da Maia, ocupando uma área considerável. Os mais remotos testemunhos de ocupação humana, dados a conhecer pela arqueologia, remontam à romanização. O espólio aqui encontrado trata-se de diversos pratos e vasilhas do século IV ou V, e vasos de boca trilobada. Há também vestígios de um cemitério luso-romano. A Igreja Paroquial é um templo pequeno, com uma pequena torre sineira, de dois pisos. A respectiva frontaria está revestida a azulejos. Diagnóstico Social do Concelho da Maia 59 • População Residente (2001): 5 368 • Crescimento Populacional (1991/2001): 33% • Área da Freguesia: 6,06 Km2 • Densidade Populacional (2001): 886 • Número de Famílias Clássicas (2001): 1 730 • Índice de Dependência de Idosos (2001): 14,1 • Índice de Dependência de Jovens (2001): 24,4 • Índice de Dependência Total (2001): 38,5 • Índice de Longevidade (2001): 31,38 • Índice de Envelhecimento (2001): 57,6 • Número de Beneficiários do RMG/RSI (2004): 112 • Número de Fogos em Habitação Social: 44 • Número de Creches ( 2004/2005): - IPSS: 0 - Privado: 0 • Número de Jardins de Infância ( 2004/2005): - Público: 2 - IPSS: 0 - Privado: 2 • Número de Escolas do 1º Ciclo do Ensino Básico (rede pública, 2004/2005): 2 • Número de Escolas dos 2º e 3º Ciclos do Ensino Básico (rede pública, 2004/2005): 0 • Número de Escolas do Ensino Secundário (rede pública, 2004/2005): 0 • Número de ATL: - Público - Apoio pré-escolar: 1 - Apoio 1º Ciclo: 1 - Privado: desconhecido • Infra-estruturas Desportivas: - Campo: 1 - Polidesportivos: 1 • Número de Associações: 1 Diagnóstico Social do Concelho da Maia 60 CAPÍTULO III Domínios de Intervenção __________________________________III.I. Emprego e Formação Profissional no Concelho da Maia Segundo o ponto 1 do artigo 58.º da Constituição da República Portuguesa, “Todos têm direito ao Trabalho”. O trabalho ou o emprego é um factor de riqueza de um dado território e determina o bem-estar dos indivíduos. Este bem-estar face ao mercado de trabalho não depende somente da sua própria situação, mas também do grau de proximidade do agregado familiar ao mercado de trabalho. Em contrapartida, o desemprego está absolutamente associado ao fenómeno da pobreza e exclusão social, responsáveis pelo sentido mal estar dos indivíduos e famílias. Assim, a promoção da inclusão no mercado de trabalho é uma preocupação do Plano Nacional de Acção para a Inclusão (PNAI). Este Plano tem como objectivo combater a exclusão e promover o desenvolvimento e procura assegurar a articulação, complementaridade e coerência com outros processos nacionais, nomeadamente com o Plano Nacional de Emprego (PNE). No entanto, a não inclusão no mercado de trabalho não é o único factor de exclusão social. É necessário ter em conta que a este fenómeno estão também associados outros factores, como a falta de qualidade no trabalho, a precariedade, as baixas Diagnóstico Social do Concelho da Maia 61 qualificações académicas, a clandestinidade, as baixas qualificações profissionais, desigualdade no trabalho entre sexos, o nível de remunerações, entre outros. Para promover a inserção profissional de determinados grupos sociais são necessárias políticas activas e preventivas, que concretizem acções de melhoria de competências sociais e profissionais. Surgindo desta forma o investimento em formação profissional, que pretende promover o emprego e prevenir rupturas profissionais. Neste domínio de intervenção, considera-se prioritária a reflexão sobre os indicadores sócio-económicos e os indicadores do emprego. Estes dados foram facultadas pelo Centro de Emprego da Maia e pela análise das estatísticas do Instituto Nacional de Estatística (INE). • Total de Empresas do Localizadas no Concelho (2001): - Sector Primário: 1 492 - Sector secundário: 4 635 - Sector Terciário: 7 300 • Total de Activos nas Empresas do Concelho (2001): 61 500 • Empresas segundo o Sector de Actividade (2001): - - Primário: 1% Secundário: 32% Terciário: 67% • População Activa (2001):61 123 • Taxa de Actividade (2001): 53,8% • Taxa de Desemprego (2001): - Feminina: 3,6% Masculina: 2,6% • Número Desempregados Inscritos no Centro de Emprego da Maia (Dezembro 2004): 7 638 - Homens: 3 280 - Mulheres: 4 358 • Número de UNIVAS e Clubes de Emprego (2005): 3 • Número de Entidades Formativas Acreditadas (2005): 15 Diagnóstico Social do Concelho da Maia 62 _________________________________________________________III.I.I. Desemprego Quadro 7 – Taxa de Desemprego na Maia e em Portugal, 2001 Taxa de Desemprego Área Geográfica 1991 2001 H M H M Maia - - 2,6 3,6 Portugal 4,2 8,9 5,2 8,7 Fonte: INE Como se pode verificar o desemprego masculino em Portugal entre 1991 e 2001, aumentou 1%, enquanto que o desemprego feminino diminui 0,2%. Em relação ao Concelho da Maia, não podemos comparar a taxa de desemprego dos dois períodos censitários, no entanto quando comparamos com a taxa de desemprego em 2001, observamos que esta é significativamente mais baixa. Desemprego no Concelho da Maia Os dados seguintes são de 2004 e foram disponibilizados pelo Centro de Emprego da Maia. Quadro 8 – Desemprego Registado na Maia, Zona Norte e em Portugal, 2004 Desemprego Registado, por Grupos Etários Zona Geográfica < 25 anos 25-44 anos 45-54 anos 55 e + anos Total N.º % N.º % N.º % N.º % Maia 952 12,5 3 394 44,4 1 748 22,9 1 544 20,2 7 638 Norte 31 487 15,4 49 216 24 85 276 41,6 39 136 19 205 115 Portugal Continental 68 495 14,9 114 767 25,1 183 025 39,9 91 577 20,1 457,864 Fonte: Centro de Emprego da Maia, Dez. 2004 Diagnóstico Social do Concelho da Maia 63 Quadro 9 – Desemprego Registado por Tempo de Inscrição na Maia, Zona Norte e em Portugal, 2004 Maia Tempo de Inscrição Norte Portugal Continental N.º % N.º % N.º % Menos de 1 ano 3 877 49,2 106 916 52,1 270 957 57,8 1 ano e mais 3 761 50,8 98 199 47,9 197 895 42,2 Total 7 638 100 205 115 100 457 864 100 Fonte: Centro de Emprego da Maia, Dez. 2004 O desemprego registado em Portugal, de acordo com dados de 2004 fornecidos pelo Instituto Emprego e Formação Profissional, aponta para uma distribuição de cerca de 75% de desempregados como possuindo habilitações académicas não superiores ao Ensino Básico, sem variação significativa por género e com tendência geral crescente relativamente ao mês homólogo (ano anterior). A distribuição do desemprego não difere de forma significativa da distribuição da população activa, considerando-se as habilitações académicas ou qualificações. No entanto, a tendência aponta para o aumento da proporção do desemprego desqualificado mesmo com o esperado aumento geral das qualificações da população. Quadro 10 – Desempregados Registados por Habilitações Literárias no Concelho na Maia, 2004 Desempregados Registados Habilitações N.º % < 4 anos 277 3,6 >= 4 e < 6 anos 2 809 36,8 >= 6 e < 9 anos 1 388 18,2 >= 9 e 12 anos 2 511 32,9 653 8,5 Médio/Superior Fonte: Centro de Emprego da Maia, Dez. 2004 Diagnóstico Social do Concelho da Maia 64 Quadro 11 – Desempregados Registados segundo as Profissões no Concelho da Maia, 2004 Desempregados Registados Profissões N.º % Directores de Empresa 108 1,4 Directores e Gerentes – Peq. Empresas 21 0,3 Espec. Ciências Físicas, Mat. e Eng. 124 1,6 Espec. Ciências – Vida, Prof. Saúde 29 0,4 Docentes – Secund. Sup. Prof. Similares 110 1,4 Outros Espec. – Intelc. e Cient. 219 2,9 Tecn. Nível interm. – Físic., Quim., Eng. 290 3,8 Prof. Nível Interm. – Vida e Saúde 11 0,1 Prof. Nível Intermédio - Ensino 34 0,4 Outro Tecn. Prof. de Nível Intermédio 590 7,8 Empregados de Escritório 1 196 15,7 Emp. – Recepção, Caixas, Bilhet. e Similares 195 2,5 Pessoal – Serviços Prot. e Segurança 435 5,7 Manequins, Vendedores, Demonstradores 448 5,9 Trab. Qualificados – Agricultura e Pesca 18 0,2 Oper. e Trab. Similares – Extract. e C. Civil 399 5,2 Trab. – Metalurgia, Metalomec. e Similares 322 4,2 Mec. Prec. Oleiros, Vidr., Artes Gráficas 67 0,9 Outros Oper. e Trab. Similares 772 10,1 Operad. – Instalações Fixas e Similares 43 0,6 Operad. – Maq. e Trab. de Mont. 436 5,7 Condutor – Veículos e Equip. Móveis 319 4,2 Trab. Não Qualific. – Serv. e Comércio 640 8,4 Trab. Não Qualific. – Minas, e C. Civil 812 10,6 Total 7 638 100 Fonte: Centro de Emprego da Maia, Dez. 2004 Diagnóstico Social do Concelho da Maia 65 ___________________________________________________III.I.II. Poder de Compra Quadro 12 – Evolução do Poder de Compra na Maia, Grande Porto e Norte, 1995 – 2004 Anos Zona Geográfica 1995 1997 2000 2002 2004 Maia 96, 98 115,69 115.68 118,19 105,77 Grande Porto 134,43 131,18 131,71 121,99 117,95 Norte 81,87 83,17 85,96 85,58 83,90 Fonte: INE O índice do poder de compra é importante, uma vez que a partir deste se pode depreender a situação sócio-económica de um determinado território, bem como, o nível de evolução do mesmo. Conforme pode ser observado através do quadro supra, o poder de compra no Concelho da Maia tem vindo a aumentar desde 1995 até 2002. No entanto, entre o ano de 2002 e o ano 2004 verificou-se uma significativa diminuição, registando-se um decréscimo de 118,19 para 105,77 respectivamente. O poder de compra é mais elevado no Grande Porto do que no Concelho da Maia. Fezse, contudo, sentir mais cedo, passando de 131,71 em 2000 para 121,99 em 2002. Relativamente, à Zona Norte o poder de compra é mais baixo, quer quando comparado com o Concelho da Maia, quer quando se compara com o Grande Porto. Diagnóstico Social do Concelho da Maia 66 _____________________________________________III.I.III. Formação Profissional Quadro 13 – Caracterização do Plano Formativo do Centro de Emprego da Maia, Modalidades de Formação e Caracterização dos Formandos, 2004 Área de Formação Situação Face ao Emprego 1º Emprego Novo Emprego Habilitações Literárias 6º ano 9º ano 10º ano 11º ano 12º ano BC(1) LC(2) N.º de Formandos Cursos de Aprendizagem em Alternância Informática 20 0 0 18 2 0 0 0 0 20 Contabilidade/Gestão 18 0 0 16 1 1 0 0 0 18 Administração 20 0 0 17 1 2 0 0 0 20 Serviços pessoais/comunidade 40 0 0 35 4 1 0 0 0 40 Hotelaria/Restauração 18 0 18 0 0 0 0 0 0 18 Cabeleireiro 20 0 20 0 0 0 0 0 0 20 Reparação de Veículos 20 0 20 0 0 0 0 0 0 20 0 0 16 0 0 16 2 4 6 2 2 150 0 0 0 0 0 16 Cursos de Qualificação Profissional Acção Educativa 0 16 0 0 Formação Contínua Competências Informáticas 0 150 114 20 Educação e Formação de Jovens Informática 16 0 16 0 Apoio ao Artesanato Arte Floral 0 16 16 0 0 0 0 0 0 16 Plantas Aromáticas 0 16 11 5 0 0 0 0 0 16 Formação de Activos Qualificados Desempregados Criação de micro e pequenas Empresas 0 24 0 0 0 0 0 8 16 24 TIC(3) 22 23 0 0 0 0 0 10 35 45 Logística 0 15 0 0 0 0 0 3 12 15 Higiene e Segurança no Trabalho 19 59 0 0 0 0 0 12 66 78 Fonte: Centro de Emprego da Maia, Dez. 2004 (1) Bacharelato (2) Licenciatura (3) Tecnologias de Informação e Comunicação Diagnóstico Social do Concelho da Maia 67 Quadro 14 - Número de Formandos do CICCOPN, por Medidas de Formação, no Ano Lectivo de 2004/05 Medidas de Formação N.º de Formandos Volume de Formação Aprendizagem 117 44 283 Educação Formação 31 8 482 Formação Qualificação 896 703 897 Formação Contínua Presencial 698 117 320 Prestações de Serviços 270 16 112 Outras Medidas 324 26 090 Formação/Consultoria PME’s 98 434 Total 2 434 906 618 Fonte: CICCOPN O Centro de Formação Profissional da Indústria de Construção Civil e Obras Públicas do Norte (CICCOPN), contou no ano de 2004 com 2 434 formandos, distribuídos por sete medidas de formação, apresentando neste mesmo ano um volume de formação (número de formandos vezes as horas de formação) de 906 618. Quadro 15 - Número de Formandos no Ano Lectivo 2004/05, da Escola Profissional Novos Horizontes Escola Profissional Novos Horizontes Cursos Número de Formandos Curso Técnico de Serviços Jurídicos 50 Curso Técnico de Hotelaria/Recepção e Atendimento 32 Curso Técnico de Contabilidade 17 Total 99 Fonte: Escola Profissional Novos Horizontes A Escola Profissional Novos Horizontes contou com um total de 99 formandos, no ano lectivo de 2004/05, distribuídos por três cursos: Curso Técnico de Serviços Jurídicos, Curso Técnico de Hotelaria/Recepção e Atendimento e Curso Técnico de Contabilidade. Diagnóstico Social do Concelho da Maia 68 _________________________________________III.I.IV. Problemas identificados na Área do Emprego e Formação Profissional Importantes e urgentes • Elevado número de desemprego; • Insuficiente oferta de emprego; • Falta de ofertas institucionais para a educação e formação do adulto na vida activa; • Falta de ofertas educativas para aprender ao longo da vida. • Falta de entidades formadoras; • Existência de adultos desempregados com o 4º ano de escolaridade, sem acesso à formação profissional; Importantes mas não urgentes • Existência de indivíduos desempregados sem interesse em exercer actividade laboral, apesar de terem colocação; • Falta de formação profissional para jovens e adultos sem escolaridade obrigatória. Determinantes • Exponente recurso às empresas de trabalho temporário, promovendo em parte a precarização das condições de trabalho; • Insuficiente índice de penetração dos serviços públicos de emprego em algumas empresas representativas dos sectores económicos importantes do Concelho; • Crise nos sectores têxtil e da construção civil; • Baixos níveis de escolaridade e de qualificação; • Parca sensibilidade por parte das entidades empregadoras para integrarem desempregados com idade superior aos 45 anos; • Deficiente rede de transportes. Diagnóstico Social do Concelho da Maia 69 Objectivos • Melhorar as condições de empregabilidade, recorrendo para tal à optimização dos seguintes indicadores: - Formação; - Educação; - Transportes; - Sanções/fiscalização (tanto para trabalhadores como entidades empregadoras); - Acompanhamento após a colocação; • Aumentar a taxa de cobertura de ofertas formativas; • Criar um fórum de formação/emprego, com vista à articulação entre diversas entidades competentes, a saber: • - Entidades formadoras; - Empresas (Associações); - Autarquia; - Segurança Social; - Saúde; - Centro de Emprego; - UNIVAS. Constituir uma equipa pluridisciplinar (alunos, pais, professores, entidades formadoras) para divulgar, ao longo de cada ano lectivo, a oferta formativa/educativa no Concelho. Recursos Existentes no Concelho da Maia • Programa Rede Social (optimização e reforço das parcerias inter-institucionais); • Cursos de Educação Formação para adultos; • Autarquia; • Juntas de Freguesia; • Centro de Emprego da Maia: - Operacionalização do PNE (plano Nacional de Emprego): implementação das políticas activas de emprego e formação profissional; - Articulação com o PNAI (Plano Nacional de Acção para a Inclusão), cujo objectivo é combater a exclusão social e promover a inclusão no mercado de trabalho; Diagnóstico Social do Concelho da Maia 70 • UNIVA (Unidades de Inserção na Vida) • Clube de Emprego; • Centros de Formação Profissional Protocolares: CICCOPN, CEPRA; • Escola Profissional; • IPSS (Instituições Particulares sem Fins Lucrativos); • Centro de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências – RVCC (em regime de itinerância); • Parque Tecnológico da Maia: projectos em desenvolvimento e expansão; • Parque Empresarial da Maia: infra-estruturas disponíveis para a instalação de empresas no Concelho. Diagnóstico Social do Concelho da Maia 71 ______________________________________________________III.II. Educação Relativamente à educação, a Constituição da República Portuguesa através dos artigos 73.º, 74.º. 76.º e 77.º, estabelece os direitos sociais básicos do cidadão nesta área. A educação é encarada como um direito de todo o cidadão, cabendo ao Estado promover a democratização da mesma, através de um “ ensino básico universal, obrigatório e gratuito” e de implementação de um “ sistema geral de educação pré-escolar.” Podemos aferir o desenvolvimento social integrado de um determinado território, através dos níveis de escolaridade. Estes níveis, em Portugal, são ainda significativamente baixos em relação aos outros países da União Europeia. O papel crucial da educação, como mecanismo de modernização não poderá ser descurado, uma vez que contribui para promover e assegurar, em contexto de trabalho, a mobilização e transição dos jovens para o emprego. A vulnerabilidade de uma camada da população que vem acumulando, simultaneamente, défices educativos e profissionais, vê-se impedida de lutar contra a complexidade e competitividade dos meios urbanos, fazendo emergir alterações radicais, no modo de participação dos indivíduos em sociedade. Em qualquer das suas expressões, o iletrismo é um problema social que vem sendo agravado pela rapidez com que se processam as mudanças industriais e tecnológicas, que convertem muitos cidadãos em analfabetos funcionais, porque se tornam incapazes de dominar os meios necessários para o exercício activo da cidadania. Da não participação no sistema educativo, resultam baixos níveis de escolaridade e simultaneamente, um insucesso e abandono escolar precoce, o que deverá ser prevenido ao longo do ciclo de vida escolar e formativo dos sujeitos, desejavelmente com início na pré-escolarização e com conclusão após 12 anos de escolaridade bem sucedida. Saber e fazer são hoje as condições de entrada e de participação num mundo desenvolvido, do qual todos os dias ouvimos dizer estarmos mais distantes. O sentido é único, exige dedicação, esforço, sacrifício, bons profissionais e uma sociedade civil Diagnóstico Social do Concelho da Maia 72 forte e empenhada. Para isso foi elaborado pelos Ministério de Educação/ Ministério da Segurança Social e do Trabalho, o Plano de Prevenção do abandono escolar. A nível local, neste momento encontra-se em elaboração a “Carta Educativa”, que conforme o artigo 10.º do Decreto-Lei 7/2003 de 15 de Janeiro é um “instrumento de planeamento e ordenamento prospectivo de equipamentos educativos a localizar no Concelho, de acordo com as ofertas de educação e formação que seja necessário satisfazer, tendo em vista a melhor utilização dos recursos educativos, no quadro do desenvolvimento demográfico e sóciodemográfico de cada município.” Assim foi constituída pela autarquia para a elaboração da “Carta Educativa” uma equipa técnica com profissionais de diferentes áreas. As informações apresentadas neste domínio de intervenção, pretendem reflectir sobre os principais indicadores e analisar o estado da educação no Concelho da Maia, nos últimos anos. Os dados recolhidos têm como fontes o Instituto Nacional de Estatística (INE), a Direcção Regional de Educação do Norte (DREN), a Coordenação Concelhia de Educação de Adultos da Maia, assim como os Estabelecimentos de Ensino e o Departamento de Desenvolvimento Social (Divisão de Acção Sócio-Educativa) da Câmara Municipal da Maia. Diagnóstico Social do Concelho da Maia 73 • • • • • • Nível de Instrução da População Residente (2001): - Nenhum: 11 700 - 1º Ciclo: 26 651 - 2º Ciclo: 8 116 - 3º Ciclo: 6 112 - Ensino Secundário: 10 140 - Ensino Médio: 904 - Ensino Superior: 9 280 População Escolar da Rede Pública (2004/2005): - Pré-escolar: 1 237 - 1º Ciclo: 4 964 - 2º Ciclo: 2 714 - 3º Ciclo: 3 707 - Ensino Secundário: 2 160 - Ensino Profissional com Equivalência Escolar: 247 Número de Estabelecimentos de Ensino (2004/2005): - Públicos: 85 - Privados: 43 Taxa de Analfabetismo (2001): 4,8% - Homens: 1,5% - Mulheres: 3,3% Número de Casos de Abandono Escolar (2004/2005): - 1º Ciclo do Ensino Básico: - 2º Ciclo do Ensino Básico: - 3º Ciclo do Ensino Básico: - Ensino Secundário: 142 Número de Casos de Insucesso Escolar - Retenções (2004/2005): - 1º Ciclo do Ensino Básico: - 2º Ciclo do Ensino Básico: - 3º Ciclo do Ensino Básico: - Ensino Secundário: 544 Diagnóstico Social do Concelho da Maia 74 _____________________________________________III.II.I. Taxas de Analfabetismo Quadro 16 – Taxa de Analfabetismo por Sexo, Analfabetos com mais de 10 anos, na Maia, Zona Norte e Área Metropolitana do Porto, 2001 Espaço Geográfico Taxa de Analfabetismo Analfabetos com 10 ou mais anos (2001) Taxa de Analfabetismo por Sexo (2001) 1991 2001 HM H H M Maia 5,9% 4,8% 5 111 1 574 1,5% 3,3% A.M.P. 5,9% 5,3% 59 488 15 836 1,4% 3,9% Zona Norte 9,9% 8,3% 272 547 86 850 2,6% 5,7% Fonte: INE Analisando o quadro supra observamos que a taxa de analfabetismo no Concelho é de 4,8% em 2001, tendo baixado significativamente em relação a 1991, que se cifrava em 5,9%. É, igualmente, de registar que a taxa de analfabetismo é inferior em relação às taxas da Área Metropolitana do Porto, cifrada nos 5,3% e bastante inferior à da Zona Norte que é de 8,3%. Em relação ao número de analfabetos com 10 ou mais anos, e no que concerne ao ano de 2001, importa referir que o número é significativamente maior nas mulheres, na relação de 3 537 mulheres para 1 574 homens. O mesmo se verifica relativamente ao número de analfabetos, quer em relação à Área Metropolitana do Porto, quer à Zona Norte. Também no Concelho da Maia, a taxa de analfabetismo é significativamente superior no sexo feminino (3,3%), sendo que a percentagem para os homens é aproximadamente metade (1,5%). No que à Área Metropolitana do Porto e Zona Norte diz respeito, a taxa de analfabetismo é superior nas mulheres com 3,9% e 5,7% respectivamente. Diagnóstico Social do Concelho da Maia 75 _________________________________________III.II.II. Níveis de Ensino Atingidos Quadro 17 – Níveis de Ensino Atingidos pela População Residente no Concelho da Maia, Área Metropolitana do Porto e Zona Norte, 2001 Maia Nível de Ensino A.M.P Norte N.º % N.º % N.º % Sem nível de Ensino 11 700 9,7 118 810 9,4 448 980 12,2 1º Ciclo do Ens. Básico 26 651 22,2 292 517 23,2 913 568 24,8 1º Ciclo do Ens. Básico- inc. 6 392 5,3 71 848 5,7 276 450 7,5 2º Ciclo do Ens. Básico 8 116 6,8 93 247 7,4 369 447 10,0 2º Ciclo do Ens. Básico– inc. 2 686 2,2 29 935 2,4 81 023 2,2 3º Ciclo do Ens. Básico 6 112 5,1 64 665 5,1 166 310 4,5 3º Ciclo do Ens. Básico– inc. 3 409 2,8 36 605 2,9 97 037 2,6 Secundário 10 140 8,4 96 166 7,6 201 989 5,5 Secundário - incompleto 7 173 5,9 70 912 5,6 148 142 4,0 Médio 904 0,7 10 129 0,8 18 621 0,5 Médio – incompleto 187 0,2 2 258 0,2 3 349 0,1 Superior 9 280 7,7 94 862 7,5 178 105 4,8 Superior - incompleto 1 718 1,4 16 069 1,3 26 441 0,7 Fonte: INE Relativamente aos níveis de ensino atingidos pela população residente no Concelho da Maia, Área Metropolitana do Porto e Zona Norte, no ano de 2001, importa referir que a maior percentagem da população tem o 1.º Ciclo do Ensino Básico, o que corresponde a 22,2%. Com este nível de ensino as percentagens da Área Metropolitana do Porto e da Zona Norte são respectivamente 23,2% e 24,8%, o que não diferem muito da percentagem existente no Concelho da Maia. Sem qualquer nível de ensino a percentagem é de 9,7% neste Concelho; 9,4% na Área Metropolitana do Porto e 12,2 na Zona Norte. Podemos também observar que a percentagem da população com o Ensino Secundário (8,4%) é maior no Concelho da Maia, comparativamente à Área Metropolitana do Porto e à Zona Norte, que é respectivamente de 7,6% e 5,5%. A percentagem da população com Ensino Superior no Concelho da Maia é de 7,7%, sendo um pouco inferior (7,5%) na Área Metropolitana do Porto e significativamente inferior, com 4,8%, na Zona Norte. Diagnóstico Social do Concelho da Maia 76 ___________________________________III.II.III. Educação no Concelho da Maia Quadro 18 – Total de Alunos no Ensino Oficial Público no ano Lectivo 2004/2005 Alunos Nível de Ensino N.º % Educação Pré-Escolar 1 237 8,4 1º Ciclo do Ensino Básico 4 964 33,6 2º Ciclo do Ensino Básico 2 714 18,4 3º Ciclo do Ensino Básico 3 707 25,0 Ensino Secundário 2 160 14,6 Total 14 782 100 Fonte: CMM Departamento de Desenvolvimento Social Reportando-nos ao ano lectivo 2004/2005, o Concelho da Maia tem uma população estudantil que ronda os 14 782 alunos no ensino oficial público, distribuída pelos vários graus de ensino, da seguinte forma: na educação Pré-escolar 1 237 crianças, correspondendo a 8,4% do total de alunos; 4 964 alunos a frequentar o 1º Ciclo do Ensino Básico, reflectindo este nível de ensino a maior percentagem de alunos inscritos (33,6%); no 2º e 3.º Ciclos do Ensino Básico há registo de 2 714 (18,4%) e 3 707 (25,0%) alunos, respectivamente; e por último temos o Ensino Secundário com 2 160 alunos que corresponde a 14,6% do total de alunos. Quadro 19 – Acção Social Escolar no ano Lectivo 2004/2005 Escalão A Agrupamento de Escolas Vertical de Gueifães Vertical Gonçalo Mendes da Maia Escolas EB1 N.º Total Alunos de Escalão B N.º de Alunos % N.º de Alunos % Agra 32 - - 1 3,12 Gueifães 410 40 9,76 15 3,66 Azenha Nova 54 1 1,85 3 5,55 Maia 445 45 10,11 14 3,15 Diagnóstico Social do Concelho da Maia 77 (Cont.) Escalão A Agrupamento de Escolas Vertical do Levante da Maia Águas Santas Vertical Gonçalo Mendes da Maia Vermoim Vertical de Pedrouços Escolas EB1 N.º Total Alunos de Escalão B N.º de Alunos % N.º de Alunos % Monte das Cruzes 121 24 19,83 12 9,92 Barroso 67 14 20,90 - - Monte Calvário 87 12 13,79 1 1,15 Cristal 42 14 33.33 4 9,52 Santa Cristina 45 11 24.44 5 11,11 Ardegães 28 13 46,43 3 10,71 Sá 14 2 14,29 1 7,14 Arcos 99 14 14,14 3 3,03 Frejufe 39 13 33,33 6 15,38 Vilar de Luz 15 10 66,66 1 6,66 Folgosa 46 14 30,43 2 4,35 Granja 120 30 25,00 2 1,67 Corim 178 40 22,47 6 3,37 Moutidos 439 145 33,03 6 1,37 Maia 445 45 10,11 14 3,15 Cavadas 35 7 20,00 2 5,71 Cidade Jardim 284 5 1,76 2 0,70 Currais 131 12 9,16 - - D. Manuel I 198 78 39,39 13 6,57 Pedrouços 125 26 20,80 5 4,00 Enxurreiras 77 26 33,77 2 2,60 Parada 85 16 18,82 3 3,53 Paço 133 51 38,35 6 4,51 Giesta 129 19 14,73 4 3,10 Diagnóstico Social do Concelho da Maia 78 (Cont.) Escalão A Agrupamento de Escolas Castelo da Maia Dr. Vieira de Carvalho Escolas EB1 N.º Total Alunos de Escalão B N.º de Alunos % N.º de Alunos % Sta. Cruz 36 18 50,00 2 5,56 Mandim 8 4 50,00 1 12,50 Castêlo da Maia 309 36 11,65 12 3,88 Ferreiró 43 18 41,86 5 11,63 Porto Bom 84 34 40,48 5 5,95 Gestalinho 126 10 7,94 4 3,17 Seara 122 36 29,51 5 4,10 Bajouca 50 26 52,00 4 8,00 Ferronho 107 11 10,28 - - Crestins 65 8 12,31 - - Guarda 41 8 19,51 3 7,32 Padrão 89 12 13,48 2 2,25 Pedras Rubras 137 22 16,06 - - Prozela 34 12 35,29 - - Lidador 235 26 11,06 9 3,83 Fonte: CMM Departamento de Desenvolvimento Social A Acção Social Escolar é uma das medidas e/ou domínio de intervenção prioritário do Departamento de Desenvolvimento Social, directamente ligada à Divisão de Acção Sócio-Educativa da Câmara Municipal da Maia, que consiste na disponibilização de apoios financeiros específicos aos alunos pertencentes a famílias carenciadas, segundo dois Escalões: Escalão A e Escalão B. Quer no âmbito da educação pré-escolar, quer no que ao 1ª Ciclo do Ensino Básico diz respeito, a política educativa da autarquia prevê a atribuição de auxílios económicos directos para aquisição de livros e material escolar, bem como de comparticipação da totalidade das refeições e acesso às novas tecnologias a todos os alunos escalonados. Diagnóstico Social do Concelho da Maia 79 O Escalão A é atribuído aos alunos cujo rendimento familiar per capita seja inferior a 160 €. Quanto ao Escalão B, o mesmo é atribuído aos alunos cujo rendimento familiar per capita se situa entre os 161 € e 196 €, sendo que os alunos deste Escalão têm os livros e material escolar financiado em 50%, mantendo-se a gratuitidade das refeições e das aulas de informática. Como podemos observar no quadro supra citado é a escola de Vilar de Luz, pertencente ao Agrupamento Vertical do Levante da Maia, que possui uma maior percentagem (66,66%) de alunos com Escalão A atribuído. De seguida, surgem as escolas da Bajouca, Santa Cruz e Mandim, pertencentes ao Agrupamento do Castelo da Maia, em que a percentagem de alunos com Escalão A é de 52% e 50% respectivamente. A escola Cidade Jardim, pertencente ao Agrupamento de Vermoim, tem a menor percentagem de alunos com Escalão A, somente com 1,76%. Como podemos observar a percentagem de alunos com o Escalão B é bastante menor, situando-se a mesma entre os 16,7% e os 0,7%. Educação Pré-escolar Quadro 20 – Caracterização da Educação Pré-escolar, segundo a Pop. dos 3 aos 5 anos, N.º de Salas de Aula, Capacidade Instalada, N.º de Alunos, Taxa de Ocupação e Taxa de Cobertura no Concelho da Maia, 2004 Pop. dos 3 aos 5 anos N.º de Salas de Aula Capacidade Instalada N.º de Alunos 2003/04 Taxa de Ocupação Taxa de Cobertura Águas Santas 993 12 300 267 89,0 26,9 Avioso Santa Maria 115 7 175 165 94,3 143,5 Avioso São Pedro 80 2 50 43 86,0 53,8 Barca 68 10 250 210 84,0 308,8 Folgosa 141 3 75 62 82,7 44,0 Gemunde 184 2 50 40 80,0 21,7 58 5 125 91 72,8 156,9 Gueifães* 366 11 275 236 85,8 64,5 Maia* 380 10 250 224 89,6 58,9 Milheirós* 160 14 350 163 46,6 101,9 Freguesia Gondim Diagnóstico Social do Concelho da Maia 80 (Cont.) Pop. dos 3 aos 5 anos N.º de Salas de Aula Capacidade Instalada N.º de Alunos 2003/04 Taxa de Ocupação Taxa de Cobertura Moreira 307 20 500 304 60,8 99,0 Nogueira* 167 4 100 91 91,0 54,5 Pedrouços* 361 12 300 260 86,7 72,0 São Pedro Fins 59 4 100 91 91,0 143,5 Silva Escura 75 1 25 25 100,0 33,3 Vila Nova da Telha* 185 6 150 37 24,7 20,0 Vermoim* 519 14 350 249 71,1 48,0 4 218 134 Freguesia Total 3 425 2 558 74,7 60,6 Fonte: CMM Gabinete Estudos e Planeamento Estratégico *Freguesias em que não foram contabilizados todos os infantários por não terem respondido ao inquérito solicitado pela Câmara Municipal da Maia É possível observar, através do quadro, que a população residente no Concelho da Maia, com idades entre os 3 e 5 anos não está distribuída de forma homogénea pelas várias freguesias deste Concelho. Assim, temos a freguesia de Águas Santas com o maior número de crianças neste grupo etário (993 crianças) e com um número muito menor temos a freguesia de Gondim, com apenas 58 crianças. Verificamos, ainda, através deste quadro que existem um total de 134 salas de aula distribuídas por todo o Concelho, sendo a freguesia de Moreira a apresentar um maior número de salas e a freguesia de Silva Escura o menor número, com 20 e 1 salas respectivamente. Em relação à capacidade instalada, isto é, o número de salas vezes 24, que é o número máximo de crianças aconselhável por sala, podemos inferir que esta é maior na freguesia de Vermoim e Milheirós com uma capacidade de 350 crianças cada. A freguesia que apresenta uma menor capacidade instalada é a freguesia de Silva Escura. A taxa de cobertura da educação pré-escolar (número de crianças dos 3 aos 5 anos inscritos nos Jardins de Infância em relação ao número de indivíduos com idade para frequentar a educação pré escolar) é bastante heterogénea, quando a análise é feita por freguesia. Diagnóstico Social do Concelho da Maia 81 Assim, verificamos que as freguesias de Gemunde e Águas Santas têm uma taxa de cobertura bastante baixa com 21,7% e 26,9%. Estas baixas taxas de cobertura normalmente prendem-se com a mobilidade dos encarregados de educação destas crianças, ou seja, levam as crianças para a freguesia ou concelho onde trabalham. Relativamente às taxas de cobertura superiores a 100%, como é o caso das freguesias de Barca, Gondim, Avioso Santa Maria, S. Pedro Fins e Milheirós com taxas de 308%, 156,9%, 143,5%, 143,5% e 101,9, respectivamente, poder-se-á dizer que estas são freguesias de acolhimento, uma vez que recebem mais crianças do que aquelas que residem nestas freguesias com idade para frequentar o pré-escolar. Mais uma vez podemos dizer que esta situação poderá estar ligada à mobilidade dos seus encarregados de educação. 1º Ciclo do Ensino Básico Quadro 21 – Caracterização do 1º Ciclo do Ensino Básico, segundo a Pop. dos 6 aos 9 anos, N.º de Salas de Aula, Capacidade Instalada, N.º de Alunos, Taxa de Ocupação e Taxa de Escolarização no Concelho da Maia, 2004 Pop. dos 6 aos 9 anos N.º de Salas de Aula Capacidade Instalada N.º de Alunos 2003/04 Taxa de Ocupação Taxa de Escolarização 1 122 31 775 941 121,4 83,9 Avioso Sta. Maria 141 10 250 352 140,8 249,6 Avioso São Pedro 98 5 125 107 85,6 109,2 Barca 116 6 150 170 113,3 146,6 Folgosa 188 5 125 105 84,0 55,9 Gemunde 235 8 200 172 86,0 73,2 Gondim 86 4 100 94 94,0 109,3 Gueifães 464 20 500 690 138,0 148,7 Maia 436 20 500 445 89,0 102,1 Milheirós 201 10 250 200 80,0 99,5 Moreira 455 12 300 332 110,7 73,0 Nogueira 196 8 200 154 77,0 78,6 Pedrouços 484 22 550 417 75,8 86,2 74 2 50 99 198,0 133,8 Silva Escura 107 3 75 53 70,7 49,5 Vila Nova da Telha 261 8 200 269 134,5 103,1 Vermoim 641 27 675 646 95,7 100,8 5 305 201 Freguesia Águas Santas São Pedro Fins Total Diagnóstico Social do Concelho da Maia 5 025 5 246 104,4 98,9 Fonte: CMM Gabinete Estudos e Planeamento Estratégico 82 O quadro 21 caracteriza o 1.º Ciclo do Ensino Básico, levando em linha de conta a população residente do grupo etário dos 6 aos 9 anos. Este quadro apresenta o número de salas de aula, a capacidade instalada, o número de alunos no ano lectivo de 2003/04, a taxa de ocupação e a taxa de escolarização por freguesia. Podemos aferir através deste quadro que a taxa de ocupação está acima de 100% em 7 freguesias do Concelho - Águas Santas, Avioso Santa Maria, Barca, Gueifães, Moreira, São Pedro Fins e Vila Nova da Telha – sendo São Pedro Fins a freguesia que apresenta a mais alta taxa de ocupação com 198,0%. Relativamente à taxa de escolarização temos 9 freguesias com taxas superiores a 100% - Avioso Santa Maria, Avioso São Pedro, Barca, Gondim, Gueifães, Maia, São Pedro Fins, Vila Nova da Telha e Vermoim, sendo que a taxa de escolarização mais elevada se regista na freguesia de Avioso Santa Maria ( 249,6%). Quadro 22 - Taxa de Escolarização do 1º ao 12º ano Nível de Escolaridade Pop. (2001) N.º de alunos (2003/04) Taxa de Escolarização 1º Ano 1 302 1 240 95,2% 2º Ano 1 288 1 318 102,3% 3º Ano 1 363 1 191 87,4% 4º Ano 1 352 1 257 93,0% 5º Ano 1 331 1 340 100,7% 6º Ano 1 362 1 374 100,9% 7º Ano 1 364 1 390 101,9% 8º Ano 1 336 1 258 94,2% 9º Ano 1 405 1 059 75,4% 10º Ano 1 412 892 63,2% 11º Ano 1 507 640 42,5% 12º Ano 1 617 628 38,8% Fonte: CMM Gabinete Estudos e Planeamento Estratégico No quadro acima apresenta-se a taxa de escolarização, isto é, a relação entre o número de alunos a frequentar cada ano escolar com o número de indivíduos residentes no Concelho da Maia com idade própria para a frequência no ano escolar em causa. Diagnóstico Social do Concelho da Maia 83 Assim, podemos observar que a as taxas de escolarização mais altas, todas acima dos 100%, se situam nos 2.º ano (102,3%), 5.º ano (100,7%), 6.º ano (100,9%) e 7.º ano (101,9%). Verificamos ainda que à medida que sobe o nível de escolaridade , as taxas de escolarização são mais baixas, sendo o 12.º ano de escolaridade o que apresenta a mais baixa taxa escolarização, com 38,8%. Ensino Especial Quadro 23 – Número de Crianças com Necessidades Educativas Especiais por Nível de Ensino Número de Crianças/Jovens com Necessidades Educativas Especiais (2004/2005) Nível de Ensino Dom. Motor D. Cogn. Sens. e/ou Motor D. Linguag. Com. e Fala D. Emoc. e Person. Domínio Sensorial Domínio Cognitivo D. Saúde Física Outras NEE Total Pré-Escolar Creche 8 1 18 4 1 13 0 22 67 1º Ciclo 7 15 33 29 1 103 7 59 164 2º Ciclo 11 2 15 15 0 53 2 15 113 3º Ciclo 6 1 24 14 2 16 7 16 86 Secundário 3 0 8 1 0 0 4 4 20 Total 35 19 98 63 4 185 20 116 540 Fonte: Equipa de Coordenação de Apoio Educativo Porto B/Maia O Serviço Especializado de Apoio Educativo ou Núcleo de Apoio Educativo, existe em todos os agrupamentos e integra um professor quase sempre especializado em Apoios Educativos, com funções de coordenação e ligado ao Conselho Pedagógico, e simultaneamente, com funções docentes e de apoio (lecciona) ao grupo de crianças com Necessidades Educativas Especiais. O professor coordenador reúne mensalmente com a Equipa de Coordenação de Apoio Educativo Porto B/Maia e entre eles reúnem regularmente com os demais professores coordenadores de todo o agrupamento. No ano lectivo de 2004/05, estiveram inscritos 540 alunos com Necessidades Educativas Especiais de Carácter Prolongado, distribuídos pelos diferentes níveis de ensino, assim temos um total de 67 alunos na educação pré-escolar, 164, no 1.º Ciclo Diagnóstico Social do Concelho da Maia 84 do Ensino Básico, 113, no 2.º Ciclo do Ensino Básico, 86 no 3.º Ciclo do Ensino Básico e por fim 20 no Ensino Secundário. Estes alunos, apoiados pelo Serviço Especializado de Apoio Educativo, apresentam dificuldades nos domínios motor, cognitivo, sensorial e/ou motor, linguagem, comunicação e fala, emocional e personalidade, sensorial, cognitivo, saúde física, entre outros. Ensino Recorrente e Educação de Adultos A Educação de Adultos surge, como uma necessidade imposta pelas próprias características da sociedade, dado que são particularmente os adultos a defrontaremse com as consequências inerentes às mutações sociais, pela afectação dos seus contextos profissionais, sociais e familiares. Estes, abrangidos pelas Novas Tecnologias da Informação, são também afectados, deixando antever o alargamento do vasto campo da Educação de Adultos a outros domínios, que não só o profissional. A identidade social, profissional e pessoal, não está circunscrita aos conhecimentos adquiridos na infância, adolescência e juventude, mas, antes, reproduzida segundo uma lógica de continuidade, desenvolvimento e aperfeiçoamento, extensível à idade adulta, ao longo de toda a vida, segundo as necessidades e ritmos dos sujeitos. Assim, a necessidade de preparação do adulto para fazer face ao conjunto de tarefas que naturalmente lhe estão destinadas constitui-se como um desafio , que a Educação de Adultos deverá acompanhar, enquanto processo de ressocialização do indivíduo, colocando-o como legitimo sujeito de formação em igualdade com a criança e o jovem. Diagnóstico Social do Concelho da Maia 85 Quadro 24 – Caracterização dos Cursos de Educação Formação de Adultos, Ano Lectivo 2004/05 N.º de Cursos Cursos de Educação e Formação de Adultos (EFA) Nome da Instituição Local de Funcionamento Tipo de Curso N.º de Formandos 1 Associação de Pais da Escola EB1/JI Castelo Avioso Sta. Maria B3 – Serviços Pessoais à Comunidade 15 1 PROJCFI Moreira da Maia B2+3 – Informática 12 B3 – Serviços ao Domicilio 15 2 PSICOSAME Maia B1+B2 – Floricultura e Jardinagem 10 1 CASTELMAIA Gemunde B3 – Serviços ao Domicilio 15 1 ASMAN Gueifães B2+B3 – Serviços de Apoio a Crianças e Jovens 14 1 Centro de Emprego da Maia/Centro de Formação do Porto Maia B2 – Acção Educativa 18 1 Instituto de Apoio e Formação Profissional Águas Santas B3 – Costura Profissional 14 Fonte: Coordenação Concelhia de Educação de Adultos da Maia Os Cursos de Educação Formação, criados pelo despacho Conjunto n.º 279/2002 de 12 de Abril, que se destinam preferencialmente a jovens com idade igual ou superior a 15 anos em risco de abandono escolar ou que já abandonaram antes da conclusão da escolaridade de 12 anos, bem como aqueles que, após a conclusão de 12 anos de escolaridade, não possuindo uma qualificação profissional, pretendem adquiri-la para ingresso no mercado de trabalho. No Concelho da Maia encontram-se neste momento em funcionamento 6 cursos de Educação e Formação de Adultos. Estes cursos desenvolvem-se em instituições particulares e sob candidaturas das mesmas ao Programa Operacional Emprego, Formação e Desenvolvimento Social (POEFDS), e envolvem 81 formandos distribuídos por cursos B2 (6.º ano) e B3 (9.º ano), a que corresponde a equivalência escolar de 9.º ano de escolaridade. A componente de formação profissional destes cursos foi maioritariamente no âmbito dos serviços pessoais à comunidade. Diagnóstico Social do Concelho da Maia 86 Quadro 25 – Ensino Recorrente, Ano Lectivo 2004/05 Níveis de Ensino 1.º Ciclo do Ensino Básico Recorrente Freguesias N.º de Turmas N.º de Alunos Águas Santas 1 25 Avioso Santa Maria 1 20 Vermoim 1 25 Águas Santas 1 25 Vermoim 1 25 Curso Administração, Serviços e Comércio 76 Curso Metalomecânica 7 Curso Electricidade e Electrónica 11 Curso de Contabilidade 41 Curso de Desenho de Construções Mecânicas 71 Curso de Secretariado 50 Curso de Electrotecnia 44 Curso de Informática 21 Curso de Humanidades 112 Curso de Ciências Naturais 101 Curso de Economia Social 40 Curso de Ciências e Tecnologias 15 Curso de Ciências Sociais e Humanas 20 Curso Tecnológico de Electrotecnia 19 2.º Ciclo do Ensino Básico Recorrente 3.º Ciclo do Ensino Básico Recorrente Ensino Secundário Recorrente Vermoim Vermoim Curso Tecnológico de Administração 19 Fonte: Coordenação Concelhia de Educação de Adultos da Maia e Escola Secundária da Maia Frequentaram no âmbito do Ensino Recorrente e em todos os níveis de ensino 767 alunos, tendo a maior parte frequentado o Ensino Secundário. Estes alunos foram distribuídos pelo 1.º Ciclo do Ensino Recorrente, funcionando 3 turmas nas freguesias de Águas Santas, Avioso Santa Maria e Vermoim, respectivamente com 25, 20 e 25 alunos por curso. Em relação ao 2.º Ciclo do Ensino Recorrente teve lugar na freguesia de Águas Santas com uma turma de 25 alunos inscritos e outra em Vermoim com 25 alunos inscritos. De referir que em relação ao 1.º e 2.º Ciclo do Ensino Recorrente o mesmo se desenvolve no âmbito da rede fora da escola e sob tutela da Coordenação Concelhia do Ensino Recorrente e Educação Extra-Escolar do Concelho da Maia. Diagnóstico Social do Concelho da Maia 87 No que concerne ao 3.º Ciclo do Ensino Recorrente e Ensino Secundário funcionaram apenas na sede de Concelho, isto é, na Escola Secundária da Maia. Podemos ainda referir que os alunos do 3.º Ciclo do Ensino Recorrente foram distribuídos por 3 opções, enquanto que os alunos do Ensino Secundário puderam escolher entre 12 opções diferentes, como podemos ver no quadro supra. Educação Extra-Escolar No ano de 2004 funcionaram, no âmbito da Educação Extra-Escolar, três cursos de alfabetização nas freguesias de Gueifães, Maia e Águas Santas, com 40 alunos adultos inscritos. Em relação à Educação Extra-Escolar para o ano lectivo 2004/05, as candidaturas são durante os meses de Outubro e Novembro, começando os cursos a funcionar em Janeiro de 2006. O número de cursos a funcionar bem como o número de formandos a frequentar irá depender do concursos a ter lugar brevemente. Diagnóstico Social do Concelho da Maia 88 _____________________________________III.II.IV. Abandono e Insucesso Escolar Segundo o Plano Nacional de Prevenção do Abandono Escolar (PNAPAE), existe uma relação entre a Retenção Escolar e o Abandono Escolar, verificando-se que constituem pontos críticos da retenção escolar os anos de escolaridade: 2.º, 4.º, 7.º, 10.º, e 12.º e que os dois anos com taxas mais elevadas de retenção são os do Ensino Secundário. As taxas de Abandono Escolar são insignificantes no 1.º Ciclo, no entanto começam a crescer nos ciclos seguintes sendo de registar que este fenómeno se acentua a partir dos 13 anos de idade. Nos últimos 10 anos, por referência a 1991, houve uma diminuição das taxas de Abandono Escolar (de 12,5% para 2,7%, em 2001) e de saída precoce (de 63,7% para 44,8% em 2001). Em 2003, segundo o Eurostat, este último indicador registou o valor de 41,1%. O Abandono Escolar, entendido como a saída antes de concluir o actual Ensino Básico, tem muito mais significado com idade do que com o ano de escolaridade que se frequenta, e é geralmente precedido de histórias de insucesso repetido, concretizando-se ainda pela forte atractividade exercida por uma actividade profissional ainda acessível aos jovens desqualificados. Segundo dados de 2001 da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), a percentagem da população portuguesa que concluiu pelo menos o Ensino Secundário ou equivalente é a mais baixa da OCDE – 20% Portugal; 64% OCDE. Diagnóstico Social do Concelho da Maia 89 Quadro 26 – Abandono, Saída Antecipada, Saída Precoce, Retenção Global e Aproveitamento no Ensino Secundário em 2001, em Portugal Continental Grande Porto e Maia Área Geográfica Abandono (1) Saída Antecipada(2) Saída Precoce(3) Retenção Global (4) Aproveitamento Ensino Secundário Maia 1,8 % 19,6% 38,8% 12,1% 63,7% Grande Porto 2,6 % 22,0% 40,5% 12,9% 64,2% Portugal Continental 2,7% 25,0% 44,0% 16,8% 60,0% Fonte: Estatísticas do Ministério da Educação (www.min-edu.pt) (1) (2) (3) (4) Alunos entre os 10 e os 15 anos que não concluíram o 3.º Ciclo do Ensino Básico Alunos entre os 18 e os 24 anos que não concluíram o 3.º Ciclo do Ensino Básico Alunos entre os 18 e os 24 anos que não concluíram o Ensino Secundário Retenção nos 1.º, 2.º e 3.º Ciclos do Ensino Básico Analisando os indicadores disponibilizados verificamos que o Concelho da Maia apresenta valores mais baixos de Abandono (1.8%), Saída Antecipada (19.6%), Saída Precoce (44%) e Retenção Global (16.8%), quando comparados quer com Portugal Continental, quer com o Grande Porto. Relativamente ao Aproveitamento no Ensino Secundário este é de 63,7% no Concelho da Maia, sendo que esta percentagem é superior quando a comparamos com Portugal Continental (60,0%), mas é inferior em relação ao Grande Porto (64,2%) . Quadro 27 – Abandono, Retenção nos 1.º,2.º e 3.º Ciclos do Ensino Básico e Ensino Secundário no ano Lectivo de 2004/05, no Concelho da Maia Nível de Ensino N.º de Alunos em Abandono % N.º de Alunos Retidos % 1º Ciclo do Ens. Básico 2º Ciclo do Ens. Básico 3º Ciclo do Ens. Básico Ensino Secundário Diagnóstico Social do Concelho da Maia 142 6,6% 544 25,2% Fonte: Agrupamentos Escolares do Concelho da Maia 90 _____________________III.II.V. Problemas Identificados na Área da Educação Importantes e Urgentes • Persistência de insucesso escolar, sem acesso a vias alternativas; • Elevado índice de Absentismo; • Forte expressão das taxas de Abandono escolar; • Insuficiência de equipamentos ao nível do educação Pré-escolar e do 1º Ciclo do Ensino Básico; • Insuficiência de respostas de educação/formação de adultos. Importantes mas não urgentes • Insuficiência de equipamentos ao nível do 2º e 3º Ciclos e Secundário; • Existência de iliteracia, analfabetismo funcional e baixos níveis educativos; • Deficiência ao nível do respeito pelos valores de cidadania. Determinantes • Existência de um elevado n.º de alunos sem motivação para a aprendizagem; • Instabilidade do quadro docente; • Falta de adequação dos equipamentos de ensino às necessidades dos alunos; • Insuficiente investimento na ampliação do parque escolar; • Inadequação dos cursos em áreas que garantam a resposta a adultos que não têm escolaridade; • Falta de condições físicas e materiais para se alargar o ensino recorrente a todas as freguesias do Concelho. Objectivos • Rentabilizar os recursos escolares; • Melhorar a política de educação existente adequando-a às necessidades da população alvo; • Sinalizar atempadamente os jovens que pretendem optar pela formação profissional (com equivalência escolar ao 9º ou 12º ano de escolaridade), a qual deverá ser feita pelos Directores de turma ao Conselho Executivo de cada Escola no final de cada período de avaliação e posteriormente encaminhada para o sector de orientação profissional do Centro de Emprego; • Incentivar as candidaturas aos CRVCC; • Divulgar a Carta Educativa do Concelho da Maia. Diagnóstico Social do Concelho da Maia 91 Recursos Existentes no Concelho da Maia • Programa Rede Social; • Autarquia: - Departamento de Desenvolvimento Social/Divisão de Acção de Educativa: - Conselho Municipal de Educação; - Programa de Combate ao Abandono Escolar (PIEF); - Programa de Promoção do Sucesso Escolar (Maia não Desiste); - Programa de Combate ao Absentismo ( Programa Ser Criança e Risco Infanto-Juvenil e Projectos Novos Laços) - Departamento de Fomento Desportivo: - Desporto Escolar; - Natação; - Departamento de Obras Municipais: - Construção de Equipamentos • Departamento dos Serviços de Conservação e Manutenção; Federação de Associações de Pais e Encarregados de Educação da Maia (FAPEMAIA): • • • • - Escola de Pais; - Fórum de Informação e Sensibilização. Agrupamentos Escolares: - Espaço Físico; - Equipamentos. Escolas Secundárias; - Espaço Físico; - Equipamentos. Coordenação Concelhia de Educação de Adultos da Maia: - Ensino Recorrente; - Cursos de Educação e Formação de Adultos; - Cursos de Educação e Formação para Jovens; - Educação Extra-Escolar. Centros de Formação/Escolas Profissionais: - Cursos; - Equipamentos; - Espaços Físicos. Diagnóstico Social do Concelho da Maia 92 • Ensino Superior – ISMAI (Avioso S. Pedro); • Centro de Emprego da Maia; • Unidades de Inserção na Vida Activa (UNIVAS); • Instituições Particulares de Solidariedade Social: - Equipamentos; - Programas; - Acções. Diagnóstico Social do Concelho da Maia 93 __________________________________III.III. Intervenção Social e Família A família como a mais antiga e importante instituição social, vai acompanhando as várias transformações que se têm vindo a efectuar ao longo dos anos, nos planos social, económico e cultural. A Constituição da República Portuguesa no seu artigo 67.º, no que respeita à família define o seguinte: “ A família como elemento fundamental da sociedade, tem direito à protecção da sociedade e do Estado e à efectivação de todas as condições que permitam a realização pessoal dos seus membros. Incumbe, designadamente ao Estado, para a protecção da família: a) promover a independência social e económica dos agregados familiares; b) promover a criação e garantir o acesso a uma rede nacional de creches e de outros equipamentos sociais de apoio à família, bem como na política da terceira idade; c) Cooperar com os pais na educação dos filhos; d) garantir, no respeito da liberdade individual, o direito ao planeamento familiar, promovendo a informação e o acesso aos métodos e aos meios que o assegurem, e organizar as estruturas jurídicas e técnicas que permitam o exercício de uma maternidade e paternidade conscientes; e) regulamentar a procriação assistida, em termos que salvaguardem a dignidade da pessoa humana; f) regular os impostos e os benefícios sociais, de harmonia com os encargos familiares; g) definir, ouvidas as associações representativas das famílias, e executar uma política de família com carácter global e integrado." De acordo com o artigo acima referido estão disponíveis diversos instrumentos de intervenção social a nível nacional para fazer face às problemáticas associadas à protecção da família. Assim, a Segurança Social no âmbito da solidariedade e acção social dispõe dos seguintes instrumentos: o Programa de Expansão e Desenvolvimento da Educação Pré-Escolar (Medu/ISSS); Infra-estruturas de educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário (Eixo n.º 1, medida n.º 8 – PRODEP III); Programa Ser Criança, Programa de Intervenção Precoce (prevenção precoce da deficiência, centrada na família); Planos Locais para a Protecção das Crianças e Jovens em Risco/Perigo; Apoio à Maternidade (lei de bases da Segurança Social – artigo 36.º); Programa de Apoio Integrado a Idosos (PAII); Rede Integrada de Serviços de Apoio Domiciliário; Complemento Familiar nas Pensões Mínimas (lei de bases da Segurança Social – artigo 39.º); Subsídio Familiar a Diagnóstico Social do Concelho da Maia 94 Crianças e Jovens (lei de bases da Segurança Social – artigo 67.º); Assistência Filhos Menores (lei de bases da Segurança Social – artigo 37.º); Rendimento Social de Inserção, entre outros. Para se reflectir este domínio de intervenção e sendo esta uma das grandes problemáticas, vamos analisar não só o número de famílias e como estas se compõem, como também iremos analisar as instituições que lhes prestam apoio sendo para isso levados em linha de conta vários indicadores, utilizando-se dados estatísticos do Instituto Nacional de Estatística (INE) e Segurança Social. • Número de Famílias Residentes no Concelho (2001): 40 569 • Indicador do poder de Compra per Capita: 118 • Número de Beneficiários com Pensões da Segurança Social: 22 150 • Número de Beneficiários do RMG/RSI (2004): 4 195 • Número de Beneficiários do RMG/RSI por 100 Residentes (2005): 3,5 • Número de Processos Activos na CPCJ da Maia (2004): 474 • Número de ocorrências de Violência Doméstica Sinalizadas à PSP e GNR (2004): 167 • Número de casos de Violência Doméstica acompanhados pelo IRS (2004/05): 6 • Taxa de Cobertura Efectiva das Creches (2004): - Rede Solidária: 9,7% Rede Lucrativa: 5,5% • Taxa de Cobertura Efectiva dos Centros Actividades de Tempos Livres (2004): 6,7% • Taxa de Cobertura dos Lares e Residências para Idosos (2004): 4,3% • Taxa de Cobertura dos Serviços de Apoio Domiciliário (2004): 6,7% • Número de Pessoas Portadoras de Deficiência (2001): 6 628 • Taxa de Pessoas Portadoras de Deficiência (2001): 5,5% • Número de Crianças/Jovens com Necessidades Educativas Especiais(2004/05): 540 Unidades de Intervenção Especializada: 3 Diagnóstico Social do Concelho da Maia 95 _____________________________________________________________III.III.I. Família Quadro 28 - Tipos de Família na Maia e no Grande Porto, 2001 Tipos de Família Sem Núcleo Casal sem Filhos Com Núcleo 1 Casal com Filhos Família Monoparental Avós, Avô (ó)com Netos Com 2 ou mais Núcleos Maia Grande Porto N.º % N.º % 5 162 12,7 74 129 17,00 8 943 22,0 92 118 21,1 21 789 53,7 213 417 48,9 3 103 7,7 39 260 9,0 232 0,6 3 076 0,7 1 340 3,3 14 346 3,3 Fonte: INE Podemos concluir, através do quadro anterior, que as famílias na Maia e no Grande Porto são constituídas em primeiro lugar por casal com filhos, encontrando-se nesta situação 21 789 famílias na Maia e 213 417 no Grande Porto . De seguida, com 8 943 famílias, surge o tipo de família, casal sem filhos, isto na Maia, no que se refere ao Grande Porto existem 92 118 famílias. As famílias com avós e netos e monoparentais são os tipos de famílias com um menor número, tanto na Maia como no Grande Porto. Quadro 29 – Número de Famílias Clássicas, por Freguesia em 2001 Famílias Clássicas Freguesia 2001 Águas Santas 8 783 Avioso Santa Maria 1 176 Avioso São Pedro 867 Barca 876 Folgosa 1 122 Gemunde 1 531 Gondim 614 Gueifães 3 819 Maia 3 352 Milheirós 1 376 Moreira 3 579 Nogueira 1 459 Diagnóstico Social do Concelho da Maia 96 (Cont.) Famílias Clássicas Freguesia 2001 Pedrouços 4 268 São Pedro Fins 569 Silva Escura 677 Vermoim 4 771 Vila Nova da Telha 1 730 Total 40 569 Fonte: INE O Concelho da Maia conta com um total de 40 569 famílias clássicas, estas são consideradas um conjunto de indivíduos que residem no mesmo alojamento e que têm relações de parentesco de direito ou de facto (entre si) podendo ocupar a totalidade ou parte do alojamento. Considera-se também família clássica qualquer pessoa independente que ocupe uma parte ou a totalidade de uma unidade de alojamento. Assim, verificamos que a freguesia de Águas Santas tem o maior número, com 8 783 famílias, seguindo-se as freguesias de Vermoim e Pedrouços com 4 771 e 4 268 famílias respectivamente. A freguesia com o menor número é a freguesia São Pedro Fins com 569 famílias. Diagnóstico Social do Concelho da Maia 97 _____________________________________________III.III.II. Equipamentos Sociais Instituições Particulares de Solidariedade Social As Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS), são entidades sem fins lucrativos, constituídas por iniciativa de particulares, com a finalidade de oferecer uma expressão organizada ao dever moral de solidariedade e de justiça entre os indivíduos. Caracterizam-se também por prosseguirem, mediante a concessão de bens e prestação de serviços, para além de outros objectivos de âmbito da protecção na saúde, educação e formação profissional e da promoção da habitação, os seguintes objectivos do âmbito da Segurança Social: - Apoio a crianças e jovens; - Apoio à família; - Protecção dos cidadãos na velhice e invalidez e em todas as situações de falta ou diminuição de meios de subsistência ou de capacidade para o trabalho. Para levar a cabo estes objectivos, as IPSS podem celebrar Acordos de Cooperação com os Centros Distritais de Segurança Social, os quais garantem a concessão directa de prestações em equipamentos e serviços à população ou Acordos de Gestão os quais assumem a gestão de serviços e equipamentos pertencentes ao Estado. Para além dos apoios financeiros previsto nos acordos, que facultam a manutenção e funcionamento de estabelecimentos de equipamento social, são-lhe ainda concedidos apoio técnico específico e outros apoios financeiros destinados a investimentos na criação ou remodelação dos estabelecimentos através do Programa de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central (PIDDAC). Quadro 30 – Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) do Concelho da Maia Valências Designação da Instituição SAD Lar de Idosos Centro de Dia Centro de Dia de Pedrouços X Centro de Dia de Crestins X Centro de Dia de Silva Escura X Centro Social de Milheirós X Diagnóstico Social do Concelho da Maia Centro Convív. Centro Comunit. ATL Creche Infantário Lar Resid. de Crianças e Jovens X 98 (Cont.) Valências Designação da Instituição SAD Lar de Idosos Centro de Dia Centro Convív. Centro Comunitário do Sobreiro Centro Comunitário V. N. Telha X Centro de Dia Avioso Sta. Maria Centro Social Paroquial de Águas Santas Centro Comunit. ATL X X X X Creche Infantário Lar Resid. de Crianças e jovens X X X Centro Social Paroquial da Maia X Lar Missionários do Sofrimento X Centro Paroquial N. S. da Natividade X O Amanhã da Criança X Fundação Lar Evangélico Português X X X X X X X X X X Lar Prof. Dr. José Vieira de Carvalho X X X Lar de Santo António X X X SOCIALIS X ASMAN X X Centro de Animação de Infância de Vermoim X X Jardimcoop X X Centro Social das Guardeiras X Creche e Jardim de Infância de Catassol X Creche e Jardim de Infância de Crestins X Creche e Jardim de Infância de Águas Santas I X Creche e Jardim de Infância de Nogueira X Creche e Jardim de Infância de S. Pedro Fins X Creche e Jardim de Infância de Milheirós X Creche e Jardim de Infância de Gondim X X Creche e Jardim de Infância de Águas Santas II X Creche e Jardim de Infância da Casa do Alto X Creche e Jardim de Infância de Avioso Santa Maria X Fonte: Departamento de Desenvolvimento Social da C. M. da Maia Diagnóstico Social do Concelho da Maia 99 Neste Concelho verificamos que as Instituições Particulares de Solidariedade Social prestam apoio destinados a diversos grupos etários desde a primeira infância até à terceira idade, tendo para isso diferentes valências. Os quadros abaixo citados indicam as taxas de cobertura dos equipamentos sociais, possibilitando o conhecimento no Concelho da Maia da cobertura das redes solidária, pública e lucrativa. Quadro 31 - Taxa de Utilização e Taxa Efectiva de Cobertura dos Centros de Convívio no Concelho da Maia, 2004 Centros de Convívio Taxa de Utilização Rede Solidária Rede Pública Rede Lucrativa Total 86,0% 0 0 86,0% Taxa Efectiva de Cobertura (N.º de 0,3% 0 0 0,3% Utentes/pop. 65 e mais anos) Fonte: ISSS, Departamento de Planeamento e Sistemas de Informação, 2004 Verifica-se que a taxa de utilização desta valência (86%) e a taxa efectiva de cobertura (0,3%) é exclusiva da rede solidária. Como se pode depreender através desta última taxa, esta valência tem uma baixa oferta neste Concelho. Quadro 32 - Taxa de Utilização e Taxa Efectiva de Cobertura dos Centros de Dia no Concelho da Maia, 2004 Centros de Dia Rede Solidária Rede Pública Rede Lucrativa Total Taxa de Utilização 67,36% 0 0 67,36% Taxa Efectiva de Cobertura (N.º de 1,80% 0 0 1,80% Utentes/pop. 65 e mais anos) Fonte: ISSS, Departamento de Planeamento e Sistemas de Informação, 2004 Relativamente à valência Cento de Dia verificamos que esta existe somente na rede solidária, perante este quadro verifica-se que existe uma taxa de utilização de 67,36%. Podemos afirmar que a população idosa não se sente motivada para frequentar esta valência. Diagnóstico Social do Concelho da Maia 100 Quadro 33 - Taxa de Utilização e Taxa Efectiva de Cobertura do Apoio Domiciliário no Concelho da Maia, 2004 Serviço de Apoio Domiciliário Rede Solidária Rede Pública Rede Lucrativa Total Taxa de Utilização 92,6% 0 0 92,6% Taxa Efectiva de Cobertura (N.º de 2,8% 0 0 2,8% Utentes/pop. 65 e mais anos) Fonte: ISSS, Departamento de Planeamento e Sistemas de Informação, 2004 Relativamente ao quadro 33, verifica-se que apenas a Rede Solidária é utilizada e segundo a experiência dos técnicos que trabalham no terreno a taxa de cobertura deveria ser superior, uma vez que existem idosos e adultos dependentes em lista de espera para este serviço. Quadro 34 - Taxa de Utilização e Taxa Efectiva de Cobertura dos Lares Residência Concelho da Maia, 2004 Lar Residência Rede Solidária Rede Pública Rede Lucrativa Total Taxa de Utilização 92,0% 0 95,1% 92,3% Taxa Efectiva de Cobertura 3,8% 0 0,5% 4,3% (N.º de Utentes/pop. 65 e mais anos) Fonte: ISSS, Departamento de Planeamento e Sistemas de Informação, 2004 Este quadro traduz um elevado número de utilizadores na valência de lar, sendo a maior percentagem na rede de Lares Lucrativos. É evidente que a nível de cobertura nesta valência é muito baixa, quer na rede solidária, quer na rede lucrativa. Quadro 35 - Taxa de Utilização e Taxa Efectiva de Cobertura das Creches no Concelho da Maia, 2004 Creche Rede Solidária Rede Pública Rede Lucrativa Total Taxa de Utilização 102,3% 0 75,9% 90,9% 9,7% 0 5,5% 15,1% Taxa Efectiva de Cobertura (N.º de Utentes/pop. 0-2 anos) Fonte: ISSS, Departamento de Planeamento e Sistemas de Informação, 2004 Este quadro retracta que a nível da valência de creche não existe a rede pública, sendo a percentagem maior de utilização deste serviço a rede da solidária. A taxa de Diagnóstico Social do Concelho da Maia 101 utilização desta valência está acima dos 100%, demonstrando que a oferta desta na rede solidária é insuficiente. Quadro 36 - Taxa de Utilização e Taxa Efectiva de Cobertura dos Centros de Actividades de Tempos Livres no Concelho da Maia, 2004 Centro de Actividades de Tempos Livres Rede Solidária Rede Pública Rede Lucrativa Total Taxa de Utilização 83,3% 0 71,1% 81,3% Taxa Efectiva de Cobertura (N.º de 5,8% 0 1,0% 6,7% Utentes/pop. 6-10 anos) Fonte: ISSS, Departamento de Planeamento e Sistemas de Informação, 2004 A cobertura neste Concelho pelos Centros de Actividades de Tempos Livres e assegurada pela rede solidária e pela rede lucrativa, sendo a maior percentagem de utilização na rede solidária, com 83,3%. Diagnóstico Social do Concelho da Maia 102 ___________________III.III.III. Comissões de Protecção de Crianças e Jovens CPCJ da Maia As Comissões de Protecção de Crianças e Jovens resultam da Lei 147/99 de 1 de Setembro, designada por Lei de Protecção de Crianças e Jovens em Perigo, que regula a sua criação, a sua competência e o seu funcionamento. Assim sendo, e em conformidade com a já citada Lei são instituições oficiais não judiciárias e com autonomia judicial que tem por objecto a promoção dos direitos e a protecção das crianças e dos jovens em perigo, por forma a garantir o seu bem- estar e desenvolvimento integral. Foram criadas em todos os concelhos do País, sendo a respectiva instalação declarada por Portaria Conjunta dos Ministérios da Justiça e da Segurança Social. O apoio logístico necessário ao funcionamento das Comissões é assegurado pelo Município nos termos previstos no artigo 14º da Lei de Protecção. As Comissões de Protecção exercem a sua competência na área do Município onde têm sede. As Comissões de Protecção tem composição multidisciplinar e inter-institucional. Funcionam nas modalidades de Comissão Alargada, à qual compete desenvolver acções de promoção dos direitos e de prevenção de situações de perigo, e de Comissão Restrita, à qual compete intervir casuisticamente nas situações de desprotecção infantil e juvenil. Têm igualmente competência para decidir da aplicação de medidas de promoção e protecção, sendo tal competência exclusiva das comissões e dos tribunais (artigo 38º). As Comissões de Protecção intervêm subsidiariamente, isto é, a intervenção deve ser efectuada sucessivamente pelas entidades com competência em matéria de infância e juventude, pelas Comissões de Protecção de Crianças e Jovens e, em última instância pelos tribunais. A Comissão de Protecção de Crianças e Jovens da Maia foi instalada no Concelho 1996, sendo na altura designada por Comissão de Protecção de Menores. O trabalho realizado pela Comissão da Maia tem procurado ser essencialmente precoce, oportuno e eficaz por forma a solucionar todas as situações de crianças e jovens, que se encontrem abandonadas ou vivam entregues a si próprias; sofram Diagnóstico Social do Concelho da Maia 103 maus tratos físicos ou psíquicos ou sejam vítimas de abusos sexuais; não recebem os cuidados e afeição adequados à sua idade e situação pessoal; sejam obrigadas a actividades ou trabalhos excessivos ou inadequados à sua idade, dignidade e situação pessoal ou prejudiciais à sua formação e desenvolvimento; estejam sujeitas de forma directa ou indirecta, a comportamentos ou se entreguem a actividades ou consumos que afectem gravemente a sua saúde, segurança, formação, educação ou desenvolvimento, sem que os pais, o representante legal ou quem tenha a guarda de facto actuem adequadamente por forma a remover tais situações. Analisando o trabalho desenvolvido por este organismo durante o ano de 2004 (Fonte: trabalho de investigação realizado pela respectiva Comissão de Protecção), verificamos o seguinte: Quadro 37 - Fluxo Processual da CPCJ da Maia em 2004 Tipo e Número de Processos Instaurados Reabertos Arquivados Arquivados Liminarmente Transitados 218 23 55 44 233 Total de Proces. Activos 474 Fonte: CPCJ A Comissão de Protecção de Crianças e Jovens do Concelho da Maia, teve em 2004 um fluxo processual de 474. Deste total de 474 processos, 218 foram instaurados, 23 foram reabertos e 233 transitados. Foram ainda arquivados 99 processos, dos quais 44 foram arquivados liminarmente, ou seja, a Comissão de Protecção concluiu, na fase preliminar de averiguação que não se verificou motivo para a prossecução de autos. Quadro 38 - Processos Instaurados segundo o Sexo e a Idade das Crianças e Jovens Acompanhados pela CPCJ da Maia Grupo Etário Sexo 0 – 2 anos 3 – 5 anos 6 – 9 anos N.º N.º N.º % % % 10– 12 anos N.º % 13-15 anos 16-17 anos N.º N.º % % Total N.º % Masc. 22 50% 22 55% 31 58,5% 21 67,7 24 58,5% 2 22,2% 122 56,0% Fem. 22 50% 18 45% 22 41,5% 10 32,3 17 41,5% 7 77,8% 96 44,0% Total 44 100% 40 100% 100% 41 100% 100% 100% 100% 53 Diagnóstico Social do Concelho da Maia 31 9 218 104 Fonte: CPCJ Analisando os processos instaurados segundo o sexo e a idade das crianças e jovens constatamos que as crianças do sexo masculino estão em maior número, 122. Em relação ao grupo etário verificamos que são as crianças pertencentes ao grupo etário dos 6 aos 10 anos, o principal grupo alvo da intervenção da CPCJ. Quadro 39 - Problemática Dominante, 2003 Problemática Dominante (por ordem decrescente de incidência) N.º % 1.ª Negligência 75 56,4% 2.ª Abandono Escolar 36 27,0% 3.ª Maus Tratos Físicos 11 8,3% 4.ª Maus Tratos Psicológicos/Abuso Emocional 11 8,3% Fonte: CPCJ Em 2003, a problemática mais identificada foi a negligência, com 75 casos, logo de seguida com 36 casos vem o abandono escolar. Surgem por último os maus tratos físicos e psicológicos/abuso emocional, com igual valor, 11 casos em cada uma das problemáticas. Quadro 40 - Problemática Dominante, 2004 Problemática Dominante (por ordem decrescente de incidência) N.º % 1.ª Negligência 109 49,8% 2.ª Abandono Escolar 48 21,9% 3.ª Maus Tratos Físicos 38 17,3% 4.ª Outras Situações de Perigo 24 11,0% Fonte: CPCJ Analisando de igual forma as problemáticas dominantes, verifica-se que em 2004, não se registam mudanças significativas, sendo de realçar o volume processual. Assim, temos 109 casos de negligência, 48 de abandono escolar, 38 de maus tratos físicos e 24 casos de outras situações de perigo. Diagnóstico Social do Concelho da Maia 105 Quadro 41 – Entidades Sinalizadoras, 2004 Entidades Sinalizadoras Número % Estabelecimentos de Ensino 36 16,5 Tribunais 6 2,8 Familiares 24 11 Própria Comissão 23 10,6 Autoridades Policiais 23 10,6 Pais 18 8,3 Serviços de Segurança Social 15 6,9 Outros 12 5,5 Vizinhos e Particulares 11 5,0 Estabelecimentos de Saúde 11 5,0 Instituições de Apoio Criança/Jovem 7 3,2 Ministério Público 26 11,9 Autarquias 3 1,4 Projectos 2 0,9 Próprio 1 0,5 Total 218 100 Fonte: CPCJ Observando-se o quadro verificamos que as principais entidades sinalizadoras de situações de risco à Comissão de Protecção registam-se os estabelecimentos de ensino, com 16,5%, o Ministério Público com 11,9% e os familiares surgem de seguida com 11%. Há ainda a realçar o papel desempenhado por outras entidades designadamente, as autoridades policiais e a própria Comissão, que, surgem em quarto lugar entre as entidades que em 2004 sinalizaram maior número de situações de risco. Em segundo plano, em termos de frequência de identificação de situações de perigo, encontram-se os próprios pais, com 8,3% e os serviços de Segurança Social com 6,9%. Diagnóstico Social do Concelho da Maia 106 Quadro 42 – Medidas de Promoção e Protecção Aplicadas às Crianças e Jovens Acompanhados, 2004 Medidas de Promoção e Protecção Número % Apoio Junto aos Pais 33 64,70 Apoio Junto a outros familiares 8 15,65 Acolhimento familiar 2 3,92 Apoio para autonomia de vida 0 0 Acolhimento Institucional 6 11,76 Confiança a pessoa idónea 2 3,92 Fonte: CPCJ Relativamente à matéria do quadro supra, a Comissão de Protecção aplicou maioritariamente medidas em meio natural de Vida, destacando-se a medida de Apoio Junto dos Pais (64%) e de Apoio Junto de Outros Familiares (15,65%). A promoção destas medidas tem como pressuposto a importância do recurso, sempre que possível, às medidas em meio natural de vida, que privilegiem a preservação do contexto familiar em detrimento de outras, designadamente as de carácter institucional. Seguem-se as medidas de Acolhimento Institucional (11,76%), Acolhimento Familiar e Confiança a Pessoa Idónea com igual percentagem (3,92%). Quadro 43 – Caracterização das Famílias, 2004 Tipos de Família Número % Com filhos 118 57,28 Sem filhos 4 1,94 Feminino 48 23,30 Masculino 11 5,34 Família Reconstruída 16 7,77 Família Alargada 8 3,88 Família Adoptiva 0 0.00 Família de Acolhimento 1 0,49 Criança/jovem entregue a si próprio 0 0.00 Total 206 Familiar Nuclear Família Monoparental Diagnóstico Social do Concelho da Maia 100,00 Fonte: CPCJ 107 Constata-se que 57,28% das crianças e jovens acompanhados em 2004 vivem em Famílias Nucleares Com Filhos. Seguem-se as Famílias Monoparentais Femininas (23,30%). A representatividade das Famílias Recompostas ou Reconstruídas, nomeadamente, as novas famílias, com filhos de outras uniões, têm assumido uma importância crescente (7,77%). As crianças que vivem noutras formas familiares, tal como a Família Alargada, onde existe alguma relação de parentesco, expressam um valor importante (3,88%). Diagnóstico Social do Concelho da Maia 108 _________________________________________________III.III.IV. Segurança Social Regimes A Segurança Social dispõem de quatro Regimes de Pensões, o Regime Geral, que é o mais usual e cobre todas as pessoas que descontaram para a Segurança Social, tendo sido trabalhadores por conta de outrém, trabalhadores independentes e empresários em nome individual (regime obrigatório). Quanto ao Regime Rural Regulamentar, este cobre todos os trabalhadores agrícolas que efectuaram os seus descontos. O Regime Rural Transitório cobre todos os trabalhadores agrícolas que na altura do exercício da sua actividade não descontaram para a Segurança Social, mas efectuaram pagamento de quotas para as extintas “Casa do Povo”. Cobrindo todos os cidadãos que nunca descontaram para a Segurança Social temos o Regime não Contributivo. Estas pensões podem ser atribuídas da seguinte forma: por Invalidez, quando existe doença ou outro tipo de incapacidade; por Velhice quando as pessoas atingem a idade estipulada por lei para passarem à situação de reformado e por último temos a pensão de Sobrevivência, atribuída quer aos filhos menores quer ao elemento viúvo do beneficiário falecido. Quadro 44 – Número de Pensionistas dos Diferentes Regimes da Segurança Social, no Concelho da Maia, 2004 Número de Pensionistas Regime Geral Regime Rural Regulamentar Regime Rural Transitório Regime não Contributivo Pensão Social Total Invalidez 2 774 14 2 335 3 125 Velhice 12 574 616 10 213 13 413 Sobrevivência 5 405 197 3 7 5 612 Total 20 753 827 Tipo de Pensão Diagnóstico Social do Concelho da Maia 15 555 22 150 Fonte: Ministério da Segurança Social e do Trabalho – IIES 109 O quadro supra retracta o número de pensionistas a beneficiar das diferentes atribuições do âmbito da Segurança Social nos seus diferentes regimes e como podemos observar existem no Concelho da Maia um total de 22 150 utentes a receber estas prestações. O Regime Contributivo dispõe de Prestações dirigidas a: • • • • Trabalhadores - Doença; - Desemprego; - Maternidade; - Paternidade; - Adopção; - Doenças Profissionais; - Invalidez. Família, Crianças e Jovens - Prestação por Encargos familiares; - Abono Complementar; - Educação Especial; - Complemento por Dependência; - Subsídio Vitalício; - Morte; - Sobrevivência. Pessoas com Deficiência - Complemento por Dependência; - Invalidez. Pessoas Idosas - Pensão de Velhice - Complemento por Dependência; - Pensão antecipada. Diagnóstico Social do Concelho da Maia 110 O Regime Não Contributivo dispõe de Prestações dirigidas a: • • • Crianças - Prestação por Encargos familiares; - Abono Complementar; - Educação Especial; - Complemento por Dependência; - Subsídio Vitalício; - Morte; - Sobrevivência. Pessoas em Situação de Invalidez - Complemento por Dependência; - Pensão social de Invalidez. Pessoas Idosas - Pensão Social de Velhice - Complemento por Dependência; Acção Social Sendo o objectivo da Segurança Social a promoção e protecção do cidadão e família, efectivam-se as seguintes respostas: • Atendimento/Acompanhamento Social – é de sublinhar o carácter subsidiário do sistema de Segurança Social, porquanto a especial protecção dos grupos sociais mais vulneráveis, nomeadamente crianças, jovens, pessoas com deficiência e idosos, só opera quando essas situação não podem ser superadas através do sistema público da Segurança Social, isto é, a efectivação dos direitos essenciais com base na solidariedade de toda a comunidade. • Programa de Amas – tem como objectivo o apoio à primeira infância (dos 3 meses aos 3 anos de idade), é prestado por uma pessoa habilitada e com o apoio técnico, remuneração da Segurança Social; cuida de crianças até ao Diagnóstico Social do Concelho da Maia 111 máximo de 4, por um período de tempo correspondente ao trabalho ou impedimento dos pais. • Assessoria aos Tribunais – o apoio técnico às decisões dos Tribunais no âmbito dos processos judiciais de Promoção e protecção, consistindo este apoio na: - Elaboração de Informação ou Relatórios Sociais sobre a situação da criança ou do jovem, ou do seu agregado familiar ou pessoas a que estejam confiados. - Intervenção em audiências judiciais. - Acompanhamento da execução das medidas de promoção dos direitos e protecção aplicadas. - Apoio aos menores e suas famílias que intervenham em processos judiciais de promoção e protecção. • Famílias de Acolhimento para crianças e jovens – O Acolhimento Familiar constitui uma medida de promoção dos direitos e de protecção das crianças e jovens, que consiste na atribuição da confiança dos mesmos a uma pessoa habilitada para o efeito; visa a sua integração num meio familiar e a prestação dos cuidados necessários ao seu desenvolvimento saudável e normal. O mesmo pressupõe o acompanhamento técnico e atribuição de um subsidio mensal destinado á manutenção da criança/jovem. Rendimento social de Inserção (RSI) – Instituiu uma prestação do regime não contributivo da Segurança Social e programa de inserção social, por forma a assegurar aos indivíduos e seus agregados familiares recursos que contribuam para a satisfação das suas necessidades mínimas e para o favorecimento de uma progressiva inserção social e profissional. A prestação é de caracter pecuniário, montante variável e temporário. • Licenciamento/Acordos de Cooperação no âmbito das Instituições • Apoio Técnico às IPSS e Fiscalização Diagnóstico Social do Concelho da Maia 112 Programas/Medidas de política social em curso ( 2004) Programa de Apoio Integrado a Idosos (PAII) – Este projecto levado a cabo pela Lar de Santo António, apoia 50 utentes prestando-lhes Serviços de Apoio Domiciliário. Respostas Integradas e Articuladas (Despacho Conjunto n.º407/98 de 15 de Maio) – Foi criada uma Equipa de Cuidados Integrados (ECI), para prestar Apoio Domiciliário Integrado (ADI) com técnicos da Santa Casa da Misericórdia e o Centro de Saúde da Maia e Águas Santas, a qual recebeu 19 pedidos e foram concretizados 12. Rendimento Mínimo Garantido (RMG)/Rendimento Social de Inserção (RSI) Em 1996, a Lei 10-A/96 de 26 de Junho veio instituir o Rendimento Mínimo Garantido (RMG) e formalizar práticas de partilha colectiva de responsabilidades na área de intervenção social, através da criação das Comissões Locais de Acompanhamento (CLA) e das parcerias institucionais que estas vieram criar. Veio organizar o trabalho em parceria, por forma a estabelecer uma visão de abertura à sociedade civil através da adesão a esta rede de instituições de solidariedade social e outras organizações sem fins lucrativos. Em Maio de 2003 a Lei 10-A/96 de 26 de Junho foi revogada pela a Lei n.º 13/2003 de 21 de Maio tendo sido alterada a designação de Rendimento Mínimo Garantido (RMG) para Rendimento Social de Inserção (RSI), passando também as Comissões Locais de Acompanhamento (CLA) a designarem-se de Núcleos Locais de Inserção (NLI). Diagnóstico Social do Concelho da Maia 113 Quadro 45– Número de Beneficiários das Prestações do Rendimento Mínimo Garantido/Rendimento Social de Inserção no Concelho da Maia, 2005 Freguesia N.º de Beneficiários Activos (RMG) N.º de Beneficiários Activos (RSI) Total Águas Santas 668 207 875 Avioso Santa Maria 69 23 92 Avioso São Pedro 36 17 53 Barca 158 18 176 Folgosa 114 10 124 Gemunde 145 40 185 Gondim 90 30 120 Gueifães 185 67 252 Maia 276 63 339 Milheirós 141 57 198 Moreira 241 60 301 Nogueira 155 29 184 Pedrouços 363 92 455 São Pedro Fins 75 11 86 Silva Escura 52 17 69 Vermoim 471 103 574 Vila Nova da Telha 98 14 112 Total 3 337 858 4 195 Fonte: Ministério da Segurança Social e do Trabalho – IIES De acordo coma as informações disponibilizadas pela Equipa de Acção Social da Segurança Social da Maia, existiam até Outubro de 2005, um total de 4 195 beneficiários do Rendimento Mínimo Garantido/Rendimento Social de Inserção. Podemos ainda observar através do quadro que o maior número de pessoas a receber estas prestações, com um total de 875 beneficiários, se encontra na freguesia de Águas Santas. Logo de seguida, aparecem-nos as freguesias de Vermoim e de Pedrouços com um total de 574 e 455 beneficiários respectivamente. As freguesias que apresentam um menor número de beneficiários são as freguesias de Avioso São Pedro com 53 beneficiários do Rendimento Mínimo de Garantido/Rendimento Social de Inserção e Silva Escura com 69 beneficiários. Diagnóstico Social do Concelho da Maia 114 Quadro 46 – Comparação da População Residente em 2001 com a População que Beneficia da Prestação do Rendimento Mínimo Garantido/Rendimento Social de Inserção no Concelho da Maia em 2005 População Residente em 2001 N.º de Beneficiários Activos do RMG/RSI % 25 249 875 3,5 Avioso Santa Maria 3 360 92 2,7 Avioso São Pedro 2 629 53 2,0 Barca 2 769 176 6,4 Folgosa 3 603 124 3,4 Gemunde 4 765 185 3,9 Gondim 1 929 120 6,2 Gueifães 11 532 252 2,2 Maia 9 816 339 3,5 Milheirós 4 237 198 4,7 Moreira 10 280 301 2,9 Nogueira 4 478 184 4,1 11 868 455 3,8 São Pedro Fins 1 838 86 4,7 Silva Escura 2 113 69 3,3 14 277 574 4,0 5 368 112 2,1 Freguesia Águas Santas Pedrouços Vermoim Vila Nova da Telha Total 120 111 4 195 3,5 Fonte: INE e Ministério da Segurança Social e do Trabalho – IIES Através do quadro 46, que compara a população residente com a população que beneficia das prestações Rendimento Mínimo Garantido/Rendimento Social de Inserção, podemos constatar que 3,5% da população do Concelho da Maia recebe estas prestações, no entanto esta percentagem difere de freguesia para freguesia. Desta forma, encontramos a percentagem mais elevada nas freguesias de Barca e Gondim com cerca de 6% e a mais baixa nas freguesias de Avioso S. Pedro e Vila Nova da Telha com 2,0% e 2,1% respectivamente. Diagnóstico Social do Concelho da Maia 115 _______________________________III.III.V. População Portadora de Deficiência A deficiência tem sido, tradicionalmente, entendida como uma limitação ou impossibilidade que determinadas pessoas possuem em executar actos e tarefas no seu dia-a-dia, e em participar na vida social e de relação. Contudo, este conceito sofreu, actualmente, uma evolução e a preocupação dominante é dirigir a atenção para as potencialidades que estas pessoas possuem, de forma a executarem determinadas tarefas e participarem na vida social. É por consideração a tudo isto que a Constituição da República Portuguesa, no seu artigo 71.º, define o seguinte: “Os cidadãos portadores de deficiência física ou mental gozam plenamente dos direitos e estão sujeitos aos deveres consignados na Constituição, com ressalva do exercício ou do cumprimento daqueles para os quais se encontram incapacitados”. Passamos assim, a analisar os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) referentes à deficiência. Quadro 47 – Número de Pessoas Portadoras de Deficiência segundo o Tipo de Deficiência no Concelho da Maia, 2001 Tipo de Deficiência Número % Deficiência Auditiva 871 13,1 Deficiência Visual 1 727 26,1 Deficiência Motora 1 569 23,7 Deficiência Mental 705 10,6 Deficiência Paralisia 177 2,7 Com Outra Deficiência 1 579 23,8 Total 6 628 100 Fonte: INE A percentagem da população portadora de deficiência no Concelho da Maia é de 5,5%, segundo os Censos de 2001. E como podemos observar através do quadro, a deficiência visual é a mais significativa entre a população com deficiência, com 26,1%, seguindo-se a deficiência motora, com 23,7%. Com outro tipo de deficiência temos 23,8% da população com de deficiência. Diagnóstico Social do Concelho da Maia 116 No Concelho da Maia existem duas instituições que prestam apoio a pessoas portadoras de deficiência, nomeadamente a APPACDM que conta com um Centro de Actividades Ocupacionais para utentes portadores de deficiência mental e outras a ela associada e a Criança Diferente que possui um Centro de Actividades Ocupacionais e um Lar Residencial de Apoio Temporário, apoia um total de 20 utentes, com as seguintes deficiências: deficiência mental, trissomia 21, paralisia e deficiência motora. IPSS N.º de Utentes no Centro de Actividades Ocupacionais N.º de Utentes no Lar Residencial de Apoio Temporário APPACDM 47 - Criança Diferente 20 10 Diagnóstico Social do Concelho da Maia 117 ______________________________________________III.III.VI. Violência Doméstica Ao serem analisadas as questões relacionadas com a família, verificamos que a violência em contexto familiar actualmente é uma preocupação crescente das várias entidades. Segundo a Resolução do Conselho de Ministros n.º 88/2003, “Entende-se por violência doméstica, toda a violência física, sexual ou psicológica que ocorre em ambiente familiar e que inclui, embora não se limitando a, maus tratos, abuso sexual de mulheres e crianças, violação entre cônjuges, crimes passionais, mutilação sexual feminina e outras práticas tradicionais nefastas, incesto, ameaças, privação arbitrária de liberdade e exploração sexual e económica. Embora maioritariamente exercida sobre as mulheres, atinge também, directa ou indirectamente, crianças, idosas e idosos e outras pessoas mais vulneráveis, como deficientes.” No que diz respeito ao Concelho da Maia, com base nos dados disponibilizados pela Guarda Nacional Republicana (GNR), pela Polícia de Segurança Pública (PSP) da Maia e Águas Santas, e pelo Instituto de Reinserção Social (IRS) apresentamos os quadros seguintes. Quadro 48 – Número de Casos de Violência Doméstica referenciados pela PSP da Maia e de Águas santas, segundo o Grupo Etário e o Sexo no Concelho da Maia em 2004 Casos de Violência Doméstica Grupo Etário Feminino Masculino Total 0 – 3 anos 0 0 0 4 - 5 anos 1 1 2 6 - 10 anos 2 1 3 11 - 17 anos 2 1 3 18 - 25 anos 6 0 6 26 –35 anos 23 4 27 36 – 45 anos 34 2 36 46 – 55 anos 26 3 29 56 – 64 anos 2 0 2 65 e mais anos 1 0 1 Diagnóstico Social do Concelho da Maia 118 Total 97 12 109 Fonte: PSP Observamos através do quadro 48 que, no Concelho da Maia, a grande parte da violência doméstica, segundo os dados da Polícia de Segurança Pública da Maia e de Águas Santas, é perpetrada contra indivíduos do sexo feminino, 97 casos, enquanto que contra indivíduos do sexo masculino observa-se um número significativamente mais baixo, 12 casos. Se analisarmos a violência doméstica segundo a idade, verificamos que o maior número de casos se situa no grupo etário entre os 36 e 45 anos, com 36 casos, seguindo-se o grupo etário entre os 46 e 55 anos, com 29. Quadro 49 – Número de Casos de Violência Doméstica, referenciados pela GNR, segundo dois Grupos Etários e o Sexo no Concelho da Maia em 2004 Casos de Violência Doméstica Grupo Etário Feminino Masculino Total 6 – 10 anos 4 1 5 26 - 55 anos 50 3 53 Total 54 4 58 Fonte: GNR Em relação aos dados disponibilizados pela GNR, constatamos também aqui, que num total de 58 casos de violência doméstica 54 são agressões contra indivíduos do sexo feminino, a maioria destas mulheres, 50, tinham idades compreendidas entre os 26 e 55 anos. Quadro 50 – Número de Casos de Violência Doméstica, por Freguesia no Concelho da Maia, 2004 Casos de Violência Doméstica Freguesia Feminino Masculino Total Águas Santas 32 2 34 Avioso Santa Maria 4 1 5 Avioso São Pedro 2 0 2 Barca 7 1 8 Gemunde 3 0 3 Gondim 3 0 3 Gueifães 15 1 16 Maia 14 2 16 Milheirós 8 1 9 Moreira 12 0 12 Diagnóstico Social do Concelho da Maia 119 Nogueira 9 2 11 Pedrouços 12 1 13 (Cont.) Casos de Violência Doméstica Freguesia Feminino Masculino Total São Pedro Fins 3 0 3 Silva Escura 3 0 3 Vermoim 16 5 21 Vila Nova da Telha 3 0 3 Total 151 16 167 Fonte: GNR e PSP Analisando os dados disponibilizados por estas duas instituições encontramos um total de 167 casos de violência doméstica no Concelho da Maia. A freguesia onde se contam mais casos de violência doméstica é a freguesias de Águas Santas, com 34 casos, seguindo-se a freguesia de Vermoim com 21 e logo de seguida com 16 casos temos as freguesias de Gueifães e Maia. Quadro 51 – Número de casos em Acompanhamento no Instituto de Reinserção Social (IRS), por Violência Doméstica, por Freguesia, no Concelho da Maia, 2004/05 Freguesia N.º de casos Sexo Medida/Pena Solicitação Barca 1 M Suspensão de Execução de pena de prisão Tribunal da Maia Folgosa 1 M Suspensão provisória do processo Serviços do Ministério Público Gueifães 1 M Suspensão de Execução de pena de prisão Tribunal da Maia Gueifães 1 M Suspensão provisória do processo Serviços do Ministério Público Maia 1 M Suspensão provisória do processo Serviços do Ministério Público Moreira 1 M Suspensão provisória do processo Serviços do Ministério Público Fonte: IRS da Maia Na sequência de um processo judicial, de carácter penal, no âmbito de aplicação de uma medida ou pena, o Instituto de Reinserção Social da Maia acompanha um total de 6 casos de violência doméstica nas seguintes freguesias: Barca, Folgosa, Gueifães, Maia e Moreira. Diagnóstico Social do Concelho da Maia 120 _____________________________________III.III. VII. Problemas Identificados na Área da Intervenção Social e Família Importantes e urgentes • Existência de idosos isolados • Inexistência de centros para dependentes acamados; • Inexistência de equipas de noite para idosos; • Insuficiente número de instituições de apoio a idosos (lares e centros de dia); • Insuficiente serviço de apoio domiciliário; • Insuficiente serviço de apoio domiciliário em fins-de-semana; • Insuficiente número de equipamentos para idosos dependentes; • Inexistência de estruturas intermédias para idosos quando têm alta hospitalar e ainda não estão auto-suficientes; • Acentuado volume de menores em risco; • Persistência de casos de maus-tratos a crianças; • Inexistência de centro de acolhimento temporário para crianças/jovens em perigo; • Falta de equipas de rua para acompanhar toxicodependentes em tratamento; • Falta de apoios ocupacionais para toxicodependentes em tratamento; • Falta de prevenção da toxicodependência; • Presença significativa de toxicodependência; • Inexistência de equipamentos comunitários para os sem abrigo (cantina social comunitária, balneários públicos e lavandaria comunitária); • Insuficiente prevenção do alcoolismo; • Elevado número de alcoólicos; • Inexistência de Centros de Acolhimento a vitimas de violência doméstica; • Insuficiente número de amas protocoladas com Segurança Social; • Falta de retaguarda para pessoas portadoras de deficiências (Residenciais, Centros de Acolhimento). Importantes mas não urgentes • Falta de responsabilização familiar no acompanhamento a idosos; • Existência de idosos isolados, jovens, com carências e necessidades afectivas; Diagnóstico Social do Concelho da Maia 121 • Famílias desestruturadas; • Ausência de acompanhamento dos pais; • Inexistência de centro de acolhimento a mães solteiras e adolescentes; • Inexistência de locais de diversão para crianças e jovens (cariz pedagógico); • Insuficiência de infantários e ATL; • Insuficiência de equipamentos para desenvolvimento de actividades para crianças/jovens dos 10 aos 18 anos; • Insuficiência de equipamentos sociais destinados a crianças dos 0-3 anos (Creches a preços acessíveis); • Insuficiência de equipamentos de apoio aos jovens em período de férias; Determinantes • Aumento da população idosa sem retaguarda familiar; • Crise económica; • Incapacidade financeira para construção de infra-estruturas; • Aposta reduzida na prevenção das dependências; • Poder político pouco sensibilizado para as problemáticas sociais; • Escassos recursos humanos. Objectivos • Alargar o Apoio Domiciliário: - Nível geográfico - Fins-de-semana e noite - Prestação de serviços • Aumentar a cobertura institucional ao nível da colocação de idosos em lares; • Promover a articulação inter-institucional de forma a alargar a todo o Concelho os cursos de educação/ formação parental; • Criar uma estrutura de acolhimento de crianças e jovens em perigo; • Diminuir o número, de casos de negligência/maus tratos a crianças e jovens; • Criar de forma integrada respostas adequadas à problemática da toxicodependência; • Promover maior articulação entre as instituições do Concelho (IPSS) por forma a fornecer alimentação, higiene pessoal e cama a indivíduos temporariamente desprotegidos; • Criação de um Centro Comunitário com lavandaria, cantina, alojamento temporário e balneários; Diagnóstico Social do Concelho da Maia 122 • Criar equipamentos que dêem resposta à população portadora de deficiência, ao nível das diversas faixas etárias e valências; • Criar um Centro de Acolhimento para vítimas de violência doméstica; • Alargar o programa de amas às freguesias a descoberto; • Criação de equipas de dissuasão das dependências no Concelho da Maia (equipas de rua); • Sensibilizar as IPSS com infra-estruturas de apoio à infância, para a integração mais rápida de menores filhos de desempregados inscritos no Centro de Emprego, de forma a que estes se encontrem disponíveis para emprego e/ou formação profissional; • Articular os Serviços de Acção Social com o Serviço Público de Emprego. Recursos Existentes no Concelho da Maia • • Instituições Particulares de Solidariedade Social: - Serviço de Apoio Domiciliário (SAD); - Lares de Idosos; - Centros de Dia para Idosos; - Centros de Convívio para Idosos. Segurança Social Acção Social: - Atendimento/Acompanhamento Social; - Programa de Amas; - Assessoria aos Tribunais - Famílias de Acolhimento para crianças e jovens; - Rendimento social de Inserção (RSI); - Licenciamento/Acordos de Cooperação no âmbito das Instituições; - Apoio Técnico às IPSS e Fiscalização. Regime Contributivo, Prestações familiares dirigidas a: - Trabalhadores; - Família Crianças e Jovens; - Pessoas com Deficiência; - Pessoas Idosas. Regime Não Contributivo, Prestações familiares dirigidas a: • Crianças; Pessoas em Situação de Invalidez; Pessoas Idosas. Apoio Domiciliário Integrado; Diagnóstico Social do Concelho da Maia 123 • Programa de Apoio Integrado a Idosos (PAII); • Centros de Saúde; • Forças de Segurança (Apoio a idosos isolados); • Juntas de Freguesia; • Autarquia: - Departamento de Desenvolvimento Social; - Projecto Novos Laços. Diagnóstico Social do Concelho da Maia 124 _________________________________________III.IV. Saúde e Dependências A área da saúde foi analisada em pormenor, por ser considerada uma importante base para o bem-estar da população e essencial para a existência humana. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a saúde é definida não só como a ausência de doença, mas também como um estado completo de bem-estar físico, mental e social. Os serviços de saúde têm como objectivos gerais a promoção da saúde, a prevenção da doença, a recuperação e a reabilitação. Também a Constituição da República Portuguesa, no seu artigo 64.º, estabelece o seguinte: “Todos têm direito à protecção na saúde e o dever de a defender e a promover” e diz ainda, “para assegurar o direito à protecção da saúde, incumbe prioritariamente ao Estado: garantir o acesso de todos os cidadãos, independentemente da sua condição económica, aos cuidados da medicina preventiva, curativa e de reabilitação.” Podemos além disso afirmar que a saúde pública é um dos factores que contribuem para aferir o desenvolvimento de um determinado território. E, portanto, o difícil acesso aos cuidados de saúde poderá contribuir, aliado a outros factores, para uma exclusão social. Intrinsecamente associado à área da saúde estão os comportamentos de risco, como as dependências (alcoolismo, tabagismo, toxicodependência) e as doenças sexualmente transmissíveis, entre outros. Assim, e porque a saúde assume um papel relevante na sociedade, passamos a analisar os indicadores a ela ligados no Concelho da Maia. Diagnóstico Social do Concelho da Maia 125 • Taxa de Natalidade (2001): 12,9% • Taxa de Mortalidade (2001): 6,4% • Número de Utentes Inscritos no Centro de Saúde Maia e Águas Santas (2004): 77 034 • Número de Utentes Inscritos no Centro de Saúde do Castelo da Maia(2004): 28 553 • Número de Médicos por 1000 Habitantes (local de residência, 2001): 3,6 • Número de Médicos de Medicina Geral e Familiar por 1000 Habitantes (2001): 2,4 • Número de Utentes por Médico de Família na Unidade de Saúde da Maia (2004): 2 163 • Número de Utentes por Médico de Família na Unidade de Saúde de Águas Santas (2004): 1 846 • Número de Utentes por Médico de Família no Centro de Saúde do Castelo da Maia(2003): 1 573 • Número de Utentes Inscritos sem Médico de Família na Unidade de Saúde da Maia (2004): 6 619 • Número de Utentes Inscritos sem Médico de Família na Unidade de Saúde de Águas Santas (2004): 5 269 • Número de Utentes Inscritos sem Médico de Família no Centro de Saúde do Castelo da Maia (2004): 1 566 • Número de Utentes Activos no Centro Regional de Alcoologia do Norte Residentes no Concelho da Maia: 164 • Número de Utentes Activos no Centro de Atendimento a Toxicodependentes Residentes no Concelho da Maia (2004): 237 • Número de Utentes Admitidos em 2004 no Centro de Atendimento a Toxicodependentes Residentes no Concelho da Maia: 47 • Número de Nado - Vivos de Mães entre ao 10 e 19 Anos de Idade (2001): 61 • Número de casos de Tuberculose (2004): 43 • Número de casos de Gravidez na Adolescência no Centro de Saúde da Maia: 18 Diagnóstico Social do Concelho da Maia 126 _____________________________III.IV. I. Caracterização dos Centros de Saúde do Concelho da Maia Quadro 52 - Serviços Existentes nas Unidades de Saúde do Concelho Serviços Serviços Médicos a Utilizar Local de Funcionamento Consulta de Reforço/Recurso Saúde Infantil Saúde Materna Consultas de Clinica Geral (Medicina Geral e Familiar) Unidades de Saúde da Maia, Águas Santas e Castelo Planeamento Familiar Consulta de Diabéticos e Consulta de Pé Diabético Unidade de Saúde da Maia e Castelo Consulta de Pequena Cirurgia Unidade de Saúde da Maia Gabinete de Nutrição Consulta de Nutrição Unidades de Saúde da Maia, Águas Santas e Castelo Gabinete de Psicologia Consulta de Psicologia Unidade de Saúde da Maia e Águas Santas Endocrinologia Consultadorias Patologia Mamária Unidades de Saúde da Maia e Castelo Psiquiatria Reumatologia Unidade de Saúde da Maia Consulta Diária Psiquiatria Centro de Saúde do Castelo da Maia Serviço de Atendimento de Situações Urgentes – SASU Doença Súbita Unidade de Saúde da Maia Promoção da Saúde, Higiene e Segurança nos locais de atendimento público e nos locais de trabalho Serviço da Saúde Pública Atribuição de Graus de Incapacidade em caso de Deficiência ou Doença Crónica Unidade de Saúde da Maia Apreciação de Casos de Insalubridade Vigilância Sanitária de Águas de Abastecimento Centro de Diagnóstico Pneumológico – CDP Tratamento de Tuberculose Centro de Saúde da Maia e Águas Santas e Centro de Saúde do Castelo da Maia Consultas e Cuidados de Enfermagem Aconselhamento nas áreas de planeamento familiar, saúde materna e saúde infantil, vacinação administração de medicamentos execução de pensos Unidade de Saúde da Maia e Águas Santas e Centro de Saúde do Castelo da Maia, e as respectivas Extensões Vacinas Todas as vacinas incluídas no Programa Nacional de Vacinação (gratuitas) Centro de Saúde da Maia e Águas Santas e Centro de Saúde do Castelo Serviço Social Esclarecimento e apoio relativamente a problemas de natureza social Centro de Saúde da Maia e Águas Santas e Centro de Saúde do Castelo Gabinete do Utente Apresentação de sugestões ou reclamações Centro de Saúde da Maia e Águas Santas Fonte: Autoridade de Saúde do Concelho da Maia Diagnóstico Social do Concelho da Maia 127 Consultadoria de Psiquiatria Efectuada por médico Psiquiatra do Hospital de S. João com uma periodicidade quinzenal. Consultadoria de Patologia Mamária Efectuada por médico de Cirurgia do Hospital de S. João com uma periodicidade quinzenal e que constitui uma referenciação a problemas de saúde do foro mamário. Consultadoria de Reumatologia Efectuada por dois médicos Reumatologistas do Hospital de S. João, com uma periodicidade quinzenal e que constitui uma referenciação a problemas de saúde do foro reumatológico. Consultadoria de Endocrinologia Efectuada por médico Endocrinologista da Unidade Local de Matosinhos, com uma periodicidade mensal. Consulta de Nutrição Efectuada por Nutricionista com um horário semanal de trabalho de 35 horas que desenvolve um trabalho em articulação com os profissionais de saúde principalmente na prestação de cuidados a grupos de risco (diabéticos, hipertensos, doentes com dislipidemia e ou obesidade) e também na Área de Promoção e Educação para a Saúde em colaboração estreita com a Saúde Escolar. Consulta de Psicologia Clínica Efectuada por Psicóloga Clínica com um horário semanal de trabalho de 35 horas em articulação com os médicos numa perspectiva de cuidados integrados. Consulta de Pequena Cirurgia Consulta criada em 1998 da responsabilidade de médico de Medicina Geral e Familiar, cujo objectivo é responder às necessidades de saúde da população inscrita neste Centro de Saúde, no âmbito da Pequena Cirurgia. Consulta do Pé Diabético Consulta efectuada por médico de Medicina Geral e Familiar e duas enfermeiras com formação específica nesta área. Destina-se a diabéticos vigiados e seguidos no Centro Diagnóstico Social do Concelho da Maia 128 de Saúde e tem como objectivos a melhoria de qualidade de vida do diabético, a redução da morbimortalidade por diabetes e a prevenção da ulceração do pé diabético e necessidade de amputação. Consulta de Tuberculose Em funcionamento na sede do Centro de Saúde responde às necessidades de saúde da população do concelho da Maia no âmbito da tuberculose. Gabinete do Utente Em funcionamento na sede do Centro de Saúde onde são tratadas de uma forma personalizada todas as sugestões e ou reclamações desde que não sejam anónimas, bem como todas as reclamações registadas no Livro de Reclamações. Os Serviços de Saúde tendem cada vez mais a organizar-se de forma a oferecer uma prestação de cuidados centrada no cidadão, na promoção da Saúde individual e da comunidade, com recurso sempre que possível ao trabalho em equipa e em parceria. Nesta estratégia de acção, foi assim elaborado o Plano de Actividades da Direcção de Serviços de Saúde, contendo as propostas de trabalho das diferentes Áreas que a constituem, sendo: • • Área de Saúde da Mulher e da Criança: - Saúde Reprodutiva/ Planeamento Familiar; - Saúde Materna e Neonatal; - Saúde Infantil e Juvenil; - Programa Nacional de Vacinação. Área de Saúde de Adultos e Idosos: - Doenças Cardiovasculares, Hipertensivas, Isquémicas; - Programa de controlo da Diabetes Mellitus; - Saúde do Idoso. • Área de Oncologia; • Área de Tuberculose; • Área de Nutrição; • Área de Saúde Escolar; • Área de Serviço Social; Diagnóstico Social do Concelho da Maia 129 Finalidades do Programa de Saúde Reprodutiva / Planeamento Familiar • Proporcionar aos casais em idade reprodutiva informação para uma maternidade e paternidade conscientes; • Melhorar a saúde e o bem estar da família; • Reduzir a morbi-mortalidade materna, perinatal e infantil; • Reduzir o número de gravidezes em adolescentes menores de 15 anos, bem como a ocorrência de gravidezes não desejáveis; • Proporcionar a todas as mulheres que o desejam, formação e contracepção eficaz. Finalidades do Programa de Saúde Materna e Neonatal • Proporcionar à mulher, antes da concepção, todos os meios que garantam a profilaxia e o rastreio dos factores de risco; • Proporcionar à futura mãe e ao casal uma gravidez saudável; • Reduzir a morbilidade materna, condicionada ao parto; • Reduzir a morbi-mortalidade perinatal e infantil. Finalidades do Programa de Saúde Infantil e Juvenil • Melhorar a prestação de cuidados de saúde às crianças e adolescentes residentes no Distrito; • Promover o óptimo crescimento e desenvolvimento de todas as crianças anulando, atempadamente, os factores de risco previsíveis; • Reduzir a morbi-mortalidade infantil e juvenil por causas evitáveis; • Conseguir que as crianças sem Médico de Família atribuído sejam vigiadas, no Centro de Saúde. Finalidades do Programa de Saúde Escolar • Promover e proteger a saúde e prevenir a doença na comunidade educativa; • Apoiar a inclusão escolar de crianças com Necessidades Educativas Especiais; • Promover um ambiente escolar seguro e saudável; • Reforçar os factores de protecção relacionados com estilos de vida saudáveis; • Contribuir para o desenvolvimento dos princípios das escolas promotoras da saúde. Diagnóstico Social do Concelho da Maia 130 Finalidades do Programa Nacional de Vacinação • Contribuir para os objectivos de controlo, eliminação e erradicação de doenças alvo do PNV específicos para cada doença – alvo, por forma a obter ganhos em saúde Finalidades do Programa Doenças Cardiovasculares, Hipertensivas, Isquémicas • Controlo e vigilância do hipertenso; • Reduzir a morbimortalidade por doença cardiovascular; • Melhorar a qualidade de vida dos hipertensos; • Promover a elaboração de protocolos de actuação em todos os Centros de Saúde. Finalidades do Programa de controlo da Diabetes Mellitus • Promover a melhoria da qualidade de vida do Diabético; • Contribuir para a redução da morbimortalidade por complicações de Diabetes; • Promover a identificação o mais precocemente possível do número de novos casos de diabéticos. Finalidades do Programa de Detecção Precoce e Vigilância da Tuberculose • Reduzir a mortalidade; • Reduzir a morbilidade; • Reduzir a transmissão da doença; • Prevenir o desenvolvimento das resistências. Diagnóstico Social do Concelho da Maia 131 Mapa 5 - Áreas de Influência dos Centros de Saúde no Concelho da Maia Avioso (S.Pedro) Gemunde Avioso (Sta. Maria) Folgosa Gondim Silva Escura Vila N. da Telha Barca S.Perdro Fins Centro de Saúde da Maia Águas Santas Moreira Vermoim Nogueira Centro de Saúde Castelo da Maia Maia Milheirós Gueifães Águas Santas Pedrouços No Concelho da Maia existem dois Centros de Saúde, o Centro de Saúde da Maia e Águas Santas, o qual presta serviços à população das freguesias da Maia, Águas Santas, Gueifães, Barca Vermoim, Nogueira, Milheirós, S. Pedro Fins, Folgosa, Silva Escura e Pedrouços e o Centro de Saúde do Castelo da Maia que presta apoio à população de Moreira, Vila Nova da Telha, Gemunde, Avioso Santa Maria, Avioso S. Pedro e Gondim. Diagnóstico Social do Concelho da Maia 132 do Utentes Inscritos Quadro 53 - Utentes Inscritos por Grupo Etário e Sexo na Unidade de Saúde da Maia Grupo Etário Sexo M Sexo F Total % < 1 ano 246 244 490 0.94 1-4 anos 1 241 1 150 2 391 4.61 5-9 anos 1 555 1 503 3 058 5.89 10-14 anos 1 433 1 400 2 833 5.46 15-19 anos 1 526 1 484 3 010 5.80 20-24 anos 1 846 1 776 3 622 6.98 25-29 anos 2 068 2 118 4 186 8.06 30-34 anos 2 292 2 517 4 809 9.26 35-39 anos 2 213 2 366 4 579 8.82 40-44 anos 2 011 2 220 4 231 8.15 45-49 anos 1 902 2 016 3 918 7.55 50-54 anos 1 653 1 795 3 448 6.64 55-59 anos 1 446 1 585 3 031 5.84 60-64 anos 1 129 1 101 2 230 4.30 65-69 anos 949 1062 2 011 3.87 70-74 anos 740 869 1 609 3.10 ≥ 75 anos 891 1 572 2 463 4.74 Total 25 141 26 778 51 919 Fonte: Sinus. Dezembro 2004 Na Unidade de Saúde da Maia estão inscritos, como podemos observar através do quadro, um total de 51 919 utentes, dos quais 26 778 são do sexo feminino e 25 141 são do sexo masculino. Diagnóstico Social do Concelho da Maia 133 Quadro 54 - Utentes Inscritos por Grupo Etário e Sexo na Unidade de Saúde de Águas Santas Grupo Etário Sexo M Sexo F Total % < 1 ano 134 152 286 1.14 1-4 anos 651 598 1 249 5.00 5-9 anos 781 706 1 487 5.95 10-14 anos 677 618 1 295 5.18 15-19 anos 693 644 1 337 5.35 20-24 anos 756 836 1 592 6.37 25-29 anos 1 012 1 118 2 130 8.52 30-34 anos 1 120 1 256 2 376 9.51 35-39 anos 1 108 1 163 2 271 9.09 40-44 anos 1 005 1 008 2 013 8.06 45-49 anos 750 887 1 637 6.55 50-54 anos 761 820 1 581 6.33 55-59 anos 675 760 1 435 5.74 60-64 anos 533 546 1 079 4.32 65-69 anos 472 528 1 000 4.00 70-74 anos 379 503 882 3.53 ≥ 75 anos 511 829 1340 5.36 Total 12 018 12 972 24 990 Fonte: Sinus. Dezembro 2004 Verificamos que a Unidade de Saúde de Águas Santas tem 24 990 utentes inscritos, sendo estes, 12 972 do sexo feminino e 12 018 do sexo masculino. Quadro 55 - Utentes Inscritos por Grupo Etário e Sexo no Centro de Saúde do Castelo da Maia Grupo Etário Sexo M Sexo F Total % < 1 ano 129 133 262 0,92 1-4 anos 625 577 1 202 4,25 5-9 anos 792 726 1 518 5,36 10-14 anos 766 744 1 510 5,33 15-19 anos 852 819 1 671 5,90 20-24 anos 938 931 1 869 6,60 25-29 anos 1 123 1 132 2 255 7,97 30-34 anos 1 178 1 304 2 482 8,77 35-39 anos 1 174 1 253 2 427 8,58 40-44 anos 1 122 1 163 2 285 8,08 (Cont.) Diagnóstico Social do Concelho da Maia 134 Grupo Etário Sexo M Sexo F Total % 45-49 anos 1 003 1 033 2 036 7,20 50-54 anos 915 917 1 832 6,48 55-59 anos 898 933 1 831 6,48 60-64 anos 649 690 1 339 4,73 65-69 anos 578 657 1 235 4,36 70-74 anos 468 561 1 029 3,63 ≥ 75 anos 518 986 1 504 5,31 Total 13 728 14 559 28 287 Fonte: Sinus. Dezembro 2004 Relativamente ao Centro de Saúde do Castelo da Maia temos inscritos 28 287 utentes, dos quais 14 559 são do sexo feminino e 13 728 do sexo masculino. Movimento de Consultas Quadro 56 - Taxas de Cobertura da Saúde Materna em 2003/2004 Unidades de Saúde Taxa de Cobertura em Saúde Materna % de grávidas c/ 1ª. cons. no 1º. Trim. % de grávidas c/ 1º. Cons. no 3º. Trim. Taxa de cobertura em Revisão do Puerpério 2003 2004 2003 2004 2003 2004 2003 2004 Unidade de Saúde Maia 68% 60,2% 84,5% 89% 4,6% 3,6% 36,5% 44,% Unidade de Saúde Águas Santas 44,7% 47,6% 85,8% 84,4% 5,2% 6,2% 34,8% 44,9% Centro de Saúde Castelo 71,2% 81,3% 81,8% 84,3% 4,9% 7,3% 12,9% 23,8% Fonte: Centro de Saúde da Maia e de Águas santas e Centro de Saúde do Castelo Relativamente à de Saúde Materna, que pretende proporcionar à futura mãe e ao casal uma gravidez saudável, verificamos que a taxa de cobertura diminui entre 2003 e 2004 de 68% para 60,2%, o mesmo não acontecendo nas outras duas Unidades de Saúde que como se pode observar sofreram um aumento. A Unidade de Saúde e Águas Santas passou de 44,7% para 47,6% e o Centro de Saúde do castelo passou de uma taxa de cobertura de 71,2% para 81,3%. Diagnóstico Social do Concelho da Maia 135 Quadro 57 - Taxas de Cobertura da Saúde Infantil em 2003/2004 Unidades de Saúde 1ª Consulta do recémnascido Taxa de Cobertura 1º Ano Taxa de Cobertura 2º Ano 2003 2004 2003 2004 2003 2004 Unidade de Saúde Maia 34% 68,8% 65,2% 68,6% 41% 69,2% Unidade de Saúde Águas Santas 30,6% 41,1% 43,2% 53,5% 30,5% 51,1% Centro de Saúde do Castelo 46,6% 39,9% 59,2% 74,8% 57,6% 50,6% Fonte: Centro de Saúde da Maia e de Águas santas e Centro de Saúde do Castelo Com o objectivo de promover o óptimo crescimento e desenvolvimento de todas as crianças anulando, atempadamente, os factores de risco previsíveis existem as seguintes consultas: a 1ª Consulta do recém-nascido, a Consulta no 1º Ano e a Consulta no 2º Ano. Na Unidade de Saúde da Maia as taxas de cobertura destas consultas tem vindo aumentar entre 2003 e 2004, o mesmo acontecendo na Unidade de Saúde de Águas Santas. O Centro de Saúde do Castelo apresenta uma diminuição da taxa de cobertura da Consulta do recém-nascido e da Consulta no 2º Ano e sofreu um aumento da Consulta no 1º Ano. Quadro 58 - Taxas de Cobertura do Exame Global em 2003/2004 Taxa de Cobertura do Exame Global 5-6 anos Unidades de Saúde Unidade de Saúde Maia Unidade de Saúde Águas Santas 2003 2004 10% 66,3% 14,9% 48,7% Fonte: Sinus, 2004 Centro de Saúde da Maia e de Águas santas e Centro de Saúde do Castelo A taxa de cobertura do Exame Global 5 – 6 anos sofreu um aumento significativo nas duas Unidades de Saúde entre 2003 e 2004, passando de 10% para 66,3% na Unidade de Saúde da Maia e de 14,9% para 48,7% na Unidade de Saúde de Águas Santas. Diagnóstico Social do Concelho da Maia 136 Quadro 59 - Taxas de Cobertura do Planeamento Familiar em 2003/2004 Taxa de Cobertura do Planeamento Familiar Unidades de Saúde 2003 2004 Unidade de Saúde Maia 21,3% 23,8% Unidade de Saúde Águas Santas 20,9% 25,4% 16% 20,8% Centro de Saúde Castelo Fonte: Sinus, 2004 Centro de Saúde da Maia e de Águas santas e Centro de Saúde do Castelo O Programa de Saúde Reprodutiva/Planeamento Familiar tendo como objectivo proporcionar aos casais em idade reprodutiva informação para uma maternidade e paternidade conscientes e reduzir o número de gravidezes em adolescentes menores de 15 anos, bem como a ocorrência de gravidezes não desejáveis, está muito aquém do desejado, uma vez que a sua taxa de cobertura é de sensivelmente de 23% no Concelho da Maia. Quadro 60 - Programa de Saúde Reprodutiva/Planeamento Familiar em 2004 Programa de Saúde Reprodutiva Centro de Saúde do Castelo Centro de Saúde da Maia Taxa de Cobertura em Planeamento Familiar 20,8% - Número Médio de Consultas de Planeamento Familiar 1.3 - Percentagem de Partos em Adolescentes 15-19 anos 4,4% 2,8% Fonte: Sinus, 2004 Centro de Saúde da Maia e de Águas santas e Centro de Saúde do Castelo Através do quadro inferimos que a taxa de cobertura em planeamento familiar é bastante baixa, 20,8%. Relativamente aos partos em adolescentes, verificamos que se registou uma percentagem de 4,4% no Centro de Saúde do Castelo e 2,8% no Centro de Saúde da Maia. Diagnóstico Social do Concelho da Maia 137 Quadro 61 - Consultas Médicas Efectuadas nos Centros de Saúde Do Concelho da Maia, segundo Algumas Especialidades (1996-2001) Anos Consultas Médicas 1996 1997 1998 1999 2000 2001 Total de Consultas 198 261 209 645 212 870 205 313 200 186 209 789 Consultas de Medicina Geral e Familiar 167 943 178 008 184 723 171 346 165 631 172 696 Consultas de Planeamento Familiar 7 892 8 215 5 064 6 171 5 023 7 105 Consultas de Saúde Infantil e Juvenil 17 807 19 101 18 849 23 160 24 246 24 944 Consultas de Saúde Materna 4 129 4 321 4 234 4 636 5 286 5 044 Fonte: Anuário Estatístico da Região Norte O número de consultas por especialidades mais actuais são referentes ao ano de 2001 e como se pode observar o total de consultas tem vindo a aumentar entre 1996 e 2001, passando de 198 261 em 1996 para 209 789 em 2001. No entanto, analisando estas consultas por especialidade observamos que todas as consultas tem sofrido um acréscimo com excepção das Consultas de Planeamento Familiar que têm vindo a decrescer. Gráfico 3 - Consultas Efectuadas nos Centros de Saúde, segundo as Especialidades, em 2001 na Região Norte, AMP, Maia (%) Maia AMP Região Norte 0 20 40 60 80 Medicina Geral e Familiar Saúde Materna Planeamento Familiar Saúde Infantil e Juvenil 100 A análise do gráfico demonstra que o Concelho mantém o mesmo padrão de consultas efectuadas na Área Metropolitana do Porto e na Região Norte. Sendo que a maioria das consultas são de Medicina Geral e Familiar, Saúde Infantil e Juvenil em segundo lugar. O Planeamento Familiar e a Saúde Materna são as consultas menos realizadas. Diagnóstico Social do Concelho da Maia 138 Parcerias O Centro de Saúde para dar respostas a diferentes problemáticas estabeleceu parcerias com as seguintes entidades: - Parceria com os Lion’s para constituir um banco de camas articuladas e colchões anti-escaras para conceder temporariamente a utentes que tenham necessidade; - Parceria com os Rotary’s para constituir um banco de cadeiras de rodas e canadianas para conceder temporariamente a utentes que tenham necessidade; - Parceria com a Cruz Vermelha e Segurança Social no Programa de Apoio Integrado a Idosos (PAII); - Parceria com o Lar de Santo António e Segurança Social no Programa de Apoio Integrado a Idosos (PAII); - Parceria com a Santa Casa da Misericórdia da Maia e Segurança Social no Apoio Domiciliário Integrado (ADI); - Parceria com as escolas – Escolas promotoras de Saúde; - Parceria no Rendimento Social de Inserção (RSI); - Parceria na Comissão de Protecção de Crianças e Jovens (CPCJ). Formação O Centro de Saúde tem também uma equipa de formação, para os seus profissionais e para outros profissionais da comunidade, nas seguintes áreas: - Educação sexual em meio escolar - Projecto de Educação para a promoção de saúde mental; - Saúde oral na deficiência. Diagnóstico Social do Concelho da Maia 139 ________________________________________________III.IV. II. Dependências no Concelho da Maia Toxicodependência Em relação à toxicodependência no Concelho da Maia não existem estudos acerca desta problemática, sendo que apenas temos os dados disponibilizados pelo Instituto da Droga e Toxicodependência (IDT) e caracteriza os utentes activos nos Centros de Atendimento a Toxicodependentes (CAT). Apesar de não existirem estudos, os técnicos que trabalham no terreno, verificam que estão a emergir novas drogas, como por exemplo o Ecstasy, o que tem vindo a dificultar a intervenção dos técnicos e a eficácia dos tratamentos Quadro 62 – Número Utentes Activos em Tratamento nos Centros de Atendimento a Toxicodependentes do Porto, por Freguesia, do Concelho da Maia, 2004 Freguesia N.º de Utentes em Tratamento Total Masculino Feminino Águas Santas 39 8 47 Avioso Santa Maria 0 0 0 Avioso São Pedro 2 0 2 Barca 4 0 4 Folgosa 4 0 4 Gemunde 9 0 9 Gondim 6 0 6 Gueifães 20 2 22 Maia 49 1 50 Milheirós 8 0 8 Moreira 15 3 18 Nogueira 7 1 8 Pedrouços 13 1 14 São Pedro Fins 0 0 0 Silva Escura 2 1 3 Vermoim 32 5 37 Vila Nova da Telha 4 1 5 Total 214 23 Diagnóstico Social do Concelho da Maia 237 Fonte: IDT 140 Como se pode constatar da análise do quadro 62 existiam um total de 237 utentes activos em tratamento nos Centros de Atendimento a Toxicodependentes (CAT). A maior parte destes utentes - 50 – são residentes na freguesia da Maia, logo de seguida, surge a freguesia de Águas Santas com 47 utentes. Pode verificar-se também que não existem utentes em tratamento nestes centros, residentes nas freguesias de Avioso Santa Maria e São Pedro Fins. Analisando estes utentes por sexo verificamos que 214 utentes são do sexo masculino e em número significativamente inferior (23) são do sexo feminino. Quadro 63 – Número Utentes Activos em Tratamento nos Centros de Atendimento a Toxicodependentes do Porto, segundo a Escolaridade, no Concelho da Maia em 2004 N.º de Utentes Activos Escolaridade Total Masculino Feminino 1º Ciclo do Ensino Básico 60 2 62 2º Ciclo do Ensino Básico 72 77 79 3º Ciclo do Ensino Básico 52 7 59 Ensino Secundário 13 5 18 Bacharelato/Licenciatura 1 1 2 Nunca Foi à Escola/Não Completou o 1º Ciclo 6 0 6 Desconhecido 10 1 11 Fonte: IDT Analisando estes utentes segundo a sua escolaridade, verificamos que a maioria dos utentes (79) tem o 2.º Ciclo do Ensino Básico, e 62 utentes têm apenas o 1.º Ciclo do Ensino Básico. Estes dados demonstram que a maior parte dos utentes em tratamento têm um baixo grau de escolaridade. Quadro 64 – Número Utentes Activos em Tratamento nos Centros de Atendimento a Toxicodependentes do Porto, segundo a Situação Profissional, do Concelho da Maia, 2004 Situação Profissional N.º de Utentes Activos Total Masculino Feminino Desempregado à Procura de Emprego 98 13 111 Empregado 79 5 84 Estudante 3 3 6 Inactivo Economicamente 1 0 1 Desconhecido 30 2 32 Outro 3 0 3 Total 214 23 Diagnóstico Social do Concelho da Maia 237 Fonte: IDT 141 Como se pode observar através do quadro 64, 111 utentes, e em maior número, são desempregados à procura de emprego e 84 utentes estão empregados. Alcoolismo O fenómeno do alcoolismo tem sido um dos problemas sociais mais graves da sociedade portuguesa e segundo o documento do Ministério da Saúde – Plano Nacional de Saúde, orientações estratégicas para 2004-2010 – os estudos indicam que, em Portugal, 7% da população são doentes alcoólicos (síndroma de dependência de álcool) e 9% da população são bebedores excessivos (síndroma de abuso de álcool). Este problema é tanto maior, uma vez que existe uma aceitação cultural ao consumo de álcool, ocorrendo sistematicamente situações sociais e culturais que fomentam e tornam possível o uso generalizado tais como os momentos de lazer ou de trabalho como almoços de negócios. Na nossa sociedade verifica-se também o acesso facilitado ao consumo de álcool por incumprimento das leis, como por exemplo, do Decreto-Lei n.º 9/2002, de 24 de Janeiro que restringe a venda de bebidas alcoólicas a menores de 16 anos. No Concelho da Maia existindo também este problema ele não está caracterizado, sendo a única informação disponível, o número de utentes em tratamento no Centro Regional de Alcoologia do Norte (CRAN). Quadro 65 – Número de Utentes do Concelho da Maia em Tratamento do Alcoolismo, no Centro Regional de Alcoologia do Norte segundo o Grupo Etário em 2005 Grupo Etário N.º de Utentes em Tratamento 18 a 25 anos 4 26 a 35 anos 26 36 a 45 anos 59 46 a 55 anos 51 56 a 65 anos 15 66 a 75 anos 8 Mais de 75 anos 1 Total 164 Fonte: CRAN Diagnóstico Social do Concelho da Maia 142 Num total de 164 utentes em tratamento no Centro Regional de Alcoologia do Norte, verificamos que a maioria dos utentes, 59 utentes, têm entre 36 e 45 anos e 51 utentes têm entre 46 e 55 anos. Diagnóstico Social do Concelho da Maia 143 ______________________________III.IV.III. Problemas Identificados na Área da Saúde e Dependências Importantes e urgentes • Centralização dos serviço de atendimento a situações urgentes (SASU); • Índice significativo de casos de toxicodependência e alcoolismo; • Falta de prevenção da toxicodependência; • Falta de médicos de família; • Insuficiente investimento na educação para prevenir as doenças sexualmente transmissíveis; • Falta de centros de actividades para toxicodependentes; • Inexistência de equipas de rua; • Persistente lista de espera nas consultas; • Falta de algumas especialidades consideradas de primeira linha (estomatologia e oftalmologia); • Obesidade; • Falta de instalações condignas e apropriadas para prestação de serviços de saúde; Importante mas não urgente • Falta de Hospital de Retaguarda; • Falta de uma Unidade de Apoio Integrado; Determinantes • Deficiente rede de transportes para todos os estabelecimentos hospitalares e centros de tratamento, dentro e fora do Concelho; • Falta de retaguarda familiar para apoiar os idosos e doentes com alta; • Consumo excessivo de bebidas alcoólicas, ligado a factores culturais e históricos; • Aceitação social do consumo excessivo de bebidas alcoólicas e de tabaco; • Falta de consciencialização para práticas sexuais de risco; • Sedentarismo e alimentação muito desequilibrada/ hipercalórica; • Escassos Recursos humanos; Diagnóstico Social do Concelho da Maia 144 Objectivos: • Reduzir a incidência de alcoolismo, toxicodependência e tabagismo; • Redução de prevalência dos casos existentes; • Promover estilos de vida saudáveis; • Reduzir a incidência de doenças sexualmente transmissíveis; • Localização do Serviço de Atendimento a Situações Urgentes (SASU) que fique equidistante das várias freguesias; • Criação de um Hospital de Retaguarda; • Criar um Centro de Atendimento a Jovens, que devem funcionar junto às Casas de Juventude; • Criação de equipas de dissuasão (equipas de rua) da toxicodependência; • Criação de um Centro de Actividades Ocupacionais para Toxicodependentes em tratamento; • Aumentar a cobertura de médicos de família para a população inscrita nos Centros de Saúde. Recursos Existentes no Concelho da Maia • Centros de Saúde: - Programa Saúde Escolar (nutrição, saúde oral, educação sexual, formação, vacinação, exame global e equipa multidisciplinar com higienista oral, técnicos de saúde ambiental, nutricionista, enfermeiros de saúde pública, técnico de serviço social e psicóloga); - Programa de Saúde Reprodutiva e Planeamento Familiar; - Gabinete de Nutrição; - Gabinete de Psicologia; - Consulta de Clinica Geral; - Consulta de Tabagismo; - Consultadoria de Endocrinologia; - Consultadoria de Psiquiatria; - Atendimento de Serviço Social; - Internamentos Compulsivos realizados pela Autoridade de Saúde; - Existência de parcerias com diversas instituições do Concelho; • Grupo de Alcoólicos Tratados da Maia; • Associações Desportivas e Culturais; • Infra-estruturas desportivas; Diagnóstico Social do Concelho da Maia 145 • Instituições Particulares de Solidariedade Social com valências para os jovens; • Centros de Atendimento a Toxicodependentes (Boavista, Conde, Oriental, Ocidental, Matosinhos e Cedofeita); • Instituto de Reinserção Social; • Forças de Segurança; • Agrupamentos Escolares e Escolas Secundárias; • Parcerias já existentes entre o Hospital de S. João e as Escolas de Gueifães; • Forças de Segurança; • Programa Vida Emprego; • Juntas de Freguesia; • Autarquia: - Férias Desportivas. Diagnóstico Social do Concelho da Maia 146 __________________________________________III.V. Organismos e Comunicação Neste domínio de intervenção foi constituído um grupo de trabalho para o qual foram convidados os dirigentes das seguintes instituições: Direcção Regional de Educação do Norte (DREN), Junta de Freguesia de Avioso Santa Maria, Centro de Saúde de Maia e Águas Santas, Cruz Vermelha Portuguesa–Núcleo da Maia, Corpo Nacional de Escutas–Agrupamento 95.º, Santa Casa da Misericórdia, Segurança Social, Jornal ”Primeira Mão” e Câmara Municipal, tendo havido uma adesão de 33%, sendo as restantes instituições representadas por técnicos. Desta forma, não foi possível retirar dos contributos, matéria suficiente para o objectivo em curso (Análise dos problemas e determinantes, objectivos a alcançar e recursos existentes no Concelho). No entanto, o Núcleo Executivo, ponderou sendo esta uma área de importante reflexão, retomar os trabalhos em data a definir oportunamente. Diagnóstico Social do Concelho da Maia 147 ____________________________________III.VI. Áreas da Habitação, Transportes e Ambiente A habitação, os transportes e o ambiente foram analisados em simultâneo por entendermos que não se justificaria uma análise individual, uma vez que estes três domínios se interligavam. Relativamente à habitação e remetendo para o artigo 65.º da Constituição da República Portuguesa: “Todos têm direito para si e para a sua família, a uma habitação de dimensão adequada, em condições de higiene e conforto, e que preserve a intimidade pessoal e privacidade familiar.” Neste domínio caracterizaram-se estatisticamente os alojamentos existentes e a distribuição por freguesias da habitação social. Em relação à rede de transportes é importante frisar que esta é fundamental no desenvolvimento económico do Concelho. Só assim a população pode ter uma boa acessibilidade aos diversos serviços e fazer o trajecto casa - emprego e emprego - casa. O Ambiente é também uma preocupação a que todos diz respeito, encontrando-se intimamente correlacionada com a qualidade de vida. Desta forma a nossa análise recai sobre as linhas de água existentes no Concelho e sobre os parques urbanos e espaços verdes. Constituíram, igualmente, fonte de preocupação os vários tipos de poluição (sonora, do ar, da água e radiações electromagnéticas). Diagnóstico Social do Concelho da Maia 148 • Número de Edifícios – 24 499 • Número de Alojamentos Familiares – 48 684 • Número de Alojamentos Familiares de Residência Habitual – 39 938 • Número de Alojamentos Colectivos – 34 • Número de Alojamentos com Esgotos – 39 167 • Número de Alojamentos sem Esgotos – 771 • Número de Alojamentos com Electricidade – 39 887 • Número de Alojamentos sem Electricidade – 51 • Número de Alojamentos com Água – 38 822 • Número de Alojamentos sem Água – 1 116 • Taxa de Alojamentos sem Esgotos – 1,9% • Taxa de Alojamentos sem Água – 2,8% • Taxa de Alojamentos sem Electricidade – 0,1% • Número de Alojamentos não Clássicos em 1993 (barracas, casas rudimentares de madeira, móveis, improvisados, outros): 3 745 • Total de Casos Seleccionados para Alojamento (1993): 1 422 • Número de Fogos Construídos no Âmbito do Programa PER – 1 118 • Número de Fogos Construídos com Acordo de Colaboração do IGAPHE – 623 • Rede de Transportes: - - Empresas Privadas – 6 Empresas Públicas – 3 • Número de Estações de Tratamento Águas Residuais (ETAR) – 3 • Número de Freguesias com Recolha de Lixo Porta à Porta - 3 • Número de Parques Urbanos – 13 • Número de Ecocentros – 5 Diagnóstico Social do Concelho da Maia 149 __________________________________________________________III.VI.I. Habitação Quadro 66 - Número de Edifícios, de Alojamentos Familiares, de Alojamentos Familiares de Residência Habitual e Alojamentos Colectivos, no Concelho da Maia por Freguesia Freguesia N.º de Edifícios Alojamentos Familiares Alojamentos Familiares de Residência Habitual Alojamentos Colectivos Águas Santas 4 191 10 441 8 688 11 Avioso Santa Maria 733 1 488 1 128 2 Avioso São Pedro 645 1 109 833 0 Barca 719 958 855 0 Folgosa 1 011 1 297 1 115 0 Gemunde 1 125 1 729 1 475 0 Gondim 543 731 584 1 Gueifães 2 317 4 386 3 777 3 Maia 1 307 4 219 3 329 3 Milheirós 1 202 1 636 1 360 0 Moreira 2 271 4 369 3 525 5 Nogueira 995 1 756 1 433 1 Pedrouços 2 689 5 288 4 192 6 S. Pedro Fins 444 642 547 0 Silva Escura 591 820 671 0 Vermoim 2 077 5 787 4 718 0 Vila Nova da Telha 1 639 2 122 1 708 2 Total 24 499 48 778 39 938 34 Fonte: INE No quadro supra apresentam-se o número de edifícios, de alojamentos familiares e alojamentos familiares de residência habitual e por último os alojamentos colectivos. O número total de edifícios no Concelho é 24 499. A freguesia de Águas Santas é a freguesia que apresenta o maior número de edifícios e de todos os outros tipos de alojamento do Concelho, com 10 441 alojamentos familiares, 8 688 alojamentos familiares de residência habitual e 11 alojamentos colectivos. A freguesia que apresenta o menor número de construções do Concelho é S. Pedro Fins, com 444 edifícios, 642 alojamentos familiares, 547 alojamentos familiares de residência habitual. Diagnóstico Social do Concelho da Maia 150 Encontramos somente alojamentos colectivos nas freguesias de Águas Santas, Avioso Santa Maria, Gondim, Gueifães, Maia, Moreira, Nogueira, Pedrouços e Vila Nova da Telha. Quadro 67 – Escalões de Encargos Mensais com a Habitação Arrendada e Média Mensal de Encargos por Arrendamento de Habitação em 2001 Zona Geográfica Encargos Mensais com a Habitação Arrendada Menos de 99,75€ De 99,75€ a 249,39€ De 249,40€ a 498,80€ Mais de 498,80€ Média Mensal dos Encargos com Arrendamento de Habitação Grande Porto 66,32% 19,13% 13,37% 1,18% 105€ Maia 58,26% 23,47% 17,33% 0,94% 125€ Fonte: INE Relativamente à média mensal de encargos com arrendamento de habitação, verificamos que o Concelho da Maia apresenta um valor mensal de encargos superior ao do Grande Porto, com 125 € e 105€ respectivamente. Em relação ao Concelho da Maia podemos observar que 18,27% (17,33% + 0,94%) das rendas são superiores a 249,40€, sendo esta percentagem de 14,55% (13,37% + 1,18%) no Grande Porto, ou seja, o preço da habitação é mais alto neste Concelho do que na média dos concelhos pertencentes ao distrito do Porto. Quadro 68 – Escalões de Encargos com a Habitação Própria e Média Mensal de Encargos por Compra de Habitação em 2001 Encargos Mensais com a Habitação Própria Zona Geográfica Menos de 99,75€ De 99,75€ a 249,39€ De 249,40€ a 498,80€ Mais de 498,80€ Sem Encargos Média Mensal dos Encargos com a compra de Habitação Grande Porto 5,05% 10,57% 22,72% 7,48% 54,18% 330€ Maia 5,03% 10,70% 28,32% 11,52% 44,43 358€ Fonte: INE No que diz respeito aos encargos com a aquisição de habitação , no Concelho da Maia, 39, 84% (28,32% + 11,52%) situam-se acima dos 249,40€ mensais, percentagem superior à do Grande Porto, que é de 30,20% (22,72% + 7,48%). No que se refere à média dos encargos mensais com alojamento próprio este é também superior na Maia, sendo a média deste encargo de 358 € na Maia e 330 € no Grande Porto. Diagnóstico Social do Concelho da Maia 151 ________________________________________________________________Habitação Social no Concelho da Maia Quadro 69 – Número de Fogos em Habitação Social, por Freguesia no Concelho da Maia Freguesia Número de Fogos em Habitação Social Águas Santas 444 Avioso Santa Maria 77 Folgosa 62 Gemunde 66 Gondim 102 Gueifães 84 Maia 168 Milheirós 148 Moreira 94 Nogueira 58 Pedrouços 361 S. Pedro Fins 30 Silva Escura 36 Vermoim 668 Vila Nova da Telha 44 Total 2 442 Fonte: Departamento de Desenvolvimento Social Até Outubro de 2005, foram entregues no Concelho da Maia um total de 2 442 fogos em habitação social. A maior parte destas habitações situam-se na freguesia de Águas Santas com 444 fogos, seguindo-se a freguesia de Pedrouços com 361. As freguesias com o menor número de fogos em habitação social são as freguesias de Silva Escura e S. Pedro Fins, com 36 e 30 fogos respectivamente. Diagnóstico Social do Concelho da Maia 152 __________________________________________________________III.VI.II. Ambiente No Plano Estratégico de Desenvolvimento Sustentável realizado pela Câmara Municipal da Maia, encontramos uma grande preocupação relativamente ao ambiente, quer em termos da poluição existente nas linhas de água, quer em possibilitar melhor qualidade de vida dos seus residentes através da criação de parques urbanos e preservação de zonas verdes. Além disso, e tendo conhecimento que foi criado no Grande Porto e está a ser desenvolvido um projecto denominado, Futuro Sustentável, que consiste na realização de um Plano Estratégico de Ambiente (PEA), o Concelho da Maia, e dada a importância deste projecto, está também a ele associado, juntamente com os seguintes Concelhos: Espinho, Gondomar, Matosinhos, Porto, Póvoa de Varzim, Valongo, Vila do Conde e Vila Nova de Gaia. O Futuro Sustentável é um processo através do qual as autoridades trabalham em parceria com a comunidade na elaboração de um Plano de Acção de modo a proteger o ambiente, promover a sustentabilidade ao nível local e intermunicipal e melhorar a qualidade de vida das pessoas. Este Plano foi criado, porque é urgente e necessário integrar as políticas ambientais das várias Autarquias do Grande Porto. Actualmente, o Grande Porto concentra uma densa população e, por isso mesmo, variados problemas ambientais que carecem de uma abordagem integrada com vista à sua resolução efectiva, assim, mais do que um planeamento estritamente municipal são necessárias estratégias regionais com articulação ao nível concelhio, de modo a promover sinergias e economias de escala e a evitar a transferência de problemas para outros locais. As entidades destes Concelhos juntam-se em Grupos de Trabalho Temáticos (GTT), criados no âmbito do projecto Futuro Sustentável – Plano Estratégico de Ambiente do Grande Porto. Estes grupos trabalham em temas que foram escolhidos de acordo com o processo anterior de participação pública: • • • Ordenamento do Território; Espaços Verdes e Áreas Naturais; Educação e Formação Ambiental; Diagnóstico Social do Concelho da Maia 153 • Água; • Mobilidade; • Qualidade do Ar. Os GTT têm como objectivo acompanhar a elaboração do Diagnóstico ambiental regional (em curso) e do Plano de Acção para cada um destes temas e contribuir para a obtenção de consensos. Os GTT funcionam assim como mecanismos de participação cívica e articulação regional. O Futuro Sustentável – Plano Estratégico de Ambiente do Grande Porto consiste na prática, na definição de prioridades de intervenção de modo a proteger o ambiente e a aumentar a qualidade de vida das pessoas e pretende levar a cabo os seguintes objectivos: • reflectir e participar na definição do desenvolvimento sustentado do Grande Porto; • corrigir alguns dos problemas que se verificam na região; • integrar políticas sectoriais; • criar um espírito e coesão metropolitanos; • promover os valores locais; • envolver minorias; • estimular uma cidadania activa e responsável; • estabelecer mecanismos de acesso fácil e transparente à informação. O Plano identifica tanto acções específicas para cada município como acções comuns para toda a Área Metropolitana do Porto que devem ser promovidas de forma coordenada por todos eles (mais precisamente, pelos municípios que aderirem ao Plano Estratégico do Ambiente - PEA). Diagnóstico Social do Concelho da Maia 154 Mapa 6 - Caracterização Geográfica das Diversas Áreas no Concelho da Maia Mapa 7 - Caracterização Geográfica das Diversas Áreas no Concelho da Maia Fonte: CMM Plano Estratégico de Desenvolvimento Sustentável No Concelho da Maia assiste-se a existência de conflitos paisagísticos, ambientais e funcionais nas áreas de transição entre a indústria e os espaços verdes envolventes. Diagnóstico Social do Concelho da Maia 155 Mapa 7 - Conservação e Reabilitação do Património Edificado Fonte: CMM Plano Estratégico de Desenvolvimento Sustentável Aqui há uma proposta de intervenção na conservação de fachadas, jardins, eiras e elementos característicos nas casas de quintas e aglomerados, mesmo nos casos onde existem já loteamentos em curso nos espaços envolventes. Diagnóstico Social do Concelho da Maia 156 Mapa 8- Requalificação das Margens e Leitos das Linhas de Água Fonte: CMM Plano Estratégico de Desenvolvimento Sustentável Actualmente, as linhas de água do Concelho – Rio Leça, Castelo da Maia, Ribeira do Arquinho e Ribeira do Leandro – encontram-se bastante descaracterizados evidenciando construção nos seus leitos e margens, descarga de poluentes e ausência de uma integração paisagística. Assim, é proposto pelo Plano Estratégico de Desenvolvimento Sustentável do Concelho da Maia, a criação de faixas de protecção e intervenção para requalificação das margens e leitos, sua despoluição e ligação aos espaços agrícolas e florestais do Concelho. Diagnóstico Social do Concelho da Maia 157 Mapa 9 - Preservação de Matas e Elementos Arbóreos com Interesse Conservacionista Fonte: CMM Plano Estratégico de Desenvolvimento Sustentável Neste momento, existem matas e conjuntos arbóreos dispersos pelos aglomerados urbanos do território concelhio, ameaçado pela actual expansão urbana. Desta forma, este projecto proposto tem como objectivo a preservação e requalificação de matas e conjunto arbóreos com interesse, pela importância que desempenham na consolidação da estrutura verde do Concelho. Diagnóstico Social do Concelho da Maia 158 Mapa 10 - Proposta de Criação de Parques Urbanos 1. Parque Urbano da Cidade da Maia 2. Parque Urbano de Moreira/Pedras Rubras 3. Parque Urbano de Avioso/Castêlo da Maia 4. Parque Millenium 5. Country Club 6. Entrada da Cidade da Maia (nascente da EN 14) 7. Entrada da Cidade da Maia (poente da EN 14) 8. Monte da Caverneira 9. Monte de Santo António 10. Monte de S. Miguel, o Anjo 11. Monte Gonçalão 12. Monte da Sra. da Hora 13. Monte de Santa Cruz Fonte: CMM Plano Estratégico de Desenvolvimento Sustentável No Concelho da Maia observamos uma carência generalizada de espaços verdes com carácter de recreio e lazer. Neste momento temos o Parque de Moutidos e o Parque de Avioso em fase de conclusão. Na linha que tem vindo a ser desenvolvida pela Câmara Municipal têm-se criado espaços verdes de utilização colectiva, com carácter de recreio e lazer. Diagnóstico Social do Concelho da Maia 159 __________________________________________________III.VI.III. Transportes Os transportes são de importância fulcral para o desenvolvimento de um determinado território. No entanto a Rede de Transportes Públicos de Passageiros do Concelho da Maia apresenta algumas lacunas e não satisfaz de igual forma todos os indivíduos residentes deste Concelho. Isto porque as freguesias como é o caso de Avioso Santa Maria, Avioso São Pedro, São Pedro Fins, Gondim, Gemunde e Folgosa apresentam uma deficiente rede de transportes. Neste Concelho a Rede de Transportes Públicos de Passageiros é constituída pelos Serviços de Transportes Colectivos do Porto (STCP), Concessionários Privados, REFER, Transportes Urbanos da Maia (TUM) e Metro do Porto. Os STCP ligam a Maia às cidade do Porto, Ermesinde, Matosinhos e faz ligação entre algumas freguesias do Concelho. Relativamente aos concessionários privados temos a empresa Arriva que liga Maia a Viana do Castelo e ao Porto, a Transdev que faz transporte da Maia para Guimarães, Braga e Porto, a Maia Transportes que liga as várias freguesias do Concelho e faz também ligação com Ermesinde e Porto, a Auto-Viação Castelo da Maia, a Auto Mondinense, a Auto Viação de Landim. O transporte ferroviário, Linha do Minho, dá resposta em termos de transporte aos habitantes das freguesias de Águas Santas, S. Pedro Fins e Folgosa. Diagnóstico Social do Concelho da Maia 160 ______________________________________III.VI.IV. Problemas Identificados nas Áreas da Habitação, Transportes e Ambiente Importantes e urgentes • Insuficiente habitação social; • Famílias sem acesso a habitação digna; • Demora no processo de realojamento; • Comunidades ciganas sem alojamento; • Insuficiente rede de transportes; • Falta de transportes diurnos ou nocturnos; • Falta de transportes entre freguesias; • Falta de parques de estacionamento gratuitos junto das estações de comboio e metro. • Falta de limpeza e assoreamento do rio Leça; Importante mas não urgente • Falta de espaços verdes; • Parques urbanos; • Problema do ar, da água e ruído; • Problema das radiações electromagnéticas. Determinantes • Falta de ordenamento do território; • Pressão da construção urbanística; • Falta de terrenos para construção de casas apropriadas à comunidade cigana; • O levantamento das necessidades da habitação social está desactualizado; • Deficitária rede de transportes; • Indústrias com descargas directas para as linhas de água não ligadas às ETAR’s; • Existência de focos de poluição sonora do ar e da água no Concelho da Maia, designadamente Aeroporto, a refinaria de Leça, a Lipor e industrias diversas. Objectivos • Redefinição dos critérios de atribuição de habitação social; • Criação de estruturas de acompanhamento psicossocial de famílias para integração em apartamentos; Diagnóstico Social do Concelho da Maia 161 • Alargamento da rede de transportes urbanos da Maia (TUM); • Identificação das zonas geográficas onde não existe qualquer cobertura de uma rede de transportes públicos, ou onde os que existem são insuficientes; • Identificar quais as empresas que promovem serviços de transportes para os seus funcionários, de forma a optimizar recursos. • A Câmara Municipal, deverá controlar (fazer fiscalização) as descargas no Rio Leça e nas outras linhas de águas; • Divulgação dos espaços verdes existentes; • Fazer educação ambiental nas escolas. Recursos Existentes no Concelho da Maia • Autarquia: - Transportes Urbanos da Maia (TUM) - Quinta da Gruta (Avioso Santa Maria) - Divisão da Habitação • Juntas de Freguesia; • Empresa Municipal - Maia Ambiente; • Empresa Municipal – Espaço Municipal; • Empresas de Transportes Privadas; • STCP e Metro; • Delegação de Saúde; • Plano Estratégico de Desenvolvimento Sustentável; • Associação dos Amigos do Leça; • Serviços Técnicos de Limpeza (STL); • LIPOR; • Estações de Tratamento de Águas Residuais (ETAR). Diagnóstico Social do Concelho da Maia 162 CAPÍTULO IV Conclusão No âmbito da Rede Social da Maia, o Diagnóstico Social deve ser encarado como instrumento de trabalho importante, tendo em vista uma intervenção participada e integrada, orientada pelo objectivo do desenvolvimento do Concelho, num tempo em que se constatam profundas transformações sociais, sendo que, apesar das fortes potencialidades que o Concelho da Maia apresenta, continuam a persistir fenómenos de pobreza e exclusão social. Assim e de acordo com os dados recolhidos com recurso a várias fontes e a partir da reflexão de vários parceiros, definiram-se as seguintes áreas problema: - Emprego e Formação Profissional; - Educação; - Habitação, Transportes e Ambiente; - Família e Intervenção Social; - Saúde e Dependências; - Organismos e Comunicação. No domínio do Emprego e Formação Profissional, o elevado número de desempregados (7 638 indivíduos, ano 2004) a par da insuficiente oferta de emprego e baixa qualificação escolar e profissional (36,8% dos desempregados têm habilitações inferiores a 6 anos) poderá estar na origem da significativa diminuição do índice do Diagnóstico Social do Concelho da Maia 163 poder de compra registado no Concelho da Maia (decréscimo de 118,19 em 2002 para 105,77 em 2004). No domínio da Educação, a insuficiência de equipamentos ao nível do 1º Ciclo do Ensino Básico continua a assumir forte expressão, para além da persistência dos fenómenos de Abandono Escolar (1,8% de alunos entre os 10-15 anos que não concluíram o 3º Ciclo), Saída Antecipada (19,6% de alunos entre os 18-24 anos que não concluíram o 3º Ciclo), e Saída Precoce do Sistema de ensino (38,8% de alunos entre os 18-24 anos que não concluíram o Ensino Secundário, a par do Insucesso Escolar, traduzido por uma taxa de retenção global de 12,1% (retenções nos 1º, 2º e 3º Ciclos). No domínio da Intervenção Social e Família, o Concelho da Maia regista sérias lacunas: - Serviço de apoio domiciliário para idosos e dependentes, principalmente aos finsde-semana e noite; - Centro de acolhimento temporário para crianças e jovens em perigo, facto que assume particular relevância por se tratar de um Concelho cuja Comissão de Protecção local assinala 474 processos activos de promoção e protecção, no ano de 2004; - Prevenção e apoio a toxicodependentes; - Respostas adequadas à primeira infância, designadamente amas protocoladas com a Segurança Social; - Retaguarda para pessoas portadoras de deficiência, tais como residências protegidas ou centros de acolhimento. No domínio da Saúde e Dependências, merece particular destaque as lacunas detectadas ao nível das instalações (reduzidas dimensões e pouco apropriadas) onde são prestados os cuidados de saúde, a par da lista de espera que ainda subsiste e da falta de algumas especialidades consideradas de primeira linha, designadamente estomatologia e oftalmologia. Importa ressalvar que, no entender dos profissionais desta área, a infra-estrutura que falta ao Concelho é um Hospital de Retaguarda. No domínio da Habitação, Transportes e Ambiente é importante ressalvar a significativa demora no processo de realojamento em habitação social; a rede de transportes insuficiente e pouco ajustada às necessidades (designadamente no Diagnóstico Social do Concelho da Maia 164 período nocturno e entre freguesias); bem como, a persistência de focos de poluição sonora, atmosférica e das linhas de água. Numa leitura final, constata-se uma dinâmica populacional de no crescimento nos últimos anos. A par deste fenómeno, verifica-se, o crescimento da população jovem, e constatam-se problemas de abandono escolar, dentro das faixas etárias correspondentes à escolaridade obrigatória. Por outro lado, verifica-se também, um aumento da população idosa com os problemas correspondentes a esta franja populacional, acentuados pela falta de equipamentos sociais por forma a garantir uma resposta satisfatória. Também o baixo nível de escolaridade da população adulta residente no Concelho assume uma expressão preocupante, mais ainda quando se verifica que uma grande percentagem da população desempregada, possui somente o 4º ou 6º anos de escolaridade. Aqui há ainda que realçar a condicionante decorrente da falta de formação específica desta franja populacional e consequente dificuldade de colocação laboral, tendo em conta nomeadamente a precariedade e a dificuldade de inserção no mercado de trabalho de certos sectores da população. Ao nível da saúde, a falta da adopção de estilos de vida saudáveis, levanta alguma preocupação, com expressão em problemas que se traduzem no excesso de obesidade da população sobretudo jovem, de problemáticas associadas à sexualidade, bem como, sendo ainda mais preocupante, e de problemáticas relacionadas com dependências específicas – alcoolismo e toxicodependência -, que por sua vez acarretam problemas de ordem jurídica e criminal, emergindo também as situações de delinquência entre os mais jovens, no que diz respeito a esta última dependência. Consequência dos constrangimentos supra referidos, a pobreza no Concelho, como no resto do país, surge como resultante do tipo de desenvolvimento sócio-económico que se tem vindo a verificar, sendo os números de beneficiários do Rendimento Mínimo Garantido/Rendimento Social de Inserção expressão dessa realidade. É do entendimento do Núcleo Executivo do Conselho Local de Acção Social da Maia que deve ser priorizada a intervenção activa na família, privilegiando o domínio da Intervenção Social, bem como da Educação e Formação da população em risco de exclusão, visando especialmente o seu desenvolvimento pessoal, escolar, profissional e também o alargamento das respostas sociais. Diagnóstico Social do Concelho da Maia 165 A sensibilidade para as questões sociais por parte de um conjunto alargado de instituições e o forte investimento que tem vindo a ser desenvolvido no Concelho da Maia ao nível do trabalho em parceria, revelam-se as grandes potencialidades para enfrentar e ultrapassar os problemas que se manifestam, prevendo-se que uma prevenção localizada e especializada por áreas de intervenção poderá constituir uma forma de minimizar os problemas elencados. Diagnóstico Social do Concelho da Maia 166 CAPÍTULO V Glossário Alojamento Colectivo Local que, pela forma como foi construído ou transformado, se destina alojar mais do que uma família e, no momento censitário, está ocupado por uma ou mais pessoas, independentemente de serem residentes ou apenas presentes não residentes. Alojamento Familiar Unidade de habitação que, pelo modo como foi construída, ou como está a ser utilizada, se destina a alojar, normalmente, apenas uma família. Apoio Domiciliário Integrado (ADI) É um serviço que se concretiza através de um conjunto de acções e cuidados pluridisciplinares, flexíveis, abrangentes, acessíveis e articulados, de apoio social e de saúde a prestar no domicílio. A prestação de cuidados (de enfermagem e médicos de natureza preventiva, curativa e outros) e a prestação de apoio social indispensável à satisfação das necessidades básicas humanas. Despacho Conjunto n.º 407/98, de 15 de Maio). Centro de Actividades Ocupacionais (CAO) Equipamento de pequena dimensão inserido na comunidade que visa a valorização pessoal e a integração social de pessoas com deficiência grave, estimulando e facilitando o desenvolvimento possível das suas capacidades sem vinculação a Diagnóstico Social do Concelho da Maia 167 exigências do rendimento profissional ou de enquadramento normativo de natureza jurídico-laboral. Deverá facilitar o seu encaminhamento, sempre que possível, para programas adequados de integração sócio-profissional. Centro Comunitário Estrutura polivalente onde se desenvolvem serviços e actividades que, de uma forma articulada, tendem a constituir um pólo de animação com vista à prevenção de problemas sociais e à definição de um projecto de desenvolvimento local, colectivamente assumido. Centro de Dia Prestação de um conjunto de serviços desenvolvidos em equipamento, que contribuem para a manutenção dos idosos no seu meio sócio-familiar. Centro de Saúde Estabelecimento de saúde oficial, integrado, polivalente e dinâmico, prestador de cuidados de saúde primários, que visa a promoção e a vigilância da saúde, a prevenção, o diagnóstico e o tratamento da doença, dirigindo-se globalmente a sua acção ao indivíduo, à família e à comunidade. Pode ser dotado de serviço de internamento. Comissão de Protecção de Menores da Maia (CPCJ) Criada pela Portaria 32/96 de 08 de Fevereiro, ao abrigo do Decreto - Lei 189/91 de 17 de Maio. Tem como objectivo a promoção dos direitos e protecção das crianças e dos jovens em perigo por forma a garantir o seu bem estar e desenvolvimento integral. Conselho Local de Acção Social da Maia (CLAS) Este conselho é constituído por representantes das entidades privadas sem fins lucrativos interessadas e por organismo da administração pública central e local, implementadas no Concelho da Maia, sendo desta forma um fórum de discussão e aprovação de medidas e projectos a nível social local. Conselho Local de Educação Criado pelo Decreto - Lei n.º 7/2003 de 15 de Janeiro, sendo uma instância de coordenação e consulta, que tem por objectivo promover, a nível municipal, a Diagnóstico Social do Concelho da Maia 168 coordenação da política educativa, articulando a intervenção, no âmbito do sistema educativo, dos agentes educativos e dos parceiros sociais interessados, analisando e acompanhando o funcionamento do referido sistema e propondo as acções consideradas adequadas à promoção de maiores padrões de eficiência e eficácia do mesmo. Deficiência Qualquer perda ou anormalidade da estrutura ou função psicológica, fisiológica ou anatómica e que estas perdas ou alterações podem ser temporárias ou permanentes incluindo a existência ou aparecimento de uma anomalia, defeito ou perda de um órgão, tecido ou outra estrutura do corpo, ou um defeito do sistema funcional ou mecanismo do corpo, incluindo o próprio sistema do funcionamento mental. Densidade Populacional Intensidade do povoamento, expressa pela relação entre o número de habitantes de uma área territorial determinada e superfície desse território (habitualmente expressa em número de habitantes por Km2). Desempregado à Procura de Novo Emprego Indivíduo que já trabalhou ou que já teve um emprego e que, no momento censitário estava à procura de um emprego. Desempregado à Procura do Primeiro Emprego Indivíduo que nunca teve emprego e que estava à procura de um emprego. Desempregado em Sentido Lato Indivíduo com idade mínima de 15 anos que, na semana de referência, se encontrava, simultaneamente, nas situações seguintes: - Sem trabalho, ou seja, sem emprego, remunerado ou não; - Disponível para trabalhar num trabalho, remunerado ou não. Desempregado em Sentido Restrito Indivíduo com idade mínima de 15 anos que, na semana de referência, se encontrava, simultaneamente, nas situações seguintes: - Sem trabalho, ou seja, sem emprego, remunerado ou não; - Disponível para trabalhar num trabalho, remunerado ou não; Diagnóstico Social do Concelho da Maia 169 - Á procura de trabalho, ou seja, tendo realizado diligências para encontrar um emprego, remunerado ou não, nos últimos 30 dias. Desenvolvimento Organizacional Conjunto de actividades conducentes à adopção de procedimentos organizacionais de qualidade, bem como ao desenvolvimento da própria capacidade para a organização de se auto-desenvolver. Desenvolvimento Social De acordo com a Cimeira de Copenhaga, realizada em 1995, a noção de Desenvolvimento Social, apresenta-se como uma componente do desenvolvimento sustentável, a par com a noção de desenvolvimento económico e com a de protecção ambiental. Trata-se de uma perspectiva sobre o desenvolvimento que dá particular ênfase às necessidades dos indivíduos, das famílias e das suas comunidades, assentando em três pressupostos básicos: o direito ao emprego, a erradicação da pobreza e promoção da integração social. Exclusão social Conceito que traduz uma situação oposta à de participação e que pode assumir diversas acepções conforme os contextos nacionais em que ela é usada. Tradicionalmente é associada a impedimentos que impossibilitam as pessoas de exercer o seu estatuto de cidadãos e portanto de usufruir de direitos como o direito à habitação, ao emprego, à saúde, à educação, à posse de uma identidade positiva, etc.. Pode também ser entendida como o oposto de inclusão ou de empowerment, isto é, como a privação de capacidade de intervir nas próprias condições de vida, o que supõe o arredamento dos excluídos dos mecanismos de transformação societal e das decisões, inclusivamente daquelas que a eles dizem mais directamente respeito. Indicadores São elementos observáveis a partir dos quais se pode recolher informação para efeitos de verificação empírica. Por exemplo, para a avaliação sobre a integração profissional dos beneficiários de um projecto, poderiam deferir-se como indicadores: o número de pessoas integradas no mercado de emprego, o tipo de contratos, a efectuação de descontos para a Segurança Social, etc. Índice de Dependência Total – Relação entre a população jovem e idosa e a população em idade activa, definida habitualmente como o quociente entre o número de pessoas com idades compreendidas entre os 0 e os 14 anos conjuntamente com as Diagnóstico Social do Concelho da Maia 170 pessoas com 65 e mais anos e o número de pessoas com idades compreendidas entre os 0 e os 14 anos (expressa habitualmente por 100 pessoas dos 0 aos 14 anos). Índice de Envelhecimento Relação entre a população idosa e a população jovem, definida habitualmente como o quociente entre o número de pessoas com idade superior a 65 anos e o número de pessoas com idade inferior a 15 anos; traduz o número de pessoas com idade superior a 65 anos por cada 100 com idade inferior a 15 anos. Índice de Rejuvenescimento da População Activa Relação entre a população que potencialmente está a entrar e a que está a sair do mercado de trabalho, definida habitualmente o quociente entre o número de pessoas com idades compreendidas entre os 20 e os 29 anos e número de pessoas com idades compreendidas entre 55 e os 64 anos; traduz o número de pessoas com idade entre os 20 e os 29 anos por cada 100 pessoas com idade entre 55 e 64 anos. Indivíduo em Idade activa Indivíduo com idade mínima de 15 anos, que se encontrava na semana de referência numa das seguintes situações: - a exercer uma profissão ou a cumprir o serviço militar obrigatório; - sem emprego e disponível para trabalhar num emprego remunerado ou não. Instituições Particulares de Solidariedade Social Entidades sem fins lucrativos que visa objectivos sociais e pode celebrar acordo com o Estado, de forma a viabilizar o acesso de grupos sociais mais vulneráveis às respostas existentes. Lar de Crianças e Jovens Equipamento destinado a alojar e a dar apoio a todos os níveis, a crianças e jovens sem retaguarda e em risco. Lar Residencial Equipamento destinado a alojar jovens e adultos com deficiência, de idade não inferior a 16 anos que se encontrem impedidos, temporária ou definitivamente, de residir no seu meio familiar normal. Diagnóstico Social do Concelho da Maia 171 Metodologias Participativas Designa uma série de métodos e técnicas com apelo à participação dos actores implicados num determinado processo. Nestas metodologias a percepção individual dos actores, bem como a sua interacção e confronto de perspectivas e visões são imprescindíveis para a produção de conhecimento sobre as problemáticas sociais. Modelo Eisenhower Modelo de estratégia militar popularizada pelo General Dwight Eisenhower, adaptado ao planeamento estratégico territorial que permite a definição de prioridades de intervenção social com base nos graus de urgência e importância consensualizados pelos parceiros. Nível de Instrução Grau de ensino mais elevado atingido pelo recenseado, completo ou incompleto. Núcleo Executivo É o órgão técnico-administrativo (eleitos pelo Conselho Local de Acção Social), dinamizador da Rede Social. Nuvem de Problemas Técnica de visualização utilizada para a realização de diagnósticos participados que facilita a obtenção de visões partilhadas e a delimitação de grandes áreas de problemas. Ofertas de Emprego Empregos disponíveis comunicados pelas entidades empregadoras ao Centro de Emprego. Parceria Dinâmica de funcionamento e intervenção, cooperativa e negociada, entre entidades públicas e privadas e outros actores locais, com o objectivo de potenciar o desenvolvimento social local. Esta forma de funcionamento permite uma racionalização participada da acção, reduzido custos e riscos e promovendo trocas de experiências, de conhecimento e de saberes. A tomada de decisão é assumida como um compromisso colectivo. Diagnóstico Social do Concelho da Maia 172 Planeamento Estratégico (Aplicado à Intervenção Social) O planeamento pode entender-se como um procedimento racional, que traduz a articulação e integração de decisões e através da qual se formalizam compromissos e estratégias de mudança ( social e territorial). Traduz uma forma participada de pensar, agir e decidir sobre o futuro desejável. Plano de Actividades É a implementação do Plano de Desenvolvimento Social e dele depende a boa prossecução dos objectivos a que este se propõe. Descreve detalhadamente as tarefas que se pretendem realizar, define um calendário para a sua execução e para atingir determinadas metas, identifica quais os recursos envolvidos e designa responsáveis por cada uma das áreas. Plano de Desenvolvimento Social (PDS) Realizado em consonância com o Diagnóstico Social, nele se definem os objectivos e estratégias, capazes de responder às necessidades e aos problemas prioritários detectados, individuais e colectivos. O PDS é um instrumento no qual se concebe e desenvolve o quadro estratégico de intervenção do desenvolvimento social concelhio. É um instrumento estruturante de deliberação, de estabelecimento de compromissos de decisão, onde se inscreve um projecto comum de mudança. Plano Director Municipal (PDM) Instrumento de Gestão Territorial, que tem como objectivo estratégico de desenvolvimento o reforço da competitividade e o reforço da coesão social. Plano Integrado de Educação e Formação (PIEF) O objectivo deste plano é integrar jovens no percurso educativo e formativo, a fim de serem certificados com o 6º ano de escolaridade, sendo destinado a jovens do concelho da Maia que reunam os seguintes requisitos: - Idade inferior a 16 anos; - Abandono escolar precoce; - Ou se encontrem em situação de trabalho infantil. População Activa Conjunto de indivíduos com idade mínima de 15 anos que, na semana de referência constituem a mão-de-obra disponível para a produção de bens e serviços que entram Diagnóstico Social do Concelho da Maia 173 no circuito económico. Consideram-se como fazendo parte da população activa os seguintes subconjuntos de indivíduos: - População empregada; - População desempregada à procura de novo emprego; - População desempregada à procura do primeiro emprego. População Residente Indivíduos que, independentemente do momento censitário – zero horas do dia 12 de Março de 2001 – estarem presentes ou ausentes numa determinada unidade de alojamento, aí habitavam a maior parte do ano com a família ou detinham a totalidade ou maior parte dos seus haveres. Programa Especial de Realojamento Programa habitacional que visa a erradicação de barracas. Programa Rede Social A Resolução do Conselho de Ministros, n.º 197/97, criou a Rede Social com o intuito de promover a articulação da intervenção das autarquias serviços públicos e entidades privadas sem fins lucrativos que desenvolvem as suas actividades no domínio da acção social, com finalidade de transformar ou melhorar situações colectivas ou individuais de pessoas que vivem determinados problemas, para facilitar a sua integração social e/ou participação activa no sistema social do concelho da Maia, a nível individual, económico-laboral, cultural e político. Programa de Apoio Integrado a Idosos (PAII) Foi criado pelo despacho Conjunto de 1 de Julho de 1994, dos Ministros de Saúde, do Emprego e Segurança Social, é caracterizado por desenvolver acções inovadoras, que são concretizadas através de projectos de desenvolvimento central e a nível local. Promover a autonomia das pessoas idosas e/ou pessoas com dependência, no seu meio habitual de vida e melhorar a mobilidade e acessibilidade a serviços. Qualificação Académica Nível de instrução completo mais elevado que o indivíduo atingiu no momento censitário. Diagnóstico Social do Concelho da Maia 174 Rede Lucrativa Estabelecimentos de apoio social com fins lucrativos. Rede Pública Integra os estabelecimentos de educação e as respostas sociais de entidades oficiais, que funcionam na dependência da administração pública central e local. Rede Solidária Organizações sem fins lucrativos (IPSS), entidades equiparadas a IPSS e organizações particulares sem fins lucrativos. Rendimento Social de Inserção (RSI) Medida de protecção social que proporciona aos indivíduos e às famílias sem o mínimo de rendimentos, uma prestação de apoio à sobrevivência, implicando que o indivíduo e famílias acordem numa inserção. Serviço de Apoio Domiciliário (SAD) Prestação de cuidados individualizados e personalizados no domicílio, a indivíduos e famílias quando por motivos de doença, deficiência ou outro impedimento, não possam assegurar, temporária ou permanentemente, a satisfação das suas necessidades e/ou as actividades da vida diária. Taxa de Abandono Escolar Total de indivíduos, no momento censitário com 10 – 15 anos que não concluíram o 3º Ciclo do Ensino Básico e não se encontram a frequentar a escola, por cada 100 indivíduos no mesmo grupo etário. Taxa de Actividade Taxa que permite definir o peso da população activa sobre o total da população. A fórmula utilizada é a seguinte: - População activa / total da população X 100 Taxa de Analfabetismo Esta taxa foi definida tendo como referência a idade a partir da qual um indivíduo que acompanhe o percurso normal do sistema de ensino deve saber ler e escrever. Diagnóstico Social do Concelho da Maia 175 Considerou-se que esta idade correspondia aos 10 anos, equivalente à conclusão do 1º Ciclo do Ensino Básico. Deste modo a fórmula utilizada é a seguinte: - População com 10 ou mais anos que não sabe ler nem escrever / população com 10 ou mais anos X 100 Taxa de Cobertura da Educação Pré-escolar É a relação entre o número de crianças inscritas nos estabelecimentos de educação pré-escolar e a população em idade normal de frequência desse nível de ensino. Taxa de Desemprego A taxa de desemprego foi utilizada tomando como referência o desemprego em sentido lato , de acordo com a fórmula seguinte: - População desempregada / população activa X 100 Esta taxa também pode ser utilizada em sentido restrito, retirando da população desempregada e activa os desempregados em sentido lato. Taxa de Escolarização Relação entre o número de indivíduos matriculados num determinado ano de escolaridade e a população estimada com idade própria para frequência deste ano de escolaridade. Taxa de Mortalidade Número de óbitos ocorridos durante o ano, referido à população residente média desse ano (número de óbitos por 1000 habitantes). Taxa de Natalidade Número de nados-vivos ocorridos durante o ano, referido à população residente média desse ano (número de nados-vivos por 1000 habitantes). Diagnóstico Social do Concelho da Maia 176 ______________________________________________________________ Anexos Diagnóstico Social do Concelho da Maia 177 Mapa 1 - Apoio Domiciliário no Concelho da Maia Avioso (S.Pedro) Núcleo da Cruz Vermelha Gemunde Avioso (Sta. Maria) Folgosa Amanhã da Criança Gondim Silva Escura Vila N. da Telha S.Perdro Fins Barca Lar de Sto. António Moreira Centro Comunitário de Vila Nova da Telha Vermoim Nogueira Centro Social Paroquial de Águas Santas Maia Milheirós Centro Paroquial Nossa Sra. Natividade Gueifães Águas Santas Centro de Milheirós Lar Prof. Carvalho Dia de Vieira de Pedrouços Diagnóstico Social do Concelho da Maia 178 Mapa 2 – Escolas Públicas no Concelho da Maia Avioso (S.Pedro) Gemunde Avioso (Sta. Maria) Folgosa Gondim Educação Pré-Escolar Vila N. da Telha Moreira Barca Silva Escura S.Perdro Fins Ensino do 1º Ciclo Ensino do 2º e 3º Ciclos Vermoim Maia Nogueira Ensino Secundário Gueifães Milheirós Ensino Profissional Ensino Superior Águas Santas Pedrouços Diagnóstico Social do Concelho da Maia 179 Mapa 3 – Medidas e Programas no Concelho da Maia Avioso (S.Pedro) Avioso (Sta. Maria) Gemunde Projecto Novos Laços Folgosa Gondim CPCJ Vila N. da Telha Moreira Barca Silva Escura S.Perdro Fins PIEF Vermoim Maia Nogueira Maia não Desiste Gueifães Milheirós Programa Ser Criança Águas Santas Programa Rede Social Pedrouços Diagnóstico Social do Concelho da Maia 180 Mapa 4 - Unidades e Extensões de Saúde no Concelho da Maia Avioso (S.Pedro) Unidade de Saúde da Maia Gemunde Avioso (Sta. Maria) Folgosa Unidade de Saúde Avioso Sta. Maria Gondim Silva Escura Vila N. da Telha Barca S.Perdro Fins Unidade de Saúde de Águas Santas Moreira Extensão de Gueifães Vermoim Nogueira Extensão de Milheirós Maia Milheirós Extensão de Nogueira Gueifães Extensão de Vermoim Águas Santas Extensão de Pedrouços Pedrouços Diagnóstico Social do Concelho da Maia de Extensão de Moreira 181 Mapa 5 - Equipamentos Sociais no Concelho da Maia Avioso (S.Pedro) Gemunde Avioso (Sta. M.ª) Folgosa Gondim Vila N. da Telha Silva Escura Moreira Barca S.Perdro Fins Centro de Dia Lar de Idosos Vermoim Maia Centro Comunitário Nogueira Centro de Actividades Ocupacionais Gueifães Milheirós Lar Residencial Centro de Convívio Águas Santas Lar de Crianças e Jovens Pedrouços Diagnóstico Social do Concelho da Maia 182